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Por que políticas de estímulos e intervenções governamentais geram recessões
E por que essas mesmas políticas não podem reanimar uma economia

falácia da vidraça quebrada, popularizada por Frédéric Bastiat, continua sendo a metáfora perfeita para mostrar as consequências daquilo que se vê e daquilo que não se vê. 

Resumidamente, se um moleque quebra uma vidraça de uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular toda a economia. 

O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com outros setores da economia. Toda a economia sairá ganhando. A vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas. 

Porém, há as consequências que não são vistas. O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um terno. Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça.  O alfaiate deixou de ganhar dinheiro. Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro. 

Igualmente, os fornecedores de insumos para a padaria — plantadores de trigo, criadores de fermento, cultivadores de leite etc. — também deixarão de ganhar dinheiro, pois a padaria teve de economizar para trocar a vidraça.

O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego. 

Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.

O economista que só vê as consequências imediatas da vidraça quebrada, e que não é capaz de visualizar as consequências que não são imediatamente perceptíveis, não é um economista completo.

Nos últimos anos, várias pessoas — ao menos em alguns círculos — se tornaram mais familiarizadas com essa 'falácia da vidraça quebrada', e passaram a perceber que a política macroeconômica keynesiana não passa de uma 'falácia da vidraça quebrada' em ampla escala.

Mas talvez ainda mais importante do que a 'falácia da vidraça quebrada' seja aquilo que poderíamos chamar de falácia da 'perna não-quebrada'. 

A perna não-quebrada

Trata-se da presunção que fundamenta todos os tipos de intervenção estatal no mercado, tanto em termos macroeconômicos quanto microeconômicos: a de que os participantes do mercado são perfeitamente capazes de agir mais produtivamente, mas não o estão fazendo por causa de várias "falhas de mercado". 

E isso requer uma intervenção estatal para estimular as coisas e deixar os empreendedores mais produtivos.

Qual a principal falácia deste raciocínio?  

Ele ignora completamente as inúmeras maneiras com que as próprias intrusões do estado sobre o sistema econômico "quebram as pernas" dos empreendedores privados ao distorcer os preços — por meio da manipulação dos juros, do controle de preços das tarifas de eletricidade e dos combustíveis, da imposição de tarifas protecionistas para proteger um determinado setor ao mesmo tempo em que encarece os bens de capital importados por outros setores — e ao conceder subsídios aos seus empresários favoritos.

Essas "políticas governamentais" geram incertezas, penalizam as ações produtivas e subsidiam as ações destrutivas, pois punem quem quer empreender para atender aos genuínos desejos dos consumidores e subsidiam quem quer empreender para atender aos caprichos dos burocratas do estado.

Suponha que o governo invente uma política industrial — tanto por meio de tarifas protecionistas quanto pela concessão de subsídios diretos (via bancos estatais) — com o intuito de estimular a produção das indústrias. Há um problema: ele não é capaz de fazer isso de modo neutro. Ele terá de gastar com setores específicos.  

Consequentemente, aqueles primeiros a receber o dinheiro irão gastá-lo também de maneira mais direcionada. Adicionalmente, o governo terá de "manter sua trajetória", sinalizando com clareza quais são seus planos durante um determinado período de tempo, o qual tem de corresponder aos horizontes de planejamento dos agentes econômicos. 

O próprio Keynes reconheceu que isso é impossível. Como consequência, ele defendia um consistente e persistente controle do governo sobre a maior parte dos investimentos (na prática, o governo deveria estatizar os investimentos). A ideia era que a confiança aumentaria em decorrência da certeza criada pelo fato de os empreendedores saberem qual seria o nível dos gastos, em que eles seriam investidos e com qual duração.

Mas não vivemos no mundo que Keynes sonhou por dois motivos: (1) não se pode confiar que o governo irá manter políticas consistentes de longo prazo e (2) Keynes não aceitava que, durante uma expansão econômica induzida pelo governo, os recursos pudessem ser sistematicamente mal alocados e que os gastos governamentais irão privilegiar apenas alguns poucos e prejudicar todo o resto.

No nosso mundo, os empreendedores têm de lidar com inúmeras incertezas ao mesmo tempo:

1. Como o sistema político irá de fato alocar os recursos do estímulo econômico? E por qual período de tempo?

2. Em qual direção (em que área) irão gastar aqueles que aumentaram suas rendas em decorrência da política de estímulos do governo?

3. Qual será o padrão sustentável de gastos, poupança e investimento que irá surgir quando as políticas de estímulo governamental diminuírem (e elas terão de diminuir em um dado momento uma hora)?

Investidores não investem no abstrato ou no agregado; eles investem em áreas específicas. Os estímulos governamentais, da forma como são praticados, aumentam as dificuldades de coordenação com que os empreendedores lidam. Eles agora, em vez de se concentrar na satisfação das demandas dos consumidores, terão de adivinhar o comportamento de burocratas e agentes políticos, os quais não reagem às condições de oferta e demanda no mercado. 

O que o Ministro da Fazenda irá inventar depois? Quais as novas condições que o presidente ou o congresso irão impor às empresas? Toda essa incerteza é misturada às tentativas de se descobrir novos equilíbrios de mercado que sejam compatíveis com as preferências dos consumidores. Nesse cenário, os preços tendem a se comportar de maneira errática, transmitindo informações totalmente incorretas sobre oportunidades de lucro. 

O resultado é que a economia fica estagnada, os investimentos realmente demandados pelos consumidores não ocorrem, e apenas as empresas com capital político se sustentam.

Simplesmente transmitir a certeza de que o governo estará estimulando alguma coisa por algum período indefinido de tempo não irá corrigir o problema fundamental. Há todo um problema de coordenação, o qual não é percebido pelo economista menos treinado, que só consegue analisar aquilo que se vê.

A economia é um pouco mais complexa do que imaginam

A economia de mercado não é, nem de longe, tão simples e ordeira quanto os defensores de políticas intervencionistas acreditam. O mercado é uma emaranhada rede de relações econômicas; é um processo caracterizado por várias forças coordenadoras e descoordenadoras.  

Vivemos em uma sociedade acossada pela escassez, e é esse processo de coordenação feito pelo mercado que irá auxiliar o indivíduo a decidir como alocar corretamente os recursos necessários para se obter os fins desejados. 

É por isso que o crescimento econômico, ou a criação de riqueza, não pode ocorrer em função do investimento induzido pelo estado. O vago termo "investimento" deve ser incorporado a este mundo de escassez, preferências e coordenação.

Quando as políticas de estímulo do governo são integradas a essa realidade mais ampla do processo de mercado, torna-se claro que a questão toda envolve variáveis muito além da simplista noção de incentivos, subsídios e produção. Tudo deixa de ser apenas uma questão que envolve uma relação direta entre investimento e criação de riqueza, e passa a ser sobre se o governo pode ou não participar de maneira eficaz no processo de coordenação do mercado.

Após invadir a ordem econômica como um elefante em uma loja de porcelana e causar estragos tangíveis, os burocratas, os políticos e seus defensores recorrem então à desfaçatez de culpar as "falhas de mercado" pela bagunça que eles próprios criaram — o que cria espaço para ainda mais intervenções para corrigir os efeitos nefastos das intervenções anteriores.

No que dependesse exclusivamente dos mecanismos de correção embutidos em um sistema de mercado genuinamente livre, baseado no sistema de preços e no mecanismo de lucros e prejuízos, os empreendedores e consumidores não errariam de forma sistemática em seus esforços multifacetados para coordenar suas próprias atividades econômicas — a menos, é claro, que o estado interviesse desbragadamente, quebrando suas pernas e estropiando o funcionamento do sistema de preços.

Análises econômicas e estratégias políticas que desconsiderem esta realidade estão se baseando em pilares falaciosos e não devem ser levadas a sério.

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Leia também:

Dizer que a solução para uma economia estagnada é "estimular a demanda" é um atentado à lógica

Estímulos governamentais empobrecem a economia



autor

Robert Higgs
um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.


  • José Roberto Baschiera Junior  03/01/2017 13:50
    Usando a linguagem que eles entendem:

    Aumenta G e estimula C que o Y cai!
  • Leonardo  03/01/2017 14:13
    Cabe para a industria da construção civil. Vivemos isso com o estimulo ao setor da habitação. Estamos no momento de ajustes das consequências da intervenção estatal.
  • Tadeu  03/01/2017 14:17
    Sim, um grande exemplo é o programa "Minha Casa Minha Vida". O governo estimulou o endividamento das pessoas para comprar casas (um bem de consumo). O que isso gerou?

    O preço dos imóveis simplesmente triplicou em menos de um ano, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres!
  • Fernando  03/01/2017 14:19
    Foi exatamente isso que falei com colegas de trabalho dias atrás; compramos em 2006 um terreno a R$ 15 mil, acabei vendendo ano passado por um valor bem maior; e por que eu vendi? Porque era inviável fazer uma casa nele com o preço que tá pra construir uma casa, com tudo isso inflado por causa do MCMV.

    Nos anos 90 até meados dos anos 2000 o sujeito com pouco dinheiro comprava um terreno e construía, sem financiamento. Levava uns anos mas tinha a casa garantida, sem ficar 20,30 anos pagando juros. Que vantagem teve o MCMV? Se inflou os preços e criou amarras por trinta anos para muitas famílias, e para quem tem dinheiro para construir fica caro, não vejo nenhuma vantagem nesse programa, é trocar seis por meia dúzia.
  • João  31/05/2017 16:51
    "Que vantagem teve o MCMV?"

    Enriquecer políticos e empresários amiguinhos.
  • Anderson  03/01/2017 14:19
    Hoje em dia vejo casas e apartamentos meia bocas sendo vendidos acima dos R$ 300.000, coisa que antes se comprava com R$ 80.000 a R$ 100.000. Quero nem imaginar quanto está o preço dos imóveis considerados "bons"...
  • Andre  03/01/2017 15:41
    O péssimo estado dos imóveis brasileiros já é motivo de piada aqui:

    estamosricos.com.br/comparacoes/osasco-vs-memphis/

    estamosricos.com.br/comparacoes/a-beleza-turca/

    E o diagnóstico preciso:

    Minha casa meu construtor rico…
    Vamos financiar os imóveis sem nenhum critério e fazer os preço irem aos céus…
    Tanto faz o povo, o que importa é o empreiteiro que financia minha campanha lucrar…
    Deixa o banco estatal com o crédito podre…
    O povo pode pagar mais por uma caixa de fósforo… ele não paga um monte por uma carroça? então consegue pagar mais pelo casebre
  • Prando  03/01/2017 17:35
    Uma coisa que não entendo é como o preço de um mesmo imóvel (pinheiros, São Paulo) passa de cerca de 120 mil para 640 mil em 10 anos, sendo que o INCC do período ficou em cerca de 110%.
    O INCC só leva em consideração custos de construção? Alguma medida de inflação reflete o aumento do preço dos imóveis?
    Diria ser um gasto relevante no orçamento das famílias.

    Gostei de mais uma menção das amizades do antigo governo para o MCMV. Será que alguém investiga?
  • Giovanni Antonielli  04/01/2017 12:31
    Desculpe minha ignorância, mas alguém poderia me explicar melhor como o MCMV fez com que os preços dos imóveis disparassem? Muitíssimo Obrigado!
  • Auxiliar  04/01/2017 12:44
    É autoexplicativo: o governo estimulou as pessoas a se endividarem (a juros baixos) para sair comprando casas. Tal estímulo elevou a demanda por imóveis. Com maior demanda por imóveis, os preços sobem.

    Economia pura.

    Aliás, no que tange ao setor imobiliário, o buraco é mais embaixo: o governo, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encareceu artificialmente os preços das moradias.

    Mesmo com a SELIC a 13,75% ao ano, a Caixa Econômica Federal está oferecendo empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 7,14% ao ano. Já o Banco do Brasil cobra 7,69% ao ano.

    Um banquete para os especuladores imobiliários.

    Quanto mais crédito farto e barato (os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores), maior a demanda artificial por imóveis. Logo, mais os preços sobem.

    Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado. Os preços sobem e, consequentemente, os pobres são empurrados para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal (ou seja, para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres).

    O estado cria um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

    Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os preços destes também sobem.

    No final, tudo ficou mais caro.

    O mercado imobiliário é, sem dúvidas, uma dos que mais sofre interferência estatal de todos os lados.

    E a consequência é os pobres ficaram ou sem casa (indo pras favelas) ou endividados pro resto da vida.
  • Giovanni Antonielli  09/01/2017 15:41
    Muito obrigado pela explicação! :D
  • 'martins  03/01/2017 14:53
    Excelente artigo, um dos melhores que já li, muito simples e objetivo, diz de forma direta. Expressa vários pensadores da escola austríaca de economia sobre o intervencionismo governamental na economia.
  • WDA  03/01/2017 21:21
    Esse ponto é um daqueles em que temos que bater recorrentemente, e a respeito do qual devem-se tomar atitudes, seja no sentido de popularizar a sadia noção de que intervenção estatal e "estímulos" à economia são deletérios, seja no de pressionar os governantes a se absterem de adotar tais medidas.

    Esse tipo de noção deveria ser reforçado na mídia nacional. Hoje vemos o Temer ser pressionado por setores da sociedade que são organizados e não querem o bem do Brasil, para que ele tome medidas de estímulo, dando a aparência de estar fazendo alguma coisa com resultado. . A esquerda pressiona por essa agenda nociva, pois sabe que isto apenas prejudicará o país. Se Temer - que aliás não é de Direita, em especial de uma Direita Liberal - não promover os estímulos, os esquerdistas alegarão que ele nada fez pela economia e que seu governo se caracterizou pela presença de crise econômica (como se a esquerda não fosse a responsável óbvia pela crise, em que deixou o país durante e após tantos anos de governo). Dirão que ele é o culpado da crise e que foi ineficaz em resolvê-la. E irão usar isso para pressionar por uma crise social, através de sua militância organizada e paga com dinheiro público e dinheiro fruto de desvios. Mais uma vez, colocarão a culpa de tudo no atual presidente. E caso cheguem ao poder roubarão para si, em seus discursos, os frutos de uma eventual melhora da economia.

    A retórica pró-estímulo infelizmente é ecoada pela mídia nacional, o que põe o governante sob maior pressão.

    Caso Temer promova os estímulos, agradará aos economistas mainstream, keynesianos. Mas isso resultará em uma crise futura mais profunda. Os estímulos iludirão a massa da população no curto prazo, mas os esquerdistas irão colocar nele a culpa da crise futura, onde eles - caso assumam o poder novamente - encontrarão ambiente favorável para impor os seus próprios estímulos à economia, o que aprofundará o ambiente de desordem e concentração de renda que tanto os beneficia e aos objetivos estratégicos de aprofundamento de seu poder. Esse cenário favorece a venda de facilidades, pois os estímulos sempre beneficiam a alguns em detrimento de outros. E a crise que se segue cria dificuldades, permitindo-se que haja mais "facilidades" para vender.

    Considerando-se que o brasileiro parece mais acordado do que nunca - ainda que continue meio sonolento - e que o cenário é propício à austeridade, deveríamos aproveitá-lo para insistir na divulgações de verdades econômicas que previnam a adoção destas medidas nocivas.

    Para Temer é muito mais cômodo adotar medidas de estímulo, porém isso é nocivo para todos. Caso o presidente se sentisse pressionado - ou talvez ao menos estimulado - a conter-se e não adotar essas medidas isso poderia ser suficiente pois todos sabem que hoje cortar gastos é necessário e fazer certas reformas.

    Uma campanha de divulgação para setores de mídia e para as massas, a fim de que fiquem claras as reais conseqüências dos estímulos e sua nocividade, mudando a retórica geral viria a calhar. Isso colocaria pressão sobre o governante no sentido certo.

    Levantar a bandeira pró-austeridade e anti-estímulos numa tal campanha, juntamente com as bandeiras de maior desburocratização e menos impostos, que são medidas populares e seriam um bom gancho para se fortalecer as primeiras exigências, talvez fosse o suficiente para dar ao governo o espaço para não tomar a atitude destrutiva de "estimular" a economia.
  • Felipe  03/01/2017 23:00
    Artigo perfeito!

    Pena que quase ninguém entende isso.
  • Meyer Lansky  04/01/2017 02:57
    Pergunta off topic:

    A quem puder responda-me, por favor:

    Qual o país com menos ministérios no mundo?!

    Muito obrigado desde já!
  • Tio Patinhas  06/01/2017 20:33
    Talvez Monaco?
  • Kek  02/06/2017 13:30
    Deve ser a Suíça, Mônaco, Lichtenstein, San Marino e alguns países africanos.
  • Função Social do LUCRO?? A ganancia!  04/01/2017 05:00
    Queria saber o que vocês tem a me dizer sobre o acidente da lamia do chapecoense...

    Mais uma vez o LUCRO e a GANANCIA tirando vidas, o cara arriscava sempre andar com o combustivel na risca só pra lucrar mais...

    Eai não precisa de regulamentação também?

    Não venha me dizer que o chapecoense tinha responsabilidade de ver isso, porque era só o que faltava, todo mundo agora tem que manjar de aviação?

    E meus avós quando viajam de avião, tem que ser o risco que ta correndo? Se eles nem tem condições de dirigir....


    Vocês tem que saber que há limites pra tudo, não da pra ser assim sem limite. Ai acontece esse tipo de coisa ai, o mesmo vale pra qualquer transporte, imagine uma companhia de transporte(onibus), resolve andar com os freios atéeee o final pra tentar lucrar o máximo, ai certa vez em uma ocasião os freios são exigidos no limite, e ai?

    E agora as famílias, quem vai indenizar? O cara morreu e não tem nada... eai?

    Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim....

    Pior ainda é que agora ninguém vai receber nada, falta uma regulamentação ai pra não deixar esses zé ninguém ter companhia área....

    E vocês ai defendendo isso, po acordar pra realidade é muito difícil?

    Quero ver a resposta de vocês, vou voltar aqui em breve pra ver.

  • Pedro  04/01/2017 11:51
    Embora se trate de uma clara zoeira com o discurso da esquerda, sempre é bom aproveitar o gancho para responder.

    Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião.

    Isso foi abordado em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2516

    Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.

    aeromagazine.uol.com.br/artigo/time-do-chapecoense-sofre-acidente-aereo_3018.html

    Ou seja, socialismo (e sua destruição de capital) em conjunto com leis estatais autoritárias (que impedem a correta alocação de capital, ou seja, a oferta de aviões bons de outros países). Eis as causas da queda.

    Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=129


    "Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim...."

    Boa ironia. E o gozado é que não há um mísero aspecto do setor aéreo na América Latina que não seja completamente regulado pelo estado. E, ainda assim (ou por causa disso), a tragédia ocorreu.

    Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores?

  • Rodrigo  04/01/2017 17:29
    "Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim."

    Ademais, a regulação já existe e determina o combustível mínimo para um determinado voo. Não foi o fato de haver regulação que impediu o acidente.

  • Pedro  12/09/2019 17:29
    mundoraiam.com/a-tragedia-do-jeitinho/
  • Josélton  04/01/2017 08:41
    Meio off topic, mas quando o mises brasil irá lançar um novo livro? Um livro novo do Hoppe ou Rothbard cairia muito bem, até a vide editorial lançou 2 livros do mises nos últimos meses, repito, dois livros do mises.
  • Humberto  04/01/2017 10:39
    Existe algum país que colocou as ideias keynesianas por mais de 20 anos sem interrompê-las?
  • Martins  04/01/2017 11:55
    Não, pois isso é economicamente impossível. Idéias keynesianas não podem se manter continuamente porque elas geram recessão econômica. Aí elas têm de ser interrompidas para dar lugar a outras receitas (normalmente adota-se uma receita chicaguista meia-boca). Tão logo a economia começa a se recuperar, o keynesianismo volta.

    E por que o keynesianismo é uma constante? Pelos motivos explicados neste artigo:

    Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade
  • Lel  08/01/2017 03:44
    Não, pois é impossível. Keynesianismo só se mantém vivo e popular porque é a ideologia preferida dos políticos.
  • anônimo  04/01/2017 12:33
    O governo sempre vai intervir nos interesses das pessoas.

    A tragédia seria maior se alguém quebrasse uma janela de um prédio do governo.

    Essa "desindustrialização" americana foi causada pelo imposto de renda.

    No ranking de tributação sobre a renda das empresas, o Estados Unidos é o único país desenvolvido que possui alta carga tributária para PJ. As importações ocorrem por causa da tributação da renda das grandes empresas americanas.

    Por mais que pequenas empresas paguem poucos impostos, são as grandes empresas que produzem metais, energia, insumos, etc. A tributação das grandes empresas afetam toda a economia.
  • 4lex5andro  06/01/2017 14:21
    Por outro lado a desindustrialização estadunidense, notadamente em Detroit, se deu muito pelo advento do Nafta que fez muitas fábricas de carros americanas a migrarem para o lado mexicano.
  • Leandro C  12/09/2019 19:10
    Que impostos são ruins, todos sabemos; mas, então, para uma mesma carga tributária total, qual seria a melhor e mais justa forma de se efetuar a tributação? o que vocês acham?
  • Carlos Alberto  12/09/2019 19:56
    Para um determinado tipo de estupro, qual a melhor forma?


    P.S.: a pior forma de tributação, disparada, é sobre a renda e o investimento, pois se está tributando exatamente aquilo que faz as pessoas terem motivação para produzir.
  • Carlos  04/01/2017 14:09
    Você escreveu:
    "O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.
    Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto."

    Mas tem algo que você não comentou: se o vidraceiro ganhou, logo ele tem dinheiro para, digamos por exemplo, comprar um terno. O vidraceiro comprando um terno com o dinheiro ganho do padeiro, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores ganham.
    Ou seja, o dinheiro mudou de mãos mas continuou a movimentar a economia.
  • Gomes  04/01/2017 15:38
    E tem algo que você não comentou, e que é exatamente o cerne da questão: o dinheiro que foi para o vidraceiro originou-se de uma mera recomposição de capital destruído. Ou seja, foi um dinheiro gasto apenas para consertar algo que foi danificado. Foi um dinheiro que, no final, serviu apenas para trazer algo de volta ao ponto inicial (a vidraça reparada).

    Não foi um dinheiro que o dono da padaria gastou voluntariamente em investimentos, mas sim um dinheiro que ele foi obrigado a gastar apenas para voltar ao ponto inicial. Não houve nenhum aumento no estoque de capital da economia, mas sim apenas o conserto de algo que foi destruído.

    E, se você realmente acredita nisso que você falou, então você deve acreditar que guerras são excelentes para a economia. Quanto mais bombardeado for um país e mais ele tiver de gastar apenas para se reconstruir (ou seja, voltar à estaca zero), mais rico ele será.

    A Síria deve ser um portento econômico. Aleppo, então, deve ser a cidade com a população mais rica do mundo.

    E, se você realmente acredita no que falou, você tem de vibrar todas as vezes em que seu carro for roubado ou você for assaltado.

    Lógica supimpa.
  • cleidson  31/05/2017 15:21
    Esse pensamento lógico do Carlos foi muito bomm, por alguns segundos eu realmente pensei que vocês não teriam resposta kkkkkkkkkkkk.
  • Leandro  04/01/2017 15:40
    O erro do Carlos -- e que é típico de economistas convencionais -- é que ele raciocinou exclusivamente em termos da equação do PIB.

    E sim, de acordo com essa tosca equação, uma economia que foi completamente destruída -- seja por uma hecatombe nuclear ou mesmo por uma intempérie da natureza -- apresentará aumento do PIB por causa dos maiores gastos. Só que a riqueza da população, suas indústrias e seu estoque de capital encolheram substantivamente. E isso não é captado na equação do PIB

    Um dos grandes problemas da equação do PIB é que ela não faz qualquer esforço para distinguir as transações econômicas que beneficiam a saúde da economia do país daquelas que apenas a enfraquecem. Atividades destruidoras de riqueza são incluídas em pé de igualdade com atividades produtoras de riqueza.

    A intenção inicial do PIB — criado nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso — nunca foi a de mensurar o bem-estar econômico de um país. Porém, como ele inadvertidamente passou a ser utilizado para esse fim, todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.

    Assim, quando há um tornado em Santa Catarina ou uma enchente avassaladora em São Paulo, os esforços de reconstrução fazem o PIB aumentar, não obstante toda a destruição e todas as perdas trágicas enfrentadas pela população. Outras despesas negativas, como gastos para se proteger contra a criminalidade, gastos com médicos, gastos com divórcios, gastos com a defesa nacional, gastos para se reparar depredações etc., tudo isso conta como geração de riqueza e bem-estar econômico.

    Da mesma forma, quando alguma indústria, para produzir algum bem, consome recursos naturais até seu completo esgotamento, isso também gera um aumento no PIB. A distribuição de renda também é completamente ignorada pelo PIB. Se toda a renda nacional estivesse nas mãos de apenas uma família, e todo o resto da população estivesse à míngua, a renda dessa família, ao ser gasta, iria dar uma bela aditivada no PIB.

    Quando a Petrobras faz lambança e deixa vazar petróleo no mar, o dinheiro gasto para limpar o oceano aumenta o PIB. Se algum lixo tóxico é derramado num rio, o dinheiro gasto para descontaminar o rio estimula o PIB. Mais absurdo ainda: o dinheiro que foi gasto para criar esse lixo tóxico também gera acréscimos ao PIB.

    Igualmente, quando os estrangeiros aplicam em títulos públicos e esse dinheiro é gasto, o PIB sobe — sem qualquer consideração para com o ônus da quitação dessa dívida, que será transmitido às gerações futuras.

    Enfim, basear o raciocínio econômico em termos da equação do PIB é o caminho certo para a total incompreensão do mundo real.
  • Pedro  04/01/2017 17:11
    Excelente, Leandro!
  • Ari Velho  30/05/2017 16:57
    Incrível como se aprende nos comentários tanto quanto no conteúdo da postagem.
  • Taxidermista  04/01/2017 16:17
    Carlos:

    leituras urgentes:


    Bastiat e Henry Hazlitt.
  • Função social do LUCRO? A GANANCIA!  04/01/2017 20:51
    O cara acha que menos regulamentação iria melhorar, já não basta ver que falta mais regulamentação?
    Quantas vidas não foram salvas com as basicas regulamentações?

    ''Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião''

    Isso, ai vem um cara de fora com o da LaMia, todo quebrado, entra no país sem nenhum controle, cai com o avião e fica por isso mesmo...
    Vem um zé ninguém ai com um único avião e morre, ainda fica sem indenizar ninguém....
    Vem um cara la do oriente sem nenhum registro, oferece o serviço fazendo essa cagada(mais lucro e mais lucro) cai e ai fica por isso mesmo. Vai cobrar alguém como?

    Tem que ter controle da onde vem ou da onde sai o avião SIM! Alem do mais, a LAMIA iria oferecer o seu serviço mesmo que essa lei não existisse, a merda taria feita de qualquer jeito, a diferença é que mais casos com o da LaMia existiriam...

    ''Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.''

    O cara tinha mudado de sede, não minta! Mantenha honestidade intelectual, ele mal operava na venezuela.

    Até porque uma companhia falida pode existir em qualquer país, vocês não tem vergonha e querem por a culpa no socialismo? Eu sei que o socialismo não funciona e etc.. Mas não seja picareta não...
    Qualquer país pode ter uma companhia como a LaMia...

    ''Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras: ''

    Ok, privatiza o setor. Mas que tenha agencias reguladoras fortes atuando pra regular a area e evitar que esse tipo de coisa aconteça. Não defendo estatismo não...
    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    Alem do mais, a LaMia não tinha seguradora e ai? Nem me venha fala de responsabilidade individual pq eu ja respondi no primeiro comentário.


    ''Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores? ''

    Os consumidores regulam o mercado e as agencias reguladoras também, ao mesmo tempo os consumidores regulam os reguladores exigindo deles as minimas regras de segurança para proteger contra suposta ganancia excessiva que ponha em risco a segurança alheia.

  • Marcos  04/01/2017 22:50
    Absolutamente tudo o que você falou foi abordado no artigo recomendado, o que mostra que você nem sequer teve a decência e a honestidade intelectual de lê-lo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=129

    Repito: todas, absolutamente todas, as suas objeções foram abordadas neste artigo. Se você nem sequer se deu ao trabalho de lê-lo (prova disso foi o seu comentário totalmente tosco sobre seguradoras, demonstrando que você nem sequer sabe como elas funcionam), você não tem nenhuma moral para exigir respostas.

    P.S.: não sei por que a moderação aprova esse tipo de baderna nesta propriedade privada. Isso chega a ser um desserviço para os leitores deste site. A propriedade privada deveria ser mais bem guardada. O sujeito é tão burro que nem sequer sabe responder no lugar certo.
  • Gabriel  30/05/2017 19:23
    Já eu sou a favor da moderação aprovar esses comentários. Quanto mais gente dessa laia chegando de pára-quedas e fazendo papel de bobalhão quando são respondidos melhor.
  • Ex-microempresario  30/05/2017 20:12
    Quantas vidas não foram salvas com as basicas regulamentações?
    Acho que ninguém aqui é contra regulamentos técnicos na aviação, o que é bem diferente de governos criando reservas de mercado e controlando preços.

    Isso, ai vem um cara de fora com o da LaMia, todo quebrado, entra no país sem nenhum controle, cai com o avião e fica por isso mesmo...
    O avião não entrou no país; a empresa era boliviana, e o vôo saiu da Bolívia.

    Qualquer país pode ter uma companhia como a LaMia...
    Verdade, mas é mais provável em países onde o mercado não funciona e as pessoas querem que o papai estado tome conta delas.

    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    A função das seguradoras é pagar seguros. Para milagres, procure a igreja mais próxima.

    Alem do mais, a LaMia não tinha seguradora e ai? Nem me venha fala de responsabilidade individual pq eu ja respondi no primeiro comentário.
    Na minha opinião pessoal, quem viaja por uma companhia que não tem seguro é burro ou irresponsável ou os dois. Uma exceção é se ele foi forçado a fazer isso, como parece que foi o caso (pressão da Confederação Sul-Americana - podemos chamá-la de para-estatal ?).

    Os consumidores regulam o mercado e as agencias reguladoras também, ao mesmo tempo os consumidores regulam os reguladores exigindo deles as minimas regras de segurança para proteger contra suposta ganancia excessiva que ponha em risco a segurança alheia.
    Não estou certo se vc expressou sua opinião sobre o que acontece ou o que deveria acontecer, mas vamos lá:
    - O consumidor não pode regular o mercado se o governo permite a existência de um oligopólio, através de reserva de mercado e restrições à concorrência.
    - O consumidor não pode regular os reguladores, porque estes são indicados por políticos e atuam completamente blindados contra qualquer responsabilização.
    - Nem o consumidor nem os reguladores tem conhecimento técnico para criar ou decicir sobre regras de segurança; isso cabe às empresas e aos fabricantes de aviões. Observação importante: os reguladores estatais alegam ter sim conhecimento técnico sobre tudo, incluindo aviação. Isto é tão verdadeiro quanto a Dilma ser fluente em grego, latim e sânscrito.
    - "Suposta ganancia excessiva" e "por em risco a segurança alheia" são termos tão relativos que se tornam inúteis. O risco de morrer existe a partir do momento em que cada um nasce. Cada decisão em nossas vidas é um compromisso entre riscos e custos. A única forma de evitar completamente o risco de um acidente aéreo é acabar com todos os aviões. Em geral, minimizar os riscos implica aumentar os custos. Achar o equilíbrio ideal é algo muito complexo. Em resumo: normas técnicas devem ser feitas por quem tem conhecimento do assunto: neste caso, engenheiros aeronáuticos.
  • saoPaulo  01/06/2017 20:18
    E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
    Incrível, as pessoas reclamam que livre mercado é uma utopia, que proponentes do laissez faire acreditam que todos viveriam no Nirvana, na mais pura harmonia, ao mesmo tempo em que... querem que o livre mercado faça milagres, acabe com todos os conflitos possíveis, acabe com todas as imperfeições humanas, com todas as crises econômicas, com toda a pobreza no mundo, ao mesmo tempo que... se aplicassem tais critérios de aceitação -- ou mesmo critérios substancialmente mais frouxos -- ao sistema atual, este seria reprovado miseravelmente...
    "Defensores do livre mercado são utópicos porque sem o governo eles não conseguiriam acabar com todos os acidentes aéreos, sendo que mesmo com o governo ainda existem acidentes!"
    O que eu me divirto com estatistas!
  • estudante  04/01/2017 22:10
    "Os neoliberais não têm a menor condição de promover o desenvolvimento econômico do Brasil. Nunca fizeram isso. Criam crises financeiras sempre, por defenderem altos déficits em conta corrente, que eles dizem que é poupança externa, mas é mais consumo e endividamento, até que o País quebra. Isso aconteceu com FHC muito claramente, a crise de 1998 é desse tipo"

    O que vocês tem a dizer sobre esse comentário do Bresser ?
  • Professor  04/01/2017 22:38
    Primeiro, rir bastante.

    Segundo, procurar o que exatamente há para ser rebatido num espantalho.

    Em terceiro, esses dois artigos:

    Bresser-Pereira nunca decepciona

    Keynesianos não querem assumir a paternidade da filha

    Em quarto, isso:

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?

    Por fim, um comentário geral:

    Os mesmos economistas do Cruzado, do congelamento de preços e salários, e das demais heterodoxias ainda estão discutindo se abrir ou não a economia — e com isso permitir que os brasileiros comprem produtos que não sejam os da FIESP — é ou não é bom para o país.

    O subdesenvolvimento não vem por acaso.
  • Lel  05/01/2017 00:36
    Ainda não sei como economistas brasileiros possuem coragem de se afirmarem keynesianos.

    O Brasil é a prova viva irrefutável de que uma economia toda regulamentada e de "Estado empreendedor" (desenvolvimentista) não funciona.
  • Diego  06/01/2017 02:12
    Caríssimo Leandro,

    Agradeço-lhe pelas fantásticas lições transmitidas por você neste site. Certamente você provê as melhores análises econômicas do Brasil, quiçá do mundo. Não poderia deixar de insistir que seu conhecimento um dia seja registrado em livros.

    Tenho uma dúvida e gostaria de sua opinião:
    Você crê que há margens para ataques especulativos contra o yuan? A China está tentando manter um fix acima das reservas que possui?

    Independente de ataque especulativo, se ocorrer uma desvalorização do yuan, qual você diria que seria o impacto sobre a economia chinesa, estadunidense e brasileira?

    Grande abraço!
    Diego
  • anonimo  06/01/2017 02:46
    Alguém me explique o conceito de termos macroeconômicos e microeconômicos.
    Eu ainda não consigo compreender esses dois termos.
  • Tio Patinhas  06/01/2017 20:32
    E ainda tem gente que vai votar no Ciro Gomes em 2018, vejam a entrevista dele no infomoney, ele teve a indecência de dizer que a crise de 2008 é culpa do liberalismo.
  • anônimo  08/01/2017 03:21
    Ciro Gomes é o político brasileiro mais demagogo existente.
  • anônimo  08/01/2017 03:42
    A família Gomes é constituída inteiramente de políticos pilantras.

    www.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2015/01/10/noticiasjornalcotidiano,3374821/numero-de-homicidios-quase-triplica-em-10-anos-no-ceara.shtml
  • Emerson Luis  01/02/2017 10:56

    Tem um desenho antigo do Gaguinho e do Patolino (se não me engano), no qual Gaguinho se hospeda no hotel do Patolino, mas reclama de um rato;

    Patolino cobra uma taxa para mandar um gato espantar o rato,

    depois outra taxa para mandar um cachorro espantar o gato,

    depois outra taxa para mandar um leão espantar o cachorro,

    depois outra taxa para mandar um elefante espantar o leão,

    depois outra taxa para mandar um rato espantar o elefante

    e tudo recomeça.

    * * *
  • anônimo  30/05/2017 15:04
    Para o país ser rico, precisamos de concreto, lajes, vigas, cimento, azuleijos, pisos, etc. Ou seja, é impossível um país ser rico sem obras.

    Com essas restrições às importações, a inflação sobe e o juros também sobem. Juros subindo significa dinheiro nos bancos e poucas obras.

    Sem o livre mercado, seremos meros produtores de geladeiras, roupas, utensílios, bugigangas, tranqueiras, etc.

    Esse protecionismo é nefasto.

  • vladimir  30/05/2017 16:48
    boa tarde:
    num futuro próximo nem isso, vai ser agropecuária, extração de minérios, estradas de terra para o povão, é claro para os amigos do rei portos meia boca, ferrovias fajutas, aeroportos fuleiros, estradas do tipo (meu Deus isso existe?), mão de obra bem barata, tecnologia da era a vapor e por ai vai.
  • Luiz Moran  30/05/2017 19:46
    Extinção do BNDES.
    Privatização de 100% das estatais, sejam elas municipais, estaduais ou federais.
    Extinção do imposto sindical.
    Extinção da CLT e da justiça do trabalho.
    Extinção de todos os ministérios.
    Revogação do Estatuto do desarmamento (respeito ao referendo).
    alguém acredita que veremos isso acontecer um dia no Brasil ?
  • Old Buk  31/05/2017 16:54
    Acrescento ainda:
    Extinção de brasília, cria-se naquele local nefasto um museu da corrupção e cassinos ao estilo las vegas;
    Extinção das agências reguladoras, especialmente a ANVISA;
    Legalização das drogas (todas);
    Legalização da prostituição;
    Legalização dos cassinos;
  • 4lex5andro  06/10/2021 17:40
    Nesses casos, ''legalização'', nem tanto, o melhor seria ''descriminalização'' de cada item.
  • Esquerda  30/05/2017 19:49
    A energia Brasileira é privada e é um Lixo, a CPFL é um exemplo....


    A previdência Chilena é privada e maioria dos aposentados la não tem aposentadoria:

    https://luizmuller.com/2017/01/25/o-fracasso-do-sistema-chileno-de-previdencia-o-que-espera-o-brasileiro-se-for-aprovada-a-reforma-da-previdencia/

    A NASA é estatal e é um orgulho....

    A saúde americana é uma vergonha e sempre foi, a saúde pública canadense é melhor e atende a todos os necessitados enquanto nos EUA quem não tem grana morre.

    Até concordo com vocês em certos aspectos, não gosto de PT, PSDB e afins... Mas gosto do assistencialismo nordíco, pra min aquele modelo de estado é perfeito. Liberdade de mercado e um estado provedor. Uma mistura que da certo.

    Sobre minhas afirmações, o que vocês tem a dizer?

  • Aurélio  30/05/2017 20:36
    "A energia Brasileira é privada e é um Lixo, a CPFL é um exemplo...."

    Ué, não sabia que a Eletrobras havia sido privatizada. Quando isso ocorreu?

    Não sabia que a Aneel havia sido abolida. Quando isso ocorreu?

    Não sabia que CEPEL, CGTEE, Chesf, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas, ONS, CCEE e EPE foram abolidas e/ou vendidas. Quando isso ocorreu?

    Não sabia que CEA, CEB, CELESC, CELG, CEMIG, CEPEL, CESP, COPEL (e várias outras que não estou com paciência para pesquisar) foram integralmente vendidas. Quando isso ocorreu?

    Acima de tudo, não sabia que o estado havia se retirado por completo do setor elétrico, parado de regular tudo, e liberado completamente o mercado para a entrada de empresas do resto do mundo. Quando isso ocorreu? Madrugada passada?

    Artigos para você:

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    Os primórdios do setor elétrico no Brasil - o mercado fornecia, o governo atrapalhava

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    "A previdência Chilena é privada e maioria dos aposentados la não tem aposentadoria"

    Falou merda. A previdência chilena é um arranjo completamente estatista. O governo obriga o trabalhador a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas amigas do governo (um mercantilismo defendido por intervencionistas e abominado por austríacos).

    A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para essas empresas, é óbvio que as taxas de administração serão altas. E é isso o que acontece lá. O ramo de previdência privada não possui uma "livre concorrência", todas cobram praticamente a mesma "taxa de administração", e além disto cobram uma "taxa de carregamento" muito elevada.

    Agora, apesar de tudo isso, um chileno que pagou a previdência ao menos consegue se aposentar. Diferentemente do que já está ocorrendo neste exato momento no Brasil (vide funcionários públicos estaduais do Rio).

    "A NASA é estatal e é um orgulho...."

    A NASA torra dinheiro do contribuinte para ficar mandando robozinho pra Marte. Até agora, nada disso se converteu em benefício para a humanidade.

    No entanto, vou fazer um elogio. Os políticos americanos são mais sagazes que seus congêneres brasileiros. Eles ao menos sabem que burocratas decidindo não são uma boa para a ciência. Boa parte do desenvolvimento atual da NASA é feito a partir de empresas privadas e centros de pesquisa descentralizados.

    De resto, se as pessoas estivessem dispostas a consumir voluntariamente as criações da NASA, elas fariam doações em uma quantidade ainda maior que do que a agência recebe hoje em impostos. Até hoje, as poucas tecnologia da NASA para nosso mundo são muito caras, como aqueles travesseiros ortopédicos.

    A NASA passará a ser extremamente útil quando ela voltar a enviar burocratas para a lua, como fazia no final da década de 1960, em uma viagem só de ida.

    A NASA é um orgulho? Mais ou menos que a Petrobras?

    "A saúde americana é uma vergonha e sempre foi"

    Vergonha?! Todo o resto do mundo corre para os EUA para se tratar. Isso é uma vergonha?!

    Vergonha assim eu quero para mim.

    O real problema dos serviços de saúde americanos está na excessiva intervenção do estado no mercado dos planos de saúde.

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano


    "a saúde pública canadense é melhor e atende a todos os necessitados enquanto nos EUA quem não tem grana morre."

    Isso é zoeira, né? Sim, porque mesmo o mais empedernido dos estatistas reconhece que a saúde pública canadense é uma tragédia. No seu caso, você deu azar porque veio sacar pra cima de quem conhece.

    Eu já morei no Canadá. O sistema de saúde de Montreal é um dos piores que eu já vi na minha vida. Eu nunca esperei menos de 10 horas na fila de emergência do Hôpital General. Eu achava que isso era porque eu nunca fui até lá apresentando sintomas muito sérios, mas eventualmente meu irmão teve que encarar aquela fila para tratar uma apendicite. Foram 18 horas de espera com dor insuportável. Meu pai, que o acompanhava, desesperado, ligou para um cirurgião conhecido e esse veio socorrê-lo. O médico nos informou que o apêndice do menino já estava inchado e roxo e que se não tivesse sido tratado imediatamente estaria correndo seríssimo risco de vida.

    Médicos mais qualificados, que podem ganhar mais do que o governo oferece, migram para os Estados Unidos. Sobram os menos competentes para atender aos canadenses. Não precisa ir muito a fundo para entender que isso não tem como funcionar.

    Um primo meu morou em Detroit (atenção, Detroit é uma cidade de quarto mundo). Ele dizia que os moradores da cidade canadense de Windsor corriam para Detroit para fazer tratamentos médicos, tão ruim eram os serviços estatais no Canadá.

    Todos os canadenses, quando adoecem, picam a mula pros EUA. Sacou no assunto errado.

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

    A medicina socializada e as leis econômicas

    "Sobre minhas afirmações, o que vocês tem a dizer?"

    Que você, de tanto falar 'lixo', acabou deixando seu cérebro desta maneira.
  • vladimir  30/05/2017 20:46
    sobre a NASA
    Qual foi a ultima vez que ela construiu uma espaçonave tripulada avançada? sendo que a força aérea norte americana tem até interceptores tripulados e autônomos orbitais .
    e uma pergunta sobre o estado provedor:
    Quem vai pagar a conta?
  • anônimo  31/05/2017 01:56
    O governo gastou o nosso dinheiro. E agora ?
  • Leigo  31/05/2017 11:58
    São "privatizadas".
  • Gabriel  31/05/2017 16:40
    Exaltar a NASA hoje em dia é um grande tiro no pé. A indústria aeroespacial privada nos EUA é muito mais importante.
  • Ex-microempresario  30/05/2017 20:48
    Tenho a dizer que já li tanto estes clichês na internet que me dá até sono....

    A energia no Brasil tem de privada o que a Dilma tem de intelectual e o FHC tem de direita: nada.

    Dê metade da verba da NASA para uma empresa privada de verdade, e vc vai ver o que é poder se orgulhar.

    Me diga quantos canadenses vão procurar assistência médica nos EUA e quantos norte-americanos vão procurar assistência médica no Canadá.

    Eu também adoro o assistencialismo, nórdico ou não, desde que sejam os outros que paguem.

    Vou deixar a previdência chilena para alguém com mais paciência que eu.
  • anônimo  31/05/2017 01:36
    Muito bom!

    O que vocês têm a dizer sobre a teoria Kaleckiana?
  • Veríssimo  31/05/2017 03:29


    É tudo uma questão de ponto de vista...
    VEJAM...

    Joãozinho pode ou não ter sua vida controlada pelos pais.

    Há quem diga que Joãozinho saiba se virar sozinho e que a interferência dos pais é sempre um problema, há também quem diga que Joãozinho é muito novo, e precisa dos cuidados dos pais.

    Joãozinho pode achar uma afronta que pessoas estejam decidindo por ele, ou Joãozinho pode até achar bom que haja essa intervenção.

    Se Joãozinho sozinho no mundo, morrer...os defensores da liberdade dirão que isso é um processo normal, pessoas morrem o tempo inteiro, ele morreu porque talvez não tenha sido esperto o suficiente pra se manter vivo.
    Mas se Joãozinho for mal cuidado pelos pais e morrer também, os defensores da liberdade colocarão a culpa nos pais. A questão é... existe salvação pra Joãozinho ?

    Me parece que os defensores de "ideias" talvez não estejam realmente preocupado com o destino de Joãozinho...eles querem que Joãozinho se estrepe, pra que no final possam dizer : "Ta vendo...eu tava certo sobre o que deveria acontecer com Joãozinho"...
  • vladimir  31/05/2017 12:55
    Respondendo:

    sugiro que use lógica e não a emoção.
    quem usa sentimentos para chegar a determinados fins acaba sendo presa de governantes insanos como Calígula, Nero e outros indivíduos sedentos de glória e poder.
  • Ninguem Apenas  31/05/2017 14:11
    Leandro,

    eu li os artigos do Instituto sobre a Argentina, mas ficou uma dúvida. A Argentina voltou a crescer de 2003 a 2009, claro que "crescer" entre aspas, porque estava retomando o que perdeu no colapso anterior. Mas porque houve essa recuperação? a Argentina continuou estatista e controladora, não? até mais que nas condições anteriores não? Achei os artigos incríveis, mas ficou me faltando essa informação.

    Desde já, agradeço a paciência com perguntas ignorantes! kk
  • Leandro  31/05/2017 15:07
    De 2003 até o final 2005, houve grande racionalidade econômica. (Pesquise no Google sobre "Roberto Lavagna", que foi o ministro da fazenda à época).

    Depois, com a economia já de volta aos trilhos, os Kirchner assumiram o controle e começaram com as heterodoxias. Em 2007, o governo utilizou as forças policiais para tomar o controle do Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC) e trocou os encarregados de calcular a inflação e o PIB.

    Ou seja, na prática, o governo aboliu os dados do "IBGE local" e passou a divulgar dados maquiados. Houve crescimento? Segundo este próprio Instituto, não. Com a troca de governo no final de 2015, toda a diretoria do INDEC voltou a ser formada por nomes técnicos. E o que eles descobriram foi pavoroso.

    Pra começar, os preços se multiplicaram por cinco desde o fim de 2006 até o fim de 2015: uma média de 19% ao ano. Já pelos cálculos do MIT, do final de 2007 até o final de 2015, os preços se multiplicaram por seis: uma média de 25% ao ano.

    Isso era exatamente o que o governo Kirchner queria esconder.

    Só que piora. Não é possível manipular estatisticamente a evolução dos preços sem que isso, por sua vez, afete as cifras do PIB. O PIB nada mais é do que o valor de mercado dos bens e serviços produzidos em um ano dentro do país, de modo que a escolha de uma cifra ou outra para a inflação possui um papel essencial em sua determinação.

    Em 2016, o INDEC argentino publicou sua nova estimativa para o PIB desde 2004, e os resultados foram desoladores: hoje, a economia argentina está 24% mais pobre do que se acreditava.

    A principal consequência dessa correção é que o país cresceu 18 pontos percentuais a menos do que o propagandeado pelos Kirchner ente 2004 e 2014. Ou seja, a recuperação econômica após o colapso de 2001 foi bem menos intensa do que aquela que foi estrepitosamente propagandeada durante anos.

    Especialmente significativa foi a enorme diferença entre o crescimento real e o oficial durante o período 2011-2014, isto é, durante o segundo e pavoroso mandato de Cristina Fernández de Kirchner: ao passo que o INDEC politizado havia divulgado um crescimento débil, porém positivo, de 4,2% durante todos estes anos, a realidade é que a economia encolheu 1,5%. Longe de ter se expandido, a Argentina ficou estancada quatro anos na recessão.

    Para completar, segundo um recente estudo feito conjuntamente pela Universidade de Buenos Aires com a Universidade de Harvard, os argentinos estavam mais pobres em 2014 do que eram em 1998.

    Crescimento? Ninguém viu.

    O governo argentino manipulou o PIB e a inflação - e Cristina se dolarizou quando isso era proibido
  • Ninguem Apenas  31/05/2017 17:19
    Obrigado pela resposta Leandro, permaneço no aguardo do seu futuro livro. kkk
  • Leandro C  12/09/2019 19:31
    O IBGE faz alguma maquiagem nos dados econômicos? na inflação ou em algum outro aspecto? o que vocês acham?
  • yuri  31/05/2017 15:26
    Sabiam que há pessoas tirando segundas e terceiras casas no Minha Casa Minha Vida com o propósito exclusivo de alugar? Assim sendo, o dinheiro é subtraído da economia múltiplas vezes, na forma de imposto, na forma de corrupção e na forma de aluguel. Não existe economia que sobreviva assim e não há povo que cresça.
  • João  31/05/2017 16:49
    Um parente meu fez isso.

    Conseguiu 2 casas exclusivamente para alugar.
  • Bruno Feliciano  31/05/2017 21:44
    Pessoal, um questionamento a teoria libertária sobre a tragédia dos Comuns.

    Ok, legal, recursos escassos + propriedade privada = sistema de preços e = uso racional do recurso.
    Concordo em plenamente e de fato é uma verdade

    MAS, e recursos comuns tais como a camada de ozônio ou as populações globais de peixes, seriam extremamente difíceis ou impossíveis de privatiza-los..

    Como fica um recurso escasso dessa tipo em que transforma-lo em propriedade privada, é uma tarefa impossível?
    Certos recursos são impossíveis de operar com sistema de preços, como eu apontei acima.

    Não é?
  • Andre  01/06/2017 01:26
    Pergunta muito interessante, bens de aparente impossibilidade de privatização estarão submetidos à matéria escura chamada reputação, empresas que poluem e destroem tais bens receberão sua punição via erosão de sua reputação, pois é, há legítima demanda por ecochatos, revirando o lixo de empresas pra saber se estão fazendo as coisas direito.

    Só o exemplo da camada de ozônio que é bastante controverso, se por um lado há farta literatura argumentando de sua diminuição devido à intervenção humana, por outro lado os povos Tehuelches, Mapuches, Quechuas, Aimarás bem como as plantas que habitam coincidentemente nos lugares onde a camada de ozônio é mais fina, há milênios sofreram alterações em suas peles, olhos e fotossíntese para se adaptarem a condições severas desse habitat.
  • Pobre Paulista  01/06/2017 12:07
    O ar não é um recurso escasso, portanto não está sujeito às leis econômicas.
  • cleidison  31/05/2017 22:14





    Pessoal me ajudem a responder esse argumento de um amigo meu.


    Não existe espantalho do capitalismo, muitas pessoas querem viver um modelo de capitalismo fantasioso, onde tudo é perfeitinho e segue as regrinhas magicas de mercado e tudo por um passe de magica da certo, quando na verdade o capitalismo que não querem ver é o capitalismo na pratica, só olhem o mundo e pensem... O capitalismo que vocês acham ser o "certo" não existe ou existiu em parte alguma na face da Terra. ACORDEM!!!

    Me fala 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda do estado? NÃO existe até hoje! Até as nações que pregam o livre mercado ou elas usam (e fingem não usar), ou já usaram seus estados para promover desenvolvimento, procura só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem qualquer tipo de estado, Coreia do sul, Taiwan, japão, Eua,, países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.

    Desafio os defensores do livre mercado. "só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda de algum estado."
  • Evandro  01/06/2017 00:27
    Ué, mas esse é o ponto. Como ele diz, sempre há estado intervindo (até porque não existe país sem estado). Mas o gozado é o "double standard" desse pessoal: primeiro eles dizem que tudo de bom se deve ao estado; mas aí, quando há crises econômicas violentas, ah, aí então é porque não havia estado; esse estado parece que nunca existiu, e tudo foi causado pelo mercado ter suplantado o estado.

    Por favor, intervencionistas, definam-se.

    De minha parte, eu digo sem problema nenhum: há estado em todas as economias, variando apenas a intensidade com que intervêm na economia.

    Quanto intervêm muito, dá isso aqui:

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país


    Quando o estado encolhe, acontece isso:

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - os primórdios

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    Como a Nova Zelândia reduziu o estado, enriqueceu e virou a terceira economia mais livre do mundo


    Recomendo também estes:

    Dois desafios para os social-democratas defensores do intervencionismo estatal e de um estado grande

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    A escola austríaca e um tal Renatão
  • Vladimir  01/06/2017 10:08
    Bom dia

    De novo esse pergunta? vamos ver: fenícios, catargineses, Atenienses, sabeus, republicas italianas da renascença, o povo da cidade de Petra, civilização antiga de Zimbábue, mercadores árabes do deserto, templários quer mais?
  • Vladimir  01/06/2017 10:16
    E por falar em templários que acha que financiou e equipou a coroa portuguesa e inglesa na era das grande navegações? principalmente a portuguesa, sendo que neste período não existia tecnologia naval de longa distância na Europa medieval.
  • Guilherme  04/06/2017 23:00
    Meu amigo, esse tipo de pergunta nunca poderá ser respondida. Por mais argumentos que você use, os defensores dos dois lados vão sempre argumentar que faltou mais de suas políticas e sobrou políticas ruins. História e estatística(história) não prova nada por si só é um instrumento ilustrativo. Apenas a teoria econômica pura pode revelar o que se deve e o que não deve ser feito e as consequências de tais medidas. Apenas ela pode ser usada como lente para interpretação da história econômica. E nesse sentido é fácil de observar que os países mais livres sempre foram os que mais se desenvolveram, sempre.
  • Mídia Insana  05/06/2017 01:49
    Mais um dia. Mais paralisia para um liberal. Seu amigo não deixara de ser estatista se você responder a pergunta.

    Na verdade, o máximo de benefício que você terá nisso tudo será desenvolver uma resposta na ponta da língua que você poderá expressar em situação de debate com audiência (onde há uma audiência leiga que não está casada com seus preconceitos ou emocionalmente investida neles; e por isso se convencerá pelos argumentos mais sólidos das partes da discussão). Francamente, a vida é muito curta para discussão onde você não tem nada a ganhar. É só exaustão.

    Dito isso, vamos responder.

    "Não existe espantalho do capitalismo, muitas pessoas querem viver um modelo de capitalismo fantasioso, onde tudo é perfeitinho e segue as regrinhas magicas de mercado e tudo por um passe de magica da certo (grifo meu), quando na verdade o capitalismo que não querem ver é o capitalismo na pratica, só olhem o mundo e pensem... O capitalismo que vocês acham ser o "certo" não existe ou existiu em parte alguma na face da Terra. ACORDEM!!!

    Ainda prefiro viver em um país capitalista com intervenção estatal do que em um país socialista.

    Na verdade, o nível de regulamentação da economia é correlacionado com o desenvolvimento.

    O ponto dos libertários é uma sociedade voluntarista. Correto, mas qualquer redução na coerção (nem que seja de 1% de impsotos) já é uma benção.

    Não entendi o ponto dele.

    E outra: santo ad hominem, Batman. Passo de mágica? Sistema de preços, lucro e prejuízo - os únicos pelos quais podemos coordenar algo tão complexo como a economia para a maximização da utilidade de cada indivíduo -, agora são passo de mágica? Ele nunca ouviu falar em falências? Boa parte dos negócios ocupam capital e recursos, fracassam (prejuízo) e então os vendem para outro empreendedor competente. O sucesso dele é indicado por lucro e se uma utilização alternativa do ambiente gerar mais lucro (ou seja, mais utilidade às pessoas), ele substituirá a atividade atual pela nova.

    Seu amigo não entende **** nenhuma de mercado ou está agindo como imbecil propositalmente. Passe de mágica é achar que um burocrata que continuará cobrando impostos esteja seu serviço funcionando ou não terá o mesmo incentivo de gerar utilidade que um empreendedor. Muito menos acreditar que ele gerará utilidade máxima pois não há mecânica de lucro.

    Me fala 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda do estado? NÃO existe até hoje!

    A ignorância dele não é argumento. Especialmente quando menos estado significa capitalismo mais competitivo.

    Ou seja, a afirmação de que o estado é essencial não só é falsa, como também a realidade é o contrário.

    "Até as nações que pregam o livre mercado ou elas usam (e fingem não usar), ou já usaram seus estados para promover desenvolvimento, procura só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem qualquer tipo de estado, Coreia do sul, Taiwan, japão, Eua,, países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.

    Nações que pregam o livre-mercado? Onde isso? Político não gosta de dinheiro?

    O que há no mundo hoje é tendência de globalização das entidades tributárias. Ou seja, internacionalizar impostos para evitar fuga de capitais. Pelo menos é o que intelectuais como Piketty, Krugman e blocos econômicos "de livre mercado" (que na verdade são clubes de interesse com tomos particulares de regulação e impostos únicos para evitar competição cambial e fiscal entre países de uma mesma região - leia-se União Européia)

    "Desafio os defensores do livre mercado. "só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda de algum estado."

    O que é Singapura? País tão pobre quanto Brasil há menos de um século. Nunca adotou política de campeãs nacionais que criou as maravilhas das telecomunicações aqui, campeãs absolutas em queixas do PROCON; nunca favoreceu exportadora com moeda desvalorizada ou empresas com tarifas de proteção.

    Ele quer um país? Eu posso dar mais. E posso dar setores. Ironicamente, as igrejas pentecostais / evangélicas no Brasil são o maior sucesso de não-intervenção estatal. O estado simplesmente não cobrou impostos delas e hoje elas são impérios que acabaram adentrando a política vindo de origens muito humildes. O estatista olha isso e diz que temos de taxar as igrejas. O ser humano decente olha isso e diz que temos de retirar impostos de todo resto e seremos uma potência mundial.

    países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.

    Eles incentivam a poupança / abstenção de consumo / criação de capital real, até. Mas puramente acidental. Eles simplesmente cobram menos impostos de quem poupa. O resultado é que eles podem pegar a imensa riqueza, fracioná-la e dividir para a crescente massa de cidadãos que estão lá somente para viver de bem-estar social.

    É o que eles gostam, afinal. Tem alguma coisa errado com os Nórdicos. Alguém os ensinou que ter valor próprio e preservar sua propriedade é racismo.

    Hong Kong só é livre-mercado dentro da cidade,

    Sugiro que ele consulte o Google Maps. Hong Kong é uma cidade enorme. Quase não há nada fora da cidade. É quase a ilha inteira tirando os parques naturais belíssimos que existem lá. É quase como o Rio de Janeiro mas sem a degeneração, a miséria e o medo que consomem a cidade maravilhosa.

    Ele está inventando isso e digitando. Sinceramente.

    E o pior,

    Seu amigo venceu. Passei os últimos 15 minutos digitando a resposta.

    Alternativamente, Cleidison, faça a bondade e assista ao seguinte vídeo a partir de 5:20:


    Discutimos justamente o buraco sem fundo da intervenção estatal enquanto tentamos salvar o Brasil em um videogame.

    Tenha a bondade de ler minha resposta para que meu tempo não seja em vão e seu amigo não vença em mais uma tentativa de paralisar os liberais.

    Abraço,

    Mídia Insana.

  • Conservador Latino Americano  31/05/2017 23:02
    O Hitler assumiu o poder sem disparar um tiro.

    Nós estamos vivendo uma época pré-nazista.

    Não confudam nazismo com holocausto e racismo.

    Apesar de haver algumas coisas parecidas com o nazismo alemão, o ódio aos americanos, empresários, direitistas, liberais e conservadores, não é muito diferente do ódio aos judeus. Eu não vejo muita diferença entre o ódio da esquerda atual e o ódio dos nazistas alemães.

    Se essa turma esquerdista fosse comunista, eles já teriam entrado em guerrilas.

    Acreditem, estamos no pré-nazismo.
  • Pobre Paulista  12/09/2019 20:11
    Vim do futuro para lhe dizer que ainda não
  • Jota   11/01/2018 07:25
    O Desenvolvimentismo, quando feito com sensatez, ajuda a desenvolver um país atrasado mais rapidamente. Coréia do Sul e Japão são os melhores, e talvez únicos, exemplos.
    Lógico que isso irá gerar distorções no futuro, mas se souberem parar a tempo, não terão recessões e crises sérias.

    Mas as políticas expansionistas keynesianas somente destroem as finanças de um país.

    E o Brasil é mestre em continuamente praticar ambas. E aliado a uma economia engessada pela Burocracia parasita, explica o nosso atraso.
  • Hun  11/01/2018 12:13
    Mito total.

    Não é verdade dizer que a Coreia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade (ao contrário do Brasil, que só exporta produtos sem valor agregado e cuja mão-de-obra é desqualificada). Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Vale lembrar que a Coréia do Sul no início da década de 1960 era mais pobre do que a Coréia do Norte. E mesmo assim os japoneses investiram lá. E deu no que deu.

    Por fim:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2682

  • Estado o Defensor do Povo  12/09/2019 18:00
    "ao contrário do Brasil, que só exporta produtos sem valor agregado e cuja mão-de-obra é desqualificada"

    Balela isso, um país para enriquecer não precisa ficar exportando computador e chip de smartphone, uma nação pode muito bem ser rica exportando matéria-prima, laranja e soja, é só ver o exemplo neozelandês com sua produtiva agricultura, o Chile exportador de vinho, Noruega com o petróleo etc.
    O Brasil não é pobre porque só exporta carne e soja, e sim porque essas atividades não crescem há anos, vi um texto da USP que falava sobre isso, se eu não me engano o agronegócio brasileiro cresceu apenas 4% desde os anos 80.
  • [OFF]  12/09/2019 19:22
    g1.globo.com/economia/noticia/2019/09/12/em-novo-livro-thomas-piketty-propoe-superar-o-hipercapitalismo.ghtml

    "O Partido Comunista ainda está no poder na China...

    A história é diferente na China, mas você tem o desastre maoista, da revolução cultural... Existe o papel dominante do Partido Comunista, mas também há uma negativa a superar a desigualdade gerada pela propriedade privada. A China, como a Rússia, não tem imposto sobre a herança. O caso de Hong Kong é inédito porque é o único país do mundo que se tornou mais desigual depois de se tornar comunista. Existia um imposto sobre a herança que foi eliminado após a devolução para a China"

    QUE
  • Gustavo A.  12/09/2019 20:36
    Piketty não desiste, é capital no século XXI, hipercapitalismo... o cara vai atirando pra todo lado...

    Mais do mesmo, depois que ele se prestou ao papel de fazer uma análise esdrúxula e mentirosa sobre a reforma da previdência brasileira, deveria ser relegado ao esquecimento, não serve nem de contraponto.

    Essa frase sobre Hong Kong beira o absurdo, falar que é comunista é sacanagem.

    Já sobre o comunismo... iguala todo mundo mesmo, só que na miséria.

  • Felipe Lange  12/09/2019 22:10
    O que foi o Milagre Econômico Grego? O que causou? Por que terminou?
  • Papadopoulos  13/09/2019 13:21
    Expansão monetário e endividamento externo. Igual ao brasileiro da mesma época.
  • anônimo  12/09/2019 23:28
    o subsidio gera mais gastos, que gera mais inflação, que gera mais congelamento, intervenção, o que gera aumentos nos valores dos subsidios, o que gera mais aumento da inflação, o que gera mais intervenção e congelamentos , o que gera a mais aumentos nos subsidios, gerando mais inflação e acada volta num efeito bola de neve os tres vao aumentando expomencialmente.
    as pessoas so reparam na inflação galopante quando ta alta e esquecem do tripe, que tem que ter suas penas quebradas ao mesmo tempo pra frear a bola de neve.

  • Em busca da verdade  13/09/2019 01:49
    O IMB deveria escrever um artigo respondendo por que até agora a economia brasileira não respondeu ao choque de ortodoxia liberal do Guedes. Será preciso um pouco de intervenção estatal? Será necessário o estado entrar puxando a demanda, fazer investimento público?
  • Amante da Verdade  13/09/2019 13:25
    Não sei exatamente ao que você se refere ao dizer "ortodoxia liberal", tampouco se pode afirmar que houve tal coisa.

    Entretanto, eis alguns dados:

    1) De prático, mesmo, houve apenas um maior controle dos gastos. Mas apenas sobre algumas despesas correntes, pois o teto de gastos se aplica apenas a elas. Não vale nem sequer pra saúde e educação. Só a partir de 2022. E as despesas seguem crescendo.

    2) De resto, nos últimos 5 anos, houve aumentos de impostos sobre a gasolina (cujo PIS/COFINS duplicou) e sobre a folha de pagamentos (que foi reonerada).

    Absolutamente nenhum imposto foi cortado. E nenhuma grande regulamentação foi extinta.

    3) O estado continua mexendo com absolutamente tudo com que sempre mexeu. Ele não se retirou de nenhuma área. Ele segue cuidando de escolas, universidades, saúde, aposentadorias, pensões, esportes, cultura, lazer, filmes nacionais, teatro, subsídios tanto para pequenos agricultores quanto para megaempresários, benefícios assistencialistas de todos os tipos (Bolsa-Família, BPC (ou LOAS) etc.), estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade e petróleo, e criando uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

    4) Aliás, apenas esta última parte é que começou a ser atacada, e pelo simples motivo de que, após anos de intervencionismo, o dinheiro acabou.

    5) Até agora, houve apenas quatro privatizações. E todas nos dois últimos meses: Pasedena (aquele desastre da Dilma), TAG, BR Distribuidoras e Distribuidoras do Paraguai. Nada de bombante ou game changing.

    6) A reforma da previdência ainda não foi aprovada. Está paradinha no Senado. E lá, já foi desidratada.

    7) No último mês, o STF julgou inconstitucional a redução de salário e jornada de funcionários públicos (como prevê a LRF) e não aceitou que os repasses para o judiciário e legislativo sejam reduzidos, em caso de queda de arrecadação de impostos. Ou seja, não só ainda não há nenhum corte de despesas garantido, como, ao contrário, boa parte já foi proibido.

    8) Fiscal e tributariamente, o Brasil mudou pouco no pós-Dilma.

    Dito tudo isso, alguns fatos positivos:

    9) Eis um gráfico do IBGE com a evolução do número de pessoas empregadas. Observe que a reforma trabalhista é do final de 2016. Tem-se hoje um número recorde de postos de trabalho:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-employed-persons.png?s=brazilempper&v=201912311242V20190821&d1=19190101&d2=20191231

    10) O PIB do segundo trimestre (já que vocês gostam de PIB) foi 1% maior que o do ano passado (e isso com os gastos do governo em ligeira queda, o que puxa o PIB para baixo). E, o principal, sua taxa de crescimento segue constante, o que é muito melhor do que arroubos explosivo seguidos de mergulhos profundos:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-gdp-growth-annual.png?s=bzgdyoypct&v=201908291456V20190821

    11) Vendas do varejo cresceram 1% em julho, melhor valor em 6 anos. No acumulado de 12 meses, o crescimento das receitas é 7,2% (muito acima da inflação):

    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/25415-vendas-do-varejo-crescem-1-0-em-julho

    Está tudo perfeito? É claro que não. Inclusive, acho que agosto foi bem ruim, dado o choque externo que gerou desvalorização da moeda. No entanto, está bem longe da tragédia pintada pela imprensa. Com efeito, nem sequer estamos "estagnados", como gostam de dizer alguns isentões. O padrão de crescimento até o momento é estável, o que é muito melhor do que aqueles vôos de galinha, em que crescíamos 7% num ano e caíamos 10% no acumulado dos três anos seguintes.
  • Questionando a verdade  14/09/2019 15:56
    Sistema econômico não é sistema mecânico. Lembre que comportamentos depende de aumento sistemático de confiança. Dado o histórico de intervenções de governos e anomalias que esses governos criaram aqui no Brasil, os indivíduos reagem com maior inércia. Mesmo diante do pouco que já se conseguiu, a confiança está aumentando.
  • Intruso  13/09/2019 02:08
    Não esquecendo que subsídio gera ineficiência, pois estando protegidos da concorrência eles não mais se esforçam e assim desse modo advém todos os efeitos colaterais relatados.
  • Carla Fanzine  14/09/2019 19:05
    O mesmo aplica-se ao monopólio Estatal
  • Autodidata em Escola Austríaca  14/09/2019 17:56
    Essa liberação antecipada do FGTS não seria um estímulo ao consumo em detrimento à produção?
  • Carlos Alberto  14/09/2019 20:06
    Em termos puramente técnicos, sim. O melhor seria cortar impostos para empresas.

    Entretanto, é uma medida correta:

    Liberar o FGTS é, acima de tudo, uma medida ética e moral
  • Fabrício  14/09/2019 20:08
    Leandro, por que países que tem uma expansão creditícia mais intensa tendem a perder suas reservas de ouro?
  • Trader  15/09/2019 18:35
    Isso só acontecia na época em que o mundo estava no padrão-ouro clássico, quando todas as moedas estavam lastreadas em ouro.

    Naquela época, como o ouro era a moeda comum (moeda corrente em todos os países e também a moeda internacional de troca), então um déficit no balanço de pagamentos implicava saída de ouro. O país com o déficit tinha de enviar ouro para o país com superávit.

    A lógica é a mesma do comércio entre São Paulo e Bahia. Se São Paulo "importa" mais coisas da Bahia, então há uma saída de reais de São Paulo para a Bahia.
  • Denis  16/09/2019 18:36
    Na teoria austriaca é dito que deficits comerciais não importam, embora hoje não vivamos mais no padrão ouro os países precisam ter dolares para importar (só ver os problemas que a falta de dolares na Argentina e Venezuela causam naquelas economias).
    Vamos supor que o Brasil zere todas as tarifas de importação da noite para o dia, e que com isso passassemos a ter deficits comerciais até que todas as reservas internacionais fossem exauridas. Não aconteceria o mesmo aqui?
  • Vinícius  16/09/2019 18:55
    1) Em primeiro lugar, o volume de dólares nas reservas é várias vezes maior que a base monetária e que o M1.

    Ou seja, mesmo que todas as cédulas, todas as moedinhas metálicas e todos os depósitos em conta-corrente fossem convertidos em dólar (uma total impossibilidade prática, mas vamos imaginar), ainda sobrariam dólares.

    2) Mas isso ainda é o de menos. Eis o fato que realmente importa: não se utilizam dólares das reservas internacionais para se importar. Um país sem um mísero dólar nas reservas internacionais continua sendo capaz de importar normalmente. Neste caso, o importador venderá reais por dólar no mercado internacional de câmbio (Forex), e então usará esses dólares para importar.

    3) A única maneira de não mais ser possível haver importações é se, além de zero dólar nas reservas internacionais, a moeda do país for totalmente indesejada. Como é o caso do bolívar venezuelano. Aí sim será impossível importar, pois, no mercado internacional de câmbio, ninguém aceita o bolívar.

    4) Para finalizar, enquanto estiver havendo investimentos estrangeiros no país (seja especulativo, seja produtivo), está havendo fluxo de dólar para o país. Consequentemente, continua sendo perfeitamente possível utilizar esses dólares para importar.

    Ou seja, mesmo que um país não exporte absolutamente nada, ele continua perfeitamente apto a importar: ou ele vende moeda no mercado internacional de câmbio (aí vai depender da aceitação de sua moeda) ou ele usa dólares que estão entrando via investimento estrangeiro direto.

    Artigo inteiro sobre isso:

    Por que ainda há histeria em relação a déficits na balança comercial?

  • John Maynard Keynes  16/09/2019 18:36
    Lição básica de Economia para os Austríacos:

    Nosso desejos e necessidades são infinitos, mas nossos recursos (tempo, dinheiro, energia, capital...) são finitos, por isso é necessário fazer escolhas, priorizar umas coisas em detrimento a outras.

    Foi exatamente o que a ilustração da vidraça mostrou. Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e vidraceiro?

    Vamos fazer uma ilustração mais atual: Você tem 10 mil reais. e pode escolher entre investir em um carro ou num apartamento. O setor renunciado, seja construção civil ou autonomístico ia perder dinheiro com isso.
  • Say  16/09/2019 19:04
    "Foi exatamente o que a ilustração da vidraça mostrou. Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e vidraceiro?"

    O vidraceiro continuaria ganhando dinheiro normalmente, fabricando vidros para outros clientes -- com a diferença de que estes clientes estariam comprando vidros voluntariamente, e não porque tiveram os seus quebrados por vândalos.

    Aliás, com o vidraceiro ocupado restaurando vidros quebrados por vândalos, aqueles outros clientes que voluntariamente precisam de vidros terão de pagar mais caro (pois os recursos do vidraceiro são escassos), e aí estes terão menos renda para consumir e investir.

    Mais apavorante do que sua ignorância econômica é constatar como essa falácia da vidraça quebrada realmente nunca morre. Se o furacão Dorian tivesse devastado a Disney, vocês diriam que isso deixaria os americanos mais ricos!

    "Vamos fazer uma ilustração mais atual: Você tem 10 mil reais. e pode escolher entre investir em um carro ou num apartamento. O setor renunciado, seja construção civil ou autonomístico ia perder dinheiro com isso."

    Perder? Não se perde o que não se tem. Um setor iria ganhar mais que o outro. E só.

    Aliás, deixa eu lhe contar um segredo que fará você desmaiar: você faz isso todos os dias! Ao escolher um determinado restaurante, você privou todos os outros de renda. Ao escolher uma blusa de um determinado fabricante, você privou todos os outros de renda. Ao escolher um determinado hotel, você privou todos os outros de renda. Ao escolher um carro de uma determinada montadora, você privou todas as outras de renda.

    Esta é a essência do mercado, meu caro: ofertantes concorrendo entre si para conseguir o dinheiro dos consumidores.

    É espantoso que só agora você tenha notado isso. Você, realmente, é um baita de um keynesiano.
  • Estado o Defensor do Povo  17/09/2019 14:27
    A riqueza de uma nação é a quantidade de bens que se tem nela, portanto a historinha da vidraça quebrada é uma falácia, pois quando o cara quebra a vidraça, há uma subtração nos bens em uma economia, as pessoas empobrecem com isso, e enriquece de novo quando o vidraceiro vai lá e conserta, se esse ciclo de "quebra vidraça, conserta vidraça, quebra vidraça, conserta vidraça,...." continuasse ad infinitum, a sociedade estaria estagnada, pois tudo que se cria é destruído logo depois, não acho que seja tão difícil de entender isso, me espanto às vezes de ver economistas "renomados" defendendo essa besteira.
  • Tiago  17/09/2019 19:45
    "Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e o vidraceiro?"

    Como dito, o vidraceiro continuaria com seu trabalho, mas com um detalhe importante, não precisaria aumentar o preço do serviço, ocasionada pelo aumento repentino de trabalho, assim, não correria o risco de perder clientes fiéis, o que poderia ser prejudicial ao seu negócio, pois o conserto da vidraça é apenas um evento inesperado e sem continuidade. Ou seja, o vidraceiro pode ter um baita prejuízo com essa eventualidade, o mesmo exemplo pode ser aplicado quando se coloca dinheiro na economia artificialmente.

    Algumas obras financiadas com dinheiro público por meio de impressão de moeda incentivaram o surgimento de várias empresas, pequenos comércios, restaurantes, padaria, mas com o término da obra, todos faliram, pois o empreendimento sequer deveria ter sido feito e apenas iludiu alguns empreendedores de que a região prosperaria e que não entendem as consequências das ações do governo.
  • Tiago  17/09/2019 19:56
    "Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e o vidraceiro?"

    Como dito, o vidraceiro continuaria com seu trabalho, mas com um detalhe importante, não precisaria aumentar o preço do serviço, ocasionada pelo aumento repentino de trabalho, assim, não correria o risco de perder clientes fiéis, o que poderia ser prejudicial ao seu negócio, pois o conserto da vidraça é apenas um evento inesperado e sem continuidade. Ou seja, o vidraceiro pode ter um baita prejuízo com essa eventualidade, o mesmo exemplo pode ser aplicado quando se coloca dinheiro na economia artificialmente.

    Algumas obras financiadas com dinheiro público por meio de impressão de moeda incentivaram o surgimento de várias empresas, pequenos comércios, restaurantes, padaria, mas com o término da obra, todos faliram, pois o empreendimento sequer deveria ter sido feito e apenas iludiu alguns empreendedores de que a região prosperaria e que não entendem as consequências das ações do governo.
  • Tiago  17/09/2019 20:02
    "se esse ciclo de "quebra vidraça, conserta vidraça, quebra vidraça, conserta vidraça,...." continuasse ad infinitum, a sociedade estaria estagnada, pois tudo que se cria é destruído logo depois"


    Mas é exatamente isso que os Keynesianos defendem e acham que é vantajoso!
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  06/10/2021 04:57
    e a economia brasileira estagnada há 50 anos , devido ao gov quebrar todas as vidraças dos produtivos
  • Atualize o artigo  06/10/2021 05:48
    O que dizer que o facebook tem monopolio é a prova da falha do liberalismo?

    O cara tem 3 aplicativos monstruosos de tamanho, uso e popularidade. Ele se quiser manipula tudo, não é poder de mais para um cara só?
  • Elias  06/10/2021 14:20
    Você está desatualizado. Facebook já opera em conluio com o governo americano há muito.

    O Facebook e o governo: uma demonstração prática de como as regulações funcionam
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  06/10/2021 19:31
    Nesta atual disparada dos preços de combustíveis, tanto derivados de petróleo quanto de fontes renováveis, SE o Estado no intuito de desestimular o uso de transportes à base de combustíveis, baixasse uma lei que deliberasse a cerca de todas as vias urbanas do país restringissem um espaço exclusivo para bicicletas de deslocarem; e no caso de vias com mais de uma faixa no mesmo sentido que um faixa inteira fosse reservado para este fim. Se isto fosse possível, eu pergunto, segundo a visão do IMB, haveria aí alguma incorreção aí do ponto de vista intervenção e da gestão?
  • Elias  06/10/2021 20:23
    Completamente.

    Pra começar, os congestionamentos piorariam (pois haveria menos espaço para a mesma quantidade de carros se deslocarem).

    Com mais congestionamentos, as pessoas demoram mais tempo para se deslocarem. Pessoas paradas no trânsito significa perda de produtividade. A economia degringolaria. Entregas nunca seriam feitas no tempo combinado. Pessoas estariam sempre chegando atrasadas em seus compromissos.

    De resto, bicicletas nem de longe transportam pessoas de casa para o trabalho. No máximo, elas são um meio para um deslocamento a uma distância trivial. Na maioria das vezes, apenas para lazer.

    O PIB do país não se locomove via bicicletas.

    No fim, você está perguntando se uma medida extremamente autoritária (e a qual empreendedores e trabalhadores nunca pediram voluntariamente) teria como funcionar e gerar bons resultados. A resposta é óbvia.
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  14/10/2021 12:59
    "Pra começar, os congestionamentos piorariam (pois haveria menos espaço para a mesma quantidade de carros se deslocarem)."

    O espaço que 2 carros ocupam - levando um cidadão cada - e considerando a distancia de segurança entre eles em movimento a 60km/h, cabem no mínimo umas 20 bicicletas. Fazendo as projeções 1000 ciclistas ocupam o espaço de 50 carros. Havendo uma politica pública que tire o cara do carro e o coloque (volutariamente) em cima de uma bike, tendo bpor base 01 ciclista a mais = 1 carro a menos; temos 1000 ciclistas a mais = 1000 carros a menos. Contudo, 1000 ciclistas ocupariam o equivalente a 50 carros em movimento. Que obviamente é muito menor do que o espaço ocupado pelos 1000 carros que esses ciclistas usavam quando eram motoristas. Sendo assim fica claro que não haveriam engarrafamentos (ao menos nao haveria aumento de engarrafamentos) mesmo que parte das vias fossem direcionadas para as bikes - ao contrario a tendencia maior é que houve redução dos engarrafamentos. Se, por outro lado o Estado investisse em ciclovias fora das ruas, o impacto negativo para os carros seria zero e o positivo extremamente alto.



    "Com mais congestionamentos, as pessoas demoram mais tempo para se deslocarem. Pessoas paradas no trânsito significa perda de produtividade. A economia degringolaria. Entregas nunca seriam feitas no tempo combinado. Pessoas estariam sempre chegando atrasadas em seus compromissos."

    Projeção feita numa premissa errada. Mais bikes = menos engarrafamento. Se considerarmos o caotico transito de SP onde média de velocidade é de 30 km/h (se a media é 30, logo existem trechos que não chega nem a 30), pode-se dizer que a bike é tão ou mais rapido quanto o proprio sistema de transporte por carros/caminhoes numa cidade como sao paulo.


    "De resto, bicicletas nem de longe transportam pessoas de casa para o trabalho. No máximo, elas são um meio para um deslocamento a uma distância trivial. Na maioria das vezes, apenas para lazer."

    Porque não existem estruturas urbanas adequadas. Ciclovias isoladas da via de trafego de carros, com sombras de arborização, zonas de estacionamento para as bicletas, pontos para tomar uma agua de coco, um soco, são espaços super utilizados por todo tipo de cliclista no mundo civilizado - do laser, aos negócios. Aqui em Banania não é porque simplesmente não existem. Mas é uma demanda do futuro sustentável. A questão é, ou abrimos os olhos para isso agora, ou, corremos atrás à altos custos no futuro - como é de praxe aqui em Banania.


    "O PIB do país não se locomove via bicicletas."

    Nem o da holanda.



    "No fim, você está perguntando se uma medida extremamente autoritária (e a qual empreendedores e trabalhadores nunca pediram voluntariamente) teria como funcionar e gerar bons resultados. A resposta é óbvia."

    Pense nos resultados que teríamos a titulo de saude publica. Redução de doenças cardiovasculares que são as maiores causas de mortalidade e custos de uti do SUS e no sistema privado de saude. Sem contar a redução de custos com derivados de petroleo onde tal economia seria utilizada em diversos outros setores do mercado. Hoje, o que eu vejo, é muito gente se desfazendo de fazendas produtivas para investir em postos de combustiveis (o que é outra discussão, mas que é uma dinâmica péssima para a pais).
  • Yoshiaki  14/10/2021 13:55
    Haha, o cara realmente tá falando sério… Ele realmente acredita que dá pra substituir carros por bicicleta numa boa.

    Nem vou falar da questão da segurança pública (assaltar executivos numa bicicleta é um pouquinho mais fácil do que em carros). Mas se você acredita que pessoas que rodam mais de 60 km por dia de carro poderão fazer o mesmo numa bicicleta (só otário fala "bike"), sem nenhuma queda de produtividade ou tempo trabalhado, isso apenas mostra o quão descolado da realidade você realmente está.
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  14/10/2021 18:35
    "Haha, o cara realmente tá falando sério… Ele realmente acredita que dá pra substituir carros por bicicleta numa boa."

    Não querido. Eu não falei isso. Eu falei que a bicicleta nao apenas poderia, como deveria ser considerada mais uma, MAIS UMA, alternativa para o transporte rodoviário. Em nenhum momento em falei em substituição SUBSTITUIÇÃO. Eu sou responsável pelo que eu escrevo, não pelo que você entende - ainda bem, né?


    "Nem vou falar da questão da segurança pública (assaltar executivos numa bicicleta é um pouquinho mais fácil do que em carros)."

    Ilação baseada em sua interpretação equivocada. Por isso que eu disse que seria uma alternativa, de adesão voluntária. Desnecessário maiores comentários.


    "Mas se você acredita que pessoas que rodam mais de 60 km por dia de carro poderão fazer o mesmo numa bicicleta , sem nenhuma queda de produtividade ou tempo trabalhado"

    Ja devidamente respondido.


    "(só otário fala "bike")"

    Fonte? Ja eu acho que otário é sua mãe.


    "Isso apenas mostra o quão descolado da realidade você realmente está".

    Todos os grandes gênios da humanidade estiveram descolados da humanidade companheiro.
  • alexandre  15/10/2021 01:58
    Seu comentário é a maior prova de que 50% dos brasileiros efetivamente são analfabetos funcionais.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  14/10/2021 17:37
    Mesmo que a bicicleta fosse melhor que o carro, ainda assim seria imoral obrigar o consumidor a só utilizar esta, seja pelo motivo que for, visto que está interferindo na escolha pessoal do indivíduo em prol de dar a um burocrata o poder de controlar "quem usa o quê".

    Sobre a produtividade, imagino que uns preferem que nas fábricas se pare de usar máquinas e robôs e se utilize trabalho manual mais improdutivo somente para economizar energia, com o argumento que " tem que obrigar a usar, para o bem de todos". E um burocrata vai ficar no controle.

    Vamos mais além e vamos obrigar os agricultores a não usar máquinas e voltar a usar a enxada. Vamos proibir o uso de tratores que poluem com seus motores e magicamente a quantidade de alimentos vai continuar a mesma, já que o trabalho manual rende a mesma coisa. É só proibir e dar poder a um burocrata que os problemas da sociedade desaparecem por um milagre.

    Aí é só pagar mais impostos pra pagar os salários desses burocratas que a sociedade vira um paraíso (ironic mode turbo).
  • Alexandre  15/10/2021 23:31
    E quem falou aqui em obrigar?

    Falou-se em ofertar uma nova oportunidade que hoje não existe para que aqueles q SÃO OBRIGADOS A USAR CARRO possam usar VOLUNTARIAMENTE esta nova via se este modelo se enquadrar dentro de suas necessidades objetivas e subjetivas.

    Meus Deus Os caras leem uma coisa, e interpretam outra. Será q conseguem passar num concurso publico se tentarem? Tenho seria duvidas.
  • Yoshiaki  16/10/2021 01:04
    Piorou. Quem é "obrigado a usar carro"? E como essa pessoa "obrigada a usar carro" estaria melhor se pudesse usar bicicleta?

    Dê exemplos práticos e realistas.
  • ALEXANDRE  16/10/2021 16:51
    "Piorou. "

    Vc não sabe nem o que você fala. Desculpa. É fato.


    "Quem é "obrigado a usar carro"? E como essa pessoa "obrigada a usar carro" estaria melhor se pudesse usar bicicleta?"

    Pessoas que trabalham a 5-6 km de onde moram e não querem (nem é viável por motivos vários) usar metrô ou ônibus e acabam usando o carro porque é o único modal disponível. Gastam mais dinheiro com estacionamento do que com o deslocamento. Esse tipo de cidadão se beneficiaria de uma ciclovia. Este é um exemplo, existem milhares de casos possíveis.

    Dê exemplos práticos e realistas.

    Eu mesmo, moro a 8 km do meu trabalho q vou 4 dias por semana. Tem ciclovia em cerca de 7 km. Tenho uma bicicleta elétrica. Autonomia de 40 km com uma carga de bateria. Carrego ela sempre no trabalho. Ou seja, nem energia elétrica em casa eu gasto. Demoro cerca de 30 minutos para fazer o trecho. Quando eu fazia de carro, entre retornos e semáforos (no horario de volta com mais transito) eu gastava entre 20 e 30 minutos. Além de economizar no combustível, ainda evito multas de transito e danos variados ao automovel e ainda faço meu exercio do dia - ja que mesmo ela sendo eletrica tenho opção de pedalar.
  • Fernando  16/10/2021 17:17
    "Pessoas que trabalham a 5-6 km de onde moram e não querem (nem é viável por motivos vários) usar metrô ou ônibus e acabam usando o carro porque é o único modal disponível."

    Em qualquer cidade de MG é impossível andar 6 km em uma cidade sem se deparar com morros íngremes impossíveis de serem vencidos sobre uma bicicleta. E se o cara estiver carregando pertences, sem chance.

    "Gastam mais dinheiro com estacionamento do que com o deslocamento."

    Isso é facilmente resolvível: basta utilizar aplicativos de transporte. Várias cidades pequenas hoje já têm imitações do Uber. Isso é muito mais viável e barato do que sair construindo ciclovias toscas.

    E de novo: na esmagadora maioria das cidades do Brasil, de terreno acidentado, não há como ter 6km de piso plano. Aqui não é a Holanda.

    "Esse tipo de cidadão se beneficiaria de uma ciclovia. Este é um exemplo, existem milhares de casos possíveis."

    De novo: depende da cidade e da topografia. Na esmagadora maioria das cidades do Brasil é impossível.

    A acusação de que você vive numa bolha, portanto, é sim cabível.
  • Felipe  16/10/2021 19:45
    Em Muzambinho, para acessar o IF, há um morro enorme. A grande maioria ou vai de van, de carro, ou simplesmente chega lá na entrada e espera alguém para dar carona para subir ali. Alguns vão de bicicleta (acho que era uns três, incluindo eu).

    Além de muitos morros, é ainda perigoso de ser pego por algum motorista maluco.
  • Alexandre  17/10/2021 19:11
    Fernando

    Suas palavras denunciam que você não conhece o Brasil. Já eu conheço o Brasil todo in loco. De norte a sul, de leste a oeste. Todos os estados do Brasil e todas as capitais, me deslocando de moto, ou seja, conhecendo o máximo que é possível do relevo - sem ser um especialista, claro.

    Posso te garantir q o relevo de MG (e tb do RJ e ES) são peculiares e nem de longe reflete a base do relevo nacional. Talvez, a maior parte da população do Brasil fique em áreas onde a topografia é de fato irregular. Mas em termos de extensão amigo, via de regra, adentrando 300 a 400 km o continente o relevo torna-se majoritariamente plano. Até mesmo qdo a gente se desloca para o Oeste de MG nas regiões adjacentes ao estado de GO já notamos uma topografia bem plana, com estradas mais retilínea e com cidades mais planas.

    A questao do Uber q vc citou é uma alternativa de fato, contudo, ainda sujeitas às elevações absurdas do combustível derivado de petróleo, portanto, longe do ideal em termos de redução de combustível fóssil.

    ... abrindo um parenteses:

    Qdo vejo seus argumentos aqui, e de outros manés eu lembro de uma aula de história q eu tive uma vez onde a professora citou q na época do Brasil colônia até nos princípios da república as pessoas despejavam seus esgotos domiciliares nas ruas em 100% das cidades brasileiras. Os sanitaristas da época alertavam q aquilo era uma fonte de doenças, q no velho mundo já se fazia canalizações dos rejeitos domiciliares para lugares q poderiam ser eliminadas sem comprometer a saúde do povo. Aqui no Brasil, os burocratas (ou idiotas) diziam q esta não era uma demanda do povo, nem de empreendedores.... Resultado1. Na Europa se constatou q cada unidade de moeda investido na tal "canalização dos dejetos domiciliares" economizava entre 3 e 4 unidades de moeda em assistência em saúde. Hj esses valores são de 1 para 10 no terceiro mundo.. ... Resultado 2: Hoje convencido da necessidade de investir em saneamento, o Brasil tem 49,9% de saneamento em suas cidades enquanto a Europa beira os 100%. No Brasil é sinal de vanguardismo dizer q uma cidade tem aterro sanitário em substituição aos antigos lixoes, enquanto na Europa dizer q tem aterro sanitário é um motivo de grande vergonha uma vez que lixo é fonte de reclicagem e de material para ser queimado em usinas térmicas.

    Saindo do parênteses e concluindo .

    O Brasil sempre esteve uns 200 anos atrasados em relação ao mundo moderno em matérias ambientais. Difícil realmente seria os comentários dos senhores aqui nao refletirem este cenário.

    Boa sorte.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  18/10/2021 04:41
    O Alexandre puxa um assunto bem diferente para servir de analogia para a questão das ciclovias. O que ele quer provar? Que cada real gasto em ciclovias trará uma economia de quatro reais em saúde? Pois se forem como as ciclovias que o Haddad fez, melhor esquecer o caso então. Cada real gasto naquilo o povo teve de gastar mais quatro só em medicamentos psiquiátricos, tamanho o stress que elas causam.

    P.S.: O Alexandre, se for o mesmo que estou pensando, possui mais uma profissão agora: além de médico, matemático e líder de capatazes e peões, é também explorador ocasional, um neobandeirante podemos dizer. Acho que já está em tempo dele escrever um livro contando suas aventuras.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  18/10/2021 15:53
    Todos os livro de persuasão ensinam que, pra convencer as pessoas, conte histórias. Elas enganam o senso crítico e entram mais fácil no subconsciente. Todas as pessoas que não analisam a fundo se deixam enganar facilmente.

    Vai para o trabalho de bicicleta, carrega ela lá, é econômico. Daqui a pouco vai querer uma lei que obriga todos os empregadores a gastar para carregar os veículos dos seus empregados. Econômico pra "quem"?
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  18/10/2021 19:53
    Imperion turbo nuclear quântico com equio

    "Todos os livro de persuasão ensinam que, pra convencer as pessoas, conte histórias. Elas enganam o senso crítico e entram mais fácil no subconsciente. Todas as pessoas que não analisam a fundo se deixam enganar facilmente."


    Garoto. Seja minimamente honesto... Pratique o hábito da leitura. Você não vai perder nada.

    Não tem "constar histórias"... O comentário de alguem que interagia comigo pediu para eu dar um exemplo prático. Eu dei. Um exemplo que ocorre comigo. Mais autentico que isso, impossível.



    "Vai para o trabalho de bicicleta, carrega ela lá, é econômico."

    É isso. Ja existem bicicletas elétricas, sabia? Olha no pai google. Elas gastam pouco, porque pesam poucos quilos, tem poucas engrenagens.


    "Daqui a pouco vai querer uma lei que obriga todos os empregadores a gastar para carregar os veículos dos seus empregados. Econômico pra "quem"?"

    Eu disse isso? Eu não disse isso. Ilação preconceituosa sua. FATO. Alem de não ler os comentários anteriores, ainda faz ilação preconceituosa.

    Quer saber? Errado eu estarei realmente se eu responder mais algum topico seu.

    Passe bem. Estagiário.
  • Alfredo  18/10/2021 21:27
    Vai ser interessante: todo mundo abandonando carro para andar 8 km de bicicleta na chuva.

    O cara realmente acredita nisso.

    Ah, e quem apresentar uma mínima resistência a este cenário é um negacionista.
  • Alexandre  19/10/2021 01:06
    "Todo mundo"

    ???

    Quem escreveu "todo mundo" aqui?

    Você e teu comparsas semialfabetizados.

    O cidadão pode ter seu carro enquanto bem de consumo. E ter a opção de fazer alguns deslocamentos de bicicleta, voluntariamente, se assim for viável.

    Se, por outro lado, você acha bacana andar de carro e pagar quase 7 reais por um litro de gasolina, sendo 40% disso de impostos para o Estado gastador, então fica à vontade. Só devo dizer q acho muito estranho nesta comunidade ter alguém q queira fazer isso.

    Eu, embora muito contrariado, consigo pagar gasolina até 50 reais ou litro, ou mais... E você?
  • Alexandre  18/10/2021 19:18
    É Maximo. Não é crime ter experiências na vida. Pelo menos, ainda não é.

    E aliás, fico muito lisonjeado de ter marcado a sua memória. O que posso fazer? Tenho 40 anos de muito trabalho, estudos e busco além de trabalhar, ter experiências na vida. E de fato, a minha vida daria um livro, a despeito de sua ironia. Assim como a sua tbm deve dar - onde lhe digo isso com muito respeito.

    O q ocorre infelizmente nesses comentários é q tem gente (muito idiota e não são poucos), q nao sabem respeitar a opinião alheia. Duvidas viram sinônimo de burrice. E isso é muito reprovável. Então as vezes, vc precisa sair um pouco da linha de raciocínio pra mostrar pro babaca q nem todo mundo é babaca igual a ele.

    Então é isto. A despeito de eu apenas SUPOR q ter mais ciclovias seria num contexto maior algo mais POSITiVO q NEGATIVO, para o Brasil e os brasileiros e que valeria o investimentos- ao invés de simplesmente argumentarem em contrario, os idiotas saem dizendo q o cara "tá fora da realidade", " q vive numa bolha"e blablabla. O outro mora em MG e resume a opinião ao fato de MG ter ladeiras e vem dizer q eu q vivo numa bolha. Aff.. Esse site já foi melhor frequentado.

    Ai a gente tem q mostrar pro pentelho, q tem um pouquinho de experiência.

    Já q vc falou q sou neobandeirante, e minha biografia te marcou, saiba um pouco mais. Hoje, com muito trabalho, tenho bens q me satisfazem, dentre eles tenho uma bmw 1200 gsa (é uma moto de viagem), e adoro viajar e tenho disposição e coragem e alias, é uma terapia. Com ela já fui no atacama, já fui no ushuaia, ja fui em Torres del paine, já fui no salar do uyuni , já fui o mais perto q se pode ir de machu picchu de moto. O Brasil, pra mim parece q é a palma da minha mão. Conheço a transamazonica de moto. Todo o litoral do nordeste. Uma meia dúzias de chapadoes etc. Confesso, nunca fui de moto em SP e RJ capital - risco alto de roubo, estas fui de outras formas. Mas de resto, conheço lugares q vc nem imagina, de capitais e pequenos povoamentos. Faço de Salvador a Fortaleza de moto em 12 horas. Salvador Brasília em 16 horas - é pra quem realmente gosta. Ainda pretendo fazer de moto Brasil ao Alasca (viagem de aprox 3 meses), e fazer uma trip famosa entre Lisboa e Portugal passando pelo deserto do Saara.

    Como nota, conheço não só o Brasil como boa parte da América Latina, viajando de moto. É pra satisfazer as nossas vontades em última analise q a gente trabalha com afinco, não é mesmo? Para viver - embora alguns nao possam e outros simplesmente não concordem.

    Fico muito feliz qdo eu olho para trás e vejo q uma trip q eu fiz e gastei 20 mil reais ha dois anos levando esposa hoje eu não consigo fazer nem com 40 mil - é uma lição de que não devemos adiar alem do bom planejamento os nossos projetos

    Se quiser trocar seu psicólogo por esta terapia, fale comigo, tenho muitas dicas para dar.

    Desculpa mas eu não posso me ressabiar de viver como eu gosto enquanto muitos preferem ficar (por gosto) sentados assistindo youtube ou xvideos e acumulando colesterol nas veias do coração. (Não estou necessariamente falando de vc), achando q tão abafando pq tão tirando 3 mil por mês no app da XP.
  • anônimo  18/10/2021 22:56
    "Se quiser trocar seu psicólogo por esta terapia, fale comigo, tenho muitas dicas para dar.

    Desculpa mas eu não posso me ressabiar de viver como eu gosto enquanto muitos preferem ficar (por gosto) sentados assistindo youtube ou xvideos e acumulando colesterol nas veias do coração. (Não estou necessariamente falando de vc), achando q tão abafando pq tão tirando 3 mil por mês no app da XP. "

    ponto fraco : espelho

    se pra se ressabiar voce invoca youtube e xvideos realmente voce ta ruim de carteirada

    nao adianta escrever bobagens e ficar bravo com o que recebe , talvez voce se sinta mais confortavel la na rede do zuquinha, que o pessoal esta mais no seu nivel intelectual
  • Alexandre  19/10/2021 01:38
    Anonimo.

    Este site tem artigos que modelam uma estrutura de sociedade sem a existência do Estado. Você consegue compreender o elevado nível de disrupção q este tipo de proposta exige? Duvido. Q

    Evidente q este site não é, é para você!

    Se você não consegue se abrir ou encarar com razoabilidade a ideia de q uma política de diversificação de modais de transporte poderia influenciar no preço dos combustíveis fosseis na medida em que daria ao consumidores poder para alterar a relação demanda vs oferta de combustíveis (no caso, reduzindo a demanda), então realmente o seu lugar não é aqui. Esta comunidade não é para gente sem capacidade de disrupção. Sem vontade de ver hoje o que será uma exigência no futuro - a não ser q queira ficar para aprender. Aí seria bem vindo. Afinal, ensinar e aprender são conceitos nobres. E ser nobre é um axioma social - do qual particularmente comungo.

    Pra sua informação, já q claramente vc desconhece, já existem diversos trabalhos no campo da engenharia e urbanismo que comprovam, COMPROVAM o impacto positivo da implementação de ciclovias e ciclo faixas em grandes centros urbanos do Brasil e do mundo na fluidez do trânsito e na melhoria de níveis de saúde. O debate teórico q se enseja em muitos locais, e que aqui foi censurado por gente de mente fechada, é se tal alternativa poderia ser usada como um escudo que ao menos reduza o nível de exposição do consumidor aos reajustes insustentáveis dos combustíveis fosseis. Infelizmente o ceticismo se da apenas por narrativas e ofensas. Zero análise objetiva. "Apenas não presta pq eu digo q nao presta". Lamentável. Só não é mais lamentável do que é patético.

    Por outro lado, se você acha bacana deslocar-se de carro e pagar quase 7 reais por um litro dessa mistura b8zarra q chamam de gasolina no Brasil, e pior, bancando 40% disso em impostos para o Estado gastador, então fica à vontade. Se for esse o caso, ai realmente eu acho q esta comunidade é proibitiva a vc. Você se sentiria muito mais à vontade num diretório estadual de algum partido político.

    Eu, embora muito contrariado, consigo pagar gasolina até 50 reais ou litro, ou mais... E você?

    Por fim, vou dizer o q disse ao outro manoel. Não vou perder mais mei tempo respondendo você.

    Boa sorte.
  • Bernardo  19/10/2021 11:12
    "se você acha bacana deslocar-se de carro e pagar quase 7 reais por um litro dessa mistura b8zarra q chamam de gasolina no Brasil, e pior, bancando 40% disso em impostos para o Estado gastador, então fica à vontade."

    Meu nobre, existe uma diferença básica entre "achar bacana" e "ter opções realistas".

    Aqui em Belo Horizonte é simplesmente impossível você se deslocar de bicicleta por toda a cidade. Você consegue fazer isso apenas em pontos muito específicos da cidade (nos quais há ciclovias e estão totalmente abandonadas).

    A cidade é cheia de morros íngremes e piso irregular. Ontem lembrei-me de você porque caiu um dilúvio aqui. Fiquei pensando: e se não houvesse carro e todo mundo tivesse de se locomover de bicicleta? Seria engraçado, para não dizer letal, pessoas andando de bicicleta sob um dilúvio, carregando vários pertences (como fariam isso?), e subindo e descendo morros íngremes.

    Venha mais para o Brasil real, meu caro.
  • Felipe  19/10/2021 13:02
    Sem contar que é perigoso de escorregar. As pragas das ruas de paralelepípedos perdem aderência durante chuvas. É altamente fácil o sujeito perder o controle da bicicleta, principalmente em declives muito acentuados.
  • Ex-microempresario  19/10/2021 12:33
    Apenas um contraponto, Alexandre:

    "já existem diversos trabalhos no campo da engenharia e urbanismo que comprovam, COMPROVAM..."

    Com caixa-alta e tudo, isso chama-se falácia do apelo à autoridade. Um trabalho, estudo ou pesquisa não comprova nada, apenas apresenta dados e opiniões.

    E no Brasil de hoje, onde o meio acadêmico virou uma imensa e muito bem-paga repartição pública, o que não faltam são "pesquisadores" dispostos a dizer qualquer coisa que seja do interesse dos políticos e burocratas que garantem seus salários.
  • anônimo  19/10/2021 17:23
    "Por outro lado, se você acha bacana deslocar-se de carro e pagar quase 7 reais por um litro dessa mistura b8zarra q chamam de gasolina no Brasil, e pior, bancando 40% disso em impostos para o Estado gastador, então fica à vontade."

    ah , por favor , xandão kk

    tu confunde analise com opiniao e sequer se ateve ao ponto de abertura, mas alem da confusao fabricada , seja por ignorancia ou mau-caratismo , aponta o dedo pros demais e faz um monte de suposiçoes falsas

    normalmente os paraquedistas trogloditas eu leio e passo , mas quando voce liga uma metralhadora de falacias e vira um elefante na sala eu preciso apontar o comportamento inapropriado

    ate entenderia se estivessemos na 5a serie , ter que chamar atençao de um tiozao de 40 é bastante constrangedor

    entao cuidado com o que afirma pra nao ser desmascarado e acabar de calças arriadas como agora, sua intençao nem de longe era trocar ideias e sua aversao a austro-libertarios fica só mais evidente a cada nova bobagem que voce posta

    mas ... pelo menos voce serviu de ilustraçao de quais atitudes evitar para nao emporcalhar a sessao de comentarios . aproveite que voce é bem rodado e faça umas reflexoes se voce esta buscando ser um ser humano melhor ou se apenas precisa se sentir melhor que os outros , quem sabe ainda da tempo de se tornar uma pessoa decente
  • Ex-microempresario  15/10/2021 12:42
    Claro, se o todo-poderoso estado criar infra-estrutura, os milhões que moram em Itaquaquecetuba, Arujá ou Itapecerica e vão todo dia trabalhar no centro de São Paulo vão fazer o percurso de bicicleta, parando para tomar água de côco no caminho.

    O autismo dessa gente é incurável. Vivem numa bolha de realidade virtual, acreditam que o mundo é realmente do jeito que suas redes sociais mostram.
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  18/10/2021 19:58
    "O autismo dessa gente é incurável."

    quem resume o mundo a itaquaquecetuba a sao paulo é vc...
  • Ex-microempresario  19/10/2021 12:35
    Sua capacidade de interpretar ironia parece bem fraca.
  • anônimo  06/10/2021 21:48
    dependendo de onde voce mora voce nao chega na esquina com a bicicleta, te roubam na porta de casa
    onibus é mais dificil de carregar embora sem ser pego
  • Felipe  07/10/2021 00:24
    Verdade. Brasil é complicado, tem gente que pensa que estamos nos Países Baixos...
  • anônimo  06/10/2021 23:27
    O Real vem sendo destruído desde os governos do PT e agora no governo atual o ministro da economia e o presidente do BC manipularam o câmbio para interesses próprios e grupos amigos lucrarem sendo que essa prática está empobrecendo aqueles que não conseguem se proteger com aplicações, desempregados devido a moeda desvalorizada não conseguem comprar comida e estão comendo lixo. Se o congresso nacional for sério essa dupla tem que ser punida severamente pela lei com exoneração imediata e confisco de bens!
  • Thiago Rodrigo Maia dos Santos  08/10/2021 19:57
    Parabéns pela brilhante análise.
  • Fernando  09/10/2021 02:42
    Um acontecimento realmente marcante no mundo das ciências econômicas está ocorrendo agora. Os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia finalmente começaram a ser sentidos. Mas há algo estranho nisso. Só é possível encontrar reportagens sobre a falta de combustível a partir do dia 27 de setembro, antes desse dia não se encontra menção sobre este assunto em nenhum noticiário. O que está nebuloso é como isso tudo começou de uma hora para outra justamente agora afinal nada mudou em agosto ou julho, tudo estava normal. Caso alguém que entenda melhor do assunto disponibilize uma cronologia mais detalhada seria interessante. Está havendo censura na imprensa britânica e essas informações são liberadas só quando a situação está realmente preocupante?
  • Gustavo  09/10/2021 09:56
    É tudo narrativa (assim como a Covid aqui no Brasil).

    O fato é que tá faltando caminhoneiro no Reino Unido pelo simples fato de que, com os lockdows, o governo passou a pagar generosos auxílios para as pessoas ficarem em casa. Aí, obviamente, todo mundo se acostumou. Pra que trabalhar se eu posso ficar deitado no sofá recebendo ainda mais do que quando trabalhava?

    Agora as consequências chegaram. Nada a ver com Brexit.
  • Felipe  09/10/2021 14:01
    Tem também relação com o Brexit, já que parte dos caminhoneiros estrangeiros não podem voltar para o Reino Unido e trabalhar.
  • Elias  11/10/2021 19:16
    Olá! Quando eu falava sobre o livre mercado, algumas pessoas refutavam dizendo que os países desenvolvidos não ficaram ricos com livre mercado, e sim explorando suas colônias (por exemplo, de Portugal ter ficado rico com o ouro do Brasil).

    Eu sei que isso é um argumento furado, mas existe alguma verdade nisso? Ou, se de fato houve exploração, onde entra a questão de eles ficarem ricos com o livre mercado?

    Se alguma pessoa levantasse essa questão, qual seria a resposta mais adequada. Confesso que eu não saberia como responder. Desde já, agradeço a ajuda de vocês.
  • Marcos  11/10/2021 23:00
    O Canadá foi uma colônia. Austrália, Nova Zelândia e Hong Kong também foram colônias. Aliás, o país mais rico do mundo, os Estados Unidos, também foi colônia.  

    Por outro lado, Etiópia, Libéria, Tibete, Nepal e Butão jamais foram colônias, mas hoje abrigam as pessoas mais pobres do mundo.

    Dizer que o Brasil é pobre em 2021 porque foi colônia até 1822 é o auge do vitimismo, do derrotismo e do complexo de vira-latas. Não é postura de adulto. É coisa de adolescente mimado, que não assume responsabilidades, e que diz que tudo é culpa dos outros, e nunca dele próprio.
  • Felipe  12/10/2021 00:16
    Eu lembro que a minha professora de Geografia (isso em 2011) disse que embora tenham sido colônias, o Brasil seria uma "colônia de exploração", ao passo que os Estados Unidos seriam uma "colônia de povoamento". Até que ponto isso faz sentido, é uma boa pergunta. O tanto que o governo hoje "explora" os pagadores de impostos é infinitamente maior do que o realizado pela Metrópole. Apesar disso, hoje somos muito mais prósperos do que naquela época.

    O Brasil Colonial de fato foi pilhado pela Metrópole por séculos por causa do ouro, mas a economia brasileira era muito mais complexa (peço que todos vejam o livro "A história da riqueza do Brasil", do Jorge Caldeira; Leandro, você começou a ler o livro?): havia um forte mercado interno, com milhares de empreendedores, propriedades rurais e produtores de açúcar, tabaco, pecuária e afins. A região Nordeste foi a mais próspera por algum tempo. A criação da CLT é que sepultou de vez o desenvolvimento das regiões nordestinas. Parte da Europa entre os séculos XV e XVIII estava uma porcaria, sem grandes perspectivas de crescimento (com exceções como os Países Baixos). Brasil e Estados Unidos, todavia, eram locais promissores. No século XIX, então, a Família Real fortaleceu a burocracia no País, inventando novas regulações e criando um aparato estatal centralizado e poderoso. Foi aí que surgiram leis como a Lei dos Entraves e a Lei de Terras. E então o Brasil ficou na mediocridade mundial, posição na qual estamos até hoje.
  • YURI SAO CARLENSE  12/10/2021 05:03
    Essa história de colonia de exploração x povoamento, é sempre um argumento usado por professores de história e demais esquerdistas.

    Meio século é capaz de transformar um país pobre em desenvolvido (mesmo com passado de colonial de exploração). O país que adotar um modelo econômico de livre mercado, tributação baixa e simplificada, abertura comercial, direitos de propriedade, etc... em 40 ou 50 anos já consegue se tornar um país rico.

    Como eles não têm conhecimento das leis e processos que regem a economia, ficam com essas ideias equivocadas de passado colonial.



  • Ex-microempresario  12/10/2021 19:52
    Essa história de colônia de exploração x povoamento é uma enorme imbecilidade e o fato de ser engolida sem questionamento por tanta gente é assustador.

    A Austrália, que é rica e portanto deve ter sido "colônia de povoamento", segundo esse raciocínio (raciosímio?) foi na verdade uma colônia penal britânica. Foi "povoada" por criminosos.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  13/10/2021 00:21
    A colônia era mais ou menos produtiva. Tinha comércio com os índios, plantavam-se hortas, tabaco, criavam-se animais. E eis que de 1670 pra frente, descobre-se ouro. De um dia pro outro, fabrica-se dinheiro. A oferta de ouro explode, abandonam as portas, as fazendas e corre-se atrás do dinheiro farto sendo produzido nas minas.

    A inflação corre solta, com tanto ouro, ele se desvaloriza como moeda, mesmo com Portugal mandando uma parte pra fora. Tudo equivale a uma emissão monetária forte. Começam os malinvestiments, e de 1700 a 1800 entram 90 por cento dos escravos afro durante o período escravocrata. É muito ouro circulando. Um século depois, as minas se exaurem e a colônia se retrai, como se o BC parasse de aumentar o M1.
  • MARX - NÃO MORREU  21/10/2021 18:35
    Olá Alexandre

    "Nesta atual disparada dos preços de combustíveis, tanto derivados de petróleo quanto de fontes renováveis, SE o Estado no intuito de desestimular o uso de transportes à base de combustíveis, baixasse uma lei que deliberasse a cerca de todas as vias urbanas do país restringissem um espaço exclusivo para bicicletas de deslocarem; e no caso de vias com mais de uma faixa no mesmo sentido que um faixa inteira fosse reservado para este fim. Se isto fosse possível, eu pergunto, segundo a visão do IMB, haveria aí alguma incorreção aí do ponto de vista intervenção e da gestão?"

    Penso que não. O governo existe, enquanto proposta, justamente para permitir que as pessoas vivam com mais qualidade. Tudo o que o governo fizer neste sentido, é legítimo. Tudo que fizer em sentido oposto, está errado. Simples assim.

    O grande questionamento que se faz mundo afora a cerca do Estado, aliás, dos governos, é que os eles não estão a atuar pelo bem estar das pessoas mas apenas pelo seu próprio bem-estar e de seus parceiros.

    Obviamente um governo sério, cada vez mais raro, preocupado em fazer coisas que melhorem a vida das pessoas, tem legitimidade e autenticidade, e suas ações de governança não podem ser confundidas com intervenções que gerem recessões.

    Acompanhei sua discussão com os demais colegas e o que posso dizer a cerca de um estímulo à ciclovias impactarem na redução do preço dos combustíveis?

    Fiz uma pesquisa rápida no internet e não encontrei nenhum estudo ou artigo que avaliasse esta questão. Então eu não saberia dizer se, por exemplo, numa avenida expressa que passassem 100 mil carros por dia, se eventualmente fosse ali construída uma ciclovia, se este tráfego passasse a ser de 90 mil ou 80 mil carros por dia com esta diferença migrando para as bicicletas, se, mediante tal mudança, e isto fosse um fenômeno nacional, se isto reduziria o preço da gasolina e do álcool.

    Eu realmente não saberia responder isto. E realmente também não sei se alguém saberá te responder.

    Agora, eu observei que em análise na Europa se constatou que os cidadãos que tem carro e bicicleta consomem mais no comércio quando eles saem de bicicleta que quando eles saem de carro. E realmente é algo fácil de entender. Ciclistas são clientes potenciais que passam em baixa velocidade podendo observar o seu entorno, e não exigem grandes áreas de estacionamento, podendo facilmente parar em frente a uma vitrine, entrar numa loja, conhecer um serviço e adquiri-lo. Uma pesquisa do "Sebrai" australiano chegou à conclusão que pequenos comércios próximos a ciclovias vendiam mais se fizessem vagas de estacionamento para bicicletas ao invés de carros.

    Observei também que nas grandes cidades do Brasil hoje, já se utiliza mais bicicleta que taxis para pequenos e moderados trajetos. Ou seja, é uma modalidade de transporte que não se pode negligenciar. Como você falou, tem também a questão da eletrificação que pode e certamente abrirá um novo campo de desenvolvimento de produtos nesta área que demandarão por espaços próprios. Investir em ciclovias, em ultima análise é criar condições para um mercado de desenvolvimento que está por vir.

    Neste cenário temos ainda a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que tem força de Lei Federal, e tem como uma de suas diretrizes a "prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados", determinando que o uso de bicicletas deve ter prioridade sobre o uso do automóvel. A construção de ciclovias cumpre, também, uma das diretrizes dessa Lei, que determina ainda a "dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados"

    Como ciclista de final de semana (apenas por questão de saúde), que divide espaço com carros nas ruas da minha cidade, devo dizer que algumas questões relacionadas a isso deveriam ser de domínio do senso comum:

    1. A maior parte das cidade do Brasil ainda está estacionada no século passado em relação à mobilidade.
    2. Negar o desenvolvimento sustentável - onde o uso da bicicleta como alternativa de transporte se inclui - é manter um conceito ultrapassado e já abandonado nas cidades mais desenvolvidas do mundo.
    3. É fato que mais pessoas não usam bicicleta no dia a dia pela falta de segurança, que passa necessariamente pela ausência de infraestrutura.
    4. Existe lobby de grupos de transporte (ônibus e metrô) junto aos governos, para levar as pessoas pobres para as periferias de modo que elas dependam de seus serviços. Este pessol definitivamente não simpatiza com a ideia de ciclovias. Porque será?
    5. No que tange ao transporte, as pessoas tem direito de escolha. O individuo pode ter carro, moto e bicicleta. E ele escolhe qual usar de acordo com as suas premissas individuais. Choveu, vai de carro. Ta sol, é perto, vai de bicicleta. Vai a pé.
    6. Deslocamento de bicicleta é mais seguro que deslocamento de carro uma vez que a energia cinética envolvida é significamente menor.
    7. Ciclovia aumenta a integração e convivência entre a comunidade. Espaços impossíveis de serem ocupados por condutores de automóveis quando ocupados por ciclistas deixam de ser espaços ociosos. Espaços ociosos, pouco frequentados e abandonados pelo poder público e pelos cidadãos têm maior índice de serem ocupados pela criminalidade.
    8. Onde no mundo se faz ciclovia ela é utilizada seja para o trabalho ou diversão. Nunca fica ociosa. [Pesquisas indicam que existe um contingente elevado de pessoas que alegam que so usariam a bicicleta a partir da proteção oferecida por áreas segregadas. Este número chegou a 47% dos jovens entrevistados.]
    9. No mundo hoje a principal causa de morte é a cardiovascular. E a principal arma é contra é a atividade física. Qual impacto uma política de construção de ciclovias teria? Não sei. Mas não seria pouco.
    10. Ganha-se tempo. Em sao paulo algumas avenidas não passam de 7km/hora no horário de pico. Uma bicicleta anda-se facilmente aos 30 km/hora.
    11. Economiza-se dinheiro.
    12. Melhora a qualidade do ar, pois simplesmente não polui.

    Resumindo

    O Brasil e a economia de fato não podem andar sobre uma bicicleta como algum debatedor disse. Contudo este fato não anula que pessoas possam andar de bicicleta para laser e trabalho mediantes duas possibilidades. Não se trata de impor, mas de ofertar novas perspectivas.

    Abraços a todos.


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