clube   |   doar   |   idiomas
Por que no socialismo todos morrem de fome?
Campos de trabalho forçado e racionamento são a inevitável consequência da irracionalidade

Que o socialismo naturalmente mata todos de fome, qualquer pessoa que não vise desconsiderar os fatos históricos sabe. Isso vale tanto para os casos mais antigos de socialismo, quanto para os mais recentes.

Entretanto, são poucas as que conseguem explicar aprioristicamente o porquê de os recursos serem mal distribuídos — ou, melhor, raramente produzidos — sob o socialismo. 

O argumento de Ludwig von Mises sobre a impossibilidade de haver qualquer racionalidade econômica em um arranjo socialista segue definitivo. Entretanto, mesmo ele pode ser auxiliado por uma nova abordagem.

Muita dor, nenhum ganho

Um bem — um objeto útil, mais especificamente — só será produzido se o trabalhador/empreendedor que despendeu energia física e tempo na sua confecção puder extrair da sua produção e do seu uso ganhos suficientemente compensatórios em relação a todos custos envolvidos no processo. 

Isso vale tanto para economias capitalistas modernas quanto para situações de autarquia.

O indivíduo, portanto, apenas manterá o seu trabalho enquanto os ganhos decorrentes dele forem apreciavelmente superiores aos custos. 

Isso implica que o mesmo indivíduo cessará o seu trabalho/produção/empreendimento a partir do momento em que o esforço (físico, capital e intelectual) necessário ao seu dispêndio exceder os ganhos oriundos da sua consecução. 

Por conclusão, a partir do momento em que um indivíduo espera sempre ter sua produção coercitivamente expropriada por outrem, ele irá se sentir desestimulado ao trabalho — ou seja, à produção —, já que os ganhos que obteria serão, espera-se, anulados via força expropriatória. 

Mesmo em uma economia moderna, repleta de bens de capital (maquinários, ferramentas e instalações) de última geração, a constatação acima continua sendo irrefutável. Mesmo que o problema do cálculo econômico explicitado por Mises fosse magicamente resolvido pelos socialistas (dica: não há como isso ocorrer), a questão dos incentivos à produção e ao trabalho continuaria inabalada.

A expropriação (estatal), assim, enquanto forma tipicamente soviética de socialização dos bens, acrescenta custos totalmente artificiais aos custos naturais do trabalho. Entre estes custos artificiais está a possibilidade de morte: as demandas irreais (anti-mercado) do expropriador levam à necessidade do expropriado de tentar burlar os braços fiscalizatórios com o intuito de manter um padrão de vida minimamente satisfatório ao atendimento das exigências fisiológicas humanas mais básicas. 

(Daí o surgimento dos mercados negros nas economias socialistas, com preços muito mais altos — porém, sempre bem abastecidos e estocados.)

Tal expropriação, nota-se, reduz os lucros da produção, uma vez que o produtor, ao qual atribui-se originalmente o logro dos referidos lucros, é, sob conjunturas socialistas, obrigado via coação a reparti-los com um que não participou em absolutamente nada do processo de obtenção dos mesmos — por indução, um não-produtor. 

O produtor, desse modo, é coercivamente compelido a repartir os ganhos provenientes do seu trabalho com um não-produtor, ao mesmo tempo em que tem de arcar com custos artificialmente elevados criados pelas demandas expropriatórias do agente coercitivo. 

A expropriação, por acrescer custos totalmente artificiais ao montante natural de custos relativos ao trabalho, e por reduzir forçadamente os lucros da produção em relação ao esforço  (físico, capital e intelectual) necessário, desmotiva o produtor a prosseguir com seus ofícios. 

Ao curso do tempo, sob o socialismo, a produção de qualquer coisa (bem ou serviço) cessará por inteiro, inevitavelmente, uma vez que os ganhos da produção são expropriados (socializados) para muito além do ponto em que a atividade não-produtiva (parasítica) se torna comparavelmente mais preferível que a produtiva (não-parasítica). 

Se um indivíduo ocioso irá, no fim, ter o mesmo que um indivíduo inventivo e trabalhador, que incentivo terá o primeiro para produzir? Que incentivo terá o segundo para continuar produzindo?

Por conseguinte, a longo prazo, até mesmo a existência parasitária do agente expropriador irá se tornar irrevogavelmente inviável. Afinal, se os ganhos da produção são expropriados (socializados) até o ponto em que a mesma irá cessar definitivamente por apresentar mais riscos judiciais que resultados reais compensatórios, de onde o expropriador extrairá, então, o seu sustento? 

Como viverá o parasita ante a ausência do hospedeiro? É o ponto fundamental. 

É neste ponto que surgem os campos de trabalho forçado, que são o estágio final do socialismo.

O gari e o médico

Trocando "expropriador" por "estado" ou "estatal" nos trechos acima, a conclusão torna-se ainda mais reveladora. 

Exemplos são, agora, bem cabíveis. Suponhamos, pois, um regime socialista no qual há um médico, um gari e o leviatã estatal. 

Se o médico, por ganhar mais, é, sob tal regime, expropriado até que sua condição econômica seja perfeitamente equiparável à do gari, por que este, então, irá se esforçar para deixar de ser gari ou se tornar algo mais, uma vez que absolutamente nenhum ganho decorrerá de tal esforço? 

Ou por que um possível enfermeiro desejará tornar-se médico se não poderá usufruir de um salário alto (que lhe permita um padrão de vida melhor)? Por que ele iria almejar a um cargo profissional hierarquicamente mais altivo e que, por consequência, trouxesse uma maior qualidade de bens e serviços prestados à população?

Em suma: por que algum indivíduo iria querer aprimorar a qualidade de sua mão-de-obra, e com isso melhorar a divisão do trabalho

Sendo implantada uma política de distribuição de renda coercitiva e igualitária, de início, a vida do gari melhorará significativamente, ou seja, poderá ser elevada a um alto padrão pelas reservas econômicas do médico; depois, porém, o médico perceberá que, apesar de trabalhar mais complexamente que o gari e fornecer serviços mais especializados (que poucos outros são capazes de fazer), terá exatamente o mesmo salário que ele e, em consequência, não mais buscará funções mais naturalmente complexas (logo, mais remunerativas). 

Ele não mais se esforçará para melhorar a sua especialização e a qualidade da sua mão-de-obra. Ele não terá por que aumentar o volume da sua poupança, visto que não poderá gozar livremente da mesma para além das condições do gari. 

De início, o médico decide simplesmente não se aperfeiçoar, o que já afeta severamente a divisão do trabalho e a qualidade geral da mão-de-obra. Com o tempo, ele decide parar de trabalhar. Por que continuar?

Porém, uma vez decidido o médico em cessar terminantemente o seu trabalho, a oferta (e a qualidade) de serviços medicinais entra em declínio. Por toda a economia, outros profissionais de outras profissões passam a fazer o mesmo. Por que se dedicar a atividades complexas se é possível obter o mesmo fazendo atividades mais simples?

Por que ser engenheiro se você terá o mesmo padrão de vida sendo gari, taxista ou funcionário de repartição?

Com esse comportamento se generalizando, de onde, então, o estado obterá recursos para alimentar o gari e o ex-médico? 

É aí que começam os racionamentos (em simultâneo aos campos de trabalho forçado).

Eis o ponto: se uma pessoa que meramente finge estar trabalhando, sob o socialismo, tem as mesmíssimas condições de uma que trabalha arduamente e de fato produz, por que esta se manterá produtiva se pode simplesmente não trabalhar e ainda assim subsistir como se estivesse suando em labor? 

Se, em virtude do ideal igualitarista, apagam-se compulsivamente as disparidades econômicas entre quem trabalha de modo árduo e quem finge trabalhar, aquele que antes trabalhava arduamente passará a fingir trabalhar. Se, com efeito, absolutamente ninguém se impele à produção em função da nulificação dos seus frutos privativos, quais serão, afinal, os recursos socializados pelo estado? O estado não é o que se mantém pela predação das posses dos que produzem? 

Se ninguém produz, quais recursos o estado destinará à alimentação do povo? A resposta é um bombástico "nenhum!". 

A fome nada é se não o fruto mais cabal do socialismo. E apenas campos de trabalho forçado e racionamento podem ser utilizados como paliativo. 

Daí a morte de milhões e mais milhões na União Soviética e, de forma mais exemplar, na China de Mao Tsé-Tung


autor

Bruno Sousa Silva
é estudante de economia, autodidata em filosofia e ciência política e escritor do livro Imposto é Roubo: A Ética dos Lambedores de Botas


  • Helliton  18/08/2020 19:13
    Engraçado que é fácil criar um sistema para todo mundo morrer de fome, mas não conseguem criar um sistema que ninguém use noia.
  • Caio  18/08/2020 19:26
    O que é "usar noia"?
  • 4lex5andro  19/08/2020 15:56
    Não tem nada engraçado, em um sistema que priva o cidadão de sua liberdade.

    Jamais teve.

    Que o Brasil esteja sempre vigilante.
  • Juliano  18/08/2020 20:09
    Mas segundo os mais entusiasmados, isso é evolução porque ao menos deixaram de trabalhar para o burguês explorador e agora trabalham "em prol da sociedade"...
  • Estado o Defensor do Povo  19/08/2020 00:13
    Boa noite Juliano, falando sério mesmo, tem gente que diz o que você falou de verdade? Sem sacanagem?
  • anônimo  19/08/2020 00:26
    Aqui mesmo nas seções de comentários de alguns artigos vira e mexe aparece um socialista que caiu aqui de paraquedas falando isso. Como não consegue refutar, sempre recorre a uma variante do "argumento" acima.
  • Estado o Defensor do Povo  19/08/2020 01:02
    Esse tipo de gente tem merda na cabeça, não é possível, e olha que eu me considero um cara capaz de ver o problema sob a perspectiva dos outros, mas gente defendendo pobreza porque tá trabalhando "em prol da sociedade" é de fuder.
  • Imperion  19/08/2020 03:24
    "em prol da sociedade" é um termo embelezador para o que eles propõem, que é a tomada das propriedades. Mas não falam "qual sociedade": a deles, que vai receber recursos sem fazer nada, obrigando os produtivos a trabalhar pra eles.
  • 4lex5andro  19/08/2020 15:57
    Principalmente no facebook, é incrível.
  • Marcelo  18/08/2020 19:46
    O que tem de verdade nisso?
  • Caio  18/08/2020 19:51
    Nisso o quê?
  • 4lex5andro  19/08/2020 16:09
    Pois é cara, isso é tudo ''invenção' dessa página direitista do IMB.

    Ninguém pulou no mar do caribe pra fugir de Cuba, ninguém pulou o muro de Berlim, arriscando-se entre tubarões e tiros de fuzis, besteira né.

    Nem ninguém ''foge'', ou melhor, tenta emigrar de ''paraísos'' dos ''direitos do tabaiadô'' pra emigrar pra países ''malvados'' capitalistas como Eua e Canadá, claro.

    Foi tudo propaganda dessas páginas ''imperialistas, fascistas, bozoristas, capitalistas'' invejosas do sucesso das democracias do proleotariado...

    E o Brasil estava ótimo até o ''golpe'' de 2016. Pode confiar, tá serto.
  • Rodolfo Alvarenga  20/08/2020 12:44
    Algumas pessoas não conseguem entender que quando um pessoa decide sair do seu país natal e morar longe de sua família, essa pessoa está apenas tentando fugir da pobreza vislumbrada em seu país de origem... Ninguém, absolutamente ninguém, do mais ignorante esquerdista, que ama Che Guevara e enaltece Cuba consegue viver sem ter o que comer e onde morar... Conheço vários defensores de uma sociedade igualitária, que culpa seus antepassados de terem enriquecido as custas da exploração dos outros, que criticam o capitalista e não suporta ver um conhecido da família empresário e bem sucedido chegando com seu carro novo e suas roupas da moda, dirigindo um carrinho ganhado do pai (Capitalista por sinal), usando um celular americano de 4 mil reais comprado pelo mesmo pai capitalista, usando roupas e sapatos de marcas extremamente capitalistas compradas também pelo pai ou mãe igualmente capitalistas, e que além de ficarem apenas no discurso de igualdade não tem a coragem de começar a fazer a diferença que tanto prega entregando tudo que possui e que veio originalmente de uma riqueza com base na exploração mais perversa da humanidade! Acho muito engraçado o modus operandi desses Neo Comunistas
  • João Franco  18/08/2020 19:49
    Só lembrando que: sempre que ocorrer algo errado com o modelo tentado, é porque não era socialismo de verdade.
  • Carlos  18/08/2020 19:54
    Mas é. Deturparam o socialismo. Não interpretaram Marx corretamente. Tudo é sabotagem dos Estados Unidos, não fossem eles estaria tudo próspero.
  • WMZ  18/08/2020 20:27
    Esse papo de colocar a culpa dos EUA é mais um argumento contra o socialismo!

    Vejam: não adianta eu criar um sistema perfeito se ele não resiste à qualquer hostilidade ou dificuldade vinda de um país estrangeiro. É a mesma coisa que criar uma casa perfeita mas que estará vulnerável à destruição se o alinhamento dos astros não estiver próprio.

    Existem dois tipos de vulnerabilidade: o primeiro tipo é o que eu tenho o poder de evitar. Ex: sou vulnerável ao frio mas eu posso evitar o frio usando agasalhos ou evitando lugares frios. Se for possível combater uma situação à qual o frio saia do controle, de modo que diminua as minhas opções de evitá-lo, tudo deve ser feito! (se não for possível, cairemos no segundo tipo)

    O segundo tipo é aquele que eu não tenho poder de evitar. Ex: a vida humana é vulnerável à destruição do Sol , se o Sol for destruído, a vida na Terra acaba. Nesse caso, a raça humana não é capaz de fazer nada (por enquanto) já que ,seja o que for que seja capaz de destruir o Sol, não temos poder de fazer nada

    Das vulnerabilidades, a pior é a do segundo tipo pois não tem solução e deve ser evitada à todos os custos (num dado nível de desenvolvimento tecnológico)
  • WMZ  18/08/2020 20:15
    "(...) a questão dos incentivos à produção e ao trabalho continuaria inabalada."

    Olhe, pelo que um soça me contou, esse negócio de "trabalhar para receber algo em troca" é coisa da lógica capitalista. Ele era antropólogo e me contou que os índios não seguiam essa lógica, ou seja, eles trabalhavam para ajudar, solidariamente, uns aos outros (sem essa de trabalhar para receber algo em troca) e que as trocas só ocorriam em situações religiosas e de confraternização. Não tinha esse egoísmo e nem esse espírito de acumulação (gerar excedentes)

    *Não entendi bulhufas da lógica dele...é lógica marxiana, de Marte, o planeta vermelho...já dá para saber o porquê de não existir vida por lá
  • Vladimir  18/08/2020 20:24
    Duplamente errado.

    1) Índios produzem porque sabem que NÃO serão confiscados. Produzem já visando à própria subsistência.

    Comece a confiscar a produção deles para você ver se haverá a mesma "produtividade".

    2) Ainda que os índios produzam visando apenas a si próprios (o que é um estilo de vida escolhido voluntariamente por eles; nada contra), a própria empiria comprova que eles simplesmente não saíram do lugar.

    Uma tribo indígena genuína (não me refiro aos oportunistas, mas sim àqueles índios que continuam vivendo isolados de tudo e de todos) tem hoje o mesmo padrão de vida de 500 anos atrás. Não sabem se estarão vivos no fim do dia seguinte. Se ficarem um dia sem caçar e coletar, ao menos um morrerá.
    Se toda a humanidade seguisse esse preceito, já estaríamos extintos.

    Em suma: seu amigo esquerdista não decepciona. Sendo socialista, a capacidade dele de falar bosta é sempre indelével.
  • Imperion  18/08/2020 21:54
    Nem tem lógica mesmo. Eles trocam sim entre si. Impossível não trocar. Um colhe raiz e fruta na natureza, outro caça, a mulher planta mandioca. Se estão dividindo a produção, eles estão trocando sim, sem ser dinheiro. O que caçou esta trocando seu trabalho com frutas e mandioca, que foi o trabalho dos outros. 
  • Carlos Brodowski   18/08/2020 20:17
    Muito didático o artigo. O argumento de Mises sobre a impossibilidade do cálculo econômico, embora seja irrefutável, é um tanto inacessível ao leigo. O argumento de Hayek sobre a incapacidade de um comitê central apreender toda a informação dispersa na sociedade também é igualmente poderoso, mas abre espaço para contra-argumentações bizarras, como a de um "supercomputador capaz de adivinhar os desejos humanos".

    Já a constatação do problema dos incentivos (algo que nem a esquerda rechaça) é direta e de fácil compreensão para todos.

    Gênio será aquele que compilar e unificar esses três insights num só argumento, legível, sucinto e, ao mesmo tempo, profundo.
  • Lee Bertharian  19/08/2020 16:02
    Gênio, não... um indivíduo normal que não foi doutrinado pelo estatismo. E, principalmente, que saiba questionar os próprios conceitos.
  • Vinícius  18/08/2020 20:18
    Vale adicionar que uma vez adotados os campos de trabalho forçado, a próxima medida é estipular metas de produção inalcançáveis. Os trabalhadores (escravos) que não cumprirem a meta são tratados como sabotadores e traidores da revolução. Aí começam os paredões e justiçamentos.
  • Constatação  18/08/2020 20:46
    De fato, Ozzy Osbourne só arrancava as cabeças dos morcegos por não morar em Cuba. Se fosse cubano, teria que fazer um ensopado.
  • Imperion  18/08/2020 21:11
    Ótimo texto. E aconteceu na prática. URSS e China, quando em desabastecimento, colocaram as pessoas pra trabalhar em regime forçado. Se fosse possível, já deveriam logo pegar quem não quer trabalhar e obrigar. Daí elas se igualam aos que querem e já trabalham. Nem precisaria quebrar a economia pra isso. Mas aí perderia todo o charme e apelo.
  • rraphael  18/08/2020 21:19
    Coreia do Norte confisca cães de estimação; donos temem venda para restaurantes

    Segundo imprensa internacional, Kim Jong-un argumentou que criar cães domésticos é símbolo da 'decadência' capitalista

    Como o país estaria passando por uma escassez de alimentos, pessoas temem que a carne de seus animais seja comercializada para consumo. "Alguns dos cães são enviados para zoológicos estatais ou vendidos para restaurantes de carne de cachorro", disse a fonte.

    www.otempo.com.br/mundo/coreia-do-norte-confisca-caes-de-estimacao-donos-temem-venda-para-restaurantes-1.2373331


    as maravilhas do socialismo , será que a foice de sp não vai dar destaque ?
  • Felipe L.  18/08/2020 22:18
    Li essa rápida coluna e isso reforça o que eu já tinha dito dias atrás: a CLT foi feita para prejudicar as regiões Norte e Nordeste. Tem coisa melhor que essa, em dificultar ao máximo a contratação de empregados e, ao mesmo tempo, fornecer um assistencialismo que funciona por aplicativo aos moldes de eficiência conforme o Friedman pregava? Os informais que se arriscam a ganhar a vida então correm risco de sofrer isso.

    Em Muzambinho, interior de MG, cidade a qual fui meses atrás, não é nem questão de ser multado por ser ambulante. Vender na rua dá prisão. Aí depois ficam muito surpresos quando veem que o Brasil está em estagnação desde os anos 80 (com breves hiatos naqueles períodos que tivemos com moeda forte, como 1994-1998, 2004-2011 e 2017-2018).

    Agora, falando nisso e com um tom de otimismo, será que com essa dispensa do MEI de alvará muda algo ou as prefeituras continuarão tendo autonomia para ditar regras loucas? Será que prefeito não pode simplesmente abolir as leis de zoneamento e plano diretor, caso ele quiser?
  • Raimundo  19/08/2020 01:12
    Sim. Foi o estado quem jogou e mantém o nordeste na pobreza.

    Tudo começou com Getulio Vargas e se manteve com os governos seguintes, que, ao protegerem a FIESP com altas tarifas de importação, impediram que os nordestinos tivessem acesso a produtos bons e baratos importados, e os obrigaram a comprar lixos produzidos no sudeste.

    Vargas, ao impor seu nacionalismo e proibir a livre importação de bens, ajudou exatamente a plutocracia industrial do sudeste, concedendo-lhes uma reserva de mercado.

    Os nordestinos foram proibidos de comprar bens baratos do exterior, sendo obrigados a pagar caro pelos bens nacionais fabricados pela plutocracia do sudeste. Vargas obrigou os nordestinos a sustentar os barões de São Paulo.

    Além das tarifas protecionistas, a imposição da CLT e de um salário mínimo igual para o território continental inteiro também foram destruidoras para o potencial de desenvolvimento da região.

    Hoje, por que investir no Nordeste subdesenvolvido se os custos para empreender no Sudeste desenvolvido são praticamente os mesmos?

    Curiosidade: holandeses se instalaram no Nordeste, enquanto os portugueses, e posteriormente italianos e alemães, se instalaram no Sudeste. É, no mínimo, muita coincidência que apenas depois da década de 30 (Era Vargas) o Nordeste simplesmente tenha se estagnado em comparação ao Sudeste, e que os nordestinos tenham começado a ir pra SP.

    Vargas jogou o nordeste na miséria para beneficiar os poderosos no sul/sudeste. E os governos subsequentes, para manter este arranjo, passaram a comprar os nordestinos com assistencialismo.

    A migração nordestina em massa começou exatamente no período Vargas. E nunca mais acabou.
  • Felipe L.  19/08/2020 02:27
    Os custos de empreender na região Sudeste são menores, ao menos na questão burocrática. Deve ter muita cidade interiorana das regiões Norte e Nordeste com coronelismo e com famílias "reinando" a região há décadas.

    A CLT encarece artificialmente a mão de obra e é nessas regiões onde a mão de obra é menos qualificada (quem já visitou o interior nordestino sabe que ainda existe casas de barro e nem asfalto daqueles porcos existe). O Nordeste um dia já foi a região mais próspera do Brasil. Problema de seca já existia pelo menos desde o século XVI. Só que naquela época ninguém enchia o saco dos trabalhadores e empreendedores na região (leiam o livro do Jorge Caldeira sobre isso, é uma coisa encantadora). Existia um monte de regulação mas "a lei não pegava" e a Coroa Portuguesa só estava preocupada em sustentar a sua casta em Portugal (por exemplo, apesar de a abertura dos bancos ser proibida, as Santas Casas forneciam crédito para investimentos produtivos, então investiam em novos engenhos de açúcar, entre muitas outras coisas). E ainda há o fato de que naquela época se usava ouro como moeda, e pronto, você tem acumulação de capital. Foi com a chegada de João VI que os problemas aumentaram, para ser politicamente incorreto com os monarquistas.

    E esse fenômeno que você me falou lembrou muito o embate entre as regiões Norte e Sul dos EUA. A região do Sul dependia mais de importações mas sofria com as tarifas que beneficiavam os industriais do Norte do país. E aí veio a Guerra de Secessão (não foi guerra civil pois foi uma guerra para se separar da União, não para tomar poder da União). Hoje os EUA já mudaram bastante. Por exemplo, o Cinturão da Ferrugem colapsou com o sindicalismo e toneladas de regulações (sugiro ler também este texto). Toyota e Honda nunca se aventuram para essa região e já abriram suas fábricas nos estados mais abertos ao empreendedorismo. Hyundai começou exportando carro coreano, mas também acabou abrindo suas fábricas em regiões ao sul do país. Chrysler faliu duas vezes (e foi socorrida duas vezes; por isso que os seus carros são uma porcaria... os utilitários como a Ram Pickup são excelentes, confiáveis e confortáveis), GM faliu e foi socorrida e a Ford foi a única que não faliu, mas recebeu um socorro mais leve. Os utilitários GM e Ford também são muito bons, fatia de mercado que até o momento não foi tomada pelas marcas asiáticas. O Ford Fusion nos EUA não tinha a moleza como no Brasil: ele competia com Camry, Altima, Sonata, Mazda 6, Accord, et cetera. O Altima vendia mais. Os líderes Altima, Camry e Accord se acotovelavam. Esse encerramento da marca aqui no Brasil muito provavelmente está ligado à matriz americana, assim como as más decisões também feitas aqui (largou o Fiesta, Focus, Ecosport...). Como os EUA são um ambiente muito melhor para o empreendedorismo, então mesmo as subsidiadas fabricantes americanas tinham que fazer algum esforço para oferecer bons veículos. A GM passou a diversificar e oferecer alguns projetos globais de boa qualidade (como o Cruze), assim como a Ford. Mas o Fusion mexicano saiu de linha. A Europa, cujo Mondeo atual se baseou no Fusion, receberá um Mondeo "reeuropeizado" na próxima geração.

    Agora a Ford do Brasil está trazendo um provável Yusheng S330, renomeado Ford Territory aqui. Ao invés de trazer o Escape, baseado no Focus e que faria sucesso, preferiu trazer o chinês (na China o negócio é tão estatal que todo carro é feito em parceria com uma estatal chinesa). Como a Argentina está no buraco faz tempo (que é de onde vinha o Focus desde 2000), talvez a Ford esteja com medo de arcar com todas as custas que é de investir em fábrica no Brasil só para fazer um carro que custaria algo como R$ 150 mil, dado o fato de que agora estamos com um presente novo que é o câmbio em desvalorização de nível petista. Talvez comprar do México?

    Hoje lá em Detroit tem casa que é mais barata que carro... claro, ninguém quer morar lá. Socialistas destroem tudo que toca, mesmo as economias mais pujantes, como fora Detroit na década de 50.

    PS: Bolsonaro, saia dessa porcaria de Mercosul, fecha o BCB, adote dólar como moeda corrente e faça aberturas comerciais unilaterais, igual fez o Collor.
  • Estado o Defensor do Povo  21/08/2020 04:09
    Esse Felipe Lange é um cidadão de respeito, sempre ativo no IMB com excelentes contribuições e fontes, não pare Felipe.
  • Felipe L.  21/08/2020 14:53
    Acho que você descobriu o meu sobrenome pelo blog...

    De qualquer forma, obrigado.
  • Imperion  19/08/2020 03:36
    A medida ainda é fraquíssima para os MEI. Tira uns 0.2 por cento do peso das dificuldades. Mas é um avanço.

    O problema das MEI é que elas são restritas a um faturamento baixíssimo. E só pode ser MEI categorias borra-calças. Então são altamente restritivas as condições pra ser MEI.

    A meu ver deveria se extinguir as categorias MEI. Poderia ser MEI "todas as que tiverem faturamento baixo e não sejam as que trabalhem com grau de periculosidade ou insalubre."

    Assim sendo, o empreendedor fica livre pra trabalhar no que quiser, só ficando restrito ao faturamento. Se faturar demais, aí vai pra outro limite de cálculo. Do jeito que é atualmente, só pode ser MEI nas categorias permitidas, então todos os MEI fazem as mesmas coisas, e quando se tem excesso de mesmas pessoas fazendo o mesmo, satura-se o mercado e o lucros caem. Ao passo que o filé, que poderia ser produzido por todos esses empreendedores, só pode ser produzido pelos maiores.

    Como os entregadores de aplicativos: o excesso deles derrubou os preços demais e já não compensa entrar no ramo.
    Com as MEI ocorre o mesmo. São poucas as categorias pra ser MEI. Se vc tem algo bom pra produzir e não se enquadra nas MEI, vai ter que fazer no sistema normal. E isso é um impedimento.

    Esse sistema de categorias é um sério impedimento à prosperidade das nano-empresas iniciarem os negócios e prosperarem.
  • Felipe L.  19/08/2020 12:55
    É uma porcaria esse MEI, para dizer a verdade. Eu sei de caso de mulher que antes vendia bolo como informal e dava certo (ficou até na Internet e foi publicado por algumas páginas). Ela foi se formalizar como MEI, se ferrou, porque teve que alugar sala em um lugar com pouco movimento e perdeu todos os clientes. Sobre os entregadores de aplicativo (e motoristas), fiz este curto artigo.

    Se for levar toda essa legislação à risca, a página Razões para Acreditar teria que fechar, já que ela também ajuda pessoas na informalidade divulgando seus negócios.

  • Intelectual  19/08/2020 00:43
    Ue, mas a Suecia e França nao eram socialistas e quem defende seus modelos, socialista tbm? Mas ngm lá morre de fome. Vcs precisam decidir o q é socialismo.
  • Aspirante  19/08/2020 02:55
    [OFF]

    Pessoal, sou da área da computação e tranquei a faculdade para estudar sozinho, no momento estou estudando cálculo 1 pela Khan Academy, youtube e livros, visto que desejo aprender sobre inteligência artificial e computação gráfica em seguida. Pois bem, todos vocês já devem ter ouvido barbaridades sobre o famigerado cálculo, sempre falam sobre o suposto grande nível de dificuldade deste assunto, mas agora estudando-o tenho a impressão de que não é pra tanto, tenho dificuldade com certas coisas devido ao fato de ter tido uma base bastante pobre no ensino médio, mas de resto a coisa me parece fácil comparado às história horrorosas que eu costumava ouvir. Aí eu pergunto: Alguém aí estudo tal conteúdo na universidade e concorda com essa visão? Ou sou eu que estou estudando "errado" de alguma forma?
  • Leandro  19/08/2020 03:52
    Na condição de um quase bacharel em engenharia mecânica (abandonei o curso no oitavo período), digo que Cálculo é excelente.

    Se você gostar do assunto e tiver prazer de estudar, sim, vai achar fácil. Não se trata de um fenômeno estranho, não. É assim mesmo. Se você gosta, é um passeio. Não é nenhum bicho-papão.

    Eu gostava.

    Em todos os cursos há matérias das quais você irá gostar, e outras das que tomará trauma.

    Além de Cálculo (1, 2 e 3), eu gostava também de mecânica dos fluidos e de tudo que envolvia física mecânica. Termodinâmica também tinha seu charme. Já a parte de metalurgia e estrutura de materiais não me interessava muito. Metrologia eu achava um saco. Mas nada superava as matérias que envolviam desenho técnico. Nestas eu era uma completa nulidade. Como eu não sei desenhar nem árvore, vi que esse mundo não era para mim. Aí eu saí.

    Não me arrependo.

    Mas, sim, cálculo é ótimo, é importante e é proveitoso, pois estimula bastante o raciocínio lógico e a capacidade de solução de problemas. Se você gosta do assunto, irá ter prazer. É natural e não há nada de estranho.


    P.S.: sempre estude também matemática financeira. Taí algo que será absolutamente crucial para seu bem-estar futuro.
  • Joaquim Saad  20/08/2020 00:38
    Abandonou engenhaira ? Ah, sim, me esqueci de que o "von Mises" que o Leandro curte é outro ! ;-)
  • Estado o Defensor do Povo  21/08/2020 04:25
    Ah sim, me deparei com esse cidadão na matéria de probabilidade estatística, fui pesquisar depois e é o irmão do Ludwig mesmo, que legal ter dois gênios na família.
  • Imperion  19/08/2020 04:04
    Estudar qualquer coisa é apenas o primeiro passo pra se chegar a algum lugar. O próximo é saber o que fazer com tal conhecimento, isto, é, dar um fim a ele.

    A faculdade tá lá pra ensinar e só. O estudo autodidata também, você vai aprender algo.

    Então, errado não está, mas independente de vc estar estudando na faculdade ou em casa por conta própria, vc sabe "para que" você vai fazer?

    Pois o importante é ter um projeto na área. Senão você empaca.

    Se tiver um projeto, pode ser contratado ou empreender.

    É o que falamos aqui: "produza". Faça isso produzindo conteúdo, desenvolvendo, criando. Aprenda, estude. Qualquer coisa. É o primeiro passo. Não dá pra pular isso. Mas produza, senão vc empaca no segundo passo. Aí sim nesse caso você estaria errado.

    Ah, e o cálculo é uma matéria bem específica da área de exatas. Os de humanas odeiam. Só querem saber de social, social, social. O cálculo é usado por grandes produtores de conhecimento e a maioria das pessoas não entende que o progresso tecnológico produziu junto com o capitalismo a atual qualidade superior de vida comparada às eras antigas.

    Não é bicho de sete cabeças e te permite ter grande salário por ser conteúdo utilizado pra grandes desenvolvimentos. Mas vc tem que ser especializado em desenvolver. Senão nada de grande emprego ou grande salário.

    O conhecimento parado não faz nada. Vc tem que usar esse conhecimento para gerar valor para terceiros; para oferecer bens e serviços que terceiros queiram voluntariamente comprar.

    A maioria das pessoa que fala mal de cálculo é porque estuda na escola o básico pra ser peão de fábrica; logo não vai utilizar e fala mal.

    Então estude a matéria da área da computação, mas já inicie um projeto. Mesmo que não saiba fazer.
    Se criar algo útil vc já se separou da maioria que estuda e quer virar funcionário publico.

    E na informática, criar algo é vital para o sucesso. Tudo populariza logo e logo fica barato ou cai em desuso. São obrigados a ser inventivos todo o tempo. Improdutivos não têm vez ou não crescem.
  • Aspirante  19/08/2020 11:53
    Muito obrigado pelas respostas! :)

    Por enquanto pretendo estudar somente Cálculo 1, pois pelo que eu entendi precisarei somente dele para estudar computação gráfica e inteligência artificial, assim caso eu precise estudarei mais a fundo futuramente. Outra pergunta: É necessário eu decorar identidades trigonométricas e derivadas e integrais de cada tipo de termo ou somente entender os métodos é suficiente para a minha situação?
  • anônimo  19/08/2020 14:51
    na minha opinião decorar é contraproducente e um grave defeito do nosso sistema educacional

    a matemática é uma linguagem simbólica desenvolvida para expressar padrões encontrados na natureza
    você não precisa saber todas as equações , mas deve ter habilidade de operá-las

    da mesma forma ninguém precisa decorar todas as palavras da língua portuguesa
    precisa é entender como as palavras se relacionam para formar frases e transmitir mensagens
  • Júlio  19/08/2020 14:55
    Ali em "decorar" você errou, a questão é entender.
    O processo de raciocínio é mais importante.
    Como você citou Inteligência Artificial, creio que "Probabilidade", "Geometria Analítica" e "Álgebra Linear" sejam importantes também.
    Computação Gráfica deve abusar bastante de Geometria Analítica.

    Mas vá um passo de cada vez.
    E siga o conselho dos outros dois colegas que comentaram.
  • Imperion  20/08/2020 17:34
    Não é necessário decorar. Existem tabelas para serem consultadas. Bibliotecas são isso. Conhecimento pra ser consultado.

    Já o "padrão" de raciocínio pra se usar a trigonometria, vc tem que entender as regras, senão vc não consegue usar pra fazer o objetivo.

    Quem perde tempo decorando, às vezes mata a criatividade. E na ciência da informação, os que fazem trabalhos repetitivos são os primeiros a ficar inúteis com a automação, que faz o trabalho repetitivo, mas ainda não consegue ser criativa.
  • Estado o Defensor do Povo  21/08/2020 04:22
    Fala Aspirante, sim concordo com você, passei pelo mesmo também, eu aliás consegui absorver o cálculo na universidade porque já o tinha estudado antes no ensino médio já que eu participava ativamente de olimpíadas de matemática, física etc, aí eu tinha que me aprofundar mais nesses tópicos, creio eu que isso se deve ao salto grande que há entre o ensino médio médio no Brasil, pra entender cálculo você tem que ter os fundamentos de funções na palma da mão, e o ensino médio não consegue abarcar isso, é muita matéria, aí quando o cidadão chega no ensino superior ele descarta mais da metade do que aprendeu no ensino médio quase independentemente do curso que escolha, eu mesmo já até esqueci pra que servem as orações subordinadas.
  • Maria Encarnación Moya Recio  19/08/2020 12:46
    Bom dia!!!!
    Por que não olhar experiências mais positivas como as dos Estados Sociais europeus? As sociasdemocracias TB equilibraram bem as sociedades, conjugando princípios de livre mercado com farta redistribuição.
  • 4lex5andro  19/08/2020 15:16
    Pois é.


    Qual governante se habilita a propor isso? Sem salário minimo, sem fgts e sem regulação pela CLT, será que o Brasil aceitaria, eis a questão...

    Bastou só o atual presidente, propor o desafio de zerar a Cide sobre o preço dos combustíveis, que nenhum governador de estado aceitou, por que né...
  • Thalys  19/08/2020 21:32
    Funcionalismo público, aqui em MG o governado, nem sonhando, consegue reduzir impostos. Vejo que não adianta muito votar em políticos novos, pois o velho Brasil, vai reinar.
  • Daniel Cláudio  19/08/2020 13:50
    Vocês podiam fazer um artigo sobre a atual e desoladora situação de Nova York. A cidade simplesmente está acabada economicamente. O outrora pujante centro comercial está deserto. Restaurantes foram fechados para sempre. O BLM enterrou o pouco que restava do comércio.

    Consequência direta de terem elegido um prefeito abertamente comunista. Os ricos já saíram em debandada.

    Uma pena.

    www.linkedin.com/pulse/nyc-dead-forever-heres-why-james-altucher
  • Paul Kersey  19/08/2020 13:58
    Nova York está indo pelo mesmo caminho de Detroit e Baltimore. A diferença é que, ao contrário das duas últimas, NY ainda tinha uma polícia confiável. Mas Bill de Blasio acabou com ela.

    A violência lá já está em descontrole.

    www.nytimes.com/2020/07/27/nyregion/nyc-shootings-weekend.html

    abc7ny.com/nyc-shootings-2020-last-night-this-week-in/6371750/

    abc7ny.com/nyc-gun-violence-shootings-2020-last-night-this-week/6372676/

    www.nydailynews.com/new-york/nyc-crime/ny-another-bloody-sunday-several-dead-nyc-20200727-nsaeifkihfax7omfbecl7p2nfi-story.html

    Bastou apenas uma eleição municipal para toda uma metrópole entrar em colapso. Democracia em toda a sua magnificência.

    A mídia brasileira está em silêncio sobre isso por dois motivos:

    1) Bill de Blasio é inimigo de Bolsonaro (lembram-se que ele se manifestou contra a ida de Bolsonaro para lá ano passado?) e, por isso, não irá postar nada que pegue mal para de Blasio e dê razão a Bolsonaro.

    2) NY é a perfeita definição do que ocorre quando progressistas estão no controle. É colapso na certa. E a mídia não quer que ninguém saiba.

    A tendência é NY voltar a ser como era na década de 1970, quando inspirou filmes como Desejo de Matar e outros sobre vigilantes. Pode anotar.
  • Felipe L.  19/08/2020 14:34
    Vai reeleger o Trump.
  • Revoltado  19/08/2020 16:28
    www.youtube.com/watch?v=kIPYN5wl31Q&t=480s

    Já ia me esquecendo: eis um recente vídeo feito pelo canal Idéias Radicais sobre a espetacular idéia que Sacramento teve quanto a continuar recebendo faz-me-rir de ricos descontentes acima.
  • Antônio Carlos Siqueira  19/08/2020 14:08
    Tenho um familiar que mora em Nova Jersey. Diz que a coisa em NY realmente tá feia. A turminha do BLM tá arrombando até entrada de prédio. Não há mais policiamento ostensivo na cidade. Os tiras praticamente estão de braços cruzados. Gangues de adolescentes estão assaltando pessoas nas ruas em estilo arrastão.

    Li que a compra de coletes à prova de balas disparou.

    nypost.com/2020/08/15/bulletproof-vest-sales-soar-amid-surge-in-nyc-shootings/
  • anônimo  19/08/2020 14:27
    Em São Francisco é pior ainda. E a cidade é controlada pelos Democratas desde a década de 1960.

  • Revoltado  19/08/2020 16:24
    Eis um fenômeno já constatado em solo tupiniquim e que agora os anglo-saxões da Amércia do Norte aprendem de maneira penosa...

    Da Big Apple (e provavelmente Boston, mais ao norte assim deve estar) à Capital Gay do Mundo o progressismo arrasa não quarteirões, mas cidades em sua íntegra.

    Tenho um amigo residente com a esposa em Atlanta, que disse certa feita que, ao menos por lá, as coisas estão mais tranquilas. E como bem sabemos, a maior cidade da Geórgia não é exatamente um exemplo de cidade conservadora, ainda que encravada no "Bible-Belt" do Sul.

    Nem os democratas dos anos 90 causariam tamanho estrago nas cidades sede dos Giants, dos Jets dos 49ERS e na vizinha Oakland, casa dos Raiders (que dizia-se anos antes, era mais barra pesada que SF propriamente dita).

    Sad but true
  • Vladimir  19/08/2020 16:54
    Atlanta tem traços progressistas, mas está cercado de cidades conservadoras. Não tem muito chance de degringolar.

    Aliás, o atual governador da Georgia é sensacional. Eis dois vídeos da campanha dele. Os progressistas ficaram putaços.




  • Thiago  19/08/2020 20:33
    Que propaganda bem bolada viu. Daria té gosto votar num cara desse.

    Se faz uma propaganda eleitoral dessa aqui o TSE tira do ar no dia seguinte...
  • Revoltado  19/08/2020 17:07
    Very nice, Vladimir!
  • gilson  20/08/2020 18:06
    Acho ingenuidade considerar que a fome, miséria e desincentivos a produção como efeitos colaterais do socialismo. Apenas quando se acredita que socialistas "querem" redistribuir riqueza e que usam métodos inadequados é possível ver os resultados como "falhas". Mas o objetivos não era melhorar a situação da população mas domina-la e controla-la. Então fome e miséria não são subprodutos mas antes formas de controle. Afinal quem não se submete passa fome.
  • Chico  20/08/2020 21:30
    Eu espero que algum grande país, como Canadá, Suécia, França se tornem socialista oficialmente, seria muito bom ver o resultado futuro, iria encher de socialistas(mais que já tem) nesses países, e no futuro quando tudo de ruim se mostrasse, eu gostaria de ver a cara deles fazendo protesto por liberdade, depois de passar fome e ficar pobre igual todo mundo.
  • rraphael  20/08/2020 22:37
    canadá, ainda mais depois do trudeau, andou brincando bastante de ser soça, mas eles podem brincar à vontade pois tem os EUA ali do lado, só vão quebrar o dia que o tio sam quebrar primeiro

    a frança é acompanhar com mais atenção, ainda existe uma boa parcela de população consciente, quando o macron tentou emplacar o tal "imposto verde" em 2018 teve que voltar atrás pois os protestos colocaram o país de pernas pro ar
    mas mesmo paris tem subúrbios que nem a polícia entra, tal qual as favelas brasileiras, como não aparece nas fotos da champs elysées ficam bem escondidas da imprensa internacional
  • Robert  23/08/2020 02:03
    Esses países aí que vc citou podem não ser socialistas oficialmente mas na prática já são.
    Por isso estão descendo a ladeira
  • Carlitus  21/08/2020 22:07

    O Criador abordou a mulher e ela disse: "A Serpente me anganou".
    O Criador abordou o homem e ele disse: "A mulher que Tu ME DESTES" - ou seja, a culpa é de Deus...

    Até quando vamos continuar pondo a culpa pelas nossas desgraças nos lombos de terceiros?


    Chega que botar a culpa no espelho pela nossa feiúra !!!
  • Gilberto  25/08/2020 17:52
    Eu acho que é muito mais cruel do que isso.

    Embora faça sentido, me parece mais uma explicação de premissa do "investidor inteligente", que baliza toda a teoria de investimento, mas nesse caso aplicado ao investimento de tempo em trabalho. O ser humano é muito mais do que uma calculadora de custo/retorno, e o "leviatã estatal" é muito mais do que uma força de divisão de recursos.

    O homem pode sim buscar trabalhos mais complexos sem ganho, mesmo que seja por prazer.

    Já o leviatã estatal, principalmente o soviético, tomado aqui só como uma exemplo, é um ser muito mais cruel que manifestou sobre a população os ressentimentos e crueldade de seus líderes. A deskulaksação soviética, que simplesmente exterminou os produtores de alimento, é só uma demonstração dessa maldade demoníaca que inspirava a cúpula do partido comunista soviético e foi a causa primária de fome que levou o povo ao canibalismo. O exemplo do holocausto ucraniano é muito bom: o povo chegou ao ponto do canibalismo, sem que a produção tivesse tido queda (teve por morte, não por falta de motivação). O que aconteceu foi uma exportação forçada de toda a produção como um "castigo" ao povo, que era composto, segundo o vocábulo soviético e na forma mais irônica possível, por "inimigos do povo", ou seja, inimigos de si mesmo, assim chamados por não concordarem com todas as psicopatias do partido.

    O mesmo ocorreu no Camboja de Pol Pot, que decidiu obrigar os moradores das cidades a trabalhar no campo e vice-e-versa, numa decisão claramente de cunho pessoal, sem nenhuma lógica econômica. E o mesmo deve ter ocorrido na China de Mao Tsé Tung, mas eu não tive estômago para continuar o livro sobre a vida dele que eu estava lendo.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.