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Eis o que estamos prestes a vivenciar: economias destruídas por governos não se recuperam facilmente
Haverá recuperação econômica? Talvez. De qual tipo? Lenta e esporádica

De acordo com o Sebrae, até o início de abril, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos.

Ainda segundo a pesquisa:

10,1 milhões de empresas pararam de funcionar durante a pandemia, sendo 2,1 milhões por decisão da empresa, enquanto a paralisação de 8 milhões de companhias foi determinada pelo governo. Empresas podem ficar em média 23 dias fechadas e ainda assim ter capital para pagar as contas. […]

Mais da metade (55%) dos micro e pequenos empresários terão que pedir empréstimos para manter os negócios funcionando sem gerar demissões.

Esta foi a inevitável consequência do fechamento da economia imposto por prefeitos e governadores em decorrência da pandemia da Covid-19.

Ao redor do país, o isolamento vertical e os decretos estaduais e municipais ordenando que o comércio fosse fechado, o setor de serviços fosse interrompido, e as pessoas fossem proibidas de empreender e produzir simplesmente acabaram com os planos dos empreendedores e de toda a mão-de-obra empregada por estes empreendedores.

Por si sós, os números do Sebrae apenas comprovam o óbvio: quanto mais tempo esse desligamento da economia perdurar, menor a probabilidade de que os micro e pequenos empreendedores terão capital suficiente para se recuperar.

E aqueles que conseguirem sobreviver dificilmente irão querer se endividar apenas para recontratar seus empregados. Estando com o capital destruído, sem fluxo de caixa e sem grandes perspectivas econômicas, endividar-se para manter a mão-de-obra original, em um cenário de economia em profunda recessão, não é economicamente sensato. 

A lógica é direta: esta destruição da oferta gerada pelo desligamento econômico (imposto por políticos) irá inevitavelmente afetar a renda. Quem não trabalha e não produz não aufere renda. Sem renda, não há demanda. Sem demanda, não há por que micro e pequenos empresários se endividarem para manter o mesmo nível de emprego de fevereiro de 2020. 

Na melhor das hipóteses, as perspectivas também são ruins

Fazendo uma estimativa extremamente conservadora, baseando-se nos números da Sebrae, se o desligamento da economia, ainda que apenas parcial, for mantido por todo o mês de maio, é seguro dizer que pelo menos um terço destas empresas não irão reabrir. Isso é especialmente válido para restaurantes. Trata-se de um negócio não tem muito dinheiro em reserva.

Aquelas pessoas mais otimistas que acreditam em uma rápida recuperação (a chamada recuperação em formato de V) estão partindo do princípio de que as pequenas empresas que hoje estão fechadas irão rapidamente reabrir tão logo o isolamento horizontal for relaxado. Mas isso é devaneio.

Quem é do ramo sabe que, como já dito, pequenas empresas não possuem grandes reservas financeiras. Elas não terão o capital para recomeçar como se ainda estivessem em fevereiro.

E, no entanto, essas empresas são responsáveis por 27% do PIB do país e respondem por 80% dos postos de trabalho

É por isso que os números do desemprego, que serão astronômicos, não irão cair tão rápido quanto subirão.

Mesmo porque, ainda que por algum motivo a economia seja reaberta, não faz sentido crer que todas as pessoas sairão por aí gastando no mesmo nível de fevereiro. As pessoas mais velhas não irão viajar de ônibus ou de avião. Com efeito, a própria demanda por viagens aéreas tende a ser afetada, pois agora estamos entrando no inverno, época de gripes e resfriados.

Também é difícil visualizar uma rápida recuperação dos restaurantes, principalmente os self-service. Muitos já fecharam e não há garantia de que haverá suficiente tráfego de consumidores para reabri-los.

A frequência em salões de beleza, cabeleireiros, academias de ginástica, salas de cinema, aulas de dança, cursos de idiomas estrangeiros e qualquer estabelecimento que traga alguma aglomeração tende a cair.

As pessoas seguem amedrontadas (a mídia fez um ótimo trabalho neste quesito) e trancadas em suas casas, estão sem emprego, sem renda e, consequentemente, não sairão gastando a rodo caso a economia seja reaberta, e nem entrarão em espaços mais confinados.

Por causa do desligamento, o povo foi obrigado a cortar seus gastos. O orçamento das famílias foi completamente destroçado por esta recessão artificialmente criada. Levará tempo para o reajuste. Após toda essa campanha de medo, leva-se tempo para que a confiança volte. 

Ademais, sabemos que o isolamento horizontal não será revogado da noite para o dia, em todas as cidades, ao mesmo tempo. 

As pessoas não sairão para jantar só porque um restaurante reabriu. (Os restaurantes que se adaptaram e que ainda seguem operando via delivery certamente já demitiram seus garçons, e não há motivos para crer que estes serão recontratados.)

As pessoas não sairão comprando passagens aéreas normalmente (até porque a tendencia é que nem haja as férias de julho). Hotéis não vivenciarão nenhuma retomada forte de demanda. 

Muitas pessoas nem sequer voltarão ao trabalho. E pouquíssimas voltarão ao mesmo volume de gastos de fevereiro. 

Neste ínterim, a economia continuará afundando. Há simplesmente muita incerteza.

Todas as pessoas empregadas em todos estes setores serão as grandes perdedores. Na melhor das hipóteses, tudo dando certo, serão necessários muitos meses para que essas pessoas sejam recontratadas.

E agora vem a verdade politicamente incorreta: as pessoas que trabalham nestes setores (com a exceção dos pilotos de avião e comissários de bordo) estão na metade de baixo da renda. E elas ficarão sem empregos por mais tempo do que as pessoas que detêm ocupações de classe média. E R$ 600 por mês dificilmente irão manter seu padrão de vida. A desigualdade, tão vituperada pela esquerda, irá aumentar ainda mais — em decorrência de uma política estatal que declarou que tais setores não são essenciais.

Como bem disse Daniel Lacalle, "com uma só canetada, milhões de empreendedores e trabalhadores foram humilhados pelo estado, o qual, além de proibi-los de auferirem seu ganha-pão no livre mercado, ainda afirmou arrogantemente que suas atividades não são essenciais para ninguém. Um golpe duplo.

A contração da divisão do trabalho e a oligopolização

Essa política de desligamento da economia imposta por governadores e prefeitos contraiu a divisão do trabalho a um ritmo muito mais veloz do que o de qualquer outro episódio da história moderna. Isso terá severas consequências na produtividade da economia. É inevitável. 

Mas, estranhamente, as pessoas acreditam que essa contração da divisão do trabalho será resolvida quando os governos permitirem a volta ao trabalho.

O fator-chave em uma depressão econômica é exatamente este: a contração da divisão do trabalho. Não é uma eventual queda de preços. Não é uma eventual redução de gastos. O que define uma depressão é a contração na divisão do trabalho. 

A produção econômica e a criação de riqueza caem porque a produção de cada indivíduo (empreendedores, trabalhadores e investidores) cai. Empreendedores não vislumbram um futuro promissor, investidores ficam retraídos e as pessoas não encontram emprego.

O novo coronavírus, por si só, já teria sido um grave revés para os trabalhadores de baixa renda. O confinamento intensificou enormemente o problema. É realmente delicada a situação destas pessoas. Quanto mais tempo o desligamento da economia continuar, pior será a situação delas.

Vale ressaltar o óbvio: o colapso econômico não foi causado pelo novo coronavírus. Foi causado por prefeitos, governadores e legisladores que ordenaram o fechamento da economia. Foi o estado quem fez isso, e não o coronavírus (e esta é uma afirmação meramente factual, sem qualquer juízo de valor).

Por tudo isso que já foi exposto, é difícil crer em uma retomada em V. Até mesmo uma retomada em U é improvável. O mais provável é  realmente uma recuperação em L. Não é desarrazoado imaginar uma economia parada por mais de dois anos. 

E, caso isso se concretize, será realmente uma tragédia para os trabalhadores de menor renda. Seus atuais empregos realmente tendem a desaparecer.

Mais ainda: há uma tendência de consolidação e oligopolização da economia. Pequenas empresas ou quebrarão ou serão compradas por concorrentes maiores. A livre concorrência tende a ser restringida ainda mais. Mas é inevitável. É isso o que a atual recessão artificialmente imposta pede. 

Os proprietários de pequenos restaurantes, por exemplo, caso queiram realmente sobreviver, fariam bem em se unirem como sócios e transformarem todos os seus restaurantes em um único. Seria uma saída racional. Só que a burocracia para isso é tanta (envolve o fechamento de vários CNPJs, a rescisão de vários contratos de trabalho e o quitamento de várias dívidas pendentes), que se torna melhor simplesmente vender tudo para um concorrente maior e mais capitalizado.

E isso irá ocorrer por toda a economia. Grandes redes varejistas que já operam online (Magazine Luiza, Casas Bahia e Ponto Frio, por exemplo) irão continuar. Pequenas lojas que dependem da frequência física de consumidores dificilmente irão sobreviver.

Criando dinheiro para resolver tudo

A solução dos políticos para o desastre que eles próprios criaram é a tradicional: aumentar gastos do governo (o que requer maior endividamento) e, complementarmente, colocar o Banco Central para criar dinheiro.

A ideia é que, se o governo repassar dinheiro para os trabalhadores, eles irão gastar esse dinheiro e isso automaticamente reavivará toda a economia.

Mas eis aquela incômoda pergunta que, sozinha, aniquila todas as promessas keynesianas: de onde virá o dinheiro?

Ele só pode vir da tributação, do endividamento do governo ou da criação de dígitos eletrônicos pelo Banco Central. Não há outra fonte. E nenhuma dessas três fontes é produtiva. Nenhuma delas tem o poder de criar riqueza. Nenhuma delas aumenta a oferta de bens e serviços. Logo, nenhuma delas resolve esse choque de oferta que estamos vivenciando.

Redistribuir dinheiro é, por definição, uma política de demanda. Políticas de demanda em um ambiente de oferta profundamente reduzida não irá aumentar a oferta. Se uma pessoa está com fome e você dá a ela dinheiro, ela conseguirá comprar o estoque de comida já existente. Mas ela não conseguirá criar mais oferta futura de comida. Para isso, são necessárias políticas de oferta.

Mas a política de redistribuição ou criação de dinheiro é ainda pior. Ela é destrutiva para aquele que é o mais importante recurso de uma sociedade livre: preços corretos gerados pela oferta e pela demanda.

Estes preços são a baliza que os empreendedores utilizam para decidir quanto pagar por bens de capital, fatores de produção (como mão-de-obra) e serviços, na expectativa de obter uma maior renda no futuro com a venda do serviço e do bem de consumo final. 

Mas o sistema de preços está sendo destruído pelas políticas de déficits e criação de dinheiro. A ausência de poupança foi mascarada pela criação de dinheiro. A forte queda observada nas taxas de juros de longo prazo precifica isso: o dinheiro criado pelo Banco Central está fazendo parecer que há uma abundância de poupança disponível para bancar novos projetos.

Logo, o que está realmente sendo dito por aqueles que preveem uma recuperação rápida é: "Informações erradas são essenciais para a recuperação econômica. Sem a completa distorção do sistema de preços por meio de aumento de gastos, déficits orçamentários e criação de dinheiro, estaríamos em depressão." 

Em outras palavras, as atuais condições de oferta e demanda gerarão um depressão. E a única maneira de a depressão ser evitada, e a plena prosperidade ser recuperada em um ano, é essa: sinais de preço falsificados criados pela intervenção governamental. 

Ou seja, falando no popular, fake news é a base necessária para uma recuperação econômica real.

É óbvio que não tem como dar certo. Tais políticas, repetindo, apenas fazem com que os preços na economia não mais reflitam as condições de oferta e demanda. Isso significa que os empreendedores passam a receber informações erradas. E eles tomarão suas decisões baseando-se nessas informações erradas. Isso irá gerar perdas. Empreendedores que acreditam em informações erradas e que investem segundo estas informações erradas terão perdas no futuro.

Se não sabemos quanto algo custo em termos das atuais condições de oferta e demanda, não sabemos qual é o seu real valor na economia. Consequentemente, não é possível estimar que será o seu valor daqui a um ano. Criação de dinheiro pelo Banco Central e um maciço aumento de gastos feito por meio de redistribuição de renda (dos pagadores de impostos para o governo) não geram alocação racional de capital. Ao contrário: geram alocação irracional de capital.

No final, é disso que se tratam os pacotes de socorro, principalmente a impressão de dinheiro feita pelo Banco Central: a crença de que preços falsificados e alocação irracional geram retomada econômica.

Para concluir

Os otimistas estão errados. Sem nenhum exagero, a psicologia de toda a população foi transformada por algo que nunca aconteceu na história do país (pandemia seguida de confinamento). Esta pandemia será para sempre lembrada por todos os adultos.

Um grande número de pessoas desempregadas manterá a economia economicamente deprimida. Também manterá a economia psicologicamente deprimida.

Os jovens sem experiência que estão entrando atualmente no mercado de trabalho terão um longo período de decepção pela frente. Estão entrando no mercado no pior momento possível. Eles não conseguirão bons empregos. Não construirão capital. Dificilmente terão condições de sair da casa dos pais. 

E os poucos que conseguirem empregos não conseguirão os mesmos salários vigentes em fevereiro. Ou mesmo os vigentes em maio do ano passado. Eles viverão assim por pelo menos cinco anos. (O próprio governo estima uma queda de 5% do PIB. Em dólares, é capaz de voltarmos para 2009. E essa é uma hipótese otimista).

E aqueles que entrarem no mercado depois destes irão rapidamente superá-los.

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autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.



  • Capital Imoral  22/04/2020 20:13
    Como está sendo minha quarentena?

    Muitos têm curiosidade em saber como está sendo minha vida durante está quarentena, pensando nisso, preparei um breve relato com alguns acontecimentos e observações que tive durante este tempo de pandemia.

    Eu nunca engordei tanto como nessa pandemia, foi essa desgraça de capitalismo que me deixou gordo, viver entre escritos, video game, netflix, internet, pornozão, salgadinhos e cerveja, definitivamente, não é um modo de vida saudável. Se fosse o fim do mundo eu teria poucas skills. E de quem é a culpa de tudo isso? Desse maldito capitalismo! Para de ficar me oferecendo porcarias! A maldita marca de salgadinhos faz questão de criar um novo sabor (Ruffles ketchup) delicioso para que eu tenha que comprar 10 salgadinhos (aquela porcaria só tem ar) para consumir inquieto em meu apartamento enquanto faço download de um jogo na Steam. Minha vida se resume em inquietação, comida, entretenimento e, quando estou de bom humor, trabalho. Eu queria tanto ser cubano.

    Um Intelectual vive como representante do que há de mais evoluído e moderno na humanidade, e, para isso, é necessário ter um estilo de vida apresentável. Como vou pedir petição de princípio parecendo crackudo? Ao menos à cultura moderna aceita o estilo maconheiro. Enfim, um intelectual sabe sabe pegar o contexto moderno e representá-lo em escritos; nesse sentido, é muito importante saber difundir a opinião de órgãos internacionais, ou seja, em meu trabalho, tento representar em linguagem tupiniquim a estética pós-moderna. Filosofar é a arte de valorizar o signo. Basta utilizar da respeitabilidade humana, mais alguma beleza linguística, e dar continuidade à narrativa internacional. Esses dias aconteceu algo interessante: Fui convidado para uma roda de discussão em um programa jornalístico (afinal, sou filósofo), mas, confesso, estava muito chapado depois de ter fumado maconha. A moça falava sobre geopolítica, economia, problemas globais, etc., e aquilo só me fazia viajar mais. Tava tudo brilhando, mano. Depois, ela perguntou: Qual a sua opinião, senhor Capital Imoral? Eu, vendo unicórnios andar pelo estúdio, usei da velha técnica universitária: Coloque a culpa no neoliberalismo e a solução, enfeitada de beleza argumentativa, no poder centralizado. Sempre funciona. No final, deu tudo certo, consegui mais tempo de programa do que um médico tonto que veio discordar, friamente, da Organização Mundial de Saúde (OMS). Veja como não se trata da ideia, mas da estética. Viva a maconha.

    Por falar em maconha, tenho utilizado muito a internet, meus amigx e eu nos reunimos constantemente tanto para tentar derrubar o governo como para pensar em esquemas (malandro não trabalha, faz esquema) a fim de conseguir uma boquinha nesse tempo de pandemia. E não é que funcionou? Em tempo de pandemia, tornei-me auxiliar de artista e ganhei, por cima, R$ 5 mil - mais os R$ 600 do povão - para ficar usando oclinhos e dar minha opinião se o verde do cenário ofende a natureza. Nem só de filosofia viverá o homem, mas de toda mamata artística {1}.

    Agora é só ficar de boa e curtir a grana, pensei.

    Aí eu tava de boa na lagoa navegando na internets, quando aparece um gordinho no Youtube, Paulo kogos, e não é que pançudo tava metendo o loco em São Paulo? O roliço conseguiu adeptos bolsonaristas e todo tipo de louco (é tudo a mesma coisa) para protestar contra João Dória. A revolução-ancap estava começando, mas, infelizmente, mamãe kogos pois tudo a perder: deu uns tapas no bumbum rosado de paulinho e acabou com a brincadeira. O anarcocapitalismo acaba na primeira chinelada.


    Paulo kogos: "Não fui eu, mamãe. O caixão foi ideia deles!".

    Depois vieram justificar na live do kogos: "Veja bem, ele foi ameaçado de morte, como no filme Poderoso Chefão". Cara, você acha mesmo que vão perder tempo com essa rola de poço? A única coisa que ele ameaça é a lanchonete. Jamais algum político irá perder tempo com esse meme-ambulante. O dia que Paulo kogos incomodar alguém, basta cortar a mesada do x-burguer, que rapidinho nasce um vídeo com desculpas. Falei, Falow!

    Conclusão
    Enfim, quero dizer que as comodidades do capitalismo afeta mais a minha vida do que a própria pandemia, quero ser pobre, mas só depois da revolução. O capitalismo é um vírus muito pior do que o coronavírus. Vivo, mas não eu, é o materialismo que vive em mim.

    Notas
    {1} Maria Gadú e Fabio Porchat abrem festival com 60 lives do governo de São Paulo
    Chamada de #CulturaEmCasa, plataforma de streaming é orçada em R$ 1 milhão e foi pensada para ajudar no sustento de profissionais da cultura.
    oglobo.globo.com/cultura/maria-gadu-fabio-porchat-abrem-festival-com-60-lives-do-governo-de-sao-paulo-24380360

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Rafael  22/04/2020 21:27
    Haha, Capital Imoral sempre impagável. E o pior é que a esquerda progressista, confortavelmente empoleirada no setor público, realmente está vivendo a quarentena exatamente desse jeito.
  • Guilherme  26/04/2020 23:43
    Olá! Não conhecia a página e achei muito interessante. Parabéns pelas excelentes publicações!!
    Acompanho como todos essa pandemia que vem afetado todo o mundo e vendo o estrago que ela vem fazendo em diversos países de primeiro mundo. Como você acredita que deveríamos fazer para lidar com a questão? Porque pensando no tema, se não houvesse a quarentena e tudo estivesse sendo noticiado como está, as pessoas estariam sim trabalhando mas assim que houvesse a lotação dos hospitais e as notícias de calamidade pública as pessoas entrariam em pânico e não sairiam mais nas ruas a não ser por extrema necessidade afetando a economia da mesma maneira. Os setores afetados pela quarentena não seriam no final das contas afetados da mesma maneira? Você acredita que o vírus é algo real a ser enfrentado ou é uma invenção da mídia com algum propósito escuso? Na minha opinião se me permite só seria possível passar por esse cenário de uma única maneira, tendo controle de toda a mídia nacional e impedindo que a população tivesse acesso a qualquer dado sobre a doença, assim todos trabalhariam sem saber do que realmente está acontecendo... a economia passaria intacta e nas certidões de óbito era só escrever virose como fazem a muito tempo por aqui.
    Acho que as decisões tomadas até o momento pelos governadores são decisões puramente políticas porque afetaria muito mais a população um governador que não para o seu estado e depois aparece nos jornais uma pilha de cadáveres em valas comuns quando eles podem jogar a conta para o governo federal pagar e no final das contas se candidatarem em 2022 recuperando a economia do presidente que "quebrou o país" pagando a conta da quarentena deles. Não tenho um consenso sobre o assunto mas será que não haveria um meio termo entre saúde pública e economia? Agradeço a atenção e peço desculpas e já peço desculpas pelos possíveis erros de gramática.
  • Dalton Catunda Rocha  27/04/2020 17:58
    Caso você tenha dúvida de que, a China mentiu sobre o coronavírus, peço que veja este vídeo de fevereiro de 2020: www.youtube.com/watch?v=JUMUUsZMtaM
  • Bernardo  22/04/2020 21:21
    Eu também não visualizo nada positivo no futuro. Conversando com microempresários da minha vizinhança, a situação varia de lágrimas nos olhos a raiva. Garçons que costumavam tirar até R$ 3.200 em meses bons (por causa das gorjetas) agora vão se virar com R$ 600? Sem chance.

    Com o emprego não voltará ao que era, a demanda não voltará tão cedo, as pessoas continuarão com medo de frequentar lugares públicos (principalmente as mais velhas, de mais renda) e tudo vai se arrastar.

    Em um mês, políticos conseguiram não só anular tudo aquilo que estava sendo consertado desde 2016, como ainda piorar tudo.
  • Gustavo Bernardo Vieira  22/04/2020 22:22
    A vida enquanto vivida será sempre um "Binario" Se o estado não estive fazendo nada se estive tudo aberto estariam todos falando absurdos e gritando que o estado nada faz enquanto milhares de pessoas morrem. Dessa forma convido todos os intelectuais do Misses a visitar o hospital das clinicas em São Paulo ou então o Emilio Ribas.
  • Yuri  22/04/2020 22:40
    Em primeiro lugar, seu comentário nada tem a ver com o artigo.

    Em segundo lugar, você aparentemente é da Seita da Terra Parada e do bloco Unidos da Quarentena

    A UTI do Emílio Ribas tem 30 leitos

    Em terceiro lugar, cuide melhor do português.

    Em quarto lugar, o que é Misses? É o coletivo de Miss? Concurso de beleza?
  • Fabrício  23/04/2020 04:56
    Só 4 dos 507 leitos públicos reservados para covid-19 no MT estão ocupados

    www.poder360.com.br/coronavirus/so-4-dos-507-leitos-publicos-reservados-para-covid-19-no-mt-estao-ocupados/
  • FELIPE DE LIMA PEREIRA  26/04/2020 18:30
    Fica fácil pegar dados de lugares pouco afetados, e a partir disso generalizar a situação. Mais honestidade intelectual por favor.
  • anônimo  24/04/2020 02:31
    Falou tudo, essa é uma crise mundial, o vírus derrubou o sistema no mundo inteiro.
  • r.raphael  23/04/2020 01:25
    Putz amigo, o futuro já chegou, o estado se deu cheques em branco sem nenhuma fiscalização ou obrigatoriedade. Quem aplaude não é quem paga a farra ... esses depois só vão fazer textão lacração sobre recessão e desemprego. Por enquanto ainda estão na empolgação pró-coronga, serviços de internet e delivery continuam funcionando e pensar na economia é coisa de criminoso que não dá valor a vida.

    Ontem mesmo desisti de falar sobre as pesadas regulações no mercado médico-hospitalar ... a pessoa estava defendendo que o estado controle a produção de produtos e serviços de saúde ... como se o caos nessa área não fosse culpa do próprio ... mais fácil ensinar integral e derivadas pro meu cachorro.

    Pelo menos podemos ter a certeza que o Brasil não corre o menor risco de dar certo, o último que sair apague a luz por favor.
  • Jobs Coutinho  22/04/2020 21:22
    Não entendi essa expressão "fecharam as portas". Quer dizer faliram?
  • Microempreendedor  22/04/2020 21:41
    Quebraram, faliram, deixaram de existir, deram baixa no CNPJ ou interromperam as atividades por tempo indeterminado.
  • TI  22/04/2020 22:06
    Uma dúvida ingênua mas quenão quer calar:
    Muitas empresas estão e irão falir por causa de dívidas? Correto?
    E se as dívidas fossem esquecidas pelos bancos?
    Uma empresa possui um maquinário de 300000 mil que foi financiado pelo banco. O banco, de repente, esquece a dívida.
    Uma outra empresa possui 2 anos de salários financiados pelo banco.O banco, de repente, esquece a dívida.
    Como o IMB sempre acusa, os bancos são os comparsas do governo, ou seja, o governo possui o poder de convencer os bancos a fazerem isso em nome do status quo.

    Por que eu tenho essa dúvida? Economia é uma ciência humana! Não é uma lei da natureza que diz que iremos passar por mais uma recessão deprimente, é uma convenção social, mutável e editável.


  • Contador  22/04/2020 22:16
    Porque se os bancos têm suas dívidas caloteadas, o capital deles (patrimônio líquido) desaba. Os ativos (empréstimos) desabam, mas os passivos permanecem. Logo, o patrimônio líquido praticamente some.

    Além de isso levar a um completo congelamento do crédito, seria necessário um volumoso pacote de resgate bancário com o dinheiro dos pagadores de impostos.

    Bancos descapitalizados não emprestam e não funcionam. Pior ainda: os correntistas perderiam todo o seu dinheiro.

    Não parece ser nada inteligente.
  • TI  22/04/2020 22:34
    Os bancos ficarão descapitalizados, ok. Mas o dinheiro pode ser recriado virtualmente! O capital pode ser recriado por meio de dígitos eletrônicos! O Real é uma moeda fiduciária! Tudo pode ser criado ou destruído virtualmente (inclusive os títulos que estão em posse dos bancos)

    Imagine a situação: todas as pessoas do mundo perdoaram todas as dívidas que elas creditaram (você me devia 100 reais mas eu te perdoei.Um pedreiro te devia 500 mas você perdoou ele). O que aconteceria nessa situação?

    Agora, o cenário supracitado é impossível de ser negociado quando se há 7 bilhões de pessoas para se negoicar! Haja poder de convencimento (no caso, nem a coerção brutal resolveria). Agora, e se em vez de 7 bilhões fossem 7 pessoas? Os bancos que serão os detentores de todas as dívidas? Não fica mais fácil e provável?
  • Contador  22/04/2020 22:40
    Quem cria dinheiro é Banco Central, e ele faz isso quando compra ativos. Para cada passivo que o Banco Central cria (reservas bancárias), ele tem de adquirir um ativo.

    Não havendo ativos bancários a serem adquiridos (pois não se compra ativos que valem zero, como empréstimos caloteados), não há como o BC salvar bancos.

    O mesmo vale para os bancos. Eles só podem criar empréstimos (ativos) se tiverem reservas. Eles não podem simplesmente criar dinheiro e com isso aumentaram seu patrimônio líquido e se salvarem.

    A terra da fantasia em que você habita é fantástica.
  • TI  22/04/2020 23:02
    Amigo, a LEI que diz que "quem cria o dinheiro é o BC" não é o mesmo tipo de LEI que diz que a Terra gira em torno do Sol.

    Por inicativa do governo e de alguns empresários, convencionou-se que uma instituição chamada de Banco Central iria criar a "moeda e afins". Poderia ser a Ancine, poderia ser o próprio presidente, poderia ser o boteco da esquina, poderia ser ninguém. Uma convenção, que foi previamente negociada, ditou que o BC deveria "criar a moeda e afins"

    Qual é a fórmula dos juros compostos? M=C(1+i)^t, correto? Por que ela foi aceita pelos mercadores florentinos? Só porque ela era matematicamente correta ou porque ela era viável e teve convenções mundo a fora para que ela fosse utilizada pelo mundo inteiro?
  • Marcelo  23/04/2020 01:28
    Desiste, meu caro Contador. Você está conversando com aquele tipo que jura que leis econômicas funcionam de acordo com decretos governamentais, que controle de preços gera abundância, que tributação gera riqueza, que impressão de dinheiro gera fartura de produtos, e que todos os problemas são resolvidos com truques, mágicas e, claro, muita "vontade política".

    E sempre lembrando que tipos assim votam.

    P.S.: banco criar dinheiro próprio para salvar os próprios balanços? Puxa, como ninguém pensou nisso antes…
  • JOAO LUCENA NETO  23/04/2020 04:34
    Esse pessoal que pensa "A lei resolve tudo" deveria fazer um estágio de vida na Venezuela. Apenas 1 mês.
    Voltariam com a cabeça renovada.
  • SÉRGIO Z  24/04/2020 02:12
    É mais ou menos como alguém que esteja se afogando tentar se salvar se puxando pelos (próprios) cabelos.
  • Lee Bertharian  24/04/2020 15:48
    Analogia sensacional, Sergio.
    Mas o TI está simplesmente vomitando de volta tudo o que aprendeu com o mainstream... doutrinação pura. Ele confunde dinheiro com riqueza, provavelmente acha que os milionários têm caixas-fortes como o Tio Patinhas, e por aí vai.
    Deve acreditar que a gravidade só existe graças ao Newton, se pudéssemos "amenizar" a lei as quedas não seriam tão violentas.
    São pessoas que fingem acreditar na meteorologia, mas não deixam de sacrificar um bezerrinho ao deus-trovão...
  • TI  24/04/2020 17:10
    Amigo, ainda não podemos "amenizar" as quedas...ainda não mas no futuro poderemos. As leis naturais são limitações que devem ser derrubadas pelo progresso e não tiragens da Bíblia para serem idolatradas (que nem os ecochatos com a natureza...bahhhhh tenho nojo dessa mentalidade)

    O mesmo vale para as "leis do mercado", da natureza do mercado, que são limitações que devem ser entendidas e dominadas em nosso benefício.
  • ALEXANDRE KASSIADOU MENEZES  22/04/2020 21:40
    Muito bom o artigo, como sempre.

    Leio o Mises desde 2011, e o pensamento do site abriu muito minha cabeça.

    Porém devo confessar que nos ultimos meses tenho dado uma guinada para a esquerda, em rumo a um centro mais equilibrado.

    Para quem se interessar pelo motivo de minha guinada.

    1)Desculpem, mas aquele canal do Ancap.su faz algumas afirmações que não tem como ser levadas a sério. Sei que o dono do canal nada tem a ver com o site, mas ambos acreditam em um livre mercado sem a interferencia do estado.
    Nas ultimas semanas ele tem debochado da gravidade do novo coronavírus, tem lançado teorias conspiratórias (Itália tem acordo com a china para inflar números e derrubar a direita mundial. Hackers invadiram a fundação gates e comprovaram que o Covid-19 foi feito em laboratório...)tem promovido uma irrisória "resistência" indo na rua e gravando vídeos em prol da "desobediência estatal". Parece coisa de garoto de 15 anos. É a mesma coisa do estereotipo do comunista com espinha no rosto que vive atrás do teclado com sua masturbação intelectual. Só que com o sinal trocado para a direita.

    2) Esse artigo acima diz que a mídia está aterrorizando e alarmando os números de óbitos, superestimando o potencial da doença. Como profissional de saúde posso dizer que essa acusação é no mínimo fruto de uma ingenuidade, ou talvez uma distorção forçada da realidade para fazer com que a mesma bata de acordo com a opinião do autor. E para saber como as coisas realmente estão, convido a irem para o Hospital de Clínicas de Niterói, aonde trabalho. Verá que não existe terorrismo da mídia. O terrorismo é a própria doença, ela não precisa de advogados do diabo.

    3)Por fim. Qual a solução do livre mercado para o lockdown? Hoje está circulando um vídeo deplorável no twitter, dos shoppings de Blumenau que voltaram a abrir. Os lojistas batendo palma enquanto os clientes entram nas lojas. Como profissional de saúde, eu tenho muita reserva de que as pessoas que voluntariamente se colocam nessa exposição tem real consciencia da letalidade da doença.
  • Humberto  22/04/2020 22:09
    1) O que isso tem a ver com qualquer coisa?

    2) Em momento algum o artigo fez tal afirmação. Tenha a decência de reler o parêntese e ver que o que foi escrito foi totalmente diferente. Ao agir assim, você realmente demonstra já ter incorporado todas as "qualidades" da esquerda.

    De resto, a sua generalização sobre Niterói mostra seu descompromisso intelectual. No RS, por exemplo, tem hospital fechando por falta de demanda.

    gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2020/04/hospital-de-novo-hamburgo-demite-132-trabalhadores-ck99988kl00yt017nid4s80cn.html

    São os efeitos não intencionados do lockdown, do distanciamento social compulsório e das demais medidas intempestivas:

    a) pessoas morrendo em casa ou chegando ao hospital com pouca chance de vida porque o medo tomou conta e preferiram não ir a hospitais para diagnóstico e tratamento cedo de sintomas

    b) exames de rotina sendo postergados impedindo o diagnóstico precoce de doenças graves

    c) tratamento de doenças graves sendo postergados para dar lugar ao combate docovid-19.

    Consequência: hospitais sem demanda a ponto de quebrar e demitindo funcionários.

    E o mesmíssimo fenômeno está acontecendo nos EUA:

    www.usatoday.com/story/news/health/2020/04/02/coronavirus-pandemic-jobs-us-health-care-workers-furloughed-laid-off/5102320002/

    www.washingtonpost.com/health/starved-for-cash-hospitals-and-doctor-groups-cut-staff-amid-pandemic/2020/04/09/d3593f54-79a7-11ea-a130-df573469f094_story.html

    www.fox2detroit.com/news/beaumont-health-temporarily-laying-off-2475-employees-permanently-eliminating-450-jobs

    www.theguardian.com/us-news/2020/apr/14/healthcare-job-cuts-coronavirus-worker-layoffs

    www.npr.org/2020/04/09/831397897/why-hospitals-are-laying-people-off

    www.vox.com/2020/4/8/21213995/coronavirus-us-layoffs-furloughs-hospitals

    apnews.com/811b2057ad110605fa70a2745e5e0ee4



    Quanto à mídia fazer terrorismo, ela própria admite isso;

    www.poder360.com.br/nieman/coronavirus-a-midia-muitas-vezes-alimenta-1-medo-desnecessario/

    www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2020/03/10/interna_bem_viver,1127559/mais-que-os-riscos-inerentes-ao-coronavirus-a-epidemia-do-panico-e-um.shtml


    3) O interessante é que você pede soluções e, imediatamente, já rechaça todas elas. É um ótimo hedge. Assim, você já interdita o debate logo de pronto.

    Solução? Imitar o que foi feito nos países que deram certo.

    A solução é tripla:

    a) Copiar a Coreia de Sul, que simplesmente fez o básico e sensato. Testou e isolou os positivos, e deixou livre os não-infectados.

    Japão e Tigres Asiáticos fizeram o mesmo (e olha que eles estão no olho do furacão).

    b) Sair às ruas de luvas, máscaras, manga comprida e calça comprida. Agindo assim, pode acreditar, a chance de contágio é quase nula. Você só será contaminado se algum outro contaminado cuspir dentro do seu olho. O problema é que ninguém quer esse desconforto.

    c) Aos já contaminados (atenção: foi contaminado, mas ainda está no início), usar hidroxicloroquina com azitromicina. 100% de sucesso em todos os pacientes submetidos a isso (e não aquele médico filiado ao PT no Amazonas, que matou todo mundo de propósito). Ou então usar remdesivir.
  • Fabrício  23/04/2020 05:02
    O vídeo abaixo explica como os estudos que estão sendo reportados pela mídia sobre a "ineficácia" da hidroxicloroquina são lixo puro. A hidroxicloroquina foi dada a pacientes que já estavam nas últimas (já estavam no ventilador mecânico, praticamente sem pulmão).

    A hidroxicloroquina tem de ser dada com azitromicina e zinco no início do tratamento. Neste cenário, 99,5% dos pacientes se recuperam. David Uip e Roberto Kalil que o digam. O médico francês Didier Raoult utilizou essa combinação em mais de 3.000 pacientes e estes foram os números.


  • G. Fiúza  23/04/2020 01:45
    Não existe nenhum modelo científico estabelecendo a correlação exata entre níveis de confinamento e de evolução da epidemia - e a própria OMS, a grande responsável pela tragédia, já voltou atrás e, além de alertar que o contágio está se dando em casa, falou agora que os países mais pobres não devem adotar isolamento. O lockdown total é uma aventura mística.


  • HELLITON SOARES MESQUITA  23/04/2020 15:46
    Alguns fatos interessantes.
    1 - O governo Chines não queria fazer isolamento da população, fez isso por pressão da própria população que tem medo de doença respiratória, provavelmente herança do tempo que o pessoal que morria de fome pelo governo, era declarado morto por doença respiratória.
    2 - O isolamento seria possível e feito sem fechar o comércio. Comprar a distância, evitar ir em festas e eventos, usar Whatsapp ao invés de ir na sala do chefe conversar e outros.
    3 - O congelamento de insumos aumenta a crise. Fica difícil aumentar a produção por que o governo e pessoas ficam com medo de pagar 10R$ em uma mascara. Porém como aumentar a produtividade sem dinheiro? As pessoas precisam de remédios, e independente se a ciência diz que não existe remédio para o Corona, qualquer um sabe que uma vitamina que aumenta a imunidade dado antes de contrair o vírus pode fazer diferença sim. O método cientifico é burocrático e demorado, não existe ciência em nada que se fala sobre o Corona, porque vai demorar anos pra entender a doença.
    4 - Mascarás, produção de testes e outros. No meu estado MT, a maioria das pessoas fazem exames e são internados em UTI's privadas.
    5 - Em parte discordo do artigo nisso. Cabeleiro, loja de roupas apertadas, comer fora e outros é desnecessário. Só é preciso fazer a compra do mês, comprar gás que já feito por entregador e só. Loja de roupas, o pessoal não está nem saindo de casa. Cabeleireiro, deixa o cabelo ficar grande. Igreja, cultos, organizações secretas ou associação de ateu pode fazer reuniões on-line. Isso tudo recupera, o problema mesmo é a restrição de aumento de preços ou mesmo permissão pra calote. É necessário a engrenagem econômica continuar pra poder se adaptar a nova realidade, nisso concordo. Mas achar que um restaurante que faliu não irá funcionar mais é ilusão, pode-se mudar os donos e haver adaptações.
  • R. Balboa  22/04/2020 21:40
    Eis o que ninguém tem a coragem de falar: o Brasil está sendo ASSALTADO pelos governadores, prefeitos e congressistas.

    Será o maior roubo da nossa história.
  • Lucas  22/04/2020 21:43
    Já disse em outro lugar: ao contrário do que estão dizendo por aí, não tem a menor chance de uma recuperação em V ou mesmo em U. Vai ser em L. E olhe lá.

    Essa destruição econômica é inédita. Comparado a esse tsunami atual, a destruição da Dilma foi só um ventinho. E olha que até hoje não nos recuperamos daquela. Imagina então essa aí? E o pior: essa aí logo depois da da Dilma?

    Sério, não acho nenhum exagero falar em estagnação por mais pelo menos 5 anos. Empregos não voltarão quando o confinamento acabar (se é que vai acabar, pois ainda nem estamos no inverno). Investimentos não serão feitos por empresas que já estão com o capital dizimado. Empresas falidas não voltarão a existir.

    Governadores e prefeitos fizerem um trabalho pra Godzilla nenhum botar defeito.
  • FL  22/04/2020 21:44
    Esse foi o melhor artigo que eu li sobre o assunto: não existe uma dicotomia entre vidas e economia, como muitos estão alarmando. Está tudo interligado e tudo indo para o saco, e não é R$ 600 (ou mil, dez mil) que vai resolver, pelo contrário - só vai piorar a situação.
  • WDA  22/04/2020 21:46
    Análise muito sensata.
  • BADMALUCO  22/04/2020 23:09
    A brincadeira acabou. Chega de bancar o cidadão modelo e seguidor de leis.

    Acorda , a solução sempre foi ::::::::::::::> SONEGAÇÃO E BOICOTE ( DESOBEDIÊNCIA CIVIL )

    Abra uma conta em uma corretora em um paraíso fiscal , compre ouro e utilize criptomoedas para sempre.

    Tenha 5 rendas diferentes que voem abaixo do radar da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.
  • JOAO LUCENA NETO  23/04/2020 04:40
    Concordo com sua opinião.
    Desobediência civil já.
    Não ao pagamento de impostos. Zero nota fiscal.
  • JOAO LUCENA NETO  23/04/2020 04:42
    Cara me da umas dicas de como mandar minhas economias pra fora .
    Joaolucenaneto1962@uol.com.br
  • Felipe L.  22/04/2020 23:19
    Parabéns políticos e burocratas. Depois muitos deles irão pedir por socorro de Brasília.

    Essa porcaria de país, quando tinha alguma perspectiva baixa de se recuperar lentamente, agora foi abatida por essas ondas de bloqueios. Me pergunto se a tal da Lei de Abuso de Autoridade valeria para a situação de agora, e se não caberia ação contra as prefeituras e governos estaduais que impuseram esses bloqueios e geraram prejuízos.

    E pensar que a humanidade passou pela Peste Negra... é que naquela época, apesar da miséria extrema, acho que ainda não havia uma espécie de mídia para causar pânico. Mas a Europa, em si, ficou estagnada por séculos.
  • Anti-BC  22/04/2020 23:23
    A Bolsa teve ótima subida desde o auge da queda.

    MGLU3, por exemplo, subiu de 30 reais para 50.

    Todos os grandes de olho na falência dos concorrentes menores.
  • Pobre Paulista  23/04/2020 00:07
    Desemprego = mão de obra barata = melhor alocação mão de obra produtiva = recuperação econômica

    É só o estado não se meter que tudo se resolve.
  • Ulysses  23/04/2020 01:50
    Num piscar de olhos? Como é que as empresas irão contratar se estão quebradas, descapitalizadas, sem fluxo de caixa, sem capital de giro, com receita zero mas com custos fixos, devendo pra fornecedores, com faturas atrasadas (ou até mesmo caloteadas) e com encomendas sendo canceladas?

    E, se as empresas estão assim, de onde virá a oferta (produção) capaz de gerar renda, que por sua vez geraria a demanda?

    Você realmente acha que essa brutal intervenção estatal pode ser resolvida com apenas "liberar os salários"?

    Se sim, então todas as recessões foram revogadas.

    Acho que você nunca empreendeu na vida.
  • Old timer  23/04/2020 14:38
    Verdade, além de liberar os salários devem cortar os impostos e reduzir a burocracia. A economia se ergue em pouquíssimo tempo. A sociedade não precisa de guias místicos conduzindo a economia, basta deixar as pessoas trabalharem em paz.
  • Pobre Paulista  23/04/2020 16:34
    Nada na economia ocorre num piscar de olhos pois a economia é um processo de trocas, e não um estado imutável.

    As empresas que ficaram descapitalizadas tem que falir para liberar capital remanescente para empresários mais qualificados e competentes para sobreviver às crises (que vem e vão o tempo todo, em maior ou menor intensidade). São eles que garantem a produção, sempre. É só o estado não atrapalhar.

    De resto, dinheiro não some, só muda de mão.

    Ah, e minha micro-empresa passou incólume por isso tudo, fique tranquilo. E se tivesse quebrado, começaria outra, sem problemas. Daria um jeito de me financiar, como fiz da primeira vez.
  • Estado o Defensor do Povo  23/04/2020 18:57
    Desculpa mas eu concordo com o Pobre Paulista, de fato se o Estado não se meter, tudo se resolve, pode demorar um pouco, ou pode ser muito rápido (só imagine se as centenas de milhares de regulações e impostos sumissem).

    Uma coisa que não foi perdida nisso é o conhecimento da humanidade (como construir uma casa, como escrever um código de computador etc), logo é só as pessoas copiarem e colarem o que nossos antepassados desenvolveram, e a economia se recupera rapidinho, a parte mais difícil creio eu para o avanço de uma civilização é criar conhecimento, descobrir novas coisas, e o fato de demorarmos milhares de anos para chegarmos onde estamos agora na civilização moderna é o fato da criação de conhecimento, que já é um processo demorado, ter sido reservado para poucas pessoas no decorrer de nossa história, já que a maioria do povo era proibida de estudar, logo não é de se espantar o fato de demorarmos tanto tempo para começarmos a ter uma vida mais sossegada hoje, enfim divago, só acho que de fato a recuperação econômica é inevitável caso o Estado não interfira.
  • anônimo  23/04/2020 01:51
    Eu acho que isso poderia ser explicado em um jogo de computador.

    A maioria dos jogos hoje em dia é mais difícil achar especificamente para empreendedor-negócios (trocas voluntárias) sendo mais para a estado-guerra (coerção e força) mas a lição básica é a mesma que é Produção é sinônimo de vitória.

    Tipo pega qualquer jogo de estratégia tipo um Capitalism, civilization, the Settlers, SimCity, Warcraft, Age of Empires, Saga Total War, Saga Tycoon( RollerCoaster, Railroad ) ... enfim todos eles seja de negócios á guerra tem uma coisa em comum que é nunca pare de produzir se parar é sinônimo de Game Over porém se vc for humilde e aprender com seus erros pode recomeçar e quem sabe "zerar" o jogo ou seja vitória.

    Um simples jogo porém aprende-se muitas coisas complexas até de forma inconsciente tipo coisas como tropas são caras e empresas que não dão lucro é ruim optando pelo enxugamento ou exclusão total(reduzindo o Passivo) e consequentemente investir em setores mais rentáveis (aumentando o Ativo) ou seja isso foi uma aula de contabilidade básica (ativo-passivo), aprender a antecipar o movimento dos seu adversários (Estratégia de curto, médio e longo prazo), aprende-se que é bom ter recursos em estoque (poupança) porém melhor ainda é estar com ele na cadeia produtiva(investimento).

    Vários políticos no Brasil e no mundo sofrem de TPM eterna (quer dizer TPN- Transtorno de personalidade narcisista) ou seja são "demais" (orgulhosos, arrogantes, burros) em que não possuem humildade e que consequentemente não compreende a lição mais básica em que uma criança de 8 anos ou menos aprende zerando o jogo.

    E se eles não zeram um jogo no mundo "virtual" como vão vencer em um jogo "real" em que tem milhares, milhões, bilhões de pessoas (variáveis)?
  • Thiago  23/04/2020 15:35
    Nesse cenário de aumento dos gastos públicos conforme o professor Ubiratan e menor produção como ficam as expectativas dos agentes do mercado?

    www.instagram.com/p/B_VBOB9FUL3/?igshid=12gr4p7j6zswm
  • Thomas  23/04/2020 04:19
    A ONU acaba de alertar que o mundo está prestes a vivenciar uma fome global de "proporções bíblicas".

    edition.cnn.com/2020/04/22/africa/coronavirus-famine-un-warning-intl/index.html

    Ué, que estranho. Os humanistas digitais garantiram que tudo ficaria bem: bastaria todo mundo ficar parado. Era só trancar todo mundo em casa e fazer alguns repasses que tudo se resolvia…
  • anônimo  23/04/2020 04:29
    Estamos vivendo a ditadura dos epidemiologistas, que se transformaram nas únicas pessoas do planeta com o direito de terem uma opinião sem o ônus de serem responsabilizados pelas consequências dela.

    O que eles determinam está decidido, e ai de quem discordar. Se eles mandarem fechar as economias por 2 anos, é pra obedecer. Quaisquer considerações econômicas sobre os efeitos disso é mero obscurantismo materialista e anti-vida humana.

    Pergunta: por que os epidemiologistas podem especificar medidas que afetarão negativamente toda a sociedade, e essas medidas não podem sequer ser questionadas?

    Será que epidemiologistas também são especialistas na divisão internacional do trabalho, e nas consequências de sua implacável destruição?

    Entramos na era da superstição. E isso sim é o que vai custar muitas vidas.
  • Régis  23/04/2020 04:42
    Nos EUA, em duas semanas irá faltar carne de porco.

    Mas olha só que maravilha: os suinocultores estão entupidos de porcos em suas granjas e estão doidos para vender. Os preços estão lá embaixo. Só que os abatedouros e frigoríficos foram fechados. Ou seja, não tem como transformarem porco em bacon e lombo.

    Sobram porcos nas granjas e falta carne de porco nos supermercados, simplesmente porque um elo crucial da cadeia de produção foi interrompido.

    Os suinocultores estão abarrotados de porcos e não têm mais onde colocá-los (ao contrário do boi, que você pode deixar engordando no pasto, o ciclo do leitão é curto, e não dá pra ficar enrolando). Estão aceitando qualquer preço de venda (o porco vivo nunca esteve tão barato). Já nas prateleiras dos supermercados, o bacon e o lombo nunca estiveram tão caros. E vão acabar.

    Genialidades epidemiológicas.

    [link]www.bloomberg.com/news/articles/2020-04-22/tyson-foods-to-indefinitely-suspend-waterloo-operations-k9bbgnr9]The Meat Number That Makes Even Naysayers Worry About Shortages[/link]
  • Douglas  23/04/2020 06:24
    Está na hora do povo tomar o poder. Quer coisa mais libertária do que isso? E mais, é só ir marcando os nomes dos políticos e pessoas de influência que apoiaram essa "quarentena forçada". Quando a conta chegar e o auxílio acabar, se reúnam e vão fazer passeatas, manifestaçoes e acampamentos, na porta da casa destas pessoais. Eles são os responsáveis por isso. E assinaram muitos contratos , decretos e leis, é só procurar. Eles que paguem do bolso deles!
  • Felipe L.  23/04/2020 13:09
    Pior do que esses bloqueios, é que o fantasma da desvalorização cambial voltou a nos assombrar.
  • Bob Field  23/04/2020 18:02
    Acho até que o câmbio desvalorizado pode nos ajudar dessa vez. Pelo menos aumentam as exportações. O dólar sobe mas as commodities caem, por enquanto não há risco de inflação
  • silvio lopes de moraes  23/04/2020 14:59
    Ótimo artigo, só vislumbro um erro: "os jovens que ingressarem no mercado de trabalho". Não, eles não vão ingressar, fato.
  • Felipe L.  23/04/2020 15:28
    Agora, além dessa CLT e dos estragos do petismo, temos finalmente uma descapitalização de muitos negócios. Porque é caro para contratar. Imagina o tanto de empresa que estava endividada com tributos, processos e afins. Acumular e destruir capital leva tempo, mas acumular leva mais tempo ainda. Um monte de gente que deve ter conseguido o emprego por algum milagre no ano passado, agora vai perder e talvez demore meses e até anos para conseguir outro.

    Aqui em Mococa vai explodir o número de desempregados e empresas falidas. Muitas das pessoas que apoiaram essas medidas vão acabar se dando mal também. Como aqui praticamente não existe uma forma de trabalhar por aplicativos (Uber existe mas não dá lucro), então vai surgir uma massa de desempregados.

    Só atenuaria se o Brasil tomasse um rumo de reformas econômicas drásticas, o que não foi feito no ano passado. Por exemplo, tornar a MP 905 com duração permanente e não de 5 anos (e pegar qualquer faixa de idade, flexibilizando para pré-adolescentes que queiram trabalhar), acabar com a Justiça do Trabalho, ampliar a Lei de Liberdade Econômica e permitir uma punição para as prefeituras e fiscais que descumprirem, com exoneração e/ou processos.

    Podem notar que nenhum político ou burocrata foi rumo à medidas supply-side: cortar impostos e burocracias, assim como reduzir salários e privilégios do funcionalismo. Nada, só medidas demand-side de ampliar gastos e assistencialismo, praticamente uma cópia amadora do New Deal.

    Para piorar, a própria desvalorização cambial, que começou no segundo semestre do ano passado, já está asfixiando os empregadores com crescentes custos de produção. Ano inteiro de 2019 e o governo aparentemente estava mais preocupado com vídeos do Olavo. Olavismo não paga contas e não gera empregos e investimentos nem elege/reelege presidentes; liberdade econômica e moeda forte sim (moeda forte principalmente, que garantiu reeleição do FHC no primeiro turno).
  • Liberal resiliente  23/04/2020 16:52
    Exatamente, amigo. Caso o desemprego exploda, será forçoso diminuir o salário mínimo. Será a única salvação. Caso não seja viável, devemos partir para a completa desoneração da folha de pagamentos, no mínimo. A caducidade da MP da carteira verde amarela foi um dos piores reveses para a economia brasileira. Inacreditável. O trabalhador jovenzinho terá de bancar aposentadorias de outros logo no seu primeiro emprego, enquanto o funcionalismo não abriu não de um mísero real de redução durante esta crise. É nojento. O Estado se tornou um ente maldito, fechado em si mesmo. Enquanto isso, o BNDES com uma carteira de mais de 100 bilhões de Reais em ações - não foi vendida pois a burocracia daquele banco não deixou.

  • Wesley  23/04/2020 20:23
    Vish, aqui em Caconde não anda bem tbm
  • Prisão domiciliar  23/04/2020 15:05
    Dr. Shiva Ayyadurai, indiano, candidato ao senado americano , graduado, mestrado e com PhD pelo MIT propondo em cartao ao Trump curso de ação para evitar essa zona toda:

    www.youtube.com/watch?v=pA4OSOCan1Q

    não parece que foi ouvido... ninguém coloca o seu na reta pra valer...

    Cruzei referencias das informaçoes deste cidadão com de outros médicos nao vendidos a industrias farmaceuticas e/ou ignorantes sobre o tema e estou utilizando pessoalmente este protocolo, além de te-lo divulgado à familia e amigos... seja a mudança que quer ver!
  • WDA  23/04/2020 18:07
    Gostaria de deixar registrado aqui o meu parabéns ao Fernando Ulrich , que está fazendo um importantíssimo trabalho no Youtube. Ele está dizendo muitas verdades e fazendo boas análises ali. É um trabalho verdadeiramente educativo e muito necessário.
  • Dalton Catunda Rocha  23/04/2020 18:50
    "Vacina desenvolvida em Oxford começará a ser testada em humanos a partir de quinta-feira (23)" > www.youtube.com/watch?v=ODCBhRN4Zlg

    "Alemanha iniciará testes clínicos de vacina contra Covid-1" > www.youtube.com/watch?v=2DmYSDOEU3w

    "Coronavírus: Eficácia de tratamento com anticoagulantes ganha destaque" > www.youtube.com/watch?v=j2lMUV_7RQ0

    "Coronavírus: estudo mostra maior mortalidade entre infectados tratados com cloroquina" > www.midiamax.com.br/cotidiano/2020/coronavirus-estudo-mostra-maior-mortalidade-entre-infectados-tratados-com-cloroquina

    "Pastor evangélico morre por coronavírus no Chile após culto com 300 pessoas" > g1.globo.com/mundo/noticia/2020/04/15/pastor-evangelico-morre-por-coronavirus-no-chile-apos-culto-com-300-pessoas.ghtml

    Neste tempo de coronavírus, nada melhor do que rir. Uma dica boa é este vídeo: www.youtube.com/watch?v=ewWQgTmmk2Q
  • Minarquista  23/04/2020 19:31
    "O colapso econômico não foi causado pelo novo coronavírus. Foi causado por prefeitos, governadores e legisladores que ordenaram o fechamento da economia."
    O autor que me desculpe, mas essa visão não é correta. O vírus é a causa principal do problema econômico, sim.
    As leis de quarentena forçada podem agravar o problema, mas ele existiria com ou sem elas.
    A riqueza é criada a partir da colaboração humana, no sistema de divisão de trabalho. Tudo o que prejudicar essa colaboração, representa automaticamente uma menor produção de riqueza. E o coronavírus atrapalha sim a livre colaboração das pessoas em muitas atividades humanas. Outros exemplos de entraves à livre colaboração são as barreiras alfandegárias, os impostos, a regulação estatal, etc...
    Algumas atividades conseguem se transformar para o online. Outras não.
    E notem que o fato de termos ou não leis de quarentena, não fazem tanta diferença assim. Com ou sem quarentena oficial, continua sendo altamente recomendado que as pessoas do grupo de risco (idosos, hipertensos, asmáticos, diabéticos, etc) não se exponham. Só hipertensos são 25 % da população. O grupo de risco é seguramente maior que 30% da população. Some a isso as pessoas que vivem com pessoas do grupo de risco.
    Com ou sem leis de quarentena, quase todas as pessoas vão reduzir as interações sociais, incluindo as interações de consumo e de produção. Ou alguém acha que, no dia que os shoppings forem abertos, o público e as vendas estarão no mesmo patamar de antes? A crise vem, com ou sem quarentena legal.

    Abcs.
  • Monarquista  23/04/2020 20:44
    "O autor que me desculpe, mas essa visão não é correta. O vírus é a causa principal do problema econômico, sim."

    Como exatamente? O que o vírus fez de efetivo contra a economia? Você estaria correto se o vírus tivesse dizimado empreendedores e mão-de-obra. Ou tivesse acabado com fábricas, indústrias e bens de capital.

    Ele não fez nada disso.

    Quem fez tudo foram políticos, que, com uma canetada, aniquilaram tudo acima.

    Dizer que tudo teria sido pior se não tivessem feito nada é um mero exercício de achismo e futurologia.

    "Com ou sem leis de quarentena, quase todas as pessoas vão reduzir as interações sociais, incluindo as interações de consumo e de produção. Ou alguém acha que, no dia que os shoppings forem abertos, o público e as vendas estarão no mesmo patamar de antes? A crise vem, com ou sem quarentena legal."

    E qual o seu argumento para justificar que, com ou sem quarentena, as consequências seriam absolutamente idênticas? E que a crise seria a mesma?

    Estou curioso.
  • Minarquista  23/04/2020 23:17
    Caro Monarquista: para matar a sua curiosidade, por favor, releia o comentário original.
    Mas para que ninguém diga que eu não respondi (também), lá vai:

    Crítica 1: o vírus não dizimou a população, nem destruiu bens de produção.
    R: É verdade. Não fez nada disso. O que ele fez, como está claramente explicado acima, foi prejudicar fortemente as interações humanas, que são necessárias à produção e ao consumo de bens e serviços.

    Crítica 2: Não se pode afirmar que com ou sem quarentena o dano à economia seria o mesmo.
    R: É verdade. Ninguém pode afirmar que com a quarentena legal o dano à economia seja maior, menor ou igual. Exatamente por isso eu não afirmei nada disso.

    O fato que achei que tinha deixado claro é que, com ou sem obrigação legal, muitas pessoas vão ficar em quarentena, muitas outras vão reduzir as interações sociais. Quem pôde já foi para home office antes até da quarentena legal. E quando a quarentena acabar, a maioria das pessoas vai continuar em home office. Eu não tenho nenhum motivo lógico para expor meus funcionários à pandemia, se eles estão conseguindo trabalhar de casa.

    Mas em muitos casos, muitas pessoas vão continuar trabalhando presencialmente. Afinal, não é possível parar os profissionais de saúde, as recepcionistas e faxineiras dos hospitais, as lavanderias que lavam as roupas hospitalares, as cozinhas dos restaurantes e hospitais, os entregadores, o transporte coletivo, todo o transporte de alimentos, a maior parte da indústria (afinal os alimentos precisam de embalagens de plástico, papelão, metal, rótulos com tinta), etc. Ou seja: é impossível parar petroquímica, metalúrgica, mineração, celulose, etc. Queiram os não os xiitas, só é possível paralisar alguns setores. Muitos setores continuam funcionando parcial ou totalmente.

    Ou seja: parece-me que o fim da quarentena legal não trará grande alívio à economia. Esse alívio só virá meses depois de termos um medicamento ou vacina que comprovadamente funcione, e que esteja amplamente disponível.

    E, enquanto isso, as pessoas vão tentar transformar os processos colaboração econômica. Alguns serão bem sucedidos, mas nem todos.
    Portanto, com ou sem quarentena forçada, preparem-se para uma baita crise.

    Abcs.
  • Marcus Lins  24/04/2020 01:42
    O argumento do Minarquista é válido.

    Parece que o pessoal entende de crescimento com juros compostos, mas não entende crescimento exponencial. Já viram o vídeo da vitória-régia? O "ponto de não retorno" de leitos hospitalares depende da razão de crescimento e da quantidade de gente que se recupera...

    Ainda que o governo não obrigasse, as pessoas e empresas teriam de mudar de comportamento por causa dos hospitais lotados... Evidentemente, existem locais que fecharam cedo demais ou desnecessariamente, mas, ao que tudo indica, entre aparecer o primeiro caso (que vai ser de alguém com sintomas mais graves, já que não existem testes generalizados por aqui), outros 4 estão por aí contaminando as pessoas, cerca de uma semana antes (tempo de incubação e piora).

    Basicamente, sem testagem ampla, qualquer canto vai ter sobrecarga nos hospitais que tratam disso. E o Brasil não está conseguindo nem comprar testes, nem fabricá-los a contento. A solução de livre mercado, para esse caso, teria de vir la atrás, com um país mais livre já faz tempo. Ou com uma população que entendesse o conceito de "distanciamento físico", em vez de dizer frases como "você não é médico para me dizer o que são um metro e meio de distância".

    Com o Brasil "herdado" pelo Jair e companhia limitada, já estaríamos lascados de toda forma. Se as empresas não se impusessem um distanciamento voluntário, quando os hospitais lotassem teríamos um aumento brutal de mortos (logo após, afinal, o internado não fica lá um dia - ia lotar num dia e no outro chegar mais 5% ou 10% da capacidade, que iria morrer por falta de atendimento), tipo Guayaquil, e um medo pavoroso (com a situação já fora de controle).

    O mundo mudou, o governo piorou bastante as coisas, mas dificilmente jan/21 vai ter a sociedade de jan/20 só mais pobre e sem empregos. Não vai voltar a ter cinema lotado ou estádio lotado tão cedo, por receio voluntário principalmente. Tudo que for evitar contato e aglomeração, por um bom tempo, vai ser naturalmente evitado e quem não evitar poderá ir dar um abraço gostoso em Darwin.

    A única chance de tudo voltar ao normal está numa vacina (que pode demorar a chegar a todos) ou que o tratamento com HCQ seja de fato tão eficaz quanto a Prevent Senior faz parecer - afastamento de uma semana, em casa, só tomando remédio, aos primeiros sintomas. Nesse caso, fico me perguntando a razão de outras redes preferirem que as pessoas (seus clientes) morram do que usar HCQ.

    E não sabemos se quem se curar com HCQ vai ter imunidade ao vírus, nem temos certeza se essa imunidade é possível ou eterna (não faltam vírus para os quais não temos vacinas, nem remédios).

    Eu gostaria que alguém, de posse dos dados atuais (sabendo as proporções que pandemia está tomando e etc), ao menos desse uma solução -factível- que não envolva distanciamento físico, >> seja ele imposto ou voluntário <<. Mas, lembrando, começando as soluções em jan/20 e não no Ancapistão maravilhoso de quando o estado deixar de existir. Ou seja, esse governo, essas empresas, esse povo: Brasil jan/20.

    O que deveria ser feito a partir do primeiro caso confirmado (26/02, www.sanarmed.com/linha-do-tempo-do-coronavirus-no-brasil)? Dava para ter feito muito mais antes? Quem faria o quê? Enfim.

    A parte de criticar e dizer que o mundo vai ficar na vala econômica é a mais fácil e mais óbvia (e estão certos), mas o que poderia ser feito, no nosso cenário, para que o dano não fosse tão grande?
  • Josué  23/04/2020 23:44
    Tem fábrica nos EUA fechando por causa da Covid-19 com contaminação dos funcionários por falta de cuidado da fábrica e com muitos funcionários doentes.
    Não concordo com o governo se metendo em tudo, mas tem determinadas coisas que realmente não se controlam. Precisariam os empresários assumindo a dianteira nisso tudo
  • Leonardo  24/04/2020 10:45
    Perfeito comentário, Minarquista, exatamente isso.

    Além do mais, como não existe como estimar quais seriam os efeitos econômicos caso não houvesse sido decretada a quarentena pelo Estado, há sempre a possibilidade de que essa quarentena seja benéfica para a economia pensando no médio / longo prazos. Por exemplo, só imaginar um país sem confinamento que funcione com 75% de "colaboração humana" por um longo período, tendo em vista a propagação indiscriminada do vírus, o que limitaria o funcionamento da economia sem nenhuma interferência do Estado. A Suécia, por exemplo, terá uma recessão similar a de outras nações sem ter adotado o confinamento mandatório, apesar de algumas regras mais flexíveis impostas.

    www.amcham.se/covid19-updates/2020/4/20/the-mundus-take-corona-crisis-an-economic-snapshot
  • Aprendiz de EA  23/04/2020 19:36
    Pessoal, tenho algumas dúvidas e gostaria de ler a vossa opinião, eu me interesso muito pela computação, sendo assim ingressei no curso de Bacharel em Ciência da Computação em uma universidade regional (pública, porém cobra mensalidade, e que baita mensalidade...), aó que como o peso no bolso se tornou insuportável eu tranquei e fui para uma dessas faculdades privadas onde agora faço Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas à distância, o curso é bom, ao contrário do que muitas pessoas falam sobre o EAD, e custa 70% menos do que presencial, porém é muito mais voltado para o mercado do que para a parte científica, ou seja, foca mais em programação e sistemas comerciais.

    Sendo assim, faço cursos online, pesquiso por conta e estou no momento iniciando um livro sobre Machine Learning, Deep Learning, Redes Neurais, etc, e pretendo futuramente estudar o desenvolvimento em cima de redes P2P, especialmente a tecnologia Blockchain e a Deep Web, e não vou parar por aí.

    Minhas dúvidas seriam:

    1 -> É possível eu chegar ao nível de capacidade e conhecimento de um cientista ou engenheiro da computação do ITA mesmo me formando em uma instituição simples e estudando majoritariamente por conta?

    2 -> Para trabalhar no exterior, especialmente em países como EUA, Nova Zelândia, Austrália, etc, um diploma seria necessário, ou seria possível ser bem sucedido por lá apenas comprovando conhecimento e talvez experiência?

    Obrigado!
  • anônimo  23/04/2020 20:54
    1.estudando muito e com muita disciplina , vc pode ir mais longe. mas sem ter acesso aos conteudos doa instituição ita, como vc vai se nortear?
    2.diploma. senao entrando como ilegal, vc pode ser deportado. sem diploma vc precisa visto de trabalho, ja que tem muita pessoas querendo entrar nesses paises pra sugar
  • Libertário revoltado  24/04/2020 00:23
    1 - Amigo, nenhuma instituição é garantia de conhecimento, te garanto que se você se dedicar você se destacará entre os demais.

    2 - uma simples busca irá lhe mostrar, que para profissionais de TI, diploma pouco importa. Existem diversos canais e blogs na internet que mostram a vida de profissionais em outros países, é um conhecimento que tem alta demanda. As empresas de TI exigem o conhecimento e não diploma (apesar de ser bom ter os 2). E o mais importante, fale inglês, seja fluente nessa língua.
  • Felipe L.  24/04/2020 13:08
    Interessante essa universidade estatal cobrar mensalidade. Por que isso acontece?
  • Jairdeladomelhorqptras  23/04/2020 20:34
    Pessoal do Mises,
    Eu preferiria que o governo não tivesse feito nada. Ou o q sempre fez em outras epidemias e enfermidades. Ou seja, um tratamento precário. Se fizesse só isto, seria ótimo.
    Inventaram de quebrar a economia do globo.
    Até entendo isto sendo feito no Brasil. Com os nossos políticos querendo f..er tudo.
    O que tenho dificuldade de entender é QUE FOI GLOBAL!
    Sei, sei, tem exceções: Coreia do Sul, Tawan, Hon Kong, Suécia e tal....mas de qualquer maneira pode-se dizer q quebraram o mundo todo. Díficil entender. Quem ganha? Quem tem lucros? Até mesmo os governos que saem mais fortes e ditatoriais desta crise tem que lidar com uma população mais empobrecida. Realmente ainda não peguei toda a situação.
    Gostaria de alguém me explicasse. Trabalhei a vida toda com vacinas e virus e sei muito bem sobre a questão sanitária. E sei que quarentena obviamente funciona em qualquer epidemia que por definição seja transmitida de pessoa p/ pessoa. Não é isto. É como podem parar o mundo sem ter uma saída para a epidemia? Como saíremos sem uma vacina ou quando grande parte da população contrair o vírus e ter anticorpos?
    Sem esta resposta não poderiam ter parado o mundo! Mas volto a perguntar. Quem ganha com o empobrecimento do mundo?
    Abraços
  • Vinicius  23/04/2020 20:58
    Quem ganha? Políticos. Sempre eles.

    Por que todo o mundo fez a mesma coisa? Pelo mesmo motivo que todos os governos sempre adotam keynesianismo. O fato de algo ser majoritário não o torna necessariamente certo.


    P.S.: aliás, vi aqui mesmo vários sedizentes liberais recorrendo a este mesmo argumento. "Se todos os governos do mundo estão fazendo então é porque é o certo". Pelo visto, não entenderam absolutamente nada de nada.
  • Empreendedor Brasileiro  24/04/2020 14:18
    Não dá pra dizer que é impossivel mudar a mentalidade keynesiana dos governantes. Senão eu vou pra praia vender missanga rs. Tem que ter uma saída!
    Só nao pode é querer ficar em casa sem fazer nada. Na minha cidade fui no protesto pelo fim da quarentena e fui a pé com meu cartaz! Nada de carro.
    Vi lugares que fecharam passagem de ambulancia... a gente tem que se movimentar agora e fazer nossa voz ser ouvida! E reitero: FORA DO CARRO!
    Cada um tem que ter noção do seu papel no momento
  • Gustavo Carvalhosa  24/04/2020 02:19
    Não acho que a quarentena seja o melhor caminho não. A quarentena só piora as coisas, faz as pessoas terem menos vitamina D e evita a imunidade de grupo. Inventaram essa questão toda para darem a impressão que estão trabalhando, estão vigilantes mas é só cortina de fumaça.

    Recomendo se informar melhor com o artigo abaixo
    www.mises.org.br/article/3235/destruir-a-economia-nao-e-uma-politica-social--e-muito-menos-uma-questao-de-saude-publica
  • Douglas  24/04/2020 06:16
    Você não entendeu, que isso é só um ensaio do que está por vir. Estão preparando o terreno para algo que irá acontecer. Guerra mundial? Controle político-social mundial? Reset da economia? Até em teorias da conspiração sobre a Nova Ordem Mundial estou começando a achar que faz sentido. O mundo de fato não será mais o mesmo!
  • Jairdeladomelhorqptras  24/04/2020 17:09
    Pessoal,
    Agradeço a todos que me responderam. Assim mesmo a verdadeira razão de tudo isto parece acidente de avião. Um somatório de causas. E bastante nebuloso. Keynes e um ensaio de controle mundial são bastante plausíveis.
    Só gostaria de esclarecer que quando disse "quarentena funciona", estava me referindo a aquela quarentena clássica e tradicional. Isto é, isolar pessoas infectadas. Nem de longe aprovo a "quarentena" como foi aplicada no Brasil.
    Abraços
  • Breno  24/04/2020 18:33
    Vc é da area da saúde? Poderia explicar um pouco melhor pra gente se isso tudo que está sendo feito agora procede em termos técnicos, ter alguem sem o vies terrorista da mídia é otimo.
    Vc mesmo diz que tem que ter quarentena pra quem ta doende. Mas como saber quem ta doente? Ja ouvi falar que o virus transmite até por assintomáticos. Dessa forma, teria que todo mundo comprar testes e fazerem o exame?
    Alem disso, quais os efeitos psicologicos do confinamento.
    Valeu
  • Jairdeladomelhorqptras  25/04/2020 14:08
    Caro Breno,
    Vc pergunta sobre a quarentena e o problema do Corona Virus. Partindo das características apresentadas pelo Corona: alta transmissibilidade entre seres humanos, quadro assintomático ou leve em talvez 60 a 80% da população e letalidade apresentada majoritariamente em pessoas idosas e com outras enfermidades pode-se dizer que a reação ao mesmo é exagerada. Criou-se um quadro de histeria coletiva no Globo, que ainda tento entender. ´
    Por outro lado aqui vai um exemplo pessoal. Minha mãe apresentou cancer generalizado, metátese em todos os órgãos e estava com 91 anos. Obviamente eu a isolaria. Ela morreu antes desta pandemia.
    Um epidemia com esta característica só irá embora por UM motivo. Repito, exclusivamente por UM motivo. Quando a popúlação tiver anticorpos contra o corona. E como se consegue isto? Só, e exclusivamente por duas razões. Ou se contrai o vírus (com sintomas ou não), ou através de uma vacina eficiente.
    Pode ser discutido qual o porcentual da população com anticorpos que deterá o vírus. Quanto mais próximo de 100% mais díficil é para o vírus.
    Simples assim.
    Quanto a quarentena. É o método sanitário mais antigo que se conhece. Uma vez identificado um grupo com doença infecciosa, isola-se este grupo. Me parece que foi o que aconteceu com a região de Wuhan, na China. Mas isolar toda a população do globo, ainda mais sem saber onde está a doença, é pura estupidez.

    Abraços
  • Bazinga  24/04/2020 13:01
    Simples de entender. Os políticos adoram holofote. Países como Hong Kong e Japão que são muito mais livres em suas economias não aplicaram lockdown.
    Adicionalmente, e as mortes de trânsito? Não deviam proibir a circulação de pessoas por causa disso?
    E as mortes por gripe comum, tuberculoses, dengue? Pq não aplicaram lockdown pra esses casos tb?
  • Alberto  25/04/2020 13:09
    Eu sou adepto as ideias da escola austríaca mas é impossível não concordar que sem uma quarentena teríamos problemas ainda maiores.
    Tenho pais em grupo de risco que eu preciso cuidar. Se eu tivesse sendo obrigado a trabalhar seria um grande vetor de risco pra vida deles.
    Logo eu sou a favor da quarentena horizontal sim e acho que a abordagem de alguns tem sido equivocada

    Quem está destruindo a economia é o vírus não a quarentena. Sem quarentena estaríamos piores.

    Acho que a abordagem devia ser da destruição criativa que está ocorrendo e que já tinham uma tendência de alta. Teletrabalho e ferramentas digitais estão se consolidando
    Vai sair maior da crise quem souber se reinventar e não apegados a conceitos antigos. A palavra de ordem deve ser inovação e adaptação ao novo cenário. Não foi sempre isso que o capitalismo valorizou? A capacidade de pessoas e empresas de se reinventarem?
    Minha renda caiu agora, mas não reclamo, To entrando em novos nichos como freela e vejo perspectiva de alta futura
  • Ulysses  26/04/2020 00:31
    Você não apresentou argumentos, só achismo. E eu não conheço uma única alma que seja contra a quarentena para idosos e grupos de risco.

    Mas piora. Ao dizer que:

    "Tenho pais em grupo de risco que eu preciso cuidar. Se eu tivesse sendo obrigado a trabalhar seria um grande vetor de risco pra vida deles."

    Você deixa clara sua motivação.

    O fato de seus pais serem grupo de risco significa que eles devem se isolar, como 100% das pessoas defendem. Se você mora com eles e trabalha, então você tem de ter a honestidade intelectual de admitir que defende a quarentena horizontal por interesses próprios: você não precisa trabalhar e ainda ganha estipêndios do governo.

    Não tem problema nenhum assumir isso. Apenas não tente pegar a sua situação e usá-la como justificativa para a adoção universal de toda uma política comprovadamente desastrosa. Seria o mesmo que eu dizer que a aposentadoria do meu pais é uma mixaria, logo não apenas não deve haver nenhuma reforma da previdência, como ainda o governo deveria aumentar o pagamento dos aposentados.
  • Henrique   23/04/2020 21:29
    Mais um furacão no mercado financeiro hoje. Rumores sobre a saída de Moro do governo fizeram o real se depreciar em mais de 2%.

    Não foi 0,7%, nem 1,0%, nem 1,5%. Foi MAIS de 2% em um ÚNICO dia.

    Isso, volto a repetir, por um rumor. O Moro não saiu.

    Amanhã, quando ficar oficial que Moro vai continuar no governo, será que o real vai se valorizar os mesmos 2% que perdeu hoje? É CLARO QUE NÃO.

    A conclusão é clara. O mercado financeiro brasileiro gosta é de intervencionismo, desenvolvimentismo, protecionismo, articulação política, corrupção, toma lá dá cá, centrão, e afins.

    No governo Temer (que não chegava nem perto do grau de liberalismo econômico do governo atual), a moeda sempre ficou "comportada". Não me recordo de nenhuma desvalorização abrupta. Ficava sempre entre os R$ 3,00 e R$ 3,50, mesmo o governo sendo uma quadrilha de corruptos pra ninguém botar defeito. No governo Dilma já chegou a valer R$ 1,50.

    Aí agora no governo Bolsonaro, que tem o melhor plano econômico da história, o mercado parece estar profundamente incomodado. E me refiro ao período pré Corona vírus, pois mesmo antes desse maldito vírus chinês, as desvalorizações foram frequentes, muitas das vezes motivadas pelo mesmo motivo de agora: rumores.

    Vale lembrar que o mesmo ocorreu quando começou a surgir a possibilidade da demissão de Mandetta. Parece que o mercado não tem o menor pudor em desvalorizar o câmbio de forma desproporcional, como nunca se viu antes.

    Eu sei que o Paulo Guedes já falou besteira e isso atrapalha. Mas se a desvalorização ocorre da maneira mais violenta jamais vista, no MELHOR governo que já tivemos, isso deveria ter acontecido com 4, 5, 6 vezes mais intensidade nos malditos governos esquerdistas (Lula e Dilma) e do tomá-la da cá explícito (Temer) que tivemos no passado.

  • Meirelles  23/04/2020 22:12
    A Selic está em 3,75%. As curvas de juros futuros já estão precificando Selic a inacreditáveis 2,75% em janeiro de 2021. Considerando que o IPCA raramente fica abaixo de 3,50%, a realidade é que estamos com juros reais negativos. Pois é, chegamos lá.

    Outro dado: o México tem grau de investimento, e a Selic deles é de 6%. O Brasil não tem grau de investimento e nossa Selic está em 3,75%, já programada pra cair para 2,75%.

    Sendo assim, é óbvio que o dólar está caro. Qual a atratividade de um gringo trazer seu capital para um país que não tem grau de investimento e que está com juros reais negativos?

    No governo Temer, a Selic média foi de 10%, e com IPCA em 3%. Juros reais de 6,8%. Nem se compara.

    No governo Lula, a Selic foi de 19,75% em 2005. Em 2006, terminou em 14,25%. Em 2008, quando estourou a crise, o Meirelles foi o único banqueiro central do mundo a elevar juros. Ele colocou a Selic em 13,75%.

    Considerando que o dólar estava mundialmente fraco de 2005 a 2011, era sopa ter um câmbio apreciado.

    De resto, eu não entendo austríacos reclamando do preço de uma moeda fiduciária (dólar) em termos de outra moeda fiduciária (real). Austríaco raiz tem de estar entupido de ouro. Hoje, isso nunca foi tão fácil. Fundo Órama Ouro, XP Ouro Dólar, ou a própria compra de OZ1D, OZ2D e OZ3D. Eu mesmo utilizo Órama Ouro como reserva de emergência. Na prática, vivo num padrão-ouro. Minha moeda é genuinamente forte. Quando tem conta pra pagar, resgato do fundo (converto ouro para reais) e pago.

    Com efeito, o arranjo atual é excelente para quem tem ouro. Sua moeda se aprecia diariamente, mas a inflação de preços em reais está relativamente controlada. É como se você vivesse em um CDI que paga que paga quase 9% ao mês, e com inflação quase nula.

    Sim, quem poupa em reais vai se estrepar, mas quem manda confiar em moeda estatal? O mundo não recompensa quem fica parado e não se informa.
  • anônimo  23/04/2020 22:23
    Como bem disse o J.P. Morgan, "Money is gold. Everything else is credit."

    Dinheiro de verdade é o ouro. Qualquer outra coisa é crédito. Quem é esperto transforma todo o seu salário em ouro. E faz compras a crédito em reais.

    Eu já acho insanidade alguém poupar em dólar, imagina em reais.

    Como bem explicou o artigo, essa crise econômica não acabará tão cedo, e os bancos centrais mundiais irão se desesperar, enlouquecer e despejar dinheiro como se não houvesse amanhã. Se haverá ou não inflação de preços é algo totalmente secundário. O que é garantido é que todo o smart money vai pegar essa dinheirama e ir pro ouro. Eu vou junto.
  • Felipe L.  23/04/2020 22:43
    "De resto, eu não entendo austríacos reclamando do preço de uma moeda fiduciária (dólar) em termos de outra moeda fiduciária (real). Austríaco raiz tem de estar entupido de ouro. Hoje, isso nunca foi tão fácil. Fundo Órama Ouro, XP Ouro Dólar, ou a própria compra de OZ1D, OZ2D e OZ3D. Eu mesmo utilizo Órama Ouro como reserva de emergência. Na prática, vivo num padrão-ouro. Minha moeda é genuinamente forte. Quando tem conta pra pagar, resgato do fundo (converto ouro para reais) e pago. "

    Moeda é fiduciária, mas continua sendo meio de troca. Se o meio de troca cai de valor, é óbvio que é ruim, pois a economia inteira sofre, não adianta se isolar e tentar viver como se fosse autossuficiente. Padrão-ouro não existe mais e infelizmente não sei se voltará a existir um dia.

    Ouro é uma boa reserva de valor, mas não tem praticidade. Vi esse artigo e já desanimei. Chequei essa postagem, mais atualizada. Prefiro Bitcoin.
  • Meirelles  23/04/2020 23:12
    Não entendi onde você viu complicação.

    1) Abrir conta na corretora Órama (ou na XP): 5 minutos, de graça, sem sair de casa. Tudo pelo celular.

    2) Transferir mil reais do seu banco para a corretora. Se você tem conta no Banco Inter ou em qualquer outro banco digital, a TED é gratuita.

    3) Aplicar no fundo Órama Ouro (ou, na XP, Trend Ouro Dólar).

    Pronto. Você está vivendo no padrão-ouro.

    Qual realmente é a complicação ou o "desânimo" nisso?
  • Felipe L.  24/04/2020 00:23
    Quantia mínima é de R$ 1 mil? Pelo menos foi o que vi no Órama. Prefiro mexer com Bitcoin mesmo. Se é para usar algo como ativo e que ainda seja divisível (embora hoje a quantia mínima para se comprar tenha aumentado, devido ao fato de que o Bitcoin se valorizou ao longo dos anos, mais do que o próprio ouro), então a criptomoeda é melhor. Mas mesmo o Bitcoin não é exatamente algo extremamente prático como um cartão de débito. A Nano parece interessante, ela inclusive, quase dois anos atrás, salvou a vida de um venezuelano que comprou seus mantimentos com essa moeda.

    Bom, o assunto acabou indo de Economia para investimentos. Interessante que esse fenômeno de inflar o setor de investimentos foi causado pelo próprio Banco Central, que desvaloriza a moeda. Fico com esse artigo. Mas eu reconheço que não entendo desses tipos de investimentos e tenho medo até de fazer uma besteira (acho que investir em Bitcoin em 2015 foi uma das melhores decisões que fiz... fui ouvir o Dâniel Fraga). Esse site que você falou eu vou guardar, de qualquer forma.
  • Felipe L.  26/04/2020 16:09
    E tem outra coisa: ouro em site pode sofrer interferência em caso de hackeamento, em caso de fundo ou confisco, se for ouro físico. Embora o Bitcoin comprado por corretora também tenha algum risco, é muito mais trabalhoso para o governo encher o saco.
  • Felipe L.  23/04/2020 22:32
    De fato é um absurdo a desvalorização atual do real. Mas a realidade é que o Ciro Guedes é um dos principais culpados, além da frouxidão do governo em aprovar e ir atrás das reformas. Ano passado inteiro ficaram mais preocupados com fofoquinhas e os vídeos do Olavo do que com o que tinha que ser feito. Como o mercado financeiro já sabe que o caminho do BC vai ser continuar a abaixar os juros e tornar investimentos menos rentáveis por aqui, não tem motivo de não fugir dessa porcaria de moeda. Se o Paulo Guedes estivesse se comportando com o Tarcísio, falando pouco e fazendo muito, a história seria diferente. O mesmo para o Bolsonaro e os seus filhos.

    Em 2011 o Obama continuava apavorando, por isso o dólar estava bem mais barato, mas depois de julho de 2011, a trajetória de desvalorização voltaria e está até hoje, apenas com breves intervalos durante o governo Temer. Foi depois de o Congresso americano ter sido parado (porque a urgência de reformas lá é INFINITAMENTE MENOR do que aqui e a vida dos americanos muda bem menos com decisões políticas) e a equipe dele ter passado a defender moeda forte, a economia se recuperou por gravidade.

    Meirelles é que permitiu que a moeda ficasse mais forte e estável no governo Temer. Ele já ficou com a boa reputação no primeiro governo Lula e entregou o mesmo resultado (inclusive tendo sido o único, do mundo, a elevar os juros em meio à crise financeira de 2008) e ele não ficou falando besteira do câmbio.

    O real está mundialmente fraco. Agora estamos em um índice historicamente alto. Alta assim não se via desde setembro de 2018, naquele terror eleitoral e com medo do Haddad voltar ao poder.
  • L Fernando  24/04/2020 03:05
    Nossa, não vou argumentar porque não tenho lá grandes conhecimentos de como funciona a politica econômica no governo.
    Mas comentar sem sequer citar o como o Brasil está funcionando no momento, sendo boicotado pelo congresso de forma acachapante , onde governadores e prefeitos estão destruindo a economia em prol da politca , é um milagre que ainda não estamos com o Dolar a 10,00 reais
  • Gabriel  24/04/2020 14:04
    "Mas comentar sem sequer citar o como o Brasil está funcionando no momento, sendo boicotado pelo congresso de forma acachapante [...]"

    Para ser justo, isso sempre aconteceu. Lembre-se do governo Temer. O cara entregou tudo, todos os ministérios eram loteados para políticos e mesmo assim não foi aprovado metade daquilo que se esperava.

    Então esse papo de com "articulação" as reformas seriam aprovadas não cola. De novo, Temer entregou tudo e mesmo assim não aprovou quase nada.

    Essa confusão do Congresso é uma coisa nossa. Uma hora um partido é oposição outra situação. Não há país que resista a tanta imprevisibilidade.
  • Felipe L.  23/04/2020 23:12
    Pessoas, felizmente eu consegui achar (alguns) dados macroeconômicos sobre o regime militar (ufa!), o que só pude obter graças a uns pesquisadores que decidiram fazer uma pesquisa publicada em Inglês. Aquele site do Banco Central é medonho, você busca e quando ver, cadê o arquivo para baixar? Uma porcaria. O Ipea é um pouco melhor, mas também sofre de carência de dados e ainda estou vendo se ainda há algum dado aproveitável (pois estou tentando fazer um artigo detalhado de como era a economia brasileira no regime militar).

    Entretanto, quem puder me ajudar a entender esse gráfico, ficarei grato. O gráfico em questão é este. Se eu entendi bem, perto de 1980, os déficits e as transferências ficaram no positivo. Isso foi devido a algum calote na dívida externa? Qual dos dados é melhor mensurador: apenas os déficits ou os déficits e as transferências?

    Achei também esta tabela. Deixe-me ver se entendi: quer dizer que entre 1965 e 1972, a dívida interna é de 0,8% do PIB e essa real base monetária em percentual negativo do PIB quer dizer que contraiu? A publicação original é essa.

    Grato a todos pela atenção e paciência.
  • Ninguém Apenas  24/04/2020 13:19
    Se isto puder te ajudar:

    www.r7.com/r7/media/2014/20140331-info-ditadura/20140331-info-ditadura.html

    Tem 3 indicadores durante todo o período. (Não sei se vc já achou esse site)


    Eu gostaria de ajudar neste artigo (realmente falta conteúdo bom), se eu puder né, mas qual informação em específico vc já tem e qual você busca?

    Deixe alguma forma que permita entrar em contato.
  • Felipe L.  24/04/2020 15:32
    Ah, esse material eu tinha encontrado, mas obrigado por ajudar, de qualquer forma.

    Então, eu estava procurando a base monetária, para eu elaborar um gráfico de 1960 a 1980. Além disso, o déficit idêntico ao que é exibido em artigos daqui, e a dívida bruta total (essa eu acho impossível de achar). Procurei no BC, aquela bagunça. No Ipea, muita confusão. Salário médio não encontrei. Alguns dados relevantes eu achei convertidos provavelmente em reais, pois nos números estavam acompanhados de algo como "e-11", o que chuto ser notação científica. Seria legal se eles tivessem colocado na moeda da época.

    Não sei nem se o M1 e o M0 seriam válidos, já que o arranjo monetário da época era diferente. Achei esse aqui, não sei se seria relevante para o objetivo do meu texto (o objetivo principal é "comemorar" os 30 anos do Plano Collor, mas fazer antes um prelúdio do que originou a bomba na qual o Brasil estava em 1989, usando os métodos aprendidos com o mestre Leandro Roque). O livro do Jorge Caldeira parece ser bom (o "História da riqueza no Brasil"), mas é muito caro e não acho em PDF. Acho que vou comprar, de qualquer forma. Às vezes eu acho mais barato, talvez um presente de aniversário decente. Se quiser me contatar, pode ser pelo e-mail: serelange@gmail.com (piramideiros e fraudadores eu bloqueio). Pode conversar aqui, talvez outros leitores acabem até gostando.
  • TI  24/04/2020 17:43
    www.docdroid.net/lhYi3XR/historia-da-riqueza-do-brasil-jorge-caldeira-pdf
  • Felipe L.  24/04/2020 22:14
    Meus profundos agradecimentos. Agora a minha meta é achar o livro do Guilherme Fiúza, o que fala sobre o que o Gustavo Franco fez nos seus 3000 dias.
  • Norton  24/04/2020 19:25
    Acho que esse gráfico mostrando as taxas de crescimetno per capita por década interessante

    s2.glbimg.com/qCCwNCAmsokvNgCpE4bj7HhYi84=/1000x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2020/3/i/J3TR3ASNex5St3mVIkow/arte23bra-101-pib-a3.jpg
  • Felipe L.  24/04/2020 22:36
    Obrigado Norton... puxa vida, eu procurei no Ipea e não achei esses dados do PIB per capita, pelo menos não esse crescimento, muito menos dessa época da República Velha. Obrigado por contribuir. Vou guardar o endereço e imagem.
  • Norton  25/04/2020 13:01
    Felipe,

    Só pra saber, qual o objetivo nesses dados? Interesse pessoal, trabalho acadêmico ou alguma outra coisa?
    A imagem extrai de uma reportagem do valor, mas o site é pago. E ele faz referência a um estudo da fgv, cuja a publicação no blog da instituição segue abaixo. Mas acho que deve ter uma publicação mais completa desse estudo em algum outro lugar, só não encontrei onde

    blogdoibre.fgv.br/posts/evolucao-do-pib-capita-e-situacao-politica
  • Nicolas Santos Branco  24/04/2020 03:01
    Alguém poderia me explicar porque as grandes economias (principalmente as europeias e norte americana) cresceram num ritmo médio de 2,1% durante o auge do livre mercado (1870-1910) e depois durante o período keynisiano (1950-1970) as mesmas economias cresceram em média 2,3 %.
    No segundo período ouve muito mais intervenção estatal e ainda a desigualdade social diminuiu sensivelmente nesses países. Gostaria de ver uma boa explicação liberal para esse fato.
  • Humberto  24/04/2020 13:54
    Quais foram aqueles eventos que ocorreram entre 1914 e 1918 e depois entre 1938 e 1945? Exato, as duas guerras mundiais, que geraram uma impressionante destruição da Europa.

    Consequentemente, a partir de 1950, o continente europeu, partindo de uma base baixíssima (quase todo o seu capital havia sido destruído), apresentou números altos. Isso é matemática pura. Quanto menor a base da qual se parte (quanto menor o denominador), maior será o resultado para um mesmo numerador.

    A Europa teve que se reconstruir por inteiro. E fez isso com financiamento externo. É óbvio que os números do PIB (para os quais você está olhando) apresentariam robustez.

    Se o Brasil for bombardeado e tiver de reconstruir todas as suas indústrias e cidades, eu lhe garanto que, em termos de PIB, os números serão impressionantes.

    Mas isso significa qualidade de vida?

    Com todo o respeito, sua dúvida, além de amadora, demonstra desconhecimento básico de fatos históricos.


    P.S.: quem puxou a Europa foi a Alemanha e a Alemanha fez isso aqui.

    P.P.S.: não sei se você percebeu, mas se o argumento é que na década de 1960 crescia-se apenas 0,2 ponto percentual a mais que na década de 1870 (noventa anos antes!), então o seu argumento é, na realidade, um tiro no pé. Passaram-se 90 anos, e tem-se apenas 0,2 ponto percentual a mais.
  • Bumer  24/04/2020 05:04
    Primeiro ponto, o artigo fala como se a demanda fosse continuar como antes, se não houvesse começado nenhuma política estatal de restrição às atividades não essencias. Errado. O fluxo caiu bastante antes, após a confirmação do primeiro caso de corona no Brasil. Muita gente ficou apavorada e ficou em casa.

    Exemplo, no primeiro FDS em SP, após o primeiro caso confirmado de corona no Brasil, fui ao cinema e tava vazio, sendo que noutra ocasiaõ , mesmo dia da semana e horário, tava cheio. E daqui pra frente, onde reabrirem a economia, haverá um fluxo bem menor, naturalmente. Em SC tá 70% do que era o comércio.

    Segundo ponto, não havia saida senão impor a quarentena horizontal, exceto se houvesse testagem em massa, o que não foi possível no Brasil e ainda não é. Liberar tudo como se não houvesse amanhã, é uma política que vai levar ao colapso total do sistema de saude e ceifar muitas vidas. É loucura total. Estudos apontam nessa direção. A OMS é clara em recomendar restrições. E é muita leviandade falar que a OMS é uma organizaçao comunista e não deve ser ouvida. Fora que estudos indicam que ligar o foda-se é muito pior pra economia.

    Se vcs querem reabertura total e nenhuma restrição doravante, então precisam mostrar os estudos, convencer a comunidade cientifica, os pesquisadores e tal. Cadê os trabalhos ? A coisa não funciona na base do achismo, textos puramente teoricos dissertativos ideológicos.

    Então eu diria que é preciso bom senso, o qual mostra que a quarentena tá certa. Não tem jeito infelizmente. E obviamente ngm quer recessão, empresários fechando e desemprego subindo. Mas bem pior são muito mais mortes e colapso do sistema de saude. Enfim, escolhas dificeis. Tempos duros.

    Mas minha impressão é que vcs são contra quarentena e intervençoes estatais neste momento mais por ideologia antiestado.
  • Fabrício  24/04/2020 13:44
    "Se vcs querem reabertura total e nenhuma restrição doravante, então precisam mostrar os estudos, convencer a comunidade cientifica, os pesquisadores e tal. Cadê os trabalhos ? A coisa não funciona na base do achismo, textos puramente teoricos dissertativos ideológicos."

    Mas olha que interessante!

    Por que você não exige o mesmo da política que está sendo implantada?

    Coloque aqui um link para um paper acadêmico, revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT), demonstrando irrefutavelmente que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno.

    Já que você é bem científico e exige trabalhos acadêmicos, prove aqui seu valor.

    Desde que fiz esse desafio, apenas duas pessoas tentaram uma resposta: a primeira foi uma coitada que se dispôs a trazer aquele paper do Ferguson, do Imperial College, que a própria imprensa britânica ridicularizou (e que não faz RCT e que nem era revisado por pares). E o segundo foi um sujeito, um pouco mais digno, que reconheceu que não há nenhum estudo assim, e que tudo se baseia em modelos matemáticos (e não epidemiológicos).

    Maravilha, hein?

    Aliás, já que esse é o "rigor", então eu também tenho o meu: se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade.

    Assim que você sair à rua, começa uma segunda onda, e você será inevitavelmente contaminado.

    Já quem está saindo à rua desde já está adquirindo imunidade.

    E isso que eu acabei de falar é muito mais biológico do que um mero modelo matemático, que é exatamente o que está sendo aplicado hoje. E com o seu aplauso.
  • Marinho  24/04/2020 19:44
    Mas é melhor pra saúde as pessoas continuarem vivendo normalmente ao inves de quarentena?
    O virus nao se dissemina menos em um ambiente de confinamento e pouca circulação como determinado pelos governos estaduais?
    Eu acho que não.

    "Coloque aqui um link para um paper acadêmico, revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT), demonstrando irrefutavelmente que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno."

    Faço minhas as suas palavras. So mudo um detalhe: lockdown por livre ciruclação. Ai vc consegue demonstrar que mesmo diante do coronavirus é o lockdown é a pior opção
  • WDA  25/04/2020 19:39
    Marinho, se há alguma coisa que não precisa de comprovação é o valor de uma vida normal. Precisamente porque a vida normal é uma vida viável e positiva, conforme o prova a experiência universal de todos. Se algo precisa de comprovação é exatamente qualquer coisa que quebre ou pretenda quebrar a normalidade da vida.

    Agora os idiotas de todos os tipos querem provas e estudos acadêmicos para se poder viver uma vida normal e insistem que basta um cretino qualquer dizer que a normalidade da vida deve ser completamente comprometida para isto dever ser importo a todos (e isto porque tal cretino ostenta um cargo burocrático, um "diprominha", ou algum frágil indicativo externo de "autoridade").

    É impressionante notar como o discurso científico na boca de um idiota qualquer degenera na mais reles e barata pseudo-ciência, no mais tosco cientificismo!
  • Thiago  24/04/2020 16:35
    Alem do ouro, o IVVB11 voltou com tudo na bolsa. Aposta diretamente no dolar e na bolsa americana. Quando acabar a quarentena por la, vai bombar com mais forca ainda.


    Opinião pessoal : Alguém da escola austríaca tinha que aproximar do Sergio Moro. Chance unica (acredito que ele ira se candidatar em 2022) da EA conseguir demonstrar na pratica tudo que mostra em números e discursos e ganhar de vez espaço na mídia.
  • Sr.Segredo  24/04/2020 18:22
    Viu o dolar disparar? krl
  • Thiago  24/04/2020 18:55
    Concordo, Moro com alguém da Escola Austríaca como Ministro da Economia seria o melhor dos mundos.
  • Drink Coke  25/04/2020 00:12
    Podem botar o Leandro Roque de ministro da economia que o país não irá decolar.

    Há muita limitação na atuação do executivo e muitos grupos de interesse envolvido, então o país precisa antes de tudo de um excelente articulador político, alguém que saiba "dialogar" e que consiga passar boas reformas na camera e no senado. Temer fez bem isso. Já o Moro seria um bom articulador? pelo o que vejo dele, não.


  • Felipe L.  24/04/2020 19:40
    Sérgio Moro é mais popular que o Bolsonaro. Depois dessa, agora o Bolsonaro entra junto no time de destruidores de moeda.

    Daqui a pouco o Bresser-Pereira reaparece de novo.
  • Hudson Junqueira  25/04/2020 01:36
    Moro apoiado pela EA?
    Aquele que queria uma pensão vitalícia pra família nas tetas do governo?
    Aquele que defende ferrenhamente auxilionaeto auxílio moradia e outras mamatas?
    Aquele que foi a vida inteira funcionário público e defensor da estabilidade dos mesmo ?
    Aquele que defende que o judiciário deva ter 2 meses de férias bancados pelo nosso dinheiro?
    Eu to fora
  • Jairdeladomelhorqptras  25/04/2020 14:23
    Caro Hudson,
    Complemento
    Aquele que recebe auxílio residência tendo uma ou mais?
    Aquele que viu nosso direitos constitucionais revogados por prefeitos e governadores e nada disse?
    Aquele que é desarmamentista?
    Aquele que queria que o COAF "estribuchasse" as nossas contas bancárias?
    Aquele "vazou" ilegalmente (mesmo sendo juiz)as conversas do Lula. Dando razão aos petistas quando a sua parcialidade.
    Deve ter mais...
    Abraços
  • Anti-BC  25/04/2020 16:59
    Moro é desarmamentista e pró-aborto. Moro e a esposa dele seguem a linha do PSDB.

    Moro não se colocou contra as medidas autoritárias impostas por governadores e prefeitos.

    Não ficarei surpreso se ele conseguir um carguinho no governo Dória.
  • O que??  24/04/2020 18:45
    "Opinião pessoal : Alguém da escola austríaca tinha que aproximar do Sergio Moro. Chance unica (acredito que ele ira se candidatar em 2022) da EA conseguir demonstrar na pratica tudo que mostra em números e discursos e ganhar de vez espaço na mídia"

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Milton Friedman Cover's  25/04/2020 08:27
    Bom dia.

    Não acredito que tem gente aqui defendendo "Moro para 2022", como uma solução Liberal para a economia do País! Ele é apenas um juiz que pensa em auto promoção, já visando as eleições de 2022, isso já ficou claro em suas palavras de despedida, sendo que ele pediu demissão, não o contrário. Ele entende menos de Economia do que eu, pois também não sou economista, mas tenho uma noção básica de Economia Liberal que o Mises me ensinou e ensina em cada artigo postado aqui.

    A imprensa globalista, esquerdista, vibra com a saída de Moro! Ela, esquerda, quer o famoso "quanto pior, melhor", para o Brasil.

    Moro foi contra a liberação do porte de armas para as pessoas honestas, poxa, como ele será importante para um Brasil Liberal, caso seja eleito presidente em 2022! Sim, liguei o modo irônico.

    Como escreveu bem um leitor aqui, Moro apenas defende um Estado amplo, estatizante, inchado.

    Bolsonaro continua sendo a única opção no momento e a atitude de Moro em se demitir e fazer o discurso que fez em seguir "defendendo o Brasil", fica claro as suas pretensões políticas futuras.

    E tem gente aqui, no site da EA defendendo Moro e a sua ambição política pessoal.

    Isso, defesa de Moro, em sites social-democratas, de esquerda, eu até entendo, mas no Mises???

    Acorda, pessoal! Moro é mais um oportunista, como o Mandetta.

    Abraços.
  • Thiago  26/04/2020 16:17
    Nao sei se foi pra mim diretamente, mas eu não defendi ninguém. Eh só analisar a popularidade dele que vc vera que se ele se candidatar, ele não terá adversário a altura. Isso eh fato!

    Se for por essa logica de que a pessoa não eh libertaria, nunca a EA entrara de fato com o poder de mudar as coisas, não se esqueça que as pessoas são moldadas no ocidente (no Brasil mais ainda) a ter uma visão estatista desde a infância. Achar um libertário com popularidade pra ganhar uma eleição presidencial eh quase uma utopia.

    Eu penso da seguinte forma, se a EA entra entregando moeda forte pra população (quer uma coisa mais popular do que isso?) e estando por trás de uma pessoa que não se entregara pra corrupção, ela dificilmente sairá da economia no futuro.

    Essa seria a forma mais realista de conseguir mudar as coisas, mostrar o que eh certo e o que eh errado, principalmente em termos econômicos.
  • Kennedy C.  28/04/2020 16:37
    Não precisa ser alguém da Escola Austríaca, bastaria colocar um supply-sider com formação em alguma Universidade "respeitável", para que a mídia e nem o meio acadêmico encham o saco por causa disso. Grande parte da equipe econômica poderia ser constituída por simpatizantes da Escola de Chicago por exemplo, desde que o Ministro em questão segurasse a sanha de parte de sua equipe em fazer austeridade com elevação de impostos.
  • anônimo  25/04/2020 11:52
    Bolsonaro é um politico. Ele vai se reinventar. Entao a tendencia é ele agora se aliar com o centrao, e ir tomando medidas economicas tradicionais. Mais do mesmo. E todo ganho de 2019 se perde. Pode se esperar que os próximos três anos vao ser de muito intervencionismo.
    O papel do guedes pode ser apenas de administrar o ajuste fiscal. Ja tão ressuscitando o pac com outro nome.
    Se o moro é dispensável, o Guedes tb é. O gov Bolsonaro , pela crise atual vai dar uma guinada. Ele vai agir como politico.
  • anônimo  25/04/2020 16:51
    Esse artigo foi mesmo escrito pelo Geller? O cara tá tão a par assim da situação do Brasil?
  • Aquele que Tudo Sabe  26/04/2020 00:29
    Ué, mas ele é brasileiro. Não se deixe levar pelo nome e pelo currículo.
  • Intruso  25/04/2020 19:00
    Há países muito mais restritivos que o Brasil na questão de isolamento social. Aqui pelo menos é permitido o funcionamento dos setores essenciais (supermercados, feiras-livre, farmácia, restaurante delivery, lojas de material de construção, obras de casas, prédios e infraestrutura em geral, transporte público, bancos, lotéricas, etc). Na Argentina os bancos foram proibidos de funcionar, na Espanha a polícia fica fazendo ronda nas ruas a fim de pegar algum transeunte fora de casa andando ou sentado em algum banco de praça. Enfim aqui até a quarentena é meia boca.
  • YURI OLEGARIO VIANNA  25/04/2020 20:04
    Leandro,

    No cenário atual, há alguma coisa que o BC possa fazer para segurar a alta do dólar? Só aumentando a SELIC mesmo? Ou você pensa que os leilões surpresas (que você comentou meses atrás) ainda conseguiriam segurar/reverter essa alta dólar? Se o BC mudasse de postura, ainda daria tempo de reverter o estrago (ou pelo menos evitar um estrago maior)?

    Num cenário de crise mundial, se o BC + Min Fazenda tivessem adotando medidas corretas, conseguiriam segurar a alta do dólar proveniente do"flight to quality"?


  • Leandro  26/04/2020 00:46
    Não, agora já era. Isso era para ter sido feito lá em agosto, quando o dólar saltou de R$ 3,80 para R$ 4,18. Hoje, a R$ 5,60, é fim.

    E, modéstia à parte, eu tenho moral para falar isso, pois, quem acompanha este site, sabe que eu venho defendendo isso desde aquela época (veja um exemplo aqui). Logo, eu não sou um engenheiro de obra pronta.

    Hoje, nada mais pode ser feito em termos cambiais. Os juros já foram baixados além da conta e agora não dá mais para subi-los (não em uma pandemia; seria suicídio político e confissão de erro). Podemos apenas torcer para uma retomada econômica.

    "Num cenário de crise mundial, se o BC + Min Fazenda tivessem adotando medidas corretas, conseguiriam segurar a alta do dólar proveniente do"flight to quality"?"

    É fato que o dólar não estaria em R$ 3,80, mas também não estaria em R$ 5,60.

    O problema é que temos um Banco Central "lacrador", cuja única política é "mostrar bonito". Parece que a intenção é: "Vejam, nunca antes na história deste país tivemos uma Selic tão baixa! Somos maravilhosos!".

    O IPCA de 2019 foi de 4,30%. A Selic está em 3,75%. E já se prevê uma redução para 2,75%. Estamos com juros reais negativos. E sem grau de investimento.

    O México, que tem grau de investimento, está com sua taxa básica de juros em 6%. E com inflação de preços em 3,25%. Ou seja, eles têm juros reais ainda relativamente altos e grau de investimento. Já nós estamos com juros reais negativos e sem grau de investimento. Estamos na terra da fantasia. É óbvio que o câmbio está pressionado. E não serão leilões-surpresa que irão reverter isso.

    Por enquanto, estamos sendo salvos (ou seja, a inflação de preços segue baixa) porque os preços das commodities estão historicamente baixos. Mas, se houver uma recuperação econômica, se as atuais injeções de liquidez não forem revertidas, e se o câmbio continuar com esse comportamento, aí os prognósticos não são nada animadores.
  • YURI OLEGARIO VIANNA  26/04/2020 14:59
    Obrigado pela resposta, Leandro. Agradeço pela atenção em esclarecer

    Algumas dúvidas:

    1) Quais as diferenças entre os leilões surpresa e as intervenções com venda de dólar que o BACEN faz normalmente?

    2) Por que os leilões surpresas (jogando o dólar pelo menos uns R$ 5,10 ou R$ 5,20 p/ segurar um pouco do estrago) atualmente não surtiriam o mesmo efeito ? Precisaria de muitas reservas?

    3) Vi um gestor de fundos dizendo que, se o BACEN continuar vendendo as reservas cambiais no ritmo dos últimos dias, as reservas se esgotariam em novembro desse ano. O que você acha?


  • Leandro  26/04/2020 18:32
    1) Há leilões de linha, leilões à vista e há o swap cambial. Normalmente o BC faz swap e leilões de linha.

    No swap, não há dólar. Toda a operação é liquidada em reais. O BC paga aos investidores (em reais) a variação do câmbio no período de vigência dos contratos. E os investidores pagam ao BC a oscilação dos DI. Tudo em reais.

    Nos leilões de linha, o BC vende dólares com o compromisso de recomprar estes dólares no futuro.

    Já nos leilões à vista, o BC apenas vende dólares. Esta é a única modalidade que de fato altera as reservas internacionais.

    No momento, nenhuma delas está surtindo efeitos sensíveis. Surtiam bastante lá atrás; hoje, não mais.

    2) O BC se recusa a fazer isso. Ele só vende ao preço vigente. Ele não quer ser visto como alguém que está atacando a sacrossantidade do câmbio flutuante, que já virou dogma. (E, de fato, trata-se de um dogma para a Escola de Chicago).

    Se eu fosse um pouquinho mais malicioso, eu diria que o presidente do BC, que fez carreira como trader no mercado financeiro, não quer prejudicar seus amigos traders e gestores de fundos de investimento que estão comprados em dólar. A quebradeira seria enorme, e alguém elegante, prudente e sofisticado como o Campos Neto jamais cometeria essa deselegância.

    Mas como eu não sou nada malicioso, eu jamais diria isso.

    3) Ainda está longe disso. Como os títulos do Tesouro americano se valorizaram fortemente nos últimos meses (porque os juros de longo prazo desabaram por lá), as reservas na verdade se valorizaram.

    Mas o problema é que, quando você vende reservas, há uma contração da base monetária (o BC vende dólares e recebe reais). Se a operação parar por aí, haveria um aumento dos juros no interbancário, o que provocaria uma elevação da Selic. Como o BC não pode deixar isso acontecer, ele reinjeta os reais no mercado bancário (normalmente, comprando títulos da dívida em posse dos bancos). Isso simplesmente anula qualquer efeito sobre o câmbio. Para haver efeito sobre o câmbio, dólares têm de ser injetados e reais, recolhidos. Como ele não faz isso, há apenas enxugamento de gelo.

    É por isso que, no longo prazo, apenas juros maiores garantem câmbio mais apreciado. Chance zero de isso ser feito agora.

    Logo, respondendo à sua pergunta, se essa política for mantida (vender dólar e reinjetar os reais no mercado), a base monetária se mantém, mas as reservas vão diminuindo. E aí, no extremo, sim, há muitas chances de as reservas zerarem.

    Ainda está bem longe disso, mas sim, há essa chance.
  • Felipe L.  26/04/2020 22:45
    Leandro, esse fenômeno de juros reais negativos é inédito no Brasil desde 1990, não é?

    Em juros nominais e reais, eu só achei esse blog mesmo. Acha que faz sentido? Em 1990, por exemplo, a inflação ali mostrada foi de 1621% ao ano e os juros em 1153,2%. Juro real não é simplesmente subtrair juros nominais e inflação? Por que os juros reais estão em 27,2% negativos, e não -467,8%?

    Incrível que o México não perdeu o seu grau de investimento, com o comunista AMLO, e o Brasil até agora não conseguiu recuperar. E agora não vai recuperar mesmo, ainda mais com esse rolo nesse ano. Pior do que tudo isso é que o peso mexicano tem se valorizado nos últimos meses, o que vai tornar ainda mais atrativos os investimentos lá. No momento, do começo do ano para cá, o real tem se desvalorizado mais que até o peso argentino. O real só perde para o bolívar venezuelano.

    Esses juros negativos iriam na prática diminuir a dívida do governo?

    O que me deixa irritado e confuso é ver gente na internet, falando que esses juros reais baixos ou negativos no Brasil estão espantando "rentistas", porque segundo eles, isso está acabando com "a vida fácil" de quem está vivendo às custas do governo. Vi em algum lugar, não sei se foi aqui ou no Twitter, de que os títulos... ah, já achei:

    "Tesouro diz que está difícil para governo contrair dívida e se financiar"

    Dias depois:

    "Não há dificuldade em vender títulos de curto prazo, diz Mansueto
    Estadão Conteúdo
    "

    Como responder a esses ataques? Falar que o Brasil não é o Japão ou a Suíça para se dar ao luxo de ter juros negativos é suficiente?
  • Trader  26/04/2020 23:04
    Não, não é subtrair. É dividir. Mas em formato porcentual.

    Se a Selic é de, por exemplo, 6,50%, então você coloca no numerador 1,0650
    Se o IPCA é de 3%, então você coloca no denominador 1,03%.

    E divide. O juro real será de 1,0339, o que dár 3,39%.

    O juro real de 1990 foi disfuncional porque ele pegou a média do ano. Só que aquele ano foi bizarro. Em janeiro e fevereiro, a inflação foi altíssima. Em março, ela alcançou o recorde de 80%. Em abril, caiu pra 10% (Plano Collor). O primeiro trimestre fez com que a média da inflação do ano fosse bem maior do que foi na realidade.

    P.S.: a Argentina está com o câmbio totalmente controlado. As pessoas estão praticamente proibida de comprar dólares. De nada adiante ter um câmbio aparentemente barato, se ninguém consegue comprar. Aquele número é enganoso.

    P.P.S.: a tese dos juros baixos realmente é que eles iriam espantar os rentistas dos títulos públicos. E de fato isso ocorreu. Os gênios só não levaram em consideração que esses rentistas correriam para o dólar, que passou a entregar retornos superiores e ainda mais seguros que os títulos públicos (os 14,15% da Selic da Dilma são fichinha perto dos ganhos atuais em dólar e em ouro).
  • Felipe L.  12/05/2020 20:48
    Eu fiz agora há pouco, então os juros reais seriam assim para o mês de abril:

    Juros: 3,65 = 1,0365
    Inflação: - 0,31 = - 1,0031

    Dividindo 1,0365 por - 1,0031, daria - 1,03%, seria isso? Calculei algo errado?
  • Trader  12/05/2020 20:58
    Sim, está duplamente errado.

    Deflação de 0,31% é 0,9969.

    E você não pode pegar uma taxa de juros anual e dividir por uma taxa de inflação mensal. Ou você divide anual por anual, ou mensal por mensal.

    Em todo caso, uma taxa de juros anual de 3,65% e uma eventual deflação também anual de 0,31% daria um juro real de 1,0365/0,9969 = 1,0397 ou 3,97% de juros reais.
  • Felipe L.  12/05/2020 22:04
    Bom, felizmente consegui pegar a SELIC do mês de abril, que ficou em 0,28%.

    SELIC = 1,0028%
    Deflação = 0,9969%

    Dividindo 1,0028 por 0,9969, daria então um juro real mensal de 1%?
  • Trader  13/05/2020 00:49
    Juro real de 0,59% ao mês. Nada mau. Elevando a 12 (meses) dá um juro real de 7,33% ao ano.


    P.S.: a partir do momento em que você dividiu por 100 e acrescentou o 1, não mais se deve colocar o sinal %, pois ele já deixou de ser uma representação percentual.
  • Felipe L.  13/05/2020 01:13
    Como você chegou a esse juro mensal real de 0,59%?
  • Trader  13/05/2020 14:30
    1,0028 dividido por 0,9969 é igual a 1,0059.

    Subtraia 1 e multiplique por 100.

    Você terá 0,59%.

  • Kennedy C.  26/04/2020 19:31
    Boa tarde Leandro, também tenho algumas dúvidas.

    1) Já vi alguns "analistas" e pessoas do mercado financeiro especulando que em 2021 ou após isso, haveria uma elevação da SELIC novamente (provavelmente para "desaquecer" a economia e controlar a inflação como economistas mainstream defendem), essa elevação da SELIC para pelo menos uns 6 ou 6,5% seria suficiente para estancar o esfacelamento da moeda e ao menos valorizá-la um pouco? ou os efeitos de elevar a SELIC para esse nível novamente causariam recessão?

    2) Depois que o Meirelles sugeriu "imprimir dinheiro" durante a quarentena, você ainda acha que ele seria um nome mais apropriado para a economia do que a dupla Paulo Guedes/Campos Neto?

    3) Em uma eventual demissão do Guedes, se Bolsonaro indicasse alguém do "Centrão", o perfil de qualquer economista indicado pelo "Centrão" é parecido com o do Meirelles (reformas não tão profundas e moeda forte)? Se for o caso, seria considerado um perfil ortodoxo? e os próprios economistas da linha do "Centrão" são ortodoxos?

    Agradeço a atenção.
  • Leandro  26/04/2020 23:13
    "Já vi alguns "analistas" e pessoas do mercado financeiro especulando que em 2021 ou após isso, haveria uma elevação da SELIC novamente"

    Eu não vi isso.

    "essa elevação da SELIC para pelo menos uns 6 ou 6,5% seria suficiente para estancar o esfacelamento da moeda e ao menos valorizá-la um pouco?"

    Seria, mas muito dificilmente irá ocorrer.

    "ou os efeitos de elevar a SELIC para esse nível novamente causariam recessão?"

    Isso dependerá da evolução de inúmeros outros fatores. Impossível fazer esta previsão no atual cenário.

    "Depois que o Meirelles sugeriu "imprimir dinheiro" durante a quarentena, você ainda acha que ele seria um nome mais apropriado para a economia do que a dupla Paulo Guedes/Campos Neto?"

    Respondi em detalhes a essa pergunta aqui:

    www.mises.org.br/article/3235/destruir-a-economia-nao-e-uma-politica-social--e-muito-menos-uma-questao-de-saude-publica#ac251117

    E recomendo também esta resposta, que explica por que o BC não está preocupado com câmbio.

    www.mises.org.br/article/3235/destruir-a-economia-nao-e-uma-politica-social--e-muito-menos-uma-questao-de-saude-publica#ac251158

    "Em uma eventual demissão do Guedes, se Bolsonaro indicasse alguém do "Centrão", o perfil de qualquer economista indicado pelo "Centrão" é parecido com o do Meirelles (reformas não tão profundas e moeda forte)?"

    Não conheço outro Meirelles.

    "Se for o caso, seria considerado um perfil ortodoxo?"

    Não conheço outro Meirelles.

    "e os próprios economistas da linha do "Centrão" são ortodoxos?"

    Nem ideia de quem seriam.

    Porém, muito melhor seria colocar o próprio Campos Neto na Fazenda (como já foi aventado na mídia) e devolver o BC para o Ilan. Seria uma excelente jogada. Haveria trocas em cargos essenciais sem provocar absolutamente nenhuma turbulência. E, em termos de BC, haveria uma melhoria substantiva.
  • Felipe L.  27/04/2020 03:26
    O que mudaria com o Roberto no Ministério da Economia? Normalmente no Brasil o cargo de ministro da economia está acima do de presidente do Banco Central em importância e, dado de que o Roberto defende moeda desvalorizada e juros baixos na marra, ele não iria enfiar isso para cima do Ilan? Mas acho a sua proposta boa. Ciro Guedes é muito palpiteiro, não sei se ele defende isso por boa intenção (fala com eles, Geanluca!). Acho que o Centrão pode acabar colocando um ortodoxo, porque eles são dotados de alguma lógica econômica. Temer é puro Centrão, PMDBista de carreira.

    Caramba, preciso fazer um texto sobre o fenômeno do IPCA de março, que teve deflação de preços de certos setores. Basicamente a causa está no fato de que as commodities baratearam mais do que o real afundou em dólares? Commodities em janeiro de 2018 estavam baratas, assim como o dólar também. Normalmente a inflação brasileira é controlada pelo dólar americano, como você demonstrou neste artigo. Eu acho que te perguntei alguma coisa nessa discussão cujo endereço você passou para o rapaz, falando disso. Depois vejo.

    Não acha bom escrever um artigo sobre isso aqui, Leandro? Nesse momento, seria muito bom e importante. Não vemos um podcast seu desde setembro de 2015...
  • VISÃO OPOSTA   25/04/2020 20:21
    Os benefícios econômicos da quarentena:

    Estudo publicado por economistas Instituto Becker-Friedman da Universidade de Chicago: o valor econômico das vidas salvas supera largamente os custos econômicos da quarentena.

    "Mesmo que nossa prioridade seja a maximização do bem-estar econômico, o ideal é usar este momento para salvar vidas: fique em casa."

    Artigo completo: www.infomoney.com.br/colunistas/pedro-menezes/entre-o-cinismo-e-o-sentimentalismo-quanto-vale-uma-vida/
  • Libertário revoltado  26/04/2020 01:33
    As vidas que irão minguar na miséria, após o lockdown, contam?
  • Anonimo  27/04/2020 00:37
    Basta que o governo ajude neste momento... Assim temos um arranjo em que nao precisa que ninguem passe necessidade
  • Anômalo  27/04/2020 16:11
    E quanto dinheiro o governo deve dar pras pessoas, amigo?
  • Anonimo  27/04/2020 19:10
    Eu acho que algo em torno de um salário mínimo
  • anônimo  26/04/2020 05:47
    Eu não acredito que nenhum destes informou sobre Mises sendo que tinha tantos funcionários, assessores, "amigos", familiares sendo que inclusive um deles é pós-graduado em EA, mas enfim...

    Por partes então(Antes):

    Fã de Donald Trump - nos discursos falavam em Moeda Forte - não copiou esta parte

    Fã de Olavo de Carvalho - citavam em várias aulas e em textos Mises consequentemente Moeda Forte - não copiou esta parte

    Recebe livros de Mises(Fonte) - opções 1 -podia lê-los aos poucos; 2- poderia pedir ou ordenar para alguém ou alguma coisa lê-los ; 3- poderia pesquisar um pouco e quem sabe achar este site com tudo mastigado. Em qualquer opção entenderia de Moeda Forte e uma aula de economia profunda e verdadeira. - eu acho que não copiou nenhuma das 3 opções

    Era fã porém não copiou as partes boas do seu fã; recebera livros porém acredito que nem os leu. Desprezo pelo conhecimento?

    (Atualmente) só lhe resta três opções:

    I - Permanecer irredutível em participar do sistema, pois este é corrupto.
    Se ele permanecer "sem dialogar" com os podres da "velha política", acontece o que está acontecendo: Todas as medidas que ele envia para o Congresso são engavetadas. Algumas são aprovadas, mas só depois de serem TOTALMENTE modificadas. Todos os atos do presidente são declarados "inconstitucionais" por uma Justiça militante.

    II - Começar a "dialogar" e participar do sistema.
    Isto faria o governo funcionar, mas destruiria a imagem de Jair como incorruptível, diminuindo seu capital político.

    III - Intervenção Militar, para romper com um sistema que, ou não funciona, ou é corrupto.
    Na verdade esta opção Jair não tem, porque se tivesse, já teria feito. Está claro que há, no mínimo, uma rachadura nas Forças Armadas; parte Bolsonarista, parte "progressista". Bolsonaro não tem o apoio suficiente para fazer uma intervenção, e não pode fazer nada sozinho.

    Dito isto, observem que as três opções são o seu fim: A primeira mantém o governo emperrado, a segunda acaba com sua reputação, e a terceira (se praticável) o faria entrar para os livros da História como Ditador.

    Ele realmente colocou-se como vitima sacrificial num covil de lobos, ou como ele fala: "estou aqui para virar boi de piranha".

    Sobre Paulo Guedes e outros burocratas não vou nem comentar...(quem acompanha o site já sabe)

    Fico com o ilustre Leandro e espero que acerte mais uma vez: "Podemos apenas torcer para uma retomada econômica".
  • Mauricio  27/04/2020 16:47
    Sobre intervenção militar. Sim,os generais são positivistas,omissos, legalistas. Não vão fazer nada.
    Se o caos social chegar por causa da economia é provável de serem chamados para garantir a ordem e o status quo esquerdista que domina o país.
    E o farão.
    Talvez como o Dr Marcelo Frazão diz,uma intervenção militar com o apoio da população,em massa,não seria golpe . Possibilidade de isso acontecer,acho que nenhuma.
    Continuaremos nesse jogo de poder da esquerda que domina tudo, legislativo, judiciário, mídia ,e que a passos largos está levando o país a ruína.
  • Ex-microempresario  13/05/2020 00:18
    "Garantir a ordem" quer dizer patrulhar as ruas para evitar saques e quebra-quebra. Isso eles podem fazer.

    "Intervenção militar" como alguns querem, com militares tomando decisões de governo, não vai acontecer, por absoluta falta de interesse deles. Felizmente, porque só fariam cagadas.
  • CURIOSO   26/04/2020 06:37
    Pensando em cenários que surge a dicotomia entre LIBERDADE x SEGURANCA (não em um arranjo libertário - mas considerando o arranjo atual, em que o estado existe )

    1) AIDS, em que duas pessoas precisam, deliberadamente, fazer sexo sem proteção para se contaminar: aqui não pode o estado ditar a privação sexual, mas somente políticas de conscientização.

    2) A dengue/malária em que uma pessoa pode contrair mesmo tendo o quintal limpo: aqui o estado poderia conscientizar - e se preciso, o estado poderia fiscalizar e multar para as pessoas a manterem seu quintal limpo?

    3) Radares em ruas/rodovias: óbvio que há uma industria de multas e radares são recursos usados para aumentar a arrecadação, sem recorrer a aumento de impostos (algo impopular). Mas, abolindo totalmente os radares, o número de acidentes em rodovias não seriam bem maiores? Mais pessoas transitando em velocidades altas não geraria um cenário mais perigoso?
  • Amante da Lógica  26/04/2020 18:12
    2) Se o combate à dengue dependesse apenas de "manter o quintal limpo", não haveria surtos em capitais, em que as casas são mínimas. Por outro lado, ela seria avassaladora nas pequenas cidades, em que as casas dominam. E, no entanto, ocorre oposto.

    Aliás, o tema da dengue é interessante: como ela é transmitida por um mosquito que ataca absolutamente qualquer pessoa em absolutamente qualquer, um governo realmente sério em seu combate à dengue deveria não apenas decretar confinamento total, como ainda deveria obrigar todo mundo a ficar de janela fechada.

    Não faz isso por quê? A dengue mata muito também, e principalmente idoso.

    Não faz porque não é conveniente. Ou, colocando de outra maneira, as vidas perdidas pela dengue valem menos que a destruição econômica que tal política acarretaria.
    Mas, ora, se há esse cálculo com a dengue, por que não há com o coronavírus? A partir de que número as vidas perdidas pela covid-19 passam a valer mais que a destruição econômica? A partir de que valor destruir a economia passa a ser menos importante que o número de vidas? Defensores do confinamento devem explicações.

    3) Mesmíssimo raciocínio acima. Se o governo decretar que o limite de velocidade nas estradas é de 30 km/h, e punir com cadeia quem superar tal limite, eu lhe garanto que as fatalidades cairiam a zero.

    Mas é óbvio que tal política jamais seria implantada. Por quê? Porque não é conveniente. As vidas que seriam poupadas por essa política valem muito menos do que o inconveniente de ter de obrigar todo mundo a circular a 30 km/h nas estradas.

    O mesmo vale para as políticas de combate à dengue.

    Essa é a realidade das coisas. Mas pouquíssimos têm a coragem de apresentar o assunto desta maneira, pois é muito politicamente incorreto.
  • Felipe L.  26/04/2020 21:09
    Moro em Mococa-SP, do lado de uma mata. O Aedes aegypti consegue fazer a postura de ovos em qualquer lugar com água limpa (em águas mais lamacentas outras espécies acabam aparecendo, como as larvas de quironomídeos, que não possuem adultos que picam), inclusive buracos de árvores, assim como rachaduras. Nessa mata, há uma poça de água cheia de larvas desses mosquitos, inclusive de outras espécies. É impossível eliminar por completo, pelo menos o que eu imagino. O diclorodifeniltricloroetano (DDT) conseguiu quase exterminar por completo os mosquitos da Malária (mosquitos do gênero Anopheles sp), mas foi banido porque deram ouvidos à uma besta quadrada de uma ambientalista. Depois o problema voltou e quando é sugerido o uso, há biólogos dizendo de que não daria certo, pois desenvolveram resistência (aí já não sei). Estranhamente, onde eu morava, na Flórida, apesar de haver vários Aedes voando (pelo menos na casa onde morava), não existe nenhum caso de dengue, e o último foi em Miami, há alguns anos. Não sei o motivo, chuto de que eles usem algum inseticida potente (e essas coisas também prestam lá). Outro problema é a própria falta de cuidado com calçadas, uma das coisas comuns nesse país, com matagal e lixo, coisa que eu nunca vi na Flórida, nem nas calçadas administradas pelo estado.

    Do jeito que as ruas brasileiras são umas porcarias, é bem capaz de que haja foco até em cantos com buracos.
  • anônimo  26/04/2020 23:06
    Seu raciocinio está incompleto. A dengue nao gera superlotação hospitalar, não acaba com a infraestrutura hospitalar em pouco tempo. Não tem potencial de pegar toda a população Brasileira em meses.
    Se ela fizesse isso, então as medidas seriam mais drastica.
  • Amante da Lógica  26/04/2020 23:37
    "A dengue nao gera superlotação hospitalar"

    Nem a Covid-19. Não há superlotação hospitalar no Brasil inteiro. Há apenas casos pontuais em poucas cidades. A diferença é enorme.

    "não acaba com a infraestrutura hospitalar em pouco tempo"

    A Covid-19 não acabou com a infraestrutura hospitalar do país inteiro. Há lotação apenas em ínfimos locais (quando comparado à totalidade do país).

    Nos EUA, também, não há superlotação hospitalar. Nem mesmo em NY.

    "Não tem potencial de pegar toda a população Brasileira em meses."

    Opa, tem sim. A dengue é sazonal. Ela ocorre especificamente em alguns meses (nos cinco primeiros meses do ano) e quem transmite é um mosquito (ou seja, totalmente fora do controle dos seres humanso). Portanto, eis aí uma doença que tem perfeitamente a capacidade de pegar boa parte da população brasileira em meses.

    "Se ela fizesse isso, então as medidas seriam mais drastica."

    Ora, ao afirmar isso, você simplesmente corroborou meu ponto. As vidas perdidas pela dengue não valem a inconveniência de se adotar medidas drásticas que ferrariam toda a economia.
  • Lucas  27/04/2020 01:10
    3) Mesmíssimo raciocínio acima. Se o governo decretar que o limite de velocidade nas estradas é de 30 km/h, e punir com cadeia quem superar tal limite, eu lhe garanto que as fatalidades cairiam a zero.
    Vou mais além. Se quanto menor a velocidade, menores são as mortes, sugiro que o limite de velocidade seja estabelecido em 0 km/h! Seria o paraíso na terra! Se ninguém se mover, ninguém irá atropelar pessoas, colidir contra postes, muros ou outros veículos, capotar o carro, rodar na pista ou cair ribanceira abaixo. Mais do que zerar as mortes no trânsito, também zeraria os ferimentos. Ninguém sofreria sequer um arranhão!

    Curiosamente, países como a Alemanha possuem rodovias com trechos sem limite de velocidade - há apenas uma velocidade recomendada, mas não imposta - em que automóveis andam a toda velocidade. Fossem as mortes no trânsito causadas unicamente pela velocidade, era para essas rodovias alemãs serem verdadeiras carnificinas!
  • Cari  27/04/2020 15:23
    Exatamente, haverá um ponto em que os danos causados à economia resultarão na morte de muito mais pessoas por fome, bala e outras doenças.
  • r.raphael  26/04/2020 21:16
    qual eh o sentido de entupir a rodovia de radar ?
    o proprio estado ta reconhecendo que nao confia no motorista que ele mesmo habilita !
    quem anda errado ta pouco se importando , e a esmagadora maioria dos acidentes de transito sao causados por imprudencia ou impericia - dirigir com prudencia nao eh a mesma coisa que dirigir devagar , nao existe um numero magico , se estiver chovendo ou com neblina eh prudente reduzir , se as condicoes estao boas vc consegue andar mais ... o tempo de frenagem de um caminhao muda caso esteja carregado ou nao , guiar com segurança depende do motorista e nao de placas ou radares ...

    a realidade eh q o estado nao pode vigiar todo mundo o tempo todo , isso depende de educacao
    e dizem que brasileiro eh mal educado no transito mas e as auto-escolas q ganham rios de dinheiro ? nao seria melhor ser mais rigido na formaçao dos condutores ? pq ninguem fala delas ?
    e pedestres e ciclistas tb nao fazem parte do transito ? pq eh sempre culpa do motorista ? vivo tendo que desviar de ambos

    eu mesmo vou viajar e perco mais tempo procurando radares do que prestando atencao no transito ... na minha regiao ta cheio de radar que vc nao sabe exatamente qual eh a velocidade dele ... a rodovia eh de 80 , o radar tem de 60 - 50 e alguns sao de 40 km/h ... no fim eu acabo sempre passando a uns 30 pra nao ser roubado depois

    dizem que nao existe industria da multa mas perguntinha basica que nunca houve qualquer resposta positiva : qual o nome do atual programa de segurança no transito da sua regiao ? exato ! nao tem ! soh existe puniçao, ZERO PREVENÇAO !

    e ja cansou essa historia do onus sempre ser de quem conduz ... estrada esburacada, sem sinalizacao, sem iluminacao , sem segurança

    e veja bem, eu nao estou dizendo que sou contra uma lombada eletronica em trechos com travessia de pedestre por ex , mas no minimo tem que estar bem sinalizado muito antes do equipamento
    senao acontece igual esse engavetamento , rodovia de 110km/h , radar de 90km/h , 5h da manha alguem que viu o radar soh em cima e frenou no susto , quem vinha atras se arrebentou
    a noticia ainda diz q nao tem a ver com radar pq "aconteceu LOGO depois", eh claro que foi depois, a pessoa soh pisa no freio qdo ta passando pelo negocio ... de outra forma daria pra reduzir com segurança , ai depois que engaveta o negocio se arrasta varios metros adiante

    g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2020/03/13/acidente-provoca-congestionamentos-na-rodovia-raposo-tavares-em-sorocaba.ghtml

    quem diz que "eh soh seguir a lei" com certeza nunca teve que andar numa via que o radar eh 30 - 40 - 50 km/h menos que o limite da propria via ... ja vi ate radar em saida de curva , qdo o veiculo ta em retomada , pra vc dizer que o radar eh por segurança ele precisa estar ANTES da curva

    soh quem dirige realmente sabe como eh de lascar as estradas brasileiras
  • Luan  26/04/2020 23:15
    2) Mesmo com a explosão de dengue nos ultimos anos, ela matou proporcionalmente mais que a covid-19? Ela saturou o sistema de saude publico e privado em no Brasil e ao redor do mundo?
    Acho que não, né. Mas a Covid tá fazendo isso. Sem contar que já conhecemos a dengue há mais de 1 século, a covid tem nem 6 meses.

    3) Idem acima. Os acidentes de transito constituem um tipo de evento que já é conhecido pela sociedade e ciencia, logo sabemos lidar melhor com ele. Se seguidas todas as regras de transito, tais como limite de velocidade, cinto de segurança, freios ABS e controle de estabilidade (estes dois ultimos deveriam ser obrigatorios, e muito em breve serão).
    A maior parte dos acidentes fatais são decorrentes de imprudência no trânsito, algo equivalente aos "fura-quarentena", os foras-da-lei.
  • Amante da Lógica  26/04/2020 23:38
    Seu item 2 foi respondido acima.

    3) Nos EUA e na Europa, já há tudo isso. E mesmo assim há milhares de mortes nas estradas. Bem mais que as causadas pela covid-19.

    Ou seja, você simplesmente corroborou meu ponto. As vidas perdidas pelos acidentes de trânsito não valem a inconveniência de se adotar medidas drásticas que com 100% de certeza zeraram esses números.
  • Lucas  27/04/2020 00:50
    e dizem que brasileiro eh mal educado no transito mas e as auto-escolas q ganham rios de dinheiro ? nao seria melhor ser mais rigido na formaçao dos condutores ? pq ninguem fala delas ?
    Sugiro ao colega - e aos demais que fazem esse mesmo questionamento - pesquisar pela Resolução 168 do Contran e lá descobrir porque todas as autoescolas são iguais (igualmente ruins, no caso). Tal resolução burocrática simplesmente anula toda e qualquer concorrência entre autoescolas e resulta no péssimo serviço por elas prestado.

    E não para por aí. Importante destacar que, para passar pelo processo de habilitação, todo candidato a motorista é OBRIGADO a passar pela autoescola, com direito a rígidos controles de presença nas aulas práticas e teóricas. Quando a aquisição de um produto ou a contratação de um serviço é obrigatório pelo estado, cria-se uma clientela cativa para quem irá fornecer o produto ou serviço. Por que as autoescola irão tentar melhorar seus serviços se seus clientes são obrigados a aceitá-los. E mesmo que queiram estabelecer um diferencial, são barradas pelas normas da Resolução já citada anteriormente.

    Se a CNH nada mais é do que um documento, emitido pelo estado, em que o estado reconhece que você está habilitado para conduzir um veículo motorizado em suas vias, tudo o que você precisaria era provar isso por meio dos exames (exame de aptidão física e mental, exame teórico-técnico, exame prático de direção veicular). Como você vai conseguir o conhecimento e habilidades para passar nos exames não deveria ser assunto do estado. Quem acha que é capaz de passar nos exames sem ter de perder um tempo precioso na autoescola, deveria ter a possibilidade de fazer somente os exames, pois, no final é só isso o que importa. Com as autoescolas deixando de ser obrigatórias e livres das amarras burocráticas do Contran, elas teriam de fornecer serviços realmente bons e de forma eficiente para convencer as pessoas a frequentá-las.

    E já que falamos de exames, vamos a eles. O exame teórico, da maneira como é aplicado não é capaz de medir o conhecimento do candidato. Basta ele acertar um número X de questões, independentemente de QUAIS questões ele errou. Em um exame de 30 questões, pode-se responder 9 questões erradas e ainda assim ser considerado apto. Como apenas o número de acertos é computado, o candidato pode errar 9 questões sobre conhecimentos básicos e fundamentais para direção veicular e ainda assim passar com todas as honras e glórias. Se o objetivo é testar os conhecimentos do candidato para filtrar os inaptos, era fundamental que as questões tivessem pesos diferentes, com avaliação baseada em pontuação - e não em número de acertos. Sem falar de questões inúteis que costumam cair na prova, como ter de dizer se determinada infração é leve, média, grave ou gravíssima ou então valores de multas. De que isso importa para quem está buscando a habilitação?! Tudo o que o sujeito precisa saber é o que é considerado infração e o que não é. A classificação da infração ou o valor da multa só vai se tornar relevante DEPOIS que ele cometer uma infração de trânsito! Isso se realmente uma prova escrita for realmente necessária. Muita coisa poderia ser demonstrada em um teste prático.

    E quando chega ao teste prático tudo piora. Sabe aquele negócio de faltas leves, médias, graves e eliminatórias que estão relacionadas na mesma Resolução citada acima? Esquece! Tudo vai depender do examinador (um agente do estado, não esqueçamos). Cada um vai aplicar o exame de um jeito. Vai ter o examinador "linha-dura", que realmente põe à prova as capacidades do candidato e só aprova aqueles realmente aptos. Vai ter o examinador relapso, que só faz você dar uma volta na quadra e você está aprovado. Vai ter o examinador que, se você "molhar a mão" dele, você já está aprovado. Vai ter também aquele que, só vai aprovar você se você "molhar a mão dele" - caso contrário ele inventa uma desculpa para te reprovar. Fora, lógico, que cada um vai interpretar o código de trânsito de um jeito, para alguns, determinada ação é considerada falta, para outros não.

    Com essa bagunça toda, não é de se espantar o tipo de motoristas que temos por aí. E não, a culpa não é só das autoescolas. A culpa é do sistema todo. Não há santos nessa história, mas é ilusão acreditar que exista só um culpado!
  • rodrigo  27/04/2020 01:17
    Concordo com tudo que foi escrito. Apenas discordo co m o termo "lockdonw"pois entendo que no Brasil não tivemos isso em nenhum estado ou municípios. Decisões precipitadas erradas e "politizadas" foram tomadas sim. Mas esse termo não condiz com a realidade que estamos vivendo em nosso país. No meu estado, MS, isso não ocorreu, vários setores forma sim mais afetados que outros, mas a expressão "lockdonw" realmente não ocorreu, nem aqui e nem mesmo no estado de São Paulo. ´Na minha linha de pensamento temos que ter prudência na utilização de termos pois incorremos no risco de "sermos mais do mesmo".
  • Raul G. Neto  27/04/2020 04:17
    Cumprimento o autor pelo texto, mas peço licença para discordar de alguns pontos. Primeiro o país não vive um Lockdown (confinamento), nem mesmo as cidades mais afetadas como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife estão confinadas, o que há é um pequeno distanciamento social, em São Paulo, não chega a 50% e as demais cidades o índice é ainda menor, isto para não citar a grande maioria das cidades brasileiras, que não adotaram nenhuma medida de distanciamento social. Sou defensor do livre mercado, da escola Austríaca, de Fredeich Hayek, e de tantos outros economistas ortodoxos, mas o mundo passa por um fato inédito nos últimos 100 anos, uma pandemia num mundo interconectado abalou tanto a oferta como a demanda, muito diferente da gripe espanhola de 1920, onde um mundo extremamente fechado se levantava do pós guerra. É lamentável a situação das empresas brasileiras, especialmente das pequenas é médias empresas, para não falar das MEIs e dos ambulantes que viram da noite para o dia as suas fontes de receita secarem. Diante de todos os fatos narrados pelo autor, eu não vejo uma retomada da economia, nem no curto e nem no médio prazo que não tenha uma certa dose de heterodoxia, como dizia keynes no momento de uma crise grave não há que se falar no longo prazo, até porque no longo prazo todos estaremos mortos, precisamos resolver o problema hoje, não haverá crescimento em V, em W, em L, e nem tão pouco e I, se não houver intervenção do estado em setores base da economia para alavancar a roda do crescimento. Ao ler o texto questionei a mim mesmo, se os governadores e os prefeitos não tivessem decretado medidas de distanciamento social, o que aconteceria com os funcionários e os clientes destas empresas, ditas essenciais ou não, será que iriam trabalhar doentes, os clientes frequentariam com segurança estes lugares, hoje milhares de trabalhadores já arriscam suas vidas no metrô em São Paulo, e nas outras capitais, o que teria acontecido com a economia se estas medidas mínimas que foram adotadas não tivessem sido colocadas em prática? Condenar a mídia brasileira pelo dever de informar, dizer que esta causando pânico generalizado, também não é solução, a mídia do mundo todo esta fazendo o mesmo papel. Acredito sim, que expandir a base monetária e inundar o mercado de dinheiro em nada irá ajudar, pelo contrário, impactará a curva de juros de longo prazo e a taxa de câmbio, em relação a esta última até ajudará a ter um câmbio mais real, que poderá contribuir com o aumento das exportações brasileiras quando o mundo retomar as suas taxas de crescimento a partir de 2021. Concluindo, o que se espera do estado hoje, e do banco central é medidas para que a grande quantidade de dinheiro que foi jogada no mercado bancário, efetivamente chegue as mãos dos pequenos empresários, o tesouro terá que assumir parte da fiança destes empréstimos, porque diante de tão grave crise empresarial narrada pelo competente autor, banco nenhum dará crédito a empresas que não se sabe se continuarão em pé. Medidas de ajudas fiscais entre outras, também são esperadas do estado brasileiro. Enfim, o mundo como conhecíamos acabou em março de 2020, agora terá que ser criado um novo mundo completamente diferente, se mais aberto, ou mais fechado só o tempo nos dirá.
  • Estado o Defensor do Povo  27/04/2020 05:02
    freios ABS e controle de estabilidade (estes dois ultimos deveriam ser obrigatorios, e muito em breve serão)

    Por que você não torna obrigatório então um carro de luxo da ferrari com as medidas máximas de segurança? Assim você garante que todo mundo tenha apenas carros de ponta e super seguros.
  • Felipe L.  27/04/2020 15:41
    ABS é obrigatório desde 2014. Esse país é uma piada, precisa de decreto para as carroças nacionais serem um pouco menos inseguras. Apesar disso, anos atrás foi constatado de que, por exemplo, o Ka tinha uma estrutura frágil. E eu vejo coitado defendendo que a indústria precisa ser "protegida". Protegida dos consumidores, que não podem fugir dessas latrinas. Imagina se o europeu se deparasse com uma porcaria dessa, ele não gastaria nem 2000 euros nisso (o similar vendido lá é indiano e, surpresa, superior e mais barato).

    O que poderia simplesmente forçar os carros domésticos a serem mais seguros é simplesmente abrir o mercado, além de buscar uma moeda forte e desburocratizar o mercado interno através de redução e simplificação de tributos, assim como desburocratizar a abertura/fechamento/manutenção de negócios, assim como contratação/manutenção/demissão de funcionários. Tanto é que, apesar de não haver essas obrigatoriedades bizarras, os carros vendidos na América do Norte e Europa são cada vez mais seguros. Pelo que eu saiba, não é obrigatório o ABS, dez bolsas infláveis, controle de cruzeiro adaptativo e afins por lá (nos EUA), e nem por isso esses itens deixam de ser oferecidos. Os carros aqui são tão ruins que até as porcarias de Michigan possuem uma montagem superior (como era por exemplo o Dodge Avenger). Só agora que itens como seis bolsas infláveis e controle de estabilidade estão começando a se tornar comuns no segmento de entrada (como exemplo no novo Onix), algo que já era realidade nos mercados desenvolvidos uns 15 anos atrás, para ser pessimista.
  • Ex-microempresario  13/05/2020 00:11
    Quando a Renault abriu a fábrica no Brasil, anunciou que todos os seus carros teriam air-bag, até os 1.0

    Desistiu em menos de seis meses. Ninguém queria comprar, era "muito caro".

    Brasileiro prefere gastar em roda de liga do que em air-bag, abs ou qualquer outro item de segurança, mas pede para o governo tornar obrigatório para fingir que é "de graça".

    Aliás, agora que abs e air-bag são obrigatórios, eu aposto que se na concessionária oferecerem um "jeitinho" para o cara comprar um carro sem eles pagando mais barato, muita gente topa.

    Não dá para botar a culpa na empresa por não vender algo que as pessoas não querem comprar.
  • Felipe L.  13/05/2020 23:13
    Será que a culpa não ficou em cima da fama de carros com manutenção cara e baixa confiabilidade? Eu disse fama, porque os Renaults são bons carros, inclusive o Clio.
  • Milton Friedman Cover's  27/04/2020 13:19
    Thiago,

    Moro não pode ser tachado de "anti corrupção", só porque fez o que o cargo o obriga a fazer, nada além disso. Ele é tucano, pró aborto, pró mordomias para o Judiciário, contra a liberação das armas e vazou áudios privados, incluindo um com a sua afilhada de casamento. Isso está na mídia, belo exemplo.

    Que moral tem esse homem para ser presidente de um governo liberal com ministro da EA?

    E a sua popularidade já começou a despencar, principalmente após os elogios aos (des) governos do PT.
  • Vin Diesel  27/04/2020 15:45
    E não vamos esquecer que o Moro também deliberadamente não quis que investigasse para "não melindrar" o FHC, segundo as conversas vazadas dele. Poderíamos ter recuperado muito mais da lava jato.
    Sempre foi tucano e sua mulher principalmente tinha fortes ligações com o PSDB
  • Obreiro  27/04/2020 13:54
    Incrível que o México não perdeu o seu grau de investimento, com o comunista AMLO, e o Brasil até agora não conseguiu recuperar.

    Que coisa, não? Que surpresa?!?! Já são 4 anos de austeridade e de uma maior liberalização da economia e nenhum resultado ate agora! (Devia, mas nao coloquei na conta o Dilma II que com o Levy partiru pra austeridade tambem)

    A política do Paulo Guedes é contracionista, corte de custos em tudo que deve e que não deve.
    Bota ai na conta também a redução de direitos trabalhistas e vc cria vulnerabilidade e perda de renda por parte daquela parcela da população que mais é propensa a gastar e movimentar a economia,
    O Guedes é daquela turma que acha que se o patrão paga 500 reais de impostos trabalhistas de um funcionário seu e tiver esses impostos reduzidos a zero, o patrão vai passar a pagar 400 a mais pro trabalhador e ficar somente com 100. Por elementar, na prática o próprio patrão embolsa os 500.

    Na verdade, me equivoquei. O Guedes sabe sim que o patrão embolsará os 500 pra si próprio. O problema é justamente aquele trabalhador que ganha um salário mínimo achando que seu salário vai aumentar apenas pela bondade de seu patrão
  • Mexicano  27/04/2020 15:44
    Ué, a política fiscal do Lopez Obrador é ainda mais contracionista. Pode conferir os fatos.
    É o menor déficit desde 2010:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/mexico-government-budget.png?s=2738a38&v=201904291151V20191105&d1=20100427&d2=20200427

    E um verdadeiro congelamento dos gastos:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/mexico-government-spending.png?s=mexicogovspe&v=202003211003V20191105&d1=20100430

    E a esquerda tá puta com ele, pois talvez seja o único governo que está cortando gastos em meio à pandemia:

    www.theguardian.com/world/2020/apr/24/mexico-amlo-severe-cuts-amid-coronavirus

    E aí?
  • Carlos Alberto  27/04/2020 16:36
    Pô, essa notícia aí do México merece ser divulgada, hein? Só os dois primeiros parágrafos já dizem tudo.

    "He identifies as a leftist and rails constantly against neoliberalism. But Mexico's President Andrés Manuel López Obrador has introduced austerity measures so severe that his critics have compared him to Margaret Thatcher and Ronald Reagan.

    This week, the president, popularly known as Amlo, unveiled more cuts in response to the Covid-19 crisis, including the abolition of 10 government departments, a hiring freeze and a 25% cut in government salaries.

    He also eliminated Christmas bonuses."

    Ou seja, o cara aboliu 10 ministérios, cortou o salário do funcionalismo em 25% (!!!), aboliu todos os concursos e ainda acabou com a gratificação natalina.

    Paulo Guedes jamais sonhou fazer qualquer coisa minimamente parecida aqui no Brasil.

    Curiosíssimo para ver a pirueta do esquerdista acima, que elogiou o cara porque achava que ele estava fazendo o exato oposto do que realmente está fazendo.
  • Felipe L.  21/05/2020 02:04
    Não fossem vocês dois noticiando isso, eu não faria o meu artigo. Estou quase terminando o meu artigo sobre o governo do AMLO. Há ainda mais surpresas. Aguardem.
  • Ex-microempresario  27/04/2020 15:55
    O problema do mundo são os patrões malvados.

    Contra burguês, vote 16!
  • Felipe L.  27/04/2020 16:37
    É impressão minha ou você está colocando a culpa de o Brasil estar no buraco pela "austeridade" e "neoliberalismo"?
  • Drink Coke  27/04/2020 21:35
    "Já são 4 anos de austeridade e de uma maior liberalização da economia e nenhum resultado ate agora...A política do Paulo Guedes é contracionista, corte de custos em tudo que deve e que não deve"


    Eis um exemplo de alguém que argumenta com sofismo e não com dados

    O deficit primário das conta do governo federal em 2019 foi de incriveis 95 bilhões de reais. O último superavit primário do país foi em 2013 e a previsão de novo superavit primário é só para 2022.

    Ou seja, nada adianta alguns cortes se o governo ainda não conseguiu fazer o básico do básico que é ter um superavit primário.

    Para resumir melhor a situação, o Brasil teve 15 anos de superavit primário, de 1999 até 2013, mas desde 2014 as contas primárias não fecham mais, entendeu porque o rating do país não sobe?

    Dados:

    agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-01/deficit-primario-do-governo-central-somou-r-951-bilhoes-em-2019


    g1.globo.com/economia/noticia/brasil-tera-superavit-primario-apenas-em-2022-projeta-fmi.ghtml


    tradingeconomics.com/brazil/government-budget (atenção, aqui trata-se de superavit nominal)
  • Um liberal crítico  27/04/2020 14:29
    Gostaria de dizer aos colegas que temos que ter humildade neste momento para admitir que o liberalismo fracassou.
  • Cidadão inteligente  27/04/2020 15:55
    É isso aí. Governos destroem implacavelmente a economia, e a conclusão dessa destruição estatal é que o liberalismo não funciona.

    A crise econômica foi, como sempre, inteiramente causada por políticos e burocratas. Ao redor do mundo, políticos e burocratas intervieram drástica e subitamente nas economias e, sem qualquer aviso, ordenaram o completo fechamento de todos os empreendimentos, permitindo apenas a venda de comida, remédios e combustíveis.

    Repentinamente, por ordens políticas, as economias ficaram isoladas, as transações comerciais foram proibidas, estabelecimentos foram compulsoriamente fechados, pessoas foram proibidas de trabalhar e obrigadas a ficarem confinadas em casa, a livre circulação nas estradas foi abolida, as viagens internacionais foram banidas e, na prática, quase todos os tipos de empreendedorismo foram compulsoriamente suspensos.

    E então, com as economias inevitavelmente em colapso em decorrência dessa pesada intervenção estatal, o gênio diz que essa é a prova de que o liberalismo não funciona.
    Como diz a Ann Coulter, esquerdismo é pura e simplesmente doença mental.
  • Felipe  27/04/2020 16:28
    Aproveitando a deixa, o que realmente está sendo comprovado, além de todo o já sabido poder de destruição do estado, é a debilidade da ciência. Diante da falta de resoluções até aqui para a crise de saúde, em certo sentido, é a ciência que está mostrando seus limites e abandonando a falsa sensação de que ela poderia ocupar o espaço perdido por Deus desde o Iluminismo.
  • Ex-microempresario  27/04/2020 23:44
    Felipe, políticos autoritários impondo medidas malucas enquanto gritam "é ciência!" é bem diferente de ciência de verdade.

    Um jornalista entrevistar um sujeito escolhido a dedo para dar as opiniões que o jornalista quer é bem diferente de ciência de verdade.

    Uma dica: se você quer escutar de alguém "fique tranquilo, Felipe, nada de ruim vai acontecer com você, eu vou te proteger", não procure um cientista. Procure um político, ele ficará feliz em dizer o que você quer ouvir.
  • anônimo  27/04/2020 19:03
    Mostre um pais com liberdade economica que esta indo mau das pernas, pra vernos que o liberalismo fracassou.
    Mas nao de exemplo de pais com econmomia engessada falando que é liberal , pois se o fizer, vamos ver que vc ou esta querendo fazer politica ou nao sabe nada do que esta falando, pois muitos iguais a vc aparecem com o mesmo argumento falho e que de tao falho e repetido varias vezes já é golpe antigo.
  • Drink Coke  27/04/2020 22:05
    O liberalismo falhou como?

    Primeiro que mesmo que a quarentena fosse inevitável de ser adotada, nenhuma doutrina deve ser medida a luz de um desastre natural rarissimo (que é o que trata-se do coronavirus), mas sim devemos medir em situações de normalidade que é o que a sociedade lida em 99% do seu tempo.

    Segundo que podemos expandir ao fato de que países que seguem receitas mais liberais, estarão seu governo, empresas e familias muito mais preparados para lidar com a situação. tanto porque seu governo não estará sufocado por dívidas e déficits orçamentários (caso do Brasil), as empresas não estarão sufocadas por altos tributos e encargos trabalhistas e as familias por possuirem mais reserva financeira (afinal, pagam menos tributos).


    É claro que você não vai dá a mínima ao que escrevi acima, mas é sempre bom esclarecer a outras pessoas.
  • Ex-microempresario  27/04/2020 15:51
    Raciocínio de muito brasileiro, infelizmente:

    A estrada feita pelo governo tem curvas mal projetadas, asfalto ruim, sem sinalização e está cheia de buracos. Mas como o governo colocou uma placa dizendo "Dirija com cuidado", todo acidente que acontecer será culpa do motorista que é "irresponsável", afinal ele foi avisado.
  • Aloísio  27/04/2020 15:54
    Nova Zelândia venceu uma batalha contra o coronavírus, afirma primeira-ministra

    O país registrou 1.122 casos do novo coronavírus, com 19 mortes. O pais ficou em confinamento, fechou as fronteiras, obrigou as pessoas a permanecer em casa, fechou o comércio e suspendeu todas as atividades não essenciais.
  • Nunes  27/04/2020 16:05
    Ou seja, fizeram exatamente o mesmo que foi feito aqui. A NZ não fez nada de diferente de todos os outros. Só que agora já abriram a economia. Sem histeria.

    Ora, por que é que lá, que fez exatamente o que fizemos aqui, já abriram a economia, mas aqui é totalmente proibido tocar neste assunto?

    É isso que você tem de responder.
  • Aloísio  27/04/2020 16:27
    A diferença é que lá as pessoas RESPEITAM AS LEIS. Aqui é bagunça!
    Lá não tem vez o negacionismo da ciência. Todos entendem que a doença é séria e tem que ficar em casa MESMO.
    Vc não ve ninguem lá fazendo buzinaço pra acabar com a quarentena
  • Nunes  27/04/2020 16:36
    Gozado. Lá não se vê a polícia prendendo mulheres e crianças nas ruas. E nem polícia espancando feirantes. Logo, eu diria que o lockdown aqui no Brasil é muitíssimo mais restritivo do que lá (ou você realmente acha que lá ninguém saía para dar uma voltinha na rua? Como é que essas pessoas comiam?)

    Portanto, de novo, você deve explicações às perguntas que fiz acima. Sem fugir.

    P.S.: confesso achar fascinante seu tesão em exigir que Bolsonaro exija que você fica em casa. Pelo visto, você tem fetiche em receber ordens do capitão. Nem Freud explica.
  • Aloísio  27/04/2020 16:59
    Fines, prison and loss of property - What the Government could do if you break quarantine

    New Zealand will enter a four week near-total lockdown on Wednesday. All non-essential businesses will close, and people are urged to remain in their homes to stop the spread of COVID-19

    Ta aí, noticia da news hub da NZ. Recomendo a leitura.
    Mas pode seguir brigando com os fatos caso queira.

    He says the Government will be able to penalise people who break quarantine orders, especially if the pandemic worsens.
    "You could be fined or imprisoned," he said.
    "There will be the option for them to take property, control roads and other civil infrastructure if necessary."
  • Nunes  27/04/2020 17:27
    Ou seja, exatamente como aqui. E atente para o detalhe que você próprio postou: quando começou a quarentena lá, já estava decidido que duraria quatro semanas. Dito e feito.

    Aqui no Brasil, já ultrapassamos quatro semanas de isolamento, e nada. Nem sequer há uma data para o término.

    Logo, pode seguir brigando com os fatos caso queira.
  • Aloísio  27/04/2020 18:02
    Uma hora vc diz que lá é mais rigido, outra vc diz que aqui é mais rígido.
    Já disse: a diferença é que lá as pessoas respeitam as leis, respeitam a ciência e o governo, em geral com líderes sóbrios, de fato pune as transgressões. Aqui as pessoas não respeitam as leis, dão mais créditos ao terraplanismo que à ciência, fazem buzinaço contra os achados da ciência e o governo, com líderes risiveis que demitem os membros sóbrios de seus governos, não pune a transgressão, ao contrário, a incentiva.
    Aliás, lá até há a possibilidade de que o governo tome controle de propriedades privadas se preciso for.

    Aqui a maioria da população desrespeita a lei impunemente, afetando os benefícios que a quarentena sobre toda a populaçao se fosse respeitada. E aqueles que respeitam acabam sendo prejudicados.

    Nova Zelandia mais que prova que quanto melhor aderirmos a quarentena mais rapido sera a recuperação e que há uma falsa dicotomia entre economia e saúde. Enquanto aqui for uma quarentena em que o governo federal desacredita e incentiva a transgressão da lei, mais tempo a economia voltará
  • Ex-microempresario  27/04/2020 23:54
    Aloísio, me explica uma coisa.

    Se colocarmos 100% da população em quarentena dentro de casa, ninguém morrerá de covid-19, concordo com você. (morrerão todos de fome, mas isso aparentemente não é problema)

    Mas uma quarentena em que uma parte da população (o proletariado, digamos assim) continua circulando para garantir os serviços considerados "essenciais" resolve o problema como? A parcela da população que pode se dar ao luxo de permanecer isolada, recebendo comida pelo iFood vai adquirir imunidade como?

    Mais ainda, se dois meses atrás a quarentena era "importantíssima" porque havia algumas centenas de casos em cada país, porque agora estes mesmos países, que estão com mais casos diagnosticados, estão falando em relaxar a quarentena. Qual a lógica?

    Convém lembrar que o conceito original de quarentena era isolar os doentes e suspeitos até que todos estivessem ou comprovadamente curados ou mortos, ou seja, quando não havia mais risco de contágio para o restante da população.

    Ainda não vi ninguém explicar a lógica de um país com alguns milhares de pessoas contaminadas dizer que 50% ou 60% ou 80% da população precisa ficar isolada em casa enquanto o restante continua circulando nas ruas.
  • João Carlos  27/04/2020 18:22
    Nunes,
    Eu já fui um dos que pensava como vc. Mas realmente a quarentena é o melhor caminho. Se a sociedade tivesse se engajado desde D0 hoje estaríamos muito melhor. Essa guerra é uma guerra perdida ficar querendo ir contra a quarentena.
    Vc pode até questionar a duração dela, mas que ela é necessária isso é inegável
  • L Fernando  28/04/2020 02:06
    Melhor caminho da onde??
    Não entendo um racicinio que não define o grau de contaminação como fator de sucesso.
    Os que defendem lockdown, sempre terão a justificativa de que se não houvesse o isolamente os casos seriam muito maiores.
    Nunca entendi a parte do grupo de risco que deveria ser o foco de um isolamento radical não ter sido enfatizado de forma radical, definiram que todo mundo deveria se trancar.
    Por própria experiência eu digo que em 80 % das cidades pequenas do Brasil não houve quarentena alguma e quase não existem casos nelas, houve apenas uma circulação menor e mais cuidados.
    Pior ainda é como disseram antes, quem define quando deveria começar e terminar. Do jeito que a coisa vai irão protelar o fim dela no final do ano e olha lá.
    To torcendo e muito para a SUECIA derrubar isso e para que dai sim façam estudos e um novo PROTOCOLO para o combate do COVID PLUS que logo a China deverá lançar,
  • Fabrício  27/04/2020 22:27
    A Suécia não impôs nenhum lockdown, e Estocolmo está próxima de atingir a "imunidade de rebanho".

    www.cnbc.com/2020/04/22/no-lockdown-in-sweden-but-stockholm-could-see-herd-immunity-in-weeks.html

    Já nos países que fizeram lockdown, tão logo a população voltar às ruas, a contaminação voltará a subir, pois não há "imunidade de rebanho".

    Ah, e isso não é minha opinião: é a própria ciência que diz isso. E agora?
  • Vladimir  28/04/2020 02:19
    Eis a conclusão do matemático e chefe da agência espacial de Israel: o lockdown não teve influência no espalhamento da doença. Países que adotaram e não adotaram o lockdown apresentam o mesmo padrão no período de casos confirmados de Covid-19.

    Quem quiser contestar que vá debater com ele. Sou só o mensageiro.


  • Aloisio  28/04/2020 02:42
    Olha o governo sueco aí atuando

    www1.folha.uol.com.br/amp/mundo/2020/04/suecia-fecha-5-bares-por-nao-evitar-aglomeracao-contra-coronavirus.shtml

    Além disso, veja esse relato

    Ainda assim, é um mito que a vida segue "normalmente".

    É verdade que poucos estabelecimentos fecharam. Mas dados apontam que a grande maioria da população adotou o distanciamento social voluntário, que é o cerne da estratégia da Suécia para retardar a propagação do vírus.

    O uso do transporte público caiu significativamente. Um grande número de pessoas está trabalhando de casa. E a maioria da população se absteve de viajar no fim de semana da Páscoa. O governo também proibiu reuniões de mais de 50 pessoas e visitas a casas de repouso para idosos.

    Cerca de nove a cada dez suecos dizem que mantêm pelo menos um metro de distância das pessoas
    — eram sete a cada dez há um mês, segundo uma grande pesquisa realizada pela empresa Novus.

    g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2020/04/26/coronavirus-a-suecia-acertou-ao-nao-adotar-uma-quarentena.ghtml

    Talvez o fato do welfare state atuar de maneira tão forte na consciência das pessoas em cuidar da saúde, saúde da família e amplo acesso a hospitais tenha ajudado
    Óbvio, por ser um país com baixa densidade populacional também contribui.
  • Guilherme  28/04/2020 16:11
    Distanciamento social não tem nada a ver com lockdown, confinamento, quarentena e o caralho a quatro. Distanciamento social é exatamente a política a ser adotada. Pessoas de luva e máscara, razoavelmente distantes umas das outras, sem se cumprimentarem, sem se abraçarem, sem se beijarem.

    Aqui no Brasil, trancaram todo mundo em casa, mas o tão prometido achatamento da curva não aconteceu.

    twitter.com/OsmarTerra/status/1255138063769976838
  • Felipe L.  28/04/2020 03:38
    E quem fica falando que a Suécia está tendo bem mais mortes pela doença do que os seus vizinhos que impuseram os bloqueios? Acho que já te perguntei isso, ou para uma outra pessoa daqui.
  • Fernando  28/04/2020 16:10
    Abordagem errada. Eis a abordagem correta: quem afirma que a não-implantação de um lockdown gera o caos tem de explicar por que a Suécia não está pior que Itália e Espanha. Por que isso não acontece?

    Quanto aos países nórdicos, vamos ver como estará a economia de cada um deles daqui a um ano.
  • Elias  27/04/2020 20:37
    Mais um problema das agências reguladoras no Brasil: A ANVISA está discutindo se farmácias podem fornecer testes para o COVID-19!! Sério que precisa de autorização pra isso?? Inacreditável. Por isso o Brasil é um dos países que menos fazem testes no mundo.

    valor.globo.com/empresas/noticia/2020/04/27/anvisa-discute-na-terca-liberar-venda-de-testes-de-covid-19-em-farmacias.ghtml
  • Ex-microempresario  29/04/2020 15:05
    E tem um monte de gente mugindo nas redes sociais que liberar os testes é um absurdo e devia ser proibido, porque como as pessoas vão fazer um teste sem o controle do governo para dizer se o teste é válido...
  • Cada povo tem o rei que merece  29/04/2020 01:03
    Enquanto isso, o show de horrores da tirania e da estupidez continua. O governo da Argentina (sempre eles) resolveu proibir todos os voos de passageiros no país até setembro. Querem deliberadamente quebrar todo um setor da economia, inacreditável. Um dia as pessoas ainda olharão para trás e dirão: como fomos tão idiotas a ponto de conceder tanto poder a políticos?

    www.aeroin.net/sem-voos-ate-setembro-aviacao-argentina-esta-indo-para-o-abismo-diz-associacao/
  • Ex-microempresario  29/04/2020 15:03
    Na verdade não vai fazer muita diferença, já que a aviação na Argentina era estatizada e já estava quebrada faz tempo. Talvez seja uma boa oportunidade para acabar de vez.

    Afinal, no século 19 as pessoas viviam sem avião, e a mentalidade da maioria do povo não mudou muito de lá para cá.
  • Milton Friedman Cover's  29/04/2020 13:16
    Bom dia.

    É um grande absurdo pessoas cair de paraquedas em um site da Escola Austríaca e exigir que haja quarentena obrigatória porque isso irá acabar com o Covid-19, 20, 21....etc.!

    Todos em casa e gente morrendo de câncer, AVC, gripes da vida e logo mais, de fome, principalmente.

    Quer defender a quarentena horizontal? Vai para os sites da esquerda e seja feliz!

    Cada um que cair por aqui.
  • Ettore  01/05/2020 09:33
    Suécia tem mais mortes pelo Covid19 que os outros países escandinavos! Mesmo sendo o menos populoso!

    g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/13/primeiro-ministro-da-suecia-diz-que-pais-nao-se-preparou-bem-para-a-crise-causada-pela-covid-19.ghtml
  • Scola  01/05/2020 15:41
    Ué, mas a OMS, que você segue bovinamente, acabou de dizer que a Suécia é exatamente o modelo a ser seguido. Notícia de hoje:

    OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é "modelo a ser seguido"

    Será que vocês fanáticos torcedores do Corona podem ao menos chegar a um consenso mínimo? É pedir muito?
  • Ettore  01/05/2020 21:18
    Não sigo a OMS bovinamente! É apenas a opinião de um diretor; E a OMS errou ao dizer que não precisava suspender os vôos China - EUA;
  • Ettore  01/05/2020 21:21
    Até Trump mudou de pensamento quanto ao isolamento social!



    www.google.com/amp/s/g1.globo.com/google/amp/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/30/trump-critica-suecia-por-nao-fazer-amplo-isolamento-e-diz-que-eua-tomaram-decisao-correta.ghtml
  • Ex-microempresario  01/05/2020 16:38
    "Suécia é o pais escandinavo menos populoso." Paulo Freire soltou um suspiro de orgulho.
  • WDA  02/05/2020 20:57
    KKK Suécia tem quase o dobro da população de países como a Dinamarca e a Noruega!
  • VISÃO OPOSTA   02/05/2020 23:04

    O pessoal contrário ao lockdown adorou que OMS elogiou as medidas tomadas pela Suécia.

    Mas vejam os dados de casos e mortes por coronavírus entre os países escandinavos: Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega, não necessariamente nessa ordem)

    Os dados da imagem são de três dias atrás. Os números atualizados são:

    1 - 21520 casos e 2653 mortes;
    2 - 9311 casos e 460 mortes;
    3 - 7770 casos e 210 mortes;
    4 - 5051 casos e 218 mortes.

    Todos os países escandinavos são sócio-economicamente parecidos então isso não faz tanta diferença.

    Agora uma pergunta pra vocês. Qual deles é a Suécia?
  • Scola  02/05/2020 23:12
    Ué, mas se a OMS, que que vocês amam e obedecem bovinamente (e contra a qual proíbem qualquer contestação), acabou de dizer que a Suécia é exatamente o modelo a ser seguido, então vocês fanáticos defensores do confinamento devem explicações.

    Por que afinal a OMS passou a recomendar a Suécia, e não a Noruega e a Dinamarca? Se Dinamarca e Noruega estão tão melhores, por que então a OMS recomendou que se copie a Suécia e não a Noruega e a Dinamarca? Só quero entender. E eu sou só o mensageiro. Vá você lá se entender com seus mestres.
  • Paulo  04/05/2020 03:07
    Ahaha, a OMS tá completamente perdida. Agora ela simplesmente passou a dizer que NUNCA aconselhou a aplicação de confinamento como medida para o combate ao coronavírus.

    fr.sputniknews.com/international/202004271043659394-loms-dit-ne-jamais-avoir-conseille-le-confinement-contre-le-coronavirus/

    E agora? Os governadores que confinaram a população, fecharam e mandaram prender os "desobedientes" dizendo que estava seguindo as recomendações da OMS serão cassados? E os defensores do OMS, qual será a desculpa agora?
  • Fabrício  04/05/2020 03:20
    Mas essa notícia aí ainda é fichinha comparada a essa aqui, do dia 3 de março:

    OMS rebate governo do Brasil e diz que não é momento de declarar pandemia

    Todo e qualquer fdp que implantou políticas totalitárias no Brasil dizendo estar seguindo ordens da OMS tem de pegar perpétua e, se possível, pena de morte.
  • anônimo  04/05/2020 10:09
    Que coisa linda. Esse tipo de notícia contraditória que deveria ser mostrada na mídia. Mas lógico que não irão fazer isso.
  • Fabrício  05/05/2020 14:58
    Mais outra notícia sensacional. O modelo do Imperial College — que é o modelo que está sendo adotado pelos governadores do Brasil —afirmou que a Suécia pagaria caro por não adotar o confinamento. Disse que haveria 40.000 mortes até 1o de maio e 100.000 mortes até junho.

    Adivinha só? A Suécia teve 2.680 mortes, tendo chegado ao pico duas semanas atrás.

    Os caras erraram em ordens de magnitude.

    www.spectator.co.uk/article/sweden-tames-its-r-number-without-lockdown
  • Felipe L.  05/05/2020 19:05
    O que será que o Átila Iamarino acha disso?
  • Décio  05/05/2020 20:03
    Qual a importância deste cidadão? Ele previu um milhão de mortos no Brasil até agosto. Deve estar de dedos cruzados implorando para isso acontecer.

    revistaforum.com.br/coronavirus/biologo-atila-iamarino-faz-previsao-de-1-milhao-de-mortos-por-coronavirus-em-live/
  • Estado o Defensor do Povo  10/05/2020 06:11
    Oi Felipe Lange, eu sei quem é Átila Iamarino, olhe este vídeo dele por sinal: www.youtube.com/watch?v=OlW4bJGTwFA&t=1s

    Ele fala que o fato dos EUA ter um sistema "privado" vai estragar com a saúde dos americanos, e que deve haver financiamento público massivo em saúde, defende Estado grande ao que parece, mas ele é um cidadão influente? Por que você falou sobre ele?
  • Felipe L.  11/05/2020 23:52
    Porque ele tem bastante audiência.
  • Felipe L.  12/05/2020 13:51
    O problema é que a saúde privada americana tem muito, mas muito financiamento estatal. É por isso que ela é cara.
  • Doug  08/05/2020 19:35
    Se tivéssemos adotado as medidas rígidas de testagem em passa e isolamento, como países como Alemanha e Coréia do Sul fizeram, hoje já estaríamos prestes a conseguir afrouxar as medidas de isolamento e voltar a abrir a economia. Pena que temos um governo atrapalhado que briga com todo mundo, então o que vai acontecer é que o Brasil vai colher o pior dos dois mundos: milhares de mortos porque não estamos conseguindo conter a doença e estamos combatendo ela no escuro já que o número de testes é pífio e por outra lado haverá a quebradeira da economia porque essas políticas frouxas de isolamento não foram suficientes obrigando o prolongamento por conta de hospitais colapsados.

    A crise ia vir de qualquer jeito pq o mundo está em crise, o que podíamos fazer era minimizar as mortes. Agora estamos a caminho do pior dos dois mundos.
  • Fabrício  08/05/2020 20:25
    Errado. O contágio iria ocorrer de qualquer jeito.

    Eis o trivial que muitos se recusam a aceitar: se você tranca todo mundo em casa, os contágios continuam normalmente (os contaminados assintomáticos contaminam os outros) e, pior, as pessoas não desenvolvem imunidade. Ficar trancado em casa sem luz solar, sem ar livre, sem espaço, sem vitamina D simplesmente piora sua imunidade.

    Assim que você sair à rua, começa uma segunda onda, e você será inevitavelmente contaminado.

    Já quem está saindo à rua desde já está adquirindo imunidade.

    População confinada em casa não adquire nem imunidade, nem anticorpos e nem vitamina D. Tão logo a pessoa sai do confinamento, queda enferma. Essa política de confinamento total (isolamento horizontal) pode até parecer boa no início (embora nem sequer acelera o achatamento da curva), mas é suicida no longo prazo.

    Por outro lado, se não fosse o confinamento, a populaça já teria atingido a imunidade de rebanho e já estaria pronta.

    Todos os países que adotaram confinamento (Itália, Espanha, França e, agora, EUA) se estreparam. Todos os que não adotaram se deram bem (Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Alemanha, Holada).

    Mas é absolutamente proibido falar disso.
  • Gabriel Santos  08/05/2020 20:47
    Isso, inclusive, está sendo comprovado pelos fatos

    Alemanha enfrenta primeiros contratempos no início do desconfinamento

    Ou seja, na Alemanha, que teve toda a "organização" implorada pelos defensores da quarentena, os casos estão subindo depois da flexibilização. Será que a Alemanha, que seguiu todos os procedimentos da OMS, também não é exemplo? E percebam que na reportagem é informado que apenas algumas regiões sofrerão novas restrições. Quanto tempo até fecharem o país novamente?

    Defensores da quarentena devem explicações.
  • Acácio  08/05/2020 20:28
    Doug, falou besteira. Mesmo os torcedores do Corona admitem que confinamento só serve para "ganhar tempo e preparar os hospitais". Nenhum deles cai mais na esparrela de dizer que confinamento impede a propagação da doença. Isso é mito. O que impede a propagação é imunizar e imunidade de rebanho.

    Pelo menos tiveram a decência de parar com essa mentira.


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