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O fim da civilização?
Pandemias passam. Destruições econômicas perduram

Nota do Editor

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma perda de R$ 25,3 bilhões para a segunda metade de março. E isso em apenas quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. 

A CNC descartou qualquer previsão de crescimento no varejo este ano. Segundo a entidade, essas perdas são diretas, impostas pela pandemia de Covid-19. Pior: não estão contabilizadas as perdas indiretas decorrentes da queda espontânea da movimentação dos consumidores nas lojas.

Enquanto isso, nos EUA, há membros do Federal Reserve (o Banco Central americano) prevendo queda de até 50% no PIB americano no segundo trimestre do ano, algo que nunca se viu na história. Mais: a taxa de desemprego saltaria para 30%. O fato concreto até o momento é que o setor de serviços desabou 20% só neste mês de março.

Na Europa, o dado preliminar do PMI composto do IHS Markit para a zona do euro desabou a uma mínima recorde de 31,4 em março. Foi, de longe, a maior queda de um mês desde que a pesquisa começou em meados de 1998 e veio abaixo de todas as previsões de uma pesquisa da Reuters, que havia mostrado leitura de 38,8, pela mediana das estimativas. Ainda segundo o IHS Markit, os números de março sugerem que a economia da zona do euro está encolhendo a uma taxa trimestral de cerca de 2% (o que equivale a uma queda de 8% ao ano), e a escalada das medidas para conter o vírus poderá agravar a crise.

Prevê-se, ainda, que a já recessiva economia japonesa encolha mais 4% neste ano.

Obviamente, o mundo não está vivenciando exatamente uma recessão. Estamos vivenciando, isso sim, um quase que completo desligamento do setor privado imposto pelos governos. 

Ao redor do mundo, políticos e burocratas intervieram drástica e subitamente nas economias e, sem qualquer aviso, ordenaram o completo fechamento de todos os empreendimentos, permitindo apenas a venda de comida, remédios e combustíveis. Repentinamente, por ordens políticas, as economias ficaram isoladas, as transações comerciais foram proibidas, estabelecimentos foram compulsoriamente fechados, pessoas foram proibidas de trabalhar e obrigadas a ficarem confinadas em casa, a livre circulação nas estradas foi abolida, as viagens internacionais foram banidas e, na prática, quase todos os tipos de empreendedorismo foram compulsoriamente suspensos.

Em suma: os governos proibiram a execução de todas aquelas atividades que constituem uma economia saudável e pujante, na qual quem produz visa apenas a servir quem quer consumir. É neste arranjo, e apenas neste arranjo, que todos podem prosperar.

Todo o padrão de vida da população mundial repentinamente desabou, pois a divisão internacional do trabalho foi aniquilada.

O artigo a seguir faz a pergunta: vale a pena?

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Os governos ao redor do mundo estão usando a suposta ameaça de uma pandemia de COVID-19 para desligar a economia mundial. 

Como escreveu Daniel Lacalle, uma autoridade em economia energética: "A decisão de interromper as viagens aéreas e fechar todos os negócios não-essenciais já é uma realidade nas principais economias globais. Os Estados Unidos proibiram todos os voos vindos da Europa. Enquanto a Itália entra em um confinamento completo, a Espanha declara estado de emergência e a França ordena o fechamento de todos os locais e empresas públicas não-essenciais."

Eis um fato economicamente irrefutável: governos não podem resolver os problemas que eles próprios criaram por meio de programas de gastos mastodônticos e de déficits orçamentários ainda maiores. Isso apenas piora ainda mais as coisas. Políticas de gastos e déficits são políticas do lado da demanda. Mas o que está sob ataque agora é o lado da oferta. E choques de oferta devem ser resolvidos com políticas que facilitem a oferta.

A maioria das empresas paralisadas estão proibidas de produzir. Este é o problema crucial hoje: empreendedores estão proibidos de produzir. Consequentemente, as empresas vivenciarão, por óbvio, um colapso de suas receitas, tendo grandes problemas de capital de giro. E nada disso será resolvido com os governos incorrendo em maiores déficits. Não há como mitigar um choque de oferta recorrendo a políticas de demanda, que apenas aumentam o endividamento total do governo, e em nada ajudam os setores que estão sofrendo um colapso abrupto da atividade. 

E a ideia de o governo recorrer à pura e simples criação de dinheiro por meio de seus Bancos Centrais — ou seja, o inflacionismo descarado — é ainda mais perigosa.

Ludwig von Mises nunca se cansou de alertar contra tentativas de sustentar políticas desastrosas por meio da criação de dinheiro. Disse ele: "Nenhuma emergência pode justificar um retorno à inflação monetária. A inflação não tem como criar e produzir os bens de capital necessários para qualquer projeto. Não cura condições insatisfatórias. Apenas auxilia temporariamente a mascarar as atitudes dos governantes cujas políticas provocaram a catástrofe." 

E ele explica como sempre terminam as políticas inflacionistas: "A inflação é o complemento fiscal do estatismo. É a grande auxiliar dos governos arbitrários. É uma engrenagem no complexo de políticas e instituições que gradualmente levam ao totalitarismo."

E há ataques básicos à lógica. Como disse o nutrólogo Bill Sardi, os governos estão dispostos a travar a economia, destruir empresas, particularmente igrejas e restaurantes — que dificilmente terão recursos para reabrir seus estabelecimentos —, e obrigar as pessoas a ficarem em ambientes fechados, uma prática que reduzirá ainda mais os níveis de vitamina D e que pode resultar em infecções generalizadas e morte entre aposentados. 

A destruição fatal 

Para entender melhor o que está acontecendo, é necessário recorrer à orientação de dois grandes pensadores, Ludwig von Mises e Murray Rothbard. Eles nos ensinam uma lição vital. A civilização depende da divisão internacional do trabalho. Destruir a divisão do trabalho nos levaria ao caos. A vida como conhecemos não pode sobreviver sob um sistema de autarquia econômica.

Rothbard explica esse princípio essencial em seu ensaio "Liberdade, desigualdade, primitivismo e divisão do trabalho

Ninguém pode desenvolver plenamente suas capacidades e habilidades em qualquer área sem incorrer em uma especialização. O primata de uma tribo ou mesmo o camponês, vinculados a uma série interminável de distintos afazeres diários apenas para conseguir sobreviver, não conseguiam ter tempo ou recursos disponíveis para desenvolverem ao máximo qualquer interesse particular. Eles não tinham oportunidade para se especializarem, para desenvolver suas habilidades em qualquer área em que fossem melhores ou na qual tivessem mais interesse. 

Há mais de duzentos anos, Adam Smith apontou que o desenvolvimento e o aprofundamento da divisão do trabalho é a chave que qualquer economia consiga avançar para além do nível mais primitivo. Condição necessária para qualquer tipo de economia desenvolvida, a divisão do trabalho também é necessária para o desenvolvimento de qualquer tipo de sociedade civilizada. 

O filósofo, o cientista, o construtor, o comerciante – ninguém poderia desenvolver essas habilidades ou funções se não houvesse tido a oportunidade para se especializar. 

Ademais, um indivíduo que não viva em uma sociedade que usufrua uma ampla gama de divisões de trabalho não terá como empregar suas capacidades ao máximo. Ele não pode concentrar sua capacidade em um campo ou disciplina e avançar nessa disciplina e em suas próprias faculdades mentais. Sem a oportunidade de se especializar no que pode fazer melhor, ninguém pode desenvolver suas capacidades ao máximo; nenhum homem, consequentemente, pode ser completamente humano.

Embora necessário que a divisão do trabalho seja contínua e progressiva para a economia e a sociedade se desenvolverem, a extensão desse desenvolvimento limita o grau de especialização que uma determinada economia pode ter. Portanto, não há espaço para um físico ou um engenheiro de computação em uma ilha primitiva; essas habilidades seriam prematuras no contexto dessa economia. Como afirmou Adam Smith, "a divisão do trabalho é limitada pela extensão do mercado". 

Portanto, o desenvolvimento econômico e social é um processo que se reforça mutuamente: o desenvolvimento do mercado permite uma divisão mais ampla do trabalho; o isso, por sua vez, possibilita uma maior ampliação do mercado.

Já Ludwig von Mises vai exatamente na mesma linha. Em sua obra Ação Humana, ele aprofunda:

A divisão do trabalho, com sua contrapartida, a cooperação humana, constitui o fenômeno social básico.

A experiência ensina ao homem que a ação em cooperação é mais eficiente e mais produtiva do que a ação isolada de indivíduos autossuficientes. As condições naturais determinantes da vida e do esforço humano fazem com que a divisão do trabalho aumente o resultado material por unidade de trabalho despendido.

A divisão do trabalho, Mises nos diz, é a chave para o desenvolvimento da civilização: 

Concebemos assim o incentivo que induziu as pessoas a não se considerarem simplesmente adversárias na luta pela apropriação dos limitados meios de subsistência fornecidos pela natureza. Constatamos o que as impeliu, e permanentemente as impele, a se juntarem para colaborar. Cada passo na direção de um mais elaborado sistema de divisão do trabalho favorece os interesses de todos os que dele participam.

E qual a realidade atual? Neste momento, governos de todo o mundo querem que desistamos de tudo isso que já alcançamos. O abandono da divisão internacional do trabalho atingirá mais fortemente os países mais pobres, como os do continente africano, que dependem do comércio para sua simples sobrevivência diária. 

E com qual finalidade o sistema econômico mundial cuidadosamente forjado está sendo desmantelado? A disseminação do COVID-19 exige que destruamos a economia mundial? Fechar todo o setor industrial, de comércio e de serviços, proibir pessoas jovens e saudáveis de produzir, e obrigar todos a ficarem em casa enclausurados ajudará exatamente como a saúde e o bem-estar dos indivíduos?

E tudo isso por causa de quê? Um vírus que matou 18 mil pessoas no mundo, sendo 10 mil apenas na Itália e na China? Para se colocar em perspectiva, a tuberculose, uma doença antiga e pouco discutida atualmente, mata quase 1,7 milhão de pessoas por ano, ou 4.500 pessoas por dia. No mundo, são 10 milhões de infectados, o que dá uma taxa de mortalidade de espantosos 17% (a do Covid-19 mal chega a 2,5%).

Onde está o pânico com isso?

No final, o que os governos e seus defensores estão exigindo provavelmente irá piorar a doença. A lei marcial com a qual sonham deixará as pessoas acuadas dentro de suas casas, em vez de irem para as ruas ou para a praia, onde o sol e o ar fresco ajudariam a aumentar a imunidade. O pânico produzido provavelmente ajudou a espalhar a doença, à medida que multidões ensandecidas saíram raspando as prateleiras dos supermercados e das farmácias para disputarem o último rolo de papel higiênico, de mantimentos básicos, de máscaras e de álcool gel.

O jornalista Ben Swann, especialista em analisar dados, desbancar mitos e refutar falácias, comparou os números divulgados pela própria Organização Mundial de Saúde, e concluiu: uma gripe sazonal na Europa e nos EUA, que ocorre anualmente, tem uma taxa de fatalidade duas vezes maior que a da Covid-19.

Para concluir

Mesmo que o vírus COVID-19 seja mais grave do que os céticos acreditam, a humanidade pode superar isso. Mas não podemos sobreviver ao fim da divisão do trabalho. Seria o fim da civilização como a conhecemos.

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Leia também:

O coronavírus

Coronavírus: um caso raro de choque de oferta e de demanda - e suas possíveis consequências nefastas

Para que haja máscaras e álcool em gel para todos, só há uma solução: deixar os preços subirem



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Capital Imoral  24/03/2020 20:45
    Dicas para bem viver a quarentena

    Devido a pandemia de Codvirus-19, muitos estados decretou quarentena por pelo menos 15 dias, com a possibilidade desse tempo aumentar. O Instituto Capital Imoral de Assuntos Sociais, cujo a missão sempre foi converter os neoliberais, não poderia deixar de prestar serviço educativo. Irei ensinar como bem viver este tempo conturbado.

    Alguém poderia contestar: com que autoridade queres falar sobre o que fazer na quarentena? Ora, primeiro, sou formado em filosofia pela USP; segundo, viver em quarentena, ou seja, viver em casa vagabundeando, é o que fiz minha vida inteira. São anos e anos sendo sustentado por papai e pelo Estado.

    Para bem entender a questão do viver, precisamos, antes, compreender qual tipo de filosofia as pessoas estão seguindo. Sua vida é reflexo de suas crenças.

    O Brasil, nesse sentido, é um país com profundos contrastes de vida. Por um lado, há aqueles de tradição cristã (maioria), que neste momento estão se mortificando e sofrendo por acreditarem que Jesus está enviando um castigo a humanidade. Por outro, há aqueles que preferem seguir tradição acadêmica influenciada, principalmente, pelos valores do humanismo e da Revolução Francesa. Portanto, estas dicas são baseadas na tradição humanista, se você for um fanático religioso, vá pa puta que o pariu! Vá ficar rodopiando no seu culto! Vamos as dicas:

    Quebre a rotina
    Como estamos vivendo? Será que somos mais um a seguir rotinas e deveres? A ordem das coisas entram em xeque diante de questões imediatas; o Codvirus-19 nos faz repensar a questão do nosso dia a dia. Os dias não podem transcorrer dentro de quadrados minúsculos, no interior de jaulas feias da rotina e dos deveres. Nossa profundidade e nossa importância não cabem no cotidiano raso e suas ocorrências superficiais. Faça algo inesperado, acorde mais tarde ou vá dormir mais tarde, assista desenhos, faça algo que esteja fora do roteiro. Obs: Eu odeio o clichê que diz: "Faça algo de inesperado. Diga que ama sua mulher." Que diabos é isso? O inesperado é muito mais sobre você do que sobre os outros.

    Faça sexo
    Eu recomendo que você, primeiro, tenha o sentimento de amar alguém. Amar é uma expressão do deslumbramento que se sente pelo outro. É encontrar a imensidão e eternidade que os religiosos buscam em Deus, no outro. O amor pode ser momentâneo, mas é eterno e imenso para você, e isso basta. Fazer sexo com alguém que se ama é, ao mesmo tempo, um sentimento de vínculo e posse como expressão mais elevada/sagrada do outro. É ser Deus por alguns instantes. Mas, como você é neoliberal, e está vivendo num porão, contente-se com xvideos.

    Beba
    O que você ingere diz muito sobre o comportamento do seu corpo. Beber não é somente ingerir qualquer porcaria que apareça pela frente. 1) Saiba tomar café, não faça como os peão que tomam qualquer porcaria feito com meia velha. O segredo do bom café está na cafeteira e no tipo de grão que você utiliza. Recomendo sempre utilizar cafeteira do tipo Italiana ou Francesa, esse tipo de cafeteira torra o pó de tal maneira que as essências não se perdem no líquido, sem contar que o aroma é muito mais agradável. É importante saber também que o grão de café precisa ser triturado pouco antes de ir para cafeteira. O café em pó perde muitos elementos durante o processo industrial, não recomendo. Assim como não recomendo ser favorável a existência de indústrias. 2) Nada de tomar cerveja lixo com gosto de xixi; cerveja precisa ser um produto fino. Tenha preferência por cerveja artesanal ou "cerveja preta", que são muito mais saudáveis. Na internet há várias lojas online que só vendem esse tipo de cerveja. Compre e tenha em estoque. Outra dica é saber harmonizar a cerveja com algum petisco. Cerveja não é suco pra você tomar durante o almoço. Cerveja é uma bebida social, como tal, deve ser acompanhada com petisco e uma boa companhia - a namorada que você não tem.

    Fume
    Eu não entendo essas pessoas que ficam o dia inteiro fumando cigarro do paraguai, esse cigarro é tão ruim, que é capaz da pessoa contrair coronavírus só de fumar essa porcaria.
    Fumar é relaxar e contemplar. Quem relaxa com porcaria, morre. O bom fumante tem senso de medida expresso pela qualidade do que é consumido. Como você é uma criança inocente e virgem, vamos começar por algo leve. 1) o cigarro eletrônico é um ótimo começo para quem pretende entrar nesse mundo. Só no começo que é o olho da cara o vaporizador, mas os líquidos - sabores - são acessíveis. É mil vezes melhor usar Vaper do que comprar cigarro do paraguai na esquina. 2) O cachimbo é uma alternativa para quem não vai sair - nosso caso - e gosta de fazer todo um ritual antes de fumar. O bom do cachimbo é que você se coloca numa posição de contato direta com os elementos constituintes; é necessário tocar na madeira do cachimbo, sentir o aroma do fumo, lidar com o fogo no fornilho, enfim, é um ritual de contemplação. 3) Eu não poderia esquecer do meu bebê. Se hoje eu sou este exemplo de filósofo e intelectual, isso se deve a maconha. Se você tiver sorte e achar um bom fornecedor de maconha, ou seja, maconha que não esteja misturada com cocô de vaca, compre e deixe estocada em casa. Mais importante do que álcool em gel é maconha estocada. Por sorte, tenho algumas mudas em casa, elas ficam do lado do Hélio Beltrião. Eu gosto de chamar elas de namoradinhas do pequeno Hélio.

    Fale mal do capitalismo
    Neste tempo de quarentena gosto de escrever artigos e contribuir na grande narrativa que irá derrubar o sistema capitalista. Por enquanto, o objetivo é colocar a China no topo na humanidade, a ideia é que eles possam assumir a nova ordem mundial, e, finalmente, proibir qualquer manifestação neoliberal. Como o Governo Chinês te deu 15 dias de férias, aproveite, e seja grato pelo presente, não há maior gratidão do que lutar virtualmente pelo socialismo. É uma boa época para exigir mais direitos e tentar derrubar o Bozo. Ganhou férias de graça tem que pagar batendo panela na varanda.

    Tenha um console
    Quer uma boa dica para quarentena? Tenha um console. Não há melhor forma de passar o tempo e se manter entretido. Compre algumas cervejas online, mais alguns salgadinhos, e está feito o dia. Quando comprei meu Xbox One, lembro-me claramente, só fui sair do meu quarto três dias depois. Eu parecia o homem das cavernas, mas matei o chefão. É fantástico a experiência de ser parte de uma história no qual você é protagonista. Por isso um game não é apenas diversão, é a arte dos tempos. É o momento de tornar possível o que não é possível pela terrivel, terrivel, realidade. São as asas da liberdade.

    Ouça música
    Ouvir música é incorporar, no ser, o sentimento que muitas vezes não podemos expressar publicamente. Ouvir música te permite possuir um vínculo de comunhão com o mundo. Você sabe que parte do que você é/sente está expressa naquela música. Por isso é tão importante ter o seu momento para ouvir suas músicas. É ali que você irá se encontrar.

    Viva o seu momento
    Tudo o que escrevi neste artigo está resumido nesta simples frase: Viva o seu momento. Homens mataram e morreram para que este momento seja seu. O momento não é da comunidade, do governo ou do grupo religioso, é seu. As pessoas nunca irão entender completamente os reais benefícios da Revolução Francesa. A humanidade, que durante muito tempo se acostumou com mapas prontos, despreza aqueles que se negam a seguir por caminhos duros e secos. A vida não precisa - e não deve - ser um sofrimento. Viver o seu momento é aquilo que justifica o todo, que nos enche de boas razões para existir.

    [plus] Tenha uma planta
    Eu já falei que tenho uma plantinha chamada Hélio Beltrião? É o meu bebê! Faz cinco anos que cuido da mesma planta. Fiz até um curso de jardinagem. Pobre Helinho, foi vítima do capitalismo. Sua folhagem, no começo, fora queimada pela poluição dos carros, mas, com a graça do conhecimento ateu, consegui recuperá-lo durante estes cinco anos. Eu gosto de conversar com Hélio Beltrião e com os meus pés de maconha. É bom ter alguém para conversar.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • WDA  25/03/2020 13:33
    Faltou o principal conselho da esquerda Nutella: "Dê o rabo!".

    Essa parte do amor aí, já não é bem a narrativa deles. Hoje eles estão bem mais moderninhos. O negócio é Pablo Vittar na veia - ou no traseiro.

    Ps.: 1) o texto está muito engraçado, como sempre.
    2) Nada tenho contra o que façam com seu próprio corpo em ambiente privado (isso é problema de cada um). Mas que a narrativa está mais modernosa, está.
  • Cristian  25/03/2020 17:20
    "...não há maior gratidão do que lutar virtualmente pelo socialismo."

    Hahahahahaha rachei de rir aqui!

    Nesses dias de "quarentena" em alguns grupos de whatsapp ao qual pertenço é o que mais vejo. Essa luta (mesmo que estando deitado no sofá escutando Chico Buarque, tomando café descafeinado ou suco detox e comendo Ruffles sabor queijo sem sódio) dia e noite vai da certo, e ainda, somado com as batidas de panelas nas varandas de luxo dos bairros nobres de algumas capitais brasileiras, vão com certeza derrubar o Bozo e juntos venceremos o coronavírus!

    Também não podemos esquecer que nesses dias de quarentena precisamos todos os dias "pagar". Que é treinar/malhar/crosfitar em casa e postar no instagram para lembrar os outros (que não se importam com você) da importância extrema dos exercícios físicos (é preferível passar fome do que ficar sem malhar).
  • O bilionário Tony Stark   27/03/2020 08:14
    Isso foi ironia com certeza, porque se não logicamente isso seria uma completa falta de massa cinzenta e tendência genocidas cuja verdadeira face do socialismo é o caos e a fome.
  • Cristian  27/03/2020 16:55
    O Capital Imoral é 110% ironia e + 110% criatividade com inteligência.

    Se acostume com os ótimos textos dele! Não atoa ele refutou Mises! hehehe
  • Claudia  27/03/2020 18:04
    Capital imoral bem que poderia fazer um blog próprio, ou ao menos ter uma coluna fixa.
  • VALDERI FELIZADO DA SILVA  30/03/2020 06:10
    "Por um lado, há aqueles de tradição cristã (maioria), que neste momento estão se mortificando e sofrendo por acreditarem que Jesus está enviando um castigo a humanidade. "
    .
    Onde que esse maluco tirou essa bizarrice?
    .
    Nem nos núcleos mais fundamentalista da minha Fé Evangélica estão com essa idéia lunática que esse ser postou. A maioria quer que essa pandemia que a Ciência Iluminista criou e referendou para poder trabalhar e mandar os filhos para a escola.
    .
    Maluco louco.
  • Fabrício  24/03/2020 20:50
    No futuro, olharemos para esse momento e daremos gargalhada, com pena, de quão otários fomos. Tava olhando os números hoje: completamente ridículos. Manaus, por exemplo, tem 5 milhões de pessoas. A cidade está inteiramente parada só porque há três (três!) pessoas internadas com uma gripe. Gripe essa que só é grave para quem tem mais de 75 anos e possui várias outras doenças pré-existentes.

    O Fábio Wajngarten foi diagnosticado há 12 dias e não está sentindo mais nada. Tomou só novalgina. Tá todo dia fazendo live. O general Heleno, que em tese está no grupo de risco, também não está sentindo absolutamente nada. Na Itália, só morreu quem já era velho e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares, e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 0,3% dos infectados. Um número ridículo.

    De resto, não precisa ficar inventando histeria. Veja o próprio exemplo da Coreia do Sul. Resolveu tudo apenas isolando os infectados e os mais idosos. Em momento algum o país parou.
  • Humberto  24/03/2020 20:56
    Eu também já fui dos pensavam que isso era grave. Mas realmente não passa de uma gripe forte. Quem morreu é quem já tinha mais de 70 anos e tinha outros problemas de saude: diabetes, problemas cardíacos, problemas renais, respiratórios etc.

    Quem tem menos de 60 anos, que tinha saúde boa e foi contaminado, já melhorou depois de 11 dias. Agora, com a descoberta de que hidroxicloquina com azitromicina (dois remédios antigos) cura 100% dos doentes, não há mais motivo nenhum pra histeria.

    É bizarro que seja declarada 'pandemia' algo que é várias vezes menos letal que tuberculose, e que por causa disso tenhamos que fechar todas as economias. Realmente, vivemos em uma era de delicadeza e frescura extremas.

    No final, o risco de se contrair Covid-19 é o mesmo de você pegar uma gripe no inverno. Se usar luvas e máscaras, e evitar contato com terceiros, estará praticamente protegido.

    E o risco é menor do que pegar dengue (muito mais fatal que a Covid-19), pois você dificilmente vê o mosquito e ele pode lhe picar enquanto você estiver dormindo.
  • Cássio C.  24/03/2020 21:05
    O concunhado da minha irmã foi infectado. Tem 45 anos. Ficou uma semana em isolamento tomando antitérmico e já está ótimo. Eu também já acreditei que isso era uma pandemia séria, mas só de ver o número de mortes causadas exclusivamente pelo corona (ou seja, excluindo as pessoas que têm vários outros sérios problemas de saúde), temos aí literalmente uma simples gripe de inverno europeu.

    Bolsonaro estava corretíssimo ao dizer que isso era uma histeria. Pena que ele foi frouxo, ficou com medo da mídia e recuou covardemente. Vai ferrar a economia do país em troca de nada e ainda será execrado. Faltou pulso. Merece a punição.
  • Tiago Renoux  24/03/2020 23:03
    Estava ansioso pra chegar um texto aqui do site sobre a atual situação.
    Impressionante como vocês conseguem me fazer enxergar onde só tem escuridão.
    Muito grato; de coração
  • Fabrício  25/03/2020 14:49
    Caramba, vi agora que o General Heleno já está curado. E olha que ele era considerado grupo de risco, hein?

    É realmente "gravíssima" essa gripe...

    www.poder360.com.br/governo/recuperado-do-coronavirus-ministro-augusto-heleno-retorna-ao-planalto/
  • Juliano  25/03/2020 15:14
    Com certeza ele utilizou a hidroxicloroquina com azitromicina. Já mostrei aqui que isso tem 100% de sucesso comprovado. Essa gripe já acabou. O remédio já está aí, disponível há mais de 70 anos. Estão sonegando a informação apenas para ganhar mais poderes. A mídia adora baderna e desespero, pois assim sua audiência aumenta. Vide os seguidos recordes que vêm sendo alcançados pela Globo.
  • Daniel Cláudio  24/03/2020 21:04
    Artigo muito educado. É preciso bater muito mais forte nessa bizarrice que estamos vivenciando. Os números no Brasil são ridículos. A imprensa se esforça pra fazer escarcéu, mas são apenas 2.200 infectados. Parece muito? Isso é menos que o número de moradores do edifício Copan.

    Tão fodendo toda a economia e o padrão de vida dos mais pobres (que são os que sofrem mais) por causa de um resfriado.
  • Marcelo  24/03/2020 21:31
    A questão é que está virose ainda não tem cobertura imunológica. As doenças comuns já contam com ampla cobertura e mantém um número estável de mortos.
  • robson santos  24/03/2020 22:52
    Aí é que tá: antes das vacinas contra a gripe, houve alguma coisa parecida com a que está sendo implantada??? Em suas palavras, as pessoas antes não estavam devidamente imunizadas e a mortalidade era instável...
  • Marcelo  25/03/2020 01:28
    Perfeitamente. Guardadas as devidas proporções.
  • robson santos  25/03/2020 04:03
    amigo, eu estou questionando o seu argumento..
  • Mal.MAu  29/03/2020 18:21
    Quem vai sofrer são os mais ricos que estão perdendo algo.
    Os pobres, ja estão fodidos e não tem nada para perder.
    Capitalismo, socialismo, absolutismo... O que realmente esta em xeque é o poder do estado em nos tirar tudo.
    É fazer-nos trabalhar para sustentar burocratas canibais.
  • Marcelo  24/03/2020 21:07
    O fim daquele estilo de vida consumista. Daquele capitalismo predatório. Um novo jeito de viver. O amanhecer de uma nova mentalidade sem consumismo desnecessário. Uso racional dos recursos. Quem concorda?
  • Capital Imoral  24/03/2020 21:11
    Eu concordo. o/
  • D2  24/03/2020 21:12
    Sim! E divide o LSD com nóis aí, por favor.
  • Marcelo  24/03/2020 21:35
    Pare engraçado
  • Douglas  25/03/2020 07:34
    Tá bom! Agora me diz se os chineses - são poucos né, quase 1 bi e meio - vão viver todos nesse estilo de vida que você falou!
  • Marcelo  25/03/2020 16:19
    Todos não, claro. Mas um estilo de vida a ser buscado por quase todos. Alguns sempre não vão querer ou não vão poder.
  • Cristian  25/03/2020 17:45
    "O fim daquele estilo de vida consumista. Daquele capitalismo predatório. Um novo jeito de viver. O amanhecer de uma nova mentalidade sem consumismo desnecessário. Uso racional dos recursos."

    Perfeito!!! Mas vamos sair do discurso virtual e partir pra prática?

    Comece dando o exemplo e por exemplo:

    Se você possui um imóvel, venda o imediatamente. Compre 2 imóveis mais baratos com o valor da venda, 1 lógicamente pra você morar e outro você doa para alguém que não possui casa própria finalmente ter a sua.

    Faça o mesmo com seu carro. Venda e compre 2 mais baratos pelo valor dele. Um pra você evidentemente e outro para um pai de família que ainda não possui este bem.

    Se por acaso seu salário cobre todo seu custo de vida (mercado, farmácia, escola, combustível, luz, água, impostos e etc) e ainda você consegue poupar todo mês. Esse dinheiro você pode adotar uma família carente e melhorar as condições de vida dela.

    Que tal? Você concorda? Vamos acabar com aquele capitalismo predatório e aquele estilo de vida consumista?
  • Mais Mises...  26/03/2020 23:22
    Esse aí estocou um pouco de alucinógeno e está em uso neste momento.
  • Angelo Viacava  24/03/2020 21:25
    Enquanto isso a China vá comprar carne brasileira a preço baixo.
    www.youtube.com/watch?v=WS9Yu3FO8cQ
  • Guilherme Giserman  24/03/2020 21:36
    Se depender de alguns médicos, ficaremos presos por 2 anos. Mesmo por 2 meses os danos já seriam catastróficos. Empregos não seriam recuperados, pobreza e até fome reinaria. Além dos problemas de depressão e suicídio gerados pelo isolamento e consequente recessão econômica.

    90% dos americanos testados tiveram resultado NEGATIVO para o coronavírus. O dado revela o tamanho do pânico. Para os contaminados, a grande maioria se recupera, taxa de mortalidade continua menor que 1.5%.

    Não paramos o mundo na última temporada (6 meses) de gripe nos EUA que infectou 34 milhões de pessoas e matou 36 mil, e nem em outras pandemias. As providências já estão sendo tomadas nesses 15 dias de lockdown.

    O vírus é perigoso mas propositalmente jogar o mundo em uma profunda recessão será exponencialmente pior. A solução é mudança cultural, de hábitos higiênicos e sociais, e voltar a trabalhar.
  • Bernardo  24/03/2020 21:40
    A verdade é que os epidemiologistas se transformaram nas novas sumidades mundiais. O que eles determinam está decidido, e ai de quem discordar. Se eles mandarem fechar as economias por 2 anos, é pra obedecer. Quaisquer considerações econômicas sobre os efeitos disso é mero obscurantismo materialista e anti-vida humana (já li isso no Twitter).
  • Sóstenes  24/03/2020 22:06
    "Quem consegue controlar o medo das pessoas se torna o mestre de suas almas" - Maquiavel
  • Thomas  24/03/2020 22:29
    A pergunta então é: como podem os epidemiologistas terem se transformado nas únicas pessoas do planeta com o direito de terem uma opinião sem o ônus de serem responsabilizados pelas consequências dela? Por que eles podem especificar medidas que afetarão negativamente toda a sociedade, e essas medidas não podem sequer ser questionadas?

    Será que epidemiologistas também são especialistas na divisão internacional do trabalho, e nas consequências de sua implacável destruição?

    Ao que tudo indica, entramos na era da superstição.
  • Vladimir  24/03/2020 22:38
    Para impedir que haja uma sobrecarga temporária no setor de saúde (com a hidroxicloroquina e azitromicina, o contaminado está curado em 6 dias), optou-se por destruir todos os outros setores produtivos da sociedade. Coisa de gênio.
  • Diogo  24/03/2020 22:51
    Tem um paper de várias "sumidades" do Imperial College defendendo um confinamento total de no mínimo 5 meses (CINCO MESES!).

    E pior: os preclaros dizem que o ideal seria 18 meses, mas acham que com 5 já pode haver algum resultado…

    www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf
  • Jason  24/03/2020 22:08
    O mundo em suspensão por conta de uma questão matemática, mais especificamente, uma estatística biológica. Um esforço homérico, levando a uma recessão sem precedentes, pela preservação dos mais vulneráveis de saúde, em detrimento aos mais vulneráveis sociais.

    Daí quando, de carro, observo os bares, as praças, as padarias e as ciclovias, o que eu vejo?!? IDOSOS!!! Numa proporção de 3 pra 1 em média! Pqp, estamos literalmente parando o mundo, deixando pessoas saudáveis trancafiadas em casa sem trabalhar, pra isso? Se liguem!
  • Régis  24/03/2020 22:14
    Já tinha observado isso também. Da minha janela do terceiro andar só vejo idoso andando na rua. Teve até uma matéria sobre isso no Jornal Hoje. Situação mais ridícula essa.
  • JAMILE VIANA CLEZAR  25/03/2020 00:33
    Jason, para justificar essas decisões insanas, na minha cidade o prefeito publicou um decreto proibindo as pessoas com mais de 60 anos de circular nas ruas. Quem não portar documento e aparentar tal idade, será escoltado ou levado até em casa para averiguação. Aquele que não apresentar motivo "justo" para estar na rua, poderá tipo ficar crime previsto no art. 268, do Decreto-Lei no
    2.848 com multa e reclusão com detenção, de um mês a um ano, e multa.
    Seria cômico se não fosse trágico.
  • Matheus  27/03/2020 16:01
    Fica a dica jurídica:

    Apenas lei federal (no caso, o código penal e leis esparsas, como a lei de drogas) pode determinar/identificar crimes e cominar penas de prisão, então reputo como inconstitucional o trecho de "lei" municipal apontado (se a pena de prisão estiver junto da multa no mesmo inciso, a multa também cairia, pois o controle de constitucionalidade veja o inciso completo - é ilegal vetar palavras ou trechos isolados).

    Abçs
  • Imperion  25/03/2020 15:04
    Não tem sentido mesmo. Parou o trabalho, a produção e obrigou a ficar em casa. E o tal grupo de risco passeando. O Japão isolou só o grupo de risco e tão indo bem. Então enquanto ficam passeando, vão acabar pegando do mesmo jeito.

    As fábricas, caso fosse mesmo pandemia, pra não cortar a produção, poderiam investir em prevenção no local de trabalho. Certamente os trabalhadores ficariam mais seguros que dando sopa em casa. Talvez no futuro, caso pandemias se tornassem recorrentes, voltasse a figura do médico de fábrica, pra fazer testes, as condições do local, verificar se os trabalhadores não tão trazendo contaminação das suas casas, nem levando pra elas.

    Educação voltada a prevenção. Robôs rádio controlados, salas isoladas, veículos autônomos. Coisas simples que evitariam a parada total da economia e produção.
  • robson santos  24/03/2020 22:12
    Pois é, tem um artigo recente do El País que não se sabe a qual ponto pretendia chegar apesar de expor a preocupação com a pandemia que acabou vindo (é de 03 de março, peguei alguns trechos):

    brasil.elpais.com/ciencia/2020-03-03/como-o-coronavirus-se-compara-com-a-gripe-os-numeros-dizem-que-ele-e-pior.html

    "..os dados da Covid-19 conhecidos até agora indicam se tratar de uma doença mais contagiosa e mais letal que a gripe sazonal.
    O coronavírus se espalha mais. O número reprodutivo da gripe comum é 1,3, o que significa que cada pessoa infectada passa a doença a 1,3 pessoa, em média. Esse número é o que se usa para medir o potencial da epidemia. Quando é superior a um, a doença tende a se espalhar. Foi o que aconteceu em 2009 com a pandemia de gripe H1N1, que tinha um número reprodutivo de 1,5 e não pôde ser contida. Atualmente, esse vírus é um dos quatro que causam a gripe comum. Os estudos disponíveis indicam que o número reprodutivo do coronavírus está entre 2 e 3. Ou seja, que, se não forem tomadas medidas especiais, a Covid-19 infectará mais gente que a gripe."

    "O novo vírus parece capaz de infectar milhões de pessoas. A gripe comum, com seu número reprodutivo de 1,3, causou no ano passado entre 20 e 30 milhões de doentes nos EUA, segundo os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), o que significa 7% da população norte-americana. Na Espanha, contando apenas casos leves que chegam aos prontos-socorros, o sistema de vigilância da gripe estima meio milhão de contágios. Seu crescimento tem potencial para ser rapidíssimo. Se partirmos de 20 doentes de cada doença e assumirmos um ciclo de contágios de sete dias, após 12 semanas haveria 466 infectados pela gripe comum e mais de 30.000 pelo coronavírus CoV-19"

    "O coronavírus também parece ser mais letal que a gripe. Em Wuhan, cidade chinesa que foi o primeiro epicentro da epidemia, 2% dos doentes detectados morreram, e fora de lá a cifra se aproxima de 0,7%, segundo a OMS. São taxas entre 3 e 20 vezes maiores que a da mortalidade da gripe comum (0,13%) e da gripe H1N1 (0,2%)."

    "O surto de coronavírus está sendo pior que o H1N1 em 2009: naquela ocasião, houve 300 mortos associadas aos 77.000 primeiros casos (0,4%), mas com as mesmas infecções o coronavírus está associado a 2.200 mortes (2,8%). Isso é sete vezes mais."


    O artigo continua, mencionando que não há consenso:


    "O virologista Adolfo García-Sastre, pesquisador do Hospital Mount Sinai, de Nova York, estima que "haja de 5 a 10 vezes mais infectados do que se estão contabilizando atualmente, o que reduz muito sua letalidade", ressalta."

    "Acredito que este coronavírus não chegará a ser como o vírus da gripe de 1918, mas sim como o vírus pandêmico H2N2 de 1957", explica o pesquisador."

    "É uma comparação para estar alerta. Um estudo de 2016 calculou que haveria 2,7 milhões de mortes se um vírus como o H2N2 surgisse em 2005, um valor intermediário entre as 400.000 mortes atribuíveis à gripe H1N1 de 2009 e a "devastadora" gripe de 1918, erroneamente conhecida como Gripe Espanhola, que ceifou mais de 60 milhões de vidas no mundo todo."
  • anônimo  24/03/2020 22:37
    Isso é típico não só do El País, como também de toda a imprensa mundial. Eles têm uma pauta e fazem o devido escarcéu na chamada, para conseguir cliques; mas como não podem inventar números (pois seriam facilmente descobertos), acabam tendo de dar piruetas argumentativas para tentar provar seu ponto.

    Nesse texto aí que você postou, a intenção deles era assustar as pessoas quanto à infecciosidade do covid-19, mas o efeito final foi o de acalmar as pessoas, pois tiveram de reconhecer que a letalidade é muito baixa.
  • HELLITON SOARES MESQUITA  25/03/2020 14:00
    engraçado diz que a Gripe Asiatica foi rapidamente contida por causa do avanço da tecnologia. E hoje em dia a tecnologia não dá conta de nada. Quando a gripe chegou no EUA já tinha vacina e tudo.
  • Roberto  24/03/2020 22:22
    Concordo sim. Poderíamos começar acabando com empresas estatais e órgãos públicos. Estão aí os maiores exemplos de onde há desperdícios e uso irracional de recursos.
  • Marcelo  24/03/2020 23:54
    Não mesmo. Tem que começar com cada um de nós. Você por exemplo já está comprando menos supérfluos em meio a essa crise toda? Confirmado?
  • Roberto  25/03/2020 03:45
    Depende. O que é supérfluo pra você? Pode não ser pra mim ou vice-versa. Se você está propondo mudar sem querer impor aos outros o que deve comprar ou não aí tudo bem. Fora isso sem chance pra você. E porque para você é importante isso? Querer que as pessoas comprem apenas o que considera correto ou ótimo? E se você não quer falar sobre o desperdício das empresas estatais e órgãos públicos está sendo hipócrita e não pode ser levado à sério.
  • Anti carimbeiro  25/03/2020 04:06
    Pra mim supérfluo é ter que ir a estatais, pagar taxas para receber carimbos em papéis. Se desperdiça muito papel, destrói muitas arvores e mantém gente improdutiva as nossas custas.
  • Douglas  25/03/2020 07:42
    O cara defende que se compre menos supérfluos e que as pessoas aceitem um nível de vida mais simples, mas a redução dos prejuízos com o Estado ele não quer! Porque você quer fazer parte dele. E aprendeu bem a lição, foi completamente doutrinado. Seu no lugar nem é aqui. É no PCC da China ou no KGB da Rússia.
  • Marcelo  25/03/2020 22:18
    Perfeitamente. A gente tem muito o que conversar sobre o estado quando for esse o assunto. Inicialmente tratávamos de consciência pessoal. A definição de supérfluos, desperdicio, consumismo particular de cada um. A sua fixação pelo estado não deixa a gente desenvolver uma conversa sadia. Sejamos francos.
  • Cristian  26/03/2020 13:12
    "A definição de supérfluos, desperdicio, consumismo particular de cada um."

    Bingo!

    E é por isso mesmo que é IMPOSSÍVEL criar um decreto estatal "justo" para definir tais coisas. Conseguiu perceber agora sua contradição e erro?

  • Cristian  26/03/2020 17:22
    "A definição de supérfluos, desperdicio, consumismo particular de cada um."

    Bingo!

    E é por isso mesmo que é IMPOSSÍVEL criar um decreto estatal "justo" para definir tais coisas. Conseguiu perceber agora sua contradição e erro?

  • Mais Mises...  26/03/2020 23:32
    Estatais são extremamente supérfluas pra mim.
  • Geraldo  24/03/2020 22:40
    CORONAVÍRUS: Médicos defendem 'abordagem cirúrgica' em vez de lockdown indefinido

    braziljournal.com/coronavirus-medicos-defendem-abordagem-cirurgica-em-vez-de-lockdown-indefinido
  • G. Fiúza  24/03/2020 22:42
    Confinar populações inteiras em casa por meses vai matar muito mais gente, por muito mais tempo, do q o vírus - a começar pelos mais pobres. Autoridades que planejarem o isolamento por grupos de risco (com ampliação das UTIs) serão mais eficazes contra a epidemia e salvarão mais vidas.

    O mundo não está combatendo uma epidemia de gripe. Está se escondendo em casa de uma epidemia de gripe - que não é a pior do século, nem da década. Está fugindo do enfrentamento inteligente por grupos de risco. O mundo está se matando - cheio de coveiros fantasiados de heróis.

    A não ser que o coronavírus se torne um assassino em massa, podemos dizer que a histeria em torno dele causará muito mais sofrimento do que o vírus em si.
  • Economista  24/03/2020 23:22
    Caros,

    é bom lembrar que a divisão do trabalho ainda existe e sempre vai existir. Ninguem está aniquilando a divisão do trabalho, apenas pedindo temporariamente que as pessoas evitem de circular.
    As empresas que seguem funcionando, continuam atuando em regime de divisão de trabalho. O maquinista segue apenas dirigindo seu trem, o motorista do onibus segue apenas dirigindo seu onibus, o farmaceutico segue produzindo drogas, e o ortopedista segue tratando apenas casos relativos ao seu ramo!
    É bom registrar que até no comunismo Soviético há divisão do trabalho!

    Sinceramente não entendi o autor do artigo. Quem foi que decretou o fim da divisão de trabalho? Por acaso o médico do hospital agora tb vira a laje da obra ao lado? O motorista do onibus substitui o chefe do RH da empresa dele? Acho que não né.
  • Carlos Brodowski   25/03/2020 00:57
    "As empresas que seguem funcionando, continuam atuando em regime de divisão de trabalho."

    Em que planeta é isso?

    "O maquinista segue apenas dirigindo seu trem, o motorista do onibus segue apenas dirigindo seu onibus, o farmaceutico segue produzindo drogas, e o ortopedista segue tratando apenas casos relativos ao seu ramo!"

    Correto. E essas são praticamente as únicas profissões funcionando atualmente.

    "Sinceramente não entendi o autor do artigo. Quem foi que decretou o fim da divisão de trabalho? Por acaso o médico do hospital agora tb vira a laje da obra ao lado? O motorista do onibus substitui o chefe do RH da empresa dele? Acho que não né."

    Pelo visto, não só você vive em outro planeta, como ainda desconhece o básico sobre o conceito de divisão do trabalho, que nada tem a ver com isso que você descreveu.
  • Cristian  25/03/2020 17:59
    "É bom registrar que até no comunismo Soviético há divisão do trabalho!"

    Duas perguntas:

    1-) Sobre essa sua afirmativa, poderia dissertar mais sobre ela com dados e fatos históricos? Sem ironia, fiquei interessado em saber.

    2-) Partindo de sua afirmativa, poderia nos elucidar o poque esse regime veio a cair no fim do século XX ?
  • Economista  26/03/2020 14:38
    --Antes de mais nada: Legal sua iniciativa de perguntar e querer entender. Mais digno do que a do Brodowski que não entende lhufas mas ainda assim quer dar uma lacrador, com respostas completamente vazias. Parabens, Cristians!--

    1 - Objetivamente: não tenho dado historico nem uma bibliografia de bate pronto pra te dar. Mas isso obviamente existia, dado que eles tinham fábricas especializadas. Alias, Engels via o fim da divisão do trabalho numa fase "superior" do comunismo, que obviamente sequer foi alcançado - aliás, nem o comunismo advindo de uma crise do capitalismo numa fase madura foi alcançado, dado que a URSS não era das economias mais avançadas à época.
    Uma coisa é divisão do trabalho, outra é o liberalismo x dirigismo estatal (e dentro dessa dicotomia havia divisão do trabalho) em ambos os lados. Na URSS a divisão soviética se dava de uma forma dirigida, nos EUA era atráves dos desejos e incentivos dado ás pessoas (físicas e juridicas).

    2 - Pq eles nao conseguiram acompanhar as inovações tecnologicas e aplica-las da forma como os EUA e a Europa Ocidental conseguiram.
    Mas te garanto, a divisão do trabalho nao teve nenhum papel relevante nisso. Existia em ambos
  • Vladimir  26/03/2020 15:40
    Não. Não existe divisão do trabalho sob um arranjo socialista. É impossível haver divisão do trabalho quando não há propriedade privada e nem preços de mercado.

    Se todos os meios de produção pertencem ao estado, então não há um mercado para eles. Sem mercado, não há formação de preços. Sem preços, não há cálculo de custos, lucros e prejuízos. E sem esses cálculos, é simplesmente impossível definir qualquer alocação de recursos. Não dá para saber onde está havendo excesso de produção e onde está havendo escassez de produção.

    E sem esse básico, não há como haver qualquer tipo de especialização. Ninguém sabe exatamente o que fazer, e, consequentemente, ninguém sabe no que se especializar. E aí é o governo quem acaba atribuindo funções para as pessoas. Quem tem interesse em engenharia acaba sendo obrigado a virar agricultor, agricultor vira ferreiro, ferreiro vira eletricista, e eletricista vira funcionário dos Correios.

    Para um um sedizente economista, você ignora coisas básicas.
  • Professor  26/03/2020 20:30
    Eis o melhor e mais sucinto artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2863/o-grande-problema-do-socialismo-nao-e-a-falta-de-conhecimento-mas-sim-a-incapacidade-de-calcular


    P.S.: seu resumo foi bom, mas vale ressaltar que não há formação de preços livres para os meios de produção (pois estes são monopólio estatal). Por isso a produção num país socialista é um desastre. Já para os bens de consumo, há preços livres apenas no mercado negro. Já a venda "legal" de bens de consumo ocorre apenas em lojas estatais e com preços determinados por burocratas.
  • Economista  27/03/2020 03:13
    Boa professor.

    Concordo com vc! Tem muita gente aqui carente de aulas mesmo e de conceitos básicos em economia.
    De fato, Não há formação de preços LIVRES no comunismo. Mas há sistema de preços e há também divisão de trabalho.
    Novamente, a divisão do trabalho não é exclusividade de regimes capitalistas.

    O problema é que tem muita gente aqui histérica (para usar um termo da moda) e que não admite nenhum tipo de crítica às sagradas escrituras de artigos do IMB. Bom saber que ainda tem vida inteligente por aqui
  • Professor  27/03/2020 03:28
    Não, não existe divisão do trabalho sob um arranjo socialista, pois não há especialização. Não há como haver especialização se não há propriedade privada e preços livres no mercado de fatores de produção. É, por definição, impossível haver divisão do trabalho e especialização no socialismo. Leia o artigo linkado e, ao menos, aponte erros.
  • Cristian  26/03/2020 20:35
    Economista!

    Em primeiro lugar eu realmente não sei se você é um trollador ou se de fato você não faz a minima ideia do que está falando.

    Em segundo lugar, alguns usuários aqui do site e até mesmo eu as vezes somos ácidos nas respostas. Isso é um "mal" de liberais e libertários que costumam serem ríspidos sem necessidade.

    O Vladmir deu a resposta que refuta as suas respostas pra mim completamente, mas, só pra fixar e você tentar seguir uma lógica:

    O socialismo, especialmente o comunismo proposto e idealizado por Marx e Engels tem por objetivo: tomar os meios de produção, com isso ele extingue a propriedade privada e com isso acaba-se o conceito de preços que por sua vez destrói a ideia de mercado dentro de uma sociedade civilizada.

    Portanto...

    Para que exista a divisão de trabalho dentro de uma sociedade civilizada, é necessário antes existir a propriedade privada. Pois, cada individuo pode trabalhar naquilo que ele melhor sabe fazer ou ainda no que está ao alcance dele fazer. O resultado disso é a especialização. E é aí que temos o chamado livre mercado com os seus preços de acordo com a lei básica de oferta e demanda e a construção de valor.

    Agora te liga nas suas respostas as minhas duas perguntas:

    "...Mas isso obviamente existia, dado que eles tinham fábricas especializadas. Alias, Engels via o fim da divisão do trabalho numa fase "superior" do comunismo, que obviamente sequer foi alcançado..."

    Provavelmente eles tinham especialização na Russia. Porém, a partir do momento que ela se tornou URSS a primeira coisa que o comunismo faz é o que mesmo? tomar os meios de produção e assim extinguir a propriedade privada. É aí que acaba as tais "fábricas especializadas" e como você bem lembrou do Engels: ele via o fim da divisão do trabalho numa fase "superior" do comunismo. Você só errou ao afirmar que ele nãõ foi alcançado. Foi sim.


    "...Uma coisa é divisão do trabalho, outra é o liberalismo x dirigismo estatal (e dentro dessa dicotomia havia divisão do trabalho) em ambos os lados. Na URSS a divisão soviética se dava de uma forma dirigida, nos EUA era atráves dos desejos e incentivos dado ás pessoas (físicas e juridicas)..."

    Aqui você faz uma confusão danada e não chega a nenhuma conclusão!

    "...2 - Pq eles nao conseguiram acompanhar as inovações tecnologicas e aplica-las da forma como os EUA e a Europa Ocidental conseguiram..."

    Sim. Conforme já entendemos, o comunismo prega o fim da propriedade privada e ai se torna impossível criar tecnologia. Você só pode obedecer o que estado te manda fazer. Não adianta você querer inventar uma máquina se o estado te ordenou a ser agricultor. Você não é dono da sua vida, pois não tem propriedade privada.

    "...Mas te garanto, a divisão do trabalho nao teve nenhum papel relevante nisso. Existia em ambos..."

    Espero que agora você saiba que na URSS nunca existiu a divisão de trabalho.
  • WDA  27/03/2020 19:31
    "É bom registrar que até no comunismo Soviético há divisão do trabalho!"

    Sim, é verdade, contudo o socialismo (e em especial o comunismo, que é socialismo levado ao extremo) estrangula sobremaneira a divisão de trabalho na sociedade, limitando-a e distorcendo-a.

    Basta dizer que numa sociedade capitalista como a norte-americana, a variedade de profissões possíveis era muito maior que na URSS. Muito mais profissões novas forma criadas lá, muito mais novas tecnologias e atividades que alguém poderia exercer e nas quais poderia se especializar.

    A escolha das atividades às quais se dedicar também era muito mais livre para os indivíduos do que na URSS, onde incentivos, limitações e imposições estatais quanto à escolha da profissão individual eram muito mais numerosos.

    Ora, isso tende a distorcer toda a economia. Não é à toa que os soviéticos tinham muitos engenheiros elétricos, tinham bons cosmonautas e ótimos espiões (que aliás roubaram muitos segredos de Estado e tecnológicos do ocidente), mas não conseguiam oferecer moradia, eletrodomésticos, carros, livros, entretenimento e mesmo alimentos em quantidade e qualidade igual - ou mesmo equiparável - àquela que se via nos EUA ou mesmo em economias ocidentais bem menores.

    De fato, eles não conseguiam sequer fornecer bens essenciais em quantidade suficiente para a sua população, de modo que não foram raros os casos de miséria e morte por inanição ou por falta de produtos básicos na URSS.

    Numa sociedade primitiva também há divisão de trabalho, mas ela é pouquíssimo variada, pouquíssimo intensa, pouco especializada e de baixa produtividade.

    Mas note que aquilo que o autor do artigo está enfatizando é sobretudo a divisão INTERNACIONAL do trabalho. E esta é fundamental para a civilização como a conhecemos atualmente e na qual atualmente vivemos. Destruída esta divisão - ou reduzida ela grandemente - o que geraria efeito similar -, a civilização tal com a vivenciamos hoje daria lugar a outra coisa, certamente menos pujante do ponto de vista econômico. E isto implicaria grande empobrecimento da população mundial, dado o decréscimo de padrão econômico relativamente ao que vivenciamos graças ao comércio internacional.

    "Sinceramente não entendi o autor do artigo. Quem foi que decretou o fim da divisão de trabalho? Por acaso o médico do hospital agora tb vira a laje da obra ao lado? O motorista do ônibus substitui o chefe do RH da empresa dele? Acho que não né. "

    Acontece que o ponto não é esse. Não se trata de o médico virar a laje da obra ao lado, mas sim de que estando quase todo mundo em quarentena, o médico, o pedreiro, o motorista e quem mais não esteja esteja trabalhando, não está ativo na divisão de trabalho que sustenta a sociedade, a qual está desprovida do trabalho e do serviço que este forneceria. Uma redução intensa da atividade de trabalho implica uma redução intensa na divisão de trabalho da sociedade, na medida em que vários postos dessa divisão estão inativos.

    "Ninguem está aniquilando a divisão do trabalho, apenas pedindo temporariamente que as pessoas evitem de circular."

    Pede-se que as pessoas fiquem em casa por tempo indeterminado. E muitos trabalhos não podem ser realizados de casa. Pede-se que as empresas sustentem custos que elas muitas vezes não têm capacidade de sustentar, o que implicará a quebra de empresas e a destruição de seus respectivos postos de trabalho (afetando a divisão de trabalho na sociedade). Prometem-se "soluções"que só podem gerar desordem econômica, com consequente quebra de empresas - e com as mesmas consequências já citadas. "Soluções" que tendem a gerar recessão, quando não depressão, e portanto implicam não só desemprego, mas também redução na qualidade e intensidade da divisão de trabalho.

    A situação de depressão econômica favorece a barbárie, as revoltadas, os saques, a violência, o que só piora o problema.
    O comércio internacional reduziu-se bastante. E até mesmo Trump, num primeiro momento, chegou a determinar o cancelamento de todos os vôos da Europa para os EUA, tendo depois voltado atrás.

    O problema é grave. E se o deixarmos aprofundar-se, tornar-se-á muito pior!

    A atividade produtiva e a divisão de trabalho estão sendo esmagadas por estas circunstâncias, e com ou sem "fim da civilização" as consequências podem ser desastrosas.

  • Andre Cavalcante  24/03/2020 23:25
    Caraca. Eu gosto muito dos textos do Rockwell, mas esse ele pisou a bola, legal. Primeiro que o Corona vírus é sim potencialmente mais preocupante que a tuberculose (que já tem tratamento em casa). Só isso já mostra uma comparação ruim. Depois, o grande problema que os governos estão inclusive assumindo, é o fato de que o sistema de saúde estatal e o privado que hoje opera sob rígido controle estatal, não dá conta da demanda. A ideia de ficar em casa e parar a circulação das pessoas só tem sentido porque as pessoas em circulação aumenta a velocidade da circulação do vírus e tal velocidade faz com que as pessoas que adoecerão lotarão o sistema de saúde, que entrará em colapso. A questão toda é, assumi que o sistema de saúde estatal entrará em colapso ou corro o risco de um recessão de grandes proporções? Só valeu mesmo essa indagação ao final do artigo.
    O que gostaria de ter lido era justamente a visão de um libertário mostrando justamente o colapso do sistema de saúde estatal.
    Sobre a divisão do trabalho, vocês acham que realmente os governos vão matar a galinha dos ovos de ouro? A China já está voltando. Essa "pausa" ao que parece só vai ser mesmo pra salvar os sistemas de de saúde.
  • Bruno  25/03/2020 00:56
    A tuberculose já tem tratamento e ainda assim mata 1,7 milhão por ano, com uma taxa de letalidade de 17%. Ou seja, é algo extremamente preocupante. Qualquer coisa para a qual já tenha tratamento e ainda assim mate 17% dos infectados é extremamente grave.

    E você ainda diz que ela é mais tranquila do que algo que é curado com hidroxicloroquina e azitromicina (até agora, 100% de sucesso) e cuja taxa de letalidade é de 2%?

    Isso sim é uma comparação ruim.
  • André Cavalcante  31/03/2020 23:02
    Turbeculose não é uma boa comparação com a COVID-19. Exatamente porque o universo de humanos a que ela pode acometer é bem menor. Um vírus da gripe, em que não há ninguém com anticorpos ainda, em teoria pode acometer 100% da população. E o fato de ter uma alta taxa de mortalidade é um benefício estatístico. Quanto maior a letalidade menor é a expansão da doença na população. O ebola, por exemplo, é mais letal ainda, mas você dificilmente vai ver uma pandemia com o Ebola. Não dá tempo de transmitir. E sim, é péssimo comparar algo que não tenha tratamento com algo que tem tratamento, mesmo que as pessoas não cumpram o tratamento e acabem morrendo por isso. Isso cientificamente é terrível. Outra esses número que cê colocou são globais para a turbeculose, ao final da pandemia de COVID-19 provavelmente teremos números ligeiramente maiores.
    A minha crítica cai justamente o que Ele costuma fazer e dessa vez não fez: meter o pau no sistema público de saúde e no controle estatal do privado.
  • Cristian  25/03/2020 18:39
    Juntamente com o artigo eu penso que:

    O colapso do sistema de saúde (privado e público) só pode ocorrer em regiões (estados ou cidades) em que o vírus está circulando. Exemplo a Lombardia na Itália. Nessas regiões eu ainda sou favorável há alguns dias de "quarentena". Claro, bom senso né!

    Aqui no Brasil, quase 50% dos casos se concentram na Grande São Paulo. Logo essa região ficar de quarentena ainda que ao custo de prejuízos econômicos severos pode ser válido sim. Aqui temos um debate aceitável sobre os prós e contras dessa medida.

    Agora....

    Paralisar todo o país por conta disso? Porque e pra que?

    Tem centenas de cidades brasileiras que não tem NENHUM caso da doença e sequer suspeitas reais. Mas estão paralisadas e fazendo parte da quarentena. Isso é suicídio. Pessoas nessas cidades podem morrer de fome e não pelo vírus.

    De novo é o planejamento central vigorando. De novo é uma lei de cima pra baixo e doa a quem doer. E claro, para deleite da: parasitagem estatal, lacrolândia, imprensa vermelha e ainda os rebeldes sem causa isso "tudo é bom".

    Foi aberto a temporada de aceitação em massa da opressão e renovaram se os motivos para exigirem mais estado.

    Tem gente aqui no site já dizendo que o SUS se "prova" melhor que a saúde privada.
  • Caio Márcio  26/03/2020 19:37
    Verdade!
    Moro em um pequena cidade do sul de minas, região esta, que se não me engano, tem somente 1 caso confirmado.
    Incrível!!!
    Paralisaram completamente a região mais rica de Minas Gerais, com 3 milhões de habitantes, por uma pessoa.
    Acho que nunca mais vou ver atitude mais idiota do que esta.

  • anônimo  27/03/2020 01:38
    Bah Cavalcante
    Acho que tu não leu nada sobre este virus mesmo, mas nada mesmo.
  • Drink Coke  27/03/2020 01:41
    Vamos evitar um colapso no sistema de saude causando um colapso na economia. Grande ideia. O fato é que o Remedio vai ser mais doloroso que a Doença.
  • Andre Cavalcante  31/03/2020 23:48
    Exato. Era isso que queria ter lido.
  • Estado o Defensor do Povo  27/03/2020 17:12
    Pensava que o André Cavalcante tinha morrido, ou parado de acompanhar o site :)
  • Imperion  24/03/2020 23:40
    Logo vai se ver que foi tudo um escarcéu. Analisa se o que fizeram os japoneses e coreanos pra impedir a disseminação sem essa mega quarentena.
    O problema futuro é a ideologia atrasadísta desses da 4 politica. Querer restaurar o mundo a antes da modernidade. Pra eles parar toda producao já e lei. Se não e doença, é poluição. Da pra ver que os estatistas vao se alinhar com eles. Essa linha ideologica da poder ao estado.
  • Carlos alberto  24/03/2020 23:41
    Ótimo artigo!

    O sistema de saúde da Itália e da China estão em colapso por causa do Corona, mas eh só uma gripe.
    As taxas de infectados e de complicações graves crescem exponencialmente, e isso depois de já ter quarentena imposta em diversos países, mas eh só uma gripe.
    Está faltando respirador no mercado pra tratar das graves enfermidades, mas eh só uma gripe.
    Os médicos se vestem como astronauta pra tratar dos doentes, ainda assim se infectam e alguns morrem , mas eh só uma gripe.

    Perfeito
  • Fabrício  25/03/2020 00:51
    "O sistema de saúde da Itália e da China estão em colapso por causa do Corona, mas eh só uma gripe."

    Já começou mentindo escabrosamente.

    Há apenas uma região da Itália em que isso está concentrado (Lombardia). E é tudo idoso. O restante do sistema da saúde do país continua funcionando normalmente. Desafio você a postar um link aqui demonstrando que todo o sistema de saúde da Itália está em colapso. No aguardo.

    China? Os números de hoje indicam 81.171 casos de infecção. Em uma população de 1,5 bilhão. Você está dizendo que 81 mil doentes em uma população de 1,5 bilhão (0,0054%) colapsaram o sistema de saúde da China? Poste aqui o link, por favor. Nem o mais fervoroso ideólogo anti-China fala uma asneira dessas.

    Se você acha que repetir lugares-comuns que viu em redes sociais lhe trará alguma vantagem aqui, é bom repensar.

    "As taxas de infectados e de complicações graves crescem exponencialmente, e isso depois de já ter quarentena imposta em diversos países, mas eh só uma gripe."

    Outra falácia. As complicações só ocorrem para idosos que têm outras doenças pré-existentes. Na Itália, só morreu quem já era velho e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares, e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 0,3% dos infectados. Um número ridículo.

    Você é uma máquina de cuspir clichês.

    "Está faltando respirador no mercado pra tratar das graves enfermidades, mas eh só uma gripe."

    Não, não está. Isso é notícia distorcida. O que ocorre é que fizeram uma projeção do número de respiradores que seria necessário, e aí desesperaram com o resultado (imaginado). Tanto é que o país exporta esse aparelho, e aí com a gritaria da imprensa, tiveram de proibir. Ou você acha que proibiram a exportação

    Outra coisa: essa suposta "falta" surgiu só agora? Nunca foram utilizados respiradores para tratar de todas as inúmeras outras doenças respiratórias (as quais, somadas, são várias vezes mais numerosas que a Covid-19)?

    "Os médicos se vestem como astronauta pra tratar dos doentes, ainda assim se infectam e alguns morrem , mas eh só uma gripe."

    Doçura, isso é procedimento padrão para o tratamento de qualquer doença infecciosa e até então pouco conhecida. Você queria o quê? Que os médicos ficassem de bermuda e sem camisa?

    Vá ao seu médico com uma simples gripe e veja se ele irá atendê-lo sem máscara.

    Volte quando tiver mais substância.
  • Carlos Alberto   25/03/2020 02:03
    Fabrício,

    Colapso na Itália e Iran. Na China só não teve pq a ditadura construiu em uma semana hospitais
    "Os 5,2 mil leitos de terapia intensiva existentes no país foram rapidamente superados, pois muitos deles já estavam ocupados por pacientes com problemas respiratórios (que aumentam nos meses de inverno).

    A situação é ainda pior nas regiões mais afetadas pelo coronavírus - Lombardia e Veneto -, onde existem apenas 1,8 mil leitos, entre públicos e privados."
    www.bbc.com/portuguese/amp/internacional-51968491

    "Médecins Sans Frontières (MSF) has sent a 50-bed inflatable hospital and an emergency team to Isfahan, in central Iran, to treat patients critically ill with coronavirus disease COVID-19."

    www.msf.org/msf-responds-coronavirus-covid-19-iran

    Com relação ao crescimento exponencial eu nem me darei o trabalho. Basta ver o gráfico e tirar a derivada. E de novo, a curva tá assim em um ambiente de quarentena.
    Aliás. A falta de leito e de Respiradores eh consequências do aumento exponencial de casos

    Falta de respiradores:
    "falta de respiradores já é uma realidade no mundo. A Itália, país que registra mais mortes por causa do novo coronavírus, já teve que escolher os pacientes que teriam acesso aos respiradores. "

    "No entanto, países como o Brasil correm o risco de colapso no sistema de saúde por causa da falta de leitos e de respiradores"
    exame.abril.com.br/ciencia/por-que-os-respiradores-viraram-o-ponto-critico-no-tratamento-da-covid-19/amp/

    Se o gov brasileiro exporta eh pq o SUS, onde tem a maior parte desses respiradores, está melhor preparado que o setor privado e até melhor que a Itália

    Roupa de astronauta:
    Se vc já visitou hospital antes sabe que o protocolo mudou. Claro que eh mais fácil debochar mas eh fato que a roupa usada hoje nas UTIs são diferentes daquelas antes do Corona.
    Mas pra salvar a narrativa vale tudo. Mas acabo de te desmascarar ponto a pont
  • Fabrício  25/03/2020 02:26
    Obrigado por me dar razão. Como eu previ, você não provou nada.

    1) Você disse que todo o sistema de saude italiano está em colapso. Eu afirmei que isso era mentira, pois apenas a região da Lombardia estava tendo problemas (por causa do excesso de idosos; a maior concentração de idosos do país). Pedi um link que comprovasse sua afirmação de que todo o sistema de saúde italiano estava em colapso. Aí você manda um link falando exclusivamente da Lombardia. Ou seja, não conseguiu comprovar sua afirmação e ainda comprovou o que eu falei.

    2) Aquele "famoso hospital construído em 7 dias na China" desabou. Havia 80 pessoas lá dentro. 10 morreram, 71 ficaram soterradas e 9 conseguiram se salvar. Das 71 que ficaram soterradas, 23 estão desaparecidas (ou seja, morreram também). Se duvidar, nesse hospital morreu mais gente no desabamento do que de Covid-19.

    edition.cnn.com/2020/03/07/china/china-coronavirus-hotel-collapse/index.html

    3) Não entendi a menção ao Irã. O fato de os Médicos Sem Fronteiras terem enviado 50 camas infláveis para aquele país pobre significa o quê? Comprova o quê? Qual o seu ponto?

    Você está desesperado querendo provar algo, mas sem nem saber o quê.

    Quanto ao resto, apenas repetiu as mesmas coisa de antes, as quais eu já respondi.

    Fica a lição: ao fazer ironias, certifique-se de que você sabe fazê-las, tenha a certeza de que está bem informado e, acima de tudo, conheça seu debatedor, caso contrário sua debilidade será exposta. E você é débil.
  • André  25/03/2020 14:20
    O que desabou foi um hotel que estava sendo utilizado para tratar pacientes com coronavírus. Nada tem a ver com o hospital construído em 10 dias (Não em 7).
  • Pedro  25/03/2020 15:47
    Peraí Fabricio,

    O cara colocou uns pontos interessantes e foi convincente.
    nao sei, nao tenho opinião formada ainda sobre o isolamento completo, mas realmente os sistemas não estao aguentando, muitos médicos morrendo. Essa do Irã eu vi a notícia, mandaram um hospital inflável. Bizarro
  • Fabrício  25/03/2020 16:23
    Convincente? Ele disse que todo o sistema de saude italiano está em colapso. Falei que isso era mentira, pois o problema estava localizado apenas na Lombardia. Pedi que ele enviasse links que comprovassem essa afirmação dele de que todo o sistema de saude italiano está em colapso. Aí ele envia um link confirmando que todo o problema realmente se encontra apenas na Lombardia, dando razão a mim e se auto-refutando.

    Se você acha que isso é postura "convincente", aí eu nada posso fazer por você.

    De resto, eis aqui estatísticas fresquinhas do próprio governo italiano. Vá lá brigar com eles e não comigo.
  • Cristian  25/03/2020 18:20
    "Colapso na Itália e Iran. Na China só não teve pq a ditadura construiu em uma semana hospitais".

    Espera um pouco??? Então você aqui ta dizendo que ditadura é bom? "Graças" a ela foram construido hospitais em uma semana???

    É sério isso?

    "Se o gov brasileiro exporta eh pq o SUS, onde tem a maior parte desses respiradores, está melhor preparado que o setor privado e até melhor que a Itália"

    Essa virou a falácia das últimas semanas. E de repente o SUS virou referência para o mundo. O SUS está "melhor" preparado que o sistema privado e os sistema de outros países.

    Só que tem umas informações nessa argumentação que não batem.

    1 - Se está melhor preparado? Porque a quarentena pelo medo do colapso no SUS?
    2 - Se o SUS da conta do recado, porque não teve o mesmo sucesso com: dengue, zika e outras enfermidades que afetam o Brasil já há tempos?
    3 - Porque países de primeiro mundo ainda não adotaram o modelo do SUS?
  • Breno, o peruibense  24/03/2020 23:43
    A única certeza que tenho, é de que o Brasil pós-pandemia será mais dependente do agronegócio do que atualmente, pois mesmo agora a China não para de importar. Nosso país terá uma taxa de desemprego monstruosa, e milhões de consumidores restringindo o consumo à bens de primeira necessidade. A única chance será o governo intensificar reformas econômicas liberais, doa a quem doer.
  • Geraldo  25/03/2020 00:03
    "Estamos vivenciando, isso sim, um quase que completo desligamento do setor privado imposto pelos governos."

    Qual a alternativa? Fingir que tudo está normal, que não há um vírus sobre o qual pouco sabemos e que pode ser mais perigoso do que parece à solta por aí?

    Essa quarentena não vai durar muito tempo. Até metade do mês que vem, tudo vai voltar ao normal, ou quase. Vocês vão ver.
  • Humberto  25/03/2020 01:09
    A alternativa seria copiar a Coreia de Sul, que simplesmente fez o básico e sensato. Testou e isolou os positivos, e deixou livre os não-infectados.

    Aliás, explica por que o Japão, que tá perto de Coreia e China, não teve nada? Possui uma população bastante idosa e, até agora, teve 1.128 infectados e 42 mortos — taxa baixíssima para um país idoso.

    E não teve nada de lockdown.

    No final, o risco de se contrair Covid-19 é o mesmo de você pegar uma gripe no inverno. Se usar luvas e máscaras, e evitar contato com terceiros, estará praticamente protegido.

    E o risco é menor do que pegar dengue (muito mais fatal que a Covid-19), pois você dificilmente vê o mosquito e ele pode lhe picar enquanto você estiver dormindo.
  • Geraldo  25/03/2020 13:02
    "A alternativa seria copiar a Coreia do Sul, que simplesmente fez o básico e sensato. Testou e isolou os positivos, e deixou livre os não-infectados."

    Realmente, isso é o que deveria ter sido feito por aqui, só que no começo, quando os infectados eram poucos e situavam-se em uma área geográfica relativamente restrita. Mas agora o vírus já está totalmente disseminado, e em um país de dimensões continentais como o Brasil torna-se quase impossível isolar todos os contaminados sem um lockdown.

    Quanto ao prazo de "metade do mês que vem" para as coisas voltarem ao normal, eu acredito que é o que vai acontecer, pelo menos no Brasil, ainda mais depois do discurso do Bolsonaro de ontem.
  • Samor  25/03/2020 14:58
    "Mas agora o vírus já está totalmente disseminado"??Totalmente disseminado?! Mostra aí as fontes, por favor.

    Mostre que 100% da população brasileira e mundial já está contaminada.

    É cada desesperado que dá até dó…
  • Geraldo  25/03/2020 16:55
    Acho que me expressei mal quando disse "totalmente disseminado". Eu quis dizer que ele já se espalhou por uma área muito grande, de modo que é quase impossível localizar todos os infectados e isolá-los, entendeu?
  • Samor  25/03/2020 17:33
    "Área muito grande"? Segundo os dados de hoje, há 452.157 pessoas infectadas em todo o mundo. Isso dá 0,006% da população mundial.

    Que "área muito grande" é essa? Se você colocar todos os infectados do mundo na Avenida Paulista, não enche nem uma quadra.

    Sua explicação só piorou a coisa.


    P.S.: e olha que estou dando de barato que esse numero de 452 mil é correto. O próprio governo da Itália já reconheceu que contabilizou como Covid-19 gente que estava com gripe simples. Vários governos do mundo estão fazendo isso também.
  • Geraldo  25/03/2020 17:59
    Pelo visto o Samor ainda não entendeu o que eu quis dizer. Bom, vou tentar desenhar:

    No Brasil, todos os estados possuem pelo menos um infectado. No link a seguir tem um mapa que mostra isso:

    olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/coronavirus-brasil-tem-46-mortos-e-2-201-casos-confirmados/98089
  • Samor  25/03/2020 19:01
    Minha nossa, um infectado por estado! Vamos fechar tudo! Pandemia!

    Perguntinha básica: não seria um pouquinho mais fácil e até mesmo lógico simplesmente isolar este infectado? Sei lá, é só uma pergunta…
  • Devagar com o andor  25/03/2020 01:51
    "Essa quarentena não vai durar muito tempo. Até metade do mês que vem, tudo vai voltar ao normal, ou quase. Vocês vão ver."

    Não é isso que, por enquanto, os governos estão apontando...

    França anuncia que confinamento deve durar pelo menos seis semanas

    Seis semanas? Sem comentários...

    Fica parecendo que uma economia saudável e minimamente funcional é algo opcional, que devemos abdicar por um tempo (tem gente por aí dizendo que o bloqueio deve ser prorrogado até julho aqui no Brasil, uma insanidade).

    Mas como se salva os idosos, e todo o grupo de risco, com uma economia em colapso?

    Mais de 40% da mão de obra do Brasil é composta por trabalhadores informais, hoje impedidos de irem trabalhar. É insano imaginar como essas pessoas irão se sustentar sendo que, quase sempre, contam com a renda do dia anterior para se alimentarem no dia seguinte.
  • Edilson  25/03/2020 03:14
    Defender confinamento de 6 semanas é coisa de gente elitista, que provavelmente é funcionário público e tem renda garantida. Gente que além de não ter a mínima ideia de como a economia funciona, desconhece que a maioria da população vive da mão pra boca, dia a dia, principalmente os informais. É literalmente gente vendendo almoço pra comprar a janta.

    Se a economia ficar parada por 15 dias, por causa de uma gripe (gripe essa, aliás, que é majoritariamente de gente rica; daí toda a comoção), nêgo vai perder todo o seu sustento. E aí, tendo perdido tudo e sem ter mais nada a perder, ele vai perder a cabeça.

    E aí vira cenário de Mad Max.
  • Devagar com o andor  25/03/2020 03:31
    Vasculhando um pouquinho a internet olha só o que eu achei:



    Parece que o mundo não é aquele do "home office" propalado pelas emissoras de TV. Acham que a população pobre desse país, já sofrida com impostos escorchantes nas costas, irá aguentar semanas em casa? É muita desconexão com a realidade.

    E olha que ela está reclamando do Bolsa Família, algo que, teoricamente, está garantido. Imaginem o trabalhador informal, que não sabe o dia de amanhã.
  • Edilson  25/03/2020 03:43
    Essa é macha. E está corretíssima ela. Elitistas que têm salário garantido (funcionários públicos) defendem o fechamento de tudo por 4 semanas jurando que isso não afetará a ninguém em nada. Como não sabem que maioria do povo vive da mão pra boca, acham que todo mundo tem a mesma vida boa deles.

    E repito: se a economia ficar parada por 15 dias, por causa de uma gripe (gripe essa, aliás, que é majoritariamente de gente rica; daí toda a comoção), nêgo vai perder todo o seu sustento. E aí, tendo perdido tudo e sem ter mais nada a perder, ele vai perder a cabeça.

    E aí é convulsão social total. Exatamente o cenário que a esquerda quer ardorosamente.
  • Fernando  25/03/2020 04:04
    No Pará, a Polícia Militar está proibindo gente de abrir mercadinho. Tão descendo a borracha nos coitados dos feirantes que querem apenas vender frutas e legumes para sobreviverem. O governo deve realmente acreditar que se esse povo ficar 15 dias sem produzir, eles não terão problema nenhum de renda, e a vida seguirá como sempre. De fato, um bando de elitista vagabundo.
  • BADMALUCO  25/03/2020 00:11
    Covid 19 é o bode expiatório para Keynes e PCC.

    Dúvida ? Nos próximos meses você vai ver mais e mais estados fazendo mais do mesmo.
    Imprimindo dinheiro, emitindo títulos, controlando taxas de juros, regulando a economia , abrindo concursos, etc , etc e etc. O velho receituário de Keynes e Ditaduras por ai.
  • Pobre Paulista  25/03/2020 00:27
    Todos estão loucos, menos eu.
  • Fernando  26/03/2020 04:44
    Ironia tosca. Não são todos os cientistas que pregam isolamento total. E menos ainda os que pregam isolamento total sem nenhuma consideração de custos sociais.

    Ademais, unanimidade não equivale a razão.
  • Tiago Renoux  25/03/2020 00:30
    Parabéns pelo texto.
    Eu estava quase influenciado pela neurose coletiva. Abriu minha mente.
    Sempre achei o capitalismo a maior invenção humana.

    Aqui na minha cidade tá triste de ver todo comércio parado.
    Nem o senhor que vende pipoca tem a oportunidade de ganhar seu dinheiro.
    Enquanto isso a patota que recebe do estado está tranquila.
  • Fernando  25/03/2020 01:38
    Cada vez mais pessoas entendendo a gravidade do remédio imposto e suas sérias consequências.

    Muita gente ainda receosa de se pronunciar abertamente com medo de represálias.

    Ou se tem o fim do isolamento total ou ele levará a sociedade a uma depressão econômica profunda.
  • Libertário revoltado  25/03/2020 00:31
    A economia sendo destruída com apoio irrestrito da população. Eu já estou com náuseas de todos os dias ver tanta gente clamando e pedindo mais intervenção estatal. Os políticos estão em êxtase, aqui na bahia o governador está amando decretar toda sorte de sandices. O povo mal pode esperar pelo futuro tenebroso que se aproxima, estão todos comemorando ficar em casa achando que vão receber salário pra ficar em quarentena. Que Deus tenha piedade de nós.
  • Holder  25/03/2020 17:11
    Só quero te parabenizar por ser da bahia e ter pensamento não estatista. Sou baiano tbm e fico feliz quando vejo a exceção da exceção do estado mais estadista do brasil. 99% da bahia é estadista, inclusive os bolsominions.
  • Ulysses  25/03/2020 01:01
    Nos EUA, por enquanto (24 de março de 2020), a taxa de letalidade da Covid é de 1,2%. Bem menos que a gripe comum.
  • Ivan  25/03/2020 01:14
    A gripe comum mata 650 mil pessoas por ano.

    g1.globo.com/bemestar/noticia/doencas-relacionadas-a-gripe-matam-ate-650-mil-pessoas-por-ano-no-mundo-dizem-oms-e-cdc.ghtml

    Se o coronga começar a ficar perto disso, aí sim podemos começar a nos preocupar. Por enquanto, histeria pura.
  • Régis  25/03/2020 01:26
    O vídeo a seguir é um achado. Quem se lembra do H1N1 em 2009? Os números eram bem piores que o do corona. E sabe quem acertou ao dizer que era só uma gripezinha? Lula.

  • Régis  25/03/2020 01:48
    Aliás, só nos 6 primeiros meses de 2016, a H1N1 matou quase 900 pessoas no Brasil. Alguém ouviu algum alarde?

  • Celebridade  25/03/2020 11:58
    É óbvio porque o tratamento foi diferente. Na época a esquerda liderava na maioria dos países relevantes, jamais que a mídia permitiria que houvesse uma recessão ou colapso econômico. O cenário hoje é completamente o oposto, por isso esse alarmismo todo torcendo pelo pior.
  • Jo%C3%83%C2%A3o Paulo  26/03/2020 03:30
    Cara, excelente observação!

    Você está certíssimo
  • Edilson  25/03/2020 01:28
    Todo mundo apoiava a greve dos caminhoneiros no começo, até o momento quando começou a faltar combustível nos postos de gasolina e comida nas gôndolas. Aí todo mundo ficou contra.

    Todo mundo apoiando a quarentena até o momento que começar a faltar os produtos em casa e nos comércios. Aí vira cenário de Mad Max.
  • Cristian  25/03/2020 18:51
    hehehehe

    Os caminhoneiros fizeram a greve para: baixar o preço do DIESEL e baixar o valor do pedágio pra ELES.

    E ai o "povo" sempre ignorante e ainda manipulado pela lacrolândia e imprensa vermelha adotou a greve dos caminhoneiros pra sí.

    Conclusão: A gasolina nunca baixou (aumentou na verdade) e os pedágios também aumentaram.
  • Aprendiz de EA  25/03/2020 01:31
    Pessoal, em meio à toda essa situação em que vivemos, cada vez mais cabeças de gado... digo, pessoas defendem a tal da renda mínima universal, mas pensem comigo, supondo-se um cenário que:

    -> Cada cidadão receberia exatos R$ 1000,00 mensais;

    -> A taxa de desemprego seja de zero porcento, ou seja, temos 106,06 milhões de pessoas trabalhando (94,15 milhões atualmente trabalhando + 11,91 milhões de pessoas atualmente desempregadas mas que no nosso cenário estariam trabalhando e pagando impostos);

    -> A população brasileira é atualmente de 215,05 milhões de pessoas;

    Sendo assim:

    -> 215,05 milhões * 1000 reais = Uma conta mensal de ~215,05 bilhões de reais;

    -> 215,05 bilhões / 106,06 milhões = Um imposto mensal de ~R$ 2027,62 por cidadão empregado;

    obs: Na conta considerei 100% da população brasileira como maior de idade (menores provavelmente não estariam inclusos na renda universal) e não descontei funcionários públicos (que não pagam imposto, muito pelo contrário) da população empregada. A inclusão desses dados alteraria os números mas não a conclusão.

    Agora, considerando que já é uma minoria dos trabalhadores no Brasil que sequer ganha 2027 reais mensais, que todos os impostos já existentes teriam que ser mantidos, e que 1000 reais não é o suficiente para se viver dignamente na maior parte do Brasil, especialmente com família e morando de aluguel, ou seja, 1000 reais não cobre o que a constituição diz ser o mínimo necessário à uma vida digna, mas já é um valor que exigiria um esbulho de ~2027 reais mensais por trabalhador, ou seja, totalmente inviável.

    Aí eu vos pergunto: Eu errei o cálculo? Eu não entendi a ideia? Ou chegamos à um ponto em que ideias sem qualquer conexão com a realidade, infantis ou até esquizofrênicas como essa são defendidas abertamente nas redes sociais e até na academia sem qualquer pudor e por pessoa ditas "renomadas"? Me recuso à acreditar nisso, mas se bem que do Brasil eu não espero mais nada no que tange à sanidade mental.

    Obrigado!
  • Tulio  25/03/2020 01:53
    Essa ideia não faz sentido nenhum. Foi tentada na Finlândia, que é um país muito rico, e não durou nem três meses.

    A renda básica garantida é uma solução cômica e economicamente insensata

    E os suíços, que nunca decepcionam, rejeitaram a medida num referendo.
  • Imperion  25/03/2020 03:54
    Seu pensamento está correto, mas apenas impreciso. Depois a esquerda inventa que dá pra pagar: dando calote na dívida publica, dizendo que não tem deficit, que não tem rombo, que vai ter imposto sobre os ricos ou grandes fortunas. Ou que se as empresas falidas pagassem o INSS não teria rombo. Na realidade o próprio trabalhador teria que pagar imposto extra pra pagar esses 215 bilhões pra todo mundo. Seria uma redistribuição de renda, o trabalhador mais produtivo sustentando o mais pobre.

    No seu cenário começa com todo mundo empregado, mas com os impostos extras os patrões passam a ter menos dinheiro pra investir em produção ou pagar os salários. Daí eles começam a mandar embora. Aí começa o desemprego. Eles aceitam pois vão receber 1000 pra não trabalhar.

    Menos gente trabalhando, menos dinheiro pra pagar a conta. Ocorre novo aumento de impostos pra sustentar os parados. Novamente tirado dos produtivos.

    Novas despesas, novas demissões, novos desempregados, a mesma conta. A produtividade da economia caindo e o número de improdutivo aumentando . É só mandar embora que o governo garante milzao. Na pratica, é um programa para as pessoas pararem de trabalhar e ir deixando a conta pros últimos. Um esquema Ponzi.

    Visto que o sonho de todo mundo é receber sem trabalhar, ficam fazendo alarde pra aprovar a renda mínima universal. Mas alguém tem que ser onerado.

    O capitalista produtor só vai aceitar enquanto a produtividade conseguir pagar, mas ela decai a medida que vários ficam sem trabalhar. Não tem lógica continuar pagando; uma hora não vai ter recursos suficientes.

    Renda mínima universal é um programa pra sustentar quem não quer trabalhar. E quanto maior o valor, pior o estrago. Mil parece pouco pra sobrevivência , mas é muito pra se sustentar quem não colabora o mínimo com a sociedade.

    Quando o número de desempregados for muito elevado, já se estaria tirando muito do setor produtivo pra pagar a eles e o desemprego cresceria exponencialmente. Os patrões não conseguiriam pagar, porque os impostos estariam nas alturas.

    Não deu certo nem em país rico, não daria em país pobre.
  • Aprendiz de EA  25/03/2020 12:20
    "Depois a esquerda inventa que dá pra pagar: dando calote na dívida publica, dizendo que não tem déficit, que não tem rombo, que vai ter imposto sobre os ricos ou grandes fortunas. Ou que se as empresas falidas pagassem o INSS não teria rombo."

    Com toda certeza farão isso como já fazem hoje, se a conta não fechar, e não vai fechar, eles vão fazer algum malabarismo intelectual para jogar a culpa nos "empresários malvados".

    "No seu cenário começa com todo mundo empregado, mas com os impostos extras os patrões passam a ter menos dinheiro pra investir em produção ou pagar os salários. Daí eles começam a mandar embora. Aí começa o desemprego. Eles aceitam pois vão receber 1000 pra não trabalhar."

    Sim, eu já considerei o melhor cenário possível no cálculo, e mesmo nele a coisa já passa do nível do absurdo, agora imaginemos como você disse, na realidade o desemprego aumentando e a conta ficando pra cada vez menos gente, eu dou 6 meses pra todos os refugiados venezuelanos no Brasil fugirem pro Paraguai kkk.

    "Visto que o sonho de todo mundo é receber sem trabalhar, ficam fazendo alarde pra aprovar a renda mínima universal. Mas alguém tem que ser onerado."

    Esquerdistas costumam "esquecer" de se fazer as duas "perguntas de 1 milhão": Quanto custa e quem paga?
    Eles acreditam numa espécie de "economia freestyle", escassez não existe, oferta e demanda "é pra bonito" e tudo é possível bastando que esteja na constituição como um "direito".
    Quando digo que deveríamos cortar do currículo escolar disciplinas ou assuntos pouco úteis para maioria dos alunos e no lugar ensinar economia e finanças pessoais parece que estou cutucando um vespeiro. Veja, biologia por exemplo só vai ser realmente útil pra quem for seguir na área, física e química a mesma coisa, portanto dessas disciplinas apenas uma introdução está ótimo, já a economia, todos estão inseridos nela e tem sua vida influenciada por ela, não importando a profissão ou classe social, portanto eu acharia essa troca totalmente bela e moral.

    "Renda mínima universal é um programa pra sustentar quem não quer trabalhar. E quanto maior o valor, pior o estrago. Mil parece pouco pra sobrevivência , mas é muito pra se sustentar quem não colabora o mínimo com a sociedade."

    Esse é exatamente o motivo pelo qual a esquerda defende isso, nada de "garantir igualdade e dignidade", à não ser que seja à moda Norte-coreana. E mais, ainda li por aí que um tal estudo concluiu que renda básica universal não faz as pessoas deixarem de procurar emprego, me pergunto que tipo de estudo seria esse, provavelmente a metodologia deles é ainda mais enviesada e sem sentido do que a da Oxfam.

    "Não deu certo nem em país rico, não daria em país pobre."

    O problema será convencer os amiguinhos disso, pois na cabeça deles Banânia é um país rico, pois "O petróleo é nosso!", não vai ser uma tarefa fácil.
  • Imperion  25/03/2020 20:55
    "E mais, ainda li por aí que um tal estudo concluiu que renda básica universal não faz as pessoas deixarem de procurar emprego, me pergunto que tipo de estudo seria esse, provavelmente a metodologia deles é ainda mais enviesada e sem sentido do que a da Oxfam."

    É um estudo baseado apenas nas declarações dos pessoas. Ninguém declara que se sair recebendo milzao vai parar de trabalhar. É como assumir ser canalha, mau caráter. Os espertos falam que é pra acabar com a "desigualdade" e que quem é contra que é o verdadeiro mau caráter. Assim elas declaram que vão continuar a trabalhar e que o desemprego causado " é culpa dos patrões".

    Assim, nesse estudo, eles contam que as pessoas continuariam trabalhando, ignorando a realidade, e depois colocam na contabilidade que estão somando mil na economia (salário do trabalho + os mil) e que isso faria a economia crescer porque tão injetando dinheiro na economia.

    É exatamente o mesmo argumento do bolsa família. Com certeza baseado nesses estudos.
  • Estagiário do von Mises  25/03/2020 01:32
    Ótimo texto, como de costume nesse site. Mas eu tenho uma dúvida, que acho ser legítima: se todo esse pânico é pra evitar que um número grande de pessoas pegue a Covid19 ao mesmo tempo, haja vista ser a doença de fácil contágio, o que é que faz todo mundo acreditar que a curva de contaminação não vai voltar a subir quando o convívio social voltar ao normal? Vamos ter mesmo que ficar de quarentena até que o último resquício desse vírus não seja eliminado? Ou até que uma vacina seja viabilizada? Pra mim isso não faz absolutamente nenhum sentido.
  • Jairdeladomelhorqp/tras  25/03/2020 03:23
    Caro Estagiário do Von Mises,
    Vc pergunta se a curva de contágio voltaria a subir após a volta do convívio social. Aqui vai algumas respostas plausíveis. E digo "plausíveis", pois é difícil determinar com precisão o curso de um microorganismo infeccioso sem conhece-lo bem.
    Tudo vai depender da imunidade adquirida pela população que sofreu a infecção natural, ou seja, sem o recurso da vacina. Importa pouco se houve sintomas ou não. Depende mais da resposta imunitária do indivíduo.
    Normalmente após uma infecção, ocorre uma imunidade natural. Assim, se no primeiro ciclo uma grande parte da população esteve em contato com o vírus, um segundo surto atingirá um número menor de pessoas.
    Mas lembremos que a extinção de qualquer vírus é difícil. Com exceção da varíola, cuja vacina tem eficácia expecional devido as características do vírus da varíola, nenhumaj infecção por vírus foi exterminada na terra. Eles estão por aí. As infecções são recorrentes. Inclusive o mais letal de todos, o ebola.
    Abraços
  • anônimo  25/03/2020 01:34
    Estamos nas mãos desses burocratas, que se juntaram a insanos epidemiologistas e simplesmente decretaram a parada do mundo em face a uma gripe (GRIPE), uma gripe, só uma gripe.

    Esses políticos, que não são capazes de gestionar uma carroça de pipocas, são os que nos controlam hoje e a quem devemos obedecer cegamente, caso contrário nos põem na cadeia.


    Imaginem o dia em que a humanidade realmente se deparar com uma ameaça séria.
    É bom ficamos espertos, aprendermos com essa estúpida situação e começarmos a mudar.
  • Cristian  27/03/2020 17:22
    Mas sabe o que é ainda pior que receber ordens de estatistas???

    É ser linxado, caso você seja "do contra", pelos integrantes da chamada "lacrolândia".

    Se você "ousar" nas redes socias (qualquer uma) emitir uma opinião que vai contra a modinha histérica dos mimizentos...pronto!!! você é um ser humano dezprezível, lixo e que merece ser linxado ou preso o mais rápido possível.

    Temos sim que que lutar contra o estado e seus estatistas, porém, antes disso lutar com toda força contra a lacrolândia.

    A lacração é o mau desse século!
  • Felipe L.  25/03/2020 01:39
    Eu não sei se chegaria a uma retração tão grande na economia americana (acho que nem na crise de 29 chegou a tanto), embora eu saiba que quem causando problemas são os políticos e burocratas, sejam eles bem-intencionados ou não.

    Chega a ser chata essa discussão sobre paralisações, porque cada um fala uma coisa distinta, não importa a filosofia política do sujeito. Semanas atrás, lembro-me de eu ter visto aqui mesmo, no Mises Brasil, em uma seção de comentários (é este), dizendo que mesmo que a mortalidade fosse baixa, haveria uma morte massiva de pessoas. Mas o que seria pior, afinal? Alguém sabe? Eu não sei, eu não sou futurólogo. Os burocratas do Banco Central Americano também não sabem.

    E muita parte da discussão fica naquele raciocínio de planejador central... "Ah mas você fica em casa! Tem que ficar em casa! " "Não, mas esse setor não pode parar! " "Esse setor pode parar, não é essencial." "Você não pode caminhar ao ar livre. "

    Eu estou até surpreso pelo Bolsonaro ter demonstrado razoabilidade sobre isso, ao ter falado de que não tem como uma economia inteira parar. Mas e aí, vai ter cortes de gastos, burocracias e impostos, ou vai ficar com essas esmolas e demais medidas do lado da demanda? Já tem até pretensão de cortar salário de funcionário estatal (seria surpresa se tiverem coragem de cortar salário de gente do Judiciário).

    Independentemente do que ocorrer, só sei que esses setores irão se beneficiar disso: psicólogos, psiquiatras e farmacêuticas.

    Que o sistema de saúde estatal pode falir, é claro que pode falir. Uma porcaria dessa vai falir até se tiver um surto de gripe.
  • Drink Coke  25/03/2020 01:49
    Bolsonaro agiu certo ao pedir que as pessoas retornem a normalidade e teve coragem para fazer isso, pois será fortemente linchado por isso e é bem capaz que caia antes do término do seu mandato.

    Mas apesar desse ato de coragem, sua fala terá pouco poder para reverter algo, os governos estaduais, as prefeituras, as demais instituições manterão a quarentena, pois o pânico já foi instalado na cabeça das pessoas.
  • anônimo  25/03/2020 02:08
    Na verdade ele fez um hedge. Ele sabe que a economia vai colapsar por causa dessa insanidade, e ele fez questão de deixar claro (e nisso ele está correto) que quem está fazendo isso são governadores e prefeitos. E normal que estes façam isso porque, afinal, eles são políticos. E políticos sempre têm de aparentar "estar fazendo alguma coisa", principalmente quando há uma mídia insana e obcecada exigindo que eles façam alguma coisa.

    Político que não faz nada no meio de algo que é rotulado como "crise" enterrou sua carreira, ainda que tal inação seja exatamente a coisa certa a ser feita tendo em vista o longo prazo.
  • Sérgio  25/03/2020 02:29
    Ele tomou a atitude certa. O governante que se rende ao pânico coletivo demonstra insegurança e descontrole, e sempre pode alegar depois que fracassou porque queria proteger vidas. Coragem mesmo é enxergar que já temos a capacidade de proteger vidas e agir de acordo com isso, evitando uma recessão monstruosa, mesmo sendo apedrejado por todos os lados.

    Aliás, desde o início do seu governo, Bolsonaro está tendo o único comportamento possível em relação aos seus inimigos: o ataque. Ele está certo. O dia em que mostrar fraqueza ele será comido vivo pelos seus inimigos. Como bem dizia Donald Rumsfeld, "a fraqueza atrai a agressividade".

    Lembrem-se de Temer: um cavalheiro que nunca atacava ninguém e que nunca reagia a nenhuma agressão. Foi praticamente estuprado pela imprensa e pela oposição.
  • Leonardo  25/03/2020 02:34
    Eu não entendo o motivo dessa comoção. O próprio The New York Times, de indubitáveis credenciais de esquerda, publicou artigo falando da importância do ponto de equilíbrio entre salvar o máximo de vidas e a economia. Óbvio: um país quebrado será muito mais letal que o covid-19.

    No Brasil, assim como nos EUA, a esquerda está salivando com essa crise, pois sabe que um confinamento irá destruir por completo a economia, anabolizando suas chances em 2022. Isso é básico.
  • marcio  25/03/2020 14:04
    a que encasa quase me bateram por ter uma opinião diferente sobre esse isolamento social. estão esquecendo que governo não enche barriga!!
  • Imperion  25/03/2020 01:58
    Políticos oportunistas viram uma otima oportunidade pra aparecer. E isso pra um político é vital. Nao sabem nada de nada. Ficaram em cima do muro agora aparecem como salvadores, pra garantir a próxima eleição. Mais do mesmo.
    Midia vendeu muito essa ideia. Alarmismo vende. Informar nem tanto. Falam muito em olhar os dois lados, mas como desculpa pra colocar o lado falso ao lado do verdadeiro, sem se aprofundar na verdade, realidade. Ao inves de informar , querem ideologizar.
  • Pedro  25/03/2020 14:46
    O Mises BRasil poderia vender essa posição mais forte.

    Poderiam colocar no twitter que são totalmente contra essa intervenção paquidérmica que estamos vivendo.. Facebook, instagram.

    O instituto Millenium já se posicionou defendendo a volta do comunismo. Pedem bail out pras empresas, alongamento de dívidas e defendem o isolamento forçado. Cade o direito de ir e vir?

    IMB, essa não é a hora de fraquejar
  • Imperion  25/03/2020 02:19
    Leandro isso nao é uma reedição do frredie mac a la brasileira?
    forbes.com.br/last/2020/03/injecao-de-liquidez-de-r-12-tri-por-bc-e-historica-e-garante-tranquilidade-na-crise-diz-campos-neto/?fbclid=IwAR31Etj14lD9fEog1-0Qc_pQkbuJTFsTSBa8oNK7C2pZvVzi9HfXHGM6NFg
  • Leandro  25/03/2020 03:08
    Sim, exatamente.

    Mas eis um dado curioso: quando os banqueiros americanos criaram o Fed em 1913, era exatamente essa sua função primordial: garantir liquidez aos bancos em momentos de crise. (Vale lembrar que o Fed foi pensado após a corrida bancária de 1907). Os bancos em dificuldades venderiam notas promissórias, duplicatas e todos os tipos de papeis comerciais para o Banco Central, que os compraria a uma punitiva taxa de desconto. Com esse mecanismo punitivo, garantia-se que os bancos só recorreriam ao BC em caso de extrema necessidade.

    Walter Bagehot, o papa das finanças do século XIX, defendia que essa era a única função de um Banco Central.

    Fazer política monetária foi algo que só surgiu bem depois. E agora está voltando.

    As voltas que o mundo dá…
  • Imperion  25/03/2020 05:42
    Obrigado pela resposta!
    Vai ter como empacotar os titulos e e eles ficarem podres, como antes na crise de 2008?
  • Felipe L.  25/03/2020 14:09
    Leandro, o que você espera da economia brasileira para os próximos meses?
  • rafael isaacs  25/03/2020 02:36
    mas e se o brasil chegar ao ponto da italia?
  • Fabrício  25/03/2020 03:07
    "O ponto da Itália" a que você se refere significa "a região da Lombardia", certo? Sim, porque não há nada de anormal com o resto do país; apenas a região da Lombardia, que possui a maior concentração de idosos do país, teve problemas. E lá a esmagadora maioria dos mortos é quem já era idoso e tinha problemas renais, cardíacos, pulmonares e de obesidade. Pessoas que morreram do corona, e não tinham outras doenças, não chegaram a 1%.

    99% of Those Who Died From Virus Had Other Illness, Italy Says

    Portanto, respondendo à sua pergunta, teria de haver uma região com uma excessiva concentração de idosos no Brasil, e com, praticamente todos eles já tendo outras doenças graves. Qual seria essa região? Se houver uma, aí sim, pode-se repetir o que houve na Lombardia. Aí a pergunta é: deve toda a economia ser ferrada em troca disso? Eu humildemente acho que é bem mais racional manter estes idosos sob supervisão até toda a epidemia ter acabado. Mas cada um tem suas preferências
  • Eduardo  25/03/2020 02:49
    Não é nem de perto uma gripe e ela mata jovens também. Poucos coronavírus no idoso já são capazes de matar mas se um jovem é exposto a uma alta carga viral, ele pode morrer. Vide o médico chinês de 34 anos que diagnosticou os primeiros casos. Tava tomando vírus na cara todo dia e morreu, assim como os primeiros médicos na Italia, varios deles na casa dos 30. Mesmo se não morrer vão ocupar leitos de Cti, não havendo espaço para pessoas que infartam e tem derrame, aumentando a letalidade de outras doenças. Além disso, ao liberar as pessoas pra trabalhar, haverá muito contágio, permitindo que esse vírus sofra muitas mutações e dificultando uma cura. Nesses 3 meses já há algumas cepas diferentes. Mais mutação significa tratamento maia difícil e até aumentar a letalidade. Para fazermos igual ao Japão e Coréia precisaríamos de muitos kits de diagnóstico, mas não temos. A parada é ganhar tempo pois ao contrário do que estão falando aqui, não há tratamento eficaz comprovado. Só uma hipótese que ainda estão testando.
  • Fabrício  25/03/2020 03:06
    Você é a única pessoa no mundo que acredita que esse médico, desafeto do governo chinês e capturado pelo Politburo de Pequim, morreu de covid-19.

    E detalhe: ele foi infectado porque tratou o glaucoma de um paciente infectado.

    time.com/5779678/li-wenliang-coronavirus-china-doctor-death/

    Se esse é seu argumento, ele já nasceu morto.

    De resto, posta aqui as estatísticas de mortes de jovens contaminados por Covid-19 que não tinham nenhuma outra doença grave.

    Se for uma taxa de mais de 3%, mudo de opinião sem problemas. Obs: não quero uma simples notícia sobre a morte de um único jovem. Quero notícias sobre a morte de vários jovens que não tinham nenhuma outra doença e que comprovadamente morreram de Covid-19. Mudo de opinião sem problemas.
  • Eduardo  25/03/2020 18:47
    Não precisa ser uma taxa de 3%. Pode ser 0,1%. O problema é que ele infecta todos quase ao mesmo tempo, saturando rapidamente os leitos hospitalares. Além disso, os que morrem são minoria mas um percentual muito maior necessita de hospitalização, o que acarreta em mais mortes de infartados, politraumatizados... que não serão atendidos. Vc não entendeu isso. Esquece mortalidade e concentra em internaçao, que pode durar semanas. A partir do momento que chegar nas favelas, vai morrer muita gente. Varios terão sequelas pra sempre como fibrose pulmonar. Já falaram aqui de tuberculose, que realmente tem letalidade maior, mas não satura hospital pois a doença tem progressão lenta, é bem menos infeccioso e não recebe tanta atenção por ser doença de pobre.
    E, finalmente, me prove vc que o médico chinês foi morto pelo Politburo, que eu mudo minha opinião sobre ele.
  • Fabrício  25/03/2020 19:01
    Ué, se tudo o que restou a você é argumentar que o médico chinês — o qual, segundo você próprio, foi "exposto a uma alta carga viral" e "tava tomando vírus na cara todo dia" — morreu de covid-19, então por mim tudo bem. Dou-me totalmente por satisfeito.

    E aí, qual o seu ponto?

    De resto, veja a sua incoerência: em seu primeiro post, você se concentrou exclusivamente na letalidade. Pode reler lá em cima. Só falou disso. Aí agora, do nada, mandou eu esquecer a letalidade e me concentrar na taxa de infecção, dizendo que, esse sim, é o risco. (Detalhe: você nada falou de infecção em seu primeiro comentário).

    De minha parte, ótimo, já temos um grande avanço. Você próprio admite que não mais está preocupado com letalidade, e sim com infecção.

    E aí eu digo: já que estamos de acordo que a letalidade é baixa, e que ela só atinge idosos, então vamos nos concentrar nos idosos. Isso é básico. Fazer o isolamento por grupos de risco (com ampliação das UTIs) em vez de confinamento geral e total será mais eficaz e salvará mais vidas.
  • Eduardo  26/03/2020 01:31
    "Ué, se tudo o que restou a você é argumentar que o médico chinês — o qual, segundo você próprio, foi "exposto a uma alta carga viral" e "tava tomando vírus na cara todo dia" — morreu de covid-19, então por mim tudo bem. Dou-me totalmente por satisfeito.
    E aí, qual o seu ponto?"

    Que também mata jovens, ao contrário do que muitos estão falando aqui.

    "De resto, veja a sua incoerência: em seu primeiro post, você se concentrou exclusivamente na letalidade. Pode reler lá em cima. Só falou disso. Aí agora, do nada, mandou eu esquecer a letalidade e me concentrar na taxa de infecção, dizendo que, esse sim, é o risco. (Detalhe: você nada falou de infecção em seu primeiro comentário). "

    Vou responder com um trecho do meu comentário anterior para vc reler e ver que não me concentrei exclusivamente na letalidade: "Mesmo se não morrer vão ocupar leitos de Cti, não havendo espaço para pessoas que infartam e tem derrame, aumentando a letalidade de outras doenças. Além disso, ao liberar as pessoas pra trabalhar, haverá muito contágio, permitindo que esse vírus sofra muitas mutações e dificultando uma cura."

    No primeiro comentário eu falei mais de letalidade pois as pessoas aqui estavam achando que só idosos morrem. Mas eu disse pra você se concentrar mais na taxa de infecção pois você, especificamente, não parece estar levando a sério isso ao dizer que liberar os mais jovens pra trabalhar irá salvar vidas. Não acredito que vai, mas sei que não há uma opção boa.

    "E aí eu digo: já que estamos de acordo que a letalidade é baixa, e que ela só atinge idosos, então vamos nos concentrar nos idosos"

    Não concordamos nisso, tanto que falei que ela mata jovens também, principalmente se expostos a altas cargas virais, claro que em número muito menor. A estatística é distorcida porque os médicos estão optando por tratar os mais jovens em detrimento dos mais velhos. Isso ajuda a elevar a estatística de mortalidade dos mais idosos, e como a prevalência de doenças é maior nessa faixa etária, fica parecendo pela estatística que só morrem os que tem outras comorbidades.

    "De minha parte, ótimo, já temos um grande avanço. Você próprio admite que não mais está preocupado com letalidade, e sim com infecção. "

    Nunca admiti isso.

  • Andre  25/03/2020 19:52
    Exato Eduardo, o problema desta doença é uma relativa alta taxa de internação em relação aos infectados, uma vez que os leitos hospitalares estejam cheios de pacientes de Covid 19 os costumazes usuários de tais leitos , infartados, acidentados e pessoas em cirurgias de emergência morrerão sem acesso ao tratamento adequado, igual nos anos 1920.

    Existem algumas alternativas sim para controlar razoavelmente bem a pandemia sem destruir a economia, mas apenas países com espaço fiscal, vastas reservas para emergências, população afeita ao trabalho, quadros qualificados nos governos e um pouco de sorte conseguirão fazê-lo. BR não possui nenhum destes.
  • Juliano  25/03/2020 04:15
    Médico em NY obtém 100% de sucesso em 350 pacientes utilizando hidroxicloroquina com zinco. (Vídeo)

    NY Doctor Finds 100% Success in 350 Patients Using Hydroxychloroquine With Zinc (VIDEO)

    Aqui no Brasil, também já é notícia que tem hospital usando hidroxicloroquina com azitromicina, e também com 100% de sucesso. Só não estão utilizando mais porque a porra da Anvisa ainda não liberou. Burocratas, como sempre, seguem matando.
  • Juliano  25/03/2020 04:21
    Biofísico ganhador do Nobel, e que previu a recuperação da China com várias semanas de antecedências, garante: há histeria e os dados não apontam para nada grave.

    Why this Nobel laureate predicts a quicker coronavirus recovery: 'We're going to be fine'

    www.latimes.com/science/story/2020-03-22/coronavirus-outbreak-nobel-laureate
  • corona  25/03/2020 05:08
    EMPRESAS TRABALHANDO NA CURA: FONTE PARA VOCÊS:

    www.marketwatch.com/story/these-nine-companies-are-working-on-coronavirus-treatments-or-vaccines-heres-where-things-stand-2020-03-06
  • Rosa Luxemburgo  25/03/2020 11:35
    Minha teoria para esse colapso econômico provocado pelas decisões de vários governos em paralisar suas economias: Negociar um calote em suas dívidas públicas astronômicas. Itália, Espanha, Portugal, USA, Japão, Grécia e outros tem motivo agora de sobra para calotear os rentistas dos títulos públicos. Mesmo que muitos países europeus pratiquem taxas de rentabilidade negativa atualmente, o pretexto para diminuir o valor emprestado será inevitável. É minha pífia análise, porém faltava um pretexto para o calote e a OMS chancelando junto com o Covid-19, foi a bala de prata.
  • Vanderlei Luxemburgo  25/03/2020 15:09
    Alguém por aqui já ouviu falar do BIG RESET? Que eles iriam recomeçar do zero a economia global, já que as dívidas de todos os governos do mundo estão além das possibilidades?

    www.forbes.com/sites/joshbersin/2020/03/24/the-big-reset-making-sense-of-the-coronavirus-crisis/#36b66f5f4e1c

    www.forbes.com/sites/johnmauldin/2017/05/31/mauldin-brace-yourself-for-the-great-reset/#40270fd65d38

    www.amazon.com.br/Big-Reset-Gold-Financial-Endgame/dp/9462980276
  • WDA  25/03/2020 18:13
    Rapaz... não estou dizendo que isso tenha a ver com o corona vírus, mas sempre que eu ouvia falar na "grande crise da dívida norte-americana", eu sempre imaginava que, pros EUA, muito provavelmente, isso não representaria nenhum problema. Enquanto eles se mantivessem como a maior e mais pujante economia e com extraordinário poderio militar, a coisa toda poderia acabar, com eles "ligando o foda-se" para os credores. Obviamente isso prejudicaria muita gente e seria lastimável sob muitos aspectos, mas sempre me pareceu uma possibilidade (ou os caras se fariam de escravos, tendo o poder de dominar? Difícil, né?). O mais provável para uma decorrada norte-americana seria a corrosão interna, a qual sob muitos aspectos, russos e chineses procuram estimular.

    Em todo caso, lerei os artigos sobre esse "big reset" para ver se há algo útil aí para que eu possa aprender alguma coisa.

    Abs.

    Ps.: pelo que entendi, esse suposto "big reset" que você está denunciando seria um medida transnacional. Após ler os textos vou formar minha opinião a respeito, mesmo que a princípio isso não pareça muito realista (mas sempre há coisas irrealistas pelo mundo!). Seja como for, eventos como esses sempre servem de desculpa para governos aumentarem seu poder e para algumas pessoas tirarem vantagem sobre outras.
  • Imperion  25/03/2020 21:15
    Seria um pandemônio. Se vc der calote nas dívidas, quem emprestou dinheiro toma um baita prejuízo. É a mesma coisa que tomar os bens de alguém. Essa pessoa vai à falência e manda seus funcionários embora e encerra suas atividades.

    Quem te emprestou dinheiro conta com a devolução dele. E muitas vezes pegou emprestado de outro. Ao ser roubado pelo governo só resta a ele fugir e não pagar seus próprios credores.

    E depois disso ninguém nunca mais tb iria emprestar pros governos. E estes nunca iriam continuar conseguindo ficar dentro de suas contas. Iriam continuar fazendo inflação ou impostos elevados. Nesse caso teríamos ainda um alto prejuízo econômico, que os governos jogaram pros credores pagar.
  • Andre  25/03/2020 21:46
    Imperion, não é calote, é reset, uma reorganização das dívidas soberanas com seus credores, os principais detentores de dívidas receberão coisa bem mais valiosa, reservas de mercado para explorar o cidadão médio.
  • WDA  26/03/2020 00:04
    Você tem razão, seria um pandemônio. Mas se um dia a irresponsabilidade fiscal chegasse a níveis insuportáveis, que outras irresponsabilidades isso poderia precipitar?

    Mas isso são apenas conjecturas. Há muitos que vivem falando nessa dívida, como o Jim Rogers (até o ponto, às vezes, de se tornar chato, porque ele vive se repetindo).

    Mas uma coisa que se tem de notar é que isso também não está fora de uma relação. Ou seja, a dívida americana deve ser considerada com relação ao seu "lastro", por assim dizer. E quem garante a dívida americana é o governo americano, esteado na capacidade de pagamento do contribuinte americano e no poderio econômico de seu país. E visto que a proporção entre a dívida e a capacidade de pagamento favorece em muito esta última, devemos concluir que a situação americana não é tão grave ou problemática quanto muitos fazem crer, a despeito da irresponsabilidade fiscal do Estado americano.

    Ps.: 1) sabemos que governantes são capazes de loucuras. Já não confiscaram o ouro dos americanos?
    2) e não é "decorrada", mas sim derrocada. Enviei sem revisar o texto e ele saiu com esse erro tosco aí.
  • Hyperion  25/03/2020 12:57
    Este vírus é tudo o que governos queriam para maquiar seus esquemas de bolha econômica e a crise que desponta prós próximos anos, e pro gado que agora tem mais um motivo para não raciocinar, e repetir por décadas "viu seus libertários utópicos, se não fosse o governo quem salvaria a sociedade da pandemia" ou ainda " o governo sacrificou a economia para um bem maior" infelizmente o gado está caindo, só dá uma olhada nas redes cancerígenas sociais. Qualquer um que questiona, mesmo mestrando fatos e dados é taxado de conspiracionista ou algum xingamento automático qualquer, pois o animal raivoso quando está atacado vai despejar sua raiva naqueles que ameaçarem sua crença de segurança. Enfim....
  • Hyperion  25/03/2020 13:01
    Aqui alguns exemplos das falácias sendo propagadas:

    [YouTube]m.youtube.com/watch?v=u48-bLGbz28[/YouTube]

    [YouTube]m.youtube.com/watch?v=bbGUixm44oI[/YouTube]

    Está "crise" claramente artificial, sobre um patógeno cuja taxa de infecção e mortalidade é inferior a gripes anteriores e que é simples de se evitar é a desculpa perfeita para estados crescerem e implantarem mais tiranias econômicas. O governo chinês fez isso de propósito.
  • Hyperion  25/03/2020 13:14
    A OMS é comparsa do governo chinês:

    [YouTube]m.youtube.com/watch?v=JpSy6wVCNA4[/YouTube]

    Todas essas medidas de quarentena são propositais para gerar um bode expiatório para crises econômicas de intervencionismo. A OMS apoia as medidas do governo chinês. Isso mesmo! O governo que escondeu por várias semanas a existência do vírus e fez de tudo para impedir que informação circulasse sobre o assunto.
  • Skeptic  25/03/2020 13:24
    Show de horrores. Devolveram o site para os loucos dos Chioccas, só pode ser isso.
  • anônimo  25/03/2020 16:53
    Show de horrores é acreditar em efeito placebo estatal.
  • Hyperion  25/03/2020 16:57
    Ser idiota é algo natural ou você se esfoça para acreditar no mito do "estado correto e eficiente"
  • Raphael  25/03/2020 14:19
    Bom dia pessoal do IMB, já acompanho o site a três anos e,bora eu não costume participar das discussões, estou vindo aqui participar da discussão porque eu quero externar minha opinião em relação aos principais atores dessa pandemia atual.

    Primeiro eu quero parabenizar o presidente Bolsonaro, que teve a coragem de enfrentar a tudo e a todos para que o país volte a sua normalidade, não dá pra todo mundo ficar em casa 3 meses sem fazer nada. Nenhum país no mundo se sustenta com um locaute desse tamanho.

    Segundo lugar a atitude dos políticos, é incrível como essa gente não presta e não vale nada. Ontem o sr Rodrigo Maia(Botafogo) propôs abrir mão de 20% do seu salário, enquanto isso, o funcionário da iniciativa privada é obrigado a abrir mão de 100% do seu salário. O Rodrigo Maia ganha 40 mil por mês, ele abre mão de 20% e sobra 32 mil, o trabalhador médio ganha um salário e tem que abrir mão de tudo, tem lógica uma coisa dessa??? O cara eleito pelo povo se preocupa apenas em espoliar o povo.

    Terceiro lugar o funcionalismo público, é inadmissível o funcionalismo receber seu salário de forma integral enquanto o resto da população não recebe nada? Essa diferença entre funcionário público e privado tem que acabar.
    NOTA: sou funcionário público e não concordo em receber sem trabalhar.

    Quarto lugar a imprensa, a imprensa que só taca pedra em tudo que o governo se propõe a fazer. Esse pessoal da imprensa não tá preocupado com paralisia econômica, o deles tá garantido. Na imprensa brasileira tem as piores pessoas possíveis, tem gente com salário de 22 mil do estado de SP pra criticar o presidente, tem um jornalista da globonews que tem acesso a informações secretas do MP e vaza pra imprensa, tem gente que recebe do governo pra dar palestras e etc.
    Pasmen, a comentarista da CNN e um debate com o Gottino, defendeu o aumento da dívida pública para sustentar a quarentena de todos, como uma pessoa com mestrado em direito pela USP não consegue fazer uma conta simples de matemática e ver que isso é impossível???? Será que ela não percebe o surto inflacionário que isso pode causar e justamente os maiores prejudicados serão os mais humildes???

    Devemos aproveitar esse momento pra acabar com esses políticos, ou esses políticos acabam com a gente.
  • Carlos Alberto  25/03/2020 17:27
    Não vai acontecer.

    Toffoli diz a juízes e procuradores que congresso não reduzira seus salários

    Consequentemente, o salário de nenhum funça será reduzido. Trata-se, realmente, da casta privilegiada.

  • Carlos Alberto  25/03/2020 15:10
    Enquanto isso, vendas no varejo aqui no Brasil já desabaram impressionantes 44%.

    "As vendas do comércio varejista nacional recuaram 25,2% na semana de 16 a 22 de março frente à semana anterior, afirmou nesta quarta-feira a Boa Vista.

    Considerando apenas o fim de semana de 21 a 22 de março, a queda nas vendas foi mais expressiva, de 36,6%, na comparação com o fim de semana imediatamente anterior (13 a 15 de março), quando já havia medidas de restrição da circulação. Em relação ao primeiro fim de semana do mês, quando ainda não havia medidas de restrição, a queda foi de 44,3%."

    www.seudinheiro.com/2020/economia/vendas-no-comercio-varejista-caem-25-na-semana-de-16-a-22-de-marco/


    E isso é só o começo. Se continuar assim, voltamos à idade da pedra. A esquerda tá até delirando de alegria. Ela inesperadamente encontrou dois aliados: uma gripe e a total imbecilidade de políticos.
  • Dalton Catunda Rocha  25/03/2020 15:50
    Coronavirus é o maior aliado de Lula e demais marxistas.

    Afinal de contas, parece que vale tudo, para se colocar Lula de volta ao poder.
  • Fabrício  25/03/2020 16:10
    O Ministério da Saúde italiano divulgou novas estatísticas envolvendo a Covid-19 no país.

    Os dados referem-se até 17 de março.

    A idade média dos mortos:
    - do sexo masculino é de 79,5 anos.
    - para as mulheres, 83,7 anos, sendo que apenas 30% das vítimas são mulheres.

    A vítima em média tinha 2,7 outras doenças graves antes de contrair o vírus; 48,5% tinham três ou mais doenças. Apenas três pacientes (0,8 %) não tinham outras doenças antes.

    Câncer, doenças cardíacas e hemorragia cerebral foram algumas das doenças anteriores encontradas.

    Até 17 de março 17 pessoas com menos de 50 anos morreram:
    - 5 tinham menos de 40 anos;
    - todos eram homens;
    - todos com doenças anteriores graves; e
    - problemas de saúde mais comuns: pulmonares, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade severa e outras.

    Ninguém com menos de 30 anos morreu.

    Dos falecidos, 71,1% são da Lombardia, seguida pela região de Emília-Romana (17,3%); Vêneto (3,9%); Piemonte (1,8%); e Ligúria (1,1%.).

    Curiosamente, todas as outras regiões têm menos de 1% do total de mortos...


    www.salute.gov.it/nuovocoronavirus


    Está cada vez mais evidente que essa covid-19 é ridículo. Zika, Chikungunya e dengue são muito mais letais. E são transmitidas por mosquitos, algo que a gente não controla. Já o covid-19 é só você usar máscara e luvas, e evitar sair beijando na boca de desconhecidos. E vão foder o país por causa disso.
  • junior  25/03/2020 18:08
    Os políticos estão se aproveitando. O ministério da saúde não mandou fechar escolas,igrejas, comercio, parques,... "A Portaria do MS recomenda isolamento de pacientes sintomáticos e de pessoas nos grupos de risco "
  • Aprendiz de EA  25/03/2020 19:28
    Pessoal, me bateu uma dúvida aqui:
    Quanta à paridade ao poder de compra, até onde eu pude entender serve para medir o poder de compra de um local. Muitos dizem que a China está na frente dos EUA nesse quesito, isso significaria dizer que o poder de compra de um Chinês médio é maior do que o de um Americano médio? Ou eu entendi errado?
    Obrigado!
  • Imperion  26/03/2020 01:10
    pt.m.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_(Paridade_do_Poder_de_Compra)_per_capita

    pt.m.wikipedia.org/wiki/Paridade_do_poder_de_compra

    Existe diferença. Um chinês médio compra menos que um americano. Mas dentro de sua economia, levando em consideração só os produtos de dentro do país, eles sobem de nível. Nesse sentido eles compram mais que os americanos. Mas olhe a ranking: o Qatar compra muito mais. Isso não quer dizer que tem muito mais na China pra comprar. Os EUA tem mais, mas na paridade é descontado o custo de vida. Os EUA tão cheio da nota, mas ficam comprando casas, dai ocorre mega valorização das casas. Aí ninguém consegue comprar casas baratas. Mesmo ganhando umas seis vezes mais que os chineses no PIB per capita.

    O custo de vida no Japão é tão alto que um terreno mansão la tá avaliado em mais que um estado americano inteiro. E não é um terreno grande. Essa bizarrice ocorre pelo custo de vida. E no Brasil vc acha terreno na roça ao custo dos dois dígitos de milhar o alqueire. Baratíssimo, mas o salário, ganhos por produtividade aqui, ó. Mesmo assim vc não compra.
  • Renato  26/03/2020 01:20
    No quesito paridade do poder de compra per capita, que é o que realmente interessa, a China não dá nem pro cheiro.


    O PIB per capita PPP americano é de 55.681 dólares.

    tradingeconomics.com/united-states/gdp-per-capita-ppp

    E o chinês é de 16.187 dólares

    tradingeconomics.com/china/gdp-per-capita-ppp
  • Sergio Santos  25/03/2020 19:33
    Gostaria de um artigo do Instituto MISES sobre as ações tomadas pelo presidente de El Salvador estes dias, Nayib Bukele, que decretou quarentena domiciliar absoluta no país por 30 dias, com subsídio de 300 dólares a 75% dos lares salvadorenhos, além de suspensão por 3 meses do recebimento de contas de luz, água, telefone e internet e congelamento de preços, com a mensagem direta aos empresários de que "vocês têm dinheiro para 10 ou 20 vidas. Não têm tempo para gastá-lo todo". Já vimos este filme antes, so que agora há o agravante da quarentena e farta distribuição de recursos públicos, por isso gostaria que o Instituto MISES, fizesse uma análise pormenorizada do futuro dessa nação para que possamos esclarecer aos incautos que gostariam de abraçar uma ideia dessas. Desde já fico muito agradecido. Abs.
  • Vinicius  25/03/2020 21:10
    Essa fácil.

    1) Confirme se tudo o que foi anunciado será efetivamente implantado (há uma grande diferença entre discurso político e prática efetiva)

    2) Se o item 1 se confirmar, analise o país daqui a um ano.

    E pronto, você terá uma aula prática e gratuita de economia.
  • Keynes x Hayek  25/03/2020 22:04
    Boavinicius,

    Concordo com vc. Hoje em artigo na folha o Nelson Barbosa fala que o BCE e o FEDlargaram a básica pra usarem armas nucleares, tamanha a intervenção deles não econimia.
    O bacen aqui no país aí não pegou nem a faca de pão. Vamos ver quem estará mais à frente daqui a uma ano. Nos ou eua e Europa.

    Lembro muito em 2008 que o Mises Brasil dizia que o dólar ia deixar de ser moeda mundial por conta do QE. To esperando até hoje
  • Vinícius  26/03/2020 01:34
    E de fato isso chegou muito perto de isso acontecer. Ou você acha que o dólar a R$ 1,56 em pleno governo Dilma se devia às virtudes dela? Meu caro, o dólar virou um lixo àquela época, se desvalorizando a relação a todas as moedas do planeta, com a exceção da moeda do Haiti, que estava em guerra civil.

    Só que aí, por sorte do mundo, houve uma brusca e brutal reversão de curso. Tiraram Bernanke do Fed e colocaram a Yellen, que deu uma guinada radical na política monetária. Ela não só interrompeu o QE, como ainda passou a encolher a base monetária, algo raríssimo.

    Pode conferir aqui a evolução da base monetária.


    Na prática, ela fez o mesmo que o Paul Volcker fez de 1979 a 1982. E isso salvou o dólar. Foi exatamente essa reversão de curso que salvou o dólar. Caso a insana trajetória de Bernanke tivesse sido mantida, o dólar hoje, no mínimo, não seria o que é.
  • Dane-se o estado  25/03/2020 22:33
    Esse lugar vai falir! Simples assim!
  • Dane-se o estado  25/03/2020 22:51
    Vou sistematizar:

    As consequências apresentadas aqui vão variar em grau de acordo com o tempo da restrição arbitrária:

    1)uma quantidade gigantesca de comerciantes e empresas, especialmente micro e média empresas vão falir. As que tiverem reservas capazes de suportar tal poderiam resistir, as que não já era!

    2) com mais escassez de produtores, os preços dos produtos e insumos mais básicos como comida vão subir estratosfericamente.

    3) milhões de pessoas vão estar sem emprego, o que vai piorar ainda mais a situação.

    4) sem pagar conta de luz e água, as pessoas vão ficar trancafiados em casa e perder a noção de limite, resultado: essas empresas, provavelmente estatais, vão acumular bilhões em prejuízo, este custo vai ser repassado em impostos depois, ou no aumento do preço da energia? Em qualquer das circunstâncias, vai ferrar ainda mais o mercado falido posteriormente, criando mais custos para as empresas que restarem e mais barreiras para novas surgirem... Resultado... Mais desemprego e preços exorbitantes...

    5) os socialistas, vão dizer que os empresários estão abusando dos consumidores, inventando falsos direitos, fechando as empresas remanescentes ou implicando em multas e piorando ainda mais os custos e escassez.

    6) vão imprimir um monte de dinheiro e manipular júros com a desculpa de tentar estimular o crescimento da economia... Vão aumentar a inflação gigantescamente, enganar empreendedores e após a subida posterior dos júros, em um cenário de alta inflação, vão causar uma segunda quebra de mercado. Uma quebra ainda maior, em uma economia paralisada, com estados cheios de dívida e impostos nas alturas, mas milhões de pessoas desempregadas e investidores com nenhum interesse em adentrar neste mercado.
  • Imperion  26/03/2020 01:27
    Esqueceu de dizer que o estado vai tomar as propriedades dos que nao faliram, que ainda valem alguma coisa, pois o povo fica falando que eles estao explorando.
  • Giordano  25/03/2020 20:06
    "A história se repete, a primeira como tragédia e a segunda como farsa."

    Essa frase é do Karl Marx. Não coaduno com a maioria dos pensamentos dele, mas essa frase é certeira.

    A história da humanidade é cíclica, isso faz com que os acontecimentos se repitam de tempos em tempos. Porém nessa atual tragédia (ou farsa?), assim como outras já vividas, nós somos aqueles que mais sofremos, e mesmo assim não aprendemos com tudo já vivido.

    Fiz questão de acentuar uma frase de um "comunista", eu, que me considero um ancap, ou na pior das hipóteses, de "direita", para demonstrar que em tempos como esse, não devemos ficar discutindo política de forma vazia ou improdutiva. Todo lado tem seu ponto de razão.

    Não seria o ideal nos unirmos em um prol comum: a humanidade, e resolvermos nossos problemas, nossas dores iguais? Se não agirmos assim, a história continuará a se repetir, e nessa tragédia, toda farsa é danosa.
  • Drink Coke  26/03/2020 02:42
    Essa frase não tem nexo nenhum.
  • anônimo  25/03/2020 21:16
    De 50 a 75% dos coronados sequer apresentam sintomas. Estudo em toda a população de um cidade na Itália, 3k pessoas:
    www.repubblica.it/salute/medicina-e-ricerca/2020/03/16/news/coronavirus_studio_il_50-75_dei_casi_a_vo_sono_asintomatici_e_molto_contagiosi-251474302/?ref=RHPPTP-BH-I251454518-C12-P3-S2.4-T1

    Estudo da Islândia, metade dos testados não apresenta sintomas:
    english.alarabiya.net/en/features/2020/03/25/Coronavirus-Iceland-s-mass-testing-finds-half-of-carriers-show-no-symptoms

    Bolsonaro já percebeu que esse vírus é muito mais histeria do que perigo de fato. E também percebeu que a economia brasileira parou. O discurso dele foi uma verdadeira lavagem de mãos e passou a bomba da recessão vindoura pros governadores e pros catastrofistas. A taxa de letalidade dessa doença é ainda menor do que os números mostram. O discurso dele não muda nada na prática, mas é um aviso prévio pro povão de quem serão os culpados (não que ele também não tenha alguma parcela de culpa).
  • Ivan  25/03/2020 21:29
    A gripe comum mata 650 mil pessoas por ano.

    g1.globo.com/bemestar/noticia/doencas-relacionadas-a-gripe-matam-ate-650-mil-pessoas-por-ano-no-mundo-dizem-oms-e-cdc.ghtml

    Ou seja, 1.780 por dia, 74 por hora, 1 por minuto.

    Se o coronga começar a ficar perto disso, aí sim podemos começar a nos preocupar. Por enquanto, ainda faltam mais 630 mil mortos para se igualar à gripe comum.

    Ou seja, até agora, é tudo histeria pura — o que, aliás, é totalmente perceptível na própria mídia: quando há UMA morte, eles noticiam como se fosse a chegada do Apocalipse. Até tiram foto dos familiares.

    Enquanto isso, só hoje, pela estatística, a gripe comum terá matado 1.780. Mas sem fotos na imprensa.
  • Marcelo  25/03/2020 22:26
    A gripe comum já tem ampla cobertura de vacinação e tem esse número estável de mortes. A nova gripe não tem cobertura de imunização nenhuma, este é o problema. Faz um pouco mais de sentido a gravidade do problema agora?
  • Ítalo  25/03/2020 23:23
    O país que nunca se escandalizou com 60 mil homicídios por ano agora está em pânico por causa de 40 mortes por gripe.
  • Anti-BC  26/03/2020 17:10
    Hahahahaha...

    Verdade!
  • Felipe L.  26/03/2020 01:51
    Pessoas da rede, o que me impressiona é a altíssima taxa de poupança na população chinesa, apesar de existir também uma previdência por lá. Não sei se essa estatística é confiável (eu usei em meu artigo último), mas aí está: na China essa taxa foi medida em quase 45% do PIB, no fim de 2018. Não sei nem se antes da abertura comercial existia alguma poupança, visto que milhões e milhões de chineses morriam de inanição. Na Coreia do Sul, são 35,2%, no fim de 2019. Japão, março de 2019 com 27,3%, provavelmente aniquilados pelas distorções fiscais do governo japonês. Cingapura, pouco mais de 46% em 2019. Agora a taxa cai bastante com os americanos, embora eles consigam fazer isso pois são mais ricos e produtivos, bem abaixo de alguns países europeus. Agora vejam o desempenho do Brasil. Ficou um pouco melhor em um daqueles melhores anos de moeda, mas caiu e se manteve em uma taxa bem baixa. Até a Índia, ainda bem mais pobre que o Brasil (e com mais analfabetos), tem mais poupança. Já foi falado aqui também de que os italianos são muito poupadores, mas isso não é mostrado nos dados (a não ser que eles usem uma metodologia que não é medida pela taxa de poupança que estou apresentando).

    Que será que estaria influenciando? Catolicismo? Budismo?
  • Imperion  27/03/2020 03:24
    Os povos são poupadores. O brasileiro é que não é. A mentalidade daqui é emprestar e dar calote. O brasileiro conta que o dinheiro recebido é "dado" e a insegurança jurídica favorece quem dá o calote, dificultando a cobrança. É o mesmo mecanismo do juro alto. Cobra mais juros porque os emprestadores já esperam um calote mais a frente.

    A segurança jurídica dos outros países faz com que a cobrança seja efetiva e os empréstimos sejam honrados. As pessoas sabem que o melhor é fazer poupança, seja pra não precisar pegar emprestado de outrem, ou pra aplicar em modalidades que emprestam a outros, como os debêntures.

    Onde se cobra sem trapaça e se inibe o calote, compensa muito emprestar e fazer poupança. É garantido que vc vai receber de volta. E as empresas as vezes pagam mais que a caderneta de poupança em retorno.

    Por isso nesses lugares, pobres têm poupança. Quanto mais organizado é um país, mais a possibilidade de mobilidade social. Na China, o governo permite a pessoa ter propriedades e os chineses trabalham, poupam e investem parte do patrimônio.
  • Felipe L.  27/03/2020 23:33
    Me impressiona o quão menos poupadores são os americanos. Acho que isso explica uma jornada de trabalho maior do que em alguns países desenvolvidos (embora ainda tenha problemas, porque a composição populacional americana vai incluir chineses, sul-coreanos e latino-americanos, povos que são propensos a trabalhar mais horas), pois assim eles conseguem consumir mais.

    Uma outra coisa que me chama a atenção é a taxa alta de calotes no setor de ensino. Não sei se lá você calotear dívidas estudantis vai mudar algo além de deixar o nome sujo ou perder permissão para exercer aquela profissão ou de dirigir (isso ocorre em alguns estados). O próprio fato de haver empréstimos enormes para estudar já é um fenômeno bizarro, fruto das pesadas regulações e subsídios, que é algo que irei abordar também em meu blog.
  • Daniel  26/03/2020 02:51
    Veja que vídeo revoltante.

    Um feirante em Aracaju, que estava simplesmente querendo vender suas mercadorias para sustentar sua família, é agredido fisicamente e tem seus bens confiscados e roubados pela quadrilha estatal (prefeitura e governo de Sergipe). Ele fica em prantos, desesperado, mas nada pode fazer.



    Isso é um crime completo. Roubaram a mercadoria do cara, impediram que ele trabalhasse, e proibiriam seu sustento. Retrato perfeito de como os parasitas estatais tratam o trabalhador. Estão praticamente empurrando o cara para a criminalidade.

    O crime vai disparar se não pararem com essa imbecilidade de fechamento total (e apoiada por alguns imbecis aqui nesta seção de comentários).

    A maior praga e o maior vírus do Brasil são os políticos e seus asseclas.
  • Vladimir  26/03/2020 03:01
    Segundo Rodrigo Maia — o cara mais amado da mídia e dos isentões —, as únicas pessoas que são contra o fechamento total da economia são aquelas que "estão perdendo dinheiro com a queda da bolsa".

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/25/maia-fim-do-isolamento-e-pressao-de-quem-esta-perdendo-dinheiro-na-bolsa.htm

    Portanto, o que vemos no vídeo acima é a revolta e o desespero de um rentista (o cenário do vídeo é claramente a Faria Lima) transtornado pelo fato de ter perdido dinheiro na bolsa.
  • Gabriel  26/03/2020 03:09
    Pior foi a nota da prefeitura de Aracaju. Após roubarem o comerciante e acabarem com o seu único sustento, disseram, em nota, que a mercadoria estaria a disposição para "recuperá-la".

    Recuperar banana pobre e que foi jogada no asfalto imundo da cidade? Realmente, irá vender que nem água depois de recuperada...
  • anônimo  26/03/2020 12:00
    Está circulando vários vídeos parecidos. A mídia vive em uma realidade paralela, pra ela pouco importa se falir a economia, quem vai sofrer de fato é só o populacho.
  • Humberto  26/03/2020 15:46
    Muito pelo contrário. É exatamente em cenário de medo e de caos que o faturamento da mídia sobe. Vide a recente disparada de audiência do Jornal Nacional, que voltou a ter números que não alcançava havia mais de 20 anos. Só se fala dessa "pandemia" e a abordagem é literalmente de fim do mundo.

    Essa gente sabe exatamente o que está fazendo. Se tem um setor que vai rachar de ganhar dinheiro no caos é exatamente a mídia.
  • anônimo  26/03/2020 05:00
    Universidade de Oxford afirma que apenas 12% das mortes atribuídas ao Covid, na Itália, realmente foram causados pelo vírus.

    www.cebm.net/global-covid-19-case-fatality-rates/

    Já o Secretário da Defesa Civil da Itália diz que o número de casos pode ser 10 vezes maior, o que significa que a taxa de mortalidade é menor que 1%.

    Tudo indica que estamos fodendo a economia por causa de uma manipulação de dados em nível mundial.
  • Thiago  26/03/2020 13:20
    Pode ser até teoria da conspiração, mas é muito estranho a esquerda estar perdendo terreno no mundo todo e acontecer uma coisa dessas (e em um país... advinha de que tipo de governo?) OMS, ONU e demais organismos mundiais são todos controlados pela esquerda.

    No H1N1 o surto foi muito parecido e não tivemos esse alvoroço, me lembro que as pessoas passaram a usar mascaras mas tudo continuou normal, o papo era de que se parassem os países logo após a crise (de 2008), o desastre seria total.
  • Globalista  26/03/2020 14:32
    www.fxstreet.com/news/breaking-us-initial-jobless-claims-skyrocket-to-3-283-000-202003261230
    3 milhões de desempregados nos Estados Unidos, e só está começando. Vai ser 10 vezes pior do que a crise de 2008.

    A mídia ainda não se deu conta, mas acabou de sepultar sua credibilidade. Trump e Bolsonaro já avisaram de antemão de quem será a culpa pela crise, e o impacto futuro de seus discursos serão ainda piores porque a taxa de letalidade é bem menor do que os dados dizem (semelhante ao H1N1 que era alta no começo e foi abaixando pra níveis iguais ao da gripe)
  • Dane-se o estado  26/03/2020 15:25
    Resumindo tudo... Temos uma falsa pandemia e uma verdadeira histeria propagada por políticos, OMS, e a mídia vermelha.
  • Régis  26/03/2020 18:21
    Fica a cada dia mais bizarro. O epidemiologista que criou todo o modelo matemático de difusão do Covid-19 (e no qual todos os governos estão baseando suas políticas de confinamento) veio a público hoje admitir que seu modelo simplesmente estava totalmente errado.

    Ele previa 500.000 mortes no Reino Unido. Agora, diz que será no máximo 20.000.

    É isso aí: a sumidade na qual todos os governos se basearam admitiu erro e reduziu o número de mortos de 500 mil para 20 mil.

    www.dailywire.com/news/epidemiologist-behind-highly-cited-coronavirus-model-admits-he-was-wrong-drastically-revises-model/

    A coisa está a cada dia mais patética. E a economia segue sendo fodida por causa de uma gripe que é menos letal que a gripe comum, que mata 650 mil pessoas por ano.

    Vamos continuar vivendo esse engodo fatal até quando?
  • Richard  26/03/2020 11:48
    Desobediência civil, essa é a hora de colocar em prática esse tão lindo conceito de Thoreau.
    Saiam, abram a porra do comércio, todos, a polícia não vai prender todo mundo.
  • WDA  26/03/2020 14:23
    ' Segundo Rodrigo Maia — o cara mais amado da mídia e dos isentões —, as únicas pessoas que são contra o fechamento total da economia são aquelas que "estão perdendo dinheiro com a queda da bolsa". '

    É que ele deve estar ganhando dinheiro por meio de algum esquema ilícito, como fazia com a Odebrecht, por isso pode se dar ao luxo de não se preocupar com nada.

    Quanto ao vídeo do feirante, notem que essa esfregação toda, gerada em decorrência da apreensão dos produtos é tudo o que se precisa para "evitar" que um vírus se espalhe. Em especial quando o gordo e bem alimentado agressor do feirante, sem máscara inclusive, vai lá agarrá-lo.

    Note-se que aquilo que o feirante estava a oferecer era comida! Ou seja, produto essencial - e particularmente importante em um momento de crise, sobretudo quando o fechamento de estabelecimentos comerciais favorece a escassez de alimentos.

    Mas estejamos certos de que, com essa inteligente abordagem para o impedimento da disseminação do coronavírus, na hora de se "recuperar" a mercadoria, estes produtos perecíveis estarão devidamente esterilizados, em perfeito estado para a ingestão e chegarão de forma rápida e barata aos consumidores que deles necessitam...

  • Drink Coke  26/03/2020 15:08
    Meu deus olhem essa noticia:

    Seguro desemprego nos EUA saltou mais de 10x em uma semana, chegando a mais de 3 milhões de pedidos, a economia dos EUA já está quebrando, vamos ter um colapso na economia mundial logo se essa quarentena não acabar e Trump não vencerá a eleição pelo visto.

    www.infomoney.com.br/economia/pedidos-de-seguro-desemprego-nos-eua-saltam-de-282-mil-para-328-milhoes-em-meio-a-coronavirus
  • Andre  26/03/2020 16:40
    Nova York parece que virou cenário se filme pós apocalíptico. Lá a doença já virou coisa na esquina, se a capital do mundo está assim imagina como será nas favelas do RJ e cortiços de SP.
  • Guilherme  26/03/2020 18:33
    Lá tá até tranquilo. Aqui no Brasil serão 5 MILHÕES de demitidos até o fim de abril - SÓ NO SETOR DE BARES E RESTAURANTES.

    g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2020/03/20/varejistas-iniciam-demissoes-e-reducao-de-salarios-governador-isola-o-rio-de-janeiro.ghtml
  • Dalton Catunda Rocha  26/03/2020 15:34
    Luta de classes morta; luta de doenças está posta.

    1- "CONCORDO COM BOLSONARO! O QUE É PIOR: CORONAVÍRUS OU CAOS SOCIAL?" > www.youtube.com/watch?v=0LVWROEqGRs

    2- "O Brasil de verdade pede socorro!" > www.youtube.com/watch?v=8A9LPZlbRCE

    3- "Dória aproveita situação do corona para fazer discurso político e JB rebate!" > www.youtube.com/watch?v=R9OBMQqusUk
  • Thiago  26/03/2020 15:56
  • Gabriel  26/03/2020 16:07
    Enquanto isso, os funcionários públicos...

    Servidores querem combater possível redução de salários durante quarentena

    Nada de diminuição dos seus nababescos salários, principalmente os federais. Ao que tudo indica, a iniciativa privada (mais uma vez) será esfolada e sofrerá sozinha na crise. É inacreditável que o estado esteja indo atrás de comerciante que vende banana e mandioca na rua, enquanto ignora o juiz que recebe R$40.000 mais auxílios.

    Achei que o sacrifício era para todos... Ah é, esqueci! Funcionário público, no Brasil, é um ser superior e intocável. Quase um anjo.
  • anônimo  26/03/2020 17:21
    Pergunta, essa injeção monstruosa de liquidez nos EUA vai enfraquecer o dolar igual ocorreu quando fizeram o primeiro QE pós 2008?

    Lembro que em pleno governo dilma o cambio chegou a níveis baixos; (antes do Real ir pro vinagre)..

  • Realista  26/03/2020 18:40
    Com o Paulo Guedes e Bolsonaro atendendo os desejos cambiais do setor agropecuário brasileiro interessado nas exportações, não.
  • Felipe L.  26/03/2020 22:05
    Onde está isso, Realista? Há alguma notícia sobre?
  • Drink coke  26/03/2020 19:33
    É um texto achado na internet, mas vale a pena ser lido:

    "CORONAVÍRUS – AS MORTES INVISÍVEIS ou UM CHAMADO À SANIDADE DA CLASSE MÉDICA

    O combate à pandemia matará mais do que o coronavírus. A diferença é que serão mortes invisíveis.
    Os números ainda não estão consolidados, mas essa é uma tese cada vez mais plausível.
    Antes de entrar no assunto da pandemia, me permitam fazer duas comparações que tornarão o entendimento do restante do artigo mais simples.

    A CURA DO CÂNCER
    Ao contrário do que as pessoas imaginam, não é muito difícil eliminar um câncer. Qualquer câncer. Para destruir todas as células do organismo, basta utilizar doses gigantescas de quimioterapia ou, caso isso não funcione, radioterapia também em altíssimas doses. Essa estratégia só não foi adotada ainda por conta de um pequeno empecilho: além da erradicação do câncer, ela resulta na morte do paciente.
    Toda a estratégia de combate ao câncer deve, portanto, buscar um equilíbrio: deve ser agressiva o suficiente para eliminar o tumor, mas não ao ponto de matar o paciente.
    Na teoria é fácil; na prática, nem tanto.
    Nunca é possível prever com certeza qual será o comportamento de um câncer em um paciente específico. O médico precisa se embasar em estatísticas existente e na avaliação individual.
    Em casos de cânceres mais agressivos, se tolera um risco maior. No caso de tumores menos agressivos, não se arrisca tanto.
    O tratamento perfeito é aquele que ataca apenas o câncer, poupando o resto do organismo. Infelizmente, para a maioria dos casos, esse tipo de tratamento não existe.

    ACIDENTES DE TRÂNSITO
    Entre 2008 e 2016, o Brasil teve 368.821 vítimas fatais de acidentes de trânsito, o que resulta em uma média de 40.980/ano.
    Somados a estes, temos cerca de 1,6 milhão de feridos, que incluem um grande número de inválidos.
    Para piorar a situação, a maioria das vítimas são jovens.
    Certamente ninguém negaria que esse é um problema extremamente grave, e que necessita ser combatido.
    Esse problema também possui soluções simples:
    - redução da velocidade máxima para 30Km/h em todo território nacional;
    - proibição das motocicletas e bicicletas (pelo risco de queda mesmo em baixa velocidade);
    - uso obrigatório de capacete e cinto de quatro pontos;
    - fiscalização rigorosa e multas pesadas para os infratores;
    Há de se concordar que essas medidas fariam com que as mortes por acidente de trânsito caíssem para números próximos de zero.
    O único problema que se colocaria é o custo social e econômico da medida, que são tão óbvios que me desobrigo de descrever.

    O PROBLEMA DO CORONAVÍRUS
    O coronavírus não é um vírus especialmente mortal. Na verdade, a mortalidade em crianças e jovens imunocompetente é até menor do que a da gripe comum ou do H1N1.
    O problema, repete-se sempre, seria sua disseminação rápida, o que levaria a um grande número de casos graves em um curto período de tempo, resultando no colapso do sistema de saúde, principalmente no que se refere aos leitos de terapia intensiva.

    A POSSÍVEL SOLUÇÃO
    A solução mais óbvia nesse caso seria aumentar em caráter emergencial a capacidade de absorção dos serviços de urgência e os leitos de terapia intensiva, como já foi feito em outras epidemias.
    Outro ponto importante, seria acalmar a população, esclarecendo que a enorme maioria dos casos são leves, não havendo necessidade de uma corrida às unidades de urgência e emergência.
    Por fim, poderia se enfatizar o isolamento, dentro do possível, dos indivíduos em risco.

    A CATÁSTROFE
    O problema é que começaram a surgir estudos projetando cenários apocalípticos, com a morte de 1% ou mais da população caso nada fosse feito. Nesses cenários, teríamos 2,5 milhões de mortes nos Estados Unidos e 2 milhões no Brasil.
    O principal estudo foi elaborado pelo Imperial College e, apesar de sua metodologia já ter sido muito questionada por cientistas importantes, teve um impacto determinante no que se seguiu.
    Não vou aqui esmiuçar os problemas do estudo, mas alguns dados da vida real sugerem que talvez o monstro não seja tão feio assim. Morreram até agora na Itália cerca de 5.000 pessoas. Digamos que chegue a 10.000 pessoas até o final da pandemia. Fazendo uma regra de três e desconsiderando as diferenças epidemiológicas e dos sistema de saúde, teríamos cerca de 50.000 mortes nos Estados Unidos e 40.000 no Brasil. É muito? Depende da interpretação, mas o fato é que estamos falando de escala de valores bem diferentes.




    ACHATAR A CURVA
    Uma vez estabelecidas as previsões apocalípticas, com estimativas de óbitos da ordem de milhões, a opção de simplesmente melhorar a capacidade de absorção do sistema de saúde sumiu do cenário.
    A palavra de ordem, repetida mesmo por quem nunca estudou uma linha de epidemiologia, passou a ser "achatar a curva".
    Na teoria é bastante simples: reduzir a velocidade de propagação do vírus, permitindo que o sistema de saúde absorva aos poucos os casos graves.

    ISOLAMENTO SOCIAL – É POSSÍVEL?
    Dentre as possíveis estratégias, o governo brasileiro optou pela mais agressiva, a quarentena de toda a população com a consequente paralisia da economia.
    A primeira questão que se coloca é a factibilidade desse isolamento.
    Para uma família de classe média ou alta, não é tão difícil manter um isolamento estrito por meses. Só que o Brasil não é um enorme bairro de classe média. Nas favelas e periferias a situação (física mesmo) é muito mais difícil.
    Outro ponto: milhões de brasileiros dependem para comer, não digo do dinheiro do mês, mas da semana! Como essas pessoas sobreviverão a dois meses de quarentena?
    Mas digamos que todas as pessoas consigam realizar a quarentena de forma satisfatória e a epidemia tenha sido resolvida. Então, a pergunta que terá que ser feita é: valeu a pena?

    ECONOMIA É VIDA
    O brasileiro tem uma baixa capacidade abstrativa e uma péssima relação com dinheiro. Mistura explosiva.
    Quando alguém tenta alertar sobre os impactos financeiros de combate à pandemia é rotulado como insensível (no mínimo).
    Como assim você está mais preocupado com dinheiro do que com a vida das pessoas?
    As pessoas confundem riqueza como papel pintado que a representa e acham que crise econômica é problema de quem investe na bolsa.
    O fato nu e cru é que recessão econômica resulta em mortes ou alguém acha que o fato de países mais ricos terem maior expectativa de vida é mera coincidência?
    Recessão econômica significa menos dinheiro para investir em saneamento básico (mais mortes), em policiamento (mais mortes), em atenção básica à saúde (mais mortes) e até em UTIs (mais mortes).
    Recessão econômica e quebradeira de empresas também significa menos pessoas com plano de saúde e mais demanda para o SUS, cujo financiamento diminuirá (mais mortes).
    E daí fica a pergunta:
    Tentar evitar um possível colapso do sistema de saúde causando o colapso de toda a economia é racional?

    AS MORTES INVISÍVEIS
    Parte das mortes invisíveis serão decorrentes da crise econômica, mas existem outras das quais ainda não ouvi ninguém falar.
    Boa parte do sistema de saúde está parado por conta da pandemia. Cirurgias eletivas e consultas não emergenciais foram suspensas, muitos exames não estão sendo realizados, diversos transplantes de medula e de órgãos sólidos foram suspensos. Além disso, enfermarias inteiras estão vazias e leitos de UTI estão reservados para o tratamento de pacientes com coronavírus. Isso sem falar nas doações de sangue e plaquetas, que caíram drasticamente em muitos hemocentros.
    Tudo isso causará mortes:
    - o paciente que está esperando um cateterismo pode infartar;
    - a demora em consultar com um oncologista pode fazer com que o câncer se torne irressecável;
    - o atraso no diagnóstico pode ser fatal para um paciente com leucemia aguda;
    - os leitos reservados da UTI podem ser a diferença entre a vida e a morte para um paciente que precise de cuidados intensivos hoje;
    - o atraso nos transplantes e o consequente aumento das filas com certeza absoluta ocasionarão mortes;
    - a redução do estoque de hemocomponentes pode ter consequências trágicas para os serviços de emergência, pacientes cirúrgicos e hematológicos principalmente.
    Poderia passar várias páginas dando mais exemplos, mas acho que a ideia já ficou clara.

    SENSO DAS PROPORÇÕES
    O senso das proporções, base de toda escolha racional, virou crime de lesa-pátria. Cotejar a mortalidade por gripe com os dados de mortes por coronavírus virou prova inconteste de obscurantismo.
    Ora, sendo finitos os recursos disponíveis para investimento em saúde, é fundamental buscar conhecer a exata dimensão de cada problema para melhor alocar os recursos.
    É preciso, sim, que a comunidade médica se detenha sobre os dados para ter a real dimensão do problema. Não é possível trabalhar apenas com números absolutos e muito menos se deixar contaminar pelo clima de pânico disseminado pela mídia e redes sociais.

    A MORTE DE IDOSOS
    Em uma sociedade impregnada pelo politicamente correto e formada por pessoas hipersensíveis, dizer o óbvio tornou-se muito perigoso. Por exemplo, a constatação de que uma epidemia que acometa mais pessoas muito idosas é menos grave do que uma que vitime predominantemente jovens tornou-se prova suprema de insensibilidade.
    Na Itália, a expectativa de vida para homens é de cerca de 80 anos e para mulheres de 85 anos. Já a idade média dos óbitos por coronavírus foi respectivamente de 79 anos e 82 anos. Além disso, a enorme maioria dos idosos que morreram possuía diversas comorbidades. O que quer dizer isso na prática? Isso quer dizer que uma grande parte das vítima, caso não morresse em decorrência do coronavírus, morreria na próxima gripe, na próxima infecção urinária, na próxima pneumonia. Pode ser triste, mas é a realidade.
    Aliás, pouca gente tem coragem de colocar isso no papel, mas um idoso de 75 anos com várias comorbidades terá muita dificuldade de conseguir um leito de UTI no SUS, mesmo fora de um período de pandemia. Os motivos para que isso ocorra são dois:
    1. O SUS sempre está em crise e o número de leitos de UTI são cronicamente insuficientes. Nesse contexto, os pacientes jovens são priorizados.
    2. Em muitos casos, ao levar um paciente muito idoso com várias comorbidades para a UTI, você não estará prolongando a vida dele, mas prolongando a sua morte. Isso possui até um nome: distanásia.

    A IMPRENSA MORTAL
    Uma vez instalado o pânico, é virtualmente impossível para um gestor público evitar a tomada de medidas extremas.
    Mesmo Trump, o homem mais poderoso do mundo, depende do voto popular. Agora, pare e pense: que político resistiria a um bombardeio diuturno da mídia, o culpando por cada morte ocorrida durante uma pandemia.
    A mesma lógica vale para governadores, prefeitos, diretores de hospitais, coordenadores de CCIH. Ninguém quer ser taxado como negligente.
    Toda a divergência é suprimida. Qualquer um que questione a eficácia ou os custos do isolamento social é visto como um homicida de fato ou ao menos em potencial. Por outro lado, todas as ações com algum potencial de aumentar o distanciamento entre as pessoas passa a ser louvado.
    Começa então uma disputa por parte dos agentes públicos para ver quem toma a medida mais extrema. Polícia nas ruas, helicópteros para esvaziar as praias, multas para quem for pego fora de casa. Mais um pouco e o uso de snipers para abater os recalcitrantes será cogitado.

    A CLASSE MÉDICA – UM CHAMADO À REFLEXÃO
    O que observo entre meus colegas é: muita disposição para ação, muita coragem e pouca reflexão.
    Infelizmente o conhecimento epidemiológico da maioria é muito pequeno e quase todos abraçaram a tese do achatamento da curva a qualquer custo sem muito questionamento.
    É preciso que um número suficiente de médicos se debruce sobre os estudos já realizados (principalmente os que projetaram cenários desastrosos) e sobre os dados clínicos e epidemiológicos da pandemia nos diversos países.
    É preciso também que, junto com economista de estatísticos comecem a calcular o impacto de mortalidade da paralização da economia.
    O JUÍZO FINAL
    Uma hora a pandemia estará acabada e será feita a contagem dos mortos, cujo número ainda é incerto.
    Entretanto, tenho certeza que as narrativas já estão prontas:
    1. Se a taxa de mortalidade ficar abaixo das dos outros países, se dirá que o isolamento social foi um sucesso.
    2. Se as taxas de mortalidade ficar acima dos outros países, se dirá que o isolamento social não foi feito como deveria.

    Meu único apelo é: quando forem analisar os resultados, não contem só os que morreram pelo coronavírus.

    LEMBREM-SE DAS MORTES INVISÍVEIS!"
  • anônimo  27/03/2020 01:44
    Até poderia ser uma excelente argumentação mas parei de ler em
    "Dentre as possíveis estratégias, o governo brasileiro optou pela mais agressiva, a quarentena de toda a população com a consequente paralisia da economia. "

    Sinal que o cara não acompanha nada do que o Governo Brasileiro decidiu
  • OsmarMiteiro  26/03/2020 20:25
    Antes desse vírus sair da China, já se sabia que era um vírus fraco com metade dos casos sequer apresentando sintomas. Mas graças à falta de aviso da China e dos modelos errados que a OMS ajudou a espalhar, o mundo inteiro ficou preocupado. A cereja no bolo pra histeria total foi a Itália contabilizar tudo de forma errada (nenhum país chegou sequer perto da letalidade italiana).
    Destruíram a economia mundial graças às fake news. Mas não foi fake news de trolls na internet, e sim de órgãos internacionais que dizem combater a desinformação.

    A comunidade internacional precisa retaliar contra o PCC. A China causou uma crise mundial porque não avisou a OMS sobre o que estava acontecendo. Toda a histeria e mortes poderiam ter sido evitadas se somente houvesse o aviso prévio chinês.
    E lógico que o establishment adorou toda situação, foi o momento perfeito pra tentarem recuperar seu prestígio enterrado. Só que isso vai custar caro.
  • robson santos  26/03/2020 21:17
    Mas vai custar caro à China também, não? Eles não detém mais de $1 trilhão em títulos do Tesouro americano?

    mises.org.br/article/2621/o-governo-chines-detem-11-trilhao-de-dolares-em-titulos-do-governo-americano-o-que-isso-implica

    Por isso acho que houve terrorismo, isso sim. Quem é o terrorista, mesmo que um chinês eu não sei, mas não acho que seja algo que partiu do PCC. O erro deles foi tentar mascarar, ou quem sabe acobertar um aliado..
  • Jairdeladomelhorqp/tras  26/03/2020 22:55
    Caro Osmar Miteiro,
    Vc diz q a china não avisou a OMS. Mas li no site da WHO (OMS) o relatório oficial da Welth World Oganizations.
  • Felipe L.  26/03/2020 20:57
    "Guedes avisou Bolsonaro que economia aguenta isolamento só até 7 de abril"

    'O ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente Jair Bolsonaro que estimulasse o retorno gradativo da atividade econômica em até duas semanas, para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus para as contas do país e o avanço do desemprego. A avaliação de membros da pasta comandada pelo ministro é de que a economia do país não suportaria passar pela crise se a recomendação de isolamento e estabelecimentos fechados perdure até depois do dia 7 de abril.

    A data é vista como chave por integrantes graduados da equipe econômica para que o país consiga se recuperar, de forma mais rápida, dos impactos econômicos acusados pela pandemia. Em condição de anonimato, um secretário do alto escalão da pasta resumiu a leitura da equipe: "Às vezes o excesso de remédio é que mata o paciente". Contudo afirmou que Guedes respeita as orientações do Ministério da Saúde.'


    Depois do Paulo Guedes ter falado tanta besteira sobre câmbio e impostos, finalmente ele falou algo correto. Estou até surpreso pela lucidez.
  • Ítalo  26/03/2020 21:57
    O país que nunca se escandalizou com 60 mil homicídios por ano agora está em pânico por causa de 40 mortes por gripe.
  • Imperion  26/03/2020 23:57
    A esquerda continua se oportunizando em passar a renda minima durante essa crise. Quer pagar de salvadora. O presidente da russia aprovou impostos em cima de quem ganha um Milhao, o chamado imposto sobre fortunas
    Aqueles que aplaudem a possibilidade de viver sem trabalhar aplaude, achando que se extorquir de quem tem, vao se dar bem no futuro.
    Essa doença ta mesmo servindo aos seu projetos de poder.
  • G. Fiúza  27/03/2020 13:18
    Em sua declaração de proteção à vida, o G20 recomenda "minimizar interrupções no comércio" - entre outras medidas contra o colapso social. Até outro dia quem dissesse isso era imbecil, irresponsável, criminoso, egoísta e assassino. Perante o colapso econômico mundial, mudaram abruptamente a partitura. Vão anotando aí as mutações e piruetas.

    www.gazetadopovo.com.br/mundo/g20-se-compromete-a-dar-resposta-global-conjunta-contra-pandemia/

  • Aprendiz de EA  27/03/2020 13:51
    Pessoal, alguém mais recebeu o email da Avaaz pedindo pros países ricos perdoarem a dívida dos países mais pobres porque "milhões de pessoas podem morrer da peste chinesa nesses países", ou seja, estão usando um alarmismo extremo pra justificar sua cruzada contra o pagamento das dívidas públicas, dívidas essas que foram vieram da gastança estatal excessiva, sendo que a esquerda ama gastança estatal, ou seja, uma complete incoerência. Segue o link da dita cuja petição:

    secure.avaaz.org/campaign/po/coronavirus_debt_relief_loc/

    A melhor parte é a Avaaz ainda se apresentando como uma instituição politicamente neutra. E não é de jeito nenhum a primeira que fazem isso, já perdi a conta de quantos emails do tipo "O mundo contra Trump" ou "Bolsonaro está destruindo o meio ambiente", etc, que eu recebi, mas até hoje espero um email do tipo "O mundo contra Xi-Jinping".
  • Economista  27/03/2020 14:14
    Professor,

    Não tem problema vc dar afirmações taxativas. Mas é importante no mínimo uma explicação rasa. Quando vc diz:
    "Não há como haver especialização se não há propriedade privada e preços livres no mercado de fatores de produção"

    É preciso explicar pq não há especialização se nao houver propriedade privada.
    No artigo que vc mandou há apenas uma citação à divisão do trabalho, tão en passant que nem se desenvolveu nenhum raciocinio.
    Alem disso, o foco do artigo é na dinâmica de formação de preços dentro do socialismo que difere e é ineficiente frente ao capitalismo... O que aliás tendo a concordar por alto com essa afirmação. Formação de preços livres, regido pela oferta e demanda, é diferente de divisão do trabalho. A formação de preços no socialismo era centralizada pelo governo (e em geral so parte dela, a parte dos insumos)
    O meu racional já expressei ai em cima antes (inclusive vc falou "bom resumo", indica sobre o que se trata, por favor)
    Entrando na moda dos austríacos, vou mandar 3 artigos/matérias - tem nível iniciante, intermediario e avançado - que falam exclusivamente da divisão do trabalho (nao estamos falando de calculo economico e outras baboseiras)

    super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-a-vida-na-uniao-sovietica/
    www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html
    seer.ufrgs.br/RevistaPerspectiva/article/view/83218/49846

    Cristian,

    Eu ja havia dado uma resposta ao Vladmir
    Acho engraçado que ontem vc me pedia uma aula, hoje vc arrota uns conceitos tortos sem lógica e agora quer bater o martelo sobre o que havia ou nao na Uniao Sovietica
    Te dou um conselho: poste aqui um trabalhao academico sério, publicado em alguma revista (tal como apresentei o artgo da UFRGS) dizendo nao haver divisao do trabalho no socialismo sovietico. Ai a gente começa uma discussão de mais alto nível

    Vou pegar um ponto em comum ao seu e ao de Vladmir pra te refutar:
    "Não adianta você querer inventar uma máquina se o estado te ordenou a ser agricultor. Você não é dono da sua vida, pois não tem propriedade privada."

    Ora bolas, se vc deseja ser inventor e o ESTADO te manda ser agricultor, dentro da divisao de trabalho dessa economia vc é agricultor! Ponto final!
    Conheço gente que queria ser engenheiro mas o sistema capitalista só o deixa ser gari. Conheço gente que queria ser médica, mas trabalha como merendeira até hoje, nao consegue de jeito nenhum ser médica (pelo menos as filhas estao na faculdade - entraram pelas cotas).
    Conheço gente que já trabalhou como entregador, ja foi camelô, ja trabalhou em obra, ja foi vigia e isso tudo no capitalismo. QUal a especialização desse cidadão?

    Vou dar de bate pronto alguns pontos seus de lambuja pois são bens faceis:

    "O socialismo, especialmente o comunismo proposto e idealizado por Marx e Engels tem por objetivo"

    Não falei do socialismo idealizado por ninguem, sim no que foi. So citei o pensamento deles pra mostrar que eles mesmos admitiam divisão no inicio do socialismo

    "é necessário antes existir a propriedade privada. Pois, cada individuo pode trabalhar naquilo que ele melhor sabe fazer ou ainda no que está ao alcance dele fazer."

    Nem tinha visto este trecho e ja tinha escrito sobre o cara de 30 anos que ja teve mais de 4 empregos completamente diferentes. Esse argumetno é risível

    "o comunismo prega o fim da propriedade privada e ai se torna impossível criar tecnologia"

    Meu Deus. A lavagem cerebral foi pesada!
    Ja ouviu falar da corrida espacial? Os caras desenvolveram a tecnologia em pleno comunismo. A nao ser que vc ache que os Romanovs ja tinham essa tecnologia escondida e nao contaram pra ninguem.

    "Espero que agora você saiba que na URSS nunca existiu a divisão de trabalho."

    Valeu campeão. Quem sou eu pra pensar diferente dessa sumidade ne?


  • Vladimir  27/03/2020 16:49
    "Ora bolas, se vc deseja ser inventor e o ESTADO te manda ser agricultor, dentro da divisao de trabalho dessa economia vc é agricultor! Ponto final!"

    Ah, só agora entendi! Pra você, divisão do trabalho significa simplesmente "pessoas fazendo qualquer coisa que lhes foram ordenadas, sejam elas boas naquilo ou não".

    Fascinante.

    Bom, perante uma lógica tão impecável quanto essa, quem sou eu para sequer iniciar um diálogo com pessoa tão intelectualmente superior, né?

    Só uma pergunta: se eu colocar um gari para ser neurocirurgião, e colocar um neurocirurgião para ser gari, estaremos vivenciando uma divisão do trabalho?

    E eu achando que ao menos falava com alguém de nível um pouco acima do latrinário. Que perda de tempo no espaço.
  • Economista  27/03/2020 20:43
    Vladmir,

    Fico feliz que tenha entendido, um pouco preocupado com meu aluno, salvo tenha menos do que 15 anos, dado que esse conceito é explicado no Ensino Médio.

    Mas estão aí vastas referências à divisao do trabalho. Inclusive na superinteressante falando dos diferentes salários, dando os exemplos dos cientistas, dos operários e dos burocratas.

    Aliás, seria impossível eles terem desenvolvido tecnologia espacial sem uma organização e divisão do trabalho. Que alias, mesmo nos EUA, diga-se, tb era uma atividade tocada pelo governo, ou seja, burocratas.

    Após te destroçar, segura essa tijolada. Aposto que por essa vc nao esperava:

    "se eu colocar um gari para ser neurocirurgião, e colocar um neurocirurgião para ser gari, estaremos vivenciando uma divisão do trabalho?"

    Sim! Claro que há divisão do trabalho nesse caso! o antigo gari vai passar a fazer apenas neurocirurgias, não irá ter fabricar o proprio jaleco, dai a divisão do trabalho

    Agora a tijolada:
    Na sociedade atual os burocratas impediriam que o gari, sem diploma universitario fizesse uma cirurgia

    MAS A ESCOLA AUSTRIACA ACHARIA ISSO UM ABSURDO! Impedir alguem que queira ofertar seus serviços de neurocirurgia e ser impedido por regulações estatais. O mercado que tem que definir e expulsá-lo do mercado (ainda que leve tempo e morte de um bocado de gente - azar de quem o escolheu como cirurgião)
    Logo, para escola austriaca, um gari pode ofertar serviços médicos, caso assim deseje.
  • George R.  27/03/2020 21:08
    Prezado Economista, eu achei que você estava de zoeira, mas, pelo visto, você realmente está falando sério. Você realmente acredita que "divisão do trabalho" é colocar qualquer pessoa pra fazer qualquer coisa.

    Não, meu doce. Permita-me ensiná-lo, com elegância e delicadeza.

    A divisão do trabalho é um arranjo em que cada indivíduo se especializa naquilo em que é bom e, desta maneira, ganha seu sustento produzindo — ou ajudando a produzir — um bem ou um serviço. (Em algumas raras ocasiões, há indivíduos capazes de produzir, ou ajudar a produzir, vários bens ou vários serviços.) 

    A divisão do trabalho — cujo desenvolvimento pleno só pode existir sob o sistema capitalista —, além de beneficiar a todos ao criar mais bens e serviços, também proporciona enormes ganhos ao multiplicar a quantidade de conhecimento que entra no processo produtivo.

    Apenas considere isso: cada ocupação distinta, cada sub-ocupação — desde o neurocirurgião ao entregador de pizza —, possui seu próprio e único corpo de conhecimento (a soma de todo o conhecimento em uma dada especialidade). Em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do trabalho, a quantidade de corpos de conhecimento distintos que participam do processo de produção é proporcional à quantidade de ocupações existentes. E a totalidade desse conhecimento opera em benefício de cada indivíduo consumidor, quando este adquire os produtos produzidos por outros. 

    E o mesmo é válido para o indivíduo produtor, na medida em que sua produção é auxiliada pelo uso de máquinas e equipamentos (bens de capital) previamente produzido por outros.

    Assim, imagine um determinado indivíduo que trabalha como carpinteiro. Seu corpo de conhecimento é a carpintaria. Porém, na condição de consumidor, ele se beneficia de todas as outras ocupações distintas que existem no sistema econômico. A existência de um corpo de conhecimento tão extenso e disperso é essencial para a existência de uma infinidade de produtos — sendo que cada produto requer em seu processo de produção mais conhecimento do que um único indivíduo, ou um pequeno número de indivíduos, jamais seria capaz de ter. 

    Dentre tais produtos, temos o maquinário, algo que não poderia ser produzido na ausência de uma divisão do trabalho extremamente ampla e do vasto corpo de conhecimento que isso gera.

    Adicionalmente, em uma sociedade capitalista, baseada na divisão do trabalho, uma grande proporção dos membros mais inteligentes e ambiciosos da sociedade — tais como os gênios e outros indivíduos de grande talento — escolhem sua especialização exatamente naquelas áreas em que podem melhorar e aumentar progressivamente o volume de conhecimento que é aplicado na produção. Este é o efeito gerado quando tais indivíduos se especializam em áreas como ciência, invenção e negócios.

    Desta maneira, a multiplicação da quantidade de conhecimento que entra no processo produtivo gera, como consequência, um aumento contínuo e progressivo da própria quantidade de conhecimento.

    A divisão do trabalho, em suma, é um sistema em que as necessidades de um indivíduo são supridas pelo trabalho efetuado por outros indivíduos.

    A divisão do trabalho gera riqueza. Riqueza são os bens materiais criados pelo homem e que melhoram sua qualidade de vida. Riqueza é muito mais do que ter alimentos, roupas e moradia. Riqueza é um conjunto de coisas que atende a todos os aspectos da vida humana, inclusive nossa capacidade de locomoção, de visão, de audição, de ação e de raciocínio.

    A riqueza, em suas várias formas, aumenta o poder dos sentidos, da mente e dos membros do homem, de modo a melhorar sua qualidade de vida. Automóveis e aviões são riquezas que aumentam nossa capacidade de locomoção; máquinas e ferramentas de todos os tipos são riquezas que aumentam o poder de nossos músculos e membros. Óculos, microscópios e telescópios são riquezas que aumentam nosso poder de visão. Livros, jornais, televisores, filmes, computadores e smartphones são riquezas que aumentam as informações disponíveis para nossos olhos, ouvidos e mentes.

    Assim, a atividade econômica gerada pela divisão do trabalho e sua consequente produção de riqueza servem para melhorar o ambiente em que vive o homem.

    Portanto, não, meu bom homem, divisão do trabalho não é simplesmente "colocar pessoas para fazer coisas". Divisão do trabalho é cada indivíduo se especializar naquilo que ele faz bem, naquilo em que ele tem uma vantagem comparativa e, com isso, criar riqueza para todos.

    Por fim, você cita a URSS. Desconhece o básico. Sim, a URSS tinha satélites, foguetes e tanques. Só que, exatamente para poder ter essas coisas desnecessárias, sua economia era incapaz de produzir outras muito mais essenciais. Havia foguetes, mas não havia geladeiras, carros, fogões, máquinas de lavar e nem sapatos. As pessoas tinham de ficar em filas humilhantes para deixar seu nome numa lista para, dali a vários meses (ou anos), conseguir um sapato do governo.

    No socialismo é assim: ou você imobiliza matéria-prima em foguetes e tanques, ou em fogões, geladeiras, carros e máquinas de lavar. É impossível ter os dois ao mesmo tempo.

    Toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Numa economia dirigida é assim mesmo: o governo direciona todos os recursos escassos para um único setor, no qual ocorre então uma superprodução, gerando por conseguinte escassez em todos os outros setores (que ficam sem esses recursos escassos).

    De novo: havia fartura de equipamentos militares, mas havia escassez de automóveis, geladeiras, máquinas de lavar e, claro, de alimentos.

    Resultado direto da ausência de divisão do trabalho.
  • anônimo  27/03/2020 16:49
    Haha, eu achei que era zoeira, mas o iluminado realmente acha que divisão do trabalho é apenas "pessoas trabalhando com qualquer coisa".
  • robson santos  28/03/2020 00:46
    tá na cara que ele está trollando, ele é o Capital Imoral.
  • Dalton Catunda Rocha  27/03/2020 14:31
    "Brasil tem menor índice de letalidade dos 25 países com mais casos

    Número de infectados em relação à população também é o menor das 25 nações" > diariodopoder.com.br/brasil-tem-menor-indice-de-letalidade-dos-25-paises-com-mais-casos/

    "Idosa é curada da covid-19 em tratamento com uso de cloroquina" > www.youtube.com/watch?v=9AIYVh4l9h8

    "Pacientes tratados com cloroquina recebem alta da UTI em São Paulo" > www.youtube.com/watch?v=ZLRzhcaNfcw
  • Erick  27/03/2020 16:03
    E para nos meros mortais que nao queremos ter nossas poupancas aniquiladas nessa tremenda depressao global que esta por vir, o que fazer?
    - Comprar ouro?
    - Comprar prata?
    - Investir em fundos de dolar?
    - Short selling de acoes?
    - Investir mesmo em Selic/IPCA?

    Estou realmente preocupado com o resultado disso tudo.

    Obrigado
  • Marcos Vinícuis  27/03/2020 19:58
    Sobre o ouro, você pode tanto comprar direto na B3 (OZ1D) ou comprar em fundos que investem em ouro. Eu compro um fundo da Órama chamado Órama Ouro. Varia estritamente de acordo com a cotação do OZ1D.

    No momento é o que eu mais recomendo.

    E para aposentadoria, e se você não tiver problema com a moralidade do ato (como vários libertários têm), compre títulos de longo prazo atrelados ao IPCA
  • Pedro  27/03/2020 21:04
    Segundo a brilhante EA vc deve comprar reais.
    é o país que vai ter o QE mais fraco do mundo, assim todo mundo vai se desvalorizar e o real é que vai bombar.
    Todo mundo ta pondo na economia mais de 10% do PIB em ajuda estatal, aqui nao chega 2%.

    Vai no real, com fé!

    Em 2008 a EA apostou que o dolar acabaria como moeda internacional, e o Euro ia mandar no mundo. Os caras sacam muito! Especialistas!
  • Vinícius  27/03/2020 21:32
    "Segundo a brilhante EA vc deve comprar reais"

    E o ignaro faz essa ironia após o Instituto ter publicado vários artigos detonando a atual política monetária do Bacen.

    Aviso ao Ciro Guedes: uma moeda desvalorizada é um ataque direto ao padrão de vida da população

    O investimento estrangeiro só virá quando a moeda for estável – historicamente, não é o nosso caso

    Quem ganha a guerra cambial? Isso é o de menos. O que é garantido é que você perde

    Pior: ele faz esse ironia aparentemente ignorando que a EA é contra o papel-moeda controlado por políticos. Bizarro.

    Dica: antes fazer alguma ironia, certifique-se de saber o que o seu alvo realmente pensa. Se você faz uma ironia, e o seu alvo na realidade tem a mesma ideia que você em relação a algo, quem acaba sendo a verdadeira piada de tudo é você próprio.

    "Em 2008 a EA apostou que o dolar acabaria como moeda internacional, e o Euro ia mandar no mundo."

    Em primeiro lugar, aponte um mísero artigo que fale isso sobre o euro. Só um. Está desafiado (Se não encontrar, tenha a hombridade de se retratar).

    Quanto ao dólar perder seu posto, isso quase aconteceu. Ou você acha que o dólar a R$ 1,54 em no primeiro ano do governo Dilma era devido à excelência do governo dela? Você acha que o dólar custava R$ 1,54 em pleno governo Dilma porque o governo dela era espetacular?

    Não, o dólar era barato porque ele estava barato no mundo todo. Ele havia se depreciado espetacularmente. Só não se depreciou mais que a moeda do Haiti. De resto, apanhou de todas.

    Só que aí, por sorte do mundo, houve uma brusca e brutal reversão de curso. Tiraram Bernanke do Fed e colocaram a Yellen, que deu uma guinada radical na política monetária. Ela não só interrompeu o QE, como ainda passou a encolher a base monetária, algo raríssimo. Pode conferir.

    E isso reverteu a tendencia inflacionária do dólar.

    E aí eu te pergunto: como você prova que essa salvadora reversão de curso não se deveu exatamente aos artigos que vários economistas americanos estavam publicando à época, alertando para o perigo? Será que haveria essa reversão caso não houvesse vários artigos alertando que o dólar estava indo para o buraco?

    Da mesma forma que você fez uma acusação, também é possível fazer uma defesa. Se você aponta (em tom acusatório) que algo grave, contra o qual se alertava, não ocorreu, eu posso dizer que esse algo grave não ocorreu exatamente por causa dos alertas.

    Ambas são contra-factuais.
  • Felipe L.  27/03/2020 23:38
    Outra coisa que mudou foi o discurso, quando o Jack Lew, do Tesouro, apareceu e passou a defender uma moeda forte.
  • Dj  28/03/2020 05:54
    blogdoibre.fgv.br/posts/liquidez-excessiva-sem-inflacao-o-caso-americano

    Achei esse artigo muito interessante sobre os EUA não terem tido inflação mesmo com a excessiva oferta monetária.

    Alguém com mais gabarito técnico que eu poderia dar uma analisada e comentar se faz sentido?
  • Leitor Antigo  28/03/2020 06:08
    Só agora?! Esse Instituto vem falando tudo isso desde 2011.

    Eis o último, que sintetiza tudo:

    www.mises.org.br/article/2585/afinal-o-fed-ira-elevar-os-juros-sua-decisao-refletira-sua-posicao-em-relacao-a-trump

    Menção honrosa para este:

    www.mises.org.br/article/1707/na-politica-monetaria-dos-eua-as-relacoes-de-causa-e-efeito-deixaram-de-ser-previsiveis


    P.S.: importante ressaltar que não houve inflação de preços para bens de consumo (que é a única coisa com que todo BC se preocupa). No entanto, a inflação de preços de ativos simplesmente explodiu. Ações e imóveis, por exemplo, até imediatamente antes do coronavírus, estavam em all time highs. O ouro também está quase lá.

    P.P.S.: não houve nenhuma "excessiva oferta monetária". A base monetária, sim, explodiu. Mas o dinheiro ficou parado nos bancos (como corretamente apontou seu link). Já a oferta monetária (que é o dinheiro que realmente enttrou na economia) não teve explosão nenhuma. Continuou crescendo no mesmo ritmo de antes da crise (aliás, até um pouco menos). Eis a evolução do M2.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202003141004V20191105&d1=19950404
  • Mário Soares  28/03/2020 23:11
    @Erick

    Aprender a investir no exterior especialmente nos EUA , é simples de fazer pois hoje existem sites que possuem um tutorial desde a abertura numa corretora Americana , enviar recursos (a partir de U$200,00 já vale a pena),comprar ações ,RETIs(o equivalente americanos de Fundos imobiliários), títulos do tesouro Americano ,e declarar o Imposto de renda (é extremamente simples tb).

    Pesquise no Google e estude que vc verá como é acessível hoje
  • Vanderlei Lux  30/03/2020 16:30
    Independente da histeria provocada pelo vírus chinês e até mesmo independente da própria existência ou não de tal organismo biológico, o fato comprovado da "pandemia" é que a única vítima fatal, seguramente confirmada foi a própria liberdade.

    Já estamos quase fechando 1 mês do testemunho de toda a sorte de proto-tiranos governamentais, verdadeiros escroques, e seus laranjas atuando na mídia e em hospitais, nos ditando toda a sorte de restrições e imposições, muitas delas completamente inconstitucionais, ao mesmo tempo que assistimos, impotentes, a total incapacidade de QUALQUER UM se opor a tais tiranos.

    Até mesmo um simples "Opa, espere aí! Vamos conversar melhor sobre esse negócio de quarentena!" é brutalmente rechaçado com apelos emocionais do tipo "Seu assassino!", "Não pensa nas vidas!", etc, etc, todos esses argumentos encobertos por uma grossa cortina de fumaça donde até mesmo o direito ao velório e ao enterro estão sendo negados aos familiares. Soma-se a tudo isso o crescente aumento de denúncias de que autoridades governamentais locais estão forçando hospitais a colocarem na "conta" do coronavírus quaisquer óbitos.

    Enfim, já vivi nesse país tempo suficiente para saber dos riscos de se acreditar piamente no que sai nas trombetas do governo.

    Quando você assiste a toda a sorte de cretinos e vigaristas começarem a inflar o pânico desnecessário junto ao público, ao mesmo tempo que é explícito o uso da pandemia para fins políticos, pode-se ter certeza que "nesse angu tem caroço".

    Vendo toda a sorte de proto-adolescentes comedores de sucrilhos não transgênicos com leite sem lactose, de 20 à 30 e poucos anos, batendo panelas em luxuosas sacadas de prédios de classe média alta em várias cidades brasileiras e logo depois irem postar em seus instagrans da vida as fotos das panelas e da "opressão social em que vivem", tenho a absoluta certeza de que "onde tem fumaça, tem fogo"!

    O coronavírus foi e continua sendo um divisor de águas nesse mundo. Pela primeira vez na história do planeta testemunhamos o mundo inteiro PARAR por causa de um vírus que até agora só tem mostrado suposições e dúvidas quanto ao real número de mortos e infectados. Nem mesmo a 2° guerra mundial chegou a tanto.



    Enfim, daqui para a frente sabemos que o mundo jamais será o mesmo. Sabemos que agora, é possível para um grupelho de privilegiados poder PARAR O MUNDO.
  • G. Fiúza  30/03/2020 18:22
    O fique em casa está se transformando em cale a boca. Os planos de saída da imobilização total estão embargados pelo tabu. A humanidade vai esperar o fim da epidemia para constatar que se jogou no abismo.
  • Lucius  01/04/2020 00:36
    Neste momento deve-se atentar para os números, para as estatísticas: 15% dos contamindos tem sintomas fortes e 5% com sintomas graves(falta de ar). Ou seja, estes 5% é que merecem destaque aqui. Uma simples pesquisa revela que temos 2 leitos para cada 10 mil habitantes. Ora, temos 217,4 milhões de habitantes. Com isso ficamos com 43.480 leitos estimados. Então 5% de 217,4 milhões de é 10,870 milhões de infectados com sintomas graves, necessitando de respiradores. Não temos leitos para essas pessoas!!! Sem repiradores elas vão morrer! Quanto as 95% de pessoas com sintomas leves ou fortes, realmente será uma gripe forte. Nesse ponto deve-se avaliar qual o pior cenário. Mas não precisa pensar muito para saber a resposta correta. Hoje, sabe-se que os jovens também são afetados e alguns tem morrido. Para aqueles que possam questionar o percentual de 5% sintam-se a vontade para reduzir para 1% fazendo as devidas correções e percebam que ainda assim o cenário ainda é caótico!!!
  • Tulio  01/04/2020 10:57
    Sua estatística está errada. São 2 leitos por mil habitantes, e não por 10 mil habitantes.

    super.abril.com.br/saude/grafico-a-quantidade-de-leitos-hospitalares-ao-redor-do-mundo/

    E serão 5% de 50% da população (herd immunity). Logo, 5% de 100 milhões: 5 milhões.

    Destes, a maioria pode ser tratada em casa com hidroxicloroquina e azitromicina, desde que diagnosticados a tempo.

    E são 436 mil leitos, e não 43 mil.
  • Guto  01/04/2020 09:30
    Estão gostando da amostra grátis de Socialismo?

    1) Governantes ineptos dando ordens sem sentido (fecha restaurante, mas não fecha ponto de ônibus);
    2) Toque de recolher;
    3) Proibição de frequentar a maioria dos lugares;
    4) Comida limitada;
    5) Liberdade limitada;
    6) Todos são agentes do estado dizendo para seguir as ordens do governo, todos são espiões de todos;
    7) Medo constante provocado por propaganda;
    8) Sua empresa não é exatamente sua, você abre quando o político deixa (alguém vai te indenizar os prejuízos causados?);
    9) Você não pode visitar seus familiares, a circulação depende de autorização;
    10) Constantes estatizações com a justificativa do bem coletivo.

    Aproveitem bem a amostra grátis de utopia e torça para que não se torne permanente.
    Se continuar assim, não vai demorar muito tempo pra se transformar no cenário completo:

    1) Ninguém trabalha onde quiser.
    2) Faltam vários produtos nas prateleiras.
    3) Médico só do sistema público.
    4) Não existe livre mercado.
    5) Compra e venda é atividade ilícita.
    6) Escambo vira modelo de comércio majoritário.
    7) Só existe uma solução pra tudo.
    8) Não adianta pensar diferente porque ninguém vai te ouvir.
    9) Jornalismo só tem uma fonte.
    10) E finalmente, o poder não respeita voto ou vontade popular.
  • Vanderlei Lux  01/04/2020 20:27
    Bizonho foi assistir ao governador de São Paulo se apavonar diante da TV afirmando que as redes de "restaurantes populares" estarão servindo 3 refeições por dia durante a "pandemia".

    Quer dizer então que os restaurantes privados podem fechar, mas os "populares" não?

    Acho que já atingiram o teto da hipocrisia com essa palhaçada sobre vírus.
  • Ex - esquerdista  01/04/2020 10:46
    Começando a conhecer a EA, me deparei com alguns pontos levantados por um keynesiano:

    1) A escola austríaca afirma que tudo que o mercado faz é certo? as transações de mercado são sempre ótimas? Ou seja, As decisões do setor privado são sempre certas?

    2) Emissão monetária e déficit publico não necessariamente gera inflação ? Vide o caso de países com alto déficit publico, bancos centrais aumentando seus balanços, porém sem altos índices de inflação.

    3) Os austríacos falam que bancos centrais proporcionam taxas artificiais de juros. Qual(is) seria(a) o(s) parâmetros pra determinar o que seria uma taxa de juro é artificial ou natural? Qual seria um valor exato da taxa de juros para que não seja definida como artificial?

    4) Keynes não defendia impressão de dinheiro e nem que o governo deveria gastar par cavar buracos e tampar (gasto público sem sentido). Keynes fala que o gato público deveria ter sim um sentido. Deficit públicos são para alguns momentos (recessão) mas superavit em outros (período de crescimento).

    5) A EA considera que os agentes do setor privado são mais racionais e tomam as melhores decisões. Aí é só entrar em cena o governo que os agentes perdem toda a racionalidade? É coerente afirmar que agentes do setor privado sem a atuação do governo são "inteligentes" e com o governo em cena eles simplesmente ficam "burros"?

    6) Keynes recebe críticas dos austríacos como se suas ideias fossem totalmente erradas, o que é7 uma contradição com o fato de que ele era um financista que encerrou a sua vida milionário, (visto que era um hábil conhecedor do mercado financeiro e um grande gestor de ativos). O sucesso no mercado financeiro não seria um indicador que ele compreendeu corretamente a economia?

    7) O fato de Hayek dividir o premio Nobel com seu rival ideológico Gunnar Myrdal demonstra que as ideias keynesianas são válidas/corretas?

    Se puderem comentar, agradeço

  • Say  01/04/2020 11:33
    1) Não para as três perguntas. Seres humanos, por serem humanos, sempre irão cometer erros. Mas a interação espontânea e voluntária entre bilhões de seres humanos sempre dará um resultado melhor do que meia dúzia de burocratas querendo planejar centralmente essa interação.

    Dois artigos inteiros sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2909/sim-o-certo-e-deixar-o-mercado-cuidar-disso--mas-voce-tem-de-saber-o-que-essa-frase-significa

    www.mises.org.br/article/2485/uma-humilde-defesa-da-liberdade-e-da-nao-intromissao-de-politicos-e-burocratas-em-nossas-vidas

    2) Ver mito #1:

    www.mises.org.br/article/2642/seis-mitos-economicos-que-se-recusam-a-morrer--e-que-seguem-destruindo-a-sua-riqueza

    3) A taxa vigente em um arranjo que utilize uma moeda que não seja livremente manipulada pelo estado.

    4) Eis o que escreveu Keynes:

    "Construir pirâmides, vivenciar terremotos e até mesmo guerras podem ser úteis para aumentar a riqueza".

    E prosseguiu:

    "O Antigo Egito foi duplamente afortunado, e sem dúvidas deve a isso sua fabulosa riqueza, pois possuía duas atividades, a saber, a construção de pirâmides e a busca por metais preciosos, os frutos dos quais, dado que eles não serviam às necessidades de consumo do ser humano, não envelheceram em abundância. A Idade Média construiu catedrais e cantou hinos fúnebres. Duas pirâmides, duas missas para os mortos, são duas vezes melhores do que uma; mas [ironicamente] não duas ferrovias de Londres para York."

    Mas agora vem a cereja do bolo:

    "Se o Tesouro se dispusesse a encher garrafas com papel-moeda, as enterrasse a uma profundidade conveniente em minas de carvão abandonadas que logo fossem cobertas com o lixo da cidade e deixasse à iniciativa privada, de acordo com os bem experimentados princípios do laissez-faire, a tarefa de desenterrar novamente as notas (naturalmente obtendo o direito de fazê-lo por meio de concessões sobre o terreno onde estão enterradas as notas), o desemprego poderia desaparecer e, com a ajuda das repercussões, é provável que a renda real da comunidade, bem como a sua riqueza em capital, se tornassem sensivelmente mais altas do que são."

    Você, pelo visto, nunca nem sequer leu Keynes.

    5) Eu teria vergonha de um espantalho tosco desses. Deixa totalmente a descoberto sua inteligência. O que a EA afirma é que todas as crises econômicas são causadas por intervenções estatais na economia.

    Banco Central e expansão do crédito com juros artificialmente baixos são apenas um dos vários tipos de intervenções estatais. Há crises causadas por um aumento súbito de impostos; há crises causadas por uma súbita restrição ao livre comércio (forte aumento das tarifas de importação); há crises causadas por repentinas regulações do mercado de trabalho (que explodem repentinamente o desemprego); há crises causadas por uma súbita guinada nas políticas de um governo, o que gera um profundo abalo na confiança dos agentes econômicos (a famosa "incerteza gerada pelo regime"); e, finalmente, há crises causadas pelo fato de o estado proibir as pessoas de trabalhar, produzir e circular livremente, (como a atual).

    Tais coisas estão um tantinho longe de poderem ser resumidas como "agentes privados ficarem repentinamente burros".

    De resto, eis um bom artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2598/por-que-politicas-de-estimulos-e-intervencoes-governamentais-geram-recessoes-

    6) Conte a história certa. Ele fez fortuna operando na bolsa americana a partir de 1933, exatamente quando ela estava no piso. Qualquer pessoa que tenha comprado ações de 1933 em diante ficou bilionária. Muito mais do que competência, ele teve sorte.

    Eis a evolução do patrimônio dele. Tudo começa exatamente em 1933.

    Mas isso ainda é o de menos: mercado financeiro opera de acordo com expansões monetárias e fiscais. Keynes ganhou dinheiro no mercado porque sabia que o governo americano (Roosevelt) estava colocando em prática suas ideias expansionistas. Ele nada mais foi do que um insider trader — e que fique registrado que eu não considero errado ser um insider trading, embora seja ilegal.

    De resto, há vários gestores atuais que são bilionários e seguidores da EA. O mais famoso é Mark Spitznagel, que ganhou muito dinheiro na crise de 2008 (exatamente por ter previsto tudo). E aí?

    7) O fato de Hayek ter recebido um Nobel é algo que depõe enormemente contra ele próprio. Uma mancha indelével em sua carreira.

    Abraços.
  • Dj  02/04/2020 05:14
    Muito boa as respostas. Por isso q adoro esse site. Quase nunca há questionamentos sem resposta.
  • Yuri Vianna  02/04/2020 05:42
    Pelo que vimos, nos dias de turbulência o dólar se valorizou e ouro e bitcoin caíram.

    Acreditam que mais para frente esse cenário vai mudar: queda no dólar e alta do ouro/bitcoin?

    Essa impressão gigante de dinheiro nos EUA provocará uma desvalorização do dolar mundialmente? acreditam que o real capturaria esse movimento e poderia se valorizar?

  • anônimo  04/04/2020 01:27
    A grande impressao de dólar ta parada nos bancos. O gov ta pagando pra todo esse dinheiro imprimido ficar contido, sem despejar na economia.
    Fique de olho se o fed nao vende seus titulos. Se vender , esse trilhoes vao comecar ser despejados na economia


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