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Bresser-Pereira nunca decepciona

Luiz Carlos Bresser-Pereira, cuja mente assombra o mundo com ideias originalíssimas — como aquela que substituiu um plano (Plano Cruzado) que se baseava no congelamento de preços, aluguéis e salários por outro plano (Plano Bresser) que se baseava no congelamento de preços, aluguéis e salários —, nunca decepciona.

Sempre que ele faz um comentário sobre economia, a diversão é maior que aquela propiciada por uma esquete de Ricky Gervais.

A mais recente contribuição da invejável mente de Bresser-Pereira para os anais da teoria econômica foi a sua recente postagem em seu perfil no Facebook.  Disse ele:

Confirma-se que o Brasil está saindo da crise

Enquanto os economistas ortodoxos ficam tolamente indignados porque o ajuste fiscal "não é suficiente para tirar o país da crise" e os economistas da esquerda igualmente ficam também tolamente indignados porque "o ajuste fiscal está aprofundando a crise", eu tenho insistido que o ajuste principal o mercado (a lei da oferta e da procura) já fez — o da taxa de câmbio — e tenho previsto que logo a economia brasileira estará saindo da recessão. O pessimismo de um lado e de outro é mera incompetência.

Pois bem, afinal as notícias começam a confirmar minha previsão. O superávit comercial de 2015 foi "supreendentemente" maior do que se esperava. E hoje o Valor informa que os bens industrializados voltaram a liderar as exportações depois de um longo inverno de liderança das commodities. Um dia ortodoxos e a esquerda conseguirão revogar a lei da oferta e da procura, mas enquanto isto não acontecer vamos tratar de ver o que acontece com os preços macroeconômicos, principalmente com o mais estratégico (e mais esquecido porque mais temido) de todos: a taxa de câmbio. Ela já está além do equilíbrio competitivo, que estimo ser hoje de cerca de R$ 3,80 por dólar, as as boas empresas brasileiras voltaram a ser competitivas.

Comecemos pelo básico: Bresser-Pereira recorre ao truque de deixar subentendido que as exportações estão se recuperando e que isso decorre da desvalorização do câmbio.  Ambas estão erradas.

Não houve absolutamente nenhuma recuperação das exportações.  Ao contrário: as exportações seguem caindo, não obstante toda a desvalorização cambial (que Bresser-Pereira diz ser o elixir para o crescimento).  O que ocorre é que as importações caíram ainda mais que as exportações, daí o "surpreendente superávit comercial de 2015".

Ou seja, a recessão no Brasil está tão forte, e a queda no poder de compra da população está sendo tão intensa, que o povo simplesmente não está conseguindo importar como vinha fazendo antes.  Ao mesmo tempo, a economia está tão desarrumada e a incerteza está tão grande, que não está havendo investimentos capazes de aumentar a produção e impulsionar as exportações. 

Apresento a Bresser-Pereira este gráfico do Banco Central:

expimp.png

Como é possível ver, tanto as exportações quanto as importações desabaram ao mesmo nível de 2007. Regredimos de 9 anos na economia. 

Em números mais claros, as exportações em 2015 tiveram uma queda de 14,1% em relação a 2014, sendo que o câmbio em 2015 foi consistentemente mais desvalorizado que em 2014.  

Já as importações tiveram uma queda de impressionantes 24,3% em relação a 2014, dando a dimensão de como o poder de compra da população se esfacelou.

No entanto, segundo Bresser, "o Brasil está saindo da crise" e "as boas empresas brasileiras voltaram a ser competitivas".

Resta saber em qual dimensão o economista habita.

Como disse o presidente do IMB, Helio Beltrão:

Bresser Pereira parece residir em um mundo da fantasia. Enquanto os brasileiros perdem poder aquisitivo, perdem emprego e perdem seu presente e futuro, Bresser está feliz pois o dólar subiu.

As 'boas empresas brasileiras' que Bresser diz que se beneficiam estão valendo em média 25% menos em reais, e menos da metade em moeda forte do que valiam há pouco mais de um ano. Keynesianos e neodesenvolvimentistas como Bresser destroem os país com suas ideologias destrutivas, e mesmo em face de todas as evidências em contrário, seguem em sua defesa.

Na realidade, Bresser-Pereira faz parte daquela escola desenvolvimentista que nós, do IMB, nunca nos cansamos de denunciar: pessoas para quem uma taxa de câmbio desvalorizada é o elixir do progresso. 

Para essa turma — que tem uma estranha e insaciável tara com a destruição do poder de compra da moeda —, dizimar o poder de compra da população é algo bom para a economia.

Segundo tais pessoas, a desvalorização do câmbio — ou seja, a destruição do poder de compra da moeda — é o segredo para impulsionar a indústria e o setor exportador brasileiro.  Ao se desvalorizar o câmbio, dizem os gênios, as exportações são estimuladas e, liderada por um aumento nas exportações, a indústria volta a produzir e, por conseguinte, toda a economia volta a crescer.

O primeiro grande problema é que, no mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores.  Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo.  E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. 

Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

Aliás, não deveria causar nenhuma surpresa o fato de a própria indústria automobilística ter vindo a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a produção, como também está gerando incertezas para o setor.

Vale lembrar, adicionalmente, que a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou.  A desindustrialização está ocorrendo é justamente agora, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas protecionistas da história do real

Exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (como ocorreu de 2005 a 2008, e de 2010 a 2011 no Brasil), que a indústria fica mais forte.  E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que a indústria encolhe. (Veja todos os gráficos aqui).

E o motivo é óbvio, o que nos leva ao segundo ponto: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra.  Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão (o IPCA de 2015 fechou em 10,67% majoritariamente por causa da desvalorização cambial defendida por Bresser). 

E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui. 

E isso afeta todo o setor industrial e atacadista.  Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.

No entanto, para essa turma da qual Bresser faz parte, uma desvalorização cambial é algo perfeitamente possível de ser isolado do resto da economia.  Não há efeito colateral nenhum.  A desvalorização irá ajudar a indústria e não prejudicará mais ninguém.  Todos ganham.  Quanto mais desvalorizado for o câmbio — ou seja, quanto menor for o poder de compra da população —, mais rica será a economia.  Faz sentido, não?  Quanto mais pobre você está, quanto menos você consegue comprar, mais rico você é.

"Destrua o poder de compra da moeda, e surgirão uma Apple, uma Microsoft e uma Google", parece ser o lema deles. Desvalorize o câmbio, e o país vira uma potência industrial. 

Enquanto o ideário econômico estiver sendo ditado por essas pessoas, nossa aspiração será a Venezuela.

______________________________

Artigos que aprofundam as visões aqui expostas:

Uma radiografia da destruição do real - ou: não há economia forte com uma moeda doente 

A nossa "depreflação" e o ajuste fiscal que não virá: a necessidade de um novo Plano Real

Três consequências da desvalorização da moeda - que muitos economistas se recusam a aceitar 

Para impedir a destruição do real e do setor industrial, o Banco Central tem de ter concorrência 

A impiedosa destruição do real (números atualizados para agosto)


1 voto

SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Típico Universitário  07/01/2016 22:48
    Bresser é gênio infalível. Compartilhou da minha exata tese no resultado da balança comercial. Meus olhos se enchem de lágrimas pois se alcancei tão alto foi aos ombros de um gigante. Não importa se os senhores insistem que ele está nu. Somente os magnânimos enxergarão as roupas dele.

    Os ortodoxos reacionários, entreguistas e loucos não são bem-vindos em nosso "mundo da fantasia". Aqui do alto da careca do mestre tudo que os terrenos falam é ruído. Nós só conversamos com deuses quem carregam estrelas no peito. Seus arautos nos permitem interfones para que o mundo baixo todo ouça nossas novidades. Então às formigas só resta gritar porque é fútil fugir da sombra de um colosso.

    Sinto muito, coxinhas nuggets: daqui de cima o chão só serve para pisar.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Típico Universitário  08/01/2016 02:13
    Para quem ainda não sabe, uma coxinha nugget é uma coxinha de Miami que quer se fingir de estrangeiro com todos os luxos que a superexploração capitalista pode comprar (quem é que precisa de bens de capital de ponta no mundo globalizado, afinal?). Ficam amuados quando o dólar fica uma merreca aos 4 reais. Querem "Currency Board" porque acham que isso é câmbio desvalorizado. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Esperem 6 meses e vocês verão o que é um câmbio competitivo de verdade. Os nuggets vão fritar. O senhor Bresser já está caducando e não tem mais a ambição da juventude, perdoem-o.
    Não vai haver arrocho fiscal. O câmbio que o partido nos presenteará fará com que os suspiros apaixonados nas salas de aula da Unicamp sejam escutados do sertão à cidade grande.

    Felizmente os roncos de estômago dos traidores também vão ecoar.

    Prepare-se para o TEU impeachment, povo brasileiro. A revolução não está parando.

    #stflindo #daiacesar #taguardado
  • Luiz   17/02/2016 01:14
    O típico universitário é realmente um idiota.
  • Anderson  05/04/2016 16:11
    Vamos esperar então. ..
  • JOSE OLIVEIRA  07/01/2016 23:47
    Excelente ARTIGO e didaticamente bem apresentado.Parabéns. ... Roberto Campos:Acabem com Os Economistas da UNICAMP(SP) ou Os economistas da UNICAMP(SP) nos Acabarão........(https://www.youtube.com/watch?v=slrnSWtT1lo)
  • Gabriel  08/01/2016 00:03
    Eu sinceramente ainda não sei como tem gente que consegue levar a sério esse cidadão, só pelo simples fato de ele ter tido a "brilhante" ideia de combater uma hiperinflação com congelamento de preços já era hipótese para esse sujeito ser visto como um incompetente, até porque além disso ele deixou um baite de um pepino que está até hoje pendente de resolução pelo Supremo Tribunal Federal.

    Mas como o Brasil é o pais onde impera a incompetência espécies como Bresser Pereira tem um terreno fértil não só para sobreviverem como também para se reproduzirem. É aquele velho problema que essa semana o IMB destacou, o "aedes unicampis".
  • Diego  08/01/2016 00:20
    Excelente, Leandro, excelente!

    Infelizmente continuaremos em situação difícil enquanto absurdas análises desenvolvimentistas como essa tiverem tanta repercussão, como teve hoje, e enquanto uma massa de doutrinados sem capacidade crítica continuarem fornecendo suporte para tal.
  • Gabriel  08/01/2016 01:16
    Eu estava lendo outro dia um estudo dele de 1989 sobre inflação inercial. Eu tinha quase certeza que ele era uma toupeira, mas depois de ler o estudo, virou certeza absoluta.
    Eu queria compartilhar algumas das tantas bobagens que ele fala.

    Confundindo causa com efeito:

    "demonstrarei que a necessidade de zerar o déficit público que surge nessa ocasião não
    significa que a teoria da inflação inercial considere o déficit público a causa da
    inflação. Na verdade, e da mesma forma que a oferta de moeda, o déficit público é em
    grande parte conseqüência de altas taxas de inflação e certamente fator sancionador
    dessa mesma inflação"

    Congelamento de preço como solução e novamente confundindo causa com efeito:

    "não é tão fácil controlar a inflação. Os mecanismos de mercado garantem a
    manutenção do patamar de inflação. Políticas monetárias e fiscais não logram reduzir a
    inflação a não ser a custos insuportáveis. Para suspender o funcionamento automático
    do componente inercial real da inflação é muito mais eficiente recorrer a políticas
    administrativas de controle dos preços, que poderão ser graduais se a inflação inercial
    estiver em um nível relativamente baixo, mas que deverão recorrer necessariamente ao
    congelamento de preços, à "solução heróica de combate à inflação" (Bresser Pereira e
    Nakano, 1984a), ao "choque heterodoxo" (Lopes, 1984a), se esta já estiver muito alta."

    Eu vi algumas entrevistas dele recentemente e parece que ele continua com as mesmas opiniões. É assustador.
  • Merlin  08/01/2016 02:00
    Haha, o vídeo do Gervais com o Liam Neeson é sensacional. Quase tão gozado quanto os comentários do Bresser (que não deve ser zoado pois está visivelmente gagá).
  • André Clayton  08/01/2016 02:05
    Eu sei bem como esse aí entende de "CRISE". Na época que esse tralha era ministro e implantou seu "plano Bresser" passei as maiores privações da minha vida. Graças a ele os assalariados brasileiros foram nivelados ao mais baixo nível de pobreza econômica. Inacreditável que algum veículo de comunicação ainda dê ouvidos a esse sujeito que deveria ser inscrito na lista negra do ostracismo intelectual brasileiro.
  • Alexandre Frazão  08/01/2016 02:16
    Bresser é tão bom economista que quando foi ministro elaborou um plano que jogou o Brasil numa recessão que o país levou quase 10 anos para se recuperar e que até hoje há discussões na Justiça sobra as tais "perdas do Plano Bresser"
  • Gutenberg  08/01/2016 05:27
    Fico curioso pra saber como ele chegou na estimativa da taxa de câmbio de 3,80.
    Ele deve ter resolvido o problema do cálculo econômico e a gente ainda não sabe! ????
  • PESCADOR  08/01/2016 15:22
    Também fiquei com essa dúvida. Ele deve acreditar ser um ente iluminado, algo próximo de um profeta.
  • Gabriel  08/01/2016 21:15
    Pois é, também me chamou atenção isso. Acho que foi contratar o Bresser e abrir uma empresa de investimentos, com ele prevendo o futuro das cotações de ações não tem como não ficar milionário.
  • Viking  08/01/2016 10:26
    uma curiosidade que notei no gráfico: todo começo de ano as exportações diminuem abruptamente. Isso se deve ao recesso de fim de ano que ocorre na maioria das industrias?
  • Rene  08/01/2016 13:16
    O prior de tudo é o Leandro ter que usar seu precioso tempo para refutar a um ignorante como o Bresser. Se o estudo da economia fosse sério neste país, um comentário imbecil como este que o cidadão fez nem seria levado a sério. Aliás, o Bresser nem seria reconhecido como um economista, e suas previsões seriam menos valorizadas do que as de uma cartomante que anuncia seu trabalho colando cartazes em postes.

    Ainda preciso fazer um exercício mental enorme para entender como é que um economista consegue não só sobreviver, mas ter destaque, tendo uma abordagem completamente descolada da realidade.
  • Vinicius  08/01/2016 15:49
    Sendo pago e promovido por aqueles que se beneficiam de suas idéias desastrosas.
  • Coeficiente 100%  08/01/2016 13:44
    Consta no "Financista":

    "A inflação alcançou em 2015 o maior patamar desde 2002. Os preços administrados subiram 18% e foram os principais responsáveis por essa alta, com destaque para combustíveis e energia elétrica – itens reajustados com anuência do governo. A eletricidade, por exemplo, ficou 51% mais cara, em média, em todo país. Ou seja, o maior responsável pela inflação ter estourado o teto da meta estabelecido pelo governo foi o próprio governo."

    www.financista.com.br/noticias/precos-administrados-saltam-18-08-e-levam-inflacao-a-patamar-recorde

    Observação 1: a expressão "preços administrados" já dá náuseas. (E mostra que a "escola" de Bresser segue aí, aplicando suas 'ideias' e causando estragos).

    Observação 2: o governo é responsável não apenas por essa inflação; o responsável pela inflação (qualquer inflação) SEMPRE é o governo.
  • Andre  08/01/2016 14:50
    É um economista do mundo da fantasia.
  • Andre  08/01/2016 16:07
    moro fora do Brasil e aqui no supermercado a picanha brasileira está cada vez mais barata. Obrigado Dilma! Próximas eleições tenciono ir até a embaixada votar no PT para continuar comprando carne brasileira a preços baixos.
  • Coeficiente 100%  08/01/2016 18:47

    Leandro Roque,

    a título de colaboração:

    vale dar uma olhada no índice do Big Mac Index da The Economist. Ali se fala na (des)valorização cambial em sua relação com a exportação-importação:

    www.oantagonista.com/posts/corra-para-comprar-um-big-mac

    www.economist.com/content/big-mac-index
  • Marconi  09/01/2016 10:44
    Kkkkk bom demais essa resposta ao Bresser! Boa Leandro!
  • Rodrigo  12/01/2016 17:34
    Leandro,

    Esse conceito de "dominância fiscal" -- que começou a ser usado com frequência de um tempo para cá -- faz algum sentido?

    Abraço!
  • Leandro  12/01/2016 18:31
    Sim e não. Aguarde artigo sobre o tema.
  • Rodrigo  12/01/2016 18:36
    Obrigado!
  • Marconi Soldate  12/01/2016 20:12
    Significa que não adianta o BC subir mais os juros pra segurar a inflação, porque o problema da inflação é culpa do governo gastador. Os juros do BC não freiam os gastos do governo da mesma maneira/intensidade quanto freiam os gastos/investimentos privados.
  • Gabriel  15/01/2016 00:00
    Pelo que tenho acompanhado aqui nos artigos do IMB a inflação brasileira tem três causas e nenhuma delas é controlada pela taxa de juros. A primeira são os déficits do governo (e consequente aumento da dívida), a segunda é a expansão dos gastos públicos e a terceira foi o reajuste dos preços controlados pelo governo (que estavam congelados).

    Mas já estou ansioso pelo artigo sobre o tema.
  • Pobre Paulista  15/01/2016 11:40
    "Déficits do governo" e "Expansão dos gastos públicos" não são a mesma coisa?

    Note também que vc falou que existe apenas UMA causa para a inflação: O Governo ;-)
  • anônimo  15/01/2016 12:29
    Caro Gabriel,

    Não confunda a definição correta de inflação. Inflação não é aumento de preços, mas a causa desse.

    Inflação é o aumento no volume de moeda, sua definição foi distorcida justamente para confundir, já que o único que pode aumentar o volume de moeda é aquele que controla o sistema monetário, ou seja, o governo.

  • Taxidermista  15/01/2016 13:21
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1296

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=101

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=577

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1302

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1779
  • Marcelio  16/01/2016 20:38
    Olá Leandro e demais leitores do Mises Brasil.

    Gostaria que vocês me explicassem essa notícia:

    www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/08/brasil-e-o-terceiro-pais-mais-atrativo-para-investidores-estrangeiros-7517.html

    Nela fala que mesmo com a atual crise, o Brasil ainda é atrativo para investidores estrangeiros.

    Em uma crise, isso deveria ser ao contrário, não?

    Se puderem citar livros e artigos que esclareçam essa minha dúvida, ficarei agradecido!

    Abraço
  • Ribeiro  16/01/2016 23:16
    Não há nem livros nem artigos que expliquem essa "notícia", pois ela é falsa (tanto é que vem de um site governista).

    Eis o gráfico do investimento estrangeiro direto no Brasil (selecione o "10Y" para ver o histórico dos últimos 10 anos):

    www.tradingeconomics.com/brazil/foreign-direct-investment

    Mesmo como toda a liquidez de dólares e euros no mundo, com taxas de juros quase zero, o investimento estrangeiro está nos mesmos níveis de 2007.

    Achava que os leitores deste site eram mais espertos ao ponto de não serem enganados por sites governistas...
  • Andre  17/01/2016 15:15
    Marcelio, como o Ribeiro já demonstrou você foi enganado.

    Nesse caso eu recomendo o seguinte livro:

    www.submarino.com.br/produto/114596527/livro-o-minimo-que-voce-precisa-saber-para-nao-ser-um-idiota
  • Chaves  18/02/2016 15:44
    O que eu gostei mesmo foi da referência que foi passada:
    epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/01/producao-industrial-tem-6-queda-seguida-em-novembro.html

    Segue uma breve passagem:
    A maior pressão veio da indústria extrativa, cuja atividade recuou 10,9% no período, apontou o órgão.

    O que se quer é falar de hoje a partir de informações do passado, francamente!

  • Juliana  04/03/2016 22:01
    Olá!

    Eu vejo muita descrença por aqui. E, no final das contas, há uma (muitíssimo) pequena possibilidade de uma solução, mais baseada na teoria austríaca, ser aceita e agradar justamente o Bresser-Pereira — é claro, infelizmente não pelos mesmos motivos.

    De acordo com Bresser-Pereira (e os demais desenvolvimentistas), com a taxa de câmbio entre R$ 3,80 e R$ 4,00 em relação ao Dólar e o baixo preço das commodities, agora sim nós alcançamos um câmbio competitivo, que vai fazer o empresário industrial investir e consequentemente desprimarizar a pauta de exportações brasileiras. A questão agora é manter essa taxa de câmbio competitiva no longo prazo, porque será um grande problema se essa taxa de câmbio daqui a pouco começa a se valorizar. Daí um regime de câmbio fixo seria uma excelente solução. Mas, antes de um Currency Board ser aprovado como uma solução para esse "problema", é preciso esclarecer:

    Primeiro é que, para implantar o Currency Board, é recomendado deixar o câmbio flutuar por cerca de um ou dois meses, período esse em que se espera uma apreciação cambial, e só depois fixar o valor. Mas, que diferença faria se fosse pulada essa fase tão "brutal" de valorização cambial e fixada a taxa de câmbio nesse patamar em que está hoje (mas fora isso, obedecendo rigorosamente toda a ortodoxia do Currency Board) ?

    O segundo é que é uma grande inquietação na vida do Bresser-Pereira o fato de o Brasil não possuir um mecanismo de neutralização da 'doença holandesa', que em tese ocorre quando um país se torna forte exportador de commodities, apreciando o câmbio e tornando inviável o investimento na indústria. Agora, sendo o ouro (uma commoditie) e o Dólar os dois candidatos à âncora cambial desse Currency Board, e tendo os dois uma relação inversa de preços, que papel teria um e outro em uma possível neutralização da 'doença holandesa'? (E se é diferente ou não.)

    P.S.: Um pouco mais de fé, pessoal! Pelo menos nesse ponto do câmbio, o Bresser-Pereira pode não ser tão ruim assim. Se os propósitos baterem, podemos apresentar, agora mesmo, uma solução muito melhor e mais satisfatória para ele mesmo, do que essa proposta de retenção cambial. E pior que isso, todos aqui teriam que ser tornar seus devotados apoiadores.
  • Gabriel Medeiros  04/03/2016 23:25
    Bresser: "uma reforma que permita ao governo garantir às empresas que a taxa de câmbio real permanecerá no nível atual."

    Creio que um CB não tem como fixar o câmbio real, apenas o nominal. Alguém me corrija se eu estiver errado.

    Tem vários motivos para achar que as ideias do BP não devem ser levadas a sério. Um deles é esse da desindexação. Fica claro que ele continua querendo resolver as coisas, tal como no Plano Bresser, a partir dos efeitos e não das causas.

    Eu tenho algumas dúvidas - peço, novamente, o auxílio do pessoal - sobre a chamada Doença Holandesa. O que ela causou na Holanda? A industria morreu? Morreu e nasceu outra em seu lugar? Enfim, como é que a Holanda encarou esse problema?
  • Leandro  05/03/2016 01:37
    "Creio que um CB não tem como fixar o câmbio real, apenas o nominal. Alguém me corrija se eu estiver errado."

    Correto.

    No entanto, vale dizer que, ao se fixar o câmbio nominal via Currency Board, a inflação de preços interna tende a ficar muito próxima da inflação de preços do país da moeda-âncora, o que gera um câmbio real (em relação ao país da moeda-âncora) contante.

    Mas não é isso, obviamente, o que Bresser defende. Quando ele diz que quer manter o câmbio real "no nível atual", ele está dizendo que, para cada 1 ponto percentual de aumento do IPCA, o câmbio deve ser desvalorizado também em 1 p.p., pois um desenvolvimentista treme de medo que um aumento nos preços internos estimule as "malditas" importações.

    Obviamente, um ignorante econômico como Bresser não liga causa e efeito, e jura que é possível desvalorizar o câmbio sem que isso se traduza em novos aumentos do IPCA. Para ele, uma desvalorização cambial é algo perfeitamente possível de ser isolado do resto da economia. Não há efeito colateral nenhum. Se o IPCA subir, basta você desvalorizar o câmbio na mesma intensidade e, puf!, mágica feita sem nenhuma consequência negativa.

    "Eu tenho algumas dúvidas - peço, novamente, o auxílio do pessoal - sobre a chamada Doença Holandesa. O que ela causou na Holanda? A industria morreu? Morreu e nasceu outra em seu lugar? Enfim, como é que a Holanda encarou esse problema?"

    "Doença holandesa" é a tese de que existiria uma tendência fatal à sobrevalorização das taxas de câmbio nos países exportadores de commodities em decorrência da entrada de capitais externos, o que acarretaria a "desindustrialização".

    O nome ocorre em homenagem ao fato de que, na Holanda da década de 1960, uma descoberta seguida de volumosa exportação de gás natural apreciou a taxa de câmbio e, supostamente, teria derrubado as receitas dos outros exportadores.

    O argumento é o mesmo mercantilismo de sempre.

    A primeira pergunta é: e aí? Destruiu o país? A Holanda empobreceu? Virou uma África? Pois é. Essa teoria não se sustenta, e o motivo está explicado em detalhes aqui.

    Essa teoria da "doença holandesa" faz sucesso apenas em países subdesenvolvidos, principalmente no Brasil, cuja economia são controladas protecionistas e mercantilistas a serviço da FIESP (tanto é que seu centro de difusão está nas universidades paulistas).

    Não obstante, vale dizer que "doença holandesa" ocorre justamente em um cenário de câmbio flutuante. Com câmbio fixo por um Currency Board, que é o arranjo mais propício para países em desenvolvimento, não há doença holandesa.

    Todos os países ricos do Oriente Médio que são exportadores de petróleo trabalham com câmbio fixo em relação ao dólar. Na prática, é como se estivessem em um padrão-ouro, só que com o dólar no lugar do ouro. O princípio é o mesmo.
  • Gabriel Medeiros  24/03/2016 09:45
    Leandro, existe alguma relação entre poupança e taxa de câmbio?
    O Samuel Pessoa, por exemplo, fala que o câmbio desvalorizado da China se deve a alta taxa de poupança.
  • Leandro  24/03/2016 11:59
    Essa é uma teoria neoclássica que não se sustenta e não faz sentido nenhum.

    Na prática, o sujeito está dizendo que, quanto mais poupadora e prudente for uma sociedade, menos sua moeda valerá. Que sentido faz isso?

    A tese dessas pessoas é a seguinte: quando a taxa de poupança é alta, há uma grande oferta de crédito. Havendo grande oferta de crédito, os juros são menores. Sendo os juros menores, há menor atração de capital estrangeiro para a compra de títulos públicos. Logo, o câmbio fica mais desvalorizado.

    Isso, obviamente, não faz sentido nenhum.

    Em primeiro lugar, o que define o câmbio -- como inúmeras vezes explicado neste site -- é o poder de compra da moeda. E o poder de compra da moeda não é definido por taxas de juros.

    Em segundo lugar, há um grande furo na teoria acima: se os juros são baixos ao ponto de desestimularem investimentos estrangeiros em títulos do governo, então esse mesmo investimento estrangeiro será destinado a atividades produtivas, o que configuraria uma medida ainda mais poderosa para o fortalecimento da moeda.

    Em suma, sem lógica nenhuma.

    P.S.: o câmbio chinês -- pelo menos até meados do ano passado -- funcionava como um Currency Board. Não fosse esse arranjo, a moeda chinesa iria se valorizar perante o dólar, como sempre foi a tendência desde 2005.
  • Gabriel Medeiros  24/03/2016 13:54
    Grato pela resposta, porém muitos nós em minha cabeça agora.

    Essa teoria do câmbio estar relacionada ao poder de compra da moeda tem relação com a teoria do Paridade de Poder de Compra de Gustav Cassel?

    De modo simplificado, o poder de compra da moeda é o quanto os bancos centrais inflacionam a moeda? Se sim, as taxas de juros não teriam influência no câmbio? Visto que quanto menor os juros maior é a tendência de emissão de moeda.
  • Leandro  24/03/2016 15:34
    "Essa teoria do câmbio estar relacionada ao poder de compra da moeda tem relação com a teoria do Paridade de Poder de Compra de Gustav Cassel?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2018
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1087
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

    "De modo simplificado, o poder de compra da moeda é o quanto os bancos centrais inflacionam a moeda?"

    Isso influencia, mas nem de longe define. A confiança dos investidores estrangeiros no governo, a política fiscal (se há déficit ou superávit orçamentário) e a demanda estrangeira geral por essa moeda são igualmente importantes.

    "Se sim, as taxas de juros não teriam influência no câmbio? Visto que quanto menor os juros maior é a tendência de emissão de moeda."

    Essa relação entre juros e emissão monetária não se observa. Em vários casos -- como no Brasil de hoje versus o da década de 1980, quando a Selic estava acima de 1.000% --, ela é oposta.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304
  • JOSE MARCOS BARBOSA  30/04/2016 21:15
    1987

    Plano Bresser fracassa na tentativa de vencer inflação recorde e o país caminha para a hiperinflação

    Abril 1987 - Bresser Pereira é o novo ministro da fazenda

    Junho 1987 - governo lança novo plano econômico e retira o gatilho salarial. Segundo o Dieese o governo vai provocar o maior confisco salarial da história do trabalhador.

    Junho 1987 - a CUT convoca greve geral para o dia 15 de julho contra plano Bresser.

    Junho 1987 - o deputado Lula analisa efeitos negativos do plano Bresser.

    Junho 1987 - metalúrgicos marcam passeata de protesto contra o plano e se preparam para a greve geral.

    Junho 1987- CUT marca greve geral para 12 de agosto.

    Junho 1987- trabalhadores decidem ir à Brasília protestar contra o plano.

    Julho 1987- metalúrgicos mostram sua força. Cerca de vinte mil pessoas participaram da passeata de protesto pelas ruas de São Bernardo.

    Julho 1987- mais de 500 metalúrgicos de São Bernardo, Santo André e interior saem em passeata de protesto em Brasília contra o plano Bresser.

    Julho 1987- a greve geral é transferida para 20 de agosto com a participação da CGT.
  • Juarez Oliveira  12/05/2016 22:04
    Se piorar bastante (balança comercial), chegamos de novo nos níveis FHC.
  • Murdoch  16/02/2017 03:05
    Leandro OFF:

    1 - Se o dólar influencia o preço das commodities, por que de 2008 com o preço do petróleo em US$120(dólar mundialmente barato) e em 2009(dólar mundialmente barato) chegou a US$45? Foi a crise financeira que provocou essa queda repentina ou alguma outra variável? Se for, poderia me explicar como exatamente isso ocorreu?

    2 - Aproveitando a conversação sobre câmbio, existe algum artigo explicando como se daria a volta de um padrão-ouro?
    Uma dúvida com relação a isso, muitos economistas advertem que sob o padrão-ouro, teria que haver reservas em ouro e que essa estocagem seria caro demais para manter o funcionamento desse sistema monetário. É verdade?

    3 - Seria interessante um artigo sobre os modelos disponíveis de investimento em um país sem uma aposentadoria pública.

    4 - Outro assunto interessante é a reserva de mercado que a bolsa de valores detém em função das grandes empresas em detrimento das pequenas empresas e como isso afeta toda a economia.
  • Leandro  16/02/2017 11:22
    1 - Aqui você cometeu um erro factual. No início de 2009, o dólar estava mundialmente caro. Pode pesquisar. Em julho de 2008, o dólar chegou a custar R$ 1,56. Em dezembro, já estava em R$ 2,62. E continuou forte até o final de março de 2009.

    Na mesma toada, um dólar custava 0,62 euro em meados de 2008. Em março de 2009, já custava 0,79 euro.

    Finalmente, em termos de ouro, uma onça chegou a custar 1.000 dólares no início de 2008. Já no início de 2009, custava 770 dólares.

    O dólar se fortaleceu no início da crise financeira. Todos os agentes econômicos, em meio a toda aquela incerteza, correram para os títulos americanos, fortalecendo pontualmente a moeda.

    Minério e petróleo, consequentemente, baratearam fortemente. Essa relação entre dólar caro e commodities baratas (e vice-versa) não encontra exceção. Ela sempre ocorre. E nem poderia ser diferente, pois se trata de uma relação básica da economia: moeda forte tem alto poder de compra.

    Depois de março de 2009, o dólar voltou a se enfraquecer (mas não ao ponto em que estava antes). E as commodities voltaram a subir (mas não aos valores de antes).

    2 - www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304

    3 - Sugeridos aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589

    4 - Comentado neste artigo:

    "A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) foi criada em 1976, durante o governo de Ernesto Geisel, o que já diz bastante sobre sua natureza. Sua legislação - originalmente criada por Mario Henrique Simonsen e João Paulo dos Reis Velloso, dois notórios entusiastas do planejamento econômico - é toda voltada para a cartelização do mercado em prol das grandes empresas. A CVM já impediu o lançamento de ações de várias pequenas empresas, que poderiam crescer e concorrer com os gigantes comerciais e industriais, e vem se esforçando para diminuir a concorrência nos mercados de commodities e futuros."
  • Alfredo  03/03/2017 01:05
    Viram a última? O dólar caiu, o real se valorizou, o câmbio se apreciou fortemente e... as exportações aumentaram e a balança comercial não só foi para o positivo, como ainda teve o melhor fevereiro da história!

    Mais ainda: as exportações em fevereiro tiveram um aumento de 22,4% sobre o mesmo mês de 2016. Ou seja, o dólar caiu de R$ 4,20 para R$ 3,06 e as exportações dispararam!

    Os desenvolvimentistas devem estar implorando para ninguém lhes pedir explicações...

    g1.globo.com/economia/noticia/balanca-tem-superavit-de-us-45-bilhoes-em-fevereiro-maior-para-mes-em-29-anos.ghtml

    Parabéns ao IMB pela persistência de praticamente falar sozinho sobre este tema, expondo a ignorância de todos os outros "economistas".


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