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É só quando se entende o sistema de preços que se percebe a importância de uma moeda sólida
Por que e como a inflação monetária falsifica o cálculo e gera destruição

A melhor maneira de se começar a entender a função dos preços no livre mercado é entendendo um princípio muito simples, porém fundamental: há uma tendência, no livre mercado, de se chegar a uma taxa de lucro uniforme em relação ao capital investido em todos os diferentes setores da economia.

Em outras palavras, há uma tendência de que o capital investido acabe gerando a mesma porcentagem de taxa de lucro, seja na siderurgia, no setor petrolífero, no setor calçadista, no setor automotivo ou qualquer outro.

E o motivo é que investidores naturalmente preferem obter uma taxa de lucro maior a uma menor. 

Consequentemente, qualquer que seja o setor em que a taxa de lucro esteja maior, investidores irão investir capital adicional naquele setor para participar destes lucros maiores. E qualquer que seja o setor em que a taxa de lucro esteja menor, investidores irão retirar o capital que havia sido previamente investido neste setor. 

Entretanto, este influxo de capital adicional em uma indústria mais lucrativa tende a reduzir a taxa de lucro nesta indústria. O efeito deste investimento adicional é aumentar a produção da indústria e, consequentemente, reduzir os preços de venda de seus produtos. Maior oferta de produtos, menor o preço unitário de cada um.

À medida que os preços de venda dos produtos vão diminuindo, se aproximando de seus custos de produção, a taxa de lucro obtida naquela indústria necessariamente irá cair.

Inversamente, a retirada de capital de uma indústria menos lucrativa tende a elevar a taxa de lucro daquela indústria, pois menos capital significa menos produção, o que leva a um maior preço de venda para esta reduzida oferta de bens, e consequentemente uma maior taxa de lucro sobre o capital investido remanescente.

Para ilustrar este processo, suponhamos que, inicialmente, a indústria de computadores esteja apresentando lucratividade atipicamente alta, ao passo que a indústria de calçados esteja vivenciando uma taxa de lucro muito baixa, ou até mesmo esteja dando prejuízos.

Sob estas condições, empreendedores irão obviamente querer investir na indústria de computação e reduzir seus investimentos na indústria de calçados. À medida que os investimentos na indústria de computação aumenta, a produção de computadores é expandida. Para conseguir encontrar compradores para esta maior oferta de computadores, seus preços terão de ser reduzidos. Assim, os preços dos computadores cairão e, como resultado, a taxa de lucro obtida com sua produção irá cair.

Por outro lado, à medida que o capital está sendo retirado da indústria de calçados, a produção desta indústria será diminuída, e a reduzida oferta de calçados poderá ser vendida a preços maiores, desta maneira aumentando a taxa de lucro sobre os investimentos que remanescerem nesta indústria.

Desta maneira, taxas de lucro inicialmente altas são reduzidas, e taxas de lucro inicialmente baixas são elevadas.

O ponto de chegada lógico é uma taxa de lucro uniforme para todos os setores da economia.

Não é anarquia; é racionalidade

Este princípio de que a taxa de lucro tende à uniformidade em um arranjo de preços livres e de livre entrada de concorrentes é o que explica a impressionante ordem e a maravilhosa harmonia que existem na produção observada em um livre mercado. Era o funcionamento deste principio que Adam Smith tinha em mente quando utilizou a infeliz metáfora de que uma economia livre funciona como se fosse guiada por uma mão invisível.

Em qualquer economia de mercado, a produção é conduzida por milhões de empreendedores e empresas independentes, cada uma delas preocupada apenas como o próprio lucro. Sabendo disso, e não sabendo nada sobre economia básica, qualquer pessoa pode facilmente ser levada a acreditar que tais condições representam uma "anarquia da produção", que é como Karl Marx descreveu a economia de mercado. 

Qualquer indivíduo pode facilmente ser levado a acreditar que, dado que a produção está nas mãos de uma massa de produtos independentes e que visam apenas ao lucro, o mercado seria aleatoriamente inundado por alguns produtos ao mesmo tempo em que as pessoas pereceriam pela total escassez de outros produtos, como resultado da descoordenação entre os produtores.

Esta, obviamente, é a imagem criada por aqueles que defendem um planejamento centralizado pelo governo.

O "princípio da uniformidade dos lucros" explica como as atividades de todas as empresas distintas são harmoniosamente coordenadas pelo sistema de preços livres, de modo que o capital não é excessivamente investido na produção de alguns itens ao mesmo tempo em que a produção de outros itens fica completamente descapitalizada.

O funcionamento deste "princípio da uniformidade dos lucros" é o que mantém a produção de todos os mais diferentes produtos direta ou indiretamente necessários à nossa sobrevivência no equilíbrio adequado. Ele contrabalança e impede erros que levem a uma relativa superprodução de alguns bens e a uma relativa sub-produção de outros.

Para entender este ponto, suponha que um empreendedor cometa um erro. Ele investe capital excessivo na produção de geladeiras e não investe o suficiente na produção de televisores. Por causa do "princípio da uniformidade dos lucros", este erro necessariamente terá uma auto-correção e será auto-limitante. O motivo é que o efeito do investimento excessivo na produção de geladeiras é o de deprimir os lucros na indústria de geladeiras, pois a quantidade excessiva de geladeiras que serão produzidas só poderá ser vendida a preços que são baixos em relação aos custos.

Da mesma maneira, o efeito de um investimento escasso no setor de televisores é o de aumentar os lucros desta indústria, pois a quantidade deficiente de televisores produzidos poderá ser vendida a preços que são altos em relação aos custos.

Sendo assim, a própria consequência deste erro será a de criar  incentivos para sua correção: os baixos lucros — ou prejuízos, caso o investimento excessivo tenha sido muito sério — da indústria de geladeiras atua como um incentivo para a retirada de capital deste setor, ao passo que os altos lucros da indústria de televisores atua como um incentivo para o investimento de capital adicional nela.

Adicionalmente, a consequência do erro não é apenas criar incentivos para sua correção, mas, simultaneamente, fornecer meios para sua correção: os altos lucros da indústria de televisores não apenas representam um incentivo para se investir nela, como também eles próprios são a fonte de investimentos, pois os altos lucros obtidos podem ser reinvestidos na própria indústria.

Igualmente, à medida que a indústria de geladeiras sofre prejuízos ou aufere lucros que são muito baixos para bancar os dividendos de que seus investidores precisam para viver, seu capital irá encolher, de modo que a indústria será incapaz de continuar produzindo na mesma escala.

Desta forma, em um livre mercado, em que os preços são livres e há livre entrada para a concorrência, os eventuais erros cometidos na produção relativa de vários bens são automaticamente corrigidos.

Consumidores no comando

E, é claro, no comando de tudo está o consumidor.

São os consumidores, em um livre mercado, que têm o poder da iniciativa de alterar os rumos da produção. Tudo o que os consumidores precisam fazer para gerar uma mudança na estrutura de produção é alterar seus padrões de gastos.

Se os consumidores decidirem comprar mais do produto A e menos do produto B, a produção de A automaticamente se torna mais lucrativa, e a produção de B, menos lucrativa.

Consequentemente, capital passa a fluir para A, e a sair de B. A produção de A é, desta forma, expandida, e a de B é contraída, até o ponto em que, de novo, tanto A quanto B passam a ter a mesma taxa média de lucro geral.

A importância de uma moeda sólida

É apenas quando se realmente entende o funcionamento do sistema de preços no livre mercado, como ele possibilita o cálculo de lucros e prejuízos, e, por conseguinte, como ele leva a toda esta alteração na estrutura de produção da economia, que se entende quão crucial é ter uma moeda sólida. 

Todo o cálculo de lucros e prejuízos se baseia nos preços de mercado. Empreendedores planejam seus investimentos e sua produção tendo por base os cálculos de lucros e prejuízos; os trabalhadores planejam suas especializações tendo por base os salários; e os consumidores planejam seu padrão de consumo tendo por base os preços dos bens e serviços.

Ou seja, todas as atividades econômicas são um cálculo monetário. Trata-se de um cálculo que depende direta e crucialmente da qualidade da moeda.

Tomando emprestado um jargão socialista, um planejamento econômico racional — o qual envolve a alocação de capital e toda a divisão do trabalho — só é possível quando a moeda utilizada para fazer todo este cálculo é sólida.

Uma moeda sólida é aquela que não gera uma falsificação de todo o processo de cálculo econômico. Segundo o próprio Ludwig von Mises, para que o cálculo econômico ocorra de maneira acurada, tudo o que é necessário é evitar grandes e abruptas flutuações na oferta monetária.

Se a oferta monetária — a quantidade de dinheiro na economia — é profunda e abruptamente alterada, todo o processo acima descrito de cálculo econômico é falsificado.

Quando a quantidade de dinheiro na economia aumenta, o volume de gastos aumenta, os preços sobem. Neste cenário, um empreendedor não tem como saber se é o seu produto que está sendo mais demandado — e, logo, ele deve produzir mais —, ou se a economia está começando a vivenciar um processo de aumento generalizado de todos os preços, o que significa que, não apenas os preços de venda mas também seus custos de produção irão aumentar, de modo que, no final, não haverá aumento nos lucros. 

Ele só saberá o que realmente houve vários meses após iniciar o aumento da produção.

Na economia, o que realmente interessa — como descrito ao longo do artigo acima — são os preços relativos. E estes são determinados pela demanda relativa

Sob uma moeda sólida, se os consumidores passam a demandar mais computadores e menos automóveis, isso é imediatamente refletido nos preços relativos. Os preços dos computadores sobem, os preços dos automóveis caem. Os produtores de computadores têm um incentivo para produzir mais computadores, e o produtores de automóveis têm um incentivo para produzir menos automóveis.

É assim que o sistema de preços funciona, e é para permitir esta racionalidade na produção que ele serve.

Porém, se a quantidade de dinheiro na economia é continuamente alterada, isso faz com que o sistema de preços seja falsificado. Os preços relativos são adulterados. Há uma perda de referencial. Utilizando uma metáfora sonora, começa a haver estática no seu rádio. Você não consegue ouvir as coisas claramente. Surge um caos no sistema de cálculo monetário.

As avaliações e estimativas de preços, bem como os cálculos de lucros e prejuízos feitos pelos empreendedores se tornam distorcidos, o que causa uma sistemática alocação errônea de capital nos investimentos.

O aumento na quantidade de dinheiro na economia — que ocorre quando o Banco Central, em conjunto com o sistema bancário, atua para reduzir artificialmente os juros — gera um aumento nominal da renda e do volume de gastos, o que faz com que investimentos, atividades e ocupações que até então não eram atraentes (por não serem lucrativas) repentinamente se tornem (aparentemente) rentáveis. 

O que antes não era lucrativo, agora— por causa do maior volume de dinheiro disponível, o que gera maior volume de gastos e mais demanda — parece bem mais promissor.

Capital passa a ser direcionado para os setores que fabricam bens que agora estão sendo mais demandados.

E isso vai acontecendo generalizadamente em toda a economia.

No entanto, a realidade é que não houve nenhum aumento na poupança para permitir este maior consumo. Tampouco pode-se dizer que houve uma real alteração nos preços relativos. A preferência dos consumidores por um produto em relação a outro não foi necessariamente alterada. Houve apenas criação de moeda (e a consequente redução nos juros que tal expansão monetária gera).

Em algum momento, inevitavelmente, preços e custos de tudo começarão a subir, e consequentemente os juros bancários também subirão — se os bancos não subirem os juros, receberão de volta uma moeda valendo muito menos do que quando emprestaram.

Neste ponto, com a subida dos juros, a expansão do crédito é interrompida (ou fortemente reduzida), os juros de longo prazo sobem, a expansão monetária é desacelerada, a renda nominal e a demanda param de crescer, e os empreendedores descobrem que seus investimentos não têm a demanda que imaginavam que teria — tudo porque o aumento do consumo e dos preços se deveu à expansão da quantidade de dinheiro na economia, e não a uma genuína mudança na preferência dos consumidores, causada por mais poupança.

Vários investimentos voltados para o longo prazo feitos durante o período da expansão monetária se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro: os empreendedores foram guiados por um sistema de preços que havia sido adulterado pela expansão monetária — a qual, por sua vez, também adulterou preços cruciais, como a taxa de juros para empréstimos de longo prazo.

A expansão monetária, vale ressaltar, desvirtua a produção. Ela torna atraente investir em setores que até então não eram lucrativos. Consequentemente, ela retira recursos escassos (matéria-prima e mão-de-obra) de outros setores setores e os redireciona para estes setores que agora se tornaram lucrativos. 

Porém, tão logo se descobre que não havia demanda genuína para estes investimentos — foi apenas uma ilusão gerada pela expansão monetária —, eles têm de ser liquidados. Este processo de liquidação é a recessão. 

No final, estes investimentos imobilizaram capital e recursos escassos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia. No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis, pois boa parte foi imobilizada em empreendimentos insustentáveis no longo prazo.

Para concluir

O sistema de preços, e toda a racionalidade que ele gera, é a grande maravilha de uma economia de mercado. Mas ele precisa de uma moeda sólida para funcionar corretamente.

A intervenção estatal sobre o sistema monetária cria distorções em todo o sistema de produção, criando preços que deixam de ser baseados no conhecimento individual e nas valorações feitas por cada indivíduo. 

Uma moeda sólida fornece um ambiente financeiro em que crises econômicas associadas à má alocação de recursos e a investimentos insensatos podem ser evitadas, e em que o cálculo monetário se torna o mais eficiente possível.

Não foi à toa que Ludwig von Mises disse que uma moeda sólida representa uma liberdade civil básica, a qual deveria estar na mesma classe das constituições políticas e dos direitos humanos.

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autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Constatação  15/02/2022 19:00
    Sou orçamentista e comprador de construtora, e entendo bem o que é isso. Complicado ter que orçar os mesmos materiais semana após semana, devido a variações de preços. E não são poucas.
  • Elias  15/02/2022 19:33
    Sim. Só quem é empreendedor, com folha de salário, fornecedores e custos de um lado, e consumidores exigentes do outro, é que sabe como uma moeda instável pode ferrar o sonho de toda uma vida.
  • Vladimir  15/02/2022 19:36
    Os preços variarem, por si só, não é o problema. Fosse a moeda estável, essa variação de preços decorreria estritamente das mudanças na preferência dos consumidores e no volume de investimentos dos produtores.

    Entretanto, com moeda instável, é impossível saber o que é mudança de preferência, o que é variação de preços relativos, e o que é apenas inflação generalizada. Uma zona.
  • Leandro  15/02/2022 19:50
    Estamos adentrando um período de temporária solidez monetária. Todos os indicadores de maior liquidez monetária estão parados (ou caindo ligeiramente) desde o segundo semestre de 2021. Isso indica que começamos a ter uma política mais próxima de um "sound money".

    ibb.co/LxrkN4j

    Como eu já disse em outro artigo, é por isso que o dólar passou a cair forte, bem como a inflação ao consumidor (que está começando a desacelerar). A encrenca atual está nas commodities, que começaram a cair apenas agora em fevereiro (pois dispararam em dólares).

    ibb.co/87vtCgF

    Apenas tenham paciência e deem tempo ao tempo: os preços voltarão a ser de uma maneira mais realista.
  • Constatação  15/02/2022 20:27
    De fato, pelo histórico que tenho, os preços subiram até julho passado, aproximadamente, e depois começaram a estabilizar para alguns itens (ou entrar em uma ligeira descendente, para outros). Ainda assim, percebo variações de preços muito grandes de um fornecedor para outro, no mesmo material. Parece uma época de acomodação e ajustes, e nem todo mundo "chegou lá" ainda.
  • anônimo  16/02/2022 01:43
    Dólar cai a 5.16, pela freada da expansão
    Mas lá vem a imprensa:
    . Caiu por causa do Lula
    . Caiu por causa do Putin
    Imprensa já viciada em desinformar
  • Ronald Reagan  16/02/2022 11:44
    Leandro, "voltar a preços realistas" significa baixar o preço de certos bens duráveis? Como terras ou automóveis?

    Pergunto isso, porque venho tentando aprender sobre economia aqui no site, ao mesmo tempo que ouço todo dia da boca de empresários da minha cidade que nunca viram o preço de nada cair, só subir. Segundo eles,os preços estabilizam, mas não caiem. Isso é uma verdade?
  • Leandro  16/02/2022 13:56
    Alimentos caem. Combustíveis também. Determinados imóveis podem cair, mas só os voltados para as rendas mais baixas, e desde que não haja crédito direcionado pelos bancos estatais (se houver, não cairão). Eletricidade também cai. Carros podem cair, mas como os preços dos carros estão mundialmente altos, e o Brasil exporta muito carro, aí será mais difícil. Enquanto a demanda externa por carros estiver alta, os nossos aqui continuarão caros.

    Vestuário pode cair, mas vai depender do preço do algodão, que disparou no mercado internacional. Por enquanto, acho difícil.

    Já o setor de serviços dificilmente cai, até porque a demanda praticamente nunca cai. Seria necessária uma brutal contração monetária. Mas isso ainda está fora do radar.

    Enfim, depende do setor, do produto, da demanda e da maneira como é determinado seu preço.

    Se os preços pararem de subir, isso já será um alívio no longo prazo. Coisa que hoje está cara parecerá barata daqui a um ano caso o preço se mantenha o mesmo.
  • Felipe  16/02/2022 17:22
    "Carros podem cair, mas como os preços dos carros estão mundialmente altos, e o Brasil exporta muito carro, aí será mais difícil."

    Em 2021, os veículos automóveis de passageiros constaram 1,5 % das exportações do país (em dólar; o valor exportado em carros foi de US$ 3,3 bilhões; fonte aqui). O pico nas exportações de carros brasileiros se deu em agosto de 2017 (ao menos em nível mensal). Agora está em baixa histórica.

    O principal destino dos carros exportados continua a Argentina: participação de 39,1 %. Os que se seguem entre os principais destinos são Colômbia e México. Os nossos vizinhos preferem importar carros asiáticos. Para os mercados desenvolvidos e competitivos, a participação é ínfima.

    Agora, já que os preços dos alimentos podem cair, é possível ocorrer o contrário do shrinkflation, ou seja, um "expandflation"?

    Em nível mundial (ano de 2019), entre os exportadores de carros, o Brasil ocupa apenas 0,5 % do total. Os maiores exportadores são alemães (18,6 %), japoneses (13,5 %), americanos (7,32 %) e mexicanos (6,84 %).
  • Observador  16/02/2022 17:43
    O país exporta 370 mil carros.

    www.autoindustria.com.br/2021/12/06/brasil-exportou-28-mil-veiculos-em-novembro/

    Já as vendas internas são de 1,56 milhão (veículos de passeio).

    [link]www.cnnbrasil.com.br/business/veja-quais-foram-os-10-carros-mais-vendidos-do-brasil-em-2021/[/lin]

    As exportações, portanto, totalizam quase 25% do total de vendidos internamente. Supondo que isso fosse desovado no mercado interno, este seria o aumento da oferta. Não é pouca coisa.
  • 4lex5andro  17/02/2022 12:37
    Exatamente.
    O correto é comparar as exportações de veículos do Brasil, não com os maiores países exportadores (Alemanha, Eua, Japão) de veículos do mundo, mas com as vendas totais no mercado interno.
    Disso se depreende o peso das demandas externas face a produção interna, e com o BRL desvalorizado no último ano e meio, a pressão inflacionária afetou e ainda afetará os preços de veículos no varejo brasileiro.
    No fim de 22, começo de 23, o mercado automotivo interno deve voltar a normalidade, claro, mantendo-se as atuais políticas governamentais de não intervir no setor e seguir reformas como adm., fiscal e também o programa de desestatizações.
    Estabilidade sempre é bom pra o país.
  • Ronald Reagan  17/02/2022 11:30
    Então é isso, no final os empresários da minha cidade sempre estiveram certo. Não existe esse negócio de preço de bens duráveis cair, só estabiliza. Muitos leigos por aqui acham que os preços das coisas "irão voltar ao normal" mas pela sua resposta, aparentemente não.
  • Leandro  17/02/2022 13:41
    Para que isso acontecesse teria de haver uma brutal deflação, por definição. Se o IPCA subiu 10%, então, para os preços "voltarem ao normal", eles teriam de cair aproximadamente 10%. Isso nunca ocorreu antes. Não sob moeda fiduciária.

    É por isso que eu nunca entendi como havia gente que embarcou naquele papo de "a inflação é temporária". Não fazia sentido nenhum. Quem dizia aquilo estava, por definição, dizendo que haveria um brutal deflação de preços logo em seguida, algo totalmente inédito sob moeda fiduciária.

    Na melhor das hipóteses, poderiam dizer que o "aumento da taxa de inflação duraria pouco tempo". Mas a perda no poder de compra da moeda não seria revertida. Esta é definitiva.
  • anônimo  17/02/2022 14:31
    Só aconteceria se a oferta monetária fosse fixa. Aí os empresários, para manter os lucros, teriam que aumentar a produção pra compensar. Então os preços cairiam pela maior oferta e concorrência.

    Mas nunca a taxas de 10 a 20 por cento em menos de um ano. Ofertar é um processo lento. Vc investe esse ano para que somente ano que vem o produto ou serviço possam ser ofertados e ajudem a baixar os preços.

    Já a emissão monetária tem o poder de disparar os preços a taxas quase infinitas, em tempos curtíssimos, pois vc só está acrescentando números em contas bancárias ou em pedaços de papéis.

    Deixemos a oferta monetária estável e talvez demore cinco anos para os preços recuaram aos níveis pré pandemia.

    Mas como nossa meta de inflação é 5 por cento, estamos longe disso.
  • Ronald Reagan  18/02/2022 12:09
    Um dos medos do pessoal aqui é em relação ao Gado, ele disparou de 120/arroba em Dezembro de 2019 para 290,00 nas cotações atuais. Praticamente triplicou de valor. Hoje muitas pessoas tem até medo de investir com medo que volte nos niveis pré pandemia. Procurando sobre o assunto aqui no site, eu vi o caso da recessão de 82 nos EUA onde o Paul Vocker subiu os juros e baixou drasticamente os preços. Então achei que poderia acontecer o mesmo aqui. Mas pelo oque vocês falaram aí, não é bem assim.
  • Supply-sider  18/02/2022 14:24
    Uma das causas desta disparada foi o aumento das exportações para a China e também para o Oriente Médio (um mercado até então restrito). Houve também problemas climáticos.

    E vários países zeraram as tarifas de importação para a carne brasileira.

    www.canalrural.com.br/noticias/paises-abrem-cotas-para-importacao-de-carne-brasileira-com-tarifa-zero/

    valor.globo.com/agronegocios/noticia/2021/11/17/russia-importara-300-mil-toneladas-de-carnes-com-tarifa-zero.ghtml

    Eu também acho que os preços voltarão cair um pouco, mas nunca que irão voltar aos valores de 2019 (muito embora eu, como consumidor, torça por isso). O governo tinha de zerar a tarifa de importação para a carne.
  • Felipe  18/02/2022 14:54
    Pelo que consta, a tarifa de importação média de carne no Brasil é de 6,69 %.

    Seria ótimo se zerassem, mas o governo tem medo dos mercantilistas.
  • 4lex5andro  18/02/2022 16:01
    Esse ''voltar ao preço normal'' é vago.
    Sem estabelecer a quê normal se refere no valor e no tempo, fica um termo impreciso.

    O que arriscaria escrever, é que o Brasil não vai conhecer a bonança dos anos 2000, e ali foi a janela perdida, talvez a última, onde as commodities estavam bem precificadas e com demanda no auge, por parte de Pequim, e o Ocidente estava envolvido em conflitos (então ainda recentes) no oriente médio, favorecendo o BRL face a essas moedas...

    Foi se a chance de ter feito privatizações e reformas estruturais como a previdenciária (havia um executivo com congresso e judiciário a seu dispor) mas como esperado em uma gestão socialista, isso não ocorreu, ao contrário, o Estado e o oligopólio bancário se agigantaram ainda mais, e junto o déficit público que viria a cobrar seu preço na decada seguinte.

    Como bem apontado no IMB, a crise econômica na verdade é um ajuste severo, sobre uma economia que cronicamente sempre foi (muito) influenciada, e artificialmente, moldada (e inflacionada, claro) pelo Estado. Esse é o caso do Brasil.

    O que explica por quê, de tempos em tempos, o país sempre está (muito) vulnerável a oscilações e a atual, já persiste desde 2015, com um curto período de respiro no triênio 17/18/19.

    E só daí em diante o país passou a ter um executivo de fato, preocupado com as reformas e desestatizações que o Brasil prescinde há tanto tempo.
  • William  18/02/2022 16:24
    Há sim uma janela boa no presente momento. A política monetária voltou a ser sensata (vamos ver até quando), os gastos do governo estão apresentando algum equilíbrio, e várias reformas do lado da oferta foram e estão sendo feitas. A questão da infraestrutura também está sendo - pela primeira vez desde a redemocratização - muito bem tocada.

    Só que absolutamente tudo isso vai depender dos números que sairão das urnas eletrônicas em outubro deste ano.
  • Lucas  18/02/2022 17:07
    Foi se a chance de ter feito privatizações e reformas estruturais como a previdenciária (havia um executivo com congresso e judiciário a seu dispor) mas como esperado em uma gestão socialista, isso não ocorreu, ao contrário, o Estado e o oligopólio bancário se agigantaram ainda mais, e junto o déficit público que viria a cobrar seu preço na década seguinte.

    No primeiro minuto do vídeo a seguir, a "justificativa" do então presidente para não ter feito as reformas e privatizações (ignore o título do vídeo):



    É... pois é...
  • Guilherme  15/02/2022 19:26
    Já li vários artigos do site (não posso dizer que já li todos, mas já li a esmagadora maioria). Meu tópico favorito é moeda, sistema de preços e ciclos econômicos.

    Este artigo é sem dúvidas top 3 no tema.

    Abordou todo o essencial e ainda desenhou.
  • Humberto  15/02/2022 19:32
    George Reisman é fantástico. Dos austríacos vivos, ele é o mais completo (Joe Salerno está num próximo segundo lugar).
  • Trader  15/02/2022 19:34
    A moeda é o tema do momento. A importância de uma moeda sólida é difícil de ser quantificada (embora este artigo tenha chegado bem perto). Ela está diretamente ligada ao nosso padrão de vida. Se as pessoas entendessem as consequências das manipulações monetárias parariam de dar palco para esses imbecis da Teoria Monetária Moderna e para essa gente que vive dizendo que a solução para tudo é "reduzir juros".
  • Amante da Lógica  16/02/2022 02:17
    Dinheiro é um certificado de desempenho. É a prova de que você criou valor para terceiros. Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá dinheiro e, logo, a liberdade de ter e consumir o que quiser.

    Em um livre mercado, você só obtém este certificado de desempenho se souber melhorar a vida de terceiros. Nada pode ser mais ético e moral do que isso.

    Daí a importância moral de se ter uma moeda sólida. Se a moeda é sólida, ganhá-la exige esforço e competência. Quem a tem em grande quantidade sinaliza que soube criar valor para terceiros. Já se a moeda é um guardanapo, todo mundo tem em abundância, e ela não vale nada. Ela deixa de ser um certificado de desempenho. Ela não mais mensura nada.

    Em uma economia de moeda forte as pessoas têm de ser produtivas e saber criar valor. Não há espaço para empregos em atividades econômicas artificiais, para as quais não há genuína demanda.  Não há espaço para malabaristas de semáforo ou para flanelinhas ganharem dinheiro (pois o dinheiro é escasso). Ou eles procuram atividades produtivas, ou definham. 

    Da mesma forma, uma moeda forte não dá espaço para políticos e burocratas criarem medidas que beneficiem grupos de interesse e determinadas camadas eleitorais. Não há espaço para salários nababescos para funcionários públicos. Com efeito, nem sequer há espaço para aumentos salariais para funcionários públicos.

    A moeda forte, em suma, promove hábitos morais de comportamento humano.

    Deveria estar na plataforma de todo e qualquer partido político minimamente sério.
  • Régis  15/02/2022 20:21
    Quando a oferta monetária é estável e o preço da carne aumenta, então você sabe com toda a certeza que ou houve uma alteração nas preferências dos consumidores (o que fez com que a demanda por carne aumentasse em relação aos outros produtos) ou houve um problema com a oferta.

    Em ambos os casos, você pode tranquilamente aumentar "produção" de carne, pois sabe que o preço final de venda é aquele que está sendo praticado agora, e os custos de produção continuarão sendo aqueles que você está vendo. Os outros preços da economia não subiram. Apenas o da carne subiu, pois houve uma alteração na preferência dos consumidores.

    (Com efeito, se a carne encareceu, então provavelmente outros itens tiveram seu consumo reduzido, e seus preços caíram).

    Por outro lado, se a carne encarece por pura inflação monetária, então aumentar a produção de carne não será necessariamente algo racional. As preferências dos consumidores não se alteraram. Todos os produtos da economia estão igualmente mais caros, inclusive os preços dos insumos para a produção de mais carne.

    Pior ainda: se você aumentar a produção, pode ser que o preço da carne caia (ou seja, volte a ser como era antes; afinal, a preferência dos consumidores não tinha mudado, o que mudou foi a oferta monetária), mas os custos de produção subam (com inflação monetária, tudo se torna um jogo de adivinhação e não há motivo para seus insumos caírem).

    Sendo assim, aumentar a produção pode simplesmente representar sua falência.
  • Bernardo  15/02/2022 22:57
    Muito bom insight, Régis. Sempre aprendo muito aqui nesta seção de comentários.
  • Humberto  15/02/2022 23:01
    Períodos de expansão monetária e do crédito sempre terminam da mesma maneira. Varia apenas a intensidade, que depende exatamente da duração da expansão monetária e do crescimento dos agregados monetários. Mas sempre ocorre o mesmo: recessão e destruição de capital.

    Se os empréstimos são feitos com moeda criada em vez de empréstimos com dinheiro que outros efetivamente pouparam (ou seja, se abstiveram de consumir), tem-se uma economia fake. E nada que é fake dura para sempre.
  • Dúvidas  15/02/2022 22:54
    Boa noite, prezados.

    Estou me familiarizando com liberalismo (através de Hoppe, no momento) e surgem questões constantemente, sempre busco aqui as respostas, mas às vezes essas não ficam claras.

    Não sabia por onde me comunicar aqui e, por isso, lanço aqui mesmo uma dúvida não relacionada ao tema do artigo:

    1. Compreendo que o lucro permite que sejam empregadas novas tecnologias que propiciarão ao trabalhador maior produtividade e, por conseguinte, é possível que o empregador ofereça salários maiores. Minha questão é: por que os empregadores assim fariam, se eles podem manter o lucro para si mesmos ou aplicar nas indústrias?

    Me pergunto se a resposta vai ser: "bom, em um livre mercado, os patrões brigariam pelos empregados, para que aumentem sua própria produção". Mas e o desemprego? Além do que, o que impede que as empresas estabeleçam entre si acordos para que o trabalho seja abusivo? Talvez nem mesmo acordos, simplesmente um ideal produtivo insano tal qual o japonês?

    Agradeço se puderem indicar leituras.
    Abçs
  • Professor  15/02/2022 23:03
    Resposta teórica aqui:

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Resposta empírica aqui:

    Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes

    Bônus:

    Employment Options, Not Labor Unions, are the Real Source of Bargaining Power for Workers

    Dever de casa:

    Se ocorresse esse cenário que você descreve, por que então existem milhões de pessoas que ganham mais que o salário mínimo? Dado que o patrão só é obrigado a pagar o salário mínimo, então por que há milhões de trabalhadores que recebem mais que o mínimo?

    Era para — utilizando suas próprias palavras — "as empresas estabelecerem entre si acordos para que o trabalho seja abusivo". Ou seja, era para todo mundo estar recebendo apenas o mínimo. E isso seria legítimo. Por que não acontece? Pergunta empírica, e não teórica.
  • Eduardo  15/02/2022 23:13
    "Mas e o desemprego? Além do que, o que impede que as empresas estabeleçam entre si acordos para que o trabalho seja abusivo? Talvez nem mesmo acordos, simplesmente um ideal produtivo insano tal qual o japonês?"

    Com todo respeito, isso é "lógica" de quem nunca empreendeu nem um carrinho de pipoca na vida. Faz parecer que todo patrão é mau e todo empregado é santo, honesto, competente e coitado, e que só não ganha mais por "crueldade" do patrão.

    Pra começar, tem muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.

    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.

    Por outro lado, funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão, da terceirização, da automação, de todo mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
  • anônimo  15/02/2022 23:53
    Desemprego é ocasionado por práticas de CLT abusivas. Existe um mínimo de direitos a serem pagos, não pela produtividade do empregado, mas por lei. E que fazem com que trabalhos cujo valor não adentrem na CLT, não se compense a contratação. Por isso não se abre vagas nessas áreas.

    E também vc tem que fugir da mentalidade de empregado. Emprego não existe pra enriquecer vc. Nunca existirá. O que traz dinheiro mesmo é o empreendedorismo. Seja o que vc faz sozinho, seja o que vc faz com sócios.

    Sim, sócios. Se vc não consegue sozinho, vc pode empreender com seu patrão, por exemplo. Por isso que as empresas têm sócios. Por isso que existe o mercado de ações. Empreenda e vc descobrirá que o sistema atual destrói isso ao roubar a renda dos produtivos e isso diminui a capacidade de empreender (e ganhar dinheiro) e até mesmo de contratar empregados.

    O dinheiro que ia para o produtor e que poderia ser também para investir no empregado vai para o sócio parasita que não faz nada com o dinheiro confiscado: o governo.

    Você autoriza este a tomar dinheiro dos outros pra dar pra vc, o que é imoral, e este nem isso faz. Vc apoia a destruição da sociedade para nada.

    Quem consegue receber esse dinheiro de graça, se estraga. E vive no desemprego. O desemprego já era para ter zerado. Mas não com o estatismo, burocracia, comunismo, fascismo, autocracia. São sistemas parasitas e desemprego e salário baixos são suas consequências.
  • anônimo  16/02/2022 01:45
    Trabalho abusivo é quando o patrão é obrigado por lei a pegar parte do meu salário e dar para outro, como é hoje. Uma parte vai para o governo, outra para o companheiro que não faz nada. Eu prefiro que o patrão me disponibilize todo tipo de bem de capital pra eu produzir mais. Mas, no sistema atual, todo mundo tem que receber igual.

    Isso sim é abusivo. Sustentar um parasita e ser obrigado a isso.
  • anônimo  15/02/2022 23:19
    g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2022/02/15/carteiros-comunitarios-tentam-amenizar-desigualdade-social-no-rio-agente-entrega-ate-500-cartas-por-dia.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1&fbclid=IwAR0-Vn12N2WQYnS-amzHb6WqOdEjy0OqLdD1rH19bACMauASLT0in2S91FQ
  • Juliano  15/02/2022 23:30
    Notícia espetacular. A iniciativa privada atuando para remediar um fracasso estatal. E olha que estes indivíduos ainda estão correndo risco: em tese, eles são criminosos, pois estão fazendo uma atividade que é monopólio estatal por lei.
  • Felipe  15/02/2022 23:49
    Em tese os "serviços públicos" são universais, mas os próprios Correios deixam de entregar em certas áreas. Gostoso demais isso, né?

    Criminalidade essa que o próprio estado ajudou a alimentar.
  • anônimo  16/02/2022 00:01
    Já fui carteiro. Conheço essa bateria de cabo a rabo
  • anônimo  15/02/2022 23:25
    Artigo magistral. Uma dúvida sobre inflação: Devemos esperar aumento nos preços primeiro no começo da cadeia produtiva ou no final dela?
  • Leandro  15/02/2022 23:47
    Sempre começa do início da cadeia. Sempre. É lá que estão os insumos, as matérias-primas e as commodities, que são transacionados no mercado internacional e têm seu preço estipulado em dólar. Se o dólar fica mais caro (uma consequência da inflação da moeda nacional), todos estes itens ficam mais caros em reais.

    Simultaneamente, o aumento no consumo (causado pela maior renda nominal gerada pela expansão monetária) aumenta a demanda dos varejistas por itens no atacado. E do atacado para a indústria de bens de consumo. E desta para a indústria de bens de transformação e de bens de capital.

    Se as vendas das Casas Bahia estão aumentando e os estoques estão diminuindo, a primeira medida será encomendar novos produtos para repor seus estoques. Se as geladeiras, os fogões, as televisões e os móveis estão sendo vendidos rapidamente, de modo que os armazéns das lojas estão se esvaziando, então a encomenda de novos estoques será constante.

    Consequentemente, os fornecedores das Casas Bahia — o setor atacadista — aumentarão suas encomendas para as indústrias. E as indústrias, por sua vez, aumentarão sua produção.

    E com um detalhe: essas indústrias que irão aumentar sua produção de fogões, geladeiras e televisões irão demandar mais bens de capital (máquinas e equipamentos) para aumentar essa produção. Consequentemente, as indústrias de bens de capital terão de aumentar sua fabricação de bens de capital.

    Chegamos ao início das etapas de produção.

    Como isso está ocorrendo em todo o país (varejo e atacado recorrendo à produção industrial), os preços das indústrias são os primeiros a subirem.

    As indústrias de bens de capital produzem o maquinário que será utilizado pelas indústrias de bens de consumo para fabricar televisões, geladeiras, fogões etc. E as indústrias de bens de consumo venderão para o setor atacadista, que então irá revender para as Casas Bahia (varejo).

    O setor industrial, portanto, é o que mais se expande em resposta aos preços (os quais, por sua vez, foram estimulados pela expansão monetária).

    Inversamente, assim que a expansão monetária for interrompida, a indústria é a que mais se contrai.

    Assim que o varejo começa a diminuir a encomenda de novos estoques, os fornecedores (o setor atacadista) reduzem suas encomendas para as indústrias. E as indústrias de fogões, geladeira e televisão irão reduzir sua produção e, consequentemente, sua demanda por bens de capital. E então as indústrias de bens de capital irão parar. E o faturamento de toda a indústria vai diminuir.

    E aí o primeiro recurso será dar férias coletivas. Se as coisas não melhorarem, demissões.

    No final, todo aquele investimento e toda aquela expansão dessas indústrias se mostram errados, pois foram baseados na crença de que haveria uma demanda forte e contínua por seus produtos.
  • anônimo  15/02/2022 23:56
    Ela ocorre primeiramente onde o dinheiro recém criado (que vai gerar a inflação ) entra primeiro. Normalmente vai para os empresários parasitas que recebem subsídios. Quando estes vão às compras, ocorre ali primeiro. Sobe o preço dos insumos, máquinas, etc. Mas quando o dinheiro recém criado começa a girar, logo ele sabem chega no consumidor final. Mas também pode começar por este.

    Suponha que o governo crie 2 trilhões de reais, não passe pros empresários mas sim pro povão via renda básica. Todo mundo recebe agora 1 mil reais por mês na conta sem trabalhar.
    Todo mundo vai às compras ao mesmo tempo e o que sobe primeiro são os produtos e serviços ao consumidor final.

    "É por onde o dinheiro entra primeiro"

    O mais comum é o primeiro caso hoje. Mas amanhã, essa RBU vai entrar em vigor.
  • silvio lopes de moraes  16/02/2022 00:13
    Isso não é uma regra,vamos ao exemplo; a industria tem clientes para consumir 1 milhão de itens por mês, porém sua capacidade de produção é 300 mil unidade.Logo sobre 300 tem lucro 15%, ao produzir 1 milhão ,desde que não exceda esse valor,não há motivos para reduzir preços,e portanto lucros.NO final qual lucro será melhor ,csobre 1 milhão de itens,ou sobre 300 mil, mesmo que passe de 15 para 10% a margem de lucros?
  • Vladimir  16/02/2022 01:42
    "a industria tem clientes para consumir 1 milhão de itens por mês, porém sua capacidade de produção é 300 mil unidade"

    Neste caso está aberta uma oportunidade incrível para a entrada da concorrência.

    Se a demanda é de 1 milhão, mas só estão sendo produzidos 300 mil, então há uma demanda não-atendida de 700 mil.

    O concorrente que entrar neste mercado vai lavar a égua.

    E ele vai entrar vendendo ao mesmo preço da empresa já estabelecida, e irá roubar clientes dela. Ato contínuo, a margem de lucro deste setor vai começar a cair (há mais produtos sendo ofertados ao mesmo custo de produção).

    E aí irá ocorrer exatamente aquilo que o artigo descreveu.
  • George  16/02/2022 01:47
    1) Se em uma determinada área os lucros estão acima da média, isso fornecerá um incentivo para que novos empreendedores queiram entrar ali para se aproveitar destes altos lucros.

    2) Estes novos entrantes irão aumentar o investimento naquela área, o que gerará mais produção e oferta.

    3) Maior oferta tende a provocar uma pressão baixista nos preços, pois os novos ofertantes têm que tentar conquistar consumidores. E a maneira de conquistar consumidores é oferecendo o mesmo bem ou serviço a preços menores. Ou então oferecendo bens e serviços melhores ao mesmo preço vigente. Em ambos os casos, o consumidor ganha.

    4) Ademais, essa maior oferta tende a reduzir as taxas de lucro de todos os produtores desta área. 

    5) Consequentemente, todos os envolvidos na produção de bens e serviços nesta área terão de encontrar novos métodos de produção mais eficientes (menos custosos) caso queiram voltar a aumentar seus lucros. Caso consigam, esses lucros maiores acabarão atraindo ainda mais concorrentes, que irão novamente reduzir esses lucros. E aí, para competir com estes novos concorrentes e manter sua fatia de mercado, os empreendedores já estabelecidos terão de repassar estes métodos de produção mais eficientes (menos custosos) ao consumidor na forma de preços mais baixos. 

    6) E este ciclo se mantém ad infinitum

    7) A contínua busca por lucros leva à descoberta e à implantação de novos métodos de produção ainda mais eficientes, com o mesmo resultado acima. A consequência é uma queda progressiva nos preços reais de todos os produtos. (A queda nominal nos preços não ocorre simplesmente por causa da contínua inflação monetária estimulada pelo Banco Central).
  • anônimo  16/02/2022 02:48
    Vou resumir e ver se entendi:
    O estimulo monetário aumenta o investimento e consumo(se for com juros ele sinaliza que existe mais poupança onde não tem); As pessoas passam a consumir esses recursos, e a poupança real reduz(Mas não a nominal, os juros aparentam estar mostrando disponibilidade). Porem, muitos investimentos foram feitos na crença que existia aqueles recursos(poupanças). Chegara um ponto onde vai ocorrer uma batalha por esses recursos/poupança e os preços vão começar a subir. Chegamos no ponto da inflação de preços. Então, os bancos começam a cobrar mais juros, porque se não receberão um pagamento com um dinheiro com um poder de compra menor do que o do emprestimo;

    Setores alavancados, endividados com aqueles juros, crédito sem lastro, podem começar a dar calotes, porque agora, a redução do crédito derruba o consumo e encarece novos emprestimos; (Ou mesmo a rolagem de dívidas que aparentavam serem liquidas, mas que na verdade eram apenas papeis ruins que dependiam dessa ilusão); Uma vez eu li a diferença de vendabilidade e liquidez. O papel ser vendável em uma bolha não significa que ele é realmente liquido, essa falta de liquidez real se revela no estouro

    Se esses papeis estavam em setores sensíveis, pode contamina-los e gerar um efeito cadeia de calotes e falências. Como as bancárias. Gerando ainda mais retração do crédito.

    Algo errado ou incompleto?
  • Leandro  16/02/2022 03:30
    Tudo correto. E perfeitamente sintetizado.

    Só para enfatizar: mais dinheiro entrando economia via financiamentos para investimentos faz aumentar a demanda por mão-de-obra na indústria e na construção civil, mas ao mesmo tempo os setores de serviço e comércio continuam precisando de mão-de-obra e recursos, pois não houve aumento na poupança (abstenção de consumo). Houve apenas expansão monetária.

    Assim, começa a haver uma batalha por mão-de-obra e por recursos. Houvesse poupança genuína (isto é, fosse a moeda sólida), a mão-de-obra de um setor seria liberada para outro setor, e os recursos mais demandados por um setor seriam liberados para outros setores. Mas como não há poupança (há apenas expansão monetária), esses fatores de produção começam a ser disputados via aumentos salariais e aumentos de preços.

    Assim, ao mesmo tempo em que uma construtora passa a demandar mais engenheiros, arquitetos, mestres-de-obras, corretores, vendedores, relações públicas etc., os setores de serviço e comércio continuam demandando com a mesma intensidade esses profissionais, pois as pessoas não estão poupando, o que significa que o consumo segue aquecido em todos os setores — a redução dos juros não veio do aumento da poupança, mas sim da criação de dinheiro pelo Banco Central.

    O desemprego cai e os preços e os salários sobem.

    Enquanto estiver havendo essa expansão do dinheiro e do crédito, os números positivos da economia irão durar. A demanda por bens e serviços irá continuar em alta. Os estoques das empresas serão prontamente vendidos. Apartamentos continuarão sendo vendidos na planta. Novos empreendimentos continuarão sendo iniciados. Carros zero continuarão sendo vendidos aceleradamente. Novos restaurantes e novas lojas continuarão sendo abertos. Os preços e os lucros continuarão subindo. Trabalhadores continuarão encontrando empregos a salários nominais cada vez maiores.

    No entanto, em algum momento, essa expansão monetária começará a provocar um aumento generalizado nos preços e nos custos. Consequentemente, os juros bancários também subirão (como dito, se os bancos não subirem os juros, receberão de volta uma moeda valendo muito menos do que quando emprestaram).

    Neste ponto, com a subida dos juros, a expansão do crédito é interrompida (ou fortemente reduzida), os juros de longo prazo sobem, a expansão monetária é desacelerada, a renda e a demanda param de crescer, e os investimentos se comprovam sem sustentação, pois não havia poupança real os lastreando. A demanda esperada para os investimentos não se concretiza.

    A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína (apenas artificial, impulsionada pela expansão monetária e do crédito). Na prática, capital e riqueza foram destruídos. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda genuína. A sociedade está mais pobre, com menos capital e menos recursos escassos disponíveis, pois boa parte foi imobilizada em empreendimentos insustentáveis no longo prazo.

    Por tudo isso, criar moeda não tem como criar riqueza e nem aumentar produção de forma definitiva. Criar moeda apenas desvirtua a produção e mal direciona recursos.

    Ciclos econômicos são um fenômeno tipicamente causado pela manipulação dos juros e pela expansão monetária. É um fenômeno inerente a qualquer arranjo que não tenha uma moeda sólida.
  • anônimo  16/02/2022 04:49
    Obrigado. Entendi melhor o processo de competição por recursos e da abstenção.
    De fato. Isso parece bem importante. Se não poderia ser alegado que o aumento do investimento em um setor , sem abstenção inicial, na verdade aumentaria a disponibilidade de recursos no outro, sem nunca ter tirado dele nada.
  • Leo   16/02/2022 13:10
    Mas o uso de uma política monetária expansionista funcionaria num ambiente de desemprego alto?
    Porque linhas gerais eu concordo com o que foi escrito mas se você considerar que tem um desemprego alto, em que a economia está rodando em certo equilíbrio com desemprego alto, ao reduzir os juros você ajuda a empregar mais gente e a mobilizar recursos que estavam parados (seja recurso físico ou humano).
    E se você for olhar a curva de Phillips (que acho que vale tanto pra emprego de pessoal quanto de capital) os custos dos fatores só passam a aumentar d maneira acentuada quando próximo do pleno emprego.

    Assim, uma redução de juros leve e controlada s fim de reduzir um desemprego que passe dos 8% por exemplo, me parece uma boa política
  • Leandro  16/02/2022 13:49
    Funcionaria exatamente como descrito. No curto prazo, estimula contratações. Depois, tudo volta ao normal.

    Ademais, vale enfatizar que a economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados. Capital foi imobilizado em investimentos para os quais nunca houve uma demanda genuína.

    Como dito, cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo para o qual nunca houve demanda.??O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza. Querer voltar a expandir o crédito e tentar criar demanda para estes investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão ainda mais profunda no futuro.

    Com o agravante de que consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação alta — por causa da expansão do crédito —, e sem perspectiva de renda.

    Se empreendedores erraram em sua estimativa e em sua produção — por qualquer motivo —, então a correção deve necessariamente passar pelo rearranjo dos esforços produtivos, isto é, pelo redirecionamento da estrutura de produção da economia, de modo a estimar mais corretamente os reais desejos dos consumidores e a melhor servi-los.

    Isso envolve, entre outras coisas, o deslocamento de trabalhadores de um setor para o outro (o que causa um alto desemprego temporal) e a suspensão (ou mesmo a abolição) de determinadas linhas de produção (o que causa o fechamento de empresas e fábricas).

    O governo deve remover ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores possam rapidamente corrigir seus erros e descobrir quais bens e serviços os consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços é a principal fonte de informação dos empreendedores, a flexibilidade nos preços de mercado é essencial para uma rápida recuperação.

    Adicionalmente, uma vez que recursos escassos foram mal alocados em empreendimentos para os quais nunca houve real demanda — o que significa que capital está sendo imobilizado de maneira destrutiva —, é necessário haver ainda mais poupança (e não menos) para que tais ativos possam ser adquiridos por novos investidores e, consequentemente, para que trabalhadores e empreendedores possam ser contratados nesta nova linha de produção.

    Se o governo, no entanto, impedir essa correção por meio de política que estimulem a demanda, isso irá apenas subsidiar estes bens que foram produzidos a um custo muito alto. Consequentemente, os erros empresariais serão protegidos e blindados das preferências do consumidor.Os consumidores perderão e os empreendedores ineficientes são premiados. E a economia continuará desalinhada, com a oferta não sendo aquela demandada pelos consumidores.

    Ao final, a produção estará em descompasso com a demanda, os empreendedores ruins continuarão no mercado consumindo recursos escassos (e, com isso, prejudicando os mais competentes), os consumidores terão menos poder, e a economia será menos eficiente.
  • Felipe  17/02/2022 01:26
    Caso em 2020 o BCB não abaixasse a SELIC (ou mesmo fizesse o contrário, em aumentar a SELIC), o que ocorreria na economia? Como estaria agora?

    Eu sei que a mídia e muita gente iria criticar isso, agora nessa pergunta esqueçamos deles.

  • Trader  17/02/2022 03:46
    O dólar não teria se desvalorizado tanto. Estaria entre R$ 3,70 e R$ 4,20, no máximo (estou supondo que M1 e M2 não teriam disparado).

    Consequentemente, os preços dos combustíveis e dos alimentos estariam muito menores do que estão hoje. Sim, estariam mais caro que em janeiro de 2020, pois as commodities encareceram mundialmente em dólares desde aquela data, mas estariam, em reais, muito mais baratos do que estão hoje.

    Dito isso, não sei se teria sido possível fazer auxílio emergencial e aquela distribuição de dinheiro a rodo sem impressão monetária. De certa forma, foi a impressão monetária que possibilitou todos os lockdowns. Não fosse possível fazer impressão monetária, dificilmente teria havido tamanho totalitarismo.
  • Felipe  17/02/2022 22:31
    Com o M1 crescendo de maneira conservadora na China, os lockdowns é o que poderia se explicar a deflação de preços no país em 2020? O problema é confiar nos dados deles.

    Dos países sem banco central, conheço o Panamá.
  • anônimo  18/02/2022 00:45
    O m1 não tá vazando na economia. Eles estão poupando, comprando título. Igual ao processo de japonificacao do Japão.
    Teve até aumento de produtividade. E isso é deflator .
    Tão comprando título até de construtora com casas vazias.
    Só que isso é artificial. Não é um mercado livre genuíno, embora mais que no Brasil.
  • anônimo  16/02/2022 14:33
    "Assim, uma redução de juros leve e controlada s fim de reduzir um desemprego que passe dos 8% por exemplo, me parece uma boa política".
    Isso gera destruição econômica.
    Para cada 1 por cento de diminuição do desemprego na fase da expansão, vc tem por exemplo mais 2 por cento de desemprego na fase da contracao, quando essa a expansão.
    Economias altamente inflacionarias( Brasil nos anos 60 a 90 criaram muitos empregos nas expansões, nas destruíram muito mais proporcionalmente nas crises das retracoes( ciclos econômicos descritos na tace).
    Foi quando a inflação no Brasil diminuiu pra níveis mais civilizados é que o desemprego realmente é o aumento de renda aumentou( plano real.
    O desemprego só não zerou de vez e a renda dos mais pobres só não aumentou muito mais por que a inflação aqui nunca zerou( ela ainda é alta), as mediadas pra empreendedorismo foram sabotador.
    Só pra vc ver , a expansão no gov Dilma foi trilionaria , criou se poucos empregos, e gerou se mais desemprego ainda na retração ( foi a década perdida, que só perde pros anos 80 e a roubada do gov collor).
    Então não compensa combater desemprego com expansão. É mais sólido é garantido com medidas que são do lado da oferta: diminuição dos impostos, dos gastos públicos, diminuição do endividamento, diminuição as burocracia, menos CLT, mais empreendedorismo, menos assistencialismo .
    A oferta monetária Tb tem que ser estavel( inflação zero). Isso obriga todo mundo a buscar renda produzindo e ofertando. As contratações sobem nesse cenário porque para o empreendedor lucrar mais sem receber dinheiro farto dos subsídios ele tem que" produzir mais "e pagando salários maiores para os trabalhadores produtivos, pois ele não vai receber renda repassada do gov retirado dos desdentados via impostos , inflação e endividamento.
  • anônimo  16/02/2022 17:48
    "Porque linhas gerais eu concordo com o que foi escrito mas se você considerar que tem um desemprego alto, em que a economia está rodando em certo equilíbrio com desemprego alto, ao reduzir os juros você ajuda a empregar mais gente e a mobilizar recursos que estavam parados (seja recurso físico ou humano)."

    Isso é teoria keynesiana.

    No mundo real, quando o consumidor poupa (recurso parado, como é dito) ele está mandando um recado ao mercado produtor: vc só terá acesso aos meus recursos se fizer um produto de qualidade e barato!

    E essa é a beleza do capitalismo. Ao poupar, o recurso vai para demanda genuína dos consumidores e com isso ele ganha poder e é mais livre.

    Mas isso é destruído por políticas de tomada de renda (que punem a poupança) ou expansão monetária (que desvaloriza a moeda). O produtor passa a receber dinheiro tomado da sociedade, e por isso não atende as demandas genuínas dessa. O dinheiro criado desvaloriza e vc compra menos.

    Toda essa teoria keynesiana de recurso parado foi uma jogada política pra tomar os recursos da sociedade. Ela não pode poupar porque é ruim, então vamos intervir e tomar de alguma forma os recursos: inflação, impostos, endividamento...

    É uma teoria econômica furada pra justificar a política de tomar os recursos da sociedade. E isso ficou arraigado na mente das pessoas.

    Curva de Philips também. Ela justifica vc teoricamente tomar os recursos.

    Mas o correto pra vc ter acesso aos recursos de alguém não é tomar eles, é vc oferecer um bem ou serviço que o faça querer consumir aquilo. Isto é, vc se tornar produtor de bem ou serviço e trocá-lo pelo dinheiro do consumidor, sem trapaça.

    Essa é a teoria austríaca. Todo mundo produzindo e trocando bens e serviços, e o dinheiro é ferramenta de troca. Se ninguém produz o que vc quer consumir, vc tem todo o direito de guardar o recurso, poupá-lo e deixá-lo parado. Empresários, governo não têm direito a esses recursos.

    E se a oferta monetária estiver estável, e sem o governo tomando os recursos para supostamente fazer serviço que ninguém pediu, isso ocorre naturalmente: sem dinheiro farto entrando o produtor tem que se concentrar em produzir o que o cliente quer comprar.

    Com isso o recurso não fica parado. Todo ser humano é consumidor por natureza. Vc produzindo, eles comprarão. Mas vc tem que produzir primeiro e, quando vender, também fazer poupança. E usar os recursos pra continuar produzindo o que o consumidor quer consumir (e transferir o recurso pra vc numa troca justa).

    Por isso expansão monetária é roubo. E não é necessária pra economia. Mas é necessária aos políticos. Sem botar as mãos nos recursos, eles não têm como roubar. Daí vêm as teorias furadas alinhadas a isso.
  • Zero2  16/02/2022 11:31
    Tem algo de equivocado aí sim.
    A expansão monetária, através de juros baixos, não faz os empréstimos aumentarem, pois os bancos ficam mais cautelosos em conceder financiamento.
    Vide a redução brusca de juros na crise europeia pos subprime
  • Leandro  16/02/2022 13:46
    Correto. Isso ocorre em economias que estão em crise profunda, como a europeia em 2009 e a japonesa desde 2001. Neste cenário, com bancos quebrados, empresas falidas, alto desemprego, falta de perspectivas e economia dilacerada, você pode derrubar os juros para onde quiser e não terá efeito nenhum, pois não há confiança para os bancos saírem emprestando. O dinheiro não vai entrar na economia.

    Com efeito, esses juros artificialmente baixos terão o mesmo efeito que um controle de preços. Os juros teriam de ser muito maiores para que os bancos tivessem alguma confiança para sair emprestando.

    Já em economias normais, funcionando normalmente, uma injeção monetária no sistema bancário, ao aumentar suas reservas, faz com que eles emprestem mais destas reservas para pessoas e empresas.

    O Brasil, felizmente, está neste último grupo (economias ainda normais).
  • anônimo  16/02/2022 03:38
    Muito certo. Dinheiro imprimido gera malinvstment.
    É um investimento erroneo, que só se sustenta pelo dinheiro farto( foi recebido porque foi tomado e repassado por via política, subsidio).
    Essa empresa começa a gastar e se individa. Solta papéis e as pessoas compram porque pensam que essa empresa tá crescendo.
    Só que mais pra frente essa empresa ou vai encolher ou falência. E esse papel não valerá nada. Nesse caso quem comprou o papel foi enganado. Se foi via empréstimo, vira calote. Assim se fabrica papéis podres.
    E tudo começou no dinheiro imprimido, sem lastro, que segue a lógica do dinheiro falso, mas com a diferença que o gov obriga todo mundo a usar e com isso o prejuízo é " socializado "entre todos, menos entre os primeiros a pegar o dinheiro. Eles tem a vantagem de gastar primeiro antes disso preços subirem.
    Então os ciclos são sucessões de injeção de cocaína na veia da economia seguida de fases de abstinência , quando o giv não consegue manter as injeção. ( fase da enganação e depois fase de colher os frutos da destruição econômica.
  • Holder Investing  16/02/2022 13:58
    Isso não é desculpa. Se o analista de crédito não consegue perceber esse tipo de coisa e permite o emprestimo para empresas assim, sinto informar mas esse cara é muito ruim. Não por acaso que as métricas de avaliação de crédito costuma se debruçar no fluxo de caixa da firma e nao do acionista e olham muito mais pro EBITDA e sua relação com o serviço da dívida, tem que ter folga de caixa operacional para conseguir liberação de recursos de terceiros
  • EUGENIO  16/02/2022 15:46
    Isso pode acontecer sim.

    Mas o contrário também, dívidas produtivas podem ser feitas com competência e honestidade e resultarem em geração real de riquezas.

    Inúmeros milhares de exemplos existem e funcionam no mundo.

    Um percentual mínimo é mal feito e com incompetência gera frustração.
  • Joel  16/02/2022 19:54
    Uma dúvida,

    Como que um empreendedor fica sabendo que em outra área está tendo lucros ou prejuízos?
    Eu entendo que ele tem essas informações na área que ele atua, mas como ele conseguiria essas informações de áreas em que ele não está atualmente atuando?
  • Fonseca  16/02/2022 20:01
    Qualquer empreendedor e investidor minimamente competente sabe as margens de lucro de qualquer setor, principalmente quando a empresa é listada em bolsa e divulga balanços trimestrais.

    É função do empreendedor e do investidor estar sempre alerta a oportunidades. E saber os números de quem opera em determinado setor é sua obrigação mínima.

    Pergunte a qualquer proprietário de padaria qual é a margem de lucro do açougue da esquina e ele saberá (se falar que não sabe, ele está te enganando).

    Empreendedor que não sabe o que está ocorrendo ao seu redor vira empregado.
  • anônimo  16/02/2022 20:15
    Com oferta monetária estável, toda informação está no sistema de preços livres.
    Nesse cenário, se um produto começar a subir muito o preço, é porque a demanda subiu , portanto o lucro sobe. O empreendedor só tem que aumentar a produção desse produto, pra lucrar.
    Nesse cenário se o preço do produto cair é por excesso de produção ou porque o consumidor desistiu de comprar ( demanda em queda). é prejuízo porque o preço cai muito e a produ não compensa.
    O empreendedor tem então que ter flexibilidade para cortar a produção de um e aumentar a de.outro
    Mas toda a informação está no sistema de preço livre.
    Já num processo de expansão monetária a demanda sobe artificialmente, e o empreendedor não tem a ferramenta do preço livre.
  • Paulo  16/02/2022 20:44
    E essa notícia? Quando nem o helicopter money consegue fazer o japones parar de poupar
    www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/02/estimulo-economico-japones-esbarra-em-habito-de-poupanca.shtml
    Que inveja desse povo
  • anônimo  16/02/2022 23:53
    Que inveja desse povo
    Poupador, produtivo moeda valorizando
  • Leandro  17/02/2022 03:26
    A moeda japonesa já não está mais com essa bola toda, não. Ela está se desvalorizando acentuadamente em relação ao dólar (e também em relação ao real):

    tradingeconomics.com/japan/currency

    O Banco Central Japonês, desde 2020, passou a praticar o "yield curve control", ou seja, ele passou controlar os juros longos. Ele imprime ienes e os utiliza para comprar títulos longos, para assim tentar impedir que os juros longos subam.

    www.wsj.com/articles/tokyos-yield-curve-control-defense-bank-of-japan-interest-rates-11644866423

    Como resultado, o M2 passou a crescer a um ritmo totalmente atípico para o país.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/japan-money-supply-m2.png?s=japanmonsupm2&v=202202121002V20200908&d1=19970223

    Só que este controle de preços não mais está funcionando, pois os juros longos voltaram a subir. E forte.

    tradingeconomics.com/japan/government-bond-yield

    E a inflação dos preços no atacado estão em quase 10%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/japan-producer-prices-change.png?s=japanpropricha&v=202202100633V20200908&d1=20100217&d2=20220217

    (Neste quesito, o Banco Central brasileiro está se comportando muito mais corretamente. Não está controlando juros longos e nem câmbio [tardiamente, ele descobriu que o problema estava na Selic e na oferta monetária; depois que descobriu isso, viu que fazer leilão de dólar era totalmente desnecessário]. Está deixando estes preços livres, como tem de ser.)

    A conferir.
  • anônimo  17/02/2022 03:03
    As pessoas poupam porque os empreendedores não produzem o que elas querem produzir. Estão mandando um recado para o empreendedores: vc só terá acesso aos meus fundos se produzir um produto de qualidade e barato.

    Esse estímulo ao consumo japonês é inócuo. É estímulo à demanda. A economia japonesa é forte porque o povo poupa. As empresas poupam e seus investimentos são baseados nessa poupança.

    Isso irrita os adeptos do expansionismo e assistencialismo. Eles querem de todo jeito quebrar essa espinha dorsal da economia japonesa. O errado lá é que todo dinheiro impresso vai para os títulos, não para atividades produtivas. E foi o BC japonês que estimulou isso. Ele é dono de todas as empresas listadas na bolsa. Essas ações estão sobrevalorizadas e isso estimula o povo a comprar mais títulos.

    Esse pepino é um arranjo de títulos. Onde será que vai parar?
  • EUGENIO  17/02/2022 17:14
    Nem todos são capazes e tem conhecimentos para investirem.

    Muitos temporariamente poupam até terem onde investir conforme seus entendimentos

    Querer que todos só poupem permanentemente,e que isso é coisa boa, não é verdade!

    O poupador permanente esta para aquele que enterrou o talento, nada produziu e o talento lhe foi tirado.

  • anônimo  17/02/2022 18:34
    Para fazer , produzir qualquer coisa honestamente, tem que se poupar.
    A única outra maneira de se fazer alguma coisa sem poupar é roubando.
    Vc pode poupar sem fazer nada. É problema da pessoa. É o primeiro passo somente. Competência vc consegue tentando e aprendendo.
    Foi a capacidade de poupar quem criou as base da civilização. Acabar com ela, é o começo do fim desta.

  • anônimo  17/02/2022 03:47
    um fato circunstancial é que uma ilha como o japao é atingida por todo tipo de desastre, voce tem terremotos, voce tem tsunamis, voce tem taifus
    e a poupança é a garantia que amanha voce pode conseguir um lugar pra repousar novamente, seus descendentes nao vao ter que recomeçar do zero
    a preferencia temporal envolve a propria sobrevivencia, da um significado bem mais profundo a abstençao de consumo

    o brasileiro comum ta longe de ter a mesma responsabilidade
  • anônimo  17/02/2022 13:00
    Tiveram a sorte de não achar ouro em seus território, ou outro minério que provocasse a maldição" .
    Com isso o país foi construído somente com a produção de bens ou serviços. Como deve ser.
    Já países como o Brasil passam por todo tipo de aventura que não dá certo. A primeira foi a maldição maldição ouro. Acharam 1100 toneladas de ouro em 60 anos na época da colônia. Muito ouro em circulação. Todo mundo abandonou as atividades produtivas pra procurar ouro.
    Quando o ouro acabou, os governantes viram como é bom imprimir dinheiro pro bolso deles.
    E entra governo, sai governo imprimese. Nunca teve padrão ouro por aqui praticamente. As tentativas foram sabotador.
  • Renato  17/02/2022 02:35
    Faça o que eu digo, não faça o que eu faço: nos Estados Unidos, centro difusor do pensamento neoliberal e da defesa do laissez-faire, a privatização do sistema elétrico não é sequer cogitada.
    Os Estados Unidos são o 3º maior gerador de energia hidrelétrica do mundo, atrás apenas da China e do Brasil. As hidrelétricas estadunidenses tem um potencial instalado de 102,8 GW e contribuem com 6,6% de toda a energia consumida nos Estados Unidos.
    Há usinas hidrelétricas em 36 dos 50 estados do país. A maioria, entretanto, está concentradas na bacia hidrográfica do Rio Columbia (44%). O sistema hidrelétrico estadunidense é administrado diretamente pelo governo dos Estados Unidos.
    A maioria das usinas de grande porte e reservatórios pertencem às Forças Armadas ou outros órgãos públicos do governo dos EUA. Somente o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos administra 356 usinas e 75 represas.
    A estatal Tennessee Valley Authority (TVA), criada durante o New Deal, também opera outras dezenas hidrelétricas e mantém uma rede de transmissão com mais 26 mil quilômetros de linhas.
    A participação privada na produção hidrelétrica é absolutamente minoritária, relegada às usinas de porte secundário e fortemente regulamentada pelas autoridades públicas.
    A produção de energia hidrelétrica é vista como um serviço estratégico pelas Forças Armadas dos EUA, não apenas pela necessidade de provisão da demanda energética, mas também para assegurar o controle sobre a vazão dos rios e dos reservatórios...
    ...onde se concentra parte substancial da água potável armazenada no país. A água é vista como um recurso vital que se tornará escasso nas próximas décadas.
    Em um discurso aos correligionários proferido em 2021, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, assegurou que as guerras do futuro próximo não serão mais travadas por petróleo, mas sim pelo controle da água, que Harris chamou de "uma commodity muito preciosa".
    Epicentro do pensamento neoliberal, os EUA exportam há décadas para todo o planeta o receituário do Estado mínimo, da desregulação dos mercados e da privatização, impostos por determinação dos órgãos de crédito sob seu controle...
    por cooptação ou pressão sobre os governos estrangeiros e, sobretudo, pela difusão do pensamento liberal através da indústria cultural, dos aparelhos ideológicos, da academia, da imprensa, das ONGs e dos think tanks.
    Basta uma observação mais atenta, entretanto, para perceber que o receituário liberal exportado pelos Estados Unidos segue à risca o velho adágio "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
    Mesmo após décadas ventilando o discurso liberal, os EUA jamais aventaram a hipótese de privatizar suas usinas e reservatórios. O "canto da sereia" é propalado para além das suas fronteiras, ressoando nos ouvidos de burocratas da periferia do capitalismo.
    O Brasil, vítima frequente da artimanha, mordeu novamente a isca, dessa vez concordando em privatizar a maior empresa de produção de energia da América Latina — a Eletrobras. A empresa possui 176 usinas e responde por mais de um terço de toda a energia gerada no país.
    Mais do que isso, os novos proprietários da Eletrobras irão administrar 52% de toda a água armazenada nas represas do Brasil e se tornarão donos da vazão dos maiores rios brasileiros — o país mais rico em recursos hídricos, que concentra 12% de toda a água potável do mundo
    Se depender do Brasil, os Estados Unidos não precisarão disparar um tiro para se apoderar de nossa água. Os nossos governantes e militares a entregarão de bom grado quando a plutocracia requisitar.
    twitter.com/historia_pensar/status/1494094960211206146
  • Paciente  17/02/2022 03:37
    Mas, hein? Quem escreveu este tuíte aí é a personificação suprema de charlatanismo.

    Deixa eu colocar um fonte do próprio governo americano:

    Q: Who owns the electric system?

    A: The electric system, which includes generation, transmission, and distribution, is owned by a mix of entities. For example, 192 Investor-Owned Utilities (IOUs) account for a significant portion of net generation (38%), transmission (80%), and distribution (50%).

    About 2,900 publicly-owned utilities [empresas com capital aberto na bolsa and cooperatives account for 15% of net generation, 12% of transmission, and nearly 50% of the nation's electric distribution lines. Approximately 2,800 independent power producers account for 40% of net generation.

    [u]The Federal Government owns 9 power agencies (including 4 Power Marketing Administrations and TVA) with 7% of net generation and 8% of transmission[/link]. And 211 Electric Power Marketers account for approximately 19% of sales to consumers.

    www.energy.gov/oe/information-center/educational-resources/electricity-101

    Ou seja, o governo é responsável por apenas 7% da geração líquida, e por 8% da transmissão.

    E mais:
    In 1996, there were 3,195 electric utilities in the United States, of which fewer than 1,000 were engaged in power generation. This leaves a large number of mostly smaller utilities engaged only in power distribution. There were also 65 power marketers.

    Of all utilities, 2,020 were publicly owned [empresas com capital aberto em bolsa] (including 10 Federal utilities), 932 were rural electric cooperatives, and 243 were investor-owned utilities.

    en.wikipedia.org/wiki/Electricity_sector_of_the_United_States

    Ou seja, só 10 são do governo.

    Gentileza não mais poluir o site com mentiras.
  • 4lex5andro  17/02/2022 12:25
    Contenção, e em alguns casos, redução do Estado como há muito não se tinha no Brasil.

    Reforma previdência , privatizações (Liquigas, Brdistribuidora, algumas docas como a do Ma e Es), e agora venda da Eletrobras em maio, após o TCU liberar o negócio.

    Em 22 é 22, beleza, não é o ideal, mas por hora, é o possível nesse país.
  • Ex-microempresario  17/02/2022 16:11
    Numa frase, cita Kamala Harris.

    Na frase seguinte, diz que os EUA são o "Epicentro do pensamento neoliberal".

    Biden e Kamala estão tão próximos do liberalismo (ou "neoliberalismo") quanto Wesley Safadão do canto lírico.
  • reinaldo augusto  18/02/2022 16:37
    Sobre moeda sólida, não custa lembrar que em áreas mais rurais, o preço de itens mais valiosos é calculado pelo produto produzido na região. Uma colheitadeira custa tantas centenas de sacas de soja, um caminhão custa tantas dezenas de cabeças de gado. Afinal uma saca de soja é uma saca de soja e um boi é um boi, eles não se alteram com o tempo.
    Na hora de fechar negócio, simplesmente se converte o produto em reais na taxa do dia e usa-se o dinheiro estatal para concretizar a venda, mas na vida destas pessoas o dinheiro de verdade é o que elas produzem, pois a moeda estatal muda de valor conforme o vento, e não se pode confiar que amanhã será trocada pelo mesmo item de hoje.
    Me pergunto se logo as pessoas vão perceber que Bitcoin é a alternativa mais sensata de moeda e começar a usar em massa.
  • Trader  18/02/2022 17:53
    O racional deles está correto. A moeda, em si mesma, é apenas um meio de troca utilizado universalmente para facilitar as transações e o cálculo econômico em toda a economia.

    Eles, no entanto, precisarão desta moeda tão logo forem à cidade comprar bens e serviços.

    Porém, no microcosmo deles, tal racional está certo.

    Aliás, é uma excelente maneira de explicar por que desvalorizações cambiais artificiais não têm como estimular a produção. Se o dólar encarece, os insumos (fertilizantes, maquinário, colheitadeira, caminhões) também encarecem, de modo que a produção de sacas e bois irá encarecer. Ele poderá exportar mais carne e mais soja, mas terá de gastar mais para produzir estes produtos.

    No longo prazo, os termos de troca entre, de um lado, bois e soja, e, de outro, fertilizantes, colheitadeiras e caminhões não se alteram.

    Prova disso é que, mesmo com a arroba do boi e a tonelada da soja e do milho em suas máximas históricas, as margens dos produtores estão apertadas.

    Margem de lucro dos confinadores recuou 70% neste ano
  • anônimo  18/02/2022 22:56
    Nada como um bom escambo. Você troca diretamente produtos e serviços por produtos e serviços. A moeda só surgiu mesmo pra facilitar as trocas. E pegou mais nas cidades. Passaram a usar moeda também no agro negócio, pois é em grande escala.
  • Felipe  18/02/2022 16:44
    "Sem perder salário, belgas vão poder trabalhar apenas 4 dias por semana"

    O que pensam?

    Em matéria trabalhista, a Bélgica é um dos piores do continente.
  • Thiago Rodrigo Maia dos Santos  22/02/2022 21:37
    Esse ajuste irá acontecer de qualquer forma, no caso via inflação.
  • Wesley   19/02/2022 16:19
    Olhem só mais essa dos liberais de Taubaté do governo. O Ciro Guedes e Roberto Campos Neto querem taxar os produtos da Shopee, Wish e Aliexpress a pedido dos barões da Havan, Americanas e Magazine Luiza.
    Aqui no DF, o Inganês (governador daqui) colocou alíquota de acima de 18% de ICMS para produtos da China:
    VEJA: Paulo Guedes e Campos Neto miram comércio ilegal da China.
    veja.abril.com.br/coluna/radar/paulo-guedes-e-campos-neto-miram-comercio-ilegal-da-china/
    Você pobre consumidor que se lasque com tributos e dólar caro.
  • Robson Santos  20/02/2022 14:41
    Brasileiro gosta de novelas e séries né? Já fizeram O Sistema, Polícia Federal, Bope... aqui o terreno é fértil para uma "Revolta de Atlas brazuca". Mas o gado iria aplaudir um "Receita Federal: o tributo é para todos"...
  • Paulo  01/04/2022 19:11
    Nesse instante, Real a 4,67; Bela valorização em pouco espaço de tempo.
    Será que as eleições tem potencial de provocar alguma desvalorização? (Mesmo que não volte ao patamar anterior de 5,70)
  • Imperion  01/04/2022 20:09
    Vai subir na eleição, e descer caso o eleito seja responsável. Vai ter nova reunião Copom em maio. Deve subir pra 12.75 e o dólar antes da eleição pode descer a 4.50.
  • Leandro  01/04/2022 20:22
    É como eu venho insistindo aqui: olhem diariamente a oferta monetária. Enquanto ela estiver estável e enquanto os juros longos continuarem positivos (em termos reais, é claro), não apostem contra a moeda.

    Teve gente que levou ferro porque seguiu call, nas redes sociais, de gestores emocionados e anti-Bolsonaro. Veja o exemplo de um leitor aqui, que comprou dólar a R$ 5,70 acreditado que passaria de R$ 6.

    Ignoraram completamente a oferta monetária e o alerta de que o dólar cairia.

    Veja os últimos dados da oferta monetária aqui:

    ibb.co/TKdJP1j
  • Paulo  01/04/2022 22:20
    Com a independência do Banco Central, e mantendo essa postura que o Leandro mostrou, existe esperança de um real forte mesmo com o Lula aloprando.
    Porem, o Brasil tem bancos estatais.. E quem tem caixa e bb e BNDES não precisa tanto assim de um banco central. Mas minha dúvida era mais se a incerteza (ou mesmo a certeza que um Lula unicamp da vida), teria potencial de reverter essa tendencia por um tempo
  • Leandro  01/04/2022 22:26
    Banco Central independente foi um "game-changer". E a coisa não está recebendo a devida atenção.

    Agora, ou o burocrata entrega inflação na meta ou ele perde o emprego (e ser demitido de um cargo estatal por incompetência é o ápice da humilhação).

    Campos Neto sabe disso, sabe que sua reputação está em jogo (se ele fosse demitido do BC por "desempenho pífio", propostas de emprego no setor privado viriam a um salário vergonhosamente menor), e, por isso mesmo, começou a fazer o básico: juros reais mais altos e base monetária parada.

    Não é à toa que ele, corretamente, passou a ignorar PIB nas atas do Copom e só fala de IPCA. Que bom. Crescimento da economia se dá por políticas do lado da oferta, e não por manipulação monetária.

    Se esse arranjo (BC independente) se mantiver — e não vai ser fácil revogar —, vai salvar a moeda.
  • Felipe  01/04/2022 23:45
    Pelo menos no México até que está funcionando. O índice de preços deles ficou até menor no regime flutuante do que no regime atrelado. Apesar disso, o Steve Hanke já teceu críticas e disse que o Banxico deveria ser mais austero monetariamente.

    A autonomia do BCB não é igual era a independência do Bundesbank, mas com essa análise do Leandro, parece ser algo interessante.

    Agora é o seguinte: quem que vai interpretar se houve o desempenho ruim?

    O detalhamento está aqui:

    "Art. 5º O Presidente e os Diretores do Banco Central do Brasil serão exonerados pelo Presidente da República:
    [...]
    IV - quando apresentarem comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil.

    § 1º Na hipótese de que trata o inciso IV do caput deste artigo, compete ao Conselho Monetário Nacional submeter ao Presidente da República a proposta de exoneração, cujo aperfeiçoamento ficará condicionado à prévia aprovação, por maioria absoluta, do Senado Federal."


    O Bolsonaro saberia esse critério?

    Em 1964 tentaram um banco central autônomo, mas os militares estragaram tudo.
  • Trader  02/04/2022 00:34
    Dois anos, no máximo três, de inflação fora do intervalo da meta já seria um critério irrefutável.

    E vale lembrar que o intervalo da meta está ficando cada vez menor.

    Para esse ano, a máxima tolerada é de 5%.

    Para 2023, 4,75%.

    Para 2024, 4,50%.

    É por isso que RCN desesperou (e isso não é crítica, mas sim um elogio) e levou a Selic de 2% para 12,75% em apenas um ano. É simplesmente a carreira dele que está em jogo.
  • Vladimir  02/04/2022 00:41
    RCN deve ter lido várias biografias do Volcker e dezenas de monografias sobre o Bundesbank. Isso que ele fez é inédito: subir os juros aceleradamente e ainda comunicar qual será o aumento da próxima reunião.

    Compare isso ao BC de 2020 — que jogava Selic para 2%, aumentava a base monetária em 50% e ainda fazia "forward guidance" mesmo com combustíveis e alimentos explodindo — e verá que são dois Bancos Centrais completamente distintos e totalmente opostos um ao outro. É como se toda a diretoria tivesse sido trocada.

    Ele foi de pomba tombiniana para falcão volckeriano num intervalo de um ano.
  • Robson Santos   02/04/2022 02:45
    Será que haverá alguma narrativa bolsonarista para justificar essa guinada, tipo "fizemos aquilo por causa da pandemia" ? Fizeram aquilo por causa da pandemia, claro isso é fato, e ainda nem esquerda, nem acadêmicos, muito "liberal" por aí nem criticou. Digo não admitirem isso como um erro que foi. E assim ajudam a perpetuar uma farsa de que era a coisa certa a se fazer pelo lado social (???) e como custo político. "Jurisprudência" para populistas praticarem novamente sempre que acharem "cientificamente" conveniente.
  • Felipe  02/04/2022 15:03
    Quando os juros estavam baixinhos, lá nos 2 %, todos os bolsonaristas aplaudiram (mesmo porque eles seguem políticos, e não ideias). Um monte de gente dita liberal também aplaudiu, até o Geanluca Lorenzon apoiou isso.

    Agora muitos, ora por desconhecimento ora por dissonância cognitiva, vão dissociar esse expansionismo monetário com a atual carestia na qual estamos vivendo.

    Para você ver como o Brasil não é sério, o teto da meta de 4 % só será em 2026, teto este que existe no México há muito tempo. No Peru o teto é de 3 %.

    No Uruguai é ainda pior, com uma faixa de tolerância entre 3 e 7 %.

    Falando do país, o peso uruguaio teve uma forte valorização também nesse ano, o que já incomodou os mercantilistas. O presidente lá zerou o IVA de alguns produtos.
  • anônimo  02/04/2022 16:34
    Politico nao admite os erros. O proprio bozo ja reclamou da pandemia, mas os anti bozetes o acusaram de assassinato por nao ter gasto o suficiente na visao deles . Mas o gov imprimiu 2 trilhoes pra pagar essa conta toda.
  • Robson Santos  02/04/2022 17:38
    Pois é. Com trilhões impressos não tem nem como preços baixarem, no máximo estabilizarem na alta e o rendimento médio aumentar, ou uma brutal desvalorização do dollar isso a gente tentando fazer tudo certinho por aqui. Não é impossível, só improvável rsrs...
  • anônimo  02/04/2022 21:17
    Será que haverá alguma narrativa bolsonarista para justificar essa guinada, tipo "fizemos aquilo por causa da pandemia"?

    Sim. Em um grupo que participo, a narrativa é de que a impressão de dinheiro foi uma medida necessária para amparar as pessoas que ficaram sem renda por causa dos lockdowns, que a inflação brasileira é reflexo da "inflação mundial causada pela pandemia" e que não há justificativa para o dólar ter subido tanto senão "bancos apostando contra o BC".

    Fiz um pequeno apanhado dos comentários que os bolsonaristas têm feito lá nos últimos 6 meses, só para vocês terem uma noção:

    ----------
    Rapaz, tem que ser muito incapaz intelectualmente para achar que o BC vai proteger exclusivamente a moeda mesmo num cenário de pandemia. O sujeito que pensa que qualquer órgão só atua pensando em preto e branco não é inocente, é simplesmente incapaz.

    E pior ainda achar que seria possível combater a inflação via aumento de juros sendo que do lado fiscal o governo - ACERTADAMENTE - imprimiu bilhões de reais. O custo em termos de sofrimento e pobreza seria MUITO PIOR se o governo não tivesse feito isso do que o encarecimento dos produtos em virtude da inflação agora. Eu não espero que um sujeito analfabeto entenda essa lógica, inclusive acho que mesmo a maioria das pessoas não vai entender essa relação. Mas alguém que se propõe a debater sobre o que o BC fez ou deixou de fazer não pode ignorar isso, é um imbecil. Não tem outra palavra.

    Não haveria aumento de juros que conseguisse manter a inflação na meta em 12 meses junho de 2020 e junho/julho de 2021.

    Aliás, um dos "BCs" mais respeitado do mundo, o Fed, diz CLARAMENTE que leva em consideração outras coisas para estabelecer os juros, entre eles o desemprego.

    Acho que a escala do auxílio durante a pandemia foi excessiva mas, do ponto de vista humanitário, eles eram absolutamente necessários. Milhões de pessoas ficaram sem renda do dia para a noita por causa dos lockdowns mal-ajambrados. Se tem um momento em que a impressão de dinheiro e aumento de gasto público se justifica são justamente em momentos de crises exógenas como uma pandemia. Parte desse custo estamos pagando agora em inflação e deterioração fiscal, mas é muito melhor do que jogar dezenas de milhões na indigência.

    É debatível se o governo imprimiu dinheiro demais. É sempre muito fácil fazer essa análise de maneira retrospectiva, mas a verdade é que todos achamos que veríamos um colapso econômico que não veio. Muita gente disse que o Brasil fez um auxílio errado, mas os dados até aqui mostram que tivemos um desempenho acima da média no que se refere exclusivamente à desaceleração econômica causada pela pandemia. O Brasil tem outros problemas e por isso nosso crescimento é limitado, mas com relação ao impacto da pandemia em si, foi exemplar o nosso resultado. Inclusive com QUEDA de desemprego.

    Na verdade, embora inflação alta seja ruim, péssimo, ela não é contraditória com a melhoria de outros indicadores econômicos. Inflação costuma acelerar a economia no curto prazo, é exatamente isso que estamos vendo. Para mim, o que realmente destoa completamente neste cenário todo é o dólar. Não existe no papel nenhum motivo para o dólar nem estar tão alto nem flutuar como flutua, tão bruscamente. O Brasil tá com as contas externas equilibradas, o lado fiscal sob controle e tem reservas sólidas. Não vejo vulnerabilidade externa que explique a preferência pela moeda americana.

    Não existe nenhum motivo técnico para o Brasil ter o desempenho cambial que está tendo. Eu falo isso aqui desde meados do ano passado: é uma aposta que investidores institucionais estão fazendo contra o BC. Uma queda de braço mesmo.

    A inflação maior do que o previsto é um fenômeno mundial, fato novo. EUA e Alemanha com inflação recorde. Acho curioso que alguém ainda culpar a política monetária pela inflação. Alguém avisa o Bacen que eles estão causando inflação no mundo inteiro. EUA e União Europeia, duas regiões que costumam ter inflação baixa, tiveram recorder históricos de inflação, em um patamar que não se via há décadas. Brasil teve 10% de inflação, menor do que a inflação de 2015.

    E quando a inflação brasileira foi menor do que a média mundial? É claro que, numa situação normal aumentar, a massa monetária é um problema grave. Mas estávamos numa situação normal? Diga aí, você ouviu falar de pandemia e de fechamento de fábricas, comércios e isolamento social? E não foi o CN que inundou o Brasil com dinheiro, foi o governo e o congresso que determinaram juntos a ajuda. Sem isso a crise teria sido muito mais profunda, muito mais destruição de riqueza e deflação. Nossa, que resultado ótimo.
  • Bluepil  03/04/2022 16:00
    Anônimo,

    Os auxílios nada mais do quê se mostraram como distribuições de renda escancaradas.

    Você pode dizer que houve "ajuda humanitária", mas na prática muitos emp0breceram e irão empobrecer para financiar esses programas megalomaníacos do governo.

    Ás pessoas pobres que estavam sem dinheiro ou ficaram sem dinheiro com a pandemia sobreviveriam de qualquer forma, humanos não são bobos que morrem facilmente. Se existe gente sem teto por aí que sobrevive mais preocupado com dinheiro para comprar pinga, por que gente com teto não conseguiria dar seus pulos?

    Isso sem considerar que toda essa crise econômica foi arranjada pelos próprios governos com seus lockdowns autoritários. Qualquer manipulação do governo no mercado trás mais malefícios do que benefícios ao longo-prazo.

    Além do mais, á utilidade dos juros altos seria para preservar o valor do real o máximo possível, de forma á diminuir á crise econômica que estaria por vir. Mas o Bacen prefiriu fazer foward guidance com juros baixos, e com ministro da economia fazendo declarações controversas todos os dias, o que na prática espantou os investidores.
  • anônimo  01/04/2022 21:55
    Dolar indo a mínima . Se tivessem feito antes o bonoro tinha chance de reeleição .
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  02/04/2022 00:04
    Mas por qual motivo acredita que ele não possui chances de reeleição? Pois é justamente agora e por esse motivo que as chances dele estão maiores que nunca. Basta a equipe dele continuar vindo se consultar por aqui que as coisas podem se encaminhar para a vitória dele.
  • Bruno Souza  02/04/2022 00:23
    Com o tempo, aqueles que ainda deliram com uma "terceira via" finalmente entenderão que esta nunca existiu.

    Aliás, não viram a zona que é aquilo ali? Moro e suas seguidas traições. O PSDB que não sabe gerenciar nem sequer o próprio partido! Imagine esta gente no comando do país? Os caras não são leais a ninguém, desmentem o que haviam dito menos de três horas atrás, são um bando de narcisistas e não sabem nem o que ocorre dentro da legenda deles!

    Comparado a isso, Bozo é um poço de decoro.

    E repito o que já disse aqui três vezes (sempre causando faniquitos em alguns): contra o Bozo só tem bandido. E também incompetentes.

    Aceitem. É Bozo ou Barba.

    Com o primeiro, a gente ainda tem alguma chance. Com o último, é Argentina (e isso na melhor das hipóteses).
  • anônimo  02/04/2022 07:12
    Cidadão, acorda cidadão!

    Com um ou com outro vai ser a mesma coisa, ou você acha que algum deles manda alguma coisa.
    O bozo da vez quase causou um incidente internacional ao ir visitar, sob pressão do "stablishment", o ditador russo às vésperas de uma invasão, tudo para acalmar os amigos da corte, quanto ao envio de insumos para o agro. Com direito a pronunciamento se colocando neutro na situação, foi salvo pelo Itamarati.
    Já o outro bozo, foi parar na cadeia tão logo começou a achar que não era mais bozo e sim o próprio Silvio Santos.

    E você acha que algum desses que concorrem a presidência é um gestor, que decide alguma coisa?

    Quero estar errado, mas infelizmente essa mudança de 180 graus do RCN, só dura até as eleições. Tao logo seja reeleito o bozo da vez, a coisa volta ao que era antes, ou seja: Impressão de dinheiro (auxilio guerra, auxilio covid, auxilio combustível, auxilio moradia, nomeie um auxilio...), juros baixos, dólar alto e subsidio aos amigos da corte.

    Se você é pago pra vir falar em nome de politico, infelizmente nada poder ser feito, caso contrário, está mais que na hora de você e todos os demais lambe bolas, de acordar.
  • Bruno Souza  02/04/2022 13:29
    Falácia do Nirvana. Você ressalta as coisas ruins que há na realidade, compara com uma utopia que não existe, e então conclui que a realidade é péssima e que a utopia é ótima.

    Só não aponta quem traria a utopia.

    Falar dos defeitos dos candidatos existentes é facílimo e é uma tarefa de cuja faina eu lhe dispenso. Quero ver, isso sim, você apontar alternativas factíveis e viáveis. As que já se propuseram são ainda piores e muito mais incompetentes.

    Aliás, se tudo o que você tem contra o Bozo é que ele fez uma visita de chefe de estado à Rússia antes da guerra (a qual, aliás, garantiu que o Brasil continuasse recebendo fertilizantes, ao contrário da Europa, que perdeu o gás natural), então você acabou de fazer mais uma propaganda pró-Bozo. Você queria o quê? Que o Brasil tomasse partido na guerra e consequentemente enviasse tropas?

    Sigo no aguardo de quem seria melhor, por que seria melhor e, é claro, uma comprovação de que este seria melhor.

    Lembrando que o único que restou é Tiro Gomes, que defende uma política econômica ainda pior que a da Dilma. Passo.


    P.S.: por respeito ao local, vou ignorar sua parva acusação de que "recebo dinheiro de político" e considerá-la uma admissão de simples incapacidade argumentativa.
  • Bruno Souza  02/04/2022 17:26
  • Carlos Brodowski  02/04/2022 17:29
    Hahaha! O cara estava genuinamente cercado pelos seus.
  • Imperion  07/05/2022 00:35
    No Brasil, o poste mija no cachorro.
    Não durou a diminuição de impostos, e que foi ínfima. E vem aí maior taxação das importações.

    blocktrends.com.br/alexandre-de-moraes-suspende-decreto-que-reduzia-o-ipi
  • Guerreiro  07/05/2022 06:49
    E a Guerra? Ninguém previu isso heim, afinal o que vai acontecer? O exército russo é esse lixo mesmo ou é blefe?
    E economicamente, o mundo vai continuar bancando isso?

    Quero ler comentários e opiniões fora da midia mainstream, agradeço a contribuição.
  • anônimo  08/05/2022 10:41
    "E a Guerra? Ninguém previu isso heim, afinal o que vai acontecer? O exército russo é esse lixo mesmo ou é blefe?"

    É uma guerra geopolitica por dominância lotada de propagandas contraditórias para todo lado.

    "E economicamente, o mundo vai continuar bancando isso?"

    Obviamente sim, ainda mais considerando o quanto os governos ocidentais se esforçaram para impor sanções na Rússia, políticos nem se importam com consequências, desde que não lhe custem a carreirs política como um tpdo
  • Renato  07/05/2022 17:21
    Por que a grande imprensa protege tanto Paulo Guedes?

    Inflação recorde
    Pobreza e fome se alastrando
    Brasil terá um dos menores PIB no mundo em 2022
    Mercado de trabalho caótico

    Nada da grande imprensa sobre o Guedes.

    Essas frases do Guedes expressam o que ele acha do momento..


    O motivo da proteção da grande imprensa ao Guedes é simples:

    Ele representa a agenda econômica da grande imprensa, do mercado e da classe dominante do país.

    Guedes é uma síntese perfeita dos ricos:

    Odeia o Brasil, mas usa o país para enriquecimento e depois morar no exterior.

    twitter.com/moreira_uallace/status/1522898236453064704
  • Bruno Souza  07/05/2022 23:20
    "Inflação recorde"

    É no mundo inteiro. E, aliás, no Brasil está menor que na Europa.

    Na Alemanha, por exemplo, a inflação ao produtor está em 30,9%, a maior desde 1949.

    Na Itália, é de 37%.

    No Brasil é de 18%. A metade.

    Nos EUA, a inflação ao consumidor está em 8,5%, e subindo. No Brasil, o IPC está em 10,61%. Nada alarmante quando comparado aos EUA.

    "Pobreza e fome se alastrando"

    Todo mundo fala isso, mas ninguém mostra com dados. Mais ainda: ninguém comprova que o fenômeno — caso haja — é exclusivamente brasileiro, e não mundial.

    Por fim, aqueles que hoje xingam são os mesmíssimos que gritavam "fechem tudo, imprimam dinheiro e tranquem todo mundo em casa; a economia a gente vê depois".

    Escumalha pura.

    De resto:

    Preço mundial dos alimentos sobe quase 30% em um ano


    "Brasil terá um dos menores PIB no mundo em 2022"

    Como não dá para criticar o passado, agora tentam caluniar o futuro.

    No período 2020-2021, o Brasil só cresceu menos que os EUA. Dados aqui:

    www.gazetadopovo.com.br/economia/pib-na-pandemia-os-resultados-do-brasil-e-outros-paises-no-acumulado-de-2020-e-2021

    De resto, segundo o Bradesco, o PIB de 2022 crescerá 2%.

    valor.globo.com/brasil/noticia/2022/05/04/pib-pode-crescer-2percent-em-2022-diz-economista-chefe-do-bradesco.ghtml

    Considerando que foi o segundo país que mais cresceu no período 2020-2021, e considerando que EUA e Europa agora estão entrando em recessão, queria muito saber. quem está em situação melhor.

    Aliás, o índice da atividade do setor de serviços no Brasil: recorde histórico absoluto.

    tradingeconomics.com/brazil/services-pmi

    forbes.com.br/forbes-money/2022/05/setor-de-servicos-do-brasil-cresce-em-abril-no-ritmo-mais-forte-em-15-anos-mostra-pmi/

    A recuperação foi muito mais robusta que o V prometido pelo Guedes. Não é à toa que você não encontra nada vazio no Brasil. Tudo cheio.

    Vão ter que fazer muita figa e torcer muito contra.


    "Mercado de trabalho caótico"

    Esta desinformação é sensacional, e mostra bem o nível de desespero.

    Eis a evolução do números de pessoas trabalhando no Brasil. A linha vertical preta denota a data da reforma trabalhista:

    ibb.co/YWBPVLW

    Eis a evolução da taxa de desemprego:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-unemployment-rate.png?s=bzuetotn&v=202204291219V20220312&d1=20140107&d2=20220507

    Menor do que antes da pandemia.

    Lembrando que a taxa de desemprego mensurado pelas empresas está em 8%. Mesmo valor de 2011, auge do boom mundial.

    valor.globo.com/brasil/noticia/2022/04/04/taxa-alternativa-ve-desemprego-menor.ghtml


    Há muita coisa para se criticar em Guedes. Mas a atual oposição é tão imbecil, despreparada e economicamente ignorante, que eles não apenas escolhem tópicos facilmente refutáveis, como ainda escolhem dados que não estão nada ruins.

    Com uma oposição assim, Bozo ganhará de lavada. Não é à toa que está subindo nas pesquisas.
  • Felipe  08/05/2022 01:22
    "É no mundo inteiro. E, aliás, no Brasil está menor que na Europa.

    Na Alemanha, por exemplo, a inflação ao produtor está em 30,9%, a maior desde 1949.

    Na Itália, é de 37%.

    No Brasil é de 18%. A metade."


    E é no mundo inteiro mesmo.

    Só que a diferença é o seguinte: aqui no Brasil a disparada nos preços ao produtor veio antes. Enquanto na Itália e na Alemanha, durante 2020, os preços ao produtor estavam caindo, por aqui subiram. Ou seja: nos três países as pessoas foram proibidas de trabalhar, mas na Itália e na Alemanha os preços ao produtor estavam em queda, enquanto aqui entrou em disparada.

    De janeiro de 2020 a março de 2022, os preços ao produtor subiram 60,35 % no Brasil.
    Na Alemanha, 34,09 % no mesmo período.
    Na Itália, 38,32 %.

    Compare o M1 agora dos três países. Sabendo que o M1 na Itália e na Alemanha subiram bem menos que por aqui, uma das hipóteses minhas é que os preços da energia por lá causaram um problema grave. Agora, o fato é que essa contração monetária brasileira vai causar uma pressão baixista no índice de preços ao produtor, o que é uma vantagem aqui.

    O que pode explicar é o preço do gás natural na Europa, que disparou a níveis nunca vistos antes (até o estouro da pandemia, o gás natural estava com tendência de queda). Por aqui, a energia é mais dependente de condições meteorológicas e nesse ano está previsto de não termos o problema de bandeira tarifária vermelha.

    "Nos EUA, a inflação ao consumidor está em 8,5%, e subindo. No Brasil, o IPC está em 10,61%. Nada alarmante quando comparado aos EUA."

    O IPCA de abril ainda não saiu, mas caso ficar nesse valor, então menos mau. De qualquer forma, essa pouca diferença em relação aos EUA é preocupante para os americanos, embora lá tenha demorado mais para subir do que aqui.
  • rraphael  08/05/2022 04:43
    magistral resposta do bruno

    isso é um fato

    se o agronegocio brasileiro durante a fraudemia tivesse cruzado os braços e ficado em casa, estariamos presenciando um holodomor mundial

    agora, se o brasil, mesmo com todos os problemas, consegue alimentar o mundo nessas circunstancias, imagina se tirassem as amarras ideologicas e sumissem com a legiao de parasitas em todas as esferas da sociedade

    seriamos nos que estariamos tomando o lugar dos EUA, nao a china ...
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  08/05/2022 17:38
    "Por que a grande imprensa protege tanto Paulo Guedes?"

    Só pode ser zoeira, não? Aqui mesmo o vivente só levava sopapos, quem dirá na imprensa mainstream. Acontece que muito provavelmente ele ou alguém próximo andou por aqui lendo os artigos mais recentes e ele e seus funcionários acabaram tomando vergonha na cara. Pode reparar: a equipe econômica inverteu suas políticas descabidas e ele parou de aparecer em público falando besteiras sobre a economia e a moeda.
  • GJ  07/05/2022 18:24
    Olá pessoal, eu concordo com o artigo e com outros artigos do site sobre a inflação. Porém, eu penso que existe um ponto, talvez um único, que a inflação traz um benefício. Se o BC realizasse as expansões monetárias no exato momento e na quantidade exata em que ofertas de bens ficam disponíveis/ociosas/em excesso. Ou seja, é o momento em que as pessoas conseguiram produzir mais do que a quantidade de dinheiro circulando. Se não houver expansão monetária nesses momentos teremos deflação, que tem seus benefícios, mas também malefícios. Agora, se o BC conseguisse essa façanha que mencionei teríamos uma inflação sempre próxima de zero. A vantagem disso é a previsibilidade dos investimentos de longo prazo e a facilidade das negociações/trocas de curto prazo feitas pela sociedade.
  • Lucas  07/05/2022 23:24
    Se não houver expansão monetária nesses momentos teremos deflação, que tem seus benefícios, mas também malefícios.

    Não há nada de errado com deflação de preços.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2717/as-bencaos-de-uma-deflacao-de-precos
  • anônimo  08/05/2022 10:35
    Você ainda tem que aprender uma coisa: a economia é imprevisível, pois ela é formada por inumeráveis variáveis independentes, então não tem como o BC saber qual é a taxa de juros certa e muito menos a "perfeita". Impressão de dinheiro pode até ter alguns benefícios no curto prazo, mas se paga no médio-prazo com apenas malefícios, com maior inflação e geração de bolhas. Esse, aliás, é o ciclo que o mundo inteiro segue desde o fim total do padrão-ouro, economistas iluminados pensando quê irão criar milagres por meio dos juros e impressão de dinheiro, e todo mundo sendo pego de surpresa quando às consequências chegam para estourar os efeitos artificiais.

    O que realmente trás riqueza é a poupança e os investimentos em empreendimentos produtivos, quando os bancos saem emprestando para qualquer um é iminente que diversos empreendimentos arriscados irão falhar, e que muitos irão utilizar o dinheiro para especular no mercado financeiro, gerando bolhas no processo.

    Inflação por maior base monetária, aliás, é um otimo meio de passar dos mais pobres para os mais ricos, pois enquanto a classe media e rica ficam nadando no crédito fácil, todo o novo dinheiro percorre na economia, elevando a demanda e assim a inflação, quem se dá mal são os últimos á receberem esse dinheiro, que são os assalariados pobres.

    A solução prática seria ou desmartelar o BC, ou remover ele do controle dos juros de alguma forma, quem decide quais são juros correto é o mercado, não burocratas, que apenas despejam crédito no setor bancário por meio de compra e venda de títulos.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  08/05/2022 12:20
    "Porém, eu penso que existe um ponto, talvez um único, que a inflação traz um benefício. Se o BC realizasse as expansões monetárias no exato momento e na quantidade exata em que ofertas de bens ficam disponíveis/ociosas/em excesso. "

    Pergunto sem ironia: você ou alguém sabe quantos pães estão sendo produzidos agora? Quantos serviços de manutenção elétrica estão sendo prestados? Nesta semana, quantos advogados e contadores estarão dando consultoria? Quantas mudas de milho estarão sendo preparadas para plantio este ano? E como será o desempenho dos funcionários das fábricas instaladas em Manaus? Será que baterão as metas estabelecidas?

    Pois é. Saber exatamente como será a produção de bens e serviços no futuro, no máximo só é possível supor com base em dados passados. Mas não se engane: são inúmeraveis as contingências que podem afetar toda e qualquer previsão, jogando por terra todo e qualquer cálculo tentando prever o futuro. Tempestades e estiagens podem diminuir colheitas. Ondas de doenças podem afastar um grande número de trabalhadores de seus postos. Incertezas em relação aos políticos e suas decisões podem afugentar investimentos.

    Por essas e outras que essa ideia de "capacidade ociosa" é difícil de vingar. Ninguém pode saber com precisão quão ociosa está a capacidade produtiva de um país (ainda mais um país enorme como aqui) tomar decisões com base nisso e esperar que elas cheguem a um bom termo. Políticas de grande abrangência então, que afetarão todo o país, são ainda mais complicadas e difíceis de funcionar.
  • Imperion  09/05/2022 12:26
    Toda expansão monetária segue a lógica do dinheiro falso. Você imprime 10 reais e compra uma cerveja. Você ganha uma cerveja grátis. Já o dono do bar perdeu uma cerveja. A nota é só papel.

    Na expansão monetária alguém ganha e alguém perde e sempre quem perde é o setor produtivo e os consumidores. Quem ganha é quem imprime as notas. Obtém bens e serviços trapaceando. A perda se chama inflação. E o contrário é deflação. Na deflação ganha o consumidor e o produtor. Perde o parasita, que não pode imprimir dinheiro e obter coisas grátis (roubando).

    Então quando você diz que inflação tem seu lado bom, responda sinceramente: para quem? Não tem como todos ganharam, e se quem perde é o produtor de bens e serviços, então eu perco também, pois é ele que, ao oferecer bens e serviços, contribui para que eu possa comprar a preços baixos. Destruí-lo faz com que eu tenha que pagar mais caro.

    Inflação nunca é bom.
  • GJ  11/05/2022 00:49
    Ok, vamos lá, uma resposta para cada um:

    Anônimo e Estado máximo, cidadão mínimo = Sim, sei que a economia é bastante imprevisível, mas uma ideia seria o BC ser reagente, aguardar a produtividade chegar, monitorando com estatísticas, para só então aplicar a expansão monetária proporcional.

    Lucas e Imperion = Se a cerveja estava sobrando (pelo motivo da falta de dinheiro circulando), o produtor vende por 10 reais e com isso ele pode comprar uma camiseta por 10 reais de outro produtor que também estava sobrando e assim sucessivamente. Essa é vantagem, o novo dinheiro ativa a produção ociosa rapidamente ou coloca novos produtores no mercado rapidamente. Se tivéssemos que aguardar a deflação, além do impacto nas ofertas perdidas por conta da demora para isso acontecer, os preços também variarem, mesmo que para baixo, causam confusão e desorganização nas trocas comerciais de curto prazo e investimentos de longo prazo. Sim, o burocrata ganhou a cerveja grátis naquele momento, mas podemos entender que ele prestou um serviço interessante ao não deixar as ofertas ociosas e também manter a estabilidade dos preços da sociedade. Assim como traders que, na compra e venda de ações, um ganha dinheiro e outro perde, mas o serviço deles foi importante para todos os outros investidores ao encontrarem o preço ideal daquela ação e naquele momento.

    Então, em resumo pessoal, o custo da expansão monetária para a sociedade vale a pena, pois tem vantagens, desde que seja como falei, meta de 0% de inflação.
  • Leandro  11/05/2022 02:39
    "Essa é vantagem, o novo dinheiro ativa a produção ociosa rapidamente ou coloca novos produtores no mercado rapidamente"

    Não, isso não existe.

    Aumentar a quantidade de pedaços de papel na economia (ou de dígitos eletrônicos) não torna uma sociedade mais rica; não aumenta a quantidade de recursos escassos disponíveis, não aumenta a quantidade de materiais para a construção de bens de capital, de bens de consumo e de serviços.

    A simples criação de moeda não tem o poder mágico de fazer surgir bens e serviços do nada. Aumentar a quantidade de dígitos eletrônicos e de papeizinhos pintados não fará com que milagrosamente haja a abundância.

    Imprimir dinheiro não faz com que computadores, caminhões, imóveis e comida surjam como que por encanto. A escassez não é abolida por aumentos na quantidade de dinheiro. Trabalho e produção não são obstáculos revogados pela expansão monetária. A transubstanciação do nada em produtos físicos não tem como ser efetuada por manipulação da oferta monetária.

    Riqueza real, em suma, não pode ser aumentada por meio da simples criação de dinheiro e de crédito.

    Se todo o necessário para fazer uma economia bombar fosse ter um Banco Central criando dinheiro; e se todo o segredo para transformar as pedras em pães fosse criar dígitos eletrônicos e papeis pintados, não mais haveria pobreza no mundo. Bens e serviços surgiriam em abundância em decorrência do aumento da oferta monetária. Suíça e Haiti estariam em pé de igualdade.

    No mundo real, a riqueza genuína só pode ser criada pela divisão do trabalho, pela poupança, pela acumulação de capital, pela capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), pelo respeito à propriedade privada (o que implica baixa tributação), pela segurança institucional, pela desregulamentação econômica, pela moeda forte, pela ausência de inflação, pelo empreendedorismo da população, por leis confiáveis e estáveis, por um arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Acreditar que a simples criação de dígitos eletrônicos e papeis-pintados mitiga todos os problemas gerados pela proibição de se trabalhar, empreender e produzir é, isso sim, o ápice da crença fundamentalista nos milagres do mercado.
  • GJ  11/05/2022 10:44
    Aumentar a quantidade de pedaços de papel na economia (ou de dígitos eletrônicos) não torna uma sociedade mais rica; não aumenta a quantidade de recursos escassos disponíveis, não aumenta a quantidade de materiais para a construção de bens de capital, de bens de consumo e de serviços.

    Concordo plenamente, mas eu não disse isso. Eu disse que uma expansão monetária proporcional à produtividade em andamento teria o poder de manter os preços estáveis apenas. E isso para mim é um benefício para a sociedade, como expliquei acima.

    No mundo real, a riqueza genuína só pode ser criada pela divisão do trabalho, pela poupança, pela acumulação de capital

    Aqui sim você traz um ponto que talvez seja crítico. Se ficarmos eternamente efetuando uma expansão monetária sempre que houver aumento de oferta, então estaremos sempre estimulando o consumo dessas ofertas ociosas e por consequência nunca teremos acumulo de capital/poupança pela população. Ou seja, no exemplo do Imperion, aquela cerveja sobrando, se não fosse estimulada a venda com dinheiro novo, poderia ser poupada por um tempo para se transformar num investimento em um bem ou máquina futura e assim aumentar ainda mais a produtividade da sociedade. É, realmente essa é uma clara vantagem em não expandir a oferta monetária.
  • Imperion  11/05/2022 14:39
    "Se a cerveja estava sobrando"

    Estava sobrando não. Ela iria ser comprada pelo consumidor com o dinheiro que ele tinha poupado. Agora o consumidor vai ter que trabalhar o dobro pra comprar a cerveja com preço nominal dobrado.

    "(pelo motivo da falta de dinheiro circulando)"

    Não estava faltando dinheiro no mercado. O consumidor tinha dez reecas (oferta monetária) pra comprar cerveja (bem e serviço oferecido naquele momento). E ele iria utilizar numa troca justa entre ele e o comerciante (o fornecedor de serviço). Mas o governo roubou a cerveja com sua transação fajuta.

    "o produtor vende por 10 reais e com isso ele pode comprar uma camiseta por 10 reais de outro produtor que também estava sobrando e assim sucessivamente"

    Ele já ia fazer isso depois que o consumidor desse os dez reais pela cerveja. Ele iria ter em caixa dez reais que valem uma cerveja. Mas depois que o governo criou mais dez reais, agora os dez de antes não compram uma cerveja e sim meia cerveja. Nem uma camisa e sim meia camisa. O dono do bar tem em mãos então dez reais que valem metade agora. O consumidor tem em mãos outros 10 que também valem metade de antes. Ambos tomaram prejuízo de meia cerveja para que o governo ficasse com uma cerveja inteira.

    "Essa é vantagem, o novo dinheiro ativa a produção ociosa rapidamente ou coloca novos produtores no mercado rapidamente"

    Não tinha nada ocioso. A cerveja, que era a oferta de bens e serviços, iria ser vendia e consumida pelo consumidor, numa transação justa. Mas o governo roubou isso dele.

    "Se tivéssemos que aguardar a deflação, além do impacto nas ofertas perdidas por conta da demora para isso acontecer, os preços também variarem, mesmo que para baixo, causam confusão e desorganização nas trocas comerciais de curto prazo e investimentos de longo prazo"
    Errado. A deflação tem a vantagem de reduzir o custo de obtenção de novas mercadorias pelos vendedores. Como os preços estão caindo, este obtém mais produtos para a venda amanhã com o dinheiro que ele tem hoje.

    "Sim, o burocrata ganhou a cerveja grátis naquele momento"

    Ganhou roubando o vendedor e o consumidor.

    "mas podemos entender que ele prestou um serviço interessante"

    Roubar é um serviço interessante, mas pra quem rouba. Pra quem toma prejuízo é o contrário.

    "ao não deixar as ofertas ociosas e também manter a estabilidade dos preços da sociedade"

    Não tinha nada ocioso e ele ao imprimir dez reais fez com que dobrassem os preços nominais da economia. Não teve estabilidade de preços nenhuma. A oferta monetária dobrou e os preços (cerveja) vão dobrar.

    "Assim como traders que, na compra e venda de ações, um ganha dinheiro e outro perde, mas o serviço deles foi importante para todos os outros investidores ao encontrarem o preço ideal daquela ação e naquele momento."

    Traders trocam ativos uns por outros. Ali o burocrata criou dez reais. Dinheiro falso, mas que, como foi emitido por autoridade competente, o dono do bar foi obrigado a aceitar e repassar pra frente. Com isso o prejuízo é diluído e pago coletivamente por toda sociedade.
  • Felipe  07/05/2022 21:31
    "Comprar ou vender reais? A recomendação do JP Morgan após alta do dólar"

    Será que com essa recomendação do JP Morgan, o real brasileiro se valoriza mais?

    Interessante é que o Brasil pode se beneficiar de um novo ciclo de alta nos preços das commodities, como ocorreu nas décadas de 1970 e 2000 (houve também na década de 1900, se não me engano).
  • Fabíola Junqueira  08/05/2022 12:20
    Leandro, estive vendo os dados do Reino Unido na última década e vi que estiveram praticando juros negativos.
    Daí me veio a seguinte dúvida: por quê não sofreram uma crise inflacionária com juros baixos igual ocorre quando o Brasil tenta baixar a SELIC para mínimas históricas? ** sem contar injeções monetárias da COVID, algo inédito.
    Uma outra conclusão a que cheguei: me parece que vários países conseguiram manter um índice de emprego alto mantendo os juros baixos apesar da deterioração da poupança individual com juros reais negativos. Isso não seria bom, manter-se empregado, vivendo bem? Por que isso não funciona no Brasil? Estou aberta a críticas dos demais!
  • Leandro  08/05/2022 13:10
    Essa é fácil, e já foi explicado aqui várias vezes.

    Lá, a oferta monetária não se expandiu a uma taxa forte. Ela, ao contrário, cresceu a um ritmo menor do que crescia antes da crise de 2008.

    ibb.co/V3rQh7M

    Fatos.

    As causas para não ter havido uma forte expansão monetária são diversas e necessitariam de um artigo à parte (entretanto, caso queira ver uma discussão mais detalhada, veja meu comentário aqui).

    Mas o fato realmente crucial é que a oferta monetária não se expandiu a um ritmo alto.

    Se a oferta monetária não se expandiu a um ritmo alto, não tem como ter havido alta inflação de preços. Economia básica.

    Estranho seria, aí sim, se tivesse havido alta inflação de preços com oferta monetária contida.

    Obviamente, tudo mudou com a Covid. Aí a oferta monetária entrou em modo overdrive, e o resto é história.
  • Felipe  08/05/2022 14:04
    Agora, saindo do Reino Unido e indo para os países do Euro: Porque a expansão monetária não teve grandes altas após a crise de 2008. Até a pandemia, com esses juros zerados ou bastante baixos do BCE, os bancos ficaram bastante reticentes em emprestar dinheiro, o que causou uma pressão baixista na expansão monetária e de crédito.
  • Fabiola Junqueira  09/05/2022 12:21
    Então, eu achava que baixar juros causava expansão monetária e necessariamente inflação. Pois aqui no Brasil quando se baixa juros logo vemos inflação.
  • Leandro  09/05/2022 12:36
    Sim. Isso foi abordado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2403#ac282471

    Há um valor abaixo do qual juros baixos se tornam restritivos. Mas pouquíssimas pessoas discutem isso, pois, como foram formadas no keynesianismo e pós-graduadas na Teoria Monetária Moderna, acreditam que, quanto menos juros, mais estímulos.
  • Fabiola Junqueira  09/05/2022 16:23
    Muito obrigada pela gentileza Leandro!
  • Imperion  10/05/2022 00:29
    Ora, você próprio é o que mais (corretamente) fala sobre isso aqui! Política fiscal sólida (governo fechando ministérios), baixo endividamento e, acima de tudo, Banco Central sensato.



    A principal diferença é que o Brasil é um país improdutivo. Burocrático. Carga tributária das maiores do mundo. Muito subsídio à exportação e fechado à importação. Já o Reino Unido é um país altamente produtivo. Aberto. Muito mais livre economicamente ao comércio. Altamente desburocratizado. Todas essas coisas têm peso na economia.

    A economia é na verdade a produção de bens e serviços. Quem produz bastante tem fartura. Quem tem uma população que não produz nada, ou pouco, tem menos prosperidade.

    Por isso as emissões monetárias no Brasil têm efeito muito mais devastador. Um juro baixo no Brasil tem o efeito de chutar o balde muito mais que no Reino Unido. Isso porque a oferta maior de bens e serviços tem efeito anti-inflacionário. O Reino Unido, para sofrer hiperinflação (historicamente eles cresceram por séculos no laissez-faire), teria que proporcionalmente chutar o balde numa emissão monetária muito maior que o Brasil tem e que sempre está se repetindo.

    O Brasil pratica várias politicas anti-econômicas ao mesmo tempo e, como elas se somam, formam uma tempestade perfeita. Vc reduz uma e a outra continua agindo.

    O Brasil nos últimos dois anos reduziu os juros a negativo e com isso a emissão monetária danosa foi de 50 por cento.

    O Brasólia, então, tem esses problemas. Tá sempre imprimindo dinheiro e ao mesmo tempo sabota o mercado com políticas inflacionárias, dificultando o país a evoluir para mais racionalidade.

    Pontos em que o Brasil é fraco: carga tributária, estatais deficitárias, burocracias pela hora da morte, CLT que favorece a pessoa a não ser produtiva, assistencialiasmo sem produtividade pra pagar os almoços grátis, subsídios pra todo tipo de parasita (esse ponto merece um artigo, pois tem um peso na economia em grande). Subsídios que distorcem o mercado.
  • Fabiola Junqueira  10/05/2022 10:17
    Imperion, realmente faz todo sentido. Reino Unido produz muito, eu pude perceber a variedade de produtos disponíveis nas gôndolas mesmo na Escócia. Todo tipo de chocolates e chás, pra ficar nestes exemplos. A mesma rede de supermercado também vende combustíveis. Realmente é um dinamismo incomparável com o Brasil e isso faz diferença pra contrabalançar a inflação. Detalhe é que o poupador que sai prejudicado, mas entendi perfeitamente o mecanismo. Obrigada!!!
  • anônimo  10/05/2022 10:48
    "Pontos em que o Brasil é fraco: carga tributária, estatais deficitárias, burocracias pela hora da morte, CLT que favorece a pessoa a não ser produtiva, assistencialiasmo sem produtividade pra pagar os almoços grátis, subsídios pra todo tipo de parasita (esse ponto merece um artigo, pois tem um peso na economia em grande). Subsídios que distorcem o mercado."

    Tudo correto, só esqueceu de citar os funças, politicos e burocratas, que são outros parasitas improdutivos sugadores de riquezas, e o Brasil é um dos campeões mundiais nesse quesito.
  • Amigo Ancap  09/05/2022 01:55
    Sem querer fugir do tema do artigo, por que a tercerização das atividades-fins fracassou,pois não foram gerados os empregos projetados e a terceirização das atividades-fins diminui custos independentemente da inflação...Enfim o que deu errado?
  • Túlio  09/05/2022 12:18
    Você tem os dados?
  • Bruno Souza  09/05/2022 12:20
    Eis a evolução do números de pessoas trabalhando no Brasil. A linha vertical preta denota a data da reforma trabalhista:

    ibb.co/YWBPVLW

    Eis a evolução da taxa de desemprego:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-unemployment-rate.png?s=bzuetotn&v=202204291219V20220312&d1=20140107&d2=20220507

    Menor do que antes da pandemia.

    Lembrando que a taxa de desemprego mensurado pelas empresas está em 8%. Mesmo valor de 2011, auge do boom mundial.

    valor.globo.com/brasil/noticia/2022/04/04/taxa-alternativa-ve-desemprego-menor.ghtml
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  09/05/2022 15:54
    Terceirizar atividades-fins é complicado para muitas empresas, já que pode desvirtuar o foco estratégico das mesmas. Imagine uma loja de autopeças que tenha no atendimento altamente especializado de seus vendedores o seu diferencial. Por que o dono do negócio se arriscaria a trocar seu quadro de funcionários por de uma empresa terceirizada? Mesmo que a princípio seja mais barato, vá lá saber como será o desempenho dessa nova equipe? E se o atendimento não for tão bom quanto antes e as vendas caírem? Isso vale para vários tipos de negócios, principalmente os ligados a serviços especializados em que a reputação e o conceito de exclusividade está em jogo, como escolas particulares, gastronomia, design de produtos...
  • Amigo Ancap  10/05/2022 03:31
    Obrigado pela resposta, sempre é bom questionar e receber uma resposta de alto nível, pois pensei que a terceirização das atividades-fins seriam uma revolução no mercado de trabalho visto a oposição dos sindicalistas ao satanizarem a mesma o que me faz chegar a conclusão que essa turma só sabe berrar e fazer baderna quando tem oportunidade e infelizmente a lei da terceirização das atividades-fins está sendo questionada na Justiça e o supremo ainda não se posicionou pela constitucionalidade ou não dela, enfim teremos de aguardar a decisão daquela corte e dai a terceirização das atividades-fins ainda não ter emplacado na velocidade necessária que o mercado de trabalho precisa, pois quando ela for declarada constitucional ela será sim uma revolução na oferta de vagas para todos os setores da economia e forçara no futuro a implantação da livre-negociação salarial(Que abrirá campo para advogados trabalhistas ao invés de ficarem estimulando causas na Justiça do Trabalho passaram a oferecer o serviço de negociadores de salário para vários profissionais que não sabem e nem tem interesse em negociar seus salários, enfim essa assessoria se tornará uma realidade,tomara),aguardemos nesta terra onde reina a burocracia a quinhentos anos.Infelizmente.
  • Amigo Ancap  10/05/2022 03:44
    OBS: Como o mercado é dinâmico creio que com o tempo e expertise, haverá empresas prestadoras de serviços que irá oferecer profissionais altamente qualificados e experientes que irão oferecer um serviço de altíssima qualidade para qualquer empresa, ou seja concordo que na atual conjuntura é temerário terceirizar atividades-fins a toque de caixa, mas com o tempo e a especialização das empresas prestadoras de serviço de terceirização elas irão criar equipes altamente preparadas para dar conta do recado, enfim não duvidem da criatividade do mercado (Parem de olhar para o passado, pois o passado é regulamentação e burocracia e o futuro é liberdade e livre-negociação),pois aparecerá tudo quanto é tipo de serviços e opções nesta área de terceirização de atividades-fins, pois onde o estado tira as patas o milagre da multiplicação dos pães acontece.O estado é limitado,enquanto o livre-mercado é ilimitado e é só uma questão de tempo para ele aflorar com soluções inimagináveis e praticas.Isto não é romantismo é um fato histórico.
  • Vinicius  09/05/2022 16:26
    Leandro, para aumentar a autoridade na área econômica, qual curso você indicaria, além de Ciência Econômica?
  • Leandro  09/05/2022 16:33
    Ciências contábeis. Expliquei os motivos aqui.


    P.S.: embora eu seja formado em economia, não creio ser positivo você perder quatro anos da sua vida fazendo este curso. Você não aprende quase nada de correto, e consegue aprender muito mais (e melhor) estudando por conta própria (desde que, é claro, tenha disciplina e gosto pela área).
  • Vinicius   10/05/2022 05:08
    Obrigado pela resposta, Leandro. Cogitei faculdade de economia pra me tornar intelectual anti intelectual e ser mais uma força libertária dentro do intelectualismo (e como a sociedade brasileira valoriza tanto um pedaço de papel com o carimbo do clã do MEC, né? Só assim pra ter uma autoridade certeira pra poder bater de frente com eles...), mais a vontade de zoar os professores e alunos (um incentivo do curso). Mas pelos argumentos que você deu no link, não vale o esforço.

    Atualmente eu sou empreendedor, é difícil minha vida. Não tenho curso superior nenhum. Gosto bastante da área da economia e também do empreendedorismo; estudo economia e direito por conta própria.

    Quero chegar um dia no conhecimento que você tem, acompanho você há uns 2 anos por aqui no IMB, e tenho contato com o Liber e libertários pelo Brasil. Curto os artigos e comentários que você dá. Grato.

    Recentemente eu dei uma sugestão pro pessoal do Liber e gostaria de dar a você também. Aceita?
  • Pequenos investidor  09/05/2022 18:00
    E o Bitcoin? Seria boa hora? Sera que ele cai mais que 150k em reais
  • Lucas  11/05/2022 23:38
    E o Bitcoin? Seria boa hora? Será que ele cai mais que 150k em reais

    Se seria uma boa hora, eu não sei. Só sei que há muito eu estava esperando uma queda de preço dessa magnitude para poder comprar mais e valeu a espera! Acabei de comprar! Se continuar caindo, compro mais!
  • Felipe  09/05/2022 21:08
    No começo desse ano, o peso chileno se valorizou consideravelmente ante dólar americano. Depois, deu uma certa desvalorizada (apesar que não está em uma situação tão ruim, sob um governo abertamente esquerdista).

    Semana passada, o Banco Central de Chile aumentou os juros com intensidade maior do que o do Brasil, com 125 pontos base de subida. Podemos explicar a desvalorização da moeda chilena por causa apenas da fuga para o dólar, ou há demais fatores?

    O sol peruano também seguiu trajetória parecida, embora esteja em situação melhor que a moeda chilena. Só apoiaria uma união monetária se o banco central fosse sediado no Peru e tivéssemos o dólar americano como moeda concorrente.
  • Trader  09/05/2022 22:41
    A situação do Chile está bem complicada. A moeda atingiu o menor valor de sua história:

    ibb.co/q96DfDM

    O atual governo esquerdista é fonte de enorme incerteza. A nova Constituição tem alguns delírios estatizantes que fazem a Argentina parecer um país sério.

    O BC de lá terá de se desdobrar.

    Mas a recente desvalorização está acometendo absolutamente todos os países em desenvolvimento.

    Colômbia:

    ibb.co/88ZJZrW


    África do Sul:

    ibb.co/pybn5cF


    China:

    ibb.co/164k64Z


    Índia:

    ibb.co/pybn5cF


    México (o que está melhor, pelo motivo que todos aqui sabem):

    ibb.co/pybn5cF

  • Felipe  09/05/2022 23:25
    Que motivo é esse que no México todos sabem, sobre a situação do peso mexicano?

  • Trader  10/05/2022 00:27
    Ora, você próprio é o que mais (corretamente) fala sobre isso aqui! Política fiscal sólida (governo fechando ministérios), baixo endividamento e, acima de tudo, Banco Central sensato.
  • Curioso  10/05/2022 21:38
    Os EUA tem mais pobreza que o Brasil? Segundo o Wikipidia, os EUA tem 11% da sua população abaixo da linha da pobreza enquanto o Brasil tem 9%

    Alem da divida dos EUA passar de 100% do pib e a nossa meros 81%.

    É verdade esses dados?

    Outra coisa, a economia em 2022 não vai entrar em recessão? Cade a correção que vocês disseram que viria, porque o desemprego esta caindo e a economia esta recuperando mesmo sobre pancada de juros

    en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_the_United_States

    en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Brazil
  • Leandro  11/05/2022 00:39
    "Os EUA tem mais pobreza que o Brasil? Segundo o Wikipidia, os EUA tem 11% da sua população abaixo da linha da pobreza enquanto o Brasil tem 9%"

    Bolsonaro vai adorar saber disso. Já pensou se ele usar isso na campanha?

    "Outra coisa, a economia em 2022 não vai entrar em recessão? Cade a correção que vocês disseram que viria, porque o desemprego esta caindo e a economia esta recuperando mesmo sobre pancada de juros"

    Gentileza apontar aqui o artigo que faz esta afirmação. Não encontrei nenhum.

    De resto, quem realmente terá de sumir de cena são os keynesianos e os adeptos da Teoria Monetária Moderna. A oferta monetária está parada desde janeiro de 2021, os juros são crescentes e, como você bem disse, a economia segue crescendo e com desemprego em queda.

    Isso contradiz totalmente essas duas teorias, que afirmam que a economia só cresce se houver expansão monetária e juros baixos.

    Toda a grade de economia das universidades, pelo visto, terá de ser revista.
  • Curioso  11/05/2022 03:43
    Leandro, sobre os EUA, o wikipidia esta errado?
  • Intruso  11/05/2022 13:50
    Qual é o conceito de pobreza nos EUA? O que é "ser pobre" nos EUA? Como vive um pobre nos EUA? Quais as posses de um pobre nos EUA?

    Qual é o conceito de pobreza no Brasil? O que é "ser pobre" no Brasil? Como vive um pobre no Brasil? Quais as posses de um pobre no Brasil?

    Nos EUA, um pobre tem saneamento básico completo, televisão de tela plana, ar condicionado e calefação, e dois carros sedan. Não mora em cortiço. Tem total acesso a alimentos (tanto é que a maioria dos pobres nos EUA são obesos).

    No Brasil, creio não ser necessário desenhar como é ser pobre.

    Logo, respondendo à sua pergunta, sim, a Wikipedia está correta ao reportar a estatística. Agora cabe a você descobrir o que essa estatística significa.

    Dica: estude o conceito de "pobreza" nos EUA e surpreenda-se.
  • Régis  11/05/2022 14:25
    Segundo o United States Department of Health and Human Services (HHS),
    um americano sozinho que ganha até US$12.880 é considerado pobre. Isso é mais de US$ 1.073 por mês.

    Ou seja, uma americano sozinho que ganha até o equivalente a R$ 5.530 por mês é considerado pobre nos EUA.

    Um casal de americanos é considerado pobre se recebe até US$17,420. Ou seja, R$ 7.476 (aqui no Brasil, um casal de recebe R$ 7.500 é considerado classe média).

    Se for um casal com 1 filho (uma família de 3 pessoas), é considerado pobre se receber até $21,960 por ano, o que equivale a um salário de R$ 9.425 (supera o teto da previdência no Brasil).

    Agora, se for uma família de 4 pessoas (um casal com 1 par de filhos) é considerado pobre se recebe até $26,500 por ano. Ou seja, o equivalente a R$ 11.373. Portanto, uma família de 4 pessoa que recebe R$ 11,4 mil é considerada pobre nos EUA.

    Deu inveja?

    Converta sua renda mensal, compare-se a um americano, e chore.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  11/05/2022 18:01
    "No Brasil, creio não ser necessário desenhar como é ser pobre."

    Sempre é bom desenhar. Aqui, um pobre está com sua vida em risco todos os dias. Violência altamente disseminada. Seus ganhos são podados por tributação e baixa capacidade produtiva do país. A escassez é elevada, e o mesmo nem consegue alimentar-se e vestir-se decentemente muitas vezes. Mora longe do seu trabalho, enfrenta ruas esburacadas, transporte coletivo ruim e caso tenha veículo próprio, multas imbecis e risco de ser roubado são uma constante. Leis são constantemente ignoradas ou simplesmente modificadas aos interesses de nababos. Políticos demagagos degustam iguarias caríssimas em restaurantes caros e arrotam discursos sobre desigualdade e preocupação com a pobreza. Empresários e amigos agraciados pelo estado vivem fora do país ostentando uma vida de fazer inveja a sultões, esfregando na cara de todo mundo iates, carros possantes e beldades a tiracolo.
  • Felipe  11/05/2022 12:17
    Calma, a recessão ainda virá. Pela intensidade do ajuste monetário, em algum momento irá vir essa correção.
  • anônimo  11/05/2022 14:07
    "Calma, a recessão ainda virá. Pela intensidade do ajuste monetário, em algum momento irá vir essa correção."

    Que recessão exatamente? Todos sabemos que a expansão monetária recente veio quase que exclusivamente por causa dos programas sociais do governo, logo não tem como haver recessão em larga-escala se não há uma bolha estimulada por empréstimos bancários.
  • anônimo  11/05/2022 19:17
    o que seria recessao em larga- escala?
  • anônimo  11/05/2022 20:26
    "o que seria recessao em larga- escala?"

    Estou falando de recessão nacional, que geralmente é o que acontece durante a correção das grandes bolhas. Bolhas são formadas e estimuladas por longo-períodos de políticas de crédito fácil, seja por meio de programas sociais para empréstimos com juros baixos, seja por meio da inundação do mercado bancário com crédito via política de venda e compra de títulos feita pelo BC.

    E a correção mais recente foi a que ocorreu durante o segundo mandato do governo Dilma, cuja taxa de juros se elevou para cima para tentar impedir a fuga de capitais que estava ocorrendo e destruindo a moeda, o país então acabou sofrendo uma recessão e entrou em crise.
  • Tnatanael  11/05/2022 14:14
    Como se programar para isso, o Brasil precisa de uma reforma constitucional, que não ocorrerá, precisamos de reforma. Mas se acontecerá algo em breve, comprar ouro é a solução? Leandro disse que não.
  • Leandro  11/05/2022 14:32
    Comprar ouro é sempre. Mas não espere grandes valorizações agora, no curto prazo. A porrada já aconteceu. Era para ter comprado no período inicial da expansão monetária (meados de 2019), e não agora em que estamos no começo da interrupção da expansão monetária (nos EUA).

    No momento, há coisas mais atrativas, como fundos de infraestrutura negociados em bolsa pagando, mensalmente, dividendos equivalentes a IPCA + 6,5% ao ano. E isentos de imposto de renda.

    Ademais, nos fóruns que acompanho, apontaram indícios de manipulação do preço do ouro pelos Bancos Centrais, que detêm a maior parte do estoque mundial e pode desová-los quando quiserem. Afinal, nada mais constrangedor para banqueiros centrais do que ouro caro. Enquanto puderem segurar, não creio que irão permitir seu encarecimento.
  • Felipe  11/05/2022 17:19
    Sabendo que o preço do ouro é manipulado pelos bancos centrais, então qual seria o sentido de comprar ouro?

    Mudando um pouco de assunto, não sei se você ficou sabendo, mas o Dollar Tether colapsou e desvalorizou. É possível fazermos um paralelo dessas stable coins com Currency Board?
  • Leandro  11/05/2022 19:14
    "Sabendo que o preço do ouro é manipulado pelos bancos centrais, então qual seria o sentido de comprar ouro?"

    Porque não tem como durar. Não no longo prazo. Mas, sim, no curto prazo machuca bastante. Por isso (e pelos outros motivos acima explicados) estou só olhando. Por ora.

    "Mudando um pouco de assunto, não sei se você ficou sabendo, mas o Dollar Tether colapsou e desvalorizou. É possível fazermos um paralelo dessas stable coins com Currency Board?"

    Embora não seja minha área, vale enfatizar que não foi o dólar tether (USDT) que colapsou. Este continua normal. Quem colapsou foi o TerraUSD (UST), que não tinha lastro em dólar, mas sim em um algoritmo (nem eu sei explicar). Era claramente uma trapaça.
  • Felipe  12/05/2022 21:09
    "Embora não seja minha área, vale enfatizar que não foi o dólar tether (USDT) que colapsou. Este continua normal. Quem colapsou foi o TerraUSD (UST), que não tinha lastro em dólar, mas sim em um algoritmo (nem eu sei explicar). Era claramente uma trapaça."

    O Peter Turguniev falou sobre isso. Sabendo que ele comparou com o ataque especulativo do George Soros contra a libra esterlina, então dá para fazermos algum paralelo. Ele só errou em falar que a libra esterlina era atrelada ao ERM (que se baseou no marco alemão), não ao dólar americano.

    Deveria ser lastreado em moeda física e não em algoritmos. Que tal criarem uma stable coin lastreada em ouro?
  • Aluno  13/05/2022 04:46
    Já existe há algum tempo. Chama Pax gold
  • anônimo  14/05/2022 10:48
    Olha so a bagunça . Vc lastreia o real no guarani e se este softer ataque vc imprimirá tantos reecas quanto forem necessarias pra cobrir o rombo, tudo automaTico, via software. Vc ganha apostando na queda, sendo que é quem sabe provocar a queda.

    [Link]adrenaline.com.br/noticias/v/75581/terra-luna-criptomoeda-entra-em-colapso-e-investidores-perdem-quase-tudo?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&fbclid=IwAR3JsVujzokA8m12Y0z-jY8WmcyWVDFyjtkDCMqxXjGU8ePh4r06OcZ7cqg[/link]
  • Felipe  11/05/2022 17:59
    O aumento na quantidade de dinheiro na economia provoca essas consequências acima no artigo (partindo da premissa de que ele seja algo provocado pelo banco central e pelo sistema de reservas fracionárias).

    E quando há uma queda brusca nessa quantidade de dinheiro na economia, por manipulações estatais?

    Pensemos no Brasil, cujo M1 subiu 50 % em um ano. Haveria possibilidade de esse M1 cair isso em um mesmo período? Nesse começo de ano, houve uma queda no M1 já.
  • YURI SAO CARLENSE  13/05/2022 02:19
    Leandro,

    Em relação aos fundos de infraestrutura, me parecem bem atraentes também.

    Mas tenho um certo receio, por não saber avaliar a qualidade dos emissores das CRIs e debêntures que formam a carteira do fundo (embora seja de se esperar que os gestores do fundo já tenham feito tal avaliação).

    Como são títulos de longo prazo, temo que numa recessão severa nos próximos anos alguns emissores não tenham condições de arcar com a dívidas.

    Semanas atrás havia um CRI do Beach Park pagando IPCA + 8,5 (isento de IR). Fiquei com receio de entrar justamente por não saber avaliar tão bem a qualidade do emissor.

    Mas isso é apenas minha opinião de leigo. Se você puder comentar, eu ficaria muito grato.
  • Leandro  13/05/2022 13:10
    Mas não existe investimento sem risco. Talvez títulos públicos, e só. Mas, ainda assim, você terá marcação a mercado (veja o que houve com os prefixadas) e não terá renda mensal.

    Se você está visando apenas ao longo prazo, sem necessidade de renda mensal, então sim, coloque no IPCA 2035 e 2045. Inclusive está num bom momento para isso.

    Fora isso, para ter renda mensal, é necessário correr algum risco.

    Isto posto, vale ressaltar que os fundos de infraestrutura (repare que eu não disse imobiliário nem CRI, mas sim infraestrutura) investem apenas em AAA e são bem diversificados, de modo que o eventual calote de um não irá destruir toda a sua carteira.

    Por fim, vale ressaltar que o que estou falando aqui NÃO é recomendação de investimento. Estou apenas dizendo o que eu estou fazendo, levando em conta exclusivamente minha propensão ao risco e meu conhecimento sobre minha renda e minha tolerância a eventuais perdas. Não tenho a mais mínima capacidade de recomendar investimentos para terceiros. Cada um sabe de seus próprios riscos e de suas próprias metas. Não confie em ninguém que chegue dizendo o que você deve fazer com seu próprio patrimônio.
  • YURI SAO CARLENSE  14/05/2022 03:35
    Valeu pelo resposta, Leandro. Orientações muito importantes. Obrigado pela atenção e gentileza
  • Felipe  11/05/2022 18:02
    Se não me engano, você falou que terá de haver uma recessão para controlar a carestia, diante dessa alta de juros. Isso foi em algum comentário. Acho que eu mesmo estava perguntando disso para você, sobre como a alta nos juros afeta os índices de preços.
  • Leandro  11/05/2022 19:06
    Eu? Não que eu me lembre.

    Quem disse isso foi o Campos Neto:

    www.poder360.com.br/economia/bc-nao-criara-metas-para-empregos-e-crescimento-economico-diz-campos-neto/

    Eu sempre procuro deixar claro aqui que acreditar que recessão fará o serviço de debelar a carestia é algo sem sentido.  Quem acredita que a recessão debela carestia está, na prática, dizendo que uma economia debilitada irá automaticamente gerar uma moeda forte e estável. Não faz sentido. Carestias não são debeladas por recessões, mas sim pelo fortalecimento da moeda — fortalecimento esse que possui várias causas que não a recessão.
  • Curioso  11/05/2022 22:31
    Não entendi Leandro, o Brasil ano passado entrou em recessão técnica quando começou a aumenta juros e tal. Ai vocês disseram que o keynesianismo foi enterrado. Bem ok, mas agora a economia esta voltando ao normal, então a correção já passou?

    Queria um esclarecimento maior porque, o BC fez keynes, mas as consequências de keynes foi inflação e não correção.

    DEsculpa, estou confuso.
  • Leandro  12/05/2022 00:55
    "o Brasil ano passado entrou em recessão técnica quando começou a aumenta juros e tal"

    Aqui está a evolução do PIB (já que você, pelo visto, gosta de se balizar por esta métrica):

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-gdp-growth-annual.png?s=bzgdyoypct&v=202203041259V20220312&d1=20120514&type=column

    A recessão foi, obviamente, durante os lockdowns. Brigue com as estatísticas, e não comigo.

    "Ai vocês disseram que o keynesianismo foi enterrado."

    Sim, pois a forte expansão monetária logrou apenas carestia recorde. O crescimento econômico posterior se deu pelas reformas do lado da oferta, as quais já foram amplamente descritas neste site.

    E, como prova adicional, o crescimento se deu com juros em alta e oferta monetária estável, exatamente o oposto do que preconiza Keynes e seus discípulos.

    "Bem ok, mas agora a economia esta voltando ao normal, então a correção já passou?"

    Não. O estrago nos preços continua e será indelével. Jamais voltaremos aos preços de antes. Foi um estrago totalmente desnecessário e evitável (como também explicamos e antecipamos aqui). Mas, ok, bola pra frente.

    "Queria um esclarecimento maior porque, o BC fez keynes, mas as consequências de keynes foi inflação e não correção."

    O BC fez Keynes em 2020. Felizmente interrompeu a loucura em janeiro de 2021. Mas as consequências nefastas nos preços sentimos até agora.

    "DEsculpa, estou confuso."

    Espero que agora tenha despiorado sua confusão e esteja mais desconfuso. Aliás, ajudaria bastante você assumir uma identidade única e parar de ficar criando vários fakes (como este e este) com ideias desconexas (você muda o nome, mas não muda o IP). Apenas assuma-se como este aqui (que dizia que o IPCA não passaria de 7%, pois expansão monetária não afeta a carestia), mantenha-o e tudo certo.

    Saudações.
  • Felipe  12/05/2022 15:43
    Se eu encontrar o comentário, eu mostro.
  • YURI SAO CARLENSE  13/05/2022 01:57
    Me corrijam se eu estiver errado, mas o que o Leandro disse foi que os BCs ao trabalharem com fixação de taxas de juros (em vez de trabalhar olhando os agregados monetários/contendo a oferta monetária - sound money) geram recessões muitas vezes desnecessárias. Eles vão fixando um valor mais alto pra taxa básica de juros e torcem para a inflação cair, mesmo que isso gere uma recessão.

    Em alguns comentários anteriores o Leandro explicou isso muito mais claro do estou fazendo agora.
  • Imperio  13/05/2022 13:49
    A expansão gera um crescimento antinatural e o fim da expansão gera a recessão, pois não é possível ficar imprimindo dinheiro indefinidamente. O controle dos juros é uma forma de congelamento e gera essa distorção. Não tem como fugir. Juros negativos, inflação. Juros acima pra frear o caminhão sem freio, recessão.
  • Leandro  13/05/2022 14:12
    Sim. Como todo controle de preços, manipular juros curtos tem um custo: você acaba tendo de subir os juros curtos mais do que o necessário (ou mantê-los altos por mais tempo do que o desejado) apenas para demonstrar seu compromisso com a estabilidade de preços.

    Quando você opta por controlar a base monetária (o que deveria ser a única função de um Banco Central), você manda um sinal claro para o mercado: não haverá descontrole monetário.

    Sendo assim, os juros médios e longos não têm por que subir. E os juros curtos, embora subam no curto prazo, caem no longo prazo tão logo fica claro que não haverá inflação de preços.

    Ou seja, no final, toda a curva de juros apresenta taxas mais baixas quando você controla a base monetária.

    Já quando você opta por manipular juros curtos (que nada mais é do que um controle de preços) e ignorar totalmente a base e os agregados monetários, os juros precisam ficar altos por muito mais tempo, pois não há mais a âncora da base monetária, e agora o BC tem de demonstrar compromisso e credibilidade.

    É algo que custa desnecessariamente caro.

    Se o Bacen falasse que a base monetária, o M1 e os depósitos em poupança estão no mesmo valor em que estavam há um ano — e que, logo, não há espaço para remarcações de preços —, toda a curva de juros cairia e não seria necessário ficar subindo a Selic acentuadamente apenas para "ancorar expectativas".

    No atual modelo, entretanto, dado que a questão monetária desapareceu, ele tem de ficar disparando a Selic apenas para mostrar que ainda tem credibilidade. É algo caro e totalmente evitável.

    Ademais, basear-se exclusivamente em juros — além de ser um óbvio controle de preços — é um voo cego: no fim, a política monetária pode acabar sendo pouco ou excessivamente contracionista. Na prática — e deixando de lado todos os tecnicismos —, o BC fixa um preço (a taxa básica de juros) e "torce para tudo dar certo". Sem exagero. É assim que funciona. Ele avisa que vai subir juros e, com isso, ele espera que tais comunicados façam com que as pessoas parem de reajustar preços.

    Só que, com os juros fixados arbitrariamente, a oferta monetária pode tanto disparar quanto contrair fortemente. Não dá para saber.
  • Felipe  13/05/2022 22:32
    Você falou aqui, Leandro (seus comentários deixei em itálico; os meus estão em negrito):

    "Essa desaceleração na taxa de expansão monetária de, supomos, 20 para 10 % ao ano, faz com que os preços subam a um ritmo menor apenas pela questão da demanda dos agentes econômicos?"

    "Sim."

    "Se sim, parece uma ferramenta mais dolorosa, afinal ela pode gerar recessões"

    "Pode, não. Vai."

    Ou talvez eu tenha entendido errado.
  • Leandro  14/05/2022 00:28
    É isso aí.

    Após um período de boom creditício, uma redução na taxa de expansão monetária tende a reduzir a taxa de inflação de preços, e também tende a reduzir a taxa de crescimento do PIB.

    A taxa de inflação de preços diminui por causa da redução da taxa de inflação de monetária. Relação direta. E não por causa de uma eventual recessão.

    Dizer que é necessário causar uma recessão para reduzir a inflação de preços não faz sentido nenhum (como explicado acima). O que reduz carestia é moeda forte, e não retração econômica. Retração econômica, por si só, não tem como fortalecer a moeda. E é perfeitamente possível ter recessão com inflação de preços. O ano de 2015 comprova isso. E as recessões da década de 1980 mais ainda.

    Durante uma "recessão convencional", a carestia fica mais branda porque a expansão monetária foi reduzida, e não porque a produção econômica diminuiu (o que, aliás, seria um contra-senso; redução da produção, por escassear a oferta, tende a pressionar os preços para cima, e não a diminuí-los).
  • Felipe  14/05/2022 02:33
    Até que ponto será efetivo esse controle de capitais imposto pelo governo russo, em apreciar o rublo russo? Não sei se você se lembra, mas na Malásia, após a crise asiática, fizeram isso e depois pelo jeito acabaram desistindo (e hoje o país é mais rico até do que o Brasil).
  • Trader  14/05/2022 05:11
    A cotação atual do rublo é fake, pois nenhum russo consegue utilizar seus rublos para comprar divisas estrangeiras. E nenhuma empresa russa consegue trocar rublos por moeda estrangeira para importar.

    O rublo subiu porque: 1) nenhum russo pode se livrar dele; e 2) empresas europeias passaram a ser obrigadas a comprar rublo para adquirir gás natural.

    No final, controle de capitais é exatamente isso: gera uma taxa artificial a qual não é usufruída por ninguém.
  • Felipe  16/05/2022 01:21
    Igual o que acontece com o peso argentino?
  • Felipe  15/05/2022 20:54
    Essa recuperação econômica de agora é algo que seria esperado, afinal isso ocorreria por questões matemáticas, por causa daquela brusca queda ante trancamentos compulsórios (a não ser que eles durassem de maneira absolutamente ininterrupta).

    Agora, o que eu disse sobre a economia estar crescendo mesmo com os juros altos, isso me lembra um pouco o governo Lula, embora agora o ritmo no crescimento de juros esteja bem alto até. O Trader mesmo disse que como o dinheiro não percorreu toda a economia ainda, então por isso estamos vivenciando isso.

    Eleitoralmente, indubitavelmente, é bom para o Bolsonaro.
  • Eduardo  11/05/2022 20:23
    Medida ótima e correta, mas muito atrasada. Era para ter sido feita bem antes. Tributar a importação de comida deveria ser crime.
  • anônimo  11/05/2022 20:53
    Ja ja o xandy cancela o corte
  • anônimo  11/05/2022 20:31
    Não é como se adiantasse muita coisa, daqui a pouco os governadores estão todos elevando às suas próprias alíquotas tributárias de importação nessas áreas...
  • Felipe  14/05/2022 15:24
    Na Internet as coisas são atemporais.

    Vejam este tuíte mostrando uma fala do Roberto Campos Neto, no início de 2020, da possibilidade de juros negativos. Será que ele previu que estaríamos em juros negativos reais, ou ele queria mesmo juros negativos nominais, igualzinho ao Japão?

    Procurei a fonte e não achei nada. Quem encontrar a fonte dessa tira de jornal, agradecerei.
  • Túlio  14/05/2022 15:43
    Esse aí acabou aprendendo teoria monetária na prática, e da maneira mais impiedosa possível.
  • Felipe  15/05/2022 23:32
    Até esse mês de dezembro de 2021, o governo Obrador (que começou no fim de 2018) praticamente congelou os gastos governamentais.

    Isso não acontecia desde a primeira metade da década de 1990, quando era o governo Carlos Salinas.
  • Trader  15/05/2022 23:48
    E aí você entende um dos motivos de a moeda mexicana ser bem estável.
  • Imperion  16/05/2022 14:02
    AMLO é esquerdista, mas pelo menos entende os conceitos da economia. Enquanto ficar essa bazófia, ele congela os gastos e salva economia mexicana. Raro os de esquerda terem responsabilidade, só aquele caso em Portugal e na Austrália, que geriram bem .

    Só queria saber o que ele faria , caso estiver no poder quando a fraudemia e essa guerra acabar. Mantém o controle e deixa a economia mexicana voar baixo ou desfaz tudo ...
  • Felipe  16/05/2022 16:02
    Na parte fiscal, AMLO é muito bom. E aparentemente a sua indicação para o Banxico (que é a Victoria Rodríguez) é boa. O que o Lula, que criticou o teto de gastos, falaria sobre isso do seu companheiro mexicano?

    O problema dele é na parte de negócios, que ele quer fazer algo parecido com a Dilma: quebra de contratos, maior participação estatal na economia e afins.

    Ele também não é muito entusiasta de lockdowns. O México hoje é um dos lugares mais liberais nos aeroportos para turistas. Antes era só um formulário. Agora nem isso precisa mais. Bolsonaro não é capaz de nada. É puro gogó.
  • anônimo  17/05/2022 03:24
    Já li nesse site que enriquecer não tem nenhuma relação com méritos ou grande esforço físico e sim pelo grande valor que as pessoas agregam ao que eu produzo.Agora o que não entendo é como conseguir essa façanha:fazer com que aquilo que eu produzo tenha grande valor agregado.
  • Régis  17/05/2022 14:07
    Basta você ofertar aquilo que as pessoas querem comprar. Ofereça bens e serviços de qualidade, e as pessoas irão alegremente abrir mão do dinheiro delas em troca de seus préstimos.

    Ofereça um produto de qualidade. Ofereça um serviço que irá facilitar a vida das pessoas. E elas irão alegremente dar o dinheiro delas para você.

    A maioria dos empreendedores é composta de maus empreendedores - eis a sua chance

    Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos

    Eis o principal motivo por que empresas recém-criadas quebram – e como evitar

    Não adianta odiar o mercado. Apenas aprenda a usá-lo
  • anônimo  17/05/2022 15:28
    "Agora o que não entendo é como conseguir essa façanha:Fazer com que aquilo que eu produzo tenha grande valor agregado."

    Não existe mágica e muito menos fonte inesgotável de criatividade para inovação, meu bom. Se quer que seu produto seja demandado, só se for tornando-o atrativo para determinados consumidores, pobre na maioria das vezes coloca o preço acima da qualidade, e o rico na maioria das vezes coloca a qualidade acima do preço.

    Se quer que demandem seus produtos apenas fornecendo ambos, então terá que cortar custos o máximo que pode enquanto tenta maximizar a qualidade de seus produtos. Faça ambos honestamente e assim obterá a confiança dos consumidores. 


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