Três consequências da desvalorização da moeda - que muitos economistas se recusam a aceitar
por , quarta-feira, 23 de setembro de 2015

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RN-Dolar4x1-0000-5-850x544.jpgUma política de câmbio flutuante funciona bem para países já desenvolvidos e que possuem governos normais.  Nesse arranjo, as flutuações cambiais ocorrem dentro de uma normalidade previsível, e normalmente não causam sustos nem instabilidade.  Quando o país é sério, a moeda flutua no sentido da apreciação, melhorando ainda mais o poder de compra e a qualidade de vida da população (vide o recente caso da valorização do franco suíço).

Já em países ainda em desenvolvimento, dotados de governos bagunçados e políticos insensatos, o câmbio não flutua; ele afunda.  E junto com ele vai o padrão de vida da população.

O Brasil está hoje vivenciando as consequências de ter um câmbio flutuante dentro de um contexto político extremamente instável.

A seguir — em uma compilação de tudo o que já foi publicado por este site sobre o assunto —, as três consequências diretas, e nefastas, geradas por uma moeda que está em contínua desvalorização.

1. Aumento dos preços

Essa é a consequência mais imediata e mais visível.

Uma moeda fraca, longe de afetar exclusivamente os preços dos importados, afeta também todos os preços internos, inclusive dos bens produzidos nacionalmente.  Isso é óbvio: se a moeda está enfraquecendo, isso significa, por definição, que passa a ser necessário ter uma maior quantidade de moeda para adquirir o mesmo bem. 

Essa é a definição precípua de moeda fraca: é necessária uma maior quantidade de moeda para se adquirir o mesmo bem que antes podia ser adquirido com uma menor quantidade de moeda.

Não tem escapatória: moeda fraca, carestia alta. Sem exceção.

No Brasil, o esfacelamento do real perante todas as moedas do mundo — e ainda mais intensamente perante o dólar — está gerando aumento de preços em todas as áreas da economia.

Não são apenas os preços dos produtos importados e das viagens internacionais que ficam mais caros.  Bens produzidos nacionalmente também encarecem, pois as indústrias produtoras certamente utilizam insumos importados ou, no mínimo, peças importadas.

Uma simples firma que utiliza computadores e precisa continuamente de comprar peças de reposição vivenciará um grande aumento de custos.

Pior ainda: os preços dos alimentos são diretamente afetados pela desvalorização da moeda.

Com a desvalorização do real no mercado internacional, a aquisição de milho, café, soja, açúcar, laranja e carne do Brasil ficou muito mais barata para os americanos e estrangeiros em geral. 

Consequentemente, os produtores brasileiros dessas commodities passaram a vendê-las em maior quantidade para o mercado externo, gerando uma diminuição da sua oferta no mercado interno e um aumento dos seus preços. 

Fartura para os estrangeiros, carestia para nós.

Os preços da carne bovina, por exemplo, que foram até motivo de debate na campanha eleitoral, seguem crescendo.  E, nesse caso, a desvalorização do câmbio tem um efeito duplo: de um lado, ela aumenta as exportações do produto e reduz a oferta interna; de outro, ela encarece o preço da soja (a soja é uma commodity precificada em dólar.  Se o real se desvaloriza perante o dólar, o preço da soja em reais aumenta).  E, dado que o farelo de soja é utilizado como ração para bovinos, o encarecimento da soja encarece todo o processo de produção.  (Apenas neste ano, a tonelada do farelo de soja subiu de R$ 1.070 para R$ 1.350)

Consequentemente, os preços da carne são pressionados tanto pela diminuição da oferta quanto pelo encarecimento da produção.  Por trás de tudo, está o câmbio.

Mas piora.  Como dito, a desvalorização cambial é um fenômeno que gera carestia generalizada em praticamente todos os bens e serviços do mercado interno, pois ela gera um efeito em cascata. 

A desvalorização cambial também encarece os remédios (85% da química fina é importada), o pão (o trigo é uma commodity precificada em dólar; se o dólar encarece, o trigo encarece), os preços das passagens aéreas (querosene é petróleo, e petróleo é cotado em dólar), das passagens de ônibus (diesel também é petróleo), todos os importados básicos (de eletroeletrônicos e utensílios domésticos a roupas e mobiliários) e até mesmos os preços dos aluguéis e das tarifas de energia elétrica (ambos são reajustados pelo IGP-M, índice esse que mensura commodities e matérias-primas, ambas sensíveis ao dólar). 

E o aumento do aluguel e o encarecimento da eletricidade, por sua vez, afetam os custos de todos os estabelecimentos comerciais, os quais terão de elevar os preços de seus produtos e serviços (o cabeleireiro e a manicure cobrarão mais caro, assim como o dentista e a oficina mecânica). 

E todos esses aumentos generalizados farão com que os autônomos que atuam no setor de serviços — o eletricista e o encanador comem pão e carne, cortam cabelo, pagam conta de luz e levam seus carros para consertar — também tenham de aumentar seus preços.

Ou seja, não há escapatória: uma desvalorização cambial mexe com toda a estrutura de preços da economia.

2. Desestímulo aos investimentos

Além de ser o meio de troca, a moeda é a unidade de conta que permite o cálculo de custos de todos os empreendimentos e investimentos.  Se essa unidade de conta é instável — isto é, se seu poder de compra cai contínua e rapidamente, principalmente em termos das outras moedas estrangeiras —, não há incentivos para se fazer investimentos.

Quando investidores investem — principalmente os estrangeiros —, eles estão, na prática, comprando um fluxo de renda futura.  Para que investidores (nacionais ou estrangeiros) invistam capital em atividades produtivas, eles têm de ter um mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno que valha alguma coisa.

Mas se a unidade de conta é diariamente distorcida e desvalorizada, se sua definição é flutuante, há apenas caos e incerteza.  Se um investidor não faz a menor ideia de qual será a definição da unidade de conta no futuro (sabendo apenas que seu poder de compra certamente será bem menor), o mínimo que ele irá exigir serão retornos altos em um curto espaço de tempo.

Veja o caso do Brasil.

Em agosto de 2014, um dólar custava aproximadamente R$ 2,20.  Naquela época, um investidor estrangeiro que houvesse trazido US$ 100 para cá, converteria para R$ 220.

Hoje, com o dólar a quase R$ 4,10, se esses R$ 220 fossem reconvertidos em dólares, o investidor estrangeiro teria apenas US$ 53.

Isso significa que, para que ele obtivesse algum ganho real com seu investimento — por exemplo, para que ele pudesse voltar pra casa com pelo menos US$ 101 —, sua taxa de retorno teria de ser de aproximadamente 88% (os R$ 220 teriam que se transformar em R$ 414) em um ano.

Há algum investimento que gera um retorno de 88% em um ano? 

Essa é a encrenca.  País de moeda instável é prejuízo certo para o investidor estrangeiro. A taxa de retorno teria de ser altíssima para que ele se arriscasse a vir para cá.

No que mais, e como já dito, moeda se desvalorizando implica que a população está perdendo poder de compra.  Por que seria racional investir em um país cuja população está perdendo poder de compra?

Para países em desenvolvimento, que precisam de investimentos estrangeiros, essa questão da estabilidade da moeda é crucial. 

E há outro fator: uma moeda estável cria as condições necessárias para a transferência de conhecimento.  O conhecimento acompanha o investimento: o capital estrangeiro vem acompanhado de conhecimento estrangeiro.

Se um país desvaloriza continuamente sua moeda, ele está mandando um sinal claro aos investidores estrangeiros: "mantenham sua riqueza financeira e intelectual longe daqui; caso contrário, você irá perdê-la sempre que for remeter seus lucros".

O máximo a que um país de moeda fraca pode aspirar é utilizar para fins de curto prazo o capital puramente especulativo (o chamado "hot money") que entra no país à procura de ganhos rápidos com arbitragem.  Adicionalmente, os melhores cérebros do país abandonarão as profissões voltadas para o setor tecnológico e irão se concentrar no mercado financeiro, especialmente no setor de hedge. 

Já um país de moeda forte e estável envia um sinal bem diferente ao mundo: "tragam seu dinheiro; mandem para cá seus especialistas; construam suas fábricas aqui; ensinem a nós tudo o que vocês sabem; e riqueza que vocês criarem aqui voltará para vocês multiplicada e em uma moeda que mantém seu valor".

E é exatamente por isso que uma moeda forte e estável é indispensável para o crescimento econômico.  Quando a moeda é estável, investidores têm mais incentivos para se arriscar e financiar ideias novas e ousadas; eles têm mais disponibilidade para financiar a criação de uma riqueza que ainda não existe.  O investimento em tecnologia é maior.  O investimento em soluções ousadas para a saúde é maior.  O investimento em infraestrutura é maior.  O investimento em ideias para o bem-estar de todos é maior. 

Já quando a moeda é instável — ou passa por períodos de forte desvalorização —, os investidores preferem se refugiar em investimentos tradicionais e mais seguros, como títulos do governo.  Não há segurança para investimentos de longo prazo, que são os que mais criam riqueza.

É exatamente por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, (alta inflação de preços), são raros os investimentos vultosos de longo prazo.  É por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, os juros são altos.  É por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, os bens produzidos são de baixa qualidade.  É por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, as pessoas são mais pobres. 

Uma moeda instável desestimula investimentos produtivos.  E, consequentemente, age contra o crescimento econômico. 

Uma moeda forte e estável é indispensável para atrair o capital estrangeiro e, com isso, gerar crescimento econômico.

O gráfico abaixo mostra o histórico da taxa de câmbio do real em relação ao dólar (linha vermelha), ao euro (linha azul), ao franco suíço (linha amarela), e à libra esterlina (linha verde).

taxasdecambio.png

Observe que, no período 2004-2010, foi um grande negócio para os investidores estrangeiros investir no Brasil (a taxa de câmbio em contínua apreciação gerava ganhos reais enormes para seus investimentos). 

Já a partir de 2012, e intensificando a partir de 2014, a chance de eles perderem dinheiro — mesmo tendo bons retornos em reais — se tornou crescente.

E aqui, o gráfico da evolução do preço de 1 grama de ouro em reais.

ouro.png

Veja que estabilidade...

3. Desindustrialização

Segundo os economistas desenvolvimentistas, a desvalorização do câmbio é o segredo para impulsionar a indústria e o setor exportador brasileiro.  

Ao se desvalorizar o câmbio, dizem eles, as exportações são estimuladas e, liderada por um aumento nas exportações, a indústria volta a produzir e, por conseguinte, toda a economia volta a crescer.

O primeiro grande problema é que, no mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores.  Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo.  Uma mineradora e uma siderúrgica têm de utilizar maquinário de ponta para fazer seus serviços.  E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição.  O mesmo vale para a indústria automotiva, que adicionalmente será prejudicada pela redução da oferta de aço no mercado interno (dado que agora mais aço está sendo exportado). 

Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

Aliás, não deveria causar nenhuma surpresa o fato de a própria indústria automobilística ter vindo a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a produção, como também está gerando incertezas para o setor.

Vale lembrar, adicionalmente, que a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou.  A desindustrialização está ocorrendo é justamente agora, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas protecionistas da história do real

E a causa não é apenas o aumento dos custos de produção gerado pela desvalorização da moeda.  Há também outro fator.

Como explicado no item 1, a desvalorização cambial faz com que haja um aumento generalizado dos preços.  Consequentemente, a renda real das pessoas diminui.  Com a renda em queda, as pessoas consomem menos.  Consequentemente, as vendas do comércio diminuem e os estoques se acumulam.

Ato contínuo, a primeira medida dos comerciantes será a de diminuir a encomenda de novos estoques.  Se há geladeiras, fogões, televisões e móveis se acumulando nos armazéns das lojas, então a encomenda de novos estoques será suspensa.

Logo, os fornecedores — o setor atacadista — reduzirão suas encomendas para as indústrias.  E as indústrias, por sua vez, reduzirão sua produção. 

Ou seja, uma desvalorização cambial impactou diretamente aquele setor que, segundo os economistas desenvolvimentistas, mais seria beneficiado por ela.

Os três gráficos a seguir, do IBGE, mostram a evolução do emprego na indústria brasileira em três momentos recentes da economia.

Nesse primeiro gráfico, de janeiro de 2006 a dezembro de 2008, época de forte crescimento da economia, o emprego no setor industrial cresce continuamente (até a crise mundial do final de 2008).

ind1.png
 

Nesse segundo gráfico, que vai de janeiro de 2009 a dezembro de 2011, há uma contração no ano de 2009, prontamente superada pelo forte crescimento de 2010.  Em 2011, o emprego na indústria se mantém estável.

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Finalmente, neste terceiro gráfico, de janeiro de 2012 a junho de 2015, o emprego na indústria encolhe continuamente.

industria.png

Observe que, exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (de 2005 a 2008, 2010 a 2011), que a indústria fica mais forte.  E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que a indústria encolhe.

E o motivo é óbvio: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra.  Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão.  E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui. 

E isso afeta todo o setor industrial e atacadista, como explicado no exemplo acima.

Não é à toa que a confiança do empresariado chegou ao menor nível da série histórica:

brazil-business-confidence.png

A relação entre câmbio apreciado e indústria forte é tão óbvia e direta, que é espantoso que ainda haja pessoas que acreditam que uma desvalorização cambial "ajuda a indústria". 

A crença, sem nenhuma lógica, é a de que uma moeda desvalorizada, sem poder de compra, irá estimular as pessoas a produzir mais e melhor, e a investir com mais sapiência. 

"Destrua a moeda, e surgirão uma Apple, uma Microsoft e uma Google", parece ser o lema deles. 

Até mesmo o argumento de que o câmbio desvalorizado estimula as exportações não se sustenta.  Se os exportadores de um país têm de recorrer continuamente ao mercado internacional para comprar maquinários e peças de reposição, e se os maquinários e as peças de reposição são demandados globalmente pelos exportadores de todos os outros países, então aqueles que tiverem uma moeda forte estarão em grande vantagem, pois poderão comprar tudo mais barato. Seu custo de produção será menor. Isso ajuda a explicar por que os produtos suíços — cuja moeda se valoriza continuamente desde 1971 — são de alta qualidade.

É por isso que uma taxa de câmbio valorizada ajuda as indústrias mais competentes.  Uma moeda forte permite que as indústrias comprem bens de capital, máquinas e equipamentos de qualidade a preços baixos.  Isso as deixa mais produtivas, aumenta a qualidade dos seus produtos, e faz com que eles sejam mais demandados lá fora.

(Nos primeiros anos do Plano Real, a moeda era muito mais forte do que é hoje, e não houve nenhuma desindustrialização; ao contrário, houve modernização do parque industrial).

Nenhum país que tem moeda fraca e inflação alta produz bens de qualidade que sejam altamente demandados pelo comércio mundial.  Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e moeda forte.  Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc.

Se moeda forte fosse empecilho para a indústria, todos esses países seriam hoje terra arrasada.  No entanto, são nações fortemente exportadoras.  Moeda forte e muita exportação.

Conclusão

Dado que o dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica, a saúde da moeda irá determinar a saúde de toda a economia.  Se a moeda é instável, a economia também se torna instável. 

Não há como uma economia se fortalecer se a sua moeda está enfraquecendo.

Essa destruição do poder de compra da nossa moeda tem de acabar.  A carestia que estamos vivenciando hoje não será resolvida enquanto o real não voltar a se fortalecer.  É impossível ter uma carestia minimamente tolerável se a sua moeda é gerenciada por incompetentes.

Moeda desvalorizada não apenas não traz pujança a um país, como ainda é sinal de debilidade econômica e de empobrecimento.  Ninguém fica rico utilizando uma moeda que compra cada vez menos.  Isso é tão óbvio, que aparentemente é necessário ter doutorado em economia para ser capaz de não entender.

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Autores:

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.

Frank Hollenbeck é economista e leciona na Universidade Internacional de Genebra.




215 comentários
215 comentários
cmr 27/08/2015 14:38:36

Guido "Manteiga" rançosa de terceira qualidade que o diga.
Tudo sempre esteve sob controle, só que não...

Responder
Juliano Wagner 27/08/2015 14:52:25

Farinha de peixe, farinha de carne, farinha de osso e premix proteico estão disparando. Usinas exportando.
Alimentos aqui vão subir mais. Tic-tac

Responder
Lopes 27/08/2015 14:56:01

Excelente artigo, mas carrega nele uma tristeza implícita. Justamente por abordar casos práticos durante toda sua extensão, é prova cabal da desconexão dos economistas desenvolvimentistas com sua própria tese (que já é um dogma - uma religião que cultua a miséria) e, ao mesmo tempo, é quase comprovação do caso de Planck, na qual uma ideia ruim não termina por ser refutada, mas sim porque seus proponentes morreram e outra geração, familiarizada com a correção, surgiu.

Apesar da lástima que senti, muito obrigado por trazê-lo, Leandro.

Responder
Cassim 23/09/2015 15:33:47

O governo promete um déficit em 2016 e há protestos contra medidas fiscais?

ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-09-23/sem-teto-e-servidores-se-unem-para-parar-o-brasil-em-ato-em-9-capitais.html

Em que dimensão vivem os servidores públicos e os felizardos dependentes do governo federal?

Responder
Felipe 27/08/2015 14:57:22

Muito bom!

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Delfino Margarina Keynesson Krugmaneta 27/08/2015 15:00:54

Mentira. Estes efeitos apontados no artigo só surgiram pois a moeda não foi desvalorizada o suficiente.

Responder
Opinador 27/08/2015 17:51:00

Isso só pode ser zueira. Pelo Nick Margarina dá pra ver que é zueira...rs

Responder
Jorginic 23/09/2015 17:53:18

Claro que foi uma trollada, e na verdade o "Margarina" foi a parte menos sugestiva do comentário. Houve uma nítida alusão a Delfim Netto, J.M. Keynes e Paul Krugman.

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Mr Citan 27/08/2015 20:43:15

A mão da impressora chega a tremer. :-D

Responder
Vinicius Zucareli 27/08/2015 21:29:03

Não fosse o nick seria indistinguível da fala corrente em QUALQUER grande jornal ou revista consultando seus especialistas.

Responder
Matheus 27/08/2015 15:08:17

Leandro, tem algum artigo que fale sobre os tipos de câmbio existentes e a visão da escola austríaca sobre eles?

Ao ler a crítica sobre o câmbio flutuante fiquei pensando qual opção seria melhor. Mas não sei.

Responder
Leandro 27/08/2015 15:19:52

Um sistema de câmbio flutuante é, por definição, um sistema de "quase-escambo". Taxas de câmbio flutuantes introduzem incertezas indesejadas nos mercados internacionais, obstruindo o livre comércio, principalmente os investimentos. O investidor torna-se muito mais um especulador do que propriamente um investidor.

Taxas de câmbio flutuantes são aceitas por economistas simplesmente porque estes têm em mente apenas o conceito de 'nação'. Entretanto, embora 'nação' seja uma importante unidade política, ela não é uma unidade econômica. Imagine se houvesse uma taxa de câmbio flexível entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro? Ou entre Bahia e Santa Catarina? Isso seria um incentivo ao livre comércio entre os estados ou uma barreira?

Se os estados adotassem câmbios flexíveis entre si, os efeitos seriam desastrosos para o comércio, com cada estado fazendo guerra cambial e impondo várias tarifas protecionistas. Ainda bem que não é assim.

Não faz sentido -- a menos para protecionistas inveterados, é claro -- defender câmbio flutuante entre países, mas "câmbio fixo" entre estados, cidades e bairros.

Ademais, vale lembrar que o padrão-ouro clássico, que vigorou de 1814 a 1913, nada mais era do que um sistema de câmbio fixo. Porém, ao contrário da ideia deturpada que se tem hoje de câmbio fixo, o câmbio fixo do padrão-ouro não era um câmbio determinado por políticos. As moedas nacionais (dólar, libra, franco etc.) eram simplesmente denominações para uma determinada massa de ouro. Um dólar era igual a 1/20 onça de ouro e uma libra era igual a 1/4 onça de ouro -- o que significava que uma libra era igual a 5 dólares.

O dólar era "fixo" em relação à libra da mesma forma que 1 real é fixo em relação a duas moedas de 50 centavos. Ou seja, na prática, todos os países tinham a mesma moeda (ouro) e, neste sentido o câmbio, entre eles era fixo.

Esse foi o período em que o mercado mundial era genuinamente globalizado. Com o advento da Primeira Guerra Mundial, tudo se esfacelou.

Artigos sugeridos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1330

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1601

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Ed Garcia 31/08/2015 20:37:23

Muito Lúcidas suas considerações.
Gostaria de manter contato.

Obrigado,

@EdGaarcia
Edgaarcia@gmail.com

#SemprePeloBrasil

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MiningEngineer 24/09/2015 16:08:33

Ai me surge uma dúvida
Se atrelamos como âncora de valor global um recurso finito cuja extração detém custos inerentes, como operar em uma economia de serviços como a mundial sem que haja uma tendência deflacionária continua?

Responder
Miner 24/09/2015 16:39:28

E isso seria uma bênção: a moeda anualmente ganhando poder de compra.

Parece sonho? Saiba que isso foi a regra na segunda metade do século XIX nos EUA, a época de maior crescimento econômico da história do país. Devido à contínua queda nos preços, a uma média de 1% ao ano, o dólar chegou em 1913 valendo mais do que valia em 1870.

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MiningEngineer 24/09/2015 17:24:00

E como resolver o problema do entesouramento?
Ou da restrição de credito advindo de escalamento nos juros?
Em outras palavras como estimular investimentos em um sistema onde o mero ato de não gastar tem retorno a risco zero?
Como ter consumo em um sistema desses?

Responder
Leandro 24/09/2015 17:40:52

1) Qual o problema do entesouramento? Se as pessoas entesourarem, eles estão voluntariamente demonstrando que querem uma queda de preços. O governo intervir para evitar essa queda de preços configura uma atitude de total desrespeito à preferência voluntariamente demonstrada pelos cidadãos.

2) Nesse cenário de oferta monetária e preços estáveis, o cenário é de queda de juros, e não de aumento. Nenhum emprestador aumenta juros com oferta monetária estável e perspectiva de deflação. Essa, aliás, é a nossa tragédia: os juros no Brasil são altos justamente porque as perspectivas sempre são de expansão monetária, inflação continuamente alta e desvalorização cambial.

3) Em primeiro lugar, a moeda só ganhou poder de compra justamente porque houve investimentos e esses investimentos aumentaram a oferta de bens e serviços, possibilitando queda de preços. Se não houver investimentos, não haverá oferta de bens e serviços, e consequentemente haverá aumento de preços.

Ou seja, você já partiu de um cenário benéfico que foi gerado justamente pelos investimentos.

Se não houver investimentos, não haverá isso de "o mero ato de não gastar tem retorno a risco zero". Tal ato decorre justamente dos investimentos. Sem investimentos, haverá escassez de bens e serviços. Consequentemente, os preços estarão em alta.

4) Essa é a tese mais descabida que existe: dizer que não haverá consumo em um ambiente de queda de preços.

Como assim?

Em primeiro lugar, se tal tese fosse verdadeira, absolutamente nenhum computador, smartphone, notebook, máquina fotográfica, televisão etc. seriam vendidos, pois são bens que, em países de economia estável, barateiam a cada ano.

No entanto, não apenas as vendas são fartas, como também tais indústria estão entre as mais lucrativas da economia. Como você explica isso?

Outra coisa: se a pessoa sabe que os preços estarão mais baixos no futuro, então, por definição, ela sabe que sua renda real será maior. Sendo assim, há um grande motivo para ela consumir hoje: afinal, se você sabe que seu poder de compra será ainda maior amanhã, então você pode consumir despreocupadamente hoje.

Por fim, há inúmeras necessidades básicas que simplesmente não podem ser postergadas, como gastos com alimentação, vestuário, moradia, transporte, saúde e até mesmo lazer.

Ou seja, não faz sentido essa tese de que não haverá consumo. Essa tese de que as "pessoas adiam os gastos ao saberem que os preços irão cair" não apenas não tem sustentação teórica, como também nunca foi observada na prática.

Responder
Mining Engineer 24/09/2015 18:35:01

Entre"" estão as afirmativas do Leandro:"1) Qual o problema do entesouramento? Se as pessoas entesourarem, eles estão voluntariamente demonstrando que querem uma queda de preços. O governo intervir para evitar essa queda de preços configura uma atitude de total desrespeito à preferência voluntariamente demonstrada pelos cidadãos."O problema do entesouramento é que ele tira a liquidez do sistema, o que gera escassez de moeda e consequente diminuição não só do preço como também aumento do juros, te emprestar agora só vale a pena se render ao menos o que eu ganho não gastando + o risco, como a emissão gera automaticamente desvalorização da moeda corrente é mau negócio num padrão ouro ter algo diverso de ouro, que é naturalmente escasso, emprestar será naturalmente feito vinculado neste padrão."2) Nesse cenário de oferta monetária e preços estáveis, o cenário é de queda de juros, e não de aumento. Nenhum emprestador aumenta juros com oferta monetária estável e perspectiva de deflação. Essa, aliás, é a nossa tragédia: os juros no Brasil são altos justamente porque as perspectivas sempre são de expansão monetária, inflação continuamente alta e desvalorização cambial."A oferta monetária não é estável é o contrário, ao ligar a um patamar absoluto a colocação de nova moeda sempre desvaloriza ante o absoluto, logo num sistema assim é questionável sequer operar fora do padrão."3) Em primeiro lugar, a moeda só ganhou poder de compra justamente porque houve investimentos e esses investimentos aumentaram a oferta de bens e serviços, possibilitando queda de preços. Se não houver investimentos, não haverá oferta de bens e serviços, e consequentemente haverá aumento de preços."Fora do padrão ouro essa afirmativa é verdadeira, num cenário de meio circulante escasso a natureza é sempre de ou: a) não investir e entesourar o padrão; b) investir no padrão.Portugal fez isso, o ciclo do ouro se funda na ideia que é melhor investir em extrair ouro do que industrializar, conquanto que o ouro dure.
O problema nasce no fato que racionalmente, considerando a vida média de uma jazida de ouro (20 anos), os retornos serão sempre superiores aos industriais, o industrial tem risco de mercado, ouro não, se lastro absoluto meu lucro é direto e sem risco de operar em moeda corrente. Para o tempo de vida médio individual a decisão são nunca é investir em outra coisa que não ouro. O que impede que isso ocorra hoje é que o ativo flutua, de sorte que há risco alto frente a demanda. Ao se fixar ele como padrão a demanda passa a ser infinita, afinal ele é o elemento base da moeda de troca."Ou seja, você já partiu de um cenário benéfico que foi gerado justamente pelos investimentos.Se não houver investimentos, não haverá isso de "o mero ato de não gastar tem retorno a risco zero". Tal ato decorre justamente dos investimentos. Sem investimentos, haverá escassez de bens e serviços. Consequentemente, os preços estarão em alta."Os investimentos passam a ter que, para captar, pagar ao menos o que a mineração de ouro paga, tomado que o produto deles não tem a liquidez do ouro e ainda corre o risco da moeda, qual você acha que seria a taxa de juros?"4) Essa é a tese mais descabida que existe: dizer que não haverá consumo em um ambiente de queda de preços.
Como assim? Em primeiro lugar, se tal tese fosse verdadeira, absolutamente nenhum computador, smartphone, notebook, máquina fotográfica, televisão etc. seriam vendidos, pois são bens que, em países de economia estável, barateiam a cada ano.No entanto, não apenas as vendas são fartas, como também tais indústria estão entre as mais lucrativas da economia. Como você explica isso?"Por que: 1) há inflação: não gastar hoje, seja investindo ou consumindo não é uma estratégia boa a longo prazo2) Existe consumo de necessidade e consumo disponível, o primeiro é inevitável o segundo só ocorre se logicamente vantajoso. O segundo só ocorre se a vantagem comparativa do objeto for maior que aguardar a compra. O laptop me permite produzir, porém há risco na compra, ainda sim postegar ela não me é vantajoso a menos que eu consiga uma taxa de juros superior a inflação, logo compro se:
o risco do uso * retorno do uso > retorno do investimento - inflação Troque inflação por deflação e observe o consumo não essencial despencarA menos que Você concorde com a solução da escola de Frankfurt sobre o consumo...."Outra coisa: se a pessoa sabe que os preços estarão mais baixos no futuro, então, por definição, ela sabe que sua renda real será maior. Sendo assim, há um grande motivo para ela consumir hoje: afinal, se você sabe que seu poder de compra será ainda maior amanhã, então você pode consumir despreocupadamente hoje."Por que consumir o supérfluo ou descartável hoje frente a incerteza futura? A segurança financeira é mais relevante que bobagens de consumo, em especial se guardando os valores em umdado investimento o risco é sempre zero.Por fim, há inúmeras necessidades básicas que simplesmente não podem ser postergadas, como gastos com alimentação, vestuário, moradia, transporte, saúde e até mesmo lazer."Ou seja, não faz sentido essa tese de que não haverá consumo. Essa tese de que as "pessoas adiam os gastos ao saberem que os preços irão cair" não apenas não tem sustentação teórica, como também nunca foi observada na prática."
https://www.dallasfed.org/assets/documents/institute/wpapers/2015/0226.pdfDoes expected deflation lead to a fall in consumption spending? Using data for U.S. grocery
store sales and department store sales from 1919 to 1939, this paper shows that expected
price changes have asymmetric effects on consumption spending. Department store sales
(durable consumption) react negatively to the expectation of falling prices, but grocery store sales (non-durable consumption) do not react to expected price changes.Basicamente, só se consome o necessário, o supérfluo é descartado

Responder
Enrico 25/09/2015 00:23:40

Ficou um bocado complicado entender sem que houvesse uma quebra de parágrafos, mas no geral:

1) Como pode a população se entesourar e, ao mesmo tempo, buscar empréstimos? E, caso essa teoria se conclua e os juros aumentem, o entesouramento seria mais vantajoso dentro de uma conta poupança, o que levaria a uma maior oferta de crédito e, consequentemente, juros menores.

2) Como as pessoas simplesmente parariam de investir em indústrias e passariam a investir em ouro? Cadê a comprovação empírica de algo do tipo acontecendo? Só para lembrar que a libra esterlina também era lastreada em ouro.

3) Como as pessoas parariam de consumir sabendo que seu padrão de compra no futuro seria maior e, portanto, consumiriam mais descansadamente? Provavelmente o consumo supérfulo seria reduzido, mas qual é o problema? As pessoas, ao invés de gastarem seu dinheiro em futilidades para não ver seu dinheiro derreter, poupariam e possibilitariam investimentos mais complexos, aumentando a produtividade e o valor agregado dos produtivos. Você prefere investimento em futilidades ou em alta tecnologia?

4) Se deflação de preços causa crise econômica, acabo se ter pena dos suíços. Estou até pensando em doar roupas de frio para eles se protegerem, já que a deflação os destruiu e, com o IPCA em quase 10%, nós brasileiros estamos riquíssimos.

Responder
Lucas Amaro 09/02/2016 01:03:12

Leandro,

"Ademais, vale lembrar que o padrão-ouro clássico, que vigorou de 1814 a 1913, nada mais era do que um sistema de câmbio fixo. Porém, ao contrário da ideia deturpada que se tem hoje de câmbio fixo, o câmbio fixo do padrão-ouro não era um câmbio determinado por políticos. As moedas nacionais (dólar, libra, franco etc.) eram simplesmente denominações para uma determinada massa de ouro. Um dólar era igual a 1/20 onça de ouro e uma libra era igual a 1/4 onça de ouro -- o que significava que uma libra era igual a 5 dólares."

Mas como surgiram esses parâmetros de que um dólar deveria ser igual a 1/20 onça de ouro e que uma libra deveria ser igual a 1/4 onça de ouro? Ok, sei que foi processo voluntário regido pela própria sociedade, mas como foi o seu desenvolvimento?

Responder
Auxiliar 09/02/2016 14:20:26

www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=92

Responder
Galileu 27/08/2015 15:14:22

Essa não aceitação por parte dos economistas das consequências expostas no texto seriam por viés ideológicos (a negação constante que o governo errou, uma grande canalhice) ou também pode ocorrer por um viés filosófico, linhas de raciocínio tão tortas que justifiquem essas atitudes?

Responder
Leandro 27/08/2015 16:03:14

Acredito que seja ideologia, mesmo.

Essa noção de que câmbio desvalorizado é bom para a indústria foi enraizada no país pela Cepal, e a maioria esmagadora dos acadêmicos brasileiros tem formação cepalina.

Imagine o bug que daria no cérebro dessa gente se eles repentinamente aceitassem que tudo aquilo em que acreditaram durante toda a sua vida intelectual era uma mentira? Isso é desesperador e pode até destruir vidas.

Sendo assim, eles adotam a tática do avestruz: enfiam a cabeça na areia e ignoram toda a realidade.

Responder
Ed Garcia 31/08/2015 20:41:49

Procedendo assim, perpetuam a miséria e matam milhões.

Responder
Dissidente Brasileiro 27/08/2015 15:20:54

É impossível ter uma carestia minimamente tolerável se a sua moeda é gerenciada por incompetentes.

Não é incompetência, mas sim um bem elaborado plano de dominação e controle da sociedade. A destruição da economia nacional é um dos passos descritos no Decálogo de Lênin para implantação do socialismo, e enquanto a sociedade bananeira composta de bois mansos e obedientes não acordar e tomar uma real e firme atitude, a situação só tende a piorar.

Responder
Gustavo 27/08/2015 16:40:23

Eu não sei se o decálogo de Lenin que circula por aí é verdadeiro ou não, porém, como Mises diz no ensaio A Mentalidade Anticapitalista:
"Quando Marx e Engels no Manifesto Comunista defenderam medidas intervencionistas precisas, não estavam recomendando um compromisso entre socialismo e capitalismo. Consideravam aquelas medidas — por acaso as que são hoje a essência das políticas do New Deal e do Fair Deal — como os primeiros passos para o estabelecimento do pleno comunismo. Eles mesmos descreveram essas medidas como "economicamente insuficientes e insustentáveis", e para as quais só haviam apelado porque elas "no decorrer do movimento se superam a si mesmas, necessitam de novas incursões pela antiga ordem social, e são inevitáveis como meio de revolucionar inteiramente o modo de produção".

Eu não sei agora se é incompetência ou é um plano maquiavélico, mas, de qualquer forma estão colaborando para isso.

Responder
Ronaldo 27/08/2015 17:22:49

Só um adendo :

Decálogo de Lenin é fake criado na internet. Faria mais sentido se Hugo Chavez ou Fidel tivesse escrito

Responder
Dissidente Brasileiro 27/08/2015 18:22:47

É verdade que a versão que circula por aí foi adulterada e reescrita muitas vezes mas a essência dele é verdadeira. O Decálogo original foi criado por Lênin por volta do início da década de 20 como uma espécie de "Os Dez Mandamentos" do militante comunista e nunca foi um documento formalizado oficialmente. Sua existência foi confirmada por Yuri Bezmenov, dissidente soviético que fugiu para o Ocidente nos anos 70. Há até alguns vídeos antigos disponibilizados na Internet que você pode assistir se estiver interessado, basta procurar por "Yuri Bezmenov" ou "Tomas David Schuman" no YouTube.

Responder
anônimo 28/08/2015 01:46:31

O Decálogo de Lênin da maneira como foi colocada na internet é fake, mas a essência da estratégia escrita com as mesmas frases não é fake, pois seus "10 mandamentos" foram extraídos do livro "Que Fazer?" e "Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo".

Eu li alguns livros de Lenin, de Marx e de Bakunin antes de ver isso na internet e por isso sei disso.

Responder
Dissidente Brasileiro 27/08/2015 15:21:04

Vejam só a mais "nova velha" perversidade do governo. E o pior é que eles vão conseguir, ou alguém duvida disso?

www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/08/1674244-cni-classifica-de-absurdo-projeto-de-volta-da-cobranca-da-cpmf.shtml

Responder
Leo 27/08/2015 15:23:36

A última frase é perspicaz! "É preciso ter doutorado em economia para não entender". Quisera o curso de economia tivesse essa didática para explicar as coisas...

Responder
Felipe 27/08/2015 15:28:31

Leandro, a imposição do dólar, como moeda de curso legal dentro do país, seria uma boa solução?

Responder
Leandro 27/08/2015 15:58:08

Não se corrige um problema gerado pelo curso forçado de uma moeda (o real) impondo o curso forçado de outra moeda.

A livre concorrência de moedas é a solução mais simples e comprovadamente eficaz.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2128

P.S.: um Currency Board seria ótimo, mas não há clima político para isso.

Responder
Leonardo 23/09/2015 20:17:14

Currency board em países em desenvolvimento não seria muito arriscado? Pois esta situação obrigaria os países a serem prudentes na parte fiscal, algo improvavel nestes países, vide o caso argentino.

Responder
Leandro 23/09/2015 20:31:37

Mas Currency Board é para países em desenvolvimento. Países já desenvolvidos têm economias estáveis (por isso eles são desenvolvidos), e suas moedas já estão relativamente blindadas de seus governos. Não precisam de Currency Board. (Por exemplo, a Inglaterra vai atrelar a poderosa libra esterlina a quem? A Suíça vai atrelar o cada vez mais valorizado franco suíço a quem e por quê?)

Já países em desenvolvimento precisam de Currency Board justamente para blindar a moeda de seus governos.

Quanto à Argentina, o pseudo-Currency Board funcionou muito bem (vide o padrão de vida dos argentinos na década de 1990) até o governo resolver destruí-lo -- e, com isso, arrebentar o padrão de vida da população.

Se algo funciona bem, amarra o governo e então é destruído pelo governo justamente porque o amarrava, a culpa não é desse algo, mas sim do governo.

Responder
Rodrigo 27/08/2015 15:35:35

Vale lembrar da enorme transferência de renda resultante da desvalorização cambial. O setor exportador se beneficia em detrimento da população: enquanto o exportador recebe em moeda cujo poder de compra permanece constante, a população perde poder de compra em função do câmbio desvalorizado e da inflação de preços. Este é só mais um exemplo de como as consequências das políticas do governo são exatamente contrárias às suas intenções. A política monetária do governo atual, baseada na expansão de crédito desenfreada e desvalorização cambial, e o grotesco protecionismo comercial, são dois dos grandes responsáveis pela disparidade de renda no Brasil.
Abs

Responder
Renan 27/08/2015 15:47:20

Bom, não entendo muito de economia e é por isso que queria pedir a opinião de vocês.
Penso que a desvalorização do real se deu, claro, pelas políticas econômicas do nosso querido e sábio Mantega, mas acho também que se deve ao cenário de instabilidade política pelo qual passamos.
Estaria correto dizer que se ocorrer um impeachment e um novo presidente assumir, ainda num regime democrático, com novas eleições em 2018, o dólar recuaria e muito?
Em qual cenário político o real voltaria a se valorizar? Quais políticas econômicas deveriam ser aplicadas? Ou as medidas de "austeridade" do Levy surtirão algum efeito mas é preciso esperar?

Responder
Leandro 27/08/2015 16:33:48

"estaria correto dizer que se ocorrer um impeachment e um novo presidente assumir, ainda num regime democrático, com novas eleições em 2018, o dólar recuaria e muito?"

Pode, sim, haver um recuo, mas não seria grandes coisas. A economia está totalmente desarrumada. A destruição começou a ocorrer no final de 2008 e se intensificou a partir de 2011.

A bagunça não será corrigida com uma simples troca de governo. Pode, sim, haver alguma melhoria marginal, mas o estrago foi profundo.

"Em qual cenário político o real voltaria a se valorizar?"

No atual arranjo, só se os EUA entrarem em alguma nova guerra, ou o próximo presidente americano for maluco, ou todas as pendengas políticas brasileiras fossem 100% resolvidas e o próximo governo assumisse logo o mandato e fosse 100% racional e coeso.

"Quais políticas econômicas deveriam ser aplicadas? Ou as medidas de "austeridade" do Levy surtirão algum efeito mas é preciso esperar?"

Adotar um Currency Board ancorado ao dólar seria de grane valia, mas isso não há clima político para isso. Repetir o que foi feito em 2003 seria um grande avanço, mas também não há cenário para se repetir aquilo. Adicionalmente, todas as medidas de 2003 foram adotadas em um cenário de enfraquecimento do dólar (por causa da guerra no Iraque), o que foi uma mão na roda. Isso não ocorre hoje.

Responder
Mais um 27/08/2015 15:47:43

Quando o dolar estava abaixo de R$ 2,00, próximo de R$ 1,50, quem teve capacidade de investir em maquinário e tecnologias precificadas em dolar, agora colherá os frutos.

Simples exemplo: o setor do agronegócio agora está sendo beneficiado com a venda de commodities precificadas em dolar. O produtor/empreendedor que estruturou seu negócio na baixa do dolar, comprando tecnologia e máquinas na moeda "barata", agora vende num preço excelente.

Basta vermos as ações de empresas que tem lucro em dolar e despesa em reais. Seus papéis estão valorizando ao longo desse ano, com casos de valorização em torno de 50%, mesmo em meio ao cenário ruim na economia brasileira. Um exemplo seria o ramo das empresas Fibria e Suzano, que estão deitando e rolando esse ano.

Essas oscilações da economia brasileira são ruins para o país, mas que tem gente ganhando com isso tem. E olha que não precisa ser especialista de Harvard. No boom (?), o investidor foi pra Bolsa, que rodava em mais de 60.000 pontos vários pregões e dava retornos na alta das commodities (principalmente petróleo e minério), enquanto que SELIC e dolar estavam em baixa. Nas eleições de 2014, quando "deu o que o mercado não queria", quem foi inteligente se adiantou, desfez de posições que seriam afetadas e partiu para o dolar e papéis a ela atrelados, nessa moeda que serve de porto seguro em momentos de instabilidade financeira.

Basta lembrar de uma carta da ex-superitendente de Investimentos do Santander, Sinara Polycarpo, no link abaixo.

www.infomoney.com.br/blogs/terraco-economico/post/4124927/passado-ano-famosa-carta-superintendente-santander-estava-errada

Responder
Osilavio 27/08/2015 15:49:04

Parabéns por mais um excelente artigo!Câmbio é complexo.O pior que já vi vários estudos comprovados que uma desvalorização prévia da moeda aumenta em tantos por cento as exportações e mais num sei quanto do PIB,apesar de aumentar a inflação e existir um limite para esse crescimento.Nesse ínterim daria tempo para realizar reformas que perpetuassem essa "bonança".O que achas desses estudos Leandro e amigos libertários?Qual seus pontos de vista para melhorar da rentabilidade da industria "além do câmbio"?Seriam as reformas estruturantes?

Responder
Sammy Lee 27/08/2015 16:16:46

Engenheiros estão saindo em peso do Brasil, na próxima década estaremos fazendo massagem uns aos outros para tentar ganhar um troco...

Responder
Luan 27/08/2015 16:17:35

Ótimo artigo!

Mas fiquei com uma dúvida, vamos lá:

Se um país em crise, por exemplo, toma medidas protecionistas e, ao mesmo tempo, vê sua moeda se esfacelando em relação as demais, provocando um aumento da exportação (já que os demais países estão com um maior poder de compra). Entendo que essa desvalorização diminui a qualidade dos produtos, os exportadores também são importadores, etc, conforme descrito acima, mas isso não seria positivo para o país ao menos no fato de trazer capital estrangeiro, já que a demanda interna está afetada pela crise??? Essa demanda externa não pode colaborar com o país para que se recupere?

Responder
Leandro 27/08/2015 16:36:16

"Se um país em crise, por exemplo, toma medidas protecionistas e, ao mesmo tempo, vê sua moeda se esfacelando em relação as demais, provocando um aumento da exportação (já que os demais países estão com um maior poder de compra)."

Há várias contradições nessa única frase.

Pra começar, se um país adota medidas protecionistas, suas exportações cairão. Os governos dos outros países obviamente retaliarão. Se o governo do país A impede que seus habitantes comprem produtos dos exportadores do país Z, então o governo do país Z retaliará e também proibirá que seus habitantes comprem produtos dos exportadores do país A.

Uma prova empírica disso está neste gráfico: tão logo o governo brasileiro adotou medidas protecionistas no final de 2011, as exportações caíram.

Adicionalmente, se a moeda de um país está se esfacelando, simplesmente não tem como as indústrias desse país produzirem bens de qualidade ao ponto de o resto do mundo aumentar a demanda por esses produtos. E esse é um ponto que não pode continuar sendo ignorado. Não há como uma indústria que utiliza uma moeda esfacelada produzir bens de qualidade.

Na melhor das hipóteses, o que pode acontecer é um aumento da exportação de produtos sem nenhum valor agregado e cuja produção não depende do uso de tecnologia de ponta. Por exemplo, a exportação de bananas colhidas à mão pode aumentar -- até porque a mão-de-obra desse setor não é muito bem paga.

Mas aí você tem de argumentar que é possível um país enriquecer exportando bananas ao mesmo tempo em que o resto de sua economia está destruída.

"Entendo que essa desvalorização diminui a qualidade dos produtos, os exportadores também são importadores, etc,"

Correto, e esse não é um ponto trivial que pode ser negligenciado com essa facilidade. Ele é o cerne da questão. Não há como uma economia enriquecer por meio de exportações se os produtos que ela exporta não são de qualidade. Ponto.

mas isso não seria positivo para o país ao menos no fato de trazer capital estrangeiro, já que a demanda interna está afetada pela crise??? Essa demanda externa não pode colaborar com o país para que se recupere?"

Como é que a exportação de bananas vai "trazer capital estrangeiro"? Aliás, o que realmente traz capital estrangeiro não é a balança comercial, mas sim o investimento estrangeiro. Na balança comercial, o exportador tem a opção de manter seus dólares aplicados lá fora, o que é muito mais negócio pra ele.

Lamento, mas não há solução fácil que passe pela desvalorização cambial. Se houvesse, o Zimbábue teria se tornado uma potência em 2008.

Responder
Luan 27/08/2015 16:52:44

Perfeito Leandro,

Desculpa minha falta de conhecimento rs
Mas agradeço, e muito, pela explicação!

O que não estava entendendo é que a exportação não vai aumentar só porque a moeda do vizinho está mais forte mas, sim, quando se produzir produtos de maior qualidade. Aí sim o vizinho vem comprar.
Outro ponto é a questão do "capital estrangeiro". Entendi agora que a moeda forte vai fazer com que os investidores tenham confiança para que venham investir.

Mais uma vez, muito obrigado!

Responder
Jorge 27/08/2015 16:54:21

"Uma política de câmbio flutuante funciona bem para países já desenvolvidos e que possuem governos normais".

O que seriam governos "normais"?

Responder
Leandro 27/08/2015 16:59:46

Qualquer governo sem arroubos megalomaníacos ou populistas.

Qualquer governo que sinalize claramente qual é e qual será a política econômica adotada, qualquer governo que seja previsível, qualquer governo que adote regras claras, qualquer governo que mantenha a inflação de preços sob controle e no centro da meta, qualquer governo que seja comprometido com um orçamento equilibrado.

Ou seja, na atual circunstância, qualquer governo que não seja latino-americano...

Responder
Conselheiro Acácio 27/08/2015 18:05:55

Ou seja, não há governos normais. Pois todos fazem uma coisa ou outra.

Responder
Julio 28/08/2015 12:02:08

Mas e o México? Eles não tem feito reformas importantes por lá?

Responder
Douglas 27/08/2015 16:57:19

Artigo simplesmente excelente. Parabéns aos autores.

Responder
Gustavo Rangel 27/08/2015 17:10:36

Texto claro e muito bem escrito.
Entretanto, eu tenho uma dúvida:
O que explica, então, o caso da China, que possui uma moeda propositalmente desvalorizada e tem altíssimos níveis de exportação?
Obrigado!

Responder
Leandro 27/08/2015 17:29:37

Essa afirmação não procede.

Não há moeda fraca na China. O iuane ora se valorizava perante o dólar; ora ficava estável. Foi só nos últimos 6 meses que, pela primeira vez em 2 décadas, o iuane se desvalorizou um pouco em relação ao dólar. Mas da década de 1990 até meados de 2014, o iuane só se valorizou perante o dólar. Sempre.

Pode conferir aqui:

www.tradingeconomics.com/charts/china-currency.png?s=usdcny&d1=19960101&d2=20151231&type=line

Grande abraço e obrigado pelas palavras!

Responder
Auxiliar 27/08/2015 17:33:44

Aliás, vale complementar esse gráfico do Leandro chamando a atenção para o fato de que foi justamente quando o iuane começou a se desvalorizar perante o dólar, que a economia chinesa foi pro saco.

Responder
Thiago Teixeira 27/08/2015 17:19:57

A foto está excepcional excepcional...
Artigo excelente!
É a chamada marreta em cabeça de keynesiano...

Responder
Pedro 27/08/2015 17:48:10

Pergunta:

Cuba já teve hiperinflação?

Abraço.

Responder
Raul 27/08/2015 18:00:03

Difícil, dado que todos os preços em Cuba são determinados pelo governo e o desrespeito ao tabelamento é punido com o paredón.

A conseqüência desse controle de preços é a total escassez de todos os tipos de bens e serviços. Não há hiperinflação e não há o que ser vendido.

Responder
alguem 27/08/2015 18:34:04

Excelente artigo.

Quando investidores investem — principalmente os estrangeiros —, eles estão, na prática, comprando um fluxo de renda futura. Para que investidores (nacionais ou estrangeiros) invistam capital em atividades produtivas, eles têm de ter um mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno que valha alguma coisa.
--------------------------------------

Como fica o pequeno empresário nessa situação? Ainda é possível fazer dinheiro, estando no Brasil e usando o real como investimento em pequenos negócios?

Responder
Ricardo 27/08/2015 18:40:09

A desvalorização da moeda é ruim por um monte de coisas que vcs bem ressaltam, mas dizer que é ruim pra indústria, em geral, é no mínimo bem discutível e o próprio periodo de tempo apresentado no artigo é insuficiente pra qqr conclusão no sentido do que foi apresentado.

É só pegar lá no SGS a serie 1588 do emprego formal na industria de transformação e pegar a 11753 do cambio deflacionado pelo IPCA, desde 1988 as duas, e observar.

Cambio ao redor dos 100, a industria da uma estabilizada. Pra baixo de 100, quanto mais pra baixo, mais ela perde mommentum. Quanto mais pra cima de 100, mais ela ganha.
E claro, há um certo delay de 1-2 anos, pq nenhuma empresa trabalha só no dia que o dolar sobe ou desce. as firmas fazem contratos e os cumprem, e assim causa-se o delay.

Em julho, depois de 3 anos de desvalorização cambial, a moeda malemal chegou finalmente ao 100 pontos. Ainda ta longe do ponto que vai causar alguma reversão sustentada.

Responder
Leandro 27/08/2015 19:28:49

Esse é o problema de querer fazer correlação sem dominar a teoria.

Em primeiro lugar, os dois gráficos que você indicou não possuem correlação nenhuma. Aliás, seria estranho se possuíssem.

Para começar, essa variável "câmbio real", que divide o câmbio nominal pelo IPCA, não faz sentido. Se o câmbio for controlado pelo governo, mas o IPCA for explosivo (como aconteceu, por exemplo, durante o Plano Verão e, até certo ponto, durante o Plano Cruzado), a taxa de câmbio real será baixa. Mas ela está baixa simplesmente porque a inflação está alta, e não porque a moeda está forte.

Adicionalmente, nesse período de taxa de câmbio real baixa, havia escassez de dólares. Era difícil conseguir autorização para importar. Mais ainda: a economia era fechada; vivíamos em autarquia, e quase tudo era produzido internamente (e os produtos, obviamente, eram uma porcaria).

No que mais, a indústria mergulha no período 1990-1993 justamente porque a economia estava uma zona naquela época, e a hiperinflação era galopante. (Isso, aliás, vai contra o seu argumento de que moeda forte é ruim para a indústria; a indústria mergulhou justamente quando a moeda era uma piada).

Em 1994, com a estabilização da economia, a indústria reage.

No período 1995-1998, houve dois fenômenos: abertura da economia e aumento da produtividade em decorrência do uso de maquinários mais sofisticados (adquiridos com a moeda forte da época). Daí a importância de você saber a teoria econômica e o contexto de cada época, algo que apenas gráficos não fornecem.

Esse foi justamente o período em que descobrimos que fazia mais sentido comprar produtos asiáticos de qualidade (como televisões e videocassetes) do que tentar produzi-los mal e porcamente em Manaus.

Não obstante, na década de 2000, com a economia já estabilizada, o emprego industrial voltou a disparar ao mesmo tempo em que o câmbio real chegou ao ápice da valorização e as tarifas de importação seguiam contidas.

A partir do segundo semestre de 2011, o governo eleva as tarifas de importação e a moeda começa a se desvalorizar. A indústria vai junto. Exatamente como explica a teoria.

Sigo no aguardo de uma teoria que explique como é que a destruição da moeda cria indústrias pujantes. Aceito qualquer exemplo empírico de qualquer lugar do mundo.

Responder
Thiago Teixeira 27/08/2015 22:04:20

Leandro,
tenho a impressao de que a desvalorização brusca da moeda traz os conhecidos efeitos de curto prazo, mas o principal é que ela deixa uma folga para uma contínua valorização, que é o que surte os efeitos benéficos e sustentados descritos no artigo. Bem, nos casos em que não se fica tentando desvalorizar o cambio continuamente...

Exemplo: Japão desvalorizou durante a segunda guerra, depois manteve a moeda forte e valorizando após o rearranjo da economia no pós-guerra.

Responder
Leandro 27/08/2015 22:54:26

Essa seria uma tática que funciona (no longo prazo), mas sua implantação não é de todo simples. Não creio que Dilma esteja acintosamente querendo essa desvalorização apenas para posteriormente surfar na onda de uma valorização. Ela não tem todo esse poder.

Responder
Thiago Teixeira 28/08/2015 09:55:14

Não, Dilma não tem estratégia sequer para atravessar a rua...

O impressionante é que não há um mísero questionamento no mainstream sobre a gestão da moeda (tirar o Tombini, mudar para atuação no redesconto, mudar para Currency Board...)
(na verdade, as pessoas acham que o Brasil adotou câmbio fixo na fase 1 do Real...)

Responder
Sergio 28/08/2015 00:54:02

Leandro,

Saindo um pouco do foco, mas por curiosidade, a quem você atribui o mérito da estabilização da economia em 94?

Obrigado.

Responder
Leandro 28/08/2015 01:08:15

Dei uma opinião em detalhes neste artigo:

mises.org.br/Article.aspx?id=1294

Responder
Dalton C. Rocha 27/08/2015 19:02:45

É a terrorista-marxista Dilma imitando os generalecos argentinos lá nos anos 1970 e primeiros anos dos anos 1980.
Primeira fase sob Videla e seu ministro Martinez de Hoz:
1- Alto endividamento público. Tudo sem nenhuma efetiva infraestrutura. Economia viciada em investir em títulos públicos; não em produção real.
2- Moeda ultra-valorizada. Importações barateadas artificialmente, por endividamento para importações de bens de consumo.
3- Construções e obras públicas pautadas pela corrupção e pela abjeta desnecessidade. Por exemplo, inúmeros estádios de futebol e demais instalações apenas para a Copa do Mundo de 1978. No caso, a Argentina ganhou. Aqui para a copa de 2014, a seleção do Brasil perdeu e teve sua maior derrota em décadas.
4- Aliança com ditaduras comunistas daquele tempo. A ditadura de Videla, Viola, Galtieri e Bignone foi na América Latina, a parceira comercial número um da União Soviética naquele tempo; bem à frente de Cuba. Na ONU os embaixadores de Videla & Cia e os da União Soviética eram parceiros conhecidos. Bilhões de dólares em jogo.
5- Aliança com narco-governos da Bolívia de Garcia Mesa & Cia. Lula e Dilma trocaram o narco-general pelo narco-índio Evo Morales & Cia.
6- Aliança com Fidel Castro. A rápida queda do ERP e dos Montoneros; os dois mais poderosos grupos de guerrilha urbana do mundo entre 1970 e 1976; ambos reduzidos à insignificância. A razão? Ambos eram comandados de Cuba. Fidel Castro entregou todos os endereços aos generais argentinos, pelo fato de buscarem uma aliança.
7- Usar dum falso militarismo(aqui de um socialismo), como desculpa e fachada para roubar o dinheiro público.
8- Uso da demagogia baseada no nacionalismo, para engabelar as massas.
9- Uso de promessas de obras e conquistas futuras, que nunca vieram.
10- Obtenção de índice de desemprego relativamente baixo.
11- Endividamento externo alucinado, para manter todas as 10 coisas anteriores. A Argentina se endividou mais de 1976 a 1983( sete anos), que em todos os mais de 160 anos de independência anteriores.
A segunda fase, que na Argentina começou no final do governo Videla e se caracterizou pelas seguintes coisas:
1- Crescente redução do valor da moeda, em relação ao dólar. Tudo acompanhado de crescente inflação.
2- Crescente inflação, combinada com crescente recessão.
3- Escândalos de corrupção sem fim, embora Videla em si, nunca tivesse roubado.
4- Crescente aliança da Argentina com Cuba, então União Soviética e toda espécie de canalhas e ditadores socialistas, islâmicos, etc. Foi notória a amizade/cumplicidade entre o (então) almirante argentino Massera e o clepto-ditador Ceausescu da Romênia; ambos maçons da loja maçônica P2.
5- Pilhagem sem fim da YPF, que exercia um monopólio virtual da exploração de petróleo e de gás natural, na Argentina. A YPF foi a recordista mundial de prejuízo no mundo inteiro, em 1981.
6- Envolvimento total e completo de integrantes do governo com negociatas com altos empreiteiros e banqueiros.
7- Crescente descontentamento do povo argentino, que deixou totalmente de confiar em seus militares.
8- Crescente desemprego.
9- Queda total do regime, com a Guerra das Malvinas servindo com catalizador do processo.

Responder
Adelson Paulo 28/08/2015 12:09:24

Sempre gosto de ler coisas sobre a Argentina, que considero um dos melhores exemplos do mundo sobre as nefastas consequências do populismo. A Argentina tem que ser estudada profundamente, para entender como um dos países mais ricos do mundo, com uma população educada e ordeira, transformou-se neste caos econômico. O nacionalismo exacerbado certamente contribuiu bastante.
Obrigado.

Responder
Tiago silva 27/08/2015 19:14:30

Leandro parabéns pelo artigo,e aos que nele participaram.

Leandro existe outro 8medidor de inflação para a europa que não o oficial do bce,desconfio dos números da inflação,você~e acha que há motivo para desconfianças maiores,desde já obrigado.

Responder
Yonatan Mozzini 27/08/2015 19:36:11

Uma pequena aula de lógica para keynesianos e desenvolvimentistas, que sofrem de baixa acuidade intelectual, com sete passos claros para eles não se perderem:

1. Desvalorizar é o mesmo que depreciar;
2. Depreciar é o mesmo que perder valor econômico;
3. Perder valor econômico é o mesmo que perder poder de compra;
4. Perder poder de compra é o mesmo que adquirir menos insumos;
5. Adquirir menos insumos é o mesmo que gerar menos produção;
6. Gerar menos produção é o mesmo que permitir menor consumo;
7. Permitir menor consumo é o mesmo que diminuir o padrão de vida.

Agora é só colocar "moeda" nessa linha raciocínio e se obterá a resposta sobre a valorização ou desvalorização da moeda ser boa ou ruim para a economia.

Responder
Antonio Jorge 27/08/2015 20:16:20


Artigo excelente.Fantástico.

Responder
. 27/08/2015 20:47:13

Liberem tudo.

Responder
Wesley 27/08/2015 21:56:57

Só uma dúvida: Se permitisse a livre circulação de moedas, isso não geraria uma grande confusão? Supondo que se você receber em dólar e o mercado que você faz compras venda em euros ou outro tipo de moeda, você teria que ficar trocando de moeda. Isso não geraria problemas? Ao invés de ser várias moedas não seria mais sensato adotar o dólar que é mundialmente aceito, junto com o real? Isso acabaria de vez com a inflação e não condenaria as pessoas a usar uma moeda vagabunda como a nossa.

Responder
Leandro 27/08/2015 22:49:27

O comerciante que restringir as moedas estará sendo insensato. Você, como comerciante, recusaria um cliente com dólares? Não faz sentido.

Mesmo a mais fraca das moedas terá serventia para você utilizar posteriormente como troco.

Adicionalmente, qualquer moeda eletrônica que você receber (via cartão de crédito ou débito), você pode instantaneamente convertê-la para a moeda de sua preferência. Na Suíça, por exemplo, os todos os estabelecimentos comerciais aceitam francos suíços e euro.

Com o avanço e o desenvolvimento do mercado cambial, trocar uma moeda (indesejada) por outra (desejada), eletronicamente, seria questão de segundos.

Responder
Henrique Zucatelli 28/08/2015 14:07:49

Eu não recuso, não mesmo. Aliás eu adoro, pois não gasto moeda forte na hora kkk. É um meio forçado de se fazer poupança.

Responder
Chulo 28/08/2015 17:31:54

Do jeito que está o real, se houvesse a concorrência de moedas, era bem capaz de até os comerciantes oferecerem descontos para pagamentos feitos em dólares, euros, libra esterlina ou franco suíço.

Responder
Marcos Roberto 27/08/2015 23:01:18

Olhem essa reportagem ontem no Jornal Nacional

g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/08/empresas-exportadoras-no-brasil-comemoram-alta-do-dolar.html

É lamentável o final da matéria.

Responder
Vinicius 28/08/2015 12:05:14

Trágico.

Quando algum repetidor de pernas me diz aqui na empresa que "moeda desvalorizada ajuda nas nossas exportações" mostro o seguinte link:

www.therichest.com/business/the-10-biggest-exporting-countries-in-the-world/

e pergunto quantos desses países tem moedas desvalorizadas, o sujeito começa falar de futebol no momento seguinte.

Responder
Renato 28/08/2015 11:53:18

Gostei do artigo. Bastante esclarecedor em relação aos motivos e consequências da moeda fraca e instável.
Porém, achei a conclusão muito pobre. Faltou propor as soluções para o "controle" e estabilização do câmbio. Eu, como um recém convertido liberal, entendo que o liberalismo não prega a intervenção estatal. Então qual seria o caminho rápido (se é que ele existe) para estabilização do Real? Reformas tributárias, redução da máquina pública, fim do protecionismo?
Da forma como o artigo terminou, para uma pessoa que não conhece os fundamentos do liberalismo, fica a impressão de que a política econômica Dilma-Mateguista, que utilizava o Banco Central e a negociação de contratos futuros para segurar a alta do Dólar, seria uma das opções (não digo que é uma boa opção, mas a alternativa está dada por omissão).
Imagino que os textos publicados no IMB precisam ser bastante didáticos e explícitos em todos os sentidos, já que o propósito do Instituto é educar e converter cada vez mais pessoas a esta linhagem política e econômica tão em falta na história do Brasil: o Liberalismo.

Responder
Auxiliar 28/08/2015 12:03:59

Não foi feito pois já há artigos exclusivos sobre assunto (o qual não é simples). Sendo assim, se tal assunto fosse desenvolvido na parte final do artigo, viraria um livro.

Eis os artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2128

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055

Responder
Adelson Paulo 28/08/2015 12:17:02

Como sempre, avaliar as consequências reais das diferentes ações humanas é uma das maneiras mais efetivas de verificar sua eficiência. Se desvalorizar a moeda fosse uma boa estratégia econômica, a Argentina, com seu peso continuamente desvalorizado, seria uma potência exportadora, e a Inglaterra, com sua libra caríssima, teria déficits comerciais gigantescos. É tão obvio que deixar de ser ululante.

Responder
Pedro 28/08/2015 12:21:29

Há um outro aspecto a considerar. Quando o exportador começa a ganhar bem mais pela desvalorização, o importador estrangeiro, que não é bobo, consegue sempre um desconto.

Assim, parte da possível vantagem fica no país do importador. Em razão disso, quando havia uma desvalorização, o Delfim fazia sempre um confisco cambial parial (por ele denominado "cunha fiscal") para evitar que o exportador aceitasse conceder grandes descontos. Fez isso várias vezes.

E não só quando a moeda se desvalorizava, mas, também, quando o produto exportado aumentava bastante ou dramaticamente a sua cotação internacional (ocorreu com a soja, com o cacau etc.).

Há um outro fator psicológico a considerar. O produto interno bruto do país, medido em dólar, cai na mesma proporção da desvalorização da moeda (questão apenas de tempo), o que gera um desprestigio internacional do país. Agora mesmo, pela cotação do dólar, o Brasil deve ter perdido duas posições na lista das maiores economias. Pode parecer pouco, mas a repercussão é grande.

Responder
Leandro 28/08/2015 12:23:57

Bons pontos, Pedro. De fato, a desvalorização é uma política por meio da qual a população do país, ao perder seu poder de compra, subsidia os ricos importadores estrangeiros.

É incompreensível que a esquerda defenda essa redistribuição de renda às avessas: dos pobres dos países pobres para os ricos dos países ricos.

Responder
Eduardo 28/08/2015 12:58:39

Bitcoin neles!

Responder
Dissidente Brasileiro 28/08/2015 15:32:08

Bitcoin já era, ele está sendo domado pelas forças do mal e em breve será mais um instrumento a serviço da ditadura do controle financeiro. Não é à toa que a cotação está caindo diariamente.

Responder
anônimo 28/08/2015 17:18:44

Concordo. Muito infelizmente isso está acontecendo.

Responder
Tao Han Hsui 25/09/2015 12:36:31

"Bitcoin já era, ele está sendo domado pelas forças do mal e em breve será mais um instrumento a serviço da ditadura do controle financeiro. Não é à toa que a cotação está caindo diariamente."
Dissidente Brasileiro, você pode informar as fontes que embasam esta sua afirmação?

Responder
Dissidente Brasileiro 27/09/2015 18:30:01


www.keynote2015.com/session/regulation-panel-2/

Veja o link acima e observe os abutres coligados ao governo, sobrevoando a carniça e agourando "regulações". Observe expressões como BSA, AML, KYC, Patriot Act, regulatory counsel e outras tralhas.

www.coindesk.com/charlie-shrem-bitcoin-prison/

O link acima também trata de alguns conceitos interessantes: já pensou que no futuro, se o Bitcoin der certo, podem existir três categorias de coins: "white", "grey" e "black", significando que algumas coins são "legítimas" e outras não? Claro que "legítimas" neste caso, significa aquilo que o governo quer que seja, e não o que realmente é.

digital currency startups leave New York due to BitLicense

Japan is Planing to Regulate Digital Currency

According to Japantimes the government is exploring new regulations on virtual currencies in response to a report in June by the Financial Action Task Force, an international anti-money laundering and terrorist funding watchdog, which called for closer monitoring of virtual currency exchanges. The FATF's Guidance for a risk-based approach to digital currency recommended that all exchanges be registered and licensed so that they would be subject to the same kinds of scrutiny as other financial services and money transfer businesses, and urged governments to require operators of digital currency exchanges to confirm the identity of clients, keep digital records of transactions and report any suspicious behavior to authorities.
(...)
The Government argues the planned regulations should aim to protect digital currency users and will settle rules and systems to ensure safety and transparency of digital currency transactions and in turn enhance their reliability and serve to promote their potential.


European Banking Authority to consider Bitcoin regulation

European Banking Federation Calls for Cryptocurrency Regulation

A mesma ladainha surrada e batida de que "é preciso combater a lavagem de dinheiro, terrorismo, pedofilia, blá, blá, blá, etc." A mesma mentira e cinismo de organizações escroques e inúteis como CFTC, IRS, FinCEN, SEC, EBA...

E ainda no mesmo site:

Australian Banks Discontinue Services to Bitcoin Companies

Responder
anônimo 25/09/2015 13:30:25

Como investimento, de fato está se arruinando, mas como moeda do submundo é perfeita e irrastreável ainda, com bastante criatividade dá pra comprar o incomprável.

Responder
Leo 01/09/2015 02:09:18

Parabéns pelo elucidativo artigo. Só há uma coisa que nunca ninguém conseguiu me explicar. Se existe demanda aumentada por dólares, fica fácil compreender porque no Brasil, hoje, US$ 1,00 = R$ 3,26. Porém, o Franco Suíço também está muito valorizado frente ao Real (ou o Real desvalorizado frente ao Franco Suíço). O que tem a ver o Franco Suíço com essa história? Porque outras moedas sobem frente ao Real, uma vez que a demanda aumentada no Brasil é por dólares? Agradeceria se alguém pudesse me responder. Muito obrigado a todos!

Responder
Leandro 01/09/2015 02:43:55

Porque o que determina a taxa de câmbio entre duas moedas, no longo prazo, é o poder de compra de cada moeda.

De novo: o determinante fundamental da taxa de câmbio entre duas moedas é o poder de compra relativo de cada uma delas.

Colocando de outra forma, o que determina a taxa de câmbio entre duas moedas independentes é a paridade do poder de compra entre elas. O equilíbrio de longo prazo — ou a taxa de câmbio "final" entre duas moedas — sempre será exatamente igual à razão entre o poder de compra das duas moedas.

A taxa de câmbio é um preço formado instantaneamente pela interação voluntária de bilhões de agentes econômicos ao redor do mundo. Se esses bilhões de agentes econômicos acreditam que a inflação de preços no seu país será baixa, sua moeda irá se valorizar. Se eles acreditam que a inflação está alta ou que ela será alta, sua moeda irá se desvalorizar.

Grosso modo, a taxa de câmbio representa, em tempo real, a razão entre o nível geral de preços vigente em dois países distintos. A taxa de câmbio entre dois países é igual à razão de seus níveis de preços relativos.

Sendo assim, a evolução da taxa de câmbio é uma narrativa da evolução do poder de compra atual de sua moeda em relação a todas as outras.

Como a Suíça tem inflação de preços zero (aliás, está atualmente tendo deflação de preços), e o Brasil está com inflação de preços de quase dois dígitos, a tendência óbvia é a de que a taxa de câmbio entre as duas moedas se aumente cada vez mais em prol do franco.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!

Responder
Andre Cavalcante 01/09/2015 03:05:47

Leandro,

Não estaria certo também o argumento da procura e da oferta? Ora a demanda de franco suíços no Brasil é bem baixa, entretanto, a oferta de francos suíços também é muito baixo. Como diria o Sadenberg, somando, subtraindo, multiplicando e dividindo tudo, dá o valor do câmbio e, que, por causa da arbitragem sobre moedas que pode-se fazer, tende sempre a acompanhar o câmbio do dólar, que é a moeda base pra tudo isso. Tem alguma coisa errada com esse pensamento?

Abraços

Responder
Leandro 01/09/2015 16:51:53

"Não estaria certo também o argumento da procura e da oferta? Ora a demanda de franco suíços no Brasil é bem baixa, entretanto, a oferta de francos suíços também é muito baixa"

O argumento é correto, só que em termos globais, e não apenas em termos de um único país. O mercado é mundial, e não apenas nacional.

O fato de a demanda e oferta de franco suíço ser baixa (ou alta) no Brasil é imaterial. O preço do franco suíço em relação ao real não é determinado pela demanda de brasileiros pro francos, mas sim pela demanda de pessoas de todo o mundo por francos e por reais.

De novo: o que interessa é a demanda e a oferta de francos suíços e de reais no mercado global. E, no mercado global, a demanda por francos suíços é maior que a demanda por real.

Por exemplo, a oferta de guarani paraguaio no mercado mundial é ínfima em relação ao dólar. Isso levaria a crer que o preço do guarani paraguaio deveria ser alto. No entanto, a demanda mundial por essa moeda é ínfima (o dólar tem demanda mundial; o guarani paraguaio não), as transações que ela efetua ocorrem apenas no Paraguai (o dólar é utilizado mundialmente; o guarani paraguaio não), e, acima de tudo, a percepção dos especuladores e investidores estrangeiros quanto à estabilidade do guarani paraguaio é inferior à do dólar.

A demanda por uma moeda é um componente imprescindível, pois é justamente ela quem determina o poder de compra de uma moeda.

Se a demanda por uma moeda cai, ou seja, se menos gente no mercado mundial quer portá-la (como acontece com o bolívar venezuelano), mais gente irá se desfazer dela a qualquer preço. Consequentemente, o poder de compra dessa moeda irá cair.

E o poder de compra vai definir o câmbio, no longo prazo.

Responder
Leo 01/09/2015 03:27:09

Muito obrigado mesmo Leandro! Nunca tive uma dúvida dirigida a você que não tenha sido brilhantemente respondida. Agora entendi! Boa esta sensação gratificante de desvendamento intelectual. Só passei a entender, de fato, como funciona o câmbio depois de estudar aqui no Mises.org.br. E não surpreendentemente, com os artigos do Leandro.

Em contrapartida, admito que fiquei um pouco mais assustado do que já estava com essa desvalorização do Real e sua perda do poder de compra. Agora que entendi a coisa, terei que estudar muito mais para buscar meios e modos de evitar que meu suado dinheirinho se evapore (perca ainda mais seu poder de compra).

Também fiquei mais assustado, pois se bem entendi, nem ao menos adianta a moeda ser corrigida pelo IPCA uma vez que será a mesma moeda, ou seja, desvalorizada no Mercado de Câmbio. Pensava que corrigindo o dinheiro pelo IPCA seria o suficiente, mas já vi que não é.

Que preocupante esta situação em que se encontra o Brasil!

Muito obrigado mesmo Leandro!

Responder
Amarilio Adolfo da Silva de Souza 01/09/2015 21:59:53

Dólar tem que ser R$ 30,00.

Responder
Leandro 02/09/2015 14:53:55

Produção industrial encolhe 8,9% em julho e tem a 17ª queda seguida

Intensidade do recuo surpreende e dados vêm pior do que as projeções dos analistas; produção de bens de capital cai quase 30% ante 2014, segundo o IBGE


Setor opera com ociosidade recorde

Em julho, uso da capacidade instalada foi de 78,6%, número mais baixo já registrado


Ué, mas a desvalorização da moeda não faria a indústria bombar? Quanto mais o real desaba, pior fica a indústria. E tem gente pedindo ainda mais desvalorização. O dólar a R$ 3,74 ainda não deu...

Responder
Sven Bleckwedel 03/09/2015 01:36:09

Olá,

Seria possível explicarem como é que os 'economistas' ainda acreditam que a venda de swaps cambiais "gerou lucros" ?

"
Beneficiado pela alta do dólar, o Banco Central (BC) teve lucro recorde no primeiro semestre. Segundo o balanço da instituição, aprovado hoje (27) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a autoridade monetária lucrou R$ 35,2 bilhões de janeiro a junho, o melhor resultado semestral desde quando o órgão reformulou o sistema de contabilidade, em 2008.

Além do lucro contábil, o BC ganhou R$ 46,4 bilhões com as operações cambiais (administração das reservas internacionais e operações de swap cambial), cujo resultado é divulgado separadamente do lucro da instituição. Os ganhos com as operações cambiais são o segundo melhor resultado da história, perdendo apenas para 2008, quando o BC lucrou R$ 126,6 bilhões com as intervenções no mercado futuro de dólares e com o rendimento das reservas externas.

Ao todo, o banco teve ganhos de R$ 81,6 bilhões, que serão transferidos ao Tesouro Nacional nos próximos dez dias úteis. Por lei, o lucro do Tesouro é destinado a abater a dívida pública. O dinheiro amenizará o impacto que o governo está tendo com as operações de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro. Nos sete primeiros meses do ano, as vendas custaram ao governo R$ 57 bilhões, que foram incorporados aos juros da dívida pública.
"

www.jb.com.br/economia/noticias/2015/08/27/alta-do-dolar-faz-banco-central-ter-lucro-recorde-de-r-352-bi-no-primeiro-semestre/

"
O Banco Central registrou prejuízo de cerca de R$ 71,93 bilhões com os contratos de swap cambial de janeiro até a última sexta-feira (28), segundo números divulgados pela própria autoridade monetária nesta quarta. Apesar das perdas geradas pelas intervenções no câmbio, o BC não impediu a alta do dólar que, no fim do ano passado, estava em R$ 2,65.

O BC tem destacado que, se por um lado há perdas com os contratos de swap cambial, por outro também há valorização das reservas internacionais brasileiras (atualmente em US$ 370 bilhões). Esse valor, de acordo com o BC, supera as perdas com os swaps cambiais.
"

g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2015/09/dolar-fecha-em-alta-pelo-quarto-diaseguido.html

Entendo que as operações de swap cambial são realizadas pelo BC para controlar o valor do dólar, apesar de estar comprovado que não está funcionando (pois, se assim fosse, o dólar não estaria chegando perto dos 4 Reais, algo que 'projetaram' chegar a R$ 3.60 somente no fim de 2016). Ou o 'pessoal do BC' é doido varrido, ou não estou compreendendo o que se passa...

Comentários elucidativos, por favor.

Grato,
Sven

Responder
Leandro 03/09/2015 01:57:24

Na verdade, não é isso o que ambas as notícias dizem.

Elas dizem que o BC ganhou dinheiro com as reservas internacionais e perdeu com os swaps cambiais.

O motivo de ele ter ganhado com as reservas internacionais é óbvio: o dólar foi, só neste ano, de R$ 2,65 para R$ 3,75.

Como o BC começou o ano com reservas de US$ 370 bilhões (e mantém esse nível ate hoje), a simples valorização do dólar fez com que as reservas internacionais do BC, em reais, pulassem de R$ 980 bilhões para R$ 1,388 trilhões.

E isso mais do que compensou as perdas com as operações de swap cambial e com outras eventuais operações do ramo.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 03/09/2015 13:33:23

O problema, como você sabe melhor do que nós, é que essa paulada de prejuízo com swaps (que neste ano já soma R$ 57 bilhões!) é contabilizada como juros da dívida, contribuindo sobremaneira para o déficit assustador de 8,8% PIB.

Responder
Sven Bleckwedel 03/09/2015 11:38:21

Leandro,

Grato por comentar, mas eu não posso dizer que houve lucro (real) com a desvalorização (tanto nominal, quanto real) da moeda, pois certamente eu não poderia adquirir mais dólares com a mesma quantidade de Reais.

Entendo que o BC está justificando a continuidade de uma operação deficitária com base nos lucros decorrentes apenas de uma valorização do dólar. Se fosse assim, ao deixar as operações de swap cambial, o lucro seria maior ainda (e, talvez ajudasse a moeda a se fortalecer ?).

Aprendi neste site que a desvalorização da moeda não traz benefício algum para o mercado, muito pelo contrário.


Responder
Leandro 03/09/2015 12:20:48

Prezado Swen, não estamos falando nem de lucro real e nem de mercado. Estamos falando do lucro contábil de uma instituição estatal que opera fora do mercado (e que, inclusive, tem o monopólio da criação de dinheiro).

Apenas isso.

O lucro contábil do BC não foi decorrente da prestação de bons serviços e nem trouxe benefício nenhum para o brasileiro. No entanto, e ainda assim, contabilmente o lucro existiu.

Responder
Sven 08/09/2015 14:46:27

Leandro,

Grato por comentar, mas também encontrei mais alguma explicação útil, neste caso da "tentativa de conter a alta do dólar":

"
Além desse leilão de linha anunciado para hoje (08/09), o banco tem usado outra ferramenta para intervir no mercado de câmbio: os swaps cambiais. Nesse caso, a intervenção não compromete as reservas internacionais. O BC oferta contratos de troca de rendimento no mercado futuro. Apesar de serem em reais, as operações são atreladas à variação do dólar. No swap cambial, a autoridade monetária aposta que o dólar subirá mais que a taxa DI (taxa de depósito interbancário, ou seja, a cobrada em transações entre bancos). Os investidores apostam o contrário. No fim dos contratos, ocorre uma troca de rendimentos (swap) entre as duas partes. Quando o dólar sobe, o BC tem prejuízo proporcional ao número de contratos em vigor. Quando a cotação cai, os investidores deixam de lucrar.

Nos meses em que o dólar sobe, o BC tem prejuízo com as operações de swap. Quando a cotação cai, o órgão tem lucro. Os resultados são transferidos para os juros da dívida pública, aliviando as contas públicas quando os contratos de swap são favoráveis à autoridade monetária e precisando ser cobertos com as emissões de títulos públicos pelo Tesouro Nacional quando ocorrer o oposto. O BC tem feito leilões para rolagem de contratos de swaps cambiais.

Na última sexta-feira (4), o dólar fechou cotado a R$ 3,86, com alta de 2,68%. A cotação é a mais alta desde outubro de 2002. Na semana, a moeda americana acumulou alta de mais de 7%. Os últimos cinco dias foram de trajetória ascendente do dólar, que reagiu a incertezas políticas e econômicas e à crise chinesa.
"

www.jb.com.br/economia/noticias/2015/09/08/com-alta-do-dolar-bc-vende-hoje-ate-us-3-bi-para-tentar-conter-alta-da-moeda/

E, sobre algo mais interessante, à respeito:

"
Desvalorização do real passa de 70% em 12 meses, a maior desde 1999 - InfoMoney
Veja mais em: www.infomoney.com.br/mercados/cambio/noticia/4267855/desvalorizacao-real-passa-meses-maior-desde-1999
"

Link: www.infomoney.com.br/mercados/cambio/noticia/4267855/desvalorizacao-real-passa-meses-maior-desde-1999

Sinceramente, eu não fazia idéia de que uma "nova matriz macroeconômica" pudesse gerar um resultado 'bolivariano' destes, em tão pouco tempo. Do jeito que vai, a inflação passará de dois dígitos antes do final de 2015, com o dólar acima dos 4 Reais...

Att,

Responder
Leandro 08/09/2015 16:09:31

É isso mesmo.

Nesse arranjo heterodoxo de swap cambial inventado pelo BC, não apenas as reservas internacionais ficam na mesma, como a base monetária é aumentada a cada operação.

Swap cambial é uma operação cuja liquidação se dá toda ela em reais. O BC paga aos investidores (em reais) a variação do câmbio no período de vigência dos contratos. E os investidores pagam ao BC a oscilação dos DI. Tudo em reais.

Ou seja, na prática, o BC cria reais e, com isso, tenta garantir (em reais) a renda de quem perdeu com o câmbio.

Trata-se de um mecanismo inflacionário -- e, como mostra a notícia, gerador de perdas para o BC.

Responder
Wesley 03/09/2015 16:50:30

Quais seriam as consequências se a população decidisse boicotar o real e aderir a comercialização de moedas estrangeiras? Seria algo economicamente viável? Obviamente se o brasileiro não fazia isso nem na época da hiperinflação, imagine agora. Quais seriam as consequências dessa atitude para o Estado do ponto de vista financeiro? Obviamente seria um boicote justo, já que o governo destrói a moeda nacional propositalmente e prejudica o brasileiro.

Responder
Gunnar 03/09/2015 18:10:51

Ia todo mundo em cana.

Responder
Leo 07/09/2015 12:03:10

Prezado Leandro, uma dúvida simples que tenho e que me enrola o raciocínio. O cenário atual é de Inflação em alta e Dólar em alta (desvalorização do Real). Porém, se o Dólar for para R$ 1,50 daqui a alguns meses, o poder de compra do Real retorna (aumenta de novo)? Isso descontando a Inflação medida pelos índices. Obrigado!

Responder
Leandro 07/09/2015 15:05:49

"O cenário atual é de Inflação em alta e Dólar em alta (desvalorização do Real). Porém, se o Dólar for para R$ 1,50 daqui a alguns meses, o poder de compra do Real retorna (aumenta de novo)? Isso descontando a Inflação medida pelos índices. Obrigado!"

Não visualizo como esse cenário seria possível. Para o dólar desabar de R$ 3,84 para US$ 1,50 "daqui a alguns meses", teria de haver uma súbita e descontrolada carestia nos EUA.

Nesse caso, não seria o real que estaria ganhando poder de compra, mas sim o dólar que estaria perdendo. Os preços dos bens em dólar estariam disparando.

Responder
Sven 09/09/2015 16:48:05

Compartilhando:

Perda do BC com swaps beira R$ 90 bi, mas não impede alta do dólar
De janeiro até 4 de setembro, BC perdeu R$ 89,51 bi com estes contratos.

Mesmo assim, dólar avançou cerca de 45% neste período, para R$ 3,86.

Os prejuízos da autoridade monetária com os contratos de "swaps cambiais" são incorporados às despesas com juros da dívida pública e ajudam a impulsionar o déficit nominal – que atingiu quase 9% do PIB em doze meses até julho, o maior patamar da série histórica, que começa em novembro de 2002. Também ajudam a impulsionar a dívida do setor público.

No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais) – conceito também acompanhado pelas agências de classificação de risco – o endividamento brasileiro subiu em julho.

No fim do mês passado, estava em 64,6% do PIB (R$ 3,68 trilhões) - também o pior resultado da história. Alguns bancos já projetam a dívida bruta em 70% do PIB nos próximos anos.

g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/perdas-com-swaps-beiram-r-90-bi-mas-nao-impedem-disparada-do-dolar.html

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 09/09/2015 17:19:47

Acho que essa informação sobre os swaps está equivocada.

Os dados de política monetária do Bacen (última divulgação em 28/08) apontam para uma perda de R$ 57 bilhões neste ano (considerando as operações de swaps propriamente ditas):

www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC


O que não deixa de configurar um escândalo, claro. Nosso BCB é mesmo um campeão. A despeito de impactar sobremaneira o déficit nominal, ainda permite o esfacelamento da moeda e a disparada do câmbio. 'Jênios'. E o Tombaço dando declarações de que câmbio depreciado é bom pra indústria e de que isso irá ajudar na recuperação econômica.

Responder
Orban 09/09/2015 18:29:34

Não encontrei esse valor, Rodrigo.

O relatório fala apenas que, em julho, as operações com swap cambial foram deficitárias em R$ 23,9 bilhões.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 09/09/2015 18:37:32

Tem de abrir a planilha (arquivo ZIP).

Depois abra o Quadro 42.

Na coluna 'Resultado Caixa', para o ano de 2015, consta o valor de R$ 57 bilhões, assim como consta somente para o mês de julho o valor de 23,9 bilhões.

Responder
Sven 10/09/2015 00:38:35

Atenção: Standard and Poor's retira grau de investimento do Brasil

Agência dá sinal para o mundo de que não considera país um bom pagador.

Brasil caiu para BB+ com viés negativo.

g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/09/standard-and-poors-retira-grau-de-investimento-do-brasil.html

E agora ? O dólar vai para qual patamar ? Acima dos R$ 4,00 ???

Responder
Marcos 10/09/2015 00:43:15

Por favor, queria entender melhor a relação Dólar - Real - Ouro. Sei que a queda do dólar gera uma alta no preço do ouro, mas o que aconteceria por exemplo hoje em dia em ralação ao preço do ouro cotado em reais (Cotação atual R$ 134 o grama) - neste cenário de desvalorizção do real - com uma queda do dólar ( não porque o real se valorizou, mas sim porque o dólar se desvalorizou, se é que me entende, por causa das políticas do FED... ). Pois ultimamente mesmo com o preço do ouro caindo lá fora, aqui dentro tem subido, já que o dólar está se valorizando perante o real. Obrigado.

Responder
Leandro 10/09/2015 01:17:46

"Por favor, queria entender melhor a relação Dólar - Real - Ouro."

É a mesma, mesmíssima, relação entre real - bens de consumo - serviços. Se o real enfraquece, os preços dos outros itens tendem a subir.

"mas o que aconteceria por exemplo hoje em dia em ralação ao preço do ouro cotado em reais [...] com uma queda do dólar"

Se houver uma queda do dólar, o preço do ouro em dólar irá subir. Ponto.

O que irá acontecer com o preço do ouro em reais? Depende. Se o real se valorizar em relação do dólar e em relação às outras moedas, então o preço do ouro em reais irá cair.

Se o real se valorizar em relação ao dólar, mas só porque o dólar se desvalorizou (e não porque o real se valorizou), então pode ser que o preço do ouro em reais não se altere muito.

Se o real se desvalorizar junto com o dólar, então o ouro encarecerá.

Realmente, não tem segredo nenhum. O preço do ouro é ditado pela robustez da moeda.

"Pois ultimamente mesmo com o preço do ouro caindo lá fora, aqui dentro tem subido, já que o dólar está se valorizando perante o real. Obrigado."

Aqui dentro o ouro está subindo simplesmente porque o real está indo pro esgoto. Não tem segredo: se a moeda se enfraquece, o preço do ouro dispara. Sempre.

Artigo sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055

Responder
Sven 10/09/2015 23:33:52

PSC:

"
O dólar avançou 1,34 por cento, a 3,8504 reais na venda. De maneira geral, a percepção nas mesas de operações é que o dólar tende a rumar para a máxima histórica de quase 4 reais em breve, em uma trajetória volátil.
"

www.dci.com.br/financas/dolar-sobe-1,34-e-vai-a-r$3,85-com-rebaixamento-do-brasil-id494987.html

Novidade:

"
DIs disparam após S&P rebaixar Brasil

"
As taxas dos contratos de juros futuros dispararam nesta quinta-feira, com investidores exigindo rendimentos maiores de papéis de dívida do Brasil após a Standard & Poor's rebaixar o Brasil ao grau especulativo, aumentando a pressão para que o Banco Central volte a elevar os juros (SELIC) em breve.
"

www.dci.com.br/financas/dis-disparam-apos-s&p-rebaixar-brasil-id494975.html

Mas, nada a temer sobre esta situação, pois Lula diz que perda do grau de investimento não significa nada...

Deve ser somente outra 'marolinha' ou intriga midiática...

Sds

Responder
Sven 22/09/2015 00:28:18

PSC:

Dólar perto de R$ 4,00 põe BC e Tesouro em 'modo crise':

Com o dólar perto de atingir R$ 4,00, superando seu recorde histórico de alta, e os juros disparando no mercado de futuros, parece restar pouco à equipe econômica além de reduzir danos.

Recentes intervenções do Banco Central e Tesouro parecem visar apenas impedir que se consolide a ideia de que o mercado está fora de controle. Reverter o nervosismo de forma consistente, porém, depende da presidente Dilma Rousseff e do Congresso.

A percepção é de que o mercado está "sem defesa" diante do agravamento da crise político-econômica, diz Italo Abucater, chefe da mesa de câmbio da Icap do Brasil. Para ele, tornou-se "óbvio" que o dólar chegará a R$ 4,00.

Na verdade, ele prevê que, diferentemente do que ocorreu antes da eleição de Lula em 2002, desta vez o dólar vai superar o recorde e não voltará a cair. Ajustado pela inflação, o dólar de R$ 4,00 em 2002 hoje deveria valer de R$ 5,50 a R$ 6,00.

Um dos motivos de o real estar perdendo fôlego é que o mercado considera que o BC não vai vender dólar das reservas. Seria preocupante o BC começar a queimar as reservas, um dos poucos, se não o único, fundamento econômico que não se deteriorou nos últimos anos.

Leia mais, em exame.abril.com.br/economia/noticias/dolar-perto-de-r-4-00-poe-bc-e-tesouro-em-modo-crise

Real foi segunda moeda que mais desvalorizou no mundo:

O real foi a segundo moeda do mundo que mais desvalorizou em relação ao dólar nos últimos 12 meses, de acordo com Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da TOV Corretora.

Em primeiro lugar no ranking está o rublo da Rússia, com 72% de desvalorização, seguida do nosso real, com 67%

Leia mais, em exame.abril.com.br/economia/noticias/real-foi-segunda-moeda-que-mais-desvalorizou-no-mundo

Responder
Anderson 23/09/2015 14:46:03

Caramba, acho que esses tipos de artigos vão se repetir a cada mês, do jeito que a coisa anda...

Responder
M.S. Batista 23/09/2015 15:14:29

Leandro,

É possível haver valorização do Dolar e do Real ao mesmo tempo? Ou a evolução na cotação do Dólar é, principalmente, reflexo da desvalorização da moeda local e vice versa?

Responder
Leandro 23/09/2015 15:24:16

Se as duas se valorizam ao mesmo tempo, então a cotação entre eles permanece relativamente constante. É mais ou menos o que ocorre entre dólar e euro ou entre dólar e libra esterlina.

É matemática pura.

Responder
M.S. Batista 23/09/2015 15:45:52

Ontem, mais uma vez, teve uma matéria com um "economista", desta vez na TV Record, defendendo o aumento do dólar como vantajoso aos exportadores, uma vez que seus lucros aumentarão.

E parou por aí. Não citou o gasto com insumos (cotados em dólar), maquinário, tecnologia, assistência técnica de outros países, consultorias internacionais, eventos no exterior etc.

Ou seja, para o povo, essa questão, vista apenas de um ângulo, é vantajosa. Mas sutilmente o entrevistado omite o lado negativo que se passa, fazendo com que o povo fique enganado, bem como armando de argumentos os que defendem o governo.


Responder
Marcelo 23/09/2015 15:50:10

hoje temos o dólar PT: R$ 4,13

Responder
Vander 23/09/2015 16:13:55

Literalmente "de quatro para o treze"...

Responder
Diego 23/09/2015 16:17:28

Uma moeda valorizada demais também pode ser ruim do ponto de vista interno, visto que os investidores podem aproveitar e investir em outros países, se aproveitando da moeda forte?
Dessa maneira a economia trava, a inflação não cresce, já que as pessoas adiam os gastos pois sabem que no dia seguinte o poder de compra será maior.
Isso justifica o fato do Fed não subir os juros nos EUA?
Obrigado.

Responder
Leandro 23/09/2015 16:44:40

"Uma moeda valorizada demais também pode ser ruim do ponto de vista interno, visto que os investidores podem aproveitar e investir em outros países, se aproveitando da moeda forte?"

Ou seja, os suíços estão sendo prejudicados por sua moeda forte, pois os empresários suíços estão preferindo investir fartamente no Brasil, na Argentina, na Venezuela e na África, que têm moedas bem mais fracas que o franco suíço e, consequentemente, fornecem grandes oportunidades de ganhos.

Faz sentido?

Moeda forte em casa significa que a população está com grande poder de compra. Neste cenário, investir no próprio país é muito mais negócio. Para quem você prefere investir: para uma população com alto poder de compra ou para uma população de moeda fraquíssima, como aconteceu com o Zimbábue na década de 2000?

"Dessa maneira a economia trava, a inflação não cresce, já que as pessoas adiam os gastos pois sabem que no dia seguinte o poder de compra será maior."

Em primeiro lugar, qual é a teoria que diz que é necessário a "inflação crescer" para a economia "destravar"? Será que a atual situação do Brasil já não refuta essa tese estúpida? Inacreditável.

Outra coisa, essa tese de que as "pessoas adiam os gastos ao saberem que os preços irão cair" não apenas não tem sustentação teórica, como também nunca foi observada na prática.

Em primeiro lugar, se ela fosse verdadeira, absolutamente nenhum computador, smartphone, notebook, máquina fotográfica, televisão etc. seriam vendidos, pois são bens que, em países de economia estável, barateiam a cada ano.

No entanto, não apenas as vendas são fartas, como também tais indústria estão entre as mais lucrativas da economia. Como se explica isso?

Outra coisa: se a pessoa sabe que os preços estarão mais baixos no futuro, então, por definição, ela sabe que sua renda real será maior. Sendo assim, há um grande motivo para ela consumir hoje: afinal, se você sabe que seu poder de compra será ainda maior amanhã, então você pode consumir despreocupadamente hoje.

Por fim, há inúmeras necessidades básicas que simplesmente não podem ser postergadas, como gastos com alimentação, vestuário, moradia, transporte, saúde e até mesmo lazer.

Ou seja, não faz sentido essa teoria, a qual foi inventada por keynesianos justamente para justificar inflação e aumento de gastos.

"Isso justifica o fato do Fed não subir os juros nos EUA?"

Não, a explicação é totalmente outra, e muito mais técnica.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2019

Responder
Henrique Zucatelli 23/09/2015 16:32:33

Segundo a própria escola austríaca, não é somente o valor do câmbio que provoca a desindustrialização de um país, mas sua imprevisibilidade.

Posto que bastaria fixar o câmbio assim como a China fez em um patamar condizente com algum índice bem básico (Razão PIB/ PIB per Capita etc) e respeitar esse câmbio sem emitir dinheiro fajuto e aumentar o endividamento interno, os problemas de investimento estariam resolvidos.

Claro que não seria o melhor dos mundos, pois mesmo com um câmbio previsível, este estando fraco seria péssimo para o consumidor interno (como é na China), mas já resolveria alguma coisa nessa montanha de problemas. E conforme a riqueza do país vai crescendo e os investimentos entrando, a moeda vai somente se valorizar (como é na China).

Responder
Carlos 23/09/2015 17:13:04

Analisando os gráficos e comparando com outros artigos do próprio Leandro, surgiu uma duvida: Pelo gráfico apresentado neste artigo, o emprego na industria entre 2010 e 2012 se manteve relativamente estável. Porém neste artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=1601 o autor diz que este mesmo período foi de forte contração do setor. Afinal, esta contração não deveria estar expressa nos dados de emprego?

Responder
Leandro 23/09/2015 17:30:35

"Pelo gráfico apresentado neste artigo, o emprego na industria entre 2010 e 2012 se manteve relativamente estável."

Correto.

"Porém neste artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=1601 o autor diz que este mesmo período foi de forte contração do setor."

Desculpe-me, mas exatamente em que trecho deste referido artigo está escrito que o período entre 2010 e 2012 "foi de forte contração no setor industrial"? Procurei, e não achei.

Há, isso sim, um trecho que fala o seguinte: "A atual (2013) contração do setor industrial, que se expandiu acentuadamente durante os anos de 2010 e 2011, época da farra do crédito, é uma consequência inevitável desta nova realidade".

Ou seja, completamente em linha com os gráficos do presente. Acho que você se confundiu na leitura.

Responder
Carlos 24/09/2015 17:36:50

Existiu ou não uma contração no setor industrial no período de 2010/12? Se sim, porque não se reflete no gráfico dos empregos? Se não, como pode se expandir acentuadamente algo que não existe?

Responder
Leandro 24/09/2015 18:01:34

"Existiu ou não uma contração no setor industrial no período de 2010/12?"

2010 a 2011 = expansão. Mostrada no gráfico.

O índice sai de 102 e esbarra em 106, segundo maior nível da história (perdendo só para alguns meses de 2008).

2012 = início da contração, retornando, ao final do ano, ao mesmo nível de meados 2010.

Em tempo: em nunca incluí 2012 no período da expansão. Deixei claro que a expansão terminou em 2011. Foi você quem incluiu -- não sei por quê -- o ano de 2012 no período de tempo. Eu não posso ser culpado pelos seus próprios erros.

"Se sim, porque não se reflete no gráfico dos empregos?"

Como não? De 2010 a 2011, o índice sai de 102 e esbarra em 106. Aliás, se considerarmos que em meados de 2009 o índice estava abaixo de 100, a expansão foi ainda mais intensa para um período de tempo tão curto.

A minha frase, repito, foi clara: a expansão ocorreu até 2011. Eu nunca incluí 2012. Você que deliberadamente incluiu este ano, e está imputando tal feito a mim.

Responder
Carlos 25/09/2015 12:08:27

Desculpe Leandro, agora eu entendi corretamente.

Quando você diz "se expandiu acentuadamente", estava se referindo a industria, não ao processo de contração. De fato me confundi na leitura.

Obrigado pela paciência.

Responder
Marconi Soldate 23/09/2015 17:20:15

Aee Leandro Currency Board!

[...]um país de moeda forte e estável envia um sinal bem diferente ao mundo: "tragam seu dinheiro; mandem para cá seus especialistas; construam suas fábricas aqui; ensinem a nós tudo o que vocês sabem; e riqueza que vocês criarem aqui voltará para vocês multiplicada e em uma moeda que mantém seu valor".

Perfeito. A China fez isso e cresce forte há anos. O Brasil, na América, com cultura parecida, perde a chance de pegar um atalho para a riqueza.

Basta dar um retorno merreca, mas seguro, ao investidor estrangeiro, e eles entregam todo o conhecimento acumulado em séculos de geração de riqueza.

Estradas, aeroportos, portos, ferrovias, metros, fábricas de tudo quanto é tipo, industrias, etc.. tudo poderia vir para o Brasil mas, nos últimos 35 anos, foi pra China.

Currency Board já!

Responder
Leandro 23/09/2015 17:37:45

Mudou de ideia?

Responder
Marconi Soldate 24/09/2015 14:26:02

Gosto da idéia do Currency Board, mas acho que o ideal seria uma cesta de moedas fortes, não só dólar. Nenhum ouro :-D

Se eu fosse ministro, criaria uma moeda estilo bitcoin, sem controle estatal, só que com crescimento da base monetária a uma taxa constante de 4%, com esse crescimento indo para a conta estatal pra custear o estado. :-D

Responder
Geógrafo 23/09/2015 17:24:57

Até onde eu sei, o dólar alto no atual cenário é muito bom, principalmente para diminuir o déficit nas transações correntes e ajudar a indústria nacional que já vem sufocada desde 2003.

Responder
Matemático 23/09/2015 17:41:16

Sim, sim, tá sendo ótimo:

exame.abril.com.br/economia/noticias/indice-de-producao-cai-a-42-7-pontos-em-agosto-ante-44-pontos-em-julho-diz-cni

A pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nesta quarta-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que o índice de evolução da produção atingiu 42,7 pontos no mês ante 44 pontos registrados em julho.

Os indicadores da pesquisa variam no intervalo de zero a 100, sendo que valores abaixo de 50 indicam evolução negativa.

Segundo a pesquisa, produção e número de empregados mantiveram tendência de queda, o nível de estoques permaneceu acima do nível planejado pelas empresas e a ociosidade continuou elevada. O indicador que mede o estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 53 pontos ante 52,3 pontos em julho, o que revela excesso.

Esse é o segundo ano consecutivo que o índice de evolução da produção fica abaixo dos 50 pontos em agosto, segundo a CNI. O mercado de trabalho na indústria teve mais um recuo no mês passado. O indicador de evolução do número de empregados registrou 41,2 pontos e permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, indicando queda do emprego.

Com relação à Utilização da Capacidade Instalada (UCI), o índice manteve-se estável em 66%. A pesquisa destaca, no entanto, que seria de se esperar que na passagem de julho para agosto houvesse um aumento do uso da capacidade instalada.

Em 2011, 2013 e 2014, a UCI subiu 2,0 pontos porcentuais entre julho e agosto e, em 2012, houve alta de 1,0 ponto porcentual. O índice registrado em agosto deste ano é seis pontos porcentuais menor que o de agosto de 2014.

As expectativas dos empresários da indústria continuam pessimistas. As perspectivas para os próximos seis meses são de redução da demanda, do número de empregados e das compras de matérias-primas.



epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2015/09/ibge-producao-industrial-no-brasil-cai-15-em-julho.html

A produção caiu 1,5% em julho na comparação mensal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (02/09). É o pior resultado desde dezembro, quando a produção teve retração de 1,8%.

Em comparação com um ano antes, a produção industrial mostrou queda de 8,9%, 17ª taxa negativa consecutiva. Os resultados foram bem piores do que os esperados em pesquisa da Reuters com economistas, que projetavam queda de 0,10% na variação mensal e de 6,20% na anual.



P.S.: eu sei que foi ironia, mas é sempre bom aproveitar o gancho para atualizar algumas notícias.

Responder
Geografo 24/09/2015 01:29:23

Não, não é ironia não, apenas uma outra visão.
Os déficits em transações correntes estava aumentando o romba ano à ano.
www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/09/bc-reduz-projecao-para-deficit-em-contas-externas-para-us-65-bilhoes

Quando ao Dólar Alto x Industria, a própria CNI aponta vantagens:
economia.estadao.com.br/noticias/geral,dolar-ja-ajuda-industria-a-exportar--aponta-cni--imp-,1744575

Iremos favorecer mais nossos produtos, gerando competitividade e substituições de importados.

Quanto aos empregos no Setor Industrial, temos que levar em conta a indústria automobilística, que não é algo necessariamente bom, pois remetia quantias enormes ao exterior.

Moeda valorizada no Plano Real, e abertura econômica tem de ser feita com planejamento, se não o resultado é esse:
www12.senado.leg.br/noticias/materias/2013/06/25/belluzzo-cambio-valorizado-desde-plano-real-minou-industria.

Abçs!

Responder
Leandro 27/09/2015 01:12:22

"Os déficits em transações correntes estava aumentando o romba [sic] ano à [sic] ano."

E essa sempre foi a regra.

O único momento em que isso não aconteceu foi no período 2003-2007.

"Quando ao Dólar Alto x Industria, a própria CNI aponta vantagens"

Em primeiro lugar, é óbvio que a FIESP quer um dólar caro: embora isso também a prejudique, prejudica muito mais seus eventuais concorrentes (pelos motivos explicados no artigo), cria um mercado cativo para seus produtos (os brasileiros mais pobres se tornam virtualmente proibidos de comprar produtos estrangeiros, tendo agora de recorrer aos produtos caros e ruins da Fiesp) e, de quebra, pode -- atenção, pode -- aumentar suas vendas para o exterior.

É curioso ver que a última tábua de salvação da esquerda nacional passou a ser defender as reservas de mercado do grande baronato industrial paulista.

"Iremos favorecer mais nossos produtos, gerando competitividade e substituições de importados."

Tradução: iremos favorecer empresários incompetentes abolindo a concorrência estrangeira e criando uma reserva de mercado para a FIESP.

Essa é a receita para aumentar a produtividade, a competitividade e a qualidade dos produtos nacionais, certo?

De resto, até agora, contrariando a sua teoria -- e confirmando o artigo -- as exportações não apenas não aumentaram, como continuam abaixo de onde estavam em 2011, justamente o último ano em que o real ainda estava (relativamente) forte.

Óbvio: se destruir a moeda resultasse em grandes indústrias, o Zimbabue da década de 2000 seria uma potência. E se moeda forte fosse ruim para a indústria, a Suíça seria hoje uma favela.


Quanto a Belluzzo (por que perco meu tempo com isso num sábado à noite?), a prática mostra exatamente o contrário da teoria exposta por Belluzzo (vide os gráficos do IBGE): foi justamente quando a moeda estava forte que a indústria cresceu, e é justamente agora que a moeda está fraca que a indústria está indo pro saco.

Aliás, é exatamente por se mostrar completamente incapaz de perceber que suas teorias não funcionam no mundo, que o indigitado quase destruiu o Palmeiras.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 27/09/2015 02:07:49

Destruir o poder de compra da sua moeda, liquidando com a economia interna, pra ter um saldinho pífio de balança comercial e redução pífia no déficit em transações correntes?!

isso só é bom pra os idiotas do Bacen.

Se a conta financeira já é suficiente pra equilibrar o balanço de pagamentos hoje, imagine se tivéssemos responsabilidade fiscal e estabilidade monetária? Iria chover investimentos estrangeiros (dólares).

Além do mais, temos U$ 370 bilhões em Reservas, o que torna essa tese ainda mais estapafúrdia.

Responder
Sindicalista 23/09/2015 18:14:28

www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150922_entrevista_boulos_ms_ab

Responder
ed 23/09/2015 18:19:49

Alguem poderia me explicar ou indicar algum artigo sobre como o BC intervem para "segurar" o dólar?

Responder
Leandro 23/09/2015 19:02:31

O Banco Central faz algo chamado de swap cambial.

Trata-se de um arranjo heterodoxo -- e, logo, completamente ineficaz e, ao mesmo tempo, muito caro -- no qual as reservas internacionais ficam na mesma e a base monetária é aumentada a cada operação. Swap cambial é uma operação cuja liquidação se dá toda ela em reais. O BC paga aos investidores (em reais) a variação do câmbio no período de vigência dos contratos mais um cupom cambial. E os investidores pagam ao BC a oscilação dos DI. Tudo em reais.

Ou seja, na prática, o BC cria reais e, com isso, tenta garantir (em reais) a renda de quem perdeu com o câmbio.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 23/09/2015 19:32:25

"BC aumenta intervenção, mas dólar ainda sobe quase 2% e chega a encostar em R$4,15" - br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN0RN1Y620150923

A matéria informa que estão oferecendo NOVOS contratos de swap cambial!, além do leilão de linha. Ou seja, tão mais perdidos que cego em tiroteio. É tudo uma tremenda improvisação, com um ônus fiscal gigantesco (a conta dos swaps neste ano, que irá somar aos juros nominais, já supera fácil os R$ 80 bilhões!). E o dólar não pára de subir, claro, pois o mercado percebeu o caos instalado e irá sangrar o bananão de todas as formas possíveis. The horror, the horror....

Responder
Henrique 28/09/2015 18:13:40

Leandro, você poderia entrar um pouco mais no detalhe sobre o funcionamento dos swaps?

Alguns dizem que é uma medida inflacionária, mas como você escreveu aí em cima, essas operações aumentam a base monetária. Mas ela afeta também a oferta monetária?

Grato.

Responder
Gustavo Longo 23/09/2015 19:36:27

Conheci esse site ontem, não sabia de sua existência. Ontem fiquei 3 horas lendo artigos de vocês. Parabéns pelo excelente trabalho.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 23/09/2015 20:25:40

Mais uma:

A Petrossauro definitivamente foi pro saco. Não há futuro possível sem capitalização pelo Tesouro. Adivinhe quem vai pagar a conta ?!

Responder
Brand Halfed 23/09/2015 20:31:56

Leandro, tenho ouvido um pessoal falando que o dólar devia estar em torno de 8 reais e tal, por causa da inflação e blá, blá, blá.
Que história é essa??? É uma piada, né?

Responder
Leandro 23/09/2015 21:13:17

Ver abaixo.

Responder
Marcos Roberto 23/09/2015 21:02:02

Leandro vi um pessoal basicamente falando isso: " R$ 4 em outubro de 2002 atualizados pelo IPCA equivale hoje a R$ 9,08. Então o dolar hoje (R$ 4,16) não está nem na metade do que foi em 2002. Parem de pânico!"

Isso existe ???

Responder
Leandro 23/09/2015 21:12:29

Esse raciocínio é economicamente ignaro.

Em primeiro lugar, com câmbio flutuante, não tem disso de "corrigir pelo IPCA"; a correção já ocorre automaticamente. A taxa de câmbio de longo prazo é a razão entre os preços internos de cada país. Ela já considera tanto a inflação de preços no Brasil quanto a inflação de preços nos EUA. Não é necessário "corrigir pelo IPCA".

Em segundo lugar, quem fala isso ignora completamente toda a inflação de preços ocorrida nos EUA. Partem do princípio de que ela foi zero. Só que ela não foi pequena: de 2006 a 2008, por exemplo, o IGP-M americano (PPI) chegou a ser maior que o brasileiro em alguns momentos. Os próprios preços dos imóveis nos EUA cresceram absurdamente neste período, bem como o preço do ouro, denotando uma forte inflação ocorrida naquele país (e não captada pela branda metodologia do índice oficial americano, que ignora os preços de alimentos e energia). Isso é ignorado por esses gênios.

Em terceiro lugar, o próprio raciocínio dessa gente entrega a alta inflação de preços ocorrida neste período no Brasil. Se era para o câmbio estar a R$ 9,08 em vez de em R$ 4,15, então isso significa que a inflação de preços no Brasil durante este período foi brutal (o que faz com que seja incompreensível que os governistas tenham compartilhado esta idéia).

Em suma, nada a se aproveitar.

Responder
Marcos Roberto 23/09/2015 21:23:29

Obrigado pelos esclarecimentos, sempre leio seus artigos Abraços!!

Responder
Brant 23/09/2015 23:57:39

É, parece que a ordem de espalhar essa mentira econômica do dólar barato de acordo com o ajuste do ipca vem de cima, estão seguindo a doutrina humorística do "vai que cola".

O pior de tudo é que ainda estão mentindo errado. Já que é assim deveriam pegar a inflação de preços de 1994 até hoje e fazer o ajuste, ou seja o dólar na verdade era para estar custando 20 reais, 4,14 está uma verdadeira pechincha.

O nível da discussão econômica brasileira é de embrulhar o estômago

Responder
Marcelo Werlang de Assis 23/09/2015 21:31:33

Olá, pessoal.

Eu gostaria de ter uma dúvida esclarecida pelo Leandro Roque ou por outro indivíduo. Eis a pergunta: Por que o custo de vida na Suíça é elevado? Afinal, esse país possui uma moeda saudável, robusta, forte e grande liberdade econômica. Algumas das informações que li na internet culpam o protecionismo estatal no setor primário, os altos salários, as regulações estatais sobre a importação de bens.

Por obséquio, me respondam.

Grande abraço!

Responder
Auxiliar 24/09/2015 00:05:36

Defina custo de vida, especifique os critérios utilizados e faça as comparações cabíveis.

Por exemplo, quanto tempo um suíço médio precisa trabalhar para ter o mesmo conforto e padrão de vida de um brasileiro médio?

Quem precisa trabalhar mais horas para adquirir os mesmos tipos de bens de consumo (carros, aparelhos eletroetrônicos, e amenidades como smartphones e tablets)?

Essa é a comparação a ser feita.

Desconfio fortemente que os suíços só terão rivais nos americanos.

Responder
Marcelo Werlang de Assis 24/09/2015 00:45:19

Muito obrigado, senhor Auxiliar, pela sua resposta.

Eu tinha me esquecido de empregar essa linha de raciocínio, comparando o tempo de trabalho efetivo com os bens que podem ser adquiridos através desse específico número de horas trabalhadas.

Esta página, www.numbeo.com/cost-of-living/country_result.jsp?country=Switzerland, mostra alguns números, estando o salário médio no fim. No seu entendimento, senhor Auxiliar, ela é válida?

Eu sou um ferrenho libertário. Eu sou também o tradutor deste livro: www.mises.org.br/Product.aspx?product=84. Portanto, o meu questionamento não é coisa de socialista/esquerdista.

Forte abraço!

Responder
Leandro 24/09/2015 01:33:56

O Auxiliar está correto. No final, o que realmente interessa em uma economia é:

1) O padrão de vida que ela fornece a seus habitantes; e

2) A facilidade de se obter esse padrão de vida.

Embora eu não seja -- longe disso! -- nenhum especialista em economia mundial, eu duvido muito que haja mais de cinco países à frente da Suíça nestes dois critérios conjuntos.

Quanto os números do link, vale lembrar que, sendo a Suíça um país repleto de cidades pequenas, os índices são severamente afetados pelas cidades grandes. E há duas cidades grandes na Suíça que distorcem as coisas: a primeira é Genebra, que é, na prática, uma cidade "francesa" repleta de funças altamente bem pagos que trabalham para as várias organizações globalistas que têm seus quartéis-generais nesta cidade. Quem já esteve em Genebra e nos cantões alemães sabe que Genebra não é Suíça. E é realmente cara.

Já Zurique, embora seja uma cidade genuinamente suíça, é repleta de bilionários exilados de outros países (por questões tributárias), o que certamente ajuda a encarecer os preços dos imóveis e dos restaurantes. Todos os grandes esportistas, estrelas de cinema, apresentadores de televisão, grandes empresários e banqueiros que se prezam têm casa na Suíça. A demanda gerada pelo alto poder aquisitivo dessa gente impulsiona os preços.

Por outro lado, a Suíça "genuína" -- aquela que está no centro do país -- não tem nada de exorbitantemente caro (falo isso por experiência própria). Aliás, nem mesmo Berna está fora dos padrões mundiais.

Realmente, não há muito segredo.

Responder
Marcelo Werlang de Assis 24/09/2015 03:24:29

Agradeço muito a sua resposta, Leandro!

Você, não olvidando também a participação do senhor Auxiliar, trouxe grande elucidação à questão.

Eu estava em dúvida exatamente pelo fato de que "as coisas não fechavam": a Suíça possui grande liberdade econômica, há respeito pela propriedade privada e pelos contratos, a sua moeda é uma das mais robustas, saudáveis e fortes do mundo, as pessoas têm o pleno direito de praticar a autodefesa (a tradição armamentista dos suíços é notória), a economia se mostra pujante e próspera, havendo abundância de produtos e serviços; então, por que existem indivíduos dizendo que lá o custo de vida é elevado?

Saudações aos dois!

Responder
Joaquim Saad 23/09/2015 23:13:53

Quem chega primeiro em R$5,00: o dólar, ou a ação da Petrobrás ?! :-D

Responder
Dissidente Brasileiro 24/09/2015 00:32:53

As ações da Petrobrás chegam primeiro em 5... 5 centavos, rsrsrs.

É a economia do braziul crescendo... crescendo para baixo, como rabo de cavalo, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Responder
Vander 24/09/2015 00:10:30

Tá rolando boatos que a gorducha vai congelar o câmbio. Mês de outubro será tenso para o Brasil.

Responder
Dissidente Brasileiro 24/09/2015 00:11:33

ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ... DO BRAZIUL!!! BRAZIULLLL!!!

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2191&comments=true#ac152362

Bovespa deixa de ser a maior bolsa da América Latina

Já são 2x0. Vai ser 7x1 de novo em cima do Bananão, mas desta vez no campo econômico, hehehe.

Eu odeio futebol, mas não poderia deixar de usar esta "metáfora futelobística" em cima dos bananeiros, ops, brazilêros, já que é o esporte preferido deles (e também a única linguagem que eles entendem, kkkkkkkkkkkkkk.)

Responder
Dissidente Brasileiro 24/09/2015 00:38:22

"Metáfora futebolística" eu quis dizer, desculpem pelo erro de digitação. Mas brazilêro sempre escreve errado mesmo, então não tem muita importância, ninguém nem notou. :-)

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 24/09/2015 00:47:11

https://www.youtube.com/watch?t=1&v=S1-vPuCbAzM

Que delícia, cara. Que delícia... Que orgulho desses irmãos .... seus dias estão chegando comunas.

Responder
Renato 24/09/2015 02:07:29

Alguém sabe me dizer o que aconteceu com o site austriacos.com?

Estou tentando acessar e está dizendo que está suspenso.

Responder
austriacos.com 24/09/2015 11:11:03

Bom dia Renato, o site já está de volta. Muito obrigado pelo interesse.

Abraços

Responder
Vitor Sousa 24/09/2015 12:39:08

Acabei de voltar de férias de NYC. Parei de comprar meus dólares quando o mesmo ultrapassou os R$3,00

Comer nas barraquinhas espalhadas pela cidade (famoso "lamb over rice") custando ao redor de US$9,00 com uma Coca Cola.

Quase R$40,00 por refeição para comer comida de barraquinha no meio da rua.

Terrível.

Responder
M.S. Batista 24/09/2015 13:26:58

De R$ 3,00 para R$ 4,23: alta de 41%.

Se tivesse comprado até R$ 4,00, já teria faturado 5%.

Agora eu vejo que nunca é tarde para investir em dolar. E ouro.

Responder
Dede 24/09/2015 13:09:44

Dólar a R$ 4,20 tá cheirando a insider trading.

Vem rebaixamento pela frente.

GOOLLLLL da Alemanha!

Responder
Ricardo 24/09/2015 13:49:01

Quando sai o resultado das outras agências?
Eu estava buscando motivos para este aumento do dólar nos últimos dias e o vazamento de que o Brasil seria rebaixado seria uma explicação plausível.

Responder
Marta 24/09/2015 13:10:07

Agora só quem tem a ganhar e quem tem sua mão de obra aqui dentro do pais, bem como matéria prima, mas exporta o seu produto, recebendo assim em dólar.

Responder
Pedrão 24/09/2015 13:21:30

Leandro, procurei outro canal mais adequado para fazer essa pergunta e não encontrei então faço-a aqui mesmo:

Imagine que você ganhe em dolar(um salário digno para os padrões dos EUA) e trabalhe de casa, do Brasil. Por trabalhar de casa você tem mobilidade para mudar para outro país com sua família(lembro que você citou que não sai do Brasil por causa da família, imagine que não houvesse tal impedimento), para onde você iria e por que? Pensei em Chile ou Panamá, mas tenho várias ressalvas para ambos.

Estou investigando outro país para morar e estava pensando na América Latina mas pelo visto não tem muito para onde correr por aqui, Europa não parece tão atraente quanto era no passado, para os EUA a imigração nesses moldes beira o impossível(imigração legal, claro).

Obrigado não só pela possível resposta mas também pelo ótimo trabalho no mises, não perco um artigo seu :)

Abs

Responder
Leandro 24/09/2015 14:12:20

Você mora no Brasil e ganha em dólar? Então, sinceramente, não há por que mudar. Eu não mudaria.

Trabalhando de casa e ganhando em dólar, no Brasil, você é rei. Aliás, com essa disparada do dólar, você está tendo aumentos salariais reais diários.

Sua situação é absolutamente invejável. Fique.

Grande abraço e obrigado pelas palavras!

Responder
Rennan Alves 24/09/2015 15:09:16

Mas Leandro, não seria "trocar seis por meia dúzia"?

Por exemplo, uma vez que a maioria dos insumos são importados, o aumento generalizado do dólar desencadearia na destruição/redução da cadeia produtiva local, certo? Logo, se eu ganho em dólar, meu crescimento estaria estagnado (dado a proporção dólar/insumos importados), enquanto os demais que ganham em reais estariam em declínio.

Basicamente, eu teria dólares, mas não teria com o que gastar. No final das contas, eu seria um venezualeno com 10 dólares no bolso em um supermercado (comparação esdrúxula, eu sei, mas é uma forma de ilustrar o meu raciocínio).

Eu aproveitaria para sair imediatamente do país.

Responder
Leandro 24/09/2015 15:25:00

Por mais pessimista que eu seja, acho que esse seu cenário está catastrófico demais.

Mas pode ser. Aliás, com esse governo aí, não estou descartando nada.

Responder
M.S. Batista 24/09/2015 15:14:26

Leandro,

"Você mora no Brasil e ganha em dólar? Então, sinceramente, não há por que mudar. Eu não mudaria."

E se houver confisco? Não seria melhor ter reservas em outro país?

Responder
Leandro 24/09/2015 15:28:51

Não sei qual é o esquema dele. Parti do pressuposto de que os dólares dele estão lá fora. Dado que o dólar não é moeda corrente aqui dentro, bancos brasileiros não fazem TED entre seus clientes (ele e a empresa dele) em dólar.

Quanto a confisco, não vejo esse cenário. A nossa "sorte" é que já passamos por isso, e ainda bem recentemente, então a população ainda tem trauma disso.

Responder
M.S. Batista 24/09/2015 15:47:45

Leandro,

Não duvidemos, pois, desse comando central. O confisco, apesar de premeditado, não foi avisado antecipadamente. Talvez um seleto grupo tenha tido acesso a informações privilegiadas (insiders).

Na calada da noite, fizeram; de manhã, veio o espanto geral. Já não deva mais tempo de fazer nada, a não ser desesperar.

Não sei se vc é das Minas Gerais, mas vi que mora (ou morou) em BH. Como bom mineiro ou residente nas "Minas", você deve saber: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...!

Responder
Pedrao 24/09/2015 17:02:41

Leandro,

Minha principal preocupação é a violência que, a meu ver, deve crescer a medida que a situação econômica for se deteriorando mais(e ainda há bastante espaço para piorar), meu pensamento era buscar um lugar menos violento aqui dentro da América Latina mesmo onde a imigração é mais fácil, talvez seja o caso de eu tentar achar tal local aqui dentro do Brasil mesmo.

Realmente meu poder de compra tem subido substancialmente mas a partir de um determinado ponto que já consegui traçar isso não tem trazido a qualidade de vida que eu esperava justamente porque sempre há essa sombra da violência que me deixa inquieto, talvez eu seja paranóico demais(até porque nunca fui sequer assaltado, só minha esposa).

Enfim, respondendo ao Rennan, realmente não dá para manter uma reserva em USD aqui no Brasil, ao menos não no banco, pois como o Leandro disse esse dinheiro só entra na conta já convertido em reais, antes disso é apenas uma ordem de pagamento que precisa ser convertida.

Obrigado novamente

Responder
Wagner 24/09/2015 13:27:49

Bom, hoje já está atingindo o patamar de R$ 4,21. Não há limites.

Responder
Diego 24/09/2015 13:41:15

Leandro, você acredita que há espaço para ataque especulativo? Ou as reservas ainda estão bastante altas?

Responder
Leandro 24/09/2015 14:13:20

Não existe ataque especulativo com câmbio flutuante, por definição.

Responder
Pedro Tavares 24/09/2015 14:34:45

Leandro, o que aconteceria se o governo simplesmente jogasse os impostos de importação no chão, tipo, baixasse a alíquota pra um valor próximo do zero, tipo 1%?

Responder
Leandro 24/09/2015 16:36:33

Em épocas normais, aumentaria enormemente o padrão de vida população e ajudaria a combater a inflação de preços.

No nosso cenário, a coisa tá tão feia, que isso não mudaria quase nada em relação ao início do ano. De janeiro até hoje, o dólar já encareceu quase 60%. Dado que as tarifas máximas de importação são, em tese, de 35%, uma abolição geral das tarifas retornaria os importados ao preço de junho.

Acabou.

Responder
M.S. Batista 24/09/2015 18:36:23

Leandro,

Mas a taxa de importação de produtos vinda do exterior, até US$ 3,000, gira em torno de 60% (imposto federal), além de ICMS (variando, se for o caso). Não sei em caso de empresas.

Responder
Leandro 24/09/2015 18:55:55

Eu sei, estou bem a par dessas tarifas para compra via internet. É por isso que falei "em tese", pois me referia exclusivamente às importações para fins de atacado e varejo.

Inclusive, esse valor de 60% foi ressaltado neste artigo.

No que mais, 60% é exatamente o valor do encarecimento do dólar neste ano. Esse é o ponto. Ou seja, em vez de junho, voltaríamos a janeiro.

Já eu quero voltar a julho de 1994.

Responder
Diego M 24/09/2015 16:22:20

Leandro,

Já li em outra matéria, não lembro onde, afirmando que as causas que levaram o dólar a chegar a quase R$ 4,00 em 2002 não foi somente a má expectativa de um governo PT às portas. A matéria citava que havia alguns problemas econômicos no cenário, mas não lembro o que era.

Você teria como me dizer se isso procede ou não? E se "sim", que cenário econômico nos rondava ali junto com a eleição?

Abraços.

Responder
Leandro 24/09/2015 16:36:00

Contas externas.

Responder
Pobre Paulista 24/09/2015 18:13:32

Leandro,

Se uma currency board deve trocar a moeda pelo seu lastro (e vice versa) sem custos, como ele banca seus próprios custos operacionais?

Responder
Leandro 24/09/2015 18:31:48

Ele investe em ativos de alta liquidez no país da moeda-âncora.

No balancete do Currency Board, os passivos são as cédulas que ele emite, e os ativos são aplicações de alta liquidez feita na moeda-âncora.

Por exemplo, um CB que utiliza o dólar, teria em seus ativos aplicações em título do governo americano ou empréstimos no mercado interbancário americano ou mesmo no mercado interbancário de Londres.

E os passivos seriam exclusivamente os reais que ele emitiria a cada recebimento de dólar. Seu custo real seria apenas o de trocar cédulas gastas e rasgadas por cédulas novas.

Ou seja, é um empreendimento de baixíssimo custo.

Responder
André 24/09/2015 18:36:09

Há um preço "justo" para o dólar em relação ao real ? Como saber qual câmbio se adequaria melhor para um país como o Brasil ? Obrigado.

Se tiver algum artigo sobre isso, agradeço.

Responder
Mário 24/09/2015 18:57:01

Leandro, correndo o risco de ser repetitivo, peço-lhe encarecidamente que escreva aquele artigo já muito pedido sobre Currency Board.

Pelas suas respostas dadas em várias seções de comentários a respeito do assunto, acredito que a matéria já está bem ventilada.

Aproveito o ensejo para parabenizá-lo pelos excelentes artigos de sua autoria.

Grande abraço.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 24/09/2015 19:37:49

- A Dívida Externa Bruta (pública e privada) é de U$ 350 bilhões.

- O Passivo Externo Líquido está em torno de U$ 560 bilhões (agradeço se alguém confirmar esse número).

- As Reservas Internacionais somam U$ 370 bilhões.


ou seja, sair queimando Reservas na tentativa desesperada de segurar o câmbio pode não ser uma boa ideia, já que isso pode se traduzir em mais vulnerabilidade e mais disparada do dólar (há um movimento do mercado neste sentido? talvez haja, pois o BCB está numa sinuca de bico danada e isso é bem sabido).

A coisa é trágica se considerarmos ainda os custos financeiros do carregamento dessas Reservas e do tal programa de swaps cambiais (que está nos custando, só este ano, R$ 80 bilhões). Ainda assim, o dólar bateu 4,22, fazendo com que o BCB lançasse novos contratos, apelasse aos leilões de linha e cogitasse, finalmente, em usar das babilônicas Reservas. O mercado parece que ganhou.

Responder
Felipe Brasil 24/09/2015 23:34:51

Tem algum artigo que explique com mais detalhes, para um leigo em economia, o que o banco central está fazendo para controlar o câmbio ??


economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2015/09/24/dolar-cai-373-e-fecha-abaixo-de-r-4-apos-anuncios-do-bc-e-do-tesouro.htm

Responder
Clovismr 25/09/2015 03:18:07

Boa Noite a todos.
Leandro (ou quem possa responder - Leandro tem sido muito solicitado rsrs), algumas dúvidas:
1 - Li não lembro se aqui, que o gov estaria com dificuldades de rolar a dívida. E aí me perco no mecanismo BC X Tesouro. Parece que quem deveria emitir as dívidas seria o Tesouro, mas não estaria conseguindo então o BC entraria. E não entendi nada;
2 - Quando começam a surgir soluções "sofisticadas" é bom ficar esperto, essa história de swap não engulo. Na época do Armínio Fraga tinha outro mecanismo ainda mais "chique": swap reverso. Eu lia e lia e não entendia... até q desisti. A única coisa que saquei é que quem iria se ferrar era eu, vcs, nós... Portanto esse negócio de swap tá mal contado. Se tudo estivesse minimamente sob controle, as reservas seriam usadas sem frescura nenhuma. E qdo necessário uma porrada no mercado pra mostrar quem manda. É o q acho;
3 - "Imprensa foi feita pra não informar"; "Na guerra quem vence é a mentira". Não lembro os autores, mas sabiam o q estavam dizendo. A situação da Grande São Paulo não é nada boa. Aumentam as notas de colapso hídrico sem q a imprensa coloque na pauta. Além do caos social e exodo caso se confirme, deve-se lembrar que estamos falando de 30% do PIB, o efeito dominó não saberia estimar. Isso tudo com vazamento estimado entre 30 e 40% na tubulação que nunca teve tratamento adequado, portanto não venham falar em seca. É só calcular o perdido no subterrâneo e ainda teríamos um estoque. Espero que não ocorra e q estja errado tudo q se fala, por Deus, é o q espero.

Pedrão, se me permite, eu procuraria uma cidade com até 70mil habitantes ( no Máximo) com boa infraestrutura, e acesso, e que estivesse no mínimo a 500km de qualquer capital estadual e tbém de Brasília. No estado de SP tem várias.

Responder
Leandro 25/09/2015 04:22:38

"Li não lembro se aqui, que o gov estaria com dificuldades de rolar a dívida. E aí me perco no mecanismo BC X Tesouro. Parece que quem deveria emitir as dívidas seria o Tesouro, mas não estaria conseguindo então o BC entraria. E não entendi nada; "

1) O Tesouro faz leilão de títulos;

2) nem todos os títulos ofertados são comprados, pois os juros oferecidos não são atraentes;

3) esses títulos que não foram comprados são repassados ao Banco Central sem contrapartida financeira (ou seja, o BC não dá dinheiro para o Tesouro em troca desses títulos);

4) o BC utiliza esses títulos para fazer suas tradicionais operações de mercado aberto, como sempre faz.

Isso foi abordado aqui:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2180

Responder
Pedrao 25/09/2015 10:37:04

Olá Clovis,

Pensei em algo assim mas numa escala um pouco maior, como preciso de uma internet estável e de alta velocidade e tenho um filho que em breve começará a estudar estou imaginando uma cidade de médio porte, como Joinville ou Maringá, ou uma capital menor, como Aracajú. Ainda preciso pesquisar mais os prós e contras de cada uma e visitar as que ainda não conheço para ver como é a vida lá de fato.

Tenho minhas ressalvas com relação ao estado de SP, onde já morei por bastante tempo, mas talvez minha aversão maior seja a capital mesmo e o interior possa ser mais atraente.

Obrigado



Responder
Carlos Marcelo 29/09/2015 09:12:59

"Nos primeiros anos do Plano Real, a moeda era muito mais forte do que é hoje, e não houve nenhuma desindustrialização; ao contrário, houve modernização do parque industrial"
Vocês têm algum gráfico que ajude a demonstrar isso? Porque, pelo que professores e comentaristas vivem falando, na época do câmbio fixo nossa moeda estava valorizada demais e isso fechou muitas indústrias e causou desemprego. E que, só depois do câmbio flutuante, é que nossa economia pôde voltar a respirar.

Responder
Leandro 29/09/2015 11:49:45

O fato de várias empresas ineficientes -- que se acostumaram com um mercado totalmente fechado, sem concorrência e, por isso, afeito a fabricar produtos ridículos -- terem fechado não configura desindustrialização. Configura, isso sim, modernização.

Empresas ineficientes e mal acostumadas fecharem para dar lugar a empresas modernas e produtivas é uma bênção para a economia, pois empresas ineficientes destroem recursos escassos, recursos esses que poderiam estar sendo utilizados em linhas de produção mais efetivas.

Quanto às fontes, gostaria eu de ver as fontes desses "professores e comentaristas". Gostaria de ver dados e estatísticas que contrariem a realidade, pois eu vivi aquela época e me lembro perfeitamente da modernização das indústrias (pena que não mais é possível achar as notícias da época), pois elas não estão digitalizadas.

Empregos foram fechados nas indústrias obsoletas? Obviamente que sim. E ainda bem. A indústria sumiu do Brasil? Se sim, então eu vivi em um mundo de ilusões.

Nem mesmo essa monografia altamente esquerdista consegue esconder a modernização ocorrida na época. Eis alguns trechos:

"O investimento direto estrangeiro começa a tomar maior impulso a partir do Plano Real, sendo que o ingresso das empresas dá-se principalmente pela maior credibilidade conquistada pela economia brasileira nos mercados internacionais, graças à estabilização econômica."

"Os investimentos estrangeiros tiveram importância na modernização de empresas nacionais, através de fusões e aquisições."

"Já os bens de capital mantiveram sua participação na casa dos 20%, sendo sua taxa de crescimento bastante significativa, com acréscimo de 51,08% em relação ao ano de 1994. Esse acréscimo pode ter significado uma maior preocupação por parte das empresas que procuraram modernizar-se através de uma maior demanda por máquinas e equipamentos, assim como produtos da área de informática e comunicações, visando à melhoria em termos de competitividade."

"Em 1997 as importações sofreram uma desaceleração, pela adoção de medidas por parte do governo para reduzir as distorções nas estruturas tributária e financeira, que acabavam favorecendo os produtos estrangeiros. Assim, as importações nesse ano continuaram a ser alavancadas pelo setor de bens de capital (com crescimento de 31,26% em relação a 1996), revelando a possibilidade de modernização do parque produtivo, que pode ter resultado em uma ampliação da capacidade produtiva das empresas, intensificadas pelo Programa Nacional de Desestatização (PND).

A grande parte das máquinas e equipamentos elétricos e eletrônicos importados destinou-se ao setor de telefonia e à indústria de telecomunicações. O setor de bens de consumo apresentou considerável crescimento, permanecendo na casa dos 18% na pauta de importações. Destacam-se os bens de consumo duráveis, com aumento na compra de veículos automotores, tratores ciclos e suas partes e acessórios, registrando alta de 35,7%, com destaque para os automóveis de passeio, que neste ano tiveram suas importações aumentadas em 57%.

As causas de tais incrementos deveram-se principalmente ao aumento da demanda interna, às facilidades alcançadas com a implantação do regime automotivo, além do programa de redução gradativa das tarifas, por meio de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC)."

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 29/09/2015 15:43:01

A continuarem as coisas como estão, é isso o que nos espera:

novo.fpabramo.org.br/content/documento-traz-projeto-de-desenvolvimento

a tragédia desenvolvimentista - parte II

Responder
Evo Morales 29/09/2015 18:25:18

Tenho uma tese de que a social-democracia é o sistema político perfeito, pois atende aos interesses de todos, ou quase todos setores da sociedade.

Há uma grande convergência de interesses em direção à social-democracia, por isso continuatemos vendo a aceitação das ideias desse documento, mesmo sendo falsas teoricamente e comprovadas falsas pela empiria.

Responder
anônimo 29/09/2015 19:53:34

Social democracia é um sistema totalmente instável, pois é impossível todos estarem ganhando, alguém está pagando o pato.

A Social democracia gera dois efeitos que vão destruindo a economia aos poucos:

- Gera incentivos para a população trabalhar menos.
- Gera incentivos para a população exigir cada vez mais do estado.

Responder
João Góes 29/09/2015 23:11:46

Por que você acredita que a DEMOCRACIA é o melhor? E o socialismo? Recomendo a leitura de: www.mises.org.br/EbookDownload.aspx?file=82.pdf

Responder
Pobre Paulista 30/09/2015 01:22:18

O pessoal às vezes demora para sacar um sarcasmo, não é mesmo Evo Morales?

Responder
Evo Morales 30/09/2015 01:46:51

Caro Pobre Paulista, apesar do codinome aparentemente sarcástico o que falei é sério, veja o último parágrafo:

"Há uma grande convergência de interesses em direção à social-democracia, por isso continuaremos vendo a aceitação das ideias desse documento, mesmo sendo falsas teoricamente e comprovadas falsas pela empiria."

O que eu quis dizer com isso é a social-democracia é errada, apesar de ser o sistema "perfeito". Digo perfeito pois agrada a maioria dos setores da sociedade.

Agrada ao empresariado com poder político, pois a social-democracia lhes dá reservas de mercado, destruição da concorrência, tarifas protecionista, subsídios etcetera. Também agrada as massas, pois na cabeça dela, quando o social-democrata vence, venceu o candidato dos pobres, dos oprimidos, das minorias, em oposição ao candidato dos "ricos", dos "poderosos", dos "exploradores". Ou seja venceram os pobres. Logo a social-democracia também agrada as massas. E também agrada e satisfaz aos interesses dos políticos, pois essa (a social-democracia) legitima sua função, mantem o status-quo e lhes proporciona períodicos aumentos de salários sem maiores problemas. Por isso disse que há uma grande convergência de interesses de diversas camadas da sociedade em direção à social-democracia. Obrigado.

Responder
Observador 29/09/2015 18:04:36

Há sim um grande ganhador com a desvalorização do real: a empresa do Lulinha.

E não, a empresa não está ganhando com a venda de carnes, mas sim com a especulação de derivativos.

www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/4313744/ousada-politica-cambial-que-esta-rendendo-bilhoes-jbs

Responder
anônimo 29/09/2015 18:19:29

Existe alguma prova que a JBS é do lulinha?

Responder
Comex 02/10/2015 00:28:53

Ao contrário do que prevê a "teoria desenvolvimentista", as exportações desabaram ao mesmo tempo em que o dólar encareceu:

Forte queda nas exportações e importações leva balança a registrar saldo de US$ 10,246 bilhões

O saldo registrado no período janeiro/setembro deveu-se a uma queda expressiva nas exportações (-16.3% para US$ 144,5 bilhões, contra US$ 173,6 bilhões exportados em igual período do ano passado) e a uma retração ainda mais drástica nas importações (-22,6% para US$ 134,2 bilhões em 2015, contra US$ 174,4 bilhões importados nos nove primeiros meses de 2014).

Com importações e exportações em queda, a corrente de comércio exterior registrou uma cifra de US$ 278,7 bilhões, 19,5% inferior aos US$ 348,0 bilhões contabilizados de janeiro a setembro do ano passado.

De acordo com os dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em setembro, houve queda das exportações brasileiras para todos os mercados de destino: Europa Oriental, 51,2%; África, 22,6%; União Europeia (19,6%); América Latina e Caribe, exceto Mercosul, 14%; Oriente Médio, 13,7%; Estados Unidos, 13,3%; Ásia, 8,3%; e Mercosul, 4,5%. Por outro lado, as vendas para a China subiram 22,8%. A China continua liderando folgadamente o ranking dos principais importadores de produtos brasileiros, seguida pelos Estados Unidos e pela Argentina.

Responder
Rodrigo Pereira Herrmann 02/10/2015 01:48:17

Essa é a minha falácia favorita (ponto pra o Leandro).

Ela é extremamente popular, e especialmente maléfica. Vai dar um trabalho do c.... extirpar esse elemental da vida pública.

Responder
Leandro 02/10/2015 16:03:15

Ué, mas a desvalorização cambial não iria transformar as indústrias em dinamite pura?

Produção industrial tem queda anual de 9% em agosto, a maior baixa desde 2003

Lembrando que 2003 foi outro ano de moeda desvalorizada.

Responder
André 04/11/2015 10:41:23

Engraçado que nesta lista quase não tem país de moeda fraca:

exame.abril.com.br/economia/album-de-fotos/os-10-paises-campeoes-em-remessas-de-imigrantes

Responder
Leandro 04/11/2015 11:00:19

Tenta explicar isso para os desenvolvimentistas, que dizem que moeda fraca é um ímã de prosperidade e riqueza.

Responder
anônimo 19/12/2015 12:49:16

Leandro,

> Tenta explicar isso para os desenvolvimentistas, que dizem que moeda fraca é um ímã de prosperidade e riqueza.

Dillma II reencontra Dilma I.

Mais do mesmo, como vinha sendo anunciado (com a possibilidade de Dillma permanecer no poder, sua 'política' tenderia (ainda) mais à esquerda): Barbosa é visto como uma das forças intelectuais por trás da chamada "nova matriz econômica" implementada pelo ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega

www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4472211/dilma-reencontra-dilma-veja-opinioes-sobre-chegada-barbosa-fazenda

Vivemos tempos apocalípticos, como disse Obama...

Att

Responder
Hugo Oliveira 22/12/2015 01:17:09

Tenho uma dúvida.

Por que algumas empresesas (como a Polar, a Apple a Samsung) preferem fabricar seus produtos na China e não em seus próprios países?

Responder
Auxiliar 22/12/2015 01:26:15

Custos trabalhistas menores, mão-de-obra disciplinada e trabalhadora, ausência de sindicatos e, pasme!, carga tributária menor.

No Brasil, quando você oferece um emprego, a primeira coisa que o cara pergunta é "quando serão minhas férias?". Depois, "quais meus benefícios?". Depois, "qual a duração do meu horário de almoço?".

Na China, há apenas uma pergunta: "Posso começar agora?"


Ah, sim, e moeda estável. O iuane ora se valoriza perante o dólar; ora fica estável. Foi só nos últimos 6 meses que, pela primeira vez em 2 décadas, o iuane se desvalorizou um pouco em relação ao dólar. Mas da década de 1990 até meados de 2014, o iuane só se valorizou perante o dólar. Sempre.

Pode conferir aqui:

www.tradingeconomics.com/charts/china-currency.png?s=usdcny&d1=19960101&d2=20151231&type=line

Responder
Típico Universitário 22/12/2015 01:52:38

Herança maldita do FHC e das privatizações que venderam o país aos golpistas e ao capital internacional.

Mas é.

Salários historicamente baixos porque os nativos não tinham capital. Sem tributação e legislação trabalhista progressivamente soviéticas como nas cidades industriais dos EUA onde o interesse por votos falava mais alto que a empregabilidade real dos cidadãos (olha o preço: nem os mais capitalizados podem empregar em Detroit de tão ruim que a situação ficou).

Mas fazer negócios na Ásia não é nenhum ponte de maravilhas. Subornos de funcionários do governo são uma necessidade constante. Óbvios efeitos nefastos do capitalismo que só podem ser corrigidos com mais funcionários do governo:

www.forbes.com/sites/richardlevick/2015/01/21/new-data-bribery-is-often-an-unspoken-rule-in-china/

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Paraninfo 22/12/2015 11:44:18

Só faltava o Nelson Barbosa na fazenda para concluir o espetáculo da depressão econômica.

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Apoc 20/03/2016 20:43:09

Realmente, a desvalorização do real é terrível e a partir de junho de 2016 vai piorar, apertem as carteiras que o piloto sumiu. Após o golpe de 2008 o planeta está recesoso em investir e consumir. O governo dos eua acharam que aplicar um golpe desses não gera consequências. A consequência está aí, barril de petróleo a U$ 30.00. E vai cair mais. Ninguém quer produzir nada, todos estão com medo. Só quem pede pra tomar calote vai investir em um país que está endividado até sete palmos debaixo da terra e só se mantém pedindo mais dinheiro emprestado e usando seu status de moeda de reserva para imprimir mais dinheiro sem lastro algum em riqueza, sem lastro em ouro, commodities ou qualquer outra coisa. Se os estados unidos queimassem todo os seu estoque de ouro, pagaria apenas pouco mais de 600 bilhões de dólares de sua dívida externa de 18, 2 TRILHÕES. Seu Pib foi de 17,8 tri em 2015. Sua dívida total é de mais de 75 TRILHÕES DE DÓLARES, fora os 18,2 trilhões de dívida externa. E a economia não cresce, estão mascarando os dados de emprego e inflação. O fed subiu a taxa de juros para pegar mais dinheiro emprestado, e os 4 trilhões impressos do nada depois de 2008, tendo como lastro papel sujo e tinta e nenhuma riqueza verdadeira, estão circulando pelo planeta. Quando o fed achar que todos os dólares que poderia captar atingiram seu máximo, então irão anunciar oficialmente que os eua estão quebrados. Só não vê quem não quer, ou seja, os que gostam de tomar o calote. As bolsas são mantidas em alta artificialmente. O JP Morgan, já perdeu, só nesse começo de ano, mais de 8 bilhões de dólares investidos no setor de exploração de petroleo e produção de derivados. O preço do ouro e da prata vai disparar muito além do que já valorizou. Grande oportunidade para comprar prata. Ou até mesmo ouro se vc tem 155 mil reais para levar para casa uma barra de 250 gramas. 2016 será o ano do apocalipse da quebra do dólar.

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ottorino 27/04/2016 10:01:12

Se Brasil der calote, onde pode chegar o dolar?



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Carla Oliveira 21/07/2016 14:18:41

Excelente texto!Parabéns aos autores.

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