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Fatos e dados médicos comprovam: desemprego mata - e quanto mais tempo durar a quarentena, pior será
O desemprego dobra o risco de morte por doença, suicídio ou overdose de drogas

Nota do Editor

Vale sempre repetir o óbvio: políticos fizeram isso

Em resposta a um vírus, a classe política (governadores e prefeitos, com o apoio do legislativo) impôs uma implacável e profunda contração econômica sobre a população, proibindo o comércio, interrompendo o setor de serviços e impedindo milhões de pessoas de empreender, produzir e trabalhar.

Com um único decreto, a divisão do trabalho foi implodida e milhões de empreendedores e trabalhadores foram humilhados pelo estado, que ainda afirmou arrogantemente que suas atividades não são essenciais para ninguém.

No Brasil, já se espera que a taxa de desemprego ultrapasse 25%. Trata-se de um valor superior à taxa de desemprego vivenciada nos EUA durante a Grande Depressão.

Até o momento, perde-se infindáveis tempo e energia debatendo-se sobre o que é mais importante, proteger a vida ou a economia, como se ambas as medidas fossem perfeitamente separáveis.

De um lado, há aqueles que defendem o fim total da quarentena com o argumento de que o esfacelamento econômico causado por ela será muito pior do que a eventual difusão da Covid-19. De outro, há aqueles que afirmam que proteger pessoas é muito mais importante do que qualquer economia minimamente funcional, de modo que a quarentena deve ser mantida por tempo indeterminado, até as infecções e mortes começarem explicitamente a cair.

No final, a grande realidade é que tal dicotomia não existe. Não há vida digna e saudável com a economia em frangalhos. E não há economia forte com uma população sem saúde.

E tampouco, ao contrário do que dizem as propagandas oficiais de governos estaduais, a economia é "fácil de ser recuperada". Se fosse realmente simples assim, não haveria preocupação com recessões.

Por isso, se tivermos de fazer uma escolha, é bom levarmos em consideração o que vai abaixo.

No artigo a seguir, alguns fatos e dados médicos sobre a relação entre saúde e desemprego. O leitor é livre para tirar suas conclusões.

_______________________________________________


O presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, Jerome Powell, anunciou que os dados econômicos que estão sendo divulgados "são os piores dados econômicos que já vimos".

Isso se deve em parte a vinte anos de crescimento econômico impulsionado por estímulos artificiais, baseados em inflar e sustentar bolhas por meio da expansão do crédito a juros baixos. Mas, agora, a situação é muito pior pelo fato de que muitos governos paralisaram as economias de seus estados e nações, fecharam empreendimentos e ainda adotaram inúmeras intervenções quem impedem que os mercados se adaptem à nova realidade de consumidores e trabalhadores em um mundo com um risco exacerbado de doenças.

O resultado foi um desemprego catastrófico. Nos EUA, cujos dados divulgados já estão mais avançados, 30 milhões de americanos já entraram com o pedido de seguro-desemprego nas últimas seis semanas (uma pesquisa coloca em 50 milhões o número de americanos que já pediram o seguro-desemprego). Nos estados que insistem em continuar com políticas extremas e coercitivas de fechamento econômico, os números só pioram.

Infelizmente, muitos formuladores de políticas públicas continuam agindo como se os custos associados a essas paralisações fossem mínimos ou insignificantes (ou, na melhor das hipóteses, fáceis de serem recuperados). E aqueles que ousam se manifestar contra as paralisações – seja da perspectiva da proteção dos direitos humanos ou simplesmente por motivos pragmáticos – são prontamente acusados de estarem colocando o odioso lucro acima da saúde pública.

A realidade, no entanto, é que, quando o desemprego leva ao empobrecimento ou à perda do status social, ele se torna um grande problema de saúde.

Isso é comprovado de maneira evidente em pesquisas que vêm sendo empreendidas há anos. Mas como essa narrativa não apoia o míope e obstinado impulso de "combater a Covid-19" a todo custo, muitos políticos e "especialistas" simplesmente optam por ignorar esses fatos. Os formuladores de políticas públicas continuam agindo com se tudo fosse ficar bem tão logo os políticos decidam unilateralmente que já houve "testagens suficientes" ou que as coisas estão "sob controle". 

O custo do desemprego: um estudo das pesquisas

Falando sobre o desemprego causado pelo fechamento de empresas na crise de 2008 e 2009, uma matéria de 2014 da revista Harvard Public Health afirma:

Aumentaram em 83% as chances de novos problemas de saúde provavelmente desencadeados pela perda de empregos – condições relacionadas ao estresse, como acidente vascular cerebral, hipertensão, doenças cardíacas, artrite, diabetes e problemas emocionais e psiquiátricos.

O risco de morte também aumentou:

Uma meta-análise de 2011 das pesquisas internacionais – publicada na Social Science & Medicine por David Roelfs, Eran Shor, Karina Davidson e Joseph Schwartz – descobriu que o risco de morte era 63% maior, durante os períodos de estudo, entre aqueles que vivenciaram desemprego do que entre aqueles que não perderam seu emprego, ajustando-se para idade e outras variáveis.

E para os homens os impactos costumam ser piores: 

Um estudo de 2009 sobre o impacto da crise do petróleo dos anos 1980 [quando o preço do petróleo caiu forte e várias petrolíferas quebraram] e da recessão subsequente na Pensilvânia, publicado pelos economistas Daniel Sullivan e Till von Wachter no Quarterly Journal of Economics, descobriu que, um ano após os homens terem perdido seus empregos em uma onda de demissões em massa, suas chances de morrer dobraram.

Em um estudo sobre o efeito do crescimento econômico na morbidade no século XX, M. Harvey Brenner escreve no International Journal of Epidemiology que

a ampla e crescente literatura sobre desemprego e saúde é altamente consistente em comprovar a elevada morbimortalidade associada ao desemprego e à expulsão da força de trabalho.

A literatura sobre os desempregados de longa duração também mostra maior exposição ao alcoolismo e uso de outras substâncias psicotrópicas, como tabaco e alimentos baratos e menos nutritivos. 

Igualmente importante, os desempregados de longa duração estão especialmente em risco de terem relações familiares despedaçadas e amizades prejudicadas, além do isolamento social induzido pela própria perda de emprego.

Neste estudo de 2003 sobre desemprego no Journal of Health Economics, os autores concluíram:

O desemprego aumenta o risco de morte de 5,36% para 7,83% — ou seja, o risco aumenta 46%.

E, quando se consideram mortes não-causadas por câncer ou problemas cardiovasculares, o desemprego mais do que duplica esse risco, e tal efeito é significativo. Também para suicídios, o efeito estimado do desemprego é significativo, e a estimativa pontual implica que o desemprego aumenta o risco de suicídios em 145%.

Os efeitos do desemprego na saúde também pioram quanto mais cedo no ciclo a pessoa fica desempregada. Em um estudo finlandês sobre desemprego, Pekka Martikainen descobriu que

Homens desempregados pela primeira vez em 1990, 1991 ou 1992 tiveram, respectivamente, 111%, 72% e 35% maior mortalidade padronizada do que os homens que permaneceram empregados.

Em outras palavras, aqueles que ficaram desempregados primeiro – ou seja, em 1990 – tiveram maior mortalidade do que aqueles que ficaram sem emprego nos anos posteriores. Mas a conclusão geral foi familiar. A mortalidade aumentou consideravelmente para aqueles que ficaram desempregados:

foi observado um excesso de mortalidade de 47% entre os homens desempregados ou trabalhando em regime de tempo parcial por outros motivos que não a doença, após ajuste por idade, região geográfica, classe social, tabagismo, consumo de álcool, peso e doença pré-existente conhecida.

Além disso, os efeitos a longo prazo podem ser significativos. Em um estudo sueco sobre o efeito a longo prazo do desemprego, os pesquisadores descobriram que

A mortalidade relacionada ao álcool foi significativamente aumentada entre homens e mulheres que perderam o emprego.

Para os homens, o risco de morte relacionada ao álcool era mais que o dobro para os desempregados do que para os empregados. O risco era quase o dobro para as mulheres. O mesmo estudo também mostrou que, para homens que ficaram desempregados, o risco de morte a longo prazo por suicídio era mais que 40% maior do que o empregado. Até o risco de morte por "acidentes de trânsito" tornou-se maior após surtos de desemprego.

Os autores concluem:

No mínimo, o desemprego afetou um segmento vulnerável da população, particularmente homens jovens, homens solteiros e homens de baixa escolaridade ou renda.

Pior ainda: os efeitos do desemprego tendem a ser ampliados por períodos anteriores de desemprego, pois "o risco de ficar desempregado é maior entre pessoas que já tiveram experiência anterior de desemprego. Isso foi chamado de 'cicatriz', 'dependência de caminho' ou 'dependência do estado'. "

Isso aumenta os efeitos do desemprego na saúde entre os grupos mais desfavorecidos economicamente.

Não é de se surpreender que o aumento do desemprego também aumente o risco de morte por causas relacionadas às drogas. Neste estudo de 2017,

os pesquisadores descobriram que um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do município está associado a 0,2 mortes adicionais relacionadas a drogas opioides por 100.000 residentes do condado, um aumento de 3,6% em relação à taxa média de 5,4 mortes por 100.000. 

Similarmente, há um aumento de 3,3% na taxa de todas as mortes relacionadas a drogas. No que tange a emergências médicas, um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do município está associado a mais 0,95 visitas às emergências médicas por overdose de opioides por 100.000 habitantes, um aumento de 7%.

Estudos já começaram a ser publicados em nossa atual recessão. Embora não estudem diretamente o desemprego, um novo estudo de dados suíços sobre as "consequências relacionadas à saúde mental da mitigação da COVID-19" (ou seja, quarentenas, lockdown e paralisações econômicas), os autores concluíram:

O estudo projeta que o indivíduo médio sofreria 0,205 AVP [anos de vida perdidos] devido às consequências psicossociais das medidas de mitigação da Covid-19. No entanto, essa perda seria inteiramente suportada por 2,1% da população, que sofrerá uma perda média de 9,79 AVP. […] Os resultados apresentados aqui provavelmente subestimarão o verdadeiro impacto das estratégias de mitigação nos AVP.

Em outras palavras, as estratégias de "mitigação" que supostamente salvam vidas estão apenas transferindo o fardo de algumas pessoas para outras. Em alguns casos, as quarentenas representam quase uma década de anos perdidos, graças ao farol imposto à saúde mental.

Confrontados com os custos prováveis de suas políticas de quarentena, muitos recorrerão à afirmação de que a aritmética básica pode nos dar a resposta. "Quantas mortes são causadas pelo desemprego versus a Covid-19?" Essa alegação tem como premissa a ideia de que cabe aos defensores da liberdade provar que o número de mortes causadas pela destruição econômica superará o número total de mortes pelo Covid-19. Na opinião dos defensores da quarentena, se o número líquido de vidas salvas pela quarentena continuada for de uma única pessoa, então suas políticas de massacre da liberdade individual e do estado de direito serão totalmente justificáveis.

Eles estão errados, é claro. O ônus da prova é todo deles. Afinal, são eles que defendem a violência. Ou seja, são eles que desejam multar e até mesmo prender pessoas não-violentas que querem apenas abrir suas lojas, ou irem trabalhar, ou venderem seu trabalho em troca salários. Se essas pessoas não se sujeitarem, os defensores da quarentena e do lockdown abertamente afirmam que tais "desobedientes" devem ser trancados em jaulas ou arruinados financeiramente por meio de multas, ações judiciais e acusações criminais.

Os oponentes das quarentenas, por outro lado, desejam apenas permitir que as pessoas exerçam sua liberdade.

O ônus da prova recai sobre aqueles que desejam usar os poderes da polícia e o monopólio estatal da violência para coagir todos os outros.

Por fim, a verdade é que os "especialistas" não têm ideia de como ou em que quantidade as quarentenas estão realmente impedindo a propagação de doenças ou de como o emprego e o crescimento econômico seriam afetados na ausência de quarentenas forçadas. Os proponentes da quarentena simplesmente não têm dados suficientes para justificar sua posição. Não há nenhum artigo acadêmico específico sobre isso. Há apenas modelos matemáticos.

Tudo o que eles sabem é que desejam forçar as pessoas a abandonarem seus empregos, abandonarem suas lojas e viverem de esmolas do estado. Como resultado, muitos se matam. Outros vários terão uma overdose de drogas.



autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.



  • Fabrício  05/05/2020 19:57
    Piada pronta: a sumidade defensora do confinamento, o tal Neill Ferguson, do Imperial College, a quem todos os políticos obedecem caninamente, acabou de pedir demissão do Imperial College.

    Motivo: ele foi flagrado desobedecendo a quarentena que ele próprio mandou impor … para ir se encontrar com a amante casada!

    Exclusive: Government scientist Neil Ferguson resigns after breaking lockdown rules to meet his married lover

    Isso prova que nem mesmo essa gente acredita nas próprias bostas que defendem e que impõem ao populacho.
  • Carlos Alberto  05/05/2020 20:49
    E detalhe: ele próprio tinha sido diagnosticado com coronavírus, e mesmo assim saiu de casa pra infectar a amante casada (o que significa que ela pode ter contaminado o marido).

    Enquanto o resto do mundo definha porque políticos imbecis adotaram as políticas sugeridas por esse espertalhão, ele próprio não está nem aí para elas, não acredita nelas, e ainda sai por aí lépido e fogoso, comendo e contaminando a mulher dos outros.
  • anônimo  05/05/2020 21:33
    Em 2001, ele foi o principal responsável pela matança de 4 milhões de vacas para evitar a vaca louca. Parece que ele não vai sossegar enquanto não esfaimar todo mundo.
  • Marcelo  05/05/2020 21:28
    A quarentena é um problema dez vezes pior que a doença.
    Só não vê quem não quer.
  • Humberto  06/05/2020 00:11
    Lockdown para o populacho, loiras casadas para mim.
  • Fernando  05/05/2020 21:38
    Fabrício,
    Nao to te entendendo, tu não furava essa quarentena tb nao? rs
    Compreendo perfeitamente o cientista.
  • Fabrício  05/05/2020 22:40
    É claro que furo. Mas, ao contrário do elemento, eu não saio por aí, do alto de minha hipocrisia, ordenando que os outros têm de ficar em casa (e defendendo prisão pra quem desobedecer) enquanto eu fico dando meus rolês. E o pior: o bicho tava contaminado. Se fosse o cidadão comum, era cana. Mas como se trata do queridinho dos ditadores, houve apenas um pedido de desculpas.
  • Jesus  05/05/2020 21:56
    Faça o que eu digo, não faça o que faço.

    Se é assim nao existiria médico fumante ou que comesse um podrão.
    Assim fica parecendo aquelas crianças reclamando do pai que pode ficar acordado até tarde enquanto a criança tem que dormir às 9 da noite
  • Fabrício  05/05/2020 22:46
    Médico fumante e que come podrão não é incoerência nenhuma. Ele não agride minhas liberdades individuais, não defende meu encarceramento, não proíbe pessoas de trabalharem ou empreenderem, e não condena ninguém à inanição. Aliás, ao contrário: esse tipo de médico costuma ser extremamente pró-liberdade.

    Incoerência zero desse tipo.
  • Imperion  06/05/2020 00:44
    Um podrão não é ruim. Só se vc comesse isso. Um podrão tem doses de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas. Já aquele médico que proíbe tudo é fruto de uma campanha. Um "especialista" genérico. Antigamente contratavam um ator, colocavam embaixo do nome dele que era médico, mas ninguém conseguia ler.

    Não é proibido um médico comer um lanche. Isso seria um atentado à liberdade dele. Já acreditar em campanha sem nexo, muita gente faz. E como todo mundo cai em incoerência, é melhor corrigirmos as nossas.
  • Jesus  06/05/2020 14:03
    Mas aí vc precisa dar nome aos bois. O Fergunson não obrigou a quarentena, ele sugeriu com base nos seus conhecimentos técnicos. Aliás, não só ele como uma série de outros especialistas. Poucos, muito poucos, eu diria, são contra as medidas de restrição.
    Quem determinou tais medidas foram os governantes eleitos pelo povo, os países considerados mais livres do mundo.

    Curiosamente, a Bielorrússia, do autocrata Lukashenko, não está adotando medidas de restrição. Outro autocrata, dessa vez o do Turcomenistão, proibiu o uso da palavra coronavirus na imprensa e diz que a vida tem que seguir normalmente no país
  • Pôncio  06/05/2020 14:36
    E a ditadura da Suécia, ela fez o quê?
  • Drink Coke  08/05/2020 22:55
    A Suécia é o país da escandinavia com mais casos de mortes por coronavirus disparado (mesmo levando em conta o tamanho da população) e o único que não conseguiu diminuir a curva de contaminados, por que será em?
  • Fabrício  09/05/2020 00:54
    Eis as curvas de contaminação de cada um:

    Suécia:
    tradingeconomics.com/sweden/coronavirus-cases

    Noruega:
    tradingeconomics.com/norway/coronavirus-cases

    Dinamarca:
    tradingeconomics.com/denmark/coronavirus-cases

    Finlândia:
    tradingeconomics.com/finland/coronavirus-cases

    Todas rigorosamente iguais.

    Conclusão: ao menos por enquanto, não há nenhum indicativo de que lockdown altera o contágio.

    De resto, já que vocês defensores gostam, vá discutir com a OMS, que já disse que a Suécia é o modelo a ser seguido:

    OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é "modelo a ser seguido"

    Por que afinal a OMS passou a recomendar a Suécia, e não a Noruega e a Dinamarca (que fizeram quarentena)? Se Dinamarca e Noruega estão tão melhores, por que então a OMS recomendou que se copie a Suécia e não a Noruega e a Dinamarca? Só quero entender. Peça iluminação lá para os seus mestres.
  • Drink Coke  09/05/2020 02:16
    Todos iguais? O que?

    A Suecia tem 3 mil e poucas mortes já. A noruega tem 200 e pouco, a finlandia 200 e pouco e a dinamarca 500, e você diz que estão iguais?

  • Fabrício  09/05/2020 00:56
    Aliás, voltando à OMS, ela simplesmente passou a dizer que NUNCA aconselhou a aplicação de confinamento como medida para o combate ao coronavírus.

    fr.sputniknews.com/international/202004271043659394-loms-dit-ne-jamais-avoir-conseille-le-confinement-contre-le-coronavirus/

    E aí, como é que você sai dessa? Qual será a desculpa agora? Os governadores que confinaram a população, fecharam e mandaram prender os "desobedientes" dizendo que estava seguindo as recomendações da OMS, exatamente como você defende, serão cassados?

    Será que vocês fanáticos torcedores do Corona podem ao menos chegar a um consenso mínimo? É pedir muito?

    Por fim: além de não existir nenhum modelo científico estabelecendo a correlação exata entre níveis de confinamento e de evolução da epidemia, a própria OMS já voltou atrás e, além de alertar que o contágio está se dando em casa, falou agora que os países mais pobres não devem adotar isolamento. O lockdown, que você defende, é uma aventura mística.


  • Tulio  09/05/2020 01:10
    Reportagem da TV espanhola sobre a Suécia, que responde exatamente a essa pergunta. A vida segue absolutamente normal por lá:


  • Medico Fumante  08/05/2020 02:10
    Obrigado!
  • Honesto  05/05/2020 20:00
    Ataques a tiros*, como aquele que aconteceu em Suzano ou em Charleston, são mais frequentes onde acesso a armas é mais fácil, dizem pesquisas

    Por isso que devemos proibir a venda de armas

    oglobo.globo.com/mundo/ataques-tiros-sao-mais-frequentes-onde-acesso-armas-mais-facil-dizem-pesquisas-21905383

    www.wired.com/story/the-looser-a-states-gun-laws-the-more-mass-shootings-it-has/

    *Problemas psiquiátricos

    Vocês escolhem quando os especialistas estão corretos?

    Quando é a favor da ideologia, os especialistas estão corretos... quando é contra, os especialistas são comunistas
  • Destruidor  05/05/2020 20:20
    Pra começar, seus dados não são conclusivos simplesmente porque há outros dados que os contestam. E nem precisa ir muito longe. Os estados mais permissivos dos EUA com armas são Wyoming, Montana, Idaho e Alaska. Raríssimos casos de tiroteios em massa aí. Em Wyoming, mesmo, nunca teve nenhum.

    Já na Califórnia, um dos estados mais rigorosos, vive tendo massacre.

    www.mises.org.br/article/2176/porte-de-armas-nos-eua-cresce-178-em-sete-anos-criminalidade-despenca

    O estado mais violento é o Distrito de Columbia, o qual, "curiosamente" é o que tem menos pessoas armadas.

    Já no Alaska, 61,7% da população está armada, mas os homicídios por arma de fogo são de 2,7 para cada 100.000 habitantes.

    Já a Califórnia é bem mais violenta que o Alaska, e bem mais desarmada: apenas 20% da população possui armas, e o homicídios por arma de fogo são de 3,4 para cada 100.000 habitantes.

    Ou seja: os californianos estão muito mais desarmados, mas lá se mata 26% mais que no Alaska.

    Enquanto isso, estados extremamente armados, como Idaho, West Virginia, Wyoming, Montana, Dakota do Norte e Havaí possuem as mais baixas taxas de homicídios por armas de fogo.

    Ou seja, veio sacar no lugar errado, campeão. Aqui o nível é mais alto. Volte para as discussões de Facebook.

    Já os dados de desemprego e saúde você é livre para contestá-los. E confesso grande interesse: será a primeira vez que verei um esquerdista dizendo que desemprego e recessão são totalmente inócuos para a saúde e bem-estar das pessoas. Se você conseguir apresentar estes que prometeu (desemprego e recessão não afetam saúde e bem-estar), você aniquila completamente a esquerda.
    Aguardo ansioso.
  • Daniel  05/05/2020 20:25
    Também estou curiosíssimo: será que ele vai apresentar dados que mostram que desemprego e recessão não têm nada a ver com saude e bem-estar? Se fizer isso realmente é o fim da esquerda.
  • Honesto  06/05/2020 20:58
    Não vou, mas vou deixar para próxima
  • Honesto  05/05/2020 20:57
    Está bom?


    www.statista.com/statistics/215655/number-of-registered-weapons-in-the-us-by-state/

    www.statista.com/statistics/811541/mass-shootings-in-the-us-by-state/

    P.S. Sem falar que as suas estatísticas são puras demais, ou seja, o espaço amostral é muito pequeno já que você pegou entre os estados menos populosos dos EUA (Wyoming, Virginia do Norte, Alaska, Idaho e Hawaii). Então, você corre o risco de cometer um erro parecido com este daqui:

    *Ver o número de casos por um milhão de pessoas (casos per capita vezes um milhão) dos países menos populosos do mundo (e que foram afetados)
    Andorra, Luxemburgo, San Marino, Islândia, Catar

    Está no Google maps:
    news.google.com/covid19/map?hl=pt-BR&gl=BR&ceid=BR%3Apt-419
  • Aprendiz de EA  05/05/2020 23:50
    Senhor Honesto, certo então, vamos fazer um pequeno exercício:

    -> No estado do Texas temos 725.368 armas de fogo registradas, e segundo a sua fonte, 11 mass shooting, o que se considerarmos que cada mass shooting envolveu somente uma arma de fogo, temos então que ~0,0015% das armas em posse de civis chegaram a ser usadas em mass shootings;

    -> Na Califórnia 376.666 armas estão registradas em posse de civis, e tivemos 20 mass shootings, o que nos diz que ~0,0053% das armas foram usadas em mass shootings;

    -> Flórida, 432.581 armas registradas, 12 mass shootings, ~0,0027% das armas envolvidas em mass shootings;

    E assim por diante, a porcentagem de pessoas que compra armas pra fazer m*rda é ínfima, e lembre-se, em vários estados o registro de armas não é obrigatório, o que significa que a quantidade real de armas em circulação provavelmente é bem maior, o que torna as porcentagens ainda mais insignificantes!

    Aí vai uma sincera pergunta pra você: Você de fato acha justo que todos, sem exceção, sejam proibidos de ter armas mesmo sabendo que menos de 0,006% delas chegam a ser usadas em tiroteios em massa? Chegamos mesmo à um ponto em que as ações de uma ínfima minoria de loucos servem como desculpa para retirar direitos de todo mundo? Se fôssemos seguir essa linha, deveríamos sair proibindo quase tudo sem dó nem piedade, você não acha?

    E aliás, segundo a sua fonte, a contagem apresentada é de todos os mass shootings que ocorreram nos últimos 37 anos, o que faria as taxas que calculei parecerem ainda menores, e antes que me ataque dizendo que pessoas morreram, sim, pessoas morreram, e isso é trágico, mas de novo, se fôssemos pensar dessa forma teríamos que proibir uma infinidade de coisas.

    Outro ponto interessante da sua fonte é o critério para classificar um evento como mass shooting, um tiroteio no qual quatro ou mais pessoas morrem, eu só acho que se formos aplicar tal lógica por aqui teríamos uns 10 mass shootings por semana, isso sendo muito otimista, e o Brasil tem uma legislação de armas extremamente rígida, como você me explicaria isso?

    "Ah mas e os demais homicídios e crimes envolvendo armas?", bom eu não tenho dados sobre isso e no momento não estou com vontade de pesquisar, mas suponho que as porcentagens nesse caso, embora maiores, ainda fiquem abaixo de 1 ou 2, e isso sem contar o fato de criminosos geralmente não comprarem armas no mercado formal e as registrarem em seus nomes, por motivos óbvios.

    Abraços!
  • Amante da Lógica  05/05/2020 20:26
    Também estou curiosíssimo: será que ele vai apresentar dados que mostram que desemprego e recessão não têm nada a ver com saude e bem-estar? Se fizer isso realmente é o fim da esqurda.

    Sua comparação é tão esdrúxula que é até constrangedora. E eu vou lhe mostrar.

    Para o bem do debate, vou partir do princípio de que você está corretíssimo quanto às estatísticas sobre arma de fogo. O que isso afeta o debate? Nada. E por um simples motivo:

    O direito do indivíduo de se defender a si próprio não depende de estatísticas. E em nada importa se ele vive em uma cidade violenta ou em uma cidade extremamente pacífica. Seu direito à auto-defesa não pode ser suprimido e não é função de probabilidades. Trata-se de um direito baseado na dignidade do indivíduo, e não em médias estatísticas.

    O direito à defesa própria é uma liberdade que qualquer indivíduo possui pela simples virtude de ele ser um ser humano. Ninguém pode me tirar esse direito baseando-se em estatísticas e probabilidades. Eu não perco esse direito só por causa de algumas estatísticas. Se fosse assim, esse mesmo argumento poderia também ser usado para se proibir qualquer outro tipo de auto-defesa, como aulas de artes marciais e defesa própria.

    Ou seja, permitir armas é uma política de respeitar as liberdades individuais.

    Já o confinamento é exatamente o contrário: é um ataque às liberdades individuais e ao padrão de vida de toda uma população. E, de quebra, ainda acaba com a saúde do indivíduo.

    Permitir que o cidadão se arme é exatamente o oposto de proibir o cidadão de trabalhar e empreender, e fazê-lo adoecer por causa disso.

    E o fato de você dizer que ambos são a mesma coisa mostra tudo o que é necessário para saber sobre você.
  • Felipe L.  05/05/2020 20:45
    Puxa, não sabia que em Suzano eu podia comprar uma AR-15 pelo Mercado Livre e receber em casa, junto com a documentação pronta.
  • Aprendiz de EA  05/05/2020 20:59
    "Vocês escolhem quando os especialistas estão corretos?"

    Não amigo, quem faz isso é o próprio cientista, é ele quem escolhe se quer apresentar dados concretos, pesquisas sérias e com metodologia consistente ou se prefere lacrar e se esconder atrás do diploma, nós nada podemos fazer além de contestá-lo apresentando os erros.

    E sim, existem estudos que me fizeram mudar drasticamente de ideia sobre determinados assuntos, mas esses tinham embasamento sólido e metodologia bem mais imparcial do que muitos dos que se vê por aí. Eu amo a ciência e acredito que a grande maioria dos que aqui estão também amam, mas a ciência de verdade.

    No mais, aprenda uma coisa, não é por que o cidadão tem um diploma que ele é honesto e politicamente neutro, eu sinceramente queria saber de onde surgiu essa fé cega que os vermelhinhos tem em pessoas diplomadas, sério, uma pessoa com diploma continua sendo uma pessoa, se antes era corruptível depois de formada continua sendo, PhDs também tem posições políticas e ideológicas como qualquer reles mortal. Então não negue a ciência, mas também não tenho uma fé cega nela, fique com o pé atrás especialmente com estudos alarmistas, pois a história nos mostra que os profetas do apocalipse sempre estiveram todos errados, sem exceção (Veja a galera lá nos anos 1960 que previa meio mundo morrendo de fome até os anos 80 por exemplo). Enfim, não leve tudo a sério cegamente, tenha bom senso e seja leal à si mesmo.

    "Quando é a favor da ideologia, os especialistas estão corretos... quando é contra, os especialistas são comunistas"

    Eu dou muita risada quando um esquerdista diz isso, ninguém nega mais a ciência quando lhe convém do que a esquerda, experimente chegar em um desses progressistinhas cheios de "virtudes" e mostrar pra ele um dos vários estudos que mostram que pessoas casadas tendem a se sentir mais realizadas na vida e à estar mais sexualmente satisfeitas que pessoas solteiras (ou qualquer outro estudo que vá contra as convicções deles), sério, só experimente, eu já tentei e fui chamado até de Nazista. Agora a melhor parte é quando se conversa sobre economia com um canhoto, é triste, chega a beirar o terraplanismo, você pode mostrar as várias evidências de que países mais economicamente liberais tendem a enriquecer mais e se recuperar mais rápido de crises, mas não adianta, eles te chamam de fascista e é isso.

    Quanto à chamarmos especialistas de comunistas, amigo, por favor, aqui não é site de bolsominion, eu mesmo nunca vi nenhum autor daqui fazer isso, mas se você acha que tal coisa ocorre eu lhe convido a me mostrar um artigo como exemplo, do contrário você terá que admitir que nem se deu ao trabalho de conhecer antes de sair fazendo acusações idiotas. ;)

    Abraços!
  • anônimo  05/05/2020 22:45
    Não, mas o fato de ele ter um diploma não o caracteriza com 100 por cento de toda verdade universal. Uma das técnicas de lavagem cerebral na mídia é fazer ouvir especialista entre aspas, qualquer um. Muitos são burocratas que só estão num cargo por indicação política e não por merecimento, sem nunca ter feito nada de relevante pra ser considerado uma"autoridade".

    Isso porque as pessoas tendem a seguir opiniões de autoridade. Então vamos fabricar uma. Peguemos alguém com um diploma, serve de uma dessas universidades com vies ideológico, cuja defesa de seu curso não passa numa banca séria. A grande maioria da população nem sabe o que é isso. Ah, que beleza, mas o cara tem "diproma".

    A grande maioria nunca deu qualquer grande contribuição para a ciência.
  • Carlos Lima  05/05/2020 21:46
    olá. sou leigo no assunto e gostaria de lhe perguntar, VIU SR. HONESTO, porque aqui no brazíu, onde o controle de armas é extremamente rigoroso, morre mais gente vítima de armas de fogo do que nos estados unidos, onde tem arma quem quer, e a população é bem maior que a nossa. será que todo este noticiário q vemos diariamente na mídia, mostrando um monte de gente morrendo vítima de balas, não passa de fake news? eu sei que minha vida não me pertence. ela pertence aos criminosos de paletó e gravata que vivem sob as asas da mamãe estado, mas se eu for atacado por criminosos fazendo uso de meios letais, e quiser me defender, defender minha família, e defender minha propriedade, fazendo uso também de meios letais, assumindo total responsabilidade pelos meus atos, será que eu posso? vc deixa? ou prefere que eu seja um covarde da sua laia? se eu vou morrer, posso morrer lutando, ou seria mais politicamente correto pedir liçença um segundinho aos criminosos, e dar uma ligadinha pra polícia? estou realmente curioso pra saber sua resposta.
  • 5 minutos de IRA!!!  07/05/2020 13:54
    Cara... você fala em ataques em massa!! Isso é uma parcela tão ínfima das mortes por tiro!! Quando se defende o porte de armas, trata-se de filosofia libertária e de defesa contra assaltos, invasões, terroristas, Estado opressor (algo que não anda sempre nas estatísticas) e, claro, contra atiradores malucos.

    Pra vc ter ideia, aqui no Brasil, morrem, sei lá, 20 em tiroteio em escolas e 60 mil no resto............ esse é o teu dado matador!?

    Mesmo se a mortalidade por armas de fogo aumentar com o aumento do porte de armas, vc teria de saber se morreu mais agressor ou defensor. Sendo que os agressores já andam armados por ai, acho que a resposta é obvia.

    Tem mais!!! Não há estatística de quantos assaltos e mortes foram evitadas simplesmente pela presença de arma de fogo nas mãos do defensor, sem que tenha havido ao menos disparos............

    Ah, vai cantar de galo em outro chiqueiro, quer dizer........ galinheiro!!!!!!!!
  • Luciano  05/05/2020 20:37
    Mas aqui no Brasil, por enquanto, tá até bom. Se você reclamar, ganha um cala boca. Se sair para passear, o governador vai prender você.

    Já na Rússia, se você reclama das medidas do governo, você simplesmente é jogado da janela.

    Médicos russos críticos da resposta à pandemia caíram de janelas abaixo
  • Felipe L.  05/05/2020 20:44
    Agora aplica isso ao Brasil: imagina o coitado que ficou sabe-se lá quanto tempo procurando um emprego e, agora, simplesmente ele perdeu isso. E pode ser mais difícil voltar a ter um pois muitos dos negócios, se não faliram, simplesmente ficaram descapitalizados, pois as contas para pagar não evaporaram. Não recuperamos nem direito do estrago de 2015, ano passado houve aquele crescimento porcaria e que foi motivo de comemoração de muita gente (e não muito diferente de 2018, com greve de caminhoneiro e incerteza eleitoral). É como se eu comemorasse com grande entusiasmo quando o prefeito decide tampar os buracos com aqueles farelos esquisitos e que acabam virando outro futuro problema.

    Some-se isso à desvalorização cambial (alguém ainda acredita que o governo iria abater a dívida vendendo reserva depois de destruir a moeda?), que continua asfixiando cada vez mais os empregadores com crescentes custos de produção, e se tem uma verdadeira hecatombe.

    Alguém aí viu alguma medida supply-side? Corte de gastos? Redução de impostos e burocracias? Não, só a esmola do auxílio de R$ 600 e empréstimos que sabe-se lá como serão quitados, em uma reencarnação do New Deal. Só com aquelas filas gigantes para pegar esse auxílio, o estrago da contaminação já está dado. Pelo que eu saiba, não tem como o governo simplesmente fazer uma mágica e fazer brotar R$ 600 na conta de todo mundo. Há ainda muitas pessoas que ainda usam celulares com botão.

    Ainda irei confirmar se realmente no México está havendo esse corte de despesas (estou escrevendo um artigo sobre) pois, se realmente for o que está acontecendo, eu não ficaria muito surpreso pois nesse país, não importa quem esteja no poder, corremos um sério risco de ficarmos eternamente na mediocridade. Mesmo que fosse o NOVO no governo federal, eu duvido de que seria algo melhor.

    Só não estamos piores pois em alguns setores da economia houve deflação de preços. Deve ter um monte de desenvolvimentista morrendo de raiva ao ver isso, louco para querer impedir que isso aconteça, num verdadeiro exercício de sadismo.
  • Juan   06/05/2020 03:20
    Corte de gasto é medida supply side?

    Sobre o câmbio, basta ver os benefícios da desvalorização cambial é só notar que já tem empresa investindo em plena pandemia por causa do câmbio mais atrativo.
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,dolar-alto-faz-mondial-investir-na-fabricacao-de-eletroportateis-no-pais,70003292388.amp

    "Com o dólar se consolidando acima de R$ 5, entrou no nosso radar a fabricação local de mais produtos", afirma o sócio-fundador da empresA
  • Régis  06/05/2020 15:07
    Notícia de ontem:

    "A alta do dólar frente ao real também afetou o setor industrial, uma vez que os preços de insumos continuaram a aumentar a um ritmo acentuado. Como consequência, as empresas aumentaram seus preços de venda.

    O subsetor de bens de consumo foi o que registrou o aumento mais forte nos preços de insumos dentre as três categorias monitoradas.

    "Como se não bastasse, as empresas também estão sendo atingidas por aumentos de custos causados pelo enfraquecimento do real em relação ao dólar americano, forçando-as a aumentar seus preços de venda apesar da forte queda na demanda", disse Andrew Harker, diretor de Economia do IHS Markit"

    economia.uol.com.br/noticias/reuters/2020/05/04/producao-e-novos-pedidos-despencam-em-abril-e-contracao-da-industria-do-brasil-se-aprofunda-mostra-pmi.htm



    Ou seja, o dólar, longe de ajudar, está ferrando a indústria. Exatamente como sempre explicou este Instituto.
  • Supply-sider  06/05/2020 15:08
    "Corte de gasto é medida supply side?"

    Completamente. Explicado e desenhado aqui:

    www.mises.org.br/article/3006/ciclo-nefasto-a-economia-cresce-o-governo-gasta-e-os-gastos-do-governo-depredam-a-economia
  • Dr Liberdade  06/05/2020 15:52
    Como nem mesmo um parafuso de um ventilador ou um lubrificante de uma colheitadeira são fabricados no Brasil, ou pelo menos não com tecnologia nacional, a alta do dolar não faz bem como se costuma dizer por aí.
  • anônimo  05/05/2020 20:54
    nem é preciso dizer que nas épocas de menos capitalismo, eram comum as pessoas ficarem doentes, e agora com tudo parado regrediu se. vc nao tem e as pessoas que doavam nao tem tb. vão economizar. quem tiver desempregado vai ter menos assistencia.
  • Fiúza  05/05/2020 21:00


    Bostil acabou, dessa vez, oficialmente.
  • anônimo  05/05/2020 21:27
    a empresa descapitaliza, os trabalhadores que investiram perdem. a esquerda adora porque diz que trabalhador não deve ser capitalista.

    g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2020/05/04/fila-para-reaver-investimento-em-empresa-causa-aglomeracao-em-lorena-sp.ghtml
  • Gilberto  06/05/2020 03:03
    Gostei muito do texto, pois tinha muita dúvida se estávamos causando mais mortes pela quarentena do que pelo coronavírus. Mas os dados do texto, mesmo que com viés contrário à quarentena, me levaram a questionar minha visão de que a quarentena é negativa. Veja se o raciocínio é coerente:

    "O desemprego aumenta o risco de morte de 5,36% para 7,83% — ou seja, o risco aumenta 46%."

    Pelo que entendi, não é difícil fazer uma estimativa simplificada das mortes causadas pelo desemprego oriundo da quarentena.

    Se, em janeiro, tínhamos 11,20% de desempregados, totalizando 11,9 milhões, e passarmos a ter 25% (26,6 milhões), podemos verificar que a quantidade de mortes por conta disso seria os novos desempregados multiplicado pelo delta de risco de morte, ou seja: (26,6 milhões - 11,9 milhões)*(7,83%-5,36%) = 362 mil.

    Admitindo que não há nada mais sagrado que a vida, a questão é: a quarentena salva mais do que 362 mil vidas no Brasil?

    A taxa de mortalidade no Brasil hoje, sem ainda termos atingido o limite do sistema de saúde (pelo menos não aqui no DF) é de aproximadamente 7%. Assim, a quarentena vai impedir o contagio de 5,2 milhões de Brasileiros? É impossível dizer, pois não temos o contrafactual, mas não me parece absurdo acreditar que sim: a quarentena, se respeitada pela população, impedirá a contaminação de número superior a esse. Os EUA apresentaram crescimento de casos parecido com o Brasil, mas nós entramos em quarentena antes. Um mês e meio depois, os EUA (que entraram em quarentena um pouco mais tarde) tem 1,23 milhões de infectados, enquanto o Brasil tem 115 mil. (sobre esses dados, tirei daqui: www.youtube.com/watch?v=cyEGb1Osu0k)
  • anônimo  06/05/2020 16:58
    "A taxa de mortalidade no Brasil hoje, sem ainda termos atingido o limite do sistema de saúde (pelo menos não aqui no DF) é de aproximadamente 7%. Assim, a quarentena vai impedir o contagio de 5,2 milhões de Brasileiros? É impossível dizer, pois não temos o contrafactual, mas não me parece absurdo acreditar que sim: a quarentena, se respeitada pela população, impedirá a contaminação de número superior a esse.

    Há um "porém" nesse raciocínio. A quarentena não é adotada para impedir o contágio definitivo de 5,2 milhões de brasileiros. E sim para retardar esse contágio.

    A idéia por trás da adoção da quarentena, segundo os seus defensores, é que retarde a transmissão do virus para que menos pessoas sejam infectadas ao mesmo tempo, de forma que quando elas precisarem de atendimento hospitalar, o sistema de saúde não esteja em colapso e possa atender a todas.

    No entanto, a pandemia em si só acabará quando determinado numero de pessoas sejam infectadas independente da adoção ou não de quarentena.

    Sendo assim, a verdadeira variável a ser analisa é o diferencial de letalidade da doença antes e depois do sistema entrar em colapso. Isso porque as pessoas que morreram, ou morrerão, devido a COVID 19 as quais foi possível providenciar o tratamento adequado, não foram condenadas pela adoçaõ ou não da quarentena, e sim pelo virus em si.

    Se a taxa de letalidade atual é de 7%, quando o sistema ainda não está em colapso, após atingi-lo é preciso verificar para quanto aumentará essa taxa para aí então poder fazer a comparação. Essa seria a conta numérica que conseguiria medir o efeito real da quarentena.

    Dito isso, parece que a medida que realmente vai conseguir impedir mortes devido à COVID 19 é o aumento da capacidade do sistema de saude, somada a algum retardo imposto por esse quarentena para que seja possível providenciar esse aumento.
  • Sara  06/05/2020 21:53
    "A quarentena não é adotada para impedir o contágio definitivo de 5,2 milhões de brasileiros. E sim para retardar esse contágio."

    Realmente pela lógica a quarentena não impede a contaminação, ela apenas controla o agravamento dos casos em um único período de tempo, que por consequência impede o colapso do sistema de saúde.

    "Dito isso, parece que a medida que realmente vai conseguir impedir mortes devido à COVID 19 é o aumento da capacidade do sistema de saúde, somada a algum retardo imposto por esse quarentena para que seja possível providenciar esse aumento."

    Definitivamente é uma crise. Algo que não temos soluções rápidas e sem consequências diretas ou indiretas sobre outras questões tão importantes, como a economia por exemplo. Aumentar a capacidade do sistema também aumenta os casos em um único período de tempo. Será que temos tantos profissionais para trabalhar dentro do sistema expandido de saúde? Mais uma vez, a pandemia é um problema muito complexo, que precisa de novas estrategias de ambos os setores para diminuir os impactos, precisamos de planos econômicos que prevejam o futuro, precisamos de varias coisas, e ainda sim não sairemos ilesos da crise. É preciso muita cautela, e no momento que não temos nada sou a favor da quarentena, para que pelo menos dê tempo para se pensar em uma vacina ou medicamento que diminua os números.

  • Engenheiro e Economista  07/05/2020 01:17
    "Mais uma vez, a pandemia é um problema muito complexo, que precisa de novas estrategias de ambos os setores para diminuir os impactos, precisamos de planos econômicos que prevejam o futuro, precisamos de varias coisas, e ainda sim não sairemos ilesos da crise. É preciso muita cautela, e no momento que não temos nada sou a favor da quarentena, para que pelo menos dê tempo para se pensar em uma vacina ou medicamento que diminua os números."

    Concordo plenamente que a pandemia é um problema de extrema complexidade que precisaria de estratégias que ainda não sabemos como adota-las. A adoção da quarentena é uma estratégia, mas o problema é que todos os estudos que li sobre sua adoção, partem do pressuposto que ao adota-la, estaríamos salvando vidas, e nunca se mensura os efeitos colaterais de sua adoção.

    Ou seja, e se, ao adota-la, o numero de mortes no futuro seja muito mais elevado devido a recessão econômica provocada por ela? Nenhum grafico de mortes por COVD-19 leva esse efeito colateral em consideração.

    Ademais, e se a quarentena não for eficaz no retardamento do espalhamento do virus? ou seja, o numero de infectados não seria muito diferente com ou sem sua adoção?.. Aí seria o pior dos mundos, porque além das mortes naturais provocadas pela doença, teríamos ainda mais mortes provocadas pela recessão economica.

    De qualquer maneira, temos que entender a situação delicada que esse virus nos expos. Deixar ele infectar a todos ao mesmo tempo, também pode ser fatal demais, matando pessoas que talvez não morreriam caso tivessem o atendimento médico adequado. Me parece meio intuitivo que de fato uma quarentena tenha algum efeito de retardar a proliferação do virus, ainda que possa ser um efeito muito pequeno.

    Portanto quando você diz que é a favor da quarentena, de alguma maneira, mesmo que intuitivamente, você pesou essas contas todas e entendeu que vale o risco de matar mais gente depois do que matar agora.

    Não tem nada de fácil nessas escolhas e me parece totalmente inadequado as pessoas crucificarem quem critica a adoção da quarentena dizendo que elas são "genocidas".

    É preciso, como vc disse, entender a complexidade dessa situação.

  • José Ricardo  06/05/2020 11:51
    Se eu entendi bem agora o pessoal libertário está preocupado com o desemprego?
    Até ontem quem era desempregado eram aqueles ineficientes ou que não se esforçavam o suficiente e deveriam sofrer as consequências disso. Deveriam ser deixados à míngua para aprenderem e servirem de lição aos demais.
    Agora aparece este instituto preocupado com as consequências sociais e humanas que o desemprego causa.
    Quando estiverem defendendo uma política fiscal e monetária contracionista eu vou lembrar disso
  • Régis  06/05/2020 14:35
    "Se eu entendi bem agora o pessoal libertário está preocupado com o desemprego?"

    Sempre fomos, não é à toa que defendemos políticas de liberdade econômica, que facilitam o empreendedorismo e a contratação de mão de obra.

    Se fossemos anti-emprego, seríamos de esquerda e defenderíamos a total restrição do mercado de trabalho.

    "Até ontem quem era desempregado eram aqueles ineficientes ou que não se esforçavam o suficiente e deveriam sofrer as consequências disso."

    Gentileza apontar um único artigo que fala exatamente sobre isso. Gentileza apontar um artigo que diga que desempregado é exclusivamente aquele que não se esforça e que por isso mesmo "deve sofrer as consequências disso".

    Você está confundindo as filosofias, meu chapa. Quem tem esta retórica são os adeptos da furada teoria da meritocracia, algo que nem existe.

    "Deveriam ser deixados à míngua para aprenderem e servirem de lição aos demais."

    Está desafiado a apontar um único artigo que diga exatamente isso. Caluniar é baratinho. Ter a hombridade de sustentar seus pontos é o que separa o homem dos molequinhos.

    "Agora aparece este instituto preocupado com as consequências sociais e humanas que o desemprego causa."

    Se não estivesse preocupado, nem sequer teria razão de existir. Não é preciso fazer nada para se defender um arranjo anti-emprego e pró-economia amarrada, com empregos bons apenas no setor público. Exatamente como você defende.

    "Quando estiverem defendendo uma política fiscal e monetária contracionista eu vou lembrar disso"

    Curioso. A política fiscal está extremamente expansionista desde 2014 (quando passamos a ter déficit primário, algo que até então não ocorria). E aí? Pela sua lógica, era para o emprego ter explodido. Mas aconteceu exatamente o contrário. Como você se sai dessa?

    Aliás, diz aí como é que um orçamento completamente arrombado, com o governo tendo de endividar crescentemente (e assim retirando recursos que poderiam ser direcionados para investimentos e criação de emprego), é propício à criação de empregos?

    O ônus da explicação está com você. O modelo fiscal que você defende está em pleno vigor desde 2014.

    E quem defendem política monetária contracionista são monetaristas e keynesianos (cada um dependendo do momento). Austríaco defende moeda forte e estável, conseguida por meio da adoção de algum padrão de referência (ouro ou cesta de commodities), e não por meio de políticos gerenciando a moeda (algo que keynesiano e esquerdista adora).

    Boa sorte aí na defesa das consequências do isolamento. É disso que você gosta.
  • ALEXANDRE GARCIA DE CARVALHO  06/05/2020 14:34
    Oi, pessoal. Sou especialista em Escola Austríaca formado na pós-graduação do Instituto Mises Brasil. Vocês podem encontrar alguns artigos meus publicados aqui mesmo neste site. Digo isso para que vocês levem em consideração a minha formação acadêmica e o meu viés liberal antes de dispensar a opinião que expressarei a seguir, que creio ser incomum no nosso meio.

    Para começar, cumprimento o editor por ter deixado explícita a sua opinião, em nota apartada, ao invés de alterar e complementar o texto original sem o devido destaque. Eu discordo do grau (notem bem, do grau, não da natureza) de responsabilidade pelos danos econômicos que tanto o editor quanto o autor do texto atribuem aos políticos e burocratas. Esses indivíduos embebidos em unto estatal, com as suas trapalhadas e impropérios, estão piorando significativamente a situação das demais pessoas? Sim, claramente. Nenhuma novidade aí. É o que fazem habitualmente. Mas atribuir a eles a responsabilidade primária, seja pelas trágicas perdas de vidas, seja pela devastação econômica, é dar-lhes muito mais crédito do que merecem.

    Instalada a pandemia, me parece que a retração da atividade econômica deve-se muito mais à ordem espontânea (que tanto saudamos em prosa e verso), emersa das ações dos indivíduos doentes, temerosos de contaminarem-se ou de transmitir a doença, que às restrições, significativas mas não determinantes, impostas pelos agentes investidos de autoridade estatal. Aviões comerciais e navios de cruzeiro estariam estacionados mesmo que não houvesse fechamento de fronteiras. Hotéis, barbearias, shopping centers, bares e restaurantes estariam às moscas mesmo sem decretos a impedir a sua abertura. Parques temáticos, cinemas e teatros fechariam, voluntariamente ou forçados pelas suas seguradoras, por um justificado temor de serem responsabilizados civilmente pelo agravamento do contágio. Fábricas e centros de distribuição teriam suas operações interrompidas ou prejudicadas por absenteísmo ou surtos da doença, mesmo sem a intervenção estatal a fustigá-los. A redução dos gastos discricionários dos Noruegueses, cujos governantes impuseram medidas mais estritas de isolamento, está similar à observada na Suécia, onde políticos e burocratas se abstiveram de determinar medidas drásticas, por exemplo (www.economist.com/briefing/2020/04/30/the-90-economy-that-lockdowns-will-leave-behind).

    Surpreende-me o pouco tempo e espaço nas publicações da turma de paladinos da liberdade (na qual também me incluo) dedicado às ações que se pode tomar individualmente, localmente, para amelhorar nossas próprias vidas e as daqueles imediatamente afetados pela nossa existência. Como se o nosso desleixo fosse insignificante e o relevante mesmo fossem os impropérios proferidos e as cenas dignas de filmes de pastelão encenadas por alguma "autoridade" estatal. Que espécie de estatolatria de armário é essa?

    Fico espantado também com a nossa falta de autocrítica para a fragilidade e o despreparo com que a pandemia surpreendeu a cada um de nós, individualmente. Afinal, o par indissociável da liberdade é o da responsabilidade individual. Adoraria ver mais textos e vídeos de conservadores, liberais e libertários promovendo os casos de sucesso em termos de preparação individual para a adversidade e as soluções privadas que estão funcionando em suas localidades para conter a doença e manter a atividade econômica em funcionamento, ainda que precário. As pérolas de insensatez exaladas continuamente por políticos e burocratas impotentes me chamariam muito menos a atenção que textos oferecendo uma crítica contundente à poupança insuficiente, ao endividamento excessivo, ao descuido com a própria saúde, à gestão incompetente de riscos nos negócios, à imprevidência geral que impera entre as pessoas e empresas, enfim, e que, esta sim, é a meu ver a causa primária da distopia que estamos vivendo no momento.

    A dedicação de esforço, tempo e espaço às soluções privadas locais e à autocrítica nos seriam muito mais úteis, além de mais coerentes com o nosso ideário, que o transe ritual em frente ao ridículo dos governantes que nos é servido diariamente em doses generosas.
  • Humberto  06/05/2020 14:50
    "Instalada a pandemia, me parece que a retração da atividade econômica deve-se muito mais à ordem espontânea (que tanto saudamos em prosa e verso), emersa das ações dos indivíduos doentes, temerosos de contaminarem-se ou de transmitir a doença, que às restrições, significativas mas não determinantes, impostas pelos agentes investidos de autoridade estatal."

    Falou bobagem. A polícia, a mando dos governadores estaduais, está prendendo feirantes, donos de restaurantes e donos de barbearia que abriram seus estabelecimentos, bem como também está prendendo transeuntes que caminham na orla e que entram no mar.

    Isso não tem bosta nenhuma de ordem espontânea. Isso é um ataque à ordem espontânea. Pessoas querendo trabalhar e produzir estão sendo presas, e as que aquiesceram estão recebendo uma esmola do estado. Isso é um arranjo totalitário. Não tem nada de "ordem espontânea aí".

    Que você diga uma bobagem dessas, atribuindo à ordem espontânea ações truculentas do monopólio estatal da violência, mostra que você jogou no lixo sua formação.

    "Aviões comerciais e navios de cruzeiro estariam estacionados mesmo que não houvesse fechamento de fronteiras. Hotéis, barbearias, shopping centers, bares e restaurantes estariam às moscas mesmo sem decretos a impedir a sua abertura […]"

    Prove isso. A Suécia não impôs decretos e tais localidades seguem tendo clientes.

    Você está recorrendo a fantasias para prover um ponto.

    "Surpreende-me o pouco tempo e espaço nas publicações da turma de paladinos da liberdade (na qual também me incluo) dedicado às ações que se pode tomar individualmente, localmente, para amelhorar nossas próprias vidas e as daqueles imediatamente afetados pela nossa existência."

    Isso já foi dito várias vezes. Eu mesmo insisto nisso há quase dois meses. Sair sempre às ruas de máscara, luvas, calça comprida e manga comprida. Não beijar nem abraçar ninguém. Fizeram isso em Taiwan, Hong Kong e nos demais países asiáticos que praticamente nem sentiram crise.

    O fato de você não ter lido algo não significa que não existe. Quanta arrogância.

    "Que espécie de estatolatria de armário é essa?"

    Estatolatria de armário é exatamente isso que você veio propagandear aqui, dizendo que políticos são inocentes e que a ordem espontânea também geraria esse arranjo totalitário.
  • ALEXANDRE GARCIA DE CARVALHO  06/05/2020 15:24
    "Que você diga uma bobagem dessas, atribuindo à ordem espontânea ações truculentas do monopólio estatal da violência, mostra que você jogou no lixo sua formação".

    Puxa, quanta virulência desnecessária, dirigida a um aliado na luta pela liberdade, Humberto. Eu jamais atribuí à ordem espontânea as ações truculentas de agentes estatais. Apenas disse que, na ausência da coerção estatal, a retração econômica ainda existiria, em grande medida. Que ela se deve mais à ação espontânea dos indivíduos que à coerção estatal. Como demonstra a comparação da redução de gastos discricionários de Noruegueses e Suecos, apresentada pela The Economist. Sugiro que releia o que escrevi com calma e atenção. Um abraço.
  • Carlos83  06/05/2020 20:05
    O que surpreende e espanta é sua fragilidade sentimental perante o uso do termo "bobagem" e da discordância geral sobre suas teses. Como é que um dragão da liberdade, com sua formação certificada, se ofende com signos linguísticos tão simples e vulgarmente utilizados entre pares, principalmente em sessões de comentários?

    Para não dizer que discordo totalmente de você, concedo razão quanto à idéia do voluntarismo de boa parte da sociedade na adesão à quarentena. Os motivos que levam as pessoas a tal atitude, porém, merecem investigação mais profunda. Lembrando que de ponto de vista praxeologico, (talvez) nem sejam tão importantes para permitir conclusões. Da minha parte, estou mais interessado em saber porque uma parte da direita, inclusive liberais, apóiam os alarmistas. Que motivos eles teriam? Como um paleo-consevador, eu poderia apontar uma série de razões, e maioria delas seria anedótica. Um removedor hoppeano poderia apontar outras. Um randiano e um utilitarista também...

    E "auto-crítica" é expressão usada comumente por esquerdistas em crise psicológica. Não acho que caiba "autocrítica" no momento para os defensores da liberdade. Até por que cada um já deve estar fazendo o melhor pode. Os anúncios do OLX para venda de máscaras e a libido incontrolável de Neil Fergunsson demonstram que a ordem espontânea persiste em todas as esferas. Ademais, não podemos esquecer que qualquer brado mais ativo contra as recomendações oficiais pode sofrer represálias.



  • Lee Bertharian  06/05/2020 20:40
    Então tenha a humildade de admitir que talvez você esteja enganado: a retração econômica se deve mais à coerção estatal. E talvez o que mereça uma releitura seja o próprio The Economist e seus dados.
    Só não vale reclamar da "virulência contra um aliado", aqui lemos o conteúdo da carta, não os dados do envelope.
  • ALEXANDRE GARCIA DE CARVALHO  20/05/2020 19:14
    É, eu falo bobagem com certa frequência. Gosto de acreditar que admito quando isso acontece. Mas, olha, neste caso, eu continuo a suspeitar de que a aversão a risco dos indivíduos tem mais a ver com a abrupta redução na demanda que as medidas de coerção estatal (das quais discordo, aliás). "Prova", como foi solicitada acima, só existe em matemática, lógica e na cabeça dos ingênuos. Mas tenho alguns fatos que parecem corroborar a minha tese, sim: na Suécia, que um dos comentaristas citou e onde não houve restrição ao funcionamento do comércio, o gasto das famílias caiu 5,4% em março, e já tinha começado a cair em fevereiro. No setor de restaurantes e hoteleiro, caiu 27%. As estatísticas de abril ainda não saíram. Mas suspeito que virão bem ruins. Vocês podem conferir em: tradingeconomics.com/sweden/household-spending. Nos EUA, a demanda por refeições em restaurantes continua deprimidíssima nos estados que já suspenderam restrições há semanas (www.economist.com/graphic-detail/2020/05/19/american-restaurants-are-struggling-to-fill-tables-weeks-after-reopening). E, por fim, a grande pandemia anterior, a de 1918, cuja história parece estar se repetindo com impressionante semelhança (até sal de quinino, que na época já era usado para tratar malária, a cloroquina de então, foi levantado como remédio, mesmo com fracas evidências, igualzinho a hoje), teve impactos econômicos muito parecidos, embora, ao contrário do alarmismo dos políticos de hoje, os da época tenham censurado as notícias sobre a pandemia (para "manter a moral" da população durante a guerra) e enviado milhões de soldados para se amontoarem nos fronts, ao invés de impor restrições ao comércio e à circulação. Naquele ano, varejistas em Little Rock, no Arkansas, perderam de 40 a 70% das receitas. Supermercados perderam um terço das vendas. Lojas de departamento tiveram o faturamento reduzido pela metade. Minas de carvão no Tennessee reduziram a produção em 50% (www.stlouisfed.org/~/media/files/pdfs/community-development/research-reports/pandemic_flu_report.pdf?la=en). Para voltar ao caso da Suécia e sua moderação na coerção, esta, em 1918, viu a população em condições de pobreza aumentar 11% nas regiões mais atingidas pela influenza. Enfim, apesar da ênfase do Leandro Roque, logo no início do artigo, no "óbvio" de que "os políticos fizeram isso", discordo dele. E acho que essa fixação em atribuir aos políticos e burocratas toda a culpa é contraproducente e nos desvia de aprender as verdadeiras lições que deveríamos assimilar. Abraço.
  • Felipe L.  06/05/2020 16:59
    Alguém estudioso sobre o Equador sabe o que está acontecendo lá? Ou mesmo alguém que mora lá?

    Eu vi agora há pouco, que lá, com uma população de 17 milhões de pessoas, o número de mortes relacionadas ao SARS-CoV-2 está em 1569, com 31,8 mil casos, ao passo que no Brasil são 200 milhões de pessoas, com 116,3 mil casos e 7,96 mil mortes. Ou seja, com uma população 11,7 vezes maior, o Brasil proporcionalmente tem menos mortes e casos.

    PS: Pelo menos eles usam o dólar como moeda corrente... se a América Latina tem tantas semelhanças, por que a dolarização foi feita só lá e no Panamá?
  • Fabrício  06/05/2020 17:41
    Já li que a vacina BCG, embora não cure a Covid-19, ajuda a pessoa a não se contaminar. O Equador é o único país da América Latina cuja população nunca foi vacinada de BCG.

    P.S.: o Equador adotou o dólar em 2000 após uma hiperinflação. Era o único país da América Latina que, em pleno ano 2000, ainda tinha uma inflação de preços 100%. Aí dolarizaram, medida que se revelou extremamente acertada. O país passou incólume até mesmo por um governo chavista, ao contrário de Venezuela e Argentina.

    Ah, e a Bolívia, que também teve governo chavista, tem câmbio fixo desde 2008. Evo Morales era anti-imperialista só no discurso. Na prática, deixou a ideologia para os otários e correu para atrelar o boliviano ao dólar, uma decisão corretíssima.
  • Felipe L.  06/05/2020 23:14
    Interessante esse fenômeno do Equador.

    Só corrigindo. Na verdade o arranjo da Bolívia é câmbio atrelado, não fixo.
  • Felipe L.  07/05/2020 04:08
    É um bom tema de texto inclusive. Foi em algum lugar que vi que Equador não estar essas coisas, apesar da moeda, como se quisessem colocar a culpa na dolarização. Mas eu deduzo de que o país inteiro é ruim, e só a moeda que presta. Vou até dar uma pesquisada.

    Mas assim, acho que muita gente iria preferir que o Equador criasse uma moeda do nada, câmbio flutuante e ter aquele resultado maravilhoso que a gente já conhece.

    O erro do Plano Real foi esse. Ao invés de dolarizar, fizeram uma gambiarra. Acho que se o dólar tivesse entrado naquela época, Lula não desrespeitaria, porque ele nunca foi burro politicamente.
  • Imperion  06/05/2020 17:30
    Nessa "pandemia" se explorou aquilo que faz as pessoas abrirem as pernas por segurança: o medo!

    Mesmo não tendo plano de ação efetivo, políticos começaram a agir, pra não serem acusados de ficar parados.

    Mas sendo burocratas, não podem controlar a economia nem a vida das pessoas. Mas tentam assim mesmo.

    Serviu como teste. Agora doenças serão pretexto pra novas intervenções e subtração de liberdades, como guerras o são.
    Acabada essa intervenção, rezar pra rodo mundo aprender com seus erros, pra não se repetir esse exagero, quando realmente for necessário.
  • Wellington Braz  06/05/2020 21:01
    Sabe o que mata também? A precarização/uberização do trabalho que vem sendo instituída nos últimos anos nas economias capitalistas do mundo inteiro.
    O achatamento dos salários, jornadas de trabalho cada vez mais pesadas, falta de uma rede de proteção aos trabalhadores e de salvaguardas contra abusos de patrões inescrupulosos têm gerado cada vez mais mortes, suicídios e abuso de drogas ao redor do mundo.
    Pode perguntar a qualquer psicólogo ou psiquiatra por aí que eles vão confirmar o que estou te falando. Aliás, os EUA bateram recorde de suicídios no pósguerra em 2019 não foi a toa.
    Todas essas precarizações estão diretamente ligadas a uma maior adesão a políticas liberalizantes ao redor do mundo.
    Vejam vocês, o Brasil implementou uma série de flexibilização nas relações de trabalhos no governo Temer e o Bolsonaro vem incentivando o mesmo por agora. As consequências foram que o desemprego praticamente não se alterou, as jornadas dos ubers/ifooders e afins explodiram, os trabalhadores não tem acessoa a um seguro desemprego decente, nem a um sistema de previdência que lhes dê guarida.
    São os chamados "invisíveis", que o governo não tem a menor noção de quem são nem tem registros nenhum e mal conseguem agora ajudá-los. E agora estamos vendo a maior necessidade de apoio governamental, só que a rede que antes lhes dava suporte foi totalmente destruída pela dupla Temer/Bolsonaro, e assim seguirá
  • Amante da Lógica  06/05/2020 22:05
    "Sabe o que mata também? A precarização/uberização do trabalho que vem sendo instituída nos últimos anos nas economias capitalistas do mundo inteiro."

    Vejamos suas fontes.

    "O achatamento dos salários, jornadas de trabalho cada vez mais pesadas, falta de uma rede de proteção aos trabalhadores e de salvaguardas contra abusos de patrões inescrupulosos têm gerado cada vez mais mortes, suicídios e abuso de drogas ao redor do mundo."

    Beleza, mas cadê suas fontes?

    "Pode perguntar a qualquer psicólogo ou psiquiatra por aí que eles vão confirmar o que estou te falando"

    Coloque um link de um psicólogo falando isso. Mas atenção: este psicólogo tem de apresentar fontes.

    "Aliás, os EUA bateram recorde de suicídios no pósguerra em 2019 não foi a toa."

    Pesquisei e vi que os suicídios (que não bateram recorde) estão relacionados a uma overdose de opioides.

    Dito isso, cadê a fonte falando que os suicídios foram relacionados à economia (que, aliás, estava com pleno emprego e salários em ascensão ([link=d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-wage-growth.png?s=unitedstawaggro&v=202004301856V20191105&d1=19900506&d2=20200206]taxa de crescimento dos salários próxima aos níveis mais altos da história))?

    "Todas essas precarizações estão diretamente ligadas a uma maior adesão a políticas liberalizantes ao redor do mundo."

    Mais uma fonte a ser apresentada. Aliás, neste caso, quatro: provar que houve precarização, provar que isso foi economicamente ruim, provar que houve maior liberalismo, e provar que isso tudo tá ligado.

    "Vejam vocês, o Brasil implementou uma série de flexibilização nas relações de trabalhos no governo Temer e o Bolsonaro vem incentivando o mesmo por agora. As consequências foram que o desemprego praticamente não se alterou"

    É mesmo? Vejamos.

    Antes da reforma trabalhista, o desemprego era de 13,7%. Em dezembro do ano passado, foi de 11%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-unemployment-rate.png?s=bzuetotn&v=202003311248V20191105&d1=20170108&d2=20200108&type=column

    Isso tem de ser enfatizado: enquanto ainda vivíamos exatamente sob o arranjo que você defende como sendo ótimo, o desemprego chegou a 13,7%.

    Bem-vindo ao mundo real.

    Note que, ao contrário de você, eu apresento fontes. Com apenas um link você se desmoraliza por completo.

    Paro por aqui. Estou acostumado a cobrar para ensinar.

    Volte quando tiver um mínimo de substância. Se eu quiser ler uma máquina de vomitar clichês mentirosos, eu entro no Twitter (de onde você não deveria ter saído).
  • Wellington Braz  06/05/2020 22:46
    Que tal isso?

    Aumento de desigualdade x queda de adesão a sindicatos
    economistsview.typepad.com/economistsview/2018/09/-new-evidence-that-unions-raise-wages-for-less-skilled-workers-from-steve-maas-at-the-nber-new-evide.html

    AUmento da produtividade x estagnação dos salários REAIS
    whistlinginthewind.org/2012/07/29/the-benefits-of-unions/

    Trabalhadores unionizados (salários maiores) x trabalhadores não unionizados (salários menores)
    local341.com/become-a-member

    Recorde de suicidios nos EUA
    www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/06/taxa-de-suicidio-nos-eua-atinge-maior-patamar-desde-a-2a-guerra.shtml
    "Dificuldades economicas, acesso a armas e disseminação de opioides". Claro, desilude com economia e parte pras drogas

    Taxa de desemprego na menor taxa da historia, mesmo antes reforma trabalhista (4,3% - veja que paraíso)
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,desemprego-em-dezembro-cai-para-4-3-o-menor-indice-da-historia,1626434

    Por fim, que hoje há uma maior jornada de trabalho, trabalhadores mais estressados, menor rede de proteção, aumento da desigualdade e salários mais baixos ou estagnados quando comparado em termos reais é inegável, nem precisaria de dados, bastaria furar a bolha, mas estão ai as provas
  • Amante da Lógica  06/05/2020 23:42
    Pedi fontes sérias que comprovem as suposições e o cara manda dois blogs, uma página de sindicato e uma reportagem da Folha…

    E, no final, repete o mesmíssimo achismo que ele disse antes e que eu já refutei.

    Sobrou a ele apenas citar que o desemprego foi baixo em 2014. O desemprego era baixo porque vivíamos sob um arranjo econômico totalmente artificial, o qual, sem nenhuma surpresa, degenerou-se na maior e mais prolongada depressão econômica do país desde o século XIX. E pior: depressão inflacionária (queda no PIB de 5% em 2015, com IPCA de quase 11%). Uma façanha!

    Tão artificial, errado e fadado ao colapso era este arranjo, que ele foi narrado aqui quase que em tempo real:

    mises.org.br/article/837/o-que-esperar-da-economia-brasileira

    mises.org.br/article/1489/a-economia-brasileira--um-resumo-de-final-de-ano

    mises.org.br/article/1635/o-brasileiro-foi-as-ruas-e-gostou--mas-continua-sem-entender-nada

    mises.org.br/article/1767/a-economia-brasileira-em-2013--um-resumo-de-final-de-ano

    mises.org.br/article/1943/o-que-houve-com-a-economia-brasileira

    www.mises.org.br/article/2120/o-tragico-legado-da-nova-matriz-economica--um-resumo-cronologico

    www.mises.org.br/article/2220/o-descalabro-gerado-pelo-governo-na-economia-brasileira--em-25-graficos-

    www.mises.org.br/article/2466/como-a-crescente-estatizacao-do-credito-destruiu-a-economia-brasileira-e-as-financas-dos-governos

    Conte a história direito. Não tente adaptar os fatos à sua narrativa. E nem à sua ideologia. O nível aqui é bem mais alto.
  • Gabriel  07/05/2020 17:19
    Só pegando um gancho nessa questão da "estagnação" dos salários reais americanos.

    O primeiro, e fatal, erro no argumento que baseia essa afirmação é que o gráfico do artigo que o amigo trouxe aqui não leva em conta todos os assalariados norte-americanos, mas apenas dos "production and nonsupervisory workers".

    Partindo de uma base 100, entre 1970 e 2012:

    a) a produtividade média do trabalho cresceu 140%;
    b) a média dos salários reais (todos os trabalhadores) cresceu 30%; e
    c) a média dos salários reais dos "production and nonsupervisory workers" ficou parada.

    Poder-se-ia parar o comentário por aqui, já que afirmação do colega, de estagnação salarial, é falsa. Porém fica o questionamento do porquê a produtividade do trabalho ter crescido muito além dos salários reais no período. Isso que é realmente o interessante nessa história.

    Segundo Robert Z. Lawrence, esse gap pode ser explicado por três fatores:

    a) hoje em dia, os trabalhadores não são remunerados apenas por salários mas também por benefícios pagos pelas empresas, tais como auxílio alimentação, plano de saúde, auxílio transporte, etc. Esses benefícios, especialmente nos anos 1990, cresceram muito mais que os salários reais.

    b) uso de um deflator para o produto do trabalho (business sector price) e de outro para os salários reais (CPI). Sendo o mais indicado usar o business sector price para ambos.

    c) Não descontar a depreciação do produto do trabalho, ou seja, não se apurando o produto do trabalho líquido da depreciação.

    Levando em consideração esses fatores, os percentuais citados acima ficam:

    a) produtividade média do trabalho cresceu 120%; e
    b) os salários médios + os benefícios pagos pelas empresas cresceram 100%.

    Mostrando, assim, que os rendimentos totais do trabalhador cresceram bem próximo do crescimento da produtividade do trabalho.
  • Rogério  07/05/2020 17:57
    Exatamente. É fácil comprovar que, na prática, houve um aumento nos salários reais dos americanos.

    Nas últimas décadas, por exemplo, os benefícios não-salariais dos americanos explodiram. Hoje, eles recebem vários tipos de auxílios para deslocamento e para realocação, recebem planos de saúde pagos pelo empregador, recebem cobertura odontológica e oftalmológica, recebem cuidados médicos que também se estendem a seus filhos, possuem participação em generosos fundos de pensão, e recebem do empregador seguro de vida corporativo (há empregadores que pagam as creches dos funcionários). Há também férias pagas e o direito de se faltar ao trabalho 6 vezes ao ano sem ser descontado. Há lojas que dão desconto a funcionários de determinadas empresas. Tudo isso chega, no mínimo, a 40% do salário do indivíduo (fonte aqui). 

    Adicionalmente, no geral, os preços de vários bens de consumo importantes desabaram. Coisas como fogão, geladeira, televisão e todos os tipos de sistemas de entretenimento doméstico, lava-louças, churrasqueiras, microondas, forno elétrico, panelas especiais, torradeiras, esteiras de ginástica, aspiradores de pó etc. ficaram 76% mais baratos, em média.

    Já os preços de vários utensílios domésticos caíram 81% entre 1960 e 2013 em termos de horas de trabalho necessárias para comprar esses itens.

    Ou seja, os benefícios não-salariais (não computados nas estatísticas) dos trabalhadores aumentaram 40% e os preços nominais caíram entre 76% e 81%. 

    Para completar, adicione a tudo isso a recente explosão na oferta de comodidades gratuitas ou a preços irrisórios (e que também não entram nas estatísticas), e não haverá como negar que tudo isso representou um substantivo aumento real dos salários, maior do que o capturado nas estatísticas. Graças não só ao estrondoso aumento na produção industrial, mas também à globalização e ao empreendedorismo.

    Quem fala de estagnação salarial americana olhando apenas a evolução do valor oficial dos salários está completamente perdido, e demonstra avassaladora ignorância econômica.
  • Felipe L.  08/05/2020 01:28
    Só de curiosidade, esses benefícios de deslocamento seriam o que, já que comprar e ter um carro lá já é algo extremamente comum, e até necessário, pois em muitas cidades o transporte coletivo não funciona (pelo menos onde eu morava era uma porcaria) e quase ninguém usa?

    Ah, essa conversa de estagnação é uma bobagem total. Acho que teve até libertário repetindo isso também. Eu traduzi um artigo sobre, no artigo original em Inglês apareceu uma besta quadrada falando que o autor estava fazendo cherry picking, fui tentar discutir mas não adianta, sistema de comentários do Disqus é ruim porque qualquer comentário idiota pode receber várias curtidas. Ainda bem que aqui não existe o Disqus, senão seria um festival de comentários idiotas com curtidas.
  • Felipe L.  06/05/2020 23:08
    O pessoal aqui no Mises Brasil acha que é como no Twitter e no Facebook, onde um comentário bobo consegue ganhar alguma credibilidade por ter várias curtidas.

    Espero que o Wellington pelo menos reflita sobre.
  • r.raphael  06/05/2020 21:11
    vi uma chamada da prageru que foi umdos melhores que eu li desde o inicio da crise

    "until its safe" means never

    ja se sub-entende muita coisa , mas se eu for colocar uma pitada de brasil eu diria que essa farra nao termina antes de 2021

    pelas situacoes declaradas , como de calamidade, estados tiveram dividas suspendidas, nao existe mais prestacao de contas , justificacoes de atos, direitos individuais foram restritos

    os nossos pequenos adolfs pegaram gosto pela fartura de autoritarismo , pelo poder gerado pelo caos

    parece ate roteiro de filme trash , depois que um predador experimenta o sangue humano ele passa a caçar humanos pq a experiencia eh viciante

    ja tamo com um pezinho no segundo semestre, o tal do pico era março, abril, maio, junho ... quarentena por si soh tem esse nome justamente pq eh baseado em tempo, de quarenta dias - a principio ... qdo vc confina obrigatoriamente a sociedade por prazo indeterminado pode ser muita coisa, menos quarentena

    e qdo formos ver ja vai ser 2021 , mas pergunta se eles vao abrir mao de fazer eleicao ... aaaa corruptil ...
  • Tarabay  10/05/2020 00:17
    Acredito que está correto e, como consequência, não duvido em ver uma espécie de "renda universal" por aqui (já há), com valor maior que os 600 reais atuais e expandida à uma ampla categoria de pessoas.
  • Marcos  07/05/2020 01:45
    Foi para não trabalhar que o governo deu os 600/1200 reais.
  • Fabrício  07/05/2020 02:26
  • Edujatahy  07/05/2020 10:15
    Acho interessante o argumento de fazer o lockdown para não "colapsar o sistema de saúde ". Parece até que vivo em um país que este sistema socialista fracassado de saúde (SUS) de alguma funcionasse.

    O sistema de saúde público já colapsou há décadas.

    A única saída para enfrentar esta epidemia seria acabar com o sus, com as regulações dos planos de saúde, com a Anvisa e todos os demais impedimentos que permitam a existência de um sistema de saúde de livre mercado. Mas evidentemente, isso não acontecerá e os políticos continuarão o lockdown para não colapsar um sistema que já colapsou , ou seja, ficaremos em lockdown indefinitivamente (ou seja até cair Bolsonaro, ou lotearem o que quiserem do governo dele, visto que esta epidemia não se trata mais de um problema de saúde há algum tempo, se tornou um problema puramente político).
  • Fabrício  07/05/2020 14:01
    O governador do estado de Nova York — que é o estado mais atingido dos EUA, e talvez do mundo inteiro, com 320 mil casos confirmados e 20 mil mortes — veio a público se dizer "estupefato" por ter descoberto que 84% dos hospitalizados com covid-19 estavam cumprindo a quarentena horizontal (66% em casa e 18% em asilos), a mesma quarentena que os ignaros juram ser a salvação.

    www.cnbc.com/2020/05/06/ny-gov-cuomo-says-its-shocking-most-new-coronavirus-hospitalizations-are-people-staying-home.html

    twitter.com/RFGlau/status/1258210415353438215


    Estão destruindo a economia em troca da absolutamente nada.
  • Humberto  07/05/2020 14:50
    Frase governador de NY:

    "We thought maybe they were taking public transportation, and we've taken special precautions on public transportation, but actually no, because these people were literally at home"

    E assim morre a quarentena...
  • Régis  07/05/2020 17:10
    E a própria grande mídia também já não consegue mais esconder:

    Covid faz casos de estresse e ansiedade mais que dobrarem no Brasil; depressão cresce 90%
  • Constatação  07/05/2020 16:07
    De qualquer forma, aí está um dos raros aspectos positivos da pandemia: provar de uma vez por todas que o SUS não funciona. Para pessoas que tem cérebro, evidentemente. As que não tem, dirão que o SUS não está respondendo à pandemia a altura porque falta tomar mais dinheiro de contribuinte para melhorá-lo.
  • Vladimir  08/05/2020 16:19
    Eis uma daquelas notícias que resumem tudo o que você precisa saber sobre as reais motivações da quarentena:

    PT aciona Justiça para pedir 'lockdown' contra coronavírus em São Paulo

    Nos EUA, a economia já foi completamente pro saco (21 milhões de empregos artificialmente destruídos e taxa de desemprego em 15%), e os Democratas, pra surpresa de ninguém, já estão dizendo que o colapso é culpa do Trump.

    Mesmíssima coisa aqui, só que com um pouco mais de descaramento.
  • Felipe L.  07/05/2020 14:50
    Acho que alguma besta quadrada do Irã tentou imitar o Plano Cruzado:

    "Irã introduz nova moeda para combater hiperinflação e preço do Bitcoin dispara para R$190 mil no país"

    Vale lembrar que lá e na Argentina o BTC está sendo vendido a preços bem mais altos. Não é por acaso.
  • Minarquista  07/05/2020 18:56
    "Com um único decreto, a divisão do trabalho foi implodida". O autor que me desculpe, mas isso não é verdade.
    É outra vez o mesmo argumento falso, de que foi lei da quarentena que prejudicou gravemente a divisão do trabalho.
    O fato é que mesmo sem lei de quarentena nenhuma, as pessoas se protegem do vírus.
    Mesmo sem quarentena obrigatória, as pessoas voluntariamente têm menos relações de produção e de consumo.
    Ou seja: mesmo que não houvesse nenhuma lei de quarentena, a economia seria fortemente atingida pelo vírus.
    E esse fato é fácil notar. Quase todos os escritórios de São Paulo foram para home office antes da lei de quarentena, inclusive o meu. Estou em casa desde 13 de março, mais de uma semana antes da lei da quarentena.
    E quando a quarentena acabar, vou continuar em casa por um longo tempo, assim como muitas outras empresas e pessoas. É verdade que continuo trabalhando, mas com certeza consumo menos bens e serviços estando em casa.
    E aposto que, quando a quarentena legal acabar, o movimento no comércio será menor do que antes dela...
    E tem também o contrário. Com ou sem lei de quarentena, muitas pessoas têm que ir trabalhar. Afinal, precisamos de hospitais funcionando: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, limpeza, recepção, refeitório, almoxarifado, lavanderia terceirizada, etc. Essas pessoas precisam chegar ao hospital: o transporte precisa funcionar. Precisamos de comida: camioneiros, postos de combustível, mecânica, borracheiros, lanchonetes e banheiros no caminho, limpeza das lanchonetes, etc. A comida é industrializada, e vem em embalagens de plástico, metal, vidro, papelão. Todos esses setores têm que funcionar. É impossível paralisar a economia toda.
    Ou seja: por causa do vírus, a quantidade de interações sociais de produção e consumo de riqueza vai cair, tornando todos mais pobres. E pessoas vão morrer tanto pelo vírus quanto pela maior pobreza.
    Mas, com ou sem lei impondo a quarentena, o cenário não muda tanto assim.
    Possivelmente, com as leis de quarentena, tenhamos menos mortos pelos vírus, por sobrecarregar menos os sistemas de saúde; mas tenhamos mais mortos decorrentes da pobreza.
    E sem leis de quarentena, teremos mais mortos decorrentes do vírus, e menos decorrentes da pobreza.
    Mas a diferença entre os dois cenários, apesar de ser impossível de ser medida, não parece ser grande.
    E ninguém no mundo consegue afirmar qual cenário causa mais mortes.
    Então, prepare-se para a crise. Ela é inevitável, causada pelo vírus, e independentemente das ações dos políticos, sejam eles esquerdopatas, direitontos, ou social-roubocráticos.


    []s
  • CORONGA  07/05/2020 20:24
    Parabéns, establishment. Essas foram as mortes mais caras da história humana. Tanto em termos monetários, como em perda de liberdade. Destruíram o futuro das próximas gerações por causa de um vírus que mata 3x menos que a gripe mata anualmente.

  • Drink Coke  08/05/2020 02:46
    O lockdown não tem a ver com a taxa de mortalidade do virus (que não é tão baixa assim como pensavam), mas com superlotar os serviços saúde, levando a um colapso do sistema. O lockdown basicamente é para todo mundo não ser contaminado ao mesmo tempo.
  • Gabriel batista  08/05/2020 14:59
    Caro colega, existe algum estudo randomizado, verificado por pares, comprovando que a quarentena ajuda na redução da velocidade da disseminação?

    Se existir gostaria do link.
  • Drink Coke  09/05/2020 02:25
    Ta dizendo que você precisa de um estudo para aceitar que isolar pessoas diminui a propagação de um virus que se transmite por contato próximo?
  • Humberto  09/05/2020 15:34
    Não sou eu quem está dizendo, são os fatos. Eu também acreditava que sim, que bastava todo mundo se isolar que a transmissão acabava. Mas os fatos me provaram errado. O governador de NY recentemente foi obrigado a admitir isso (84% do contágio ocorreu com pessoas que estavam trancadas em casa), e não em pessoas que locomoviam.

    Na Itália, mesma coisa. Depois do lockdown, taxa de contágio disparou.

    A própria OMS já veio a público dizer que lockdown não é mais recomendável (uma tremenda mudança de postura vinda dessa órgão).

    Se os fatos mudam, eu mudo de opinião. E você?

    P.S.: distanciamento social eu sempre defendi. Todo mundo saindo de casa de máscaras, luvas, calça comprida e manga comprida. Sempre defendi isso aqui, enquanto os outros falavam que era só ficar todo mundo parado em caso que tudo se resolvia. A empiria está do meu lado.
  • Fabrício  09/05/2020 15:38
    De fato, não há nenhum paper acadêmico, revisado por pares, multi-cêntrico, duplo-cego, que tenha utilizado grupos de controle e que tenha feito estudos randomizados controlados (RCT), demonstrando irrefutavelmente que o lockdown é a maneira mais garantida de se combater uma epidemia, inclusive mostrando que tal prática garante imunidade para a população no eventual retorno da epidemia no inverno.

    Desde que fiz esse desafio, apenas duas pessoas tentaram uma resposta: a primeira foi uma coitada que se dispôs a trazer aquele paper do Ferguson, do Imperial College, que a própria imprensa britânica ridicularizou (e que não faz RCT e que nem era revisado por pares). E o segundo foi um sujeito, um pouco mais digno, que reconheceu que não há nenhum estudo assim, e que tudo se baseia em modelos matemáticos (e não epidemiológicos).

    Aí agora, pra piorar, foi provado que nem o próprio Ferguson acredita no que disse. Ele teve de pedir demissão do seu cargo porque foi flagrado desobedecendo a quarentena que ele próprio mandou impor … para ir se encontrar com a amante casada!

    Exclusive: Government scientist Neil Ferguson resigns after breaking lockdown rules to meet his married lover

    Isso prova que nem mesmo essa gente acredita nas próprias bostas que defendem e que impõem ao populacho.

    Sobraram só alguns.
  • Felipe L.  07/05/2020 21:27
    Pessoas, vocês não estão impressionados com a baixíssima taxa de desemprego no México? Na década de 90, o desemprego já passou por alguns períodos de taxas praticamente suíças (ou pelo menos alemãs) e o pior período foi quando, após a crise de 2008, chegou-se à uma taxa pouco maior que 6%.

    No Brasil está sendo um sacrifício sairmos de uma taxa de 13% e, agora, com mais essa hecatombe, passa fácil de 25%.

    Claro, o setor informal também lá é grande (pois quem está na informalidade normalmente não está mais buscando emprego, o que não pressiona as estatísticas), mas cabe reflexão.

    Logo seremos passados pelos mexicanos (também) no padrão de vida. O país é mais aberto e em outros aspectos já está na frente da gente. Questão de moeda, já passaram a gente já faz tempo. A gasolina lá teve fim dos subsídios com o Peña, até disparou mas hoje está nas mínimas históricas, com preços menores do que em alguns anos (não sei todos, pois não há dados mais antigos) e, melhor, eles usam gasolina com 10% de etanol, não essa bosta com 27% de etanol (ou até mais) no Brasil, apesar do dinossauro Pemex ainda existir. Falta eles darem um fim na corrupção e nos cartéis de drogas, que são possivelmente mais violentos que os que existem no Rio de Janeiro (com torturas, degolas, sequestro de passageiros de ônibus para colocar em ringues forçados). Liberando as drogas e desburocratizando o restante, esse caminho vai ser tomado.
  • Leonardo  08/05/2020 10:32
    Bom dia. Existe algum estudo público que simula os efeitos para a economia da dúvida atual vivenciada com a Covid-19, ou seja, de um lado o "confinamento forçado pelo Governo por um prazo X" e de outro o "não confinamento obrigatório", caso esse que, suponho, acarretará em um prazo maior convivendo com efeitos negativos do vírus na economia (digamos X+Y)? Muito obrigado a todos e parabéns pelo trabalho, sempre muito didático e assertivo.
  • Fabrício  08/05/2020 14:56
    Não há nenhum estudo científico e acadêmico que comprove que a quarentena é eficiente. Há apenas modelos matemáticos, que nada têm a ver com biologia.

    O único estudo "acadêmico" no qual os defensores da quarentena se baseavam era exatamente o do Neil Ferguson, que foi ridicularizado por toda a imprensa. Ele disse que iriam morrer 200 mil no Reino Unido. Apontaram um erro, e o gaiato reduziu pra 20 mil.

    www.dailymail.co.uk/news/article-8164121/Professor-predicted-500-000-Britons-die-coronavirus-accused-having-patchy-record.html

    www.washingtonexaminer.com/news/imperial-college-scientist-who-predicted-500k-coronavirus-deaths-in-uk-revises-to-20k-or-less

    Depois dessa, ele viu que ciência não era a praia dele, e rapidamente furou a quarentena (que ele próprio mandou impor sobre o resto do mundo) e foi comer a mulher dos outros.

    Já do outro lado, a experiência prática (empiria pura) mostra que os países que não adotaram quarentena não só não tiveram nenhum número catastrófico de mortos, como também já se recuperaram. Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul e Suécia se destacam.
  • Ettore  10/05/2020 05:54
    Coréia do Sul teve isolamento social sim; noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2020/04/04/coreia-do-sul-prorroga-distanciamento-social-para-atingir-50-casos-diarios-de-coronavirus.htm
  • Humberto  10/05/2020 12:04
    A notícia fala de distanciamento social, e não de isolamento. Não tente sacar.

    Distanciamento social (que é a medida correta e que eu sempre defendi) não é a mesma coisa que quarentena e tampouco confinamento. Distanciamento social são as pessoas usando máscaras (e luvas), não se pegando, não se beijando, não se abraçando, não se cumprimentando e sempre se higienizado.

    Exatamente como tem de ser.

    Só que os imbecis ocidentais prefeririam destruir a economia a troco de absolutamente nada, como comprovam os números.
  • Ettore  10/05/2020 14:37
    Coréia do Sul teve isolamento social sim; noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2020/04/04/coreia-do-sul-prorroga-distanciamento-social-para-atingir-50-casos-diarios-de-coronavirus.htm
  • Intruso  08/05/2020 11:45
    Quando há desemprego causado pela automação e robotização nenhum libertário fala contra. Agora que há uma situação de emergência pública sanitária em que o isolamento social afetam os seus polpudos lucros eles saem em defesa do emprego. Quem viu, quem te vê.
  • Marcos Rocha  08/05/2020 14:51
    Pra começar, só pra começar, "desemprego causado por automação" não existe. Os países asiáticos, ferozes praticantes da automação, comprovam isso.

    www.mises.org.br/article/2915/a-automacao-e-os-robos-nao-causam-desemprego-quem-causa-sao-os-politicos

    Em segundo lugar, ainda que houvesse um eventual desemprego gerado pela automação, nada — absolutamente nada — impede este desempregado de encontrar emprego em outro ramo.

    Se um cara trabalha em uma montadora de automóveis e foi substituído por um robô, nada impede que ele vá para qualquer outro ramo relacionado à mecânica de automóveis (uma oficina mecânica, por exemplo, daria emprego fácil para uma pessoa com essa experiência). Ou então ele pode também ir para a qualquer outro ramo industrial que exija mão de obra com experiência de chão de fábrica (emprego garantido também). No extremo dos extremos, na pior das hipóteses, caso ele não consiga mais nada no ramo, nada impede que ele vire garçom, porteiro, zelador. Demanda pela mão de obra dele é o que não falta.

    Agora, completamente diferente é o sujeito ficar desempregado porque o estado o proibiu de trabalhar e compulsoriamente fechou o estabelecimento no qual ele trabalhava. Um garçom que perdeu o emprego porque o estado fechou o restaurante em que ele trabalhava não encontrará nenhum outro emprego, simplesmente porque o estado também fechou todos os demais estabelecimentos. Ele foi compulsoriamente desemprego e agora está compulsoriamente obrigado a continuar desempregado.

    Você dizer que ambas as situações são idênticas mostra bem seu nível intelectual e seu desespero ideológico.

    Quem te viu … nunca viu sua inteligência.
  • Belford  09/05/2020 13:42
    Esse ponto de vista merece uma discussão mais aprofundada.
    Quer dizer que se o cara que perde emprego pode, no limite, ir trabalhar como zelador ou garçom, essa pessoa estaria desempregada por que quer?
    Se assim fosse, não existiria desemprego, as taxas de desemprego seriam muito próximas das friccionais. Não teria porquê termos uma taxa de desemprego de mais de 10%, e isso mesmo antes do coronavirus. Não teria politica economica, por mais trágica que fosse, que destruísse a demanda por garçons e zeladores, de novo, mesmo antes do coronavirus.
    E olha que as taxas de desemprego nao captam o desemprego por desalento.
    Por fim, os asiáticos implementam automação e tem baixo desemprego pq eles se preparam como países. Políticas governamentais pesadas de educação para as pessoas, tendo boa parcela delas com ensino superior.
  • Alencar  09/05/2020 15:47
    "Quer dizer que se o cara que perde emprego pode, no limite, ir trabalhar como zelador ou garçom, essa pessoa estaria desempregada por que quer? Se assim fosse, não existiria desemprego, as taxas de desemprego seriam muito próximas das friccionais."

    Tá começando, começando!, a entender o básico.

    Por que as pessoas não conseguem trabalhar no que querem? Ou então por que elas não conseguem arrumar facilmente um emprego?

    Primeiro leia aqui:

    Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?

    E depois simplesmente raciocine.

    Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta. 

    Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador. 

    Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário. 

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro (no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado), o trabalhador fica sem opção.

    Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.
  • anônimo  09/05/2020 17:31
    Mas quais são as amarras?
    O fgts é pago e financia a poupança do trabalhador. O inss pra pagar a aposentadoria ou seguridade em caso de doença.
    E não me venha dizer que se eliminassem esses encargos o empregador iria pagar um salário mais alto, pois ele não advogaria por tais coisas se não fosse pra ganhar mais.

    No fim, essa desculpa das amarras nem cola mais tanto pois há uma série de trabalhadores informais por aí em que são empregados sem nenhuma amarra.
    Curiosamente são justamente os informais com as piores condições de vida e de trabalho, ao contrário do que vc dar a entender que seja a clt o problema.
    Quanta contradição! Apontar preocupação de saúde dos trabalhadores e defender as práticas que levam a maior insalubridade
  • Carlos  10/05/2020 01:34
    "O fgts é pago e financia a poupança do trabalhador."

    Quem paga o FGTS é o patrão, e o dinheiro é descontado do salário do trabalhador. Ou seja, é um dinheiro que já é pago pelo patrão de qualquer maneira, e poderia ser perfeitamente incorporado ao salário do trabalhador, que então poderia usá-lo como melhor lhe aprouvesse.

    E você defende esse confisco.

    "O inss pra pagar a aposentadoria ou seguridade em caso de doença."

    Outro dinheiro que também é descontado do salário do trabalhador.

    E você defende esse confisco.

    "E não me venha dizer que se eliminassem esses encargos o empregador iria pagar um salário mais alto, pois ele não advogaria por tais coisas se não fosse pra ganhar mais."

    E isso é argumento? Como é que você pode prever o comportamento humano futuro?

    Nada garante que haveria aumentos salariais, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.

    "No fim, essa desculpa das amarras nem cola mais tanto pois há uma série de trabalhadores informais por aí em que são empregados sem nenhuma amarra. Curiosamente são justamente os informais com as piores condições de vida e de trabalho, ao contrário do que vc dar a entender que seja a clt o problema."

    Duh! Esses trabalhadores estão na informalidade exatamente porque é caríssimo eles se tronaram informais! Se é caríssimo contratar legalmente trabalhadores, então é óbvio que eles terão de ir para a informalidade.

    Você é tão burro, que usa a exata consequência dos encargos trabalhistas (alta informalidade) para dizer que os encargos trabalhistas são necessários. Inacreditável.

    www.mises.org.br/article/2808/no-brasil-empreender-e-gerar-empregos-legalmente-e-tarefa-para-herois-ou-para-masoquistas

    www.mises.org.br/article/2042/fgts-inss-e-aviso-previo--um-assalto-ao-trabalhador-disfarcado-de-direito-

    "Quanta contradição! Apontar preocupação de saúde dos trabalhadores e defender as práticas que levam a maior insalubridade"

    Exato, quanta contradição a sua! Diz estar preocupado com os trabalhadores, mas defende arduamente exatamente o arranjo que mais garante o desemprego deles.

    Vá estudar lógica básica e um pouco de economia antes de se auto-humilhar em público.
  • Felipe L.  09/05/2020 22:13
    Por isso que hoje vemos serviços e produtos ruins com frequência no Brasil, pois funcionários estressados são menos produtivos e os melhores cérebros ou saíram do país ou foram para concursos de cargos estatais.

    Peço que veja este vídeo do Kogos. É o melhor material sobre em Língua Portuguesa que existe.
  • Jairdeladomelhorqptras  08/05/2020 15:29
    Pessoal
    Crucial agora e fatal para o nosso futuro é o poder inimaginável que os políticos adquiriram. Sentiram este gosto. Não abandonarão.
    Abraços
  • Três Neurônios  08/05/2020 16:05
    Cade aquela gente bronzeada (até pq são fura-quarentena e vão à praia) e esperta que dizia aqui que o Covid-19 era apenas uma gripezinha comum, que era menos preocupante e que matava menos que dengue e outras doenças já conhecidas, que não precisava de ordem nenhuma governamental para frear seus avanços (não me venham com a boçalidade da Suécia pois eles estão fechando bares que nao respeitam suas rígidas regras)?
    Cadê esse pessoalzinho gente fina, que dizia que não ia ter impacto em hospitais, que a saturação do sistema de saúde era muito pontual?
    Cadê aquele Çábios que diziam que a Cloroquina era chave para voltarmos ao paraíso? Teve até cátedra da Escola Libertária fazendo as vezes médicos\biólogo\infectologista\farmacêutico em microblogs para nos apresentar a panaceia para um mundo FREE novamente!
    Cadê aqueles visionários dizendo que em breve, no futuro, iríamos rir da suposta ignorância daqueles que defenderam as restrições que impusemos? Já se acostumaram com o novo normal?

    Aqui no IMB é ôto patamá!
  • Fabrício  08/05/2020 17:05
    "Cade aquela gente bronzeada (até pq são fura-quarentena e vão à praia) e esperta que dizia aqui que o Covid-19 era apenas uma gripezinha comum, que era menos preocupante e que matava menos que dengue e outras doenças já conhecidas"

    Gripezinha não é, pois é um resfriado (quem disse isso foi o dr. Lair Ribeiro, e não eu; vá discutir com ele). Há uma diferença entre gripe (flu) e resfriado (cold).

    Sobre a taxa de letalidade, isso aí qualquer matemática básica comprova. De um lado, como quase não há testagens, é óbvio que há muito menos notificações de contaminação do que a realidade. Ou seja, o número de infectados é tranquilamente umas 10 vezes maior. No mínimo. (Você realmente acha que no Brasil só tem 135 mil infectados? Isso aí é menos da metade do antigo Maracanã).

    Já as mortes apresentam uma clara sobrenotificação. Todo mundo que morre com Covid-19 é imediatamente computado como morto por Covid-19. O caso mais recente foi o de Aldir Blanc, que tinha pneumonia, pressão alta e uma infecção urinária que virou infecção generalizada. Causa da morte: Covid, é claro.

    Ou seja, há muito mais contaminados que o reportado (denominador muito mais alto que o reportado), e, no mínimo, menos mortes que as atribuídas a ela (numerador menor). Logo, por definição matemática, a taxa de letalidade é sim baixa. Lamento se isso lhe afeta.

    "que não precisava de ordem nenhuma governamental para frear seus avanços"

    Ué, e freou?

    Se sim, então as suas colocações acima (e todas as demais abaixo) são incoerentes. Se não, então essa sua frase é incoerente, pois o governo claramente teria fracassado. Qual, afinal, é o seu lado? Não dá pra jogar dos dois lados ao mesmo tempo.

    "não me venham com a boçalidade da Suécia pois eles estão fechando bares que nao respeitam suas rígidas regras?"

    Ui! Chilique típico de autoritário. Faz provocação e finge chamar para um debate, mas logo de partida já quer interditar completamente o diálogo, proibindo qualquer menção a coisas que lhe desarmem.

    Sim, você tem de explicar a Suécia. A própria OMS, que você segue bovinamente, disse que a Suécia é exatamente o modelo a ser seguido. Notícia da semana passada:

    OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é "modelo a ser seguido"

    Por que afinal a OMS passou a recomendar a Suécia, e não a Noruega e a Dinamarca (que fizeram quarentena)? Se Dinamarca e Noruega estão tão melhores, por que então a OMS recomendou que se copie a Suécia e não a Noruega e a Dinamarca? Só quero entender. Peça iluminação lá para os seus mestres.

    Ainda a Suécia: o modelo do Imperial College — que é o modelo que está sendo adotado pelos governadores do Brasil —afirmou que a Suécia pagaria caro por não adotar o confinamento. Disse que haveria 40.000 mortes até 1o de maio e 100.000 mortes até junho.

    Adivinha só? A Suécia teve 2.680 mortes, tendo chegado ao pico duas semanas atrás.

    Os caras erraram em ordens de magnitude.

    www.spectator.co.uk/article/sweden-tames-its-r-number-without-lockdown

    Você vai dizer que é só porque "fecharam alguns bares"?

    Aliás, voltando à OMS, ela simplesmente passou a dizer que NUNCA aconselhou a aplicação de confinamento como medida para o combate ao coronavírus.

    [link=]fr.sputniknews.com/international/202004271043659394-loms-dit-ne-jamais-avoir-conseille-le-confinement-contre-le-coronavirus/[/link]

    E aí, como é que você sai dessa? Qual será a desculpa agora? Os governadores que confinaram a população, fecharam e mandaram prender os "desobedientes" dizendo que estava seguindo as recomendações da OMS, exatamente como você defende, serão cassados?

    Será que vocês fanáticos torcedores do Corona podem ao menos chegar a um consenso mínimo? É pedir muito?

    Ah, por fim: além de não existir nenhum modelo científico estabelecendo a correlação exata entre níveis de confinamento e de evolução da epidemia, a própria OMS já voltou atrás e, além de alertar que o contágio está se dando em casa, falou agora que os países mais pobres não devem adotar isolamento. O lockdown, que você defende, é uma aventura mística.



    "Cadê esse pessoalzinho gente fina, que dizia que não ia ter impacto em hospitais, que a saturação do sistema de saúde era muito pontual?"

    E não é?! Tirando alguns hospitais estatais do Rio e de Manaus, coloque aqui uma notícia comprovando que todo o sistema de saude do Brasil e do mundo está em colapso. Você está desafiado. Sei que há apenas casos pontuais em poucas cidades. Desconheço colapso total.

    Aliás, no RS, por exemplo, tem hospital fechando por falta de demanda.

    gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2020/04/hospital-de-novo-hamburgo-demite-132-trabalhadores-ck99988kl00yt017nid4s80cn.html

    "Cadê aquele Çábios que diziam que a Cloroquina era chave para voltarmos ao paraíso?"

    Ué, o FDA e o CFM já aprovaram o uso em larga escala. Qualquer conclusão sobre eficácia definitiva (hipótese de uso precoce) está a muitos meses, talvez anos.

    Enquanto isso, virtualmente o mundo inteiro determinou que "os benefícios atuais e potenciais superam os danos atuais e potenciais". Por sinal, esta foi precisamente a redação da autorização do FDA, e é exatamente o que as pessoas de bom senso vinham defendendo.

    P.S.: Agora uma pergunta sincera: o fato de David Uip e Roberto Kalil terem tomado e se curado, mas não terem querido dizer isso claramente, não lhe levanta a mais mínima desconfiança?

    "Cadê aqueles visionários dizendo que em breve, no futuro, iríamos rir da suposta ignorância daqueles que defenderam as restrições que impusemos?"

    Ué, o futuro já chegou? Já se passaram anos? Não sabia. É só quando o outro chegar que será possível analisar o que se passa agora. É até constrangedor ter de explicar isso, mas é também evidente que, pelo seu nível intelectual, um desenho se faz necessário.

    "Já se acostumaram com o novo normal?"

    Eu não. E nem o mundo. Mas você pelo visto sim. Deve ser funcionário público de "quarentena" com salário garantido. Ou seja, tá de férias.

    [i]"Aqui no IMB é ôto patamá!"[.i]

    Isso é verdade. Aqui, todo mundo que vem lacrar acaba ou sendo jantado ou sendo humilhado. Normalmente acontece os dois.
  • 4lex5andro  13/05/2020 13:37
    Belo post, sério...

    Palmas são pouco, merece o Tocantins inteiro.

    Tem poucos dados, pela subnotificação e pouca testagem.

    E de outro lado, outros muitos dados manipulados pela grande midia que vêm espalhando desinformação junto de informação pra confundir (e consegue) a maioria do eleitorado que carece de maior senso crítico.

    Mesmo tendo críticas a atuação do presidente, é notório que muito da classe política (esq. e centrão), seja no parlamento, seja nos governos estaduais estão se aproveitando da situação. Importações super-faturadas que o digam.

    Por fim, são estes que mandam mais que o Planalto e, mais que ambos, o Stf no Brasil.

    2020 foi perdido, o pib já era, e 2021 (como o país vai ser dos últimos a atrair investimentos e estes, quando virem, serão a rapa do tacho) provavelmente também.
  • Carlos Alberto  08/05/2020 18:05
    Aproveitando a deixa, os Cronolovers têm de explicar essa aqui. Manipulação?

    Apesar do Covid-19, Brasil registra menos mortes comparado ao mesmo período de 2019

    Números não mentem. O Portal de Transparência dos cartórios brasileiros registrou 166.657 óbitos entre 01/03 a 03/05 de 2020. No mesmo período de 2019 foram 188.640 falecimentos. Ou seja, ano passado tivemos 22 mil óbitos a mais! Mas, afinal, o que está ocorrendo?
  • ALEXANDRE GARCIA DE CARVALHO  20/05/2020 19:18
    O que está ocorrendo é que você não leu as instruções constantes do próprio portal da transparência que você mencionou. Os dados levam 14 dias para ser atualizados: a família tem 24 horas para comunicar o óbito, os cartórios têm 5 dias para emitir a certidão e daí mais 8 dias para comunicar ao portal da transparência. Assim, você tem que limitar o período para obtenção dos dados a, no mínimo, duas semanas antes da data em que você está fazendo a consulta. Se fizer isso, verá que as mortes aumentaram significativamente no país (de 16 de março a 6 de maio, foram cerca de 10 mil mortes a mais em todo o país). Em Manaus, as mortes estão 2,5 vezes maiores que as do ano passado. Não caia na mesma esparrela do Rodrigo Constantino, que publicou essa bobagem na Gazeta do Povo sem fazer o dever de casa.
  • Felipe L.  08/05/2020 16:52
    Mas como os burocratas sabem prever que o sistema de saúde estará sobrecarregado? Eu vi algumas pessoas repetindo isso no Instagram também, mas ainda não me mostraram as estatísticas. O SUS custa dezenas de bilhões anuais e continua a mesma porcaria, por que eles seriam capazes de prever a demanda? Porque no fundo é isso, eles querem tentar prever uma demanda.

    Nos EUA os casos ficaram mais graves pois o FDA, como toda agência estatal, ficou atrapalhando o setor privado. Na Coreia do Sul o setor de saúde é bem mais livre. Inclusive o plano de saúde é barato, não tomando nem 10% da renda média no país.
  • Angelo Viacava  08/05/2020 17:01
    Eu só sei que o que era teoria da conspiração há algumas décadas, hoje é prática diária e descarada das verdadeiras elites controladoras do mundo contra noventa e nove por cento da humanidade.
    A liberdade é andar de carro tesla, com celular xiaomi, sem poder dirigir de verdade, nem se comunicar sem ser espionado.
    Privacidade é só um conceito abstrato, tem-se que morar numa caverna e, mesmo assim, pode ser invadida por um drone.
    Todas as grandes redes sociais pertencem ao mesmo dono, concorrência é só de fachada, censura é a praxe.
    O deslumbramento da tecnologia nos transforma em bonequinhos risonhos.
    Um único médico que te atenda com soberba na triagem do chinavírus pode te negar o remédio que te salvaria e, aí, tu já era.
    Desculpa, aí, misturar tudo. Estou muito pessimista quanto à humanidade.
    Abraços.
  • Imperion  08/05/2020 17:14
    Com a queda na economia pelo lock down , paginas de esquerda ja ensaiam o discurso que deflacao é ruim, e que reformas foi o que levou a isso.
    revistaforum.com.br/noticias/brasil-tem-deflacao-de-031-e-mergulha-numa-recessao-sem-precedentes/?fbclid=IwAR0we897W9s1A8UsVABlg4C3nbq0J-Rp74yON1Mjyj0RvIJcmFZ1z7CGQPw
  • Humberto  08/05/2020 17:41
    O objetivo está sendo alcançado com êxito, e o êxtase está sendo difícil de ser contido. Já nem disfarçam mais. Foram os grandes entusiastas do lockdown (abolição da economia de mercado por decreto do estado) e agora dizem que o colapso causado por este lockdown é culpa do "neoliberalismo".

    Não dá pra negar que ao menos eles têm método.

    De resto, repare: quando teve inflação alta em novembro de 2019 por causa da carne, diziam que isso era sinônimo de descalabro econômico. Agora que teve deflação em abril, estão dizendo que isso é sinônimo de descalabro econômico. É ou não é sensacional?
  • 4lex5andro  14/05/2020 13:45
    Interessante que nesse mesmo novembro, constrangeram o governo federal a intervir nos preços, mas seguindo o ministério da Economia, não o fez.

    Resultado, os preços voltaram a cair.

    De mesmo modo, no episódio da disparada de preços (e escassez nas prateleiras naquele momento) de EPIs e álcool-gel, em março.

    Fábricas privadas chegaram a ser atacadas por alguns governos locais, com anuência do judiciário. O governo federal, sob orientação do ME, também não interveio e....

    Tanto os preços como a oferta se ajustaram e hoje estão em níveis normais.

    Como o Brasil precisa de mais liberalismo...
  • anônimo  14/05/2020 16:31
    Boa lembrança. Hoje ninguém mais fala em "preços extorsivos" para o álcool em gel. Na farmácia da esquina daqui de casa, tem um barril repleto de recipientes de 420g do produto, tudo em promoção: R$ 10,20.

    Ocorreu exatamente o que foi previsto neste artigo.
  • Richard Stellman  08/05/2020 18:26
    Não tem nem onde comentar nesse site (bom, pelo menos não vai virar o esgotão dos comentários do G1), quem vai perder tempo com esses bicho-grilo ai. A única coisa que entendi foi: pagar barato é ruim.
  • Ettore  12/05/2020 01:50
    g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/11/coronavirus-aumento-das-infeccoes-na-alemanha-e-coreia-do-sul-poe-em-duvida-volta-a-normalidade-pos-isolamento.ghtml
  • Anti liberal  13/05/2020 01:31
    g1.globo.com/globonews/jornal-das-dez/video/nos-eua-por-ano-quase-500-mil-familias-perdem-tudo-para-pagar-dividas-com-hospitais-8542141.ghtml

    Esse é o sistema de saúde que vcs liberais/libertários desejam?
  • Ulysses  13/05/2020 14:26
    Desejamos tanto que ele é impiedosamente criticado aqui:

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano

    Com um simples decreto, Trump expôs a escandalosa natureza do Obamacare


    Mais um coitado que foi pro saco aqui.
  • 4lex5andro  14/05/2020 13:42
    O tal Obamacare (tão idolatrado pela mídia lá e no Br) foi severamente criticado no IMB desde o início...
    E bingo, em sua implantação, os preços de planos de saúde (que passaram a ser compulsórios) dispararam lá nos Estados Unidos.

    Teve um lobby que se beneficiou muito... por outro lado, como sempre, os trabalhadores da base da pirâmide (como em qualquer país com Estado grande) se f*****, pra variar.


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