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O que efetivamente cria a riqueza – e por que muitas pessoas são contra isso

Comecemos com uma pergunta aparentemente simples:
qual é o mais essencial ingrediente para a criação de riqueza e o crescimento econômico?

Os keynesianos responderiam que é a expansão do
crédito a juros baixos.  Os mais leigos
diriam que é a posse de vários recursos naturais.

Ambos errados.

A resposta correta é: conhecimento.

E isso é fácil de provar.

Qual é a diferença entre nós e um homem das
cavernas? Sim, a única diferença é que
nós, hoje, temos mais conhecimento do
que eles. 

Biologicamente, somos os mesmos. Os neurônios em nossos cérebros são os
mesmos. O mundo físico à nossa volta é o
mesmo (todos os recursos físicos necessários para se fazer celulares, tablets,
computadores, carros e aviões já existiam naquela época). 

Mas a nossa vida hoje é infinitamente melhor e mais confortável.

Por quê?

Por causa do conhecimento.

Não é necessário voltar à era do homem das cavernas
para provar esse ponto. Escolha qualquer época e você comprovará sempre o mesmo
fenômeno: um novo conhecimento — por exemplo, a descoberta da penicilina ou um
novo algoritmo que gera melhores ferramentas de busca na internet — sempre
surge como uma surpresa. 

Chamamos essas surpresas de “inovações”, pois elas são
inerentemente imprevisíveis.  Novos produtos
surgem aparentemente do nada. Repentinamente,
há luz elétrica. Há um automóvel. Ou há um iPhone. Nada disso havia sido previsto
antecipadamente.

Agora, é claro que esses produtos não realmente
vieram do nada; eles surgiram da síntese de todo um conhecimento acumulado, o
qual levou a essas inovações; a essas surpresas.

Por definição, portanto, a inovação não pode ser planejada; ela envolve uma perturbação no equilíbrio.  Os fabricantes de charrete, até então uma
indústria estável e já estabelecida durante séculos, não mais tinham um grande
futuro pela frente quando Henry Ford introduziu o primeiro Modelo T

O surgimento de uma criação sempre leva ou a
aprimoramentos ou a novas criações. A inovação
— novo conhecimento — gera não apenas novos produtos, mas também novas
empresas e várias novas indústrias. E a inovação
cria riqueza; riqueza essa que, em última instância, será distribuída por toda
a economia.

Eis como funciona: mais liberdade gera mais
conhecimento; mais conhecimento gera mais inovação; e mais inovação leva a um
crescimento econômico dinâmico. Por outro
lado, menos liberdade gera menos conhecimento; menos conhecimento gera menos inovação;
e menos inovação gera menos crescimento econômico.

Sendo assim, já que a liberdade promove o
conhecimento e a inovação, o que gera crescimento econômico, por que então todas
as pessoas e governos não abraçam esse arranjo?

Para entender isso é necessário voltar ao ponto dito
inicialmente, sobre a inovação ser uma surpresa, algo imprevisível. Essa imprevisibilidade deixa as pessoas desconfortáveis. O objetivo delas é eliminar esse fator surpresa. Isso é perfeitamente observável tanto nas visões
utópicas — como no
comunismo e no socialismo
— quanto no mundo real, em que pessoas temerosas
da inovação e do fator surpresa pedem que o governo proteja mercados e
indústrias nacionais contra a concorrência de produtos estrangeiros. O que seria o protecionismo e as reservas de mercado senão
a exata manifestação desse temor em relação às surpresas e inovações?

Ao redor do mundo, estamos testemunhando esse desejo
de se eliminar as surpresas. Grupos de
interesse fazem lobby junto ao governo para que este tolha o surgimento de todo
e qualquer tipo de concorrência, principalmente daquela concorrência não-premeditada,
como a Uber e o AirBnb. E esse
tolhimento é feito por meio da expansão contínua do governo, de suas burocracias,
de suas regras e regulamentações anti-empreendedorismo. 

Há várias maneiras de se tolher o surgimento de inovações
que trazem concorrência, sendo as mais tradicionais as regulamentações que
impõem barreiras à entrada da concorrência (como as agências reguladoras), os
subsídios às empresas favoritas que o governo quer manter no mercado a todo
custo, a obstrução de importações para proteger as indústrias ineficientes, e
altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, protegendo
assim as indústrias já estabelecidas.

Todas essas regulamentações simplesmente obstruem a
liberdade e, consequentemente, impedem o crescimento econômico e a distribuição
de conhecimento. Elas retiram recursos e
energia da inovação e os direcionam para a burocracia e para a obediência às regulamentações. Elas criam incerteza quanto ao futuro. E criam barreiras à entrada de novos empreendedores. 

Ironicamente, os mais beneficiados por essas
regulamentações e protecionismos são exatamente as grandes corporações e seu
exército de advogados, lobistas e contadores. As grandes corporações são as únicas que possuem recursos para cumprir
com todas as regulamentações e ainda sobreviver. Os gastos jurídicos, contábeis, burocráticos
e de auditoria são mais facilmente diluídos pelo faturamento de uma grande
empresa do que por uma pequena que está entrando agora no mercado. A mesma
alíquota de imposto que incide sobre os lucros de uma grande empresa,
tirando-lhe parte de seu resultado, inviabiliza a continuidade de uma pequena.

Mas esse distanciamento da liberdade pode ser
revertido, e bem rapidamente. Com efeito,
pode acontecer em apenas alguns anos. Há
vários exemplos práticos recentes: os EUA e o Chile começando ao final da década
de 1970
, o Leste
Europeu
após queda
do comunismo
, a Nova
Zelândia na década de 1980
, a China e a Índia na década
de 1990, e o Canadá na primeira década do século XXI. 

Dado que vivemos em uma economia que é transformada
pela mente e pela inteligência, o futuro pode mudar tão rapidamente quanto a
mentalidade. Sempre que governos
intrusivos retrocedem, o conhecimento se expande e a prosperidade ocorre. 

O crescimento econômico, portanto, não advém
majoritariamente de “incentivos e punições”. Essa “teoria dos incentivos” permite que os críticos do capitalismo o
caricaturem como um desumano esquema de manipulação das necessidades humanas,
sendo apenas ligeiramente superior às formas mais benignas de escravidão.  

A riqueza advém, isso sim, da expansão da informação,
do conhecimento, dos lucros e da criatividade. Essa expansão aprimora as qualidades humanas de seus beneficiários ao
mesmo tempo em que os enriquece. O aprendizado
dos trabalhadores crescentemente os recompensa por sua mão-de-obra; o
aprendizado transmite sabedoria em troca do trabalho extraído. Ao unir conhecimento e poder, o capitalismo
traz ordem à entropia das mentes humanas e explicita os benefícios da
liberdade. Sendo assim, ele é o mais
humano de todos os sistemas econômicos.

A oportunidade para o crescimento dinâmico existe hoje
ao redor de todo o mundo. Mas é necessário
sermos corajosos e livres o bastante para não perdê-la.

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165 comentários em “O que efetivamente cria a riqueza – e por que muitas pessoas são contra isso”

  1. Dando continuidade a minha série de textos para acordar os neoliberais.
    ————————————–
    Como é mais saudável a vida socialista

    Ire comentar, como foi a minha manhã no dia de hoje.
    Eu acordei as 6 da manhã, lavei o rosto, e fui fazer a minha caminhada. Em quanto eu caminhava, eu admirava a paisagem, as arvores, sentia o vento, parei para admirar o lago e voltei para casa.

    Como o mundo é mais belo quando não existe capitalismo. Apenas a simplicidade da vida.

    Hora de praticar yoga, uma horinha mais ou menos e já me sinto bem.

    Hora de regar as plantas, e conversar com algumas. Tem uma que dei o nome de helio beltrião, obviamente é a mais feia, pois está foi vitima da poluição dos carros. (diz a lenda que o verdadeiro helio beltrião foi vitima do capitalismo).

    Como é bom regar as plantas: A planta ela não vai pedir para você ser mais produtivo, a planta não vai te induzir a fumar cigarro, ter posses, a planta não vai trabalhar com sua paixões humanas em busca do lucro sujo, a planta não vai trabalhar com o pecado original do homem.

    Eu estive filosofando com uma das minhas plantas, "Não é preciso que um ditador mate os capitalistas, o próprio sistema capitalista mata eles pouco a pouco. Eles vão se matando com um sorriso na boca. O homem que cava a própria cova com um sorriso na boca."

    estive a pensar "O capitalismo é a ditadura mais sutil que existe, pois ela mata nos detalhes, ela pede a sua permissão para te matar e você, com um sorriso aceita".

    Bom, terminei de conversar com minhas plantas. É hora de fazer carinho no gato. E depois trabalhar para o Diabo na terra (o capital).

  2. O Que cria riqueza é uma junção de trÊs coisas.
    POUPANÇA INTERNA
    INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO
    CORDENAÇÃO ENTRE ESTADO E INICIATIVA PRIVADA
    O Resto é delirio de neo liberal

  3. Leonardo Gouveia

    É possível ter todo o conhecimento que há e que há de vir. Mas se a propriedade privada não for respeitada, não se gerará riqueza alguma.

  4. “Eis como funciona: mais liberdade gera mais conhecimento; mais conhecimento gera mais inovação; e mais inovação leva a um crescimento econômico dinâmico. Por outro lado, menos liberdade gera menos conhecimento; menos conhecimento gera menos inovação; e menos inovação gera menos crescimento econômico.”

    Se liberdade gera conhecimento, então o ingrediente essencial é a liberdade.

  5. Henrique Zucatelli

    Essa pauta é deliciosa. A criação espontânea baseada no aprimoramento produtivo anterior aumenta a produtividade, a qualidade e a capacidade de oferta, com o bônus de reduzir cada vez mais o custo final daquilo que é vendido.E por isso sou contra qualquer tipo de patente.

    Agora eu pergunto: se a patente é um privilégio estatal onde o sujeito tem a prerrogativa de posse sobre um design, fórmula ou processo, não seria uma espécie de socialismo com viés fascista?

    Falo isso pois está cada vez mais difícil vender qualquer coisa para a Europa e EUA. As grandes empresas fecharam tanto o cerco lá que até fórmulas simples estão travadas, restritas para os oligopólios. Algo de muito ruim vai acontecer por aquelas bandas se não for rompido o status quo.

  6. Jonas Hotzengard

    Sei lá. Achei esse artigo fraco e desconexo com a escola austríaca de economia.

    Riqueza é subjetiva. O que eu dou valor pode ser que você não dê valor algum.

    Só isso já detona com o artigo. Afinal, se vc não pode supor o que é riqueza para uma sociedade (pois isso varia de acordo com a visão subjetiva dos indivíduos) , como vc pode deduzir que o conhecimento é o principal ingrediente para sua criação?? Uma sociedade pode valorizar mais as arvores e os animais do que iPhones e prédios.

    O ingrediente principal para criação de riqueza não é o conhecimento.

    Uma mulher pode ter extremo conhecimento sobre, sei lá, como dar amor e carinho à tartarugas. Mas talvez isso não seja interessante para uma sociedade, logo ela não será financeiramente bem sucedida se escrever um livro sobre esse assunto, por exemplo. Ninguém comprará. Ela não gerará riqueza com isso aos olhos dos demais.

    Agora, uma mulher pode ter nascido, por acaso, bonita e atraente aos olhos da sociedade. Ela pode vir a se tornar uma modelo e bastará ela desfilar que gerará muita riqueza. Ela não precisa ter muito conhecimento para criar riqueza.

    É possível que os indivíduos de uma sociedade tenham um conhecimento extraordinário, mas se não houver livre ação humana, de nada adiantará. Suponha que os cubanos de fato tenham uma boa educação. E aí??? Adianta alguma coisa o cara ter um conhecimento gigante e viver por lá?? Adianta um cara ser médico e trabalhar de taxista??? Adianta uma garota ser engenheira e trabalhar de prostituta?? Conhecimento não é o que gera riqueza. Ele pode ser usado sim na criação de riqueza, mas está longe de ser o ingrediente principal.

    Agora, uma sociedade pode ter vários individuos com baixíssimo conhecimento. Porém, se eles forem livres para agir e comercializar, produtos avançados e extremamente complexos surgirão. Vocês não se lembram da lição de Milton Friedman sobre o lápis?? Ninguém sabe como fazer um lápis sozinho. É muita coisa envolvida. Nenhum ser humano possui o conhecimento e as habilidades necessárias.

    Porém, quando o processo de produção do lápis e seus componentes passam por várias mãos, cada indivíduo, adiciona sua habilidade ou ideia no produto. A ideia pode até ser errada e não dar certo, talvez. Mas o concorrente que tiver a ideia certa, que agrade o consumidor final, mesmo que acidentalmente, irá ser bem sucedido e será recompensado pelo mercado.

  7. Se o Estado resolver contratar todos os desempregados para fazer uma obra eterna de cavar e aterrar um enorme buraco, isso não vai gerar riqueza nenhuma.

    Mesmo tendo pleno emprego, estará o país destruindo riqueza apenas (custo de oportunidade pelo tempo perdido, já que estas pessoas poderiam estar fazendo algo mais útil e dê valor para a humanidade).

    Apenas criando produtos, soluções e serviços para pessoas dispostas a pagar (com dinheiro ou com outros serviços) que se gera valor.

  8. Estudante de economia

    Os 3 únicos fatores que geram riqueza é trabalho, capital e conhecimento, nada mais.

    Agora para que os fatores de produção sejam otimizados e melhor direcionados as necessidades do seres humanos, é necessário haver um ambiente que garanta a propriedade privada e o livre comércio.

    E sim, o fator mais importante para se criar riqueza é o conhecimento, sem conhecimento não há trabalho e nem capital.

  9. Que legal esse raciocínio, sempre pensei nisso para meu próprio degustar, do tipo: “celulares eram possíveis no tempo dos neandertais”, mas o que faltava era conhecimento para criar, por isso sempre penso que é difícil dizer que existem coisas impossíveis, afinal tudo é possível, só nos falta conhecimento de como faze-las.

  10. Eu me pergunto, tirando os que ganham com corporativismo. O que há de tão complexo nisso? Por que ser livre assusta tanto?

    Chegará o dia em que serão feitas fogueiras de iphones, começando pelos dos socialistas, aí o socialismo vai acabar.

  11. O que cria riqueza é PODER.

    Conhecimento dá poder…
    Informação dá poder…
    Dinheiro dá poder…

    Logo o artigo ja começou errado pq respondeu errado a pergunta.

    “qual é o mais essencial ingrediente para a criação de riqueza e o crescimento econômico?”

    PODER…

  12. O texto é bom, mas acho que o George poderia ter trabalhado mais neste link entre liberdade e conhecimento, pois acredito ser o ponto mais importante do texto. Ele simplesmente coloca em um parágrafo que mais liberdade gera mais conhecimento, mas não dá nenhuma justifica ou argumento para isso.
    É lógico que eu concordo com ele, liberdade gera conhecimento, conhecimento gera inovação e inovação gera riquezas. Mas, pensando em alguém que não tenha convívio com ideias liberais, essa conexão entre liberdade e conhecimento não fica clara.

  13. Gerar riqueza é criar falsas necessidades e utilizar a obsolescência programada para jogar tudo num lixão, destruindo a natureza. E o ciclo de vida recomeça. Esse é o legado dos capitalistas.

  14. Parafraseando Paulo, vc pode ter trabalho e capital mas sem conhecimento (ou amor)rsrs nada terá

    E conhecimento que gera liberdade, não o contrário.

    Conhecereis uma verdade ou a verdade e ela vos libertará.

  15. Na verdade, biologicamente somos piores que o homem das cabernas. A medicina é que tem mantido o homem ( estragado – sedentário, diabético, hipertenso, infartado) vivo por mais tempo.

  16. “Essa “teoria dos incentivos” permite que os críticos do capitalismo o caricaturem como um desumano esquema de manipulação das necessidades humanas, sendo apenas ligeiramente superior às formas mais benignas de escravidão”.

    Porventura, não teve o autor a intenção de dizer “formas mais malignas de escravidão”?

  17. Eu diria que se trata de uma falácia.Pois a riqueza é tratada como uma manifestação, tão só, da inteligência humana.No entanto o texto sugere isso. Vamos pensar o Steve Jobs na pré-história, não criaria riqueza mesmo com seu gênio humano. Dito isso, tenho o conhecimento não aquilo que trás riqueza, mas sim como algo necessário a ela, isto é, a riqueza provém do gênio humano diminuindo os empecilhos naturais à desfrutação do prazer; como um Iphone na pré-história não seria sugestivo, não seria “riqueza” pelo simples fato de não diminuir as imposições naturais que nos reduzem. Se,como trata o autor,riqueza fosse conhecimento,seríamos forçados a dizer que um cientista necessariamente deve ganhar mais que um jogador de futebol, pois evidentemente o primeiro é mais inteligente que o segundo, via de regra.

  18. A melhor forma de desenvolver o interesse e a capacidade de discernimento dos estudantes é discutir com eles e ensinar questões ligadas ao nosso tempo e à nossa vida; chega de teoria vã distante da realidade, vamos cultivar o saber real.As novas gerações perderam o hábito de ler. Formar cidadãos de qualidade requer seres humanos despertos, que busquem respostas na vida e nos livros.

  19. O que gera riqueza é a geração de utilidade marginal.
    O conhecimento ajuda a determinar o que é “util”, e qual é a necessidade do mercado, e como melhor produzir.
    Ta cheio de “rico” que não tem instrução, mas produz utilidade marginal elevada.

  20. Estava lendo essa matéria goo.gl/2EmRrD e me deparo com esse trecho:

    “Numa vertente mais tradicional da noção de empreendedor – onde este abre uma empresa para atender a seus clientes – é impossível uma sociedade em que todos sejam empreendedores, pelo problema básico do "muito cacique pra pouca tribo."

    Imagine a seguinte situação: diversos empreendedores decidem viver numa aldeia onde eles consomem mutuamente seus produtos. Não demora muito e começa a faltar tempo para que cada membro dessa comunidade hipotética consiga usufruir das dezenas de bens fornecidos pelos seus pares. Não bastasse isso, eles logo se dão conta de que ninguém se preocupou ou conseguiu oferecer serviços de telecomunicações, energia elétrica e alguns bens de consumo, pois estes dependem de cadeias muito complexas de produção.”

    Sinceramente me incomodou (por não fazer sentido para mim), qual seria o contra argumento econômico?

  21. E eu me recordando de um dia ouvir da boca do Grandioso Enéas Carneiros: “- A única diferença entre a pessoa que só sabe limpar o chão e um astrofísico. É somente a falta de informação!”

  22. A verdadeira fonte de riqueza não começa em nenhum tipo de conhecimento. Na verdade, pode-se dizer que sim. Mas, de um melhorado auto conhecimento e reconhecimento da capacidade de mudança e evolução. O Mindset positivo eleva o potencial de forma exponencial. DA mesma forma que o negativo pode levar a catastrófes pessoais.

  23. As poucas inovações surgidas em países socialistas em geral têm a ver com a guerra ou com o controle da população.

    ——

    O governo obstrui o livre comércio com uma mão e estimula artificialmente a economia com a outra.

    ——

    Ótimo artigo. Apenas lembrem-se de que há vários tipos de conhecimento e de que conhecimento é diferente de informação.

    * * *

  24. Um excelente exemplo sobre como o CONHECIMENTO gera riqueza pode ser encontrado na atual ESTRATÉGIA da Noruega para concretizar o seu processo interno de transição energética. Na condição de maior economia petrolífera da Europa Ocidental, não é surpresa para ninguém que a sobrevivência da Noruega no mundo pós-petróleo depende fundamentalmente de CRIAR NOVOS NICHOS DE RIQUEZA. E para esta tarefa, vejo que a Noruega utiliza não só o conhecimento local de sua população, mas também lança mão do CONHECIMENTO GLOBAL, obtido a partir de cidadãos das mais diversas origens, nacionalidades e áreas do saber humano.

    Estive na Noruega em Junho de 2015, por indicação da Universidade de Coimbra (Portugal), para participar de um programa de treinamento doutoral na Universidade de Bergen, onde ofereci auxílio jurídico não para regulamentar, nem para criar reservas de mercado, mas exatamente o contrário: para favorecer a EXPANSÃO DE MERCADOS SUSTENTÁVEIS (riqueza de longo prazo associada a um cuidado ambiental como fator de perpetuação de fontes energéticas).

    Juntamente com dezenas de outros participantes, originários das mais diversas ÁREAS DO CONHECIMENTO (política, economia, medicina, sociologia, filosofia, teologia, engenharia, ecologia, psicologia, etc.), posso dizer como brasileiro, pelas impressões pessoais que tive, que a Noruega encontra-se em uma adiantada e acelerada fase de TRANSIÇÃO ENERGÉTICA (do petróleo às energias renováveis), um processo que só lhe é possível ser executado porque apoia-se INTENSIVAMENTE EM CONHECIMENTO GLOBAL (originário de todas as partes do planeta e de todas as áreas do saber humano).

    Todos os anos, a Universidade de Bergen, através de financiamento do Governo norueguês e apoio do Instituto Michelsen (CMI), o maior centro de pesquisa da Escandinávia, reúne no verão nacionalidades de todas as partes do globo para debaterem problemas atuais que afetam, não só aquele país, mas o mundo como um todo, relativamente questões ligadas à assistência internacional, desenvolvimento e saúde global, governança e corrupção, recursos naturais, paz e conflito, direito e instituições jurídicas, gestão de finanças públicas, dinâmicas da pobreza, cultura, política e religião, e relações de gênero.

    Destes encontros, verdadeiros BRAINSTORMS globais, são extraídas interessantes PROPOSTAS apresentadas por cada um dos participantes. O que pude perceber é que a Noruega abre-se de forma generosa e busca atrair MENTES QUALIFICADAS para tornarem-se potenciais cidadãos noruegueses. Em contrapartida, os cidadãos atraídos, por serem majoritariamente originários de países menos desenvolvidos (África, Ásia, Oriente Médio e América Latina), tornam-se PONTES estratégicas entre a Noruega e aqueles países de origem, como uma forma de CONHECER estes novos mercados “emergentes” de ENERGIAS LIMPAS RENOVÁVEIS.

    Para mim, não é surpresa alguma ver a Noruega tornar-se cada vez mais presente na ÁFRICA, com o objetivo de contribuir com seus conhecimentos acumulados em energia hidráulica, eólica, solar, pesca marítima, além de MECANISMOS INSTITUCIONAIS político-econômicos extremamente LIBERAIS voltados ao REAL e VERDADEIRO desenvolvimento humano global daquela região, sem que isso signifique restringir, regulamentar ou dominar mercados (como a China marxista vem fazendo naquele continente, inclusive através de esquemas políticos extremamente corruptos e anti-concorrenciais, assunto que pode ser melhor verificado aqui observador.pt/especiais/a-pilhagem-de-africa-com-angola-em-destaque/).

    Vejo a postura da Noruega como plenamente JUSTA e VÁLIDA, especialmente a forma pela qual busca obter conhecimentos. Sua presença na África tenderá, no longo prazo, a enriquecer e desenvolver essa região e ainda contribuir para que a própria Noruega (maior economia petrolífera da Europa ocidental) possa resolver os seu\s problemas internos relacionados ao fim de uma era: a era do petróleo.

    Tudo isso por um motivo muito simples: ABERTURA AO CAPITAL INTERNACIONAL (inclusive, e principalmente, o capital intelectual).

  25. O governo é o principal interessado no atraso tecnológico. Mas agora se tornou virtualmente impossível um economia sobreviver sem forte base tecnológica, incluindo o agronegócio. A tendência é a falência total do país.

  26. Excelente artigo. Moral da historia: quanto mais liberdade melhor para o enriquecimento de todos. Do contrario, quanto mais expandido for o governo mais se enriquece uma minoria ao custo da liberdade e oportunidade de enriquecimento da maioria. Simples e confirmado pelo exemplo de outros países: aqueles com mais liberdade alcançaram maior sucesso e qualidade de vida através de inovação e empreendimento livre.

  27. José R.C.Monteiro

    Não tira o valor do artigo, a verdade é de que tínhamos entre 30 e 40 bilhões de neurônios na época dos homens da caverna, após o advento do uso de fogo para o cozimento, passamos para 80 bilhões.

  28. Isso pode não estar muito relacionado com o artigo em questão, mas como fazer para não existir monopólios e cartéis? Para que sempre exista livre concorrência? Os monopólios só vão existir por interferência dos governos ou eles podem nascer naturalmente?

  29. Empreendedores quando fazem ou tentam fazer cartel,isso pode não estar muito relacionado com o artigo em questão.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, principalmente em órgãos públicos.

  30. Cartel é proibido por manipular a livre comercialização, e isso é inviável para todos. pois acredito que as empresas devem buscar alternativas próprias para reduzir custos e estabelecer preços que possa ser atrativos para atrair seus clientes e também existe a questão de mkt e melhor atendimento aos consumidores esta arma pode atrair tais clientes como o preço da mercadoria em si, por isso o mercado livre é bom para o crescimento do pai, sendo quem mais matem a economia no Brasil são as micro e pequenas empresas e os vendedores ambulantes que geram muitos empregos, mesmo que não gerem impostos mantenha em crescimento o mercado por consumirem produtos e dando oportunidade se empregos.

  31. ” quanto no mundo real, em que pessoas temerosas da inovação e do fator surpresa pedem que o governo proteja mercados e indústrias nacionais contra a concorrência de produtos estrangeiros. O que seria o protecionismo e as reservas de mercado senão a exata manifestação desse temor em relação às surpresas e inovações? ”

    Exemplo, industria de perfumaria/cosmética nacional (Natura/Jequiti/etc). Taxam produtos estrangeiros, que tem qualidade superior, de maneira absurdamente alta… “para proteger a industria nacional e os empregos…” beleza, neste sentido eles tem razão! Porém eu sei que estão errados…pois poderíamos ter melhores produtos com preços semelhantes… Imagino que caso o brasil se abrisse e recebesse produtos de melhor qualidade advindos do exterior, em breve não teríamos mais industria, e seríamos reduzidos a o que somos competitivos, agricultura, mineração …produtos primários em sua maioria… não estaríamos fadados ao atraso? Condenados a sermos sempre a roça do mundo..tendo que produzir enormes volumes, para poder comprar UM automóvel, UM iphone, etc? Os empregados da industria perfumeira, virariam plantadores de soja? Motoristas de tratores etc?

  32. Creio na linha evolutiva tanto comportamental quanto produtiva de um povo, vejo que novas tecnologias são bem vindas a todo tempo , porém é tardio a chegada em países subdesenvolvidos da mesma forma que o homem levou milênios para desenvolver-se a nivel mundial civilizadamente, as tecnologias (estudos , curas, novidades e etc) precisam de tempo para migrar de continente a continente, e assim, quando chegar aos quatro cantos do planeta, haverá um berço de novidade que levará outro tanto para se proliferar. Muitos posicionamentos mercadológicos também são culturais, algo que seria extraordinário para Europeus , por exemplo, poderia não ser significativo para Norte Americanos, e assim o mercado investidor implementa produtos de acordo com a cultura local, essa afirmativa pode ser observada em empresas lideres de mercado em determinadas partes do mundo que se tornam fracassos em outros lugares.

  33. Rita de Cássia Marques

    Com toda certeza a riqueza de um país está no conhecimento que seus cidadãos possuem. Sem conhecimento uma sociedade se torna inerte e frágil, principalmente em relação a seus governantes.

  34. O surgimento de uma criação sempre leva ou a aprimoramentos ou a novas criações. A inovação — novo conhecimento — gera não apenas novos produtos, mas também novas empresas e várias novas indústrias. E a inovação cria riqueza; riqueza essa que, em última instância, será distribuída por toda a economia.

    – A inovação ajuda a aquecer a economia e gera novos empreendimentos.

  35. O conhecimento ajuda a determinar o que é “util”, e qual é a necessidade do mercado.

    Os meios de comunicação e internete estão nos ajuda e nos esta prejudicando de alguma forma.

  36. A inovação e o conhecimento são ferramentas para geração de riqueza ao longo de um histórico de tempo, se comparamos o homem de 2000 anos atras e o de hj, por exemplo.

    mas se fomos ver, a riqueza gerada da Classe E e D, e especialmente o topo da A, (no Brasil) veremos realmente que houve crescimento de riqueza significativo (em termos percentuais), mas se formos analisar, em contra partida,não houve tanto crescimento na inovação no Brasil, que justificasse tal aumento de riqueza, porem houve aumento de exportações de matéria prima brasileira ao exterior, e programas sociais, que por sua vez aumentou o consumo no Brasil e consequentemente a produção e credito.

    Por isso que não podemos restringir que o aumento da riqueza é gerado apenas pelo conhecimento, mas também pelo aumento de produção, que muitas vezes este aumento é dado pelo simples fato do crescimento populacional.

    independentemente dos fatores que levam o crescimento da riqueza, sempre devemos observar o crescimento sustentável, e não o crescimento ” manipulado” feito por má politicas monetárias e ate fiscais.

  37. Anônimo com medo

    O canto deles é belo

    Urge aos montes brilhantes

    Nascentes de liberdades

    Críticas afiadas

    Reflexões pormenorizadas

    Um neologismo poético para o erudito.

    Ajuda ao forte que labuta

    Sentado na honra do trabalho

    E aqui sutilmente disfarço

    O tal mérito inalcançável.

    Um goza do que já tem

    E deseja, cego, que enxerguem.

    Outros tão revoltados

    Aspiram a honra que não merecem.

    Razão, lógica e não ser máquina,

    Pensamento livre, criação e Justiça,

    Paradoxos leves para entreter

    A leitura cínica da escrita dos ricos!

    Percorri uma maratona,

    todos podem, então não reclamem,

    Que o cocho e o leproso

    Apenas caminhem…

    E desliga o aparelho de luxo criado por ideias novas, maravilhas surreais, ideais para que minha letra tire a culpa da minha verba… na luz branca fluorescence…límpida, clara, como o rico que esqueceu de dizer que ele criou um governo fantasma para se temer e lutar, enquanto o real de cada dia segue com justificações para lavar minhas mãos,… esperar que alguém cresça na corrida dos bolsos partindo de diferentes POV, é pedir que o infartado não desmaie,tenha força, persevere, e faça sua própria cirurgia… pois fiz o mesmo com minha casca de ferida no dedao do pé… e a diferença continua, infinita, amar o próximo que sofre, ou justificar minha indiferença com as palavras e sentidos que achar suficientes…

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