O setor privado e suas empresas são frequentemente
retratados como sendo rudes e cruéis. De acordo com a narrativa popular —
a visão de mundo típica de Charles Dickens –, o setor privado é repleto de
avarentos insensíveis que dão mais valor ao lucro do que ao povo.
Esse retrato está em profundo contraste com a
bondade e o altruísmo das instituições de caridade, das entidades sem fins
lucrativos e dos governos, os quais supostamente existem e foram criados para
ajudar o povo. A caridade, em particular, é vista como sendo eticamente
superior aos negócios do setor privado e da livre iniciativa. Afinal, o
que poderia causar um maior impacto no mundo do que dar aos necessitados?
Essa visão do mundo, obviamente, é míope. Embora
seja verdade que a caridade ajuda as pessoas, o setor privado e a livre
iniciativa fazem uma contribuição muito maior à humanidade. Praticamente
todos os aumentos no padrão de vida da sociedade ocorreram por causa do simples
comércio; e são os pobres, em especial, os que mais se beneficiam.
Para entender por quê, é necessário examinar as
diferentes fórmulas sob as quais a caridade e o setor privado operam.
A criação de riqueza vem antes
Caridades lidam com a redistribuição de
riqueza: elas coordenam a transferência do “excedente” de algumas pessoas para
suprir a “escassez” de outras. Os negócios do setor privado, por outro
lado, lidam com a criação de riqueza por meio da produção e
venda de bens e serviços que as pessoas querem e desejam.
Sem essa anterior criação de riqueza, as
instituições de caridade não teriam nada para distribuir. Na nossa atual
situação de pujança, é fácil nos esquecermos de que a pobreza é o estado
natural da existência humana. A riqueza não é encontrada pronta na
natureza; ela tem de ser criada e transformada, e esta é precisamente a função
dos capitalistas e empreendedores.
Capitalistas e empreendedores são a força que nos
retiram do estado brutal da natureza — a pobreza — e nos elevam à
pujança. Todos os casos de pobreza têm a mesma solução: a cura não está na
distribuição de riqueza, mas sim na criação de riqueza. E isso não é um
argumento meramente teórico. Ele pode ser testemunhado em todos os pontos
do globo.
Quanto mais pesquisamos, mais claro tudo se
torna.
Pense, por exemplo, na máquina de lavar. Trata-se
de um recurso que consideramos trivial e ao qual não damos a devida
importância. Mas a máquina de lavar mudou as vidas de centenas de milhões de
pessoas. Não é nenhum exagero dizer que seu inventor mudou o curso da
história.
Como?
Reduzindo dramaticamente a quantidade de trabalho
manual necessário para fazer a lavagem das roupas sujas. Milhões de
pessoas ao redor do globo — mulheres, em especial — foram liberadas da faina
de ter de despender várias horas semanais perante um tanque tendo de lavar manualmente
as roupas da família. Com a invenção da máquina de lavar, essas mulheres
passaram a poder dedicar mais tempo a outros afazeres, como dar mais atenção
aos filhos.
Façamos uma estimativa bastante conservadora e
digamos que a máquina de lavar poupa cinco horas de trabalho por semana. Se 100
milhões de pessoas possuem uma máquina de lavar, então 500 milhões de horas de
trabalho são poupadas por semana — um número tão grande que é difícil sequer
imaginá-lo. São 500 milhões de horas que agora podem ser aplicadas em
outras funções mais prementes, como: adquirir educação e cultura, passar mais
tempo com a família, trabalhar e adquirir renda, fazer serviços voluntários
etc.
O impacto da criação de riqueza e do
empreendedorismo sobre as pessoas é enorme, ainda que o engenheiro que criou a
máquina de lavar tenha sido uma pessoa egoísta. E essa é a beleza do
capitalismo. Talvez a única motivação do criador da máquina de lavar tenha
sido ganhar dinheiro. Pode até ser que ele tenha bondosamente pensado
“Puxa, gostaria muito que as mulheres não tivessem de gastar tantas horas
da semana lavando roupa. Vou inventar algo!”, mas isso é
improvável. De qualquer maneira, o resultado foi o mesmo. O mundo
mudou por causa da sua invenção.
O comerciante que encomenda e revende máquinas de
lavar, os engenheiros que inventam novos e melhores modelos, os empreendedores
e capitalistas do ramo siderúrgico que descobrem maneiras mais baratas de criar
as matérias-primas essenciais para a fabricação da máquina de lavar — todos
eles contribuem para um aumento exponencial no padrão de vida das pessoas.
O empreendedorismo e seus efeitos
propagadores
Os benefícios do empreendedorismo não apenas são
imediatos, como também criam um efeito borboleta.
Considere o que ocorre com crianças que nascem em
famílias que possuem máquinas de lavar. Elas, também, se beneficiam do
fato de suas respectivas mães terem mais tempo livre. Elas podem ser mais
bem cuidadas e mais bem educadas. Com mais tempo livre, suas mães podem até
trabalhar fora e ajudar no orçamento da família, o que permite que a criança vá
a uma boa escola e até mesmo se torne um engenheiro ou empreendedor. Quem
sabe? Talvez a invenção da máquina de lavar tenha dado uma contribuição
essencial para a cura de várias doenças. Afinal, as crianças que crescerem
e se tornaram médicas tiveram de ter um padrão de vida alto o bastante que as
permitisse cursar uma boa universidade de medicina.
Mas os efeitos propagadores não param por aí. Pense
nos indivíduos que são salvos pelo médico que faz cirurgias complexas. Eles,
e suas famílias, também se beneficiaram da existência da máquina de lavar, e,
consequentemente, poderão continuar trabalhando e produzindo ainda mais para o
resto da sociedade.
Fenômeno idêntico aconteceu com várias outras criações
capitalistas, como o micro-ondas (que reduziu o tempo de preparo dos alimentos),
o automóvel e o avião (que reduziram o tempo de deslocamento), o computador
(que aumentou a produtividade), a alimentação fora de casa (que reduziu
enormemente o tempo gasto no preparo dos alimentos em casa) e, ainda recente, o
advento dos tablets e smartphones, os quais fazem com que você tenha,
literalmente à palma da mão, todo o conhecimento disponível no mundo, bem como
acesso a lazer e entretenimento. Você pode ler todos os livros em seu
smartphone, assistir a todos os filmes na comodidade de sua casa, sob demanda,
e ainda tem acesso a amenidades como GPS e serviços de transporte, os quais ajudam
a poupar tempo perdido em deslocamentos.
Tudo isso permitiu que menos tempo fosse despendido
em atividades mecânicas e, consequentemente, gerou mais tempo para ser
investido na busca por conhecimento e eficiência, o que gerou para terceiros efeitos
benéficos impossíveis de serem mensurados.
Em outras palavras, a criação de riqueza é
exponencial, e literalmente muda o curso da história. Um capitalista
ganancioso pode se preocupar apenas consigo próprio, mas as invenções que ele
financia, bem como sua eficiência, acabam beneficiando a sociedade de uma
maneira extraordinária.
Agora, compare isso à caridade. Dar uma máquina
de lavar ou um smartphone para uma pessoa irá mudar a vida dela, sem dúvida
nenhuma. E certamente criará benéficos efeitos propagadores. Mas
criar uma máquina de lavar e um smartphone — ou inventar uma máquina e um
smartphone melhores — é o que muda o mundo.
Até mesmo suprir as indústrias com as
matérias-primas necessárias para a construção da máquina de lavar e do
smartphone muda o mundo. Os trabalhadores das mineradoras, ou mesmo a
garçonete que serve o almoço para esses trabalhadores, estão diretamente
envolvidos nesse processo de retirar as pessoas da pobreza.
Isso não diminui o papel da caridade; ela também
desempenha uma função valiosa. Se você é como eu — se você não é um engenheiro
ou um empreendedor –, então a caridade é uma maneira essencial de ajudar o seu
semelhante. Nem todo mundo tem as habilidades necessárias para criar uma
nova invenção ou para se tornar um empreendedor de sucesso. Mas isso não
as impede de fazer uma diferença positiva para mundo.
Entretanto, temos de ser realistas: uma doação para
uma instituição de caridade não cria os mesmos efeitos propagadores que vender
comida boa e barata — ou vender máquinas, utensílios domésticos e aparelhos eletroeletrônicos
— para todos.
Conclusão
Várias verdades econômicas funcionam desta
maneira. Somos rápidos em elogiar aquilo que vemos — uma instituição de
caridade que distribui comida para os miseráveis –, mas negligenciamos ou até
mesmo condenamos aquilo que não vemos: todo o trabalho e cooperação que foram
necessários para produzir e distribuir comida. O agricultor, o açougueiro,
o caminhoneiro, o cozinheiro, o engenheiro, o empreendedor e o capitalista
também deveriam ser louvados pelo seu trabalho que possibilitou a existência
daqueles pratos de comida que agora saciam os esfomeados.
Sem tais pessoas, não haveria nenhum excedente de
comida para que a instituição de caridade aplacasse a fome dos necessitados.
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Leia
também:
O grande beneficiado pelo
capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e poderosos
Seu padrão de vida hoje é
muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos
Como o capitalismo e a
globalização reduziram os preços e trouxeram progresso para todos
Como a desigualdade de
riqueza acaba reduzindo a pobreza
É um dever de cada cidadão crescer e se tornar bem sucedido e gerar riqueza ao mundo, só assim você pode ajudar ao próximo. Quem condena a riqueza não entende que sendo pobre você não ajuda a ninguém; você é apenas mais uma boca para comer. Não parte de um ponto de força, mas sim de fraqueza. É dever de cada um se tornar o melhor que puder.
Hans Rosling e a mágica máquina de lavar:
http://www.ted.com/talks/hans_rosling_and_the_magic_washing_machine?language=pt-br
A causa da abordagem equivocada que muitos têm acerca da questão da criação de riqueza, é uma concepção simplória do próprio conceito de “riqueza”, que é vista como pré-existente – ou seja, não necessita ser criada, apenas dividida, tal como uma pizza sobre uma bandeja, onde quem pega um pedaço grande para si deixa um pedaço pequeno para os demais. Com esta lógica, a pobreza de uns é consequência da riqueza de outros, e portanto, enriquecer é moralmente errado e prejudicial à comunidade. Enquanto essa concepção equivocada não for desconstruída, sempre haverá quem veja na criação de riqueza um exercício de pura ganância pessoal.
LinkedIn e o Império dos homens falsos
Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre a famosa rede social LinkedIn. Todos jornais de negócios adoram falar sobre a importância dessa rede social e sobre como ter bom “Network”, sobre como o novo ser humanos será alguém hiper-conectado, sobre maneiras de falar e agir em frente ao público. Tudo isso está em volta do Império dos homens falsos.
Existe uma rede social que praticamente domina todo meio corporativo do Ocidente. Está rede social chama-se LinkedIn e conta com mais de 500 milhões de pessoas. Pensadores como Jeffrey A. Tucker, adoram escrever sobre essa rede social. Como se o mundo fosse um grande parque de diversões onde todo mundo é legal e compreensivo. Onde as redes sociais não criam um modo de ser e agir que foge da nossa natureza enquanto seres humanos. Pois, sim. Se trata disso.
A rede social LinkedIn muda a nossa natureza; nós perdemos espontaneidade frente à pressão social que existe nessa rede. Imagine que você afirme algo que é profundamente verdadeiro – Portanto, é uma homenagem à verdade- mas que foge do pensamento dominante dentro da empresa. Logo acontece nesta rede uma grande boicote social, onde todo mundo fica marcando seu perfil com comentários negativos. ou pode acontecer algo pior ainda; quando você faz parte da rede social e aprende a linguagem do “Bom mocismo”, você começa a se tornar uma pessoa profundamente populista. É o que eu chamo de “Pastor da iniciativa privada”, tendo como maior exemplo o Pastor Flávio Augusto e o Prefeito Doriana. Logo você aprende que a sociedade tornou-se um grande: “Excelentíssimo”, “Meu Caríssimo”, “Meu querido”. Somos à sociedade do tapinha nas costas e depois reclamamos da corrupção no Brasil. Sim! à corrupção nasce na iniciativa privada através desta falsidade social.
Para se ter uma idéia, existem malucos neoliberais que ficam vasculhando redes sociais como Facebook para ver tudo que você afirma, caso seu comentário fuja do pensamento dominante de extrema-direita, ele pode ir no seu perfil LinkedIn e entrar em contato com a empresa no qual você trabalha. Diga se isso não é matar qualquer tipo de espontaneidade ou livre pensamento?
A verdade é que essa rede social só tem cobra comendo cobra. Aliás, está é a natureza do Capitalismo. Jeffrey A. Tucker estava totalmente errado ao afirmar que este novo indivíduo “Corporativo” seria alguém santinho. Que não haveria traições e boicotes coletivos contra indivíduos que não fizeram nada demais. O capitalismo é nojento.
Vocês adoram reclamar sobre o “Politicamente Correto” que acontece na política e acadêmica, mas porque será que não abrem um pio diante de tamanha falsidade? o LinkedIn criou o reino da falsidade; ninguém ali age naturalmente; aliás, em qualquer empresa ninguém age naturalmente. Eles mataram à alma humana. O Politicamente Correto que se vê na política é apenas resultado de uma cultura de pressão social que é exercido pelas empresas. Se você não canta a música de uma nota só, eles te demitem.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
“…em caso de despressurização, coloque a máscara de oxigênio primeiro em VOCÊ, depois na criança ou pessoa incapaz ao seu lado…”. Essa frase, falada nas instruções aos passageiros de um avião, parece ser cruel, no primeiro momento. Mas é, na verdade, de uma lógica irrefutável. Sem o próprio bem estar, não há como fazer bem ao próximo. Devemos nos lembrar de que altruísmo excessivo é destrutivo.
Respeito à propriedade privada num ambiente de liberdade, ou seja num livre mercado, é condição para a criação de riqueza e para as inovações que irã aumentar a produtividade, diminuindo o nosso tempo de trabalho, proporcionando uns pensarem enquanto outros executam trabalhos braçais que aos poucos vão dando lugar ao trabalho das maquinas e dos robôs.
O livre mercado foi o maior processo com que o homem tomou conhecimento e levou ao sucesso e a decentralização. O mercado é o maior produtor de bens e serviços. A invenção do socialismo levou ao sofrimento, a pobreza e a matança indiscriminada. Devemos continuar esclarecendo que o capitalismo é ótimo e o socialismo uma tragédia para todos povos que o experimentaram e que hoje ainda experimentam.
Apesar disso todos os partidos brasileiros tem ou social ou socialista em suas siglas. Quem não se interessa por política, ao votar erroneamente nos mais bonzinhos, vai sofrer as consequências de politicas econômicas erradas no próprio bolso. D. Dilma em quatro anos detonou a economia brasileira.
Belo artigo! Os efeitos da divisão do trabalho são vastos e proporcionam riqueza de forma exponencial mesmo.
Muito bom o artigo. O difícil é fazer entrar nas cabeças desse povo que se acha esperto.
Os computadores e os sistemas de programação foram fundamentais para o desenvolvimento tecnológico nos setor alimentício, permitindo aumento da produção e diminuição do preço dos alimentos. Os capitalistas por trás da mecanização da agricultura alimentaram mais pessoas do que todas as instituições de caridade juntas – as quais aliás nem teriam o que distribuir não fosse a criação de riqueza dos capitalistas.
Como alguém pode continuar defendendo o socialismo depois dessa overdose de lógica?
OFF – Quais mídias internacionais (EUA/Europa) são confiáveis?
Voltando um pouco no passado e pegando como referencia os povos Astecas e Maias da América Pré Colombiana, da pra se notar que não existia muita caridade entre eles. Como o texto bem abordou: Não existe caridade se, em primeiro, não existir o excedente para ser doado. Excedente esse que só é possível de ser adquirido via acumulo de capital – Mais conhecido como capitalismo “O Malvadão”.
Meio off – dúvida genuína: se os economistas ortodoxos não gostam, com razão, de controle de preços, por que eles acham que o Banco Central deve determinar a taxa de juros, isto é, controlar o preço do aluguel do dinheiro? Não é incoerente com a própria teoria deles?
A moeda quando ganha poder de compra, significa que o crescimento econômico foi superior ao aumento da oferta monetária, mas eu tenho uma visão que pode distorcer essa realidade. Veja o caso dos EUA, na maioria dos anos, o crescimento americano foi superior a taxa de inflação, mas ainda sim os preços americanos aumentaram mais do que deviam se formos analisar por este ângulo. Eu li em uma matéria que em um tempo atrás, era possível fazer a compra da semana com US$20, hoje ele destacou que essa quantia pulou para US$100. Será que é por causa dos índices usados pelo IPCA americano que distorcem a realidade da inflação do país?
Vejamos a lei da oferta e da procura. Quando a oferta diminui ou a demanda aumenta, os preços aumentam. Os economistas liberais afirmam que isso pode ser observado empiricamente e, portanto, o movimento do aumento dos preços em decorrência da queda da oferta ou do aumento da demanda é moralmente neutro; isso acontece como resultado da força de uma "lei econômica natural". Essa asserção é falsa. Os preços não são forças autônomas independentes da escolha humana. Os preços aumentam porque as pessoas escolhem aumentá-los.
A Economia Cristã afirma que é imoral o aumento dos preços em decorrência da necessidade particular de um comprador de mercadorias e serviços. São Tomás ensina que é injusto da parte de um vendedor cobrar mais porque o comprador necessita particularmente de uma mercadoria.
Por exemplo, mais de 125 mil casas e 160 mil pessoas ficaram desabrigadas em decorrência do Furacão Andrew, na Flórida, nos EUA. Nesta situação, seria justo elevar o custo de um quarto de hotel em 200% na Flórida, simplesmente porque mais pessoas demandam quartos? Os libertários afirmam que sim, alegando que permitir esse tipo de extorsão é bom porque permite que o meio pecuniário – o quarto – vá para a pessoa que mais o valorize. Na verdade, isso faz com que o quarto fique com os mais ricos, que podem ou não ser aqueles que dão mais valor ao quarto. Uma pessoa que possua meios modestos e que não tem nenhum outro lugar para encontrar abrigo para sua família pode dar maior valor ao quarto do que um milionário que apenas não quer passar uma noite com seus parentes. A diferença é que o homem de meios moderados tem menos riqueza para expressar o maior valor que dá ao quarto.
Os economistas liberais tentam desviar do assunto nesse ponto, argumentando que manter os preços dos quartos em níveis normais num período de crise provocará o desperdício de recursos limitados, com uma família utilizando dois quartos quando ela usaria apenas um se os preços fossem mais altos. Antes de tudo, é precisamente o locatário mais rico, e não o chefe de família com baixo salário, que provavelmente receberá mais do que é devido, locando mais que um para o seu conforto, então o argumento falha por conta disso.
De qualquer modo, uma vez que esse efeito envolve a escolha humana, ele não é inevitável. O proprietário do hotel pode simplesmente determinar que numa emergência uma família com quatro membros poderá locar apenas um quarto de modo que outros que necessitem possam ocupar o segundo quarto. Não há necessidade de elevar o preço em 200% para alcançar o racionamento justo de recursos escassos.
O problema não é a ganância, nem o egoísmo.
O problema é que as pessoas confundem essas duas coisas com desrespeito, enganação, mentiras e roubo.
São coisas completamente diferentes. Querer ganhar mais ou não doar dinheiro não é crime, nem desrespeito.
O grande vilão que destrói o capitalismo é o desrespeito, as mentiras, ou roubos, etc.
Essas coisas prejudicam mais as vidas das pessoas, do que um simples trabalhador que quer ganhar mais dinheiro.
Essa ganância e egoísmo significam apenas um trabalhador querendo ganhar mais.
Isso Não é crime.
É necessário dizer que o texto está certo. Parcialmente, lógico.
Certo, inovação na produção é importante. Mas a respeito do incrível aumento da qualidade de vida, prefiro encarar a questão com sobriedade, não sei se as novas horas disponíveis estão sendo usadas para algo útil: temos mais tempo para nos tornarmos obcecados em consumir produtos como porcos comendo lavagem ? Ou que tal cultivar o ego nas redes sociais ? Manter relações superficiais ? Permanecer sedentário frente a uma tela ? Ser bombardeado por informações o tempo todo, sem criar um pensamento devidamente próprio ? Viver mais só por viver, vagando sem sentido ?
Outra questão é que, se por um lado a qualidade de vida da população como um todo aumenta, a desigualdade socioeconômica mundial também, os países subdesenvolvidos não têm recursos para entrar na 3ª/4ª Revolução Industrial com alta tecnologia, nem há interesse do mundo desenvolvido para tanto. Poderia talvez, existir um projeto semelhante à criação dos tigres asiáticos. Por mais que o benefício próprio deva ser considerado, não faz mal pensar nos outros e cooperar, o ser humano é sociável-até porque, da perspectiva do consumidor, a maior competitividade melhoraria os produtos e seus preços -. Sei lá, para dar um exemplo, acho essa lógica de mercado exagerada: as crianças são criadas para ver os coleguinhas como concorrentes, só ver o caso da Coreia do Sul, a qual possui ótima qualidade de vida, por sinal, mas vale a pena o desgaste emocional e psicológico ?
O biólogo E.O.Wilson já falava que “Estamos nos afogando em informação e famintos por sabedoria”. Eu acho que o homem precisa de tempo para processar informações e o ócio criativo, praticamente ausente com os smartphones e conexão integral , é vital para pensamentos inovadores.
Enfim, não sou comunista nem nada, só estou meio cético com o esvaziamento de sentido em viver como gado esperando pra ser abatido.
Só não dá para acreditar em Capitalista que reclama do Estado(tributo, impostos…) e no fim tem uma lucratividade monstruosa, pagando salários aos seus funcionários que mal dá para comer. Como que o pobre irá ascender se temos uma péssima educação, alunos com um déficit escolar inimaginável, o mal não está na vontade de ter as coisas, mas,precisamos garantir meios para que todos consigam alcançar seus desejos, a equidade é o que nos falta.
Enquanto o socialismo e o comunismo não forem colocados na mesma prateleira do nazismo e do fascismo, ou seja, na categoria de CRIME CONTRA A HUMANIDADE, seguiremos enxugando gelo ao tentar “debater” com hipócritas que defendem essas ideologias assassinas.
Leandro,
Estive acompanhando no Trading Economics, a Dívida Pública dos EUA dispararam nesse ultimo mês, e sem motivo aparente, pois os gastos seguem os mesmos, e não houveram cortes de impostos….
Sabe o motivo?
Abraço
“Afinal, o que poderia causar um maior impacto no mundo do que dar aos necessitados?”
“O melhor programa social é o emprego” [trabalho] – Ronald Reagan
A maioria das pessoas pobres é capaz de trabalhar de alguma forma.
Para o trabalho gerar melhorias socieconômicas, é necessário que haja um ambiente de isonomia e respeito à liberdade e à propriedade privada, no qual as pessoas capazes possam arranjar atividades econômicas facilmente e fiquem com a maior parte possível do que produzem. Assim elas podem cuidar de si mesmas e ainda ajudar os necessitados voluntariamente, fazendo caridade genuína.
Em vez disso, as pessoas capazes são cerceadas economicamente pelo governo e darem ao Estado grande parte de sua renda para sustentar políticos e burocratas.
Além do Estado fazer caridade com o chapéu alheio tirando de Pedro para dar a João (mas ficando com a maior parte) e dificultar que João saia da pobreza por conta própria, ainda por cima transforma a caridade em “justiça social”, gerando dependência, ingratidão, arrogância, irresponsabilidade e ressentimento.
Se o verdadeiro objetivo fosse mesmo ajudar os pobres, teria falhado miseravelmente.
* * *
Me tirem uma dúvida. Se fosse criada uma taxa alta sobre posições compradas no mercado de derivativos de câmbio, o real se valorizaria? Falo isso considerando que hoje a taxa de câmbio no Brasil não reflete os fundamentos da economia e de nossa capacidade de solvência externa (altas reservas e saldo comercial elevado), mas sim movimentos puramente especulativos. Ideologias à parte, criar essa taxa não valorizaria o real e enriqueceria todos nós?
Alias, atualmente um monte de preços são definidos por pura especulação. Um exemplo é o petroleo. Sua produção/consumo gira em torno de 100 milhões barris/dia, mas são negociados diariamente mais de 3 bilhões de barris/dia. Isso faz com que os preços dessa commoditie variem muito , enquanto a produção/consumo varia muito pouco dum ano pra outro, ou infinitamente menos que os preços. Eu vejo como nociva tanta especulação. Cria muita incerteza e problemas graves. Exemplo, se o dólar dispara , e não tem razão real na economia pra isso, sendo só especulação devido a aumento de juro nos EUA, por exemplo, ou guerra comercial etc. surge inflação e aumento de juro. Investimentos são paralisados. Pessoas são demitidas. Depois o dólar volta ao preço de antes, mas o prejuizo já foi feito, desnecessariamente. Então penso que se deveriam criar meios de diminuir especulação pra aproximar a economia dos mercados financeiros da economia produtiva propriamente.
Bora incentivar as pessoas as criarem produtos, serviços e lutar contra o Estado e sua máquina ineficiente até ela se tornar mínima. Enquanto eu estiver vivo, sempre vou pensar assim. A cada dia aprendo mais sobre economia e pretendo ter um negócio em breve.O meu único medo é ficar doente ou passar por cirurgia, ter que tomar remedios carissimos e precisar de hospital que é caríssimo também, porque nessa área praticamente tudo é controlado pelo Estado.
"Um inimigo ainda mais feroz da família é a fábrica. Entre estas coisas mecânicas modernas a instituição natural antiga não está sendo reformada, modificada ou mesmo podada: ela está sendo dilacerada. E ela não está sendo dilacerada no sentido de uma metáfora verdadeira, como a de um ser vivo preso em uma engrenagem medonha de uma máquina. Ela está sendo, literalmente, rasgada ao meio, como quando o marido vai para uma fábrica, a esposa para outra, e a criança para uma terceira. Cada um deles se torna o servo de um grupo financeiro diferente, que cada vez mais ganha o poder político de um grupo feudal. Mas enquanto o feudalismo recebia a lealdade das famílias, os senhores do novo estado servil recebem apenas a lealdade de indivíduos, ou seja, de homens solitários e até mesmo de crianças perdidas."
CHESTERTON, G.K. The Superstition of Divorce, Chapter V. The Story of the Family
O sistema capitalista afronta e embrutece o homem o tornando escravo do materialismo, pelo contrário, o socialismo, também materialista, com seu falso messianismo, propõe a felicidade ao homem aqui na terra com a simples mudança do sistema econômico e sua 'distribuição', que na verdade é a posse por parte do Estado – que, diga-se de passagem, não é uma entidade sobrenatural – da propriedade privada, não oferecendo soluções concretas para o problema da má distribuição da propriedade e o bem comum. Chesterton via claramente os dois sistemas e seus respectivos erros.
Em um capítulo do livro The Well and the Shallows (1935) intitulado Sex and Property (tradução deste capítulo aqui, Chesterton compara o uso da propriedade com o sexo:
"A noção de reduzir a propriedade ao mero fruir do dinheiro é idêntica à noção de reduzir o amor ao simples gozo do sexo."
Acredito que o autor se confundiu com as palavras. Não existe nada maior que a Caridade, nem algo mais próspero e multiplicador de riquezas. Caridade é o ato de fazer as coisas por amor a Deus.
As instituições que existem hoje no mundo não são de “Caridade” e sim de “Filantropia”. Fazendo a troca dos termos o artigo seria aceitável, pois compara duas atitudes humanas. E claro, trocar o título do artigo. Jamais tirarás bons frutos do egoísmo e da ganância, até mesmo a riqueza será má, pois se construída no alicerce do egoísmo estará fadada a ruína de seus membros como seres humanos.
Aconteceu na Itália.
torino.repubblica.it/cronaca/2016/06/10/news/alba_il_welfare_della_ferrero_tre_anni_di_stipendio_alla_famiglia_se_muore_un_dipendente-141736212/?refresh_ce
Eu também fico indignada como o capitalismo consegue ditar tantas tendências… até parece que consegue manipular as pessoas de modo a ditar que roupa vestir, de que cor e como. Isso não poderia ser anti-liberdade? Eu passo por sites como boadicadebeleza.com.br/ o todos os dias e sempre penso no que poderia ser feito para que os impactos desse nicho de mercado não seja tão danoso aos consumidores, que antes de tudo, são seres humanos dotados de consciência, razão, medos, emoções…
eu sempre achei que o problema do alistamento militar era precisar ficar no exército por tempo integral, mas e quem não pode porque tem outras coisas para fazer a inda assim é chamado para comparecer e cumprir com o serviço militar? Isso já aconteceu comigo e eu já fico me mordendo de medo de acontecer comigo também de ser chamado para servir no exército brasileiro…
dolar em queda
economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/05/07/dolar-vai-continuar-caindo-em-relacao-ao-dolar.htm
“Talvez a única motivação do criador da máquina de lavar tenha sido ganhar dinheiro. Pode até ser que ele tenha bondosamente pensado “Puxa, gostaria muito que as mulheres não tivessem de gastar tantas horas da semana lavando roupa. Vou inventar algo!”, mas isso é improvável. De qualquer maneira, o resultado foi o mesmo. O mundo mudou por causa da sua invenção.”
Lembrando que nenhuma invenção teve realmente um único inventor que do nada e sozinho criou aquilo.
Tudo que é inventado surge a partir das contribuições de inúmeras outras pessoas (antes, durante e depois).
E a grande maioria contribuiu buscando os seus interesses próprios.
O resultado é o maior benefício a todos, embora não idêntico, mas muito maior que a caridade.
* * *
Como Cuba faz charuto bom se é socialismo?
E a Russia agora? O que vai acontecer? Quem manja de guerra aqui, adoraria ler mais informações.
Bom deixar claro: pessoas trabalham, empresas dão lucro.
Se saísse uma lei hoje mandando que todas as empresas tivessem seu capital pulverizado e fosse obrigado a ter poison pills nos seus estatutos, teríamos um mundo socialmente mais justo e todas as empresas seguiriam incentivadas a manter alta produtividade assim como as pessoas que trabalham nela, seja no chão de fábrica ou seja na gestão
Capitalismo sempre!