“No Brasil, empresa
privada é aquela que é controlada pelo governo, e empresa pública é
aquela que ninguém controla.” – Roberto Campos (1917-2001)
O saudoso Campos tinha razão. O Brasil é um país em
que campeiam solene e impunemente o furor arrecadador, o cartório regulatório e
as descomunais estatais. Basta um rápido passeio na Internet para perceber
isso.
A primeira
e despretensiosa pesquisa nos informa que existem, atualmente, nada menos que
146 empresas estatais no âmbito federal (até pouco tempo eram 149, sendo que 3
foram incorporadas pela Petrobras). No nível estadual — e a lista está,
seguramente, incompleta — há, apenas para ficarmos com os cinco estados que a
página consultada registra, 8 no Ceará, 5 no Espírito Santo, 13 em Minas, 2 no
Paraná, 2 no Rio de Janeiro, 22 no Rio Grande do Sul, 7 no Rio Grande do Norte,
3 em Santa Catarina e 9 em São Paulo.
Pela dificuldade de encontrar uma informação
completa e confiável, deixemos de lado as municipais, sem nos esquecermos, no
entanto, de que há no Brasil 5.564 prefeituras, uma exorbitância que faz com
que, no dizer dos críticos, o país não caiba dentro de seus municípios.
É ou não uma quantidade de causar perplexidade?
Segundo
o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) do
Ministério do Planejamento, em 1980, tempo em que o nacionalismo dos governos
militares criou estatais aos borbotões, o país tinha 213 dessas empresas,
passando esse número, após um breve período em que ameaçou vicejar entre nós um
rasgo de racionalidade, para 186 em 1990 e para 103 em 2000. A partir de 2003,
no entanto, a ideologia (e hoje, como podemos acompanhar diariamente, também as
facilidades para a corrupção que as estatais oferecem) readitivou a criação e,
em alguns casos, a recriação desses monstrengos, até atingirem a abundante
quantidade atual.
Empresas
estatais são uma contradição prática
A expressão “empresa estatal” já abriga, por si só,
um conflito, uma contradição, uma incoerência, porque se quisermos falar de uma
empresa de verdade, definida — de acordo com a concepção da Escola Austríaca —
como a aglutinação de fatores de produção com o fim de executar uma dada
atividade empreendedora, ela não pode ser estatal.
E, se considerarmos uma organização econômica
constituída pelo estado para explorar a mesma atividade, essa organização pode
ser qualquer outra coisa, mas nunca será uma empresa.
A própria etimologia da palavra empresa vem em nosso
auxílio: do latim prehensus, que significa empreendimento. Em
outras palavras, em uma economia verdadeiramente de mercado, em que a atividade
empreendedora seja sua força-motriz, não há qualquer espaço para empresas do estado,
pois não existe algo como “empreendedorismo de estado”.
Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha
como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de
maneiras um tanto distintas. Eventuais maus negócios e seus subsequentes
prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou
seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.
Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que
ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.
Todos os déficits operacionais serão
cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos
dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não
sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são
infinitos.
Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe
que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?
Uma empresa que não é gerida privadamente, que não
está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos
e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se
ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.
O interesse do consumidor — e até mesmo de seus
acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser
considerada.
Como mostram os esquemas de propinas em licitações,
estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo
mercado. Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e
prejuízos. Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um
preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras,
seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam
de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das
hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores “a preço de
banana”.
Assim como o governo não é capaz de saber se deve
construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve “investir” em uma
estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais
eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu
serviço de entrega de cartas. (Por isso, os
Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).
Com efeito, não há como o governo saber o quanto
deve gastar em todas as suas atividades em que está
envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar
fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.
O sistema de lucros e prejuízos serve como guia
crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Tal guia não
existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o
quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum
setor em específico.
Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com
lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo
do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando. Consequentemente,
estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é
de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de
desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
Em uma sociedade de pessoas livres, a quem Hayek
atribuiria as palavras gregas Nomos e Cosmos, o número certo
de empresas estatais deve ser zero.
As
dificuldades
Por que, então, é tão difícil privatizar empresas do
estado? Não há necessidade de coçarmos a cabeça antes de responder.
Primeiro, porque empresas estatais representam uma
porta permanentemente aberta para políticos indicarem protegidos ou vassalos
para ocuparem cargos em sua direção, como atesta a velha tradição
patrimonialista.
Apenas pense: por que os políticos disputam
acirradamente o comando das estatais? Por que políticos reivindicam a
diretoria de operações de uma estatal? Que políticos comandem
ministérios, vá lá. Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo
teoricamente técnico. Por que políticos? Qual a justificativa?
Simples: é nas estatais que está o butim. As
obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por
ministérios. O dinheiro de uma estatal é muito mais farto. E,
quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer “pequenos”
desvios.
Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender
por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.
Estatais fornecem uma mamata nababesca.
Outro pretexto para justificar a existência de empresas
estatais é que elas seriam “patrimônio público”. Mentira! A expressão propriedade
pública significa, pura e simplesmente, que aqueles determinados
funcionários públicos que estão eventualmente no poder são aqueles que a
“possuem”, especialmente os que ocupam postos mais elevados na hierarquia
política e que a dirigem de acordo com seus interesses individuais.
Quando políticos e sindicalistas gritam “o
petróleo é nosso”, “o minério de ferro é nosso”, “a
telefonia é nossa”, “a Caixa é nossa”, saiba que eles estão
sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo “nosso” se
refere exclusivamente a “eles”, os únicos que ganham com todo esse
arranjo.
Já o “público” não possui qualquer fração da
propriedade. Tente, por exemplo, entrar no prédio de uma estatal qualquer, sem
se identificar na portaria, ser fotografado e ter que colar na lapela do seu
blazer aquele adesivo onde está escrito “visitante”. Logo, você não é dono
dela.
Em terceiro, há também obstáculos gerados por
teorias econômicas equivocadas que defendem que o desenvolvimento de economias
atrasadas só pode acontecer se for “induzido” pelo estado, sem se importarem
com o fato histórico de que as economias desenvolvidas de hoje eram as
economias atrasadas de ontem e que somente lograram se desenvolver porque não
se valeram daquela pretensa indução e, portanto, porque as deixaram operar sem
empresas estatais para “induzir” o desenvolvimento.
Outro argumento, esse típico da mistura do nacionalismo
xenófobo com a teoria marxista da exploração, é de que essas empresas seriam
garantia de “soberania nacional”. Sendo assim,
petróleo, minério, telecomunicaçõees e eletricidade só poderiam ficar a cargo
dos nativos do país. Balela.
Para começar, empresas privadas — sejam elas
nacionais ou estrangeiras — estão interessadas em lucro. E o lucro só ocorre se tais empresas estiverem
servindo bem aos consumidores. Se uma
empresa estrangeira de telefonia decidir cortar as linhas telefônicas e
suspender seus serviços para isolar um país (sim, este é um dos “argumentos”
dos estatistas nacionalistas), ela terá enormes prejuízos com essa medida. O mesmo vale para eletricidade, minério e
gasolina. Tal medida só faria sentido se
a empresa e seus acionistas odiassem dinheiro — sendo que os estatistas as
acusam exatamente de serem gananciosas.
No mais, como dizia Roberto Campos em suas sempre
fundamentadas críticas à Petrobras,“soberania é ter a panela cheia” —
e, no caso do petróleo, é tanque cheio com combustível de qualidade a preço de
mercado. Quanto à “exploração”, é fácil perceber que os verdadeiros explorados,
no caso da Petrobras, têm sido os consumidores brasileiros. (E mais
aportes à Petrobras com o nosso dinheiro já estão em avançada discussão).
Por fim, há o argumento conhecido como teoria
dos espaços vazios, segundo o qual determinadas atividades não despertariam
o interesse de empresas privadas, cabendo então ao estado criar empresas para
explorá-las. Ignorância.
Como a teoria austríaca do valor demonstra, o valor
de algo é subjetivo, criado pela utilidade marginal e, logo, pela demanda e,
portanto, só poderia existir um “espaço vazio” onde houvesse demanda não
atendida, possibilidade que varia inversamente com o grau de liberdade de
entrada e saída de empresas nos mercados.
Ou seja, não há necessidade de empresas do estado,
queimando dinheiro de impostos, para executar atividades que seguramente serão
desempenhadas por empreendedores privados a partir do momento em que as
demandas forem identificadas. Não é a presença do estado que se faz necessária,
mas simplesmente ausência de barreiras à entrada e saída. Basta olharmos para
os países desenvolvidos e sua história econômica para nos certificarmos dessa
afirmativa.
Não
basta apenas privatizar; é necessário também desestatizar
A privatização, por si só, já é um avanço. Mas pequeno.
Pouco efeito terá caso a empresa privatizada continue operando dentro de
um mercado protegido pelo governo, no qual não há liberdade de entrada para
novos concorrentes. Sob esse arranjo, a
empresa continuará sendo ineficiente.
O recente ocaso da Oi é um ótimo
exemplo: a empresa surgiu de uma fusão patrocinada pelo governo Lula — e com
a ajuda do BNDES (nosso dinheiro de impostos) — entre a Telemar e Brasil
Telecom, de Daniel Dantas. O esquema envolveu
grandes negociatas até mesmo com o governo de Portugal (cujo então primeiro-ministro
acabou até mesmo sendo preso). Tendo nascido
por meio de uma intervenção política e repleta de acordos escusos (como a
doação de R$ 5,2 milhões da Telamar para a Gamecorp, empresa controlada
por Lulinha, o filho mais velho de Lula), é óbvio que a empresa não tinha como ser
eficiente. Operando em uma reserva de
mercado garantida pela ANATEL, sua ineficiência acentuou-se ainda mais. A consequência não poderia ser outra: os
consumidores a puniram de acordo, levando-a à bancarrota.
Por isso, ainda mais importante que privatizar, é desestatizar: ou seja, retirar do estado
seu poder de controlar um mercado, escolhendo quem pode e quem não pode entrar
nele.
E tão importante quanto desestatizar é não fazer
leilões que envolvam apenas os comparsas do governo.
Por exemplo, qual a maneira efetiva de se
desestatizar o setor petrolífero do Brasil? Legalizando a
concorrência. Para isso, bastaria o estado se retirar do setor
petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios funcionários, que
agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e nenhuma
subvenção. O estado não precisaria vender nada para ninguém. Apenas
sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência
estrangeira.
A Petrobras é do povo? Então, nada mais
coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do governo do
setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que estava
em posse do governo. E só. Ato contínuo, cada brasileiro decidirá o
que fazer com esta ação. Se quiser vendê-la, que fique à vontade.
Se quiser mantê-la, boa sorte. Se quiser comprar ações das outras
empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem os
onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça. Se a maioria dos
acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros,
quem irá questionar a divina voz do povo? Se o povo é sábio o bastante
para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações
da Petrobras.
O objetivo supremo é fazer com que o dinheiro do
petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos e
burocratas.
O mesmo vale para a Eletrobras. O estado não
precisa vender nada a ninguém. Assim como no caso da Petrobras, ele deve
apenas sair de cena, abolindo a ANEEL, o Ministério das Minas e Energia e
deixando a empresa, bem como suas subsidiárias — CEPEL, CGTEE, CHESF,
Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas –, nas mãos de seus respectivos
empregados. Estes, que teoricamente conhecem bem as empresas, poderão
escolher entre vender as ações ordinárias que o estado lhes entregou ou
mantê-las. O que será feito é o de menos. O que importa é que, com
a saída do estado, haverá pela primeira vez um mercado livre e desimpedido no
setor, sem regulamentações cartoriais.
Para os Correios, a lógica é idêntica. (Ver também aqui para um processo de desestatização detalhado, e aqui para um processo de privatização via leilão )
Banco do Brasil e Caixa — os principais responsáveis por
darem sustento ao arranjo econômico que nos legou o atual descalabro — devem
ser submetidos aos mesmos princípios. E o BNDES deve simplesmente
ser abolido.
Quanto ao setor de telefonia, que foi privatizado
mas não desestatizado, basta apenas abolir a ANATEL e o
Ministério das Comunicações, entidades cujo propósito único é criar uma
reserva de mercado para proteger as empresas já estabelecidas. Não há mágica; basta abolir todas as
regulamentações que funcionam como barreiras à entrada, liberando toda a
concorrência, principalmente internacional. Que venham as empresas
americanas, australianas, coreanas, canadenses, japonesas, chinesas, inglesas,
tchecas, russas etc.
A mesma lógica abolicionista se aplica ao setor aéreo,
com a abolição da ANAC e
da Infraero, com a liberação para que empresas privadas possam construir aeroportos,
e a com liberação para que empresas aéreas estrangeiras possam operar vôos domésticos. (Com, por exemplo, a American Airlines fazendo
Curitiba-Fortaleza, a Lufthansa operando Florianópolis- Manaus, a KLM voando
Recife-Rio de Janeiro etc). Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda
nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela
ANAC não querem.
Já a maneira de se privatizar serviços de água e
saneamento é um tanto mais complexa, e, por isso, foi abordada em detalhes neste artigo, assim como
a de serviços de infraestrutura (em
detalhes neste artigo).
Por
que não será feito
Mas, infelizmente, há uma diferença clara entre o
que é possível e o que seria de fato necessário — ou seja, entre aquilo que os
obscuros meandros políticos permitirem privatizar e a simples e sumária
privatização de todas as estatais das três esferas de governo, sem alarde, sem
leilões e seus martelos, e sem qualquer tipo de favorecimento, os quais
caracterizam o capitalismo de compadres que infecta nossas instituições.
Impossível deixar de levar em conta que a lógica
econômica e a lógica política são naturalmente diferentes. Na economia, os objetivos são a procura pelo
lucro e pela maior satisfação; na política, a busca pelo poder — ou por mais
poder.
Portanto, o escopo político da ação humana é, pura e
simplesmente, o poder. Se é assim, que político estaria disposto a abrir mão da
possibilidade de indicar pessoas de sua confiança para ocuparem cargos em
estatais, mantendo-as sob sua influência nas barganhas políticas e financeiras —
ou, caso seja corrupto, utilizando essas empresas como fonte de enriquecimento,
apenas porque se forem privatizadas os consumidores sairão ganhando?
Convenhamos ser muito difícil encontrarmos pessoas
assim tão altruístas no mundo político.
Conclusão
Privatizar e desestatizar não significa apenas
aumentar as escolhas dos consumidores, mas diminuir ou cortar as escolhas dos
políticos; não exprime tão somente diminuir o desperdício de gastos públicos,
mas aumentar os recursos em posse do setor privado, os quais são alocados de
maneira muito mais produtiva; não quer dizer simplesmente melhorar as finanças
públicas, mas piorar as dos políticos e seus grupos de interesse; não denota
meramente diminuir a corrupção, mas aumentar as liberdades individuais.
Empresas estatais — queiram ou não alguns de seus
ingênuos defensores — significam maior poder nas mãos da classe política. Já empresas privadas, operando em mercados sem barreiras legais à entrada e saída, sempre
são mais eficientes, do ponto de vista econômico, do que as aberrações
conhecidas como “empresas” estatais.
Quando empresas privadas cometem erros, vão à falência. Quando empresas estatais cometem erros, são premiados
com mais dinheiro do povo. Esse arranjo
é moral?
Há, portanto, sobejos argumentos políticos e
econômicos em favor da privatização de empresas estatais, mas há também o
argumento moral, que não pode ser esquecido: estado e coerção formam um par
perfeito e coerção significa ausência de liberdade ou restrições à liberdade. Muitos não conseguem ver isso, mas tolher a
liberdade de iniciativa e de escolha de terceiros é um grave vício moral, que
produz efeitos danosos e que se estendem às gerações futuras.
Parece que, nos últimos tempos, a demanda por maior
liberdade econômica vem aumentando no Brasil, talvez como consequência de
tantos escândalos de corrupção envolvendo o estado, suas empresas e seus grupos
de interesses. Por isso, a hora de
privatizar sem medo pode ter chegado.
Existe alguma lei que impede outras empresas, além da petróbras, de importar gasolina ou petróleo do exterior e revender aqui?
Poderiam me dar uma dica de compra de livro?
Comprei na loja virtual desse site o excelente livro Acao Humana de Mises e agora gostaria de comprar outro.
Qual livro vcs indicam para comprar agora que terminei de ler o Mises ?
Caríssimos Mestres Ubiratan e Leandro, boa tarde, e parabéns pelo artigo.
Porém falta combinar com os russos, e nem estou falando dos políticos, mas dos próprios brasileiros. A cultura desse povo é atrasada a tal ponto, que falar sobre liberdade econômica soa mais absurdo que questionar a existência de extraterrestres.
Eles preferem mil vezes que sejam Estatais, mesmo falidas, mesmo roubadas, do que estar nas mãos de empresários. Nosso povo tem ódio de empresário em sua maioria, está na base do brasileiro padrão.
O paper vale como um belo “Eu avisei” na cara desse povo boçal que adora um líder supremo e seu Estado gigante. Porém mudar, duvido, com o exemplo da Venezuela, que padece de fome mas não rompe com a inveja preguiçosa.
Que se privatize tudo, absolutamente tudo, não deve existir empresa pública e nem participação pública em empresas. Em teoria, o estado não deve ter lucro, apenas servir as pessoas. Quanto menor for o estado melhor, quanto menos impostos, melhor. Quanto menos leis e regulamentações, melhor. Quanto menos interferir na esfera privada, melhor.
Quanto mais liberdade econômica mais o país cresce, se desenvolve, atrai investimentos internacionais, prospera e eleva a qualidade de vida das pessoas. A única regulamentação necessária para frear o estado e as empresas deve ser a ética e a moral da sociedade, que devem ser conservadores.
Eu não quero ser um acionista involuntário. Ainda mais de empresas que dão prejuízo.
Temos que desregulamentar, desburocratizar e passar tudo T-U-D-O para a livre iniciativa.
O que não falta neste país e liberal que ama o estado e as estatais.
Trocar uma elite estatal corrupta, por outra privada corrupta não adianta nada para o país.
Se bem que o liberal nega o conceito de país, tão pouco se lixando para o sofrimento alheio, mas vamos adiante.
A questão é saber qual a origem da cultura estatista, será que é por mau-caráter da população.
Para isso temos que entender o conceito de anomia social e o “Carpe diem”.
A anomia social é a aceitação da sociedade do uso de desonestidade para ascensão social, este desvio ou anomalia acontece devido ao alto grau de dificuldade para ascender se socialmente de forma honesta.
Carpe Diem e o viva agora, se tirar o futuro de homem o que resta é um individuo sem moral, não faz sentido seguir regras morais se você estará morto, que compromisso que terá com a sociedade nenhuma, lógico.
Porque serei honesto se não tenho futuro por mais que eu trabalhe e produza se outros que não trabalham se dão bem.
Como diz Ayn Rand, neste sistema por quanto tempo os honestos permanecerão honestos.
Sem uma elite que tenha um projeto de nação, o que resta ao brasileiro é tentar se garantir, e a melhor forma é fazer parte do estado.
Qual é o projeto de país pelos liberais nenhuma porque não deveria existir fronteiras, por isso que a esquerda domina este país eles jogam o jogo politico.
OFF TOPIC: Posso estar exagerando, mas parece haver algumas gotas de racionalidade no oceano de ignorância da nossa imprensa:
g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/dolar-em-baixa-ameaca-exportacoes-mas-pode-aliviar-recessao.html
No fim da reportagem dá espaço para um economista que discorda da velha máxima progressista que basta câmbio favorável e teremos muitas exportações e até nos comentários as pessoas estão cientes do desastre que é moeda desvalorizada.
A discussão econômica caiu mesmo na boca do povo.
Leandro,
Aproveitando o assunto, segue uma matéria postada no site "brasil de fato" sobre a "real" causa do aumento no preço do feijão e qual a "solução":
Principais pontos do artigo:
1. Preço do feijão subiu muito;
2. Analistas apontam como causas fatores climáticos e a doação pra Cuba;
3. Para diminuir o preço do feijão, o Ministro (intitulado "Rei da Soja" pelo autor do artigo) zerou a taxa de importação. O autor classificou como uma solução "mágica";
Opinião do autor:
4. A culpa é do Agronegócio (Golpe Ruralista), que não se preocupa em produzir alimentos, só soja, cana e milho.
5. Ficamos dependentes do mercado externo e, com o aumento do dólar, o feijão subiu.
6. Só a agricultura familiar pensa nos outros e planta comida.
7. Dados (sabe-se lá de onde): nos últimos 25 anos, a área cultivada de arroz caiu 44%, mandioca 20%, feijão 36%. Soja aumentou 161%, milho 31% e cana 142%.
8. Solução "pé no chão" do autor: "O primeiro passo é reforma agrária para dar terra a quem quer plantar comida. Com a terra na mão, precisamos de incentivo à agroecologia, para produzir alimentos saudáveis. Finalmente, essa produção deve ser regulada pelo Estado, via Conab, para garantir o abastecimento interno antes de embarcar tudo para fora."
E aí, Leandro? Concorda que a solução é regular a produção de alimentos?
´´https://www.brasildefato.com.br/2016/06/29/opiniao-o-golpe-ruralista-e-o-preco-do-feijao/
Muitos estão reclamando que eu sempre coloco o mesmo comentário para acabarmos com a classe política. Sempre no fim coloco o meu e-mail para os interessados para entrar em contato.
Muitos são preguiçosos até em mandar um simples e-mail para conversar sobre o assunto. Mas como sou insistente volto com o mesmo comentário e os interessados entrem em contato…
[email protected]
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Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email é [email protected]
Eis uma notícia interessante sobre a nefasta Anatel
Mergulhada em crise financeira e institucional, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cada nova polêmica, consolida a percepção, já existente entre órgãos de defesa do consumidor e funcionários de carreira do órgão, de que regula o setor a favor das operadoras, e não dos usuários.
No mais recente problema, de corte orçamentário, o call center, canal direto de atendimento que recebe 25 mil ligações por dia, esteve na iminência de ser fechado, revoltando usuários, técnicos e institutos de proteção aos direitos dos consumidores. A telefonia é líder de reclamações no país.
Afetada pelo contingenciamento do gasto público, a Anatel, que está sendo obrigada a lidar com o pedido de recuperação judicial da Oi, enfrenta os maiores impasses desde sua criação. Está com contas atrasadas, teve que dispensar terceirizados, cortou o uso do ar-condicionado, não tem carros para fazer a fiscalização em vários estados e se vê impossibilitada de pagar diárias aos funcionários que devem trabalhar durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro.
Cortes em treinamentos, cursos e despesas básicas recaem diretamente sobre os consumidores, explica Thiago Cardoso Henriques Botelho, presidente da Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras Federais (Aner). "Além de o call center, que é o principal canal dos usuários, quase ter sido fechado, a falta de fiscalização prejudica o consumidor", revela.
Botelho ressalta que, embora a Anatel gere receitas entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões por ano com o Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel) e tenha orçamento anual de aproximadamente R$ 400 milhões anuais — ou seja, menos de 10% desse total —, não está conseguindo pagar nem as contas básicas de telefone e internet, o que ameaça provocar pane na conexão do call Center. "Há claro descompasso entre arrecadação e gasto", alerta.
Desde que o presidente da Anatel, João Rezende, declarou que a "era da internet ilimitada" havia chegado ao fim, logo depois que as operadoras cogitaram implantar franquia na banda larga fixa e cortar dados ao fim do pacote, o órgão que dirige despertou a desconfiança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) inclusive quanto ao destino dos fundos setoriais. A entidade está entrando com uma ação para cobrar a aplicação dos mais de R$ 100 bilhões recolhidos pelo Fistel e pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) do ano passado detectou a utilização para os mais fins mais absurdos, como pagamento de aposentadoria, construção de ferrovia e participação no capital da Telebras.
O pesquisador de Telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta, ressalta que as operadoras foram alvo de 30 milhões de queixas apenas no ano passado. "As empresas adotam práticas lesivas porque os consumidores demoram para levar os casos à Justiça. As companhias contam com o apoio da diretoria da Anatel", acusa.
http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2016/07/04/internas_economia,779685/anatel-pode-cortar-canal-de-comunicacao-com-o-publico.shtml
Privatizar não adianta nada se for manter as agências reguladoras ou o controle do capital entre o BNDES e fundos de pensão estatais. Isso fica só para inglês ver.
Eu era contra a privatização por achar que ela entregaria nossa riqueza ao capital privado. Hoje, diante de tanta corrupção e cabides de empregos, vejo que esta é a alternativa melhor e é urgente.
Texto perfeito! Melhor partes na minha opinião:
“Por isso, a privatização de estatais, por si só, já seria um avanço. Mas pequeno. Pouco efeito terá caso a empresa privatizada continue operando dentro de um mercado protegido pelo governo, no qual não há liberdade de entrada para novos concorrentes. Sob esse arranjo, a empresa continuará sendo ineficiente, como é o caso das telefônicas.”
“Logo, ainda mais importante que privatizar, é desestatizar: retirar do estado seu poder de controlar um mercado, escolhendo quem pode e quem não pode entrar nele.”
“E tão importante quanto desestatizar é não fazer leilões que envolvam apenas os comparsas do governo.”
Risível…
Se privatizar a UFRJ o Ubiran Iorio vai ficar desempregado, venderás aonde suas elucubrações?
O “old man” também já deve estar de olho na aposentadoria do INSS ou não?
É preciso propagar o máximo possível a cultura econômica da Escola Austríaca. Enquanto o povo tiver uma mentalidade de paternalismo estatal e assistencialismo, uma sociedade baseada no Livre Mercado não será possível. A doutrinação marxista imposta nas escolas e universidades por “professores” de esquerda e no ambiente de trabalho imposta por sindicatos é que contamina e zumbifica a mente das massas, e é justamente isso que atende aos interesses do governo. Somente o máximo possível de pessoas conscientes dos benefícios do Livre Mercado é que poderão tirar o poder dos burocratas.
A Esquerda demonizou tanto a privatização mal feita que o FHC fez que só tem uma maneira de ser feita de maneira viavel politicamente.
A Petrobras, Caixa e BB não são do “povo” como o PT tanto diz em seus comerciais? Pois bem, privatize todas em leilão aberto e todo dinheiro seria dividido igualmente entre todos os brasileiros. Claro que a esquerda nuuunca vai aceitar, ate porque o “povo” que eles falam é o povo deles.
“Em terceiro, há também obstáculos gerados por teorias econômicas equivocadas que defendem que o desenvolvimento de economias atrasadas só pode acontecer se for “induzido” pelo estado, sem se importarem com o fato histórico de que as economias desenvolvidas de hoje eram as economias atrasadas de ontem e que somente lograram se desenvolver porque não se valeram daquela pretensa indução e, portanto, porque as deixaram operar sem empresas estatais para “induzir” o desenvolvimento.”
Caros colegas, especificamente com relação a essa parte, como a Escola Austríaca veria o caso Sul-Coreano, em que o governo de lá escolheu apoiar as campeãs nacionais, como a Samsung, por exemplo?
Daria pra dizer que com autoritarismo e uma cultura de valorização do trabalho seria possível emplacar o desenvolvimentismo para além de um voo de galinha?
Há alguma artigo que fale a respeito?
Já agradeço as contribuições.
Acho que o governo deveria dividir as ações de todas empresas estatais e dar para cada família brasileira, e não deixar para os funcionários como ocorreu na Russia e outras nações do leste europeu. As famílias tem direito porque as estatais foram formadas com dinheiro dos impostos. O governo não merece ter empresas pois todas que ele tem termina em escândalo de desvio por corrupção e ineficiência por não trabalhar dentro do mercado. A concorrência precisa voltar ou iniciar no Brasil.Já as agencias reguladoras aumentam muito o custo brasil com imposições descabidas e caras. Haveria necessidade de abrir as fronteiras para que empresas do mundo inteiro venham para aqui a competição seria melhorada haveria a destruição dos carteis. E criação de um conjunto de regras para criar um ambiente econômico propicio para não espantar o capital estrangeiro. Também um reforma trabalhista que contribuiria diminuição do custo brasil. Sindicatos com contribuição voluntária única. Acordos ou contratos de trabalho voluntários com entrada e saída da empresa sem interferência do governo, para os empresários não terem medo de empregar. Uma reforma da previdência com idade mínima de aposentadoria de 67 anos. Que funcionários públicos aposentassem com mesmo salário como nos EUA. Mudanças nas lei tributárias que estabelecessem um teto de 25% do pib como máximo dos impostos. Uma federação de fato que até autorizasse as secessões dos estados. Privatização total da saúde e da educação.Pois pagando 36% já não temos nem saúde,nem educação, nem segurança,nem estradas sem buracos. Assim passaríamos a Nova Zelândia no ranking de liberdade econômica. Ai o brasileiro poderia escolher o produto mais barato no mundo inteiro.
Uma vez na faculdade, justamente numa aula sobre REGULAÇÃO, o professor comentou em tom de ironia :
“pra quê semáforo não é mesmo ?”
fazendo uma alusão como se o mercado fosse os carros na pista e que eles precisassem de alguém pra controlar, regular… e que no caso as agências reguladoras seriam esses “semáforos”.
No fundo…eu sei que as agências reguladoras tão longe de ser isso… a teoria é muito diferente da prática.
Mas lendo esse texto, vcs acham que se não houvesse as agências as empresas genuinamente privadas não poderiam tbm formar cartéis e oligopólios ou coisas parecidas que também prejudicariam os consumidores ????
o empresário tbm não é santo…
Os sindicalistas da Eletrobras estão agora em grevezinha exigindo aumento as custas dos nossos impostos. Se todo o povo brasileiro se reunisse com um pedaço de pau com pregos e fosse para esses vagabundos meter o cacete sem dó já estaria resolvida a negociação. O dinheiro é público, e é com o povo que eles deveriam discutir isso, e não com terceiros.
Mais um excelente artigo. Parabéns!
Do ponto de vista filosófico e lógico, sem a menor sombra de dúvida, apoio na íntegra as idéias da Escola Austríaca. No entanto, há tristemente um porém, de cunho pragmático.
Citando o texto:
“A mesma lógica abolicionista se aplica ao setor aéreo, com a abolição da ANAC e da Infraero, com a liberação para que empresas privadas possam construir aeroportos, e a com liberação para que empresas aéreas estrangeiras possam operar vôos domésticos. (Com, por exemplo, a American Airlines fazendo Curitiba-Fortaleza, a Lufthansa operando Florianópolis- Manaus, a KLM voando Recife-Rio de Janeiro etc). Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem.”
Está aí um setor extremamente manipulado pelos governos. A American Airlines, situada nos EUA, país que ocupa a 10a posição no ranking de liberdade econômica, segundo a Heritage Foudantion (www.heritage.org/index/ranking), foi uma das beneficiadas pelo governo americano em um programa de “bailout” na qual as aéreas americanas receberam nada mais nada menos que 15 bilhões de dólares em ajuda (www.taxpayer.net/library/weekly-wastebasket/article/big-airlines-benefit-from-bailout-bill). Além disso, tanto American Airlines quanto a Lufthansa ou KLM, são regulamentadas pelas regras do FAA e EASA (as agências reguladoras da aviação civil americana e européia, respectivamente). Outro fator presente nas aéreas é a presença de sindicatos forte, basta lançar no Google para encontrar algumas greves ou ameaças de greve. Como se não bastasse, a KLM fundiu-se a Air France anos atrás e, apesar de ter reduzido sua participação, o governo francês ainda detém cerca de 18% das ações da empresa (www.airfranceklm.com/en/finance/financial-information/capital-structure). Comentei apenas um pouco das 3 empresas citadas, mas a intervenção governamental no setor é ampla e profunda no mundo inteiro.
Chego a algumas conclusões com isso:
Mesmo abrindo o mercado doméstico a essas empresas, estaríamos abrindo a empresas que são dependentes de seus respectivos governos, portanto não competem de forma genuinamente livre. Faria sentido abrir o mercado para ser atendido por uma estatal francesa?
Se abrirmos o mercado brasileiro, e, ao mesmo tempo, mantivermos o nosso ICMS, IR, PIS, COFINS, ISS, CSLL e sei lá mais quantos impostos, as empresas nacionais não terão condição de competir. Uma genuína abertura teria que primeiro passar por eliminação dos impostos, ou pelo menos uma forte redução na carga tributária. Suponho que liberar as rotas e acabar com a ANAC são questões secundárias.
Certamente as aéreas brasileiras querem receber as benesses governamentais, uma das recentemente discutidas foi o Programa de Aviação Regional (www.aviacao.gov.br/noticias/2015/03/programa-de-aviacao-regional-ja-tem-55-anteprojetos-autorizados/2015-03-09-sac.pdf), na qual, por exemplo, um fundo governamental pagaria pelos assentos vazios de aeronaves para que assim viabilizasse o serviço aéreo regular a pequenas cidades com baixa demanda. Logo, para receber essas benesses, as empresas não tem interesse em se indispor com o governo e, portanto, não têm porquê brigar por reduções tributárias.
Finalmente minha triste questão pragmática, sou profissional em uma empresa brasileira e, apesar de apoiar o livre mercado à luz da Escola Austríaca, tenho mais uns 20 anos pela frente como profissional na aviação civil e não vejo nesse horizonte de tempo um verdadeiro livre mercado sendo adotado na aviação civil mundial e acabo chegando na maldita pergunta protecionista: se quase ninguém está interessado num livre mercado, por que eu haveria de defendê-lo e correr o risco de numa possível “meia reforma” um francês trabalhando para uma estatal deslocar o meu posto de trabalho?
Suponho que outros colegas do site também possam sofrer dessa questão existencial…
O mais importante é privatizar o dinheiro.
O link abaixo mostra que houve fraude na casa da moeda.
oglobo.globo.com/economia/pf-prende-ex-coordenador-da-receita-por-fraude-casa-da-moeda-19434148
A nossa sorte foi que o FHC deu um tapa na pantera e resolveu vender a porra toda.
A situação está melhorando. Pelo menos agora não é preciso ir até a Holando ou Jamaica.
O Uruguai está bem mais perto.
Bonito no papel, mas tudo continua igual, privatizando ou mantendo estatais, nada muda.
Os 2 tipos de keynesianismo , inflacionário, por jogar dinheiro na economia e o estrutural, construindo infraestutura , a segunda intervenção foi a melhor para o Brasil , veja no governo militar , criou-se estradas, a ponte Rio-Niterói , as usinas hidrelétricas e nucleares . Odeio ter que admitir que essa intervenção foi boa. “Há males que vêm para o bem.”
Prezado Ubiratan,
“Por isso, a hora de privatizar sem medo pode ter chegado.”
Excelente artigo o seu. Brasil precisa de reformas de fundo de modo urgente.
Gostaria de salientar que caso as privatizações sejam efetuadas, não acabem como no caso argentino. O assunto deve ser gerido com muita cautela.
Ref:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=66
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562
Por outro lado, Brasil devera formar quadros de economistas baseados em currículos novos, com matérias diferentes das atuais ensinadas.
Mais um ótimo artigo! Parabéns aos dois!
Leandro, 2016, ano de eleição. Você acha que um prefeito seria capaz de desburocratizar e desmonopolizar o setor de táxis e de transporte coletivo? Vou dar um exemplo de uma cidade onde moro, Mococa-SP, com 68 mil habitantes.
Acho tudo exposto válido em um país com uma economia de mercado consolidada. Aqui no Brasil, quase ninguém aplica no mercado de valores mobiliários, isto é, há pouco disponível no mercado privado o que talvez justifique a intervenção do estado sim.
A iniciativa privada para investimentos no setor elétrico, por exemplo, vai captar ou no bndes ou como sócio do governo. Então esse modelo super privado na prática não existe.
Só uma correção: o governo sabe sim a demanda de energia elétrica no país. O mercado de leilão de energia simula bem um mercado perfeito de oferta e procura da energia. As distribuidoras são responsáveis por essa informação e a maioria é privada.
Sobre o número de cidades brasileiras, a maior parte delas só consegue sobreviver economicamente graças ao subsídio federal.
Dos impostos arrecadados por uma cidade brasileira, apenas 5% ficam no próprio município; 25% vai para o respectivo estado e 70% vai para a União, que redistribui do jeito que vocês sabem. Não são apenas diversos Estados que recebem mais do que produzem, mas também muitos municípios.
Descentralização e princípio da subsidiariedade já!
* * *
A dura realidade nacional:
“Quase 61% dos brasileiros são contra privatizações”:
http://www.financista.com.br/noticias/exclusivo-quase-61-dos-brasileiros-sao-contra-privatizacoes
Como ficaria a segurança do espaço aéreo, livre da ANAC e Infraero? Existe algum pais para servir de exemplo? Um artigo sobre o assunto seria bem-vindo.
Perfeito.
Tenho apenas uma dúvida.
Quando à extração dos não-renováveis, como o petróleo, minério de ferro, etc, da mesma forma que no socialismo é impossível se ter um cálculo de valores, como fica a relação do cálculo de valores para essas riquezas e o benefício (não me refiro ao lucro em si, mas benefício mesmo) para o país exportador? Me parece difícil concordar com um país deter fontes de petróleo e, no entanto, não deter o poder de atribuir valor para exportá-lo, se esse valor é regulado pelo mercado em si.
Uma vez que aquela riqueza um dia acabará, acho que não deveria ser vendida mas sim protegida, no entanto, se é preciso vender por algum motivo, o melhor não seria garantir que ao menos o preço fosse de alguma forma determinado pelo país que tem o produto (não sei como seria feito isso) e o lucro ficasse dentro do país, investindo em programas que beneficiassem a população e o país em si?
Eu faço uma analogia com o território. Imagine que se começasse a vender a soberania de terrenos. A China, em um futuro distante, compra o território de uma cidade interiorana e sub-desenvolvida do Brasil e agora é território chinês. Paga então o valor de mercado de um espaço qualquer. Então transformam o espaço em uma cidade altamente desenvolvida, indústria 4.0, internet jamais vista, sustentabilidade, auto-suficiência energética, enfim, o paraíso. O povo que quiser morar lá, pagará seus impostos à China. Isso pode parecer bom porque, de qualquer forma, o país não estava sabendo utilizar aquele território, e o Brasil é imenso, então, nada melhor que vender o que está sobrando, gerar uma renda com isso e alguém de fora oferecer uma administração melhor de um espaço territorial do planeta, afinal somos todos humanos e o planeta é de todos nós. No entanto, isso é um absurdo, afinal, é o território do país que está em jogo, é a soberania, é um pedaço do país que se perdeu, é inimaginável! Mas, e se trocarmos o “território” por petróleo, ferro, nióbio, ouro, etc? O que quero dizer é que talvez a finitude das riquezas naturais seja condição para a não-abertura de concorrência. Ou será que não faz diferença?
A Petrobras só torna a nossa vida mais cara
A Petrobras decidiu baixar o preço dos combustíveis porque concorrentes estavam importando gasolina e diesel mais baratos e ganhando mercado em cima da estatal.
Ou seja, ao baratear os combustíveis, a Petrobras mostra mais uma vez que só serve para tornar a nossa vida mais cara.
http://www.oantagonista.com/posts/a-petrobras-so-torna-a-nossa-vida-mais-cara
Enquanto isso, na Eletrobrás:
Além dos R$ 3,5 bilhões que o governo injetará na empresa, já aprovados pelo Congresso na semana passada, a estatal precisa de mais um dinheirinho extra: coisa de R$ 1 bilhão.
Por quê? Para quitar pendências junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
http://www.valor.com.br/empresas/4754065/governo-prepara-aporte-adicional-de-r-1-bilhao-na-eletrobras
Aguardemos as ferozes críticas da esquerda…
Adorei o texto, curto e com linguagem muito acessível. Apesar de ser leigo em economia, minha formação é em Analise e Desenvolvimento de Sistemas, foi claro entender o quanto será difícil implementar estas políticas se não houver uma mobilização por parte da sociedade civil.
Infelizmente, e digo com pesar, não vejo quem represente estas ideias no congresso nacional atualmente.
Mesmo Temer não tem apoio substancial, dentro da própria base, para conseguir levar adiante o mínimo desta reforma tão necessária ao país.
Se depender dos carteis já estabelecidos no Brasil a desestatização jamais ocorrerá, e este é o grupo que mais me preocupa, pois, as grandes empresas que vivem da proteção do Estado atuam no congresso nacional formando diversas bancadas realizando o lobbying por nicho de atuação.
A privatização é algo menos oneroso para ser implementada, pois os efeitos são mais facilmente visíveis para a população como um todo. Além disto, não enfrenta a resistência de grupos com força representativamente significante no congresso.
Ademais seria interessante conhecer os políticos ou partidos que sustentem estas ideias, pois dar apoio a estes já seria um bom início.
Queria agradecer primeiramente ao Instituto Ludwig Von Mises Brasil por disponibilizar este conteúdo ao público em geral e aos autores Ubiratan Jorge Iorio e Leandro Roque pelo excelente trabalho.
Tenho 4 perguntas, que acredito que vocês do Mises Brasil são os mais apitos a responder, se puderem eu agradeço.
1. Por que as maiores petrolíferas do mundo são estatais?
2. Por que os países que mais exportam petróleo (com exceção dos EUA) possuem estatais petrolíferas?
3. E verdade que, os lucros da Petrobras como estatal são maiores que as arrecadações em impostos se fosse privada?
4. Árabia Saudita (2º lugar em produção de petróleo), Rússia (3º lugar), China (5º lugar) provam que estatais dá bons retornos?
Obrigado, o quanto mais detalhados forem nas repostas, mais eu agradeço, podem ter certeza eu vou ler tudo.
https://lucianoayan.com/2017/06/24/quando-vao-dar-uma-medalha-ao-presidente-da-eletrobras-que-denunciou-safados/
Quando um burocrata admite o óbvio é porque a coisa está realmente feia.
Empresas privadas vão à falência? Nunca vi isso. Não conheço nenhum caso. O que vi e o que vejo é dinheiro público injetado em empresas privadas e perdão generalizado das dívidas, a custos públicos, do contribuinte.
Diante de uma suposta privatização desta empresas. Como evitaríamos a criação de monopolios e carteis entre essas empresas no futuro?
A Dilma tem razão. A Eletrobras é uma holding, uma casca que abriga diversas geradoras e transmissoras de energia estaduais e federais dos rincões do Brasil.
Para privatizar basta vender os ativos detidos pela holding e distribuir o resultado para a união e fim de papo.
Mas o projeto energético brasileiro não foi feito pra dar lucro. Foi feito para colonizar e povoar o vasto território nacional.
Numa economia de mercado, diversas regiões hoje seriam grandes vazios demográficos de natureza intocada (jamais teríamos o menino do acre no acre), foi apenas a mentalidade nacionalista (integralista) que moveu grande parte da integração nacional e a Eletrobrás é um pedaço desse projeto.
O que muitos liberais não entendem é que ao permitir a alocação de capitais via preço de mercado, essa estrovenga disforme e disfuncional chamada “Brasil” não teria a menor razão de ser (como não tem, de fato).
A Dilma fala pelo establishment político que pensa o “Brasil oficial” e nisso ela está certa.
No site da estatal diz que são 60 mil funcionarios, e nao 315 mil:
http://www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/perfil/
Privatização: não é sobre ideologia, por Orlando Celso da Silva Neto, Cristiano Aguiar de Oliveira e Anna Beatriz Sanchez da Costa Faria.
Tecnicamente, não seria necessário privatizar, mas apenas abrir o mercado e colocar as estatais sobre as mesmas condições de concorrência. Certo? Se elas forem eficientes sobrevivem, se não, morrem . Ou existe a necessidade de privatizar?
Achei meio simplista a argumentação sobre empresas privadas não atenderam a demanda de um determinado local. Não sou favorável a estatais. Mas peguemos os Correios como exemplo. Obviamente abrir uma empresa de serviços postais no meio de uma municipiozinho no Amazonas, não seria algo viável para quem deseja lucro. Como as entregas chegariam lá? Não apenas me refiro aos Correios, mas também a outros estabelecimentos.
Observação: Não estou dizendo que os Correios devem permanecer nas mãos do estado. Essa empresa consegue ser deficitária mesmo com uma concorrência completamente favorável a ela, faz com que funcionário públicos entrem em greve, não fazem um bom serviço e ainda serve como uma intermediária de corrupção, vide o Mensalão como exemplo. Não sou favorável a estatais, mas apenas um dúvida que não consegui esclarecer, que inclusive serve para bancos. Se todos fossem privatizados, como um pequeno município que sem viabilidade alguma de lucro, pudesse ter bancos que atendam a demanda de um pequeno número de correntistas? E sim, eu sei que bancos estatais e estaduais são responsáveis pela carestia econômica em nosso país.
Qual seria a forma menos impopular de privatizar os correios? Vender para os próprios funcionários?
Apesar das justificativas pertinentes e competentes, há uma mistério profundo pouco abordado por entusiastas liberais: O Conceito de estatais estratégicas ou áreas estratégicas.
Neste sentido, ante a voraz agressividade do expansionismo geopolitico Chines, que nos tornou quase refens do consumod e commodities da China, qual exatamente a definição de área ou empresa estrategica e quais os riscos geopoliticos e economicos em processo de privatizaçãos em o devido cuidado, como os expressados por Bolsonaro quando fala de áreas estrategicas.
Para reflexão:
amazonia.inesc.org.br/materias/um-pais-sob-influencia-com-estrategias-mais-sofisticadas-chineses-aumentam-seu-dominio-sobre-o-brasil/
http://www.epochtimes.com.br/infografico-o-escandalo-da-uranium-one-nos-estados-unidos/
Eu morro de medo de perder minha boquinha na estatal,por isso tenho que arrumar uma desculpa pois sou um inutil e so sei parasitar. Por favor,acredite em mim.
PRIVATIZA QUE DÁ CERTO SIM
Em 1997, FHC vendeu a Vale do Rio Doce por R$ 3,3 bilhões, enquanto ela valia 28 vezes mais: R$ 92 bilhões. Na época, fizeram um cambalacho para não incluir no preço da privatização o valor das reservas minerais que a Vale possui!!!
Só em 1998 a Vale deu lucro de R$ 1 bilhão. Ótimo negócio para quem comprou, não acham?
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi04039921.htm
Entregar as estatais aos globalistas meta-capitalistas como os Rothschild? Melhor manter estatal.
Sou a favor de uma completa privatização das estatais, além da abertura do mercado, mas em uma discussão no trabalho, não soube o que argumentar, quais seriam os melhores argumentos para a privatização de empresas estatais que dão lucro?
Mas você não colocou nessa história se hipoteticamente o Guaraná Jesus queria mesmo vender ou foi forçado a fazer isso, não colocou na história se a Coca Cola boicotava constantemente a outra marca, se rolava chantagens
Amigo, se quiser argumentar, argumente com fatos, coisas conhecidas, não venha com essa história de “nos bastidores poderia ser diferente”, você não sabe dos bastidores, pare de viajar, assim é fácil de perder no debate, ou então você está tão desesperado na conversa que não consegue mais argumentos, aí começa a ficar apelando pra essas invenções aí.
[OFF]
Pessoal, como refutar a afirmação a seguir:
“A regulamentação [do transporte coletivo] existe por se tratar de um tipo de serviço concedido e de interesse social, não cabendo o conceito de livre mercado que, se ocorresse pura e simplesmente poderia resultar em excesso de ônibus onde tem demanda e lucro e ausência de atendimento onde não há interesse econômico, mas que existe a necessidade social da oferta de transporte, principalmente e regiões mais periféricas, com perfil mais carente do básico“.
Grato.
Tenho uma dúvida, quanto à demanda e o fato de que uma empresa privada sempre irá ‘preenchê-la’. E espero que ninguém perca o controle emocional e venha com agressividade, pois é uma dúvida autêntica, e não uma crítica.
Sertão Nordestino, falta água, falta esgoto, falta quase tudo. Como uma empresa privada ganharia dinheiro com isso? Ter que construir toda uma estrutura gigantesca de alimentação fluvial, de esgotos, para uma população relativamente pequena.
Digamos ainda, em um caso até menos ‘liberal’, que o governo tenha feito toda a estrutura e só entregue ao setor privado para administrá-lo e ganhar dinheiro do jeito que quiser. Como é que ele lucrará, considerando que nem recursos suficientes aquele povo tem? Eu sou contra toda essa atuação estatal do governo brasileiro, mas não consigo perceber uma forma com que a iniciativa privada pudesse lucrar com isso. Ao meu ver, tais lugares ficariam eternamente sem água – ou é claro, teriam que mudar-se pra alguma capital.
Uma coisa mudou: a campanha da “Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil” lançada em junho de 2019 não fala em “Nosso BB” ou “O Banco do Brasil é nosso”, mas literalmente: "NÃO MEXE NO MEU BB". Ver AnaBB org br !
Brincadeiras à parte, parece-me que o governo Jair Bolsonaro está realmente disposto a alienar as empresas estatais e não apenas para cobrir o rombo fiscal. Devemos aproveitar este momento favorável e fazer o que for possível para que esta agenda se concretize, para o bem de todo o povo brasileiro.
Venderam as distribuidoras de energia e resultado energia eletrica carissima, monopolio
o povo era dono delase ainda pagavam conta de energia eram donos duas vezes
é o caso do cara vender a casa e depois pagar aluguel
qual a lógica
Leitores do Mises Brasil,
O esforço pela desestatização tem sido uma batalha duríssima.
Por um lado, o poder executivo federal, em especial o Ministério da Economia, está cheio de vontade, elaborando/contratando diversos estudos de alienação de ativos estatais, bem como está trabalhando em projetos de desestatização de quase todos os setores da economia.
Por outro lado, o Congresso têm sabotado de todas as formas possíveis esses projetos. Infelizmente a votação de 2018 foi descasada, e os políticos estatistas prevaleceram no parlamento. Isso não é surpresa. Pesquisas recentes (Paraná Pesquisas) mostraram que provavelmente a maior parte da população brasileira também rejeita a desestatização.
O jeito é continuar trabalhando e divulgando, com foco principal nas futuras gerações, porque essa de agora já formou opinião… E, claro, quem puder, por favor, apoiem os projetos de desestatização em curso… Ainda que poucos passem, isso será melhor que nada.
Eis que os funcionários dos Correios começaram mais uma greve geral. Contra a privatização da estatal e a perda de benefícios. Que esta greve seja a ÚLTIMA e que a privatização aconteça o mais rápido possível.
Eu só quero saber qual empresa aqui no Brasil que já foi privatizar e melhorou para Gestão pública do País e para população?
Me explica o caso da CAIXA, em 9 meses entregou 16bi de lucro atuando em um mercado cada vez mais complexo e competitivo, esse lucro todo ou boa parte é devolvido para a sociedade principalmente em áreas que não é interessante para a iniciativa privada investir, porque deveria privatizar? Também existe a questão da atuação social, acessibilidade e afins, porém nem vamos entrar em detalhes, porque privatizar uma empresa com esse potencial lucrativo?
Minha nossa moço, quanta raiva, calma !
Aconselho você a procurar um auxílio psiquiátrico e tratar sua raiva, acho que muito de vocês beiram a doença defendendo uma teoria que as vezes é extremamente eficaz e em outros casos é uma verdadeira catástrofe.
Mas vou trocar algumas palavras com você, percebo que sentem prazer em chamar qualquer pessoa com opinião contrária de esquerdistas, fracassados, escória e lista que segue….
Aqui é um verdadeiro “covio”, aguardando qualquer opinião diferente para aparecer um monte de entendedores profundos sobre todos os assuntos econômicos e a solução para tudo é simples, privatizar.
Vou responder alguns questionamentos que fez sem base técnica, sem fundamento em vastas pesquisas em Google simplesmente com aquilo que penso, já que meu objetivo é aprender, não tentar atrair seguidores ou mudar a opinião das pessoas.
Não tenho nenhum vínculo com a caixa, fiz a pergunta porque no dia da minha publicação saiu o balanço da empresa. Porém percebi que há vários anos ela sempre da lucro, muitas vezes bem maiores do que os bancos privados nesse caso em questão maior que Santander e Bradesco, acredito.
Se dá prejuízo vamos privatizar, se dá lucro também vamos privatizar, e meu ponto de vista ainda que é incoerente?
Minha pergunta foi simples, apolítica, sem direita e esquerda. Existe uma empresa que cumpre seu papel social e ainda entrega um lucro susperior a seus concorrentes privados, vende lá é bom negocio?
Banco no Brasil não quebra? Da uma olhada na lista de bancos que tiveram intervenção do Banco Central nos últimos anos, vai ter uma surpresa.
Como sou um “esquerdista” ignorante não entendi bem suas últimas perguntas, sobre lucro, odiar lucro. Resumindo citei que esses 16bi vão para os cofres do tesouro, sobre uma boa gestão voltam de forma benéfica para a sociedade não como dividendos para alguns acionistas, não que isso seja um problema.
Me parece que uma parte desse resultado/lucro é utilizado para obras de saneamento e infraestrutura, financiamento Prog sociais, patrocínio a esportes e atletas sem a devida visibilidade e atratividade para iniciativa privada, fomento e construção de moradias para classe menos favorecida, a lista segue por longas páginas, talvez nem tudo seja verdade.
É muito interessante para a iniciativa privada atuar no mercado e espaço ocupado pela caixa, afinal estamos falando de 70% do MKT share do mercado imobiliário. Qual o problema da caixa ser uma autarquia se ela ocupa seu papel de forma eficiente, retorna lucro e ainda pode ser usada em favor da própria sociedade?
Qualquer empresa pode entrar e atuar nesse mercado hoje, livre concorrência, mas a empresa pública lidera com folga a décadas, porque ?
Finalizando, agradeço por compartilhar seu conhecimento e principalmente pelo seu tempo. Por favor considere com carinho minha sugestão de tratamento para a raiva. E apenas para não te magoar, em nosso breve diálogo, você venceu, é mais inteligente e tem as ideias mais fundamentadas, meu objetivo é apenas extrair conhecimento.
Um forte abraço !
Eis que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos entrou em greve. Novamente. No meio de uma PANDEMIA. Melhor propaganda a favor de sua privatização. Quanto antes, melhor.
Bem… tem alguns contraexemplos também… O assunto é controverso: adcapmg.com.br/efeitos-da-privatizacao-dos-correios-em-portugal/
“Governo deve lançar programa MEI caminhoneiro na próxima semana”
O que pensam a respeito?
Excelente artigo, como sempre leio aqui ( claro, nem sempre concordo com tudo que leio, pois perfeição e unanimidade é impossível, mas na grande maioria das vezes eu concordo 100%…), não basta apenas privatizar tudo, mas tem que desestatizar as empresas privadas, pois elas tem regalias com governos de plantão, logo, formam grupos privilegiados. É só observar as poucas empresas que fornecem acesso à net, etc.
Vou resumir indo mais longe: privatiza os governos municipais, estaduais e federal! Quem sabe, a Suíça, por exemplo, ganha a concorrência e transforma o País em Primeiro Mundo.
Isso seria uma maravilha!
Abraços.
PS: o governador de SP repete o que as ditaduras comunistas fazem: toque de recolher das 23 hs. às 5 hs., até 14/03. Tudo em nome do “bem estar” da população paulista. Ok, eu acredito em fadas e duendes. Em breve, SP com o PIB do Piauí.
Na China as empresas privadas são do partido comunista e as públicas também.
No Brasil, as estatais privatizadas serão compradas pela…. bingo! China, ou seja, pelo partido comunista.
Explique então o colapso que ocorreu no sistema Elétrico dos EUA e a taxação absurda de consumo!!!!
“Não basta apenas privatizar; é necessário também desestatizar”
Porém, neste caso, a ordem dos fatores altera o produto.
Desestatizar primeiro para depois privatizar = OK. (A minha objeção é a geopolítica mas deixo para depois….Por que a Nova Zelândia e a Austrália conseguem manter défices na balança comercial? Por que o dólar é a moeda internacional?..enfim, só pelo fato de desconhecermos a geopolítica não quer dizer que ela não existe)
Privatizar primeiro para depois desestatizar = Não dará certo e ,ainda, o discurso estatista sairá mais forte devido ao claro fracasso, ainda mais que, se formos analisar o espectro ideológico, a maioria das grandes empresas interessadas nas estatais é estatista ou esquerdista. (uma coisa não exclui a outra)
Aqui no Brasil, os que hoje defendem as privatizações, amanhã estarão defendendo o protecionismo, as políticas de destruição cambial, os subsídios, as regulamentações monopolizantes etc (exceto vocês, claro)
Eu fiquei sabendo que o Tesouro Direto, tem uma modalidade IPCA que se ajusta a inflação.. o que vocês acham dela?
Existe uma alternativa que se compare para pessoas que queriam usar de investimentos sem ser no escopo estatal?
Para iniciantes e até para projetos em longo prazo..
“Portanto, o escopo político da ação humana é, pura e simplesmente, o poder. Se é assim, que político estaria disposto a abrir mão da possibilidade de indicar pessoas de sua confiança para ocuparem cargos em estatais, mantendo-as sob sua influência nas barganhas políticas e financeiras — ou, caso seja corrupto, utilizando essas empresas como fonte de enriquecimento, apenas porque se forem privatizadas os consumidores sairão ganhando?
Convenhamos ser muito difícil encontrarmos pessoas assim tão altruístas no mundo político.”
Então. Por que Bolsonaro quer privatizar as estatais? Ele seria uma exceção?
Gostaria de saber se empresa pública (não necessariamente estatal) possui alguma vantagem fiscal que empresa privada, NO MESMO RAMO DE ATUAÇÃO, não possua.
Repito a pergunta para outras facilidades, como obtenção de crédito, imunidade a fiscalizações, etc.
Enfim, coisas que uma empresa privada jamais possa conseguir.
Aportes em caso de falência não são um bom exemplo, já que uma empresa privada também consegue.
Sei que o Correios pussui imunidade recíproca e dispensa de algumas dificuldades alfandegárias (não sei o que é esse último, na verdade) que empresas de transporte em geral não possuem.
Mas gostaria de muito mais exemplos, especialmente em ramos como energia e saneamento.
Andei lendo que:
China tem 150.000 estatais.
EUA tem 7.000.
Europa tem outro número alto.
E o BR… 400.
Sabemos que 3 da lista tem prosperidade, e um deles não tem. Não preciso dizer qual é qual…
Que explicação o site tem a dar sobre isso ?
Obrigado pelas respostas.
Tenho observado que tem que se fingir de esquerda pra responderem com análise bem completa.
Incluí a China na pergunta pela quantia absurda de estatais. E também porque o IDH empata com o BR.
Esses valores que postei estão papagaiando em todos os sites de sindicato e outras gentalhas:
http://www.sindipetrolp.org.br/noticias/27695/coisas-que-nao-te-contaram-sobre-as-privatizacoes
spbancarios.com.br/09/2019/eua-tem-7-mil-estatais-destaca-representante-eleita-no-conselho-de-administracao-da-caixa
Outras fontes (agora não lembro) dizem que esses países não tem quantidade de estatais, mas volume financeiro em uma pequena quantidade de estatais.
¯\_(?)_/¯
Mas ainda não estou satisfeito:
1 – De onde eles tiraram esses números ?
2 – Por que europeus estão restatizando empresas ?
3 – Fiz uma pergunta logo antes daquela que fiz ontem. Não quis insistir naquela oportunidade, mas se puderem responder…
Esse ano está tendo mais privatizações do que eu esperava, até á privatização dá Eletrobras já está sendo discutida no progresso, e está planejada para ser votada amanhã.
Se tudo der certo, á reforma tributária também pode ser votada esse ano.
O único lado ruim é o fato de quê essas reformas estão vindo á um preço caro, que é disponibilizar mais mamata para os políticos por meios de emendas parlamentares.
Porém outro lado bom para isso tudo é o fato de que será entregado um governo cuja situação fiscal está no limite para o Lula, e por causa disso ele não irá poder sair criando estatais e novos programas sociais como ele quer fazer, vai ver ele comece então á adotar medidas da austeridade fiscal, e termine seu mandato sem arruinar nada.
Minhas expectativas é Meirelles no BC e algum economista ortodoxo na economia, mas acho que isso é sonhar demais.
Ei sse ano está tendo mais privatizações do que eu esperava, até á privatização dá Eletrobras já está sendo discutida no progresso, e está planejada para ser votada amanhã.
Se tudo der certo, á reforma tributária também pode ser votada esse ano.
O único lado ruim é o fato de quê essas reformas estão vindo á um preço caro, que é o de disponibilizar mais mamata para os políticos por meios de emendas parlamentares.
Porém um outro lado bom para isso tudo é o fato de que será entregue um governo cuja situação fiscal está no limite para um possível futuro governo Lula, e por causa disso ele não irá poder sair criando novas estatais e programas sociais como ele quer fazer. Por isso, vai ver que ele então comece á adotar medidas da austeridade fiscal, e termine seu mandato sem arruinar nada de grande relevância feito pelo governo atual.
Minhas expectativas é Meirelles no BC e algum economista ortodoxo na economia, enquanto o Lula fica na vanguarda acalmando o ânimo dos demais esquerdistas, mas acho que isso já é sonhar demais.
O máximo de ruim que eu consigo prever em um futuro governo assim, seria á criação de novas regularizações, e de novas aberturas na constituição bananense para futuros governos esquerdistas, coisas que o Lula irá inevitavelmente fazer em um possível terceiro mandato.
Aconteceu de novo:
Greve paralisa parcialmente quatro linhas do Metrô de SP nesta quarta-feira
Fico impressionado como greve é um fenômeno puramente estatal (não sei se há um artigo sobre isso aqui no site).
Greve dos metroviários, greve dos rodoviários, greve dos policiais, greve dos correios, greve dos petroleiros, greve dos bancários, greve dos professores públicos, etc…
Quando foi a última vez que houve a “greve dos supermercadistas”??
Talvez a última greve do setor privado seja a greve dos metalúrgicos do ABC dos anos 80, de onde surgiu o Lula (e confesso que tenho poucas informações sobre o arranjo dessa época)
As recentes greves e ameaças de caminhoneiros são evidências que o setor já está devidamente estatizado e o nível de intervenção aumenta a cada rodada.
Em vez de acabar com crédito estatal, abolir a ANP e privatizar a Petrobrás, estabeleceram tabelamento de preços e garantia de demanda. O próximo passo deve ser alguma forma de restrição de oferta, como um alvará para exercer a profissão.
Qual a opinião de vocês em relação ao 5g chinês que dizem que a huawei cede os dados a ditadura chinesa? Abririam o mercado permitindo a participação dela também? Não sou contra privatizar e nem abrir mercado. Só perguntando
Pessoas, a votação sobre a tal da “privatização” da Eletrobras tem gerado polêmica, porque muitos deputados mais pró-mercado votaram contra, apesar de o projeto ter passado de qualquer jeito.
Alguém sabe de fato o que foi esse tal projeto de lei da Eletrobras? Pelo que vi, é um projeto grande para apenas o estado diminuir a sua participação em 15 pontos percentuais na empresa (passando a ser 45 % nas mãos do estado). E eu realmente achei que fosse realmente uma privatização de fato…
E pensar que o governo Collor, em pouco mais de 2 anos de governo, conseguiu privatizar treze estatais…
Apesar de Rafael já ter explicado tudo de mais relevante, eu gostaria de implementar algo nessa discussão também.
Mesmo que essa reforma esteja longe de ser á ideal, já é alguma coisa, ainda mais em uma situação que nem essa, onde o governo está correndo contra o tempo.
Collor só conseguiu privatizar tantas estatais porquê era uma necessidade urgente na época, bem diferente de hoje, onde temos um STF bem poderoso capaz de vetar quase tudo, e uma base política e econômica quê acha que deficits altos é algo bom para á econômia.
Não apenas isso: O centrão, que está no controle do congresso e do senado atualmente, não está atendendo qualquer agenda, estão na verdade, atendendo interesses próprios, Bolsonaro firmou um negócio com o centrão, e não tem como pedir o que está além dos termos agora, o que já foi discutido, está discutido, não tem como eles voltarem atrás em reformas em plena pré-aprovação.
Em vez do governo gastar todos os seus últimos esforços buscando uma reforma ideal para privatizar totalmente uma estatal, parece muito mais sábio focar na aprovação do restante das reformas liberais no congresso, principalmente pautas importantíssimas como á reforna tributária, não é?
O governo, aliás, está passando bem longe do que é o ideal, pois se fosse para fazer algo realmente útil para á economia, seria muito melhor fechar ministérios e agências reguladoras, os quais seriam, nesse sentido, como acertar dois pássaros com um tiro só, todos os protecionismos seriam anulados, e as estatais iriam ser forçadas á concorrer com outras empresas.
Claro que é uma tristeza ter de fazer reformas tão porcas e feitas pela metade como essa, mas é o quê tem pra hoje. Bolsonaro fez besteira declarando aquela guerra contra o Maia, e está pagando o preço atualmente.
Esse SUS claramente não é muito bom em raciocinar, provavelmente deve ser um daqueles que pensam que o governo Federal é capaz de facilmente tornar o país mais liberal do dia pra noite, e só não o faz porquê Bolsonaro é malvadão e corrupto. Infelizmente o sistema político não está nem perto de ser algo assim, cada um dos 500 deputados tem seus próprios interesses, e o governo precisa convencer á maioria deles para aprovar qualquer projeto, isso leva muito tempo, e o governo não pode simplesmente quebrar votos assim.
Se o projeto do MP fosse rejeitado, iria demorar meses ou até mesmo anos para o governo conseguir convencer á maioria á votar em um outro projeto que privatize totalmente essa estatal – Isso é, se conseguissem, pois é bem provável que o projeto iria acabar sendo algo semelhante ao aprovado agora, já que nenhum deputado iria mudar de interesse tão repentinamente assim, só porquê o partido NOVO quer privatizar totalmente essa estatal, não significa que os outros deputados também querem -, tendo assim quê travar o andamento dás outras reformas para se concentrarem totalmente na privatização dá Elétrobras. Bolsonaro também terá de dedicar boa parte do seu tempo em 2022 na campanha dele.
O sistema político brasileiro é assim, lento e burocrático, e o caminho político para os liberais também será assim, tendo que ficar no gradualismo, já que o STF ainda é controlado majoritamente por indicados do PT.
Acho erraneo ignorar argumentos, então terminarei de refutar o “SUS nem para o meu inimigo”
“Temer e equipe com muito menos fizeram mais (inclusive o projeto original é do Temer)”
Esse pessoal tá dormindo acordado, estão utilizando FHC, Collor e Temer para tentarem desmerecer às reformas do governo Bolsonaro, lol.
Primeiro, o FHC e Collor tinham elementos especiais que justificavam às privatizações feitas por eles na época, que era o descalabro dás contas públicas, logo, eles tinham facilidade em privatizar tudo que queriam sem enfrentar muita oposição. Á esquerda, aliás, ainda estava nascendo no país.
Segundo, é de se notar quê o Temer, tinha uma capacidade de “dialogar” (Defina-se agradar) com o Judiciário. Não é atoa quê os gastos com funcionalismo público subiram tanto no governo dele – apesar disso não ser qualquer fenômeno inédito aqui em Banania -, logo, eu não acho muito inteligente cita-lo como se ele fosse um exemplo á ser seguido…
Pelo menos saiu alguma coisa relativamente decente nesse governo paulista:
“Voa NW e Voa NE e Aeroportos Paulistas vencem leilão de 22 aeroportos de SP”
Se fosse possível, o governo paulista deveria fazer realmente uma privatização de aeroportos, sem essas concessões com monopólios garantidos por agências reguladoras.
Ainda há a pretensão de se fazer a Ferrogrão, a qual está todavia gerando encrenca com grupos de ativistas. Se os moradores da região onde a ferrovia for construída consentirem, qual o problema de se construir uma ferrovia, para melhorar (um pouco) a infraestrutura medonha do Brasil? Eu sinceramente nunca entendi essa expressão “reserva indígena”, porque a expressão “reserva” é usualmente utilizada para áreas de preservação ambiental, não para pessoas (lembrei desse vídeo).
Pessoal, um argumento que utilizam bastante é:
Porquê privatizar empresas que já dão lucro? Retirar o lucro do governo para dar à iniciativa privada?
Obivamente que, para nós que já temos os conceitos libertários na cabeça, são claros os motivos, desde o ético até a lógica de que lucro presente não é garantia de lucro futuro.
Entretanto, que argumento vocês utilizariam, mais simples, para um estatista?
Com a saída do BNDES da Vale S.A. nesse ano, eu vi por esse site de que o Previ ainda tem uma pequena parcela no total das ações da empresa.
O “Governo Federal” consta com 100 em %PN. O que seria o “%PN”?
O interessante é que, apesar dessa discreta saída do governo da Vale, a empresa se tornou extremamente produtiva e lucrativa. Foi bom até para os políticos, afinal há cidades de Minas Gerais cujas receitas das prefeituras dependem das atividades mineradoras. Qual a lógica de o governo vender uma estatal para um fundo de pensão de uma estatal? Parece-me tão lógico quanto a fusão da Nossa Caixa com o Banco do Brasil.
Eu tenho certeza que se as instituições educacionais brasileiras estatais tivessem capital misto (se é que isso seja possível), os serviços melhorariam, ainda que longe de uma empresa 100 % privada. Pelo menos os funcionários teriam menos privilégios.