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Estes estados americanos possuem rendas maiores que a maioria dos países europeus

Em 2015, escrevi um artigo intitulado “Se
Suécia e Alemanha se tornassem estados americanos, ambos estariam entre os mais
pobres do país
“. Foi um dos mais compartilhados — e também mais
vilipendiados — artigos da história do Mises Institute.

O artigo mostrava que, contrariamente aos vários
esforços dos progressistas de fazer com que os estados social-democratas
europeus pareçam mais prósperos que os Estados Unidos, os fatos — ao menos se
mensurarmos em termos de renda — não comprovam essa tese.

Embora seja verdade que a renda não é a única
mensuração de prosperidade, ela é sim um fator indiscutivelmente importante.

O entusiasmo com que a informação daquele artigo foi
promovida e caluniada não foi surpreendente, dado que esses tipos de
comparações internacionais sempre fornecem material estimulante para ambos os
lados do debate. De um lado, o fato de que algumas economias relativamente
intervencionistas têm uma alta renda seria prova de que as chamadas “economias
mistas” e intervencionistas são melhores do que aquelas economias mais livre e
mais voltadas para a livre iniciativa. De outro, o fato de que aquelas
economias mais voltadas para o mercado comprovadamente possuem rendas
especialmente altas também seria prova de que economias mais puramente de
mercado são as melhores.

Este conflito é majorado pela percepção popular de
que os Estados Unidos representam uma “linha dura”, um sistema de livre mercado
extremo, ao passo que a maioria dos países europeus são imaginados como sendo
bem mais intervencionistas que os EUA.

A realidade, no entanto, é bem mais
cinzenta
. Em termos de gastos governamentais com programas
assistencialistas, os
EUA estão em linha com vários outros países tipicamente percebidos como
“estados de bem-estar social”
. Na área da saúde, por
exemplo, o governo
americano gasta mais do que praticamente todos os outros países, ricos e pobres
.
Em outras palavras, os EUA estão muito longe de ser aquele exemplo extremo que
muitas pessoas imaginam.

Ainda assim, em vários aspectos, os EUA ainda são uma
economia relativamente livre
, principalmente em termos de carga tributária,
regulações sobre a propriedade privada e comércio estrangeiro.

Sendo assim, exatamente onde estão os EUA em termos
de renda? Se atualizarmos os dados utilizando aqueles números de 2015,
encontramos resultados similares.

Quando mensuramos de acordo com a mediana da renda
disponível
(atenção: não confundir mediana com
média: a média é
distorcida pelas rendas mais altas; já a mediana evita esse problema) — sendo
que essa renda disponível inclui o recebimento de dinheiro via programas
assistencialistas –, os EUA permanecem entre as maiores rendas do mundo: 

median_incomes.png

Gráfico
1: mediana da renda disponível (dados da OCDE ajustados pela paridade do poder
de compra)

De novo: observe que estamos lidando com medianas, e
não com médias. Quando analisamos riqueza e renda nos EUA, a média tende a ser
severamente distorcida para cima por causa da existência de vários bilionários
no país. Ao utilizar a mediana, esses efeitos são mitigados.

Adicionalmente, os dados utilizados são da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico
(OCDE), que dificilmente pode ser considerado um grupo pró-mercado.
Especificamente, os números são da rubrica “mediana da renda
disponível
“, a qual leva em conta a renda oriunda também de programas
sociais, bem como os custos da tributação.

Os números da mediana da
renda média são então convertidos das respectivas moedas locais para dólares
internacionais utilizando o fator de conversão da paridade do poder de compra
(PPP) disponibilizado
no site do Banco Mundial
(clivar em “PPP conversion
factor, GDP (LCU per international $)”). Não há nada de novo nesta abordagem. É exatamente o que a Organização
Mundial da Saúde manda fazer
para se comparar valores entre jurisdições. As comparações internacionais da
mediana da renda na Wikipedia também empregam este método.
Ademais, nossos resultados do gráfico acima são bastante similares aos
resultados finais expressos em dólar e publicados pela própria OCDE em seu
relatório de 2014 “Society at a Glance“.

Normalmente, quando
comparações deste tipo são feitas na mídia, elas se baseiam no PIB per capita
ou em outras mensurações que ignoram impostos, benefícios sociais e as
distorções estatísticas geradas por um pequeno número de pessoas com altíssima
renda no topo. Já a mensuração da mediana da renda disponível leva tudo isso em
conta. E ainda assim ficamos com uma mensuração que mostra que os EUA ainda
superam a maioria daqueles países que tantas pessoas dizem ter se tornado um
paraíso na terra em decorrência de um estado intervencionista.

Comparando a renda com os gastos com
benefícios sociais

Adicionalmente, quando
comparamos estes resultados com os gastos assistencialistas por país, não é
possível encontrar uma sólida ligação entre a quantidade de gastos com
benefícios sociais e a mediana da renda.

É verdade, por exemplo,
que a mediana da renda da Dinamarca é essencialmente a mesma da dos EUA, de
aproximadamente US$ 32.000. Porém, a Dinamarca gasta muito mais em benefícios sociais em porcentagem do PIB. Seria
isso uma evidência de que os EUA poderiam gastar muito mais com benefícios
sociais e ainda assim manter a mesma mediana da renda? Não.

E o ceticismo quanto a
isso é justificado, uma vez que Canadá e Austrália, ambos os quais gastam menos com benefícios sociais que os EUA,
possuem medianas de renda maiores que
os EUA. Não seria isso uma evidência de que os EUA deveriam cortar seus gastos
sociais caso queira aumentar a mediana da renda? Essa conclusão também não
necessariamente é permitida por essa informação. Os gastos sociais nos EUA são
aproximadamente iguais aos da Suíça e da Nova Zelândia, e apenas dois pontos
percentuais abaixo dos do Reino Unido:

spending1_1_0.png

Gráfico
2: gastos sociais do governo em porcentagem do PIB. Fonte
: The OECD Social Benefits database: http://stats.oecd.org/Index.aspx?datasetcode=SOCX_AGG

E a desigualdade?

Ao lidar com essas
medianas maiores, o intervencionista irá então dizer: “Mas e os níveis de
pobreza? Ok, a mediana da renda nos EUA é alta, mas há mais pobres nos EUA!”

Mesmo isso também depende
de como a pobreza é mensurada.

Mensurações internacionais
de pobreza são normalmente expressas em termos do número de pessoas que possuem
rendas equivalentes à metade da mediana da renda de cada país. Como explicado
no artigo “Os
pobres nos EUA são mais ricos que a classe média em boa parte da Europa
“,
se tomarmos os pobres nos EUA como aqueles cuja renda é metade da mediana da
renda do país, então estes terão praticamente a mediana da renda da Espanha e da Itália.

Sendo assim,
estatisticamente, mesmo com a taxa de pobreza nos EUA sendo considerada mais
alta que as de outros países, a verdadeira renda dos pobres americanos é mais
alta do que a dos países com medianas de renda menores.

Por exemplo, a metade da
mediana da renda disponível nos EUA — que é o que define a taxa de pobreza —
equivale a aproximadamente US$ 16.000. Isso está apenas US$ 7.000 abaixo da mediana da renda da Itália. Enquanto
isso, a renda que define a pobreza na Itália é de US$ 12.000.

Recentemente, o Pew research center também forneceu outra maneira de olhar isso.
Em um relatório de 2017, o Pew
analisou a mediana das rendas de vários países
, separando os grupos de
renda em três categorias: classe média, classe baixa e classe alta.

Por essa métrica, 26% dos
americanos estão na classe baixa. Isso não é muito mais alto do que ocorre no
sul da Europa, mas muito acima do que é visto no norte da Europa.

pew2.jpg

Gráfico
3: separação das classes nos países, feita pelo Pew Research Center

Porém, observe que o nível de renda da classe mais
baixa nos EUA é maior que a da
maioria da Europa. Sim, a classe baixa americana é maior, mas sua renda (de
novo, incluindo
assistências governamentais
) é comparável àquela da Dinamarca e da Holanda.
E é maior que a da Alemanha.

lowerincome.jpg

Gráfico
4: mediana da renda para as três classes sociais de cada país

Portanto, sim, há mais pessoas na classe baixa nos EUA,
mas essas pessoas têm rendas maiores do que seus semelhantes em boa parte da Europa.

Observe também que a classe média no sul da Europa (isto
é, Itália e Espanha) possui praticamente a metade da renda da classe média nos EUA.
Já a renda da classe baixa desses países é de apenas um quarto da renda da
classe média dos EUA.

Claramente, a mera presença de um estado
assistencialista nestes países não exatamente garante abundância.

Separando
por estados

Um último fator a ser considerado é que, sempre que
fazemos comparações como estas, temos de nos lembrar que os EUA são muito mais
diversos, tanto geograficamente quanto demograficamente, que todo e qualquer
país europeu.

A população americana é muito maior que a de qualquer outro país mencionado aqui, e as diferenças
de renda podem variar significativamente de estado para estado.

Falar de um número único que sintetiza a renda de
todo uma população já é problemático para qualquer país, mas faz ainda menos
sentido para um país tão amplo, populoso e diverso quanto os Estados Unidos.

De acordo com o Census
Bureau
, por exemplo, a mediana da renda nos EUA foi de US$
55.775 em 2015
.

Mas as medianas das rendas por estado variaram enormemente,
indo de US$ 40.500 no Mississippi para US$ 75.800 em Maryland.

Expressando em porcentagem da mediana da renda
nacional, eis o ranking dos estados americanos:

states_income.png

Gráfico
5: mediana da renda dos estados americanos em porcentagem da mediana da renda nacional

Logo, se olharmos para alguns dos mais ricos estados
americanos, descobrimos que alguns deles estão muito acima da renda mediana dos
EUA, e, logo, no topo do ranking das comparações internacionais.

Por exemplo, a mediana da renda de New Hampshire é
de 126% da mediana da renda dos EUA. Se consideramos essa informação à luz do fato
de que a mediana da renda disponível dos EUA (de acordo com a OCDE) é de US$
32.075, então podemos concluir que New Hampshire possui uma renda
internacionalmente comparável de US$ 40.400. Isso está no mesmo nível de Suíça e
Noruega. Em outras palavras, analisando-se individualmente, estados como New
Hampshire, Massachusetts, Washington e Colorado estão entre os locais mais
ricos do planeta, de longe.

Ampliando essa análise para todos os estado, temos
este ranking comparando os estados americanos aos países da OCDE:

compared_3.png

Gráfico
6: estados americanos comparados a países da OCDE em termos de mediana da renda

Reconhecendo que alguns estados americanos são mais
ricos que outros, começamos agora a ter uma ideia melhor de onde alguns países europeus
se encaixam na comparação. Nada surpreendentemente, Noruega, Luxemburgo e Suíça
continuam perto do topo. Canadá e Austrália ficam entre Rhode Island e Illinois.
E a Suécia fica entre Kansas e Dakota do Sul.

Já alguns países europeus normalmente tidos como
ricos não se saem especialmente bem nessa mensuração. A França, por exemplo,
fica entre a Carolina do Sul e a Louisiana, ao passo que a Alemanha fica abaixo
da Flórida.

Já os países do sul da Europa ficam ainda piores,
com a Itália sendo mais pobre que o Arkansas, e a Espanha mais pobre que o
Mississippi, que é o mais pobre estado americano.

Por essa mensuração, se a Itália fosse um estado
americano, ela seria mais pobre que todos os estados, exceto o Mississippi. Já o
Reino Unido, um pouco melhor, seria mais pobre que todos, exceto Mississippi,
Arkansas e Virgínia Ocidental. 

Mas boa parte disso não deveria surpreender ninguém.
A renda em lugares como Minnesota, Connecticut, Massachusetts, Utah e Colorado sempre
foi evidentemente alta, com ótimos indicadores de qualidade de vida, como expectativa
de vida
, pobreza
e criminalidade.
O fato de que estes estados rivalizam com lugares como Suíça, Canadá, Dinamarca
e Áustria não é exatamente algo estarrecedor.

Um último refinamento que poderíamos incluir seria
levar em consideração as diferenças no custo de vida de cada estado. Já fizemos
o ajuste do custo de vida recorrendo à paridade do poder de compra, mas isso
inclui apenas diferenças ao longo das fronteiras internacionais. Mas podemos também
ajustar a mediana das rendas em cada estado americano pela “paridade regional de preços
em cada estado.

Isso faria com que estados de baixo custo de vida,
como Mississippi, subam no ranking, ao passo que estados com alto custo de
vida, como Nova Jersey, caiam.

Se fizermos esse ajuste, eis os resultados:

parities.png

Gráfico
7: estados americanos comparados a países da OCDE em termos de mediana da renda,
e ajustado pela paridade regional de preços entre os estados americanos

No final, o efeito geral não é significativamente
diferente do do gráfico anterior, mas há mudanças que podem surpreender: França,
Reino Unido, Itália, Japão e Coréia são mais pobres que o mais pobre estado
americano, o Mississippi. E Finlândia e Alemanha são mais pobres que a
Louisiana.

O ponto, no entanto, já foi feito: para aqueles
americanos defensores da social-democracia, e que querem viver em um local com
renda muito alta, a solução pode estar não em se mudar para outro país, mas sim
em apenas se mudar para outro estado americano.

E embora alguns intervencionistas gostem de retratar
os EUA como uma economia falha, na qual apenas os super-ricos prosperam, os números
simplesmente não confirmam isso.

É claro que isso também não é prova de que os EUA e
outros países relativamente ricos e economicamente mais liberais (como Suíça)
sejam perfeitos. Mas o fato é que os dados simplesmente não dão suporte a
teorias simplistas, como a que diz que mais gastos governamentais são o caminho
para a prosperidade econômica.

No final, o próprio fato de que esses dados, por si
sós, nos dizem muito pouco apenas reforça a necessidade e a importância de se dominar a teoria econômica. Apenas uma sólida
teoria econômica pode nos ajudar a entender por que a Alemanha
Ocidental era rica, mas a Alemanha Oriental era pobre
, e por que a
Venezuela está passando fome e o Chile não.

 

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74 comentários em “Estes estados americanos possuem rendas maiores que a maioria dos países europeus”

  1. Mais um excelente artigo !

    Evidentemente, a riqueza e soberania americana é fruto de uma economia (mas não totalmente) livre e do incentivo ao empreendedorismo. Em economias de estado sempre predomina a burocracia para tal feito!

    Vide o Brasil !

    Há sempre uma “pedra no meio do caminho” = Burocracia Estatal !

  2. Vale a pena ressaltar que à politica Americana, onde o presidente tem um poder controlado na economia de cada estado, favorece a governabilidade dos governadores. Não permitindo decisões estupidas serem tomadas, já que quem está em Washington D. C não sabe o que se passa na economia local do IOWA ou Alaska

    Ótimo texto, bem didático para quem sabe pouco de economia, mas tem sede.

  3. Social-Democrata

    Mas ué? O IMB não vive dizendo que os EUA não são capitalistas? Não é livre-mercado e sim social democracia?

    Eu acompanho aqui porque sou viciado em me auto questionar, mas sem pra isso tem que ter coerência…

    Pera ai deixa eu ver se eu entendi:

    Quando é pra apontar os defeitos é social democracia, quando é a qualidade ai é livre-mercado…

    Ou seja, quando os EUA é posto em comparação com países como Noruega e Suécia e perde em algum requisito, ai a culpa é da social-democracia… Aaaaa entendi agora como funciona

    Decide ai, ou os EUA são democratas ou laissez faire. Seguindo a lógica de vocês, esse padrão de vida americano é graças a social-democracia, porque não existe mais livre-mercado e laissez-faire a muito tempo nos EUA, segundo vocês!

    E esses países postos em comparação como Suécia e dinamarca, são social-democratas. Seguindo a lógica os mais ricos são os welfares states então… Nossa que situação heim, como sair dessa?

    Decide ai, essa riqueza toda dos EUA é pela guinada social-democrata dos últimos 25 anos como vocês dizem?

    Ou não ai a riqueza toda é graças ao laissez faire e a desgraça é graças a welfare?

    Agora entendi o jogo!

    Quando nós democratas apontamos um problema dos americanos, vocês vem se defender dizendo que la a muito tempo não se tem capitalismo de livre mercado e joga a culpa na gente, quando é pra falar das qualidades la ai é graças ao laissez faire.

    Primeiro que nos EUA graças ao seu tamanho, ”se tem varios países europeus ali dentro”. Fora a costa enorme que nenhum país europeu tem pra usufruir, logo os EUA tem mais que obrigação de ser melhor, fora o clima bem mais favorável a produtividade.

    Ou vai dizer que o frio escandinavio gera mais prosperidade?

    Alem dessas vantagens ainda sim emparelha com países extremamente frios, pequenos e que não tem dezenas de fazendas pra sustentar uma agricultura como a de la.

    Essa comparação infeliz do IMB não quer dizer nada!!! É igual dizer que o estado de São Paulo é mais rico que o Paraguai inteiro, ora bolas mas é claro, o estado de São Paulo tem o tamanho do Paraguai e alem disso esta dentro de um país aberto pro oceano. Não da pra ignorar isso, isso não diz nada, muito menos que o morar em São Paulo é melhor que morar no Paraguai, sendo que atualmente morar no Paraguai esta mais garantido e produtivo do que em São Paulo.

    Alguém me explica como essa comparação pode ter cabimento? País pequeno com os estados de um país GIGANTE.

    E os EUA são ricos assim porque?

    É que nem comparar estados do Brasil, os estados mais livres e os menos livres. Nordeste tem seca e um monte de outros problemas, ai vão dizer que a culpa é que o governo estadual que interfere mais na economia do que o governo estadual no Parana.

    Paulistas tiveram sorte porque São Paulo é um Rio de Janeiro Melhorado. Parana e Santa Catarina são preconceituosos e tiveram ajuda de gringos, fora que são mais próximos de Argentina e Paraguai.

    Os Gauchos falam tanto que Bahiano é preguiçoso, Carioca Bandido, Minero picareta e nordestino sanguessuga, mas o estado dos cara estão uma lastima que nem o RJ. São Paulo nos próximos anos sabe deus, quero ver essa fama de paulista trabalhador que carrega o Brasil como vai ficar…

    Enfim, só uma analogia.

    Vamos lá, quero ver coerência.

  4. A dificuldade desse povo em entender que o dinheiro das “benessies” estatais ora foi retirado de alguém, ora é fruto de inflação. Estado só tem o poder de destruir economias. A função da social-democracia é empobrecer países. O Brasil é um país que nem esperou ficar rico primeiro para ser roubado depois.

  5. Comparando um pouco os habitantes das cidades:

    São Paulo capital tem 12 milhões de habitantes;

    Suiça tem 8 milhões e é mais descentralizada que São Paulo;

    Maryland tem 6 millhões;

    D.C. tem 7 milhões.

    (números aproximados)

    Agora imagina o Brasil com Estados mais autônomos, descentralizados. Estados legislando sobre tributário, penal, enfim. Na boa, esse país é ridiculamente centralizado, tem 200 milhões e lá vai de gente. Não é à toa que quando algo ocorre culpam o presidente, afinal, qual o papel de um governador ou prefeito? O presidente nesse país tem poder demais. Nesse sistema é até mais fácil cobrar mais imposto. Sem conclusão. Só imaginando.

  6. Saudações pessoal do Mises, sei que minha pergunta não tem nada a ver com essa matéria e como sou novo aqui não sei onde perguntar, eu gostaria de saber a opinião de vocês se no Brasil há algum jornal com textos e reportagens liberais eu li algumas da Gazeta do Povo e me pareceu que este jornal é liberal, vocês também acham ou tem outras opçoes? E blogs e outros sites que divulgam o libertarianismo, podem me recomendar? Ainda estou meio perdido nessa nova fase de minha vida e não tenho ninguem próximo a mim que pensa igual para trocar idéias

  7. Os escandinavos, mais especificamente a Suécia, tiveram uma alta e prolongada inflação de preços de 1971 a 1995. Veja, por exemplo, o alto valor nominal de suas moedas, o qual mostra toda essa desvalorização.

    A inflação começou tão logo a adotaram a social-democracia e só terminou quando fizeram reformas em meados da década de 1990, para evitar o colapso.

    Considerando que a Suécia já foi o quarto país mais rico do mundo e que não se envolveu em nenhuma grande guerra (ou seja, não destruiu seu capital), era para ser muito mais rica do que é hoje.

    De um lado, desvalorização da moeda em conjunto com gastos governamentais deixaram o país mais pobre. De outro, livre comércio, facilidade de se empreender e baixos impostos sobre empresas ajudaram a enriquecer.

    No balanço final, isso não foi suficiente para se manter à frente de vários estados americanos considerados decadentes, como Pensilvânia.

  8. Pensador Puritano

    Esquerdista é especialista em procurar pelo em ovo para criticar,afinal Comunismo é bom só no discurso e criticar é fácil,agora ler,refletir e aprender dá trabalho e cansaço,coisas que estes estúpidos detestam,enfim um bando de parasitas inúteis.

  9. Rodolfo Andrello

    Saudações. Gostaria de perguntar aos articulistas e demais interessados como geralmente a escola austríaca responde a acusação de ser uma pseudociência? Em algumas ocasiões notei essa espécie de comentário sendo feito em discussões contra algum interlocutor que usava argumentos austríacos, com afirmações do tipo que a praxeologia nem pode ser expressa matematicamente, como a econometria. Junto com frases como essa geralmente também se acusa a EA de não ser levada a sério pela maioria dos economistas, o que parece ser bem um apelo a autoridade misturado com argumentum ad populum, Claro que não me parece que essa crítica seja lá das melhores, mas queria saber a opinião de quem já está mais calejado no assunto.

  10. Muito bom artigo!!

    Venho acompanhando o IMB a algum tempo e tenho aprendido muito aqui. Confesso que até pouco tempo atrás não entendia o porquê da minha desconfiança com as “benesses” do estado e de seus líderes populistas, mas essa desconfiança não passava de empirismo pois devido a educação deste país o que aprendemos é nada mais que paixões falhas e sem fundamentos reais dos nossos professores.

    Aproveitando este espaço, mesmo não sendo o ideal, peço ajuda para tornar possível a confecção de um artigo que pretendo escrever muito em breve.

    Recentemente li um artigo sobre Henri Nestlé, o fundador da Nestlé, e como ele formulou a Farinha Láctea contribuindo para diminuir as altas taxas de mortalidade infantil na Suíça e como farmacêutica pensei em quantos avanços para a saúde esses corajosos empreendedores trouxeram para o mundo. Peço me auxiliem, se possível, com sugestões de artigos ou livros, ou ainda, me lembrando desses empreendedores que tanto deram ao mundo em busca do tão injustiçado lucro.

  11. Gosto muito dos artigos do Ryan.

    Mudando um pouco de assunto… É verdade que hoje há cura para alguns cânceres por plantas e que é o capitalismo que impede porque não dá lucro? Eu fico me questionando sobre e a única coisa que consigo pensar é que o estado atrapalha as pesquisas de alguma maneira pelas suas agências reguladoras.

  12. A Europa é bastante agradável e bonita, mas tudo lá é muito caro. Gasolina e comida são pela hora da morte. Moradia e aluguel então nem se fala. Pior ainda: há um cerco total ao uso de automóveis.

    Já nos EUA, principalmente em locais pouco turísticos, tudo isso é pechincha. Wyoming é uma delícia. Mas fiquem longe de NY e Califórnia.

  13. Pô, roubando o mundo inteiro por meio de guerras n tem como o país ser pobre né. O crescimento americano se dá por conta de dominar o mundo todo.

  14. Brasília provavelmente também tem renda per capta maior do que a maioria dos países europeus, mas suponho que não é por causa do capitalismo…

    * * *

  15. Marco Aurelio de Jesus

    Bom artigo, pesquisa adequada.

    No entanto, não dá para esquecer os extremos, que modificam um pouco o racional: em termos de "pobreza absoluta", a Alemanha, Suíça e Islândia tem 0% da sua população classificada como "pobreza absoluta", Dinamarca tem 0,4%, Suécia tem 0,7% e USA tem 1,7%.

    Ver mobile.nytimes.com/2018/01/24/opinion/poverty-united-states.html

    "The Oxford economist Robert Allen recently estimated needs-based absolute poverty lines for rich countries that are designed to match more accurately the $1.90 line for poor countries, and $4 a day is around the middle of his estimates. When we compare absolute poverty in the United States with absolute poverty in India, or other poor countries, we should be using $4 in the United States and $1.90 in India.

    Once we do this, there are 5.3 million Americans who are absolutely poor by global standards. This is a small number compared with the one for India, for example, but it is more than in Sierra Leone (3.2 million) or Nepal (2.5 million), about the same as in Senegal (5.3 million) and only one-third less than in Angola (7.4 million). Pakistan (12.7 million) has twice as many poor people as the United States, and Ethiopia about four times as many."

  16. A esquerda moderna está tão perdida depois da queda da URSS que não sabem mais o que apoiam. Hora defendem o fascismo petista, hora reproduzem o discurso marxista.

    Apenas parem um instante e observem o cenário que estamos presenciando: a Esquerda atual está usando a EUROPA OCIDENTAL (que era o símbolo do Capitalismo junto aos EUA na Guerra Fria) como exemplo de SUCESSO DAS IDEIAS DELES. Perceberam o absurdo da cena?

    A esquerda moderna está apoiando países capitalistas que estão utilizando políticas social-democratas e fascistas (intervencionismo) como sucesso das ideias socialistas. Não percebem a loucura que eles estão fazendo?

    Na época da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria, o Intervencionismo era considerado pelos socialistas como extrema-direita porque estava tentando salvar o capitalismo do inevitável colapso.

    Nessa mesma época (e desde Marx) os socialistas consideravam a social-democracia como “migalhas dos capitalistas para os proletários” (nas palavras do próprio Marx).

    Ou seja, os próprios esquerdistas já admitiram que perderam. Por isso estão apoiando w defendendo outros sistemas que outrora eram odiados pelos pela própria Esquerda.

  17. Roberto Jargemboski

    Então acho que posso me considerar privilegiado por viver no único país europeu mais rico que os estados americanos em todos os cenários…

  18. Nossa, que comédia esse Rodison hahahaha.

    Estatista é doente mesmo, não tem jeito.

    Fica tranquilo que aqui em SP só tem bunda-mole que aceita levar o resto do país nas costas.

    Nós merecemos.

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