Sobre a grande depressão da Suécia

Durante a recente crise financeira, a Suécia emergiu como uma das poucas economias em uma posição financeiramente sólida.  Esta robusta posição do país, o que o distancia das outras nações ocidentais, faz da Suécia um interessante exemplo daquilo que poderia — ou deveria — ter sido feito. 

Com efeito, Paul Krugman, o economista laureado com o prêmio Nobel, repetidamente fala que a maneira como os suecos lidaram com sua depressão econômica ocorrida no início da década de 1990 é o motivo de seu recente sucesso.  Mais especificamente, ele fala da nacionalização de alguns bancos no momento da crise.  Embora ele enfraqueça sua análise ao se concentrar exclusivamente em um limitado conjunto de medidas de curto prazo em vez de em mudanças de longo prazo — como é a característica distintiva de um keynesiano —, Krugman de fato está correto em relação ao fato de que a Suécia adotou algumas medidas sensatas.

Em setembro de 1992, o Riksbank, o Banco Central da Suécia, elevou a taxa básica de juros para quinhentos por cento (500%) em uma vã tentativa de manter o regime de câmbio fixo da coroa sueca em relação à Unidade Monetária Europeia.  Esta medida drástica foi tomada em conjunto com um substancial corte de gastos, tudo com o objetivo de lidar com a queda livre que a economia do país estava vivenciando àquela época.  O colapso econômico foi a culminação de duas décadas inteiras de declínio econômico, e este foi o evento que alterou fundamentalmente a situação política na Suécia.

Desde então, a Suécia vem apresentando reduções consistentes da intromissão estatal em sua economia ao mesmo tempo em que vem (1) aumentando as restrições às políticas assistencialistas, (2) desregulamentando os mercados e (3) privatizando antigos monopólios governamentais.  O país instituiu uma nova estrutura geral de incentivos na sociedade, tornando o ambiente econômico mais propício ao trabalho e ao empreendedorismo.  A dívida do governo, que era de quase 75% do PIB em 1995, despencou para apenas 38% do PIB em 2012.

Em outras palavras, o país foi bem-sucedido em fazer recuar seu insustentável, porém mundialmente afamada estado de bem-estar social.  Não obstante o pensamento fantasioso de Krugman, este foi o real motivo de a Suécia ter sobrevivido à atual crise financeira.

A ascensão e a queda do estado de bem-estar

A Suécia vivenciou um século de rápido crescimento econômico, o qual durou de 1870 a 1970, e que literalmente transformou aquele que era um dos países mais pobres da Europa no quarto mais rico do mundo. 

A primeira metade deste período de crescimento foi marcada por amplas reformas pró-livre mercado, ao passo que a segunda metade se destaca pelo fato de a Suécia ter se mantido fora das duas guerras mundiais, desta forma se beneficiando ao manter intacta sua infraestrutura industrial quando o resto da Europa estava em ruínas.  Embora um arranjo assistencialista tenha sido estabelecido e expandido durante o período do pós-guerra, ele no geral havia sido construído em torno de instituições capitalistas, gerando assim um impacto limitado sobre o crescimento da economia.

No entanto, a situação política se alterou.  As décadas de 1970 e 1980 viram um estado assistencialista crescendo descontroladamente, ampliando enormemente suas áreas de intervenção.  Vários novos benefícios governamentais foram criados; leis trabalhistas extremamente rígidas foram introduzidas; setores estagnados da economia passaram a receber amplos subsídios do governo; as alíquotas de impostos sofreram aumentos drásticos, sendo que algumas alíquotas marginais chegaram a ultrapassar os 100%.  Em uma tentativa de nacionalizar completamente a economia, os löntagarfonder ("fundos de pensão de empregados") foram instituídos em 1983 com o intuito "reinvestir" os lucros de empresas privadas em ações a serem administradas pelos sindicatos.

Durante este período, os déficits orçamentários do governo explodiram e, consequentemente, a dívida do governo praticamente decuplicou de 1975 a 1985.  A Suécia também vivenciou uma alta inflação de preços (chegando a quase 16%), uma situação que foi agravada por seguidas e contínuas desvalorizações da taxa de câmbio com o intuito de estimular as exportações.  Em 1976, a taxa de câmbio da coroa em relação ao marco alemão foi desvalorizada em 3%; em 1977, em 6% no início do ano e depois em mais 10% no final do ano; em 1981, em 10%; e em 1982, em 16%.

No geral, a rápida expansão do estado assistencialista pode ser ilustrada pela proporção entre o emprego no setor público (financiado por impostos) e o emprego no setor privado: em 1970, havia 0,386 funcionário público por empregado no setor privado; em 1990, havia 1,51 funcionário público por empregado no setor privado.  A Suécia rumava ao desastre.

Explicando a Grande Depressão da Suécia

Uma explicação muito popular para o colapso da economia sueca na década de 1990 culpa a desregulamentação dos mercados financeiros ocorrida em novembro de 1985.  No entanto, nossas pesquisas (ainda em andamento) demonstram que a desregulamentação foi na realidade uma mera tentativa de resolver os crescentes problemas de financiamento do governo sueco, cuja situação financeira já estava debilitada e vinha se deteriorando anualmente.  Por exemplo, no ano fiscal 1984-85, o pagamento de juros da dívida do governo sueco foi equivalente a 29% das receitas tributárias do governo — e igual ao gasto total do governo com a seguridade social.  A insustentável situação financeira do governo sueco fez com que a desregulamentação do sistema financeiro fosse necessária.

Este acesso facilitado aos mercados financeiros fez com que uma situação desesperadora se tornasse mais sustentável.  Porém, a consequência foi que a Suécia acabou vivenciando um grande aumento na oferta de crédito.  Nossos números mostram que o volume de empréstimos bancários para empresas aumentou de 180 bilhões ao final de 1985 para 392 bilhões ao final de 1989, um aumento total de 117% — ou de 21% ao ano.  De onde veio todo esse dinheiro?  De um lado, a própria desregulamentação aumentou a demanda por crédito, a qual foi suprida pelo sistema bancário de reservas fracionárias.  Porém, dando sustentação a toda essa expansão creditícia estava o Banco Central da Suécia. 

De 1985 a 1989, o Riksbank aumentou em 975% seus empréstimos ao sistema bancário.  Adicionalmente, suas compras de títulos do governo em posse dos bancos aumentaram 36% neste mesmo período.  Isso significa que foi o próprio Banco Central sueco quem forneceu as bases para toda essa expansão creditícia.  Esse boom creditício, que gerou uma bolha imobiliária no país, foi interrompido em 1990, o que deu origem à depressão de 1990-1994.  Após uma reforma bancária, vários programas assistencialistas foram cortados e várias reformas pró-mercado foram adotadas, o que devolveu um pouco de dinamismo e eficiência à economia sueca, a qual é considerada hoje a 18ª economia mais livre do mundo, com ampla liberdade empreendedorial, de investimentos e de comércio. Mesmo o imposto de renda de pessoa jurídica, cuja alíquota máxima é de 26%, é menor que o americano [e que o brasileiro, que chega a 34%].

A Suécia é um caso interessante a ser estudado.  Realmente, como Krugman repete frequentemente, temos muito a aprender com a história do país: de sua duradoura era de crescimento econômico graças ao arranjo de livre mercado que fora adotado até a ascensão e queda do estado assistencialista.  A solidez financeira recentemente (re)adquirida e sua capacidade de resistir à recessão global se devem não a um robusto estado assistencialista, como alega Krugman, mas sim ao recuo de longo prazo do amplo assistencialismo que os keynesianos tão frequentemente louvam.

 

Este artigo se baseia em um trabalho em andamento que está sendo realizado pelo Dr. Bylund com a colaboração de Ola Nevander e Erik Gestrinius.

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Leia também: Como o assistencialismo corrompeu a Suécia


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SOBRE O AUTOR

Per Bylund

foi consultor de negócios na Suécia e hoje é Ph.D em economia pela Universidade do Missouri e professor na Hankamer School of Business, da Baylor University, no Texas.





"parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão [ouro] também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP [...]"

Exato! Este é o ponto. Quem afirma que o petróleo encareceu na década de 1970 por causa de uma suposta escassez de oferta tem também de explicar por que o ouro (e outras commodities) se encareceu ainda mais intensamente. Houve restrição na oferta de ouro?

Assim como não houve redução da oferta de ouro (cujo preço explodiu em dólar) também não houve redução da oferta de petróleo (cujo preço explodiu em dólar).

O problema, repito, nunca foi de oferta de commodities, mas sim de fraqueza das moedas -- recém desacopladas do ouro (pela primeira vez na história do mundo) e, logo, sem gozar de nenhuma confiança dos agentes econômicos.

Igualmente, por que o petróleo barateou (junto com o ouro) nas décadas de 1980 e 1990, quando a demanda por ele foi muito mais intensa do que na década de 1970? Por que ele encareceu em 2010 e 2011, em plena recessão mundial? E por que barateou em 2014 e 2015, quando as economias estavam mais fortes que em 2010 e 2011?

O dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica. Logo, quem ignora a questão da força da moeda está simplesmente ignorando metade de toda e qualquer transação econômica efetuada. Difícil fazer uma análise econômica sensata quando se ignora metade do que ocorre em uma transação econômica.

"ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação do índice "DXY" durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile"

Sim, em tese seria possível. Só que, ainda assim, haveria um indicador que deixaria explícito o que está acontecendo: o preço do ouro.

Se o dólar estiver se fortalecendo em relação a todas as outras moedas, mas estiver sendo inflacionado (só que menos inflacionado que as outras moedas), o preço do ouro irá subir.

Mas este seu cenário só seria possível se todas as outras moedas estivessem sendo fortemente desvalorizadas. Enquanto houver franco suíço, iene e alemães na zona do euro, difícil isso acontecer.

Abraços.
Saudações, Leandro.

Teus comentários me remeteram a
uma recente troca de posts que tive no MI !
A propósito, uma análise da relação entre ouro e petróleo talvez pudesse reforçar nosso argumento em comum. Afinal, parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP, caso a explicação p/ o fortalecimento do primeiro em relação ao segundo (i.e. cruede mais barato em Au) também se baseasse no suposto "choque de oferta" ao qual frequentemente se atribuem praticamente todos os episódios de encarecimento do petróleo em US$...

Sobre o "desafio": "Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas, pergunto: ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação (ainda que improvável, inclusive na atual conjuntura) do índice "DXY" (dólar em relação às moedas mais líquidas do mundo) durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile" (de ForEx) ?

Att.
Prezado Paulo, obrigado pelo comentário, o qual nada alterou a constatação: o preço das commodities é cotado em dólar; consequentemente, a força do dólar é crucial para determinar o preço das commodities. Impossível haver commodities caras com dólar forte. Impossível haver commodities baratas com dólar fraco.

Perceba que seus próprios exemplos comprovam isso: você diz que a produção americana de petróleo atingiu o pico em 1972, e dali em diante só caiu. Então, por essa lógica era para o preço do petróleo ter explodido nas década de 1980 e 1990. Não só a oferta americana era menor (segundo você próprio), como também várias economia ex-comunistas estavam adotando uma economia de mercado, implicando forte aumento da demanda por petróleo. Por que então o preço do barril não explodiu (ao contrário, caiu fortemente)?

Simples: porque de 1982 a 2004 foi um período de dólar mundialmente forte.

"Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP[...]"

Nada posso fazer quanto a esse "consenso", exceto dizer que ele é economicamente falacioso. O preço do barril (em dólares) subiu durante toda a década de 1970 (e não apenas no período 1973-74). O barril só começou a cair a partir de 1982, "coincidentemente" quando o dólar começou a se fortalecer.

Será que foi a OPEP quem encareceu o petróleo de 1972 a 1982? Se sim, por que então em 1982 ela reverteu o curso? Mais ainda: se ela é assim tão poderosa para determinar o preço do barril do petróleo, por que ela nada fez de 1982 a 2004, que foi quando o barril voltou a disparar ("coincidentemente", de novo, quando o dólar voltou a enfraquecer)?

E por que de 2004 a 2012 (dólar fraco) o petróleo disparou? E por que desabou de 2013 a meados de 2016 (dólar forte)? E por que voltou a subir agora (dólar enfraquecendo)?

Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas.

Se alguém apresentar esse exemplo, toda a teoria econômica está refutada.
Boa tarde Bruno., tudo tranquilo?

Advogados de uma maneira geral tem duas frentes: ou são interlocutores mediante a resolução de conflitos, ou analistas para evitar conflitos. Basicamente são especialistas em detalhes jurídicos, sendo obrigatório o talento nato em retórica, para expor a parte de seu cliente de forma objetiva, lírica e eloquente na mediação, e muita disciplina acadêmica para assimilar todos os enlaces dos códigos a que se propõe atuar.

Sob a batuta do Estado, apenas formados em direito (e aqui no Brasil postulantes ao exame da OAB) podem representar pessoas e empresas nas demandas da Lei. Basicamente, 90% dos advogados no Brasil são decoradores de Lei, tendo parco saber jurídico para analisar de forma contundente demandas mais complexas.

Já em um país libertário, basta a pessoa ter um grande saber jurídico, oratória razoável e ser um bom jogador de xadrez que pode advogar tranquilamente, podendo também adquirir títulos e certificados mediante associações privadas, com o único propósito de destacar aqueles que realmente tem o que é necessário para ser advogado para quem quiser contrata-lo.

Quanto a sua questão, seja pelo monopólio do Estado ou em um país livre, o advogado não propriamente cria riqueza, mas impede que a mesma seja perdida por um descuido na assinatura de um contrato, ou mesmo a ruína causada por uma ex mulher gananciosa. Na assinatura de contratos é como uma companhia de seguros, pois ao analisar os detalhes mitiga os riscos apontando erros e pegadinhas. Por outro lado, se for atuar em uma demanda já existente, seria mais ou menos como o corpo de bombeiros, para apagar o incêndio o mais rápido possível, antes que o fogo consuma tudo.

Prezado Leandro

Aprecio muito seus artigos e comentários, postados aqui no Instituto Mises. Inclusive, suas respostas a indagações minhas sempre primaram pela cordialidade e análise ponderada. E, em relação ao seu comentário acima, não discordo quanto à correlação existente entre uma commoditie e a moeda em que ela é comercializada.

No entanto, se me permite, gostaria de discordar parcialmente do seus comentários acima sobre a causa e efeito nos preços dos mercados do petróleo, a partir do chamado Choque Nixon (1971). Entre outras medidas, ele cancelou unilateralmente a conversão do dólar em ouro. Baseei meus comentários em inúmeros autores, que usamos na indústria, não para fins políticos, mas para nosso negócio (tenho 38 anos de indústria do petróleo).

Para melhor acompanhar meus comentários, é interessante analisar os mesmos acompanhado de dois gráficos:

1) Preço do petróleo entre 1986 e 2015, fonte: BP Global:
www.bp.com/en/global/corporate/energy-economics/statistical-review-of-world-energy/oil/oil-prices.html

2) Produção e importação de óleo cru nos EUA: //en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_in_the_United_States#/media/File:US_Crude_Oil_Production_and_Imports.svg

Vou colocar os eventos em ordem cronológica, com meus comentários após aspas de seus comentários, as vezes com ... :

SEU COMENTÁRIO: Igualmente, a acentuada e abrupta desvalorização do dólar na década de 1970 ... : não era o petróleo que estava ficando escasso; eram as moedas, recém-desacopladas do ouro, que perdiam poder de compra aceleradamente.

MEU COMENTÁRIO:
- A indústria do petróleo nunca correlacionou a culpa do aumento dos preços do petróleo na década de 1970 como sendo por causa de escassez do produto.

- Ano de 1972: A produção total Americana atinge o pico, próximo a uma média diária de nove milhões de barris por dia (bpd) e, a partir deste ponto, entra num declínio acentuado e contínuo, só interrompido em meados dos anos 2000, por conta do crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho).

- Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP contra os países que apoiavam Israel na Guerra do Yom Kippur. Entre o início e o fim do embargo os preços tinham subido de US$ 3/barril (US$ 14 hoje) para US$ 12/barril (US$ 58 hoje).

SEU COMENTÁRIO: Tanto é que, nas décadas de 1980 e 90, o barril do petróleo despencou (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: Período 1985-1999:

- Em 1986 a Arábia Saudita resolveu recuperar sua participação no mercado global (market share) aumentando sua produção média diária de 3,8 milhões bpd em 1985 para mais que 10 milhões bpd em 1986. As reservas sauditas são tão grandes que ela sempre pôde se dar o luxo de "fechar ou abrir torneiras" para controlar demanda e oferta. Mas, atualmente isto está começando a ser modificado.

- 1988: Com o fim da Guerra Irã-Iraque, ambos voltaram a aumentar substancialmente a produção média diária.

SEU COMENTÁRIO: O boom das commodities (principalmente minério e petróleo) na década de 2000 foi "auxiliado" pelo enfraquecimento do dólar.

MEU COMENTÁRIO: Principais eventos para o aumento quase contínuo dos preços na década de 2000:

- Final dos anos 1990 e início dos anos 2000: Crescimento das economias Americana e Mundial.

- Pós 11/01/01 e invasão do Iraque: crescente preocupação quanto a estabilidade da produção do Oriente Médio.

- Segunda metade da década: Combinação de produção declinante mundial com o aumento acelerado e contínuo da demanda asiática pelo produto, especialmente China.

A causa da produção mundial declinante está relacionada à enorme expansão da produção OPEP na década anterior e que inibiu o investimento da indústria em exploração (pesquisa para descoberta de novas jazidas). Para quem não é da área, investimentos em exploração de petróleo tem retorno de médio a longo prazo.

SEU COMENTÁRIO: a recente queda a partir de 2012 (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: A partir de 2014 a queda dos preços está ligada a dois grandes eventos:

- Aumento substantivo da produção nos EUA e na Rússia, sendo que em 2015 a produção Americana atingiu o mais alto nível em mais de 100 anos, com os EUA voltando a serem os maiores produtores mundiais após mais de 50 anos (Figura a seguir)

- O crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho), com o avanço tecnológico do fraturamento hidráulico (hydraulic fracturing, or fracking), ela começou a ser utilizada com progressivo sucesso em reservatórios não convencionais como o shale oil. Com isto, nunca os estoques americanos estiveram tão altos. E, aqui o básico da economia de Adam Smith: oferta maior que demanda gera queda nos preços.

Saudações, Paulo









Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pupilo  26/11/2013 13:28
    Derrubando de vez o mito da "Suécia Socialista". Maldito Krugman.
  • Pedro Ivo  26/11/2013 16:45
    Krugman é uma autofelatriz de sua própria ignorância e vileza.
  • Caio-SP  26/11/2013 13:40

    Hans-Hermann Hoppe e sua singela dica:


    youtu.be/QJwmMu15Exc
  • Andre  26/11/2013 21:00
    Uma boa técnica argumentativa essa do Hoppe, fazer perguntas simples e que não tem como responder.

    Claro que eu acho que só pode ser usada contra keynesianos, contra socialistas é preciso desmascaras as fraudes deles.
    Se for feita tal pergunta à um socialista ele vai xingar a pessoa de fascista e posar de vencedor da discussão.
  • Caio-SP  27/11/2013 00:24
    Penso que você está correto. De me minha parte tento estudar e , em entendendo o assunto, facilitar o vocabulário. Em relação ao debate socialista recomendo muito a serie de 6 videos ( +- 9 minutos cada) do Jesus Huerta Soto. Tem no youtube, tá em espanhol...mas eu ,que nem falo espanhol, consigo entender. É uma argumentação certeira, de altissimo nivel, sem baixaria. Vale muito.
  • Bernardo  26/11/2013 14:44
    E a população topou abrir mão de benefícios?
    Como será que foram as campanhas políticas que elegeram essa galera mais responsável?
    Acho que isso é o que mais temos a aprender com eles...
    Como convencer, hoje, a massa que ganha bolsa família, que pede mais serviços públicos, que está empregada e que não está sentindo uma inflação de 20% aa como a sueca da época que eles precisam se sacrificar durantes alguns anos para colocar a economia no rumo certo?
  • Juliano  26/11/2013 15:44
    Um ponto que facilita muito as mudanças é o tamanho da população, que não chega a 10 milhões, e como os grupos de interesse estão estruturados.

    Em países grandes e mais vastos, fica mais fácil esconder os custos das medidas e empurrar as contas para "os outros". Esse processo de socializar dívidas e concentrar benefícios fica mais complicado quando o país é mais compacto e menos populoso. O custo das medidas fica mais evidentens, "os outros" estão mais próximos.

    No caso do Brasil, se realmente fossem acabar com a redistribuição de recursos via governo federal, muitas coisas seriam radicalmente diferentes. A maioria das nossas cidades são deficitárias, isso sem contar atividades que são lucrativas apenas graças a subsídios. Sempre tem algum trouxa sem rosto pagando a conta.
  • Bernardo  26/11/2013 17:03
    Juliano,
    Mas será que a cultura e a formação dos caras não afetam muito isso não?
    Td bem que nossa população é grande, mas se 50% dos suecos fossem mal instruídos e pobres, acho muito difícil que eles tivessem resolvido a situação deles nos anos 90. Sendo uma democracia, teriam eleito outros políticos que tivessem prometido mais benefícios sociais.
    Por isso quero entender o que se passou nas eleições que colocaram essa galera no poder.
    Aqui no Brasil, acho que não conseguiremos nenhuma reforma nesse sentido não (apesar da minha curiosidade sobre o que ocorreu na Suécia). Somos Espanha. Somos Itália. Somos Grécia. Até acumularemos mais capital ao longo do tempo, mas reduzir dívida??? Jamais.
    Viva a democracia!
  • Juliano  26/11/2013 17:49
    Bernardo,

    Acho difícil julgar algo tão vago como "cultura". Se assumirmos pessoas autruístas e inteligentes, qualquer sistema de governo funciona.

    Claro que onde impera a violência e a falta de respeito pelo que é dos outros, tudo fica mais complicado. Se a maioria das pessoas em uma região acha que pilhar e roubar é aceitável, não vai ter nenhum tipo de sistema que faça esse lugar dar certo. Vai ser continuamente um cenário de guerra descrito por Hobbes até que algum tipo de respeito entre as pessoas seja estabelecido. Não basta ter dimensões menores, sem dúvida precisa existir um ambiente favorável ao trabalho e ao respeito mútuo.

    Acredito que territórios menores dificultam a existência de abusos e práticas de rent-seeking que são tão comuns em países maiores. Não faria o menor sentido para o governo de Singapura a introdução de medidas protecionistas, tendo em vista que é um país que precisa importar até água potável. O discurso tão batido e bem sucedido que temos por aqui seria digno de risos.

    A compra de eleitores com dinheiro público também fica muito limitada, pois os custos ficam mais aparentes. O controle sobre o aparato governamental fica mais simplificado e rigoroso. Em países grandes, tudo fica diluído. Municípios completamente insolventes são mantidos com o dinheiro de quem nunca nem vai passar nem perto da cidade. Existem cidades brasileiras que praticamente só têm funcionários públicos!

    Quanto mais fácil for diluir os custos de uma medida, menos incentivos existirão para que os prejudicados se organizem pra tentar impedir o espólio. Assim, os grupos de pressão têm sua vida facilitada e o resto da população fica com a despesa sem nem se dar conta.
  • Renato  26/11/2013 20:31
    Juliano, não seria bom então isso aqui?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1642
  • Juliano  27/11/2013 11:41
    Sem dúvida.
    Pra falar a verdade, não vejo outro caminho.
  • Católico  26/11/2013 18:45
    Palavras do Papa:

    O papa Francisco pediu uma renovação na Igreja Católica, chamou o capitalismo desenfreado de uma "nova tirania" e pediu aos líderes mundiais que combatam a pobreza e o crescimento desigual, no primeiro grande trabalho de sua autoria desde que foi eleito pontífice.

    No texto, Francisco foi além de criticar o sistema econômico mundial, ao atacar a "idolatria ao dinheiro" e implorar aos políticos que garantam a todos os cidadãos "trabalho, atendimento de saúde e educação dignos".

    Ele também pediu às pessoas ricas que compartilhem sua riqueza. "Do mesmo modo como o mandamento 'Não matarás' estabelece um claro limite para salvaguardar o valor da vida humana, hoje nós também temos de dizer "Não deves" para uma economia de exclusão e desigualdade. Tal tipo de economia mata", escreveu Francisco no documento divulgado nesta terça-feira.


    O que vcs do IMB tem a dizer sobre essas palavras?
  • Renato  27/11/2013 00:53
    Católico, também sou católico apostólico romano. Mas sou sedevacantista, não sigo a igrejinha conciliar do Vaticano II, então dou o seguinte conselho para você:

    Ignore o que diz o falso Papa Francisco.
  • airednil  27/11/2013 11:40
    o papão deveria começar doando as riquezas do vaticano espalhadas pelo mundo afora
  • Leonardo Ferreira  27/11/2013 14:40
    Ó, é bem simples meu filho,

    Veja o que os outros Papas deram de opinião aqui adalges.blogspot.com.br/2011/11/os-10-ultimos-papas-condenam-o.html

    E Veja também a opinião deles e de outras pessoas acerca do Nacional Socialismo (Nazismo) aqui adalges.blogspot.com.br/2011/09/igreja-catolica-e-o-nacional-socialismo.html

    A questão é bem simples rapaz Católico, o problema não é o livre-mercado, mas as pessoas que estão por trás do livre-mercado,o livre-mercado não é capaz de estragar as pessoas, a falta de religião, drogas, prostituição, acoolismo e a mais recente enfermidade cognitiva chamada "mentalidade revolucionária" estragam as pessoas. O livre-mercado é apenas a não coerção estatal. Se o papa condena o capitalismo, lamento, mas ele está atirando em um inocente, e te aviso aqui, a sua infabilidade é apenas em matéria de doutrina, não é em matéria de política. Se esse papa ao menos tivesse lido Tomás de Aquino saberia mais de economia do que Marx e o Paul Krugman.

    Atenciosamente, Leonardo.
  • Cauê  27/11/2013 17:22
    A Igreja Católica condena o capitalismo/liberalismo como um todo, desde o início.

    A posição é que o capitalismo por si mesmo não é mal, porém devido ao individualismo exacerbado e a falta de ética inevitavelmente irá falhar.
    E acredito que mais uma vez ela acertou. Como visto nas profecias abaixo auhau

    São Tomás
    "Se os próprios cidadãos devotam sua vida a matérias dos negócios, o caminho será aberto a muitos vícios. Na medida em que a principal tendência dos negociantes é fazer dinheiro, avareza é despertada nos corações dos cidadãos através da busca do comércio. O resultado é que tudo na cidade se tornará venal; a boa fé será destruída e o caminho aberto a todos tipos de fraudes; cada um trabalhará somente para seu próprio proveito, desprezando o bem público; o cultivo da virtude fracassará, visto que a honra e a recompensa à virtude, serão entregues aos ricos. Assim, em uma tal cidade, a vida cívica necessariamente será corrupta."

    Pio XI
    "108. As últimas conseqüências deste espírito individualista no campo econômico são essas que vós, veneráveis irmãos e amados filhos, vedes e lamentais: a livre concorrência matou-se a si própria; à liberdade do mercado sucedeu a hegemonia econômica; a avidez do lucro seguiu-se a desenfreada ambição de predomínio; toda a economia se tornou horrendamente dura, cruel, atroz."

    Leão XXIII
    "30. Ora, o princípio de todo o racionalismo é a supremacia da razão humana, que, recusando a obediência devida à razão divina e eterna, e pretendendo não depender senão de si mesma, se arvora em princípio supremo, fonte e juiz da verdade. Tal é a pretensão dos sectários do liberalismo, de que falamos, não há, na vida prática, nenhum poder divino ao qual se tenha de obedecer, mas cada um é para si a sua própria lei."

    Pio XII
    "Outros, porém, se mostram tímidos e incertos quanto ao sistema econômico conhecido pelo nome de capitalismo, do qual a Igreja não tem cessado de denunciar as graves conseqüências. A Igreja, de fato, apontou não somente os abusos do capital e do próprio direito de propriedade que o mesmo sistema promove e defende, mas tem igualmente ensinado que o capital e a propriedade devem ser instrumentos da produção em proveito de toda a sociedade e meios de manutenção e de defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana. Os erros dos dois sistemas econômicos e as ruinosas conseqüências que deles derivam devem a todos convencer, e especialmente aos sacerdotes, a manter-se fiéis à doutrina social da Igreja e a difundir-lhe o conhecimento e a aplicação prática."

    Enfim por aí vai...

    Portanto o "capitalismo" é aceitável, mais não é ideal.(Ele não é mal em si mesmo, porém não funciona). O socialismo/comunismo nem precisa dizer, é condenado com excomunhão. Portanto não se preocupem, qualquer que seja o Papa, isso já está decidido.
    Ninguém nem sabe o que se entende por capitalismo. Pois do mesmo modo que o socialismo da URSS não é socialismo, o capitalismo não é capitalismo o.O
    Então acredito que a expressão deveria ser evitada.

    Joguem as ideologias no lixo... A escola austríaca é a explicação da ação humana na economia, e a faz com maestria, mais é só isso.
  • Pobre Paulista  27/11/2013 22:28
    Não exagera.

    Capitalismo = Acúmulo de capital. Ponto Final.

    Agora, se estão deturpando o termo, chamando esse corporativismo estatista de Capitalismo, a culpa não é do termo e sim de quem o emprega mal.

    Ademais, qualquer cidadão, seguidor de qualquer ideologia, mas que utiliza capital para realizar um trabalho, é um capitalista.
  • Cauê  28/11/2013 00:44
    Leão XIII
  • Francisco Razzo   28/11/2013 17:40
    Não li a Exortação Apostólica ainda. Mas uma consulta rápida ao texto já denuncia que a palavra "capitalismo" não aparece uma única vez. Enquanto que "tirania" só aparece como referência a uma espécie de forma "invisível" e "virtual" de justiça fundamentada "unilateral" e "implacavelmente" na "autonomia absoluta do mercado".

    Ora, se a liberdade de mercado caracteriza um meio (como já provava Mises), então não pode ser, justamente, a forma ABSOLUTA de relação social entre os homens, mas a forma RELATIVA. A crítica do Papa não diz respeito ao "capitalismo de mercado", mas à ética que eventualmente o acompanha: hedonismo ultra-individualista, por exemplo.

    Não é à toa que o tópico na sequência do diagnóstico (§55), o Santo Padre fala de uma "crise antropológica profunda" como "origem" da crise financeira, portanto, prova de que ele não está dando opiniões acerca de economia, mas de teologia!
  • Giovani  02/12/2013 21:59
    Prezado Cauê,

    fico com a Encíclica de JP II (que tem peso bem maior que uma exortação apostólica):


    "(...)pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventur...a, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso económico e civil?

    A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por «capitalismo» se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no sector da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de «economia de empresa», ou de «economia de mercado», ou simplesmente de «economia livre». Mas se por «capitalismo» se entende um sistema onde a liberdade no sector da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa."

    João Paulo II
    Centesimus annum, 42

    O cristianismo foi FUNDAMENTAL para o desenvolvimento do capitalismo.

    Indico o livro: "A Vitória da Razão: Como o Cristianismo gerou a liberdade, os direitos do Homem, o capitalismo e o milagre econômico do ocidente ; Autor: Rodney Stark"
  • Paulo  26/11/2013 20:19
    Há algum artigo que aborde a política de cotas? Gostaria de saber se há consenso libertário quanto a isso.

    Seria interessante ver uma comparação entre cotas para negros em concursos e outros tipos de cotas, por exemplo, vagas para deficientes em estacionamentos.
  • Thiago  26/11/2013 21:46
  • Daniel  27/11/2013 02:51
    O que se lê aqui, no IMB, contraria tudo o que se lê na "mídia especializada". Ou vocês estão ficando loucos ou a mídia está em total descompasso com a realidade.
  • João Paulo  27/11/2013 03:03
    É fácil solucionar esta sua dúvida. Basta você puxar pela memória e lembrar de algum caso em que a "mídia especializada" acertou alguma previsão ou ao menos explicou corretamente o que iria acontecer economicamente.
  • Felipe  27/11/2013 11:55
    E o pior de tudo é ainda ter de ler e ouvir agora que a crise de 2008 havia sido prevista pelos economistas keynesianos....ae quando perguntei por nomes e datas, não souberam dizer, por que disseram que nao se pode prever exatamente quando se dará uma crise, apenas quando que existe um cenário que pode levar a uma crise....
  • André  27/11/2013 13:06
    "O que se lê aqui, no IMB, contraria tudo o que se lê na "mídia especializada". Ou vocês estão ficando loucos ou a mídia está em total descompasso com a realidade."

    Bem vindo ao mundo real.
    Leia mais artigos para entender melhor como o mundo funciona.

    Quando eu descobri esse site passei várias semanas lendo os artigos, sem parar.
    À cada novo artigo que eu lia, que contrariava tudo que a esmagadora maioria
    das pessoas diz, depois de ler o artigo eu para e pensava:
    "Nossa, faz todo o sentido!!!"
    Sempre procurei os artigos que iam mais contra o senso comum das massas,
    sempre procurando alguma falha de argumentação, mas não achei nenhuma falha.

    Um dos que achei muito interessante foi o que explica que o INSS é um gigantesco esquema de pirâmide:

    A Previdência Social brasileira - um esquema fraudulento de pirâmide

    Após entender como o mundo funciona, me senti como aquelas pessoas do filme The Matrix, quando percebem que o mundo real é radicalmente diferente do que parece
    quando se está lá dentro, acreditando nas ilusões.

    Cada vez que eu ouço alguém reclamar de alguma coisa e começar a falar que o governo
    tem que resolver tal problema procuro explicar pra pessoa que o governo é que causou o problema, e que o governo só tem que sair do caminho das pessoas para que elas resolvam seus próprios problemas.

    É uma tarefa difícil, mas tem que ser feita.
  • Douglas  27/11/2013 20:54
    André, você disse que é uma tarefa difícil que tem de ser feita e eu concordo apenas

    míseros 100% com isso, mas temos um gigantesco problema: como conseguir ao menos

    conversar com pessoas por exemplo como meu pai, nordestino, um cara que não lê, que

    vive apenas sendo alimentado pelo jornal nacional e record com o outro falando corta

    pra mim. A grande massa no Brasil é assim, nós temos de focar nos mais jovens, se esses

    já estiverem com o coração e mente tomados pelo estado estamos perdidos. Abraços!
  • Andre  27/11/2013 21:30
    Concordo, algumas pessoas não dá pra mudar, ou é muito difícil.
    Temos que focar nos mais fácil para ensinar o maior número possível!
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/11/2013 15:12
    Duas formas de se testar uma teoria são (1) fazer previsões a partir delas e observar se e como se cumprem e (2) implementá-la na prática e observar os resultados. O keynesianismo falha em ambas, a EA acerta em cheio.

    * * *
  • Charlton H. Hauer  28/11/2013 04:26
    Suécia, o país mais feminazista do mundo. Tão feminazista, que há produções cinematográficas que enaltecem mulheres que assassinam homens inocentes, como podemos comprovar no vídeo que está no link abaixo:

    whatmenthinkofwomen.blogspot.com.br/2011/12/if-youre-feminist-you-promote-murder.html

    O Brasil um dia chegará a esse patamar, já que lá, como aqui, as pessoas fecharam os olhos para todas as discriminações e campanha de ódio e aversão contra homens e meninos.
  • Diones Reis  28/11/2013 11:49
    Isto significa que, os tão amados filmes suecos, com suas loiras estonteantes, são lembrança do passado, na Suécia atual?
    É triste se isto for verdade.
  • anônimo  28/11/2013 18:18
    Claro que não, significa que o governo lá quer que homem se sente pra mijar.Por lei.
    Cara que ridículo...parece piada...
    www.dailymotion.com/video/xy23ax_has-swedish-feminism-gone-too-far_news

  • André  28/11/2013 10:56
    Além do feminismo os outros esquerdismos também são disseminadores de ódio.
    Exemplos:

    Black Mobs
    www.wnd.com/2013/11/fox-launches-full-frontal-assault-on-black-mobs/

    Knock Out Game
    www.wnd.com/2013/11/surprise-media-finally-wake-up-to-knockout-game/

    Assassinato de cristãos:
    www.christianitytoday.com/gleanings/2013/september/al-shabaab-nairobi-kenya-westgate-mall-somalia.html

    A mídia esquerdista ou não fala NADA ou fala de forma distorcida.
    Ainda bem que existe a internet.

  • Matheus  29/11/2013 16:25
    Os países nórdicos tem mais estatismo que os anglo-saxões, mas não quer dizer que eles sejam centralizados como os latinos. Pelo contrário, eles sempre se preocuparam com a auto-determinação e em entregar resultados. Quando tudo der errado, vão se mobilizar, catar todos os caquinhos, se sacrificar por um futuro melhor e mudar a forma como as coisas são feitas. Quando os governos dão escolas, estradas e hospitais, as pessoas cuidam porque sabem que não foi de graça. Pagaram juntos e vão cuidar juntos. É um assistencialismo/intervencionismo que não diz que as coisas são de graça, muitos dos políticos acreditam no que estão falando, são humildes, recusam propina, se demitem quando pegos em uma saia justa, se desculpam. Na Ásia é a mesma coisa.

    A cultura latina é o populismo pelo populismo. É um lixo, arrogante, despreocupada. Do topo da França aos fundilhos do Uruguai. Líderes japoneses ajudam na limpeza da empresa do mesmo jeito que o pobre limpa a própria calçada. Até as estatais na Ásia/Norte Europeu são mais empreendedoras que as empresas privadas daqui. A elite dá o exemplo. Bairro de gente rica no Brasil tem a fiação aérea, calçada mal cuidada. Tem desculpa pra isso num país sem calamidade ambiental? É um horror. Você vê a diferença até nos detalhes de uma cultura superior pra uma inferior. Horror.
  • Daniel  20/12/2013 15:14
    estou postando aqui pelo assunto ser suécia, e eu li hoje um artigo publicado por um amigo no facebook e gostaria de saber se alguém tem informações sobre o sistema de educação na suécia para confirmar ou refutar as informações no texto.

    outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/por-que-a-suecia-esta-revendo-a-privatizacao-do-ensino/

    apenas lendo, sem ter mais dados sobre a educação Sueca me veio algumas duvidas sobre essa privatização. Teria sido realmente uma privatização ou as empresas que tomavam conta das escolas tem um rabo preso com o governo? Foi uma experiencia séria de privatização? a concorrencia realmente existia? entre muitas outra duvidas que foram pipocando enquanto eu lia o texto.

    se alguem tiver um artigo confiavel para me passar ou que saiba o que realmente acontece por la eu ficarei muito agradecido

    obrigado
  • anonimo  20/12/2013 17:41
    Boa tarde.

    Sem querer ser ofensivo (mas de certa forma, imagino que esteja sendo), mas como vcs encontram esses sites?

    Sakamoto, carta capital, até vai, são relativamente conhecidos, mas com frequência postam coisas de sites que nunca ouvi antes. O mas triste é ver algo como: mais de 70.000 pessoas nos curtiram no facebook.

    É certeza que esse país não vai pra frente.

    Obrigado.
  • Daniel  20/12/2013 18:09
    haha... olha... eu encontro no facebook, onde as pessoas que postam isso encontram nao sei... mas é gente defendendo socialismo e pra quem le e não entende realmente o que acontece e quais as opções e consequencias parece muito atraente, e por isso mesmo eu gosto de ter mais informações pra poder rebater esse tipo de mentira, que no caso eu mesmo sabendo que o artigo é mentiroso não tinha informações para basear nenhuma critica ao texto. Devia mesmo era ter mais sites com ideias libertarias por ai fazendo o contraponto a esses sites de desinformação.

    outro dia entrei uma discussão com o mesmo amigo que publicou esse link sobre salário minimo, ele é professor de historia formado pela usp (ai vc ja tem ideia do problema). Mesmo eu argumentando que a fatia excluida e que nao consegue entrar na informalidade é fada a passar fome e morrer, a pergunta que ele fazia era "e o trabalhador? fica sujeito a vontade do patrão?" que visão distorcida da realidade é essa?? mesmo dando exemplos e mostrando logicamente o caminho que seria percorrido sem o salario minimo a duvida era a mesma " e o trabalhador fica sujeito as vontades do patrão?"... éuma lavagem cerebral pesada.
  • Guilherme  20/12/2013 15:48
    Gentileza não poluir o site postando lixos aqui. Basta ver o linguajar utilizado logo no primeiro parágrafo do artigo linkado para se ter uma idéia do compromisso dessa gente com a veracidade de alguma notícia.

    P.S.: essa gente é sensacional. Outro dia, um cidadão veio aqui dizer que a educação da Suécia era sensacional porque era estatal. Agora, já estão dizendo que é ruim porque é privada. Será que eles não têm o mínimo de cuidado para ao menos coordenar o discurso e assim não parecerem um bando de otários incoerentes?

    P.S.2: a educação da Suécia se dá em nível municipal.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Education_in_Sweden

    P.S.3: até onde foi possível ler desta reportagem raivosa, parece que eles próprios admitiram que o estado em nenhum momento abriu mão do controle da educação. O estado apenas entregou para terceirizadas a tarefa de "prestar o serviço", mas continuou financiando as escolas. A ultima coisa de que esse arranjo pode ser rotulado é privatização.
  • Daniel  20/12/2013 17:42
    postei a pergunta porque achei que aqui seria o melhor lugar pra entender o que acontece la. Sei que um modelo privado totalmente livre é a melhor opção e por isso mesmo vim buscar pessoas que pudessem me fornecer melhores informações sobre o assunto, uma vez que o artigo é obviamente enviesado, esclarecendo melhor como realmente funciona essa iniciativa do governo sueco, e quanto realmente ha de liberal no modelo.

    sempre vejo artigos desse tipo e gosto de rebater as mentiras sobre o livre mercado e em debates mais gerais sobre mercado e as vezes um pouco de economia me saio bem, mas quando os detalhes entram no meio, como educação na Suecia ou na Noruega (que também gostaria de entender melhor, ja que li que seria a melhor do mundo e é totalmente fornecida pelo estado), a saude na inglaterra (que ja pesquisei e descobri mta coisa sobre), em geral informações deturpadas, mas que tiveram alguma origem e que eu sempre quero entender e saber qual a realidade.

    obrigado


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