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Governo inchado e democracia: um arranjo economicamente explosivo e insustentável
É economicamente impossível que democracia e estado inchado coexistam para sempre

Ao escrever seu tratado Socialism, em 1922, Ludwig von Mises expressou apoio à democracia, mas recorrendo a uma visão muito limitada. Especificamente, ele sugeriu que o único propósito da democracia é "conseguir a paz e evitar revoluções violentas".

Ou seja, a democracia seria meramente um meio para se alcançar um fim, e seu valor está em fornecer uma maneira de retirar determinadas pessoas do aparato estatal sem a necessidade de recorrer a instrumentos militares: "A essência da democracia é ... que legisladores e governantes ... possam ser pacificamente substituídos caso ocorra algum conflito".

Mises era ele próprio um democrata resignado, no sentido de que, como muitos outros liberais de seu tempo, ele via algum valor no uso de instituições democráticas, as quais poderiam fornecer um meio para se abordar conflitos políticos que poderiam afetar a vida econômica de uma sociedade.  

Para Mises, a prevenção de situações como guerras, distúrbios, revoluções e outras insurgências violentas eram essenciais para fazer com que o mercado — isto é, a livre interação entre pessoas que empreendem, investem, produzem e consomem, praticando trocas voluntárias — continuasse funcionando normalmente:

O liberalismo, ao reconhecer que a realização dos objetivos econômicos do homem pressupõe a paz, e buscando, portanto, eliminar todas as causas de conflitos na política doméstica ou externa, deseja a democracia.

Mises, no entanto, não era um crente ingênuo na democracia. Em nenhum trecho de toda a sua obra ele assume que a democracia é uma condição suficiente para a paz, ou que a democracia pode superar os problemas criados em um sistema político por uma ideologia danosa.

Com efeito, Mises sempre se mostrou ciente do papel central da ideologia em determinar quão laissez-faire (ou não) um estado pode ser. Mises entendia perfeitamente que, se uma parcela considerável da população quiser um estado totalitário, então nenhuma quantidade de democracia — ou ausência dela — irá impedir isso.

Afinal, escreveu Mises, "a democracia tenta ... garantir [que haja] um acordo entre a vontade do estado — expressa por meio dos órgãos do estado — e a vontade da maioria".

Mas o que ocorrerá se a vontade da maioria estiver mais propensa ao czarismo, por exemplo? "Bem", responderia Mises, "então czarismo é provavelmente o que as pessoas teriam":

O conservador russo está indubitavelmente certo quando observa que o czarismo russo e a polícia do czar eram aprovados pela grande massa do povo russo, de modo que até mesmo uma forma de estado democrático não poderia ter dado à Rússia um sistema de governo diferente.

Mises entendia que, para manter um sistema político de laissez-faire econômico — seja democrático ou autocrático —, uma parcela considerável da população deveria realmente querer um sistema laissez-faire, ou pelo menos algo semelhante a ele. Sem isso, nada feito.

Uma maneira fácil de convencer os eleitores a abandonar o laissez-faire

Porém, mesmo se uma população possui inclinações pró-laissez faire, há maneiras de os estados enfraquecerem essas crenças e se aproveitarem de vícios humanos, como a ganância, a preguiça e o medo, para aumentar o tamanho e poder do estado.

Em seu livro Burocracia, de 1944, Mises descreveu o problema que surge quando uma fatia considerável da população recebe seu sustento do estado:

O funcionário público não é apenas um empregado do governo. Ele é, em um arranjo democrático, um eleitor e, ao mesmo tempo — por fazer parte da estrutura governamental —, o seu próprio empregador.

Ele se encontra em uma posição peculiar: ele é, concomitantemente, empregador e empregado. E o seu interesse pecuniário como empregado tenderá a suplantar sua função como empregador, já que ele recebe dos fundos públicos muito mais do que contribui.

Essa relação ambígua se torna ainda mais crítica à medida que o número de pessoas na folha de pagamento do governo aumenta. O funcionário público, na condição de eleitor, tenderá a apoiar políticos que prometam aumentos ao funcionalismo em detrimento daqueles que defendem um orçamento equilibrado. Na condição de eleitor, o burocrata está mais ansioso com seus próprios aumentos salariais do que com um orçamento equilibrado e austero. A principal preocupação do burocrata será a de inflar o valor da folha de pagamento.

E esse problema não se restringe aos funcionários públicos. Mises escreveu (as observações entre colchetes são minhas):

Nos anos que imediatamente antecederam a queda de seus regimes democráticos, a estrutura política da Alemanha e da França foi majoritariamente influenciada pelo fato de que, para uma fatia considerável do eleitorado, o estado era a sua fonte de renda. 

Não apenas havia toda uma horda de funcionários públicos e de pessoas empregadas nos setores da economia que haviam sido estatizados (ferrovias, correios, telégrafos e telefônicas), como também havia os desempregados que recebiam seguro-desemprego e outras pessoas que recebiam benefícios sociais. Para completar, havia agricultores e grupos empresariais que, direta ou indiretamente, recebiam subsídios do governo.

Nenhum arranjo democrático pode existir se uma grande parcela dos eleitores está na folha de pagamento do governo [funcionários públicos e pessoas que recebem políticas assistenciais] ou recebe privilégios do governo [empresários beneficiados por subsídios ou protegidos por tarifas de importação e reservas de mercado garantidas pelo governo].

Se os políticos passam a agir não como empregados dos pagadores de impostos, mas sim como porta-vozes daqueles que recebem salários, subsídios e assistencialismos pagos com o dinheiro de impostos, então o arranjo democrático acabou.

Este é um dos paradoxos inerentes ao arranjo democrático. À medida que as pessoas que trabalham, produzem e pagam impostos forem se convencendo de que a atual tendência de mais interferência estatal, mais cargos públicos, mais ministérios, mais secretarias, mais repartições, mais funcionários públicos, mais subsídios e mais assistencialismo é inevitável, toda a noção de que o governo é feito por todos e para todos irá se esfacelar. 

A ideia que irá prevalecer é a de que o governo existe para o benefício de alguns e para a espoliação de outros.

Obviamente, em tal situação, nenhum político eleito que deseja ser reeleito irá se opor a uma expansão nos programas assistencialistas, a aumentos ao funcionalismo público, a mais gastos com programas de saúde, com subsídios e com outros tipos de gastos.

Dentro de um sistema político assim, qualquer apoio latente que possa haver ao laissez-faire será gradualmente preterido pela percepção de que votar em troca de mais benefícios governamentais é — aparentemente — muito mais lucrativo do que votar pelo laissez-faire.

O sufrágio limitado proposto por John Stuart Mill

Mises não foi o primeiro democrata a reconhecer o problema de se expandir o voto para aqueles que recebem mais do estado do que pagam a ele.

John Stuart Mill, que sempre foi considerado um democrata radical devido ao seu apoio ao sufrágio quase universal (incluindo mulheres), ainda assim se opunha ao sufrágio para aqueles que recebiam privilégios do governo. Em seu livro de 1861, Considerations on Representative Government (Considerações Sobre o Governo Representativo), Mill escreveu:

Considero fundamental que o recebimento de assistência [Mill se referia ao sistema de auxílio aos pobres implantado pelo governo da Inglaterra. As Poor Lawsforam precursoras do estado de bem-estar social] deve implicar uma desqualificação peremptória para o direito ao voto.

Aquele que não pode se sustentar por seu próprio trabalho não deve ter o privilégio de ajudar a si mesmo com o dinheiro dos outros.

Ao tornar-se dependente dos demais membros da comunidade para sua subsistência, ele abdica da sua pretensão de ter direitos iguais aos deles em outros aspectos, como o direito ao voto. Aqueles a quem ele deve a continuidade de sua própria existência podem legitimamente reivindicar serem os detentores exclusivos dessas preocupações comuns, para as quais ele nada contribui — ou contribui com menos do que leva..

Como condição para o direito ao voto, um prazo deve ser fixado — digamos, cinco anos anteriores ao registro —, durante o qual o nome do requerente não tenha constado nas listas de beneficiários de assistência.

Mill tentou resolver esse problema defendendo que todos os eleitores fossem formados exclusivamente por pagadores líquidos de impostos — ou seja, só pode ser eleitor quem paga mais impostos do que recebe em subsídios:

É também importante que o legislativo que vota os tributos, nacionais ou locais, seja eleito exclusivamente por aqueles que pagam ou pagarão o tributo criado. Aqueles que não pagam impostos, e que por meio de seus votos têm acesso ao dinheiro das outras pessoas, têm todos os motivos para ser generosos consigo mesmos, esbanjadores e economicamente irracionais.

Qualquer poder de voto possuído por aqueles que não pagam impostos é uma violação do princípio fundamental de um governo livre; uma abolição de toda e qualquer capacidade de controle sobre o tamanho do governo.

Equivale a permitir que essas pessoas coloquem suas mãos nos bolsos das outras pessoas para qualquer fim que elas julgarem adequado rotular de "interesse público"...

A representação deveria se dar de acordo com a tributação. Isso é o que está de acordo com a teoria das instituições britânicas.

À exceção disso, Mill não queria nenhuma restrição permanente ao direito de votar, e desejava que qualquer um excluído do sufrágio em decorrência de eventuais dificuldades econômicas vigentes pudesse votar futuramente. Ou seja, quaisquer limitações ao sufrágio deveriam ser abolidas, de modo a "deixar o sufrágio acessível a todos os que estão na condição normal de um ser humano".

A democracia gera crenças perigosas

O fator-chave por trás disso é a ideologia.

Uma população que vê como ilegítimo o crescimento generalizado dos empregos públicos, dos salários e benefícios dos funcionários públicos, dos subsídios a empresários amigos do regime e de programas assistenciais não irá tolerar tal situação.

A esse respeito, se o propósito da democracia é — como Mises afirmou — criar harmonia entre a vontade do estado e a vontade da população, então as sociais-democracias ocidentais estão funcionando exatamente como projetado e como esperado.

Ao contrário do que alguns libertários parecem acreditar, os indivíduos das democracias ocidentais, em sua maioria, não são libertários "que ainda não se deram conta disso". Com efeito, a grande maioria das populações das democracias ocidentais está ideologicamente muito tranquila e conformada em ter estados intervencionistas agigantados, os quais empregam um grande número de pessoas e gastam imensas quantidades de dinheiro de impostos com benefícios sociais, programas e empreendimentos estatais, subsídios a empresas privadas, criação de mais cargos públicos e aumentos para o funcionalismo.

Seus padrões de voto e suas preferências declaradas e demonstradas por meio de seus votos deixam isso claro. Como esperado, os estados democráticos refletem as ideologias de seus cidadãos.

Sem uma mudança nessa realidade ideológica, nenhuma mudança significativa deve ser esperada.

Entretanto, estender o direito ao voto para aqueles que recebem mais subsídios do estado do que pagam em impostos irá acelerar o processo de empobrecimento e de instabilidade econômica.

A primeira medida para reverter esse problema ideológico está em adotar o laissez-faire como ideologia política dominante. Isso demanda um intenso debate de idéias e mudanças profundas na mentalidade da população, um processo longo e trabalhoso. O segundo passo é retornar à visão de Mises de que a democracia é meramente um mecanismo empregado para se alcançar determinados fins.

A democracia não é, de acordo com Mises, uma extensão dos direitos naturais, ou a representação da soberania pessoal, ou a manifestação de uma mística 'vontade pública'. Além disso, argumentou Mises, essas idéias levam a crenças perigosas, como a de que a democracia concede ao estado poderes ilimitados, ou a de que não há diferença entre a vontade do estado e a vontade do povo.

Tão logo essas noções preocupantes de democracia passam a ser aceitas, a encrenca se torna praticamente irreversível. Mises conclui:

Graves estragos foram infligidos ao conceito de democracia por aqueles que, exagerando a noção de soberania, concebeu a democracia como uma expressão ilimitada da vontade geral. Não há realmente nenhuma diferença essencial entre o poder ilimitado do estado democrático e o poder ilimitado da autocrata.

A ideia, defendida por demagogos e seus apoiadores, de que o estado pode fazer tudo o que desejar e nada deve se opor à vontade do povo soberano, tem gerado consequências mais nefastas até mesmo, talvez, do que a sede de poder de principezinhos degenerados.

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Leia também:

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Se os beneficiados pelo governo são também eleitores, o arranjo é irracional

Como a democracia destrói riqueza e liberdade 

A tragédia social gerada pela democracia 



autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • anônimo  30/11/2017 14:26
    Eis duas medidas que poderiam "arrumar" a democracia (mas politicamente incorretas demais para serem toleradas):

    1) excluir quem não paga impostos (universitários, vagabundos, funças e etc...)

    2) limitar a democracia apenas ao município. Não quero que um eleitor do maranhão tenha influência na minha vida. E nem ele quer que eu tenha na dele.
  • Julio C  30/11/2017 15:51
    Caro anônimo.
    Sou funcionário público estadual e pago IMPOSTO DE RENDA, ICMS, IPVA, IPTU e outros, como qualquer cidadão deste país. Agora! Se os nossos políticos usam mal estas arrecadações, sou tão prejudicado com qualquer cidadão deste país. Como já disse alguém neste site problema não está nos processos mas sim nos agentes.
  • Marcos Rocha  30/11/2017 16:29
    Errado. Funça não paga imposto, e isso é fácil de demonstrar.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.
  • Ferlinusortus  30/11/2017 16:37
    Se seu salário é proveniente de impostos do setor produtivo, e se você paga impostos, então o que está ocorrendo é que você está simplesmente devolvendo o dinheiro ao sistema.
  • Julio C  30/11/2017 18:13
    Exato. E se a finalidade do sistema era para devolver serviços necessários consumidos voluntariamente no mercado (saúde, educação, justiça, segurança, etc.) para pessoas que não podem pagar por eles, então, Marcos Rocha, NÃO é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos. Pagou tanto qualquer trabalhador da iniciativa privada que recebe $10.000,00. Porém, se o sistema é administrado por uma quadrilha - "os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio" -, de novo, também sou prejudicado.

    Não sou social-democrata. Sou muito simpatizante da Escola de Chicago (ainda estou aprendendo.. e, por favor, não me venham dizer que este pensamento econômico é Keynesiano). Por isso defendo um Estado para fiscalizar e estabelecer as regras básicas para a sociedade, mas sempre evitando intervenções arbitrárias ou desestabilizadoras nos mercados. Sem isso, acredito que a sociedade desanda para o caos. Logo, para mim, o serviço público deve existir. É um ônus para sociedade capitalista? Sim, eu seria hipócrita em não concordar. Então, façamos deste custo o mais customizado possível para não se pagar tanto imposto.

    Sei que muitos libertários vão "gritar" afirmando que os governos só são formados por "quadrilhas de espoliadores" e que uma sociedade onde exista só as forças do livre mercado prospera porque elimina a ineficiência e os maus intencionados. Vocês só estão esquecendo que estas "forças do mercado" são determinadas muito fortemente pelos consumidores - longe de Keynes, afinal, alguém produz para quem? - e estes só vão conseguir saber a melhor relação benefício/custo se tiverem educação, cultura e dinheiro (não falo de ricos, mas sim, de uma boa situação financeira). Se a grande maioria das pessoas for sem educasão (sic), sem curtura (sic) e sem grana no bolso (de país eu eu estou falando?) então só vão consumir produtos baratos não importando a qualidade e muito menos a procedência de quem fabrica (os camelôs vendem o quê?).
  • Político  30/11/2017 17:37
    2 correções caro servidor:

    -Você apenas devolve parte dos impostos que recebeu do contribuinte, é como roubar e dar parte do fruto do roubo para caridade;

    -O grosso do dinheiro público não é mal usado por políticos, 80% do orçamento da União é para pagar salários de servidores que produzem menos que uma galinha, pagar aposentados que fazem questão de participar deste esquema de pirâmide pois economizam menos que uma criança de 8 anos economiza sua mesada e para pagar os juros da dívida pública resultante de todas as demandas que a sociedade impõe sobra a Administração Pública.

    OBS: Cabe aqui uma observação importante, a classe política abomina a classe de servidores, a classe política se renova de tempos em tempos, e a cada renovação é cooptada pela imensa classe burocrática já instalada e engessada que dita como tudo deve correr, sempre a seu favor. Vide aí juízes se recusando em aplicar a nova lei trabalhista.
  • Cesar Oleskovicz  01/12/2017 11:27
    Prezado Servidor, vou fazer uma pergunta, já que você paga Imposto, me responda se puder.

    Nosso governo tem um déficit de R$10.000,00 por mês. Se os funcionários recebem R$ 10.000,00 e pagam R$ 2.500,00 (ficando líquido para eles R$ 7.500,00). Quantos funcionários públicos tem que ser contratados para zerar déficit ?

    Se você conseguir me dar um número positivo, Funcionários Públicos pagam imposto. Se o número for negativo, eles gastam imposto.

    Não sou contra a necessidade de alguns tipos de cargos públicos, mas a primeira noção é que eles próprios deveriam saber que gastam dinheiro do estado e não pagam dinheiro ao estado. Só isso já seria um grande avanço. Eles tem que saber que essa é a condição inerente de ser Funcionário Público.
  • Eduardo  30/11/2017 14:27
    Sou a favor de uma república parlamentarista unicameral, e aí, em vez de diminuir o número de parlamentares, dobrar ou até triplicar.

    Motivo: quando existe poucas pessoas com poder, o poder fica concentrado; aí comprar essas pessoas se torna um bom negócio pra quem quer que seja que tenha dinheiro pra pagar. Já quando existem muitas pessoas, o poder fica diluído, de modo que comprar todas essas pessoas não mais é um bom negócio. Fica muito caro.

    Por exemplo o mensalão (compra de votos dos deputados) não existiria.

    O que vcs acham da ideia? Algum argumento construtivo a favor ou contra?
  • Lange  30/11/2017 14:53
    Essa estratégia é interessante e, na verdade, bem antiga. Libertários americanos do século XVIII já a defendiam, só que por uma razão mais prosaica: quanto mais políticos, menores as chances de haver um acordo majoritário que leve à implantação de políticas que restrinjam a liberdade.

    Quanto mais políticos, menores as chances de haver consenso e concordância. Logo, menores as chances de se implantar políticas anti-liberais.

    É claro que tal arranjo só é positivo quando se parte de um cenário em que a liberdade econômica já está estabelecida. Aí, com tantos políticos sem se entenderem e sem chegarem a acordos, nenhuma nova política é implantada e, consequentemente, fica quase impossível haver retrocessos.

    Já num caso igual ao brasileiro, por exemplo, tal arranjo não seria muito eficaz. Ele poderia até evitar pioras, mas também não conseguiria nenhuma melhora. Não haveria, por exemplo, consenso para redução de impostos, abolição de ministérios e cortes de gastos.
  • Marcio  30/11/2017 14:28
    Agora que o dinheiro acabou talvez tenhamos alguma chance.

    Mas essas mudanças historicamente não vêm do povo e sim da elite. E o problema é que temos uma elite que quer evitar a livre concorrência do mercado e se abrigar no conforto dos subsídios e do protecionismo.
  • WWW  30/11/2017 15:03
    Você que pensa. Estatismo é como uma droga mortal, quanto mais se usa, mais precisa-se usar para suprir o vício.
  • Filósofo da USP  30/11/2017 14:29
    A social-democracia é uma dádiva divina.

    O Estado é o grande pai, sempre disposto a lutar, a ajudar e auxiliar todos, para que dessa forma possamos construir uma sociedade harmônica e igualitária.

    O voto direito supremo e inviolável do cidadão, que pode através dele, eleger os mais aptos na condução da "res pública".

    Aqui nesse espaço subversivo, vejo patetas falando de uma suposta Liberdade, fora do controle Estatal. Risível esse posicionamento.

    E digo mais, findado o golpe: verão suas casas serem invadidas por "yankees" que falam uma língua estranha, eles farão de vocês escravos em suas industrias de superflúos...

    Sou de Esquerda, sou Social, sou pelo Povo, sou por Todos...esqueça essas balelas de "liberdade" e "livre mercado", venha conosco pelo bem da humanidade.
  • joao pedro  30/11/2017 15:51
    ironia?
  • Humberto  30/11/2017 14:32
    Certa vez alguém disse que as mulheres são as principais eleitoras dos partidos de esquerda nos países ocidentais e que eles foram uma das principais causas do inchaço do estado. A princípio eu achei que isso era apenas misoginia e tal. Mas aí fui pesquisar e de fato há dados que comprovam isso.

  • Servidor Público  30/11/2017 14:35
    Não compreendo como um estado inchado deixa de ser plenamente democrático sendo esta uma demanda legítima da população, ávida por serviços públicos de ponta com seus impostos e repudia adquiri-los de maneira particular. Me incomoda muito a dificuldade de os liberais entenderem que a emanação do poder popular se voltar para um estado gigante e provedor ser tão legítima quanto a emanação de vocês por liberdade do estado, acontece que todos estão do planeta terra, e terão que convencer boa parte do eleitorado a aceitar as idéias liberais por um longo tempo, já que o povo costuma enjoar rápido de suas próprias idéias políticas.
  • Fabiano  30/11/2017 14:43
    "Não compreendo como um estado inchado deixa de ser plenamente democrático sendo esta uma demanda legítima da população,"

    Não só o artigo em momento algum fala o contrário disso, como ainda, muito pelo contrário, afirma que é justamente isso o que ocorre.

    Me dá a mãozinha aqui e vem comigo. Vamos ler juntos esse trecho do artigo:

    "[..]se o propósito da democracia é — como Mises afirmou — criar harmonia entre a vontade do estado e a vontade da população, então as sociais-democracias ocidentais estão funcionando exatamente como projetado e como esperado.

    Ao contrário do que alguns libertários parecem acreditar, os indivíduos das democracias ocidentais, em sua maioria, não são libertários "que ainda não se deram conta disso". Com efeito, a grande maioria das populações das democracias ocidentais está ideologicamente muito tranquila e conformada em ter estados intervencionistas agigantados, os quais empregam um grande número de pessoas e gastam imensas quantidades de dinheiro de impostos com benefícios sociais, programas e empreendimentos estatais, subsídios a empresas privadas, criação de mais cargos públicos e aumentos para o funcionalismo.

    Seus padrões de voto e suas preferências declaradas e demonstradas por meio de seus votos deixam isso claro. Como esperado, os estados democráticos refletem as ideologias de seus cidadãos.

    Sem uma mudança nessa realidade ideológica, nenhuma mudança significativa deve ser esperada."

    Olha só! Que coisa, não?

    "Me incomoda muito a dificuldade de os liberais entenderem que a emanação do poder popular se voltar para um estado gigante e provedor ser tão legítima quanto a emanação de vocês por liberdade do estado,"

    Se você acha que ambas as posições são igualmente legítimas, então você demonstra ter um sério problema de falta de ética e de moralidade.

    A pessoa que quer estado gigante está querendo, na prática, que o estado roube a propriedade (renda) de terceiros e a redistribua da maneira que essa pessoa achar mais conveniente. Ou seja, tal pessoa é, na mais branda das hipóteses, apologista do roubo. Normalmente, como é o seu caso, ela é a principal beneficiária deste roubo.

    Isso é totalmente anti-ético e imoral.

    Já aquelas pessoas que não querem estado estão simplesmente dizendo que querem ser deixadas em paz, que não querem roubar ninguém e nem ser roubadas, que não querem viver à custa de ninguém e nem que ninguém viva às custas delas, e que não querem que ninguém tenha privilégios em detrimento da propriedade alheia (nem elas próprias).

    Em suma, são pessoas totalmente contra o roubo, a extorsão e a coerção de inocentes.

    Esse é o arranjo mais ético e moral que tem.

    E o fato de você nem sequer conseguir diferenciar um do outro, dizendo que ambos são igualmente legítimos, mostra bem a sua ética e a sua moral.
  • Mario  30/11/2017 14:58
    Tem muitos que mamam nas tetas do Estado e reforçam o engodo para a população. Não vejo como reverter esse quadro, mesmo com o povo sabendo que o Estado oferece um céu mas entrega o inferno (previdência, saúde, educação, segurança). No liberalismo não tem céu...só suor, sem ajuda, sem papai (e isso ninguém quer). Dentro da teoria acho que essa uma grande questão prática.
  • Mr Richards  30/11/2017 20:07
    Mario, você tocou em um ponto importante que eu compartilho, não há como reverter este quadro. Ainda digo mais, com um povinho medíocre e sem cultura como esse que temos, a única saída desse fosso esquerdista brasileiro é a falência absoluta da nação, e mesmo assim ainda tenho ressalvas quanto a esse cenário, já que a forma de organização econômica que poderá ser implantada na pós-falência é o modelo ABSTRATO dos monetaristas. Voltando a questão da falência da nação, nenhuma pessoa foi responsável por fazer o maior número de liberais no Brasil do que a Dilma, sua insensatez quanto a economia assim como seus ministros transformaram o Brasil numa nação diluída, mais um pouco de governo dessa mulher, estaríamos no fundo do poço e envergonhados pelo fracasso econômico do Brasil, a derrota pela economia se traduziria em vitória para os liberais em 2018 ou 2022 por previrem toda a lambança da economia assim como explicar o que fazer para reverter todo o quadro infeliz dos governos antecessores. Por esses motivos fui contra o impeachment, tivemos uma ótima oportunidade de acabar com toda a estrutura de estado esquerdista vigente no país, a falência imediata da nação acabaria com todos os privilégios do setor público, o calote público seria inevitável, o governo não conseguiria financiar a social-democracia, não conseguiria captar recursos com títulos públicos, a mamata dos "intelectuais" brasileiros cessaria, o bolsa-família se extinguiria, a previdência social se desmontaria como um efeito dominó, desemprego nas alturas, bancos iriam a falência assim como diversas empresas e indústrias, a moeda não iria ter nenhum valor, era por esse cenário que eu torcia motivado intensamente pela aplicação de uma política liberal em um país falido começando do zero assim como deve ser. É claro que haveria riscos do Brasil se tornar uma Venezuela, mas era um risco que ao meu ver valeria a pena enfrentar, em um embate de tudo ou nada.

    Infelizmente, eu não acredito que um modelo de organização econômica defendido pelos austríacos será implementado aqui no Brasil, sou árduo defensor do brutalismo ao invés do gradualismo, e como eu disse anteriormente, tivemos uma ótima oportunidade.
  • tupi  30/11/2017 15:07
    Mas um governo não pode deixar de ser humano e uma pessoa que precisa de ajuda não deve ser deixada de lado, nem fora das eleiçoes, ao invés do sistema tratar como coitadinha essas pessoas que não tiveram a sorte ou o empenho, como muitos aqui apontam, mas não conhecem de perto a realidade nos sertões brasileiros, porque o governo não faz a sua parte de ajudar mas exigir um empenho do cidadão e também não estende seu governo ate esses cantos distantes, como nosso sertão ou qualquer lugar perdido nesse Brasil. Já viram como esta as ruas das metrópoles cobertas de gente mendigando sem teto? Gente que veem de longe para parasitar nas metrópoles, destruindo todo espaço publico. Sinal que alguma coisa esta errada, paremos para ouvi-los ao invés de julga-los e dar graças a Deus que nascemos em melhor situação. Até quando o brasileiro vai ser tao individualista? Outra coisa, aqui não é Alemanha, Inglaterra, França, aqui tem terras para todos, tem agua que se bem conduzida da pra levar para o nordeste, o problema é que fica essa briga toda de classes e povos. O ser humano também tem o direito de escolher não ser estudioso, de se identificar com as coisas mais simples e pode sim ter sua vidinha de subsistência em seu cantinho desde que o governo faça sua parte de garantir o mínimo e neste país parece que isso é crime.
  • Tulio  30/11/2017 15:14
    "Mas um governo não pode deixar de ser humano e uma pessoa que precisa de ajuda não deve ser deixada de lado"

    O problema é que quem gera a pobreza é o governo.

    Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

    Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

    Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

    "ao invés do sistema tratar como coitadinha essas pessoas que não tiveram a sorte ou o empenho, como muitos aqui apontam"

    Quem são os "muitos aqui"? Gentileza apontar algum artigo que diga isso.

    "mas não conhecem de perto a realidade nos sertões brasileiros, porque o governo não faz a sua parte de ajudar"

    Não é nem que o governo não ajuda. Ele realmente apenas atrapalha, como demonstrado acima.

    "mas exigir um empenho do cidadão e também não estende seu governo ate esses cantos distantes, como nosso sertão ou qualquer lugar perdido nesse Brasil."

    Meu caro, a última coisa que este site afirma é que o governo "não se estende até esses cantos distantes". Muito pelo contrário: a reclamação é exatamente que o governo se estende a todos os cantos imagináveis.

    Afinal, quem é que implanta aquelas políticas listadas ali em cima, as quais afetam absolutamente toda a população?

    "Já viram como esta as ruas das metrópoles cobertas de gente mendigando sem teto?"

    Quem gerou esta pobreza? Vide lista de perguntas acima.

    "paremos para ouvi-los ao invés de julga-los"

    De novo: aponte algum artigo que "julga" essas pessoas.

    Ah, e fique com isso também:

    A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas
  • Arnaldo  01/12/2017 19:37
    Isso não é meu problema e também não é por isso que trabalho. Ajude você.
  • Demolidor  02/12/2017 12:39
    Embora eu defenda com unhas e dentes seu direito de não se importar, quero colocar aqui minha posição como libertário: eu me importo e ajudo na medida do que posso, ao contrário desses esquerdistas safados que ficam só no discurso.

    Não só isso. Eu poderia muito bem estar tranquilo fazendo shorts no mercado financeiro ou simplesmente virar as costas para o Brasil e ir embora. Mas não. Eu quero que esse povo seja livre e feliz. Que possa colocar comida na mesa e ter sua poupança sem medo de que alguém, governo ou outro, tome o seu meio de sustento ou o fruto do seu trabalho. Eu quero viver numa sociedade onde as pessoas se importem em produzir e satisfazer o desejo dos outros, não que se comportem como caranguejos numa panela, puxando de volta para dentro aqueles que se destacam.

    Não gosto de coletivismos, mas não há como negar. Somos brasileiros. É assim que somos vistos no mundo. É assim que eu me sinto, também. Acima de tudo, me causa profunda dor ver como um povo formado por imigrantes das mais diversas partes do mundo é tratado como cidadão de segunda classe por um governo composto de pessoas maldosas, que sequer percebem o quanto são preconceituosas, abusivas, invejosas e bisbilhoteiras. É doloroso ver como esse povo foi abandonado à própria sorte, em meio a uma onda de violência com números de guerra, tendo que cuidar o tempo todo para não ser roubado pelo governo ou bandidos comuns.

    Não defendo que o governo não ajude os mais pobres porque sou maldoso. Pelo contrário. Eu defendo que a ajuda não seja intermediada por agentes com salários nababescos, que não raro desviam fundos para os próprios bolsos, e que criam serviços que são um verdadeiro inferno para quem realmente precisa deles.

    Eu defendo um sistema que realmente funciona. Um sistema dinâmico, com gente livre para produzir e manter sua riqueza, onde aqueles poucos membros que inevitavelmente precisam de caridade podem contar com a ajuda genuína e realmente interessada em melhorar sua condição, numa sociedade rica o bastante para isso.

    No fundo, ser libertário é um ato de altruísmo.
  • Servidor Federal  02/12/2017 15:05
    Esta situação difícil é consequência da escolha da maioria do povo brasileiro. O futuro sombrio do Brasil é como alguém que morreu, você não pode fazer nada por ele, apenas aceitar seu fim.


  • Juliano  30/11/2017 15:12
    No Brasil, mudar essa ideologia é complicado demais, já está enraizado na maioria dos brasileiros. Brasileiro não está acostumado a questionar. Não questiona se o que paga pelas coisas é o que realmente vale. Imagina questionar se o que os governantes estão fazendo é certo ou errado.
  • Raphael Paiva  30/11/2017 15:14
    Isso na verdade é bem básico. Funcionários públicos e beneficiários de subsídios (empresas e pessoas) não devem ter o direito de voto enquanto permanecem nessa situação por uma simples questão de conflito de interesses.
  • Mises Datado  30/11/2017 15:18
    O governo, assim como o mercado, é fruto da "livre interação entre pessoas"...

    E os mais fortes dominam os mais fracos.



    É economicamente impossível que democracia e estado inchado coexistam para sempre

    Nada dura pra sempre...
  • Leopoldo  30/11/2017 15:28
    Governo é "livre interação entre as pessoas"?! Quer dizer então que se eu não mais quiser "interagir" com o governo, qualquer governo, estou liberado para isso? Não irei para a cadeia? Não terei meus bens confiscados? Não serei assassinado caso ofereça resistência à voz de prisão que certamente receberei?

    É cada um...
  • Mises Datado  30/11/2017 15:45
    Tem alguém te impedindo de sair do país ?


    Você é livre pra procurar outro país, pode até mudar sua nacionalidade,fera.


    Agora as REGRAS elas já estão estabelecidas. Assim como no mercado(se eu sozinho resolver que não quero usar o REAL pra fazer compras, vou usar pedrinhas, eu consigo ? Pois é...)


    O governo é fruto da "livre interação entre as pessoas". Essa foi a forma que elas conseguiram se organizar e INCLUSIVE GARANTIR A PROPRIEDADE PRIVADA.
    A forma democrática foi a menos pior, assim como qualquer produto oferecido pelo mercado. Se um dia surgir outra coisa melhor que a democracia, as pessoas vão optar por isso.




  • Mises Atualizado  30/11/2017 16:24
    Ai, ai, a velha e surrada tese do "você aceitou as regras".

    É a mesma metáfora do condomínio. Já até perdi a conta de quantas vezes ela é suscitada aqui. Vamos tentar de novo.

    Eu compro um apartamento em uma vizinhança perigosa de uma cidade qualquer. Eu sei perfeitamente bem que a criminalidade ali é alta, e que eu serei um alvo preferencial, dada a minha aparência abastada. Mas e daí?

    Minha capacidade de pressupor um evento não é de modo algum equivalente a concordar com ele. Sim, posso perfeitamente bem prever que, se eu me mudar para uma região violenta, provavelmente serei vítima de algum crime de rua. Porém, isso de modo algum significa que estou concordando com tal atitude execrável.

    Similarmente, é de se esperar que o indivíduo que fixa residência em uma cidade com impostos, leis de zoneamento etc. saiba que estará sujeito a essas depredações, assim como todos os outros moradores da cidade. Mas daí a dizer que ele concordou em ser coagido por esses malfeitores há uma distância enorme. A permissão que o recém-chegado à cidade dá ao cobrador de impostos para extrair dinheiro dele é a mesma que o recém-chegado a uma vizinhança violenta dá ao assaltante que viola seus direitos.

    Há um artigo inteiro dedicado à refutação desta "tese do condomínio":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=827
  • Anselmo  30/11/2017 16:28
    De fato, essa tese do "você concordou com as regras" é a mais tosca que tem. Eu não concordei com nenhuma "regra" que diz que eu devo ser espoliado pra bancar funças, empresários amigos do regime, e pobres que quiseram ter 10 filhos.

    O sustento da minha família vem em primeiro lugar. Por que eu devo tirar comida da boca de meus filhos pra sustentar essa gente? Onde foi que eu assinei concordando com essa regra? Mostre-me, por favor.
  • Mises Datado  30/11/2017 16:39
    Eu também não assinei em lugar nenhum que concordo com as pessoas usando DINHEIRO pra trocar coisas...

    Quando eu nasci já tava assim.



    O governo, assim como o mercado, é fruto da "livre interação entre pessoas"...
  • Alfredo  30/11/2017 16:59
    Usar dinheiro para intermediar transações é algo completamente não-coercivo. É uma maneira de garantir que só consegue algo quem antes trabalhou e produziu.

    Dinheiro é simplesmente um certificado de performance. É a prova de que você criou valor para terceiros. Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros.

    Não houvesse dinheiro aí sim a escravidão estaria generalizada.

    Já estado espoliando alguns para privilegiar outros é totalmente coercivo, imoral e antiético.

    É o mesmo que dizer que assalto é um arranjo moral que todos já nasceram aceitando.

    O simples fato de você equiparar os dois (uso do dinheiro e coerção) mostra a qualidade de seu intelecto. E de sua moral.
  • Político  30/11/2017 17:26
    Prezado, o Estado não é uma livre interação de pessoas, é coercitivo e não há nada de errado com isso, toda a classe política entende perfeitamente, não precisa exagerar na militância estatal, Estado é como a cadeira alimentar, mas ao invés de termos as plantas, os herbívoros e os carnívoros temos:
    Os pobres que vendem voto por migalhas e são tapeados o tempo todo, a classe média de apto de 44m² financiado em 30 anos, os ricos que financiam campanhas políticas e em troca recebem leis que protegem e fomentem seus negócios e por fim a classe política que comanda todo o esquema.
    A diferença entre o Estado e a cadeia alimentar é que no primeiro você pode optar entre ser, a grama pisoteada, a gazela devorada ou leão.
  • Gabriel  30/11/2017 17:50
    Esse "Mises Datado" só pode estar de brincadeira.

    "Eu também não assinei em lugar nenhum que concordo com as pessoas usando DINHEIRO pra trocar coisas... "

    E desde quando você tem que concordar com o que as pessoas fazem quando você não está envolvido? Ao contrário do que seu comentário implica, você é perfeitamente livre para não participar de nenhuma troca, se quiser. Sua analogia só faria certo sentido se você fosse forçado por lei a comprar coisas, mas não é.
  • Mises Datado  30/11/2017 20:28
    Você é perfeitamente livre pra sair do país também.


    Agora você pisa em solo brasileiro e não quer seguir as regras brasileiras ?
    QUEM VOCÊ PENSA QUE É ?
  • Gabriel  01/12/2017 13:01
    Não seja por isso, estou juntando dinheiro pra sair do Brasil mesmo. Agora, veja bem: eu não "pisei" em território brasileiro, eu nasci aqui, infelizmente. O que você está insinuando, que eu recebi um contrato quando estava na barriga e tive que assinar aceitando tudo antes de nascer? Você não passa de um jumento. E um jumento apologista do roubo, ainda por cima.
  • Skeptic  05/12/2017 01:25
    Quem é o dono do Brasil que inventou tais regras?
  • Demolidor  30/11/2017 17:59
    Concordo. A Guerra do Paraguai também foi fruto da livre interação entre combatentes.

    É cada um que aparece...

    Pelo que você diz, é como se vivêssemos em um condomínio onde o síndico coloca o dinheiro no bolso, esbanja dinheiro com festas de arromba, deixa tudo para consertar e a tua solução é dizer que já era assim antes de nos mudarmos e que, se não gostarmos, devemos arranjar outro lugar para morar porque o cara foi eleito em assembleia. Bem legal essa sua lógica hein, fera?
  • Skeptic  05/12/2017 01:24
    Você prefere o escambo? Quem te obrigado a usar o dinheiro, o real no caso, é o governo.
  • anônimo  30/11/2017 20:01
    "O governo é fruto da 'livre interação entre as pessoas'. Essa foi a forma que elas conseguiram se organizar e INCLUSIVE GARANTIR A PROPRIEDADE PRIVADA."

    A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica
    Quando foi que você e eu assinamos o tal 'contrato social'?

    "A forma democrática foi a menos pior ..."

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade
    A razão e a lógica explicam: a democracia é um arranjo propício a gerar resultados desastrosos
  • Márcio  03/12/2017 01:01
    Se você resolver que não vai usar o real para fazer compra, o ESTADO enquadra você. E parece que você considera coerção o fato de outra pessoa não aceitar pedrinhas como pagamento. Você queria ter o privilégio de OBRIGAR outras pessoas a aceitar pedrinhas como se pra elas fosse dinheiro? Aliás que valor pedrinhas tem para outras pessoas? E para você? Por um acaso você não deseja, no fim de tudo, receber tudo de graça?
    Você pode oferecer pedrinhas como forma de pagamento para qualquer pessoa, a qualquer momento, se elas não considerarem que essas pedrinhas valem o trabalho delas, a onde está a coerção? A não ser que você acredite que as pessoas tem o dever moral de servir a ti, não vejo similaridade com a existência do Estado.
    O Estado é coercitivo, obriga tudo e a todos a participarem do esquema, benefícia uns poucos às custas da maioria, não é uma relação benéfica.
    Resumo: Ninguém é obrigado a trabalhar para sustentar você, se te ofende a recusa de uma pessoa a receber pedrinhas como forma de pagamento- que não tem valor algum- saiba que errado seria se forçassemos as pessoas a sustentar vagabundos. Repito: ninguém é obrigado a se envolver numa troca que não lhe traz benefícios. O dinheiro natural é um bem universalmente aceito, o bem mais vendável de uma economia, que por isso é empregado como meio de troca para se adquirir outros bens, históricamente é o ouro e prata, atualmente o governo tirou o lastro do dinheiro e por isso ele é apenas um papel que continua apenas pela coerção.

  • Bruno Diniz  30/11/2017 15:31
    Sim, a interação com o governo é livre. Você é livre para obedecê-lo e se submeter a ele. É livre para pagar seus impostos quietinhos, aceitar suas tarifas de importação abusivas, e arcar com toda a burocracia necessária para ter sua livre iniciativa. Acima de tudo, você é livre para ter sua renda confiscada para bancar os nababos da máquina pública.

    Caso não aceite essa liberdade, cadeia. E caso resista à cadeia é assassinado.

    Ei, querer maior liberdade do que essa aí já é querer demais, né? Povo chato...
  • Servidor Federal  30/11/2017 17:09
    A situação moral e econômica do país é lamentável, os sucessivos governos foram incapazes de manter política econômica minimamente eficaz e construir códigos de leis capazes de punir criminosos enquanto a população cúmplice de tudo se divide entre os que pediram pelo estado que lhes dê de tudo e os que se omitiram durante anos e agora estão surpresos que foram usurpados pelos primeiros.
    Fracassamos como sociedade e tal prova deste fracasso é que os costumazes problemáticos vizinhos do Brasil, exceto Venezuela, estão com taxas de criminalidade menor, desemprego menor, situação fiscal de seus governos mais saudável e taxa de crescimento muito maior, tudo isso sendo tão corruptos e adeptos do jeitinho quanto nós.
    O pior do Brasil é o brasileiro, até os paraguaios estão conseguindo fazer o país deles funcionar e nós aqui armando para outubro de 2018 um Lula x Bolsonaro.
  • Kira  30/11/2017 22:05
    Nunca passou pela sua cabecinha que tais países somente estão assim porque o Estado desses países está menos parasita e menos inconsequente que o brasileiro?

    O Brasil, historicamente, somente esteve atrás de Argentina, Uruguai e Venezuela (e depois da década de 80, o Chile). Por que somente depois do PT destruir o país que a situação do Brasil está dessa maneira?
    Possui mesmo certeza que a culpa é do cidadão brasileiro e não do Estado brasileiro?

    Por que a Argentina (historicamente, o melhor país da América Latina) está numa situação parecida com o Brasil justamente depois dos Kirchners terem destruíram o país? A culpa também é do cidadão argentino e não do Estado argentino?

    Por que vocês esquerdistas e desenvolvimentistas não conseguem assumir a culpa de nada que vocês fazem? Por que tentam jogar a culpa dos seus fracassos sempre nas costas de outras pessoas?
  • Servidor Federal  02/12/2017 15:48
    Kira, além de servidor Federal sou sócio de empresa do ramo industrial, sou pagador líquido de impostos. Os governos destes países estão menos parasitas porque suas populações estão menos parasitas e deixam seus compatriotas em paz na questão de mais impostos e mais regulações. Veja que o Chile está numa pesada pressão social pelo educação e aposentadoria "gratuitos" e em breve essa conta será cascateada para toda sociedade chilena.

    Porque o brasileiro burramente escolheu o PT, onde a esquerda radical toca o estrago é grande, e agora choramingam dizendo que não tem em quem votar. Absoluta.

    Ahhh Argentina, a terra de meus avós, Argentina anda mal das pernas a olhos vistos desde o segundo governo Perón, lá em 1973, outro que chegou lá via o voto da maioria emburrecida. O brasileiro acredita no almoço grátis e o argentino tem certeza do almoço grátis.

    Só fui esquerdista na universidade, antes de conhecer Mises era adepto da escola monetarista, muitas eleições gerais tivemos candidatos bastante razoáveis economicamente, ao eleger Lula e Dilma enquanto o congresso era recheado voluntariamente por figuras da pior espécie, os melhores candidatos foram se esvaindo, afinal pra que lutar pelo bem de uma nação idiotizada? Agora chegaremos em 2018 decidindo no segundo turno entre Lula e Bolsonaro.
  • Kira  02/12/2017 18:31
    Não, a população desses países não "está menos parasita", a população de nenhum país NUNCA foi parasita.

    A única entidade envolvida nesse processo que é parasita é unicamente o Estado com seus impostos abusivos e suas regulamentações absurdas que desejam garantir a reserva de mercado dos empresários amigos dos políticos do Estado.

    Quando você diz, completamente erroneamente, que a população desses países é parasita, você está se referindo que elas votam em políticos prometendo o almoço grátis.
    Mas isso não as faz serem ladras ou parasitas como o Estado. Essa crença é a causa direta da doutrinação promovida nas escolas, desde cedo, ensinando que na democracia todos possuem direitos a tudo, mas não ensinam quem realmente paga por tudo isso.

    Se o Estado quisesse realmente acabar com essa crença do almoço grátis, faria tranquilamente, mas obviamente não faz e nunca irá fazer. Já que é justamente essa crença que faz ele continuar parasitando e regulando a população produtiva.
  • anônimo  02/12/2017 19:57
    Se o estado quisesse acabar direto com o almoço grátis já teria acabado. Nem precisaria acabar com a crença no almoço grátis.

    Em países como o Brasil, os políticos não precisam de "aprovação popular" para fazer nada e nem para continuarem em cargos.

    Quem garante o almoço grátis é a CF de 88. E não ela não foi "democraticamente criada", foi ditatorialmente imposta pelo estado logo após o fim da ditadura militar.
  • João de Alexandria  04/12/2017 19:05
    Correção: não é porque eu não gosto do Corinthians que ele em campo não foi campeão brasileiro.

    A CF 88 teve seus constituintes reunidos por eleição soberana, gostemos ou não. Era gente de muitos matizes, mas liberal (libertário era uma abstração) só Roberto Campos, que fez as críticas duras, e pertinentes sobre os trabalhos.
    Como eu sempre digo, párafraseando meu velho pai: " Os milicos não deixavam nada, então os constituintes resolveram que podia tudo", inclusive a sandice de tabelar os juros anuais em 12%, invenção do deputado Fernando Gasparian, dono da editora "Paz e Terra", de esquerda , e amigo do senador Fernando Henrique Cardoso, o homem que, segundo o finado jurista Saulo Ramos (que também não era flor que se cheire, apesar de seu saber jurídico), queria reescrever a Constituição como relator da Comissão de Sistematização, a mais poderosa da Constituinte, porque punha no papel o que era votado.

    Segundo Saulo e um amigo jurista,dos bons, a CF tem muita pegadinha por causa do que foi reescrito após as votações nessa comissão.
  • Demolidor  30/11/2017 21:12
    O pior do Brasil é o brasileiro

    Será que você não percebe que seu comentário soa raciata? A organização para a qual você trabalha coloca um monte de exigências absurdas e esfola o cidadão, e a culpa é do brasileiro.

    Se quiser generalizar, generalize aí para seus companheiros de repartição. Não nos inclua nisso. É ofensivo.
  • Servidor Federal  02/12/2017 15:26
    Demolidor, você que generaliza e coloca o Estado como o destruidor máximo, a maior parte deste povo é digno do país horrível que vive e inclusive quando vivem em outros países são a escória do local.
    Jovens criados nos grandes centros recém empregados não conseguem executar simples tarefas de Word e Excel em tempos de YouTube e vasta inclusão digital, e depois reclamam do alto desemprego;
    No Brasil 1000 homens todos os anos têm o pênis amputado todo o ano por falta de higiene na região peniana;
    Pais tão incompetentes que são incapazes até de ensinarem seus filhos a escovarem os dentes, crianças de 6 anos chegam às escolas com os dentinhos já podres;
    Dos corajosos profissionais informais que tanto consertam nossas casas, a evolução da produtividade de seu trabalho é nula, até porque é impossível adquirir mais conhecimento frequentando botecos do mais baixo nível;
    Quanto aos formais que ganham salário mínimo, longe de mim considerar o salário médio da privada adequado para manter uma família de forma decente, mas 50% da força de trabalho do país ganhar salário mínimo é de um conformismo gigante, com mínimo de conhecimento específico do trabalho que está executando e pró atividade é perfeitamente possível sair do salário mínimo e chegar a média nacional dos R$2.000 mensais.
    Quanto aos companheiros de repartição, a maioria é liberal ou libertário. Prepare-se, em poucos anos teremos uma evolução do "capitalismo de estado" para "liberalismo de repartição".

  • Demolidor  02/12/2017 19:01
    você que generaliza e coloca o Estado como o destruidor máximo

    Sim. É isso mesmo que está acontecendo.

    a maior parte deste povo é digno do país horrível que vive e inclusive quando vivem em outros países são a escória do local.

    Na boa cara. Não é isso que presencio não. Há povos em situação bem pior que a dos brasileiros, como a dos bangladeshi, filipinos, paquistaneses. No entanto, esses povos, longe de ser escória, são a massa da mão de obra, muito bem paga por sinal, em países como Emirados Árabes. O que você disse, já se aplicou a irlandeses durante o Império Britânico.

    Seu comentário é racista e confunde causa com consequência. Muito pior vindo de alguém que, como servidor federal, deveria cuidar para que seu povo não fique em situação precária.

    Eduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann, Carlos Ghosn e outros ficariam muito ofendidos com o que você postou. E eu me ofendo. É bem difícil eu ouvir palavras tão rudes de um estrangeiro (muito pelo contrário, é comum sermos bem vistos). Você só revela o desprezo que tem por brasileiros.

    Jovens criados nos grandes centros recém empregados não conseguem executar simples tarefas de Word e Excel em tempos de YouTube e vasta inclusão digital

    Puro achismo. Na verdade, é bem difícil encontrar alguém jovem que não saiba mexer bem num celular ou usar tecnologias já consolidadas como Word e Excel. Só não sabem aqueles que não tiveram contato com a tecnologia, efetivamente. A questão toda é que essas habilidades não garantem um salário de R$ 2 mil para ninguém.

    Novamente, você joga a culpa na vítima.

    No Brasil 1000 homens todos os anos têm o pênis amputado todo o ano por falta de higiene na região peniana

    E qual a porcentagem disso perante o conjunto da população brasileira? Você pega uma exceção e generaliza. Ainda hoje, no mundo todo, muita gente morre em países ricos por causa do vício do cigarro. É todo mundo desqualificado agora, por isso?

    Pais tão incompetentes que são incapazes até de ensinarem seus filhos a escovarem os dentes, crianças de 6 anos chegam às escolas com os dentinhos já podres

    Claro, e isso suscita ainda mais intervenção, né? Já parou para pensar que pasta e escova de dente podem ser caras demais para famílias em situação precária? E o que o governo faz para ajudar? Joga um imposto absurdo.

    Dos corajosos profissionais informais que tanto consertam nossas casas, a evolução da produtividade de seu trabalho é nula, até porque é impossível adquirir mais conhecimento frequentando botecos do mais baixo nível

    Por acaso você já visitou um país estrangeiro? Já se deu conta do número de americanos que frequentam bares após o serviço? Já ouviu falar dos pubs ingleses e irlandeses? O costume é comum até entre japoneses, ora. Já não basta ferrar a vida do brasileiro de todas as maneiras possíveis, agora vocês querem regular até isso?

    Quanto aos formais que ganham salário mínimo, longe de mim considerar o salário médio da privada adequado para manter uma família de forma decente, mas 50% da força de trabalho do país ganhar salário mínimo é de um conformismo gigante, com mínimo de conhecimento específico do trabalho que está executando e pró atividade é perfeitamente possível sair do salário mínimo e chegar a média nacional dos R$2.000 mensais.

    Nossa, que média excelente! E o pior é que muito desse pessoal que não chega a isso é formado, alguns até com doutorado. Mas você chama esses pobres diabos que foram ludibriados de vagabundos (tudo bem, vários são de esquerda, e esses merecem. Concedo isso a você).

    E o governo faz o que para aumentar essa média? Faz o salário de R$ 2.000 mensais custar mais de R$ 4.000 para o empregador. Faz o empresário ter insegurança jurídica para contratar, forçando os salários para baixo. Cria todo tipo de dificuldade para criar e manter uma empresa, restringindo a oferta de trabalho.

    E depois, a culpa é do brasileiro, que ainda tem que aguentar o desprezo de pessoas como você.

    Quanto aos companheiros de repartição, a maioria é liberal ou libertário. Prepare-se, em poucos anos teremos uma evolução do "capitalismo de estado" para "liberalismo de repartição".

    Não tenho tantas esperanças por seus comentários depreciativos, mas tomara. Eu sinceramente não tenho grandes esperanças.
  • Demolidor  02/12/2017 22:12
    Minha última resposta saiu com erro. Repetida.

    Quanto aos companheiros de repartição, a maioria é liberal ou libertário. Prepare-se, em poucos anos teremos uma evolução do "capitalismo de estado" para "liberalismo de repartição

    Realmente não sei o que quer dizer liberalismo de repartição, mas a julgar por seus comentários, eu realmente a temo. Principalmente por vir em um tom ameaçador, típico de agentes públicos.

    Os brasileiros precisam mesmo saber quem vocês são e o que pensam sobre nós. Obrigado por nos revelar.
  • Minerius  30/11/2017 23:30
    Mais fácil e ético proibir o voto para todo mundo, essas gambiarras "jurídicas" são uma piada de mau-gosto.

    Acaba com o estado de uma vez só ou crie secessões de paisecos menores do que Suíça em extensão territorial, até porque um estado inchado é mais propenso de surgir e durar por muito tempo em países de grande tamanho em território. Já pode começar pelo Brasil. São Paulo, mesorregião de não sei onde, Mococa, bairro não sei o que lá...

    O problema do Brasil é que nessa joça dá pra plantar um monte de coisa e instalar um monte de fábrica porcaria com protecionismo e fazer o negócio não quebrar totalmente, se fosse algo como o Chile onde só dá pra mexer com minério, azeite e peixe morreria mais pessoas de fome do que na Venezuela.

    E por fim, começa a secessão individual. Pronto.

    Estado é um demônio cancerígeno que deve ser extirpado da face da Terra.
  • Luiz Moran  01/12/2017 09:46
    Não é difícil compreender os motivos pelos quais o Brasil encontra-se atolado nessa latrina comunofascista, veja alguns deles:
    - Marechal Deodoro
    - Floriano Peixoto
    - Getúlio Vargas
    - JK
    - Jango
    - Geisel
    - Sarney
    - FHC
    - Lula
    - Dilma/Temer
  • Fernando  01/12/2017 12:24
    O ideal seria um segundo turno em 2018 com o Bolsonaro e o João Amoêdo.

    Aí o país pode começar a sonhar em sair do buraco.

    Se não for isso, podemos esperar mais 8 anos de dívidas públicas, juros consumindo o orçamento, inflação, etc.

    Se a esquerda ganhar em 2018, teremos 4 décadas perdidas.
  • Luiz Moran  01/12/2017 14:01
    Fernando, se Bolsonaro não vencer em 2018 (Amoêdo não tem a menor chance) tenha certeza de duas coisas:
    1 - houve fraude nas eleições
    2 - seremos uma nova venezuela.
  • Emerson Luis  30/12/2017 20:29


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