Como os piores são eleitos

Uma das proposições mais amplamente aceitas entre os economistas políticos é a seguinte: todo monopólio é ruim do ponto de vista dos consumidores. 

Monopólio, em seu sentido clássico, é entendido como um privilégio exclusivo outorgado a um único produtor de um bem ou serviço — isto é, a ausência de livre entrada em uma linha específica de produção. 

Em outras palavras, apenas uma agência, A, pode produzir um determinado bem, x.  Qualquer monopolista desse tipo é ruim para os consumidores porque, pelo fato de um produtor estar protegido contra a entrada de potenciais concorrentes em sua área de produção, o preço do produto x do monopolista será mais alto e a qualidade de x será mais baixa do que seria em um ambiente concorrencial.

Essa verdade elementar tem sido frequentemente invocada como argumento em favor da existência de governos democráticos em contraposição a, por exemplo, governos aristocráticos, monárquicos ou principescos.  Isso porque, em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre — qualquer um pode se tornar presidente, primeiro-ministro, senador, deputado etc. —, ao passo que em uma monarquia o aparato governamental é restrita ao rei e seus herdeiros.

Entretanto, esse argumento em favor da democracia é totalmente falho.  Liberdade de entrada nem sempre é algo bom.  Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é algo negativo.  Liberdade de entrada no ramo da tortura e assassinato de inocentes, ou livre concorrência no setor de falsificações e fraudes, por exemplo, não é bom; é pior do que ruim. 

Portanto, que tipo de "negócio" é o governo?  Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a consumidores voluntários.  Ao contrário: trata-se de um "negócio" voltado para o roubo e a expropriação — por meio de impostos e falsificações — e a receptação de bens roubados.  Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o efeito de melhorar algo bem.  Pelo contrário: torna as coisas piores do que más, isto é, aprimora o mal.

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Dado que o homem é como ele é, em todas as sociedades existem pessoas que cobiçam a propriedade de outros.  Algumas pessoas são mais afligidas por esse sentimento do que outras, mas os indivíduos normalmente aprendem a não agir de acordo com tal sentimento, ou até mesmo chegam a se sentir envergonhados por possuí-lo.  Geralmente, somente alguns poucos indivíduos são incapazes de suprimir com êxito seu desejo pela propriedade alheia, e são tratados como criminosos por seus semelhantes e reprimidos pela ameaça de punição física. 

Sob governos aristocráticos, apenas uma única pessoa — o soberano — pode legalmente agir sob o desejo de obter a propriedade alheia, e é isso que o torna um perigo em potencial, um "mau".

Entretanto, os desejos redistributivos desse regente são forçadamente restritos, pois todos os membros da sociedade já aprenderam a considerar a tomada e a redistribuição da propriedade alheia como sendo algo vergonhoso e imoral.  Consequentemente, eles vigiam toda e qualquer ação do soberano com a mais extrema suspeita. 

Em eminente contraste, quando a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia.  O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo.  Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo.  Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.

Consequentemente, sob condições democráticas, o popular — embora imoral e anti-social — desejo pela propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido.  Toda e qualquer exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada publicamente.  Em nome da "liberdade de expressão", todos são livres para exigir a tomada e a consequente redistribuição da propriedade alheia.  Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos.  Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade está isento das demandas redistributivas. 

Pior: em decorrência da existência de eleições em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando.  Daí, uma situação ruim se torna ainda pior.

Historicamente, a seleção de um soberano se dava em decorrência do acaso deste ter nascido na nobreza, e sua única qualificação pessoal era normalmente sua educação e criação voltadas para torná-lo um futuro regente e preservador da dinastia, de seu status e de suas posses.  Isso, obviamente, não assegurava que o futuro regente não seria mau e perigoso.  Entretanto, é válido lembrar que qualquer soberano que fracassasse em seu dever primário de preservar a dinastia — ou seja, que arruinasse o país, causasse agitação civil, baderna, desordem e conflitos, ou que de alguma outra forma colocasse em risco a posição da dinastia — teria de se defrontar com o imediato risco de ser neutralizado ou mesmo assassinado por um outro membro de sua própria família.

De qualquer forma, entretanto, mesmo que o acaso do nascimento e sua consequente criação e educação não impeçam que o regente venha a se tornar mau e perigoso, também é verdade que o acaso de um berço nobre e uma educação principesca não impedem que ele venha a se tornar um medíocre inofensivo ou mesmo uma pessoa boa e moral.

Contrastando com isso, a seleção de regentes governamentais por meio de eleições populares faz com que seja praticamente impossível uma pessoa boa ou inofensiva chegar ao topo da linha de comando.  Presidentes e primeiros-ministros são escolhidos em decorrência de sua comprovada eficiência em serem demagogos moralmente desinibidos.  Assim, a democracia virtualmente garante que somente os maus e perigosos cheguem ao topo do governo. 

Com efeito, como resultado da livre concorrência política e da liberdade de escolha das massas, aqueles que ascendem irão se tornar indivíduos progressivamente maus e perigosos; entretanto, por serem apenas membros temporários e frequentemente permutáveis do aparato governamental, eles raramente serão assassinados.

Nada seria melhor do que apenas citar as palavras de H.L. Mencken

Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por seus méritos — pelo menos, não em uma democracia.  Algumas vezes, sem dúvida, isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre.  Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos.

Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade sobre a real situação do país, tanto em questões internas quanto externas?  Algum deles irá se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser humano poderia cumprir?  Irá algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba de idiotas que se aglomeram ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina?  Resposta: isso pode acontecer nas primeiras semanas do período eleitoral, mas não após a disputa já ter ganhado atenção nacional e a briga já estiver séria.

Eles todos irão prometer para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir.  Eles todos sairão percorrendo o país à procura de chances de tornar os ricos pobres, de remediar o irremediável, de socorrer o insocorrível, e de organizar o inorganizável.  Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas, e irão resolver todos os problemas com dinheiro que ninguém mais precisará ganhar, pois já estaremos vivendo na abundância.  Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n

Em suma, eles irão se despir de sua aparência sensata, cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos, empenhados apenas em capturar votos.  Nessa altura, todos eles já saberão — supondo que até então não sabiam — que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo.  A maioria deles, antes do alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua própria honestidade.  O vencedor será aquele que prometer mais com a menor possibilidade de cumprir o mínimo.

Um adendo ao Brasil

O esfacelamento das instituições e um colapso econômico não levam automaticamente a melhorias.  As coisas podem piorar em vez de melhorar.  O que é necessário são ideias — ideias corretas — e homens capazes de entendê-las e implementá-las tão logo surja a oportunidade.  Em última instância, o curso da história é determinado pelas ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas, e por homens atuando sobre — e sendo inspirados por — ideias verdadeiras ou falsas. 

A atual bagunça também é resultado de ideias.  É o resultado da aceitação avassaladora, pela opinião pública, da ideia da democracia.  Enquanto essa aceitação prevalecer, uma catástrofe será inevitável, e não haverá esperança de melhorias mesmo após sua consumação.  Por outro lado, uma vez que a ideia da democracia seja reconhecida como falsa e malévola — e ideias podem, em princípio, ser mudadas quase que instantaneamente — uma catástrofe pode ser evitada.

A principal tarefa aguardando aqueles que querem mudar as coisas e impedir um completo colapso é a 'deslegitimização' da ideia da democracia, apontando-a como a raiz do presente estado de progressiva 'descivilização'.  Para esse propósito, deve-se começar apontando a dificuldade de se achar muitos proponentes da democracia na história da teoria política.  Quase todos os grandes pensadores tinham verdadeiro desdém pela democracia.  Mesmo os Pais Fundadores dos EUA, atualmente um país considerado o modelo de democracia, se opunham estritamente a ela.  Sem uma única exceção, eles viam a democracia como sendo nada mais do que uma oclocracia.  Eles se consideravam membros de uma 'aristocracia natural', e, em vez de uma democracia, eles defendiam uma república aristocrática. 

Ademais, mesmo entre os poucos defensores teóricos da democracia, como Rousseau, por exemplo, é praticamente impossível encontrar alguém que defenda que a democracia seja expandida para além de comunidades extremamente pequenas (vilarejos ou cidades).  De fato, nas pequenas comunidades, onde todo mundo conhece todo mundo pessoalmente, a maioria das pessoas reconhece que a posição dos 'abonados' é normalmente baseada em suas superiores conquistas pessoais, assim como a posição dos 'desprovidos' é explicada por sua inferioridade e deficiências pessoais. 

Sob essas circunstâncias, é muito mais difícil se safar tentando despojar as outras pessoas de sua propriedade para benefício próprio.  Em distinto contraste, nos grandes territórios que abarcam milhões ou mesmo centenas de milhões de pessoas, em que os potenciais saqueadores não conhecem suas vítimas, e vice versa, o desejo humano de se enriquecer a si próprio à custa de terceiros não está sujeito a quase nenhuma contenção.

Ainda mais importante, é preciso deixar claro novamente que a ideia de democracia é imoral e antieconômica.  Quanto ao status moral do governo da maioria, devemos mostrar que tal arranjo permite que A e B se unam para espoliar C, C e A por sua vez se juntem para pilhar B, e então B e C conspirem contra A etc.  Isso não é justiça e sim uma afronta moral.  E em vez de tratar a democracia e os democratas com respeito, eles deveriam ser tratados com aberto desprezo e ridicularizados como as fraudes morais que são. 

Por outro lado, em relação à qualidade moral da democracia, deve-se enfatizar inflexivelmente que não é a democracia, mas sim a propriedade privada, a produção e as trocas voluntárias as fontes supremas da civilização humana e da prosperidade.

A propriedade privada é tão incompatível com a democracia quanto o é com qualquer outra forma de domínio político.  Em vez de democracia, tanto a justiça quanto a eficiência econômica requerem uma sociedade pura e irrestritamente baseada na propriedade privada.


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SOBRE O AUTOR

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




Henrique Zucatelli
Bom dia
Sei que ter capital, fundos, poupança é importante mas:
Será que os consumidores quererão os meus produtos e serviços.
Se ninguém se interessar em comprar meus produto ou serviço que eu estou vendendo?
Se surgir uma oportunidade de negócios vou perder?
Meus concorrentes oferecerem melhores produtos e serviços que eu vou ter que aprimorar meus produtos ou serviços senão vou pra falência.
Isso estou vendo do lado do produtor, fornecedor de produtos e serviços.
Do lado do consumidor:
Será que preciso desse produto ou serviço?
Se preciso vou pagar a vista ou a prazo?
Caso eu compre à vista vou ter de poupar para adquirir o produto ou serviço que quero.
Caso eu compre à prazo vou ter de calcular quanto do meu ganho posso desprender para gastar.
Qual é melhor comprar a prazos curtos ou longos?
E finamente o que não se deve fazer:
Vou tomar empréstimo para comprar bens de consumo.
Vou compra itens no cartão de débito\crédito mesmo que não tenha fundos para cobrir o mesmo.
Vou Tomar empréstimo para pagar o cartão.
Isso do lado do consumidor.
Do lado do produtor\finacista e fornecedor de serviços:
Vou produzir itens em grande quantidade, mesmo que não consiga vender tudo.
Vou me associar a políticos para que tenha venda cativa de produtos e serviços para o governo cobrando acima do mercado e oferecendo produtos e serviços ruis
Vou toma empréstimo do governo para especular a compra e venda de empresas, mesmo que não entenda o que elas produzem ou serviço que elas oferecem.
Criarei lobis junto ao governo para que os meus interesses sejam atendidos.
Se falir terei AMIGOS no governo e me dá uma mãozinha.

O item 4 é contraditório com o item 10.
O professor Mueller tem uma visão um tanto equivocada com respeito à lógica.
Tanto a lógica aristotélica, quanto a lógica simbólica, incluindo a teoria dos conjuntos, são sistemas de ordenação argumentativa orientados na direção dedutiva nos quais a inferência está ligada necessariamente às premissas.
Para que o valor seja logicamente subjetivo, temos que incluir o valor campo dos objetos predicados por subjetivo.
Ora, vejam:
Para que isso ocorra, temos de recorrer às definições desses termos, pensando no método geométrico, as definições deveriam anteceder às teses, não estar incluídas nelas. Se ocorrer essa inversão lógica, o argumento é falacioso, chamada de Petição de Princípio (vide ORGANON - Aristóteles; COPY - Manual de Lógica; pesquisem sobre método geométrico)
Além disso, para que não haja inconsistência entre os itens 4 e 8 o trabalho deveria ter sido definido, tal como o valor o foi, como subjetivo. Senão o item 8 cria uma ambiguidade na passagem (por si só) que, do ponto de vista lógico, é um condicionante. Sem tal definição, o valor parece ter uma parte subjetiva e outra objetiva e, pior ainda, somente o condicionante do valor parece ser subjetivo. Se o trabalho não for caracterizado como subjetivo, o valor é efetivado objetivamente e, portanto, é objetivo.

Uma reordenação não viciada desses itens deve começar supondo o item 4, isto é, ser uma hipótese (eliminação do item 10). Posteriormente, definir o trabalho ou, por extensão ampliativa, incluir o trabalho no item 4.
"Se "4" e o trabalho for subjetivo, então "1""2""3""5""6""7""8""9""

Outro problema, mais grave, é usar o termo subjetivo e, por extensão, objetivo como predicados lógicos, i. é., características de coisas. A distinção entre subjetivo e objetivo é maior, isto é, anterior no processo de conhecimento, do que aquilo sobre o qual a lógica trata: as relações entre enunciados. Digamos, em termos mais simples, subjetivo não é uma característica de coisas, mas de afirmações, frases (vide POPPER - Lógica da Pesquisa Científica; RUSSELL & WHITEHEAD - Principia Mathematica; TARSKI - A Concepção Semântica da Verdade). Para incluir subjetivo e objetivo no vocabulário é necessário realizar uma metalinguagem que, por definição, exigirá a suspensão e a revalidação das definições. Dizer o por que tais definições devem ser aceitas.

A tentativa de criar leis em uma ciência que sejam a priori não funcionou nem na Física (vide KANT - Crítica da Razão Pura), mesmo na matemática (vide o embate entre FREGE e HILBERT) a tentativa foi, em parte, frustrada. Esse tipo de posição, chamada de Fundacionista, é uma visão, sinto informar, ultrapassada. A exigência de indicações empíricas e construções não totalizantes é regra fundamental para alcançar qualquer teoria saudável no pensamento científico atual.

PS. Desculpem-me o tecnicismo, não tenho o hábito de escrever para leigos. Devo melhorar nesse aspecto.
Bom dia Vladimir, como vai?

Que bom que começou a entender o começo da história. Agora falta a outra metade.

Não tem como prevermos a inovação. Pode parecer pleonasmo, mas inovar é fazer o novo, algo que ninguém fez até hoje. E isso pode dar certo (ou não). Claro que quando pensamos em inovações sempre vem a mente exemplos de sucesso como Apple, Microsoft, Ford e outros. Mas nos esquecemos que estes foram os vencedores. Em seus respectivos momentos, existiram dezenas (ou até centenas) de concorrentes brigando para saber quem iria se perpetuar, e a maioria caiu no caminho, foi absorvida ou simplesmente esquecida.

Se quiser entender mais como funcionam todos esses sentimentos de um grande inventor nos primórdios de sua carreira, recomendo que leia um livro muito bom (meu de cabeceira) do próprio Henry Ford- Os princípios da prosperidade . Tenho um exemplar da primeira edição, com o autógrafo do tradutor, ninguém menos que Monteiro Lobato. É um tesouro que guardo com muito carinho.

Voltando ao assunto, como toda inovação é nova (!), precisará de uma dose maciça de confiança de quem produz, aliado ao fato de que são recursos direcionados a esse projeto, com pouca ou nenhuma certeza de que irá dar certo. Repito à exaustão: quando olhamos invenções consagradas damos um valor a elas que não existia na época.

Justamente por esse princípio, é necessária a existência de poupança para financiar esses projetos. Sem poupança, sem inovação, por melhor que seja a ideia. Se tiver interesse nesse assunto, recomendo um ótimo livro de Peter Schiff - Como a economia cresce, e por que ela quebra .

Inclusive está a venda aqui no IMB:
www.mises.org.br/Product.aspx?id=55 .

Para finalizar, é melhor entender um pouco mais sobre como funciona o socialismo, e porque ele está sempre fadado ao fracasso. Como bem ilustra a Venezuela, os defensores do socialismo desconhecem uma lei básica da economia

Um grande abraço, e ótima semana para ti.










"só consigo comprar um IPhone por 'apenas' R$ 2000,00 porque ele é produzido aos milhões. Caso grande parte da população deixasse de comprar IPhone essa economia seria menos efetiva e com certeza cada IPhone custaria mais para ser produzido. Exemplo canônico: quase ninguém compra uma Ferrari e isso não faz ela ser mais barata, muito pelo contrário, ela seria muito mais barata se todo mundo comprasse uma: seria produzida na China e se chamaria Jac. :D"

Existem duas maneiras de um produto baratear, isto é produzir em larga escala com preços reduzidos ou produzir em larga escala com preços reduzidos e não houver demanda para tal produção, isso significa que pessoas estão se abstendo do consumo ou estão em crise. Portanto, as pessoas que pouparam ontem, hoje podem estar consumindo Iphones e ferraris ou investindo em bens de capital e assim aumentando ainda mais a abundância dos produtos.
Essa situação da demanda aconteceu recentemente com o consumo reduzindo e os preços acompanhando essa redução do consumo praticando menores preços.

"Além da economia de escala existe outro fator que você desconsiderou, as indústrias de bens não são facilmente reconfiguradas para produzir bens para as quais não foram inicialmente projetadas."

Para produzir bens tem que haver capital e o último advém de poupança. Contudo, para haver poupança para a população, os impostos sempre terão que ser baixos e isso possibilitaria empresas de várias partes do mundo vir produzir aqui pelas novas medidas do governo. As indústrias vindas do exterior automaticamente estaria trazendo seu conhecimento e técnicas para tal trabalho, isso significa que o país poderá produzir bens que não eram bons. Essa situação ocorreu na Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Japão e Singapura.
Coreia do Sul não tinha LG, SAMSUNG e Hyundai, e em pouco tempo pelos investimentos estrangeiros obteve conhecimento necessário para produzir o que não sabiam, produtos de alta tecnologia e carros.
Hong Kong seria tecnologia.
Taiwan idem de Hong Kong.
Japão acho que seria o setor automobilístico.
Singapura seria produtos de alta tecnologia.
Até tempo atrás não eram bons no que fazem hoje, e em pouco tempo conseguiram a façanha de realizarem tal ato.


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Daniel Marchi  02/09/2010 10:28
    Com o devido respeito, tomo a liberdade para "emendar" esse artigo à uma passagem de O Caminho da Servidão:

    Há três razões principais para que um grupo numeroso, forte e de idéias bastante homogêneas não tenda a ser constituído pelos melhores e sim pelos piores elementos de qualquer sociedade. De acordo com os padrões hoje aceitos, os princípios que presidiriam a seleção de tal grupo seriam quase inteiramente negativos.

    Em primeiro lugar, é provavelmente certo que, de modo geral, quanto mais elevada a educação e a inteligência dos indivíduos, tanto mais se diferenciam os seus gostos e opiniões e menor é a possibilidade de concordarem sobre determinada hierarquia de valores. Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecem os instintos mais primitivos e "comuns". Isso não significa que a maioria do povo tenha padrões morais baixos; significa apenas que o grupo mais amplo cujo valores são semelhantes é constituído por indivíduos que possuem padrões inferiores. É, por assim dizer, o mínimo denominador comum que une o maior número de homens. Quando se deseja um grupo numeroso e bastante forte para impor aos demais suas idéias sobre os valores da vida, jamais serão aqueles que possuem gostos altamente diferenciados e desenvolvidos que sustentarão pela força do número os seus próprios ideais, mas os que formam a "massa" no sentido pejorativo do termo, os menos originais e menos independentes.

    Se, contudo, um ditador em potencial tivesse de contar apenas com aqueles cujos instintos simples e primitivos são muito semelhantes, o número destes não daria peso suficiente às suas pretensões. Seria preciso aumentar-lhes o número, convertendo outros ao mesmo credo simples.

    A esta altura entra em jogo o segundo princípio negativo da seleção: tal indivíduo conseguirá o apoio dos dóceis e dos simplórios, que não têm fortes convicções próprias mas estão prontos a aceitar um sistema de valores previamente elaborado, contando que este lhes seja apregoado com bastante estrépito e insistência.

    Serão, assim, aqueles cujas idéias vagas e imperfeitas se deixam influenciar com facilidade, cujas paixões e emoções não é difícil despertar, que engrossarão as fileiras do partido totalitário.

    O terceiro e talvez mais importante elemento negativo da seleção está relacionado com o esforço do demagogo hábil por criar um grupo coeso e homogêneo de prosélitos. Quase por uma lei da natureza humana, parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo - o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação - do que sobre qualquer plano positivo. A antítese "nós" e "eles", a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum. Por essa razão, é sempre utilizada por aqueles que procuram não só o apoio a um programa político mas também a fidelidade irrestrita de grandes massas. Do seu ponto de vista, isso tem a vantagem de lhes conferir mais liberdade de ação do que qualquer programa positivo. O inimigo, seja ele interno, como o "judeu" ou o "kulak", seja externo, parece constituir uma peça indispensável no arsenal do líder totalitário.
  • Margareth  28/10/2014 02:22
    Sobre o exemplo das monarquias, certamente o autor tinha em mente um passado distante, as antigas monarquias absolutistas, faraônicas, onde o rei era também o administrador, o legislador, o proprietário do país. Não creio que se referiu às modernas monarquias democráticas ocidentais, como Dinamarca, Noruega, Suécia, Espanha, etc.; ou mesmo ao Brasil de Dom Pedro II.
  • Lia  02/09/2010 14:38
    É o que sempre se observa por toda campanha política, ouso dizer que em toda esfera de relacionamentos sociais também. Onde o poder monetário cru não alcança, é preciso uma boa fachada, simpatia bem calculada, publicidade. Com um ou com outro se compra tudo. Ou quase.
    Mas daí, nesse caso da campanha política, o que pode ser feito contra a máquina titânica de propaganda dos mal lavados? A sensação é de que não há como remediar agora. Aliás, "agora" por inocência, parece mesmo que nunca houve chance.
  • Edik  02/09/2010 16:53
    As fotos dos artigos estão cada vez melhores!!!
  • Rodrigo Constantino  02/09/2010 16:55
    A grande vantagem da democracia não é sua capacidade de escolher os melhores, mas de eliminar os piores sem derramamento de sangue, típico das revoluções. Essa é a visão de Popper e também de Mises, e estou de acordo com eles. A verdade é que não temos o que colocar no lugar da democracia, de fato. Uma ditadura de iluminados libertários? Até mesmo para se chegar ao minarquismo ou ao anarcocapitalismo, seria preciso convencer a maioria, como sabia Mises. Logo...\r
    \r
    Por fim, que diferença entre a escolha dos "piores" na Suíça e no Brasil! Portanto, há MUITO o que se melhorar ainda no país, dentro da democracia mesmo.
  • anônimo  27/10/2014 17:34
    'A grande vantagem da democracia não é sua capacidade de escolher os melhores, mas de eliminar os piores '
    Então fedeu porque nem isso ela consegue mais.

    A verdade é que não temos o que colocar no lugar da democracia
    Seasteading, anarco capitalismo, competição de micro países, secessão...até monarquia dava pra ficar no lugar

    Até mesmo para se chegar ao minarquismo ou ao anarcocapitalismo, seria preciso convencer a maioria, como sabia Mises. Logo...
    Não necessariamente, uma solução (dentre várias) é que basta os liberais acharem uma terra e se mudarem pra lá. O problema é falta de terra no mundo que não seja 'propriedade' de algum governo, mas pra isso já existe o seasteading, só falta sair do papel

    'Por fim, que diferença entre a escolha dos "piores" na Suíça e no Brasil! Portanto, há MUITO o que se melhorar ainda no país, dentro da democracia mesmo.'
    Isso não tem nada a ver com democracia. A dura realidade (mas que não deixa de ser realidade) é que isso tem a ver somente com o fato de que o povo brasileiro é estúpido, e o povo da suíça não.

  • anônimo  27/10/2014 18:11
    Engraçado que hoje, 27 10 2014, um dia depois da vitória da vilma, o fedor da democracia é tão grande que fez o próprio neoconsta escrever isso:
    'O país está dividido, e não é hora de união. Que união é essa em que um lado entra com o bolso e o outro com o populismo? '

    'Mas é inegável que há uma divisão geográfica no país. Basta olhar o mapa acima. E não sou radicalmente contra movimentos pacíficos separatistas.'

    'Afinal, como sabiam os "pais fundadores" dos Estados Unidos, nação democrática com a mesma Constituição há mais de 200 anos, o direito de secessão é uma prerrogativa legítima justamente para preservar a paz e a democracia. O federalismo serve para descentralizar o poder e permitir o voto com os pés.'
    veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/nao-e-hora-de-uniao-e-sim-de-oposicao/
  • Curioso  27/10/2014 18:42
    "Seasteading, anarco capitalismo, competição de micro países, secessão...até monarquia dava pra ficar no lugar"

    Para invalidar o argumento mostrado, você deveria indicar como implementar qualquer um desses sistemas sem uso da violência. Mas aí você invariavelmente cairia na argumentação do uso da educação, ou seja, convencimento... Acho que vc apenas confirmou o comentário do Rodrigo Constantino.
  • anônimo  28/10/2014 12:21
    Nope, na democracia pra qualquer coisa vc precisa convencer a maioria. Já por ex, se os libertários acharem uma terra deserta e se mudarem pra lá, não é preciso nem violência nem convencer os ignorantes estatistas.
  • gabriel  28/10/2014 14:35
    Secessao eh o caminho mais obvio, porem tem q convencer a maioria, nao necessariamente maioria do pais ou regiao, mas uma maioria q ira se mudar para esse local novo voluntariamente.
    Independente disso acredito que tera q usar a violencia, provavelmente a auto defesa
  • anônimo  29/10/2014 09:54
    É muito diferente convencer a maioria de convencer quem é um libertário em potencial.
  • André  29/10/2014 01:20
    Caramba,

    acabo de ler o seu blog e te encontro aqui....

    é uma overdose de Rodrigo Constantino...

    ;)

    Um abraço.
  • anônimo  29/10/2014 09:51
    Ele era libertário antes de virar neocon.
  • anônimo  02/09/2010 17:10
    Nos EUA a jamais a a DILma seria candidata pois os filiados dos partidos não deixariam.
  • anônimo  27/10/2014 18:18
    Esse é um problema que está sendo resolvido, o companheiro Obama está fazendo o possível pra encher os EUA de gente estúpida, dentro de algumas décadas eles vão ter um monte de eleitores como o brasileiro típico e tudo vai ficar mais fácil
  • oneide teixeira  02/09/2010 20:10
    Realmente dilma não foi uma escolha do partido e sim dos caciques do pt.
  • Breno Almeida  02/09/2010 20:27
    Democracia pura: www.youtube.com/watch?v=i70Tqkm1lkQ primeira eleição na China e você tem um claro desastre.

    Essa do David Friedman:

    "Democracy is the worst form of government except for all the rest."

    "I think the obvious implication of that quote, although not the one most people draw, is that all forms of government work pretty badly, hence one should, so far as possible, avoid doing things via government. It is, for instance, an argument for vouchers over public schools, or for an entirely private schooling system over vouchers.

    It's also an argument for not assuming that if you take a controversy to the government courts you will get a just result. Hence, in comparing that to private alternatives, including use by the parties to a dispute of non-governmental mechanisms for resolving it, you should assume that neither method can be counted on to give a just outcome, and choose between them allowing for the likely faults of both."
  • Arion Dias  03/09/2010 00:39
    Acho que a frase é do Churcil

    "A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras já tentadas!"
  • Angelo Viacava  03/09/2010 07:47
    Quando os cupins são escolhidos por sua retórica para governar o cupinzeiro, a desgraça está instalada. Matam a rainha, depois tomam o poder. Então decidem, por votação da maioria soberana - que horror - o que será feito dali por diante. Esquecem-se porém de que tudo funcionava perfeitamente antes de sua tomada de poder. Voltar atrás não é sua idéia, pois perderiam o poder e seriam ridicularizados. Criarão a partir deste momento leis e mais leis em nome do novo regime do cupinzeiro, até que se torne sufocante viver em sua sociedade. Cupins em greve, falta de comida e de guardiões, protestos por todos os direitos criados. Terão em torno de si um séquito de aspones vaidosos e necessitados de bajulação e de proximidade ao poder, a trabalharem para o bem da revolução, sempre extorquindo a população por mais esforço pela nova era. Ao fim, ou o povo se rende ou se suicida, porque morar em um outro cupinzeiro verdadeiramente exige características que já não as possuirão; desmoralizados pela falta de vigilância justamente no momento da revolução, tornam-se cupins de segunda classe, submissos aos regramentos do novo regime. Nãp pensam mais por conta própria, não vivem, não sonham; entregam suas vidas, desejos e propriedades ao partido, e deixa rolar que agora é festa.
  • Pedro  16/08/2012 13:48
    Nesse caso, penso em duas opções:

    1.caberia aos anarco-capitalistas buscar a "conscientização das massas" quanto ao libertarianismo. Afinal, se é a massa que vota e o livre-mercado poderia ajudar a todos (inclusive os que reclamam da existência do governo), a "ajuda-mútua" é necessária, pois beneficiaria o próprio individualismo. é o mesmo raciocínio da "esquerda" (a Utopia, sendo que agora se chama Anarco-capitalismo, e tem um caráter menos "florido".)

    2.os empresários e a "nata-pensante" anarquista, que "Vê" a verdade, deveria bolar um jeito de "influenciar" a sociedade através de produtos, propaganda, etc. Para que essas discussões deixassem de estar apenas no campo da opinião e do diagnóstico social discursivo. Por exemplo, criar uma "Cultura de consumo" (assim como o Facebook, digamos) onde as pessoas, voluntariamente, começassem a "correr atrás" e se "filiar", de modo que, naturalmente, toda a estrutura social fosse sendo influenciada por essa "nova visão".
  • anônimo  27/10/2014 12:37
    É uma hora boa para começar a aparecer muros pichados com a frase: Quem é John Galt?
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/07/2014 22:20

    "Pior" é um termo relativo: os piores do grupo A podem ser melhores do que os medianos do grupo B ou até mesmo superiores a estes. Talvez por isso alguns dizem que cada povo tem o governo que merece.

    * * *
  • mauricio barbosa  27/10/2014 12:30
    O problema é que enquanto o libertarianismo for debatido no campo filosófico-intelectual as massas não entenderão nossas propostas por mais bem intencionada que sejam enfim vamos aproveitar essa pseudo bandeira branca do petismo querendo unir o impossível e vamos colocar na pauta do dia nosso pensamento a nação,sem medo de retaliação e fazer uma oposição responsável mostrando onde está errado a política econômica e onde corrigir!Mas fazer isso com ousadia e intrepidez pois se essas discussões ficarem restritas a este site não chegaremos a lugar nenhum,agora é óbvio que o trabalho de paciência e sabedoria do Hélio Beltrão e equipe IMB são louváveis mas nós que estamos pagando a conta com nosso estômago(Sem bolsa-familia devido a uma questão de princípios por gostarmos de trabalhar e também por seus valores irrisórios somos racionais é claro)temos um senso de urgência muito maior do que os que só cortam o supérfluo para enfrentar a crise...
    Um bom dia a todos e a vida ou melhor a luta continua companheiros.
  • Henrique  27/10/2014 13:15
    Sim, mas temos a opção de escolher entre os piores que defendem os pobres ou entre os que seguem os mandamentos da ganância da bíblia neoliberal do deus dinheiro.
  • Gunnar  30/10/2014 16:17
    Bem vindo ao IMB Henrique! Gostaria de lhe sugerir que dedicasse algum tempo todo dia para começar a ler a vasta coleção de textos do site, de mente e coração abertos. Depois volte aqui e nos conte mais sobre o "deus dinheiro" e o governo que "protege" os pobres (de ficarem ricos, talvez?). Abraço!
  • Dom Comerciante  27/10/2014 14:07
    Já disse aqui e repito: a democracia pode ser tanto o pior como também a melhor forma de governo, tudo vai depender do tipo de democracia de que estamos falando. Se for sobre o Estado de bem-estar social, então estamos falando da pior forma possível de governo, já que ele cai exatamente em todas as críticas do Hoppe sobre livre entrada dos piores e não dos melhores no governo e isso sem falar na catástrofe que o sufrágio universal o é. Agora se quisermos democracia séria, então estaremos falando sobre democracia liberal, onde o Estado não interfere na economia sob nenhuma hipótese, o sufrágio é restrito, assim como a "justiça social" é considerada uma ameaça e vivemos sob as leis e não sob emendas e outros devaneios políticos. Além disso a secessão deve ser também um direito constitucional nesse arranjo. Graças a esse site hoje eu sou perfeitamente capaz de discernir entre o nosso Estado social pernicioso e sobre um legítimo Estado Liberal.
  • Gunnar  30/10/2014 16:20
    O problema é que qualquer estado, por mais "liberal" ou "mínimo" que seja, chame como quiser, inevitavelmente vai descambar num estadão inchado, intervencionista, assistencialista e muito, muito caro. Compare a ideia que pais fundadores tinham para os EUA com a Obamaland de hoje...
  • Paulo Bezerra  27/10/2014 15:17
    Mas, em suma, após essa derrocada, o que vocês esperam? Não tenho medo do colapso econômico, pois deste temos chances de nos recuperarmos com outro governo melhor. Mas, e o ataque à democracia?

    www.reformapolitica.org.br/component/content/article/86-democracia-direta/1096-reforma-politica-que-fazer-depois-do-plebiscito.html

    Leiam o que está sendo discutido acima. Vocês temem algum plebiscito, alguma Reforma Política que leve à bancarrota da nossa democracia?

    Os socialistas petistas estão caminhando para isso. Dilma, logo após ganhar a eleição, falou que essa é a mãe de todas as reformas. Vocês acham preocupante, ou creem que o Congresso, ou mesmo a população brasileira, limitaria as alterações propostas?

    Sinceramente, estou muito preocupado.
  • Paulo Bezerra  27/10/2014 15:45
    Mas, em suma, após essa derrocada, o que vocês esperam? Não tenho medo do colapso econômico, pois deste temos chances de nos recuperarmos com outro governo melhor. Mas, e o ataque à democracia?

    www.reformapolitica.org.br/component/content/article/86-democracia-direta/1096-reforma-politica-que-fazer-depois-do-plebiscito.html

    Leiam o que está sendo discutido acima. Vocês temem algum plebiscito, alguma Reforma Política que leve à bancarrota da nossa democracia?

    Os socialistas petistas estão caminhando para isso. Dilma, logo após ganhar a eleição, falou que essa é a mãe de todas as reformas. Vocês acham preocupante, ou creem que o Congresso, ou mesmo a população brasileira, limitaria as alterações propostas?

    Sinceramente, estou muito preocupado.
  • Pobre Paulista  27/10/2014 17:20
    Pelo que entendi você está defendendo a democracia.

    Site errado, meu amigo. Vai lá na página da Veja se lamentar.
  • anônimo  27/10/2014 17:38
    A dilma quer uma ditadura do PT, maquiada. Isso é consequência direta da democracia e da maioria da antas.
  • Felipe  27/10/2014 19:39
    Do modo que você fala até parece que nossa democracia, formada por uma coalização de coronéis, oligarcas, socialistas e quasifascistas fosse grande coisa.
  • Silvio  27/10/2014 16:56
    E a Escola Austríaca continua certa como sempre.
  • fernando  27/10/2014 18:48
    acho que os sovietes caem. Henrique Alves vai pautar votação pq não foi reeleito pelo dedo de Lula e o PMDB é majoritariamente contra a MP que aliás tem problemas técnicos (competencia legislativa destituída por ato exclusivo do chefe do executivo). esse decreto da imperadora só saiu pq a Dilma previa uma possível perda do trono real brasileiro e quis deixar uma marca indelével de socialismo.

    já a ley de medios, isso vão implantar, mais dia menos dia e não elogio a Veja nisso. o jeito é continuar se comunicando pelas redes. apesar do marco civil de enganação ideológica. A veja sabe que é inimiga jurada da esquerda e adora dar munição pro PT. nao sou eu que perco é o Civita. haverá uma pulverização das mídias tradicionais e o jeito é haver muita comunicação entre as pequenas mídias para poder combater a ideologia do governo, de maneira que ela não se imponha em contraste com as realidades locais. uma coisa fácil e popular são rádios, elas tem alcance na faixa mais pobre ainda.

    precisamos urgentemente alertar as pessoas sobre o que nos espera e o que já tivemos. que seja pra defender o FHC, Itamar, Collor *abertura de mercado, só isso, Sarney (esse não dá pra defender hehe), outros e contrastar a gradual perda de poder de compra no governo Dilma/PT com o demogógico aumento "real" do salário minimo.
  • Paulo Bezerra  27/10/2014 20:21
    Acho que o futuro é sombrio. Mas o que mais me preocupa é essa reforma política, que ninguém sabe o que virá. Com um Congresso corrupto, tudo pode ser aprovado.

    Pobre Paulista, sei que isso é consequência direta da democracia. Como dizia Churchil: " o maior argumento contra a democracia é uma conversa de cinco minutos com um eleitor mediano". Mas, muito pior, será uma ditadura socialista. Qual sua sugestão? Que outro sistema melhor existiria, para a nossa realidade brasileira? Apoiar uma ditadura não é muito pior para um libertário? E não venha me falar de fim do Estado ou direito à secessão, pois estou comentando uma situação concreta e recente da política brasileira. Não estou filosofando.

    Mas, só tenho medo porque acho que maus tempos virão para a economia, para a propriedade privada e para as liberdades individuais. Foi isso o que quis dizer.

    Sei que não temos representação política, mas precisamos lutar contra isso.
  • Felipe  27/10/2014 21:33
    O arranjo atual já é bastante socialista. Você já não tem liberdade para portar arma, dirigir, trabalhar ou empregar sem a benção do estado. Isso não passa de uma ditadura eletiva, lembre-se do PC soviético que realizava "eleições" internas para escolher seus líderes. O mesmo ocorre na democracia, é como estar entre o paredão e a forca. O poder do eleitor é meramente decorativo.

  • Gunnar  30/10/2014 16:23
    Pois é Felipe, sempre acho engraçado quando alguém diz que "não votou, não pode reclamar depois". É como dizer que se um maníaco armado entrar na sua casa e obrigar sua família para votar entre ter os braços ou as pernas arrancados, e vocês se recusarem, não poderão reclamar depois.
  • Homem Azul  27/10/2014 21:11
    Tudo azul.
  • Mauricio.  27/10/2014 23:09
    Pessoal, sempre compartilho os artigos daqui pra minha rede do Facebook. Acho que já consegui pelo menos uns 200 leitores pro Mises.

    Mas a API de integração com o Facebook está postando fotos aleatórias e não a que está acima. Façam o teste.

    Por exemplo, no caso deste post, ao invés de uma foto de Dilma com Lula aparece uma foto do Serra com Lula, que soa antiga, né?
  • Valatráquio  28/10/2014 00:25
    Até a bem pouco tempo eu não concordava com o Mises sobre esse posicionamento a respeito da democracia. Minha visão é de que a democracia foi uma boa idéia, mas... como toda idéia, passível de corrupção. E pelo menos aqui, à nível de Brasil, democracia e corrupção caminham agora de mãos dadas.

    Hoje digo que para o Brasil democracia é um engodo. Um placebo que nem mesmo efeito psicológico é capaz mais de proporcionar. Pelo contrário: vai piorar de vez o estado terminal da nação. É como combater câncer com farinha de trigo e passes de médium. Mas pelo menos serve de propaganda para vender ideologias.

    Talvez, no fundo, seja bom que a democracia fracasse no Brasil. Certamente será substituída por algum tipo de governo ditatorial, destes que infestam a América Latina com suas ideologias de butecos de bêbados, mas que atualmente fazem a alegria de uma manada de retardados (alguns nem tanto).

    ENTRETANTO... um governo desse tipo sempre é lição amarga para a parcela pinguça da população. O advento do livre-mercado aqui na América Latina só acontecerá depois que essa populaça tiver tomado o maior porre de socialismo e literalmente cair na sarjeta. Somente depois disso é que o livre-mercado poderá ressurgir para reconstruir o estrago que a manguaça de socialismo causou. Espero, sinceramente, que nessa oportunidade, o livre-mercado não faça a populaça esquecer da história.

    Mas...... Se tem uma coisa que a história sempre ensina aos homens é que os homens nada aprendem com a história.

    P.S.: Pelo menos essa eleição ensinou alguma coisa: já podemos ter certeza que menos da metade do Brasil trabalha para sustentar mais da metade do mesmo Brasil. Não precisa ter bolinha de cristal para ver onde isso acabará.
  • anônimo  28/10/2014 13:29
    Acho que deverias ler antes de vociferar inverdades:

    www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/158504/Sul-e-Sudeste-asseguraram-vitória-de-Dilma.htm

    "Não foi o Nordeste que garantiu a reeleição da presidente; juntos, Sul e Sudeste asseguraram 2 milhões de votos a mais para a petista que os obtidos no Norte e Nordeste do País; ao todo, Dilma obteve 45% dos votos do Norte e Nordeste e 48,8% no Sul e Sudeste; resultado ponta que não foram os eleitores nordestinos – apontados por muitos e até mesmo por parte da mídia como "dependentes de benefícios sociais" ou de "desinformados" - os responsáveis pela derrota de Aécio; o que pesou realmente foi o desejo do eleitor"

    o todo, as regiões Norte e Nordeste deram 24,5 milhões de votos à Dilma, enquanto no Sul e no Sudeste este número chegou a 26,6 milhões. É certo que dos 15 estados onde a presidente ganhou a eleição, 13 estão no Norte e Nordeste. Já dos 12 estados onde Aécio saiu como vencedor, apenas 3 estão localizados nestas regiõe.

    Se quiser números oficiais, pode procurar no TRE - não estou com vontade de contar por estado.


  • Batráquio  28/10/2014 13:52
    Anônimo, esse seu raciocínio é sério? Ou você é burro ou é vigarista. Dilma perdeu no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. Isso não é opinião; são os números. No que dependesse apenas dessas três regiões, Dilma estaria desempregada.

    Agora, é óbvio que a votação numérica dela foi alta em São Paulo, Rio e Minas. Porra, olha a quantidade de gente nesses estados!

    Aliás, por esse seu raciocínio maravilhoso (que considera apenas votos nominais), São Paulo é um estado mais petista que Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia -- afinal, o número de votos dela em São Paulo foi maior que nesses estados.

    Gênio.
  • Perry  28/10/2014 16:24
    "Anônimo, esse seu raciocínio é sério? Ou você é burro ou é vigarista. Dilma perdeu no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. Isso não é opinião; são os números. No que dependesse apenas dessas três regiões, Dilma estaria desempregada."

    Quem está querendo ser vigarista é você, pois não existe peso por região, logo essa balela de não tem lógica. Quando se critica o nordeste, se critica em votos nominais! E, até onde eu sei, quem tem mais ganha, não importa se o voto de minerva venha de São Paulo ou do Acre. A mídia empurra guela a baixo que o Norte/Nordeste elegeu a Dilma - mesmo que tivesse sido, democracia é assim - sendo o Sul/Sudeste mais populoso em votantes - esta informação carece de confirmação, ok;

    Não entendo a lógica dos pseudoliberais que defendem o Aécio, sendo este nem de longe um austero (aumento da dívida pública, máquina pública mineira é inchadíssima, conseguiu fazer mais populismo que a Dilma e Marina juntas nas propostas).
  • Rogério  28/10/2014 16:50
    Errado. Quando se critica o nordeste, não se critica os votos nominais, mas sim os percentuais. Não é normal uma região dar quase 80% dos votos para um candidato; não em uma democracia inteligente, em que haja um mínimo de discernimento e debate de idéias. Esse percentual está mais para as eleições cubanas ou norte-coreanas. Até mesmo na Venezuela os votos pró-governo não chegam a 55%.

    Há algo de errado no Nordeste. Nem o voto de cabresto conseguia essas porcentagens.
  • anônimo  28/10/2014 13:57
    Qualquer idiota sabe que o brasil247 é mídia chapa branca.
  • anônimo  28/10/2014 13:58
    veja.abril.com.br/eleicoes/resultados/presidente-municipios-segundo-turno.html
  • MCcapitalista  28/10/2014 15:12
    anônimo 28/10/2014 13:29:16 Concordo com vc anonimo. Eu moro no sul e posso te garantir que o nordeste não elegeu o PT sozinho,isso é ridiculo. Quem elegeu o PT foi: Funcionario publico,beneficiarios do bolsa esmola,auxilio reclusão,orelhas secas em geral,invejosos,fracassados,professores estatais,politicos e toda essa corja. Esse tipo de gente tem no Brasil inteiro,e como o nordeste é mais pobre,tem mais beneficiados de bolsas,mais esses não podemos culpar,pois ja estao tudo ferrado,agora o resto,esses sim tem que culpar e muito.
  • sandro lima  28/10/2014 20:13
    Eu só sei de uma coisa:
    "quando a água bater na minha bunda, muita gente já morreu afogado".

    Trocando em miúdos, quando a presidenta ferrar de vez o Brasil, quem vai pra miséria são os pobres, eu? não sou rico, mas tenho bens suficiente pra não passar fome, No máximo, vou deixar de trocar de carro com frequência, diminuir jantar fora todo fim de semana, trocar de celular a cada 2 anos.
    E já adianto, compre dollar/ouro pois o real, a inflação vai engolir.

  • Fernando  30/10/2014 15:13
    Quem apostar no dólar vai quebrar a cara....toda vez que muitas pessoas recomendam fazer uma coisa, acontece o contrário. Provavelmente quem esta repassando a ideia para comprar quer vender o seu, mas comprará de novo quando vc vender em condições desfavoráveis.
  • Eric  01/12/2014 12:10
    E a agora, o Uruguai elegeu um comuna por mais 4 anos. O país, que apesar de tudo, tinha alguns indicadores melhores até que o Chile, vai definitivamente para o fundo do poço. Agora vem desarmamento em definitivo, mais estatização da economia, índice de violência brasileiro e a transformação definitiva em república bananeira.
  • Hobsbawm  01/12/2014 12:55
    O mundo girou e avançou. A América Latina não saiu do lugar.
  • John Ernest  02/04/2016 18:19
    Impressionante como não aprendem com os erros recentes em seu próprio país e com os erros dos seus países vizinhos.

    O IDH uruguaio diminuiu, a violência aumentou consideravelmente "mesmo com" desarmamento (algo que os iluminados juram que diminui a violência), o PIB está estagnado faz dois anos sem perspectiva de melhora e ainda assim votam no socialista.

    Sinceramente não sei como a cegueira das pessoas é tão forte para continuar acreditando nas promessas e nas propagandas do socialismo.
  • Raphael Paiva  02/04/2016 17:26
    Este artigo vai contra a ideologia austríaca.
    A escola austríaca prega a liberdade antes de tudo, em qualquer setor da vida, mas esse artigo diz que quando o assunto é governo a liberdade não vale, seria melhor a indicação.

    Esse posicionamento me deixou decepcionado com a ideologia austríaca dado que demonstra uma manipulação do conceito para a situação que lhe convém. O famoso dois pesos, duas medidas.

    Perderam comigo a credibilidade que possuíam, pois se mostraram ser como todos os outros, seguir determinada ideia enquanto lhe serve, em benefícios próprios sempre.

    Espero que alguém consiga me esclarecer essa situação com base nos princípios da escola austríaca e de forma convincente.
  • Humberto  02/04/2016 17:36
    Mas hein?!

    A Escola Austríaca prega a liberdade de espoliar e de viver à custa de terceiros?!

    A EA prega a liberdade de qualquer um ter acesso à propriedade privada de terceiros e de se fartar com ela (que é o que faz a democracia)?!

    A EA prega o livre acesso à renda de terceiros para redistribuí-la de acordo com os caprichos da massa, sendo este o princípio básico da democracia?!

    É sério que você pensa isso ou você está de zoação? Espero que seja a segunda hipótese, pois, se for a primeira, quem perdeu qualquer credibilidade -- a começar pela credibilidade do cérebro e do intelecto -- foi você próprio.

    Ainda assim, é por caridade, ofereço-lhe um artigo que fala exatamente sobre isso que você menciona (liberdade de entrada no governo):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=790
  • Raphael Paiva  02/04/2016 22:50
    Desculpe minha ignorancia Humberto mas não precisava ser grosso.

    Por causa de pessoas que agem como vc que os liberais tem dificuldade de conseguir adeptos.

    Como vc vai convencer alguém a mudar de lado, a aceitar a sua ideia se vc trata ela com desprezo? As vezes ela ate concorda com sua fala, mas vai ficar contra simplesmente por não querer aceitar ficar do mesmo lado de alguem que a trata como uma ignorante e com desprezo.

    Se eu não enxerguei a situação como deveria, vc poderia me orientar e não atacar com a faca nos dentes.
  • Guilherme  03/04/2016 00:11
    Como é que é, Raphael?! É o Humberto quem está errado?! Mas que mundo é esse?

    Você chegou aqui apontando dedos, fazendo acusações graves e caluniosas, e acusando "perda de credibilidade", sendo que, na verdade -- e agora por confissão própria --, tudo não passou de ignorância sua.

    Você toma essa atitude precipitada, receba uma resposta (completa e bem educada) que realmente sana todas as suas dúvidas, e o errado é quem lhe respondeu?

    Ora, por que não seria você quem tem de mudar de atitude? Por que você, em vez de chegar acusando e fazendo afirmações caluniosas, não adota uma postura humilde, de perguntar em vez de caluniar? Qual o problema de perguntar em vez de acusar?

    Eu não invado comunidades de biologia fazendo acusações a médicos homeopatas. Eu faço perguntas sinceras, e não calúnias.

    Frequento a seção de comentários deste site há 5 anos, e posso garantir que todas as pessoas que chegam aqui fazendo perguntas humildes -- em vez de afirmações arrogantes (e completamente erradas) -- são tratadas com a máxima educação e cortesia. Já quem chega caluniando e acusando -- e confessando completa ignorância do assunto -- é sim merecidamente esculhambado e chamada na chincha.

    Libertários, ao contrário do que acredita o seu vitimismo, não têm obrigação nenhuma de ser cordiais e educados com quem lhes agride, calunia e acusa.

    Mude sua postura e você será bem tratado. Continue agindo na ignorância, e você terá o merecido tratamento.


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