Nota do Editor
Na última segunda-feira (08/05), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou Gabriel Galípolo para a diretoria de Política Monetária do Banco Central. Galípolo, embora negue adesão, possui ideias muito alinhadas à Teoria Monetária Moderna (TMM):
Com o objetivo de identificar melhor a corrente heterodoxa que se forma no Banco Central do Brasil, republicamos o artigo a seguir, que explica a TMM.
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Causou frisson no meio acadêmico um recente artigo publicado por André Lara Resende no jornal Valor Econômico. O economista — um dos principais formuladores do Plano Real, e a principal mente por trás do Plano Cruzado — aparentemente deixou de ser um monetarista e tornou-se um fervoroso defensor de uma teoria heterodoxa rotulada Teoria Monetária Moderna (TMM).
No Brasil, esta teoria ainda não emplacou; nos EUA, ela ganhou proeminência porque a ala mais à esquerda do Partido Democrata, capitaneada pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez (que é declaradamente socialista), passou a defendê-la vigorosamente (o que praticamente já diz tudo sobre tal teoria).
Como era de se esperar, o fato de um proeminente monetarista brasileiro ter se convertido (e de maneira um tanto fanática) a uma teoria monetária heterodoxa defendida pela extrema-esquerda americana deixou a esquerda brasileira excitada.
Mas o que realmente seria essa tal Teoria Monetária Moderna (TMM)? Ironicamente, a TMM não é nem moderna e nem realmente “monetária”. Com efeito, a teoria é apenas uma combinação convoluta de antigas e heterodoxas idéias que envolvem imprimir dinheiro, colocar o governo para gastar (nada de muito diferente do que era feito rotineiramente durante o governo de José Sarney) e usar impostos para “retirar o excesso de dinheiro da economia” (não, não é ironia; a teoria é explícita quanto a isso).
Robert Murphy, membro-sênior do Ludwig von Mises Institute, se encarrega de explicar (e desmontar) a teoria.
Confira.
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A Teoria Monetária Moderna (doravante TMM) é um paradigma econômico/financeiro que virou moda e tomou de assalto um mundo insatisfeito com a economia neoclássica convencional.
A teoria ganhou uma popularidade subterrânea por três motivos: ela aparenta ter um rigor matemático; ela discorda das obviamente erradas doutrinas padrões defendidas pelos neoclássicos (neo-keynesianos ortodoxos), e, acima de tudo, ela afirma que as restrições orçamentárias do governo são uma mera ilusão.
Os proponentes da TMM afirmam que o atual sistema monetário — em que os governos têm liberdade para imprimir dinheiro à vontade — aboliu as amarras associadas ao padrão-ouro, e que, consequentemente, o crescimento econômico depende apenas de entender como os atuais sistemas monetário e bancário funcionam.
O histórico da TMM
Uma coisa que deve ficar bem clara logo de início é que a TMM não é a mesma coisa que economia neo-keynesiana. Tampouco ela está do mesmo lado de keynesianos tradicionais, como Paul Krugman. Com efeito, o próprio Krugman já criticou repetidamente os seguidores da TMM (que retrucaram aqui, apenas para citar um exemplo).
A TMM está ligada a uma antiga doutrina formulada pelo economista alemão Georg Friedrich Knapp, a qual ficou conhecida como “cartalismo“. O aspecto mais fascinante da TMM é que ela vira de cabeça para baixo idéias padrões da economia. Por exemplo, os proponentes da TMM afirmam que o emissor soberano de moeda fiduciária jamais pode se tornar insolvente (algo que a Venezuela prontamente refuta). Segundo eles, o objetivo da tributação não é gerar receitas para o governo, mas sim regular a demanda agregada.
Acima de tudo, para eles, moeda e impostos são indissociáveis. A moeda é um título de dívida do estado que serve para cancelar dívidas tributárias. Como todos os agentes na economia têm ativos e passivos com o estado, a moeda se transforma na unidade de contabilização de todos os demais ativos e passivos na economia. A aceitação da moeda decorre do fato de que ela pode ser usada para quitar impostos. (Isso gera dificuldades para explicar por que as pessoas que estão na economia informal também aceitam igualmente essa moeda).
Para descrever com mais acurácia a TMM, o melhor é ir direto à fonte. O website de Warren Mosler — um dos mais proeminentes defensores da TMM nos EUA — é reputado pelos próprios adeptos da TMM como o melhor ponto de partida. E de chegada.
A posição contra-intuitiva da TMM em relação aos déficits do governo
Para ilustrar os problemas da TMM, concentremo-nos em um ponto específico, e que talvez seja o cerne da teoria: o debate sobre os déficits orçamentários do governo.
Os seguidores da Escola Austríaca defendem que o governo deve cortar imediatamente os gastos. Os keynesianos defendem que o governo deve, apenas no futuro, restringir seus gastos e aumentar impostos. Já os seguidores da TMM afirmam que ambos os lados são ignorantes.
De acordo com vários proponentes da TMM, “os déficits não interessam” quando um governo soberano pode emitir sua própria moeda. Consequentemente, toda a inquietação em relação às contas públicas e à solvência fiscal do governo é absurda e desnecessária. Com efeito, os seguidores da TMM vão ainda mais além e afirmam que uma redução nos déficits orçamentários do governo afetaria negativamente a capacidade do setor privado de poupar. Ou seja, os austríacos, quando defendem uma redução dos gastos do governo e um consequente equilíbrio orçamentário estariam, inconscientemente, defendendo um colapso da poupança privada.
Pesquisei extensivamente os websites dos mais proeminentes defensores da TMM e aqui está a melhor explicação que encontrei sobre isso. A citação abaixo é um tanto longa e contém equações, mas reproduzi-la na íntegra é a única maneira de garantir que não estou deturpando a posição da TMM:
O conceito de contas nacionais sustenta o modelo básico de renda-despesa que está no cerne da macroeconomia introdutória. Podemos ver este modelo de duas maneiras: (a) da perspectiva da fonte dos gastos; e (b) da perspectiva do uso da renda produzida. Ao juntarmos estas duas perspectivas (da mesma coisa) temos o balanço dos setores.
Assim, pela ótica da fonte dos gastos, temos que:
PIB = C + I + G + (X — M)
a qual diz que a renda total nacional (PIB) é a soma do gasto em consumo (C), do investimento privado (I), dos gastos do governo (G) e das exportações líquidas (X-M) [isto é, exportações menos importações].
Já pela ótica do uso da renda produzida, a renda nacional (PIB) pode ser usada para:
PIB = C + S +T
a qual diz que o PIB (renda) em última instância volta para as famílias que consomem (C), poupam (S), e pagam impostos (T) com sua renda assim que todas as distribuições são feitas.
Logo, se igualarmos essas duas perspectivas do PIB, temos que:
C + S + T = C + I + G + (X – M)
Isso pode ser simplificado cancelando C de ambos os lados da equação e rearranjando os termos (sempre respeitando as regras da álgebra) naquilo que chamamos de visão do “saldo setorial das contas nacionais”.
(I – S) + (G – T) + (X – M) = 0
Ou seja, os três saldos têm de dar soma zero. Os saldos setoriais assim derivados são:
- O saldo privado doméstico (I – S)
- O déficit do governo (G – T)
- O saldo nas contas externas (X – M)
Uma simplificação seria somar (I – S) + (X – M) e chamar isso de setor não-governamental. E então você tem o saldo do setor governamental é exatamente igual ao saldo do setor não-governamental (a soma dos saldos privados domésticos e externos). Esta também é uma regra básica derivada das contas nacionais e tem de ser válida para toda e qualquer situação.
Para o propósito de nossa discussão, vamos simplificar as coisas e deixar de fora o comércio externo. (Podemos justificar essa medida ao vermos o mundo como um todo, o qual obviamente não pode ter nem um déficit comercial e nem um superávit comercial, e então analisar os efeitos das mudanças nos déficits orçamentários total dos vários governos).
Logo, se cancelarmos exportações e importações, e rearranjarmos os termos remanescentes, derivamos esta equação:
G – T = S – I
Ou seja, o total de gastos do governo menos o total de receitas tributárias é necessariamente igual à poupança privada menos o investimento privado.
Os proponentes da TMM podem sucintamente expressar essa relação em palavras:
Déficit orçamentário do governo = Poupança privada líquida
Esta equação explica por que os proponentes da TMM desprezam a ideia de austeridade fiscal.
Vale ressaltar que a equação acima foi derivada totalmente por meio de tautologias contábeis, e não por meio de alguma teoria econômica específica, de modo que ela é inabalável. E, espanto!, de fato ela aparenta dizer que se o governo reduzir seu déficit orçamentário, então a poupança do setor privado irá necessariamente cair. O que fazer agora? Será que os austríacos estiveram este tempo todo involuntariamente defendendo uma maciça destruição de capital sem saber disso?
É claro que você não precisa do governo para poder poupar
Qualquer um familiarizado com economia introdutória, mais especificamente o exemplo de Robinson Crusoé em uma ilha, sabe que não faz nenhum sentido dizer que é necessário haver um governo para que o indivíduo possa poupar.
Sozinho na ilha, Crusoé consegue coletar dez cocos por dia com suas mãos. Esta é a sua “renda real”. Porém, para progredir na vida, Crusoé tem de poupar — viver abaixo de suas posses. Assim, durante 25 dias seguidos, Crusoé coleta normalmente seus dez cocos por dia, mas come apenas oito e poupa dois. Isso lhe permite acumular um estoque de 50 cocos em 25 dias, o que lhe garante um colchão de 10 dias caso ele fique doente ou se machuque.
Mas Crusoé pode fazer ainda melhor. Ele fica dois dias sem subir em árvores e sem coletar cocos (com suas próprias mãos) e, em vez disso, vai coletar gravetos e videiras. E então ele utiliza esses recursos naturais para criar uma longa vara que irá aumentar enormemente sua produtividade em termos de número de cocos coletados por hora. Este investimento em bem de capital só foi possível por causa da poupança prévia de Crusoé; ele não teria conseguido ficar dois dias sem comer caso não houvesse coletado seu estoque de 50 cocos.
Sim, essa é uma história simples, mas ilustra bem o conceito básico sobre renda, consumo, poupança, investimento e crescimento econômico. Nela, não é necessária a existência de nenhum governo tendo um déficit orçamentário para que a história “funcione”. Crusoé consegue genuinamente viver abaixo de suas posses — consumir menos que sua renda — e consequentemente direciona recursos para a produção de mais bens de capital. Isso aumenta a sua produtividade futura, levando a uma renda maior (consequentemente, mais consumo) no futuro. Não há nenhum truque ou salto argumentativo, e a poupança de Crusoé é realmente “líquida” no sentido de que ela não é contrabalanceada por algum empréstimo tomado por seu amigo Sexta-Feira.
Sendo assim, exatamente como podemos interpretar a declaração dos proponentes da TMM de que a “poupança privada líquida” necessariamente é igual ao déficit orçamentário do governo (se ignorarmos o comércio internacional)?
Fiz esta pergunta em meu blog, e o economista Nick Rowe, de impecáveis credenciais acadêmicas e reputação internacional, defendeu a TMM da seguinte maneira:
Eu: “Especificamente, considero uma maluquice as pessoas dizerem que, se o governo federal não tiver um déficit orçamentário, então é contabilmente impossível o setor privado poupar.”
Nick Rowe: A teoria está perfeitamente correta, e é padrão, tão logo você faça a tradução. Suponha uma economia fechada para o comércio internacional. Defina “poupança privada” como “poupança privada menos Investimentos”, que é como os defensores da TMM normalmente utilizam a palavra “poupança” ou “poupança líquida”. E então é tudo contabilidade básica. PIB = C+I+G, e S=PIB-T-C, logo S-I = G-T.
Percebeu o salto argumentativo? Quando os defensores da TMM falam de “poupança líquida”, eles não estão dizendo que as pessoas coletivamente poupam mais do que coletivamente tomam emprestado. Não. Eles estão dizendo que as pessoas coletivamente poupam mais do que coletivamente investem.
Veja o que o próprio Nick Rowe foi obrigado a escrever em defesa da TMM: “Defina ‘poupança privada’ como ‘poupança privada menos Investimentos'”. Ora, poupança privada é uma coisa; poupança privada menos investimentos é outra coisa. Se definirmos “poupança privada” como “poupança privada”, que é o logicamente correto, então a crítica à TMM segue intacta.
Sim, a “poupança privada líquida” — isto é, “a poupança privada menos o investimento privado” — não pode crescer sem um déficit orçamentário do governo (de novo, se desconsiderarmos o comércio internacional), mas isso é imaterial. Todo o benefício da poupança privada é que ela permite o investimento privado.
Este é o problema fundamental de se recorrer a tautologias contábeis da macroeconomia para defender uma ideologia; as pessoas frequentemente enfiam ali argumentos causais da teoria econômica sem perceberem que estão fazendo isso.
Vejamos de novo a equação que está causando tanta confusão:
G – T = S – I
Como um economista pró-livre mercado, eu não preciso fugir desta tautologia. Eu posso utilizá-la para ressaltar a famosa crítica de que os déficits orçamentários do governo afetam o investimento privado (o famoso “crowding out”). Especificamente, se os gastos do governo (G) sobem ao mesmo tempo em que as receitas tributárias (T) permanecem as mesmas, então o lado esquerdo da equação aumenta (o déficit orçamentário do governo aumenta). Consequentemente, a contabilidade nos diz que o lado direito da equação também tem de aumentar.
Pode ser porque as pessoas passaram a poupar mais (reduziram seu consumo devido às maiores taxas de juros ou por causa de sua expectativa quanto a mais impostos no futuro), mas também pode ser porque o investimento do setor privado caiu.
Em outras palavras, à medida que o governo toma mais empréstimos e gasta mais, a equação nos diz que poderemos ter menos consumo privado, maiores juros e recursos reais sendo retirados do de investimentos privados e desviados para gastos do governo.
Ou seja, eu também posso contar a minha “história” sobre os perigos dos déficits orçamentários do governo utilizando a mesma equação.
No final, utilizar as tautologias contábeis das contas nacionais está longe de ser um argumento efetivo em prol de déficits orçamentários e contra orçamentos equilibrados, pois tais equações também podem ser perfeitamente utilizadas para substanciar teorias econômicas que afirmam que um corte nos gastos do governo gera uma maior taxa de crescimento econômico.
Os fãs da TMM, portanto, deveriam parar de recorrer a estas identidades para tentar argumentar que é destrutivo defender orçamentos equilibrados.
Para dar um último exemplo da falácia lógica de recorrer a tais equações para defender déficits orçamentários do governo, observe que podemos fazer a mesmíssima coisa com, por exemplo, a Google. Volte a todas as equações acima e redefina G como “gastos da Google”. Então C seria “gastos totais em consumo de todo o mundo exceto Google”, e assim por diante.
Após fazer isso, seriamos capazes de provar — com total certeza matemática — que, a menos que a Google esteja disposta a se endividar ainda mais ano que vem, “todo o mundo exceto a Google” seria incapaz de acumular ativos financeiros líquidos, da maneira como os defensores da TMM definem o termo.
A resposta adequada a esta observação perfeitamente válida é: e daí?
O duplo carpado
As conclusões da TMM sobre poupança privada e déficits orçamentários do governo são insensatas. Na prática, os que os defensores da TMM estão dizendo é que o setor privado deve torcer para o governo ter déficits orçamentários cada vez maiores, pois isso significa que haverá uma cachoeira de receitas indo para as mãos do setor privado. Qual o sentido disso?
Mas o erro original da TMM surgiu já no primeiro passo, com uma interpretação errônea da equação PIB = C + I + G + (X – M). Trata-se de um erro bastante comum por parte das pessoas que não conhecem os problemas da equação do PIB. A única justificativa para mensurar o “produto” (lado esquerdo da equação) pela soma de todas as despesas (lado direito da equação) é que, em uma economia de mercado, o “valor” de algo é aquilo que o comprador decide gastar nele. No entanto, se o governo pode auferir receitas por meio da tributação ou de empréstimos (que serão quitados no futuro via receita de impostos), então essa justificativa entra em colapso.
Simplesmente não é verdade que $ 1.000 em consumo privado ou em investimento privado são equivalentes, em termos de “produto real”, a $ 1.000 gasto por burocratas que arrecadam o dinheiro sem o consentimento de seus “consumidores” e que operam sob um processo de apropriação do tipo “gaste o que foi arrecadado ou tenha o orçamento diminuído ano que vem”.
Mas os defensores da TMM podem contra-argumentar dizendo, como de fato dizem, que o governo deve pagar sua dívida imprimindo dinheiro, e não por meio de impostos.
O que nos leva ao próximo ponto.
TMM = socialismo sofisticado
Na economia do mundo real, o dinheiro funciona como uma reivindicação sobre bens e serviços. Se você tem dinheiro, você pode utilizá-lo para obter o que quiser.
Sob a TMM, que diz que o governo deve ter a total liberdade de imprimir e gastar dinheiro, essa instituição tem acesso a todo o dinheiro que quiser — uma oferta virtualmente ilimitada. Utilizando seu poder monopolista sobre o dinheiro, a TMM, na prática, concede ao governo um poder de compra ilimitado. Na prática, isso permitiria ao governo sobrepujar o setor privado e fazer uma melhor oferta para conseguir mão-de-obra, materiais, equipamentos etc. Em suma, o que o governo quiser ele consegue. E individuos e empresas seriam correspondentemente privados destes recursos.
E quanto à inflação de preços que essa explosiva oferta monetária acarretaria? De acordo com a TMM, o governo pode impedir tal inflação de preços retirando dinheiro do setor privado por meio de maiores impostos. Vale lembrar: para a TMM, impostos servem não para arrecadar dinheiro para o governo — a impressora faz isso –, mas sim para enxugar dinheiro da economia e, com isso, arrefecer a demanda e evitar uma subida nos preços.
Portanto, ficamos assim:
1) de um lado, o governo imprime dinheiro e, consequentemente, obtém todos os bens, serviços e mão-de-obra que deseja;
2) de outro, ele aumenta impostos para retirar esse mesmo dinheiro da economia, asfixiando ainda mais o setor privado e retirando seu poder de compra.
A TMM, portanto, é um esquema vicioso inventado para que o governo sempre possa ganhar e para que setor privado sempre saia perdendo.
Não é surpresa nenhuma que a extrema-esquerda americana simplesmente ame esta teoria.
Conclusão
A visão de mundo da TMM é intrigante porque ela consegue ser pior até mesmo em relação à maneira como os keynesianos convencionais pensam sobre política fiscal monetária. Na mais benevolente das hipóteses, os defensores da TMM cometem o ingênuo erro de concentrar em tautologias contábeis que não significam aquilo que eles pensam que significam.
No entanto, as políticas fiscais e monetárias defendidas pela TMM teriam efeitos práticos ainda mais avassaladores. A TMM, na prática, se resume a o governo utilizar seu poder monopolista sobre o dinheiro para ditar e controlar a produção, obliterar o livre mercado, suprimir a iniciativa privada, e empobrecer as pessoas. Isso é socialismo.
Com efeito, um nome mais apto para TMM seria Tirania do Monopólio Monetário.
Por último, uma nota mais cômica: a TMM ganhou tanta proeminência entra a esquerda americana, que até mesmo Paul Krugman se sentiu compelido a criticá-la gentilmente, pois, segundo ele, a teoria subestima alguns riscos em relação aos gastos do governo.
Dica: quando Paul Krugman vem a público alertar que a sua filosofia econômica subestima os perigos dos gastos governamentais, chegou a hora de você reavaliar suas escolhas na vida.
Este artigo foi publicado originalmente em 12 de março de 2019.

Qual exatamente é a novidade de um cara que o criou o Plano Cruzado (o plano que mais concedeu poderes totalitários ao estado na história do Brasil) se tornar defensor de uma teoria socialista?
No final, todo tucano volta para seu ninho.
Eu já acompanhei algumas coisas desse tal Warren Mosler, que é o "papa" da teoria MMT. O cara é insuportavelmente arrogante e cheio de si. Ele coloca o nome dele após todas as frases que pronuncia.
No final essa teoria é só outra roupagem para o corporativismo fascista. As empresas que primeiro receberem o dinheiro do estado serão as mais bem pagas da economia, ao passo que o restante do populacho ficará entre a inflação e o confisco tributário.
Como bem disse o artigo, faz muito sentido que Alessandria Ocasio-Cortez seja a principal garota propaganda dessa bizarrice.
A TMM não só é uma receita para uma inflação maciça, como também é garantia de depressão econômica e consumo de capital.
No modelo atual, o dinheiro entra na economia via mercado de crédito (empréstimos bancários). Como empréstimos são demandados por investidores e empreendedores, isso gera uma expansão econômica inicial, a qual anos depois vira recessão.
Já na TMM, o dinheiro não entra na economia via empréstimos, mas sim via gastos do Tesouro. Consequentemente, não ocorre esse boom econômico inicial, típico dos ciclos econômicos. No entanto, a TMM permite que o governo imediatamente aumente seus gastos com funcionalismo, com suas empresas favoritas, com todo o tipo de assistencialismo (de pobres a artistas e grandes empresários), com subsídios, e também com "investimentos em infraestrutura".
Isso irá retirar mão-de-obra e outros recursos setor privado, afetando investimentos produtivos na estrutura de produção. A poupança e os investimentos de longo prazo serão desestimulados e o consumismo será impulsionado. Além de reduzir a poupança genuína, o processo de acumulação de capital será afetado.
Mas piora.
Quando a inflação de preços começar a incomodar (uma inevitabilidade gerada tanto pela maior quantidade de dinheiro na economia quanto pela redução da oferta de bens e serviços), o governo irá aumentar impostos para "retirar liquidez e poder de compra" do setor privado (a MMT é explícita quanto a isso, assim como a André Lara Resende em seu artigo).
Tal medida, obviamente, irá reduzir ainda mais o estímulo à poupança privada e incentivar ainda mais o consumismo. Não haverá acumulação de capital, mas sim consumo de capital.
Na melhor e mais benevolente das hipóteses, teremos um cenário em que todos terão algum emprego ligado ao governo (em especial, haverá muito lucro para empreiteiras ligadas ao governo), e a economia não aparentará (ao menos em termos de PIB) estar em depressão econômica. Mas o padrão de vida irá cair progressivamente.
O setor privado tambem irá encolher progressivamente em relação ao setor estatal, pois tanto a inflação monetária quanto o subsequente aumento de impostos para contrabalançar o aumento de preços causado pela inflação monetária irão retirar recursos do setor privado e direcioná-los para o estado.
E, obviamente, recorrer a aumento de impostos não irá resolver a inflação de preços, pois o governo continuará incorrendo em déficits orçamentários para bancar seus gastos crescentes. E estes déficits, obviamente, serão financiados com impressão de dinheiro.
E aí chegaríamos ao pior dos mundos: maciça inflação de preços junto com uma depressão econômica.
Engraçado o malabarismo que esses caras fazem para tentar justificar o roubo que o governo comete sobre os indivíduos.
Nenhuma equação/teoria existente do universo pode contrapor o seguinte fato: O governo rouba as pessoas, logo ele não deveria existir.
Mas já que esse pessoal gosta de equações aqui vai uma bem simples:
G = R, onde G é o governo e R é roubo.
Toda e qualquer teoria que envolva essa entidade se resume a essa equação.
Sabe, a loucura humana não tem limites. Quem disse que a Matrix não é verdadeira? O sistema econômico/financeiro vigente é insano e ainda querendo ser pior com essa coisa mais insana da TMM. Tudo fica tão virtual que não se vê sentido em mais nada. Quando se vê o funcionamento do sistema bancário é perceber a existência do inacreditável. Pobre do povo que mal percebe que é escravo de um sistema absolutamente cruel (cujos mentores são políticos e economistas,cujas intenções são muito más).
“Com efeito, um nome mais apto para TMM seria Tirania do Monopólio Monetário.”
Confesso que ri, mas sem ter muitos motivos. Podem anotar aí, essa bizarrice veio para ficar.
A única conclusão que tirei da TMM é algo que já sabemos: Os déficits do governo só podem ser no máximo iguais à poupança líquida privada, e nesse ponto chegamos à estagnação econômica. Ao passar disso, o país entra em colapso econômico.
Isso também explica porquê os países ricos conseguem tributar muito sem desarranjar a economia: Pois a poupança líquida privada é alta.
Enfim, grande lixo de teoria, em breve estará nos currículos das nossas universidades.
Como refutar esta teoria ou qualquer outra que dá passe livre para o governo ( ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ) gastar ou se preferirem investir.
governo( ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ) não tem , não teve e nem terá dinheiro, pois o mesmo não gera riqueza.
O que significa ter dinheiro ? Significa que foi produzido produtos/serviços demandados por terceiros e este poderão atribuir ou não, valor ao mesmo, gerando assim riqueza.( acumulando e/ou investindo capital )
Ponto final , Nenhum governo no UNIVERSO não gera riqueza. Seu único poder é destruir riqueza onde quer que ela esteja.
A bizarrice é tão grande que se torna difícil de acreditar que isto seja uma teoria defendida de maneira séria por um economista. Mais parece uma paródia criada para fins humorísticos, como aquele usuário “Capital Imoral” que volta e meia brinda a seção de comentários do Mises com uma pérola para descontrair o clima sério dos debates.
Já li anteriormente o excelente artigo desse com críticas ao PIB como mensurador da atividade econômica.
Mas, pelo que entendi, a equação PIB = C + I + G + X – M é aceita (com inúmeras ressalvas) pelos economistas em geral.
Uma dúvida que fiquei ao ler este novo artigo é se a segunda equação, PIB = C + S +T, é aceita exclusivamente pelos seguidores da MMT ou também por neoclássicos e seguidores de outras linhas do pensamento econômico.
Essa gente vai nos levar direto para os dias da Revolta de Atlas. Só a remoção física resolve.
No fundo, a TMM nada mais é do que a velha e recauchutada teoria que diz que imprimir dinheiro faz aparecer novos bens e serviços, e que todo o problema de escassez da economia se deve a uma insuficiência de dinheiro em circulação. Basta imprimir mais dinheiro, que mais produtos e serviços surgirão do nada.
Qualquer criança de 7 anos de idade consegue ver a bizarrice desta ideia, menos economistas acadêmicos que jamais trabalharam um dia sequer no setor produtivo.
O que é VALOR pro André Lara Resende ?
Como se sustenta uma teoria econômica em que o VALOR é SUBJETIVO ?
O litro, o quilômetro, o mol …. tudo isso é igual estando tanto aqui no Brasil quanto na China. É padrão… Mas o "valor" não é assim.
Com relação a equação…temos que partir do pressuposto que o dinheiro é algo criado pelo governo. E é muito difícil separar público e privado quando o dinheiro entra em campo na vida real. Por isso que matematicamente é como se fossem iguais. Por isso se o governo corta gastos, o setor privado também não reage(caso brasileiro).
A escola austríaca é contra a moeda fiduciária e encara o dinheiro de uma outra forma(que não é a que está sendo usada na vida real)
Governos podem se endividar e crescer como é o caso da China.
Governos podem adotar as medidas de austeridade e continuar estagnado como é o caso do Brasil.
Essa teoria pode funcionar para os EUA, que é a única exceção no mundo por conta do dólar e toda sua hegemonia…
E não acho prudente comparar a situação com a de Robson Cruzoé… porque…onde entra o DINHEIRO FIDUCIÁRIO na história de Crusoé ?
Na sua história Crusoé teve a sorte de estar numa ilha com fartura, mas se Crusoé estivesse num deserto, de onde viria sua riqueza ?
O que impressiona é que este artigo foi escrito em 2011.
Vejam: mises.org/library/upside-down-world-mmt
No governo Sarney, do qual o Lara Resende foi um entusiasta e colaborador, a carga tributária nem chegava a 15% do PIB. Praticamente todos os gastos eram cobertos por emissão monetária. Ou seja, era TMM na veia.
Parece que o Resende quer ressuscitar aqueles gloriosos tempos. Deve estar em busca de outro emprego no governo.
Parabéns pelo texto, excelente.
Só lembre que não se discute com fatos e dados com a esquerda.
Quando for pensar em discutir com algum deles usando a lógica contábil e econômica, pare e pense.. melhor humilhá-lo pessoalmente mesmo.
Tomara que a Argentina ponha isso em prática assim que o Macri sair.
Aquela latrina já possui tudo engatilhado: maior carga tributária da AL e liberdade pra imprimir dinheiro como quiser.
A única coisa que falta é um presidente socialista junto com seu econonista auto-declarado defensor da TMM.
Será essa a nova teoria econômica que os governos aplicarão após o colapso econômico?
Muito bom! Eu já tinha lido o artigo original do Robert, mas com a tradução e informações adicionais (creio que feitas pelo Leandro) deu para perceber mais claramente o quão tosca é essa teoria.
O nosso continente é historicamente um lugar fértil para ideias econômicas estúpidas prosperarem; só torço para que não sejamos o primeiro a testar a asneira da vez.
Prezados Senhores
Antes de mais nada, quero esclarecer que estou usando este veículo, após ter esgotado vários outros, no intuito de esclarecer as dúvidas que aqui vou colocar. E escolhi este veículo porque percebo que vocês, em geral, não deixam nada sem resposta. Outrossim agradeço antecipadamente, caso me dêem uma resposta adequada para estas questões, às quais, aliás, não são exatamente o mote do artigo em discussão, mas, como disse, esgotei outros veículos. Os argumentos a seguir são muito usados pela esquerda contra a necessidade de manter orçamento equilibrado, ajuste fiscal, etc. Enfim, peço a ajuda de vocês, se isso for possível.
As dúvidas são:
1- Por que a maioria dos economistas usa dados de dívida bruta e não dívida líquida, na relação dívida/PIB? Alguém certa vez me falou que os créditos do Governo são incobráveis, a maioria das vezes com entidades do próprio Governo. É isso mesmo? Onde conseguir dados detalhados sobre essa importante questão? Importante porque, enquanto a dívida bruta está encostando em quase 100% do PIB, a líquida está longe disso. 2- Por que relações dívida/PIB próximas de 100% do PIB são insustentáveis no Brasil, enquanto outros países convivem com isso tranquilamente? 3- Alguns economistas de esquerda, incluindo André Lara Resende, formulam que basta manter os juros abaixo do crescimento do PIB para estabilizar a relação mencionada. Isso tem lógica?
Obviamente, agradeço imensamente a ajuda de outros leitores que se interessarem em me esclarecer estes pontos.
Atenciosamente,
Montes
Muito bom Leandro, te agradeço muitíssimo pela ajuda. Fiz uma primeira leitura muito rápida, mas já deu para absorver muita coisa interessante e excelentes argumentos. Vou ler depois com mais calma e, se tiver mais alguma dúvida, colocarei aqui ok?
Mais uma vez te agradeço. Abs
Alexandre
Vou ler os artigos com cuidado, tanto o do brilhante economista Lara Resende quanto o deste Website. O que me incomoda muito é estas classificações redutoras tipo é socialismo, é capitalismo, etc. vinda de economistas. Uma nocão básica de microeconomia é que existem quatro tipos diferentes de mercado no CAPITALISMO: livre, monopolio, oligopolio e concorrência oligopolistica. Portanto esse negócio de classificar monopolio de socialismo é pura burrice tendenciosa. Isso porque nem comecamos a conversar sobre a economia moderna de Ronald Coase, Oliver Willianson, etc. onde o conceito to de unidade de produção é substituido pelo conceito de contrato, que pode ser realizado dentro ou fora da empresa (ou firma). Se a questão é o papel do estado também temos um problema em generalizar pois quando falamos em estado nação e não economia global, este adquire um paper de agente regulador, indutor de crescimento, provedor de infraestrutura ou protetor da concorrência, dependendo do caso. Isto também não tem nada a ver com SOCIALISMO. Também teria mais respeito com dos gênios como Lara Resende e Persio Arida que salvaram o Brasil da hiperinflação com sua ideias inovadoras, heterodoxas e geniais em politica monateria.
A TMM será o destino natural dos desenvolvimentistas frustrados. Essa turma jurava que juro baixo e dólar caro fariam a economia bombar. Pois então. O dólar foi pra R$ 4 e a Selic foi pra 6,50%. Ambos recordes de alta (dólar) e baixa (juro).
E a economia? Paradona. Aliás, a indústria, que os desenvolvimentistas explicitamente falavam que ia bombar com dólar caro e juro baixo, está praticamente morta.
Obviamente, quem entende o mínimo de teoria econômica sabe que dólar alto na realidade ferra a indústria, de modo que o que está acontecendo não é novidade nenhuma. Mas querer que essa turma saiba algo de economia já é querer demais.
Viram o recente comentário da The Economist sobre a TMM? Até a revista, que é declaradamente keynesiana, disse que a teoria é completamente louca. Trechos:
Paul Krugman, a Nobel prizewinner and newspaper columnist, recently complained that its devotees engage in "Calvinball" (a game in the comic strip "Calvin and Hobbes" in which players may change the rules on a whim). Larry Summers, a former treasury secretary now at Harvard University, recently called MMT the new "voodoo economics", an insult formerly reserved for the notion that tax cuts pay for themselves.
These arguments are loud, sprawling and difficult to weigh up. They also speak volumes about macroeconomics.
[…]
Speaking with MMT's adherents is sometimes like watching a football match with friends who insist the ball remains stationary while every other element in the game, including the pitch and goalposts, moves around it. Communication is made harder still by mmters' sparse use of mathematical models. To economists who consider heavy-duty maths a mark of seriousness, such reluctance to use equations is either evidence of intellectual inferiority or a way of avoiding scrutiny.
http://www.economist.com/finance-and-economics/2019/03/14/is-modern-monetary-theory-nutty-or-essential?cid1=cust/ednew/n/bl/n/2019/03/14n/owned/n/n/nwl/n/n/la/214436/n
Alguém pode por favor me responder quais seriam os próximos acontecimentos após o debaclê de setembro de 2008 caso não houvesse ocorrido o resgate dos bancos, ou o FED e outros Bancos centrais não tivessem capacidade para resgatar os bancos quebrados.
Obrigado
Eu percebi um ponto a ser melhorado na argumentação contra o Estado: Como e por que o Estado surgiu. Se esse ponto não for resolvido, o Estado sempre retornará.
Simplificadamente, o Estado é uma empresa de segurança, que, por meio da opressão e da ameaça, cresceu demais e passou a oferecer outros porcos serviços para justificar esse crescimento.
Para acabar com o Estado, será necessário encontrar uma solução contra a opressão dos mais fortes, sem que os próprios protetores se tornem fortes e passem eles próprios a oprimir.
Quem se dedica a produzir, não pode se dedicar à proteção, pois isso prejudica a produção. Como evitar que os mais fortes abusem, oprimam e roubem aqueles que se dedicaram à pacífica produção?
Essa não é uma questão técnica qualquer negligenciável. Essa é a questão que, se não for resolvida, inviabiliza o Anarco Capitalismo, pois leva ao ressurgimento do Estado.
Deixo ver se eu entendi: eles pregam que o Estado deve imprimir mais dinheiro e em contrapartida aumentar os impostos. Mas quais impostos serão aumentados? Quem irá pagar por eles? Eu bem que gostaria de ter uma impressora de dinheiro, que imprimisse notas verdadeiras a vontade em minha casa! Como se o dinheiro fosse distribuído igualmentes entre a população e os impostos pagos de forma igual também. Se isso acontecer, aí que Estado monta de vez nas costas da população! Parece até piada de mal gosto!
Off Topic
Quais artigos do Mises fala sobre Arranjo Produtivo Local (APL), Clusters industriais, concentração industrial e ou Nova Geografia Econômica (NGE)?
Quero saber a posição da Escola Austríaca nesse assunto.
De fato, Robert Murphy tem razão ao mencionar que a TMM (ou MMT – Modern Monetary Theory) apoia-se em uma tautologia contábil. Qual a relação de causa e efeito entre os dois lados da equação G – T = S – I? Parece-me que uma coisa não tem haver necessariamente com outra.
Outra variável fundamental que parece ser negligenciada pela TMM: a taxa de juro, que tem um papel fundamental no cálculo econômico, como parâmetro na decisões de investimento e poupança.
E a taxa de risco (s ), a qual somada à taxa básica de juro (i), sinaliza a taxa de rentabilidade mínima esperada do investimento? Projetos de investimento na economia real terão que proporcionar uma rentabilidade mínima para serem levados adiante.
Equilíbrio orçamentário é fundamental em qualquer economia. Não custa lembrar que o governo não é uma entidade suprema, acima do bem e do mal. Ele existe para servir à sociedade e não a si próprio, como ocorre no Brasil e em outros países. Se a equação G – T = S – I fosse realmente infalível, então não haveria crise econômica. Bastaria o governo emitir moeda e tudo estaria em equilíbrio e se a crise seria dissipada como em um passe de mágica.
O velho truque esquerdista de redifinir conceitos e critérios para forçar a realidade a se encaixar nas suas teorias…
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Kct, conseguiram criar algo pior que o Keynesianismo.
“Redefinir” – maldito corretor ortográfico!
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Outro ponto: ainda que a poupança não seja investida, nem consumida e nem sequer aplicada no banco, ainda assim beneficiaria a sociedade, pois aumentou a quantidade de produtos ou serviços e reduziu a quantidade de dinheiro no mercado, gerando deflação.
Mas os especialistas acreditam (ou fingem acreditar) que toda e qualquer deflação é sempre ruim, mesmo aquela que surge naturalmente quando há liberdade econômica.
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“Sim, a “poupança privada líquida” — isto é, “a poupança privada menos o investimento privado” — não pode crescer sem um déficit orçamentário do governo…”
Por qual motivo isso ocorre?
Boa tarde!
Minha dúvida é com relação ao regime cambial.
Vou colocar dois cenários:
Cenário 1: Digamos que um país exporta um valor X e o mesmo importará um valor Y, o valor de Y será menor do que o valor X, nesse caso teremos um superávit comercial, aumentará as reservas internacionais na sequência.
Cenário 2: Digamos que um país exporta um valor X e o mesmo importará um valor Y, o valor de X será menor do que o valor Y, nesse caso teremos um déficit comercial, diminuirá as reservas internacionais.
Sabemos que para realizar a importação teremos que exportar, a importação é paga com exportação. Pois bem, o dinheiro que usaríamos para pagar o déficit da balança comercial sairia do superávit dos investimentos estrangeiros e ainda teríamos um superávit na balança de pagamentos.
Ou seja, mesmo com o déficit comercial na balança, mas tendo superávit na balança de pagamentos ainda sim teríamos aumentado as reservas internacionais?
E mais, mesmo que tenhamos aumentado as reservas, digamos que queremos vender algo em torno de 10% para comprar ouro ou investir em imóveis ou ações em outros países, isso afetaria o câmbio?
EU HAVIA COMENTADO QUE ISSO ME PARECE O VELHO MODELO IS-LM!
Como que fica o câmbio na MMT?
Pelo que eu sei, o Brasil não é os EUA que podem cagar para o câmbio.
André Lara Rezende agora no Roda Viva:
No Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães recebe o economista André Lara Resende.
Doutor em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), André Lara Resende foi diretor do Banco Central, presidente do BNDES e um dos formuladores do Plano Real.
Diante dos estragos feitos pela pandemia, ele defende uma política de investimentos públicos ousada, que não coloque o equilíbrio fiscal em primeiro plano. Só assim, garante, será possível aumentar a capacidade produtiva do país e restabelecer o poder aquisitivo da população. Para Lara Resende, esse também é o caminho para assegurar a retomada do crescimento econômico, a geração de empregos e o desenvolvimento de longo prazo.
Texto muito bom, bem explicado, só acredito que nos ajudaria muito, se pudessem deixar mais claros, como nós, reles cidadãos, frente a loucura dos nossos governantes podemos nos defender individualmente perante a concretização deste cenário. Forneçam soluções que podemos adotar, para mantermos nossas divisas, bens e sobrevivermos a tal apocalipse financeiro.
A esquerda Venceu e nós perdemos! A liberdade já era pra todos nós, sem exceção iremos para o mesmo fim da escravidão estatal. Não adianta, não há oq fazer, olha só pros EUA como a mentalidade esquerdista só cresce, socialismo na veia de pessoas jovens que estão crescendo cada vez mais socialista. E a America Látina que sempre foi assim, agora será cada vez mais.
A guerra esta perdida, o Moraes faz o que quiser, censura quem quiser e nada acontece!! NADA! Ninguém pode fazer nada e agora com o Lula vai ter mais juizes assim. A liberdade não vence, oq vence é os fins que justificam os meios pra maioria da sociedade. Sinceramente, o mundo acabou. Não venha me falar de bitcoin, sonegar e qualquer outra coisa, o poder estatal vai te pegar não há como fugir. Se você quiser ser rico, pode esquecer, o caminho ficara mais díficil e ao chegar la você sera espoliado e terá que se esconder em algum buraco pra impedir que você seja taxado ou simplesmente violentado pela bandidolatria esquerdista. Me diz, isso é vida?
Me diz, o mundo que estamos caminhando, o colapso, é vida? TODOS Irão pagar pela consequência, independente se você apoiou as ideias ou não. Pra que viver nesse mundo de escravidão então?
E não adianta dizer que quer mais que o barco afunde pras pessoas aprenderem, ISSO NÃO ADIANTA. Pode dar resultado no curto prazo mas no longo esqueça. Simplesmente porque a memoria das pessoas tem prazo de validade, passando um ou outra geração tudo volta estaca zero.
Os mais velhos de hoje sabem oq foi o fracasso do socialismo e o trinfo da liberdade, os jovens de hoje não tem a minima ideia disso e mesmo que o socialismo o tome a liberdade deles no futuro, estes estarão condicionados a aceitar isso passivamente.
E digo mais meus caros, esqueça a guerra, todos os meios e agora inclusive a internet, esta tomada de controle e imposição esquerdista, não há nada que possa ser feito porque todos os meios de informação e comunicação passam por filtros ou influencia esquerdista.
Se puder, vá para algum país menor e mais simples, digo simples não necessariamente mais pobre, mas um lugar menor que as pessoas estão menos infectadas, apesar de que mais cedo ou mais tarde o socialismo chegará la e enfim não sei se compensa o risco de se mudar pra isso. Luxemburgo, Estonia e algum país do Leste Europeu seria minha aposta.
Como a PEC da transição esta passando tão rapido????? Com o Bolsonaro era tudo demorado
Argentina adota TMM? Quais países adotaram a TMM por mais tempo e quais adotam ainda hoje?
Obrigado! Comentáristas ensinam muito aqui
Notícias frencuzinhas.
Pedro castilho dissolve congresso do peru.
http://www.google.com.br/amp/s/www.em.com.br/app/noticia/internacional/2022/12/07/interna_internacional,1430603/amp.html?espv=1
Presidente do peru é destituido.
http://www.conexaopolitica.com.br/mundo/congresso-do-peru-destitui-presidente-esquerdista-que-tentou-golpe/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
Os manifestantes patriotas deram um ultimato às Forças Armadas: devem agir até o dia 10.
revistaoeste.com/politica/a-leitura-da-carta-que-cobra-posicionamento-das-forcas-armadas-sobre-as-eleicoes/
Senhores(as) bom dia,
Sobre o governo imprimir e depois enxugar dinheiro via impostos:
Entendo que ao imprimir, a base monetária está aumentando.
Ao arrecadar, esse dinheiro não deixa de existir, o que faz a base monetária aumentar.
Seria isso correto?
No meu humilde entender essa seria a principal falha da teoria.
Esquerda quer estado grande, controlador, ditatorial se for preciso. Direita quer estado mínimo, liberdade, empreendedorismo e ditatorial contra a extrema-esquerda se for preciso, centrão tenta apaziguar os dois lados se aliando a qual dos dois estiver no poder, mantendo seus privilégios e impunidade,tolera um estado de exceção se estiver lucrando com a situação, enfim todos estatistas e opressores no final das contas.MMT nome pomposo para furtar nosso suado dinheiro.