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Para que haja máscaras e álcool em gel para todos, só há uma solução: deixar os preços subirem
O congelamento, esse sim, garantiria a vitória da pandemia

A OAB quer que o governo federal imponha o congelamento dos preços do álcool em gel, das vitaminas, das máscaras e das luvas.

Como os leitores certamente já sabem, devido à pandemia do Covid-19 (o novo Coronavírus), houve uma súbita e intensa explosão na demanda por estes produtos (aumento de impressionante 3.233% nas compras). Em alguns casos, mesmo com a forte alta dos preços, está havendo desabastecimento.

Isso é totalmente normal quando um produto cuja oferta sempre foi historicamente estável repentinamente vivencia um surto de demanda. Não há como a oferta instantaneamente se adaptar a uma súbita explosão da demanda. Aumentar a produção de algo é um processo complexo, que leva tempo, e que exige investimentos. 

A imprensa diariamente se delicia com notícias como as que vão abaixo:

Preço de álcool em gel e máscaras subiu até 161%; governo deveria tabelar?

Procon alerta para abusos nos preços de álcool gel e máscaras

Álcool gel acaba e preço de máscaras explode em São Carlos

Procon fiscaliza reajustes abusivos na venda de álcool gel e máscara

Farmácias do Rio não conseguem repor estoques e consumidores reclamam de preços abusivos do álcool gel

Blitz constata falta de álcool em gel e máscaras em estabelecimentos de Manaus; órgãos monitoram preços

Preço do álcool em gel chega a até R$ 38 em farmácias de Salvador

Em Curitiba, as poucas farmácias que têm álcool gel e máscaras começam a racionar

Após coronavírus, comércio de SP registra falta de máscaras e álcool gel

Demanda por álcool em gel gera diferença de preços de até 356%

Depois que a carne caiu, a notícia sumiu

Em dezembro de 2019, houve uma grande comoção nacional por causa do forte aumento do preço da carne bovina (por causa de uma inesperada alta das exportações para a China). Os suspeitos de sempre fizeram a única coisa que dominam: pediram congelamento dos preços.

As notícias do forte aumento eram estampadas em destaque nos principais veículos de imprensa, com indisfarçável regozijo. Dava-se a ideia de que, se não houvesse algum tabelamento, os preços jamais voltariam ao normal, e iriam se manter em irrefreável disparada. 

Este Instituto se manifestou vigorosamente contra o congelamento, tanto em termos morais quanto econômicos. Trata-se de uma questão de economia básica: se os preços se mantiverem livres, com o passar do tempo, oferta e demanda voltarão a se equilibrar.

Pois bem, o que ocorreu?

Já no mês seguinte, janeiro de 2020, o preço da carne caiu 10%. Em fevereiro, caiu mais 4%. No início de março agora, a queda já é de 1%. No acumulado de três meses, a queda já chega a 15%.

Obviamente, tal fenômeno desapareceu da mídia. Aparentemente, a carne só é notícia quando o preço sobe. Quando cai, some.

Já quem entende o básico de economia não se surpreendeu em nada.

A função dos preços

Os preços nada mais são do que mecanismos por meio dos quais compradores se comunicam com vendedores e vice-versa.

Um preço é apenas uma razão (no sentido matemático do termo, isto é, o resultado de uma divisão) resultante da interação de duas mercadorias; é o quociente resultante da interação entre a oferta de uma mercadoria e a demanda por ela.

Preços surgem quando duas mercadorias são trocadas por dois indivíduos em uma transação concreta.

Entretanto, os "preços" que vemos nas lojas para cada bem disponível não são preços, mas sim propostas — e se tornarão preços somente se o bem for comprado.

Se o "preço" de um saco de batatas está colocado a $500, mas ninguém compra, então é errado dizer que o preço dele é de $500. O supermercado tentou vender a $500, mas tal valor foi recusado.

Empreendedores, sendo humanos, podem cometer erros. Um empreendedor pode oferecer um bem por um "preço" (proposta) alto demais e então descobrir que ele não conseguiu vender unidades suficientes para fazer o investimento valer, sendo então forçado a diminuir o preço para aumentar as vendas.

Isso não significa que o preço inicial estava errado e que o novo preço está certo: significa apenas que o empreendedor está reagindo à nova informação adquirida após sua primeira tentativa. Se mais informações chegarem, o preço será novamente ajustado, para cima ou para baixo.

Essa, aliás, é a essência do processo empreendedorial: reagir às mudanças que ocorrem no mercado, tentando sempre se adaptar às novas preferências demonstradas ou antecipadas pelos consumidores.

Por tudo isso, podemos dizer que, grosso modo, em economia, o preço é um conceito que pode ser traduzido como o "termômetro da escassez": é o mecanismo que transmite aos agentes do mercado, tanto do lado da oferta quanto da demanda, informações sobre o nível de escassez de determinada mercadoria ou serviço.

Em um mercado sem intervenções, tabelamentos, estabelecimentos de pisos ou tetos, a variação do preço de um produto informa as condições de oferta e demanda do mesmo.

É por isso que os preços possuem um papel fundamental em uma economia de mercado.

O sistema de preços, quando deixado a funcionar livremente, é um engenhoso método de comunicação e coordenação. Os preços livremente formados nos informam não apenas sobre a abundância ou escassez de cada bem ou serviço específico, como também coordenam como cada bem e serviço será usado em um dado processo de produção. 

Para os consumidores, um aumento nos preços de um produto sugere que este se tornou mais escasso. Consequentemente, os consumidores irão reduzir o consumo deste produto em decorrência deste aumento do preço e procurar por substitutos mais baratos.

Para os produtores, os preços maiores deste produto informam que pode haver maiores oportunidades de lucro para entrar neste mercado específico. Estes novos concorrentes irão ou produzir mais deste produto, aumentando sua oferta, ou produzir bens alternativos para concorrer com o produto em questão.

Este é o processo de descoberta que define a essência do mercado. E é este processo, quando deixado a ocorrer livremente, que garante que os preços estejam sempre em níveis que tendam a equilibrar oferta e demanda.

Por isso, assim como quebrar o termômetro não resolverá a febre, impedir que um determinado preço flutue livremente só provocará excedentes ou escassez.

Os preços das máscaras e do álcool em gel estão explicitando sua súbita escassez

Em uma economia de mercado, quando ocorre uma súbita explosão na demanda por um bem — como álcool em gel (aumento de 3.233% nas compras), luvas ou máscaras da categoria N95 —, ele se torna mais escasso. A sua oferta, até então estável em relação à demanda, passa a ser muito menor que a nova demanda.

No entanto, o efeito que isso gera não é um racionamento do produto, mas sim um aumento em seu preço

O aumento no preço serve, de um lado, para reduzir a quantidade que os consumidores compram deste bem até um nível que esteja dentro do limite da oferta presentemente disponível (em vez de comprar estoques para mais de um ano, a pessoa irá comprar apenas o suficiente para um mês); e, de outro, para estimular os produtores a aumentarem a produção daquele item, pois agora há mais ganhos a serem obtidos (a demanda aumentou).

E é exatamente isso o que já está acontecendo: as fabricantes aumentaram sua produção, adotaram terceiro turno e contrataram mais mão-de-obra. Em alguns casos, a produção chegou a aumentar 1.300%, como mostra a notícia.

Nada disso ocorreria caso houvesse congelamento de preços. Se os preços fossem congelados, não haveria aumento da oferta (pois não seria lucrativo), não haveria mais investimentos (pois não seria lucrativo) e não haveria mais empregos gerados (pois não seria lucrativo). 

Não seria lucrativo aumentar investimentos, adotar terceiro turno e contratar mão-de-obra porque tudo isso são custos. E as fábricas não iriam incorrer neste aumento de custos se suas receitas estivessem congeladas, com os preços tabelados em um nível muito abaixo daquele que equilibra a oferta com a nova demanda. 

No final, não haveria aumento na produção, a demanda continuaria em forte ascensão, e aí haveria o inevitável: desabastecimento. E aí todos ficariam sem nada. 

Com os preços maiores, os fabricantes viram que há mais lucros a serem alcançados. Mas estes lucros maiores só serão alcançados se houver maior produção e maior oferta. Lucros são alcançados no volume de vendas, e não apenas com o aumento dos preços.

Esta é a beleza e função precípua do sistema de preços: coordenar uma alocação racional de recursos escassos de modo a satisfazer as demandas dos consumidores. Ao fazer isso, os investimentos aumentam, os empregos aumentam, a oferta do produto aumenta e todos ficam em melhor situação — afinal, é melhor pagar mais caro, porém ter acesso a todos os produtos do que ter preços congelados e não ter acesso a nada.

Por isso, estava errada a deputada Jandira Feghali quando fez a seguinte ironia em seu Twitter:

Jandira.png

Sim, deputada. O capitalismo, ao fazer com que produtores voluntariamente aumentem a oferta de um produto, garantindo assim acesso a todos, é um arranjo extremamente solidário. E a senhora? O que já fez para efetivamente combater o novo coronavírus?

Para concluir

Sim, os mais pobres sofrerão com os preços temporariamente mais altos, mas ao menos eles terão acesso a estes bens. É melhor pagar caro, mas conseguir o que se quer, do que ter um preço congelado em um valor baixo, mas não ter o que comprar. Em época de quarentena, é natural e inevitável que o padrão de vida caia. Todos nós gostaríamos de ter acesso farto e barato a bens essenciais, mas, infelizmente, vivemos em um mundo de escassez. 

Sendo assim, além de tudo o que foi dito, outra maravilha do sistema de preços livres é que ele estimula a racionalidade e a preservação, desincentivando os desperdícios.

Um aumento de preços decorrente de uma explosão na demanda garante que os consumidores passem a se comportar com mais eficiência. O aumento nos preços das máscaras mostra ao consumidor que ele não deve comprar todos os suprimentos da loja "apenas para se garantir", pois há outras pessoas que também estão necessitadas daquele bem.

O aumento nos preços do álcool em gel estimulará as pessoas a utilizaram o produto de maneira mais racional: em vez de derramarem despreocupadamente mais de 100 ml nas mãos a cada uso (sendo que este volume a mais não traz mais benefícios), elas usarão apenas o suficiente para se higienizar e matar os eventuais vírus.

Assim, os preços garantem que haverá produto para todas as pessoas, de todas as classes sociais. Apenas dê tempo. As fábricas já estão produzindo (como demonstrado acima). Basta o governo não interferir.

A grande genialidade do sistema de preços é que todo esse "gerenciamento de recursos" ocorre automaticamente. Nenhum burocrata precisa de criar um plano mirabolante, nenhum político trapalhão precisa decretar alguma coisa, e nenhuma intervenção é necessária. Tudo se resolve.

Ademais, quero crer que Jandira Feghali e toda a esquerda não querem Jair Bolsonaro gerenciando a oferta de álcool em gel e de máscaras no país.

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Leia também:

O atalho para o totalitarismo - por que não se deve brincar com a ideia de controle de preços

Em um cenário de escassez abrupta, o "preço abusivo" é a única solução realmente humanista

Recordações de um Brasil socialista

Quatro mil anos de controle de preços



autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Dilmo  17/03/2020 17:31
    Congelamento de preços é só mais um truque sujo utilizado por socialistas para que o governo assuma totalmente o controle da economia.

    Eles conhecem muito bem as consequências maléficas desse tipo de política intervencionista:
    desabastecimento crônico e o surgimento de um mercado negro cobrando preços ainda mais abusivos do que aqueles praticados antes do congelamento.

    O caos planejado servirá depois de justificativa para que toda a produção do país seja conduzida e administrada pelo estado, que era o objetivo inicial no fim das contas

    Mises já havia desmascarado esse pessoal:
    Políticas conciliatórias levam ao socialismo
  • Jairdeladomelhorqp/tras  17/03/2020 18:11
    Caro Dilmo,
    Vc afirma que os esquerdistas conhecem os malefícios da intervenção estatal na economia. Respeitosamente, discordo. Os esquerdistas não conhecem nada. São simplesmente incapazaes de qualquer pensamento racional.
    Aqui vai um exemplo extremo. Qualquer pessoa normal, riquíssima, com cancer grave, onde se trataria? Alemanha, EUA, França, Inglaterra? Ou Cuba? Hugo Chavez foi para Cuba. Exemplo da total incapacidade de raciocinar desta gente. Mesmo com o risco da própria vida.
    Abraços
  • Gilmar  17/03/2020 18:11
    Sim, controle de preços é literalmente a venezuelização do Brasil. Os burocratas determinam que o preço de um produto deve ser X e punem quem ousa vender a um preço maior. E toda mídia aplaude. Foi exatamente assim na época do Sarney.

    É inacreditável como há MUITA gente que apoia essa atitude. Basta dar um passeio no Facebook e no Twitter.
  • Marcelo  18/03/2020 11:13
    Quanto dinheiro a China não ganhou com esse vírus de olhinhos puxadinhos, heim?!
  • Yo  18/03/2020 18:21
    O caso mereceria nao apenas controle de preços mas também cotas de alcool por pessoa.

    Pessoas com renda elevadas são pouco sensíveis a preço nos níveis atuais de preço do produto, por isso, mesmo com aumento de preço, estas poderiam consumir muito mais que o necessário, ou estocar o produto para horizontes muito alem do necessário.
    Como consequencia ao aumento do preço, pessoas com renda baixa e pouca instrução nao irão consumir o produto e serão vetores de risco inclusive para aqueles que compraram o alcool gel em excesso
    Tudo isso se deve a uma completa perda de racionalidade, derivado do momento de panico. Premissa básica pra um bom funcionamento do mercado, um aluno de 1 semestre de graduação sabe isso

    O ideal, no momento, é que TODOS tenham acesso ao produto, mesmo que em quantidade inferior, do que alguns terem muito acesso e outros pouco.

    Simples assim, sei que todos voces concordam com isso, mas a ideologia bloqueia bem no imo de vocês.

    O momento agora é de coordenação e não de movimentos autonomos e autocentrados...
    Gostaria saber tb o que os amantes do laissez faire e contra intervenção estatal estão achando da restrição de movimento no mundo inteiro..

  • Vladimir  18/03/2020 18:33
    "Gostaria saber tb o que os amantes do laissez faire e contra intervenção estatal estão achando da restrição de movimento no mundo inteiro.."

    Essa pergunta é séria? É porque, tipo assim, ela é tão bizarra e desconexa que eu nem sem reponder.

    Seria o equivalente a eu perguntar: "Gostaria saber tb o que os amantes do laissez faire e contra intervenção estatal estão achando do governo venezuelano…"

    Mas é isso mesmo. Como exigir um mínimo de lógica de um sujeito que, apesar de morar no Brasil, afirma que controle de preços e racionamento aumentam a oferta de bens e serviços?
  • yo  19/03/2020 15:35
    "Como exigir um mínimo de lógica de um sujeito que, apesar de morar no Brasil, afirma que controle de preços e racionamento aumentam a oferta de bens e serviços?"


    Não falei que aumenta a oferta, falei apenas que democratiza o acesso.
    A franja da demanda que fica abaixo do preço de equilibrio (mais alto, derivado da irracionalidade temporaria do mercado) teria acesso com o preço mais baixo.

    O que é melhor: (a) 10% da população com 1000% de unidades estritiamente necessárias de alcool gel (por conta de estocagem para horizontes temporais exagerados), ou (b) 90% da população com as quantidades estritamente necessárias?

    Aguardo as respostas
  • Carlos Alberto  19/03/2020 17:39
    Haha, não conseguir álcool em gel será uma "calamidade".

    O mais legal é que todo mundo parte do princípio de que as pessoas não podem, de jeito nenhum, cortar custos em outros lugares para poder comprar o álcool em gel (dica: água e sabão é muito mais eficaz do que álcool em gel. De nada).

    Ninguém pode abrir mão de Netflix, da TV a cabo, reduzir o consumo de luz e de água, reduzir o gasto com quibe, pastel, coxinha, biscoito, chocolate, doces etc. para poder comprar álcool em gel.

    Não. Esses gastos são sagrados. É exatamente a mesma mentalidade de políticos: não se pode cortar gastos. Os outros é que têm que reduzir suas receitas.
  • Gustavo  19/03/2020 17:40
    História verídica recém-ocorrida.

    Hoje, vazou a notícia de que o remédio Reuquinol, que combate a malária e que tem como princípio o sulfato de hidroxicloroquina, está sendo extremamente eficaz no uso de pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Trump, em rede nacional, falou explicitamente disso.

    Imediatamente fui à farmácia para ver se tinha. Havia apenas três em estoque. Valor: R$ 69 por caixa. Você compra livremente, sem receita nem nada.

    Raspei os três. Tava de graça. Se estivesse a uns R$ 200, talvez compraria só dois. Haveria uma caixa para o resto das pessoas. Pesquisei na internet e a demanda está explodindo. No Rappi, já está em mais de R$ 100.

    Como sou rico, tive acesos à informação antes do mais pobres. E como estava barato, comprei tudo.

    Quer mais exemplo prático do que isso?
  • Bernardo  19/03/2020 18:53
    Bom relato. Vi agora a notícia.

    Aliás, já está faltando máscaras para hospitais. E tem jumento aqui dizendo que tem de baixar preço. Certinho...

    blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/hospitais-estao-em-alerta-profissionais-de-saude-ja-sofrem-com-falta-de-mascaras/
  • Yo  20/03/2020 00:22
    Sigo aguardando resposta ao meu questionamento:

    O que é melhor: (a) 10% da população com 1000% de unidades estritiamente necessárias de alcool gel (por conta de estocagem para horizontes temporais exagerados), ou (b) 90% da população com as quantidades estritamente necessárias?
  • Usted  20/03/2020 02:57
    Ué, mas o seu cenário b) é exatamente aquele que ocorreria em um cenário de preços livres. Logo, eu prefiro o cenário b).

    Já o cenário a) é aquele que ocorreria caso houvesse congelamento de preços, que é o que você defende.

    Por Deus, homem, você não viveu no Brasil do Plano Cruzado? Não viu como as carnes desapareceram dos açougues tão logo foi adotado o congelamento? E não viu o quão rápido elas reapareceram tão logo acabou o congelamento?

    Aliás, nunca ficou sabendo das pessoas que pagavam ágio para ter a carne? No país do Cruzado, com os preços congelados, apenas os ricos conseguiam carne. Pobre, mesmo com o preço congelado, não conseguia comprar nem linguiça.

    Pare com esse delírio de acreditar que burocratas não apenas sabem perfeitamente qual deve ser o preço exato das coisas, como também são capazes de determinar qual quantidade cada pessoa precisa. Por exemplo, uma criança de 10 anos precisa da mesma quantidade de álcool gel que um idoso de 80 anos? Pelo seu plano totalitário e ignorante, sim,
  • yo  20/03/2020 14:38
    "Ué, mas o seu cenário b) é exatamente aquele que ocorreria em um cenário de preços livres. Logo, eu prefiro o cenário b).
    Já o cenário a) é aquele que ocorreria caso houvesse congelamento de preços, que é o que você defende."

    Eu acho engraçado que vc afirma mas não explica como esse mecanismo aconteceria. Ja ouviu falar de Teoria dos Jogos? Estrategia dominante e dominada? A aula que dei acima, EXPLICANDO o mecanismo que faz o controle de preços e quantidades serem mais democraticos e efetivos vai justamente nesse caminho.

    Chegar e rezar pro Deus mercado ter o resultado que seria o socialmente desejável nao vai funcionar... nao vai ser afirmando e reafirmando SEM UM LINHA LÓGICA que o mundo vai funcionar conforme os dogmas


    "Por Deus, homem, você não viveu no Brasil do Plano Cruzado?"

    Lá era completamente diferente. A inflação era estrutural, os custos e salarios disparando em todos os setores e o governo tentando regular o preço so na ponta final. Obviamente que daria errado
    Sem contar a clandestinidade, nao tinha na gondola mas tinha no deposito se molhasse a mao do gerente.

    No presente caso, não. Não ha inflação estrutural na economia, mas:
    (i)aumento irracional da demanda (so a quebra dessa premissa ja quebra toda a estrutura da teoria economica convencional - premissa básica é a racionalidade)
    (ii) no caso específico, estamos diante de um caso clássico do Dilema do prisioneiro

    Por fim, meu caro, não sou a favor do controle total e irrestrito do governo em todos os setores em todos os tempos. O mercado e seus agentes de maneira geral cumprem seu papel pra sociedade de maneira bem satisfatoria.
    NO ENTANTO, no caso específico em tela, no mercado em questão e no PERÍODO QUE VIVEMOS em questão, é simplesmente impossível, com 2 minutos de reflexão, concordar com o autor deste artigo.
    E quebrei facilmente com esses dois pontos diretos e objetivos apresentados

    Abraço
  • Observador Silencioso  20/03/2020 17:13
    Ei, Yo, você disse lá no seu primeiro comentário:

    "O caso mereceria nao apenas controle de preços mas também cotas de alcool por pessoa."

    No entanto, sabemos que a demanda por álcool em gel aumentou simplesmente 3.233% (Eis a fonte).

    Ou seja, havendo um aumento de 3.233% na demanda em poucos dias, você quer que o produto não apenas mantenha seu preço, como ainda tenha seu preço congelado. E o pior é que você jura que esse congelamento garantirá oferta plena para todos.

    Isso não é nem ingenuidade. É ignorância astronômica.

    Já que você não aceita a teoria, refute então os fatos. O que você tem a dizer sobre o aumento de 3.233% na demanda[/link]? Acha que isso é um aumento corriqueiro? Congelamento de preços neste cenário funciona? Manteria a oferta? Garantiria abastecimento para todos?

    Uma coisa que é realmente surpreendente na internet: as pessoas preferem passar todo o tipo de vexame e ridículo a simplesmente reconhecerem que erraram ao falar de algo que não dominam. Cara, não é vergonha nenhuma admitir erro, e dizer que está falando com a emoção e não com a razão. Ao contrário, aliás: seria uma atitude louvável.
  • Yo  20/03/2020 22:32
    "No entanto, sabemos que a demanda por álcool em gel aumentou simplesmente 3.233%"

    Caro Observador,
    Muito desse aumento da demanda vem de um panico e irracionalidade dos agentes...vou repetir, quando ha irracionalidade os mercados nao funcionam bem.

    Como já trouxe diversos conceitos economicos pra discussão, discorri a respeito, mostrei como se aderem a situação atual e praticamente montei um modelo mostrando que vcs estão errados, mas enfim..

    vou tentar DESENHAR:

    I. Suponha que a produçãode alcool gel seja de cerca 180 milhões/mes, o suficiente pra atender 90% da população, como coloquei no exemplo inicial.
    II. Suponha agora que um leiloeiro peça R$ 376 por potinho de alcool gel (o rendimento mensal de 40% da população, ou seja, essa parcela ja estaria automaticamente fora do mercado - link a seguir)
    III. Suponha que os 10% mais ricos do país (20MM de pessoas) comprem 9 potes cada, gastando cerca R$ 3.384 (9*376)com alcool gel cada pessoa desse estrato da população
    IV. O valor gasto com alcool gel seria cerca de 50% da renda per capita do estrato dos 10% mais ricos (R$ 6.600/mes), ou seja, affordable!
    V. E assim se equilibraria o mercado. 10% da populaçao teria acesso a todo alcool gel, e 40% do povo, ao preço de equilibrio, nem gastando toda renda mensal teria acesso ao produto. Pros demais, mesmo que conseguisse, seria a um preço proibitivo
    VI. Com cada agente agindo individualmente em busca do melhor interesse proprio e a irracionalidade das pessoas, com paranoia excessiva, querendo estocar produtos para horizontes longos etc teremos um equilibrio subotimo (pessimo, eu diria)

    link: g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/05/no-brasil-10-mais-ricos-ganham-cerca-de-176-vezes-mais-que-os-40-mais-pobres-aponta-ibge.ghtml

    E assim encerramos mais uma aula!
  • Observador Silencioso  21/03/2020 01:14
    "Suponha que a produçãode alcool gel seja de cerca 180 milhões/mes, o suficiente pra atender 90% da população, como coloquei no exemplo inicial."

    Meu Deus! Em que galáxia você vive? 180 milhões por mês?! Aqui no Brasil é de 10 mil por mês! E só há duas fábricas (graças às regulações estatais do país).

    g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2020/03/03/com-registros-de-coronavirus-producao-em-fabrica-de-alcool-em-gel-aumenta-150percent-em-piracicaba.ghtml

    Esse seu "desenho" parte de premissas tão irreais e insensatas, que não merecem nem a dignidade de serem ridicularizadas.

    Você se esforça para se auto-humilhar assim, ou é algo que vem natural?

    Depois desse início triunfal, você deve imaginar o quão interessado eu fiquei em ler o resto do seu "desenho".

    "E assim encerramos mais uma aula!"

    Nunca ganhei tanto dormindo ao longo de uma "aula". A cada linha sua que eu leio, meu QI desaba 20 pontos. Isso significa que se eu ler dez linhas suas, corro o risco de adquirir sua mesma capacidade de ilustração. Nada me apavora mais do que o risco de ficar tão inteligente quanto você.
  • thiago  22/03/2020 22:09
    os agentes não estão agindo de modo irracional. É como alguém que compra ações na bolsa: quando vê que o valor vai subir, ou seja, que a demanda vai crescer, ele compra antes. Ele será o novo administrador desse valor: suponha o álcool em gel, que passou do supermercado para esse indivíduo, que tem capital para desperdiçar, que tem capital para se prevenir, que tem capital para estocar, que tem capital para investir e revender mais caro, ou o que quer seja, ele fez um investimento legítimo, sem enganar ou violentar ninguém. Ele não precisa de tanto álcool gel, você dirá; ou ele só pode fazer isso porque ele tem mais recursos que os outros? Sim, isso é óbvio. O que retorna ao ponto central: o mercado naturalmente administra os preços com base nas infinitas circunstâncias individuais que se interlaçam. As pessoas são diferentes e tomam diferentes decisões, tendo diferentes prioridades! Quem defende controle de preços e outras ações totalitárias alimenta um pequeno ditador em seu seio.
  • Hayekiano raiz  20/03/2020 22:41
    Prezados libertario,
    Gostaria de saber a opiniao de vcs sobre essa medida absurda de cerceamento de liberdade que é essa quarentena do governo, impedindo as pessoas de circularem e produzir ao seu bel prazer.
    As liberdades individuais, empreendedorismo e livre arbitrio foram jogadas no lixo!

    Queria agora um pronunciamento do Mises Brasil se posicionando contra tudo isso que ta aí!
    Cada um sabe o que é melhor pra si e assim a mao invisivel age, fazendo o melhor pra todos!
    Queria uma nota de repudio a esses governos comunistas que querem controlar quem pode ou nao sair, quando sair e em que condiçoes sair.
    EU sei o que é melhor pra mim!

    Quem concorda responde apoiando
  • Apoiado  21/03/2020 00:52
    Mas você já disse tudo. É absurda, totalitária e anti-indivíduo. O estado, com uma só canetada, ferrou toda a cadeia de produção da economia, aboliu a liberdade de ir e vir, e destruiu completamente a vida de milhões de pessoas, jogando-as no desemprego, no desespero e na miséria.

    E já há um artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/article/275/como-o-livre-mercado-lidaria-com-epidemias-e-quarentenas
  • Hayekiano raiz  21/03/2020 14:53
    Mas agora é diferente. Nada se compara ao que estamos vivendo.

    Precisamos que deixemos bem na nossa página de entrada, colocar no twitter, facebook. Gritar pra todo mundo:
    SOMOS CONTRA A QUARENTENA!

    Precisamos de uma posição firme do último bastião verdadeiramente defensor do livre mercado, livre circulação e todas as liberdades da população

    Precisamos alertar às pessoas que todos nos estariamos MUITO melhor se não fosse submetidos a esta brutal quarentena.

    Se existisse um país no mundo verdadeiramente libertário, sem governo pesando sua pata de elefante sobre a gente, com todos circulando livremente sem intervenção estatal, como estaríamos? Precisamos demonstrar que estaríamos bem melhor que todos os outros!

    É impossivel que nao concordem e nao se mexam pra fazer isso acontecer
  • Renegado  20/03/2020 17:10
    Aos que não puderem comprar álcool em gel, restará ainda a água e o sabão.
  • Marcelo  20/03/2020 12:25
    O remédio está mais amargo do que a doença.
    Se a economia quebrar, o sistema de saúde quebra e vai morrer dez vezes mais gente do que pelo vírus chinês solto.
  • Carlos Brodowski   17/03/2020 17:33
    Perfeito o artigo. Vale ressaltar que, na hora que realmente interessa, quem salvará as pessoas é a iniciativa privada, produzindo desde coisas simples, como máscaras e álcool em gel até os mais complexos remédios produzidos pelas "malditas" corporações farmacêuticas.

    O estado? Esse está aí só para impor decretos totalitários e ferrar toda a cadeia de produção da economia.
  • Luis Alfredo  17/03/2020 18:14
    Perfeito o artigo. Mas já me posicionei em outro post: a chance dos socialistas aumentou exponencialmente junto com o vírus. Este vírus foi uma benção para eles. Por incrível que pareça é realmente uma sorte ter esse louco na presidência, desde que ele não resolva gerenciar álcool gel e máscaras, conforme afirma o artigo.
  • Carnívoro  17/03/2020 18:17
    O artigo fez bem em lembrar o que ocorreu com as carnes. Em novembro de 2019, o preço do boi gordo na B3 chegou a superar R$ 230. Isso estimulou mais criação e mais oferta.

    Resultado: o preço hoje caiu para R$ 184. E nos contratos futuros está sendo negociado a R$ 168 para maio. (www.noticiasagricolas.com.br/cotacoes/boi)

    Se tivesse havido congelamento, como queria a mídia, não só não haveria mais carne no mercado legal, como também o preço no mercado negro certamente estaria próximo dos R$ 1.000.
  • Alencar  17/03/2020 19:23
    Eis o que eu nunca entendi: segundo essas pessoas que acreditam em "preço justo" e em "preço explorativo", comerciantes podem elevar abruptamente seus preços sem nenhum motivo, apenas para explorar as pessoas. Sendo assim, então por que eles já não tinham feito isso antes? Por que ficaram tanto tempo à espera de uma situação de escassez para elevar seus preços?

    É impressionante como esses ignorantes em economia não gastam nem 5 segundos de lógica básica para testar suas hipóteses. Se o aumento dos preços nada tem a ver com a situação de explosão de demanda e oferta restrita que estamos vivenciando (pois, na cabeça deles, tal aumento é apenas exploração), então por que os comerciantes já não tinham elevado os preços bem antes? Já que é tão simples assim, por que esperaram tanto tempo? Será que odeiam dinheiro?
  • Defensor do Povo  17/03/2020 20:46
    "Segundo essas pessoas que acreditam em 'preço justo' e em 'preço explorativo', comerciantes podem elevar abruptamente seus preços sem nenhum motivo, apenas para explorar as pessoas."

    Correto.

    "Sendo assim, então por que eles já não tinham feito isso antes? Por que ficaram tanto tempo à espera de uma situação de escassez para elevar seus preços?"

    Porque, se tivessem feito isso antes, as pessoas simplesmente deixariam de comprar o produto. Já em situações em que o produto se torna extremamente necessário, as pessoas não vão deixar de comprar. Elas simplesmente precisam do produto e vão comprar de qualquer jeito! Aí os comerciantes se aproveitam para meter a mão, elevar os preços e lucrar em cima, porque sabem que as pessoas não têm escolha e não vão deixar de comprar. É por isso os comerciantes ficam à espera de uma situação de escassez para elevar seus preços e explorar as pessoas.
  • Amante da Lógica  17/03/2020 21:43
    "Porque, se tivessem feito isso antes, as pessoas simplesmente deixariam de comprar o produto."

    Ou seja, você próprio reconhece que preço obedece à demanda. Parabéns pela básica constatação.

    "Já em situações em que o produto se torna extremamente necessário, as pessoas não vão deixar de comprar. Elas simplesmente precisam do produto e vão comprar de qualquer jeito!"

    Ou seja, houve aumento na demanda. Como você próprio concluiu acima, demanda conduz preços.

    "Aí os comerciantes se aproveitam para meter a mão, elevar os preços e lucrar em cima, porque sabem que as pessoas não têm escolha e não vão deixar de comprar. É por isso os comerciantes ficam à espera de uma situação de escassez para elevar seus preços e explorar as pessoas."

    Logo se vê que você é um daqueles que jamais gerenciou nem sequer um carrinho de pipocas. Deixa eu desenhar para você:

    1) Você é o dono de uma farmácia.

    2) Você vende álcool em gel a R$ 13.

    3) Subitamente, ocorre uma explosão na demanda.

    4) Se você não elevar os preços, ficará completamente sem estoques. E aí, além de perder clientela para a farmácia ao lado (que também teve de elevar os preços, mas ao menos tem estoques), também prejudicará os consumidores, pois agora não há mais produtos a serem vendidos.

    5) Ato contínuo, seu estoque acabou e você teve de encomendar mais produtos dos fornecedores. Os fornecedores encomendam às fábricas.

    6) Só que isso está acontecendo em um nível nacional. A explosão da demanda por álcool em gel e por máscaras é nacional. As fábricas estão recebendo um surto inesperado de novos pedidos. Não há como atender a este surto inesperado com o maquinário atual. Ela terá de investir e contratar para produzir mais.

    7) Logo, em decorrência de toda essa explosão da demandas, as fábricas terão de elevar preços. Não dá para contrabalançar este súbito aumento de demanda sem elevar preços. Questão básica.

    8) O aumento dos preços é o que permitirá novos investimentos (explicado no artigo).

    9) E então, você, dono da farmácia, ao repor seus estoques, vai comprar novas mercadorias a preços [u]inevitavelmente maiores[/i]. Isso é inevitável. Não há como contornar isso.

    10) E aí? Você, dono da farmácia, vai manter os preços inalterados? Mas como fará isso, se os preços nas fábricas aumentaram?

    11) Se você sabe de alguma mágica para a resposta acima, então o mundo está urgentemente necessitado de sua expertise. Você é um gênio desconhecido.

    12) Com o tempo, havendo uma maior oferta no mercado, e com a demanda caindo, os preços não só voltarão aos R$ 13, como podem cair ainda mais.

    O problema com vocês esquerdistas é que vocês juram que: a) não há escassez no mundo; b) tudo é criado num passe de mágica; e c) apenas coitadismo e vitimismo resolvem todos os problemas, inclusive o da escassez.

    Eis aí uma mentalidade que é garantia de uma vida de derrotas.

    P.S.: ah, e já que é moleza empreender e explorar, então tire a bunda do sofá e vá empreender você também. Você garantiu que é moleza ganhar dinheiro assim. E se não fizer isso, é porque é incoerente (ou então é porque odeia dinheiro, fazendo de você um esquerdista sui generis).
  • Vinicius  19/03/2020 12:59
    E quem disse que as pessoas não têm opção? Eles têm a opção de simplesmente não comprar... água e sabão continuam funcionando melhor que o alcool gel pra dissolver a capa de gordura do vírus...
  • Motorista de Família  17/03/2020 23:47
    Poxa, alencar, até eu q sou ignorante em economia sei q eles nao fizeram isso antes pq a oferta ainda atendia a demanda. Nao faz sentido vender máscara a 100 reais o par se antes da quarentena saía a 1 Real.
  • Guilherme  18/03/2020 00:17
    "até eu q sou ignorante em economia sei q eles nao fizeram isso antes pq a oferta ainda atendia a demanda."

    Ou seja, você próprio reconhece que preço advém de oferta e demanda em equilíbrio. Se um dos lados se altera, então o preço também irá se alterar. Básico.

    "Nao faz sentido vender máscara a 100 reais o par se antes da quarentena saía a 1 Real."

    Pra começar, quem recorre a exemplos fictícios e mentirosos revela seu total despreparo. No entanto, em prol do debate, vamos supor que os números realmente sejam estes.

    Para que um aumento de 100 vezes ocorra, é necessário que:

    1) Demanda tenha aumentado 100 vezes. Ou seja, antes eram 2 milhões de pessoas comprando. Agora são 200 milhões.

    2) Oferta tenha retraído 100 vezes. (Não ocorreu).

    3) Oferta tenha diminuído e demanda aumentado. (Não ocorreu retração).

    Logo, para que este cenário fictício seu tenha ocorrido, então é porque a demanda aumentou 100 vezes. A população do Brasil é de 200 milhões. Supondo que 10% utilizavam máscaras (um número extremamente alto, pois praticamente só médicos utilizam), então temos que 2 milhões demandavam o produto. Hoje, se partirmos do princípios de que 200 milhões estão demandando (com pais comprando para os filhos), então temos sim um aumento de 100 vezes na demanda.

    Aliás, se formos mais a fundo e considerarmos que a quantidade de médicos no país é bem menor que 2 milhões, e que só eles usavam máscaras, então temos que o aumento na demanda foi muito maior que 100 vezes, de modo que o preço aumentou menos que o aumento da demanda.
  • Motorista de Família  17/03/2020 23:56
    A minha unica dúvida qto a itens emergenciais é saber o quanto os comerciantes poderiam aumentar os preços desordenadamente sem se transformarem em cretinos exploradores. Imagino q em um cenário apocalíptico vai ter neguinho querendo pagar 100,00 no vidrinho de álcool gel e vai achar q fez bom negócio. Sei q o álcool nao é tao essencial qto o sabão, a nao ser q vc esteja a quilômetros de distância do banheiro e da agua corrente.
  • Eloi  18/03/2020 00:26
    "A minha unica dúvida qto a itens emergenciais é saber o quanto os comerciantes poderiam aumentar os preços desordenadamente sem se transformarem em cretinos exploradores."

    Eles poderão aumentar enquanto estiver aumento de demanda e enquanto não estiver havendo uma oferta suficiente para suprir esta demanda crescente e explosiva.

    Abrir o país completamente para o comércio exterior e zerar tarifas de importação fariam maravilhas para aumentar a oferta. Mas a esquerda é contra.

    E aí reclama que as fábricas nacionais exploram. Gente totalmente incapaz de ligar causa e consequência.

    "Imagino q em um cenário apocalíptico vai ter neguinho querendo pagar 100,00 no vidrinho de álcool gel e vai achar q fez bom negócio."

    Se houve quem achou que fez um bom negócio neste cenário apocalíptico, quem é você para dizer o contrário? Se você compra uma Ferrari por R$ 6 milhões para andar nas ruas esburacadas de um Brasil apocalíptico, e está genuinamente satisfeito com isso, quem sou eu para dizer que você agiu mal?

    Pare de se achar a palmatória do mundo. Em um cenário de apocalipse, qualquer coisa que você conseguir adquirir e que irá melhorar seu padrão de vida já é, por definição, um baita negócio.

    "Sei q o álcool nao é tao essencial qto o sabão, a nao ser q vc esteja a quilômetros de distância do banheiro e da agua corrente."

    Ou seja, neste caso apocalíptico você concebe preço a R$ 100 ou não?
  • thiago  22/03/2020 21:55
    aumenta o quanto quer, cada um fará seus próprios cálculos de risco, lucro, prejuízo e necessidade, os quais são localizados, ou seja, diferenciados em cada indivíduo ou organização. O próprio consumidor pode comprar ou não pelo preço oferecido. É muito difícil não haver qualquer alternativa.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  17/03/2020 20:30
    Aquela coisa. Nem é um problema tão grave. O governo interfere e a situação fica mais grave ainda. Depois todo mundo fala que a situação foi grave e ainda diz que as pessoas pediram intervenção do governo e que os liberais não reclamaram da ajuda do governo.
  • anônimo  17/03/2020 20:51
    O povo é ignorante.
    O POVO CLAMA (e os lacradores da USP): "O vendedores de álcool em gel devem ser solidários, mas como são capitalistas, não são solidários"

    Porém, é só observar um frasco de álcool em gel em alta demanda:
    Além dos vendedores, os transportadores deverão ser solidários, logo os preços do transporte deverão ser tabelados.
    Os transportadores deverão contar com a solidariedade dos vendedores de gasolina, logo a gasolina deverá ser tabelada
    Os vendedores de gasolina deverão contar com a solidariedade dos refinadores de petróleo, logo o produto refinado deverá ser tabelado...
    Isso só no transporte...cansei
    Olha no frasco
    O frasco de álcool em gel usa plástico, logo o plástico deverá ser tabelado...
    A tampinha desse frasco é de um tipo diferente de plástico, que também deverá ser tabelado...
    Em cima da fabricação do frasco, há também o transporte e a fabricação em si do frasco... tudo tabelado
    Imaginem na fábricacao do álcool em gel? Canavieiras, transporte, refinarias, etc... tudo tabelado: quantos terabytes de informação para serem processados e transformados numa tabela que deverá suprir a necessidade de todos?

  • Ninguém Apenas  17/03/2020 21:39
    É por isso que o Intervencionismo não se mantém no longo prazo. Ou o governo vai ter que tabelar tudo e controlar diretamente a produção (Socialismo), ou abolir todos os controles (Capitalismo).

    De outra forma, verá o produto tabelado desaparecer por completo.
  • Imperion  17/03/2020 22:22
    Otima colocação.
  • Quem quer dinheiroooo?  17/03/2020 20:57
    A Ambev vai fabricar álcool em gel durante a crise para doar.

    Segundo eles, o fator limitante para o aumento da oferta de álcool em gel são as embalagens plásticas. Eles vão contornar isso usando as garrafas PET, que hoje não estão em falta. O álcool virá do processo cervejeiro e da produção de cervejas zero álcool.

    istoe.com.br/ambev-produzira-500-mil-unidades-de-alcool-em-gel-para-doar-a-hospitais-publicos/

    Salvo engano, eles vão doar para hospitais. Mas seria perfeitamente razoável se quisessem vender, compensando a queda da receita com venda de bebidas.
  • Welder  18/03/2020 12:38
    Álcool debilita o sistema imunológico.
  • Geraldo  19/03/2020 00:11
    Bebida alcoólica debilita o sistema imunológico. Por isso, na atual conjuntura, é melhor parar de beber...

    Álcool em gel mata micro-organismos existentes na pele, inclusive vírus, reduzindo as chances de contágio. Por isso é que está todo mundo atrás dele.
  • anônimo  17/03/2020 20:59
    Estou torcendo pelo tabelamento...2 reais por frasco...vou comprar 1000 frascos... com toda certeza do mundo, haverá escassez...todo mundo clamando por álcool em gel, vou vender, no mercado negro, por 70 reais...68*1000=68000 de lucro (ninguém precisa de álcool em gel, na verdade, um bom sabonete ajuda... as máscaras são mais necessárias)

    Moralidade? É construção social (como os esquerdistas clamam), se bem que, pelo menos, as pessoas estão tendo acesso aos produtos
  • Victor Q.  17/03/2020 21:12
    A pergunta que não quer calar: Essa medida de tabelar os preços é eficaz no curto e no médio prazo? (que é o tempo estimado da pandemia e, de certa forma, o tempo que os produtores conseguiriam suportar o tabelamento)

    E, caso ir para o longo prazo, será que o governo não pode, agora, prever os possíveis problemas que os produtores terão no longo prazo e já planejar uma solução de longo prazo beneficiando os produtores?
  • Amante da Lógica  17/03/2020 22:01
    "Essa medida de tabelar os preços é eficaz no curto e no médio prazo?"

    Não. Já está havendo escassez agora. A explosão na demanda foi extrema. Antes, uns 10% da população usava álcool em gel (se muito). Agora, são 100%. Como fazer com que tamanho aumento da demanda não gere aumento de preços?

    Não é uma questão de as "fábricas passarem a produzir mais". Pra começar, elas têm de redesenhar toda a estrutura de produção. Elas irão consumir mais energia (elétrica e gás natural). Vão ter de comprar mais matéria prima. Vão ter de contratar mais mão de obra. Tudo isso é custo.

    Mas se os preços estão congelados (da época em que a demanda era de 10% e não de 100%), então é óbvio que todo esse vultoso investimento não será factível. As fábricas irão operar no vermelho.

    Na melhor das hipóteses, se você congelar hoje, manterá a mesma oferta com os mesmos preços. E aí, obviamente, haverá escassez total. Após 10% da população conseguirá comprar o produto.

    "E, caso ir para o longo prazo, será que o governo não pode, agora, prever os possíveis problemas que os produtores terão no longo prazo e já planejar uma solução de longo prazo beneficiando os produtores?"

    É sério isso? Você acha que políticos e burocratas — que por definição não fazem a mais mínima ideia do que é empreendedorismo — sabem como gerenciar e fazer uma sintonia fina da economia?

    Hum, qual regime econômico já tentou exatamente isso: colocar burocratas no comando de toda a estrutura de produção da economia?

    Dica: se políticos e burocratas tivessem essa capacidade, então eles próprios estariam ganhando dinheiro sendo empreendedores. É exatamente por não terem essa capacidade que eles viraram parasitas.
  • Vladimir  17/03/2020 22:06
    "será que o governo não pode, agora, prever os possíveis problemas que os produtores terão no longo prazo e já planejar uma solução de longo prazo beneficiando os produtores?"

    Já pensaram que lôko? Bolsonaro, Manetta, Onix, Guedes (que nem sequer entende o básico sobre taxa de câmbio) e mais um bando de burocrata do Ministério da Saúde (quase todos ali por indicação política) prevendo todos os possíveis problemas empresariais de longo prazo e implantando agora soluções para eles?

    Eu consigo visualizar. E vocês?


    É cada piadista…
  • Imperion  18/03/2020 00:49
    Não é eficaz nem no médio, nem no curto. O Brasil cobra imposto de estoque. Ninguém então mantem um estoque pra vários meses. O Brasil tb pune os produtores com impostos elevados. Nenhum produtor produz o mesmo que os americanos. A produtividade brasileira é várias vezes menor. Por isso o brasileiro tem menos renda. Por isso compra menos e ninguém produz muito, porque produzir demais pra pagar impostos pelo que vc não vende é desperdício. Então a capacidade de produzir brasileira opera no que dá. Daí vc tabela um produto que sofre alta demanda por um preço defasado, todo mundo aproveita pra comprar em grande quantidade, pois os preços estão baixos para a demanda forte.

    Nesse cenário o produto desaparece das gôndolas como num passe de mágica, num curtíssimo prazo e o produtor sendo extorquido pelos altos impostos não vai repô-los rápido. Vai tirar dinheiro de onde? Das vendas do produto abaixo do valor (tabelado) é que não vai ser. Ele vai tomar prejuízo. Ele não vai aumentar a produção do produto. Ele vai reduzir.

    As gôndolas vão ficar vazias por meses. No tabelamento a produção vai cair. Vai faltar mais que antes.

    O supermercado quando conseguir o produto vai pegar por um valor varias vezes acima do valor do tabelamento. Vai tomar prejuízo se pegar e vender.

    E com um agravante: a epidemia tá forçando os empreendedores a cortar a produção. Sem produção, não vão ter dinheiro e vão falir. O governo, ao tabelar os preços, tá aumentando mais ainda a probabilidade de falência deles, pois está onerando ainda mais a produção. Crises pandêmicas são crises produtivas

    Mesmo não querendo cortar a produção, vão ter que cortar pelas medidas quarentênicas.

    Está em jogo o abastecimento das pessoas que estão paradas. Tabelar vai piorar esse cenário. Deixa os ricos se empanturrarem de álcool gel a 200 reais. Eles lavam a mãos e não ficam transmitindo. O empreendedores vão se entupir de dinheiro, vão investir na produção, vai ter mais álcool pra comprar depois a preços baixos. Já com tabelamento ele vai desaparecer e não vai ser reposto.
  • Robert  17/03/2020 21:16
    Sou totalmente contra qualquer tipo de tabelamento. Mas fiquei com uma dúvida.

    Na hipótese de um tabelamento por que podemos afirmar que não haveria aumento na produção ?

    Se hoje o empreendedor vende a X e lucra com isso, por que ele não aceitaria aumentar a sua produção e vender o dobro pelo mesmo preço de X que ele vende hoje e lucra ?

    É normal investir em aumento de produção quando se nota um aumento de demanda, mesmo que o preço continue o mesmo, não ?
  • Amante da Lógica  17/03/2020 21:54
    1) Você é o dono de uma farmácia.

    2) Você vende álcool em gel a R$ 13.

    3) Subitamente, ocorre uma explosão na demanda.

    4) Se você não elevar os preços, ficará completamente sem estoques. E aí, além de perder clientela para a farmácia ao lado (que também teve de elevar os preços, mas ao menos tem estoques), também prejudicará os consumidores, pois agora não há mais produtos a serem vendidos.

    5) Ato contínuo, seu estoque acabou e você teve de encomendar mais produtos dos fornecedores. Os fornecedores encomendam às fábricas.

    6) Só que isso está acontecendo em um nível nacional. A explosão da demanda por álcool em gel e por máscaras é nacional. As fábricas estão recebendo um surto inesperado de novos pedidos. Antes, uns 10% (se muito) da população utilizada álcool em gel. Agora são 100%. Não há como atender a este surto inesperado com o maquinário atual. Ela terá de investir e contratar para produzir mais. Não é simplesmente uma questão de ligar mais máquinas. Tem de haver todo um redesenho da estrutura produtiva.

    7) Mas não pára por aí. As fábricas terão de comprar mais matéria-prima e consumir mais energia. O custo aumenta seguindo a mesma lógica acima.

    8) Logo, em decorrência de toda essa explosão da demandas, as fábricas terão de elevar preços. Não dá para contrabalançar este súbito aumento de demanda (de 10% para 100% da população) sem elevar preços. Questão básica.

    9) O aumento dos preços é o que permitirá novos investimentos (explicado no artigo).

    10) E então, você, dono da farmácia, ao repor seus estoques, vai comprar novas mercadorias a preços [u]inevitavelmente maiores[/i]. Isso é inevitável. Não há como contornar isso.

    11) E aí? Você, dono da farmácia, vai manter os preços inalterados? Mas como fará isso, se os preços nas fábricas aumentaram?

    12) Com o tempo, aí sim. havendo uma maior oferta no mercado, e com a demanda caindo, os preços não só voltarão aos R$ 13, como podem cair ainda mais.
  • Robert  17/03/2020 22:15
    Obrigado pela resposta.

    Focando somente na minha dúvida, ou seja, na capacidade da fábrica aumentar a produção, mantendo o mesmo preço, entendo que a resposta está na necessidade do aumento de preço a fim de financiar o investimento, é isso ou entendi errado?

    Mas pra isso, precisamos assumir que a fábrica não possui o capital para investimento, não?

    Caso, uma fábrica possua saúde financeira suficiente para investimento, não seria possível investir na ampliação e continuar praticando o mesmo preço que já é lucrativo? Obviamente haverua um tempo de payback para esse investimento, como quaker outro negócio.
  • Empreendedor  18/03/2020 00:31
    Empreendedores decidem investir e aumentar sua produção basicamente em dois cenários:

    1) Quando ocorre uma forte alta na demanda presente.

    2) Quando acreditam que a demanda futura será maior e melhor que a atual. Neste caso, ele investe para se adiantar aos seus concorrentes.

    Apenas o segundo caso não gera aumento de preços, pois é algo não para agora, mas sim para o longo prazo. Neste caso, o empreendedor está especulando: ele está apenas imaginando que a demanda futura será maior que a atual, e ele quer estar preparado para atender a este demanda melhor do que seus concorrentes quando ela se manifestar.

    Portanto, não. Não tem como uma fábrica expandir emergencialmente sua produção hoje, para atender a uma explosiva demanda presente, sem que haja aumento de preços.
  • Jorge Teruya  17/03/2020 22:13
    Ola Robert,

    Se determinado produto custa 3,00 para ser produzido e você o vende a 6,00 parece um ótimo negócio.

    Se hoje vendemos 1.000 caixas, e só eu começar a produzir 100.000 caixas que todas serão vendidas, fácil né?

    Para aumentar a produção e necessário investimento, você precisará de mais pessoas, mais máquinas e mais matéria prima.

    Você terá um gasto grande com CAPEX/OPEX. Vai valer a pena?

    Cada caso é um caso, mas via de regra dificilmente alguém investe em algo arriscado desses (pois tem prazo de validade o surto) caso a lucratividade não seja maior.

    O fabricante pode sim aumentar a sua produção, dobrar ela por exemplo, mas dificilmente conseguirá aumentar em 10x 100x pensando nesse lucro pequeno.

  • Wesley  17/03/2020 22:35
    No Japão teve uma empresa que aumentou o preço da máscara em 33 vezes, mas o mercado cuidou de tudo e as pessoas não compraram, levando um consumidor a chamar a tv e isso queimou a imagem da empresa(bem feito) ao fazer isso, visto que as outras aumentaram bem pouco. Foi uma péssima gestão dela.
  • Antonio Henrique Pinheiro  17/03/2020 22:49
    O pensamento liberal mata a caridade.
  • Quevedo  18/03/2020 00:00
    Exatamente ao contrário: é ele quem garante a caridade. Para que haja caridade é necessário antes ter havido produção e trabalho. É impossível haver caridade sem antes ter havido algum empreendimento capitalista.

    Quanto mais liberdade econômica, mais solidariedade e caridade - na teoria e na prática

    A criação de riqueza é muito mais importante que a caridade; sem a primeira não existe a segunda

    Para melhorar a caridade, retire o governo da função assistencialista

    Aguardo suas refutações.
  • Imperion  18/03/2020 02:44
    Tomar dos outros nunca vai ser caridade. Tomar dos outros é roubo.
  • Christian   17/03/2020 23:49
    Sempre me impressiona essa coisa de "preço abusivo" ou "preço justo". Justo pra quem?!? Sou o dono da loja. Comprei o álcool. Vou revender. A loja é minha, o álcool é meu, por que eu não posso colocar o preço que eu quero? (Retórica, já sei que nossos soças criaram um "código de defesa" que estimula o desabastecimento). Quem achar "abuso", deveria ir à loja do lado e pagar o preço que o meu concorrente cobra. Aliás, é exatamente a concorrência que nos protegerá dos "preços abusivos" e "capitalistas malvadões", não um bando de burocratas. Ninguém é obrigado a pagar pelo meu álcool... mas se for comprar o meu, "meu álcool minhas regras".

    Aí escuto "ah, mas seu preço subiu 500% e você ainda tem o álcool em estoque!". Oras, se ainda tenho algo no estoque (se é que o próprio aumento da demanda ainda não acabou com ele) e subi o preço, estou perdendo oportunidade de vender mais e tomar a clientela, já ao invés de vender mais barato que a concorrência, estou igualando meus preços aos deles.
  • Eduardo R., Rio  18/03/2020 00:22
    (...) dois rapazes do estado do Tennessee ganharam notoriedade por terem estocado 17 mil garrafas de álcool em gel e lenços desinfetantes com o objetivo de revendê-los na internet por um preço altíssimo. O que eles não esperavam era que empresas como Amazon e eBay proibiram a prática e começaram a suspender contas, tornando seu "investimento" inútil.

    olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/homem-doa-18-mil-garrafas-de-alcool-gel-encalhadas-apos-punicao-da-amazon/98097
  • Fabrício  18/03/2020 00:27
    Quer dizer que a situação foi resolvida inteiramente pelo mercado? E oor uma malvada megacorporação, ainda por cima?

    E sem qualquer envolvimento do estado?

    Não é possível, tem coisa errada. Isso não pode acontecer.
  • Eduardo  18/03/2020 01:27
    Só quero ver então os liberais de verdade não dependendo de auxílio do governo para depois da crise conseguirem se reerguer. Se é menos estado na bonança tem que ser também na penúria.
  • Trader  18/03/2020 02:22
    Pode me cobrar. E você? Vai usufruir o dinheiro extorquido dos desdentados?
  • Pobre Paulista  18/03/2020 02:44
    Você tem toda a razão. Vamos ver o que os "Liberais" Bolsonaro e Guedes irão fazer.
  • Barbara Maffessoni  18/03/2020 04:26
    Me cobre também querido. Não preciso que o Estado me diga o que fazer com o meu dinheiro.

    Só me responda essa pergunta então, já que demoniza os empreendedores:

    Quem tem mais status e admiração numa sociedade normal? Um burocrata idiota do funcionalismo público que só serve pra assinar papeis ou um empreendedor que cria um serviço que milhares se acotovelam para ter?

    Caso escolha a primeira opção, estará comprovada sua completa falta de ambição e acomodamento na vida.
  • Sideshow Bob  18/03/2020 14:27

    Quem banca o auxílio do governo?
    Quem banca o governo?
  • Cadu   18/03/2020 03:19
    Nesse momento, o álcool em gel e as máscaras são considerados produtos essenciais. Evidente que, caso a demanda por determinado produto suba, o preço tende a subir. O problema é que alguém que tenha interesse em abrir uma empresa a fim de concorrer com aquela(s) determinada(s) empresa(s) cujos preços aumentaram vertiginosamente devido ao excesso de procura pelo produto não terá tempo hábil pra se consolidar no mercado, de forma que o preço volte a ser acessível a TODOS como o foi outrora.

    Como a demanda é enorme, é natural que o produtor de um determinado produto procure fabricá-lo ainda mais pra poder suprir as necessidades do mercado, o que alavanca os preços. Contudo, perceba que estamos falando de algo primordial, fundamental e de necessidade imediata que certamente faltará pro menos abonado, haja vista a inviabilidade do mercado se autorregular em tempo hábil com a consequente alta dos preços por um período relativamente longo. Qual a solução, a meu ver? Intervenção do Estado, sim, de forma que haja uma REGULAÇÃO tanto dos preços como da quantidade comprada por pessoa, garantindo que TODOS tenham acesso aos produtos considerados essenciais, mesmo que temporariamente.
  • Imperion  18/03/2020 16:11
    Errado , é o estado quem toma o dinheiro do empreendedores e os impede de investir no aumento da produção.
  • Tiago  18/03/2020 08:14
    Por que que, ao invés de cobrar mais caro do pobre, não se limita os gastos do rico para algo equivalente? Dessa forma, diminuiria a margem para especulação e impediria uma alta oscilação dos preços...

    Mas isso vocês não querem né? Até em catástrofe querem ter lucro máximo.
  • Carlos  18/03/2020 15:42
    Interessante. Diz aí como é que isso seria feito. Cada pessoa, ao entrar em uma farmácia, teria de apresentar sua declaração de Imposto de Renda? Ou então a classificação seria com base nas vestimentas da pessoa? E se um rico se vestir todo maltrapilho e se passar por pobre, quem irá descobrir?

    Aliás, mesmo que os ricos fossem banidos, a própria demanda dos pobres já bastaria para elevar preços.

    Sério, é cada jumento que habita esse mundo, que começo a achar que o coronavírus é castigo divino…
  • Tiago  18/03/2020 17:34
    Indo direto na raiz: Fazendo os bancos limitarem o acesso ao dinheiro. Dessa forma o mercado teria que adaptar os preços de um mundo onde todos teriam acesso.
  • Vladimir  18/03/2020 18:15
    Tipo, exatamente como fez o Plano Collor? Rapaz, você só melhora, hein?

    Ah, sim, deixa eu te trazer pro mundo real: a esmagadora maioria dos ricos possui quantias inimagináveis de dinheiro em espécie. Utilizam inclusive para pagar funcionários.

    Quem realmente seria pêgo nesse seu plano genial seria a classe média baixa.
  • Marco Aurélio Bach De Paula  22/03/2020 16:59
    Amigo, esse seu arranjo é extremamente parecido, para não dizer igual ao do Plano Collor. Imagino que você tenha conhecimento sobre como essa ideia deu totalmente errada.
  • Cristian  18/03/2020 16:33
    Por favor nos diga como funcionaria na prática essa sua ideia "jenial" ?

    O colega acima já deu uma sugestão...mas gostaria de ler a sua!
  • Sr.Tony  18/03/2020 11:46
    E o que ocorre caso todos os produtores de Alcool em gel resolvam tabelar o preço abusivo?
  • Humberto  18/03/2020 15:59
    Nenhum produtor tabela preço. Eles podem, no máximo, combinar via WhatsApp. Se isso ocorrer, é só zerar os impostos de importação. (Mas aí a esquerda não deixa, pois diz que isso causa "desindustrialização").

    A mesma esquerda que defende protecionismo reclama dos efeitos do protecionismo. É algo realmente estupefaciente.
  • Cristian  18/03/2020 17:04
    "E o que ocorre caso todos os produtores de Alcool em gel resolvam tabelar o preço abusivo?"

    Essa hipótese em um ambiente de livre mercado, ou seja, sem a intervenção estatal?

    Te respondo com uma pergunta:

    O que impediria que outros empreendedores de outros setores resolvessem produzir e vender álcool gel a preços fora e abaixo dessa tabela?

    Já com a presença do estado, a coisa é simples:

    Se por acaso algum grupo de políticos e/ou burocratas resolverem na base da caneta tabelar os preços...todo e qualquer produtor vai ter que vender por aquele preço OU fechar o negócio.
  • Bruno  18/03/2020 14:02
    Fiquei com uma dúvida: Como essa disseminação do vírus pode afetar muita gente, não seria o caso de o governo intervir e usar o dinheiro público para pagar as empresas fabricantes de álcool para que estas produzam mais pelo mesmo preço e não tenham prejuízo. Assim, o dinheiro que essas empresas usariam para investir em mais produção de álcool viria do governo, seria dinheiro de impostos. Portanto as empresas não teriam prejuízo e até lucrariam mais e o dinheiro público estaria sendo usado em benefício à população. Uma interferência desse tipo seria prejudicial a economia ou traria algum tipo de problema econômico? Sou leigo nesse assunto.
  • Santiago  18/03/2020 22:22
    Você, na prática, está dizendo que se uma empresa for estatizada (isto é, passar a ser financiado com dinheiro de impostos) ela se tornará mais eficiente. Aí seria um caso único no mundo. Se eu sou empresário e passo a ter uma situação de lucro garantido pelo dinheiro de impostos dos cidadãos, qual o meu incentivo para ter alguma eficiência?

    Mas isso tudo ainda é o de menos. Eu gostaria que você me explicasse a sua lógica. Você está dizendo que devemos tomar o dinheiro de impostos das pessoas, repassá-lo a empresários, que então irão fabricar coisas com nosso dinheiro de impostos, para então cobrar de nós por esses produtos? Ou seja, em vez de pagar apenas uma vez pelo produto, o pagador de impostos agora terá de pagar duas vezes?

    Gente, pelo amor de Deus. Parem de inventar situações bizarras achando que estão descobrindo uma nova pólvora.
  • Usando o bom senso  18/03/2020 14:04
    A lei da oferta e demanda é algo óbvio, lógico, racional. Não se discute. A questão é que nós, seres humanos, não somos seres (apenas) lógicos, óbvios e racionais.

    Nós somos pura emoção TAMBÉM.

    Diante de uma tragédia, é uma atitude nobre e humanitária não aumentar os preços de produtos que estejam com caráter de essenciais dada a situação atípica; especialmente em uma forma absurda, para que os que dispõem de menos recursos financeiros possam ter menos dificuldades para comprá-los, mesmo que isto acarrete em prejuízo pessoal. No Japão, durante aquele terrível maremoto, muitos comerciantes BAIXARAM os preços ante o aumento da demanda e frotas de ônibus faziam o transporte de pessoas DE GRAÇA. Isto contraria a lei da oferta e da procura? Sim. A atitude desses japonese faz sentido? Nenhum...mas apenas para quem vê no valor de mercado o maior dos valores.

    Em tempo: "Emprego é bom e eu gosto, mas no momento eu necessito é de uma máscara e um pouco de gel para passar nas mãos; afinal morto não trabalha. Questão de prioridade". Palavras do Zé Povim ao chegar em uma farmácia com os últimos 12 reis no bolso para comprar o tal gel e viu que o preço tinha subido para 30 pilas...
  • Ulysses  18/03/2020 15:50
    Mais um que acha que economia e produção são coisas que podem ser perfeitamente alteradas de acordo com sentimentalismos. O mundo não funciona.

    Aliás, o mais legal é que essas pessoas que ficam cagando regra sobre quão caritativos e dadivoso os outros devem ser são os mesmos que espantam mendigo nos semáforos e que jamais abriram suas casas para os desabrigados.

    Você, por exemplo: está dando dinheiro para os mendigos comprarem álcool em gel? Ou quer apenas que os outros trabalhem, produzam e façam tudo?
  • Usando o Bom Senso  18/03/2020 17:48
    "Mais um que acha que economia e produção são coisas que podem ser perfeitamente alteradas de acordo com sentimentalismos".

    Não. Mais sou apenas um que enxerga o óbvio: há valores mais importantes que o de mercado. Economia e produção segue as leis econômicas naturais, mas não estão impassíveis de interferências outras como o do "sentimentalismo" humano em dado contexto mais urgente. Isso do ponto de vista não fanático é claro...

    "Você, por exemplo: está dando dinheiro para os mendigos comprarem álcool em gel?"

    Por incrível que LHE pareça, fiz algo parecido sim. Não dei álcool em gel, pois nem eu o tenho, mas ofereci sabão e água para lavar a mão do sujeito pensando exatamente na contaminação pelo coronavírus assim como procurei informá-lo sobre o assunto. E você já fez isto?
  • Ulysses  18/03/2020 18:24
    É mesmo? Se você estava na rua, tirou a água e o sabão de onde? Na próxima, certifique-se de inventar uma mais plausível.

    Quanto à sua pergunta, vou lhe dar duas respostas:

    1) Eu dou dinheiro, e só. Não dou coisas, faço melhor: dou a liberdade de ele escolher o que adquirir.

    2) Ainda que eu não desse absolutamente nada, ainda assim estaria em um plano moral superior ao seu: eu não estou defendendo a agressão alheia. Não estou dizendo que terceiros devem ser esbulhados e terem sua propriedade confiscada e redistribuída apenas para satisfazer minha distorcida visão de mundo.
  • Usando o Bom Senso  18/03/2020 18:50
    "É mesmo? Se você estava na rua, tirou a água e o sabão de onde? Na próxima, certifique-se de inventar uma mais plausível. "

    Não, amigo. Eu estava em frente de casa, na calçada, quando fui abordado. Em nenhum momento eu disse que estava na rua. É compreensível que você imagine como se deu a situação narrada, mas tomar a imaginação como fato ocorrido é outro nível...

    "Ainda que eu não desse absolutamente nada, ainda assim estaria em um plano moral superior ao seu: eu não estou defendendo a agressão alheia. Não estou dizendo que terceiros devem ser esbulhados e terem sua propriedade confiscada e redistribuída apenas para satisfazer minha distorcida visão de mundo."

    Nem eu muito menos o estou. Note que em nenhum momento eu defendi estas coisas.

    Sua postura me lembrou a de um sujeito fanático religioso que, certa vez, ao saber que não acredito na existência do deus cristão, concluiu que "então eu acreditava no demo". Ora! De uma coisa não se conclui a outra. Note também que você recorreu ao mesmo expediente falacioso que ele.

  • Geraldo  19/03/2020 00:33
    "Eu dou dinheiro, e só. Não dou coisas, faço melhor: dou a liberdade de ele escolher o que adquirir."

    Frequentemente os mendigos fazem as pessoas de trouxas, pegando o dinheiro que elas dão para comprar bebida, cigarro ou drogas.

    Já aconteceu de um pedinte me abordar próximo a uma parada de ônibus (no tempo em que eu ainda andava de ônibus) dizendo que precisava de R$ 5 para inteirar uma passagem para voltar para casa. Eu, na maior boa vontade, dei o dinheiro para ele. Não é que, enquanto eu ainda esperava o meu ônibus, o sujeito foi a um bar que tinha perto da parada e comprou um maço de cigarros com o dinheiro que eu tinha dado para ele?

    Desde então, não dou mais dinheiro para mendigo. Uma vez não dei dinheiro, mas dei um pacote de fraldas para um outro sujeito que acabara de ter um filho. Acredito que fiz uma boa ação nesse dia.
  • Gabriel  18/03/2020 18:33
    "Não dei álcool em gel, pois nem eu o tenho, mas ofereci sabão e água para lavar a mão do sujeito pensando exatamente na contaminação pelo coronavírus assim como procurei informá-lo sobre o assunto. E você já fez isto?"

    Nossa! E como foi isso? Você sempre leva um sabonete no seu bolso esquerdo e um galão de água junto com você? Impressionante, hein...

    Se for para inventar argumentos que apelam ao sentimental você terá que ser um pouquinho mais criativo. Aqui não é Facebook.
  • Cristian  18/03/2020 16:47
    Ótimo....vamos de emoção então!

    O álcool gel está 30 conto...50 conto e etc. Normalmente reclama disso, aquele que quer comprar álcool gel pra ficar de quarentena dentro de casa!!!!!!

    É brincadeira né??? Se já ta em quarentena, não se socializando com as pessoas para não se infectar, NÃO PRECISA de álcool gel em casa! Vai ficar se esterilizando toda vez que pegar no controle remoto da TV?

    Os preços sobem e o artigo diz com maestria os porques! Álcool gel é MUITO mais útil nos hospitais, clínicas, escolas, institutos, busão, e etc; ou seja, lugares públicos em geral.

    Outra coisa....

    NINGUÉM sabe quando essa pandemia vai terminar! Pode ser daqui até o próximo fim de semana, ou daqui um mês ou daqui 1 ano. Estamos "oficialmente" no terceiro dia da "calamidade" no país e agora muitos querem a solução pra ontem!!!

    E por fim...porque aqueles que se escandalizam com a subida dos preços não compraram álcool gel em fevereiro? ou janeiro? Todos sabiam que a doença chegaria aqui!
  • Marcelo Esteves  18/03/2020 22:06
    "Os preços sobem e o artigo diz com maestria os porques! Álcool gel é MUITO mais útil nos hospitais, clínicas, escolas, institutos, busão, e etc; ou seja, lugares públicos em geral."

    Fico imaginando o dono da farmácia pensando assim:
    "Vou aumentar o preço do álcool gel pq ai os meus consumidores não vão comprar, daí eu devolvo o que eu não vender pra indústria, que vai poder então vender pra quem realmente precisa, os hospitais. Sou um gênio!!!!!!"
  • Professor  18/03/2020 22:36
    Não, ignaro. Não é isso que está sendo dito. É nisso que dá respeitar demais a inteligência alheia. Os bichos são tão burros que eles juram que o burro é você.

    Deixa eu desenhar para você, utilizando um outro exemplo, pois você pelo visto se embananou com este.

    Imagine um fabricante de rádio. Para construir seu produto, ele pode utilizar uma miríade de materiais, desde um simples plástico até a nobre platina. Como a platina é um metal nobre e relativamente escasso, seu preço é alto. Esse preço alto está enviando um sinal inequívoco ao fabricante de rádio: se ele quer usar platina, então é bom que seja para um motivo muito urgente, pois ele estará retirando recursos de outras indústrias para as quais a platina é um dos poucos materiais que tornam seu processo de produção lucrativo. 

    Esse alto preço da platina, que o fabricante de rádio certamente não pode pagar, é reflexo do fato de que a platina é necessitada com mais urgência em outros setores da economia, e a lucratividade que ela gera para esses setores permite que seus usuários elevem o preço da platina até o ponto em que passa a não ser vantajoso para o fabricante de rádio competir por esse recurso escasso.

    É claro que o fabricante de rádio não necessariamente sabe por que o preço da platina é tão alto, ou quais são seus outros possíveis usos. Tudo o que ele sabe é que a platina é cara — e ele deve reajustar seu processo de produção de acordo com essa realidade. Ele terá, então, de utilizar um material como o plástico, cuja maior abundância ou menor urgência em outros setores torna seu uso mais viável e racional.

    Milhões de decisões como essa são feitas diariamente, desde a fabricação de aviões até a produção de pães. As decisões são racionalizadas exatamente por causa do sistema de preços, e sem que os produtores envolvidos nesses processos tenham de saber por que exatamente as condições econômicas do momento fazem os preços serem como são. 

    No caso do álcool em gel, é exatamente isso o que está acontecendo: o preço está alto porque hospitais, escolas, indústrias, escritórios, ônibus, tudo isso passou a demandar mais.

    Entendeu agora ao menos o básico?
  • Usando o Bom Senso  18/03/2020 20:00
    Em frente de casa, sentado na calçada. O cara me aborda e me pede esmola.
  • Pablo Dias  18/03/2020 21:51
    " Diante de uma tragédia, é uma atitude nobre e humanitária não aumentar os preços de produtos que estejam com caráter de essenciais dada a situação atípica; especialmente em uma forma absurda, para que os que dispõem de menos recursos financeiros possam ter menos dificuldades para comprá-los, mesmo que isto acarrete em prejuízo pessoal. "

    Moro nos EUA, e a maioria dos supermercados não aumentou os preços exponencialmente mesmo com um aumento drástico da demanda.

    Existiram aumentos, mas foram muito modestos. A procura por alguns produtos - ex: papel higiênico - aumentou 5000%, mas o preço aumentou no máximo uns 10-20% porque os donos de mercado não se sentiam confortáveis em aumentar o preço (seja por questões sentimentais, seja por medo de retaliação estatal). Resultado - prateleiras vazias frequentemente.

    O sistema de preços é impessoal e amoral, seu objetivo é apenas balancear oferta e demanda. Quando se joga outras variáveis no meio fatalmente se causa distorções que não deveriam estar lá e que, frequentemente, são contra-produtivas.
    Você acha, por exemplo, que as pessoas iriam estocar 2 anos de papel higiênico se cada rolo custasse cinco dólares? Provavelmente não. Mas como cada rolo custa 5 centavos, as pessoas se sentem confortáveis em comprar o estoque inteiro de determinada loja.
  • Romildo Santos  18/03/2020 14:13
    Em momentos de crise profunda em que todos estamos passando, e considerando que nossa natureza é EGOÍSTA, já dizia Sr. Smith, isso explica por que esse sistema econômico prevalece, há que se doutrinar os oportunistas de plantão. A maioria não conhece as regras do jogo capitalista, suas engrenagens, portanto alguma disciplina deve ser imposta para tentar regular o comércio. Um grande exemplo foi o que aconteceu nos Estados Unidos, a empresa Amazon.com exclui do site um aproveitar americano que comprou muitos estoques de alcool gel , se antevendo a crise, e queria revender por preços bem acima do praticado, um atentado contra a economia popular. Como a peste negra derrubou o feudalismo, esse vírus irá doutrinar algumas perversidades incrustadas nesse combalido sistema capitalista, totalmente esgotado. Urge repensarmos como comportamos em um novo sistema econômico, porém, enquanto não reeducarmos nossas vontades próprias, nosso egoísmo sádico, acho muito difícil.
  • Fabrício  18/03/2020 16:08
    "Um grande exemplo foi o que aconteceu nos Estados Unidos, a empresa Amazon.com exclui do site um aproveitar americano que comprou muitos estoques de alcool gel , se antevendo a crise, e queria revender por preços bem acima do praticado, um atentado contra a economia popular."

    Ué, quer dizer que a situação foi resolvida inteiramente pelo mercado? E por uma malvada megacorporação, ainda por cima?

    E sem qualquer envolvimento do estado, de políticos e de burocratas?

    Não é possível, tem coisa errada. Isso não pode acontecer. Sabemos que apenas políticos e burocratas são capazes de resolver coisas, pois só eles são seres íntegros, probos, ínclitos e ilibados. Né?
  • anônimo  18/03/2020 16:31
    Gerador de lero-lero, maior inovação tecnológica do "Pátria Educadora"
  • Cristian  18/03/2020 16:59
    "Em momentos de crise profunda em que todos estamos passando, e considerando que nossa natureza é EGOÍSTA,..."
    Sim. Altruísmo não existe!

    [i]"...já dizia Sr. Smith, isso explica por que esse sistema econômico prevalece, há que se doutrinar os oportunistas de plantão.[i/]

    Me diz quem vai doutrinar quem?

    [i] A maioria não conhece as regras do jogo capitalista, suas engrenagens, portanto alguma disciplina deve ser imposta para tentar regular o comércio.[i/]

    Quem deve impor o que a quem??

    E se você mora no Brasil, o comércio aqui já é fortemente regulado pelo estado brasileiro.


    [i]Um grande exemplo foi o que aconteceu nos Estados Unidos, a empresa Amazon.com exclui do site um aproveitar americano que comprou muitos estoques de alcool gel , se antevendo a crise, e queria revender por preços bem acima do praticado, um atentado contra a economia popular.[i/]

    Você acabou de citar o que parece ser uma relação entre "dois individuos" e que nada tem a ver com regulaçoes impostas por políticos e burocratas ao livre mercado.

    Falho no exemplo! Tente outro.


    [i]Como a peste negra derrubou o feudalismo, esse vírus irá doutrinar algumas perversidades incrustadas nesse combalido sistema capitalista, totalmente esgotado.[i/]

    A peste negra foi quem derrubou o feudalismo? Cite as fontes dessa sua afirmação!

    O sistema capitalista está tão esgotado que você esta nesse momento utilizando-se dele pra vir aqui escrever bobagens!


    [i]Urge repensarmos como comportamos em um novo sistema econômico, porém, enquanto não reeducarmos nossas vontades próprias, nosso egoísmo sádico, acho muito difícil.[i/]

    Não seja tímido!

    Diz aí uma possível solução para um mundo melhor!
  • Estudante ginasiano  18/03/2020 15:26
    Duas dúvida:

    1) Suponhamos que é, por exemplo, prova do ENEM. Em frente das escolas os ambulantes vendem canetas a preços mais altos do que em uma papelaria ou armarinho. Por que se esse produto não está em escassez?


    2) Por que canetas e lápis não aumentam tanto o preço ao longo do ano como terrenos e imóveis?
  • Régis  18/03/2020 15:47
    1) Ora, mas é óbvio que as canetas estão escassas [u]naquela localidade[/i]. O preço de o aluno pegar um ônibus, voltar pra casa, pegar caneta, voltar para o local da prova, e certamente perder o horário de entrada é muito maior do que o de apenas comprar a caneta ali.

    Outra coisa: se o ambulante colocar um preço baixinho para as canetas, elas acabarão em segundos (com muito estudante endinheirado comprando praticamente tudo), e aí, aquele estudante mais pobre que realmente necessita, ficará sem nada.

    2) Canetas e lápis disparam de preço no início do ano, exatamente por causa do início do ano letivo. Depois caem de preço, pois ninguém mais compra. Oferta e demanda pura.

    Sério mesmo: o nível das perguntas dos novatos que estão caindo aqui de paraquedas é espantoso. Esse pessoal não entende absolutamente nada de mercado. Nem sequer o mais básico do básico.
  • Wesley  18/03/2020 16:16
    Verdade, o nível está caindo muito
  • Aprendiz de EA  18/03/2020 16:27
    "Sério mesmo: o nível das perguntas dos novatos que estão caindo aqui de paraquedas é espantoso. Esse pessoal não entende absolutamente nada de mercado. Nem sequer o mais básico do básico."

    A grande maioria dos brasileiros não entendem o básico de economia, mas não podemos culpá-los por isso, o sistema de educação bananense é planejado por esquerdistas e progressistas, estes nem um pouco interessados em ensinar economia básica, pois assim é mais fácil conquistar o coração das pessoas com promessas populistas e coisas "grátis". Eu já fui um desses paraquedistas, não sabia nada e acreditava em todo tipo de barbaridade, mas aí tive a sorte de cair neste site que abriu meus olhos. Se cada vez mais paraquedistas caem aqui, isso é ótimo, uma grande oportunidade para ensinar e espalhar nossas ideias.
  • Luis Alfredo  18/03/2020 16:30
    Pois é, mas tomara que com isso estejam aprendendo. Este portal é uma voz no deserto do analfabetismo, mas se uns poucos consigam aprender algo já é alguma coisa. E, pelo menos, estão aqui e não na Folha, Uol, Terra, Globo, etc (meios de comunicação trágicos).
    É difícil, quase impossível, mas quem sabe...
  • Usando o Bom Senso  18/03/2020 18:32
    "Outra coisa: se o ambulante colocar um preço baixinho para as canetas, elas acabarão em segundos (com muito estudante endinheirado comprando praticamente tudo), e aí, aquele estudante mais pobre que realmente necessita, ficará sem nada".

    Mas se o preço está baixíssimo está acessível aos pobres também, certo? O único senário em que só os estudantes endinheirados levam vantagem é no preço alto. Se o preço está baixo de modo que as canetas sejam rapidamente vendidas, ótimo não? Afinal, é exatamente isto que o vendedor quer -- vender as canetas e rápido.
  • Régis  18/03/2020 19:09
    "Mas se o preço está baixíssimo está acessível aos pobres também, certo?"

    Não, campeão. Se o preço está "baixíssimo", as canetas serão todas compradas por quem chegar primeiro.

    Deixa eu desenhar para você:

    1) Ambulante tem 20 canetas.

    2) Há 30 alunos sem canetas.

    3) Ambulante vende caneta por um real.

    4) O primeiro que chega compra umas cinco. Por que comprar só uma está tudo na promoção?

    5) O segundo compra mais cinco.

    6) O terceiro, mais rico, compra logo umas dez.

    7) Assumindo que os próximos comprem apenas uma cada, temos que 13 pessoas compraram, e 17 estão sem.

    E adivinha só? Neste seu cenário, quem você acha que chegou primeiro ao local do ENEM e levou todas as canetas: o rico com motorista ou o pobre de busão? Pois é..

    "O único senário (sic) em que só os estudantes endinheirados levam vantagem é no preço alto."

    No preço alto, o endinheirado do exemplo acima não vai comprar 10 canetas. Ele vai comprar cinco. E os dois primeiros não vão comprar cinco cada: eles vão comprar duas. E aí sobra caneta no final.

    Como, por favor me diga, esse segundo cenário é pior para o pobre do que o primeiro?

    "Se o preço está baixo de modo que as canetas sejam rapidamente vendidas, ótimo não? Afinal, é exatamente isto que o vendedor quer -- vender as canetas e rápido."

    Sim, com o preço baixo ele vai vender tudo rapidinho. E, como demonstrado no exemplo, vendeu tudo para quem chegou primeiro: os mais ricos.

    Muito bem. Justiça social.
  • Estudante ginasiano  18/03/2020 22:13
    ninguém nasceu sabendo e estou aprendendo graças ao IMB e a pessoas mais experientes como você.
  • Estado o Defensor do Povo  19/03/2020 02:36
    Régis, você deve ser mais respeitoso e paciente com quem tá querendo aprender, o que eu gosto neste instituto é o grau de seriedade dos comentários, portanto mantenha isso e sane as dúvidas do colega COM RESPEITO, não diminua ninguém pois você certamente já teve as mesmas dúvidas que ele ou até pior, e provavelmente não aprendeu com insultos e injúrias de quem lhe ensinou. Mesmo que uma mesma pergunta apareça 1 milhão de vezes aqui, responda todas as vezes com dignidade, ou então não responda.

    PS: Antes que me julguem se eu já fiz isso antes na tentativa de invalidar meu ponto por isso, já peço desculpa, pois já estou me policiando sobre isso.
  • Aprendiz de EA  18/03/2020 16:20
    1 -> Por que neste contexto específico o vendedor pode se dar ao luxo de cobrar mais, principalmente se ele não tiver concorrência (o que aqui é bem provável), veja, se você está no local da prova do ENEM muito provavelmente não vai querer sair de lá e percorrer quem sabe vários quilômetros pra chegar a uma papelaria e comprar uma caneta, você provavelmente vai simplesmente pagar mais pra ter uma ali mesmo. Se esse vendedor então for o único ali ele tem uma boa margem de manobra pra subir o preço, pois ele sabe que a menos que ele coloque um valor totalmente absurdo ele vai conseguir vender sem grandes problemas, esse inclusive é o mesmo motivo pelo qual a comida dentro de parques de diversão por exemplo costuma ser mais cara do que fora.

    2 -> Me corrijam se eu estiver falando m*rda, mas a quantidade de imóveis é escassa e muita gente coloca dinheiro nisso por ser um bom investimento de longo prazo em muitos casos, assim, com a demanda alta e a oferta não acompanhando os preços sobem, além disso, imóveis são usados em especulação, a pessoa compra o terreno com o objetivo de por exemplo construir uma casa e depois vender por um valor maior do que o terreno mais a casa. Fora isso também temos o fator governo, que em determinadas situações concede rios de crédito barato para o setor de construção civil com o objetivo de "estimular a economia", e isso geralmente cria uma bolha imobiliária que faz os preços dos imóveis decolarem (Até a bolha estourar). Canetas e lápis não estão sujeitos a nenhum dos eventos que descrevi, sendo assim o aumento de preço destes se dá ou por oscilações na oferta e/ou demanda ou simplesmente pela inflação.

    Abraços!
  • Estudante ginasiano  19/03/2020 11:48
    OBRIGADO
  • William  18/03/2020 17:20
    Reportagem do Jornal Nacional de ontem afirmou que a demanda normal era de 24 mil frascos de álcool em gel por mês. Hoje, passou para 800 mil frascos por mês.

    Aumento de 3.233%.

    Logo, qualquer aumento de preço abaixo de 3.233% é promoção.

    E Jandira Feghali dizendo que um aumento de R$ 12 para R$ 30 (150%) era exploração.
  • Daniel  18/03/2020 18:10
    Pronto, agora o CADE vai entrar em cena:

    www.oantagonista.com/economia/covid-19-cade-abre-investigacao-para-verificar-aumento-de-precos-de-produtos-medicos-farmaceuticos/

    Preparem-se para a escassez total. Aqui no interior de MG já não se encontra mais álcool em gel, mesmo com os preços caros. Agora, com farmácias sendo punidas por "venderem caro", aí mesmo é que não vai ter nada. Se eu fosse farmacêutico, eu nem iria mais vender isso. Por que me arriscar, se eu posso ir pra cadeia?

  • Jairdeladomelhorqp/tras  18/03/2020 17:23
    Colegas,
    Nada, mas nada mesmo expulsará da cabeça dos brasileiros que o aumento de preços é causado pelos "f da p" destes comerciantes capitalistas gananciosos.
    Aplaudo a iniciativa do Mises em publicar o artigo. Mas como alguém mencionou aqui, a emoção vence a razão.
    Abraços
  • corona  18/03/2020 17:40
    Cade a iniciativa privada solucionando o corona? Cade? Só vejo financiamento publico envolvido, até desenvolvendo a vacina.

    E se uma instituição publica acha a cura, como é que vocês vão ficar?
  • Sars  18/03/2020 19:34
    "Cade a iniciativa privada solucionando o corona? Cade?"

    Está pagando impostos, sendo ultra-regulada, amarrada e, acima de tudo, impiedosamente xingada exatamente por estar oferecendo várias soluções. Aqui no Brasil, por exemplo, estão xingando as fábricas que produzem álcool em gel.

    Se eu fosse o dono, mandava tudo pras putas que os pariu, vendia tudo e ia morar no Haiti. Lá deve haver um pouquinho mais de consideração.
    A lógica, aliás, é sensacional: tribute, regule, obstrua, obstaculize e burocratize tudo impiedosamente. Aí, se demorar um mês para encontrar uma solução, então é porque é ineficiente.

    Até me lembrou desse artigo, que fala exatamente dessa dissonância cognitiva:

    Na verdade, é a esquerda progressista quem acredita que o mercado é perfeito e imune a falhas

    "Só vejo financiamento publico envolvido, até desenvolvendo a vacina"

    E aí? Cadê o estado solucionando a crise que ele próprio criou? Cadê? Quer dizer então que essa porcaria confisca todo o dinheiro de todo mundo, recebe financiamento infinito (pois o fluxo mensal de impostos é constante e a juros zero) e não consegue fazer porra nenhuma? Ora, então vamos abolir essa merda, que comprovadamente não ser pra nada.

    "E se uma instituição publica acha a cura, como é que vocês vão ficar?"

    Uma estatal? Se isso acontecer, aí realmente é o fim dos tempos. Seria a primeira vez na história do universo.
  • untitled  18/03/2020 20:03
    "A lógica, aliás, é sensacional: tribute, regule, obstrua, obstaculize e burocratize tudo impiedosamente. Aí, se demorar um mês para encontrar uma solução, então é porque é ineficiente."

    Pois é... Essa é uma das piores partes, a tipica inversão de valores, aliás, brasileiro é mestre em criar problemas e depois querer responsabilizar os outros, já ta enraizado na cultura, no sangue. Pedem regulações e outras aberrações econômicas e depois quando a bomba estoura, a culpa é sempre do capitalismo e do empresário malvadão... E o estado é um santo.
  • Yo  18/03/2020 21:00
    Sars,

    Sinto lhe informar mas o primeiro instituto que sequenciou o genoma do corona virus foi a FioCruz, agentes do estados, bancados com bolsas públicas de incentivo à pesquisa. Um importante passo para entender a doença e o vírus, e obviamente para produzir medicamentos e vacinas.

  • Sars  18/03/2020 22:43
    Ué, aí piorou ainda mais. Recebem dinheiro público, já têm o genoma (o coronavírus é algo que foi descoberto na década de 1960), e ainda não encontraram a vacina? Você não define isso como incompetência? Por que você exige tanto de quem não tem obrigação nenhuma, e elogia que tem a obrigação mas nada alcança?

    Seu código moral é torto.
  • Sadib  19/03/2020 11:08
    Procure que você acha:

    www.marketwatch.com/story/biontech-pfizer-to-develop-covid-19-vaccine-candidate-2020-03-17?mod=pharmaceutical

    www.marketwatch.com/story/think-twice-before-investing-in-biotech-companies-working-on-coronavirus-treatments-the-odds-of-picking-a-winner-are-low-2020-03-18

    Sem dúvida, a iniciativa privada não quer de forma alguma criar uma vacina contra o coronavírus, o que faria ela ganhar bilhões, jamais.
  • Lucas  19/03/2020 12:50
    Segue a lista de capital privado atuando: forbes.com.br/negocios/2020/03/como-bill-gates-e-outros-12-bilionarios-estao-reagindo-a-pandemia-de-coronavirus/. Óbvio, nem todos os bilionários estão ajudando, mas tem muitos investindo pesado em tratamento e cura, e outros que estão pensando em seus funcionários.
  • Nycolas  18/03/2020 17:44
    Ótimo Artigo! Uma dúvida que gostaria de tirar e espero que o IMB responda com um artigo ou alguém aqui. Já ouviram falar da teoria da utilidade racional? Muitos dizem que refuta a teoria da subjetividade. Se alguém sabe, gostaria que me respondessem se realmente refuta a subjetividade.
  • anônimo  18/03/2020 18:15
    Pelo nome parece ser algo promissor. Não posso deixar de não ver.
  • Nycolas  18/03/2020 21:38
    Na verdade pesquisei ele, e não é tão promissor. O site Foda-se o Estado tem um artigo que não me lembro o nome, mas se você colocar o nome teorema da utilidade Neurmann Mongestern refutado no goggle que aparece. É um artigo extenso que não fala especificamente disso, mas tem uma parte que revela que é só mais uma ferramenta que os "economistas modernos" usam para transformar indivíduos em equações.
  • Nycolas  18/03/2020 18:17
    Desculpa! È o teorema da utilidade Neumman Morgestern.
  • Leonardo  18/03/2020 18:34
    E num suposto caso onde não se controla os preços, mas limita-se a quantidade vendida por pessoa ou por CPF? Quais seriam as consequências?
  • Lucas  18/03/2020 19:30
    "E num suposto caso onde não se controla os preços, mas limita-se a quantidade vendida por pessoa ou por CPF? Quais seriam as consequências?"

    Geraria escassez do mesmo jeito. A função do preço alto aqui é fazer com que as pessoas repensem se é realmente necessário comprar o produto. O preço alto vai fazer com que as pessoas busquem alternativas mais baratas, menos escassas e igualmente eficazes. Por exemplo, como já disseram aqui, quem vai passar o tempo todo em casa e tem acesso a água e sabão não precisa usar álcool em gel. Dessa forma, somente quem realmente precisa do produto e não tem outra alternativa é que vai se sujeitar a pagar maos caro por ele.

    Já um racionamento não tem esse poder. Vai diminuir a quantidade que cada pessoa poderá levar, mas não vai diminuir a procura pelo produto. O preço controlado vai continuar incentivando as pessoas a comprarem o produto mesmo que não tenham real necessidade, logo tal medida seria ineficaz para conter a rápida diminuição dos estoques.
  • Matheus  18/03/2020 19:31
    O governo venezuelano fez exatamente isso nos supermercados. Boa sorte.
  • Jonatas da Cunha Reis  18/03/2020 19:34
    Boa tarde vendo oque esta acontecendo com o petróleo devido a arabia saudita baixar os preços ,
    fiquei com uma dúvida: Vejo todos colocando a arabia saudita como monstros e errados na história.
    Devido a alta produção deles não seria no caso justo o preço que estão praticando , e tecnicamente deixar
    a oferta e demanda se equilibrarem a nivel mundial ?
  • Santiago  18/03/2020 19:40
    Bingo! Você acabou de descobrir o maior exemplo de desordem mental que impera na mídia.

    Se produtores aumentam o preço do álcool em gel em decorrência de uma explosão na demanda, a mídia critica. Se os produtores de petróleo derrubam os preços do petróleo em decorrência de um colapso na demanda, a mídia também critica (e até diz que a recessão está sendo causada por isso, uma total e inacreditável sandice)!

    Gente que não tem o mais ínfimo conhecimento de economia básica detém poderes de espalhar pânico no povo. Uma lástima.
  • Jonatas da Cunha Reis  18/03/2020 20:29
    Mas no caso o preço foi derubado por colapso na demanda ou pela abrupta queda de preços dos barris da Arabia,
    porque mesmo com a baixa demanda cair de 30 reais pra 25 em uma seção é uma quantidade muito grande não acha ?
  • Nil  18/03/2020 19:51
    Na França . Um fabricante de perfumes adaptou uma fábrica para fazer álcool em gel. Luis vulton e o nome da grife. No Brasil. Fabricante dê cerveja usa fábrica para produzir álcool em gel. A maior cervejaria do Brasil. Como numa guerra normal, indústrias se adaptam para produzir material bélico. Na guerra contra o coronavirus. A indústria terá que se adaptar para produzir material para luta contra essa pandemia. A guerra contra a pandemia e responsável por avanços e transformações impressionantes. Avanços tecnológicos e dê criatividade.
  • Matheus S.  20/03/2020 02:05
    Concordo. A indústria se adapta nas circunstâncias apresentadas como no próprio exemplo da ajuda ao combate do coronavírus. Esses exemplos só mostram que por mais que aumentem o preço, haverá mais empresas dispostas a pegar essa fatia de mercado tão lucrativa, e isso permite o equilíbrio entre a oferta e demanda, apenas deixando o mercado exercer o seu direito de livre-iniciativa.

    Porém, hoje eu vejo diversos governos fazendo ao contrário para restringir a adoção de preços livremente, interferindo abertamente na questão da formação de preços das máscaras e no álcool em gel. E isso afeta justamente aqueles que mais precisam, os funcionários de saúde. Essa questão do governo interferir nos preços é um enorme contrassenso.

    Em um livro que li do Mises - não lembro o qual - divaga levemente sobre a questão da Segunda Guerra Mundial dizendo que os países capitalistas poderiam ter usado do seu sistema econômico para lhes dar os materiais necessários ao esforço da guerra combatendo os nazistas e seus aliados, porém os governos ocidentais estavam mais preocupados em limitar o lucro da guerra pelos capitalistas. A consequência foi a queda da França que poderia ter usado os 8 meses anteriores à invasão para ter se adequado ao esforço necessário para deter a Wehrmacht, porém o governo francês estava estatizando todas as indústrias em detrimento da preparação da guerra.

    Em uma mesma linha apresenta a visão de que os americanos poderiam ter usado de sua monstruosa capacidade industrial para ajudar na contenção dos nazistas na conquista do Reino Unido, e que o material bélico entregue aos britânicos e soviéticos foi muito menor do que a capacidade industrial americana poderia produzir, só não o fez por conta da questão do intervencionismo exagerado do governo na indústria americana. Embora o esforço industrial americano tenha sido essencial e sem dúvida ajudado na vitória dos Aliados, poderia ter sido um esforço muito maior em termos de capacidade de produção bélica para ajudar seus aliados.
  • Jurista Liberal Democrata  18/03/2020 19:54
    Uma dúvida:

    Como explicar o sistema de preços de países que tem uma liberdade econômica considerável, como no caso da Suíça, p.ex, tendo em vista ser um país com elevado custo vida (Bens e serviços caros).

    Seria a carga tributária?
  • Carlos Alberto  18/03/2020 22:57
    Os preços parecem altos se você converter para a nossa moeda. Exemplo: se você estiver em Zurique, jantando em um restaurante chique, frequentado pela nata do país, quando a conta vier em francos suíços, se você converter para reais (multiplicando o valor por 5,30 para ter o valor em reais), certamente irá desmaiar.

    E aí, obviamente, vai parecer caro. Mas é porque não temos moeda.

    Por outro lado, se você estiver morando na Suíça, ganhando em francos suíços, e estiver morando em uma área que não é turística, então dificilmente você poderá dizer que ali é "caro".

    Aliás, nos EUA também é assim. Saia das costas leste e oeste, vá para o interiorzão (tipo Mississippi, Alabama ou mesmo Wyoming, Idaho, Utah e Novo México), e surpreenda-se com quão baratas são as coisas.

    Agora, se você quer usufruir serviços de alta qualidade em Nova York, Chicago ou Los Angeles, aí é claro que será mais caro do que em Teresina….


    P.S.: leve em conta também que o salário médio mensal de um suíço é maior que o de um americano. Ao passo que o salário médio mensal de um americano é de 3.100 dólares, o de um suíço é de 5.334 dólares.
  • Imperion  23/03/2020 01:33
    Eles ganham mais, logo é mais caro para os nossos padrões. Mas divida o salário médio deles pelos preços. E o nosso salário médio pelos nossos preços. O nosso custo de vida é mais caro. Trabalhamos cinco anos pra comprar um carro. Eles trabalham dois. Trabalhamos um ano pra comprar um iPhone. Eles trabalham dois meses.

    O custo de vida é relativo. O preço aqui parece menor. Mas converta! Dinheiro é o que vc consegue comprar com ele. Custo de vida é que o vc precisa trabalhar pra comprar algo. Caldo de cana em Ourinhos é dez litros por um real. Na Suíça é um copo por vinte reais. Dizer que lá o custo de vida é maior é apenas senso comum. Retórica pura. A realidade é algo que vc só enxerga ao evitar o senso dos tolos.
  • Askladden  18/03/2020 20:40
    Só limitar a venda do produto a 1 unidade por cliente.
  • Mais Mises...  22/03/2020 04:36
    Só...
  • Lucas BS  18/03/2020 20:42
    O artigo está perfeito, mas não sejamos cegos:

    Na prática o aumento é pelo lucro. Vendedor de farmácia não pensa na escassez

    E nada mais justo. O cara investiu, o estoque é dele, se ele quiser cobrar mil reais por ml de álcool, é direito dele.

  • Amante da Lógica  18/03/2020 22:52
    É mesmo?

    1) Você é o dono de uma farmácia.

    2) Você vende álcool em gel a R$ 13.

    3) Subitamente, ocorre uma explosão na demanda. Reportagem do Jornal Nacional de ontem afirmou que a demanda normal era de 24 mil frascos de álcool em gel por mês. Hoje, passou para 800 mil frascos por mês. Aumento de 3.233%.

    4) Se você não elevar os preços, ficará completamente sem estoques. E aí, além de perder clientela para a farmácia ao lado (que também teve de elevar os preços, mas ao menos tem estoques), também prejudicará os consumidores, pois agora não há mais produtos a serem vendidos.

    5) Ato contínuo, seu estoque acabou e você teve de encomendar mais produtos dos fornecedores. Os fornecedores encomendam às fábricas.

    6) Só que isso está acontecendo em um nível nacional. A explosão da demanda por álcool em gel (de novo, segundo o JN, aumento de 3.233%). As fábricas estão recebendo um surto inesperado de novos pedidos. Não há como atender a este surto inesperado com o maquinário atual. Ela terá de investir e contratar para produzir mais. Não é simplesmente uma questão de ligar mais máquinas. Tem de haver todo um redesenho da estrutura produtiva.

    7) Mas não pára por aí. As fábricas terão de comprar mais matéria-prima e consumir mais energia. O custo aumenta seguindo a mesma lógica acima.

    8) Logo, em decorrência de toda essa explosão da demandas, as fábricas terão de elevar preços. Não dá para contrabalançar este súbito aumento de demanda (de 10% para 100% da população) sem elevar preços. Questão básica.

    9) O aumento dos preços é o que permitirá novos investimentos (explicado no artigo).

    10) E então, você, dono da farmácia, ao repor seus estoques, vai comprar novas mercadorias a preços [u]inevitavelmente maiores[/i]. Isso é inevitável. Não há como contornar isso.

    11) E aí? Você, dono da farmácia, vai manter os preços inalterados? Mas como fará isso, se os preços nas fábricas aumentaram?

    12) Com o tempo, aí sim, havendo uma maior oferta no mercado, e com a demanda caindo, os preços não só voltarão aos R$ 13, como podem cair ainda mais.

    Quem diz que farmácia tá aumentando preço por maldade (e ainda assim está ficando sem estoque) é gente que não duraria um dia na rua vendendo pipoca. É o império do coitadismo. Todos os outros são maus, só eu que sou bom.
  • AGB  20/03/2020 01:17
    E o que farão os produtores e vendedores de álcool gel quando a epidemia ceder? Compraram novos equipamentos e matéria prima, estocaram o produto e agora ninguém quer comprar. Telefonam para os chineses e encomendam outro vírus?
  • Matheus S.  23/03/2020 23:14
    Os produtores e vendedores de álcool em gel continuarão a produzir e vender seus produtos, o que acontecerá é que empresas de outras setores que redirecionaram sua produção para álcool em gel é que retornará à sua atividade principal. Conforme o amigo acima explicou, caso deixe o preço aumentar dos produtos.

    O excedente dessas empresas que realocaram suas produções venderão para empresas do setor, pois não irão querer ficar com um produto em estoque em ritmo de queda, pois afetaria suas margens de lucro e investimento já realizados. Os compradores certamente seriam empresas já do setor, que tiveram um investimento menor, pois apenas aumentaram sua capacidade de produção, certamente um investimento mais barato do que redesenhar toda a cadeia produtiva de uma fábrica.

    Essa seria a realidade.

    Tenho uma teoria que se o governo deixasse o mercado agir, sem realizar as intervenções tanto do lado a oferta quanto da demanda, o aumento de preços faria com que a maioria das empresas, seja ela grande ou pequena ou mesmo micro , redirecionasse toda sua produção para a situação exigida, seja combatendo um vírus ou em ajuda de material bélico numa guerra - pois iriam querer abocanhar parte dos lucros desse setor em ritmo crescente. E isso permitiria que o desemprego não atingisse taxas altas, pelo contrário, faria com que a taxa de desemprego se estabilizasse a médio prazo. E o fechamento de empresas não seriam esses absurdos, já que a situação exigida permitiria o redirecionamento da produção.
  • Marcos Roberto  18/03/2020 21:37
    O copom reduziu a selic para 3,75%. Agora vai.
  • Ninguém Apenas  18/03/2020 22:04
    Peço encarecidamente que escrevam sobre a Selic, eu sei que é chover no molhado, que vcs já escreveram inumeras vezes, que o governo é burro, que ninguém entende nada e etc...

    Mas depois do que aconteceu hoje, só tenho coragem de ler algo deste sítio, pois todo o resto... melhor nem comentar.
  • Felipe L.  19/03/2020 00:06
    Chega a ser até cansativo. O câmbio desse jeito vai praticamente sabotar tudo, inclusive até anulando essas tarifas menores sobre os bens usados no combate ao coronavírus. Se nesse ano a economia brasileira crescer 1%, já é muita coisa. Quem, em julho de 2019, com câmbio a R$ 3,71, imaginaria que chegaríamos a isso?

    Ao invés de estimular a oferta por redução de impostos e burocracias (mesmo que seja por portarias e decretos, coisas mixurucas, já estaria melhor), preferem aumentar Bolsa-Família e agora expandir o assistencialismo até para quem está na informalidade (que está nessa situação justamente porque o estado que as joga para a informalidade).
  • Imperion  19/03/2020 03:24
    Deveria emergencialnente cortar impostos de 34 por cento do pib pra 10 por cento. Ae seria a producao que cresceria, nao a base monetaria
  • Thiago  18/03/2020 22:30
    E complementando, só quem ta perdendo com o petróleo nas minimas são os integrantes do cartel da OPEP. O restante do mundo só tem a ganhar com ele barato.

    Menos custos pra produzir centenas de bens que dependem do petróleo, eh sinônimo de menores preços nos bens a venda e mais dinheiro nas mãos das pessoas e empresas.

    Num curto prazo vai trazer desemprego e economia estagnada e retraindo? Vai! Mas as economias mais abertas, com moeda forte e livres para se empreender vão se recuperar em poucos meses.
  • Thiago  19/03/2020 00:38
    "Num curto prazo vai trazer desemprego e economia estagnada e retraindo? Vai! Mas as economias mais abertas, com moeda forte e livres para se empreender vão se recuperar em poucos meses."


    Essa parte do meu texto era sobre o coronavirus, não informei que havia mudado o assunto.
  • robson santos  19/03/2020 00:48
    com o dólar subindo meu amigo?? Esquece, é como já previa a Dilma, filósofa de uma doutrina ainda não compreendida rsrs: "nem quem ganhar, nem quem perder, vai ganhar ou perder; vai todo mundo perder"
  • anônimo  19/03/2020 01:31
    Mas não é no Brasil que para extrair o petróleo da camada pré sal ele precisa ter uma valor maior para compensar?
  • Imperion  19/03/2020 18:19
    Agora ta trinta dolares o barril. Mas diziam que ota compensar era 50... Depois 70. E por ae vai. Muda ao sabor da conveniência politica. Éra tudo desculpa pra manter o monopolio da Petrobrás e que quase causou sua falencia .
    Agora o lucro com extração cai, lógico. Mas a ptroubarais imposta gasolina e vende caro. Se ta comprando maus barato, acaba lucrando mais
  • Jonatas da Cunha Reis  19/03/2020 12:45
    Entendi, obrigado pela resposta
  • Felipe L.  19/03/2020 00:03
    Olhem que maravilha... hoje abaixaram a SELIC de novo, para 3,75%. Desastroso, ainda mais perto de uma crise mundial. Já está negativa praticamente.

    Esperem mais desvalorização cambial e mais asfixia sobre todo mundo.

    Como o Brasil mudou quase nada de 2019 para cá, com reformas quase inexistentes e com o governo mais preocupado em brincar de telefone sem fio, então a tendência é de piora.

    E tem inocente que achou que o governo iria afundar a moeda para abater dívida...

    Eu apenas gostaria de estar errado.

    Alguém aqui mais tem saudades do Meirelles e do dólar a R$ 3,10?
  • Wesley  19/03/2020 22:32
    Grande M.Geek, bem que ele poderia voltar e passar confiança aos investidores
  • Elias  19/03/2020 01:37
    No Brasil, tem até dona de farmácia sendo PRESA por aumentar o preço do álcool em gel. Sim, vocês não leram errado: foi PRESA!!

    g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/03/18/dona-de-farmacia-e-presa-no-ceara-por-subir-preco-de-alcool-gel-de-r-199-para-r-1199.ghtml
  • Breno  19/03/2020 04:01
    Muito interessante!!! Poderiam exemplificar casos na história de tabelamento de preços e escassez do respectivo produto ou serviço? Obrigado!
  • Gustavo  19/03/2020 17:58
    É o que mais tem.

    Todo o Brasil do Plano Cruzado.

    Argentina de Cristina Kirchner: faltou até camisinha

    Venezuela atual.

    Além de toda a história desde o Decreto de Diocleciano.

    Quatro mil anos de controle de preços

    Doze trapalhadas econômicas históricas

    Recordações de um Brasil socialista

    A catástrofe humanitária do socialismo venezuelano: 90% da população vive hoje na pobreza
  • anônimo  19/03/2020 09:34
    lanpenn.wixsite.com/ocal/post/mercado-vs-socialismo-por-que-a-sa%C3%BAde-sul-coreana-est%C3%A1-superando-a-it%C3%A1lia-com-o-coronav%C3%ADrus
  • Felipe L.  19/03/2020 12:44
    Brasil vai para o buraco com esse câmbio cada vez mais desvalorizado e com a crise mundial.
  • Jean  19/03/2020 15:53
    João Doria, o super hiper mega ultra master blaster liberal, considerado a expressão máxima do livre mercado pelos ignorantes:

    Acabou de anunciar na Tv que vai decretar que os supermercados e farmácias vendam o álcool gel PELO MESMO PREÇO QUE ESTE FOI ADQUIRIDO, ou seja, sem lucro, a preço de custo. Ele garantiu que isso fará com que não haja preço abusivo do produto.

    Vai vendo.
  • Ninguém Apenas  19/03/2020 18:08
    Aqui em casa tem gente comemorando e me falando "Tá vendo, não precisa subir o preço" (pq ontem eu comentei que se o preço não subir vai ter escassez).

    Tem horas que eu quase desejo que tenha escassez e todo mundo fique sem nada mesmo.
  • Bernardo  19/03/2020 19:07
    Já está faltando máscaras para os hospitais. E tem jumento aqui dizendo que tem de baixar preço e congelar. Certinho...

    blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/hospitais-estao-em-alerta-profissionais-de-saude-ja-sofrem-com-falta-de-mascaras/
  • anônimo  20/03/2020 00:58
    Não foi decreto. O que o João Dória anunciou foi um ACORDO com as associações de supermercados. Com experiência em marketing, o governador possivelmente deve ter convencido as empresas que aderir voluntariamente ao acordo passaria uma imagem positiva perante aos consumidores, enquanto as empresas que não aderissem seriam mal vistas. Ou seja, as empresas não foram obrigadas a abrir mão de suas margens de lucro, mas convencidas. Não foi anunciada nenhuma sanção para quem não aderisse. A adesão foi voluntária. Agora o governador procura fazer esse mesmo acordo com as farmácias.
  • Ninguém Apenas  20/03/2020 16:18
    Vai nessa... agora sempre que o governo dizer a palavra "acordo" eu devo interpretar que é só um político falando merda e que ninguém precisa obedecer ou levar a sério o que ele fala?

    Até onde eu sei, na linguagem do governo, "acordo" é o mesmo que "todo mundo é obrigado a obedecer". Já existem orgãos punindo o que chamam de "preço abusivo" (uma ignorância absurda, já que preço abusivo não existe), mas não dá para negar que de fato está acontecendo. (Basta pesquisar, o que não falta é fonte)

    Se de fato é um acordo voluntário, e ninguém é obrigado a seguir, então é o mesmo que nada. É perda de tempo ele dizer isso na TV.

    Outra, o fato de algumas farmácias não subirem o preço de forma voluntária não muda nada. Com o preço baixo (ou seja, abaixo da precificação do mercado), a mercadoria vai se esgotar e não será possível atender toda a demanda. Os primeiros a chegar levam, os últimos ficam sem nada. Exatamente igual as antigas filas de pão soviéticas.

    O ponto é, se uma farmácia resolver subir o preço em 5000% ela vai ser punida? É essa a resposta que eu quero. O Dória aventureira pode me assegurar que as farmácias realmente têm o direito de precificar como bem entender? Ou é tudo palavras ao vento?
  • Jean  19/03/2020 19:04
    É impressão minha ou o governo brasileiro está tratando essa crise com keynesianismo?
  • anônimo  19/03/2020 19:29
    Normal. É o jeito mais fácil e que todo mundo apoia.
  • Pobre Paulista  20/03/2020 01:56
    Sempre foi assim

    E quem ganhou as eleições foi o candidato liberal. Imagina se fosse o outro... Dólar a R$10,00 seria pechincha.
  • Victor Hugo   19/03/2020 19:06
    Vocês podiam explicar, então, o porquê do barril de petróleo ter caído 50% nos últimos dez dias e na bomba o preço continua praticamente inalterado??
  • Raphael  19/03/2020 19:15
    1) Primeiro porque a Petrobras só repassou 16%.

    2) Segundo porque o preço do etanol anidro, que representa quase 30% da gasolina, estava em disparada e chegou às máximas históricas (pode pesquisar).

    3) Terceiro porque vários governadores elevaram a base de cálculo do ICMS da gasolina. (Atenção: eles não elevaram a alíquota, mas sim o valor da base de cálculo. Pesquise)

    4) Por fim, sua afirmação não é verdadeira. Aqui em Belo Horizonte, já cheguei a pegar gasolina a R$ 4,999. Hoje, consigo a R$ 4,49. E a redução ocorrida ontem só vai chegar na próxima semana.


    Na próxima, tenha mais humildade na pergunta. E seja também um pouco mais curioso. Todos os dados acima estão amplamente disponíveis na internet. Pesquise sem preconceitos. Você já chegou partindo do princípio de que dono de posto é safado. Nem sequer se deu ao mais mínimo trabalho de entender tudo o que realmente se passa.
  • Felipe L.  19/03/2020 20:07
    Bom, eu nunca vi gasolina cair de preço na região onde estou (interior de São Paulo), só aumento. Mas pode ser só impressão minha. Etanol poderia ser muito mais barato e, melhor, usar gasolina na composição, como é nos EUA, se esse setor fosse também mais livre. Mas acho que os usineiros preferem ficar com os subsídios, mas sendo massacrados por outro lado (infraestrutura, insegurança e afins).
  • Leitor com boa vontade  19/03/2020 19:20
    O preço do barril do petróleo caiu EM DÓLARES. Com o real se desvalorizando em relação ao dólar nada muda para nós. Agradeça ao Paulo Guedes que está conseguindo ser pior que o Guido Mantega.
  • ed  20/03/2020 00:06
    Vale lembrar que o dólar está espancando o real. Se o petróleo é importado em dólares a diminuição de preço não foi tão grande assim.
  • Imperion  20/03/2020 01:22
    Pra cair mesmo não e na canetada. Mantendo consumo atual fixo, tem que se investir pra dobrar a producao de gasolina do país. Com mais oferta( em dobro) o preco caira metade.
    Nao pense que com o consumo atual e a producao atual, se vc cortar os impostos e o preco na bomba vai cair o preco de uma hora pra outra: vai ocorrer o fenoneno do agio no preço. O povão com desconto vai comprar mais e fazer corrida aos postos. Se estes mantiverem o preco sugerido, a gasolina vai sumir dos postos. Entao gasolina vai aumentar na bomba.
    Caso se obrigue a vender com desconto, vao comprar tudo no desconto pra vender no mercado negro a preco de oferta e procura.
    É com mais produção que se previne o agio. E pra ter mais produção era necessario liberar a construção de refinarias privadas, o que nao foi feito Nos governos anteriores. Nos governos lula e dilma ate se piorou o ambiente de negócios do refino pra nao ter concorrencia contra a refinaria estatal a ser construída, aquela que custou bilhões e tres vezes o valor do que custaria se nao fosse politicagem.
    Ou então o gov liberasse as importacaoes de gasolina. Inundando o mercado de gasolina, quando ele cortasse os impostos nao teria agio, pois mais oferta baixaria os preços.
  • Elias  19/03/2020 22:24
    Olá! Sei que o assunto não é esse, mas hoje saiu uma notícia que a FED fez acordo com o BACEN para injetar dólares na nossa economia. Vocês acham que essa injeção de dólares vai estabilizar ou reduzir a desvalorização do real?

    g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/19/fed-anuncia-acordo-temporario-com-bc-do-brasil-para-liquidez-em-dolares.ghtml
  • Ninguém Apenas  20/03/2020 17:58
    Com certeza, foi só o FED anunciar isso e o dólar saiu de 5,20 para 4,99 (atual). E pode ser que caia ainda mais.

    Não entendi o motivo de terem feito isso, mas meus sinceros muito obrigado! Fizeram mais pelo Brasil que todos os políticos daqui juntos.
  • VALDERI SANTOS  20/03/2020 00:11
    Governos como sempre só fazem governices! Não existe preço abusivo! Controle de preços são práticas comunistas para manuseio do mercado. Se está caro, simplesmente, não compre! Preços se auto-regulam pela oferta e procura. Aproveitam e usem o Código de Defesa do Consumidor como papel higiênico durante a pandemia.
  • Usando o Bom Senso  20/03/2020 03:56
    Digamos que algo custe R$ 5. Aconteceu uma excepcionalidade que resultou em aumento de demanda por este bem e ele passou a ser vendido por preços que variam de R$ 6 a R$ 8 normalmente.

    Um vendedor, porém, passou a cobrar R$ 20. Esse vendedor, provavelmente, perceberá, mais cedo ou mais tarde, pelo próprio mercado, que está exagerando um pouquinho e terá que baixar a bola, ou melhor, seu preço. É esse o ponto.

    Em tempo1: Note que as pessoas não estão reclamando do aumento no preço do álcool em gel. Elas estão reclamendo do preço ABUSIVO.

    Em tempo2: uma farmácia em uma cidade próxima daqui foi autuada por cobrar R$ 142 pelo produto citado acima. Antes da pandemia, o preço era 12...
  • William  20/03/2020 04:55
    "Um vendedor, porém, passou a cobrar R$ 20. Esse vendedor, provavelmente, perceberá, mais cedo ou mais tarde, pelo próprio mercado, que está exagerando um pouquinho e terá que baixar a bola, ou melhor, seu preço. É esse o ponto."

    Ué, então é ponto final. Se o cara colocou um preço, e a demanda caiu, então ele rapidamente voltará ao preço anterior. Não há absolutamente nada de errado nisso. Trata-se de um processo de descoberta de mercado. Há toneladas de literatura econômica voltada exatamente a esse processo de descoberta de preços.

    Ademais, nem é este o ponto. O ponto é (e sempre foi): você está querendo que um produto cuja demanda aumentou 3.233% (Eis a fonte) não apenas mantenha seu preço, como ainda seja congelado. E o pior é que você jura que congelamento garantirá oferta plena para todos.

    Isso não é nem ingenuidade. É ignorância astronômica.

    Aliás, você não viu a briga que deu hoje em um supermercado? Tá rodando nas redes sociais. Uma dona saiu carregando mais de 50 frascos de álcool gel, e outra ameaçou chamar a polícia por causa disso. Taí um perfeito e explícito exemplo de que o preço do item estava baixo. Resultado: uma pessoa carregou tudo, e todas as outras ficaram sem nada. Exatamente como explica o artigo.

    "uma farmácia em uma cidade próxima daqui foi autuada por cobrar R$ 142 pelo produto citado acima. Antes da pandemia, o preço era 12…"

    Embora eu saiba que é mentira, vou partir do princípio que seja verdade, pelo bem do debate. O preço subir de R$ 12 para R$142 representa um aumento de 1.000%. Mas dado que a demanda aumentou 3.233% (Eis a fonte), então, lamento quebrar seu encanto, mas o aumento do preço ainda foi menor que o aumento da demanda.

    Por fim, pare de girar em círculos. Isso é estratégia manjada de quem ficou sem argumentos (e teve todos os seus pontos respondidos e refutados com teorias, fatos, dados e argumentos) e, em vez de assumir honrosamente que estava sem a razão, prefere recorrer à tática de tentar cansar seus interlocutores. Não vai conseguir. Já que você não aceita a teoria, refute então os fatos. O que você tem a dizer sobre o Eis a fonte)]aumento de 3.233% na demanda[/link]? Acha que isso é um aumento corriqueiro?

    Não precisa responder a essa pergunta retórica.
  • Matheus T.  20/03/2020 00:35
    Olá! Meu comentário não tem muito a ver com o conteúdo. Na verdade, li sobre uma tal de "Quarta Teoria Política" ou "Teoria do Mundo Multipolar", que parece ter sido inventado por um tal de Aleksandr Dugin. Não consegui ler tudo pois me deu dor de barriga de tanta asneira.

    Li sobre isso no seguinte site: novaresistencia.org/

    Tudo se trata de socialismo e antiliberalismo (mesmo que os autores não admitam ser socialistas). Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato do movimento ser anti ocidente.

    Procurei aqui no site algo sobre mas não achei. Se for possível, futuramente, gostaria de saber o que o pessoal da EA poderia dizer sobre. Quem sabe fazer um artigo sobre o assunto. Sou leitor assíduo aqui apesar de nunca ter comentado.

    Se julgarem o assunto irrelevante, tudo bem. É que fiquei um pouco assustado com o conteúdo dessa "teoria".

    Obrigado desde já.
  • Imperion  23/03/2020 01:20
    Eles querem restaurar o mundo da época antiga. Grandes espaços. Ecochatos tem modus operandi como o deles: vamos proibir os canudos plásticos porque estão poluindo os mares.

    Lógico que tem que pegar quem joga o lixo na natureza e multar sem dá. Mas não tem campanha pra isso. Convenientemente, esses grupos atacam somente quem produz plástico. Atacam o produtor de um produto de uso muito demandado pela humanidade.

    Atacar o produtor de algo é diminuir a oferta deste, provocar uma inflação, caso consigam. Esses grupos atacam os produtores de todos: plásticos, aços agricultura, mineração, com se todos fossem ruins mas não vão atras dos poluidores, pois não é a intenção deles.

    E a maneiras deles restaurarem o que era antes do moderno, antes da explosão populacional
  • Usando o Bom Senso  20/03/2020 13:54
    "Se o cara colocou um preço, e a demanda caiu, então ele rapidamente voltará ao preço anterior."

    Não foi a esta a situação que coloquei. Releia atentamente e perceba: A demanda refletiu em um aumento normal, naural; mas, em meio a este cenário, alguém específico, apresensou um preço anômalo, corrigido pelo próprio mercado. Note que o preço anômalo não correspondeu ao aumento da demanda, por isso a correção do mercado.

    "E o pior é que você jura que congelamento garantirá oferta plena para todos."

    Releia novamente e me mostre onde falei em congelamento de preços ou mesmo insunuei.

    "Embora eu saiba que é mentira, vou partir do princípio que seja verdade, pelo bem do debate."

    Saiu nos jornais locais daqui. Não sei o que está havendo. Quase sempre que posto uma opinião, aparece alguém para dizer que estou mentido. Mas me diga: Por que você acha que é mentira? Acha inverossímel? Seu achismo é bastante sujestiva. Pois saiba que isto ocorreu e houve casos piores ainda.

    "Pare de girar em círculos...isso é estratégia...interlocutores...".

    Não é. Sei que é bastante cômodo e confortante expressar uma opinião e ouvir um "amém" dos leitores e ver cabeças balançando de cima para baixo, mas se acostume. Discordâncias ocorrem. Não faço questão alguma de usar qualquer estratégia retória para expor uma opinião baseada no meu simples no senso. Não concorda com o que eu disse? Tudo bem. Se houver algo que puder me acrescantar para meu crescimento pessoal, mande aí; eu aprecio e agredeço. Não tem? Então não queira me calar. Tudo o que leio, passa pelo crivo do meu bom senso. Retenho o que é bom, dispenso que é mal como bem manda o sábio conselho...


  • Observador Silencioso  20/03/2020 17:06
    Ué, não vai responder à pergunta do William? Comentou (aliás, repetiu a mesma ladainha de sempre) tudo, mas pulou exatamente essa parte?

    Vamos de novo, então:

    O ponto é (e sempre foi): você está querendo que um produto cuja demanda aumentou 3.233% (Eis a fonte) não apenas mantenha seu preço, como ainda seja congelado. E o pior é que você afirma que congelamento não afetará em nada a oferta.

    Sendo assim, o que você tem a dizer sobre o aumento de 3.233% na demanda? Acha que isso se trata de um aumento corriqueiro? É possível ter tamanho aumento na demanda sem uma elevação de preços no curto prazo?

    Responda sem gaguejar.
  • brunoalex4  20/03/2020 19:48
    Esquece. Esse aí é caso perdido, pois usa a colossal burrice como medida de bom senso. Não sei se acompanha os comentários do Facebook, mas é do nível do sujeito acima para pior. O máximo que pode acontecer é um terceiro expectador aproveitar o que está sendo discutido e melhorar o nível.
  • Jean Carlo  20/03/2020 14:05
    Excelente artigo. Ensina o básico que todo mundo deveria saber.
  • Nill  21/03/2020 15:51
    O álcool em gel foi o primeiro produto estrela nesta guerra contra o coronavírus. Mas as luvas são outro produto famoso na crise. Tem também o desconhecido respirador, aparelho que ajuda quem tem dificuldade em respirar. Além de testes antivírus. Mas a cada dia um novo produto celebridade surge. Agora surgiu uma tal de ''hidroxicloroquina", produto de nome muito difícil. O certo que na guerra contra o coronavírus surgirão uma enormidade de produtos famosos. Seguindo o exemplo do álcool em gel, de uma hora para outra. Terão um aumento de demanda fantástico. Por isto é importante deixar os preços livres. Para estimular a produção destes produtos. A industria é capaz de produzir tudo que precisamos na guerra contra o coronavírus. Desde governos não atrapalhem.
  • Francisco paulo  21/03/2020 16:32
    Sensacional .
  • Alecell  21/03/2020 20:04
    Sou recente no movimento liberal, entendo que o estado ao limitar os preços gerou escasses e para resolver esse problema que ele mesmo causou precisou limitar a quantidade comprada.

    A atitude de limitar o preço está completamente errada na minha visão pelos motivos citados no artigo, entretanto vejo a estratégia de limitar a quantidade de pessoas como um "solução" para o problema que eles mesmos causaram, problema esse que nem existiria se não congelassem.

    Não vejo essa atuação de limitar a quantidade como um erro completo, mas vejo como aqueles casos em que um vilão causa um problema e arruma uma solução pra se passar como herói para a população.
  • MATHEUS   22/03/2020 15:56
    Uma duvida o que acontece se o governo limitar a compra de compras de alcool em gel e das mascaras? Tipo uma unidade por cpf por exemplo
  • Carlos Alberto  23/03/2020 01:12
    Exatamente o que foi feito nos supermercados da Venezuela.

    Se for para haver alguma limitação, então esta tem de ser imposta voluntariamente pelo próprio proprietário do estabelecimento. Apenas ele está munido das informações de mercado capazes de determinar como ocorrerá esse racionamento (preço, quantidade etc.)

    Um burocrata do governo não só não tem nenhuma capacidade de impor isso para cada estabelecimento do país, como tampouco pode fazer isso de maneira centralizada e uniforme para todos os estabelecimentos do país.
  • Imperion  23/03/2020 02:44
    Sem vender álcool em gel, não existirá motivos pra aumentar a produção, pois sem o dinheiro das vendas, não dá pra bancar os novos empregados, as novas máquinas, as novas instalações. Então a produção vai ser a mesma com demanda forte. Deviam deixar vender a duzentos aos ricos. Eles estariam financiado o aumento da produção pro futuro. Era só esperar e quem comprou pra revender ia ter prejuízo.
  • Marcos  24/03/2020 06:45

    só uma sugestão e não uma afirmação e peço desculpas se eu estiver equivocado nas palavras, e agradeceria, se podessem corrigir essas plavras minhas pra não passar elas pra quem precisa dessas informações de forma errada, a gente tem que ter muita responsabilidade, com aquilo que a gente escreve, porque muitos podem seguir elas

    não daria certo um pedaço de pano novo cortadinho direitinho na casa da gente no mesmo formato desses comercializados, com elástico, custurado ou só uma alça, fazer uns pares pra não ficar na mão, se precisar lavar, já tem a outra limpinha de prontidão?

    na falta do alcool poderia servir o calor do ferro de passar roupas, nessa máscara?

    Não ajudaria a todos das indútrias e outras, se usa-se uma roupa de plastico , luva, mascara, para poder trabalhar nas industrias, vestido tipo esses cientistas ou de outra forma mais facil, pra poderma trabalharem, imagino assim que muitas empresas não precisariam fechar as portas tendo essas seguranças,

    e se os estudantes, professores e todos podem de alguma forma se ajudarem bastante, pra não sobrecarregar apenas os médicos e o pessoal da saúde, da segurança?



    minha intenção é só poder ajudar de alguma forma






  • A Mão Invisível Me Deu Um Tapa  24/03/2020 11:27
    Deixar o preço acompanhar a demanda é a melhor forma de garantir, lá na frente, a baixa dos preços, pois a produção foi aumentada graças a isso.

    Com maior oferta do produto no mercado estimulada pela subida nos preço, este volta a cair, ficando acessível aos mais pobres.

    O problema -- dizem os estatistas --, é que até chegar neste ponto, passa-se um precioso tempo que pode significar a diferença entre viver ou morrer para os mais pobres. E em temp0s de rápida disseminação da pandemia de corovírus -- continuam eles -- tempo para esperar é o que não se tem. E neste interím, como ficarão os mais pobres que esperam? Indagam eles.

    "É aqui que entra o Estado Malvadão socorrendo os desvalidos", ironizam com a cara mais lavada do mundo.

    Conclusão: o Estado não protege os mais pobres.



  • Leitor Antigo  27/03/2020 16:53
    ATENÇÃO: álcool em gel na Magazine Luiza por… R$ 9,90.

    Sim, nove reais e noventa centavos.

    www.magazineluiza.com.br/alcool-em-gel-para-as-maos/mercado/s/me/agmo/

    Ué, mas os intervencionistas não tinham dito que era necessário congelar o preço e obrigar as fábricas as produzirem estoques adicionais? Como eles explicam essa queda nos preços? Seria o sistema de preços em ação, como explicado no artigo?

    Pois é. Eis aí o milagre: é só deixar o mercado livre, com o sistema de preços funcionando normalmente, que no final tudo se acerta.

    Mais uma vez, o IMB acerta.
  • Guilherme  27/03/2020 16:58
    Vamos aguardar aqui, deitados, os pronunciamentos de todos os v'rios comentaristas acima que juravam que a única saída era congelamento de preços, imposição de cotas, proibição dos ricos de comprarem o produto, e racionamento.

    Vamos ver se ao menos terão a mínima decência de reconhecer o erro. Seria um gesto de nobreza e, ao mesmo tempo, de humildade.
  • GUSTAVO AUGUSTO BASTOS DOMINGOS  28/03/2020 21:47
    Entendi o artigo, mas só fiquei com uma dúvida: E se o governo decidisse não congelar o preço, mas colocar um limite, tipo, preço máximo de R$20,00 para o álcool em gel e limitasse a quantidade de que cada pessoa poderia comprar, para evitar que uma única pessoa compre todo o estoque disponível? Que efeitos isso geraria?
  • Leitor Antigo  29/03/2020 13:33
    Exatamente os mesmos citados no artigo. Estipular preço máximo é exatamente o mesmo que controlar preços. E governo impor cotas é exatamente o que foi feito nos supermercados da Venezuela, que hoje estão com as prateleiras vazias.

    Impressionante como o povo, além de adorar um totalitarismo, atribui a políticos uma sabedoria e uma onisciência que nem eles próprios se autoatribuem.

    Enquanto isso, os defensores do congelamento seguem fugindo da realidade. Vou postar de novo: álcool em gel na Magazine Luiza por… R$ 9,90.

    Sim, nove reais e noventa centavos.

    www.magazineluiza.com.br/alcool-em-gel-para-as-maos/mercado/s/me/agmo/

    Só não compra quem não quer.
  • Dilmo  29/03/2020 03:32
    Eu não costumo rir de piadas repetidas, mas eu confesso que eu ri disso daqui:

    Doria diz que álcool em gel será vendido a preço de custo em supermercados

    exame.abril.com.br/brasil/doria-diz-que-alcool-em-gel-sera-vendido-a-preco-de-custo-em-supermercados/

    Álcool gel a preço de custo começa a valer, mas mercados não têm o produto

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/23/alcool-gel-preco-de-custo-sao-paulo.htm?cmpid=copiaecola

    Você precisa de um QI muito alto para estabelecer uma relação entre políticos controlando preços dos produtos e o sumiço destes produtos do mercado.
  • UM CURIOSO  04/04/2020 04:15
    "Doria diz que álcool em gel será vendido a preço de custo em supermercados".

    1)Sem esse medida do governo estadual, podemos afirmar que a oferta de álcool gel já estaria em volume bem maior e os preços menores?

    2) Supondo que não houvesse controle de preços, mas com imposição de cota limitando a quantidade por cliente. Nessa situação, os preços livres em alta estimulariam entrada de novos produtores no ramo e o aumento da produção pelos atuais.

    Mas, ao mesmo tempo, imagino que essa limitação agiria no sentido de reprimir artificialmente a demanda. Uma demanda artificialmente menor desestimula a entrada de novos produtores, desestimulando assim o aumento da oferta? Correto?
    Como ficaria esse cenário?
    Pode-se concluir que a limitação de quantidade por pessoa também contribui para manutenção do cenário de escassez?
  • Guilherme  04/04/2020 17:19
    1) Sim, com toda a certeza. E nem é teoria. É prática, mesmo. No Magazine Luiza você encontra o produto por R$ 11,90.

    www.magazineluiza.com.br/alcool-em-gel-para-as-maos/mercado/s/me/agmo?sort=type%3Aprice%2Corientation%3Aasc

    2) O mercado só continuaria funcionando se a cota fosse voluntariamente imposto pelo proprietário do estabelecimento, e não por políticos e burocratas. Apenas o empreendedor sabe calcular exatamente de quanto pode ser a sua cota. Políticos e burocratas, que nunca empreenderam na vida (e que viraram políticos e burocratas exatamente por serem esses derrotados na vida), não têm a mais mínima ideia de como calcular qual pode ser a cota sem que isso gera disrupções em toda a cadeia produtiva.


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