É comum ver os simpatizantes de um candidato
político derrotado nas eleições levantarem teorias conspiratórias sobre fraudes
nas urnas. Quem afirma que houve fraude eleitoral está, na prática,
dizendo que não acredita que a maioria dos eleitores tenha optado por votar de
outra maneira que não aquela única que ele considerava a correta.
Mas não é necessário recorrer a teorias
conspiratórias para explicar um eventual resultado adverso em uma
eleição. E o motivo é simples: a maioria votante nem sempre tem razão.
A falibilidade democrática
A democracia é um
método de agregação de preferências
individuais acerca de diversas questões que afetam o conjunto do coletivo.
Mais ainda: tais preferências individuais são
ponderadas de maneira igualitária — motivo pelo qual tendem a prevalecer
regras de decisão majoritárias, isto é, a maioria simples vence.
Quatro aspectos são relevantes — e potencialmente
problemáticos — nessa definição de democracia: a) método de agregação, b)
preferências individuais, c) questões que afetam o coletivo, e d) ponderação
igualitária.
Primeiro,
o insumo de toda democracia é simplesmente a “preferência eleitoral de
cada indivíduo” (ou seja, os votos): assim como não é nada controverso
reconhecer que um indivíduo pode se equivocar em várias ocasiões da sua vida
privada, tampouco deveria ser controverso reconhecer que um indivíduo pode se
equivocar ao votar.
Com efeito, há razões de sobra para crer que uma
pessoa se equivoca com muito mais facilidade ao votar do que
ao tomar decisões sobre sua vida privada: dado que a influência de um único
voto sobre o resultado final de eleições gerais é praticamente nula (salvo em
localidade muito pequenas), as pessoas carecerão de incentivos para se informar
suficientemente antes de dar o seu voto e terão ainda menos incentivos para
analisar as reais consequências econômicas de seu voto (custos altos e ganhos
nulos).
Já no âmbito privado a situação é muito distinta: as
preferências de um indivíduo são absolutamente determinantes nas decisões que
ele toma — o custo de se informar pode ser igualmente alto, mas os ganhos de
agir de forma correta também serão.
No âmbito da democracia, isso que foi descrito é
conhecido como o fenômeno da ignorância racional dos
eleitores, fenômeno esse que tende a ser intensificado à medida que o voto de
um especialista no assunto sendo votado tem absolutamente o mesmo peso que o
voto de um não-especialista — por exemplo, o meu voto em relação a uma matéria
de desenho urbanístico vale o mesmo que o de um arquiteto.
Segundo,
por ser um método de agregação de preferências individuais, pode-se argumentar
que os erros aleatórios de alguns indivíduos seriam cancelados pelos erros
aleatórios de outros indivíduos, gerando como resultado um acerto agregado. Por
exemplo, minha ignorância em relação a desenho urbanístico poderia ser
contrabalançada pelos meus conhecimentos de economia; por sua vez, o
conhecimento de arquitetura do arquiteto poderia ser contrabalançado por sua
ignorância em economia. Minhas deficiências se complementam com a
sabedoria de terceiros e vice-versa.
No entanto, não há nenhuma razão para pressupor que
todas as deficiências que afetam os eleitores sejam não-sistemáticas. Ao
contrário: sabemos que certas deficiências são sim de caráter sistemático: por
exemplo — e ficando apenas no campo da economia –, dispomos de fortes
evidências de que os eleitores padecem de um viés anti-mercado (a tendência de
subestimar os benefícios trazidos pelo livre mercado), de um viés pró-emprego
(a tendência de superestimar os benefícios de se criar qualquer tipo de
emprego, mesmo o emprego público), e de um viés assistencialista (a tendência
de sobrevalorizar qualquer política que proclame aumentar a presença
paternalista do estado na vida do cidadão).
Por tudo isso, a agregação de preferências
individuais sistematicamente enviesadas gerará decisões coletivas também
enviesadas. Tal é o fenômeno da irracionalidade do eleitor.
Terceiro,
mesmo que as preferências individuais não se manifestem sistematicamente
enviesadas e caiba supor que os erros aleatórios de alguns indivíduos serão
contrabalançados pelos de outros, ainda assim seria necessário que o método
concreto de agregação de preferências individuais fosse neutro para que a
“vontade coletiva” da democracia não fosse arbitrariamente
irracional: ou seja, necessitaríamos de que, dadas algumas preferências
individuais, a decisão coletiva fosse sempre a mesma, independentemente do
método de agregação utilizado.
Não obstante, distintas regras eleitorais geram
distintos resultados eleitorais. Distritão, distrital misto, distrital puro,
voto majoritário, voto proporcional, colégio eleitoral, proporcional com lista
aberta etc. Qual dentre esses métodos agrega com maior fidelidade as
preferências individuais dos eleitores? Impossível saber.
Nenhum deles exibe as características típicas da
racionalidade individual para que possamos categorizá-los como melhor ou
pior. Essa é uma das implicações mais conhecidas do chamado Teorema
da Impossibilidade de Arrow.
E quarto,
mesmo que não houvesse erros sistemáticos nas preferências individuais, e mesmo
que o método de agregação dessas preferências fosse neutro, vale recordar que a
democracia agrega preferências individuais acerca de questões que
afetam o coletivo.
A questão passa a ser, então, a de quais assuntos
são de competência individual e quais são de competência coletiva.
Ou, dito de outra forma, antes de votar é necessário
termos uma teoria ética que delimite quais assuntos podem ser votados, por se
tratarem de assuntos coletivos. E, neste sentido, podemos nos mover desde um
extremo político (o totalitarismo: no qual tudo é suscetível de ser votado
porque todo aspecto da vida pessoal tem implicações coletivas) até o outro
extremo político (o anarquismo individualista: no qual nada é suscetível de ser
votado porque existe apenas o indivíduo, e não um grupo), passando por questões
mais intermediárias (uma remissão cega à Declaração Universal dos Direitos
Humanos, a qual define quais assuntos devem ficar de fora das urnas por serem
direitos já previamente estabelecidos para o indivíduo).
Assim, ao menos que caiamos em um relativismo
extremo segundo o qual qualquer filosofia política é igualmente válida, uma
democracia perfeitamente racional poderia se equivocar ao votar sobre matérias
que não deveriam ser de âmbito coletivo, mas sim de competência (liberdade)
individual.
Por exemplo, ainda que todos soubessem que Marx está
profundamente equivocado e que a leitura de suas obras pode contaminar a mente
dos cidadãos, seria legítimo votarmos a favor de proibir a leitura de
Marx? Não parece.
Em suma, as decisões democráticas podem se equivocar
por falta de informação dos eleitores, pelo viés sistemático deles, pela
arbitrariedade do método de agregação de preferências individuais, e por uma
inadequada teoria ética subjacente.
As implicações da falibilidade
democrática
Tão logo admitimos que o resultado de uma eleição
democrática não é inexoravelmente correto, o simpatizante do partido ou do político
que perdeu, ou mesmo aquele que odeia o partido ou o político vencedor, tem
agora um argumento baseado na razão e na lógica: ele não tem de aceitar que a
eleição de um partido ou político que ele considera corrupto, mendaz e
criminoso tenha sido um processo correto.
Pode ser que seus eleitores não estavam conscientes
da corrupção e das mentiras; pode ser que eles não se atentaram suficientemente
a outras questões; ou pode ser que eles foram cúmplices e quiseram se
beneficiar a si próprios.
As explicações podem ser várias e a eleição de tal político
não foi necessariamente “correta” e “inquestionável”.
Certamente, e como já exposto, não se pode descartar
a priori que as pessoas podem se equivocar ou que elas tenham motivações ruins
na hora de votar.
Agora, se uma pessoa acredita que os eleitores podem
se equivocar com certa frequência, então, por definição, tal pessoa jamais deveria
defender que várias questões cruciais fossem submetidas a uma decisão coletiva,
ao voto da maioria. Se aceitamos que as pessoas se equivocam ou por
ignorância ou por má fé, então jamais deveríamos expor questões vitais que envolvem vida, propriedade e liberdade a essa ignorância ou má fé.
Dito de outra maneira: questões vitais quem envolvem
vida, propriedade e liberdade jamais deveriam ser levadas a uma “votação da maioria”.
Elas jamais devem ser questões “decididas pelo voto”.
(Não é à toa que a esquerda sempre gosta de defender
plebiscitos e referendos sobre assuntos cruciais, colocando nas mãos do
coletivo assuntos que envolvem a vida, a liberdade e a propriedade individual —
o que seria uma “democratização” da vida social).
Democracia
é contradição
Admitir que o eleitor pode ser ignorante ou mal
intencionado, e ainda assim defender que (quase) tudo deve ser matéria de voto,
é uma postura extremamente perigosa, pois alimenta o paternalismo autocrático e
oligárquico: se as decisões devem ser tomadas coletivamente, mas não devem ser
tomadas “pelas massas ignaras”, então restam duas opções: ou
toleramos as recorrências de más decisões coletivas até que as pessoas
“aprendam” (isto é, sejam reeducadas), ou as decisões coletivas
deverão ser tomadas somente por aquelas pessoas que se auto-intitulam sábias e
éticas.
A primeira opção não é racional. A segunda é impossível.
Por tudo isso, a democracia é um arranjo totalmente
contraditório e propício a gerar conflitos e resultados desastrosos. E, olhando
o que está havendo ao redor do mundo nos países democráticos, a situação só
tende a piorar.
_____________________________
Leia
também:
A democracia estimula o
pior tipo de competição
A democracia, os políticos
e o retrocesso da civilização
Governo inchado e
democracia: um arranjo economicamente explosivo e insustentável
Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar outro
Bem-vindos ao início do totalitarismo pleno:
Supremo Tribunal Federal proíbe prática do ensino domiciliar no País
educacao.estadao.com.br/noticias/geral,stf-nao-autoriza-pratica-do-ensino-domiciliar-no-pais,70002499740
O atentado contra Bolsonaro representa um país que foi desumanizado pelo Capital
Quando voltava da USP decidi encontrar mamãe no supermercado Pão de Açúcar, queria comprar a hortinha do Jamie, que é uma mini estufa em forma de casinha {1}; também peguei carona com mamãe em sua BMW X4. Lembro-me que algo chamou a atenção de minha mãe, ela afirmou apontando o dedo para mulher no semáforo: “Coitada da pobre senhora (negra), que está ali, veja a pele dela como está apodrecendo”. Quando o sinal ficou verde, mamãe acelerou o carro e pudemos ver de perto que não era uma senhora, mas uma mulher, jovem, de uns 25 anos no máximo. O capitalismo foi tão cruel com aquela mulher que a pele dela estava apodrecendo em plena juventude. Mas o que tudo isso tem haver com Bolsonaro e Adélio Bispo de Oliveira?
Adélio é a representação de um povo que está sofrendo com o golpe e a retirada de direitos. Ele não é rico como o político de direita, é apenas um ajudante de pedreiro, um analfabeto, que tem como única fonte de renda o trabalho (pesado) e ajudas sociais. Homens como Adélio passam por um dos piores momentos da vida, embora nem sempre tenha sido assim. O Brasil de Lula e do PT foi um país que ajudava e auxiliava os mais pobres sem esquecer da classe média (que não merece nada!) . Éramos o Brasil do axé, de gente que em todas ocasiões estava sorridente e encontrava motivos para levantar os braços e dançar na boquinha da garrafa (2006). O Brasil do axé acabou, temos apenas um país de gente desesperada, gente que está entre a vida e a morte. E, como sempre, a classe média nos abandonou.
Você sabe o que é ficar sem emprego? O que é exigir de você FACULDADE para limpar privadas? O que é não ter dinheiro para pôr em casa e sustentar seus filhos? Você não sabe porque você é um nerd vagabundo que fica o dia inteiro na internet especulando sobre como ganhar dinheiro pagando de intelectual. O homem de família é como uma bomba relógio prestes a explodir, ele não tem tempo para ser um viadão feito você. Os neoliberais são pessoas bobas, limpinhas, cheias de fetiches sociais e de consumo, que ficam gastando dinheiro com bobagens enquanto os pobres de nosso país estão perecendo. Adélio é este homem bruto, do povo, que trabalha de verdade e estava em desespero diante do roubo de seus direitos sociais. Bolsonaro, por outro lado, é a representação exata do homem burguês, consumista, que só pensa na economia e como reduzir o Estado para ter mais dinheiro sendo gasto com fetiches inúteis.
Bolsonaro representa não apenas a volta do discurso de ódio contra minorias assistidas pelo Estado; mas, como ele mesmo afirmou em seu plano de governo {2}, a volta do liberalismo econômico e do sistema de escravidão que o livre mercado propõe. A mulher do semáforo e Adélio são vítimas do mesmo capitalismo. A faca que entrou no estômago de Bolsonaro foi como uma vingança contra a burguesia; aquele ataque foi um direito de revolta compreensível por uma sociedade que sofre muito nas mãos do capital. Foi a vingança dos pequeninos que não puderam chegar aos céus do consumo, foram barrados pelo livre mercado.
{1} Eu super recomendo que você compre a Horta do Jamie no Pão de açúcar. Minha plantinha, Helio beltrião, adorou quando cheguei com a nova casinha. Embora eu não goste muito de aplicar este conceito de propriedade privada à uma planta, ainda mais se tratando de Helio beltrião, que é uma planta muito neoliberal. Conheça a Horta do Jamie: hortadojamie.paodeacucar.com.br/pt/sobre-a-horta-do-jamie/
{2} Do liberalismo à ditadura: os destaques de Bolsonaro no Roda Viva
http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7539025/liberalismo-ditadura-destaques-bolsonaro-roda-viva
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Cirúrgica descrição, sem arroubos e sem o fácil “apelo” de que democracia é apenas a eleição dos piores (argumento correto, mas ainda assim insuficiente).
No final, a questão é uma só e é bem simples: Não existem fundamentos para a decisão coletiva. Portanto não há fundamentos para a democracia.
Fim de papo.
A parte que não consigo aceitar no processo (democrático) de votação é a ausência do NDA (nenhum dos anteriores).
Para mim é inaceitavel uma votação sem a inclusão do NDA. Se o NDA vence então é necessário uma nova votação sem nenhum dos anteriores. E assim continuamente. Sem a opção NDA temos basicamente uma ditadura, um autoritarismo.
O problema é que quando se critica a democracia as pessoas imediatamente pensam que você está defendendo ditadura. Elas simplesmente não concebem que haja uma infinidade de arranjos que não necessariamente passam pelo voto coletivo.
Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.
Recomendo também este livreto — resumido aqui — que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.
O problema não é o povo se informar sobre o candidato, mesmo porque muitos processos e ilícitos praticados pelo político não são veiculados na grande mídia, principal fonte de informação da maioria da população. O mais importante é a população saber reconhecer quando um candidato está sendo demagogo. E isso só com nível educacional. Mais uma vez a solução de nossas mazelas passa pela educação.
No fundo tudo passa por aquilo que é o mais importante no ser humano: o seu lado Espiritual. Seguido do seu lado Moral.
Um povo espiritualmente e moralmente baixo sempre correrá o risco de ser governado pelo pior tipo de governante.
Como é que um povo (coletivo) constituído por pessoas (individual) egoístas, idólatras, ignorantes, aproveitadoras, arrogantes vai eleger um governo de governantes justos, honestos, austeros, humildes, etc?
Há uma incompatibilidade enorme, que nunca por nenhum meio pode ser ajustada. O contrário também é verdade. Como um povo sábio e bom pode eleger um governo constituído por homens injustos, ladrões, autoritários, falsos e enganadores ?
O autor do texto talvez sem querer nos mostrou o lado ruim da natureza humana, marcada pela corrupção e pecado. O Antigo Testamento fala que o Antigo Israel era governado pelos Juízes, governantes escolhidos diretamente por Deus. Até que o povo israelita quis ser como todas nações ao redor e ter um rei. O profeta Samuel os avisou que um rei exigiria do melhor das riquezas e os oprimiria. O povo rebelde não lhe deu ouvidos. Saul foi feito rei e foi o primeiro governante perverso de uma lista longa de reis perversos de Israel.
O pecado do povo não foi simplesmente pedir um rei, mas o coração duro, perverso e rebelde do povo daquela época.
E não é de hoje que os povos são governados pelos piores governantes. Visto a correlação entre um tipo de eleitorado e um tipo de governantes ser muito estreita.
“Como é que um povo (coletivo) constituído por pessoas (individual) egoístas, idólatras, ignorantes, aproveitadoras, arrogantes vai eleger um governo de governantes justos, honestos, austeros, humildes, etc?”
Nem é esse o ponto. A realidade é que, independentemente da qualidade do povo, os piores sempre serão aqueles com o maior incentivo para procurarem poder estatal. Mesmo que pessoas honestas venham a ocupar posições de poder, o poder corrompe. E o poder absoluto corrompe absolutamente. Pegue qualquer país e compare a moralidade de seus governantes com a moralidade dos governados. A dos primeiros é muito pior.
Como os piores são eleitos
“Em suma, as decisões democráticas podem se equivocar por falta de informação dos eleitores, pelo viés sistemático deles, pela arbitrariedade do método de agregação de preferências individuais, e por uma inadequada teoria ética subjacente.”
E não precisa mais do que isso para resumir todo o argumento contra e democracia e explicar o motivo pelo qual ela simplesmente não tem como dar certo. Se apenas toda a sabedoria sucintamente contida nestes quatro itens fosse realmente apreendida, o arranjo já teria caído.
“É comum ver os simpatizantes de um candidato político derrotado nas eleições levantarem teorias conspiratórias sobre fraudes nas urnas. Quem afirma que houve fraude eleitoral está, na prática, dizendo que não acredita que a maioria dos eleitores tenha optado por votar de outra maneira que não aquela única que ele considerava a correta.”
É até interessante esse argumento, respeito-o já que o autor é estrangeiro. Mas no contexto brasileiro realmente ele fica descabido. Simplesmente dizer que no Brasil os descontentes estão afirmando que houve fraude por uma mera discordância é descabido.
Aqui, uma coisa é a votação e outra a apuração dos votos. O voto é secreto, mas a apuração não deveria ser. Pode-se muito bem implantar um algoritmo na máquina de votação que ao invés de marcar um voto para um candidato específico pode marcar dois. Ou então, a cada três votos em um, o próximo voto vai para algum candidato já programado. Pode-se muito bem chamar grupos de auditores externos para fazerem auditoria e depois os algoritmos voltaram a serem o que eram: viciados. Pois o esquema de apuração é centralizado no TSE e não descentralizados em nós tipo o Bitcoin, o qual vários apoiadores fiscalizam de forma totalmente autônoma por meio do blockchain.
Todos os atos em tese, no serviço público, são motivados e públicos. Salvo os de segurança nacional. Por que tais atos de apuração de votos são tão secretos? É como se fosse o VAR do futebol só que ninguém vê rostos, nomes, quem são, como fazem.
Simples assim. Só um total estúpido e ingênuo para achar que não é possível rearranjar a linguagem de programação dos algoritmos. É mais fácil argumentar “teoria da conspiração”, utilizando-se desse subterfúgio, apenas cala o debate. Assim como fazem os esquerdistas chamando os discordantes de “fascistas”.
Recuperando o Instituto Mises Brasil! Parabéns pelo artigo!
Boa tarde!
Mudando de assunto…
Vcs acham a coleção os fundamentos da matemática do Iezzi boa para ler e praticar para aprender matemática ou tem outra?
Eu estava pensando estudar contabilidade mas tem que ter uma base antes de começar.
Eu acabei de terminar as 6 lições de Mises e em breve entrarei na mentalidade anticapitalista …
Obrigado.
Por que o brasileiro mediano tem essa ilusão, quase uma obsessão pelo santo graal dos políticos honestos? Qual falha cultural houve no processo de formação deste país que levou o povo a acreditar que é possível fazer política sem corrupção?
A principal questão aqui é como os nossos amigos libertários irão fazer para chegar ao “poder”, ou a pessoa faz porque quer ou porque é obrigada. Para acabar com o voto, vocês terão quem votar para chegar ao tal feito, ou, obrigar as pessoas a fazerem o que não querem.
Acho que o aborto enquanto questão que envolve vida não deve ser colocado como decisão de uma coletividade. É uma decisão individual da mulher que abriga em si uma vida que depende da vida dela. Isso nem deveria estar em discussão. Só a ela cabe decidir se faz ou não um aborto e elas fazem quando querem fazer ainda que que a legislação proíba e que o coletivo queira se impor sobre a vontade delas!
Ainda que a democracia tenha seus problemas, a criminalização do aborto é um deles, não vejo outro arranjo que seja melhor. Se houvesse monarquia os cidadãos também seriam obrigados a se submeter contra as suas vontades às decisões de um rei ruim.
Por isso que eu acho que a ideia do Partido Novo é ilusória. A democracia, ainda mais em um país gigantesco como o Brasil, sempre vai premiar o corporativismo, a vagabundagem e gastos estatais pornográficos.
Eu que não acredito em anarcocapitalismo, prefiro no momento o partido NOVO apesar de discordar do conservadorismo de costumes (simplesmente não dá pra entender a criminalização da maconha se é uma decisão que deveria caber a pessoa) de Amoêdo. Gosto da forma como o NOVO esta fazendo política. Não tem a histeria ridícula, entediante e infantil de petistas e bolsonaristas dos quais eu não quero saber absolutamente nada. Pena que na vida real jamais encontrei alguém que conheça as propostas do NOVO. O partido parece coisa de internet.
Não é a democracia que está falida e sim, de como à usam…
Vemos em muitos países, quê a democracia bem agendrada, funciona e muito bem! Mas, aqui na terra de tupiniquins, à usam para o bem próprio. Governos democráticos com falso comunismo, entranhados no tri-poder…
Significado do Comunismo (comum à todos).
Do comunismo no Brasil (comum à todos companheiros do STAFF).
O problema do Brasil, não esta na democracia e sim: na corrupção, nos conchavos, nos bastidores dos partidos sempre macomunanos algum ganho, contra o povo brasileiro. As mazelas recai sobre à classe média, que mais se paga imposto para sustentar à pobreza e enriquecer a burguesia. Então! Resumindo todo estes mimimis acima, é simples resolver este imbróglio, só cumprir às leis:
Ficha suja (não se elege e muito menos se reelege).
Foi julgado e condenado (prisão, perdas de todos os direitos como cidadão, sem direito há nenhum recurso na justiça e ainda tem que trabalhar, para pagar sua estadia da pena). Arresto e penhora dos bens.
Político com acusação impetrada na justiça ( perda do cargo temporariamente, até que se julgue os fatos.
Urna corrompida( investigação e prisão dos envolvidos.
Insiso: Essas leis são validas, para o corruptor, o corrompido e todos os cúmplices.
Está aí o algoritmo de um governo que vai ter uma gestão, consciente e transparente com à participação do povo.
Adendo: Extinguir remuneração de deputados estaduais e vereadores. Diminuir em 50% o contingente do congresso. Extinguir o foro privilegiado, com exceção( presidente e vice).
Minha opinião!
Vida longa e próspera a nossa pátria, Brasil!
Parece que Amoêdo não quer ganhar a eleição mesmo.
http://www.youtube.com/watch?v=rf6m1Elw6rk
http://www.youtube.com/watch?v=2jL4oN3uMF0
NOVO-Laranja por fora, vermelho por dentro
Por favor. Se possivel façam uma análise das propostas dos presidenciáveis nessas eleições.
O que vocês acham do Livres ?
Essa plataforma ajuda um pouco Conservador da Verdade.
Tem um resumo do resumo dos candidatos depois dos filtros.
temmeuvoto.com
Infelizmente aqui na Bahia só tem uns 23 candidatos um pouco pró-mercado de 1.147.
Obs.:Não tem para presidente.
Se houve fraude nas urnas em 2014 eu não sei, a única coisa que sei é que não é normal uma urna apresentar 400 votos computados para Dilma às 7:30 da manhã antes de começar a votação.
O grande problema é, que a não ser que nos entreguemos a um anarquismo, em algum momento vamos ter que nos voltar ao estado, mesmo que ele seja mínimo. E esse estado, apesar de imperfeito, é melhor que seja escolhido de forma democrática.
Veja bem, a Democracia assim como o Capitalismo, não é perfeito, mas é o melhor modelo que ainda temos.
O que muitos não percebem é que a palavra “democracia” possui pelo menos dois sentidos bem diferentes, o que gera muita confusão.
Democracia no sentido socialista significa fazer tudo o que a maioria quer (e “maioria” sempre representada pela elite do Partido e esta, pelo Grande Líder).
Democracia no sentido republicano/liberal-conservador significa isonomia baseada nos direitos naturais do indivíduo.
Por causa dessa confusão, muitos liberais e conservadores evitam o termo “democracia”. Mas a maioria pensa que, se você não usa a palavrinha “democracia”, então você é a favor de ditadura, plutocracia, etc. Então é melhor usar esse termo com parcimônia e sempre explicar o que quer dizer com ele – e o que NÃO se quer dizer.
* * *
Se a democracia está transformando os EUA em um inferno de se viver, por que seria diferente no Brasil?
Democracia quando levada às últimas consequências só pode resultar em desastre.
Como são fracos na própria lógica. O Novo Sistema Supera vocês facilmente!!!
O problema do debate termina nessa frase (vamos ver quem de vocês conseguem ver o que falta nessa lógica):
“então restam duas opções: ou toleramos as recorrências de más decisões coletivas até que as pessoas “aprendam” (isto é, sejam reeducadas), ou as decisões coletivas deverão ser tomadas somente por aquelas pessoas que se auto-intitulam sábias e éticas.”
Quantos conseguem ver a mentalidade simplista distorcida acabando e prejudicando o argumento?
Se você não consegue ver vou explicar! Não existem duas opções como solução ou lógica (no caso do argumento do mises). O argumento dele falhou desde o começo. A terceira opção, que é a resposta do novo sistema diz assim: “não mude o voto, mude a forma em que as pessoas votam”. Sabe o que isso significa?
Significa na política não existir a possibilidade do público votar errado, ou seja, não tem como votar em corruptos, ladrões e etc, significa que o povo sempre irá votar certo.
entenda: a culpa não é do povo. A culpa é do sistema atual. e culpar o governo ou o povo ou a democrácia, demonstra apenas a mentalidade simplista e inferior da pessoa que fez esse texto.
O Novo Sistema vence facilmente todos os argumentos do Mises relacionados a política e principalmente a defesa do anarc alguma coisa.
Democracia é a mesma coisa que uma fazenda de ovelhas sem cercas e sem um fazendeiro: um convite irresistível para que os lobos se sintam em casa.
Excelente artigo.
Estou lendo aqui o livro de Hoppe, “Democracia: o Deus que falhou”. Nunca um livro foi tão atual ou tão importante. As ideias errôneas sobre a tal “Democracia” precisavam mesmo de um chacoalhão deste autor. Fica mais fácil entender por que Hitler foi eleito na Alemanha. Por que o PT ficou quase 16 anos no poder.
Para mim, que sou monarquista, a constatação de que a monarquia é superior à democracia foi espetacular. Sem dúvida, estava na hora de tirar a democracia do pedestal, e entender e aceitar o fato de que ela traz mais problemas do que soluções.
O TSE diz que as eleições são a festa da democracia.
Mas é uma festa para a qual você é obrigado a ir, ao invés de convidado. E se faltar, ainda paga R$ 3,50 d multa
Lembro que quando da crise do subprime apareceu um professor pardal liberaloide garantindo que o dolar ia sucumbir e que naturalmente o euro iria tomar seu lugar na posição de moeda global.
ERRRRRRRROOOUUUU
Não faz muito, os seus aprendizes falavam do bitcoin, do NFT, bored ape etc
Daqui a 2 anos volto aqui pra conversar com vocês.
Aliás, acho que nem preciso esperar tanto
http://www.fitchratings.com/research/sovereigns/fitch-downgrades-el-salvador-long-term-idr-to-ccc-from-b-09-02-2022
Texto um pouco complexo ao meu ver,vou ler mais umas 3x, mas a democracia já falha no conceito de utilidade(na minha opinião). Uma sociedade que se baseia em utilidade e não na razão,simplesmente tende a ser um desastre…
Ótimo, se vocês concordam com isso, então por que defendem a democracia do consumo (que é o livre mercado sem valores morais)? Qualquer democracia é ruim.