Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?
Há algum fator externo causando este descasamento

12 milhões de desempregados no Brasil. Ao mesmo tempo, o que não falta é trabalho a ser feito no país.

Isso, por si só, leva a um aparente paradoxo: como pode haver desemprego se há uma infinidade de serviços a serem feitos?

Donde vem o ditado: "Tá faltando emprego, mas tá sobrando trabalho!"

Pare pra pensar: vivemos em um mundo de escassez. Nenhum bem ou serviço surge pronto do nada. Todos eles precisam ser criados e trabalhados. Um carro não surge do nada. É preciso trabalhar o aço, o alumínio, a borracha e o plástico que vão formá-lo. E esses quatro componentes também não surgem do nada. Eles precisam ser extraídos da natureza ou fabricados sinteticamente. O mesmo é válido para todos os outros bens de consumo que você possa imaginar, de laptops a aviões, passando por parafusos, palitos de dente e fio dental. Todos precisam ser trabalhados.

Da mesma forma, o fato de você estar com fome não vai fazer com que uma pizza surja pronta para você. Alguém precisa trabalhar para fazê-la. E os ingredientes utilizados na fabricação dessa pizza, por sua vez, também não surgiram do nada. Todos eles precisaram ser fabricados ou plantados e colhidos.

Ou seja: não vivemos na abundância. As coisas não existem fartamente à nossa disposição. Todas elas precisam ser trabalhadas. Sendo assim, sempre haverá, em todo e qualquer lugar, algum trabalho a ser feito. Seja na fabricação de um bem de consumo, seja na prestação de algum serviço — nem que seja a limpeza de uma janela, a troca de uma lâmpada ou a limpeza de algum banheiro.

Esse é um fato inegável: vivemos em um mundo de escassez em que sempre há algum trabalho a ser feito. E a quantidade de pessoas para executar esses trabalhos é limitada.

O que nos leva ao ponto principal: por que há escassez de emprego se há uma infinidade de trabalho a ser feito e poucas pessoas para fazê-los?

Se a demanda por trabalho é infinita e a oferta de mão-de-obra é naturalmente limitada, por que não temos um pleno emprego?

Desemprego involuntário

Em um ambiente genuinamente livre, no qual as pessoas podem voluntariamente fazer qualquer acordo entre si sem sofrer a interferência de terceiros, não há desemprego involuntário.  Ou seja, a pessoa que quer trabalhar não fica sem trabalhar. Todo o desemprego é voluntário: só fica sem trabalhar quem não quer trabalhar.

Por exemplo, em um mercado totalmente desimpedido, você encontraria facilmente alguém disposto a lhe pagar — sem medo da justiça trabalhista — para trocar uma lâmpada, varrer um chão, limpar uma janela, consertar um carro, instalar uma televisão, reparar algum eletrodoméstico, programar um computador ou mesmo projetar um prédio (caso você seja realmente bom).

No extremo, se essa demanda por mão-de-obra cair, então o preço dessa mão-de-obra também irá cair, até que toda a mão-de-obra disponível volte a estar empregada.

O desemprego involuntário, portanto, é um fenômeno inexistente em um mercado livre, pois segue a mesma lei da oferta e da demanda que se aplica a todo o resto da economia: se a demanda por um produto cai, então o preço deste produto tende a se reduzir o suficiente para que todas as unidades disponíveis sejam adquiridas.

Logo, se sempre há trabalho a ser feito, e se há mais trabalho a ser feito do que mão-de-obra para fazê-lo, por que então há desemprego involuntário?

Obviamente, esse descompasso só pode ser causado por algum tipo de interferência externa nesta arena em que a demanda por bens e serviços e a oferta de mão-de-obra para executá-los se equilibram.

Quem atrapalha tudo

Eis a nossa realidade: o mercado de trabalho não apenas não é livre, como é um dos mais regulados e controlados da economia.  Pelo governo e pelos sindicatos.

A consequência disso é que, quando a demanda por mão-de-obra cai em decorrência de uma recessão, governo e sindicatos não permitem que o preço dessa mão-de-obra — no caso, salários e encargos sociais e trabalhistas — também caia.

A redução dos custos da mão-de-obra, essencial em um momento de queda na demanda por mão-de-obra, é obstaculizada por regulações governamentais, como salário mínimo e encargos sociais e trabalhistas, e por imposições sindicais, como acordos coletivos e dissídios coletivos.

Pior: a própria Constituição Federal arbitra sobre isso, estabelecendo que uma empresa só pode reduzir salários se o sindicato da categoria aprovar. Mesmo que o trabalhador aceite uma redução, ele é proibido disso, pois o governo decretou ser ilegal.

Todas essas imposições são feitas com a justificativa de "proteger os trabalhadores", mas logram apenas expulsar os mais fracos e menos qualificados do mercado de trabalho. Afinal, se o custo da mão-de-obra não diminuiu o suficiente perante uma queda na demanda empresarial por trabalhadores, o que inevitavelmente irá ocorrer é que o desemprego inevitavelmente aumentará.

E não se trata de uma consequência econômica extraordinária própria do mercado de trabalho: isso é exatamente o mesmo que ocorre com qualquer outro bem ou serviço. Se os consumidores de um produto deixam de querer comprá-lo, mas seu preço se mantém inflexível, então esse produto não será vendido para ninguém. Sem um ajuste em seu preço, o ajuste acaba sendo feito por meio da quantidade demandada.

Igualmente, a legislação que pretende proteger os trabalhadores de qualquer redução salarial e de qualquer redução nos encargos sociais e trabalhistas acaba por condenar uma boa parte desses mesmos trabalhadores ao desemprego, ou seja, ao corte salário completo.

Os números

Para empregar legalmente alguém no Brasil, o empregador terá de pagar, além do salário imposto pelo governo e pelos sindicatos, mais 102% do valor desse salário em impostos e encargos sociais e trabalhistas.

Dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S.  Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 880 gere um custo final total de R$ 1.777 para o empregador.

São exatamente essas regulamentações que governo e sindicatos impõem ao mercado de trabalho que provocam esse descasamento entre demanda por trabalho e oferta de mão-de-obra.

Os trabalhadores brasileiros são cheios de "direitos sociais" (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões); só que, para terem esses direitos, não só seus salários ficam cada vez mais achatados, como eles também ficam cada vez mais sem empregos.

Soluções empiricamente testadas

O leitor pode perfeitamente dizer que os argumentos apresentados até são coerentes e fazem sentido no campo das idéias, mas que jamais funcionariam na prática.

Mais: ele pode dizer que, em meio a uma crise econômica, se os salários pudessem ser reajustados para baixo, o resultado não seria mais empregos com menores salários, mas sim apenas menos empregos com menores salários. Os empresários, dirá ele, aproveitariam a oportunidade para aumentar seus lucros e não deixarão de demitir ainda mais pessoas, não importa que agora os salários estejam menores.

A realidade, no entanto, é bem distinta.

Em uma recente pesquisa feita sobre o mercado de trabalho italiano (um dos mais regulados do mundo) entre 2008 e 2013 — anos de intensa recessão —, os economistas Sergei Guriev, Biagio Speciale e Michele Tuccio compararam o comportamento dos salários e do nível de emprego tanto na extremamente regulada economia formal quanto na desregulamentada economia informal.

Os resultados obtidos realmente não são nada surpreendentes, pois corroboram bom senso: os salários se reduziram muito menos na economia formal do que na informal (caíram 20% na economia informal, e se mantiveram constantes na economia formal); porém, em contrapartida, o desemprego também aumentou muito mais na economia formal do que na informal: o número de pessoas ocupadas despencou 16% no mercado de trabalho regulado ao mesmo tempo em que aumentou 1,6% no mercado desregulamentado.

Com efeito, os três pesquisadores estimam que, se a flexibilidade houvesse sido estendida a todo o mercado de trabalho italiano, o emprego teria caído menos de 5% — e não os 16% vivenciados.

As opções do mercado de trabalho em meio a uma crise econômica não são confortáveis: a curto prazo, ou os salários diminuem ou os empregos diminuem. É absolutamente irreal querer que, ao mesmo tempo em que a economia esteja encolhendo e a produção esteja caindo, tanto o número de empregos quanto os salários pagos se mantenham constantes.

A massa salarial é o principal componente do PIB; e, se o PIB se contrai, então a massa salarial também irá se contrair: seja porque o número de pessoas recebendo salários cai ou porque o valor de cada salário pago diminui. Em meio a uma crise economia, não há uma terceira alternativa.

Daí que é necessário escolher entre um mercado de trabalho hiper-regulado que preserve os salários (e diminua os empregos) ou um mercado de trabalho liberalizado que preserve o volume de empregos (e diminua temporariamente ou os salários ou os encargos sociais e trabalhistas).

Conclusão

Se o governo e os sindicatos querem "fazer algo" para ajudar os trabalhadores de maneira definitiva, então eles realmente deveriam desonerar aquelas pessoas que estão dando emprego e dinheiro para os trabalhadores. É particularmente perverso que ambos queiram onerar exatamente aquelas pessoas que estão fornecendo oportunidades (e dinheiro) para os trabalhadores. 

A legislação trabalhista é uma ferramenta perversa que foi criada para (supostamente) ajudar os trabalhadores menos capacitados (que são justamente aqueles que recebem os menores salários). Na melhor das hipóteses, ela ajuda alguns poucos ao mesmo tempo em que penaliza drasticamente todos os outros — ao tornar impossível que eles encontrem um emprego legal. 

Pior: a legislação trabalhista perversamente joga todo o fardo exatamente sobre aquele grupo de pessoas que optou por ajudar esses trabalhadores, que são os empregadores — o único (e pequeno) grupo de pessoas que realmente está se esforçando para resolver o problema.

Eis, portanto, uma solução justa e funcional: um mercado de trabalho liberalizado, no qual trabalhadores e empresários sejam livres para negociar dinamicamente seus acordos sem serem obrigados a se submeter a normativas estatais e a imposições sindicais, as quais prejudicam exatamente aqueles a quem dizem beneficiar.

Se os políticos genuinamente se importam com o drama do desemprego, então a primeira medida que deveriam aprovar seria a revogação de todas atuais normas anti-trabalho e pró-sindicalismo, bem como o peso dos encargos sociais e trabalhistas, responsáveis diretos por multiplicar o número de desempregados durante a atual depressão econômica.

Enquanto isso não é feito, 12 milhões de pessoas continuam arcando com as consequências de tamanha irresponsabilidade.

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Leia também:

O parasitismo sindical é outra praga que tem de ser extinta

Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

Por que reduções salariais curam recessões, diminuem o desemprego e podem aumentar o poder de compra

A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário

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Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

https://img.buzzfeed.com/buzzfeed-static/static/enhanced/webdr02/2013/4/9/15/enhanced-buzz-25466-1365534595-12.jpg

www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  26/10/2016 14:10
    Porque ocupar as escolas.

    Infelizmente eu não tive a sorte de ser entrevistado pelo "mamãe falei", mas irei deixar aqui, motivos porque devemos ocupar as escolas.

    Educação é direito
    Não se pode iniciar esse debate, partindo de premissas mentirosas do capital, portanto vamos para a primeira regra: Educação não é serviço, Educação é um direito que nasce com você. Todos problemas que hoje nos encontramos, se deve ao fato de transformar a educação em serviço.

    O Brasil sofreu um golpe do capital
    O neoliberalismo entrou no Brasil, e foi algo muito fatal para os professores da rede pública. Foi um ataque muito forte, porque quando o neoliberalismo entra no Brasil, a educação em quanto direito, começa a ser transformada em serviço. E o mesmo vai acontecer com todos os outros direitos, como: Saúde, segurança, cultura, transporte,felicidade etc. Mas alguém poderia dizer: Senhor, mestre, capital imoral a PEC não atinge a educação e saúde. A minha resposta ao jovem neoliberal: Quem disse que precisa atacar educação ou saúde explicitamente para ser contra o governo que está ai? Entenda uma coisa meu jovem, Neoliberalismo é um vírus, se você deixa crescer um pouquinho, ele te mata.

    Fora Temer
    As politicas de Michel Temer, são as politicas mais neoliberais de nossa história. Em quanto Michel Temer estiver no poder, a greve deve continuar, pois é um neoliberal que está no poder, agora, neste momento. Alguém poderia perguntar, o que isso tem haver com educação? O neoliberalismo estar no poder, significa que a educação em quanto direito, cedo ou tarde, será transformada em serviço, e estará sob o valor que capital decidir.

    Corte de gastos públicos
    Para criar uma sociedade intelectual, onde jogadores de futebol iria ler Aristóteles e, atendentes de padaria iria ouvir Jean Sibelius (1865-1957) https://www.youtube.com/watch?v=F5zg_af9b8c . È necessário que tudo esteja dentro do estado, pois o capitalismos é banal e nos torna burros. A PEC que limita os gastos públicos, é um grave ataque a ideia de alta cultura baseado no estado. Pois estaria (novamente) atribuindo um preço a cultura de um povo.

    Os reais motivos.
    Eu vi o carinha do mamãe falei, fazendo perguntas difíceis para jovens, que nem terminaram a escola. A verdade é que independemente se eles (em quanto indivíduos) terem uma boa base argumentativa ou não, o simples fato de lutarem contra o governo golpista, já é um bom motivo para estar em greve. Pois eu apresento os meus motivos:

    1- Brasil sofreu um golpe de estado, por culpa do capital.
    2- O neoliberalismo está a solta. (ele é um vírus que destrói o estado)
    3- O socialismo é maravilhoso e, só traz liberdade e, pessoas legais.
    4- As politicas neoliberais irá transformar educação que é direito em serviço.
    5- Todo o resto que é direito, será transformado em serviço.

    Conclusão e teoria da sociedade cultural
    Está vida é marcada de pobreza, ignorância e dor. Intelectuais da usp, em um movimento de salvação da espécie humana, planejaram uma sociedade, onde o estado estenderia a mão para você, e te levaria até o mais alto nível intelectual. Todos os 200 milhões de habitantes, saberiam falar 3 línguas estrangeiras, saberiam de cor todos os clássicos da literatura, iriam tomar chá de tarde e iriam discutir sobre o livro da semana, talvez um Rei Lear de William Shakespeare, ou quem sabe os pensamentos de Stefan zweig. Uma sociedade onde o carro estaria abolido, todos iriam de bicicleta ouvindo em seu iphone a mais sutil canção que o homem pode ouvir. O preconceito, ignorância, as micro-agressões, tudo isso seria de um passado que não existe mais. havia planos maravilhosos para vocês, e vocês jogaram tudo isso no lixo.
  • anônimo  26/10/2016 16:31
    Gosto de ler os textos do capital imoral e sempre bom dar risada.
  • anônimo  26/10/2016 17:01
    Kkkkk. É zueira né?
    Ps: *enquanto
  • Capital Moral  26/10/2016 17:01
    Prezado Capital Imoral,

    creio que, ao postar seu comentário, teve a oportunidade de ler a frase no topo das caixas de inserção com os seguintes dizeres: "Envie-nos seu comentário inteligente e educado". Notei que o seu comentário cumpriu parcialmente à essa sugestão, pois foi educado.
  • Pobre Paulista  26/10/2016 17:03
    Capital Imoral está empregado pois há demanda para seus serviços.
  • Capital Moral  26/10/2016 17:06
    Prezado Capital Imoral,

    creio que, ao postar seu comentário, teve a oportunidade de ler a frase no topo das caixas de inserção com os seguintes dizeres: "Envie-nos seu comentário inteligente e educado". Notei que o seu comentário cumpriu parcialmente à essa sugestão, pois foi educado.
  • Capital Imoral  26/10/2016 17:46
    Caro Capital Moral, prometo que tentarei da próxima vez, ser mais inteligente e educado.

    Isto me lembrou um poema, vamos adocicar a vida:

    Aula
    Mentes ávidas pelo saber?
    Nem tanto,
    Cansaço, estudo
    Às vezes, muito sono.
    Estão apenas querendo aprender
    Um pouquinho e outro tanto.
    Crescer, conhecer,
    Experimentar vastos ventos
    Nutrir a ardente alma
    Expandir os pensamentos
    Distrair-se, brincar
    Tudo somente em uma aula.
    Outras aulas? Virão.
    A luta é a melhor escola
    A vida e o tempo são os melhores professores.
    E o melhor aluno?
    Não tem não.
    Cada um tem o seu momento,
    Seu conhecimento,
    O seu chão.
    Ou melhor,
    O melhor aluno
    Sempre será
    Aquele que ainda virá
    De dentro de cada aluno.
    Por: Gilmar Silva
  • Mr. Magoo  26/10/2016 18:36
  • Lucas  26/10/2016 23:43
    Neoliberal neoliberal neoliberal hur dur
  • valmir  27/10/2016 10:46
    Uma sugestão para vc:
    leia os filósofos gregos, eles tem a dizer sobre direitos e DEVERES.
    Iniciativa individual.
    Vontade de trabalhar.
    Vontade de estudar e APRENDER.
    Crie, desenvolva, resolva problemas em vez de reclamar ou clamar por um GRANDE LÍDER.
    Em resumo SEJA INTELIGENTE.
  • Ronaldo   28/10/2016 17:37
    Respostas para uma pessoa com pouco conhecimento e nenhuma visão crítica.

    1- Brasil sofreu um golpe de estado, por culpa do capital.
    R.: Quem escreve isto não conhece a constituição brasileira e suas leis.

    2- O neoliberalismo está a solta. (ele é um vírus que destrói o estado) .
    R.: O neoliberalismo é parte da solução desta desordem que está implantada pelo socialismo.

    3- O socialismo é maravilhoso e, só traz liberdade e, pessoas legais.
    R.: Quem escreve isto é porque está acostumado a transformar bandidos em heróis, Hugo Chávez, Nicolás Maduro (Ditadores não prezam por liberdade) e no Brasil Lula, Dilma, José Genoino, José Dirceu são bandidos não podem ser chamados de pessoas legais.

    4- As politicas neoliberais irá transformar educação que é direito em serviço.
    R.: Já faz muito tempo no Brasil que não existe educação pública de qualidade, quem deseja ter educação tem que pagar e isto é um serviço, o mesmo acontece para saúde.

    5- Todo o resto que é direito, será transformado em serviço.
    R.: Isto já é uma realidade, mesmo com as políticas sociais dos comunistas safados que reinaram por todo este tempo.
  • Aluno Austríaco  30/10/2016 11:55
    Existe o direito de não ser assaltado pelo governo ?
  • Capital Imoral  30/10/2016 17:37
    Ola caro aluno Austríaco, respondendo a sua pergunta, Eu diria que não ha como negar um presente, que te oferecemos, com total amor. Veja que isso se deve, a uma conversa sobre a eternidade.

    Os seus pais decidiram te dar este presente
    Eu sinto muito caro Aluno Austríaco (meu filho), mas eu tenho que te informar que infelizmente o homem é mal, e na primeira oportunidade ele te explora através do capitalismo. Homens inteligentes iguais a minha pessoa, tiveram misericórdia, e começaram a pensar em direitos, para que você seja feliz, neste mundo marcado de dor e sofrimento.

    Os seus pais..que pais? Os seus semelhantes humanos, os homens da eternidade, Decidiram que é melhor para você, que você tenha direito a saúde, educação e segurança. Os seus pais, pagaram com a vida meu filho, para que você receba este presente. A verdade eterna revelou: Se você negar este presente, vai haver morte e dor. Não se nega um presente, principalmente um presente da eternidade.
  • Dam Herzog  30/10/2016 00:38
    Educação não é um direito mas um serviço. Pois os direito que você nasce é: o direito ao seu corpo, a sua vida, e o direito a liberdade, e o direito a perseguição da felicidade. Ninguem nasce com outros direitos.
  • Renato Andrade  31/01/2017 14:16
    Nunca li tanta asneira! Um monte de bla, bla, bla e verborragias esquerdistas sem nexo. Nao entende NADA de economia e fica postando merda.
  • Tannhauser  26/10/2016 14:27
    Prezado Leandro,

    Considerando a alta taxa de desemprego atual, a quebradeira dos Estados (que não conseguem honrar o pagamento dos salários inchados de seus servidores e pensionistas) e a alta dívida pública federal, não seria interessante, tanto para o governo, quanto para o oposição, monetizar parte da dívida pública federal, até um ponto que seja possível pagá-la por completo?Isso tudo, considerando que a PEC 241 seja aprovada.


    A consequência disso seria uma inflação absurda este ano, que acarretaria na redução real dos gastos dos governos e do salário mínimo, além da redução sensível dos gastos com juros.

    Veja bem, o estrago já foi feito, vivemos em um mundo de faz-de-conta criado nos últimos anos. Não seria melhor voltarmos de uma vez para a realidade, ao invés de sofrermos por 20 anos?
  • Leandro  26/10/2016 16:21
    "não seria interessante[...] monetizar parte da dívida pública federal, até um ponto que seja possível pagá-la por completo?"

    Monetizar mais de 4 trilhões de reais? A hiperinflação que isso geraria faria o Zimbábue de 2008 parecer um paraíso.

    "A consequência disso seria uma inflação absurda este ano, que acarretaria na redução real dos gastos dos governos e do salário mínimo, além da redução sensível dos gastos com juros."

    Não haveria redução com juros. E isso foi explicado aqui. Não há juros baixos se a expectativa de inflação futura for alta.

    "Veja bem, o estrago já foi feito, vivemos em um mundo de faz-de-conta criado nos últimos anos. Não seria melhor voltarmos de uma vez para a realidade, ao invés de sofrermos por 20 anos?"

    Hiperinflação não é conserto para mundo do faz-de-conta. Tampouco traz uma economia de volta à realidade.

    Calma.
  • Tannhauser  26/10/2016 17:23
    Ok, grato.

    Isso é só uma suposição. Estou emulando a cabeça dos políticos para tentar prever o que pode acontecer no curto e médio prazo. Me refiria à monetização de parte da dívida pública federal, que atualmente está em 3 trilhões de reais, com consequente redução do gasto com juros, do funcionalismo e da previdência. Seria um "calote" via inflação.

    A questão é que eles estão com um pepino na mão. O Governo Federal pode até se virar, mas os Estados vão quebrar, pois não têm receita para pagar os salários e previdência. E se os Estados quebrarem a crise política se agravará, podendo acontecer qualquer coisa. Não sei se uma medida de 20 anos conseguirá estancar a sangria.


  • Andre Cavalcante  26/10/2016 21:11
    Na verdade Leandro, a minha dúvida/especulação é parecida.

    De fato, com o mercado de trabalho regulado, e inflação em alta, o que de fato está acontecendo não é escolher entre aumentar o desemprego com salários mantidos ou diminuir os salários e aumentar os empregos (ok., você partiu da análise do PIB, ceteribus paribus); o que vejo é o aumento do desemprego e mais a diminuição real dos salários de todos, por causa da inflação. De fato, a inflação em alta como está, mesmo longe de uma hiper, é uma forma de calote branco, porque o governo tá sugando tudo o que pode e mais um pouco da sociedade e, claro, tá pagando sempre com dinheiro que vale menos... De fato, se eles quisessem realmente resolver o problema do emprego e ajudar um pouco teriam primeiro que resolver o problema da inflação, o que significa resolver o problema do deficit do governo e da desvalorização da moeda.

    É por aí o pensamento?

    Abraços
  • Leandro  26/10/2016 21:37
    Atacar a inflação é extremamente importante, mas, por si só, não resolve o problema do desemprego.

    Prova disso são os países da zona do euro: em Portugal, Espanha, Itália, Grécia e França a inflação é baixíssima, mas o desemprego continua alto.

    Motivo: a economia é engessada, e os mercados de trabalho estão entre os mais inflexíveis do continente.

    Veja, por exemplo, dois gráficos comparando as taxas de desemprego dos países europeus com e sem salário mínimo.

    www.cato.org/publications/commentary/let-data-speak-truth-behind-minimum-wage-laws
  • reinaldo  26/10/2016 14:46
    Não consegui encontrar uma fonte, mas não teve uma redução de encargos aqui no Brasil, durante o governo Dilma?
    Me lembro que ao invés de contratar ou investir, os empresários embolsaram essa diferença de custos.
    Só para constar, eu preferiria receber em meu contracheque estes 102% do meu salário, do que estar "protegido" pelo governo.
    Afinal a tal proteção só existe em papel, mas não na vida real.....
  • Magno  26/10/2016 15:17
    Sim, isso foi implantado em 2013 e durou até o final de 2014 (pós-reeleição). Durante este período, mesmo com a economia estagnada, o desemprego se manteve em níveis historicamente baixos.

    Aí, no início de 2015, as isenções foram abolidas (afinal, havia um ajuste fiscal a ser feito). Imediatamente o desemprego disparou.

    Estranho, né?
  • saoPaulo  27/10/2016 13:28
    Me lembro que ao invés de contratar ou investir, os empresários embolsaram essa diferença de custos.
    E o que eles fizeram com este dinheiro?
    Investiram em negócios produtivos, gerando acúmulo de capital e melhora na qualidade de vida?
    Gastaram em artigos de luxo, repassando o dinheiro àqueles espertos o suficiente para lhes venderem produtos desnecessariamente caros, e aquecendo este mercado?
    Guardaram o dinheiro debaixo do colchão, gerando deflação e valorizando o dinheiro de todas as outras pessoas?

    Realmente, seria muito melhor se eles repassassem este dinheiro para a Dilma! Esta sim sabia a melhor forma de gastá-lo...

    Por último: o empresário ganhou seu dinheiro honestamente ou o roubou de alguém?
    Se o roubou, que vá para a cadeia e pague indenização às vítimas!
    Senão, o dinheiro é dele e não interessa o que ele fará com ele. É bom ter argumentos utilitaristas que mostram como outras pessoas se beneficiariam com uma desoneração sobre empresários. Mas, em última instância, quem se preocupa com isto são os invejosos, que preferem ver o rico ficar mais pobre, a um pobre ficar mais rico.
  • Emerson Luis  31/10/2016 13:19

    O Magno explicou que as isenções seguraram temporariamente um aumento ainda maior do desemprego. E o saoPaulo explicou que os empresários que não repassaram o dinheiro poupado com as isenções não necessariamente fizeram algo errado, eles escolheram como usar o dinheiro legitimamente deles - lembrando que muitas empresas já estavam no vermelho por causa da Dilma. Vou acrescentar outro ponto.

    Reinaldo, não existe uma única medida que sozinha vai melhorar a situação de forma significativa e duradoura. É necessário todo um conjunto de mudanças.

    Com menos encargos e burocracia, em um primeiro momento os empregadores podem até não repassar os valores poupados para os empregados. Porém, com o tempo a economia se aqueceria e a demanda por mão de obra cresceria mais do que a oferta, obrigando os empregadores a disputá-la com maiores salários.

    Parafraseando Smith: "Não é da caridade do empregador que espero aumentos reais de salário, mas do autointeresse dele." Os aumentos salariais reais surgem naturalmente em um ambiente de liberdade econômica e aumento da produtividade.

    Um dia normal de consumismo nada utopico nos states

    A dignidade do lixeiro americano

    Empregada Doméstica

    * * *

  • anônimo  26/10/2016 15:18
    tendo em vista que o desemprego aumenta, a riqueza produzida cai e que os empregados serão forçados a sustentar os desempregados, é possível que os salários reais (dos que ainda estão trabalhando) caiam mais com a politica de não redução salarial do que com uma politica de salários flexíveis?
  • Andre  26/10/2016 16:01
    Já estão caindo:

    www.valor.com.br/brasil/4652117/queda-anual-na-renda-do-trabalho-e-maior-desde-2012-diz-ibge

    A lei proíbe diminuir, mas não proíbem demitir, aí o empregado com salário alto é dispensado e recontratado 6 meses depois por metade ou pouco mais da metade do salário anterior, pois o alto desemprego, inflação alta e burocracias para empreender o deixa com poucas opções, não existem as opções: fazer o ajuste ou ser feliz, ou o governo faz reformas ou o mercado precifica tudo com desemprego e salários baixos.
  • Pobre Paulista  26/10/2016 15:21
    Dúvida técnica:

    "se a demanda por um produto cai, então o preço deste produto tende a se reduzir o suficiente para que todas as unidades disponíveis sejam adquiridas."

    Não precisamos considerar os custos de mobilidade aqui? Exemplo simples, pode estar sobrando emprego em São Paulo, faltando emprego no Rio de Janeiro, mas os desempregados do RJ tem que arcar com algum custo para se locomover até SP. Então é de se esperar alguma porcentagem aí de desemprego involuntário, mesmo em ambientes 100% livres, não?

    Genericamente falando, os custos de arbitragem, da mesma maneira que ela pode manter uma quantidade de estoque não consumido mesmo quando há demanda para ele, também podem manter uma pequena porcentagem de desemprego, mesmo com demanda, certo?
  • Álvaro  26/10/2016 15:49
    Sim, esse é o chamado desemprego friccional. Ele é inevitável, mas é temporário. Até porque se uma empresa em São Paulo precisa de alguém (do Rio ou do Acre), ela o contrata e paga o transporte sem problema nenhum (isso, aliás, já acontece hoje).

    O problema surge é quando a empresa se torna obrigada -- por terceiros que nada têm a ver com o arranjo -- a pagar várias outras coisas também.
  • Pobre Paulista  26/10/2016 17:01
    Obrigado, não conhecia esse termo.

    Sim, sem dúvidas grandes empresas podem bancar isso, mas nem toda empresa é grande. Creio que essa pequena fatia de desempregados sempre existira por conta disso, e como vc falou, tende a ser rotativo, o que alivia o problema.
  • Andre  26/10/2016 15:53
    12% de desemprego é apenas o começo, essa taxa ficará assim por muito tempo ainda, o melhor é que o brasileiro está mais aberto ao bico, a internet permite mais facilidade para fechar pequenos negócios e a juventude já está percebendo que vale pouco a pena trabalhar registrado, dar metade do que ganha pro governo e em troca se aposentar aos 70 anos não parece um bom negócio sob nenhuma ótica.
    Lastimável é a nula vontade política para mudar esse atraso que são nossas leis trabalhistas.

    Excelente artigo, parabéns ao instituto Mises pelo trabalho.

  • Lel  26/10/2016 16:53
    A solução é metade dos brasileiros saírem do Bostil.
  • Renan Merlin  26/10/2016 17:26
    Esse é um dos motivos pelo qual a previdência esta quebrada também. Se a burocracia pra gerar o emprego fosse menor a propria arrecadação aumentaria
  • antonio  26/10/2016 17:29
    Prezado(s),
    "Em um ambiente genuinamente livre, no qual as pessoas podem voluntariamente fazer qualquer acordo entre si sem sofrer a interferência de terceiros, não há desemprego involuntário. Ou seja, a pessoa que quer trabalhar não fica sem trabalhar. Todo o desemprego é voluntário: só fica sem trabalhar quem não quer trabalhar."

    E quanto aos que não conseguem trabalhar (crianças órfãs, pessoas inválidas, doentes, idosos etc). Como ficariam em um ambiente genuinamente livre??

    Não se pode afirmar: "que só fica sem trabalhar quem não quer trabalhar".
  • Guimarães  26/10/2016 17:43
    Você irá ajudá-los. Você organizará -- seja em sua vizinhança, seja via redes sociais -- programas voluntários de arrecadação e distribuição de dinheiro para estes desvalidos.

    Hoje, com a difusão da tecnologia, isso é mais fácil do que nunca.

    P.S.: agora, isso nem sequer é o assunto, pois o artigo fala apenas de salário e emprego, e não de assistência a desvalidos.
  • IRCR  26/10/2016 17:49
    Caridade, filantropia, associações comunitárias, doações etc...
  • Vinicius  26/10/2016 19:02
    Ainda bem que se preocupa com os incapazes, sei que posso contar com seu apoio para a APAE da minha cidade, afinal só esquerdista demonstra falsa caridade.
  • Henrique Zucatelli  26/10/2016 21:24
    Ficariam bem melhor do que estão hoje, pode apostar.

    Com dinheiro sobrando as pessoas tendem a ser mais generosas, e a caridade se torna até obrigação. Tanto é que filantropia é o maior dos hobbies dos bilionários.

  • Diego Kling  26/10/2016 17:41
    "Se os políticos genuinamente se importam com o drama do desemprego, então a primeira medida que deveriam aprovar seria a revogação de todas atuais normas anti-trabalho e pró-sindicalismo, bem como o peso dos encargos sociais e trabalhistas, responsáveis diretos por multiplicar o número de desempregados durante a atual depressão econômica"

    Eu discordo dessa parte, não adianta tomar alguma atitude para deixar de perder empregos se não for feito nada para geração de emprego. A primeira coisa a ser feita, ou feita em conjunto com o proposto no texto, seria revogar todas as normas anti-empresas e pró-governo, bem como toda peso dos impostos responsáveis por multiplicar o numero de empresas fechadas.

    E quando eu falei o peso dos impostos, eu não quis necessariamente disser em diminuição da carga tributaria, o valor do imposto a priori não precisa ser diminuído, apenas em ser simplificado já ajudaria e muito nossos empresários.
  • Miudo  26/10/2016 17:56
    Mas o q vc falou de diferente do texto?
  • Raphael  26/10/2016 17:56
    "A primeira coisa a ser feita, ou feita em conjunto com o proposto no texto, seria revogar todas as normas anti-empresas e pró-governo, bem como toda peso dos impostos responsáveis por multiplicar o numero de empresas fechadas."

    Aí, no exato trecho que você selecionou, está escrito lá: "a primeira medida que deveriam aprovar seria a revogação de todas atuais normas anti-trabalho e pró-sindicalismo, bem como o peso dos encargos sociais e trabalhistas".

    Tudo isso é norma anti-empresa (que arca com tudo) e pró-governo (que recebe tudo).
  • Diego Kling  26/10/2016 20:40
    Miudo e Raphael, eu coloquei as frases parecidas com o do texto de proposito para tentar dar uma entonação que pode parecer igual mas não é. Só pensar na questão da telefonia no Brasil, adianta acabar com as leis anti-trabalho se existem diversas leis anti-empresas??

    Sem as leis anti-trabalho os salários caem mas se não abrir o mercado por que os salários subiriam??

    Deu para entender o que eu quis dizer?
  • IRCR  26/10/2016 17:46
    Mas se o governo printar um pouco de dinheiro as coisas se resolvem não ? pois os salarios em termos nominais vão subir. Assim, não vai ter necessidade de cortar salarios para não demitir RSSSSSSS
  • Taxidermista  26/10/2016 17:54
    A respeito, vale sempre lembrar o imprescindível tratado do Hans F. Sennholz:

    mises.org/library/politics-unemployment-0
  • Spooner  26/10/2016 21:36
    Quem quer viver em Liberland?


    "Liberland: o país sem governo e sem cobrança de impostos":


    veja.abril.com.br/mundo/liberland-o-pais-sem-governo-e-sem-cobranca-de-impostos/
  • Edimar  26/10/2016 22:53
    São 12 milhões de desempregado porque estão procurando empregos formais, se somados aos desocupados que desistiram, o número chegam a quase 30 milhões.
  • Igor  27/10/2016 10:28
    OFF

    Leandro, recomenda o livro "Economia brasileira contemporânea" do Fábio Giambiagi, para fins de estudar o histórico econômico brasileiro?

    Obrigado antecipadamente.
  • Marcelo  27/10/2016 12:44
    E o problema do desemprego não é só aqui. Está afetando fortemente a economia dos EUA também:

    "John Williams, no site Shadowstats, corretamente acrescenta esses trabalhadores desencorajados mas dispostos a trabalhar de volta ao cálculo e, surpresa, a taxa de desemprego real neste país tem oscilado entre 18% e 23% durante os últimos sete anos. Essas taxas são idênticas aos piores anos da Grande Depressão."

    Link para o artigo completo: https://descentraliza.com.br/2016/10/26/a-maior-depressao-americana/
  • J.S.  27/10/2016 13:59
    Bom dia amigos,

    O que me proponho a relatar aqui hoje, me fez até com que fizesse finalmente o registro neste site, desde a mudança da página, apesar de ser já um antigo e assiduo leitor, pouco interventivo é certo, mas não resisti desta vez.

    Já li que o @jovemcd (Jovem Conservador de Direita) já é conhecido aí no Brasil, obrigado internet e youtube, apesar disso, e de não estar relacionado com o tema do post, permitam-me compartilhar com vocês este personagem que descobri apenas ontem, algures na net… e que parece estar se tornando viral.

    Já que sou mais um adepto da EA, empreendedor e tento fazer minha parte, este personagem me fez rir muito, em todo o caso, tenho a certeza que vcs tambem vão gostar no minimo da performance deste @jovemcd.

    Vamos lá então, vou tentar resumir um pouco, pois certas palavras e/ou personagens podem vos parecer estranhas.

    Pelo pouco que pude pesquisar deste personagem @jovemcd até então, é que ele se propõe nada mais nada menos, do que ser o "Génio Salvador de Portugal".
    Diz ainda que daqui a 10, 15 anos vai ser o Presidente da Comissão Europeia… pelo caminho, vai ser o presidente do PSD, anexar o CDS e ser eleito primeiro ministro de Portugal!

    Um pequena voltinha por cá na terrinha….. e temos então que, o PSD (sociais democratas) como partido da oposiçao, liderado por Passos Coelho, vencedor das eleições, mas por falta de maioria, viu-se na obrigação de entregar o poder para o partido Socialista (beneficiando estes, do apoio inédito …. do partido Comunista e do partido, Bloco de Esquerda)… Mais um detalhe é que o governo a atual (Esquedalho) são conhecidos pelo nome do governo "Geringonça" já que os comunas estão com todo o vapor…

    O video que se segue, é uma conferencia dada pelo tal "Jovem Conservador de Direita", a convite de dois deputados do partido denominado Bloco de Esquerda, na ocasião do lançamento do livro "A falácia do Empreendedorismo" por eles escrito… é, só isso.
    Só que discurso do @jovemcd destroi os dois comunistas !

    Esses dois deputados do Bloco de Esquerda na mesa do lado do @jovemcd são, José Soeiro e Adriano Campos, formados em sociologia…

    Ah detalhe, o @jovemcd acaba também de lançar seu 1ro livro: "A Era do Doutor"

    Explicações extras sobre a apresentaçao/video:

    • Empresa Bertrand: Editora que publica o livro dos esquerdalhas "A falácia do Empreendedorismo"
    • Miguel Gonçalves: Famoso guru motivacional português, ficou mt conhecido pela expressão "bater punho" em suas palestras TED's etc.
    • Gustavo Santos: Jornalista, apresentador de TV e escritor sobre temas motivacionais, conhecido por livros "AMA-TE" etc…
    • "Betinho": talvez a melhor tradução seria o vosso Coxinha, já que o Betinho é o menino de uma familia de Direita, com certos valores mais conservadores e tal… ou em outras palavras, alguém de classe média/alta…
    • Alguns calões de Portugal: GANZA (Baseado); BUÉ (muito); FIXE (legal/massa)


    Desfrutem e grande abraço.

    J.S.





    Links:
    - Jovem Conservador De Direita a apresentar "A Falácia do Empreendedorismo" - https://www.youtube.com/watch?v=6LdGcR_Vnbg

    - @jovemcd - https://www.facebook.com/jovemcd
    - A Falácia do Empreendedorismo - www.bertrandeditora.pt/livros/ficha/a-falacia-do-empreendedorismo?id=17461219
    - www.fnac.pt/A-Era-do-Doutor-Jovem-Conservador-de-Direita/a985383
    - José Soeiro - www.esquerda.net/author/jos%C3%A9-soeiro
    - Adriano Campos - www.esquerda.net/autor/adriano-campos
  • J.S.  27/10/2016 16:06
    Boa tarde,

    Aqui o video falado antes...



    Abraço

    J.S.
  • Murdoch  27/10/2016 15:48
    Muito bom o artigo.
  • Ricardo Bordin  28/10/2016 01:29
    Por coincidência, hoje redigi um artigo sobre a tabela de honorários advocaticios imposta pela OAB aos advogados, determinando o mínimo e o máximo que podem cobrar por seus serviços.

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/10/27/a-oab-e-o-tabelamento-de-honorarios/
  • anônimo  28/10/2016 18:39
    OAB é uma das maiores máfias que existe nesse país, além de controlar todo o mercado de advogados, ainda exige pagamentos absurdos para quem quer permissão de advogar.

    Para se ter uma ideia, primeiro você é obrigado a gastar 240 reais para fazer 2 provas maçantes que requerem um alto nível de memorização. Após ser aprovado, o futuro advogado ainda tem que pagar um valor em torno de 600 reais para se inscrever definitivamente e mais o pagamento de anuidade que gira em torno de 960 reais.
  • gabriel  29/10/2016 12:32
    impossivel que isso seja aplicado no brasil ou em qualquer parte do mundo, essa sociedade em que vivemos nos não pensamos no coletivo mas sim no individual, então grandes corporações iriam levar muitas vantagens sendo esse sistema aplicado, esse topico é apenas uma utopia porque esse falso empirismo aplicado ná italia não caberia no mundo muito menos na propria italia sendo ele aplicado no sistema internacinal.
  • Ricardo  30/10/2016 14:19
    Anarco capitalismo não funciona.É uma crença infantil na ética do mercado. Aqui mesmo em BH tem um candidato a prefeito que dava calote nos seus empregados da iniciativa privada e foi condenado à prisão.Além domais a regulação trabalhista é que possibilita a pessoa se aposentar no futuro pois quem financia a aposentadoria são os descontos no INSS da carteira de trabalho
  • Lewandovsky   30/10/2016 14:58
    Ricardo, que show de sofisma.

    Premissa: o anarcocapitalismo não funciona.

    Prova: em BH tem um político que deu calote nos empregados. Foi condenado à prisão. Mas não só não está preso, come pode virar prefeito.

    Sensacional!

    Aliás, o fato do cidadão não estar preso e estar pestes a virar prefeito não seria a comprovação suprema do fracasso da justiça estatal?

    Que belo tiro no pé, hein?


    "Além domais[sic] a regulação trabalhista é que possibilita a pessoa se aposentar no futuro pois quem financia a aposentadoria são os descontos no INSS da carteira de trabalho."

    É mesmo? E quando a demografia da população se alterar? E quando houve um trabalhador ativo para sustentar dois aposentados? Como é que o amoroso, milagroso e paternal estado vai fazer para corrigir esse desequilíbrio demográfico? Ele vai reinventar a matemática?

    Outra coisa: se o trabalhador, em vez de ter uma fatia do seu salário confiscado (amorosamente) pelo estado, tivesse a liberdade de decidir onde investir seu salário (como em CDB e LCIs de bancos pequenos), ele poderia se aposentar com rendimentos extremamente superiores. Mas o estado, amorosamente, determinou que o trabalhador é imbecil demais para cuidar do seu próprio dinheiro.

    E com o aplauso dos tolos de cara alegre.
  • Paulo  27/11/2016 03:16
    E numa sociedade anarco capitalista, em que obviamente não existem notas fiscais, o que fazer pra obrigar uma loja enrolona a entregar outro produto ou devolver o dinheiro?
  • Ricardo  27/11/2016 13:01
    Hum, que tal um "comprovante de vendas"? Ou que tal essa novíssima invenção chamada... recibo?!

    Eu só compraria em estabelecimentos comerciais que fornecessem um. A esmagadora maioria da população também. Aqueles que não fornecessem seriam preteridos pelos consumidores e rapidamente perderiam fatia de mercado.

    O livre mercado -- isto é, a preferência demonstrada voluntariamente pelos consumidores -- organiza tudo espontaneamente.



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