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O cientificismo gerou os "novos iluminados" — e estes adulteraram o Direito e a Economia
Os ideais positivistas e suas constituições garantem a soberania do estado sobre a do indivíduo

Eu me recordo da reação dos colegas ao escutar o professor de história do colegial dizendo que que, no ancien régime, os reis eram legitimados pela teoria do Direito Divino

Impulsionados pelo professor, os alunos riam da sociedade passada, a qual, por alguma razão, aceitou a ideia de que o próprio Deus designara alguém para representá-Lo perante os humanos. 

O desdém aprendido e mantido pelos alunos é um sintoma típico de uma doença cujo surto ocorreu no século XVIII e, tornada pandêmica, jamais saiu de cena desde então. Refiro-me, é claro, ao cientificismo, trazido à tona pelo movimento iluminista e impregnado nas mentes — das mais sofisticadas às mais simplistas — daquela que se convencionou chamar de civilização ocidental.

O cientificismo é a visão de que todo conhecimento verdadeiro é conhecimento científico, e que não existe uma forma racional e objetiva de investigação que não seja um ramo da ciência. Por 'ciência', os cientificistas entendem que é todo o ramo do conhecimento no qual se pode utilizar o método científico baconiano

É indiscutível que o método científico foi responsável por uma revolução nas ciências naturais. O desenvolvimento da biologia, física, mecânica, química e os grandes avanços ocorridos ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX favoreceram a ideia de que a linguagem científica poderia ser a chave para que o homem pudesse entender o universo de forma holística, ou seja, em seu total. 

Daí, a tentativa de sistematizar todo o conhecimento a partir da ciência fundou a chamada filosofia da ciência no sentido moderno do termo.

A filosofia moderna da ciência rompe as formas e substâncias do modelo aristotélico-tomista e é sistematizada pelo seu principal expoente: Auguste Comte, na doutrina do positivismo. Comte acreditava que, assim como no caso das ciências naturais, as agora chamadas ciências sociais passariam a ser o novo paradigma da verdade, legando à teologia e à metafísica um espaço decorativo e supersticioso na história humana. O positivismo de Comte era uma ideologia de engenharia social. A sociedade como um todo deveria ser organizada de acordo com conhecimentos científicos.

O positivismo, adicionalmente, afirma diz que a linguagem científica é a marca registrada da modernidade, e que para efetuar o progresso é preciso haver uma classe especial de pessoas que conheçam as leis da sociedade, e que sejam capazes de estabelecer a ordem e promover esse progresso

O cientificismo iniciou uma guerra fictícia entre aqueles que defendem a fé e os que defendem a ciência. Para os últimos, já que religião não tem fundamento científico (ou assim eles afirmam), ela não tem fundamento racional e deve ser expulsa do debate sobre quaisquer assuntos. 

Assim como a religião e a metafísica não são "úteis" para conhecermos o comportamento dos átomos, também não podem ser úteis para conhecermos a verdade acerca do bom, do belo e das questões éticas. Em nosso tempo, o cientificismo atinge seu ápice no neoateísmo de Richard Dawkins e Christopher Hitchens. Para tais autores, tudo o que somos, pensamos e sentimos não passa de reações químicas a serem descobertas pelo avanço da micro e da nanobiologia. Haverá um dia em que, por meio de uma "injeção" das substâncias adequadas, curaremos não só as doenças do corpo, mas também as da alma humana (embora, para o neoateus, não existe essa isso de alma).

Os derrotados

É difícil definir qual foi o campo das chamadas "ciências sociais" mais prejudicado pelo positivismo. Mas, sejam lá quais forem, certamente dentre eles estarão a Economia e o Direito. 

Na Economia, o que antes era uma investigação lógica a respeito de como os recursos escassos são produzidos e administrados na sociedade humana passou a ser uma série de formulações matemáticas que inicialmente foram criadas para se entender a realidade e posteriormente foram usadas para forçar a realidade a se adequar à elas

Se um determinado economista provasse em seu "modelo científico" que seria vantajosa a produção extra de um certo recurso X, o político poderia se valer daquela "verdade científica" para forçar que a tal prescrição fosse cumprida, ignorando a vontade dos agentes e passando por cima de qualquer objeção ética. Afinal, quem sabe mais, o médico ou o paciente? Apenas obedeça ao cientista. É tudo para o seu próprio bem.

No Direito, e aqui entramos de fato no tema do artigo, o cientificismo foi além. Repudiando os mitos fundadores dos estados que foram "mortos" pelas revoluções iluministas, os cientificistas acabaram criando novos mitos que, de alguma forma, eles pudessem justificar sob a égide do racionalismo científico. Nas palavras de Butler Shaffer:

Os sentimentos humanistas do Iluminismo ajudaram a moldar as suposições autocráticas sobre a fonte da autoridade política, utilizando como racionalização para o estado o mito de um "contrato social".

Os novos iluminados

Aqueles que antes desdenhavam do Direito Divino citado no início passaram a louvar os novos iluminados, os quais, despidos de uma metafísica explícita, criaram para si uma falsa metafísica que justificasse o poder dos pensadores sobre a "massa inculta e ignara". 

A ideia de 'educação libertadora' (das artes liberais) deixou de ser o objetivo da erudição. Agora, a educação passaria a ser a certificação que habilitaria o homem ao exercício do poder. A educação transformaria o novo homem; aquele "ser bruto medieval" passaria a ser um indivíduo de sentimentos nobres e racionais após receber uma formação racionalista. E, sempre que esse homem — puro e humanista — fosse tentado a retroagir aos seus instintos individualistas, ele teria ali uma constituição para lhe mostrar o caminho correto a ser seguido. 

Recorrer ao manual — à constituição — seria para o juiz ou legislador ato semelhante àquele praticado pelo engenheiro que recorre ao manual de física para a boa prática de sua função. A justiça e o legislativo, nas democracias liberais, certamente levariam o homem ao paraíso social, de perfeição euclidiana, uma vez que, ainda que falhassem os juízes ou legisladores de graus inferiores, os atos falhos poderiam ser corrigidos por seus colegas dos graus superiores, homens ainda mais elevados e de humanismo e racionalidade ainda mais acurados. 

Por fim, ainda que todos os graus do promoção do progresso falhassem, haveria ali uma constituição para resguardar os cidadãos de uma possível tirania por parte do estado.

Os homens que desdenhavam daqueles que acreditavam no Direito Divino passaram a crer — sim, a palavra adequada é "crer" — em um pedaço de papel. Para um religioso, a constituição não pode ser entendida de outra forma que não a idolatria. 

É uma enorme ingenuidade acreditar que toda a corte e as elites que apoiavam os monarcas absolutistas de fato criam nessa história de Direito Divino. Contudo, era conveniente a eles que houvesse algum meio de garantir a estabilidade do estado. E, ademais, um rei, por mais opulento e esbanjador que fosse, possuía interesse direto na prosperidade e estabilidade política de seu reino — afinal, tratava-se de sua propriedade e de seus súditos. 

Assim, por lógica, em qualquer monarquia, há uma limitação natural à interferência do rei nos negócios privados; seu interesse é majoritariamente externo; tudo o que importa é manter uma boa fonte de impostos que sustentem sua corte, seu reinado e suas guerras.

No Direito Positivo, por outro lado, não há uma relação direta entre o interesse do legislador/aplicador da lei e o benefício social de seus atos. Afinal, ninguém é "dono" do estado. Cada um está ali como mandatário temporário, e os recursos acumulados/espoliados não serão legados para a próxima geração de legisladores. 

Sendo assim, há um interesse direto por uma pilhagem maior e mais rápida, de forma que o máximo de benefício possa ser extraído do estado enquanto um determinado mandatário, legislador ou juiz se mantém no poder. 

Os positivistas mais bem intencionados acreditaram que poderiam limitar tais instintos humanos por meio de uma constituição. Mas, ora, a quem cabe interpretar a tal constituição? Aos homens, é claro.

Na prática, os positivistas apenas substituíram a divindade por um pedaço de papel, já que no âmbito da aplicação do poder (seja ele dado por Deus ou por uma constituição) estão os mesmos homens de sempre. A diferença é que, antigamente, eles usavam mantos vermelhos e coroas; agora, usam togas e se referem a seus pares por "vossa excelência". 

Um rei absolutista poderia justificar seus atos abusivos como sendo a "vontade de Deus"; já um ministro de suprema corte pode fazer o mesmo tendo como justificativa "a vontade da constituição". 

Nos dois casos, quem é que define qual é a vontade de Deus ou da constituição, senão os próprios homens que em seus nomes praticam os atos que melhor lhes aprouverem?

Os incriticáveis

O ministro do STF Alexandre de Moraes, no dia 27 de maio de 2020, expediu vários mandados de invasão de propriedade e sequestro temporário de bens de pessoas a quem ele julga "inimigas da democracia". No caso, o inquérito em questão foi aberto por seu colega Dias Toffoli, que não gostou da forma como algumas pessoas vêm se referindo aos representantes da divindade (eles, os ministros) na internet. 

Tanto o inquérito quanto as apreensões quanto as próprias investigações são expressamente proibidas pela constituição do Brasil. Um juiz, em um sistema jurídico minimamente sério, não pode abrir investigação monocraticamente, muito menos indicar aquele que seria o "juiz natural" do processo, incorrendo aí em um latente vício processual. Mas, quem se importa? Lembremos da frase do governante divino, Rei da França Luís XIV: "O Estado sou eu". É neste mesmo espírito que Dias Toffoli declara: "Os ministros são considerados pelo STF a própria instituição, em qualquer lugar em que estejam".

Os positivistas levaram a sociedade a crer que os cientistas e os homens bem educados seriam aqueles capazes de conduzir a sociedade ao seu apogeu de desenvolvimento. Uma era em que as miudezas e mesquinharias individuais seriam suplantadas pela prosperidade coletiva, pela erradicação das doenças, pela universalização do conhecimento e, principalmente, pela elevação do homem ao posto de divindade, o agente de todo o progresso e o solucionador de toda espécie de males. 

Para vender sua utopia, os cientificistas fizeram crer à sociedade que o planejamento econômico científico é superior ao livre mercado, que a ética se resume ao que está escrito nas leis e que a obediência é superior à liberdade. O homem que age segundo suas próprias convicções não só é mesquinho como também é inimigo do progresso e, por consequência, de toda a sociedade. Se você não quer "matar os idosos", fique em casa e use máscaras — afinal de contas, quem é você para questionar a ciência?

O que os positivistas não contaram ao mundo é que eles não veem indivíduos com suas respectivas individualidades e com sua infinitude de interesses distintos. Tudo o que eles veem é o homem agregado, único e uniforme, que representa o somatório de todas as vontades e interesses dos indivíduos reunidos em um único ser mítico. 

Este ser mítico deve caminhar rumo ao progresso, não importam os custos éticos dessa caminhada. O nome deste homem? Estado Democrático de Direito, que é inquestionável e inatacável.

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autor

Mateus Vieira
é analista financeiro, estuda e escreve sobre filosofia, economia e teologia.


  • Helliton  01/06/2020 19:13
    Isso acontece porque ninguém dividiu os poderes. Podemos começar dividindo o poder do STF, assim como o Legislativo é dividido. Assim como a presidência também deveria. Com 50 a 60 divisões teremos algo menos opressor.
  • Gustavo  01/06/2020 19:25
    Não mudaria nada, pois a raiz do problema continuaria inatacada. Trata-se de um problema filosófico, de pensamento. E não numérico.
  • Humberto  01/06/2020 19:30
    O Helliton tem um ponto. Mas ele é controverso. Se, por exemplo, houvesse 200 mil deputados em vez de "apenas" 513, e houvesse 150 mil juizes no STF em vez de onze, seria mais difícil haver um "consenso". Medidas como elevação de impostos, regulação econômica ou maior autoritarismo judicial dificilmente teriam maioria.

    Alguns libertários já propuseram isso.

    Mas isso, também, é só teoria. Na prática, enquanto a mentalidade for positivista, sem chance de melhoras.
  • Anderson  02/06/2020 18:03
    Humberto,

    Este ponto pode ser uma faca de dois gumes, pois, em tendo um estado brasileiro com esta configuração, seria quase impossível haver mudança para reformas econômicas e de direito. Sem consenso, sem reformas; simples!

    Na verdade, melhor seria se o número de deputados e senadores fosse menor ainda, pois evitaria uma "dispersão" de opiniões e votações; também seria melhor de identificar quem vota em pauta A e pauta B; talvez houvesse até mesmo pressão pra cima dos deputados votantes vendidos.
  • Marcelo  02/06/2020 10:25
    O direito é um conjunto de normas necessárias como reação a um fenômeno social preexistente.
    A corrupção do direito o coloca não como consequência do fenômeno social, mas como causa.
    Estamos assistindo a isso. A ditadura do Judiciário, corrompendo o direito para atender aos objetivos do Foro de São Paulo.
    Se Justiça é dar a cada um o seu direito, nada melhor que corromper o direito para viabilizar uma nova engenharia comportamental.
  • Raphael  01/06/2020 19:24
    Ótimo artigo. E segue o problema que Rui Barbosa apontou e que até hoje ninguém respondeu: se ministros do STF cometem crimes e não são punidos, o que a população pode fazer?
  • Régis  01/06/2020 19:31
    Aboliram Deus e criaram deuses humanos e intocáveis. E disseram que isso foi um inegável avanço.
  • Jorge  02/06/2020 14:54
    Exatamente isso! O cientificismo é a religião dos materialistas.
  • anônimo  02/06/2020 23:34
    Aboliram Allah, na verdade
  • Felipe  05/06/2020 13:28
    Lord Vishnu.
  • WDA  01/06/2020 19:45
    Parabéns ao autor! Texto muito relevante e atualíssimo!

    É inequívoco que o cientificismo, abuso da ciência e perversão da linguagem científica, é um grave problema dos dias de hoje. E um dos sintomas mais claros disso é o fato de que muitas pessoas cientificamente incultas (mesmo que "dipromadas") desconhecem os limites das ciências que praticam ou cujo nome empunham, o que significa dizer que não as levam a sério o suficiente e dela abusam.

    Isto transforma a Ciência em fetiche e seu nome em chavão, que passa a ser usado para justificar todo tipo de despropósitos e abusos. Inclusive a perseguição de pessoas e o cerceamento de seus direitos.

    É bastante sintomático que algumas pessoas achem que Ciências particulares como a física ou a medicina, parciais por definição, possam dar respostas que englobem toda a Realidade.

    Ou seja, ao se procurar resolver problemas complexos que as envolvam, não basta deter-se nelas, sendo necessário cotejar suas contribuições com as de outras ciências e, muitas vezes, lidar com problemas extra-científicos, como o sejam as decisões políticas e as que envolvem a liberdade humana individual, decisões dos indivíduos sobre suas próprias vidas.

    Muitas vezes invade-se também o campo da Filosofia, pois há ocasiões em que os questionamentos levantados pelas próprias ciências particulares põem em cheque os seus próprios princípios, tratando-se portanto de uma meta-questão, que já é do âmbito da Filosofia da Ciência; ou ainda, tocam princípios outros que as ultrapassam completamente, de modo que os recursos internos dessas Ciências não podem dar resposta à questão, que passa a exigir a reflexão racional de cunho Filosófico para arbitrá-la ou dirimi-la.

    Muitos sequer percebem que os métodos empíricos, úteis como sejam, lidam com fatos contingentes, o que impõe certas limitações intrínsecas a esses métodos e às ciências que neles se escudam. Esta ignorância imperdoável e o desleixo com certas limitações metodológicas é causa de muitos erros que se espraiam por toda a sociedade e afetam as vidas das pessoas, com graves consequências!

    Esperemos que cada um ponha a mão na própria consciência e procure não cair vítima desses erros fatais. De resto, esforcemo-nos nós próprios por não cometê-los, e por servir de bons exemplos. E agradeçamos, por fim, a quem escreve bons textos como este que o site publicou, vez que prestam importante serviço ao esclarecimento.
  • Humberto  01/06/2020 20:08
    Fui pesquisador na UFRJ por 8 anos. Isso é pouco pra uma carreira de pesquisas (que não tenho mais), mas por esse pouco tempo percebi o quão 'ditatorial' é esse ambiente.
    Sinceramente, eu tenho doutorado e convivo com dezenas de doutores que vivem de publicação de artigos revistos pelos seus próprios pares. É uma patota, um clube de revistas que basicamente serve para emular uns aos outros dentro do clube ideológico. Os de fora que ousam usar argumentos fora da caixa são extirpados. Em resumo, os títulos acadêmicos nas universidades (pelo menos daqui) seguem, basicamente, mais política e menos mérito científico.

    A ciência é de extrema importância, mas acreditar que ela é inerrável é uma tremenda ignorância do que realmente é ciência (que envolve mais erros do que acertos). Existem inúmeros paradigmas que cientistas não largam fácil, pré-conceito é regra na academia. Para se reformular uma teoria ou hipótese dominante, os dados esperados precisam ser demasiado contraditórios.
    Cientificismo é a religião do século XX, e se resume na ideia de que políticos e burocratas devem usá-la pra controlar a vida da humanidade.
  • Joel  01/06/2020 20:37
    Humberto,
    Sei muito bem do que vc fala e concordo contigo. Já reclamo há muito tempo acerca disso, da patota que existe dentro da academia.
    O pior é que certa vez reclamei disso e vieram alguns "pseudos intelectuais" me falar que na verdade eu tava chorando, que eu deveria fundar minha própria revista se tivesse insatisfeito para ver se o mercado iria aceitar as minhas publicações. Enfim, colocando que era incapacidade minha de produzir e logo de ser remunerado para tanto.
  • Elisson  01/06/2020 22:22
    Joel e Humberto,
    Se me permitem um comentário, acho realmente que voces deveriam buscar fazer suas atividades economicas e profissionais longe desses parasitas. Corram atrás voces mesmo de formas de trabalhar sem depender deles, até pq é exatamente isso que prega-se no aspecto da liberdade economica.
    Façam voces mesmos. Até pq ficar reclamando de nada adiantará. Se conseguirem mesmo fazer um bom trabalho isso será reconhecido pelo mercado, que demandará o conhecimento de vcs e nao desse pessoal desqualificado.
    Por sorte de vcs, há essa ferramenta maravilhosa chamada mercado, que vão fazer os seus produtos competirem e se libertarem desse pessoal.
    Corram atrás!!!
  • Anônimo  01/06/2020 21:54
    Quando eu estava na fila da UERJ para realizar o procedimento de pré-matrícula, já ouvi veteranos dizendo que a maioria dos professores das matérias relacionadas a um certo curso trabalhavam de má vontade - provas mal corrigidas, notas erradas lançadas no sistema, falta de didática, etc. Para vocês terem ideia, tem dois professores de uma matéria específica que terei que estudar, que eles são tão notoriamente horríveis, que enquanto eles só conseguem manter 7 a 9 alunos por turma até o fim do semestre, seus colegas de trabalho que dão a mesma matéria (mas que possuem uma didática "melhorzinha") terminam o semestre com 50, 60 ou em alguns casos até 70 alunos comparecendo em suas salas (mesmo que de maneira informal) para assistir aula.

    Claramente há uma distorção, nós sustentamos o salário de muitos professores horríveis lá dentro, e que possuem uma margem altíssima para cometer diversos deslizes/desleixos, é praticamente impossível demitir esses caras por serem funcionários públicos. Imaginem a quantidade de verba que vai para o lixo com isso... duvido que esses dois professores que citei durariam muito tempo trabalhando na iniciativa privada.

    O pior é ver muitos colegas dizendo que esses professores que são assim, provavelmente são "de Direita", "neoliberais" (e olha que meu curso nem é de Humanas, imagine se fosse!) e que querem sujar a fama da Faculdade Pública. E não, esses professores não são assim por serem "neoliberais" ou algo do tipo, eles são assim justamente por causa da idolatria e da estabilidade do funcionalismo público que meus colegas promovem (assemelha-se até a uma Síndrome de Estocolmo). Duvido que uma universidade privada manteria professores com os quais ninguém quer montar grade.

    Também achei válido dar esse pequeno relato sobre a breve experiência que já tive no ambiente de Faculdade Pública, e faço isso em condição de total anonimato (esse site não é desconhecido para eles), pois mesmo estando há pouco tempo na universidade, já percebi o tom dos meus colegas e temo até retaliações baseadas em acusações sem provas. Por exemplo, experimente ser acusado por alguma mulher/adolescente lá dentro, mesmo que sem provas, de estupro ou assédio e veja o que acontece. E não temo nem por minha reputação, temo por dificultarem ou impedirem de alguma forma a conclusão e o progresso do meu curso.
  • Rodolfo  01/06/2020 20:32
    Jesus disse nas cartas de Cristo: Os Cientistas têm a mente excessivamente cheia de conhecimento livresco especializado, de fórmulas e equações aceitas, e tem também uma grande necessidade de aprovação e reconhecimento dentro da comunidade científica, o que impede a penetração mística de inteligências mais elevadas.
  • Matheus  01/06/2020 20:42
    Boa noite!

    Um assunto em OFF-TOPIC:

    Se um país tiver um imposto de renda em 7% tanto de pessoa física quanto de jurídica, a carga tributária desse país seria de 7% do PIB? A mesma coisa se atribuirmos um Imposto Sobre Bens e Serviços de 7% nesse mesmo país, a carga tributária seria de 14%?
  • Juliano  01/06/2020 21:17
    "Se um país tiver um imposto de renda em 7% tanto de pessoa física quanto de jurídica, a carga tributária desse país seria de 7% do PIB?"

    Não. Carga tributária é a receita total de impostos sobre o PIB, e o PIB é o valor monetário de todos os bens e serviços finais de uma economia.

    No seu exemplo, tem-se apenas o valor das alíquotas sobre renda declarada. E mesmo essas alíquotas não incidem sobre a renda total. Há uma faixa de isenção.

    "A mesma coisa se atribuirmos um Imposto Sobre Bens e Serviços de 7% nesse mesmo país, a carga tributária seria de 14%?"

    Não. Além dos motivos explicados acima, não se soma percentuais.
  • Imperion  01/06/2020 21:50
    A carga tributária é complexa. Se apenas fosse cobrado o imposto de renda de todo mundo em 7 por cento, seria próxima disso. Mas existem outros impostos e taxas na economia. Seria então uma média não de alíquotas, mas de impostos pagos, pois alguns impostos são cumulativos.

    Você paga o imposto da laranja e depois o cara que vende laranjada paga imposto pela mesma laranja e o produto final tem impostos que foram cobrados mais de uma vez.

    Um produto hiper-complexo que passa por inúmeras etapas produtivas desde a mineração, compra de matéria-prima, pesquisa, manufatura, estoque e venda no comércio paga imposto várias vezes.

    Sociedades que sobretaxam várias vezes produtos complexos estimulam a produção de matéria-prima pra exportação, ja que é mais simples. Isso destrói a capacidade de produzir tecnologicamente produtos de primeira linha, que têm potencial de faturar muito mais, já que o produto local não poderia concorrer com produtos complexos tecnológicos produzidos no exterior, em que seus respectivos governos não extorquem o empreendedor só porque ele tem grande capital investido.
  • Curiouz  02/06/2020 04:01
    Porque uma sociedade que deseja pautar sua conduta pela ciência a fim de evitar desinformação simplesmente não abole essas taxações sucessivas e múltiplas sobre o mesmo produto complexo e não libera todo seu potencial produtivo?

  • Matheus  02/06/2020 11:47
    Obrigado pelas respostas.
  • Rodrigo  01/06/2020 21:09
    O Direito (no inglês, Law) é algo que muitas vezes não é possível de ser reduzido a um livro-texto. Tampouco pode ser determinado em algo escrito. O Direito sempre foi algo que as pessoas cumpriam e seguiam sem saber exatamente a razão. E a história comprovou que um grupo que seguia determinadas normas sempre obtinha mais prosperidade que aqueles outros que não seguiam.

    Como dizia Hayek: "Aprender a partir da experiência, entre homens não menos que entre animais, não é um processo essencialmente de raciocínio, mas sim de observância, disseminação, transmissão e aperfeiçoamento de práticas que se impuseram porque deram bom resultado."

    Os indivíduos não têm como enunciar isso já que essas normas não foram criadas por eles, mas passaram a governar as ações dos indivíduos, pois as ações realizadas em conformidade com elas alcançaram resultados melhores do que aquelas de indivíduos ou grupos concorrentes.

    Tal ideia empírica é criticada por pessoas que acreditam que todas as normas somente serão válidas se forem criadas pelos legisladores. Para tais pessoas, também chamada de construtivistas, essas normas espontaneamente surgidas não seriam "racionais". Só é racional aquilo que é criado por seres iluminados, muito acima do populacho.

    E é isso que domina todos os debates atuais, seja de direito, seja de economia e até mesmo de infectologia. Algum iluminado determinou que lockdown é algo inquestionável e que deve ser aceito sem questionamento. Quem questiona é um genocida anti-ciência.
  • Marcos  01/06/2020 23:18
    No volume I de "Direito, Legislação e Liberdade", Hayek analisa o Direito como uma ordem espontânea e faz um aviso importante e essencial para quem tem a "arrogância fatal" de pensar que algo tão complexo como o Direito poderia ser criado por legisladores.

    Já no Direito Estatutário, Civil Law, o positivismo jurídico tem por pretensão a "arrogância fatal" de buscar uma previsibilidade em todo o sistema jurídico, dando a entender que o Direito pode ser sido criado por burocratas, e que, com isso, haveria uma maior segurança jurídica.
  • WMZ  01/06/2020 21:21
    "Os ideais positivistas e suas constituições garantem a soberania do estado sobre a do indivíduo"

    Se você acha que os "ideais positivistas estão sobrepujando o indivíduo" basta, nas próximas eleições, votar num candidato de inspiração anarcocapitalista ou minarquista. Eis o processo resumido:

    1) Existirá um candidato ANCAP (vou falar assim) para uma vaga no Legislativo ou Executivo

    2) Esse candidato ANCAP deverá ser eleito.
    2-a) Sozinho, será bem difícil para o candidato ANCAP conseguir fazer a sua política, então, serão necessários uma quantidade maior de candidatos ANCAPs sendo eleitos.

    3) Após eleito, o candidato ANCAP poderá propor leis inspiradas na ideologia ANCAP ou revogar leis que ele considera com "estatistas (que aumentam a autoridade do Estado sobre o indivíduo)

    4) Essas leis ou revogações deverão ser aprovadas pelo Legislativo e pelo Executivo

    5)Essas leis ou revogações serão apreciadas pelo Judiciário, o qual verificará se elas não ferem a CF ou alguma outra lei de hierarquia maior

    5-a)Se a violação for por causa de uma "lei comum", o representante ANCAP deverá para etapa 3 e propor uma revogação dessa "lei comum". Muitas das vezes, Projetos de Emenda Constitucional serão necessários.
    5-b)Se a violação for por causa de uma "cláusula pétrea", o representante deverá pedir uma nova Assembleia Constituinte para editar uma nova CF sem essas "cláusulas pétreas". Talvez seja impossível "convocar um Assembleia Constituinte então, o representante ANCAP deverá fazer uma REVOLUÇÃO ou coisa assim.

    6) Se tudo tiver OK, ou seja, se o Legislativo e o Executivo aprovarem as leis ou revogações e se o Judiciário verificar que as leis ou revogações não violam a CF, as leis ou revogações ANCAPs PASSARÃO!
    -------------------------------------------------------------------------------------------

    O que eu entendo como POSITIVO: positivo é o que é

    O que é:

    Os ancaps pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os socialistas pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os conservadores pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os liberais pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os cientificistas pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os progressistas pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os primitivistas pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta
    Os fascistsa pensam que a sua ideologia é a mais racional e correta

    A ideologia de uma facção afetará, positivamente ou negativamente, a vida de todas as outras

    QUEM ESTÁ CERTO? TODOS PARECEM ESTAR ABSOLUTAMENTE CORRETOS

    Ao meu ver, isso não importa já que a RAZÃO não tem autoridade sobre os meus interesses (vontade), ou seja, eu não CULTUO a RAZÃO. Por exemplo, vocês ANCAPS falam que "as universidades públicas não deveriam existir".

    Vocês podem até estar corretos mas e daí? Eu quero o meu curso "de graça", ou seja, eu não vou sacrificar os meus interesses pelo "deus Razão". Qual é a razão disso? Na minha "praxeologia" eu calculei que a utilidade é maior quando eu sou "à favor das públicas" e menor quando eu "sou contra".

    Favor: 97 pontos (eu sei que não é de graça)
    Contra: 3 pontos
    (Se eu fosse uma máquina)

    Neste cenário, há duas formas de se decidir as coisas:

    1) Pela violência, ou seja, as facçoes podem decidir tudo pela força (os conservadores vencem, apostei)

    2)Pelo diálogo, ou seja, as facções podem aceitar a LEI que, geralmente, fala que "a vontade do povo deve prevalecer". Claro, a vontade é da maioria, geralmente, entretanto é a regra do jogo (é um jogo)

    Tudo é ou não é
    O "deveria ser" é relativo
    Eis o que é
  • Hugo  01/06/2020 21:45
    Seu comentário foi tão bizarro e estapafúrdio, que nem sequer é possível determinar de onde começar a rebatê-lo.

    Pra começar, a sua definição de "positivo" não tem absolutamente nada a ver com o positivismo. Não se auto-humilhe tanto assim.

    De resto, para não perder tempo com aquilo que não tem solução, vou só dar uma dica para você: se alguém diz que um determinada teoria se tornou dominante, candidatar-se a um cargo público posicionando-se contrariamente a essa ideologia é garantia de derrota. Já você está dizendo que, se alguém for contra a teoria dominante, será eleito tranquilamente.

    Você é burro assim mesmo ou faz força?
  • anônimo  01/06/2020 22:16
    "Seu comentário foi tão bizarro e estapafúrdio, que nem sequer é possível determinar de onde começar a rebatê-lo."

    Ok, o conceito de bizarro é relativo.

    "Pra começar, a sua definição de "positivo" não tem absolutamente nada a ver com o positivismo. Não se auto-humilhe tanto assim."

    A definição minha de positivo não tem nada a ver com positivismo, é por isso que eu utilizei um pronome possessivo. Ela é a definição que eu estou utilizando para dar subsistência ao meu comentário.Vamos conferir no dicionário:

    Positivo: que afirma, concorda, diz sim.

    Eu não fiz afirmações? Ou eu falei que "não é assim" ou que "deveria ser assim"

    Deveria ler mais o dicionário...

    "De resto, para não perder tempo com aquilo que não tem solução, vou só dar uma dica para você: se alguém diz que um determinada teoria se tornou dominante, candidatar-se a um cargo público posicionando-se contrariamente a essa ideologia é garantia de derrota. Já você está dizendo que, se alguém for contra a teoria dominante, será eleito tranquilamente."

    Tem solução sim: ou vença nas urnas ou faça uma revolução. É mais pacífico vencer nas urnas. Fazer uma revolução, ao meu ver, é admitir que a ideologia é um absurdo e que ninguém aceitará a não ser pela força.

    Você é burro assim mesmo ou faz força?

    Eu sou burro mas não é uma prova do Enem, onde o mais inteligente vence.(Eu afirmei isso de novo, positivo)
  • Hugo  01/06/2020 22:43
    Q.E.D.

    Rest my case...
  • WMZ  01/06/2020 23:04
    H.Q.V.C.

    Gloria victis...
  • Curiouz  02/06/2020 04:14
    Counter-economics.

    Live and let die.
  • Henrique  01/06/2020 22:52
    Eu humildemente creio que a realidade é muito pior. No direito, por exemplo, a teoria marxista domina os cursos. Para todo e qualquer problema na sociedade, os "operadores do direito" clamam por mais soluções estatais e regulamentações. A estatolatria é a doutrina nas escolas jurídicas. Os professores mais respeitados são os agentes de estado (promotores, juízes, procuradores....) que acabam de pavimentar e sedimentar a grande importância do "estado". Por favor, me diga algum livro de doutrina liberal? Exceto nosso prezado André Luiz, e seu importante trabalho, não conheço nenhum realmente que siga as premissas da liberdade individual. Abraços
  • Carlos  01/06/2020 23:02
    No Brasil será difícil encontrar livros que façam a separação entre direito e Estado. A concepção do direito natural foi sepultada pela idolatria kelseniana e o "direito arrogante" (ou direito positivo) desse pensador.
  • anônimo  01/06/2020 23:04
    Se fôssemos buscar algo um pouco mais livre em termos da nossa bibliografia jurídica nacional, eu sugeriria Rui Barbosa. De resto, os autores imperiais como Teixeira de Freitas.

    Porém, não se anime, não tivemos nunca nesta colônia qualquer arroubo de direito libertário. A mera sugestão de que existe ordem e comandos normativos mutuamente vinculantes que em nada dependam do Leviatã é vista pela grande massa dos "doutos" juristas como uma aberração. Ou atestado de estupidez, tamanho o desdém que será direcionado à sua pessoa caso tenha a temeridade de sugerir algo do tipo. Eu tentei fazer isso em certa oportunidade e fui objeto de chacota.

    De outro modo há bons livros de autores estrangeiros que abordam o tema. Dos que mais gostei, Lysander Spooner com o seu "Constitution of no Authority" é excelente. Calhoun, com o seu "Disquisition on Government", é muito bom também, mas é leitura difícil se o seu inglês não for bastante bom.
  • Imperion  02/06/2020 15:03
    Ao contrário do que se fala, o império não era liberal. Era colonial mesmo, só mudou a metrópole. Eles tinham medo de tornar todo cidadão livre.

    Liberal era a Inglaterra, que queria que todo mundo trabalhasse e auferisse renda pra fomentar o comércio. É que isso aumentava o poderio inglês .
  • André Luiz  01/06/2020 23:14
    "Eu humildemente creio que a realidade é muito pior. No direito, por exemplo, a teoria marxista domina os cursos. Para todo e qualquer problema na sociedade, os "operadores do direito" clamam por mais soluções estatais e regulamentações. A estatolatria é a doutrina nas escolas jurídicas."

    Sim, e é assim porque, na prática, vivemos a era pós-positivista do Direito (ou a era do neoconstitucionalismo), na qual predominam os conflitos principiológicos, que reclamam solução pela via da 'ponderação de interesses'.

    Essa técnica de decisão, dizem seus defensores, não exclui um princípio em detrimento de outro, mas apenas reconhece sua maior preponderância num determinado caso concreto.

    Aí, o que ocorre é que, no final, os princípios acompanhados da expressão 'social' quase sempre predominam. É por isso que nossa Constituição está repleta de princípios liberais — como livre iniciativa, livre concorrência, propriedade privada etc. — que possuem uma carga normativa fraquíssima, tendendo a perder eventuais disputas pela via da ponderação de interesses quando confrontados com princípios sociais.

    "Função social" é apenas mais um 'conceito jurídico indeterminado' que serve para a legitimação de decisões intervencionistas, gerando insegurança jurídica. O ordenamento jurídico está abarrotado de expressões desse tipo.

    É só mais um sintoma dessa cultura do intervencionismo no Direito.
  • Charles  01/06/2020 23:06
    O artigo está de parabéns em perceber que o nosso fracasso é perfeitamente legítimo, constitucional e certo, com um adendo: sem uma mutação do direito positivo para o natural e uma nova constituinte liberal, o país vai continuar sofrendo com o fantasma fascista de Vargas que voava em 88.

    As vezes até creio que o design intencional foi esse mesmo: o de agradar burocratas e políticos mais que clientes, de legalizar o roubo e desmoralizar a população.
  • Drink Coke  01/06/2020 23:07
    Essa é boa, o vandalismo que tomou conta dos EUA pode ser culpa da extrema-direita racista.

    "Autoridades federais dos Estados Unidos estão investigando se supremacistas brancos e anarquistas estão se infiltrando nas manifestações raciais do país para causar violência.... os protestos que começam pacíficos terminam com saques e invasão a lojas..."

    noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/06/01/eua-investigam-se-supremacistas-brancos-se-infiltraram-em-protestos.htm


    Então os inúmeros vídeos com grupos de negros roubando lojas e agredindo lojistas brancos poderiam ser na verdade supremacistas brancos infiltrados.
  • André L.  01/06/2020 23:08
    O positivismo jurídico é um cancro tão terrível que os estudantes são hipnotizados, nos bancos escolares, pelo (pseudo)axioma sempre repetido nas aulas de direito administrativo de que "o direito cria suas próprias realidades".

    Daí a formar advogados com pretensões a revogar a lei da gravidade é um passo...
  • Bruno Souza  01/06/2020 23:20
    O André Santa Cruz mostrou como o ensino jurídico no Brasil é viciado e eivado de apologias ao intervencionismo e à onisciência de burocratas e reguladores. Material altamente recomendado para todos os estudantes de direito.

  • Rockfeller  02/06/2020 14:03
    E como justificar isso dentro da arena da disputa das ideias?
    Se as ideias do intervencionismo são piores que aquelas que colocam o individuo como centro do universo, por que que as ideias Miseanas ainda não triunfaram sobre todas as outras?
    Um corolário lógico do ideal Miseano é que a concorrência entre tudo, sejam bens, serviços ou ideias, fará com que as melhores sejam as preferidas dos consumidores e triunfem sobre as demais.
    Por que isso não ocorre com as próprias ideias Miseanas? A Escola Austríaca segue sendo uma escola completamente marginal dentro do debate economico (talvez só Helio Beltrão tenha espaço na grande mídia, não conheço nenhum outro, se houver indicar, por favor), e parece ser o mesmo no campo da filosofia e do direito (esses outros dois campos confesso não tenho muito interesse e acompanho pouco - alias, haveria ainda algum outro campo do conhecimento que não citei?)
    Hoje temos ótimos meios de difusão de ideias, de maneira democrática e fluida, logo, se uma ideia não triunfou, posso assumir que não era a melhor. Até porque, mesmo que se argumente que haja censura, a censura não é previa, de modo que a ideia ja espalhou e difundiu e somente depois veio a ação estatal de coerção.
    Onde está o erro no meu pensamento?
  • Rockfeller  02/06/2020 17:56
    Ué, mas não tem resposta nenhuma no primeiro link que vc mandou! Apenas uma outra pergunta, que por sinal é uma pergunta retórica que pretensamente responderia à pergunta que os libertários não conseguem responder.

    Adicionalmente, a minha pergunta não foi "por que o libertarismo não domina o mundo?". Quanto a esta pergunta vc sempre poderá apelar pra resposta de que forças ocultas e poderosas impedem que o sistema libertário seja imposto ou que prevaleça.

    A minha pergunta foi "por que no campo das ideias o libertarianismo não domina as mentes no mundo inteiro?". Dado que há livre circulação de ideias (mesmo que vc diga que há censura, a censura nao é previa e as informações podem fluir), livre circulação de livros libertários, e propagação de ideias como atraves deste site.
    Há artigo neste site defendendo inclusive a circulação de fake news, argumentando que o individuo saberá escolher as noticias e informações certas, por que o mesmo não ocorreria no que tange a ideologia libertária, mesmo que haja uma imprensa tradicional, que segundo vocês, é mentirosa.

    Se as pessoas não amam sua teoria, logo, como sua propria teoria versa, é o que os individuos escolheram para si, não levar a serio os austríacos pois não concordam que estas sejam as melhores ideias, ou que haja falhas incorrigiveis, ou que julguem que o libertarianismo não passa de uma piada...

    Enfim, sua resposta, alias, sua pergunta retorica, é voltada para o questionamento da dominação como sistema implementado, diferente do que perguntei, que fiquei no campo das ideias.

    Talvez o libertarianismo não esteja errado, apenas falte pessoal capacitado para defende-lo e desenvolve-lo de maneira inteligente.
  • Carnegie  02/06/2020 20:08
    "A minha pergunta foi "por que no campo das ideias o libertarianismo não domina as mentes no mundo inteiro?"."

    Respondido explicitamente nos dois artigos. Um arranjo que seria amplamente prejudicial a quem está em posição de poder jamais será adotada por esses. Ninguém voluntariamente irá abrir mão de poderes em troca de nada.

    Se a população como um todo defende liberdades individuais (você jura que não; eu acredito que sim), isso de nada adianta caso esta população esteja vivendo em um arranjo em que a implantação destas liberdades depende da autorização exatamente daqueles que estão no poder e que mais têm a perder com elas (começou a entender o porquê do anarcocapitalismo?)

    A explicação é essa. Se você não aceita por uma questão de orgulho próprio (quem é que dá o braço a torcer na internet, né?), nada posso fazer.

    "Se as pessoas não amam sua teoria, logo, como sua propria teoria versa, é o que os individuos escolheram para si, não levar a serio os austríacos pois não concordam que estas sejam as melhores ideias, ou que haja falhas incorrigiveis, ou que julguem que o libertarianismo não passa de uma piada…"

    Ininteligível. Mente confusa, ideias confusas, diálogo confuso. Quem não sabe raciocinar não consegue formar frases claras. E não sou eu quem irá ensinar. Vá implorar pela atenção de outro. Meu tempo é uma commodity escassa demais para ser dado de graça a quem só quer tumultuar.
  • Felipe L.  02/06/2020 01:29
    Interessante essa discussão aberta pelo artigo. Apesar disso tudo, o Iluminismo trouxe algum resquício, pelo menos, de contribuição intelectual à humanidade, nem na questão dos direitos naturais, do John Locke? Pergunto isso porque eu sei que muitos conservadores criticaram várias das decadências ocorridas após o movimento iluminista. Esse artigo do Rothbard é uma delícia de ler, Murray Rothbard é um bom historiador.

    Comecei a ler o livro "A história da riqueza do Brasil" e parte disso também é abordada, onde no Brasil Colônia haviam vários privilégios (que são mencionados como direitos adquiridos) mas como essa nobreza nem estava naquela terra, então na prática ninguém ali se importava e tudo ia bem. E então, com a chegada da Corte para o país, com a independência proclamada, o Jorge Caldeira expõe o contraste existente entre o Brasil e a Europa, ao falar que alguns traços do Antigo Regime se mantiveram no país, já que a nobreza veio junto com João VI, vindo junto com os privilégios e corporativismo, contrastando com o conceito de igualdade perante a lei que, por exemplo, existia nos EUA. Mas o exemplo dos EUA recém-formados mostrou uma contradição: o conceito do direito de propriedade contrastou com o direito de possuir escravos, uma aberração que acabou só depois.

    Por que a escravidão dos africanos durou tanto tempo no Brasil, já que era economicamente ineficiente e anti-ética? A Igreja Católica sempre condenou qualquer forma de escravidão? É uma discussão interessante, já que envolve Filosofia e Economia.
  • Valdemir  02/06/2020 03:25
    Muitos que são contra o isolamento social evocam o argumento da imunidade de rebanho para que as pessoas se infectem e criem imunidade, advogando assim para que seja feito o "liberou geral".
    Entretanto, não percebem a contradição existente nesta defesa visto que tal expediente, a imunidade de rebanho, é implementará justamente em situações onde o indivíduo importa pouco e é colocado em segundo plano pra que se chegue ao bem maior do rebanho, que é exatamente a imunidade de rebanho.
    Ou seja, aqueles que dizem defender o indícios, colocá-lo acima da coletividade, na hora que é pra promover o ganho econômico e a destruição dos mais fracos colocam o grupo acima do indivíduo
  • Humberto  02/06/2020 04:16
    Sei lá o que você realmente quis dizer (seu comentário gramaticalmente confuso), mas o fato é ser contra o isolamento coercivo do governo é uma questão de liberdade individual.

    Nenhum político ou burocrata tem o direito de proibir o cidadão de trabalhar e auferir sua renda com o suor do seu rosto. Nenhum político ou burocrata tem o direito de mandar para a cadeia um cidadão que abriu sua loja. Nenhum político ou burocrata tem o direito de abolir a liberdade de circulação do indivíduo. Nenhum político ou burocrata tem o direito de abolir o sustento do indivíduo e obrigá-lo a viver de esmolas.

    Imunidade de rebanho, na melhor das hipóteses, seria apenas uma consequência (positiva) desta liberdade individual. Mas de maneira nenhuma deveria ser ela o objetivo de tudo. Nenhum libertário genuíno se posiciona contra o lockdown exclusivamente em termos de "imunidade do rebanho". Pare de criar espantalhos.
  • Valdemir  02/06/2020 12:57
    E defender o isolamento social não é defender o bem mais valioso de um indivíduo, que é a vida?
    Os indicadores mostram que países que adotaram quarentena mais firmes e organizara-se tiveram melhores resultados para o bem mais precioso dos indivíduos: a vida!
  • Humberto  02/06/2020 14:27
    Errado. Não há nenhum indicador empírico disso (tanto é que você não consegue apresentar fontes).

    A realidade é que, após quatro meses de pandemia mundial, já há evidências concretas de que o lockdown não altera o número de mortos per capita. Estatísticos não conseguem encontrar nenhuma diferença de excesso de mortalidade entre os países que se trancaram e os que não.

    Portanto, o que temos é que os governos destruiram a economia em troca de absolutamente nada. Não se salvou uma única vida em decorrência dessa destruição (só que muitos irão morrer por causa das consequências econômicas dela).

    Quem defende lockdown e destruição econômica é que é o verdadeiro genocida.
  • Valdemir  02/06/2020 15:22
    Só a Suécia já seria um ótimo indicador. Contra países parecidos com a Suécia, ou seja, contra os nórdicos, a Suécia tem o pior desempenho contra a covid
    Ao verem isso, os libertarios se desesperaram e começaram a inventar outras métricas, como o total de mortes por qualquer motivo. Obviamente este indicador tem um grave problema, dado que ele é ramdomico, e dá resultados como a de que a Coreia do Norte tem um desempenho melhor em termos de menos mortes por mil habitantes neste ano quando comparado com diversos países desenvolvidos.
  • Humberto  02/06/2020 16:26
    Eis aqui uma métrica pra você: a Suécia tem menos morte per capita do que o Reino Unido, Espanha, Itália, Bélgica e França, que optaram por bloqueios rígidos.

    Pronto. Você já foi refutado duas vezes já.

    Chora mais que ainda tá pouco. Eu gosto é das gemidas. E corre pra pedir proteção pro Dória e pro Witzel, seus salvadores.

    Que vergonha de ser humano é você: anda de joelhos para políticos, implorando para que eles o protejam. Como você consegue dormir?
  • Jhonatan  02/06/2020 17:29
    Humberto, teu contra argumento não faz sentido, só quis lacrar/mitar pra cima do Valdemir. É óbvio que uma mesma política pública pode ter efeitos diversos em países com diferenças culturais maiores.

    O caso da Suécia faz todo sentido, por que a cultura de países nórdicos é semelhante. Seria como dividir São Paulo em uma região que adotou o isolamento e outra não, e compará-las.

    No mais, viver em sociedade pressupõe regras de comportamento que vão se modificando conforme o tempo e a sociedade. Em uma sociedade com um patológico mortal, é plenamente aceitável que para não causar a morte do grupo, do coletivo, sejam consideradas restrições à liberdade dos indivíduos.

    Se vivesses em uma ilha, sozinho, tua liberdade seria plena. Mas em uma sociedade, na qual há a transmissão de uma doença mortal, como forma de preservação dela e de seus participantes, invariavelmente tua liberdade será restringida, pois entre o bem jurídico vida e liberdade, o primeiro possui evidente mais valor.
  • Humberto  02/06/2020 20:15
    Valdemir (que é o mesmo cara que o Jhonatan, mas vou fingir que não é só pra me divertir mais) fez duas provocações. Foi refutado na primeira com dados e fatos. Em vez de reconhecer e recuar, foi pro all-in numa segunda. E tomou outra lambada.

    Se tudo o que restou agora é dizer que os resultados se devem a "diferenças culturais", beleza. Então ele que diga isso logo de cara.

    O fato é que as duas afirmações dele são erradas. Se o lockdown só funciona em países nórdicos e não nos ibéricos e nos anglo-saxões, então defendê-lo no Brasil não faz o mais mínimo sentido.

    Quem defende lockdown no Brasil com o argumento de que Noruega e Dinamarca fizeram tem de explicar por que não funcionou na Itália, na Espanha, no Reino Unido, na França, na Bélgica.

    Afinal, somos mais parecidos com Itália e Espanha, ou com Noruega e Dinamarca?

    Não é muito difícil entender essa lógica básica.
  • Ex-microempresario  03/06/2020 20:15
    Este é um belo exemplo de uma falácia que está muito na moda: assumir uma relação entre A e B para provar que se A>X, então B>X.

    Na prática: assume=se "quarentena" = "vida". Se Vida > Liberdade, então Quarentena > Liberdade.

    Mas quem garante que "quarentena" = "vida"? Só porque alguém falou isso na TV?

    Daí vem:
    "...entre o bem jurídico vida e liberdade, o primeiro possui evidente mais valor."
    como se questionar a quarentena fosse o mesmo que ser "contra a vida".

    ou então:
    "...é plenamente aceitável que para não causar a morte do grupo, do coletivo, sejam consideradas restrições à liberdade dos indivíduos."

    Mas quem está garantindo que estas restrições significam a vida, e que a falta destas restrições significa a morte? O governo? Os especialistas? A CNN? A Globo? O Felipe Neto?
  • Jorge  02/06/2020 13:32
    Infelizmente, não foi só o direito e a economia que os cientificistas adulteraram. A própria ciência que, segundo Richard Feynman, Nobel de física em 1965, deveria ser "a cultura da dúvida", foi transformada numa espécie de religião materialista. A teoria evolucionista possui muitos problemas, mas, quem ousa contestá-la é tido como louco, religioso e pseudo-cientista. Os PhD's que endossam o manifesto "Dissent from Darwin" que o diga.
  • Curiouz  03/06/2020 01:30
    "Approximately 75% of all young giraffes don't survive to adulthood due to becoming the victim of predators. That makes it one of the highest mortality rates among animals out there." (www.giraffeworlds.com/giraffe-predators/)

    Um belo animal. Lamarck acreditava que o pescoço grande servia para alcançar a copa das árvores. Porém, hoje se sabe que boa parte da alimentação destes mamíferos vem de fontes horizontais, próximas ou diretamente do solo.

    O mesmo pescoço que esticou para obtenção do alimento também tornou o simples o ato de beber água um suplício, além de deixar o animal mais vulnerável a predadores.

    Mesmo com tais contrastes e uma taxa de mortalidade tão alta a seleção natural está provada pois as girafas existem neste mundo e esta é a melhor explicação possível.
  • Drink Coke  02/06/2020 15:40
    Penso que a ciência sempre deve ser defendida, o cuidado é com os métodos, os métodos cientificos atuais são adequados apenas as ciências naturais. Esses métodos não devem ser aplicados para as ciências sociais e humanas e esse é ponto que causa maior confusão.

    O que difere ciências naturais das ciências sociais e humanas? A mente humana, que permite a nós a liberdade de ação e escolha, portanto é impossível adequar o método de observação e experimento aos humanos, além do problema prático de replicar um ambiente fiel com as mesmas variaveis, ainda há o fato intriseco de que um ser humano pode não ter a mesma resposta igual ao de outros sob os mesmos efeitos. Uma mesma pedra jogada com a mesma força e condições ambientes terá o mesmo resultado sempre, já a mente humana sob o efeito de uma ação, mesmo mantendo as mesmas condições de um primeiro experimento, pode ter respostas diferentes.

    Também não é possível apenas coletando dados sociais e econômicos, pois apenas os dados não permitem esclarecer se há uma correlação com causalidade ou há uma correlação espúria.

    O que sobra para ciências sociais e humanas? racionalismo ou politicagem
  • João Pedro  02/06/2020 16:30
    É claro que a ciência deve ser defendida — nos locais delimitados ao seu escopo.

    O método científico moderno separou, erroneamente, as ciências em duas: as ciências naturais, verdadeiras e empíricas; e as ciências humanas, que seriam pseudociências, falsas e baseadas em "achismos".

    Ainda que tenham razão nas duras críticas às ciências humanas, muitas vezes utilizadas como palco para maluquices — já que, teoricamente, você não precisa de, e nem tem como, provar empiricamente muitas das descobertas —, negar que a ciência econômica seja totalmente verdadeira em sua lógica dedutiva apriorística (para com isso estimular a adesão de economistas à matemática para tornar seu trabalho prestigiado como "ciência de verdade") é uma postura totalmente equivocada.

    Esse é o "cientificismo" criticado por Hayek: acreditar que uma teoria é mais correta só porque utiliza o método empírico não faz sentido, uma vez que o método empírico não é o correto para a economia.

    Na introdução de qualquer livro-texto de Microeconomia você muito provavelmente encontrará um aviso de que os modelos apresentados não são quantitativos, que não é possível utilizar números ordinais, e que tais modelos não podem ser usados para implicar relações interpessoais de, por exemplo, utilidade. Aí, nos capítulos seguintes, você verá o autor utilizando uma Curva de Indiferença para determinar que uma certa quantidade do bem A é equivalente a uma certa quantidade do bem B, ignorando que consumidores têm uma escala de preferência subjetiva, intrapessoal e temporal, impossível de ser mensurada.

    Verá também o autor dizendo que um aumento X no preço fará com que a demanda diminua Y, dependendo de sua elasticidade Z. O grande problema é que nada disso é estático — e, portanto, nada disso pode ser tomado como verdade. Preços, por exemplo, são influenciados por uma quantidade imensurável de variáveis também imensuráveis.

    A estatística, outra ferramenta neoclássica, falha da mesma forma. A estatística pode nos dizer coisas incríveis sobre o passado, pode até nos dar certa habilidade preditiva em relação ao futuro, mas correlações históricas não podem ser usadas como leis universalmente válidas para ditar o que irá acontecer no futuro — no máximo, o que provavelmente pode acontecer.

    Milton Friedman responde, em seu livro Essays in Positive Economics (1953), que o essencial é que os modelos matemáticos tenham uma previsibilidade correta, ainda que não sejam inteiramente verdadeiros em suas hipóteses iniciais.  Friedman começa dividindo a economia em economia positiva e economia normativa, defendendo a primeira. Para ele, a economia deveria julgar, por exemplo, políticas públicas pelo que elas são e não pelo que elas deveriam ser. Ainda assim, novamente, seus modelos não conseguem julgar eficientemente e com certeza o que vai acontecer. 

    A economia positiva difere da normativa simplesmente na medida em que simples julgamentos de valor sem nenhum embasamento passam a ser analisados com correlações estatísticas. A economia normativa diz, diferentemente da economia positiva, o que provavelmente vai acontecer, e não o que vai acontecer. O único método possível para dizer o que vai acontecer é o lógico apriorístico, mas somente quando delimitado ao seu escopo.
  • Drink Coke  03/06/2020 02:14
    Boas colocações, agradeço ao comentário.
  • Felipe L.  02/06/2020 17:20
    Problema é que muita gente das Ciências Naturais acha que as Ciências Humanas e Econômicas são e devem funcionar exatamente do jeito que ocorre nas Ciências Naturais. A própria imposição de quarentena e bloqueios é uma evidência disso. Basta usar um modelo matemático e pronto, a sociedade inteira deve se moldar aos seus desejos. Outra coisa: modelo matemático não é Ciência. Isso é fraude e coisa tirada da cabeça de planejador central.

    E vocês repararam que isso é a mesma coisa que estão fazendo com o ambientalismo, no qual eles também usam modelos matemáticos que supostamente prevêem o clima daqui algumas décadas, caso o homem não reduzir suas emissões?
  • Ex-microempresario  03/06/2020 20:25
    Não é bem assim, Felipe. Modelos matemáticos são ciência sim. Alias, uma simples equação já é um modelo matemático para representar uma função, que por sua vez pode representar infinitas situações reais.

    O que é importante saber é se o modelo matemático se baseia em dados e fatos reais, em médias estatísticas ou em simples "chutes".

    Um modelo matemático do funcionamento de um motor está no primeiro caso. O comportamento do motor é baseado em fórmulas bem definidas e comprovadas.

    Um modelo matemático da produção de energia de uma hidroelétrica está no segundo caso. Não se pode prever quanto vai chover no ano que vem, mas se existem dados confiáveis sobre a quantidade de chuva dos últimos 50 anos, pode-se calcular a média provável e estimar a margem de erro; é pouco provável que o clima de uma região mude radicalmente de uma hora para outra.

    Um modelo matemático do efeito da quarentena na propagação do COVID-19 está no terceiro caso. Nunca ocorreu nada parecido, portanto não há dados que sirvam de base para o modelo, apenas estimativas.

    Modelos matemáticos sobre o clima mundial variam entre o segundo e o terceiro caso.
  • vinicius nunes cardoso de siqueira  04/06/2020 13:46
    Belíssimo texto !!!
  • Felipe  05/06/2020 13:27
    Boa tarde estimado Sr. Vieira. Espero que estas palavras lhe encontrem bem.

    Gostaria primeiramente de me apresentar. Meu nome é Felipe Santos, li seu texto e encontrei um ataque à espantalho, cujo qual gostaria que endereçasses com maior detalhe ou fizesse as correções necessárias.

    Ao dizer que o pensamento de Richard Dawkins resume a experiência humana a reações químicas é criado um espantalho que pode ser combatido e facilmente derrotado. Quando, na realidade, diversas vezes declara de maneira objetiva "Religion is both a source of conflict and a justification for belief without evidence (Dawkins 2006)" (Religião é tanto uma fonte de conflito e uma justificativa para crenças sem evidencias).

    Endereçar nossas críticas às questões propostas por Richard Dawkins se constituirá em ferramenta fundamental para esclarecer a verdade.

    Lhe felicito pelo texto e desejo muito sucesso.


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