
Uma
moeda forte, além de permitir aos seus usuários desfrutar mais bens por meio de
mais importações, também lhes propicia uma maior qualidade de vida. Viagens internacionais e produtos eletrônicos
exóticos se tornam mais acessíveis aos consumidores. Os produtores nacionais, por sua vez,
conseguem acesso mais barato a recursos e a bens de capital estrangeiros. Ainda que seus preços de venda no mercado
interno se mantenham inalterados — em decorrência da solidez monetária — o resultado
é que seus lucros tendem a ser maiores.
Igualmente,
as exportações também tendem a aumentar.
A taxa de câmbio representa apenas uma fatia do custo total que os
estrangeiros têm de pagar para importar bens desta economia. Tão importante quanto a taxa de câmbio é o
custo deste bem em sua própria moeda nacional.
Que diferença faz para o importador dos bens da economia brasileira se,
por exemplo, o real está 10% mais barato em relação ao dólar e, ao mesmo tempo,
os preços domésticos no Brasil subiram também 10% em decorrência da inflação
monetária? O efeito é nulo. Por outro lado, com uma moeda forte
permitindo a importação maciça de bens de capital mais baratos, os custos de
produção tendem a cair e a produtividade tenda a aumentar, o que irá reduzir os
preços internos e, consequentemente, estimular as exportações. É assim que uma moeda forte estimula também o
setor exportador.