clube   |   doar   |   idiomas
Ao mentir e atacar o Teto de Gastos, Lula demonstra que não esqueceu nada
O Teto é um grande freio aos populistas - e isso explica o ódio

Com a maior proximidade das eleições de 2022, a temporada de propostas populistas está aberta. O ex-presidente Lula, possível candidato nas eleições de 2022 pelo PT, publicou em seu Twitter uma crítica à regra do Teto de gastos.

Defendendo a revogação da medida, o político afirmou que ela "interessa apenas ao sistema financeiro e aos banqueiros do país". E garantiu que irá revogar a medida caso eleito presidente.

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 14.15.10.png

A afirmação de que o Teto de Gastos só é bom para banqueiros é o exato oposto da realidade. 

O que é e como funciona a regra do teto de gastos

Até antes de 2017, o governo federal podia aumentar seus gastos para o ano seguinte o tanto que quisesse, desde que demonstrasse que, para qualquer nova despesa que pretendesse criar e que fosse durar mais de dois anos (a qual é tecnicamente chamada de "despesa continuada", como aumento de salários do funcionalismo), haveria uma fonte de receita para isso.

Este era o único freio imposto ao crescimento dos gastos do governo federal, graças à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em tese, se o governo federal quisesse, no ano seguinte, elevar os gastos 30%, ele poderia, desde que demonstrasse que haveria fonte de receita. 

Só que essa restrição, na prática, sempre foi perfeitamente contornável. Se a fonte de receita prevista acabasse não se concretizando — ou seja, não gerando a receita no volume esperado —, não havia punição nenhuma. O governo federal simplesmente incorreria em um grande déficit orçamentário, tendo de tomar dinheiro emprestado para fechar as contas — com isso gerando consequências como a elevação dos juros e a retração dos investimentos —, e pronto. A economia era afetada, e nenhuma punição era aplicada.

E, com efeito, era exatamente isso o que sempre acontecia.

E foi então que, ao fim de 2016, tudo mudou.

Uma das principais medidas aprovadas no governo Michel Temer, a Emenda Constitucional 95, como o próprio nome indica, estabelece um limite de despesas para a União nos próximos 20 anos. 

Contando desde 2017, os gastos do governo federal devem ser calibrados com base nos gastos do ano anterior, reajustados pela inflação oficial do país (o IPCA) naquele ano — ou seja, estipula-se que não haverá crescimento real dessa variável. 

Isso se fez necessário graças à trajetória de aumento da dívida pública, com as despesas continuamente superando as receitas do governo, algo que se intensificou a partir de 2014, no governo Dilma. 

Perceba no gráfico abaixo, que mostra a evolução do déficit nominal do governo federal (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada) a cada ano, a explosão ocorrida a partir de 2014, bem como a contenção ocorrida a partir de 2017. Estamos excluindo o atípico ano de 2020 por motivos óbvios, e que serão abordados mais abaixo.

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 14.32.00.png

Gráfico 1: evolução do déficit nominal do governo federal, até o fim de 2019 (Fonte e gráfico: Banco Central)

Após aquele fatídico ano de 2014, o Brasil viveu uma intensa crise entre 2015 e 2016, e seus efeitos permanecem na economia até hoje.

Com o Teto de Gastos, como já dito, o máximo que o governo federal poderá gastar em um ano é o orçamento do ano anterior mais o respectivo IPCA daquele ano. 

Por exemplo, se o IPCA foi de 5%, então, no ano seguinte, o governo federal só poderá gastar o que gastou no ano anterior mais 5%.

Consequentemente, ao contrário do que sempre ocorria, o governo passou a não mais poder criar gastos baseando-se em receitas futuras incertas e com projeções infladas.  Um grande avanço.

No ano de 2020, a medida voltou a ganhar foco, uma vez que a pandemia de Covid-19 exigiu um aumento de recursos desempenhados pelo governo, com o objetivo de auxiliar estados, municípios e pessoas físicas a superarem os desafios do isolamento social, dos lockdowns e das hospitalizações. 

Nesse sentido, vale destacar que, ao contrário do que ainda é afirmado por muitos, a Emenda Constitucional permite que gastos emergenciais sejam tomados sem obedecer o limite estipulado, como no caso da Covid-19

Ainda mais importante: a Emenda do Teto de Gastos não limita o crescimento de despesas com saúde e educação. O limite vale para os gastos totais do governo, e não para gastos específicos. Os gastos com educação, saúde e assistência social podem continuar aumentando aceleradamente, desde que os gastos em outras áreas sejam contidos ou reduzidos, de modo que o aumento total de todos os gastos do governo federal não supere a inflação de preços do ano anterior.

Em caso de descumprimento, gatilhos automáticos são acionados, como, por exemplo, ausência de reajuste de salários para funcionários públicos, cortes de subsídios, suspensão de contratações e concursos públicos.

O fato de saúde, educação e assistencialismo poderem crescer livremente, desde que haja cortes em outras áreas, é uma excelente medida para ver a reação de políticos e ideólogos. Como bem resumiu Leandro Roque, de forma um tanto quanto profética:

Isso será um ótimo teste para ver o quanto os progressistas realmente amam os pobres. Se quiserem que mais dinheiro seja direcionado à educação, à saúde e à assistência social, então menos dinheiro terá de ser direcionado ao cinema, ao teatro, aos sindicatos, a grupos invasores de terra e, principalmente, aos salários dos políticos. […] 

Terão de pressionar o governo para reduzir os concursos públicos e os salários nababescos na burocracia estatal. Terão de pedir por um amplo enxugamento da máquina pública. Terão de ser extremamente vigilantes em relação à corrupção, impedindo superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais.

Terão de exigir a redução do número de políticos. Terão de exigir a abolição de várias agências reguladoras custosas. Terão de exigir menores gastos com a Justiça do Trabalho, que é o mais esbanjador dos órgãos do Judiciário.

Acima de tudo, terão de pedir para que o estado pare de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas, deixando tais áreas a cargo da livre iniciativa e da livre concorrência.

De bônus, para que tenham um pouco de diversão, terão também de pedir para que o estado pare de gastar dinheiro com anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol.[…]

O dinheiro que vai para a Lei Rouanet, para a CUT, para o MST e para o alto escalão do funcionalismo público passará a concorrer com o dinheiro do Bolsa-Família, do Minha Casa Minha Vida, da Previdência Social e do SUS.

O Teto impediu (e ainda impede) o Brasil de quebrar

De acordo com dados do Tesouro Nacional e do IBGE, entre os anos de 1997 e 2015 as despesas do Governo Federal cresceram de R$ 133 bilhões para R$ 1,15 trilhão, isto é, mais de 764%. No mesmo período, a inflação, medida pelo IPCA, subiu cerca de 230%.

Isso significa que as despesas reais tomaram uma proporção considerável ao longo desse período, culminando em crescimento ininterrupto da dívida pública e um início de trajetória de déficits primários, que, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, só deve ser revertida na próxima década, como mostram os gráficos abaixo.

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 15.35.43.png

Gráfico 2: evolução do déficit nominal do governo federal, incluindo o ano de 2020 (Fonte e gráfico: Banco Central)

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 15.03.09.png

Gráfico 3: evolução da dívida total do governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)

O Teto de Gastos foi instaurado para evitar que as contas públicas brasileiras entrassem em colapso. Com efeito, observe, no gráfico 2, que o Teto de Gastos realmente trouxe algum controle ao déficit do governo até 2019 — sendo que o ano de 2020, por motivos óbvios, explodiu tudo.

Sem o Teto e sem responsabilidade fiscal, as taxas de juros praticadas pelo governo seriam muito maiores, pelo simples e óbvio fato de que os investidores exigiriam juros maiores para emprestar para o governo. Quanto maior o risco, maiores os juros exigidos.

Consequentemente, os reais beneficiários com o fim do Teto e seu consequente aumento de juros seriam exatamente os "rentistas", tão criticados por Lula e seu grupo político.

E isso não é apenas teoria. A própria empiria confirma isso. O gráfico abaixo mostra a evolução dos juros dos títulos de 10 anos do governo brasileiro. São estes juros de longo prazo que  definem os juros dos empréstimos bancários e, consequentemente, afetam investimentos produtivos e emprego.

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 15.23.36.png

Gráfico 4: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2026

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 15.24.05.png

Gráfico 5: evolução dos juros para contratos com vencimento em 2030

Captura de Tela 2021-06-23 a`s 15.11.51.png

Gráfico 6: evolução dos juros dos títulos públicos de 10 anos

Observe que após o ano de 2016 a tendência é de queda, havendo apenas um sobressalto com as eleições de 2018. Mesmo em meio à profunda crise gerada pela Covid-19 em 2020, o juros estavam nas mínimas históricas. Uma façanha. Nas crises de 2008 e 2015, por exemplo, eles dispararam. 

(No momento, eles estão subindo por causa do aumento das expectativas inflacionárias, um fenômeno que é mundial).

Para concluir

É fato que, desde a introdução do Teto de Gastos, as expectativas sobre o Brasil ficaram mais ancoradas, possibilitando a queda dos juros e tornando mais atrativos investimentos na iniciativa privada, impulsionando o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro.

Por isso, sempre que você vir políticos populistas atacando a Regra do Teto, lembre-se: responsabilidade fiscal importa, e a Regra do Teto restringe o aumento do tamanho do estado, bem como a capacidade de populismos por parte destes políticos. 

Por isso o desespero.

_________________________________

Leia também:

A tímida PEC 241 possui falhas, mas é um passo no rumo certo - e suas virtudes apavoram a esquerda



autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Renan  23/06/2021 19:07
    Como limitar os gastos com uma bomba-relógio chamada previdência, outra chamada "estabilidade de funcionários públicos" e outra chamada "constituição federal"?

    Sim, eu sei que teve reforma na previdência, mas foi apenas um tampão. No futuro, outra será necessária e duvido que farão.
  • Marcos  23/06/2021 19:13
    Para a Previdência de fato não há solução, pois se trata de uma questão demográfica e atuarial. Trata-se da única área da economia que nem sequer permite espaço para visões ideológicas distintas.

    Quanto a Previdência foi criada, havia 7 trabalhadores trabalhando para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. Logo, se não tem solução, solucionado já está.

    Quanto à estabilidade, isso não é impeditivo para o congelamento salarial dos funças. Quanto à Constituição, esta pode perfeitamente ser emendada.
  • Carlos  23/06/2021 19:18
    Talvez o problema da Previdência não seja tão insolúvel assim. Tem um artigo neste site, de autoria do Leandro Roque, intitulado "Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência", cujo link é www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589 que oferece uma possível solução.
  • Felipe  23/06/2021 20:19
    Só existe uma solução: privatizando. Para uma solução mais gradual, a de capitalização seria evidentemente melhor. Na pior das hipóteses você ganharia alguma coisa, porque é poupança sua que está ali.

    Essa reforma da previdência nada mais foi um aumento na idade de aposentadoria e nas alíquotas, coisa que irá ser feita até o "Dia de São Nunca". Pelo menos ela foi boa em uma coisa: valorizar o real brasileiro.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  23/06/2021 20:56
    São várias frentes. Além da previdência, é necessário extinguir processos inúteis estatais e extinguir os cargos públicos que executam essas funções.

    Os departamentos esvaziariam e todo dinheiro que vai para o cabide de emprego seria economizado. Enquanto a administração pública tiver esses processos públicos ativos, vai ter funcionário recebendo e onerando os cofres.
  • Ulysses  23/06/2021 19:10
    O teto de gastos foi uma medida excelente, talvez a melhor desde o Plano Real. E exatamente por isso não durará. Com o tempo será abolido. E será abolido para permitir mais benefícios para os funças. A notícia abaixo é apenas um indício disso.

    "Aras obtém no TCU revisão do teto de gastos para pagar auxílio-moradia retroativo ao MP"

    www.oantagonista.com/brasil/aras-obtem-no-tcu-revisao-do-teto-de-gastos-para-pagar-auxilio-moradia-retroativo-ao-mp/

    No fim, entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças. Estes são um bloco eleitoral muito mais coeso e mais poderoso.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  23/06/2021 20:02
    "[i]No fim, entre os pobres e os funças, os políticos escolherão os funças. Estes são um bloco eleitoral muito mais coeso e mais poderoso.[i]"
    Exatamente. Até pela razão dos políticos dependerem dos funças para executar as operações burocráticas diárias da mastodôntica maquina pública bananeira, já que a maioria deles não entendem patavinas de administração pública.
  • Felipe  23/06/2021 20:16
    O funcionalismo representa quantos % dos votos? Isso é que me deixa curioso.

    Lamentável a postura do Aras. Enquanto existir banco central, o Brasil dificilmente entrará em austeridade (a Grécia teve que entrar em austeridade, justamente porque eles não podem imprimir drachmae).
  • Kléber  23/06/2021 23:51
    Nossa intelligentsia não passa de um bando de vagabundos, achacadores e rapineiros que vivem às expensas dos trabalhadores. Os parasitas apaniguados são catedráticos em fazer caridade com o bolso alheio. É muito fácil arvorar-se como defensores dos pobres na sinecura e sumptuosidade que os pobres pagantes desse embuste proporcionam.
  • Leitor  24/06/2021 13:56
    Não colocar todos em um só saco sem fundo, afinal, a reforma administrada proposta, deixa de lado a elite do funcionalismo (Ministério Público, Juizes, Políticos, Procuradores). Estes não só estão de fora, como já articulam aumentos em seus privilégios. A Reforma se destina aos funcionários públicos barnabés (professores, enfermeiros, assistentes administrativos, guarda municipal etc...). O Kim Kataguiri comentou uma nota de uma juíza reclamando que se tirar as férias de 60 dias (isso mesmo!) dos juízes, vai voltar a corrupção no país!

    Todas as capitais estão se reordenando, aprovando suas reformas previdenciárias, por exemplo, seguindo o tom de mexer apenas com os funcionários barnabés. A secretaria da Fazenda aqui da capital, os auditores trabalham 6 horas por dia, para tirar mais de 18k por mês! Estão de fora da proposta também.

    Ademais, porque tanta preocupação com Lula por aqui?! Lula já saiu do poder faz 10 anos, tava preso, cheio de processo na justiça! Se não me engano, nunca vi nenhuma publicação com o rosto do Mito. O homem é realmente Mito por aqui?

    Nem um texto sobre a crise hídrica que está acelerando a inflação, o Guedes falando que o dólar alto é "bom para o país", ou as recentes suspeitas de corrupção nas compras de vacinas?

    Há algum editorial indicando? Não estou querendo criar confusão.
  • Introvertido  24/06/2021 16:11
    Caro leitor, seu texto estava indo bem - apesar de eu não entender o objetivo dele, já que estás dizendo coisas que todos aqui já sabem -, até você começar á criar polêmica desnecessária quando começou á utilizar afirmações falsas.

    "Ademais, porque tanta preocupação com Lula por aqui?! Lula já saiu do poder faz 10 anos, tava preso, cheio de processo na justiça! Se não me engano, nunca vi nenhuma publicação com o rosto do Mito. O homem é realmente Mito por aqui?"

    Não entendi o que quiseste dizer, às pessoas se preocupam com o Lula simplesmente porque ele pode voltar ao poder e voltar á gastança, o que irá acelerar o declínio do padrão de vida dá população. É erraneo nos preocupamos com isso?? É cada um...

    Quanto ao "mito", não existe nenhum artigo específico sobre ele por aqui, já que não é objetivo desse instituto fazer propaganda para políticos, mas ele é obviamente bastante comentando em textos de artigos e comentários.

    "Nem um texto sobre a crise hídrica que está acelerando a inflação, o Guedes falando que o dólar alto é "bom para o país", ou as recentes suspeitas de corrupção nas compras de vacinas?"

    Primeiro que essa crise hídrica está sendo causada majoritamente pela incompetência do Estado - Enquanto o restante dá culpa vai para os supostos problemas climáticos -, nós já sabíamos á muitos anos que isso aconteceria cedo ou tarde, caso tal tarefa continuasse nas mãos do Estado. Agora, se o instituto irá ou não fazer um artigo específico sobre essa suposta crise eu não sei.

    Segundo que já existem artigos sobre o Guedes e sua tara por moeda fraca por aqui. Terceiro que não é objetivo desse instituto falar sobre um caso específico ou outro de corrupção.

    "Há algum editorial indicando? Não estou querendo criar confusão."

    Ata.
  • Felipe  23/06/2021 20:13
    É ou não é irônico o Lula criticar o projeto cujo autor foi justamente o Henrique Meirelles, o banqueiro central indicado pelo petista? Ano passado, o Lula estava abertamente defendendo TMM. Então por que ele não colocou a turma da UNICAMP no Ministério da Fazenda em seu primeiro mandato?

    A Emenda 55 foi a melhor coisa que o Temer fez. Cumprindo ela à risca, junto com a Lei Complementar nº 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal), o Brasil colhe grandes benefícios.

    Agora a pergunta: os juros longos baixíssimos no ano passado não se devem à SELIC anormalmente baixa e pelo fato de que agora o governo passaria a interferir nas taxas de juros no mercado de títulos de longo prazo, por causa da PEC do Orçamento de Guerra?
  • Trader  23/06/2021 21:40
    "os juros longos baixíssimos no ano passado não se devem à SELIC anormalmente baixa e pelo fato de que agora o governo passaria a interferir nas taxas de juros no mercado de títulos de longo prazo, por causa da PEC do Orçamento de Guerra?"

    Não muito. Tanto é que:

    1) Os juros longos agora estão maiores do que em 2019, quando a Selic era maior.

    2) Quando a Selic estava em 2% em 2020, os juros longos caíram e voltaram a subir.

    No final, juros longos dependem de expectativas inflacionárias e da solvência fiscal do governo. É perfeitamente possível ter Selic subindo e juros altos caindo: se a subida da Selic convencer que a inflação futura cairá e que o fiscal não será comprometido, os juros futuros caem.

    P.S.: até o momento, e ao contrário até mesmo do que eu esperava, não há evidências de que o Banco Central esteja fazendo Operação Twist (comprando títulos longos para afetar a curva longa).
  • Bolsodilma cirolulaguedes  23/06/2021 20:23
    a situação fiscal do pais é tão ruim , que se não fosse o teto de gastos, esse país já tinha quebrado.
    politico acha que pode gastar os tubos, desrespeita o povo e empurra com a barriga
  • anônimo  23/06/2021 21:19
    E mesmo com o teto, não há segurança alguma ainda. Sempre há um populista a espreita querendo fura-lo na próxima eleição.
    O centrão sempre está em liquidação para quem quiser fura-lo, não farão oposição
  • Wesley  23/06/2021 21:44
    Corte de gastos no Brasil é impossível. Porque contraria os interesses do sistema e da população. PT e Ciro Gomes falam abertamente em revogá-lo (óbvio, sua base eleitoral é o funcionalismo público).

    O fato do Temer ter conseguido aprovar o Teto já foi um enorme avanço. Corte de gastos no Brasil, só se um Pinochet assumir o poder numa ditadura e fizer a força. Não é à toa que o PT cresce nas pesquisas e que esse discurso anti-teto tem ressonância: as pessoas querem mais gastos públicos e mais Estado.
  • Flávio  23/06/2021 21:47
    O STF, que hoje determina até tarifa de importação, jamais permitiria corte de gastos, muito menos redução da salário de funça. Mesmo que um governo queira, o STF não permitirá nenhuma diminuição no tamanho do estado.
  • Introvertido  23/06/2021 21:39
    Exato, no momento em que um progressista entrar o poder, o teto irá desabar, logo, estejam preparados para arrumar suas malas caso o Lula apareça com á faixa presidencial.
  • Realista  23/06/2021 21:53
    O atual governo interrompeu o inchaço da máquina pública e está fazendo um verdadeiro desmame na imprensa ao cortar as verbas de publicidade. Por isso a gritaria insana da mídia (todo bezerro berra quando desmama).

    Aprovou também a Lei de Liberdade Econômica e está para ser votada ainda hoje a revolucionária MP 1.040:

    twitter.com/at_Lorenzon/status/1407775268283035652

    Tendo feito isso, se mantiver o teto e estabilizar a moeda, terá logrado um façanha impressionante.

    Por isso, farão absolutamente de tudo para tentar evitar uma reeleição. O golpe já está explícito na proibição do voto impresso. Por que o Barroso se borra todo à simples menção do assunto?
  • Supply-sider  24/06/2021 17:20
    Foi aprovada ontem na Câmara. Agora vai pro Senado. É espetacular a medida.

    Adotou medidas supply-sider e sinalizou os juros para o lugar certo, a moeda se fortaleceu.

    Não tem erro.
  • Richard Stallman  24/06/2021 20:32
    Mais e-Gov para atrapalhar a vida e fortalecer a Botnet e a espionagem. Nem esse site .gov que o governo criou funciona direito, aparentemente um navegador de 2 anos de idade plenamente funcional não é bom o suficiente para eles, tem que ter as ultimas shenanigans que o Chrome criou esta semana e seus 20MB de javascript para manter o seu layout de "Generic Startup Design" e fotos de pessoas rindo para um celular funcionado.
    Nem para usar o site da prefeitura da mais, porque você precisa de um numero de telefone para sms. Por quê? Não sei. Talvez seja uma parceria público-privada para o estado garantir o lucro das telecoms e impedir que as pessoas boicotem elas. Os usuários NPCs de smartphones, vão a loucura. Até o correio quer um numero de telefone para me enche o saco.

    - Todas as citações judiciais de empresas serão eletrônicas, o que acelerará e muito os processos judiciais no país

    Todas? Isso é ruim se não tenho internet. Além disso eu gosto de papel.

    - Toda a burocracia de comércio exterior será unificada e simplificada em um único site, onde todo registro de importação ou exportação será realizada de maneira rápida e automática.

    Centralizar tudo para dar mais poder a botnet? Maravilha! tudo que precisamos. Isso só se aplica a CNPJ ou CPF vai ter que lidar com toda essa burocracia eletrônica também? Vai funcionar no meu navegador ou vou precisar da ultima versão do spyware do google? Tenho que ter um telefone, "porque sim", também? Vou poder fazer em papel por que gosto?

    - Todos os dados que o governo tem sobre as propriedades (imóveis, carros, etc.) do cidadão terão de ser disponibilizadas para ele de maneira fácil, on-line e UNIFICADA, o que facilitará comprovação de garantias e assim o acesso ao crédito.

    Mas eu não quero que seja fácil NPC, eu quero que seja difícil, se é fácil para mim, é fácil para os chineses também. Vou ter que ter um numero de telefone também? E só para não perder o costume: posso usar papel?

    "Nunca minta, quando a verdade for mais vantajosa." - Nietzsche
  • Túlio  23/06/2021 23:02
    Não entendo o seguinte: o gasto com educação no Brasil é um dos mais altos do mundo em termos de PIB. Supera todos os países da OCDE. E em troca de quê? De nada.

    agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-07/brasil-gasta-6-do-pib-em-educacao-mas-desempenho-escolar-e-ruim
  • Felipe  23/06/2021 23:55
    Devo deduzir de que seja talvez pelo nível de regulação existente aqui. O currículo é extremamente centralizado e, no final das contas, tudo depende de Brasília. A própria existência do ENEM não faz sentido e, a cada ano, mais burocracia se acumula no exame. Já há os vestibulares. Cada instituição então poderia criar seu vestibular, até minimizando o número de disciplinas e temas que o aluno precisaria ver (apesar de que, se realmente educação "fosse um direito de todos", então não haveria nem vestibulares para as instituições de ensino estatais e sobraria vagas para todos). Hoje o aluno tem que memorizar várias disciplinas, justamente para atender ao ENEM.

    Há vários esquerdistas que, por exemplo, mencionam o exemplo finlandês. O que eles não dizem é que lá os professores de instituições públicas não têm a estabilidade como no Brasil, além de que os currículos são decididos de maneira mais descentralizada.

    Veja o caso por exemplo da Elisa Flemer. Foi rejeitada na USP porque não estava no ensino regular e agora irá estudar nos EUA, onde a educação é muito melhor do que no Brasil (aliás, há instituições asiáticas e africanas que são melhores do que as existentes no País).
  • Malthus  24/06/2021 00:00
    A explicação para a educação da Finlândia — e a da Estônia, quase tão boa quanto — é majoritariamente outra: o idioma. Se o idioma é simples e claro, os estudos se tornam mais lógicos e o aprendizado, mais fácil. Há estudos inteiros sobre isso.

    Desde 2006, a amostra de países do PISA foi aumentada, incluindo diversos países em desenvolvimento. Um deles foi a Estônia. E desde então ela também passou a ocupar as posições mais altas no PISA dentre as nações ocidentais (nunca tão boas quanto as da Finlândia, mas ainda assim acima de Noruega, Suécia, Alemanha).

    Há um fator em comum entre Finlândia e Estônia: as línguas de ambos os países não pertencem ao ramo indo-europeu comum a quase toda a Europa, mas ao ramo fino-úgrico; e são muito parecidas entre si.

    Se a tese ainda parece duvidosa, considere o seguinte: dentro da Finlândia há uma minoria de falantes do sueco. Essa minoria é, em média, mais rica do que a de falantes do finlandês. No entanto, as notas dela no PISA são muito inferiores às deles. A tese do papel da língua na educação finlandesa é exposta neste breve artigo de Taksin Nuoret.

    finnish-and-pisa.blogspot.com.br/

    Assim como saber latim ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês, tudo indica que o idioma fino-úgrico também é uma mão na roda.


    P.S.: aviso a terceiros: gentileza ler a matéria completa antes de reclamar.

    P.S.2: Na Finlândia, como você bem enfatizou, não há estabilidade para professores. Eles podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. E também como você enfatizou, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Lá, Paulo Freire não tem vez.

    P.S.3: a educação no Brasil também é 100% estatal, gratuita e universal (qualquer um pode estudar em escola pública). Por que não é boa?
  • anônimo  24/06/2021 02:32
    Eu ja estudei em instituição estatal que usava vestibulares vocacionados como forma de ingresso. E também presenciei a alteração dessa forma de seleção, com a universidade retornando ao modelo tradicional, cujo formato favorece o egresso do ensino-médio que pode pagar "cursinhos".

    A última turma do antigo vocacionado era extremamente heterogênea. Idades dos calouros entre 18-56 anos.
    A primeira turma do "novo" tradicional vestibular, idades entre 18-24.

    Conversando sobre essas mudanças com os professores, uns diziam que o objetivo era formar turmas menos críticas e mais absorvedoras de informação, leia-se, força-de-trabalho jovem e solícita. Outros no entanto achavam que o raciocínio lógico-matemático estava diminuindo e os formandos (o curso era de Administração) estavam perdendo espaço no mercado para engenheiros, economistas e contadores, portanto, havia necessidade de se retornar com os testes de física, química e matemática.

    Convivi com os dois tipos de turma. Nas heterogêneas, os melhores em matemática, com média 10, eram maconheiros. Nas novas, mais homogêneas, as melhores cabeças não fugiam um milímetro do que os professores solicitavam. Enquanto isso, um dos professores mais bem reputados, passava o semestre dizendo que 90% das teses e dissertações de doutorado e mestrado em Administração não possuíam utilidade prática...
  • Bolsodilma cirolulaguedes  24/06/2021 02:26
    No Brasil, professor finge que ensina, o aluno finge que estuda. Recebem diploma sem saber nada. E quando alguém quer contratar depois, se fizer um pente fino sobre se realmente o cara é estudado, é processado por duvidar.

    O próprio povo não dá valor à educação. Só querem receber do estado. Já o Japão: exporta tecnologia, portanto precisa de pessoas qualificadas pra produzir tecnologia, senão não faturam. Lá não contratam trapaceiros, e até os punem. Para ascender socialmente naquela sociedade, não dão colher de chá pra quem é improdutivo. E deixam claro que se o aluno não estudar e se meter em canalhices, como parasitar a sociedade, ele tem muito a perder.

    Em suma: estudou, sobe socialmente e recebe um dos maiores salários do planeta. Parasitou, vai pro fundo do país. Muito a ganhar ou muito a perder.

    No Brasil é o contrário. O parasitismo começa nas escolas e continua na vida adulta. O problema é cultural, estrutural e moral. E isso tem um preço. 
  • Analista de Risco  24/06/2021 13:16
    Gasto público é desperdício, simples assim.

    Vale lembrar que a educação no Brasil, em geral, é ruim, mas existem nuances.

    O ensino privado anda praticamente pari passu com os países da OCDE (mesmo com a essa âncora chamada MEC):

    Escolas privadas de elite do Brasil superam Finlândia no Pisa; Rede pública vai pior do que Peru

    Outro grave problema é o nível de sindicalização dos professores públicos.
    A propósito, em virtude disso, não deveria ser surpresa para ninguém uma notícia dessas:

    Estudantes mais pobres têm acesso menor a abertura de escolas na pandemia, mostra Datafolha
  • Felipe  24/06/2021 16:58
    Sindicatos de funcionários federais são poderosíssimos. Se não me engano, na Unesp, que é estatal (mas é estadual), já voltaram com as aulas presenciais. Os lockdowns acentuaram a desigualdade social não apenas no âmbito econômico, mas também no educacional. Afinal, professores do setor privado ainda precisam prestar contas aos alunos. Vi essa notícia falando do ensino privado brasileiro comparado com de países de Primeiro Mundo e fiquei impressionado. Não fosse o MEC e todas essas regulações, o ensino brasileiro seria um dos melhores do mundo.

    Curioso, vi tanto esquerdista falando que o ensino privado não é muito diferente do estatal...
  • Richard Stallman  24/06/2021 21:07
    Fim do ensino integral.
    Foco em interpretação no começo e deixa a matemática mais para o final.
    Dá um cartão pro aluno escolher e pagar o curso que ele quiser, assim o governo não precisa reinventar a roda.
    Reforma do português para torná-lo mais simples e remover ambiguidades.

    Pronto resolvido
  • Souza  25/06/2021 03:39
    Pode dar alguns exemplos dessa simplificação vantajosa do Português?
  • Introvertido  23/06/2021 23:54
    Óbvio, com uma estrutura educacional horrível e que não prepara ninguém para á vida, e um monte de professores, diretores e coordenadores incompetentes e sindicalizados, simplesmente não tem como às escolas públicas fornecerem um ensino decente, não importa quantos bilhões sejam torrados.

    E como é de costume, nenhum burocrática irá se dar ao trabalho de tentar melhora-lá, se nem em países de 1° mundo o ensino estatal é modificado, imagina aqui, às coisas só tendem á piorar quando está nas mãos do governo.
  • Introvertido  24/06/2021 00:06
    [OFF-TOPIC]

    O que acham dessa polêmica da tal PL 490? ainda não pesquisei sobre, mas aparentemente é relacionado á demarcação dàs reservadas terras indígenas, e isso está enfurecendo diversos progressistas e ambientalistas.
  • Dimas  24/06/2021 02:39
    A proposta tira do Palácio do Planalto e passa ao Congresso a prerrogativa de definir o que é ou não território dos nativos.

    O primeiro ponto é o seguinte: como é que vai se discutir um assunto sobre os povos indígenas sem que se ouça as lideranças indígenas? É estranho isso. Você aprova uma lei que vai discutir o futuro dos povos indígenas, territórios, terras, tudo isso sem discutir com as lideranças indígenas? Começa o erro por aí.

    Segundo: o projeto mexe em uma questão muito importante, que foi delimitada claramente na Constituição de 1988: garantia de território indígena de quem já estava ocupando as terras. Mexer nisso, nesse momento, não tem cabimento. É uma coisa que não tem necessidade, não tem urgência e não favorece os povos indígenas.

    Aliás, a Funai trabalha hoje contra os povos indígenas. Está tudo ao contrário: a Fundação Palmares trabalha contra sua origem, a Funai trabalha contra os povos indígenas...A Câmara tem coisa mais importante para tratar do que mexer em uma coisa super grave e prejudicando, nesse momento, os povos indígenas.
  • Kaio  24/06/2021 00:29
    Esse artigo é para os iludidos quem acreditam que Lula vai tentar "fazer reformas" em 2022. O mercado já sabe qual a verdadeira face do Lula, e para "recuperar sua confiança" vai levar todo o mandato (sendo extremamente otimista).

    E graças às finanças cada vez mais digitalizadas, é muito difícil ter novamente as "épocas pujantes" que as esquerdas conseguiam no curto-prazo, especialmente no caso brasileiro que está com uma dívida pública japonesa. Assim que o mercado percebe as armadilhas da emissão de moeda e dos juros, rapidamente se adaptam. Basta ver o que está acontecendo nos EUA.

    A única coisa que o Ladrão vai se empenhar de verdade, é aparelhar tudo e transformar o Brasil numa Venezuela melhorada.
  • Eduardo  24/06/2021 03:34
    Essa EC é boa e crucial, mas não suficiente. Uma medida que poderia ser adotada é estabelecer a correção do teto dos gastos pela meta de inflação ou a inflação do ano anterior, o que fosse menor.

    Uma outra medida é que no ano em que houvesse queda de receita, o orçamento do ano seguinte ficaria nominalmente congelado.

    Outra coisa é o prazo da meta. Com a situação caótica em que se encontram as contas públicas, essa medida deveria valer por uns 30 anos, prorrogável por mais 30.

    Se medidas como essas tivessem tido adotadas no início do Plano Real, a dívida pública seria 10% do PIB e não estaríamos gastando quase metade do orçamento com a dívida pública. E a inflação teria sido muito menor, com a moeda hoje valendo muito mais.
  • Introvertido  24/06/2021 04:18
    "Uma medida que poderia ser adotada é estabelecer a correção do teto dos gastos pela meta de inflação ou a inflação do ano anterior, o que fosse menor."

    Ura, mas já é assim, o teto se reajusta via o IPCA do ano anterior.

    "Uma outra medida é que no ano em que houvesse queda de receita, o orçamento do ano seguinte ficaria nominalmente congelado."

    Péssima sugestão, isso só prejudicaria na hora de diminuir tributos, ou seja, acaba sendo uma faca de dois gumes.

    "Outra coisa é o prazo da meta. Com a situação caótica em que se encontram as contas públicas, essa medida deveria valer por uns 30 anos, prorrogável por mais 30."

    Dúvido que sequer dure no próximo mandato.
  • Erick  24/06/2021 10:14
    Ele disse "meta" ou "inflação efetiva", a que fosse menor. É uma boa medida.
  • Introvertido  24/06/2021 04:21
    Você deve ser um colega libertário, então não irei me conter em meus comentários

    "A proposta tira do Palácio do Planalto e passa ao Congresso a prerrogativa de definir o que é ou não território dos nativos."

    É realmente bem curioso, o que eles querem fazer exatamente com às terras indígenas? Será que é algo fruto de lobby?

    "O primeiro ponto é o seguinte: como é que vai se discutir um assunto sobre os povos indígenas sem que se ouça as lideranças indígenas? É estranho isso. Você aprova uma lei que vai discutir o futuro dos povos indígenas, territórios, terras, tudo isso sem discutir com as lideranças indígenas? Começa o erro por aí."

    Por mim tudo bem extinguir às reservas não habitadas, eliminar o direito de propriedade - desde que não sejam substituidas por um direito equivalente - que os indígenas tem em suas próprias terras é algo erraneo, mas não vejo nada de errado em demarcar áreas que são consideradas "reservas", mas que na verdade não são utilizadas para nada exceto atividades de caça, bem, de qualquer forma eu ainda não sei o conteúdo dessa proposta, então não darei opinião propriamente sobre ela.

    "Segundo: o projeto mexe em uma questão muito importante, que foi delimitada claramente na Constituição de 1988: garantia de território indígena de quem já estava ocupando as terras. Mexer nisso, nesse momento, não tem cabimento. É uma coisa que não tem necessidade, não tem urgência e não favorece os povos indígenas."

    Bem, considerando que o governo tem o poder socialmente reconhecido de decidir quem deve ter propriedade e quem não deve ter, acaba sendo, reconhecidamente, tarefa do mesmo garantir qualquer direito, se ele dá um direito não natural para um, então ele supostamente deve poder removê-lo ou modifica-lo também. É tipo eu te dar o direito de invadir uma casa, desde que não rouba nada, e logo depois á remova.

    Se os indivíduos discordam de uma suposta má medida do governo, deveriam então culpar o mesmo, pois ele é o que tem tal poder, e protestarem contra á medida ou contra á própria existência de tal poder, tendo como contra-medida ideal algo supostamente socialmente necessário, por exemplo: á limitação dos poderes governamentais em relação aos direitos naturais, necessitando assim, de um peblicito de 100% de aprovação da população para qualquer proposta que vá contra os direitos naturais - apesar de que, se os direitos naturais fossem absolutamente levados á sério, o Estado deveria ser dissolvido, já que esse se financia por esbulho alheio, e obriga outrem á comprir suas medidas impostas via coersão -.

    "Aliás, a Funai trabalha hoje contra os povos indígenas. Está tudo ao contrário: a Fundação Palmares trabalha contra sua origem, a Funai trabalha contra os povos indígenas...A Câmara tem coisa mais importante para tratar do que mexer em uma coisa super grave e prejudicando, nesse momento, os povos indígenas."

    Desde que, os indígenas não estejam prejudicando ninguém, seja via direito gov., seja via violência, ele então tem o direito de não ter seu corpo e direitos naturais violados.

    Se á medida planeja remover um direito que beneficia os indígenas e prejudica os outros - como dizem por ai: direito para um, obrigação para o outro -, então é algo positivo, mas se apenas planeja prejudica-los propositalmente, então os indígenas deveriam protestar contra tal medida puramente negativa e coerciva.

    Mas bem, por mim, deveriam remover esse direito de reservar terras indigenas e dar direitos de propriedade privada para eles logo, é inevitável e ocorrerá cedo ou tarde, devemos trata-los como iguais perante á sociedade.
  • Rodrigo  24/06/2021 11:56
    Eu sou a favor do teto, mas ele deve excluir despesas de investimento, saúde , educação, ciência e tecnologia.

  • Pobre Mineiro  25/06/2021 03:26
    ... mas ele deve excluir despesas de investimento, saúde , educação, ciência e tecnologia.

    Ou seja, em nome das despesas de investimento, saúde, educação, ciência e tecnologia, a pilhagem de propriedade alheia está totalmente liberada.

    Felizes os grupos de interesse, que receberão todo esse dinheiro fácil, já adiantando que não será o povo.
    O povo, com muita sorte, receberá alguma migalha caída da farta mesa do banquete e ficará muito feliz com isso.
  • Thiago  24/06/2021 12:36
    The only way to fix it is a bitcoin standard. When bitcoin becomes a world monetary currency, this problems will be solved. The status quo is the real problem, politicians is the real problem. HODL.
  • ed  25/06/2021 12:44
    And pay $20 por each transaction? No way. Nano > Bitcoin.

    nano.org/
  • Bitcoiner  25/06/2021 14:33
    You clearly never used Lightning network.
    It's funny to see the nanonites despair in bashing bitcoin and try to make their shitcoin pump when Lightning network destroyed their use case.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  24/06/2021 16:30
    doleta vai a 4.91.

    stonks
  • Bolsodilma cirolulaguedes  25/06/2021 01:15
  • Kaio  25/06/2021 03:29
    Se tivesse ajeitado a SELIC 1 ano atrás, hoje estaríamos com um dólar a 3,20.
  • Introvertido  25/06/2021 02:10
    Essa meta vai ser obrigatória para esse ano? De qualquer jeito, isso é sinal que o Campos Neto percebeu á cagada que ele fez.
  • Felipe  25/06/2021 16:28
    Somente 2024, cujo teto será de 4,5 %. Se for até o teto (o qual já é alto), o BCB não precisa dar explicações. Se for abaixo de 2,25 % (ou seja, caso tivermos um índice de preços suíço), o BCB também precisa se explicar.

    Nesse ano, será de 3,75 % +- 1,5 p.p., ano que vem de 3,5 % +- 1,5 p.p., 3,25 +- 1,5 p.p. em 2023 e 3 % +- 1,5 p.p. em 2024. México tem o centro da meta de 3 % desde 2003 (e a margem de tolerância é menor, 1 p.p. +-).

    Poderiam abandonar esse regime e copiar Singapura, onde a política é de "apenas" estabilizar o dólar singapuriano em relação às principais moedas do mundo. Reservas internacionais temos de sobra.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  25/06/2021 18:52
    tecnicamente ela cai de tempos em tempos desde o começo do plano real.
    já foi de uns 7.5 por cento
    indo pra três, sinaliza pelo menos boa vontade para o futuro vê freia expansões populistas
  • Bolsodilma cirolulaguedes  25/06/2021 15:26
  • Fernas  25/06/2021 15:42
    O que vocês acham da pesquisa do IPEC que saiu hj, na qual afirma que Lula está com 49% das intenções de voto e Bolsonaro com 23%?
  • Deldebbio  25/06/2021 16:42
    Uma "pesquisa" que nem sequer foi registrada em lugar nenhum, e à qual ninguém teve acesso. Confio muito.

    Há um motivo pelo qual a mídia militante solta essas "Pesquisas" claramente mentirosas bem antes de uma eleição. Não tem segredo.

    Em 1950, Curt Richter, um professor universitário, conduziu uma experiência assustadora com ratos para estudar quanto tempo eles sobreviviam antes de se afogar.

    Primeiro ele pegou uma dúzia de ratos, colocou-os em frascos de vidro, encheu-os com agua e observou como se afogavam. Os jarros eram grandes para que eles não pudessem agarrar-se, ou pular fora. Em média, eles paravam de resistir após cerca de 15 minutos.

    Mas então Richter deu uma volta na sua experiência.

    Os resultados mostraram que depois de "salvar" os ratos antes de se afogarem, fez com que estes nadassem aproximadamente 240 vezes mais quando os pesquisadores os colocavam de volta no frasco.

    Houve um rato que nadou por 81 horas.

    A conclusão é que os ratos acreditaram que iriam ser resgatados, e por isso continuaram a nadar a um nível que previamente se achou impossível.

    Essa história costuma ser explicada em psicologia positiva como exemplo da importância da "esperança e otimismo". Ela mostra que a maioria das pessoas pode fazer muito mais quando recebem ânimos ou estímulos, e desistir ou abandonar algo quando não têm esperança ou valor suficiente.

    Então, ao liberar essas falsas esperanças, o departamento de marketing dos políticos levanta a moral dos ratos derrotados pela realidade e faz com que eles continuem lutando (com mais força ainda) contra o afogamento.

    Em suma, trata-se obviamente de uma pesquisa comprada, com o intuito de estimular a militância de um lado e desestimular a do outro.

    A verdadeira caixa de pandora deste país são os institutos de pesquisa. E o curioso é que com estes ninguém mexe.


    P.S.: eu até acho que Lula esteja liderando. Mas não por esta margem. Ele tem 35% do eleitorado cativo. Bolsonaro também. As pesquisas quinzenais do DataPoder360 mostram isso. Quem irá decidir são os 30% restantes do eleitorado.
  • Carlos Alberto  25/06/2021 16:44
    Sem ironia: eu juro que não entendo como ainda tem gente que leva pesquisa política a sério neste país depois do que ocorreu em 2018. Um dia antes do primeiro turno, Bolsonaro estava em empate técnico com Haddad. E Haddad ganhava disparado no segundo turno.

    E isso acontecia em todos os institutos de pesquisa.
  • Apropriado  25/06/2021 17:02
    Parece que eu errei, começou antes do que falei aqui.

    "Não se engane com as pesquisas que começarão a aparecer no fim desse ano/começo de 2022 mostrando o Lula na frente."

    Piada.
  • Introvertido  25/06/2021 17:01
    É de se duvidar que essa pesquisa seja verídica, porém o Bolsonaro realmente teve uma queda em sua popularidade devido á alta inflação e desvalorização cambial, então esteja preparado caso o pior venha á acontecer.
  • Introvertido  25/06/2021 18:29
    "Nesse ano, será de 3,75 % +- 1,5 p.p., ano que vem de 3,5 % +- 1,5 p.p., 3,25 +- 1,5 p.p. em 2023 e 3 % +- 1,5 p.p. em 2024. México tem o centro da meta de 3 % desde 2003 (e a margem de tolerância é menor, 1 p.p. +-)._

    Nunca entenderei á razão do porque existir uma margem para menos da meta, fica parecendo que o objetivo do BC é combater á deflação também, o que é erraneo, á unica coisa que deveria ser combatida é a deflação monetária. Aparentemente o BC já foi criado com o Keynesianismo na cabeça.

    O ideal seria que o BC fosse extinto, ai às forças do mercado organizariam tudo, mas isso já é sonhar demais.

    De qualquer jeito, o fato de que o Bacen dstá diminuindo á meta mostra que eles estão ficando mais sensatos, resta agora saber se o futuro governante desse país irá tentar intervir no BC.

    "Poderiam abandonar esse regime e copiar Singapura, onde a política é de "apenas" estabilizar o dólar singapuriano em relação às principais moedas do mundo. Reservas internacionais temos de sobra."

    Está longe disso acontecer, se os esquerdistas já estão reclamando do teto de gastos, imagina se não tivessem mais uma moeda em contínua desvalorização? Não teriam mais como inventar desculpas para aumentar gastos com benezzes em contínuo ritmo com á inflação,, o que possibilita um aumento das receitas via tributos, e nem mais como renegociar dívidas, um terror!

    Aliás, eu não acho que o teto de gastos seja tão efetivo assim, á dívida pública brasileira ainda contínua em contínuo crescimento, assim como o déficit orçamentário, por mim deveriam tornar o teto ainda mais rígido, impossibilitando qualquer crescimento dos gastos pelos próximos 15 anos, independente dá inflação, isso seria útil para fazer voltar os superavits orçamentários, e assim reorganizar á dívida pública, mas dúvido que passaria pelo STF.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  25/06/2021 20:54
    na Estônia é proibido ao congresso endossar um orçamento deficitário.
    é isso que o pais precisa
  • Lucas  25/06/2021 22:33
    (...) fica parecendo que o objetivo do BC é combater a deflação também

    Mas o objetivo do BC é mesmo o de combater a deflação também. O pensamento de que "inflação é igual a febre: muito alta ou muito baixa é ruim" ainda impera na economia. O próprio Henrique Meirelles defende que "inflação consistentemente abaixo da meta é uma inflação tão ruim quanto inflação acima da meta".
  • Pedro  28/06/2021 04:50
    Inflação excessivamente baixa em momento de crise é sinal de estagnação ou retração econômica. Um pouco de inflação nesse momento é um bom sinal de que a economia está em movimento, apesar do estresse.
  • Trader  28/06/2021 15:23
    Aí é um caso clássico de confundir causa e consequência.

    Preços estarem subindo por aumento da demanda não significa que aumento de preços seja bom. É apenas uma consequência de um aumento na demanda.

    Igualmente, preços estarem caindo por redução da demanda não significa que redução de preços seja ruim. É apenas uma consequência de uma redução na demanda.

    Preços também podem cair por um aumento na oferta (como ocorre no setor tecnológico). E é possível ter recessão econômica com preços em alta, como ocorreu nos anos 2015 e 2016.

    Lembre-se: a calçada está molhada por causa da chuva; a chuva não foi causada pela calçada molhada.
  • Introvertido  25/06/2021 18:57
    "Guedes diz que a falta de imposto sobre dividendos estimula a pejotização"

    Guedes fica nessa história de querer aumentar impostos, e á cada proposta que ele faz sobre esse assunto á bolsa cai, pelo jeito ele nunca irá aprender como fazer uma austeridade de verdade.
  • Introvertido  26/06/2021 01:58
    "na Estônia é proibido ao congresso endossar um orçamento deficitário.
    é isso que o pais precisa"

    Vish, aí já seria brigar com o todo poderoso establishment, mas talvez tal medida pudesse ser aprovada caso o Temer e o Meirelles tivessem sido ainda mais ousados, o teto de gastos só serve para frear o aumento de gastos anuais comparado ao ano anterior.

    "O próprio Henrique Meirelles defende que "inflação consistentemente abaixo da meta é uma inflação tão ruim quanto inflação acima da meta"."

    Á única diferença do Meirelles para o restante dos economistas brasileiros é que ele é mais sensato em suas medidas, e sempre age exatamente dá forma que pensa ser mais correta, sabe muito bem discenir á realidade dá ficção, não é igual á economistas que passaram á vida inteira lendo livros de macroeconomia e frequentando palestras de keynesianos, igual o Campos Neto.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  27/06/2021 00:50
    Sim, mas ainda assim é o correto. Lá o congresso não tem carta branca. De ficarem aprovando projetos de gastos como no Brasil, ao descumprimento da norma, perdem o mandato e tem novas eleições. Isso evita as guerras legislativas. Têm muito a perder.

    Isso é um dos maiores problemas do Brasil: um congresso com carta branca. Um mísero deputado tem poder pra sabotar o governo somente fazendo leis e se escondendo atrás de sua imunidade. E realmente não dá pra mudar isso sem quebrar o establishment.

    Mas tem que ser feito: o "arranjo" é mais importante que o número de pessoas. É o arranjo quem realmente governa.
  • Felipe  27/06/2021 01:43
    Estônia é um exemplo de país que tomou o caminho certo: na década de 1990 era uma porcaria, mas com a ajuda de Steve Hanke, o país implementou um Currency Board por vários anos (a âncora era o marco alemão, depois o euro), até adotar o euro de vez em 2011.

    Como o país não tem moeda própria, não há escolha a não ser em o governo local de adotar políticas mais pró-mercado e por austeridade.

    Agora o Brasil pode não apenas em amenizar os custos de medidas estatizantes, como ainda pode incorrer em expansão monetária e "empurrar o problema com a barriga", afinal "um pouco de inflação é bom para a economia"... será muito, mas muito difícil de virmos alguma austeridade por aqui, porque realmente não tivemos nunca, na história do País, algo perto disso, a não ser em medidas pontuais por alguns períodos restritos.
  • SENHOR MATHIAS  26/06/2021 04:28
    Infelizmente, muitos liberais e libertários contribuem para o retorno do Lula, em vez de apoiar Bolsonaro, que no momento é a opção menos ruim.
  • Lucas  27/06/2021 00:01
    muitos liberais e libertários contribuem para o retorno do Lula, em vez de apoiar Bolsonaro

    Em vez de apoiar políticos, é muito mais sensato buscar se proteger deles.
  • SENHOR MATHIAS  29/06/2021 09:41
    Alguém será eleito, e é melhor uma opção ruim a uma opção péssima.

    Você não se protege de políticos se omitindo de escolher a opção ruim.

    Muito pelo contrário.
  • ninguem  27/06/2021 00:41
    Isso quem está dizendo é você, logo fale por você, por mim quem fala é eu.
    O fato de eu não defender o "menos ruim", não me caracteriza um defensor de outrem.
    Posso usar a tua conversinha para a mesma conclusão – A, já que todos roubam, então vou votar no que rouba, mas faz – Era assim que a maioria esmagadora de paulistas votavam no Maluf, ou seja, que papo de merda esse teu.
    Aprende uma coisa, libertário que é libertário, não lambe as bolas de político.
  • anônimo  27/06/2021 03:06
    OFF:

    Hoje estive numa das Havan, de Luciano Hang, e me recusei a fornecer o CPF para realizar uma compra à vista.
    Até abriram excessão após meu questionamento sobre tal necessidade , mas mesmo assim desisti. Já é a segunda vez que me incomodo nessa loja. A primeira foi devido ao "troco solidário", na qual eles ficam tentando captar centavos que sobrariam ao cliente, no intuito de direcionar (dizem) a algumas instituições. Muitos produtos tem preços fracionados em 0,49 ou 0,99 centavos, o que já quase garantia uma receita específica para esse esquema. Ora, se Hang quer fazer caridade e publicidade em cima disso, que o faça com parte de seu próprio capital e não o de terceiros.

    O cara até tenta prestigiar esse empresários dito liberal, que se declara anti-esquerda, anti-globalismo... mas em troca recebe esses constrangimentos. Também não entendo a fissura dele em apresentar certidões negativas estatais para comprovar aos críticos que ele não deve impostos.
  • ID expert  27/06/2021 14:41
    O seu ID (45.63.104.13) mostra que você está teclando de Miami. Não há Havan em Miami. Por que esta fanfic?
  • anônimo  27/06/2021 21:13
    "O seu ID (xx.xx.xxx.xx) mostra que você está teclando de Miami. Não há Havan em Miami. Por que esta fanfic?"

    Desculpe-me, jovem, acho que peguei pesado. Meu objetivo não foi, em nenhum momento, desmerecer a figura dos empresários, tão importantes numa economia de mercado, e nem a da loja, que cumpre sua responsabilidade social ao gerar lucros e empregos e da qual sou cliente há mais de 10 anos. Sempre elogiei quem defendeu a liberdade nesse momento de pandemia e se posicionou publicamente contra lockdowns. Só fiz um desabafo, pois eu considero essa prática de pedir o CPF por qualquer compra, sem nenhuma base legal ou aviso e sem divulgar a finalidade, algo invasivo e que fere minha privacidade como consumidor. Sei que a loja é propriedade privada e, pela ótica libertária, se o dono quer trabalhar assim e algum cliente não concordar, é só não fechar acordo de troca e cada qual segue sua vida. Sei também que o CPF é um mero número criado por burocratas. Sei que fazer caridade privadamente, sem ajuda estatal, é algo justo e bom. Mas imagine-se numa fila de caixa, cheio de gente perto, e a atendente lhe pergunta se você não quer doar centavos de troco para a campanha X? Eu sou pego de supresa, me nego e questiono o motivo (direito meu, ato moralmente neutro, éticamente permitido), a resposta que escuto é que "pelo menos ele está doando". E a impressão que passo é de que sou um sovina egoísta nesse momento tão difícil. Até a impessoalidade do atendimento passa a ser algo do tipo "vai embora logo, chato".

    O ponto que eu quero levantar é que se declarar liberal, anti-comunista é bacana, mas não quer dizer muita coisa e nem nos isenta de cometermos erros e acabarmos atrapalhando a causa da liberdade, em vez de fortalecê-la. Ademais, a meu ver, alguém ficar se declarando quite com a rec. federal., como já vi o Sr. Hang fazer em um vídeo, no qual ele era criticado por supostas dívidas trabalhistas, deveria ser algo feito com todo o desprezo, uma vez que o dinheiro lhe foi confiscado pelo monopólio estatal. E claro, idealmente, a justiça do trabalho nem deveria existir. É uma pena que nesse país um empresário de sucesso tenha que ficar agradando a quem não gosta dele, mostrando papelzinho estatal e falando "Tá aqui, ó!"

    Agora, sobre você, ID-Expert, que chamou meu relato de "fanfic". O que falo é baseado em impressões reais minhas, portanto subjetivas. Posso estar sendo bem maricas. Ou posso ter razão. E meu IP aparece para você como Miami pois uso VPN e TOR. Confesso que fico receoso com sua habilidade, pois se você der mais provas de que consegue identificar mais informações a meu respeito, é sinal de que essas tecnologias e serviços são inúteis e o grande reset já chegou. Aliás, eu sou bem noob. Por gentileza, pode compartilhar como você consegue obter o IP de quem comenta aqui e quais outros tipos de dados é possível obter? Você é alguém ligado a alguma organização? Qual palavra ou frase do meu comentário anterior lhe ofendeu a ponto de você se dar ao trabalho de monitorar e investigar a origem? Você irá me processar? Já adianto que tenho pouco dinheiro, ok? Se for preciso eu escrevo um pedido de desculpas mais completo. E isso é sério. Realmente estou disposto, caso eu perceba que tenha me excedido e ofendido um ídolo seu. É que o pessoal escreve tanto por aqui, com razão, que libertário de verdade não lambe bola de político, que depois desses eventos de 2020, com grandes empresas censurando vozes dissidentes, eu já não boto minha mão no fogo por ninguém. Nem por John Galt. Então, por favor, perdoe-me pela grosseria.
  • Compreensivo  27/06/2021 23:40
    Pelo que entendi, o objetivo dele foi apenas pegar você na mentira. Você disse que, "hoje", comprou em uma loja da Havan. Só que, estando você em Miami, tal ato é impossível de ter acontecido, o que, consequentemente, coloca em xeque toda a sua história.
  • cmr  28/06/2021 02:20
    ID-Expert,

    poste aqui o meu IP e de onde eu estou teclando.
    Estou louco para ser rastreado.
  • SENHOR MATHIAS  29/06/2021 09:46
    Alguém será eleito, no final das contas. E é melhor que seja uma opção ruim a uma opção péssima.

    Melhor um moderadamente intervencionista a um extremamente intervencionista.

    Melhor um pouco corrupto que um muito corrupto.

    Votar e apoiar o ruim contra o péssimo é simples questão de lógica. Enquanto essa imoralidade chamada Estado existir, é necessário buscar a redução dos danos.
  • Apropriado  27/06/2021 13:06
    O grande responsável por uma eventual volta do Lula será o próprio Bolsonaro.
    O cara tinha a maioria do congresso na mão quando se elegeu, o maior partido, grande apoio popular e ao invés de aprovar todas as reformas que deveria, preferiu brigar com seu partido, atirar pra todo lado e desvalorizar a moeda.
    O Bolsonado acima de tudo é burro. Perdeu uma oportunidade de ouro, por tabela queimou os liberais de verdade e pavimento a volta da esquerda.
  • Kaique  27/06/2021 15:13
    Bolsonaro não tinha a maioria do congresso, e não conseguiu aprovar quase nada graças ao Maia. A desvalorização da moeda realmente foi o grande ponto fraco do governo por 2,5 anos.

    Quem é o grande responsável por uma eventual do Lula foi a Mídia e o STF.

    Bolsonaro é burro mesmo, mas a pandemia piorou ainda mais os países vizinhos.
  • Apropriado  28/06/2021 00:11
    Não tenho tanta certeza assim, a reforma da previdência foi aprovada por 379 votos a 131 (isso porque era um tema super polêmico). Então sim, ele tinha maioria absoluta.

    O PSL que foi o partido que o Bolsonaro se elegeu tinha 53 cadeiras na Câmara, e era o segundo maior em tamanho (falei erroneamente acima que era o 1º).

    Mas o cara simplesmente resolveu brigar contra todo mundo e até agora não possui partido. Se ele fosse minimamente inteligente, teria feito seu trabalho, cuidado da nossa moeda (foi ele que colocou o Guedes e RC lá) passado as reformas necessárias e se reelegeria fácil.

    Estamos vendo no Brasil uma repetição do que aconteceu com o Trump nos EUA. Sim, a mídia e o STF são ridiculamente parciais, mas foi ele quem cavou sua própria cova.
  • Kaique  28/06/2021 08:54
    Amigão, decida-se, ou ele possui maioria do Congresso (congresso esse que já impôs varias derrotas à ele) ou ele se desgastou ao brigar com seu Partido. As 2 coisas não dá, especialmente no seu próprio exemplo da Reforma da Previdência, pois que ele já estava fora do partido.
    Maia afirmou e reafirmou que odiava a agenda polícia do Bolsonaro, numa entrevista pro UOL ele se sentiu orgulhoso ao sentar em cima de várias votações colocadas como urgentes (pois sabia que não sofreria represaria nenhuma de outros poderes).

    Você falou sobre a Reforma da Previdência, mas não diz que ela foi maléfica pra imagem do governo. E a mesma coisa vai acontecer com Reforma Tributária, que é basicamente um aumento de impostos para cobrir rombos.

    A cereja em cima do bolo foi dizer que Bolsonaro se compara com Trump. Parece até piada alguém falar isso, coisa de criança do MBL. Trump fez a vida do americano médio melhorar em meros 3 anos de uma forma que não acontecia em 30 anos.

    www.mises.org.br/article/3309/como-um-corte-de-impostos-fez-a-renda-dos-americanos-aumentar-a-uma-taxa-recorde

    Bolsonaro não conseguiu fazer basicamente nada de significativo. Trump bateu de frente com todo o establishment político representado pelo Congresso, e ainda conseguiu fazer tudo o que era possível ao seu alcance. Suas negociatas davam certo porque o cargo de Presidente dos EUA possui muito mais poder do que no Brasil, que é uma republiqueta de bananas comandada por 11 palhaços não-eleitos.
    Já Bolsonaro precisa se ajoelhar pro Congresso, negociar cargos pra conseguir aprovar qualquer coisinha, que pode ser barrada a qualquer momento pelo STF porque sim.
  • Apropriado  28/06/2021 17:54
    Kaike, vamos separar as coisas.

    "Maia afirmou e reafirmou que odiava a agenda polícia do Bolsonaro, numa entrevista pro UOL ele se sentiu orgulhoso ao sentar em cima de várias votações colocadas como urgentes".

    Sim, ele odeia e sentou em cima das pauta de "costumes" do Bolsonaro, mas não é isso que estamos debatendo aqui, me fale uma medida das reformas da previdência, administrativa, tributária, ou medidas mais liberais como MP da Liberdade Econômica, PEC da Desburocratização que não andaram por conta do congresso. As reformas poderiam ter todas passado no primeiro ano caso o governo tivesse foco.

    O que vimos foi o governo perdendo tempo brigando com todo mundo, inclusive com seu ex partido, ao invés de trabalhar para o que interessava. E sim, é possível ele ainda ter maioria do Congresso mesmo tendo se desgastado com seu partido, o ponto é que agora essa maioria é dada graças a liberação de emendas parlamentares, em outras palavras, comprando o Centrão (como foi feito em governos anteriores) o que é um apoio muito mais frágil do que o inicio do seu governo.

    "Você falou sobre a Reforma da Previdência, mas não diz que ela foi maléfica pra imagem do governo. E a mesma coisa vai acontecer com Reforma Tributária, que é basicamente um aumento de impostos para cobrir rombos."

    O ponto aqui não é se as reformas são populares ou não, de fato são impopulares (e por isso foram postergadas a décadas). O ponto é que o governo tinha maioria no congresso para aprová-las, mas preferiu ficar arranjando confusão desnecessária (com PSL, Moro, militares, para citar alguns que os apoiavam inicialmente).

    "Bolsonaro não conseguiu fazer basicamente nada de significativo."

    Nesse caso concordamos, porém discordamos do motivo por ele não conseguiu fazer nada. O motivo foi incompetência política e falta de foco.

    O STF é uma merda? Sem dúvida, mas o Bolsonaro foi tão incompetente que indicou o Kássio Nunes, um dos responsáveis por ressuscitar o Lula.

    www.em.com.br/app/noticia/politica/2021/02/09/interna_politica,1236385/indicado-por-bolsonaro-ministro-do-stf-vota-a-favor-de-lula.shtml

    Ou seja, nem aproveitar sua prerrogativa de indicação ao STF aproveitou.

    A "cereja do bolo" na verdade é ele continuar a destruição da nossa moeda apoiada pelo Guedes e RC, pq no fim esse será o grande motivo da sua eventual derrocada.

    "Trump fez a vida do americano médio melhorar em meros 3 anos de uma forma que não acontecia em 30 anos."

    Concordo 100% com você, meu ponto é que o Trump cavou sua cova ao comprar brigas desnecessárias também. Faltou inteligência política, principalmente para tratar do Coronavírus, e por isso "estamos vendo no Brasil uma repetição do que aconteceu com o Trump nos EUA".

    Meu ponto é que colocar tudo na conta da mídia, congresso e STF não faz sentido e no fim "o grande responsável por uma eventual volta do Lula será o próprio Bolsonaro". Perdemos uma grande oportunidade de nos livrarmos do ex presidiário e cia.
  • L Fernando  27/06/2021 22:54
    Me Deus do céu, como tem mentiroso ou desinformado.
  • Introvertido  27/06/2021 02:38
    "Sim, mas ainda assim é o correto. Lá o congresso não tem carta branca. De ficarem aprovando projetos de gastos como no Brasil, ao descumprimento da norma, perdem o mandato e tem novas eleições. Isso evita as guerras legislativas. Têm muito a perder."

    Não tem isso de "Ah, mas lá...", lá e aqui possuem culturas totalmente divergentes, lá eles aprenderam o que o socialismo e o excesso de Estado faz durante os anos que pertenciam ao bloco da URSS, e seus líderes naturais foram capazes de entender á receita para a criação de riqueza, enquanto aqui é o lar do lobbysmo e do funcionalismo público desde á era colonial. Brasileirinho médio já está tão alienado, que chega até á creer cegamente que palavras de políticos causam mortes.

    "Isso é um dos maiores problemas do Brasil: um congresso com carta branca. Um mísero deputado tem poder pra sabotar o governo somente fazendo leis e se escondendo atrás de sua imunidade. E realmente não dá pra mudar isso sem quebrar o establishment.

    Mas tem que ser feito: o "arranjo" é mais importante que o número de pessoas. É o arranjo quem realmente governa."

    O sistema republicano brasileiro sempre foi assim, com deputados possuindo diversos poderes próprios, acabam sendo capazes de agir em sincronia com o Establishment. Essa recente ascenção do STF nos últimos 20 anos só servirá para garantir que nada irá mudar. Á única maneira de mudar isso seria por meio de uma rebelião de pelo menos um dos estados contra o governo central, clamando assim por secessão, mas as massas não se rebelam sozinhas, são na verdade conduzidas por intelectuais e lideres naturais insatisfeitos.
  • Introvertido  27/06/2021 15:00
    "O grande responsável por uma eventual volta do Lula será o próprio Bolsonaro.
    O cara tinha a maioria do congresso na mão quando se elegeu, o maior partido, grande apoio popular e ao invés de aprovar todas as reformas que deveria, preferiu brigar com seu partido, atirar pra todo lado e desvalorizar a moeda.
    O Bolsonado acima de tudo é burro. Perdeu uma oportunidade de ouro, por tabela queimou os liberais de verdade e pavimento a volta da esquerda."

    Opa, mas ai você já está responsabilizando muito uma só pessoa, ele pode até ser burro, mas quem realmente cuidava das reformas liberais era o Guedes, e quem cuidava da moeda era o Neto, e ambos também são notáveis incompetentes em suas áreas.

    Esse governo prometeu muito, e fez pouca coisa, e a natureza impulsiva do Bolsonaro fez com que ele brigasse desnecessariamente com aliados e com o STF, o que por fim pavimentou uma grande chance de á esquerda voltar.
  • Introvertido  27/06/2021 23:14
    [OFF-TOPIC]

    Eu acho curioso como á mídia adora chamar governos anti-progressistas de "Extrema-direita", pelo jeito á esquerda já está utilizando uma balança mensuradora totalmente diferente dá qual nós utilizamos - o clássico capitalismo x comunismo -, aonde os esquerdistas são os progressistas, e os anti-progressistas são os de direita, coisas como essa facilitam e muito á estabelecer hegemonias de pensamento.

    Por meio disso, na mente das massas os direitistas se tornaram os vilões e os esquerdistas os mocinhos. Os direitistas se tornam "contra os direitos humanos, dos animais e dos legumes" e os esquerdistas se tornam "os campeões dá justiça e da democracia", não é a toa que às palavras "democracia" e "justiça" já perderam seus respectivos sentidos á um bom tempo, e se tornaram apelas slogans dá esquerda, já que soam como virtudes.
  • Introvertido  28/06/2021 00:16
    "E meu IP aparece para você como Miami pois uso VPN e TOR. "

    Curioso que eu pensei que ele estava zoando, já que não me parece muito sábio lançar acusações contra outros - principalmente com tanta arrogância á mostra, coisa que não é tão típica de libertários - baseado em seus IPs.

    Quase qualquer pessoa sensata e que sabe que pode ser facilmente rastreado na internet hoje em dia utiliza VPN, e é extremamente decepcionante que isso nem tenha passado pela cabeça de alguém com o nickname "ID-expert", tsc tsc.
  • Thomas  03/07/2021 11:50
    O Lula pode ser sem caráter e oportunista, amigo dos banqueiros, tendo contribuído para o aumento da financeirização do Brasil, mas o fato é que o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em palestra recente do curso Decifrando o economês, desmontou o mito da austeridade fiscal.
  • Amante da Lógica  03/07/2021 14:41
    É mesmo? Então vamos lá: explique com suas próprias palavras o que ele disse, onde está o erro na teoria do equilíbrio fiscal, por que o equilíbrio fiscal (via corte de gastos) é um erro, e como seria o jeito certo de fazer.

    Para deixar mais organizado:

    (1) descreva de maneira acurada a tese do não-equilíbrio fiscal, (2) mostre em que ponto a tese do equilíbrio fiscal está errada, (3) explique por que ela está errada, (4) explique a tese que está sendo proposta, e (5) mostre em que ponto esta tese supera a outra.

    Substancie suas argumentações apontando exatamente os trechos da tese do equilíbrio fiscal (via corte de gastos) que estão errados, aponte os do não-equilíbrio fiscal com os quais você concorda, demonstre a superioridade deste sobre a outra, e mostre como deveria ser um arranjo sem equilíbrio fiscal.

    Em suma: explique aí, com suas próprias palavras, a superioridade do orçamento desequilibrado e por que um economia assim seria melhor. Demonstre o "erro" na tese do orçamento equilibrado, e a comprovação inquestionável de que o orçamento bagunçado é superior.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.