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Os horrores da fome ao longo da história ensinam: jamais tome sua prosperidade como algo garantido
O grande infortúnio da prosperidade é esquecermos de como nos tornamos prósperos.

A adoção do capitalismo e o livre mercado permitiu que o Ocidente embarcasse em um período de crescimento econômico sem precedentes, o que fez com que o padrão de vida das populações ocidentais aumentasse continuamente, ano após ano. 

Frequentemente, nós nos esquecemos de que bens e serviços que hoje consideramos triviais e rotineiros não eram usufruídos nem mesmo pelos mais ricos do mundo 100 anos atrás.

John D. Rockefeller foi um dos homens mais ricos da história, provavelmente o mais rico de toda a história. Seu patrimônio líquido ajustado pela inflação, embora varie de acordo com a fonte, seria o equivalente a várias centenas de bilhões de dólares. No entanto, John D. Rockefeller nunca, em toda a sua vida, teve um telefone celular. E foi somente no fim de sua vida, na década de 1930, que a televisão surgiu — e, obviamente, era de uma qualidade vastamente inferior às TVs que os pobres usufruem hoje.

A internet mudou completamente o nosso mundo, mas o pobre Rockefeller nunca, em toda a sua vida, pôde utilizar um aplicativo de enviar mensagens instantâneas para conversas com amigos e família. Rockefeller nem sequer podia ouvir a música que quisesse na hora em que quisesse. Ele não tinha acesso gratuito e instantâneo às últimas notícias do mundo.  A medicina era horrível para os padrões de hoje. Antibióticos ainda não estavam disponíveis. Serviços odontológicos eram extremamente dolorosos (a escova de dentes como conhecemos só surgiu em 1938). 

Você mesmo provavelmente possui vários itens e coisas de luxo que não existiam na época dele (Rockefeller morreu em 1936). Até mesmo seu acesso a culinárias amplas e diversificados é muito mais amplo e imediato que era o de Rockefeller (veja mais detalhes aqui).

Com efeito, e retrocedendo ainda mais, o mundo no qual vivemos hoje é irreconhecível quando comparado ao mundo de 1800. Praticamente nada permaneceu igual. Esta evolução foi resultado de uma taxa de crescimento contínua de 2,5% ao ano, de 1800 a 1930, e de 2% ao ano desde 1950.  O gráfico abaixo, do site Our World in Data, mostra essa evolução do PIB mundial.

Tamanha geração de riqueza significa que algumas coisas deixam de ser um problema. Crises existenciais que ameaçavam a sobrevivência do homem centenas de anos atrás são hoje desconhecidas para a maior parte do mundo desenvolvido.

Um desses esquecidos horrores são as mortes em massa por inanição. Durante uma crise de fome generalizada, não é apenas você que não tem comida; seus vizinhos e amigos também passam pela mesma privação. Populações perecem.

Nesta situação, as plantações estão vazias. Os campos estão vazios. Os pastos estão vazios. Os silos estão vazios. Os mercados estão vazios. Os estômagos estão vazios. Esta situação persistia por vários meses seguidos, até que mais comida começasse a surgir novamente nas colheitas. Até então, tudo vazio.

Exemplos documentados

Cornelius Walford escreveu um livro em 1879 intitulado The Famines of the World (As Mortes por Fome no Mundo). O livro oferece um breve, porém angustiante e perturbador vislumbre sobre como era esse passado. 

O início do livro fornece uma lista de todas as grandes inanições documentadas antes da publicação do livro, começando ainda 1708 a.C. Uma breve descrição é fornecida em cada verbete da lista de inanições.

Um registro inicial afirma: "ano 436… Fome: Milhares se jogaram no rio Tibre". A maioria dos verbetes iniciais não traz grandes detalhamentos, o que é compreensível, dado que àquela época as informações eram bastante limitadas. Porém, tão logo você chega à Idade Média, os detalhes começam a surgir.

Eis alguns destaques:

  • Irlanda 963-64: Uma fome generalizada tão intolerável, "que os pais tiveram de vender seus filhos em troca de comida".
  • Inglaterra 1073: Fome em massa, seguida por uma mortandade tão violenta, que os vivos não conseguiam cuidar dos doentes, e nem enterrar os mortos.
  • Irlanda 1586: "Há relatos de que carne humana virou alimento". 

Esta não é a única referência ao canibalismo, lamentavelmente. Tal ato é relatado em vários outros verbetes. 

Este é provavelmente um dos livros mais depressivos que você lerá. Mas serve como um crucial lembrete e uma valiosa advertência.

Escolhi apenas alguns exemplos acima, mas há centenas de episódios listados por Walford. O grande número de exemplos é perfeitamente compreensível. Durante séculos, antes do capitalismo, bastava uma única colheita ruim para efetivamente arruinar uma sociedade por vários anos.

O conforto que damos como garantido

Para nossa mente moderna, acostumada aos mais corriqueiros e onipresentes confortos da atualidade, é difícil imaginar que houve um passado em que bastava haver uma colheita ruim para ter toda a sua vida destruída. No nosso mundo atual, a comida simplesmente está ali. Com a exceção de alguns eventos ocasionais e totalmente pontuais e efêmeros — como um desastre natural que provoca uma corrida aos supermercados e gera um desabastecimento das prateleiras —, nós nunca sequer pensamos na hipótese de que não existirá comida no dia seguinte.

Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, com várias indústrias fechadas e várias cadeias de suprimento sendo interrompidas, nunca houve desabastecimento generalizado. Pode até haver aumento de preços (os quais têm uma função crucial), mas não houve desabastecimento. Isso é uma façanha para a qual ainda não demos a devida gratidão.

Para falar o óbvio, algo mudou fundamentalmente desde antigamente até hoje. Como foi que nos libertamos da realidade daquele passado narrado por Walford e chegamos a essa nossa atual realidade de conforto (inimaginável até mesmo para o maior dos magnatas do início do século XX)?

Obviamente, temos mais comida hoje do que havia no passado. Será que estamos simplesmente plantando mais alimentos? Sim, mas a resposta é muito mais complicada do que isso. Em nossa era moderna, e ao contrário daquela época, temos todos os tipos de transporte, temos tecnologias que beiram o inacreditável, temos máquinas e equipamentos capazes de sustentar um vasto número de pessoas, e temos infraestrutura moderna.

Não apenas para o processo de plantar e cultivar alimentos, mas também para empacotar, transportar, preservar e para tudo o mais que ocorre entre a colheita e a prateleira dos supermercados — são toda esta infraestrutura e todos estes equipamentos modernos que nos fornecem a capacidade de produzir e disponibilizar vastas quantias de comida.

Isso significa que a solução para a fome seria apenas ter melhores tecnologias? Afinal, vivemos em uma era de milagres tecnológicos. Podemos hoje fazer coisas que pareciam impossível há cem anos. Por que então a tecnologia não pode simplesmente nos dar mais comida? Porque a tecnologia, por si só, é uma resposta fundamentalmente vazia para essa questão.

A tecnologia em sua forma mais pura — o conhecimento — é apenas algo teórico. Ter uma planta para construir uma casa não faz com que a casa surja. É preciso ter os materiais e equipamentos necessários para construir a casa. Um aumento na quantidade de materiais é o que é realmente necessário para ajudar a aumentar a riqueza real. 

E como isso ocorre?

As causas de tudo

O que é necessário é aquilo que os economistas chamam de capital. Capital é tudo aquilo utilizado na produção para ajudar a aumentar a produtividade do trabalho. Ter um martelo certamente aumenta a sua produtividade em bater pregos na madeira. A serra elétrica aumenta a produção em relação a um serrote ou a um machado. Um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada. O uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores.

A mágica do capital é que, com a mesma quantidade de mão-de-obra (ou de horas de trabalho individual), eu posso ser mais eficiente. Isso significa que com a mesma quantidade de trabalho eu consigo produzir mais bens.

O capital é acumulado pelo ato de poupar, isto é, abster-se do consumo. Uma sociedade que trabalha, produz e se abstém do consumo permite que os recursos criados e não consumidos sejam utilizados na construção de bens de capital que irão tornar o trabalho humano mais produtivo. Os recursos não-consumidos se tornam insumos para a construção de moradias, fábricas, infraestruturas, meios de transporte, maquinários, escritórios e imóveis comerciais, laboratórios, cientistas, arquitetos, universidades etc.

Inversamente, uma sociedade que consome 100% do que produz não possui um único bem de capital. Nesta sociedade não haveria moradias, fábricas, infraestruturas, meios de transporte, maquinários, escritórios e imóveis comerciais, laboratórios, cientistas, arquitetos, universidades etc. Todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados (trabalhando duro) produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros.

É a poupança, é o não desejo de consumir tudo, o que permite direcionar esforços para satisfazer não os desejos mais imediatos, mas sim as necessidades futuras. Com a poupança, são produzidos bens de capital que irão, por sua vez, fabricar os bens de consumo que serão demandados no futuro.

E por que não estava havendo acumulação de capital no passado? Certamente havia alguma acumulação, mas o processo de se construir e acumular cada vez mais capital era frequentemente frustrado pela ausência de algo crucial: direitos de propriedade.

Se eu gastar tempo e energia criando mais capital, mas este for confiscado ou destruído porque não há respeito aos direitos de propriedade, por que então se dar ao trabalho? Por que eu iria incorrer em todo esse esforço se eu nem sequer poderei usufruir os benefícios de minha maior produtividade?

É apenas quando os direitos de propriedade são firmemente estabelecidos que o capital pode começar a se acumular. O liberalismo clássico tornou-se predominante no fim do século XVIII e no XIX, gerando robustos direitos de propriedade e políticas laissez-faire. Previsivelmente, isso levou a um aumento nos estoques de capital, e a um crescente aumento no padrão de vida.

Este aumento sem precedentes no padrão de vida é frequentemente rotulado de "Revolução Industrial".

É apenas quando se entende isso, que é possível entender por que não era possível ter "direitos trabalhistas", férias remuneradas, trabalhar 6 horas por dia naquela época e ainda assim viver bem. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a mesma renda e a mesma segurança no trabalho. É necessário levar em contra toda a acumulação de capital que ocorreu neste intervalo de tempo. 

Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Assim como o respeito à propriedade privada.

Para concluir

As riquezas que usufruímos hoje não são permanentes. Elas não podem ser tidas como algo natural e garantido.

Caso venha a ocorrer uma regressão nos direitos de propriedade, iremos lentamente começar a regressar à vida de nossos antepassados. 

O grande infortúnio de sermos economicamente próspero é que o conforto, a segurança e a certeza nos fazem esquecer de como nos tornamos prósperos.

A acumulação de capital sob um arranjo de respeito aos direitos de propriedade nos deu tudo o que temos hoje. Sem este arranjo, ainda estaríamos vivendo naquela realidade do passado: inanição, doenças e com o espectro da morte apenas algumas horas à frente.

Jamais tome a sua prosperidade como algo garantido. Tudo pode mudar com apenas uma má escolha política, econômica ou filosófica (vide a Venezuela atual atual e todos os regimes socialistas do passado). Se houver uma inanição nas ideias econômicas, a inanição em nossos campos poderá voltar a ser uma realidade.


autor

JW Rich
é bacharel em economia pela Universidade de Charlotte, Carolina do Norte. Seus interesses são economia, história do pensamento econômico e filosofia.

  • Yuri  08/09/2020 20:21
    Pergunta off topic:

    A França atualmente é um a social democracia com altíssima carga tributária, ambientalismo radical, deficit fiscal elevado, etc... ..hoje a economia da França está estagnada.

    Mas o que permitiu a França chegar ser um país rico/desenvolvido? O país teve um passado de maior liberdade econômica durante algum tempo e enriqueceu durante esse período ? (mais ou menos igual aos países escandinavos)
  • Leandro  08/09/2020 20:31
    Esse "mistério" da França tem uma explicação. Após a Segunda Guerra, a França foi adepta de uma virtude que poucos países europeus seguiram: moeda forte e inflação baixa.

    Com exceção de alguns anos da década de 1970 e 1980, a inflação de preços sempre esteve abaixo de 5%. E, desde 1986, a inflação média é de invejáveis 2%. É um histórico melhor até mesmo que o do Reino Unido. Em termos de solidez monetária, a França só perde pra Alemanha e pra Suíça, e empata com a Holanda.

    Ademais, apesar de toda a retórica, o país nunca foi de adotar altas tarifas de importação.

    Essa combinação entre solidez monetária (o que torna investimentos previsíveis e mais seguros) e livre comércio não pode de maneira alguma ser negligenciada. Não é à toa que nós do IMB rotineiramente publicamos artigos defendendo livre comércio e moeda forte.

    Compare a inflação da França, com a da Itália e da Espanha, por exemplo.

    Por fim, vale enfatizar também que, embora o francês médio seja meio avesso ao trabalho, a classe empreendedorial é sólida e competente (aliás, tem de ser para sobreviver à enorme carga tributária). Ademais, a população é culta e o setor de engenharia e infraestrutura é excelente. E o fluxo de turistas estrangeiros — o que aditiva o setor de serviços e comércio — é enorme.
  • Daniel  08/09/2020 21:57
    A França é quase um comunismo, tem sindicato forte e o país é um dos que mais tem servidor público em proporção à população empregada. Pra mim é mesmo um mistério

    Eu lembro de ter feito um trabalho na faculdade em que pegava todo os paises emergentes na base de dados do IMF e comparava o GDP per capita e a inflação de um periodo de uns 15 ou 20 anos, quando calculava a correlação dava positiva (fraca, mas positiva). Tá certo que o professor não era lá um cara muito liberal, mas essa correlação me chamou atenção, pois esperava que a inflação alta seria um fator que faria o PIB per capita cair.
    Talvez fazendo isso pros paises desenvolvidos pode ser que saia um resultado diferente
  • Felipe  08/09/2020 22:03
    Legal que o Leandro simplesmente responde exatamente a mesma coisa que me respondeu lá no ano passado. É praticamente um programa de computador.

    Por que o francês é culto e é "meio avesso ao trabalho"? Fiquei até curioso com essa.
  • Pierre  08/09/2020 22:19
    Ser culta eu não sei. Mas avessa ao trabalho decorre diretamente do estado de bem-estar social e da baixa remuneração do trabalho (pós-impostos).

    Lembrando que a carga tributária da França é a maior da OCDE. Se o trabalho e os ganhos são tributados, não há por que trabalhar.
  • Imperion  08/09/2020 23:01
    A toda poderosa França historicamente sempre deixava a Inglaterra controlada. As vezes ela passava por períodos intervencionistas e a pobreza não retraía. Até ocorrer a revolução francesa.

    Mas a Inglaterra saiu na frente no liberalismo, e direito. A França demorou mais e a Inglaterra cresceu, enriqueceu forte e virou expansionista e imperialista (não ficou rica porque era imperialista; ficou rica primeiro e depois mais rica com o imperialismo), progressivamente e com o livre mercado (a Inglaterra no século 19 era o país que dava mais liberdade aos cidadãos. Es EUA tb, mas eles demorariam a alcançar os ingleses).

    Portugal ainda vivia no feudalismo: proibia seus cidadãos de produzir artigos no seu território e os obrigava a comprar dos ingleses. Nem trocar de cidade podia.

    Imitando os ingleses, no fim do século 19, a França e a Prússia finalmente adotaram as práticas mais liberais, livre comércio, livre iniciativa e finalmente enriqueceram, alcançando o nível dos ingleses (que controlavam três quartos do globo), devido ao extenso poder acumulado fazendo comércio. Com o livre mercado eles estavam muito a frente de qualquer povo na capacidade de fazer dinheiro.

    A França cresceu e voltou a encostar na Inglaterra em economia na época, embora mais fraca.

    Duas guerras depois, a França estava acabada, mas já tinha aprendido com o livre mercado como se reerguer. E cresceu forte depois da guerra.

    A social democracia só começou depois e freou o crescimento da França. O crescimento atual dela não se compara com o crescimento do final do século 19 nem com o de depois da segunda guerra.

    Mas a França ainda sobrevive apesar dela. O estrago é proporcional ao que o cidadão permite tomar. Hoje bem mais que há algumas décadas.
  • Lucas  08/09/2020 23:14
    Após a Segunda Guerra, a França deixou a Inglaterra bem pra trás em termos de riqueza per capita. Enquanto os ingleses puseram radicais socialistas no poder (Clement Atlee, Harold Wilson e James Callaghan), que saíram estatizando a rodo e aumentando impostos, a França de de Gaulle e Jacques Rueff defendia o padrão-ouro, a moeda sólida e o livre comércio.

    A partir de 1980 a coisa mudou. Os ingleses foram para Thatcher, e os franceses para Mitterrand. Os ingleses só melhoraram. Os franceses caíram. Com François Hollande, então, foi o fundo.
  • Felipe  09/09/2020 00:11
    Se eles são avessos ou não eu não sei, mas em jornada de trabalho eles estão realmente abaixo de vários países europeus. Mas em produtividade os franceses não são pouca coisa: são mais produtivos até do que japoneses, singapurianos e sul-coreanos. Rivalizam com os americanos e alemães.
  • Imperion  08/09/2020 23:01
    Culturalmente, o francês é grande produtor de cultura e filosofia, e trata com desleixo os outros setores produtivos. Conseguiram baixar as horas semanais pra menos de quarenta na lei.
  • Stalinmarquisson da Silva  10/09/2020 23:11
    Meus amigos franceses dizem a mesma coisa que muitos aqui: compensa mais ganhar 600 euros/reais do estado sem fazer nada, do que trabalhar igual um camelo em um emprego de salário mínimo pra ganhar 800 euros/reais. (Na época os valores nominais eram + ou - esses).

    De qualquer forma, é um estereótipo clássico o francês vagabundo. E a lei limitando a 32h de trabalho semanal só reforça esse estereótipo, embora produtores rurais trabalham mais de 80h/semana para sustentar o resto. Triste realidade do parasitismo público.
  • Stalinmarquisson da Silva  10/09/2020 23:15
    Isso deveria ser motivo mais que suficiente para as pessoas rejeitarem o socialismo. Os caras conseguem causar fome mesmo com toda a estrutura moderna que temos hoje. Mas não adianta, enquanto houver inveja, garotas adolescentes fans de k-pop e outras formas de doenças mentais, vai sempre ter retardado pra apoiar o socialismo.
  • Lucas Rodrigues da Silva do Estreito  22/09/2020 16:19
    Eu amo a Europa, mas acredito que a união europeia vai cair feio,vejo um futuro melhor nesses paises recuperando sua individualidade acho a união europeia intrometida e intrusa, a Europa precisa de mais liberdade e menos leis a França principalmente.
  • Tiago Lima Pimenta  23/09/2020 22:35
    Acredito que a França seja muito prejudicada por essa organização debil! Para constatar isso, basta ver o IDH (hdr.undp.org/en - se acessar o link tem que descer até o final da página!), a posição da França é 26°, com uma população muito bem educada, uma infraestrutura moderna, com uma indústria que se destaca pela eficiência, um dos países com maior fluxo turístico do mundo, a França deveria figurar entre os 10 primeiros do IDH!!
  • Juliano  08/09/2020 20:25
    Muito bom relato. Obrigado. Já vi artigos aqui enfatizando a importância da acumulação de capital, mas essa ênfase aos direitos de propriedade é ainda mais crucial. Ninguém irá criar nada se não tiver a garantia de que colherá os frutos do seu trabalho e de sua invenção.

    Essa, para mim, é a principal explicação do atraso dos países mais pobres e da pobreza dos países socialistas. Nenhum empreendedor tem/tinha qualquer motivação para empreender e criar, pois sabia que, no final, boa parte/tudo será confiscado pelo governo.
  • Daniel Cláudio  08/09/2020 20:32
    Vida, liberdade e propriedade são os três pés de um tamborete. Se um governo ataca um dos três, ou se o atual arranjo não garante a proteção de nenhum dos três, o resultado sempre será o mesmo: você (a sociedade) se esborracha no chão e não mais se levante.
  • Túlio  08/09/2020 20:26
    No final, a verdade é que numa democracia estamos sempre a uma eleição da tragédia. Ou do início dela.
  • Santiago  08/09/2020 20:34
    A história recente da civilização é a história do desenvolvimento econômico. Essa foi a maior façanha de todas. Descontentes vivem perguntando por que todos não podem ser igualmente prósperos. Só que a real pergunta deveria ser "por que todos deixamos de ser pobres e esfaimados?".

    Como apontaram acima, a liberdade para ter propriedade e usá-la como quiser é a resposta.
  • Lima  08/09/2020 21:11
    A pobreza é a condição natural do ser humano.  

    A pobreza sempre foi a norma, a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo. 

    E as causas da pobreza são bem simples e diretas. Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante. Isole um grupo de pessoas em uma ilha, peça para que elas não tenham nenhuma livre iniciativa, proíba a propriedade de bens escassos, e você verá que a pobreza será a condição geral e permanente dessas pessoas.

    O que é realmente desafiador é discutir as causas da riqueza; discutir o que realmente eleva as pessoas de sua condição natural (a pobreza) para a opulência e a fartura.

    O verdadeiro mistério é entender como é que uma pequena fatia da população humana (em sua maioria no Ocidente), por apenas um curto período da história humana (principalmente nos séculos XIX, XX e XXI), conseguiu escapar do mesmo destino de seus predecessores?

    Eu me lembro que apenas um artigo realmente tentou abordar isso.
  • Guilherme  08/09/2020 21:14
    Na roça dos sertões brasileiros, as pessoas trabalham até 15 horas por dia. Acordam as 4 da manhã, saem pro trabalho externo, terminam quando o sol se põe, e aí dentro de casa tem mais trabalho. É a perfeita definição de trabalho duro e vida estagnada.

    Estão na mesma há décadas. Melhoraram um pouco o padrão de vida (hoje têm mais bens do que tinham, sei lá, na década de 80), mas para os padrões urbanos ficaram na mesma.

    A tragédia é que elas não têm maquinários e bens de capital avançados, que são as únicas ferramentas que geram um aumento da produtividade. Sem produtividade, impossível trabalhar pouco e produzir muito. Impossível enriquecer.
  • anônimo  08/09/2020 22:29
    Bom ponto. Quem ainda vive na roça de maneira autárquica ainda não usufruiu quase nada do capitalismo. Não tem essa moleza de trabalhar 8 ou 6 horas e largar tudo do jeito que está para ir pra casa aproveitar o tempo de descanso, como fazem hoje os assalariados normais. Não! Eles acordam as 5 da manhã, saem pro trabalho externo, terminam quando o sol se põe, e aí dentro de casa tem mais trabalho. Se não produzirem o suficiente, não tem comida. Não tem dessa de 40h semanais, fim de semana, férias remuneradas, décimo-terceiro, FGTS etc.

    E antigamente era muito pior. Hoje, ao menos eles tem acesso a insumos que melhoram o plantio. Antigamente, nem isso. Nem enxada tinha.

    Intelectuais gostam de comparar os trabalhadores assalariados das fábricas "explorados" pela Revolução Industrial, como se antes das fábricas a vida no campo fosse moleza.
  • Humberto  08/09/2020 22:47
    "Intelectuais gostam de comparar os trabalhadores assalariados das fábricas "explorados" pela Revolução Industrial, como se antes das fábricas a vida no campo fosse moleza."

    Eles também falam da ausência de sindicatos, dizendo que essa era uma das causas da pobreza do passado. Sério.

    Apenas pense nas economias primitivas de 300 anos atrás. Em meio a toda aquela pobreza, imagine sindicatos agitando para reduzir a jornada de trabalho semanal. Sindicatos pedindo mais feriados e dois dias de folga por semana. Intelectuais juram que isso mudaria tudo.

    Aliás, pela lógica, todos os países do Terceiro Mundo, cuja população ainda tem de trabalhar mais horas por semana, poderiam imediatamente ascender da pobreza e usufruir mais horas de lazer caso simplesmente criassem mais sindicatos.

    Tudo o que é necessário para escapar da pobreza e ter mais horas de lazer é ter mais sindicatos impondo exigências.

    E isso é ensinado nas escolas e faculdades.
  • Imperion  08/09/2020 23:45
    Hoje em dia já se pode produzir 30 vezes por hectare mais em estufas, com técnicas de irrigação com gotejamento, aquaponia, do que plantação ao ar livre, queimada, plantation e especulação imobiliária.

    Não é necessário terra pra plantar. Planta-se em canos com solução nutritiva e se pode fazer isso em vários andares. É muito mais produção por metro quadrado.

    Mas é necessário fazer. E os que fazem continuam produzindo a riqueza do mundo. São minoria.

    A maioria cobiça essa riqueza produzida por eles sem fazer nada e não colaboram com o aumento da riqueza produzida. Por isso sempre a humanidade vai aumentando a riqueza produzida e ao mesmo tempo tem ilhas de pobreza. Sempre vão ter os que não querem fazer e participar. Só tomar e receber.
  • Felipe  08/09/2020 22:13
    Por favor, leiam pelo menos a parte do livro "A história da riqueza do Brasil", na qual é falada sobre o Brasil Colonial. A Europa estava estagnada e o Brasil Colonial prosperou, assim como os Estados Unidos. Circulavam moedas de ouro espanholas, portuguesas e holandesas, além da cunhagem local. Um verdadeiro canteiro de empreendedores, coisa que tinha aos montes, principalmente no interior.

    Começou a se estagnar justamente no período imperial, que foi quando a burocracia ficou centralizada e o aparato começou a atrapalhar mais o setor privado (bastam lembrar de quando surgiu a "Lei de Terras" e a "Lei dos Entraves"). Antes havia toda a burocracia mas "a lei não pegava" e o Império Português "só" queria pegar a sua casquinha.

    Agora vejam só o PIB per capita do Brasil no período imperial comparando com alguns outros países como Argentina, Estados Unidos, França, Reino Unido, Portugal, Espanha, Holanda e Grécia: pouco mudou.

    A reflexão fica: será que os brasileiros ficaram mais livres após 1822?
  • Batista  08/09/2020 23:04
    Não. E menos ainda após 1889.

    Mas isso não vale só para o Brasil. Vale também para os EUA:

    www.mises.org.br/article/1640/fui-enganado-pelo-4-de-julho

    Aliás, vendo como a Inglaterra tratava suas colônias, a melhor coisa que tinha era ser colônia inglesa. Pense em Hong Kong. Até a Índia era melhor sob domínio inglês.
  • Felipe  08/09/2020 23:55
    Esse artigo da independência americana é maravilhoso. Já li-o várias vezes.
  • anônimo  08/09/2020 23:46
    Não. Estamos no ano de 2020 e ainda o país vive um mercantilismo. Não tem liberdade empreendedorial, livre comércio, livre iniciativa, livre associação, as leis são restritivas, as autoridade vivem como nobres, marajás. Os que não participam da criação da riqueza comandam. O país evoluiu pouco.
  • Imperion  08/09/2020 23:13
    A receita da riqueza é simples: produzir, poupar, investir em bens de capital pra mais produtividade e com isso mais ganhos. Mais poupança, mais investimentos em bens de capital. E assim sucessivamente.

    Quanto mais bens de capital estiverem produzindo riqueza, mais riqueza terás. É simples.

    O ser humano é limitado. Se ele quiser produzir no braço, vai produzir somente o suficiente pra sua subsistência.
    Já os bens de capital produzem mil vezes mais em quantidade. Se ele poupou e comprou vários, vai estar produzindo muito mais do que produziria a mão ou sozinho.

    A maioria das pessoa não entende esse poder. Ou tenta fazer a mão ou tem preconceito do trabalho empreendedorial, e não o faz. Uns ficam esperando o dinheiro cair do céu.

    Bezos é uma pessoa. Mas tem bilhões investidos em bens de capital que produzem algo. E o que ele produz para as pessoas vale 200 bilhões. Mas são bens de capital que ele tem. Não dinheiro.

    Bens de capital produzem produtos e estes valem dinheiro. Mas o dinheiro não vale nada se não tiver o que comprar com ele.

    A riqueza da economia são os produtos produzidos. Outra coisa que as pessoas não entendem. Pensam que riqueza é dinheiro.

    Riqueza é produção. És mais rico quanto mais consegue produzir. E consegues produzir tanto mais quanto mais bens de capital possuis com a poupança que faz vendendo os produtos que produz.

    Essa é a receita da riqueza que funciona há milênios, mas exige o trabalho de poupar. Se confiscam seus ganhos, vc não sai do lugar.

    A outra é ganhar na loteria ou roubar a riqueza dos outros.
  • Felipe  09/09/2020 00:56
    "Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, com várias indústrias fechadas e várias cadeias de suprimento sendo interrompidas, nunca houve desabastecimento generalizado. Pode até haver aumento de preços (os quais têm uma função crucial), mas não houve desabastecimento. Isso é uma façanha para a qual ainda não demos a devida gratidão."

    Bom, vi muita gente falando que iria ter desabastecimento. Desabastecimento só ocorre em uma das condições (ou a combinação de duas ou mais delas):

    - Controle de preços para baixo do preço real do produto;
    - Estatização;
    - Hiperinflação;

    Com a greve dos caminhoneiros, também muita gente disse a mesma coisa. Só que caminhoneiros também comem e então não obtêm o alimento realizando fotossíntese. Isso tanto é verdade de que a greve durou alguns dias. Se durasse um mês, os caminhoneiros teriam que importar tudo. Mas como eles importariam, se os outros meios de transporte estavam também restringidos? Só se voltassem aos caçadores-coletores, o que obviamente não funcionaria simplesmente porque os caçadores-coletores são pouco produtivos e faltaria alimento para tanta gente.

    Claro, teve alguns lunáticos querendo propôr lockdown de supermercado, mas aí já é um caso para a Psiquiatria.

    Uma economia livre prospera até do lado de um vulcão ativo.
  • ed  09/09/2020 11:27
    Tive um insight hoje pensando no quanto o governo dificulta a nossa vida.

    Se o governo tributa tudo e coloca trocentas regulações na economia então conseguir dinheiro se torna mais difícil do que deveria ser. Mas o quanto mais difícil? É como se a vida fosse um jogo e o governo nos obrigasse a iniciar sempre no hard (ou até mesmo very hard).

    Estimo que a dificuldade de obter uma vida digna é de 2 a 3 vezes mais difícil do que deveria ser graças ao governo.

    Explico: Se o governo tributa em média 50%, então os preços são o dobro do que deveriam ser. Mais ainda tem o custo das
    regulações e da inflação causadas pelo próprio. Por isso a dificuldade da vida, ao menos do ponto de vista financeiro, aumenta de 2 a 3 vezes.
  • Imperion  09/09/2020 18:41
    Algumas coisas extremanmente tributadas custam 4 vezes mais que seu equivalente em outros países.
  • Jairdeladomelhorqptras  09/09/2020 15:40
    Li em algum lugar que o Stalin tem 70% de aprovação da população russa. Graças ao ensino estatal russo ( hoje de Putin). Enquanto o nosso ensino for gerenciado pelo ministério da Educação estamos fo&8#dos. O Estado sempre será nosso Deus. Nada do que leio aqui no Mises sequer foi mencionado nas escolas e nas duas faculdades estatais que fiz.
    Intuitivamente sempre fui anarquista e com uma repulsa nata ao poder do Estado. Mas só com as leituras daqui é que consegui concatenar as idéias e o princípios que desde a minha juventude me pareciam verdadeiros.
    Obrigado ao Mises e a todos que colaboram com o mesmo.
    Disto isto e reafirmando que sou anarquista. Tem uma coisa que sempre me incomodou na minha crença anarquista e que o artigo acima provavelmente contém a explicação.
    A minha dúvida (e o q de certa maneira abalava minha crença) residia no fato que o capitalisno como o conhecemos hoje só se formou APÓS a criação dos modernos Estados-Nação. A explicação de tal fato é que antes da formação de tais estados o direito de propriedade era errático. O Estado-nação moderno ao garantir jurídicamente o direito de propriedade de forma ampla permite o surgimento do capitalismo. E, hoje, com sua mastodôntica constituição o está matando.

    Abraços
  • robson santos  09/09/2020 17:29
    Curioso, deve ser o mesmo tipo de pesquisa que afirmava que 70% dos brasileiros rejeitavam Bolsonaro...

    Mas a pesquisa que gostaria que concluísse é a de que 70% dos brasileiros são enfaticamente a favor do socialismo.
    A cura sempre começa pelo reconhecimento. E é preciso reconhecer o quanto está ruim sem relativismos.

    Enquanto o povo continuar sendo enganado achando que não vive no socialismo, continuar achando que saberia como seria, continuará facilmente sendo doutrinado para viver no socialismo não importa em que grau. É isso que precisa inicialmente ser escancarado diariamente para a maioria das pessoas que já ouviram falar ou já viveram sob autoritarismo, e é por isso que não acontece, a classe política é fortalecida diariamente com o povo se distraindo por uma guerra esquerda x direita. Jamais permitiriam uma contra-educação. Sem isso não haverá uma revolução popular para ajudar a eliminar a democracia, aliás depender das massas é uma utopia, e ainda os menos produtivos doutrinados ao assistencialismo contínuo nunca vão reclamar que está ruim, e a casta do setor público vai continuar reclamando de salários e privilégios.
    Não há uma instituição forte que combata isso para sobrepor os direitos naturais sobre legislação estatal. Utopia.
    Portanto, continuaremos dependendo do fardo da oportunidade das coisas piorarem, torcendo para que os revolucionários que surgem não nos destruam no meio do processo..
  • Imperion  09/09/2020 18:31
    PIB da África do Sul cai 51 por cento.

    Entregaram o país a práticas comunistas, com tomadas de propriedade e tudo. Já faz tempo que desandava. Mas culpam o covidão.

    valor.globo.com/mundo/noticia/2020/09/08/pib-da-africa-do-sul-cai-51percent-em-termos-anualizados-no-2o-trimestre.ghtml?fbclid=IwAR3w8kvcJHHa3o0c9YQ_tQUOrDOB0Q1A2e1QtgGoAmOrlZSzWZbWO-Y8B40
  • anônimo  09/09/2020 20:00
    África do Sul e Zimbábue voltaram pra idade da pedra.
  • Estado o Defensor do Povo  10/09/2020 00:06
    Nossa, que coisa triste (???)
  • Imperion  11/09/2020 14:28
    É necessário que as pessoas rejeitem a destaco da própria propriedade e a de alheios. Senão a sociedade regride.
  • Ronaldo  10/09/2020 02:13
    Como ficamos agora com este arranjo da "moderna teoria econômica" em que os BCs "fabricam" dinheiro, algo que ficou mais latente com a crise do covid.
    Neste contexto, temos um desestímulo ao ato de poupar, uma vez que se criou a idéia de que quanto mais dívida e alavancagem melhor (o nível de endividamento das famílias e empresas americanas por exemplo está cada vez maior). Se não há poupança como produziremos mais bens de capital para aumento de produtividade?
    Ou este arranjo vai nos prender na mesmo nível de produtividade ad infinito?
  • Guilherme  10/09/2020 15:52
  • Imperion  12/09/2020 19:38
    Pode mudar o governo, mas se não mudar a política, fica no mesmo. Causa e efeito. Real já desvaloriza há 26 anos e vai continuar assim. Como não adianta ficar na torcida, vá para o ouro.
  • Topper  10/09/2020 20:15
    Comentário sobre o gráfico do PIB - se pegar o gráfico de estimativa de população, a premissa é que a produção per capita até chegou a cair entre o ano 1 e 1500... em torno de 1.000 dolares. meio chutado demais pro meu gosto.
  • Juliano  10/09/2020 20:25
    Mande um email para eles, alerte-os sobre sua opinião e ensine-os qual seria uma metodologia melhor.

    ourworldindata.org/grapher/world-gdp-over-the-last-two-millennia

    Seja um cara que faz em vez de um que só reclama de quem já fez.
  • Ninguém Apenas  10/09/2020 21:06
    Não faz sentido nenhum achar que o PIB per capita caiu entre o ano 1 e o ano 1500. Inclusive o crescimento foi muito maior de 1000 à 1500 que do ano 1 ao ano 1000.

    E historicamente não tem contradição nenhuma, os historiadores mainstream acreditam que esse crescimento se deu à armadilha maltusiana. Já que durante a pandemia da peste negra a população caiu e a quantidade disponível de bens por pessoa aumentou, elevando o padrão de vida.

    Existem outros historiadores que contestam essa tese, pois uma redução brusca na população também significa uma redução bruca na produtividade, eles também contestam que isso não explicaria o crescimento da renda que ocorreu do ano 1000 ao ano 1300 (quando ainda não tinha peste e a população crescia). O historiador Jean Gimpel por exemplo, atribui o crescimento da renda a um enorme crescimento de produtividade que ocorreu durante a Idade Média devido o surgimento de novas tecnologias e o avanço científico, o que ele próprio chamou de "A Revolução Industrial da Idade Média".

    Seja qual for a vertente, nenhum deles nega o grande crescimento da renda per capita no período e que está totalmente de acordo com o representado no gráfico. Então qual é a sua contestação?
  • Andre  11/09/2020 17:48
    Para esses PIB antes de 1500 há de se estudar muita história e fazer suas considerações em cima, pois naqueles tempos a estatística no máximo contava um aproximado dos camponeses e da área em posse dos nobres, daí atribui-se uma produtividade e o PIB varia conforme a população de camponeses flutuava. E naquele tempo fazia-se muita guerra, o registro do número de soldados e seu tipo também chegou aos nossos dias e dá pra aproximar o custo para mantenimento da tropa ou baixa.
  • Felipe  22/09/2020 02:34
    "Número de novos MEIs cresce durante o período de isolamento social em Alagoas, aponta Sebrae"

    "No Brasil, conforme os dados do Sebrae, o número de novos MEIs também cresceu no mesmo período. Em 2019, foram formalizados 919.996 empreendedores nesta modalidade. Já em 2020, foram 923.179 novos registros. Na região Nordeste, no mesmo período, o número de empreendedores formalizados na categoria de MEI em 2020 foi menor: 145.732. Em 2019, foram 150. 526."

    Se o MEI pudesse contratar até 20 pessoas, poderíamos ter até 18,4 milhões de empregos novos. Além disso, o governo deveria estender o limite de faturamento e a modalidade de empresas que poderia estar nesse regime. Copiem o Chile e a Nova Zelândia. Desemprego cai rapidinho, assim como a informalidade, algo que é motivo de queixa tanto do governo quanto da mídia.
  • Imperion  22/09/2020 19:21
    MEI é muito restrito. O faturamento tem que ser baixíssimo para ser MEI e ainda o governo inventou um sistema de categorias pra ser MEI.

    Quer dizer: além de você ser restrito ao faturamento baixíssimo de 81 mil anuais, o que com lucro de 10 por cento dá oito mil ao ano, dando menos de 700 por mês (menos que um salário mínimo), o governo só permite ser MEI em categorias borra botas, que dão pouco lucro.

    O sistema foi todo feito para não ter adesão. Os informais conseguem trabalhar melhor fora desse sistema. Muitos pegam cinco mil ao mês.

    O problema do sistema de categorias: embora seja possível criar trilhões de modalidades de negócio diferente, usando a criatividade, no sistema MEI todos tem que se adequar a 81 tipos de categorias, que não englobam todas as possibilidades de negócio.

    E se vc não se adequa, vc não pode ser MEI, tem que se registrar como pequeno porte.

    Totalmente burocrático uma empresa ser restrita ao faturamento e ao mesmo tempo ser restrita a umas categorias mequetrefes. O empreendedor não pode prestar o melhor serviço ao cliente assim.

    O sistema então protege as grandes, que podem empreender no que quiser, pegar o filé.

    No Brasil, MEI é o cara criar um emprego para si mesmo. E só. Mas se permanecer informal, ele tem mais possibilidades.


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