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Economias prolongadamente afetadas por governos não se recuperam facilmente
E isso tende a gerar frustrações que podem piorar ainda mais a situação

Após meio século de adesão ao marxismo revolucionário, o estado cubano, por razões de necessidade e pragmatismo, vem fornecendo indícios de que irá se tornar um estado autoritário mais tradicional.

Tão logo os irmãos Castro saiam completamente de cena (só falta um agora), é bastante improvável que o governo cubano adote, de um momento para o outro, o livre mercado. Como tem sido o caso na China, a elite política encontrará maneiras de se perpetuar e manter o controle político, ao mesmo tempo em que continuará abiscoitando para si uma fatia substancial da riqueza produzida pelo trabalho dos cidadãos do país.

O que é mais provável de acontecer é que ela irá diminuir um pouco as amarras sobre a economia, simplesmente por reconhecer que economias mais livres são mais produtivas.

No entanto, não prenda a respiração: não espere que Cuba se torne um paraíso para a livre iniciativa no futuro próximo.

Mesmo com sua economia se tornando ligeiramente mais livre, Cuba irá continuar sendo mais pobre que todos os seus vizinhos (com a exceção talvez do Haiti). E será assim indefinidamente.

Mais ainda: mesmo que Cuba se tornasse a Cingapura do Caribe — algo extremamente improvável —, o país ainda assim continuaria sendo, por décadas, muito mais pobre do que a maioria de seus vizinhos latino-americanos.

E seria assim porque, independentemente daquilo que políticos dizem, as pessoas de um país não podem se tornar mais prósperas simplesmente porque o governo assim o deseja. Afinal, se a riqueza pudesse ser produzida por decreto estatal, então os regimes de Cuba e Coreia do Norte — nenhum dos quais tem de lidar com qualquer oposição política organizada — teriam transformado suas economias em potências, pois ambos usufruem um poder praticamente irrestrito para "melhorarem" suas economias.

O problema é que, na vida real, a riqueza só pode ser construída por meio da poupança, da acumulação de capital e da divisão do trabalho. Sem dúvida, algumas pessoas podem se beneficiar da redistribuição de riqueza decretada pelo governo; porém, para que haja riqueza a ser distribuída, esta tem primeiro de ser criada. E a riqueza é criada quando pessoas produzem bens e serviços de valor, e quando elas abdicam do consumo presente para que possam investir os recursos não-consumidos e, com isso, tenham a capacidade de ter mais consumo no futuro.

Sim, é fácil falar tudo isso. Muito mais difícil é fazê-lo. Mas eis o mais frustrante de tudo: mesmo após uma sociedade ter adotado um arranjo com mercados relativamente mais livres, ela ainda assim poderá demorar décadas para alcançar a condição de sociedade rica, segundo os padrões modernos.

Pior: durante esse processo de construção de riqueza, muitos ideólogos e políticos populistas apontarão para a crescente discrepância entre países ricos e pobres, e irão culpar o mercado.

O exemplo da Alemanha Oriental e do Leste Europeu

Embora, na economia e na política, não exista um arranjo que possamos classificar como "experiência totalmente controlada", ainda assim há alguns casos que demonstram, de maneira convincente, como as revoluções políticas, por si sós, são insuficientes para efetuar uma revolução econômica.

Por exemplo, quase 30 anos após a queda do Muro de Berlim, aquelas áreas da Alemanha que estiveram submetidas a um regime de estilo soviético — conhecido por República Democrática da Alemanha — continuam mais pobres que as outras áreas da Alemanha que não adotaram o socialismo, e que eram conhecidas como Alemanha Ocidental.

Em 2014, o jornal The Washington Post fez uma reportagem mostrando como a Alemanha Oriental ainda hoje apresenta níveis menores de renda, taxas de desemprego mais altas e, em geral, é menos próspera que o lado ocidental alemão. Esta situação, por sua vez, fez com que essa região oriental da Alemanha sofresse um êxodo de jovens, muitos dos quais se deslocaram para o oeste do país, à procura de melhores empregos e maiores salários.

Já a revista Fortune observou que "se olharmos algumas estatísticas como renda per capita ou produtividade do trabalhador, estas também demonstram uma ampla disparidade em termos de desenvolvimento econômico entre o leste e o oeste da Alemanha."

Já o periódico econômico Quartz apresentou um dado complementar: "Hoje, o leste da Alemanha apresenta muitos problemas estruturais semelhantes aos de países como a Grécia e Espanha, embora em escala muito menor."

Durante a Guerra Fria, muitos oponentes do socialismo apontaram a Alemanha como o exemplo perfeito de como o socialismo ao estilo soviético destruía a prosperidade econômica. A piada era recorrente: se o socialismo não funcionou nem na Alemanha, como querer que ele funcione em qualquer outro lugar?

Mas isso foi naqueles tempos. Hoje, aquele regime da Alemanha Oriental já não existe mais e a Alemanha é, em termos relativos, uma das economias mais pró-mercado do mundo. O leste alemão tem exatamente o mesmo governo que o oeste alemão. Então, por que o leste ainda continua mais pobre que os seus vizinhos do oeste?

A resposta jaz no fato de que, ainda que os sistemas político e legal sejam os mesmos, o leste ainda sofre as consequências das décadas que passou destruindo seu capital sob o domínio soviético. Consequentemente, o leste está décadas atrasado, em relação ao oeste, em termos de acumulação de capital e aumento da produtividade do trabalho.

Esse exemplo alemão oferece a mais cristalina das comparações porque, antes da Segunda Guerra Mundial, os alemães do leste e do oeste não só tinham sistemas políticos similares, como também eram semelhantes tanto étnica quanto culturalmente. Assim, comparar o desempenho de ambos durante a Guerra Fria, sob dois regimes distintos, fornece uma quase "experiência controlada".

Mas podemos também expandir a análise para além dos alemães que estão a leste. Vamos à Polônia. Por que a Polônia, com sua longa tradição de governos parlamentares e descentralizados, e sua histórica orientação ocidental, ainda é relativamente pobre em relação ao resto da Europa Ocidental?

O mesmo pode ser dito sobre República Tcheca. Sua principal cidade, Praga, já chegou a ser a segunda mais importante do Império Austríaco, tendo sido também o centro da riqueza e da cultura européias. Os checos, assim como os poloneses e alemães orientais, nunca recuperaram o seu lugar relativo em termos de riqueza na Europa.

Parte da explicação para tudo isso está no fato de que o legado de um sistema político abandonado pode permanecer vivo durante décadas, mesmo após o regime ter mudado. Como explicado neste artigo, no contexto dos regimes sul-americanos:

Mudanças institucionais definem o destino de um país apenas no longo prazo.  Elas não definem sua prosperidade no curto prazo. [...] Por exemplo, quando a China abriu parte de sua economia para os mercados internacionais, o país começou a crescer economicamente.  Hoje, estamos vendo os efeitos destas décadas de relativa liberalização econômica.  É verdade que várias áreas da China ainda sofrem uma ausência de liberdades significativas, mas o país seria muito diferente hoje caso houvesse se recusado a mudar suas instituições décadas atrás.

Claramente, o fato de os países do velho Bloco Oriental terem adotado uma maior liberalização de suas economias os permitiu uma maior prosperidade econômica. no entanto, isso, por si só, não basta para elevá-los ao mesmo nível de riqueza daqueles outros países que nunca foram submetidos aos efeitos destruidores de décadas de socialismo.

Coreia: um exemplo extremo, mas relevante

Tudo isso ficará ainda mais óbvio se e quando o regime da Coreia do Norte se esfacelar. Quando isso ocorrer, o mais provável é que ele seja integrado à Coreia do Sul. E aí, então, teremos um país cujas regiões do norte, apesar de uma etnia idêntica e de uma história extremamente semelhante, serão muito mais pobres que as regiões do sul.

Alguns alemães do oeste, até hoje, se ressentem de todos os impostos que já foram retirados deles e direcionados para o leste do país, para ajudar na integração. Mas isso irá se tornar absolutamente insignificante quando comparado a toda a riqueza que os pagadores de impostos do sul da Coreia terão de direcionar para o norte após uma reunificação. Como a BBC observou:

Os rendimentos na Coreia do Sul são de 10 a 20 vezes mais elevados que na Coreia do Norte — uma diferença muito mais ampla do que aquela entre o leste e o oeste da Alemanha. Isso significa que, se ocorresse uma reunificação, o solavanco econômico seria muito maior.

Mesmo hoje, os norte-coreanos que conseguiram desertar já descobriam que suas capacidades e qualificações estão muito aquém das exigências típicas na Coreia do Sul. Médicos que desertaram da Coreia do Norte frequentemente são reprovados nos exames médicos básicos da Coreia do Sul. Tudo isso indica que os esforços e dinheiro necessários para a reunificação seriam astronômicos em comparação a tudo o que ocorreu na Alemanha.

Em tal cenário, todos os mesmos problemas encontrados na Alemanha seriam enormemente multiplicados na Coreia. Jovens trabalhadores debandariam em multidões para o sul em busca de trabalho e educação. O norte passaria a ser uma terra de pensionistas empobrecidos vivendo exclusivamente de benefícios sociais pagos pelos trabalhadores do sul.

Somente depois de várias décadas é que o capital começaria a se mover para norte. Na melhor das hipóteses, a Coreia do Norte passaria a ser caracterizada como um estado fronteiriço cuja economia se baseia na extração de recursos naturais, e cuja mão-de-obra tem de ser importada de outras partes do país, ou mesmo do estrangeiro.

É claro que todo este processo poderia ser acelerado por meio de transferências forçadas de riqueza e capital pagos pelos habitantes do sul, mas isso obviamente implicaria um enorme custo para os sul-coreanos.

A reação política

Mas mesmo sendo auto-evidente que um arranjo de mercado traz maior riqueza e prosperidade, caso tais mudanças ocorram na Coreia e em Cuba, isso causará uma grande reação política, assim como aconteceu, em certa medida, no Leste Europeu. Os males sociais presentes nestes países recém 'ocidentalizados' serão atribuídos ao "capitalismo excessivo" tão logo os trabalhadores começarem a migrar para onde o capital está, deixando para trás uma economia esfacelada nas antigas áreas socialistas.

Dado que a riqueza não irá surgir magicamente em todos os cantos do país ao mesmo tempo, uma pobreza significativa persistirá em muitas áreas, sendo que, desta vez, em vez de ser atribuída a fictícios burgueses reacionários (como sempre ocorreu no socialismo), será atribuída ao capitalismo em geral, cuja presença factual tornará o argumento ainda mais convincente.

A pobreza relativa das antigas áreas socialistas vai perdurar, apesar dos imensos ganhos em termos de padrão de vida. Os capitalistas serão culpados também por estas desigualdades. Como escreveu Andrei Lankov em relação ao contexto coreano:

A riqueza e a pobreza são, essencialmente, categorias relativas. Não há dúvida de que, nos primeiros anos após a unificação, o operário e o catador de arroz da Coreia do Norte irão comparar sua nova vida com aquela que tinham sob o jugo da família Kim — com tais comparações revelando-se decisivamente em prol do novo sistema.

No entanto, será uma questão de tempo, talvez até mesmo de poucos anos, até o foco passar a ser o Sul atual. Os norte-coreanos começarão a comparar as suas posses não com a situação de antes da unificação, mas sim com a Coreia do Sul atual, e estas comparações não serão nada favoráveis ou estimulantes.

Em outras palavras, antes os norte-coreanos se preocupavam apenas em conseguir se manter vivos sob o regime comunista; agora, a nova preocupação será tentar estar à altura do vizinho debaixo, o que não será possível. Com isso, uma inevitável nostalgia daqueles tempos mais 'simples' irá se manifestar, e o capitalismo será o culpado, mais uma vez, pela persistente desigualdade. Todas as lições sobre o que realmente impediu a riqueza dos norte-coreanos serão rapidamente esquecidas.

É provável que algo semelhante aconteça em Cuba. Mesmo que Cuba liberalize sua economia gradualmente (em termos econômicos e não políticos), o país ainda assim continuará bem mais pobre que os Estados Unidos. E também mais pobre que Brasil, México, Chile e todos os países latino-americanos banhados pelo Pacífico, que estão adotando sistemas econômicos mais baseados no mercado.

Frustrados pela visível desigualdade e desiludidos com a perspectiva de se tornarem tão ricos quanto, os cubanos exigirão "mudança". Só que em vez de liberalizarem ainda mais sua economia, poderão seguir o caminho da Venezuela, procurando uma solução apressada que pode muito bem se transformar em um ciclo de perpetuação da miséria.


autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Lel  09/12/2016 16:21
    Excelente resumo.
  • 4lex5andro  10/12/2016 15:14
    Os últimos parágrafos sobre essa nostalgia do antigo regime, podem ser exemplificados em algumas manifestações em datas cívicas em Moscou, louvando e pedindo a volta da ex-Urss.

    Parece incrível.
  • Marcos Rocha  09/12/2016 16:23
    São necessárias gerações para ir da pobreza à riqueza (e não o tipo de riqueza chinesa). É necessário ter um população com preparo, capacidade intelectual, capital acumulado e, acima de tudo, uma certa mentalidade cultural.

    Nada disso acontece da noite para o dia. Quem hoje vive em uma economia destruída pelo estado tem apenas uma certeza: jamais alcançarão o nível de prosperidade ocidental.

    Se começarem agora, pode ser que seus netos alcancem.
  • Ricardo Malta  09/12/2016 16:35
    Infelizmente, a esmagadora maioria das pessoas não tem a paciência necessária para fazer algo que só trará resultados daqui a muito tempo.

    Mesmo dizendo a elas que as futuras gerações -- inclusive filhos e netos -- irão se beneficiar não é o bastante. Elas até dizem que se importam com os filhos, mas na prática não se importam.

    O que fazem é roubar de seus filhos e netos o seu próprio futuro. Eles ficarão ainda piores.

    Estamos vendo isso hoje com a Previdência. E vivenciamos recentemente isso com a economia brasileira como um todo. Ninguém estava nem aí para as consequências futuras daquela bonança artificial. O que valia era o prazer imediato.

    Agora todos sofrem por não terem querido consertar as coisas quando podiam.
  • L. Simonetti   09/12/2016 16:44
    "Mesmo dizendo a elas que as futuras gerações -- inclusive filhos e netos -- irão se beneficiar não é o bastante. Elas até dizem que se importam com os filhos, mas na prática não se importam."

    O Hans-Hermann Hoppe tem uma teoria para isso. Ele mostra em seu livro Democracy - The God That Failed que o arranjo democrático torna as pessoas mais voltadas para o curto prazo e muito menos preocupadas com o longo prazo. Elas acreditam que o sistema irá cuidar delas para sempre por causa do "direito adquirido", e por isso não se preocupam com nada e não querem sacrifícios para nada. Todo o prazer tem de ser imediato e sem esforço.

    Esse sistema também estimula o hedonismo, fazendo com que as pessoas rechacem a ideia de terem filhos (que são vistos como um estorvo que impede o lazer e as viagens prazerosas) e se preocupem apenas em vivenciar o bem bom atual.

    Não é a toa que foram as gerações antigas (mais tradicionais e mais voltadas para o longo prazo) que criaram a nossa riqueza atual; a geração atual só quer saber de esbanjá-la, sem ter de fazer qualquer esforço ou sacrifício.
  • Evandro Lima  10/12/2016 19:45
    Com a percepção "democrática" de que " Todo o prazer tem de ser imediato e sem esforço", me traz a lembrança de aulas sobre religião lá do passado, onde diziam que o caminho do inferno é largo e florido, já o caminho do céu é estreito e as vezes espinhoso...
    Realmente ser paciente, nesses casos, é ser altruísta ...
  • Juliano  09/12/2016 17:11
    Esse artigo me lembrou daquela sabedoria popular sobre o que acontece quando você solta na floresta animais que até então viviam em cativeiro.

    Nos zoológicos, sempre pedem para não dar comida para os animais, especialmente esquilos. Eles precisam manter vivos seus instintos para a caça e a coleta, senão morrem. Em vez de estar ajudando os esquilos, você os está prejudicando porque quando você não mais estiver por perto para dar comida eles morrerão.

    Acho que com cachorro é a mesma coisa.
  • anônimo  09/12/2016 17:49
    Essa fez meu dia:

    "Cálculo econômico não precisa necessariamente de preço para ser feito." - Marxista de internet.
  • Kaio  09/12/2016 18:13
    Já ouvi isso no Facebook em um grupo.
  • Prando  13/12/2016 19:28
    Sem preço não há medida de vontade. Se sua vontade não entra na conta, significa que você vive numa ditadura.
  • Pobre Paulista  09/12/2016 17:51
    Mas um investimento externo maciço não poderia acelerar o processo, tal como ocorreu com a Coreia do Sul após receber capital Japonês?
  • Kaio  09/12/2016 18:15
    Quem vai querer investir no Bostil?
  • Sapiência  09/12/2016 19:58
    O capital internacional está louco por um lugar minimamente descente apto a receber investimentos. Hoje temos no mundo um excesso de liquidez, taxa de juros beirando zero, não raro negativo, entre outras condições que colocam o Brasil como destino razoável.

    Qualquer simples ajuste teremos tsumoney de dinheiro no Brasil. O problema é que aqui nada é feito, a não ser para piorar a situação.

    O que vocês acharam do último relatório público da Empiricus?
    sl.empiricus.com.br/pe53-novo-texto/?key=&utm_source=&utm_medium=&utm_campaign=&xpromo=XE-MI-EMP-PE53-SUBER-20161111-EMAIL-X-X
  • Henrique Zucatelli  09/12/2016 21:30
    Boa tarde Sapiência. Sou meio reticente quanto a isso.

    Os setores de maior valor agregado que temos hoje, como IT, Robótica, Energias alternativas, serviços bancários e aviação já estão bem alocadas.

    Mas digamos que queremos esse capital de qualquer maneira (e quem não quer?). Seria necessária uma liberalização monstruosa na economia do país, como é o caso da Irlanda, que está levando as Blue Chips do Vale do Silício uma a uma por conta de seu inexistente imposto de renda. Porém isso demorou anos, como demonstrado nesse artigo e neste outro .

    Qual o tamanho do desmonte do Estado necessário para que cheguemos sequer em um modelo Peruano ou Chileno? Têm ideia de quantas milhões de pessoas vivem as custas dos pagadores de impostos aqui, e que em hipótese alguma estão dispostas a abrir mão da muleta social? Pois eu respondo: 80%, incluindo pensionistas, funcionários públicos, bolsistas de faculdades etc, e aqueles que mesmo na iniciativa privada fazem uso do SUS e/ou de faculdades públicas. E eles (claro) contam com seus magníficos representantes nos três poderes, que também vivem nababescamente do erário.

    Não estamos falando de um cantão Suíço com viés social democrata. Somos um país continental em colapso, sem solução a vista.

    - Nossa indústria está morta (foi mostrado hoje: 11% do PIB).
    - Nosso setor de serviços é precário e mau qualificado (não são sinônimos - veja o caso da Tailândia, por exemplo).
    - Nossos portos e aeroportos não comportam nem 1/3 do movimento da costa oeste americana.
    - E nosso povo é mau educado e violento e ostentador. Logo, odeia fazer poupança.
    - Também é culturalmente preguiçoso. Trabalha 10 meses por ano (1 mês de férias + 1 mês de feriados) e recebe por 13,5 meses (contando 1/3 de adicional de férias). Neste ponto, ainda excluo aqueles que tem estabilidade, onde podem fazer greve, tirar licença remunerada, gravidez com 7 meses totalmente pagos etc.

    Sinceramente, nesse contexto que nos encontramos, vejo espaço apenas para investimentos de especuladores, tanto no mercado financeiro quanto produtivo. O que interessa mesmo, que são as empresas e pessoas sérias, não veremos tão cedo (talvez nunca).

    E falando nisso, sou assinante da Empiricus, pois eles vinham sendo bem coerentes, principalmente em renda fixa. Porém esse comunicado na minha singela opinião é o maior ensaio de futurologia sem nenhum nexo causal que eu já vi em toda minha vida.

    Simplesmente não há fundamento econômico para qualquer retomada. O mercado não se anima porque virou o ano (lembre-se do Japão). E confirmei ontem em uma reunião com o pessoal do Itaú. No relatório deles, a média de perda de faturamento das empresas de médio e grande porte em 2016 ante 2015 foi de 25%. Estão projetando um suspiro de recuperação de 3 a 5% em agosto/2017. Não creio que somente a PEC 241 e meia dúzia de concessões seria o grande motivo para uma compra maciça com aumento no IED.

    Aposto ainda firmemente em recessão e queda no mercado de maneira geral em 2017, pelos motivos citados acima. Se não houver uma ruptura drástica no que os brasileiros enxergam como vida, pode contar com isso para 2018, 2019...

    Grande abraço.











  • Wesley  12/12/2016 05:06
    Seu comentário foi o melhor. O Brasileiro quer viver às custas dos outros. Não querem trabalhar duro e poupar como os asiáticos. Querem uma boquinha do governo. Ou um emprego público, ou uma bolsa qualquer coisa. O brasileiro é um virtual pedinte de dinheiro público. Os grandes empresários são viciados em protecionismo e subsídios governamentais.
    Além disso as pessoas querem que o governo dê tudo a elas. E experimente falar em abolir os queridos "direitos trabalhistas". Veja a reação da maioria das pessoas. Aí você vê que é impossível o Brasil ter uma economia robusta e desenvolvida. Com esse tipo de mentalidade é impossível se desenvolver. O interessante é que os países latino americanos e europeus ibéricos têm uma mentalidade desse tipo. Assim não têm como ter desenvolvimento.
  • Taxidermista  12/12/2016 12:11
    Infelizmente, é bem assim mesmo, Wesley.

    Experimente, p.ex., falar em abolição do salário mínimo, tentando explicar o quão nefasto é controle de salário, nefasto especialmente para aqueles supostamente protegidos pela medida.

    Não se consegue nem iniciar a conversa; o interlocutor em geral recebe isso como se vc estivesse dizendo algo próximo a "devemos deixar o pobre morrer de fome".

    É deprimente demais.
  • Fabiano  27/11/2017 11:04
    Favor dissertar melhor sobre - Nosso setor de serviços é precário e mau qualificado (não são sinônimos - veja o caso da Tailândia, por exemplo), o que quer dizer com isso?
  • anônimo  09/12/2016 21:33
    o Paraguai é mais confiável que o Brasil
  • Phill  09/12/2016 22:47
    Até a Índia é mais confiável para se investir do que o Brasil, mesmo com todo o problema racial dos dalit.

  • Roger  09/12/2016 18:19
    Perfeitamente. Mas para que haja o investimento estrangeiro, tem de haver confiança, previsibilidade e estabilidade no novo regime.
  • anônimo  10/12/2016 03:29
    depende
  • Felipe  21/07/2021 03:51
    Sim. Vale lembrar que a Coreia do Sul já foi mais pobre do que o Brasil (era uma verdadeira porcaria) e que participou de um conflito dentro do território, coisa que não acontece no Brasil desde a Guerra do Paraguai.
  • AF  09/12/2016 20:20
    Gostei deste artigo, foi muito lúcido.

    Sou um admirador anônimo do trabalho prestado pelo instituto Mises. Leio frequentemente os artigos a alguns anos.

    Nos últimos artigos do Mises Brasil, as seções de comentários pregam uma quase "mágica" que ocorreria no Brasil caso este adotasse o livre mercado (o que seria um sonho meu se ocorresse em meu tempo de vida).

    Porém, o Brasil quase que inteiro infelizmente não possui a cultura de valorização do trabalho duro (planejado de modo inteligente é claro), acredito que este é uma das razões de o brasileiro adorar o estado. Ainda é o meio mais aceitável de aumentar seu bem estar à base da produção de terceiros.

    Acredito que se o Brasil adotasse o livre mercado não nos tornaríamos nem perto de uma Hong Kong, Cingapura ou mesmo EUA pelos próximos 100 anos em virtude do tempo perdido em acumulação de capital. Devido a isto o brasileiro fatalmente "se cansaria" da caminhada e retornaria aos Sarney's, Lula's e FHC's tão conhecidos renovando assim o ciclo de pobreza.

    Apenas parando de focar no outro e aprimorando (físico, mental e espiritualmente) a si mesmo o brasileiro poderia sonhar em algum dia ser o país que deseja. Infelizmente não vejo esse empenho em vasta parcela da população, o que nos leva a ser eternamente o país do futuro. Afinal, os políticos atuais não vieram de fora... nasceram do próprio povo brasileiro.

    Grato por todo o conhecimento proporcionado por este site.
    Att.
  • anônimo  09/12/2016 21:33
    ótimo texto
  • jefferson Scheifer  09/12/2016 23:14
    A Unica solução viável seria a Coreia do Norte liberalizar, desburocratizar etc ...deixar o Laissez Faire operar por uns 20 ou trinta anos - consequentemente elevando o padrão de vida dos norte-coreanos e deixar que a ideia de marcado entre e se faça presente na cultura. Acredito que isso possa atenuar crises sociais e ressentimentos de ambos os lados. Uma reunificação só será, não digo possível, mas sim pensável apenas depois disso.
  • Kek  10/12/2016 00:53
    Nem em sonho, filho.
  • jefferson Scheifer  10/12/2016 18:10
    hehehehe

    Os casos de Coreia do Norte e Cuba são muito mais agudo sem dúvida, mais os estrago que

    os comunistas tupiniquim fizeram aqui foi incalculável, endividaram e destruíram a nossa economia pelas no

    minimo cinco décadas adiante.
  • Edgar Felipe B  09/12/2016 23:54
    Ou seja, a guerra no campo econômico é besteira, os marxistas perderam ela há décadas, a cultura é o mais importante de tudo, as pessoas precisam ser "vacinadas" contra as ideologias marxistas, olha aí o Olavão de Carvalho novamente.
  • LonelyDay  10/12/2016 01:35
    Os marxistas nunca perderam guerra nenhuma, eles usam a própria "economia de mercado" para prosperar. Não há comunista pobre, os que são pobres são idiotas úteis, pois se fossem inteligentes não apoiariam tal loucura. É sempre o mesmo em todo lugar, um grupo/casta assume e usa o "poder do estado" para seus próprios fins, fazendo de todo o resto meros servos.

    "O capitalismo vai enforcar-se com a própria corda". Karl Marx

    O Marx errou, não, não vai. O capitalismo será sempre domado por essa corda.

    Sem dúvidas no mundo das ideias eles são absolutamente dominantes.
  • Felipe Lange S. B. S.  10/12/2016 00:25
    Apesar que o Brasil não está tão melhor assim que Cuba. Continua sendo um país fascista, travado por uma bíblia estatal (constituição) e que ainda tem resquícios dos estatistas de Portugal que odeiam o mercado.

    Quando estava em uma situação pouco melhor, na segunda metade da década de 90, vem lá o mesmo governo e estraga tudo, vem outros dois gênios.

    Aí quando um outro parasita entra e que, mesmo que queira liberalizar, vai ter que aturar outros parasitas da câmara e senado. É mais fácil destruir a economia do que reavivá-la. E, nesse ponto, o Brasil regrediu muitas décadas... Não existe solução melhor que secessão ou sair do país.
  • Douglas  14/12/2016 01:21
    Intervencionismo é igual uma droga.
  • Emerson Luis  15/12/2016 10:19

    Um governo socialista é pior do que qualquer catástrofe natural.

    A herança maldita do socialismo também perverte a cultura do país por muito tempo .

    Será que a Coreia do Sul vai aceitar a anexação da Coria do Norte? Ou vai prestar ajuda, mas manter-se econômica e politicamente separada?

    Quer dizer que demoraremos décadas para nos recuperar dos 13 anos de PT? E isso apenas se tivermos aprendido a lição?

    * * *

  • anônimo  16/12/2016 02:12
    Leandro, o que você poderia dizer sobre a Crise das Tesouras?
  • Tesouro  17/12/2016 12:52
    Excelente texto. O que está descrito nele é exatamente o que ocorre.
  • Mises  10/09/2017 08:21
    Acho que está invertido o parágrafo...

    Por exemplo, mesmo 25 anos após a queda do Muro de Berlim, aquelas áreas da Alemanha que estiveram submetidas a um regime de estilo soviético — conhecido por República Democrática da Alemanha — continuam mais pobres que as outras áreas da Alemanha que não adotaram o comunismo, e que eram conhecidas como Alemanha Ocidental.
  • Antônio  10/09/2017 14:18
    Qual seria a inversão? Não consegui ver.
  • Gabriel  26/11/2017 14:11
    Olá, tenho uma dúvida. Recentemente eu estive em um debate sobre impostos e o meu amigo disse que "O imposto é o preço para você viver em sociedade, se não quer pagar imposto - você pode sair do país. Você está em um país e deve seguir as leis do mesmo." haveria alguma falha no pensamento do mesmo? Por quê? Agradeço desde já.
  • Luiz Moran  26/11/2017 12:27
    O problema no Brasil está longe de ser econômico, que bom seria se fosse apenas isso.

    O Brasil é o país onde mais se mata no mundo, que apresenta os piores índices na qualidade do ensino, que tem a CF mais socialista do planeta e que está culturalmente falido.

    Tudo isso é resultado de 50 anos de hegemonia esquerdista que culminou com a chegada ao poder de uma elite podre, desonesta, criminosa e doente.

    O caos econômico em que estamos é consequência deste estado de coisas que citei e não a causa.
  • Andre  26/11/2017 17:01
    Resumindo, não deixem que esquerdizem seu país, pois não tem conserto.
  • robson santos  26/11/2017 17:15
    perdão pessoal, in off: alguém poderia resumir o que está acontecendo com Viracopos e por que a Esquerda não está fazendo barulho ?

    Grato.
  • Tulio   26/11/2017 20:45
    49% é da Infraero e o restante e de uma empresa francesa, da UTC (falida na Lava Jato) e da Triunfo Participações (em recuperação judicial por causa da queda no tráfego rodoviário, principal área de atuação do grupo).

    O aeroporto de Viracopos foi arrematado, com empréstimos do BNDES, com previsão de que movimentaria 400 mil toneladas por ano e 17,9 milhões de passageiros. Com a crise econômica, no entanto, o aeroporto fechou 2016 com 166 mil toneladas no cargueiro e 9,3 milhões.

    Ou seja, não há mágica. O negócio foi vendido a um preço muito acima de seu real valor de mercado. E quem comprou se lascou todo (inclusive no Lava Jato).
  • robson santos  27/11/2017 00:57
    hum, valeu Túlio obrigado. É que como o aeroporto está para ser devolvido estou achando estranho nenhuma gritaria típica da Esquerda quando se fala de privatizações. E aí vemos que da forma como foi conduzida, como você falou, representou um enorme risco ao negócio.
  • JOSE F F OLIVEIRA  26/11/2017 18:10
    Depoimento de uma CUBANA. [https://www.facebook.com/zoemartinezoficial/videos/553608134981686/]
  • Demolidor  26/11/2017 19:28
    Assim mesmo, se for adotada uma liberdade extrema, é possível alcançar o desenvolvimento em apenas duas gerações.

    Vou falar de novo de Emirados Árabes, um país que está completando 46 anos neste 2017. Adotando liberdade extrema, o país antes formado por beduínos e pescadores alcançou resultados econômicos que fazem Europa corar de vergonha. Assim como Cingapura e Hong Kong.

    É preciso resiliência dos libertários e atuação no front cultural para lembrar os conterrâneos de que está havendo crescimento e de que qualquer agrura momentânea é resultado das intervenções governamentais anteriores.
  • Ed  26/11/2017 22:23
    colega,

    pelo que se lê, os Emirados Arabes conseguiram avançar muito em termos econômicos, porém, estão longe de serem libertários em qualquer sentido... https://en.wikipedia.org/wiki/United_Arab_Emirates#Politics

    Como disse Benjamin Franklin "Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança." O quanto podemos aplicar o mesmo princípio em relação a prosperidade economica? Cingapura acreditou que valia a pena... mas em termos de liberdades individuais... também ficam devendo...

    Entendo que na atual conjuntura brasileira, muitos estejam dispostos a barganhar liberdade por um melhor padrão de vida, o que abre espaço para o "messianismo" que ronda nossaa política em todos os níveis.
  • Demolidor  27/11/2017 13:41
    Entendo bem o ponto, Ed. Há várias imperfeições nos Emirados Árabes. Mas não existe lugar perfeito.

    Nunca deixaram de ser uma autocracia onde a palavra dos sheikhs é o que conta, no final, mesmo com um sistema judiciário que permite a opção de utilizar Sharia ou Lei Civil de inspiração britânica. Por isso, ficam à mercê de medidas governamentais, como a recente introdução de impostos de 100% sobre refrigerantes, cigarros e perfumes e os 5% em cima de todos os outros bens, com declarações em árabe, algo inédito até então, no país (e que pode ser o início de sua derrocada).

    Talvez isso se deva à gradual mudança de geração. Com 46 anos, os novos sheikhs são filhos ou irmãos bem mais novos daqueles que fundaram o país.

    No entanto, sim, a liberdade lá alcançou níveis realmente extremos. Apesar das empresas estatais de energia, água, combustível e comunicações, é basicamente só isso que existe de intervenção. A economia era, até 2017, completamente livre, sem impostos nem declarações. A economia é absolutamente livre. Pouquíssimas leis, praticamente sem regulamentação. Em Dubai há algum direcionamento governamental para algumas obras, mas o empreendimento é basicamente privado. Inclusive em relação a empresas das famílias dos sheikhs, administradas majoritariamente de forma separada do governo (algo que, infelizmente, vem mudando nos últimos anos).

    Ainda hoje, povos de todo o mundo vivem lá, segundo seus costumes inclusive. Mulheres ocidentais podem usar mini-saia e decote. Apesar do controle sobre casamento com não-muçulmanos para as emiratis locais, elas podem pedir divórcio. Casais árabes andam de mãos dadas nos shoppings e adolescentes vão namorar em locais públicos em Palm Jumeirah, na frente do Hotel Atlantis.

    O resultado disso tudo é que o país superou o ciclo do petróleo (Dubai é importador líquido) de maneira magistral. Conseguiu ter o prédio mais visitado por turistas do mundo, o Dubai Mall, com fluxo muito superior à grande maioria dos países. Tem o povo com o maior consumo por lar do mundo. Uma das menores populações carcerárias ao mesmo tempo em que a criminalidade está entre as mais baixas do planeta.

    Enfim, o que conseguiram foi um feito impressionante. Óbvio que não são perfeitos e que há vários aspectos que não se encaixam na filosofia libertária. Mas são o que mais se aproxima, hoje, no mundo. Se isso não é um case de sucesso para o libertarianismo e o anarco-capitalismo, eu realmente não sei o que é.

    Minha interpretação é de que os problemas que você aponta são justamente devidos ao pouco governo remanescente no país (e, infelizmente, em expansão, no momento).
  • Ford Prefect  28/11/2017 18:29
    Interessante. Os EAU realmente não têm quase nenhuma regulação? Pelo o que vejo no ranking da Heritage, eles não são tão livres assim não.
  • Demolidor  28/11/2017 19:38
    Oitavo, à frente de Chile e Taiwan, não é boa colocação?

    Repetindo: o governo de lá vem se expandindo. Está indo para menos liberdade, não mais. Está sendo mais dirigista.

    Ou seja: podemos nos comportar como esquerdistas e dizer que, assim como a Venezuela deturpou o socialismo, os EAU deturparam o capitalismo. Dá para entender não querer nada com um empreendimento fracassado, mas eu quero o sucesso dos EAU para nosso lado sim.
  • Ford Prefect  29/11/2017 19:12
    Mas claro que é boa. Na verdade, ótima. No entanto, não vejo toda essa terra de liberdade de que você está falando.
  • Demolidor  29/11/2017 20:37
    Recomendo uma visita a Dubai e Abu Dhabi para você então.

    Há certas percepções que você só pega vivenciando o lugar. Leituras não são suficientes.

    Por mais imperfeito que seja, parece a encarnação do lugar aristocrático, regido como se fosse propriedade privada, de que fala Hoppe.
  • Edvaldo  27/11/2017 11:04
    Caros colegas, tenho uma dúvida.

    Eleições em 2018, quem mais se aproxima do ideal de livre mercado como candidato para presidência na opinião dos vossos colegas?

    Abraços.
  • Nárcio  27/11/2017 11:29
    João Amoedo.
  • Edvaldo  27/11/2017 15:26
    Foi quem pensei.

    Grato.
  • Rafael Valadares  27/11/2017 12:26
    "Somente depois de várias décadas é que o capital começaria a se mover para norte. Na melhor das hipóteses, a Coreia do Norte passaria a ser caracterizada como um estado fronteiriço cuja economia se baseia na extração de recursos naturais, e cuja mão-de-obra tem de ser importada de outras partes do país, ou mesmo do estrangeiro."

    Esse capital não poderia se mover antes se não houvesse um salário mínimo no país quando no momento da reunificação?
    Porque com a reintegração do país, o norte do país teria um salário menor do que o sul e por isso o capital se moveria instantaneamente para o norte do país em busca de custos operacionais e obrigações trabalhistas mais baixos.
  • Yuri  15/11/2019 04:07
    Fiquei com a mesma dúvida.

    Supondo que haja o mesmo ambiente de liberdade econômica que facilite o empreendedorismo no norte e no sul, o capital não migraria para o norte devido aos salários menores?
  • Empreendedor   15/11/2019 05:03
    Como é a qualificação e a produtivo da mão de obra do norte? Como é a segurança jurídica? Como é a estabilidade institucional?

    Essas são as perguntas básicas que você, como empreendedor, faria antes de pensar em mudar todas as suas instalações de uma região para outra.
  • Estado o Defensor do Povo  15/11/2019 14:24
    Estabilidade institucional? Q poha é essa?
  • Empreendedor  15/11/2019 15:15
    Suíça. Qual foi a última vez que você ouviu falar de algum problema ali? Qual foi a última vez que você ouviu falar de fuga de capitais da Suíça porque os investidores estrangeiros estavam com medo da instabilidade local?

    Já o oposto é a América Latina.

    E agora? Entendeu que "porra" é essa?

    www.mises.org.br/article/1680/a-importancia-das-instituicoes-para-o-progresso-economico-
  • Estado o Defensor do Povo  15/11/2019 21:47
    Ainda não entendi o que é, parece ser uma palavra bonitinha e genérica pra "bom país pra empreender", e seu link não abre.
  • Empreendedor  15/11/2019 22:04
    Taí, majestade. Copia e cola:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1680
  • Estado o Defensor do Povo  17/11/2019 18:26
    Blz, agora eu entendi, kkkkkk vlw.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/11/2017 12:47
    Sempre vou me lembrar desse vídeo.
  • Luis Alfredo  11/11/2019 17:34
    Se o sul coreano tiver real consciência disso tudo, vai mais é querer que a reunificação aconteça no dia de São Nunca. Pagar uma conta deste tamanho não vai ser fácil. Será necessário muitas décadas, ou seja, que duas gerações de norte-coreanos morram para que a nova consiga absorver a mudança. Mesmo assim, não há garantia nenhuma que vão conseguir. O socialismo foi e é um dos maiores erros da história humana. Quanto estrago...
  • Revoltado  11/11/2019 20:25
    Luis Alfredo,

    A disparidade entre as Alemanhas na década de 90/2000 era da razão de 1 para 3. Na situação coreana, é de pelo menos 1 para 45 (se não me falha a memória).
    Certamente nas 14 horas diárias de estudo os coreanos leram sobre a reunificação alemã e o quanto os germânicos do oeste tiveram que desembolsar para vitaminar a sociedade dos irmãos do leste, não sem muita amargura, segundo reportagens lidas posteriormente. Tratando-se dum povo inteligentíssimo, perceberam há uma eternidade o quanto essa conta os devastaria...
  • Paulista orgulhoso  11/11/2019 23:38
    Pessoal, porque São Paulo é mais prospero, concentra mais renda e tem os melhores índices do Brasil?

    Tanto capital quanto o estado, todos tem saneamento, a renda média é quase o dobro da nacional e todas as grandes empresas se concentram lá.

    Afinal, a união sempre foi centralizadora e impôs tudo aos estados, não entendo porque essa disparidade de São Paulo com o resto do Brasil.
    É como se são paulo fosse a Argentina isolada dentro do Brasil.
  • Mais Mises...  12/11/2019 03:58
    Em SP produz-se mais. Simples. Apesar de todas as formas que o estado paulista arruma de tungar os que geram riqueza, no fim das contas ainda consegue-se saldo positivo. E SP produz mais por uma série de fatores, mas destaco a forte influência dos imigrantes, mais afeitos ao trabalho duro de sol a sol.
  • Pobre Paulista  12/11/2019 12:52
    Nem sequer entendi se seus parágrafos subsequentes à pergunta eram ainda parte da pergunta ou se você estava tentando se auto-responder.
  • AGB  12/11/2019 15:00
    Desde o início do século XIX a região acumulou capital proveniente da produção cafeeira. A chegada dos imigrantes permitiu abandonar a mão de obra escrava e melhorou sensivelmente a produtividade agrícola. Alem disso essa nova população estava capacitada para desenvolver atividades fabris, artesanais inicialmente e depois de nível industrial.
  • thiago  12/11/2019 16:28
    os paulistas dão mais valor ao trabalho, ao ser humano e à sociedade, por isso trabalham mais e melhor
  • Felipe Lange  12/11/2019 18:54
    Preciso comprar aquele livro do Jorge Caldeira, que fala da história econômica do Brasil. Merece até um artigo. E lembre-se de que nordestino também é plenamente capaz de ser produtivo e rico. Só pense no que era o Nordeste no Brasil Colonial.
  • Paulista orgulhoso  13/11/2019 02:13
    São Paulo é mais rico por questão cultural?
  • Estado o Defensor do Povo  13/11/2019 13:42
    Caro Paulista orgulhoso, não.
  • Estado o Defensor do Povo  13/11/2019 13:47
    A homogeneização no Brasil também é um fator determinante nisso, o Nordeste quase só atrai empresas por meio de incentivos fiscais e olhe lá, o Brasil é pouco competitivo dentro de seus estados, visto que tudo tem que ser regido pela nossa Carta Magna (constituição federal), estados e municípios não têm quase autonomia nenhuma em alterar suas leis e modos de governar, isso faz com que o custo de operar nos estados seja praticamente o mesmo entre eles, portanto São Paulo acaba sendo mais atrativo, visto que já tem uma boa estrutura e mercado consumidor, então os lucros previstos ao se operar nele são maiores do que se operasse no nordeste.
  • Sulista com orgulho  15/11/2019 16:09
    Sao Paulo,especialmente a capital tem realmente muita estrutura. Sou do sul e confesso que fiquei admirado com a estrutura e a maioria dos paulistas,muito boa praca. Teve ate um que pegou o carro e me ajudou a chegar em um lugar que eu estava procurando e estava perdido. Que loucura de lugar. O triste de Sao Paulo é ver obras inacabadas e abandonadas bem no centro da cidade,isso sem falar da sujeira. Porem,nao culpo o povo,pois voce que ao menos a maioria tenta acertar,especialmente na escolha de politicos. O Brasil é complicado mesmo,por isso me mudei. E do jeito que vejo o brasileiro no exterior,especialmente fora do sul e Sao paulo,penso eu que so separando o sul e Sao Paulo do resto do Brasil,nao vejo outro caminho.
  • Revoltado  12/11/2019 18:03
    peço licença para defender a região Sul, afirmando que esta detém semelhante característica com o Estado de São Paulo. A despeito de alguns políticos mequetrefes, a população local é também trabalhadora, dado que imigrantes também lhe compuseram. Sinto particular alegria em descender desses que ajudaram a construir a região Sul. Desejo profudnamente que o Sul se torne um novo país e que São Paulo faça o mesmo, embora ficasse contente caso os paulistas desejassem juntar-se a nós. São povos admiráveis dentro do Brasil.
  • Anatólia  13/11/2019 17:10
    Já estou imaginando. Logo.logo vai sair um artigo do Mises. "O que está acontecendo na Bolívia" rsrs
  • Helliton   15/11/2019 02:43
    Hayek já apontava para a dificuldade de gerar empregos após o fim da inflação. Isso já mostrava como seria difícil corrigir o Brasil.
    Ao contrário do brasileiro o Oriental também é mais pragmático e pensa mais a longo prazo e entende bem como consertar os problemas.
    Também tem os milagres econômicos do Japão e Alemanha mesmo destruído por anos de estatismo.
    A Alemanha por causa do Nazismo já entendia bem o que era um certo perfeccionismo ou seja tinha disciplina. O Japão também entendia, mas investiu na melhoria de sua gestão e produção no pós guerra.
    Ao contrário porém de qualquer regime autoritário comum, o comunismo é o único que incentiva a indisciplina.
    Apesar de toda a suas exigências, é basicamente um mundo sem regras, aonde os trabalhadores ao atender a necessidade dos líderes são incentivados a produzir cada vez menos. Sem risco de perder emprego ou ser cobrado por improdutividade. Afinal a produtividade é sem efeito.
    Apesar de não ser comunista, a AL incentiva a produtividade e a meritocracia como menos ênfase do que regimes comunistas.
    Na União Soviética um trabalhador era mais exigido.
    A solução seria lutar não pelo liberalismo, mas por um espaço, uma espécie de Honk Kong no Brasil. Aonde refugiaria pessoas correndo da CLT, impostos e direitos.
    Até nisso os Chineses são mais espertos que nós e já perceberam isso.
  • Pobre Mineiro  21/07/2021 02:28
    Eu sugiro que transformem Sergipe numa zona econômica especial, tipo Hong Kong e Macau, onde até a moeda é privada.
    (o dinheiro de Hong Kong é provido pelo HSBC, Macau eu não sei)

    Não dá para sonhar com MG, SP, RJ, ES, tem instituições esquerdistas muito fortes nesses locais, o Sul pior ainda, além de muito populosos ou grandes esses estados.

    Já Sergipe, por ser o menor estado da federação, fica muito mais fácil.
    Peguem todo o sistema de Hong Kong e implementem em Sergipe, e liguem o foda-se.

  • Pauloh  22/11/2019 19:41
    Estava vendo a queda da selic Brasileira, e apesar de ter um fator natural nisso, (queda do crédito direcionado, e uma redução do deficit fiscal), essa queda continua, talvez indo a 4%, não pode gerar um efeito de desestimulo ao crédito devido ao risco de emprestar no Brasil?

    Os juros caem, mas ainda não ocorreu retomada dos depósitos à vista(aparentemente, os emprestimos ao setor privado seguem baixos);

  • Ivan  22/11/2019 22:13
    Sim, há esse risco e é importante ficar de olho. Mas vale também ressaltar o crescimento do mercado de capitais no brasil. Nos últimos anos houve muita captação via emissão de debêntures e abertura de capital, e ocorreu em um ritmo até então inédito no brasil. Se este mercado continuar crescendo assim, o crédito bancário poderá ser amplamente substituído. Já é assim nos EUA.
  • Pauloh  23/11/2019 00:23
    Creio que nos EUA não haja muito a separação dos dois, devido a hiperatividade do FED, provendo liquidez para emissão de dividas e recompra de ações; (Muitas delas com nota BBB, que aumentaram em proporção desde 2008);
    No Brasil ainda é um mercado incipiente comparado aos EUA; Ainda mais pq tinha um BNDES e juros subsidiados para conseguir financiamento;
    Só que com essa queda de juros, talvez ocorra um fenomeno semelhante ao americano; Os mais bem posicionados, pelo risco supostamente reduzido de calote, conseguem liquidez; A ibovespa seria inflada (e o mercado de capitais passaria a ter uma queda de juros, com aumento do preço dos titulos, devido a maior oferta de liquidez para esses titulos);

  • Jairdeladomelhorqptras  17/07/2021 19:14
    Pessoal,
    Excelente artigo. Talvez a única dúvida que me restou é se podemos realmente comparar as duas Alemanhas. A Alemanha do leste, majoritáriamente a antiga Prússia, foi militarmente e políticamente a base da Alemanha reunificada. Alguém já disse: " A Prússia era um acampamento militar elevado a gategoria de Estado". Que eu saiba, esta região, dominado pela aristocracia agrária dos "Junkers", economicamente, sempre foi inferior. A Bavaria, por exemplo, me consta , sempre foi economicamente mais dinâmica que a Prússi., Posso estar enganado. Aguardo correção dos colegas!
  • Bolsodilma cirolulaguedes  19/07/2021 14:31
    Sim. A Baviera é o maior estado alemão, devido ao seu poder. Historicamente, só perdia pra Áustria em força. Mas daí um dia a Prússia se ergueu. Começou a se fortalecer. Um dia , temporariamente passou a Áustria e a Baviera. Ela unificou a Alemanha e, como sua capital Berlin era a capital da Alemanha também, os investimentos iam pra Berlim. Então essa região ficou forte industrialmente, até virem as duas guerras mundiais e destruírem o lugar.

    Durante o período soviético, Berlim ficou no socialismo e a Baviera no capitalismo. Daí ocorreu que a Baviera voltou ao seu predomínio enquanto que Berlim ainda sofre com o que herdou do comunismo. A região da antiga Prússia hoje não é forte. 
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  19/07/2021 18:04
    Não necessariamente era a Prússia menos desenvolvida. Essa região, à época, possuía mais influência e contatos que a Baviera. Basta lembrar que suas fronteiras abarcavam diversos povos além dos alemães (poloneses, judeus, lituanos, letões, russos, estonianos). Por ter acesso ao mar (tanto o báltico quanto o do norte), seu comércio ficava bem mais facilitado. Sua expansão máxima incluía as ricas regiões da Renânia e da Vestfália (carvão, ferro e mais terras agricultáveis), todo o norte (navios, pesca e comércio marítimo).

    Já no século vinte, os locais que mais se desenvolveram foram Baden-Württemberg, Renânia e Saxônia, os landers mais industrializados do país até hoje.
  • Matiasz Argós  18/07/2021 16:17
    Qual seria o sertor do mercado MAIS regulado pelo estado brasileiro e o MENOS regulado?
  • Lucas  18/07/2021 16:32
    O menos é o de tecnologia. Em um distante segundo lugar, o agronegócio (pois o estado precisa dos dólares obtidos pelas exportações deste setor)

    Os mais são medicina, educação e várias profissões do mercado de trabalho.
  • Pobre Mineiro  19/07/2021 10:20
    O mercado de tecnologia é o menos regulado porque esse setor tem evoluído muito rapidamente, e os burocratas não tem conseguido acompanhar.

    Vá trabalhar com, por exemplo, TI, projetos de eletrônica, inteligência artificial, ciência de dados, qualquer coisa envolvendo alta tecnologia.
    Ninguém pergunta sequer a sua formação, e sim se você entende do assunto, tem experiência na área, etc... Isso no mundo todo.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  19/07/2021 03:40
  • Analista de Risco  19/07/2021 15:20
    O setor de saúde, junto com o bancário e de energia, devem ser os piores:

    Câmara aprova regras para visita virtual de familiares a pacientes internados em UTIs
    Serviços de saúde deverão viabilizar uma videochamada diária, no mínimo
  • anônimo  19/07/2021 18:45
    "Serviços de saúde deverão viabilizar uma videochamada diária, no mínimo"

    proximo passo : fazer livestream com gente em coma
  • Olá, O Incorreto!  19/07/2021 00:54
    Pessoal, tenho certeza que vão gostar do conteúdo do meu canal: O CAOS NA ÁFRICA DO SUL FOI PLANEJADO: www.youtube.com/watch?v=2FNEc5zDbb4&t=179s
  • Carol Medina  19/07/2021 10:11
    Vietnã é uma exceção.
  • cmr  20/07/2021 05:22
    Que exceção ?, não entendi.
  • Joao Paulo  19/07/2021 11:05
    [Off-topic]
    O que vocês acham do MBL?

    1) São liberais mesmo? Defendem as pautas liberais? Seguem a Escola de Chicago?

    2) E as constantes acusações de corrupção e intereferência na PF do governo Bolsonaro? Fazem sentido?
  • Marcos  19/07/2021 14:36
    1) Tinham potencial, mas se perderam completamente. Hoje votam junto com PT e PSOL e se dedicam a fazer a politicagem mais mesquinha imaginável. Tomara que sejam dizimados nas próximas eleições.

    2) Quais interferências? Trocar diretor? Por que isso aqui, à época, podia?

    www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1109200714.htm

    diariodopoder.com.br/destaques-home/lula-trocou-diretor-da-pf-para-ter-acesso-a-informacoes-mas-nao-foi-acusado-de-interferencia
  • Joao Paulo  19/07/2021 17:19
    Pois é. Eles tiveram um papel importante em divulgar ideias liberais e mostrar a hipocrisia da esquerda.

    Que eu saiba, as acusações de corrupção do Bolsonaro até o momento não possuem nada de concreto. Desnecessário dizer que todos os casos comprovados devem ser punidos, independente de quem seja.

    A impressão que tenho é que o MBL tenta a todo custo queimar o governo federal para lançar uma terceira via ano que vém.

    Mas com relação a votar junto com partidos de esquerda, quando isso ocorreu, além do "super" impeachment?
  • Lucas  19/07/2021 22:38
    O que vocês acham do MBL?

    1) São liberais mesmo? Defendem as pautas liberais? Seguem a Escola de Chicago?


    Para entender o que defende o MBL, basta ver o que defende Renan Santos, que lidera o movimento. O dito cujo nada tem de liberal. O que defende é puramente social-democracia! E o MBL segue esse rumo.

    Só para ilustrar:

  • Felipe  20/07/2021 01:13
    Esse vídeo do Ideias Radicais é muito bom. Foi o que me fez de deixar de seguir esse MBL. Kim e Arthur do Val só irão se reeleger se não houver nada melhor, porque já estão se queimando eleitoralmente, principalmente o Kim ao tirar foto com petista para protocolar pedido de impeachment.
  • Artista Estatizado  19/07/2021 22:45
    Quando tive contato pela primeira vez com as ideias liberais/libertárias e com a Escola Austríaca, em 2009, através desse site, tinha a ilusão de que o problema do mundo era a falta de boas informações.

    Achava que, na maior parte, não era por maldade que os políticos erravam, e sim por que não tiveram acesso às informações que eu estava tendo naquele período ou por que não compreendiam a teoria econômica.

    O MBL foi definitivamente a pá de cal nessa ilusão infantil. Isso por que eu já vi o Kim Kataguiri e Arthur do Val explicando conceitos econômicos conforme a Teoria Austríaca com boa desenvoltura, mostrando que os compreendem bem, e que eles tem uma percepção excelente do mal que o estado causa.

    Se eles tem uma compreensão tão boa, por que não agiram para minimizar a tirania sanitária pela qual estamos passando, tendo até mesmo agido a favor dessa repressão? Isso mostra que o buraco em que vivemos é muito mais embaixo, pois falta mesmo é caráter para 99% das pessoas que conseguem algum poder de mudar nossa realidade. É isso não pode ser facilmente mudado.
  • Cuba é ruim  19/07/2021 18:44
    Pq Haiti e demais capitalistas são piores que CUba?
  • Diogo  19/07/2021 19:57
    Quais países capitalistas são piores que Cuba?

    Lembrando que um país capitalista é um país em que há livre divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, segurança jurídica, desregulamentação econômica, moeda forte, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Apresente um país que tenha tudo isso e que seja pior do que Cuba.

    Você trouxe o debate. Dê continuidade.
  • Douglas  20/07/2021 12:07
    Estados Unidos tem salário mínimo, estatais atuando em toda infraestrutura, socializam os prejuízos como na crise de 2008, imprimem dinheiro como se fosse papel higiênico, tem agência promotora de exportações que atua muito mais forte e mais tempo que o bndes aqui, tem política fiscal expansionista, tarifaram pesadamente bens industriais e hoje tarifa pesadamente os itens agrícolas pra não matar seus fazendeiros, criaram a lei antitruste e o fazem de maneira pesada, agência reguladora pra tudo que é lado, seus estados e condados mais ricos são os mais esquerdistas.

    Mas apesar disso tudo vão dizer que os Estados Unidos são capitalista, pois são a economia mais forte do mundo
    A não ser que vc esteja discutindo crise ou pobreza de parcela da população lá nos Estados Unidos, aí vão dizer que é socialista.
    O discurso muda ao sabor da conveniência
  • Ulysses  20/07/2021 14:22
    À exceção do salário mínimo, substancie todas as suas outras afirmações fornecendo links. Estou especialmente curioso quanto à agência estatal que gasta mais que o BNDES (você certamente falará do Ex-Im Bank, e é aqui que eu irei humilhá-lo, mostrando que você não sabe do que fala) e sobre as tarifas de importação sobre bens industriais.

    Quanto à expansão monetária, aqui está. À exceção de um breve momento em 2020, você está desafiado a apontar onde houve uma impressão "tipo papel higiênico".

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202107132317V20200908&d1=19960726

    Aqui, quem fala tem de provar que sabe do que está falando.
  • Douglas  20/07/2021 17:13
    Muito bom Ulysses.
    Assim como seu xará, vc tem um feito hercúleo a se fazer para defender os EUA. Ele demorou dez anos pra lograr seus objetivos, receio que vc levará uma vida inteira, isso se não mudar de opinião. Atitude nobilíssima, diga-se de passagem, que seu homônimo grego certamente o faria.

    Pois bem, eu citei aí uns 15 fatos, vc pinçou dois.
    O primeiro é do banco de desenvolvimento.
    O bndes desembolsou 10 bi de dólares entr 1998 e 2019. Os eua só em 2019 soltou 5 bi.
    Dois anos dos EUA já batem 20 do Bndes.
    E não é só EUA não. Tem Alemanha, Coreia, China, França com atuação muito mais pesada que o bndes!

    Quanto ao papel higiênico, que vc prefere chamar de dólar, até me surpreendeu, pois vc tem a informação e não quer ver só pra ganhar o debate.
    De novo, muda o argumento ao sabor da oportunidade.

    Praticamente todo artigo desse site critica a política monetária do Tio Sam, mas vc parece ser o único que conheço que quer defender.
    Pois então, os eua imprimem dólar desde o século XIX. Mas vc sabia que 25% do dólar em circulação hoje foi todo impresso nos últimos 12 meses. E não considero aqui a impressão pra repor notas velhas.
    Quer política mais expansionista que essa? Faça me o favor. Vai dizer que isso eh ter instituições sólidas? Vai dizer que isso é coisa de governo libertário? Francamente. É cada maluco que vem defender o indefensável. Mises teria vergonha do que vc escreveu! Sem falar de Hayek, Rodrigo Constantino etc

    Aqui mato a cobra e mostro o pau:
    www.paulogala.com.br/pobre-brasil-destroi-seu-bndes-enquanto-paises-ricos-fortalecem-os-seus/
    crsreports.congress.gov/product/pdf/IF/IF10017
  • Ulysses  20/07/2021 18:43
    "O bndes desembolsou 10 bi de dólares entr 1998 e 2019."

    Quê?!?!

    Aqui está o gráfico, disponível no site do Banco Central.

    ibb.co/GF5DVmh

    Em 2001, a carteira do BNDES era de R$ 50 bilhões. Ao fim de 2015, já estava em R$ 625 bilhões.

    Aumento de R$ 575 bilhões. Com um dólar médio R$ 2,50 no período, isso dá US$ 230 bilhões de dólares. Vinte e três vezes acima do seu valor. Ou 2.200% a mais.

    De brinde, mando dois artigos repletos de fontes:

    As empresas que mais recebem verba do BNDES, e seus maiores escândalos

    20 obras que o BNDES financiou em outros países

    "Os eua só em 2019 soltou 5 bi."

    O Ex-Im Bank em nada se assemelha com BNDES, que participa em praticamente todas as áreas da economia.

    O que ele faz é fornecer empréstimos, em dólar, a empresas estrangeiras que pretendem importar produtos americanos. Por exemplo, se você é brasileiro e quer importar um avião da Boeing, você receberá um empréstimo subsidiado do Ex-Im Bank.

    Trata-se de um arranjo mercantilista voltado para ajudar algumas empresas exportadoras daquele país.

    Mas, por mais deletério que ele seja (toma dinheiro da população para beneficiar grandes corporações), nem se compara ao BNDES em nível de estrago.

    Uma coisa é um banco que se limita a subsidiar exportações de algumas poucos grandes empresas (no Brasil, aliás, bancos públicos também fazem isso, sem BNDES). Outra, bem diferente, é um banco distorcer completamente os juros da economia, sair criando campeãs nacionais (e, nisso, afetando os pequenos e criando várias ineficiências na economia) e se tornando sócio de mais de 100 empresas da economia.

    E os gastos anuais dele raramente ultrapassam US$ 5 bilhões (segundo sua própria fonte). US$ 5 bilhões por ano na economia americana? Sabe quanto isso representa em termos percentuais do orçamento inteiro? Em 2019, o gasto federal inteiro foi de [/link]US$ 4,45 trilhões[/link]. Ou seja, 0,11% do orçamento.

    Eu alertei que você seria humilhado. É isso que dá ficar apenas papagaiando blogueiro político-partidário.

    "Dois anos dos EUA já batem 20 do Bndes."

    Não sei o que é pior: sua matemática, seu desespero, ou sua cara-de-pau de tirar números do conduto retal sem um mísera fonte.
  • EUA é socialista?  21/07/2021 05:54
    Ulysses só faltou dizer que os EUA desvaloriza cambio pra impulsionar a economia, acho que essa barra ele não quis forçar.
    Vocês não perceberam essa tática antiga da esquerda igual que fizeram no Brasil: Vem um reformista, faz todas as reformas impopulares, impoe sacrificios e a economia prospera. Passa alguns anos elege um socialista, 1 ano depois clamam que os resultados são de politicas socialistas. Depois de 5 anos que a conta chega, a culpa é do imperalismo, empargo ou seja la quem for....

    Igual Pinochet, fez 30 anos o Chile virar rico, chegou uma esquerdista no poder começou a frear tudo, mas no fim o Chile é rico porque ''tem uma esquerdista'' a 4 anos no poder (Bachelet). Só o olha o presente e não o passado, assim é facil argumenta. Quero ver tim tim por tim tim da realidade passada e o presente, quero ver se tem coragem
  • Régis  20/07/2021 18:46
    Preciso dizer que me sinto profundamente desrespeitado pela desfaçatez de um cidadão que vem aqui dizer que, de 1998 a 2019, o BNDES desembolsou menos que R$ 30 bilhões de reais…

    Essa gente perdeu toda a vergonha na cara. Os militantes de antigamente ao menos eram mais bem informados. Até davam algum trabalhinho para serem refutados.

    Os de hoje são tão patéticos que chegam a ser perigosos: antes mesmo de começar a refutá-los, o debatedor corre o risco de ter uma síncope de tanto rir.
  • Introvertido  20/07/2021 20:11
    Agora o negócio é este mesmo: os militantes nem tem mais vergonha, surgem não sei da onde tirando um monte de "fatos" e conclusões do rabo, e fazendo um monte de correlações sem quaisquer causalidade, hoje em dia os debates se resumem á apontar contradições e enganos por parte do outro lado.

    Mas irei terminar de refutar o coitado, senão ele vai dizer que ainda há mais 14 "fatos" faltando á serem refutados (risos), o Ulysses pediu por fontes, mas parece que o sujeito nem leu, provavelmente porque está desesperado, então irei especificar qual fonte é necessária e qual não é.

    "Estados Unidos tem salário mínimo"

    Se formos considerar que á maior parte dos americanos recebem um valor acima do salário mínimo por hora, não é como se ter um salário mínimo ou não fizesse qualquer diferença. Lá vagas de empregos são fartas, aliás, empresas estão tão desesperadas por novos funcionários que estão até pagando para chamar gente para às entrevistas. Aqui em Banania também há salário mínimo, na Argentina tem, na Venezuela tem...

    "estatais atuando em toda infraestrutura"

    Assim como absolutamente todos os outros países do mundo, desde o mais pobre até o mais rico. Próximo.

    "socializam os prejuízos como na crise de 2008"

    Ah?

    "imprimem dinheiro como se fosse papel higiênico"

    Como o Ulysses já disse, isso foi apenas por um intervalo de tempo entre 2020 e 2021, e isso degenerou em uma inflação mundial.

    "Tem política fiscal expansionista"

    Dados?

    "tarifaram pesadamente bens industriais e hoje tarifa pesadamente os itens agrícolas pra não matar seus fazendeiros"

    Fonte?

    "criaram a lei antitruste e o fazem de maneira pesada"

    O Sherman Act e a origem das leis antitruste - quem realmente se beneficia com elas?

    "agência reguladora pra tudo que é lado"

    Muito menos que aqui em Banania. Os EUA, inclusive, contínua sendo um dos países mais livres do mundo segundo várias pesquisas, então se você acha que regulação estatal é sinônimo de prosperidade e justiça, só posso dizer que não passa nem perto.

    "seus estados e condados mais ricos são os mais esquerdistas"

    Fonte?
  • Joao Paulo  19/07/2021 20:04
    Pelo que eu saiba, Haiti é pobre pela pouca liberdade econômica. É muito difícil fazer negócios lá...
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  19/07/2021 21:33
    Até onde saiba, os únicos piores que Cuba são Haiti e Venezuela. Se a medalha de bronze for o suficiente pra você....
  • Joao Paulo  20/07/2021 13:59
    www.youtube.com/watch?v=vaER5wuCH1k
  • Felipe  22/07/2021 23:44
    Acho interessante essas postagens históricas que o Henrique Meirelles faz em seu Instagram. Hoje ele fez uma se referindo a como o Brasil reagiu à crise de 2008.

    O Brasil não sofreu muito com a crise internacional de 2008 simplesmente porque o governo deixou os salários e demais preços da economia caírem, ao mesmo tempo em que o BCB elevou os juros (embora em pouca coisa, de 11,25 para 13,75 %). Não fosse os bancos estatais, o IPCA nessa época teria sido muito menor (eis os dados de 01/01/2007 a 01/01/2011).

    Ele também publicou uma coluna, falando da importância de se desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios.
  • Felipe  27/07/2021 21:22
    "Economia projeta volta de investimentos mais rápida do que em outras crises"

    O que vocês acham da análise feita pela Secretaria no documento, onde consta de que agora o crescimento será mais por setor privado do que era na época petista?

    Chama a atenção o início do documento:

    "São políticas pelo lado da oferta que aumentam o produto potencial da economia. O principal motor do crescimento econômico é o investimento, pois ele amplia a capacidade produtiva do país, aumentando, portanto, o consumo e a renda futuros."

    Viram o "pelo lado da oferta"? Estariam eles lendo os artigos aqui do IMB, falando da economia supply-side? Preocupa ainda a questão do Pronampe...
  • Introvertido  28/07/2021 01:24
    Acho que você caiu na ladainha do Ciro Guedes hein, lendo esse texto dá claramente para ver que ele planeja estimular á concessão de crédito fácil para o empresariado para assim estimular a oferta, não é a toa que o pronampe esteja se tornando permanente, de primeira vista pode parecer um texto de apóio ao supply-side, mas basta ser mais atento para perceber o keynesianismo universitário no texto, utilizaram frases como "Políticas do lado da oferta", sendo que á frase supply-side correta seria "desburocratizar o lado da oferta", Ciro Guedes ainda contínua sendo Chicaguista fiel, e quer dar crédito fácil para o empresariado, ao invés de estimular a demanda agregada estimulará a oferta agregada, é o reversal supply-side.

    ... Ou talvez eu esteja muito desconfiado em relação aos políticos.
  • Supply-sider  28/07/2021 01:40
    O atual governo tem rasgos de supply-side, como a Lei de Liberdade Econômica, algumas desburocratizações e a redução de várias tarifas de importação. Até a redução de juros pode ser considerada supply-side, só que foi feita tão atabalhoadamente, que a desvalorização cambial gerada por ela não só anulou por completo qualquer benefício supply-sider, como ainda terminará custando ainda mais caro, pois já se prevê Selic acima de 7%, sendo que o atual governo assumiu com 6,5%.

    Em suma, fizeram certo em algumas áreas, mas defecaram exatamente na principal, que é a estabilidade da moeda. Isso poderá custar a eleição.
  • Introvertido  28/07/2021 02:44
    Nossa supply-sider, você defecou em uma parte ai:

    "Até a redução de juros pode ser considerada supply-side,"

    Redução de juros feita de forma artificial nunca será uma medida supply-side, e gera apenas ciclos econômicos, á diferença atual é que os investidores especularam adiantadamente, pois nunca é sensato abaixar artificialmente juros em momento de crise, e acabou que os juros de longo prazo explodiram em decorrer da desconfiança dos investidores em relação à uma possível alta inflação, impulsionada pela postura desleixada do BC em abaixar os juros, o que fez com que os bancos se tornassem cautolosos na concessão de crédito, já que eles se guiam nos juros de longo-prazo. Ou seja, na prática essa queda dos juros só fez com que á moeda desvalorizasse em decorrer de especulações, se os economistas do governo não foram capazes nem de prever isso, eu sou autencioso em relação à qualquer medida nova deles, não confio em político.
  • Supply-sider  28/07/2021 14:57
    Meu caro, tudo o mais constante, juros menores são sim pró-investimento. Em um arranjo de livre mercado e moeda sólida, maior poupança geraria juros menores (pois haveria mais recursos disponíveis para serem empresados), e estes juros menores permitiriam mais investimentos sensatos. A própria teoria austríaca é clara quanto a isso. Eis um ótimo artigo exatamente sobre isso:


    Juros, preferência temporal e ciclos econômicos

    Agora, sobre a redução estabanada de juros, ora, foi exatamente isso o que eu critiquei.
  • Introvertido  28/07/2021 16:12
    "Meu caro, tudo o mais constante, juros menores são sim pró-investimento. Em um arranjo de livre mercado e moeda sólida, maior poupança geraria juros menores"

    Exato, mas isso só se aplica á poupança alta, juros exageradamente baixos sem poupança e alta expansão monetária só causam ciclos econômicos, mas é de se ver que pelo jeito você já sabia disso, e que aquela frase tenha sido apenas um pequeno desleixo seu, já que pareceu que estava se referindo aos juros muito baixos manipulados como uma medida "supply-side", e que ela apenas não deu certo por que estamos em uma crise de produção, o que faz com que os investidores não olhem positivamente para a produção futura, e assim elevam os juros de longo-prazo, anulando "qualquer benefício supply-sider", além de ter desvalorizado o câmbio em decorrer da fuga de capital, tornando-a uma medida atabalhoada, além disso você usou algumas outras frases duvidosas, mas não irei continuar puxando seu pé devido detalhes pequenos.


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