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Os aplicativos de entrega fornecem renda para os mais jovens - e são execrados pelos "humanistas"
A alternativa seria uma massa de desempregados sem nenhuma perspectiva

Há uma verdadeira inflação de artigos e reportagens na internet sobre o número crescente de jovens ciclistas que trabalham como entregadores de aplicativos como Rappi, iFood e UberEats. 

A intenção é sempre a mesma: ilustrar uma suposta "precarização do emprego".

Em uma rápida "googlada", você encontra as seguintes chamadas:

O percurso desumano da comida até sua casa

Apps são os maiores empregadores, mas precarização dá o tom nos trabalhos

O rápido e inseguro caminho dos 'precários digitais' contra o desemprego

Dormir na rua, pedalar 30 km e trabalhar 12 horas por dia: a rotina dos entregadores de aplicativos (esse é o titulo mais apelativo de todos, pois dá a entender que os empregados são mendigos e sem-teto)

Sociologia e trabalho a partir dos entregadores ciclistas

Entregadores de aplicativos: sem patrão e sem direitos

Euforia com aplicativos de serviços dá lugar à frustração de trabalhadores

Entregadores pedalam 10h por dia por "salário" de R$ 1,5 mil

Desemprego provoca 'boom' de entregadores por apps na Capital

'Bikeboys' rodam 12 horas por dia e 7 dias por semana para ganhar R$ 936

Serviços de entrega e uberização do trabalho: boicote é a solução?

O lado sombrio do trabalho para aplicativos – e como é pior para mulheres

Alguns desses textos (e charges) chegam ao ridículo de comparar a ocupação à escravidão, o que denota, na melhor das hipóteses, absoluta falta de compreensão do conceito de escravidão.

Por tudo isso, são importantes alguns contrapontos.

Aplicativos são consequência - e salvação 

O desemprego entre jovens brasileiros atinge 25,7% (entre 18 e 24 anos). Apenas na capital paulista, há cerca de 30 mil entregadores de aplicativos trabalhando com bicicletas, 75% dos quais entre 18 e 27 anos de idade.

Logo, o drama dos jovens não é o "trabalho precário" ou a "escravidão moderna" ocasionada pela economia do século XXI, mas sim o desemprego. E o desemprego é um fenômeno econômico, que deve ser entendido — e abordado — como tal. 

E, nesse sentido, se o objetivo é proteger e amparar os jovens brasileiros, e contribuir para que saiam do ócio improdutivo e resistam às tentações do crime, é crucial, acima de tudo, enaltecer e parabenizar as empresas que têm sido capazes de gerar emprego e renda para essas pessoas — mesmo porque, fornecer empregos que pagam até R$ 1,5 mil por mês (não obstante o rigor físico do trabalho) está longe de ser algo condenável.

Outro aspecto que vem sendo criticado (de forma tão ampla quanto superficial) é a "informalidade" do emprego — como se trabalhar na economia chamada "informal" fosse um demérito ao trabalhador. Mas a pergunta que não é feita é: por que esse mesmo trabalhador não consegue uma vaga no mercado "formal"?

Parte da resposta está associada ao alto custo da formalidade laboral no Brasil. Os encargos sociais e trabalhistas são as principais barreiras. Por exemplo, se você contratar um trabalhador por R$ 1.500 (valor que, como visto, alguns entregadores de aplicativo recebem por mês), e não pagar nada de vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde, e outros benefícios, você gastará ao todo praticamente R$ 2.300 por mês (INSS, FGTS, provisão do 13º, férias etc.) — ou seja, seu gasto será mais de 50% maior que o salário. 

(Em algumas ocasiões, um empregado pode custar muito mais do que o dobro do salário. O corriqueiro é que ele custe, no mínimo, o dobro do salário.)

A reforma trabalhista de 2017 trouxe algumas mudanças, mas ainda temos uma das legislações trabalhistas e sindicais mais engessadas e ultrapassadas do mundo. Estamos condenando jovens ao desemprego pelas regras complexas da CLT e o alto custo da contratação para o empregador.

O governo até tenta endereçar este problema com o Programa Verde Amarelo. Por meio de medida provisória, o Ministério da Economia concedeu redução de obrigações e impostos (de 30 a 34%) para empresas que contratarem, até 2022, jovens entre 18 e 29 anos em início de carreira. Estima-se que esse tipo de contratação pode chegar a 270 mil

O problema é que isto significa uma perda de arrecadação estimada de R$10 bilhões em cinco anos, que precisa ser compensada. Uma das propostas foi taxar o seguro-desemprego (sendo que essa taxação contaria como contribuição para o tempo de aposentadoria pelo INSS). Mas tal proposta já foi rechaçada.

Isso mostra que o problema existe e não é de fácil solução. Mas é urgente desmontar este aparato pesado criado em cima da formalização do trabalho de maneira mais ampla e permanente. Para que mudanças mais duradouras sejam possíveis é crucial proceder a uma diminuição do tamanho do estado por meio do ajuste na despesa.

A qualidade da mão-de-obra

Mas tudo piora.

Dados do Ministério da Educação demonstram que 7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática

Ou seja, estão chegando ao mercado de trabalho milhões de jovens com sérias dificuldades de interpretar e escrever textos, bem como de fazer uma simples regra de três. 

E aí tem-se uma combinação explosiva: jovens chegam mal preparados ao mercado de trabalho (ou seja, com baixa produtividade), e ainda têm de superar o obstáculo criado pelas regras engessadas e burocráticas para que possam ofertar sua mão-de-obra. Quem irá contratar legalmente — isto é, a um alto custo — jovens inexperientes e com baixa produtividade? 

Isso é teoria econômica básica. Só é possível pagar altos salários a quem produz muito com pouco, isto é, quem gera muita receita (e lucros) para seu empregador. Se um jovem sem instrução e sem habilidades possui uma produtividade capaz de gerar apenas R$ 1.500 por mês a um eventual empregador, não tem como esse empregador lhe contratar formalmente a um custo total de R$ 2.300.

Nada é mais responsável pela "degradação do mercado de trabalho" do que um ordenamento jurídico que condiciona o status de "formal" ao cumprimento de regras onerosas tanto ao trabalhador quanto ao empregador. 

Outros obstáculos

Os encargos sociais e trabalhistas são apenas uma parte dos obstáculos. Vale mencionar o outro lado do pesadelo empreendedorial, que são os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. 

Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal. Quem vai encarar?

Quando você considera o paternalismo, a ausência de liberdade nas relações trabalhistas, a carga tributária elevadíssima (não nos esqueçamos também que o entregador ciclista paga cerca de 70% em impostos para comprar sua bicicleta), o ambiente hostil a investimentos, e a ausência de um ambiente que incentive o empreendedorismo, você entende que não há mistério nenhum no fato de a produtividade brasileira estar estagnada

Para concluir

Por tudo isso, sim, as empresas de aplicativo são uma grande benesse para a economia. 

Mas eis o mais importante: se há algo que milhares de garotos que pedalam fazendo entregas podem ilustrar é o espírito honesto, trabalhador e empreendedor do brasileiro que "não descansa".

Será que nossos jovens estão despreparados para o mercado formal? Ou será que é o mercado formal é que está despreparado para os nossos jovens?

Nenhum país progride sem respeito ao trabalho. Tampouco progride condenando quem gera oportunidades e quem se propõe a encarar as adversidades e virar o jogo a seu favor, aprendendo pela experiência valores que a educação de fato não lhe deu.

Os jovens agradecem.



autor

Douglas Sandri e Ricardo Birmann

Douglas Sandri é engenheiro eletricista graduado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul engenheiro e assessor parlamentar na Câmara dos Deputados

Ricardo Birmann é empresário do mercado imobiliário e fundador do Instituto de Formação de Líderes de Brasília


  • Quirino  13/01/2020 17:39
    A esquerda ficou puta com esses aplicativos porque eles retiraram pessoas da potencial fila do assistencialismo e da mendicância. E, sem pessoas mendigando migalhas para sobreviver, a esquerda não se procria. É compreensível a raiva.
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:59
    Perdem a moeda de exploração estelionatária política! a verdadeira escravidão do século 21!
  • Túlio  13/01/2020 18:19
    Vale também ressaltar o aspecto caritativo dessas empresas, que nada mais são do que unicórnios. Quase não dão lucro, e ainda geram emprego e renda.

    E, em vez de serem louvadas pela esquerda, são massacradas. Realmente não dá para entender.
  • Rento B.  13/01/2020 18:29
    Sim, isso vale para a Uber, mas vale ainda mais pra Rappi. Faço todas as minhas compras do supermercado via Rappi. Chega sempre no horário, tudo certinho e ainda ganho um cash back de 40%. Uma maravilha.

    A empresa só ainda não aprendeu a ter lucros consistentes. Ela se sustenta com o capital que levantou e queima caixa para tentar ganhar market share. Ao fazer isso, criar valor para os consumidores. E ainda gera renda para seus empregados. E gente que não faz absolutamente nada para os pobres e desempregados critica com empáfia e superioridade.
  • Zé Povinho  13/01/2020 18:27
    Mas eis o mais importante: se há algo que milhares de garotos que pedalam fazendo entregas podem ilustrar é o espírito honesto, trabalhador e empreendedor do brasileiro que "não descansa".

    Eu, no meu complexo de vira lata induzido pelo senso comum, sempre imaginei o povo brasileiro como uma sobra de raças, uma mistura que não deu certo, que gerou um povo vagabundo e malandro.

    Será que tudo que eu acreditei estava errado ?.
  • Carlos Alberto  13/01/2020 18:37
    O brasileiro sempre foi trabalhador e operoso. Mas também sempre foi continuamente ferrado por políticos e burocratas.

    É comum aqui o cara trabalhar sob o sol, de 14 a 15 horas por dia, buscando prover sua família e ter um futuro melhor. Basta ir a qualquer praia e ver como os ambulantes e o atendentes de barraca trabalham duro. (É um trabalho pouco produtivo, mas é intenso).

    Qualquer brasileiro trabalha bem mais que qualquer europeu (mas, de novo, é pouco produtivo, porque a acumulação de capital aqui é baixa e o governo ferra tudo com suas regulações e carga tributária).
  • Humberto  13/01/2020 18:41
    Relato de um americano sobre o brasileiro:

    "A primeira coisa que me chamou a atenção foi a onipresença do espírito empreendedor. É isso mesmo: neste país de tendências esquerdistas, quase socialistas, o capitalismo está em todos os cantos e é praticamente inevitável. Quando você anda pelas ruas, vai à praia, pega um táxi ou senta-se à mesa em um restaurante, o capitalismo se apresenta de maneira explícita.

    Do meu ponto de vista, era como se os brasileiros estivessem a todo o momento praticando um comércio desregulamentado, vendendo absolutamente qualquer coisa imaginável e em todos os pontos de venda humanamente possíveis.

    Você necessita de uma espreguiçadeira e de um guarda-sol para desfrutar uma praia que você acabou de descobrir? Sem problemas, há vários ambulantes prontos para lhe oferecer algumas opções. E o preço é negociável. Você quer um queijo coalho fresquinho enquanto se estica na espreguiçadeira? Tranquilo, o ambulante já está vindo com seu forno a carvão totalmente portátil. Ah, você quer um coquetel para acompanhar? O cidadão que vende caipirinhas já está a caminho, ávido para mostrar sua destreza em misturar rum, limão, frutas frescas e menta em seu quiosque portável (e não, ele não vai pedir sua carteira de identidade).

    No centro da maioria das cidades, almoços em marmitas são vendidos nas carrocerias de furgões, mesas de plástico são armadas por qualquer pessoa que chegar primeiro, e a atividade comercial ocorre incessantemente sem nenhuma aparente interferência das autoridades.

    Testemunhei centenas de ambulantes — os quais, se estivessem nas ruas de Nova York, seriam detidos e presos pela polícia em menos de cinco minutos — atuando livremente nas ruas e praias lotadas de Salvador, na Bahia. Todos os ambulantes com os quais consegui me comunicar me disseram a mesma coisa: no Brasil, ninguém liga para a maneira como você tenta ganhar dinheiro; a polícia local pode exigir alguma propina, mas ela não vê como sua função impor a moralidade pública e impingir determinadas leis. Essa postura é consistente com a natureza independente da cultura brasileira.

    No entanto, toda essa tolerância acaba quando o capital começa a ser acumulado e o empreendimento começa a se tornar grande. É nesse ponto que o governo começa a intervir, e com uma mão extremamente pesada."

    O capitalismo explícito e o capitalismo envergonhado no Brasil
  • Yonatan  13/01/2020 19:16
    É verdade que o brasileiro, em geral, é bastante trabalhador e empreendedor. O problema é que, além da questão do empecilho governamental, temos uma propensão menor a poupar e, consequentemente, a investir. Fato esse que faz com que nosso crescimento de longo prazo seja pequeno, se comparado com a cultura oriental, por exemplo. Isso é tão verdade que os imigrantes de culturas mais pró-poupança que vieram ao Brasil(como a japonesa, italiana e alemã), enriqueceram bem mais que o brasileiro nativo, ao longo do tempo.
  • anônimo  13/01/2020 19:46
    É complexo. Eu acredito que o problema da poupança é mais por culpa da desarmonia que existe nos preços no Brasil, fazendo a vida ser muito mais cara do que deveria. Quando o Brasileiro médio precisa gastar mais do que o próprio salário só para custear a vida em casas ruins, comida de segunda, veículos de terceira, gastar para repor as coisas frequentemente roubadas e tudo o mais, é óbvio que a poupança será insignificante.
  • Marcelo  16/01/2020 16:56
    Discordo que o brasileiro seja pouco produtivo. O problema é nossa moeda fraca.
    Exemplificando: Não adianta o brasileiro produzir R$4.000,00/mês (USD 1.000) hoje e 5 anos depois produzir R$8.000/mês. Isso porque 5 anos depois esses R$8.000,00 equivalem, ainda, a USD 1.000.

    Ou seja, você, brasileiro, DOBROU a sua capacidade de produção ao longo do tempo, mas devido à moeda fraca, isso não lhe serviu de nada.

    Abs!
  • HELLITON SOARES MESQUITA  13/01/2020 19:22
    Não. Somos um dos primeiro países a abandonar o padrão Ouro. E também o único que implementou e ousou o New Deal. Basicamente vivemos em um país aonde trabalhar não gera dinheiro.
  • silvio lopes de moraes  13/01/2020 22:10
    Não vc esta coberto de razão,a esmagadora maioria não presta mesmo.
  • Lucas  13/01/2020 23:10
    No canal Ideias Radicais há um vídeo abordando esse assunto:

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    O problema do Brasil é o brasileiro?

    Uma desculpa que não faz sentido nenhum. Por que o brasileiro é assim então? A única coisa comum a todos os brasileiros é o sistema legal e institucional do governo federal, e não há dúvida alguma que este sistema incentiva a imoralidade, desonestidade, fraude e comportamentos anti-sociais.

    Morais boas e condutivas a uma sociedade pacífica e próspera só podem surgir numa sociedade com pouca ou nenhuma interferência estatal, pois o livre-mercado e a interação social premiam boas morais como honra, prudência e o senso de comunidade, enquanto o estado premia justamente quem ignora isso.

    Remover o estado muda isso? Não amanhã, claro, mas com o tempo sim.



  • Mr Citan  13/01/2020 18:35
    Pra nós, que entendemos de como a economia funciona, estes discursos soam como galhofas que merecer ser ignoradas e até ridicularizadas.

    O problema é que a maioria das pessoas caem no conto da sereia, pois estas lorotas apelam para o emocional e o sentimento de inveja da pessoa, que ainda é uma insca perfeita para picaretas.

    www.startse.com/noticia/nova-economia/69879/no-japao-entregadores-do-uber-eats-formam-primeiro-sindicato-da-classe


    www.aquariuslife.com.br/motoboys-paralisacao-ifood/


    Com isto, estas pessoas que caem nessa balela, são presas fáceis de políticos, burocratas e demais parasitas que estão mais preocupadas em manter essas pessoas como vaquinha de presépio, do que dar a elas chances de prosperar.

    Assim, esses burocratas inventam leis, regulamentações, proibições, tudo para "salvar" os bovinos eleitores.

    Até que um belo dia , de tanto pedirem por "diretchos", eles ficam sem nenhum.

    g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/01/10/uber-anuncia-que-vai-deixar-de-operar-na-colombia-apos-ser-processada.ghtml
  • Victor Miranda  13/01/2020 18:50
    Artigo fantástico! A hipocrisia da Esquerda é inacreditável.
  • Edson  13/01/2020 22:15
    "Um dos mais lamentáveis sinais de nossos tempos é que demonizamos aqueles que produzem, subsidiamos aqueles que se recusam a produzir, e canonizamos aqueles que só fazem reclamar." -- Thomas Sowell
  • Roberto  13/01/2020 21:03
    Mas vocês viram a renda deles?

    "E, nesse sentido, se o objetivo é proteger e amparar os jovens brasileiros, e contribuir para que saiam do ócio improdutivo e resistam às tentações do crime, é crucial, acima de tudo, enaltecer e parabenizar as empresas que têm sido capazes de gerar emprego e renda para essas pessoas — mesmo porque, fornecer empregos que pagam até R$ 1,5 mil por mês (não obstante o rigor físico do trabalho) está longe de ser algo condenável."

    Caramba, R$ 1.500,00. Vão tentar sobreviver como entregador de aplicativos por R$ 1.500,00. Vão tentar sustentar uma família com R$ 1.500,00 (muitos destes entregadores são pais de família).

    Isso é uma exploração.
  • Carlos  13/01/2020 21:31
    Jovens de 21 anos são pais de família? Se sim, são irresponsáveis. Entregador de aplicativo não é emprego para sustentar família, mas sim para complementar renda.

    Ninguém deve optar por iniciar uma família sem estar ganhando o suficiente para sustentá-las. Empregos de baixos salários servem para capacitar os trabalhadores a, com o tempo, adquirirem as habilidades necessárias que os permitirão ganhar salários altos o suficiente para sustentar uma família. Quem acha que adolescente pouco produtivo que trabalha como entregador deve ganhar um salário capaz de sustentar uma família não possui o mais ínfimo conhecimento de economia básica.

    Em todo caso, R$ 1.500 é mais do que ganha professor de rede pública municipal e estadual.
  • Drink coke  13/01/2020 21:54
    Perfeiro Carlos. A sociedade de hoje substituiu a noção de responsabilidade individual pela responsabilidade social. Se você tem 5 filhos e ganha um salário mínimo a culpa é de toda a sociedade e não do irresponsável que colocou um filho no mundo sem condições de criar.

    Sou liberal, mas cada vez mais entendo a importância do conservadorismo, pois liberalismo sem valores morais resulta em um monte de fracassados e presas fáceis para o populismo .
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:11
    "Perfeiro Carlos. A sociedade de hoje substituiu a noção de responsabilidade individual pela responsabilidade social."

    Responsabilidade essa, que não existe inclusive!
  • Vladimir  13/01/2020 21:37
    Tem entregador em Fortaleza tirando até R$ 1.700 por mês. Em se tratando de um emprego que não exige nenhum esforço cerebral, e que poderia perfeitamente ser feito por drones (o que só não ocorre por causa de regulação do espaço aéreo; e também por medo de roubo), este valor está bem razoável.

    g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/06/16/entregadores-pedalam-70-km-durante-13-horas-por-dia-de-trabalho-em-fortaleza.ghtml
  • Ex-microempresario  13/01/2020 22:53
    Certa vez uma mulher se candidatou a uma vaga de faxineira em minha ex-microempresa. Tinha 19 anos e quatro filhos de quatro pais diferentes.

    Pela lógica do Roberto, eu deveria contratá-la e pagar uns cinco mil reais por mês, porque sustentar sozinha quatro filhos deve ser caro.

    Como eu sou um capitalista insensível e explorador, eu não a contratei, porque me pareceu óbvio que era uma pessoa irresponsável e inconsequente.
  • Victor  14/01/2020 02:30
    Essa moça pode até ser maluca mas...poxa, ela é uma moça de 19 anos com 5 filhos para criar! Ela precisa de ajuda! A sobrevivência dela está em jogo! E ela não pode depender da vontade dos outros de fazer caridade!...Eu (você, nós, eles) não sinto tanta pena dela (ela parece que gosta de brincar...qual é o zap?) mas amanhã pode ser eu (você, nós, eles)

    Mesmo sendo empiricamente comprovado que nos países mais capitalistas, tipo os EUA, as pessoas são mais caridosas, não há algo que possa controlar essa boa vontade deles...não existe um botão que controla a mente das pessoas para que elas façam caridade...um cantor pop satanista pode desincentivar essa boa inclinação dos caridosos ,ou seja, não controlamos a bondade das pessoas....existe um botão que tira o dinheiro das pessoas e outro que faz a redistribuição...também não existe um botão que controla a honestidade "dos que irão redistribuir o dinheiro tirado"..mas existe "estratégias de processos" (coisas que tornam as coisas menos burláveis/seguras...aquela malandragem...aquele macete) que irão diminuir essa dependência da honestidade dos redistribuidores (coisa não controlável...ninguém é santo)....Há também a quesstão da otimização...A questãao de tudo é o controle!

    Claro, temos seguradoras e todo aparato mas: e quem/quando não tiver? E se tudo falhar, dá para fazer algum esforço (mesmo forçaado) que ao menos diminua (ou até mesmo solucione) o problema? Vocês não acham que é viável existir algo que pelo menos "tenta manter" (um médico deve reanimar o paciente até o fim) a nossa sobrevivência quando tudo falhar? Vocês se sentem confortáveis nesse "trono de Dâmocles"do abandono? E se amanhã o mocinho(a) com 10 filhos p/ criar for você?...eu sou até benzinho de vida e não me sinto confortável

    Quanto menos dependermos de coisas que não podemos controlar, mais independência conquistamos e mais liberdade pode ser cedida dessa conquista (estou trab nisso)

    qualquer erro de puertogues zzzzzzz sono zzzz trabalhar cedo
  • Victor  14/01/2020 03:01
    Claro, esse controle todo depende da vontade das outras pessoas de querer controlar ou de querer uma segurança vital nível "imperativo categórico" ou de usar esse controle para o "bem" ...uma ondinha de "não estou nem aí para nada" pode por tudo a perder ou a finalidade desse controle pode passar da "mera ética da sobrevivência" para "a criação do Império Escravista Galático do MAL"
  • Drink coke  14/01/2020 11:18
    "? E se amanhã o mocinho(a) com 10 filhos p/ criar for você?"

    Claro, porque filhos podem aparecer do nada para você criar.
  • Victor  14/01/2020 23:47
    Troque filhos por roda da fortuna...eu não penso diferente de um bombeiro resgatando uma família/pessoa de um incêndio
  • Victor  14/01/2020 23:56
    Os motoboys da minha cidade se juntam para pagar o aluguel, a telefonia, a internet e a propaganda do negócio... Os aplicativos não são nada mais nada menos do que a evolução disso tudo...os motoboys , agora, nam precisam mais de todo aquele aparato anterior... claro, não foi um taxista que criou o Uber mas isso não importa (aliás, os aplicativos são só ferramentas) aquela história de "mais valia" ou de exploração dos esquerdistas não passa de uma regra do mundo deles (como a regra do impedimento no mundo do futebol só que moral)...2+2 pode ser 77 no mundo esquerdista
  • Wesley  16/01/2020 16:16
    Que papo merda, eu não tenho culpa de uma pessoa ter vários filhos, fds ela, eu que não vou ser retardado.
  • Ex-microempresario  14/01/2020 18:47
    Victor, você está invertendo causa e consequência. A sociedade não precisa se adaptar à mocinha, porque foi a mocinha que se adaptou à sociedade.

    A mocinha tem quatro filhos porque ouviu desde pequenininha que ela tem um monte de direitos e nenhum dever.

    Quanto mais propagarmos este discurso de que cada um pode fazer o que quiser sem se importar com as consequências, mais mocinhas como ela existirão.

    Até o dia em que não sobrar ninguém para pagar a conta.
  • Victor  15/01/2020 00:02
    Eu sei que o mundo ancap será perfeito mas...e se não for? As ideologias deveriam ter um outro sentido sem ser o da sobrevivência humana? Eu acho que não.. tirando as questões da sobrevivência, cada ser humano é diferente e cada ideia própria pode ser construída em cima
  • Dane-se o estado  16/01/2020 17:51
    Então alguém tem que ser roubado, coagido e ameaçado para pagar pela irresponsabilidade e burrice alheia? hahahahaha

    "ninguém" é santo" verdade, inclusive quem pare filho sem pensar!
  • Victor  16/01/2020 21:49
    Roubado no sentido moral. Estamos trocando a sobrevivência da moça pela sustentação dessa sua invenção moral de que é "feio e o Papai do Céu não gosta" pagar um imposto que seria para tentar garantir o mínimo para a sobrevivência da soma dos indivíduos (inclusive você, num possível futuro...se funciona com um, deve funcionar para todos)****(a menos que o valor que seja subtraído de você o deixa na pindaíba também...que acontece por não haver um meio termo das coisas)
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:05
    Sua lógica é idiota, pois matematicamente, é exatamente onde as pessoas se tornam mais ricas, que a caridade se torna mais efetiva, pois ela precisa atingir menos gente, ou seja, por lógica, pessoas que estiverem em fraquíssima situação, na verdade vão ser uma diminuta minoria, pois a maioria sempre tende a ser produtiva, especialmente se tiver ampla liberdade econômica, logo, essas diminutas minorias na prática é que teriam mais chance de serem ajudadas!
    Já quando roubo coletivista é normatizado, a proporção se inverte, pois isso empobrece a sociedade como um todo, tornando todos instintivamente mais egoístas, e aumentando a quantidade de gente que precisa de "assistencialismo" enquanto a quantidade de pagadores se reduz.
  • Victor  16/01/2020 22:00
    Mas temos controle dessa disposição para fazer caridade? Não! Assim como não temos o controle da honestidade dos políticos... Não gosto de estatísticas...Os desamparados, de 0,1% da população podem pular para 69%... só depende do convencimento (que ninguém pode controlar, exceto pela proibição de "desamparar")
  • Roberto  14/01/2020 20:33
    Caro Ex-micro-empresário, sou conservador. Uma mulher de 19 anos com quatro filhos de quatro pais diferentes é uma vadia irresponsável. Aliás, mesmo que ela fosse rica seria uma vadia irresponsável, pois estaria privando os filhos de ter um pai.

    Agora, imagine um casal monogâmico, um pai de família, que tem 1 ou 2 filhos. Este pai de família tem que receber um salário que seja suficiente para sustentar uma família. Isso é o que diz a Doutrina Social da Igreja. Como disse o Papa Pio XI na Encílica Quadragesimo Anno:

    "Primeiro ao operário deve dar-se remuneração que baste para o sustento seu e da família. É justo que toda a mais família, na medida das suas forças, contribua para o seu mantimento, como vemos que fazem as famílias dos lavradores, e também muitas de artistas e pequenos negociantes. Mas é uma iniquidade abusar da idade infantil ou da fraqueza feminina. As mães de família devem trabalhar em casa ou nas suas adjacências, dando-se aos cuidados domésticos. É um péssimo abuso, que deve a todo o custo cessar, o de as obrigar, por causa da mesquinhez do salário paterno, a ganharem a vida fora das paredes domésticas, descurando os cuidados e deveres próprios e sobretudo a educação dos filhos. Deve pois procurar-se com todas as veras, que os pais de família recebam uma paga bastante a cobrir as despesas ordinárias da casa."

    www.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19310515_quadragesimo-anno.html
  • Gustavo A.  15/01/2020 15:03
    A moça é uma vadia irresponsável.

    O rapaz monogâmico é um recatado irresponsável.

    Ter filhos e depender de entregar comida de bicicleta pra sustentar é uma responsabilidade sem tamanho.

    E o papa que se lasque com a encíclica dele. Deixe a mulher trabalhar.
  • Victor  15/01/2020 22:06
    As ideologias políticas não deveriam ser voltadas para conservar a "honra nacional" ou a "moralidade cristã" (sou católico mas não espero que qualquer instituição política siga as coisas de acordo com os ideais católico) ou o"patriotismo latente ou até mesmo a "felicidade das pessoas": valores não concretos, relativos, não universais e intangíveis por qualquer política...por exemplo, as penas não deveriam ser para "vingar a vítima" ou para algum sentido moral da justiça...Deveriam (as ideologias) ser voltadas para algo mais científico, natural e neutro (que possivelmente será universal por causa da neutralidade): a sobrevivência humana e os riscos que ela corre
  • Dane-se o estado  16/01/2020 17:52
    "Deveriam (as ideologias) ser voltadas para algo mais científico, natural e neutro (que possivelmente será universal por causa da neutralidade): a sobrevivência humana e os riscos que ela corre "

    Não! ideologias não devem ser voltadas para algo científico e neutro!
  • Fernando  16/01/2020 20:51
    Caro roberto, com todo respeito, deus não existe kkkk.
  • Leandro C  21/01/2020 00:08
    Caro Fernando, com todo respeito, mas o seu kkkkk é incoerente com sua expressão "com todo respeito";
    Ademais, aparentemente, você não comprovou sua "teoria", mesmo porque o fato de você não concordar com o papa, como eu, não significa necessariamente que Deus não exista; querer impor o ateísmo é tão impróprio quanto querer impor o cristianismo ou qualquer outra religião ou mesmo sua opinião a respeito de qualquer assunto.
  • Ter filho é bom...  14/01/2020 13:08
    Só é caro sustentar porque o estado dificulta tudo (desde alimento até educação). Tire este peso e as famílias terão condições de serem grandes novamente, que é a forma natural de ser e alinhado com o sentido da nossa própria existência, não essa bizarrice moderna auto-suicida (do ponto de vista civilizatório) de ter 1 filho (ou nenhum).
  • Wesley  16/01/2020 16:13
    Meu pai sustentou minha família com 1600, você deve ser um riquinho mimado.
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:09
    "Caramba, R$ 1.500,00. Vão tentar sobreviver como entregador de aplicativos por R$ 1.500,00. Vão tentar sustentar uma família com R$ 1.500,00 (muitos destes entregadores são pais de família). "

    É um riquinho boçal de merda mesmo!

    1.500, é a média da maioria dos empregos e trabalhadores nesse país, inclusive, de boa parte de quem trabalha em empresa em cargos administrativos!

    Exploração vem do governo com inflação e roubo de impostos, isso vagabundos como você ignoram totalmente!
  • Pirarucu  19/01/2020 14:15
    O comentario dos 1500 reais iria, por óbvio, ofender os "pobres de direita".

    Em relação ao Artigo, apesar de tanto utópico (como quase tudo no liberalismo) tem razão em seu ponto principal, qual seja: a vantagem dos apps na vida dos trabalhadores "self employed"... Outro ponto ainda que merecia mais atenção é a insistência dos "Liberais" em rotular os vendedores de pipoca, camelôs e ciclistas do uber como empreendedores. Os americanos, capitalistas desde sempre e referência nesse sentido diferenciam muito bem os "entrepeneurs" dos "self employes" ou como os progressistas brasileiros gostam de dizer: "Capitalista é quem tem capital".

    Em tempo, eu discordo do argumento de que "o pobre não pode ser de direita",ainda mais em uma sociedade onde os burocratas do estado estão no topo da pirâmide.

    ps. Parabéns pelo site, os artigos são muito inteligentes e provocativos.
  • Skeptic  21/01/2020 16:40
    Ô ignorante, quase 50% da força de trabalho no Brasil ganha menos que um salário mínimo. Se eles ganham R$1.500 por mês, eles já estão melhor que 50% dos trabalhadores.
  • Felipe L.  13/01/2020 23:18
    Notem o seguinte... grande parte dos problemas que quem trabalha com aplicativos de carona e entrega é causada ou agravada pelo estado:

    - Congestionamento: zoneamento, monopólio estatal sobre ruas.
    - Roubos: desarmamento civil, impunidade, monopólio estatal sobre ruas , leis e justiça.
    - Homicídio: desarmamento civil, impunidade, monopólio estatal sobre ruas , leis e justiça.
    - Combustível caro e ruim: moeda ruim, regulações, subsídios ao etanol.
    - Ruas e calçadas de qualidade pornográficas: moeda ruim, regulações, zoneamento, monopólio estatal sobre ruas e afins.
    - Perigo para os ciclistas trafegarem: regulações, zoneamento, monopólio estatal sobre ruas, impunidade (vi mais gente na Flórida me respeitando de bicicleta do que morando 20 anos no Brasil).

    Não sei se ser Uber no Brasil ainda ganha dinheiro mas sei que nos EUA já há pessoas que ganham muito bem, com aplicativos como o de entregas na Amazon (onde você ganha, por menos de 5 horas por dia, mais do que milhões de brasileiros trabalhando em algum um emprego por alguns dias) e afins. Onde morava (na Flórida), quase ninguém pedia entregas por bicicleta, pois as coisas podem chegar danificadas e os veículos são bem menos onerosos (testei Fleet e Uber Eats de bicicleta, concluí de que não compensava). Talvez os baixos ganhos no Uber sejam também por culpa das regulações, incluindo sobre os combustíveis. Lembrem-se que no ano passado agora quem trabalha por app terá de sustentar a pirâmide previdenciária. O tanto de aplicativo que tem por lá é algo impressionante, até aplicativo de gente que faz compras no supermercado e entrega... lá, com carro, você quase ganha o mundo.

    Outra coisa: esses aplicativos nunca se propuseram a serem empregos por si só. Só que como o Brasil é um inferno comunista e, com extensas regulações trabalhistas, o sujeito nessa faixa jovem e inexperiente fica extremamente dificultado de conseguir emprego (basicamente um diploma para bater prego), então muitas pessoas foram a isso. Eu nunca, mas nunca vi, em grande parte dos anúncios de emprego lá na Flórida, coisas como "requisito de experiência comprovada em carteira", "diploma em curso superior" e "estar cursando isso". Esse lixo de carteira de trabalho nem existe por lá. Claro que não é perfeito e há problemas também, como os que foram gerados pelo salário mínimo (se realmente impuserem esse salário de US$ 15 lá na Flórida, desemprego dispara) e pelo ADA. Será que lá existe manchetes como "Conheça James, rapaz que trabalha informalmente e consegue até US$ 200 por dia"?

    Só que a mídia convencional odeia liberdade. Ninguém é obrigado a trabalhar por estes aplicativos. E é a mídia que tem culpa por esse desemprego patológico, já que é ela mesma que vai lá defender regulações trabalhistas e afins. Inclusive a própria demanda maior por esses aplicativos é que também faz com que os ganhos sejam menores. Eu nunca vi nenhum veículo de imprensa reclamar das regulações e dos impostos. Aí o sujeito, por qualquer motivo, quer participar desses aplicativos, não, não pode, tem que ficar ocioso, ou melhor, ser um bandido e então ganhar manchete em como ele é "vítima da sociedade". Dado de que empreender formalmente é só para masoquista e louco, o que o sujeito terá de alternativa?

    Se vocês não viram, por favor, vejam esse excelente vídeo do Kogos falando sobre regulações trabalhistas. Recomendo lerem esse artigo mais antigo do Mises, falando sobre o motivo de faltar emprego e sobrar trabalho.

    Alguns dias atrás eu expus as externalidades positivas sobre essa procura por esses aplicativos, eu posso listar algumas (as que eu lembro):

    - Maior poder de barganha do assalariado, já que haverá menos oferta de mão-de-obra para cada vaga de emprego. Mão-de-obra sempre será algo escasso, e desejos humanos sempre infinitos. Libera, na prática, vagas para quem está mais necessitado em obter um emprego e não quer trabalhar nesses aplicativos.
    - Redução de congestionamentos.
    - Fortalecimento de laços sociais (pense em quem interage enquanto trabalha como motorista de Uber).
    - Geração de renda privada.

    E eu concordo também: qualquer pessoa consegue ser "trabalhadora". Parem de encher o saco, diabos! Trabalho etimologicamente vem de trepalium, instrumento de tortura usado contra escravos. Como Paulo Kogos já disse, ninguém gosta de trabalhar, as pessoas trabalham porque os recursos são escassos e elas esperam obter algum benefício com isso.

    Quanto mais regulada é uma economia, mais burocrática fica. A iniciativa privada vai ficando cada vez mais parecida com o estado. Olhem só esse ranking que mede o nível de cooperação entre patrão e empregado. Quanto mais livre uma economia (incluindo legislação trabalhista), maior a tendência de uma relação mais natural e espontânea entre patrão e empregado. E o Brasil, pior que Paquistão e pertinho do Irã... só falta adotar o islamismo, e então fica igualzinho.

    Bolsonaro, não tenha dó: desregule, com força, o mercado de trabalho. Esse programinha Verde e Amarelo até ajuda, mas o país está sofrendo e agora não tem mais a moleza demográfica, onde a economia crescia quase que como por gravidade.
  • Victor  14/01/2020 01:49
    A indústria pornografica é tão competente (fato)...põe qualidade ANCINE! :)
  • Revoltado  14/01/2020 19:40
    Quase tudo que é relativo a sexo serve como exemplo de livre-mercado. Atribui-se valor ao que for (assinatura de sites adultos e prostituição) e os melhores exemplos desse paradigma conseguem agregar mais gente e lucrar consequentemente.

    A propósito, é graças a um vídeo pornográfico que gosto imensamente da música "Bon Appetit" da Katy Perry. Se a música era para falar sobre a "objetificação da mulher", alguém do site Porh Hub descordou e foi inteligente em inserí-la como fundo musical durante uma compilação de cenas hardcore (risos)

    Ou seja, nem o mercado sexual adulto leva a sério os mimimis do séc. XXI!
  • Felipe L.  15/01/2020 02:17
    Acho que ofendi a indústria pornográfica. Comparar isso no Brasil que eles chamam de rua, um tipo de terreno atolado em buracos, solavancos, desníveis, fezes, ladrões, lombadas e valetas (lombada ainda dá voto, pior ainda) com pornografia é uma ofensa à indústria pornográfica.
  • AGB  15/01/2020 12:38
    A palavra trabalho não é originária do termo latino "tripalium". Esta derivação foi inventada pelo concílio de Auxerre no século VI. Mas antes da era cristã, cronistas romanos já falavam em "trabs" (trave, obstáculo) para designar a atividade laboral. A explicação completa é muito longa para este álbum eletrônico, mas basicamente designaria o esforço realizado para superar um obstáculo. Contudo, note-se que a ligação ao instrumento de tortura foi promovida com ênfase pelo dicionário Larousse nos anos 20 dominado por autores marxistas.
  • Interessado  13/01/2020 23:41
    Esses ideais esquerdopatas são sempre voltados para sentimentos deles, lógica sistemática deles (acho que isso se chama hermética), valores deles e tudo-racionamento deles... até hoje eu não sei o porquê da sina por igualdade entre as classes que eles romantizam
    Acho que ideais voltados para sobrevivência humana são mais universais
  • Democrata  14/01/2020 00:42
    O problema é o capitalismo SIM! Não é Brasileiro, nem Americano ou Europeu, é do SISTEMA!


    Esse artigo, com DADOS, refuta absolutamente tudo dito. O modelo esta em xeque e sendo questionado, muita concentração de renda, só os 1% mais ricos gozam e crises ciclicas.
    Concordo sobre livre-comércio, mas discordo na falta de intervenção.

    tab.uol.com.br/edicao/capitalismo/index.htm#o-preco-da-riqueza
  • Vladimir  14/01/2020 01:53
    Oh, dear... A mesma ladainha de sempre sobre desigualdade. Se o "grande problema" do capitalismo é que os ricos ficam mais ricos mais rapidamente do que os pobres (que também estão enriquecendo), então não há problema nenhum.

    O problema é a pobreza, e ela está sendo abolida pelo capitalismo e pela globalização (que sempre gera descontentes).

    Por isso, a verdadeira questão é: será que você está genuinamente preocupado com os pobres ou está apenas indignado com os ricos? Eis uma maneira de descobrir: você aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres? Se a resposta for "não", então você está admitindo que está importunado apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.

    Em outras palavras, a preocupação deveria ser com a pobreza absoluta, e não com a pobreza relativa.

    De resto, tudo o que é dito neste seu link já foi abordado aqui. É só refutar.

    www.mises.org.br/article/2764/como-a-desigualdade-de-riqueza-acaba-reduzindo-a-pobreza

    www.mises.org.br/article/2632/em-qualquer-discussao-sobre-desigualdade-estas-sao-as-quatro-perguntas-que-tem-de-ser-feitas

    www.mises.org.br/article/2672/seu-padrao-de-vida-hoje-e-muito-maior-do-que-o-de-um-magnata-americano-ha-100-anos

    www.mises.org.br/article/3010/apesar-do-que-dizem-os-pessimistas-a-riqueza-nunca-foi-tao-igualitaria

    www.mises.org.br/article/2834/estamos-mais-ricos-e-melhores-do-que-imaginamos--mas-as-estatisticas-nao-capturam-isso

    www.mises.org.br/article/3038/entenda-por-que-e-impossivel-acabar-com-a-pobreza-por-meio-da-redistribuicao-de-renda-e-riqueza

    www.mises.org.br/article/2878/para-superar-a-pobreza-e-crucial-premiar-a-criacao-de-riqueza-e-nao-puni-la

    www.mises.org.br/article/2848/a-desigualdade-e-um-indicador-errado-e-enganoso--concentre-se-na-pobreza
  • Drink coke  14/01/2020 11:27
    Você ja doou sua riqueza hoje? Pois a desigualdade não é apenas do 1% com os demais, é também de você com todos que estão abaixo de você. E ai, há milhões de africanos famintos, me conta o que você está fazendo para nivelar sua riqueza com esses Africanos? ou sua preocupação com a desigualdade é apenas com quem esta acima de você, em?
  • Dane-se o estado  16/01/2020 19:05
    Este vídeo refuta seu discurso pseudo moralista e vitimista:

    www.youtube.com/watch?v=Bs3-MXDJyp0
  • Emanuel Batany dos Santos  14/01/2020 03:54
    Creio que o ponto chave das críticas seja a relação salário horas trabalhadas, que sejamos sinceros, é baixa. Como já dito em outros comentários, trabalha-se cerca de 10h diárias para ganhar quando muito, verca de 2 salárioa mínimos, um valor não muito traente ( e sim, professores de rede pública podem ganhar menos que isso em alguns eatados, entretanto tem menos horas e diárias e sua baixa remuneração claramente impacta na qualidade do ensino). Novamente, friso, à principal crítica é quanto à relação entre horas trabalhadas, remuneração e também condições de trabalho, afinal, se fosse realmente atraente, teríamos filas de indivíduos trocando empregos mais bem remunerados, estáveis e de melhor benefício, além disso, como dito, do ponto de vista humanista, não se pode deixar de notar, nisso, a crueldade necessária para manutenção do capitalismo (não me entendam mal, acredito nesse sistema) que necessita em muitas casos de uma grande desigualdade para geração de riqueza que beneficiem grandes ou pequenoa grupos, deixando dessa forma o indivíduo totalmente ao sabor do mercado, que, reafirmo, pode ser cruel. De forma que, creio ser isso, algo necessário a se reconhecer, afinal ser consciente do seu meio é umas das características mais fascinantes do ser humanos.
  • Mauro  14/01/2020 14:14
    Ganha-se um salário de acordo com a produtividade e com o lucro gerado para o empregador. Dado que Rappi e Uber Eats ainda não tiveram lucro, o fato de pagarem R$ 1.600 é mais do que benevolência. É pura caridade.

    Querer que empresas que não têm lucro "paguem bem" é ignorar conceitos básicos de economia.

    mises.org.br/article/2515/por-que-lixeiros-e-professores-ganham-menos-que-artistas-e-grandes-jogadores-de-futebol
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:18
    Sua crítica não passa de uma falácia!
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:22
    Tudo o que você fez, foi vomitar cichês e pseudo moralismo sentimental!


    Já adianto, moralidade nada tem haver com sentimentalismo!

    Você é um ignorante em economia e ética básica, ou no mínimo um riquinho boçal com complexo de culpa.

    "marcado pode ser cruel"

    hahahahaha

    Mercado é justo, você ganha proporcional ao valor e custo que gera para quem te contrata. Simples assim... quer ganhar mais, melhore seu trabalho, ajuste sua vida, economize e invista em mais ferramentas. Emprego não é caridade, e ninguém tem obrigação a te pagar pelo que você quer!

    O mais idiota, é ver pessoas como você usando clichês vitimistas, para criticar trabalhos com aplicativos que são em suma, atonomos, e cujo lucro depende de forma geral de quantos clientes se consegue e quanto o sujeito está pro conta própria disposto a trabalhar.

    Empregador não te deve nada!

  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:41
    Seu discurso humanista, não passa de um sofisma moral para beneficia gente mal caráter no poder as custas, de medo e infantilidade de adultos.

  • Leandro C  21/01/2020 01:27
    "Creio que o ponto chave das críticas seja a relação salário horas trabalhadas, que sejamos sinceros, é baixa."
    Isto é uma coisa que cada um deve decidir por si; quem achar que é muito, basta não trabalhar tanto; quem achar que é pouco, basta trabalhar ainda mais; acho que não deve caber a você ou a um político sujo (o estado) decidir isto pelos outros, assim como não cabe a mim decidir isto por você.

    "Como já dito em outros comentários, trabalha-se cerca de 10h diárias para ganhar quando muito, verca de 2 salárioa mínimos, um valor não muito traente ( e sim, professores de rede pública podem ganhar menos que isso em alguns eatados, entretanto tem menos horas e diárias e sua baixa remuneração claramente impacta na qualidade do ensino)."
    Algumas pessoas, além do dinheiro propriamente dito, colocam ainda na equação coisas como sentimentos, realização, comodidade etc; portanto, comparar apenas salário pode mesmo gerar alguma distorção; perceba, ademais, que cada um dá um específico valor ao dinheiro ou à riqueza; alguns consideram possuir também outras prioridades; enfim, é isto que deve ser respeitado pela decisão pessoal de cada um e é justamente este o problema de você querer decidir pelos demais o que é muito ou o que é pouco e, repito, fica ainda pior quando é um político decidindo isto.

    "Novamente, friso, à principal crítica é quanto à relação entre horas trabalhadas, remuneração e também condições de trabalho, afinal, se fosse realmente atraente, teríamos filas de indivíduos trocando empregos mais bem remunerados, estáveis e de melhor benefício"
    Não precisava repetir, o problema não é entender, mas sim concordar; oras, por mais benéfica que fosse mencionada relação ao trabalhador, nunca faria sentido trocar uma posição ainda mais benéfica por outra pior com base tão somente em tal relação.
    Mas, todavia, perceba, há sim filas de indivíduos trocando empregos ainda piores por mencionada relação, o que parece satisfatório; o que você sugere? que ele fique numa situação ainda pior?
    O que você pode fazer? sugestões: 1. não usar mencionados serviços por os achar imorais (sim, isto é ok também; vá buscar você mesmo o seu lanche etc); 2. dar uma gorjeta gorda ao entregador quando usar tais serviços (sim, isto é ok, pois o dinheiro é seu e você o gasta como quiser); 3. usar seus recursos e sua capacidade para criar um aplicativo ainda melhor e que seja mais benéfico ao trabalhador em mencionada relação horas/salário (sim, isto é ok, pois seu tempo, capacidade e dinheiro é seu e você os pode usar como achar melhor).

    "...além disso, como dito, do ponto de vista humanista, não se pode deixar de notar, nisso, a crueldade necessária para manutenção do capitalismo (não me entendam mal, acredito nesse sistema) que necessita em muitas casos de uma grande desigualdade para geração de riqueza que beneficiem grandes ou pequenoa grupos, deixando dessa forma o indivíduo totalmente ao sabor do mercado, que, reafirmo, pode ser cruel. "
    O capitalismo não precisa de desigualdade para gerar riquezas; ao contrário, ela gera riqueza apesar da desigualdade; inclusive, ele até mesmo gera desigualdade, mas não acredito que ele dependa dela. Ademais, o indivíduo não está ao sabor do mercado, ao contrário, ele é o próprio mercado; a outra solução é deixar o indivíduo ao sabor de suas próprias carências e de sua própria escassez ou então deixar o indivíduo ao sabor de um político; enfim, parece que deixar o indivíduo ao sabor de suas próprias decisões parece o mais acertado.

    "De forma que, creio ser isso, algo necessário a se reconhecer, afinal ser consciente do seu meio é umas das características mais fascinantes do ser humanos."
    Se você acha mesmo isto, por qual razão você acredita que esta situação poderá melhorar ao se tirar a consciência do indivíduo, que é a forma como funciona o capitalismo, para a realocar de forma centralizada na consciência de um político, que decidirá por todos, que é a forma como uma economia estatizada funciona? ah, a propósito, é que não consegui acreditar que você acredita no capitalismo e, ainda assim, tenha escrito o que você escreveu (posto que seria contraditório).
  • Nome  14/01/2020 18:12
    Nenhuma economia se desenvolve a custa desse tipo de serviço (Uber eats, ifoods e cia). Não é esse tipo de serviço que vai tornar o Brasil uma potência.


    Isso aí sempre existiu e se chama SUB EMPREGO.

    É esse tipo de "empreguinho" aí que Marxistas adoram surrar os liberais. Pq é exatamente a personificação da exploração.

    Se eu fosse um figurante desses do IMB (tipo Pobre Paulista) eu diria que não há problema nenhum. É ótimo que esses jovens tenham uma ocupação.... alguém precisa ficar com o LIXO.


  • Vladimir  14/01/2020 20:26
    Comentário típico de um elitista arrogante que adora menosprezar o trabalho alheio (projeta na humilhação de gente trabalhadora e honesta a própria insegurança). Nojo de gente como você.

    Ah, e é óbvio que um país não virará potência apenas com empregos assim. Mas também é possível dizer o mesmo de lixeiros. E aí? Você também diria que lixeiro é um emprego inútil, explorador e que nenhum país se desenvolve assim?


    P.S.: emprego que paga R$ 1.600 por mês é exploração? Se sim, então o país está melhor do que eu imaginava.
  • Drink coke  14/01/2020 22:05
    O tipo de pessoa que só conhece a realidade pelo livro.
    Empregos como uber ou uber eat não são emprego para a vida (aliás, nenhum emprego deve ser para vida). São empregos temporários, seja para alguém adquirir experiência, ou que esteja desempregada ou mesmo que precisa complementar uma renda (um aposentado).
  • Intruso  15/01/2020 10:07
    Então Nome, qual a alternativa que você propõe para essas pessoas que de manhã ao abrir a geladeira só encontravam farinha e pedra de gelo. Criticar estando bem alimentado e no ar refrigerado de um escritório é muito fácil.
  • Wesley  16/01/2020 16:06
    Ele não tem
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:25
    Não existe nenhum sub emprego aqui seu canalha! pessoas livremente entregando serviços e recebendo proporcionalmente a demanda que conseguem atrair!


    lixo imundo!
  • Dane-se o estado  16/01/2020 18:27
    Bandido roubador de impostos!
  • Leandro C  21/01/2020 01:43
    "Nenhuma economia se desenvolve a custa desse tipo de serviço (Uber eats, ifoods e cia). Não é esse tipo de serviço que vai tornar o Brasil uma potência."
    Como não!? trabalhadores menos qualificados levando comida e poupando o tempo de trabalhadores mais qualificados e então permitindo que estes desenvolvam melhor suas funções e poupando nossas cidades de imensos congestionamentos que fazem todos perder tempo? se você não acha isto super útil faça um favor a si mesmo: nunca mais peça comida em sua casa ou serviço.
    Como não!? trabalhadores de um determinado local podem ter acesso a refeições preparadas em locais mais distantes e que tenham maior qualidade e menor preço, não ficando tais trabalhadores obrigados a passar fome, comer boia-fria levada de casa ou então se sujeitar ao boteco sujo e com péssimo produto e atendimento da esquina, ou seja, permitindo uma verdadeira liberdade na hora de se alimentar, o que, para mim, significa uma emancipação e tanto justamente em uma das necessidades que mais dou valor em minha vida que é o ato de me alimentar.
    Aliás, porque o fetiche de tornar o Brasil uma potência? por qual razão isto é importante? China é uma potência e seu povo não parece melhor que o povo da Suiça, que não parece ser uma potência; enfim, ainda que isto fosse importante, você acha que se você não pedir pizza em casa, então o país irá virar uma potência?

    "Isso aí sempre existiu e se chama SUB EMPREGO."
    Vocé pode chamar como quiser; eu, enquanto consumidor, acho fantástico não gastar meu tempo, arriscar minha segurança e ainda gastar R$15,00 reais com a gasolina do meu carro (além dos custos de sua manutenção, tais como pneus, óleo, peças etc), além de eventuais taxas de estacionamento, para rapidamente receber minha pizza pela bagatela de R$5,00 a R$10,00 pela taxa de entrega (que, aliás, por vezes é até gratuita). Se o entregador ainda continua entregando minhas pizzas então acredito que ele deva ter as razões dele, ainda que sentimentais de ver meu lindo sorriso de satisfação ao ver minhas pizzas chegando em casa.

    "É esse tipo de "empreguinho" aí que Marxistas adoram surrar os liberais. Pq é exatamente a personificação da exploração."
    Os marxistas realmente costumam surrar, mundo afora, o eleitor desavisado e que acredita que a satisfação da escassez possa ser universalmente gratuita; afora isto, os marxistas apenas apanham, e muito, inclusive da própria realidade, que diuturnamente demonstra estarem eles errados.

    "Se eu fosse um figurante desses do IMB (tipo Pobre Paulista) eu diria que não há problema nenhum. É ótimo que esses jovens tenham uma ocupação.... alguém precisa ficar com o LIXO."
    Se você fosse um desses do IMB você não pensaria assim, portanto, diria que não há problema algum, apenas não pelo motivo alegado.
  • Max Táoli  14/01/2020 20:15
    epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2019/05/dormir-na-rua-pedalar-30-km-e-trabalhar-12-horas-por-dia-rotina-dos-entregadores-de-aplicativos.html
  • Alfredo  14/01/2020 20:27
    Este link já consta no artigo. É o quarto da lista. Mais atenção na próxima.
  • Felipe L.  15/01/2020 02:15
    Falando em desemprego, notei algo interessante na Suécia. Vi agora há pouco este gráfico. Notem que até meados de 2000, as taxas oscilavam, mas com menor intensidade. Depois, ficaram extremamente voláteis. A taxa atual está até um pouco alta, para uma economia livre. Será o assistencialismo? Dinamarca está bem melhor nesse quesito. Achei os da Noruega e Finlândia. Agora, esperar esse nível de emprego num país onde criticar a CLT é o equivalente a defender aborto em missa, é ficção.
  • anônimo  15/01/2020 11:26
    A suecia ja foi o paraíso, mas agora a primeira geração leite de pera ta procurando emprego, viveram sob o assistencialismo e ja sao os primeiros a sofrer com falta de vagas. Por isso a taxa subiu
  • Adam  15/01/2020 10:05
    Algumas perguntas:

    1) Esses entregadores/motoristas possuem CLT?

    2) Caso não, a esquerda fica chorando para que eles tenham?

    3) Se fosse implementada para esses aplicativos, o desemprego entre os mais jovens se aprofundariam?
  • anônimo  15/01/2020 11:23
    Nao, sao como autonomos. Eles prestam serviços, pra Outrem . Nao existe vinculo empregatício entre o pagante e o prestador. O prestador tem que ser empresario.
    2 sim. Ela quer que eles virem empregados, o que na pratica obrigaria o pagante a assumir e arcar com os beneficios da clt. Vc vai lavar seu carro e vc teria que pagar o inss do lavador.
    3 geraria desemprego? Tanto quanto os outros setores que nao podem abrir vagas porque nao tem dinheiro pra pagar beneficios. Se vc fosse obrigado a pagar inss pra algum so porque consumiu o servico que ele lhe ofereceu, vc pensaria 10 vezs antes de contratar esse serviço. Vc ficaria sem o produto e ele sem receber pela venda.
    Existem trilhoes de maneiras de ganhar dinheiro produzindo e oferecendo a quem quer consumir algo , mas como é proibido, entao sobra desemprego.
  • Marconi Salvatori  16/01/2020 18:29
    Favor corrigir a manchete: "...Jovens de famílias pobres". Pelo menos no meu círculo familiar de convivência, e creio que na família de quem escreveu o texto e de alguns que aqui comentam, os jovens de classe média e alta estão estudando e se preparando para uma profissão de alta renta (dentista, médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, etc). e somente os jovens que não tem essa base de segurança econômica, tem que correr mais cedo e ganhar dinheiro para si e para complemento familiar. O correto seria esses jovens estarem se profissionalizando ou fazendo curso universitário para disputar melhores empregos no futuro. Comecei trabalhar aos quinze anos de idade, desmotivei com meus estudos, devido ao cansaço e falta de tempo para me preparar melhor para uma universidade. Que escolha ruim, aliás era a única que tinha, pois era de família pobre. Por isso, dediquei ao máximo aos meus filhos para estudarem primeiro, aprenderem uma profissão e só depois ir para mercado de trabalho. Sejamos sinceros, sem hipocrisia: pimenta no olho do outro é refresco.
  • Dane-se o estado  17/01/2020 00:29
    Eu tenho que ser roubado para resolver seu problema?
  • Dane-se o estado  17/01/2020 00:31
    Qual o problema em trabalhar com aplicativos? Qual é a auxencia de dignidade que até hoje eu nunca enendi?
  • Demolidor  17/01/2020 01:29
    Seja sincero você: tens medo da concorrência e quer que seu diploma te garanta uma reserva de mercado. Tens medo de que a realidade mude e seu investimento em anos de estudo não resulte em resultado palpável.
  • Drink coke  17/01/2020 02:37
    "Comecei trabalhar aos quinze anos de idade, desmotivei com meus estudos devido ao cansaço e falta de tempo para me preparar melhor para uma universidade

    Você é preguiçoso e vitimista isso sim, o que mais existe nesse país são pessoas que trabalham e estudam. Por trás de boa parte das familias de classe média existem uma geração que se sacrificou para pular de patamar e hoje podem criar seus filhos sem que eles tenham que trabalhar cedo.
  • Dane-se o estado  17/01/2020 17:46
    E tem mais... trabalhar com aplicativos é que é um veradeiro luxo moderno. Essas pessoas trabalham assim porque querem! pois se acham que pedalar 12 horas por dia, fazer varios km para ganhar 1600 reais é algo ruim, elas podem parar e trabalhar como ambulante; andariam alguns quarteirões, trabalhariam a mesma quantidade de horas e tenderiam a ter mais lucro. Se um ambulante dependendo do lugar, movimentação e produto que vender, consegue ter um lucro diário médio de 50 a 100 reais, o que não é dificil dependendo do local, vender água num centro urbano o cara fatura facil isso aí; no final do mês o cara tem de 1500 a 3000 reais, e como muito dessa gente consegue lucrar até 150 a 200 por dia, dependendo mais uma vez do local, e produto, água, salgados, praia, o sujeito pode chegar a quase 4000.
  • Herbert  17/01/2020 01:17
    Veja o texto abaixo por David Agape II "Essa foi uma das escolhidas por fotógrafos do Estadão como foto do ano 2019. O autor da foto, Tiago Queiroz, comenta "Para mim, é uma foto que retrata a precarização do trabalho como a gente conhecia. Fico triste quando vejo aqueles meninos da foto, eles estão quase em situação de rua". Explico aqui o porquê de isso ser besteira:

    Meu primeiro emprego fixo foi há 13 anos numa loja de produtos de limpeza. A minha função ali era entregar água numa bicicleta. Eu recebia R$ 100,00 por semana, ou seja, cerca de 16 reais por dia ou 2,2 reais por hora. O trabalho era pesado eu fazia dezenas de kms por dia, e carregando um baita peso!

    Na época já existiam celulares, mas não smartphones. Isso quer dizer que depois de cada entrega eu deveria retornar à loja para pegar os novos pedidos.
    Com o dinheiro que ganhei ali tirei a minha habilitação. Como eu já estava fazendo o trabalho de entrega de produtos de bike mesmo, fui contratado como entregador moto boy. Assinei carteira e passei a ganhar um pouco mais dinheiro. Quem morou em Praia Grande- SP em meados de 2007 deve ter me visto puxando uma carretinha amarela com uma moto.

    Na mesma época, já casado, eu entregava pizza nos dias de folga. E era o mesmo esquema, pegar pedidos na pizzaria e levar até os endereços. E repetir esse ciclo centenas de vezes ao dia.
    Não peguei o surgimento dos aplicativos de entrega, mas sei que eles quebram um galhão. Antigamente a gente tinha que caçar os endereços e frequentemente a gente se perdia. Dava um trabalho danado!

    Também descansei em praça nessa época e ficaria furioso caso eu fosse fotografado sem autorização e nesse tom pejorativo., Não se iluda, eu não fui o primeiro a trabalhar com isso e, definitivamente, não surgiu com os apps. Esse tipo de trabalho é o que dá a oportunidade para jovens sem formação e qualificação. E é também o que leva a pizza, a água e a encomenda pra todo mundo.
    Está com dó do entregador que está cansado? Dê uma gorda caixinha ou o contrate pra ganhar mais. Do contrário, coma a sua pizza e cale a boca. ??"

    Fonte: Ranking dos políticos : www.instagram.com/p/B7Ym-QqAh_q/
  • Hawlison  17/01/2020 11:18
    Cara brasileiro tem que se ferrar mesmo. Se é de esquerda ou de direita não tem problema. Quando a lisura aperta o cara tem que se virar. Não quer trabalhar de app de mobilidade, vai emprender cara. Pega tua sacola de bugiganga e ou tua travessa de cocada e vai pra rua. Depender de governo corrupto e paternalista ou esperar por concurso pra mamar nas tetas é coisa de fracassado. um homen tem que viver do seu suor. seja ganhando 500 ou 50000. anarcocapitalismo na veia.
  • Tullio Pascoli  22/01/2020 13:40
    Os órfãos do socialismo, os impenitentes nostálgicos do coletivismo tem pouca moral para criticar a iniciativa voluntárias dos entregadores de pizzas e de outros serviços particulares, pois, estes rapazes devem ser admirados por preferir suar a camisa, ganhando uns trocados, antes de ficar em casa às custas do próprios pais ou chorando da própria miséria.

    Ninguém pode ter dúvidas que a Holanda ou a Alemanha são Países decentes, pois, mesmo ali se tornaram comuns os tricíclos-taxi de jovens que fazem o serviço para ganhar o próprio dia...

    Diferente é o que se pode observar em Cuba onde os bici-taxis são muito numerosos, mas ele não podem faturar e embolsar o dinheiro para o próprio proveito...

    Aconteceu comigo, sendo parado pelo policial que exigiu do "condutor" a caderneta, para controlar se a "corrida" estava devidamente registrada, pois, o dinheiro pelo serviço é destinado ao governo - se assim se pode chamar aquele regime ditatorial...

    Isto sim que pode ser definido "trabalho escravo"!
  • Emerson Luis  31/01/2020 18:23

    A esquerda não se contenta com apenas criar ou piorar problemas socioeconômicos, ela também faz de tudo para dificultar qualquer solução genuína (nada que não seja "ainda mais intervenção estatal na economia").

    * * *
  • Boomer  01/02/2020 18:47
    A maior ironia dessa luta contra os aplicativos é que esses entregadores de aplicativos não apenas recebem cerca de 1.5 a 3 vezes mais que o salário mínimo, como também não possuem vínculos empregatícios. Ou seja, não quer trabalhar hoje? Não será penalizado. Não quer entregar um pacote do outro lado do bairro? Não precisa. Quer trabalhar poucas horas? Ók.

    Esse é um exemplo perfeito de quando sua ideologia está acima dos grupos que sua ideologia diz querer proteger. Esquerdistas não suportam ver diante dos seus olhos que um serviço desregulamentado consegue funcionar perfeitamente, garantindo renda e serviços pros envolvidos. Apenas querem ferrar com a empresa e deixar as pessoas desempregadas e/ou ganhando menos.
  • Valmor Pedroso  15/06/2020 16:30
    E eu já estou falando isso desde 03 março!
    operfido.blogspot.com/2020/03/liberdade.html?m=1
  • mark ambriola  17/06/2020 21:21
    e eu, motorista de caminhão em país de primeiro mundo ( japao) ainda sinto um pouco de inveja desses entregadores que conseguiram o que eu não consegui no Brasil, achar um jeito de seguir em frente com um estado que só toma e atrapalha aas nossa vidas, e hj o Japão que ja foi bom esta indo para o mesmo caminho, e eu passo dias fora de casa, e ainda tenho que carregar e carregar o caminhão sozinho pagar os meus gastos de sub existência e os impostos ...



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