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Liberdade ou estabilidade — é impossível ter os dois
A sociedade que renuncia à liberdade em troca de uma segurança temporária perde ambas

O livro O Caminho da Servidão, do economista austríaco Friedrich Hayek, publicado no ano de 1944, é considerado pelo crítico literário e biógrafo britânico Martin Seymour-Smith como um dos cem livros que mais influenciaram a humanidade em todos os tempos. 

De fato, o livro é de uma sensatez impressionante e de uma reflexão imensurável. Alguns capítulos — como Por que os piores chegam ao poder?, Quem, a Quem? e O Fim da Verdade — poderiam, por si sós, estarem entre os escritos mais importantes dos últimos duzentos anos.

No entanto, é o capítulo Segurança e Liberdade que merece nossa atenção especial, pois parece ter sido escrito tendo em mente a atual sociedade brasileira, na qual muitos cidadãos possuem como meta de vida a estabilidade de emprego e de renda, ou mesmo se agarram a sofismas como "direito adquirido", "reajustes obrigatórios" ou "adicional por tempo de serviço". 

E não, não se trata apenas do funcionalismo público. Mesmo na iniciativa privada encontramos esta mentalidade.

A estabilidade de alguns poucos vem à custa da liberdade de todo o resto

Não é desarrazoado dizer que todos nós gostaríamos de ter estabilidade econômica, isto é, uma renda periódica que nos garantisse uma qualidade de vida adequada com a qual já estamos acostumados, de forma que pudéssemos pagar por alimentação, moradia, saúde e outras quesitos sem se preocupar em dar satisfação ao chefe, sem ter de trabalhar incansavelmente todos os dias e sem ter de ficar preocupado sem saber se seremos demitidos ou não. 

A pergunta que se faz, então, é: seria possível uma sociedade em que todos os cidadãos tenham essa tão sonhada estabilidade econômica? 

É totalmente desejável um indivíduo se esforçar para buscar a segurança econômica limitada, isto é, trabalhar, empreender e poupar durante um determinado período de tempo até acumular um patrimônio que lhe permita ter razoável previsibilidade de que poderá viver até o resto de sua vida sem trabalhar ou, pelo menos, sem trabalhar o tanto que você trabalhou até formar esse determinado patrimônio. 

Logicamente, essa segurança econômica será limitada: se você viver mais do que previa ou se seu patrimônio não for bem administrado, todos os seus recursos poderão se exaurir e você, novamente, terá de trabalhar para sobreviver, sob insegurança e incerteza.

Já a estabilidade econômica ilimitada não pode ser obtida por meio do trabalho, empreendedorismo e poupança. Sempre haverá o risco de você perder seu patrimônio acumulado se ele não for bem administrado, independentemente do valor. 

Por outro lado, a atual sociedade brasileira é acostumada a conceder segurança econômica ilimitada a determinados servidores públicos, como juízes, promotores, procuradores, auditores fiscais, militares, professores, profissionais da saúde e outros. 

A concessão dessa segurança ilimitada é feita por meio de lei, isto é, utiliza-se da força ou ameaça da força sobre outras pessoas para que esses servidores públicos tenham sua estabilidade garantida.

O salário dos servidores públicos é pago por meio da arrecadação de impostos, isto é, retira-se o dinheiro produzido pelos demais membros da sociedade com o objetivo de garantir renda estável a esses servidores. 

Contudo, a renda desses outros membros da sociedade não é estável. 

Por exemplo, não é possível acertar com precisão quais serão a receita e lucros futuros obtidos por um restaurante. Isso dependerá de se os clientes continuarão gostando da comida servida, dependerá do preço da carne, do arroz e de diversos outros fatores. Portanto, o valor pago de impostos por um restaurante ao estado será variável e incerto e o mesmo é válido para todas as outras empresas, independentemente do setor.

Desta forma, apesar de a despesa com a folha de pagamento do poder público garantir a estabilidade de salário e emprego a determinados servidores, a receita obtida pelo poder público sempre será instável. 

Se houver frustração de receita, o estado terá de emitir dívida (afetando o custo do crédito por meio do aumento da taxa de juros), imprimir dinheiro (gerando inflação de preços), aumentar impostos (afetando a economia) ou atrasar outros pagamentos para garantir a estabilidade a esses servidores. 

Todas essas ações geram instabilidade para quem trabalha no setor privado, que terá de rever suas estratégias de negócio, reduzir o endividamento, rever projeções de venda e custos, dentre outras providências. 

Portanto, a estabilidade dos trabalhadores do setor público só pode ser obtida por meio do aumento da instabilidade dos trabalhadores do setor privado.

Tentar estabilidade de renda no setor privado também é deletério

Entretanto, a lei brasileira não se limita a impor segurança ilimitada para determinados grupos de servidores públicos; ela também tenta impor segurança limitada para trabalhadores da iniciativa privada. 

A legislação trabalhista, por meio do seguro-desemprego, FGTS, multa sobre o saldo do FGTS, salário-família e outros programas sociais, tem como objetivo garantir que o trabalhador tenha uma renda mínima caso perca seu emprego, ou seja, trata-se da concessão, por meio da lei, de certa segurança limitada.

O fato de uma pessoa ter grande redução de seus rendimentos de uma hora para outra certamente causa amarga frustração, desestabiliza a família e ofende o senso comum de justiça. Dessa forma, a reivindicação das pessoas assim prejudicadas, de que o estado intervenha a seu favor, ganha amplo apoio popular e simpatia. No Brasil, isso se reflete nos programas sociais citados no parágrafo anterior.

Contudo, se, por um lado, queremos estabilidade de renda e emprego, por outro lado, somos totalmente dinâmicos e instáveis no que tange ao nosso comportamento como consumidores. Queremos sempre o melhor e mais barato produto ou serviço. Se em um supermercado a carne está R$70/kilo e no outro R$50/kilo, da mesma qualidade, não hesitamos em comprar no segundo. Sempre quando um novo produto melhor e mais barato surge, abandonamos o velho, sem dó, nem remorso. 

É estranho o fato de as pessoas agirem com complacência e compaixão quando algum amigo perde o emprego, sem perceber que provavelmente foi a mudança no seu padrão de consumo que levou à demissão de seu amigo.

A estabilidade no consumo é evidentemente impossível. Somos seres ativos e dinâmicos, estamos sempre querendo melhorar a nossa qualidade de vida ou, pelo menos, não piorar. Sempre iremos agir de forma a escolher um produto ou serviço que satisfaça as nossas necessidades e custe o menor valor possível. Quando uma nova empresa entra no mercado, oferecendo produtos mais baratos e de melhor qualidade, a empresa ultrapassada sofre prejuízos e tem de demitir seus trabalhadores. 

Mesmo dentro de uma empresa lucrativa, se o trabalhador não obtém sucesso ao servir ao consumidor, ele poderá ser demitido. Quem o demite, em última instância, não é o seu chefe, mas sim os consumidores, que, votando por meio de cada real gasto, julgaram que aquele determinado trabalhador não é apto para a função.

Portanto, dado que não existe estabilidade no consumo, é impossível garantir estabilidade na renda e no emprego. 

Quando essa estabilidade é concedida a alguns privilegiados, todos os demais sofrem o prejuízo de sua consequência, isto é, sofrem mais instabilidade no emprego, menor renda e menos disponibilidade de produtos e serviços para consumo.

O exemplo brasileiro evidencia a afirmação acima. Ainda antes da pandemia, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada em março de 2020, a força de trabalho no Brasil era de 100 milhões de pessoas. Tínhamos no setor privado aproximadamente 33,6 milhões de pessoas com carteira assinada e 38 milhões de trabalhadores informais. Estes incluem desde os trabalhadores sem carteira assinada (11,6 milhões) até trabalhadores por conta própria (24,5 milhões). 

Os grupos acima, quando somados à força de trabalho desocupada no mesmo período, equivalente a 12,3 milhões de desempregados, significam 84 milhões de brasileiros que lutam no dia a dia para procurar ou manter seus empregos e sua renda (veja todos os números aqui). 

Já os trabalhadores do setor público, quando somadas as diferentes esferas de governo, civis e militares, são aproximadamente 11,4 milhões.

Ou seja, de 100 milhões de pessoas, 12 milhões são servidores públicos, ou seja, possuem segurança ilimitada; 33 milhões são trabalhadores com carteira assinada, ou seja, possuem segurança limitada imposta pela lei; e os demais 55 milhões de brasileiros não possuem nenhuma segurança garantida pela lei, sendo que destes, 12,3 milhões estavam desempregados e 27 milhões recebiam abaixo de um salário mínimo. A estabilidade concedida a determinados grupos privilegiados levou grande parte da população brasileira ao desemprego ou subemprego.

A tentativa de impor segurança a determinados grupos por meio da lei tem como consequência inevitável aumentar a insegurança das pessoas que não foram contempladas pela legislação. 

Liberdade e estabilidade são antagônicas

É impossível que uma sociedade garanta a estabilidade econômica para todos os seus cidadãos, pois isso significaria o fim da liberdade de escolha de consumo e de profissão.

Uma sociedade que tenta impor a estabilidade econômica, de renda e emprego, a todos os seus cidadãos só terá três possíveis destinos: 

1) controle total de todas as decisões de todos os indivíduos pelo estado — ou seja, as pessoas não poderão escolher livremente o que consumir, qual profissão seguir, quanto poupar, em qual atividade investir e nem em qual região morar;

2) a informalização completa e um funcionamento à margem da lei — isto é, empresas irão atuar sem pagar impostos, sem seguir as regras determinadas pelo governo, funcionando sempre na clandestinidade, ou 

3) uma mistura parcial entre 1 e 2. 

Não tem como escapar destes cenários.

Não há dúvidas de que a legislação brasileira, ao tentar impor por meio da lei a segurança ilimitada a determinados servidores e a segurança limitada a determinados trabalhadores, fez com que o nosso país seguisse o terceiro destino.

A presciência de Hayek

Hayek já havia vislumbrado tudo isso. Em seu capítulo, ele afirma:

Se garantirmos a alguns uma fatia fixa de um bolo de tamanho variável, a parte deixada aos outros sofrerá maior oscilação, proporcionalmente ao tamanho do todo. […]

Em consequência, em vez de preços, salários e rendimentos individuais oscilarem, são agora o emprego e a produção que ficam sujeitos a violentas flutuações. 

Poucas coisas têm tido efeito tão pernicioso quanto o ideal da "estabilização" dos salários de determinadas categorias, pois, embora ela garanta a renda de alguns, torna cada vez mais precária a posição dos demais.

Quanto mais nos esforçamos para proporcionar completa segurança para alguns, tanto maior se torna a insegurança de todos; maior o contraste entre a segurança que recebem os privilegiados e a crescente insegurança dos menos favorecidos. 



autor

Victor Cezarini e Raphael Werner

Victor Cezarini é graduado em Economia pela UFMG e Mestre em Economia pela USP. Trabalhou nos Bancos de Investimento Brasil Plural e Indusval & Partners, foi coordenador do diagnóstico financeiro da equipe de transição do Governador Romeu Zema e atualmente trabalha como Assessor de Desestatização no Governo de Minas Gerais. Também é Diretor de Formação do Instituto de Formação de Líderes de Belo Horizonte.

Raphael Werner é Programador pela PUC-MG, Alumnuns do Instituto Mises Brasil (IMB) e cursa a Pós Graduação em Economia em Escola Austríaca também pelo IMB. Trabalhou como Desenvolvedor de Softwares nas empresas SYS10, Rumo Soluções e, atualmente, trabalha na Siteware.


  • Isidoro  31/05/2021 18:59
    A partir do momento em que se vive em uma sociedade que possui um Estado, então se faz necessário que a classe de funcionários públicos (não empossados por eleições) seja constituída de modo imparcial para se impedir o problema do nepotismo.

    Eu não vejo nenhum problema de alguém querer "sacrificar" sua liberdade econômica, em prol de um salário fixo de um cargo público. Sim, podemos dizer que este indivíduo é um covarde, mas essa foi a opção dele, a liberdade individual dele permite esse tipo de escolha. Se esse indivíduo não trabalha dando o seu máximo, apenas o suficiente para atender as demandas conforme aparecem, tudo bem! Esta foi a opção dele. O grande problema é quando este funcionário trabalha de modo relapso, fugindo do seu dever, sendo nesse caso um problema das chefias que não o repreendem por motivos diversos.
  • Humberto  31/05/2021 19:07
    Não é uma questão de opção, e sim uma questão de ser um parasita.

    A escolha de trabalhar como receptador de artigos roubados também é uma escolha individual, ainda que imoral. O mesmo se aplica ao funcionalismo público.

    A origem dos recursos que sustenta o funcionalismo é o roubo, é o dinheiro apropriado com o uso da força pelo estado e não as trocas voluntárias entre as pessoas.
  • Juliano  31/05/2021 19:29
    "Eu não vejo nenhum problema de alguém querer "sacrificar" sua liberdade econômica, em prol de um salário fixo de um cargo público."

    Você não vê problema em alguém passar a viver à custa do esbulho de trabalhadores?

    "Sim, podemos dizer que este indivíduo é um covarde, mas essa foi a opção dele, a liberdade individual dele permite esse tipo de escolha."

    Não. A liberdade de um acaba quando ele começa a agredir a propriedade privada de outro. Não existe isso de "eu tenho a liberdade de viver à custa do esbulho de terceiros".

    "Se esse indivíduo não trabalha dando o seu máximo, apenas o suficiente para atender as demandas conforme aparecem, tudo bem! Esta foi a opção dele."

    Não, não está tudo bem. E a questão aqui nem é o "esforço", a "dedicação" ou o "empenho". A questão é a moralidade de se viver à custa do roubo de terceiros. A sua boa vida depende diretamente da redução forçada do padrão de vida de terceiros. Isso não é uma questão de "opção". Se fosse, então o assalto também seria uma "questão de opção".

    "O grande problema é quando este funcionário trabalha de modo relapso, fugindo do seu dever, sendo nesse caso um problema das chefias que não o repreendem por motivos diversos"

    De novo: ser relapso é o menor dos problemas de um funça. Aliás, dependendo da função, o funça ser relapso é uma benção para a sociedade. Quem dera tivéssemos auditores da Receita relapsos. Ou ministros do STF que não mandassem prender pessoas pelo "crime" de darem opinião.

    O problema é viver inteiramente do esbulho alheio. Isso é antiético e imoral.
  • Thiago  01/06/2021 19:44
    Perfeito, cirúrgico meu caro. Merece 2 bitcoins pelo comentário.
  • Douglas  01/06/2021 22:33
    Como assim covarde?

    Ter um emprego público não é pra qualquer um, precisa reunir qualidades muito mais importantes do que exige muita empresa. Além da tão proclamada honestidade, precisa também ter equilíbrio emocional, ter aptidão e estar disposto a aprender. Assim é um verdadeiro servidor público, uma pessoa que SERVE a sociedade, com imparcialidade e ética.

    Covarde, pra mim, é aquele empregado puxa-saco que passa a vida inteira se rastejando aos pés do chefe esperando uma promoção ou um mísero aumento, e só o que recebe são humilhações, e um belo pé na bunda quando seu "dono" se cansa dele. Pior que isso: aqueles que se deixam sugar até a última gota de sangue só pra aumentar o lucro de seu patrão.
    Nada mais vira-lata que isso.


    Mas, cada um com seus gostos, por mais estranhos que sejam!
  • Marcos Rocha  01/06/2021 23:33
    "Ter um emprego público não é pra qualquer um, precisa reunir qualidades muito mais importantes do que exige muita empresa. Além da tão proclamada honestidade, precisa também ter equilíbrio emocional, ter aptidão e estar disposto a aprender. Assim é um verdadeiro servidor público, uma pessoa que SERVE a sociedade, com imparcialidade e ética"

    Gostei do seu bom humor. Aprecio ironias inteligentes.

    Afinal, todos sabemos que a única coisa necessária para ser funça é decorar apostila e passar num concurso. Feito isso, o sujeito estará livre para viver à custa do esbulho dos desdentados.

    Se fosse necessário ser honesto, jamais haveria nenhum caso de corrupção no setor público.

    Se fosse necessário equilíbrio e aptidão, o setor público jamais seria conhecido por sua ineficiência e desperdício.

    Se fosse necessário ter ética e imparcialidade, o setor público seria o exemplo a ser seguido por empresas privadas tanto em termos de desempenho quanto em termos de recursos humanos.

    De resto, apenas uma correção na sua ironia: o funça é uma pessoa que serve-se da sociedade. Faltou o pronome reflexivo.

    Dito isso, não discordo do seu parágrafo seguinte, sobre puxa-sacos. No entanto, estes ao menos têm o mérito de não viver de dinheiro de impostos esbulhados dos desdentados. E também não prejudicam os pagadores de impostos.
  • Arthur  31/05/2021 19:02
    Foi só no fim do ano passado que fui ler O Caminho da Servidão. A cada capítulo ficava mais perplexo.
  • Guga  31/05/2021 19:04
    Muito bom o artigo. Sou um grande admirador de Hayek e Mises. Sou funcionário público... Hã?!
    Pois é, venho buscando recentemente um contato mais próximo com as ideias liberais, tentando compreender os conceitos básicos e as sutilezas do livre mercado e assim, cada vez mais, me admiro com o brilhantismo destes grandes pensadores da escola austríaca.

    A questão da segurança exerce sem dúvida grande fascínio entre a população em geral, e eu mesmo fui derrotado pela covardia do funcionalismo. Acontece que, na verdade, busquei a adaptação a uma sociedade que valoriza cada vez mais a segurança sobre a liberdade. Já tive uma pequena empresa e após assaltos, impostos e inadimplências fechei as portas (tudo bem antes do Corona). Infelizmente nosso país não nos oferece a oportunidade da liberdade verdadeira, dos impostos honestos e de um estado pequeno que acima de tudo não atrapalhe o empreendedor. Não busco assim desculpar-me pela minha opção.

    Hoje, através de esforço pessoal e mérito próprio busco exercer minha atividade com probidade, proatividade e competência, fui aprovado em um concurso difícil e não me envergonho de minha escolha pela segurança, porém, às vezes, ainda sonho com a liberdade da minha própria empresa dando frutos, gerando emprego e fazendo a economia crescer. Quem sabe um dia?
  • Chacra  31/05/2021 19:09
    "Hoje, através de esforço pessoal e mérito próprio busco exercer minha atividade com probidade, proatividade e competência, fui aprovado em um concurso difícil e não me envergonho de minha escolha pela segurança"

    É impossível mensurar com clareza se qualquer função executada pelo funcionalismo público é útil ou não, se há competência ou não, e se existe ou não demanda para tal.

    A garantia da manutenção do seu emprego independentemente do seu desempenho lhe permite ser relapso, incompetente, estúpido e não ser punido por isso. E, como não há um mensurador que possa ser utilizado para aferir sua "proatividade e competência" -- pois não há feedback dos consumidores e não há mecanismo de lucros e prejuízos --, tudo não passa de achismo de sua parte.
  • Diniz  31/05/2021 19:14
    "É impossível mensurar com clareza se qualquer função executada pelo funcionalismo público é útil ou não"... a pesquisa que se produz no Brasil, ainda que em pequena escala comparada com países europeus, geralmente é feita nas universidades públicas. Sabe por que? Pesquisa científica é um investimento a longo prazo, e universidades particulares em sua maioria se comportam como empresas, ou seja, minimização de custos, otimização de lucros e retorno rápido. A educação não deve ser mercantilizada.
  • Neto  31/05/2021 19:21
    Pô, você podia citar tantas coisas aparentemente "positivas" feitas pelo estado, mas foi citar logo da universidade pública brasileira?

    A esmagadora maioria das "pesquisas" nas universidades estatais tem como objetivo captar verbas das fundações (também estatais) e embelezar o currículo Lattes do sujeito. O conteúdo, via de regra, é insípido. As poucas pesquisas mais interessantes, ou que geram algum resultado, tendem a vir de pessoas ligadas à iniciativa privada.

    O financiamento estatal da pesquisa e desenvolvimento não garante a independência intelectual. Muito pelo contrário... garante que as universidades vão se tornar repartições públicas, manipulando as regras da burocracia para extrair a maior verba possível com o menor esforço possível. O desperdício de cérebros é assustador.

    O mercado tem critérios objetivos. São critérios estabelecidos por outras pessoas, que estão dispostas a pagar. Você pode condenar isso como "prostituição intelectual", mas esse é o ponto: "prostituir-se" no mercado é muito mais libertador e produtivo, para o indivíduo e para a sociedade, do que tornar-se um concubino do estado.
  • Neto  31/05/2021 19:21
    Diniz, quais foram as últimas 3 grandes contribuições da pesquisa acadêmica pública brasileira?

    Os ínfimos resultados fazem sentido ao confrontarmos com os grandes valores investidos para sustentar uma massa de "pesquisadores" que não apresentam resultado algum?
  • Régis  31/05/2021 19:32
    Detalhe: mesmo um eventual pesquisador excelente e inventivo não será remunerado de acordo com o valor do serviço dele, mas sim de acordo com uma tabela pré-aprovada por burocratas.
  • Felipe  31/05/2021 20:35
    Interessante mencionar que o FGTS foi uma criação do Roberto Campos (um dos erros dele no governo Castello Branco). Para tirar a bizarra estabilidade que a lei getulista garantia após dez anos de trabalho (sim, inclusive para o setor privado), Campos criou esse fundo. Os motivos de ele ter criado isso, ao invés de simplesmente terem abolido essa lei do Getúlio? Não sei. Os recursos do FGTS eram usados para o Banco Nacional de Habilitação, que também foi criado no período.

    Estabilidade no funcionalismo no Brasil será algo difícil de tirar. Na Grécia conseguiram demitir vários funcionários estatais por exigência da UE, para receber o socorro. E aqui no Brasil, quem vai exigir isso?
  • Brasil no futuro  31/05/2021 20:42
    Porque e como o Japão, tem fama de ter produtos de qualidade? Exemplo: carros? O nível de confiabilidade dos carros japoneses é o maior do mundo, segundo a maioria de estudos e pesquisas realizadas. Lexus, Mazda, Toyota, Honda e por último Subaru, aparecem sempre no top 10 ou top 15 dos ranking. Alemães sempre é um ou outro que esta no top 10.

    Li um artigo que na inglaterra por exemplo, as leis trabalhistas e o costume trabalhista impedia uma produtividade de qualidade, porque empregados gastavam tempo em greve e etc. Enquanto no japão não tinha uma lei trabalhista ou muito sindicato pra atrapalhar o empenho japones.

    Artigo lido aqui: garagedreams.net/car-facts/why-are-japanese-cars-more-reliable#:~:text=one%20single%20reason%3A-,Manufacturing%20%26%20Management%20Process,processes%20that%20Japanese%20brands%20pioneered.
  • Haneda  31/05/2021 20:49
    Tecnologia de ponta, automação extrema e cultura.

    No Japão, fracassar e apresentar um produto ruim não é uma opção. A humilhação pessoal leva a pessoa ao suicídio. Aliás, notas escolares baixas já causam o suicídio de adolescentes no país (pesquise a respeito).

    Quando um jumbo da Japan Air Lines caiu em 1985 por causa de uma falha técnica, matando 520 pessoas, dois engenheiros da equipe se suicidaram.

    www.nytimes.com/1985/09/22/world/jal-official-dies-apparently-a-suicide.html

    en.wikipedia.org/wiki/Japan_Airlines_Flight_123#Aftermath_and_legacy

    O Japão é uma cultura à parte, praticamente impossível de ser repetida e incorporada em outra parte do mundo.
  • Felipe  31/05/2021 21:01
    Há várias hipóteses e uma parte delas é mais estereótipo. Lendo em vários fóruns e postagens de Internet, creditam ao toyotismo e ao fato de os carros dessas marcas serem fáceis de consertar e manter, tendo também vasta oferta de peças (uma parte considerável dos americanos faz serviços básicos dos carros em casa, já que as peças e as ferramentas são baratas e há uma fartura de informação sobre, coisa que no Brasil praticamente inexiste). Aqui no Brasil a Toyota é que tem status de carro de luxo. Na América do Norte eles são apenas meios de transporte confiáveis e baratos. Na Europa também, mas lá eles não são tão populares, pois muitos preferem os carros de origem germânica. Um Corolla nos Estados Unidos passa facilmente dos 500 mil quilômetros. Subarus são confiáveis mas os seus motores são bastante complexos, principalmente pelo fato de seus cilindros estarem contrapostos (conhecido como motor boxer).

    Apesar disso, o Etios, que é da Toyota, não é um exemplo de alta qualidade, pelo menos não como em Toyotas vendidos em mercados mais competitivos. Há falhas no acabamento (inclusive encaixes) e na carroceria há alguns vãos maiores do que em outros regiões.

    Essa cultura de honra que foi mencionada é um outro fato no Japão. Se não me engano, até os políticos de lá são influenciados por isso.
  • Toyotista  31/05/2021 22:57
    Felipe, Toyota e Honda por exemplo são extremamente exigentes com fornecedores. O ferramental de fato é simplista, enquanto uma BMW necessita de softwares especificos e computadores da época do carro, os japoneses não. São carros que alem de confiaveis, quando quebram são facéis e barato de arrumar!

    A Mercedes tem fama na Alemanha de ser confiavel e de fato é o melhor dos alemães, mas ainda não chega a um carro mais barato como os dos japonses
  • Bolsodilma ciroguedes  01/06/2021 01:53
    Japoneses aplicaram conceitos como Kung Fu e DO, que noves fora significam maestria, perfeição, algo bem feito, na linha de produção com fins de ter a maior qualidade possível, mas com custos reduzidos.

    O pior custo é o do pior material, do pior funcionário. O lucro vem de não quebrar na qualidade, pois o custo é menor.

    Por isso as empresas japonesas se desenvolveram e as concorrentes imitaram. E isso foi aplicado em toda economia. Na cultura deles, de fazer com maestria, o consumidor também não aceita meia bosta.

    Leiam "Maestria", do Robert Greene.
  • Jonas  31/05/2021 20:56
    Existe palavra mais economicamente nefasta que concurseiro? Tenho nojo dessa palavra. Até meu browser tem nojo e a sublinha em vermelho. Remete imediatamente a fracasso. Blargh!

    Quem acha que o governo "rouba" cérebros do setor produtivo pois emprega os mais capazes (fazedores de prova) para si, só viu a ponta do iceberg. Imagine o exército de concurseiros que irá fracassar para que alguns consigam a boquinha. Agora, imaginem todo esse povo queimando sua meia dúzia de neurônios diariamente em assuntos sem importância. Vejam a energia mental, psicológica e potencialmente produtiva que é desperdiçada.

    Essa energia é simplesmente dissipada, some sem deixar vestígios. Pensando melhor, deixa vestígios sim: baixa auto-estima, baixa auto-confiança, depressão, melancolia etc.

    Então, já temos dois grupos de pessoas que deixam de produzir devido aos concursos: os que passam, que possivelmente têm desempenho cognitivo acima da média; e os que não passam, que são a grande maioria.

    Mas não deixemos passar batido um terceiro grupo, formado por aqueles mais empreendedores e que exploram esse mercado riquíssimo, que é o mundo dos concursos. São aulas, escolas, consultorias e tudo o mais que permita arrancar algum cascalho dos concurseiros desesperados. Mais energia gasta sem geração de riqueza real. Dá até pra calcular isso em pegada de carbono.

    Esse é um dano indireto causado pelo estado ao país e soma-se aos danos diretos já bastante explorados aqui no IMB.

    Pelo menos, a solução para o problema exposto é mais "simples": fim do concurso público. Ora, mas como seria feita a distribuição das boquinhas? Sorteio ou indicação, ambos com análise de currículo. Resolver-se-ia o problema do desperdício de energia e de lambuja ainda teríamos: facilidade para demissão, menores salários e consequentemente... servidores mais eficientes.
  • Estudante crítico  31/05/2021 21:04
    Eu concordo plenamente com a realização de concursos públicos para vagas nos serviços públicos e empresas estatais. Além de já ser concursado, continuo estudando para ser aprovado em outro concurso com melhor remuneração e benefícios. Quem opta receber menos para dizer que trabalha em uma empresa privada por mera ideologia penso que seja tão fanático quanto um esquerdista comunista. Sempre irei atrás de uma remuneração melhor e ponto final. Empresas privadas no Brasil sabem ser tão corruptas quanto órgãos públicos, portanto tanto faz trabalhar em órgão público ou empresa privada. O que importa é ser competente naquilo que faz, estudar e se qualificar sempre e fazer bons investimentos na vida pessoal. Quem seguir essa receita, sempre terá sucesso.
  • Cidadão ético, consciente e não-parasita  31/05/2021 21:10
    Dado que corrupção é algo que está e sempre estará ligada a dinheiro de impostos, cite empresas privadas corruptas e que não tenham nenhuma ligação com o governo.

    Gostaria de saber como a padaria da minha esquina pode ser corrupta sem utilizar dinheiro público, sem ter ligações com políticos, sem ter relações com agências reguladores, sem usufruir tarifas protecionistas, e sem gozar de benefícios do BNDES.
  • Estudante crítico  31/05/2021 21:17
    A padaria da sua esquina pode ser corrupta sim, mesmo sem utilizar dinheiro público, sem ter ligações com políticos, sem ter relações com agências reguladores, sem usufruir tarifas protecionistas e sem gozar de benefícios do BNDES. Basta ter um dono que seja imoral (já que você fez comentários a respeito de minha "moralidade").
    Se o dono da padaria simplesmente manipular a balança na qual ele pesa pães, queijos e presuntos, estará sendo corrupto sem ter relação alguma com o governo. Se o dono da padaria privilegiar algum funcionário menos eficiente por ter mais simpatia em detrimento de outro mais eficiente, estará sendo corrupto da mesma maneira. É claro que sua corrupção poderá ser prejudicial ao seu próprio negócio, mas não temos como mensurar isso. De qualquer forma, pessoas sairiam lesadas e isso não teria ligação alguma com o governo.
    Veja bem: eu escrevi que as empresas privadas podem ser tão corruptas com o governo, mas não escrevi que todas elas são. Em nenhum momento fiz generalizações. O que eu quis explicitar é que eu penso na minha remuneração e, sendo ela lícita, tanto faz vir do setor privado ou do público. Mas se você não concorda, pode trabalhar em um emprego privado por menos. A escolha é sua.
  • Diplomado com moral  31/05/2021 21:26
    "Se o dono da padaria simplesmente manipular a balança na qual ele pesa pães, queijos e presuntos, estará sendo corrupto sem ter relação alguma com o governo."

    Isso não é corrupção (pois não envolve o desvio de dinheiro de impostos), é fraude. É comportamento anti-ético. Só que tem uma diferença enorme: se a safadeza for descoberta, esse cidadão está lascado. A notícia de sua desonestidade irá se espalhar, e ele simplesmente perderá todos os seus clientes.

    Já quando a corrupção é estatal, não apenas não temos como escapar, como ainda temos de continuar financiando tudo. Se eu me recusar a financiar, terei minha prisão declarada. Se eu resistir à prisão, serei assassinado pelo estado.

    (Vide o atual relator da CPI e o cara que lidera as pesquisas presidenciais. Notórios corruptos, mas que não sofrem nenhuma punição.)

    De resto, a diferença no volume financeiro entre os dois casos é incomparável.

    Percebeu a pequena diferença?

    "Se o dono da padaria privilegiar algum funcionário menos eficiente por ter mais simpatia em detrimento de outro mais eficiente, estará sendo corrupto da mesma maneira."

    E ele irá se estrepar. No mercado, quem privilegia incompetentes roda bonito. Só não roda se contar com proteção e privilégio estatais. Como estamos analisando uma pequena empresa que não usufrui qualquer privilégio do estado, o destino está selado.

    Ademais, e de novo, empresa privada privilegiar um determinado funcionário não é corrupção, pois não há desvio de dinheiro público.

    "É claro que sua corrupção poderá ser prejudicial ao seu próprio negócio, mas não temos como mensurar isso."

    Temos sim: a falência dela.

    "De qualquer forma, pessoas sairiam lesadas e isso não teria ligação alguma com o governo."

    Algumas sairiam, sim. Até a trapaça ser descoberta, o que não demoraria mais do que uma semana. Agora, compare o dinheiro envolvido nessa artimanha com o dinheiro desviado na corrupção de uma mera repartição pública municipal.
  • Humberto  31/05/2021 21:29
    "eu escrevi que as empresas privadas podem ser tão corruptas com o governo, mas não escrevi que todas elas são"

    Todas serem ou não é totalmente irrelevante. Você só faz negócio com qualquer empresa que seja se quiser. E, se se sentir lesado, pode denunciar e fazê-la perder clientes (até ir à falência). Ou pode simplesmente ignorar e usar a concorrência. Com o tempo, todos farão o mesmo que você, e a empresa inevitavelmente irá quebrar.

    Já com o governo eu sou obrigado a sustentar você e sua companheirada, querendo ou não. Não tenho para onde ir, nem com quem reclamar, e nem meios financeiros para punir você por maus serviços.
  • Douglas  02/06/2021 15:47
    Essa padaria datua esqui apode vender PÃES VENCIDOS OU ESTRAGADOS, como eu já vi acontecer.
    Ou ela pode cobrar "a mais" de alguém que não olhe o preço.

    Não te faz de inocente, onde tem dinheiro, tem corrupção e desonestidade, com raras exceções.
  • Humberto  02/06/2021 16:53
    Isso não é corrupção, isso é fraude. E, uma vez descoberta, a padaria dificilmente se mantém no mercado — ao contrário do que ocorre no setor público, em que o funça pêgo na corrupção ganha uma licença remunerada.

    Se você não sabe sequer o significado básico dos termos, impossível qualquer diálogo construtivo.
  • Estudante de Humanas da Unicamp  31/05/2021 21:07
    Só o Estado, governado por uma elite inteligente, pode suprir as demandas de liberdade da sociedade. É ridiculo pensar que individuos comuns da sociedade através da livre iniciativa podem melhor o coletivo. O capitalismo e a democracia são farsas.
  • Sadib  01/06/2021 13:45
    Funcionou muito bem na URSS!

    Vamos tentar mais um pouco, talvez alguns outros milhões morram, mas vale tudo para acabarmos com os bourgeois
  • Ex-microempresário  31/05/2021 22:07
    Nos meus vinte anos de empresário, aprendi que os funcionários públicos não são todos iguais, pelo contrário. Existem vários tipos, que de forma geral podem ser classificados nos seguintes grupos:

    O Certinho: Acredita piamente que todas as leis, decretos, regulamentos, instruções normativas, etc, etc, são a mais pura expressão da verdade e devem ser obedecidas com fervor religioso. Trata qualquer ínfima discrepância como um crime contra a humanidade. Quando lhe mostram a quantidade de regras obscuras, dúbias, incoerentes e até contraditórias entre si, responde que isso não é problema dele. Habitat típico: Secretarias de Saúde e Vigilância Sanitária.

    O Militante: Acredita ter a missão divina de salvar a humanidade. Sua vida, desde que entrou na faculdade, têm o foco único de tornar-se fiscal, ganhar poder e fazer o que acha "justo". Vê empresas e empresários como o mal absoluto e faz tudo que pode para prejudicá-los. Acredita que todas as regras devem ser interpretadas da forma mais destrutiva possível, incluíndo doses de má-vontade, malícia e abuso de autoridade. Habitat típico: Secretarias do Meio Ambiente, eventualmente de Urbanismo.

    O Abusado: Acredita que cada carimbo seu é um ato de generosidade que deve ser recompensado pelo empresário que o recebeu. Exige ser paparicado, elogiado, tratado com respeito e subserviência. Pede favores e brindes com a maior naturalidade do mundo. Habitat típico: Receita estadual e federal, qualquer órgão que emita Alvarás e Licenças.

    O Negociante: Variação mais sincera do anterior. Ao invés de pedir favores, fala claramente que cada um dos seus serviços têm um preço. Geralmente exige pagamento antecipado, em dinheiro. Habitat típico: Secretarias de Finanças e órgãos ligados à Segurança Pública.

    O Preguiçoso: Acredita que nunca se deve fazer algo que possa ser empurrado para outro. Qualquer coisa que dependa dele ficará dormindo nas gavetas por meses ou anos. Costuma retaliar quando pressionado. Habitat típico: praticamente qualquer lugar.

    O Medroso: Comporta-se de forma similar ao anterior, mas por outro motivo: embora tenha conseguido passar no concurso, é completamente incompetente para o cargo que ocupa. Por isso, evita de todas as maneiras tomar qualquer decisão, com medo de fazer algo errado e perder a boquinha. Não se envergonha de inventar motivos para livrar-se de uma obrigação. Habitat típico: qualquer órgão que trabalhe com normas técnicas, como Secretarias de Saúde e Urbanismo ou estatais de Água e Energia.

    O Estudante: Dificilmente será visto por um empresário, porque ocupa todo seu tempo em congressos, cursos, workshops e similares. Nos intervalos entre um curso e outro, estará sempre em uma reunião de algum comitê ou grupo de trabalho. O único lugar onde ele nunca está é em sua sala, fazendo seu serviço. Habitat típico: Secretarias de Educação, Direitos Humanos, Cidadania e similares.

    O Ambicioso: Pensa unicamente em sua carreira. É um dos melhores que o empresário pode encontrar, porque para agradar aos superiores ele se submete até mesmo a trabalhar. Habitat típico: Agarrado aos órgãos genitais de seu chefe, com esporádicas passagens pelos órgãos genitais de deputados e vereadores.

    Existem outros grupos minoritários.
  • Douglas  03/06/2021 17:49
    Muito bem. Agora bora falar mal dos desempregados, dos autônomos, dos investidores, dos aposentados, dos estudantes e até das donas de casa. Afinal, também vivem todos eles de "esmolas" do governo, pagos através dos teus suados impostos, ou não?

  • Garcia  03/06/2021 18:58
    Autônomo e dona de casa não é bancado pelo governo. Investidor que investe em empresa privada também não. Estudante de escola e faculdade privada também não. E aposentado está recebendo o que o governo lhe confiscou.

    Tenta de novo. Seu conhecimento é latrinário.
  • Serrana  31/05/2021 22:54
    O que dizem do SUCESSO de SERRANA-SP com duas doses do CORONAVAC? Vacina chinesa vai melhorar nossa situação?
  • Néder   01/06/2021 00:59
    Isso é garantido? Definitivo? 100% de certeza? Você promete e garante? Cuidado, pois sua fonte é o governo de São Paulo.

    De minha parte, espero que sim, dado que meus idosos pais se vacinaram com essa coisinha inócua que mais parece um soro fisiológico.
  • Saulo Henrique Evangelista Fernandes  31/05/2021 22:58
    Servidores Públicos. As únicas pessoas que recebem dinheiro sem estarem inseridos em nenhum mercado.
  • Ze  01/06/2021 01:07
    "Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança."
    Benjamin Franklin
  • Alfredo  01/06/2021 01:25
    Para não deixar morrer. E notem que o próprio partido ainda faz propaganda disso!

    Lula e Dilma admitem 355% mais servidores do que FHC

    Governo federal admitiu 234.988 servidores públicos entre 2003 e junho de 2014. Com FHC, foram 51.613

    pt.org.br/lula-e-dilma-admitem-355-mais-servidores-do-que-fhc/
  • Felipe  01/06/2021 01:30
    Pessoal, segundo esse trabalho acadêmico, a taxa de desemprego na década de 1980 não chegava a 6 %. Em março de 1986, um mês após o início do Plano Cruzado, essa taxa era de pouco mais de 2 %.

    Dado o fato de que a legislação trabalhista brasileira existe desde a década de 1930, esse baixo desemprego pode ser explicado pelo fato de que, com a hiperinflação, os salários reais dos empregados estavam decrescendo, portanto diminuindo os custos de contratação? Curiosamente, nesses 35 anos de Plano Cruzado, era criado também o seguro-desemprego (o que havia antes aqui no Brasil?).

    O que pensam?
  • Vladimir  01/06/2021 01:55
    Na década de 1980, mais de 60% da economia brasileira estava na informalidade. Era uma zona. Quem viveu na época sabia. Todo mundo que não fosse funcionário público ou empregado de grande empresa vivia de bicos, com várias ocupações, na informalidade total.

    Como a moeda era mais farta que papel higiênico, e dado que praticamente tudo mundo estava na informalidade, sempre que havia demanda por algum serviço surgia uma mão de obra disponível. Sem fiscalização.

    E ainda bem que era assim. Caso contrário, o povo teria definhado de fome.

    Como as estatísticas de desemprego consideram qualquer tipo de trabalho, inclusive o informal (é assim até hoje), o desemprego era baixo.

    Se tivéssemos uma hiperinflação conjugada com um mercado de trabalho rigidamente fiscalizado pelo governo, teríamos tido um genocídio chinês.
  • Felipe  01/06/2021 02:55
    Você teria esses dados de informalidade dessa época? Se não me engano, o Olavo de Carvalho disse que era algo próximo disso na década de 1980 do Brasil.

    O Brasil nunca foi dolarizado espontaneamente por causa da indexação? Por exemplo, quando o Equador passou por uma alta inflação na década de 1990, muitas transações eram feitas na moeda americana (o que pode ser explicado pelo fato de também terem flexibilizado o seu uso). A Argentina é assim há bastante tempo. Hoje isso ocorre na Venezuela, além de existir também escambo e uso de criptomoedas.
  • Vladimir  01/06/2021 03:28
    Os dados oficiais falam em 28% em 1981, mas os próprios pesquisadores admitem que tais dados estão subestimados.

    www.scielo.br/j/rep/a/m4LDxr4dJt6hTJd5589wPBz/?lang=pt

    Considerando que havia vários empregos formais — como empregadas domésticas — que não tinha encargos nenhum, e várias ocupações autônomas (como caminhoneiros, encanadores, bóias-frias e peões de obra) que não pagavam nem IR e nem INSS, fica fácil entender por que (felizmente) as pessoas conseguiam encontrar ocupação remunerada facilmente à época.

    Ver também:

    periodicos.ufsm.br/eed/article/download/3435/1958

    www.abphe.org.br/uploads/ABPHE%202017/16%20Crise%20econ%C3%B4mica,%20mercado%20de%20trabalho%20e%20mudan%C3%A7a%20institucionalno%20Brasil%20nos%20anos%201980.pdf

    periodicos.ufba.br/index.php/crh/article/viewFile/18606/11980
  • WMZ  01/06/2021 04:04
    A era Lula foi a era de ouro dos rentistas? Eu vejo que a mídia esquerdista associa o "rentismo" ao governo Bolsonaro.

    www.youtube.com/watch?v=M3j-QbqWMe8 (Zé Dirceu atacando os rentistas)

    www.youtube.com/watch?v=OxicAMib0NI&t=1s (Juca Kfouri entrevistando um economista que ataca o rentismo...no canal petista TVT)
  • Bolsodilma ciroguedes  01/06/2021 02:50
    No Brasil, mais da metade da população não trabalha. Não era diferente na época. O que é diferente é como se conta.

    Dizem que hoje o desemprego é doze por cento. De 200 milhões. Isso não chega nem perto dos que não trabalham.

    O melhor número pra definir um país não é a taxa de desemprego mas sim os produtivos em relação ao total populacional.

    Nisso um país de 200 milhões com mais da metade das pessoas não trabalhando perde para um Japão bem menor, mas com uma taxa de produtivos ou produtividade maior. Lá todo mundo trabalha em algum nível. Até criança e aposentado.

    E jovens em idade de trabalhar, mas que não fazem nada, são custos por lá. São vistos como sugadores, inúteis. Faz parte da cultura deles fazer, produzir, e não tratar bem quem não faz.

    No Brasil um improdutivo qualquer faz uma choradeira qualquer, processa e ganha por causa de uma mísera crítica de quem o contrata.
  • ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI  01/06/2021 02:16
    Os servidores no Brasil servem a burocracia e não a sociedade, assim como o capital no país serve as oligarquias nacionais. Assim como a falta de capitalismo, a pobreza e a miséria, serve aos socialistas revolucionários. E um triangulo maldito que precisa ser destruído, mas como? Começar aumentando a poupança interna, atrair capital externo, combater a burocracia e ensinar matemática financeira nas escolas.
  • ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI  01/06/2021 02:50
    Veja o tamanho da loucura burocrática e da população. Na minha cidade as praças em sua maioria tem mato em lugar de grama. As pessoas pagam tributos para a prefeitura roçar mato das praças e ficam muito gratas a ela quando ela faz isso! Acham isso "normal ". As árvores são podadas sem conhecimento técnico necessário e as rebrotas que se seguem diminuem enormemente a vida das árvores. Eles não fazem nenhuma desbrota após a poda. Resumindo, a prefeitura contrata idiotas para serviços técnicos que destroem a arborização da cidade. Isso só interessa aos beneficiários dos contratos públicos e a mais ninguém . A população planta qualquer árvore em qualquer lugar, de qualquer maneira e podam de qualquer jeito e acham isso tudo normal. No domingo colocam seu lixo nas calçadas apesar de saberem que não há coleta de lixo no domingo e a adesão á coleta seletiva é muito baixa. E comum moradores jogarem resíduos de alvenaria, lixo verde e móveis nas calçadas de ninguém para a prefeitura recolher. Tudo é normal. O lema'O seu lixo é responsabilidade sua e não nossa" não pega! Ou seja, não são só os servidores o cerne dos problemas, é uma questão muito maior e complexa que passa pela formação cultural do brasileiro. O brasileiro é um povo "sem noção" e isso é muito contagioso e essa doença precisa ser enfrentada.
  • E se...  01/06/2021 14:07
    E se eu preferir estabilidade?
  • Vladimir  01/06/2021 14:39
    Aí você estará abrindo mão da sua liberdade (até aí tudo bem, você é livre para ser um bosta), e estará escravizando todo o resto (o que é inaceitável).

    Receita garantida para o atraso, exatamente como sempre foi historicamente no Brasil.
  • Então...  02/06/2021 14:55
    Então somos todos escravos?
    obs: Não é pergunta retórica, é pra responder e se posicionar: sim ou não
  • anônimo  02/06/2021 17:12
    Quem é autônomo, faz o que gosta e ainda consegue dar uma finta na Receita, sim, é livre.
  • Cristian  02/06/2021 17:30
    Se você é do setor privado e paga todos os seus impostos, sim você é um escravo.

    Se você é do setor privado e sonega o máximo que pode, você ainda é um escravo, porém rebelde.

    Se você é do setor público em um cargo de baixo nível, você faz parte da gangue e é cúmplice da escravidão.

    Se você é do setor público em um cargo de alto escalão, você o senhorio.
  • Bolsodilma ciroguedes  01/06/2021 15:58
    preço da arroba dispara e vai a 330 terças.
  • José Alessandro   01/06/2021 17:31
    O cara achar que os problemas da sociedade brasileiras estão diretamente ligados ao setor público, é de uma inocência ou inveja muito grande.
    A corrupção desenfreada sim é nosso calcanhar de Aquiles meu amigo! Sem mais.
  • Dagoberto  01/06/2021 19:46
    Meu querido, corrupção é, por definição, uma prática inerentemente ligada ao setor público. Não há corrupção sem setor público. Não teria como haver corrupção caso não existisse um setor público.

    Uma teoria simples sobre a corrupção

    Os vários mitos sobre a corrupção

    Política industrial, campeãs nacionais e a Lava-Jato: não há política de favorecimento sem corrupção
  • Cristian  02/06/2021 17:21
    "O cara achar que os problemas da sociedade brasileiras estão diretamente ligados ao setor público, é de uma inocência ou inveja muito grande."


    Ué? E não é assim? Prove o contrário!
  • Ex-microempresario  02/06/2021 18:08
    É repetitivo notar como os funças são repetitivos: "inveja", "inveja", "inveja".

    Eles realmente se acham e se sentem acima do resto dos mortais. Os equivalentes dos nobres da idade média. Os fidalgos (contração de "filhos d´algo", ao contrário dos demais que devem ser filhos de nada ou de ninguém).
  • Felipe  05/06/2021 21:15
    Analisando esse gráfico dessa página, o que me chamou a atenção é essa disparidade do Brasil com relação ao resto do mundo. Essa disparidade eu já sabia, mas por que ela só ocorre por aqui?

    Outra coisa interessante é o fato de que o funcionalismo dos EUA tem média salarial menor do que no setor privado. Faz até algum sentido, já que a chance de um funcionário estatal ser demitido é bem menor do que no setor privado.

    Parte do legado que o lulismo deixou no Brasil...


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