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É sempre interessante constatar como algumas pessoas se recusam a aceitar o sistema de preços
Brigar com o sistema de preços é brigar com a racionalidade econômica

Parece que foi em outro milênio, mas faz apenas dois anos — mais precisamente, foi em março de 2020 — que houve uma comoção generalizada em relação aos preços do álcool em gel e das máscaras faciais.

Com a histeria gerada pelo início da pandemia de Covid-19, as máscaras e o álcool em gel passaram a ser propagandeados pela mídia como a salvação contra o vírus. Previsivelmente, a procura pelos itens aumentou acentuadamente e os preços dispararam

A disparada nos preços foi um sinal claro enviado pelo mercado: dado que a demanda repentinamente se tornou muito maior que a oferta, a única maneira de equilibrar esta nova e explosiva demanda com a atual e estática oferta era aumentando os preços. 

Caso contrário, simplesmente haveria desabastecimento e racionamento destes produtos. 

A oferta de um produto (de qualquer produto) não tem como ser elevada instantaneamente. Para aumentar a produção são necessários mais investimentos. Logo, para que um aumento na demanda seja atendido pela oferta vigente, não há mágica: é necessário que os preços subam.

A elevação dos preços é o mecanismo que fez com que a então vigente oferta de máscaras e em álcool em gel fosse distribuída de maneira racional e condizente com a nova demanda.  

E aí, como era de se esperar, surgiram as súplicas — na mídia e nas redes sociais — para que o governo "fizesse alguma coisa". Afinal, era inaceitável os preços subirem em um cenário de disparada da demanda.

Na lógica econômica destas pessoas, uma súbita explosão na demanda não deve ser contrabalançada com aumento de preços. Ao contrário: para elas, quanto maior a demanda, mais rígidos têm de ser os preços.

A coisa foi tão escabrosa que até mesmo a inebriante OAB entrou em cena exigindo que o governo federal impusesse um congelamento dos preços do álcool em gel, das vitaminas, das máscaras e das luvas.

A imprensa diariamente se deliciava com notícias como as que vão abaixo:

Preço de álcool em gel e máscaras subiu até 161%; governo deveria tabelar?

Procon alerta para abusos nos preços de álcool gel e máscaras

Procon fiscaliza reajustes abusivos na venda de álcool gel e máscara

Farmácias do Rio não conseguem repor estoques e consumidores reclamam de preços abusivos do álcool gel

Blitz constata falta de álcool em gel e máscaras em estabelecimentos de Manaus; órgãos monitoram preços

Preço do álcool em gel chega a até R$ 38 em farmácias de Salvador

Em Curitiba, as poucas farmácias que têm álcool gel e máscaras começam a racionar

Após coronavírus, comércio de SP registra falta de máscaras e álcool gel

Demanda por álcool em gel gera diferença de preços de até 356%

Em Pernambuco, o governo estadual simplesmente achou por bem invadir três fábricas e confiscar máscaras e álcool em gel. Em São Paulo, o governador João Dória fez o mesmo, e recebeu elogios de Lula.

Felizmente, a insanidade foi pontual e não prevaleceu. O bom senso imperou e os preços puderam continuar livres em todo o país.

E o que ocorreu? O óbvio ensinado pela teoria econômica: os preços maiores comunicaram aos fabricantes que haveria mais lucros a serem alcançados caso houvesse maior investimento, maior produção e maior oferta. Lucros, afinal, são alcançados no volume de vendas, e não apenas com o aumento dos preços.

Ato contínuo, a produção destes produtos foi aumentada. 

E o aumento foi tamanho que, menos de dois meses depois, já havia excesso destes produtos. E ninguém mais reclamou dos preços. Hoje, até mesmo mendigos têm máscara, e o álcool em gel sai por menos de R$ 4.

De novo: tamanha abundância só foi possível porque houve liberdade para o sistema de preços funcionar e, com isso, levar a uma alocação racional dos recursos. Um aumento dos preços estimulou um aumento nos investimentos e, consequentemente, na produção, tornando o produto disponível a todos.

Esta é a beleza e a função precípua do sistema de preços: coordenar uma alocação racional de recursos escassos de modo a satisfazer as demandas dos consumidores.

Agora são os combustíveis

Dois anos se passaram e cá estamos nós em mais uma briga com o sistema de preços.

Desta vez, a revolta é com os preços dos combustíveis. Assim, como no caso das máscaras e do álcool em gel — hoje abundantes e onipresentes —, as pessoas simplesmente não aceitam que gasolina e diesel tenham encarecido tanto e tão rapidamente.

Trata-se de apenas mais um pavoroso exemplo prático de como as pessoas simplesmente não aceitam o funcionamento do sistema de preços. Ao que tudo indica, elas acreditam que preços devem ser determinados de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção, e não com base na oferta e demanda.

Eis o que houve: a Rússia invadiu a Ucrânia. A Rússia sofreu sanções. A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo. Com a isso, a oferta mundial de petróleo caiu. Se a oferta caiu, o preço tem de subir — caso contrário haverá desabastecimento.

Ponto. Acabou. Não tem "mas", "porém", "contudo", "todavia", "entretanto" , "no entanto" etc.

A oferta desabou. A demanda é a mesma. Logo, a única maneira de equilibrar oferta menor com demanda inalterada é aumentando os preços, exatamente para tentar reduzir esta demanda.

E, de fato, o preço do barril de petróleo subiu 40% só neste ano de 2022. Nos EUA, o preço da gasolina bateu recorde histórico absoluto. Na Europa também.  Não tinha como ser diferente.

Consequentemente, se a oferta de combustíveis escasseou abruptamente por causa de uma guerra, e o governo decreta que os preços dos combustíveis não podem subir nas bombas, o que ocorrerá é que os consumidores continuarão a consumir como se não estivéssemos atravessando um período de escassez acentuada.

Ato contínuo, as empresas que importam combustíveis pagando o preço vigente no mercado internacional de commodities (e o mercado de commodities, felizmente, não está sujeito a controle de preços por políticos) simplesmente não mais o farão, pois não faz sentido importar a $100 para vender a $80.

A consequência inevitável é que haverá desabastecimento e racionamento.

Igualmente, se o preço nas bombas continuar o mesmo porque o governo passou a conceder subsídios, de modo que a demanda continua a mesma em meio a uma forte redução na oferta, a consequência inevitável é que a oferta de petróleo no país irá cair ainda mais, de modo que, em algum momento futuro, ou haverá um brutal racionamento ou os preços terão de explodir para equalizar oferta e demanda.

Qualquer tentativa de subsídio para tentar anular o sinal enviado pelo sistema de preços irá desarrumar a economia. 

No fim, não há mágica em economia. Não há atalhos. É absolutamente crucial entender que o sistema de preços não tolera desaforos e nem manipulações.

O sinal claro e inequívoco sendo enviado pelo sistema de preços é: a oferta de petróleo escasseou; logo, é para ser consumido com mais parcimônia. 

Tenhamos a humildade de aceitar esta realidade.

Isso significa que viagens longas de carro com a família terão de ser postergadas. Passagens aéreas terão de ficar mais caras. Passeios dominicais de carro terão de ser cancelados.

Tendo de lidar com preços maiores, muitos dos motoristas que hoje utilizam seus carros para lazer ou para deslocamentos corriqueiros deixarão de fazê-lo. Ao agirem assim, irão liberar combustível para ser usado por pessoas que realmente precisam dele, como táxis, carros de aplicativo e demais autônomos que utilizam seus veículos como instrumento de trabalho (inclusive motoboys). E nem é necessário mencionar ambulâncias, polícia, bombeiros e outros serviços de pronto atendimento (como os motoboys que transportam remédios). 

Já aqueles que precisam do carro para ir ao trabalho irão buscar arranjos alternativos de transporte, seja o compartilhamento de carros, a utilização de bicicletas, aplicativos de transporte, metrô, ônibus, patinete, andar a pé ou qualquer outro arranjo. Praticamente todos irão restringir suas viagens automotivas em proporção ao maior custo do uso do automóvel.   

Se todos fizerem isso, a demanda ficará de acordo com a oferta de petróleo disponível, e os encarecimentos serão menores.

É chato? É. É desagradável? É. Seria melhor se fosse o contrário? Sim. Mas este é o mundo real.

Em uma economia de mercado, quando um determinado bem se torna mais escasso, o efeito que isso gera não é um racionamento do mesmo, mas sim um aumento em seu preço. O aumento no preço serve para reduzir a quantidade que os compradores intencionam comprar deste bem até um nível que esteja dentro do limite da reduzida oferta disponível.  

A função precípua do sistema de preços é exatamente essa: coordenar uma alocação racional de recursos escassos, impedindo desabastecimentos e racionamentos.

Se os fornecedores de combustível forem liberados a aumentar seus preços até um nível que reduza a quantidade de combustível demandado pelos consumidores, de modo que a demanda se ajuste à reduzida oferta disponível, nunca haverá problema de desabastecimento ou racionamento.

As pessoas que precisam de gasolina para propósitos urgentes, como ir trabalhar, mas que não conseguem pagar preços severamente altos não estarão tão ruins quanto aquelas que precisam de gasolina para ir trabalhar mas que simplesmente não conseguem adquiri-la, ou só a adquirem após esperarem na fila por três horas. As pessoas do primeiro grupo poderiam compartilhar o mesmo carro e dividir entre si o alto preço da gasolina. Quanto maior o número de pessoas no mesmo carro, menor o preço individual.

A guerra apenas intensificou uma tendência

A invasão da Rússia à Ucrânia apenas intensificou uma tendência que já vinha ocorrendo há anos: a oferta mundial de petróleo vem sendo artificialmente restringida pela radical agenda ambientalista.

Muito antes de qualquer ameaça da Rússia à Ucrânia, este Instituto já vinha alertando como a agenda ESG estava afetando negativamente a oferta mundial de petróleo. O preço do petróleo já vinha escalando há anos, tendo sido apenas temporariamente interrompido pelos lockdowns mundiais adotados em 2020.

A invasão da Ucrânia apenas intensificou a tendência.

Enquanto a agenda ambientalista continuar em vigor com seu atual radicalismo, não há chance de o sistema de preços levar a um aumento da produção de petróleo. Se os preços sobem em decorrência de uma restrição da oferta, mas a oferta está artificialmente proibida de ser aumentada, então os preços terão de aumentar contínua e ininterruptamente apenas para evitar um desabastecimento global.

Para concluir

O fato é que, ao que tudo indica, ninguém quer respeitar o sistema de preços. As pessoas querem que os preços dos combustíveis sejam manipulados para que o padrão de vida continue exatamente como era, mesmo em meio a uma guerra mundial e a uma imposição ambiental.

Querer brigar com o sistema de preços, pedindo congelamento, é algo que está no mesmo nível de acreditar que a canetada de um político possui o poder de acabar com a fome, erradicar o analfabetismo, descobrir a cura de doenças, zerar a violência, transformar viciados em drogas em cidadãos exemplares, e garantir empregos para todos.

O sistema de preços, vale repetir, não funciona de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção. Tem de ser respeitado. Ele não tolera desaforos. Qualquer tentativa de subjugá-lo irá gerar punições. E quem será punido seremos nós.

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Para entender numericamente o porquê da recente alta dos preços da gasolina e do diesel:

Lula, Bolsonaro, Ciro, Dilma e a Petrobras - e uma efetiva solução para os combustíveis


autor

Gustavo Guimarães

é administrador de empresas pela FGV-SP, empreendedor do ramo da construção civil, e autodidata em economia.

 


  • Rafael  14/03/2022 17:28
    ESG = Europa Sem Gás

    ESG = Estamos Sem Gasolina

  • Ulysses  14/03/2022 17:57
    Inglaterra recorrendo a uma ditadura para conseguir petróleo. "Por favor, seria possível aumentar a produção, senhor ditador saudita?"

    Bem pouco ESG isso aí, hein? HAHAHAHA

    Boris Johnson plans Saudi Arabia visit to seek oil supply increase
  • cmr  15/03/2022 02:23
    Biden para o Maduro:

    alô Maduro, você é o cara, dá para me vender "uns barril" de petróleo aí ?...
  • Marco Amaral  15/03/2022 12:02
    ESG é uma agenda para lá de controversa...
  • Vladimir  14/03/2022 17:33
    Há quem defenda que a gasolina e o diesel sejam subsidiados com os dividendos que a Petrobras paga ao governo. Se durasse por pouco tempo, seria o menos ruim dos arranjos, mas é fato que quem iria se beneficiar seriam os ricos, e quem iria perder são os pobres que não têm carro.

    Dinheiro que poderia ir para Auxílio Brasil, saúde, educação e infraestrutura seria usado para ajudar o magnata a encher o tanque da Hilux ou do Volvo.

    Tudo pelo social, é claro.
  • Pobre Mineiro  15/03/2022 02:26
    No Brasil o diesel é subsidiado, só que quem tem SUVs a diesel são os ricos.

    Da classe média para baixo é golzinho à gasolina.
  • ALEXANDRE  19/03/2022 15:56
    Sem querer tecer juizo de valor, apenas expondo uma outra perspctiva.

    O pobre também se beneficia do diesel mais barato na medida em que os caminhões que trazem a sua comida, suas roupas, seus moveis e praticamente tudo o que ele consume, são movidos a diesel. O diesel mais barato (em país serio) tende a reduzir o custo de vida dos pobres. Claro que o raciocio de o proprietário de suv e caminhonete a diesel ser privilegiado com tal redução também é verdadeiro, mas, proporcionamente acho (ressalto - acho) que o pobre seria mais beneficiado por uma redução de algumas dezenas de reais por mes pode representar mais proporcionalmente no orçamento do pobre que uma centena de reais no orçamento do rico.
  • Humberto  14/03/2022 17:41
    Lembrando que neste exato momento, o litro da gasolina, em reais, está custando, no mercado, R$ 4,26.

    A Petrobras, no entanto, está revendendo a R$ 3,86.

    Desconto de 10%.

    Ou seja, a gasolina ainda está sendo subsidiada, ao contrário do que diz a gritaria da imprensa e das redes sociais.
  • Imperion  14/03/2022 18:35
    Dollinho indo a 5.11
    DXY a 98.96
    Gasolina aqui ainda 6.50
  • Plínio Marcos  14/03/2022 17:45
    Ok mas assim que a Petrobras anunciou o aumento para o dia seguinte, vários postos imediatamente aumentaram os preços, sendo que eles ainda tinham no estoque a gasolina comprada ao preço anterior, mais baixo.

    Qual o motivo? Tem alguma defesa?
  • Miscelânea  14/03/2022 17:55
    É fácil e tranquilizador simplesmente dizer que culpa é do dono do posto, que é um "ganancioso voraz". É sempre mais fácil atribuir a culpa ao outro.

    Mas e as pessoas que voaram para os postos para abarrotar o tanque e ficaram horas na fila para a consecução desse fim?

    Sim, a "culpa" é da lei da oferta e da demanda.

    Quando o reajuste foi anunciado, as pessoas correram para os postos, buscando abastecer ao preço antigo. Porém nem todos os postos estavam preparados para enfrentar esse repentino aumento de demanda. Considerando que eles não tinham como repor os estoques em tempo hábil para aumentar a oferta, só lhes restou aumentar o preço para conter a demanda.

    Ou seja, os postos aumentaram o preço antes da renovação de estoque justamente para evitar que ficassem sem estoque, o que fatalmente deixaria consumidor puto e ameaçando "nunca mais voltar ali". Ou seja, paradoxalmente, o intuito foi tentar fazer com que as pessoas "desistissem" de abastecer ali naquele momento. Se tal medida não fosse tomada, os postos correriam o risco de ver seus estoques se esgotarem antes que conseguissem repor.

    Nada a ver com "ganância" ou "preço abusivo" como bradam por aí. Apenas o sistema de preços funcionando. Os postos que tinham estoque suficiente para lidar com esse aumento de demanda conseguiram manter seus preços e tiveram um aumento substancial em suas vendas nesse dia.
    Aqui na minha cidade há oito postos de gasolina. Apenas um aumentou no mesmo dia. Os outros não.
  • Pacagaio  15/03/2022 16:42
    Qual seria a lógica reinante no caso contrário, a saber, quando a Petrobras anuncia uma diminuição no preço e os donos dos postos continuam a vender sem abaixar o preço porque "é estoque velho"?
  • Samor  15/03/2022 17:06
    Vai depender, novamente, do consumidor. Se o cara não abaixa o preço, e os consumidores continuam indo ao posto dele, então os consumidores estão mandando um recado bem claro: pode manter o preço assim que tá bom.

    É realmente simples assim.

    No Brasil, talvez por traumas do passado, há um estigma de não se abastecer em posto mais barato que os outros, pois acham que a gasolina está batizada.

    Tem muito posto que reduz o preço tão logo a Petrobras anuncia a redução, mas as pessoas não abastecem nele porque desconfiam de "batismo". Preferem abastecer no mais caro e chique. Falo isso por experiência própria: na minha cidade (60 mil habitantes), quanto mais caro e chique o posto, mais cheio ele é. E o posto que vende barato (sem bandeira) vive sendo caluniado (eu só abasteço nele e nunca tive problema).

    Muito antes de xingar o empreendedor, vá bater um papinho com os próprios consumidores. São eles que, em última instância, chancelam e validam preços.
  • Felipe  15/03/2022 18:31
    Eu vou admitir que tenho essa percepção também. Além de que é difícil saber se o posto é bom, a não ser que a pessoa abasteça lá e depois analise, ou comprar uma amostra e medir em casa.

    Não há regulação privada. Só tem a ANP e o Inmetro. E a gente sabe que mesmo assim há casos de postos que adulteram os combustíveis.

    Há ainda os bizarros crimes contra a honra, então não pode falar muito, para não ter problemas jurídicos.

    Se o Consumer Reports fosse brasileiro, o cara ia ter que sair do país.
  • Antônio  16/03/2022 09:35
    As opiniões e avaliações do "Consumer Reports" são, de fato, livres de interesse das empresas?

    Acha que vale à pena se tornar membro?

  • Felipe  16/03/2022 13:30
    Acredito que eles sejam independentes.

    Eu já comprei uma revista deles sobre carros usados, é boa. Segundo eles, os Teslas são pouco confiáveis. E são mesmo, os carros pegam fogo sozinhos. Pegar fogo até uma Kombi pegava, mas o veículo não custava uma fortuna...

    Um Toyota híbrido ou a gasolina é muito mais confiável que um Tesla, e ainda é mais barato (ao menos nos EUA).
  • rraphael  15/03/2022 19:53
    "Qual seria a lógica reinante no caso contrário, a saber, quando a Petrobras anuncia uma diminuição no preço e os donos dos postos continuam a vender sem abaixar o preço porque "é estoque velho"?"

    no posto que eu uso o preço é reajustado apos a entrega de um novo pedido, o que determina o preço-base é o valor da nota que eles recebem, nao dos anuncios da petrossauro
    como consumidor pra mim é otimo
    eu sei que vai haver restriçao de oferta ou expansao monetaria e adianto a minha ida, eu sei que o preço vai cair e espero pra abastecer ate entrar o novo valor

    nao tem que participar da corrida maluca, brigar com a bomba ou com os funcionarios
    tem que entender como funciona o mercado, olhar oferta e demanda, as variaveis que afetam os preços finais e agir de acordo
    por aqui nunca falhou

    alias este ultimo aumento no meu posto so entrou essa semana, ate o fds ainda dava pra pegar o preço antigo
    o que pra alguns é "logica reinante" pra outros é obvio ululante, mas tem que fazer a liçao de casa
  • Daniel  16/03/2022 00:29
    Boas respostas. Mas a principal ainda ficou faltando. Ei-la:

    Prezado Pacagaio, em vez de perguntar o que o dono de um posto deve fazer, diga o que você faria caso você fosse dono de um posto.

    É nesta resposta que estou interessado. Inclusive, você está liberado para sinalizar virtude e dar lições.
  • Imperion  16/03/2022 00:26
    Não há lógica reinante. São vários fatores. Mas na lógica do dono do posto, quando ele sabe que vai ter aumento amanhã, se ele vender pelo preço velho hoje, ficará menos capitalizado para comprar o próximo estoque, que já estará mais caro.

    Se o preço futuro subisse demais e ele vendesse pelo preço atual, ele faturaria tão pouco que não teria como pagar bem a próxima leva, que virá com preço maior.

    E como ele não é obrigado a manter o preço parado, pois é o dono da mercadoria, tem o direito de reajustar antecipadamente sim. Senão faltará combustível. Esse é um dos mecanismos que ocorrem em épocas inflacionárias ou com aumentos de preços por escassez. Quando o preço recua (quando o governo para de expandir a oferta monetária, ou quando a oferta de bens ou serviços sobe) ocorre o oposto. O preço cai, ele compra mais, mas a demanda não sobe e ele é obrigado a vender barato, pois o consumidor não vai aumentar a procura só porque tem bastante gasolina ofertada.

    Então o dono do posto tem que pegar muito mais bens e vender mais barato em maior escala pra manter os lucros.

    Em suma o empreendedor trabalha com preços futuros na hora de comprar o produto do fornecedor. Mas vende a preço de mercado seus estoques, pois em seu poder, o produto pertence a ele.
  • Ex-microempresario  14/03/2022 19:41
    Defesa do quê? A gasolina é dele, ele comprou, pagou, e vende pelo preço que quiser.

    Mas é o que o título diz: as pessoas se recusam a aceitar o sistema de preços. Acham preferível viver em um mundo onde um grupo de iluminados chamados coletivamente de "governo" detém a sabedoria de conhecer o "preço justo" de todas as coisas.

    Exemplo: (saiu ontem no G1):
    "O Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga o aumento do etanol em alguns postos de combustíveis de Curitiba, que subiram o preço do combustível junto aos novos valores anunciados pela Petrobras para a gasolina e para o diesel. Segundo o MP, como o anúncio da Petrobras não envolveu o etanol, o reajuste deste combustível nos postos não poderia ter sido feito."

    O MP, um grupo de sujeitos onde nenhum foi eleito, que não presta contas a ninguém e que exige o direito de eleger seu próprio chefe, acha que "o reajuste não poderia ter sido feito". E o povo aplaude.
  • Trader  14/03/2022 19:50
    Eis o preço do etanol negociado na B3:

    ibb.co/6yPsdX1

    Estava a R$ 2,80 o litro em fevereiro, e está agora em R$ 3,35. Aumentou porque o milho disparou (tem uma coisinha chata acontecendo lá perto da Rússia) e também porque o petróleo disparou (com carros flex, etanol é substituto para a gasolina).

    Qual a base que essa gente tem para dizer que "o reajuste deste combustível nos postos não poderia ter sido feito"?
  • Felipe  14/03/2022 22:03
    Mas exatamente como o milho interferiria no preço do álcool vendido no Brasil, já que grande parte do combustível, além de ter produção nacional, vem da cana-de-açúcar? Sim, é verdade que os preços internacionais interferem, mas os maiores produtores do mundo de cana são Índia e Brasil.

    É possível também que tenha aumentado a procura por álcool, embora em muitos estados brasileiros a gasolina continue compensando. No carro que ando, o álcool compensa mais e moro no estado de São Paulo, onde o ICMS sobre o álcool é menor e há mais produtores de combustível.
  • Agro  14/03/2022 22:54
  • Juliano  14/03/2022 23:08
    Petróleo encarece, aumenta-se a produção de etanol de milho ao redor do mundo, o milho encarece (o milho é uma commodity negociada mundialmente no mercado internacional de commodities).

    Simultaneamente, o encarecimento do petróleo leva a um aumento de demanda por etanol aqui no Brasil.

    Ou seja, ambos sobem.
  • Felipe  15/03/2022 00:18
    É possível estimar qual o percentual mundial de consumo de álcool em relação ao de gasolina? Lembrando que aqui a gasolina é misturada a 27 % de álcool.
  • Vladimir  14/03/2022 19:55
    Poucos têm a coragem de dizer, mas a imprensa é tão culpada quanto os burocratas estatais. Com raras exceções, os repórteres são tão ignorantes das leis econômicas quanto os políticos. Ambos são completamente desqualificados para suas funções. Eles simplesmente não têm a mínima ideia do que estão fazendo.

    Mas a responsabilidade suprema, é claro, é do público em geral e dos educadores que fracassaram em fornecer às pessoas até mesmo o mais rudimentar conhecimento das leis econômicas.
  • Lucas  15/03/2022 15:36
    Poucos têm a coragem de dizer, mas a imprensa é tão culpada quanto os burocratas estatais. Com raras exceções, os repórteres são tão ignorantes das leis econômicas quanto os políticos.

    A imprensa e os "especialistas" que ela costuma ouvir.

    O telejornal local de minha cidade entrevistou um professor de economia que afirmou que o preço do petróleo segue o valor em dólar unicamente para "atender aos interesses dos investidores". Nas palavras dele:

    "Desde 2016, passou-se a utilizar como base para venda do petróleo o preço do petróleo internacional. Mas uma coisa que a gente acaba esquecendo é que o custo produtivo do petróleo no Brasil, a maior parte dele, não todo, é em real. Então os custos produtivos do petróleo no Brasil, boa parte deles é em real. Então a lógica seria você vender o produto seu pautado nos seus custos produtivos. Não teria justificativa para a gente cobrar em dólar se não o interesse dos investidores em manter um lucro mais alto da Petrobras e, consequentemente, gerar dividendos e gerar benefício para os investidores."
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  16/03/2022 09:24
    Bem, de acordo com o IBP os custos estavam caindo mesmo nos últimos anos. Aqui:

    www.ibp.org.br/observatorio-do-setor/snapshots/evolucao-dos-custos-medios-de-extracao-e-refino-da-petrobras/
  • Felipe  16/03/2022 13:31
    Essa é uma notícia muito boa.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  16/03/2022 09:32
    A composição de custos fornecida pela própria Petrosauro em seu site:

    petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/composicao-de-precos-de-venda-ao-consumidor/
  • Thomas  14/03/2022 20:25
    Na greve dos caminhoneiros de 2018, o prefeito de SP foi aplaudido por ameaçar tomar a gasolina dos postos.

    Brasileiro sempre aceita mais intervenção do Estado se achar que isso vai resolver seu problema no curto prazo. Os reflexos disso são ignorados.

    Aquele que pede intervenção e controle de preços é o mesmo que reclama quando o Estado impõe racionamento de energia, cota de importação de eletroeletrônico, tabelamento de salário, regulamentação de profissão, aumento de impostos, regulamentações esdrúxulas e consequentemente gera seu desemprego.
  • rraphael  14/03/2022 18:34
    Pequeno adicional: Brasil afora se voce der carona, o pessoal dividir o custo da viagem e voce for parado numa blitz ou ocorrencia (ex alguem bate no seu veiculo), voce pode ser punido ainda que voce coloque a viagem atraves de uma plataforma, pois exigem que sua CNH conste que voce faz trabalho remunerado, mesmo que na pratica nao seja fonte de renda, trabalho de fato, apenas um deslocamento ocasional.

    E dependendo do guardinha ele pode alegar transporte clandestino. SP capital eu sei que tem dessas

    Entao o que poderia ser uma alternativa acaba por trazer mais dor de cabeça, recomendo ficar esperto, agente do estado sempre tá pronto pra lascar alguem ...
  • Felipe  14/03/2022 22:10
    Esse país não é sério.
  • Felipe   15/03/2022 13:16
    O EAR eu até tenho. Todavia, é uma verdadeira piada para conseguir o negocinho. Em 2019 eu havia obtido isso. Só que como em 2021 a minha CNH venceu, tive que renovar. Adivinha o que tive que renovar também? O EAR. E mais aquelas taxinhas que o sr. Doria ainda aumentou.

    Por que o Detran não imita o DMV e reduz os custos e burocracia para os motoristas?

    Só para se ter ideia da diferença, lá é uma taxa anual eu acho que uns US$ 60, para a Flórida. O seguro realmente pode ser caro (que é obrigatório), mas ainda sim no total, é mais barato que no Brasil. A gente paga caro por tudo e ainda a infraestrutura é porca. O tanto que a gente paga de impostos e taxas, era para a gente ter infraestrutura pelo menos comparável à da Alemanha.
  • André  14/03/2022 19:11
    A importância de um sistema de preços livres é bem ilustrada, dentre outros, no Chile. Lá, a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano e tudo isso no deserto mais seco do mundo, resultando num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta.

    Resultado? Como mostra a notícia, isso atraiu empresas dessalinizadoras de água do mar sedentas por lucros altos vendendo água.

    www.eleconomista.es/economia/noticias/3050564/05/11/Acciona-construira-y-operara-una-desalinizadora-en-el-desierto-chileno-de-atacama.html

    E o problema foi resolvido. É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta. Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil habitantes) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.

    Sim, a água é cara (e nem teria com ser diferente, pois se está num deserto), mas agora existe para quem quer. Querer água farta e baratinha no meio do deserto seria um ridículo delírio adolescente. Mais delirante ainda é achar que o estado seria capaz de fazê-lo -- aliás, por acaso há água farta e gratuita no sertão nordestino, região totalmente estatal?
  • Juliano  14/03/2022 19:18
    Muito boa colocação. Particularmente considero essa questão dos preços livres a mais importante da economia. Se você for observar bem, todos, absolutamente todos os desarranjos econômicos decorrem da intervenção governamental neste sistema: dos juros ao câmbio, passando pelo próprio congelamento direto dos preços (o governo Dilma, curiosamente, praticou todos).
  • Bernardo  14/03/2022 19:39
    Achei que era piada, mas é verdade:

    Justiça dá 72 horas para Petrobras explicar aumento dos combustíveis

    É impressionante como que burocratas são completamente ignorantes a respeito das leis da economia, eles acreditam que preços não têm conexão alguma com a realidade do mercado, e podem ser controlados sem gerar absolutamente nenhum efeito colateral. Eles acreditam piamente que o único efeito do controle de preços é o de tornar a oferta menos cara. Sim, a oferta será menos cara — mas não haverá oferta.

  • Thiago  14/03/2022 19:44
    Em uma sociedade onde as leis econômicas fossem amplamente entendidas, legisladores, juízes e veículos de mídia que tentassem impedir aumentos de preços em situações de escassez seriam considerados inimigos públicos e afastados imediatamente de seus cargos. E seriam afastados não por uma mera falta de apoio popular, mas sim pelo mais completo desprezo e escárnio do público, que abominaria essa ignorância econômica e esse desejo de destruição e miséria.
  • Shigueo Kuwahara   14/03/2022 20:57
    O preço do petróleo é definido por um cartel que controla monopólios nacionais. Isso não parece livre mercado. Tb há uma guerra em andamento que afetou a livre circulação de mercadorias. No geral as pessoas respeitam os preços, mas também tem a racionalidade do consumidor que sim, sabe que os preços estão sendo manipulados. E tb há o cálculo político da demagogia, que é um tipo de razão. Isso tudo, inclusive o protesto, faz parte do preço. Se vc achar que o preço deve ser respeitado pela racionalidade econômica, tambem deve aceitar estas variáveis de precificacao.
  • Trader  14/03/2022 21:19
    O preço do petróleo é definido, em dólares, no mercado internacional de commodities, por oferta e demanda de contratos.

    Eis a evolução dos preços destes contratos:

    ibb.co/mzh1Gjt

    O ponto é: se há um cartel que coloca os preços onde quer, então por que há ocasiões em que o preço do petróleo desaba? Por que há ocasiões em que o preço do petróleo fica, por anos, próximo das mínimas?

    Será que é porque esse cartel malvado possui espasmos de "consciência social"? Do nada, ele decide ficar bonzinho e passa anos assim?

    Ademais, quais os seus argumentos para dizer que os "preços estão sendo manipulados"? O mundo inteiro está sendo enganado? É só você que viu a luz?

    Se você realmente acredita nisso, então fique vendido a descoberto em contratos de petróleo, apostando contra o mundo. Vai ficar bilionário. Sopa.

    A menos que você tenha uma explicação convincente, sua tese não se sustenta.

  • Carlos Brodowski   14/03/2022 21:24
    "Tb há uma guerra em andamento que afetou a livre circulação de mercadorias. […] Tem a racionalidade do consumidor que sim, sabe que os preços estão sendo manipulados. […] E tb há o cálculo político da demagogia, que é um tipo de razão. Isso tudo, inclusive o protesto, faz parte do preço."

    Que maçaroca… Dá pra traduzir?

    Dica: a segunda frase está em contradição com a primeira (se a livre circulação de mercadorias foi afetada por uma guerra, então você não pode falar que os preços estão sendo manipulados).

    A terceira frase está em contradição com a primeira, com a segunda e com a lógica. Desde quando demagogia política "é um tipo de razão"? E desde quando ela ajuíza corretamente se preços estão sendo manipulados?

    Por fim, quem seria este ubíquo cartel "que controla monopólios nacionais"?
  • Shigueo Kuwahara  14/03/2022 22:18
    Não tem contradição, vc parece inteligente não há necessidade de traduzir. Pandemias e guerras são eventos imprevisiveis de mercado (cisns negros). Sim os preços são controlados pelo cartel, vc nega isso? Não sao eles (a OPEP) que determinam a oferta, extraindo mais petróleo ou mantendo nos poços? Não precisa ficar agressivo. Aceite que o lado do consumo também participa da formação do preço. Ou vc acha que o cartel não considera a possibilidade de protestos e convulsões sociais em razão do preço? Evite o pensamento linear. Há muito mais complexidade. O sistema econômico não é isolado. Por favor entenda e evite ser agressivo.
  • Carlos Brodowski   14/03/2022 22:51
    Os preços não caíram apenas na pandemia, meu caro. Caíram ao longo de toda a década de 1980 (com a exceção da guerra do Golfo) e caíram também na década de 1990. Agressividade zero de minha parte. Ao contrário: foram apresentados fatos e dados. É você quem não os está aceitando e está insistindo em uma tese para a qual você não apresentou comprovação e nem evidencias.
  • Vladimir  14/03/2022 21:31
    Detalhe: ainda que o preço definido no mercado internacional de commodities fosse completamente manipulado por um cartel (vamos, pelo bem do debate, ignorar a lógica a dizer que isso seria possível), isso seria completamente imaterial em termos de controle de preços.

    Se um cartel definiu que o barril do petróleo agora custa mil dólares, então acabou: este é o preço que petroleiras têm de pagar para importar petróleo e este é o preço que as petroleiras irão cobrar para exportar petróleo.

    O governo controlar o preço, impondo um valor nas bombas muito abaixo deste preço de custo, irá com certeza absoluta provocar escassez.

    E de nada vai adiantar fazer demagogia e maldizer as "variáveis de precificação".
  • Shigueo Kuwahara  14/03/2022 22:33
    O preço do petróleo é completamente manipulado por um cartel. Vc nega isso? Vc nega que os maiores produtores de petróleo não são países liberais, são oligopolios e monarquias? Vc nega que o preço é um acordo político para manter os preços através do controle da produção? Cadê a liberdade econômica e a racionalidade disso? O preço não é composto por apenas pela ponta vendedora. No início da pandemia o preço caiu pela queda demanda compradora. O protesto da ponta compradora é totalmente legítima. Um liberal não deveria ignorar a liberdade de manifestação e a liberdade política. Sim o político faz cálculos, o sistema político tem racionalidade e deriva do que ecoa da opinião pública.
  • Vladimir  14/03/2022 22:52
    É só você responder aos questionamentos que lhe foram feitos. Se o preço é manipulado por um cartel, não faz sentido nenhum ele cair "pela queda da demanda compradora".

    Isso é totalmente contraditório.

    Se uma queda na demanda leva a uma queda de preço, então o consumidor continua no controle. Quando há cartel, não há queda nos preços, principalmente para produtos de demanda praticamente inelástica, como o petróleo.
  • Ex-microempresario  14/03/2022 23:46
    O preço do petróleo é completamente manipulado por um cartel. Vc nega isso?
    Sim, eu nego. Os acordos da OPEP sempre foram um jogo de cena, todos os membros fingem concordar mas depois ninguém cumpre o combinado. Bom lembrar que a OPEP representa mais ou menos metade do mercado internacional, e que se todos os seus membros reduzirem a produção, podem entregar o mercado para a concorrência.

    Vc nega que os maiores produtores de petróleo não são países liberais, são oligopolios e monarquias?
    Sim, eu nego. O maior produtor de petróleo do mundo é um país chamado Estados Unidos da América (não é uma monarquia). O segundo maior é a Rússia (também não é uma monarquia). O terceiro é a Arábia Saudita. Boa sorte em explicar como que eles formam um "oligopólio" se são inimigos políticos.

    Vc nega que o preço é um acordo político para manter os preços através do controle da produção?
    Sim, eu nego. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait e mesma a Rússia dependem das receitas do petróleo para pagar suas contas. Nenhum deles se arrisca em reduzir a produção porque dá espaço para outros países ocuparem o seu espaço.

    Em resumo, se existe o tal "acordo político para manter os preços", porque o preço volta e meia despenca ? Não era para subir sempre?
  • Sandro  14/03/2022 23:03
    O que explica então a gasolina ser muito mais barata na Argentina, onde a moeda está hiper-desvalorizada perante o dóllar?
  • Gutierrez  14/03/2022 23:17
    A resposta está na sua própria pergunta: o governo argentino subsidia maciçamante a gasolina via impressão de pesos.

    O governo imprime pesos e repassa às distribuidoras, para que o preço seja abatido.

    Subsídio direto aos ricos; esfacelamento do padrão de vida dos mais pobres via hiperinflação (mais de 50% ao ano).

    www.infobae.com/economia/2021/03/14/energia-aumentan-el-precio-y-los-subsidios-a-los-combustibles-pero-la-produccion-no-deja-de-caer/

    www.h2foz.com.br/economia/argentinos-sofrem-duas-vezes-com-aumento-da-gasolina-no-brasil-e-no-paraguai/

    Começou a entender que não há mágica em economia?

    P.S.: os brasileiros da fronteira estão corretos em irem para lá aproveitar o subsídio bancado pelos pobres argentinos. A moeda deles é tão fodida, que na conversão cambial parece tudo barato para nós. Mas quem banca tudo são os desdentados de lá. Problema deles.
  • Bruno Souza  29/03/2022 22:32
    Começa a faltar diesel na Argentina e postos já estão racionando.

    www.bloomberglinea.com/2022/03/28/faltante-de-gasoil-en-argentina-estacioneros-advierten-por-crisis-de-oferta/

    www.bloomberglinea.com/2022/03/29/argentina-begins-to-suffer-fuel-shortages-ecopetrol-gets-fracking-go-ahead/

    www.spglobal.com/commodity-insights/en/market-insights/latest-news/oil/032922-argentinas-retail-stations-begin-rationing-diesel-amid-price-controls


    Diesel imports have surged in dollar terms

    Price controls are discouraging importing more

    Imported diesel is sold at 30% below its import price

    Argentina's service stations have started rationing diesel, as price controls and import restrictions are discouraging refiners from bringing in enough supplies even as demand rises for the crop harvest, a trade group said March 29.

    "We are facing the first signs of shortages in key fuels such as diesel," the Confederation of Hydrocarbon Entities, a group known as Cecha, which represents more than 4,500 service station owners around the country, said in a statement. "It is urgent that the government convene all the actors in the sector and seek solutions to guarantee its normal operation."

    Cecha, which said service stations are capping sales at 15 liters of diesel per customer a day, said a major problem is that pump prices are 30% less than what they would be without government controls, when comparing with import prices.

    Argentina is on "the verge of a crisis" in diesel supplies, Cecha said.


    Resta agora saber se o Sandro terá a decência de vir aqui reconhecer que estava errado.
  • Vladimir  30/03/2022 18:31
    Não adianta tentar driblar as leis econômicas. Não adianta tentar se achar mais esperto que o sistema de preços. As consequências nefastas sempre se impõem.
  • Felipe  15/03/2022 00:22
    Os americanos querem que até o Brasil aumente a produção de petróleo.

    Curioso isso. O governo Bolsonaro deveria aproveitar e retirar o lixo do regime de partilha e fazer com o setor de petróleo o que foi feito com o ferroviário: ao invés de concessões, autorização. Talvez precise de uma PEC, mas isso é urgente.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  15/03/2022 12:46
    Esse site fornece dados sobre produção X consumo:

    www.labs.timogrossenbacher.ch/worldoil/
  • Askeladden  15/03/2022 14:17
    Logo acaba o embargo na Venezuela e Irão.
  • anônimo  15/03/2022 16:25
    Hoje e dia de aumentar a selic
    Dolinho a 5.11
    Dxy a 99.080

    [Link]www.google.com.br/amp/s/www.infomoney.com.br/economia/copom-inicia-2o-reuniao-do-ano-em-meio-a-receios-sobre-guerra/amp/?espv=1[/link]
  • Ex-microempresario  15/03/2022 17:36
    Boa parte das pessoas do Brasil não participa do mercado:
    - Funcionários públicos e seus familiares, incluindo os muitos aposentados
    - Atividades protegidas pelo estado (todos aqueles que não produzem nada mas cuja assinatura num papel é exigida pelos fiscais)
    - Recebedores de bolsa-família e similares
    - Viúvas e viúvos que recebem pensões do falecido.

    Este tipo de pessoa não consegue compreender o sistema de preços porque em sua vida não existe relação entre "receber" e "produzir". Ela não produz nada e mesmo assim recebe todo mês. Por isso, acredita que todo o resto do mundo deve trabalhar em função das necessidades dela, de preferência sem lucro.

    Exemplo de diálogo na página do Mises no Facebook:
    "Ô saudade do tempo que a Petrobras dava prejuízo e eu podia andar de carro."
    "adivinhe de onde vinha o $$$ para cobrir o rombo e o preço artificial dos combustíveis..."
    "Dos impostos. Imposto é pra isso mesmo, beneficiar a população."
  • Gutierrez  15/03/2022 20:05
    Nem precisa de ir ao Facebook para ver isso. Aconteceu aqui mesmo nesta seção de comentários. O cara veio botando banca querendo saber por que a gasolina na Argentina era barata.

    Pelo menos ele teve a decência de não voltar para elogiar o arranjo…

    www.mises.org.br/article/3408/e-sempre-interessante-constatar-como-algumas-pessoas-se-recusam-a-aceitar-o-sistema-de-precos#ac284529
  • Robson Santos  16/03/2022 12:27
    Ele não elogiou ou defendeu o regime argentino ao fazer a pergunta, tão pouco foi desrespeito ou botou banca na pergunta. Se a pergunta dele foi uma indagação, foi uma das mais comportadas que eu li aqui, beirando mais a uma dúvida sincera estando aberto a pelo menos compreender uma explicação boa, que foi a que você deu. Não vejo motivos pra sair diminuindo o cidadão por pouca coisa ou nada até (baseando-se unicamente na pergunta dele), não é a função deste site.
  • Sérgio  15/03/2022 22:24
    Ah, claro. Imagine uma situação de pandemia em uma "sociedade anarcocapitalista" (saúde 100% privatizada e tudo mais). O preço das internações hospitalares aumentariam 500%, os pobres não teriam acesso e morreriam tudo, sem assistência médica, sem nada. Vamos imaginar outro cenário: um episódio de catástrofe natural, onde as pessoas perderiam suas casas. O preço dos imóveis aumentaria 200% e ninguém iria poder fazer nada contra isso.
  • Guilherme  16/03/2022 00:23
    "O preço das internações hospitalares aumentariam 500%, os pobres não teriam acesso e morreriam tudo, sem assistência médica, sem nada."

    Em oposição ao SUS, onde eles morrem na fila. Mas, pelo menos, morrem de graça.

    Os quase 700 mil que morreram no Brasil morreram em hospitais privados?

    "um episódio de catástrofe natural, onde as pessoas perderiam suas casas. O preço dos imóveis aumentaria 200% e ninguém iria poder fazer nada contra isso."

    Deixa eu te contar um segredo: no atual arranjo estatista, se houver uma catástrofe natural, o preço de absolutamente tudo irá subir, inclusive e principalmente imóveis.

    É cada coitado leite com pêra que despenca por aqui…
  • Lucas  16/03/2022 00:30
    Na lógica dele, se a demanda dispara (hospitais) ou se a oferta desaba (imóveis), um congelamento de preços resolveria tudo: faria surgir mais hospitais, mais equipes médicas e mais imóveis.

    E ainda diz que anarcocapitalistas é que vivem no mundo da fantasia...
  • Renato  16/03/2022 01:41
    E a informação de que o Bitcoin é uma criação da Cia?!
  • BrunoFS7  16/03/2022 05:24
    Tive uma ideia aqui, uma proposta pra privatizar que seria bem populista e seria um Argumento liberal mas com modos operandi esquerdista, de demagogia e apelo emocional.

    Seria assim:

    Proponha vender estatais e desregulamentar o setor. Porém diga que o principal motivo, finalidade, além de mais qualidade e menor preço, também seria de FAZER DISTRIBUIÇÃO DE RENDA OU DIVIDENDOS. Um politico diz que precisamos vender estatais e usar o dinheiro para erradicar a pobreza, para ajudar os pobres ou coisa do tipo. Use a privatização como MEIO assim como os esquerdistas usam aumento de impostos e diga assim como eles que o FIM é fazer justiça social.

    Sim, o dinheiro da estatal seria usado como um pacote tipo Auxilio Emergencial. Como se os mais pobres e miseraveis fossem acionistas da empresa e recebessem o dinheiro da venda ou um dividendo/ação.
    Por exemplo, a venda de uma estatal saiu por 500 Milhões. Para arredondar, vamos dizer que tenhamos 50 milhões de pobres e miseráveis. Pega esses 500 milhões e custeia 10 reais para cada um dos 50 milhões de miseráveis. (Calma, esqueça os valores, foi só um exemplo de uma ideia a priori).

    Ato continuo, você fez uma distribuição de renda, qualquer um que se oponha a isso acuse-os de contra pobre, de elitista, egoista e toda mazela do discurso esquerdista. Um belo contra-golpe!
    Assim a ''retorica populista liberal'' prospera diante um povão socialista como o Brasileiro e ainda não deixamos a ESQUERDA MONOPOLIZAR A VIRTUDE.

    Ou o governo repassa para os 50 milhões de Brasileiros, uma ação. E deixe eles venderem por quanto quiserem, seria mais complexo e do ponto ético seria o certo, os 200 milhões de brasileiros deveriam deter ação da petrobras e vender quando quiser, ''já que o petroléo é nosso''.

    Enfim, entenderam o núcleo e a essência da teoria.

  • Bluepil  16/03/2022 17:29
    Eu tbm já pensei nessa. Os liberais deveríam apelar mais, dizer, por exemplo, que subsídios deveriam ser proibidos pois quem escolhe onde repassa-los são os políticos, desencadeando assim uma série de favorecimentos e troca de favores entre políticos e empresas, e na final quem saí perdendo é o cidadão médio que não está no acordo.
  • Pasj094  16/03/2022 19:19
    Não adianta. Esse valor seria apenas um alívio temporário. Não seria suficiente para reduzir de forma sensível a pobreza.

    É igual o negócio de imposto nos ricos. Até daria pra construir uns hospitais e escolas com o dinheiro obtido, mas nem de perto seria suficiente pra mudar a realidade das pessoas como os defensores da ideia imaginam.

    Isso sem contar a considerável chance de em ambos os casos boa parte do dinheiro ser desviado, assim como aconteceu na pandemia.

    E esqueça esse negócio de privatizar e desregulamentar o setor. Isso não vai acontecer. Políticos não vão abrir mão da possibilidade de desviar dinheiro da empresa e nomear apaniguados para cargos na empresa.

    Os empregados públicos da Petrobrás também não vão aceitar a privatização. Boa parte do povão também é contra.
  • BrunoFS7  16/03/2022 20:12
    Leandro, o que acha dessa minha ideia?
  • Leandro  17/03/2022 00:02
    Concordo com o Pasj094. Não adianta. Prometer uma redistribuição única (e com um valor per capita baixo) não tem apelo nenhum. Ainda mais com o Auxílio Brasil pagando R$ 400.

    A esquerda exige um fluxo constante para a redistribuição, e não um repasse único. Repasse único não sacia em nada o apetite da esquerda por mais redistribuição.

    A maneira mais ética e correta de se privativa continua sendo esta aqui.
  • anônimo  17/03/2022 09:09
    Privatizar e devolver a população seria devolução de valores roubados. Teria que se dividir em 207 milhoes , uma para cada braileiro
    Agora se tentassem fazer isso de associar a distribuição de renda, quebrariam a cara. Pegar a parte dos outros brasileiros e sair distribuindo pros supostos pobres?
    O libertário propoe não tomar as posses dos outros. E a distribuição de renda é exatamente isso.
    Assim , os libertarios irem contra suas proprias ideias seria o enterro do movimento. Ao fazer igial a esquerda e mal feito pasariam por incompetentes.
    O movimento libertario só deslanchara quando todos forem coerentes com as ideias. Fazendo igual a esquerda, so vão se passar por mais um grupwlho igial a eles e ter a desconfiança do eleitor.
  • Pérsio   16/03/2022 11:32
    Tabelamento/congelamento de preços de combustíveis? Já vimos esse filme antes, durante o Plano Cruzado de triste memória...
    Parece que o final não foi muito feliz!
  • Patriota Livre  16/03/2022 19:48
    Formação de preços varia de pessoa para pessoa e agente econômico para agente econômico, como a CLT impede a livre-negociação salarial, a maioria das pessoas não sabem negociar seus salários e dai a dificuldade de entender como os preços variam, ficam na dependência de sindicalistas mafiosos, burocratas estatais e políticos demagogos e ficam iludidos que estão sendo beneficiados e se esquecem que os impostos e a inflação irão ferrar todo mundo inclusive o próprio, enfim enquanto eleitor acreditam nestes vendedores de sonhos e nestes corporativistas exploradores.
  • Pensador Livre  18/03/2022 13:12
    Estaremos lascados com esta mentalidade de dependência de rebanho que nossos eleitores tem.
  • Leandro  16/03/2022 19:57
    Com a recente imposição de um lockdown na China (37 milhões de pessoas confinadas), bem como um arrefecimento das tensões na Ucrânia, o preço do barril de petróleo está caindo forte.

    A demanda caiu (China) e a oferta está ficando menos restrita.

    É bem possível que a Petrobras reverta o aumento. Ou ao menos anuncie uma redução não tão intensa quanto o aumento.
  • Felipe  16/03/2022 22:06
    A China continua nessa. Impressionante. Vai sobrar só eles.
  • Felipe  16/03/2022 22:47
    Banco Central elevou os juros para ]11,75 %. Fed subiu para 0,5 %. James Bullard queria uma elevação ainda maior, para 0,75 % (o mais hawkish do FOMC).
  • Brasil livre ate o fim da 3 Guerra Mundial  17/03/2022 02:14
    O que falar disso BR não tem jeito mesmo www.cnnbrasil.com.br/business/8-em-cada-10-brasileiros-aprovam-congelamento-de-precos-diz-ceo-do-instituto-locomotiva/
  • Analista de Risco  17/03/2022 14:05
    Brasileiro vive na terra da fantasia.

    Olha a medida que a mídia tá celebrando:

    Tarifa Zero na passagem de ônibus de Paranaguá começa a funcionar nesta terça (15)

    Tem gente que jura de pé junto que vai funcionar.
  • Felipe  17/03/2022 16:44
    Imagina custear 42 mil beneficiados desse programa, o que é quase um terço da população do município.

    Levando-se em conta que a passagem era de R$ 3,70 com preços pornográficos dos combustíveis, fico pensando na lógica desses subsídios.

    A prefeitura inventou até um impostinho para os otários bancarem essa farra (e que já está sendo contestado na Justiça).
  • Alber almeida  17/03/2022 10:05
    A discussão é falaciosa. Primeiro a gasolina é a mais barata do planeta. Um litro de mel custa 70 reais. Um litro de cerveja custa 20 reais. Gasolina, menos de 3 reais com tecnologia intensiva. A praxiologia não se interessa por preços nem no atacado nem no varejo, mas com ação humana individual, não comportamentos coletivos. São agendas keynesianas ou marginalistas.
  • Felipe  17/03/2022 15:17
    "Alta da SELIC precisa ser comedida, dizem economistas"

    Como não me surpreendo, já está havendo críticas. Isso aliás é antigo: Paul Volcker também foi criticado por sua dureza monetária.

    Agora eu vou dar o meu palpite: como os juros reais estão voltando a patamares positivos (não sei como que o acadêmico disse que estamos em juros reais de 7 %), então dá sim para diminuir a velocidade do aperto monetário, embora é óbvio que é impossível acertar a taxa SELIC, pois ela é um controle de preços. Deveriam imitar o banco central boliviano, só que com grande cuidado sobre as reservas internacionais (ou o de Singapura). Não sei se seria possível criar algum mecanismo automático para equiparar a taxa de câmbio com juros e reservas internacionais.

    De fato o petróleo explodiu com a invasão na Ucrânia e o expansionismo monetário americano, mas não podemos ignorar de que até o estouro do pânico no coronavírus, o petróleo estava ao redor de US$ 63 o barril (e ao menos o Trump estava dando continuidade ao projeto do gasoduto). As questões de regulações ambientalistas também preocupam, embora os seus efeitos sejam mais de longo prazo.

    Deixem o Campos Neto trabalhar.

    Impressionante é que, ao passo que os bancos centrais da China e de Gana acompanham o M1, o daqui continua ignorando isso, assim como o Federal Reserve System. Hoje o Bank of England aumentou juros para 0,75 % (índice de preços lá está menor do que nos EUA).
  • Jonas  18/03/2022 07:29
    Luiz Inácio Lula da Silva deveria ler os artigos e comentários e artigos desse site,já que diz que é tão mente aberta e democrático. Está na hora de começar a ter mais responsabilidade como candidato.Gostando ou não,é o Líder nas pesquisas para próxima eleição para presidente,em primeiro e segundo turno há mais de um ano.
  • Bluepil  18/03/2022 15:24
    "Luiz Inácio Lula da Silva deveria ler os artigos e comentários e artigos desse site,já que diz que é tão mente aberta e democrático. Está na hora de começar a ter mais responsabilidade como candidato."

    Mas ai ele só vai encher a mente com informação inútil e que nem irá usar (Isso se souber ler e compreender o que está escrito nos artigos daqui), já que tanto ele quanto seus camaradas políticos só querem saber de populismo, mamata e troca de favores com empresas e sindicatos.

    "Gostando ou não,é o Líder nas pesquisas para próxima eleição para presidente,em primeiro e segundo turno há mais de um ano."

    Eu nem vejo mais pesquisas, a margem de erro delas tendem á serem maiores quanto maior for a escala da eleição, prefiro deduzir tudo mesmo.
  • Felipe  18/03/2022 23:44
    "St. Louis Fed's Bullard says the central bank should raise rates above 3% this year"

    James Bullard é o mais falconista do comitê do Fed. Ele no passado também criticou a relevância que o Fed dá ao chamado "core inflation rate" (que é o CPI sem energia e alimentos), dizendo de que ignora coisas essenciais.

    Se o Fed levar juros para mais de 3 %, seria uma proeza. Seria o maior valor em mais de 10 anos. Isso certamente derrubaria o índice de preços e fortaleceria o dólar com facilidade.

    Será que essa declaração dele vai repercutir sobre os mercados?
  • Felipe  19/03/2022 17:19
    O último secretário do Tesouro do Bill Clinton, Larry Summers, disse que o Fed deveria elevar os juros para 5 %.
  • Bluepil  19/03/2022 21:07
    Estou muito cínico á qualquer conclusão tirada sobre às consequências das subidas de juros do FED, até porquê as elevações já eram esperadas pelo mercado e servem majoritariamente apenas para manter às aparências em relação à "querer combater a inflação". Não sei se um crescimento disparado sobre os juros iria causar qualquer efeito real senão elevação das expectativas dos investidores, já que as reservas do FED estão lotadas com trilhões de dólares vindas de bancos querendo receber juros sobre "reservas em excesso", juros esses que também estão subindo, o que irá acarretar em menores lucros operacionais. O FED hoje em dia controla apenas os juros de redesconto (ON RRP) e o sobre reservas em excesso (IORB), que são os que compõem os juros básicos americanos (EFFR).

    Sinceramente, eu nem sei como o FED faz politica monetária atualmente, mas pelo que vi nas estatísticas, a oferta monetária americana estava praticamente congelada de 2011 até vir o Covid (Aí o governo americana começou á despejar dinheiro na economia por meio de pacotes monetários). Bem que o Mises Brasil poderia trazer mais detalhe sobre isso, atualizando aquele que falava sobre os juros americanos, ou pelo menos o Leandro poderia esclarecer esse assunto para mim...
  • Márcio Gleyson  19/03/2022 20:59
    Embora contemplemos essa consequência inevitável do mercado, a questão não é tão simples. A comparação me parece inapropriada pois estamos falando de produtos diferentes, onde um influencia não só o seu valor de mercado, mas toda uma cadeia dependente do mesmo. Além do mais, dependendo da queda do barril do petróleo o preço na bomba sempre se mantém e não há regressão. Considerando também que vivemos em uma sociedade egoísta e antiética onde tal perspectiva que leva em conta a prioridade dos setores mais necessários como saúde, segurança, emergência, não são levados em conta por maioria da sociedade. E concluo minha singela opinião, em demonstrar que a conclusão que as pessoas devem se adequar à realidade só vale para os mais pobres que serão afetados não só no que se diz respeito a transporte e mobilidade mas principalmente na mesa. De fato, pela necessidade, trabalhadores deverão que "dar um jeito" usando bicicletas para a locomoção de muitos quilômetros ou pagar passagens com preços abusivos. Diante do olhar obtuso em que os "entendidos" dão a situação, àqueles com maior poder aquisitivo e carros importados chegam nos postos e respondem sem nenhuma preocupação que não sentem o aumento e pouco importa o aumento; vida que segue.
  • anônimo  19/03/2022 22:44
    Alguém poderia responder como se consegue investimentos em uma determinada área quando ninguém quer investir no setor?É essa a situação do transporte público de Teresina. É o pior de todas as capitais brasileiras. Há 4 anos,é isso mesmo,4 anos, que não adquridos ônibus novos. E as empresas diga-se de passagem,privadas,estão completamente falidas,tanto que as empresas não pagam seus motoristas e cobradores desde 2020.Sim,os motoristas e cobradores trabalham de graça para manter os ônibus na rua porque senão a cidade de médio porte que nem 900 mil habitantes literalmente para.
  • Vladimir  20/03/2022 00:18
    Lei básica de economia: sempre que há escassez de algum serviço, ou mesmo qualidade baixa, faça a seguinte pergunta: a que preço?

    Nenhum serviço é escasso ou de baixa qualidade se houver liberdade de preço e liberdade de entrada no setor.

    Se há uma escassez ou a qualidade é baixa, então pode ter 100% de certeza de que está havendo controle de preços ou restrição à entrada.

    Nunca falha.

    No caso de Teresina, dado que se trata de uma concessão monopolista — isto é, o governo cede o serviço a uma empresa privada, a qual, em troca do privilégio deste monopólio, passa a ter seu serviço regulado e a preço tabelado pelo governo —, não há surpresa nenhuma que o serviço esteja sucateado.

    De um lado, a empresa não corre o risco de enfrentar o surgimento de um concorrente (o mercado é fechado pelo governo). Logo, não há eficiência. De outro, é certeza absoluta de que as tarifas são reguladas pelo governo, e certamente estão abaixo dos custos.

    Aí, meu caro, não há mágica.
  • anônimo  20/03/2022 05:07

    Tive que pesquisar sobre o transporte público em Teresina e a situação é estarrecedora, visto que o anônimo (provavelmente morador de Teresina) comentou que os motoristas estão sem receber desde 2020.

    Obviamente sem concorrência na área, os salários serão baixos e, nesse caso, ainda com atraso.

    g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2021/10/28/o-que-se-sabe-e-o-que-falta-saber-sobre-a-crise-no-transporte-publico-de-teresina.ghtml

    g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2021/11/10/motoristas-e-cobradores-de-onibus-encerram-greve-em-teresina-apos-duas-semanas.ghtml

    portalodia.com/noticias/teresina/onibus-em-teresina-motoristas-e-cobradores-fazem-greve-a-partir-de-segunda-21-391242.html

    diariodotransporte.com.br/2022/03/03/apos-reuniao-greve-de-onibus-em-teresina-pi-e-adiada/



  • anônimo  20/03/2022 21:17
    É como eu já falei e vou repetir:tenho quase certeza de que,atualmente,Teresina tem o pior sistema de transporte público de todas as capitais de todos os estados da federação.
  • anônimo  22/03/2022 14:03
    Anônimo Teresinense:

    Em termos de mobilidade urbana no Brasil, a disputa para saber qual a pior cidade está acirrada:

    www.mobilize.org.br/noticias/11907/capitais-brasileiras-estao-entre-as-piores-em-transporte-publico-no-mundo.html

    jc.ne10.uol.com.br/colunas/mobilidade/2022/02/14953524-transporte-publico-no-brasil-e-muito-caro-e-leva-quase-20-da-renda-do-trabalhador-aponta pesquisa.html#:~:text=E%20tamb%C3%A9m%20teve%20uma%20classifica%C3%A7%C3%A3o,Equador%2C%20e%20Argentina%20cobram%20menos.


    E a tendência é piorar:

    fetpesp.org.br/2021/05/27/estudo-revela-agravamento-da-crise-do-transporte-publico

    www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cadernos/jc_logistica/2020/05/739951-tarifa-publica-no-brasil-esta-entre-as-mais-caras-do-mundo.html
  • anônimo  20/03/2022 03:14
    Saberia me dizer se algum órgão judicial,como o MPF,por exemplo,pode intervir nessa situação para fazer a prefeitura então mudar de postura?
  • Vladimir  20/03/2022 13:10
    Não há mágica. Ou você libera o mercado e os preços, ou tudo continuará como está. A realidade econômica não pode ser alterada por canetadas e decretos. É esta lei básica que até hoje as pessoas se recusam a aceitar. Economia não funciona na base da mágica e da indignação. Funciona na base da racionalidade e da reação a incentivos.
  • Imperion  20/03/2022 22:37
    Difícil. O MPF anda de mãos dadas com a burocracia estatal que está provocando esse caos. O que ele poderia mandar? Pagar o salário? E quem vai pagar? A solução aí pode ser dolorosa na verdade.
  • anônimo  20/03/2022 21:02
    Cara,é uma situação complicada.Como convencer essa gente que está com o poder nas mãos,que é o prefeito e seu secretariado,que é isso que tem ser feito?E outra coisa,o número de usuários do sistema só cai a cada ano,por que a cada ano que passa pior fica a qualidade do serviço prestado.Como fazer os empreendedores da área a oferecer oferta quando cai a demanda?
  • anônimo  21/03/2022 02:32
    Convencer estes entes vc nao vai.
    Vc teria que convencer o eleitor antes da votacao. O problema é que eleitor é seduzido pela " promessa de serviço di gratis...Mas vc sozinho nao tem poder pra isso... convencer que é exatamente isso que esta ocasionando o problema
    Entao quando ocorre esse gargalo público de ineficiencia , provocado pelos burocratas. Que eles mesmos nao vao resolver, pois os votos deles vem ddessas promessas furadas.
    No final essas empresas vao falir , menos as que tem bons contatos com esses mesmos politicos protegidos pelas suas imunidades parlamentares.
  • Raul  20/03/2022 23:28
    Prezados, será que alguém poderia esclarecer uma dúvida sincera?

    Concordo com todo o argumento apresentado no texto, porém, gostaria de compreender como funcionou o subsídio de preços na época do governo Dilma, visto que não lembro de ter acontecido algum tipo de desabastecimento, ou fuga de importadores.

    Alguém poderia esclarecer essa questão?

    Grato!
  • Leandro  21/03/2022 14:10
    No governo Dilma, a Petrobras foi obrigada a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados. 

    A empresa, que é estatal, teve de queimar seu patrimônio para manter esta política. Na prática, a empresa pagava para produzir.

    Obviamente, ela só fez isso porque era estatal. Nenhuma empresa normal poderia se dar a este luxo.

    Como consequência, o preço de suas ações, que havia chegado a R$ 44 em 2008, caiu para R$ 4 ao fim de 2015.

    No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 70 bilhões. E este prejuízo se deveu exclusivamente ao fato de ter sido obrigada a produzir com preços congelados. Petrolão e outras mutretas não entram na conta.

    A coisa foi tão escabrosa que até mesmo Lula veio a público reconhecer o erro, algo totalmente atípico:

    Governo se equivocou ao congelar preço gasolina, diz Lula

    Simultaneamente, em 2012, o governo também decidiu intervir no sistema elétrico. Por decreto, ele revogou os contratos das empresas de geração e transmissão de energia e fez novos contratos impondo tarifas menores. E controlou o preço de revenda das distribuidoras.

    A revogação dos contratos das empresas de geração e transmissão de energia obrigou as distribuidoras a recorrer ao mercado de curto prazo, onde a energia é bem mais cara. Consequentemente, as distribuidoras tinham de comprar caro e revender barato, porque o preço da revenda estava congelado pelo governo.

    Consequentemente, elas ficaram insolventes. E o Tesouro passou a socorrê-las com dinheiro de impostos. O rombo chegou a R$ 27 bilhões.

    Isso foi esticado até onde deu. No final, é claro, deu tudo errado.

    Em suma: a Petrobras, por ser estatal, teve de queimar seu patrimônio para manter a política. Ela importava todo o combustível necessário e vendia mais barato. Uma total insanidade. Algo a que apenas estatais geridas por irresponsáveis pode se dar ao luxo de fazer. E, ainda assim, apenas temporariamente. No fim, teve de reverter tudo e adotar a atual política citada no artigo acima. Não há mágica na economia.

    Já no setor elétrico, a coisa só foi mantida porque o Tesouro passou a subsidiar tudo (com nosso dinheiro de impostos). Dado que as receitas estavam muito menores que os custos (um inevitabilidade de um controle de preços), o Tesouro entrou em cena para equilibrar a equação repassando nossos impostos para estas empresas.

    Obviamente, também se trata de algo que pode durar apenas temporariamente. No fim, acabou o dinheiro para os repasses, o orçamento do governo passou a ter déficit primário, e as contas de luz subiram 80%.

    De novo, não há mágica em economia. Nenhum controle de preços passa impune. Muito menos aquele feito por estatais.
  • Neto  21/03/2022 14:12
    Detalhe: não existiam importadores privados. Não era liberado. Só passou a ser permitido exatamente a partir de 2015, quando a Petrobras, totalmente quebrada, não tinha mais caixa para continuar importando (e vendendo abaixo do preço de custo). E a Abicom só surgiu em 2017.

    Muito tempo atrás, Texaco e Esso importavam alguma coisa. Mas aí a Petrobras começou a congelar preços, e então estas saíram do mercado (foram compradas).

    Importadores privados só surgiram em 2015, quando a Petrobras teve de mudar sua política de preços, e só se estabeleceram em 2016, quando a Petrobras adotou o PPI. Criaram sua primeira associação em 2017, como mostrado acima.

    Veja este paper de janeiro de 2015:

    "Apesar de desregulados desde 2002, os preços da gasolina, diesel e GLP sofrem o controle indireto do governo. Como a União detém a maior parte das ações votantes da estatal e esta, por sua vez, representa quase 100% da capacidade de refino no país e da importação de derivados, a política de preços da estatal reflete aquela almejada pelo governo e acaba definindo os preços domesticamente.

    www.ie.ufrj.br/images/IE/PPGE/disserta%C3%A7%C3%B5es/2015/Patr%C3%ADcia%20Vargas.pdf

    E veja, por exemplo, esta reportagem de 2014 e note que não há menção nenhuma a importadores privados:

    g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/02/petrobras-gastara-140-mais-com-importacao-de-combustivel-ate-2020.html

    Por curiosidade, digitei no Google as palavras "empresas importadoras gasolina" (sem aspas) e restringi a busca até 31/12/2014.

    Nada.
  • Imperion  21/03/2022 17:35
    Resumindo, PTroubarás queimou seu patrimônio pra vender abaixo do preço de compra e assim subsidiar a gasolina. Queimando seu patrimônio, logo ela perderia todo ele. Toda produção de petróleo nacional começaria a cair num processo igual à petro venezuelana.

    O governo então depois dessa sabotagem toda injetaria dinheiro público na empresa condenando ainda mais suas próprias contas. Teria então desabastecimento, aumento de impostos e impressão de dinheiro no futuro. Com isso eles forçariam estatização da empresa de novo, roubando o dinheiro dos investidores privados, (forçando as acoes a zero, eles comprariam a preço de nada, ao custo do roubo do patrimônio).
  • Joaquin Teixeira  21/03/2022 14:19
    Milagres da ditadura Bozonaro:

    * Ambientalista chorando porque a gasolina ta cara

    * Vegano fiscalizando preço da carne

    * Drogado preocupado com agrotóxico e condenando Ivermectina

    * ONG incendiando floresta

    * Gordo de máscara pela saúde

    * Ateu na missa

    * Jornalista aplaudindo censura
  • anônimo  21/03/2022 16:03
    Dolar a 4.94 cadeu a barreira
    Dxy 98.2
  • anônimo  22/03/2022 04:37
    Olá,pessoal.Há alguns dias atrás estava discutindo com outros leitores desse site sobre a situação do Transporte público de Teresina.A impressão que dá é que resolveram piorar a situação só por que discutimos esse assunto aqui nos comentários.Hoje,21 de março de 2022,nenhum ônibus circulou na cidade de Teresina. NENHUM!Motoristas e cobradores iniciaram uma greve geral por tempo indeterminado por trabalharem em situação ANÁLOGA A ESCRAVIDÃO em ônibus já velhos e descartados de outros estados e receberem por mês,às vezes,100,200 ou no máximo 300 reais por mês no máximo. Praticamente um bolsa família por mês. Os motoristas e cobradores que ainda estão empregados nas empresas ainda dividem a miséria que recebem comprando ainda cestas básicas para ajudar os seus colegas de profissão que perderam seus empregos e PASSAM FOME por continuarem desempregados.E o prefeito da cidade?Dá para acreditar que ele fingiu ser bolsonarista e mentiu dizendo que defendia a economia em primeiro lugar só para se eleger?Ele adotou esse discurso para ganhar o voto dos protestantes e liberais na economia só por que foi ao segundo turno com um candidato do PSDB.A máscara caiu no primeiro mês de mandato.É a primeira vez que eu vejo um caso desse no Brasil:alguém fingir ser bolsonarista para fazer populismo barato de Direita.Sobre o transporte público,ele deu uma declaração em uma emissora de televisão local dizendo que não pode fazer nada sobre o assunto e ainda botou a culpa no antecessor dele,que inclusive veio a falecer há poucos meses.É isso mesmo:ele disse que não pode fazer NADA.Essa era uma boa hora pra aplicar as regras de livre mercado no sistema de transporte de Teresina. LIBERAÇÃO DO MERCADO DE TRANSPORTE DE TERESINA PARA ENTRADA DE INVESTIMENTOS URGENTE!
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  22/03/2022 17:53
    Uma situação dessas seria no mínimo, passível de rescisão contratual com essa empresa de transporte. Nova licitação deveria ser aberta para colocar outra(s) no lugar. Mas é quase certo que essa empresa é de alguma máfia que deu um agrado pro prefeito e seus secretários e eles não pode fazer nada sob risco de ameaça de morte.
  • rraphael  22/03/2022 19:04
    nao estou a par da situaçao em teresina, mas provavelmente é mais do mesmo:

    1) a prefeitura concede um roteiro para ser explorado

    2) é estabelecido um preço-base da passagem (as vezes tem o nome de tarifa-social)

    3) o preço estipulado fora da realidade (tarifa contratual + isençoes - como a de idosos e estudantes) nao gera caixa, a regra é o prejuizo

    4) a propria prefeitura entao repassa o restante do valor (dinheiro do contribuinte, ate mesmo os que nao usam o serviço) para cobrir os custos e os gastos com funcionarios

    5) os custos e gastos aumentam, as tarifas se mantem por força de contrato, as empresas sem caixa nao podem renovar / extender a frota e pagar funcionarios em dia

    6) maiores e mais frequentes repasses devem ser feitos apenas pra que a empresa continue oferecendo o serviço "social" (nessas horas ninguem quer trabalhar de graça né , nao tem sindicalista preocupado com "povo")

    7) a prefeitura atrasa repasses ou nao repassa / subsidia o suficiente, a frota continua caindo aos pedaços e os atrasos da folha de pagamento se prolongam

    8) greves aparecem, eventualmente os repasses sao feitos em carater de urgencia, um tempo depois a historia se repete



    links aleatorios sobre transporte / atrasos / repasses / greves (o google retorna mais de meio milhao de resultados com essas palavras-chave):

    "Apesar do aumento no valor das passagens, os donos das empresas que gerenciam o transporte coletivo querem que a Prefeitura mantenha o repasse mensal no valor anterior."

    oimparcial.com.br/noticias/2022/03/sao-luis-pode-ter-greve-total-dos-rodoviarios-nesta-quinta-feira-3/

    "Infelizmente, sem o reequilíbrio do contrato de concessão (Direito da Concessionária e Dever da Prefeitura), restamos impossibilitados de atender o pleito da classe trabalhadora."

    www.atribuna.com.br/cidades/cubatao/greve-dos-motoristas-de-cubatao-deixa-passageiros-a-pe-e-pontos-de-onibus-lotados-nesta-segunda

    "A prefeitura ficou de repassar R$ 21 milhões em subsídios de forma parcelada aos líderes dos consórcios. Inicialmente será pago R$ 10,5 mihões em três parcelas"

    cidadeverde.com/noticias/356559/prefeitura-pode-suspender-repasses-aos-consorcios-com-greve-dos-motoristas



    ate na barraquinha de churros da dona florinda se sabe que nao tem como dar certo ...
  • Eugenio  22/03/2022 14:40
    Sistema de preços = "democracia econômica"

    Tá certo?

    Pode se dizer também que a reciproca é verdadeira?

    Sistema de preços livre, bem entendido.
  • rraphael  22/03/2022 19:10
    fiquei curioso, defina "democracia economica"
  • Eugenio  22/03/2022 23:38
    ECONOCRACIA talvez MERCADOCRACIA?

    Foi tentativa de definir e evidenciar a força, o poder do mercado para determinar preços quase que automática.

    Se puser ou impuser preço errado a "força", o produto não sai.

    Ou esgota.

    "Sofri" isso muitas vezes .
  • Carlos Brodowski   23/03/2022 00:00
    "O mercado é uma grande democracia, onde cada centavo dá direito a um voto". - Ludwig von Mises
  • Edujatahy  23/03/2022 13:11
    "O mercado é uma grande democracia, onde cada centavo dá direito a um voto". - Ludwig von Mises

    Mises enxergou isso, mas falta um detalhe a ser adicionado nesta citação. Erroneamente muitos interpretam que isso significa que os mais ricos mandam em tudo, e isso não é verdade.
    De fato cada centavo dá direito a um voto, mas todos são limitados pela sua capacidade individual de consumo.
    Ou seja, mesmo Bill gates poder comer 1 BILHÃO de vezes mais arroz que eu, isso não significa que ele consiga tal feito. Desta forma o produtor de arroz não se ajusta ao gosto do Bill Gates, e sim ao gosto da maioria das pessoas que irão comprar seu arroz.
    O mercado é de fato a DEMOCRACIA DAS MASSAS. O Capitalismo direciona recursos escassos para ATENDER DE FATO A MAIORIA.
    é literalmente o contrário do estado/socialismo e afins.
  • Gustavo  23/03/2022 00:05
    "Os consumidores, ao optarem por comprar ou por se abster de comprar, estão elegendo aqueles empreendedores que eles, os consumidores, consideram ser os que mais bem satisfazem suas necessidades.

    Trata-se de um plebiscito que acontece diariamente. Os consumidores determinam quem permanece na ativa e quem vai à falência, quem deve gerenciar o capital e quem não deve, e quanto cada empreendedor deve lucrar. [...]

    A urna do mercado exalta aqueles que, no passado imediato, mais bem serviram aos consumidores. No entanto, a escolha não é inalterável e pode ser diariamente corrigida. Os eleitos que desapontarem o eleitorado são rapidamente rebaixados de posto.

    Cada voto concedido pelos consumidores acrescenta muito pouco à esfera de ação do eleito. Para ascender aos níveis mais altos do empreendedorismo, ele tem de receber um grande número de votos, repetidos continuamente durante um longo período de tempo, apresentando uma prolongada série de feitos bem-sucedidos. Ele tem de passar por um novo julgamento a cada dia, submetendo-se continuamente a uma reeleição, por assim dizer.""

    www.mises.org.br/article/1374/a-natureza-economica-dos-lucros-e-dos-prejuizos
  • anônimo  22/03/2022 20:53
    Eu tenho uma dúvida:se o sistema de preços livres for adotado no transporte em Teresina,para atrair investimentos no setor,a tarifa justa do transporte tende a aumentar o preço ou diminuir com a gradual melhora do sistema?O preço da tarifa atualmente são 4 reais.
  • Bernardo  23/03/2022 00:13
    O crucial é, antes de tudo, descobrir os reais preços de mercado - algo impossível de ocorrer em um setor monopolizado pelo estado e com controle de preços.

    Para isso, a prefeitura deve liberar perueiros e demais tipos de transporte até então chamados de "clandestinos" (isto é, não autorizados pelos burocratas pelo simples fato de não terem pago propina).

    É neste concorrência de livre mercado que surgirão os preços corretos.

    Ato contínuo, a prefeitura volta a licitar serviços de ônibus, que então terão mais informações sobre os "preços corretos" (e sempre haverá demanda por ônibus, pois sempre há aqueles que querem espaço e conforto, e que acreditam em transportes regulados por burocratas).
  • anônimo  23/03/2022 07:04
    Ele aumenta agora. Quem tomou prejuizo tem que ser pago, nao existe aumoco gratis.
    Só depois, caso se resolva os problemas( privatização total do sistema) os precos cairao.
  • Ex-microempresario  23/03/2022 12:38
    O sistema já começa profundamente errado quando impõe uma tarifa única. É o típico pensamento burocrata de "nós sabemos o que é melhor para o povo".

    Na prática, existe gente que quer pagar o mínimo possível, mesmo que ande de pé num ônibus lotado, e existe gente que quer um ônibus melhor, mesmo que pague mais caro. A primeira grande diferença de uma liberalização no sistema será justamente o surgimento de diversas opções na relação qualidade/preço.

    A tendência, claro, é o preço, de forma geral, cair.

    O grande problema é que as cidades são planejadas segundo os interesses das construtoras e das empresas de ônibus. Neste modelo, os ricos moram perto do centro e os pobres moram o mais longe possível. Aí o transporte fica mais caro, não têm como fazer milagre. É justamente a desculpa que as prefeituras precisam para controlar todo o sistema sob o pretexto de subsidiar a passagem dos mais pobres.
  • anônimo  24/03/2022 04:56
    Você acertou no alvo.Em Teresina realmente é o que acontece:os ricos além de morar nas áreas nobres da cidade,essas áreas ficam próximas ao centro da cidade. É impressionante como os mais pobres não percebem isso e nem o porquê que isso acontece.
  • Imperion  24/03/2022 16:43
    O nome disso é "processo de favelização". Burocracias que impedem o pobre de empreender, e a grande maioria não pode fazê-lo fora de algumas áreas. Então só os ricos podem pagar pra empreender nesses locais.

    Com isso os empregos e desenvolvimento ficam concentrados onde tem capitalismo e o pobre tem que morar onde é mais afastado, que é nas áreas onde há destruição econômica por não ter capitalismo.

    O pobre então não tem emprego e desenvolvimento onde mora, ficando dependente de transporte para as áreas que estão com economia e empregos. O abEstado então tenta consertar suas cagadas dando transporte de graça. E com isso mais estado, o que só piora o problema.

    O sistema não se paga, o estado promete o subsídio, fica com suas contas piores e interrompe os repasses mais a frente.

    O empresário do sistema que tem que oferecer no preço congelado toma prejuízo e começa a parar os salários. Mas como é do estado, não vai à falência. E quanto mais o tempo passa, pior fica.
  • anônimo  23/03/2022 01:54
    Após a fase intermediária feita pelos "clandestinos",após a suspensão das atividades das antigas enpresas prestadoras dos serviços ,seria uma solução melhor as novas empresas exploradoras do sistema serem permitidas a praticarem seus preços livremente?
  • Ex-microempresario  23/03/2022 14:49
    Sem dúvida nenhuma. Faça a seguinte comparação:

    É melhor que cada restaurante, pizzaria, churrascaria e lanchonete da cidade venda a comida que quiser pelo preço que quiser

    ou

    que todos sejam obrigados a servir um cardápio definido pelo governo, a preços tabelados pelo governo?

    Se você implantar o segundo modelo, muita gente vai passar fome, mas ainda assim muitos irão defender o sistema, garantindo que se houver liberdade de preços e de oferta "será pior para os pobres".

  • anônimo  23/03/2022 15:49
    E o dollynho vai a 4.86
  • Felipe  23/03/2022 19:24
    Está nos menores valores desde junho de 2020. Roberto Campos Neto é o novo Henrique Meirelles.

    Eu se fosse presidente do BCB, abriria uma conta no Twitter e faria tuítes educando sobre os benefícios de um real forte, além de explicar para leigos os benefícios de um real forte. Imagina, só usando o discurso, aí ninguém derruba o real.
  • Leandro  23/03/2022 20:25
    Em menos de seis meses, RCN foi de "discípulo do Tombini" a "professor do Volcker".

    Ótimo.

    Felizmente, eu estou "on the record" mostrando que havia mudado 180 graus minha posição em relação a ele, e isso quando o dólar ainda estava a R$ 5,70.
  • Imperion  23/03/2022 23:05
    E se ele for esperto, aparece em rede pública defendendo moeda forte. Pena que a queda do dólar demora pra ter efeito nos preços. E estando em ano eleitoral isso é ruim.
    Deviam ter elevado os juros a esse patamar ano passado.
  • Paulo  23/03/2022 23:37
    Pessoal, estou com algum soja para vender, e estou estudando a variação dos agregados monetários nas commodities, onde eu poderia montar um gráfico da variação do m1 e do soja em reais? Preciso ver se existe alguma relação
  • Trader  24/03/2022 02:37
    Não há muita correlação, pois a soja é uma commodity precificada em dólar no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólares, para todos os países do mundo. O Brasil não é formador de preços; ele é tomador de preços.
  • anônimo  25/03/2022 08:07
    Mais um capítulo na novela do transporte público de Teresina:um comentarista aqui do site pensava que era apenas uma empresa que prestava serviços de ônibus na cidade.Na verdade são 9 empresas quase falidas.Eram 13 mas já faliram 4.E agora essas empresas PRIVADAS,depois de montar um SINDICATO,o SETUT,está ameaçando processar a prefeitura de Teresina por supostos subsídios atrasados que a prefeitura as deve.Querem que a prefeitura pague milhões a cada uma delas.E esse montante de milhões, na verdade, chega a quase 1 Bilhão de Delas.É Claro que a prefeitura municipal de Teresina não tem esse dinheiro todo em caixa.E por motivos óbvios. Apesar de ser uma capital,não chega a ter 900 mil habitantes. É uma cidade de médio porte. Tudo isso porque está começando a circular uma ideia pela Câmara Municipal da cidade de acionar o MPF para intervir na situação da greve que está acontecendo. Um outro comentarista disse aqui que é bem provável que o prefeito da cidade está sendo ameaçado de morte.Ele quase acertou.Na verdade estão querendo matar a prefeitura mesmo,estrangulando-a financeiramente. E andam dizendo também,que se essa história de entrar na justiça para pedir idenização na justiça não for para frente,já se fala em decretação de falência de todas elas juntas,para se eximir,no futuro,se responsabilidades que forem acometidas pela atual situação do sistema. Estão querendo se aproveitar do caos para sugar dinheiro público descaradamente. Nem disfarçam mais. Estão piores que muitos políticos lá do congresso nacional.Enqua nto isso,Teresina já vai para 5 dias sem nenhum ônibus nas ruas.Sim pessoal,eu não estou exagerando. É 5 dias sem nenhum ônibus sair das garagens das 9 empresas.Imagine você depender de ônibus para se deslocar e passar 5 dias consecutivos sem poder ir à trabalho,escola ou outro compromisso. Essa é a situação da maioria da população de Teresina.
  • Bernardo  25/03/2022 13:56
    Não muda absolutamente nada do que foi dito. Aliás, só confirma. Houve controle de preços. E os controles de preços não só continuaram, como, pior ainda para os otários dos empresários que entraram nesta, a prefeitura não fez os repasses.

    Ou seja, desenhando:

    1) o serviço custa $100, as empresas vendem por $80, a prefeitura repassa $20. Esse era o acordo (segundo sua própria descrição).

    2) A prefeitura não repassou os $20. As empresas operaram com prejuízo. E pararam.

    É realmente simples assim.

    A solução? Permitir preços livres. Como fazer isso? Já explicado aqui.

    Entenda, de uma vez por todos: enquanto houver controle de preços, chance zero de a coisa funcionar. Se o controle de preços for aplicado a um monopólio protegido pelo estado, com este monopólio obrigado a fornecer serviços abaixo do custo, e com o repasse complementar não sendo feito pelo estado, então é chance sub-zero de funcionar.
    Economia não é mágica e não permite desaforos. Tampouco funciona à base de indignação e vitimismo.
  • Ex-microempresario  25/03/2022 14:08
    Nenhum empresário quer "matar a prefeitura", porque a prefeitura é sua galinha dos ovos de ouro. Em qualquer cidade do país empresas de ônibus e prefeitura vivem juntinhos como namorados. Só às vezes, quando muda o prefeito e sai uma briga, é que a "relação" sofre um baque. Aí as partes precisam "discutir a relação", que é o que eles estão fazendo agora. Já viu briga de namorados? É assim mesmo, com gritos, choro, acusações absurdas, chantagem emocional. Mas é só esperar que tudo se ajeita (para eles, é claro).

    Quanto a dizer que os empresários "estão piores que muitos políticos", eles não são nem piores nem melhores, são apenas o outro lado da moeda. Este tipo de empresário não existiria sem os políticos, e os políticos não existiriam sem esses empresários. O problema é o modelo. Enquanto o Brasil não sair do mercantilismo e do capitalismo de compadres, vai ser assim.
  • anônimo  25/03/2022 22:30
    O problema é pior do pensa.Na verdade o prefeito diz que o problema não é com ele e sim entre os empresários e seus empregados. Está fugindo do problema. Não quer discutir a "relação".É isso que os donos das empresas estão se queixando,por quem tem que resolver esse problema é a prefeitura e não seus funcionários. E Além disso quando ele não ajuda, ainda atrapalha. Ele falou que a situação do sistema de transporte de Teresina é que nem um câncer em fase terminal:é impossível de se resolver.Pior comparação ele não poderia ter feito,pois não existe nada impossível de se resolver quando se trata de economia e mercado. E o vice-prefeito disse em declaração a uma emissora de televisão local que ele não tem que resolver esse problema pois não precisa andar de ônibus. Essa declaração parece muito com um comentário acima falando de vitimismo.Falaram a mesma coisa com palavras diferentes.
  • Bluepil  26/03/2022 02:35
    "O problema é pior do pensa.Na verdade o prefeito diz que o problema não é com ele e sim entre os empresários e seus empregados. Está fugindo do problema. Não quer discutir a "relação"."

    Ora, uma crise dessa não pode possivelmente ser simplesmente ignorada, ou ele dá seus pulos e soluciona esse problema de uma forma ou de outra, ou seu cargo estará em risco.

    Na pior das hipóteses, no caso de absolutamente nada for feito em um prolongando tempo, poderia haver até alguma rebelião local, já que algo tão "importante" para os pobres como o transporte público não é algo com que se brinca, já que o setor inteiro é fechado para algumas poucas empresas subsidiárias que tem de obedecer as normas estabelecidas pelo Estado e depender desta mesma para comprir suas normas.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  26/03/2022 08:31
    Tudo previsível. Muitas dessas empresas de transporte público ou são de propriedades de políticos e parentes deles, ou mais atualmente, de organizações criminosas que as usam para lavagem de dinheiro(pro povo ver que não é necessário bingos, casas de jogo nem criptomoedas para isso. Qualquer coisa serve). Em ambos os casos, nenhuma das partes se satisfaz com pouco, geralmente quem entra pra política ou crime o faz buscando ganhar muito dinheiro e muito rapidamente.

    Além disso, esse problema é reflexo também da pandemia e do "pare tudo que o mundo acabou" decretado por prefeitos e governadores. Várias dessas empresas faliram e muitas cidades até agora não voltarem a ser atendidas com transporte coletivo em suficiência. E agora com a guerra entre Ucrânia e Rússia e os combustíveis aumentando de preço, não dava pra esperar outra coisa.
  • rraphael  25/03/2022 18:36
    "Imagine você depender de ônibus para se deslocar e passar 5 dias consecutivos sem poder ir à trabalho,escola ou outro compromisso."

    sei bem como é, por muitos anos dependi de TRANSPORTE PUBLICO.

    e sabe o que é "melhor"? quando aparece um serviço alternativo de mobilidade como o uber o estado logo corre pra estrangular tambem

    mas claro, transporte publico, saude publica, educaçao publica, segurança publica se nao funciona é tudo culpa do capitalismo , dos empresarios , da xuxa e do patati-patata ... menos de quem inventou a porcaria toda
  • Felipe  25/03/2022 12:20
    Depois de alguns meses de juros reais negativos, o Brasil volta a ter juros reais positivos.

    O país é o único emergente que está com juros positivos, além da Rússia e da China (embora os dados de índice de preços chineses sejam obscuros). Quem mais se aproxima dos juros positivos é o México (que ainda está com taxas negativas).
  • Leandro  25/03/2022 17:02
    No acumulado dos últimos 12 meses ainda está bastante negativo. Mas já esteve (muito) pior.

    ibb.co/py0XKs4

    E vai melhorar rapidamente.
  • Alexandre  25/03/2022 19:46
    APOLOGIA À PASSIVIDADE.

    Abordar este tema pela lei da oferta e da demanda é trivial e creio que não contemple todas as variáveis envolvidas de natureza econômica, geopolítica e de planejamento interno e estratégico de cada Estado (nação) . Fosse assim, exclusivamente dependente do sistema de oferta mundial vs demanda mundial, os combustíveis deveriam custar o mesmo preço no mundo todo. E não custam. Este artigo ignorou que existe "oportunismos" e "especulações" no mundo e que muita gente se aproveita dessas coisas para ganharem muito dinheiro nestes momentos. A Europa aí agora, manipulada como sempre pelo Tio San, vai pagar mais caro por um gás que vem do outro lado do atlantico, e abrir mão do gas canalizado que vinha do seu quintal - tudo porque foram pirraçar um urso com vara curta a troco de nada, manipulados por quem financia e causa as guerras no mundo. A china por sua vez vai pagar mais barato por um gas, sumariamente rejeitado pelos europeus, ganhando enorme competitividade produtiva contra as industrias europeias. Como explicar isto pela lei da oferta e da demanda? Impossível.


    "Trata-se de apenas mais um pavoroso exemplo prático de como as pessoas simplesmente não aceitam o funcionamento do sistema de preços. Ao que tudo indica, elas acreditam que preços devem ser determinados de acordo com afetações de indignação e efusões de emoção, e não com base na oferta e demanda."

    A revolta ocorre porque o coletivo sabe que quando a bomba estoura, o Estado sempre tende a jogar para cima do povo que tem que arcar, esvaziando ainda mais os bolsos dos trabalhadores e que fatalmente terao de abrir mão de direitos e prazeres, com a falta de planejamento estratégico do próprio Estado.

    Reclamar (com razão ou sem razão) é o que pressiona a massa de políticos e empresas e se mexerem, se ajustarem, se readequarem no que é possível, com vistas a diluir o impacto para a coletividade. As "afetações de indignação" (com razão ou sem razão) é o que freia a transferência dos impactos para a massa de pessoas que no fundo são o coração pulsante da sociedade. Em matéria de dignidade é mais digno que colocar conhecimentos teóricos (reducionistas, ja que a situação é plural), acima de tudo - nem que para isto tenha que aprender a conviver com a tocha entrando naquele lugar! É o mesmo que dizer que uma sequestrada deve amar o seu sequestrador porque ele tem distúrbios mentais e tudo que ele faz é pq tem de ser desta forma.

    Ora, não estamos falando aqui num mero aumento de feijão por causa de uma seca ou de excesso de chuvas. Feijão que pode ser substituído por lentilha ou qualquer outra leguminosa reequilibrando a razão demanda vs oferta. Estamos falando em combustíveis, um insumo que implica em aumentos em toda a cadeia de produção. Que implica em redução do nível de vida. Estamos falando aqui, em uma situação que literalmente poderá inviabilizar negócios. Tudo isto após uma grande recessão ocasionada pela pandemia. Um problema onde o aumento de produção é complexo, lento e onde as alternativas são complexa. Ora, se não se pode reclamar num contexto desses, podera-se-á reclamar quando? Nunca, à opinião do autor do artigo.

    É notório, que do ponto de vista da segurança nacional o mercado de petróleo no Brasil não é bem ordenado e sendo o Brasil uma economia fraca, deveria ser mais autosuficiente nos processos produtivos de muitas coisas que não é, principalmente petroleo para não expor o seu povo, ja sofrido, à oscilações externas. Ora, um aumento de um dolar no litro de gasolina nos estados unidos pesa menos pro americano que o aumento de um real para o brasileiro. O Brasil deveria entender isso e agir com vistas a proteger um pouco mais o seu cidadão. Ao contrario, igual o petroleo a uma comodite e o que acontecer lá fora para cidadãos com melhor poder aquisitivo, deve acontecer aqui tambem para cidadão mais pobres e fragilizados. Ora, isto é um aburdo ou não é? É.

    "ah, mas se não for assim o investidor extrerno vai embora e a produção cairá" ...

    q vá. Sem dificuldade as pessoas não se adaptam. Muito menos um país.

    O Brasil vende petroleo para comprar petroleo. Dizem que é por causa do subtipo, onde o petróleo brasileiro não possibilitaria contemplar toda necessidade de petro-derivados necessário. Mas é sabido também que com a exploração integral do pre-sal o Brasil seria independente na produção de petroleo no contexto da variabilidade. Ora, se o petroleo está lá, é nosso, porque demora-se anos para poder pegar ele e utilizar? A quem interessa deixar isto lá em baixo da terra e ficar trazendo isto da arabia? da russia? É no mínimo meio estranho isso daí.

    Ora, e ainda que fossemos totalmente autosuficentes em quantidade e qualidade de petroleo, qual o sentido de vender para comprar? Apenas para conceder lucros à parte privada da petrobras. Ora, mas será que os milhoes de brasileiros - socios por definição da parte estatal da petrobras - concordam em pagar mais caro para que 49% de acionistas tenham lucros e eles prejuizos? Será que este povo não considera que depois de ter visto a empresa ser saqueada e de te-la sustentado na crises não se sente mais mereceder de alguma consideração da empresa? Será que este mesmo povo não esta disposto a re-comprar tais ações da parte privada para que o petroleo possa ficar apenas no Brasil? - ao menos enquanto não houver produção excedente. Porque não tem sentido vender petroleo para fora e encarecer o produto pro brasileiro que tem uma renda média muito ja muito baixa.



    "E, de fato, o preço do barril de petróleo subiu 40% só neste ano de 2022. Nos EUA, o preço da gasolina bateu recorde histórico absoluto. Na Europa também. Não tinha como ser diferente."

    E em todos os lugares as pessoas reclamam. Pq é assim que é natural. Volto a dizer, com razão ou sem razão, tem que reclamar. Talvez este tipo de reclamação faça estes políticos deixarem de colocar um país (ucrania) àcima dos interesses do resto do mundo. ... Ao contrario, estudar teoria e deixar a tocha entrar pq a teoria diz que ela tem que entrar sem você reclamar, é que não mudará muita coisa. A passividade, ainda que com algum nível de razão, nunca mudou nada no mundo, e não será agora que irá mudar.
  • Garcia  26/03/2022 01:59
    Você fez o seu esperneio. Beleza. Afetou indignação. Ok, é do jogo. Incorreu no vitimismo e no coitadismo de praxe. É o esperado.

    Só não apresentou o mais importante: uma solução.

    A oferta mundial de petróleo caiu. O preço subiu. Para todo o planeta. O Brasil importa petróleo. O Brasil, como qualquer outro país, tem de pagar mais caro pelo petróleo.

    Ponto.

    E aí? Qual a sua solução?

    Os combustíveis estão caros no mundo inteiro. Nos EUA, que sempre foram um país de gasolina barata, os preços bateram recorde histórico.

    E aí? O que você sugere fazer? Como o Brasil escapa dessa?

    Repetindo: o Brasil importa gasolina. Mais da metade do que consumimos é importada. Não tem choro. Esta é a realidade. Poderíamos até ser autossuficientes se a refinaria Abreu e Lima estivesse concluída. Mas o PT desviou o dinheiro. Ok, acontece.

    E aí? Qual a sua solução?

    Dispenso vitimismos e coitadismos. Dispenso também afetações de indignação (isso eu também sei fazer). Quero soluções.

    Você, por exemplo, aceita pedir aos governos estaduais para cortar o ICMS? Se não, por que não?
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  26/03/2022 07:16
    "Abordar este tema pela lei da oferta e da demanda é trivial e creio que não contemple todas as variáveis envolvidas de natureza econômica, geopolítica e de planejamento interno e estratégicode cada Estado(nação). Fosse assim, exclusivamente dependente do sistema de oferta mundial vs demanda mundial, os combustíveis deveriam custar o mesmo preço no mundo todo. E não custam."

    Nem precisaria continuar depois dessa sentença. Políticos e seus asseclas resolveram bangunçar tudo de novo. Truco!
  • Ex-microempresario  26/03/2022 16:28
    os combustíveis deveriam custar o mesmo preço no mundo todo
    Na verdade, o preço-base é mais ou menos o mesmo no mundo todo. O que varia é a quantidade de impostos que cada país coloca em cima desse preço.

    Como explicar isto pela lei da oferta e da demanda? Impossível.
    A lei da oferta e demanda explica tudo isso direitinho, a não ser para quem "não gosta" dessa lei e acha que os políticos deveriam revogá-la.

    sendo o Brasil uma economia fraca, deveria ser mais autosuficiente nos processos produtivos de muitas coisas
    Países com economia fraca não podem se dar ao luxo de ser auto-suficientes. Isso é coisa de país rico. Países pobres precisam descobrir algo no qual sejam competentes, se especializar nisso e comprar o restante do exterior (a Nova Zelândia produz carneiros, e compra carros do Japão).

    O Brasil vende petroleo para comprar petroleo.
    E qual o problema?

    qual o sentido de vender para comprar?
    Você sabe criar carneiro, mas não sabe fabricar carro. Você cria carneiros, vende e com o dinheiro compra um carro. Chama-se comércio. É bom.

    Será que este mesmo povo não esta disposto a re-comprar tais ações da parte privada
    "povo" é "parte privada". "governo" é "parte estatal". "povo" comprar da "parte privada" não faz sentido nenhum.

    Porque não tem sentido vender petroleo para fora e encarecer o produto pro brasileiro
    A Petrobrás vende petróleo mais caro do que compra.
  • Trader  26/03/2022 17:02
    Exato, o preço do petróleo e da gasolina é o mesmo em todo o mundo. Em dólares.

    Cabe a cada país cuidar de sua moeda, para que o preço na moeda nacional não seja alto. Logo, aventuras keynesinas e ultra-keynesianas (como juros reais negativos, Teoria Monetária Moderna e expansão monetária de dois dígitos) devem ser proibidas.

    Igualmente, governos estaduais devem ser proibidos de cobrar altos impostos sobre combustíveis.

    Faça essas duas coisas e nunca mais tenha gasolina cara.
  • anônimo  26/03/2022 03:49
    E vamos para 6 dias sem ônibus sem Teresina.Enquanto a população é prejudicada,agora os motoristas e cobradores que estão de greve estão tendo que ouvir de seus patrões o seguinte:querem dinheiro?Então peçam demissão.Falam isso por causa dos encargos trabalhistas que os funcionários recebem por pedirem demissão por conta própria.Situação mais humilhante para um Trabalhador do que essa desconheço. Esse é um tipo de assunto que realmente valeria a pena ser noticiado e debatido na grande mídia.Inclusive aproveito para perguntar:Se a situação que Teresina vive hoje,fosse vivenciada por uma das grandes metrópoles onde ficam localizadas grande parte das grandes mídias,como São Paulo ou Rio de Janeiro,quais seriam as consequências?
  • Bernardo  26/03/2022 14:11
    E nada de liberarem os preços e o mercado? Por que a população de Teresina não se revolta contra esse monopólio protegido pelo estado?

    Ao menos entenderam agora, na prática, o que faz um controle de preços: os preços até são baixos, o único probleminha é que não há serviços ofertados a tais valores.
  • Lucas  26/03/2022 23:53
    De acordo com Boris Feldman, reduzir impostos sobre os combustíveis provoca inflação:

    -----
    Combustíveis: caros para brasileiro por falta de planejamento do governo

    (...)

    É fácil interferir nos impostos para baixar o preço do combustível na bomba. Porém, a redução destes tributos significa menor arrecadação aos cofres públicos, que deve ser compensada pelo governo aumentando outros impostos ou tomando emprestado no mercado financeiro, o que provoca inflação que será sentida principalmente no bolso do pobre.

    (...)

    Nossos governantes jamais estabeleceram um planejamento para tornar nossa matriz energética minimamente dependente do petróleo. Só decisões para apagar incêndios, medidas corretivas e pontuais.

    Se reduz o imposto sobre todos os combustíveis, provoca inflação que pesa principalmente no bolso do pobre. Se reduz só o diesel, alivia a conta dos donos de luxuosos suves às custas de quem abastece com gasolina sua Brasília amarela.

    (...)

    autoentusiastas.com.br/2022/03/combustiveis-caros-para-brasileiro-pela-falta-de-planejamento-do-governo/
    -----
  • Carlos Alberto  27/03/2022 14:35
    Entenderam a encrenca? Quando a suposta "classe bem pensante" pensa assim, as chances para o país são muito baixas.
  • Ricardo  27/03/2022 14:39
    Isso é puro partidarismo político. Se o presidente fosse outro (um mais "limpinho"), e ele defendesse redução de impostos, a imprensa estaria se derramando de amores e se derretendo em elogios.

    Mas como é o Bozo, e como a imprensa sabe que uma eventual redução de impostos faria bem para sua popularidade, a imprensa critica e passa a defender impostos com o bizarro argumento de que menos impostos são péssimos para os mais pobres.

    Hospício.
  • Felipe  27/03/2022 15:08
    Não sei o posicionamento político dele, mas anti-Bolsonaro eu acho que ele não é.

    A única coisa que poderia criar inflação, como ele está dizendo, é se essas reduções de impostos provocarem um maior déficit fiscal. Talvez ele esteja se referindo àquela porcaria de dispositivo da LRF que restringe reduções de impostos? Porque tem um pedaço que fala que, em certos impostos, se forem reduzidos, precisam ter uma compensação orçamentária (via compensação tributária ou corte de gastos) e a gente sabe que na maioria dos casos, o aumento de impostos é que acaba sendo o caso.

    A LRF tem coisas boas, mas essa restrição é burra. Basta comparar com os governos estaduais americanos. Muitos deles já reduziram impostos nos últimos anos, para incentivar a recuperação pós-pandemia (e trancamento).

    Li toda a coluna dele e não está de toda errada. Ou eu realmente entendi algo errado.
  • Lucas  28/03/2022 00:07
    Não sei o posicionamento político dele, mas anti-Bolsonaro eu acho que ele não é.

    (...)

    Li toda a coluna dele e não está de toda errada. Ou eu realmente entendi algo errado.


    O Bóris não é "anti" ou "pró" esse ou aquele político. Ele é simplesmente estatista. Defende o estado controlando tudo, defende que tudo seja regulado e regulamentado. Na própria coluna está lá, logo no título, que "faltou planejamento" do governo. O posicionamento do Bóris é esse. Ele quer um governo planejando tudo, de preferência "um planejamento bem estruturado".

    Realmente ele até que não disse tanta bobagem na coluna. Corretamente criticou a intervenção da Dilma na Petrobras. Mas mencionou que uma das consequências da Dilma deixar de seguir a paridade de preços foi fazer os acionistas "perderem uma grana". Será que ele - como vários outros "especialistas" - pensa que a paridade de preços é só para agradar os acionistas?

    Corretamente criticou a esdrúxula legislação sobre veículos diesel. Mas, implicitamente, defendeu mais restrições ainda sobre quais veículos poderiam utilizar esse tipo de motor.

    Corretamente afirmou que cortar impostos sem cortar gastos gera déficit nas contas públicas. Mas erroneamente associou corte de impostos a inflação. Não, o que provoca inflação é governos tentarem "solucionar" o déficit imprimindo dinheiro e se endividando, em vez de cortarem custos.

    Espertamente, ele evitou propor uma solução diretamente, para evitar que o acusem de fazer o que critica, que é propor soluções fáceis. Mas, nas entrelinhas ele propõe uma solução para o alto preço dos combustíveis: planejamento do governo para, por exemplo, buscar meios de produzir combustíveis alternativos à gasolina e ao diesel.

    Resumindo, para ele, o culpado por todos os males é o governo e a solução é... mais governo!
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  27/03/2022 15:07
    Curioso é o povo. Contradiz-se o tempo todo e parece nunca se dar conta disso. Em uma sentença admite o quão tapados são os governantes por não saberem planejar e fazer coisa alguma a contento. Na outra, rogam e esperam dos mesmos soluções inteligentes. E quase nunca aparecem com alguma proposta.

    O Bóris em momento algum cogitou que o governo reduzisse seus gastos para compensar a menor arrecadação (só constatou que ele deveria aumentar outros tributos ou fazer empréstimos), não sugeriu alguma diversificação para substituir ou concorrer com os veículos à gasolina e diesel(que já existem). Ele quer porque quer que a gasolina seja barata de qualquer jeito, quer porque quer que não exista aumento de preços e quer porque quer que os políticos resolvam tudo isso e pronto. Brasileiro médio parece nascer com um chip em curto no cérebro.
  • YURI SAO CARLENSE  28/03/2022 17:16
    Essa é preocupação que estou tendo.

    Esssa reduções de impostos precisariam ser acompanhandas de redução de gastos para evitar aumento de deficit.

    Como os gastos não foram eliminados , só mudará a forma como o governo sugará recursos da sociedade. Como menos impostos e gastos inalterados, essa drenagem de recursos se dará por meio de empréstimos do setor privado ao estado (para financiar financiar o deficit).

    Muitas acreditam na ideia da curva de Laffer, crendo que essa redução de impostos poderia levar uma maior arrecadação. Mas acho difícil acreditar nessa tese.

    Por fim, alguns também acreditam que redução de impostos forçaria o estado a fazer um corte/redução de gastos para equilílbrio do orçamento. Também acho essa tese improvável. Na democracia impera a visão de curto prazo: a maioria do executivo e do congresso irá preferir gastar hoje e colher os benefícios políticos disso(uma reeleição) e jogar a o problema da dívida pública para os próximos mandatos.


    Leandro, como você enxerga essa redução de impostos sem corte e gastos? Positiva no presente mas preocupante a longo prazo?
  • Leandro  28/03/2022 17:36
    Positiva. E sem "mas" e "poréns".

    Como já repetidas vezes explicado aqui, o grande problema de um governo (qualquer governo) são os seus gastos. A destruição econômica vem dos gastos do governo.

    Carga tributária, endividamento e inflação monetária são meras consequências desta depredação suprema, que são os gastos do governo.

    Se o governo reduz imposto, então ele está tirando um obstáculo que nem sequer deveria existir. Isso tem de ser comemorado.

    E com um "agravante positivo": estando privado de receitas, o governo, no mínimo, será mais parcimonioso no futuro com seus gastos. Aumentos desbragados para o funcionalismo e subsídios para empresários favoritos não poderão ocorrer.

    E o fato de o BC agora ser independente por lei, e com metas decrescentes de inflação a cumprir (se o burocrata descumpri-las seguidamente será demitido), reduz ainda mais o espaço para impressões monetárias financiarem os gastos.

    Sempre que o assaltante lhe der uma opção melhor, aceite.
  • Felipe  28/03/2022 20:30
    O Banxico tem autonomia desde abril de 1994 e até agora, apesar de algumas trapalhadas do AMLO (como na que ele falou que iriam aumentar os juros em 0,5 ponto percentual, horas antes de o Banxico anunciar a medida), essa autonomia está aí sendo cumprida à risca.

    De curiosidade, eis uma recente notícia de Julio Velarde (presidente do banco central peruano). Déficit lá no Peru voltou a ficar baixo, em - 2,8 % do PIB.

    O banco central mais independente hoje talvez seja o de Singapura, porque lá é uma cidade-estado onde não há espaço para aventuras mercantilistas e nem fiscais.
  • Alexandre  29/03/2022 12:45
    Garcia 26/03/2022 01:59

    "Você fez o seu esperneio. Beleza. Afetou indignação. Ok, é do jogo. Incorreu no vitimismo e no coitadismo de praxe. É o esperado."
    R -Ainda bem q vc entendeu q, independentemente de mérito, esse tipo de coisa faz parte do jogo. E se não garante solução, ao menos pressiona os gestores a encontrar.


    "Só não apresentou o mais importante: uma solução."
    R- Nem me propus a tal. Igualmente, dizer q algo sobe de preço pq sua oferta caiu tbm não oferta qq solução. A diferença é o nível de percepção a cerca de uma dinâmica q é plural e q sabe-se lá por qual razão foi vendida no artigo como uma simples relação exclusiva de oferta vs demanda

    "A oferta mundial de petróleo caiu. O preço subiu. Para todo o planeta. O Brasil importa petróleo. O Brasil, como qualquer outro país, tem de pagar mais caro pelo petróleo."
    R - A oferta do petróleo cai todo dia pq a humanidade gasta mais rápido do q a natureza cria. Vc se referiu, eu imagino, a oferta de petróleo a venda. Bom, isso ocorre pq enquanto ESTADO aceitamos a posição de subalternos e daí temos de acatar decisões de países q tem pode de deliberar sobre as nossas demais relações comerciais.

    Ponto. E aí? Qual a sua solução?
    R - Comprar o petróleo e o gás diretamente da Rússia. Coloca o petroleiro pra sair daqui vazio chega lá, carrega e trás. Deveria ser simples. Só não é pq o governo inerte e o povo q só pensa em idiotice não compreendem conceitos de segurança nacional q nos permitiram não ter de baixar a cabeça para decisão de presidente americano.

    " Os combustíveis estão caros no mundo inteiro. Nos EUA, que sempre foram um país de gasolina barata, os preços bateram recorde histórico.

    E aí? O que você sugere fazer? Como o Brasil escapa dessa?"

    R - Os Estados Unidos decidiram não comprar mais petróleo da Rússia. É justo q eles paguem por tal decisão. O Brasil não decidiu isso. Decidiram pelo Brasil. Vc enquanto brasikeiro nao se sente diminuído por esse tipo de coisa não? Vc acha q é "normal" uma juventude ficar lacrado, dancando e fumando maconha num cenário de completo subjugar de países do hemisfério norte para conosco. Entendamos, o "subiu" lá é menos pior do que o "subiu" aqui. Em resumo, nossa falta de planejamento estratégico e nacionalismos nos dá prejuizos sistemáticos.

    "Repetindo: o Brasil importa gasolina. Mais da metade do que consumimos é importada. Não tem choro. Esta é a realidade. Poderíamos até ser autossuficientes se a refinaria Abreu e Lima estivesse concluída. Mas o PT desviou o dinheiro. Ok, acontece.

    E aí? Qual a sua solução?"

    R - A mencionada refinaria qdo de sua aprovação estava orçada em 4 bi de reais. Até pouco tempo atrás já haviam gasto 30 bi e ainda não estava terminada. ... Ora, é mais u,a faceta da falta de amor próprio do Brasil para consigo mesmo. Um reflexo de deixar gente medíocre jogar o jogo.


    "Dispenso vitimismos e coitadismos. Dispenso também afetações de indignação (isso eu também sei fazer). Quero soluções."
    R - Eu dispenso mais ou menos. O q sei é q vitimismo em país q pobre decide eleição funciona alguma coisa. Agora, aceitar determinismos especulativos é q não muda nada mesmo. A solução é o q eu te falei. Precisamos de uma mudança de mentalidade no país. É preciso entender q se somos um país em desenvolvimento e devido a isso não podemos ter 20 ou 30% de desocupados. Um país em desenvolvimento do tamanho do brasil tem demandas de tal ordem q deveria importar mão de obra e não ter um exército de desocupados. Isso nasce do pensamento de q esta integrado ao mundo e q não se precisa fazer nada aqui pq tudo q o agro conquista pagará pelas nossas necessidades. Ou muda o pensamento ou contaremos a ser um quilombo de dignidade para o "mundo livre" q adora escravizar os outros.

    "Você, por exemplo, aceita pedir aos governos estaduais para cortar o ICMS? Se não, por que não?"
    R - Tudo q desregulamente e desinere, estamos juntos.
  • Garcia  29/03/2022 14:37
    "Comprar o petróleo e o gás diretamente da Rússia. Coloca o petroleiro pra sair daqui vazio chega lá, carrega e trás. Deveria ser simples. Só não é pq o governo inerte e o povo q só pensa em idiotice não compreendem conceitos de segurança nacional q nos permitiram não ter de baixar a cabeça para decisão de presidente americano."

    Como eu disse, nada sabe sobre economia.

    1) Quanto tempo dura uma viagem de ida e volta para Rússia?

    2) Um navio tanqueiro consegue trazer combustível para quantos dias de consumo?

    3) Por que a Rússia venderia para o Brasil a um preço menor que o praticado pelo mercado de commodities? Se o mercado de commodities precifica o barril de petróleo a $100, por que a Rússia venderia para o Brasil a $90 se ela pode vender para a China a $100?

    A relação comercial entre Rússia e Brasil continua normal (como pode ser visto pela venda de fertilizantes).

    Conselho: pare de acreditar que é só você que entende o mundo e que tem todas as soluções para ele.
  • Ex-microempresario  29/03/2022 19:42
    Alexandre, esse negócio de "soberania" e "segurança nacional" é tão século 19...

    Para não ser repetitivo e falar em Cuba e Coréia do Norte, vou dar um exemplo mais "primeiro mundo": Espanha. Quando terminou a guerra civil, em 1939, o Franco decretou que o país deveria ser auto-suficiente, e ter orgulho de "não depender de outros". O resultado foram quinze anos de miséria. Por volta de 1955 perceberam que não dava certo, se abriram ao comércio mundial e começaram a recuperar o tempo perdido. Olhando a história dá para perceber facilmente a diferença entre ser fechado ao comércio e ser aberto ao comércio (no mesmo país, com o mesmo governo).

    Como o Garcia já explicou, nosso problema não tem nada a ver com "mandar um navio buscar petróleo da Rússia". Tem a ver com nossa moeda, nossos impostos, nossos custos e com o fato de que combustíveis são commodities cujo preço é igual no mundo inteiro. A Dilma tentou negar isso e vimos no que deu.

    Por último, conheço um monte de gente que diz que "Precisamos de uma mudança de mentalidade no país", e cada um tem certeza que a mentalidade certa a ser adotada é a sua. Eu acho mais importante tentar entender os conceitos básicos que regem o mundo, para não acabar achando que dá para revogar as leis da economia (ou a lei da gravidade) com "mudança de mentalidade" e "vontade política".
  • Vladimir  29/03/2022 20:31
    "conheço um monte de gente que diz que "Precisamos de uma mudança de mentalidade no país", e cada um tem certeza que a mentalidade certa a ser adotada é a sua. Eu acho mais importante tentar entender os conceitos básicos que regem o mundo, para não acabar achando que dá para revogar as leis da economia (ou a lei da gravidade) com "mudança de mentalidade" e "vontade política".""

    Rapaz, uma das frases mais perfeitas e irretocáveis que já vi aqui. Muitos parabéns pela argúcia e pela capacidade de síntese.
  • Alexandre  30/03/2022 18:44
    Ex-microempresario

    Não acho que o exemplo da espanha seja salutar porque existem diferenças geograficas importantes mas não vou me ater a este ponto.

    Digo que uma coisa não exclui a outra. Digo que podemos produzir soja e milho e algodao com maquinario americano, fertilizantes russos e marroquinos para comprar iphone produzido na china, sem problema algum. Assim deve ser enquanto não puder ser diferente. Mas neste interim de tempo temos de fortalecer a formação de uma indústria nacional para produzir mais fertilizantes e gerar estes empregos que são gerados na russia e no marrocos, aqui. Isto não significa deixar de comprar na russia, significa poder ter uma independencia maior e uma defesa melhor contra ocilações geopoliticas as quais deveriamos estar alheios.

    Digo que nossa industria de tecnoligia deve ser revisada, estimulada, desburocratizada. Para tal as pessoas tem de receber educaçao tecnologica adequada. O ensino do ingles deve ser norma. Se um dia os estados unidos disserem que o Brasil vai receber uma sanção, aí poderemos ficar até sem iphone, mas não ficaremos sem celular.

    A segurança faz parte do individuo. Como faz parte do país. Você gasta dinheiro para ter um seguro no seu carro, na sua moto. Paga por segurança no condominio. Como pode achar normal ter seu país exposto a sazonalidades? E isto não tem nada haver com economia. Tampouco tem haver com lutar contra as regras basicas do mercado ou as leis economicas. isto se trata de auto-responsabilidade, de auto-proteção. Isto é o básico da vida. Chama-se Precaução.

    Os estados unidos são os paises que mais importam no mundo mas por um motivo diferente do que por exemplo, o Brasil importa. Lá eles não tem mão de obra para dar conta das demandas de consumo do país. Os caras tem por exemplo 22 milhoes de caminhoes e cerca de 18 milhoes de caminhoneiros. Aqui no Brasil é diferente, com 4 milhoes de caminhoes vc ve caminhoneiro desempregado, vc ve produtor querendo fazer um transporte e não achar caminhao nem caminhoneiro... É uma coisa até dificil de entender. Aqui se importa não é pq não tem mao de obra para produzir, é pq existe um arranjo estatal e cultural que desprestigia as potencialidades e se limita a se contentar em produzir bens muito basicos para comprar bens especializados nem que isto implique em empregos ruins, renda rum, sazonalidades diversas, instabilidades de preços, etc.

    Vejam por exemplo os Emirados Arabes Unidos, tem 95% de sua matriz energetica ligado ao petroleo. Vivem muito bem obrigado apenas com isto. Mas sabem que a industria do petroleo vai acabar, praticamente estão por concluir uma estruturação do país com finalidade de se sutentarem com o turismo de negocios e de laser. Não produzem 1 kg de feijão, mas tudo que vão fazer tem de importar mao de obra porque a população local é altamente ocupada com um processo de seguridade do futuro da nação, caucaso em visão estrategica e segurança nacional. Aqui, em Banania, com todos os recurso naturais que se tem, se abre mão da industria de transformação, para virar um mero vendedor de minerios, e de alimentos. Nossa juventude não sabe falar direito o portugues, não sabe interpretar textos, e se acham os mais felizes do mundo por rebolarem igual um cadela no sio numa rede socinal com uma platei de outros tantos idiotas.

    O brasil vai mais, e vai piorar muito mais se a gente acietar jogar o jogo proposto por Europa e Estados Unidos. O jogo do subjulgar e de emburrecer o povo.
  • Alexandre  30/03/2022 19:05
    Vladimir

    Eu acho mais importante tentar entender os conceitos básicos que regem o mundo, para não acabar achando que dá para revogar as leis da economia (ou a lei da gravidade) com "mudança de mentalidade" e "vontade política".""


    Os conceitos basicos que regem o mundo, são conceitos que até antecedem as leis da econimia.

    Sao por exemplo, tais conceitos.

    - amor e a gana pelo estudo e pelo aprendizado para assim ter amor pelas artes, cuidado com a saude, com a alimentação, com o bem estar dos seus iguais, ter zelo pelo lugar onde mora, ter gana por economizar e poupar, não se expor ao mercado de juros, não achar que o otimo é inimigo do bom e ter prazer perseguir a excelencia, rejeitar a contra-cultura idiota. Entre tantas outras condições.

    De modo geral aí, o que você vê como marca do Brasil? Eu nada.

    Como competir com estados unidos, a china, ou com o japão, ou com a europa em areas de eventual competição com o nivel de gente deseducada que tem neste país. Com jovens que se embriagem com alcool final de semana e segunda feira coloca "atestado medico" para não ir trabalhar e ser este o critério de demissão (justo, clar0).

    Ai nãos e trata de vir aqui dize que se implementarmos uma agenda liberal econimica tudo vai mudar. Não vai. Se a mente das pessoas não muda em relação a sua capacidade de interagir com o meio, nada muda. O brasil está fadado a so piorar pq o povo ja se acostumou a viver no chiqueiro e achar que é salão de beleza.
  • Ex-microempresario  31/03/2022 14:11
    Alexandre, você não está mais falando de economia, e sim da diferença entre culturas. Nada contra, só que a economia é regida por leis universais, válidas em qualquer lugar (e não importa se a geografia da Espanha é diferente da do Brasil), enquanto que a cultura é característica de cada grupo social, e é difícil estabelecer parâmetros de "melhor" ou "pior". Não é o tipo de debate que me entusiasme.
  • Bruno Souza  05/04/2022 17:57
    Peru decreta toque de recolher na capital após protestos por aumento de combustíveis

    O presidente do Peru, Pedro Castillo, impôs um toque de recolher em Lima proibindo a população de deixar suas casas até às 23h59 desta terça-feira. Direitos civis também foram suspensos.

    A ação é uma tentativa de conter protestos que já duram mais de uma semana contra o aumento no preço de combustíveis e fertilizantes no país.

    g1.globo.com/mundo/noticia/2022/04/05/por-que-governo-do-peru-decretou-estado-de-emergencia-e-suspendeu-direitos-apos-protestos.ghtml


    Puxa.... Parece que o auto-declarado marxista Pedro Castillo não é lá muito chegado em questões sociais. Como assim? Combustíveis e fertilizantes encareceram lá também? Tem gente aqui nesta seção de comentários que jura que a gasolina cara no Brasil (e no mundo) é culpa exclusiva de Bolsonaro, que não teria "sensibilidade social". O marxista Castillo também não tem? Não é possível. Tem coisa errada aí...

  • anônimo  05/04/2022 20:03
    Olha soh o bot voltou.
    Depois da última resposta totalmente desconexa, voltou com mais uma lambida de bolas, agora chamado os comentaristas do instituto de marxistas. Bot para seu aprendizado, você está no lugar errado.

    Sou totalmente a favor da liberdade que o instituto oferece na seção de comentários, mas os bots não acrescentam valor algum as discussões.

    Isso poderia ser contornado com a inclusão de um teste CAPTCHA.
  • Felipe  05/04/2022 22:40
    Pelo menos ele (ainda) não decretou controle de preços. O AMLO está ameaçando impor controle de preços, caso o índice de preços continuar alto.

    Esse negócio de governo decretar toque de recolher, estado de defesa, lei marcial e afins, é uma coisa tão antiga na história da humanidade quanto o próprio padrão-ouro.
  • Lucas  06/05/2022 01:26
    Bolsonaro diz que lucro da Petrobras é "estupro" e que novo aumento de combustível vai quebrar país


    O presidente Jair Bolsonaro fez um pedido veemente à Petrobras, nesta quinta-feira, para reduzir seu lucro, que considerou "absurdo" e "um estupro", e fez um apelo para que não haja novos aumentos nos preços dos combustíveis, sob o risco de o Brasil quebrar.

    Ao lembrar da greve dos caminhoneiros que parou o país em 2018, no governo de Michel Temer, Bolsonaro alertou que pode haver uma "convulsão" caso haja novo aumento no preço do diesel.

    "A gente apela para a Petrobras, não reajustem o preço dos combustíveis. Vocês estão tendo um lucro absurdo", disse o presidente na tradicional transmissão ao vivo por redes sociais às quintas-feiras.

    "Ela (Petrobras) deve ter a função social. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo", afirmou, enfatizando que não interfere na empresa e isentando-se da responsabilidade pela situação.

    "Se continuar tendo lucro dessa forma, aumentando o preço do combustível, vai quebrar o país... se tiver mais um aumento de combustível, pode quebrar o Brasil. E o pessoal da Petrobras não entende ou não quer entender, ou só estão de olho no lucro", acrescentou.

    Ao mesmo tempo em que Bolsonaro fazia seus apelos à Petrobras, a estatal divulgava um lucro líquido de 44,56 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano. Em um comunicado, o presidente-executivo da estatal, José Mauro Coelho, afirmou que os resultados da petroleira geram "retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União".

    Bolsonaro apontou o combustível como o "vilão" da inflação que atinge o país, e disse que o nome da empresa "vai para a lama" caso haja um novo reajuste do preço do diesel, apontando os impactos do aumento do frente em artigos básicos, como alimentação.

    O presidente fez apelos diretos ao presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, e ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, com quem deve se encontrar na sexta-feira em viagem à Guiana. Também incluiu os acionistas e os membros do conselho da empresa na críticas.

    Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato a um pedido da Reuters de comentários sobre as falas do presidente.

    Bolsonaro lembrou ainda da situação de crise econômica, a guerra na Ucrânia, que afeta o preço do barril do , e os impostos cobrados sobre os combustíveis como outros fatores para as altas de preço.

    br.investing.com/news/general/bolsonaro-diz-que-lucro-da-petrobras-e-estupro-e-apela-que-nao-aumente-o-combustivel-para-nao-quebrar-pais-997430
  • anônimo  06/05/2022 14:15
    Normal, ele tem que dizer alguma coisa senão dirão que ele "não está fazendo nada". Desburocratizar mais o setor como um todo e deixar a Petrobrás totalmente por conta própria de forma á deixar tudo nas mãos do mercado ninguém quer aparentemente. Intervenções e subsidios para empresas específicas só servem para espantar novos investidores desse mercado.
  • Artista Estatizado  06/05/2022 16:03
    Desburocratizar não resolveria basicamente nada nesse momento. O preço está alto por que as commmodities estão altas. Fortalecer a moeda nos daria mais poder de compra, mas o efeito disso seria limitado (no máximo, por um milagre, reverter os 30% de desvalorização dos últimos anos, e só)

    Para reduzir os preços internacionais, só aumentando a produção em um patamar que afete de forma relevante a produção global. O Brasil teria que se transformar completamente para conseguir isso. Quem tem capacidade, Estados Unidos e União Européia, não quer, por razões ideológicas.

  • anônimo  06/05/2022 19:52
    "Desburocratizar não resolveria basicamente nada nesse momento. "

    E eu por acaso disse que resolveria tudo? Os investimentos em produção do setor petrolífero visam o longo-prazo, e nada mais justo do que desburocratizar enquanto o problema está em palta, não existem soluções mágicas que tragam maior abundância de petróleo para o país.
  • Artista Estatizado  06/05/2022 22:47
    E eu por acaso disse que resolveria tudo?

    Não, você não disse que resolveria tudo. Não quis ser injusto. Fico muito frustrado com esse tópico, em que nem a esquerda e nem a direita fala uma palavra sequer que se aproxime da realidade.

    Nenhum aumento ou diminuição de produção de derivados de petróleo terá qualquer efeito relevante sobre o preço dos mesmos em um país, a menos que esse aumento/diminuição seja suficientemente grande para afetar os preços globais

    Ignorando os custos com a logística de distribuição, os preços serão sempre próximos do preço internacional, mesmo que o país não produza uma única gota.

    Da mesma forma, a narrativa da direita de que privatizar a Petrobras reduziria os preços apenas queima a imagem do liberalismo, quando a narrativa não se transforma em realidade. A refinaria da Bahia está aí para comprovar, com o diesel mais caro do país.

    Desburocratização/privatização em um país geram efeitos marginais sobre o preço, na medida em que aumentam um pouco a produção global. Beneficiam marginalmente o mundo inteiro, na verdade, pois o mundo inteiro paga um preço próximo ao internacional.

    Adicionalmente, o aumento da produção gera empregos e lucros adicionais, o que também representa criação de riquezas.




  • anônimo  07/05/2022 03:19
    Não discordo dos seus argumentos, porém eu estou falando sobre alternativas realísticas aqui, de nada adianta falar sobre "mudança completa no Brasil" se sabemos que o Estado continuará aí, ancapistão ainda é um sonho distante.

    Desburocratizar/desestatizar é realmente a única coisa que o governo atual pode fazer de realmente efetivo, qualquer redução de alíquota de impostos será apenas temporário, e subsídios servem apenas para "paralizar" problemas temporariamente. Fortalecer o real na base do controle do BC só é uma opção realística caso a economia também esteja pujante, pois é impossível dos burocratas do BC saberem qual são os juros "certos" para servir de base para toda a economia, e suas intervenções servem apenas para inundar o mercado bancário de crédito.

    Qualquer impressão descontrolada de dinheiro deve ser vista como um malefício para a economia no médio-prazo, pois funciona como uma redistribuição de dinheiro dos mais pobres para os mais ricos, pois estes obterão acesso à empréstimos baratinhos, enquanto os mais pobres ficarão apenas com a inflação.

    Antes de querermos preços menores teremos de produzir, até porque eu nunca falei que os preços iriam magicamente cair com o tempo. Os brasileiros deveriam parar com esse negócio de procurar soluções mirabolantes, mas eu duvido que sairão do sofá para colocarem os políticos e burocratas nos seus devidos lugares, que é na rua.
  • Felipe  06/05/2022 16:24
    Infelizmente não tem solução. A única solução para a Petrossauro é, além de sua privatização, abrir totalmente o setor e desburocratizar o setor varejista de combustíveis.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  07/05/2022 02:42
    DRE da petrosauro:

    www.investsite.com.br/demonstracao_resultado.php?cod_negociacao=PETR3
  • Lucas  10/05/2022 02:27
    E o programa 'Os Pingos nos Is', da Jovem Pan, já tachou a Petrobras de "Inimiga do Brasil":

  • Trader  10/05/2022 14:19
    Diesel nos EUA bateu 5,50 dólares o galão.

    Convertendo, dá R$ 7,45 o litro. Mais caro do que aqui.

    www.bloomberg.com/opinion/articles/2022-05-09/crude-hovers-at-110-a-barrel-but-the-refinery-margin-makes-us-pay-a-lot-more

    É o chamado "preço da liberdade". Quer seguir ESG e ainda meter sanção na Rússia? Beleza. O custo é esse.
  • Felipe  10/05/2022 16:27
    Quanto de óleo diesel é refinado aqui? Uma parte é importada, eu sei. Não tenho a mínima ideia do custo de produzir diesel, mas seria bom se o Brasil pudesse se proteger de choques internacionais (por exemplo tendo moeda forte e um setor petrolífero pujante).

    A Petrobras é uma estatal que toma conta de quase todo o refino, não tem o que fazer. Esse problema só será resolvido com a desestatização do setor. Além disso, acabar com a pornográfica obrigatoriedade de misturar 27 % de álcool na gasolina, assim como os 10 % de biodiesel no Diesel.

    Preço do álcool nas bombas cai e sobe, caindo 30 centavos perto de onde moro. Quando foi a última vez que o preço da gasolina caiu nas bombas? Collor fechou o IAA e anos depois todos os controles de preços foram embora.
  • rraphael  10/05/2022 17:39
    a principio mistura como a do biodiesel serviria justamente como uma forma de "engordar" a oferta de combustivel e reduzir choques de preço, nao ?
    nesse quesito o problema nao é a mistura em si, a bagunça é que sempre tem alguem mandando o que misturar e em qual concentraçao misturar , basicamente uma grande reserva de mercado

    especificamente na produçao do etanol e do biodiesel é interessante que diferente do oleo bruto voce pode obter de uma variedade de fontes . se ate de bagaço e lixo se produz combustivel , nao deveriamos ter problema pra conseguir energia .. por ai percebemos o tamanho da encrenca que sao as decisoes ideologicas no desenvolvimento humano
  • Bernardo  10/05/2022 18:19
    Em 2021, a Petrobras produziu 21,2 bilhões de litros de diesel.

    epbr.com.br/producao-e-venda-de-diesel-s-10-da-petrobras-atingem-recordes-e-empresa-preve-fim-do-s-

    Já o consumo do país, no período janeiro-setembro, foi de 46,45 bilhões.

    unica.com.br/noticias/consumo-de-combustiveis-cresce-66-no-acumulado-de-2021/

    Fazendo uma regra de três básica, podemos dizer que o consumo total do país foi de 62 bilhões de litros.

    Ou seja, Petrobras produz 21,2 bilhões e o país consome 62 bilhões. A diferença vem toda da importação.

  • Leandro  10/05/2022 18:59
    Neste exato momento, um litro de diesel está custando R$ 5,36 no mercado internacional de commodities.

    ibb.co/TwT6pTN

    A Petrobras está vendendo por R$ 4,91 nas refinarias.
  • Felipe  10/05/2022 19:08
    Ajudaria se os nossos políticos, inclusive os governadores, reduzissem ou zerassem os tributos. Eles vão pedir o nosso voto nesse ano.
  • Felipe  10/05/2022 23:51
    Esse modelo PPI é praticado em outras empresas petrolíferas?
  • Trader  11/05/2022 00:43
    Ué, para as petrolíferas privadas este é o único modelo viável. Não tem como uma petrolífera importar por $100 e revender por $80.

    Na Noruega, cuja petrolífera é estatal e o país é totalmente auto-suficiente, a gasolina é a mais cara do mundo.

    Agora, se as petrolíferas estatais dos países árabes fazem isso, eu não sei.
  • Artista Estatizado  11/05/2022 11:00
    Na Noruega a gasolina é a mais cara do mundo por conta dos altíssimos impostos. Desconfio que você sabe disso.

    Jesus Cristo, o que será que ocorre com o mercado de combustíveis que causa essas reações apaixonadas em todos (esquerda, direita e agora libertários também), de forma que ninguém age de forma intelectualmente honesta?
  • Felipe  11/05/2022 12:17
    Supondo-se que a petrolífera não precise importar petróleo, mudaria em algo?

    No Irã, eu sei que a gasolina é subsidiada. Aliás, gás natural e gasolina são subsidiados.

    Recentemente o governo iraniano anunciou cortes de subsídios em pães, frango, óleo vegetal e queijo. O preço do trigo explodiu, então isso fez explodir os gastos do governo com esses subsídios. Pense numa economia planejada, só não é mais planejada do que a da Venezuela.
  • Lucas  11/05/2022 19:45
    Neste exato momento, um litro de diesel está custando R$ 5,36 no mercado internacional de commodities.

    A Petrobras está vendendo por R$ 4,91 nas refinarias.


    Analisando o histórico dos últimos dois reajustes (porque eu não tive paciência de ir mais além), uma coisa me chamou a atenção: parece que estão usando a média móvel de 63 dias úteis (um trimestre) como base para fazer os reajustes, mais ou menos como sugerido por este instituto.

    Pelo que se nota no gráfico abaixo, a Petrobras sempre busca posicionar o preço logo acima da média móvel trimestral. Caso a média móvel ultrapasse o preço vigente, este é reajustado para voltar a ficar acima da média móvel novamente.

    www.tradingview.com/x/q0v8dFf2/

    Como eu já disse, eu não tive paciência para ir atrás de todos os reajustes para ver até aonde esse padrão se mantém. Mas, se for isso mesmo, creio que explicaria o porquê do preço nas refinarias estar abaixo do preço internacional, já que este vem se afastando da média móvel - e a puxando para cima. Ou seja, nesse caso, só deveremos ver alguma queda de preços quando essa média começar a cair - e por enquanto ela não para de subir.
  • Leandro  12/05/2022 00:55
    Bastante interessante. Obrigado pelo gráfico.
  • Lucas  10/05/2022 15:40
    Até o portal iG, com informações da Agência O Globo, consegue explicar claramente qual o problema dos preços dos combustíveis:

    economia.ig.com.br/2022-05-10/brasil-desabastecimento-combustiveis-refinarias.html

    Enquanto isso, canais de direita ficam nessa baboseira de "Petrobras inimiga do Brasil", criticar os lucros da empresa e dizer que ela tem de "cumprir sua função social"...
  • L Fernando  10/05/2022 17:19
    Mas que lucro tem de ter a petrobrás??
    Tem de privatizar este bosta que a anos serviu somente para rapinagem da esquerda
  • anônimo  10/05/2022 16:29
    Olha aí "fake news" e desinformação sendo propagada á rodo, e a grande mídia não apenas fala nada contra, como ainda endossa o ódio contra a Petrobrás. Não gostam que a empresa tenha lucro, e também não gostam que a empresa tenha prejuízo, é muito delírio, mas no fim o Brasil inteiro terá de bancar a farra dos subsídios para tentar "controlar os preços", não é atoa que o lucro líquido está tão alto.
  • anônimo  10/05/2022 19:31
    Mais outro artigo da imprensa:

    revistaoeste.com/economia/caminhoneiros-reagem-a-alta-do-diesel-nao-podemos-ficar-quietos/
  • Felipe  12/05/2022 15:38
    Adolfo Sachsida é o novo Ministro de Minas e Energia.

    Em seu discurso de posse mostrado pelos Pingos nos Is, apesar de ele ter ficado com cabeça baixa (talvez seja padrão, não sou especialista em análise de linguagem corporal), o discurso foi bom e chamo a atenção para os seguintes aspectos:

    - Analisar a economia pelo lado da oferta, ressaltando isso ao longo de todo o discurso.
    - Mencionou o projeto de lei que tira o regime de partilha e volta ao de concessão. Esse regime de partilha foi o PT que enfiou. Não é possível alterar isso por alguma portaria, resolução ou afins? Seria bom se fosse possível ir para o regime de autorização, como fizeram recentemente com o setor ferroviário.
    - Importância de atrair investimentos privados.

    Agora olha a diferença disso para o que a quadrilha do PT quer. Não tem o que fazer.

    Ele pelo jeito vai ser um ministro tão bom que ele deveria ter ficado no MME desde janeiro de 2019, no lugar do Bento Albuquerque. Pelo menos no ano passado não tivemos racionamento de energia, contrariando muitas previsões pessimistas (eu achava que não ia ter racionamento e sim algo parecido com a seca nos anos 2014-2015).
  • anônimo  12/05/2022 17:14
    "Não é possível alterar isso por alguma portaria, resolução ou afins?"

    atraves de PL

    faltou lembrar que tem uma estatal nessa bagunça, a PPSA
  • Paulo  12/05/2022 20:48
    Pra mim ele deveria ter sido o ministro da Economia. E não o Guedes. Já vi video dele falando que cambio alto não ajuda a industria e a balança comercial.. A coisa ainda estaria ruim porque ocorreu uma pandemia e lockdown, mas acho que estaria menos do que estamos agora.

    Ele foi um dos motivos de eu ter votado no bolsonaro também.. O acompanho desde a oposição ao Guido Mantega e suas previsões certeiras(Se bem que na época não era difícil acertar previsão, era só falar o contrário do que o Guido falava, não errava uma)

  • Felipe  04/06/2022 23:28
    "Presidente do BC avalia que subsídios podem ser 'boa solução' para aliviar preços para os pobres"

    Embora ele tenha falado que usso deveria ser temporário, um banqueiro central nunca (ou pelo menos não poderia) deveria falar de assuntos paralelos. Eu acho que nem o presidente do banco central boliviano falaria isso. Em exemplos práticos de subsídios a alimentos, temos Irã e Egito. Esses dois governos agora estão encrencados, porque os insumos de trigo dispararam o preço, com a guerra na Ucrânia. Situação nada invejável. A situação está tão ruim que recentemente o governo iraniano anunciou cortes de subsídios, assim como o egípcio.

    Interessante que logo depois ele falou que o governo intervir nos preços da energia e afins causa distúrbios, ao mesmo tempo em que ele disse que a solução de respeitar o sistema de preços em energia e alimentos não "é viável socialmente".

    E vale lembrar o seguinte: ainda em 2020, a carestia nos alimentos já estava caminhando no Brasil (algo que em muitos outros países só chegou depois), tanto pela desvalorização cambial quanto pela maciça expansão monetária.

    Aí eu me lembrei da presidência do Henrique Meirelles no BCB, que aí era um "banqueiro central raiz", não tinha essa questão como "promover pleno emprego" e sim em apenas manter estabilidade de preços e cumprir as metas de inflação (e, no caso dele, também falava de manter a estabilidade da moeda). Tal ajuste ortodoxo nos juros em 2003 sofreu críticas do setor industrial. Há um trabalho acadêmico mencionando a trajetória de Meirelles.

    Para quem estiver interessado, ele cedeu entrevista e está documentada neste material. Quando foi nomeado, sofreu forte oposição dentro do partido (eu não sei o que o Lula teve que fazer para conseguir mantê-lo autônomo lá). Interessante que o próprio PT pediu para o BCB aumentar as taxas de juros em 2002 (sim, a pancada começou nesse ano). Como o Leandro Roque diz com frequência, o Meirelles fala sobre a importância da mensagem que o banco central passa.

    E outra curiosidade: o crédito consignado só foi permitido no Brasil em 2003.

    De fato, o Meirelles no Banco Central era o ideal. No Ministério da Fazenda, embora tenha sido bom, incorreu nos erros de aumentar impostos (o que ele também fez durante o governo paulista do Doria). No BCB era só a política monetária e pronto.
  • Lucas  16/06/2022 23:47
    Novo reajuste da Petrobras teria "interesse político" contra governo, diz Bolsonaro


    O presidente Jair Bolsonaro disse, em sua live semanal nesta quinta-feira (16), que um novo reajuste dos combustíveis pela Petrobras teria "interesse político para atingir o governo federal".

    Bolsonaro abordou o tema, enquanto o conselho de administração da companhia se reúne para discutir a defasagem dos preços em relação ao mercado internacional – o que pode levar a novos aumentos.

    "Esperamos que a Petrobras não faça essa maldade com esse povo do Brasil", disse. "A Petrobras tá rachando de ganhar dinheiro: quanto mais o povo está sofrendo, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da empresa.

    Bolsonaro citou nominalmente o presidente da Petrobras, José Mauro. "Há um interesse enorme dos minoritários [acionistas estrangeiros em sua maioria] que eu não consigo explicar", disse o presidente, "porque os presidente da Petrobras e diretores tem essa sanha de imediatamente reajustar o preço dos combustíveis, atendendo aos interesses de não sei o quê."

    oantagonista.uol.com.br/brasil/novo-reajuste-da-petrobras-teria-interesse-politico-contra-governo-diz-bolsonaro/
  • anônimo  17/06/2022 00:44
    Sei que ele fala isso porque senão dizem que ele "não está fazendo nada", mas precisa ter bastante coragem para falar tanta abobrinha, se a equipe econômica fosse mais competente eles poderiam informar ele que a Petrobrás já está vendendo para às refinarias por um preço bem abaixo do mercado...
  • Felipe  17/06/2022 02:40
    Engraçado é o Joe Biden sugerir o Brasil aumentar a produção de petróleo.

    Precisamos explicar para ele que a Petrossauro não dá conta de tudo e, além disso, a petralhada fez um estrago na empresa e eles investiram em um monte de refinaria que não serviu para nada, congelaram os preços e ainda a corrupção foi lá para destruir o capital da estatal, algo que até hoje estamos pagando.

    Além de toda essa encrenca, o nosso setor de petróleo e gás, a despeito das recentes desburocratizações, é bastante regulado e, para piorar, não basta o regime de concessão ser ruim, o PT colocou outra porcaria pior no lugar, o de partilha. Ajudaria muito se copiássemos o que foi feito no setor ferroviário, indo para o regime de autorização, mas aí provavelmente seria uma alteração constitucional ou talvez alguma interpretação nova do STF. Aí tem também as regulações, proibições e dificuldades no setor varejista de combustíveis, a adição obrigatória de álcool e biodiesel...

    Se doássemos a Petrossauro, já estaríamos no lucro. Sem isso, esse impasse nunca será resolvido. Vai continuar tendo pressão política mista à questão de dar resultados aos acionistas, por ser uma empresa de capital misto.

    O que esse pessoal fez com a economia brasileira deveria ser questão de cadeia ou no mínimo um processo judicial. E ainda não possuem nenhuma vergonha de ficar fazendo campanha contra o Bolsonaro.

    Uma coisa é que poderíamos ter carros também movidos a GLP. No Equador isso é permitido faz um tempo, ainda no começo do governo Rafael Correa.
  • Lucas  17/06/2022 19:18
    Olha a khda:

    "Vamos propor uma CPI para investigar Petrobras", diz Bolsonaro após reajuste

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira (17) que vai "propor uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] para investigar a Petrobras" após a estatal anunciar reajuste.

    "Conversei agora há pouco com o Arthur Lira [presidente da Câmara], reunido com com líderes partidários e nossa ideia é propor uma CPI para investigar a Petrobras, seus diretores e os membros do Conselho", disse o presidente em entrevista à Rádio 96 FM, de Natal, no Rio Grande do Norte e transmitida em seu perfil oficial no Facebook.

    (...)


    Oposição gosta da ideia de Bolsonaro de criar CPI da Petrobras

    A ideia do presidente Jair Bolsonaro de instaurar uma CPI da Petrobras agradou a oposição no Congresso Nacional. Parlamentares de partidos como PT e Rede dizem até que capitanearão a iniciativa.

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente na CPI da Covid-19 no Senado, foi às redes sociais dizer que já tem até mesmo um roteiro para as investigações.

    "De CPI, eu entendo. Sou o primeiro a propor", afirmou o parlamentar, dizendo que os trabalhos devem apontar que a responsabilidade pela alta dos preços é do próprio Bolsonaro.

    O líder da Minoria no Senado, senador Jean Paul Prates (PT-RN), afirmou que irá iniciar o processo para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

    "Por melhores preços dos combustíveis e atendendo pedidos do próprio presidente da Câmara, nós do PT vamos iniciar o processo para que seja instalada no Congresso Nacional uma CPI da Petrobras. Não podemos deixar que o povo sofra ainda mais com tanto aumentos, enquanto os diretores da Petrobras e acionistas ganham lucros exorbitantes", afirmou.

    (...)

    www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/oposicao-gosta-da-ideia-de-bolsonaro-de-criar-cpi-da-petrobras
  • Nikus Janestus  18/06/2022 00:18
    Engraçado pensar que o Bolsonaro está apontando o gatilho contra sua cabeça.
  • Felipe  17/06/2022 14:49
    "Congresso promulga lei que libera venda direta de etanol a postos de combustíveis"

    O Bolsonaro fez vetos péssimos, mas felizmente o Congresso derrubou e agora até as cooperativas podem vender diretamente o álcool (ele vetou porque alegou que iria gerar "renúncia fiscal", ou seja, iria gerar menos dinheiro roubado para o estado). O sistema tributário brasileiro é tão medonho que ele é atrelado às proibições.

    A surpresa é que só agora que a lei está valendo (pelo jeito, né).

    Deveremos ver uma pressão baixista nos preços do álcool (tanto hidratado quanto anidro).
  • Edson  17/06/2022 21:26
    Eu concordo inteiramente com a tese. Aliás, concordo também que, sem repasse, haverá desabastecimento.

    Dito isso, queria entender exatamente qual é a lógica seguida pela Petrobras.

    Vejam bem, há apenas dois cenários plausíveis:

    1) Petrobras segue os preços de mercado hoje, povão fica puto, elege Lula, que no primeiro dia de governo decreta intervenção nos preços da Petrobras (o que nem sequer é teoria, pois o próprio fala abertamente que irá fazer isso, como aliás fizeram no passado).

    Consequentemente, a Petrobras tem seu patrimônio dizimado, exatamente como antes.

    Ou seja, Petrobras opta por 6 meses de racionalidade presente contra pelo menos 4 anos garantidos de destruição patrimonial.

    2) Petrobras segura os preços agora, consegue evitar a eleição de Lula, e consequentemente assegura mais 4 anos de preços livres e, consequentemente, sua solvência.

    Estes são os dois cenários mais prováveis. Acreditar que dá para elevar preços e ainda impedir a eleição de Lula seria um terceiro cenário delirante.

    Logo, qual é realmente o dilema?

    Pergunta sincera: qual a lógica de optar pelo cenário 1? Por que estão trocando 6 meses de racionalidade por 4 anos garantidos de depredação?
  • Gustavo  17/06/2022 21:38
    Seus dois cenários estão corretos. Mas há sim um terceiro cenário, e é nele que eu pessoalmente acredito:

    3) Os funças da Petrobras acreditam (e até querem) que Lula será eleito, e sabem que isso resultará no desmantelamento da estatal. Sendo assim, estão tratando de garantir já agora uma fatia do esbulho para si próprios.

    Afinal, é melhor aproveitar agora, que empresa ainda está saudável, para aumentar preços e com isso turbinar suas receitas ao máximo (e assim garantir já uma fatia do esbulho), do que esperar o bando começar o saque e a empresa ficar destruída.

    Sério, por que deveriam esperar?

    Rouba-se uma empresa quando ela ainda está sólida, e não quando ela está sendo destruída.

    Olhando-se puramente do ponto do vista dos incentivos individuais, o pessoal lá está corretíssimo em começar o esbulho desde já, quando as coisas ainda estão arrumadas.
  • Nikus Janestus  17/06/2022 22:30
    Ambas estão erradas, a Petrobrás já está vendendo por um preço abaixo do mercado, e o último reajuste foi feito há alguns meses, logo não sei o que vocês querem dizer com "Petrobrás segurar preço" se é o preço final que está subindo.

    A desinformação é universal...
  • Daniel Cláudio  17/06/2022 23:19
    Não tem o que fazer. A agenda ESG já tinha fodido tudo (não foi por falta de aviso). As estúpidas sanções à Rússia pioraram tudo ainda mais.

    Ao redor do mundo, gasolina e diesel batem recordes históricos. Aqui ainda tá até bem barato.

    E pelo menos ainda tem combustível. Na Argentina já acabou.
  • anônimo  18/06/2022 14:32
  • ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI  18/06/2022 23:30
    Como eu aprendi socialistas e comunistas sempre muito preocupados com as coisas dos outros. Sempre acreditei que brasileiro tinha mentalidade de dona de casa e os fatos só confirmam isso. Só pensa no dele. Preocupações com tributos, sistema político, sistema financeiro, monopólios, oligopólios entre outros deixa para depois. A moeda do país foi desvalorizada fortemente e qual o problema? Mas subir os combustíveis que afronta à soberania nacional! Melhor ficar em casa e a economia se ve depois. Melhor encher de canaviais no estado de SP para produzir álcool para os veículos e até misturar na gasolina e no diesel. Arroz e feijão não, tem em qualquer supermercado. Mas para entrar lá tem que estar de máscara pois a vacina é obrigatória mesmo para as pessoas imunes (a grande maioria das pessoas) e para aquelas que desenvolveram anticorpos após ficarem doentes ( o meu caso). Subir o preço dos combustíveis de origem mineral ( extraídos do petróleo) que afronta! Ainda bem que neste país a exploração do petróleo de xisto é crime ambiental determinado por lei! Viva o governo, salvem a floresta, salvem o mico leão dourado, salvem as tartarugas, salvem as baleias, salvem os papagaios! O preço da cerveja até abaixou, a skol da ambev esta a 2,99 reais e a da Heikel esta a 5,99. Que beleza essa ambev eles ensinaram o joesley direitinho.
  • Imperion  20/06/2022 15:49
    A ideologia deles é destruir o capitalismo. Para isso: sabotar! Como? Alie-se a ambientalistas, assistencialistas, burocratas, reguladores, etc. E depois diga que o que foi sabotado não funciona.

    Prometa tomar o que é dos outros e sair distribuindo aos favoráveis a receptação de bens roubados (a desculpa deles é que quem roubou foi outro), e você terá um exército de apoiadores, militantes pra sua causa não morrer. Tudo pago com dinheiro e recurso alheio.

    Já faz parte da ideologia. E é um bom negócio. Você enriquece tirando dos outros, sem ter que passar pelos processos tradicionais de produção.

    Mas para isso eles têm que eliminar o combate ao crime, senão não podem roubar à vontade. Ataque à polícia ou ao direito à legítima defesa e eles podem fazer o que quiser e mais facil.

    O crime não compensa somente onde ele é combatido, pois onde não é , ele é bem lucrativo.
  • Revoltado  20/06/2022 16:51
    É amigo,

    Sorte do Brasil não estar em uma guerra internacional, pois com essa geração nutella, o exército atual não duraria muito tempo e era uma vez a República Federativa do Brasil. Nas mãos de russos ou chineses então... virariam purê de batatas!

    Quem consegue hoje imaginar esses cultura "woke" personificados combatendo em um conflito assim? Inclusive nem sei quais armas utilizariam, dado que defecam sobre a roupa de baixo caso vejam uma inofensiva próxima a eles. Eis o quadro: um bando de afeminados, que, como já disse outro leitor do site, desmaiam ao ver um cigarro de tabaco aceso, mas juram pela memória dos ancestrais que se o filtro conter THC, é saudável e até terapêutico. Quando pertencentes à mais conhecida sigla do Ocidente, exigem amor incondicional, considerando-se cheios de virtudes a tal ponto, que um tal de Cristo os invejaria, embora não hesitem em ofender a figura deste (vide o cantor Johhny Hooker blasfemando que este é bicha e travesti) e demais personalidades do mesmo âmbito. Na verdade, são valentes e irreverentes até deparar-se com a figura do fundador do Islamismo. Aí tornam-se dóceis, inclusive fingirão sequer ver que o Catar, país que sediará a edição da Copa do Mundo deste ano, não permitirá lacração e mesmo manifestações de afeto. Coisa que praticamente nenhum país ocidental veta. Muito bem ao contrário...
    Quanto às variantes dessa geração que carregam o cromossomo "xx"? Bem, estas adoram queixar-se mais do que o profeta Jeremias no livro bíblico de Lamentações sobre como o Ocidente patriarcal é machista, não lhes permitindo ganhar o mesmo que os homens, convenientemente ignorando que em muitas circunstâncias trabalham menos que estes, em horários mais flexíveis, e que além do mais são já maioria nas universidades e contam com maior possibilidade no mercado de trabalho, bastando-lhes, não raramente, comportar-se como "secretárias de filmes adultos". Essas, de semelhante modo, urram contra a "objetificação", mas não hesitam em adotar a postura já citada quando desejam obter alguma vantagem ou dar vazão à hipergamia intrínseca, superando até mesmo as profissionais do sexo. Tudo isto contando com a complacência do macho-alpha, sugar-daddy, amante, marido, pai, que chamamos de Estado progressista.


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