Por que a monarquia é superior à democracia
por , quinta-feira, 10 de setembro de 2009

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N. do T.: o artigo a seguir é uma transcrição de uma entrevista dada pelo professor Hoppe.

 

Coroa_Camada 1.gif.jpgO sistema político que todos fomos ensinados a venerar desde cedo — seja pelas escolas cujos currículos são controlados pelo governo, seja pela mídia serviçal ao estado — é a democracia.

O que quero argumentar aqui é que a antiga forma de governo, a monarquia, não só era muito mais limitada, como também era mais pacífica, menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a democracia.

Democracia x Monarquia

O primeiro ponto a ser enfatizado é: estados — sejam eles monárquicos ou democráticos — não são empresas.  Eles não produzem nada para ser vendido no mercado, e, como tal, suas receitas não advêm da venda voluntária de bens e serviços.

Ao contrário: estados vivem da coleta de impostos, que são pagamentos coercivos coletados sob ameaça de violência.

Portanto, sendo um anarcocapitalista, não sou apologista nem da monarquia e nem da democracia.  Porém, se tiver de escolher um desses dois regimes maléficos, então é seguro dizer que a monarquia tem certas vantagens.

A razão é que os reis eram normalmente vistos pela população como aquilo que realmente eram: indivíduos privilegiados que podiam tributar seus súditos.  E como todos sabiam que não podiam se tornar reis, havia uma certa resistência dos súditos contra as tentativas dos reis de aumentar impostos e expandir a exploração.

Sob a democracia, surge a ilusão de que nós somos nossos próprios governantes, de que governamos a nós mesmos.  Entretanto, como já deveria estar mais do que claro, sob a democracia também existem soberanos e os súditos desses soberanos.  Porém, o fato de que qualquer um pode potencialmente se tornar um funcionário público é algo que, além de também ajudar a estimular a ilusão de que governamos a nós mesmos, leva a uma redução daquela resistência que havia contra os reis quando estes tentavam aumentar suas receitas tributárias - afinal, o aumento da receita do estado ser-lhe-á favorável caso você seja um dos soberanos.

Há ainda outras desvantagens da democracia. 

Na monarquia, o rei pode ser visto como uma pessoa que considera o país sua propriedade privada, e as pessoas que vivem nele são seus inquilinos, que pagam um tipo de aluguel ao rei. 

Por outro lado, consideremos os políticos eleitos sob um sistema democrático.  Estes políticos não são os proprietários do país da maneira como um rei o é; eles são meros zeladores temporários do país, por um período que pode durar quatro anos, oito ou mais.

E a função de um proprietário é bastante diferente da função de um zelador. 

Imagine duas situações distintas: na primeira, você se torna o proprietário de um imóvel.  Você pode fazer o que quiser com ele.  Você pode morar nele para sempre, você pode vendê-lo no mercado — o que significa que você tem de cuidar muito bem dele para que seu preço possa ser alto —, ou você pode determinar quem será seu herdeiro. 

Na segunda situação, o proprietário desse imóvel escolhe você para ser o zelador dele por um período de quatro anos.  Nesse caso, você não pode vendê-lo e não pode determinar quem será seu herdeiro.  Porém, você ganha um incentivo novo: extrair o máximo possível de renda desse imóvel durante o período de tempo que lhe foi concedido. 

Isso implica que, na democracia, o zelador temporário é incentivado a exaurir o valor do capital agregado do país o mais rápido possível, pois, afinal, ele não tem de arcar com os custos desse consumo de capital.  O imóvel não é dele.  Ele não tem o que perder com seu uso irrefletido.  Por outro lado, o rei, como proprietário do imóvel, tem uma perspectiva de longo prazo muito maior que a do zelador.  O rei não vai querer exaurir o valor agregado de seu imóvel o mais rapidamente possível porque isso se refletiria em um menor preço do imóvel, o que significa que sua propriedade (o país) seria legada ao seu herdeiro a um valor menor.

Portanto, o rei, por ter uma perspectiva de longo prazo muito maior, tem o interesse de preservar — ou, se possível, aumentar — o valor do país, ao passo que um político em uma democracia tem uma orientação voltada para o curto prazo e quer maximizar sua renda o mais rapidamente possível.  Ao fazer isso, ele inevitavelmente irá gerar perdas no valor do capital de todo o país.

Guerras

As guerras sob um regime monárquico tendiam a ser, como certa vez descreveu Mises, guerras exclusivamente entre soldados, ao passo que as guerras feitas por democracias envolvem o homicídio em massa de civis em uma escala jamais vista na história humana.

Essa diferença tem a ver novamente com o fato de que os monarcas consideram o país como sua propriedade.  Tipicamente, os monarcas faziam guerras para resolver disputas de propriedade.  "Quem é o dono de determinado castelo? Quem é o dono de determinada província?"  O objetivo de uma guerra monárquica sempre era limitado e específico. 

Já as guerras feitas por democracias tendem a ser guerras ideológicas. Ora quer-se liberar um país de alguma ditadura, ora quer-se converter um país a uma determinada ideologia.  E é difícil determinar quando tal objetivo foi de fato atingido.  A única maneira certa de atingi-lo é matando toda a população do país que se está tentando invadir ou ocupar.

Um monarca, obviamente, jamais teria tal interesse, pois ele quer adicionar — em vez de destruir — uma determinada província, uma determinada cidade ou mesmo um determinado castelo à sua propriedade privada.  E, para atingir esse objetivo satisfatoriamente, é de seu interesse causar os mínimos danos possíveis - afinal, de nada adianta adquirir bens destruídos e sem valor.

Portanto, embora para um monarca fosse mais fácil começar uma guerra, também lhe era mais fácil determinar quando o objetivo havia sido atingido, o que dava fim à guerra.

Nunca houve alguma motivação ideológica que levasse diferentes reis a guerrearem entre si, ao passo que as democracias — assim como as guerras religiosas — são um conflito de civilizações, um conflito de sistemas de valores praticamente impossível de se controlar.

Ademais, as guerras iniciadas por reis eram vistas pelo público meramente como um conflito entre monarcas, uma vez que os reis geralmente dependiam de voluntários para lutarem suas guerras.  Já nas democracias, todo o país participa da guerra, todos os seus recursos são forçosamente desviados para o esforço da guerra e nele são exauridos.

Com a democracia surgiu também o serviço militar obrigatório — uma situação típica em várias democracias atuais —, no qual os indivíduos são obrigatoriamente recrutados e forçados a ir às guerras.  O argumento utilizado para tal escravidão mortal é: "já que agora você tem uma participação no estado (afinal, estamos em uma democracia), você também tem de lutar as guerras do estado".

Já sob uma monarquia as pessoas não tinham uma participação no estado; o estado era visto como pertencente ao rei, sendo os cidadãos uma entidade completamente separada do estado.  Por causa disso, o envolvimento da população nas guerras monárquicas era muito limitado.

Nacionalismo

Erik von Kuehnelt-Leddihn costumava dizer que uma das coisas de que ele mais gostava nos regimes monárquicos era o fato de que havia muito menos nacionalismo — o nacionalismo, obviamente, é uma característica democrática dos séculos XX e XXI.

Sob a monarquia não havia nada de errado em ser, por exemplo, um nobre germânico e ir trabalhar para a czarina da Rússia.  Pessoas que lutavam em vários lados também não eram consideradas "traidoras" da pátria. 

Foi com a ascensão da democracia que tivemos a ascensão da beligerante e inauspiciosa filosofia do nacionalismo.

As altas aristocracias foram, por assim dizer, as pessoas mais "internacionais" da história da civilização.  Praticamente todos os altos nobres eram interrelacionados com aristocratas de outros países.  O Kaiser alemão, por exemplo, tinha relações com os monarcas britânicos e russos.  Todos os soberanos de Europa também tinham, de alguma forma indireta, ligações com Maomé — logo, com países islâmicos.

Quando havia contendas entre monarcas, estas eram vistas como brigas entre famílias.  Sendo assim, o sentimento de nacionalismo era impossível de surgir — até porque, novamente, os nobres eram a mais internacionalista das classes de pessoas que existiam.  Portanto, sentimentos nacionalistas eram totalmente estranhos e atípicos para uma classe como aquela.

E isso certamente poupou várias vidas e evitou muito empobrecimento.

Hans-Hermann Hoppe é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




182 comentários
182 comentários
Rafael Hotz 10/09/2009 10:53:04

Não tenho opinião formada sobre qual tipo de Estado é pior...\n\nPrimeiro o Hoppe parece automaticamente assumir que todos os proprietários possuem baixa preferência temporal... Parece que não existem Neros para queimar Roma...\n\nOutro fato é o de que uma monarquia absoluta, no qual o ditador supremo é proprietário de tudo nada mais é do que um sistema socialista (no sentido de Mises) - ou seja, entrará em colapso mais rápido mas também provocará um belo estrago...\n\nEsse post (sim é de um left-lib) é bem legal: \n\nhttp://polycentricorder.blogspot.com/2009/09/monarchy-and-democracy.html

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Gabriel Vince 13/07/2012 12:35:38

Exatamente como Leandro apontou
O rei não possuía os meios de produção, a associação entre poder e economia não era próprio desse período.

Responder
Leandro 10/09/2009 11:28:54

Discordo quanto a sua conclusão de que seria socialismo. O rei é dono do território, e não dos meios de produção e dos bens que estão nesse território. Portanto, a formação de preços é totalmente natural - ao contrário de uma economia socialista.

Responder
Juliano Torres 10/09/2009 12:15:00

Leandro, o rei não é apenas dono do território, ele é dono de tudo e está em cima da regra geral, o que é um absurdo. Se o sujeito só é dono de um território ele não é rei, ele é um investidor, empresário ou algo parecido. Rei, monarquia e similares indicam poder supremo de um sujeitinho qualquer. Além de achar que defender o menos pior é tiro no pé, publicar esse tipo de texto dá margem pras pessoas pensarem que o IMB é pró-monarquia, o que não é verdade.

Responder
Leandro 10/09/2009 12:20:56

Apenas os analfabetos vão achar que o IMB é pró-monarquia. Logo no início Hoppe deixa bastante claro: "Portanto, sendo um anarcocapitalista, NÃO sou apologista nem da monarquia e nem da democracia. Porém, se tiver de escolher um desses DOIS REGIMES MALÉFICOS, então é seguro dizer que a monarquia TEM CERTAS VANTAGENS."

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Francisco Teixeira 10/09/2012 09:42:41

Leandro, você disse: "Não sou apologista nem da monarquia e nem da democracia." A forma de governo pode ser: República ou monarquia, que podem adotar o sistema democrático ou absolutista. O Brasil adota há mais de 120 anos, um sistema ditatorial, disfarçado de democracia, onde os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário estão nas mãos de um grupo político. Somos todos insanos, 120 anos fazendo a mesma coisa, esperando resultado diferente!\r
\r
É mais de cem anos de ilusão, cachorro correndo atrás do rabo, nunca pega! Políticos dizem que a culpa é do povo, não sabe votar e são corruptos. O mesmo é dito pelo povo, os políticos são corruptos. Na verdade vivemos diante de uma grande pátria, um povo honesto, ordeiro e digno de um Brasil grande.\r
\r
Rui Barbosa, no auge de sua emoção republicana, chegou a afirmar que a Princesa Isabel e o Conde D'Eu já "governavam o Brasil num inadmissível consórcio bragantino-orleanista" com a decadência da saúde do Imperador, que sofria de diabetes. Mais tarde, "depois de tanto ver triunfar as nulidades", o grande Águia de Haia iria se lamentar e pedir desculpas por tudo o que havia feito para acabar com a monarquia no Brasil !\r
\r
Esse espírito foi sintetizado por Rui Barbosa, quando se penitenciava de seu erro histórico. Sua sobriedade lhe permitiu avaliar a situação e dizer:\r
"Havia uma sentinela vigilante, cuja severidade todos temiam, e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade. Era o Imperador Dom Pedro II." (Discurso ao Senado Federal, dezembro de 1914)\r
\r
- Somente um sistema contra incêndios pode salvar a edificação contra o fogo,\r
- Somente um sistema anti-furto pode salvar bens materiais das mãos do meliante,\r
- Somente um sistema de defesa pode salvar uma nação de uma invasão,\r
- Somente um SISTEMA político de defesa dos interesses do povo pode salvar o povo de maus políticos.\r
\r
Poder Moderador & Voto Distrital Misto, através da restauração da Monarquia Parlamentar, isto é sistema contra corruptos!\r

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anarcocapialista 13/08/2014 02:29:56

sob esse pretexto.de "interesses do povo" que o pete fez. desgraça desses últimos doze anos, como voc é inocente meu caro. o socialismo e suas 120 milhões de mortes no seculo 20 também, aliás, ainda acontecem nos países do foro e são defendidas pela podre militância esquerdista

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Francisco Silvino Teixeira 25/08/2014 18:16:31

Eles, comunistas, são democráticos enquanto não estão no poder.após assumirem toda oposição vai pro paredão. Fidel Paredão Castro,após a revolução matou mais de 1000 no paredão. Por outro lado na República Presidencialista o poder não emana do povo, sim do Presidente da República ou grupo político que tudo pode até mesmo influenciar no Congresso Nacional, Senado e no Supremo. Sou Parlamentarista, prefiro a Monarquia. Visite o blog:

www.monarquiaja.wordpress.com

Responder
Leandro 10/09/2009 12:24:55

Quanto a ser dono de tudo, isso se aplica muito mais explicitamente à democracia. Afinal, o seu apartamento não é de fato seu, porém o estado lhe concede o benefício de morar nele perante um módico IPTU de milhares de reais. O mesmo é valido para seu carro e sua renda. E, sendo uma democracia, o governante é estimulado a lhe extorquir o máximo possível.

Responder
Juliano Torres 10/09/2009 12:34:18

Mas o que eu estou falando é isso mesmo. O Estado é dono de tudo nos dois sistemas, com a única diferença de quem exerce a propriedade, no qual um é rei, outro é presidente. No fim é tudo a mesma coisa e os interesses são todos no longo prazo. Todas as monarquias modernas não são monarquias, são democracias, com um rei de enfeite, sem poder algum.

Responder
Francisco Teixeira 10/09/2012 10:26:33

Juliano, você disse: "Todas as monarquias modernas não são monarquias, são democracias, com um rei de enfeite, sem poder algum." O Rei tem poder sim. (Há separação entre Estado e Governo) Numa Monarquia Parlamentarista, O Rei é o chefe de Estado, o Guardião da Pátria, da Constituição da justiça e do povo. O Estado é a nossa identidade coletiva que nos distingue no cenário internacional. O Estado é a nossa pátria, a nacionalidade, a coletividade, os valores fundamentais da sociedade. É a nossa bandeira, o nosso hino nacional, o nosso território, a nossa cultura, a garantia de que somos e seremos Brasileiros, que governo nehum abuse do nosso povo. \r
Por mais que esta força estranha reinante, queira tirar do povo a ideia de Estado, amor à Deus, à pátria, à família, quando o brasileiro balança a bandeira e veste a camisa da seleção, ele não o faz em homenagem aos seus governantes, mas ao seu Estado, porque ele é brasileiro, porque seu sangue é verde-amarelo, porque ele se identifica com o Estado Brasileiro. A pátria é verde-amarelo. \r
Governo:\r
O governo é uma corporação política formada por pessoas que veem nos cargos políticos a oportunidade de obter vantagem. O partido político que está no poder forma o governo conforme seus interesses. Para isso, ele se alia a outros partidos, faz concessões e busca a melhor forma de realizar seus interesses particulares. Nada tem a ver com a pátria.\r
Esse espírito foi sintetizado por Rui Barbosa, quando se penitenciava de seu erro histórico. Sua sobriedade lhe permitiu avaliar a situação e dizer:\r
"Havia uma sentinela vigilante, cuja severidade todos temiam, e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade. Era o Imperador Dom Pedro II. "\r
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(Discurso ao Senado Federal, dezembro de 1914)\r
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Responder
Juliano Torres 10/09/2009 12:35:03

Curto prazo*

Responder
Leandro 10/09/2009 12:44:52

Exatamente! Não são monarquias, são democracias. Mas é válido lembrar que aqueles estados que mais se parecem "feudos familiares", como Mônaco, Liechtenstein e Luxemburgo (um grão-ducado), continuam em boa forma, ao passo que as "monarquias" democráticas, como a Inglaterra, estão em franco declínio. Não acho que seja mera coincidência.

Responder
Juliano Torres 10/09/2009 12:47:43

Só para fechar, as pessoas são muito desonestas, então elas vão explorar esse título, independente da explicação e do seu real significado. Por isso é bom minimizar as oportunidades de fazerem isso.

Responder
anônimo 10/09/2009 13:04:37

Mônaco, Liechtenstein e Luxemburgo são locais pequenos. Eu não tenho idéia se a causa da atual situação melhor deles é o tamanho ou essa semi-monarquia. Andorra também é um bom exemplo; e extrapolando um pouco, países pequenos como Suiça e Luemburgo costumam ter uma situação muito superior. Eu dou mais crédito ao tamanho que o sistema deles...

Responder
Leandro 10/09/2009 13:57:42

Suriname, Paraguai, Guianas, Haiti, Cuba, etc. tmabém são pequenos. E nem por isso sÃo desenvolvidos. Canadá e EUA são grandes e desenvolvidos. Essa questão do tamanho não se sustenta. O sistema é importante, sim.

Responder
diego 10/09/2009 19:33:08

Discordo em alguns pontos:\nO monarca tem incentivo de maximizar sua riqueza no curto prazo sim. O que musa é a percepção do desse tempo: enquanto o rei tem a vida toda pra sugar da sociedade o governante tem um tempo específico que pode não ser renovado.\n O nacionalismo (em boa parte) é fruto justamente da formação de estados absolutistas que tinha o rei como seu governate supremo.\n As guerras na democracia são disfarçadas de ideológicas. o governo Bush nao incadiu o Iraque por causa da existencia de uma ditadura.Foi por petrólio. \n

Responder
Leonel 10/09/2009 23:59:00

Caros,\nAcho que Hoppe foi muito infeliz com essa sucessão de afirmações simplistas, mas não vem ao caso.\nO que me incomoda mesmo é que não vejo como este conteúdo esteja alinhado com a proposta do site. Espero que não seja o primeiro texto lido por alguns novos visitantes, não seria o melhor cartão de visitas.\nMy 2 cents...

Responder
anônimo 11/09/2009 00:27:25

Já eu concordei integralmente com o texto. Não há um só ponto onde a monarquia seaj pior que a democracia. Quem pensa o contrário são os incorrgiveis idólatras desse sistema maldito que é a democracia. e tanho dito!

Responder
Francisco Teixeira 11/09/2012 11:48:55

Anônimo, não tenha medo de aparecer... Política tem que ser discutida. Quando todos os homens estiverem interessados na política, encontraremos a forma ideal de governo. Você disse: "Não há um só ponto onde a monarquia seja pior que a democracia." República pode ser absolutista ou democrática. A monarquia também pode ser absolutista ou democrática. Estamos falando de monarquia parlamentarista, onde o rei é o chefe de Estado. O Estado é governado pelo parlamento eleito pelo povo, em seus diversos partidos políticos. O parlamento escolhe o Primeiro Ministro, pessoa capaz de governar uma nação. Nunca mais teremos governantes sem preparo. Há um ditado que diz: "A voz do povo é a voz de Deus", se fosse verdade Hitler, Fidel, Lula, não teriam sido eleitos pelo povo.

Responder
Neto 11/09/2012 12:00:44

Eu voto pela monarquia, contanto que eu seja o rei.

Responder
Francisco Teixeira 11/09/2012 14:37:50

Neto, quem sabe você tem sangue azul e nós não sabemos? Não importa quem, o importante é separar Chefe de Estado e Chefe de Governo. Juntos eles formam verdadeiros conluio contra o povo. É esta vergonha nacional que estamos presenciando há mais de 120 anos de república...

Responder
Andre Cavalcante 11/09/2012 19:14:59

Não creio que seja esse o modelo de monarquia (parlamentarista) defendida pelo texto como uma alternativa ao que temos hoje.
ce muito mais um modelo de monarquia em que o Rei represente a nação como um chefe de estado, mas internamente somente seja o dono das terras. Então, os cidadãos pagam u
Me parema espécie de condomínio para usar as terras do Rei por um tempo (1, 2 ou 3 gerações, com contrato renovável, claro). Não haveria nem chefe de governo e nem parlamento. Todo o resto é fornecido pelo setor privado. O Rei, além de gastar consigo e sua família (a família real) deve gastar também com algum exército permanente (soldados profissionais) para manter fronteiras e coisas assim. A outra função que ele poderia acumular (mas sinceramente não deveria) seria o de juiz de última instância. Neste arranjo não haveria espaço para "nobreza", ou muito pouco espaço.

Esse arranjo talvez fosse o estado mais mínimo possível, antes de um completa anarquia.

Responder
Roberto Chiocca 11/09/2009 01:47:20

Só sei que na época da monarquia nos revoltavamos contra o quinto, os americanos se revoltavam contra os desmandos da monarquia Inglesa, e em outros locais cabeças de reis tiranos rolaram por saturação da exploraçao da monarquia. Com a democracia não vemos tal coisa acontecer, o povo aceita leis, regulamentaçoes, impostos, taxaçoes e atentados contra a liberdade impensaveis por monarcas.\nComo Hoppe disse , nao podemos defender nenhum destes sistemas, pq ambos sao imorais e antiéticos, mas nao podemos deixar de notar que um mal é maior que outro.Ambos os males sao indesejaveis e indefensaveis.

Responder
Francisco Teixeira 12/09/2012 08:10:37

Roberto Chiocca "Só sei que na época da monarquia nos revoltávamos contra o quinto," - \r
Você conhece a origem da expressão "O QUNTO DOS INFERNOS"? Pois bem, Durante o Século 18, o Brasil - Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. (Tributo usado no Brasil colônia (1978) para construção de prédios públicos e organização administrativa) \r
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Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".\r
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Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.\r
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O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros da época, que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos".\r
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E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.\r
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A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".\r
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Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.\r
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De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.\r
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Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "DOIS QUINTOS DOS INFENOS" de impostos... Para quê?\r
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Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?!?\r
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Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas às atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!\r
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Responder
Lucas Mendes 11/09/2009 08:27:55

Prezados, O texto do Hoppe é um texto de caráter analítico e histórico. Contrasta a democracia com a monarquia e mostra porque a democracia é um regime pior que a monarquia. E notem que é justamente pelo viés da liberdade que a monarquia é superior a democracia. Acho que não se deve concluir que Hoppe é defensor da monarquia, como ele mesmo deixa claro no início. O ponto é revelar algo bastante claro e inédito do ponto de vista analítico: as democracias não representaram um avanço civilizacional. Para além das comparações entre os dois regimes, Hoppe vai defender uma Ordem Natural. Fica a dica para a tradução de outro texto do Hoppe, em que ele demonstra a sua defesa da ON. Talvez o segundo capítulo do Democracy: The God That Failed seria uma boa pedida; ou outros disponíveis no site do Lew Rockwell. Grande abraço Lucas

Responder
Rafael Hotz 11/09/2009 12:07:47

A observação do Roberto é muito pertinente, o regime de Estado monárquico e sua ideologia deixa muito mais às claras a exploração do que o regime de Estado democrático e sua ideologia... Mas não sei se por si só isto encerra a questão...

Responder
Uma opinião 11/09/2009 13:21:45

Todos os que postaram suas opiniões por motivo deste artigo assim como o proprio Hoppe precisam urgentemente voltar a ler Mises que deve estar se revirando no túmulo. O livro é ¨The Ultimate Foundation of Economic Science".Diz ele(Mises) na página 100 que a deficiencia na abordagem do "conceito de um perfeito sistema de governo",(pag.94),está em não levar em consideração que, 1º, se o homem fossse perfeito ele não precisaria de governo, e que dado a imperfeição humana nenhum governo funcionará satisfatoriamente(pag101). Na pag 98 ele afirma que o governo não é nenhum mal como muita gente pensa, mas um preço a ser pago por ser uma instituição benéfica e necessária sem a qual nenhuma sociedade vingaria. Por sua vez o Estado não é nenhuma entitade autonôma e independente do homem que sai por aí assustando os outros ou comendo criancinhas. O estado é a conformação que lhe dá os individuos. É por isso que seu método (de Mises) é chamado de individualismo metodológico. Hoppe pisa na bola e induz os outros que escreveram a ir na onda mostrando que ainda não aprenderam a pensar por conta própria a partir dos ensinamentos disposto por Mises. O livro que me referi se encontra para download e em ingles em www.mises.org.

Responder
Tiago 11/09/2009 21:48:23

Fizeram comparações de países aí. Arábia Saudita é uma monarquia e não está nem um pouco desenvolvida até onde eu sei.\n\nO Brasil foi uma monarquia durante todo o século XIX, ao mesmo tempo que os EUA eram uma democracia, e quem se desenvolveu mais?\n\nTambém achei essas considerações meio questionáveis, e como ressaltaram, neguinho vai poder usar de desonestidade intelectual pra dizer que o IMB é monarquista.

Responder
Marcos Campos 08/09/2012 13:31:44

"Tiago 11/9/2009 21:48:23

Fizeram comparações de países aí. Arábia Saudita é uma monarquia e não está nem um pouco desenvolvida até onde eu sei. O Brasil foi uma monarquia durante todo o século XIX, ao mesmo tempo que os EUA eram uma democracia, e quem se desenvolveu mais? Também achei essas considerações meio questionáveis, e como ressaltaram, neguinho vai poder usar de desonestidade intelectual pra dizer que o IMB é monarquista.
RESPONDER"

Meu caro Tiago, lhe aconselho a sempre que for escrever algo em qualquer fórum, tenha um mínimo de tempo para pesquisas, antes de cometer falacias.

Lhe digo de pronto que no séc.XIX, no Brasil Império tínhamos a 2° maior frota de marinha mercante atras apenas da Holanda, a 2° armada atras apenas da Inglaterra, e a 3° maior economia atras de Inglaterra(revolução industrial) e a decaída Portugal(que trocava todo seu ouro e vinho pelos produtos acabados da industria inglesa, mostrando-se esbanjador e preguiçoso).

Enquanto EUA, vivia de Algodão e Cassinos.

Quanto Arábia Saudita, existem Reis e Reis.

Responder
Francisco Teixeira 11/09/2012 11:59:02

Tiago, você disse: "O Brasil foi uma monarquia durante todo o século XIX, ao mesmo tempo em que os EUA eram uma democracia, e quem se desenvolveu mais?" \r
A monarquia brasileira sempre foi democrática, mais democrática que a república americana. A abolição escravocrata americana ocorreu com luta armada. No Brasil foi através de lei.\r
A História do Brasil Imperial tem início em 7 de setembro de 1822 com a proclamação de Independência do Brasil por D. Pedro I. O término deste período é a Proclamação da República, ocorrida no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 1889. Durante esta época, o Brasil foi governado por dois imperadores: D.Pedro I (de 1822 até 1831) e D.Pedro II (de 1840 até 1889). Entre os anos de 1831 e 1840, o Brasil foi governado por regentes.\r
Principais fatos da História do Brasil Império (Cronologia)\r
1822 - No dia 7 de setembro, D.Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo, proclama a Independência do Brasil. Início do Brasil Monárquico.\r
1822 - No Rio de Janeiro, em 12 de outubro, D.Pedro I é aclamado imperador do Brasil.\r
1847 - É instituído o parlamentarismo no Brasil.\r
1850 - Lei Eusébio de Queiróz que proibia o tráfico de escravos.\r
1854 - O empresário Barão de Mauá, em 30 de abril, inaugura a primeira ferrovia brasileira.\r
1871 - Promulgada a Lei do Ventre Livre.\r
1872 - Fundação do Partido Republicano.\r
1882 - A borracha ganha importância no mercado internacional e o Brasil torna-se um grande produtor e exportador.\r
1885 - Lei dos Sexagenários: liberdade aos escravos com mais de sessenta anos.\r
1874 - Chegam em São Paulo os primeiro imigrantes italianos (início da fase de imigração).\r
1888 - No dia 13 de maio, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, acabando com a escravidão no país.\r
1889 - Em 15 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, sob o comando do Marechal Deodoro da Fonseca, ocorrem a Proclamação da República (fim do Brasil Império).\r
1889 a 2012 – Se não fosse o golpe de estado provocado pelos escravocratas fazendeiros da época, que instituiu a República no Brasil, a história dos negros era outra. Eles não conseguiram revogar a Lei Áurea, mas mantiveram os negros escravos por muito tempo. Eles não tiveram para onde ir, continuaram nas fazendas, trabalhando em troca da moradia e alimentação.\r
Escrito por Correio Imperial - Brasil, 10 de Julho de 2004 \r
"Nos tempos do Império do Brasil, sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal;\r
- o Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália;\r
- em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;\r
- a unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;\r
- embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais? E que D, Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai;\r
- 800 contos d réis significavam 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;\r
- uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial? A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano;\r
- Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro? Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício:\r
o grande exemplo de seu desprendimento. (Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário);\r
- no Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje equivale a 5 salários mínimos;\r
- o Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.\r
- no plebiscito de 1993 a monarquia recebeu, aproximadamente, sete milhões de votos (13% dos votos válidos} e, nesta época uma pesquisa do DATA FOLHA mostrava que 21% da população era monarquista ou simpatizante..."\r

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Roberto Chiocca 12/09/2009 01:46:29

"Uma opinião", não vi ninguem tentando dizer que possa existir um sistema perfeito de governo, nao sei de onde conseguiu extrair isso.\nE, quanto ao Estado ser conforme os individuos o desejam, eu não sei de qual individuo vc esta falando,mas nao me inclua nessa, e , dizer coisas que contrariam algumas das posiçoes de Mises já não lhe parece uma prova que nós já "aprendemos" a pensar por conta propria?

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Tiago 12/09/2009 07:50:47

O texto que o Rafael Holtz postou logo no primeiro comentário é bom. Talvez se o IMB o traduzisse seria bom pra mostrar essa divergência entre libertários - e evitar um estigma de defensor da monarquia para o IMB.\n\nNa minha opinião, o Brasil não se desenvolveu durante o século XIX justamente por ter uma cultura aristocrática de privilégios, algo meio que inerente à monarquia. Quem nascia rico permanecia rico, quem nascia pobre permanecia pobre. Não havia espaço para o surgimento de uma classe média expressiva, tampouco pra industrialização já que essa oligarquia era agrária. O governo era "ausente" (já que dada as condições da época e o tamanho do Brasil, nem que quisesse ser um governo presente ele conseguiria), não havia assistencialismos, não tinha leis trabalhistas, nada de regulamentações exageradas etc, mas mesmo nesse contexto altamente propício ao desenvolvimento e industrialização, tudo o que sabíamos fazer era café...

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Uma Opinião 12/09/2009 22:56:10

Chiocca Pelo que li e deduzi você não entendeu nada. Leia o livro que citei.Dê especial atenção ao tópico de nº10,que vai da página 94 até à página 101. O título é "O conceito de um perfeito sistema de governo". Vem muito a calhrar ao artigo de Hoppe porque ele inicia uma disputa entre monarquia e democracia induzindo a um embate desnecessário e confuso de quem é o melhor é o pior, tendo como pano de fundo aquilo que Mises fala ser a preocupação eterna dos engenheiros sociais na busca de um sistema de governo perfeito, e se você não observou, é no fundo o que está se procurando, passando-se por cima do que Mises já tratou exaustivamente. Procure observar que Hoppe não é esta coisa toda. Está mais pra Chacrinha: estou aqui pra confundir.Veja que na página 93 da citada obra, Mises deplora dos demagogos irresponsáveis que propagam suas doutrinas com graves consequências, como no artigo em tela, de Hoppe, que pode levar ao desanimo a muitos que poderiam lutar pela democracia de forma resoluta a cederem bovinamente a uma das várias manifestações do socialismo. Leia também na página 98/99 o que ele diz dos anarquistas-que também como os socialistas gostam de trocar de nome, tais como anarcocapitalistas- Mises é claro e didático. Neste livro você vai aprender muito, se tiver disposto a pensar por conta própria, ou seja, despojado dos preconceitos "imorais e antiéticos". Faça bom proveito e boa leitura.

Responder
Neto 10/09/2012 10:27:26

Lí essas páginas e não vi ele citando o anarco capitalismo como anarquistas que gostam de mudar de nome.

Responder
Rodrigo Silva Barros 11/10/2009 03:23:51

Esse artigo é soberbo e realmente realçou com justiça o caráter internacional da aristocracia. \n\nMas a destruição em massa, permitam-me corrigir, não está diretamente relacionada à democracia. E sim ao estabelecimento da burocracia moderna do Estado (leiam a "Ascensão e Declínio do Estado" de Martin Van Creveld"). Para provar esse ponto, lembremo-nos que a WWI foi fundamentalmente uma guerra entre monarquias européias. Monarquias que tinham adiante de si uma máquina que funcionava à parte e que fomentava um nacionalismo chauvinista e darwinista desde Napoleão. E foi a burocracia moderna que, plantando e gerenciando um exército permanente em cada país, levou, infelizmente, toda a criatividade do empreendedor militar a criar formas eficazes de matar em massa.\n\nO problema, portanto, é mais profundo. E a solução exige primeiramente que se remova a causas da necessidade atual das nações de manterem exércitos permanentes e, ademais, que se traga de volta a burocracia para a sociedade civil. Penso que para o último problema, o reestabelecimento do Cristianismo como religião oficial pode sanar a irrefreável soberna da burocracia estatal em se impor contra o vulgo.\n\nNão deixem de visitar o meu blog, clicando no meu nome!

Responder
ildomar 13/10/2009 22:55:01

Não entendo. \nOs comentários a respeito do texto parecem fora de sintonia com a proposta inicial do autor.\nSe percebe que não leram na íntegra o texto ou meramente leram uma vez apenas e em seguida postaram suas opiniões geradas automaticamente, sem antes realizarem uma reflexão a respeito.\n\nO que diz respeito ao texto... considero interessante análise, concordo que em alguns aspectos foi um tanto superficial, do autor. \na pergunta que me faço, será que todos que leram o texto sabem diferenciar o que é república, democracia e monarquia?\n\nabraço a todos.

Responder
Mauricio 10/10/2010 04:04:37

Seria muito bom se ele estivesse no trono...

www.youtube.com/watch?v=GfJBbTyJb3s&feature

Responder
Sebastião Marques 14/10/2010 17:38:29

O texto confundiu forma de governo (monarquia, república ou anarquia) com forma de exercício de poder (aristocracia, oligarquia ou democracia), apesar dele mostrar como o interesse pessoal do monarca é benéfico para sociedade onde ele reina.
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É importante lembrarmos que as monarquias podem ser democráticas, assim como há inúmeras repúblicas autoritárias pelo planeta. Aliás, dos 10 países mais autoritários do planeta, os 10 são repúblicas. Entretanto, das 10 nações mais democráticas do planeta, 7 são monarquias. Não existe nenhum tipo de oposição entre a forma de governo monarquia e a forma de exercício de poder chamada democracia como o autor deu a entender. São dois conceitos diversos. E a prova disso é que há no planeta inúmeras monarquias democráticas e várias repúblicas autoritárias e oligárquicas.
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Para melhor compreender esse assunto, recomendo ler o texto "Democracia: entenda o que ela é e não é." em: www.matutando.com/2010/01/19/democracia-entenda-o-que-ela-e-e-nao-e/
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O texto lhe dará elementos para que você possa diferenciar a república da monarquia, assim como lhe dará condições de entender de vez o que é a Democracia e como identificar se uma nação é ou não democrática, seja ela uma monarquia ou república.
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Espero ter contribuído.

Responder
Daniel 04/11/2010 00:22:57

Chamem esse "cara" para o próximo seminário de economia austríaca.

Entrevista com o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança
www.youtube.com/watch?v=GfJBbTyJb3s

Responder
Filipe Liepkan 25/01/2011 21:53:57

O texto é sofrível, de conceitos rasos e que comete erros amadores. Imputar conceitos republicanos à democracia é, no mínimo, ausência de estudo prévio desses fenômenos. O autor confunde Democracia em sua natureza filosófica com a República como forma de governo que em regra leva a nação a movimentos totalitários.

Responder
Lutty 05/07/2011 00:47:41

Vale lembra uma grande questão deste artigo:

"N. do T.: o artigo a seguir é uma transcrição de uma entrevista dada pelo professor Hoppe."

Obs: Entrevista.

Responder
Lutty 05/07/2011 00:50:53

Leandro Roque, o Hoppe fez algum outro artigo discutindo essa questão com mais profundidade?
Abraços

Responder
Leandro 05/07/2011 06:11:18

Prezado Lutty, o Hoppe simplesmente já escreveu todo um livro sobre isso.

Você pode ler o resumo do livro aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=139

E clicar no link disponível no artigo para adquirir o livro em questão.

Abraços!

Responder
Lutty 05/07/2011 16:16:09

Obrigado!

Responder
Rodriguez 08/08/2011 13:04:11

"A razão é que os reis eram normalmente vistos pela população como aquilo que realmente eram: indivíduos privilegiados que podiam tributar seus súditos. E como todos sabiam que não podiam se tornar reis, havia uma certa resistência dos súditos contra as tentativas dos reis de aumentar impostos e expandir a exploração."

Carlos Martel, por exemplo, era visto como herói e salvador (muito disso por culpa da Igreja).
Aliás: "Uma pesquisa feita pela organização YouGov, de 2010, revela que 68% dos britânicos preferem manter o monarca e apenas 16% querem que o país se torne uma república. Apesar do interesse na manutenção da realeza, o professor da Unicamp, Pedro Paulo Funari, lembra que há altos e baixos na popularidade. Escândalos, por exemplo, ajudam a prejudicar a credibilidade da realeza. Um exemplo é o episódio em que o Príncipe Harry foi flagrado com roupa de nazista em uma festa a fantasia."

noticias.r7.com/internacional/noticias/ainda-popular-familia-real-britanica-nao-tem-poderes-politicos-20120419.html?question=0


"Sob a democracia, surge a ilusão de que nós somos nossos próprios governantes, de que governamos a nós mesmos. "

Ilusão da Democracia é igual a ilusão da Monarquia. A diferença é que essa ultima é tida como "tradicional", ou "cultura de um país".

"Isso implica que, na democracia, o zelador temporário é incentivado a exaurir o valor do capital agregado do país o mais rápido possível, pois, afinal, ele não tem de arcar com os custos desse consumo de capital. O imóvel não é dele. Ele não tem o que perder com seu uso irrefletido. Por outro lado, o rei, como proprietário do imóvel, tem uma perspectiva de longo prazo muito maior que a do zelador. O rei não vai querer exaurir o valor agregado de seu imóvel o mais rapidamente possível porque isso se refletiria em um menor preço do imóvel, o que significa que sua propriedade (o país) seria legada ao seu herdeiro a um valor menor."

Falácia sem precedentes. As monarquias da França, Portugal e Espanha refutam essa tese, vide o déficit econômico constante desses regimes. Em contrapartida, em algumas Democracias é necessário um amplo respaldo para efetuar grandes gastos.

Fora que, teoricamente, a reeleição é um incentivo para que o Presidente tenha um bom desempenho.

"Guerras"

Não há guerras entre Democracias, nem preciso comentar mais nada.

"Erik von Kuehnelt-Leddihn costumava dizer que uma das coisas de que ele mais gostava nos regimes monárquicos era o fato de que havia muito menos nacionalismo - o nacionalismo, obviamente, é uma característica democrática dos séculos XX e XXI."

Falácia! Unificação Alemã e a A Primavera dos Povos? são exemplos disso.

Responder
Leandro 08/08/2011 13:47:52

Prezado Rodriguez, o senhor parece estar um tantinho desatualizado. Portugal deixou de ser uma monarquia em 1910. A França, em 1789. Já o rei da Espanha é uma peça meramente figurativa, pois quem tem poderes totais é o primeiro-ministro. Monarquia parlamentarista não é nem de longe o regime defendido pelos monarquistas.

De modo que a sua citação desses três países como modelos de déficits constantes simplesmente corrobora a própria tese que você quis refutar.

Quanto a não haver guerra entre democracias, ao que consta, aquele cavalheiro alemão do bigode excêntrico que resolveu sair fazendo tumulto pela Europa havia sido eleito democraticamente.

Grande abraço!

Responder
Rodriguez 08/08/2011 14:20:49

"Prezado Rodriguez, o senhor parece estar um tantinho desatualizado. Portugal deixou de ser uma monarquia em 1910. A França, em 1789. Já o rei da Espanha é uma peça meramente figurativa, pois quem tem poderes totais é o primeiro-ministro."

Perdão se dei a entender o contrário, mas quis dizer sobre esses países no período moderno (1453 - 1789). Eu estava falando do alto gasto desses respectivos países no período monárquico.

"Quanto a não haver guerra entre democracias, ao que consta, aquele cavalheiro alemão do bigode excêntrico que resolveu sair fazendo tumulto pela Europa havia sido eleito democraticamente."

Mas comparando com o número de guerras que os monarcas propiciaram ao mundo, o alemão foi um pacifista.

Responder
Leandro 08/08/2011 14:35:08

É sério que você pensa isso? Qual guerra entre monarquias produziu os quarenta milhões de mortos da Segunda Guerra, a qual foi iniciada por um regime democrático?

Ademais, onde estão as estatísticas da alta gastança dessas três monarquias durante esses três séculos? Superava os 50% do PIB atuais? (Dica: durante a era monárquica anterior à Primeira Guerra Mundial, os gastos do governo como porcentagem do PIB raramente ultrapassavam 5%.)

Responder
Rodriguez 08/08/2011 17:04:53

"É sério que você pensa isso? Qual guerra entre monarquias produziu os quarenta milhões de mortos da Segunda Guerra, a qual foi iniciada por um regime democrático?"

Na primeira guerra mundial, ocasionada pelas monarquias européias, morrem 20 milhões de pessoas. Se você juntar com os outros 20 milhões de chineses que morreram na segunda guerra sino-japonesa, ocasionada pela coroa nipônica, dá empate.
Isso sem contar a guerra dos 7 anos, que matou 2 milhões de pessoas.

"Ademais, onde estão as estatísticas da alta gastança dessas três monarquias durante esses três séculos? Superava os 50% do PIB atuais?"

As estatísticas eu não achei, e dificilmente superava a atual. Mas a dívida dessas três monarquias é histórica, principalmente sob o reinado de Felipe II de Habsburgo (Espanha), Louis XIV e Louis XVI (da França) e rei José (Portugal).

Responder
Leandro 08/08/2011 18:03:59

Não procede. Nenhuma era monarquia no sentido estrito do termo, pois havia divisão de poderes (Parlamentos) e forte militarismo. No Império Alemão, por exemplo, o mais belicista de todos, o Partido Social Democrata controlava o Reichstag. Isso não é monarquia tradicional. E o que disparou a guerra, como sabemos, foi o assassinato em Sarajevo do herdeiro do trono austríaco, Francisco Ferdinando.

O Império Alemão era aliado e prometeu toda a ajuda militar possível ao Império Austro-Húngaro -- até então, este estava completamente inerte, demorando mais de três semanas para sequer tomar uma decisão, pois não tinha efetivo militar suficiente. E a decisão tomada até então havia sido apenas impor várias requisições à Servia, entre elas a de que agentes austríacos fariam parte das investigações do assassinato do príncipe.

Após isso, a coisa melou e, com o auxílio alemão, houve um bombardeio a Belgrado. Ato contínuo, a Rússia interveio, pois a Sérvia era sua aliada. Depois a Alemanha declarou guerra à França, por questões logísticas. Isso fez com que a Inglaterra saísse da neutralidade.

Depois disso, a coisa ficou sem controle e se espalhou muito além da Europa, indo pra África e Oceania, o que estimulou a entrada do Japão e, mais tarde, dos EUA.
No final, as democracias trucidaram as "monarquias", como não podia deixar de ser e como a teoria já previa -- e a única "monarquia" que possibilitou todo esse conflito foi justamente aquele fortemente militarizada (Alemanha), com parlamento e tudo.

Mantenho minha posição.


Quanto às dívidas, foram ínfimas comparadas às atuais. Muitas foram repudiadas sem nenhum dano.

Responder
Rodriguez 09/08/2011 14:53:06

"Nenhuma era monarquia no sentido estrito do termo, pois havia divisão de poderes (Parlamentos) e forte militarismo."

Falácia do escocês. Hoppe fala das monarquias básicas européias, que sempre possuíram parlamento e forte militarismo.
E mesmo assim, isso não se aplica ao Japão Imperial, que ceifou a vida de milhões de chineses, coreanos, filipinos, etc...

"No Império Alemão, por exemplo, o mais belicista de todos, o Partido Social Democrata controlava o Reichstag."

Detalhe: Guilherme II era um "Social Democrata".
Detalhe²: A aliança entre a Alemanha e o Império Austro-Húngaro foi realizada pelo monarquista Otto von Bismarck (que, aliás, virou um péssimo estrategista após a guerra franco-prussiana)


"E a decisão tomada até então havia sido apenas impor várias requisições à Servia, entre elas a de que agentes austríacos fariam parte das investigações do assassinato do príncipe."

A Servia aceitou boa parte ou todos os requerimentos austríacos, mas os últimos, monarquistas, ignoraram e declararam guerra 5 dias após a resposta servia.

"E o que disparou a guerra, como sabemos, foi o assassinato em Sarajevo do herdeiro do trono austríaco, Francisco Ferdinando. "

Foi o que disparou a guerra (ou melhor, foi o que legitimou a guerra), mas não "O Motivo". O "Motivo" era a soberania sobre os balcãs, disputada entre o Império Austro-Húngaro (monarquia) e o Império Czarista Russo (Monarquia). Depois foi um efeito dominó, os russos chamaram os franceses, que apelaram para a "Entente cordiale", e os austríacos apelaram para os alemães, vide a aliança feito por Bismarck.


"No final, as democracias trucidaram as "monarquias", como não podia deixar de ser e como a teoria já previa -- e a única "monarquia" que possibilitou todo esse conflito foi justamente aquele fortemente militarizada (Alemanha), com parlamento e tudo."

A Alemanha só entrou na guerra por culpa das besteiras diplomáticas de Bismarck.
___________________

Sobre as taxações, prevejo a falácia do "Post hoc ergo propter hoc". Temos que comparar as "monarquias puras" com as democracias de seu tempo. É só comparar
E.U.A e Inglaterra com Império Austro-húngaro e China imperial/Japão imperial.

Outra coisa, as monarquias surgiram advogando o feudalismo e as democracias (democracias burguesas para Marx) surgiram advogando a propriedade privada (no sentido clássico, de Locke).

Responder
Felipe 08/09/2012 15:20:32

Seus argumentos são completamente fantasiosos.

Quem desfez a aliança com a Rússia foi o Kaiser Willy second, não Bismarck. Tanto que, antes de sair da chancelaria, ele disse para o Kaiser não colocar a Alemanha em qualquer problema que envolvesse os Balcãs e "sempre seja aliado da Rússia". Não sei de onde você tirou isso.

Sobre a Áustria, a Sérvia não concordou que uma comissão austríaca participasse das investigações, logo, ela ignorou o proposta austríaca justo no ponto mais relevante.

Finalmente, quem ameaçou guerra à Austria foi o Czar em St Petersburgo. Essa atitude foi completamente desnecessária, pois embora a Austria havia declarado guerra à Sérvia, ela não havia dado a ordem de mobilização de seu exército.

O primeiro país a ordenar mobilização seu exército para guerra foi a Rússia. O Czar ordenou a mobilização parcial, segundo ele para "não irritar a Alemanha", mas devido as confusões entre os comandantes, houve a ordem para a mobilização geral. Sem dúvida, ESSA foi a grande causa da guerra, pois até o momento, nenhum soldado austríaco ou sérvio havia sequer sido mobilizado e, embora em guerra formalmente, Austria e Sérvia ainda estavam em negociação. A Áustria só mobilizou metade de seu exército depois que a Rússia ordenou mobilização geral.

Outro ponto: secretamente, o Czar assegurou os franceses que, caso eles entrassem na guerra, os russos colocariam 3 milhões de soldados na prússia oriental em mais ou menos um mês, obviamente, os franceses ficaram assanhados e rejeitaram o pedido de neutralidade do Kaiser.

Novamente, não foi a "belicosa" Alemanha que chamou nenhum "camarada" para aumentar a briga antes da guerra começar, nem prometeu a ninguém que invadiria qualquer lugar com 3 milhões homens. Ela havia sequer mobilizado!

Se a Alemanha fosse realmente "belicosa" e queresse guerra, não teria ficado desmobilizada por tanto tempo enquanto o numeroso exército russo se mobilizava bem nas suas portas!

Para finalizar, embora Bismarck fosse um ferrenho conservador nacionalista - uma característica que não é bem vinda aqui - suas acusações de "péssimo estrategista" é lamentável, especialmente se tratando de fatos inventados unicamente por você.

Responder
Francisco Teixeira 23/02/2012 12:44:10

O sistema político monárquico, na história, foi o único sistema que evoluiu da monarquia absolutista para monarquia democrática, parlamentarista ou constitucional. A matéria fala: "estados sejam eles monárquicos ou democráticos" O estado pode ser republicano eu monárquico, ambos podem ser democrático ou absolutista. "No debate das formas políticas, apenas os leigos não enxergam que os argumentos e as razões transcendem em muito os domínios da arquitetura política. A discussão não se limita ao fato de se ter um Rei ou um Presidente no alto das instituições. Vai mais longe. O cerne da discussão são dois modos de ser e de viver totalmente opostos."\r
"No Brasil, após o golpe militar que derrubou o Imperador D. Pedro II, ocorreram grandes mudanças no comportamento das pessoas. Este fato foi percebido por Monteiro Lobato que escreveu:"\r
"O juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem publico, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influencia catalítica da virtude imperial. As minorias espiravam, a oposição possibilitava-se: o chefe permanente das oposições estava no trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mal cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniqüidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples presença da Equidade e da Justiça no trono.\r
Ignorávamos isso na monarquia.\r
Foi preciso que viesse a republica, e que alijasse do trono a Força Catalítica para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.\r
A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a alcatéia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais que se revezam na curul republicana."\r

Responder
anônimo 28/03/2012 12:17:14

Eu concordo em Juntar as vantagens da monarquia e da demogracia e formar uma terceira opcao que seria a soma das qualidades das duas!

Responder
anônimo 31/03/2012 19:14:54

Olha, me desculpe aí, mas essa ideia não é novidade não, e é o sistema adotado na maioria dos países onde ainda existe a monarquia, é a monarquia parlamentar e... é mais do mesmo de sempre: democracia, ditadura da maioria, burocracia...

Responder
Francisco Teixeira 19/04/2012 10:46:36

A Monarquia absolutista foi preocupação de Montesquieu, filósofos do século XVIII, autor do livro Espírito das Leis publicado em 1748. Os tês poderes autômonos, idealizados por ele, funciona bem junto com o poder moderador, nas monarquias parlamentarista ou constitucionalista. Nas monarquias moderna como Japão, Inglaterra, Austrália etc. o poder emana do povo. Não é como a república praticada no Brasil, um emaranhado de partidos políticos junto com o presidente da República, todos com um só ideal... "toma lá da cá". Lá existe o Chefe de Estado, que não depende de voto popular, os partidos políticos eleitos pelo povo, cada qual dentro da sua ideologia e o Chefe de Governo é escolhido pelo parlamento eleito pelo povo. \r
Rui Barbosa, grande entusiasta do movimento iluminista, ficou envergonhado com o que viu nos 26 anos de república, se arrependeu amargamente. Sua sobriedade lhe permitiu avaliar a situação e dizer:\r
"depois de tanto ver triunfar as nulidades", o grande Águia de Haia iria se lamentar e pedir desculpas por tudo o que havia feito para acabar com a monarquia no Brasil!\r
\r
"Havia uma sentinela vigilante, cuja severidade todos temiam, e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade. Era o Imperador Dom Pedro II".\r
\r
(Discurso ao Senado Federal, dezembro de 1914)\r

Responder
Francisco Teixeira 20/04/2012 13:29:16

Principais fatos da História do Brasil Império (Cronologia)\r
\r
1822 - No dia 7 de setembro, D.Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo, proclama a Independência do Brasil. Início do Brasil Monárquico.\r
1822 - No Rio de Janeiro, em 12 de outubro, D.Pedro I é aclamado imperador do Brasil.\r
1823 - Reunião da Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Brasil. A Assembléia foi dissolvida por D. Pedro I que criou o Conselho de Estado.\r
1824 - No dia 25 de março, D.Pedro I outorga a Primeira Constituição Brasileira.\r
1824 - O nome oficial do país muda de Brasil para Império do Brasil.\r
1824 - Ocorre o movimento revolucionário conhecido como Confederação do Equador.\r
1825 - Início da Guerra da Cisplatina, conflito entre Brasil e Uruguai, que queria sua independência.\r
1825 - A Independência do Brasil é reconhecida por Portugal.\r
1831 - Sofrendo pressões, D.Pedro I abdica do trono do Brasil.\r
1831a 1840 - Período Regencial: Brasil é governado por regentes.\r
1835 - 1845 - Ocorre a Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos) no sul do país.\r
1834- Morte de D.Pedro I.\r
1835 - Revolta dos Malês no estado da Bahia.\r
1835-1840 - Cabanagem: revolta popular ocorrida na província do Pará.\r
1837-1838 - Sabinada - revolta regencial ocorrida na Bahia.\r
1838-1841 - Balaiada - revolta popular ocorrida no interior da província do Maranhão.\r
1840 - Golpe da Maioridade: D.Pedro II assume o trono do Brasil com apenas 14 anos de idade.\r
1842 - Revolução Liberal na províncias de Minas Gerais e São Paulo.\r
1847 - É instituído o parlamentarismo no Brasil.\r
1848-1850 - Revolução Praieira, de caráter liberal e federalista, ocorrida na província de Pernambuco.\r
1850 - Lei Eusébio de Queiróz que proibia o tráfico de escravos.\r
1854 - O empresário Barão de Mauá, em 30 de abril, inaugura a primeira ferrovia brasileira.\r
1865-1870 - Ocorre a Guerra do Paraguai: Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.\r
1870 - Lançamento do Manifesto Republicano.\r
1871 - Promulgada a Lei do Ventre Livre.\r
1872 - Fundação do Partido Republicano.\r
1882 - A borracha ganha importância no mercado internacional e o Brasil torna-se um grande produtor e exportador.\r
1885 - Lei dos Sexagenários: liberdade aos escravos com mais de sessenta anos.\r
1874 - Chegam em São Paulo os primeiro imigrantes italianos (início da fase de imigração).\r
1888 - No dia 13 de maio, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, acabando com a escravidão no país.\r
1889 - Em 15 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, sob o comando do Marechal Deodoro da Fonseca, ocorrem o primeiro golpe de Estado no Brasil a instalação da República (fim do Brasil Império).\r
\r

Responder
pierre 11/09/2012 12:26:04

Não relação Estado x Povo, a monarquia brasileira foi melhor que a governo português, é melhor que a atual república. Mas lembre-se em 1854: O empresário Barão de Mauá, em 30 de abril, inaugura a primeira ferrovia brasileira. COM O DINHEIRO DO PRÓPRIO BOLSO não o do império, que o tratava como inimigo do império. Veja o filme "MAUÁ - O IMPERADOR E O REI". Se não me engano os monarcas queriam implantar uma reforma agrária, planejada pelo André Rebouças, esse foi um dos muitos motivos da Proclamação da república.

Responder
Francisco Teixeira 11/09/2012 14:27:28

Pierre, obrigado pelo sábio comentário. O Barão tinha tino administrativo e o Brasil era um terreno fértil a espera de um grande empreendedor. Com o Terceiro Reinado que foi atropelado pelo golpe de Estado, a Princesa Izabel, através de Lei a ser aprovada pelo parlamento, faria sim, a tão esperada Reforma Agrária, distribuindo terra aos cidadãos negros. Os fazendeiros da época acreditavam que com a Lei Áurea e mais a distribuição de terras aos então escravos, lhes trariam sérios prejuízos. \r
1888 - No dia 13 de maio, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, acabando com a escravidão no país. 1889 - Em 15 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, ocorre o golpe de Estado (fim do Brasil Império).\r
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Responder
Gustavo 13/07/2012 15:47:42

O que eu poderia dizer sobre a monarquia é que o rei, tendo tanto poder e dinheiro nas mãos, não buscará o dinheiro, mas sim a glória e terá um comportamento mais honrado, visto que o que ele não tem e quer conseguir é a aprovação do povo. Sem aprovação, o rei é destronado.

Responder
anônimo 07/11/2012 11:04:51

Gustavo você tem razão. \r
A Monarquia não atua somente sobre as coisas públicas. É uma revolução que se processa na alma das pessoas. É o renascer do amor à Pátria, da consciência cívica, o orgulho de ser brasileiro. Aí está a sua força. \r
Um Monarca garante a unidade, estabilidade, continuidade e planejamento a longo prazo. Um Monarca estimula a democracia, a liberdade autentica. O desenvolvimento e a formação de uma elite política, empresarial, acadêmica e cultural.\r
\r
Um Monarca através de suas ações e exemplos, estimula, protege e corrige tudo que é fundamental a uma Nação – o patriotismo e amor pela pátria.\r
\r
Um Monarca encarna a nossa História, tradições, cultura, moral e dignidade e o orgulho que sentimos por nossos feitos.\r
\r
O Monarca expressa todas as virtudes e nenhum dos defeitos de seus súditos, ou seja, a honra, a seriedade, e a honestidade.\r
\r
Uma monarquia baseia-se no progresso, desenvolvimento, prosperidade, saúde, vida, educação, liberdade, riqueza, tecnologia, liberdade de expressão, pensamento e cultos religiosos, estabilidade econômica e institucional, na democracia plena e no futuro.\r
Nas Monarquias modernas, os governos proporcionam equilíbrio econômico a nível estadual e municipal, administram de forma responsável impostos e tarifas, permitindo o contínuo desenvolvimento econômico e raleamento justo dos tributos, objetivando um padrão de vida adequado à seus súditos.\r
\r
Embora as funções de um chefe de estado sejam semelhantes em ambos os regimes (República parlamentarista ou Monarquia parlamentarista), na Monarquia há um clima mais harmonioso, dado ao aspecto de neutralidade do cargo. Na Republica, devido a natureza política e partidária da presidência, conflitos de interesses são acentuados e constantes.\r
\r
A Família Dinástica (Real ou Imperial) vive da dotação orçamentária a ela destinada pelo Poder Legislativo. As Monarquias modernas custam muito menos que as Repúblicas.\r
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Responder
anônimo 08/11/2012 08:41:30

Gustavo você tem razão. \r
A Monarquia não atua somente sobre as coisas públicas. É uma revolução que se processa na alma das pessoas. É o renascer do amor à Pátria, da consciência cívica, o orgulho de ser brasileiro. Aí está a sua força. \r
Um Monarca garante a unidade, estabilidade, continuidade e planejamento a longo prazo. Um Monarca estimula a democracia, a liberdade autentica. O desenvolvimento e a formação de uma elite política, empresarial, acadêmica e cultural. \r
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Um Monarca através de suas ações e exemplos, estimula, protege e corrige tudo que é fundamental a uma Nação ? o patriotismo e amor pela pátria. \r
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Um Monarca encarna a nossa História, tradições, cultura, moral e dignidade e o orgulho que sentimos por nossos feitos. \r
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O Monarca expressa todas as virtudes e nenhum dos defeitos de seus súditos, ou seja, a honra, a seriedade, e a honestidade. \r
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Uma monarquia baseia-se no progresso, desenvolvimento, prosperidade, saúde, vida, educação, liberdade, riqueza, tecnologia, liberdade de expressão, pensamento e cultos religiosos, estabilidade econômica e institucional, na democracia plena e no futuro. \r
Nas Monarquias modernas, os governos proporcionam equilíbrio econômico a nível estadual e municipal, administram de forma responsável impostos e tarifas, permitindo o contínuo desenvolvimento econômico e raleamento justo dos tributos, objetivando um padrão de vida adequado à seus súditos. \r
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Embora as funções de um chefe de estado sejam semelhantes em ambos os regimes (República parlamentarista ou Monarquia parlamentarista), na Monarquia há um clima mais harmonioso, dado ao aspecto de neutralidade do cargo. Na Republica, devido a natureza política e partidária da presidência, conflitos de interesses são acentuados e constantes. \r
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A Família Dinástica (Real ou Imperial) vive da dotação orçamentária a ela destinada pelo Poder Legislativo. As Monarquias modernas custam muito menos que as Repúblicas. \r
Visite o blog: www.monarquiaja.wordpress.com - No blog você encontrará várias matérias sobre monarquia. Francisco Teixeira

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 08/11/2012 10:27:08

Professor Hoppe põe em discussão:\r
"O que quero argumentar aqui é que a antiga forma de governo, a monarquia, não só era muito mais limitada, como também era mais pacífica, menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a democracia."\r
Tem razão. A antiga forma de governo monárquico absolutista era limitada e inadequada. \r
Comumente, a democracia ateniense é citada como exemplo do que seria a autêntica democracia, pois em Atenas todos os "cidadãos" se reuniam para decidir o que seria o melhor para o povo. Entretanto o direito à cidadania em Atenas era muito restrito, pouquíssimas pessoas, apenas as influentes, tinham o título de cidadãos e podiam participar dessas reuniões. A democracia moderna pressupõe que o povo escolha os seus representantes e esses representantes são quem decidirão pelo povo. Ceio que os dois sistemas sejam falhos porque as restrições acabam sempre sendo feitas e o poder acaba sempre concentrado nas mãos de uma minoria. É por isso que a democracia é considerada por muitos um modelo de governo meramente teórico e falho.\r
Charles de Montesquieu foi um importante filósofo, político e escritor francês. Nasceu na França em 1689. É considerado um dos grandes filósofos do iluminismo. Era contra o absolutismo (forma de governo que concentrava todo poder do país nas mãos do rei). Defendia aspectos democráticos de governo e o respeito às leis. Defendia a divisão do poder em três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Sou partidário das Monarquias modernas que defendem a inclusão do quarto poder, o Poder Moderador exercido pelo imperador, numa Monarquia Parlamentarista. Desta forma encontraremos a democracia plena. \r

Responder
Catarinense 08/11/2012 10:52:08

Defina "democracia plena", por favor.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 09/11/2012 14:00:07

Catarinense obrigado por participar.\r
Demoracia plena é quando uma nação encontra a forma correta de guiar seu povo com processo eleitoral plural, as liberdades civis, o funcionamento do Estado, governo, participação política e cultura política onde todo povo da nação participa.\r
\r
Diante da fragilidade da consciência humana talvez seja impossível a Democracia Plena. É justo e razoável que um povo, constatando a inadequação da forma de governo aplicada em seu país, utilize todos os meios lícitos à sua disposição para substituí-la por outra que lhe parecer mais adequada.\r
Uma profunda mudança do poder político e a afirmação de uma vontade política oposta à que tem vigorado entre nós, a meu ver, constitui a alternativa chave que é pedida. \r
\r
Julgo, porém, que na crise histórica em que o país está mergulhado, todas as forças que dê base a uma alternativa capaz de viabilizar o tal governo de mudança.\r
A monarquia constitucional ou parlamentar é o sistema de governo mais adequado à plena democracia.\r
O monarca, atuando como um observador e "fiscal" permanente dos atos do governo garantem o cumprimento devido da constituição, das leis, da ordem pública, projetos e determinações, além de zelar, também, pelos interesses dos grupos "minoritários", tais como aqueles vinculados à oposição.\r
O monarca recebe hereditariamente o encargo de defender os interesses do bem comum, e, uma vez que haja parlamento e expressão popular por meio das eleições parlamentares, o monarca significa o ponto de equilíbrio, o qual, em sua função de coordenar e combinar as forças garante o pleno exercício da democracia.\r

Responder
Catarinense 11/11/2012 10:28:02

Francisco, isto é ilusão. O século XX foi cheio de tentativas de se encontrar a forma correta de guiar um povo. A única que realmente funcionou foi quando o próprio povo teve a liberdade para definir seu caminho ( não estou falando de vias democráticas, e sim, liberdade para empreender e buscar seus objetivos pessoais ). Qualquer solução "de cima para baixo" irá, inevitavelmente, falhar. Ludwig von Mises foi bastante claro neste aspecto. Democracia sempre resulta em injustiças, não importa se existe um monarca ou não. Vejo que você fica bastante empolgado com a idéia de voltar a monarquia, no entanto é preciso ressaltar que, numa comparação entre o fascismo que vigora hoje no mundo e a monarquia, a monarquia é preferível. Isto não significa, de maneira alguma, que a monarquia é a melhor maneira existente para se organizar um governo.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 12/11/2012 05:46:11

Catarinense
Brasil: apesar de ser a nação mais rica em recursos naturais do mundo, adotou o pior sistema de governo da face da terra: a república presidencialista.
O melhor argumento em favor da Monarquia é o que ela faz. Já as repúblicas, só vivem de "discursos" e "boas intenções".
Fala-se das monarquias como "ditatoriais" e "antidemocráticas", mas fato é que todas as ditaduras brasileiras ocorreram no período republicano!! E mais: Desde o início do século XX, das 14 nações que mantiveram regimes democráticos, 11 são Monarquias, 78,5%. As outras 3 são os EUA, San Marino e a Suíça. Enfim: as monarquias são mais democráticas, apesar de toda propaganda que se faz contra elas.
Existe um índice mundial chamado de Índice de Democracia. Ele avalia o nível de democracia de um país e é editado pela Revista The Economist. Vejamos os 10 países mais democráticos em 2011 segundo a revista:
Posição País Índice Forma de governo
1 Noruega 9,80 Monarquia Parlamentarista
2 Islândia 9,65 República Parlamentarista
3 Dinamarca 9,52 Monarquia Constitucional semi-parlamentar
4 Suécia 9,50 Monarquia Parlamentarista
5 Nova Zelândia 9,26 Monarquia Parlamentarista
6 Austrália 9,22 Monarquia Parlamentarista
7 Suíça 9,09 República confederativa
8 Canadá 9,08 Monarquia Parlamentarista
9 Finlândia 9,06 República presidencial-parlamentar
10 Países Baixos 8,99 Monarquia Parlamentarista
É interessante observar que existem 208 países do mundo. Sendo que 164 deles, 79%, são repúblicas, e apenas 44 deles, 21%, monarquias. Apesar disso, as monarquias ocupam 70% do ranking dos 10 países mais democráticos do mundo. Os outros 30% são ocupados por repúblicas parlamentaristas. Observe que não existem repúblicas presidencialistas entre os 10 primeiros lugares. A primeira república presidencialista aparece em 19º lugar, os Estados Unidos, considerado "exemplo" de democracia por muitos.
A república no Brasil, além de cara, é ineficiente. Ela é incapaz de prestar serviços básicos de Educação, Saúde e Segurança Pública.
Argumento clássico dos republicanos é este: "é um absurdo sustentar com o dinheiro do povo uma família que 'não faz nada' ".
Essa é outra mentira dupla. Mentira porque a família real é muito importante para a nação tanto do ponto de vista político, quanto econômico. Por isso é errado dizer que esta família "não faz nada". Segundo porque a monarquia é muito mais barata de se manter do que a república. Basta lembrar que a república no Brasil custa 5 vezes mais caro do que a suntuosa Monarquia Inglesa: a monarquia mais cara do planeta.(Autor: Sebastião Fabiano Pinto Marques).

"Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo [a Monarquia]. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou…"

(Machado de Assis em crônica, 5 de março de 1867)

Responder
Catarinense 12/11/2012 07:13:31

Francisco, ninguém está discutindo aqui que democracia é melhor que monarquia. E não precisa copiar e colar tanto texto pra tentar defender seu ponto de vista. Seja mais objetivo. A crítica que fiz é que a monarquia não é o melhor dos sistemas existentes, como você tenta fazer aparentar. Assistimos a um "abrandamento" dos regimes monárquicos justamente pelo receio dos monarcas em serem expulsos do poder. Agradeça a concorrência, é o livre mercado agindo e fazendo estados concorrerem entre si. Os monarcas precisaram no último século agradar o povo e fazer valer sua estada no poder, para resistir a estes movimentos "democráticos" da minoria barulhenta. Mas ainda existem monarquias opressoras ao redor do mundo, que embora possam desempenhar um papel melhor do que democracias em países vizinhos, não deixam de ser opressoras ao seu povo. O que eu digo, e penso que a maioria dos colegas aqui no IMB também, é: deixe a concorrência agir. Deixe os estados disputarem pela cidadania das pessoas através de ofertas de serviços e vantagens. Deixe as pessoas decidirem a qual estado se filiar - ou que fiquem sem, se assim desejar - seja monarquia, democracia, teocracia, anarquia, o que for.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 13/11/2012 11:44:03

CATARINENSE

"ninguém está discutindo aqui que democracia é melhor que monarquia"

Nem eu. Estou dizendo que o Estado é a nossa identidade coletiva que nos distingue no cenário internacional. O Estado é a nossa pátria, a nacionalidade, a coletividade, os valores fundamentais da sociedade. É a nossa bandeira, o nosso hino nacional, o nosso território, a nossa cultura, amor Deus, à pátria, à família, quando o brasileiro balança a bandeira e veste a camisa da seleção, ele não o faz em homenagem aos seus governantes, mas ao seu Estado, porque ele é brasileiro, porque seu sangue é verde-amarelo, porque ele se identifica com o Estado Brasileiro. A pátria é verde-amarelo.
Disse que através de um golpe de estado, adotou o pior sistema de governo da face da terra: a república presidencialista. Disse que a história nos mostra argumentos em favor da Monarquia parlamentarista. Mostrei que todas as repúblicas, só vivem de "discursos" e "boas intenções". Que todas as ditaduras brasileiras ocorreram no período republicano. Que a família real é muito importante para a nação tanto do ponto de vista político, quanto econômico. Mostrei também que as maiores DEMOCRACIAS do mundo são Monarquias Parlamentaristas ou Constitucionais.

Historicamente podemos afirmar que o Sistema político que mais evoluiu foi a Monarquia, evoluiu do absolutismo para os estados democráticos.

Não estou satisfeito com o sistema atual. Um povo, constatando a inviabilidade da forma de governo aplicada em seu país, utilize todos os meios lícitos à sua disposição para substituí-la por outra que lhe parecer mais adequada. Com certeza a separação do Chefe de Estado e Chefe do governo é indispensável para uma DEMOCRACIA.
Quando governo e o Estado mistura-se, o Estado sempre perde. Não faltam exemplos disso no Brasil. Quantas vezes nossos tribunais, especialmente o STF e o STJ, proferiram decisões eticamente questionáveis por causa de interesses políticos em jogo? Quantas vezes vimos nossos políticos tomarem decisões claramente danosas para a pátria, mas que lhes favoreciam politicamente? Quantas vezes o partido político que se encontra no poder prejudica o partido adversário, por não quererem entrar em conchavo?

É vergonhoso, mas é fato: no Brasil os órgãos de Estado servem rigorosamente ao governo e não à PÁTRIA, como deveria ser. A descentralização de poderes é importante para a administração pública socializadas.

Visite o blog: www.monarquiaja.wordpress.com

Responder
Leonardo Couto 13/11/2012 12:21:58


Esse Francisco nem está ouvindo a gente. Ele parece estar tendo um debate com a parede da casa dele. Falando nada ao nada. Parece um pouco trollagem, não sei. Algumas pessoas são assim mesmo.

Responder
Catarinense 13/11/2012 15:09:30

Francisco, tenha a bondade: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11.\r
\r
E saiba que esta sua empolgação por coisas como nacionalismo, democracia e administração pública não é compartilhada pelos frequentadores aqui do IMB. Um rápido vislumbre do resumo dos artigos da página principal é suficiente para deixar isto claro. Friso: seja isto sob um governo democrático ou monárquico. \r
\r
Ps. Você não defende com tanto afinco a monarquia cubana e a norte-coreana, defende? Poderia mostrar onde e por quê estes casos não se aplicariam a sua argumentação? Ou o que impediria uma monarquia de, em uma ou duas gerações, descambarem para políticas populistas? Todas as falhas de um governo republicano podem ser aplicadas a um governo monárquico. Apenas o prazo, para se chegar a uma situação ruim, tende a ser maior, visto que não há a rotatividade de poder na mesma frequência. Note que não estou dizendo que isto é ruim, ou de alguma maneira defendendo o modelo republicano. Sem dúvida esta é uma vantagem da monarquia em relação à democracia. Mas estou lhe mostrando que monarquias podem, sim, desandar. Como qualquer governo centralizador. E os que não são tão centralizadores tem a inevitável tendência de se tornarem.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 14/11/2012 07:16:24

Acredito que entre os modelos políticos conhecidos, a democracia funciona melhor no Parlamentarismo. Acredito também que o modelo republicano com parlamentarismo, melhora, porém, o chefe de Estado será cúmplice do Governo, pois ambos dependem do voto popular pondo em risco a lisura.
"seja isto sob um governo democrático ou monárquico." Vejo a DEMOCRACIA na monarquia melhor, até mesmo porque a monarquia parlamentarista que é mais honesta, democrática e melhor prestadora de serviços públicos. Portanto, assim como existem pessoas irracionais que apreciam apanhar ou se entregar às prostitutas; também existem os que defendem a república no Brasil.
O mais importante é a separação do chefe de Estado do Chefe de Governo. Na monarquia, sendo o Poder Moderador exercido pelo Imperador, livre das próximas eleições, defendera melhor o Estado e seu povo.
"Mas estou lhe mostrando que monarquias podem, sim, desandar. Como qualquer governo centralizador." Só através de golpe de estado. A Monarquia Parlamentarista não é centralizador, não governa. Quem governa é o governo eleito pelo povo em seus diversos partidos, de acordo com a ideologia de cada cidadão. A república no Brasil nasceu com um golpe militar que matou todos os opositores, inclusive o povo. Basta lembrar que o povo de Canudos foi massacrado pelas tropas republicanas porque o governo presidencial suspeitou que o povo queria restaurar a monarquia.
Somos todos insanos, 123 anos fazendo a mesma coisa, esperando resultado diferente!

É mais de cem anos de ilusão, cachorro correndo atrás do rabo, nunca pega! Políticos dizem que a culpa é do povo, não sabe votar e são corruptos. O mesmo é dito pelo povo, os políticos são corruptos. Na verdade somos todos vítimas de um sistema de governo perverso que nos leva ao crime. Vivemos diante de uma grande pátria, um povo honesto, ordeiro e digno de um Brasil grande.
Dizem que a monarquias é sujeito a ditadura e é antidemocráticas, mas fato é que todas as ditaduras brasileiras ocorreram no período republicano!! Desde o início do século XX, das 14 nações que mantiveram regimes democráticos, 11 são Monarquias, 78,5%. As outras 3 são os EUA, San Marino e a Suíça. Enfim: as monarquias são mais democráticas, apesar de toda propaganda que se faz contra elas.
Existem 208 países do mundo. São repúblicas 164 deles, 79%, Apenas 44 deles, 21%, monarquias. As monarquias ocupam 70% do ranking dos 10 países mais democráticos do mundo. Repúblicas parlamentaristas 30%. Observe que não existem repúblicas presidencialistas entre os 10 primeiros lugares. A primeira república presidencialista aparece em 19º lugar, os Estados Unidos, considerado "exemplo" de democracia por muitos.



Responder
Catarinense 14/11/2012 11:38:11

Francisco, você insiste em defender a democracia? Em defender o estado como provedor de serviços públicos? Você leu o que escrevi acima? Leu algum outro artigo aqui no IMB? Os artigos do link que coloquei acima?

Pela sua lógica, os EUA ( república ) não deveriam ser tão ricos, e a Inglaterra ( monarquia ) deveria ser o paraíso na terra. Não acha que tem alguma falha aí? Que tem algum outro fator em jogo?

Responder
anônimo 14/11/2012 12:21:40

Catarinense, a Inglaterra é uma monarquia de faxada, quem manda mesmo é o primeiro ministro, a familia real é só um enfeite

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 17/11/2012 07:17:38

Catarinense, você disse: "a Inglaterra é uma monarquia de faxada, quem manda mesmo é o primeiro ministro, a família real é só um enfeite".
É verdade!Só discordo do seu enfeite.

Numa monarquia Parlamentarista ou Constitucional o Rei ou Imperador é apenas Chefe de Estado. Ele é o guardião da constituição, das Leis, é o árbitro apolítico, apartidário e suprapartidário. É o chefe do poder moderador que é neutro. Na Monarquia o Conselho de Estado é de livre escolha do chefe de Estado, é o microcosmo da nação, é um fórum de idéias, é o balizador entre a vontade política e o desejo social da nação.

Numa Monarquia quem governa é o parlamento eleito pelo povo, junto com o Primeiro Ministro. O Chefe do Estado não permite que o povo seja massacrado e enganado pelos políticos. Não permite que os partidos políticos de oposição sejam comprados com mensalão.

Um Monarca através de suas ações e exemplos, estimula, protege e corrige tudo que é fundamental a uma Nação – o patriotismo e amor pela pátria.
Um Monarca encarna a nossa História, tradições, cultura, moral e dignidade e o orgulho que sentimos. Em uma monarquia o Monarca é o símbolo vivo da nação onde não há espaço para aventureiros, para o "recebendo que se dá", para negociatas, corrupção, nepotismo e onde a ordem prevalece.

Embora as funções de um chefe de estado sejam semelhantes em ambos os regimes (República parlamentarista ou Monarquia parlamentarista), na Monarquia há um clima mais harmonioso, dado ao aspecto de neutralidade do cargo. Na Republica, devido a natureza política e partidária da presidência, conflitos de interesses são acentuados e constantes.

Responder
Catarinense 17/11/2012 14:08:45

Francisco, não me leve a mal, mas você está se comportando como um analfabeto funcional. E faça o favor de citar corretamente. O comentário do anônimo não foi meu, e discordo do que ele disse. A Inglaterra é um excelente exemplo de como uma monarquia pode ir ladeira abaixo. Citando Hoppe, neste prórprio artigo: (...)Ao contrário: estados vivem da coleta de impostos, que são pagamentos coercivos coletados sob ameaça de violência.

Portanto, sendo um anarcocapitalista, não sou apologista nem da monarquia e nem da democracia. Porém, se tiver de escolher um desses dois regimes maléficos, então é seguro dizer que a monarquia tem certas vantagens.(...)

Pronto, sua defesa da monarquia como o tipo perfeito de governo foi por água abaixo, Francisco. Passe bem. ( E pare de se comportar feito um analfabeto. )

Ps. O Brasil foi uma monarquia durante o século 19, e os EUA foram uma república. Qual deles se saiu melhor? Pois é.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 18/11/2012 05:41:35

Catarinense, não se irrite comigo. Você disse:
"Pronto, sua defesa da monarquia como o tipo perfeito de governo foi por água abaixo, Francisco. Passe bem. (E pare de se comportar feito um analfabeto.)

Ps. O Brasil foi uma monarquia durante o século 19, e os EUA foram uma república. Qual deles se saiu melhor?Pois é."

Isso não é forma de se comportar. Tenha respeito com quem pensa diferente de você! Não é sua culpa, foram 123 anos de massacre contra a monarquia. Aprendemos a conviver com a república. Estamos sempre na esperança que o próximo governo será melhor. Que Deus te abençoe!

"Nos tempos do Império do Brazil, sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal;
- o Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália;
- em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;
- a unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;
- embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais? E que D, Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai;
- 800 contos d réis significavam 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;
- uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial? A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano;
- Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro? Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário);
- no Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje equivale a 5 salários mínimos;
- o Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%." (Escrito por Correio Imperial)

MIP - Diarios de Dom Pedro II disputam titulo da UNESCO?


Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora


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idisabel@idisabel.org.br


Memória do Mundo
Diários de Pedro II disputam título concedido pela Unesco
Publicada em 08/01/2011 às 18h40m
Marcelo Remígio
RIO - "Na vinda examinei aqui as oficinas centrais destas estradas de ferro. São muito importantes; porém não tão bonitas como as da estrada de ferro do Rio". A comparação foi feita por Dom Pedro II em 1876, nos Estados Unidos, e faz parte de um acervo de 50 mil documentos deixados pelo imperador com registros de suas três viagens pelos continentes. O material disputará o título de Memória do Mundo em 2012 - classificação concedida pela Unesco à documentação e que corresponde ao Patrimônio da Humanidade para bens materiais e imaterias.
Quatro pesquisadores do Museu Imperial de Petrópolis começaram um trabalho minucioso de revisão do material e a preparação de um dossiê para a Unesco. O trabalho deverá ser concluído em 11 meses.
Esta é a segunda vez que documentos brasileiros do período do Império disputam o título da Unesco. Em 2003, uma coleção com 21.742 fotos da imperatriz Teresa Cristina, mulher de Pedro II, foi considerada patrimônio mundial. O material, de posse da Biblioteca Nacional, retrata cenas do século XIX. Os arquivos da ditadura brasileira, que reúnem documentos do período de 1964 a 1985, também aguardam o título. Na América do Sul, já foram reconhecidos como patrimônio os arquivos das ditaduras da Argentina, Chile e Paraguai.
- As viagens do imperador demoravam em média de oito meses a um ano e meio. Em 1876, ele cruzou de trem os Estados Unidos duas vezes. Foi depois para o Canadá, Europa e Oriente Médio, sempre registrando as expedições. Um detalhe que chama a atenção é que Pedro II falava de igual para igual com pesquisadores e cientistas. Era possuidor de grande conhecimento, o que enriqueceu ainda mais o material - explica o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior.

Responder
Catarinense 18/11/2012 13:57:30

Eu respeito quem pensa diferente de mim. Mas quem sumariamente ignora todo argumento que apresento, ignora os argumentos rebatidos, vive desviando do assunto, credita erroneamente as citações e a todo momento joga fatos irrelevantes na discussão não merece meu respeito, nem meu tempo. Se você realmente quisesse um debate sério, não agiria da maneira que age. E você fala do meu comportamento? Você foi extremamente desrespeitoso com todos aqui. Seu proselitismo a favor da monarquia não colou, tente em outro lugar. No orkut talvez o público não seja tão rigoroso com coisas como lógica ou fatos.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 19/11/2012 06:19:52

Catarinense,
Defendo a Monarquia Parlamentarista e mostro exemplos de como funcionou no Brasil e como funciona no mundo. Mostro vantagens e desvantagem.
A senhora defende O Anarcocapitalismo. Existe na história do mundo algum país que tenha adotado tal sistema? Qual? O anarcocapitalismo defende o capitalismo como a forma de organização mais eficiente e rejeita qualquer tipo de controle governamental, impostos ou regulamentos. Quais são suas concepções sobre Estado? O Estado é desnecessário? Se não há Estado como será as relações internacionais? Se não há Estado como será a emissão de moedas? E as funções jurídicas e segurança?

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Catarinense 19/11/2012 17:13:25

Francisco, você defende a monarquia, mostra exemplos bons e convenientemente esconde os ruins ( e desconversa quando se toca no assunto ). Obviamente você é novo por aqui, e na emoção de ver alguém defendendo que a monarquia é menos pior que a democracia, sai atirando pra todos os lados, sem saber um mínimo de teoria econômica. Tenha um pouco de humildade e respeito aos seus colegas, e dedique um pouco do seu tempo a estudar o assunto a que se propôe a debater. Suas perguntas foram extensamente respondidas no acervo de artigos e nos livros na biblioteca. \r
\r
Ps. O autor deste artigo que tanto lhe emocionou é o escritor mais prolífico atualmente em atividade dentre os defensores desta filosofia tão estranha pra você ( o anarcocapitalismo ). A lista de artigos dele traduzidos pelo IMB é enorme ( clique aqui ). Sugiro começar por este (clique aqui), que desmistifica o "deus" democracia. No mais, aproveite e gaste algum tempo vasculhando os artigos antigos. A recompensa intelectual lhe será grande, e proporcional ao tempo dedicado.\r
\r
Ps2. O menor de dois males ainda é um mal. Escolher o menor entre dois males ainda é escolher conscientemente um mal. Talvez você não conheça, mas o lema dos Institutos Ludwig von Mises ao redor do mundo é: Tu ne cede malis, sed contra audentior ito. O significado fica pra você procurar.

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Leonardo Couto 14/11/2012 13:01:14


Não se irrite à toa, Catarinense. Ele não nos ouve.

Infelizmente às vezes os próprios indivíduos, como esse Francisco, escolhem desperdiçar preciosidades e se fazem surdos. Nesse caso, é melhor não atirar pérolas aos porcos.

Melhor conservar nossos nervos.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 17/11/2012 06:20:35

LEONARDO COUTO. Não vejo porque se irritar atoa.A história é interpretada através da teoria. O pensador Hoppe nos induz a pensar. Hoppe compara monarquias dinásticas com repúblicas democráticas. Segundo o seu ponto de vista, na monarquia dinástica, o rei é como o dono do país porque seu poder passa de geração a geração de sua família, enquanto que um presidente eleito é como um zelador temporário ou inquilino. Ambos temos incentivos para explorar o país em seu próprio benefício. Mas o interesse do rei contra os cidadãos é contrabalançado pelo interesse de manter o valor do capital da nação a longo prazo, assim como o dono de uma casa tem interesse em manter o valor de seu capital, a casa, diferentemente do inquilino. Já os eleitos democraticamente têm o incentivo de pilhar o máximo possível de riqueza dos cidadãos produtivos. O Chefe de Estado (imperador ou rei) não governa, apenas mantêm a ordem em defesa do Estado e do povo.o GOVERNO ELEITO PELO POVO NÃO PODE ROUBAR O POVO PORQUE O ESTADO NÃO PERMITE. ESSA É A DIFERENÇA.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 17/11/2012 07:40:14

Leonardo Couto

Nós, monarquistas, estamos cientes de que a forma republicana de governo não conseguiu organizar o país. Foram cento 123 anos de retrocesso. Nossa História está sendo distorcida. Nossos heróis, denegridos. Nossos valores, desprezados. A construção da nacionalidade está se perdendo. A cidadania se enfraquece. A brasilidade está deixando de ser motivo de orgulho para nossa gente. Direitos civis e sociais estão esquecidos. É justo que um povo, constatando a inadequação da forma de governo aplicada em seu país, utilize todos os meios lícitos à sua disposição para substituí-la por outra que lhe parecer mais adequada. Se as pérolas atiradas fossem de boa qualidade quem sabe enriqueceria nosso conhecimento.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 17/11/2012 05:50:51

Catarinense, em momento algum defendi a estatização. Muito pelo contrário.O governo não é preparado para gerir negócio. Veja o que esta ocorrendo hoje, estão querendo estatizar as empresas públicas privatizadas pelo FHC. Minha defesa maior é a separação do Estado do Governo. Quando o mesmo Chefe de Estado é o Chefe de Governo o povo fica a revelia. O que você não entende é que a Monarquia foi o único sistema políco que evoluiu pra melhor.O exemplo citado na matéria anterior prova que os maiores e melhores países do mundo são monarquia. Exceto as monarquias ditatoriais, aquelas, defendidas pelo governo atual, todas são DEMOCRACIA.

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Francisco Silvino Teixeirea 12/11/2012 05:54:44

A chefia de Estado - É exercida pelo Rei ou Imperador.

O Rei ou Imperador é hereditário. Sua visão sobre o Estado é diferenciada: ele não está limitado à próxima eleição, nem a interesses partidários. Isso o dá mais liberdade para realizar projetos de longo prazo, realiza projetos que os interesses eleitoreiros de governo, não permitem. O Rei/Imperador tende a se identificar com o próprio Estado.
Encara a corrupção política e as ações danosas contra o Estado como se fosse lesões contra sua própria pessoa o que o motiva a agir contra elas.

Poder Moderador:

O Poder Moderador cuida da estrutura do Estado, ou seja, nomeia e/ou indica pessoas para cargos, sejam eles civis (diplomatas e juízes) ou militares. Mas obviamente que essas indicações não podem ser arbitrárias, ocorrendo a participação do Senado, da Câmara ou do Parlamento por inteiro, seja na nomeação, indicação ou na aprovação de uma pessoa para o referido cargo. Essas relações são todas previstas na Constituição. Mas, de todas as funções moderadoras, a mais poderosa é a dissolução do Parlamento. A dissolução tem como objetivo poupar o Estado (esfera de competência do Poder Moderador) da possível ingovernabilidade de um Parlamento. Das pistas na Constituição. Mas, de todas as funções moderadoras, a mais poderosa é a dissolução do Parlamento. A dissolução Chefia de governo - É exercida por alguém eleito pelo povo, indiretamente, ou de acordo com a Constituição. Tal característica torna a separação entre Estado e governo mais completa, melhor do que na forma republicana.
Primeiro Ministro: Indicado pelo parlamento, eleito pelo povo em seus diversos partidos.
Organização Partidária:
Os partidos políticos serão mais bem organizados em suas ideologias, congregando seus filiados e defendendo seus interesses partidários. Não há coligações partidárias, cada partido necessita ser forte e ter seus parlamentares para que no parlamento defendam os ideais de seus filiados. (O eleitor será mais bem representado)
A cor partidária do Rei/Imperador será o Verde e Amarelo, seu papel é intermediar todos os conflitos partidários, mantendo a paz.
Apesar de todos os preconceitos e mentiras disseminados, no decorres dos 120 anos de república, pelos republicanos, imprensa e sistema de ensino brasileiro sobre a monarquia, é em todo mundo o melhor Sistema de Governo. Senão veja:
Índice globais de eficiência:
1 - O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): ele mede a qualidade dos serviços básicos prestados a população: saúde, educação, segurança, saneamento básico e outros;
2 - O Índice de Democracia: ele mede a qualidade da democracia em cada país;
3 - O Índice de corrupção global: ele mede o índice de corrupção e honestidade em cada país;

Em todos os três índices a república presidencialista apresentou o pior desempenho. Em contrapartida, o melhor desempenho nos índices foi obtido pelas monarquias parlamentaristas. Elas foram classificadas como as melhores prestadoras de serviços públicos, as mais honestas, as mais democráticas (70% dos 10 mais). No nível intermediário/baixo encontramos as repúblicas parlamentaristas e na lanterninha, as repúblicas presidencialistas.
"Resultados negativos da mistura entre Estado e governo no Brasil
Quando governo e o Estado mistura-se, o Estado sempre perde. Não faltam exemplos disso no Brasil. Quantas vezes nossos tribunais, especialmente o STF e o STJ, proferiram decisões eticamente questionáveis por causa de interesses políticos em jogo? Quantas vezes vimos nossos políticos tomarem decisões claramente danosas para a pátria, mas que lhes favoreciam politicamente? Quantas vezes o partido político que se encontra no poder prejudica o partido adversário, por não querer entrar em conchavo?
É vergonhoso, mas é fato: no Brasil os órgãos de Estado servem prioritariamente ao governo e não à PÁTRIA, como deveria ser. A União é a principal cliente dos "órgãos de Estado", especialmente a presidência da república. E tudo por quê? Porque o Brasil é uma república presidencialista.
Quem perde com isso é a sociedade brasileira porque tal cenário favorece a corrupção política e a ineficiência dos serviços públicos. E claro: os órgãos de Estado perdem autonomia e credibilidade perante a nação.

Responder
Sidervan Poindexter 13/07/2012 16:55:49

Sempre me pareceu que a ideologia Mises era totalmente anti-parasitária, onde o Estado seria a instituição parasitária mor. Ocorre que o monarca é a figura mais emblemática do que se pode chamar de parasita, de tal forma que fiquei estupefato ao ler este artigo que de alguma forma defende algo tão absurdo como a monarquia.

A democracia por certo tem seus defeitos e a ideia da representatividade do povo é uma falácia, mas achar que um rei e uma corte de vagabundos seria melhor é uma afronta.

Responder
Ricardo 13/07/2012 18:26:59

É justamente o fato de haver uma corte de vagabundos o que torna a monarquia superior a qualquer outra forma de governo. Vagabundos são inofensivos e preguiçosos demais para querer controlar a vida dos outros. Exatamente como tem de ser.

Já você parece ser do tipo que gosta de governantes enérgicos, que fazem e acontecem, e que têm um apetite insaciável para tolher a vida alheia. Pode ficar com toda a democracia do mundo pra você. Farte-se com políticos. Eu prefiro um rei vagabundo.

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Francisco Teixeira 14/07/2012 07:33:35

Fatos e dados que mostra a superioridade da forma monárquica de governo Os melhores argumentos a favor da Monarquia são os fatos. Exemplos reais se multiplicam. Todos os indicadores são favoráveis a forma monárquica de governo. Examinemos os mais importantes.\r
3.2.1 - Quanto à economia, constata-se que as monarquias geram mais da metade do PIB mundial. Este dado, que de "per si" já é impressionante, torna-se mais marcante quando verificamos que sua população não ultrapassa a casa dos 10% de toda a população da terra.\r
Por conseqüência, a renda 'per-capita' média encontrada dentre os que vivem sob a forma monárquica de governo é muito maior do que a daqueles que vivem sob as repúblicas. Duas vezes e meia maior. \r
Estes fatos concordam com outros dados econômicos, especialmente quando se verifica que das 12 economias mais fortes do mundo atual, 8 são monarquias. \r
3.2.2 - Observando os aspectos sociais, a situação é ainda mais favorável às monarquias. Alguns levantamentos são extremamente significativos. \r
O "Índice Maternal", publicado todo ano pelo grupo Salvem as Crianças, comparam-se as condições de vida de mães e filhos em 117 países (Reuters 06/05/03). \r
Os dez primeiros colocados são: Suécia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Finlândia, Canadá, Holanda, Austrália, Áustria e Grã-Bretanha. Destes, 7 são monarquias e 3 são repúblicas. \r
Os dez últimos, Níger, Burkina Fasso, Etiópia, Guiné-Bissau, Angola, Chade, Mali, Iêmen, Serra Leoa e Guiné, sem exceção alguma, são todas repúblicas.\r
Neste levantamento foi constatado que de cada 7 mulheres de algumas regiões da África, 1 morrerá durante os trabalhos de parto ou na gravidez. Na Suécia esse número é de 1 a cada 6.000.\r
O Relatório sobre o Desenvolvimento Humano - 2002, divulgado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), apresenta dados sobre 173 países onde o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano foi apurado. Segundo este relatório, observando os países que apresentam os melhores e os piores resultados, verifica-se que os cinco melhores são monarquias parlamentares e os cinco piores são repúblicas. \r
Pesquisa sobre a expectativa de vida realizada pela Divisão de Populações da Organização das Nações Unidas (2002) em cada um dos seus países membros mostra claramente, também neste quesito, a superioridade da forma monárquica de governo. \r
Examinando as características dos cinco países que estão no topo da lista, aqueles que apresentam a maior expectativa de vida, (Japão, Suécia, Canadá, Suíça e Espanha), verificamos que, quanto à organização política, dos cinco, quatro são monarquias parlamentares e somente uma republica. \r
Curiosamente, alguns países ricos e poderosos, como os Estados Unidos da América e a Alemanha não conseguiram se classificar entre os primeiros. Ambos são repúblicas. Não apresentam uma renda bem distribuída e mostram sensíveis desigualdades sociais. \r

Responder
Francisco Teixeira 14/07/2012 07:03:13

Nas monarquias moderna como Japão, Inglaterra, Austrália etc. o poder emana do povo. Não é como a república praticada no Brasil, um emaranhado de partidos políticos junto com o presidente da República, todos com um só ideal... "toma lá da cá". Lá existe o Chefe de Estado, que não depende de voto popular, os partidos políticos eleitos pelo povo, cada qual dentro da sua ideologia. O Chefe de Governo é escolhido pelo parlamento eleito pelo povo. O Chefe de Estado é o guardião do seu povo e da constituição. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são indente, não estão sujeitos a tutela de grupos econômicos partidários. Na monarquia parlamentar sim, todos são iguais perante a lei. Reina a verdadeira democracia. Os corruptos, vagabundos como voce falou, ficarão sujeitos a lei. Visite o blog: www.monarquiaja.wordpress.com - XXII ENCONTRO MONARQUICO DO RIO DE JANEIRO - Pronunciamento do Principe Don Bertrand de Orleans de Bragança.

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Francisco Teixeira 10/09/2012 08:18:12

Sidervan. Ponha a mão na consciência. Você escreveu: "Ocorre que o monarca é a figura mais emblemática do que se pode chamar de parasita, de tal forma que fiquei estupefato ao ler este artigo que de alguma forma defende algo tão absurdo como a monarquia. A democracia por certo tem seus defeitos e a idéia da representatividade do povo é uma falácia, mas achar que um rei e uma corte de vagabundos seria melhor é uma afronta." A melhor democracia é encontrada na monarquia, onde a divisão dos poderes funcionam de forma harmônica.\r
A Demagogia é a regra da política, principalmente na república. Todos os políticos republicanos alegam defender os princípios mencionados abaixo:\r
a) "O bem do povo";\r
b) "A democracia";\r
c) "O Desenvolvimento econômico";\r
d) "Políticas sociais"\r
e) Os "direitos humanos"\r
Tudo isso enche os discursos dos políticos, mas não passa de papo furado. Qualquer um já sabe.\r
Esses jargões fazem parte daquele blá, blá, blá que todos estão enfarados de escutar sempre que há eleições ou quando os políticos estão no palanque. Por mais que isso seja alcançado pelas monarquias com mais eficiência que nas repúblicas, não é a busca desses objetivos que a faz funcionar melhor. A monarquia tem motivos mais sólidos, mais sinceros, mais reais em todos os sentidos.\r
Planejamento: monarquias pensam no futuro, planejam em longo prazo porque o cetro precisa ser passado para os descendentes do monarca. Já a república se limita à "próxima eleição". As grandes decisões vitais para o país sempre ficam em segundo plano, salvo se render algum dinheiro agora...\r
Numa monarquia, os projetos de longo prazo tem mais probabilidades de serem feitos. É interesse pessoal do monarca que sua dinastia fique no poder. E, claro, como o "dinheiro é dele", ele pensa duas vezes antes de gastá-lo. Já na república, para quê acabar obras e deixar a casa em ordem para o partido inimigo? Para quê pensar duas vezes antes de gastar o "dinheiro dos outros"? Para que planejar o país daqui a 50 anos se o que interessa é a próxima eleição?\r
Na república, falta interesse pessoal do Chefe de Estado para que haja um planejamento para questões que só podem ser resolvidas em longo prazo. Por isso, a saúde, a educação, a segurança pública, a previdência, os transportes, o meio-ambiente e outros que demandam anos de planejamento simplesmente são adiados. Para república, apenas a próxima eleição interessa, apenas o mais imediato. Projetos mais amplos são considerados problemas para serem resolvidos no futuro, um futuro que nunca irá chegar, pois todos os chefes de Estado só pensam na próxima eleição…\r
Já nas monarquias, o Rei cobra ação dos parlamentares e dos ministros responsáveis porque é a cabeça e o bolso do rei que estão em jogo. Mais uma vez, o interesse pessoal – considerado um "demônio" por muitos, é o que torna o Rei muito mais responsável, previdente e estrategista do que qualquer presidente republicano "bem intencionado".\r
Violência nas ruas e traficantes fechando o comércio não deixam reis ricos e poderosos. Por isso os reis tem interesse pessoal na melhora da segurança pública, ele quer que o comércio flua com tranquilidade porque isso o torna mais rico e poderoso. Já nas repúblicas, a violência é problema seu, não dos políticos. E mais: os políticos ganham muito dinheiro com empresas de segurança privada e seguros. Ou seja: eles não tem interesse que o problema seja resolvido porque eles ganham muito dinheiro com a violência.\r
Se o presidente administra mal, a conta fica para o povo pagar. O presidente não responde por isso. Por pior que ele tenha sido, um ex presidente jamais responde pelas trapalhadas que fez enquanto governava. Já o Rei é diferente. Se Ele errar, é Ele que paga, é o trono dele que está em risco, é ele que pode perder a coroa. Por isso o Rei é muito mais responsável que um presidente.\r
Miséria não faz reis poderosos, mas compra votos na república com bolsa isso ou bolsa aquilo\r
Miséria, doença e ignorância popular não fazem reis poderosos.\r
Pense nisso e começará a compreender o porquê os monarcas têm interesse pessoal em combater essas coisas. Não fazem isso porque querem o "bem do povo", mas porque, assim como você, o rei quer ficar mais rico e poderoso.\r
Já na república é bem diferente: a miséria é ótima para comprar votos. O que seria dos políticos corruptos do Nordeste sem a Miséria do Nordeste? Pense nisso e entenderá o porquê os políticos não resolvem esse problema. Há 10.000, sem computador e outras sofisticações, os Egípicios plantavam no meio de um deserto de areia. Israel, outro país no meio do deserto, é o maior exportador de laranja do Oriente Médio. Qual é o problema do Nordeste? Não é falta de tecnologia nem de terra boa. O problema é a república presidencialista, a miséria gera muita renda para os políticos espertalhões.\r
Além disso, a Miséria é ótima para comprar votos. Ela forma currais eleitorais. Alguns comprados ilicitamente com promessa de baldes de água, sacos de cimento, dinheiro e etc. Outros já são comprados dentro da lei com o bolsa-família, o bolsa telefone, o bolsa isso, o bolsa aquilo, as quotas em universidades para negros e pobres, os FIESes da vida e os festejos populares como o Carnaval, a Copa do Mundo e por aí vai.\r
Deus abençoe o Brasil!

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 14/11/2012 10:17:36

SIDERVAN
Que DEMOCRACIA é essa!!!
Candidato a Presidente e Chefe de Estado prá ser eleito negociam o que não tem. Antes das eleições barganham com os outros partidos de oposição, todos os ministérios e empresas públicas do primeiro escalão. Eleitos, com finalidade de terem apoio absoluto no Parlamento e no Senado, negociam as empresas públicas do segundo escalão. Onde esta a democracia? Onde está a vontade do povo? E o mensalão? Roubam o erário para pagar aos parlamentares, que foram eleitos pelo povo, para votarem contra o mesmo povo. Isto nunca foi uma democracia! É uma ditadura disfarçada! Uma DEMOCRACIA baseia-se no progresso, desenvolvimento, prosperidade, saúde, vida, educação, liberdade, riqueza, tecnologia, liberdade de expressão, pensamento e cultos religiosos, estabilidade econômica e institucional e no futuro.
Todo cidadão brasileiro é sujeito a punição pelo Estado. Qual justiça punirá o governo? Ele próprio?
Os republicanos confundem direitos políticos com direito de voto. Uma visão míope da questão. No Brasil, a maioria, o povão não pode participar do governo, da propriedade, da riqueza comum, e não lhe é garantida a igualdade perante a lei. Neste palco, onde até mesmo a liberdade está comprometida pelas privações e miséria, as eleições vão pouco além de um jogo de cena.
Embora as funções de um chefe de estado sejam semelhantes em ambos os regimes (República parlamentarista ou Monarquia parlamentarista), na Monarquia há um clima mais harmonioso, dado ao aspecto de neutralidade do cargo. Na Republica, devido a natureza política e partidária da presidência, conflitos de interesses são acentuados e constantes.
A contraditória doutrina republicana fala em eleições. Milhões e milhões de cidadãos votando. Diz-se democrática. Não é. Impossível haver direitos políticos na ausência dos direitos civis e sociais. (Direitos civis são os fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante a lei; sociais, os que garantem a participação de cada um na riqueza coletiva; políticos, os que permitem ao cidadão participar do governo.)












Responder
Francisco Teixeira 13/07/2012 18:13:39

"Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo [a Monarquia]. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou…"\r
(Machado de Assis em crônica, 5 de março de 1867)\r
Brasil: apesar de ser a nação mais rica em recursos naturais do mundo, adotou o pior sistema de governo da face da terra: a república presidencialista.\r
O melhor argumento em favor da Monarquia é o que ela faz. Já as repúblicas, só vivem de "discursos" e "boas intenções".\r

Responder
Heisenberg 13/07/2012 23:05:19

Absurdo alguém alogiar monarquia aqui. As piores democracias capitalistas são aquelas que herdaram traços corporativistas e partenalistas das monarquias.
O Hoppe realmente força a barra e faz propaganda negativa. Alguns reis tinham a "obrigação" de desvirginar as noivas de seus súditos antes do casamento. Não conheço democracia com alguns absurdos que haviam em monarquias.

abraços

Responder
Francisco Teixeira 18/07/2012 09:58:40

"Há 121 anos a república não foi capaz de resolver nossos problemas. Pelo contrário, no dia 15 de novembro de 1889, o Brasil deixou de ser primeiro mundo para ser o que é hoje: um antro de corrupção para o qual não há esperança no futuro. Na época de Dom Pedro II, o último imperador, era uma nação industrializada e poderosa militarmente. Havia orgulho em ser brasileiro. Hoje, somos lixo, estrume. Até países pífios como o Equador e Paraguai pisam-nos e, o pior: nossos líderes os dão dinheiro. Dinheiro que falta em nossos hospitais, estradas e segurança."\r
Mas o povo é ingênuo. Acredita que um dia políticos "honestos" desejosos do "bem comum" serão eleitos e resolverão os problemas… É incrível como as pessoas, mesmo depois de crescidas, acreditam em conto de fadas. Isso nunca vai acontecer. É o mesmo que acreditar que "homenzinhos verdes" virão em espaçonaves para governar os terráqueos até que aprendam a viver em "paz" e em "amor". \r
A Monarquia é uma forma de governo moderna e eficiente. As doze economias mais fortes do mundo atual, oito são Monarquias. A República está sendo questionada em vários países, pois não tem solucionado seus problemas. O Monarca, sendo vitalício, pode inspirar e conduzir um projeto nacional, com obras de longo alcance e longo prazo. No caso de uma República, como a do Brasil, o presidente tem quatro anos para elaborar e executar o seu projeto de governo, cujo o alcance é forçosamente limitado. Mas há muitas outras diferenças...\r
\r

Responder
realista 11/09/2012 20:04:15

Para o burgues individual,a monarquia é mais fácil de ser comprada que a democracia,já que basta apenas oferecer propina ao monarca(no caso de monarquica absoluta),para o burgues poder reinar " a vontade".Na democracia,no entanto,é necessário subornar,além de parlamentares,ministros dos tribunais superiores,os governantes e prefeitos,o chefe do executivo e as autoridades administrativas.Portanto,é muito mais dificil.
Com essa "lógica",pode-se dizer,sim,que a monarquica é"superior" à democracia.No entanto,do ponto de vista histórico e economico,a democracia burguesa é a melhor forma de perpetuação da dominação desta classe em face das classes inferiores.Por isso,é essa a forma de governo que prevalece no capitalismo.


Responder
Neto 27/10/2012 10:23:06

Oba então fechou! Esquerdalhada concorda em acabar com a democracia! É pra já!

Responder
anônimo 06/11/2012 12:04:31

Sr. Realista. \r
Numa Monarquia Parlamentarista, o Chefe de Estado é exercido pelo Rei e o Poder Moderador. O Estado é a nossa identidade coletiva que nos distingue no cenário internacional. O Estado é a nossa pátria, a nacionalidade, a coletividade, os valores fundamentais da sociedade. É a nossa bandeira, o nosso hino nacional, o nosso território, a nossa cultura, a garantia de que somos e seremos Brasileiros. O Estado é o guardião da Constituição, das Leis, democrat6icamente garante todos partidos políticos, cada qual com suas ideologias.\r
Por mais que esta força estranha reinante, queira tirar do povo a idéia de Estado, amor a Deus, a pátria, a família, quando os brasileiros balançam a bandeira e veste a camisa da seleção, ele não o faz em homenagem aos seus governantes, mas ao seu Estado. Porque ele é brasileiro, porque seu sangue é verde-amarelo, porque ele se identifica com o Estado Brasileiro. A pátria é verde-amarelo.\r
Apesar de todos os preconceitos e mentiras disseminados, no decorres dos 120 anos de república, pelos republicanos, imprensa e sistema de ensino brasileiro sobre a monarquia, é em todo mundo o melhor Sistema de Governo. Senão veja:\r
Índice globais de eficiência:\r
1 - O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): ele mede a qualidade dos serviços básicos prestados a população: saúde, educação, segurança, saneamento básico e outros;\r
2 - O Índice de Democracia: ele mede a qualidade da democracia em cada país;\r
3 - O Índice de corrupção global: ele mede o índice de corrupção e honestidade em cada país;\r
Visite o blog: www.monarquiaja.wordpress.com\r

Responder
Vanderson Bernardes da Silva 27/10/2012 09:27:22

Concordo com os fatos apresentados por Francisco Teixeira, o atual sistema de governo com 121 anos deve ser mudado, pois o antro de corrupção da "elite brasileira" é desenfreado. E eles reagem com violência quando algo vai contra de seus interesses financeiros, isso vale para todos, seja capitalista ou socialista.

Outro ponto importante, o País só teve desenvolvimento econômico de fato, foi na época do Brasil Imperial e na época do Brasil comandado por militares, fora isso, não passa de mais do mesmo, apenas revesamento de exploradores espertalhões.

Como Francisco Teixeira bem apontou os desempenhos econômicos do Brasil Império, com os militares havia o planejamento do Brasil 2000 Potência, com isso fora criadas as estatais que alavancaram a industrialização brasileira, o emprego e renda eram altos, tanto que nessa época, era absolutamente normal apenas o homem trabalhar para sustentar a família, era raro homem e mulher saírem para trabalharem. Por tanto, as famílias tinham estrutura sólida, hoje isso não temos mais, o que reflete nessa sociedade violenta e consumista. Controlada facilmente pelos espertalhões que lhes dão pão (drogas lícitas e ilícitas) e circo (entretenimento barato midiático, com direito a sexo banal e irrestrito).

Não sei se a Monarquia seria o ideal, muito menos defendo o Estado de Exceção com os militares no poder. Mas o importante e que deve ser feito o mais rápido possível, é alterar radicalmente a forma como a "elite" vê o Brasil, como um grande parque temático de locupletação.

Responder
anônimo 06/11/2012 07:08:43

Anderson Bernades, obrigado por participar.

"forças ocultas", como dizia Jânio Quadros, levantar-se-ão contra o titular do cargo de Estado, abrindo caminho para que os abusos ocorram.
Enfim: toda vez que há conflito entre o interesse de Estado e o interesse de governo numa república presidencialista, o interesse de Estado sai perdendo, ou seja: o povo perde e o político ganha. Não me admiro dos políticos e os beneficiados pela política serem os maiores defensores da república presidencialista no Brasil. O motivo é simples: eles ganham muito com isso.
No entanto, os trabalhadores e os empresários sempre saem perdendo. Na verdade, eles são escravizados pelos políticos. E se considerarmos que a carga tributária é elevadíssima, veremos que o termo escravidão descreve precisamente a situação vivida pelo trabalhador e pelo empresariado no Brasil.
Sem contar o problema da educação, da saúde, da previdência, da segurança pública e dezenas de outras questões de Estado que jamais serão solucionadas enquanto governo e Estado estiverem misturados em prejuízo dos interesses de Estado.
A Falta de separação entre Estado e governo prejudica seriamente as instituições Democráticas no Brasil. Por quê? Quem deveria garantir a democracia, os órgãos de Estado, freqüentemente a sacrifica em prol dos interesses de governo.
Logo, se quisermos que o Brasil se torne um país sério, é indispensável separar o Estado do governo. Para tanto podemos optar pela monarquia parlamentarista. "Segundo as estatísticas recentes, ela é mais eficiente na administração de um país por ser melhor prestadora de serviços públicos, democráticos e eficazes no combate à corrupção, além de barata para o contribuinte."
Nos séculos passados pensadores discutiam a forma ideal de governo. Hoje o povo aceita tudo, até a corrupção é normal.

Responder
Leonardo Couto 08/11/2012 13:11:18


Na verdade, tanto faz, se o governo não interferir na vida das pessoas, alternar entre as duas seria trocar seis por meia dúzia.

Me preocupa essa expectativa de melhora com olhar voltado ao dirigismo estatal. Esses elogios a Dom Pedro e aos militares como responsáveis pelo aumento de prosperidade. O máximo que um governante pode fazer é sair do caminho, permitindo aos indivíduos - únicos criadores de riqueza - tomar suas próprias decisões.

Qualquer lugar em que haja intervenção, seja republicana, monarca, "consevadora", nacionalista, "de direita" ou "de esquerda", haverá prejuízos relativos, mais pobraza relativa, menos prosperidade.

Ademais, lembrem-se que o fenomenal diferencial deste site é que ele não apresenta propostas políticas de "gestão social"; ele evoca a proposta moral de libertação individual. Acho isto precioso demais para se perder.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 09/11/2012 14:26:04

Professor Hoppe põe em discussão:\r
"O primeiro ponto a ser enfatizado é: estados - sejam eles monárquicos ou democráticos - não são empresas. Eles não produzem nada para ser vendido no mercado" \r
É claro que são empresa. O que é o Estado, senão o próprio povo? O país tem que produzir para sustento de seu povo e exportar o excesso. Como disse, é uma grande empresa, tem que comprar de outros países, mas também tem que vender, pra isso tem que ter empresas modernas, produtivas e com preços competitivos no mercado internacional.\r
\r
O Brasil teve quatro períodos: 1º.) Monárquico 1822 a 1888 – 2º.) República Presidencialista 1888 a 1989 – 3º.) República Presidencialista 1989 a 2.000 - 4º.) período do PT. 2.000 a 2012.\r
\r
Monárquia\r
Foi durante a monarquia que as mentes mais brilhantes do Brasil floresceram. Dentre elas, podemos dizer: Vital Brasil (Remédio contra picada de cobra), Santos Dumont (Avião, chuveiro, relógio de pulso e outros), Machado de Assis (Literatura), Ruy Barbosa (Direito), Marquês de Tamandaré (maior engenheiro da história mundial no séc. XIX). Aliás, Santos Dumont suicidou por causa do uso que a república deu as invenções dele…\r
Durante a Monarquia, o Brasil liderou 11 vezes seguidas a Feira Mundial da Indústria. Construiu mais de 16.000 km de estradas de Ferro. Era possível, inclusive, sair do Rio de Janeiro e ir à Manaus de trem. Já os republicanos deixaram as ferrovias se perderem e tornaram o Brasil num país agrário que depende de rodovias para tudo. Rodovia é uma forma cara, ineficiente e poluidora de transportar mercadorias e pessoas.\r
Dom Pedro II investiu em Louis Pasteur na França para os avanços da Biologia. Nem mesmo a república francesa acreditava em Louis Pasteur… Não preciso lembrar que Louis Pasteur revolucionou a biologia e a medicina modernas. E claro, se você pode estocar leite em caixinha na sua casa por vários dias sem estragar, agradeça Louis Pasteus e Dom Pedro II por isso.\r
As primeiras escolas para portadores de deficiência foram inauguradas por Dom Pedro II. Eram as primeiras do Mundo!!! Muito antes de do assunto "inclusão" virar moda na boca dos sociólogos e outros defensores dos "direitos humanos".\r
A primeira Reserva Florestal do Mundo foi inaugurada por Dom Pedro II. Floresta do Tejuco. Ele recuperou uma área degradada pela Cafeicultura. Fez isso no séc. XIX muito antes do assunto meio ambiente virar moda.\r
A Própria Agência Aeroespacial Brasileira reconhece o imperador Dom Pedro II como um visionário. Leia o que a Agência diz no início do parágrafo terceiro:\r
"Mas poderíamos estar bem mais adiante. Afinal, o Brasil teve D. Pedro II, o imperador visionário, encantado pela tecnologia, e o inventor Santos Dummont, um dos pais da aviação."\r
O Brasil império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália; - em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891; - a unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina; - embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais\r
(Mas a república no Brasil não deixou que crescêssemos. Com a república o Brasil se tornou medíocre.) \r
Repúbica Presidencialista: (2º.) período:\r
Exemplo:\r
Até o fim do governo Sarney se acreditava que o pais era unicamente agrícola. Tínhamos que produzir na agricultura para exportação, porém, o Brasil exportava um navio de feijão para importar um caixote de ferramentas. A balança comercial durante todo esse período fechava em déficit, mantendo o país sempre do lado dos países emergentes.\r
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República Presidencialista: (3º.) período:\r
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Foi o que ocorreu após o governo Collor de Mello, Itamar Franco e FHC.\r
Grande parte do pátio industrial foi modernizada. As empresas públicas que davam prejuízos todos os anos, foram privatizadas e passaram a dar lucro. O país passou a ter computadores, Internet, telefones. Novas empresas automobilísticas, fabricantes de autopeças, A EMBRAER, na época, privatizada era responsável por 30% do PIB nacional, tornou o país o segundo produtor de avião do mundo, só perdia pro Canadá. O sucesso das privatizações colocou o país em superávit. O pátio industrial cresceu em todos os setores, aparelhos elétricos, celulares, etc. (O Brasil não precisa administrar uma empresa pra ser dono. As empresas continuam ser do Brasil, só que são bem administradas por empresários competentes).\r
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O plano Real estabilizou o país. O Brasil deixou pela primeira vez na República, de fechar a balança comercial deficitária para fechar com superávit.\r
As empresas estatais eram quem mais gastavam. Todos os anos, o balanço das empresas públicas fechava no vermelho, alem de não pagar impostos, o governo gastava impostos pagos pelos contribuintes para salvar as estatais espoliadas pelos políticos ambiciosos. \r
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Tivemos estatais que deviam mais do que seu valor patrimonial.\r
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Hoje, graças às privatizações, o governo passou do déficit ao superávit, todas as empresas que foram privatizadas, hoje pagam impostos ao governo e dão lucro no mercado internacional.\r
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O Brasil era confiável. Empresários do mundo vieram investir e produzir no Brasil tinha preços competitivos no mercado internacional. \r
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O país, como disse, é uma grande empresa, tem que comprar de outros países, mas também tem que vender, pra isso tem que ter preços competitivos no mercado internacional.\r
Pra diminuir a dependência do país, do petróleo internacional, foram realizados investimentos imensos na Petrobrás, refinarias etc. No ano 2002, o presidente Fernando Henrique já dizia, em 2005 o Brasil será auto-suficiente em petróleo, o que hoje, 2.006, foi cumprido.\r
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Pra diminuir a dependência do país, do petróleo internacional, foram realizados investimentos imensos na Petrobrás, refinarias etc. No ano 2002, o presidente Fernando Henrique já dizia, em 2005 o Brasil será auto-suficiente em petróleo, o que hoje, 2.012, o Brasil continua importando cada vez mais.\r
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4º.) período: \r
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Vejam o que ocorre hoje neste governo! Não há investimentos na indústria brasileira. Estão prejudicando os empresários com autos impostos. Querem estatizar novamente as empresa antes privatizada. O Brasil parou... É só bra-bra-bra. \r
Não vou tentar adivinhar o futuro. Embora esse fosse um exercício fácil e descomplicado.\r
Para não contrariar ou decepcionar alguns, a verdade que muitos aceitarão como fato rigorosamente verdadeiro. Será um fim de governo, rigorosamente tumultuados e ambiciosos, do ponto de vista negativo.\r
Ou fazem as reformas que o país exige, e contribuem para o desenvolvimento e a tranqüilidade, ou repetiremos 1930 e 1964.\r
Esse espírito foi sintetizado por Rui Barbosa, quando se penitenciava de seu erro histórico. Sua sobriedade lhe permitiu avaliar a situação e dizer:\r
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"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto... Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre - as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. Na República os tarados são os tarudos. Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente. E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..." "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto ... Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre - as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. Na República os tarados são os tarudos. Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente. E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..." (Rui Barbosa - Discursos Parlamentares - Obras Completas - Vol. XLI - 1914 - TOMO III - pág. 86/87) Este discurso de 1914 foi e é até hoje atual.\r

Responder
Leonardo Couto 10/11/2012 12:07:00


Oquê!? O Estado é o próprio povo!?

Que baboseira. Parece até que estou ouvindo uma aula da 5ª Série! Ou ouvindo um sermão de um "brilhante" professor acadêmico.

Meu amigo, esta visão romântica do Estado não procede. Quem produz, vende, compra, trabalha, inova, etc são os indivíduos que por acaso vivem no território em que algum Estado por acaso reclama poder. Quem exporta, importa, é competitivo, ou produz não é o "Brasil" ou a "China", mas sim as pessoas que vivem em um local qualquer que resolveram chamar de Brasil ou China, nada mais.

Eu e você podemos compartilhar a linguagem, mas não significa que compartilhamos o agir. Não existe esse conceito místico de nacionalismo.

Quanto ao governo. Tanto faz ser monarquia ou não. Desde que não interfira em nossas vidas.

Você está no lugar errado defendo essa "gestão estatal" na vida das pessoas, remetendo bons resultados ao ativismo estatal.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 11/11/2012 09:11:12

LEONARNO COUTO.\r
Muito pelo contrário. Não sou partidário da república, quando falei do 3º. período de Collor, Itamar e FHC, porque realmente foi o período da República que o país se alavancou. Neste período até aviões o Brasil chegou a exportar. O que disse é que o povo é o próprio Estado.Todo povo que vive num Estado forma o Estado. As empresas são quem produz para o consumo interno e externo. O Estado de Direito não facilita as exportações, cobrando altos impostos e mantendo nossos preços acima dos preços internacionais, pelos altos impostos cobrado. Hoje é mais barato importar qualquer produto que fabricar no Brasil. Quero dizer que há um grande movimento nacional para tornar todas as empresas privatizadas, no governo anterior, em deficitárias com finalidade de novamente estatizar. Sou totalmente contra intervenção do Governo nas empresas. O governo tem que proporcionar condições para que as empresas possam se desenvolver, vender para o mercado interno e exportar o excesso. Quero dizer que desta forma as empresas contribuirá para o superávit da balança comercial do Estado. Quando falo em Monarquia parlamentarista é porque acho a melhor forma de manter o Estado independente do governo, tornando-o assim, mais honesto, democrático e sujeito as leis do país. \r

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 11/11/2012 09:34:38

LEONARDO COUTO\r
\r
Apesar de todos os preconceitos e mentiras disseminados, no decorres dos 120 anos de república, pelos republicanos, imprensa e sistema de ensino brasileiro sobre a monarquia, é em todo mundo o melhor Sistema de Governo. Senão veja:\r
Índice globais de eficiência:\r
1 - O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): ele mede a qualidade dos serviços básicos prestados a população: saúde, educação, segurança, saneamento básico e outros;\r
2 - O Índice de Democracia: ele mede a qualidade da democracia em cada país;\r
3 - O Índice de corrupção global: ele mede o índice de corrupção e honestidade em cada país;\r
\r
Em todos os três índices a república presidencialista apresentou o pior desempenho. Em contrapartida, o melhor desempenho nos índices foi obtido pelas monarquias parlamentaristas. Elas foram classificadas como as melhores prestadoras de serviços públicos, as mais honestas, as mais democráticas (70% dos 10 mais). No nível intermediário/baixo encontramos as repúblicas parlamentaristas e na lanterninha, as repúblicas presidencialistas.\r
"Resultados negativos da mistura entre Estado e governo no Brasil\r
Quando governo e o Estado mistura-se, o Estado sempre perde. Não faltam exemplos disso no Brasil. Quantas vezes nossos tribunais, especialmente o STF e o STJ, proferiram decisões eticamente questionáveis por causa de interesses políticos em jogo? Quantas vezes vimos nossos políticos tomarem decisões claramente danosas para a pátria, mas que lhes favoreciam politicamente? Quantas vezes o partido político que se encontra no poder prejudica o partido adversário, por não querer entrar em conchavo?\r
É vergonhoso, mas é fato: no Brasil os órgãos de Estado servem prioritariamente ao governo e não à PÁTRIA, como deveria ser. A União é a principal cliente dos "órgãos de Estado", especialmente a presidência da república. E tudo por quê? Porque o Brasil é uma república presidencialista.\r
Quem perde com isso é a sociedade brasileira porque tal cenário favorece a corrupção política e a ineficiência dos serviços públicos. E claro: os órgãos de Estado perdem autonomia e credibilidade perante a nação.\r
\r
Vejam que paradoxo a república presidencialista gera no Brasil: o órgão que em tese deveriam defender os interesses de Estado fica vendidos ao interesse transitório dos governos.\r
Exemplo disso é o Procurador Geral da República que pode ser exonerado do cargo tão logo o presidente o queira. É verdade que a Constituição condiciona a validade do ato à aprovação do Senado Federal. Entretanto, tal condicionamento é mais formal do que prático, principalmente se considerarmos que o Senado, no Brasil, pertence à base aliada da presidência da república.\r
\r
Ou seja: se o Procurador Geral for idealista e propuser qualquer ação judicial contra os interesses da Presidência da República, Senadores, Deputados aliados ou qualquer outro no qual haja interesse da presidência da república, tenha certeza ele será exonerado do cargo. E o motivo é bem simples: o Procurador Geral da República depende da boa vontade do Presidente da República e de seus aliados. Enfim: para o Procurador Geral se manter ou crescer na carreira, precisa adequar-se ao "jogo político" de quem governa.\r
Antônio Palocci: o homem que conseguiu a façanha de multiplicar o próprio patrimônio em 20 vezes em 4 anos quando era deputado federal.\r
Por tudo isso, não há surpresa no fato do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, ter optado por arquivar o pedido de investigação sobre a evolução patrimonial do ex-ministro Antônio Palocci. Isso ofende o interesse de governo da Presidência da República e, possivelmente, o de Senadores, outros Ministros e Deputados Federais que poderiam ser envolvidos no caso. Claro que o procurador fundamentou brilhantemente sua opção, afinal, ele é um excelente jurista. Entretanto, a sociedade brasileira merecia uma explicação coerente sobre o porquê Palloci enriqueceu-se tanto enquanto era deputado, e claro: o próprio Palloci deveria ter tido a oportunidade de mostrar para a sociedade a origem lícita de sua fortuna súbita. Lembremo-nos que o patrimônio dele cresceu 20 vezes em 4 anos!\r
Ora, pensemos: quem perderia com essa ação seria somente o Procurador Geral, pois certamente ele seria exonerado. E digo mais: se ele tivesse alguma pretensão aos cargos de Ministro do STF ou STJ, elas estariam automaticamente extintas se ele optasse por levar a representação adiante. Só para lembrar, quem escolhe os ministros do STF também é o Presidente da República com aprovação do Senado. Ou seja: exatamente aquelas pessoas que ele poderia expor se insistisse no assunto.\r

Responder
Leonardo Couto 11/11/2012 11:24:31

Compreendo que quando você diz que o o povo é o Estado, provavelmente está se referindo a este como uma grande associação entre as pessoas residentes de um território, que compartilham uma linguagem etc. Mas convido você a olhar para o Estado de outra forma, meu amigo. Aqui neste site geralmente rejeitamos a ideia de um "coletivo nacional":

Primeiramente, você não pode afirmar que o povo é o Estado simplesmente porque não existe "povo". Não desse modo. Povo simplesmente é um conjunto de indivíduos. O "povo" não age, quem age é você, eu, e cada um ser humano da terra. Governos não agem, quem age são os políticos que ditam seu rumo.

Segundo, estar em um território de mesmo nome não significa nada além disso. Não existe "pátria". Brasil por exemplo, ao contrário do que porventura afirmam, é um lugar, nada mais. Não é uma associação. Nada disso de pensar: O que é melhor para o Brasil, produzir aviões ou importá-los? Brasil não é um ser, não pode ser dotado de atributos assim. Produzir aviões pode ser benéfico para o brasileiro João, prejudicial para o brasileiro Pedro e desinteressante para o brasileiro Paulo. Interesse é algo individual.

Terceiro, se a monarquia realmente faz limita o Estado, ótimo, que venha a monarquia. Mas entenda: A prosperidade em qualquer canto do globo remete unicamente a indivíduos, não ao Estado.

Estado menor, estado melhor.

Responder
Tiago Bezerra 18/11/2012 14:07:34

Impostos deveriam ser limitados a 10%. O governo que se virasse para fazer as coisas mais eficiente ou, melhor ainda, não fazer. Deveria ser cláusula constitucional, nenhuma aliquota pode passar de um décimo. 38% de carga tributária numa nação subdesenvolvida como a nossa é se condenar ao subdesenvolvimento.

Responder
Bright 18/11/2012 16:22:35

Se o governo cobrasse meros R$10,00 por mês de cada cidadão, já estaria de muito bom tamanho para fornecer justiça e segurança. Seriam R$190 milhões por mês, mais que suficiente para bancar os juízes e policiais.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 19/11/2012 05:26:13

Tiago Bezerra

Você tem razão. Veja na matéria acima. O Brasil trocou a monarquia parlamentarista pela república presidencialista, logo começou o desgoverno. A questão é a separação do Estado do Governo. Estado não governa, mantém o equilíbrio entre o governo disciplinando os gastos públicos e punindo os políticos corruptos. Nesta forma de governo atual, onde um candidato a presidente distribui entre os partidos políticos de apoio, os ministérios e empresas públicas, o governo sem interferência do Estado cria novos impostos para suportar os gastos com política eleitoreira. Porque nós simples brasileiro não podemos cometer crimes? O governo está pronto para nos punir. Quem punirá os políticos e quem ocupa cargos políticos no sistema presidencialista? São pessoas indicadas por eles ou aqueles que recebem o mensalão.

Esse espírito foi sintetizado por Rui Barbosa, quando se penitenciava de seu erro histórico. Sua sobriedade lhe permitiu avaliar a situação e dizer:
"Havia uma sentinela vigilante, cuja severidade todos temiam, e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade. Era o Imperador Dom Pedro II. "

(Discurso ao Senado Federal, dezembro de 1914)

- Somente um sistema contra incêndios pode salvar a edificação contra o fogo,

- Somente um sistema anti-furto pode salvar bens materiais das mãos do meliante,

- Somente um sistema de defesa pode salvar uma nação de uma invasão,
- Somente um SISTEMA político de defesa dos interesses do povo
pode salvar o povo de maus políticos.

Poder Moderador & Voto Distrital Misto, através da restauração da Monarquia Parlamentar, isto é sistema contra corruptos!

Responder
Dárcio 18/11/2012 18:12:40

Só que nunca houve uma guerra entre duas democracias...

Responder
anônimo 18/11/2012 19:31:32

Hitler chegou ao poder democraticamente, e os EUA eram o bastião da democracia durante a sua guerra civil, que chacinou 600.000 americanos.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 19/11/2012 05:41:05

Anônimo. Esse é o maior perigo da DEMOCRACIA exercida pela república presidencialista. O povo vota no discurso de um populista, sem conhecer de fato seu conhecimento administrativo e sua ideologia. O Presidente é o todo poderoso. Não há limites. Até os partidos de oposição estão vendido. Nossos únicos aliados, ainda, são a imprensa e a internet.

Responder
anônimo 20/11/2012 00:10:57

Mas vocês se esqueceram de uma coisa: todos os regimes monárquicos na "Idade Moderna" se tornaram estatistas e intervencionistas. O que minava o poder dos reis era o poder temporal e o poder descentralizado na Idade Média (vários feudos). Bastou o Rei concentrar mais poderes e o poder temporal foi quebrado, os monarcas absolutistas começaram a confiscas as riquezas de seus súditos. Quem nunca ouviu alar nas políticas confiscatórias de Luis XIV na França, ou Carlos I na Inglaterra, ou Filipe II da Espanha? Já as Repúblicas Antigas e Medievais eram bem mais liberais. Basta ver a República Florentina na época do Renascimento e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos no século XVII. O mesmo ocorreu na civilização romana: a República era bem mais liberal do que era monárquica, depois, na época do Império, o Imperador concentrava cada vez mais poder...
Porra, afirmar que a monarquia é mais liberal do que a República é negar a própria História. A História que as Repúblicas eram menos estatistas e que quando uma República se transformava em monarquia, o sistema se tornava mais estatistas (caso da Roma Antiga).

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 21/11/2012 07:19:43

Anônimo.Nas Monarquias moderna o rei não governa, é simplesmente Chefe de Estado, guardião das leis. Na Monarquia o Conselho de Estado não tem poder formal, mas tem o peso de sua neutralidade e independência. Garante a unidade, estabilidade, continuidade e planejamento a longo prazo. Nas Monarquias as decisões são técnicas e não políticas. O Conselho de Estado é apartidário, suprapartidário e apolítico. O Conselho de Estado é o balizador entre a vontade política e o desejo social da nação. O monarca é grande aliado e conselheiro de seu chefe de governo. O Monarca é o símbolo vivo da nação onde não há espaço para aventureiros, para o "recebendo que se dá", para negociatas, corrupção, nepotismo é onde a ordem prevalece. Embora as funções de um chefe de estado sejam semelhantes em ambos os regimes (República parlamentarista ou Monarquia parlamentarista), na Monarquia há um clima mais harmonioso, dado ao aspecto de neutralidade do cargo. Na Republica, devido a natureza política e partidária da presidência, conflitos de interesses são acentuados e constantes.

O Chefe de Governo é escolhido, entre os melhores, pelo Parlamento eleito através dos diversos partidos políticos eleitos pelo povo. A Monarquia foi o único sistema que evoluiu para o sistema democrático.

Responder
anônimo 10/12/2012 14:01:46

É para isso que querem monarquia? Sem falar nos rios de dinheiro estão gastando agora com saúde...Nao tem nada de libertário com monarquia. Aliás, a História da mostrou que monarquia as liberdades e os valores. Eu prefiro uma República ao estilo romano, Florença e Veneza na Era do Renascimento, ou Holandesa no século XVII (que era muito mais liberal, próspera e civilizada que as monarquias da época).

Responder
Luis Almeida 10/12/2012 14:24:45

Ué, se o problema da monarquia é esse (festas de casamento), então eu quero uma monarquia já para o Brasil. E aceito destinar 4% do PIB (uma fortuna) para a família real ficar fazendo festas, banquetes e bacanais. Muito melhor ter no comando uma família real que só está preocupada em se divertir do que um bando de vagabundos e vigaristas que não apenas espoliam 36% da renda do povo como ainda instauram toneladas de leis totalitárias que visam a regular a economia, a controlar nossas vidas, a salvar o planeta e a controlar o nível dos oceanos.

Rainha Elizabeth para o Brasil já, com a total e irreversível abolição do Congresso. Você é contra? Prefere Dilma, Sarney e Marco Maia? É masoquista?

Responder
anônimo 10/12/2012 17:24:18

E quem elogiou o Brasil? O Brasil é uma merda, todo o mundo sabe disso. Só acho que estão enganados em relação à monarquia. A História mostrou que as repúblicas clássicas foram muito mais liberais e conservadoras do que as monarquias. Taí o caso holandês e romano pra constatar. Em contraste, no caso inglês, o problema nao é só um casamento, é muito mais grave. Naquele país de Henrique VIII, um casamento real mudou toda a cultura e a religião do país. E foi de maneira forçada.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 17/12/2012 15:55:31

Luiz Almeida, O Brasil não é uma merda, como diz o Anônimo. É uma república presidencialista. É quase sinônimo. NA MONARQUIA PARLAMENTARISTA os partidos políticos serão mais bem organizados em suas ideologias, congregando seus filiados e defendendo seus interesses partidários. Não há coligações partidárias, cada partido necessita ser forte e ter seus parlamentares para que no parlamento defendam os ideais de seus filiados. (O eleitor será mais bem representado)
A cor partidária do Rei/Imperador será o Verde e Amarelo, seu papel é intermediar todos os conflitos partidários, mantendo a paz.
Apesar de todos os preconceitos e mentiras disseminados, no decorres dos 120 anos de república, pelos republicanos, imprensa e sistema de ensino brasileiro sobre a monarquia, é em todo mundo o melhor Sistema de Governo. Senão veja:
Índice globais de eficiência:
1 - O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): ele mede a qualidade dos serviços básicos prestados a população: saúde, educação, segurança, saneamento básico e outros;

2 - O Índice de Democracia: ele mede a qualidade da democracia em cada país;

3 - O Índice de corrupção global: ele mede o índice de corrupção e honestidade em cada país;

Em todos os três índices a república presidencialista apresentou o pior desempenho. Em contrapartida, o melhor desempenho nos índices foi obtido pelas monarquias parlamentaristas. Elas foram classificadas como as melhores prestadoras de serviços públicos, as mais honestas, as mais democráticas (70% dos 10 mais). No nível intermediário/baixo encontramos as repúblicas parlamentaristas e na lanterninha, as repúblicas presidencialistas.
"Resultados negativos da mistura entre Estado e governo no Brasil
Quando governo e o Estado mistura-se, o Estado sempre perde. Não faltam exemplos disso no Brasil. Quantas vezes nossos tribunais, especialmente o STF e o STJ, proferiram decisões eticamente questionáveis por causa de interesses políticos em jogo? Quantas vezes vimos nossos políticos tomarem decisões claramente danosas para a pátria, mas que lhes favoreciam politicamente? Quantas vezes o partido político que se encontra no poder prejudica o partido adversário, por não querer entrar em conchavo?
É vergonhoso, mas é fato: no Brasil os órgãos de Estado servem prioritariamente ao governo e não à PÁTRIA, como deveria ser. A União é a principal cliente dos "órgãos de Estado", especialmente a presidência da república. E tudo por quê? Porque o Brasil é uma república presidencialista.
Quem perde com isso é a sociedade brasileira porque tal cenário favorece a corrupção política e a ineficiência dos serviços públicos. E claro: os órgãos de Estado perdem autonomia e credibilidade perante a nação.

Responder
Catarinense 17/12/2012 20:18:54

Esse cara tem uma tara tão grande por algo imaginário chamado "pátria" que não duvido que seja integralista.

Responder
anônimo 29/06/2013 16:28:46

Não é imaginário, mas a gente já vive tão atolado no multiculturalismo e numa nação forçada que fica parecendo mesmo.

Responder
Francisco Silvino Teixeirea 18/12/2012 15:18:45

Sem comentário Catarinense!
O excesso de liberdade conduz à anarquia. Anarquia não chega ser uma teoria, sim uma forma primitiva de convivência humana. O homem evoluiu. Não existe no mundo, sociedade na forma anárquica.
O Homem não não pode ser totalmente livre!

Esse conceito foi adotado na primeira Constituição Francesa de 1791: "a liberdade consiste em fazer tudo o que não prejudique a outrem – assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites, senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo destes mesmos direitos. Tais limites não podem ser determinados senão pela lei."

Responder
Catarinense 20/12/2012 14:46:36

"O Homem não pode ser totalmente livre!"

Um autoritarista totalitário não demora para mostrar sua verdadeira face.

O homem pode sim, ser totalmente livre, desde que seja observado o direito natural. Não é preciso nenhum ser iluminado vestindo uma fantasia para dizer o que é a lei ( ou um grupo de seres iluminados vestindo fantasias, se você preferir ).

Mais uma vez mostrando sua ignorância por aqui, Francisco? Pesquise sobre anarco-capitalismo nos artigos. Vai lá, um pouco de esforço não faz mal a ninguém.

Responder
RENATO BARBOSA DA SILVA RAMOS 08/01/2013 17:28:47

PREZADOS LEITORES,

AO LER O ARTIGO DE HANS HERMANN HOPE FIQUEI SINCERAMENTE CONFUSO POIS O AUTOR CONFUNDE DUAS COISAS CHAMANDO A DEMOCRACIA HORA DE SISTEMA DE GOVERNO HORA DE REGIME POLÍTICO.
ORA NEM UMA NEM OUTRA,POIS COMO MUITO BEM DEFINIU O FILÓSOFO POLÍTICO INGLÊS JOSEPH SCHUMPETER A DEMOCRACIA SIMPLESMENTE É UM ARRANJO INSTITUCIONAL DE TOMADAS DE DECISÕES POLÍTICAS (LEGISLATIVAS E/OU ADMINISTRATIVAS) E NADA MAIS.
NÃO PODEMOS EXIGIR DA DEMOCRACIA ÀQUILO QUE ELA JAMAIS PODE NOS FORNECER,OU SEJA ,A SALVAGUARDA DO VALOR SUPREMO DA LIBERDADE INDIVIDUAL QUE SEGUNDO HAYEK É UNA E INDIVISÍVEL.
A DEMNOCRACIA É UM MEIO E NÃO UM FIM NELA MESMO!!!!
PODEMOS CHAMAR DE SISTEMA DE GOVERNOS A MONARQUIA , A DEMARQUIA E ETC..
POR EXEMPLO O PARLAMENTARISMO ERRÔNEAMENTE É CHAMADO DE SISTEMA DE GOVERNO,QUE NA VERDADE NÃO PASSA DE UMA ALTERNATIVA AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES (VER MAKSOUD EM O CRUZADO E OUTRAS ILUSÕES - A PANACÉIA DO PARLAMENTARISMO)
PARA QUE A LIBERDADE POSSA ESTAR SALVAGUARDADA NECESSITAMOS EM PRIMEIRO LUGAR DE DEFINIR O SISTEMA POLÍTICO QUE DESEJAMOS,E QUE AQUI ME REFIRO A DEMARQUIA E EM SEGUNDO LUGAR DEVEMOS TER UMA CONSTITUIÇÃO QUE LIMITE OS PODERES DOS GOVERNOS,SALVAGUARDE A VIDA ,OVALOR SUPREMO DA LIBERDADE INDIVIDUAL,E OS DIREITOS DE PROPRIEDADE PRIVADA.
SOMENTE DESTA FORMA PODEREMOS DEFENDER A LIBERDADE
NÃO NECESSITAMOS DE UM REI ,MAS DE UM REGIME POLÍTICO DEFINIDO DE CUNHO DEMOCRÁTICO!!!!!
PRAZER EU ME CHAMO DEMARQUIA UM GOVERNO CONSTITUCIONAL DO POVO SUBORDINADO A ORDEM JURÍDICA (A LEI) EM CONFRONTAÇÃO COM A DEMOCRACIA QUE SIGNIFICA DE GOVERNO DA MAIORIA.
POR ISSO ANTES DE SAIR DEFENDENDO IDÉIAS E OPINIÕES VAMOS REALIZAR UM EXAME CRITICO-EVOLUCIONÁRIO PARA QUE MAIS TARDE AS COISAS NÃO SE COMPLIQUEM MAIS E DESTRUA O IDEAL DA LIBERADE INDIVIDUAL
POR
RENATO BARBOSA DA SILVA RAMOS

Responder
anônimo 10/01/2013 16:48:35

Legal RENATO BARBOSA! Isso é liberdade de expressão. Ainda podemos falar o que pensamos. Os dias estão contados, está próximo o fim da liberdade de imprensa. Leia esta matéria: Brasil: rumo à ditadura. Autor: Sebastião Fabiano Pinto Marques São João del-Rei, MG

Responder
RENATO BARBOSA DA SILVA RAMOS 31/01/2013 16:19:50

PREZADO SR.ANÔNIMO,

ESPERO QUE ESTA DITADURA SEJA CONTRA OS POLITICOS E NÃO CONTRA A SOCIEDADE!!!
EU MESMO TENHO UM PLANO DE AÇÃO PARA QUE POSSAMOS NOS LIVRAR DESSA CORJA POLÍTICA!!!
PLANO SENTA-À-PUA!!!
COM OS MEUS MELHORES CUMPRIMENTOS ,
RENATO RAMOS
NO: A REVOLUÇÃO TANTO NO CAMPO DAS IDÉIAS E NO CAMPO DA AÇÃO PROPRIAMENTE DITA SERÁ EM DOSES ATÉ A IMPLANTAÇÃO DEFINITIVA DA DEMARQUIA!!!
SOU UM LEGÍTIMO LIBERAL CONSTITUCIONALISTA DEMARQUICO DEFENSOR DO VALOR SUPREMO DA LIBERDADE INDIVIDUAL,DA VIDA E DO INALIENÁVEL PRINCÍPIO DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE PRIVADA!
NÃO SE ASSUTE NÓS LIBERAIS COM APOIO DAS FORÇAS ARMADAS IREMOS NOS ESTABELECER!
SENTA-À-PUA!!!
NOTA: E POR GENTILEZA SE IDENTIFIQUE!!! POIS VCS QUE FALAM TANTO DE LIBERDADE NA VERDADE NÃO PASSAM DE UNS CAGÕES NA HORA DA AÇÃO!!!

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 31/01/2013 18:11:07

Renato Barbosa

Meus comentários são personalizados e com fotos. Não tenho medo de defender minhas idéias. Sou Monarquista com convicção. Visite o blog: www.monarquiaja.wordpress.com

Responder
Leandro Clementino 29/06/2013 07:52:21

Agora entendo porque Aristóteles receava sobre a Democracia, nunca imaginei que de certa forma pensaria como ele:

"Aristóteles, que viveu por inteiro no século IV a.C., acreditava que os regimes políticos existentes no seu tempo comparavam-se com a regularidade dos ventos. Existe uma constância no soprar deles: sempre para o norte ou sempre para o sul. Há porém desvios de toda ordem. Assim se dá com as formas políticas. Podemos imaginar que algumas delas que são permanentes, tais como a monarquia, a aristocracia e a politéia (o governo constitucional), havendo porém os naturais "desvios", provocados pelo comportamento errático dos ventos,que nos conduzem a outras organizações políticas, diversas, piores do que as ideais. Entres esses desviantes do que seriam os regimes mais apropriados, Aristóteles apontava a tirania (a mais nociva), a oligarquia e a democracia (apontada por ele como "a pior das formas boas, mas a melhor entre as variedades más"). O motivo dessa multiplicidade das formas políticas, boas e más, devia-se a que a sociedade humana era muito diversificada, pois a polis é o encontro do multitudinário."

educaterra.terra.com.br/voltaire/politica/aristoteles.htm

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 29/06/2013 15:21:08

Quero parabenizar todos pelo interesse na política. De um modo geral, pode-se afirmar que, quando a desilusão se transforma em descrença, entra o ser humano numa fase de apatia e desânimo, tornando-o cético, até mesmo frente aos termos de maior envergadura.

O desdém e o deboche pelos que pretendem, uma vez mais, enganar o cidadão, conduzem-no, invariavelmente, ao triste ponto do indiferentismo.

"O homem é um animal político" já dizia Aristóteles no século V a C. Assim, de modo nenhum se pode tratar com indiferença a questão política, já que dela dependem todas as decisões tomadas pelos detentores do poder.

Marca a política um sentido na vida da nação, decidindo seu futuro e cabendo, portanto, a ela, a orientação do Estado.

Desta forma torna-se inevitável a adoção de formas políticas que conduzam o Estado na busca do que melhor existe para o êxito da nação, razão última de ser da existência do próprio Estado.

È impossível que se emita, conscientemente, uma opinião abalizada sobre o assunto, desconhecendo-se os princípios básicos, alicerces na edificação da sociedade humana. Visite o blog: www.monarquiaja.wordpress.com

Responder
Anti Nacionalismo 25/08/2013 22:14:26

Queria ver você falar isso morando na Arabia Saudita.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 26/08/2013 18:35:39

Não estou falando de ditadura, sim das melhores DEMOCRACIA do mundo, Monarquia Parlamentarista.Os 10 Países mais honestos do Planeta
Os 10 países mais honestos do mundo – 2012
Ranking País Nota Sistema de Governo
1 Dinamarca 90 Monarquia Parlamentarista
2 Finlândia 90 República presidencial-parlamentar
3 Nova Zelândia 90 Monarquia Parlamentarista
4 Suécia 88 Monarquia Parlamentarista
5 Singapura 87 República Parlamentarista
6 Suíça 86 República Federal Parlamentar
7 Austrália 85 Monarquia Parlamentarista
8 Noruega 85 Monarquia Parlamentarista
9 Canadá 84 Monarquia Parlamentarista
10 Netherlands (países Baixos) 84 Monarquia Constitucional
Fonte: Transparência Internacional (Transparency International).
Monarquia
Monarquia: a forma de governo mais injustiçada no Brasil pelos pseudo-intelectais. A monarquia é a forma de governo mais barata, democrática, honesta e humana do planeta. As monarquias lideram os três rankings mundiais mais importantes: 1) honestidade; 2) Democracia e 3) Desenvolvimento Humano.

Observe: dos 10 países mais honestos do planeta, 7 são monarquias. 70% do ranking. Apenas 3 são repúblicas.
Repare: não existe república presidencialista no ranking dos 10 mais honestos. Os Estados Unidos (USA), considerados "exemplo" pelos defensores da república, ocupa a 19ª posição no ranking dos países mais honestos do planeta. Os Estados Unidos também não está no ranking dos dos 10 países mais democráticos do planeta.

Responder
anônimo 26/08/2013 19:22:19

Francisco Silvino Teixeira das Flores, fique com seu coletivismo para si próprio, se você não se tocou ainda seu entusiasmo por uma figura de autoridade na forma de um homem não é compartilhado pelos leitores daqui, que acreditam que a humanidade já passou da fase que precisa de uma autoridade humana central ( governo ), e que o futuro reside na responsabilidade individual e na iniciativa privada. Seus comentários são um apelo ao passado. Assim como a tecnologia, a sociedade evolui. Governos centrais são um retrocesso. Nenhuma justificativa para a sua existência se sustenta após uma análise rigorosa.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 26/08/2013 20:54:18

Este espaço não é nada democrático. A democracia é construída com ideias, não com o bloco do quebra-quebra, mascarados, covardes que não tem coragem de mostrar a cara. A anarquia é uma ideia primitiva que evoluiu p/ DEMOCRACIA. Não conheço nos dias de hoje nenhuma sociedade organizada desta forma.

Responder
anonimo anti-coletivismo de antes 29/08/2013 18:59:37

Pode tardar, mas o coletivista acaba mostrando sua cara. Se você acredita tanto na sabedoria decisória da maioria, que tal submeter o orçamento da sua casa para ser votado pelos seus vizinhos? Ou melhor, que tal fazer enquetes na internet sobre como você deve gastar seu dinheiro?

Não leve a mal, mas prezo pela coerência. E a escala de uma ação não altera sua natureza.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 26/08/2013 21:11:14

Nos tempos modernos, a Monarquia adaptou-se aos anseios nacionais, constituindo-se numa forma de governo que obedece aos ditames de uma Constituição elaborada pelos representantes do povo.

O Monarca abdicou do exercício da Chefia de Governo, que cabe a um representante indicado pelo parlamento, mas guarda para si, como prerrogativa de instância superior, a Chefia do Estado, assessorado por um Conselho de Estado.
Há milênio se reafirma a expressão "O Império é a paz"; isto porque a Monarquia significa, invariavelmente, a instauração da ordem e da construção. A História está aí para comprovar a afirmação.

Responder
anônimo 26/08/2013 21:32:33

Ctrl c + ctrl v? Esta é sua capacidade de argumentar?

"A História está aí para comprovar a afirmação." Esta frase é tão vazia que pode ser torcida de tal maneira que passe a significar qualquer coisa. Tens que fazer melhor que isto se quiser conquistar algum adepto.

Seu argumento é fraco, Francisco Silvino Teixeira das Flores. Veja só:

(...)isto porque a Monarquia significa, invariavelmente, a instauração da ordem e da construção(...)

Para esta frase ser verdadeira, não pode haver nenhum caso onde alguma monarquia foi autoritária e fomentou a pobreza e miséria em sua população. Ora, qualquer aluno de sexta série sabe listar ao menos 10 monarquias que se enquadrariam nesta descrição. Como você disse, "A História está aí para comprovar a afirmação".

E como eu disse: Tens que fazer melhor que isto se quiser conquistar algum adepto.

Responder
anonimo de cima 27/08/2013 13:24:53

Francisco Silvino Teixeira das Flores, por quê você foge dos argumentos e desvia o assunto da discussão? Está com medo de encarar os fatos? Veja só, você disse: "isto porque a Monarquia significa, invariavelmente, a instauração da ordem e da construção."
Vamos testar sua afirmação: para ela ser verdadeira, não pode haver nenhum caso na história de alguma monarquia que foi autoritária e prejudicou seu povo, deixando-o, intencionalmente ou não, na pobreza. Entende o calibre da sua frase? Isto é obviamente falso. Por milhares de anos a monarquia foi o regime predominante na face da terra. Se fosse da maneira que você coloca, a humanidade estaria num patamar tecnológico muito superior ao atual. Mas não, a história mostra justamente o contrário: foi só quando o poder dos reis foi abalado, isto é, o estado foi diminuído, é que o capitalismo pode surgir com todo o seu potencial.

Francisco, sua afirmação é falsa. A história não está aí para comprovar sua afirmação, ela está aí para negá-la. Se você gosta de ver alguém fantasiado ditando as regras ou chefiando um governo, problema seu. Num regime verdadeiramente capitalista nada impediria de você comprar um bom pedaço de terra e se proclamar rei, ou indicar alguém para o sê-lo, naquele lugar. Num regime monárquico que você defende, você obriga, por definição, toda a população a engolir goela abaixo a sua tara por uma figura de poder.

Qual tipo de sociedade representa a verdadeira liberdade? Pense antes de copiar e colar outro texto vazio. Assim como você está fazendo o faz parecer intelectualmente desonesto.

Responder
Renato Souza 29/08/2013 20:39:59

Ânimos exaltados demais.

E um tom gratuitamente agressivo, simplesmente porque alguém discordou. Isso não representa em nada o próprio Mises, que além de ser um economista inteligentíssimo, era uma pessoa extremamente amável e respeitosa.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 29/08/2013 22:22:33

Eu estou fugindo?
Veja só, você disse: "isto porque a Monarquia significa, invariavelmente, a instauração da ordem e da construção." É claro. A primeira forma de governo conhecida é a Monarquia. Durante quase toda a Idade Média não existiam países como conhecemos hoje. O processo de formação das nações começou no final do século XII e se consolidou entre os séculos XIV e XV, pois foi só então, foram criadas línguas e leis nacionais. As primeiras monarquias nacionais que se formaram na Europa foram: Portugal, Espanha, França e Inglaterra. O pioneirismo dessas nações na centralização do poder será fundamental para que elas também tenham sido as primeiras monarquias a realizarem a expansão marítima e o processo de colonização de novos continentes.

Em 1.748, Montesquieu elaborou uma teoria política, criando os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, para funcionar juto ao Poder Moderador exercido pelo Chefe de Estado. Sonhava ele, com a limitação do poder absoluto dos reis, ou seja, ele critica toda a forma de despotismo.
Os Iluministas criaram a República se apoderando dos três poderes, liquidou algumas Monarquias.
Você diz: "Francisco, sua afirmação é falsa. A história não está aí para comprovar sua afirmação, ela está aí para negá-la."
"Nos tempos do Império do Brasil, sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal; - o Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália; - em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891; - a unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina; - embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais? E que D, Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai; - 800 contos d réis significavam 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês; - uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial? A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano; - Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro? Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. (Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário); - no Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje equivale a 5 salários mínimos; - o Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%." (Escrito por Correio Imperial)
Você diz: "Testando afirmação": Os direitos foram e estão sendo conquistado passo a passo, o processo político não é estático, pode ser aperfeiçoado.

AFIRMAÇÃO FALSA: Não quero dizer que estou com a verdade, porém há que se encontrar forma de governo diferente das já conhecidas. Não vejo como um povo pode viver sem governo. Na Monarquia Parlamentarista temos um Chefe de Estado que não governa, mas toma conta do Estado. O Estado posiciona-se acima do governo, vez que o Estado é perene, enquanto que o governo é passageiro. O que é Estado? O Povo, O Território Nacional, a Constituição, as Leis, as Empresas e os bens Públicos, os partidos políticos etc. etc.

Você pergunta: "Qual tipo de sociedade representa a verdadeira liberdade?" Você acha que pode existir liberdade plena? Claro que não. Temos todos que nos guiar por Leis do Estado. Meus direitos vão até onde começa o seu, senão vira uma anarquia.

Responder
anonimo de cima 30/08/2013 02:11:40

Francisco, você é um leitor de um artigo só. O site que você está defendendo tão fervorosamente a existência de um governo central é o mais prolífico defensor neste país da responsabilidade individual em contraponto ao estado babá, do direito natural contra o direito positivista, inclusive de uma uma sociedade sem um governo central. Já ouviu falar de anarcocapitalismo? Se não, olhe ao seu redor!

www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16


Ps. Sua defesa da sua afirmação falhou. Ela continua sendo falsa, não adianta espernear.

Ps2. Você, Francisco, escreveu para mim: (...)Veja só, você disse: "isto porque a Monarquia significa,(...) Eu não escrevi aquilo, VOCÊ escreveu. Isso é desonestidade intelectual, você está colocando palavras como se fossem minhas para dar sustentação ao seu argumento.

Ps3. Metade do seu comentário foi 'ctrl c' + 'ctrl v'. Para mim, isto é fuga, tentativa de desvirtuar o debate, através do sufocamento da discussão na tentativa de alterar o tópico. Outra tática que é desonesta, pois procura ganhar não pelo mérito do argumento, mas pelo cansaço. Lhe faço um desafio, tente escrever uma resposta sem copiar duzentas linhas de texto inúteis, mas utilizando argumentos simples e curtos.

Responder
Renato Souza 30/08/2013 13:18:01

Fancisco

Creio que a frase da discórdia é "isto porque a Monarquia significa, invariavelmente, a instauração da ordem e da construção."

Você provou, sem sombra de dúvidas, que as monarquias constitucionais são mais ordeiras e construtivas que as repúblicas em geral. Entendo que quando você fala de monarquias serem ordeiras e construtivas, você está querendo dizer aquelas que são constitucionais (porque os seus textos inteiros se focam nas instituições desse tipo de monarquia). Mas sabemos que muitas monarquias, constitucionais ou não, se extinguiram, e não sei se alguém pode provar que todas as monarquias constitucionais que existiram foram INVARIAVELMENTE ordeiras e construtivas.

Falo isso porque o anônimo que tão acirradamente discute com você está se apegando a essa palavra.

Mas para mim esse ponto (se é uma verdade absoluta ou apenas geral) é irrelevante. Considero provado acima de qualquer dúvida que as monarquias constitucionais são, em geral, mais ordeiras e construtivas que as repúblicas em geral (mesmo porque, entre os governos mais desordeiros e destrutivos da história, todos, ou quase todos, eram repúblicas).

Mas note que tirando o valor absoluto da afirmação "monarquia significa a instauração da ordem e da construção", a força do argumento, embora ainda grande, diminui.

Imagine que um país oprimido como Cuba ou Coreia do Norte (ambas repúblicas que agridem seu próprio povos) se liberte, derrube e prenda seus governantes (que deveriam, na verdade, serem executados) e institua um governo provisório, o qual convoca um plebiscito para definir o novo regime do país. Várias pessoas são chamadas para explicar e defender diversos arranjos institucionais. Nesse caso, um defensor da monarquia constitucional teria uma argumento bastante forte: "Embora até existam regimes republicanos relativamente bons, as monarquias constitucionais são bem melhores que a imensa maioria dos países que adotam outros regimes. Umas poucas boas repúblicas, em meio a um grande número de repúblicas ruins, mostra que esse regime não é muito confiável. Já as monarquias atualmente existente, são consistentemente boas, ou pelo menos acima da média".

Neste caso, o argumento em favor da monarquia seria extremamente forte.

Mas agora pensa em algum regime republicano que funcione bem, como Taiwan, Cingapura, Suíça, Finlândia, Polônia. Nestes casos, esse argumento teria menos força. Um habitante de algum desses países seria provavelmente refratário a essa mudança de regime, pois pensaria "deixe essas mudanças radicais para os regimes que funcionam muito mal, pois no nosso caso, temos um time que está ganhando, fiquemos como estamos".

PS: Se propuserem uma mudança dessas no Brasil, eu apoio imediatamente.

PS2: A meu ver, mais importante que a forma de escolha dos governantes e estadistas, é a limitação do poder destes. Seja república ou monarquia, o importante é que seja uma miniarquia e que haja direito de secessão.

Abraços

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 30/08/2013 22:00:24

Anônimo, não fique com medo de mostrar a cara.Temos que assumir com responsabilidade aquilo que pensamos. Estou apresentando Forma e Sistema de Governo que existe e que acredito ser melhor. Você apresenta teoria, não diz como funciona. Quem sabe se você apresentar alguns países que funcionam desta forma eu possa aderir?

Responder
anonimo de cima 31/08/2013 16:00:11

Francisco, não ataque o mensageiro. Outra tática desonesta. Ataque meus argumentos. No caso, não são "meus", apenas sigo o trabalho de gigantes. Já deu uma olhada ao seu redor para ver aonde você está? Esta teoria que você diz que eu apresento, mas não digo como funciona, é extensamente debatida, discutida, desenvolvida, extrapolada, atacada, rebatida - e continua de pé, inabalada - neste sítio ( Instituto Mises Brasil ) diariamente.

Veja você mesmo!
www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16 - só uma amostra. A biblioteca é outra fonte gigantesca de livros inteiros discorrendo sobre a viabilidade de uma sociedade sem estado forte ( ou mesmo sem estado algum ). Você encontra a bilbioteca logo abaixo do nome do site, no começo da página.

Ps. Se você quer que leiam os seus argumentos pró-monarquia, o mínimo que você tem que fazer, até mesmo por respeito ao colega debatedor, é ler o que ele escreve e o que ele recomenda ler, antes de dizer - palavras suas - "Você apresenta teoria, não diz como funciona". Isto é basicamente escolher aquilo que lhe agrada e descartar o que desagrada, com objetivo de desvirtuar o debate e conduzir a uma conclusão favorável ao seu ponto de vista, ignorando os argumentos contrários. Outra tática desonesta.

É bastante coisa? É. Mas você não está debatendo com recém-saídos do ensino médio. Digo sem medo que os leitores e comentaristas frequentes deste site lêm, no mínimo, um livro sobre economia ao mês. Outros mais. A sua atitude, ao copiar e colar textos extensos e repetitivos chega a ser cômica, quando colocamos as coisas em perspectiva - quem está debatendo o quê e com quem, neste caso.

Responder
Felipe 05/09/2013 00:52:36

O golpe republicano foi a maior traição que o Brasil e sua população já sofreu. Praticamente trocou a política prudente e visionário do Império pela bagunça e imediatismo da república ditatorial.

Responder
anonimo de cima 05/09/2013 13:46:38

E...? O que está em discussão é a superioridade da monarquia em relação a todas as outras formas de governo, e não em relação à república. Mas vale adicionar que isto não é regra. Assim como a monarquia vê prazos de tempo maiores, se o monarca for um déspota, o povo terá maiores problemas para se livrar dele. Uma das maiores vantagens da monarquia também pode ser uma das maiores desvantagens.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 30/08/2013 21:51:02

Proposta sua RENATO: "o importante é que seja uma miniarquia e que haja direito de secessão"

Defendo a forma de Governo Monárquica hereditária, com o sistema Constitucional ou Parlamentar. Por quê?

O Rei ou Imperador sendo hereditária, sua visão sobre o Estado é diferenciada: ele não está limitado à próxima eleição, nem a interesses partidários. Isso o dá mais liberdade para realizar projetos de longo prazo, realiza projetos que os interesses eleitoreiros de governo, não permitem. O Rei/Imperador tende a se identificar com o próprio Estado. Por não se encontrar filiado a nenhum partido político, ou agremiação sectária, vê apenas os interesses maiores da nação, conclamando-se defensor do povo. Não precisa subornar, corromper ou conchavar para a consecução do seu intento e, muito menos, preocupar-se, com a sua reeleição ou eleição do seu substituto. Realiza porque é permanente.
Encara a corrupção política e as ações danosas contra o Estado como se fosse lesões contra sua própria pessoa o que o motiva a agir contra elas. Zela pela casa, porque sabe que vai permanecer nela para sempre, devendo deixá-la em ordem, por amor também a seu herdeiro, provavelmente seu filho. Que pai não luta para legar o melhor a seu filho?

Veja a diferença. Os Chefes de Estado que alcançaram o poder através de eleições partidárias, acabam encerrados num pequeno círculo oligárquico, completamente alheados da nação que os elegeu, mantendo-se voltados para os interesses da legenda que os guindou ao poder. São inquilinos transitórios que passam pela casa, usufruem dela sem se deixar impregnar por sua estrutura; sabem que terão que abandoná-la vencido o contrato. Assim não promovem melhorias, apenas remendando os danos imediatos visando seu próprio interesse.

Responder
Renato Souza 04/09/2013 21:39:20

Prezado Francisco

Concordo que uma monarquia hereditária, com sistema parlamentarista, é superior à república. Mas para mim, ser uma miniarquia é mais importante do que a questão de monarquia x república. Este foi o sentido das primeiras constituições, impedir que os governos legislassem sobre qualquer coisa. As constituições foram escritas, inicialmente, para limitar os poderes do governo, de forma que fosse impossível ao estado tornar-se totalitário.

Uma monarquia parlamentar é superior, em princípio, a uma república. E muito melhor ainda é uma monarquia parlamentar com as atribuições de cada poder FORTEMENTE limitadas por uma constituição.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 05/09/2013 14:10:06

Acho justo e razoável que tentemos encontrar novas Formas e Sistemas de Governo. Pensadores de todos os tempos fizeram esta tentativa. Charles de Montesquieu foi um importante filósofo, político e escritor francês (1689), um dos grandes filósofos do iluminismo. Preocupado com o poder absoluto do Rei, escreveu os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, isto para funcionar numa Monarquia, junto com o 4º. Poder, o Poder Moderador. Os Iluministas criaram a República e aproveitaram os três poderes, só que não funcionou. Nossa necessidade urgente e atual é combater a república com todas as forças democráticas necessária. Foram 124 anos de atraso, mentiras, remendo aqui e ali, nada de concreto, é a política do toma lá da cá. Vejam agora, falam novamente em ficha limpa! ...

Responder
Cassim 05/09/2013 15:24:07

Concordaria que é imprescindível buscarmos novas formas de escravidão?

Estaria de acordo com tal proposta somente e apenas somente se tais transformações ocorressem em função de amenizar e gradativamente acabar com o próprio fenômeno. É de nenhuma valia a manutenção de uma instituição por quaisquer resultados quando esses têm como requisito o sacrifício anti-ético da liberdade individual de outros.

Jamais apoiaria, por exemplo, um regime completamente socialista mesmo se por "experimentação". Dado que o próprio conhecimento apriorístico aqui testado já revela por contra própria o impacto da ausência de preços e da mecânica do lucro, consideraria uma experimentação redundante e desnecessariamente custosa.

O estado, assim como a escravidão, é anti-ético por sua própria definição(O clamo de que a iniciação de força contra um inocente é legítima). Qualquer "experimento" teria de ocorrer preso sempre à ética e visando tornar tal instituição menos poderosa.

Responder
Renato Souza 05/09/2013 17:00:14

Estados são inerentemente anti-éticos?

Depende da definição de estado. Os governos originais das antigas tribos e antigas vilas e cidades eram territoriais (sua lei era mandatória para todos os que estivessem no território). Entretanto não eram anti-étícos. Porque? Essas antigas associações humanas foram criadas com o objetivo comum de proteção e justiça. Eram, por dizer assim, proto-estados, pois não tinham todas as atribuições dos estados posteriores. Não eram anti-éticos, pois as pessoas tinham o direito de se associarem para estabelecer proteção e justiça.

Posteriormente, esses "estados primitivos" se degeneraram através da ampliação desmedida do escopo de suas atribuições e da área de sua jurisdição, ampliação esta estabelecida principalmente pelo engodo, pela fraude, e pela iniciação de violência. Então se tornaram ilegítimos, e não se logrou nunca mais faze-los retroceder ao escopo original.

O único modo alcançar a liberdade novamente é pela reversão desse processo, mas para isso é necessário que grande parte da população compreenda a natureza do problema. As miniarquias são tentativas de reestabelecer esse arranjo justo, e da mesma forma a luta pelo direito de secessão. Mas ainda não tiveram êxito, por causa da grande ignorância das pessoas.

Responder
Eduardo Bellani 06/09/2013 17:22:27

Depende da definição de estado. Os governos originais das antigas
tribos e antigas vilas e cidades eram territoriais (sua lei era
mandatória para todos os que estivessem no território). Entretanto não
eram anti-étícos. Porque? Essas antigas associações humanas foram
criadas com o objetivo comum de proteção e justiça. Eram, por dizer
assim, proto-estados, pois não tinham todas as atribuições dos estados
posteriores. Não eram anti-éticos, pois as pessoas tinham o direito de
se associarem para estabelecer proteção e justiça.


Você continua confundindo o ato individual de uma pessoa de se
associar a outra pra defesa mútua, que é um ato justo pois não existe
invasão nem iminência de invasão de propriedade alheia, com o ato
individual de associação de uma pessoa a outra pra impedir outras
pessoas de se associarem, que é um ato injusto pois necessariamente
envolve a invasão de propriedade ou iminência de invasão de
propriedade alheia.

Se você levar esse meu argumento em conta, seus proto-estados se
mostram claramente antiéticos, pois não tem como fugir do fato que eles
necessitam iniciar agressões para manter seu monopólio sobre a tomada
das decisões numa região geográfica.

Abraços.

Responder
Renato Souza 06/09/2013 21:17:58

Eduardo

Creio que você está cometendo um anacronismo. Na situação atual, embora uma enorme parte da superfície terrestre, que até poderiam ter ocupação humana viável, não esteja sendo economicamente utilizada, quase toda a superfície terrestre está sob a jurisdição de algum estado (exceto Antártica, pequenas ilhas, e algumas áreas em conflito). Mas isso é um fato absolutamente novo, pois durante a maior parte da história da humanidade existiam abundantes áreas não ocupadas, e sem jurisdição. Para esclarecer melhor isto, é necessário discernir os tipos de ocupação. Nas Américas, em grande parte não se praticava agricultura ou pecuária, e caçadores-coletores precisavam de uma vastíssima área para garantir a sobrevivência de uma pequena aldeia. Mas isso foi uma exceção. Os indígenas americanos descendiam principalmente de tribos que viveram no atual extremo oriente russo. Nesse ambiente inóspito, a caça era o único meio de vida possível com a tecnologia da época. O pequeno número de pessoas que podia ser mantido em cada aglomeração, impedia a existência de ofícios mais especializados como mineração ou metalurgia. Esses povos, naquele ambiente gelado, perderam o conhecimento da agricultura e pecuária, e levaram esse modo de vida quando colonizaram as Américas. Algumas tribos descendentes acabaram recuperando o conhecimento da agricultura (e estas se tornaram muito numerosas), nenhuma recuperou a pecuária, e embora algumas tenham redescoberto a mineração e metalurgia de ouro e prata, jamais conheceram o ferro.

Mas note que isso foi uma exceção. No velho mundo, desde muito cedo existiu a agricultura e pecuária, que permitiam sustentar um enorme contingente de pessoas.

Como se deu a colonização inicial do mundo? Muito mais em grupos do que por indivíduos ou casais isolados. Porque em grupos? Por segurança, para obter melhor qualidade de vida, por laços pessoais. Esses grupos tinham lei mandatória dentro de seus limites, tinham meios de julgamento mandatórios dentro de seus limites, tinham chefes de guerra monopolistas. Mas isso não caracterizava uma "iniciação de agressão", porque, via de regra, ninguém era obrigado a permanecer no grupo, se permaneciam era por conveniência, segurança, amizade e laços de família.

Até há evidência de que houveram chefes que perseguiram e atacaram aqueles que quiseram sair, mas isso foi absolutamente excepcional. Incontáveis milhões de vezes pessoas saíram desses grupos, na maioria das vezes em grupos menores, embora ninguém fosse impedido de sair sozinho e se tornar um ermitão, ou ir viver com outro grupo. Esses grupos menores acabavam se tornando outro povo, de língua muito parecida, e freqüentemente grupos de mesma origem se reuniam de tempos em tempos para festivais, e consideravam a si mesmos como aparentados.

Quando um grupo colonizava uma nova região, estabeleciam limites defensáveis militarmente de seu território, e dentro desse território, valia a lei do grupo. Depois, geralmente dividiam as terras entre si. Note que o estabelecimento de limites é anterior à divisão de terras, porque antes que alguém trabalhe a terra, é necessária alguma segurança contra ataques externos. Aquela terra é seguramente possuída por aquele indivíduo porque, sendo parte do território da tribo, será defendida pelo grupo. A lei do território tem essa legitimidade da ocupação coletiva inicial. Se alguém discordasse das instituições do grupo, ou de sua chefia, bastaria andar mais alguns poucos quilômetros, e estaria fora do território do grupo, mas também fora de sua proteção e conveniências. Por esse motivo, discordantes geralmente saiam em grupos, que também tinham suas leis e chefes.

Responder
Eduardo Bellani 07/09/2013 16:11:55

Renato

Creio que você está cometendo um anacronismo.

Sua afirmação é factualmente incorreta. Para cometer um anacronismo eu
teria que ter feito alguma afirmação temporal, coisa que não fiz. O
que eu fiz foi analisar a estrutura da organização que você descreveu
e aplicar os conceitos de ética e justiça. Este procedimento é
atemporal pois analisa a estrutura da ação humana em questão e, por
isso, é impossível ser anacrônico.

Mas isso não caracterizava uma "iniciação de agressão", porque, via
de regra, ninguém era obrigado a permanecer no grupo, se permaneciam
era por conveniência, segurança, amizade e laços de família.


Isso é basicamente a teoria do contrato social, colocada em outras
palavras. Convido-o a ler este
artigo sobre
o tema.

Vou refrasear o que falei antes, para dar ênfase ao ponto. Se o
representante da organização protetora força um indivíduo, que reside
na sua propriedade adquirida justamente, a pagar tributos para seus
serviços de proteção, temos uma situação injusta. Não interessa o que
os antepassados desse proprietário fizeram e/ou concordaram. Note que
isso não é um argumento histórico, e sim é uma análise lógica sobre a
ética da estrutura da organização, e independe do momento histórico
onde ela se encontra. Fatores históricos podem aliviar a pena para os
culpados, mas nunca redimir a culpa dos mesmos.

Abraços.

Responder
Renato Souza 08/09/2013 21:31:42

Eduardo

Sim eu interpretei a sua afirmação como temporal. Vejamos como começou nossa discussão. Você havia dito:

"Se você levar esse meu argumento em conta, seus proto-estados se
mostram claramente antiéticos, pois não tem como fugir do fato que eles
necessitam iniciar agressões para manter seu monopólio sobre a tomada
das decisões numa região geográfica."

Esse foi o motivo para eu considerar a sua afirmação como temporal: Na imensa maioria dos casos, os proto-estados não nasceram de uma iniciação de agressão, mas da livre associação de pessoas, que migrou e estabeleceu um pequeno território comum, com defesa comum e lei comum. Como o grupo não obrigou ninguém a participar desse empreendimento, não há iniciação de agressão. Da mesma forma que não há iniciação de agressão na implantação de um condomínio. Mas na história posterior, houveram (normalmente) sim agressões e fraudes para expansão do território e ampliação do escopo do governo.

Você disse: "Isso é basicamente a teoria do contrato social, colocada em outras
palavras. Convido-o a ler este
artigo sobre
o tema."

Sim, a minha tese é evidentemente uma teoria sobre contrato social. Mas se baseia em informações sobre tribos intocadas e antigos proto-estados. Se baseia no comportamento real dos membros das tribos, que tratam seu território como bem comum, mesmo havendo dentro deste propriedades de são particulares. Eles tem lei comum e defesa comum, e se alguém não quiser viver de acordo com a sua lei, deve sair. E ninguém é obrigado a ficar, mas ficam por segurança, conveniência e laços pessoais. E já li o artigo que você indicou. Não defendo esse suposto contrato social proposto por muitos, que tudo justifica qualquer coisa. Uma vez identificado o escopo a amplitude original do contrato social, imposição de outros termos é iniciação de violência.

Você disse: "Não interessa o que os antepassados desse proprietário fizeram e/ou concordaram. Note que isso não é um argumento histórico, e sim é uma análise lógica sobre a ética da estrutura da organização, e independe do momento histórico onde ela se encontra. Fatores históricos podem aliviar a pena para os culpados, mas nunca redimir a culpa dos mesmos."

Errado. Se você comprar uma casa num condomínio, seu herdeiro não pode dizer depois "não concordo com os termos do acordo, vou declarar que a minha casa não pertence ao condomínio". As ruas e espaços comuns das cidades foram estabelecidas como públicas. Só há duas maneiras legítimas de haver uma cidade privada: Ou as pessoas que moram na cidade concordam, e os moradores de cada rua vendem a rua para alguém, ou os ancaps estabelecem uma nova cidade, segundo os seus princípios.

Responder
Eduardo Bellani 09/09/2013 12:44:09

Renato

Você disse:

Não defendo esse suposto contrato social proposto por muitos, que tudo
justifica qualquer coisa. Uma vez identificado o escopo a amplitude
original do contrato social, imposição de outros termos é iniciação de
violência.


Convido-o, e aos leitores, a ler
Sem
Traição
, obra prima de Lysander Spooner, que na minha opinião é
peça chave nesse debate.

Errado. Se você comprar uma casa num condomínio, seu herdeiro não
pode dizer depois "não concordo com os termos do acordo, vou declarar
que a minha casa não pertence ao condomínio". As ruas e espaços comuns
das cidades foram estabelecidas como públicas.


Você mistura 2 coisas, uma um condomínio, e outra uma agência de
defesa monopolista. A diferença chave é a invasão (ou não) de
propriedade. Todos temos o direito de mudar de idéia, o que não temos
é o direito de iniciar agressão. A luz dessa afirmação vemos o porque
que, as vezes, sair do condomínio é injusto. Isso acontece porque você
tem que pagar os serviços que você consome através da estrutura do
condomínio, e não porque você algum dia assinou um contrato. Vou usar
um exemplo pra ilustrar meu ponto:

"José comprou uma casa num condomínio, e se comprometeu a ratear o
consumo de água com os outros membros desse condomínio para
sempre. Depois de uns anos, José descobre um método de usar a água da
chuva pra suas necessidades, e decide não mais usar a água do
condomínio. Ele desliga sua ligação de água e anuncia aos outros que
não mais pagará o rateio. Qual propriedade José está invadindo? Qual a
justiça de forçar José a continuar a pagar pela água que ele não mais
consome?"

Substitua água por defesa no exemplo anterior e você terá uma situação
análoga aos proto estados que você defende. Note novamente, nada nos
meus argumentos tem qualquer resquício de temporalidade.

Concordando ou não com meus argumentos, convido-o, e novamente aos
leitores, a assistir as aulas sobre teoria legal com o
Kinsella. Assuntos
como esse são abordados de forma muito lúcida nessas aulas.

Abraços.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 13/09/2013 18:10:02

RENATO.
Os defensores da República ou Monarquia mostram como funciona, isto porque existem vários países com esta forma de governo. Sabemos que tanto a República pode ser: Ditatorial, Presidencialista ou Parlamentarista; Que a Monarquia pode ser: absolutista ou Parlamentarista.

O anarcocapitalismo, solução que reverter o sistema em que vivemos, é o liberalismo radical, abre mão das formas de governo. Diz que o Estado é prejudicial e desnecessário, defende o capitalismo como a forma de organização mais eficiente e rejeita qualquer tipo de controle governamental, impostos ou regulamentos. Considera que a segurança e a justiça são serviços como quaisquer outros, e que um mercado competitivo pode fornecer esses serviços muito melhor do que um governo monopolista.
Tudo isso é lindo, é uma teoria em formação. É uma forma primitiva de governo. Estamos em outro degrau. Temos que evoluir nossas formas e sistemas de governo para melhor. A Monarquia Parlamentarista defende com equilíbrio o liberalismo, porém não vejo como um povo possa viver sem um Estado organizado, visto que, os povos primitivos evoluíram, saíram do anarcocapitalismo e se organizaram em Estados.

Responder
Renato Souza 14/09/2013 00:24:19

Francisco

Não tente convencer a mim, eu NÃO sou anarcocapitalista. Sou miniarquista.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 16/09/2013 19:20:20

Como funciona a miniarquia?

Responder
Pedro Ivo 17/09/2013 11:59:14

Não funciona. hehe

Responder
Ali Baba 14/09/2013 15:36:42

Exatamente em que sair do anarcocapitalismo para o estadismo é uma evolução?

Por que sociedades anarcocapitalistas eventualmente involuíram e degeneraram para um estado de fato é algo que me intriga... Fico intrigado já que a passividade das pessoas me espanta, mas, dada a natureza humana de cobiça e poder, não me espanta que alguns astutos tenham vendido a ideia de que um estado seria melhor ao mesmo tempo colocando-se como principais beneficiados desse estado.

Responder
Eduardo Bellani 16/09/2013 01:21:46

saíram do anarcocapitalismo e se organizaram em Estados.

Falso. Todas as evidências que temos apontam pra um anarco comunismo de tribos caçadoras coletoras, e não uma sociedade baseada na propriedade privada.

Responder
Renato Souza 16/09/2013 12:54:23

Eduardo

Nem uma coisa nem outra.

Certamente não eram anarcocapitalistas, mas não eram comunistas também. A liberdade (dentro da qual está a liberdade de mercado) permite que as pessoas se associem voluntariamente como quiserem. Uma característica fundamental do comunismo é a proibição de que as pessoas trabalhem dentro de outro esquema, ou mesmo se afastem das outras. Já no livre mercado, se as pessoas quiserem se associar numa comunidade, tudo bem.

Note que nas tribos primitivas, o trabalho associado não estava ligado a uma proibição de outra forma de ganhar a vida. Simplesmente, nas condições dificílimas de então, era mais fácil que todos se associassem (mesmo porque, "todos" não era tanta gente assim). E não havia um fundo ideológico nisso, nem a incompreensão do que fosse propriedade privada, tanto assim que as armas e apetrechos eram privados. A posse privada da terra acontece quando os povos se estabelecem, desenvolvem novas técnicas, e fica menos difícil para um indivíduo e sua família plantarem sozinhos e colherem. As dificuldades no relacionamento por causa da posse comum da terra já não são compensadas por vantagens econômicas, e nesse ponto as pessoas preferem dividir as terras da tribo entre si.

PS: Fiquei devendo uma resposta a você nos comentários de outro artigo, inclusive o assunto que debatíamos era semelhante a este, mas não lembro em qual artigo era. Você lembra?

Responder
Eduardo Bellani 17/09/2013 12:22:33

Olá Renato.

Note que nas tribos primitivas, o trabalho associado não estava ligado
a uma proibição de outra forma de ganhar a vida. Simplesmente, nas
condições dificílimas de então, era mais fácil que todos se
associassem (mesmo porque, "todos" não era tanta gente assim). E não
havia um fundo ideológico nisso, nem a incompreensão do que fosse
propriedade privada, tanto assim que as armas e apetrechos eram
privados.


Isso é uma boa descrição de anarco comunismo. Esses apetrechos estão
numa condição que eles chamam de propriedade pessoal. É uma forma de
propriedade baseada exclusivamente na posse e no uso corrente de algum
objeto.

Veja também que em nenhum momento afirmei que existia um fundo
ideológico pro jeito que tribos caçadoras coletoras viviam.

PS: Fiquei devendo uma resposta a você nos comentários de outro
artigo, inclusive o assunto que debatíamos era semelhante a este, mas
não lembro em qual artigo era. Você lembra?


Eu percebi que você não me respondeu acima também. Imaginei que era
porque você estava elaborando uma resposta mais incrementada, ou lendo
alguma referência. Sobre qual era o outro artigo, não me recordo.

Abraços.

Responder
Renato Souza 22/09/2013 20:04:00

Eduardo

Não tenho muito tempo, por isso vou responder rapidamente.

Primeiro, quanto ao sistema adotado pelas tribos indígenas: Não há impedimento para saída, nem proibição de que alguém produza para si mesmo. Então isso está muito mais para associativismo do que para comunismo. Qual a diferença entre uma cooperativa e um país comunista? Se você é cooperado, nada lhe impede de sair da cooperativa e produzir por conta prórpia. No comunismo, produzir qualquer coisa independentemente é crime.

Responder
Renato Souza 22/09/2013 20:46:36

Eduardo

Vou ler os textos recomendados.

Você disse: ""José comprou uma casa num condomínio, e se comprometeu a ratear o
consumo de água com os outros membros desse condomínio para
sempre. Depois de uns anos, José descobre um método de usar a água da
chuva pra suas necessidades, e decide não mais usar a água do
condomínio. Ele desliga sua ligação de água e anuncia aos outros que
não mais pagará o rateio. Qual propriedade José está invadindo? Qual a
justiça de forçar José a continuar a pagar pela água que ele não mais
consome?"

Substitua água por defesa no exemplo anterior e você terá uma situação
análoga aos proto estados que você defende. Note novamente, nada nos
meus argumentos tem qualquer resquício de temporalidade."

Estranho você focar no item defesa, que é justamente algo com base eminentemente territorial. Nesses proto estados, era comum que ninguém fosse obrigado a lutar para a defesa da tribo/aldeia/cidade. Simplesmente seria uma desonra muito grande um homem saudável não lutar junto com os outros. O que isso teria de semelhante com a captação de água da chuva por um particular? Se alguém capta sua própria água, não precisa da água fornecida pelo condomínio. Inclusive, o condomínio poderia falhar em fornecer água adequada (sua fonte poderia estar contaminada, por exemplo) e o particular estaria isento dos efeitos disso. Mas realmente não entendi como seria possível uma pessoa em particular, que vivesse na tribo/aldeia/cidade estar isenta do sucesso ou fracasso da defesa comum (a não ser que ele tivesse se aliado com os inimigos, e neste caso, com razão, seus concidadãos o considerariam um inimigo).

Responder
Eduardo Bellani 25/09/2013 13:44:21


Olá Renato.

Estranho você focar no item defesa, que é justamente algo com base
eminentemente territorial.


Porque defesa é geralmente o item usado como justificativa do estado
por defensores do estado mínimo como você que eu foquei nele. A idéia
ao fazer isso é demonstrar o quanto que forçar alguém a pagar por um
serviço que ele escolhe não consumir é um crime.

Mas realmente não entendi como seria possível uma pessoa em
particular, que vivesse na tribo/aldeia/cidade estar isenta do sucesso
ou fracasso da defesa comum (a não ser que ele tivesse se aliado com
os inimigos, e neste caso, com razão, seus concidadãos o considerariam
um inimigo).


Essa sua idéia remete a externalidades. Citando [1]:

The problem here is one of self-reference. If the whole point of
the exercise is to protect the people against the violent incur- sions
of others, how can this be attained if at the very outset the
government does to them precisely what it is supposed to be protecting
them from? That is, according to the logic of this externalities
argument, the system is to defend them against aggression. How can
this possibly be attained if the government starts off the process by
attacking them, e.g., by compelling them to pay for their protection,
whether they wish to do so or not?


Abraços.

[1] Block, Walter; The Myth of National Defense, chapter 10, National
Defense and the Theory of Externalities, Public Goods, and Clubs

Responder
Renato Souza 22/09/2013 21:05:28

Francisco

Miniarquia é um governo limitado. Idealmente, estaria limitado às atribuições originais dos governos primitivos. Trataria da justiça, da defesa, e da situação dos estrangeiros. Não se meteria em outros assuntos. O governo Suíço foi aproximadamente uma monarquia, e até hoje é menos intrusivo que muitos governos europeus. Os EUA foram criados como uma miniarquia, as atribuições do governo foram cuidadosamente limitadas na constituição, mas esta foi traída. Muitos governos primitivos são miniarquias, e o governo israelita sob os juízes era uma miniarquia extrema (não haviam funcionários públicos, nem cobrança de impostos).

Leia o protesto do profeta Samuel contra a criação de um governo centralizado, e você entenderá a superioridade de uma miniarquia sobre as outras formas de governo. A unidade de Israel era mantida pela religião, língua e cultura, não por um governo central. Para uma miniarquia mais profunda, é necessário que a área geográfica seja restrita. A extensão da área sob a jurisdição do governo prejudica o ideal da miniarquia. No caso israelita, os governantes de cada cidade (os anciãos) eram simplesmente a elite natural. Em muitos sistemas miniarquicos, o governante é escolhido por hereditariedade, mas não tem de ser assim. É importante notar que a miniarquia é um conceito relativo, um governo pode estar mais próximo desse ideal que outro.

Responder
Yonatan Mozzini 30/04/2014 13:43:27

Renato, Israel antigo, antes de tornar-se monárquico, não era exatamente miniarquista, mas, por incrível que pareça, estava mais para anarcocapitalista.

Realmente não havia impostos, regulamentos econômicos, assistencialismo, nem funcionalismo público; tudo era complemente privado. Existia a lei de Moisés sobre a nação, mas a população não era OBRIGADA a cumprir, pois não havia uma autoridade militar formal que punisse. Simplesmente a sociedade era completamente consciente e julgava as ações uns dos outros, desde assassinatos até blasfêmias contra Deus, tendo como base a lei mosaica. Os próprios pais levavam os filhos desobedientes diante da sociedade e do ancião (que era um juiz local menor, homens de boa índole, respeitados e instituídos pelo povo) para que o juiz decidisse a punição. A liberdade era tão grande que muitas vezes o juiz dava o veredito mas a própria sociedade não aceitava, julgava como bem entendia.

Na minha opinião, foi o melhor sistema político-econômico já visto na história das civilizações.

Responder
anonimo de cima 31/08/2013 18:22:13

Francisco Silvino Teixeira das Flores, tenha a bondade:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=685

Por que defender a existência do estado é algo radical e incoerente - em 21 argumentos

Ao lidarmos com a alegação de que alguma doutrina antiestado (por exemplo, o anarcocapitalismo) seria perigosa na prática — por causa de seu caráter radical —, é válido apontar o patente radicalismo presente em todas as doutrinas que defendam a existência de um estado.

Entretanto, apenas isso não basta. Sugerir que o radicalismo per se não é o problema de qualquer doutrina socioeconômica é uma postura válida, porém insuficiente. O que é ainda mais válido é enfatizar que qualquer teoria que defenda a existência de um estado não é apenas radical; é também radicalmente incoerente. Essa é uma descrição bastante adequada para teorias que dizem que:

1. A única maneira eficaz de se proteger contra a violência, agressão e coerção de terceiros é ajudando a instituir e a sustentar eternamente um vasto aparato que detém o monopólio da violência, da agressão e da coerção institucionalizada.

2. A única maneira eficaz de se proteger os direitos de propriedade é ajudando a instituir e a sustentar eternamente uma entidade coerciva cujos representantes não apenas não são donos de nenhum dos ativos dessa entidade, como também se arrogam a si próprios o direito de expropriar qualquer proprietário de qualquer propriedade, para propósitos cuja utilidade cabe apenas a eles avaliar.
3. A economia de livre mercado — cujos participantes, com o intuito de prosperar, têm de ofertar uns aos outros bens e serviços produtivos, assim como têm de sofrer todas as responsabilidades financeiras decorrentes de potenciais fracassos de suas ações — pode sobreviver apenas quando submetida à regulação intensa de um grupo monopolístico formado exclusivamente por pessoas que nada produzem, e que podem sempre jogar os custos de seus fracassos sobre os ombros dos produtores.

4. A coerção do estado é necessária para fazer cumprir os contratos. Entretanto, o pretenso "contrato social", aquele que supostamente estabeleceu o estado, curiosamente não precisa de nenhum meta-estado para impô-lo, o que significa que ele na verdade é uma anomalia que se auto-impõe e se faz cumprir.

5. Os gerentes de qualquer aparato monopolista da compulsão e da agressão são dotados de motivações exclusivamente altruístas. Entretanto, se estas mesmas pessoas parassem de utilizar métodos coercivos (atividade política) e se dedicassem a métodos voluntários (atividade de mercado), seu altruísmo seria imediatamente suplantado pelo egoísmo vil e ganancioso.

6. Os estados, instituições responsáveis por mais de 200 milhões de mortes cruéis apenas no século XX, supostamente servem para nos oferecer proteção contra "criminosos privados" — os quais, mesmo em sua mais organizada forma de redes mafiosas internacionais, nunca lograram sequer chegar perto da mais ínfima fração do número de mortes causadas pelos estados.

7. O estado de anarquia entre os indivíduos — sendo que cada um deles pode, em termos gerais, financiar suas atividades apenas com seu próprio bolso — iria levar a uma intolerável escalada da violência e da carnificina, mas o estado de anarquia entre os estados — sendo que cada um deles pode impor os custos de suas atividades (inclusive belicistas) sobre todos os seus súditos — é um arranjo tolerável e relativamente pacífico.

8. A ausência de um fiscal externo e monopolista que impinge a execução de acordos entre indivíduos iria levar a infindáveis conflitos, porém a ausência desse mesmo fiscal externo e monopolista em relação a vários órgãos do estado não os impede de cooperar eficazmente e até mesmo benevolentemente.

9. Conceder a tarefa de zelar pela justiça a uma entidade que é ao mesmo tempo monopolista e coerciva não irá fazer com que ela continuamente perverta a justiça a seu favor.

10. A noção de um sistema de pesos e contrapesos, pelo qual os governantes controlam os governados e os governados controlam os governantes não viola o princípio da navalha de Occam, similar à visão na qual um único grupo de indivíduos autogovernantes mantém-se perfeitamente em equilíbrio pacífico.

11. Os governados são sábios o bastante para escolher seus governantes, mas não para escolher como utilizar seu próprio dinheiro.

12. Dois viajantes que se trombarem no meio de uma floresta desabitada não irão imediatamente se atracar e se esganar apenas porque temem serem punidos pelo estado.

13. Uma instituição que violentamente impõe seus serviços de proteção sobre as pessoas, determina unilateralmente seu preço e exclui toda a concorrência nessa área, não irá tentar criar conflitos para se beneficiar deles, e tampouco irá deixá-los evoluir ao invés de pacificá-los ou mesmo impedi-los de ocorrer.

14. A expropriação compulsória da propriedade privada de um indivíduo não deve ser considerada uma violação de um direito (considerando-se que haja uma "devida compensação monetária" determinada unilateralmente), porém a recusa de abdicar de uma parcela da riqueza que o indivíduo criou independentemente ou adquiriu contratualmente é uma violação direta, justa e clara de vários direitos.

15. Os direitos políticos precedem os direitos de propriedade, o que presumivelmente significa que o contrato social supostamente original foi concluído por uma fogueira em uma caverna e escrito na parede da caverna — caso contrário, estar-se-ia dizendo que as condições do mundo pré-contrato, misteriosamente e sem qualquer distribuição de propriedade, permitiram a criação do capital necessário para (pelo menos) abrigar os indivíduos que assinaram o contrato e fornecer-lhes tinta e papel.

16. Ter uma clientela suficientemente grande transforma aquilo que normalmente seria considerado um roubo em larga escala em algo que é comumente aceito como sendo parte de um serviço social necessário.

17. Um grupo relativamente pequeno de pessoas é capaz de possuir mais conhecimento e tomar decisões mais informadas e embasadas no que tange o gerenciamento de atividades de qualquer sociedade do que todo o resto da sociedade em questão.

18. A noção de igualdade perante a lei abre espaço para privilégios funcionais.

19. O respeito incondicional pelo princípio da não agressão é "absolutista", mas o respeito incondicional pelas leis criadas pelo estado não é.

20. A prevalência do estatismo indica a vantagem desse sistema sobre os outros — como se o mesmo não pudesse ter sido dito sobre a astrologia, a escravidão, a perseguição ou difamação de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, e a discriminação racial legal.

21. Cada uma das afirmações acima é solidamente justificada, tanto teórica quanto empiricamente, ao passo que a negação de qualquer uma delas está fundamentalmente além dos limites da integridade e da moralidade de qualquer discussão sensata.


Tendo enumerado esses (ou outros) argumentos, vale a pena confrontar o estatista com a tarefa de defender a supostamente moderada natureza da doutrina que ele defende. E mesmo que ele aguente a dor de confessar e reconhecer o radicalismo do estatismo, deve-se resolutamente confrontá-lo com outra tarefa igualmente difícil — a de defender a suposta coerência do estatismo. Se ele admitir derrota nessa tarefa também, não devemos ficar intelectualmente surpresos, mas ao menos poderemos nos sentir taticamente satisfeitos.

[i]Jakub Bozydar Wisniewski é filósofo graduado pela Universidade de Cambridge. Atualmente trabalha em seu PhD, experimentalmente voltado para a teoria dos bens públicos de acordo com a Escola Austríaca de Economia, na Queen Mary, University of London. Já publicou artigos em, dentre outros, The Libertarian Papers, The Quarterly Journal of Austrian Economics e LewRockwell.com.[i/]

Responder
anonimo de cima 31/08/2013 18:32:31

Francisco Silvino Teixeira das Flores, tenha a gentileza:

Dez objeções típicas ao anarquismo libertário
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1556

Estado, violência e leis privadas
www.mises.org.br/Article.aspx?id=948

Por que não podíamos abolir a escravidão ontem e não podemos abolir o governo hoje
www.mises.org.br/Article.aspx?id=899

O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas
www.mises.org.br/Article.aspx?id=174

Por que você é um libertário e provavelmente não sabe
www.mises.org.br/Article.aspx?id=865

A produção privada de serviços de segurança ( do mesmo autor que defende, no artigo desta página, que a monarquia é superior a democracia )
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221

Mercado versus estado
www.mises.org.br/Article.aspx?id=827


E para fechar com chave de ouro ( LEIA ),

Como parei de inventar desculpas e finalmente libertei minha mente
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1540


Entende agora, Francisco? Esta lista é uma pequena amostra. Tem muito mais material sobre o assunto aqui. Eu, o Renato, e os demais debatedores já lemos todos estes, além de muitos outros, sem comentar o material disponível em inglês, que é extremamente vasto, e os livros disponíveis na biblioteca, que são simplesmente magistrais. Você não está debatendo com iniciantes. Na verdade, a chance é que é exatamente o contrário.

Responder
anonimo de cima 16/09/2013 14:05:28

Francisco, sem resposta? Parece que você está se esquivando da discussão, por quê não quer ler o material fornecido? Ah, você viu o artigo da capa do site, também do Hoppe, explicando porque os piores sempre chegam ao poder?

Os piores sempre chegam ao poder
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1688

Acreditar que o monarca vai impedir isto de acontecer é acreditar em contos de fadas. Ou você não viu a maneira como acabou o reino dos czares da Rússia? Pois é, a realidade é um pouco diferente da fábula.

Responder
Ronaldo Schirmer 14/11/2013 22:59:54

Talvez tenha sido um erro de tradução, ou uma confusão do entrevistado, mas a monarquia não é um regime oposto à democracia, basta lembrar Inglaterra, Espanha, Dinamarca, Países Baixos etc, que são monarquias democráticas. Parece-me que quando ele fala "democracia" está na verdade falando em "república". Esse tipo de confusão contribui para atrapalhar ainda mais a mente já avacalhada do brasileiro.

Responder
Doutrinador 14/11/2013 23:18:07

Prezado Ronaldo, quem fez confusão foi você. O entrevistado não defende as monarquistas parlamentaristas da Inglaterra, da Espanha, da Dinamarca e dos Países Baixos simplesmente porque, nestes países, o nefasto sistema democrático é pleno e intocável. As monarquias dali têm função meramente decorativa e não exercem poder nenhum. Todo o poder está nas mãos de políticos, que continuam sendo eleitos democraticamente, que é justamente o arranjo que o autor abomina.

Naqueles países, o termo 'monarquia' está completamente destituído de significado legítimo.

Pelo visto, quem tem a mente tão avacalhada quanto a do brasileiro é você.

Responder
Francisco Silvino Teixeira das Flores 18/11/2013 18:16:14

Doutrinador, você disse: "As monarquias dali têm função meramente decorativa e não exerce poder nenhum. Todo o poder está nas mãos de políticos."

Isso não é verdade.

O advento da liberal democracia estabeleceu o slogan de Thiers: "O Rei reina, mas não governa". Sem que haja uma preocupação em discutir tal assertiva, e até fazendo ouvidos moucos à ponderação de Guizot de que "O trono não é uma poltrona vazia", surge a preocupação de significado nacional e não política das funções práticas do Monarca.
O Imperador Francisco José sintetizou brilhantemente a função do Monarca na frase: "A missão do Rei é a de defender o povo, dos seus governos".
Em verdade, não cabe ao Monarca exercer o governo da nação.
Para isto, existe um chefe de governo indicado pelo Parlamento, eleito diretamente pelo povo.
Usando do seu poder de chefe de Estado, cabe ao monarca nomear o Chefe de Governo. Entretanto, como a cada dever antepõe-se um direito, pode o Monarca destituir o governo se assim for do interesse da nação.

Sendo seu poder naturalmente independente e supra-político, não interfere, o soberano, na escolha e nos métodos políticos da administração governamental, mas como legal e legítimo defensor do povo, exige o cumprimento dos direitos e liberdades nacionais, protegendo, as minorias e fiscalizando a ação das maiorias nos parâmetros constitucionais. A ele é assegurado o direito da fiscalização do ato do governo em qualquer esfera administrativa, velando pelo fiel cumprimento dos direitos do povo. Cuida que não se misturem os interesses nacionais com os interesses políticos; neste caso, em especial, as Forças Armadas, a Justiça e a Diplomacia.
Se as Forças Armadas se subordinam ao mando político, há o risco delas passarem a servir à política. Há que se notar que a defesa da Pátria, do Estado, é uma coisa e a defesa do poder político, outra bem diferente. Assim, seu chefe maior tem que ter características nacionais e nunca políticas, que oscilam ao sabor dos ventos eleitorais.
O mesmo se dá com a Justiça que, para ser justa, deve ser imparcial e para sê-lo deve ser independente. Não há cabimento que o poder Judiciário posicione-se subalternamente ao poder político, quer executivo ou não. Desta forma, o poder Judiciário, pela sua independência, somente pode sujeitar-se ao poder supra-magistral do Monarca em sendo necessário, no interesse do povo.
Outro tanto ocorre quanto às relações Diplomáticas. A diplomacia não foi instituída com a finalidade de representar governos transitórios, mas o Estado perene. Como pergunta Mário Saraiva: "Que garantia oferece aos estrangeiros o compromisso subscrito por quem esteja incertamente no poder, por tempo incerto, sem nenhuma segurança de ser continuado nos seus propósitos por quem lhe suceder?" A resposta encontra-se na perpetuidade representativa de uma Chefia de Estado permanente, através da própria hereditariedade. As responsabilidades do Estado vão além dos mandatos que vencem ou da vida que expira. Só a monarquia Hereditária pode oferecer este aval à Nação e a morte de um Monarca não representa ruptura nos interesses e compromissos nacionais.

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anônimo 15/11/2013 02:41:30

Qual seria a diferença de uma monarquia e uma ditadura?

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Francisco Silvino Teixeira das Flores 27/11/2013 17:20:48

Muitas. Uma delas: a Monarquia Parlamentarista ou Constitucional é a melhor DEMOCRACIA conhecida.O simples fato de separar Estado e Governo dá ao povo maior liberdade.
A Monarquia Hereditária não é improvisação, mas o resultado de uma edificação secular, quiçá milenar, acumuladora de acertos comprovado, fruto de uma preparação meticulosa das medidas saneadora dos problemas nacionais, já que sua execução não se encontra atrelada à permanência do tempo, cobrada num mandato de Chefe eleito por prazo pré-determinado.

Há milênio se reafirma a expressão "O Império é a paz"; isto porque a Monarquia significa, invariavelmente, a instauração da ordem e da construção. A História está aí para comprovar a afirmação.

Os Chefes de Estado que alcançaram o poder através de eleições partidárias, acabam encerrados num pequeno círculo oligárquico, completamente alheados da nação que os elegeu, mantendo-se voltados para os interesses da legenda que os guindou ao poder. O Monarca, pelo contrário, por não se encontrar filiado a nenhum partido político, ou agremiação sectária, vê apenas os interesses maiores da nação, conclamando-se defensor do povo.

O Monarca hereditário não precisa subornar, corromper ou conchavar para a consecução do seu intento e, muito menos, preocupar-se, com a sua reeleição ou eleição do seu substituto. Realiza porque é permanente.

Já os Chefes de Estado Eleitos, são inquilinos transitórios que passam pela casa, usufruem dela sem se deixar impregnar por sua estrutura; sabem que terão que abandoná-la vencido o contrato. Assim não promovem melhorias, apenas remendando os danos imediatos visando seu próprio interesse.

A Monarquia, por ter seu Chefe de Estado permanente e hereditário, zela pela casa, porque sabe que vai permanecer nela para sempre, devendo deixá-la em ordem, por amor também a seu herdeiro, provavelmente seu filho. Que pai não luta para legar o melhor a seu filho?

O poder eletivo caracteriza-se por ser efêmero e descontínuo, pois não tem tradição e muito menos certeza de permanência. Já o Monarca, preparado para exercer seu mister de condutor desde o nascimento, tem como respaldo a experiência familiar, bem como a sua própria, sem a preocupação ambiciosa da disputa pela sua sucessão, direta ou indireta. Além disto, a administração do Monarca pauta-se na segurança e na independência, vez que ele não está obrigado a dívidas de gratidão ou compromissos pela vitória na sua eleição.

Independência representa um grande passo para o êxito na administração pública, mas não é tudo.

Em qualquer atividade, o êxito pleno deve estar ligado ao preparo intelectual ou técnico, além, é óbvio da experiência e da continuidade. Assim, são exigidos cursos para os engenheiros, médicos, pilotos ou professores. Até as profissões para as quais não se exige diplomas de nível superior, cobram de seus oficiais, como motorista, garçons ou torneiros mecânicos. Entretanto, o complexo ofício de Chefe de Estado, exatamente aquele que detêm o maior poder em mãos, não exige uma preparação prévia na república, podendo exercê-lo de improviso qualquer um que caia no gosto do eleitor. Pelo contrário, a Monarquia é a única forma de governo que prepara com habilidade e tradição, herdada legitimamente, aquele que conduzirá, com sabedoria e serenidade, os destinos do povo na continuidade da pátria, adequando-se as contingências que a evolução dos tempos requer e segundo os reclamos nacionais.

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Francisco Silvino Teixeira das Flores 27/11/2013 17:48:12

Anônimo você pergunta: "Qual seria a diferença de uma monarquia e uma ditadura?" Uma é o inverso da outra. Ditadura é quando um só grupo manda, com ocorre na República Presidencialista, ou no sistema político de Cuba, Venezuela, China e outros.

MONARQUIA PARLAMENTAR OU CONSTITUCIONAL é Democrático: O Estado posiciona-se acima do governo, vez que o Estado é perene, enquanto que o governo é passageiro. Para o exercício do governo, movimentam-se as campanhas eleitorais nas quais se observam os exasperamentos políticos a que conduzem as paixões partidárias. Abismos, na maioria das vezes intransponíveis, cavam-se entre aqueles que pretendem exercer o governo, acirrando ódios que, em ultima e criteriosa análise, recaem sobre os membros da sociedade.

Decorridas as eleições, restam desgastes, as feridas, por vezes neoplásicas que corroem o corpo e a alma da nação.

Se é certo que a química do tempo dissolve tudo, tal ditado popular não se aplica ao processo eleitoral, pois quando começam a se atenuar os ânimos exaltados, nova eleição se aproxima abrindo as chagas.

Ora, se tal ocorre no processo de escolha de Chefe de Governo, semelhante ruína, por vezes com ares carnavalesco, não pode e não deve se repetir ao se tratar da Chefia do Estado.

Assim é que o Monarca, na condição de Chefe do Estado, não é candidato, não vota e não é votado. Situa-se num plano superior, acima das disputas políticas, imbuído de um caráter nacional que por isto mesmo, pacifica, unifica e modera, em prol do bem comum.

O Monarca representa um denominador comum na pluralidade do interesse cívico.

Desta forma, a unidade monárquica não pode ser confundida com unanimidade política, mas sim com a harmonia da nacionalidade.

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Themistocles Sousa 15/11/2013 19:31:24

Não entendi direito uma coisa: ou autor se refere à monarquia parlamentar ou à antiga? Obrigado pela atenção!

Responder
Roberto 15/11/2013 20:32:01

A qualquer arranjo que não envolva democracia.

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Luiz 16/11/2013 12:26:08

não sei quanto a vcs, mas tive, em minha tenra infância, uma matéria ufanista chamada Educação Moral e Cívica, na qual éramos obrigados a jura bandeira, lealdade a República entre outras coisas... (Monarquia Já)

Responder
Themistocles Sousa 17/11/2013 15:16:20

Luiz, até onde entendo, essa página não é muito chegada lá em Estado. Eu também não. Mas convenhamos, os países regidos por Monarquia são muito bons e têm um nível elevadíssimo de IDH. Pelo que entendi, o artigo fala que a Monarquia é melhor que a "Democracia". Eu também sou antidemocrata. Nosso país desenvolveu-se muito com o domínio do nosso Rei Dom Pedro II. Monarquia>>>Democracia

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Francisco Silvino Teixeira das Flores 18/11/2013 18:32:05

Vivemos na época que muitos dizem: Vamos ganhar hoje, porque depois...; Não gosto de política, são todos iguais; Não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe.Quando vejo sábios ciadões fazendo seu pronunciamento político da forma que entende, tenho a sensação que não é o fim dos tempos. Ainda tem jeito. Vamos encontrar, com certeza, uma forma e sistema político melhor.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 20/03/2014 20:04:39


O texto confunde "democracia" com "república". Uma monarquia pode ser democrática e uma república pode ser ditatorial. O ideal democrático baseia-se no princípio da isonomia e só descarrilha quando este é desrespeitado.

* * *

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