A desigualdade de riqueza sempre existiu no mundo. Mas
ela nunca foi tão explícita e deletéria quanto na era feudal.
Naquele
mundo, quando alguém via uma plantação, ou um celeiro, ou um arado, ou animais
de carga, e perguntava a quem tais meios de produção serviam, a resposta é
“ao agricultor e sua família, e a ninguém mais”. À exceção de
algum ocasional gesto de caridade dos proprietários, aqueles que não possuíam
meios de produção não podiam se beneficiar dos meios de produção existentes, a
menos que eles próprios de alguma maneira também se tornassem proprietários de
meios de produção. Eles não podiam se beneficiar dos meios de produção de
terceiros, a menos que os herdassem ou os confiscassem.
Com
a Revolução Industrial e a ascensão do capitalismo,
a realidade mudou. Os meios de produção dos mais ricos passaram a servir
diretamente aos mais pobres. A desigualdade continuou existindo, mas a pobreza absoluta passou a
desabar.
No
entanto, e curiosamente, a obsessão das pessoas com a
desigualdade de renda nunca foi tão premente como é agora, exatamente quando a
miséria absoluta está nas
mínimas históricas.
Economistas como Thomas Piketty e entidades
como a Oxfam pedem mais impostos sobre os ricos e mais controles e
regulamentações para “combater o capitalismo” e “acabar com as desigualdades
geradas por ele”. Utilizando-se de uma metodologia altamente
questionável, a Oxfam quer “uma economia para os 99% da população mundial”,
que “desconcentre” a riqueza do 1% mais rico da sociedade.
A contínua revolta contra
“os ricos” e os seguidos clamores para se confiscar uma substantiva
fatia de sua riqueza baseiam-se no velho princípio marxista de que há uma
pequena minoria de abastados vivendo à custa da exploração da esmagadora
maioria da população.
Tal raciocínio seria verdadeiro caso a revolta se
direcionasse especificamente para aqueles indivíduos cuja
riqueza foi adquirida por meios que atentam justamente contra o capitalismo,
como subsídios governamentais, protecionismo e outras formas de governo que
obstruem a livre concorrência.
No entanto, a gritaria tem sido generalizada e o
alvo comum tem sido “os ricos” de forma geral.
Eis o problema fundamental com esta postura: ela
desconhece por completo o papel que esse 1% desempenhou na melhora dos padrões
de vida e das condições de trabalho da humanidade.
O
grupo do 1%
Dos dez homens que encabeçam a lista dos mais ricos
do mundo, sete estão ligados às novas tecnologias. Na lista dos 500 mais
ricos do mundo publicada pela revista Forbes, Elon Musk (Tesla), Jeff Bezos (Amazon), Bill Gates (Microsoft), Larry Page (Google), Sergey Brin (Google), Larry Ellison (Oracle) e Steve Ballmer se destacam (Steve Jobs, da Apple, só não está ali porque já
morreu).
Isso os coloca no exclusivo grupo dos inovadores
tecnológicos, que diariamente nos assombram e surpreendem com suas criações. É
claro que suas inovações os deixaram incrivelmente ricos em relação a nós, mas
será que isso significa que eles nos deixaram mais pobres? Mais ainda: será que
isso significa que sua riqueza deveria ser confiscada?
Um estudo
publicado em 2004 pelo economista William Nordhaus, da Universidade de Yale, já
mostrava que “apenas uma pequena fração dos retornos derivados dos avanços
tecnológicos entre 1948 e 2001 foi capturada pelos produtores, o que indica que
a maior parte desses benefícios foi transferida aos consumidores”.
Nordhaus estimou que os empreendedores inovadores
capturaram somente 2,2% do valor total que suas invenções criaram para a
sociedade. E isso muito antes da invenção do smartphone e dos tablets.
Ou seja, não há dúvidas de que Elon Musk, Bill Gates, Jeff Bezos e o falecido Steve Jobs se tornaram multimilionários com
suas criações. Porém, como já mostrava Nordhaus, o valor que eles criaram para
a sociedade com suas invenções é quase 40 vezes maior do que eles próprios
embolsaram.
E isso é algo que podemos ver e sentir diariamente.
A tecnologia da informação avança a passos mais do que agigantados, facilitando
e barateando incrivelmente a comunicação e as transações comerciais das empresas
e pessoas comuns. Esta redução nos custos da comunicação e do processamento de
informação possui um notável impacto não apenas na vida diária das pessoas como
também na produtividade das empresas.
Quando um computador custava US$ 10.000 (R$ 53.500) e a
comunicação era cara e lenta, quantas pequenas empresas podiam surgir e
prosperar? Hoje, em que um computador custa US$ 300 (R$ 1.600) e a comunicação
é instantânea e de baixíssimo custo, quantas pessoas podem empreender e crescer?
Tudo
isso foi gerado pelo avanço tecnológico possibilitado por esses bilionários.
Mais empresas, mais produção, mais emprego e menos pobreza.
Como diz Edward Conrad, autor do
livro “O
lado bom da desigualdade“:
Dado
que os benefícios da inovação auferidos pelo público são muito maiores que os
lucros capturados pelos inovadores bem-sucedidos, surpreende a ânsia dos
defensores da redistribuição em maximizar os impostos cobrados dos inovadores.
Essas pessoas deveriam, isso sim, querer maximizar o ritmo destas inovações.
Quando a
desigualdade aumenta, a diferença de padrão de vida entre ricos e pobres
diminui
Apenas pense em Henry Ford, no falecido Steve Jobs,
no criador da Amazon Jeff Bezos e no empreendedor da informática Michael
Dell. Cada um destes se tornou extraordinariamente rico não por prejudicar
os pobres e a classe média, mas sim por saber transformar luxos que até então
eram usufruídos apenas pelos ricos — o automóvel, um smartphone (que, na
prática, é um supercomputador), um Shopping Center mundial que vende produtos
baratos a um clique, e o computador portátil — em bens corriqueiros acessíveis
a todos.
E, graças à globalização, os inventos desses
empreendedores não ficaram restringidos às suas fronteiras, mas se espalharam
por todo o mundo. Ao popularizarem seus inventos, esses três
empreendedores se tornaram extremamente ricos. Bem mais ricos que o resto
de nós, meros mortais. Houve um
aumento da desigualdade.
Mas esse aumento da desigualdade não apenas não foi
maléfico, como, na verdade, representou uma redução na
diferença de estilo de vida entre pobres e ricos. Quando essa desigualdade
aumentou, a diferença de padrão de vida entre ricos e pobres diminuiu. Por definição.
E é assim porque, como a história sobre a riqueza no
mundo deixa bastante claro, em economias de mercado, indivíduos se tornam
ricos majoritariamente à medida que suas inovações melhoram o padrão
de vida de todas as classes sociais. Eles só podem enriquecer —
aumentando a desigualdade de renda — se conseguirem satisfazer as necessidades
daquela maioria que não é rica.
Pense, por exemplo, no extraordinário valor de
mercado da Amazon, que catapultou Jeff Bezos para o posto de homem mais rico do
mundo. O valor da Amazon é uma função de Bezos ser capaz de servir, de
forma barata, aos desejos de todos os consumidores do planeta desde sua base em
Seattle, sem que a Amazon tenha uma
presença física na maior parte do globo. Por isso, a importância da
história da Amazon não pode ser minimizada.
O progresso sempre foi historicamente definido pelo
encolhimento do mundo por meio da tecnologia. À medida que a tecnologia
aproxima as pessoas (encolhendo o mundo), um número cada vez maior de indivíduos
se torna capaz de atender aos nossos infinitos desejos. É extremamente
emocionante lembrar que os melhores cérebros da humanidade trabalharam
fervorosamente para possibilitar e facilitar o comércio entre indivíduos que
não moram na mesma cidade e nem no mesmo país. Jaz aí a fonte de nossa imensa
riqueza atual.
Assim, será que realmente há algo de surpreendente
no fato de que a desigualdade aumentou nas últimas décadas? Eis um fenômeno que
realmente não deveria causar surpresa alguma. O que é realmente importante é
que esse aumento da desigualdade foi um efeito feliz e lógico de um aumento no
comércio global. Graças aos avanços nas comunicações e nos meios de transporte,
o empreendedor de hoje pode servir praticamente a todo o planeta (quando os
governos não atrapalham com escorchantes tarifas de importação).
Cem anos atrás, a genialidade de Bezos estaria
confinada ao noroeste dos Estados Unidos. Hoje, grande parte do planeta pode
usufruir seu talento e se beneficiar dele. O mesmo raciocínio vale para Apple,
Microsoft, Dell e todas as empresas de tecnologia.
Com a proliferação desta tecnologia que,
figurativamente, encolheu o mundo, as chances de mentes empreendedoras geniais
servirem aos desejos do mundo aumentaram exponencialmente. E, consequentemente,
também aumentaram as chances destas mentes geniais se tornarem
impressionantemente ricas. E, ao enriquecerem, tais pessoas também melhoram
nosso padrão de vida e nos enriqueceram.
Sim, elas nos enriqueceram. A riqueza, como disse o
economista Matt Ridley, é “a vida tornada mais fácil e confortável em
decorrência dos mercados, das máquinas, da tecnologia, e das outras pessoas”.
Hoje, mesmo as pessoas mais pobres dos países ricos (e daqueles países cujos
governos não atrapalham severamente o livre comércio e a criação de riqueza)
têm acesso a confortos e amenidades que teriam assombrado os
bilionários de não muito tempo atrás: smartphones — que nada mais são do
que computadores de alta tecnologia que dão acesso a literalmente todo o
conhecimento existente no mundo — em seus bolsos; transporte barato com
motorista particular ao toque de um aplicativo; filmes e televisão em seus
tablets. Cito apenas esses três para não me alongar.
E, à medida que as pessoas vão enriquecendo, elas
valorizam mais a inovação. E, à medida que avança a globalização, e a
tecnologia da informação melhora nossa capacidade de nos comunicarmos, também
aumenta a capacidade das empresas e dos indivíduos de alcançar uma maior quantidade
de consumidores.
Assim, os inovadores que alcançam o êxito, como
Steve Jobs, Bill Gates e Jeff Bezos, enriquecem muito mais que os inovadores
que os antecederam no passado. E também se enriquecem muito mais que os
doutores, professores e motoristas de ônibus, pois os ganhos destes estão limitados ao número de
pessoas que podem servir.
O mesmo ocorre com os CEOs das empresas
multinacionais bem-sucedidas. Eles gerenciam negócios que mudam a vida de bilhões
de pessoas, e isso lhes traz uma remuneração de acordo.
Por isso, o aumento da desigualdade de renda é um
subproduto de um arranjo econômico que premia aqueles que direcionam seu
talento e sua riqueza de maneira mais efetiva. Quando um indivíduo tem êxito em
uma economia globalizada, seu enriquecimento pode até parecer desproporcionado,
mas o fato é que quem estipulou o valor de mercado deste indivíduo foram os próprios
consumidores de seus produtos.
Duas
histórias pouco difundidas
Jamais foi explicado por que seria deletério para a
economia indivíduos buscarem carreiras que, caso bem-sucedidos, os tornarão
muito mais desiguais em relação a seus pares. Levando ao extremo, se um
grupo de cientistas descobrir a cura definitiva para o câncer, e enriquecer
enormemente por causa dessa descoberta, os críticos da desigualdade terão de
exigir que essa descoberta seja revogada, pois levou a um aumento da
desigualdade.
Nessa mesma linha, Henry Ford morreu muito rico,
Steve Jobs morreu valendo bilhões, e Michael Dell vale dezenas de bilhões. Como
exatamente o fato de eles serem muito ricos prejudicou você? Alguém
realmente diria que o mundo estaria melhor caso estes três fossem meros
preguiçosos sem ambição? A
desigualdade, sem dúvida, seria menor.
Quando John D. Rockefeller começou
a vender querosene em 1870, ele detinha aproximadamente 4% do mercado. Já
em 1890, ele tinha 85% do mercado. Como ele conseguiu esse aumento estrondoso
de sua fatia de mercado? Foi espoliando os consumidores? Muito pelo contrário. Os
preços do galão de querosene desabaram: eram de 30 centavos em 1869 e despencaram para 6 centavos
em 1897. Rockefeller reduziu seus preços exatamente para aumentar sua fatia de mercado. Ao agir
assim, ele afastou a concorrência e aumentou estrondosamente sua riqueza. Mas,
simultaneamente, melhorou a qualidade de vida das pessoas. A Standard Oil de Rockefeller
tornou a gasolina tão barata, que possibilitou à Ford criar um mercado de massa
para o seu modelo T.
Já Henry Ford, por sua vez, duplicou
o salário básico de seus empregados em 1914. A lenda é que ele fez isso
para possibilitar a seus funcionários comprarem Fords. Falso. A verdade é que
ele aumentou o salário de seus empregados para diminuir a rotatividade deles. Em 1913, a rotatividade de
empregados na economia americana era de incríveis 370%. Ford, ao aumentar os salários
e diminuir a rotatividade, reduziu seus
custos trabalhistas, pois não mais tinha de treinar novos empregados. E, ao
fazer isso, sua riqueza aumentou exponencialmente. Mas a qualidade de vida de
seus consumidores também.
De novo: quando a disparidade de riqueza aumenta, a diferença
de padrão de vida diminui.
Conclusão
Embora sempre haverá pobres e ricos, a definição
moderna de “pobreza” é algo que certamente seria classificado como classe média
em 2005, e bilionário em
1905.
À medida que a desigualdade aumenta, a diferença de
padrão de vida entre pobres e ricos diminui. Óbvio: inovadores enriquecem em
virtude da comercialização daquilo que era um luxo no passado, e os inovadores
de hoje servem às necessidades de um número muito maior de pessoas.
Todos nós deveríamos querer viver em um mundo
repleto de empreendedores visionários e inovadores, que enriqueçam bastante em
decorrências de seus inventos que aumentam substantivamente nosso padrão de
vida. Quanto mais eles enriquecerem e mais financeiramente desiguais forem
em relação a nós, maior será o nosso padrão de vida e menor será
a diferença de estilo de vida entre eles e nós.
Por isso, para estimular a inovação e o crescimento,
é necessário permitir que os inovadores e empreendedores bem-sucedidos
mantenham a totalidade de sua renda, a qual a sociedade, voluntariamente, lhes
outorgou.
Punir o êxito com mais impostos logrará o objetivo
contrário. Haverá menos inovações, menos crescimento econômico e, logo, salários
mais baixos e mais pobreza.
É urgente passar a ver o lado positivo da
desigualdade. Por isso, a genuína preocupação não tem de ser com a pobreza
relativa, mas sim com a pobreza absoluta. E esta está sendo devidamente aniquilada
pelo capitalismo e pela globalização.
_______________________________________
Leia também:
Como o atual capitalismo já está provocando uma grande redistribuição de renda
Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos
Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes
Como o capitalismo e a
globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos
Em
qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de
ser feitas
O
grande beneficiado pelo capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e
poderosos
Seu
padrão de vida hoje é muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos
Nunca é demais repetir o que sempre é dito por aqui:
“Sempre que vejo uma pessoa parolando sobre desigualdade, faço a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?
Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclama sobre a desigualdade de renda, pergunto a ela se ela aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres.
Se a resposta for “não”, então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for “sim”, então a tal desigualdade de renda é irrelevante.”
Artigo excelente e com informações cruciais. Muito obrigado pelo trabalho!
A concentração de riqueza é elemento crucial para o desenvolvimento de uma sociedade e para a distribuição de riqueza, uma vez que o dinheiro poderá ser destinado a: 1. uma conta bancária, no qual boa parte dos recursos serão emprestados pelo banco a pessoas comuns;2. investimentos em bens de produção ou capital cognitivo, cuja capacidade de geração de riqueza é imensurável;3. doações, as quais considero a pior aplicação de recursos possível, mas que é capaz, ao menos momentaneamente, de reduzir desigualdades.
E tais aplicações só serão possíveis por meio de acúmulo massivo de capital, e a riqueza gerada deverá ser distribuída proporcionalmente a contribuição de cada um, i. e., de acordo com as aptidões destes. Contemporaneamente, vivenciamos a era do capitalismo cognitivo, no qual a criação de informações é o maior gerador de riqueza, e os meios de produção, embora imprescindíveis, serão secundários à medida que a sociedade se desenvolve.
Vocês devem se lembrar que há alguns anos houve aquela guerra civil em Ruanda entre Tútsis e Hutus.
Os Hutus nutriam raiva (AKA inveja) pelos Tútsis, pois esses últimos tendem a ser mais altos, e durante a guerra era comum que Hutus cortassem as pernas de Tútsis para que estes ficassem “iguais” aos Hutus. Pois bem, eis aí a definição de socialismo: igualdade no facão!
Por algum motivo que me foge à compreensão, quem mais critica o capitalismo são aqueles que mais usufruem de suas benesses. Se alguém conseguir me explicar esse paradoxo agradeço.
A família Chaves tem bilhões. A família Castro tem bilhões. A família Jong-Un tem bilhões. Por que será que só ditadores comunistas tem direito de ser ricos? Por que empreendedores sérios que melhoram a vida do povo não tem direito de ter seus bilhões também? Alguém de vocês já viu algum socialista criticando a riqueza do Maduro? E o detalhe é que o Bill Gates acumulou sua riqueza com seu talento e trabalho, já a riqueza desses vagabundos comunistas foi construída vocês imaginam bem como.
O velho e superado princípio marxista afirma que há uma minoria de ricos vivendo à custa da exploração da esmagadora maioria da população.
Este princípio desconsidera que quanto maior o número e quanto maior a riqueza dos capitalistas, maior será tanto a oferta de produtos quanto a demanda por mão-de-obra. Consequentemente, menores serão os preços e maiores serão os salários — logo, maior será o padrão de vida de todos.
Dúvida: ser rico depende apenas do mérito? Se sim, pq não somos todos ricos? A maioria dos pobres que conheço trabalha mais horas e vivem para o trabalho. Ainda que se discuta a capacidade, será que somos todos incapazes, já que não somos todos milionários?
Vale também lembrar que o ranking dos milionários está constantemente mudando. A maioria das pessoas que estavam na primeira lista da Forbes em 1987 não mais estavam já em 2013. Mark Zuckerberg, do Facebook, nem sequer tinha nascido.
De novo: se você olhar hoje aquela lista de 1987, provavelmente irá se surpreender: você não conhecerá praticamente ninguém. E não, a razão disso não é que a maioria daqueles bilionários morreu; a razão é que praticamente todos eles viram seu patrimônio definhar de maneira considerável.
O que houve com os ricaços da década de 1980?
E Mises já havia explicado isso ainda em 1940. Disse ele:
"Em uma economia de mercado, naquela em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e protecionismos estatais, a riqueza de um indivíduo representa a recompensa concedida pela sociedade pelos serviços prestados aos consumidores no passado. E esta riqueza só pode ser preservada se ela continuar a ser utilizada — isto é, investida — no interesse dos consumidores.
Atribuir a cada um o seu lugar próprio na sociedade é tarefa dos consumidores, os quais, ao comprarem ou absterem-se de comprar, estão determinando a posição social de cada indivíduo. Os consumidores determinam, em última instância, não apenas os preços dos bens de consumo, mas também os preços de todos os fatores de produção. Determinam a renda de cada membro da economia de mercado.
Se um empreendedor não obedecer estritamente às ordens do público tal como lhe são transmitidas pela estrutura de preços do mercado, ele sofrerá prejuízos e irá à falência. Outros homens que melhor souberam satisfazer os desejos dos consumidores o substituirão.
Os consumidores prestigiam as lojas nas quais podem comprar o que querem pelo menor preço. Ao comprarem e ao se absterem de comprar, os consumidores decidem sobre quem permanece no mercado e quem deve sair; quem deve dirigir as fábricas, as fornecedoras e as distribuidoras. Enriquecem um homem pobre e empobrecem um homem rico. Determinam precisamente a quantidade e a qualidade do que deve ser produzido. São patrões impiedosos, cheios de caprichos e fantasias, instáveis e imprevisíveis. Para eles, a única coisa que conta é sua própria satisfação. Não se sensibilizam nem um pouco com méritos passados ou com interesses estabelecidos."
Não seria negligência argumentar que a desigualdade aumenta, enquanto a diferença de padrão de vida entre pobres e ricos diminui. Falo isso porque eu não vejo o livre comércio em muitos países, inclusive nos EUA. Eu imagino que se a maior parte dos países tivessem logrado o livre mercado, essa desigualdade propagada por interesses obscuros seria imensamente menor, o que ocorre ao contrário no mundo atual. Países em que se obtém maior liberdade de investimento, como Singapura por exemplo, 11% da população detém US$1 milhão ou mais, em Hong Kong, na ex-colônia britânica, o crescimento do número de milionários em 5 anos é uma porcentagem de mais de 15%. Agora coloque em um país interventor como o Brasil, o país têm 172 mil milionários, isso representa 0.09% sobre a população total, isso é inacreditável. Se formos colocar a mesma porcentagem de Singapura(11%), o país era pra ter incríveis 23 milhões de milionários, ou seja, a desigualdade iria diminuir radicalmente conforme os níveis de liberdade econômica forem aumentando, se ainda colocássemos no cenário em que aumentaria em 15% o número de milionários no período de 5 anos, haveria 3,5 milhões de novos milionários, isso sem levar em conta o crescimento da população. Eu nem quero pensar em um ancap, porque as possibilidades de enriquecimento e investimentos seriam estrondosamente maiores, simplesmente pela razão de que haveria oportunidades em todos os setores, até mesmo empresas de distribuição de água, de recolhimento de lixo, de reaproveitamento de lixo, de energia como hidrelétricas até painéis solares, de estradas e ruas… enfim, com essa gama de possibilidades, não há porque não acreditar que a desigualdade reduziria radicalmente.
veja.abril.com.br/economia/com-1-milionario-para-cada-35-habitantes-singapura-vive-boom-de-endinheirados/#
g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/brasil-ganhou-10-mil-novos-milionarios-em-2016-aponta-estudo.html
JUSTIÇA SOCIAL – Walter Williams – economista americano:
"No infindável debate sobre “justiça social”, a definição de “justo” tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho.
Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho “pertence” a você? Por quê?"
Qual país vocês queriam ter nascido?
Pessoal eu gostaria que voces me explicassem uma coisa: por que o servico público é tão ruim? Principalmente hospitais e escolas? Tem como o Estado melhorá-lo ou por que a gestão é ruim mesmo? Pergunto isso pq tem gente que usa como desculpa. Enfim, pode melhorar ou é algo impossível? Apenas privatizando é a saída?
Meu filho é minha propriedade?
Sinto que Rothbard falou asneira sobre vender bebes…
Mas ao mesmo tempo, se eu levantar uma casa ou uma fazenda em uma área sem dono(terra de ninguém), logo aquela área se torna minha propriedade pois misturei meu trabalho nela e etc…
Portanto, sabemos que propriedade é a extensão que meu corpo(minha propriedade) produz/produziu.
Se for pensar assim, uma criança é minha propriedade, já que o ato sexual é uma ”produção” de um bebe. Ao invés de ter um único dono, o bebe tem dois donos(pai e mãe).
O pai ficou encarregado do ato sexual e do esperma enquanto a mãe ficou encarregada da gestação onde fornece todo nutriente e demais necessidades para o desenvolvimento do bebe.
Portanto, seguindo a nossa lógica, juridicamente podemos dizer que um bebe é propriedade dos pais já que este é uma extensão do que o corpo dos pais produziram.
Porque em um caso, a extensão do que meu corpo produziu é minha propriedade e no caso do bebe não?
Alguém faz um contra-ponto porfavor?!
Abraços
Pessoal, minha mãe é bastante leiga sobre política, mas um dia ela disse uma coisa que me deixou surpreso: “eu sou contra ter democracia por que o povo fica colocando esses politicos que ficam roubando a gente”.
Ela pode estar certa nesse ponto?
Lembro que o meu professor de filosofia dizia também que a democracia não era a melhor forma de governo, mas não prestava muito atenção.
Leandro,
já pensou em escrever um artigo sobre o encilhamento ou sobre as tentativas do Brasil em adotar o padrão-ouro?
Todos textos que encontrei sobre o período ou são escritos por monetaristas, ou ficam falando em burguesia opressora kk
No mais, o que acha desse texto:
http://www.abphe.org.br/revista/index.php?journal=rabphe&page=article&op=view&path%5B%5D=88&path%5B%5D=168
Acredita ser uma fonte confiável pra estudos?
O artigo não comprova o que diz. Tomar casos particulares não justifica a “bondade” do 1% mais rico e, muito menos, o benefício que eles fazem a população global.
A cultura, o jornalismo e a educação viraram um bang-bang revolucionário, onde as pessoas não entendem quais são os problemas, ou quais são as carências para se elevar a média econômica e social das pessoas.
Essa guerra cultural parece cego em tiroteio. Tem gente defendendo coisas que irão piorar a situação e destruindo coisas importantes.
As pessoas estão virando trolls, zumbis e militontos, aplaudindo até milionário falando de igualdade.
NESTE MUNDO EXISTEM DUAS COISAS QUE LEVAM A DESTRUIÇÃO DA HUMANINDADE: SOCIALISMO/COMUNISMO E ANARQUISMO/ANARCOCAPITALISMO-NO FIM APESAR DE AMBAS PREGAREM O OPOSTO AMBAS CHEGAM AO MESMO LUGAR: FIM DO PLANETA TERRA, OUTRO DETALHE É QUE AMBAS FELIZMENTE NÃO PODEM SER IMPREMENTADAS POIS É IMPOSSIVEL EXISTIR UM MUNDO SEM ESTADO E UM MUNDO COM O ESTADO CONTROLANDO TUDO E TODOS
Gostei de um episódio da série Black Mirror do Netflix, que mostra como será o futuro.
Os aplicativos de celular irão organizar a vida em sociedade.
As pessoas, empresas, políticos e instituições serão rankeadas com “curtidas / likes / seguidores”.
Acho isso meio paranóico, mas com certeza vai contra a igualdade, criando uma competição por “Curtidas / Likes”.
Até uma eleição para presidente poderá ser realizada por celular.
O maior obstáculo ainda é a garantia da identidade e a liberdade, mas que serão resolvidas com impressão digital, identificação facial, senhas, padrões, QR codes, detectores de mentiras, etc.
Tenho lido muitos livros e artigos sobre tecnologia, liberdade economica, politica, etc. A verdade é que a tecnologia não para, não existe essa possibilidade. Ela prospera, progride, e aqueles que souberem se aproveitar desses avanços, certamente terão grandes chances de se tornarem um desses “melhoradores” de vida da massa em geral.
Eu era um desses que defendia a ideia de tributação sobre renda, patrimonio, fortunas e etc, mas com o tempo fui estudando, e vi que isso de nada adianta. Além de aumentar a corrupção, provavelmente a vida de quem é mais pobre não iria melhorar. Logicamente o dinheiro não seria revertido para isso, e no final das contas o cara das fortunas iria continuar lá, pois, ele saberia como gerar valor ao seu negócio. A liberdade economica que venho estudando atraves de livros, artigos e o site que aqui estamos, tem me ajudado muito em abrir a mente sobre esses assuntos. Agradeço de coração aos colegas que aqui se fazem presentes diariamente enriquecendo ainda mais o conteúdo do site.
Abraço a todos!
Olá
Só aproveitando… (tô tirando do contexo, então não é um comentário específico sobre aquele comentário)
“A verdade é que a tecnologia não para, não existe essa possibilidade”
Não é verdade. A tecnologia pode sim parar de evoluir. E, por um bom tempo. Já aconteceu. O Império Romano era, tecnicamente, uma sociedade pré-industrial. Ou seja, mais um pouco e a revolução industrial teria acontecido junto com o Cristianismo. Mesmo assim, degringolou e tornou-se no modo servil de produção, com todo o atraso tecnológico da época. Ex.: mecanismos para prever os eclipses (Mecanismo de Anticítera p.ex.) já eram possíveis nas primeiras décadas da era Cristã e foram perdidos por centenas de anos até que a ciência se libertou das amarras religiosas na Renascença e começasse seu progresso (aí sim, por enquanto sem interrupções) que dura até hoje.
Apesar de haver um efeito de retroalimentação clara entre tecnologia e sociedade, a verdade é que quem manda no processo é a sociedade (mais especificamente valores morais dos indivíduos que formam a sociedade). Deixe que um grupo suficientemente grande de invejosos tomem as rédes sociais e tudo colapsa em pouco tempo e leva bastante tempo para ser reconstruído.
Abraços
A exposição deixou algumas lacunas como:
Quanto que os indivíduos citados não sabotaram seus concorrentes para manter a hegemonia e monopólio?
Foram citados apenas ricos recentes e de tecnologia, sem os males que poderão vir a longo prazo.
A concentração de riquezas de 1% da população 70 milhões dos quais se todos fossem inovadores como os citados nós estaríamos 500 anos mais avançados.
O tipo proposto de riqueza é predatório, o planeta não resiste, as inovações em grande parte só gera consumismo.
O pensamento tem lógica até o ponto do avanço tecnológico promovido pela motivação econômica, e o limite?
Como disse não lembro quem:
“Prefiro a desigualdade na fartura do capitalismo
do que a igualdade na miséria do socialismo”
* * *
Funcionalismo público e a vida pequeno burguesa
Quem diz que o Brasil é um país socialista, não sabe nada sobre socialismo e seus princípios. Recentemente fiquei interessado em uma manchete de jornal que fez a seguinte afirmação: "Fico pensando em leis enquanto limpo privadas’: a advogada que virou faxineira em São Paulo"{1}. Mas o que me deixou impressionado foi a sessão de comentários; eles tentavam correlacionar a falta de condições materiais desta senhora com a falta de esforço para entrar no funcionalismo público. Na visão dessas pessoas, alguém só seria alguém de verdade, se esta pessoa fosse aprovada em um concurso e pudesse levar à vida pequeno burguesa tão sonhada por praticamente todos Brasileiros.
Sim! Deturparam o socialismo.
Mas a verdade é que esse tipo de visão nunca foi o sonho dos socialistas. Nós nunca prometemos que você teria uma mansão, carros, e pudesse fazer comprar no shopping center. Isso não é socialismo. Sempre afirmamos que TODOS seres humanos, deveriam, obrigatoriamente, levar uma vida minimalista onde haveria respeito pela natureza, onde o Estado seria o chefe de todo mundo, mas ninguém estaria acima ou abaixo, todos seriam iguais.
Infelizmente, o socialismo já nasceu deturpado culturalmente no Brasil. Como afirmei acima, o povo ainda têm uma mentalidade onde estado seria um pai bondoso que vai te dar dinheiro na sua conta bancária – que nem deveria existir – e você vai no shopping consumir Mcdonalds. Sim, o Estado é um pai bondoso, mas assim como Jesus Cristo, Ele exige que você não se envolva com os pecados do consumismo. Leve uma vida com jejuns, sobriedade, e sacrifício individual pelo bem comum. Ele não é seu amiguinho, embora seja infinitamente bom e santo. O Estado é algo tão maravilhoso que ele eleva nossa vida a um novo patamar de consciência social, onde temos tudo, possuindo quase nada. Não precisamos mais de Jesus, já temos nosso Deus. Lamentavelmente, muitos funcionários públicos e companheiros de guerra têm me deixado decepcionado diante desta visão materialista e consumista. Onde está o sacrifício pela causa? Queremos um estado máximo mas vamos viver como pequeno burgueses acumulando coisas? Não, isso está errado. O Estado sempre exigiu de nós uma existencia, impecavel, tanto física quanto mental. Era comum na União Soviética, TODOS cidadãos serem um exemplo no atletismo e nos saberes. O homem era uma máquina perfeita.
Sobre a vida de Capital Imoral
Eu adoro relatar o quão maravilhoso é minha vida seguindo os princípios de uma sociedade socialista. Eu me alimento apenas uma vez por dia; gosto de ingerir pequenas verduras pela manhã; coloco agua nas minhas plantinhas, e vou fazer caminhada pelo parque do condomínio, lembrando sempre de tomar muita água mineral. Geralmente, às nove horas, eu pratico yoga e faço minhas orações para Buda, Nova Era, e alguns deuses da índia. No horário da tarde, após a faculdade, eu gosto de ler poemas e desenhar. Às vezes, bate uma fome, nesse momento eu preparo meu café expresso, Nescafé Dolce Gusto, ou, tomo água com gás.- Um cigarrinho britânico, de vez em quando, também me faz bem. No horário da noite, eu gosto de comer algo mais sólido, gosto muito de frutos do mar, grãos da Europa, frutas e verduras. – todas orgânicas, obviamente. Em um dia, eu me alimentei o equivalente a uma prato de refeição, minha pele está linda, e sou fisicamente saudável. #Beijinhonoombro.
Agora imaginemos uma pessoa consumista que mora na Venezuela. Esse tipo de pessoa adora ficar reclamando porque não encheu a pança durante as três refeições do dia, mas, ainda sim, leva uma vida sedentária em frente a televisão. A pessoa come igual um porco e depois vem fazer passeata porque: "No hay comida". Lógico que não há comida meu amigo, você come igual um cavalo e depois vem reclamar do Estado? O Estado é um pai maravilhoso, mas todo mundo têm que fazer sua parte e aderir a grande liturgia do bem comum. A União Soviética sentiria vergonha desses cidadãos Venezuelanos. Fracos!
Conclusão
O principal problema do socialismo nunca foi uma questão de cálculo econômico sob um arranjo de produção centralizado, pois a premissa correta é que nem deveria existir um sistema de produção tão complexo, porque as pessoas não deveriam consumir o tanto que consomem. Imaginemos que todo mundo, na Venezuela, deixasse de consumir tantos alimentos e bens de consumo; o problema da escassez seria resolvido em uma questão de meses. O gordão que se alimenta três vezes, iria se alimentar apenas uma vez, logo, sobraria dois alimentos para pessoas que estavam fora da equação.
Para o socialismo dar certo, as pessoa precisam ter uma fé real no Estado. Elas precisam se sacrificar de corpo e alma pelo Estado. Mas o que está acontecendo é uma deturpação das premissas sociais que o socialismo promove: Todo mundo quer um Estado grande, mas ninguém quer abandonar a vida pequeno burguesa. Eis o principal problema.
{1} ‘Fico pensando em leis enquanto limpo privadas’: a advogada que virou faxineira em São Paulo: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42574032
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Me diz o nome de um socialista honesto, sincero e que tenha ética, antes de começarmos qualquer discussão.
Socialismo é um sistema de mentiras, fraudes, enganação, hipocrisia, etc.
Esse sistema de igauldade nunca foi pra frente e nunca irá, porque os líderes sempre foram pessoas criminosas, mentirosas, esquisofrenicas, assassinas, etc.
Enfim, que acredita em socialismo só pode ter doença mental.
Sempre que vejo artigos sobre desigualdade, me lembro do Piketty.
Ele alega que a desigualdade é causada porque as taxas remuneração do capital são maiores do que as taxas do crescimento econômico. Isso faria com que as pessoas que detêm mais capital, ficassem cada vez mais ricas, aumentando a desigualdade econômica.
Mesmo que não houvesse nenhum erro no trabalho do Piketty, aliás erros esses já por demais abordados em artigos do Mises, é óbvio por demais que a ação dos governos é a causadora dos desequilíbrios que ele menciona. Vamos lá:
Porque será que o capital é remunerado a altas taxas? Há dois fatores básicos:
1) Os governos atuais tiram à força da população – via impostos – algo em torno de 40% do fruto de seu trabalho. Cento e poucos anos atrás, essa taxa era em torno de 10%.
Então:
Os mais pobres não conseguem poupar nada.
A classe média poupa pouco.
Os ricos ainda poupam bastante.
Como poupança = investimento, conclui-se que o governo reduz a quantidade total de capital disponível. E concentra o pouco capital restante nos mais ricos.
2) Os governos atuais se endividam, aumentando artificialmente a demanda por capital.
Com essas duas intervenções, o governo faz com que o capital fique muito escasso, e a taxa de juros aumenta.
Os poucos que conseguem poupar (os mais ricos), recebem juros maiores, e acabam sofrendo menos que os demais. Todos afundam, mas os mais pobres afundam mais.
Notem que, mesmo os ricos, poupam menos do que poupariam se os governos não fizessem essa barbeiragem dupla!
E então? Será que Piketty não percebe o óbvio? Ou será que finge que não sabe, só para vender livros?
[]s
Não generalize. Existem os Caetanos e Gregórios que beiram a desonestidade; porém, pense no país em que você vive (estou presumindo que é o Brasil): uma Constituição socialista, que prevê não só almoço grátis, prevê café da manhã, janta, café da tarde (embora entregue uma migalha).
Enquanto criança no Brasil, a pessoa se acostuma com essa ideia, os pais muitas vezes são leigos e não educam politicamente os filhos, existe a doutrinação da escola, na tv, teatro e filmes; essa criança, quando chega na faculdade, vai receber mais materiais de esquerda e vai fechando sua cabeça nisso e vendo todas as situações como seus doutrinadores falaram… Aí fica complicado, a cabeça da pessoa está feita, aperta 13 e confirma.
Todo ano sai essa maravilha de “relatório da Oxfam”, e chovem reportagens sobre a desigualdade.
A bola da vez é esta:
g1.globo.com/economia/noticia/5-bilionarios-brasileiros-concentram-mesma-riqueza-que-metade-mais-pobre-no-pais-diz-estudo.ghtml
Já li coisas como “Que absurdo, o que estes 5 bilionários vão fazer com todo esse dinheiro?”
Vamos fingir que eles tomaram à força essa quantia toda dos pobres. Agora, vamos pegar a fortuna de cada um (somadas, dão USD 88,1 bi, ou BRL 293,3 bi) e dividir igualmente entre os 207 milhões de brasileiros.
Cada brasileiro recebe cerca de 1500 reais.
Ficamos sem o Facebook, o banco Safra, lojas Americanas, Submarino, Ambev, Kraft Foods, Heinz, Burger King e os apoios à fundações feitos por eles. Contem quantas pessoas possivelmente perderiam seus empregos sem estas empresas, que são sustentadas voluntariamente pelos seus consumidores.
Tudo isso para dar 1500 reais para cada brasileiro.
A falta de lógica é uma coisa impressionante.
Minha impressão é que as pessoas pensam que estes bilionários possuem estes valores em suas contas correntes. É um pensamento tão ignaro que chega a ser assustador. A maior parte da fortuna deles está no valor das suas empresas. Para manterem essa fortuna toda, eles têm que manter suas empresas funcionando e atendendo seus clientes. Empresa que não faz isso, quebra, leva junto seu valor de mercado e a fortuna desses caras. Inclusive, caso eles queiram vender suas participações, o valor das empresas (e das suas fortunas) automaticamente cai, pela simples vontade deles de vender.
Artigo extremamente esclarecedor.
Se houvesse tributação das grandes fortunas, provavelmente nós estaríamos usando um Windows 95 ou 98.
O Bill ganharia dinheiro, e fecharia a fábrica logo em seguida.. Ou então, teria migrado para Cingapura, Twan ou Hong Kong.
A cabeça da esquerda é de 1917 .
Os socialistas brasileiros acham que revolução bolchevique funciona.
A esquerda brasileira preferiu entrar no mundo do crime, revolução e igualdade, ao invés de partir para um caminho como Cingapura, Suécia, Dinamarca, Hong Kong, etc. Um caminho de livre mercado com ajuda aos pobres.
Essa é a única explicação. O discurso da igualdade sempre aparece, mas nunca ouvimos críticas sobre a qualidade dos serviços entregues, pagamentos a jornalistas e emissoras de TV, dominação de sindicatos, doutrinação em sala de aula, etc.
Isso está na cara que é uma revolução bolchevique do século 21.
Esse déficit do governo poderia resolver todo o problema de habitação, saneamento e infraestrutura. O povo prefere viver no meio da merda do que ter que trabalhar. Seria mais fácil ter um país bom, tendo que pagar apenas por saúde, universidade e previdência particular.
A esquerda brasileira só quer saber de revolução chinesa, russa e cubana, ao invés de reconhecerem a grande evolução que houve em Cingapura, Dinamarca, Hong Kong, USA, etc.
Excelente texto! O autor só se esquece de mencionar que, para essa maravilha toda neoliberal acontecer, é necessário que existam escravos nos países de terceiro mundo produzindo todo esse aparato de bem estar que os ricos usufruem!
Impostos tornam possível a construção da sociedade, sua infraestrutura e suas teias de proteção, pagam a força polícia, a militar, a médica e a científica, e garantem acesso à todos os indivíduos, não apenas aos mais lucrativos.
Fazer os mais abastados pagarem mais impostos, ou ao menos as mesmas alíquotas não diminui o ritmo muito menos o impacto dos empreendedores, em vosso exemplo todos os empresários começaram com market share pequeno, e desenvolveram-se à mesma.
Não querer pagar impostos é uma agressão à soberania nacional e à sociedade em si, merecedora de pena capital tal qual a corrupção e crimes de colarinho branco merecem.
Estou, após um náufrago, numa ilha deserta do Oceano Pacífico junto com outras 50 pessoas (26 homens e 24 mulheres)
O meu fiel irmão e eu temos fuzis Sig-Sauer com milhares de munições.
O meu irmão e eu (os “nós” ou “nossos” do texto) ameaçamos as outras pessoas com os nossos fuzis. Os 26 homens são nossos escravos e as 24 mulheres são nossas “esposas”.
Criou-se um “CONTRATO SOCIAL”* (que só visa conservar os direitos do meu irmão e os meus…22 suecas…) …e nós não pedimos a assinatura de ninguém
Os escravos conseguiram, de certa forma, oferecer uma ameaça contra nós. Eu negociei com eles e se criou um outro contrato social que visa conservar os nossos direitos e os direitos dos escravos (doei a fêmea baranga para que eles fizessem menos cara feia, que é a tal ameaça) de modo que a tal ameaça que eles podem oferecer não se concretize
Se a munição acabar, vai se criar outro “contrato”…se cair um fuzil do céu e a baranga pegar ele, outro contrato…a baranga vai tirar a barriga da miséria hehehe
Claro, essa nossa tirania não se concretizou…foi só uma tentação que tivemos quando pensamos nas possibilidades…tratamos todos os outros náufragos de maneira justa… não houve escravos e nem abusos…mas os outros estão vulneráveis… vai que? Vai que o “Sol quente” torre a nossa bondade? Um risco incontrolável que corre os outros náufragos! Eles devem ficar espertos…pelos menos até que os fuzis Sig-Sauer sejam destruídos!
Agora, eles ficariam intimidados se fosse flores cheirosas em vez de fuzis? Não (exceto os alérgicos)! Eles precisam SENTIR a ameaça, calcular se compensa ou não compensa reagir e tomar uma decisão! Tudo que pode influenciar esse SENTIMENTO pode alterar o equilíbrio da primeira situação…
*Segundo a minha terminologia… e não a de Hobbes ,Rosseau, Marx, Tostão, Pelé, Ronaldinho Gaúcho…
E aí senhores? Como vocês, ancaps (isto é destinado apenas a ancap, ok? Se não és ancaps não precisas se meter).
Como vocês se sentem agora que a EAH (ética argumentativa Hoppeana) está cheia de furos e vocês agora estão sem argumento para justificar o anarcocapitalismo no campo ético?
Irão abandonar o barco e finalmente reconhecer que o minarquismo sempre foi o melhor objetivo a ser alcançado?
Pessoas da rede, dias atrás vi um vídeo falando sobre a história da Varig. Nela, é dito de que décadas atrás, o sonho de muitos pais é que ou seus filhos trabalhassem na Varig, ou fizessem um concurso para o Banco do Brasil. Mas imagino não só do BB, mas também de outras estatais tais como a CESP.
Dado de que o Brasil sempre foi um país medíocre (sem um glorioso passado como a Argentina ou a Venezuela), e o padrão de vida era muito inferior há décadas atrás, como é que se podia bancar empregos estatais com mordomias de empresas como BB e afins (pelo menos é o que imagino)? Única coisa que consigo pensar agora é na questão demográfica, já que décadas atrás, a taxa de natalidade era muito maior e, com maior população economicamente ativa para sustentar isso, a economia crescia quase que por gravidade. Isso faz sentido? Há outras razões?
Alguém sabe se já saiu os dados dos déficits do ano passado no site do BC? Eu tentei acessar, embora tenha achado os dados, nem mesmo consegui baixar, de forma que não consegui acessá-los. O gráfico é o “5003 – NFSP sem desvalorização cambial – Fluxo acumulado em 12 meses – Resultado nominal – Total – Governo Federal”. Aquele site do BCB é medonho.
Leandro, essa Caixa de Estabilização colocada pelo Washington Luiz em 1926 foi uma tentativa de ressuscitar o padrão-ouro?
O que você acha desse documento falando sobre a história da inflação brasileira? Nele foi dito de que a Caixa de Conversão foi um padrão-ouro parcial.
O site da UOL lançou uma série especial de reportagens sobre os problemas do Capitalismo. A série é uma coletânea muito bem montada, mas com vários erros de interpretação/visão do mainstream econômico brasileiro/internacional. Vejam:
tab.uol.com.br/edicao/capitalismo#o-preco-da-riqueza
O que me chamou a atenção é que nesta série aparecem muitos (ou quase todos) dos grandes erros de visão/interpretação econômica que vêm sendo apontados e contestados há anos pelos liberais do Instituto Mises.
Pessoal eu queria entender uma coisa, porque o jornalismo ta assim?
Tem menos morte que a minha cidade q fico em lockdown
piaui.folha.uol.com.br/receita-do-colapso/
selic 2,75%, oq esperar de 2021? Lucidez tardia do BACEN?
“Ministério da Economia volta atrás em decisão que reduzia o imposto de importação de bicicletas”
“A redução poderia colocar em risco empregos nas fábricas brasileiras de bicicletas e desindustrialização no setor, considerando o provável aumento da importação do produto, especialmente vindo da China.”
Mercantilismo segue forte aqui. As tarifas seriam reduzidas de 35 % para 20 %, mas agora com o choro, ficarão em 31,5 %. Detalhe que seria uma redução bem aos moldes gradualistas. Seria coisa de meses até chegar aos 20 %.
Mas não estou muito surpreso não. Aqui sempre foi assim mesmo. Ninguém quer mexer nessa estrutura.
“Governo reduz imposto de importação para celulares e computadores”
Sabem o que é irônico? A medida é boa, mas a nossa moeda doente encareceu a importação tanto de celulares e compradores quanto a compra de celulares e computadores feitos no País. A redução foi pouca, mas adivinha quem foi contra? As fabricantes nacionais daqui.
A melhor coisa seria desmembrar o Brasil em várias cidades-estados independentes. Aí acaba essa farra de protecionismo.
PEC emergencial não vai mudar nada né? Melhor que nada? Pelo o que eu vi tiraram ate progressão pros funças
Olá Inst. Mises Brasil,
Quero deixar uma sugestão:
Traduza o gibi “the kingdom of moltz” de “Irwin Schiff”.
Esse é o segundo gibi dele.
O primeiro gibi é o ” How An Economy Grows and Why It Doesn’t”.
Este último vocês já tem traduzido.
Achei superficial, mas quem quiser me responder educadamente sinta-se livre.
Acredito que a desigualdade social não vem da concentração de riqueza de grandes empreendedores individuais, mas da transferência de riqueza para especuladores e acionistas no mercado de capital. Se for procurar a composição acionária da apple, microsoft, google, etc, são dezenas de fundos de investimentos e bancos.
A coisa fica mais sinistra quando até mero celulares estão sendo alugados pelos bancos em serviços de assinaturas mediante juros devido a preços de compra proibitivos em países mais pobres e desiguais.
Todo ano tenho que bater nessa tecla com meus alunos (Ensino Médio, Sociologia) sobre a diferença entre pobreza e desigualdade, que o problema não é a desigualdade, etc.
Mas é difícil lutar contra um exército de doutrinadores de outras matérias, que por ideologia insistem no contrário. Alguns alunos entendem, outros não. Fazer o que? rsrsrs
Então o Brasil era pra ter um dos índices de pobreza mais baixos do mundo, pois é campeão em desigualdade…. Por outro lado, um país como o Japão era pra ter um dos mais elevados índices de pobreza… Cada uma que eu vejo aqui.