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A urgente necessidade de se desestatizar os Correios

O artigo a seguir foi publicado no dia 26 de outubro de 2010. De lá pra cá, pelo visto, as coisas só pioraram.

Tudo indica que a bagunça e o loteamento de cargos nos Correios vierem pra ficar.  A estatal foi totalmente loteada pelo PT, e a roubalheira instalada dentro da empresa, com centenas de milhões de reais sendo desviados para os mandantes do partido no governo federal, está prejudicando irreversivelmente seus consumidores cativos — ou seja, todos os brasileiros, que simplesmente estão proibidos de utilizar ou ofertar alguma concorrência.

Recentemente, perdi um casamento por causa dos Correios.  A cerimônia estava marcada para o dia 16 de outubro.  O convite me foi enviado (SP-BH) no dia 27 de setembro, mas chegou apenas no dia 19 de outubro, três dias após o evento para o qual fui convidado.  Se o convite tivesse sido enviado no casco de um cágado, a entrega teria sido mais rápida.

Mas há outros exemplos ainda piores.  Um parente meu, dono de um apartamento alugado em um prédio que está em reformas, terá de pagar multa por causa dos Correios.  Como houve um acréscimo na taxa de condomínio por causa das reformas, e o boleto do condomínio não lhe foi entregue dentro do prazo de vencimento (a carta chegou com atraso de 10 dias), essa pessoa agora terá de pagar multa simplesmente pelo fato de os Correios terem entregado o boleto já vencido.

Vários outros casos de encomendas atrasadas, extraviadas e até mesmo violadas já foram relatados.  Não obstante seus comerciais[1] demonstrando a cordialidade, a afabilidade e a presteza de seus funcionários, o fato é que os Correios, como toda estatal monopolista, existem não para atender a seus consumidores, mas sim para servir aos interesses de seu sindicato, do governo e de seus membros, principalmente daqueles que ali estão por indicação política. 

O fetiche estatizante

Nacionalistas e estatistas em geral (ambos são praticamente sinônimos) dizem que, quando o governo é dono de uma empresa — ou de alguma jazida mineral ou petrolífera —, isso automaticamente faz com que "o povo" seja o proprietário dos recursos em questão.  Isso significa que cada brasileiro é igualmente dono de uma fatia daquela empresa, e isso supostamente irá beneficiá-lo.  Sendo assim, como existem 190 milhões de brasileiros, então cada brasileiro é "dono" de aproximadamente 1/190 milionésimo dos Correios. 

E daí?  Ser "dono" de uma ínfima fatia de um estatal não traz benefício algum ao cidadão médio.  Ademais, a prerrogativa básica para que alguém se considere dono de algo é poder vender ou se desfazer desse bem quando quiser.  Os brasileiros têm essa liberdade?

Uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.  Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos.  Sendo monopolista, a estatal não precisa de incentivos e não sofre a concorrência de nenhum tipo de livre iniciativa individual — estas são proibidas por lei, em um flagrante ato de agressão e violência da parte do governo contra a liberdade de empreender.

Os resultados desse arranjo serão sempre uma ineficiência grosseira, custos operacionais mais altos que os que ocorreriam em um ambiente competitivo, e serviços de baixa qualidade.  O brasileiro médio está muito mais bem servido por empresas de telefonia celular e companhias aéreas privadas[2] do que pelos Correios ou por qualquer outra estatal blindada da concorrência do mercado.  Mesmo que ele não tenha uma só ação dessas empresas privadas, ele está em muito melhor situação ao lidar com elas do que ao lidar com estatais, que supostamente são suas.  E a explicação é simples: ao lidar com empresas privadas, o cidadão não apenas se beneficia do capital acumulado por essas empresas, como também se beneficia do fato de que elas empregam esse capital de modo a buscar o lucro e a evitar os prejuízos, sempre tentando ganhar eficiência sobre os produtos e serviços da concorrência.

Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais.  No Brasil, para limitar os prejuízos, o governo proíbe que os Correios sofram a concorrência de importantes categorias: cartas — cujo conceito engloba cartas pessoais, contas de água, luz e telefone, boletos de cartões de crédito e qualquer outro documento que seja de interesse pessoal do destinatário —, cartões-postais e malotes só podem ser transportados pela estatal.

Outros tipos de correspondências, como jornais, revistas e encomendas podem ser entregues por empresas privadas, cujos preços são, em média, 30% inferiores aos dos Correios.  Porém, é considerado crime uma empresa privada fazer entregas de cartas.  Por isso, devemos glórias à invenção do e-mail, que possibilitou que as comunicações se mantivessem em níveis modernos.  Sem ele — e com a proibição da concorrência aos Correios — ainda seríamos reféns de um serviço típico do mundo antigo, com sua arcaica prática de carregar sacos de um lado para o outro.

Monopólio X Desestatização

Um dos argumentos favoritos dos defensores do monopólio dos Correios para a entrega de cartas e malotes é o de que, se tirarem o monopólio da estatal, aquele morador lá do sertão do Piauí poderá ficar sem receber cartas, porque tal serviço não interessaria às empresas privadas.  Ou seja, é com o monopólio que os Correios se mantêm, pois o que fatura nos grandes centros urbanos permite que o deficitário serviço de entrega de cartas no interior do país, que não tem lucratividade, seja mantido.[3] 

Em primeiro lugar, vale lembrar que os Correios se recusam a fazer entregas em lugares perigosos, o que é um absurdo quando se considera sua posição monopolística.  Porém, a questão mais premente é outra: por que um serviço de entrega de correspondências deve ter o mesmo preço, não importando o local da entrega?  Em outras palavras, por que uma entrega no sertão do Piauí deveria custar o mesmo que uma entrega no centro de São Paulo?  Os críticos da desestatização dos Correios dizem que a quebra do monopólio irá fazer com que as empresas privadas passem a cobrar mais por entregas em locais fora de mão vis-à-vis locais mais próximos do remetente.

Ora, mas é claro que tem de ser assim.  Não há qualquer justificativa econômica para que serviços com custos tão díspares tenham o mesmo preço.  É até bem possível que a concorrência entre as empresas privadas levasse, no final, a um preço único para todo tipo de entrega, assim como empresas telefônicas têm suas promoções para ligações de longa distância, cobrando uma tarifa única por minuto.  Mas não necessariamente tem de ser assim.  É natural que determinados percursos de entrega — para os quais as péssimas estradas estatais contribuem em muito para o aumento dos custos — exijam preços mais altos que os de outros percursos, mais simples e acessíveis.

Em todo caso, a decisão final seria do consumidor.  Com a desestatização do Correios, e a subsequente concorrência gerada pela livre entrada de várias empresas, ninguém será obrigado a pagar nada para ninguém.  Por que, afinal, seria mais justo termos um monopólio com um preço único (que varia de acordo com o peso e não com a localidade de entrega) e não uma livre concorrência com preços variáveis, inclusive mais baratos que o SEDEX?  Essa regra do preço único por peso é tão ignara, que ilustra perfeitamente o problema do gerenciamento estatal: a empresa é administrada por burocratas acomodados e não por capitalistas em busca de lucro, eficiência e bons serviços prestados.

Como desestatizar

800px-Mailboxes_Queen_Street_Auckland.jpgUm exemplo de desestatização dos serviços postais aconteceu na Nova Zelândia.  Com a desregulamentação do setor, o que permitiu a livre entrada de empresas privadas no ramo, diferentes empresas agora podem instalar seus recipientes de coleta nas ruas das cidades, como mostra a foto ao lado.

Em um cenário como esse, de intensa concorrência, seria inconcebível que uma empresa atrasasse suas entregas em quase um mês, prejudicando seu cliente e até mesmo fazendo com que ele pagasse multas por estar inadimplente com alguma mensalidade não quitada dentro do prazo especificado.

O principal objetivo da desestatização dos Correios é criar concorrência.  Mas uma genuína concorrência só pode ocorrer em um ambiente onde exista propriedade privada.  É a instituição da propriedade privada que torna a concorrência e o mercado possíveis.  E é a existência de mercado e de concorrência que possibilita a existência de preços.  E é a existência de preços que possibilita qualquer tipo de cálculo econômico racional.  Ao impedirem a existência de concorrência — isto é, ao impedirem que outras pessoas possam usar sua propriedade para concorrer com os Correios ou para escolher outras empresas concorrentes —, os Correios, assim como qualquer empresa estatal que opere sem concorrência, ficam sem essa ferramenta essencial para atuar como uma genuína empresa capitalista.  Consequentemente, a estatal opera sem informações corretas de preços, o que impossibilita um cálculo racional de lucros e prejuízos, algo que afeta sua eficiência.  Daí a necessidade de sua desestatização.

E a melhor maneira de transformar os Correios em uma empresa eficiente seria levando-a ao livre mercado.  Seu capital seria aberto e empreendedores utilizariam seu próprio dinheiro para concorrer em um mercado competitivo, fornecendo serviços eficientes aos consumidores, sempre procurando métodos financeiramente viáveis para entregar correspondências e encomendas.  Esses investidores se tornariam os donos de todas as agências dos correios, de seus caminhões e instalações, podendo inclusive utilizar aviões próprios, como faz a FedEx nos EUA.  Ao mesmo tempo, todas as restrições à entrada no mercado seriam abolidas, permitindo que empresas estrangeiras, como  DHL, UPS e TNT, além da própria FedEx, viessem competir livremente aqui dentro.  Greves nos correios, algo que emperra toda a economia, virariam folclore e os preços entrariam em queda livre.

Conclusão

Quem disse que a iniciativa privada não pode entregar cartas?  Quando vemos os incríveis avanços ocorridos na economia de mercado e comparamos ao que eram os bureaus soviéticos, é preciso ter uma enorme fé no planejamento central para crer que uma estatal monopolista como os Correios prestaria um serviço pior caso fosse desestatizada e submetida à livre concorrência.

Os consumidores já protestaram e a atual situação dos Correios, um mero cabide de empregos para burocratas e apadrinhados políticos, apenas confirma a realidade: a estatal é obsoleta e antiquada.  Que ela tenha seu capital aberto e suas ações sejam vendidas integralmente para empreendedores.  Ou que ela seja entregue para seus funcionários, que deverão batalhar para competir no livre mercado sem a muleta do estado.  De um jeito ou de outro, se houver algo na estrutura que mereça ser mantido, deixemos para que empreendedores decidam.

O melhor método de privatização pode ser debatido, mas o fato é que ninguém pode alegar que a desestatização dos Correios — e a subsequente quebra do seu monopólio — não faria sentido econômico.

________________________________________________

Notas

[1] Por que uma estatal monopolista precisa gastar dinheiro com propaganda?  Ela está concorrendo com quem?

[2] As quais desfrutam de um oligopólio garantido pelo estado, o que significa que elas, consequentemente, também oferecem serviços de baixa qualidade — embora melhores por se tratar de um mercado um pouco mais concorrencial.

[3] O mesmo argumento, curiosamente, é usado no oligopólio da telefonia celular, que obriga, por exemplo, que empresas que adquirem o privilégio de operar em São Paulo tenham de fornecer o serviço em outras regiões menos lucrativas.


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Aeroportos + governo = caos

Desestatizando o setor aéreo

Sobre as privatizações (Parte 1)

Sobre as privatizações (final)

Desestatização: como proceder e como não proceder


8 votos

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Zéh!  26/10/2010 11:23
    Quase toda semana a gente vê uma noticia nova de algum esquema nos Correios...\r
    Na minha opinião deve-se dividir a empresa entre todos os funcionarios dela. Isso talvez fosse suficiente para dar uma silenciada nos sindicatos que vão gritar que empregos serão perdidos e famílias prejudicas...\r
    Quem for demitido, além de ser acionista dos Correios ainda vai receber o FGTS, seguro desemprego e tudo o mais que tem direito... Não podem reclamar.\r
    Aí se eram bons funcionarios mesmo, poderão conseguir emprego na concorrencia que a desrulamentação pode trazer.\r
    O problema é se for feito o que foi feito com as privatizações dos anos 90. Empresas sendo privatizadas e mercados cartlizados por agencias reguladoras. É isso que não pode ser permitido.
  • Elton  19/09/2015 22:11
    Antes de querer que privatizem as coisas, nos deveríamos cobrar das empresas que foram privatizadas, como a Vale que temos o preço do Ferro muito caro, ou então das operadoras de telefonia celular, ou dos bancos que tem filas enormes. Tem muitas empresas grandes privadas que não oferecem um serviço de qualidade. O que deve ser feito é cobrar dos políticos corruptos uma regulação dos serviços para aumentar o nível de qualidade desses serviços
  • John  19/09/2015 23:24
    Não, Elton. O que deve ser feito é justamente o contrário: tirar de cena tudo o que restou do estado, ou seja, acabar com agências reguladoras, pois são elas que protegem essas empresas impedindo o surgimento de concorrentes.

    Pedir que político regule empresa -- que são suas maiores doadoras de campanha -- é o mesmo que pedir que o gato tome conta do pires de leite. Entenda a realidade:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1927

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1930
  • Arovet Li  26/10/2010 13:02
    Sempre defendi desestatização de serviços, tais como os Correios, mas defendo ainda mais depois que roubaram uma coleção do Shakespeare que eu tinha comprado. Simplesmente desapareceu e ninguém sabe onde está, ninguém sabe onde deveria estar, ninguém sabe de nada e eu perdi meu dinheiro :(
  • Lucas  18/06/2012 11:43
    Eu em geral gosto do serviço dos correios (que uso mto pouco) mas quando realmente precisamos eles te deixam na mão, que nem uma vez q roubaram o carro dum parente meu, que tinha seguro, ele precisou enviar uns docs e a chave reserva para seguradora (via correio) e sumiu tudo.
  • anônimo  18/06/2012 11:50
    Ufa, ainda bem que foi só isso e que, "no geral", tá tudo certo.
  • Gabriel  03/07/2013 14:49
    Tive o mesmo problema, ninguém sabe onde está ou como localizar. Ligo lá e a mulher que atende só sabe me informar o mesmo que posso ver colocando o código de rastreamento no site, o que quer dizer que é inútil.
    Encomendei um Flash para minha Câmera Canon e já era. Isso é roubo.
    Quando fui pesquisar por reclamações olha o que encontro www.reclameaqui.com.br/indices/780/correios-empresa-brasileira-de-correios-e-telegrafos/.
    Em geral são 23.380 reclamações não respondidas. Pode se perceber o total desprezo pelo cliente. Essa roubalheira tem que acabar.
  • Vitor  26/10/2010 15:29
    Já vi Sedex (suposta garantia de 1 dia) de Natal para Recife (300km, 4 horas de carro) demorar 1 semana para chegar!

  • André Leite  26/10/2010 15:34
    Mais um excelente artigo do Leandro, muito bom! Incrível como um serviço tão importante - afinal, encomendas e contas são entregues diariamente - ainda está longe de ser privatizado, assim como tantos outros...
  • Fernando Chiocca  26/10/2010 18:27
    Temos todos os argumentos, tanto econômico-científicos como de ética, e eles têm zero argumentos, tanto éticos como econômicos, uma retôrica vazia, mas têm muito dinheiro e interesse direto. Como é possível os que defendem a liberdade e a sanidade econômica algum dia se organizarem desta mandeira:O Monopólio Fiscal Beneficia Você!
    É o que o Molyneux falou hoje, exatamente usando como exemplo algum político que defenda a privatização dos correios:The Idiocy of Politics
    Continuemos na luta das ideias...
  • Roberto  26/10/2010 20:03
    Eu conheço um "dekassegui" (assim são denominados os imigrantes que residem no Japão) que trabalhou em Hokkaido, uma província agrícola do Japão e retornou ao Brasil em 2009. Ele gostou muito do Japão, mas dentre os poucos defeitos do país estava o serviço postal. Ocorre que, segundo ele, após a privatização de Japan Post, os agricultores daquele país NUNCA MAIS tiveram acesso a um serviço postal.
  • Leandro  26/10/2010 20:20
    Roberto, a "privatização" dos correios do Japão foi inexistente. A holding que controla todos os serviços postais é 100% estatal.

    en.wikipedia.org/wiki/Japan_Post_Holdings
  • Roberto  26/10/2010 21:01
    Leia com mais atenção o seu link, pois segundo o que eu lí, mas não é 100% estatal. O Estado detém algumas ações, mas não 100%. Nos últimos anos, aumentou a participação da iniciativa privada nos serviços postais no Japão. Inclusive, na província onde meu amigo residia, não havia nada de estatal, quem gerenciava o serviço postal era um magnata que residia em Tóquio. Então, não é 100% estatal. Mas se você está indignado por perder um casamento, meu amigo perdeu dinheiro, após a privatização, e foi para sempre, pois não existia mais serviço.
  • Leandro  26/10/2010 21:15
    Está escrito lá, Roberto: The holding company is currently wholly owned by the government.

    Sim, é fato que a participação privada aumentou nos serviços de entrega. Mas aumentou num ambiente completamente gerenciado e regulado pelo estado. E pior ainda: sem qualquer concorrência. Justamente o oposto do que defendemos, que é a livre concorrência e a livre entrada.

    Ou seja: junto-me inteiramente a você na condenação desse sistema intervencionista japonês. Ele é tão nefasto quanto um sistema puramente estatal.

    E, caso leia os artigos sobre privatização linkados ao final deste artigo, entenderá por que essa ocorrência com seu amigo não foi surpresa alguma: o arranjo econômico (parceria entre governo e grandes empresas) favorece esse tipo de descaso, pois não há um livre mercado para punir maus serviços.
  • Roberto  26/10/2010 21:29
    Mas você oitiu o seguinte: "It started with the DIVISION and PRIVATIZATION of Japan Post." Ou seja, exatamente o que eu lhe disse: que a participação privada está aumentando. A empresa, foi dividida em quatro partes: Japan Post Service, Japan Post Network, Japan Post Ban e Japan Post Insurance. E como lhe disse, algumas unidades são totalmente privadas, é o caso do local onde meu amigo vive.
  • Leandro  26/10/2010 21:46
    Ué, de fato está tudo lá exatamente como eu disse: os serviços de entrega tornaram-se privados, mas a holding que controla tudo é 100% estatal. Releia o que eu escrevi.

    Ademais, volto ao ponto: mesmo que tudo fosse 100% privado, mas o monopólio dessa empresa privada continuasse garantido pelo governo (como é hoje), os serviços continuariam ruins. Seria um milagre se fosse diferente.

    Nós somos pela livre concorrência e pela livre entrada de qualquer empresa no ramo. Pela completa desestatização, exatamente o contrário do que houve no Japão.

    E você?
  • Roberto  26/10/2010 22:01
    Como lhe disse, está aumentando a participação privada na empresa, e em alguns locais, é 100% privada. Eu tenho um amigo que viveu no Japão e tenho mais informação. Aqui no RS, a CEEE também é considerada "estatal", mas 2/3 da companhia está em mãos privadas.

    Quanto à livre-concorrência, leia melhor o próprio Mises, pois ele mesmo disse que com o desenvolvimento do capitalismo, a tendência é a concentração de empresa ou "uma única empresa" em TODOS ramos de produção (para usar as palavras do Mises).

    E o que está sendo discutido aqui é o seguinte: uma empresa privada, visa o lucro. Se não for lucrativo fornecer serviço a um local porque é os custos são muito altos, ela não investe. É por isso que os camponeses podem perder o acesso ao serviço, porque pode não ser lucrativo levar o serviço às cidades do "interior".
  • Leandro  26/10/2010 22:14
    Você está evadindo a questão, Roberto. Como eu venho dizendo esse tempo todo, se não houver livre concorrência, os serviços serão porcos, não interessa se privado ou estatal. Os correios japoneses (com serviços de entrega privados, mas com uma holding estatal) operam em ambiente monopolístico e é isso que você não quer aceitar.

    (A propósito, essa frase de Mises está fora de contexto. Em outras obras, ele próprio faz ironia desse pensamento: no extremo haveria uma única empresa para todo o planeta. O curioso é que todo mundo fala dessa frase dele, mas ninguém nunca a transcreveu...)

    Quanto à entrega de cartas em locais afastados, será que realmente não há como fazê-la lucrativamente?! Não há um preço cobrado que dê lucro? Como, afinal, as mercearias e vendas desses locais afastados estão sempre com produtos em suas prateleiras? Como esses produtos chegaram lá? Será que o comerciante os obteve de graça ou teve de pagar alguém para transportar esses produtos até sua loja? Será que a transportadora foi obrigada a transportar os produtos até lá ou ela fez isso obtendo lucro?

    O transporte de cartas e encomendas ocorreria da mesma forma, desde que houvesse liberdade de empreendimento. Sempre haverá oportunidades de lucro em qualquer mercado desregulamentado e com liberdade de preços.

    Pense nisso e procure não se prender a ideologias; pense apenas na ciência econômica.
  • Roberto  26/10/2010 22:42
    Então agora você admite que é um empresa PRIVADA?

    Mises não faz ironia nenhum. Leia o trecho:

    "A divisão do trabalho atribui função especializada a cada unidade produtiva da economia. Este processo nunca se interrompe, na medida em que continua o desenvolvimento econômico. [...] Com o progresso da especialização, a área servida por um fornecedor individual deve continuar a ampliar-se. [...] Sem dúvida, essa progressiva especialização da produção volta-se para o desenvolvimento de todo tipo de empresa que tenha o mundo inteiro como mercado. Se esse desenvolvimento NÃO for obstado por medidas protecionistas e por outras medidas anticapitalistas, o resultado será que, em TODO RAMO DE PRODUÇÃO, haverá um número relativamente PEQUENO de firmas, ou mesmo apenas UMA ÚNICA FIRMA, voltada para produzir com alto grau de especialização e para suprir todo o mundo."
    - Liberalismo, Cap. 1I, 7. Cartéis, monopólio e liberalismo, pag. 90 e 91, tradução de Haydn Coutinho Pimenta, Edit. José Olympio em convênio com o Instituto Liberal
  • Leandro  26/10/2010 23:12
    Não, é uma holding estatal com serviços de entrega privados. É como se fosse uma Telebrás com empresas telefônicas locais privadas, todas devidamente protegidas da concorrência.

    Algum problema com interpretação de texto? Não estou sendo claro?

    Quanto à citação de Mises, você desavergonhadamente suprimiu partes importantes, dando a ideia oposta ao que ele realmente disse. Por que esse truque? Segue o trecho original e sem edições:

    The division of labor gives a specialized function to each productive unit in the economy. This process never stops as long as economic development continues. We long ago passed the stage at which the same factory produced all types of machines. Today a machine factory that does not limit itself exclusively to the production of certain types of machinery is no longer able to meet competition. With the progress of specialization, the area served by an individual supplier must continue to widen. The market supplied by a textile mill that produces only a few kinds of fabrics must be larger than that served by a weaver who weaves every kind of cloth. Undoubtedly this progressive specialization of production tends toward the development in every field of enterprises that have the whole world for their market. If this development is not opposed by protectionist and other anticapitalist measures, the result will be that in every branch of production there will be a relatively small number of concerns, or even only a single concern, intent on producing with the highest degree of specialization and on supplying the whole world.


    O trecho destacado mostra exatamente o contrário. A maior especialização leva a uma maior limitação da demanda atendida -- caso contrário, uma empresa não vence a concorrência. Todo o resto do texto é uma expansão desse pressuposto.

    É compreensível que você tenha suprimido essas partes.
  • Arovet Li  27/10/2010 12:49
    Já é a segunda vez que vejo citarem esse capítulo 7 do Liberalismo fora de contexto, como se Mises defendesse que o livre-mercado gera monópolio. Não sei se fazem isso intencionalmente ou não, mas sugiro que leiam pelo menos uma parte do livro quando vão citá-lo.
  • mcmoraes  27/10/2010 21:36
    É vero. Leitura realmente não é algo trivial. Sugiro ao Roberto o seguinte livro: How to Read a Book
  • Erick Skrabe  28/10/2010 19:19
    Sugiro q o Roberto envie uma cópia do livro para seu amigo pelos correios e outra por uma empresa privada como Fedex ou DHL, e veja quem chega primeiro.
  • kleiton  14/02/2012 12:48
    E não há nada de errado em um monopólio CASO ELE TENHA SIDO CRIADO DENTRO DE UM SISTEMA DE LIVRE MERCADO, DESREGULAMENTADO E SEM INTERFERÊNCIA DO GOVERNO. O fato é que esse tipo de monopólio é raríssimo.

    Os monopólios atuais são, em sua grande maioria, operados ou garantidos pelos governos, tornando os serviços oferecidos ineficientes.

  • Alexandre M. R. Filho  14/02/2012 13:14
    Na verdade, podemos pensar assim:\r
    \r
    O monopolista vende certo produto por 10 reais.\r
    \r
    Aí, num ambiente livre, certo agente resolve entrar na briga e vender por 9 reais o mesmo produto.\r
    \r
    O monopolista, vendo que vai perder mercado, abaixa o preço dele pra 8.\r
    \r
    Com isso, o novo agente quebra e o monopolista volta a reinar tranquilo.\r
    \r
    Mas nem tanto. Afinal, agora ele sabe que se tentar vender a 10, existe alguém que consegue fazer a 9. Só se ele for maluco ele vai voltar a vender a 10 (ou a 11, 12 etc.)\r
    \r
    Portanto, o mercado agora estará sempre abastecido pelo mesmo produto a um preço mais baixo.\r
    \r
    Nesse caso hipotético, o monopólio trouxe um benefício pros consumidores.\r
  • Tiago Moraes  16/06/2012 09:54
    Roberto, para nós liberais, pouco interessa se um monopólio é privado ou é estatal, nós defendemos a livre concorrência, pressuposto este que consiste na ausência total de impedimentos legais para entrada de ofertantes de um bem ou serviço qualquer. A cidadezinha de Hokaido, que teu amigo morou e que tem problemas para o recebimento de serviços postais, ocorre porque mesmo que o serviço tenha sido privatizado, a canetada estatal ainda está lá presente, dizendo que os pobres japoneses que lá habitam são obrigados a aceitar que o serviço seja feito apenas por uma única empresa franqueada que o Estado japonês quer. Então, se você tem enorme dificuldade de compreender isso e fica com essa retórica barata de dizer "haaa, mais a empresa é privada", para nós você apenas está esboçando enorme dificuldade em compreender uma ideia bem simples, então o que garante a você, discernimento para entender o que Mises escreveu? E a julgar pelos teus comentários anti-liberais, eu duvido que tenhas realmente lido na íntegra alguma obra de Ludwig von Mises.

    Eu sou operador logístico, garanto que é sim viável a exploração postal para qualquer cidade do país, mesmo as que ficarem literalmente no inferno! Eu moro na Bahia, conheço várias transportadoras que possuem rotas nos rincões do sertão nordestino, com operações de entregas em municípios que tu nunca ouviu falar em tua vida. Uma coisa é você atender uma cidadezinha de 15.000 habitantes no Piauí, outra é você zonear a cidade em um perímetro de 350km, englobar mais umas 6 cidades de 15.000 habitantes e assim já ter um bom volume de entregas que viabilize a rota. Supondo 5 habitantes por residência, temos em média 3.000 residências por cidade, então são umas 20.000 residências com serviços regulares e mensais de entrega de contas de energia e água encanada, fora que algumas delas também terão entregas de faturas de cartões de crédito e telefone (também englobando módulos comerciais). Se por acaso o operador logístico não encontrar viabilidade em explorar a rota, ela pode muito bem terceirizar o serviço. Garanto que não faltará pessoas dispostas a comprar uma pequena Fiorino e fazer entregas em suas cidades, criando pequenas firmas de entrega. O setor de serviços crescerá nas pequenas cidades, criando mais alternativas de emprego nestes municípios. O próprio poder público ganharia os tubos com o fim da EBCT (Correios), porque todas essas operações aumentariam a arrecadação de ISS pelos municípios e a arrecadação com ICMS, pois a EBCT tem isenção legal deste imposto. A arrecadação estadual aumentaria e consequentemente o repasse para os municípios, isso é só um exemplo de como um serviço monopolista e estatal gera um efeito em cadeia de perpetuação da pobreza no interior do Brasil.
  • Alguem que nao rouba o povo  17/06/2012 03:00
    2/3 da CEEE em mãos privadas? Está fumando o que? A CEEE Participações. CEEE Geração, CEEE Distribuição (e qualquer outra que exista e eu desconheça) possuem controle acionário do governo do estado do RS.
  • Marcus Benites  17/06/2012 18:18
    Faltou dizer o óbvio ao Roberto: sim, pode ser que não seja interessante a nenhuma empresa privada entregar cartas no meio do nada. Por que isso seria problema meu? Por que eu tenho que pagar para que cartas sejam entregues lá, se é um serviço deficitário? Por que pessoas que não vivam lá têm que pagar mais quando usarem os serviços para garantir que as cartas de lá sejam entregues? Se alguém mora em um lugar em que nenhuma empresa queira atuar entregando cartas, as opções são três: a) Aceite não receber ou enviar cartas, afinal você mora em um local em que esses serviços são inviáveis; b) Mude para outro local em que esses serviços existam, pois são lucrativos; c) Monte você uma empresa que faça esses serviços no local e arque com o prejuízo você, ao invés de impor o prejuízo a pessoas que nada têm a ver com a história. Essa é boa! Então 90% dos usuários dos Correios são obrigados a ter um serviço horrível para que não haja a chance de 10% ficarem sem serviço... Os 10% que se virem! Sem usar o meu dinheiro, oras!
  • Gabriel Hanauer  18/06/2012 07:23
    Simples,

    Se não é lucrativo é porque não tem demanda.
    Se não tem demanda, tem que ser caro mesmo.
  • Tiago Moraes  19/06/2012 06:15
    Rapaz, o grande problema nessa falácia, é que é sim lucrativo. Pode não ser para um mercado fortemente regulado, que termina por privilegiar grandes empresas. Porque quanto maior é uma empresa, menor será sua margem de lucro e consequentemente, maior será o seu lucro caso ela aumente o volume de produção de bens e serviços, ou seja, rendimento de escala. Pequenas empresas produzem pouco volume de bens e serviços, o lucro delas deriva da margem entre receitas e despesas, já grandes empresas tem pouca margem, elas lucram no grande volume de bens e serviços criados. Fazer serviços postais poderia não ser bom para grandes empresas (algo que eu contexto vide meu post anterior) mas é perfeitamente rentável para eventuais micro e pequenas empresas postais.
  • Juliano Camargo  26/10/2010 20:10
    Mais um BIG FAIL da administração estatal.

    Fora todos os exemplos do Leandro, gostaria de enfatizar que o correio se tornou um grante entrave na expansão do comércio da internet. Extremamente caro e nem um pouco confiável.
  • Mauricio  27/10/2010 11:01
    Juliano, seu argumento de que os Correios são um entrave à expansão do comércio eletrônico não procede. De acordo com a Lei 6.538/78, a União tem o privilégio postal das Cartas, Cartões Postais e Correspondência Agrupada. Não existe monopólio na distribuição de encomendas, pelo que existem diversas empresas privadas atuando na distribuição de mercadorias adquiridas pelo comércio eletrônico.
  • eduardo  26/10/2010 21:25
    Precisa privatizar e abrir a concorrência desse serviço lixo.
  • Gabriel Oliva  26/10/2010 21:56
    "A economia de mercado tem sido denominada democracia dos consumidores, por determinar através de uma votação diária quais são suas preferências." - Ludwig von Mises

    Por que é tão difícil perceber que a democracia dos consumidores é melhor do que a ditadura dos produtores? A mentalidade anti-capitalista dominante é absurdamente irracional.
  • Daniel M.  27/10/2010 01:19
    É mais um exemplo de que para se "universalizar" por decreto determinado serviço é necessário, antes de tudo, fechar o mercado em questão (neste caso estamos falando de um monopólio estatal). É algo ainda em gestação nos palácios de Brasília mas, prestem atenção, isso pode acontecer com o acesso à internet. Eles querem fazer o "bem", sempre em nome do "interesse público".

    Uma rápida pesquisa revela a que passo anda esse tema.


    CNC quer banda larga como serviço público
    idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2010/03/19/cnc-quer-banda-larga-como-servico-publico/

    Banda larga como serviço público
    terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3987959-EI14204,00-Banda+larga+como+servico+publico.html

    Entidades defendem banda larga como serviço público e direito fundamental
    wp.clicrbs.com.br/infosfera/2010/05/12/entidades-defendem-banda-larga-como-servico-publico-e-direito-fundamental/

    Banda larga pode se tornar um serviço público
    www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=50404

    PNBL: Entidades insistem em banda larga como serviço público.
    www.telesintese.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14769&Itemid=105

    Entre as polêmicas, Lula vai decidir se banda larga deve virar serviço público
    www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/106-acontece/2576-entre-as-polemicas-lula-vai-decidir-se-banda-larga-deve-virar-servico-publico

    Banda larga em regime público ganha força na Anatel
    www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=3873


  • Zéh  27/10/2010 09:13
    Ainda bem que a banda larga começou por aqui antes de o governo querer ser o Deus da internet...\r
    Se não fossem as privatizações das telefonias, hoje eu estaria pagando a 37ª parcela do financiamento da compra da minha linha telefonica e me conectando pela maior sensação do momento: internet discada popular...
  • Gunnar  08/07/2015 12:22
    E podia ser melhor ainda, se o estado saísse de vez do mercado de telefonia (que hoje funciona em regime de concessões) deixando a entrada de novos concorrentes livre.
  • vitor  28/10/2010 23:20
    a solução não é vender. isso é uma atitude covarde.
  • Maurício  29/10/2010 00:27
    Pode doar tb...
  • Zéh!  29/10/2010 08:49
    Não é certo vender, o estado não tem direito de ficar com dinheiro da venda. Tem que entregar mesmo.\r
    Dividir todas as ações entre todos os funcionários é o melhor caminho, na minha opinião.
  • Alguem que nao rouba o povo  17/06/2012 03:04
    Entre os funcionários? BEBEU?

    Tem que dividir em 1 ação para cada brasileiro acima de 18 anos e deu.

    Se é uma "empresa do povo" que dêem ao povo o direito de decidir o que fazer com ela (e 90% das pessoas vai vender pois não tem interesse nenhum em investir $ em empresa de entregas postais).
  • Valdirzinho  29/10/2010 12:25
    Eu até entendo que aqui a maioria defende a privatização de uma estatal que está encoberta por escândalos, essa é a brecha que o capital precisa para justificar seus interesses. Eu como funcionário dos Correios irei defender a continuidade de uma empresa publica e estatal, e ainda mais, de qualidade como sempre foi. Acredito que os Correios precisam sim de uma reestruturação, mas não uma reestruturação que venha no sentido de trazer prejuízos aos trabalhadores, cerca de 110mil. Os Correios, mesmo diante de toda a crise colocada nos últimos tempos, ainda é o uma instituição seria, com credibilidade e que ainda detem um alto índice de confiabilidade. Não por sorte, mas pelo mérito e compromisso de seus cerca de 110mil trabalhadores. A população brasileira ainda vê os Correios como uma das poucas instituições que ainda funcionam nesses pais, ao contrario do que aqui é pregado. Como disse no inicio, aqui, a grande maioria defende seus interesses, e nós, como funcionários vamos defender o nosso, uma empresa publica de qualidade e 100% estatal. Agora cabe a cada um fazer o seu lobby, sua política em defesa de seus interesses. Nós estamos, como sempre estivemos, prontos para a luta. Defendemos essa empresa no final da década de 90, onde ocorreram varias privatizações, defendemos os Correios contra a quebra do monopólio e vamos continuar a defender um patrimônio que é do povo brasileiro. As cartas estão lançadas, nosso exercito está apostos e vamos a luta. Somos 110mil, cujo 58mil estão nas ruas todos os dias, andando de rua em rua, passando de lar em lar, de comércio em comércio, conversando com cada cidadão deste país, seja ele pobre ou rico. Nós já estamos atuando, e vocês?
  • mcmoraes  29/10/2010 14:49
    @Valdirzinho

    Eu até entendo que aqui a maioria defende a privatização de uma estatal que está encoberta por escândalos, essa é a brecha que o capital precisa para justificar seus interesses.

    O capital a q vc se refere é, obviamente, o dinheiro das pessoas q usam os correios, não é mesmo?

    Eu como funcionário dos Correios irei defender a continuidade de uma empresa publica e estatal, e ainda mais, de qualidade como sempre foi.

    Não é necessário defender a continuidade de um serviço de qualidade: as pessoas simplesmente fazem fila espontaneamente para consumir algo do tipo.

    Acredito que os Correios precisam sim de uma reestruturação, mas não uma reestruturação que venha no sentido de trazer prejuízos aos trabalhadores, cerca de 110mil.

    Você está invertendo os valores aqui. Vc tem q defender uma reestruturação q traga benefícios para os clientes.

    Os Correios, mesmo diante de toda a crise colocada nos últimos tempos, ainda é o uma instituição seria, com credibilidade e que ainda detem um alto índice de confiabilidade. Não por sorte, mas pelo mérito e compromisso de seus cerca de 110mil trabalhadores.

    Como vc pode falar isso se não há concorrência? Por favor, me esclareça.

    A população brasileira ainda vê os Correios como uma das poucas instituições que ainda funcionam nesses pais, ao contrario do que aqui é pregado.

    Como vc pode falar em nome de tanta gente? Ainda mais num ambiente sem concorrência? Eu diria q vc está forçando demais a tanga.

    Como disse no inicio, aqui, a grande maioria defende seus interesses, e nós, como funcionários vamos defender o nosso, uma empresa publica de qualidade e 100% estatal. Agora cabe a cada um fazer o seu lobby, sua política em defesa de seus interesses. Nós estamos, como sempre estivemos, prontos para a luta. Defendemos essa empresa no final da década de 90, onde ocorreram varias privatizações, defendemos os Correios contra a quebra do monopólio...

    Agora sim, entendo o q vc diz. Lamento, mas agradeço a sinceridade.

    ...e vamos continuar a defender um patrimônio que é do povo brasileiro.

    Vc obviamente não sabe o q é propriedade privada para falar um absurdo desses.

    As cartas estão lançadas, nosso exercito está apostos e vamos a luta. Somos 110mil, cujo 58mil estão nas ruas todos os dias, andando de rua em rua, passando de lar em lar, de comércio em comércio, conversando com cada cidadão deste país, seja ele pobre ou rico.

    Novamente, lamento.

    Nós já estamos atuando, e vocês?

    Essa pergunta é coletivista demais. Posso falar apenas por mim. Acho q essa nossa conversa já caracteriza algum tipo de atuação da minha parte.
  • Fernando Chiocca  29/10/2010 15:15
    Legal Valdirzinho. Se eu quiser entregar uma carta você apoia que eu seja impedido de fazer isso a força (=monopólio). Muito ético você..parabéns.
  • Breno Almeida  29/10/2010 17:11
    @Valdirzinho

    Como sindicalista você tem interesses na manutenção do monopolio estatal, que eventualmente deixariam de existir como uma improvavél privatização?

    Eu não sei a reposta mas desconfio que tem.
  • Felipe Cola  19/06/2012 05:34
    Estimado Valdirzinho,

    Vc me diz que os Correios são "do povo". Bem, se eu sou parte desse povo e você gosta tanto dos Correios, quer comprar a minha parte na estatal? Ah, infelizmente não dá, porque o Estado não deixa, não é?

    Não sei bem a que "interesses do capital" vc se refere. Quanto aos meus interesses, posso dizer que desejo um serviço postal rápido e barato. Acima de tudo, interessa-me que, caso o serviço de uma empresa postal X ou Y se torne ruim ou caro, eu possa optar pelo de uma concorrente.

    Acredito que esses meus interesses coincidam com o de muita gente. Vc se refere aos 110 mil funcionários dos correios, que, sem dúvida, merecem o meu mais profundo respeito e são pessoas trabalhadoras. No entanto, o que vc me diz dos outros 189.890.000 de brasileiros, que, creio eu, também seriam beneficiados por um sistema de livre concorrência?

    Em tempo: será que "o povo brasileiro" a que você tanto se refere, ao invés de uma estatal, não preferiria simplesmente uma companhia privada que lhes garantisse que ninguém perderia casamentos por um serviço ineficiente, como ocorreu com nosso amigo Leandro?
  • Rhyan  19/06/2012 15:46
    Susbtituam "Correios" por "Telebrás" e vocês vão curtir uma viajem no tempo!
  • matias  26/03/2015 02:15
    Será que o Valdirzinho continua com a mesma opinião depois de 20% de redução salarial?
  • Mais um  17/08/2015 16:14
    Esse "Valdirzinho" é um sindicalista de São Paulo. Ele usou o mesmo nome que usa nos informativos sindicais. Da turma do PCdoB, PT, PSTU, Conlutas, PCO...

    Além dos -20%, pergunta pra ele se gostou do ro(u)mbo no Postalis... kkkkk
  • Daniel Marchi  29/10/2010 18:01
    Façamos uma construção imaginária (by L. v. Mises). No texto do @Valdirzinho troquem "Correios" por "Telebrás". O raciocínio seria exatamente o mesmo. A empresa pertence ao povo brasileiro; instituição séria; empregados esforçados; blá blá. No frigir dos ovos estaríamos ainda na pré-história da era da informação (não que hoje a coisa seja maravilhosa...). O mesmo vale para a linda e maravilhosa Petrobrás, que nos presenteia diariamente com uma das gasolinas mais caras do mundo.

    É por essas e outras que R. Constantino e outros autores estão cobertos de razão quando afirmam que o Brasil ainda não saiu do mercantilismo. As esperanças de mudança são pequenas, basta ver o culto religioso estatista que Serra e Dilma estão patrocinando nessa campanha presidencial.
  • Rhyan  19/06/2012 15:47
    Caramba, nem tinha visto, acabei de escrever isso...
  • Joel Pinheiro  29/10/2010 18:46
    Valdirzinho, ninguém aqui é contra o trabalho dos carteiros.

    Só achamos que, ao invés de o governo (note que governo é muito diferente de "povo brasileiro") manter uma empresa de correios e proibir qualquer outra empresa de funcionar, qualquer um deveria ter a liberdade de abrir sua própria empresa.

    Você menciona vários dados que mostram a eficiência do Correio atual. Ótimo, então imagino que você não tenha nada contra uma possível concorrência. Se o serviço de vocês é imbatível, o que vocês têm a temer?

    E note que você já vem falando em fazer lobby. O que é fazer lobby? É gastar trabalho e recursos para convencer políticos a causar dano a algumas pessoas para o benefício de outras. O que se defende aqui é o oposto do lobby: é fazer com que os políticos parem de proteger este ou aquele grupo e deixem a população transacionar livremente para o benefício de todos.

    E veja só: pelo que foi proposto ao longo dos comentários, uma boa idéia de privatização é dividir, gratuitamente, as ações da empresa entre os funcionários. Você deixaria de ser apenas funcionário dos Correios e se tornaria também um dos donos! Insatisfeito com o arranjo? Bem, você poderia facilmente vender sua parte e ficar com o dinheiro; isso é ser dono de verdade. Se eu, cidadão brasileiro, sou atualmente "dono" dos Correios, por que não posso vender a minha parte, e por que não me cabe nenhuma parte dos lucros da empresa?
  • anônimo  07/11/2010 16:57
    Sempre quis vender minha parte nas estatais. Devo ter esse direito já que há uns 30 anos ouço falar que as estatais são do povo brasileiro.
  • Fabio  01/11/2010 11:29
    Privatizar não necessariamente melhora as coisas.
    No Brasil os correios poderiam cair nas mãos de uma holding gringa (espanhola, digamos) e acabar igual a Telefônica, dando pau de 24h sem internet.
    Na Alemanha (onde moro) o correio é estatal e é lindo. Funciona que é uma beleza.
    Na Inglaterra também.

    Acho mais fácil consertar os problemas internos com auditoria do que vender tdo e torcer pra que a empresa que leve faça um trabalho bom.

    abraços,
    f
  • Joel Pinheiro  07/11/2010 11:19
    Os paus da Telefônica são melhores do que o funcionamento normal da estatal que existia antes.

    E você se esquece que, num livre mercado, tem que haver também livre competição, o que não existe na telefonia brasileira.
  • Leandro  01/11/2010 11:56
    Fabio, você está enganado. Os correios alemães (Deutsche Post) foram privatizados em 1995, quando ainda se chamavam Deutsche Bundespost. Hoje eles são nada menos que a DHL.

    E dois detalhes muito interessantes:

    1) a empresa não é monopolista dentro da Alemanha. Ela sofre a concorrência da TNT holandesa e do Grupo PIN de Luxemburgo.

    2) Desde 2002, a DHL tem permissão para entregar cartas dentro do Reino Unido, competindo com o Royal Mail britânico (os correios britânicos são públicos, com capital aberto. Não são 100% estatais.)

    Entendeu agora por que os serviços desses dois países (Alemanha e Inglaterra) são "lindos" e "funcionam que é uma beleza"? Os correios operam em ambiente concorrencial.

    Só pra esclarecer: defendemos desestatização, livre mercado e livre concorrência. E não apenas privatização. Por isso não defendemos o modelo de privatização das telefônicas adotado. Leia os dois artigos sobre privatização linkados no final do texto.

    Abraços!
  • Leandro Coelho  06/11/2010 12:08
    Concordo que devemos privatizar os correios, porém, como usuário assíduo do serviço, devo dizer que nunca fui vítima de atraso, violação ou extravio das minhas correspondencias. E, do meu círculo de amigos e parentes somente 1 pessoa me relatou problemas com os correios. Erros acontecem em todos os lugares, privados ou estatais, precisa apurar a quatidade de correspondência extraviada, violada, atrasada vs as correspondencias entregue no prazo, no local certo e intactas.
  • André Poffo  07/11/2010 12:14
    Leandro,

    Você como editor do site deve ter algo em mente, em relação à um processo de cadastramento no site. Você poderia, sincronizar os usuários do site, com suas contas do Google por exemplo. Isso provavelmente solucionaria diversos problemas. Inclusive algum eventual problema de usurpação da autoria.
    Além disso, acredito que a criação de um fórum aqui neste mesmo site seria ideal para conter longas listas de comentários que não são pertinentes ao próprio artigo, como este que tu lês. Outra sugestão seria sincronizar este fórum à algum grupo Google, para recebermos e-mails diários sobre as discussões. Estou dando apenas sugestões de melhorias, isto não tem nada a ver com o Artigo.
  • Fernando Chiocca  08/11/2010 20:25
    Por que o argumento da eficiência é inócuo: The Power of the Parasite Class
  • Otacilio Cordeiro da Silva  15/11/2010 10:33
    Pouca gente lembra, a maioria nem sabe, que em 1983, portanto, há quase trinta anos atrás, a empresa dos Correios ganhou o primeiro lugar na preferência do povo brasileiro, como a mais confiável. Naquela época, eu, que moro aqui bem no centro do Vale do Jequitinhonha (na ocasião não havia um só metro de estrada asfaltada nestas paragens), fazia pequenas encomendas de São Paulo, através de carta, e dentro de uma semana o objeto estava em minha mão. Como bom leitor, cheguei a comprar dezenas e dezenas de livros por reembolso postal, ao longo do tempo, e a entrega era desse jeito aí.
    Mas a coisa mudou. Em Setembro último, minha esposa vendeu um automóvel de sua propriedade, com placa de Santo André - SP, enviou os documentos pela distinta empresa para o banco financista - eu mesmo fiz pessoalmente a encomenda - e até agora ninguém sabe onde a coisa foi parar. E o atual proprietário do veículo, como não poderia ser diferente, está aí toda semana, cobrando o que é seu, de direito e de fato.
  • Eduardo Rodrigues  05/01/2011 16:46
    COISAS QUE NINGUÉM CONTA PRA GENTE!

    *Correios*

    Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que

    se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num envelope leve, ou seja, que

    contenha duas folhas mais ou menos, para qualquer lugar/Estado, e bem abaixo do local

    onde coloca o CEP escrever a frase 'Carta Social', você pagará somente R$0,01 por ela.

    Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está

    escrito em letras graúdas e nem facilmente visível.

    O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva 'Carta Social', conforme

    explicado acima custará em torno de R $0,27 (o grama).

    Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas desconhecem este fato e pagam

    valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?

    diplomatizzando.blogspot.com/2011/01/dicas-que-ninguem-da-para-gente-mas-tem.html
  • Bruno  14/02/2012 16:30
    Realmente incrível... como podem fazer caridade com o dinheiro dos outros sem informá-los, né? Por isso concordo com você quando diz:

    "Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas desconhecem este fato e pagam
    valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?"
  • Samuel  16/06/2012 19:27
    É o "Bolsa Postal".

    Uma vez, quando estava numa agência dos Correios, fui informado por uma mulher, daquelas que quer salvar o mundo processando todo mundo, de que eu poderia fazer uso do serviço de "Carta Social" e pagar os nababescos R$ 0,01. Disse à ela que eu preferiria pagar o preço normal e que não me sentiria à vontade com a tal "gentileza" da estatal. Ela me repreendeu, com palavras motivadoras do tipo: "tu é louco, tu é burro, tu é isso, tu é aquilo...", sem o menor constrangimento e medo nenhum de ser processada por isso.

    Noutro dia encontrei ela em outro ambiente, proferindo uma palestra. Ela estava falando mal do "Bolsa Família, do Bolsa Banqueiro, do Bolsa Indústria, do Bolsa Exportador, do Bolsa Faculdade etc...". E ela, interagindo com a platéia, perguntou: "Esqueci de alguma? Me ajudem...". E eu respondi: "Sim! A Bolsa Postal!
  • anônimo  25/02/2011 10:16
    QUE SE FODA OS CORREIOS.
  • Verônica  14/02/2012 12:10
    Não há qualquer dúvida! A desestatização dos Correios é necessária e urgente. Mas desestatização não implica necessariamente em livre concorrência, sempre há transgressões como os infames cartéis. Como nos proteger desses desvios? Imaginem cartéis formados para prestar um serviço tão essencial?

    Para dar um exemplo. As companhias de ônibus que fazem viagens interestaduais, todas elas oferecem os mesmos serviços pelo mesmíssimo preço. Quando uma companhia retira um determinado serviço - como a oferta de cobertores e travesseiros nos ônibus executivos - as outras empresas imediatamente retiram também. Não consigo ver concorrência nesse cenário.
  • Leandro  14/02/2012 12:16
    Verônica, os serviços interestaduais de ônibus são inteiramente regulados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). É essa agência reguladora quem carteliza este setor e proíbe, na prática, a livre concorrência. Se eu quiser criar uma empresa de ônibus e fornecer passagens baratas, a ANTT não deixa, pois ela existe -- assim como qualquer agência reguladora -- para proteger as empresas da concorrência.

    Quer concorrência genuína? Acabe com as agências reguladoras e permite a livre entrada no setor. Vai haver cartel? Como? Cartéis não se sustentam em um livre mercado, pois assim que for formado um cartel, haverá incentivos ou para uma nova empresa surgir ou para uma empresa que está dentro do cartel sair deste cartel, reduzir seus preços e, com isso, ganhar fatias de mercado (e aumentar seus lucros).

    O que possibilita a formação de cartéis é justamente a existência de agências reguladoras. Elas estão aí para isso: para cartelizar o mercado, impedir a concorrência e garantir os interesses das empresas que elas regulam.

    Abraços!
  • Veronica  14/02/2012 13:38
    Compreendo, Leandro! Muito obrigada pela ótima explicação!!!
  • kofka  16/02/2012 04:20
    "Cartéis não se sustentam em um livre mercado"
    Não consigo me convencer disso. Conheço vários exemplos de cartéis. Na minha cidade por exemplo, todos os postos de combustível possuem o mesmo preço (com diferença de poucos centavos). E todos eles aumentam o preço juntos (com diferenças de no máximo 1 ou 2 semanas).
  • Leandro  16/02/2012 05:00
    Prezado Kofka, é sério que você enxerga livre mercado no setor de combustíveis? Pra começar, o fornecedor de combustíveis é, na prática, um monopólio estatal (a Petrobras). Fora isso, é proibido o livre fornecimento de óleo diesel para veículos de passeio, sendo o mesmo subsidiado para veículos de carga.

    Ademais, em um livre mercado, fornecedores de outras cidades poderiam suprir o mercado, ao passo que, no arranjo atual, são justamente as regulamentações governamentais que impossibilitam tal liberdade, inclusive as restrições estatais impostas ao mercado de energia alternativa.

    Fora isso, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos -- ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

    Um cartel, como dito, só é duradouro quando conta com a proteção do governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Você apenas citou mais um exemplo disto.

    Abraços!
  • Jose Roberto Baschiera Junior  16/06/2012 09:53
    Além disso, para abrir um posto é necessário que ele seja uma espécie de filial de um posto ANP. Digo isso porquê o montante de regulamentações para abrir um posto é tão grande que todos os postos são exatamente iguais. Todos tem o mesmo tipo de cobertura, piso, quantidade de funcionários, tipos de bomba, sem falar que todos vendem o mesmo combustível do mesmo fornecedor...
    Todos os postos tem exatamente os mesmo gastos obrigatórios, o que implica uma ínfima margem para reduções de custos e de preços. Não existem inovações. As única coisas em que os postos podem concorrer são coisas não relacionadas ao combustível diretamente, coisas como promoções(compre tantos litros e concorra a tal coisa), estética do posto em alguns quesitos, lojas de conveniência. Mas o combustível em si não faz parte da concorrência direta, apenas o preço para venda. Mas com todos os custos tabelados, é bem óbvio que a diferença de preço não tem como ser significativa.

    E também existe o fato de que não é qualquer um que pode abrir um posto. Se ele não fizer parte do plano-diretor da cidade, não pode ser construído. Ninguém pode comprar um tanque de combustível e sair vendendo para os amigos, infelizmente.
  • Felipe Cola  20/06/2012 05:42
    "há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos "

    Leandro, sua afirmativa é perfeita e eu estou aqui para testemunhar.

    Meu pai arrendava um posto pertencente à Texaco quando eu ainda era criança. Apesar de o posto não ser dele, e sim da companhia, o raciocínio está válido. Manter o negócio era algo tão difícil - dados os fatores que você menciona - que ele concluiu que, para conseguir prosperar, a única alternativa possível era ele hipotecar a nossa casa para obter o capital necessário ao investimento. Como de maneira alguma ele queria fazer isso, passou o posto adiante, para alguém com mais recursos.

    O seu comentário me fez recordar, ainda, um detalhe que, a meu ver, desmente o mito - tão propagado pela esquerda - de que o Brasil passou por reformas "neoliberais". Veja só: quando o meu pai ainda tinha o posto, eu convivia com vários amigos dele que atuavam no mesmo ramo. Mesmo que à época eu fosse pequeno, recordo-me perfeitamente de um espécime que depois entrou em franca extinção: o homem de classe média dono de posto. Essa figura - e o meu pai se encaixava nela - se extinguiu depois. Se, à época, a burocracia e toda a carga imposta pelo Estado tornavam difícil ao pequeno empresário entrar no negócio, com o tempo, esses mesmos obstáculos tornaram impossível isso ocorrer.

    Veja que o meu pai saiu do ramo em 1992. De lá para cá, o setor de combustíveis não se "liberalizou". Muito pelo contrário! E, com isso, cada vez menos pessoas conseguem concorrer nesse mercado.
  • Leandro  20/06/2012 06:45
    Muito interessante seu depoimento, prezado Felipe, o qual comprova que os últimos governos atenderam apenas aos interesses dos grandes empresários cartelizadores, dificultando totalmente a vida dos pequenos. Obrigado por compartilhá-lo.
  • Felipe Cola  20/06/2012 07:27
    Leandro, há mais um detalhe de que me recordei.

    O ímpeto com que o Estado quer regulamentar e tributar absolutamente tudo gera situações patológicas. Nessa época em que meu pai era comerciante, às vezes a burocracia do Município editava regras que colidiam com as estaduais ou federais. No caso dos postos de combustíveis, posso afirmar que meu pai viveu pessoalmente essa situação e era obrigado a ficar "no meio do tiroteio", mas sei que o mesmo ocorre também nos demais setores da economia.

    Atuando na área jurídica, vejo frequentemente a seguinte discussão: o serviço X é fato gerador de ISS ou de ICMS? Quando essa dúvida surge, tanto o Município quer cobrar ISS quanto o Estado quer exigir ICMS da empresa, em razão do mesmo serviço. Assim sendo, como a bi-tributação é inconstitucional e como o empresário não sabe qual imposto recolher e a quem pagar, veja o que ele tem de fazer: ajuizar uma ação de consignação em pagamento tendo como réus o Estado e o Município, requerendo ao juiz que o autorize a depositar, mês a mês, o maior valor (entre o do ISS e o do ICMS), para que, ao final do processo, se decida quem deve receber quanto. Só posteriormente, o autor receberá de volta o que eventualmente tenha depositado a mais!

    Repare bem, portanto: como se já não bastasse o fato de o patrimônio da empresa ser espoliado pelo tributo, ainda é necessário gastar com advogado, custas processuais etc., já que os aparelhos burocráticos dos vários entes federativos simplesmente não se entendem! Trocando em miúdos, você arca com um custo adicional para ajudar o Estado a espoliar seu patrimônio.
  • Alexandre M. R. Filho  14/02/2012 12:39
    Verônica, em breve alguém dará uma resposta mais detalhada, com links e tudo mais.\r
    \r
    No entanto, gostaria que vc entendesse que os cartéis - assim como os monopólios - dificilmente se mantém num regima de liberdade de mercado.\r
    \r
    Normalmente, só há cartéis e monopólios onde o governo resolve meter o bedelho.\r
    \r
    O caso dos ônibus que vc citou é um exemplo claro disso.\r
    \r
    As empresas de ônibus, além de terem que observar diversas regulamentações estatais, só podem continuar operando com o aval do estado.
  • Augusto  14/02/2012 17:01
    Nao sei se eh relevante, mas os precos maximos das tarifas sao definidos pelo governo.
  • Hay  16/06/2012 09:42
    Leandro, acho que seria bem interessante se você falasse a respeito desse documentário, que é razoavelmente conhecido: Catastroika.

    Segundo ele, os governos, aliados ao mercado, transformam os funcionários públicos em bodes expiatórios. Assim, os governos podem iniciar programas de "privatização em massa" - Há, claro, aquelas famosas argumentações esquerdistas em geral: ilações, argumentos puramente emocionais, acusações espúrias e sem nenhum tipo de evidência. Uma delas chega a concluir que Hayek defendia com ardor a ditadura de Pinochet. Essa deve ser daquelas que até hoje defendem que o Allende estava fazendo maravilhas por lá, até que "o mercado" o derrubou.

    Outras aberrações incluem algo como "a unificação das Alemanhas foi a compra a Oriental pela Ocidental", por causa do Treuhand, que, na cabeça de melão dessa gente, não englobava indústrias ineficientes e obsoletas que vendiam produtos que ninguém queria. Segundo eles, toda a culpa foi das privatizações e das fraudes.

    Então, acho que seria interessante esmiuçar esse documentário. Se você tiver estômago para ver e ouvir tantas baboseiras...
  • maria de lourdes  16/06/2012 11:51
    DHL é uma estatal.
  • Leandro  16/06/2012 12:24
    Só se tiver sido estatizada ontem à noite...

    Mas não, funciona como eu falei acima: a DHL pertence aos correios alemães, privatizados em 1995. Ademais, desde a década passada há liberdade de entrada no setor de correios. Ou seja, mesmo que fosse estatal, a empresa operaria sob concorrência.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  16/06/2012 12:12
    Sobre os ônibus, falando do estado de São Paulo apenas:

    No estado de São Paulo as passagens dos ônibus são tabeladas pela Artesp.
    Todas as rodoviárias, e acho que isso é no país todo, são estatais ou privadas em regime de concessão. Ninguém pode construir uma rodoviária melhor para concorrer com essas velharias. As rodoviárias privadas tendem a ser ligeiramente melhores, mas no geral elas são ruins por serem monopólios.
    A qualidade dos ônibus, por outro lado, é excelente. Mas o excesso de regulamentações, em especial o tabelamento de preços de passagens e a enorme carga tributária sobre elas, geram algumas distorções na alocação de recursos:
    A qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano as passagens custam sempre o mesmo valor. Isso faz com que em um mesmo dia um ônibus faça viagens quase sem passageiros em alguns horários e esgotem passagens para outros horários. Em feriados isso fica crônico, se a passagem não for comprada muito antecipadamente a pessoa precisa viajar no outro dia. As empresas ajudam muito colocando vários ônibus extras nesses dias, mas muitas vezes isso não é suficiente. Porém existe uma ligeira concorrências entre as empresas, como não brigam nos preços, fazem isso na qualidade. As viações precisam de autorização da Artesp para efeturarem as rotas que desejam, mas em grande parte delas é possível escolher entre viações diferentes.

    Viajar de ônibus no estado de São Paulo é muito confortável. O problema é até o momento em que você pisa dentro do ônibus graças as péssimas rodoviárias. Uma vez no ônibus, a viagem é agradável. São várias as viações que oferecem inclusive WiFi dentro dos ônibus, algumas até possuem pontos de energia para conectar notebooks e outros dispositivos em algumas poltronas. Vários destinos oferecem opção de leitos e semi-leitos entre outras comodidades.

    Em resumo:
    Viações: Privadas e ótimas.
    Rodoviárias: Estatais ou concedidas e péssimas.
    Artesp: Extremamente intrusiva.
  • Carlos  16/06/2012 12:38
    Sou a favor de abrir totalmente o setor no qual atua os correios, e de tornar esta companhia, uma empresa mista de capital aberto, continuando sob comando do estado, tal como a petrobras. Acho importante criar um ambiente de forte concorrência para produzir serviços melhores e mais baratos. Aí entra o papel estratégico do estado como fomentador. Se, por exemplo, as empresas privadas estiverem praticando preços altos, o estado pode usar a sua estatal para força a redução de preços, como vem fazendo no setor bancário através do BB e da CEF.
  • Alguem que nao rouba o povo  17/06/2012 03:12
    E desde quando BB e CEF operam em livre-concorrência com outros bancos (ou QUALQUER banco com os outros)? Desde quando a Petrobras opera em livre-concorrência com outras empresas do ramo (só para ilustrar: ameaçaram até bloquear bens de executivos da Chevron pelos vazamentos recentes, mas a Petrossauro já vazou 10x mais no Paraná no passado e ninguém levantou um dedo)? Bebeu cachaça? Essa sua idéia estapafúrdia NÃO resolveria problema algum. BB, Caixa e Petrobrás são exemplos exatamente do que está dito no texto: cabides de emprego ineficientes.
  • Nova Zelândia  16/06/2012 13:55
    Calma um pouquinho, Leandro. Não se entusiasme com o modelo neozelandês. Pelo q eu lí na imprensa neozealandesa o serviço lá não é esta maravilha. E até o q sei a NZ Post é 100% estatal:

    www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10801670
    www.nzherald.co.nz/business/news/article.cfm?c_id=3&objectid=10801723
    www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10801607
  • Leandro  16/06/2012 15:21
    Opa, valeu muito pelos links! Notícia sensacional essa, que faz invejar ainda mais a Nova Zelandia. Dentre todos os Correios operantes no país, o estatal é o único que está quebrando. E a solução do governo? Aumentar os subsídios? Não, demitir os funças e reduzir o orçamento da burocracia. Será que um dia o Brasil chegará a este tipo de avanço?

    Ninguém quer trazer este ministro da Nova Zelândia para cá e colocá-lo no lugar do Mantega não? Sensacional ele.
  • Rodrigo Mak  16/06/2012 18:35
    Notou que o presidente do sindicato se chama John Maynard?
    Ele quer a empresa encorajando os jovens a usarem mais "snail mail" ou "correspondência-lesma".
    É cada um...
  • Angelo Viacava  16/06/2012 15:03
    E no Rio Grande do Sul de Stalintarso, as concessões de rodovias estaduais foram substituídas por uma nova estatal, cuja finalidade é administrar pedágios do tipo "comunistários": cobra e não oferece nada em troca.
  • Julio dos Santos  17/06/2012 18:44
    Barbaridade Angelo, o pior é o argumento: os pedágios são muito caros! E o povinho acha que este é o melhor argumento de tudo!
  • Carlos Eduardo  16/06/2012 16:57
    Seria definitivamente a melhor solução a ser tomada, não só com os correios, mas com qualquer outro meio onde houver monopólio estatal. O complicado é que se isso acontecesse, os burocratas do governo iriam fazer qualquer coisa pra amenizar a concorrência, como por exemplo, criar alguma monstruosidade de agência reguladora pra entupir o setor e as empresas de correios de encargos, exigências e regulamentações patéticas, como já foi feito antes em outros setores. Nesse sentido, tem que liberar totalmente esse e outros setores da economia que atualmente estão cartelizados graças às agências reguladoras etc que já existem. Na base de tudo, ainda existe o pensamento estatista presente na cabeça dos brasileiros há séculos, como já falei num comentário em outro post... É amigos, a situação não dá muita margem à esperança. Pelo menos o número de pessoas que estão saindo desse torpor mental geral causado pelo estatismo, socialismo etc é cada vez maior, a quantidade de gente que assessa o site e conhece as idéias de Mises e do libertarianismo também, e assim, dá pra buscar algum otimismo. Abraços!
  • LAUDELINO  17/06/2012 06:58
    Bom como proprietário de uma livraria virtual e usuário regular dou alguns exemplos:

    1 - Uma folha A4 em um envelope pardo, enviado por SEDEX 10 do RJ/Capital para SP/Capital custa R$ 35,00.

    2 - Quando vendo um livro de R$ 15,00 com comprador na região norte, o serviço de entrega tem o mesmo valor, ou seja, eu faço doação de livros para quem mora na região norte.

    3 - Vendi um raríssimo, usado e com pouco mais de 150 páginas. Tive o cuidado de enviar com registro. Os correios perderam a obra, nunca foi achada. Fui reembolsado mas o que fazer com o dinheiro quando você não pode comprar outro livro?

    4 - Em 2007, escrevi uma carta para meu pai, com vários trechos do livro que estávamos escrevendo em dueto, juntamente, várias fotos da neta em forma de álbum, também enviei a primeira temporada do HOUSE, pois ele era imunologista aposentado e contava vários casos do tipo apresentado na série. A origem era RJ e o destino RJ/Cabo Frio. Levou dois meses para chegar. DOIS MESES. Sabe o que aconteceu após o primeiro mês de espera. Meu pai faleceu.

    Não consigo comentar nada sobre os correios sem citar a mãe dos dirigentes da estatal.
  • Vinicius  17/06/2012 12:05
    E aqui na minha rua o carteiro entrou de férias e não tinha ninguém para substituir. Quando dava, algum outro entregava alguma coisa. Não precisa nem dizer que todas as contas chegaram atrasadas.
    Isso porque moro numa cidadezinha no fim do mundo, Rio de Janeiro...
  • Camarada Friedman  17/06/2012 15:25
    Não sei se foi a empresa estatal(correios), mas foi alguém do estado:

    Recentemente comprei um livro pela Amazon, para dar de presente ao meu primo(estuda fisica na usp), ele queria mto esse livro, mas comprar aqui no Brasil é loucura... a diferença de preço é de 90 reais.
    Beleza, comprei o livro... depois de 32 dias o livro chega. Quando abro a caixa... hahahaha. A capa estava toda cortada com marcas bem retas(na hora vi que era estilete), e perdi umas 30 paginas do livro.... Foi alguém da alfândega ou algum fdp do correio.
    Entrei em contato com os correios e não da em nada pq a burocracia é tamanha que vc prefere ficar com o livro todo cortado.


  • Fabio  17/06/2012 12:23
    A discussão pelos comentários está tão boa quanto o próprio post que a originou. Vou citar outros monopólio ridículo: coleta de lixo. Que crime contratar alguém pra levar o lixo da porta da sua casa, tem que contratar a empresa que o estado determina! Boa parte da taxa vai pro bolso dos políticos FDP que fraudaram a licitação, sem falar na imoralidade óbvia.
  • Felipe Cola  19/06/2012 05:49
    Caríssimo Fabio,

    A propósito dessa história do lixo, lembrei-me de um fato curioso que me foi contado pelo meu pai: ao que parece, certa vez, houve uma empresa estrangeira que se propôs a comprar o lixo gerado no Rio de Janeiro, uma vez que ali haveria muitos materiais aproveitáveis, que poderiam ser reciclados com objetivo de lucro (comunistas "verdes", desesperai-vos!). Sabe qual foi a resposta, na época? A de que seria "entreguismo" dar a "espoliadores internacionais" o nosso riquíssimo lixo!
    Ridículo chega a ser um educado eufemismo para uma imbecilidade destas!

    E, por falar em histórias pitorescas, recordo-me de mais uma: certa feita propuseram a criação de uma estatal no Brasil que ficaria encarregada da produção de esterco (???). Ao saber disso, disse o então Ministro Mario Henrique Simonsen - que não era liberal -: "Criaremos a Bostobras". Perdoem-me a indiscrição, mas, se tivessem me dado a oportunidade, eu sugeriria um outro nome e slogan para a empresa: "Merdobras: uma estatal que realmente faz o que promete".

    Forte abraço!
  • Cristiano  17/06/2012 20:13
    Pessoal do IMB,
    Hoje assisti um vídeo que me lembrou aquela entrevista do economista keynesiano brasileiro Luiz Carlos Mendonça de Barros, na qual, ele dizia que não entendia porque a economia mundial não estava se recuperando após os estímulos fiscais e monetários.
    Dessa vez, o economista mainstream Ricardo Amorim que participa do programa Manhatan Connection da Globonews diz que a solução para a crise mundial é a proposta dos economistas AUSTRÍACOS!!!
    Observação: Ele cita o Schumpeter como um economista austríaco mas vamos dar um desconto para o garoto... hehehehe
    Segue abaixo o link do vídeo:
    g1.globo.com/globo-news/manhattan-connection/videos/t/todos-os-videos/v/nobel-paul-krugman-e-contra-o-uso-de-austeridade-na-crise-economica/1986556/
    Abraço.
  • Camarada Friedman  19/06/2012 15:00
    É a primeira vez que eu vejo alguém falar em "austríacos" na TV... haha
    Legal o link, vlw.

    Depois que eu encontrei com um figura na rodoviaria que acredita em anarco-monarquismo(??)... deu pra sentir que os austríacos tão crescendo por aqui :)
  • oneide teixeira  19/06/2012 14:05
    Tive a oportunidade de conversar com um "lider sindical" do correios e ele descreveu os motivos dos atrasos.
    1- o correio esta priorizando a correspondência registrada que dá mais "lucro" do que a comum.
    2- o tempo calculado para entregar uma carta foi reduzido, o carteiro tem apenas 10s para colocar uma carta.
    3- da mesma forma o tempo de entrega da carta registrada foi reduzida para 1min e 30 s mas o tempo médio e de 5 min.
    4- antes o correio só aceita a entrada de contas 7 dias antes da sua data de entrega, hoje foi reduzida para 3 dias.
    5- houve redução do quadro de funcionários na empresa.

    Mas apesar disso ele não deseja que o correios sejam privatizados.
  • Marcos  19/06/2012 21:48
    Já fiz a comparação: comprei via internet por uma empresa com entrega própria e por outra com entrega dos Correios. A diferença de eficiência é gritante.
  • Thalita  28/06/2012 16:08
    Bom pessoal,
    Minha experiência, por diversas vezes, é que o serviço dos Correios só funciona quando algum funcionário ou outro quiser.

    Realizei uma compra nos USA,de livros, e contratei o serviço da USPS. A encomenda foi postada pela vendedora, em março de 2012. Paguei caro para chegar em até 5 dias! Até hoje não recebi e não sei onde foi parar. Entrei em contato como Correios e USPS, e ambas falam que a encomenda foi perdida (será que o avião "cagou" minha mercadoria pra fora????)- o Correios falam que encomenda foi perdida pela USPS e a USPS fala de perda aqui no Brasil. E não adianta mais reclamar; estou desde final de abril nesta briga.

    Tive que comprar novamente, mas de outros autores, porque preciso dos livros com urgência, e agora vou pagar um absurdo de taxas de envio, contratando novo serviço, agora da UPS USA.
    A meu ver, os livros foram roubados, porque eles não serão mais publicados no momento, e poucas lojas americanas que ainda o têm em estoque, estão cobrando um absurdo!

    Será que agora eu receberei? Será que os Correios vão enfiar meus livros no .... ou ou que?
    Como depender de um sistema postal tão ladrão como destes???
    Pode isso???

    Abraços a tds!
    E fiquem espertos também com os serviços postais de outros paises, especialmente a USPS!
  • Leandro  28/06/2012 16:28
    Desnecessário dizer que o USPS é 100% estatal, sendo um dos mais duradouros jurássicos sobreviventes nos EUA. Não é à toa que os libertários dizem que a estatização da saúde promovida por Obama fará com que os hospitais americanos passem a funcionar como as agências dos Correios USPS.
  • Joel Pinheiro  07/01/2013 20:23
    Não resisti, tenho que compartilhar.

    Sexta-feira tive que, infelizmente, ir aos Correios para enviar uns documentos. Depois de quase vinte minutos numa fila com três pessoas na minha frente, sou atendido.

    O valor da entrega que eu faria: 80 Reais.

    A atendente pergunta: "Você vai pagar com dinheiro?"
    Como o valor era até que alto, pergunto se aceitam cartão.
    Resposta: "Só cartão de débito do Banco do Brasil."

    Isso é que é eficiência, hein??

    Por sorte, tinha o dinheiro comigo. Se não, só na segunda-feira!

    Ah sim, e se você estiver procurando bonequinhos de pelúcia vagabundos e horríveis, com a marca dos Correios, por uns 60 Reais, eles também têm! Viva nossas estatais!
  • fabio monteiro  28/06/2013 21:06
    Vocês são geniais! Realmente empresa estatais pensam apenas nos sindicatos, no governo e nos cargos de seus ocupantes! Vocês realmente acreditam no que escrevem? Tão inteligentes! Claro que formar opinião é importante para a verdadeira intenção que vocês escondem. Ohhh, as empresas privadas, estas sim pensam nos clientes e não em investidores. Os cargos chave não são ocupados por aqueles que respondem aos interesses do capital. Veja o exemplo de laboratorios farmacêuticos aqui na França! Pensam tanto nos clientes que causam mesma a morte deles, como no caso do Mediator do Laboratorio SERVIER (nome do seu dono). Tudo para não dar prejuizo aos acionistas! E jà que as manifestações no Brasil começaram por conta dos transportes, não são eles privados? Porque não funcionam? Porque são tão caros? Propriedade privada ... privada...
  • Thames  28/06/2013 21:38
    É preciso ter muita paciência e carinho para com os paraquedistas. Ainda mais para com um franco-brasileiro (imagine a dor de ter esse destino duplamente cruel).

    Este site publica semanalmente artigos sobre isso, mas o sujeito é incapaz de dar uma olhada. Não apenas as farmacêuticas são um oligopólio protegido e regulado pelo governo (no caso do Brasil, pela ANVISA), como também são as agências do governo que testam e liberam os remédios. Se um remédio ruim foi liberado, então a agência que o liberou deveria ir à falência. Ooops, mas isso não acontece, pois ela é estatal. O que irá acontecer é que os burocratas incompetentes ganharão ainda mais verbas para melhorarem seu desempenho. Esta é a punição! Quanto mais um burocrata falha, mas dinheiro ele ganha. Um sonho francês!

    E sobre o transporte público, sim, são empresas privadas, mas são empresas privadas que gozam de um ,onopólio garantido pelo estado. Não há absolutamente o mais mínimo resquício de livre concorrência no setor. Se eu quiser criar um serviço de transporte -- por exemplo, comprar uma van para levar pessoas de um lado para o outro -- para concorrer com os ônibus, eu não posso. O governo não deixa. Ele monopolizou o mercado para suas empresas favoritas. Apenas elas podem participar deste mercado. Não há nada de livre mercado neste arranjo.

    Entenda uma coisa básica, caro Fabio Monteiro: não se trata de ser privado versus estatal, mas sim de haver monopólio protegido pelo estado ou haver livre concorrência.

    Isto é o básico do básico de qualquer debate econômico. Entenda isso primeiro, e então, só então, tente formular algumas ideias.

    Vão aqui três artigos que me lembro de cabeça sobre o assunto:

    Como o estado garante o monopólio das grandes empresas farmacêuticas

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    O transporte público e o alto preço das passagens
  • Lucas Oliveira Cabral  28/06/2013 23:39
    Nota 10, gostei muito de ter lido este artigo. Vamos protestar contra o Monopólio postal no Brasil.

    Infelizmente o Centro de Entrega de Encomendas dos correios é uma porcaria, único sistema que presta nesta grande empresa é a Central de atendimento aos clientes.
    Vamos começar a Protestar contra o Monopólio postal no Brasil, pois os correios fazem esse trabalho podre por causa da inexistência de um concorrente.
  • Marcos Pereira  30/08/2013 04:42
    Como os funcionários dos Correios tratam as suas encomendas.

  • Pupilo  30/08/2013 12:37
    Os correios já estão tratando de resolver o caso: O telhado será tampado.
  • Francisco Seixas  23/01/2014 14:22
    Prezado Marcos.

    Os vídeos abaixo mostram que isso não é "exclusividade nossa". O mesmo tipo de conduta ocorre nos EUA.

    Eu confesso não saber dizer se nos EUA a entrega de correspondências ainda é um monopólio estatal, e as empresas privadas, como FEDEX, UPS etc., seriam algo como concessionárias, numa "parceria público-privada". Se for assim, então está tudo explicado. Por outro lado, se não for, então fica a impressão de que mesmo num livre mercado o funcionamento dos serviços também fica aquém do que, em teoria, seria esperado.

    Esse vídeo foi gravado por um motorista que flagrou a situação:



    Esse outro é de uma reportagem mostrando que esse tipo de comportamento é geral por lá também. Repare que a primeira "entrega" flagrada é de um MONITOR DE COMPUTADOR:



    Esse aqui eu postei apenas como curiosidade. Mostra um funcionário da UPS furtando um iPAD que havia sido entregue pela FEDEX:


  • Ed  12/09/2014 21:53
    "Uma longa caminhada começa com o primeiro passo" (Lao Tse)

    www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR74667 Assinem e enviem aos amigos!
  • Cadu  07/10/2014 03:54
    Prezado Leandro, como funcionaria o recebimento dessas ações para o brasileiro caso desestatizassem os Correios e distribuissem as ações para cada brasileiro? Onde ele pegaria essa ação e como ele poderia vendê-la? Sou totalmente leigo sobre o mercado de ações se puder me esclarecer agradeço.
  • Leandro  07/10/2014 12:14
    Cada brasileiro receberia uma ação, que nada mais é do que um título de propriedade sobre uma fatia da empresa. Em suma, nada mais é do que um papel, um certificado.

    Ele irá receber este papel ou pelos próprios Correios, ou ele irá a algum lugar pré-determinado para recolher este papel.

    Essa medida foi adotada pela República Tcheca tão logo abandonou o comunismo.
  • Ancelmo  02/06/2015 17:35
    Viram essa notícia?

    Mandar livros pelos Correios de Portugal para o Brasil demora 77 dias. Em 1500, a caravela de Cabral gastou 43 dias para cruzar o Atlântico.

    Conclusão: as caravelas portuguesas de 1500 eram mais rápidas que nosso gloriosos Correios em 2015.
  • Vinicius  19/09/2015 03:25
    Até uma jangada da iniciativa privada, do tempo dos fenícios será mais eficiente que um correio estatal brasileiro do século XXI.
    E tem amestrado que se recusa a ver o caminho para o buraco que seguimos por manter isso.
  • Bruno  23/09/2015 12:56
    Tente receber uma carta dos Estados Unidos. Enviaram para mim há um ano atrás, nunca chegou. Enviaram novamente este ano, já tem três meses. Por fim, pedirei para enviarem a carta para um amigo que mora nos EUA e para receber via DHL.
  • Gunnar  08/07/2015 12:32
    Por mim não precisariam nem desestatizar, apenas liberar a livre entrada de concorrentes. Deixa os Correios lá. Vamos ver quanto tempo sobrevivem.
  • Adriano  08/07/2015 14:38
    Um amigo enviou um notebook pelos correios de MG para o RS. Ao chegar lá, só estava a fonte dentro da caixa, o notebook foi roubado pelos funcionários dos correios. Ele entrou na justiça contra os correios, mas por incrível que pareça, o juiz não quis condenar os correios para não macular a imagem dessa digníssima empresa pública. A cada dia fico mais desesperançoso com esse lugar. Porque diabos eu tive que nascer aqui?
  • Edeson  19/09/2015 02:30
    Trabalho no Correios, É UMA BAGUNÇA, falta fita adesiva, compram caminhões inadequados, argh, tanta raiva que não consigo desabafar. apesar da "estabilidade", é estressante trabalhar nesse muquifo
  • Petrobrás  20/04/2017 17:55
    Corrupção e incompetência é ago corriqueiro em agências públicas.

    Minha mulher trabalha no SUS e vive falando isso pra mim. Como raramente são mandados embora, os médicos ficam o dia inteiro coçando o saco.
  • anônimo  08/01/2017 03:53
    Como diabos é possível uma empresa desse porte estar falida?
  • João Luiz   08/01/2017 14:15
    Certa feita peguei um vôo da Gol e trouxeram a correspondência do correio para o bagageiro do avião, tudo era atirado as pressas, caixas caiam no chão (frágil é só para bonito) e correspondências caiam no chão e ajuntavam de qualquer jeito e jogavam.
    Aí vi como era o transporte de correspondência no Brasil. Uma grande zorra.


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