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Como desestatizar e privatizar os Correios: um modelo completo
Este artigo foi o primeiro colocado em nosso concurso

Nota do editor

Este artigo foi o primeiro colocado em nosso concurso sobre modelos para a privatização dos Correios. A versão a seguir está ligeiramente editada (sem a lista de toda a bibliografia utilizada pelo autor, a qual ocuparia um grande e desnecessário espaço). A versão integral está disponível na próxima edição da Revista Mises.

 

A Constituição Federal do Brasil preconiza competir à União Federal as funções de manter e legislar sobre o serviço postal e o correio aéreo nacional.

Conferiu, assim, em caráter exclusivo, a atribuição legislativa e material à União, em clara oposição ao preceito da livre iniciativa por ela mesma elencada como fundamento da ordem econômica e ao princípio da livre concorrência.

Aos que advogam a necessidade de concentração das atribuições postais no pleno domínio estatal, tal previsão adviria sucintamente de imperativos relacionados à segurança nacional, bem como ao atendimento de áreas territoriais não-lucrativas que, de outro modo, supostamente deixariam de ser alcançadas pela atividade privada.

Sobre os alicerces do setor estratégico foi fundada a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), empresa pública vinculada ao Ministério das Telecomunicações, cujo capital pertence integralmente à União Federal, conforme Decreto nº 8.016/2013.

Inobstante, conforme dados que serão trazidos adiante, o fato é que tal regime de privilégio tem resultado em inúmeros prejuízos, diretos e indiretos, à toda sociedade brasileira, fomentando os debates a respeito da privatização dos correios e livre iniciativa dos serviços postais. E, como veremos, as altercações não são inéditas.

Cabe aduzir, no entanto, duas observações. Em primeiro lugar, em um sentido técnico-jurídico, não seria adequada a utilização do termo monopólio (utilizado pela própria lei dos serviços postais), mas sim privilégio.[1] Dessa forma, utilizaremos o termo monopólio no seu sentido corrente e não técnico.

Em segundo lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) possui entendimento de que o privilégio concedido à ECT não é integral, estando restrito às atividades postais descritas no art. 9º, da Lei 6.538/782.[2]

Assim, não há óbice jurídico ao exercício realizado por transportadores privados de outros tipos de encomendas e mercadorias.

Em um primeiro momento, trataremos dos conceitos de privatização e desestatização. Em seguida, abordaremos aspectos históricos e comparativos internacionais a respeito do assunto, bem como a situação econômica atual dos Correios. Mais adiante, analisaremos a privatização à luz dos pensadores liberais, para, ao final, elaborar proposta e solução prática para a efetivação de eventual privatização da empresa pública.

Logicamente, o assunto levanta inúmeras problemáticas e questões referentes ao modo pelo qual se dará a privatização, ao atendimento de áreas carentes e não-lucrativas, à fiscalização tributária e ao envio de mercadorias ilícitas. Tentaremos cercar tais desafios, ainda que sucintamente, a fim de elaborar ideia clara e factível para o cenário brasileiro.

1. Do conceito de privatização versus desestatização

Cumpre esclarecer, a priori, que há quem diferencie o conceito de privatização e o de desestatização. A privatização não estaria atrelada necessariamente a um processo de desestatização, pois é perfeitamente possível haver uma privatização sem que haja uma concomitante retirada da ingerência estatal. Isso ocorreu no caso das telecomunicações, por exemplo.

As agências reguladoras e o capital social nas mãos do estado perpetuam o controle político e as vicissitudes inerentes à estatização, de forma que, embora empresas privadas pratiquem o respectivo serviço (e muitas vezes dirigidas por pessoas bem relacionadas com os governantes), não há livre iniciativa e nem concorrência genuínas.

Mais à frente serão tecidas considerações a respeito de privatização, livre mercado e concorrência à luz dos autores liberais. Por ora, para presente escopo prático, trataremos os termos privatização e desestatização como idênticos em seu sentido amplo, isto é, como um conjunto de medidas tendente a desmonopolizar e desregulamentar determinado serviço considerado como de caráter público. Tal distinção é relevante considerando que a Empresa Pública possui natureza jurídica de direito privado (ao contrário do que a designação possa pressupor), em que pese seu capital social pertencer integralmente ao estado.

2. Histórico e comparativos internacionais

A discussão a respeito da reforma postal não é privilégio exclusivo dos brasileiros.

O USPS (United States Postal Service), serviço postal dos Estados Unidos, também é governamental e responsável por 47% de todo o volume postal do mundo. Em 1970, o Postal Reorganization Act reformou o antigo departamento postal dos EUA, objetivando torná-lo politicamente independente e autofinanciado, sem, contudo, privatizá-lo.

Entretanto — e apesar de obter uma receita operacional anual total de U$ 71,4 bilhões em 2017 —, a USPS apresentou prejuízo líquido de U$ 2,7 bilhões, com uma queda de 5 bilhões de correspondências entregues e um passivo não-financiado de U$ 120 bilhões, situação que faz ascender posicionamentos favoráveis à sua privatização.

O serviço postal alemão, por sua vez, foi privatizado em 1995, tendo se reinventado por meio da prestação de outros serviços, como financeiros, parcerias, lojas de conveniência etc. No ano 2002, o Deutsche Post adquiriu a DHL e hoje atua em cerca de 200 países. O último monopólio — o envio de cartas de até 50g — caiu em 2007.

Em 2003, o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi iniciou um intenso plano de privatização dos correios de seu país, resultando na divisão da companhia em outras cinco e na privatização em 2007. Ainda assim, as ações continuaram a pertencer majoritariamente ao governo.

O Royal Mail — correios da Inglaterra — iniciou um processo de privatização dividido em três partes em 2013, ano em que foi realizada a primeira oferta pública, resultando na venda de 60% das ações. Em 2015 as ações restantes foram vendidas, inclusive as que foram retidas pelo governo inglês (BOOTH; MOSES, 2016).

A empresa Correios, Telégrafos e Telefones (CTT) de Portugal também optou pela privatização em 2013, tendo vendido todas as ações em 2014.

Logo se vê que a privatização do serviço postal tem sido o caminho tomado e discutido em diversos países, seja como gerador de caixa, seja como maximizador de eficiência da atividade.

3. Da situação atual da ECT

Os Correios do Brasil apresentam hoje 49.130 reclamações no site Reclame Aqui, com taxa de 0% de reclamações atendidas e crescente índice de insatisfação, conforme demonstrado no gráfico abaixo.

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Em 08/09/2017, a empresa pública divulgou em seu blog ter sido vencedora do prêmio 100 melhores Empresas em Satisfação do Cliente, informação desmentida pelo Instituto MESC, realizador da pesquisa. Em nota divulgada no site do Instituto, foi relatado que os Correios ocuparam a 379ª posição do ranking, tendo ainda mais de 30% de clientes detratores.

Como se não bastasse, em 2017, o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou relatório de avaliação da evolução econômico-financeira da ECT, com o escopo de averiguar os fatos relevantes que impactaram os resultados da estatal entre 2011 e 2016. O referido relatório concluiu que

a empresa apresentou crescente degradação na sua capacidade de pagamento no longo prazo (Liquidez), aumento do endividamento e da dependência de capitais de terceiros, e principalmente, redução drástica de sua rentabilidade, com a geração de prejuízos crescentes a partir do exercício de 2013.

O relatório da CGU também aduziu que o Patrimônio Líquido dos Correios foi reduzido em 92,5% aproximadamente, tendo em vista a elevação dos Prejuízos Acumulados, situação que poderia exigir a injeção de recursos da União, sob pena de apresentar Passivo a Descoberto e agravamento de sua situação financeira.

(No período analisado pela CGU, os Correios apenas apresentaram lucro líquido nos anos 2011 e 2012, sendo que 50% do montante foi utilizado para pagamento de "Transferências para União" (Juros sobre capital próprio e dividendos). A situação se repetiu em 2013, mesmo havendo prejuízo).

Além disso, o relatório também apontou que a ECT apresentou elevado crescimento das despesas gerais e administrativas após 2013 em razão do benefício pós-emprego destinado aos empregados e composto por serviços médicos em favor dos titulares e dependentes, bem como previdência complementar.

Cabe considerar, ainda, que o Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que a ECT possuiria imunidade tributária recíproca, não se sujeitando a incidência de tributo sobre a renda e o patrimônio. Tal fato levou a aumento significativo no grupo "Outras Receitas Operacionais" em 2016 e a uma previsão de redução da despesa tributária em R$ 18 milhões por ano, o que não foi suficiente para alterar seu quadro financeiro.

Até mesmo o Fundo Postalis, Instituto de previdência dos Correios, não escapou do prejuízo, apresentando déficit de R$ 6 bilhões e investigações de desvios de recursos previdenciários.

4. Da privatização à luz dos pensadores liberais

A atividade empresarial de circulação de bens e serviços está sujeita às incertezas e percalços inerentes à imprevisibilidade da natureza humana e à complexa rede intrincada formada pelos agentes econômicos.

O empreendedor é incumbido de selecionar os bens e serviços a serem colocados em circulação, efetuar os cálculos corretos em relação aos custos e às receitas , contratar trabalhadores, arriscar capital e, ainda assim, estar vulnerável às intempéries do mercado e ao humor dos consumidores.

Não há como negar que o capitalismo de livre mercado instaurou uma verdadeira ditadura do consumidor, que é livre para selecionar os fornecedores de bens e serviços que melhor lhe convenha, procurar substitutos quando assim determinar ou simplesmente se abster de consumir. É o que Mises denomina de soberania dos consumidores, resultado do livre mercado e do capitalismo. O economista austríaco compara os empreendedores a simples timoneiros, sujeitos à ordem do capitão; o consumidor é o capitão. É o consumidor quem determina o que deve ser produzido, em que quantidade e qualidade. Assim, o empreendedor tem de ajustar sua atividade a fim de atender aos anseios do consumidor, sob pena de ser removido de sua posição.

No entanto, a situação muda de figura quando a prestação de serviços e fornecimento de bens é efetuada pelo estado. Na atividade empresarial sob administração pública — quaisquer que sejam suas variantes técnicas ou aformoseamento semântico — não há cálculo econômico, não há prestação de contas, não há punição, não há substituição. O monopólio estatal sobre serviços e produtos retira a soberania do consumidor e do povo e a coloca sob a titularidade de burocratas e governantes.

O objetivo do burocrata, agora, não é atender a demanda do consumidor, mas cumprir toda uma série de regulamentos e regras que lhe são impostas. A administração pública não pode ser avaliada em termos financeiros e não é movida pelo lucro. Inexiste restrição de orçamento ou preço de mercado a ser alcançado.

Os defensores do intervencionismo estatal se sustentam no argumento do monopólio natural, segundo o qual existiriam setores de utilidade pública tão essenciais e dispendiosos, e nos quais os investimentos necessários são muitos elevados e os custos marginais são muito baixos, que justificariam o monopólio estatal. Para Thomas DiLorenzo, a teoria do monopólio natural é uma ficção econômica criada ex post pelo governo para justificar seu poder monopolístico — ou seja, é inventada para sustentar privilégios e proteger setores que abominam a concorrência. (Em seu artigo, DiLorenzo trata a respeito das economias de escala durante a era das concessões monopolísticas e sobre as empresas privadas de utilidade pública que concorriam vigorosamente entre si nos séculos XIX e XX.)

Assim, nada justificaria a existência de monopólios naturais na economia moderna, que apenas são instrumentos de atraso ao desenvolvimento da sociedade, que acaba arcando com os prejuízos e ineficiência das estatais.

Inobstante, como verificado anteriormente, a simples concessão, permissão ou autorização para prestação de determinado serviço de utilidade pública pelo setor privado não produzirá as benesses inerentes ao livre mercado se não for acompanhada da devida desregulamentação e retirada estatal.

Sobre as privatizações ocorridas no Brasil, Leandro Roque assevera:

O esquema adotado para a privatização dos serviços de utilidade pública no Brasil — mais especificamente, os setores telefônico, elétrico (distribuição) e de saneamento básico (estes, estaduais), além de estradas e metrôs — foi o da concessão.

Neste sistema, o governo reserva o mercado em questão para as empresas vencedoras das licitações, as quais ganharão a concessão do monopólio da prestação do serviço. Esse monopólio é garantido por meio da iniciação de força física por parte do governo contra pretensos concorrentes. Em cada setor, ninguém além da empresa concessionária pode legalmente vender seus serviços. Qualquer um que porventura tente furar essa barreira será impedido pelo estado e ameaçado de violência — a qual assegura o poder do estado e da qual apenas ele detém o monopólio.

Neste sentido, advém da Escola de Chicago a Teoria da Captura, segundo a qual todo setor sob regulamentação estatal acabará influenciando (ou capturando) o governo. Este, por sua vez, será conivente com a criação de normas que favoreçam o setor regulado em troca de favores.

A criação de agências governamentais para controlar setores privatizados no Brasil e a existência de inúmeras regulamentações em conjunto com outras medidas de controle impedem a desestatização plena de serviços de telefonia, eletricidade, água, esgoto, entre outros, impedindo a entrada de novos concorrentes e resultando em malefícios próximos ao monopólio estatal. Tais males podem incluir tanto a proibição à prática de preços baixos (o que obviamente seria benéfico aos consumidores) quanto a autorização para a cobrança de valores maiores, ambas as quais geram limitação de qualidade na prestação de serviços.

Foi Israel Kizner quem apresentou o conceito de "alerta empreendedorial", que seria aquele mantido pelos indivíduos em relação a "fins potencialmente interessantes que até então passavam despercebidos". E também "em relação aos recursos, até então despercebidos, potencialmente interessantes e disponíveis". Tal estado de alerta exige do empreendedor a devida atenção às contínuas alterações nos dados de mercado e à constante evolução de técnicas, preços e prestação de serviços.

Isso só é possível ao empreendedor puro e não ao detentor de privilégios monopolísticos. (Kizner define o empreendedor puro como o "tomador de decisões cujo papel brota totalmente do seu estado de alerta em relação a oportunidades até então despercebidas".)

A competição — vista como um processo e não como situação — exige do empreendedor um estado de alerta constante, do qual surge a consequente evolução dos produtos e serviços, bem como as inovações que, de outro modo, não teriam sido antes imaginadas (ou cuja aplicação não fora levada em consideração pelos agentes econômicos).

O monopólio — ao proibir a entrada de novos empreendedores por imposição governamental — aniquila esse estado de alerta e, consequentemente, a possibilidade de desenvolvimento, aprimoramento e progresso da qualidade de vida de toda sociedade (e, assim, diverge da intenção que motivou sua instituição: a alegada utilidade/interesse social).

Vê-se, portanto, que a proposta de privatização dos Correios do Brasil deve levar em consideração não somente sua prestação pelo setor privado, como também a total desestatização e liberação para a entrada de novos concorrentes.

5. Proposta de solução prática para os serviços postais do Brasil

Diante do que já foi exposto, o processo de privatização deverá ser analisado basicamente sob três enfoques: a privatização em sentido estrito (alienação da ECT), a desestatização (livre iniciativa plena para o exercício da atividade postal) e a desregulamentação do setor.

5.1 Da Privatização da ECT

O primeiro passo para a plena privatização dos Correios deve se dar por meio da revogação das leis de constituição da ECT, com sua transformação em sociedade anônima e a consequente abertura de seu capital social para investidores privados, havendo possibilidade de se optar pelo direito de preempção (preferência) de seus empregados.

(A preferência aos empregados pulverizaria as ações da empresa, evitando a formação de monopólios indiretos. Tal solução foi adotada pelo governo Thatcher no processo de privatização de estatais)

A ideia central é fugir do tradicional modo de privatização que se tem adotado em relação a portos e aeroportos brasileiros: a concessão (que mantém forte ingerência estatal, conforme já mencionado).

A oferta pública de ações levantaria capital para pagamento de dívidas, aprimoramento tecnológico e fortalecimento da empresa, tornando-a apta a concorrer no mercado interno e externo. Toda estrutura atual poderá ser aproveitada, inclusive com opção de parcerias com outras empresas privadas, centros de distribuição, entregadores, entre outros.

5.1.1 Da privatização gradual e criação de agência provisória

Não há óbice para que o governo mantenha inicialmente a maioria das ações, de modo a estabelecer um plano progressivo de privatização, de acordo com as metas e resultados alcançados. A formação de uma agência provisória poderia ocorrer, com o intuito de controlar o processo de privatização da ECT, fomentar a livre concorrência e resolver conflitos envolvendo a privatização dos serviços postais.

Obviamente, quando se fala em uma entidade pública, corremos os riscos inerentes à corrupção usual que acomete a administração pública. Por isso, é necessário estabelecer mecanismos que evitem macular o objetivo primordial: liberar plenamente a prestação de serviços postais.

Para tanto, setores da Indústria, Comércio, Governo (Legislativo, Judiciário e Executivo) poderão integrar a agência, possibilitando certa concentricidade na elaboração do plano de privatização e liberação de mercado, evitando (ao menos mitigando) a captura de burocratas e favorecimentos indevidos.

Saliente-se, ademais, que a Agência deverá ser provisória. Assim, tão logo haja consolidação do mercado postal brasileiro e definição de regras claras de concorrência que não embaracem a liberdade das empresas, nem eliminem os eficientes do jogo, deverá a Agência Postal ser encerrada.

5.2 Liberação à livre iniciativa

O segundo passo — que deverá ser concomitante ao primeiro — exigiria emenda constitucional, a fim de retirar o privilégio de exclusividade do serviço postal, qualquer que seja, para liberar a entrada de outras empresas e, assim, honrar o princípio da livre iniciativa.

Ao mesmo tempo em que ocorre a reestruturação da ECT, a iniciativa privada deverá estar desatada para que sua criatividade e busca pelo lucro propicie inovação e desenvolvimento do setor.

Poderão ser aproveitados os centros de distribuição atual dos Correios, obviamente por meio de parcerias e pagamento do valor acordado, como também poderão ser inaugurados centros próprios, que concorrerão paritariamente com a ECT.

Entregadores e transportadores poderão se organizar e se vincular a diferentes empresas e centros de distribuição, conforme o modelo adotado por cada um. Esse plano de ação possibilita o fracionamento do serviço postal, o aproveitamento de estruturas mais dispendiosas e a inclusão de pequenos empreendedores.

Desse modo, as empresas brasileiras poderão concorrer inclusive no cenário internacional, com sucursais atuantes em outros países. Também estarão livres para impulsionar o setor postal tecnologicamente, por meio de aplicativos e outros modelos ainda não imaginados em um mercado até então engessado.

Vale ressaltar que a tendência moderna é a virtualização da comunicação, o que permite a incorporação do serviço postal a uma variedade de outros serviços, garantindo que a rentabilidade dos empreendedores não se mantenha restrita, mas, ao contrário, que incorpore soluções e práticas tecnológicas avançadas, sempre visando a atender as necessidades dos consumidores.

O presente modelo também será promissor para entidades seguradoras e de controle de qualidade, que poderão garantir o serviço e o reconhecimento de padrões de atendimento e trabalho.

Ressalte-se também a possibilidade de criação ou utilização de plataformas online já existentes para avaliação de empresas e destaque daquelas que são mais competentes.

5.3 Desregulamentação

O serviço postal brasileiro é extremamente regulado, considerando a proteção do privilégio estatal e o atendimento das demandas burocráticas. O processo de desestatização passa obrigatoriamente pela desregulamentação, com a retirada das normas disciplinadoras da atividade postal do ordenamento jurídico ou sua modificação.

Em primeiro lugar, uma emenda constitucional deverá revogar o art. 21, inciso X, da Constituição Federal, para que não seja de competência da União a manutenção do serviço postal. Abre-se a possibilidade de alterar o inciso, para que conste "manter o serviço postal e o correio aéreo nacional para regiões deficitárias", nos termos de solução intermediária explicitada no próximo tópico.

O art. 22, inciso V, que trata da competência legislativa da União poderá ser mantido, uma vez que a norma disciplinadora da livre concorrência do setor deverá ser de âmbito nacional.

Em âmbito infraconstitucional, o Decreto-Lei nº 509/69, referente à transformação do Departamento dos Correios e Telégrafos em empresa pública, e o Decreto nº 83.726/79, que aprova seu estatuto, deverão ser ab-rogados, considerando a transformação da empresa pública em Sociedade Anônima de capital aberto.

Cabe esclarecer que a Lei nº 11.668/08 dispõe sobre o exercício da atividade de franquia postal, permitindo o desempenho de atividades auxiliares relativas ao serviço postal. Saliente-se, contudo, que mesmo por meio da franquia, continua sendo de responsabilidade da ECT a distribuição e entrega aos destinatários finais. As franquias são selecionadas por procedimento licitatório (conforme regulamentação do Decreto nº 6.639/08), logo, o exercício da atividade continua restrita aos interesses do privilégio.

Tais normas deverão ser revogadas e/ou incorporadas ao estatuto da sociedade anônima a ser formada com a abertura de capital.

Por fim, o Decreto nº 1.789/96 deverá ser modificado para incluir os prestadores de serviço privados na disciplina de controle aduaneiro, bem como o Decreto-Lei nº 1.804/80 no caso de tributação simplificada de remessas postais internacionais.

5.4 Problemática

É fato que toda proposta revela problemáticas.

Em um primeiro momento, entendemos que maiores questões repousam sobre o interesse de tributação do estado, a fiscalização de envio de mercadorias ilícitas e o atendimento de áreas carentes.

Conforme tratado no tópico anterior, as normas que disciplinam a fiscalização tributária e a fiscalização de mercadorias deverão inserir os entes privados em seu texto. Não haveria maiores prejuízos ao interesse estatal de arrecadação, afinal a estrutura de fiscalização aduaneira e tributária se mantém hígida.

Quanto às áreas deficientes, não-lucrativas e rurais não há uma resposta fácil. Embora acreditemos que, no longo prazo, o livre mercado encontrará saídas, tais áreas podem correr o risco inicial de ausência de serviços. Nesse caso, propomos uma solução realista: a divisão de parcela dos correios atuais, para que parte seja privatizada nos moldes já comentados e outra se destine ao atendimento de áreas rurais e carentes. Poderá, assim, ser estipulada cobrança de repasses das demais empresas, a fim de subsidiar o atendimento a tais áreas, sem impedir que elas também atuem, se assim desejarem — caso em que deverão ser beneficiadas com a redução ou isenção da necessidade de fazerem repasse.

Há que se reforçar que a liberação do tráfego postal impulsiona soluções criativas, de empreendedores em constante estado de alerta e que visam a otimização do lucro e a maximização da eficiência na prestação de serviços.

Conclusão

Diante do que já foi exposto, é possível concluir que a privatização e a desestatização dos Correios são o caminho adequado e sensato a ser trilhado em benefício a toda a nação. A elaboração da presente proposta é sumária, não se propondo a ser integralmente rígida, mas um norte ao processo que exigirá boa vontade de políticos e demais interessados.

Antes de tudo, será necessária a revogação e alteração das normas que hoje regem a ECT. Depois, deverá ser formado Grupo de Trabalho para normatização e criação de Agência Provisória. A ECT seria transformada em sociedade por ações, de capital totalmente aberto, enquanto o mercado de serviço postal seria completamente aberto para concorrentes nacionais e estrangeiros.

A estrutura atual dos Correios não é adequada e todos os relatórios — governamentais ou não — têm apontado nesse sentido. Mera reformulação formal não bastará, conforme magistério dos autores liberais aqui citados. A livre concorrência é determinante para a soberania dos consumidores, que poderão optar pelo prestador de serviço que melhor lhes agrade. Os prestadores de serviço e a própria ECT deverão se manter em estado de alerta, buscando sempre soluções inovadoras e atualização constante, para que não percam mercado para prestadores mais eficientes.

A liberdade é a genitora das soluções e a seleção dos eficientes e produtivos. Que a presente proposta seja útil para progresso de nosso país e fomente o repensar a respeito da estrutura de privilégio atual.

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Leia também:

Correios: um modelo de privatização completa via leilão

A urgente necessidade de se desestatizar os Correios



[1] A jurisprudência e doutrina jurídica fazem menção à atividade econômica em sentido amplo, que compreenderia o serviço público e a atividade econômica em sentido estrito. O serviço postal estaria enquadrado como serviço público, ao passo que o monopólio seria inerente à atividade econômica em sentido estrito (STF, ADPF 46/DF, rel. Min. Marco Aurélio, 15.6.2005). As atividades destinadas ao monopólio estatal estão previstas no art. 177, da Constituição Federal, entre as quais se inclui a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural, a refinação de petróleo, entre outros

[2] Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 46, o STF deu interpretação conforme a Constituição para o art. 42, da Lei 6.538/78, que definia como crime "coletar, transportar, transmitir ou distribuir, sem observância das condições legais, objetos de qualquer natureza sujeitos ao monopólio da União". O privilégio estaria restrito a atividades como recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de carta e cartão-postal e de correspondência agrupada, bem como de fabricação, emissão de selos e de outras fórmulas de franqueamento postal (art. 9º, da referida norma legal).

28 votos

autor

Daniel Bastos Gasparotto
é formado em Direito, pós-graduado em direito notarial e registral, pós-graduando em direito civil empresarial.


  • Arthur  28/08/2018 17:00
    Bastante completo (ao abordar leis) e sincero ao reconhecer eventuais deficiências. Pode perfeitamente servir de blueprint para qualquer processo realista de desestatização e privatização dos correios que algum governo corajoso venha a adotar.
  • Bernardo  28/08/2018 17:06
    Não precisa ter coragem nenhuma para quebrar um monopólio e trazer concorrência a uma empresa ineficiente e que é campeã em maus serviços prestados. Essa ideia de que é preciso ter "coragem" para desestatizar e privatizar é exatamente o que emperra a prosperidade do país.
  • anônimo  29/08/2018 01:30
    Tá insatisfeito com os Coreia compra com outra empresa de logística. livre concorrência
  • Francisco  01/10/2018 20:50
    Correios só detêm monopólio de cartas. E, diga-se de passagem, só as entregam porque são obrigados constitucionalmente.
    Encomendas qualquer empresa de logística pode entregar. Não há concorrência nisso não.
    Não quer os serviços dos correios? Pede por outra transportadora. Talvez tenha os mesmo problemas de entregas ou até piores dos que daquela.
    Artigo aí choveu no molhado.
    Fato é: se acabar com os Correios, o valor das tarifas irão subir e a prestação dos serviços serão iguais ou piores dos que aí estão.
    Pesem bem. Não gostam dos Correios, pode ficar pior sem eles.
    É um abacaxi pra se descascar. Quero ver é o resultado.
  • VIVIANE GATTINO SCOTTON  10/11/2018 23:54
    Olá meu caro, eu discordo de vc!!!
    Eu acho que ele presta um serviço razoável, longe da perfeição!!!
    Porém sofre pela interferência do governo....
    Talvez seja por isso que esteja ineficiente...
  • Vinicius Costa  28/08/2018 17:08
    Carteira é filmada rasgando correspondências em Goiânia

    g1.globo.com/go/goias/noticia/2018/08/17/carteira-e-filmada-rasgando-correspondencias-em-goiania-veja-video.ghtml

    Atenção para o trecho:

    "O vídeo tem cerca de dois minutos de duração e, durante esse tempo, ela rasga dezenas de envelopes. Ela chega a fazer força para destruir algumas cartas juntas.

    Moradores da região chegaram a reclamar que há problemas na entrega de correspondência. Porém, em nota, os Correios dizem que o serviço está normal."
  • Moacir   28/08/2018 18:39
    Isso aí tá até tranquilo. Legal mesmo é essa aqui:

    Funcionário dos Correios vendia mercadorias "desviadas" na internet

    Funcionário é suspeito de desvio de equipamentos eletrônicos, telefones celulares e outras mercadorias despachadas através do serviço de encomendas

    www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/7424410/funcionario-dos-correios-vendia-mercadorias-desviadas-internet
  • Lucas  28/08/2018 17:10
    O problema é que quando realmente precisamos é aí que os correios te deixam na mão. Uma vez roubaram o carro dum parente meu, que tinha seguro. Ele precisou enviar uns documentos e a chave reserva para a seguradora (via correio). Sumiu tudo.
  • anônimo  28/08/2018 17:17
    Encomendei um Flash para minha Câmera Canon e ele simplesmente sumiu. Ninguém sabe onde está ou como localizar. Ligo lá e a mulher que atende só sabe me informar o mesmo que posso ver colocando o código de rastreamento no site, o que quer dizer que é inútil.
    Isso é roubo.
  • Adriano  28/08/2018 18:37
    Um amigo enviou um notebook pelos correios de MG para o RS. Ao chegar lá, só estava a fonte dentro da caixa, o notebook foi roubado pelos funcionários dos correios. Ele entrou na justiça contra os correios, mas por incrível que pareça, o juiz não quis condenar os correios para não macular a imagem dessa digníssima empresa pública.
  • Jpether  11/12/2018 22:20
    Eu já enviei mais de mil encomendas pelo correio e todas chegam no prazo e sem nenhum problema eu observo os prazos que tem lá no site e para mim a empresa compre eu nunca tive problemas com os Correios nota 10 aprovado
  • Tiago  28/08/2018 17:18
    Esse negócio de "não ser viável" entregar em rincões simplesmente não procede.

    Eu sou operador logístico, e garanto que é sim viável a exploração postal para qualquer cidade do país, mesmo as que ficarem literalmente no inferno. Eu moro na Bahia, conheço várias transportadoras que possuem rotas nos rincões do sertão nordestino, com operações de entregas em municípios que ninguém nunca ouviu falar na vida.

    Uma coisa é você atender uma cidadezinha de 15.000 habitantes no Piauí, outra é você zonear a cidade em um perímetro de 350km, englobar mais umas 6 cidades de 15.000 habitantes e assim já ter um bom volume de entregas que viabilize a rota.

    Supondo 5 habitantes por residência, temos em média 3.000 residências por cidade, então são umas 20.000 residências com serviços regulares e mensais de entrega de contas de energia e água encanada, fora que algumas delas também terão entregas de faturas de cartões de crédito e telefone (também englobando módulos comerciais).

    Se por acaso o operador logístico não encontrar viabilidade em explorar a rota, ela pode muito bem terceirizar o serviço. Garanto que não faltará pessoas dispostas a comprar uma pequena Fiorino e fazer entregas em suas cidades, criando pequenas firmas de entrega.

    O setor de serviços crescerá nas pequenas cidades, criando mais alternativas de emprego nestes municípios. O próprio poder público ganharia os tubos com o fim da EBCT (Correios), porque todas essas operações aumentariam a arrecadação de ISS pelos municípios e a arrecadação com ICMS, pois a EBCT tem isenção legal deste imposto. A arrecadação estadual aumentaria e consequentemente o repasse para os municípios.

    Isso é só um exemplo de como um serviço monopolista e estatal gera um efeito em cadeia de perpetuação da pobreza no interior do Brasil.

  • Ulysses  28/08/2018 17:25
    Tiago, muito bom o seu comentário. Eu nunca tinha visto por esse ângulo. Embora o artigo tenha abordado a questão das franquias, esse seu modelo de terceirização é bastante interessante. É realmente incrível a enormidade de opções que podem surgir em um ambiente de liberdade empreendedorial. Como hoje esse mercado é totalmente regulado e burocratizados, as pessoas não conseguem visualizar as inúmeras opções que surgiriam em um ambiente de livre iniciativa.

    Fazer serviços postais poderia não ser bom para grandes empresas, mas é perfeitamente rentável para eventuais micro e pequenas empresas postais localizadas.
  • Rodrigo Wettstein  28/08/2018 18:02
    Vou mais longe. Baratear os custos do transporte local com carros elétricos (produzidos no Brasil com tecnologia inicial baixa a média, afinal nao precisaria de um carro da Tesla para fazer o serviço), carros estes com rotas delimitadas, com postos de carregamento ponto-ponto. Uma idéia de demanda que arrastaria milhares de outras d3mandas e ofertas de empregos.
  • Pedro Lopes  28/08/2018 19:51
    Exatamente. Não precisamos de nenhuma "medida realista". Não há nada mais realista do que o próprio mercado em ação. Instrumentos paliativos irão gerar os mesmos -ou semelhantes- incentivos perversos.

    Empresas subsidiadas suscitam óbvios desestímulos ao processo inovador. Ao invés de abrir minha pequena empresa com uma Fiorino, eu sou devorado pelo gigante privilegiada ou, se este for o caso, utilizo minhas boas conexões políticas pra adquirir financiamentos e subsídios.

    A ausência de controle e interferência governamental é irrevogável. "Paliativo" é um termo pomposo que engana até liberal.
  • Amazonense   30/08/2018 13:28
    Concordo plenamente com o Tiago. Moro no Amazonas e já estive em lugares onde só se chega de barco e com pelo menos um dia de viagem (os barcos daqui são lentos...)
    Ainda assim nunca deixei de encontrar na venda das fazendas que ficam nas ribanceiras dos rios a onipresente latinha de coca cola e também a onipresente sardinha enlatada.
    São bem mais caras que nas cidades, mas nunca faltam. E as pessoas comuns compram mesmo com preço mais caro.
    Se esses produtos não faltam é que já há uma logística rentável.

    Se privatizarem a ECT, o que ocorreria em menos de 1 ano é a falência da empresa,justamente porque ela não tem viabilidade, nem as rotas certas, funcionários com gordas pensões e aposentadorias.
  • Sales  30/08/2018 17:56
    Aos defensores da estatal Correios

    Em TODOS, exatamente TODOS os municípios brasileiros você vai encontrar a maior parte desses itens abaixo:

    pão
    cigarro
    leite
    pinga
    cerveja
    água
    açúcar
    TV
    rádio
    celular
    veículo
    remédio
    camisinha

    E POR QUAL MOTIVO NÃO CHEGARIA UMA CARTA???????

    A solução? É muito fácil!!!
  • Carlos Gomes de Brito  27/10/2018 18:49
    Não pensem que seria tão fácil assim ! Qual de vocês irão suportar vários assaltos, que com a maior certeza sofrerão .
    Sou funcionário dos Correios a 31 anos , já sofri 15 assaltos e fora o que eu escapei por perceber a ação que estava para acontecer. Eu garanto que muitas destas pequenas Empresas quebraram rapidinho , pois a própria concorrência tira você do caminho. Entregar encomendas não é nada fácil. existem áreas muito complicadas para atender , os vagabundos não roubam nas favelas e sim nas vias principais . Eu nunca fui assaltado em favela ou área de risco , somente nas vias principais . Os Correios é uma excelente Empresa , o que falta , é gente competente para dirigir com patriotismo e não servir para desviar o dinheiro de nosso patrimônio. Uma pena eu não poder atender a vocês , pois eu e minha equipe aqu no RJ somos excelente . Espero que o novo Presidente veja com bons olhos esta histórica Empresa e não a entregue de mão beijada para qualquer um. Salários baixos , levaram ao roubo de mercadorias , pois sem instabilidade no emprego , quem é que vai se importar com uma porcaria de emprego oferecendo chefes idiotas , condições péssimas e ect..... Anotem ai , só vai piorar com a privatização dos Correios. Abçsssss
  • leonardo  14/11/2018 17:10
    Faturas de serviços são as primeiras a irem para o espaço. Em tempos de internet e celulares, todos em breve receberão suas faturas de serviços diversos no celular (água, luz, telefone, cartão, etc). Não precisará de correios ou outra empresa para isso em breve.
  • Diogo M.  28/08/2018 17:22
    Sou contra vender os Correios. Isso é crime.

    O certo seria doar.

    Ou melhor ainda: pagar para alguém levar essa joça.
  • CARLOS  28/08/2018 18:43
    kkkkk..... Penso da mesma forma.

    Vender essa empresa só se for na base do estelionato. Não vale a pena investir nessa coisa. É uma bomba que já explodiu!
    O certo é liquidar o patrimônio - vender o que for possível: centros de distribuições, veículos e imóveis - e liberar a prestação de todo serviço para iniciativa privada (realmente tem que mudar a constituição nesse ponto).
  • anônimo  28/09/2018 01:22
    Concordo o com você. ..Um bom exmplo é o serviço de telefonia privatizou e serviço ficou de ótima qualidade e barato.
  • Joel  28/08/2018 17:29
    Como faço para vender minha parte nas estatais? Devo ter esse direito já que há uns 30 anos ouço falar que as estatais são do povo brasileiro. Nunca consegui. E, se eu não posso vender algo, então esse algo não é meu. Há algum contra-argumento a isso?
  • Andre  28/08/2018 18:27
    Você não pode vender sua parte nas estatais, não é um cidadão, é um escravo, agora vá trabalhar para sustentar o governo.
  • Burocrata  28/08/2018 18:28
    Pague meu salário.
  • Luciano viana  28/08/2018 22:28
    Nao tens o direito de vender , pois a propriedade é do estado, gov. O cidadao nao et dono do estado, na lei. O estado é uma pessoa separada. Kk
  • Luciano viana  28/08/2018 22:50
    Eu escutava essa ladainha que se privatizasse a empresa, nao iam entregar nas comunidades de baixa renda etc, e tal todo dia quando eu trabalhava na empresa . Eles repetem isso como forma de ideologismo entre os empregados.
    Usam isso como desculpa pra nao privatizar. É político esse problema. Na verdade eles prestam ao papel de ir levar o que o povo nao quer, disperdicam os recursos dos impostos com isso. Se o povo nao quer aqueles papeis que eles chamam de cobranca, sendo que o carteiro não é cobrador, é porque nao querem aquilo. Em suma, o papel da conta mensal nao é requisito pro pagamento. So se disperdica a entrega. A pessoa sabe que tem que pagar. Nao precisa entregar um papel pra pessoa lenbrar.
    Existem inumeras maneiras pra pessoa saber o saldo das contas. Pra que gastar combustivel com issso.
    A lei atrasada apenas obriga as empresas entregar contas pelos correios , ou contratar os proprios empregados pra entregar as contas, mas o papel do carteiro nao é ser cobrador, pois o jesmo não tem nem respaldo legal pra isso.

  • L. Francisco  28/08/2018 18:02
    Como proprietário de uma livraria virtual e usuário regular dou alguns exemplos:

    1 - Uma folha A4 em um envelope pardo, enviado por SEDEX 10 do RJ/Capital para SP/Capital custa R$ 40,00.

    2 - Quando vendo um livro de R$ 25,00 com comprador na região norte, o serviço de entrega tem o mesmo valor, ou seja, eu faço doação de livros para quem mora na região norte.

    3 - Vendi um raríssimo, usado e com pouco mais de 150 páginas. Tive o cuidado de enviar com registro. Os correios perderam a obra, nunca foi achada. Fui reembolsado mas o que fazer com o dinheiro quando você não pode comprar outro livro?

    4 - Em 2007, escrevi uma carta para meu pai, com vários trechos do livro que estávamos escrevendo em dueto, juntamente, várias fotos da neta em forma de álbum, também enviei a primeira temporada do HOUSE, pois ele era imunologista aposentado e contava vários casos do tipo apresentado na série. A origem era RJ e o destino RJ/Cabo Frio. Levou dois meses para chegar. DOIS MESES. Sabe o que aconteceu após o primeiro mês de espera. Meu pai faleceu.

    Não consigo comentar nada sobre os correios sem citar a mãe dos dirigentes da estatal.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  28/08/2018 18:59
    Aqui na minha cidade, filmaram um funcionário dos Correios jogando encomendas de qualquer jeito dentro da van do Sedex...escreveu "acontecendo agora" com a data e o horário e mandou bala no whatsapp.

    Como era bem no centro da cidade, em minutos apareceu gente pra conferir pessoalmente e pegaram o sujeito ainda com a boca na botija...se a polícia não chega penduravam o cara no poste e tocavam fogo na agência.

    Tudo isso porque o povo já estava de saco cheio. A agência é tocada por tartarugas que levam meia hora pra atender uma pessoa, não fazem questão nenhuma de disfarçar que estão c...do e andando, as encomendas não chegam, boletos chegam quase um mês depois de vencidos e o centro de distribuição mudou de lugar sem sequer avisar as pessoas que iam lá retirar mercadoria pra não esperar a entrega,sendo que ficou uma semana indisponível por causa da mudança.

    Um dia um amigo meu chileno precisou enviar uns itens pra uma amiga na Colômbia, que não pesavam 500 gr, e custou 120 mangos.

    Aqui se um carteiro parar em algum lugar pra pedir um copo d´água é capaz do cidadão pegar do vaso sanitário...





  • Joel  28/08/2018 18:15
    Sexta-feira tive que, infelizmente, ir aos Correios para enviar uns documentos. Depois de quase vinte minutos numa fila com três pessoas na minha frente, sou atendido.

    O valor da entrega que eu faria: 80 Reais.

    A atendente pergunta: "Você vai pagar com dinheiro?"
    Como o valor era até que alto, pergunto se aceitam cartão.
    Resposta: "Só cartão de débito do Banco do Brasil."

    Isso é que é eficiência, hein?

    Por sorte, tinha o dinheiro comigo. Se não, só na segunda-feira!

    Ah sim, e se você estiver procurando bonequinhos de pelúcia vagabundos e horríveis, com a marca dos Correios, por uns 80 Reais, eles também têm!
  • Marcos  28/08/2018 18:28
    Como os funcionários dos Correios tratam as suas encomendas.

  • Ancelmo  28/08/2018 18:32
    E essa notícia aqui?

    blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/a-coluna-de-hoje-567600.html

    Mandar livros pelos Correios de Portugal para o Brasil demora 77 dias. Em 1500, a caravela de Cabral gastou 43 dias para cruzar o Atlântico.

    Conclusão: as caravelas portuguesas de 1500 eram mais rápidas que nosso gloriosos Correios.
  • Bruno  28/08/2018 18:36
    Em 2014 me enviaram uma carta dos Estados Unidos. Nunca chegou. Enviaram novamente em 2015, passaram quatro meses e nada. Acabei pedindo para enviarem a carta para um amigo que mora nos EUA e para receber via DHL.

    Chegou uma semana antes da dos Correios, a qual havia sindo enviada quatro meses antes.
  • Arnaldo  28/08/2018 19:04
    Como escrevi em outro lugar, já vi Sedex (suposta garantia de 1 dia) de Natal para Recife (300km, 4 horas de carro) demorar 1 semana pra chegar.
  • Leonardo Mendes  28/08/2018 18:40
    O problema todo é a ineficiência que é fácil de se constatar com facilidade no Brasil, mesmo em empresas privadas. Se os Correios fossem uma empresa altamente eficiente, ainda que estatal, pouco temeria uma concorrência e, por outro lado, pouco se cogitaria a privatização.
    Se privatizar serviços fosse uma garantia de acesso e qualidade não teríamos uma telefonia tão cara e tão cheia de problemas, então fica a pergunta: Os problemas da telefonia são causados pela Anatel? Nossas empresas, privadas ou estatais são um reflexo do que somos como povo. Temos um grau de exigência elevado, mas será que somos eficientes em TODAS as nossas entregas?
  • Amante da Lógica  28/08/2018 19:02
    "O problema todo é a ineficiência que é fácil de se constatar com facilidade no Brasil"

    Errado, isso é vira-latismo.

    A ineficiência não decorre de estamos no Brasil, mas sim de um problema específico: ausência de concorrência.

    E quem impede o surgimento da concorrência? O governo e suas regulamentações, que existem exatamente para fechar o mercado em prol das empresas já estabelecidas.

    Confira a lista aqui.

    "Se os Correios fossem uma empresa altamente eficiente, ainda que estatal, pouco temeria uma concorrência e, por outro lado, pouco se cogitaria a privatização."

    Inverteu causa e efeito. Para que os Correios fossem eficientes, eles teriam de ter concorrência. Não tendo concorrência (pois é proibido por lei uma empresa concorrer com os Correios), é impossível serem eficientes.

    "Se privatizar serviços fosse uma garantia de acesso e qualidade não teríamos uma telefonia tão cara e tão cheia de problemas, então fica a pergunta: Os problemas da telefonia são causados pela Anatel?"

    Óbvio, volte à primeira etapa. A telefonia no Brasil foi vendida (embora majoritariamente para fundos de pensão de estatais, mas deixa pra lá), mas foi criada uma agência reguladora com a exata função de fechar o mercado, proibir a entrada de concorrentes e criar uma reserva de mercado para as operadoras já estabelecidas.

    Ou seja, houve "privatização" (entre aspas porque quem comprou as telefônicas estatais foram fundos de pensão ... de outras estatais), mas não houve desestatização. O mercado continuou fechado pelo governo, que impede o surgimento de concorrência.

    Num cenário assim, meu caro, uma empresa só será eficiente se for benevolente. Não há motivo nenhum para ela prestar serviços bons e baratos dado que o mercado foi graciosamente fechado pelo governo e não há risco de surgir concorrência.

    "Nossas empresas, privadas ou estatais são um reflexo do que somos como povo."

    Vira-latismo em grau máximo. Enquanto você achar que o problema é o "povo" e não as regulamentações criadas por burocratas, não há a menor chance de evolução. Não há como corrigir um problema se você é incapaz de sequer detectar suas causas.
  • Refugiado do esquerdismo  28/08/2018 21:34
    Boa resposta. Deve ser um desses funcas bem lixo que acha que todo mundo e igual a ele. Quanto a ineficiencia,isso existe em todos os paises do mundo,inclusive no 1 mundo. Principalmente em areas altamente reguladas por lixos como o que escreveu a merda chamando o nosso povo de vira latas.
  • anônimo  28/09/2018 01:25
    Parabéns
  • Igor  28/08/2018 19:06
    Anos atrás trabalhei na instalação de equipamentos de petróleo na selva colombiana, cidade pequena e sem estrutura nenhuma, fazia compra dos produtos que me agradava via internet e para meu espanto o frete de uma pequena encomenda de até 1kg apenas me custava o equivalente hoje a US$2,15, 4 dias para entregar via estradas extremamente sinuosas atravessando 3 cadeias montanhosas, estradas de terra e um pequeno trecho de barco. Havia colegas que compravam até sua marca favorita de papel higiênico para entregar no meio do nada.

    Enquanto isso, um PAC de 1kg entre SP-RJ custa estonteantes R$19,60.
  • Sílvio  28/08/2018 19:10
    Sobre o rombo do Postalis, todos nós, inclusive os desdentados, tivemos de bancar a farra.

    "Segundo a Polícia Federal, a gestão do Postalis e os desvios investigados pela operação Pausare geraram um déficit de 6 bilhões de reais no Postalis, e esse desequilíbrio fez com que aposentados e funcionários da ativa dos Correios, assim como o Tesouro Nacional, tivessem de aumentar sua contribuição ao fundo."

    oglobo.globo.com/economia/pf-lanca-operacao-para-investigar-desvios-em-fundo-de-pensao-dos-correios-22352798

    Isso é que é "pelo social", hein?
  • Cristiane de Lira Silva  28/08/2018 21:05
    Juro que vou ler depois estes textos do concurso (printar pra não esquecer os títulos). Só não vi o terceiro lugar por aqui. E acho que eu estava lendo Mises quando saiu o terceiro colocado.

    A despeito dos outros comentaristas, nunca tive nenhuma das minhas encomendas roubadas por funcionários dos Correios. Isso não. No máximo, tive que pegar naqueles centros que distribuem as encomendas pros carteiros porque ele não conseguiu realizar a entrega. A justificativa é que há muitas encomendas e pouca gente pra entrega-las.

    É triste ver isso, pois há algum tempo atrás os correios faziam isso mais rápido que as transportadoras privadas. Hoje nem o Sedex chega no prazo.
  • Leigo  29/08/2018 14:46
    Já extraviaram um daqueles headphones comprado comprei no Ebay. Além disso, tive de ir buscar umas 3 vezes mesmo pagando um frete absurdo. E o pior são as taxas de importação (assunto para outra hora).
  • Aluísio Alves  28/08/2018 21:18
    Ninguém é obrigado a enviar encomendas pelos Correios, apenas carta é monopólio, agora pergunto na era da informática quem posta cartas nos correios? Agora quero saber qual a transportadora que leva/trznsporta uma encomenda de São Paulo para Cuxixola na Paraíba?
  • Ricardo  28/08/2018 21:53
    Quem vai entregar? Qualquer um interessado em ganhar dinheiro.

    Se há pessoas vivendo em um determinado lugar (por mais ermo e afastado que seja), então obviamente chegam mercadorias lá.

    Agora, talvez você esteja querendo dizer que é impossível fazer entregas em tais lugares a preços baixos. Isso é verdade. Mas, ora, não existe isso de "direito de receber encomendas a preços baixos em locais ermos". Isso atenta contra a lógica econômica mais básica.

    Se o sujeito mora numa aldeia indígena no meio de Mato Grosso ou no topo de uma montanha em Minas Gerais, e você quer mandar uma cartinha pra ele, sim, você vai ter de pagar um pouquinho a mais para isso. Economia básica - e contra a qual você nada pode fazer.
  • Alem  29/08/2018 17:05
    Não entendo porque falam tanto dos Correios. Quando a logística do ENEM foi o provado deu errado, ai chamaram os Correios. Quando precisa de algo especial na segurança chama o Exercito, quando precisa fazer bancos baixarem juros o BB e CEF iniciam o processo, etc. Precisamos sim do estado, bem gerenciado, participando do processo econômico. Várias crises econômicas são movidas pelo exagero do mercado privado, que só pensa em lucro e foda-se a população. Se no Brasil não der lucro vão para outro país, param uma operação, e não tem nenhum compromisso social. Maioria dos "liberais"tem origem de bancos privados, estão ai fazendo uma onda de privatizações pois os mesmos tem interesses e muitos brasileiros estão sendo marionetes. Vamos ser inteligentes o suficiente para que o público seja eficiente na lacuna que o privado não atende. Correios é a empresa públicas que tem mais concorrentes...Se alguém tem dúvidas tem que entender melhor o mercado brasileiro. Os Correios são mais importantes que muitos imaginam, mas a maioria dos brasileiros reconhece a importância desta empresa, que são tem só o foco econômico, mas em mais de 5000 municípios o foco é social. O estado precisa garantir uma comunicação, tá na constituição. Vamos ser inteligentes o suficiente para que toda sociedade evolua....e chega de colocar culpa de tudo em privatizações. Chega de pensar pequeno!
  • Gustavo A.  29/08/2018 19:33
    Não entendo porque falam tanto dos Correios. Quando a logística do ENEM foi o provado deu errado, ai chamaram os Correios.

    Chamaram? Quem? O MEC? Eu não chamei ninguém. Por mim, se pegasse fogo em todas as provas do ENEM, não faria diferença alguma.

    Quando precisa de algo especial na segurança chama o Exercito, quando precisa fazer bancos baixarem juros o BB e CEF iniciam o processo, etc.

    Mas que lógica genial, o estado tem o monopólio da segurança e quando as policias e a inteligência não estão dando conta, apela para o Exército. Geralmente para coibir alguma atividade que é proibida pelo próprio Estado, como o tráfico de drogas. Resumindo, intervenção, que gera intervenção, que é resolvido (dos piores e menos eficazes jeitos possíveis) com intervenção. UAU, o estado é fantástico! Dá bastante certo utilizar banco público pra forçar os privados a oferecerem créditos baratos e sem garantia, pode confiar!! Nunca deu errado.

    Precisamos sim do estado, bem gerenciado, participando do processo econômico. Várias crises econômicas são movidas pelo exagero do mercado privado, que só pensa em lucro e foda-se a população.

    Realmente, a Dilma, Lula e o PT demonstraram isso, estado como nunca no processo econômico... Estamos aí, dívida pública nas alturas, empresas quebradas, quase 15 milha de desempregados. Obrigado, estado.

    Se no Brasil não der lucro vão para outro país, param uma operação, e não tem nenhum compromisso social.

    Qual a sua expectativa? Que um investidor estrangeiro faça caridade no país? Instale uma empresa que fique dando continuo prejuízo e não saia, para manter seu compromisso social? Que empresa brasileira fará isso? Ahhhh, já sei, o estado pode fazer!!! Aí a gente volta para o parágrafo que falei sobre Dilma/PT.

    Maioria dos "liberais"tem origem de bancos privados, estão ai fazendo uma onda de privatizações pois os mesmos tem interesses e muitos brasileiros estão sendo marionetes. Vamos ser inteligentes o suficiente para que o público seja eficiente na lacuna que o privado não atende.

    Realmente, o interesse de brasileiro é sustentar subsidio pra estatal que dá prejuízo ou cabidão de funças nas empresas públicas... Isso de todo liberal ser banqueiro nem merece resposta. Não existe lacuna que o privado não atenda, o que existe são custos diferenciados de acordo com a oferta e a demanda.

    Correios é a empresa públicas que tem mais concorrentes...Se alguém tem dúvidas tem que entender melhor o mercado brasileiro. Os Correios são mais importantes que muitos imaginam, mas a maioria dos brasileiros reconhece a importância desta empresa, que são tem só o foco econômico, mas em mais de 5000 municípios o foco é social. O estado precisa garantir uma comunicação, tá na constituição. Vamos ser inteligentes o suficiente para que toda sociedade evolua....e chega de colocar culpa de tudo em privatizações. Chega de pensar pequeno!

    A concorrência frente aos Correios já é eficaz, você enviar encomenda pela Azul, por exemplo, por preço melhores para diversas encomendas; porém, como você quer concorrência com uma empresa que recebe subsídios do governo, que tem monopólios em alguns setores e que pode fazer com que o estado intervenha no mercado a qualquer momento? Lindo esse foco social, hein?! Quanto custa e quem paga? Isso você não faz ideia, não é mesmo? A Constituição foi criado em 1988 (por bandidos, diga-se de passagem), em 2018 até uma tribo indígena no meio do Amazonas tem comunicação.

    Vamos ser inteligentes e ver que a culpa é do estado e que quem paga a conta somos nós?
  • Copiando Raquel  28/08/2018 21:57
    Você está partindo da premissa que é um direito de todos terem acesso a serviços postais. A questão é que, se uma pessoa mora longe pra chuchu, isso é problema dela. A sociedade não pode ser sacrificada para atender aos interesses de quem mora no interior. Que se mude de lugar. Eu moro no Rio, e mesmo assim, quando sou obrigada a usar os serviços dos Correios (mercado livre,por exemplo) é uma demora de cair os cabelos. Já tive mercadoria que demorou 3 meses pra chegar aqui em casa, e ainda chegou danificada.
  • Ricardo Minas  18/09/2018 15:40
    Contrate outra empresa para sua encomendas, o preço é bem maior!
  • Tiago  28/08/2018 21:58
    Respondido por mim lá em cima.
  • 5 minutos de ira!!!  29/08/2018 17:41
    SIM, Tiago.

    O sujeito não se dá ao trabalho de ler o restante dos comentários e escreve uma bravata apelativa, achando que está sendo original e abafando...............

    É assim que funciona a cabeça de muita gente. Tem um aviso em letras garrafais na porta dizendo o cronograma do atendimento do posto de saúde, ai a pessoa entra e pergunta: tem ficha!?

    Esse tipo de comentário (do Aluísio Alves) é o mais preguiçoso intelectualmente que existe. Tanto no quesito repetir mantras pré-estabelecidos como verdades absolutas como por não ter lido sua resposta contundente sobre soluções criativas num mercado realmente livre.

    Já que o Aluísio não vai se dar ao trabalho de voltar e procurar seu comentário anterior, vou resumir a ideia pra ele:

    Num mercado livre e competitivo, as soluções surgem das maneiras mais criativas. Isso porque os empreendedores não estão presos ao modal exigido pelos reguladores. Isso é que traz inovação, diminuição de custos e evolução na qualidade dos serviços prestados.

    Alguem pode querer construir um correioduto entre duas grandes cidades; uma empresa pode contratar o dono da famosa Fiorino do Tiago pra fazer as entregas em cidades pequenas; outra pode escanear a carta e imprimir numa cidade próxima; outra empresa pode soltar a caixa de para-quedas, um cientista maluco pode tentar desenvolver o teletransporte.............. a criatividade não tem fim............... quem disse que você tem que ir até uma agência, ai tem que colocar num meio de trasporte com uma saída diária, ai tem que ir para um centro de distribuição e, depois, um carteiro vai colocar na sua caixinha?
  • Leigo  29/08/2018 15:01
    "Ninguém é obrigado a enviar encomendas pelos Correios, apenas carta é monopólio"

    Vejamos.

    Consta no artigo que:
    "Cabe esclarecer que a Lei nº 11.668/08 dispõe sobre o exercício da atividade de franquia postal, permitindo o desempenho de atividades auxiliares relativas ao serviço postal. Saliente-se, contudo, que mesmo por meio da franquia, continua sendo de responsabilidade da ECT a distribuição e entrega aos destinatários finais. As franquias são selecionadas por procedimento licitatório (conforme regulamentação do Decreto nº 6.639/08), logo, o exercício da atividade continua restrita aos interesses do privilégio." (grifos meus)

    Você tem certeza que só as cartas são monopólio, mesmo os Correios com a responsabilidade de distribuição e entrega aos destinatários finais, e ainda, com franquias selecionadas por procedimento licitatório?

    Uma definição de monopólio pode ser interessante:
    "monopólio
    substantivo masculino
    1.
    ECONOMIA
    privilégio legal, ou de fato, que possui uma pessoa, uma empresa ou um governo de fabricar ou vender certas coisas, de explorar determinados serviços, de ocupar certos cargos." (grifos meus) - Fonte: Dicionário do Google

    Conclui-se evidente o monopólio estatal dos correios quanto as encomendas.
  • Diogo  28/08/2018 21:40
    Correios impõem taxa sobre encomenda internacional para 'manter padrão'

    Desde ontem, todas as encomendas internacionais que chegam ao Brasil pelos Correios estão sujeitas à cobrança de R$ 15 pelo "despacho postal".

    Antes, esse serviço era cobrado apenas para os objetos tributados pela Receita.

    Segundo a nota divulgada pelos Correios sobre o assunto, "com o aumento das importações, a empresa precisou injetar mais recursos na operação para manter o padrão do serviço".

    O "padrão do serviço", no caso da estatal, é não entregar as encomendas internacionais. Ou entregá-las com meses de atraso. Agora o contribuinte, que já sustenta a operação, vai ter de pagar mais R$ 15 se quiser retirar o que comprou.


    www.oantagonista.com/sociedade/correios-impoem-taxa-sobre-encomenda-internacional-para-manter-padrao/
  • Burrocrata  28/08/2018 21:51
    É impressionante como esse país só piora em tudo.

    www.tudocelular.com/mercado/noticias/n129895/correios-taxa-encomenda-internacional-todos-pacotes.html
  • Desisti do Brasil  29/08/2018 14:14
    O Brasil é exemplo do que há de ilógico no mundo. Parecemos essa galinha aí:

    g1.globo.com/brasil/noticia/2010/08/galinha-que-anda-para-tras-e-atracao-em-cidade-de-sc.html

  • Helio  28/08/2018 23:18
    Após ler os axiomas dos "especialistas" de plantão que, pelo que constatei, não mandam cartinhas, telegramas e malotes (objetos do monopólio) mas, encomendas (Sedex, PAC e afins), fica uma única pergunta: porque não usam os concorrentes dos Correios? Há milhares deles, desde sempre.
    As críticas, com toda a certeza, não têm o intuito de resgatar a instituição mais antiga do País. É, tão somente, uma vingança contra o Estado, que não está provendo a contento este cidadão deslumbrado, metido a descolado/articulado, cosplay de rico, mas que não tem dinheiro para usar Fedex, DHL e congêneres.

  • Edson  29/08/2018 01:05
    "É, tão somente, uma vingança contra o Estado, que não está provendo a contento este cidadão deslumbrado, metido a descolado/articulado, cosplay de rico, mas que não tem dinheiro para usar Fedex, DHL e congêneres."

    Rapaz, o nível dos estatistas está em freefall. O nêgo é tão imbecil que ele parece não perceber que, com essa postura, está defendendo a elitização dos serviços postais e excluindo o pobre da jogada.

    Segundo o ignaro, quem é rico não pode reclamar, pois tem de usar FedEx e DHL (o que significa que ele explicitamente reconhece a superioridade destas empresas). Já quem é pobre que se exploda. Ele que aguente os Correios em nome do "nacionalismo", pague as tarifas e não recebe suas encomendas. Afinal, se o pobre se atrever a reclamar, ele está apenas fazendo "cosplay de rico".

    Inacreditável.
  • Refugiado do esquerdismo  29/08/2018 03:55
    O que? Entao temos que usar um servico lixo como os correios porque voce e seus coleguinhas de boquinhas sao incapazes?
    Nao a toa que boa parte dos funcas tem que tirar ferias longas e fazer tratamento mental. Pois ja sabem que sao incapazes mesmo.
    E cada coitado que despenca por aqui....
  • CARLOS  29/08/2018 13:44
    Meu caro e ineficiente estatista, os concorrentes dos Correios estão crescendo em nível exponencial no Brasil, cada vez mais a empresa se afunda em decorrência da perda de mercado, o fim da mamata está próximo! E uma das explicações é justamente essa postura de mandar os clientes procurarem outros fornecedores se não estão satisfeitos (esse é o caminho da autodestruição para qualquer empresa e deixa escancarado o quão ineficiente vocês estão sendo). É como já disse várias vezes, pelas regras de mercado essa empresa já faliu, acabou, resta apenas promover a liquidação para saldar o passivo e devolver eventual saldo aos cofres públicos (se é que haverá saldo).
    Outra coisa, você fala em "resgatar a instituição mais antiga do país", eu te pergunto: resgatar para quê? Para garantir seus ganhos à custa do contribuinte? Entenda uma coisa, a atuação do Estado na atividade econômica distorce a realidade e a única forma de corrigir isso é tornando o mercado amplamente competitivo. O ideal é que haja um cenário propício para que outras milhares de empresa também atuem. A criação desse cenário passa necessariamente pela extinção do Correios.
    Em verdade, essa extinção já vem ocorrendo a algum tempo, graças à perda de receita na atividade que é monopólio (envio de cartas) e na atividade que é aberta ao mercado (encomendas), essa última atrelada à maior eficiência dos concorrentes.
    Portanto, o ideal é encerrar logo as atividades antes que o prejuízo fique maior.

  • anônimo  29/08/2018 01:27
    Muito interessante o artigo. Só não entendo como alguém tão gabaritado não enxergue o óbvio. O monopólio postal não tem nenhum nexo com a concorrência logística de encomendas para se responsabilizar a ECT por deter grande parte desta fatia de mercado e usar este setor de livre concorrência para ferir a essência funcional dos Correios do Brasil.
    Sobre a saúde financeira da estatal o autor esquece de comentar, não sei se de forma ingênua ou proposital, que a ingerência financeira se deve ao aparelhamento político e que privatização não resolveria um problema como este.
    Sobre a questão social é utopia pensar que aqueles que desejam a privatização irão se interessar, mesmo que de longe, em cumprir o papel social dos Correios do Brasil seja em que lugar for se isto não lhe for rentável financeiramente.
  • Matoso  29/08/2018 13:01
    "a ingerência financeira se deve ao aparelhamento político e privatização não resolveria um problema como este."

    É mesmo? Quer dizer então que na padaria do seu Manoel aqui da esquina há aparelhamento político?

    Há aparelhamento político na Avianca?

    Há aparelhamento político no grupo 3G?

    Jorge Paulo Lemann aparelha suas empresas para qual grupo político?

    É cada ignaro que despenca por aqui...
  • Daniel  29/08/2018 01:38
    Já estou cansado de tantos comentários sobre privatizações, como a dos Correios, que é uma empresa estratégica, muitos querendo ou não. O que eu a defensores das privatizações ganham com isto? As estatais precisam ser bem administradas e fiscalizadas. Se houve escândalos de corrupção nos últimos tempos, dentro das estatais, a solução vai ser de entregá-las para o capital estrangeiro? Quanta baboseira e os Correios nós sabemos, que não funciona bem é proposital, para tentar vendê-lo a preço de banana, como fizeram com a Vale. Fico indignado com tanta babaquice! obrigado
  • Raquel  29/08/2018 13:42
    Criança,já bebeu seu leite?
  • FL  29/08/2018 13:49
    Pessoal, o Daniel está cansado desse papo de privatizações, por favor, parem com esse assunto imediatamente
  • Um leigo qualquer  29/08/2018 15:14
    Amigo, parece que você caiu de para-quedas aqui.

    "Já estou cansado de tantos comentários sobre privatizações, como a dos Correios, que é uma empresa estratégica, muitos querendo ou não. O que eu a defensores das privatizações ganham com isto?"

    Serviço bom e de qualidade. E não existe esse papo furado de empresa estratégica.

    "As estatais precisam ser bem administradas e fiscalizadas. Se houve escândalos de corrupção nos últimos tempos, dentro das estatais, a solução vai ser de entregá-las para o capital estrangeiro?"
    Não, elas necessitam de concorrência, que é obstruída pelas regulações estatais. Sobre o capital estrangeiro: pouco importa se é estrangeiro ou nacional, o que importa é que eu quero um serviço bom e que alguém vai ganhar dinheiro satisfazendo o desejo dos consumidores.


    "Quanta baboseira e os Correios nós sabemos, que não funciona bem é proposital, para tentar vendê-lo a preço de banana, como fizeram com a Vale. Fico indignado com tanta babaquice! obrigado"
    Pouco importa se ela será vendida a preço de banana ou não. Serviço público por definição é deficitário e ineficiente, pois ele não está inserido na lógica do mercado. Ah, o problema da Vale é que ela foi "Privatizada", mas não desestatizada. Boa parte do que eu falei tá no texto, qual o problema em ler? Obrigado.

  • Andre Fernandes  29/08/2018 15:18
    Daniel,

    "Já estou cansado de tantos comentários sobre privatizações, como a dos Correios, que é uma empresa estratégica, muitos querendo ou não."

    Quem define o que é estratégico? Você? E pq o serviço de cartas seria estratégico?
    E se fosse, o autor mostrou como vários países do mundo estão recorrendo a privatização neste mesmo setor. Seriam eles burros de não perceber o quão estratégico ele é?

    "O que eu a defensores das privatizações ganham com isto?"

    Com uma privatização bem feita? Que tal preços baixos e serviços de qualidade, além de opções?
    Se com uma privatização meia boca como no setor de telecomunicações já houve melhora sensível de qualidade no serviço e nos preços, imagina com uma desestatização total.

    Eu que te pergunto. O que você ganha defendendo a manutenção desse ralo de dinheiro e que presta um serviço péssimo?

    "As estatais precisam ser bem administradas e fiscalizadas."

    Tipo a Petrobrás? Gostaria de que você desse exemplos de estatais bem administradas. Afinal a sua solução é mais estado? Mais gente fiscalizando?

    "Se houve escândalos de corrupção nos últimos tempos, dentro das estatais, a solução vai ser de entregá-las para o capital estrangeiro?"

    Primeiro que ninguém especificou nada sobre capital estrangeiro. Existem empreendedores no Brasil que poderiam muito bem se interessar pelo setor e investir, caso fosse livre. Mas se fosse estrangeiro, qual seria o problema? A Apple te incomoda? O Google? O Facebook? A Nike? A Volks?

    "Quanta baboseira e os Correios nós sabemos, que não funciona bem é proposital, para tentar vendê-lo a preço de banana, como fizeram com a Vale. Fico indignado com tanta babaquice!"

    Ahh claro. O Correio não funciona bem tem uns 200 anos, mas é só pra vendê-lo barato. E as outras estatais, a justificativa é a mesma?

    Legal o seu exemplo da Vale, empresa que cresceu demais após a privatização. Só corrobora nosso pensamento de que a privatização é o melhor caminho.

    Pode ter certeza que nós aqui também ficamos indignados. De nada!

  • Arth  29/08/2018 15:37
    imgur.com/a/Oj50A35
    imgur.com/a/FYR9jG8

    Fácil falar em: "Usa DHL, usa Fedex." Quando sabemos que não é bem assim.

    P.s: Nunca vi nenhum caminhão dessas empresas no Brasil (em Brasília especialmente).
  • Pobre Paulista  29/08/2018 15:41
    De nada.
  • ed  29/08/2018 16:42
    "Já estou cansado de tantos comentários sobre privatizações"

    E eu estou cansado de sustentar parasitas.

    "uma empresa estratégica, muitos querendo ou não."

    estratégica para quem? Me diga como os correios e seus serviços ineficientes, caros e de péssima qualidade beneficiam as pessoas.

    "Se houve escândalos de corrupção nos últimos tempos, dentro das estatais, a solução vai ser de entregá-las para o capital estrangeiro?"

    O que você sugere? Que o povo continue sustentando os parasitas?

    "nós sabemos, que não funciona bem é proposital, para tentar vendê-lo a preço de banana, como fizeram com a Vale"

    Sim, os próprios funcionários parasitas fornecem serviços de pessima qualidade no intuito da empresa ser privatizada e eles serem postos no olho da rua sendo trocados por funcionarios mais capacitados. Faz todo o sentido.

    "Fico indignado com tanta babaquice"

    Idem.
  • paulo  29/08/2018 17:51
    Enviei uma carta de Brasília a uma capital nordestina. O tempo prometido 6 dias e o tempo real 3 meses.
    Como pode uma empresa por um prazo tão largo para uma carta de sedex entre duas capitais? Custou 66 reais.
    Eu penso que é um completo absurdo. Esse pessoal é muito fraco. Eu tinha um chip dos Correios celular. Passei muita raiva apesar dos preços baixos. Um amigo me disse a frase do ano: "Se o serviço principal é ruim, por que o serviço secundário seria bom?"
    kkk
  • reinaldo  29/08/2018 19:27
    Sem contar que os Correios tentam a todo custo impedir outras empresas de fazerem serviço de entregas:

    epoca.globo.com/brasil/noticia/2017/07/como-os-correios-criaram-uma-maquina-de-acoes-judiciais-para-manter-monopolio.html

    Menso que as "concorrentes" forneçam serviços diversos do monopólio estatal, eles conseguem iintimidar qualquer um que queira fazer entregas.
  • Wallace Mathielo Altoé  29/08/2018 20:32
    Trabalho nos Correios, e não temo a privatização.

    Apesar da empresa ser pública, a mesma não recebe recursos do tesouro nacional, sendo auto-suficente, e
    devolvendo parte do lucro obtido de suas operações ao Governo Federal.

    Como todas as empresas públicas, nos últimos anos, as mesmas sofreram muita interferência politica nos seus quadros decisórios, que contribuíram enormemente para seus resultados negativos. A título de exemplo, foi o que ocorreu com a Petrobras, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa e muitas outras empresas.

    Acredito que uma Gestão seguindo a nova legislação das Estatais, pode solucionar muitos problemas relacionados que foram vivenciados.

    A ECT é realmente estratégica para qualquer empresa, e muito mais ao Governo Federal. Nossa rede possui no mínimo uma Agência em cada município, logística de entrega em todo o pais, e pode atender inúmeros serviços a sociedade.
    Por exemplo: Emissão de identidade, serviços relacionados ao INSS. Estamos presentes, com uma estrutura funcional e prontos a atender a sociedade, como, sempre foi realizado e reconhecido pela mesma.

    Mais de 80% da rede é deficitária, ou seja, não é lucrativo ao empresário, porém estamos em todos os lugares para atender ao BRASIL.

    Basta um governante estadista para vislumbrar esta potência.

    Estamos em um mercado altamente competitivo, e os Correios hoje, servem de barreira ao aumento de preços dos serviços de remessa de encomendas, pois, não sendo desta forma, nosso volume de transporte de encomendas iria se reduzir, face preços da concorrência, porém isso não ocorre.

    Creio que a privatização tem seus aspectos positivos, porém, deve-se analisar corretamente todos os aspectos, pois, um problema claro desta decisão, é deixar 80% dos municípios sem atividade postal e com um custo de entrega de encomendas em patamares maiores que o atual, prejudicando por exemplo o e-comerce.]

    Além do serviço Postal, os Correios são correspondentes Bancários, eventualmente, o único do município, promovemos o SEGURO DPVAT, Fazemos Certificados Digitais, somos uma Agência de Governo que pode prestar múltiplo serviço. Como funcionários, somos concursados, ou seja, entramos para empresa concorrendo com os melhores estudantes, trabalhamos em regime de 44 horas semanais e somos regidos pela CLT.

    Sugiro, que quem considera o funcionário dos CORREIOS um parasita, que tente acompanhar o Carteiro dois dias, e tente trabalhar em uma Agências no Atendimento a população para ter uma ideia do volume de trabalho e empenho de todos. Estas atividades representam 80% das atividades funcionais da empresa.




















  • Marcu  29/08/2018 21:58
    "Estamos em um mercado altamente competitivo, e os Correios hoje, servem de barreira ao aumento de preços dos serviços de remessa de encomendas, pois, não sendo desta forma, nosso volume de transporte de encomendas iria se reduzir, face preços da concorrência, porém isso não ocorre. "

    Os Correios servem como BARREIRA PARA AUMENTO DE PREÇO? Ou é a barreira para não termos alto nível de competição?

    "Creio que a privatização tem seus aspectos positivos, porém, deve-se analisar corretamente todos os aspectos, pois, um problema claro desta decisão, é deixar 80% dos municípios sem atividade postal e com um custo de entrega de encomendas em patamares maiores que o atual, prejudicando por exemplo o e-comerce."

    Como você falou que a empresa que é auto-suficiente, se o custo de entrega aumentaria em mãos privadas?!

    Quer dizer então que empresas privadas são gananciosas demais?!

    "Além do serviço Postal, os Correios são correspondentes Bancários, eventualmente, o único do município, promovemos o SEGURO DPVAT, Fazemos Certificados Digitais, somos uma Agência de Governo que pode prestar múltiplo serviço. Como funcionários, somos concursados, ou seja, entramos para empresa concorrendo com os melhores estudantes, trabalhamos em regime de 44 horas semanais e somos regidos pela CLT. "

    Isso tudo que falou, escutei BUROCRACIA. Além de ser um parasita, sim, mas que prestou uma prova. Parabéns!

    Já trabalhei em várias "empresas" públicas e ninguém trabalha direito, todos fazem corpo mole, sabendo claro que ali não há uma liderança ou hierarquia, não tendo o temor da demissão.
  • 5 minutos de ira!!!  30/08/2018 12:46
    Morei em Balneário Camboriú e lá havia duas agências do Correio. Uma terceirizada (não sei bem ao certo o modal, mas era privada) e outra pública. Preciso mencionar qual era mais rápida no atendimento?

    Se 80% dos municípios dão prejuízo aos correios, é por causa de sua ineficiência monstruosa. Com soluções inteligentes e criatividade, além de controle de custos e etc, provavelmente esse indice não seria maior que 10%. Nesses casos, o serviço teria que ser mais caro, porque se você mora no fundo da amazônia, onde só se chega de avião+barco, você tem que imaginar que sua encomenda vai custar mais caro. Para os outros 90% dos municípios melhoraria e muito.
  • Luciano viana  29/08/2018 22:58
    A culpa é dos chefes que passam a dobra.
  • Marty McFly  30/08/2018 23:13
    Ultimamente tenho visto acontecer o seguinte. Os agentes dos Correios fraudam as informações de rastreio quando não conseguem entregar (pois ficaram cansados e resolveram tirar o resto do dia de folga). Colocam que o destinatário não foi encontrado, mesmo sendo portaria 24 horas. Aí alguns dias depois, entregam.

    Descaso total.
  • Andre  02/09/2018 23:37
    Absurdo!
  • Felipe  05/12/2018 19:34
    Aconteceu comigo hoje! O Correio disse que o Carteiro não foi atendido, mas é a portaria de uma empresa 24H!
  • Emerson Luis  05/09/2018 23:00

    Neste sábado 01/09/18 à noite fiz uma encomenda de quatro livros para a Amazon, incluindo O Caminho da Servidão (finalmente!).

    No domingo 7h28 (AM) o pedido já estava sendo processado pela distribuidora.

    Na terça 04/09/18 de manhã já estava entregue, cerca de 70km de distância

    O frete é R$7,00

    Mas como o pedido era acima de R$99,00 foi "frete gratuito" (sim, eu sei).

    O sistema ainda tem margem para melhora, mas é ótimo.

    Porém, a Amazon faz parceria com livrarias que enviam pelo correio. Também compro pela estantevirtual e livronauta, que associam sebos que enviam pelo correio.

    Demora bem mais e é mais caro.

    Um livro de 300 páginas já pode ser "pesado demais" e tenho que buscar na agência.

    Se não for o caso, pode ser deixado na caixa de correio ou até no chão dentro do portão.

    Mais de uma vez o correio transviou livros.

    Mais de uma vez deixei de comprar um livro usado raro para evitar o correio.

    * * *
  • adolfo luiz de frança  11/11/2018 10:07
    Bom dia. Alêm dos roubos,vai ter que privatisar ,pois os correios nãoestão cumprindo co o que prometem
  • SefazPiaui  23/11/2018 23:41
    Verdade aí pessoal que o Guedes botou na lista de privatizacao os correios?


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