Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro
por , terça-feira, 8 de março de 2016

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globe_1.jpgAqueles que gostam de caracterizar Ludwig von Mises como  um "moderado", em comparação com o mais radical Murray Rothbard, com frequência observam que, ao contrário de Rothbard, Mises não defendia a abolição do estado e, por isso, não era um "anarcocapitalista".

Esta afirmação, entretanto, se torna um tanto insustentável quando levamos em consideração os comentários feitos por Mises em seu livro Liberalismo — Segundo a tradição clássica sobre o tema da descentralização radical:

O direito à autodeterminação, no que tange à questão da filiação a um estado, significa o seguinte, portanto: quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizerem saber, por meio de um plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao estado a que pertencem, mas desejam formar um estado independente ou tornar-se parte de algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos.  Este é o único meio possível e efetivo de evitar revoluções e guerras civis e internacionais.

[...]

Chamar este direito à autodeterminação de "direito à autodeterminação das nações" é não compreendê-lo. Não se trata do direito à autodeterminação de uma unidade nacional delimitada, mas sim do direito dos habitantes de cada território de decidirem sobre o estado ao qual desejam pertencer.

[...]

O direito à autodeterminação de que falamos não é o direito à autodeterminação das nações, mas, antes, o direito à autodeterminação dos habitantes de todo o território que tenha tamanho suficiente para formar uma unidade administrativa independente.  Se, de algum modo, fosse possível conceder esse direito de autodeterminação a toda pessoa individualmente, isso teria de ser feito. No entanto, isso é impraticável apenas por causa de coercitivas e restritivas considerações técnicas, as quais fazem com que o direito à autodeterminação seja restrito à vontade da maioria dos habitantes de áreas grandes o bastante para serem consideradas unidades territoriais dentro da administração do país.

"Mas espere", dirão os opositores do anarcocapitalismo. "Mises diz que é impraticável que cada indivíduo tenha autodeterminação total".

A esta observação, a única resposta possível é "e daí?". No trecho acima, Mises claramente afirma que concorda com o argumento teórico em prol de toda e qualquer secessão que chegue até o nível do indivíduo.  Ele apenas observa que há certas considerações de ordem prática que tornam improvável aplicar esse tipo de secessão ao mundo real.

E quem poderia discordar disso? É óbvio que há limitações práticas quanto à capacidade de cada pessoa ser uma — para utilizar o termo de Mises — "unidade nacional" em si mesma.

Com efeito, é difícil imaginar que a maior parte dos seres humanos sequer gostaria de ser uma unidade nacional autônoma.  É muito mais provável que, mesmo pessoas defensoras do laissez faire — desde que sempre existam alternativas práticas de saída — busquem a conveniência da vida dentro de uma cidade, de uma associação, de uma confederação ou de uma liga administrada por algum grupo de indivíduos indicados ou eleitos. Essas organizações seriam encarregadas de preservar a paz e o livre comércio por meio da manutenção de leis confiáveis e previsíveis, que protejam a propriedade privada.

Ademais, é difícil acreditar que Murray Rothbard poderia discordar desse argumento. Afinal, qualquer estudioso da história e da natureza humana — o que Rothbard de fato era — reconhece que as pessoas sempre tiveram a propensão de se agrupar e viver conjuntamente, tanto por razões sociais quanto para se aproveitar das vantagens das economias de escala no que tange aos serviços de defesa e aos de toda a produção econômica.

A eterna questão para os anarcocapitalistas não é a de se indivíduos podem ou não existir como unidades autônomas (nações) em si próprios, mas sim se é possível criar uma sociedade na qual um indivíduo seja livre para escolher uma dentre várias alternativas práticas.  Ou seja, seria possível criar uma situação na qual os indivíduos escolhem seus regimes políticos de uma maneira verdadeiramente voluntária?

Precisamos de mais estados

Por esta razão, a resposta prática para a atual falta de opção (ou seja, falta de "autodeterminação") não reside na abolição imediata de todos os estados (até mesmo porque nunca houve consenso quanto à maneira de se fazer isso), mas sim na fragmentação dos atuais estados em estados cada vez menores.

Isto pode ser feito de forma de jure — como, por exemplo, mediante movimentos formais de secessão — ou pode ser feito por meio de uma secessão de facto, como a nulificação (deslegitimação da autoridade do governo federal sobre você) e a insistência na autonomia localizada.

O que Mises descreve acima refere-se a votos formais em eleições e a declarações de independência.  Porém, os mesmos efeitos, na prática, podem ser obtidos por meio dos métodos de nulificação e separação locais, tal como sugerido por Hans-Hermann Hoppe. E, obviamente, por razões práticas, a secessão de facto pode frequentemente ser o método preferível.

Alguns doutrinários e até mesmo anarcocapitalistas frequentemente argumentam, de maneira nada prática, que a secessão é uma coisa negativa porque "cria um novo estado". Entretanto, este é um ponto de vista bastante simplista, dadas as realidades geográficas do planeta Terra. A menos que alguém esteja formando um novo estado situado completamente em águas internacionais, ou na Antártida, ou no espaço sideral, a criação de qualquer estado novo terá necessariamente de ocorrer à custa de algum estado existente.

Assim, a criação de um novo estado — por exemplo, na Sardenha — seria feita à custa do atual estado conhecido como "Itália".  Por causa da secessão, o governo italiano seria privado de receitas dos impostos dos sardos e das vantagens militares do território.  Consequentemente, o estado que perde território torna-se necessariamente enfraquecido. 

Portanto, a secessão, em vez de ser vista como apenas "um ato que cria um novo estado", deve ser vista como um ato que enfraquece um estado existente.

(Vale lembrar, por exemplo, como a dissolução da URSS em dezenas de novos países enfraqueceu aquele estado.  Mesmo a divisão da Tchecoslováquia em República Tcheca e Eslováquia também foi um golpe ao poder centralizado.)

Ou seja, além de enfraquecer estados, a vantagem, pela perspectiva do indivíduo, é que ele agora tem à sua disposição dois estados para escolher, onde antes havia somente um. Agora, o indivíduo tem mais opções: ele pode, mais facilmente, escolher um lugar para viver que seja mais adequado ao seu estilo de vida pessoal, ideologia, religião, grupo étnico e assim por diante.

A cada ato de secessão bem-sucedido, as escolhas disponíveis para cada pessoa aumentam continuamente:

states2.jpg

Gráfico 1: As escolhas aumentam à medida que aumenta o número total de estados/governos civis: no eixo X, o número total de estados/governos civis; no eixo Y, as opções para uma possível realocação do indivíduo

Observe que, neste caso, quando o número de estados é apenas um, uma pessoa não tem absolutamente nenhuma alternativa.  O número real de escolhas é zero, dado que há um monopólio. Ou seja, um único estado global é o estado mais poderoso possível e é, no sentido mais estrito, um estado total. Possui o monopólio completo e exclusivo da força sobre sua população, dado que seus cidadãos não podem escapar desse estado nem sequer por meio da emigração. Não há para onde possam emigrar.

Por outro lado, um mundo composto de centenas, milhares ou mesmo dezenas de milhares de estados (ou de regimes de diversos tipos) ofereceria muito mais escolhas para os residentes que desejassem mudar sua situação de vida.

Alguns governos civis são muito grandes e coercivos; ou seja, são a representação perfeita do estado.  Já alguns outros governos são muito pequenos e muito descentralizados; ou seja, possuem poucas características de um estado.  Estes últimos governos têm de concorrer com numerosas alternativas existentes ao seu redor, para onde os cidadãos e seu capital podem fugir.

Como explicou Hans-Hermann Hoppe:

Governos pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos.  Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra.  O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias.  Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas. 

Naturalmente, um mundo em que há poucos estados, e estes são muito centralizadores, oferece poucas alternativas para a liberdade, o que por sua vez significa que haverá menos opções para as pessoas, para as cidades, para os vilarejos e para as comunidades.

Por outro lado, quanto menores se tornam os estados, mais práticas se tornam as opções de realocação. Isto se deve ao fato de que proximidade e distância são fatores que realmente importam: um estado do qual somente se pode escapar emigrando 2.000 quilômetros é consideravelmente diferente de um estado do qual se pode escapar emigrando 100 quilômetros.

A existência dos fatores tempo, distância e facilidade da viagem significa que a emigração para localidades distantes irá limitar a capacidade de um indivíduo de compartilhar tempo e recursos com a família, amigos e seres queridos deixados para trás. Já a emigração para uma localidade situada a meio dia de viagem requer muito menos mudanças no estilo de vida.

Essa é uma razão pela qual estados preferem ser maiores em vez de menores. Estados maiores podem tornar a emigração impraticável para as pessoas que desejam permanecer próximas dos amigos e familiares.

De maneira similar, se a emigração requer adaptação a uma cultura e idioma radicalmente diferentes, isto limitará ainda mais a viabilidade da emigração para aqueles que não são fluentemente poliglotas. Assim, estados se beneficiam consideravelmente do fato de que muitos deles usufruem monopólios (os quais reforçam) sobre questões linguísticas.  Por exemplo, se um indivíduo fala apenas sueco, então ele tem um grande incentivo para permanecer na Suécia; se um indivíduo fala somente grego, estará praticamente preso à Grécia.  Mesmo no caso do inglês, que é tido como uma língua falada internacionalmente, é significativo que 80% dos falantes nativos vivam sob um único estado — os Estados Unidos. As implicações disto para os emigrantes em potencial são evidentes.

Muitas dessas limitações sobre as escolhas humanas podem ser reduzidas e superadas por meio de uma bem-sucedida, mesmo que limitada, quebra dos monopólios estatais sobre as áreas linguística e cultural.

Por exemplo, se os Estados Unidos fossem fragmentados em dois pedaços a partir do rio Mississippi [que corta o país de norte a sul], isto proporcionaria imediatamente uma escolha adicional para os emigrantes americanos em potencial que desejassem viver sob um regime separado. E isso lhes possibilitaria mudar-se para uma nova jurisdição política onde a língua e a cultura seriam extremamente similares. Naturalmente, essas escolhas se multiplicariam ainda mais quanto mais os Estados Unidos fossem fragmentados em porções menores.

Tal como é na atualidade, a residência contínua nos Estados Unidos dificilmente pode ser oferecida como prova de que o indivíduo escolheu "voluntariamente" viver sob o regime americano. Dado o tamanho e alcance territorial dos Estados Unidos, o verdadeiro custo pessoal da emigração é incrivelmente elevado.

O mesmo pode ser dito a respeito de fragmentar outros países em porções menores. Se o Brasil, por exemplo, fosse dividido entre "Brasil do Norte" e "Brasil do Sul", os brasileiros disporiam de duas escolhas de regimes sob os quais viver, sem terem de abandonar aquela parte do mundo que pode ser chamada, em termos culturais, de "Brasil".

Este artigo aprofunda a discussão a respeito do papel e importância das áreas culturalmente similares, porém politicamente distintas.

Assim, se imaginamos um mundo tal como descrito por Mises, no qual a autodeterminação é caracterizada por um sistema de escolha e secessão de regimes políticos, feito de forma dinâmica e baseada localmente, ganhamos aquilo que é fundamentalmente um sistema marcado mais pela escolha do que pelo monopólio — diferentemente do sistema atual de estados grandes.

O problema da defesa

Qualquer um que esteja familiarizado com a obra de Mises sabe que ele não era ingênuo em relação à política externa. Mises sempre entendeu que — contrariamente à afirmação frequentemente repetida de que estados centralizados e "fortes" são os mais poderosos em termos de diplomacia — os estados mais liberais e descentralizados frequentemente comandavam a maior parte do poder econômico, e assim a maior parte do poder político na esfera internacional. Em si mesma, esta é uma razão para liberalizar e descentralizar regimes em busca de uma auto-defesa mais eficiente.

Como ilustração das nuanças do ponto de vista de Mises sobre este tema, descobrimos que dentro do seu entendimento a respeito da autodeterminação e secessão está o reconhecimento de que algumas dessas regiões secessionistas e independentes podem desejar, conforme colocado por Mises, "juntar-se a algum outro estado".

Por que um estado desejaria juntar-se a um outro estado? Bem, pode haver vantagens em se tornar membro de associações políticas já existentes e poderosas. Há vantagens em termos de defesa militar e também em termos de comércio — se o comércio for facilitado por meio de uniões aduaneiras ou outras garantias de livre comércio entre os estados.

Os Estados Unidos tal como concebidos originalmente — como uma união aduaneira e uma confederação para defesa militar — foram criados para este propósito, com um olhar específico voltado para a atração de novos territórios que quisessem ser membros voluntários. Com efeito, antes de 1860, os Estados Unidos eram um estado muito fraco, no qual o poder político e militar encontrava-se fortemente descentralizado nas jurisdições de seus membros.

É provável que Mises estivesse ciente desse exemplo, assim como do fato de que a própria Europa continha diversos exemplos históricos de regimes baseados em associação voluntária, os quais existiam para proporcionar serviços de defesa e de administração legal.

 "Estados" baseados em associação

O exemplo mais notável disso foi a Liga Hanseáticauma federação comercial inferior —, que o acadêmico de Relações Internacionais Henryk Spruyt descreveu como "um caso interessante porque sugere uma lógica de organização alternativa àquela do estado soberano". Como uma organização baseada em associação voluntária, a Liga "podia convocar um exército, decretar leis, empenhar-se na regulação social e coletar receitas".

Entretanto, diferentemente de um estado, a Liga — composta de centros comerciais e urbanos ao longo do norte da Europa — não podia impor nenhuma filiação (embora pudesse expulsar membros) e nem tampouco possuía uma capital ou uma relação direta com os pagadores de impostos de seus afiliados. As cidades-membros, cada uma das quais tinha um voto, reuniam-se de tempos em tempos para votar sobre políticas e objetivos para a Liga.

Conforme descrito por Spruyt, as cidades buscavam se afiliar à Liga para aproveitar as vantagens dos seus serviços de defesa contra estados estrangeiros e contra piratas. A associação também possibilitava facilidades comerciais com outros membros da Liga e com cidades de fora com as quais agentes da Liga tinham aberto o comércio através de meios diplomáticos.

Em suma, a Liga oferecia os serviços de um estado sem exercer um monopólio sobre a governança interna das jurisdições de seus membros. Aquelas questões que não exigiam o envolvimento da totalidade da Liga eram enfrentadas em nível regional ou puramente local.

Obviamente, em um cenário como este, há vantagens reais com a filiação, dado que o custo para lidar sozinho com a intromissão de estados estrangeiros e com piratas poderia ser razoavelmente elevado. As cidades que tinham mais necessidade desses serviços eram os membros mais ativos, enquanto as cidades ligadas de maneira mais marginal envolviam-se menos. A complexidade, a fluidez e a natureza voluntária da associação à Liga enfatizavam sua capacidade de permitir a autodeterminação localizada ao mesmo tempo em que proporcionavam os benefícios da defesa e da facilitação do comércio.

Embora não fosse a única organização do tipo, a Liga Hanseática figurava entre as mais influentes e bem-sucedidas. Assim como outras ligas de cidades, observa Spruyt, a Liga não tinha "uma autoridade hierárquica clara e nem fronteiras territoriais formais".

Adicionalmente, a Liga frequentemente tinha sucesso militar, e a este respeito era capaz de competir com os estados monopolistas mais tradicionais que a rodeavam. Sobreviveu do século XIII ao século XVII, ultrapassando a duração de diversos regimes concorrentes.

A Liga Hanseática tampouco estava sozinha neste tipo de regime político. Spruyt prossegue:

os burgueses formavam essas ligas com o propósito explícito de defender as cidades contra a usurpação por parte da nobreza. Militarmente, prometiam-se ajuda mútua contra o inimigo comum [...] determinavam os contingentes de tropas que cada cidade tinha de proporcionar [...] Juridicamente, as ligas defendiam os direitos à auto-governança das cidades [...] Havia um número considerável dessas ligas.

A Liga da Suábia-Renânia demonstrou, em 1385, que tais ligas podiam reunir poderio militar considerável. A liga consistia de aproximadamente 89 cidades e podia colocar em campo um exército de 10.000.

Obviamente, as ligas de cidades não inventaram o conceito de defesa mútua. Essa ideia é tão antiga quanto a política.  Porém, com o triunfo das ideologias pró-estado por volta da virada do século XIX, esses não-estados voluntários de defesa mútua, tais como as ligas de cidades, desapareceram.

Entretanto, o conceito de defesa mútua, tal como empregado pelas ligas de cidades, persistiu até os dias de hoje, precisamente porque funciona.

A característica que define o anarcocapitalismo e a descentralização radical é a escolha

Mesmo em um mundo no qual pudéssemos escolher livremente entre vários fornecedores de serviços jurídicos e de defesa (isto é, um mercado para governos civis), não haveria um número ilimitado de escolhas. O que torna os mercados preferíveis aos estados, entretanto, é o fato de eles serem voluntários, dinâmicos, flexíveis e buscarem constantemente fornecer serviços desejáveis em troca do livre desejo de compra dos consumidores.

Este tipo de sociedade voluntária pode ser facilitada e expandida por meio da utilização da livre associação e da secessão, tal como vislumbrado por Mises, ou por meio da nulificação local e da desobediência civil, tal como vislumbrado por Hoppe.  Em cada caso, a resolução de conflitos desloca-se para longe da coerção estatal e aproxima-se da negociação, da concessão, da arbitragem e do consenso.

Embora estes métodos possam resultar em violência caso fracassem, ainda assim são preferíveis ao modelo estatal de governança, no qual a violência coercitiva é assumida, legitimada e frequentemente utilizada.

Aqueles regimes que oferecem mais liberdade, mais respeito à propriedade privada e mais autodeterminação também serão os mais bem-sucedidos economicamente.

Porém, em última instância, o poder dos estados somente pode ser controlado por seres humanos que adotarem ideologias que questionam as prerrogativas e a legitimidade dos estados monopolistas. Na ausência dessas ideologias, nenhuma estrutura organizacional, nenhum documento constitucional e nenhum evento histórico pode, em si mesmo, criar as condições necessárias para o exercício bem-sucedido da autodeterminação.


Ryan McMaken é o editor do Mises Institute americano.



59 comentários
59 comentários
Ralph Immich Krampe 08/03/2016 16:11:27

Continuo acreditando num brasil onde os estados tenham autonomia e a pirâmide Federação>Estado>Município seja invertida.

É o governo mais próximo dos anseios da população.

Responder
Nobre Nobre 08/03/2016 21:10:59

Por que raios você acredita que o governo é necessário?

E porque essa sua "autonomia" somente até o nível municipal...

Porque não AUTONOMIA das cidades, dos bairros, das ruas...até o INDIVÍDUO?

Impressiona o número de pessoas que se declaram favoráveis a Liberdade, mas em seu próprio discurso aceitam passivamente o estado(como coisa dada, sempre foi assim sempre será), raciocinam sob uma lógica estatal, segundo o status quo, sempre a mesma perspectiva...

É como um peixe dentro do aguário. O mesmo enxerga os limites do aquário como se fosse os limites do mundo.

Sugestão de leitura, sem pedantismo:
Herbert Spencer - The Right to Ignore the State
Rothbard - A Ética da Liberdade (Leitura edificante)



Responder
Tiago Silva 08/03/2016 16:12:59

Se o poder é do povo realmente e não de burocratas, então o separatismo é legítimo sim. Um povo tem o direito de se separar de qualquer outro, mesmo sendo da mesma cultura.

Responder
fausto atilio renault 19/07/2016 13:34:43

Exatamente.

Responder
anônimo 08/03/2016 16:18:50

Parabéns pelo texto, estimulando entre governos!

Responder
Edu Jatahy 08/03/2016 16:19:17

Como seria bom que o Brasil virasse um simples Mercado comum com 26 países independentes...

Responder
Viking 08/03/2016 16:25:16

melhor ainda se fossem mais de 5 mil cidades-estado...

Responder
Edujatahy 08/03/2016 16:49:57

Com certeza.

Responder
Gilmar Kesterke 08/03/2016 16:19:53

O Brasil precisa ser dividido no mínimo em cinco Estado.

Responder
PESCADOR 08/03/2016 16:45:47

Seria bom se houvesse umas 300 mil Singapuras no mundo. Uma maravilha para escolher o melhor lugar para morar.
Mas enquanto esse sonho não acontece, deixa eu enviar aqui a declaração do imposto de renda de 2016... :(

Responder
#SEPARA SP! 08/03/2016 17:48:43

Eu sou totalmente a favor da separação de São Paulo. O Mises poderia nos brindar com um artigo sobre a viabilidade da autonomia da terra dos bandeirantes.

Responder
opinador 08/03/2016 19:17:14

Não só da separação do estado de são paulo (ou outros estados), como a autonomia das cidades, ou até a separação do estado em outras areas menores.

A questão é dar essa liberdade para as regiões.

Responder
Halvorsen 09/03/2016 01:42:27

Uma vez eu vi um mapa que mostra como seria o mundo se todos os movimentos separatistas atuais obtessem êxito:haveriam em torno de 600 países no mundo,cerca de 200 so na Europa.

Responder
Viking 09/03/2016 10:06:32

cara, tenta achar esse mapa!
deve ser muito interessante!

Responder
leonardo yves 19/03/2016 12:54:19

o rio de janeiro tambem tinha que se separar do brasil, temos que dar o nosso petróleo que não vale mais nada para o resto do país. E são paulo tambem os outros estados que se industrializem do mesmo jeito que eles conseguiram!

Responder
Pobre Paulista 08/03/2016 18:39:43

O Anarcocapitalismo não é sobre o indivíduo ter uma série de estados para ele escolher sob qual ele irá se submeter. É sobre nenhum estado ter legitimidade sobre ele.

Responder
Mitchell 08/03/2016 18:50:19

Nenhum estado ter legitimidade sobre o indivíduo implica o indivíduo ter uma série de estados para ele escolher sob qual ele irá se submeter (supondo um arranjo mundial com existência de estados).

Logo, anarcocapitalismo também é sobre a implicação apontada.

Responder
opinador 08/03/2016 19:19:55

Verdade !

Mas já é um começo.

Mas pelo que eu entendi é que em uma região tenha o direito a secessão que possa chegar até o nivel individual.

E regiões (e as pessoas) possam se associar de forma voluntaria.

Responder
Artilheiro de Metralhadora (off-topic) 09/03/2016 00:33:05

-"Vamos" combater a crise?!

-Está desempregado?! Não...peraí, tem um "jeitinho" mais fácil (não é porque é "fácil" que é a melhor saída é claro) do que lutar pela reforma tributária (defendo o Estado Mínimo -Justiça e Defesa/Segurança):


"Mais de 120 concursos abertos reúnem 25,7 mil vagas em todo o país"

g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2016/03/mais-de-120-concursos-abertos-reunem-257-mil-vagas-em-todo-o-pais.html

Bem vindo a 'Matrix Tupiniquim' vulgo Banânia!

Responder
ANDRE LUIS 09/03/2016 03:58:46

"Aqueles regimes que oferecem mais liberdade, mais respeito à propriedade privada e mais autodeterminação também serão os mais bem-sucedidos economicamente."

O autor toma como certo que os Estados a serem criados promoverão a liberdade e farão concorrência entre si para atrair pessoas e, por consequência, receitas. Sinceramente não sei de onde ele tirou essa idéia!

No Brasil, mais provável seria que, de acordo com a mentalidade estatista reinante, produza-se dezenas de pequenas ditaduras, e talvez uma ou outra nação livre. Será que o autor concebeu que, caso venham a ser criadas tais ditaduras, elas tendam a controlar ou até mesmo proibir o fluxo de pessoas? Quem garante que tais ditaduras não se associem para trabalhar em conjunto, cada qual fazendo uso de seus instrumentos de dominação visando expandir seus domínios, tais como China (entrando com capital)e Coréia do Norte (com os escravos)? Me diga como ditaduras unidas, dispondo de farto capital e mão de obra extremamente barata, poderia ser mal sucedida economicamente?

Responder
Hans 09/03/2016 11:14:33

"O autor toma como certo que os Estados a serem criados promoverão a liberdade e farão concorrência entre si para atrair pessoas e, por consequência, receitas. Sinceramente não sei de onde ele tirou essa idéia!"

Duh! Se você criar um estado autoritário, quem irá voluntariamente se mudar para ele?

Há alguém hoje correndo para Cuba ou Coréia do Norte? Pense um pouquinho mais...

"No Brasil, mais provável seria que, de acordo com a mentalidade estatista reinante, produza-se dezenas de pequenas ditaduras, e talvez uma ou outra nação livre."

E, pela sua lógica, as pessoas iriam se mudar em manadas para essas pequenas ditaduras, né? Tá certo.

Ah, e se, por acaso, pessoas se unirem voluntariamente para criar um estado totalitário no meio do nada, que o façam. Ninguém irá para lá, ninguém produzirá nada, e todos morrerão de fome em três dias. Por mim, ótimo.

"Será que o autor concebeu que, caso venham a ser criadas tais ditaduras, elas tendam a controlar ou até mesmo proibir o fluxo de pessoas?"

Fluxo de quais pessoas?

Sua ânsia em querer brincar de "descobri uma falha no argumento!" está expondo toda a sua ignorância.

"Quem garante que tais ditaduras não se associem para trabalhar em conjunto, cada qual fazendo uso de seus instrumentos de dominação visando expandir seus domínios, tais como China (entrando com capital)e Coréia do Norte (com os escravos)?"

Nem sei por que ainda continuo...

Meu filho, pela enésima vez: se eu criar uma ditadura em pedaço de terra no Mato Grosso, quantas pessoas se sentirão tentadas a sua mudar para lá? Umas cinco?

Para de achar que todo o resto da humanidade é burro igual a você.

"Me diga como ditaduras unidas, dispondo de farto capital e mão de obra extremamente barata, poderia ser mal sucedida economicamente?"

Farto capital?! A única coisa que elas terão ao seu redor é mato, insetos e aranhas.

É cada coitado que despenca por aqui...

Responder
Anônimo 09/03/2016 04:20:44

Mises anarcocapitalista kkkk Essa é boa

Mises diz claramente que se necessita do Estado. Se o que ele pregava era realmente anarcocapitalismo, por que ele dizia que se necessitava do Estado - e mais - por que ele rejeitou o anarcocapitalismo de Rothbard? Simplesmente não é lógico afirmar que o que ele defendia leva à inexistência do Estado e ao mesmo tempo perceber que ele dizia coisas contra a necessidade do Estado.

"Mas espere", dirão os opositores do anarcocapitalismo. "Mises diz que é impraticável que cada indivíduo tenha autodeterminação total".

A esta observação, a única resposta possível é "e daí?". No trecho acima, Mises claramente afirma que concorda com o argumento teórico em prol de toda e qualquer secessão que chegue até o nível do indivíduo. Ele apenas observa que há certas considerações de ordem prática que tornam improvável aplicar esse tipo de secessão ao mundo real."

No trecho anterior ao último parágrafo da citação do autor, Mises dá a entender que o direito à autodeterminação não tange diretamente ao indivíduo:

"Entretanto, o direito de autodeterminação de que falamos não é o
direito de autodeterminação das nações, mas, antes, o direito de autodeterminação
dos habitantes de todo o território *que tenha tamanho suficiente para formar uma unidade administrativa independente.*"

Depois ele completa: "Se, de algum modo, fosse possível conceder esse direito de autodeterminação a toda pessoa individualmente, assim teria sido. Isto só é impraticável devido a implicações obrigatórias de ordem técnica, que tornam necessário que uma região seja governada como uma unidade administrativa e que o direito de autodeterminação se restrinja à vontade da maioria dos habitantes de áreas de tamanho suficiente, para conformar unidades territoriais na administração de um país."

Outra coisa: A filosofia de Mises é toda baseada na utilidade. Falar que porque ele defendia uma impossibilidade técnica ele defendia, é ignorar o que ele diz em várias outras partes de sua obra:

"A noção de bem e mal é uma invenção do homem, um preceito utilitário concebido para tornar possível a cooperação social sob o signo da divisão do trabalho. Todas as regras morais e leis humanas são meios para realização de determinados fins. Só examinando seriamente a sua utilidade para consecução dos objetivos que se pretende alcançar é que podem ser qualificadas de boas ou más. Da noção de lei natural algumas pessoas deduzem a legitimidade da instituição da propriedade privada dos meios de produção. Outros recorrem à lei natural para justificar a abolição da propriedade privada dos meios de produção. Sendo a ideia de lei natural arbitrária, tais discussões não podem chegar a qualquer conclusão."

Ludwig von Mises, Ação Humana, p. 819

E mais, como eu havia dito, é ilógico dizer que o que ele defendia levava ao anarcocapitalismo sendo que ao mesmo tempo ele deixava clara a necessidade do Estado, rejeitando qualquer tipo de anarquismo (não só o anarcocomunismo, como muitos alegam), até mesmo o anarcocapitalismo:

"O liberalismo, portanto, está muito longe de questionar a necessidade da máquina do estado, do sistema jurídico e do governo. Trata-se de grave incompreensão associá-lo, de algum modo, à ideia de anarquismo, porque, para o liberal, o estado constitui uma necessidade absoluta, uma vez que lhe cabem as mais importantes tarefas: a proteção não apenas da propriedade privada, mas também da paz, pois, em sua ausência, os benefícios da propriedade privada não podem ser colhidos."

Ludwig von Mises, Liberalismo - Segundo a Tradição Clássica, p. 66

"O liberalismo difere radicalmente do anarquismo. Ele não tem nada a ver com as ilusões absurdas do anarquismo. [...] O liberalismo não é tão tolo a ponto de buscar a abolição do Estado."

Ludwig von Mises, Onmipotent Government, capítulo 3, parte 3 (tradução livre)

E, quando ele rejeitou o anarcocapitalismo de Rothbard:

"In private correspondence with Bruno Leoni he [Mises] regretted that anarchist ideas were "supported by some of the most intelligent men of the American rising generation," but he had a ready psychological explanation at hand: anarchism was a "reaction to the deification of the state.""

Jörg Guido Hülsmann, Mises: The Last Knight of Liberalism, p. 1025

"He [Mises] had come in touch with the burgeoning anarchist movement already in the years leading up to the publication of Human Action, especially through his contacts with west-coast libertarians but also in correspondence with Rose Wilder Lane. His debates with these American radicals had remained fruitless. But after some twenty years, their extreme anti-statism had gained momentum. The best proof was the existence of the Circle Bastiat involving Rothbard, Raico, and Liggio. Raymond Cyrus Hoiles, publisher of the Freedom Newspaper chain, boasted of this growing impact in a letter to Mises, their first correspondence in thirteen years. Answering Mises's contention that no rational man ever proposed that the production of security be entrusted to private associations[...]"

Jörg Guido Hülsmann, Mises: The Last Knight of Liberalism, p. 1025

"Mises replied in a Hobbesian manner, objecting that in the absence of a monopoly of the use of coercive force, "everybody would have continually to defend himself against hosts of aggressors." He concluded: "I think you err in assuming that your principles are those of the Declaration of Independence. They are rather the principles that led a hundred years ago the Confederate States to refuse to recognize the President elected by the majority. Wherever and whenever resorted to, these principles will lead to bloodshed and anarchy.""


Jörg Guido Hülsmann, Mises: The Last Knight of Liberalism, p. 1026

Responder
DeusOdeia 20/03/2016 03:41:10

https://mises.org/sites/default/files/Omnipotent%20Government%20The%20Rise%20of%20the%20Total%20State%20and%20Total%20War_3.pdf

"Liberalism differs radically from anarchism. It has nothing in
common with the absurd illusions of the anarchists."

Está no Mises ponto org

Responder
Magno 20/03/2016 13:48:49

Mas é claro que o anarco-comunismo e o anarco-sindicalismo -- os anarquismos a que Mises se referia em 1944 (anarcocapitalismo foi um termo cunhado apenas na década de 1970) -- não têm nada a ver com o liberalismo.

Responder
Emerson Luis 09/03/2016 10:22:33


Federalismo de fato, confederação, subsidiaridade, liberdade responsável.

* * *

Responder
Emerson Luis 09/03/2016 10:25:42


Poucas pessoas sabem ou se dão conta, mas há um país no continente americano que não é uma república e sim uma monarquia. É o Canadá.

Os canadenses preferiram continuar sendo monarquistas, mas para não incomodar demais países americanos (em especial os EUA), entusiastas do republicanismo, eles evitaram palavras como "monarquia" e "reino", chamando seu país de "Domínio do Canadá" - a maioria não sabe que "domínio" é sinônimo de "reino".

O que tem a ver com o assunto? Palavras como "secessão", "separatismo" e "independência" invocam muito antagonismo. Já palavras como "autonomia", "subsidiariedade", "federalismo" e "confederação" são muito mais aceitáveis e na prática podem ser semelhantes em seus resultados.

Assim, não estou dizendo que a secessão seria errada ou impossível, mas que seria menos difícil lutar por maior "autonomia estadual" do que pela "secessão" e o resultado seria basicamente o mesmo.

* * *

Responder
Fernando 09/03/2016 13:00:01

Esse socialismo coercitivo é bizarro.

Ninguém poder sofrer uma imposição do governo para entrar no socialismo. Esse socialismo coercitivo é uma obrigação forçada ao socialismo.

A questão da justiça, segurança e o mínimo de ordem podem ser questionados, subjeticos e discutidos, mas esse socialismo coercitivo é uma agressão.

Eu sempre fui a favor da liberdade. Ninguém é proibido de querer igualdade econômica. O problema é usar a força.

Quem quer igualdade, pode doar seus bens e salário aos pobres. Ninguém é proibido de fazer caridade com o próprio dinheiro.

Responder
Ben Hassan-al 09/03/2016 14:02:49

Esse título também se aplica à Palestina?

Responder
anônimo 10/03/2016 14:54:41

Claro que se aplica.Vc dever ter o DIREITO de se separar.
Eles só não podem fazer isso porque Israel e os EUA nem deixam nem vão parar enquanto não fizerem uma limpeza étnica total naquela região.
Ou seja, de um jeito ou de outro o problema são os governos.

Responder
Pobre Paulista 10/03/2016 17:45:12

Discordo. Não se aplica, pois os palestinos não são proprietários daquela terra, são invasores. Se fossem os Judeus querendo se destacar de Israel, aí faria sentido.

Isso faz tanto sentido quanto o MST invadir uma fazenda de alguém e declarar que ali se fundou uma nova nação.

Responder
anônimo 10/03/2016 19:25:52

'Discordo. Não se aplica, pois os palestinos não são proprietários daquela terra, são invasores. '
Diga se não dá pena o sujeito que se informa com Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino e canalhas do tipo que só propagam a versão neocon da história.
Tudo que Israel faz desde que foi criado é invadir terras dos países vizinhos, terras que já tinham dono antes da segunda guerra.
Israel constrói colônias no meio dos territórios palestinos, trata os palestinos que não tem nada com terrorismo nenhum como criminosos, vive de prender sem julgamento, sem prova nem nada quem eles tem vontade, inclusive mulheres e crianças
Vejam aí o exército 'mais moral do mundo' prendendo crianças:
https://www.youtube.com/watch?v=Eika3E1a79s
https://www.youtube.com/watch?v=Eika3E1a79s

Vejam o que Rothbard dizia sobre os crimes do estado de Israel:
'Libertarians are opposed to every State. But the State of Israel is uniquely pernicious, because its entire existence rests and continues to rest on a massive expropriation of property and expulsion from the land. '
https://www.lewrockwell.com/2014/07/murray-n-rothbard/the-massacre/




Responder
anônimo 10/03/2016 19:26:56

https://www.youtube.com/watch?v=gqtbqnWrWb8

Responder
anônimo 10/03/2016 20:08:27

Pode prestar atenção, esse pessoal fanático pró Israel, nenhum é libertário.É tudo da direita neocon.Tem que ser, vc precisa de um estado tanto pra invadir e ocupar a propriedade dos outros como pra forçar os americanos otários a pagarem a conta.Seja com impostos, seja morrendo nas guerras que os EUA inventam pra proteger Israel.

Responder
anônimo 10/03/2016 23:25:51

Palestinos são invasores? Pelo visto você não conhece nada da história de lá.

Responder
Sultão 11/03/2016 00:41:53

É sério que vocês querem trazer ética para um conflito com um milênio de idade? O debate deveria ter acontecido antes da tragédia. Agora eu acho que a resposta de quem está certo e errado é irrelevante.

Mas aqui vai meus 20 centavos:

Vamos fingir que Israel é um só indivíduo e que os israelitas têm plenos poderes sobre o que faz seus políticos e plena responsabilidade sobre seus atos. Idem aos palestinos. Caso não a discussão nem é possível.

Os israelenses e os palestinos têm a mesma ancestralidade. Eles podem implicar muito uns com os outros mas a genética não mente: os dois eram o mesmo povo escolhido. Não posso dizer o mesmo sobre os sírios, libaneses, egípcios e jordanianos na região, porém.

Não tenho o paper na mão agora mas aqui vai algumas reportagens a respeito: www.haaretz.com/israel-news/science/1.681385 e www.beliefnet.com/columnists/news/2011/09/jews-palestinians-have-close-genetic-ties-say-researchers.php

Se você partir da premissa de que um povo só deve ter o que era dos seus ancestrais (ficar procurando princípio moral na saga territorial dos estados é perda de tempo, mas vamos fingir que não é), vai concluir que os israelistas e paletinos devem viver juntos ou dividir o território como se fosse uma herança. Mas teriam de abandonar o Sinai e terras conquistadas dos vizinhos. Essa é uma tentativa bem fula de resolver o problema mas é o que dá sem pensar nos povos como indivíduos e no estado como uma desculpa esfarrapada.

Acho que a primeira conclusão (moral) fica contra Israel atual.

Agora se você me perguntar sobre o pragmatismo, eu confesso que fico a favor de Israel. O histórico de governo dos povos da região é catastrófico. Síria, Jordânia, Arábia Saudita e Iraque não são exemplos de qualidade de vida em nenhum lugar do mundo. O pequeno Líbano é o único país da região que se tornou decente. Um muçulmano em Israel ainda tem acesso a serviços decentes, uma sociedade muito menos corrupta que as vizinhas e apesar dos zionistas, Israel tem mais tolerantes com as diferenças do que qualquer outro país da região menos o Líbano.

Eu não tenho NENHUM motivo para acreditar que a Palestina seria diferente da Síria ou até do Egito hoje se tivesse um estado autônomo. Eles gozam pelo menos de segurança institucional nas cidades de Israel apesar dos assentamentos do governo federal nas bordas do país.

Responder
anônimo 11/03/2016 12:01:44

'Os israelenses e os palestinos têm a mesma ancestralidade. Eles podem implicar muito uns com os outros mas a genética não mente: os dois eram o mesmo povo escolhido. '

'Povo escolhido' não é questão de ancestralidade, apenas os judeus seguem a religião que diz que eles são o povo escolhido e os outros povos só existem pra os servir.
https://www.youtube.com/watch?v=1qkrPPC9Ojw
Vcs são muito ingênuos se acham que o 'povo escolhido' não vai querer aquela terra toda pra eles.
'The very point of Labor's Zionist program is to have as much land as possible and as few Arabs as possible'
Yitzhak Rachamim Navon (April 1921 – 7 November 2015), político, diplomata e presidente de Israel entre 1978 and 1983

E também são ingênuos se acham que isso afeta só os palestinos.Pesquisem direito quem sempre bancou as causas politicamente corretas do marxismo cultural, quem foram os caras da escola de Frankfurt, Gramsci, Lênin, Stalin etc, e vão encontrar um monte de'escolhidos' pelo meio.




Responder
Sultão 11/03/2016 14:30:42

Judeus asquenazes sempre estarão no topo da civilização ocidental. Mises era "escolhido". Marx também era. Embora tivessem sido figuras opostas. Soros é um "escolhido", mas também é Peter Schiff, que sabota o trabalho do seu "irmão" ao advogar por livre-mercado.

Tem pouquíssimo a ver com alguma conspiração coletiva. O sucesso dos judeus asquenazes está relacionado ao altíssimo QI que eles têm. Em países com maior livre-mercado sempre haverá uma correlação de renda e QI. Por outro lado uma inteligência alta também facilita posição de domínio nas ciências econômicas e linguísticas, justamente onde os retóricos e pensadores imperam. Combine o alto QI com famílias estruturadas e incentivo a ter muitos filhos e é inevitável que os judeus farão sucesso em qualquer área em que o uso da linguagem é importante.

Existe uma pesquisa do Mit muito interessante sobre a inteligência dos judeus ocidentais:

web.mit.edu/fustflum/documents/papers/AshkenaziIQ.jbiosocsci.pdf

O mesmo fenômeno ocorre no Brasil com os libaneses. Um povo pequeno mas de QI muito alto que veio ao país e hoje faz sucesso com empresas enormes, lojinhas de rua, prefeitos, grandes cirurgiões, professores universitários e qualquer outra função imaginável. Haddad, prefeito de SP, por exemplo, é libanês.

Mas ninguém fala em uma conspiração libanesa.

Responder
anônimo 11/03/2016 20:36:28

Tem pouquíssimo a ver com alguma conspiração coletiva. O sucesso dos judeus asquenazes está relacionado ao altíssimo QI que eles têm.

Uma coisa não exclui a outra.

https://www.youtube.com/watch?v=gYPAvT-3Fvs

Responder
anônimo 12/03/2016 17:19:06

" O sucesso dos judeus asquenazes está relacionado ao altíssimo QI"

Judeus foram bem sucedido por conta da sua história.

Fora excluídos na idade média da posse da terra, principal fonte de renda de qualquer pessoa naquela época Sendo assim os judeus tiveram que buscar sucesso em outras áreas, como a financeira.

Pode-se dizer que houve seleção natural dentro do povo judaico, favorecendo aqueles com característica mais empreendedoras.

Responder
anônimo 15/05/2016 11:12:20

" O sucesso dos judeus asquenazes está relacionado ao altíssimo QI"

Um QI médio de 110 está longe de ser altíssimo. Gênios tem de 160 pra cima, mensans uns 130 (varia um pouco de acordo com o desvio padrão) e por aí vai. Mas 110 não é lá grandes coisas.
Mas independente disso é curioso subestimar o papel de uma religião botando na sua cabeça desde a infância que vc faz parte de um povo escolhido e que os outros só existem pra te servir.
https://www.youtube.com/watch?v=-leWJ84EUns

Responder
anônimo 19/07/2016 16:29:15

"Um QI médio de 110 está longe de ser altíssimo"

Para uma média é alto sim. Como referência, a média do QI brasileiro é 87.

Responder
anônimo 13/03/2016 09:42:47

'Judeus asquenazes sempre estarão no topo da civilização ocidental.'

Correção: sempre estarão no topo da luta pelos próprios interesses, manipulando a civilização ocidental. Que o diga o taxpayer americano otário que é obrigado a 'contribuir' com os bilhões de dólares que o governo dos EUA manda todo ano pra Israel.

Responder
anônimo 13/03/2016 10:23:38

Ainda sobre o taxpayer americano...

https://www.lewrockwell.com/2013/12/no_author/please-take-the-money-we-extorted-from-the-americans/
https://www.lewrockwell.com/2014/07/michael-s-rozeff/when-the-us-supports-israel/
www.ronpaul.com/2011-08-12/ron-paul-cut-foreign-aid-unshackle-israel-leave-iran-alone/
www.christianpost.com/news/ron-paul-u-s-aid-to-israel-must-stop-58661/
'The Israeli military has been known to have committed human rights violations, which according to Bennis, herself an American Jew, makes the U.S. directly complicit to those actions.
"Why is Israel exempt? It should be treated like any other country."'

Responder
Andre 11/03/2016 01:38:04

Limitando-se ao que está escrito, evitando uma mistureba ideológica, faz sentido mesmo, os judeus apesar de estarem pela palestina em menor número, foram os únicos que se deram ao trabalho de limpar o solo das pedras calcárias típicas da região para desenvolver agricultura e comprar terras dos palestinos que não perceberam o que iria ocorrer décadas depois.
Esperto os judeus, usaram as leis estatais de nações estrangeiras para fundar seu próprio país em terras que já lhes pertenciam seja pelo estado de direito, seja por reconhecimento do antigo proprietário.

Responder
anônimo 11/03/2016 09:37:40

Esse é outro mito propagadao pela mídia pró Israel, de que todas as terras que eles tem foram compradas.Sério que vcs nunca ouviram falar de ocupação?

Responder
André 11/03/2016 12:46:27

E você nunca ouviu falar de título de propriedade, as terras palestinas foram compradas no apagar das luzes do império otomano, registradas em diversos países sérios da época, inclusive Argentina, e não só elas, Chipre e Creta também tiveram compras generalizadas de propriedades pelos gregos.
Sérvia também providenciou a posse de seu território via compra de propriedades
Povos espertos e pragmáticos, não ficaram sentados divagando sobre o sexo dos anjos e esperando o reconhecimento internacional de sua presença em um local, compraram terras em quantidades absurdas e fundaram seus países usando leis de estados estrangeiros.
Negócios são negócios, Filipinas que o diga:
www.mises.org.br/ArticlePrint.aspx?id=1494

Responder
anônimo 11/03/2016 20:31:03

Diga aí onde está o título de propriedade das colinas de Golã

Responder
Andre 12/03/2016 04:38:33

Você sabe muito bem que foram ocupadas na guerra dos 6 dias, oferecidas para serem devolvidas junto com a península do sinai em troca do reconhecimento do estado israelense com pleno apoio do povo judeu, o Egito aceitou e teve sua península de volta, mais tarde celebraram os acordos de Camp David e em troca ganham mesada todo ano dos EUA, já as colinas do golã... a Síria se recusou a aceitar os termos da devolução, conseguiu um pedaço mínimo da região na guerra de 1973, não evoluiu em negociações e agora está nessa terrível situação, Israel bizarramente oferece serviços médicos à oposição síria até ao ISIS.
Como disse negócios são negócios e ordens de serviço são executadas e se você não é parceiro é concorrente.

Responder
anônimo 16/03/2016 10:12:41

Colinas de Golã foi só um exemplo.Todo mundo sabe que com ou sem guerra o estado de Israel vive de ocupar as terras vizinhas e de matar e prender o povo que estava nelas.Inclusive mulheres e crianças.

https://www.youtube.com/watch?v=z5AkFlAeCHE

Israel é condenado pelos crimes de guerra na ONU praticamente por unanimidade, a exceção sempre é o voto dos EUA.

O IMB é engraçado, vive de divulgar o libertarianismo mas não fala que nos EUA os maiores opositores do libertarianismo são os neocons, nem fala que o maior compromisso dos neocons são os interesses não do povo dos EUA, mas sim do estado de Israel.

O Mises gringo fala disso, o blog do Lew Rockwell fala disso, já o IMB? Nada. Vamos ver quanto tempo dá pra continuar tapando o sol com a peneira.

Responder
anônimo 06/08/2016 10:26:57

Tem uma tonelada de coisas sobre o 'povo escolhido' que não aparece na mídia.
E é tudo coerente com a religião e a cultura deles lá.
https://www.youtube.com/watch?v=M60FUPVtq9k
https://www.youtube.com/watch?v=7_rj_HmrBL8
https://www.youtube.com/watch?v=7l_KHY4yIfA

Responder
anônimo 06/08/2016 10:58:48

Documentário australiano, vejam aí o que o exército mais moral do mundo faz com as crianças palestinas
https://www.youtube.com/watch?v=iqL048x4msM

Responder
cmr 10/03/2016 16:18:51

Há um problema aí na questão linguística, que talvez eu não tenha entendido bem.

Que eu saiba, sem a imposição do estado, cada unidade tenderá a ter o seu próprio idioma.
Os EUA estão falando cada dia mais espanhol, devido a imigração latina, isso sem falar nos outros imigrantes. O inglês dos negros americanos são ininteligíveis para muitos brancos americanos, tantas são as gírias, e por aí vai...

Língua universal é uma utopia tão impraticável quanto governo mundial.

Responder
Dissidente Brasileiro 10/03/2016 18:43:27

Língua universal é uma utopia tão impraticável quanto governo mundial.

E tomara que continue sempre assim. Eternamente.

Responder
Janete Sintra 16/03/2016 21:18:10

Artigo revolucionário:

"O direito à autodeterminação de que falamos não é o direito à autodeterminação das nações, mas, antes, o direito à autodeterminação dos habitantes de todo o território que tenha tamanho suficiente para formar uma unidade administrativa independente."

Imagina se esta moda pega no Brasil.

Responder
fausto atilio renault 19/07/2016 13:32:38

Gostaria que essa "Moda" pegasse no BR já no ano que vem.

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