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Quanto mais o capitalismo se difunde, menores são as chances de um colapso social
E menos os pobres se tornam reféns dos políticos

A característica proeminente de um colapso social é sempre a mesma: uma profunda contração na divisão do trabalho. Onde não há contração da divisão do trabalho, não há colapso.

Já a característica proeminente do progresso social é exatamente oposta: um aumento na divisão do trabalho.

A Venezuela está vivenciando um colapso social. Está havendo uma profunda contração da divisão do trabalho naquele país (veja dois exemplos aqui e aqui).

Já o resto do mundo — com a exceção de Coreia do Norte e, por enquanto, Cuba (que rapidamente entrará na economia) — está testemunhando um aprofundamento da divisão do trabalho e um consequente progresso social como jamais havíamos visto na história da humanidade. 

Qualquer pessoa que acredite que está por vir um colapso econômico tem de demonstrar que (1) há uma causa plausível, e (2) o mundo está enfrentando condições em que essa causa está se tornando cada vez mais provável.

A possibilidade de haver uma grande reversão na divisão do trabalho está em declínio. A difusão da tecnologia e dos aplicativos de celular que transformam a todos em empreendedores, em conjunto com a Lei de Moore (que diz que o poder de processamento da informática em geral dobra a cada 18 meses, e com custos decrescentes), está acelerando a divisão do trabalho ao aumentar o número de empreendedores e ao reduzir o custo da informação.

Estamos de volta à observação feita por Hayek, ainda em 1945, em seu artigo O uso do conhecimento na sociedade. O conhecimento é descentralizado. O livre mercado cria incentivos para que aquelas pessoas que possuem informação especializada possam colocar esse conhecimento para usos lucrativos. Disse ele:

O caráter peculiar do problema de uma ordem econômica racional é determinado exatamente pelo fato de que o conhecimento das circunstâncias sob as quais temos de agir nunca existe de forma concentrada e integrada, mas apenas como pedaços dispersos de conhecimento incompleto e frequentemente contraditório, distribuídos por diversos indivíduos independentes.

O problema econômico da sociedade, portanto, não é meramente um problema de como alocar "determinados" recursos — se por "determinados" entendermos algo que esteja disponível a uma única mente que possa deliberadamente resolver o problema com base nessas informações. Em vez disso, o problema é como garantir que qualquer membro da sociedade fará o melhor uso dos recursos conhecidos, para fins cuja importância relativa apenas estes indivíduos conhecem. Ou, colocando sucintamente, o problema é a utilização de um conhecimento que não está disponível a ninguém em sua totalidade. [...]

Hoje, é quase uma heresia sugerir que o conhecimento científico não corresponde à totalidade do conhecimento. Mas um pouco de reflexão irá mostrar que, sem sombra de dúvida, existe um corpo importantíssimo de conhecimento desorganizado que não pode ser chamado de científico, entendendo "científico" como o conhecimento de certas regras gerais: o conhecimento de certas circunstâncias particulares de tempo e lugar.

É em relação a isso que praticamente todo indivíduo tem alguma vantagem comparativa em relação a todos os outros, pois ele possui informações únicas sobre que tipos de usos benéficos podem ser feitos com certos recursos; usos estes que só acontecerão se a decisão de como utilizá-los for deixada nas mãos desse indivíduo ou for tomada com sua cooperação ativa.

Basta apenas nos lembrarmos do quanto precisamos aprender em qualquer profissão depois de termos completado nossa formação teórica, quão grande é a parte da nossa vida profissional em que passamos aprendendo habilidades específicas, e quão valioso, em todas as circunstâncias da vida, é o conhecimento das pessoas, das condições locais e de certas circunstâncias especiais.

Conhecer e saber operar uma máquina que não estava sendo adequadamente explorada, ou explorar a habilidade de alguém que poderia ser mais bem aproveitado, ou estar consciente de um excedente de reservas que pode ser usado durante uma interrupção temporária do fornecimento é tão útil socialmente quanto o conhecimento das melhores técnicas alternativas. O transportador que ganha sua vida descobrindo como melhor aproveitar seu espaço de carga que ficaria vazio, o agente imobiliário cujo conhecimento consiste quase que exclusivamente em encontrar oportunidades temporárias, ou o indivíduo que faz arbitragem, que lucra a partir das diferenças locais entre os preços de certos bens — todos eles realizam trabalhos eminentemente úteis que são baseados em um conhecimento especial das circunstâncias de um momento fugidio, desconhecido por outros.

Vale repetir: ao redor do mundo, as instituições de mercado estão se espalhando.  E as exceções provam a regra de Hayek: a Coreia do Norte, a Venezuela e Cuba (que logo adotará uma economia de mercado).

Também ao redor do mundo, os custos de comunicação estão caindo. Eis um exemplo impressionante disso.  Parece até impossível.

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Gráfico 1: porcentagem da população que possui telefone celular

Um relatório do Instituto de Pesquisa Pew Research afirma que:

Dentre os proprietários de telefones celulares na África, a atividade mais popular é o envio de mensagens de texto.  No geral, uma mediana de 80% dos proprietários de celulares em sete países da África sub-saariana pesquisados dizem fazer isso com seus celulares.  Isso inclui 95% na África do Sul e 92% na Tanzânia.  Em todos os países, pelo menos metade dos donos de telefones celulares afirma que enviam mensagens de texto por meio de seus aparelhos. [...]

Ao passo que as redes de telefonia celular na África sub-saariana vêm se espalhando rapidamente, a penetração da telefonia fixa nos sete países pesquisados é perto de zero.  Uma mediana de apenas 2% da população desses países diz possuir uma linha de telefonia fixa em seus domicílios, com uma mediana de 97% dizendo não possuir nenhuma.  Dentre todos os países pesquisados, a variância de pessoas que dizem ter uma linha fixa é muito pequena.  Linhas fixas são simplesmente raras no continente.

A África está entrando no século XXI. Quando as baterias solares se tornarem mais baratas — e isso é garantido —, a África irá superar a barreira econômica imposta pelo complexo geração-linhas de transmissão-distribuição.  Quando os sistemas de purificação de água se tornarem baratos o suficiente para que os vilarejos possam comprar, o continente irá superar a barreira econômica imposta pela necessidade de se ter encanamentos. 

O inventor e empreendedor Dean Kamen está trabalhando no sistema de purificação de água: o Slingshot. Dê a ele mais dez anos. Se ele fracassar, outros irão descobrir uma solução.  É apenas questão de tempo.

O que é válido para a África subsaarina se aplica também às áreas rurais da Índia e da China.

Próxima etapa: Wi-Fi gratuita fornecida pela Google ou pela Amazon ou pelo Facebook.  Quando? Não mais tarde do que 2025.

E então teremos a penetração maciça dos smartphones:

[...] analistas em geral concordam que a penetração de smartphones na África dobrará dentro de três a quatro anos.  É difícil discordar dessa análise se você levar em conta a crescente presença de fabricantes de smartphones no continente, bem como os decrescentes preços cobrados pelos aparelhos mais simples e até mesmo medianos.

Por exemplo, a Huawei, a terceira maior fabricante de smartphones do planeta, está presente em todas as regiões da África.  A empresa chinesa tem sido agressiva em sua estratégia de introduzir smartphones android por menos de US$ 100.  E seus Huawei Ascend Y220, vendidos por US$ 70, têm sido muito populares no Zimbábue.

A Samsung já possui uma presença dominante no continente, e a gigante coreana tem a meta de manter uma fatia de 50% dos 22 milhões de smartphones vendidos na África em 2014.

Com isso, rapidamente todo o mundo terá acesso à educação gratuita: a Khan Academy. E essa terá a concorrência de todos os cursos já disponibilizados no Coursera.

A divisão do trabalho intelectual está só aumentando.  Isso é uma evidência de que não haverá colapso econômico.

Infraestrutura e centralização

A infraestrutura sempre foi a justificativa para uma maior centralização estatal. De que outra maneira as pessoas conseguiriam água e saneamento básico, eletricidade, linhas telefônicas e estradas?, perguntam os estatistas. Temos de ter serviços de utilidade pública, os quais devem ser estritamente regulados pelo estado, afirmam eles.

Mas e se a energia solar fornecer 80% da energia de nossa casa — tudo exceto o ar condicionado?

E se os satélites fornecerem 90% da nossa conexão de internet?

Com isso, sobrariam apenas as estradas e os serviços de água e saneamento.

Ao redor do mundo em desenvolvimento, linhas telefônicas e elétricas não mais são necessárias para o desenvolvimento de comunidades modernas.  Se houver água subterrânea (como poços artesianos), encanamentos podem ser dispensados.  Se houver um eficiente sistema de purificação de água, os complexos sistemas de tratamento também podem ser dispensados.

A educação já é livre na internet. Hoje. Nenhuma escola estatal é necessária (a menos que o estado obrigue os pais a colocarem suas crianças na escola).

Por causa dos dígitos eletrônicos, grandes fatias de infraestrutura que antes dependiam de impostos e burocratas não mais são necessárias. Isso significa que sociedades do terceiro mundo serão capazes de entrar no século XXI mais rapidamente. As principais barreiras serão políticas, éticas e tribais, não tecnológicas.

Isso significa que a pobreza do terceiro mundo será superada rapidamente. Isso significa que a produtividade de pessoas criativas irá produzir mais riqueza para o resto de nós.

Como o marxismo já foi abandonado na esmagadora maioria dos países, o mundo evitará esse obstáculo ao progresso.  Ninguém quer viver na Coreia do Norte.

O keynesianismo está no banco do motorista hoje. Mas já está perdendo força até mesmo na América do Sul.

Nosso desafio será o de apresentar uma defesa da liberdade de maneira clara para a vindoura nova geração de empreendedores do terceiro mundo. Os comunistas não serão nossos concorrentes na internet. Nem os socialistas.

O volume de materiais especializados promovendo a liberdade é enorme hoje. Não era assim há 50 anos. O momento está sendo providencial. As tecnologias estão do lado da descentralização. Os custos de comunicação estão caindo. Portanto, a combinação de conteúdo e formato digital é ideal.

A infraestrutura está cada vez mais digital. E está em busca do lucro. Ela pode estender seu domínio sem subsídios e regulações estatais. Ela pode ser instalada rapidamente. Qualquer resistência será fútil.

Os dígitos estão expulsando a infraestrutura física. A alavancagem política que governos nacionais e regionais têm nessa área será cada vez mais insignificante. A Lei de Moore está em ação.

À medida que a liberdade se espalha, a riqueza aumenta. Essa é uma mensagem de libertação.

O que poderia atrapalhar?

Portanto, o que poderia atrapalhar tudo isso e reduzir essa divisão do trabalho?

Tarifas de importação (marginalmente), um sistêmico colapso do sistema bancário (não é possível), hiperinflação (improvável), uma grande depressão (possível), e pragas (possível, mas improvável — a última foi em 1348-50), e guerrilhas (ainda existem na África sub-saariana).

Um colapso sistêmico do sistema bancário não é possível. Por que não? Porque os 20% dos correntistas que detêm 80% dos depósitos volumosos não podem sacá-los e convertê-los em cédulas. Sim, um banco pode quebrar. Mas todo o sistema bancário não pode. O banco que quebrar será adquirido a um preço de barganha por outro banco.

Pode haver hiperinflação? Sim. Ela pode durar mais do que alguns anos? Não. Nenhum Banco Central minimamente sério permitiria uma hiperinflação. E por um motivo simples: uma hiperinflação seria péssima para os próprios burocratas do governo. Pense: esse pessoal quer se aposentar e receber suas magnânimas pensões. Uma hiperinflação destroçaria todo o poder de compra de suas pensões. Não há a menor chance de eles fazerem isso consigo próprios. Adicionalmente, eles sabem que uma hiperinflação deixará a economia em pandemônio. Isso irá afetar sobremaneira a qualidade de vida deles próprios. Por que deixariam isso ocorrer?

Portanto, a ameaça número um é uma depressão econômica. Qual é a cura? Mais e melhores informações sobre empregos e oportunidades. Com a difusão da informação e com a queda dos seus custos, isso está aumentando. O segredo é ter flexibilidade de preços e descoberta de preços guiada pelo livre mercado. Isso pode ser afetado pelas políticas monetárias do Banco Central e pelas políticas fiscais keynesianas.

Sim, uma grande recessão está por vir. Haverá uma contração econômica. Haverá uma redução marginal na divisão do trabalho. Mas os custos de informação são baixos e estão caindo. Se não houver uma guerra comercial entre os países, vendedores encontrarão compradores na internet.

Haverá uma distribuição de riqueza. As maiores perdas percentuais serão sofridas pelos ricos do primeiro mundo, cuja riqueza está majoritariamente concentrada em mercados sustentados pelas políticas monetárias dos Bancos Centrais (ver aqui e aqui). Mas isso não será um colapso. Eles irão sobreviver. Não terão de fazer malabarismos nas ruas ou virar camelô. Terão apenas de cancelar umas férias nas Bahamas. E talvez mandar os filhos para universidades públicas em vez de particulares. A vida será mais difícil. Marginalmente.

O Ocidente já vivenciou uma década em que a divisão do trabalho encolheu marginalmente: a década de 1930. As pessoas não morreram nas ruas (exceto as que pularam dos prédios por vergonha). Adicionalmente, a riqueza do mundo àquela época era bem menor. Uma depressão realmente derrubava acentuadamente a qualidade de vida das pessoas. Hoje, com toda a riqueza já existente, uma depressão econômica irá reduzir apenas marginalmente a qualidade de vida. Ninguém passará fome (exceto na Venezuela, que adotou o socialismo, o qual representa a abolição direta da divisão do trabalho).

Haverá milhões de pessoas donas de imóveis que terão de se desfazer deles e ir morar de aluguel. Mas isso não é um colapso. Isso é uma oportunidade para aqueles que têm poupança e bons históricos de crédito. Esses irão aumentar seu patrimônio. Esteja entre eles.


4 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • mauricio barbosa  11/07/2016 15:16
    Gary North está delírios de futurólogo e adivinho,afinal o estado e os globalistas gostam de pobres e desgraças,portanto é muito otimismo para meu gosto...
  • Ricardo Alves  11/07/2016 16:23
    Nessa sua única frase (pessimamente escrita), há várias asneiras embutidas:

    1) Acreditar que o avanço tecnológico, que o enriquecimento das nações e que as economias são controlados por globalistas. Isso é acreditar que o planejamento central funciona.

    2) Se o planejamento central não funciona nem na minúscula Cuba, como é que pode funcionar para todo o globo terrestre?

    3) Qual seria o interesse dos globalistas em empobrecer as pessoas? Fosse eu um globalista, meu interesse seria exatamente o oposto: quanto mais ricas e satisfeitas estiverem as pessoas, menos elas se incomodarão comigo, e mais tranquilamente poderia ganhar meu dinheiro. Globalista ganha muito dinheiro quando todas as nações estão prosperando. E não ganham nada quando todos estão empobrecendo e a divisão do trabalho está encolhendo. No mínimo, a qualidade dos serviços que eles próprios adquirem desaba. Qual é a lógica em querer isso?

    4) Você também é daqueles que acredita que a crise econômica brasileira foi intencionalmente causada pelo PT? O que eles ganharam com isso, além da repulsa de toda a população? Que estrategiazinha mais idiota, hein?


    Sobre globalismo e "elites econômicas que planejam crises", ver esse artigo:

    O mito de que a crise econômica foi planejada
  • mauricio barbosa  11/07/2016 22:39
    Ricardo Alves.

    Meu caro sou libertário que nem tu,só não sou tão otimista quanto Gary North,por mais fã que eu seja do IMB,enquanto a ave de rapina do estado e globalistas existirem,eles conspiraram para que seus planos de centralização do governo mundial se torne realidade,afinal as grandes corporações em conluio com os estatistas não querem livre-comércio,pois eles temem a concorrência e amam a monopolização em seus ramos,fui claro agora,ou quer que eu desenhe e quanto as regras gramaticais vai pqp...
  • Chimpá  12/07/2016 12:23
    Perfeito raciocínio Ricardo Alves.
    O colega anda lendo muito Olavo de Carvalho, cuidado você pode ficar paranoico.
  • mauricio barbosa  12/07/2016 14:00
    Chimpá,paranóico não,realista,só isso,mas não desistirei de propagar as idéias libertárias.
  • Cleiton  12/07/2016 15:48
    Você nega que existem grupos de pessoas que se utilizam de seu poder econômico e político, para impor determinados comportamentos, valores e outras coisas a todo o "resto" da humanidade?
  • LEG  13/07/2016 00:21
    As crises econômicas são ocasionadas devido a intervenções e da existência do Banco Central. Certo?
    Você acha que essas intervenções e até mesmo essa instituição foi criada por acaso?
    Nem toda crise é planejada por uma elite dominante. Eu concordo. Mas, convenhamos, não foi o povo, que sempre paga o pato que criou esse arranjo.
    Cuba se isolou do mundo, mas isso não quer dizer que não houve uma elite que se manteve bem mesmo com o empobrecimento que o socialismo causou por lá.
    As crises aumentam o custo de vida das famílias, das empresas, força a sociedade a se enquadrar em um novo padrão de consumo e de crescimento. Já quando uma economia de um país está em crescimento, novas empresas e inovações surgem, novos concorrentes em potencial ameaçam quem está no topo da pirâmide social. É aí que as elites, globalistas ou não, usam o poder do estado para barrar ou tirar vantagem dos seus concorrentes. O enriquecimento da sociedade fica em segundo plano. Nesse caso, o que tá em jogo é o poder.
  • Victor Hugo  13/07/2016 01:34
    O banco central é privado nos USA e mero cartório oficial do cartel privado no resto do mundo.... Conversa fiada ..
  • Leandro  13/07/2016 11:47
    Essa afirmação sobre o Fed ser privado não é totalmente correta.

    O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed -- embora não tenha, em tese!, poderes sobre a política monetária que este adota.

    Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

    É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

    Nesse sentido amplo, o Fed é estatal.

    Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:

    1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.

    2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.

    Por fim, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo.
  • Isabel Amorim   11/07/2016 16:14
    E se não fosse o livre acesso à informação, estaríamos ainda acreditando que era justamente ao contrário, que o capitalismo era o vilão do planeta.

    E agora bem sabemos, países miseráveis, atrasados e violentos são fruto exclusivamente de governos de esquerda. Chegará o dia em que seus apoiadores, ou se envergonharão ou terão que prestar conta do mal que prestam a humanidade.
  • Guilhemre  11/07/2016 16:25
    Foram muito explorados pelos seus próprios governantes e pelos intelectuais que davam sustento ideológico a esses regimes. Agora têm a chance de serem salvos pela livre e descentralizada interação entre os seres humanos (mercado).
  • Ilha da Madeira  11/07/2016 16:15
    "Já o resto do mundo — com a exceção de Coreia do Norte e, por enquanto, Cuba (que rapidamente entrará na economia) — está testemunhando um aprofundamento da divisão do trabalho e um consequente progresso social"


    O Brasil, nesse momento, está "está testemunhando um aprofundamento da divisão do trabalho e um consequente progresso social"?
  • João Carlos  11/07/2016 16:28
    Sim. A divisão da trabalho é cada vez maior -- haja vista o surgimento de várias novas maneiras de empreendedorismo, majoritariamente via aplicativos de smartphone e comércio onlibe.

    Há um grande desemprego gerado exclusivamente das políticas do governo e suas rígidas legislações trabalhistas, que impedem uma rápida realocação da mão-de-obra desempregada.

    Fora isso -- ou seja, fora a intervenção artificial do governo --, a divisão do trabalho é cada vez maior.
  • Ilha da Madeira  11/07/2016 17:38
    Obrigado. Fiquei feliz em saber que nosso país está experimentando um progresso social.
  • Marcos  11/07/2016 16:31
    "O Brasil, nesse momento, está "está testemunhando um aprofundamento da divisão do trabalho e um consequente progresso social"?"

    Sim. Alto desemprego nada tem a ver com contração da divisão do trabalho. Alto desemprego é algo (passageiro) criado artificialmente por políticas estatais. Já a divisão do trabalho envolve muito mais do que um carteira assinada e leis CLT.

    Contração de divisão do trabalho é algo inerentemente caótico, e gera profundos distúrbios em todo o tecido social. Isso não ocorreu nem na Grécia. Está ocorrendo, isso sim, na Venezuela.
  • Rage  11/07/2016 20:09
    Então o Brasil está em progresso social, e a Venezuela está em retrocesso social.

    Bacana. Estamos no caminho certo então.
  • Against  11/07/2016 21:48
    O progresso social ocorre, nos países razoavelmente capitalistas, desde a Revolução Industrial. Mises e Reisman falam (falavam, no caso de Mises) disso continuamente.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1701
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2182

    Outro artigo interessante é este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1360

    Ocorrem momentos de desaceleração do progresso (como atualmente no Brasil, em decorrência do ultrakeynesianismo aqui adotado) e, mais raro, de retrocesso (EUA no início da década de 1930), e Brasil na década de 1980.

    A Venezuela agora está passando por um profundo e súbito retrocesso.

    Já todos os outros países, mesmo os social-democratas, seguem prosperando. Você acha que a Espanha está pior hoje do que em 1996? Você acha que a Grécia -- cuja população não mais se lembra do que é inflação -- está pior hoje do que na década de 1980?

    E você acha que o Brasil está pior hoje do que na época de Sarney?
  • Machine  12/07/2016 15:00
    Que bom, meu caro. Estamos em progresso social. Ótimo.
  • Leonardo Couto  16/07/2016 23:02
    Estruturalmente progredindo, como todos os países em que ainda há um mínimo de capitalismo. Conjunturalmente regredindo, como todos os países sob circunstâncias de burst.

    O texto está certo nisso.
  • CIRO GOMES 2018  11/07/2016 16:29
    Liberaloides se o mundo inteiro replicar o modelo que é o ideario de felicidade o mundo morre. Ja imaginaram se o mundo inteiro tivesse o padrão de vida dos americanos que é 2 carros pra cada três pessoas? Prescisariamos de 4 planetas terras e por isso também que o estado tem que intervir e usar de praticas protecionistas. Não apenas pra proteger setores estrategicos mas pra evitar o excesso do uso dos recursos finitos.
  • Matheus Penha  11/07/2016 18:35
    Esse "CIRO GOMES 2018" faz bem o papel de economistas mainstreams: Quando a solução foge do entendimento econômico deles, os mesmos se tornam verdadeiros profetas do apocalipse, citando até o fim do mundo como resultado.

    "o mundo morre"... Haja paciência;
  • anônimo  11/07/2016 21:54
    4 planetas? nem meio precisariamos.

    Replicando um comentário antigo sobre o assunto:

    "ESPAÇO:
    População mundial: 7 bilhões de habitantes.
    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados
    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2. Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol. Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.
    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.
    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA:
    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2
    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2
    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).
    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW. Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.
    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA:
    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]
    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.
    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s
    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s
    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.
    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS:
    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.
    Área da África do Sul: 1.221 mil km2
    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3
    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3
    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas
    Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas
    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.
    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes. A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).

    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos."
  • Edujatahy  11/07/2016 22:48
    Sensacional comentário anônimo!
    E quer ver nada disso funcionar? Simples. Deixa na mão do governo para coordenar todos estes recursos.
  • Tadeu  12/07/2016 00:30
    ESPETACULAR!
  • anônimo  13/07/2016 10:56
    Ah como é lindo o mundo da imaginação.
    Com muito menos do que isso já acontecem desastres ambientais o tempo todo, mas nego ainda acha que a terra aguenta mais.
    A falta de chuvas no sul é causada pelo desmatamento na amazônia, mas não tem problema, pode continuar que tá sussa.
  • Antônimo  13/07/2016 12:00
    Seca no sul?!

    Reconstrução começa no RS após temporal, mas chuva ainda preocupa

    Semana com temporais no Sul do Brasil

    Alerta para temporais no Rio Grande do Sul

    Que seca é essa?

    Aliás, olha só que gozado. Quando São Paulo estava enfrentando o problema da seca em 2014, o problema também era o tal "desmatamento da Amazônia". Os sábios diziam que, se tudo continuasse como estava, os paulistanos nunca mais teriam água.

    Pois bem, passaram-se menos que dois anos, e hoje ninguém mais fala em racionamento em São Paulo. Aliás, tem chovido acima da média na região.

    Os sábios se retrataram pelo terrorismo pseudo-científico? Não. Para eles, é como se nada tivesse acontecido.

    O charlatanismo dessa gente é sem fim.
  • Matheus Penha  11/07/2016 16:38
    Que belíssimo texto.

    Mas não concordo com o autor quando ele diz que "marxistas não serão concorrentes"
    Pelo menos aqui no BR são. A tática é a mesma de décadas atrás, mas por incrível que pareça continua funcional:

    Sentimentalismo -> Criação de Supostas Injustiças -> Criação de um vilão -> Criação de um Herói

    É a mesma história, sempre.
    Acho que nossa escola precisa de melhores marketeiros. Virar esse jogo. Algo pra atingir as classes mais baixas da população.

    Não é possível que "mais liberdade" seja desejada apenas por nós, ou então seja tão pouco impactante.
  • Magno 1.5  11/07/2016 16:57
    "O keynesianismo está no banco do motorista hoje. Mas já está perdendo força até mesmo na América do Sul"


    Keynesianismo está perdendo força na América do Sul?
    O que está ganhando força então na América do Sul? A Escola Austríaca de Economia?
  • Malta  11/07/2016 18:22
    As políticas puramente keynesianas na América Latina fracassaram retumbantemente, principalmente no Brasil, como reconhecem seus próprios idólatras.

    Agora, é obrigação minha, sua e de todos os defensores da liberdade utilizar esse retumbante fracasso empírico para mostrar a todos como as teorias anti-keynesianas estavam corretas.

    Você está fazendo a sua parte?
  • Magno 1.5  11/07/2016 20:04
    "As políticas puramente keynesianas na América Latina fracassaram retumbantemente"

    Correto. Mas o curioso é que "quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade" (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2238)


    Destarte, o keynesianismo está perdendo força ou é constantemente ressuscitado na América do Sul?

    Se está "perdendo força" significa que não pode estar sendo constantemente ressuscitado; se é constantemente ressuscitado, não pode estar "perdendo força".

  • Capital Imoral  11/07/2016 17:14
    No nazismo existia o especialista da propaganda. Quem era este cara? Era o profissional responsável por dizer: "Vejam como minha ideologia está funcionando, vejam como o mundo está ficando bonito e sem dor".

    Este especialista da propaganda, não era necessariamente um especialista em comunicação social, bastava ser um intelectual, utilizando de dados verdadeiros.

    Porque da para dizer uma única mentira, em volta de diversas verdades.

    Eu lamento, mas estão te engando neoliberal, sobre a condição humana. O mundo nunca foi um lugar de tanto sofrimento e dor, quanto é hoje, e não pense que sofrimento é não ter arroz no prato, o verdadeiro sofrimento é o sofrimento da alma.

    A mulher com o celular na mão, será a mesma que será estrupada coletivamente, por homens sem alma. Homens que pensam justamente o que este artigo defende, a matéria, e as paixões humanas.

    Que tal conversamos sobre o mal neoliberal? Compartilho vocês um trecho de um livro, sobre massacres acontecidos recentemente, no nosso tempo, no século 21.

    "Estive em uma igreja em Monróvia, por exemplo, na qual seiscentas pessoas que buscavam refúgio da guerra civil foram impiedosamente massacradas pelas tropas do então ditador, e onde a silhuetas dos corpos das vitimas ainda se faziam visíveis nos contornos do sangue ressecado no chão; vi os cadáveres dos pobres peruanos em Ayacucho assassinados pelos guerrilheiros do Sendero Luminoso, com o intuito de desencorajar outros peruanos a votarem, como aqueles pobres haviam feito. A carne de seus rostos havia sido destrinchada do cranio, deixando nus e expostos os translúcidos globos oculares das vitimas."

    Isso mesmo caia na armadilha do instituto Mises e do ideias radicais, Vejam como mundo está ficando lindo e cor de rosa.

    O Mundo nunca esteve tão mal na nossa história, e nunca na nossa história o capitalismo foi tão forte.
  • Paulo Azevedo  12/07/2016 12:21
    Dessa vez o seu português se superou capital imoral, sua frase foi a melhor:

    ..."será a mesma que será estrupada(sic!!!!!!!!) coletivamente..."

  • Andre  11/07/2016 17:25
    "Um colapso sistêmico do sistema bancário não é possível. Por que não? Porque os 20% dos correntistas que detêm 80% dos depósitos volumosos não podem sacá-los e convertê-los em cédulas."

    Boa observação.
    Isso também explica porque não deixaram os bancos falirem na crise de 2008.

    Mas alguma crise irá ocorrer por causa das taxas de juros negativas...
  • O MESMO de SEMPRE  13/07/2016 12:47
    A crise vai ocorrer quando a "CORRENTE da FELICIDADE" ou "PIRÂMIDE" dos DERIVATIVOS explodir.

    Sim, o mercado de OPÇÕES é uma grande fantasia onde "DINHEIRO FALSO" compra "MERCADORIA FALSA". Assim a inflação de preços não surge e os investidores se imaginam com um grande crédito em "BENS de PAPEL" que não serão honrados jamais. É algo como ter uma conta com gigantesca poupança, mas viver de uma parte dos juros. O PRINCIPAL JÁ NÃO EXISTE de fato, mas apenas como um direito.

    Os governos já gastaram quase toda poupança até então poupada e não possuem meios de restituí-la aos detentores de direito. Apenas rolam essa dívida pagando, de fato, parte dos juros e aumentando o passivo. EXATAMENTE COMO FUNCIONA UMA "corrente da felicidade".

    Ocorre que num momento não vai haver mais como pagar "em espécie" (realmente) todo esse rendimento consumível e aí os investidores descobrirão que possuem APENAS PROMESSAS de RIQUEZA escritas em papéis. Nada mais.

    É como comprar dinheiro falso com as sobras de renda, estocando-o. Depois, quando precisar desse "dinheiro" para consumir se descobre que é FALSO, ou que não existe como fato, mas apenas como uma ilusão de riqueza que só se desvendará quando dela se necessitar.

    Quanto tempo isso pode durar? ...impossível estimar.
  • anônimo  11/07/2016 17:51
    Qual é exatamente a definição de divisão do trabalho?
  • Renan Merlin  11/07/2016 18:17
    Exemplo no meu bairro tem uma fabriqueta de sintos. Tem o setor que funcionarios apenas prensam a fivela, no outro eles banham de dão brilho a fivela, no outro eles cortam o rolo que vai servir de sinto e no outro que coloca a fivela no sinto depois manda pro varejo.
    Divisão do trabalho é isso, todas as etapas da produção e no sentido mais global tem a divisão internacional do trabalho que por exemplo um carro da Toyota apenas é montado no japão mas todas outras etapas no resto do globo.
  • Renan Merlin  11/07/2016 19:13
    Galera eu defendo o Livre mercado e a Propriedade privada entretanto eu tenho um conhecido que morou em Moçambique e disse que com a desestatização em Moçambique as terras que era todas do estado estão sendo leiloadas e quem ganhou a maioria desses leilões foi a China(ESTADO CHINES). O Estado Chines esta plantando soja pra mandar pra China ou plantar alimentos pra países ricos do Oriente Medio como Qatar, EAU e Arabia Saudita. Além de aumentar a fome visto Moçambicanos não tem o poder de compra desses paises citados tirar a propriedade de um estado pra dar pra outro estado não é o mesmo que escolher entre a espada e a faca?
    O Mesmo não poderia ocorrer com o Brasil caso privatizasse suas estatais e ser compradas por outros paises?
  • Thames  11/07/2016 21:51
    "eu tenho um conhecido que morou em Moçambique e disse que com a desestatização em Moçambique as terras que era todas do estado estão sendo leiloadas e quem ganhou a maioria desses leilões foi a China(ESTADO CHINES)."

    Então, meu caro, não houve desestatização, mas sim uma "nova estatização". Por definição.

    "tirar a propriedade de um estado pra dar pra outro estado não é o mesmo que escolher entre a espada e a faca?"

    Obviamente.

    "O Mesmo não poderia ocorrer com o Brasil caso privatizasse suas estatais e ser compradas por outros paises?"

    Sim. E é por isso que a única maneira certa de se privatizar é essa descrita neste artigo.
  • Renan Merlin  11/07/2016 22:01
    Mas não entregou, foi leilão. Seria o mesmo que um governo estrangeiro por exemplo comprar sua casa porque esse governo pagou melhor
  • Thames  11/07/2016 22:25
    Sim, é por isso que fazer leilão é algo totalmente anti-libertário. Antes de mais nada, por que deveriam os políticos e os burocratas ganhar dinheiro com a venda de ativos que nunca foram deles, e que foram construídos com o dinheiro de trabalhadores?

    Desestatizações deveriam seguir o princípio clássico da apropriação original: o ativo é de quem trabalhou nele e de quem financiou (compulsoriamente ou não) sua construção.

    No mais, quando há um leilão comandado pelo estado, é claro que dará merda (como, aliás, tudo que o estado comanda). Na mais benéfica das hipóteses, ele vai privilegiar seus empresários de estimação. Na pior, ele vai fazer cagada pura e simples (como tudo aquilo que o estado faz).
  • Amonino  12/07/2016 02:56
    A desestatização não seria, também, conduzida pelo governo?

    Como seria a forma de homestading? Cada contribuinte do Brasil receberia uma fatia acionária? Os funcionários receberiam uma fatia maior? As diretorias continuariam sendo as indicadas?

    O estado conseguiria conduzir tal processo sem privilegiar seus preferidos?
  • Ricardo Bordin  12/07/2016 22:43
    Da série "ajudando a mudar a mentalidade tacanha de nosso povo", explico a polêmica em torno do suposto monopólio do UFC nos esportes de luta, e mostro como isso ajuda a entender a relação entre Estados e economia:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/07/12/o-monopolio-do-mma/
  • Emerson Luís  04/09/2016 13:24

    Sim, o progresso tecnológico permitirá que populações pobres adquiram maior autonomia.

    Porém, a questão mais importante é se haverá ampliação da liberdade econômica e da aplicação de outros princípios liberais e conservadores. Os Estados sempre recusam-se a diminuir e sempre tendem a crescer, obstruindo o desenvolvimento e causando empobrecimento.

    Como já disseram, quanto mais o keynesianismo [e o marxismo] fracassam, mais eles ressurgem.

    * * *


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