A Guatemala e seu exemplo de privatização
O principal problema das privatizações no Brasil — como já explicado nestes dois artigos — é que simplesmente não houve uma desestatização do setor.  O governo apenas trocou um monopólio estatal por um monopólio privado.  E, para "garantir" que o monopólio privado "funcionasse bem", criou várias agências reguladores com o objetivo de especificar preços e determinar metas a serem cumpridas. 

De acordo com a ideia dominante à época, era perfeitamente possível entregar um serviço monopolístico a algumas poucas empresas e fazer com que os resultados fossem exatamente iguais aos que ocorreriam em um livre mercado — isto é, alta qualidade e preços baixos.  Bastava para isso o governo criar agências reguladoras, as quais seriam geridas por burocratas preocupados com o bem-estar da população e que saberiam perfeitamente como estipular preços para os serviços e impor metas às empresas.  Finalmente havia sido descoberta uma maneira de se obter resultados de livre mercado em um mercado totalmente controlado e planejado.

Ou seja, não apenas o governo não se retirou do setor, como ainda continuou praticando controle de preços e, no melhor estilo soviético, passou a determinar objetivos a serem cumpridos, como nos planos quinquenais stalinistas.

No caso do setor telefônico brasileiro, os serviços só melhoraram porque a base de comparação era péssima.  Não tinha como ser pior do que a Telebrás.

Como era para ter sido feito?  A resposta vem da Guatemala, que possui um setor de telecomunicações totalmente desregulamentado e, consequentemente, com ótimos serviços a preços irrisórios.

A história inicial é simples e praticamente idêntica à do Brasil, em termos proporcionais: em 1995, havia 11 milhões de habitantes no país e apenas 289 mil linhas telefônicas.  Um novo presidente foi eleito e nomeou para a direção da estatal telefônica um economista de formação libertária, Alfredo Guzmán, graduado na Universidad Francisco Marroquin, atual centro austríaco da América Latina (graduandos de lá fazem matérias obrigatórias que utilizam Mises e Hayek como bibliografia). 

Ao nomear Guzmán, o presidente recém-eleito da Guatemala lhe fez um único pedido:  "Quero muitos telefones por todo o país.  E rápido!"

A estatal obviamente detinha o monopólio das telecomunicações, era gerida por cinco sindicatos corruptos, cobrava caríssimo para instalar um linha telefônica (às vezes o serviço era pago mas não era feito) e não tinha a menor condição de sair espalhando telefones pelo país.

A primeira tarefa de Guzmán — e a mais difícil — foi domar os sindicatos.  E isso ele fez por meio de uma legislação.  Uma vez controlados os sindicatos, veio a parte mais fácil, a qual sempre foi defendida por nós do IMB como sendo a única política moral, ética e economicamente correta a ser tomada em qualquer situação: retirar o governo de cena e dar plena liberdade ao mercado de trocas voluntárias.

Guzmán simplesmente deu uma banana aos keynesianos do FMI e do Banco Mundial — que insistiam que ele vendesse o monopólio estatal a um monopólio privado e criasse agências reguladoras para estipular preços e determinar metas de expansão (exatamente como fizeram aqui os keynesianos tucanos) — e colocou em prática aquilo que Ludwig von Mises já havia sugerido ainda na década de 1920: acabar com as regulamentações e com todas as barreiras legais de entrada ao mercado, e permitir que a livre concorrência entre as empresas faça de tudo para agradar ao consumidor.

Ato contínuo, Guzmán abriu o mercado para absolutamente toda e qualquer empresa, nacional ou estrangeira.  Qualquer empresa, de qualquer país, que quisesse ir ofertar seus serviços na Guatemala tinha a total liberdade de fazê-lo.  Sem qualquer restrição governamental.  Não haveria privilégios, nem subsídios e nem restrições à livre concorrência.

Resultado: hoje o país tem uma população de 13,5 milhões de pessoas e nada menos que 18 milhões de linhas telefônicas, móveis e fixas.  Quatro operadoras privadas disputam clientes em um ambiente de genuína livre concorrência, sem regulamentações e sem controle de preços — considerando-se o tamanho do país e sua renda per capita, trata-se de um número significante.  Conseguir uma nova linha de telefone "é tão fácil quanto comprar um cachorro-quente", a qualidade dos celulares chega a ser superior à existente em cidades como Nova York, Paris, Londres, Tóquio, e os preços por minuto são ridículos.  E tudo isso, vale ressaltar, em um país pobre (renda per capita de US$ 4.800; a do Brasil está na casa dos US$ 10.500) e de infraestrutura bastante debilitada.  Ao contrário do que preconiza o "senso comum", os malvados capitalistas não apenas se interessaram em investir maciçamente em uma economia pobre, como ainda cobram pouco por isso.

(Este blog narra alguns casos interessantes que mostram como os celulares são baratos na Guatemala — de modo que até crianças engraxates possuem os seus —, e como as ligações internacionais possuem preços ínfimos).

Enquanto isso, aqui no Brasil temos economistas dizendo que o mercado telefônico seria impensável sem suas volumosas regulamentações, pois as empresas certamente iriam explorar e extorquir seus clientes.  Daí a importância indiscutível da ANATEL, a agência que protege os consumidores fechando o mercado, proibindo a livre concorrência e decidindo se um iPhone 4S pode ou não ser vendido por aqui...

Outra diferença se dá na questão da internet.  Ao passo que o Brasil possui apenas 3 grandes ISPs — Telefonica (Speedy), NET (Virtua) e Oi (Velox) —, a minúscula Guatemala possui quatro, fornecidos pelas mesmas empresas de telefonia.  Embora não esteja em todas as residências, o acesso a internet chega a 90% da população, pois foi praticamente universalizado por meio de cafés, celulares, restaurantes e áreas públicas cobertas com Wi-Fi.

Para infelicidade dos guatemaltecos, porém, as telecomunicações foram o único setor que o governo desregulamentou e se absteve de intervir.  É de se imaginar como poderia estar a vida na Guatemala de hoje caso o governo tivesse se afastado de vários outros setores.

Conclusão (óbvia, porém cada vez mais necessária de ser enfatizada): sempre que você quiser serviços de qualidade, a preços baixos e que atendam ao maior número possível de pessoas, de todas as rendas, só há uma opção: você tem de ter um livre mercado. 

Assim como funciona para a telefonia, funciona também para o setor alimentício, para o setor de informática, para o setor de vestuários, para o setor aéreo, e pode funcionar perfeitamente para o setor médico, para o setor elétrico, para o setor de saneamento e para todo e qualquer outro setor da economia.

O livre mercado é a única "política" que genuinamente reduz as desigualdades sociais e materiais entre pobres e ricos.  E de maneira ética e moralmente irretocável.  Qualquer outro método inevitavelmente implicará violações de direitos básicos do indivíduo, sendo um ataque direto à sua propriedade e à sua liberdade.  É um lamentável reflexo da indigência moral dos nossos tempos que algo tão ético e eficaz continue sendo atacado e vilipendiado por grande parte da população mundial.

 

Veja o vídeo abaixo (são apenas 8 minutos), com legendas em português.

O milagre nas telecomunicações da Guatemala


Agradecemos ao Portal Libertarianismo pela publicação e tradução do vídeo.


0 votos

SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


O problema é que essa atitude apenas PODE - mas provavelmente não vai - representar o fim do euro e da União Européia. O mais provável e realista é crer que com o eventual resgate - e isso também geraria crises - os burocratas da UE chegassem (por má-fé) à conclusão contrária, insistindo que o episódio prova que não há o que fazer em tal caso senão ajudar os bancos, e que para "evitar" isso no futuro seria necessário mais regulação - que na verdade, como bem sabemos, é a CAUSA deste problema.

Diante disso, logo a mentira seria veiculada com ar de verdade absoluta pela grande mídia de todo o mundo. Especialistas muito bem pagos para mentir descaradamente dariam aval à idéia de mais regulação. Algum cretino escreveria algum trabalho cheio de falhas lógicas, defendendo tal idéia e logo seria cotado para o prêmio Nobel.

Com isso, milhões de cidadãos incautos e desconhecedores de economia no mundo todo acreditariam na mentira propagada pelos burocratas e seus intelectuais orgânicos. Logo um monte de inocentes úteis estariam repetindo a mentira como se verdade fosse e enalteceriam as nocivas medidas adotadas.

Por fim, tanto os inocentes úteis quanto pessoas de bom-senso que percebessem o abuso das medidas nada poderiam fazer, pois o Estado tem o poder de impor arbitrariamente esse tipo de decisão aos cidadãos. E é o que ocorreria. O Estado ajudaria o banco insolvente e, percebendo ou não a ineficácia dessa medida para remediar crises econômicas e a própria hipocrisia de burocratas como Angela Merkel, a verdade é que o povo acabaria mesmo tendo que arcar com o prejuízo.

Por isso, é melhor que ela não ajude o banco, deixando assim de criar uma crise maior ainda para o futuro e evitando um acirramento de regulações que escravizam a população e estrangulam a economia, sendo ao mesmo tempo capaz de mostrar que para ser burocrata nem sempre é necessário recorrer aos níveis mais perversos de hipocrisia.
É um tema polemico viciado em conflito de direito de propriedade.
Mas vamos lá:

''Jogar alguém do avião ou do navio é assassinato e ponto final''

Como eu disse, no contrato assinado, poderia ter clausulas tratando sobre as consequências do descumprimento de regras e até mesmo do próprio contrato. O problema é que, mesmo que as partes assinaram, sob consentimento e livre manifestação de vontade, ainda sim, se ocasionar em morte ou em ferimentos graves, tal clausula pode se tornar nula?
Pode-se considerar um crime? É complicado.Talvez da pra se comparar quando alguém invade a minha casa e eu respondo a balas e consequentemente matando o invasor.Ou,quando alguém esta em minha propriedade e quebra uma regra da mesma,eu respondendo na bala podendo ocasionar em morte.E volto na questão implícita,nem tudo usamos contratos,algumas coisas são implícitas.

E no caso de assumir o risco? Se eu forneço um serviço barato de viagens aéreas, onde as aeronaves são precárias e inseguras, e consequentemente acontecesse um acidente matando algumas pessoas(consumidores).Reitero que tal acidente foi ocasionado pela ausência de manutenção e afins , logo podemos dizer que o proprietário da empresa que fornece este serviço, assumiu o risco e responde criminalmente?

O contrato implícito é complicado pois pode ser subjetivo.Pra você pode ser implícito algo,mas pra min não!
O problema é quando é algo muito claro que chega a obviedade,ai o contrato implícito pode existir.

''que mostra que externalidades não são "boas" ou "ruins", são apenas externalidades''

Concordo,são os riscos normais.Mas e se não for um caso ambiental,se sua propriedade inala um mau cheiro que passa a propriedade de terceiros?E quando algo é subjetivo como, asma. Se meu vizinho fuma e o cheiro entra na minha casa, consequentemente eu fico doente por causa disso,eai? Se eu tiver asma pode ser um ataque brutal a minha propriedade, mas se eu não tiver, talvez não. Eu sinceramente não gosto de fazer esse tipo de polemica, parece crianças argumentando contra o ancap querendo provar a existência de dinossauros na terra. Mas eventualmente eu percebo esses conflitos no direito de propriedade.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber a visão de vocês sobre a venda do ponto, ou seja , a imagem vinculada a um estabelecimento.
Se eu alugo o imóvel de Y, com a finalidade comercial de uma padaria, após alguns anos , eu saio de tal imóvel e outro empresario entra no meu lugar e abre outra padaria, assim pegando o ''ponto''.Eai?
Enfim, o direito civil dispõe sobre tais situações, o problema é que eles tratam a ''imagem'' como propriedade, entende?Algo extremamente vago.Propriedade são coisas escassas, o ponto ou a imagem como fica ai?
Gostaria de saber nesses casos societários,do ponto e da imagem..Pra vocês,qual solução seria a que mais respeita a propriedade privada.Eu entendo que sempre o contrato é que vai ditar as regras,mas como o exemplo do avião e do navio,nem sempre o contrato é inteiramente valido.

Abraços!
"Sei que imóveis não tem liquidez imediata, e com diminuição de demanda o preço tende a cair, mas é de se esperar que imóveis no país percam valor significativamente como está previsto nos EUA? Valeria a pena se desfazer para investir em outra coisa ou vale a pena segurar para o médio e longo prazo?"

Isso vai de cada um e eu não tenho nenhuma pretensão de ser conselheiro de investimentos. Vou apenas dizer o que eu faria.

Não acho inteligente ter imóvel para alugar. Economicamente, não faz o mais mínimo sentido. Para começar, em termos do preço do imóvel, a renda mensal gerada pelo aluguel é menor até mesmo que a poupança. Ou seja, se você vender o imóvel e aplicar na poupança -- que o investimento mais tosco que existe --, você ainda assim ganhará mais.

Para piorar, sobre o seu aluguel você pagará impostos de renda (se o seu inquilino declarar).

Adicionalmente, há o fato de que seu inquilino inevitavelmente irá depreciar seu patrimônio. Todo inquilino é naturalmente descuidado -- afinal, a propriedade não é dele; ele está ali apenas temporariamente.

No mais, todas as despesas com reparos, manutenção e restauração serão suas, o que reduz ainda mais seu retorno líquido.

Dito isso, parece que o período de queda nos preços do imóveis já passou. Na prática, começou em meados de 2012 (foi relatado em tempo real por este site; veja apenas um exemplo
aqui). Nos próximos meses, a tendência é de estabilidade com viés de alta.

"Uma outra questão é sobre a chance de contaminação do sistema bancário do brasil (sei que a crise vai pegarem vários pontos, monetário, econômico, mas a questão é sobre as instituições bancárias mesmo). O brasil se safou em 2008, dentre outras coisas, por não ter bancos tão alavancados, o que acho/espero que persista até hoje. Então quais seriam as chances ou motivos de "bail-in" no país?"

Bail-in? Nula. Aqui é bail-out, mesmo. O Tesouro pegará nosso dinheiro para socorrer a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Isso, aliás, já está sendo abertamente discutido.

www.oantagonista.com/posts/em-2018-bb-e-caixa-nos-farao-lembrar-do-pt

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • M E N A U  22/11/2011 08:59
    Abordagem interessante do tema.\r
    A questão do menino engraxate com celular é um paradoxo: por um lado indica que qualquer um pode ter acesso ao recurso, por outro, expõe sua verdadeira condição, pois enquanto menino, jamais poderia estar inserido no mercado num período da vida em que deveria estar se capacitando para adentrar ao mercado. Perpetua-se seu estado de pobreza, não só material mas intelectual, pois lhe é negado o ensino, a despeito do acesso, por que barato, ao celular.\r
    Questão complexa, ignorada por conveniência, afinal muitos defenderão que querem o engraxamento de seus sapatos ao menor preço possível, abstraindo por completo que quem está fazendo o serviço não é fruto da concorrência genuína de um livre mercado, é fruto da exploração da miséria humana, transmutada em acordo voluntário pela classe dominante.\r
    Nada impede que o tal menino, estude, se prepare, o que de fato ocorre, ainda que raramente.\r
    Mas sua condição degradante provavelmente leva-lo-á a cheirar cola, o que é comum.\r
    Não vislumbro como o livre mercado passe a olhar esse menino como potencial humano e não como mão de obra barata. Marginalidade conveniente, a qual garantirá, pela perpetuação do despreparo intelectual, a procriação de futuros engraxates, salvo raras exceções.\r
    Não vislumbro como não prosperar essa divisão de castas, não de fundo religioso, mas sócio-econômico.\r
    \r
    Estranhei muito o trecho a seguir, pela aparente contradição do ideal libertário versus matéria obrigatória: "Alfredo Guzmán, graduado na Universidad Francisco Marroquin, atual centro austríaco da América Latina (graduandos de lá fazem matérias obrigatórias que utilizam Mises e Hayek como bibliografia).''.\r
    Preocupa-me essa orientação de quem decidiria o que seria obrigatório... coercetivamente.
  • Leandro  22/11/2011 09:15
    Prezado Menau, a sua capacidade de deturpar fatos unicamente para adaptá-los à sua ideologia nunca deixa de impressionar.

    Quer dizer então que o menino engraxate ter acesso a celular representa uma perpetuação do seu estado de pobreza -- uma espécie de ópio que esconde sua real situação -- e não um instrumento de trabalho que irá lhe permitir melhorar de vida? Para piorar, você ainda diz que as pessoas que contratam seus serviços estão fazendo "exploração da miséria humana". Bom mesmo seria se ninguém lhe oferecesse trabalho nenhum e ele morresse na rua, à míngua -- e tudo em nome da compaixão.

    A mentalidade esquerdista enxerga o trabalho não como algo honroso, não como uma maneira honesta de subir na vida, mas sim como algo degradante e humilhante, um rebaixamento do indivíduo, algo que deve ser evitado por qualquer pessoa de bom senso. Não é de se estranhar que ela tenha criado uma ideologia imoral que defende a expropriação da propriedade alheia, pois o certo mesmo é viver exclusivamente dos frutos dos esforços dos outros.

    Um menino que ganha a vida como engraxate tem muito mais personalidade e moral do que todos os pretensos humanistas de esquerda combinados.
  • Fernando Z  22/11/2011 14:08
    Leandro sua resposta foi extraordinária.
  • Alexsandro   22/11/2011 15:17
    Concordo em Tudo com o Leandro, eu iniciei no mundo do trabalho com apenas 12 anos e jamais me senti mais pobre ou menos pobre, pelo contrário, queria deixar de depender de meus pais que muito se sacrificavam para nos dar algo. E outra, também nunca fui explorado neste período. Então acho uma babaquice não darem emprego para os jovens, sendo hipócritas ao dizer que eles devem estar na escola, se hoje elas não prestam pra nada. Quando se trabalha, passa-se a dar valor a sua vida e deixam de pensar em besteira.

    Minha opinião

    Alex
  • Alan Denadary  22/11/2011 16:01
    Também comecei a trabalhar desde cedo e nunca me senti explorado por ninguém. Decerto não gostava dessa situação, mas hoje vejo que aprendi muito. O valor real do dinheiro é aquele adquirido através do trabalho e competência moral, isso me ajudou a administrá-lo no início da adolescência. \r
    \r
    Felizmente, hoje não caio nas armadilhas de LIS e crédito fácil. Lições que infelizmente não se aprende na escola. \r
  • Bruno  23/11/2011 00:54
    A resposta do Leandro foi tão boa que eu resolvi fazer um post só no facebook só pra ela.
    www.facebook.com/note.php?note_id=240585519339784
  • Thiago Valente  12/04/2015 12:32
    Essa capacidade de distorcer fatos e dados por conveniência tem até um apelido: cama de procrusto.
  • mcmoraes  22/11/2011 09:22
    E o infatigável troll Menau continua assolando o IMB. Keep trolling!
  • Gabriel   22/11/2011 09:35
    Ninguém é obrigado a fazer o curso =)
  • Hay  22/11/2011 09:57
    Questão complexa, ignorada por conveniência, afinal muitos defenderão que querem o engraxamento de seus sapatos ao menor preço possível, abstraindo por completo que quem está fazendo o serviço não é fruto da concorrência genuína de um livre mercado, é fruto da exploração da miséria humana, transmutada em acordo voluntário pela classe dominante.

    O que o celular tem a ver com a profissão do menino? Isso me lembra um caso em que o conselho tutelar decidiu ficar torrando o saco de uma mulher que eu conheci. Seu filho, depois da aula, pegava quitutes que a mãe fazia e os vendia para complementar a renda. O conselho tutelar achou que isso era exploração, trabalho infantil. Aí o menino parou de fazer isso, e ficou na escola. E começou a se envolver com outros meninos que realizavam, digamos, outros tipos de trabalho. Mas o conselho tutelar ficou feliz! Afinal, melhor ficar na escola e se envolver com o crime mirim do que ficar nas ruas com trabalho honesto!
    Muita, muita gente com mais idade antigamente vendia coisas feitas pelos pais (ou por eles mesmos) na escola quando eram novos. Você certamente ficaria torrando o saco dos pais, porque, afinal, isso era fruto da exploração, da miséria! Oh, o livre mercado! Meu Deus, como ele é ruim!

    Nada impede que o tal menino, estude, se prepare, o que de fato ocorre, ainda que raramente.
    Mas sua condição degradante provavelmente leva-lo-á a cheirar cola, o que é comum.


    Se nada impete que o tal menino estude e se prepare, então todo o seu lenga-lenga de defensor dos frascos e comprimidos é só isso: lenga-lenga.

    Não vislumbro como o livre mercado passe a olhar esse menino como potencial humano e não como mão de obra barata. Marginalidade conveniente, a qual garantirá, pela perpetuação do despreparo intelectual, a procriação de futuros engraxates, salvo raras exceções.
    Não vislumbro como não prosperar essa divisão de castas, não de fundo religioso, mas sócio-econômico.


    Tá, eu já entendi. Você é bonzinho, um cara legal, preocupado com os pobres. Você precisa deixar isso claro, afinal, você é o cara preocupado com os oprimidos aqui.

    Estranhei muito o trecho a seguir, pela aparente contradição do ideal libertário versus matéria obrigatória: "Alfredo Guzmán, graduado na Universidad Francisco Marroquin, atual centro austríaco da América Latina (graduandos de lá fazem matérias obrigatórias que utilizam Mises e Hayek como bibliografia).''.

    Faça-me um favor: tenha alguma honestidade nas suas argumentações. Afirmar que "libertário" é o mesmo que "faça o que quiser, onde quiser, quando quiser, por quanto tempo quiser" é de uma desonestidade intelectual que me faz rir de tão patética.
    Por acaso Guzmán foi obrigado a ser aluno da Universidad Francisco Marroquin? Sabe, no mundo onde eu vivo, as pessoas se matriculam em uma universidade tendo à disposição uma lista das disciplinas do curso. Nesse caso, a disciplina citada não era obrigatória por algum decreto ou lei, logo, Guzmán poderia simplesmente ter procurado outra universidade. Talvez no seu universo paralelo as coisas sejam diferentes...
    Preocupa-me essa orientação de quem decidiria o que seria obrigatório... coercetivamente.
  • Isaias Barbosa  22/11/2011 12:02
    Detalhe: A Universidade é privada!
  • Miguel  22/11/2011 12:25
    Esse cara é uma piada. Minha frase preferida: "Mas sua condição degradante provavelmente leva-lo-á a cheirar cola, o que é comum".\r
    \r
    Não sei o que tem de tão degradante em engraxar sapatos. Não sei engraxar sapato e já paguei outras pessoas para que fizessem isso por mim, da mesma forma que pago outras pessoas para que cortem o meu cabelo ou para que consertem a minha geladeira. Para mim são prestadores de serviços que fazem coisas que eu não posso ou não quero fazer. Pago o que eles pedem e o serviço me é prestado.\r
    \r
    Se você acha que ter os sapatos engraxados degrada a pessoa que os engraxa, quem está com delírios de grandeza é você. Engraxar sapato é um ofício como qualquer outro e não faz o engraxate pior do que ninguém.
  • M E N A U  22/11/2011 12:35
    Cole a parte onde disse que o serviço é degradante.
    Se você tivesse o mínimo de interpretação de texto, observaria, que degradante é sua situação, a qual levou-o a engraxar sapatos, não por livre escolhe, mas única ''escolha''.
    Tente responder algo, ao invés de fingir que interpreta.
    Lamentável...
  • Francisco  22/11/2011 21:18
    E oque pode-se concluir com isso?

    Ora, se a situação é tão degradante que levou o menino a engraxar sapatos (em vez de frequentar a escola) é culpa unicamente do estado, e não das empresas de telefonia. Se uma empresa consegue colocar um produto de 1º mundo na mão de qualquer cidadão de um determinado país de 3º mundo (coisa que teoricamente não deveria existir) é porque a oferta é maior que a demanda. Já parou pra pensar se fosse comida ou educação?

    Se você não consegue entender que onde o estado intervem sempre da merda é porque você só foca no ponto errado. Vou dar uma dica: Quando você ler alguma coisa aqui no Mises e não compreender (ou parecer obscuro), peça educadamente nos comentários que tal ponto seja esclarecido. Tenho certeza que alguém ira responder educadamente a você para que sua dúvida seja sanada. Se ainda assim você ficar com dúvida (pois ideias velhas demoram a dar lugar a ideias novas) continue sendo educado, e mostre oque você acha que está errado, mas argumente de forma coerente, não vai adiantar falar que o ideal seria isso, ou ideal seria aquilo (realmente o ideal seria que sempre existisse alguém que cuidasse de nós, não tivessemos que trabalhar e sempre tivessemos o que comer) que em um planeta de 7 bilhões de pessoas querer que todos pensem igual a ti é no minimo irreal.
  • Marcos Campos  27/04/2012 12:47
    Você novamente deturpou tudo, acho que nem sabe o que significa esta palavra! \r
    A analogia é tão clara que até uma criança da alfa entenderia o texto, acho que é você que não sabe interpretar texto amigo. Sds
  • Felipe Barbosa  22/11/2011 14:42
    Ao meu ver, isso são só mais motivos para privatizar saúde e educação, ambas mais populares, de maior qualidade e mais abrangentes.
  • Zeca  22/11/2011 09:28
    O problema é que no Estado moderno, as máfias privadas e públicas se auto protegem e impedem esse tipo de iniciativa.
  •   22/11/2011 09:29
    O assunto é telecomunicações, Menau.
    Você puxou um detalhe da história, causado por fatores que não tem absolutamente nada a ver com o sistema de telefonia.
    Acha imoral as pessoas trabalharem sem serem escravas umas das outras? Tudo bem. Então mostre aqui o porque empresas de telecomunicações estatais ou privadas sob regulamentações seriam melhores do que o sistema da Guatemala. Esse é o assunto aqui, empresas.
  • M E N A U  22/11/2011 09:41
    Prezado Zé, não me resta dúvida algum o quão falho é o sistema dominante hoje, com seus monopólios travestidos de mercado regulado.\r
    O que tento aqui, é o vislumbramento, teórico por ora, de como compatibilizar o livre mercado, genuíno, com as questões que escapam aos interesses puramente mercantis.\r
    Expus a situação do menino, no contexto, alertando para que a questão social pode parecer tão importante quanto a economica, de modo que apartá-las, poder ser cômodo para a parte privilegiada e desastroso para a parte marginalizada.\r
    A questão moral, só não pode ser abordada, como deve, segundo as próprias diretrizes libertárias.\r
    Agradeço pela opinião sem ataques mas vou ficar devendo o exemplo que pediu, pois não trilhei por esse caminho, falacioso, em meu comentário inicial.\r
    Cordialmente.\r
    \r
  • Pscheidt  22/11/2011 10:05
    A questão que você aborda é utilitária. "Será que uma economia de livre mercado genuína iria beneficiar a maior parte dos indivíduos dessa sociedade"? A resposta é 'sim'. Este menino, mesmo em sua condição precária, consegue um celular porque as telecomunicações daquele país são livres, ao passo que em outras matérias ele está sob forte intervenção do Estado, o que empobrece ele e aqueles a sua volta. Ele não foi abandonado pelo mercado, ele foi incluído por este na medida em que ele tem a liberdade de o fazer.
  • M E N A U  22/11/2011 10:26
    Prezado Pscheidt, agradeço pela urbanidade, tão rara aqui, a despeito de que se inclui a PAZ como preceito a ser alcançado.\r
    Você tocou num ponto magistral, o qual concordo, ''...ele não foi abandonado pelo mercado...''.\r
    Acredito que não foi abandonado porque não é função do mercado ocupar-se disso.\r
    Não sendo o mercado, a qual faceta das relações humanas caberia essa tarefa? Isso malgrado o fato de que o mercado em si, se autorregularia com maestria.\r
    O que tentei expor é que mesmo num ambiente evoluído a tal ponto, as distorções que remontam há séculos, tendem a se perpetuar, se o foco ficar somente no mercado e seus acordos voluntários.\r
    A condição do menino, e mesmo de seus genitores e descendentes, transcende a questão libertária, não podendo, simples e convenientemente, ser ignorada.\r
    Terei meus sapatos engraxados ao menor custo para mim, mas a que custo para o engraxate com celular a tiracolo?\r
    Não deve realmente o mercado ocupar-se disso, mas somos algo mais que mercado e mercadorias.\r
    Cordialmente.
  • Ricardo  22/11/2011 10:31
    Ora, nada proíbe que você pague a ele um valor muito maior do que aquele que ele cobra. Da mesma forma, nade impede que você faça propagando caritativa pedindo às pessoas que façam o mesmo. Aliás, nada impede que você o adote ou que você se responsabiliza por ele.

    Mas o que você quer, no fundo, é obrigar os outros a fazer alguma coisa. Você defende a distribuição do bolo, mas não abre mão do controle da faca.
  • M E N A U  22/11/2011 10:51
    Ricardo agradeço sua cordial atenção.\r
    Observe que não proponho, senão peço indicação de caminho para tratar a situação, a qual não seja apenas a ignorância do fato.\r
    De modo algum quero o controle da faca e que tampouco alguém o tenha.\r
    Também não propus caridade ou resgate, dada a limitação de ambas.\r
    Talvez, para desonra da espécie humana, tenhamos mesmo que reconhecer que o sistema de castas é intransponível.\r
    Talvez por isso o regime hindu, para apaziguar os espíritos, dogmatizou o tema.\r
    Infelizmente, não vejo avanço na área.\r
    Restaria assumir mais essa vergonha, como tantas outras já exploradas por pensadores mais antigos, como Maquiavel, Hobbes e Schopenhauer, cada qual em sua pontualidade.\r
    Cordialmente.
  • ANDRE LUIS  22/11/2011 23:24
    Equipe IMB

    Parábéns pelo texto e muito obrigado pelo excelente vídeo. O que me chamou mais atenção foi a resistência de organismos internacionais a abertura do mercado de telefonia guatemalteco, oposição esta vinda justamente de quem está onde está para fomentar o desenvolvimento de países pobres.

    E o pior. Apesar do sucesso na Guatemala, me parece que a política monopolista continua sendo a condição para a liberação de verbas e rolagem de dívidas. Seria apenas um caso de erro ao adotar uma teoria econômica furada, ou teria algum caroço neste angú?
  • Leandro  22/11/2011 23:36
    Em minha opinião é tudo intencional, André. Tanto o FMI quanto o Banco Mundial têm interesse em manter países submissos e com economias reguladas, pois assim eles estarão em constante necessidade de receber pacotes de socorro. E é justamente o pagamento dos juros destes pacotes de socorro que financia as mordomias dos burocratas destas duas instituições luxuosas e globalistas criadas por Keynes.
  • anônimo  22/11/2011 10:57
    Mas o que você quer, no fundo, é obrigar os outros a fazer alguma coisa. Você defende a distribuição do bolo, mas não abre mão do controle da faca.\r
    \r
    Perfeita a definição, Ricardo !!... aliás, perfeita pra qquer espasmo retórico socialista.
  • Bernardo Santoro  22/11/2011 10:56
    O mais tosco nessa história toda é que, em um verdadeiro livre-mercado educacional, o tal menino engraxate poderia frequentar um curso de qualidade e inacreditavelmente barato, igual ao celular dele. E consumiria alimentos que seriam inacreditavelmente mais baratos e nutritivos que os atuais, igual ao celular dele. E assim para todos os demais aspectos humanos, o que efetivamente faria com que o tal menino tivesse uma condição de vida muito, mais muito superior que o das crianças pobres brasileiras.

    Mas o MENAU se recusa a enxergar isso, pois ele tem um "olhar social"...
  • Gustavo Sauer  22/11/2011 11:10
    "O que tentei expor é que mesmo num ambiente evoluído a tal ponto, as distorções que remontam há séculos, tendem a se perpetuar, se o foco ficar somente no mercado e seus acordos voluntários."

    Se esse foi seu objetivo, então ficaste devendo. A história já mostrou várias vezes que a liberdade e o mercado livre são as maiores forças para reduzir a pobreza. Isso é tão óbvio e claro que apenas uma pessoa desinformada ou intelectualmente desonesta consegue defender o contrário.

  • M E N A U  22/11/2011 11:51
    Observe que usei o termo ''tendem''.\r
    De-nos os exemplos históricos.\r
    Se levantar um questão socioeconomica, e não impor dogmas, é resumido como ''apenas uma pessoa desinformada ou intelectualmente desonesta consegue defender o contrário.''.\r
    Ajude-me a beber dessa informação em fatos.\r
    Melhore minha honestidade, pois posso fazer parte dessa coisa disforme chamada povo, e posso um dia ser um empresário que não enxerga tamanha obviedade. \r
    Lembre-se qual é o comportamento ''informado e honesto'' do povo tal qual conhecemos e não aquele oriundo de fábulas.\r
  • Pscheidt  22/11/2011 12:20
    A condição deste garoto, por ser de pobreza material, não transcende nenhuma explicação econômica. Se, da mesma forma que ele tem um celular, ele pudesse ter acesso a vários outros bens, como uma casa, uma educação, uma boa alimentação, ele já não seria mais pobre e nem marginalizado. E por que ele tem um celular, para começo de conversa? Porque as telecomunicações daquele país foram desestatizadas, porque este mercado se tornou livre. Se elas não fossem livres, teria ele um? Provavelmente não. Ele estava sendo, portanto, marginalizado pelo Estado, e foi incluído pelo mercado no momento em que houve a liberalização do setor.

    Quando você diz que o problema se perpetua no momento em que o foco é o mercado e seus acordos voluntários, você está necessariamente implicando que a solução deve estar no Estado e suas ações coercitivas. Mas, como demonstrado acima, estas eram a origem do problema, vindo a liberdade enriquecer o garoto e tirá-lo, tanto quanto lhe foi permitida, da pobreza material.

    O livre mercado não só o ajudou a obter um celular, mas poderia lhe permitir obter uma educação, uma casa, comida, etc. A venda de seus serviços pode parecer ruim a primeira vista, mas fosse simplesmente proibida e coibida, este menino estaria mais miserável do que é agora. Seu trabalho não o marginaliza, mas sim alivia a sua condição de pobreza. Fosse o mercado livre, é de se esperar que a sociedade como um todo acabasse enriquecendo, e que ele não precisasse trabalhar como engraxate para não passar fome, pois seus pais poderiam lhe prover.

    Existem muitos bons artigos neste site que lidam com esses temas. Sobre como o livre mercado enriquece a sociedade como um todo, sobre o trabalho infantil, sobre a questão da mão de obra e o aumento da produtividade e todas as suas implicações. Você pode proculá-los, eles farão um serviço melhor de explicar por que o livre mercado é a melhor opção se sua preocupação é a qualidade de vida desta e de outras crianças.
  • M E N A U  22/11/2011 12:44
    Obrigado eplo tratamento cordial, o qual parece estar ficando raro aqui.
    Defendeu seu ponto com cavalheirismo.
    Meus sinceros agradecimentos, mas não resolveu meus questionamentos.
  • Vítor Höher Nunes  22/11/2011 15:13
    Óbvio que o tratamento cordial vai ficar raro contigo, Menau. O senhor não tem a mínima intenção de aprender, de solucionar dúvidas ou nada do tipo. O Pscheidt falou de forma tão clara contigo que só faltou desenhar. Refutar o que ele falou? Tu nem tentaste. O que falta pra ti sanar tuas dúvidas? Qual o teu ponto? Quais as tuas premissas? O que falta ser explicado pra ti? Vais usar todos os 38 estratagemas da dialética erística de Schopenhauer antes de desistir de encher o saco e partir para outro artigo pra continuar trollando?\r
    \r
    Os exemplos reais estão ao redor do mundo inteiro durante toda a história. No próprio artigo temos um exemplo muito claro, que o senhor ignora. Num ambiente todo estatal e regulado, um simples suspiro de liberdade (a telefonia livre na Guatemala), permitiu a possibilidade de acesso a um bem (antes raro e caro) até para um garotinho engraxate. Alimentação, saúde, educação, segurança, moradia e etc são bens que todos precisam e, num livre mercado, teriam uma oferta abundante de todos os lados, pois todas empresas ofertadoras vão querer abraçar essa enorme demanda, competindo pelo barateamento de custos, oferecendo o serviço da melhor forma possível pra capturar o maior número de clientes. O que enriquece as empresas é a demanda das massas, não a demanda dos poucos ricos. Logo, a tendência sempre é procurar ofertar pra esse público.\r
    \r
    As melhores empresas vão se destacar e oferecer cada vez mais produtos, de mais qualidade, mais baratos, contratar mais pessoas, demandar mais serviços, mais maquinário e por aí vai. Se tiver como ofertar algo de qualidade semelhante e mais barato, num livre mercado as outras empresas vão entrar buscando esse lucro. As pessoas com trabalhos mais humildes terão maior poder de compra, poderão até se qualificar para um emprego melhor. Ou até mesmo vão continuar em seus empregos simples, pois esse trabalho irá proporcionar uma vida digna. "Mas e se essas pessoas forem substituídas por máquinas?" A empresa que for ofertar essas máquinas não vai ter humanos trabalhando? Não vai demandar trabalho? Não vai usar serviços? Não vai precisar de matéria-prima? Aprende uma coisa: mão de obra é um recurso escasso, enquanto a necessidade da mesma tem demanda tendendo ao infinito, pois sempre teremos novos produtos e serviços pra ofertar. \r
    \r
    Faz o seguinte, fala quais são as tuas premissas de debate, qual o teu ponto central. Por exemplo: o livre mercado não vai tirar tal menino da pobreza. Essa seria uma premissa pro teu debate, afirmar que o livre mercado não tem condições de melhorar a situação do rapaz e que existem outros sistemas melhores por esse e aquele motivos. Caso tu não consigas refutar os argumentos dos outros foristas que provarem que o livre mercado seria o melhor pra situação do menino, ensacola a tua viola e para de encher o saco.
  • Felipe Barbosa  22/11/2011 20:18
    Se isso fosse facebook eu curtia o seu comentario
  • Ze  22/11/2011 10:08
    Qual seria o problema se existisse livre-mercado de alimentos, vestuário, moradia, energia elétrica, telecomunicações, educação, medicina, transportes e por conta disso qualquer engraxate pudesse: Se alimentar, se vestir, alugar uma casa, ter luzes em casa, telefone, celular, tv a cabo, internet, fazer cursos, pagar um plano de saúde bom, andar de moto?
    O engraxate ainda seria explorado por ser engraxate? Todas essas industrias estariam explorando o pobre rapaz? É a educação o problema mesmo?

    As pessoas precisam parar de pensar no dinheiro de um trabalho quando discutirem política e economia e entenderem que a produção de bens e serviços é que diz que região é rica e que região é pobre.
  • M E N A U  22/11/2011 10:38
    Prezado Zé.\r
    Entendo seu ponto, no que concordo em quase todo ele.\r
    Mas nem mesmo num ambiente assim descrito eu ficaria confortável se meu filho escolhesse ser engraxate. Mas aceitaria que ele escolhesse essa profissão honrosa, por perceber que não teria aptidão para outra, não conseguindo acompanhar a escola.\r
    O fato é que, a ser ignorada a condição do engraxate, pode perpetuar-se a ideia de que ele escolheu esta profissão, quando na verdade sua condição socioeconômica lhe impôs.\r
    Parece-me inadequado creditar aos acordos voluntários, pura e simplesmente, a questão exposta, afinal a tendência para que um produto seja competitivo, além da qualidade é o preço, e o preço se forma também pela oferta barata de mão de obra.\r
    Quem ofertará essa mão de obra barata? \r
    Mais que isso - e daí minha verdadeira preocupação - por que é essa mão de obra barata?\r
    Acho o assunto complexo, e não entendo como alguns podem zombar disto, não é seu caso.\r
    Cordialmente.
  • Pedro  22/11/2011 11:12
    Menau,\r
    sua consciência social é tocante.\r
    O pobre coitado é forçado a vender a maão de obra de forma barata. \r
    Que tal sugerir um bolsa familia para os pobres da Guatemala?\r
    \r
  • M E N A U  22/11/2011 11:30
    Pedro.\r
    Por não crer em consciência social alguma, inclusa a minha, é que pedi indicativos, e não ataques improdutivos.\r
    Citei eu bolsa família em algum momento, ou essa é sua pobre contribuição ao debate?
  • Alan  22/11/2011 12:49
    Menau, parece-me que você está aceitando aquela imagem do pobre como uma pessoa que vive debaixo da ponte, trajando roupas surradas e sem algo pra comer, enquanto vive de pedir algo nos sinais para sobreviver.

    Cuidado: isso é uma armadilha esquerdista. É perfeitamente cabível imaginar uma sociedade em que a maioria dos pobres tenha a oportunidade de desfrutar bons padrões de vida. Não restam dúvidas de que os pobres na Inglaterra atual vivem bem melhor do que os seus antepassados há dois ou três séculos. Não precisamos nem ir muito longe: eles vivem melhor do que os pobres do Brasil contemporâneo; a única maneira, porém, de atingir um estágio de desenvolvimento em que quase todas as pessoas possam ter boa qualidade de vida é o Capitalismo de livre mercado.
  • M E N A U  22/11/2011 12:53
    Muito obrigado pela urbanidade Alan, sem dúvida, se resta uma esperança, devemos perseguí-la.
    Mais que isso, devemos alçá-la além das teorias, se não vira palanque eleitoreiro do tipo " No meu governo...''.
  • José Henrique  22/11/2011 11:15
    MENAU,

    Pelas suas colocações devo acreditar que você crer no mito muito propagado durante e depois da Revolução Industrial que as fábricas exploravam as pessoas e as deixavam em situação de pobreza. Recomendo que você leia o artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1056 para se informar melhor.

    O que tira as pessoas da pobreza não é nenhum decreto governamental ou redistribuição de renda, mas sim o processo de acumulação de capital e isso só pode ser feito em um ambiente de liberdade econômica.
  • nkovalski  02/11/2013 18:40
    O último parágrafo é simplesmente perfeito. Pena que o governo corrupto brasileiro não pense assim!
  • Ze  22/11/2011 11:03
    Prezado Zé.
    Entendo seu ponto, no que concordo em quase todo ele.
    Mas nem mesmo num ambiente assim descrito eu ficaria confortável se meu filho escolhesse ser engraxate. Mas aceitaria que ele escolhesse essa profissão honrosa, por perceber que não teria aptidão para outra, não conseguindo acompanhar a escola.
    O fato é que, a ser ignorada a condição do engraxate, pode perpetuar-se a ideia de que ele escolheu esta profissão, quando na verdade sua condição socioeconômica lhe impôs.
    Parece-me inadequado creditar aos acordos voluntários, pura e simplesmente, a questão exposta, afinal a tendência para que um produto seja competitivo, além da qualidade é o preço, e o preço se forma também pela oferta barata de mão de obra.
    Quem ofertará essa mão de obra barata?
    Mais que isso - e daí minha verdadeira preocupação - por que é essa mão de obra barata?
    Acho o assunto complexo, e não entendo como alguns podem zombar disto, não é seu caso.
    Cordialmente.

    O filho sendo seu, não aceite. Mas não tente proibir pessoas que não são sua família.

    Ora, a pessoa aceita a profissão de acordo com a oferta e demanda. Ele tem outras opções que se encaixam dentro do seu perfil profissional, mas optou por engraxate. Ele pode até se candidatar para CEO de uma multinacional, mas dificilmente terá essa vaga.
    Nem ele, nem ninguem merece ganhar de mão beijada uma "condição socioeconômica" diferente, mas sob um livre-mercado genuíno qualquer um consegue trabalhar para mudar essa condição.

    Sob uma condição 100% voluntária, não existira desemprego. Isso por sí só já elevaria o nivel dos salários(que novamente é a sua preocupação, quando deveria ser o nível de produtividade). Mas isso ainda não garante acesso a todos os bens e serviços demandados. A produção por mão de obra tem que ser alta, e para aumentar essa mão de obra as industrias tendem a mecanizar os processos. Aí você junta tudo e encontra: Alto nível industrial, com pouquissimos ou nenhum "trabalho degradante", alta produtividade, pleno emprego, preços acessíveis e abundacia de bens e serviços para todas as "classes sociais".
    Onde fica a tal "mão de obra barata" aqui?
  • M E N A U  22/11/2011 11:42
    Zé, nem o filho sendo meu teria o direito de não aceitar sua ''escolha'', ou proibir.\r
    Não é esse o ponto.\r
    Salários mais altos gera produtos com preços maiores.\r
    Produtividade alta, mecanizada ou robotizada, gera desemprego para mão de obra não especializada.\r
    O ponto de equilíbrio o mercado livre alcança sem mistério algum.\r
    Mas não é esse o ponto.\r
    Existem certas castas de trabalhadores, totalmente sem capacitação técnica, os quais só restaria serviços degradantes, perigosos, insalubres ou penosos.\r
    A condição socioeconômica é apenas uma das facetas que ''explicam'' a aceitação destes trabalhos, a outra, já citei, pura limitação intelectual.\r
    Não acredito em mitos, nem do pleno emprego, nem dos salários dignos, seja qual for o regime escolhido.\r
    O que propus, pedindo indicativos, é além do mercado, esse é o ponto.\r
    Mas a doutrina libertária não abre concessões, nisso elogio sua posição.\r
    Cordialmente.
  • Alinson  22/11/2011 12:06
    "Produtividade alta, mecanizada ou robotizada, gera desemprego para mão de obra não especializada."

    Porém gera produtos mais baratos e se a demanda aumentar (em virtude dos preços baixos) gerará mais demanda por mão de obra especializada e muito mais empregos para formação dessa mão de obra.


    "Existem certas castas de trabalhadores, totalmente sem capacitação técnica, os quais só restaria serviços degradantes, perigosos, insalubres ou penosos."

    Com uma educação livre haverá maior oferta e preços baixos para pessoas de baixa renda. Isso acarreta na diminuição de trabalhadores desses "serviços insalubres" em um livre mercado. Mas como sempre haverá demanda para esses serviços "degradantes, perigosos, insalubres ou penosos" então a remuneração deve crescer em virtude da menor oferta de trabalhadores. Além disso, em um livre mercado haverá mais inteligência nesse tipo de negócio, que aumenta a produtividade, que acarreta em preços mais baixos e gera desemprego. Que bom não?


    "A condição socioeconômica é apenas uma das facetas que ''explicam'' a aceitação destes trabalhos, a outra, já citei, pura limitação intelectual."

    A única condição socioeconômica que leva a grande oferta de trabalhadores para esse tipo de trabalho é aquela que não possui livre-mercado, ou seja, há um governo regulamentando tudo e todos. E esse estado socioeconômico conhecemos muito bem.
  • M E N A U  22/11/2011 13:17
    Alinson, colocou muito bem os pontos com extrema cordialidade.
    O que nos falta são exemplos reais.
    Se lembrarmos da situação do mercado brasileiro, com adulteração de combustíveis, de medicamentos e de leite UHT, p.ex., somado a casos comuns de exploração de trabalho infantil e escravo, fica um exercío ainda mais difícil, para não dizer que pressuponha extrema inocência.
    Há, mas não temos um mercado genuinamente livre.
    E talvez não tenhamos nunca, extamente por isso mesmo, falta o material humano.
    Alguém teria que nascer primeiro, o ovo ou a galinha.
    Cordialmente.
  • Glelson Fontes  23/11/2011 12:24
    M E N A U\r
    ""Produtividade alta, mecanizada ou robotizada, gera desemprego para mão de obra não especializada."\r
    \r
    Porém gera produtos mais baratos e se a demanda aumentar (em virtude dos preços baixos) gerará mais demanda por mão de obra especializada e muito mais empregos para formação dessa mão de obra.\r
    \r
    \r
    "Existem certas castas de trabalhadores, totalmente sem capacitação técnica, os quais só restaria serviços degradantes, perigosos, insalubres ou penosos.""\r
    \r
    Segue exemplos reais:\r
    Com a ascensão dos cursos superiores e grande parcela da população que nao aceita mais ser um simples "eletricista", ou pedreiro, ou até mesmo babá, essas profissões tiveram um aumento na remuneração grande em comparação com as demais.Uma babá aqui no DF chega a ganhar R$ 4.000,00 reais ou mais. Em Goiânia Pedreiros chegam a cobrar R$ 2.000,00 reais para fazer serviços simples (como trocar o telhado de uma casa grande), pelo menos da minha casa durou aproximadamente uma semana.\r
    E isso num mercado social-democrata onde há tributação até sobre o ar que respira, imagina num livre mercado, sem impostos e tributação.\r
  • Isaias Barbosa  22/11/2011 12:18
    Quando o capitalismo cria máquinas para substituir o que eles chamam de alienação e de trabalhos degradantes, perigosos, insalubres ou penosos é, mais uma vez, atacado por causar desemprego. Em uma sociedade onde os desejos são infintos, nunca haverá falta de trabalho meu caro. A mecanização da economia permite que aumente a produção, consequentemente o preço diminui, deixando todos mais ricos e não mais pobres.

    "Quanto mais livre for o mercado, maiores serão as oportunidades para ele ir se ajustando às mudanças econômicas." - Ron Paul


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=256
  • Paulo Sergio  22/11/2011 14:02
    Pois é, esse menau é da religião dos luddites
  • Bruno  22/11/2011 12:20
    Veja bem, de acordo com o seu pensamento, as pessoas deveriam continuar fazendo serviços perigosos, insalubres ou penosos, arriscando suas vidas ou deteriorando sua saúde, em detrimento a utilização de máquinas ou robôs, que possibilitaruam ao trabalhador não se expor mais a essas condições. Onde está seu humanitarismo agora?
  • M E N A U  22/11/2011 12:40
    Tente responder ao que perguntei, antes de deturpar por simples má fé.
    Se o contexto todo lhe parece inacessível, prenda-se só aos meus questionamentos.
    Cole o texto onde sugiro que tais trabalhos devem ser almejados.
    Tente achar o trecho onde citei a incapacidade socioeconômica e a incapacidade intelectual para execer algo melhor que isso.
    Tente achar agora, a parte que eu disse que nem tudo o que vemos é escolha por acordo voluntário.
    Feito isso separe o que escrevi do que é mera tentativa de deturpação de testo alheio.
    Cordialmente.
  • Bruno  22/11/2011 13:02
    Que má fé? Não estou deturpando nada, apenas estou deixando bem explícito as idéias que você está apresentando aqui. Desculpe se ofendi seu humanitarismo.

    O que você está exigindo é que todas as pessoas façam o tipo de trabalho que VOCÊ acha que é honroso. A verdade é que qualquer trabalho é honroso, o que é degradante é viver as custas de outras pessoas.

    A criação de máquinas para execução de tarefas feitas manualmente, as quais você considera degradantes, exige a capacitação de mão de obra para utilizar estas máquinas, gerando empregos que substituem os anteriores,o que você convenientemente está esquecendo.

    Com o desenvolvimento de máquinas, uma empresa reduz seus custos, o que fará com que cresça, e possa gerar ainda mais, de forma que mais trabalhadores precisem ser capacitados. A longo prazo, o número de empregos seria o mesmo ou até maior, e ninguém se sujeitaria ao trabalho que você considera degradante.

    Além disso, o preço mais baixo dos produtos, resultado do processo mecanizado, faz com que os consumidores que executam trabalhos que você considera degradantes possam economizar mais dinheiro, o que faz com que possam trabalhar menos e ter mais tempo livre, o que permite que invistam seu dinheiro na própria capacitação, almejando empregos que você considere menos degradantes.
  • M E N A U  22/11/2011 13:54
    Não fosse a sua má vontade, entenderia que, mais uma vez, vamos lá: degradante é a situação do indivíduo que é forçado a realizar trabalhos penosos, insalubres e perigosos, por absoluta falta de opção, seja por seu histórico de pobreza e incapacitação técnica, ou pior, ainda que tivesse acesso à formação profissional, esta não lhe fosse acessível, por pura incapacitação intelectual para fazer algo em melhores condições, inclusive remuneratórias.\r
    Essa é a mão de obra disponível em abundância.\r
    O que leva a perpetuar essa condição extrapola o libertarismo, ainda que queiram forçar a ideia de que possa ser a economia uma ciência social.\r
    Resolvido um impasse deste, e eu em momento algum propus solução coercitiva estata, estaria superada questão basilar da vida em sociedade pacífica.\r
    Mas, até agora o que tive como resposta, foram acusacões zombeteiras dignas de rebeldes sem causa, aborrecentes da 8º série.\r
    No mais, ainda que com o cavalheirismo louvável, o que vi foi discurso retórico.\r
    Mas não os culpo, dado que estão presos a regra intransponível da intransigência nos conceitos do libertarismo. Apenas seguem a cartilha.\r
    Eu, tenho a alma livre, posso mudar de opinião, aí sim, radicalmente, sem dar satisfação a qualquer ideologia.\r
    O único radicalismo que admito é o do razão.\r
    Cordialmente.\r
  • Paulo Sergio  22/11/2011 14:14
    'ainda que tivesse acesso à formação profissional, esta não lhe fosse acessível,'

    como é?
  • M E N A U  22/11/2011 14:22
    Tente copiar a frase completa e ela é auto explicativa.\r
    Truncar assim é desleal, no mínimo.
  • Paulo Sergio  22/11/2011 14:58
    O resto não muda nada.Ter acesso e não poder aproveitar por causa de suas limitaçoes intelectuais é uma coisa, NAO ter acesso é outra.
    Nem todo mundo nasce um Einstein, isso é um fato da vida, é um problema que o liberalismo não resolve, nem o comunismo nem o socialismo nem nenhum outro ismo.Reclame com o seu deus, no dia que vc morrer.
  • Thiago  22/11/2011 13:17
    MENAU.

    A liberdade não deve ser pensada em função do número de escolhas que se tem, e sim se é ppossível escolher o que se quer sem sofrer coerção. O rapaz do texto é livre, orque pode escolher ser engraxate, limpador de para-brisas de carros, ou ladrão. Ninguém o obriga a ser engraxate. Talvez essa seja a melhor escolha que ele pode ter, e mesmo assim ser uma escolha que você e eu consideramos ruim, mas é escolha dele.

    O que não se deve é colocar a culpa em alguém porque ele é um engraxate. Se ele é, é porque existem pessoas que contratam seus serviços. Se ele está vivo, é porque recebe o suficiente para isso. E se tem celular, é porque ele considera isso importante, profissionalmente, para diversão ou status.

    E por que você acha que o livre mercado não permitiria que esse engraxate tivesse acesso a coisas melhores na vida? Por que você acha que o livre mercado impediria esse engraxate de progredir?
  • Jorge  22/11/2011 12:28
    Guatemala? É sério isso? Curioso, estive na Guatemala em Julho de 2010 e simplesmente não conseguia completar uma ligação para o Brasil. E nem conseguia telefonar para a cidade de Puerto Barrios (outro lado do país) porque me informaram que lá era outra companhia telefônica (uma não falava com a outra). Beleza de privatização, né?
  • Leandro  22/11/2011 12:35
    Prezado Jorge, sobre ligações internacionais, quando a ligação não completa o problema tende a ser da operadora que está recebendo a ligação. Certa feita, na Dinamarca, não consegui ligar para o Brasil, pois a Embratel não era compatível com a operadora dinamarquesa.

    Quanto à sua ligação mal sucedida para o outro canto da Guatemala, tal fato me deixou curioso. O que ocorreu exatamente? Qual era a sua operadora? Para qual operadora tentava ligar? Procurei reclamações a respeito disso na internet e não achei reclamações.
  • Ze  22/11/2011 13:59
    Não acharia estranho não conseguir ligar de uma operadora para outra. Nós ligamos para qualquer operadora no Brasil porque as regulamentações exigem que elas se conectem umas com as outras.
    Em um livre mercado elas poderiam decidir em que redes se conectar. Isso seria interessante(pensando em Brasil), porque abriria oportunidade para surgir "grupos" que regulariam de maneiras diferentes as operadoras de telefonia, reguladores privados, claro. Além disso, abre espaço para "empresas de ponte" que ligariam sistemas separados. Isso daria um dinamismo enorme ao sistema.
    No fim das contas a tendencia seria de conseguirmos ligar de qualquer operadora para qualquer operadora.
  • Pedro  22/11/2011 14:02
    Jorge,\r
    o que voce descreve e o problema da interconexão que é uma operadora ter acesso a rede da outra operadora. \r
    Esse assunto é sempre polemico no ambiente de telecom.\r
    Resumindo basicamente: esta é uma das,se não há principal justificativa dos interventores, para regular telecom.\r
    No Brasil e basicamente em muitos paises a interconexão é obrigatória (essa seria a intervenção). \r
    Ocorre que, se não houvesse a obrigatoriedade de interconexão as operadoras teriam fortes incentivos para fecharem acordos espontâneos de interconeção e/ou ampliarem a suas proprias redes. Isso por que voce mesmo que descreveu queria falar com a cidade na outra parte da ilha. \r
    Falar ou pela propria operadora ou com outra operadora que tiver acordo de interconexão.\r
    Assim sendo, é possivel que em mercado desregulado haja problemas e algumas operadoras não façam interconexão com outras, incluso em longa distancia e ligação internacional. Diversos são as razões. \r
    Mas, em teoria, episodios seriam a exceção das regra, visto que sem se interconectar uma operadora teria grandes perdas.\r
    Com certeza a obrigação de interconetar é uma solução muito inferior a qualquer solução espontanea trazida pelas pessoas que demanda e ofertam telecomunicação. \r
    \r
    \r
  • Leandro  22/11/2011 14:11
    Fiquei aguardando a réplica do leitor e por enquanto nada.

    Entrei em grupos de discussão para ler o que as pessoas falam das telecomunicações da Guatemala e não encontrei nenhuma menção a este problema. As pessoas, no geral americanos mas também muitos guatemaltecos, falam muito bem do serviço. Elogiam a rapidez de se conseguir uma linha e o baixo preço da mesma, bem como os minutos grátis incluídos.

    Até o momento vi duas "reclamações": uma diz que uma ligação internacional para os EUA e para o Canadá é mais barato que uma ligação local. Outra diz que, em alguns lugares mais remotos do país, a conexão dos celulares com a internet é lenta (!).

    Por isso fiquei curioso com a afirmação do leitor e pedi mais detalhes. Não quero especular, mas, pelo relato, parece que ele tentou ligar de um telefone fixo. (Nos EUA, não consegui ligar de um fixo para um celular. Só depois é que fui descobrir o que estava fazendo de errado.)

    No mais, não creio fazer sentido uma operadora não se conectar à outra. Ela perderia todos os seus clientes.
  • Pedro  22/11/2011 14:40
    Exatamente Leandro,\r
    o custo de oportunidade de não oferecer interconexão é imenso.\r
    \r
  • Jorge  22/11/2011 22:41
    Bem, não sei o que aconteceu. Eu tentei ligar de fixo para fixo. Naquela semana realmente não consegui completar as ligações - não sei se era um problema temporário. Mas, de fato, os locais me disseram que as telecomunicações haviam melhorado muito no país.
  • Leandro  22/11/2011 22:45
    Era bem o que eu tinha imaginado. Linha fixa envolve questão de infraestrutura, a qual é monopólio do governo.
  • Lucas S  12/07/2013 03:25
    Leandro, se você ainda tem os links da sua pesquisa, poderia compartilhar conosco? abraço
  • Leandro  12/07/2013 03:41
    Nem ideia. Isso tem quase dois anos já.

    Desculpe-me.
  • Isaias Barbosa  22/11/2011 18:02
    Para isso entra o mercado, sempre com toque de um gênio.

    Steve Jobs queria "acabar" com as operadoras de celular

    Segundo John Stanton, cofundador da Apple tinha projeto de criar uma rede própria usando o espectro de alcance não-licenciado de Wi-Fi

    macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2011/11/17/steve-jobs-queria-acabar-com-as-operadoras-de-celular/

  • Gabriel  12/11/2015 16:47
    Jorge/Leandro, boa tarde,

    Tendo em vista a extensão territorial do Brasil, de fato, seria viável uma política de livre mercado no país? Será que problemas, como o mencionado de interconexão, por exemplo, não precarizariam o serviço, além de privar certas localidades que não seriam de interesse das operadoras investirem? Fico com essa dúvida. Questões como leilões de faixas, obrigações entre operadoras, obrigações com a população, de certa forma, não tendem a serem melhor geridos com um órgão regulador? Não defendo a atual atuação da Anatel, mas para um bom funcionamento do serviço na qualidade que o Brasil exigiria, enxergo como dificultoso tal situação.
    Não sou formado em economia, tenho poucos estudos na área - estou investindo agora -, por isso peço desculpas se algo que coloquei está extremamente ignorante.

    Agradeceria imensamente o retorno.

    Abraços!
  • Leandro  12/11/2015 17:21
    "Tendo em vista a extensão territorial do Brasil, de fato, seria viável uma política de livre mercado no país?"

    Por que o livre mercado depende da extensão territorial de um país? Não entendi muito bem a lógica.

    Façamos uma abordagem local: ninguém discorda de que não haveria dificuldade nenhuma em atrair telefônicas para São Paulo. Mas e Roraima?

    Bom, pra começar, a responsabilidade de se criar um clima atrativo para investimentos locais deveria estar no governo de Roraima. No entanto, no nosso atual anti-federalismo, é o governo federal quem centraliza isso tudo, decidindo qual operadora pode e qual não pode ir para Roraima. Há alguma chance de isso dar certo?

    Agora, pense em todas as telefônicas que existem no mundo. Desde as americanas até as vietnamitas. Agora, imagine que o governo federal saia de cena e o governo de Roraima diga que haverá total isenção tributária para qualquer empresa telefônica mundial que queira prestar serviços em Roraima.

    O que você acredita que aconteceria? Nenhuma operadora teria interesse? Duvido muito. Quatro tiveram interesse na Guatemala (e sem nenhum tipo de isenção fiscal) mas nenhuma teria interesse em Roraima?

    Se isso realmente ocorresse (absolutamente nenhuma tivesse interesse em Roraima, não obstante as isenções fiscais e a total liberdade concedida), então estaríamos diante de um local realmente inóspito para o resto do mundo. Nesse caso, não restaria outra alternativa senão os cidadãos saírem dali. Não faria sentido prejudicar todo o resto do país submetendo-o aos desmandos da Anatel apenas para garantir telefonia para alguns milhares de pessoas em um estado que, comprovadamente (no caso do nosso exemplo), não tem atrativo nenhum.

    Quando se entende que o mercado é global, e não meramente local, vários obstáculos deixam de existir. Problemas como falta de recursos físicos ou de capital financeiro são imediatamente mitigados. Se os empreendedores de uma determinada região não possuem recursos para fazer um investimento vultoso e altamente demandado pelos habitantes locais, certamente há empreendedores no resto do mundo que possuem. E, se estes tiverem a garantia de que poderão manter seus lucros, eles virão.

    Se uma determinada localidade está sem recursos para construir portos, aeroportos, estradas, sistemas de saneamento etc., certamente há investidores e empreendedores em algum ponto do globo interessados em ganhar dinheiro com este mercado. Basta apenas deixá-los livres para tal.

    Se uma localidade cria um ambiente de respeito à propriedade privada, permite a liberdade de comércio, incentiva o investimento estrangeiro, fornece plena liberdade às transações comerciais, e permite a acumulação de capital, metade da estrada para o progresso já foi percorrida.

    "Será que problemas, como o mencionado de interconexão, por exemplo, não precarizariam o serviço, além de privar certas localidades que não seriam de interesse das operadoras investirem?"

    Vide acima.

    "Questões como leilões de faixas, obrigações entre operadoras, obrigações com a população, de certa forma, não tendem a serem melhor geridos com um órgão regulador?"

    Como a Anatel?

    "Não defendo a atual atuação da Anatel, mas para um bom funcionamento do serviço na qualidade que o Brasil exigiria, enxergo como dificultoso tal situação."

    É porque você está pensando em termos coletivos (de nação) e não em termos localizados, como feito acima.

    De resto, gostaria de entender essa "lógica" que diz que, se houver interações voluntárias, os resultados serão péssimos; já se houver burocratas com chicotes e dando ordens nas pessoas, aí os resultados serão supimpas.

    De resto, vale lembrar que nosso órgão regulador responsável por "garantir um bom funcionamento dos serviços" proíbe a vinda de empresas concorrentes e cartelizando o mercado em prol das poucas já existentes, como ficou comprovado em 2013?

    Essa é a questão.
  • Observadordepirata  22/11/2011 12:51
    Governo quando não é corrupto já não presta. Casos de sucesso como esse narrado, são raríssimos, pricipalmente aqui na América Latina. Agora, se o governo além de INCOMPETENTE, é CORRUPTO como o nosso, então é caso perdido! É lamentável ver um país com tanto potencial como o Brasil, com AMARRAS tão grandes pelo dirigismo estúpido estatal!
  • Ze  22/11/2011 13:44
    "Salários mais altos gera produtos com preços maiores."

    Novamente, você está falando demais no dinheiro e esquecendo do nível de produção. Alto nível de produção gera alta capacidade de comprar bens e serviços mesmo para salários numericamente baixos. Esqueça os numeros do salário, o que define um salário ser alto ou não, é ele poder comprar as coisas, só isso.
    Se o nível de produção permitir que uma pessoa viva com luxo ganhando R$100 por mês, é um alto salário. Hoje mesmo com R$3.000,00 não se encontra luxo.
    Repito, o que importa é o quanto é produzido, o salário só vai dirigir os bens aos consumidores, só.


    "Produtividade alta, mecanizada ou robotizada, gera desemprego para mão de obra não especializada."

    Mito, mecanização gera mais produtividade e libera mão de obra para onde ela é mais demandada, trabalho é infinito. Existe trabalho para todo mundo. O problema é quando ele passa a ser regulamentado.

    "Existem certas castas de trabalhadores, totalmente sem capacitação técnica, os quais só restaria serviços degradantes, perigosos, insalubres ou penosos."

    A história nos mostra que conforme a sociedade vai crescendo e enriquecendo, esses trabalhos passam a ser menos demandados e a mão de obra melhor aproveitada. Isso é fato.
    Em um momento ninguem mais quiser aceitar esses empregos porque têm trabalhos melhores, eles se valorizam. Ou as pessoas pagam maiores salarios ou desenvolvem máquinas para realizar o trabalho.

    "A condição socioeconômica é apenas uma das facetas que ''explicam'' a aceitação destes trabalhos, a outra, já citei, pura limitação intelectual."

    Se um trabalhador do emprego mais degradante do mundo tem acesso a tudo que ele precisa para mudar de vida, ele faz se quiser. Eliminação intelectual pelo que entendo é falta de estudo, se um trabalho ruim pode pagar estudos, assunto acaba aqui.
  • M E N A U  22/11/2011 14:20
    \r
    \r
    Perfeitas suas abordagens, Zé, passo às minhas considerações.\r
    Ponto 1.\r
    A inflação simplesmente já provou o quão falaciosa é a ideia de ''salários altos'', sendo que o que importa é o poder real de compra.\r
    Sua tese do alto nível de produção seria perfeita, não fosse que, tal poder tende a afunilar os prestadores de determinado tipo de bem ou serviço, o que, ao longo do tempo pode resultar em oligopólios, pautados na qualidade ofertada, propaganda, poder de negociação de compra, elimando os concorrentes menores e não necessariamente diminuindo preços ou oferta de trabalho, mas simplesmente aumentando o lucro do empreendedor. O papel da mão de obra passa novamente a ser secundário e manipulável. Ou seja, o domínio das melhores técnicas não necessariamente garantiria melhores preços, condições e oferta de trabalho.\r
    Lembrando que o mercado não segue padrões pré estabelecidos, e as ''necessidades'' saõ mais fruto da propaganda do que da real necessidade, e nem todos tem o mesmo cacife para o marketing ''matador''.\r
    \r
    Ponto 2.\r
    A regulamentação mais atrapalha que ajuda, mas não vejo a questão do desemprego como mito, por exemplo, na cultura canavieira, onde quem tira o homem do campo não é sua liberdade de escolha mas a adoção de tratores e colheitadeiras operadas por um único empregado. O mesmo vale na esfera dos bancários. A tese seria que com mais informatização ter-se ia menor jornada de trabalho. Na prática, os lucros das instituições bancárias brasileiras deslancharam, recorde após recorde, e as condições de trabalho até pioraram para os que restaram.\r
    \r
    Ponto 3.\r
    Exatamente, máquinas passam a fazer o trabalho, ignorando-se o que desejaria o trabalhador. Seria melhor remunerado até o ponto de inflexão da curva, onde mais vale a máquina. Liberdade alguma deste elo mais fraco, o da mão de obra.\r
    \r
    Ponto4.\r
    Nessa questão eu frisei que, se for caso de pura limitação intelectual, o trabalhador não escolhe, nem pode escolher, então não há que se falar em falta de estudo.\r
    É nesse ponto que o peso social ultrapassa a questão dos simples acordos voluntários.\r
    Em última instância, se faltar mão de obra barata importa-se, e isso não é lenda, já existe a nível global. Se o trabalhador está na China ou numa fazenda de algum coronel brasileiro, é mero detalhe, no preço final do produto.\r
    \r
    Cordialmente.\r
  • Ze  22/11/2011 14:33
    Bom, sendo assim, desisto.

    Afinal você acabou de provar que não leu absolutamente nada desse site e que nem ao menos conhece a teoria economica, afinal veio falar de uma das maiores manipulações do governo, a do dinheiro, onde o governo cria inflação, sendo ele o unico responsavel por sua existencia. Parei aqui.
  • mcmoraes  22/11/2011 14:57
    Além disso, Zé, que fique bem frisado o que ele falou em outro comentário:

    "...Talvez, para desonra da espécie humana, tenhamos mesmo que reconhecer que o sistema de castas é intransponível. Talvez por isso o regime hindu, para apaziguar os espíritos, dogmatizou o tema. Infelizmente, não vejo avanço na área. Restaria assumir mais essa vergonha, como tantas outras já exploradas por pensadores mais antigos, como Maquiavel, Hobbes e Schopenhauer, cada qual em sua pontualidade..."

    Lamentável.

  • Paulo Sergio  22/11/2011 15:04
    ' e as ''necessidades'' saõ mais fruto da propaganda do que da real necessidade, '

    De onde vc tirou isso? Eu acho essa história de mídia manipuladora muito bizarro, talvez porque faz anos que não assisto televisão...
    Se as pessoas não sabem o que elas querem a culpa é delas e não da televisão.
  • M E N A U  22/11/2011 15:24
    Também não deve ir ao cinema, usar a internet, ouvir rádio, ver outdors, ler revistas, jornais, conversar com amigos e parentes etc.\r
    Se para você marketing é só o da TV isso explica muita coisa...
  • Steve Ling  22/11/2011 17:12
    Menau gosta tanto dos cortadores de cana que gostaria que eles ficassem assim pra sempre. Na realidade se há mecanização da lavoura é porque vale a pena caso contrario não fariam.
  • Hay  22/11/2011 13:50
    Menau, você entra em contradições gritantes. Exemplo: começa com um emocionado discurso a respeito do engraxate, e depois vem dizer que "não acredita em consciência social". Aliás, sinceramente, você acha que eu nasci ontem? Essa de não acreditar em consciência social é um tipo de armadilha tão velha quanto a humanidade: afirmar alguma coisa esperando que alguém morda a isca e, implicitamente, concorde com você.
    Para piorar, você inventa coisas para depois respondê-las. Afinal, só no seu mundo imaginário um libertário necessariamente ignora as questões sociais.
    A "cereja do bolo" veio quando você chega ao ridículo extremo de achar que disciplinas obrigatórias não poderiam existir para um libertário. Eu nem preciso fazer uma sátira a respeito disso, basta ler o que você escreveu.

    O que nos falta são exemplos reais.

    Peraí. Peraí. Peraí. Você está lendo um comentário que fala explicitamente sobre o fato de que uma pessoa pobre consegue comprar um celular e falar com seus amigos, e consegue dizer que o que falta são exemplos reais? Meu Deus...

    Se lembrarmos da situação do mercado brasileiro, com adulteração de combustíveis, de medicamentos e de leite UHT, p.ex., somado a casos comuns de exploração de trabalho infantil e escravo, fica um exercío ainda mais difícil, para não dizer que pressuponha extrema inocência.
    Há, mas não temos um mercado genuinamente livre.


    Dica: isso está acontecendo em mercados obsessivamente regulados. A adulteração de combustíveis ocorre e os mesmos postos continuam aí. Os medicamentos precisam passar por uma obsessiva regulação da Anvisa, que pode até decidir se eu posso ou não comprar uma porcaria de um colírio para um cachorro (aquela ideia estapafúrdia de retenção de receita). O leite UHT também acaba sendo controlado pela tal Anvisa. Não me lembro de casos diários de adulteração. Pelo contrário, os casos são rasos. Sabe como é, um empresário que se preze não vai ficar adulterando seus produtos porque, hoje em dia, as informações a respeito de más práticas se espalha quase que imediatamente.

    E talvez não tenhamos nunca, extamente por isso mesmo, falta o material humano.
    Alguém teria que nascer primeiro, o ovo ou a galinha.


    Bom, se você quer dizer que nunca viveremos em um mundo (quase) perfeito onde (quase) nunca haverá gente com más intenções, isso deveria ter ficado claro para você há muito tempo.
  • Daniel Marchi  22/11/2011 13:51
    Sugestão ao IMB: tragam o sr. Alfredo Guzmán para o III Seminário da Escola Austríaca. Certamente ele contribuirá muito com sua experiência prática.
  • M E N A U  22/11/2011 14:48
    Donde está a contradição gritante, se minha preocupação é justamente por NÃO confiar em toda essa benevolência com o mais humilde, no mundo libertário ou menos ainda do mundo real?\r
    Ridículo extremo talvez seja essa sua falta de aceitar que sua doutrina é intransigente, por definição e preceito. Assuma que não adimite concessões, fica menos hipócrita.\r
    Pessoa pobre da Guatemala que fala com seus amigos. É esse seu melhor exemplo real, contemporâneo? Deprimente...\r
    Esses empresários que burlam as leis em franco desrespeito com seus concorrentes e clientes deixarão de existir no mundo encantado do libertarismo. Que fofo...\r
    Seu último comentário nem retórico conseguiu ser, mas nem por isso vou fazer como é costume aqui em relação aos meus textos, não vou simplesmente deturpá-lo. \r
    Por favor traduza, não vi nexo com a minha afirmação de que:\r
    1- nos falta material humano para implementar o mercado autorregulado;\r
    2- nem o material humano ser, então, fruto da autorregulação.\r
    Dei o exemplo do ovo e da galinha, mas deixa pra lá, esta abstração carece um pouco mais de ''perda'' de tempo e não está na sua cartilha.\r
  • Paulo Sergio  22/11/2011 15:34
    Se um dia as idéias do Patri Friedman derem certo, um dia os 7% do mundo que simpatizam com as idéias libertárias terão para onde ir.E nesse dia não vai faltar 'material humano' pra testar se isso funcionaria
  • anônimo  23/11/2011 08:32
    Paulo Sérgio,

    juro que isto é uma das coisas que venho pensando ultimamente. Talvez a única coisa que esse mundo mereça, seja o completo abandono daqueles que não se opõe à razão humana. Será o Patri Friedman, o John Galt da vida real?
  • Paulo Sergio  23/11/2011 08:51
    Com certeza, mas também acho que existem muitos John Gault em potencial
    Já no colégio assistindo os professores de historia fazendo propaganda do socialismo/comunismo eu pensava: mas se todo mundo briga tanto, porque é que não se separam? Tipo,vão os comunistas criar o país deles, os capitalistas pro deles e fica todo mundo satisfeito
  • Hay  23/11/2011 07:49
    Donde está a contradição gritante, se minha preocupação é justamente por NÃO confiar em toda essa benevolência com o mais humilde, no mundo libertário ou menos ainda do mundo real?

    Ué, e em um "mundo libertário" as pessoas seriam simplesmente proibidas de serem benevolentes? Os libertários não pregam que as pessoas mandem as outras pastar. Essa ideia é só um produto da sua grande preguiça mental.

    Ridículo extremo talvez seja essa sua falta de aceitar que sua doutrina é intransigente, por definição e preceito. Assuma que não adimite concessões, fica menos hipócrita.

    Que divertido! Você é tão ignorante a respeito do libertarianismo que você realmente acha estranho um libertário aceitar disciplinas obrigatórias em uma universidade! Para não fazer esse papel ridículo (sério, eu comecei a rir aqui) que você está fazendo aqui, recomendo que você tente ao menos ler um pouco mais sobre o assunto, e com um pouquinho de boa vontade, porque o que tenho lido de você por aqui mostra que você lê o título, umas coisinhas a mais e já sai por aí tirando suas conclusões.

    Pessoa pobre da Guatemala que fala com seus amigos. É esse seu melhor exemplo real, contemporâneo? Deprimente...

    Deprimente é sua desonestidade intelectual. Eu estou falando especificamente sobre o artigo, e você tem a (in)capacidade de perguntar se esse é meu "!melhor exemplo real"? Meu Deus, o que a falta de raciocínio não faz com uma pessoa...

    Esses empresários que burlam as leis em franco desrespeito com seus concorrentes e clientes deixarão de existir no mundo encantado do libertarismo. Que fofo...

    Ninguém afirma que essas coisas não ocorreriam no libertarianismo. Isso é só você inventando coisas para depois respondê-las. É sua especialidade. Sua mente é encantada.

    1- nos falta material humano para implementar o mercado autorregulado;
    2- nem o material humano ser, então, fruto da autorregulação.


    Você, em sua desonestidade intelectual que lhe é característica, assume prontamente que os libertários acreditam que todos viverão em uma terra onde corre leite e mel.

    Dei o exemplo do ovo e da galinha, mas deixa pra lá, esta abstração carece um pouco mais de ''perda'' de tempo e não está na sua cartilha.

    Você precisa aprender a ser mais honesto e coerente, porque até agora só estou lendo lenga-lenga de quem não sabe tomar uma posição. Se você simplesmente acha que o ser humano é uma pilha de cocô, tudo bem. Isso, porém, não é argumentação.
  • Paulo Sergio  23/11/2011 08:57
    'Pessoa pobre da Guatemala que fala com seus amigos. É esse seu melhor exemplo real, contemporâneo? Deprimente...'

    Se vc tivesse lido tudo,ou se não quisesse bancar a vítima, saberia que o que esse exemplo mostra é o que acontece quando se libera UM setor.E que do mesmo jeito que foi com o telefone, se fosse com saúde, educação, etc, tudo seria tão acessível que o mesmo moleque lá não PRECISARIA ser engraxate.
  • anônimo  23/11/2011 11:22
    Menau, me ajude a entender suas colocações:\r
    \r
    Você entende e apoia todas as vantagens do livre comércio, mas enxerga que este não resolveria todos os problemas, tendo que então ser complementado por ações sociais, que difere de ações mercadológicas?\r
    \r
    Mas por que o mercado não pode se ocupar de tais questões socias, quando este foi o sistema mais bem sucedido no que tange ao tema, capaz de unir pessaos de diferentes culturas e países, diminuindo as fronteiras entre elas, possiblitando suas trocas voluntárias?\r
    \r
    Porque o comércio não pode se encarado como uma relação social entre indíviduos? Não entendo essa distinção e dicordo se há de fato, assim como Mises:\r
    \r
    "O mercado é um corpo social; é o corpo social por excelência. Todos agem por conta própria; mas as ações de cada um procuram satisfazer tanto as suas próprias necessidades como também as necessidades de outras pessoas. Ao agir, todos servem seus concidadãos. Por outro lado, todos são por eles servidos. Cada um é ao mesmo tempo um meio e um fim; um fim último em si mesmo e um meio para que outras pessoas possam atingir seus próprios fins"\r
    \r
    Por isso eu não vejo melhor maneira de atenuar os problemas socias sem o auxílio do livre mercado, que nada mais é que a liberdade de realizar nossas trocas, a fim de que possamos suprir nossas necessidade. E para isso, é necesário defender a propriedade privada, que é o fruto de nosso trabalho e de nossos acordos. Somente nesse cenário, é possível realizar o calculo ecônomico de forma a alocar recursos escassos da melhor maneira, evitando perda de capital.\r
    \r
    O caso do menino é interesante. O celular que adquiriu foi fruto de desregulamentações no setor de telefonia, demonstrando na prática a eficácia do livre comércio. Se este fosse aplicado em todos os setores, incluindo educação e saúde, o caso do menino com certeza estaria melhor. \r
    \r
    Outro ponto: o sistema capitalista é o mais eficaz também no que se refere a ações humanitárias. De fato, nem todos tem ou pode vender algo e sem capital não há como investir ou comprar, isso porque, infelizmente, há alguns que não possuem condições mínimas físicas ou mentais para o serviço de mão de obra. \r
    Mas a tecnologia, as facilidades de logísticas, transferência de capital e o melhor uso de recursos (resultado de todo o processo iniciado pelo calculo econômico), propiciam um serviço mais eficaz de empresas que prestam trabalhos humnitários. \r
    \r
    Agora se quiser um mundo perfeito, imaculado (e eu não acho que busca isso), existem milhares de contos infantis disponíveis aí no mercado.
  • Jônatas Alves  22/11/2011 15:03
    Gostaria de pergundar ao Leandro se ele conhece algum estudo ou trabalho da escola austriaca que trate da questão do desenvolvimento econômico nos moldes do pessoal neoclássico que trata da Teoria do Desenvolvimento? Outra coisa é se ele também sabe de algo a respeito de Economia Regional e a visão do pessoal austriaco e se ve alguma importânica nesse campo?
    Agradecido e parabéns pelo IMB.
  • Leandro  22/11/2011 20:25
    Prezado Jônatas, estaria você se referindo aos modelos de Solow e Romer. Se for, a ideia de que o crescimento depende do progresso tecnológico e da geração de ideias, não difere em muito da ideia de que o crescimento depende da acumulação de capital (o qual é gerado por ideias e progresso tecnológico).

    Quanto à economia regional, ela nada mais é do que a aplicação de uma mescla das convencionais teorias macro e micro a um ambiente específico. Quase ninguém fala claramente, mas o objetivo de se estudar economia regional é fazer algum tipo de planejamento central para uma dada região. O governo deve incentivar (leia-se subsidiar) alguns empreendimentos e desestimular (leia-se tributar) outros, tudo com a intenção de fomentar aquele arranjo que o burocrata -- e não a população -- considera adequado.
  • anônimo  22/11/2011 15:17
    M A N A U: Por "encreça que parível" eu entendi sua argumentação, sua preocupação é a mesma que Marx tem quanto se trata da reprodução do capital, da manutenção da sociedade através das estruturas e superestruturas ou algo do tipo, admita que seu viés é marxista. Porém respondendo a sua questão sobre essa continuidade da condição humana que se perpetuará ao longo das geração tornando uma classe sempre desfavorecida ou como queira chamar de "casta", está mais ou menos certa: Porém a sociedade de mercado terá que fazer escolhas, ou seja, alguns andará de Ferrari em quanto outros de ônibus, isso é claro. Agora caso queira mudar esta condição, alguém sempre pagará por tal mudança, ou seja, você terá que tirar de uns para dar a outros e para isso será necessário uma intervenção do governo, o que torna o jogo injusto e destorcido levando muitas vezes ao empobrecimento de todos e não só do que está em um estado de pobreza. O outro ponto é que em um mercado livre o sistema de casta como você citou se torna uma falácia, pois todos tem o direito de competir e concorrer entre si, logo uma pessoa que é pobre poderá se tornar rica através de seu esforço e competência. Por fim outro ponto muito importante que vocês comunistas devem levar em consideração, é o fato de quem em um mercado livre as desigualdades existem, mas não tão evidenciadas como em uma sociedade regulamentada, pois são justamente as regulamentações que causam as distorções e consequentemente as desigualdades sociais.
  • anônimo  22/11/2011 15:37
    "admita que seu viés é marxista"

    Mas claro que ele é. E, sinceramente, para mim, a estratégia da pessoa por trás desse nome é basicamente se passar por austríaco, ao mesmo tempo que defende tudo exatamente ao contrário da teoria austríaca, abusando da prolixidade e de malabarismos linguísticos do século XIX, e mostrando o sentimentalismo de uma dondoca da época, numa tentativa de desestimular o debate e minar o crescimento intelectual dos estudantes dentro da escola, uma vez que ela é coisa recente e ainda engatinha em seu desenvolvimento.

    Repare na defesa ridícula do sistema de castas. O que é isso? Quer relacionar essa besteira ao IMB? Perdeu, otário.

    Simples, ele é um troll.

    Tanta gente melhor (dentre aqueles que discordam da EA) já passaram por aqui...
  • Filipe F.  22/11/2011 15:42
    Esse MENAU está mais para piadista, para iguala-lo, vou parafrasear o grande Chaves (o mexicano, por favor):\r
    \r
    "Mas que burro, dá zero para ele"
  • Arion  22/11/2011 15:59
    Desde quando desigualdade econômica é um problema? Juro que ainda não compreendi isso.\r
    \r
    Porque os marxistas querem igualdade econômica? que benefício ela traz para uma sociedade?
  • Kalil  22/11/2011 16:12
    Menau,
    Pelo que eu entendi de seus comentários, a pergunta que você esta fazendo é: E as desigualdades sociais, e a pobreza (material e intelectual), como o livre mercado conserta essas coisas?

    Me corrija se eu estiver errado, mas vou tentar aqui responder a pergunta acima da melhor maneira possível, porém acho que os integrantes do IMB podem fazer isso muito melhor que eu.

    O foco do livre mercado não é a salvação da humanidade, mas sim alinhar um sistema econômico com o ideal filosófico da LIBERDADE. O Capitalismo é o único sistema (até agora) que garante a cada indivíduo a escolha de seu próprio caminho e recompensa aqueles que escolheram ajudar os outros (mesmo que indiretamente) e fazem isso de maneira mais eficiente.
    Sobre a desigualdade; ela SEMPRE vai existir. Eliminar desigualdades é um objetivo de religiões não da ciência econômica. Na minha opinião ela é essencial para a existência da humanidade, assim como na natureza onde diferenças de potenciais criam movimento, entre os homens ela gera o impulso para agir.

    O ideal de igualdade, ao meu ver, é igual o fogo que atrai mariposas, ele é muito bonito mas trás somente prejuízos para quem o persegue cegamente.

    Não sei se falei muita besteira mas espero ter ajudado.
  • M E N A U  22/11/2011 19:31
    Prezado kalil, comprendeu perfeitamente, e com toda a minha sinceridade, respondeu sim.
    Foquemos na liberdade, é isso que temos de concreto.
    Como não acredito em religiões, tento vislubrar senão a solução, ao menos a atenuação dessa desigualdade, busco em em algo racional, mas essa busca é ainda mais ingrata, pois não há para mim a solução das verdades absolutas, nem o conforto da ilusão da crença religiosa.
    Falou besteira alguma, muito pelo contrário, teve o bom censo de captar a essência da minha indagação, sem retórica.
    Gostei muito da parte ''na natureza onde diferenças de potenciais criam movimento, entre os homens ela gera o impulso para agir.''.
    A você e aos demais colaboradores, meu agradecimento pelo prazer do embate.
    Boa noite.

  • Fernando Z  22/11/2011 21:01
    Gostaria de deixar claro, que o cristianismo não tem como busca a igualdade material. A única igualdade no cristianismo é a de que somos todos filhos de um mesmo pai. E com relação a conforto (uma forma de enxergar o cristianismo como uma droga), que seja conforto então! Se o engraxate carrega sua cruz(como dizem os cristãos) bem aventurado é!

    Cristianismo não tem NADA a ver com socialismo.
  • Hay  23/11/2011 08:57
    Prezado kalil, comprendeu perfeitamente, e com toda a minha sinceridade, respondeu sim.
    Foquemos na liberdade, é isso que temos de concreto.


    Ué, se você quer que nos foquemos na liberdade, por que está aqui fazendo divagações inúteis? Você está provando ser um ignorante a respeito do libertarianismo - como eu já disse, você chega à patetice de escrever, quase como uma criança, "ah ah ah o libertário está em um curso com disciplina obrigatória".

    Como não acredito em religiões, tento vislubrar senão a solução, ao menos a atenuação dessa desigualdade, busco em em algo racional, mas essa busca é ainda mais ingrata, pois não há para mim a solução das verdades absolutas, nem o conforto da ilusão da crença religiosa.

    Você pode fazer críticas diversas ao libertarianismo, como, por exemplo, citar o problema da justiça privada, que realmente não é algo simples. O que você não pode fazer é sair por aí dizendo que os outros acreditam em verdades absolutas, ao contrário de você, agora o sujeito bondoso que está procurando uma solução mas não crê em consciência social, porque os outros seres humanos são do mal.
  • Cristiano  22/11/2011 16:34
    Excelente amostra de como o mercado funciona e como o estado não funciona.
    Algo tão simples e cristalino que só a maldade e má fé podem se opor.
  • OFF TOPIC  22/11/2011 21:46
    [off topic] Fugindo do assunto, gostaria de perguntar ao pessoal do IMB ou a quem possa responder se Estado gera produção, ou seja, se o Estado gera riqueza. Pois estou diante de docentes que afirmam que Estado gera produção e não estou conseguindo convencer meus colegas do contrário. Será eu que estou errado?tEM ALGUM EXEMPLO?

    Desde já agradeço!..
  • Alinson  22/11/2011 22:01
    Se o estado gerasse riqueza, não precisaria tributar a riqueza gerada por seus súditos.
  • Leandro  22/11/2011 22:16
    É impossível algo cuja atividade envolve a destruição de riqueza ser ao mesmo tempo um criador de riqueza.

    Para o governo "produzir" (leia-se gastar), ele tem de tributar. A tributação, como todos sabem, nada mais é do que uma destruição de riquezas. Parte daquilo que o setor privado produz é confiscado pelo governo (e desperdiçado em maracutaias, salários de políticos, agrados a lobistas e em péssimos serviços públicos). Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, mas sim de acordo com conveniências políticas. Isso significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada -- os recursos não são alocados de acordo com a genuína demanda da população.

    Recursos só são alocados de acordo com a genuína demanda da população quando são guiados pelo sistema de preços, com a intenção de obter lucros e evitar prejuízos.

    Ademais, quando o governo "produz" -- isto é, quando ele gasta os recursos que ele confiscou --, ele está consumindo bens que, de outra forma, seriam utilizados pela população ou mesmo por empreendedores para fins mais úteis e mais produtivos. Por isso, todo o gasto do governo gera um exaurimento de recursos. Bens que foram poupados para serem consumidos no futuro acabam sendo apropriados pelo governo, que os utilizará sempre de forma mais irracional que o mercado, que sempre se preocupa com o sistema de lucros e prejuízos. Portanto, os gastos do governo exaurem a poupança (por 'poupança', entenda-se 'bens que não foram consumidos no presente para serem utilizados em atividades futuras'). E a poupança é justamente a base dos investimentos e da criação de riqueza. Logo, é impossível dizer que é possível criar riqueza destruindo riqueza.

    Eis um bom artigo sobre isso:

    Gastos governamentais sempre são ruins para a economia
  • Carlos Araújo  22/11/2011 22:35
    Como fica o caso de estatais como a petrobrás?

    Abraço.
  • Leandro  22/11/2011 22:42
    Nada se altera na essência, embora aí seja propício discutir também a questão da eficiência:

    Por que o governo não é capaz de ofertar serviços eficientemente
  • Carlos  23/11/2011 07:49
    O estado gera riqueza sim. Os serviços públicos que ele presta são geração de riqueza. É produção de serviços para a população. Não tem sentido caracterizar como geração de riqueza apenas os serviços feitos pela iniciativa privada. Se o serviço do hospital privado é geração de riqueza, do hospital público também é.
  • Leandro  23/11/2011 08:10
    Errado, Carlos. Serviços gerados voluntariamente no mercado não confiscam riqueza de ninguém, ao contrário dos serviços estatais, que só podem ser realizados caso a riqueza de terceiros seja confiscada. Uma atividade que só funciona à base do confisco de riqueza não pode, por definição, ser criadora de riqueza (por todos os motivos que já expliquei logo acima).

    E afirmações assertivas do tipo "o estado gera riqueza sim" (normalmente pronunciadas com o punho fechado, para demonstrar o vigor da ideia) não podem refutar fatos baseados em teoria sólida.

    Grande abraço!
  • Márcio  23/11/2011 08:13
    Carlos, se eu roubar dinheiro da sua carteira e utilizar esse mesmo dinheiro para comprar algo seu, estaria eu criando riqueza?

    É exatamente isso que o estado faz ao, por exemplo, fornecer saúde pública.
  • Carlos  23/11/2011 11:40
    O estado gera riqueza, mesmo considerando que o dinheiro dos tributos seja roubo, o que não concordo, pq dinheiro roubado também pode gerar riqueza. O que importa é como o dinheiro é usado, não como foi obtido para saber se há ou não geração de riqueza. Por exemplo, bandidos podem roubar um banco e montar uma empresa. A empresa gera riqueza, mesmo que tenha sido criada com dinheiro roubado. Portanto se o hospital privado é geração de riqueza, o público também é.
  • Márcio  23/11/2011 12:56
    É mesmo, Carlos? Bandidos roubam e montam uma empresa. Criou-se riqueza?! E a pessoa que foi roubada? Saiu da equação? A riqueza dela ficou a mesma? A riqueza que ela poderia ter criado com esse capital não conta nada?

    As peripécias mentais que as pessoas precisam fazer para defender o roubo é incrível...
  • Hay  23/11/2011 13:35
    O que importa é como o dinheiro é usado, não como foi obtido para saber se há ou não geração de riqueza.

    Entendi o que você quer dizer, mas o problema é que você se esquece de que, para que isso seja verdadeiro, é preciso que a pessoa que roube esteja genuinamente em gerar riqueza com o fruto do roubo e saiba exatamente o que exatamente é preciso produzir para gerar riqueza. E é preciso que as pessoas realmente concordem em serem roubadas, pois senão tem-se uma violência institucionalizada.
    Acho que é fácil concluir que uma pessoa que rouba não terá grande interesse em realmente usar o dinheiro para gerar riqueza, afinal, quando você usa um recurso que não é seu e você sabe que sempre poderá conseguir mais desse recurso, acaba-se qualquer incentivo para um uso eficiente do mesmo.
    Por outro lado, mesmo que assumamos (fazendo uma enorme força) que alguém que rouba esteja genuinamente interessado em gerar riqueza, essa pessoa já tirou os recursos de pessoas que desejariam usar seus recursos de outras maneiras. Quem rouba tira não só os recursos do cidadão, mas também seu poder de decidir o que fazer com os recursos. Ou seja, o estado centraliza as decisões do uso dos recursos. Essa entidade central teria que conhecer cada cidadão, cada mente, cada cenário, cada vontade, e ainda por cima ter a abnegação sobre-humana necessária para não usar os recursos em benefício de si mesmo e de seus amigos. Agora, lembre-se de que estamos falando de políticos e amantes da burocracia. É claro que empresários podem ser trapaceiros, desonestos, gananciosos e imorais. Em um livre mercado, entretanto, ao menos não estaríamos dando o monopólio das decisões e do poder para os trapaceiros, desonestos, gananciosos e amantes da burocracia.
  • mcmoraes  23/11/2011 15:39
    Você chama:

    - invasão de visita?
    - tortura de agrado?
    - soco de carinho?
    - estupro de "fazer amor"?
    - imposto de doação?
    - roubo de colaboração?
    - mentira de verdade?
    - liberdade de escravidão?
    - de seu o que pertence a outros?

    Se a resposta é para essas perguntas é não, então como você pode chamar de geração de riqueza a produção de bens/serviços feita a partir de propriedade roubada?
  • Tiago RC  23/11/2011 15:30
    Produzir riqueza = agregar valor à sociedade.
    Para agregar valor à sociedade com um trabalho, é imperativo que todos os outputs desse seu trabalho valham mais à sociedade do que todos os inputs que você consumiu para realizar seu trabalho. Outputs = receita total, inputs = custos totais.

    Numa ação inteiramente voluntária, o agente de fato pagou por todos os seus custos. Logo, basta ele ter lucro (outputs - inputs > 0), que já podemos dizer que, com certeza, esse agente está agregando valor à sociedade, i.e., produzindo riqueza.
    Por extensão, um agente voluntário que tem prejuízo (outputs - inputs < 0), está claramente destruindo riquezas. A boa notícia nesse caso é de que não há ninguém mais interessado do que o próprio agente em questão em reverter esse prejuízo.

    Já no caso de um agente que não paga pelos seus custos (ladrão comum, estado), ele pode estar destruindo riquezas, ou seja, suas atividades podem estar produzindo outputs menos valiosos à sociedade do que os inputs que ele consumiu, mas isso não irá lhe causar prejuízo, já que ele não paga por seus custos. Não há nenhuma métrica ou incentivo estimulando esse agente a criar riquezas, já que ele está protegido ou mesmo completamente imune ao prejuízo, além de indiferente ao lucro.

    (Leandro ou outros experts do IMB, por favor me corrijam se disse alguma merda)
  • Alexandre M. R. Filho  23/11/2011 15:58
    Ah, entendi! Vc acha que imposto não é roubo pq as pessoas pagam voluntariamente.\r
    \r
    Epa! Mas elas não pagam voluntariamente...\r
    \r
    Agora eu é que tô perdido..
  • Rhyan  23/11/2011 05:21
    Por que apenas quatro operadoras num ambiente livre?
  • Leandro  23/11/2011 05:26
    Provavelmente porque mais do que isso não seria rentável -- uma empresa entrante teria de derrubar muito os preços para tentar atrair clientes, inviabilizando sua lucratividade.
  • Rhyan  23/11/2011 05:41
    Estranho, pensei que o número tenderia a ser muito maior.

    O Brasil tem 4 operadoras.
  • Leandro  23/11/2011 06:03
    Exato. Se você comparar tanto a população total quanto a renda per capita, verá que a diferença é brutal.

    Brasil:

    População: 191,5 milhões
    Renda per capita: US$ 10.500


    Guatemala:

    População: 14 milhões
    Renda per capita: US$ 4.800


    Ou seja, a população brasileira é 13 vezes maior e duas vezes mais rica. Logo, a demanda total aqui é muito maior que a da Guatemala. Consequentemente, a oferta aqui teria de ser muito maior. No entanto, ambos os países têm o mesmo número de operadoras.

    Portanto, não é que na Guatemala tenha poucas operadoras; aqui é que a coisa é extremamente escassa. Agradeça à ANATEL.
  • Rhyan  23/11/2011 07:35
    Muito bom! Obrigado!
  • Fernando Gama  24/11/2011 11:54
    Leandro,

    Quais os meios que o Estado usa para "liberar" o mercado de telefonia móvel para apenas 4 empresas? É regulação pura e simples apenas? Ou existem barreiras fiscais relevantes também?

    O que impede que hoje venha operar em nosso país a Verizon, Origin, Vodafone e inúmeras outras operadoras mundiais?

    Abraços,
  • Leandro  24/11/2011 12:14
    Prezado Fernando, em um mercado desregulamentado, não é o governo quem decide quantas empresas irão operar naquele setor. São as próprias empresas que, baseando-se no sistema de preços e em suas estimativas de lucros, irão decidir se vale a pena ou não entrar naquele mercado.

    Quanto ao que impede que Verizon, Origin, Vodafone venham operar no Brasil, repita comigo: ANATEL.

    Por favor, tenha a bondade de ler os dois artigos sobre privatizações linkados imediatamente no primeiro parágrafo deste artigo. Em ambos, há uma explicação mais detalhada do fenômeno das barreiras de mercado e da real função das agências reguladoras.

    Abraço!
  • Lucas S  19/03/2013 06:44
    Leandro, alguns dados importantes: O Canada tem pouco mais de 34 milhões de habitantes e 8 operadoras de celular. O Brasil tem quase 200 milhões de habitantes e 4. Ou seja, no Brasil o possível lucro é muito maior. Sem contar que no canada, há distâncias enormes entre partes povoadas. No brasil, tirando a região norte, a densidade demográfica é alta. A ANATEL está sofrendo acusações de uma operadora de celular que não consegue iniciar operação. Isso só confirma tudo o que eu leio no mises brasil. Uma coisa que pouca gente compreende é que uma empresa de telefonia não precisa ter lucro de bilhões por ano para manter uma operação. E em áreas pouco populadas, num livre mercado, operadoras regionais brotariam para atender à demanda.

    www.gizmodo.com.br/unicel-acusa-anatel-e-operadoras/

    Sem contar todo o imposto que o governo brasileiro coloca sobre o setor. As leis municipais que retardam(e até mesmo impedem) a instalação de antenas. A absurda tentativa de se regular a qualidade dos serviços. Levando em conta todas as dificuldades impostos pelo governo brasileiro, posso dizer que o setor funciona relativamente bem.
  • Leandro  19/03/2013 11:09
    Lucas, segundo pesquisas do autor desta monografia, somente no período entre outubro de 2010 e junho de 2011, mais de 10 empresas estrangeiras encaminharam pedidos junto a ANATEL para operar no Brasil. Entre elas, todas as britânicas e algumas americanas.

    A ANATEL, fiel à sua função de banir a concorrência e proteger as empresas já instaladas no mercado, mandou os anglo-saxões irem pastar.
  • Lucas S  24/03/2013 03:04
    Pois é, e há quem diga que há concorrência no Brasil. Pior quando olhamos a carga tributária sobre o setor. O governo rouba quase 50% do que o setor produz. Isso é um crime bárbaro. Eu já tinha lido uma parte dessa monografia...agora me animei pra ler inteira. vou imprimir. Como eu posso entrar em contato com o autor da monografia? E não posso deixar de agradecer ao pessoal que mantem este site. O conteúdo do mises brasil me tirou da completa ignorância econômica. 3 anos atrás eu estava defendendo a volta da telebrás do alto da minha ignorância. Obrigado.
  • Francisco Pompeu  23/11/2011 13:52
    Caro Leandro,\r
    Embora o texto mencione que o preço das ligações é baixo e haja evidências do uso generalizado de celulares, há informações sobre o valor cobrado pelas operadoras, de preferência de modo que se permita uma avaliação vis a vis com o poder de compra da população?\r
    Obrigado
  •   23/11/2011 15:18
    Claro é a maior lá.

    www.claro.com.gt/Movil.aspx
  • Leandro  23/11/2011 16:48

    Prezado Francisco, de acordo com o site da Claro, um plano de 330 minutos sai pelo equivalente a R$ 46. E um plano de 2.500 minutos sai a R$ 170.

    Aqui no Brasil, dependendo da região, um plano de 300 minutos custa R$ 136, sendo quase o triplo do da Guatemala.

    Ademais, no Brasil, um plano que custa por volta de R$ 46 dá direito a apenas 45 minutos. O da Guatemala dá quase 8 vezes mais.

    Eis um bom resumo fornecido pelo Portal Libertarianismo:

    Guatemala

    Plano 1 = R$47 -> 330 minutos + 350 SMS + SMS ilimitado pra Claro
    Plano 2 = R$74 -> 700 minutos + 350 SMS + SMS ilimitado pra Claro
    Plano 3 = R$116 -> 1400 minutos + 400 SMS + SMS ilimitado pra Claro
    Plano 4 = R$170 -> 2500 minutos + 400 SMS + SMS ilimitado pra Claro


    Brasil

    Plano 1 = 46,09 -> 45 minutos
    Plano 2 = 135,90 -> 300 minutos
  • Carlos  23/11/2011 17:26
    Leandro,

    A fonte da infor ação de que 90% da população têm acesso a internet não é nem um pouco adequada. Ela é um blog de 2007 que cita um jornal que fala de uma escola que achava que 60% dos pais não tinham internet em casa.

    Segundo dados que amigos da Anatel me sugeriram, (www.itu.int/ITU-D/ict/publications/idi/2011/Material/MIS_2011_without_annex_5.pdf) o que se tem é que 10.5% da população usava a internet em 2010 na guatemala.
  • Carlos  23/11/2011 17:29
    Correção: escrevi 2007 mas queria ter escrito 2009.
  • Leandro  23/11/2011 17:56
    Carlos, você fez algumas confusões. Permita-me corrigi-lo:

    O blog cita notícias do jornal local. E a notícia não é essa que você deu.

    Reproduzo a notícia correta aqui:

    According to the statistics only 67% of the population has Internet access in Guatemala (source somewhere in elperiodico.com.gt or prensalibre.com.gt). But by 2012 the stats will be close to 90% of the population with access to Internet. These figures sound a little off or highly inflated for a country like Guatemala where the majority of the population does not have a computer.

    Well, does true and perhaps these numbers are a little optimistic, but you can explain these figures if you focus in the word Access. Most of the Guatemalan population does not have Internet access at home, but certainly Guatemalans get their access through work, restaurants with wifi networks, public wifi areas, cellular telephones and Internet cafes, like the one shown above.


    Traduzindo: a população é pobre e o uso do computador não é disseminado (em 2010, segundo seu link, apenas 15,8% das residências tinham computadores). Consequentemente, como há poucos computadores, há pouca disseminação da internet em residências (veja que é exatamente isso o que a notícia acima diz no segundo parágrafo). No entanto, o acesso à internet -- note que a reportagem enfatiza o termo acesso -- está disseminado entre 67% (dados de 2009) da população, com a estimativa de chegar a 90% em 2012.

    Essa sua informação de que "10.5% da população usava a internet em 2010 na Guatemala" se refere ao número de residências com computadores. Pode checar. (E, até onde eu sei, não é função das telefônicas venderem também computadores para a população).

    O acesso à internet, no entanto, é disseminado, tanto por meio de cafés, restaurantes e áreas públicas cobertas com Wi-Fi, quanto por acesso direto por meio de celulares e no local de trabalho.

    Grande abraço!
  • Carlos  23/11/2011 18:29
    Leandro, não confundi, vai llá conferir a notícia que o blog cita.

    É uma notícia de jornal que cita uma escola que acha que 60% dos pais não têm acesso à internet em casa pois a utilizam em cafés para acessar o

    Vou copiar um trecho para ficar claro:

    "Tal es el caso del colegio Capoulliez, ubicado en la zona 11, que según Olga de Toema, administradora de sistemas de ese establecimiento, a inicios de este año crearon una plataforma llamada Moodle, que consiste en un programa estandarizado de portal educativo que está dentro de la página web.

    "Los padres pueden ingresar a través de un link que conduce de forma directa al sistema, donde se ingresa con una clave, allí encuentran desde tareas, calendarios, actividades, planificación, repasos y apoyo virtual, es una red para estar en comunicación", agregó Toema.

    No obstante, este establecimiento, mediante estadísticas y estudios, ubicó que un 60 por ciento de su población estudiantil no cuenta con Internet en casa, por lo que los padres verifican la página en oficinas o cafés Internet."

  • Leandro  23/11/2011 18:37
    Ué, então essa notícia mostra um cenário ainda melhor do que aquele que eu havia falado. Eu havia dito que apenas 15,8% das residências tinha computadores. Ou seja, 84,2% das residências não teria internet em casa. Porém, segundo essa sua notícia, "60 por ciento de su población estudiantil no cuenta con Internet en casa".

    Ou seja, 40% da população infantil possui internet em casa. Trata-se sem dúvida de um valor estatístico muito mais auspicioso do que aquele que eu havia dito.

    Obrigado pela dica e grande abraço!
  • Carlos  23/11/2011 18:41
    Você está brincando, certo? É um jornal local falando de uma escola local, a "amostra" são os pais da escola! Isso não pode ser considerado estatística para um país em nenhuma hipótese!
  • Leandro  23/11/2011 18:45
    Ora, quem trouxe essa estatística foi você! Eu estou apenas comentando-a. No mais, a "minha" estatística é muito mais pessimista que essa "sua", e foi a minha que eu utilizei na minha primeira resposta a você. (Apenas 15,8% das residências possuem computadores em casa).

    Sigo sem entender aonde você quer chegar.
  • Carlos  23/11/2011 18:53
    Eu não trouxe esta estatística, quem citou a fonte foi este texo do IMB para dar respaldo à afirmação de que 90% da população têm acesso à internet.

    Sendo bem claro, clicando no link da palavra universalizado no texto do IMB neste trecho "acesso a internet chega a 90% da população, pois foi praticamente universalizado por meio de cafés" chega-se ao blog de 2009 que cita duas fontes para a informação, uma do El Periodico e outra do Pensa Libre. Clicando no segundo link a página sequer existe. No primeiro link aparece a notícia de um jornal local falando que 60% dos pais de uma escola específica não têm internet em casa.

    Essa é a fonte que o IMB usou par falar que 90% da população da Guatemala tem acesso a internet.
  • Leandro  23/11/2011 19:24
    Prezado Carlos, você não viu nesta mesma reportagem o comentário do senhor Jorge Herrera (gerente de Proyectos de Ingeniería de Datos, S.A) na seção de comentários dessa reportagem que falava justamente sobre ele? Vá lá ver (segundo comentário). Ou melhor, transcrevo aqui:

    nuestros estudios indican que la penetración de Internet se incrementa de tal manera que para el año 2012 llegará al 90% de la población. Estamos en una etapa de crecimiento vertiginoso en cuanto a temas tecnológicos y hay que estar preparados para ello. Actualmente el 67% aproximado de la población puede acceder a Internet ya sea desde sus hogares, la oficina, un café Internet, el celular!...

    Por favor, seja mais criterioso e tenha menos ânsia de querer tentar mostrar que alguém está mentindo.

    Grande abraço!
  • Carlos  23/11/2011 19:40
    Eu tinha visto, mas a idéia de que alguém iria citar comentário de site de jornal como fonte para um dado era tão absurda que preferi não insinuar isso.

    Você realmente acha que um comentário de site é uma boa fonte? Pelas suas respostas parecia que você nem estava entendendo do que eu estava falando e só depois foi conferir a fonte do dado! É uma ironia falar de falta de critério!

    Abraços
  • Leandro  23/11/2011 19:47
    Prezado Carlos, pelo visto você leu e não entendeu nada. O comentário foi feito por Jorge Herrera (gerente de Proyectos de Ingeniería de Datos, S.A). E sobre quem a reportagem falava? Ora, sobre esse mesmo Jorge Herrera!

    Se uma revista faz uma reportagem baseando-se em dados fornecidos por você, deveria eu ignorar seus próprios comentários sobre essa reportagem? É isso que você está insinuando?

    No mais, o senhor é livre para demonstrar que os dados sobre acesso a internet estão errados. (Atente para o fato de que a reportagem é de 2008, e já naquela época falava em 67% da população com acesso à internet. Mais do que o Brasil de hoje).

    Grande abraço!
  • Carlos  23/11/2011 19:55
    Tudo bem, ótimo saber os procedimentos pelos quais você julga uma fonte confiável, super criterioso.

    Abraços

  • Leandro  23/11/2011 20:04
    Entendi. Se uma revista fizer uma reportagem técnica baseando-se em dados fornecidos pelo engenheiro João, o comentário suplementar de João sobre a reportagem deve ser descartado (porém, toda a reportagem deve ser perfeitamente aceita). Afinal, ouvir a opinião direta de João seria um p"rocedimento não criterioso e nada confiável". Muito bem.

    Por esse mesmo critério, se uma revista fizer, por exemplo, uma reportagem caluniosa sobre você, a sua opinião de protesto não deve ser ouvida. Afinal, ouvir o seu lado da história seria um "procedimento não criterioso e nada confiável". Muito bem de novo.

    No mais, sigo no aguardo das suas estatísticas contraditórias. (Você parece ter ficado bravo por ter apontado uma notícia que não apenas em nada contradiz os fatos, como na verdade os corrobora de maneira ainda mais positiva)

    Grande abraço!
  • Observadordepirata  23/11/2011 18:53
    Como um governo pode ser tão BURRO que não vê na telefonia uma ferramenta essencial ao progresso? Como não vê que ela, até mesmo em função da escala, enorme, tem que ter um preço quase imperceptível para os usuários? Vejam o custo Brasil, totalmente insuportável...quase inviável. Esse desgoverno é BURRO até não poder mais.

    Eu acho hilário ver esses esquerdinhas de m...@, falando sobre distribuição de renda, quando o maior concentrador dela é justamente o governo que eles defendem apaixonadamente.
  • Arion  23/11/2011 20:24
    Esse Carlos é uma piada. Usa um blog como fonte e depois que dados e mais dados são jogados para ele ele diz que os dados não valem nada.

    Só não é pior que o Menau...
  • Carlos  23/11/2011 20:51
    Arion, quem usou um Blog como fonte foi o IMB, clique no link da palavra "universalizado" no texto. É impressionante sua interpretação dos comentários!
  • Leandro  23/11/2011 21:03
    Prezado Carlos, isso não é blog, é jornal!

    www.elperiodico.com.gt/es/20081004/pais/73744

    E o blog simplesmente dava o link para esse jornal, com a vantagem de fornecer algumas informações adicionais. Você aparentemente não gostou do que leu e começou a ficar agressivo.

    Cabe a você, aqui no Brasil, contestar as informações fornecidas pelo senhor Jorge Herrera, "gerente de Proyectos de Ingeniería de Datos, S.A.,", uma das "empresas que trabaja en la implementación de un portal educativo."
  • Leandro  23/11/2011 21:39
    Uma outra estatística "oficial" de uso da internet é o livro da CIA, que diz que, em 2009, 2.279.000 guatemaltecos tinham internet fixa. 16,2% da população. Não há dados específicos -- e nem teria como ter -- sobre as pessoas acessando a internet por outros meios que não um computador. Isso é algo que só pode ser estimado por gente da área, exatamente o que exige a profissão do senhor Jorge Herrera.
  • Márcio  23/11/2011 21:47
    Entrando de gaiato no debate, o Wikitravel fornece um relato interessante também:

    Internet access is widely available. Even most of the more remote areas have some type of internet access available. Many larger areas also have WiFi. All of the Camperos chicken/pizza restaurants (which are numerous) offer free WiFi, as well as many other restaurants and cafes. Some hotels may also offer computer banks with internet access. Just ask and you eventually will find some sort of free access.

    Mobile (3G/GPRS) internet access

    If you have an internet capable mobile phone such as iPhone, Google Android, Nokia N95 etc or USB dongle for your laptop, you just need a local SIM card (roughly Q25) and can start enjoying the prepaid access plans, which generally come in lots of an hour, a day, or a week.

    Anecdotal: when I passed through Guatemala in May 2010 I bought a TIGO Guatemala SIM and automatically received an SMS within a day or two offering me 30 days of free internet access without any need to do anything, which was variable in its reliability but very useful all the same. With a program such as PDANet you can create a mini Wifi network that follows you around as you travel. I asked around and apparently the normal way to activate the internet after putting in the right configuration settings I was supposed to send the SMS message "WAP" to the shortcode 805, but I didn't need to do this. The APN (access point name) was internet.tigo.gt

    wikitravel.org/en/Guatemala#b

    Pelo que entendi, além de haver Wi-Fi em todos os lugares, quando você compra um celular você automaticamente recebe um SMS com oferta de 30 dias gratuitos de internet sem ter de fazer nada.
  • Leandro  23/11/2011 21:56
    Obrigado pelo link, Márcio.

    Ótimo complemento para o que disse reportagem. Aliás, ainda melhor que a reportagem em si, pois ensina até o que você tem de digitar no celular para acessar a internet. "Fill me in" é sensacional.

    Abraços!
  • Carlos Araujo  23/11/2011 21:02
    Atenção!

    Este Carlos aí que postou não sou eu.
    Como o post dele ficou logo abaixo da resposta que o Leandro deu à mim, muita gente pode pensar que sou eu. Não é. Eu assino sempre nome e sobrenome.

    Abraços.
  • Angelo Viacava  23/11/2011 21:28
    Feliz a Guatemala na história da privatização da telefonia. Feliz o povo guatemalteco por desfrutar de um ambiente de livre mercado, ao menos nesta área. E feliz o engraxate, que teima em melhorar de vida a despeito das críticas sociolóides absurdas. Já no Brasil a história é bem diferente. Aqui em minha cidade, Sapucaia do Sul - RS, mais ou menos na virada do século, uma instituição universitária do centro do país tentou implantar um campus local, oferecendo cursos de nível superior a preços bem atrativos em comparação com os já existentes na região. Utilizaria uma área de um curtume antigo, desativado há décadas, adaptando-o às suas necessidades. Até aí, tudo ia muito bem, quando veio o lobby de duas grandes universidades privadas através de vias indiretas no poder judiciário. A área física do curtume, de repente, transformou-se em algo impossível de ser utilizado para qualquer fim, através de embargos judiciais de todo tipo - até o Patrimônio Histórico foi movimentado em defesa da preservação dos prédios por valor histórico. Depois que a empresa de educação desistiu do plano de instalar-se, curiosamente a área do curtume foi recebendo empresas de logística e afins, todas legalizadas. Venceu o oligopólio, perdeu a sociedade, mas ninguém fala nada a respeito, tudo é passado. Todos conspiraram contra, e no final todos beberam abraçados na mesa do bar, posando de amigos do povo e defensores da sociedade. Não fomos explorados pela sanha capitalista de um empresário inescrupuloso, fomos salvos pela boa mão do Estado, e todos focaram felizes.
  • Bruno Pinheiro  01/12/2011 05:27
    Texto sensacional, adorei essa abordagem das privatizações que andam tão demonizadas no Brasil.
    Porém, tenho uma ressalva. A desregulamentação do setor aéreo (se entendi bem se trata da redução de regras para certificação de aeronaves, aeroportos, etc.) não é segura. O setor aéreo é um capítulo a parte na economia, há muita segurança em jogo. Sou engenheiro aeronáutico e costumamos dizer que cada regrinhas das FAR (regras americanas adotadas também no Brasil) foram escritas com sangue, ou seja, revogá-las ou diminuí-las ou mesmo deixa-las ao sabor do mercado é um grande perigo. Para isso é fundamental uma agência nacional para certificação e regulamentação de aeronaves, no caso do Brasil a ANAC. Fora isso, acho que o setor aeroportuário deveria ser amplamente privatizado.
    Tenho algumas ressalvas também ao setor alimentício e farmacêutico, regulamentado pela ANVISA, não sei se a população brasileira é suficientemente educada ao ponto de balizar o desenvolvimento destes setores dentro de padrões mínimos de segurança.

    Fora isso tudo perfeito.

    Abraços.
  • Leandro  01/12/2011 05:35
    Prezado Bruno, agradecemos os seus elogios. Temos dois textos específicos sobre a desestatização do setor aéreo, e creio que eles podem lhe interessar:

    Aeroportos + governo = caos

    Desestatizando o setor aéreo

    Grande abraço!

  • Dan  02/12/2011 10:50
    Efeitos das privatizações na Guatemala

    laudyms.wordpress.com/2011/05/20/privatization-is-theft/

    www.dominionpaper.ca/foreign_policy/2006/10/06/postcoloni.html
  • Leandro  02/12/2011 11:06
    O primeiro artigo começa muito bem, dizendo que a maneira mais errada de privatizar é vendendo a empresa para quem pagar mais. Concordo plenamente. Inclusive temos artigos sobre isso, dizendo que o mais correto seria entregar as estatais para seus trabalhadores e, a partir daí, deixar que eles se virem.

    Desestatização: como proceder e como não proceder
    Sobre as privatizações (Parte 1)
    Sobre as privatizações (Final)

    Porém, do meio pro final, o texto infelizmente se perde e cai no lugar comum do marxismo e da luta de classes. Uma pena. Tinha potencial.

    Já o segundo texto critica unicamente a privatização dos correios, a qual foi feita com dinheiro do Banco Mundial -- exatamente aquilo que condenamos nesse nosso artigo da Guatemala. Pelo visto você não o leu. Se tivesse lido, veria que essa notícia simplesmente corrobora tudo o que dissemos.

    Grande abraço e obrigado pelos links!
  • Observadordepirata  03/12/2011 15:05
    Os governos nos Brasil são tão NEFASTOS, que quando "privatizam", mantem uma carga fiscal tão absurda sobre os serviços, que acabam virando sócios majoritários da "privatização". Tá dificil se livrar dessa TIRANIA no Brasil. Que o digam a telefonia e a energia com suas respectivas cargas fiscais extorsivas.
  • Fernando  10/12/2011 19:57
    O IMB faz um maravilhoso trabalho no que concerne a defesa do ideal liberal, tanto no campo econômico quanto no campo político. Porém, faço uma ressalva importante quanto a esse artigo. A informação que sustenta a inexistência de um órgão regulador ligado ao estado naquele país é falsa. Existe, sim, e está aqui o site: www.sit.gob.gt/index.php?page=funcion

    A GUATEMALA POSSUI UM ÓRGÃO REGULADOR! Basta acessar o site. A questão é outra: se o governo interfere ou não na sua atuação.

    Ele, o órgão regulador da Guatemala, dispõe das mesmas atribuições que dispõe as agências reguladoras brasileiras. O grande problema, não é a existência de tais agências no Brasil, mas a ingerência do governo sobre elas, afinal, elas nasceram para serem autarquias, com administração própria, desvinculadas do governo. O que acontece, por exemplo, no nosso país? O desmantelamento completo das agências, por sucessiva intervenção do governo sobre sua administração, através, por exemplo, do corte de verbas e da indicação de cargos por conta de apadrinhados políticos, deixando-se a competência técnica para um segundo plano. À época do governo tucano, elas não sofriam tais intervenções. Com o governo petista, passou a ser constantemente atacada, de modo que o governo do PT sonha em acabar com elas, exatamente como prega o artigo do IMB. Nesse particular, a inoperância das agências decorrem de um governo ineficaz, corrupto e de caráter intervencionista.

    As agências existem em qualquer país. Elas fiscalizam e permitem a aplicação de sanções às empresas quando estas não oferecem ao usuário o serviço contratado. Com esse artigo o IMB está fazendo o jogo do petismo, que também quer o fim das agências. Uma vez extinta as agências, o estado surge como uma alternativa. Fiquem atentos!
  • Vinicius Aguilar  14/12/2011 12:41
    Não sei não, na minha opinião, o maior problema é o fato de elas terem o direito de impor barreiras, multas, concessões...\r
    \r
    O fato de ela pertencer ou não ao estado é irrelevante, diante deste aspecto, algumas "agencias" de classificação profissional nos EUA por exemplo, PMI, não são estatais nem autarquias e não possuem nenhum direito de coibir alguem, porem contão com a confiabilidade do mercado, qualquer um pode exercer a profissão de gestor de projetos sem ter o PMP. \r
    \r
    Se a agência for privada e contar com os privilégios, ai fica que nem um sindicato, ocorrendo a teoria da captura.\r
    \r
    Quanto ao orgão fiscalizador da Guatemala, cabe pesquisar se ela tem os mesmos poderes que a ANATEL, o que eu duvido.\r
  • Fernando  19/12/2011 08:32
    Tem, basta acessar o site e ver.
  • Paulo Sergio  14/12/2011 12:43
    'Com esse artigo o IMB está fazendo o jogo do petismo, que também quer o fim das agências.'

    O PT não quer só isso, então acho que seria só meio jogo
  • Leandro  14/12/2011 12:49
    Se o PT realmente quisesse acabar com as agências reguladoras, ele não as teria aparelhado e repartido cargos entre a companheirada. Tampouco continuaria realizando concursos públicos para elas.

    É realmente o suprassumo da ingenuidade achar que o PT quer acabar com burocracias e mamatas e deixar o mercado funcionar mais livremente.
  • Fernando  19/12/2011 08:35
    Você está sendo ingênuo. O PT é notoriamente conhecido por corromper e destruir as instituições por dentro, corroendo-as. E, depois, conclui: elas são ineficientes. Vamos substituí-las pelo nosso modelo, mais progressista.
  • anônimo  14/12/2011 10:50
    Tem que sair algo no Blog sobre o livro da Privataria Tucana.\r
    \r
    Leandro Roque, se puder, também é necessário um comentário sobre a expansão da telefonia móvel na China.\r
    \r
    Ao debater com alguns comunistas, percebi que eles vão sempre alegar que a telefonia na China não é privatizada e que, ainda assim, lá houve expansão maior que aqui.\r
    \r
  • Steve Ling  14/12/2011 12:39
    Não se preocupe anonimo o governo ressuscitou a Telebrás e ela consumiu trinta milhões de Reais até setembro, isso que é expansão.

    g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/11/telebras-tem-prejuizo-de-r302-mi-no-ano-ate-setembro.html

  • Leandro  14/12/2011 13:03
    Não li esse livro, e não tenho a menor dúvida de que se trata de um livro ideológico e partidário. No entanto, você realmente acha estranho que um processo de privatização (e não de desestatização) conduzido pelo estado tenha sido corrupto? Acha mesmo que os políticos responsáveis não privilegiariam seus amigos? Acha mesmo que venderiam empresas mas manteriam o estado na jogada visando apenas ao mais puro interesse para com o bem-estar do povo? Acha mesmo que políticos teriam interesse em diminuir voluntariamente o tamanho do estado?

    Quem acredita em privatização, mas defende agências reguladoras -- como o Fernando ali em cima --, vive na terra de Oz.

    Ademais, temos dois artigos sobre o assunto, e realmente não vejo mais o que pode ser dito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=637
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646
  • Paulo Sergio  14/12/2011 13:13
    Ideologico, partidário e que já está esgotado em muitos lugares.
  • anônimo  14/12/2011 15:40
    Assim como o Crepúsculo, e daí?
  • Paulo Sergio  19/12/2011 09:18
    Vc não entendeu, eu não estava defendendo.Era um comentário sobre a mentalidade do povo brasileiro.
  • Fernando  19/12/2011 08:42
    Quanta picardia argumentativa. Terra de Oz? Melhore o palavreado e os argumentos e conversamos. Só me empenhei em apontar uma falha grosseira num artigo publicado num site de respeito, como o fim de sustentar uma posição com base numa informação que não é verdadeira. O IMB deveria ter um filtro maior para evitar esse tipo de coisa.

    Agora me aponte um mísero país no mundo onde o estado não tenha certo controle sobre as coisas, como o poder de fiscalizar a qualidade de serviços? Não existe.
  • Joao  19/12/2011 09:41
    Agora me aponte um mísero país no mundo onde o estado não tenha certo controle sobre as coisas, como o poder de fiscalizar a qualidade de serviços? Não existe.

    Ai meu Jesus Cristinho, de novo isso... É difícil argumentar com tamanha desonestidade intelectual. Você quer provas cabais, absolutas e irrefutáveis, incluindo um exemplo prontinho, como papinha de nenê. Assim fica difícil. Se alguém mostrar a você mil exemplos de como o livre mercado é melhor do que o estado, você sempre continuará perguntando "tá, mas em que país do mundo o estado não tem certo controle sobre as coisas"?
  • Fernando  19/12/2011 14:38
    Opa opa.... quando que eu disse que era contra o livre mercado? Não resta dúvidas que o livre mercado é melhor do que o estado, o que não quer dizer que isso dispense a presença do estado. Presença essa, que ao meu ver, deve ser mínima!
    E fazer gracejos só faz você parecer mais perdido, não eu.
  • Leandro  19/12/2011 09:56
    Prezado Fernando, é logicamente impossível que essa agência funcione exatamente como a ANATEL e por um motivo muito simples: se fosse como a ANATEL, ela impediria a concorrência, não liberaria estrangeiros para irem concorrer livremente no país, teria imposto inúmeras barreiras de mercado e ainda controlaria preços.

    O seu link remete a um estatuto da empresa (o mesmo para qualquer agência reguladora do mundo), mas não mostra quais as atuações efetivas desta empresa. É perfeitamente possível existir uma agência reguladora que não atrapalhe o mercado; basta que seus burocratas nada façam -- ao contrário dos da ANATEL.

    Se você encontrar um link que comprove que essa agência faz atuações ativas, especificando políticas, ditando preços e determinando quem entra e quem sai do mercado, aí sim você terá um ponto. No entanto, nenhuma pesquisa gerou tal resultado.

    Quanto à "terra de Oz", estava me referindo a essa sua afirmação:

    "Com o governo petista, passou a ser constantemente atacada, de modo que o governo do PT sonha em acabar com elas, exatamente como prega o artigo do IMB. Nesse particular, a inoperância das agências decorrem de um governo ineficaz, corrupto e de caráter intervencionista.

    As agências existem em qualquer país. Elas fiscalizam e permitem a aplicação de sanções às empresas quando estas não oferecem ao usuário o serviço contratado. Com esse artigo o IMB está fazendo o jogo do petismo, que também quer o fim das agências. Uma vez extinta as agências, o estado surge como uma alternativa."


    Ao que respondi:

    "Se o PT realmente quisesse acabar com as agências reguladoras, ele não as teria aparelhado e repartido cargos entre a companheirada. Tampouco continuaria realizando concursos públicos para elas.

    É realmente o suprassumo da ingenuidade achar que o PT quer acabar com burocracias e mamatas e deixar o mercado funcionar mais livremente.
    "

    Desculpe se lhe ofendi. Não foi a intenção.

    Grande abraço!
  • Fernando  19/12/2011 15:02
    Valeu Leandro, a sua resposta colabora bastante para a conversa. E não se preocupe com a questão da ofensa. Eu não me ofendo e nem quero que você pense que me ofendeu. Se começarmos a tomar esse caminho, entraremos na moda do politicamente correto, que é completamente nefasto num debate que pressupõe alcançar algum entendimento sobre assuntos muitas vezes espinhosos. Esses ideais Marcusianos devem estar longe de um espaço como esse, hehe.

    Na verdade o link traz as atribuições que são de competência desse órgão técnico ligado a um ministério:

    La Superintendencia de Telecomunicaciones es un organismo eminentemente técnico del Ministerio de Comunicaciones, Infraestructura y Vivienda, que como funciones principales tiene las siguientes:

    ** Administrar y supervisar la explotación del espectro radioeléctrico;
    ** Administrar el Registro de Telecomunicaciones;
    ** Dirimir las controversias entre los operadores surgidas por el acceso a recursos esenciales;
    ** Elaborar y administrar el Plan Nacional de Numeración;
    ** Aplicar cuando sea procedente, las sanciones contempladas en la Ley General de Telecomunicaciones;
    ** Participar como el órgano técnico representativo del país, en coordinación con los órganos competentes, en las reuniones de los organismos internacionales de telecomunicaciones y en las negociaciones de tratados, acuerdos y convenios internacionales en materia de telecomunicaciones.

    Já vemos que não é bem assim como foi posto no artigo.

    E as esquerdas querem acabar com essas agências reguladoras, sim. Isso é notícia sempre. Há um contingenciamento de verbas enorme, intervenção do estado nessas agências, sendo que não deveria haver, sem falar na propaganda pontual de que as agências não cumprem com o seu papel. Ou nunca chegou a ler notícias em que esquerdistas, presentes no atual governo, afirmam categoricamente que as agências prejudicam o trabalho das estatais? Pois é... Foi-se o tempo em que tínhamos agências independentes do governo.


    Ainda o site:

    www.sit.gob.gt/index.php?page=reglamentos
    www.sit.gob.gt/index.php?page=leyes

    Volto no ponto: com tantas leis e regulamentos, somados as atribuições postas acima, você ainda crê que o artigo está correto? Haha.


    E não fique(m) tanto na defensiva. Sou tão contrário ao Estado intervir no mercado, na política e no modo de viver das pessoas quanto vocês. Só não acredito, como os libertários, que o fim do estado é a chave de tudo. Na verdade, a abolição do Estado flerta com o baguncismo. O Estado precisa existir, mas de forma mínima, pequenina mesmo.

    Abração, Leandro.
  • Leandro  19/12/2011 15:21
    Já vemos que não é bem assim como foi posto no artigo.

    Muito pelo contrário, Fernando. Estas atribuições apenas corroboram toda a ideia do artigo. Observe que em momento algum o estatuto define prerrogativas como controle de preços, barreiras à entrada, combate a cartéis, restrição à livre concorrência, restrições ao capital estrangeiro etc.

    Logo, repito o que eu disse acima: Se você encontrar um link que comprove que essa agência faz atuações ativas, especificando políticas, ditando preços e determinando quem entra e quem sai do mercado, aí sim você terá um ponto. No entanto, nenhuma pesquisa gerou tal resultado. As atribuições acima, mesmo que elas fossem seguidas à risca (o que eu duvido), implicariam no máximo uma supervisão, e não uma regulamentação do mercado. E é isso que está sendo discutido. Supervisão é diferente de regulamentação. Não que eu seja favorável a supervisões, pois só servem para empregar burocratas e gerar corrupção. No entanto, se tivesse de escolher, supervisão é algo bem menos deletério do que regulamentação.

    Portanto, sim, o artigo segue correto. Ainda mais agora.

    Por fim, eu não gosto muito de recorrer à Heritage Foundation, pois discordo de algumas de suas metodologias. No entanto, para a Guatemala, está escrito lá que, embora ainda haja participação estatal no setor ("embora nada ampla"), "The most advanced sector, telecommunications, is fully deregulated."

    Acho que tanto a Heritage como o senhor Alfredo Guzmán, que lá mora e que foi o responsável pelas reformas, sabem um pouquinho mais do setor do que você, que mora aqui.

    Grande abraço! (E não, não é nossa intenção converter ninguém. Apenas expomos fatos e teorias, e estamos sempre abertos a críticas e contestações, desde que elas procedam e se mostrem irrefutáveis).
  • Fernando  19/12/2011 18:40
    Você está fugindo e não leu os links que mandei. O artigo é enfático ao dizer que o mercado é desregulado. E não é bem assim que está no site daquele órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações da Guatemala. Você disse:

    [i] As atribuições acima, mesmo que elas fossem seguidas à risca (o que eu duvido), implicariam no máximo uma SUPERVISÃO, e NÃO UMA REGULAMENTAÇÃO do mercado. [i]

    "La Ley General de Telecomunicaciones establece un nuevo MARCO REGULATORIO, crea la Superintendencia de Telecomunicaciones como ente eminentemente técnico, y crea un fondo destinado a subsidiar mediante mecanismos de mercado, servicios de telefonía en áreas de bajos ingresos a nivel rural y urbano."

    O que o artigo diz?

    "A resposta vem da Guatemala, que possui um setor de telecomunicações TOTALMENTE DESREGULAMENTADO e, consequentemente, com ótimos serviços a preços irrisórios."

    TOTALMENTE DESREGULAMENTADO? MAS E O MARCO REGULATÓRIO? E querer me citar Alfredo Guzman é "argumentum ad verecundiam". Afinal, quem está colocando que aquele país possui leis que estabelecem um MARCO REGULATÓRIO, não sou eu, né? Mas, sim, aqueles que implantaram a tal política, com muito sucesso. Então, não adianta vociferar comigo. Escreva uma carta pro governo da Guatemala e diga a eles que há um erro no site e que quem está correto é, na verdade, o site IMB.
    Fui muito sutil? Ao que me parece o artigo está reescrevendo a história das privatizações daquele país para, forçosamente, querer fazer valer seu ponto de vista.

    Então caiu por terra o que você disse. O mercado é regulado, sim. A questão é de outra ordem: como ele é regulado? Qual o poder de interferência que esse órgão, de fato, tem? Aplica ou não aplica sanções às empresas que descumprem compromissos com aqueles que contratam seus serviços? Regulamenta preços ou não? Fazem planos anuais para o setor? Eu acredito que sua atuação seja mínima, como você bem disse. Que atue realmente em poucas ocasiões. Mas há regulamentação no setor, sim. Traduzida em várias leis e estatutos. E não sou eu quem digo, mas o próprio órgão.

    O artigo está, portanto, dando uma informação errada. Não há como fugir disso.
  • Leandro  19/12/2011 19:21
    Prezado Fernando, vejo que toda a sua outrora "portentosa" regulamentação reduziu-se no final a apenas uma frase de conteúdo meramente formal.

    "La Ley General de Telecomunicaciones establece un nuevo MARCO REGULATORIO, crea la Superintendencia de Telecomunicaciones como ente eminentemente técnico, y crea un fondo destinado a subsidiar mediante mecanismos de mercado, servicios de telefonía en áreas de bajos ingresos a nivel rural y urbano."

    Qual a função desse marco regulatório? O que ele efetivamente faz? O que ele regula? Como ele interfere no mercado? O que significa "subsidiar mediante mecanismos de mercado, servicios de telefonía en áreas de bajos ingresos a nivel rural y urbano"

    Em momento algum o artigo negou a inexistência de uma agência reguladora -- e nem poderia, pois, como mostra a Heritage, ainda há participação do estado no setor. Apenas disse que não havia uma ANATEL na Guatemala, com as mesmas funções. A questão, no entanto, é que é perfeitamente possível um setor ser desregulamentado na prática mesmo havendo uma agência reguladora. Basta que esta agência não interfira nas decisões de mercado, fazendo apenas uma supervisão. Punir companhias que enganem seus clientes -- por exemplo, rompendo contratos -- é totalmente aceitável, pois em um livre mercado é totalmente correto recorrer a métodos judiciais para se exigir o cumprimento de contratos.

    Cabe a você, portanto, o acusador -- e contra todas as provas práticas em contrário -- provar que essa agência de fato controla o mercado telefônico, e que todo esse papo de telefonia livre na Guatemala, sem barreiras à entrada e com liberdade de preços, é uma mentirada total.

    Mas você não vai conseguir isso limitando-se a apenas ficar apenas repetindo estatutos -- ou melhor, uma frase do estatuto. Você tem de listar medidas práticas que essa agência toma. E pesquisas na internet sobre isso não retornaram nenhum resultado. Pedi para você fazer isso (pois eu fiz e nada achei) e, pelo visto, quem fugiu foi você. E então? Vai me dar um exemplo prático de como o estado manipula a telefonia guatemalteca?

    Eu já entendi que sua intenção aqui é tentar nos desacreditar, mas você terá de se esforçar mais para conseguir alguma coisa. Apenas colar estatutos, mas sem dar exemplos práticos, não adianta. Para ficar num exemplo grosseiro, no Brasil a corrupção é proibida por lei, mas isso não significa que o governo puna a corrupção. Da mesma forma, pode existir agências reguladoras, mas se elas nada fizerem, então elas não são genuinamente reguladoras. E o mercado permanece livre.

    Por favor, volte quando tiver substância, e não para ficar jogando palavras acusatórias e frases de efeito. E, por fim, avise também a Heritage que você descobriu que a frase deles -- "The most advanced sector, telecommunications, is fully deregulated" -- está totalmente errada. E explique por quê.

    Grande abraço!
  • Alexandre M. R. Filho  14/12/2011 21:19
    Os socialistas alegam que na China a telefonia não é privatizada e o cenário lá, icluindos os planos de expansão do governo, é bem melhor que aqui.\r
    \r
    Procede??
  • Leandro  14/12/2011 22:14
    Isso é conversa fiada, é claro. Na China, há 306 milhões de linhas fixas e 796 milhões de celulares. Para um população de 1,340 bilhão de pessoas, o percentual de celulares e linha fixa em relação à população total é inferior ao do Brasil (aqui são 220 milhões de fixos e móveis para uma população de 190 milhões).

    E o detalhe é que a telefonia na China só começou a se expandir mais rapidamente quando o governo autorizou investimentos estrangeiros e passou a pemitir joint-ventures. Ainda assim, a qualidade do serviço é baixa.

    Esse pessoal que gosta de vir sacando pra cima da gente é um problema. Algum pode até conseguir um dia, mas ele terá de ser muito bom.

    Abraços!
  • Hugo  04/09/2014 19:27
    Olá Leandro!

    Eu vi há alguns dias que a Guatemala mudou a lei geral de telecomunicações deles em 2012,isso é verdade? se for,quais foram as mudanças?
  • Leandro  04/09/2014 20:32
    Desconheço.
  • Hugo  04/09/2014 20:11
    Leandro você tem a pesquisa feita pelo Felipe Rosa da Silva que mostrou a negativa dos pedidos de empresas estrangeiras pela anatel para as mesmas se instalarem aqui no BR?
  • Marcos  04/09/2014 20:33
  • João Almeida  23/11/2015 20:16
    Ae galera, vamo trolar la no participa.br

    #PeloLivreMercadoDasTeles

    www.participa.br/revisaodomodelo/outros-temas
  • Viking  27/01/2016 14:32
    Pessoal, uma dúvida:

    conversando com uma pessoa da área, ela disse que mesmo se privatizasse todas as telecomunicações, e desregulasse, ainda assim haveriam somente 4 ou 5 empresas no mercado, por causa da faixa do espectro de transmissão.

    ele mentiu pra mim, ele não sabe de nada, ou realmente existe essa limitação?
    se sim, seria um dos poucos casos onde as empresas poderiam formar um oligopólio sem participação direta do governo?
  • Ragnussen  27/01/2016 15:11
    "ele mentiu pra mim, ele não sabe de nada, ou realmente existe essa limitação?"

    As três coisas. Mas o detalhe que ele não mencionou é que o espectro eletromagnético é monopólio estatal. Sendo monopólio estatal, o estado tem plenos poderes para determinar quem pode e quem não pode entrar no mercado.

    Logo, sua afirmação de que esse "seria um dos poucos casos onde as empresas poderiam formar um oligopólio sem participação direta do governo" é improcedente.

    A privatização do espaço hertziano
  • Andre Henrique  13/04/2016 11:13
    Visto que o artigo foi escrito em 2011, pergunto se alguém sabe o que evolui de la para ca na Guatemala? Não só em relação ao mercado de telefonia e internet, mas também em relação ao desenvolvimento do país...
    Pergunto porque vejo no fácil acesso a telecomunicação (internet principalmente) um dos grandes turbinadores do desenvolvimento.
    Abç,
    AHR
  • Guatemalteco  13/04/2016 12:54
    Not bad. Not bad at all.

    Moeda estável (manteve-se surpreendentemente próxima do dólar mesmo com a disparada mundial deste) e PIB continuamente crescente (muito acima da média da América Latina).

    O próprio desemprego está em apenas 2,9%, mas aí já acho meio exagerado.
  • Andre Henrique  22/04/2016 13:52
    show!
  • André Henrique  22/04/2016 13:51
    Senti falta de valores no artigo... argumento definitivo contra qualquer defensor da regulação.
    Exemplo: quanto custa um iphone 6S PLUS de 128 MB e a mensalidade lá em relação ao Brasil?
    Abç,
    AHR


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.