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Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

Qual é a relação entre os crônicos déficits orçamentários do governo federal, a falência financeira dos estados (mais explicitamente o Rio de Janeiro), a resiliente carestia que nos açoita e a acentuada recessão econômica que nos flagela?

Resposta: todas elas foram causadas pela expansão do crédito, principalmente daquela modalidade de crédito comandada pelo governo federal.

Essa relação é bastante fácil de ser compreendida e percebida, mas apenas a teoria econômica da Escola Austríaca possui o ferramental teórico para explicá-la da maneira coerente.

Dois tipos de crédito no Brasil

Para entender a nossa atual encrenca, é crucial entender uma peculiaridade do nosso mercado de crédito.

Em comum com o resto do mundo, os empréstimos bancários no Brasil são feitos por meio da criação de dinheiro (processo este detalhado aqui).  No nosso atual sistema monetário e bancário, quando uma pessoa ou empresa pega empréstimo, os bancos criam dinheiro do nada — na verdade, meros dígitos eletrônicos — e simplesmente acrescentam esses dígitos na conta do tomador do empréstimo.  Portando, todo o processo de expansão de crédito nada mais é do que um mecanismo que aumenta a quantidade de dinheiro na economia.

Isso, vale repetir, é assim em todos os países do mundo.

No entanto, há aqui uma jabuticaba: há duas modalidades de crédito no país — o crédito livre e o crédito direcionado

O crédito livre, como o próprio nome diz, representa os empréstimos que os bancos podem fazer para quem quiser, cobrando os juros que quiserem.  Eis aqui a tabela com os juros desta modalidade.  Observe na coluna "taxa de juros" os valores cobrados das pessoas físicas e das pessoas jurídicas.  Bem mais altos e variando de acordo com a SELIC.

Já o crédito direcionado representa os empréstimos que os bancos (majoritariamente os estatais) são obrigados a fazer a juros abaixo da SELIC.  Veja aqui nesta tabela os valores dos juros.  Bem abaixo da SELIC.

Como funciona o crédito direcionado?  Em termos práticos, o Tesouro repassa dinheiro dos nossos impostos para os bancos, e estes então emprestam esse dinheiro cobrando juros muito menores até mesmo que a taxa SELIC.

Essa modalidade de crédito praticamente não é afetada por aumentos da SELIC. A SELIC afeta apenas os juros do "crédito livre".  Os juros do crédito direcionado são determinados pelo governo federal.

Só que há um detalhe: o Tesouro não tem dinheiro sobrando para repassar continuamente aos bancos (sendo o BNDES o mais voraz deles) com o intuito de manter o crédito direcionado fluindo eternamente.  Consequentemente, para conseguir esse dinheiro, o Tesouro tem de se endividar.  Ato contínuo, ele emite títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro.

Essa medida, como já mencionado, é inerentemente inflacionária.  Quem compra esses títulos emitidos pelo Tesouro é majoritariamente o próprio sistema bancário (tanto os bancos privados quanto os estatais).  E como ele compra?  Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias

Ou seja, o endividamento do Tesouro para financiar o crédito direcionado é algo que ocorre via inflação monetária — ou seja, há um aumento da quantidade de dinheiro na economia.

Portanto, ficamos assim: a expansão do crédito — de qualquer modalidade, seja livre ou direcionado — é uma medida que aumenta a quantidade de dinheiro na economia.   Mas o crédito direcionado, além de aumentar a quantidade de dinheiro na economia, também aumenta a dívida do governo federal.

Entendido isso, prossigamos.

A fase do crescimento econômico

O ano de 2009 representa o ponto de ruptura da normalidade econômica brasileira.  Como reação à crise financeira mundial, o governo federal resolveu adotar medidas econômicas agressivas para evitar que a economia brasileira, até então apresentando um robusto crescimento, se desacelerasse.

A principal medida adotada foi exatamente a de aumentar o volume do crédito direcionado.   

Veja no gráfico abaixo a evolução de ambas as modalidades de crédito. (Obs: como o Banco Central faz de tudo para atrapalhar, ele descontinuou as duas séries no final de 2012 e criou outras duas, que começam em 2007; daí cada série ter duas linhas.  Mas o que vale observar é a tendência de crescimento; na prática as linhas azul e verde são a mesma, assim como a vermelha e a amarela).

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Gráfico 1: evolução nominal do crédito livre (linhas azul e verde) e do crédito direcionado (linhas vermelha e amarela)

Observe a guinada expansionista do crédito direcionado (linhas vermelha e amarela) a partir de 2009.

A expansão desse crédito aditivou, no curto prazo, o crescimento da economia.  E gerou também várias distorções, as quais culminaram na nossa desoladora situação atual.

E é aí que entra a explicação fornecida pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, que é a única escola de pensamento econômico que apresenta uma explanação coerente desse fenômeno.

Apresentada ao mundo em 1912 por Ludwig von Mises, a teoria austríaca dos ciclos econômicos mostra que as crises econômicas são o resultado da intervenção estatal no mercado, principalmente no mercado de dinheiro e crédito.

Tudo começa quando o governo decide aditivar o crescimento econômico por meio da manipulação dos juros, com o intuito de aumentar o volume do crédito.  Como a taxa de juros é um preço como qualquer outro da economia, sua manipulação pelo governo irá, inevitavelmente, gerar distorções que se tornarão explícitas apenas no longo prazo.  E como o crédito é o grande impulsionador das economias atuais, sua crescente estatização irá trazer consequências inesperadas.

Quando o governo brasileiro reduziu artificialmente os juros do crédito direcionado em 2009 e aumentou o volume de empréstimos dessa modalidade, ele fez com que aqueles investimentos que antes não eram atraentes repentinamente se tornassem promissores. Quando os juros dos empréstimos bancários são reduzidos, aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — exatamente por causa dos juros mais baixos — aparentemente viáveis. 

Esses projetos de longo prazo — como, por exemplo, empreendimentos imobiliários, construção de shoppings, fabricação de máquinas, e ampliação da capacidade produtiva das indústrias — são aqueles que demandam mais capital e mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores — parece bem mais acessível.

Ao mesmo tempo, e como já dito, a expansão do crédito gera um aumento generalizado na quantidade de dinheiro na economia. Como consequência, a renda nominal das pessoas aumenta.  Mais dinheiro na economia gera maiores gastos e maiores salários nominais.  Isso gera nos empreendedores a crença de que haverá uma contínua demanda futura para seus investimentos de longo prazo.

Ato contínuo, os investimentos começam a surgir mais intensamente na economia. 

No primeiro momento, portanto, há uma grande sensação de prosperidade.  A renda nominal aumenta, os investimentos aumentam, o consumo aumenta e o desemprego cai.

E isso, de início, estimula os números do PIB, do emprego e da renda. 

A sensação vivenciada pelas pessoas durante essa fase de prosperidade artificial é maravilhosa: a renda nominal cresce anualmente (eis uma notícia de 2010, exatamente no auge do boom da economia brasileira), investidores se animam ao ver que o valor de suas ações cresce diariamente (outra notícia de 2010, sendo que o recorde anterior da Bovespa havia sido alcançado em 2008); carros zero são vendidos em quantidades crescentes (notícia do início de 2011); apartamentos são vendidos ainda na planta; os estoques das empresas são prontamente vendidos; novos empreendimentos são iniciados diariamente; novos restaurantes e novas lojas são inaugurados diariamente; trabalhadores encontram empregos a salários nominais cada vez maiores; restaurantes estão sempre cheios e com longas listas de espera; as estradas ficam abarrotadas de carros de passeio e de caminhões de transporte; trabalhadores e sindicatos ficam mais exigentes porque, com o desemprego em queda, eles veem que os empresários estão dispostos a pagar caro por seus serviços; políticos se beneficiam dos números dessa economia que parece estar vivendo um grande momento, e começam a fazer proselitismo ideológico (e aí começam a propagar esquisitices como essa notícia de 2010, auge do boom); burocratas responsáveis pelo orçamento do governo ficam impressionados ao descobrir que, a cada ano, a receita aumenta em cifras de dois dígitos.

Enfim, a expansão do crédito gera distorções, mas gera uma prosperidade artificial que faz a alegria de muitos. 

Porém, como essa expansão no crédito foi causada por uma redução artificial dos juros e não por um aumento na poupança (isto é, pela abstenção do consumo), isso significa que não houve uma liberação de recursos de um setor para ser utilizado em outro setor. Aí começam os problemas.

Mais dinheiro entrando economia via financiamentos para investimentos faz aumentar a demanda por mão-de-obra na indústria e na construção civil, mas ao mesmo tempo os setores de serviço e comércio continuam precisando de mão-de-obra e recursos, pois não houve aumento na poupança (abstenção de consumo). Assim, começa a haver uma batalha por mão-de-obra e por recursos.

Houvesse poupança genuína, a mão-de-obra de um setor seria liberada para outro setor, e os recursos mais demandados por um setor seriam liberados para outros setores. Mas como não há poupança, esses fatores de produção começam a ser disputados via aumentos salariais e aumentos de preços.

Assim, ao mesmo tempo em que uma construtora passa a demandar mais engenheiros, arquitetos, mestres-de-obras, corretores, vendedores, relações públicas etc., os setores de serviço e comércio continuam demandando com a mesma intensidade esses profissionais, pois as pessoas não estão poupando, o que significa que o consumo segue aquecido em todos os setores — a redução dos juros, como dito, não veio da poupança, mas sim da manipulação do governo.

O desemprego cai e os preços e os salários sobem. 

Enquanto estiver havendo essa expansão do dinheiro e do crédito, mas os preços continuarem contidos — subindo a um ritmo moderado —, os números positivos da economia irão durar. A demanda por bens e serviços irá continuar em alta. Os estoques das empresas serão prontamente vendidos. Apartamentos continuarão sendo vendidos na planta. Novos empreendimentos continuarão sendo iniciados. Carros zero continuarão sendo vendidos aceleradamente. Novos restaurantes e novas lojas continuarão sendo abertos. Os preços e os lucros continuarão subindo. Trabalhadores continuarão encontrando empregos a salários nominais cada vez maiores.

No entanto, tal expansão econômica não pode durar. Em algum momento, essa expansão monetária começará a provocar um aumento generalizado nos preços.  Quando a carestia estiver incomodando, os juros irão subir, encarecendo novos empréstimos. A expansão do crédito irá se desacelerar.

Manipulando os preços para manter a expansão do crédito

E foi exatamente aí que o governo Dilma adotou três medidas que prolongaram ainda mais a expansão do crédito.  Para impedir que os preços subissem e, consequentemente, que o Banco Central tivesse de elevar a SELIC para conter o crédito livre e o Ministério da Fazenda tivesse elevar os juros do crédito direcionado, o governo federal:

1) ainda em 2012, decidiu reduzir pontualmente os impostos que incidem justamente sobre aqueles itens que têm mais peso no cálculo dos índices de inflação ao mesmo tempo em que aumentou os impostos sobre aqueles itens que nem sequer entram no cálculo da inflação (como os carros importados);

2) também em 2012, unilateralmente decide revogar os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia (os quais terminariam entre 2014 e 2018) com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas menores. Com isso, os preços das tarifas caem e afetam o IPCA, que passa a apresentar uma inflação de preços menor.

3) em 2013, obrigou a Petrobras a vender às distribuidoras gasolina abaixo do preço pelo qual ela foi importada.  Consequentemente, o preço da gasolina, que é um dos principais componentes dos índices de inflação, ficou congelado em 2013 e 2014 (e o capital da Petrobras foi dizimado por essa política de importar caro e vender barato);

Com essas medidas, as quais seguraram o IPCA, a expansão do crédito pôde continuar por um período de tempo prolongado, sem que a inflação de preços incomodasse muito.  Mais ainda: isso não apenas permitiu que o Banco Central não elevasse os juros, como, para aumentar ainda mais o desarranjo, os reduzisse ao menor nível da história do real.

Os três gráficos abaixo ilustram isso.

Este gráfico mostra a taxa de crescimento acumulada em 12 meses do crédito livre (azul) e do crédito direcionado (vermelho).  Obs: começa em 2008 por causa daquela lambança feita pelo Banco Central no gráfico 1.

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Gráfico 2: taxa de crescimento acumulada em 12 meses do crédito livre (azul) e do crédito direcionado (vermelho)  

Observe que o crédito livre, após se desacelerar fortemente em 2009, volta a se acelerar em 2010, mantendo-se acelerado até meados de 2011.  A partir daí, no entanto, ele começa a ser cada vez mais desalojado pelo crédito direcionado.

Já o crédito direcionado, após sua brutal aceleração em 2009, mantém-se forte em 2010, dá uma ligeira arrefecida em 2011 (mas sempre crescendo mais que o crédito livre, e sempre acima de 20% ao ano, que é uma taxa muito alta), e volta a se acelerar forte em 2013, ano em que se intensificou a Nova Matriz Econômica.

Agora veja taxa de crescimento em 12 meses dos preços livres (todos os preços que são determinados livremente pelo mercado) e dos preços controlados pelo governo (taxa de água e esgoto, energia elétrica, gás de bujão, transporte público, combustíveis, plano de saúde, pedágio, licenciamento, IPTU, IPVA).

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Gráfico 3: taxa de crescimento em 12 meses dos preços livres (azul) e dos preços controlados pelo governo (vermelho)

Com as manipulações do governo, ele não apenas consegue derrubar a taxa de crescimento dos preços controlados aos menores níveis em uma década, como também, em 2012, consegue reduzir os preços livres por causa daquela redução pontual de impostos.

Isso permitiu que a expansão do crédito (gráfico 2) apresentasse aquela acelerada em 2013, chegando a quase 28% ao ano, um crescimento um tanto astronômico.

No entanto, e obviamente, esse prolongamento artificial da expansão do crédito simplesmente desarranjou ainda mais a economia.  Já em meados de 2013, a população começa a perceber que há algo de errado: embora os preços controlados pelo governo estejam em níveis historicamente baixos, os preços livres estão em seus maiores níveis desde 2003.  Ela sai às ruas para protestar.

Consequentemente, o Banco Central começa a subir os juros de forma mais intensa e prolongada. 

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Gráfico 4: evolução da Taxa SELIC. Após a mínima história de 7,25% no final de 2012, a SELIC sobe chegar a 14,25% em julho de 2015

Ao mesmo tempo, o modelo de crédito direcionado começa a perder fôlego e começa a se desacelerar fortemente ao final de 2013 (vide o gráfico 2).  O crédito livre, por sua vez, já vinha se desacelerando desde meados de 2011.

Ainda assim, o governo é reeleito (por uma margem apertada) ao final de 2014.

No entanto, no início de 2015, após garantir a reeleição apertada (exatamente porque a economia já estava dando sinais de fadiga), o governo faz o inevitável: aumenta alguns impostos que havia reduzido, corrige toda a defasagem dos preços da gasolina e das tarifas de energia elétrica, que estavam represados há quase 3 anos.

Como consequência, o índice de preços explode (gráfico 3). 

O Banco Central, por sua vez, eleva seguidamente a taxa SELIC (de uma mínima de 7,25% para 14,25%) para tentar conter essa disparada da carestia.

Essa subida dos juros acaba por interromper completamente a expansão do crédito livre.  Já o crédito direcionado, com a total exaustão do Tesouro, desacelera vertiginosamente: após ter crescido a uma taxa anual de 28% em meados de 2013, passa a crescer apenas 4% no início de 2016.

Essa quase estagnação da expansão do crédito não apenas reduz o crescimento da renda, como ainda a faz entrar em contração. A renda dos consumidores, que até então era crescente, entra em queda. Como os preços ainda seguem crescendo, e como os consumidores estão mais endividados, sua capacidade de consumo é afetada.

Assim, toda aquela demanda inicialmente esperada para os investimentos não se concretiza.  A indústria começa a apresentar grande ociosidade.  Os shoppings recém-construídos ficam às moscas.  Os preços dos imóveis, que foram construídos na expectativa de encarecimento contínuo, caem. Os restaurantes ficam vazios.  As demissões disparam.

Vários investimentos feitos, vários bens de capital produzidos durante o período da euforia, bem como vários empreendimentos imobiliários, se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário, pois os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelo governo.

Quando a expansão do crédito é exaurida, a realidade vem à tona, o mercado inevitavelmente aponta os erros cometidos durante esta época de exuberância, e todos os empreendimentos que foram iniciados porque pareciam lucrativos revelam-se excessivamente ambiciosos e acabarão sendo um grande desperdício. A mão-de-obra neles empregada é demitida.

Esses são os efeitos gerados pela expansão do crédito sobre a indústria, sobre o comércio e sobre o setor de serviços: todos eles se expandem mais do que deveriam durante o período da expansão do crédito e, ao término, entram em contração, com demissões em massa.

Não adianta re-estimular

Vale enfatizar que a economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína (apenas artificial, impulsionada pela expansão do crédito).

Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda genuína. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza. Querer voltar a expandir o crédito e tentar criar demanda para estes investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão ainda mais profunda no futuro.

(Com o agravante de que consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação alta — por causa da expansão do crédito —, e sem perspectiva de renda).

O efeito sobre as finanças

Enquanto o crédito estava se expandindo, a quantidade de dinheiro na economia seguia crescendo.  Com mais dinheiro sendo criado e jogado na economia, a renda das pessoas crescia, os investimentos aumentavam e, principalmente, as receitas dos governos federal e estaduais se expandiam.

Assim como empreendedores acreditavam que o crescimento da renda nominal das pessoas seria contínuo e garantiria demanda eterna para seus investimentos, os governos federal e estaduais também acreditavam que suas futuras receitas iriam aumentar para sempre.  Consequentemente, expandiram seus gastos e sua folha de pagamento despreocupadamente.

Porém, todo esse erro de cálculo começou a ser exposto já em meados de 2014.  Com a elevação da SELIC para 14,25% (gráfico 4), não apenas a expansão do crédito se desacelerou, como também os empreendedores deixaram de investir na economia e passaram a direcionar seu dinheiro para aplicações financeiras.

O gráfico a seguir mostra a evolução da quantidade de dinheiro nas contas-correntes dos bancos.  Essa modalidade é importante porque mostra a quantidade de dinheiro prontamente disponível para empresas consumirem e investirem.  Como se trata de uma aplicação que não paga juros, o dinheiro em conta-corrente representa aquele dinheiro que está sendo continuamente transacionado na economia. 

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Gráfico 5: evolução da quantidade de dinheiro nas contas-correntes dos bancos

Quando essa quantidade de dinheiro está crescendo, isso significa que as empresas estão com mais capital de giro e com mais dinheiro disponível para investir e ampliar sua capacidade produtiva.  Suas receitas nominais também são crescentes.  Igualmente, as pessoas estão consumindo mais e o governo está arrecadando mais.  Já quando a quantidade de dinheiro está diminuindo, isso significa que as empresas estão retirando dinheiro da conta-corrente e aplicando em outras modalidades, como CDB, fundos de investimento e títulos do Tesouro, para se aproveitar dos juros.  Ou seja, não estão dispostas a investir na economia.  Como efeito colateral, a arrecadação dos governos cai.

Inicialmente, repare que, quando a SELIC aumenta (2003, 2005, 2008, 2011, 2014 e 2015), a quantidade de dinheiro em conta-corrente pára de crescer.  Isso porque as empresas retiram o dinheiro dali e aplicam em papéis que rendem juros.

Repare também que, em 2014, a quantidade de dinheiro em conta-corrente para de crescer e, em 2015, entra em queda livre.  Em 2016, a queda continua.  A atual contração é inédita na história do real.  Como a SELIC está subindo desde abril de 2013, deixar dinheiro na conta-corrente representa um crescente custo de oportunidade.

Essa combinação entre menos dinheiro voltado para o consumo e para investimentos na economia, em conjunto com uma carestia alta (majoritariamente causada pela liberação dos preços que estavam represados e pela desvalorização cambial), gerou, além da explosão do desemprego, toda a queda na renda real que a população está sentido.  E gerou também toda a queda na arrecadação dos governos federal e estaduais.

Em termos práticos, há hoje nas contas-correntes a mesma quantidade de dinheiro que havia no início de 2010.  Só que todos os preços estão muito maiores.  Daí a sensação (real) de queda na qualidade de vida das pessoas, principalmente dos mais pobres (que são os que deixam dinheiro parado em conta-corrente).  Há menos dinheiro tendo de lidar com preços mais altos.

E há menos dinheiro para os governos arrecadarem e, com isso, financiarem todo o aumento de gastos em que incorreram durante os anos da bonança.

O atual desarranjo das contas dos governos é uma consequência direta dos aumentos de gastos que foram implantados durante a época da bonança e que agora não mais têm como ser financiados.  Literalmente, acabou o dinheiro.

E os governos, ainda assim, querem aumentar impostos para poder manter o mesmo — e insustentável — nível de gastos.

Conclusão

Após ter sido bombardeado por inúmeras propagandas ufanistas e eufóricas durante os últimos 13 anos, as quais prometiam um Brasil grande e de prosperidade eterna, é natural que o brasileiro hoje se sinta deprimido, e até mesmo revoltado, ao constatar que foi enganado e que aquela economia pujante que lhe haviam prometido nada mais era do que um conto de fadas. 

Ludwig von Mises explicou bem este componente emocional em suas obras.  As pessoas se acostumam a um padrão de vida crescente durante a fase da expansão econômica artificial e, mais tarde, quando a nova realidade se impõe avassaladoramente, elas se recusam a aceitar que tudo não havia passado de uma gostosa mentira, pois imaginavam que aquela fase próspera realmente representava um novo e definitivo padrão.

Aturar corrupção, uma infraestrutura caótica e serviços públicos moçambicanos é relativamente fácil quando se está com a renda crescendo mais que os preços e com a capacidade de consumo em alta.  Porém, tão logo esses indicadores se invertem, a depressiva realidade se impõe e resta ao cidadão ir protestar nas ruas clamando por medidas que arrefeçam sua situação.  Ninguém vai às ruas protestar contra a corrupção quando a economia está com bons indicadores, a capacidade de consumo está em alta e o dinheiro chega até o final do mês.  No entanto, basta esses indicadores piorarem, que todo o esforço de mobilização se torna mais fácil.  Até mesmo para derrubar presidente. (Alguém, por exemplo, acredita que Collor caiu por causa de um Fiat Elba?)

O fato é que o povo brasileiro queria crédito farto a juros baixos para comprar imóveis, carros, motos, televisores e outros eletrodomésticos.  Conseguiu.  Queria que o governo expandisse continuamente seus gastos para, dentre outras coisas, aumentar as contratações para o setor público, que é o objetivo de vida de vários integrantes da classe média.  Conseguiu.  Queria que o governo protegesse a indústria nacional e seus empregos aumentando as alíquotas de importação de praticamente todos os produtos estrangeiros .  Conseguiu. 

E aceitou que o governo utilizasse o BNDES para conceder empréstimos subsidiados para grandes empresas, as quais iriam se transformar em "campeãs nacionais".

O povo aprovou tudo isso, e agora está tendo de arcar com as consequências destas políticas. 

Não existe mágica em economia.  Uma medida aparentemente benéfica — "quem pode ser contra a redução dos juros?!", desafiavam os defensores do governo — gerou consequências desastrosas. 

Além de tudo o que foi acima descrito, é importante ressaltar que a intervenção estatal para reduzir os juros do crédito direcionado também gera o efeito não-premeditado de fazer com que a SELIC tenha de ser mais alta do que seria caso contrário (ver detalhes aqui) e encarecer ainda mais os juros do crédito livre (ver detalhes aqui)  

A missão de um economista é, acima de tudo, apontar as relações de causa e efeito — as mais ignoradas na economia.

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Explicando as pedaladas fiscais: por que são crime e por que prejudicaram exatamente os mais pobres

A reestatização do crédito no Brasil


14 votos

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Neto  14/07/2016 14:45
    Excelente artigo!
  • O MESMO de SEMPRE  14/07/2016 19:35
    O Estatismo é exatamente aquilo que Marx descreveu (não explicou em principios/regras, apenas fantasiou) como o tal de "Capitalismo".

    Segundo Marx sob o Capitalismo haveria uma CLASSE ou estamento DOMINANTE por serem proprietários dos meios de produção.

    Ora, quando Marx propôs que em seu Socialismo "científico", ou ditadura do proletariado, os proletários fossem os donos dos meios de produção ao serem representados pelos governantes marxistas, ele preconizou exatamente que uma CLASSE ORGANIZADA (a dos auto intitulados representantes) e com suporte numa IDEOLOGIA (conjunto de idéias que prometem um FIM REDENTOR) se tornasse HEGÊMONICA e PROPRIETÁRIA de todos os meios de produção.

    No Socialismo marxista o Estado é proprietário de todos os meios de produção - controla todos os meios de produção ao deliberar o POLANEJAMENTO CENTRAL - auto intitulando-se REPRESENTANTE dos TRABALHADORES. Ou seja, no socialismo marxista os trabalhadores são "donos" por tabela, pois que representados pelos governantes que exercem a propriedade dos meios de produção.

    Dialéticamente o Socialismo resulta EXATAMENTE naquilo que Marx descreveu ESTÓRICAMENTE como "Capitalismo Histórico". Afinal, sob a dialética tudo muda o tempo todo e nada é sempre o mesmo.

    ==========

    Por vezes bate até desânimo, tal a lambança conceitual existente.

    Há discussões sobre socialismo e comunismo como se existisse ou tivesse existido o tal IMPOSSÍVEL, INJUSTO e FANTASIOSO Comunismo.

    Dizem que Cuba, URSS, Coréia do Norte e etc. são comunistas. NÃO SÃO!!!

    Dizem que Marx era comunista e que o Socialismo é diferente de Comunismo.

    Chegam mesmo a dizer que no Comunismo o Estado é dono dos meios de produção, como na URSS, Coréia do Norte e etc.

    Uma lambança.
    Marx simplesmente inventou um Socialismo que chamou de científico para diferencia-lo do que chamou de Socialismo Utópico (na época a ciência estava na moda).
    Os Socialistas chamados de utópicos por Marx se baseavam na ideologia cristã para exigirem que o governo tomasse dos ricos para ajudar aos pobres. Ou seja, era um APELO SENTIMENTAL MORALÓIDE, decorrente do cristianismo em seu POPULISMO COPITADISTA.

    Marx então advogou o Socialismo "Científico" ao afirmar que o seu Socialismo estaria baseado no conhecimento científico, conforme sua teoria sobre a alegada exploração do proletariado. Chegou mesmo a chamar os Socialistas cristãos de uma SEITA.

    Com esse marketing ideológico pretensamente ético (ciencia da moral) Marx claramente propunha e PROFETIZAVA o Socialismo como inevitável após um "APOCALIPSE" proletário que originaria o MILÊNIO SOCIALISTA com o GOVERNO dos PROLETÁRIOS ou DITADURA do PROLETARIADO.
    Assim os proletários, durante o Socialismo marxista, seriam os "donos" dos meios de produção ao estarem representados pelos governantes SOCIALISTAS "CIENTÍFICO" ou DITADORES REPRESENTANTES dos PROLETÁRIOS.

    Com esse governo dos ditadores auto intitulados "representantes dos proletários" se alcançaria a ABUNDÂNCIA PLENA e com ela o Estado perderia sua razão de existir e acabaria. Afinal a TRANSFORMAÇÃO da SOCIEDADE pelo marxismo, para gerar um HOMEM NOVO para uma SOCIEDADE SEM CLASSES, faria dos humanos o que seria o reflexo do lendário SÃO FRANCISMO: a sociedade transformada pelo marxismo faria do humano um ser altruísta e sem ambições de acumulação de tesouros na terra.

    É com essa profecia sincretizada no cristianismo e ataques verborrágicos a uma descrição fantasiosa e conspitativista da realidade que Marx empulhou os imbecis e aliciou os espertos.

    Ou seja NÃO É NO COMUNISMO que o Estado é proprietário dos meios de produção, COMO TANTO SE DIZ, mas sim no tal SOCIALISMO MARXISTA.

    O tal de Comunismo é apenas a promessa de um PARAÍSO em futuro incerto (a cenoura na vara amarrada ao lombo do jumento).

    É no SOCIALISMO proposto por Marx que o Estado é dono dos meios de produção, não no fantasioso (impossível) Comunismo, este que somente surgirá espontaneo depois que o Socialismo realizar a ABUNDÂNCIA PLENA.

    No entanto dizem que o Socialismo é mais brando que o Comunismo e que é no segundo que o Estado se faz a única S/A capitalista.

    Eis a dialética de Marx:
    É no Socialismo que á uma CLASSE organizada com suporte numa IDEOLOGIA (conjunto de ideias que prometem um FIM REDENTOR) que se faz proprietária de todos os meios de produção.

    Ou seja, é sob o Socialismo que:
    O ESTAMENTO ESTATAL HIERARQUIZADO se faz proprietário de todos os meios de produção e de todos os bens e até dos indivíduos (escravos). tal estamento é de fato uma CLASSE ORGANIZADA por uma IDEOLOGIA para se IMPOR HEGEMÔNICA e DOMINANTE.
  • Oneide teixeira  15/07/2016 13:30
    Tudo que descreveu esta correto, mas é apenas a "desculpa" para se criar uma ditadura.
    Observe que o nazismo é uma forma de socialismo não marxista, existe propriedade privada mas é uma concessão do estado não um direito inalienável."A propriedade deve cumprir uma função social", sim esta na nossa constituição e na ideologia nazista.
  • O MESMO de SEMPRE  15/07/2016 17:27
    Perfeito!
    O Socialismo é um EMBUSTE!

    Todos os Sociaismos, seja o que Marx chamou de utópico por se basear no coitadismo cristão com seu sentimentalismo moralóide ou seja no Socialismo "científico" profetizado por Marx como inevitável.

    Como bem percebeu Nietzsche, o Socialismo é apenas uma reivindicação de Poder totalitário para a hierarquia estatal.
    Como Nietzsche bem frisou (Humano, demasiado humano), o socialismo deseja um poder que nem mesmo um déspota jamais sonhou em conseguir.

    O fato é que as ideias liberais estavam ameaçando o Poder das oligarquias estatais e a reação (sim, Nietzsche também disse que o Socialismo é reacionário) foi conceber a empulhação marxista. para qual nunca faltou gordos recursos para a militância.

    Por fim, o objetivo para manutenção do Poder estatal/oligarquico foi antagonizar os dois Socialismos:

    - O Socialismo conservador, chamado de utópico por Marx e que apoiava o mercantilismo "capitalista".

    - O Socialismo marxista, chamado de científico por Marx e que apoiava uma hierarquização feudal da sociedade, onde os meios de produção (empresas) seriam também feudos.

    Assim se concebeu o fajutissimo antagonismo entre ESQUERDA x DIREITA onde ambos advogam a hegemonia do Estado sobre a sociedade.

    Com isso as ideias liberais foram desprestigiadas pelo MORALISMO COITADISTA SENTIMENTALÓIDE de ambas ideologias de suporte ao Poder estatal.
  • Raphael  18/07/2016 15:19
    O socialismo, especialmente o socialismo marxista, é essencialmente ateísta.
  • O MESMO de SEMPRE  23/07/2016 13:00

    O Socialismo pré marxista se dava com base no assistencialismo POPULISTA cristão.

    Esse Socialismo precedente, com base meramente nas afirmações da caridade cristã, foi chamado por Marx de Socialismo Utópico, sem base racional. Como de fato, pois fundamentava-se no populismo cristão.

    Como a razão ou a CIÊNCIA estava na moda, Marx fez seu marketing apelando para o seu Socialismo "cientítico", alegado como tal em sua pretensão de basea-lo em argumentos racionais ou científicos com a estupidez conhecida pelo nome de "mais valia".

    O Marxismo é um pleno SINCRETISMO com o cristianismo e seu pieguismo populista. Inventado no ocaso do Império Romano para criar antagonismo entre pobres e ricos e inventar a obrigação (obriga ação) moral do assistencialismo com base na opinião divina que recomenda tal obrigação moral. Marx apenas inventou a obrigação científica para propor seu socialismo igualmente populista.

    Não por acaso Marx se valeu mesmo da LEI da USURA católica para condenar os JUROS (mais sincretismo) e nem mesmo se poupou de profetizar uma rebelião dos proletários (apocalipse proletário) que deporia a burguesia do Poder e daí surgiria o MILÊNIO SOCIALISTA profetizado e que levaria à ABUNDÂNCIA ABSOLUTA que daria origem ao COMUNISMO, onde o Estado deixaria de existir. Marx profetizava o Paraiso Comunista após o milênio Socialista.

    AS GRAVES SEMELHANÇAS NÃO SÃO MERA COINCIDÊNCIA!!!!
  • Escolástico   06/04/2017 19:01
    "O Socialismo pré marxista se dava com base no assistencialismo populista cristão"

    Mentira.

    Todos os tipos de socialismos antes de Marx (Socialismo Feudal, Socialismo Pequeno-Burguês, Socialismo Alemão-Verdadeiro e Socialismo Utópico) eram cientificistas, com intelectuais que somente se interessavam em analisar e administrar o mundo material. Enxergavam a religião como uma forma de domar as massas e a metafísica como pura perda de tempo. Eram opostos/inimigos dos escolásticos católicos.

    O papel crucial da religião no desenvolvimento da ciência econômica
    As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith
    Juan de Mariana: A Influência dos Escolásticos Espanhóis
    Os fatores que levaram ao fim da escolástica
    Positivismo - O espírito que assombra o Brasil

    Aliás, a ideia de Socialismo já existia na cabeça de alguns filósofos da Grécia Antiga, era uma ideia de administração da sociedade por iluminados. E pelo que saiba, quase todos esses filósofos não eram nem um pouco religiosos, apesar da maioria serem teístas ou politeístas.
    Tal ideia, como era de costume, foi "tomada" pelos aristocratas do Império Romano. E isso 3 séculos antes do Cristianismo sequer aparecer.

    O pensamento econômico na Grécia antiga

    "Esse Socialismo precedente, com base meramente nas afirmações da caridade cristã, foi chamado por Marx de Socialismo Utópico, sem base racional."

    Ou você é muito burro ou você é muito desonesto. Ou os dois.

    Socialismo Utópico foi primeiramente formulado por Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858). Estes primeiros pensadores do moderno socialismo não reconheciam autoridade externa, além de subordinar a religião, a ciência, sociedade e instituições políticas à uma drástica e permanente crítica. Tudo o que era produzido pela humanidade deve justificar sua existência, ou seja, demonstrar sua utilidade ou então ser combatida até que deixasse de existir. A razão era a medida de todas as coisas. À toda forma de tradição, sociedade, governo, costume ou similar existente, toda velha noção tradicional deveria ser considerada irracional e combatida.

    Não há absolutamente nenhuma ligação com o cristianismo ou a religião. É justamente o contrário, imbecil. O socialismo utópico possui laços umbilicais com o ateísmo, materialismo e o cientificismo.

    "Como a razão ou a ciência estava na moda, Marx fez seu marketing apelando para o seu socialismo cientítico"

    Não, amigão, isso é só mais uma mentira inventada por você.

    Como já demonstrei anteriormente, desde antes de Marx, os tipos de socialismos eram ideologias materialistas e cientificistas. Os intelectuais não davam a mínima para religião ou metafísica e se interessavam somente em analisar e administrar a sociedade. Se duvida do que eu estou dizendo, pesquise os nomes dos autores desses socialismos no Google.

    Toda essa ideia de controlar absolutamente tudo para construir um "mundo melhor" é fruto da mentalidade moderna. Nada no Socialismo Marxista existia antes da era moderna. Nem o Socialismo da Grécia Antiga chegava a esse ponto.

    "O Marxismo é um pleno sincretismo com o cristianismo e seu pieguismo populista."

    Não, desonesto mentiroso. O Marxismo nada mais é do que a junção do Totalitarismo Político com o Positivismo Ateísta. As semelhanças com ambos de forma separada são MUITO MAIS evidentes e explícitas.

    "Inventado no ocaso do Império Romano para criar antagonismo entre pobres e ricos e inventar a obrigação (obriga ação) moral do assistencialismo com base na opinião divina que recomenda tal obrigação moral."

    "Opinião divina"? No Império Romano? Amigão, ou você é extremamente ignorante ou você é desonesto.

    No Império Romano nem sequer existiam políticas assistencialistas. No Império Romano existia a política do pão de circo. E mesmo se existisse alguma política assistencialista em pequena escala, o Imperadores Romanos nunca foram vistos como a voz de algum deus como foi alguns casos de reis da Idade Média. Somente alguns imperadores, APÓS A MORTE, recebiam o culto imperial.

    "Não por acaso Marx se valeu mesmo da LEI da USURA católica para condenar os JUROS (mais sincretismo)"

    Desde 1609, a Usura é era mais vista como pecado pela Igreja Católica. 'Somente' 250 anos antes de Marx. Sua teoria é 100% infundada.

    "nem mesmo se poupou de profetizar uma rebelião dos proletários (apocalipse proletário) que deporia a burguesia do Poder e daí surgiria o MILÊNIO SOCIALISTA profetizado e que levaria à ABUNDÂNCIA ABSOLUTA que daria origem ao COMUNISMO, onde o Estado deixaria de existir. Marx profetizava o Paraiso Comunista após o milênio Socialista."

    Rapaz, o LSD que você usou é bem forte mesmo. Você seria um ótimo escritor New-Age.
    TUDO o que está escrito aí é pura invenção da sua cabeça mentirosa. Absolutamente NADA disso foi dito por Marx em NENHUM lugar. É tudo invenção de um mentiroso como você.
  • Pós-Escolástico  07/04/2017 11:57
    O Assistencialismo até pode ter alguma relação/influência cristã porque a caridade feita pela Igreja é algo parecido. Mas essa semelhança é coincidência, porque políticas assistencialistas já existiam, por exemplo, no Império Romano e na Grécia Antiga.

    Agorao Socialismo, ou seja, o controle dos meiosbde produção e a administração central por intelectuais, não há absolutamente nenhuma relação ou semelhança com o Cristianismo. Isso é pura mentira para tentar apagar as relações diretas entre Científicismo, Ateísmo e Positivismo com o Socialismo (mesmo os pré-marxistas).
  • ANTONIO DE ALMEIDA RAMOS  17/07/2016 00:01
    Excelente artigo, elucida o comportamento das variáveis econômicas a partir de uma manipulação que artificialmente provoca consequências, aparentemente benéficas no seu inicio, cujo resultado final é o caos econômico vivenciado hoje. O temor é o ressurgimento da demagógica expansão do credito, que irá provocar no futuro amargura pior que a atual. Superavit nas contas públicas,redução do tamanho do estado na economia, formação de poupança que permita estabelecer
    juros adequados, são condições indispensáveis para o financiamento da expansão da nossa economia.






  • Thiago André  14/07/2016 15:13
    Essa explicação (e aplicação) da TACE pra economia brasileira foi a mais completa e detalhada que já via ate hoje
  • Felipe  14/07/2016 16:03
    Sim, concordo.

    O artigo ficou detalhado e completo, e sem ser maçante. Fantástico!
  • Killarney  14/07/2016 15:21
    Como sempre, a pedagogia do prezado Leandro Roque faz a diferença a ponto de tornar compreensível os pormenores da economia. E noto que cada vez mais, as pessoas vão acordando do sonho do mix 'governo-mercado' que alçariam o Brasil ao primeiro mundo.
  • Fabio  14/07/2016 16:14
    Resumindo: o povo brasileiro vendeu sua alma ao diabo, e agora descobriu que o diabo não vai cumprir a sua parte.
  • Andre  14/07/2016 17:51
    "...e agora descobriu que o diabo não vai cumprir a sua parte."

    Pois é, hora do povo trabalhar em dobro para aprender.
  • Flávio Costa Teixeira  14/07/2016 16:16
    Seria errado diminuir os impostos ao invés de aumentar o crédito para os trabalhadores? Está medida não iria favorecer o consumo sem aumentar os juros e endividar? Ou os incentivos fiscais que foram feitas serviram apenas para enriquecer uns poucos?
    O aumento do consumo desta maneira não iria resultar em aumento da arrecadação?
  • Leandro  14/07/2016 16:44
    Cortar impostos sempre é o certo a se fazer. Em toda e qualquer situação.

    Mas o objetivo não deve ser o de estimular o consumo, mas sim a poupança.

    Os investimentos errôneos feitos em decorrência da expansão artificial do crédito não devem ser estimulados, mas sim liquidados.

    Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda -- por exemplo, um hotel de luxo na Cracolândia --, então ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

    O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

    O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O capitalista que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que agora muito provavelmente está endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro capitalista que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

    Este outro capitalista -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores. No nosso exemplo, o hotel de luxo da Cracolândia poderá ser transformado em um motel barato ou mesmo em um cinema estilo "Boca do Lixo".


    Traduzindo tudo: a recessão nada mais é que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

    A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

    Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta.
  • Conservador  14/07/2016 16:18
    Mais um artigo lendário do Leandro Roque.
  • Leandro  14/07/2016 17:24
    Obrigado pelo reconhecimento, Conservador. Grande abraço!
  • Luiz  14/07/2016 16:48
    "Como essa expansão no crédito foi causada por uma redução artificial dos juros e não por um aumento na poupança (isto é, pela abstenção do consumo), isso significa que não houve uma liberação de recursos de um setor para ser utilizado em outro setor. Aí começam os problemas."

    Enfim, acabou a lua de Mel do pt, eis que tudo vem a tona. Ter o PMDB como base
    e maioria no congresso, fez com que o partido aparelhasse o país, e conseguisse
    aprovação das medidas.
  • luiz otávio carvalho volpe  14/07/2016 17:03
    Do ponto de vista econômico não há nada a retrucar.
    Mas do ponto de vista político teu raciocínio é muito pobre.
    Desde 1990 há um projeto de implantação de uma Pátria Grande, socialista, em toda a América Latina.
    Destruir a economia faz parte desse projeto de poder.
    O assunto é bem mais complexo que apenas uma visão econômica.
  • Leandro  14/07/2016 17:29
    Sim, sim, claro.

    Políticos que têm um projeto de poder querem muito destruir a economia e com isso jogar toda a população contra elas.

    Sério, qual seria o interesse de quem está no poder em destruir a economia e com isso provocar a ira das pessoas? Estivesse eu no poder e quisesse ficar ali para sempre, meu interesse seria exatamente o oposto: quanto mais estável estiver a economia, mais ricas e satisfeitas estarão as pessoas, e menos elas se incomodarão comigo, e mais tranquilamente eu poderei continuar no poder (e roubando à vontade).

    Políticos ganham muito mais dinheiro (com a corrupção), de maneira muito mais sossegada, e usufruem muito mais poder e influência quando o país está prosperando. Quando tudo está bem, a corrupção passa incólume. Quando tudo está bem, ninguém nem sabe o que é Lei Rouanet. Quando tudo está bem, ninguém liga para BNDES financiando porto de Mariel.

    Por outro lado, quando tudo piora, esses mesmos governantes perdem prestígio, passam a ser odiados e acabam sendo apeados do poder. Vide Kirchner na Argentina e Maduro na Venezuela (você acha que Maduro está em melhor situação que Chávez?).

    Políticos não ganham nada quando a economia degringola e a população fica revoltada.

    Enfim, se você é daqueles que acredita que a crise econômica brasileira foi intencionalmente causada pelo PT, então quem realmente precisa de umas aulas sobre a realidade do mundo é você. Você acha que o PT se eternizaria no poder com mais facilidade se a economia estivesse bem ou se estivesse destruída?

    O que o PT realmente ganhou com a destruição da economia (proposital, segundo você), além da repulsa de toda a população? Que estrategiazinha mais idiota, hein?

  • O MESMO de SEMPRE  14/07/2016 19:50
    Há controvérsias!!!

    Não há ditadores poderosos em economias fortes.
    Quando a economia vai bem e a população obtém renda elevada a tendência é abominar os "protetores" que querem mandar na vida das pessoas.
    Pessoas vivendo confortavelmente não são afeitas a submissão. São mais caras para se corromper pelos governantes.

    Já uma população miserável é facilmente corrompida com migalhas e, sobretudo, mais preocupada apenas em sobreviver do que em se enriquecer culturalmente.

    Cuba tem a maioria da população na miséria; Coréia do Norte IDEM, na finada RDA, ditaduras africanas e etc..

    É sempre mais fácil corromper e manipular populações pobres e ignorantes do que populações abastadas.

    A atual Venezuela é um exemplo que pode repetir Cuba.
    Os bolivarianos sentem-se privilegiados em realção ao restante da população e temem perder privilégios. O SADISMO é uma característica das massas.

    Uma sociedade rica tende a se dedicar a reflexões e desenvolver o ORGULHO, daí certa dificuldade em exercer o PODER DISCRICIONÁRIO sobre uma população rica. Tem sempre que existir uma maioria "sem nada a perder" para ser cooptada. Estará mais preocupada em sobreviver e se entregará a ignorância e a líderes messiânicos.

    Claro que faz sentido sua colocação, mas cabe maiores reflexões sobre o assunto.
  • Historiador  14/07/2016 20:17
    "Não há ditadores poderosos em economias fortes."

    A China serve?

    Aliás, vale ressaltar que nem Hong Kong nem Cingapura possuem eleições livres. E estão entre os locais mais pujantes do mundo. Não, não são ditaduras, mas não há muito rodízio de governo. E a população? Adora. (Em Hong Kong, de vez em quando, adolescentes universitários resolvem fazer umas passeatas. Mas tudo continua na mesma. A população adulta segue aprovando as coisas como estão).
    Parece-me que esses governantes sim foram inteligentes, e não os petistas.

    "Quando a economia vai bem e a população obtém renda elevada a tendência é abominar os "protetores" que querem mandar na vida das pessoas. Pessoas vivendo confortavelmente não são afeitas a submissão. São mais caras para se corromper pelos governantes."

    De novo, Hong Kong e Cingapura refutam essa regra. Eles não querem protetores, é verdade, mas também não pensam em exigir rodízio de governantes.

    "Já uma população miserável é facilmente corrompida com migalhas e, sobretudo, mais preocupada apenas em sobreviver do que em se enriquecer culturalmente."

    Uma "população miserável" é uma coisa. Já uma "população rica que está sendo empobrecida pelo governo vigente" é outra coisa totalmente distinta. Esse segundo arranjo não tem nenhuma chance de perdurar. Como bem comprova a empiria.

    "Cuba tem a maioria da população na miséria; Coréia do Norte IDEM, na finada RDA, ditaduras africanas e etc.."

    Ué, na finada RDA a população derrubou o governo ao ver o que este fez com ela. Já a África é miserável desde antes de o mundo existir.

    Já Cuba é um fenômeno interessante: toda a elite fugiu do país tão logo Castro deu o golpe. Sobrou apenas a ralé. E, como você bem disse (e eu concordo), uma população já pobre não oferece resistência.

    "É sempre mais fácil corromper e manipular populações pobres e ignorantes do que populações abastadas."

    Correto. Mas sempre sobra a pergunta: os ricos, enquanto estiverem no processo de se tornar pobres, não oferecerão resistência? Será que o PT, que enchia as burras do grande empresariado de dinheiro, não entendeu isso? Difícil, hein?

    "A atual Venezuela é um exemplo que pode repetir Cuba."

    Opa, a atual Venezuela é um exemplo de que essa sua teoria está errada. Uma população rica começou a empobrecer (rapidamente) e, por isso, está oferecendo resistência. Maduro, ao contrário de Chávez, não tem sossego nenhum. Não é uma estratégia inteligente.
  • O MESMO de SEMPRE  14/07/2016 20:37
    O fato é que não se pode ser tão simplista.

    E eu não falei de rodídio de governantes, mas de maníacos que querem deliberar sobre a vida alheia.

    Pobres e miseráveis aceitam melhor os populistas.

    Quanto a afirmações sobre povos que empobrecem e que tal os afastaria de governantes populistas, temos o excelente exemplo da Argentina.

    A Argentina foi arruinada por Peron e seu peronismo, nem por isso a população se rebelou contra o Peronismo ou Justicialismo que a empobreceu.

    O que eu quis deixar claro é que tudo é caso a caso. Tudo depende de inúmeros fatores e não se pode fazer afirmações tão definitivas.

  • anônimo  14/07/2016 20:54
    Mas quem disse que uma ditadura se caracteriza por não ter eleições ?

    Seria melhor uma monarquia absolutista liberal do que uma democracia populista tipo vargas ou PT, ou chavista.

    https://www.youtube.com/watch?v=GhSrpYgDtMg

    Outra coisa , quem disse que a China é uma economia forte. É uma experimento keynesiano que pode escrever ai, daqui uns 20 anos vai começar a pipocar. Na verdade já está pipocando.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1868

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1032

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1172
  • O Mesmo de SEMPRE  15/07/2016 10:48
    Quanto a China, me espanta que você diga que é uma economia forte ou rica. Não é.

    A renda media da China ainda é menor que a do Brasil e contém grande miséria ainda.
    Esse contraste entre uns privilegiados e as massas miseráveis é que mantém o apoio ao Estado. Como em Cuba, onde há um percentual de privilegiados, na Venezuela e etc.

    Ademais, se uma população rica favorecesse ao governantes, não faria qualquer sentidos eles aplicarem medidas socialistas para espalhar a miséria.

    Se a prosperidade fosse boa para os governates (para o Poder absolutista) nem haveria mais socialismo. Todos os políticos proporiam um Estado Liberal e baseado na economia austriaca.

    É incoerente a afirmação de que ao Estado interessa a riqueza da população, mas constata-se que os governos ansiosos de PODER TOTALITÁRIO arruinem a economia...

    Não faz sentido.

    Ou seja, há que se refletir mais sobre certas afirmações.

    A Argentina era rica e foi arruinada pelo ainda cultuado Peron e peronistas ainda são prestigiados.
  • Guilherme  15/07/2016 11:10
    "se uma população rica favorecesse ao governantes, não faria qualquer sentidos eles aplicarem medidas socialistas para espalhar a miséria."

    Aí você está dizendo que políticos são pessoas cultas e letradas, e que sabem exatamente o que faz.

    Meu caro, políticos aplicam medidas socialistas porque são imbecis e ignaros, e não sabem as reais consequências de suas medidas. Na mente deles, tais medidas são boas e irão lhes ajudar a ter mais votos. Só isso.

    Você acha que Lula e Dilma queriam deliberadamente piorar a vida das pessoas, pois isso lhes garantiria eternamente no poder? Tal teoria é totalmente sem pé nem cabeça.

    "Se a prosperidade fosse boa para os governates (para o Poder absolutista) nem haveria mais socialismo. Todos os políticos proporiam um Estado Liberal e baseado na economia austriaca."

    Repito tudo o que disse acima: políticos não são pessoas cultas e letradas, mas sim imbecis e ignaros, e não sabem as reais consequências de suas medidas. Eles adotam determinadas medidas porque acreditam que elas são boas e lhe trarão mais popularidade. Só isso.
  • O Mesmo de SEMPRE  15/07/2016 13:32
    Fica dificil ter que explicar mais ainda:

    Os totalitários, aqueles que querem controlar a vida da população, querem o Poder e não apenas o "emprego" de político.
    Os políticos podem ser ignorantes, mas possuem assissores e gente que sabe muito bem o que estão fazendo. É nestes que os politicos confiam para obtrem seus intentos.

    Se fosse assim como dizes, os políticos imbecis ouviriam aqueles que sabem muito bem o que estõa fazendo.

    Se você conversar com ministros que patrocianaram lambanças vai se surpreender como eles conhecem bem do que falam. Parecem outra pessoa.

    Fora que SEMPRE REPETEM as mesmas condutas fracassadas. Um imbecil que deseja o Poder tem consultores que lhes provem estratégias.
    Criar miséria através do Socialismo tem dado certo. Só agora, com a internet esta declinando os embustes. Um miserável não tem tempo nem cultura para reflexões "interneticas".

    Basta analisar que ha décadas o socialismo cria miséria e ainda assim faz sucesso dentre miseráveis e ignorantes.

    Quanto mais reflito mais vejo que fazer pobreza e ignorância é ótimo para aqueles que ambicionam um Estado Totalitário que os torne despotas absolutistas.

    Castro miserabilizou Cuba, os Kin a Coréia do Norte e etc.. Nem por isso perderam o Poder.
    Se enfraqueceriam SE e SOMENTE SE houver conhecimento (INSTRUÇÃO) e eleições com AMPLO debate.

    Uma sociedade miserável e ignorante não tem tempo nem disposição para reflexões, mais se preocupam em sobreviver.

    Se o objetivo é acabar com a liberdade, não têm que se preocuparem com rodizio eleitoral. Preocupam-se é com manter a população ignorante e pobre para mais facilmente controla-la.

    Tolice acreditar que os políticos são INGÊNUOS e não contam com assessores e TÉCNICOS miuito bem qualificados.
  • O Mesmo de SEMPRE  15/07/2016 13:43

    Os que ambicionam o PODER absoluto não estão interessados em anhar disputas eleitorais, mas SIM em estabelecer um estamento totalitário.

    Você se repórta a políticos que meramente anseiam se eleger, mas este não é o caso daqueles que anseiam um DOMINIO PLENO da vida num pais.

    Essa é a diferença de ponto de vista de políticos segundo a ambição que os move.

    O objetivo de MANÍACOS com intenções totalitárias NÃO É o de ganhar disputas eleitorais, MAS SIM de ESTABELECER um ESTADO TOTALITÁRIO.

    ...e para isso, uma sociedade de contraste entre miseráveis ignorantes e privilegiados é muito mais interessante, por fácil de controlar.
  • Pensador Consciente  03/08/2017 13:32
    Não confunda "alhos com bugalhos",governante nenhum quer espalhar miséria,ou seja o PT,Maduro ,Stálin,Hitler,Kim jong un e ditadores em geral não gostam de espalhar miséria e ficarem impopular...

    O problema é que o estado é um sistema parasitário e como tal ele se alimenta do hospedeiro e se o hospedeiro empobrece o estado também empobrece e nesse processo eles(Ditadores) perdem os recursos para repartir com a população e como diz o ditado"farinha pouca meu pirão primeiro"a classe política irá priorizar seus luxos e mordomias em detrimento das massas famintas e então o povo ou se revolta ou morre de fome,só quando a classe política resolve fazer as reformas necessárias ai sim diminui-se o sofrimento do povo,enfim recursos escassos só a iniciativa privada sabe trabalhar,setor público só sabe explorar,eis a questão.
  • Paulo  14/07/2016 20:59
    Leandro,
    Belo artigo, parabéns!
    Sobre a ecomimia política.
    Você não tem a impressão que todo esta "nova matriz econômica" nada mais é do que uma repaginada da política Cepalina com esteroides? Já que os bastiões da política econômica - no período de estudo - são egressos do mundinho de Campinas.
    Mais ainda, estes bastiões apenas repetem o mantra de que estimular a demanda agregada resolve qualquer problema, ou seja o proto-keynesianismo de ocasião, para ganhar a eleição e manter a euforia?
    A minha opinião é que o resultado dos 13 anos não seria apenas um problema político ideológico de destruição da economia para implantação de "pátria grande" ou qualquer coisa que se assemelhe.É tão somente o viés teórico, o ex-ministro do planejamento pula do barco, pois enxergou o horizonte subindo na proa, e depois voltou como ministro da fazenda para tirar água da popa com copinho.
    Ainda não vejo a transformação da sociedade brasileira, que vive holerite em holerite, para uma sociedade que poupe, para haver quedas reais de juros.Que lute para o enxugamento do Estado e diminuição e extinção de tributação.
    Por fim, daqui a +- 15 anos o mundo vai celebrar 100 anos de intervencionismo Estatal (celebração de crise de 29) e da destruição não-criativa de capital, seria um bom artigo falar de suas mazelas e as possíveis portas de saídas.
    Abraço.
  • André  15/07/2016 02:07
    O PT não está derretendo entre o eleitorado pelo desemprego e nem pela recessão brutal e sim pelos escândalos de corrupção absurdos, políticos esquerdistas gramcianos não se importam unicamente com dinheiro, um povo próspero é independente, analítico, exigente e pensante, vai ferrar o modo operandis de tal governo, um povo pobre implorará pelo estado vir lhe socorrer, observe bem lá em 2018 o nível dos socialistas que serão eleitos.
  • Emerson Luis  05/09/2016 01:21

    "...se você é daqueles que acredita que a crise econômica brasileira foi intencionalmente causada pelo PT..."

    Leandro, concordo de modo geral, quero apenas fazer observações:

    1- Por um lado, os petistas acreditam nos dogmas keynesianos (governo como locomotiva da economia, trade off inflação/desemprego, estímulo ao consumo gera crescimento, etc.);

    2A- Por outro lado, eles ao mesmo tempo sabem que determinadas medidas, principalmente em excesso, geram aquecimento econômico temporário e depois uma recessão que precisará ser combatida com medidas de austeridade;

    2B- O plano da Dilma foi estimular mais ainda a economia em 2013 e 2014, gerando um aquecimento artificial que garantiria a reeleição, mas como efeito colateral causaria uma pequena estagflação em 2015, que seria corrigida com medidas austeras e em 2016 tudo voltaria ao "normal", com o poder do PT consolidado e o Brasil rumo à completa venezuelização. Neste sentido a crise foi deliberadamente provocada sim, não como um fim em si mesma, mas como um meio para um fim, um efeito colateral do populismo utilizado para se perpetuar no poder;

    3- Porém, "faltou combinar com os russos": o processo saiu do controle deles, a crise cresceu mais do que o previsto e a população passou a apoiar os opositores. Se um sujeito intenciona causar um pequeno incêndio para atingir certo objetivo, mas este incêndio foge do seu controle, causa uma destruição muito maior do que o previsto e o faz perder seu objetivo, podemos dizer que ESTE resultado não foi o premeditado, mas o incêndio em si foi proposital sim;

    4- Causar sofrimento e gerar repúdio de grande parte da população não é problema para socialistas. Primeiro, eles não se importam com as pessoas reais. Segundo, através do controle da narrativa e do discurso do "nós contra eles", os socialistas canalizam o ódio e o ressentimento da população contra supostos inimigos externos e contra os "opressores", os bodes expiatórios internos. Terceiro, os socialistas compram pessoas de todos os tipos: os pobres com o assistencialismo, os super-ricos com o BNDS, os artistas com patrocínio, os estudantes com bolsas de estudo e doutrinação, os intelectuais com cargos públicos, etc. Esses comprados não são tão atingidos pela crise e por isso defendem o governo. Quarto, uma crescente massa de dependentes do Estado significa mais poder;

    5- Sim, há certa contradição entre os itens 1 e 2, pois um presume que os petistas são estúpidos e o outro, que eles são astuciosos. Lembre-se de que os socialistas praticam o polilogismo, o duplipensar e o relativismo; eles dogmaticamente acreditam que não existe verdade absoluta e que TUDO é "construção social" passível de reengenharia.

    Para compreender como os petistas pensam, não podemos pressupor que eles possuem conceitos diferentes, mas têm um raciocínio normal, lógico, empírico. O processo cognitivo deles é mais perturbado do que o do Coringa.

    * * *
  • Taxidermista  14/07/2016 17:58
    "Destruir a economia faz parte desse projeto de poder"

    luiz otávio, não há nada de "rico" nesse seu raciocínio (nem do "ponto de vista político", nem de qualquer ponto de vista).

    Preste atenção:

    "Isso significa que a distribuição de riqueza e influência favorece a hierarquia existente. A distribuição não se altera. A posição de um indivíduo na hierarquia pode mudar — normalmente para pior. Afinal, é sempre mais fácil deslizar para baixo do que continuar subindo.

    Se você estivesse no topo dessa pirâmide — entre aquele 1% ou talvez mesmo naquele 0,2% —, você iria querer planejar e gerar intencionalmente uma crise?

    Pense nisso. Se o sistema lhe transformou no líder, por que você iria querer se arriscar abalando suas fundações? Por que você iria querer perturbar esse equilíbrio? Por que você iria querer envolver os governos em pacotes de resgate para as maiores instituições financeiras?

    A teoria da crise planejada não faz sentido, quando se considera que a teoria diz que a conspiração foi feita de cima para baixo. Se aqueles que estão no topo realmente estão no controle, mas correm o risco de perder esse controle, por que eles iriam querer mudar alguma coisa? A mudança é a inimiga daqueles que estão no topo.

    Os teóricos da conspiração dizem que "eles" fizeram isso. "Eles estão atrás da riqueza do povo!" Porém, "o povo" não tem riqueza o bastante a ponto de estimular sua tomada. Os 80 % que estão na extremidade inferior da pirâmide possuem apenas 20% da riqueza.

    Os teóricos da conspiração superestimam sua própria importância — politicamente, economicamente e socialmente. Eles pensam que podem tomar o controle da situação caso exponham os conspiradores. Porém, os custos de se fazer tal coisa são astronômicos. Ademais, o efeito de tal revolução seria apenas o de mudar as pessoas no topo. As massas não se beneficiariam.

    O que realmente funciona? Crescimento econômico. Uma maré ascendente que levante todos os barcos. E só a liberdade propicia crescimento econômico." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=765)
  • Ricardo  14/07/2016 18:10
    Sem contar também que essa teoria de que a crise foi minuciosamente programada é totalmente contraditória:

    De um lado, ela atribui aos petistas uma burrice avassaladora, pois eles intencionalmente destruíram algo que, se continuasse como estava, os garantiria no poder até hoje.

    De outro, ela atribui aos petistas uma sapiência econômica fora do normal, pois eles sabiam perfeitamente quais pontos da economia deveriam atacar para destroçá-la por completo (crédito subsidiado e controle de preços pontuais).

    Desconheço um único economista não-austríaco que saiba dessas duas coisas. Mas os petistas, pelo visto, sabiam de tudo. Vai ver eles são austríacos também.
  • O Mesmo de SEMPRE  15/07/2016 13:39
    O que criou o descontentamento não foi a crise econômica, mas os escandalos de corrupção e a critica moral.

    Os miseráveis votam no PT. Vide nordeste.

    Não existisse a Lava Jato e a internet difundindo crítica MORAL, o PT continuarioa se elegendo indefinidamente.

    Hugo Chaves fez a Venezuela mais miserável do que a pegou, mas ainda assim se reelegeu e ainda elegeu Maduro.

    O objetivo de MANÍACOS com intenções totalitárias NÃO É o de ganhar disputas eleitorais, MAS SIM de ESTABELECER um ESTADO TOTALITÁRIO.

    ...e para isso, uma sociedade de contraste entre miseráveis ignorantes e privilegiados é muito mais interessante, por fácil de controlar.
  • Edujatahy  17/07/2016 13:04
    "O que criou o descontentamento não foi a crise econômica, mas os escandalos de corrupção e a critica moral."

    Desculpa meu caro. Foi exatamente o contrário. Não fosse a crise econômica a população nem se preocuparia com a roubalheira e a Dilma ainda estaria no poder.
    Vide a primeira reeleição de Lula e a primeira eleição de Dilma, em meio a todas as denúncias de mensalão e a evidente corrupção no governo, a população votou em peso em Lula e este ainda colocou um poste desconhecido para lhe suceder.

    A maioria dos indivíduos não se importam com política, eles apenas querem viver sua vida em paz. O problema é que a política SEMPRE, e reitero, SEMPRE vai além e literalmente f* com a vida das pessoas. A crise econômica é um exemplo claro de como medidas POLÍTICAS IRRESPONSÁVEIS na área econômica ferraram com a vida da população.

    É SEMPRE é assim, podes ver: a partir de que a momento a popularidade de FHC despencou e sua rejeição subiu vertiginosamente? Ora, na hora que ele permitiu a desvalorizacao cambial ( escutando os "sabios" economistas) e a população brasileira viu seu poder de compra diminuir.

    O "órgão" mais sensível do ser humano é o bolso.
  • O MESMO de SEMPRE  18/07/2016 11:44
    Certamente por isso, meu caro, Fidel é cultuado pelas esquerdas, né?

    Certamente por isso o Nordeste brasileiro sempre elege bons políticos.

    Certamente por o brasil prosperar qse continuamente que os esquerdistas sempre vencem, não é mesmo?

    E aquilo que dá a maior prova da sua precisão no diagnóstico:

    A Argentina pré Peron era pobre e Péron e suas derivadas sempre a fizeram crescer e por isso, exatamente por isso, o peronismo e os populistas são tão queridos: eles levam ao progresso econômico. Certo?

    A Argentina é a mais estrondosa prova de que quanto mais um país decai econômicamente, mais ele se entrega ao populismo.

    Acreditas que com essa lambança petista o tal de povo vai optar por "autríacos" e por políticos que preguem a redução do Estado e redução de impostos???

    FHC estava fracassando em sua politica e por isso LULLA foi eleito????

    Acreditas que Dilma ganhou 2 vezes porque a economia estava crescendo???
    ...que Chaves elegeu Maduro porque a economia venezuelana estava crescendo???

    A questão não é ees ou aquele partido, É o ESTADO.

    A economia cresce e o Estado cresce justamente para copntrolar a pobreza.
    Imagine que com toda essa produtividade ainda se tivesse um Estado pequeno e prestando serviços essenciais à população: não haveria mais pobreza no mundo.

    Ao Estado interessa a pobreza, pois é dela que ele tira o seu Poder.
    É em nome dos pobres que o Estado justifica sua exploração sobre a sociedade e é exatamente por isso que ele cresce financiando parasitas.

    Ou seja, o Estado financia consumidores que nada produzem de útil com a finalidade de diminuir a produção disponível para os produtores.

    Achar que políticos querem a prosperidade, mas insistem em praticar aquilo que gera miséria para se elegerem é meio que contraditório.

    O PT pode decair, mas o PSOL e REDE vão crescer e os petistas nada sofrerão. Continuarão ocupando sinecuras e cargos, continuarão se enriquecendo e todo o aparato estatal se sustentará.

    Se tivesses tanta razão, todo político iria agir para criar prosperidade e não miséria. Achar que são burros e ingênuos e que não possuem conselheiros é algo exótico.

    Achas que Lulla e petistas roubaram bilhões e criaram estatais e sinecuras intermináveis porque acreditavam que isso traria progresso???? ...PQP!!! ...acho dificil e graça também. ...rsrs
  • Edujatahy  18/07/2016 18:38
    Certamente por isso, meu caro, Fidel é cultuado pelas esquerdas, né?
    Certamente por isso o Nordeste brasileiro sempre elege bons políticos.
    Certamente por o brasil prosperar qse continuamente que os esquerdistas sempre vencem, não é mesmo?


    Você está confundindo as coisas. Os indivíduos se preocupam com seu bolso, esta É a preocupação imediata da maioria dos seres humanos. Isto não implica necessariamente que estes individuos irão eleger apenas "políticos" que trarão progresso econômico, muito longe disso. As pessoas enxergam apenas o momento. Para a maioria dos miseráveis do Nordeste foi o Lula que os "tirou da miséria". Lhe garanto que eles não fazem análise de conjuntura internacional, politicas econômicas e etc. A grande maioria da população enxerga o benefício imediato, especialmente se tal pessoa se encontra no limiar da fome.

    E aquilo que dá a maior prova da sua precisão no diagnóstico:

    A Argentina pré Peron era pobre e Péron e suas derivadas sempre a fizeram crescer e por isso, exatamente por isso, o peronismo e os populistas são tão queridos: eles levam ao progresso econômico. Certo?


    Ué. E quem disse que eles são queridos hoje? Eles foram[/] queridos enquanto dava para continuar a enganação populista.

    [b]A Argentina é a mais estrondosa prova de que quanto mais um país decai econômicamente, mais ele se entrega ao populismo.


    Exatamente. E chega um ponto que cisão, onde a sociedade não aguenta mais a enganação. E os argentinos elegeram, mesmo com toda a máquina estatal e roubalheira eleitoral operando contra, um político "mais liberal" que foi o Macri

    Acreditas que com essa lambança petista o tal de povo vai optar por "autríacos" e por políticos que preguem a redução do Estado e redução de impostos???

    Mas de onde veio isso? O povo não sabe nem o que é economia austriaca. O povo NÃO SE PREOCUPA com política. O povo quer viver sua vida em paz. Como eu lhe disse acima. Na hora que a economia crescia e as pessoas tinham emprego estava tudo bem. Na hora que começa crise econômica e as pessoas perdendo renda e emprego aí sim começa uma preocupação com a roubalheira.

    FHC estava fracassando em sua politica e por isso LULLA foi eleito????
    Sim. O próprio FHC reconhece isso inclusive. Foi ouvir os economistas e se ferrou. A rejeição dele na época da eleição do Lula era mais de 50%. Como que era iria colocar um sucessor mesmo?
    Por outra lado, seu primeiro governo trouxe estabilidade e poder de compra, tirando milhões da miséria. Foi eleito em primeiro turno.

    Acreditas que Dilma ganhou 2 vezes porque a economia estava crescendo???
    Quem é Dilma? Como que uma completa desconhecida se torna presidente e ainda se reelege? Por favor, é óbvio ululuante que ela foi eleita porque as pessoas estavam com emprego, gastando e satisfeitas. Ora, quem se preocupava com mensalão?


    ...que Chaves elegeu Maduro porque a economia venezuelana estava crescendo???
    É sério mesmo que você não enxerga isso? Chaves elegeu Maduro enquanto a Venezuela não entrara em seu colapso economico e era o "exemplo" de modelo desenvolvimentista de toda a America Latina.

    A questão não é ees ou aquele partido, É o ESTADO.
    Opa, concordo totalmente com você nisso. Por isso é irrelevante o partido enquanto o estado for grande. Sempre existirão malucos que irão querer implementar suas ideologias fracassadas.

    A economia cresce e o Estado cresce justamente para copntrolar a pobreza.
    Imagine que com toda essa produtividade ainda se tivesse um Estado pequeno e prestando serviços essenciais à população: não haveria mais pobreza no mundo.

    Concordo

    Ao Estado interessa a pobreza, pois é dela que ele tira o seu Poder.
    É em nome dos pobres que o Estado justifica sua exploração sobre a sociedade e é exatamente por isso que ele cresce financiando parasitas.

    Concordo

    Ou seja, o Estado financia consumidores que nada produzem de útil com a finalidade de diminuir a produção disponível para os produtores.
    Não creio que ele faça isso com esta "finalidade". Um parasita não necessariamente quer matar seu hospedeiro, o parasita quer se alimentar. Se o hospedeiro irá morrer ou não é outra história.

    Achar que políticos querem a prosperidade, mas insistem em praticar aquilo que gera miséria para se elegerem é meio que contraditório.

    Meu caro. Políticos não querem nada mais que se reeleger e continuar no poder. Políticos querem parasitar, pois eles não tem utilidade nenhuma. Nada produzem de valor.
    Eles não se preocupam com prosperidade e tampouco em gerar miséria. O que eles querem é se manter no poder.
    Em nenhum momento afirmei que políticos querem prosperidade ou coisa do tipo. O que afirmei que o que gera descontentamento na população É A crise econômica e não o escândalos de corrupção ou coisas do gênero. Ninguém se preocupa com estas coisas se tiverem com emprego e renda.

    O PT pode decair, mas o PSOL e REDE vão crescer e os petistas nada sofrerão. Continuarão ocupando sinecuras e cargos, continuarão se enriquecendo e todo o aparato estatal se sustentará.
    Infelizmente tenho de concordar com você nisso.

    Se tivesses tanta razão, todo político iria agir para criar prosperidade e não miséria. Achar que são burros e ingênuos e que não possuem conselheiros é algo exótico.
    Primeiro, estás confundindo as coisas. O você tinha falado é que o descontentamento foi gerado devido aos escândalos e etc, e não devido à crise econômica, e neste ponto discordo de você.
    E político nenhum se preocupa com prosperidade e miséria, ele se preocupa com si próprio. Estamos falando das pessoas mais sociopatas da sociedade que chegam ao poder.
    E por último. NENHUM conselheiro de político entende de escola austriaca de economia. Todos seus conselheiros foram doutrinados em escolas desenvolvimentistas. Eles realmente acham que aplicando as teorias desenvolvimentistas vai "dar certo".

    Achas que Lulla e petistas roubaram bilhões e criaram estatais e sinecuras intermináveis porque acreditavam que isso traria progresso???? ...PQP!!! ...acho dificil e graça também. ...rsrs

    Quanto a roubalheira, ela é irrelevante. Uma vez que o dinheiro foi retirado coercitivamente da população não faz mais diferença.
    Quanto a politica economica. Eu lhe afirmo que SIM, os petistas acreditavam ideologicamente que a NOVA MATRIZ ECONOMICA iria trazer progresso econômico que os deixaria para sempre no poder. Eu não tenho a menor dúvida disso. Eu não tenho a menor dúvida que a presidente afastada Dilma Roussef crê fortemente que keynesianismo funciona.
    Eu duvido e muito que políticos mainstream saibam o que é escola austriaca. Ora, quando um deles ousa falar algo só sai abobrinha, vide o papelão de um político supostamente "inteligente" como Ciro Gomes.
  • O MESMO de SEMPRE  18/07/2016 21:05
    Converse com Bresser Pereira ou com Delfin e a prória Zélia. Nenhum deles acreditava no que estavam fazendo.

    Aliás o Bresser chega a ser espantoso em off. Sabe perfeitamente dos embustes que cria.

    Vc esta mesmo dizendo que o PT desperdiçou recursos no EXTERIOR porque acreditava que isso traria desenvolvimento para a economia brasileira???

    Fico até constrangido diante de tal afirmação.

    Com tanta demanda por tais recursos e obras no brasil e vc acha que petistas acreditavam que jogar recursos fora no exterior melhoraria a economia aqui? ...chego a ficar constrangido diante dessa sua afirmação.

    Lulla quando do mensalão chegou mesmo a dizer que não concorreria a reeleição. Afinal, ficou receoso de que a crítica moral o derrotasse.

    Foi a propaganda dos meios de manipulação de opinião é que minoraram o conteúdo moral e arrefeceram a crítica.
    Não fosse a internet GRITANDO que "O REI ESTA NU" e o PT e assemelhados estariam nos braços dos desempregados.

    Ora, serão os políticos e burocratas tão burros a ponto de não entender a simples economia?
    Eles querem que o pais prospere ou não?

    Segundo vc, eles querem porque assim se mantém no Poder. Contudo eles atuam inclusive esperdiçando recursos no exterior quando poderiam criar mais desenvolvimento e renda internamente.
    Qual a lógica disso? ...Será que acreditavam que roubando a Petrobras e demais estatais com superfaturamentos até quebrar as empresas para arruinar a economia isso melhoraria a economia? ...investir no exterior e perdoar dívidas para melhorar a economia bananeira???

    ...Fico até constrangido ante tamanha contradição alheia.
    Como políticos podem querer pobreza e ao mesmo tempo querer prosperidade dos pobres?

    A Argentina era rica e quanto mais decaia mais amava os peronistas que a arruinavam.

    Não existe essa percepção da população sobre economia.
    Os que hje saem do Poder formal, PERMANECEM no ESTADO exercendo e USUFRUINDO dos privilégios.

    O objetivo é O ESTADO e não esse ou aquele partido.
    Os políticos INICIADOS na máfia estatal jamais perderão aquilo que querem do Estado.

    A argentina estava em franco crescimento quando Perón começou a arruina-la.

    Se sua teoria estivesse certa a população não teria trocado para Peron.

    ...mas trocou para Peron e a economia começou a decair vertiginosamente. Ainda assim os cucarachos continuavam endeusando o peronismo.

    O que não querem é o CAOS econômico tanto quanto não querem o progresso. Pois precisam de pobres e miseráveis em nome dos quais EXPLORAM a sociedade.

    Qdo Reagan e Tatcher começaram a cortar ajuda "humanitária", inclusive pa URSs (OS eua LHES FORNECIAM 1 MILHÃO DE TONELADAS DE TRIGO "DE GRATIS"), é que os marxistas tiveram que ficar de vara curta.

    Os EUA tem seus pobres e necessidades de investimento em serviços públicos ainda. Porém, fornecem ajuda "humanitária" a ditaduras e governos de esquerda. Até a Coréiqa do Norte obtem vantagens do ocidente "capitalista".

    Bastaria cortar TODA moleza para o banditismo exterior e investir TUDO no próprio pais para melhorar as próprias condições e os Estados Totalitários derreteriam no CAOS.

    Nada é tão simples quanto possa parecer.
    Há muitas variaveis nesse sistema e não se pode resolver por "regra de três".

    O garnde erro é que se tenta focar apenas na economia enquanto o Socialismo, ANTES de TUDO, foca no ASPECTO MORAL: a tal da "exploração" dos ricos sobre os pobres. Isso é que os sustenta. A economia é secundária.

    Muda-se apenas AS MOSCAS, mas a titica (Estado) é sempre a mesma. Há apenas RODIZIO e para o PT se alternar com PSDB, PSOL ou REDE DÁ NA MESMA: estarão eternos no Poder.
  • Andre  18/07/2016 23:27
    "Qual a lógica disso? ...Será que acreditavam que roubando a Petrobras e demais estatais com superfaturamentos até quebrar as empresas para arruinar a economia isso melhoraria a economia? ...investir no exterior e perdoar dívidas para melhorar a economia bananeira???".

    Olha, pessoa são contraditórias. É a vida.
    Assim como um estudando que quer passar no Vestibular estuda menos do que deveria e joga mais videogame do que deveria existem também políticos que querem que o país continue indo bem.

    Só que assim como o vestibulando vai estudar pouco, porque dá trabalho o político não vai se esforçar muito para que a economia do país continue indo bem. Ou pior, vai se esforçar um pouco usando ideias estupidas. É também possível que o estudante tente estudar de formas estupidas, como ouvindo audiobooks enquanto dorme achando que pode aprender dormindo...

    Assim como o vestibulando vai jogar mais videogame do que deveria e matar aula do cursinho pré-vestibular o político vai roubar alguns bilhões. Ambos esperam que seus desvios de conduta não sejam tão graves à ponto de impedir seus objetivos de serem alcançados.

    Não estou dizendo que políticos são superpreocupados em fazer a economia bombar e que vão virar noites pensando em como fazer isso. Mas destruir a economia intencionalmente, sem pelo menos ter antes de tudo tomado o controle de forma ditatorial para impedir, por exemplo, um impeachment ou uma eleição de um adversário seria algo bem estupido mesmo.

    ====

    Acho que eles esperam roubar bastante sem destruir o país.
    Assim como estudantes esperam ira em muitas festas e jogar muito videogame sem serem reprovados no vestibular, ou nas provas da escola.

    São ações que contrariam o objetivo maior, mas bem, pessoas não são máquinas, suas ações não são todas perfeitamente delineadas com seus objetivos maiores.

    Por falar nisso o simples fato de eu estar escrevendo aqui não me ajuda com meus objetivos maiores em nada. Mas cá estou eu... Por falar nisso deixar eu ir lá continuar progredindo.

    Tchau
  • O MESMO de SEMPRE  18/07/2016 16:47
    Há o que se vê e o que não se vê.

    Se você estiver certo e os politicos e burocratas, por exemplo do PT, se entregaram a roubalheiras bilionárias, fizeram compras superfaturadas em todas as estatais, empreguismo de inúetis e SOBRETUDO FINANCIAMENTO de OBRAS no EXTERIOR...


    Se eles fizeram tudo isso achando que isso iria fazer o brasil crescer economicame3nte melhorando a vida da população ...se imaginaram que corrupção e istribuição de recursos PARA o EXTERIOR iria melhorar econômicamente o brasil ...então são mega asnos!!!

    De pois parece contraditório que digas que são inteligentes e por serem inteligentes cometeram grandes burrices!!! Isso não me parece acoerente:

    Diz que são burros e nada entendem de economia e por isso destroem a economia sem saber.

    mas ao MESMO TEMPO se DIZ que são inteligentíssimos e jamais arruinariam a economia deliberadamente por assim perderem o Poder.

    Vocês precisam decidir se os políticos e burocratas são burros ou inteligentes.

    Cada hora dizendo uma coisa em contrário a outra NÃO DÁ!!! ...rsrs
  • Conceição  18/07/2016 22:35
    "Aliás o Bresser chega a ser espantoso em off. Sabe perfeitamente dos embustes que cria."

    Legal. Como você sabe disso? Esteve presente a alguma confissão ou capitulação do dito-cujo? Quer dizer então que ele apenas se faz de idiota perante todo o Brasil, sendo na verdade um sujeito extremamente racional e sensato em privado? O que exatamente ele ganha com isso?

    Por favor, coloque aqui alguma fonte (qualquer uma, pode até ser mensagem anônima em algum fórum obscuro de internet) que comprove essa sua maravilhosa revelação.
  • O MESMO de SEMPRE  18/07/2016 23:03
    Cursos e palestras onde estive.
  • Delfin  19/07/2016 00:32
    Hum... quer dizer então que nesses cursos e palestras em que você (e, aparentemente, só você) esteve, o Bresser confessou abertamente que não acredita em nada do que fala? Que está nessa só pra enganar trouxas?

    Ele ao menos deu alguma explicação plausível do porquê faz papel de idiota perante todo o país?

    Muito interessante.... Da próxima, tenha seu smartphone à mão para filmar esse momento histórico.


  • O MESMO de SEMPRE  19/07/2016 14:11
    Não havia smart phone ainda (1997 - 2001). Aliás, o Bresser é bem antigo, se não sabes.

    ...rsrs

    É que querem insistir que os políticos "se enganam" e, portanto, o Socialismo é uma ideia maravilhosa que as pessoas maravilhosas desejam o bem da humanidade e um OUTRO MUNDO MELHOR.

    ...mas coitadinhos desses bondosos, eles estão enganados e ainda não conseguiram implantar o "Socialismo verdadeiro" e salvador.

    Por isso eles investem no exterior e perdoam dívidas acreditando que isso trará o progresso e a riqueza para o país e os pobres.
    Fazem isso esperando se eternizarem no Poder para espalhar o bem pelo pelos países.

    Coitadinhos, estão enganados e não acreditam nem no malvado Afonso Celso Pastore que que a mais brilhante palestra no BNDES que já vi. Mas Pastore nunca advogou os "erros bem intencionados" do Socialismo.

    Esses socialistas são bobinhos mesmo. Querem o bem dos pobres, mas erram e persistem errando, mesmo quando poderiam consultar tecnicos e assessores para corrigir seus erros "bem intencionados". mas é que eles não conseguem entender de economia, somente os gênios que acreditam que eles estão enganados é que entendem. ...rsrs ...mas eles ficam no Poder ganhando ou perdendo eleições, continuam mamando nas gordas tetas estatais e depois retornam nas próximas eleições aos belos cargos.

    FHC perdeu porque a economia estava decaindo??? ...Muito bem, e quando chaves se rrelegeu e elegeu Maduro, a economia estava progredindo???? ...PQP + PQP + PQP!!!

    PQP!!!

    "Só duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, mas não tenho certeza da primeira"
  • Edujatahy  19/07/2016 20:56
    Meu caro. Eu até gosto dos seus comentários, mas tens de tomar cuidado para não incorrer em falácias.

    Eu nenhum momento eu afirmei que os políticos queriam o "progresso" econômico. Vamos reiterar, foi VOCÊ que afirmou que o que causou descontentamento foi a crise "moral" e não a crise econômica. E para provar isso tens de ir além de ficar repetindo que "políticos nãos buscam o progresso do povo", algo que todos nós sabemos. Você está fazendo uma salada de argumentos.

    O ser humano médio não é este ente "político" preocupado com a "moral e corrupção" como estas querendo caracterizar. Ao contrário, ele se preocupa (corretamente!) com seu bolso,. Isto é suas contas, com seu patrimônio e sua renda.
    É pior ainda é a situação em que ele sai da miséria, e devido à políticas econômicas desastrosas, volta a miséria. Para este "ex-classe média" bolsa esmola não irão convencer. Bolsa esmola só serve para aquele que já se encontrava na miséria, aí terás o voto deste indivíduo para sempre.


    É evidente que os gastos no exterior por parte do governo brasileiro não havia preocupação com progresso de nada para o Brasil. Era desculpa para lavagem de dinheiro, resultante de lobby das empreiteiras (que bancaram os políticos). CLARO que isto não visava progresso do povo, era auto interesse dos políticos. Mas ninguém discorda disso, é totalmente condizente que uma pessoa psicopata queira surrupiar dinheiro do povo para si, a ação humana permanece aí, mesmo na política.


    Mas o ponto é, e prestes atenção: a crise econômica não foi causada pela corrupção e maracutaia políticas! Ela foi causada pelo modelo de política econômica adotado! Ela ocorreu devido à crença do desenvolvimentisto como solução para o problema da economia! Se você não perceber isso iras cair no mesmo argumento dos petistas que a crise é somente "política".

    Do jeito que falas parece que a escola austríaca é mainstream e que todos que não seguem seus "preceitos" são burros e tontos. E não é assim! Tive professores doutores em escola keynesiana quando fiz minha faculdade, eles realmente acreditam no que defendem. Não é simples para uma pessoa que passou a vida inteira estudando uma doutrina, doutrina esta que lhe traz benefícios pessoais, passar a acreditar em outra. E mais difícil ainda é para um político passar a defender algo que irá DIMINUIR o seu poder. Sua teoria de que os keynesianos são todos "gênios do mal", querendo "plantar" uma econômica não condiz com a realidade.

    E tampouco são burros. ignorantes, talvez, mas burros não.
  • O MESMO de SEMPRE  19/07/2016 21:59
    Eu é que peço para não colocar palavras na minha "boca".

    O assunto que fez surgir a conversa foi uma afirmação categórica de que os políticos querem o progresso econômico porque assim se manteriam no Poder.

    Então sentenciaram uma premissa como inquestionavel, a de que se o sucesso econômico faz com que os políticos se mantenham no Poder, estes não seriam tão burros de arruinar a economia e perder elçeições.

    Tudo se iniciou com uma menção (não minha) de qque os políticos arruiinam a economia com plena consciencia de tal e até deliberadamente.

    Você mesmo, neu caro, insistiu na afirmativa de que interessa aos políticos o sucesso econômico e que FHC perdeu qdo a economia decaiu. Não foi bem assim.

    O ataque moral vai no sentido da VAIDADE HUMANA, tal e qual a tal de DEMOCRACIA manipula o humano através de sua vaidade: "é o povo que manda, que escolhe" ...só não dizem que escolhe o pulçha já pré escolhiodo e que democracia é meramente a eleição de vários ditadores que mandam na vida privada do rebanho popular.

    Eu apontei que é preciso mais ponderação antes de afirmações tão sem base sólida.

    Aos que ocupam o Poder mais interessante é um rebanho fraco, pobre, dependente e ignorante.
    Se políticos e burocratas agregados quisessem tanto ganhar eleições fortalecendo a economia, o socialismo nem existiria, pois sempre resulta em fracassoo econômico. A categórica afirmação foi muito mal pensada.

    Há coiisas básicas que qq boçal sabe. Por exemplo, qdo Sarney inventou o congelamento na mesma idiotice dos milicos que gostavam de controles de preços, sabia exatamente que estava empulhando. Todos sabem que os preços não sobrem por ganância dos empresários, mas mesmo assim fingiam tal crença. Alguém pode aceitar que economistas, keinesianos ou não, possam crer elevação de preços decorre de ganância dos empresárioos??? ...CLARO que NÃO!!!

    Os governos sabem exatamennte as canalhices e lambanças que estão fazendo e têm plena consciência que alimentarão pobreza e ignorância.

    Enfim, reler todos os posts e reconhecer a IDEIA que estava em questão.

    Meu assunto é com a questão levantada.
    O poder é do interesse do Estado. Pobreza e ignorância é essencial para a manutenção do Poder sobre um rebanhop popular.
    Não fosse assim e não mais existiria pobreza ante a tecnologia desenvolvida que mulltiplicou muito a produtividade e a eficiência logistica.
  • Edujatahy  20/07/2016 03:23
    Quando eu comentei a primeira vez foi que discordo (e continuo discordando) da sua afirmação de que o descontentamento da população não foi devido à crise econômica, foi você que retrucou dizendo que eu estava defendo que políticos desejam o progresso econômico.

    E eu afirmo sim que a rejeição de FHC aumentou consideravelmente após 99, exatamente quando a população começou a ter seu poder de compra diminuído, me prove por favor errado.

    quanto à questão do governo deliberadamente querer "criar" uma crise, eu ainda procuro evidências sólidas (até hoje só escutei teorias de conspiração neocon e de olavetes) para isso. Sinta-se a vontade para disponibiliza-las.

    Eu já enxergo, sob a ótica da escola austríaca, que uma economia planejada é impossível de se-la, e que os governos tentam continuamente corrigir os erros de intervencionismos anteriores. Na minha humilde visão, os governos (todos eles) parecem mais baratas tontas tentando tapar um buraco enquanto vários outros abrem. O que mudou minha visão (originalmente keynesiana, devido à formação universitária) ao estudar a escola austríaca é que deixei de ver as pessoas do governo que planejam a economia como homens sapientes e tecnicamente preparados para homens perdidos, arrogantes e enroladores, afinal, se trata de um trabalho inútil pois não é possível planejar uma economia.

    Se sua visão é diferente, tudo bem. Teremos de concordar em discordar disso meu caro.
  • O MESMO de SEMPRE  20/07/2016 12:19
    Vc afirmou que a queda da economia é causa de desprestigio.

    Chaves, desde que assumiu fez a economia decair. Se reelegeu e elegeu Maduro.

    Perón arruinou a economia da Argentina e sempre foi querido pelos argentinos. Emplacou Evita e Izabelita. A mesma política peronista tem sido reeditada sucessivamente na Argentina.

    Se FHC perdeu só porque a economia caiu um pouquinho, como explicar Peron?
    Tá, o brasil é diferente. A economia com o PT também decaiu, mas Lulla elegeu Dima e a reelegeu.
    Se formos então considerar os governadores, então fica mais que patente que a massa não tem percepção da economia.

    Se as críticas morais ao PT arrefecerem o PT e petistas voltam para os primeiros lugares.

    No mensalão Lula cogitou publicamente não se candidatar (medo de perder). Se as críticas morais persistissem, o PT teria sido afastado. A MIDIA, sempre corrupta e doutrinada, simplesmente arrefeceu a crítica e o assunto foi esquecido. Veio a tona no "julgamento" do stf, onde tudo pareceu "coisa de nada" e as críticas não alcançaram as massas.

    O plano Real foi efetivamente bem pensado ao quebrar o efeito psicológico, chamado de INÉRCIA por Simonsen, esse foi seu brilhantismo. Foi isso que conteve a inflação de preços. Contudo tem havido empobrecimento, que é compensado pela produtividade.

    Veja os preços dos computadores em 1995, por exemplo. Os juros situavam-se na faixa dos 7 a 8%. Porém a classe média comprava. Os telefones custavam até 7 mil dolares, mas eram comprados com relativa facilidade pela classe média.

    Corrija esses preços e na atual economia seria catastrófico.

    Os impostos subiram terrívelmente e isso SIGNIFICA QUE o ESTADO ESTA TRANSFERINDO RENDA da PAGADORES de IMPOSTOS para os RECEBEDORES de IMPOSTOS.

    Ou seja MAIOR QUANTIDADE de BENS e SERVIÇÕS estão sendo "CONFISCADAS" via impostos em moeda PARA SEREM CONSUMIDAS PELOS RECEBEDORES de IMPOSTOS que QUASE NADA PRODUZEM de ÚTIL (a maioria nada produz).

    Foi a PRODUTIVIDADE e a TECNOLOGIA que mitigou o empobrecimento da POPULAÇÃO PRODUTIVA.
    A massa não tem percepção da economia e não faz associação tão forte com o governo.

    Ademais, se vc não defende que políticos querem a prosperidade econômica para se reelegerem (que era o FOCO do assunto), mas apenas que a economia define a eleição. Eu discordo de tal afirmação, pois o que define eleição é PROPAGANDA.

    Fosse a economia e os partidos, políticos e burocratas teriam interesse em favorecer a economia para obterem o Poder ou nele se manterem. Ao contrário, pouco se importam com a economia e muito mais com o fortalecimento do Estado como "classe dominante" onde impedir a economia de prosperar generalizadamente é fundamental. Daí que incham o Estado com parasitas inúteis e desperdiçam recursos deliberadamente.

    A força esta na propaganda e por isso JORNAIS e jornalistas são privilegiados e doutrinados nas escolas. Artistas são super privilegiados. Professores são GALANTEADOS com elogios de políticos que lhes atribuem sutil "superioridade" ao resto da sociedade. Assim eles se revoltam e anseia pela SOCIEDADE HIERARQUIZADA que os Socialismo lhes promete.

    Produção teatral e cinematografica é isenta de todo e qualquer tributo, nem mesmo o INSS do empregador precisam pagar e ainda podem receber impostos via RENUNCIA FISCAL.

    Os privilégios que a FORÇA do Estado concede aos formadores e MANIPULADORES de OPINIÃO não é por acaso.

    Remédios, alimentação e habitação pagam pesados impostos. Já jornais, TVs, propaganda êm privilegios enquanto filmes e peças teatrais são isentos de quqlquer cobrança.

    NÃO É POR ACASO!
  • CIRO GOMES 2018  14/07/2016 17:38
    O Erro do Lula e Dilma foi ajudar os pobres, se ajudasse igual os ricos como o neo liberal FHC não estariam sendo glorificados pela Globo e Veja
  • Tasso Jereissati  14/07/2016 17:50
    Pela maneira como ficou construída sua frase, você disse que Dilma e Lula estão sendo glorificados pela Globo e pela Veja.

    E que, se ambos tivessem sido iguais a FHC (seja lá o que isso signifique), a Globo e a Veja parariam de glorificá-los.

    É isso mesmo? Muito bem.
  • Marcelo Vasconcelos  14/07/2016 18:09
    Será que os petistas não cansam de repetir essa fala estúpida? Recomendo que, antes de postar alguma coisa, leia o artigo ao qual seu post está relacionado.

    Ainda que seja muito difícil para vc entender o artigo todo, tente apenas entender o que significa o tal "crédito direcionado", que, em outras palavras, poderia ser chamado de "bolsa empresário".

    Lula ajudando os pobres? Claro... os filhos dele que o digam!
  • CIRO GOMES 2018  14/07/2016 18:17
    Deu emprestimo pra dar empregos pros pobres coisa que no governo do FHC não tinha.
  • Dá bilhão?  14/07/2016 19:02
    Me fale, porque essa tara com o FHC?
  • Renan Merlin  14/07/2016 19:22
    Em um regime estatal(ESTADO E NÃO A DISTOPIA DO ANARCOCAPITALISMO) como operar um sistema de multiplas moedas? Exemplo em qual moeda o imposto seria cobrado? Em qual moeda os funcionarios seriam pagos?
  • NervoCiro  14/07/2016 19:38
    Exatamente igual a como é hoje. Qualquer transação eletrônica é tributada. Se os dígitos eletrônicos são reais, dólares, francos ou libras, isso é imaterial.

    E se você transaciona com dinheiro vivo, não há como tributar (exatamente como é hoje).

    Se há estado, então o estado decide em qual moeda quer ser pago. Isso, aliás, é exatamente o que ocorre no Peru, país em que o dólar circula ao lado do sol peruano:

    www.bloomberg.com/news/articles/2013-03-13/peru-sol-advances-as-companies-sell-dollars-before-tax-deadline
  • Taxidermista  14/07/2016 17:46
    Caro Leandro Roque;

    A propósito, meu caro, gostaria de saber sua opinião sobre "Prosperity and Depression" (https://mises.org/library/prosperity-and-depression), do Gottfried Haberler.

    O MI diz que seria uma obra de TACE, mas andei verificando que não é bem assim. Ele tenta fazer uma "síntese" de teorias, dizendo algo como "nenhuma teoria isoladamente explica" as flutuações a contento.
    E, pelo que andei vendo em alguns reviews, ele fala algumas impropriedades tanto sobre Hayek quanto sobre Mises, dizendo impropriedades, também, sobre a distinção teoria-empiria. O Huerta de Soto faz algumas críticas expressas a respeito, dizendo que Haberler erra a mão. Ademais, constatei que ele, lamentavelmente, acabou indo para os lados do keynesianismo quando foi para Harvard (https://mises.org/library/between-mises-and-keynes-interview-gottfried-von-haberler).

    Querendo passar sua impressão a respeito, ficaria grato.

    Independentemente disso, meus sinceros parabéns pelo seu trabalho.
  • Leandro  14/07/2016 17:56
    Correto. A primeira parte dessa monografia do Salerno é inteiramente dedicada a esse assunto, explicando todas as contradições em que o Haberler incorreu.

    mises.org/system/tdf/qjae15_1_1.pdf?file=1&type=document

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Taxidermista  14/07/2016 18:11
    Bacana, meu caro. Grato pelo texto do Salerno.

    Vi de passagem que o Salerno menciona que o Haberler inclusive incorre em alguns vacilos semelhantes aos do Röpke quanto à teoria da "depressão secundária" (teoria que o De Soto também critica).

    Muito obrigado e abraço fraterno.
  • ed  14/07/2016 17:57
    Leandro, uma curiosidade.

    Em média, quanto tempo você demora para fazer um artigo como esse?
  • Leandro  14/07/2016 18:07
    Rapaz, não é pouco tempo, não. É interessante, pois você foi a primeira pessoa que já me perguntou isso.

    Em específico, esse eu consegui fazer em quatro horas e meia. Foi rápido.

    Os mais demorados foram estes, que chegaram a quase 10 horas (com uma breve pausa intermediária):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2371
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
  • Taxidermista  14/07/2016 18:25
    Caro Leandro Roque, sem querer abusar de sua boa vontade, mas vou aproveitar a questão do outro leitor aí para fazer uma pergunta decorrente de uma dúvida semelhante, mas igualmente, digamos, "prosaica":
    O artigo supra fica em quantas fls. (A4), aproximadamente?

    Abraço.
  • Leandro  14/07/2016 18:35
    Dez páginas exatas (sem os gráficos).

  • Taxidermista  14/07/2016 19:30
    Muito obrigado.
  • Pobre Paulista  14/07/2016 22:24
    Dez horas? Eu achava que eram trabalhos de semanas a fio.

    Parabéns!
  • Leandro  14/07/2016 23:24
    Pô, aí não. Quem tem -- aliás, tinha -- o direito de gastar semanas escrevendo sobre algo era colegial antes do invento da Wikipedia.

    Obrigado pelas palavras e forte abraço!
  • Rafa  14/07/2016 18:01
    "A coisa funciona assim: o governo arranja um dinheirinho emprestado e o povo faz um banquetaço, que dura de dois a quatro anos. Todo mundo se empanturra e se diverte à vontade. Aí, chega a hora de pagar a conta. Como no banquete havia sido investido mais do que podia ser gasto, os convivas vão lavar os pratos. É humilhante, mas fazer o quê? Lavamos pratos por um período de dois a quatro anos, até que o pessoal comece a ficar irritado e ameace quebrar a louça. Então o governo consegue mais um dinheirinho emprestado e promove outro banquete para acalmar a moçada." O grande Max Gehringer não escreveu isso hoje, mas em 1999...esse é o retrato do Brasil, desde sempre, e vai continuar sendo até que Keynes seja devidamente enterrado e poupar seja algo valorizado por aqui.
  • Fred  14/07/2016 18:12
    Leandro,

    Parabéns pelo artigo impecável. Isso tem que ser incorporado em algum livro.

    => Apenas uma pergunta:

    "No entanto, tal expansão econômica não pode durar. Em algum momento, essa expansão monetária começará a provocar um aumento generalizado nos preços. Quando a carestia estiver incomodando, os juros irão subir, encarecendo novos empréstimos. A expansão do crédito irá se desacelerar."

    Caso a produtividade real da economia aumente continuamente nesse período de expansão do crédito, esse momento da vaca ir para o brejo pode ser postergado possivelmente por muitas décadas, correto?

    Abraço
  • Leandro  14/07/2016 18:35
    "Caso a produtividade real da economia aumente continuamente nesse período de expansão do crédito, esse momento da vaca ir para o brejo pode ser postergado possivelmente por muitas décadas, correto?"

    Posterga bastante o momento da subida dos juros, mas os investimentos errôneos continuam se avolumando durante todo esse período. De modo, quando chegar o momento da correção, a recessão pode ser ainda mais intensa.

    A crise financeira de 2008 nos EUA foi assim: ao mesmo tempo em que o Fed baixava os juros e o governo obrigava os bancos a fornecer crédito imobiliário barato para pessoas sem nenhum histórico, os preços internos pouco subiam, pois a economia era produtiva e aberta. Mas a hora da verdade sempre chega.
  • Tannhauser  14/07/2016 18:36
    Leandro,

    Parabéns pelo artigo. Achei dois erros:

    1. Não adiante re-estimular

    2. E há menos dinheiro para os governos arrecadarem e, com isso, financiaram todo o aumento de gastos em que incorreram durante os anos da bonança.


    Onde encontrou a informação do Gráfico 5?


    Considerando que a quantidade de dinheiro na Conta Corrente está diminuindo, a tendência é de queda da carestia?

    O que você vê aí na sua bola de cristal austríaca (que nunca erra)?
  • Leandro  14/07/2016 18:58
    O gráfico 5, assim como o 1 e o 4, você encontra nas séries temporais do site do Banco Central.

    O gráfico 5 é apenas um dos dois componentes do M1, que é formado por papel-moeda em poder do público mais depósitos em conta-corrente.

    Sobre a carestia, ela não possui muita relação com as variações da conta-corrente. As variações da conta-corrente são, isso sim, um ótimo previsor do PIB. Praticamente nunca falha, e pelos motivos descritos no artigo na seção que fala sobre as contas-correntes.

    A carestia tem mais a ver com câmbio (e robustez da moeda), déficits do governo (que são inflacionários), expectativas de quem reajusta os preços e, é claro, expansão do crédito.

    O câmbio melhorou bastante após a saída de Dilma. A expansão do crédito está quase nula. Porém, os déficits do governo seguem em alta assim como as expectativas.

    Aí é ver qual lado vai prevalecer. Por enquanto, a tendência é de queda, mas nada acentuada. O que se sabe é que se os preços continuarem sendo reajustados para cima, mas a quantidade de dinheiro voltada para o investimento continuar em queda, o desemprego continuará alto.

    Obrigado pelas correções e pelas palavras. Grande abraço!
  • Old Man sempre Armado  14/07/2016 19:28
    Trotsky - A Moral deles é a nossa

    A fim de realizar um sistema único de investimento e de crédito, segundo um plano racional que corresponda aos interesses do povo inteiro, é necessário fundir todos os bancos numa instituição única. Somente a expropriação dos bancos privados e a concentração de todo o sistema de crédito nas mãos do Estado colocarão à disposição deste os meios reais necessários, quer dizer, materiais e não apenas fictícios e burocráticos, para a planificação econômica.

    Esse pessoal vem seguindo a cartilha...
    Estudei Marx, Bukharim e toda essa pataquada de "pensamento" de esquerda.

    É o fim, BITCOIN é a minha atual reversa de valor.
    Real é moeda morta.
  • estudante  14/07/2016 20:07
    O Brasil é o país com a maior taxa de juros real do mundo e paga mais do que o dobro do segundo colocado. A culpa do país estar no buraco foram as BAIXAS taxas de juros?

    Como é possível aplicar a teoria austríaca dos ciclos econômicos nesse caso?
  • Leandro  14/07/2016 20:29
    Você sabe quais eram as taxas de juros nominais dos créditos direcionados? Em alguns casos, 2,5% ao ano

    www.bcb.gov.br/pre/normativos/res/2012/pdf/res_4170_v12_L.pdf

    E isso quando a inflação de preços já estava em 6% ao ano.

    Ou seja, a taxa de juros real era extremamente negativa. Desculpe, mas isso não representa "os juros mais altos do mundo".

    De abril de 2013 a junho de 2014, quando a SELIC subiu de 7,25% para 11%, a média das taxas de juros do crédito direcionado subiu de 7,2% para 8,7%; e para as pessoas físicas, subiu de 6,7% para 7,9%.

    Dado que, no ano seguinte, a inflação foi de 10,67%, difícil falar que tais taxas reais negativas representam "os maiores juros do mundo".

    Aliás, no presente artigo há um link indicando os atuais valores das taxas do crédito direcionado. Pode conferir aqui. Em todo o ano de 2015, elas ficaram, no máximo, um ponto percentual acima da taxa de inflação de preços. Isso não é o maior juro real do mundo.

    Recomendo este artigo sobre o BNDES para entender por que esse crédito direcionado acaba tendo o inesperado efeito de encarecer os juros do crédito livre.
  • Renan Merlin  14/07/2016 21:26
    Leandro a nossa inflação(AUMENTO DE PREÇOS) não é porque o dolar esteve muito alto dai os produtos principalmente alimentos que puxam os indices pra cima? Trigo e insumos agricolas como fertilizantes são importados?
  • Leandro  14/07/2016 21:42
    Atualmente, e para a rubrica "preços livres", sim. Com efeito, os alimentos -- por causa da disparada do dólar ocorrida ano passado e de algumas quebras de safra tanto aqui quanto nos EUA -- são os atuais vilões dos preços livres.

  • Pobre Paulista  14/07/2016 22:24
    O Hélio já usou o termo "Heroína"
  • mauricio barbosa  14/07/2016 21:56
    Leandro Roque

    Em municípios do interior,enfim nos rincões os governantes gostam de manter os eleitores na ignorância,no coronelismo,na dependência,enfim quanto mais pobre mais eles gostam...Querem se perpetuar no poder público municipal.

    O governo Estadual e Federal em um nível menor,mas também seguem essa filosofia,quanto a crises,é certo que eles não gostam de herdar,mas são os fabricantes e gostam de escravizar o povo e controla-los com sadismo ou não.
  • Guilherme  14/07/2016 23:13
    Caro Leandro, excelente artigo!

    Já pensou em escrever um livro sobre a Economia Brasileira? Tenho certeza que ia ser sucesso garantido! Abraço!
  • Leandro  14/07/2016 23:23
    Vira e mexe algum aspirante a sádico aventa essa hipótese para atormentar o mundo. Juro que não entendo.

    Mas muito obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Emerson Luis  05/09/2016 01:30

    Leandro, você já tem um livro semipronto, só falta organizar e adaptar o material.

    Você pode fazer um livro com três partes: primeira parte, todos os seus artigos já publicados no IMB; segunda parte, uma seleção das suas melhores respostas nestes e em outros artigos; terceira parte, material inédito.

    Os brasileiros precisam do seu livro!

    * * *
  • Anderson d'Almeida  15/07/2016 01:24
    Leandro, parabéns pelo artigo!

    Se puderes me ajudar... Tenho uma dúvida em relação à "nova modalidade" de crédito consignado, aprovada pelo senado. Eu não estou enxergando bem o negócio... tenho três (dois, na verdade) pensamentos para essa futura regra:

    (1) Pode ser bom porque viabiliza a situação de inadimplência de várias pessoas, pelo menos temporariamente, ao conseguirem recursos (financeiros) num momento de crise, e a juros não tão altos;

    (2) Ruim porque só vai fazer com que muitos brasileiros, que não têm educação financeira, se metam a ter débitos que, possivelmente, não honrarão... ou seja, aprofundar mais ainda suas dívidas;

    (3) Ou vai ser bom ou ruim, mas não pelos motivos que eu apontei.

    ----------


    E lhe agradeço por nos disponibilizar estudos tão sólidos. Aliás, vocês, do IMB, são uma benção aos brasileiros que não têm referências no mundo das análises econômicas. Felicitações!
  • Leandro  15/07/2016 02:02
    "Pode ser bom porque viabiliza a situação de inadimplência de várias pessoas, pelo menos temporariamente, ao conseguirem recursos (financeiros) num momento de crise, e a juros não tão altos"

    Correto.

    "Ruim porque só vai fazer com que muitos brasileiros, que não têm educação financeira, se metam a ter débitos que, possivelmente, não honrarão... ou seja, aprofundar mais ainda suas dívidas"

    Correto também.

    "Ou vai ser bom ou ruim, mas não pelos motivos que eu apontei."

    Na verdade, foi uma medida para agradar ao setor bancário, que já está de cabelo em pé por causa dos calotes quem vem levando (a inadimplência ainda está em níveis recordes). Com o uso do FGTS, a chance de calote diminui -- e o trabalhador sem educação financeira perderá ainda mais essa fonte de renda.

    Como diz a anedota, se você deve $ 100.000 para o banco, você está encrencado. Mas se você deve $ 100.000.000 para o banco, o banco está encrencado.

    Consequentemente, liberaram o FGTS para que os bancos fiquem menos encrencados.

    Obrigado pelas gentis palavras e grande abraço!
  • Anderson d'Almeida  15/07/2016 14:14
    Grato pela resposta, Leandro!
  • JOSE F F OLIVEIRA  15/07/2016 01:47
    Depois dessa, o ESTADO através dos seus MANIPULADORES, com os votos dos ALIENADOS politicamente, traz a conta para todos nós PAGARMOS.Isto deveria ser introduzido no ENSINO MÉDIO.Parabéns.
  • Dam Herzog  15/07/2016 01:56
    Vejam só o que os estatistas fazem com que é libertario de nascimento o jornalista e blogueiro Daniel Fraga:Dâniel Fraga
    3 hrs ·
    Lembram dos 2 auditores fiscais que me processaram? Os dois cachorrinhos do estado: CLAUDIO MARCIO OLIVEIRA DAMASCENO e MARCIO PEREIRA DE PINHO FILHO (
    https://www.sindifisconacional.org.br )

    Querem R$ 100.000 cada um por que não gostaram do meu vídeo. E agora conseguiram bloquear o acesso a partir de IPs do Brasil:

    cache-internet.tjdft.jus.br/cgi-bin/tjcgi1…

    Se auditores fiscais, "receita federal" ou qualquer outro estatista se incomodam com o que falo, significa que sou extremamente importante para eles. E o mais engraçado é o fato de acharem que impedir o acesso desse vídeo a partir do Brasil fará o conteúdo sair da internet... E, claro, como sempre, eles de fato vestiram a carapuça, pois os 2 auditores querem R$ 100 mil cada um. Conclusão: faço um vídeo, falo o que penso e na lógica estatal eu devo R$ 100 mil para os ladrões. Não só nunca verão 1 centavo desse dinheiro, como jamais vão tirar esse conteúdo da rede, ou seja, gastaram dinheiro e tempo à toa. Basta ver os outros vídeos que tentaram censurar. Todos foram espalhados, ou seja, não poderiam ser mais burros do que são.

    A "justiça" estatal é pior ainda, pois é apenas outro monopólio inútil forçado goela abaixo de todos, formado por gente autoritária vomitando mandados para cães do estado executarem suas ordens (já que eles não são capazes de executar nada :D).

    Por falar nisso, viram que os "auditores fiscais" estavam fazendo "operação padrão" nos aeroportos? Ganham R$ 15 mil para roubar de todo mundo (sendo que os R$ 15 mil também vieram de roubo, afinal imposto é roubo) e ainda querem mais. E todos tem que passar pela humilhação de ficar dando satisfação a parasita que não tem nada a ver com sua vida... Fora a petulância de poluir a TV com propagandas inúteis "em defesa dos auditores fiscais"... Não consigo imaginar nada mais inútil do que um "auditor fiscal": não atua no mercado, não presta nenhum serviço voluntário, atrapalha a vida de todos, ou seja, alguém dedicado apenas a cooperar para que o estado continue se perpetuando e saqueando tudo e todos.

    Quem quiser baixar o vídeo e repostar, fique à vontade (só acessar por um IP fora do Brasil ou baixar usando algum site qualquer fora do Brasil para baixar vídeos):
    https://www.youtube.com/watch?v=fL5cWD84mYw

    Mas o que esperar de estatista? Estatistas são burros por convicção, imunes a qualquer argumento inteligente e por isso só sabem operar na força bruta (já que se lhes restar meio neurônio ainda assim é muito para o nível de inteligência deles :D).
  • IRCR  15/07/2016 07:14
    Leandro,

    Apesar do excelente artigo como sempre, apenas senti falta de enfatizar mais sobre o cambio.
  • Leandro  15/07/2016 09:53
    Talvez pelo fato de eu só ter feito falar sobre câmbio em meus últimos artigos e postagens de blog, aqui eu resolvi dar um tempo no assunto.

    No entanto, também não havia muito espaço e nem muito necessidade. Ciclos econômicos ocorrem independentemente de câmbio. O que o câmbio pode fazer é apenas antecipar a recessão (caso ele se desvalorize rapidamente e o BC tenha de elevar os juros) ou postergar a recessão (caso ele, por algum motivo, não se desvalorize apesar da expansão do crédito).

    É só.

    No caso específico do Brasil, a fase feia do descontrole cambial -- ocorrida a partir do final de 2014 -- teve o efeito de afetar os preços livres, como mostra o gráfico 3, sendo que o assunto principal é que o governo prolongou a expansão do crédito por ter controlado os preços monitorados. Quando o câmbio realmente afetou os preços livres, em 2015, os preços monitorados já estavam em processo de reajuste.

    E, ao contrário do que dizem alguns "especialistas", eu não acredito -- e por motivos já explicados em vários artigos -- que o Banco Central de Tombini (um cara em que ninguém confiava) tenha conseguido manter um real "sobrevalorizado" por meio de políticas de swap cambial (o que permitiria o adiamento da recessão). Ninguém consegue manter uma moeda forte por muito tempo em meio a políticas fiscais desastrosas. A meu ver, o comportamento do câmbio durante o governo Dilma foi perfeitamente em linha com suas políticas.

    O câmbio teve, aí sim, papel fundamental em prolongar a fase da expansão de crédito durante o governo Lula. Mas há um artigo específico sobre isso.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Reb Tevye  15/07/2016 22:45
    Por isso que a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE) sempre será imbatível, mas desse jeito também sempre haverá uma grande dificuldade para fazê-la dialogar com a realidade.

    Eu sei que o artigo é quase que especificamente sobre a TACE e a evolução 'crédito estatal', que se acelerou mais acentuadamente depois de 2009. E já sei também que há um extenso artigo sobre o que permitiu o crescimento econômico brasileiro no primeiro mandato do então presidente Lula. Mas o período que vai desde 2004 a 2009 também foi de crescimento do crédito sem lastro em poupança. E todo o risco que corremos com isso, supondo que não se fizesse nenhuma política anticíclica em 2009, foi de uma desaceleração econômica por causa da crise mundial, e não por consequência de suas próprias políticas fiscal e monetária. Isso parece ir um pouco em contradição com o que a TACE diz.

    Ou seja, se estivéssemos em 2009 e o câmbio pudesse ser fixado eternamente forte em relação ao dólar... Paro por aqui, pois meus neurônios têm trabalhado diuturnamente e noturnamente tentando decifrar esse cenário mas não conseguiram.

    Mas enfim, o fato é que estamos aí com essa herança fatídica dos bancos estatais, e agora vai ser muito mais difícil vivermos algo parecido com o que ocorreu na década anterior.
  • Leandro  15/07/2016 23:40
    Ué, mas realmente não há segredo nenhum.

    De 1999 a 2003 foi uma paradeza só. Em 2004, voltou a crescer. E foi assim até o terceiro trimestre de 2008 (com uma recessão trimestral em 2005).

    Ou seja, foram 5 anos da paradeza seguidos de quase 5 anos de crescimento. Absolutamente dentro do normal.

    Em 2009, houve recessão. O PIB encolheu 0,8%. O desemprego, mesmo para os critérios mais brandos da época (em relação ao atual da PNAD, que contabiliza os trimestres), chegou a 9%. A produção industrial desabou.

    Essa recessão, por si só, corrigiu os eventuais excessos dos anos anteriores.

    Depois, de 2010 a 2014, foi o período narrado no artigo. De 2010 a 2011, o câmbio ajudou na contenção dos preços. De 2012 em diante, o governo fez as maquiagens.

    Você diz que:

    "Mas o período que vai desde 2004 a 2009 também foi de crescimento do crédito sem lastro em poupança."

    Correto. Daí a recessão de 2009.

    "E todo o risco que corremos com isso, supondo que não se fizesse nenhuma política anticíclica em 2009, foi de uma desaceleração econômica por causa da crise mundial, e não por consequência de suas próprias políticas fiscal e monetária. Isso parece ir um pouco em contradição com o que a TACE diz."

    Juro que tentei, mas realmente não entendi essa parte.

    "Ou seja, se estivéssemos em 2009 e o câmbio pudesse ser fixado eternamente forte em relação ao dólar..."

    Se fixássemos o câmbio em 2009 em relação ao dólar, em 2011 estaríamos com uma inflação ainda maior do que a que tivemos, pois o dólar se enfraqueceu profundamente neste período. No início de 2009, o dólar estava em R$ 2,25. Em meados de 2011, já havia caído para R$ 1,56.

    "Paro por aqui, pois meus neurônios têm trabalhado diuturnamente e noturnamente tentando decifrar esse cenário mas não conseguiram."

    Acho que agora vai.
  • Reb Tevye  16/07/2016 16:15
    Oh, agora está mais claro então! É que pelo presente presente artigo não fica muito claro se a recessão de 2009 foi por causa da política monetária interna ou por causa da crise mundial. Então, com ou sem crise mundial, aquele seria um ano de correção. É que eu estava tentando imaginar como seriam os efeitos de uma moeda forte, que fosse sempre muito demandada, analisando os diferentes cenários dos últimos 13 anos.

    "Acho que agora vai."

    Digamos que ajudou bastante. Meu caro, por essas e outras que você é extraordinário.
  • Wesley  15/07/2016 08:21
    Leandro, parabéns pela análise. Eu percebo um paralelo entre a expansão de crédito da era petista e o tal milagre econômico da ditadura militar. Se bem que você poderia fazer uma análise econômica da ditadura para os inocentes parar de defender aquele regime que teve uma política econômica horrorosa. A década perdida de 80 pode ser comparada com a atual recessão atual, depois da maluquice que o governo fez, tanto o petista quanto o militar? Além do mais, se houvesse a liberação das importações a inflação poderia diminuir consideravelmente e inclusive a taxa de juros, já que o governo usa os juros para reduzir inflação? Pois se abrir a economia, os barões da indústria nacional não vão querer e já que o desemprego está alto, se esses caras quebrar, talvez não gere tanto desemprego.
  • Leandro  15/07/2016 10:00
    As políticas econômicas dos militares foram péssimas.

    Eles foram os maiores estatizadores que este país já teve a infelicidade de conhecer. À exceção de um breve período no governo Castelo Branco -- quando de fato foram feitas algumas reformas --, nada se salva no regime militar.

    Resumidamente, todo o período se resumiu a endividamento do governo em dólares para fazer obras faraônicas (ótimo negócio para as empreiteiras nacionais), inflacionismo da oferta monetária, e câmbio controlado para tentar mitigar os efeitos da inflação monetária sobre a carestia.

    Como a inflação monetária era excessiva, o câmbio controlado passava por várias e sucessivas "desvalorizações controladas", as quais faziam a carestia explodir.

    Porém, como havia o mecanismo da indexação (principalmente salarial) -- algo que o resto do mundo desconhecia --, a coisa foi sendo levada.

    Geisel foi o pior de todos. Pior até do que Dilma. Ninguém expandiu mais o estado do que ele; ninguém criou mais estatais do que ele. Ninguém fechou a economia mais do que ele. Ninguém foi economicamente mais socialista do que ele.

    Já no início da década de 1980, a economia brasileira estava sovieticamente fechada. Importar algo era praticamente proibido. Carestia nas nuvens, moeda sem nenhum poder de compra, e população proibida de comprar produtos estrangeiros. O exemplo mais explícito de reservas de mercado e de povo sendo tratado como gado.

    Vale, adicionalmente, dizer que todas essas empreiteiras atuais cresceram justamente no período militar -- daí a afinidade com o atual governo petista, igualmente estatizante.

    Vale um artigo sobre o assunto, mas ele realmente não está em minhas prioridades.

    Abraço.
  • Gabriel  18/07/2016 01:18
    Agora que o Wesley falou, isso realmente é algo que também me desperta bastante curiosidade, uma análise mais detalhada (e séria) sobre o período da Ditadura Militar. Inclusive esses dias um amigo petista estava me enchendo o saco e ele ficou meio brabinho quando eu disse que, em termos estritamente econômicos, a ditadura militar e o PT (após de 2009 em especial) eram muito parecidos, mas eu até falei mais por questão de lógica sem conhecer realmente as medidas e os dados da economia brasileira durante o regime militar, basicamente só que eles eram estatizantes, intervencionistas, protecionistas e tudo o mais de ruim...

    Mas tu sabes ao menos alguma monografia ou algum trabalho que tenha analisado esse tema com uma visão mais "desideologizada"?
  • Gold Currency  21/08/2016 21:10
    Leandro, quais foram as reformas feitas durante o governo de Castelo Branco?
  • Leandro  22/08/2016 11:32
    Para um relato completo, leia "A Lanterna na Popa", de Roberto Campos.

    Para ver um bom resumo, veja aqui.
  • anônimo  15/07/2016 09:37
    Leandro,o que vc acha da tese (pra mim sem pé nem cabeça) de que o PT criou a crise de propósito pra depois se beneficiar dela?
  • Leandro  15/07/2016 09:53
    Já comentado aqui mesmo na seção de comentários deste próprio artigo. Veja o leitor "Luiz Otávio Carvalho Volpe" em 14/07/2016 às 17:03:46
  • Felipe R  15/07/2016 11:43
    Leandro, muito bom texto, porém acho que você precisa corrigir este trecho:

    "Essa medida, como já mencionado, é inerentemente inflacionária. Quem compra esses títulos emitidos pelo Tesouro é majoritariamente o próprio sistema bancário (tanto os bancos privados quanto os estatais). E como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias. "


    De acordo com os relatórios mensais sobre a Dívida Pública Federal, elaborados pela STN, as instituições financeiras (bancos) são detentores de não mais que 1/4 dos títulos públicos (faixa varia entre 20 e 25%). Majoritários, portanto, não.
  • Leandro  15/07/2016 12:24
    Eu conheço esse relatório.

    Ele diz que instituições financeiras detêm 25,01%. (Esses são os títulos em carteira dos próprios bancos, para benefício exclusivamente deles próprios.)

    Esse mesmo relatório também diz que os fundos de investimento (dentre eles os dos grandes bancos) detêm 19,55%.

    E diz também que os planos de previdência (inclusive os dos grandes bancos) detêm 21,37%.

    Seguradoras detêm 4,58%, entidades do próprio governo detêm 5,77% e não-residentes (dos quais bancos estrangeiros) detêm 18,79%.

    Essas cifras, por si sós, já colocam os bancos como detentores majoritários.

    Só que há um detalhes extremamente importante que você desconsiderou: esses valores se referem à distribuição final dos títulos; eles nada dizem sobre a distribuição inicial dos títulos -- isto é, quem comprou os títulos nos leilões do Tesouro e então os revendeu para as entidades acima.

    E as únicas entidades que podem comprar os títulos do Tesouro diretamente do Tesouro nos leilões do Tesouro são aquelas chamadas de dealers primários.

    E quem são os dealers primários no Brasil? Aqui estão eles:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/dealers

    Bancos: Bradesco, Citibank, Banco Do Brasil, Itaú, Banco Safra, Santander, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Credit Suisse, Goldman Sachs.

    Corretoras: XP Investimentos e Renascença DTVM

    Apenas essas entidades podem participar dos leilões do Tesouro. Apenas elas podem comprar diretamente do Tesouro. Uma vez comprados os títulos, aí sim elas os revendem para todas as outras instituições listadas no relatório.

    Portanto, quando eu disse que o sistema bancário é o comprador majoritário dos títulos do Tesouro que vão a leilão, isso não é uma opinião minha; isso é legislação do próprio Tesouro.

    Logo, a informação dada no artigo está correta. (Esse é um tema caro para mim pois sou muito cuidadoso em minhas pesquisas antes de escrever algo que será público).

    Grande abraço!
  • Felipe R  15/07/2016 13:16
    Opa!

    Agradeço imensamente a resposta! Em relação aos "dealers primários", tenho noção da existência deles, mas, até onde sei, funcionam como Operadores deste intricado sistema; quem está "investindo" de fato em títulos estatais são os detentores finais. Eu diria que é uma prestação de serviço o que os "dealers" fazem.

    Com relação ao grupo de detentores finais, me parece ser um salto considerar as previdências e os fundos como os próprios bancos a que respectivamente se relacionam. Aquelas são entidades diferentes, controladas por pessoas diferentes, e, principalmente, compostos por patrimônio privado, alheio à das instituições financeiras que controlam os FIs ou estão ligados aos fundos de previdência.

    Sobre esse assunto de quem investe de fato em títulos estatais, o governo me negou resposta quando pedi por mais detalhes. Mostrei o caso americano, que é muito mais transparente, porém alegaram sigilo bancário...

    Leandro, tenho certeza de seu zelo em tratar sobre economia e sistema financeiro! Eu questiono, mas é para esclarecer dúvidas, se possível. Sou grande fã de seus artigos, e sugiro fortemente que escreva um livro, de forma que possa tratar este e outros assuntos de forma mais detalhada e rica. Seria excelente!

    Abraço.
  • Trader  15/07/2016 12:34
    Felipe, apenas os dealers primários podem participar dos leilões do Tesouro. Apenas eles podem comprar os títulos diretamente do Tesouro.

    Uma vez em posse dos títulos, aí sim essas entidades podem revender esses títulos para todo o resto do mercado. Aí sim é que os títulos ficarão distribuídos da maneira citada no relatório.

    Os dealers primários são todos os principais bancos comerciais do país e duas corretoras (essas não podem criar dinheiro).
  • XL 35  15/07/2016 13:24
    Vou imprimir, colocar capa, tudo nos conformes e distribuir para as "cabeças pensantes" da UNB.
    O coordenador do curso de Ciências Econômicas vai dizer que tudo isso não passa de uma "armação dos capitalismo".

    Ainda bem que não estudo mais lá...
  • Oneide teixeira  15/07/2016 13:37
    "Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda genuína."
    Não esqueça da perda humana, trabalhadores estudaram para ocupar vagas que estavam demandadas.
    O sujeito estuda, perde 5 anos da vida,gasta horrores para se formar em algo que não tem mais vaga.Vai fazer o que da vida vender picolé (não que não seja digno mas não necessita curso superior).

  • Jarbas Profeta  15/07/2016 18:41
    Os artigos do Leandro Roque são fenomenais! Só não compreende quem não quer mesmo.

    Desde que li este: www.mises.org.br/Article.aspx?id=344 (sobre taxa selic), cheguei a conclusão que lê-los vale mais que aula de especialização.

    Abraços!
  • Leandro  15/07/2016 23:40
    Muito obrigado pelas bondosas palavras, caro Jarbas.

    Cordial abraço!
  • Leonardo  15/07/2016 18:50
    Leandro,
    o índice S&P está nas máximas históricas atualmente. É claro que a farra dos juros zero ou negativos dos países mais ricos está diretamente ligado a este fato. Por ser algo inédito na história, pergunto: quando a hora (inevitável) da correção chegar, viveremos a maior crise da história moderna?
  • Leandro  15/07/2016 23:42
    O homem do assunto é o Ulrich. Recomendo estes dois artigos dele:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2435
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2440
  • F.Brasil  16/07/2016 16:54
    Leandro, seu artigo é uma verdadeira aula! Nunca vi uma análise tão cirúrgica da nossa economia!

    Só uma dúvida.

    Sabemos que os bancos privados realocam recursos de acordo com o mercado e que bancos estatais realoca recursos, principalmente, de acordo com interesses políticos.

    Sendo assim, o crédito direcionado (estatal), além de aumentar a dívida pública, não geraria investimentos mais errôneos ainda, amplificando ainda mais a eventual recessão?


    Abraço
  • Leandro  17/07/2016 12:17
    Perfeitamente.

    E se você levar em conta que esses créditos estatais, alocados de acordo com interesses políticos, são concedidos a juros reais negativos, a distorção se torna ainda mais acachapante.

    Isso é o que temos.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Paulo  17/07/2016 14:24
    Lenadro, um outro esclarecedor texto seu complementa esse.
    É aquele que explica como o dólar barato segurou a inflação de decorrente
    da festa do crédito por aqui.

    Sobre esse fica a pegunta: os empréstimos de juros livres não são animados
    quando os juros controlados são estimulados?
  • Leandro  17/07/2016 14:53
    "os empréstimos de juros livres não são animados quando os juros controlados são estimulados?"

    Ao contrário. O crédito livre é expulso do mercado, pois ocorre o fenômeno da "seleção adversa".

    Basta você raciocinar como um banqueiro.

    1) Imagine que todos os bancos estão, em condições normais, disputando os mesmo clientes.

    2) Neste cenário, você irá conceder os empréstimos mais fartos e vantajosos para os melhores clientes, e os menos fartos e menos vantajosos para os piores clientes.

    3) Como os melhores clientes já lhe trazem grandes lucros (afinal, você está emprestando grandes volumes para ótimos clientes), você não precisa cobrar excessivamente caro dos piores. Com os piores, qualquer coisa que é vier já está de bom tamanho.

    4) Agora, imagine que os melhores clientes foram capturados, por exemplo, pelo BNDES. Sobraram para você apenas os clientes "normais". Como manter seus altos lucros agora apenas com esses clientes? Você terá de emprestar cobrando o máximo possível.


    O raciocínio é o mesmo do de uma companhia aérea que vende passagens para a primeira classe, para a classe executiva, e para a classe econômica. Se a primeira classe e a classe executiva estiverem cheias, então toda a viagem já sai no lucro. Qualquer passagem vendida para a classe turística irá incrementar ainda mais o lucro. Sendo assim, e por uma questão racional, para maximizar o seu lucro você irá vender o máximo de passagens possíveis para a classe econômica. Seu objetivo será enchê-la ao máximo de passageiros. Quanto mais passagens vendidas, maior o seu lucro. Se necessário, você até fará promoções.

    Por outro lado, se a primeira classe e a classe executiva estiverem vazias, você terá de conseguir extrair todo o seu lucro apenas com a classe econômica. Só que isso é difícil, pois os preços normais das passagens para a classe econômica não cobrirão os custos. Logo, vender passagens ao preço normal e lotar a classe econômica não irá adiantar.

    Consequentemente, você terá de cobrar o máximo possível das passagens. Dado que encher a classe econômica não adiantará, você terá de aumentar o preço das passagens até o ponto em que as receitas sirvam para ao menos cobrir os gastos. Haverá menos passageiros, mas, pelo menos, suas receitas serão maiores.

    Isso se chama seleção adversa.

    E, no caso dos bancos, há o "elefante na sala" chamado governo, que serve para encarecer ainda mais os juros cobrados dos pequenos. Afinal, se o governo paga 14,25% ao ano para qualquer um que lhe empreste, por que os bancos irão emprestar livremente para pessoas e empresas cobrando menos que 14,25% ao ano? Sempre lembrando que o crédito direcionado, por ser subsidiado pelo Tesouro, cobra bem menos que 14,25% ao ano.

    "um outro esclarecedor texto seu complementa esse. É aquele que explica como o dólar barato segurou a inflação de decorrente da festa do crédito por aqui."

    É este: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190

    Obviamente, ele tem de ser complementar. Caso contrário, haveria algum furo na teoria, e esta teria de ser rejeitada.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Paulo   17/07/2016 23:09
    Estava imaginando o seguinte exemplo:
    Via crédito governamental, uma empresa decidiu construir um
    shopping. Contratou operários. O operário, vendo seu salário subir,
    resolveu comprar uma TV de Led, a prestações, nas Casas Bahia.

  • Ribeiro  18/07/2016 00:59
    Aí veio a recessão, o operário foi demitido, e agora está sem salário e com dívidas a pagar.

    Não se pode ignorar o efeito psicológico: durante o boom, o cara acha que a bonança continuará pra sempre. Aí ele sai consumindo e se endividando como se não houvesse amanhã. Aí, do nada, a realidade se impõe e o cara se descobre desempregado, sem renda e endividado.
  • Igor  17/07/2016 17:17
    Dúvidas de um estudante:

    Se todos os países do mundo operam com reservas fracionárias, por que países como Suíça e Dinamarca não têm passado por recessões, como explicado pela TACE?

    O que pode, em termos gerais, neutralizar os efeitos da expansão artificial de crédito?

    Obrigado!
  • Kamarov  17/07/2016 18:37
    "O que pode, em termos gerais, neutralizar os efeitos da expansão artificial de crédito?"

    Neutralizar? Nada. Mas uma inflação de preços continuamente baixa, gerada por uma moeda forte, pode prolongar em muito a chegada de uma recessão.

    "Se todos os países do mundo operam com reservas fracionárias, por que países como Suíça e Dinamarca não têm passado por recessões, como explicado pela TACE?"

    A afirmação não é correta. Nos últimos 10 anos, a Dinamarca teve 18 semestres recessivos.

    Pode conferir aqui:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/denmark-gdp-growth.png?s=degdpnqq&v=201607061814n&d1=20060101&d2=20161231&type=column

    A Suíça teve cinco:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/switzerland-gdp-growth.png?s=szgdpcqq&v=201607041824n&d1=20060101&d2=20161231&type=column
  • Igor  17/07/2016 21:34
    Realmente, uma hora o acerto de contas chega.
    Obrigado Kamarov.
  • Leitor Atento   18/07/2016 16:50
    Leandro, a Dinamarca teve 18 semestres ou meses recessivos nos últimos 10 anos? Favor conferir.
  • Mais atento ainda  18/07/2016 17:16
    O Kamarov errou na designação temporal. Foram 18 trimestres (e não semestres) de recessão. Ainda assim, muita coisa.
  • Wendel  18/07/2016 14:19
    Fantástico! Artigo muito bom Leandro Roque. Parabéns.
  • Leandro  18/07/2016 16:20
    Obrigado, caro Wendel.

    Grande abraço!
  • Pedro  18/07/2016 16:16
    Leandro, parabéns por mais esse artigo. Sempre que posso dou uma lida neles para tentar entender melhor como todo esse arranjo econômico funciona, porém fiquei com uma dúvida no trecho abaixo:

    "Essa medida, como já mencionado, é inerentemente inflacionária. Quem compra esses títulos emitidos pelo Tesouro é majoritariamente o próprio sistema bancário (tanto os bancos privados quanto os estatais). E como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias."

    Lendo artigos anteriores, entendi que os bancos criam dinheiro do nada a partir do sistema de reservas fracionárias, também li em algum lugar que o Bacen compra títulos dos bancos (para controlar os juros) e "lança" alguns dígitos na conta destes como "pagamento".

    Mas lendo este artigo não entendi bem como os bancos se aproveitam do sistema de reservas fracionárias para comprar esses títulos. Seria apenas uma maneira de dizer que os bancos criam dinheiro facilmente e compram os títulos com esse dinheiro? Ou existe mais uma "mágica" por trás disso.

    Obrigado.
  • Leandro  18/07/2016 16:25
    1) O Tesouro emite títulos;

    2) Esses títulos são majoritariamente comprados pelos bancos:

    3) Como os bancos compram? Eles utilizam o dinheiro que está em suas "reservas bancárias", que nada mais é do uma conta-corrente que os bancos têm junto ao Banco Central.

    4) Ato contínuo, a quantidade de dinheiro nas reservas bancárias cai.

    5) Essa queda nas reservas bancárias pressiona a SELIC para cima (a SELIC nada mais é do que a taxa de juros que os bancos cobram entre si para fazer empréstimos no mercado interbancário).

    6) Como o Banco Central trabalha com uma meta estipulada para a SELIC -- o que significa que ele não pode deixar que ela saia da meta --, ele tem de injetar dinheiro no mercado interbancário para impedir que a SELIC suba.

    7) Ou seja, no cômputo final, houve criação de dinheiro. Dinheiro que estava nas reservas bancárias entrou na economia, e essa redução nas reservas bancárias foi contrabalançada por novas injeções de dinheiro criado do nada pelo Banco Central.

    Obrigado pelas palavras e forte abraço!
  • Parmênides  18/07/2016 17:44
    Fugindo um pouco do assunto: A expansão da quantidade de dinheiro na economia foi o que causou toda essa carestia, ok. Mas e o contrário, porque a contração violenta da base monetária no plano Collor não exitou em acabar com o aumento de preços? E ele ainda promoveu um ajuste fiscal, liberou as importações, expôs o nosso empresariado protecionista à concorrência, etc.

    Agradeço de antemão.
  • Leandro  18/07/2016 18:57
    Porque não houve contração monetária nenhuma. O M1 continuou disparando normalmente. Pode conferir neste gráfico do próprio Banco Central:

    postimg.org/image/3v0mptgq9/

    Olhando para o gráfico acima, diga-me: por que deveria ter havido alguma deflação de preços durante o governo Collor?
  • igor  19/07/2016 01:59
    Mais duvidas...
    Se a moeda é inflacionada, o câmbio automaticamente desvaloriza? Pode haver desvalorização cambial sem inflação?

    Obrigado desde já.
  • Leandro  19/07/2016 11:54
    "Se a moeda é inflacionada, o câmbio automaticamente desvaloriza?"

    Tudo o mais constante, sim. Mas se todos os outros países também estiverem inflacionando, então todas as moedas se desvalorizam simultaneamente. Consequentemente, as taxas de câmbio podem se alterar muito pouco umas em relação às outras.

    "Pode haver desvalorização cambial sem inflação?"

    Desconheço qualquer caso.
  • anônimo  20/07/2016 04:38
    sensacional leandro,

    uma pergunta, quando diz que

    ''Já quando a quantidade de dinheiro está diminuindo, isso significa que as empresas estão retirando dinheiro da conta-corrente e aplicando em outras modalidades, como CDB, fundos de investimento e títulos do Tesouro, para se aproveitar dos juros. Ou seja, não estão dispostas a investir na economia. Como efeito colateral, a arrecadação dos governos cai.''

    se esse dinheiro que esta saindo das contas correntes esta comprando título do tesouro, porque a arrecadação do governo cai?

    obrigado
  • Leandro  20/07/2016 11:28
    "se esse dinheiro que esta saindo das contas correntes esta comprando título do tesouro, porque a arrecadação do governo cai?"

    A "arrecadação" do governo envolve apenas receitas de impostos, taxas e contribuições. Dinheiro que o governo consegue via endividamento não é considerado arrecadação, mas sim empréstimo.

    Se o dinheiro que o governo consegue via endividamento fosse considerado arrecadação, então, por definição, o governo jamais incorreria em déficit orçamentário.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Helvetio  20/07/2016 13:19
    Olá, Leandro,

    Parabéns pelos excelentes artigos! Aprendo muito com eles e com seus comentários aqui.

    Meu entendimento 'clássico' é que quanto mais poupança, mais investimentos são possíveis, pois o dinheiro pro investimento vem da poupança. Mas como o dinheiro é 'criado do nada' (li o paper do Bank of England q você recomendou), investimentos podem ser feitos mesmo que não haja poupança.

    Por esse artigo entendo que o problema de não haver poupança e ainda assim haver crédito pra investimento é que a inflação. Está correto isso?

    Obrigado e abraços!
  • Erick  20/07/2016 17:56
    Excelente artigo, interessante, didático, educativo, detalhado! Pra petralha nenhum por defeito (hahahahaaha)
  • anônimo  26/07/2016 04:22
    A muito tempo atrás eu vi um artigo seu, Leandro, que explica porque as políticas do FED não geram hiperinflação(só uma inflaçaozinha),mas não estou estou conseguindo achar o referido artigo.
    Alguém poderia me passar o link?
  • Leandro  26/07/2016 11:46
  • anônimo  26/07/2016 18:15
    Obrigado
  • Douglas  30/07/2016 02:01
    g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos/v/oferta-de-imoveis-esta-garantida-para-os-proximos-14-meses-mas-precos-devem-subir/5180850/

    Alguém poderia me ajudar? Isso realmente vai acontecer? E qual a real causa?
  • Leandro  30/07/2016 14:12
    A análise da Mara está correta.

    Vale mencionar que, como narrado praticamente em tempo real neste site (ver aqui, aqui aqui, e aqui), a bolha imobiliária começou a se formar no final de 2004, acelerou-se fortemente em 2010 e chegou ao ápice em 2012, quando então começou a desinflar.

    Hoje, há vários prédios construídos mas sem moradores. É um bom momento para quem quer comprar.

    Quanto à previsão de que os preços irão subir quando os juros caírem e quando os bancos estatais voltarem a liberar financiamento barato, tal previsão em si é correta. Mas, por enquanto, os bancos estão liberando apenas para clientes de alta renda, um mercado em que raramente há crise forte.
  • anônimo  02/08/2016 12:54
    e "quando os juros caírem e quando os bancos estatais voltarem a liberar financiamento barato" a bolha volta ou simplesmente continua?
    Acredito q o preços estão altos ainda e não esntendo como tem gente dispota a pagá-los.
  • Leonardo Dutra  02/08/2016 00:27
    Como de costume, artigo excelente, Leandro.
  • Leandro  02/08/2016 01:01
    Obrigado, companheiro Leonardo. Abraços.
  • Emerson Luis  04/09/2016 23:49

    E assim o petismo tirou dinheiro dos pobres e deu aos super-ricos.

    Não se cria prosperidade duradoura através de endividamento.

    Infelizmente, grande parte da população não aprendeu bem a verdadeira lição.

    Muitos pensam que a crise começou em 2015, de repente.

    * * *
  • Emerson Luis  05/09/2016 16:08

    E assim o petismo tirou dinheiro dos pobres e deu aos super-ricos.

    Não se cria prosperidade duradoura através de endividamento.

    Infelizmente, grande parte da população não aprendeu bem a verdadeira lição.

    Muitos pensam que a crise começou em 2015, de repente.

    * * *
  • Gold Currency  06/09/2016 17:25
    Estava visualizando algumas páginas de economia no Facebook e me deparei com os seguintes comentários que me trouxeram algumas dúvidas:

    "PT= MV ou PY=MV. Dinheiro não tem valor intrínseco, não é produto, é dívida de quem emite, é ativo de quem o detém. Não a toa o dinheiro é "fiduciário" na economia moderna. Quem mais cria dinheiro são os bancos, não o governo (Banco Central). O dinheiro só passa a representar poder de compra quando é socialmente aceito e tem a chancela do Banco Central. O preço de qualquer coisa se dá pela relação de oferta e demanda. Por mais que se crie dinheiro, sempre tem alguém que está interessado em ter mais dinheiro [a não ser os que fizeram voto de pobreza e os que rejeitam a instituição da propriedade privada, seja para comprar coisas, seja para acumular, o mesmo não se pode dizer dos produtos. Diferente das mercadorias que dão saciedade na medida do consumo, as pessoas aparentemente sempre querem ter mais dinheiro, sempre querem acumular poder de compra, mesmo sem definição clara de quando vão utilizá-lo e se realmente o ativo que escolheram vai ser capaz de garantir esse poder de compra. Os bancos são responsáveis por mais de 95% dos meios de pagamento (M0=moeda manual+moeda escritural), eles a criam a partir das operações de empréstimo (oferta e demanda por poder de compra, moeda, crédito). Mesmo com inflação acelerada e deterioração do poder de compra ainda se aceita dinheiro, pois ele é central na economia com avançada divisão do trabalho. Agora, a inflação é problema da emissão ou é problema da oferta e demanda pelo produto? A hiperinflação alemã e austríaca, por exemplo, foram causadas pela emissão excessiva de moeda ou por conta da destruição e retração abrupta da capacidade produtiva e comercial provocadas pela guerra e pelas reparações de guerra? Para quem conhece a história do entre-guerras, vai lembrar que o desemprego era elevado, indicando uma economia muito abaixo do seu potencial produtivo, portanto, com oferta deprimida para atender a toda uma população. Toda guerra presenciou o "lucro de guerra", justamente a elevação abrupta de preços por parte do vendedor que explorava a seu favor o constrangimento das pessoas em tempos de dificuldade e que não poderiam adiar a sua demanda. O vídeo está defasado para o século XXI. Interessante é que ele seria muito compatível com os adeptos da teoria do valor objetivo [valor intrínseco] ou que consideram a moeda como uma mercadoria na teoria do valor subjetivo [utilidade marginal decrescente]."

    "Então, demanda é Consumo e Investimento, não apenas Consumo. Sendo assim, "causou grande demanda" significa que causou impactos na "oferta" e na "demanda", tendo em vista que a demanda de investimento modifica a estrutura da oferta (capacidade/eficiência). Sem entrar nos pormenores, a sua resposta já é suficiente para colocar em dúvida a conexão direta entre preços e moeda, pois fica explicito que tem que se observar o que ocorre com a estrutura da oferta (produção) e com a estrutura da demanda (C, I e gastos de guerra). Evidentemente, ao se supor que a oferta é incapaz de variar, qualquer criação a mais de poder de compra pode gerar inflação, mas apenas se e somente se ela for colocada em circulação para adquirir o produto e não ativos financeiros. Se não for, teremos apenas o que temos visto na Europa: o quantitative easing. O Banco Central fica injetando poder de compra nos bancos, a partir de operações de open market, e os bancos pegam o dinheiro e colocam no mercado financeiro, não afetando a demanda pelo produto (preservando a estagnação do produto e a ameaça de deflação. A equação PT=MV está sempre correta, pois é uma identidade contábil. Apenas em um caso especial, a emissão será a causa de inflação. Agora, o ônus de prova é de quem supõe que este caso especial é o caso que se verifica com frequência (ou alguma vez) na realidade."

    O que a equipe do IMB pode dizer sobre essas afirmações?
  • Leandro  06/09/2016 18:53
    "Quem mais cria dinheiro são os bancos, não o governo (Banco Central)."

    Correto em termos. Mas há dois detalhes de extrema importância:

    1) Quem dá sustento ao processo de criação monetária desmedida é o Banco Central, que não apenas injeta continuamente dinheiro eletrônico (criado do nada) nas reservas bancárias, como também garante prover os bancos com reservas a qualquer sinal de problemas, impedindo-os de quebrar e garantindo tranquilidade no processo de expansão do crédito.

    2) O maior tomador de empréstimo é o governo, que seguidamente incorre em déficits orçamentais. Quem empresta dinheiro para o governo são os dealers primários (Bradesco, Citibank, Banco Do Brasil, Itaú, Banco Safra, Santander, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Credit Suisse, Goldman Sachs. E as corretoras XP Investimentos e Renascença DTVM).

    À exceção das duas corretoras, os bancos emprestam para o governo criando dinheiro do nada.

    (Na prática, os bancos utilizam as reservas bancárias -- o dinheiro que os bancos têm depositado junto ao BC -- para comprar os títulos do Tesouro, as quais caem em decorrência dessa compra. E como o BC trabalha com uma meta para a SELIC, e como a SELIC é a taxa de juros no mercado interbancário, tão logo essas reservas diminuem, a SELIC sobe. Para evitar essa subida, o BC injeta dinheiro no interbancário, comprando outros títulos em posse dos bancos. No final, as reservas bancárias ficam na mesma, mas a quantidade de dinheiro na economia aumentará tão logo o governo gaste esse dinheiro que arrecadou dos bancos.)

    Em última instância, o limite da expansão do crédito é determinado por quanto o Banco Central está disposto a continuar expandindo o crédito. Se o BC estipular que não mais irá injetar dinheiro no mercado interbancário, a capacidade dos bancos de expandir o crédito ficará severamente limitada.

    Dito isso, fica claro que o autor do comentário acima ignorou toda essa produção de dinheiro gerada pelos déficits governamentais. Ao passo que realmente há um argumento de que empresas pedirem empréstimos para investir não necessariamente gera aumento de preços (eu pessoalmente discordo, mas isso é o de menos), o fato é que a demanda do governo por mais empréstimos apenas para manter seus gastos correntes é totalmente inflacionária.

    As empresas pegam empréstimos para investir e aumentar a sua produção (logo, aumentando a oferta de bens e serviços); já o governo pega empréstimos para pagar políticos e funcionários públicos, criar novos ministérios e secretarias, dar subsídios, aumentar a burocracia, criar cargos comissionados e criar novas agências reguladoras. Nada disso aumenta a produtividade da economia e a oferta de bens e serviços. Muito pelo contrário.

    Somente no Brasil, os déficits do governo federal, desde julho de 1994, já jogaram mais de R$ 4 trilhões de reais na economia. Boa sorte para quem quiser provar que isso não gera aumento de preços.

    A desconsideração disso é o grande erro do comentário acima.
  • Gold Currency  06/09/2016 19:58
    Obrigado pela resposta Leandro!

    Detalhe: o ser que proferiu essas afirmações é prole da UNICAMP.
  • Intruso  06/09/2016 20:28
    Eu juro que não entendo quem argumenta que, mesmo no longo prazo, aumento da oferta monetária nada tem a ver com o aumento dos preços.

    Tipo assim, num cenário hipotético em que a oferta monetária fosse congelada, essas pessoas ainda assim acreditam que os preços continuariam aumentando normalmente?

    Veja o caso do Brasil: todo este aumento absurdo de preços (450% em 22 anos) teria ocorrido caso a quantidade de dinheiro hoje fosse rigorosamente a mesma de julho de 1994?

    Como essa alta de preços se sustentaria sem a expansão da oferta monetária (veja o gráfico do crescimento do M4)?
  • Gold Currency  06/09/2016 20:40
    Isso faz algum sentido Leandro?

    "...Agora, a inflação é problema da emissão ou é problema da oferta e demanda pelo produto? A hiperinflação alemã e austríaca, por exemplo, foram causadas pela emissão excessiva de moeda ou por conta da destruição e retração abrupta da capacidade produtiva e comercial provocadas pela guerra e pelas reparações de guerra? Para quem conhece a história do entre-guerras, vai lembrar que o desemprego era elevado, indicando uma economia muito abaixo do seu potencial produtivo, portanto, com oferta deprimida para atender a toda uma população. Toda guerra presenciou o "lucro de guerra", justamente a elevação abrupta de preços por parte do vendedor que explorava a seu favor o constrangimento das pessoas em tempos de dificuldade e que não poderiam adiar a sua demanda. O vídeo está defasado para o século XXI. Interessante é que ele seria muito compatível com os adeptos da teoria do valor objetivo [valor intrínseco] ou que consideram a moeda como uma mercadoria na teoria do valor subjetivo [utilidade marginal decrescente]."
  • Leandro  06/09/2016 22:26
    Ele disse que os preços subiram trilhões por cento em alguns meses só porque os vendedores "exploravam a seu favor o constrangimento das pessoas em tempos de dificuldade e que não poderiam adiar a sua demanda".

    Essa teoria dele é realmente séria ou ele incorporou Machado de Assis e escreveu com a pena da galhofa? Preços dispararam trilhões por cento só porque vendedores malvados "queriam constranger" compradores?

    Há diversões que só a Unicamp é capaz de fornecer.

    Quer uma explicação para a hiperinflação alemã?

    Leia esses dois livros:

    Esse primeiro mostra com dados que a produção industrial alemã se manteve intensa durante toda a hiperinflação, de modo que não houve nenhum substancial problema de oferta que causasse um aumento de trilhões por cento nos preços em poucos meses.

    Exchange, Prices, and Production in Hyper-Inflation: Germany 1920-1923

    Já este faz uma narrativa detalhada, como se fosse um romance, de como as coisas foram evoluindo:

    When Money Dies

    Ou então, você pode vir aqui:

    A hiperinflação alemã, 1914-1923

    Há 90 anos: o fim da hiperinflação na Alemanha

    O que foi dito acima faz tanto sentido quanto o português do cidadão, que disse que "a hiperinflação alemã e austríaca [...] foram causadas"...
  • Fernando  30/10/2016 20:36
    Primeiramente gostaria de parabenizá-los pelo excelente artigo! Perdoem minha ignorância, mas eu gostaria de esclarecer uma dúvida quanto a liberação de crédito: Por que os bancos privados desaceleram sua expansão em momentos de crise? Isso ocorre pois as entidades (pessoas físicas e jurídicas) que adquiriram empréstimos não são capazes de sanar suas dívidas, mesmo a baixos juros?
    Obrigado pela atenção!
  • Josue Reis  08/11/2016 11:14
    Bom dia, meus caros! Já que o artigo fala sobre os ciclos econômicos, alguém já leu essa crítica sobre os tais?: https://conhecimentoeconomico.wordpress.com/2016/06/01/as-falhas-da-escola-austriaca-parte-1-os-ciclos-economicos/#comments
  • Rogerio Guahy  08/11/2016 21:55
    Qual o exato emprego do credito direcionado?
  • Taxidermista  30/11/2016 16:35
    Caro Leandro Roque:

    olhe q interessante: essa obra (com viés austríaco, segundo o próprio autor) desenvolve uma tese na linha da apontada "estatização do crédito" ("In it, author William Baker sees this socialism embodied in two things. The first is the socialization of income, the second is the socialization of credit"):

    www.wiley.com/WileyCDA/WileyTitle/productCd-047047615X.html


    Abraço fraterno e parabéns pelo trabalho.
  • Antônio Gonçalves  21/02/2017 01:06
    O estado rouba dos pobres via inflação e dá para os ricos que detêm a maior parte dos títulos públicos, cargos públicos, esquemas, bolsa empresário do BNDES, monopólios concedidos por agências reguladoras, isenção fiscal para os amigos do rei, etc.
  • Júlio César   21/02/2017 02:10
    Ótimo artigo! E no geral, a teoria é perfeita pra explicar as causas da crise nas finanças brasileira e dos estados.

    Mas faltou alguns outros detalhes importantes que também colaboraram para chegarmos a essa situação. Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal.

    Outra coisa também, que complementa o artigo, é que a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar (o que antes era limitado pelos acordos de refinanciamento de cada um, que foram feitos depois da crise de 97). Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D.

    Ou seja, como representante da ignorância dos gestores estaduais, que também não são santos nessa história, poderiam ter incluído pelo menos o ex-ministro na foto do artigo.
  • Leandro  21/02/2017 02:31
    "Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

    Na verdade, isso foi abordado no artigo.

    O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

    Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

    Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

    O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

    Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

    "a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

    Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

    Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

    Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

    Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

    No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Júlio César  21/02/2017 15:55
    Exato.

    Mas deveria ser no mínimo óbvio, para não dizer gritante, que essa expansão do crédito via endividamento não iria se sustentar (infinitamente). Lógica simples, não precisa nem de teoria ou conhecimento das leis econômicas. Mas esse pessoal toma conhecimento justamente das teorias mais equivocadas. Incrível!
  • marcelo lanzara  04/08/2017 13:59
    A verdade é que TODOS os economistas, até os menos estudiosos, sabiam das consequências futuras das ações feitas em 2008/9.
    Tudo isso foi feito como um projeto de poder para enriquecer as empresas parceiras do PT e afins, sendo assim, as propinas cresceriam absurdamente, como ocorreu, financiando esse projeto de poder.
    Só não esperavam durar tão pouco tempo (para eles, para nós que sofremos as consequências...)
    Nada ocorre por acaso, guerras, crises financeiras, etc. Tudo tem um propósito por trás!
    Alguém aqui compraria ou fabricaria um produto para (re)vendê-lo que não o quisesse para si? Óbvio que não... pois é, vai dizer que os economistas do Governo não sabiam as consequências? Me poupem!
  • Gabriel Spini  08/08/2017 18:55
    Uma dúvida....Alguém poderia me esclarecer com o aumento da disponibilidade de credito artificialmente criado pelo governo provoca o aumento do salario nominal das pessoas e consequentemente o aumento de consumo por elas?
  • Fabrício   08/08/2017 19:24
    Aumentando a quantidade de dinheiro na economia.


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