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Os três cabos de guerra que vigoram no Brasil
Como consequência, marxistas e social-democratas voltaram a ser aliados

A disputa política no Brasil envolve três distintos cabos de guerra. Todos estão sob a névoa do conceito da "polarização". 

"Nem toda briga é boa, mas nem toda briga é boba", dizia o poeta.

Há o perverso Cabo de Guerra da Máquina Pública, que opõe grupos sedentos por uma boquinha do estado, por verbas e pela distribuição de benesses. Esse cabo é de soma negativa, ao menos do ponto de vista do cidadão e pagador de impostos. Seus tributos se acumulam em um volumoso saco de ouro que fica no centro do cabo; leva o prêmio quem tiver maior poderio político.

Nas extremidades, fazem força as facções opostas que disputam poderosas canetas que liberam verbas, empregam aliados, determinam políticas públicas, baixam decretos e portarias. Objetivam o poder como um fim, e sua existência deriva do excessivo poder do estado.

Em cada um dos lados podemos encontrar funcionários públicos que querem maiores salários e maiores prebendas; grandes empresários que querem reserva de mercado, subsídios e nenhuma concorrência; empreiteiras que querem se fartar em dinheiro de impostos por meio de obras públicas; artistas que querem mais subsídios; reguladores e burocratas que querem mais poder para impingir suas regulações; políticos do segundo escalão que visam apenas ao curto prazo (ou seja, a ganhos pessoas diretos com o dinheiro de impostos); e sindicatos que querem receber mais dinheiro confiscado do trabalhador (estes são o único grupo que realmente está perdendo poder).

Esse cabo de guerra se intensifica toda vez que há troca do grupo político no comando. Depois do aparelhamento da máquina promovido pelos governos do PT, agora grupos que apoiaram Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre e companhia cobram as verbas e os cargos pactuados. 

Em menor ou maior grau, vale sempre a lógica do infame "toma-lá-dá-cá", uma inevitabilidade do meio político que alguns creem ser possível dispensar. Enquanto o cidadão for condenado a prover o saco de ouro no centro do cabo, permanecerá desprezado. 

O segundo cabo de guerra está, por assim dizer, no "andar de cima". Este é o Cabo de Guerra do Voto, da disputa pelo comando máximo, a caneta das canetas. Nas extremidades, partidos e facções políticas antagônicos; esquerda, centro-esquerda, centro-direita e direita. No entanto, neste cabo a coisa é mais bagunçada e frequentemente todos acabam se pegando, inclusive aqueles de ideologia mais parecida: tem Ciro versus Lula, tem presidente versus governadores do Rio e de São Paulo, tem PC do B e PSOL versus PCO, tem PSL versus DEM etc.

É um cabo de guerra feroz e por vezes regado a xingamentos ou quebra de regras. O evento da retroescavadeira em Sobral colocou a família de coronéis que controla o Ceará contra um deputado que quer ser prefeito de Fortaleza aliado a um grupo de policiais amotinados.

Estes também desprezam o cidadão — exceto, claro, em ano de eleições, quando os animais do gabinete saem de seu habitat para visitar as comunidades.

O terceiro cabo de guerra é o mais relevante para os brasileiros que desejam um Brasil melhor. É o Cabo de Guerra das Idéias. Este contrapõe as atribuições do estado, de um lado, às da sociedade e do indivíduo, de outro. A disputa ocorre principalmente nas páginas da imprensa livre, na academia e nas redes sociais, mas também nas manifestações livres de artistas e cientistas, nas rodas familiares e de amigos.

A esquerda foi pega de surpresa nesse cabo de guerra nos últimos dez anos. Marxistas e sociais-democratas eram os únicos participantes absolutos e se antagonizavam sem concorrentes, mas acabaram se perdendo nas disputas pela máquina e pelo voto.

Pode-se dizer que a chegada das ideias conservadoras, liberais e libertárias ao centro do debate é resultado da prática do "zen" na arte do cabo de guerra. Com calma e tranquilidade após anos de reflexões, tomamos a corda pela beirada e colocamos marxistas e sociais-democratas juntos do outro lado. Com isso, o Brasil deixou de ser um dos poucos países do mundo em que a discussão de ideias liberais e conservadoras praticamente inexistia. Hoje, nosso cenário de embate de ideias ficou mais semelhante ao do resto do mundo.

Em nossa extremidade entraram os anarcocapitalistas e sua base consistente do laissez-faire, a utopia da liberdade. Em seguida os minarquistas, defensores do caminho ao estado mínimo. No meio da corda fazem força os chicaguistas e os neoliberais. Próximos ao outro lado da corda — onde transpira em bicas a esquerda— estão os left-libs, ou libertários de esquerda, que são liberais que priorizam a pauta dos costumes em detrimento da econômica.

Juntos, nos esforçamos para reduzir a excessiva intrusão do estado porque entendemos ser esse o caminho sustentável para a geração de riqueza, a diminuição da pobreza, a melhoria do ensino, a solução das questões sociais e ambientais

Um estado menor tem por consequência um indivíduo mais responsável e uma sociedade mais forte.

Esse cabo de guerra faz bem ao Brasil.


autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • Marcelo  27/02/2020 18:12
    Os conservadores brasileiros estão solitários lutando contra a mídia, o congresso e o STF.
    Não possuímos uma televisão, um jornal, um partido...
    Só Bolsonaro e o povo.
  • Gustavo A.  27/02/2020 19:14
    Deixa de ser gado. Bolsonaro é um embuste reacionário, populista de direita. Pragmaticamente falando, ele não consegue lidar com o congresso e fica fazendo ataques, é um cidadão tosco. E vale ressaltar que o congresso é o mais ao centro e direita que já tivemos, se não consegue lidar com isso...

    Esse ataque à mídia é típico de populista, coisa asquerosa.
  • Gabriel   27/02/2020 20:05
    Não defendendo ele, mas por mais que o congresso seja de centro-direita, é um congresso chantagista de fato. Lembra da reforma? Muitos só votaram por causa das emendas. E por mais que o governo deu uma guinada à direita na área econômica eles minam de fato o governo quando enviam uma proposta conservadora-social.
  • Gabriel Leal  27/02/2020 20:06
    Ótimo artigo.
  • Elias  28/02/2020 02:26
    E tinha alguém melhor que o Jair Bolsonaro na presidência? Eu sei que ele é populista e não segue a cartilha liberal como muitos que frequentam esse site gostaria. Os apoiadores mais sensatos reconhecem os erros e acertos do governo, mas nunca deixam de dar apoio.

    Eu fico pensando: E se fosse João Amoêdo no lugar do JB? Será que ele suportaria as críticas da imprensa esquerdista da mesma forma que JB? Será que ele suportaria as chantagens e sabotagens do Congresso e do STF? Ou se tornaria um Maurício Macri brasileiro? São questões a se refletir.
  • Kennedy  28/02/2020 12:09
    Elias, ao menos em relação à imprensa, acho que o Amoedo não teria nada a temer... diferente do Bolsonaro ele é mais polido e com certeza saberia se comunicar melhor.

    Sobre as chantagens do Congresso, o "Centrão" recentemente vem buscando uma razão de existir se apresentando como uma plataforma de espectro político de "Centro", que reconheça a importância de reformas econômicas liberalizantes ao mesmo tempo que mescla uma "social-democracia light" com isso. Ou seja, o Congresso aparenta estar indo atrás de votos ideológicos, de opinião, e para isso ele precisaria ter o mínimo de coerência cooperando minimamente com a equipe econômica de um eventual governo Amoedo.

    Meu único receio em relação ao Amoedo é o progressismo latente dentro do Partido NOVO, isso sim me dá receios... entre um progressista e um conservador, acho o segundo melhor/menos pior, principalmente depois de décadas de doses cavalares de governos progressistas que tivemos.
  • Marcelo  28/02/2020 10:54
    Esse congresso cheira a corrupção e representa uma aristocracia que não quer perder o controle do cofre.
    Não existe nenhuma instituição que seja democrática de uma vez para todo sempre.
    Quando o congresso se afasta da vontade do povo deixa de ser democrático.
    A manifestação do próximo dia 15 é a plenitude da democracia (povo na rua) contra a aristocracia corrupta do congresso deles e não nacional.
  • Zuca em Tuga  28/02/2020 11:12
    E olhe que ele esteve por lá durante 30 anos...
  • Zuca em Tuga  28/02/2020 11:16
    Não posso levar a sério alguém que se diz "libertário de esquerda"
  • 5 minutos de IRA!!!  02/03/2020 13:26
    www.mises.org.br/article/1653/anarcocomunismo-socialismo-libertario-e-libertarianismo-de-esquerda-conceitos-e-diferencas

    Leia mais....... ai vc será sério.
  • Zilmar  28/02/2020 15:22
    "Lidar com o congresso", "articular", "negociar"....isto tem dois lados...o congresso est´acostumado ao tipo de lida, articulação, negociar, como foi feito nas ultimas décadas....agora tem alguém que quer se relacionar em outros termos, e o congresso não está aceitando. As coisas tem dois lados, não é apenas o presidente que não articula ou lida.
  • anônimo  02/03/2020 12:14
    Gado???
    Deixa de ser idiota.
  • Gustavo A.  27/02/2020 19:14
    Dólar sendo vendido a R$5,00 nas casas de câmbio... Chama o Meirelles! O neokeynesiano Ciro Guedes não tá dando conta.
  • Agnaldo  27/02/2020 19:25
    Meirelles está indisponível no momento. Ele está bem ocupado fazendo isso:

    Economia de São Paulo cresce 2,8% em 2019

    Dados nacionais indicam expansão do Estado, acima da média no país; alta foi registrada em todos os setores


    Agora, sério mesmo, eu via o pessoal aqui falar bem dele e achava que era exagero. Mas realmente o histórico desse cara é impecável. Com ele não tem moeda fraca e nem economia parada. Em qualquer governo que ele esteja a coisa decola. Se Bolsonaro fosse um pouco mais esperto, entregaria Fazenda e Banco Central para ele. Seria dólar a R$ 3,50 e PIB a pelo menos 2,5%.
  • Gabriel Leal  27/02/2020 20:08
    O que acontece é que o governo federal quer priorizar o conservadorismo-social, a desestruturação do que a esquerda fez, e isso acaba por jogar a classe artística, "intelectuais", partidos políticos contra ele e o Congresso acaba também por jogar de acordo com a opinião da grande mídia, aí ele se queima com o congresso e as propostas pra economia acabam ficando em segundo plano.
  • Gustavo A.  27/02/2020 20:23
    O cara é bom... E diferente do Ciro Guedes, fala pouco e faz bastante. Guedes fala, fala, fala e fala muita merda como na declaração preconceituosa e elitista das domésticas na Disney, e na prática faz bem pouco.

  • Eduardo  27/02/2020 19:46
    Tirando a parte de liberal com armas, no mais, Bolsonaro é estatista a não mais poder, basta ver o histórico dele.
  • Alex  03/03/2020 14:29
    liberal com armas? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    o cara fez nada que preste na questçao do armaneto do país,só mediddas ridiculas de sempre
  • Alex  03/03/2020 14:22
    conservadores não passam de ex-trokista que uqrem um estado eficinete em um país que nem tem mais como finigr que pode sustenar o estado do beme star social

    Bolsoanrao não passa de um nacional socialista, que votou no lula e nunca defendeu liberdade economica na vida ,só fez todo um marking mentiroso para vencer as eleições.
  • Intercept  27/02/2020 18:44
    Enquanto isso, Zema aumenta os gastos com policiais em 20 bilhões. O país da piada pronta.
  • Minêrín  27/02/2020 18:54
    No início da campanha, o programa de governo que estava disponível no site do Zema e do Partido Novo era genuinamente libertário. Falava em cortar drasticamente o ICMS e abolir praticamente tudo, principalmente coisas relacionadas a subsídios à cultura e tudo mais. Mas ninguém ligava porque ele mal pontuava nas pesquisas.

    Aí, quando ele repentina e inesperadamente teve 42% dos votos no primeiro turno (contra PSDB e PT), sua equipe prontamente retirou todo o programa libertário do site e o substituiu por um social-democrata light. Antônio Anastasia corretamente ironizou isso no primeiro debate do segundo turno.

    Atualmente, Zema está descobrindo a força do funcionalismo público. O melhor que os mineiros podem esperar é que ele ao menos vete o obsceno reajuste para o resto dos funças e mantenha apenas para a polícia (este aumento já está contratado). O ICMS sobre os combustíveis é o segundo maior do Brasil. Com o aumento, corre o risco de se tornar o maior.
  • Gustavo A.  27/02/2020 19:17
    Por isso acho que é ruim para liberais assumirem cargos do executivo no momento. Como lidar com essas situações sem perder a popularidade e afetar o movimento? Como lidar com reacionários, socialistas e parasitas do legislativo e judiciário?

    Antes que falem, Zema se vende como conservador, mas o partido dele é liberal.
  • Insurgente  28/02/2020 16:50
    Para os bananeiros, governar pra reduzir o estado é uma afronta. Então o que os antecessores fizeram foi deixar as coisas super amarradas para que isso fosse quase impossível de acontecer. Em todo o aparato governamental há uma série de amarrados burocráticos e impeditivos legais limitando o avanço das pautas liberalizantes do governo atual. Está tudo engessado do ponto de vista jurídico e político. Não será do dia pra noite que veremos ações liberais permanentes em um país protecionista e anti qualquer coisa como o Brasil. De todo modo, o que o governo conseguiu fazer até o momento ponto de vista econômico trará muitos benefícios ao país. Um exemplo de quão terrível é a situação está no fato do governo ter que derrubar 12 processos judiciais para leiloar um trecho da ferrogrão.
    Dá pra citar um mundo de outros impeditivos que desagregam fortemente a agenda liberal do governo e piorando por demais a tomada de rumo do país.

    Sobre quase todo o congresso jogando contra nem é preciso comentar...

    Então não é só sobre o Bonoro e sua estupidez. É sobre ele, o aparato e a população. Definitivamente esse pais é uma merda.


  • Thiago  28/02/2020 17:58
    Começando com uma moeda forte. Economia e popularidade andam de mãos dadas. E além disso, com a moeda forte o poder de compra da população é alto. Isso dá popularidade suficiente pra fazer as reformas necessárias.
  • Intruso  28/02/2020 18:58
    Thiago, um joinha pelo seu comentário.
  • Antonio h.v. da Cruz  01/03/2020 22:45
    A moeda vai estabilizar, quando os juros também se estabilizar. E também o senário internacional.
  • Bentinho POVAO  02/03/2020 22:20
    Por que todo austriaco fala em livre mercado, mas quando se trata de moeda, ele manda o livre mercado pras cucuias e abraça o intervencionismo sem pudor, defendendo moeda forte (fixação do valor ou faixa de valor)?

    Veja o caso brasileiro, ocorreu um movimento natural de desvalorização do real, por conta da redução da selic a níveis mínimos e, por conseguinte, do diferencial de juros entre Brasil e EUA. Obviamente que o cambio iria desvalorizar. Um ajuste normal de mercado, tanto que não teve piora do risco.

    O que os austriacos falaram? Criticas e mais criticas. O que vcs queriam? Suicidio economico , mantendo juro elevado? Vamo parar de terrraplanismo economico minha gente!
  • Vladimir  03/03/2020 00:36
    "Por que todo austriaco fala em livre mercado, mas quando se trata de moeda, ele manda o livre mercado pras cucuias e abraça o intervencionismo sem pudor, defendendo moeda forte (fixação do valor ou faixa de valor)?"

    Deixe-me ver se entendi bem: para você, o BC vender dólares é intervencionismo; mas o BC vender títulos públicos para tabelar juros é liberalismo?

    É isso mesmo?

    Se o Bacen não pode vender dólares (pois isso é "intervencionismo", então ele, por definição, também não pode vender títulos públicos (que é a maneira clássica como ele tabela juros e faz política monetária). Afinal, isso seria um intervencionismo ainda mais intenso: está vendendo títulos públicos e está tabelando os juros.

    Por que é normal e correto vender títulos públicos, mas é um "intervencionismo" vender dólares? Ninguém nunca explicou.

    É curioso isso: o Bacen vender dólares não pode, pois é intervencionismo, já o Bacen vender títulos (para assim tabelar juros) é normal, correto e totalmente de acordo com o liberalismo. Por quê?

    (Estou sendo propositalmente repetitivo para ver se finalmente aparece alguém para responder a essa pergunta).

    Aliás, se é intervencionismo o Bacen vender dólares, então por que é aceitável o governo vender estatais, terras e prédios públicos? Pela lógica, isso também seria uma intervenção no mercado. Logo, nada mais de privatizações, pois o governo vender ativos é uma "intervenção".

    Consequentemente, qualquer privatização seria, por definição, um intervencionismo!

    Aprenda o básico: não faz sentido nenhum o Bacen controlar juros (que é preço do crédito), mas abrir mão de manter estável o poder de compra da moeda (o preço do moeda).

    E, quem ainda acha que isso é errado, que vá conversar com a Autoridade Monetária de Cingapura. Ela não estipula juros e nem faz metas para evolução da base monetária e dos agregados monetários (como faz o BC brasileiro).

    A Autoridade Monetária de Cingapura tem uma única missão: manter uma taxa de câmbio estável. Exatamente como deve ser.

    Na prática, a Autoridade Monetária tem como única função controlar o valor do dólar de Cingapura em relação a uma cesta de moedas das principais economias do mundo. A autoridade monetária de Cingapura não controla juros; ela atua para garantir que o dólar de Cingapura mantenha um valor relativamente estável perante as principais moedas do mundo. Ela faz isso aumentando e reduzindo a base monetária por meio da compra e venda de ativos, respectivamente.

    No site da autoridade monetária tem muita coisa interessante, inclusive a descrição do próprio mecanismo de funcionamento.

    www.mas.gov.sg/monetary-policy

    Veja lá, em destaque:

    "Monetary policy in Singapore is centred on managing the trade-weighted exchange rate with the objective to ensure price stability over the medium term as a basis for sustainable economic growth."

    Ou seja: em vez de controlar juros, a autoridade monetária atua diretamente para garantir a estabilidade do poder de compra da moeda. Exatamente como deve ser.

    Há vários links interessantes lá. Clique, navegue, leia, divirta-se.

    E aí então, só então, volte aqui para ter mais substância.
  • Leandro  03/03/2020 00:50
    Sobre Cingapura, vale ressaltar que a Autoridade Monetária (este é o nome do Banco Central deles) visa a manter o dólar de Cingapura estável em relação a uma cesta das principais moedas com as quais o país mantém relações comerciais.

    Ao contrário do que defendem aqui como sendo o ápice do liberalismo (controle de juros), lá a taxa básica de juros é totalmente flutuante — o que faz total sentido, pois juros são o preço do crédito, e dado que não faz sentido controlar preços, por que faria sentido controlar exatamente o preço do crédito?

    Eis o gráfico da taxa básica de juros por lá (equivalente à nossa Selic):

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/singapore-interest-rate.png?s=sibcon&v=202001221840V20191105&d1=19200328
  • adriano da silva souza  03/03/2020 01:17
    la atras no início do plano real eles deveriam ter feito a mesma coisa! hoje estaríamos em situação muito melhor!
  • Bentinho POVAO  03/03/2020 10:30
    Mas o BC brasileiro não tabela juro, não no sentido de forçar um juro contra o mercado. Ele define a selic de acordo com as expectativas de inflação. Tem o respaldo do mercado, tanto que a expectativa de inflação tá bem comportada.

    Pelo modo como vcs falam até parece que o BC coloca o juro onde ele deseja...

    Forçar juro seria, na verdade, mantê-lo alto como vcs querem (já cansei de ver austriaco pedindo selic mais alta). Isso sim é tabelar juro. Além de pedir juro alto, pedem moeda valorizada. Querem tabelar juro e moeda no Brasil. Um arranjo assim no Brasil estaria fadado a ir a pique, tão logo as reservas caissem abaixo de determinado nível, e isso não demoraria.

    E sobre Cingapura, trata-se de uma nação rica, que pode manter uma paridade em relaçao a outras moedas. Brasil é emergente. Quando o Brasil tentou fazer isso deu ruim. Argentina idem.

    Outro defeito dos austriacos: jogar tudo no mesmo balaio, tanto nações ricas e quanto não ricas. Esquecendo ou ignorando ou não sabendo que moeda de país rico não sofre ataque especulativo, diferente das moeda dos outros países.

  • Supply-sider  03/03/2020 14:51
    "Forçar juro seria, na verdade, mantê-lo alto como vcs querem (já cansei de ver austriaco pedindo selic mais alta). Isso sim é tabelar juro."

    Qualquer valor da Selic estipulado pelo Banco Central é tabelamento de juros. Você tenta fazer piruetas retóricas para escapar de sua própria incoerência. Aqui não cola.

    "Além de pedir juro alto, pedem moeda valorizada."

    Não vi ninguém pedindo juro alto. Já uma moeda com poder de compra, ora, isso além de ser o básico para qualquer economia de mercado minimamente funcional (dê um pulinho lá na Argentina para ver o que ocorre quando se tem moeda desvalorizada), é também a função autodeclarada do Banco Central. Vá lá ao site dele e veja o que está escrito logo na primeira página: "Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente".

    Que "estabilidade do poder de compra" é essa? Na melhor e mais otimista das hipóteses, um IPCA aumentando 4% ao ano significa que, em meros 10 anos, os preços subiram 50%.

    Isso é "estabilidade do poder de compra da moeda"?

    "Querem tabelar juro e moeda no Brasil."

    Quem quer tabelar juros é você, cara-de-pau. Liberais genuínos defendem juros livres e determinados pelo mercado. E defendem livre circulação de moedas (no Brasil, se você se recusar a aceitar o real você vai preso). Ou, em havendo o monopólio estatal da moeda, então que o estado tenha a mínima decência de entregar uma moeda estável. Querer obrigar as pessoas a usar moeda lixo é o ápice do totalitarismo.

    "Um arranjo assim no Brasil estaria fadado a ir a pique, tão logo as reservas caissem abaixo de determinado nível, e isso não demoraria."

    Qual arranjo? Moeda estável e juros livres? Gostaria de saber o seu racional para isso. Dispenso achismos. Quero cientificidade.

    Dica básica: se o objetivo é manter a moeda estável em relação a uma cesta de commodities (como defendem os supply-siders como eu), você não precisa de um mísero dólar nas reservas internacionais. Tudo o que você precisa é fazer política monetária tradicional, só que, em vez de tabelar juros, o BC apenas se limita a manter o valor da moeda estável em relação à cesta de commodities (como o índice CRB, por exemplo).

    Ao fazer isso, os juros caem naturalmente, pois as expectativas inflacionárias desabam. Não há expectativa inflacionária quando se tem moeda estável.

    "E sobre Cingapura, trata-se de uma nação rica, que pode manter uma paridade em relaçao a outras moedas."

    Não há paridade nenhuma. Vá se informar minimamente antes de falar bobagens. Não há um único dia de paridade da moeda de Cingapura em relação a qualquer outra moeda do mundo.

    Você está claramente discutindo coisas sem saber absolutamente nada sobre elas.

    "Outro defeito dos austriacos: jogar tudo no mesmo balaio, tanto nações ricas e quanto não ricas. Esquecendo ou ignorando ou não sabendo que moeda de país rico não sofre ataque especulativo, diferente das moeda dos outros países."

    Que ataque especulativo? Não há ataque especulativo a países que não visam a manter a âncora cambial. País que mantém sua moeda estável em relação a uma cesta de commodities não tem como sofrer ataque especulativo — a menos, é claro, que especuladores comecem a injetar e a retirar commodities do mercado, o que seria uma mágica pra lá de interessante.

    Vá se informar sobre o básico antes de palpitar em público.
  • Bentinho POVAO  03/03/2020 19:33
    Supply-sider, o que vc quer pra moeda tem nome: o bom e velho intervencionismo cambial, uma distorção de mercado que tira do cambio o papel de trazer equilibrio para as contas externas, algo fundamental para nações emergentes e frageis.

    Veja, o saldo comercial do Brasil vem despencando nos últimos anos. Caiu de 66 bi em 2017 para 46 bi em 2019, com economia fraca. É algo bem preocupante. Seria ainda mais se a moeda não tivesse desvalorizado. Sua desvalorização é imporante e necessária para reequilibrar as contas externas (no b-a-bá econômico, inibe importação e estimula exportação). Mas vcs querem tirar essa função do cambio. As consequencias seriam dramáticas no longo prazo pro Brasil. Nós já vimos isso no passado.

    Fico imaginando o que seria do Brasil com uma política de moeda forte e estável, quando houvesse uma crise internacional, colapso de preço de commodities e todo mundo querendo fugir pro dólar... O devaneio da moeda sólida acabaria de forma trágica. E a vcs só restaria buscar consolo naquela música "sonho meu, vai buscar...." ou dizer uns para os outros "o sonho acabou".

    O melhor é deixar o cambio livre, cumprindo seu papel de amortecer choques e equilibrar contas externas.

    E torno a repetir: o defeito dos austriacos é não distinguir nação rica de não rica. Jogam tudo no mesmo balaio. E então o Brasil vira uma Suiça que pode se dar ao luxo de ter moeda forte.
  • Supply-sider  03/03/2020 19:56
    Meu Deus, e eu ainda pensava que você tinha um mínimo de conhecimento. Mas não. É um nível abissal (tanto é que fugiu de TODAS as minhas colocações e não respondeu a nenhuma).

    Você, na prática, está dizendo que para o Brasil virar uma Suíça ele tem de fazer exatamente o oposto da Suíça: destruir a moeda. Quanto mais o Brasil destruir a moeda, mais perto ficará da Suíça, que tem moeda forte. Quanto mais destruída a moeda, mais forte fica a economia, e mais perto ficamos da Suíça, que só está onde está porque tem moeda forte. Seu cérebro é assombroso.

    Últimas considerações (não sou de ficar jogando pérolas aos porcos):

    1) Se sua teoria estivesse correta, a Argentina seria um potência (e nem vou falar da Venezuela).

    2) Se sua teoria estivesse correta, seria possível encontrar um mísero país que tenha se desenvolvido aplicando o que você defende. (Dica: não há nenhum exemplo)

    3) Na prática, você está dizendo que, quanto mais destruída a moeda, melhor a situação da população e da economia. Sensacional. Destruamos a moeda, e veremos várias Amazons, Googles, Microsofts e Apples surgirem aqui. Impactante…

    4) Por fim, você ao menos sabe dizer quais as "consequências ruins" de déficits na balança comercial? Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa.  (O Chile, durante sua década de desenvolvimento, apresentou recorrentes déficits em sua balança comercial).

    Eis os links para os fatos acima. Aguardo sua refutação dos fatos.
  • Felipe L.  03/03/2020 21:31
    Supply, o que você acha desse comentário?. Eu o li dias atrás, mas confesso que fiquei confuso, apesar de saber que é por vezes saudável nos depararmos com situações assim.

    Eu pensei nisso: para aumentar a produtividade, a aquisição de bens de capital cada vez melhores precisa ser feita. Só que parte desses bens de capital é importada. Se a taxa de câmbio é extremamente instável, como é que vai ser feita essa aquisição? Seria isso um "dilema de Tostines"? Por que dilema? Ora, uma das formas de aumentar produtividade é comprar bens de capital cada vez melhores, já que parte desses bens de capital é importada. Se essa improdutividade afunda a moeda, como é que eu vou aumentar a produtividade, se para aumentar essa produtividade, preciso de uma moeda estável e forte?

    Para melhorar a infraestrutura, até nisso uma moeda forte ajuda. É por isso que a Alemanha e Suíça se destacam nisso, além de Cingapura (com o respeitável dólar cingapuriano).

    Agora eu só pensei em uma profunda, mas profunda mesmo, desburocratização, ao olhar por exemplo para o setor agropecuário. Melhorar a infraestrutura por profundas reduções na burocracia de portos, aeroportos, rodoviárias, rodovias, ferrovias e terminais ferroviários. Vish, tem um monte de coisa. Até a própria insegurança jurídica (com STF legislando e juiz revertendo decretos presidenciais) e patrimonial (com casas parecendo feudos) atrapalha a produtividade. É um absurdo o sujeito na roça não poder portar a sua arma e se defender sem risco de, no mínimo, uma tortura psicológica com processos.

    De 2019 para cá, a coisa melhor foi a Lei da Liberdade Econômica. Mas toda a estrutura burocrática brasileira pouco mudou, inclusive as prefeituras continuam tendo autonomia para exigir licenças e alvarás, mesmo com a Lei 13.874 aprovada.

    Uma outra forma de fortalecer a moeda nacional seria incentivar o crescimento econômico, através de reformas do lado da oferta, já que o crescimento econômico automaticamente faz aumentar a demanda pela moeda. Aí que fica a questão. Fazer tudo isso, no Brasil e com sua CF/88, em um ano? Isso vai reverter o estrago da crise cambial atual? Claro, a pergunta parte da premissa de que não tenhamos uma recessão global, que faria o dólar passar facilmente de R$ 5. Ou tudo isso cai também num "dilema de Tostines": uma moeda forte traz crescimento econômico e crescimento econômico traz moeda forte?

    E hoje, o Banco Central Americano decide cortar mais as taxas de juros. Juros reais praticamente negativos. Essa é uma oportunidade ou para Chicago parar de estragar a nossa moeda, já que a diferença voltou a aumentar entre os juros brasileiros e americanos, ou para eles quererem reduzir ainda mais.
  • Supply-sider  04/03/2020 01:39
    Tudo o que você falou está correto. E quanto ao dilema de Tostines, fico com aquilo que disse o Leandro:

    A moeda estável permite o crescimento econômico, e então o crescimento econômico mantém a estabilidade da moeda e até a ajuda a se apreciar.

    Não é o crescimento econômico que traz estabilidade à moeda. É a estabilidade da moeda que permite o começo do crescimento econômico.

    Não há como começar um crescimento econômico com uma moeda toda desarrumada. Sem uma anterior estabilidade da moeda, impossível começar qualquer crescimento econômico. Vide o Plano Real.

    Portanto, a moeda estável permite o crescimento econômico, e então o crescimento econômico mantém a estabilidade da moeda e até a ajuda a se apreciar.
  • Bentinho POVAO  03/03/2020 22:04
    Supply-sider, quem não está entendendo nada é vc. Eu defendo cambio flutuante, enquanto vc defende moeda forte, que é uma forma disfarçada de defender cambio fixo ou semi fixo.

    E a ARG é exemplo contra suas ideias, não contra as minhas, uma vez que lá se adotou a moeda forte e deu ruim. Acabou em implosão econômica generalizada. No Brasil acabou em maxidesvalorizaçoes e em socorro do FMI.

    Por que vc ignora as experiencias dos países semelhantes ao nosso economicamente e considera só a dos países muito diferentes como Suiça? Aí fica fácil dizer que moeda forte funcionaria pra nós. Espertinho vc.

    E sobre déficits na balança comercial, novamente vc pega basicamente países ricos (países que não têm nenhuma dificuldade pra financiar defictis externos nem de defender sua moeda) pra dizer que não tem problema ter rombo nas contas externas.
    Novamente repito: o defeito dos austriacos é não distinguir nação rica de não rica. Colocam tudo no mesmo balaio.
    Tá dificil discutir ctg, amigo. E seguirá díficil enquanto vc seguir ignorando o fato de que o Brasil não é a Suiça e não pode se dar aos luxos daquela. Aqui a vaca vai pro brejo fácil fácil.
    A verdade é que em momentos de crise internacional aguda, a possibilidade do cambio desvalorizar evita um ajuste mais doloroso, profundo e corrije distorçoes.
  • Supply-sider  04/03/2020 01:57
    "Eu defendo cambio flutuante"

    Não. Você defende câmbio desvalorizado. Você deixou isso bastante explícito. Você quer moeda continuamente enfraquecida. Deixou isso claro ao dizer que quer dólar a R$ 4,77. Isso não é câmbio flutuante. Câmbio flutuante é o que ocorre entre Suíça e EUA, ou entre Japão e EUA, por exemplo. Você defende é um "câmbio afundante".

    "enquanto vc defende moeda forte, que é uma forma disfarçada de defender cambio fixo ou semi fixo."

    Fiquei curioso quanto a esse "disfarçada de câmbio fixo". Suíça e Alemanha sempre tiveram moedas fortes, e nunca (após o padrão-ouro) tiveram um dia sequer de câmbio fixo em relação ao dólar.

    Como já dito, você não tem a mínima ideia do que fala.

    "E a ARG é exemplo contra suas ideias, não contra as minhas, uma vez que lá se adotou a moeda forte e deu ruim. Acabou em implosão econômica generalizada. No Brasil acabou em maxidesvalorizaçoes e em socorro do FMI."

    Deu ruim para os políticos, que não mais podiam fazer o que queriam com a moeda. Aí eles foram lá e simplesmente acabaram com o Currency Board. Aí sim a economia implodiu e deu ruim.

    Cambalache - a história do colapso econômico da Argentina

    Você é hilário: culpa os inocentes (Currency Board) e dá um passe livre para os culpados (os políticos). Você é o eleitor com o qual todo político sonha.

    Mesma coisa ocorreu no Brasil, com a diferença de que aqui nunca chegamos a ter um dia sequer de câmbio fixo:
    Os três tipos de regimes cambiais existentes - e qual seria o mais adequado para o Brasil

    "Por que vc ignora as experiencias dos países semelhantes ao nosso economicamente e considera só a dos países muito diferentes como Suiça? Aí fica fácil dizer que moeda forte funcionaria pra nós. Espertinho vc."

    Ué! Mas foi exatamente o que eu pedi! Quero que você me diga um só país que era pobre, e aí destruiu a moeda, e aí ficou rico. Só um! É exatamente isso que estou pedindo e não recebi.

    Se você não me forneceu nem um mísero exemplo, como você pode dizer que eu estou ignorando "as experiencias dos países semelhantes ao nosso"?

    Espertinho você. (É assim?)

    "E sobre déficits na balança comercial, novamente vc pega basicamente países ricos (países que não têm nenhuma dificuldade pra financiar defictis externos nem de defender sua moeda) pra dizer que não tem problema ter rombo nas contas externas."

    Mordeu direitinho a isca.

    Vou tentar desenhar: quase todos os países ricos têm deficit comercial e todos os países pobres têm superavit comercial. Sempre foi assim. Pela sua lógica, era para os ricos terem virado pobres, e os pobres, ricos.

    Quando isso vai acontecer?

    "Novamente repito: o defeito dos austriacos é não distinguir nação rica de não rica. Colocam tudo no mesmo balaio."

    Como sobejamente demonstrado acima, quem realmente sofre deste mal é você.

    "Tá dificil discutir ctg, amigo."

    É o que acabei de dizer mentalmente para mim mesmo.

    "E seguirá díficil enquanto vc seguir ignorando o fato de que o Brasil não é a Suiça e não pode se dar aos luxos daquela. Aqui a vaca vai pro brejo fácil fácil."

    Correto. E aí, a maneira mais garantida de evitar que "a vaca vá para o brejo fácil" é destruindo a moeda. Fazendo isso, aí sim a gente garante estabilidade e quem sabe até uma prosperidade econômica. Né?

    É cada gênio…

    P.S.: e a Argentina, hein? Fez exatamente tudo isso que você defende. Cobrei você e estou até agora esperando.

    "A verdade é que em momentos de crise internacional aguda, a possibilidade do cambio desvalorizar evita um ajuste mais doloroso, profundo e corrije [sic] distorçoes."

    Até meados de fevereiro não havia "crise internacional aguda", e o dólar já tinha ido de R$ 3,15 (início de 2018) para R$ 4,30. Já são dois anos de desvalorização contínua da moeda (exatamente como você defende) e os números são piores que os de 2017 (quando a moeda era mais forte). Inclusive os números do comércio exterior.

    Até ia desafiar você a explicar essa, mas pode ficar tranquilo. Eu nunca faço exigências a alguém que nada tem a dar.
  • Djalma  07/03/2020 05:39
    Tava bom demais esse debate de vcs. Por favor continuem. Serve bastante pra abrir a mente. Supply poderia indicar um artigo ou explicar os efeitos do defict da balança comercial? Quais seriam as possíveis consequencias no país? O foda é que a maldita imprensa trata o assunto como terrivelmente péssimo. Se tiver defict é alardeado como o fim do mundo e faz justamente o contrário quando há superavits. Eles tratam o assunto como se fosse uma empresa que iria falir incorrendo em deficts anuais.
  • Alex  03/03/2020 14:32
    Nem tem liebral na politica,só uns de faz de conta ,por que é a moda do momento já que tem que reduzir o estado de alguma forma para manter o status Quo

    E outra todas as medidas para melhorar o brasil são impopulares e vai levar decadas para fazer efeito.
  • Alex  03/03/2020 14:26
    Zema está sendo ameaçado para tal,se lembre do que aconteceu no estado do espeirot santo que o governado negou o aumento e teve um massacre no estado durante a greve dos PM,vemos o mesmo acontecer agora no ceará.

    Eo partido novo já entrou em uma ação contra esse aumento na justiça
  • Jairdeladomelhorqptras  27/02/2020 18:58
    Ótimo artigo!
    Aqui vai uma gota de ceticismo. Quando o Estado abocanha próximo a 40% da renda nacional, creio, atinge um ponto de não retorno. Pois os grupos ( que são numerosos) que recebem este porcentual não abrirão mão dos seu privilégios. E como trabalham pouco podem lutar pelos seus "direitos". Quem paga a conta dificilmente consegue se instruir e ter tempo para lutar contra estes interesses.
    A única preocupação dos carrapatos é manter os espoliados produzindo. Não os podem sugar até o fim. Então este limite de 40%,provavelmente será mantido.
    Abraços
  • Carlos  27/02/2020 19:20
    Você está correto. As minorias espoliadoras são muito organizadas e têm todo o tempo e dinheiro do mundo para fazerem seus lobbies. Já as maiorias espoliadas não têm nem tempo e nem organização financeira para fazerem o contraponto.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    mises.org.br/article/2587/explicando-todo-o-problema-com-o-nosso-sistema-politico--em-2-minutos
  • Estado o Defensor do Povo  27/02/2020 20:12
    Para de ser pessimista, tem muita gente rica que é espoliada também e se organiza pra educar as pessoas sobre esses assuntos, o teu discurso tá começando a se assemelhar aos da esquerda em que todo mundo que é rico é podre de alma e todo mundo que é pobre é gado oprimido, eu penso assim: melhor fazer alguma coisa, ainda que pequena, do que não fazer nada, e além do mais as maiores mudanças que acontecem na humanidade são causadas principalmente por um pequeno grupo de pessoas, não é necessário que toda a população brasileira estude economia e política pra que uma mudança substancial aconteça, um pequeno número de pessoas competentes já fazem uma grande diferença.
  • A verdade vos libertará  27/02/2020 20:52
    Camaradinhas, a Solange Srour, xiita liberal, já jogou a toalha hoje em artigo na folha. Admitiu que o liberalismo não funciona e apenas levará à mexicanização do Brasil, com crescimento pífio.

    Quando vcs vão ser humildades e admitir o mesmo?

    Gamer over para o liberalismo. Já deu. Anos de ortodoxia e não se ressuscita a moribunda economia brasileira.

  • Supply-sider  27/02/2020 22:09
    Ué, mas ortodoxia (ou seja, neokeynesianismo ou economia neoclássica) não funciona mesmo. Ela só é menos pior que pós-keynesianismo e keynesianismo tradicional (para não falar de marxismo).

    Fora isso, não entrega nada de efetivo, pois a única coisa que sabe fazer é elevar impostos para que não fiquem atrás dos gastos (a isso chamam de "austeridade") e manipular juros na crença de que isso gera crescimento econômico.

    Ortodoxia e todos os tipos de keynesianismo não funcionam simplesmente porque abordam a economia apenas pelo lado da demanda.

    O que gera crescimento econômico garantido são medidas do lado da oferta (supply-side), como as do governo Reagan, que entregam moeda estável, cortam impostos e retiram obstáculos ao empreendedorismo (cortando regulações e burocracia). Sem isso, nada feito.

    Economistas do lado da oferta vs. economistas do lado da demanda - entenda esta distinção crucial


    P.S.: apesar da sua clara ironia, você veio sacar no lugar errado: a Solange está criticando nacional-desenvolvimentismo e dizendo que o tal tripé (juros, câmbio e orçamento) não geram crescimento. Duh, mas isso é óbvio. E é só disso que esse site fala.
  • Gabriel  01/03/2020 00:21
    Supply-sider, entendo seu argumento quanto aos cortes de regulamentação e de impostos no governo Reagan, mas e quanto aos gastos públicos e dívida pública, que foram estourados em seu governo? Isso não é demand-side?

    E quanto ao governo Clinton, como você enxerga o governo dele? Mais supply-side ou demand-side?
  • Supply-sider  02/03/2020 01:27
    "mas e quanto aos gastos públicos e dívida pública, que foram estourados em seu governo? Isso não é demand-side?"

    Os gastos públicos aumentaram exclusivamente por dois motivos: corrida armamentista contra a URSS (podemos debater esse ponto) e juros em recordes históricos de 1977 a 1981 (o que não é culpa dele).

    Já a dívida aumentou (de 32% do PIB para 50% do PIB) por conta desses dois gastos e por conta do corte de impostos. Até hoje ninguém nunca respondeu qual foi o efeito negativo deste aumento da dívida. (Lembrando que no Brasil ela é hoje de 77%)

    "E quanto ao governo Clinton, como você enxerga o governo dele? Mais supply-side ou demand-side?"

    Muito mais supply-side do que demand-side. Cortou o imposto sobre ganhos de capital para um nível ainda menor que o do Reagan. Isso estimulou enormemente o empreendedorismo e resultou na estrondosa criação de pequenas empresas, de startups e de empresas de tecnologia. (Antes de Reagan, ninguém abria empresas porque, se tivessem lucros e decidissem vendê-las, o governo confiscava 70% deste ganho de capital da venda. Com a redução do governo Reagan e depois no governo Clinton, explodiu a criação de empresas, pois agora era possível fazê-las crescerem e então vendê-las e ainda auferir um belo ganho de capital.

    Foi também no governo Clinton que os gastos caíram fortemente em relação ao PIB.

    Isso é totalmente supply-side e anti-demand side.
  • Supply-sider  27/02/2020 22:16
    Eis alguns trechos do artigo da Solange. Todos estão corretos:

    "Nenhum avanço [no México] foi realizado para reduzir o número de empresas improdutivas, pelo contrário, os subsídios aumentaram para os setores afetados pelas reformas. 

    O sistema judicial não se modernizou, e a distância entre as regras na teoria e na prática ficou cada vez mais gritante.

    Infelizmente, juros reais baixos, autonomia do BC, flexibilidade da taxa de câmbio e política fiscal prudente não trazem crescimento.

    Reformas que incentivam a competição externa, quebram monopólios e diminuem a interferência estatal nos mercados são condições necessárias para o aumento da produtividade, mas não são suficientes. O modus operandi da sociedade só muda quando o sistema de incentivos funciona."


    Não sei se ela é uma supply-sider, mas parece que pensa como uma.
  • Imperion  28/02/2020 02:26
    Essa Solange aí nem é liberal, nunca nem entendeu patavinas de liberdade. O exemplo dela, o México, não é uma economia liberal. É uma economia intervencionista ao extremo, só uns pontos melhor que o Brasil, que está na quarta classe em liberdade econômica.
  • Antonio h.v. da Cruz  01/03/2020 23:06
    Para o PIB crescer em torno de 6%, precisa de um investimento no mínimo de R$ 1,50 trilhão. O país não tem este capital disponível, portante não vai 6%. Esse papo de jogar a tolha por causa liberalismo é uma bobagem. Falta mesmo é capital.
  • DIRCEU  27/02/2020 22:26
    Proponho a liberação dos cassinos para este país começar a melhorar. O monopólio do jogo pela Caixa impede a criação de empregos,aumento de turismo e arrecadação de tributos.
  • Kennedy  27/02/2020 22:37
    Desculpem se parecer que estou comentando algo fora do assunto do artigo, mas e a capitalização da previdência? algo que poderia gerar um "boost" no crescimento econômico seria isso. Paulo Guedes e Rodrigo Maia falavam que iriam pautar a capitalização no segundo semestre de 2019 e até agora nada... pauta dada como morta.
  • Supply-sider  27/02/2020 23:00
    Sim, está morta. No final, essa reforma da previdência baseou-se apenas em aumentar impostos (as alíquotas do INSS serão elevadas a partir de março) e em aumentar a idade de aposentadoria. Reforma inteiramente demand-side
  • Victor  27/02/2020 23:38
    Em que ano a previdência irá quebrar de vez? Algum chute? Eu aposto que será em 2043 (e a medida de "paliativa" será a mais socialista possível) Algum "ambientalista econômico" já fez algum discurso sobre a sustentabilidade da previdência? Temos a Greta da previdência? Irão roubar o meu sonho de ter uma velhice tranquila?
  • Victor  28/02/2020 22:19
    No artigo, não entendi o seguinte: muitas pessoas comprando títulos do governo não implica numa diminuição das taxas de rendimento dos títulos? Não iria cair de 6% para 1%, por exemplo? O governo não aumenta a taxa quando precisa de dinheiro e diminui a taxa quando não precisa? (Isso considerando que o governo manteve ou diminuiu os gastos) Se todo mundo fizer isso, todo mundo não irá receber menos no futuro?

    E quando chegar na época de honrar os títulos, considerando que os 6% se manteve, a época de pagar os 5 mil aos milhões de trabalhadores-investidores? De onde que o governo irá tirar 5 000 reais * 100000000 = 500000000000 (500 bi) mensais? 6 trilhões anuais? Emitindo mais títulos, que renderaõ juros maiores (governo precisando de dinheiro) e farão com que, no futuro, o ganho mensal passe de 5000 mil para 10000, aumentando ainda mais a conta final? Não é um ciclo vicioso? E a inflação que será causada pela imensa quantidade de dinheiro circulando?

    E isso considerando que o governo não aumentou os gastos e que o tesouro, de acordo com a explicação do artigo, é o menos rentável e um dos mais seguros (e se houver DEFAULT?)

    Eu entendi o artigo assim: o IMB propõe a total privatização da previdência...porém, isso não vai acontecer, então João, faça o que o artigo mandou e não se misture com os milhões que receberão nada na velhice!

    Quanto previdência privada:
    E as seguradoras dessas previdências? Qual é o "cais" dos seus investimentos? Como atraí-las? O sistema privado depende delas?
  • Fabrício  29/02/2020 16:33
    "muitas pessoas comprando títulos do governo não implica numa diminuição das taxas de rendimento dos títulos?"

    Sim.

    "Não iria cair de 6% para 1%, por exemplo?"

    Estão em 3,6%.

    "O governo não aumenta a taxa quando precisa de dinheiro e diminui a taxa quando não precisa?"

    Não dos títulos públicos. Estas são decididas pelo mercado financeiro.

    "Se todo mundo fizer isso, todo mundo não irá receber menos no futuro?"

    Sim, aí terá de diversificar. Irá se dar bem quem foi previdente e entrou antes. Quem deixou para entrar no final irá receber menos do que quem entrou antes. Justo.

    "E quando chegar na época de honrar os títulos, considerando que os 6% se manteve, a época de pagar os 5 mil aos milhões de trabalhadores-investidores? De onde que o governo irá tirar 5 000 reais * 100000000 = 500000000000 (500 bi) mensais? 6 trilhões anuais?"

    Exatamente como ele já faz hoje. Rolando a dívida. Ou seja, emitindo novos títulos e usando esse dinheiro arrecadado para quitar os vincendos.

    "Emitindo mais títulos, que renderaõ juros maiores (governo precisando de dinheiro) e farão com que, no futuro, o ganho mensal passe de 5000 mil para 10000, aumentando ainda mais a conta final? Não é um ciclo vicioso?"

    Aí você está se contradizendo. No início, você disse, corretamente, que os juros caem. Agora, do nada, passou a dizer que eles irão explodir. Essa segunda parte não faz sentido, e pelo simples motivo de que sempre haverá demanda por esses títulos.
  • Victor  29/02/2020 20:21
    Não estou me contradizendo!

    "Tempo 0" Juros baixos, o início

    "Tempo 1" Futuro, quando for pagar os 6 tri aos credores: O gov está precisando, desesperadamente, de dinheiro (JUROS SOBE), certo?

    "Tempo 2" Futuro mais distante, quando o gov for pagar a dinheirama aos credores do tempo 1

    "Tempo 3" Futuro ainda mais distante, quando o gov for pagar a "dinheirama ao quadradro" aos credores do tempo 2

    e assim vai!
  • Felipe L.  28/02/2020 04:09
    Foi só um remendo nesse sistema de pirâmide. Teve algum corte de gasto potencial, mas a raiz não foi atacada. E esse aumento na alíquota é completamente antiético. Eu sei que se não aprovasse essa porcaria, seria mais difícil ainda para a economia moribunda se mexer (o dólar caiu depois da aprovação), mas nesse regime, eles vão ficar aumentando idade e imposto. Acho que a coisa boa foi que eles atacaram alguns privilégios do funcionalismo estatal, embora isso ainda não tenha ficado muito claro para mim.
  • Imperion  28/02/2020 02:28
    Sem capitalização, amigo. Foi feito um ajuste apenas no sistema atual. Que vai ter que se repetir em apenas 2 anos.
    Capitalização só se nas próximas eleições pro congresso ganharem os favoráveis. Daí só na reeleição do bossanova.
  • anônimo  27/02/2020 23:16
    Tomara que o dólar bata R$ 5. Quem sabe assim o Bolsogado mande o Ciro Guedes embora e coloque Meirelles no lugar.
  • Supply-sider  27/02/2020 23:53
    Eu até tinha me entusiasmado com a escolha do Guedes. Mas aí, ainda em meados do ano passado, comecei a perceber que era muito discurso (só pra plateia selecionada) e pouca prática (a reforma da previdência, como já apontaram aqui, envolve só aumento de alíquotas do INSS e aumento da idade mínima). Mas relevei. Depois, observei que ele só fala em aumentar impostos. Tem tara com isso. Aí desanimei.

    Mas a fala dele sobre câmbio foi a gota d'água, revelando total desconhecimento sobre princípios básicos de economia (falou até em substituição de importações). Aquilo ali foi nível Bresser-Pereira. Votei em Guedes/Chicago e ganhei Ciro/Unicamp.

    Que tragam Meirelles o mais rápido possível. E coloquem Ilan no Banco Central.
  • Estado o Defensor do Povo  28/02/2020 00:07
    Beleza, vou fazer uma pergunta sincera, qual a chance do Bolsonaro tirar o Guedes do cargo dele e pôr alguém mais competente no lugar? Como o Meirelles.
  • Imperion  28/02/2020 02:31
    Nenhuma, ou quase nula. Guedes foi um puxador de voto bem organizado, representou uma ala mais liberal. E realmente o Guedes queria uma reforma que atacasse de vez o deficit de 11 por cento do PIB, que é emergencial pra esse pais não falir. Mas isso foi sabotado. Essa reforma foi tão fraca que ainda perde pro deficit astronômico japonês.

    A realidade atual: segurar as pontas "políticas, que no Brasil não se consegue fazer nada direito num ritmo certo. O essencial vai continuar sendo atrasado até se tornar o novo emergencial. 
  • Rodrigo f  28/02/2020 01:03
    Meireles no governo é retrocesso, afugentará investidores, lembrarão do PT.
  • Vladimir   28/02/2020 01:19
    Ué, no governo Temer aconteceu exatamente o contrário: tão logo Meirelles foi anunciado, os investidores voltaram correndo pra cá. E o dólar caiu de R$ 4,10 pra R$ 3,05 em um ano. Eu quero.

    Isso que você falou não faz sentido nenhum.

    Mas não, isso não irá acontecer (tirar Guedes e chamar o Meirelles). Chance nula. Mas que seria ótimo, seria.
  • anônimo  28/02/2020 01:19
    Se o Guedes sair o dolar vai a 6 R$;
    Não há mais saída; Ele vai ficar até o fim e rezemos para fechar a boca
  • Estado o Defensor do Povo  28/02/2020 01:52
    Vai no twiter dele e começa a berrar "SEM MOEDA FORTE NÃO HÁ CRESCIMENTO" ;)
  • adriano da silva souza  28/02/2020 01:59
    arthur laffer ou alan greenspan para ministro da economia!!
  • Bode  28/02/2020 01:11
    Há um predomínio do pensamento de esquerda no Brasil, afinal os militares permitiram o contínuo aparelhamento das universidades e escolas. Artistas, jornalistas e outros idiotas úteis ecoam a ideologia e continuam a dar tração à massa falida do marxismo. Certamente desde os anos 30 temos um estado esquerdo-fascista, com dinossauros legais como a CLT que perdura até hoje, apesar das pseudo-tentativas de aniquilar essa aberração. A esquerda se apoderou de editoras que barraram a publicação de autores liberais e de direita, na tentativa de evitar retrocessos na marcha socialista.
    O advento da livre circulação de ideias através da Internet permitiu que argumentos contrários ao marxismo alcançassem audiência. Qualque ser humano com no mínimo 2 neurônios consegue entender, ao confrontar o pensamento de esquerda e o de direita liberal com fatos históricos, o fracasso estrondoso dos experimentos socialistas.
    Na sua última cartada a esquerda pretende controlar a liberdade que existe na Internet. Inventam CPI de fake news como pretexto para reduzir a livre propagação do pensamento. Certamente pretendem avançar nessa pauta criando leis de mordaça, que csirão como uma luva para censurar sites como este. Fiquemos vigilantes.
  • Gabriel Leal  28/02/2020 02:22
    E a grande mídia e o mundo artístico faz força pra defender o cabo de guerra do liberalismo-social
  • Desiludido  28/02/2020 06:51
    Vocês acham que com a economia estagnada dessa maneira, há o risco da esquerda radical voltar ao poder? (como aconteceu na Argentina).

    O duro é ter de ouvir que o Ciro Guedes é "liberal privatista" da boca de esquerdistas. A dificuldade em ter de explicar e refutar tudo sempre é um dos motivos de libertátrios existirem em número tão reduzido.
  • BadMaluco  28/02/2020 10:39
    A melhor estratégia contra a Organização Criminosa ( governo ) é deixar que ele mesmo se destrua.

    Como :
    * Mais concursos
    * Aumento de salários 1000%
    * Mais Ag. reguladoras
    * Mais emissão de títulos
    * Mais Controle cambial

    Mais do mesmo que já é feito. ( Mais tem que ser muito , não gradual ). Claro que as pessoas vão sofrer, mas a dor vai causar a compreensão.

    A estratégia correta é destruir o mais rápido possível.
  • WDA  29/02/2020 17:14
    Isso é uma bobagem. Vá para a Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte, se você quer essas coisas.

    Já que a desgraça econômica causa compreensão, corra para esses países que eles logo se tornarão a próxima Suíça ou Cingapura.

    Chegando lá, já aviso, pode esperar sentado...
  • Conservative  29/02/2020 23:15
    Onde isso funcionou?
    O governo venezuelano quebrou e continua firme e forte.

    Só vejo sentido nisso se a população estiver armada, caso contrário, já era, porque um governo fraco dificilmente conseguirá impedir um grupo realizar a secessão.

    Nosso foco deveria ser em se armar. E depois quebrar o estado.
  • anônimo  04/03/2020 04:57
    Essa ideia de terra arrasada é coisa de criança. Países comunistas eram todos falidos e o estado continuava forte oprimindo a população.
  • Drink coke  04/03/2020 14:28
    Acho mais provável levar o efeito contrário. Quanto maior o estado, mais dependente as pessoas ficam dele e portanto mais díficil é instituir ideias liberais. Lembrando que o Estado como instituição é inquebrável, empresas e pessoas até quebram, mas o estado nunca.
  • Imperion  28/02/2020 12:54
    Bem verdade é que a medida que as pessoas envelhecem, ficam mais conservadoras, e.num pais com crescimento vegetativo em baixa, o numero de novos angariados pela esquerda cai, entao a esquerda tende a abrir as fronteiras pra estrangeiros , dando os mesmos direitos que os cidadaes nativos, inclusive voto conseguindo assim novos votantes pra continuar se reelegendo.
  • Imperion  28/02/2020 13:02
    Para que as propostas liberais realmente passe nesse governo ou nos proximos, é necessario que os liberais de todas as vertentes se unam em bloco. Atualmete uma ala é apoiadora do atual governo ( Aliadas a direita). Outras sao contra( aliadas a esquerda)
    Essa divisao dos liberais nao cria ambiente para um crescimento liberal. Entao se rorna necessario que as vertente liberais conversem entre si e se desapeguem das esquerda , direita e centro da vertente politica " estatista".
    Atualmente a grande maioria politica é estatista. Foi so uma troca de esquerda para a direita. E a grande maioria das pautas desse congresso ainda é defender as conveniencias estatistas.
    Os liberais ainda estao fracos, e basta as poucas politicas liberais falharem , por causa das sabotagens doa setores estaristas , pra o eleitor voltar a votar na esquerda ou so na direita.
    O bom é que nos ultimos anos o liberais estao ficando mais organizados. Mas é necessario aceitar que os liberais de esquerda e os de direita tem que ser trazidos pro movimento com dialogo
  • Constatação  28/02/2020 13:07
    Pergunta off-topic de um leigo:

    Onde está o erro no desenho abaixo (se é que foi um erro, e não a consequência de um erro de avaliação de mercado)?

    g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2020/02/28/toneladas-de-tomates-sao-descartadas-as-margens-de-estradas-no-interior-de-sp.ghtml
  • Alfredo  28/02/2020 14:03
    Não vi nenhum. Se tá estragado, tem de jogar fora. Se o produtor quer reter sua produção (sua propriedade privada) com o intuito de tentar aumentar o preço, direito dele. Não sendo ele monopolista e não havendo barreiras governamentais à entrada neste mercado, tal ato não apenas será inócuo do ponto de vista dos preços, como o produtor ainda terá prejuízo (pois não está tendo receita).
  • Pobre Paulista  28/02/2020 16:53
    Tem que jogar fora nas vias públicas?
  • Felipe L.  28/02/2020 17:22
    Outra coisa, se esse rapaz doar esses tomates, depois vai morrer endividado com processos judiciais. Melhor jogar fora ou mesmo fazer algum projeto de compostagem.
  • Felipe L.  28/02/2020 13:30
    Logo logo o dólar chega a R$ 5, já que é isso mesmo que o Paulo Guedes no fundo quer fazer. Escola de Chicago coloca a mão no BC, só dá estrago. Uma das poucas coisas boas nesse governo é que pelo menos eles estão reduzindo a dívida e os déficits, o que não tinha ocorrido no governo Temer. Em liberdade econômica, a MP 881 foi boa, mas o restante não fizeram muita coisa.

    O pior é que vejo gente passando pano para isso, e falando que o câmbio está aceitável por causa da inflação (corrigir o câmbio pela inflação). O que será que esses indivíduos falariam sobre o iene japonês, que ao longo das décadas só tem se valorizado? Japão não capota porque está "pronto": tem infraestrutura, produtividade, poupança e governo confiável, que paga até as dívidas emitidas na Segunda Guerra Mundial.

    Para vocês verem como esse país é uma zona, vai ter protesto no dia 15 de março, como teve no ano passado (não sei se deu algum resultado, porque a reforma previdenciária foi um remendo, tiraram a prisão em 2ª instância, entre outras péssimas medidas). Governo federal, legislativo e judiciário tinham que se virar, eles estão lá para isso.

    Mudando um pouco de assunto, o que explica o fato da libra esterlina ser mais forte que o dólar americano? O Reino Unido seria um ambiente superior em segurança jurídica? Bom, eu sei que a libra esterlina é a moeda mais antiga do mundo ainda em uso.
  • Trader  28/02/2020 14:14
    Na época do padrão-ouro, até 1913, uma libra custava quatro dólares. Hoje, custa US$ 1,29.

    A paridade ainda vai chegar, mas não por agora.

    De resto, vale lembrar que, no mercado financeiro, a libra é extremamente demandada (por causa da Libor e de toda a movimentação da City londrina), e sua oferta é menor que a de dólares. Logo, não é nada estranho que sua cotação seja maior.
  • WDA  28/02/2020 13:50
    Ótimo artigo!

    Um diagnóstico preciso do estado e de coisas e do estado de idéias na política brasileira dos dias de hoje.

    Uma coisa porém deve ser dita. Pela minha experiência e observação devo dizer que relativamente aos left-libs no Brasil, se há alguns sinceros, a maioria deles são verdadeiros cavalos de tróia que intencionam cooptar os discursos e bandeiras libertárias para a consecução de interesses esquerdistas-estatizantes. Outro tanto costumam ser pessoas deslumbradas que não pensaram o suficiente sobre o estado de coisas político e social à sua volta e as consequências práticas do que defendem, e não têm clareza a esse respeito. Aos primeiros deve-se combater ferreamente, aos segundos: esclarecer!
  • Kennedy  28/02/2020 14:36
    O Desemprego subiu de 11% para 11,2%, podem abandonar o barco. Parece que o Guedes vai ficar até o último dia, ou seja, moeda desvalorizando impiedosamente e crescimento econômico pífio.

    Nas eleições de 2022 a esquerda vai vir dizendo com toda a força que o Guedes "implantou" o UltraNeoLiberalismo Econômico Minarquista no Brasil e falhou, e portanto, "temos que tentar algo mais próximo do Socialismo". O governo esquerdista que suceder esse irá colher os poucos bons frutos que o governo atual plantou e a esquerda, como sempre, vai receber uma economia que os trouxas "consertaram" para ela se vangloriar de algum possível mérito futuro.

    Parabéns ao Paulo Guedes, estragou todas as chances de um governo liberal/direitista consolidar uma base de apoio permamente. Cada vez mais penso em abandonar o Liberalismo, deixar tudo ir ladeira a baixo e me converter ao Anarcocapitalismo.
  • Régis  28/02/2020 15:27
    Opa, aí não. Aí já é calúnia sua. No trimestre novembro-dezembro-janeiro de 2019, o desemprego era de 12%. Já trimestre novembro-dezembro-janeiro de 2020, o desemprego foi de 11,2%.

    E no trimestre imediatamente anterior, agosto-setembro-outubro 2019, foi de 11,6%.

    Ou seja, está em queda (graças à MP da Liberdade Econômica).

    De resto, você tem de comparar trimestre como mesmo trimestre do ano passado. Até porque é natural que o desemprego suba em janeiro, fevereiro e março. Isso sempre acontece todos os anos. É uma sazonalidade.


    agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/26978-taxa-de-desocupacao-e-de-11-2-e-taxa-de-subutilizacao-e-23-2-no-trimestre-encerrado-em-janeiro-de-2020
  • Kennedy  28/02/2020 16:05
    Entendi, então retiro em partes o que eu disse e agradeço pela pequena dose de otimismo (mesmo que não adiante muito no meu caso).

    Mas de resto, infelizmente é muito difícil ser otimista. Por vias democráticas não acredito muito que a coisa vá pra frente, só se refizessem a constituição do zero trocando essa social-democrata para uma mais liberal. Se você olhar o histórico de liberdade econômica do Brasil, você percebe que a coisa tende a se repetir — vai vir um perído de leve liberalização que provavelmente não vai ser continuado, sendo substituído por um futuro governo de esquerda que vai solapar tudo o que o governo anterior fez e fazer as coisas voltarem exatamente ao mesmo ponto que estavam.

    Todo dia um esforço diferente para não ceder ao Libertarianismo.
  • Libertarian  02/03/2020 12:37
    Não tem o menor sentido não ser libertário. Apenas iludidos ainda se prestam a serem liberais, os mais fracos e bobos de toda a esfera política.
  • anônimo  29/02/2020 14:34
    Concordo com a avaliação, menos com o Anarcocapitalismo.
  • Gerson Sabino  28/02/2020 14:48
    Na verdade, penso que só há dois grupos políticos bem distintos: Conservadores (Direita) e Comunistas (Esquerda). O Grupo político Comunista tem as subclasses tais quais: Liberais (Novo, Podemos), Ultra Radicais (PSOL, PCO, PSTU, PCB), Radicais (PT, Rede, PSD) Sociais democratas (PSDB, DEM) e Centrão (MDB, Demais lixos). O grupo político da Direita é representado atualmente pelo Aliança, que nem foi oficializado ainda. Vejam a disparidade de ideias existente nesse país. Daí a imensa dificuldade que o Bolsonaro e a população brasileira está tendo em passar o país a limpo.
  • Desiludido  28/02/2020 15:40
    Porque o Novo estaria na esquerda?
  • Tiago Voltaire  28/02/2020 16:07
    Peguei câncer ao ler que uma das subdivisões do comunismo é o liberalismo. O nível intelectual dos reaças que aparecem aqui é cada dia menor. Infelizmente até aqui não escapo de ler burrices (coisa que há uns 3 anos era raríssimo).
  • Pobre Paulista  28/02/2020 17:42
    Não alimente o gado
  • Leitor  29/02/2020 11:14
    É o que eu tenho visto. Antigamente, a sessão de comentários era uma verdadeira aula. Eu costumava salvar sessões inteiras de comentários. Até quem tinha a visão um pouco mais contrária, tinha embasamentos e argumentos que, no mínimo, te fazia refletir com respeito.
  • Observador Silencioso  29/02/2020 16:31
    E continua sendo.

    mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao#ac248143

    Não é só porque um ou outro paraquedista chegou aqui falando besteira que isso invalida todo o histórico.
  • Imperion  28/02/2020 15:58
    É um filtro simplista juntar os liberais com os comunistas, ja que sao faccoes opostas. Mas concondo que ha muito falso liberal por ae. É comunista pagando de liberal, falando de democracia, que sao cristaos, pró liberdade. Pura bravata.
  • Nycolas  28/02/2020 17:15
    Ótimo artigo! Mas eu estou com saudade daqueles artigos que relacionavam o cristianismo com o anarquismo. Podia fazer, e tentar estabelecer uma conexão entre a Igreja Católica e o ancap.
  • FL  28/02/2020 17:27
    Uma dúvida que eu tenho: os responsáveis pelo IMB não têm nenhum "trânsito" no governo?

    Pode até soar como uma provocação, mas é uma dúvida honesta... lembro que o Bruno Garschagen chegou a ser anunciado como parte do ministério da educação, mas não sei se ainda participa após as alterações... até onde eu sei, o Geanluca Lorenzon ainda faz parte de alguma pasta... o Fernando Ulrich com participação na Casa da Moeda... hoje estava assistindo um vídeo do Mises Summer School sobre a previdência com um Adolfo Sachsida, que eu não conhecia... fui pesquisar e vi que ele faz parte do próprio ministério da economia...

    Obviamente que o Paulo Guedes é o ministro, mas não há qualquer influência destes (e talvez outros) colaboradores do IMB nas decisões e estratégias?

    Sou leitor há vários anos e, honestamente, me parece estranha essa situação, até mesmo para a reputação do IMB e dos envolvidos... no "Cabo de Guerra das Idéias", fica muito fácil dizer que "os austríacos do IMB fazem parte do governo que não está no caminho certo", como bem explorado no artigo sobre o tratamento que o Paulo Guedes dá ao câmbio.
  • Lucas  28/02/2020 18:20
    Não, o único austríaco lá é o Geanluca Lorenzon, egresso deste Instituto e que elaborou a Lei da Liberdade Econômica, que é disparada a melhor coisa deste governo. Mas é só. Todo o resto é uma mistura de chicaguistas com keynesianos conservadores (Sachsida é um). O Banco Central, por exemplo, é totalmente inacessível. Uma verdadeira caixa-preta. E Guedes é Guedes: chicaguista que acha que sabe tudo.

    Um único Henrique Meirelles é melhor que todos eles juntos.
  • FL  28/02/2020 18:43
    Caro Lucas, os nomes que eu citei (exceto o Adolfo) estão no próprio site do IMB, listados como os especialistas mises.org.br/SouJornalista.aspx

    Ainda que apenas o Geanluca seja um "austríaco legítimo", se os outros estão lá dentro e fazem parte do instituto, a associação é inevitável. E o meu comentário não foi apenas sobre estar participando do governo, foi sobre ter "trânsito" - o que significa ter acesso para discutir e propor ideias - como foi demonstrado com o Adolfo no vídeo da previdência.
  • Observador  28/02/2020 19:20
    O Bruno não ficou nem um mês.

    www.boletimdaliberdade.com.br/2019/04/04/bruno-garschagen-afirma-que-saiu-do-mec-para-cuidar-de-projetos-pessoais/

    Sachsida não é e nem nunca foi do IMB. Aliás, ele nunca nem sequer se disse austríaco. No debate com o Leandro isso fica bastante claro pelas posições dele. Bastante difícil ele mudar suas ideias social-democratas.



    Já o Ulrich eu não faço a mínima ideia de onde ele está. Só sei que no Twitter ele xinga a política cambial umas 15 vezes por dia. Duvido muito ele ter qualquer influência.
  • Rodrigo  28/02/2020 19:28
    Ciro Guedes é extremamente arrogante. Duvido que aceitaria qualquer tipo de crítica em relação a moeda (ainda mais vinda de um austríaco).
    Pode desistir.

    E pelo andar da carruagem, deverá ser o ministro até o final do mandato. Portanto contentem-se com o real papel higiênico ou comprem Bitcoin.
  • Libertário revoltado  28/02/2020 20:00
    Esqueçam o Brasil. Esse estrume, que chamamos de país, nunca dará certo. Sei que muitos aqui são otimistas, mas não consigo, a mentalidade parasitária impera aqui. Minha única esperança é que sei que o Estado brasileiro irá falir a médio prazo, não vão ter dinheiro nem pra bolsa família. Até lá, aconselho todos a se prepararem e sair daqui enquanto puder.
  • Imperion  29/02/2020 13:38
    Com deficit de 11 por cento do pib provocado por parasitas, é quase certo a falencia final do centralismo . Pegaram tudo o que podiam, dae ocorre umas chances muito altas de separarismo no futuro, pois governo falido nao segura territorio.
    Nenhum território podia se separar desse país. Sempre que tentaram houve invasão e sempre perderam, pois o centralismo e invéstimento na repressao foi forte em todos os casos.
    Por isso a colonia portuguesa nunca se fragmentou. Mas isso nao vai se manter no futuro. A esquerda com sua politicagem de separar e dividir , jofando as pessoas contra as outras, criou a semente da separação entre os povos daqui .
    Some isso a falencia do gov central. Os outros gov ja preveem isso e a.possibilidade de abocanhar um pedaço bom da amazonia. É so se juntar com uns que querem se separar, um acordo com uma russia ou china e voila.
    Atualmete o trabalho do guedes é limpar a casa. Se ele rivesse zerado o deficit seria otimo, mas essa reforma foi pifia.
    O calcanhar de aqui se do Brasil é a situação fiscal. Ela que aumenta enormemente a sua previsao desse paia acaber aumentando as chances de se fragmentar.
    A questao "quando".
  • Estado o Defensor do Povo  01/03/2020 00:55
    Bom texto Imperion, só melhore a sua ortografia na próxima pois isso compromete um pouco a leitura do texto, abraço;
  • Conservative  01/03/2020 00:04
    A única solução é secessão, qualquer outra coisa é enxugamento de gelo
  • Elias  29/02/2020 21:01
    Eu li aqui nos comentários, não sei em qual post, que o segundo mandato do governo Obama (nos EUA) só foi bom para a economia porque o Congresso americano (que tinha maioria da oposição) travou as pautas do presidente (que é bem intervencionista). Pelo visto, esse travamento acabou sendo positivo e deixou a economia americana fluir. Já no Brasil, estamos vendo que o presidente depende muito do Congresso Nacional para sua administração fluir. Como é que lá nos Estados Unidos as coisas - principalmente a economia - conseguem funcionar mesmo havendo desarmonia entre os poderes legislativo e executivo, sendo que no Brasil é algo praticamente impossível?
  • Vladimir  29/02/2020 23:39
    "Como é que lá nos Estados Unidos as coisas - principalmente a economia - conseguem funcionar mesmo havendo desarmonia entre os poderes legislativo e executivo, sendo que no Brasil é algo praticamente impossível?"

    Porque os EUA não dependem de nenhuma reforma econômica. Lá, aliás, é o contrário: a única coisa que o Congresso pode fazer é criar legislações para regulamentar ainda mais a economia. Com o Congresso parado, a economia está salva.

    Já aqui no Brasil, que viveu décadas sob social-democracia, são necessárias reformas para destravar a economia que foi amarrada pela social-democracia. E essas reformas dependem do Congresso.

    Eis a diferença.
  • Felipe L.  29/02/2020 23:53
    Porque a economia americana, por ser mais livre, depende menos de políticos. Consequentemente, as próprias pessoas se tornam menos dependentes do governo. Aliás, quando a TSA parou de funcionar com o desligamento do Congresso, foi até benéfico.

    Aqui no Brasil, político faz fofoca no Twitter do vizinho, ação de empresa afunda.
  • Libert%C3%83%C2%A1rio revoltado  01/03/2020 01:07
    Lá eles já são ricos, enriqueceram durante décadas de livre mercado, experimentaram anos vigorosos de deflação, acúmulo de capital, produtividade e todas as benesses de um mercado minimamente regulado. Aqui, em banânia, nós temos um país miserável, atrasado, com um Estado inchado e usurável. Lá o congresso não precisa melhorar nada, na verdade, eles pioram tudo do que já foi uma nação verdadeiramente minarquista. Aqui, nós nunca saímos do fundo do poço, os parasitas não estão preocupados em melhorar nada.
  • Imperion  03/03/2020 00:54
    No Brasil, o político tem muito mais poderes pra atazanar o cidadão. É como um mini-rei. Eles abusam desses poderes. Um deputado americano tem em mãos menos poder. Ele" tenta", mas a democracia do mercado é um contrapeso a abusos. A população tem muito mais liberdade que aqui. O brasileiro contribuinte é um semi escravo. Liberdade limitada . Em matéria de liberdade, o Brasil é um país de quarto mundo. No ranking ele está em 154, perto dos lanternas piores do globo. Os EUA estão em 12. Como liberdade é o verdadeiro aliado da prosperidade e não a igualdade, eles tem muito mais chances de combater maus políticos. Os do Brasil voam baixo na pista.
  • Cada povo tem o rei que merece  02/03/2020 01:12
    O Brasil não vai mudar tão cedo. Eu já perdi as esperanças.

    Com uma população sem vergonha que continua elegendo e reelegendo os mesmos populistas de sempre, não há esperanças pra nós.

    Apenas torço pra que a situação não chegue ao nível da Argentina ou Grécia. Isso é o melhor que podemos ter a curto e médio prazo.
  • Felipe L.  02/03/2020 01:40
    Olhem que maravilha, a destruição da moeda pelo Paulo Guedes, além dos juros extremamente baixos, atraiu até o Bresser-Pereira:

    "Paulo Guedes, um novo desenvolvimentista?"

    O engraçado é que ele havia aparecido no começo de 2016, quando o câmbio estava também afundando.
  • Humberto  02/03/2020 15:34
    Putz! Ser elogiado pelo Bresser-Pereira denota total fim de carreira. Que tragam o Meirelles o mais rápido possível (ele sempre foi desprezado pelo Bresser, o que denota incontestáveis qualidades).
  • Ygor  02/03/2020 17:14
    Juros baixos é bom, mas o problema é que num país como o Brasil puxa o dólar pra cima. Qual seria uma solução viável?
  • Artista Estatizado  02/03/2020 20:48
    Juros baixos e sustentáveis viriam com um currency board (que elimina o risco cambial) e com uma maior propensão da população a poupar (o que requer uma mudança cultural)
  • Felipe L.  02/03/2020 21:23
    Ygor, se não der para abolir o BC, liberar circulação de moedas estrangeiras como o dólar americano. Se der para abolir o BC, adotar alguma moeda estrangeira e/ou utilizar padrão-ouro.
  • Estado o Defensor do Povo  10/03/2020 02:49
    Juros baixos não é bom, juros determinados livremente no mercado é bom.
  • Skeptic  02/03/2020 10:13
    Não consigo ser otimista também.
    Esse período vai ser conhecido como uma espécie de era Collor melhorada, depois virá um Ciro, um Lula ou quem sabe que criatura surgirá dessa maldição chamada democracia. E o pouco que foi feito de bom será perdido, o país retrocede sempre.
    Isso se a atual família presidencial que estava repelando tudo na Alerj (e provavelmente fazendo o mesmo em Brasília agora) não inventar uma maneira de se perpetuar no poder.
    Sabe como é, começa manipulando o sistema educacional (com escolas militares), vai juntando apoio do funcionalismo (militares principalmente), dá até para criar uma polícia secreta bolivariana com esses motins, aumenta o bolsa-família e muda de nome para ganhar fidelidade eleitoral, depois inventa de regular a mídia, nomeia um poste para sucessão... Basicamente tudo que o PT tentou fazer ou fez de alguma forma.
    O que tem de "liberal" que ainda acha que a direita brazuca é aliada na luta pela liberdade, ou pior ainda, acha que liberalismo é de direita.
    Aqui, nessa porcaria de país, conservador quer conservar o positivismo, o estatismo e o militarismo, com raríssimas exceções.
  • neto  02/03/2020 13:19
    Acho o conteúdo do site bem razoável, mas o nível dos comentários é desesperador. O Brasil virou um país onde qualquer um se considera apto e proficiente a discorrer sobre qualquer assunto e ainda ofender quem discorda. Outros demonstram total desconhecimento da terra onde vivem, dos políticos que concorrem aos cargos majoritários, da realidade dos que os escolhem e até mesmo das linhas ideológicas e econômicas destes...
    Querem um presidente refinado e articulador em terra de toscos e achacadores políticos. Querem outro setup político e econômico, com uma CF fincada no social-assistencialismo que amarra o país e promove uma total ausência de representatividade no legislativo. Querem um marco legal moderno e liberal com um Judiciário militante, ineficiente, incompetente e parasitário. Imaginam um Estado mínimo, sem entender a mentalidade estatista e hiposuficiente da maioria do povo. Utopia em desfile...
    Acho que no fundo tem muitos revoltados aqui, porque as férias na Disney ficaram bem mais salgadas….
  • Victor  02/03/2020 22:40
    Resumindo: sou um total isentão
  • Bode  03/03/2020 01:54
    Não entendo o que significa defender a moeda. Será que o pessoal pretende que o governo acabe com o câmbio livre? O dólar estava contido por juros altos em uma economia pouco dependente de dólar e de baixa produtividade. Natural que selic 4.25 haja fuga de especuladores. O câmbio de equilíbrio é 4.77. Deve buscar esse valor no curto prazo e decrescer a medida que os investimentos aumentem. São formados 6 fundos de investimento ao dia, dinheiro que estava sendo remunerado pela dívida pública. Me espanta o imediatismo dos austríacos e desconsiderar o imenso poder de obstrução do patrimonialismo e da constituição federal, este sim o maior problema do país e para Paulo Guedes.
  • Richard Stellman  03/03/2020 14:29
    Basicamente isso. kkk
  • Cara Aleatório  02/03/2020 17:18
    Pessoal, gostaria de sugerir um artigo sobre o livro "The Beautiful Tree: A personal journey into how the world's poorest people are educating themselves", do James Tooley (Encontrei na busca um artigo que menciona partes desse livro, mas nenhum falando especificamente sobre esse assunto). Esse livro é um verdadeiro tapa na cara dos esquerdistas que acham que os pobres precisam do papai estado até pra respirar, e dos progressistinhas que juram não existir educação decente fora do que é oferecido pelo estado.
  • 5 minutos de IRA!!!  03/03/2020 18:10
    A única esperança é que a moeda se estabilize. Pode ser a 3,90 ou a 5,00, mas que seka o quanto antes. Se for num dólar mais baixo, melhor pro consumidor, se for num mais alto, melhor pro Estado. De qualquer jeito, num curto prazo, alguém sairá perdendo mas, caso o câmbio fique estável em pouco tempo e assim permaneça até o final do governo, é possível que os valiosíssimos investimentos estrangeiro comecem a aparecer em grande escala, tal qual necessitamos.

    Para essa esperança se tornar real, é necessário:

    1. que Guedes decida por vender parte das reservas para abater dívida, demonstrando que era essa sua jogada e não apenas excesso de convívio com o presidente;

    2. que Guedes apareça na mídia dizendo que está feliz com o câmbio da forma que está, pois poderá acertar as contas e que, daqui pra frente, seria bom que o dólar se estabilizasse pra dar tom à economia. Basta de variação;

    3. que o BC demonstre fortemente que está alinhado à fala de Guedes. Na primeira guinada, fazer uma venda pra dar prejuízo real a qualquer especulador desconfiado com a desculpa de estar abatendo dívida;

    Outros fatores que podem ajudar:

    4. que façamos pressão para que tudo isso aconteça, dando a cara a tapa em redes sociais, botecos e, quem puder, espaços políticos e administrativos........

    5. que saia do papel a reforma cambial até o final do ano;

    6. que o brasil abra as licitações para empresas entrangeiras para chegada de valiosos dólares;

    7. que os modelos de privatização/concessão/ppps e etc se afinem para não dar vexame novamente, como no super leilão. Esses dólares são preciosos;

    que mais.......?
  • Imperion  06/03/2020 19:46
    O dolar tem que estabilizar a 3,80 ou 3,90. Se chegar a 5 e nunca mais descer, vai forcar a inflacao brasileira de volta em vinte por cento. Ae o gov vai ter que voltar os juros altos pra controlar de novo e outras medidas ruins pra economia. A 5 , essa desvalorização vai ter correção nos precos


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