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Liberalismo e cristianismo

Religião e liberdade — poucos assuntos são mais controversos entre os libertários da atualidade.

Pelo menos quatro posições podem ser distinguidas.

Uma posição bem conhecida diz que religião e liberdade são esferas distintas, separadas e hermeticamente fechadas uma para a outra, sendo que qualquer ponto de contato que porventura tenha havido entre elas ao longo da história foi algo puramente acidental.

Uma segunda posição, também bastante difundida, afirma que religião e liberdade são absolutamente antagônicas.  Os defensores dessa tese veem na religião o inimigo mais implacável da liberdade individual, um inimigo da humanidade pior até mesmo do que o estado.

Uma terceira posição sustenta que religião e liberdade são complementares — de um lado, homens devotos facilitam o funcionamento de uma sociedade com um governo mínimo ou até mesmo sem governo; e, de outro, a liberdade política facilita a vida religiosa que cada um decidiu seguir.

Finalmente, alguns pensadores defendem uma quarta posição: que a religião — e, em particular, a fé cristã — é fundamental para a liberdade individual, tanto em termos históricos quanto em nível conceitual.

Em nossa cultura inteiramente secularizada, a terceira posição é tida como ousada e a quarta, como insolente.  Entretanto, sou da crença de que, hoje, ambas são verdadeiras, e que, enquanto a terceira é uma declaração superficial da verdade, a quarta vai à raiz da questão.  Quando ainda era um pagão intervencionista, descobri as verdades da teoria política libertária e, com o tempo, comecei a compreender que a luz dessas verdades era apenas um reflexo da luz abrangente e eterna que irradia de Deus através de Seu Filho e do Espírito Santo.  Essa compreensão tem sido um processo lento, e eu não saberia hoje dizer quando e onde tudo vai terminar.  Mas eu posso apontar precisamente as circunstâncias de seu início.  Eu posso apontar o escritor que me mostrou essa luz.

No início de minha carreira acadêmica, tive a boa sorte e o privilégio de traduzir, para meu idioma pátrio, o magnífico ensaio de Ralph Raico sobre a história do liberalismo alemão.  Esse livro mostra brilhantemente as virtudes de seu autor — sua erudição, sua perspicácia, sua retidão e sua coragem.  Para mim, foi algo surpreendentemente revelador.  O livro acabava com os mal-entendidos em relação aos principais protagonistas.  Em particular, Friedrich Naumann, um homem de imerecida fama libertária, foi expelido do panteão dos defensores da liberdade, ao passo que Eugen Richter, hoje praticamente desconhecido, foi elevado ao seu lugar de direito como o mais notável líder do decadente partido da liberdade alemão.  Ralph Raico explica que os liberais alemães fracassaram principalmente porque, em algum momento, eles começaram a errar o alvo de seus ataques.  Ao invés de se opor ao estado, eles começaram a ver a religião organizada como o principal inimigo.  Eles apoiaram as repressivas leis criadas pelo chanceler Bismarck para travar uma guerra cultural contra a Igreja Católica.

Um exemplo característico foi o de Rudolf Virchow, um cirurgião, professor e líder do partido liberal, que demonstrava em relação à religião exatamente a mesma atitude arrogante e ignorante demonstrada pela cultura intelectual moderna, e particularmente pelo movimento libertário moderno.  O livro de Ralph Raico realçou as linhas de continuidade entre os Virchows de todas as épocas e o Iluminismo francês.  Os escritos completamente anticlericais de Voltaire, Rousseau, Didérot, d'Alembert, Helvétius e de vários outros aparentes defensores da liberdade individual e oponentes da opressão criaram uma cultura liberal no continente europeu na qual o antagonismo entre fé e liberdade era algo admitido como certo e inquestionável.  Como consequência, as pessoas religiosas tornaram-se perpetuamente receosas quanto ao liberalismo.  Parecia que o indivíduo tinha obrigatoriamente de fazer uma escolha entre duas opções mutuamente excludentes: ou religião ou liberdade.

Entretanto, o professor Raico também enfatiza que havia uma outra tradição dentro do pensamento liberal clássico, uma que reconhecia a interdependência entre religião e liberdade.  Essa tradição incluía mais notavelmente os três grandes pensadores sobre os quais o professor Raico escreveu em sua tese de doutorado de 1970, na qual ele explicava como o pensamento político do protestante Benjamin Constant e dos católicos Alexis de Tocqueville e Lord Acton advinha de suas convicções religiosas.

Essa obra foi reimpressa pelo Ludwig von Mises Institute para todas as pessoas de boa vontade.  No início do século XXI, ela não perdeu sua atualidade e importância como ferramenta para um reentendimento da história do liberalismo.  Saúdo sua publicação e prevejo que ela vá abrir muitos outros olhos para essa importante questão.



autor

Jörg Guido Hülsmann
é membro sênior do Mises Institute e autor de Mises: The Last Knight of Liberalism e e The Ethics of Money Production.  Ele leciona na França, na Université d'Angers.


  • CR  16/09/2010 09:50
    O liberalismo surgiu para livrar os ingleses do subjugo romano. Quatro séculos ainda não foram suficientes para livrar as consciências do formidável embuste que Constantino arquitetou.
  • Marcelo Boz  16/09/2010 11:09
    Meu caro CR,\r
    \r
    É falsa a versão de que o Imperador Constantino tenha criado a Igreja Católica.\r
    Ele apenas encerrou 300 anos de perseguição de Roma aos cristãos; reconheceu o que já existia. \r
    \r
    Veja como esses argumentos são refutados, atestando a existencia da Igreja Católica bem antes de Constantino:\r
    \r
    www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=papa&artigo=20061214204802&lang=bra\r
    \r
    Também eu e, acho que muitos dos demais aqui, podemos discordar que o liberalismo tenha surgido como uma resposta antagonica ao catolicismo.\r
  • Cristiano  16/09/2010 12:18
    Excelente artigo, essa tradição precisa ser resgatada.
  • Ubiratan Iorio  16/09/2010 13:40
    Muito bom este artigo. As origens do liberalismo estão, como Chafuen e Woods demonstraram, nos pós-escolásticos, ou seja, na tradição católica. A liberdade que o liberalismo propugna é uma das liberdades que integram o conceito católico de liberdade. É a "liberdade de" ou liberdade exterior, enquanto a doutrina da Igreja defende a "liberdade interior". Não há qualquer conflito entre liberalismo e catolicismo, pelo contrário.
  • anônimo  16/09/2010 14:04
    o comentário do CR confirma que o ódio à religião é uma irracionalidade típica também dos liberais brasileiros.
  • Maurício  16/09/2010 15:04
    Olá, professor Iorio.\r
    \r
    O senhor poderia falar um pouco sobre o liberalismo e o Rerum Novarum?\r
    \r
    Abraços,\r
    \r
    Maurício
  • Patrick   16/09/2010 15:53
    Tem muitos liberais e libertários brasileiros que deveriam ler esse livro
  • CR  16/09/2010 15:53
    Ora, anônimo, citei a Revolução Gloriosa, que não derramou um pingo de sangue. Quem tinha ódio eram justamenten os cristãos, a começar por Constantino, seu inventor, cruzando as cruzadas, tocando na fogueira as bruxas e Giordano Bruno, e servindo de anteparo político a Napoleão, e a Mussolini. Religião vem de religar. Quem desligou? E porque Deus demorou 4 milhões de anos para resstabelecer a ligação, através do aclamado Salvador? Seria apenas para substituir o sabre do Império Romano pelo amor do novo Império? Pois digo-lhe: o néscio é pior do que o malvado, porque este satisfeito as veses descansa. Aquele, jamais.
    A questão não é de fé. É de conhecimento. Por isso que nasceu a Enciclopédia.
  • CR  16/09/2010 16:19
    Prezado Marcelo,
    Grato por sua atenção e registro. Francamente, não pode haver mair aberração do que essa estória. Segundo Eusébio de Cesaréia, o primeiro historiador da igreja cristã, falecido em 341, foi o próprio imperador CONSTANTINO, O Grande, quem lhe confessou ter tido as duas visões que o convenceram de que um personagem intitulado Cristo o escolhera para missões extraordinárias.CONSTANTINO foi o idealizador da Cruz. Também a ele coube designar a Páscoa para ser celebrada no domingo seguinte ao plenilúnio após o equinócio da primavera. O problema maior era de que modo conciliar a divindade de Jesus Cristo com o dogma preferencial de um único DEUS.
    E assim se despachou o credo das trezentas sumidades, o ícone romano.
    Em seguida, o Santo Padre CONSTANTINO mandou matar seu próprio filho CRISPUS, sufocou a mulher FAUSTA num banho sobreaquecido, mandou Estrangular o marido de sua irmã, e chicotear até à morte o filho de sua irmã.
    FLAVIA IULIA HELENA, também conhecida como SANTA HELENA, HELENA AUGUSTA ou HELENA DE CONSTANTINOPLA (250 - 330) foi a primeira mulher de CONSTÃNCIO I CLORO, e mãe do Imperador CONSTANTINO, O GRANDE. Foi ela que descobriu toda a vida de JESUS CRISTO, isso mais de trezentos anos depois da famosa cruxificação. Numa das escavações feitas no alto do Gólgota, em busca do sepulcro onde o corpo de Cristo teria sido colocado findo o suplício, ela encontrou três antigas cruzes, bem próximas umas das outras. A augusta mãe sentiu-se então redimida. De alguma forma ela supôs que tal graça era sinal de que os crimes do filho estavam perdoados. E assim, resultado de batalhas vencidas, de crimes seguidos de arrependimentos, o cristianismo se afirmou como religião oficial do império romano e de parte considerável do mundo.A riqueza da região foi drenada em avalanche às construções públicas de objetivos militares, mas a pérola seria a famosa Basílica de Santa Sofia - nome grego remetente à sabedoria de usar as duas pernas platônicas para manter o povo no garrote.
    O Império Romano assim tunado duraria quase o triplo do original, constantemente reforçado por legislação positivada, na qual se sobressaiu JUSTINIANO, o pai da codificação, nada mais nada menos do que progenitor do Estado Leviathan.
    Hoje o carma é do tamanho do mundo, a ponto de confundir até mesmo os mais esclarecidos.
    Beleza de doutrina, ainda mais da prática, e como exemplo - o que mais poderia ser melhor?
  • Henrique Sebastiao  22/08/2018 00:28
    Que grande tolice! No tempo de Constantino, o Papa era Melcíades, o 32º Sumo Pontífice da Igreja depois de São Pedro. Assim, não há como se afirmar que Constantino seja o fundador da Igreja de Cristo, que desde o início sempre foi Católica (que quer dizer 'universal', isto é, não restrita a um grupo escolhido, mas aberta a todos os povos e nações) desde o tempo dos Apóstolos; ele apenas deu liberdade aos cristãos, que obviamente já existiam desde o século I, acabando com mais de dois séculos e meio de perseguição e martírios.

    Veja, por exemplo, o conteúdo da Carta de Santo Inácio de Antioquia aos Esmirnenses (que viveu do ano 67 até 110), a qual, escrita nos primeiríssimos anos do cristianismo, antes mesmo da canonização da Bíblia (e séculos antes de Constantino), já denomina a verdadeira Igreja de Cristo como Católica.

    www.ofielcatolico.com.br/2001/02/a-igreja-catolica-foi-fundada-por.html
  • Donald Stewart Jr  16/09/2010 17:43
    Deixei expresso em "O que é liberalismo": As idéias corporativas tiveram grande aceitação: receberam apoio da Encíclica Papal Quadragésimo Anno, de 1931, influenciaram decisivamente a doutrina do partido nazista alemão e de inúmeros outros movimentos fascistas em diversos países. No Brasil, foi notória a sua influência na década de 30, durante a ditadura de Getúlio Vargas.
  • anônimo  16/09/2010 20:40
    Caro CR,\r
    \r
    Com todo respeito, o senhor embolou o meio de campo todo.\r
    Para que toda essa explicação extensa para refutar a minha afirmação de que Constantino não fundou igreja alguma?\r
    Muito bem, apresente tal documentação histórica que o catolicismo tenha sido fundado por Constantino.\r
    \r
    Muitos protestantes me dizem assim: Foi Constantino que fundou a Igreja Católica através do famoso Edito de Milão.\r
    - Muito bem, me traga aqui esse "famoso" Edito. - Respondou eu.\r
    A maioria faz como aqueles meninos que apertam a campainha e saem correndo. Outros tentam se entrincheirar em textos da Bíblia dizendo que tudo tem que ser bíblico (sola escritura), para a partir deste "porto seguro" voltar ao ataque.\r
    - Ué, não foi voce que nos veio com estudo da história além do texto bíblico? Lhes pergunto.\r
    \r
    Foi só um exemplo. \r
    Deixemos os protestantes de lado, pois percebo que o senhor me parece ser um ateu.\r
    \r
    Porém, volto a cobrar do senhor dados históricos e documentação sobre essa tal igreja cristã fundada pelo Imperador Constantino. \r
    \r
    Sobre a queda do Imperio Romano, Mises explica claramente que foi uma hiper-inflação.\r
    \r
    E ainda o senhor nos dá a entender que a veneração da cruz começou com Constantino.\r
    Isso é um engano, pois nos próprios trextos bíblicos os apóstolos já nos mostram que essa veneração já se dava entre eles: "Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo" (Gl 6.14). \r
    \r
    Os estudo de patrística atesta a veneração dos primeiros cristão à cruz.\r
    \r
    Tertuliano (? 200) atesta:\r
    "Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessa ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz" (De corona militis 3).\r
    \r
    Latâncio (início do séc. IV) apresenta: o Senhor quis recobrir com a sua morte extremamente dolorosa e ignominiosa, toda modalidade de morte que os homens possam experimentar; saibam todos que Deus feito homem já atravessou e santificou todas as angústias que afetam os homens (Instituições IV, 26), e abracem a sua cruz com ânimo confiante e esperançoso; quem padece com Cristo, ressuscitará com Cristo.\r
    \r
    S. Hipólito de Roma (?235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III:\r
    "Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar" (Tradição dos Apóstolos 42).\r
    \r
    Veja, isso antes de Constantino.
  • CR  16/09/2010 22:07
    Senhor anônimo,
    Grato pelo respeito. Curioso o senhor se valer do anonimato, para defender tão batido ideal. Creio não estar muito seguro, talvez da tese, ou de agradar. É uma pena, pois poderia tornar minhas palavras adequadas à sua origem, pelo menos, a fim de melhor entendimento. Bem, não quero aqui lhe julgar. Isso é coisa de cristão. Aristóteles enfatizou a importância da ética, mas o que ela representaria para os papas de Florença? Apraz-me discorrer sobre esses tabús gnoseológicos, que de lógicos só tem o interesse dos seus introdutores, claro, e de conhecimento só serve como rastro de engano. A espiritualidade monástica é teocêntrica; portanto, totalitarista. Não por nada Bachelard enfatiza a necessidade do corte epistemológico, a fim de que não teimemos pensar sermos o centro do Universo, ou seja, o centro da atenção celestial. Essas falsidades obrigo-me a elencá-las, porquanto todos sofremos com o festival de embustes, e tapeações. Desde a adolescência adoro puxar saia de travesti, não para ver suas pernas, mas para ver sua cara rubra calada estupefata. Mantenho os instantâneos tudo aqui nos meus arquivos, de modo que me é trivial espelhar infinidade de indícios. Provas? Mas isto não é tribunal, nem sala de aula. É apenas uma tentativa de fazer as pessoas pensarem por si, em vez de serem meras repetidoras da microonda de Athenas. Mas se tudo isso não servir de fato, talvez tenha mesmo que rogar a Deus para iluminar os insensatos.
    Mises fez uma obra louvável, por isso tem minha presença, mas repara a estátua pelo ângulo de sua disciplina, apenas. O Império Romano caiu como caem todos mos impérios. Ninguém gosta de ser submetido:
    "Com o surgimento dos imperadores romanos o curso dos tempos se torna ainda mais tormentoso e os homens interiormente ainda mais inquietos e angustiados. E chegamos então a um ponto, verdadeira e secularmente crítico, de profunda decadência, quando, subitamente, aparece a figura de Cristo, anunciando-se como a luz do inundo, a ressurreição e a vida. O Cristianismo, ainda jovem, entra em cena e aos poucos arranca, à Filosofia, a direção do homem.HIRSCHEBERGER, Johannes, História da Filosofia na Antiguidade."
    Quem inventou a cruz, na verdade nem foi Constantino, embora seu historiador, e não eu, se refira. O crápula apenas adaptou a sugestão do projetista:
    Se o justo aparecer na terra, será açoitado, atormentado, posto em cadeias, cegado de ambos os olhos, e, finalmente, depois de todos os martírios, pregado numa cruz, para chegar á compreensão que o importante neste mundo não é o ser justo, mas parecê-lo.
    PLATÃO, República: 361
    Dos "autores" elencados talvez algum tenha merecido alguma citação, mas essas fontes só surgiram por Constantinopla, que mantinha a sete chaves o mapa de Platão. Ademais, repare que pelas datas é perfeitamente cabível ser invenção da Madre Santa Helena, já bem identificada supra. E para completar, ganharam Plotino, e Santo Agostinho, esses sim os verdadeiros escritores bíblicos, flagrante pelo estilo dialético imprimnido no livro.
    Desenvolvido por Plotino (205/270) no início do século IV, em meio à decadência do Império Romano, o neoplatonismo tornou-se uma das mais importantes correntes filosóficas da época e foi a última contribuição do pensamento grego à filosofia Ocidental. O neopitagorismo, que sobrevivera desde o século -IV como um modo de vida verdadeiramente religioso, também acabou por se fundir com o neoplatonismo.
    www.greciantiga.org

    Os séculos IV e V, em que Agostinho vive, são uma época em que a filosofia, talvez com exceção do neoplatonismo de Plotino, perdeu a confiança na razão. Cabe então a Agostinho restaurar a certeza da razão, e isso, paradoxalmente, por meio da fé.
    ABRÃO, B.: 98
    "A surpreendente conjuntura fez com que a ação de Constantino pela Palestina tivesse uma repercussão histórico-universal que se estendeu por muitos séculos." (BURCKHARDT, J.- Die Zeit Constantinus des Grossen , 1853,
    Certamente o pioneiro cristão não tomou conhecimento, sequer, dos 10 Mandamentos. Nem ele, nem a corporação que formnu. Matar era com essa turma mesmo. Vai ver, era para abreviar a ida aos céus do pessoal.
    Mas o pior, o decisivo para a civilização foi a presunção socrática, a separação do corpo da alma, esta entendida divina, aquele mundano, fato que propiciou uma civilização completamente esquizofrênica, cujo maior mérito foi constituído por dezenas de genocídios pelo mundo afora, e inúmeras personalidades desse modo vil entubadas, em especial a plêiade de "cientistas" em cartaz até o incício do XX.
    Desculpe se fui longe demais. Para maratonista, algumas léguas equivale a dança de salão. Se entender que algo mereça maior aprofundamento, devo manter em meu site duas ou tres dúzias referentes a esses episódios aqui discutidos, bem como posso lhe enviar diretamnente maiores dados, a fim de não cansar nossos demais colegas pesquisadores com este assunto tão enfadonho, como surreal.
  • Angelo Viacava  17/09/2010 06:20
    Tá, tudo muito lindo, mas cristianosmo e liberalismo se somam ou se anulam?
  • Angelo Noel  17/09/2010 08:36
    Chará,
    eu acredito que eles são independentes. Não acho que um ateu ou agnóstico credite menos importância a liberdade que um cristão, pelo simples fato de ela estar diretamente relacionada a nossa condição humana, sendo o cidadão ubandista ou judeu. Claro que o cristianismo em sua doutrina tem grandes ligações com o liberalismo, não havendo anulação, mas não necessariamente se soma ao liberalismo.
  • Anônimo 2  17/09/2010 14:00
    "A espiritualidade monástica é teocêntrica; portanto, totalitarista." Mas essa espiritualidade é radicalmente contra a coação!\r
    Leia alguns livros de catecismo antigões para entender isto mais a fundo.
  • Carlos Alexandre  17/09/2010 14:54
    Alguém consegue entender alguma frase, pelo menos, de CR?\r
    \r
    Alguém já chegou a captar algum sentido, alguma idéia? \r
    \r
    Eu não leio mais o que ele escreve, porque me sinto um idiota tentando conferir \r
    \r
    seriedade a algo que não é sério...
  • Marcelo Boz  17/09/2010 19:43
    " CR
    Senhor anônimo,
    Grato pelo respeito. Curioso o senhor se valer do anonimato, para defender tão batido ideal. "

    Desculpe-me, fui eu que lhe respondi, e esqueci de por o meu nome.
    Não tenho costume de por mensagens neste site como anonimo.

    Quanto ao caso em questão, eu lhe cobrei uma fonte válida para a sua afirmação, de que a Igreja Católica foi criada por Constantino. O senhor nos veio com divagações e opiniões proprias, e nada mais. Aponte-me os textos em que Constantino criou uma Igreja, qualquer que seja.

    Além disso o senhor disse: "Dos "autores" elencados talvez algum tenha merecido alguma citação, mas essas fontes só surgiram por Constantinopla, que mantinha a sete chaves o mapa de Platão. Ademais, repare que pelas datas é perfeitamente cabível ser invenção da Madre Santa Helena, já bem identificada supra."

    Caramba! Essa Madre Helena era uma conspiradora mesmo, hein? Ela forjou todos os textos dos cristão primitivos! Que coisa!

    E... pela datas?
    Meu senhor, veja a disparidade entre as datas dos textos que eu citei, e a data em que Constantino ascendeu ao poder. É mais que uma geração! Mais que um tempo de vida útil! Essa senhora nem havia nascido.

    Fora isso, existem textos de cristãos mais antigos ainda, que já chamavam a Igreja de Católica desde os primeiros anos da era cristã.

    "
    1. Já Santo Inácio de Antioquia, que foi contemporâneo dos Apóstolos, pois nasceu mais ou menos no ano 35 da era cristã e, segundo Eusébio de Cesaréia no seu Chrónicon, foi bispo de Antioquia, entre os anos 70 e 107, já Santo Inácio nos fala abertamente da Igreja Católica, na sua Epístola aos Esmirnenses: "Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a IGREJA CATÓLICA" (Epístola aos Esmirnenses c 8, 2).
    2. Outro contemporâneo dos Apóstolos foi São Policarpo, bispo de Esmirna, que nasceu no ano 69 e foi discípulo de São João Evangelista. : "A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a todas as paróquias da IGREJA SANTA E CATÓLICA em todo o mundo".
    2º Século d. C.
    3. O Fragmento Muratoriano que é uma lista feita no segundo século, dos livros do Cânon do Novo Testamento fala em livros apócrifos que "não podem ser recebidos na IGREJA CATÓLICA".
    4. São Clemente de Alexandria séc II: "só há uma Igreja antiga e é a IGREJA CATÓLICA. "
    3º Século d.C em diante.
    5. No século III, Firmiliano, bispo de Capadócia, diz assim: "Há uma só esposa de Cristo que é a IGREJA CATÓLICA"
    6. São Frutuoso, martirizado no ano 259, diz: "é necessário que eu tenha em mente a IGREJA CATÓLICA, difundida desde o Oriente até o Ocidente".
    7. Lactâncio, ano 300, diz: "Só a IGREJA CATÓLICA é que conserva o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; do qual se alguém sair, está privado da esperança de vida e salvação eterna" .
    8. São Paciano de Barcelona (morto no ano 392): "Cristão é o meu nome; CATÓLICO, o sobrenome" .
    Fonte(s):
    9. São Cirilo de Jerusalém ( séc. IV) "onde está a IGREJA CATÓLICA; este é o NOME PRÓPRIO desta SANTA MÃE de todos nós, que é também a ESPOSA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO".
    10. Santo Agostinho (do séc V) dizia: "CATÓLICA, é chamada não só pelos seus, mas também por todos os seus inimigos".

    "

    Isso foi um copy/paste do que eu tenho em meu pc, mas tem muita mais nos escritos dos primeiros cristão, é só buscar.

    Não discuto mais com o senhor.
    Encerro aqui.


  • CR  18/09/2010 18:03
    Sapere audi.
  • Aff  18/09/2010 19:17
    Sempre que um assunto fala sobre religião... é ela que prevalece, perceberam? chega a ser cômico como conseguiram voltar aquela velha estória 'da religião verdadeira'... e mais blá blá blá\r
    \r
    Pois eu digo qual é: o Cristianismo.(ponto final!)\r
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  18/09/2010 20:19
    Prezada equipe do IMB\r
    \r
    Inicialmente devo ressaltar que este é outro ótimo texto do Instituto pois fala da posição da religião junto a liberdade individual, tema que é pouco visto aqui.\r
    \r
    Concordo inteirmante com a quarta posição, pois a religião, especialmente o cristã, é fundamental na manutenção da liberdade individual.\r
    \r
    Frise-se que a origem da Escola Austriáca esta vinculada a figuras religiosas espanholas.\r
    \r
    Tanto é verdade que a religião cristã é importante para a liberdade individual que os ditadores mais totalitários do secúlo passado como Hitler e Mussolini odiavam o cristianismo.\r
    \r
    Todos os regimes comunistas abolem a religião cristã da vida privada de seus escravos.\r
    \r
    No livro "Fascismo de Esquerda", cujo nome do autor eu me esqueci, o fascismo é definido como uma religião política baseada no estatismo. Veja a que ponto chega a loucura humana pois existem pessoas que defende que o Estado subtitua Deus na vida dos outros.\r
    \r
    O motivo que leva a tradição cristã a ser um obstáculo intranspónivel para o Estado total é que ela defende em seus dogmas duas instituições, o casamento e a família tradicional, que afastam a lealdade das pessoas a classe política.\r
    \r
    O próprio Mises defende a família como instrumento de manutenção da liberdade individual, cujo texto já foi publicado pelo IMB\r
    \r
    Assim, faço um apelo ao IMB que traga mais deste tema nos próximos textos.\r
    \r
    Abraços\r
  • anônimo  18/09/2010 20:23
    os argumentos estão aí, os antirreligiosos que os leiam. (infelizmente, não é o que costumam fazer...)
  • Angelo Viacava  18/09/2010 22:37
    O que significa liberal? É antônimo de conservador? Porque um conservador é favorável aos costumes tradicionais, à família e à propriedade. Agora os liberais também o são? A religião cristã não é a negação do mundo (consumo e prazer, carnais e imediatos) em favor da poupança (a glória e a vida eterna depois da morte terrena)? Quando se traduz a expressão liberal, qual sentido possui? É o abandono das tradições e dos costumes? Ou apenas a liberdade individual posta em prática, sem a mão do estatismo a guiá-la? Falta, a meu ver, precisão no sentido da palavra liberal em muitos textos. Em inglês não resta dúvida de que liberal é um esquerdista favorável ao intervencionismo estatal no seio da siciedade, na economia, na religião, em tudo destruindo a liberdade; mas em português, o que significa? Liberal é snônimo de progresso e conservador de atraso, mesmo que se queira dizer que não. Sei que não é tão simples, porém é o que se vê e ouve no cotidiano. Poderiam apontar um liberal no Brasil hoje? E um conservador? Quem seriam estes estereótipos?
  • Ger  20/09/2010 15:53
    www.youtube.com/watch?v=LekjObI7tJo&feature=related
  • Renato Souza  20/09/2010 16:02
    Professor Iorio, fazendo coro ao Maurício: seria bem-vindo mais palavras suas sobre a abordagem das Encíclicas e da Escolástica quanto à 'Liberdade'!\r
    \r
    Sdçs,\r
    \r
    Renato Souza.
  • Geovane   23/09/2010 10:48
    "Tanto é verdade que a religião cristã é importante para a liberdade individual que os ditadores mais totalitários do secúlo passado como Hitler e Mussolini odiavam o cristianismo."

    Hitler era Ateu?

    ceticismo.net/religiao/grandes-mentiras-religiosas/hitler-era-ateu/

  • Angelo Noel  23/09/2010 12:25
    Geovane,

    ateísmo não é ódio ao cristianismo ou qualquer outra religião. É a grosso modo, descrença em entidades superiores que estão longe do alcance da compreensão humana.

    O ódio é por sua conta...
  • anônimo  23/09/2010 15:49
    A única coisa que me deixa mais exasperado que cristãos reclamando para a "sua" religião a distinção de ter "fundado" o liberalismo são ateístas militantes dizendo que cristianismo e liberalismo são incompatíveis.

    É estranho, embaraçoso ouvir libertários que são cristãos dizerem que o cristianismo, e em particular o catolicismo, é uma teologia que fundamentalmente apóia a idéia de cooperação pacífica baseada em direitos de propriedade, quando uma breve olhada na Bíblia mostra atrocidades anti-liberais de fazer cair o queixo, e quando andam por aí muito mais cristãos estatistas do que cristãos libertários, e quando a doutrina católica pode ser dobrada para suportar bizarrices como a "teologia da libertação". A pessoa pode dizer que essas são aberrações que divergem da "verdadeira" doutrina, que esta deve surgir após análise e reflexão com a ajuda dos filósofos clássicos do cristianismo, mas ao dizer isso ela não está sendo diferente, em qualidade, dos "interpretadores" estatistas. Ela apenas está focando mais em certos aspectos da doutrina do que outros. Além disso, quando alguém subordina seu respeito à propriedade e liberdado ao seu entendimento da vontade de Deus, a impressão dada é que o libertarianismo dessa pessoa está balanceado precariamente em opiniões teológicas que podem mudar junto com as delicadas balanças da fé. E por último, é triste ver cristãos dizendo que o libertarismo ateu/agnóstico é "incompleto"; implicando que os seguidores dessa vertente são, no fundo, crianças com um pensamento superficial (por enquanto não se atreveram a atacar Rothbard); dizendo que o libertarianismo ateu não tem esperança de vitória, pois não tem a vantagem de estar cosmicamente certo (www.lewrockwell.com/murphy/murphy164.html ; chorei quando vi que Bob Murphy é capaz de escrever uma coisa dessas); ou, no extremo da birutice, dizendo que libertários ateus são parte de "conspiração comunista mundial", tentando "minar as bases da civilização judaico-cristã" - ver Olavo de Carvalho vs. Rodrigo Constantino, lá por 2007 ou 2008.

    Com tudo isso dito, é óbvio que cada um pode acreditar no que quiser. Só me parece uma arrogância bem grande da parte dos cristãos quererem fincar a bandeira da sua fé no liberalismo. Se para você o libertarianismo não faz sentido sem Deus, muito bem, fé no Senhor e abaixo o Estado. Mas isso é a SUA posição pessoal e íntima. Os cristãos libertários já aceitaram que o repúdio a males como a "usura" e o "egoísmo" não tem lugar na ciência econômica; seria um grande passo se aceitassem também que é possível defender a liberdade individual sem acreditar no livre-arbítrio como dom divino do homem.

    Por outro lado, existem sim libertários que adotam a posição Revolução Francesa: a religião organizada é inimiga da liberdade e deve ser combatida. Mas creio ser seguro dizer que esses têm uma posição muito pouco defensável. Como, dentro da teoria libertária, alguém pode intervir em uma associação puramente voluntária? Só dizendo que a Igreja se trata de uma fraude, e que os crentes estão sendo enganados - e mesmo sendo o caso, ainda dentro da teoria libertária, os crentes deveriam mudar de opinião eles mesmos antes de acusarem a Igreja de tal coisa. Por isso, e por não terem o suporte maciço da tradição religiosa, esses "libertários jacobinos" não têm muita voz por aqui.
  • Geovane  23/09/2010 15:51
    Angelo Noel,

    Não entendi, só quis mostrar que Hitler não era Ateu. Leu o link?

    ceticismo.net/religiao/grandes-mentiras-religiosas/hitler-era-ateu/

    Não tenho ódio de nada amigo.
  • Getulio Malveira  23/09/2010 18:10
    Não gostaria de bancar o advocatus diaboli e, inda menos, ofender a fé (qualquer que ela seja) de nenhum dos participantes do debate ou leitores do Instituto. Entretanto, uma vez que o texto não apresenta nenhum argumento válido para sustentar sua posição, acredito-me no direito de afirmar que se trata de uma comovente, mas infundada, confissão de fé. A terceira posição mencionada não é, como afirma o texto, "uma declaração superficial da verdade". Sem nenhuma demonstração, ela não pode ser dita verdade a não como uma confissão religiosa. O mesmo não se pode dizer da primeira posição que, por respeitar o princípio de economia lógica (navalha de Ockam) e o racionalmente saudável agnosticismo crítico (kantiano) contra todo tipo de dogmatismo, deve, com direito, ser tomada como hipótese inicial da colocação do problema. Poder-se-ia até mesmo afirma que a primeira posição é apodídica, uma vez que pode ser reduzida a uma tautologia: "duas coisas diversas (religião e ação individual sob liberdade) encontram-se em esferas distintas da condição humana". Ora, aqueles que afirma que essas duas coisas são antagônicas ou, pelo contrário, interdependentes, é que devem demonstrar, com raciocínios válidos, sua posição excessiva. Quanto aos argumentos históricos, uma rápida leitura das diversas perspectivas éticas engendradas pelo pensamento grego antigo, portanto pagão, se não demonstra a origem grega de nossa concepção de liberdade individual, serve ao menos para trazer a luz a falácia post hoc que afirma a origem judaico-cristã. "Sobre o que não se pode falar, é melhor calar-se", disse Wittgenstein. Do mesmo modo, embora conficto da inexistências das entidades mencionadas na mitologia judaica e em sua variante cristã, modestamente declaro não ver contradição entre qualquer fé individual e a liberdade individual, mas também nenhuma dependência. Dessa relação afirmo apenas: a liberdade individual é condição da fé individual e da idéia de salvação cristão, mas a idéia de salvação individual do cristianismo não é pressuposto da idéia de liberdade individual.
  • Johnny Jonathan  06/07/2012 23:19
    Eu parei de ler quando ele falou em "uma declaração superficial da verdade".

    Essa idéia é errada:

    "Finalmente, alguns pensadores defendem uma quarta posição: que a religião — e, em particular, a fé cristã — é fundamental para a liberdade individual, tanto em termos históricos quanto em nível conceitual."
    Tanto quanto a 1 e a 2.


    Essa ideia de que a Cristianismo tem o monopólio do desenvolvimento dos conceitos de liberdade é sem fundamento nenhum.
    Ou que precisamos ser religiosos pra encontrar a liberdade.
    (foi isso que entendi, não sei se é o que ta afirmando)

    Eu mesmo li aqui que na China tinha um tal de Taoísmo que também tinha o viés da liberdade.


    www.youtube.com/watch?v=uCnIKEOtbfc&feature=youtu.be&a

    Esse vídeo fala de como na história da humanidade se procurou direitos de liberdade até chegar nos direitos humanos.

    (alguns desses "direitos" vão contra a liberdade, mas foi uma carta pra agradar todo mundo... no entanto, ela veio meio descendente dos Direitos Naturais, algo que estar dentro tanto quanto da lógica básica e quanto da religião)
  • Angelo Noel  24/09/2010 09:18
    Geovane,

    replicando o comentário onde no final diz: "...Hitler e Mussolini odiavam o cristianismo", e logo em seguida, questionando de forma interrogativo-negativa se Hitler era ateu, me pareceu uma tentativa de sua parte de demonstrar algum tipo de aversão ao cristianismo, que como se sabe, é uma sentimento muito comum nesse "universo ateísta", mesmo não sendo o postulado básico do pensamento.
    Acho realmente empobrecedor á qualquer doutrina, construir debates em alicerces sentimentais de maneira depreciativa. E é o que infelizmente vem ocorrendo: encontrar maneiras de achincalhar a opnião alheia relegando o discurso racional e embasado ao léu.
    Pelo visto, foi apenas um mal entendido.
  • Geovane  24/09/2010 18:55
    Angelo,

    Realmente um mal entendido. Concordo com o que você postou.

    Abraço.
  • Carlos Santos  24/09/2010 21:36
    Nunca pensei a respeito sobre se os valores cristãos estão de acordo ou não com os ideais do liberalismo. Digamos que sou ateu por causa dos dinossauros... Mas é difícil negar que o compromisso com a honestidade, o "sim é sim, não é não" dos cristãos, contribui para um bom funcionamento do sistema capitalista, pois há o compromisso de se jogar conforme as regras e nunca fazer uso da fraude ou do engano.
  • CR  08/04/2011 19:46
    Supra alertei sobre os genocídios, apontando o maior motivo. A Lenda de Orfeu, a possibilidade da alma se desprender intacta do corpo para viajar à utopia de São Pedro, metafísica que engolfou o primata Sócrates, e inúmeros seguidores, ontem ocasionou a chacina de Realengo. Eis ao que leva a obssessão religiosa, capaz de supor o impossível, apenas o imaginário, ômega cujo alfa hoje em dia vem ardilosamente introjetado pela TV, atingindo, dessarte, um efeito atômico jamais experimentado. As últimas palavras do psicopata dono da fé inabalável, como todo esquizofrênico, foram encontradas em seu bolso:
    "Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida.
    Já tem, aos montes, não só seguidores, como policiais e os melhores pastores evangélicos lhe acompanhando: A Record é a única rede de TV aberta que está sempre presente na cena do crime. (Correio do Povo, 8/8/2010)
    O infeliz esperava retornar incólume, até purificado pelo temível mundo subterrâneo de Hades, estória aplicada por Pitágoras, este sim, o grande arquiteto do Universo, pero, imaginário par excellence, cuja inspiração serviu a bondosa Santa Helena e seu fraternal filho Constantino engolfarem uma civilização inteira, por incrível, até hoje. A inabalável fé introjetada no psicopata indicava que era possível, sim, ressuscitar. "Dizei-me uma só palavra e minha alma será salva"! Maior imbecilidade jamais verei. Eternidade? Existe sim. Ela compreende todos os tempos - passados e vindouros. Portanto, todos já estamos nela. Impossível escapar.
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/07/2014 21:40

    O cristianismo baseia-se no valor incondicional do indivíduo e na responsabilidade de cada um, o que pressupõe liberdade: só pode ser responsável quem é livre para escolher. A filosofia liberal é a secularização desses pressupostos.

    Não é imprescindível ser cristão para ser liberal. Mas para ser liberal é imprescindível defender estes e outros princípios, ainda que apenas na sua forma secularizada.

    E quem afirma ser cristão, mas não respeita a dignidade e a liberdade alheia, precisa rever os seus conceitos. Mas respeitar não é concordar nem abster-se de criticar o que considera errado.

    * * *
  • André Vinícius  03/11/2018 18:07
    Perfeito, parabéns pelo comentário!

    É bem simples de entender, mas no artigo parece que há uma grande dificuldade nisso, para a fé cristã é puramente contráditório e quebra a mesma no meio dizer que a para optar signifca "perder a liberdade".

    Uma coisa é você criticar a atuação da Igreja e catolicismo no passado outra é o Cristianismo.
  • Guilherme Silveira A. Santos  08/11/2019 00:18
    Liberalismo e cristianismo são conceitos totalmente incompatíveis entre si. A fim de defender a liberdade, temos que nos opor frontalmente a todas as formas de religião, seja o cristianismo ou o taoísmo. Por ora, deixo aqui a recomendação da leitura dos seguintes ateus: Madaalyn O'Hair, Christopher Hitchens, H.L.Mencken, George Orwell, Ayn Rand, Demócrito e George H. Smith.

    Não deixem de acessar também sites como National Secular Society e Ayn Rand Institute.


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