clube   |   doar   |   idiomas
Os 25 anos do real: os preços regulados pelo governo subiram muito mais que os preços de mercado
E o espanto: nossa moeda já perdeu 84% do seu poder de compra nesse curto espaço de tempo

A moeda é monopólio do governo. O governo está no completo controle da moeda. Sendo a moeda um monopólio do governo, a qualidade da moeda será diretamente proporcional à qualidade do governo que a gerencia.

Se o governo tem uma política fiscal ruim, se ele não gera confiança nos investidores e nos consumidores, se ele trava os investimentos, se sua política creditícia é ruim, e se ele é visto como relutante em atacar seu déficit e estancar o crescimento da dívida, então sua moeda será fraca (será pouco demandada mundialmente) e, consequentemente, o poder de compra dela será declinante.

Logicamente, uma sucessão de governos ruins será fatal para a qualidade de uma moeda.

Nós brasileiros somos vítimas diretas do que os sucessivos governos fizeram com o nosso dinheiro.

A destruição do real

Segundo as estatísticas do próprio governo — o IBGE e seu Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) —, aquilo que custava R$ 100 em 1º julho de 1994 passou a custar R$ 613,55 em 30 de novembro de 2019. Um aumento de 513,55% em 25 anos.  Uma taxa média de 7,5% a cada 12 meses.

Isso significa que para adquirir a mesma quantidade de mercadorias e serviços que R$ 100 compravam em 1994, o consumidor precisa desembolsar R$ 613,55, um valor quase seis vezes superior.

Falando de outra maneira, desde 1º de julho de 1994 até 30 de novembro de 2019, o real já perdeu 83,7% do seu poder de compra. 

(A matemática é simples: em julho de 1994, R$ 100 compravam Y.  Isso significa que R$ 1 comprava (1/100) Y.

Atualmente, são necessários R$ 613,55 para comprar esse mesmo Y, o que significa que R$ 1 compra (1/613,55) Y. 

Fazendo-se a conta do valor final (1/613,55) menos o valor inicial (1/100), e dividindo o resultado pelo valor inicial (1/100), tem-se o percentual de 83,7%, que foi a perda do poder de compra da moeda.)

Na prática, essa perda de quase 84% no poder de compra significa que uma nota de R$ 100 hoje tem o mesmo poder de compra que R$ 16 em julho de 1994.  Isso é uma destruição significativa.

Para se ter uma ideia, neste mesmo período, a inflação de preços acumulada nos EUA foi de "apenas" 73,32% (contra 513,55% no Brasil).  Aquilo que custava US$ 100 em 1º julho de 1994 passou a custar US$ 173,32 em 30 de novembro de 2019.  Uma média de 2,22% a cada 12 meses (contra 7,5% no Brasil).

Nem toda destruição é igual

Mas, em meio a esses escombros, há detalhes interessantes — os quais, porém, não deveriam surpreender ninguém que conheça o básico sobre economia.

O IBGE divulga vários componentes que formam o IPCA. Para começar, há o componente "preços livres" e há o componente "preços monitorados".

O componente "preços livres", como o próprio nome diz, engloba todos aqueles itens cujos preços são livremente formados no mercado.  Exemplos:

Alimentos industrializados e semi-elaborados. Artigos de limpeza, higiene e beleza. Móveis. Utensílios domésticos. Equipamentos eletro-eletrônicos. Automóveis. Produtos de cama/mesa/banho. Bebidas. Roupas. Material escolar. Matrícula e mensalidade escolar. Cursos. Produtos in natura. Alimentação fora de casa. Aluguel. Consertos domésticos. Seguro de carro, conserto de carro, lavagem de carro, e estacionamento. Recreação e cultura. Dentistas e todos os tipos de serviços pessoais.

Já o componente "preços monitorados" engloba todos aqueles itens cujos preços são determinados pelo governo via agências reguladoras, estatais e portarias do Ministério da Fazenda. Exemplos:

Todos os tipos de serviços públicos. Taxa de água e esgoto. IPTU. Gás de bujão. Energia elétrica. Ônibus urbano. Ônibus intermunicipal. Metrô. Gasolina e óleo diesel. Planos de saúde. Tarifas de celular e de telefonia fixa. Pedágios. Remédios e outros produtos farmacêuticos. Licenciamento.

O gráfico abaixo mostra a evolução destes dois componentes (veja aqui as taxas mensais de inflação de ambos). Parte-se da base 100 em junho de 1994, o que significa que ambos os componentes custavam R$ 100 em 1º de julho.

prec¸os.png

 Gráfico 1: encarecimento dos bens e serviços cujos preços são livres (linha azul) e dos bens cujos preços são regulados pelo governo (linha vermelha)

Observe que o agrupamento de bens e serviços cujos preços são regulados pelo governo encareceu acentuadamente mais do que o agrupamento de bens cujos preços são estipulados pelo mercado.

Em média, um bem ou serviço regulado pelo governo que custava R$ 100 em julho de 1994 passou a custar R$ 950 em novembro de 2019. Encarecimento de 685%.  Média de 9,42% a cada 12 meses.

Já um bem ou serviço regulado pelo mercado que custava R$ 100 em julho de 1994 passou a custar R$ 540 em novembro de 2019. Encarecimento de 440%.  Média de 6,98% a cada 12 meses.

Algumas curiosidades:

1) A primeira fase do Plano Real, que tinha uma moeda realmente forte, com o câmbio atrelado ao dólar, foi bastante eficaz em domar os preços livres.  De 1996 até o final de 1998, os preços livres (linha azul) demonstraram uma estabilidade que nunca mais seria repetida após 1999, ano da adoção do câmbio flutuante.  Por que o câmbio flutuante não é propício a gerar preços estáveis em países ainda em desenvolvimento foi explicado em detalhes neste artigo.

2) Repare a pequena 'deflação' na linha vermelha ocorrida no início de 2013. Foi quando Dilma reduziu na caneta o preço da energia elétrica. E também congelou o preço da gasolina em um momento em que o dólar estava encarecendo aceleradamente.  Isso foi um fator decisivo que nos trouxe à situação em que estamos hoje.

3) À exceção dessa lambança feita por Dilma em 2013, não parece haver nenhum critério específico na maneira como o governo regula os preços monitorados. Eles estão sempre subindo mais aceleradamente que os preços livres.

4) Como ensina a teoria econômica, aqueles bens e serviços que são ofertados em um mercado concorrencial sempre têm seus preços restringidos pela ação dos consumidores (que podem comprar ou se recusar a comprar). 

Já aqueles bens e serviços ofertados em mercados regulados e fechados pelo governo — os quais na prática são fornecidos por empresas que usufruem um monopólio concedido e protegido pelo governo, como empresas de ônibus, de saneamento, de eletricidade, telefônicas, planos de saúde, postos de gasolina, TV a cabo, internet etc.— podem encarecer continuamente sem qualquer represália. O governo acorda os preços com as empresas protegidas (dentre elas várias estatais) e o consumidor simplesmente não tem o que fazer nem para onde ir.

5) Dentre os preços livres, temos de levar em conta que:

5.a) boa parte da alta advém dos alimentos, que estão sujeitos não apenas a fatores climáticos, como também, e principalmente, à taxa de câmbio: quanto mais desvalorizado o câmbio, maior o incentivo à exportação de alimentos, menor a oferta de alimentos no mercado interno, maiores os seus preços.

5.b) praticamente todos o produtos industrializados e manufaturados nacionais são protegidos por altas tarifas de importação. Não fosse esse protecionismo, seus preços seriam bem menores.

6) Ainda assim, se pegarmos aqueles bens e serviços que são ofertados em regime concorrencial, inclusive os próprios alimentos, eles são os que apresentaram o menor encarecimento dentre todos.

O gráfico abaixo mostra a evolução dos preços dos "artigos de residência", que englobam eletrodomésticos e equipamentos, TV, som e informática, mobiliário, utensílios e enfeites, cama, mesa e banho, e consertos e manutenção; do "vestuário", que engloba roupas masculina, feminina e infantil, calçados e acessórios, jóias e bijuterias, tecidos e armarinho; e dos alimentos e bebidas.

prec¸os2.png

 Gráfico 2: encarecimento dos bens e serviços para casa (linha vermelha), do vestuário (linha azul), e dos alimentos e bebidas (linha verde)

Compare com o gráfico 1 e veja como estes itens subiram bem menos. Com efeito, nota-se que o item "preços livres" foi puxado quase que majoritariamente pelos alimentos — que, como dito, estão sujeitos não apenas a fatores climáticos, como também, e principalmente, à taxa de câmbio: quanto mais desvalorizado o câmbio, maior o incentivo à exportação de alimentos, menor a oferta de alimentos no mercado interno, maiores os seus preços.

Móveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, utensílios, enfeites, cama, mesa e banho, consertos e manutenção doméstica (este certamente foi o item que mais puxou para cima) que custavam R$ 100 em julho de 1994 custam hoje R$ 268.  Encarecimento médio de 4,02% a cada 12 meses.

Roupas, tecidos, jóias e bijuterias que em julho de 1994 custavam R$ 100 custam hoje R$ 380.  Encarecimento de 5,48% a cada 12 meses.

Já aqueles alimentos e bebidas que custavam R$ 100 em julho de 1994 custavam R$ 585 no fim de novembro. Encarecimento de 7,32% a 12 meses bem menos que os bens e serviços regulados pelo governo, que encareceram 9,42% a cada 12 meses.

O fato de todos estes itens — alimentação e bebidas, artigos de residência e vestuário — terem encarecido bem menos que os bens e serviços regulados pelo governo nos leva a uma ironia é inevitável: um item essencial à vida, como alimentação, que está a cargo do mercado, encareceu bem menos que coisas como tarifas de celular e de ônibus (para não dizer dos remédios e planos de saúde), cujos preços são regulados pelo governo. 

Logo, a ideia de que o governo protege os consumidores e é necessário para impedir que o povo seja explorado pelos "gananciosos capitalistas" não só é errada, como está completamente invertida: é o governo quem realmente ferra o povo, ao passo que os capitalistas fornecem os bens e serviços que menos encarecem.

Uma observação sobre juros

Imagine que você vá emprestar dinheiro para alguém. De posse do gráfico 1, você sabe que os preços daqui a um ano ou daqui a vários anos (dependendo do prazo do empréstimo) estarão substantivamente maiores. Esse sempre foi o histórico do Brasil. Nossa moeda nunca permitiu que os preços se comportassem civilizadamente. Como você agirá?

É claro que você embutirá nos juros cobrados essa incerteza em relação à carestia. Por exemplo, como visto, os preços controlados pelo governo provavelmente subirão a uma taxa média de 9,42% a cada 12 meses. Logo, uns 10% ao ano é o mínimo que você deveria cobrar apenas para manter seu poder de compra

Acrescente a isso o fato de que você quer ter algum lucro, o fato de que você quer ser compensado pelo tempo em que ficará sem seu dinheiro, e o fato de que o tomador de empréstimo já está bastante endividado (o que gera alguma incerteza quanto à sua solvência), e você começará a entender por que os juros bancários são altos no Brasil.

Eis uma conclusão importante: juros altos são, acima de tudo, consequência de uma moeda que continuamente perde poder de compra. Sim, um governo gastador, endividado e com orçamento desequilibrado também impulsiona os juros de uma economia (pois ele está continuamente pegando empréstimos para fechar seu orçamento), mas, ainda assim, o principal sustento dos juros altos é a fraqueza da moeda.

Juros altos são a consequência de uma moeda que perde poder de compra. 

Conclusão

O governo, que detém o monopólio da moeda, é um impiedoso destruidor da mesma. Mas nem toda a destruição é igual.

Setores que operam sob concorrência oferecem os bens e serviços cujos preços foram os que menos subiram nos 25 anos de real. 

Mesmo com o explosivo crescimento da quantidade de dinheiro na economia nestes 25 anos — que cresceu a uma taxa média de 18% ao ano —, a concorrência neste setor conseguiu conter os preços, fazendo com que seu encarecimento ficasse confinado, como mostra o gráfico 2, a algo entre 4 e 7% ao ano. Isso é um feito e tanto.

Em contraste, bens e serviços ofertados por setores regulados pelo governo e blindados da concorrência por meio de agências reguladoras conseguiram extrair preços cada vez mais altos da população. E com uma qualidade, no mínimo, insatisfatória.

Ao passo que bens cada vez mais demandados pelo povo — como TVs, smartphones, geladeiras, eletrodomésticos, computadores, notebooks e todos os tipos de vestuário — foram os que menos encareceram, bens e serviços ofertados sob intensa regulação do governo — como planos de saúde, remédios, passagens de ônibus, energia elétrica, telefonia, TV a cabo, gasolina e diesel, pedágios, gás de bujão, taxa de água e esgoto etc. — foram os que mais dispararam.

Mesmo alguns itens que são considerados "preços livres", como mensalidade escolar (que estão entre as que mais subiram nos preços livres), operam sob um regime de proteção estatal. Afinal, a partir do momento em que o governo decreta ser obrigatório matricular seu filho em uma escola — sob pena de encarceramento caso você não o faça —, está criado um mercado cativo, cujos serviços devem ser compulsoriamente consumidos.  Sob esse arranjo cartelizado pelo estado, impossível os preços não dispararem.

Realmente, não é nada complicado. Se você quer bons serviços, bons produtos, idéias inovadoras e preços contidos, você tem de ter mercados livres e concorrenciais. Você tem de ter liberdade de entrada em todos os setores. Você tem de abolir as barreiras regulatórias erigidas pelo governo, as quais servem apenas para proteger as empresas reguladas, garantindo-lhes um mercado cativo e monopolista.

Quanto mais o governo controla, maiores serão os preços, e mais insatisfatórios serão os serviços.

__________________________________________

Leia também:

O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil



autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Mr Citan  30/12/2019 16:18
    Traduzindo: Uma nota de 100 Reais, que conseguia encher de comida um carrinho de supermercado lá em 1994, mal dá pra comprar um marmitex com suco em pleno 2019.
    Ou então, é como se eu fosse voltar ao passado, pegar uma nota destas de 1994, cortar em 6 partes, e uma destas partes seria a nota de 100 Reais de 2019.
    E ainda tem economista que comemora esse disparate.
  • Humberto  30/12/2019 16:24
    Pior: tem economista que diz que é exatamente isso (destruição da moeda) que faz uma economia crescer. E não pense que é só desenvolvimentista/cepalista/keynesiano, não. A turminha de Chicago também pensa assim: quanto mais você destruir a moeda, mais indústrias surgirão e maior será a pujança da população.
  • Pensador Puritano  30/12/2019 17:16
    Paulo Guedes foi infeliz e se equivocou em uma entrevista ao afirmar tal disparate(Inflação gera desenvolvimento,apesar de que isto é possível se a industria estiver com alta capacidade ociosa,agora medir isto é que são elas e é melhor não apostar em tal alternativa),mas acredito eu que ele esteja pensando em dolarizar a economia a partir do momento em que as medidas econômicas sinalizarem equilíbrio fiscal no médio prazo(2024,fonte IFI do senado federal)e se os investimentos estrangeiros acelerarem em direção ao Brasil,mas,porém,devido e contudo as arruaças das esquerda,America latrina afora... está difícil este cenário,mas estancar o déficit público é prioridade,para só depois dolarizar nossa economiae com isso estabilizar os preços e poderemos continuar no trabalho lento e gratificante de mudar mentes e corações mostrando que o livre-mercado é mais eficiente do que o intervencionismo.
  • Fabrício  30/12/2019 17:31
    Para sermos justos, ele não falou que "inflação gera desenvolvimento", mas sim que câmbio mais desvalorizado permite reeindustrialização — o que é igualmente um disparate.

    Fosse assim, a Argentina seria uma potência industrial (para não falar da Venezuela) e a Suíça seria um país em ruínas.
  • Julio Onofrio  30/12/2019 17:39
    "A turminha de Chicago também pensa assim: quanto mais você destruir a moeda, mais indústrias surgirão e maior será a pujança da população." Não sei de onde vc tirou isto.
    "Esforços para manipular a economia por meio de constantes alterações na oferta monetária irão, na melhor das hipóteses, fracassar; na pior, gerarão severos problemas" (veja em mises.org.br/Article.aspx?id=1349).
  • Humberto  30/12/2019 17:56
    Eu me referi à desvalorização da taxa de câmbio, e não à expansão da oferta monetária.

    Chicago é contra a segunda (o que é um tantinho bizarro, pois, no atual arranjo bancário e monetário de países minimamente sérios, a moeda se expande apenas quando pessoas e empresas pegam empréstimos bancários; querer tolher isso é querer tolher a interação voluntária de agentes econômicos), e é a favor da primeira.

    Ou seja, duplamente bizarro.
  • Juliano  30/12/2019 18:25
    "o que é um tantinho bizarro, pois, no atual arranjo bancário e monetário de países minimamente sérios, a moeda se expande apenas quando pessoas e empresas pegam empréstimos bancários; querer tolher isso é querer tolher a interação voluntária de agentes econômicos"

    Sim, correto, mas há exceções: por exemplo, quando são os bancos estatais que expandem o crédito (subsidiado pelo dinheiro de impostos) seguindo ordens de políticos para agradar a seus principais doadores.

    Isso se tornou regra no Brasil do PT (em parceria com as empreiteiras da Lava-Jato), e só agora felizmente foi debelado. Por isso a inflação deu uma forte desacelerada. O governo parou de jorrar dinheiro na economia.

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

    Quem realmente está causando a carestia no Brasil
  • Pensador Puritano  30/12/2019 18:45
    Os índices de preços são uma média ponderada de diversas regiões Brasil anil afora e aqui em minha região,um assalariado está sofrendo na pele as agruras de uma economia indexada e influenciada pelo câmbio e preços administrados,enfim assalariado sofre em todo o Brasil,mas tem regiões que o sofrimento é maior ainda,portanto o índice oficial não consegue captar este fenômeno e nunca irá capta-lo,mas espero que os burocratas do Banco central tenham sensatez e a equipe econômica de Paulo Guedes mais firmeza em debelar este monstro nojento que é a inflação monetária e sua filhote visível,a carestia com aumentos de preços na cesta básica.
  • Régis  30/12/2019 19:01
    Por isso é crucial saber escolher uma boa cidade para morar. Trabalho em casa (home office) e, por isso, escolhi morar no interior do Espírito Santo (perto de Vargem Alta). Tenho acesso rápido a boas praias, sem lotação e a preços muito bons. Por aqui, tudo ainda está bem em conta.

    São coisas assim que ainda me seguram no Brasil: se você souber escolher um bom lugar para viver, o custo de vida ainda é baixo e a segurança ainda é boa.

    Aliás, em termos de segurança, há várias cidades muito boas no interior do Brasil para quem pode trabalhar de casa (como é o meu caso). Não são perfeitas, mas o custo de vida ainda baixo compensa tudo. E, se houver estabilidade da moeda (que é o que me interessa), mesmo que relativa, melhora ainda mais.

    Em várias cidades interioranas dos estados do sul e do sudeste (e em alguns do Centro-Oeste), você consegue segurança, baixo custo de vida, boas opções de lazer e boa gastronomia. Isso pra mim é a definição de qualidade de vida.

    Por isso, para mim, cidades do interior do sul e do sudeste são opções imbatíveis. Se você conseguir trabalhar de casa (algo cada vez mais comum), não pense duas vezes: fuja das capitais e das grandes cidades (que são barris de pólvora; a mentalidade da esquerda universitária revolucionária ainda é forte) e vá para o interior, onde ainda há um maior conservadorismo, mais segurança e um maior laço entre as pessoas. E, como dito, o custo de vida é bem tolerável.
  • anônimo  02/01/2020 22:42
    Regiões pobres que se apegam ao estado e defendem a intervenção deste destroem e nao desenvolvem sua economia regional e acabam se degradando maia rapido. Ae eles migram fugindo dessas regioes. Tudo depende do quanto essas novas rwgioes aceitam eles.
  • Constatação  02/01/2020 20:26
    Bem observado.

    Me casei em 1998 e fui com minha esposa (depois ex) no mercado para fazer o primeiro"rancho".

    Lembro como se fosse ontem: 127 reais, e o carrinho quase transbordando de mercadoria.
  • Guilherme  30/12/2019 16:50
    Aproveitando o tema, vocês viram que foi só o Banco Central parar com aquelas intervenções atabalhoadas no câmbio (vendia spot e comprava futuro), que o dólar rapidamente desabou?
  • Marcelo  02/01/2020 11:54
    Artigozinho mentiroso... Se você olhar o preço da carne verá um gráfico pior ainda.
    Mas o objetivo é só bater no governo, não é mesmo?!
    Isso, sem falar no preço dos serviços, sem qualquer interferência do governo.
    E as tarifas bancárias então... nem se fala.
  • Leandro  02/01/2020 15:10
    "Artigozinho mentiroso…"

    Vejamos.

    ?"Se você olhar o preço da carne verá um gráfico pior ainda."

    Eis o gráfico da evolução do preço do quilograma da carne, já em reais:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/commodity-beef.png?s=beef&v=202001020120V20191105&d1=19200127

    Fonte: tradingeconomics.com/commodity/beef

    Como se nota, o preço foi de R$ 2,50 para R$ 14. Aumento de 460%. Menor que o aumento geral dos preços dos alimentos (580%), e muito menor que o aumento dos preços controlados pelo governo (950%).

    "Isso, sem falar no preço dos serviços, sem qualquer interferência do governo. E as tarifas bancárias então... nem se fala."

    Para começar, os "serviços" englobam, dentre outras coisas, serviços médicos, que são uma área totalmente regulada pelo governo (a entrada neste setor é totalmente restrita).

    Adicionalmente, aquilo que geralmente é tido como "serviços" são áreas que não sofrem concorrência externa (você não pode importar serviços de manicure, corte de cabelo, estacionamento ou lavagem de carro).

    Outra: desnecessário dizer que todas estas áreas sofrem, sim, enorme interferência do governo, pois é o governo, por meio de suas licenças, regulações e demais burocracias, que dificulta enormemente o surgimento de concorrência nestas áreas.

    Grande exemplo disso são as próprias tarifas bancárias que você citou. Dificilmente há um setor tão ou mais regulado que o sistema bancário (já ouviu falar em "Banco Central" e "CMN"?). Bancos são cartéis que operam em um setor completamente protegido pelo governo, que é quem decide quem pode e quem não pode entrar. (Dica: quase ninguém pode). Se você for ao Banco Central e disser que quer abrir um banco e que tem capital disponível para isso, você será imediatamente tratado como criminoso, a Receita Federal irá devassar sua vida pregressa, e, obviamente, você terá seu pedido negado (sei disso pela experiência própria de um conhecido).

    Logo, por operaram em um setor completamente protegido pelo governo, bancos obviamente podem cobrar o preço que quiserem. E o fato de você citar tarifas bancárias apenas reforça ainda mais o argumento do artigo. Tiro no pé seu.

    Dito isso, com o recente surgimento dos bancos digitais, só paga tarifa bancária quem quer. Eu mesmo tenho conta em banco digital e nunca paguei um centavo de tarifa nenhuma. Pagar tarifa bancária hoje é só para quem é preguiçoso e não quer gastar cinco minutos de sua vida abrindo (gratuitamente e sem sair de casa) uma conta em um banco digital.

    "Mas o objetivo é só bater no governo, não é mesmo?!"

    O objetivo é mostrar verdades. Se você ficou ofendido com fatos, aí nada posso fazer.

    Sigo no aguardo da demonstração de onde estão as "mentiras" do artigo.
  • msz  02/01/2020 17:49
    Li e Reli seu texto. Deveria fazer parte obrigatória do texto principal. Parabéns.
  • Thiago  30/12/2019 16:58
    Esse tipo de texto deveria ser de obrigatório entendimento para se começar o ensino médio, para tomar posse no congresso e câmaras estaduais e municipais, no STF e STJ, pra ser presidente da república, governador e prefeito.


    Aí daria pra ver um pingo de esperança pra esse país!
  • Carlos Alberto  30/12/2019 17:24
    Quanto maiores são as grandezas, mais as coisas vão se tornando espantosas. Um apartamento que hoje custa R$ 1 milhão custava R$ 167.500 em 1994.

    Falando de outra maneira, quem guardou R$ 167.500 em 1994 achando que compraria um apartamento de luxo no futuro (algo que conseguia comprar tranquilamente com esse valor naquela época) não consegue nem comprar um utilitário hoje com esse valor.
  • José Sobrinho  30/12/2019 17:35
    Uma nota de R$ 50 tem hoje o mesmo poder de compra que R$ 8,38 tinha em 1994.

    Uma nota de R$ 10 vale hoje R$ 1,68

    E uma de R$ 5 vale hoje R$ 0,84.

    A moeda de R$ 0,50 vale hoje R$ 0,08.

    A moeda de R$ 0,25 vale hoje R$ 0,04.

    E a moeda de R$ 0,01 não vale mais nada.
  • Mr Citan  30/12/2019 19:28
    Acho que hoje em dia nem mais acha para servir de troco, a moeda de R$0,01.

    Graças a inflação, virou um valor que só serve pra servir de contabilidade na hora de fechar o caixa quando tem falta de troco.

    Enquanto isto nos EUA, não importa o valor, você sempre vai receber moedas de US$ 0,01 no troco.
  • Antonio  30/12/2019 19:36
    " E a moeda de R$ 0,01 não vale mais nada. " De fato. Atesto. Trabalho no comércio varejista e elas, as moedas de um centavo, são literalmente desprezadas e desprezíveis.
  • Numismático  30/12/2019 19:50
    Lembrando que a cédula de R$ 1, que já foi retirada de circulação há muito tempo (pois não comprava quase mais nada), é hoje vendida no Mercado Livre por até R$ 50.

    lista.mercadolivre.com.br/colecoes/cedulas-moedas/cedulas/brasil/cedula-1-real
  • Karl Marx  05/01/2020 22:43
    Apaga, tá me dando gatilho.
  • Pablo  30/12/2019 19:31
    Uns 3 anos atrás um economista americano divulgou um estudo onde ele avalia a carestia de produtos/serviços americanos entre 1996 a 2006. "Coisas que realmente precisamos estão ficando mais caras enquanto outras superficiais estão mais baratas" basicamente essa foi a chamada da matéria nos veículos da mídia por lá.

    Segundo o próprio autor do estudo o motivo é claro:

    "International, global competition lowers prices directly from lower-cost imported goods, and indirectly by forcing U.S. manufacturers to behave more competitively, with lower prices, higher quality, better service, et cetera,
    .
    Prices rise when [health care and college] markets are not competitive and not exposed to global competition ... and prices rise when easy credit is available."

    www.washingtonpost.com/news/wonk/wp/2016/08/17/the-stuff-we-really-need-is-getting-more-expensive-other-stuff-is-getting-cheaper/
  • Leandro  30/12/2019 19:49
    O gráfico dele é excelente. Pena que ele não fez uma interpretação profunda, embora tenha entendido o básico. O certo seria ele dizer: produtos de luxo (regulados pelo mercado) estão cada vez mais baratos ao passo que coisas básicas como serviços de saúde (regulados pelo governo) estão cada vez mais caros.

    O gráfico dele diz tudo.

    "College" (universidade e faculdade) é subsidiada pelo governo americano em moldes idênticos ao FIES, criando uma clientela "cativa e garantida" (como bem disse um leitor ali em cima) para as instituições.

    O setor de "textbook" -- livros universitários -- é totalmente regulado pelas leis de copyright e, assim como as universidades, pode contar com compradores cativos e compulsórios.

    "Childcare" é, disparado, uma das indústrias mais reguladas do país. Não é qualquer um que pode entrar.

    Por outro lado, nos EUA, software, wireless service, toys e TVs existem em um mercado totalmente concorrencial. Lá, os preços dessas coisas - como mostra o gráfico - estão em deflação.

    Impressionante.
  • Felipe  30/12/2019 20:22
    Como residente na Flórida, posso atestar de que de fato esses livros (os que tive de comprar para o meu curso de Inglês) possuem um preço simplesmente pornográfico, coisa de US$60 (mais caro do que encher o tanque de gasolina de um Charger). E realmente há a porcaria dos direitos autorais, ou seja, nem que seja para fim de ensino você pode livremente copiar o conteúdo do livro.

    Sobre os cuidados de criança, dei uma rápida olhada nesse trecho. É caro, mas perto de cursos de graduação, é uma pechincha (e é cuidar de uma criança, não escrever em lousa).

    Setor de ensino americano é uma verdadeira geringonça. A distorção é tamanha que nem nas universidades estatais eles conseguem maquiar os custos (que não são embutidos como no Brasil). Em algumas universidades esses custos anuais são maiores do que manter um BMW Série 3 por um ano (passam de US$ 60 mil; na FAU, universidade estatal na Flórida, depende, mas vi custos de US$ 18 mil, se não me engano). Não tem como você frequentar aulas com professor mexendo na lousa ser algo mais complexo do que fabricar um carro lá na Alemanha. Não sei se é em todo o país, mas no colégio onde eu frequentei, é uma porcaria o sistema de pagamento: ou você paga por todo o semestre, ou você precisa tirar um empréstimo e você ir tendo que pagar como se fosse uma mensalidade (e não é como se fosse uma mensalidade; não há flexibilidade), de forma que você depois tem que engolir todo o custo, mesmo que ache o curso uma latrina e decida sair antes. Para você conseguir o reembolso, uma burocracia total. Para aprender Inglês, melhor coisa é fazer algum curso livre por aí, não gostou, você para de pagar e pronto, ninguém vai te encher o saco depois. Só depois eu descobri de que se tratava disso, como eu fui ingênuo... além do problema de dívidas estudantis em níveis bilionários, tem federações que ainda restringem para os coitados dos recém-formados (e endividados) coisas como licença para a profissão, habilitação... e aí o sujeito não consegue depois pagar essa dívida. Além do lixo do sistema que copia o FIES, tem auxílio federal, um monte de programa e não sei mais o quê... preciso até pesquisar a fundo sobre esse assunto (devo colocar em meu blog quando for possível). Pelo menos ainda há formas de estudar de graça, por sinal mais fácil do que no Brasil. Muitos gostam de comparar os custos das universidades europeias com as das americanas, mas eles esquecem de que isso acontece simplesmente pois nas universidades americanas o desperdício de recursos é muito maior, com departamento de estudos de não sei o quê, escritório de sabe-se lá o quê, moradia estudantil, refeição estudantil... aí fica fácil ficar mais caro. Claro que manter BMW é mais em conta: não existe um departamento federal para BMWs, não existe um programa "Meu BMW, Minha Vida" e nem existe um programa "Programa de Incentivo aos BMWs".

    Setores inflados americanos: habitação, saúde e ensino. Regulações e subsídios crescentes, além de encarecer os serviços, deixaram piores e todo esse setor ficou burocratizado.
  • Mr Citan  02/01/2020 16:25
    Cara, muito bacana o seu depoimento.

    Desmitifica muita papagaida que Youtuber bananense fala sobre os EUA, principalmente na Flórida, onde parece que os brazucas pensam que Orlando é a terra das oportunidades.
    Quando você for criar o seu blog contando estas suas experiências, por favor compartilhe por aqui.
    Abraços.
  • Felipe  02/01/2020 17:26
    Na verdade de fato há oportunidades na Flórida. Mas realmente tem YouTuber que apesar de morar fora, ainda é meio alienado e fala besteira (para usar um termo marxista). Ou ele tenta denegrir o país (mas não sai dele) ou ele faz o contrário extremo (acompanho canais de pessoas que moram nos EUA desde pelo menos 2012, então já conheço casos parecidos). Eu voltei para o Brasil (foi por motivo pessoal, não foi culpa de seguradora de saúde, de dívida de hospital nem do Trump) e no ano passado dediquei parte do tempo em escrever artigos desmitificando e expondo verdades sobre o país para o meu blog, incluindo sobre o sistema de saúde. Claro que escrevi também no meu diário sobre quase tudo que ocorre. Eu confesso que tenho vontade de voltar, espero que consiga (ainda tenho o visto de residência), mas tenho outras encrencas a resolver. Agora estou escrevendo sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA e demais países desenvolvidos, colocando também minha experiência pessoal no meio. Pretendo também abordar temas como dívidas estudantis e relatar o que aconteceu comigo. Estou com vários artigos em Inglês sobre esses temas guardados, os quais eu irei ver depois. Pelo menos por lá as instituições de ensino (mesmo as estatais), apesar desse estrago causado por décadas, ainda conseguem ser melhores e mais dentro da realidade. No Brasil o que eu só via era demonização do mercado, como se os caras quisessem se isolar. Não tem problema se isolar, o problema é se isolar, criticar o mercado mas viver às custas dele (no caso as instituições de ensino superior). Claro que já vi em colégio gente apoiando o Bernie Sanders, mas eu ainda não havia visto uma amostra de comunismo encalacrado como via no Brasil. Brasil ainda é um país comunista.

    Obrigado pelo seu comentário.
  • Felipe  02/01/2020 17:31
    Ah, outra coisa. Falei também do ônibus lá no blog. O ônibus onde eu morava era muito ruim (em Lake Worth Beach). Sem carro você fica isolado, tanto é que não é difícil achar empresa que requer que você tenha o seu carro para ser contratado. Quase ninguém usa os ônibus, que no caso da cidade anteriormente mencionada, provavelmente são um monopólio estatal (da PalmTran).

    Queria fazer de temas como jornada de trabalho e direito trabalhista, mas nada encontrei de substancial ainda (tentei até falar com o Ryan McMaken, que é do Mises Institute).
  • Mr Citan  02/01/2020 19:34
    Realmente, vivenciei na pele essa falta de carro nos USA, no primeiro dia que eu estive lá.
    Em cidades como Miami, Dallas, Las Vegas (as que eu estive), se o cara depender de ônibus, trem ou metrô, tá na roça!
    Já em cidades como Newark, Philly e Chicago, o sujeito até consegue se virar sem carro, mas não adianta muito se não tem emprego.
    Em Washington D.C. é outra que dá pra se virar sem carro, mas se o cara morar mais distante, tipo redondezas de Maryland, vai penar sem carro.

    Baltimore? Passei batido! Nem quis correr esse risco.
    Enfim,relatos como o seu são importantes pra que muito bananense não quebre a cara por lá.
    E valeu por compartilhar isto com o pessoal aqui.
    Desejo que você possa voltar pra lá se assim o quiser.
    Abraços.
  • Felipe  02/01/2020 23:23
    Interessante o seu relato. Obrigado, outro abraço para você.
  • Em busca da verdade  30/12/2019 19:54
    Teve uma época em que os preços monitorados, especialmente da gasolina, subiam só um pouquinho, gov Dilma. E a Petrobras pagou a conta, quase falindo.

    Hoje ela segue a cotação internacional, para derivados do petroleo e gás, o que tem resultado em aumentos muito maiores e tornado a vida dos caminhoneiros um inferno. Privatizar não vai adiantar nada, pq a cotaçao é internacional.

    Vc querem então a volta do congelamento? Quando sobe mt vcs criticam, quando sobe pouco, criticam 10x mais.

    Vai entender... Alias, o que vcs querem é simplesmente que o Estado não gerencie mais nada. Não importa se o preços subirem 10x mais. Só importa que o Estado não regule nada. Esse é o ponto. Não tem nada a ver com suposta preocupação com o bolso do consumidor.



  • Amante da Lógica  30/12/2019 20:50
    "Teve uma época em que os preços monitorados, especialmente da gasolina, subiam só um pouquinho, gov Dilma. E a Petrobras pagou a conta, quase falindo."[/link]

    Correto. E isso dizimou o capital da Petrobras em R$ 60 bilhões. As ações, que chegaram a valer R$ 35, desabaram para R$ 4. A empresa quase virou uma [i]penny-stock
    . Mais uns 6 meses de Dilma, e a Petrobras estaria hoje comprada pela PDVSA.

    "Hoje ela segue a cotação internacional, para derivados do petroleo e gás, o que tem resultado em aumentos muito maiores e tornado a vida dos caminhoneiros um inferno. Privatizar não vai adiantar nada, pq a cotaçao é internacional."

    Ela segue a cotação internacional mais a variação do dólar. Os sucessivos aumentos foram pelo óbvio motivo de que o dólar saiu de R$ 3,10 para R$ 4,20 ainda em 2018. Aí é óbvio que o preço disparou.

    O problema não está no fato de o petróleo ser uma commodity negociada em dólar no mercado internacional (realidade essa que vale para absolutamente todos os países do mundo), mas sim no fato de a moeda ter se desvalorizado profundamente em 2018 (exatamente como desenvolvimentistas e intervencionistas sempre defenderam, o que é o ápice da ironia).

    Artigo inteiro sobre isso, com dados e gráficos:

    A real causa da disparada do preço dos combustíveis (e não é a Petrobras e nem fatores externos)

    "Vc querem então a volta do congelamento? Quando sobe mt vcs criticam, quando sobe pouco, criticam 10x mais."

    Você está bem? Pergunto isso porque claramente você não está fazendo pleno uso das faculdades mentais. De onde você tirou esta conclusão? Tomando por base tudo o que foi explicado acima, de onde vem a constatação de que se está defendendo congelamento de preços?

    A propósito:

    O atalho para o totalitarismo - por que não se deve brincar com a ideia de controle de preços

    "Vai entender…"

    É exatamente a expressão que está em minha mente agora…

    "Alias, o que vcs querem é simplesmente que o Estado não gerencie mais nada."

    Ué!

    Primeiro você diz que estamos defendendo congelamento de preços (uma óbvia e profunda intervenção estatal). Agora diz que estamos querendo que o estado não gerencie absolutamente nada (no que você está correto).

    O fato de você não perceber que incorreu em profunda contradição no exíguo espaço de duas frases seguidas (uma façanha) comprova o que eu disse acima sobre o estado de sua mente.

    "Não importa se o preços subirem 10x mais. Só importa que o Estado não regule nada. Esse é o ponto."

    Defina-se, por favor. Afinal, queremos congelamento de preços ou queremos ausência total do estado? Não dá para argumentar as duas coisas ao mesmo tempo.


    "Não tem nada a ver com suposta preocupação com o bolso do consumidor."

    O artigo inteiro mostra que preços regulados foram mais nocivos para o bolso do consumidor do que preços livres. Como consequência, defende-se preços livres tendo em mente o bolso do consumidor. E aí você vem e diz que a defesa de preços livres nada tem a ver com a preocupação com o bolso do consumidor (afinal, segundo você lá em cima, queremos preços congelados).

    Eis uma [link=]humilde sugestão para você[/link]:

    Lista de remédios para psicose, incluindo esquizofrenia
  • Alexandre Dias  30/12/2019 22:51
    Rapaz, tem gente que deve ter fetiche por passar vexame. Definitivamente "Em Busca da Verdade" demonstra ser um deles.

    Que massacre!
  • Felipe  30/12/2019 20:01
    Que delícia! Vou começar a ler agora mesmo esse artigo do Leandro.
  • Felipe  30/12/2019 20:38
    Lembrei de um artigo similar publicado pelo Leandro anos atrás.

    Leandro, não sei se você viu a entrevista do Paulo Guedes ao O Antagonista semanas atrás, mas lá ele disse que o Real estava "sobrevalorizado" antes (não sei se ele estava se referindo ao Plano Real original e/ou aos anos no governo Lula), como se isso fosse algo ruim. O que você acha disso?
  • Leandro  30/12/2019 21:05
    Sim, eu vi. Ele disse que nós estávamos "importando barato" — sendo que somos o país mais fechado do mundo entre as economias relevantes — e que era isso que estava causando "desindustrialização". Esse é o mesmíssimo argumento de Ciro Gomes.

    E ainda deixou claro que a "solução" para isso é desvalorizar a moeda.

    Desanimador.

    Adicionalmente, ele diz que sempre tivemos um fiscal frouxo, e que por isso compensávamos na política monetária, que era rígida, com juros altos (e que por isso o dólar "sempre era barato"). Mas não é verdade que sempre tivemos "fiscal frouxo". De 2003 até 2014, sempre tivemos superávit primário. Houve até superavit nominal em alguns períodos. E, obviamente, nunca tivemos monetário rígido (só a partir de 2015). Antes de 2015, os bancos estatais barbarizavam. Isso não pode ser considerado um monetário rígido.

    Enfim, como sempre foi dito aqui, chicaguista, em termos de moeda, é desenvolvimentista: basta desvalorizar o câmbio, que surgirão indústrias portentosas...


    P.S.: o dólar barateou recentemente, mas foi exatamente por isso mesmo: foi o dólar que barateou (veja o índice DXY), e não o real que se fortaleceu.
  • Thiago  31/12/2019 19:11
    Mas Leandro, se o Fed colocou o Dolar em paridade com uma cesta de commodities (li isso aqui mesmo em algum comentário de outro artigo), ele não poderia estar barateando, pois nesse caso continua com a mesma paridade, nao?

    Nao sei se meu raciocínio esta certo, mas nesse caso o Dolar estaria estável e as outras moedas sim, estariam valorizando/desvalorizando em relação a ele...

  • Trader  01/01/2020 15:26
    O Fed não colocou o dólar estável em relação a uma cesta de commodities (no sentido de que não fez isso de propósito), isso apenas aconteceu. Mas desde novembro, as commodities encareceram em dólar (ou seja, o dólar se enfraqueceu também em termos das commodities).

    Pode conferir:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/commodity-crb@2x.png?s=crb&v=202001011513V20191105
  • Felipe  02/01/2020 02:16
    Meu Lange do Céu, acho que meu comentário não apareceu... vamos lá de novo (esse é o ponto fraco do site).

    "Sim, eu vi. Ele disse que nós estávamos "importando barato" — sendo que somos o país mais fechado do mundo entre as economias relevantes — e que era isso que estava causando "desindustrialização". Esse é o mesmíssimo argumento de Ciro Gomes."

    Talvez ele estivesse se referindo a isso somente pela questão cambial, correto? Ou estou errado?

    "Adicionalmente, ele diz que sempre tivemos um fiscal frouxo, e que por isso compensávamos na política monetária, que era rígida, com juros altos (e que por isso o dólar "sempre era barato"). Mas não é verdade que sempre tivemos "fiscal frouxo". De 2003 até 2014, sempre tivemos superávit primário. Houve até superavit nominal em alguns períodos. E, obviamente, nunca tivemos monetário rígido (só a partir de 2015). Antes de 2015, os bancos estatais barbarizavam. Isso não pode ser considerado um monetário rígido."

    Fiscal seria a questão de controlar despesas? Porque por exemplo, a dívida brasileira começou a aumentar consideravelmente no arranjo do câmbio atrelado e a parte fiscal ficou pornográfica, como pode ser demonstrada nesses dois artigos (o outro). Política monetária seria o que exatamente? O Banco Central tentar manter o poder de compra da moeda ao longo do tempo? Porque, por exemplo, neste comentário seu de anos atrás, você afirmou que:

    "Por que não funcionou? Ora, por aqueles mesmos motivos que este Instituto nunca se cansa de repetir: o que determina a robustez de uma moeda não é taxa de juros e nem manipulações cambiais, mas sim a solidez de seu governo, de sua política monetária e de sua política fiscal.

    Especificamente sobre a China, já publicamos vários artigos (ver aqui, aqui e aqui) mostrando que aquele arranjo de expansão de crédito estatal não poderia se manter para sempre. Em algum momento, algo sairia do lugar.

    Por ora, é a sua moeda que está sofrendo."


    Dado de que o arranjo atual na China é de um câmbio semi-fixo, então ele em tese não funciona, por ser uma manipulação cambial? Difere de alguma coisa com relação ao adotado nos bancos centrais de Hong Kong e do Brasil (neste caso no Plano Real)? Desculpe-me em caso de eventuais confusões.
  • Vladimir  02/01/2020 15:34
    "Talvez ele estivesse se referindo a isso somente pela questão cambial, correto? Ou estou errado?"

    Dá no mesmo. Se as importações estivessem realmente baratas, então o volume delas seria muito maior em relação ao PIB, algo que, como mostra a notícia acima (de que o Brasil é o país mais fechado do mundo entre os países minimamente sérios), não é o caso.

    "Fiscal seria a questão de controlar despesas?"

    Sim.

    "Política monetária seria o que exatamente? O Banco Central tentar manter o poder de compra da moeda ao longo do tempo?"

    Em tese, deveria ser. Na prática, porém, política monetária moderna se resuma a apenas o BC aumentar e diminuir os juros.

    "Dado de que o arranjo atual na China é de um câmbio semi-fixo"

    Não é mais. Aliás, deixou de ser há muito tempo.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/china-currency.png?s=usdcny&v=202001021528V20191105&d1=19950102&d2=20200102
  • Gustavo  30/12/2019 21:08
    130 anos de república já somam mais de 6,5 trilhões de % em inflação. Os cálculos estão na internet. Pesquisem. Já nos 67 anos de império tivemos uma média anual de 1,58% de inflação dando inflação de 286% em 67 anos. O poder moderador de Dom Pedro II recebia 67 contos de réis por mês durante 49 anos e sem aumentos. Com esse dinheiro ele doava a metade para pagar os estudos de 409 brasileiros durante esses 49 anos de segundo reinado. Durante os 6 anos da guerra do Paraguai Dom Pedro II doava outros 25% para custos de guerra.

    O império foi o único governo que deu certo por aqui. E a república nitidamente falhou em tentar ser melhor do que o império.
  • Mr Citan  02/01/2020 18:08
    Essa inflação baixa no Império, se deve ao fato de que a corrupção no período regencial era mínima ou quase inexistente, junto com a política de contenção de custos, principalmente no reinado de Dom Pedro II, tornando célebre a frase "Despesa inútil é furto à Nação.", frase esta que deveria ser repetida e propagada até o fim dos tempos.

    E mais importante, a benção do Padrão-Ouro, que o Império do Brasil defendeu até o fim.

    Se não fosse por conta do endividamento causado pela Guerra do Paraguai , eu acredito que o índice inflacionário seria menor ainda.
  • anônimo  02/01/2020 23:03
    Foi o custo de manter o imperio. Se o rio deixasse quem quisesse se separar, aquela região do sul e que estaria endividada ou sob dominio de outro pais.
    Pode se dizer que o centralismo causou essa divida ao imperio.
    Infelismente o império tambem nunca consegui ser um mercado livre como a inglaterra. A cultura escravocrata, protecionista, elitista intervencionista atrasou o desenvolvimento da nacao.
    Era padrao ouro, mas a falta de liberdade nao permitiu que o desenvolvimento da antiga colonia fosse agilizado. Entao essa divida da guerra nunca teve boas chances de ser rapidamente sanada
  • Mr Citan  03/01/2020 19:50
    Foi o custo de manter o imperio. Se o rio deixasse quem quisesse se separar, aquela região do sul e que estaria endividada ou sob dominio de outro pais.
    "Pode se dizer que o centralismo causou essa divida ao imperio."

    Errado! O dito "centralismo" na qual você fala não foi o que deixou o Império endividado, visto que isto foi o que não deixou o Império ser comido pela corrupção e pelo clientelismo e coronelismo, que ocasionaria endividamento do Império.
    A federação de araque que surgiu com a república, acabou com a estabilidade obtida no Segundo Reinado, e por consequência, toda a sorte de assaltos e confiscos ao tesouro do Estado, ocasionando sim um tremendo rombo e endividamento da república.

    "Infelismente o império tambem nunca consegui ser um mercado livre como a inglaterra. A cultura escravocrata, protecionista, elitista intervencionista atrasou o desenvolvimento da nacao."

    Infelizmente a prioridade do Império era manter a união e estabilizar o sistema.
    Quando conseguiu isto, teve a Guerra do Paraguai, que deixou uma baita dívida ao Governo e de novo o Império teve que ter uns bons anos para estabilizar as coisas.
    Mas os Conservadores e os Liberais conseguiram aos poucos colocar na prática pautas como a tarifa Silva Ferraz, que reduzia as taxas sobre as importações de máquinas, e a revogação da Lei dos Entraves.
    Com a Abolição da escravidão, e em seguida a reforma agrária das terras da união, que seria feita para os escravos libertos, na futura regência de Isabel I, seria o passo inicial para abolirem a Lei de Terras, o que melhoraria o ambiente para investimentos e deslanche da economia.

    Com todo esse ambiente favorável, o Império poderia continuar com o seu projeto de nação em desenvolvimento a medio e longo prazo.
    Mas veio o golpe da república, e pôs todo o esforço de anos para o lixo.
  • Rogério  30/12/2019 21:22
    Outro adendo interessante é a questão das mensalidades das faculdades privadas. Depois que o governo inventou o FIES (que na prática representa uma clientela crescente, cativa e garantida para as faculdades) as mensalidades explodiram.

    Outro exemplo de preços livres inflacionados por uma atuação estatal (subsídios).
  • Rogério  30/12/2019 21:31
    Vejam que coisa inesperada: o governo subsidia o consumo de algo, aí o preço desse algo aumenta.

    Faculdades que recebem recursos do Fies reajustam preços acima da inflação
  • Daniel Eick  31/12/2019 12:52
    Trabalho com imóveis, e o minha casa minha vida fez exatamente isso. Em um curto espaço de tempo os valores dispararam.
  • anônimo  02/01/2020 23:11
    O subsídio e pago com aumento de impostos, a população fica mais pobre, e compra menos . Os precos cairiam num mercado livre. Mas o gov injeta dinheiro no mercado imobiliario. Entao ele aumenta os precos do imoveis com essa procura e excesso de dinheiro.
    Quem recebe o privilegio fica com a casa e com contrato mais caro que num mercado livre. Quem nao recebe , nao consegue comprar imovel.
  • junior  30/12/2019 22:25
    você ia na padaria com 1 real, comprava um monte de coisas e ainda sobrava troco.
  • Realista  30/12/2019 23:03
    Infelizmente não há solução realista para o problema levantado pelo artigo. Se fosse implantado um Currency Board conforme o articulista defende, os juros disparariam devido aos déficits incontroláveis do governo. Uma moeda eternamente forte no Brasil geraria uma recessão profunda e perene devido a este motivo, inclusive no câmbio flutuante pois juros extremamente altos teriam que ser a norma. Seria necessário calotear toda a dívida pública, proibir a emissão de novos títulos da dívida publica e adicionalmente calotear o INSS para reduzir os gastos do governo, para que finalmente houvesse superávit nominal e para que uma moeda forte pudesse existir sem efeitos colaterais. Quem faria isso? O Brasil não tem solução viável.
  • DaBilhão?  31/12/2019 01:17
    O único impedimento é puramente ideológico; O Brasil tem mais reservas cambiais do que a base monetária
    tradingeconomics.com/brazil/money-supply-m0 Inferior a 300 bilhões
    ''Temos'' 361,7 bilhões em reservas cambiais
    Ou seja, mesmo essa suposta disparada inicial dos juros poderia ser atenuada ou até anulada com o excesso de reservas acima da base monetária; (corrijam-me se isso não for possível)

    Muito melhor trazer juros baixos e estabilidade cambial com um currency board do que ficar queimando reservas por meio de um sistema flutuante sujo

    Só nessa disparada recente, foi-se 27bi
    www.gazetadopovo.com.br/republica/pais-vendeu-dolares-reservas-internacionais-impacto/

    Nem os chicaguistas tem colhões de aceitar flutuante limpo na bânania; a ideologia vai pro espaço no primeiro puxão de orelha da realidade

    A estabilidade cambial do arranjo permitiria aumento de investimentos no país, o maior crescimento econômico aumentaria a arrecadação;
    Essa estabilidade cambial também reduziria o risco de um investidor extrangeiro comprar titulos Brasileiros;
    A Inflação menor também ajudaria a reduzir os juros (o artigo expôs o motivo, favor lê-lo)

    Também permitira uma salutar abertura comercial no Brasil e maior estabilidade dos insumos;

    O Guedes aparentemente sabe que custos altos prejudicam a industria (quer um choque de gás barato), mas não consegue ligar dois pontos, o Gás é cotado em dolar
  • estudante  31/12/2019 01:58
    Leandro, explica pra gente esse comentário!
  • anônimo  31/12/2019 02:08
    Pois é, mas a sorte é que nesse caso do gás natural ele pode até conseguir, pois o preço do gás natural em dólar desabou e está nas mínimas históricas.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/commodity-natural-gas.png?s=ng1&v=201912310150V20191105&d1=19950106

  • Supply-sider  31/12/2019 02:07
    "Se fosse implantado um Currency Board conforme o articulista defende, os juros disparariam devido aos déficits incontroláveis do governo. Uma moeda eternamente forte no Brasil geraria uma recessão profunda e perene devido a este motivo"

    Uma moeda "eternamente forte" geraria juros irrisórios, pois o componente inflacionário estaria abolido.

    Hoje, quem empresta dinheiro cobra juros altos exatamente por causa das expectativas inflacionárias, que sempre foram historicamente altas no país. Se você sabe que a moeda tem um histórico de se desvalorizar próximo de 10% ao ano (vide preços controlados), então é claro que você vai embutir isso nos juros.

    Já com moeda forte e inflação em zero, todo esse componente é abolido. E os juros caem.

    A tese de que os juros explodiriam por causa de déficits do governo é algo que não se sustenta na prática. Vide o mundo ao seu redor. Governos com dívidas nas máximas, tendo altas necessidades de financiamento, e juros bancários nas mínimas.

    O que muita gente ignora é que, com uma economia em crescimento, a renda disponível das pessoas é maior. Com mais renda disponível, há mais poupança. Com mais poupança e renda há mais facilidade para se financiar os déficits do governo.

    Uma coisa é financiar déficits do governo com a economia em recessão. Aí de fato os juros disparam, pois os investidores que emprestam para o governo desconfiam de como e de onde o governo conseguirá dinheiro para quitar juros e principal. Já em uma economia em crescimento, esse medo não existe. Por isso os juros caem.

    Esse é o básico da teoria da supply-side economics. E foi exatamente assim que aconteceu durante o governo Reagan.

    Ou seja, para resumir: estabilize a moeda em relação a uma cesta de commodities, veja a inflação desabar, a economia deslanchar e os juros afundarem.
  • anônimo  31/12/2019 14:47
    O componente inflacionário, sem sombra de dúvidas, é o principal fator para os juros altos, como diz o artigo. Porém, no Brasil, o grande volume de créditos subsidiados concedidos nos últimos anos, também estremece as bases de transmissão da política monetária para a economia como um todo, fato que enseja uma política monetária mais rígida para corrigir as distorções. Portanto, mesmo com os superávits primários obtidos durante toda a década de 2000 até meados da atual, sempre houve a presença de juros reais muito altos, a despeito da política fiscal equilibrada e do crescimento econômico ocorrido. Passadas estas observações, o que quero dizer é que não é somente estes componentes macroeconômicos que fornecem os indicativos de formação das taxas de juros. Sei que isto é consenso geral nesta comunidade. O problema no Brasil também reside no âmbito regulatório. É inacreditável como as regras do jogo mudam absurdamente. Até o passado em nosso país é incerto, meus amigos! Não obstante o cartel constrangedor existente no setor bancário, e a intervenção econômica hiperbólica existente, as decisões e entendimentos proferidos pelo Judiciário, principalmente, contribuem muito para o alto custo de acesso ao capital. Na minha modesta opinião, a adoção do Currency Board serial vital para o nosso país, contudo, não constituiria, em um primeiro momento, a solução para este grave problema: edição e aplicação de normas! Por qual motivo digo isso? Pois neste regime, o governo nao executa política monetária, ficando esta a cargo do mercado. Basta os juros permanecerem parcialmente altos para os intervencionistas começarem a ruminar. Falo isso pois sou temeroso de que este problema possa afundar o Currency Board, uma vez adotado, e com isso, danificar, perenemente, a sua imagem.

  • Pensador Puritano  07/01/2020 13:53
    Paulo Guedes foi infeliz e se equivocou em uma entrevista ao afirmar tal disparate(Inflação gera desenvolvimento,apesar de que isto é possível se a industria estiver com alta capacidade ociosa,agora medir isto é que são elas e é melhor não apostar em tal alternativa),mas acredito eu que ele esteja pensando em dolarizar a economia a partir do momento em que as medidas econômicas sinalizarem equilíbrio fiscal no médio prazo(2024,fonte IFI do senado federal)e se os investimentos estrangeiros acelerarem em direção ao Brasil,mas,porém,devido e contudo as arruaças das esquerda,America latrina afora... está difícil este cenário,mas estancar o déficit público é prioridade,para só depois dolarizar nossa economia e com isso estabilizar os preços e poderemos continuar no trabalho lento e gratificante de mudar mentes e corações mostrando que o livre-mercado é mais eficiente do que o intervencionismo.

    Engraçado afirmei a mesma coisa que o realista e ninguém retrucou ou explicou onde eu estou equivocado e agora fiquei com mais dúvidas ainda,pois estou desatualizado em economia política e consulto o IMB para me atualizar e as vezes fico confuso,enfim se é o déficit público que gera inflação e ciclo econômico em conluio com o cartel bancário com suas reservas fracionárias,portanto como eu posso acreditar que com moeda forte teremos poupança suficiente para financiar o governo sem gerar inflação monetária ou seja os déficits do governo geram pressão inflacionária,pois o Banco Central tem de irrigar o mercado interbancário para baixar a taxa de juro(Selic) e fazendo isso sucessivamente fatalmente vai gerar o ciclo econômico,agora vem o outro e fala que com o currençy board teremos poupança suficiente para financiar o governo e não gerar pressões inflacionárias e ciclo econômico com aumento do desemprego,enfim fiquei cético com tal afirmativa,afinal se pudéssemos congelar o tempo tal medida daria certo,mas para a poupança aumentar e assim financiarmos o governo sem inflação levará um tempo significativo e como o governo irá se virar neste intervalo se a constituição atual engessou toda a despesa pública? Conclusão fiquei mais perdido do cego em tiroteio com a explicação do supply-side e tenho humildade suficiente para admitir tal coisa,pois não somos donos da verdade,mas somos amigo dela,talkay
  • Felipe  31/12/2019 15:21
    Pessoas, uma coisa realmente interessante da Argentina é com relação ao mercado de carros. Além disso, vou abordar outras questões nas quais o país pequenino é superior ao Brasil, apesar de muitas décadas de peronismo e desastres seguidos. Alguém que já morou na Argentina e/ou mora, pode acrescentar detalhes se quiser.

    Li essas duas colunas de 2008 de um site de carros o qual eu simplesmente amo, e notem que interessante nesses trechos:

    "O trânsito da capital (com base em viagens anteriores, pois nesta não dirigimos lá) não é muito diferente do que vemos em nossos grandes centros, mas se nota a ausência de lombadas, mesmo nas estreitas vias de Bariloche. Nem por isso se vê alguém em velocidade incompatível com a condição: seria o brasileiro tão mal-educado ao volante em relação ao argentino? "

    De fato eu nunca entendi esse tesão por lombadas que muitos brasileiros possuem. Alguma besta quadrada decide não respeitar o "PARE", faz uma cagada, e então esse mesmo idiota vai lá e pede para que coloque semáforo. Ou lombada. O padrão é sempre o mesmo. Na Flórida eu vi algumas, mas são lombadas extremamente bem-sinalizadas e bem suaves. Um único trecho que achei irracional ter colocado lombadas foi em um trecho por onde passa por cima de uma linha férrea. Alguém pode me explicar o motivo de existir esse amor por lombadas por aqui?

    Outra surpresa da mesma coluna:

    "O mercado argentino consumiu 50 mil carros em agosto e 447 mil nos primeiros oito meses do ano, total que o brasileiro atinge em menos de dois meses. Apesar dessa inferioridade em volume, conta com marcas que não atuam no Brasil, como a espanhola Seat, e com vários modelos não disponíveis aqui por importação oficial, casos de Chevrolet Corvette, Honda Legend, Toyota Avensis, Renault Laguna, o conversível Peugeot 207 CC, a minivan Volkswagen Sharan, o Mini da BMW, uma ampla linha Alfa Romeo (159, Brera, GT, Spider) e os Fords Mondeo e S-Max — eles não têm o Fusion, mas aposto que não faz falta, a julgar pelos Mondeos que a Ford usou para transporte de seus diretores durante o evento. "

    Alguns motivos foram expostos posteriormente na própria coluna. Mas deve haver outros. Por que será?

    Nesse artigo que traduzi semanas atrás sobre a Argentina, foi dito de que o argentino médio é culto. Me lembrou de quando o Leandro disse de que o francês é culto. Seria essa uma herança dos tempos de ouro da Argentina, lá do fim do século XIX até a segunda metade do século passado?

    Até o Gol maquiado (chamado de "G4") de lá era superior ao vendido aqui.

    Surpreendente é que o PIB per capita argentino é maior que o brasileiro (US$11 626,90 contra US$8967,90). Também a taxa de desemprego é menor (9,5% contra 12,5%). Neste último aspecto, até o Paraguai está melhor (apesar de ainda ser bem mais pobre do que o Brasil). Em qualidade de infraestrutura, a Argentina está com pontuação de 3,6 de 7 (e na 92ª posição), enquanto o Brasil está com pontuação de 3 de 7 (e na 116ª posição). Falando de ensino, além do fato da Argentina ter prêmios Nobel (e o Brasil não existir nenhum), a Argentina supera em habilidades de graduados (com 4,2 pontos de 7), estando na 61ª posição; enquanto o Brasil tem 3,2 pontos de 7 e está na 131ª posição.

    Em abertura comercial, a Argentina é também superior. Está na 111ª posição, enquanto o Brasil está na 125ª posição. Essas informações podem ser conferidas nesse relatório.

    O Leandro, que eu sei que é um austro-entusiasta de carros, pode talvez também nos ajudar nessa. Após o desastre argentino no começo dos anos 2000, o Peso Argentino era um câmbio flutuante já, dos Kirchner até o governo Macri? Depois do colapso em 2002, como é que ainda houve tantas opções de carros diferenciados?
  • Ninguém Apenas  31/12/2019 17:01
    A história da moeda no Brasil é uma longa era de trapalhadas seguidas de pequenos intervalos com um pouco mais de moderação e o ciclo se repetindo.

    A atual fase (pós 1994), é o período mais longo de inflação abaixo dos 20% ao ano. São cerca de 24 anos. A outra longa fase, foi após a crise do encilhamento e o período durou de 1898 à 1914. É engraçado como os períodos foram inclusive parecidos, nesse ano de 2019 é a primeira vez em que a economia começou a crescer sem impulsos do governo. O crescimento nos anos anteriores à primeira guerra mundial também foi em grande parte impulsionado pelo investimento estrangeiro e nacional, bastou estabilizar a moeda e conter os gastos do governo que o crescimento veio (o governo iniciou uma forte redução dos gastos já em 1898, o câmbio foi flutuante de 1898 à 1906 e fixo de 1906 à 1914).

    No entanto, naquela época o investidor nacional e principalmente o estrangeiro não cogitava um confisco direto ou indireto dos seus investimentos, daí os fortes investimentos infraestrutura da época, mas depois a situação piorou e muito. Após o crescimento exagerado dos gastos, dos impostos e da inflação, um breve suspiro de 1926 à 1930 trouxe a estabilidade da moeda novamente. Depois disso, tudo foi por ladeira abaixo. Tivemos confiscos, revoluções, hiperinflação, estatizações, controles de preços...

    Hoje, é complicado, após tantos anos de lambança, como fazer o investidor mudar de ideia e enviar seus milhões de dólares, libras, euros ou francos para cá? Alguém seria realmente sensato de fazer isso?

    Eu realmente sou do time do real-ouro, mas todos nós somos uma minoria, a maioria quer câmbio flutuante...

    vamos aguardar os próximos episódios...
  • adriano da silva souza  31/12/2019 18:20
    Olá pessoal qual a nota q vcs dão para o gov bolsonaro?
  • PESCADOR  02/01/2020 16:53
    Nota 3. Torço para que 2020 seja melhor.
  • Bruno Feliciano  31/12/2019 18:47
    Caro Felipe, a Argentina sempre foi mais forte que o Brasil na questão automotiva. O automobilismo la sempre é mais forte, existem diversas categorias que funcionam e dão certo, se popularizam e se tornam verdadeiras academias de pilotos.

    Talvez isso se deve pelo fato de Juan Manuel Fangio e Carlos Reutemann terem sido ídolos dos argentinos. Só Fangio, ganhou 5 títulos de formula 1, sendo 4 deles em CARROS DIFERENTES!!
    Isso bem no começo da F1!

    Basta ver como o automobilismo no Rio Grande Do Sul é forte, justamente por ser colado com a Argentina e ter influencia.

    Acho que por isso Argentino gosta mais de carro, eles apresentam mais interesse em carros especiais e esportivos, diferente do Brasileiro que apenas pensa em ter um SUV do ano, joga dinheiro no lixo comprando carro 0km a cada 2 anos no máximo.

    Mas nem tudo é flores, depende como você olha, la os carros FRANCESES por exemplo são muito mais respeitados e por isso são carros muito demandados por Argentinos, diferente do Brasileiro que pegou bode de carro francês.

    La por exemplo não tem a marca japonesa SUBARU, enquanto aqui no Brasil tem e vende relativamente bem até.
    Carros Europeus são mais onipresentes la, enquanto Japoneses são mais onipresentes no Brasil.
  • Juan  31/12/2019 23:37
    Leandro, você poderia escrever um artigo analisando o projeto político do Enéas Carneiro?! Sei que é bastante intervencionista, envolvendo, inclusive, moratória temporária da dívida, bem como - igualmente temporário - controle de preços e salários, além de uma grande estatização da economia e um imposto absurdo sobre as transações financeiras. Mas há alguns pontos bastante interessantes, como a criação de uma nova moeda lastreada em metais abundantes no Brasil e raros no exterior - como o Nióbio -, um sistema educacional mais livre, um direcionamento da indústria e da agricultura para o mercado interno via política externa - mesmo com subsídios -, etc. Acredito que com os devidos ajustes seria o melhor projeto político para o Brasil desde a proclamação da República. Poderia tratar a respeito?!
  • Mr Citan  02/01/2020 20:02
    Amigo, eu não sou o Leandro, mas um curumim que eu sou, que tem um mínimo conhecimento, já saberia que tudo isto que o Enéas iria fazer (se é que ele disse isso mesmo) seriam somente políticas ao nível de Getúlio e Mussolini juntos, e traria uma desgraceira sem fim para o país.
    Vamos por partes:
    - "moratória temporária da dívida"
    O que teria de investidor saindo daqui e desistindo de fazer negócios com o país, não seria brincadeira.
    O dólar dispararia, e com isto o custo de vida de bens importados, principalmente o trigo, estaria nas alturas.
    - "controle de preços e salários"
    Sarney já fez isto em 86 e foi um desastre. O Éneas não aprendeu nada com isto?
    - "além de uma grande estatização da economia"
    URSS e Venezuela mandam lembranças de como haveria uma forte escassez de produtos, principalmente comida, se essa idéia fosse posta em prática por aqui.
    - "imposto absurdo sobre as transações financeiras"
    No dia anterior, pessoas ricas estariam transferindo fortunas para o exterior via doleiro favorito mais próximo.
    Famílias de classe media poderiam recorrer ao ouro.
    Já o pobre, só teria que se contentar em carregar pilhas de dinheiro para comprar meia dúzia de pães.
    - "criação de uma nova moeda lastreada em metais abundantes no Brasil e raros no exterior - como o Nióbio"
    Melhor seria se lastreasse em cobre.
    Moeda se lastreia com algo de valor. Seria uma moeda sem valor, pois o preço do nióbio no mercado é baixo.
    Seria uma desgraceira econômica pior que o Encilhamento de Rui Barbosa.
    - "um sistema educacional mais livre,"
    Isto não existe quando se tem o MEC, logo, o mais livre para ele seria o que ele pensa.
    - "direcionamento da indústria e da agricultura para o mercado interno via política externa - mesmo com subsídios"
    Amigo, a China já fez isto com o famigerado Grande Salto adiante, e o resultado foram milhões de mortes por fome e desnutrição.
    Se não funcionou lá, não é aqui que funcionaria.

    Enfim, fazendo um exercício de futurologia, se Enéas fosse presidente, NUNCA que ele conseguiria fazer alguma destas coisas virar realidade. No máximo, ele seria um novo Jânio da direita.
  • Carlos Lima  01/01/2020 15:07
    este artigo do leandro chegou na hora certa, e coroa um ano inteiro de conversas e debates sobre este caos onde fomos lançados. o que ele nos mostrou são fatos. não podem ser contestados. mas aí é onde está o problema: zilhões de ilustres representantes da sub-raça brazilêira, quando confrontados com as evidências, simplesmente as ignoram, vítimas do perigosíssimo duplipensar orwelliano, onde um infeliz, com cérebro de minhoca, consegue aceitar duas crenças mutuamente contraditórias e exclusivas como se fossem verdadeiras. durma-se com um barulho desses. como falou alguém que não lembro agora, "digamos que estamos apenas fritos".
  • Felipe  01/01/2020 21:50
    Pessoal, dado de que um câmbio desvalorizado não estimula exportações mas... quando a moeda é um lixo, muitas pessoas preferem exportar e adquirir o dólar americano. O fato de haver essa maior procura pelo dólar não é em si um estímulo às exportações? Ou um câmbio afundando propicia exportações apenas em certos setores na economia?
  • Lucas  02/01/2020 01:14
    Infelizmente a sociedade brasileira ainda não compreende o básico da economia, algo que deveria ser obrigatório em todas as escolas publicas e privadas. Isso sim modificaria a vida das pessoas e traria igualdade a todas. Tive uma professora de matemática que sempre falava que o objetivo dos governos é não ensinar à população como a politica e economia de um país funciona a fim de justificar qualquer ato do mesmo sem a revolta da população.
  • Carlos Lima  02/01/2020 08:47
    sinceramente, eu acho que nem ir à escola deveria ser obrigado, muito menos forçar o ensino do que você chama de "o básico na economia".
    mas pense comigo: num país esculhambado como o brazíu, se fosse obrigado, dá pra imaginar o que seria transmitido às ovelhinhas?
    hein? o que? vc falou mises?
    mas mises não existe. mises nunca é citado em lugar nenhum. poucos conhecem este nome. a esmagadora maioria dos brazilêirus ignora seus escritos.
    é óbvio que as aberrações keynesianas indecentes prevaleceriam como se fossem verdades absolutas, disso não tenha a menor dúvida.
    por isso estou torcendo para que sua ideia não seja posta em prática.
    no meu modesto entender, o que modificaria muito a vida das pessoas seria deixá-la em paz, libertá-las do jugo dessa organização criminosa chamado estado.
    em resumo, permitir que cada um mande na sua própfia vida, seja dono do seu próprio nariz, tome suas próprias decisões, e decida sob qual regime quer viver, tudo feito da maneira mais espontânea possível.
  • Drink Coke  02/01/2020 16:48
    Concordo com você. Economia nas escolas seria mais um instrumento para propagação de ideologia.
  • André de Lima  02/01/2020 07:51
    Caro Lucas, acredito que ela não estava errada não. Tenho um filho de 6 anos que já tenho ensinado a ele algumas coisas básicas sobre economia e a demanda infinita de trabalho...lembro-me até hoje do dia em que ele ficou fascinado ao ver um Porshe e um Camaro andando juntos, e ele é apaixonado por carros, ele ficou admirando os carros no semaforo e depois enquanto trafegavam e aí ele me olha com uma cara de "desapontado" e inicia um diálogo:

    -Pai, por que você não tem um carro esportivo igual o Porshe ou o Aston Martin?
    -Porque o papai não tem dinheiro pra comprar filho.
    -Mas você não trabalha?
    -Sim, trabalho.
    -E por que você não tem dinheiro e aqueles outros tinham pra poder comprar?
    -Porque o salario do papai no final do mês não dá pra comprar o carro.
    -E por que o seu salário não dá, mas o deles dá?
    -Porque o papai é assalariado, filho. Eu trabalho em uma empresa.
    -E eles, onde eles trabalham?
    -Provavelmente eles são donos de uma empresa! (Ele gosta muito de aviões também) Então, lembra que eu falei antes... se você quiser ter um carro desses, você não pode consertar aviões, você deve ter uma empresa que "constrói" aviões, e depois de construir, os aviões tem de ser muito bons, e aí você VENDE os aviões, depois que você vender, aí você terá muito dinheiro pra poder comprar um carro esportivo.

    Tive que explicar o mais simples possivel dentro da lingugem e universo dele... mas essa foi uma das boas conversas que tive com ele, para a arvore crescer deve-se plantar, e CULTIVAR, sozinha ela cresce toda desconjuntada e pode não dar o melhor fruto! Ok, agora vamos em frente.

    Sobre o artigo em si, realmente muito bom, mas ficou uma dúvida. Confesso que sou leigo em economia, estou procurando aprender sempre um pouco mais e mais e mais, para APRENDER O BÁSICO, pois acredito que até mesmo a minha base ainda não é sólida como deveria, ou pelo menos como acho que deveria ser...enfim, minha dúvida é a seguinte:

    Nesse contexto de desvalorização da moeda, com a adoção do câmbio flutuante (estou correto?) não é papel do Banco Central GARANTIR a estabilidade da moeda? Não é esta sua função principal? Caso afirmativo, o motivo pelo qual não garantem esta estabilidade é por conta de intervenção estatal ou incompetência do Banco mesmo?
  • Vladimir  02/01/2020 15:26
    "Nesse contexto de desvalorização da moeda, com a adoção do câmbio flutuante (estou correto?) não é papel do Banco Central GARANTIR a estabilidade da moeda?"

    Sim, esta é sua função precípua. Inclusive, está escrito na página principal do site do Banco Central.
    ?"Não é esta sua função principal?"

    Sim, esta é sua função principal.

    "Caso afirmativo, o motivo pelo qual não garantem esta estabilidade é por conta de intervenção estatal ou incompetência do Banco mesmo?"

    Ambas. Mas ninguém liga. A própria imprensa, que é quem deveria cobrar, não só bate palmas para a destruição, como ainda critica naqueles raríssimas meses em que o IPCA fica levemente negativo. E sempre foi assim.

    Ou seja, fim. Vai ser daí pra pior.
  • Lucas Torres   02/01/2020 11:00
    Bons tempos eram os dos Réis quando a nossa moeda valia tanto quanto o dólar e a libra.
  • Ex-microempresario  02/01/2020 15:23
    O dólar sempre valeu muito menos que a libra. Seria impossível a moeda brasileira valer "tanto quanto" duas moedas diferentes.

    Aproveitando o ensejo, o texto que você leu falando maravilhas do D.Pedro II, incluindo esta comparação maluca, está cheio de mentiras, absurdos e bobagens.
  • Mr Citan  02/01/2020 20:40
    Acho que o que o rapaz quis dizer, é que o Réis Imperial (Real) valia tanto quanto o dólar e a libra, por conta de ser uma moeda forte, no caso de ser lastreada em ouro.

    Quanto ao que você pensa sobre Dom Pedro II e o seu reinado, vai de acordo com o que cada bolha de historiadores pensa, que vão desde os que pensam que ele era um "caipirão" , até ao que tem provas de que Dom Pedro trouxe ao país tecnologia e conhecimento que ele tomava contato no exterior.

    Mas uma coisa é inegável: O Império conseguiu manter a maioria das variáveis para que se tivesse uma moeda forte.
  • Ex-microempresario  02/01/2020 21:07
    A moeda do Brasil Império era lastreada em ouro? Nunca li isso em lugar algum.
  • anônimo  02/01/2020 23:19
    O imperio tinha moeda estável, mas faltava os outros fundamentos pra se tornar econômicamente desenvolvido: mercado livre, trabalho livre, consumo livre, livre emprender, livre comercio.
    Pra um pais ser deselvovido todos os fundamentos tem que estar funcionando paralelamente ao mesmo tempo e bem
    O brasil em sua história nunca conseguiu fazer todos esses fatores funcionarem ao mesmo tempo.
    Um navio com vento e velas totalmente abertas nao sai do porto se a ancora estiver amarrada.
    Um navio nao sai do lugar se estiver com as velas abertas e sem vento
    Nem com vento, e ancoras propicias a viagem, mas com as velas fechadas.
  • Mr Citan  03/01/2020 19:56
    O Império do Brasil em 1889 tinha as variáveis para o barco do desenvolvimento sair do porto.
    - Tarifas baixas de importação de maquinário
    - Livre da Escravidão
    - Extinção da lei dos Entraves
    - Moeda forte atrelada ao ouro.

    Só faltou a reformulação da Lei de Terras, que seria tratada na regência de Isabel I.
    Mas aí veio o golpe republicano, e um projeto de país em andamento foi destruido
  • Erick  02/01/2020 12:09
    Excelente artigo.
    Sempre concordo com os argumentos logicos e coerentes apresentados no site, porem tenho uma pergunta/curiosidade: pelos dados apresentados nos vemos claramente que a concorrencia/livre mercado eh mais eficiente em prover melhores servicos e precos mais baixos. Mas em um cenario hipotetico de uma empresa mineradora, por exemplo, que usa produtos toxicos e os despeja em rios, lagos e florestas. E uma outra que adota praticas corretas e sustentaveis ao meio ambiente porem a um preco muito maior aos seus consumidores. A primeira empresa conseguira fornecer seu produto a precos muito mais baixos (e no caso do consumidor nao fazer ideia dos procedimentos por debaixo dos panos, ele nao tera duvidas em escolher um preco mais baixo). Nao seria injusto premiar a 1a empresa "incorreta" por suas praticas prejudiciais a vida? Como fica esse arranjo para os autores desse site?
  • Arthur  02/01/2020 15:21
    Já amplamente respondido em vários artigos daqui.

    Para começar, rios e demais cursos d'água são propriedades estatais. Ou seja, não têm dono (o "dono" é o governo, ou seja, políticos). Sendo assim, a empresa que oferecer a maior quantidade de propinas e que tiver o maior poder de influência junto a políticos terá a liberdade de poluir sem ser punida.

    Veja todo o antigo histórico do Ministério do Meio Ambiente. Com sua política de "integrar o meio ambiente à produção", este ministério sempre protegeu as indústrias com boas influências políticas e sempre discriminou novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Atualmente, cidadãos comuns prejudicados pela poluição não consegue processar os grandes poluidores, que estão protegidos pelo governo federal. E as indústrias com boas influências políticas utilizam as regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.

    Quem garante esta excrescência que você identificou é exatamente o estado.

    A solução? Propriedade privada para os recursos naturais. Se uma empresa poluiu a propriedade privada alheia, não tem conversa: ela será punida.

    "Ah, mas isso é muito radical! Privatizar a natureza?!". Bom, então aí não tem solução.

    Artigos exatamente sobre isso:

    A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais

    Por que proibir o Brasil de explorar suas florestas? – E o exemplo sueco

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    "Estamos destruindo a terra e o governo tem de fazer algo!" - ou será o contrário?

    Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade
  • anônimo  02/01/2020 23:34
    Seria so no exemplo citado, patido da hipotese errada que a poluidora conseguiria menores preços. Mas na realidade da vida, a poluidora nao é mais eficiente , nem teria os menores precos.
    Os poluidores pegam recursos valiosos e jogam na natureza, por nao serem do seu produtoFinal.
    E Deixam de lucrar ao fazer isso.
    Uma empresa a 100anos era muito mais poluidora que hoje. So tinha mercado pirque era a inovação da epoca.
    As tecnologias atuais teansformam lixo em recursos, no minimo isso é renda na cadeia produtiva, no minimo diminuicao dos custos. E custos menores é mais lucro.
    Mas o mercado da reciclagem é regulado e isso impede que varios participem.
    Aqui no vale do Paraíba iam fazer uma usina de lixo aqui. O povo fez ate abaixo assinado pra impedir. Não receberam a licença pra operar e desistiram E o nosso lixo que é dinheiro continua indo pros aterros das cidades e continuam poluindo.
  • Furunfa  02/01/2020 21:52
    Algum artigo falando da importância das seguradoras, eu imagino que a ausência delas seja o principal obstáculo para a implantação de uma previdência privada aqui no Brasil e que elas possuem um papel fundamental no exercício do direito à propriedade...por que o brasileiro não pensa que nem os americanos na questão dos seguros?
  • Marcel  04/01/2020 00:01
    Simples, não possuem meios mínimos para a sobrevivência.
  • anônimo  02/01/2020 22:38
    O deficti público é prioridade porque é a pior nota do Brasil atualmente e seria ameaça a falencia brasileira . So um economista estúpido com a dilma roussef falaria o contrario hoje
  • André de Lima  02/01/2020 23:25
    Obrigado pela resposta.
    Mas nesse caso, um banco central independente, sem o dedo do GF para mexer nas diretrizes e decisões do banco, em teoria, deveria ser suficiente para que este consiga garantir esta estabilidade da moeda. Inclusive lembro que em uma das palestras do Paulo Guedes, ele disse que defendia abertamente a independencia do banco central. Será que esta independencia é uma utopia ou algo tangível em nossa realidade brasileira?

    Grato
  • Thiago  03/01/2020 16:38
    O "problema" do banco central independente no Brasil é que a maioria dos economistas que pra lá irão após a independência continuarão a ser os de visão Keynesiana e similares.

    Daí eu não conseguir visualizar uma real preocupação com a estabilidade e poder de compra da moeda. Acho que na prática não irá mudar muita coisa. O que poderá ficar contida mesmo é a expansão monetária absurda da era petista, isso ao menos vai ficar mais improvável de acontecer novamente.
  • Skeptic  02/01/2020 23:50
    Fantástico artigo!

    Esses dias eu vi uma lista de moedas e suas apreciações/depreciações em relação ao dólar, fiquei bastante surpreendido com a estabilidade do Peso Cubano, depois eu entendi que não era essa a moeda usada pelo povo cubano.
    É bem feito esse Currency Board no CUC?
  • Renato  03/01/2020 01:30
    E claro, vão culpar o presidente Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes e sua equipe econômica. Nenhum jornalista vai bater na porta da casa do FHC, pedindo explicações sobre essa depreciação do Real. Por isso que meu salário a uns dez anos atrás, quando comecei a trabalhar, valia mais do que hoje! Comprava mais coisas. É um fato que, a população em geral, quando percebe já está sendo afetada.
  • FL  03/01/2020 13:46
    Leandro, me desculpe pela ignorância, mas os próprios "preços livres" não são indiretamente afetados pelos "preços controlados"?

    Explico: algum item de alimentação e bebidas, artigos de residência e vestuário, por exemplo... não sofre indiretamente com os preços (controlados) da gasolina, energia etc? Se fosse possível excluir essas variáveis do cálculo, os preços livres provavelmente teriam aumentado ainda menos.
  • Leandro  03/01/2020 15:35
    É um bom ponto. De fato, o preço dos combustíveis afeta o custo do frete, e o preço da eletricidade afeta o custo da produção industrial.
  • Mairon  03/01/2020 16:28
    Pessoal, eu estou com uma dúvida.

    Se em 94 o salário mínimo era R$ 70,00, algo que custava R$ 100,00 valia mais que 1 salário.
    Hoje o salário é aproximadamente R$ 1000,00 e os R$ 100,00 de 94 agora custam R$ 613,0055, menos que 1 salário mínimo.

    Eu não consegui entender como o poder de compra diminuiu.

    Alguém poderia me explicar de forma mais simples?
  • Humberto  03/01/2020 17:35
    Ué, mas é isso mesmo. O valor do salário mínimo cresceu mais do que o aumento da inflação de preços. E é por isso que o desemprego dos menos qualificados também aumentou de lá pra cá.

    Economia básica. Aumentos artificiais do salário mínimo causam desemprego dos menos qualificados. Se o governo aumenta artificialmente o custo de contratação dos menos qualificados, e aumenta bem mais do que a eventual receita que o trabalho deles pode trazer para o empregador, eles ficarão sem emprego.
  • anônimo  06/01/2020 00:16
    Também fiquei pensando agora, parece que o salário mínimo descontando a inflação, dobrou de 94 pra cá, but ainda assim não é possível suprir necessidades básicas com essa merreca, como explicar essa história?
  • André  06/01/2020 05:23
    O salário mínimo aumentou mais que o IPCA, mas o IPCA aumentou menos que os preços regulados pelo governo.

    Ou seja, no final, o salário mínimo — dependendo da cidade — não acompanhou o encarecimento dos bens regulados pelo governo.

    Em cidades do interior ainda é sim possível viver com um salário mínimo (desde que você seja sozinho). Em uma grande capital, nem sendo sozinho.
  • Felipe  06/01/2020 02:31
    Leandro, eu reli hoje este seu comentário. Nele, você disse que o IPCA voltou a disparar depois de novembro de 2018, devido à expansão monetária e à desvalorização cambial. Por que e como ocorreu essa expansão monetária? E como ocorreu a desvalorização cambial? Sabe-se de que o índice DXY não oscilou muito no ano de 2018 (ou eu posso estar errado, pois as mínimas chegaram por volta de 90 e as máximas por volta de 99). Em 2018 eu notei que, pouco antes da greve dos caminhoneiros, o dólar passou a encarecer continuamente (seria porque é ano de eleição e "o Brasil começa depois do Carnaval"?). O que ocorreu para isso ter começado logo antes da greve?

    Desculpe as inúmeras perguntas e pela confusão. Obrigado!
  • Lucas  06/01/2020 05:48
    "Por que e como ocorreu essa expansão monetária? E como ocorreu a desvalorização cambial?"

    Estamos falando de 2018, certo?

    A expansão monetária, olhando em restrospecto, até estava dentro do padrão. O que realmente ocorreu foi um forte elevação nos preços das commodities em reais.

    ibb.co/PhMmkDg

    Foi isso que atrapalhou tudo. Observe que os preços da commodities caíram forte em maio, junho, julho e agosto de 2019, o que explica a baixa inflação de preços deste período (inclusive com deflação do IPCA em setembro). Mas agora voltaram a subir de novo. A conferir.

    "Em 2018 eu notei que, pouco antes da greve dos caminhoneiros, o dólar passou a encarecer continuamente (seria porque é ano de eleição e "o Brasil começa depois do Carnaval"?). O que ocorreu para isso ter começado logo antes da greve?"

    Sim, a questão eleitoral parece ter pesado. Mas a redução da SELIC em março de 2018 para 6,50%, o então mínimo histórico, ajudou bem a acelerar a saída de capital especulativo do país, o que impulsionou o encarecimento do dólar. Pode observar que o encarecimento do dólar começa exatamente ao final de março de 2018 — exatamente como a disparada do dólar em 2019 começou ao final de julho, novamente após a SELIC ter sido inesperadamente reduzida para 6% (esperava-se redução para 6,25%).



    P.S.: apenas para ressaltar: por princípio, sou agnóstico quanto a reduções (ou aumentos) da SELIC. Isto é, não sou contra nem a favor. Não creio que nenhum comitê de burocratas possa saber qual o valor correto da taxa de juros de curto prazo.

    É exatamente por isso — por causa desta ignorância quanto ao valor exato do custo do crédito — que defendo que o Banco Central, já que ele existe, deve se concentrar exclusivamente em manter a moeda estável em relação a uma cesta de commodities, exatamente como ocorreu de 2005 a 2010 (como consequência, o presidente daquela época se mantém popular até hoje).

    Se o BC mantiver a moeda estável em relação às commodities — para isso, basta continuar fazendo política monetária tradicional: vendendo e comparando ativos (títulos públicos ou dólar, tanto faz), mas agora mirando a cesta de commodities, e não a taxa de juros de curto prazo —, os juros serão livremente determinados pelo mercado. E eles podem até ficar menores do que já estão.
  • Felipe  07/01/2020 15:40
    Então o que causou o disparo dos preços das commodities em reais em 2018 (foi bem no começo do ano) foi, resumidamente:

    (1) O encarecimento contínuo do dólar frente ao real (o dólar encareceu mais do que o real se valorizou, então causando esse aumento; anos atrás, quando o dólar estava mundialmente fraco, as commodities estavam caras);

    (2) Esse encarecimento contínuo do dólar frente ao real foi pela queda na taxa SELIC (mas foi ínfima, pode ver neste gráfico) e pela subida nos juros americanos. A queda na SELIC brasileira foi ínfima mas como a taxa de juros americana foi subindo mais e mais, isso levou parte dos investidores para os EUA (foi de 1,5% para 2,25%). Junto com isso o índice DXY também subiu. A queda na taxa SELIC veio e note que o M2 começou a subir em 2018 (quantidade total de cédulas e moedas metálicas em poder do público mais depósitos em conta-corrente mais depósitos em poupança mais depósitos a prazo e outros depósitos no sistema bancário);

    (3) Começou a greve dos caminhoneiros, o dólar aumentou mais um pouco, as commodities haviam disparado antes, não mudando muito.

    (4) Além disso, começou o período eleitoral. O sossego só voltou depois do Bolsonaro ter sido eleito. Mas então vieram outras turbulências.

    Acertei? Errei em algo? Acertei em algo? Leandro, apareça! Estou confuso...

    Obrigado pela atenção!
  • Supply-sider  07/01/2020 16:28
    (1) Correto.

    (2) Não estou certo se isso foi por causa de juros. Juros não definem poder de compra da moeda. Qualidade do governo e, principalmente, expectativas futuras são muito mais importantes.

    (3) Correto. E a greve ocorreu porque, de um lado, o BC da época deixou a moeda derreter em relação às commodities, principalmente o petróleo; e, de outro, o governo inexplicavelmente duplicou o PIS/Cofins dos combustíveis em julho de 2017, o que aumentou em quarenta centavos os preços da gasolina e do diesel de um dia para o outro. Isso foi asinino.

    (4) Correto.

    O Leandro, pelo que vejo, defende exatamente o mesmo que eu, o que mostra que ele também é bem versado na literatura supply-sider. Isso é bom.
  • Felipe  07/01/2020 20:46
    De fato os juros por si só não definem o poder de compra, mas os juros americanos se tornaram atrativos e então parte do capital foi para lá, o que aumentou a demanda pelo dólar.

    O BC da época deixou a moeda derreter com relação às commodities? Como isso poderia ser mensurado e provado?
  • Askladden  06/01/2020 16:40
    Até que existiu um ganho real do salário.
    Salário mínimo em julho de 1994 R$ 64,79 e hoje vai para R$ 1039,00.
    E os preços subiram 685%
  • Carlos  06/01/2020 17:49
    Os regulados pelo governo subiram 950%, quase 40% a mais. Conta de luz, planos de saúde, combustíveis, gás, IPTU, IPVA, remédios etc., ou seja, tudo aquilo que realmente pesa e que consome boa parte do salário, subiu bem mais que os preços livres.
  • Thiago  09/01/2020 12:41
    Produção industrial caiu 1.2% só em novembro. Nada mais empírico que a relação entre moeda fraca e esse resultado desastroso.
  • Supply-sider  09/01/2020 13:58
    Só em novembro, o dólar foi de R$ 3,97 para R$ 4,28. Segundo os desenvolvimentistas, era para isso ter feito bombar a indústria. E, no entanto, não só a indústria encolheu (e a indústria vinha se recuperando forte ao longo do ano), como até mesmo o setor exportador levou ferro.

    Os idiotas (inclusive a atual equipe econômica chicaguista) seguem sem entender o básico de economia: a moeda é uma unidade de conta, e, como tal, tem de ser a mais estável possível. Se a sua unidade de conta é violentamente adulterada, todos os agentes econômicos perdem a referência, e aí adiam todo e qualquer plano de produção.

    A indústria encolheu porque os custos dela aumentaram repentinamente em decorrência do encarecimento dos insumos (por causa da desvalorização cambial).

    Chicaguista que diz amar uma empiria, mas finge não ver esta obviedade é uma vergonha para a profissão.
  • Jean  15/01/2020 18:25
    Trump anuncia guerra comercial com a China: dólar dispara mais de 1% em relação ao real.

    Hoje, Trump assina primeira fase do acordo comercial com a China: dólar dispara 0,95% em ralação ao real, podendo aumentar ainda mais até o fechamento do dia.


    Eu já desisti.
  • Leitor Antigo  15/01/2020 19:14
    E é daí pra pior. Com Selic a 4,50% e com tendência de queda, e com uma equipe econômica com sotaque desenvolvimentista e que não entende nada de moeda, como todos os chicaguistas ("O dólar a R$ 4,30 não me preocupa" … "Se o dólar chegar a R$ 4,50 vai ser bom, porque aí a gente vende reserva e abate dívida…"), não há nenhuma tendência de reversão. A preocupação dessa gente é só com o fiscal (via aumento de impostos), pois tem muitos ali que são da crença de que inflação de preços é causada principalmente por gastos (e déficits) do governo.

    E o mais legal é que alguns indicadores econômicos de novembro vieram ruins, e tá todo mundo dizendo que é porque "os juros ainda estão altos". Os idiotas simplesmente ignoram que foi exatamente em novembro que a moeda despirocou (com o dólar indo de 3,97 pra quase 4,30). Com moeda fraca, é óbvio que a economia desacelerou. Economia básica, como esse site nunca se cansou de ensinar.
  • anônimo  15/01/2020 22:50
    Alias, essa de novembro realmente foi uma empiria para ninguém botar defeito;
    Industria reduziu produção e varejo venho aquem, depois de reduzir juros, reforma da previdência, e liberação do FGTS;
    Ou seja, o fator exógeno foi o câmbio, junto da disparada do IPCA(carne);

    Para quem diz que austríaco não é ciêntifico por colocar a dedução como pilar da economia, ignorar isso não é nada ciêntifico
  • anônimo  16/01/2020 14:06
    Eu gostaria de entender porque o Guedes faz tanto descaso com a moeda. Seria por ideologia chicaguista ou por pragmatismo com os corporativistas brasileiros?
  • Leitor Antigo  16/01/2020 14:45
    Ambos, mas também vamos apontar o verdadeiro culpado: o Banco Central, que é o suposto guardião da moeda, mas que não está nem aí pra defendê-la.

    Este é o pior Banco Central do pós-real. Até mesmo o bosta do Tombini foi melhorzinho, pois ele ao menos tinha os bancos estatais jogando contra e despejando 500 bilhões de crédito subsidiado na economia por ano. Já o atual Banco Central navega em mar de rosas, com os bancos estatais sob controle (até mesmo desalavancados) e com os gastos do governo praticamente congelados (graças à saudosa equipe econômica do Temer), e nem assim consegue entregar inflação na meta, que já é altíssima. Uma vergonha.

    Se esse atual Banco Central continuar, a esquerda volta com tudo já nas eleições municipais deste ano.
  • anônimo  17/01/2020 00:27
    Ja que a moeda e o dolar entraram no assunto;
    Como explicar que não é a balança de pagamentos o maior influenciador do câmbio? Estão todos dizendo que o dolar subiu porque o Brasil perdeu o Carry Trade; Então ''sai'' dolares do Brasil, e isso faz o preço dele subir;

  • anônimo  17/01/2020 01:34
    Ou seja, podemos esperar que o dolar caia? 4,20 esta bem descolado do preço de equilibrio dele, e parece que a fuga já diminuiu um tanto


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.