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Ciro, Dilma, Bolsonaro e a Petrobras
O tabelamento de preços rejuvenesce à medida que se esquecem as experiências passadas

Somente neste ano de 2021, a gasolina e o diesel subiram mais de 50%. Isso é muito mais que a inflação oficial (IPCA), que subiu 8,2% até outubro

A turma das soluções mágicas, que nunca tira férias, já elencou os culpados e quer controle de preços. Como de costume por aqui, a prescrição predileta para resolver problemas sociais é uma marreta na mão de um burocrata.

O tabelamento é um zumbi: esporte nacional nos anos 1980, acreditava-se morto desde meados dos anos 1990, mas segue vivo nos corações… e comendo o cérebro de muitos. Não deixa de ser uma coincidência cômica que a palavra "zombie" tenha entrado na língua inglesa no famoso livro de Robert Southey, History of Brazil (História do Brasil).

Recentemente, o eterno presidenciável Ciro Gomes propôs, em seu Twitter, que a Petrobras deva cobrar apenas o custo de produção dos combustíveis adicionado de um lucro razoável — a seu critério, claro (a "tabela Ciro"). 

Já a Frente Única dos Petroleiros joga a culpa dos aumentos na gestão bolsonarista da Petrobras. O Senado Federal, por sua vez, quer ouvir Paulo Guedes e a Petrobras sobre os aumentos, e já estuda um projeto de um senador petista para marretar os preços.

As críticas são concentradas na política da Petrobras de acompanhar os preços internacionais, seguindo aproximadamente o princípio do PPI, preço de paridade de importação

A realidade

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a triste realidade é que a Petrobras não é autossuficiente. Ela precisa importar gasolina e diesel. 

O Brasil produz 2,9 milhões de barris de petróleo por dia. Isso, com efeito, seria mais que o suficiente para o consumo de derivados no país. No entanto, extrair petróleo é uma coisa; refiná-lo e transformá-lo em gasolina e diesel é outra muito diferente. 

Para virar gasolina e diesel, o petróleo precisa passar por uma refinaria. E a capacidade de refino do Brasil é muito menor do que a demanda por diesel e gasolina.

Mas piora. As refinarias da Petrobras em operação no país foram projetadas para trabalhar com óleo leve, fácil de refinar, vindo da Arábia Saudita (que era a nossa fonte quando éramos grandes importadores de petróleo). O petróleo extraído aqui no país é difícil de ser refinado.

Consequentemente, não há magica: é necessário importar diesel e gasolina

E a cotação do diesel e da gasolina é determinada no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólares, para o mundo inteiro. Para conseguir importar, a Petrobras troca reais por dólares, efetua a importação e revende aqui dentro em reais (pois nossa moeda corrente é o real). 

O preço final, portanto, depende do preço da gasolina em dólares e do preço do dólar em real.

Este ano, a gasolina e o diesel subiram no mercado internacional mais de 80%, em dólares. E o real se desvalorizou — consequência da nossa expansão monetária e da adoção de juros reais negativos em reposta à Covid-19. 

O resultado é a atual dor nas bombas.

Eis a evolução do preço de um litro de gasolina, em reais, no mercado de commodities:

gasprice.png

Gráfico 1: evolução do preço, em reais, de um litro de gasolina no mercado internacional de commodities

Este é o preço que a Petrobras, que não é autossuficiente, paga para importar gasolina. Não tem como escapar disso. O mundo não vai vender gasolina mais barata exclusivamente para o Brasil.

Ademais, a Petrobras não abastece inteiramente o mercado interno. Importadores privados fazem o serviço. Eles são cruciais para o pleno abastecimento. O fato de haver gasolina e diesel disponíveis em todos os postos do Brasil, independentemente da localização, se deve exatamente ao fato de que há importadores privados de diesel e gasolina, que se arriscam e colocam seu capital em jogo para ajudar a suprir o país.

Sendo assim, se a Petrobras passar a vender gasolina abaixo dos preços de mercado, os importadores privados irão à falência e, consequentemente, faltará gasolina no mercado interno. É realmente simples assim.

O Brasil só será autossuficiente — ou seja, não terá de importar — quando possuir um parque de refino que satisfaça nossa demanda e, ao mesmo tempo, possua instalações modernas o bastante para lidar com qualquer tipo de petróleo.

Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal). E a iniciativa privada só irá entrar neste ramo — que é extremamente custoso e voltado para o longo prazo — se tiver liberdade para definir o preço do diesel e da gasolina que produzirem (como acontece em qualquer atividade econômica). 

Mas se o governo controlar os preços da Petrobras — como querem políticos, sindicatos e até mesmo boa parte da mídia —, quem irá se arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? 

Quem irá comprar refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras)? 

Isso inviabilizaria todo o empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos e deixando este mercado ainda mais ineficiente.

Portanto, nossa almejada autossuficiência, que depende inteiramente do aumento da nossa capacidade de refino, só será alcançada sob governos que não tentem interferir nos preços dos combustíveis.

Outras consequências do controle de preços

Já vimos este filme. No governo Dilma, a Petrobras foi a vender para as distribuidoras gasolina e diesel abaixo do preço pelo qual foram importados. A empresa teve de queimar seu patrimônio para manter esta política. Na prática, a empresa pagava para produzir. 

Obviamente, ela só fez isso porque era estatal. Nenhuma empresa normal poderia se dar a este luxo. Como consequência, o preço de suas ações, que havia chegado a R$ 44 em 2008, caiu para R$ 4 ao fim de 2015.

No total, a estatal teve um prejuízo de R$ 180 bilhões. E este prejuízo se deveu exclusivamente ao fato de ter sido obrigada a produzir com preços congelados. Petrolão, Pasadena e outras mutretas não entram na conta. A coisa foi tão escabrosa que até mesmo Lula veio a público reconhecer o erro, algo totalmente atípico.

A correção deste descalabro exigiu preços maiores nas bombas, para refazer o caixa e o patrimônio da estatal. O governo — começando no segundo mandato de Dilma, e continuando sob Temer — teve, por algum tempo, de elevar os preços dos combustíveis para valores maiores que o da paridade internacional, com o próprio presidente da Petrobras vindo a público para afirmar explicitamente que a política tinha o intuito de refazer o caixa da empresa. 

Apenas mais uma consequência não-intencionada do intervencionismo.

Hoje, se a turma do tabelamento ganhar o debate, os problemas serão bem mais graves do que os prejuízos na Petrobras e as consequentes ações judiciais dos acionistas minoritários (o governo possui apenas 37% da companhia). Se os preços forem tabelados abaixo da paridade de importação, uma das duas consequências negativas ocorrerá: 

a) faltará combustível, pois o importador não terá razão para comprar mais caro lá fora e vender mais barato aqui; 

b) o preço ao consumidor irá manter alto, viabilizando a importação, mas a Petrobras ficará no prejuízo. E o consumidor terá benefício nenhum.

Para concluir

Assim como na década de 1970, o petróleo tem subido ao redor do por conta de políticas inflacionárias do Fed. Mais dólares na economia, maior o preço em dólar das commodities.

Aqui no Brasil sofremos adicionalmente, com a política monetária ultra-expansionista do Banco Central, que gerou desvalorização do real.

Revogar a lei de oferta e demanda nunca funcionou. Desde que trocou o presidente da Petrobras, Bolsonaro não esconde sua vontade de tabelar os preços. "Nós estamos tentando buscar maneiras de mudar a lei, porque não é justo você viver num país que paga tudo em reais, é praticamente autossuficiente em petróleo e tem o preço do seu combustível atrelado ao dólar", declarou em live recente.

Trata-se de uma "dilmice". Só que, parodiando a indigitada, quem ganhar ou quem perder não vai ganhar nem perder. Vai todo mundo perder.



autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • anônimo  17/11/2021 18:38
    O povo brasileiro precisa parar de cair em conversas moles de que o petróleo é dele e da casa do caralho. Precisa parar de se iludir com esses discursos nacionalistas de que o estado precisa "cuidar dos setores estratégicos" que orgulhariam Josef Stalin. E precisa parar de achar que uma agência que funciona pior que os Correios como a ANP irá garantir qualidade da mijolina com 27% de lixonol.

  • Marcelo  22/11/2021 11:22
    Simples assim, mas a desinformação da grande "mérdia" só faz deixar o brasileiro cada dia mais ignorante.
    Aliás, quanto mais ignorante é um povo, menos percebe o tamanho da sua estultícia.
    Daí o papel da grande mídia nacional: "o papel da grande mídia é só o de encobrir os grandes crimes."
    Essa conceituação da grande mídia é do filósofo Olavo de Carvalho.
  • anônimo  22/11/2021 19:33
    Além do grupo Globo, Estado de SP e Folha de SP (UOL), outros grupos (Record, Band, SBT, Editora 3 (revista Isto É) , Jovem Pan, CNN Brasil) podem ser considerados grande mídia ?

    Pergunta séria, sem sarcasmos.
  • Vladimir  22/11/2021 20:10
    Sim, todos estes. Perceba que todos, sem exceção, defendem políticos. Varia apenas se tais políticos estão ou não no poder.
  • Geraldo  17/11/2021 18:41
    Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

    Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

    E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

    Isso, e apenas isso, já resolveria 100% dos problemas.

    Quero ver qual político vai assumir essa bandeira.
  • Rodrigo  17/11/2021 19:03
    É um bom ponto. Mas a realidade é que a maioria é realmente ignorante, e por isso é contra política monetária austera (pensam que isso "causa desemprego"), contra a privatização da Petrobras e contra a liberação da exploração e refino por qualquer empresa ("o petróleo é nosso!").

    Junte a isso políticos populistas e bons de lábia ... um abraço.

    Logo elas têm o que merecem.

    E não, não se trata de dizer que tais pessoas apenas "foram enganadas" por anos de lavagem cerebral fornecidos pela escola, pela mídia e por toda a sociedade. Isso não é desculpa. Pessoas inteligentes não acreditam em mentiras mesmo que essas mentiras sejam repetidas ad nauseum.

    No final, ser um libertário e esperar um comportamento racional das pessoas é como ser uma pessoa normal e esperar que um chimpanzé se comporte de forma civilizada e aprenda a ler e escrever.
  • Eduardo  17/11/2021 19:12
    A maioria das pessoas que se beneficia com todo esse arranjo são infinitamente mais inteligentes que você, que eu e que todos nós juntos. Principalmente os políticos e seus asseclas. Estes são os que mais ganham. Eles defendem tudo isso em causa própria.

    Vide o próprio PT. Enquanto assaltava a Petrobras, ele se tornou o maior e mais poderoso partido da América Latina. Financiou toda a esquerda latino-americana. Só foi apeado do poder porque a equipe econômica da Dilma — ao contrário da do Lula — adotou o ultra-keynesianismo modo turbo e ferrou com o povo.

    Paradoxalmente, foi Keynes quem nos salvou.

    Portanto, pare de querer que o povão se mobilize contra isso. O povão tem mais o que fazer. Isso é papel de pessoas inteligentes e bem articuladas, como você.
  • Rodolfo Dias de Alvarenga  18/11/2021 14:47
    "No final, ser um libertário e esperar um comportamento racional das pessoas é como ser uma pessoa normal e esperar que um chimpanzé se comporte de forma civilizada e aprenda a ler e escrever."

    Essa foi a melhor definição que já li sobre ser a favor da liberdade, a favor de empresas privadas, e extremamente contra governos!
  • Felipe  17/11/2021 20:07
    É realmente interessante.

    Mas, dado que no ano passado teve gente se dizendo liberal e dentro do governo achando o máximo aquela SELIC de 2 %, eu não sei o quão diferente seria isso entre a população, ainda que um pipoqueiro provavelmente sabe mais de Economia do que um graduado em uma faculdade de Economia.

    Isso sim é um tabu a ser quebrado.
  • Lucas  17/11/2021 23:07
    Por que ninguém protesta para exigir que o Banco Central entregue moeda forte? Por que ninguém faz um movimento exigindo congelamento da base monetária (este, sim, é um congelamento que funciona!)?

    Porque moeda forte é ruim para a indústria nacional e causa desemprego.

    Por que ninguém sai às ruas exigindo IPCA baixo (o que requer juros reais positivos)?

    Porque inflação é igual a febre: muito alta é ruim, mas muito baixa também o é.

    E por que ninguém agita para isentar petrolíferas para virem aqui construir refinarias?

    Petrolíferas estrangeiras? Nananinanão! O petróleo é nosso e nenhuma empresa de fora tem o direito de vir aqui explorar as riquezas de nosso subsolo!



    (Sim, estou sendo irônico)
  • AGB  18/11/2021 19:18
    Suponho que o sr. queira dizer que inflação é semelhante a temperatura corporal: muito alta é ruim, muito baixa também. Febre muito baixa não existe.
  • Lucas  18/11/2021 22:46
    Suponho que o sr. queira dizer que inflação é semelhante a temperatura corporal: muito alta é ruim, muito baixa também. Febre muito baixa não existe.

    Correto!
  • Magno  17/11/2021 19:22
    Curiosidade: nos EUA você pode comprar tudo na bomba, gasolina pura, gasolina com até 10% de etanol, E20, E50, E85, etc...

    Confiram:

    sdcorn.s3.amazonaws.com/legacy-content/sdcornblog/uploads/2013/05/photo.jpg

    Tem também postos que vendem "racing fuel" com 100 octanas (sem etanol, com chumbo, apesar de ser baixo teor). E essa idiotice de "aditivada" não existe lá, todas gasolinas mais caras tem performance melhor e não só detergente:

    drivetofive.files.wordpress.com/2014/09/100_octane.jpg

    E muitos donos da carros antigos usam Avgas (100LL), por ser mais parecida com as gasolinas de antigamente, pela fórmula ser fixa e não mudar e por ter maior shelf life.

    Em relação aos EUA, que possuem uma genuína livre concorrência no setor de combustíveis, somos como ym supermercado soviético: aqui temos preços absurdos, de um fornecedor só, com pouca variedade.
  • Richard  22/11/2021 15:49
    Bom, pela primeira vez na história o Brasil (apesar de um lixo) está melhor que os EUA hahaha...
    Aquele país já era, o 'woke' já destruiu e está terminando de bater a terra por cima do caixão daquele país.
  • Wellington  17/11/2021 19:29
    Embora não sejam os culpados, vale ressaltar que, assim como os setores de companhias aéreas e bancário, o setor de distribuidoras de petro-derivados tem cada vez ficado mais concentrado em meia dúzia de empresas, redundando em menos rivalidade nos setores. E aí eles repassam instantaneamente 100% dos ajustes da Petrobras.

    E "coincidentemente" esse fenômeno se intensificou com o advento das agências reguladoras, após 2001/2002.

    Faz uns vinte anos existiam, por exemplo, Atlantic, Texaco, Agip, Esso, Forza e ALE. Todas essas distribuidoras foram compradas por outras distribuidoras e mudaram de bandeira.

    Por exemplo, a BR comprou a Agip e a Forza.

    A Texaco foi comprada pela Ultrapar, que controla a Ipiranga.

    A Ultrapar comprou também a ALE.

    E a Esso foi para a Shell.

    No setor bancário e aéreo, várias empresas foram embora ou extintas/incorporadas pelos concorrentes.

    Quando você fecha o mercado via agências reguladoras e praticamente proíbe tanto a concorrência de estrangeiros quanto o surgimento de pequenos concorrentes nacionais, fusões e aquisições se tornam algo extremamente lucrativo. O problema é fazer as vacas entenderem que quem causa isso são justamente as regulações.

    Houvesse livre concorrência no setor de postos, não teria essa moleza de repassarem imediatamente, e integralmente, todos os aumentos da Petrobras.
  • Bernardo  17/11/2021 19:53
    Para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) se submeter a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança para abrir uma refinaria. O esquema é todo montado justamente para coibir a concorrência à Petrobras. Sempre foi assim (pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso).

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    5) E, no final, tendo vencido tudo isso, o governo pode vir e decretar congelamento de preços. Ou até mesmo pode encampar e estatizar suas instalações. Aí você simplesmente perdeu tudo.
  • Régis  17/11/2021 22:13
    Cá pra nós: com o movimento ambientalista cada vez mais radical, com a já quase completa criminalização dos veículos com motores de combustão interna, e com a moda delirante dos veículos elétricos, investir em prospecção e refino de petróleo é pedir para perder dinheiro.

    O cara vai fazer um investimento de longo prazo em algo que poderá ser proibido no futuro. Tem que ser louco.

    A realidade será cada vez menos oferta de combustíveis fosseis e preços cada vez maiores.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  17/11/2021 23:54
    E ao proibir o consumo de algo, ele destrói um setor e pode aplicar sua expansão monetária (TMM) à vontade.
  • Ex-microempresario  17/11/2021 20:09
    Só um detalhe:

    Fala-se por aí que nosso petróleo e ruim e nossas refinarias não conseguem refiná-lo.

    Já foi verdade décadas atrás. Hoje é o contrário.

    As refinarias da Petrobrás foram adaptadas para refinar o petróleo pesado das bacias de Campos e Santos, que estão no final da vida útil.

    O óleo do pré-sal é leve e de ótima qualidade. Seria um desperdício usá-lo aqui, então a Petrobrás exporta esse óleo mais caro e compra óleo pesado mais barato.

    Cotações de hoje:
    Texas WTI : 78,40
    Brent : 80,46
    Lula : 83,20
  • Rodrigo  17/11/2021 20:21
    O Brasil hoje exporta petróelo e importa os derivados (refinados).Nos últimos 20 anos, os governantes investiram algo de 30 bilhões na Maranhão Premium, que nada produz! Investiram mais de 50 bilhões na Abreu Lima, que trabalha só com 20% de sua capacidade, pois além da roubalheira gritante que ocorreu, os corruptos ainda "compraram" maquinário de refino que não serve para o petróleo enviado para lá!

    Fora o escandaloso roubo de Pasadena...

    No esqueleto do COMPERJ foram gastos outros 50 bilhões para nada produzir até hoje!

    Resumo: 4 refinarias que, se não tivessem ocorridos assaltos monstruosos, hoje o Brasil não exportaria petróleo cru e importaria derivados, estaria explorando e refinando a preço de Real.

    Mas vamos voltar com os antigos ladroes que agora eles vão resolver...
  • Ex-microempresario  18/11/2021 14:30
    Quem falou em "voltar aos antigos"? Aliás, quem falou em política?
  • Realista  17/11/2021 20:24
    Cara, o problema nem sequer é capacidade de refino, mas sim a qualidade do petróleo extraído em nossa localização geográfica. Não há nada que se possa fazer quanto a isso. A qualidade do petróleo brasileiro é ruim e nenhuma mágica mudará isso. É custoso refiná-lo (precisa de planta, equipamento e processo industrial específico) e os "yields" dos derivados de alto valor agregado(gasolina, diesel) são menores comparados a média dos outros petróleos.
  • Ex-microempresario  18/11/2021 14:33
    Não.

    O petróleo da bacia de Campos era ruim, e nossas refinarias foram adaptadas para usá-lo, muitos anos atrás.

    Hoje, a maior parte da nossa produção vem do pré-sal, que é de boa qualidade, tanto que a Petrobrás o exporta, importa petróleo mais barato para refinar aqui, e lucra com a diferença.
  • Felipe  17/11/2021 20:12
    "Para isso, dependemos da iniciativa privada para a construção de novas refinarias (a Petrobrás é dona de 13 das 17 refinarias do Brasil, respondendo por 98% do petróleo refinado, herança de décadas de monopólio legal)."

    Levando-se em conta que nesses últimos anos a Petrobras vendeu algumas refinarias, a Petrobras é dona de quantas agora? Aquela lei petista que impôs regime de partilhas acabou com a indústria de petróleo daqui.

    Os nossos combustíveis poderiam se comportar como nos EUA: se os preços internacionais caem, aqui caem junto. Para isso, terão de fazer bastante coisa em matéria de desregulação. Por exemplo, a gasolina agora deu uma caída em reais. Se esse setor fosse livre, a gente veria gasolina menos cara. Dessa forma, seria mais ou menos o que acontece (em comportamento de preços) nos hortifrutis.
  • Ulysses  17/11/2021 20:18
    Oito estão em processo de venda. Uma vez vendidas, será necessário fazer vultosos investimentos para alterar e melhorar a capacidade do refino.

    Ou seja, ainda vai demorar.
  • anônimo  17/11/2021 20:46
    "Para Mises, a perspectiva
    teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e
    aspirações é racional quando pensada na esfera econômica. Contudo, não entendemos
    como harmonizar o economicismo da Escola Austríaca, representada por Mises e
    Hayek, com o entendimento de que "as massas, as legiões de homens comuns, não
    concebem ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Apenas escolhem entre as ideologias
    elaboradas pelos líderes intelectuais da humanidade" (MISES, 2010ª, 97).
    Se por um lado, nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar
    seus ganhos por ser um ator racional, na esfera política esse mesmo indivíduo faria
    escolhas de líderes sem que a mesma faculdade racional consiga discernir ideias falsas
    das verdadeiras. Por meio do mesmo raciocínio dedutivo, acreditamos que, para Mises,
    os indivíduos, apesar de conseguirem usar sua razão na realização de seus desejos
    e aspirações, são inaptos para a vida política, por não fazerem o uso correto de sua
    razão nas escolhas políticas. Na vida política o individualismo metodológico de Mises
    não enxerga indivíduos, mas a massa, a coletividade, entendida como uma legião de
    homens comuns."Encontrei isso alguém poderia refutar ou contra argumentar?
  • Túlio  17/11/2021 21:58
    É simples. O erro está aqui:

    "A perspectiva teleológica contida na ação humana que leva o homem a realizar seus desejos e aspirações é racional quando pensada na esfera econômica […] nas relações econômicas, o indivíduo consegue maximizar seus ganhos por ser um ator racional".

    A ação humana é proposital, mas não é necessariamente racional quando vista por um observador externo.

    Aquilo que para você pode parecer perfeitamente racional — por exemplo, pagar centenas de reais para ir a um estádio ver um jogo de futebol —, para mim é o ápice da imbecilidade.

    Um sujeito usa cocaína porque, na cabeça dele, aquilo terá mais vantagens do que desvantagens. Já para um observador externo é algo totalmente imbecil.

    Funcionários públicos votam em políticos que lhes prometem benesses e aumentos seguidos. Isso é interesse próprio. Do ponto de vista do indivíduo funcionário público, tal medida é racional. Já um observador externo sabe que aquilo será totalmente nefasto para a economia, e poderá, no fim, acabar piorando o padrão de vida do próprio funça.

    As Forças Armadas venezuelanas apoiaram Chávez e Maduro porque eles lhes prometeram ganhos e poder. Ambos cumpriram, e as forças armadas hoje a instituição mais poderosa da Venezuela, e seus membros são os mais ricos. No entanto, no geral, até mesmo o padrão de vida deles caiu. De nada adianta ser rico estando cercado de miséria e privações.

    Para finalizar, eis o que o próprio Mises escreveu:

    Eis o que o próprio Mises escreveu:

    "Quando aplicados aos objetivos finais da ação, os termos "racional" e "irracional" são inadequados e sem sentido. O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Uma vez que ninguém tem condições de substituir os julgamentos de valor de um indivíduo pelo seu próprio julgamento, é inútil fazer julgamentos dos objetivos e das vontades de outras pessoas.

    Ninguém tem condições de afirmar o que faria outro homem mais feliz ou menos descontente. Aquele que critica está nos informando o que imagina que faria se estivesse no lugar do seu semelhante, ou então está proclamando, com arrogância ditatorial, o comportamento do seu semelhante que lhe seria mais conveniente."
  • Eduardo  17/11/2021 22:08
    Sim, não faz sentido falar em racionalidade ou irracionalidade da ação humana, pois ela é executada sempre objetivando um fim, concebido subjetivamente pelo autor da ação.

    Se tal ação dará certo ou errado, ou mesmo se ela pareceu imbecil a um observador externo, isso é imaterial.

    Só o agente tem a exata noção de quão "irracional" ela foi: no caso, quão distante do fim almejado resultou a ação empreendida.
  • Lionel von Prusse  17/11/2021 21:42
    Excelente artigo. Bem claro e simples. Pelo menos o Bolsonaro reconhece que tabelar/congelar preço não funciona (sempre que fala sobre isso cita a Argentina).
  • Estudando EA  17/11/2021 22:12
    Uma dúvida:

    Os Ciristas argumentam que deve ser alcançada autosuficiencia do Brasil no refino sem depender da iniciativa privada (só com investimentos estatais da Petrobrás). Produção e refino totalmente realizados internamente.

    Para isso, deveríamos ser ingênuos e imaginar que surgiria dinheiro no orçamento para capitalizar a Petrobrás e não haveria corrupção e ineficiência no processo de construção e expansão da capacidade de refino.

    Se esse cenário imaginário de Ciro fosse possível de ser alcançado (extração e refino feitas totalmente pela Petrobrás internamente), os preços dos combustíveis aqui poderiam ser desvinculados da oscilação do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional ?
  • Cearense  17/11/2021 22:17
    Na Noruega é assim.

    Resultado: é simplesmente a gasolina mais cara do mundo.

    www.tnp.no/norway/economy/4724-norway-has-worlds-most-expensive-gasoline

    www.globalpetrolprices.com/Norway/gasoline_prices/
  • Paulo  18/11/2021 00:27
    Se a petrobras passar a fazer preços nacionais(supondo que ela tenha capacidade de refino), haverá consequências não intencionais. Quais seriam, além da obvia redução do lucro dela?
  • Cearense  18/11/2021 01:29
    Exatamente como é na Noruega. Ver acima.
  • Paulo  18/11/2021 04:29
    A Noruega vende a preços locais ou internacionais? Quanto do preço é impostos?

    Alguns países altamente produtivos em petróleo conseguem vender para fora a preço internacional, atendendo a demanda externa, e vender para dentro com preços menores. Se não estou enganado, arábia saudita faz isso.

    É difícil, politicamente, nessas situações, você dizer que o país tem de pagar o preço de 80 dólares
  • Yuri  18/11/2021 01:47
    Se você é o único produtor nacional e tem a eficiência de refinar tudo e atender plenamente todo o mercado interno, então sim, você tem o poder de estipular o preço que quiser.
  • Realista  17/11/2021 22:25
    "Investir em capacidade de refino" não é algo simples, nem barato e muito menos de resultado rápido. É coisa para longuíssimo prazo. Ademais, o problema nem sequer é capacidade de refino, mas sim a qualidade do petróleo extraído em nossa localização geográfica. Não há nada que se possa fazer quanto a isso. A qualidade do petróleo brasileiro é ruim e nenhuma mágica mudará isso. É custoso refiná-lo (precisa de planta, equipamento e processo industrial específico) e os "yields" dos derivados de alto valor agregado(gasolina,diesel) são menores comparados a média dos outros petróleos.

    O problema majoritário é câmbio, e não "capacidade de refino". E câmbio se resolve com juros, política monetária e política fiscal.

  • Amante da Lógica  17/11/2021 22:39
    Confesso que seria divertido. Para haver essa efetiva reestatização, a Petrobras teria de recomprar suas ações em bolsa para voltar a ter o controle majoritário (não só das ações ordinárias, mas de todas).

    E fazer isso, adivinha só!, teria um custo exorbitante.

    Aí, além de a empresa ter de desembolsar uma fortuna para recomprar suas ações -- o que a deixaria completamente descapitalizada -- ela ainda teria de vender combustíveis a um preço menor do que importou (sim, pois a capacidade de refino total não surgiria magicamente da noite para o dia).

    Mais ainda: vendendo a preço abaixo de custo e tendo de recomprar ações, exatamente de onde virá o capital para a empresa investir em refino de ponto, a ponto de alcançar a autossuficiência de um país continental?

    Ainda mais impressionante do que ver político mentindo na cara dura, é constatar como esses caras têm um passe-livre da imprensa, que apenas repercute suas falas, sem qualquer crítica.
  • Estudando EA  18/11/2021 02:04
    Pensando com a cabeça de Ciro: O dinheiro pra recomprar as ações viria do Tesouro nacional ou BNDES. E o tesouro arranjaria dinheiro com aumento e criação de tributos.
    Infelizmente é assim que ele pensa (imposto sobre grandes fortunas/patrimônios, novas faixas de alíquotas de IRPF para as rendas maiores (além dos 27,5%), tributação de dividendos, extinção de isenções tributárias, etc.)

    Ou seja, jogaria a conta para o "contribuinte" mais rico, que teoricamente teria condições de pagar.

    Para os Ciristas, planejar a autosuficiencia seria algo de longo prazo mesmo e precisaria de aportes do tesouro/BNDES.

    E finalmente com total capacidade de produção e refino o pobre brasileiro não seria refém dos especuladores gananciosos que jogam com o preço do petróleo e do dólar.

    Convivo com vários Ciristas no trabalho diariamente. É triste, mas a mentalidade deles é essa.

    Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar?

    Obs: Seria ótimo se o Leandro Roque pudesse ajudar nessa
  • Leandro  18/11/2021 03:02
    "E finalmente com total capacidade de produção e refino o pobre brasileiro não seria refém dos especuladores gananciosos que jogam com o preço do petróleo e do dólar."

    Os "especuladores gananciosos" foram os mesmos que jogaram o barril para US$ 20 em abril de 2020. Ninguém ficou com dó das petrolíferas.

    Aliás, o barril custava US$ 150 em julho de 2008. Hoje custa US$ 80. Os especuladores por acaso ficaram menos gananciosos?

    Por fim: o preço é válido para absolutamente todo o mundo. Todos os países do mundo pagam o mesmo preço, em dólares, pelo barril. Achar que "especuladores gananciosos" estão juntos para ferrar apenas o brasileiro é uma mistura paradoxal de delírio megalomaníaco com ignorância provinciana.

    "Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar?"

    De certa forma, o Brasil é auto-suficiente em alimentos, especialmente carne, soja, milho, café e açúcar. E aí?

    Entenda: a única economia realmente fechada é a do mundo (não dá para um planeta comercializar com outro planeta). Fora isso, os mercados são abertos entre os países (felizmente). Sendo assim, se há um mercado internacional disposto a pagar US$ 100 por um produto 100% produzido aqui, o que você acha que os produtores farão? Irão vender para o populacho aqui, a preços baixinhos e em reais, ou irão vender para os estrangeiros, que pagam caro e em dólares?

    No final, o preço vigente para qualquer mercadoria negociada mundialmente sempre será o preço pago pelo mercado mundial.

    Portanto, ainda que fossemos totalmente autossuficientes, o produto seria vendido para quem pagasse mais. Se o preço do mercado de commodities for maior que o nacional, toda a produção será escoada para fora. Seria total irracionalidade econômica não fazê-lo.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  18/11/2021 14:03
    "Só fico com essa dúvida: com produção e refino totalmente nacional, seria possível deixar o preço imune a cotação internacional do petróleo e do dólar"?

    Diretamente não. Mas se você estimular ou parar de atrapalhar a produção nacional, de qualquer coisa, você aumenta a oferta de bens e serviços, com isso fazendo com que sua moeda (o reeca) se valorize, pois você compraria mais gasolina e outros bens e serviços com a mesma quantidade de dinheiro.

    Você tem então que estimular a produção nacional, o aumento da oferta de gasolina nacional sem manipulações. Teríamos gasolina barata pela boa oferta de gasolina e moeda forte, não pelo amortecimento dos preços internacionais.
  • Felipe  18/11/2021 02:29
    Já que o Brasil precisa importar petróleo refinado (que vai incluir coisas como gasolina), mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria? Para quem não sabe, em 2019 mais de 65,8 % do petróleo refinado importado é dos Estados Unidos.

    Curiosamente, na Bolívia, os recursos naturais como o gás natural, ao contrário daqui do Brasil, não são nacionalizados. Aqui no Brasil até o fóssil é da União (houve um recente caso de um fóssil brasileiro que foi contrabandeado para a Alemanha).
  • Leandro  18/11/2021 03:02
    "mudaria algo se o Brasil diversificasse e importasse mais do produto de países produtores como Equador, Arábia Saudita e Nigéria?"

    Não. Trata-se de uma commodity internacional, cujo preço é determinado no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço, em dólar, para todo o mundo. Não tem essa de "preço especial" para o Brasil.

    Até porque, se o Brasil barganhar, jogar charme e pedir um desconto, os produtores irão simplesmente vender para outro país que pague o preço vigente no mercado de commodities.


    P.S.: o único caso de um país produtor cujo governante vendia petróleo baratinho para outro país era o da Venezuela em relação a Cuba. O arranjo final não ficou lá muito invejável…
  • Felipe  18/11/2021 03:19
    O que será que acontecerá quando o dólar americano perder o status de moeda de reserva e troca internacionais?

    Uma solução seria aumentar a produção de petróleo e derivados. Parar de depender dos Estados Unidos e da OPEP. Mas como, se o setor aqui é todo estragado? FHC errou tanto em não ter vendido a Petrobras, quanto em ter criado a ANP.

    Uma outra solução seria fortalecer bastante o real, a ponto de contrabalançar o encarecimento do petróleo em dólar. Mas como, se quando o real começa a se valorizar, o Paulo Guedes fala que dólar caro é bom para o turismo...

    Se fosse bom mesmo para o turismo, então por que o Brasil continua apanhando feio no setor turístico para a Tailândia?
  • cmr  18/11/2021 10:53
    ...então por que o Brasil continua apanhando feio no setor turístico para a Tailândia?

    Deve ser porque o Brasil não tem as "Ladyboys" da Tailândia.

    (ironia)
  • Ciro Guedes  18/11/2021 03:21
    Prezados, e com tudo isso, Afonso Pastore, mais um que não sabe nada de moeda como a turma de Chicago ou alguém com a mesma competência de Gustavo Franco por exemplo?

    A turma da USP é ruim como a da UNICAMP?
  • Paulo  18/11/2021 04:16
    Recentemente ele fez um vídeo com o Marcos Lisboa lançando seu novo livro. Pesquisa rápida no YouTube você encontra. Ele mostrou um estudo onde não encontra nenhuma relação entre câmbio desvalorizado e benefícios a indústria, economia, no geral.

    O quanto isso vai se refletir em uma defesa explícita do real é uma incógnita. Mas é um sinal que não vai defender esse tipo de política. O que é ótimo.

    Inclusive reconheceu o câmbio desvalorizado atual como medida protecionista é criticou isso.(é deixou claro que discorda do Lisboa sobre o cambio)

    Ainda é cedo para dizer, mas parece um excelente sinal
  • Felipe  18/11/2021 14:25
    Vendo essa notícia, eis alguns trechos:

    "[...]O Brasil criou na indústria um protecionismo absolutamente gigantesco, o que gera ineficiência no setor produtivo. O governo não tem de defender só o interesse privado, tem de defender também o interesse da sociedade como um todo. A retórica diz que tem de compensar o custo Brasil, então vamos arrumar um câmbio mais depreciado. O que tem de arrumar é reduzir o custo Brasil, não é depreciar o câmbio."

    O vídeo seria este?

    O que você pensa, Leandro?

    Eu acho que o Bolsonaro tinha que trocar logo esse Guedes.
  • Leandro  18/11/2021 15:11
    O problema é esse: quando estão fora, só como observadores, falam tudo direitinho, criticam o errado e elogiam o certo.

    Porém, tão logo entram para o governo e começam a sofrer assédio dos lobbies, prontamente mudam de discurso e passam a defender coisas que antes criticavam.

    Guedes, quando era colunista da Época, falava tudo direitinho. Tão logo entrou para o governo, saiu defendendo protecionismo, indústria nascente e substituição de importações.

    É por isso que gosto do Gustavo Franco: ele fazia o que era o certo para proteger a moeda, e cantava e andava para as críticas da Fiesp, dos bancos, do setor calçadista ("Seu setor vai acabar", disse ele para um empresário que estava gemendo contra a concorrência dos importados), e do setor agroexportador. Não foi à toa que saiu corrido de lá e foi substituído por um agente do Soros. "O sistema é bruto", já diziam.
  • Felipe  18/11/2021 16:23
    Eles têm pavor de lobbies, uma coisa impressionante.

    Tá faltando gente durona na equipe econômica do Bolsonaro, como foi o Afonso Beviláqua.

    Não há o que fazer, sempre vai ter pressão. Até na Suíça há pressão para desvalorizar o franco suíço. A diferença é a seriedade de quem irá gerir a moeda e as finanças do governo.

    Separatismo seria bom, mas isso está mais longe do que o peso argentino voltar a virar uma moeda forte.
  • Felipe  27/11/2021 17:07
    Apesar dessa fala do Gustavo Franco, na prática o governo FHC depois voltou a aumentar as tarifas de importação. Não aguentaram a pressão?

    De qualquer forma, fosse o Guedes falando com alguém gemendo contra concorrência estrangeira, ele provavelmente falaria "Nós não vamos derrubar a indústria brasileira em nome da abertura comercial".

    Na história do real, vejo o Gustavo Franco, Henrique Meirelles e o Antonio Palocci como os melhores ministros da Economia. E na história do Brasil? Talvez só no período colonial e imperial?
  • Felipe  18/11/2021 12:36
    Pelo jeito é. Ele foi presidente do BCB entre 1983 e 1985. O cruzeiro estava uma maravilha.

    Vale lembrar que o Guido Mantega é formado na USP.

    O Meirelles não é formado em Economia, mas foi muito melhor do que a maioria dos ministros que eram formados em Economia.

    Se a pessoa for cursar Economia, pelo jeito terá que seguir os conselhos do Leandro.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  18/11/2021 13:41
    E existe alguma universidade brasileira decente? No máximo o ITA e o IME.
  • Anônimo  18/11/2021 11:14
    As refinarias brasileiras estão ultrapassadas, não servem para o petróleo do Pré-Sal. Ao invés de sair vendendo tudo tendo como desculpa a tal "política do desenvestimento", a estatal, que zerou os prejuízos no seu Caixa graças a PPI, deveria aproveitar parte desses lucros para INVESTIR em novas refinarias capazes de lidar com todo tipo de petróleo, isso tornaria o país autos suficiente no recurso energético e baixaria os preços por não ser mais necessário importar.

    Mas como aqui é a Bananalandia, por que a Petrobras se interessaria em investir se ela pode trabalhar com os mesmos preços que os importadores praticam? Pra quê investir para aumentar a oferta de produtos e reduzir os preços dos produtos ao consumidor se a Petrobras está indo bem, vendendo mesmo assim? Dá pra a falta de interesse da estatal em investir no nosso mercado de mais de 200 milhões de consumidores, ela prefere exportar o óleo do Pré-Sal, se pudesse venderia todas as refinarias para ficar só exportando o óleo e seus derivados. Cadê o interesse no nosso mercado? Na verdade acho que nunca existiu.
  • Ex-microempresario  18/11/2021 14:29
    Para investir em novas refinarias, seriam necessárias três coisas, todas elas raras em empresas estatais:
    - Dinheiro sobrando
    - Vontade
    - Competência
  • Anônimo  18/11/2021 17:40
    Então a saída seria a privatização da Petrobras, certo?
  • Gustavo M.  18/11/2021 19:09
    Ainda mais crucial do que privatizar é abrir completamente o mercado para toda e qualquer petrolífera que queira vir. E ainda garantir isenção de impostos.

    Além, é claro, alterar completamente a política monetária.

    Quem vai defender isso?
  • Jhonatan  18/11/2021 17:49
    Dúvida honesta, li que a petrobras apresentou 60 bi em dividendos. Sendo uma empresa parcialmente endividada e necessitando de investimento pro refino, porque esse valor não foi utilizado para pagamento das dívidas e investimento na companhia? Digo, no caixa de uma empresa normal depois de um período de prejuízo e vc volta a ter lucro vc não sai "gastando" todo ele, mas prioriza o pagamento das dívidas e investimentos que a companhia precisa pra se manter ao menos no médio prazo.
  • Trader  18/11/2021 19:08
    Toda empresa de capital aberto é obrigada por lei a pagar pelo menos 25% do seu lucro líquido em dividendos.

    Só para a União foram R$ 23 bilhões.

    valor.globo.com/empresas/noticia/2021/10/28/petrobras-dividendos-de-2021-pagos-a-uniao-chegam-a-r-233-bilhoes.ghtml


    E a empresa ficou de 2014 a 2018 sem pagar nada, por estar praticamente falida.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1947744-petrobras-pode-ficar-mais-um-ano-sem-pagar-dividendos-apos-acordo-nos-eua.shtml

    De resto, nenhuma empresa zera dívida. Com efeito, não existe nenhuma grande empresa sem dívida. Dívida é normal. É por meio de dívida que uma empresa se alavanca e investe. Dívida, podendo, deve ser rolada.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  18/11/2021 23:21
    Dividendo é divisão do lucro proporcional entre os investidores, os acionistas. No ano contábil, você compra ação de uma empresa para ter lucro, senão você não seria empresário. Você pode investir em empresa própria ou comprar uma parte de uma (ação).

    Se uma usar o dinheiro dos investidores somente pra pagar dívida (que a Dilma obrigou a companhia a fazer), ela perde os investidores. E a Petrobrás fica descapitalizada.

    Já usar o dinheiro dos investidores para investimentos é possível, só que a Petrobrás tem problema de ingerência politica. O investidor prefere recolher o dividendo o qual tem direito do que permitir que o dinheiro vá pra financiar essa bazófia. É dinheiro privado que está em jogo.

    Numa empresa tradicional que esteja sem ingerência política e em fase de crescimento, os investidores até gostam de postergar o direito de receber os lucros e que estes vão para os investimentos, pois teoricamente o retorno depois é maior (reinvestir os lucros). Mas uma empresa politizada? O artigo apresentou os malefícios e problemas de se investir numa empresa com ingerência estatal.

    Se não tivesse essa ingerência política, sem estatismo, compensaria ao investidor não receber dividendos esse ano e, ao se investir na empresa, receber muito mais tarde.

    Mas no caso de uma Petrobrás da vida, investidor pode querer receber o dividendo e o guardar, somente pelo risco da ingerência fazê-lo perder dinheiro que é dele.
  • Jhonatan  22/11/2021 20:02
    Agradeço os comentários dos amigos acima, foram bastantes elucidativos. Obrigado por ensinarem!
  • Ciro Guedes  18/11/2021 23:38
    Não sei mexer direito aqui nos comentários, mas obrigado aos colegas que responderam minha pergunta sobre a reputação do Pastore.
  • Felipe  19/11/2021 02:17
    "'Dólar está lá em cima, não tem problema', diz Guedes"

    Eis um trecho:

    "O ministro disse, então, que os estrangeiros terão um 'ganho adicional' ao investir no Brasil por causa da alta do dólar. 'Não tem problema. Quem entrar agora tem uma margem adicional de ganho, porque está entrando com o dólar valorizado', afirmou."

    Alguém tem que colocar um silenciador nele. Sempre que ele abre a boca para falar de dólar, a moeda afunda.

    Será que ele sabe que esses investidores terão prejuízo quando eles trocarem os reais pelos dólares de novo?
  • Gustavo  19/11/2021 03:34
    Ele, pelo visto, ainda não começou a entender nem sequer o básico:

    Aviso ao Ciro Guedes: uma moeda desvalorizada é um ataque direto ao padrão de vida da população
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  19/11/2021 11:38
    ele sabe, mas se faz de desentendido.
    senão ele não compraria dolares
  • YURI SAO CARLENSE  19/11/2021 02:21
    Ciro é tão burro que teria todos os motivos para criticar e apontar o governo como culpado pela alta dos combustíveis.

    O governo atual gerou a desvalorização do real (culpa da política monetária do BC, ausência de reformas, descontrole fiscal, conturbação política gerada muitas vezes desnecessariamente pelo Executivo, que aumenta o risco país).

    Mas ele elegeu o alvo errado e colocou a Petrobrás como culpada pelo problema.
  • Edson  19/11/2021 03:34
    E o mais engraçado é que ele, involuntariamente, está fazendo propaganda pela privatização da Petrobras.

    Já conversei com duas pessoas de classe média-baixa, que mexem com transporte, e que falaram exatamente a mesma coisa: se é para a Petrobras ser assim, então é melhor privatizar.
  • capitalista chinês  19/11/2021 12:30
    Ciro não tem como criticar porque o "plano" de governo dele é fazer exatamente o que Paulo Guedes/Roberto Campos tem feito.
  • Ronaldo Maia  19/11/2021 13:32
    Excelente visão de cenário.

    Como mencionado, a adição do etanol anidro e consequentemente a logística que envolve o processo até a formação do combustível tem forte impacto devido a "obrigação" de adicionar entre 25% (gasolina premium) e 27% (gasolina comum). Uma lei obrigou a tal situação estúpida, quando países mundo a fora realizam a composição em níveis bem mais baixos (7% a 18%).

    1) Revogar e estabelecer um valor a exemplo de 17% não seria uma boa solução, a curto/médio prazo?
    Claro que também teremos que levar em conta que a redução de etanol anidro fará com que os produtores de alcool percam receita, a princípio devido ao corte na composição do combustível - gasolina, empurraria para baixo o valor do alcool que em tese seria bem mais atraente do que a gasolina nos carros flex, dependendo do cenário e a médio prazo contrabalanceando a perda inicial.

    2) A questão da substituição tributária, que visa "antecipar o recolhimento de imposto e reduzir a sonegação" pois é mais prático fazer o recolhimento em três ou cinco distribuidoras do que em 2000 ou 4200 postos em cada estado, e que gera posteriormente o tabelamento de preços "indireto" pelos governadores através da ideia do preço de pauta final. Creio que a substituição tributária tenha seus benefícios, mas quanto a questão do combustível tornou-se um sistema típico de controle de preços estatizado.
    Afinal, após analise do mercado (dólar, commodity, Petrobras, Etanol, impostos federais, operação de distribuição e revenda), os governadores "sabiamente" estipulam que o combustível deve ser vendido mais ou menos em tal valor, devido a adição de ICMS, ou melhor, o tanto que eles considerarem, gerando a impressão de aumento de ICMS, quando na verdade houve somente a elevação do preço de pauta, que trará assim maior recolhimento sem alterar o valor do ICMS.

    Pergunto, sabendo que retirar o instrumento da substituição tributária poderia ocorrer em sonegação de imposto, entretanto tal retirada e devido recolhimento de impostos somente na venda (bomba) - que retardaria o recolhimentos de impostos - evitaria a estipulação do preço de pauta, o que em tese daria mais flexibilidade para os donos dos postos e para o mercado. Seria essa uma possibilidade?
    Está correto essa linha de pensamento?
  • olavo  19/11/2021 14:52
    E, com a PEC do calote e 'auxílio brasil' do desgoverno, só veremos a situação piorar ainda mais.

    Hiperinflação a gente vê por aqui.
  • olavo  19/11/2021 14:55
    O Paulo Jegues está rindo da nossa cara ao manter o real na situação que está. Rindo e se enriquecendo por meio de sua offshore.
  • Fraude Eleitoral  19/11/2021 20:54
    Como isso, camarada? 85% do dinheiro dele está em reais na bolsa.
  • Julio Heitor Nobrega  19/11/2021 17:07
    Caro Helio Beltrão,

    te dou os parabéns pelo artigo muito bem escrito e claro para qualquer leitor alfabetizado. Agradeço o seu trabalho de divulgador das ideias econômicas liberais que nada mais são do que a aplicação prática das leis morais (leis naturais)
    criadas por nosso Deus.

    Que o Deus de Jesus Cristo, Senhor do universo, te abençoe e um dia, no céu, te recompense pelo esforço desempenhado no Instituto Mises.

    Abraços.
  • Antonio Carlos  20/11/2021 02:57
    HAHAHAHAHA...e dizem que a PETROBRÁS É "NOSSA"!!! É só ver quem está GANHANDO e quem está PAGANDO!

    31,8 BILHÕES...em DIVIDENDOS, não vão pagar UM CENTAVO DE IMPOSTO!

    E o trabalhador cruzando a fronteira para abastecer na ARGENTINA pela METADE DO PREÇO!

    A alegação da Petrobrás é que petróleo é uma commodity e ela tem que praticar, internamente, preços como se todo seu petróleo fosse importado, porque se assim não o fizer, ELA EXPORTA.

    Entretanto, para defender a economia, a Constituição Federal dá ao poder executivo, no caso representado pelo MINISTÉRIO DA ECONOMIA, total liberdade para instituir alíquotas de 4 IMPOSTOS, com efeito imediato na cobrança, são eles: o IOF, o IPI, o imposto sobre produtos importados (II) e o imposto sobre produtos exportados (IE).

    Basta ao governo atuar sobre o IE do petróleo para forçar a Petrobrás a aumentar a oferta interna, bem como praticar preços menores internamente.

    Se a solução é, no papel, simples, está ao alcance do Ministério da Economia e é para o bem de todo o Brasil, por que não é implementado o imposto de exportação sobre o petróleo?

    Aí entram os chamados LOBBIES. Um dos lobbies poderosos hoje é o da ABICOM, a associação que reúne os importadores independentes de combustíveis.

    Ocorre que se o imposto de exportação de petróleo for instituído, a Petrobrás será, como vimos, forçada a ofertar petróleo e seus derivados no mercado interno a preços muito inferiores ao internacional e isso inviabilizaria a importação independente de combustíveis.

    Na verdade, teria o condão de levar à falência os importadores independentes que dependem desta "MAMATA".

  • Gustavo  20/11/2021 04:46
    Interessante. É a primeira vez em minha vida que vejo alguém falar que, no Brasil, lobby de importadores tem poder.

    Nunca vi nenhum lobby de importador no Brasil. Com efeito, se há uma categoria que é totalmente esculachada no Brasil — tanto por políticos quanto pela academia — são os importadores. Eles são tachados de "destruidores de empregos" e "agressores da indústria nacional". Têm poder zero. Desconheço um único politico que faça discurso pró-importadores.

    Lobby de importadores, se existisse, estaria agitando pela apreciação do câmbio e por reduções nas tarifas de importação. E absolutamente nenhum lobby faz isso.

    Essa Abicom é "tão poderosa", que ela nem sequer tem um site decente:

    abicom.org.br/

    E eu realmente gostaria de saber qual é a "mamata" que tem alguém importar gasolina com o dólar a R$ 5,60 e vender a preço menor que isso. Se é tão mamata assim, por que você não entra neste mercado? Você odeia dinheiro?

    Pois é. Você não entra porque sabe que falou abobrinha, e que se trata de um mercado extremamente arriscado.

    Vá fazer algo de útil e agitar para que o Banco Central passe a tratar a moeda com respeito. Ficar agredindo empreendedores (que fornecem bens e serviços) e dando passe livre para burocratas (que é quem realmente nos ferra) é o típico comportamento do gado ignorante que faz perpetuar o reino dos ignaros.

    P.S.: gentileza enviar links comprovando sua acusação contra a Abicom.
  • Bernardo  20/11/2021 04:54
    Enquanto o Antonio Carlos acima diz que tudo dará certo se controlar preços, eis o mundo real (notícia fresquinha de hoje):

    Petrobras diz que não atenderá novamente toda demanda por combustíveis em dezembro

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras não atenderá novamente 100% dos pedidos de distribuidoras por combustíveis em dezembro, em meio à manutenção de um cenário de demanda atípica vista também em novembro, disse a companhia em nota à Reuters após ser consultada.

    A companhia, que opera atualmente seu parque de refino com fator de utilização de aproximadamente 87%, disse ainda que há atualmente dezenas de empresas cadastradas na reguladora do setor ANP aptas para importação de combustíveis e que possuem condições de atender essa demanda adicional.

    "Assim como no mês de novembro, os pedidos de diesel encaminhados pelas distribuidoras para o mês de dezembro foram atípicos e superiores ao mercado esperado para este período", disse a empresa.

    "Após avaliação de disponibilidade, considerando nossa capacidade de produção e oferta, o volume aceito foi inferior aos pedidos recebidos."

    O cenário ocorre enquanto importadoras e distribuidoras de combustíveis têm apontado defasagem nos preços de diesel e gasolina praticados pela Petrobras no mercado interno em relação ao exterior. Isso torna o valor do combustível da estatal mais baixo que o importado, gerando uma escalada de pedidos.

    A Petrobras — responsável por quase 100% da capacidade de produção de derivados do petróleo no Brasil -- vem sendo pressionada por diversos segmentos no país para segurar os valores internos, e reduziu ao longo do ano a periodicidade de reajustes, em busca de evitar volatilidades.

    No entanto, o Brasil não é capaz de suprir a demanda crescente do mercado apenas com produção doméstica e, por isso, depende cada vez mais de importações.

    Nesta semana, o diretor-executivo de Finanças, Compras e RI da Vibra (ex-BR), André Natal, afirmou em teleconferência com analistas que é natural que nesse cenário as companhias busquem conseguir todo o suprimento possível com a Petrobras, completando o restante com importações.

    www.noticiasagricolas.com.br/noticias/petroleo/302956-petrobras-diz-que-nao-atendera-novamente-toda-demanda-por-combustiveis-em-dezembro.html
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  20/11/2021 05:13
    Para o delírio dos estatólatras de plantão aí está:

    diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/samuel-quintela/arrecadacao-do-estado-com-combustiveis-cresce-quase-26-e-uniao-deve-dobrar-valor-em-2021-1.3158203

    P.S.: Com os cofres públicos bem abastecidos, o governo vai poder investir cada vez mais e melhor em "saúde", "educação", "segurança"... Não é fantástico?
  • Trader  20/11/2021 14:15
    É como eu já disse aqui: muito embora seja errado dizer que "a gasolina subiu por causa do ICMS", é um fato matemático que a arrecadação do ICMS aumenta quando o preço da gasolina sobe.

    Neste sentido, governos estaduais têm sim que entrar no jogo.

    Aumentar a arrecadação (e com isso dar aumentos para os nababos do funcionalismo público) simplesmente porque o barril e o câmbio subiram é muito gostoso. Tá na hora dessa gente começar a dar sua "cota de sacrifício".
  • Ex-microempresario  20/11/2021 13:48
    O pateta nem sabe a diferença entre petróleo, gasolina e diesel.

    Se o governo impede a exportação de petróleo via IE e não temos capacidade de refino,quem sabe a Petrobrás vende óleo bruto para o consumidor refinar em casa. Já temos a moda da cerveja artesanal, quem sabe podemos ter a gasolina artesanal.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  20/11/2021 20:46
  • Liberalóide  20/11/2021 21:49
    Galerinha, o que vocês me acreditam que vai acontecer em um eventual novo governo do nine ningers? Há quem diga que a economia vai melhorar mas eu particularmente não consigo imaginar nada muito melhor que estagnação. Mesmo ele estando "na moda" no momento ele não parece ter nem de perto o apoio popular que teve na primeira vez, e fora que a mídia hoje é bem mais descentralizada e plural do que há 20 anos atrás, além disso o Biroliro segue com muito eleitorado mesmo depois de todas as suas cagadas na questão do câmbio e tals. Enfim, o que vocês acham?
  • Anônimo  21/11/2021 16:19
    Acho melhor que o Sérgio Moro ganhe as eleições, é o único candidato com capacidade para liderar o país e restaurar a economia. O cara é honesto e inteligente. O nine e o biroliro são dois pesadelos encarnados.
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  22/11/2021 00:38
    Ele nem sequer estaria aparecendo na mídia se não fosse o fundo eleitoral de 4 bilhões. O PT tem 300 milhões pra gastar, criando a imagem dele que quiser, tudo pago pelo contribuinte trouxa que não fez nada pra impedir essa bazófia.

    E como a propaganda é a alma do negócio , ele tem chance sim de voltar.
  • Bernardo  22/11/2021 00:43
  • Anônimo  22/11/2021 17:10
    Seria melhor para o país se esses dois ficassem fora das eleições e daria muito mais chances para Sérgio Moro crescer nas pesquisas e ganhar.

    Acompanhando os últimos acontecimentos: o Bolzo ainda está sem partido, totalmente perdido e sem saber o que vai fazer, tanto que o vice dele, general Mourão, recentemente falou que pretende concorrer a uma vaga no Senado ou para Governador do Rio de Janeiro, já está pulando fora do barco.
    Lula falou em discurso durante sua turnê na Europa que vai decidir sobre sua candidatura entre Fevereiro e Março do ano que vem, um pouco tarde, não é?

    Parece que você está acertando o que disse sobre os dois extremistas mas sobre Tarcísio eu discordo. Ele ainda está nas sombras de Bolsonaro, se estou bem informado. Acredito em um eventual segundo turno entre Sérgio Moro e Haddad, com o eterno poste do PT levando a pior.

    Deixo aqui a minha sincera opinião. Abraço.
  • anônimo  22/11/2021 19:35
    Mas a pergunta que não quer calar: Quem deveria ser o Ministro da Economia em um eventual governo Moro ?
  • Kennedy  22/11/2021 20:27
    Tomem cuidado ao falar do Moro, porque este site que era e ainda é uma preciosa ilha de conhecimento hoje está parcialmente contaminado na seção de comentários por bolsolibertários. São seres que odeiam políticos e rosnam de raiva contra o estado, mas se doem se qualquer um aqui disser que a candidatura de outro presidenciável é melhor/menos pior do que a de Bolsonaro, e acreditam piamente que ele é uma boa aposta para 2022, sendo que o Bolsonaro economicamente está sendo como um terceiro mandato da Dilma.

    Quanto ao Moro, se for eleito, ele precisará necessariamente fazer um governo economicamente supply-side, caso contrário não vai vingar. Ponto. Se alguém desse instituto puder fazer uma ponte para entrar em contato com o moro, é bom vaciná-lo o quanto antes contra o vírus do câmbio flutuante.
  • Felipe  23/11/2021 00:45
    Moro é esquerdista, pró-lockdown (um dos responsáveis por aquela lei de fevereiro de 2020, que deu autorização para vacinação obrigatória, quarentenas e etc.) e desarmamentista.
  • Anônimo  23/11/2021 10:33
    Não temos outra opção melhor que Moro para a terceira via. Fora dele só tem extremistas.
  • Ygor  22/11/2021 13:36
    Sei que muitos aqui tem hábitos de leitura maiores do que a população em geral, mas nota-se que esquece-se que a maioria da população não tem o mesmo hábito, e isso é um do motivos pelo qual nós somos lentos nos avanços gerais no país.

    Mas a falta de noção da realidade, principalmente a realidade política, é enorme. A boa intenção de melhorias no mercado interno também é latente nos comentários, mas falta o conhecimento de como a política, que gere nossas regras de mercado (infelizmente) funciona.

    O texto diz que o governo atual quer dar uma canetada no combustível. É só acompanhar as lives do PR pra ver que a pressão dele é sobre os impostos estaduais (não vejo a galera aqui falando sobre estes… falta conhecimento político e dá política) Aliás, independente dos erros, é a primeira vez que vejo algum governante pensar em diminuir impostos, principalmente em um momento de crise.

    Gente, só vamos conseguir ter mercado de fato, se tivermos uma política federal, estadual e municipal que apoiem isso, é isso se faz através de votos em pessoas que entendem e querem o mercado. Infelizmente, não há soluções mágicas.
  • Ruben  22/11/2021 18:27
    Colega Ygor, é por isso que devemos parar de acreditar em politicos, a via política é a solução mágica que deve ser combatida com a realidade
  • Imperion turbo nuclear quântico com equio  23/11/2021 00:44
    A teoria da triangulação política diz que o político persegue o poder, porque é melhor que dinheiro. Mas para isso ele tem que estar no tipo da hierarquia , controlando outros dois grupos: os produtivos e os ladrões.

    Os políticos concorrem contra os ladrões, pois estes também tiram a renda dos produtivos, diminuindo seu poder, mas precisam deles pra meter medo nos produtivos, senão estes não entregariam seus bens aos políticos e estes não teriam poder. E não pode dar liberdade demais aos produtivos: devem tratá-los como gado que podem mandar para o abatedouro. Esta é a fonte de seu poder.

    A mídia então entra como fonte de desinformação, pois o poder político é controlar as amarras. Quem controla a mídia tem poder político. 
  • Anônimo  23/11/2021 01:34
    No fim das contas carro elétrico não adianta de nada para resolver o problema ambiental, na verdade, só agrava a situação.

    Além das fábricas poluirem mais para fabricar essas porcarias, antes de fabrica-los as mineradoras poluem nascentes, rios e solo durante a extração do horrível lítio e de outros minerais de propriedades tóxicas que são usados em grande quantidade para fabricar as caríssimas baterias automotivas, puxa, não bastava as baterias comuns que alimentam o sistema elétrico dos veículos com motor que já causam um problema ambiental sério imagine essas baterias grandes e pesadas dessas carroças elétricas.

    Tenho vontade de imprimir esses artigos e notícias pra esfregar na cara desses globalistinhas fru-fru da laia da Greta Thunberg. São falsos ambientalistas a serviço dos cartéis financeiros comandados por tiranos que querem impor outro modo de vida para as sociedades, querem reinventar o capitalismo usando como desculpa o clima.
  • Felipe  23/11/2021 21:53
    "Biden usará reservas de petróleo. Isso afeta preço da gasolina no Brasil?"

    Na manchete, consta que ele quer aumentar a oferta de petróleo para conter a escalada dos preços.

    Vejam o tuíte oficial dele.

    O que será que vai ocorrer?

    De qualquer forma, a gente que mora no Brasil, onde o petróleo e a estatal de petróleo são do povo, vamos continuar tomando no rabo.
  • Trader  24/11/2021 00:35
    Vai piorar a situação. Os países produtores, em especial o Irã, vão retaliar e cortar a produção. Esse corte fará os preços subirem.

    Igualmente, e pelo mesmo motivo, as próprias petrolíferas americanas irão reduzir a produção. Não faz sentido continuar produzindo o mesmo tempo se o governo irá desovar estoques.

    Isso também fará os preços subirem.

    Produção é fluxo; reserva é estoque. Para preços, o que interessa é fluxo e não estoque.

    O governo libera X de reservas; as petroleiras diminuem X+delta na produção. E ainda irão distribuir mais lucro para acionistas com aumento dos preços.

    Economia básica. Mas não se deve esperar que políticos entendam de economia básica.
  • Trader  24/11/2021 15:13
    Avisei...

    www.wsj.com/articles/opec-weighs-shift-in-oil-policy-after-crude-release-11637765371

    Arábia Saudita e Rússia consideram pausar os aumentos planejados na produção de petróleo após os EUA e outros países liberarem petróleo visando a empurrar os preços para baixo
  • Felipe  24/11/2021 17:08
    A desvalorização cambial no Brasil tem que ser interrompida o quanto antes. Quanto mais forte e estável for o real, menos vulneráveis a choques externos estarão os consumidores, produtores e investidores no Brasil.

    O setor energético brasileiro precisa também ser desregulado o máximo possível. Fosse feita uma grande reforma no setor, isso atrairia fartos investimentos estrangeiros e domésticos. E o governo brasileiro deveria ignorar quaisquer pressões ambientalistas, inclusive do International Energy Agency. Além disso, sair do Mercosul e diversificar os parceiros comerciais, incluindo os produtores de petróleo.
  • Analista de Risco  24/11/2021 11:58
    Não vai mudar absolutamente nada.
    Isso é mera cortina de fumaça (para tentar agradar o seu eleitorado).

    Esses 50 milhões de barris perfazem apenas metade do consumo médio diário mundial, ou seja, é completamente irrisório.
  • anônimo  24/11/2021 21:11
    Texto muito bem escrito. Algumas pequenas correções. Petróleo no Brasil é quase todo de origem da Bacia de Santos, pré-sal. Neste caso, petróleo de API próximo de 23, que é considerado leve, com bom rendimento em diesel, GLP, nafta e gasolina. Petróleos mais pesados , como Marlin, Albacora, Jubarte ainda tem participação no elenco conforme a conveniência de produção de derivados. A função objetivo é sempre maximizar produção de diesel e gasolina nas refinarias do Brasil. Faz quase 20 anos que não são feitos investimentos serios em refino no Brasil. Rnest foi uma farsa e gastou se muito para produzir pouco. Comperj não saiu do papel. Se houvesse seriedade nesses investimentos teríamos condições de produzir boa parte dos combustíveis rodoviários nas unidades da Petrobras.
  • Felipe  26/11/2021 12:54
    "Gasolina será vendida a R$ 4,40 para motoristas e entregadores de app"

    "O objetivo é chamar a atenção de que, sem a política de paridade de importação (PPI), imposta no governo Temer, a gasolina estaria sendo vendida a R$ 4,40 o litro, segundo o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps)."

    Eu gostaria de saber de como que eles chegaram a esse preço. Antes daquele controle de preços que a Dilma impôs, como que era a política de preços da Petrobras?
  • Trader  26/11/2021 13:19
    Não faz sentido nenhum esta iniciativa. Não é à toa que não há nenhuma explicação econômica para ela. E exatamente por isso está sendo feita com o farto dinheiro dos sindicatos. Filiados estão sendo feito de trouxas em decorrência de uma ação puramente política.
  • Felipe  28/11/2021 15:24
    "AMLO anuncia que propondrá a Victoria Rodríguez Ceja para ser gobernadora del Banxico"

    Obrador queria indicar Arturo Herrera para o Banxico (que foi ministro da Fazenda e Crédito Público do governo). Mudou de ideia e quer indicar Victoria Rodriguez, que foi uma das integrantes do Ministério da Fazenda e Crédito Público. Ela pelo jeito foi uma das responsáveis pela relativa austeridade fiscal do governo.

    Engraçado: o AMLO disse que a culpa da desvalorização do peso se deu pelo fortalecimento mundial do dólar (e foi mesmo, porque o peso mexicano sofre influência da cotação do petróleo e uma queda na cotação, causada pelo dólar mais forte, afeta as receitas de exportação de petróleo). Ele prometeu que não vai interferir na política monetária do Banxico (e ele realmente cumpriu essa promessa até agora).
  • Fraude Eleitoral  01/12/2021 04:37
    www.novacana.com/n/etanol/mercado/gasolina/controle-precos-petrobras-pagar-conta-280316
  • Felipe  03/12/2021 00:39
    Maiores empresas de petróleo do mundo em valor de mercado. Petrobras não consta.

    Como a Saudi Aramco consegue ser tão grande, já que é estatal? Ou é justamente por causa disso?
  • Ex-microempresario  04/12/2021 18:38
    A Arábia Saudita só existe porque está em cima do maior campo de petróleo do mundo. Sem ele, aquilo seria um deserto habitado por criadores de camelos.

    Os sheiks sauditas não são burros e contratam os melhores profissionais do mundo para manter a Aramco funcionando; afinal, o país inteiro vive às custas dela.

    Mesmo assim, os sauditas mais cínicos costumam dizer: "Meu pai andava de camelo; eu ando de Mercedes; meu filho anda de Rolls-Royce; o filho dele vai andar de camelo."
  • Felipe  05/12/2021 02:22
    Interessante, agora o álcool aqui onde moro deu uma caída de preço, coisa de 20 centavos. Qual será que foi o milagre, além da queda do preço no mercado internacional de commodities?
  • Trader  05/12/2021 16:18
    O etanol encareceu porque o açúcar e o milho estavam caros. Os produtores redirecionaram a produção da cana para atender a estes dois mercados. Aí o etanol escasseou.

    Agora que o milho e o açúcar voltaram a baixar, e que o etanol estava caro, a produção voltou-se para o etanol.

    Quando a Petrobras reajustar para baixo o preço da gasolina (já era para ter reajustado, mas ela está deixando para o ano que vem para ajudar o IPCA de 2022, uma vez que o de 2021 já está perdido), a queda total poderá ser forte, por causa do etanol.


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