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Economista: uma profissão que só prospera em uma economia regulada
O que faria um economista em uma economia livre, sem poder adular políticos?

Murray Rothbard dizia que as funções de um economista em um livre mercado seriam muito distintas daquelas do economista em um mercado regulamentado.

Em um mercado totalmente livre, sem intervenções estatais, um economista iria se limitar a explicar como realmente funciona a economia de mercado (algo crucial, é fato, pois os leigos tendem a considerar a economia de mercado como sendo um caos absoluto), mas ele pouco poderia fazer além disso.

Ele, por exemplo, seria de pouca serventia aos empreendedores. O economista não pode prever as futuras demandas dos consumidores e os custos futuros tão bem quanto os empreendedores. Afinal, se ele pudesse, então ele seria o empreendedor. Sabemos que o empreendedor está onde está precisamente por causa de sua superior habilidade de previsão do mercado. 

O economista seria capaz de dizer quais serão os efeitos de um aumento na demanda por carne, mas isso teria pouca serventia, pois o empreendedor está majoritariamente interessado não nas consequências — as quais ele sabe muito bem para seus propósitos —, mas sim em saber se tal aumento irá ocorrer. 

E o empreendedor, por definição, está mais alerta para este fenômeno do que o economista. Em um mercado livre, sem políticas estatais pró ou contra tal demanda, o economista não está em melhor posição para fazer tal prognóstico do que o próprio empreendedor.

Portanto, o papel do economista em uma sociedade economicamente livre seria puramente educacional. Em um ambiente de livre mercado, o economista seria naturalmente substituído pelo prognosticador empreendedorial.

Com efeito, as pretensões dos economistas, dos econometristas e de outros "modeladores" de que eles podem prever com precisão e acurácia a economia irá sempre ser humilhada perante a simples, porém devastadora, indagação: "Se você pode prever tão bem, por que você não está no mercado de ações, onde previsões acuradas geram ricas recompensas?"

Inveja da física

O termo "modelagem" é muito popular entre economistas, e surgiu (junto com muitas outras falácias científicas) de uma analogia com as ciências físicas: nesse caso, a engenharia. 

Ao passo que os modelos de engenharia fornecem a exata dimensão quantitativa — em uma miniatura proporcional — do mundo real, nenhum "modelo" econômico pode fazer algo parecido.

Essa ânsia de recorrer a modelagens — um espécie de síndrome da "inveja da física" — fez com que economistas passassem a defender o uso de modelos matemáticos e empíricos para a economia. Hoje, por exemplo, para trabalhar em um Banco Central, você tem de estar totalmente familiarizado com modelos DSGE (modelos dinâmicos e estocásticos de equilíbrio geral). 

Quão bem isso tem funcionado? Como está, por exemplo, a evolução do poder de compra da sua moeda, tendo em mente que os Bancos Centrais calibram suas políticas monetárias estritamente de acordo com estes modelos?

O principal problema com o uso de modelos matemáticos para a "sintonia fina" de políticas econômicas é que, na vida real, os parâmetros não são constantes, as variáveis são quase todas inter-relacionadas, e suas inter-relações estão em contínua mudança. 

Ademais, em vários desses modelos matemáticos, algumas variáveis — como as expectativas, que são impossíveis de ser mensuradas — são omitidas e convenientemente assumidas como desimportantes. É o equivalente a traçar um mapa com rotas de navegação marítima e omitir a existência de ilhas.

A realidade incontornável é que a economia é uma ciência social, e a utilização de técnicas que são aplicáveis apenas às ciências físicas é inapropriada. Dado que não temos um laboratório para conduzir experimentos econômicos, é difícil utilizar modelagens para se fazer uma distinção entre correlação e causalidade, ou mesmo para determinar corretamente a direção da causa. 

Por exemplo, pode estar um dia de sol e você ter feito atividades ao ar livre nos últimos três dias; isso não significa que, no quarto dia, o clima estará propício para um piquenique. Modelos matemáticos não têm como prever nada disso.

A atividade econômica é baseada em ações humanas, com muito pouca regularidade empírica. E as ações dos indivíduos simplesmente não podem ser modeladas como as reações de ratos de laboratório em um experimento biológico controlado. Modelos matemáticos retirados da física não têm o poder de prever as ações de indivíduos. 

Ao contrário dos zumbis, humanos não necessariamente reagem aos mesmos eventos da mesma maneira. 

Apego a ideias mortas

Quando uma pessoa obtém um Ph.D. em física ou em medicina, ela não perde tempo tentando entender teorias de 200 anos atrás que se revelaram equivocadas. Ambas as profissões estão em constante avanço, correto?  

Na economia, infelizmente, não temos essa mesma atitude. A macroeconomia, enquanto profissão, não apenas não avançou, como regrediu. Tínhamos uma melhor compreensão da macroeconomia um século atrás. 

Naquela época, economistas sabiam coisas elementares, como o fato de que a produção antecede o consumo, que imprimir moeda não tem como fazer com que bens e serviços surjam magicamente, e que "estimular a demanda" é uma política que não faz nenhum sentido, pois demanda é algo natural. A encrenca sempre foi estimular a produção.

A ideia de que imprimir papel (ou criar dígitos eletrônicos em um computador) tem o poder mágico de gerar mais commodities e mais produtos físicos era impensável. Todos sabiam que o surgimento de mais alimentos, máquinas, roupas, imóveis e quaisquer outros bens não depende da criação de moeda, mas sim de poupança, produção, investimento e trabalho.

Igualmente, a ideia de que o governo tributar mais e gastar mais teria o poder de enriquecer a todos era considerada conversa de hospício.

Hoje, porém, parece que tudo isso se perdeu. 

Ideias bizarras como "imprimir dinheiro não gera aumento de preços" aliadas a políticas nefastas como aumento dos gastos governamentais, déficits orçamentários para se "curar" recessões, protecionismo para se estimular a indústria, desvalorizar a moeda para impulsionar exportações e criar novas indústrias, e imposição de regulações passaram a ser consideradas sensatas, saudáveis e necessárias.

Políticos adoram economistas que defendem tais despautérios porque eles fornecem uma fundação teórica que justifica a adoção de políticas que haviam sido corretamente ridicularizadas no passado pelos economistas clássicos. Com o aval de economistas, medidas como aumento dos gastos governamentais, déficits, inflação, protecionismo e regulação — coisas que políticos adoram — repentinamente passaram a ser consideradas sensatas, saudáveis e necessárias.

Enquanto economistas como Smith, Ricardo, Say, Mill, Mises e Hayek lutaram bravamente para ensinar que a produção antecede a demanda e que a moeda deve ser a mais estável possível (exatamente para se facilitar o cálculo empreendedorial e, com isso, estimular a produção), os economistas mais proeminentes da atualidade dizem que tudo estará bem se o governo estimular a demanda (e, por tabela, a produção), aumentar a oferta monetária por meio de crédito barato e de "afrouxamento quantitativo", e tabelar juros (o que nada mais é do que um controle de preços) para tentar aumentar a carestia a um ritmo constante.

Na prática, voltamos às mesmas concepções erradas propagadas pelos mercantilistas há 250 anos. A diferença é que, hoje, ao contrário de antigamente, os economistas são aliados dos políticos mercantilistas, e não seus inimigos.

(Confira aqui uma lista mais completa de despautérios que atentam contra a lógica mais elementar, e que, mesmo assim, seguem sendo defendidos).

Para concluir

Em uma sociedade livre, o papel do economista se resumiria a simplesmente explicar como funciona a economia. 

Já em uma economia que sofre intervenções estatais, o economista deveria se limitar a explicar não apenas os efeitos diretos, mas também os efeitos indiretos de toda e qualquer política econômica. Economistas deveriam saber explicar não apenas aquilo que podemos ver, como também, e principalmente, aquilo que não estamos vendo.  

Mais ainda: economistas deveriam saber explicar tudo o que poderá acontecer em decorrência da adoção de uma determinada política (por exemplo, quais serão as consequências práticas de um congelamento de preços ou da imposição de um salário mínimo de R$ 10 mil), deixando a cargo dos indivíduos determinarem se as consequências serão éticas ou não, desejáveis ou não.

Isso, e apenas isso, já estaria excelente.

No entanto, o que temos hoje são economistas abertamente agitando pela adoção de todas aquelas políticas insensatas numeradas neste artigo, cujas consequências de longo prazo são sabidamente desastrosas, tanto na teoria quanto na prática. 

A única explicação plausível para esta atitude é que economistas voluntariamente se rebaixaram ao papel de dizer exatamente tudo aquilo que políticos e governos querem ouvir. E dizer e propagar aquilo que políticos gostam de ouvir com o intuito de legitimar "cientificamente" tudo o que eles sempre querem fazer é algo que traz fartas recompensas para quem atua no ramo. Nada mais rentável do que fornecer um arcabouço supostamente científico para governantes fazerem aquilo que eles mais gostam: gastar, regular, proteger favoritos e privilegiar setores.

J.B. Say certa vez disse que economistas deveriam ser meros "expectadores passivos" que não sugerem políticas. correto. Mas ele poderia ter acrescentado: "e que não dormem com o inimigo".


autor

Anthony P. Geller
é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Vladimir  07/10/2021 19:35
    Indivíduo sensato: "Não há uma quantidade suficiente de bens e serviços".

    Economista sensato: "É por isso que há preços: para racionalizar o consumo e estimular a produção naqueles setores de preços mais altos.".

    Economista keynesiano: "Se colocarmos o governo para imprimir moeda e estimular o povo a gastar, a produção irá aumentar... de alguma maneira".

    Enxágue. Repita.
  • Ulysses  07/10/2021 19:46
    Se você observar bem, e por mais bizarro que pareça, muitos economistas (normalmente de esquerda, mas há também alguns de direita no meio) partem do pressuposto de que o fenômeno da escassez já foi solucionado. Para eles, nunca há um problema de produção e de alocação de recursos, e não há a questão de como e onde tais recursos serão direcionados.

    Tudo se resume a gastar para redistribuir, e imprimir e regular para aumentar o consumo.

    No final, a produção será magicamente criada pela simples demanda (gastos do governo, crédito subsidiado e impressão de moeda). Os manuais de economia não apresentam nenhuma teoria sobre empreendedorismo. O agente empreendedor é um autômato. E o capital é apenas uma letra (K).

    Nas aulas de física, meu professor dizia: "suponha que a vaca é uma esfera". Muitos economistas partem do mesmo princípio.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  07/10/2021 21:32
    E lá vem cunomista falar que a falta de carne é falta do governo gastar. Já armaram um pacote de mais gastos de 10 trilhões.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  08/10/2021 08:53
    "Se você observar bem, e por mais bizarro que pareça, muitos economistas (normalmente de esquerda, mas há também alguns de direita no meio) partem do pressuposto de que o fenômeno da escassez já foi solucionado."

    Exatamente. Meus palpites das causas dessa percepção por parte de muitas pessoas:

    1. Houve uma intensa mecanização da agricultura brasileira nestas últimas décadas, o que empurrou muitos trabalhadores desta área para os serviços e comércio (alguém lembra dos bóias-frias?).

    2. Muitas fábricas que existiam aqui foram para a Ásia. Tigres asiáticos e China expandiram fortemente a produção de vários bens de consumo tornando-os mais acessíveis. Novamente, quem trabalhava ou poderia vir a trabalhar nestas indústrias foi para os setores já mencionados no item 1.

    Assim, creio que isso levou as pessoas a perderam a noção de quão trabalhoso é fazer um germe de trigo virar um pãozinho lá na padaria da esquina, bem como alguns bons quilos de magnetita virar um bloco de motor.
  • Felipe  07/10/2021 20:00
    O interessante é que em um mundo com cada vez mais regulações, é aí que a Escola Austríaca vem para esclarecer. Os economistas mainstream é que ficam apavorados com os austríacos.

    Quantos foram os economistas que previram que essa política pombalista demasiada do BCB ia dar problema, antes mesmo de o primeiro vírus desembarcar no Brasil?

    De curiosidade, há esse vídeo histórico de 1968, com auxílio do Mario Henrique Simonsen, explicando a inflação:
    [ýoutube]www.youtube.com/watch?v=FyRhkpinUc4&t=2s&ab_channel=ArquivoNacional[/youtube]
  • Régis  07/10/2021 20:30
    A profissão de economista morreu em definitivo com os lockdowns. Tanto no Brasil quanto nos EUA. Meirelles e Krugman juraram que se trancasse todo mundo em casa e imprimisse muito dinheiro, tudo estaria resolvido.

    Praticamente todos os economistas, com a exceção dos austríacos, defendiam isso.

    Meirelles defende 'imprimir dinheiro' contra crise do coronavírus: 'Risco nenhum de inflação'

    g1.globo.com/economia/noticia/2020/04/08/meirelles-defende-imprimir-dinheiro-contra-crise-do-coronavirus-risco-nenhum-de-inflacao.ghtml

    www.nytimes.com/2020/05/11/opinion/coronavirus-depression.html


    Hoje, todos fingem que nada têm a ver com a carestia que aí está.
  • Trader  07/10/2021 20:34
    O mais bizarro é que qualquer adolescente de 18 anos, que acabou de entrar no curso de economia e leu duas páginas de qualquer manual de macroeconomia, entende perfeitamente que se o câmbio disparar e os juros forem reduzidos artificialmente, haverá uma dupla pressão sobre a inflação.

    Aqui no Brasil, o BC levou o dólar de R$ 3,60 para quase R$ 6 em menos de um ano, ao mesmo tempo em que reduzia a Selic de 6,50% para 2%.

    E agora está aí, assustadíssimo com o IPCA em dois dígitos.

    Porra! Até os economistas do Sarney sabiam que ia dar nisso. O que essa gente tem na cabeça?
  • Robson Santos  08/10/2021 01:22
    Eles têm um sistema pra chamar de seu, com informações privilegiadas e algumas offshores pra render um pouquinho, como todo bom político graúdo tem rsrs..
  • Dúvida  07/10/2021 21:33
    O dinheiro poupado pelas pessoas, em muitos casos, está sendo usado pelo governo (através dos títulos públicos). Isto não reduz o benefício para a sociedade que a poupança deveria proporcionar?
  • Guilherme  07/10/2021 21:40
    Sem dúvidas. E é exatamente por isso que o estado tem de reduzir seus gastos para parar de absorver poupança da sociedade, poupança esta que, sem os déficits do governo, seria direcionada para investimentos produtivos. Apenas mais uma prova de que não há como abolir a escassez.

    Artigo sobre essa sua correta constatação:

    www.mises.org.br/article/3284/nosso-pesadelo-fiscal-e-monetario-nao-tem-fim--e-agora-em-forma-de-bomba-relogio-atualizado
  • Akira  07/10/2021 21:44
    Se o governo pode imprimir dinheiro, ele pode forçar a roda da economia a girar mais rápido, desde que os agentes continuem produtivos.

    Assim como os agentes privados, o governo não tem bola de cristal e não sabe qual investimento vai dar certo, mas ele tem mais capacidade de apostar...do que os agentes privados.

    O investimento por meio de agentes privados ocorreria de forma mais lenta e gradual.

    O problema mor é que o governo muitas vezes financia projetos improdutivos e gera crescimento artificial.
    A dúvida que fica é se seria um erro do governo ou uma falta de ajuste no projeto improdutivo. Um projeto improdutivo poderia se tornar produtivo. O crescimento artificial poderia deixar de se tornar artificial. Mas os agentes tem que acompanhar o impulso fornecido pelo governo.
  • Kurosawa  07/10/2021 21:52
    Exato. É só o governo imprimir dinheiro e sair gastando que aí tudo magicamente surgirá. Carros cairão do céu, laptops e smartphones surgirão em meio às moitas, e prédios se erguerão das árvores.

    Afinal, todo mundo sabe que a simples criação de pedacinhos de papel pintado (ou, mais moderno, dígitos eletrônicos numa tela de computador) criam pujança e prosperidade.

    Acima de tudo, impressão de dinheiro não só faz surgir recursos escassos como ainda direciona estes recursos escassos para aqueles empreendimentos mais racionais e demandados pelas pessoas — empreendimentos estes que só podem ser determinados por políticos, seres de indiscutivelmente superior capacidade de percepção e de alocação de recursos.
  • Akira  07/10/2021 21:57
    Fato 1 - Uma transação econômica é a compra de "algo" em troca de dinheiro.

    Fato 2 - É preciso dinheiro para comprar este "algo".

    Fato 3 - Caso as pessoas estejam com menos poder aquisitivo para comprar este "algo", deve-se trabalhar na oferta de dinheiro.

    Fato 4 - Obviamente a oferta de dinheiro afeta a atividade econômica.

    Fato 5 - Mais dinheiro circulando na economia "aquece" a economia pois, por tabela, o dinheiro que foi criado chegará a todas as pessoas no devido tempo.

    Fato 6 - É uma questão de tempo para o dinheiro que foi criado fazer a economia se movimentar mais. A dona de uma padaria começaria a ver suas receitas aumentarem muito e a inflação não é algo instantâneo, dá para se beneficiar antes que ela chegue.
  • Vladimir  07/10/2021 22:05
    "Fato 1 - Uma transação econômica é a compra de "algo" em troca de dinheiro."

    Correto.

    "Fato 2 - É preciso dinheiro para comprar este "algo"."

    Sim. Mas como você consegue este dinheiro? Exato: produzindo e vendendo para consumidores voluntários.

    Sem esta etapa — isto é, sem a anterior produção (que dependem de investimento e de trabalho —, nada feito. Não haverá como alguém ter dinheiro para consumir.

    Você, ao ignorar isso, demonstra insuficientes conhecimentos econômicos.

    "Fato 3 - Caso as pessoas estejam com menos poder aquisitivo para comprar este "algo", deve-se trabalhar na oferta de dinheiro."

    Como assim?!

    Se as pessoas estão com menos poder aquisitivo, então elas têm de produzir e vender para então, aí sim, terem poder aquisitivo.

    E o governo de fato pode ajudar: ele pode retirar todos os obstáculos à produção; todas as barreiras ao empreendedorismo; toda a burocracia e toda a carga tributária que emperram a atividade produtiva.

    Isso é tudo o que ele pode fazer.

    Você, ao dizer que todo o necessário é o governo apenas imprimir dinheiro e distribuir (como se a simples criação de moeda tivesse o poder mágico de fazer surgir bens do nada), comprova novamente baixa sapiência econômica.

    "Fato 4 - Obviamente a oferta de dinheiro afeta a atividade econômica."

    Deve ser por isso que a Venezuela é uma pujança…

    Aliás, se todo o necessário para fazer uma economia bombar é ter um Banco Central criando dinheiro, então nada impede o Haiti de virar uma Suíça. Basta ter um Banco Central imprimindo, certo?

    Todo o segredo para transformar as pedras em pães é criar dígitos eletrônicos e papeis pintados. Faça isso, e bens e serviços surgirão em abundância, como que por mágica!

    Como ninguém pensou nisso antes?

    "Fato 5 - Mais dinheiro circulando na economia "aquece" a economia pois, por tabela, o dinheiro que foi criado chegará a todas as pessoas no devido tempo."

    Um milagre! Distribuir dígitos eletrônicos e papeizinhos pintados fará milagrosamente surgirem bens de capital e bens de consumo para todos!

    Imprima dinheiro, e computadores, caminhões, imóveis e comida surgirão como que por encanto. A escassez estará findada. Trabalho e produção serão equações já resolvidas. A transubstanciação do nada em produtos físicos será efetuada.

    É tudo tão óbvio…

    "Fato 6 - É uma questão de tempo para o dinheiro que foi criado fazer a economia se movimentar mais. A dona de uma padaria começaria a ver suas receitas aumentarem muito e a inflação não é algo instantâneo, dá para se beneficiar antes que ela chegue."

    Genial. Todo o problema da escassez econômica foi resolvida pela simples criação de dígitos eletrônicos e papeizinhos pintados.

    Basta aumentar a quantidade deles, e adeus problema da escassez. Viveremos na abundância do Jardim do Éden.

    Tudo o que nos afasta da mais completa fartura é apenas o Banco Central criar mais moeda. Se ele fizer isso, é abundância para todos.


    P.S.: para os interessados:

    "Todos devem ficar parados e o governo deve imprimir muito dinheiro" - eis a solução progressista

    Economistas do lado da oferta vs. economistas do lado da demanda - entenda esta distinção crucial

    Dizer que a solução para uma economia estagnada é "estimular a demanda" é um atentado à lógica
  • Vladimir  07/10/2021 22:06
    "Fato 6 - É uma questão de tempo para o dinheiro que foi criado fazer a economia se movimentar mais. A dona de uma padaria começaria a ver suas receitas aumentarem muito e a inflação não é algo instantâneo, dá para se beneficiar antes que ela chegue."

    Em plena época de carestia descontrolada causada exatamente por impressão de moeda, nêgo ainda dizer que imprimir dinheiro é o que faz a economia prosperar é realmente de desanimar o mais otimista dos brasileiros.
  • Cético  08/10/2021 01:56
    É por isso que keynesianos distorceram completamente a Lei de Say. Isso não faz o menor sentido quando se entende essa lei.
  • rraphael  07/10/2021 23:54
    "inflação não é algo instantâneo, dá para se beneficiar antes que ela chegue"

    se voce comprar um monte de BTC com certeza, haha
    se lasca o pobre coitado que nao teve educaçao financeira e nao sabe pra onde correr
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  08/10/2021 01:37
    "Fato 5 - Mais dinheiro circulando na economia "aquece" a economia pois, por tabela, o dinheiro que foi criado chegará a todas as pessoas no devido tempo."

    Nunca chega. Quando o governo imprime dinheiro, primeiro ele chega aos privilegiados, que compram os bens e serviços antes que a inflação chegue. Aos outros, resta depois comprar os mesmos bens e serviços com os preços já aumentados, com a moeda desvalorizada, comprando menos, com a mesma quantidade de dinheiro.

    Quem recebeu primeiro (privilegiados ligados ao governo) levou vantagem. Já os que precisam produzir e trabalhar amargam o fato de ter que pagar pelo dinheiro impresso, pra sustentar os que recebem primeiro.

    "Fato 6 - É uma questão de tempo para o dinheiro que foi criado fazer a economia se movimentar mais. A dona de uma padaria começaria a ver suas receitas aumentarem muito e a inflação não é algo instantâneo, dá para se beneficiar antes que ela chegue."

    A inflação sempre chega primeiro. O dinheiro é feito instantaneamente. Já os bens e serviços que lastreiam o dinheiro da economia demoram meses ou anos para serem produzidos. Sem bens e serviços (oferta), todo dinheiro impresso vira inflação. Donas de casa não ganham nada com isso. As receitas da padaria não aumentam. É só mais dinheiro sem valor, que compra menos bens e serviços. Contabilmente, todos estão mais pobres.
  • Robson Santos  08/10/2021 01:56
    Ô Kurosawa, se o tamanho da economia de seu paiszinho te diz que você deve gastar 1000 moedas pra comprar um pão e todos dispõem de renda compatível para continuar comprando muitos pães desse diariamente, então muito provavelmente seu país tem um relativo controle das contas, um bom grau de investimento e produtividade. A expansão monetária passa a ser um detalhe diagnosticado, com taxas de câmbio e inflação conhecidas, estáveis, um bom índice de importações e relacionamento com o comércio externo, por tabela com os países relacionados. A produtividade de seu paiszinho é boa, vai aguentando a expansão monetária enquanto sua produtividade responder na mesma direção. Agora me diz uma coisa: como que um desdentado vai obter alguma vantagem ao ganhar 1000 moedinhas diariamente quando um pãozinho desse passa a custar exatamente isso?? Esqueceu que toda a cadeia de custos irá inflacionar também para o produtor/importador, para o transportador, para o empresário e para o vendedor?? Daí você vai me dizer o que, que basta congelar os preços, se tornar "fiscal do Sarney" e ver comerciantes serem presos por se recusarem a ter prejuízos por não remarcar o preço de seus produtos, é que dará certo?? É você aquele supercomputador central que vai sozinho efetuar todo o cálculo econômico??
  • Leitor Atento  08/10/2021 02:09
    Acho que você quis se dirigir ao Akira e não ao Kurosawa, certo?

    Sim, eu também curto esse ironia com os nomes que costumam surgir aqui.
  • Robson Santos  08/10/2021 02:31
    Humor é tudo rsrs
  • Robson Santos  08/10/2021 02:02
    Esse artigo causará leves urticárias por reação alérgica do tipo A (austríaca) aos doutores da Unicamp... Ansioso para ver se algum reagirá ou se calarão de raiva..
  • anônimo  08/10/2021 00:18
    O ministro e o presidente do bc deveriam ser exonerados imediatamente, ter os bens confiscados e presos pois por maldade manipularam o câmbio para interesses escusos causando o colapso econômico onde tem gente comendo lixo por essa prática maligna. O problema é que fazem a maldade concientemente usando cargos do estado para interesses escusos prejudicando a maioria que não consegue se defender e não são punidos pelo ato!
  • Analista de Risco  08/10/2021 18:05
    Não entendi...

    Eles fizeram exatamente o que os economistas mainstream e a mídia "especializada" queriam que fosse feito.
    Câmbio desvalorizado (para aumentar as exportações) e juros baixos (primeiramente, para acelerar o crescimento, depois para combater a pandemia).

    Na verdade, o presidente do BC até sofreu críticas por baixar os juros muito lentamente.
    Outros sugeriram soluções heterodoxas, como a impressão direta de moeda, já que havia "risco zero" de inflação.

    São os mesmos que hoje, paradoxalmente, reclamam da alta dos preços e da subida dos juros.

    De fato, somente este Instituto não embarcou nesse discurso insano.
  • Leitor Antigo  08/10/2021 18:40
    À época em que a Teoria Monetária Moderna estava comendo solta (Selic a 2%, M1 crescendo 50% ao ano e dólar saltando de R$ 4 para R$ 5,80), e o IMB afirmava que isso iria inevitavelmente gerar uma forte carestia, vários keynesianos adeptos da TMM vinham aqui provocar dizendo que o Instituto iria quebrar a cara, pois o IPCA ficaria baixo e, como consequência, toda a teoria monetária austríaca seria refutada.

    Pouco mais de um mês atrás, um desses veio aqui e disse que o IPCA de 2021 ficaria abaixo de 7%.

    Nenhum deles teve a decência de voltar para assumir o erro e se desculpar.
  • Leandro  08/10/2021 18:58
    Você sabe que a profissão morreu quando economistas famosos passam a jurar que M1 crescendo 50% ao ano e câmbio indo de R$ 3,80 para R$ 5,80 em um ano não geram carestia nenhuma.

    E não é só keynesiano, não. O ortodoxo Alexandre Schwartsman, que hoje passou a criticar o Banco Central, escreveu várias colunas na Infomoney em 2020 (bem como postagens em seu Twitter) dizendo que a Selic deveria ser reduzida até 1,50%, e ainda lamentou a "falta de coragem" do atual BC em fazer isso. Hoje faz cara de paisagem para tudo.

    Foram pouquíssimos os analistas que alertaram, em tempo real, não só que a Selic estava errada, como também que a desvalorização cambial (causada pela Selic errada e pela expansão monetária) seria fatal para a inflação de preços. E que a política de seguir cegamente metas de inflação estava errada para aquele momento pandêmico.

    Este Instituto foi uma destas exceções. (Desafio: encontre algum economista renomado que, em julho de 2020, alertava para o cenário atual).

    Era bizarro, realmente: combustíveis e alimentos explodindo por causa do câmbio, e o BC brincando de "forward guidance" porque a inflação do setor de serviços estava baixa (óbvio, estava tudo fechado).

    No futuro, historiadores sérios olharão para essa bizarra época de Selic a 2% e M1 explodindo e dirão: "No que aqueles lunáticos estavam pensando?"

    O Brasil, que sempre foi conhecido como o "país dos juros reais mais altos do mundo", repentinamente, sem que tivesse havido qualquer mudança estrutural na economia (ao contrário, as contas públicas só pioraram com a pandemia), passou a ter juros reais negativos e menores até mesmo que os da Suíça…

    A única coisa boa disso tudo é que mais um experimento keynesiano (Teoria Monetária Moderna) foi enterrado. O Brasil, aliás, é um cemitério de ideias keynesianas. Em apenas seis anos, duas teorias (Nova Matriz Econômica e Teoria Monetária Moderna) foram para a cova.

    Acho que não precisamos de mais.
  • Paulo  08/10/2021 21:04
    Por isso eu não consigo culpar só o Bolsonaro(por mais que ele tenha culpa). O problema é institucional. Quando quase todos defendem algo, fica realmente difícil não errar tendo o conhecimento do Bolsonaro em economia.

    É ruim, porque inflação vai ser obviamente politizada, quando deveriamos estar discutindo as causas institucionais para tantos errarem
  • Thiago Rodrigo Maia dos Santos  08/10/2021 21:57
    O Ciro Guedes pra mim é o maior culpado
  • Paulo  08/10/2021 23:43
    Ele errou o verbal. Os juros. Mas, será que seria muito melhor com outro? O meirelles já disse que não tinha risco de inflação. Talvez o Gustavo Franco. (Esse ao menos entende o problema cambial)
  • Felipe  08/10/2021 00:30
    Para quem não está sabendo, Jair Bolsonaro vetou trecho da lei sobre absorventes. A legislação iria fazer com que o estado distribuísse absorventes para populações carentes e/ou de baixa renda.

    O curioso é que eu vi o LIVRES sendo contra o veto, assim como outras pessoas alegadamente liberais.

    Interessantemente, o Milton Friedman defendia uma forma de assistencialismo. Todavia, não sei se ele realmente defendia um modelo onde o estado controlasse a distribuição das coisas que o sujeito tinha que comprar. Uma solução mais próxima dos chicaguistas seria dar uma espécie de vale para comprar o absorvente, ao invés de o estado tomar conta da distribuição dos absorventes. O estado comprando isso daria espaço para superfaturamentos, corrupção e carestia. Isso pode acontecer em qualquer estado, imagina aqui no Brasil então...

    O pobre paga 34,48 % de imposto no absorvente. De imposto indireto, PIS, COFINS e ICMS. Ainda há os medonhos impostos de renda. E pergunta se alguém no Congresso quer lutar para reduzir esses impostos. Com essa pseudo-reforma do IR, querem é aumentar a fatia da espoliação.
  • Vladimir  08/10/2021 01:39
    Isso mostra como o anti-bolsonarismo psicótico derreteu o cérebro de certos liberais. Os caras não só passaram a defender todas as políticas assistencialistas que o governo veta (por causa da LRF), como ainda passaram a atacar outros liberais e conservadores coerentes que sempre foram (e continuam sendo) contra tais políticas.

    Aquele deputado do Novo, o tal Ozi Cukier, defende abertamente essa política dos absorventes, algo até então impensável para qualquer liberal dois anos atrás. E ainda xinga quem é contra.

    Sanatório geral.


    P.S.: nunca fui tão satisfeito em não me definir como liberal, mas sim como conservador.
  • Régis  08/10/2021 01:41
    Piçol, PT, Lola, Novo e Livres estão juntinhos em defesa da compra estatal de absorventes. Os dois últimos por pura birra antibolsonaro. Nunca foi tão crucial se afastar desses "liberais".
  • anônimo  08/10/2021 01:46
    Político defender isso é compreensível, pois eles ganham com o arranjo (tanto na propina das licitações quanto na popularidade entre os ignorantes). Agora, liberais defenderem isso é ou cafajestagem ou ignorância de economia básica. Mostra o tanto que o movimento regrediu.
  • Leandro  08/10/2021 01:43
    No caso, e aproveitando o gancho do artigo, o que mais impressiona é o analfabetismo econômico desses "liberais".

    Um pacote custa entre R$ 4 e R$ 6 (dependendo da cidade). Se o governo anunciar um programa de "compras governamentais de absorventes", o preço saltará tranquilamente para R$ 10 a R$ 20. Sempre que o governo cria um programa de demanda garantida, produtores aumentam os preços (isso é basco de economia).

    Aquelas mulheres "pobres, mas nem tanto" que não forem contempladas pelo programa serão as grandes perdedoras.

    E sem contar toda a corrupção, fraude e desvios que inevitavelmente ocorrem nessas licitações, o que tornará todo o desperdício e destruição de valor ainda maiores.
  • Arlindo Cruz  08/10/2021 02:05
    Vá a qualquer camelô em Madureira e lá eles vendem 3 pacotes por R$ 10.

    Enfiar o estado no mercado de absorventes vai apenas garantir que só as mulheres mais ricas poderão comprar.
  • Robson Santos  08/10/2021 02:09
    Acho que você resumiu bem o que significa ser classe média no país, um verdadeiro tampão pra aguentar os ciclos rsrs
  • Felipe  11/10/2021 00:53
    O termo "liberal" no Brasil já virou igual aos Estados Unidos: esquerdista.

    Arruinaram aquilo que no século XIX era apenas a defesa dos direitos naturais por um estado mínimo: propriedade, justiça e defesa nacional.

    Por desespero em ser anti-bolsonaro, vale tudo: apoiar impeachment, defender bolsa-menstruação, ser pró-lockdown e afins. O NOVO e o LIVRES se enterraram. Bom para os bolsonaristas.
  • YURI SAO CARLENSE  11/10/2021 22:48
    Mas a subida do preço não seria um atrativo para que novos fabricantes ingressassem no ramo passando a ofertar o produto? O preço alto do momento inicial (pós aprovação da medida) não voltaria a cair com o aumento de oferta pela entrada desses novos players (considerando que houvesse liberdade de entrada)?
  • YURI SAO CARLENSE  15/10/2021 04:23
    Leandro, se puder comentar essa questão que levantei ficaria muito grato.

    É aquela máxima: "economia é uma análise das relações de causa e efeito"

    Por isso, minha pergunta pra entender melhor as consequências dessa medida a longo prazo.

    Aproveito e agradeço demais por sua atenção nos demais questionamentos que fazemos aqui.
  • Leandro  15/10/2021 14:35
    Se houver plena liberdade de entrada no mercado, sim. Mas se houver agências reguladoras impondo obstáculos à entrada de novos concorrentes, ou simplesmente se houver burocracia ao surgimento de novas empresas do ramo, aí isso não acontece.

    Na prática, havendo um forte aumento da demanda — e se trata de uma demanda garantida, definitiva e "infinita", pois é oriunda do governo —, não há por que preços caírem após terem subido. Trata-se de um aumento de demanda que "veio para ficar", e cujo demandante possui recursos "inesgotáveis".

    O governo não é um consumidor normal. Ele demanda bens e serviços independentemente da situação econômica (tanto é que o governo nunca corta gastos nem mesmo em recessões). Não há por que produtores reduzirem preços após o governo entrar em cena e passar a demandar seus produtos. Para que isso acontecesse, teria de haver um enorme aumento na capacidade produtiva, o que demandaria vultosos investimentos, bem como a entrada de novos ofertantes (o que, por sua vez, exige um mercado livre). Pode até acontecer tudo isso, apenas não visualizo.
  • YURI SÃO CARLENSE  16/10/2021 22:26
    Entendido, Leandro.

    Agradeço mais uma vez pela disposição em esclarecer.

  • Observador  08/10/2021 01:48
    Se investigarem bem, vão descobrir que rolou algum lobby pesado, provavelmente da P&G.
  • anônimo  08/10/2021 01:52
    Mas isso é certeza absoluta. Toda e qualquer política governamental sempre é resultado de lobby.

    De extintores de incêndio e kit de primeiro socorros em carros, passando pelas ciclovias do Haddad (lobby de fabricantes de tinta) até canudinhos plastificados em biroscas (até 2017, não importava o local país: em qualquer boteco ou restaurante, você recebia um canudo devidamente embalado em uma embalagem de plástico, a qual ostentava o nome da mesma empresa. Não tinha mais aquele negócio de metal de onde você puxava um canudinho. Todos os canudinhos eram entregues cuidadosamente lacrados dentro de uma embalagem de plástico, a qual ostentava o nome da empresa fabricante.)

    Até mesmo quando a prefeitura de qualquer cidade recapeia uma rua ou avenida, é certeza que a empreiteira que faz aquela obra conseguiu o contrato via propina.

    Liberais não têm o direito de ignorar isso.
  • Marize  08/10/2021 14:13
    E foi isso mesmo. Uma ONG chamada Girl Up criou um projeto para "conter a pobreza menstrual".

    Essa ONG, por sua vez, é financiada por várias grandes empresas, inclusive o grupo P&G.

    Uma das empresas vinculadas à P&G é a Always, marca famosa de absorvente.

    A Always, por sua vez, na sua página do Instagram comemorou o "grande passo para combater a pobreza menstrual". Por que será?

    Temos de tudo aí:

    a) rent-seeking (busca de renda a partir da manipulação do ambiente político),

    b) free-rider (distribuição de benefício para quem não custeia o benefício),

    c) tráfico de influência (promessa de vantagem mediante uma decisão política),

    d) contemplação das demandas particulares de grupos de interesse (que visa "bem-público"),

    e) concentração de renda (pois grandes empresas vão participar da licitação),

    f) custos altos logísticos (pois vai ser necessário criar toda uma burocracia para colocar a política em prática).


    E o que tem de liberaU defendendo isso (só porque Bolsonaro corretamente vetou, por causa da LRF) mostra como o movimento se perdeu por completo.
  • Marco  08/10/2021 19:20
    O mais bizarro é que o veto nem sequer foi ideológico, mas sim técnico: a criação de um gasto sem especificação da origem da receita fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Se Bolsonaro sancionasse, seria impichado.

    Esses "liberais" sabem disso, mas fazem beicinho mesmo assim porque estão doidinhos para lacrar junto à esquerda, de quem se tornaram aliados.
  • Thiago Rodrigo Maia dos Santos  08/10/2021 21:53
    Essa questão dos liberais se aliarem à esquerda e defenderem políticas assistencialistas, mostram o quanto esses cidadãos tem de "liberais".... O Estado não tem obrigação nem de fornecer comida, o que dirá absorventes...
  • YURI SAO CARLENSE  09/10/2021 04:11
    Pela mentalidade esquerdista, a solução é um programa estatal p/ cada necessidade específica do pobre. Então, falta criar um programa de fornecimento gratuito de gasolina (está bem cara p/ o pobre q usa carro como ferramenta de trabalho), de alimentos, de papel higiênico, de roupas básicas. O Estado é meu provedor, nada me faltará, nele esperarei, nele confiarei.
  • Thomas  08/10/2021 02:23
    Uma pergunta:

    Se a matematização (ou uso de técnicas empíricas) para tentar projetar o futuro da economia é falha, pode-se dizer o mesmo dos métodos estudados hoje em finanças, não? Ações e afins estão diretamente ligados a economia.
  • André  08/10/2021 02:30
    Toda e qualquer formulação matemática é apenas um modelo que representa um fenômeno qualquer. É claro que, como modelo, ele é limitado: não existe um modelo que abranja todas as características possíveis de um determinado fenômeno.

    O problema de se usar matemática em demasia na economia decorre que as relações econômicas acontecem entre indivíduos e, como tal, é muito difícil, se não impossível, se criar modelos para a vontade humana. Pode-se fazer gráficos de tendências, usar de teoria de jogos para tentar verificar algo mais a frente, mas tudo isso é muito limitado.

    A matemática e modelos empíricos têm lugar em várias ciências, mesmo as humanas, só se deve ter bastante cuidado em se mostrar as limitações da ferramenta desenvolvida, por exemplo, que ela não pode ser usada para explicar o mesmo fenômeno, na mesma população, mas em tempos diferentes (a vontade humana muda com o tempo, portanto, o sistema é variante no tempo). O problema é que os cientistas humanos atuais "esqueceram" dessas coisas e agem como se um modelo qualquer fosse a verdade nua e crua do ser humano, o que, obviamente é falso, daí a quantidade enorme de insucesso das ditas ciências humanas no uso dessa poderosa ferramenta.
  • Trader  08/10/2021 02:31
    Sim. Tanto é que há vários modelos matemáticos que apontam que o valor correto para o câmbio é de R$ 4,50 (considerando diferencial de juros, balança comercial, balanço de pagamento, preços das commodities e termos de troca), mas o câmbio segue R$ 1 acima deste valor.

    O mesmo pode ser dito para ações e para especialistas que vivem prevendo (e errando) o preço-alvo delas.

    No final, quem decide é a ação humana, e não modelos matemáticos.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  08/10/2021 14:00
    A matemática diz o que elas são ou estão (presente) através de dados presentes. Você explica com os dados o porquê de as coisas estarem assim hoje (câmbio, por exemplo). Mas não serve pra prever o futuro. Pois você não tem os dados futuros. Você não conhece as preferências do consumidor no futuro, quais serão as decisões de todos eles. Essa é a parte inconstante da economia.

    A contabilidade pode ser exata. Mas a parte humana não é. Então os modelos matemáticos, se estiverem certos, eles te indicam onde você está agora. Você sabendo onde está, sabe aonde pode ir. Você sabendo aonde ir, talvez acerte a previsão.
  • Lockdown  08/10/2021 02:46
    Alguém aqui rebate a UOL porfavor sobre Lockdown, eles tão falando que existem inumeros artigos cientificos. Queria ver vocês rebatendo os pontos aqui:


    noticias.uol.com.br/confere/ultimas-noticias/2021/10/07/para-justificar-crise-economica-bolsonaro-distorce-utilidade-de-isolamento.htm

    obrigado e abraço!!
  • Fabrício  08/10/2021 13:56
    Vale este?

    Mais de 6.000 cientistas e especialistas da saúde se juntam em um movimento anti-lockdown

    www.bbc.com/news/health-54442386
  • Analista de Risco  08/10/2021 14:59
    É com base no estudo desse cara que a mídia afirma indubitavelmente que lockdown salvou milhares de vidas:

    'Professor Lockdown' Modeler Resigns in Disgrace

    [Imperial College epidemiologist Neil] Ferguson was behind the disputed research that sparked the mass culling of eleven million sheep and cattle during the 2001 outbreak of foot-and-mouth disease. He also predicted that up to 150,000 people could die. There were fewer than 200 deaths. . . .

    In 2002, Ferguson predicted that up to 50,000 people would likely die from exposure to BSE (mad cow disease) in beef. In the U.K., there were only 177 deaths from BSE.

    In 2005, Ferguson predicted that up to 150 million people could be killed from bird flu. In the end, only 282 people died worldwide from the disease between 2003 and 2009.

    In 2009, a government estimate, based on Ferguson's advice, said a "reasonable worst-case scenario" was that the swine flu would lead to 65,000 British deaths. In the end, swine flu killed 457 people in the U.K.

    Last March, Ferguson admitted that his Imperial College model of the COVID-19 disease was based on undocumented, 13-year-old computer code that was intended to be used for a feared influenza pandemic, rather than a coronavirus. Ferguson declined to release his original code so other scientists could check his results. He only released a heavily revised set of code last week, after a six-week delay.

    So the real scandal is: Why did anyone ever listen to this guy?
  • Fraude Eleitoral  08/10/2021 15:08
    Aqui, camarada. 100% inútil.

    mises.org/wire/why-there-no-correlation-between-masks-lockdowns-and-covid-suppression
  • Fraude Eleitoral  08/10/2021 15:29
    Quem tiver conta no PSUOL, por favor, poste faça a seguinte pergunta nos comentários:

    Se Bolsonaro está errado sobre o isolamento, então por que os estados americanos que fizeram mais isolamento tiveram um crescimento maior no índice de desemprego, e também um crescimento econômico menor? E não são apenas modelos hipotéticos ou explicações ilógicas escolhidas pelo PSUOL, mas sim FATOS pós-consumados. Expliquem.

    www.richmondfed.org/publications/research/coronavirus/economic_impact_covid-19_09-04-20

    www.mackinac.org/severe-lockdowns-show-up-in-state-unemployment-rates

    www.realclearpolitics.com/articles/2020/06/24/the_blue_state_jobs_depression_143522.html

    www.aier.org/article/unemployment-far-worse-in-lockdown-states-data-show/

    rothbardbrasil.com/estados-livres-se-sairam-muito-melhor-do-que-estados-com-lockdown-mostram-novos-dados/
  • Paulo  08/10/2021 03:08
    Bem, há estimativas de cambio por método bem austríaco, que é considerar a expansão do m1(ou m2, nao lembro) + pib no ano.

    Assim, se a expansão monetaria sobe muito em relação ao pib, o cambio tende a depreciar. Essa pode ser a razão pelo qual nossa moéda não está no seu preço de equilibrio. Nosso pib é menor ou igual ao final de 2019, mas há muito mais moeda circulante. Pelo calculo de paridade de poder de compra(inflacao dos dois paises) era para estar em 3,70 eu acho. Mas, considerando o volume de moeda a mais e a economia, não da para esperar esse patamar. É bem provavel que a inflação de preços suba antes do que voltar a 3,80..
  • Thiago Rodrigo Maia dos Santos  08/10/2021 16:32
    Ciro Guedes cada vez mais famoso.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/10/paulo-guedes-estampa-nota-de-us-95-milhoes-em-muros-da-faria-lima.shtml
  • Yuri São Carlense  10/10/2021 11:29
    Leandro,

    Voce sempre alerta que com esse gradualismo do BC, dificilmente será possível controlar a inflação a curto prazo.

    No podcast do Tapa da Mão Invisível, o professor Roberto Ellery foi na mesma linha que você. Ele defendeu uma pancada mais forte na Selic. Na entrevista, ele diz que defenderia uma pancada estilo Paul Volcker, nem que se tivesse que reduzir lá na frente.

    Em suma, me parece que são poucos os que alertam que esse gradualismo na alta Selic não vai segurar a inflação. A maioria não percebeu isso ainda.
  • Jo%C3%83%C2%A3o Paulo II  13/10/2021 09:32
    PauNoGuedes adora essa ideia de dólar alto, tributos nos outros e paraísos fiscais. O kara simplesmente faz o contrário do que prega.
  • Rene   13/10/2021 15:09
    Acredito que a maior prova o quanto este artigo é verdadeiro é o fato de que economistas podem errar o quanto quiserem. No momento em que a realidade se mostra como sendo o exato oposto de suas previsões, basta dizer que o governo não gastou o suficiente, que os estímulos deveriam ter sido maiores, e que o estado deveria crescer ainda mais. Imediatamente, os erros serão esquecidos e todo mundo vai aplaudi-lo e trata-lo como um especialista. E se achar ruim, até um prêmio Nobel vão dar para ele.
  • Anônimo  15/10/2021 16:55
    Há economistas neste fórum? Qual é a honesta opinião dos anões a respeito do CORECON?

    De acordo com o site deles:
    "O CORECON-SP estabelece na prática o elo entre o economista e a sociedade civil e tem avançado sistematicamente na perspectiva de ser a imagem refletida do papel do economista no contexto social, por intermédio dos produtos e serviços que oferece a seus inscritos e à comunidade paulista e brasileira como um todo (empresários, estudantes, políticos, jornalistas, etc.)."


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