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Exatamente como previsto, a guerra comercial fracassou em recriar empregos na indústria
As tarifas ajudaram alguns poucos e prejudicaram vários outros, havendo uma perda líquida

Donald Trump foi eleito em 2016 com uma agenda contrária ao livre comércio com determinados países (principalmente China e México), prometendo que tarifas de importação e demais medidas protecionistas iriam restaurar o emprego no setor manufatureiro dos EUA.

Após ser eleito, o presidente americano efetivamente impôs tarifas sobre a importação de produtos chineses equivalentes a centenas de bilhões de dólares, com o objetivo de desestimular as importações e substituí-las pela produção nacional. Ele próprio se auto-descreveu como "o homem das tarifas" e disse que "guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar".

Qual foi o resultado prático de toda essa retórica?

Um análise dos dados feita pelo The Wall Street Journal, um jornal abertamente pró-Trump, faz uma grande revelação sobre os resultados da guerra comercial até o momento. E estes não são nada bonitos — embora totalmente previsíveis.

Eis a conclusão:

A guerra comercial do presidente Trump contra a China não alcançou o objetivo central de reverter o declínio do setor industrial americano, mostram os dados econômicos. […]

Um outro objetivo — trazer indústrias de volta aos EUA — também não ocorreu. O crescimento do emprego na indústria começou a desacelerar em julho de 2018, e a produção industrial chegou ao pico em dezembro de 2018, quando começou a cair.

Este gráfico mostra de maneira cristalina que as tarifas de Trump não tiveram êxito em promover o emprego no setor industrial. Imediatamente antes do início da pandemia de Covid-19, todo o aumento do emprego no setor industrial já havia sido totalmente revertido. 

Mais ainda: praticamente todos os ganhos de emprego no setor industrial ocorreram antes das tarifas sequer entrarem em prática.

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Gráfico 1: alteração anual do número de empregos industriais nos EUA, de janeiro de 2017 até o presente. A linha vertical pontilhada mostra o momento em que as tarifas de importação entraram em prática. Crédito da imagem: The Wall Street Journal

Esta notícia é desalentadora, claro, mas nada surpreendente.

A esmagadora maioria dos economistas (os sérios) concordam que tarifas de importação não têm como funcionar e alcançar seu objetivo (reindustrialização e aumento do emprego neste setor) simplesmente porque tarifas de importação são um imposto sobre os consumidores.

Tarifas de importação nada mais são do que impostos sobre a compra de bens importados. A mercadoria importada chega ao porto, desce do navio e um burocrata da alfândega impõe uma taxa ao valor total que o importador pagou, taxa essa que é repassada ao consumidor final.

Impostos mais altos sobre a compra de bens importados representam um subsídio às empresas nacionais, pois eles impedem que os estrangeiros possam utilizar preços baixos para concorrer com a indústria nacional.

Ao reduzir a variedade de opções disponíveis para os consumidores nacionais, as tarifas permitem que a indústria nacional cobre preços mais altos do que aqueles praticados por produtores estrangeiros.

Portanto, quem afirma que tarifa de importação gera industrialização e emprego está afirmando que aumento de impostos sobre o consumo, e um consequente aumento de preços para os consumidores, geram industrialização e emprego.

Com efeito, em uma pesquisa de 2016 realizada entre economistas, absolutamente nenhum concordou com a afirmação de que aumentar tarifas sobre determinados bens iria estimular a produção doméstica. Nada menos que 93% discordaram ou discordaram fortemente, ao passo que 7% não responderam.

A explicação lógica 

"Tarifas de importação que protegem empregos na siderurgia significam preços mais altos para o aço, o que, por sua vez, significa menos vendas de produtos nacionais à base de aço (tanto dentro do país quanto para o resto do mundo). Isso leva a perdas de empregos nestes outros setores em um número maior do que o número de empregos protegidos", explicou o economista Thomas Sowell.

"Os benefícios de uma tarifa de importação são visíveis", disse Milton Friedman. "Os sindicatos podem ver que estão sendo "protegidos". Já o estrago que a tarifa faz é invisível. Ele é amplamente difuso. Há várias pessoas que perdem seus empregos por causa das tarifas, mas não sabem".

O problema com tarifas é que, de modo geral, elas destroem mais empregos do que protegem. Para cada emprego "protegido" por uma tarifa, vários outros são extintos em indústrias que utilizam o bem tarifado (e agora mais caro) como insumo em sua produção. Seus custos de produção sobem, e a solução passa a ser cortar mão-de-obra e automatizar.

Dois exemplos práticos famosos

Em março de 2002, o então presidente George W. Bush impôs uma tarifa de 30% sobre o aço chinês. O objetivo, obviamente, era proteger empregos no setor siderúrgico.

Só que havia um problema: o número de trabalhadores que utilizam aço como matéria-prima é muito maior do que aqueles que produzem aço.

Há aproximadamente 200.000 de trabalhadores nas indústrias de aço, alumínio e ferro, e há nada menos que 6,5 milhões de trabalhadores empregados em indústrias que utilizam aço e alumínio como matéria-prima para seus produtos — empresas que fabricam de tudo, desde caminhões, automóveis e maquinários pesados até latas de cerveja e aramados para galinheiro.

Consequentemente, os resultados dessa tarifa foram caóticos, embora totalmente previsíveis pela teoria econômica.

Segundo uma extensa pesquisa realizada por um conglomerado de indústrias de bens de consumo, as tarifas contra a China aumentaram os preços do aço (óbvio) e, como consequência, eliminaram 200.000 empregos naqueles setores que compram aço para usar em seus processos de produção.

À época, esses 200.000 empregos eliminados da economia eram mais do que o número total de pessoas que trabalhavam nas siderúrgicas, e representaram US$ 4 bilhões em salários perdidos.

Eis as conclusões do estudo:

  • 200.000 americanos perderam seus empregos em decorrência do aumento dos preços do aço em 2002. Esses empregos perdidos representaram aproximadamente US$ 4 bilhões (US$ 5,5 bilhões em valores atualizados) em salários perdidos de fevereiro a novembro de 2002.
  • Um em cada quatro (50.000) destes empregos perdidos foi nos setores de produção de metais, de maquinários, de equipamentos e de transportes, bem como no de peças de reposição.
  • O número de empregos eliminados cresceu continuamente ao longo de 2002, chegando a um pico de 202.000 empregos em novembro.
  • O número de americanos que perderam seus empregos em 2002 em decorrência do encarecimento do aço foi maior que o número total de empregos nas próprias siderúrgicas (187.500 americanos estavam empregados nas siderurgias americanas em dezembro de 2002).
  • Clientes que consumiam produtos fabricados com aço americano trocaram de produtos e passaram a consumir mais estrangeiros, uma vez que o aço americano, protegido da concorrência, tornou esses produtos menos confiáveis e mais caros. Algumas empresas, incapazes de aumentar seus preços em decorrência do maior custo do aço, tiveram elas próprias de absorver todo o aumento de custos de produção, o que as deixou em situação financeira precária.

Em dezembro de 2003, Bush teve um lampejo de bom senso e aboliu essa tarifa, a qual só causou estragos à economia. Não coincidentemente, a recuperação econômica veio em 2004.

Entra em cena Obama, que aparentemente não havia aprendido nada com seu antecessor.

Em 2009, ele impôs uma tarifa de 35% sobre pneus chineses. O motivo foi o mesmo de sempre: as fabricantes americanas estavam reclamando de "concorrência desleal" dos chineses.

Em janeiro de 2012, o próprio Obama se gabou dizendo que "mais de 1.000 americanos têm um emprego hoje porque interrompemos esse surto de pneus chineses". Estima-se que 1.200 empregos na indústria americana de pneus foram protegidos por essa tarifa.

Mas, como sempre na economia, há o que se vê e o que não se vê.

De acordo com este completo e aprofundado estudo do Peterson Institute for International Economics (reconhecido até mesmo por fontes de esquerda), essas tarifas obrigaram os americanos a pagar US$ 1,1 bilhão a mais por pneus americanos.

Ou seja: embora 1.200 empregos tenham sido protegidos na indústria americana de pneus, o custo por emprego mantido foi de impressionantes US$ 900.000 naquele ano.

Mais ainda: segundo o Bureau of Labor Statistics [o IBGE americano], o salário médio anual de pessoas que trabalhavam na indústria de pneus era de US$ 40.070. 

E piora: como os consumidores americanos tiveram de pagar US$ 1,1 bilhão a mais em pneus, eles não puderam usar esse dinheiro para comprar bens e serviços de outros setores. Consequência? Aproximadamente 4.000 americanos (3.731, para ser mais exato) perderam seus empregos nestes setores.

Ou seja: 1.200 empregos salvos a um astronômico custo de US$ 900.000 por emprego versus 3.731 empregos destruídos pela tarifa.

E um adendo: a maior parte do US$ 1,1 bilhão a mais que os americanos pagaram em decorrência dos pneus mais caros não se traduziu em aumentos salariais para os trabalhadores da indústria de pneus. Segundo o estudo do Peterson Institute, apenas 5% deste valor foi para o bolso dos empregados. Os 95% restantes viraram bônus corporativos.

Tarifas servem para isso mesmo.

Assim com Bush, Obama também acabou tendo um lampejo de bom senso, e seu governo aboliu a tarifa em 2012.

Para concluir

No caso das tarifas de Trump, não apenas várias indústrias sofrerem em troca da proteção de algumas poucas, como também as tarifas geraram, como era de se prever, uma ação retaliatória da China, a qual piorou ainda mais a situação.

Segundo o The Wall Street Journal:

Uma análise detalhada, indústria por indústria, feita pelo Federal Reserve mostrou que as tarifas estimularam o emprego em 0,3% naquelas indústrias expostas à concorrência com a China. Porém, este ganho foi mais do que contrabalançado pelos agora maiores custos de se importar produtos e equipamentos chineses, o que reduziu o emprego industrial geral em 1,1%. […]

Tarifas retaliatórias impostas pela China contra produtos americanos reduziram empregos industriais nos EUA em 0,7%. 

Sem nenhuma surpresa, temos mais uma comprovação empírica da velha teoria: tarifas matam mais empregos do que criam. Para cada emprego "protegido" por uma tarifa, vários outros são extintos.

Nenhum economista tem o direito de se surpreender com isto.



autor

Brad Polumbo
é um jornalista libertário-conservador e editor da Foundation for Economic Education.


  • Jader Lúcio  11/11/2020 17:45
    Quando falo que Trump não sabe o que é a filosofia conservadora, muitos me olham como se eu fosse louco. Ele representa bem o que são os Republicanos, protecionistas e intervencionistas. Os democratas só são uma versão piorada.
    E ainda me dá lampejos de esperança ver jornais que supostamente são a "base aliada" do presidente criticando uma coisa óbvia. Afnal, não é esse o papel do jornalista? Entretanto, saber que fico feliz com essa raridade, é um sinal dos tempos confusos em que vivemos.
  • Eduardo  12/11/2020 15:07
    Vocês esqueceram de um grande detalhe!
    A questão geopolítica vai alem do financeiro nesse momento. É uma guerra ideológica! Vcs estão olhando apenas para o money, olhem um pouco pro futuro.
    Não adianta ter dinheiro e ser dominado!
  • Fernando  12/11/2020 17:05
    Do que você está falando? Não entendi o seu ponto. O que isso tem a ver com as consequências econômicos do protecionismo?

    Aliás, como, exatamente, afetar a própria economia significa posicionar-se estrategicamente na geopolítica? Por essa sua lógica, então, Venezuela e Argentina estão muitíssimo bem-posicionadas.


    P.S.: qual foi o "grande detalhe" esquecido?
  • Marcos  15/11/2020 14:23
    Pois é, concordo plenamente, esses caras só olham money e esquecem que a ideologia que está para engolir o mundo irá arruinar tudo e tirar seu rico money deles!
    Esses tais aí adoram fazer projeções e esta por incrível que pareça foge totalmente da regra deles que exige mais de 5 anos para maturação e pegar realmente, agora vem fazendo análise de uma mudança de menos de 4 anos e querendo resultados que só vem mais a frente!

  • Paulo  11/11/2020 17:54
    Por esse gráfico podemos ver que o emprego já estava próximo da retração antes da crise do coronavírus(E dos lockdowns);

    Não creio que a economia americana fosse sustentar crescimento por muito mais tempo. Mas esse vírus distorceu os dados então poucos vão perceber que juntou economia fragilizada antes da pandemia com medidas de paralização das cadeias produtivas
  • Jairdeladomelhorqptras  11/11/2020 18:23
    Pessoal,
    Texto que nos deixa acabrunhados. Trump é considerado de direita e conservador. Deveria defender ferrenhamente o livre comércio. Tempos estranhos.
    Abraços
  • Régis  11/11/2020 18:46
    O artigo abaixo praticamente previu com um ano de antecedência o recente resultado eleitoral do Texas.

    Até então um seguro reduto republicano, Trump ganhou extremamente apertado: magros 600 mil votos de diferença, entre 11 milhões de eleitores.

    Um republicano vencer no Texas por apenas 600 mil votos (de um total de 11 milhões) contra uma múmia senil é um indicativo alarmante.

    A explicação é a economia, que foi afetada por tarifas e ferrou vários produtores locais:

    www.mises.org.br/article/3022/a-nova-politica-comercial-de-trump-aumentar-impostos-sobre-os-americanos-para-punir-o-mexico
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 18:49
    Me causou estranheza o fato de q o articulista é declaradamente um "libertário-conservador", o q imediatamente me traz uma dúvida sobre como exatamente os libertários lidam com questões de segurança nacional como uma eventual adoção da banda 5G via tecnologia da chinesa Huawei a qual já foi apontada como contendo sérias brechas de segurança e uso indiscriminado de coleta de dados de usuários. Afinal, se libertários clamam por uma secessão seletiva criando um Estado paulatinamente fracionado ainda assim haveria algo como uma ameaça nacional em curso com a adoção desses sistemas ou tudo poderia ser resolvido na base da lei da oferta e da procura? Aguardo a análise de vcs
  • Guilherme  11/11/2020 19:11
    Não entendi o que o início do seu comentário tem a ver com o artigo. Qual exatamente é a estranheza entre os fatos econômicos apontados no artigo e o posicionamento do autor?

    Curiosidade sincera.

    P.S.: Huawei é um bom debate, mas absolutamente nada tem a ver com o tema do artigo.
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 19:35
    Talvez eu nao tenha me expressado bem, entao vou explicar melhor: o artigo trata de protecionismo e tarifas de importação. O articulista é libertário, logo é um defensor do livre mercado assim como qq um q entende um pouco dos beneficios do liberalismo econômico. A Huawei é um exemplo claro do imperativo categórico chinês em usurpar as liberdades individuais. A minha questao é, até q ponto um protecionismo seletivo em relaçao a China é um beneficio para a segurança nacional dos EUA? A segunda questão é: até q ponto um estado fragmentado pela secessão ainda é um Estado onde a segurança nacional é um assunto relevante para suas fronteiras. Ainda aguardo a avaliaçao de vcs...
  • Antenado  11/11/2020 19:47
    Respondido nos links abaixo. Você pode até não concordar, mas é a posição libertária.


    P.S.: você diz que a "Huawei é um exemplo claro do imperativo categórico chinês em usurpar as liberdades individuais".

    Por favor, forneça fontes que comprovem isso de maneira indubitável.

    Quero deixar claro que isso não é um desafio e nem uma provocação, mas sim um genuíno interesse meu em me informar melhor. Eu mesmo já procurei informações definitivas sobre o assunto e nunca consegui encontrar nada minimamente satisfatório.
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 20:38
    A pergunta permanece: qdo se trata de questão de segurança nacional a livre concorrência mercadológica suprime a suposta concorrência livre de ideologias apregoada pelos defensores da China? Libertários escolheriam uma Huawei com tecnologia espiã controlada por um regime totalitário socialista para atuar em suas fronteiras? Vcs acreditam realmente q o gagá Biden nao abrirá a braguilha para o cetro chinês em todas as instâncias da sua eventual gestão borra-botas? Uma coisa eu sei, Trump tem colhões de aço em boicotar a chinelândia de 1,99 e a maioria dos chefes de governo são mesmo um bando de maricas q mal conseguem dar um nó nos sapatos!

    Minhas fontes:

    Reino Unido vai banir a Huawei da infraestrutura 5G do país
    www.gazetadopovo.com.br/mundo/reino-unido-banir-huawei-5g/

    Huawei no 5G brasileiro: como é a posição do governo Bolsonaro
    www.gazetadopovo.com.br/economia/huawei-no-5g-posicao-do-governo-bolsonaro/

  • Antenado  11/11/2020 21:01
    "qdo se trata de questão de segurança nacional a livre concorrência mercadológica suprime a suposta concorrência livre de ideologias apregoada pelos defensores da China?"

    Defina "questão de segurança nacional", mas sem platitudes. Quero exemplos concretos.

    Por exemplo, existe uma diferença óbvia entre importar bombas nucleares e permitir uma empresa de telefonia vir para cá.

    Não entendi o que significa "livre concorrência mercadológica suprime a suposta concorrência livre de ideologias".

    Defina quem são e o que significa ser "defensores da China". Comprove suas afirmações.

    "Libertários escolheriam uma Huawei com tecnologia espiã controlada por um regime totalitário socialista para atuar em suas fronteiras?"

    A frase é tão completamente errada, que é difícil até escolher por onde começar.

    O que significa "libertários escolherem uma Huawei"? O que a Huawei faz que uma telefônica americana, japonesa ou europeia não poderia fazer? No que a Huawei é pior que a Embratel e a Telebrás?

    "Vcs acreditam realmente q o gagá Biden nao abrirá a braguilha para o cetro chinês em todas as instâncias da sua eventual gestão borra-botas?"

    Dispenso metáforas. Quero coisas concretas.

    "Uma coisa eu sei, Trump tem colhões de aço em boicotar a chinelândia de 1,99 e a maioria dos chefes de governo são mesmo um bando de maricas q mal conseguem dar um nó nos sapatos!"

    Qual foi, efetivamente, o "boicote do Trump"? Aponte fatos que demonstrem que, durante seu governo, a China encolheu e ficou de joelhos.

    "Minhas fontes:

    Reino Unido vai banir a Huawei da infraestrutura 5G do país

    www.gazetadopovo.com.br/mundo/reino-unido-banir-huawei-5g/

    Huawei no 5G brasileiro: como é a posição do governo Bolsonaro

    www.gazetadopovo.com.br/economia/huawei-no-5g-posicao-do-governo-bolsonaro/"


    O que é isso? Opção preferencial pela zoeira? Pedi dados concretos, e não duas notícias sobre medidas tomadas por políticos.

    Isso não é debate. Você tem apenas emoção.
  • Daniel de Britto da Silva  16/11/2020 13:40
    Pois está óbvio que os EUA são sim, vítimas do que se poderia chamar de "estratégia superior". Oras, as elites globalistas, simplesmente levantaram a China, para ser a potência rival dos EUA, levando para lá a economia mundial, em peso. Os EUA têm políticas econômicas diversas em seu território, estado por estado, metade é free-to-work, a outra não é etc. A economia americana tem mesmo um cenário favorável aos negócios, mas com cada vez mais empecilhos criados pelos comunistas no próprio país. Basicamente, há uma gigantesca conspiração, isto não é exagero, para que os EUA fracassem totalmente ante o comunismo avassalador no mundo. O sr. Trump sabe disso muito bem, e tenta reagir de acordo, ele tem um alto conselho conservador consigo, pessoas muito qualificadas. Porém, uma simples presidência ou um simples congresso ou um senado federal, pouco podem contra tamanha trama arquitetada contra o país deles. Eles são umas dezenas de pessoas, os inimigos do povo deles são muitos milhões de agentes, em diversas atividades políticas, intelectuais, artísticas, empresariais etc. Não existe nenhuma base de comparação para isso, as tarifas contra a China são mero paliativo, para a ameaça existencial patente que a China representa.
    A única solução para a China mesmo, é a sua total obliteração da face da Terra, para a paz mundial.
  • Renato  11/11/2020 19:24
    Sorte dos americanos que os empregos industriais não foram retomados. Isso significa que esses trabalhadores poderão ter mais saúde por mais tempo.

    Como eu nunca me canso de repetir aqui: empregos industriais são insalubres e, por isso mesmo, indesejáveis.

    Trabalhar na indústria é algo totalmente punitivo do ponto de vista da saúde e da segurança. É um ambiente maçante, monótono e até mesmo emburrecedor. O trabalhador industrial passa oito horas do dia fazendo trabalhados repetitivos e extenuantes. É a perfeita caricatura do homem robotizado, sem emoções e vontade própria.

    Qualquer redução do emprego industrial deveria ser comemorada como algo humanístico; qualquer substituição de homens por máquinas deve ser aplaudida como algo em prol da humanidade.
    Apenas gente que nunca empunhou um instrumento de trabalho mais pesado que um lápis pode defender a ideia de que o progresso está em fazer trabalhos excruciantes e "quebradores de coluna" nas indústrias.

    Eu não entendo gente defendendo enfiar ainda mais humanos dentro de fábricas. Empregar humanos na indústria denota atraso. Avanço é substituí-los por máquinas e robôs. Países ricos fazem o segundo e liberam essas pessoas para se dedicar a empreendimentos mais prazerosos. Países pobres fazem o o primeiro, e com isso permanecem no atraso, sem um setor de serviços vibrante e criativo.
  • Renato  11/11/2020 19:42
    Vale lembrar também que país rico não tem acidente ambiental, exatamente porque lida pouco com atividades extrativistas.

    Escavar minério, por exemplo, é atividade de país atrasado e subdesenvolvido. País rico importa minério, deixando todo esse trabalho árduo para os atrasados.

    Esquerdistas e nacionalistas defendem emprego industrial e defendem que mineradoras sejam protegidas da concorrência estrangeira, mas acham ruim quando a mineradora faz lambança e vaza dejeto em rio ou estoura os reservatórios de minério e causam mortes.

    Ora, não dá pra ter as duas coisas ao mesmo tempo. Se é contra importação de bens industriais pra proteger a indústria nacional, então o país vai ter de deslocar mão-de-obra e recursos para fazer essa atividade primitiva que é escavar minério da terra. Se vai escavar e escoar minério, merdas irão acontecer.

    País rico terceiriza a atividade de extrair minério para os atrasados e depois simplesmente importa o minério (mantendo assim seu meio ambiente limpo). País pobre coloca gente pra escavar minério e sujar todo o meio ambiente, e depois exporta esse minério para os ricos em troca de dólares que não terão utilidade nenhuma, pois a importação é restrita. E ainda acha todo esse arranjo lindo e vantajoso.


    P.S.: antes que alguém venha querer lacrar falando de Austrália e Canadá, lembrem-se: estes países produzem minério, mas nem de longe são ricos por causa do minério.

    País rico é aquele que lida com tecnologia de ponta, como Suíça, Cingapura e Hong Kong, e não com coisas arcaicas como extrair pedra do chão.
  • HeSave  12/11/2020 19:44
    "País rico é aquele que lida com tecnologia de ponta, como Suíça, Cingapura e Hong Kong, e não com coisas arcaicas como extrair pedra do chão."

    Ou arcaicas como plantar , colher e exportar alimentos. Ou criar porcos, galinhas e bovinos para exportar carne para alimentar países que não tem esses recursos. Ou arcaicas como conquistar o cerrado usando variedades de soja criadas a partir de alta tecnologia da EMBRAPA para fazer algo que os outros países não conseguiram.

    Você já plantou e colheu pé de milho?
  • Renato  12/11/2020 19:50
    Ou seja, você está comparando Suíça com a América Latina. E aí, o que você conclui?
  • eugenio  11/11/2020 20:14
    SÓ FUNCIONA LIVRE MERCADO COM REGRAS IGUAIS PARA TODOS

    CHINA NÃO FUNCIONA COMO ECONOMIA DE MERCADO,economia estatal,TEM REGRAS DIFERENTES

    OS CUSTOS SOCIAIS AGREGADOS AO EMPREGO NA AMERICA,EUROPA UM, E NA ASIA OUTRO.

    COMO QUERER QUE OS CUSTOS CONCORRAM SE AQUI NAS AMERICAS TEM IMPOSTOS QUE NA ASIA NÃO TEM?

    Me ajudem por favor , a OMC não aceitava a China como economia de mercado, e aí alguem declarou que era, então a China estuprou os steites, a Europa as americas.Seus custos baixissimos ,liquidaram empresas e empregos.

    COMO ISTO FOI ACEITO?

    UM DUMPING ESCRACHADO AOS OLHOS DO MUNDO TODO, ÓBVIO E EXPLICITO...

    SUN TZU um grande, o maior dos estrategistas que o mundo conheceu, e que YURI BEZMENOV descreve e cita também:

    CORROMPA!

    CORROMPA ALTOS FUNCIONARIOS PÙBLICOS DE PAÍSES, E ORGANIZAÇÔES REGULADORAS E FISCLIZADORAS , é o MAPA DA MINA!

    A China usa creditos gigantes de seu superavit comercial aplica em dumping .Quebra o concorrente,se adona do mercado mundial.

    É ESTRANHO que à luz do sol que praticam o dumping e os orgãos fiscalizadores estão em mãos dos "amigos".Amigos e sócios

    Vide OMS em mãos dum "compadre" de negócios, se não o é, assim procede.

    É INFANTILIDADE, MAS É O QUE SE CONSTATA,a vinte anos!!!!!

    O grande general , em sua obra A SUPREMA ARTE DA GUERRA ensinou a séculos como se faz, e quando o conquistador desce a montanha, a cidade já é sua, sem disparar um só tiro.

    QUANDO VIER A VACINA , O PLANETA JA ESTARÁ EM SUAS MÃOS SEM DAR UM SÓ TIRO.

    cqd
  • Guilherme  11/11/2020 20:23
    1) O que isso tudo tem a ver com o artigo, que fala das consequências práticas do protecionismo?

    2) Qual o problema de estrangeiros venderem para mim a preços baixos? Se eu quiser comprar um sapato de um chinês que está vendendo para mim barato, quem é você para me proibir?
  • Intruso  12/11/2020 01:45
    Simplesmente eu sou o governo (estado), se não obedecer estarás preso.
  • Gudin  11/11/2020 20:28
    No fundo, todo protecionista é guiado pelo mesmo medo: o medo da abundância.

    A força ideológica mais poderosa na defesa do protecionismo é o temor de que, com o livre comércio — isto é, com as pessoas podendo comprar coisas baratas do exterior —, haverá poucos empregos para os trabalhadores na economia doméstica.

    Mas, ora, o que seria esse temor senão o medo de que o livre comércio irá gerar uma abundância tão plena, que ninguém mais terá de trabalhar para produzir?

    O que seria esse temor senão a noção de que, com o livre comércio, todos os desejos da humanidade seriam tão completamente satisfeitos, que chegaremos ao ponto em que não mais seremos úteis em fornecer bens e serviços uns aos outros?

    O temor do cidadão comum e dos políticos em relação ao livre comércio se baseia em um entendimento completamente equivocado da realidade do mundo. É um temor de que nós humanos (ou pelo menos os humanos de um determinado país) estamos no limiar de abolir a escassez e, consequentemente, de transformar o mundo (ou ao menos o nosso país) em um ambiente de superabundância.

    Por isso, o protecionismo é uma política baseada no calamitoso temor de que um dos maiores problemas enfrentados pelos seres humanos não é a escassez, mas sim a superabundância. O protecionismo é a política implantada para criar escassez e para impedir a abundância

    E há quem defenda isso.
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 20:49
    Explique isso com requintes de delicadeza à China comunista q acabou de determinar a supressão das liberdades de livre comércio à Hong Kong. A bola da vez será Taiwan, mas a impressão q fica é q mta gente parece q se acostumou a jogar banco imobiliário e acha q o mundo é feito de casinhas vermelhas de plástico e os limites do seu espaço sao demarcados com canetinha hidrocor...
  • Guilherme  11/11/2020 21:02
    Sigo, sinceramente, sem entender o que tudo isso tem a ver com o artigo. Mas deixa pra lá…
  • Marcos Rocha  11/11/2020 21:08
    Vai ver ele quer dizer que tarifar a China compensou as más consequências econômicas. Eu até nem teria problema com esse argumento, mas ele tem de ser falado explicitamente.

    O sujeito tem de ter culhões para dizer: "Sim, eu defendo tarifar a China, mesmo sabendo que isso ferrará boa parte da economia. Afinal, há objetivos maiores de cuja importância só eu sei."

    Mas não. Em vez de ter a macheza de assumir suas posições, e defender as consequências dela, o sujeito fica nesse vitimismo aí, sem a mais mínima coragem de se posicionar abertamente.


    P.S.: queria muito entender essa lógica de combater uma potência estrangeira tributando seus próprios cidadãos e causando desemprego em vários setores da economia que nada têm a ver com a briga. Deve ser uma estratégia tão genial que eu não consigo entender.
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 21:22
    Parece q vc é um preciosista semântico, alguém com a nítida intençao de causar estardalhaço onde nao existe. Se vc acha q meu questionamento nao é relevante ao tema, exemplifique de forma bem objetiva seus porquês e deixe q o leitor decida se é relevante ou nao. Meu post nao é off topic, mas se vc acha q é off topic explique com argumentos claros o q lhe parece tao dissonante à sua verve intelectual, mas se nao gosta de links entre assuntos afins fique a vontade tb para fazer sua malcriaçao, aqui somos todos adultos e nao nos preocupamos com birras e bateçao de pezinhos. Fique à vontade
  • Fernando  11/11/2020 21:34
    Pergunta sincera ao Motorista: dado que Trump, ao impor tarifas, está combatendo a malvada China, então Obama, quando impôs tarifas à China, também estava combatendo os malditos chineses, certo? Por definição.

    Logo, todos os elogios ao Trump devem, por definição, também ser estendidos a Obama e aos democratas. Ambos possuem a mesmíssima "genialidade geopolítica". Certo?
  • Motorista do Sr. Mises  11/11/2020 23:09
    Sem problema algum em responder sinceramente a sua pergunta e a resposta é: sua pergunta nao tem nada a ver com meu questionamento anterior, portanto sua pergunta é um espantalho. Lamento o mal entendido qto a questão do protecionismo, mas sinto informá-lo q vc foi induzido a pensar q eu defendo intervenção estatal na economia. Se vc ler meu comentário apenas questionei em qual momento num livre mercado o boicote à um produto tecnológico com tendência flagrante a implementar controles e vigilância remota por parte do regime comunista chinês (notadamente os sistemas 5G da Huawei) se faria benéfico ao resguardar a segurança nacional de um país. Se a relevância sobre a questão de protocolos de segurança podem ser usados como espantalho para invalidar o debate ou me pintar como intervencionista deixemos isso a cargo dos leitores. O chato nisso tudo são os patrulheiros das virtudes alheias q vivem tentando validar debates de acordo com sua flutuaçao de humor e o tom garboso de certos leitores q insistem em desqualificar questões e assuntos q eles julgam off topic. Sao os famosos estetas do rabo alheio. No mais, a questão continua de pé a quem interessar possa. Aos patrulheiros de plantão meus sinceros pêsames.
  • Antenado  11/11/2020 23:33
    E segue o ponto: qual a prova disso que você falou? Pedi lá em cima, e você tergiversou (colar link de jornal brasileiro noticiando plano de político tem valor nulo para a minha pergunta, que é eminentemente técnica).

    Você não pode exigir que alguém se posicione sobre algo que nem sequer está comprovado. Isso é armadilha.

    É o equivalente a eu perguntar para você: "E aí, já parou de bater na sua mulher? Sim ou não?"
  • Motorista do Sr. Mises  12/11/2020 00:13
    Para uma pessoa antenada vc até q está bem desantenado e, lamento informá-lo, mas quem tergiversou foi vc. Lá em cima enviei dois links, dentre os quais constava a adesão do Reino Unido (incluindo nesse grupo Nova Zelandia, Australia e mais dois paises q não me recordo agora) ao boicote à Huawei pelos motivos supracitados anteriormente, mas vc preferiu uma vez mais fazer espantalho com o link sobre a posição de Bolsonaro sobre a decisão de implementar ou nao o 5G com sistemas da Chinelândia em 2021. Ou seja, vc não apenas tergiversou como tb peidou sobre a questão q coloquei. Se vc não gostou da materia do jornal ou considera a noticia tendenciosa escreva para a redação do jornal ou para a embaixada dos respectivos paises exigindo retratação imediata para o bem da verdade e transparencia mundiais. Alias a Chinelândia vai rir como sempre dessa sua tendencia isentona e vai te dar uma passagem gratis para Pequim. Vais continuar tergiversando e espantalhando na garupa da sua Harley Davidson, mas por favor, faça a manutenção na sua antena urgentemente.
  • Daniel Cláudio  12/11/2020 00:35
    Sou só eu que acho bastante óbvio que toda esta gritaria contra a Huawei foi incitada pelas telefônicas nacionais, que querem manter sua reserva de mercado e não querem concorrência externa?

    Assim como a indústria não quer concorrer com produtos chineses (e por isso defende tarifas), as telefônicas não querem concorrer com a internet chinesa (e por isso defendem que as agências reguladoras proíbam a entrada no mercado).

    Ora, ninguém é obrigado a usar a Huawei. Usa se quiser. Quem não quiser, pode continuar perfeitamente usando as telefônicas nacionais.

    Qual é a realmente a encrenca? Exato, as grandes não querem concorrência, e daí invocam o espantalho chinês, que sempre é garantia de gerar temores.

    Tem gente aqui que se borra de medo de uma concorrência chinesa, e ainda diz que os outros é que são maricas. Que vergonha…
  •   11/11/2020 21:17
    O que eu falei no artigo anterior sobre conservadores. Alguns deles realmente acreditam que algumas tarifas impostas pelos EUA consegue derrubar uma ditadura do nível chinês.
    Que empobrecer o americano e o chinês vai magicamente aumentar as liberdades individuais da China e deter seu expansionismo.
    A china só para se ela mesma cometer erros internos. 1,4 bilhões de pessoas trabalhando dia e noite(literalmente, haja visto que construção civil noturna é permitida) vai fazer ela crescer, o estado arrecadar mais, e ter mais poder militar e geopolítico.

    Quanto a isso, a única coisa que os EUA pode fazer é parar de boicotar a si mesmo e manter-se como potência. Se ele cair, ai sim o mundo corre perigo com a influência chinesa.
  • Roberto  11/11/2020 21:39
    Detalhe: a China nem sequer está entre os 10 países que mais foram afetados por essa tarifa!

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam, mas o "jênios" juram que a jogada de Trump é um ataque ao gramscismo chinês...
  • Roberto  11/11/2020 21:44
    Ah, e justiça seja feita, essa coisa de que as tarifas do aço são uma jogada de mestre do Trump contra o "comunismo chinês" e uma "defesa da sociedade ocidental" foi só um delírio exclusivo de alguns neoconservadores brasileiros que nem sabem encontrar a China num mapa. O próprio Trump, em boa parte do seu mandato, falava mais contra o NAFTA do que contra a China.
  • eugenio  11/11/2020 22:50
    "....Mas, ora, o que seria esse temor senão o medo de que o livre comércio irá gerar uma abundância tão plena, que ninguém mais terá de trabalhar para produzir? ..."

    acho que ninguem acredita nisso
  • Gudin  11/11/2020 23:33
    Ué, se não acreditam nisso, então por que defendem a proibição da abundância? Por que defendem a imposição da escassez?
  • Estado máximo, cidadão mínimo  11/11/2020 21:38
    Pois é. Por essas e outras que economia deveria ser matéria de ensino fundamental. Saberiam que externalidades negativas são algo a sempre ser pensado antes de se tomar qualquer decisão "bem intencionada".

    E em relação à China, México ou o que valha: empresas migram pra esses países não apenas para se aproveitar de seu baixo custo de mão de obra, mas visando também seu mercado consumidor interno. Que empresa não gostaria de ter a seu dispor mais de um bilhão de potenciais consumidores?
  • Pensador Puritano  12/11/2020 13:35
    Recomendo ao IMB fazer um artigo sobre geopolítica,sendo o mais abrangente possível,pois a gritaria de todos os lados empobrecem o debate,sei que nós libertários prezamos pelo fim do estado ou sua minimização,mas é tanta teoria da conspiração e teses apocalípticas que tem hora que dá medo e angústia de viver e correr para as montanhas,pois ficamos perdidos neste tiroteio,enfim alguém acende a luz desta caverna em que estamos vivendo nos últimos tempos,pelo amor de Deus!!!

  • Palpite  12/11/2020 14:50
    O atual poderio da China vai durar, no máximo, mais uma década. E aí será substituída pela Índia. Lembrando que, antes da China, era o Japão que ocupava o lugar de "bicho-papão" de 1950 a 1991. Todos os filmes de Hollywood da época pintavam o Japão como a grande potência imperialista que estava "invadindo e sobrepujando" os EUA.

    Hoje ele não incomoda ninguém.
  • Thiago  12/11/2020 16:58
    Vc não está colocando na balança o tamanho territorial da China, tamanho da população e capacidade de crescimento para o futuro que eles ainda tem.

    Japão não tem e nem teve nada perto disso.
  • Palpite  12/11/2020 17:05
    E a Índia?
  • Sadib  12/11/2020 17:35
    Sr Palpite, como comentei aqui...

    www.mises.org.br/article/2836/a-ascensao-do-ocidente-representou-a-ascensao-da-liberdade-e-da-opulencia-&comments=true#ac264494

    A China me é a maior bolha que já existiu na história e um dia - assim como a URSS - essa bolha irá explodir. O problema é que isso levará décadas, ou séculos e causará estragos como toda bolha sempre causa.

    Quantos milhões morreram de fome, nas guerras, ou nos gulags até enfim o grande império comunista cair? Não podendo esquecer também que o mundo quase acabou em uma guerra nuclear.

    É realmente notável o que os japoneses fizeram até os anos 80, mesmo vivendo em uma minúscula ilha de pedra, mas a demografia venceu, e sua população envelheceu.

    A China, diferente do Japão, tem muito mais fósforos para queimar (mais de 1,4 bilhão de fósforos) e um tamanho continental. Imagine o tamanho do estrago.
  • Kel  12/11/2020 23:45
    Quem fez a China crescer dessa maneira desenfreada foram as leis trabalhistas dos países ocidentais. Assim que a sociedade ficar cada vez mais descentralizada, e portanto mais difícil essas leis serem fiscalizadas propriamente, o colapso da China é eminente.

    O que irá enterrar a China é a sua bolha imobiliária.
  • ed  12/11/2020 17:14
    OFF: O livro do Ciro Gomes está sendo avaliado com 5 estrelas na Amazon. Eis um trecho para o deleite de vocês:

    "De repente, vemos o que é o mercado deixado à própria lógica e como
    o Estado deve intervir necessariamente para garantir não só o
    melhor para o bem-estar da população, mas para a economia como
    um todo, ainda mais em momentos de crise que exigem
    coordenação central da sociedade."

  • Mago Kraft  12/11/2020 18:28
    Não adianta adotar uma estratégia que crie um "ganho líquido" imediato, mas com sérios prejuízos no futuro.
    O Trump está certo.

    A estratégia da Ditadura Chinesa é dar dinheiro agora (ou vender barato), comprar o inimigo, para depois que todos dependerem dela, transformar todos em pobres escravos sem direitos e sem dinheiro.

    Esse autor tem uma visão míope, imediatista e simplória de como as coisas realmente funcionam a longo prazo.
    Ou talvez esteja comprado pelo Partido Comunista Chinês, ou pelo menos corrompido ideologicamente.

    A Ditadura Comunista Chinesa só cresceu por causa de visões como desse autor, da ajuda comercial do ocidente.
    Deram comida para o monstro, agora ele cresceu e quer comer quem deu comida a ele. Precisamos de gente corajosa para enfrentá-lo.

    A ambição exagerada pela riqueza, sem hierarquia de valores, leva a destruição a longo prazo.
    Lembre-se, dinheiro é apenas um meio, não o objetivo. Não caiam no conto do vigário que promete lucro imediato. Qualquer adulto já deveria ser vacinado quanto a isso.
  • Fernando  12/11/2020 19:50
    Do que você está falando? O que sua logorreia tem a ver com o artigo, que se propõe a mostrar as consequências econômicas do protecionismo?
  • Roberto  13/11/2020 19:38
    Detalhe: a China nem sequer está entre os 10 países que mais foram afetados por essa tarifa!

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam, mas "jênios" como esse tal Mago Kraft juram que a jogada de Trump é um ataque ao gramscismo chinês...
  • Kek  15/11/2020 05:15
    Segundo a equipe do Trump, a maior parte do aço que a China exportava pros EUA, vinha pela América do Sul, especialmente Brasil. A tabela não leva isso em conta.
  • Fernando  15/11/2020 13:03
    Ou seja, foi uma lambança ainda pior. Em vez de atacar apenas a China, saiu ferrando todo mundo, principalmente aliados. Gênio.

    É assim que se luta contra o "comunismo chinês"? É essa a demonstração de xadrez geopolítico?
  • Kek  17/11/2020 06:00
    E era pra ele fazer o quê? Ele queria atingir a China e conseguiu.

    Pra quem é mais danoso um ataque kamikaze, pra nação que ataca ou que é atacada?

    www.macrotrends.net/countries/CHN/china/gdp-growth-rate'>China GDP Growth Rate 1961-2020

    www.macrotrends.net/countries/USA/united-states/gdp-growth-rate
  • HeSave  13/11/2020 12:16
    Que a Suíça historicamente sempre foi um paraíso fiscal e acumulou muita renda com isso não se pode negar. O que ela fez com essa renda é uma questão para os suíços. O que os brasileiros fazem com a renda gerada no Brasil é uma questão para os brasileiros. Então a economia brasileira ou não funciona ou está afetada por interferências oligárquicas talvez.!?
  • Imperion  13/11/2020 18:53
    A economia brasileira não opera a pleno potencial. Você tem burocracia impeditiva, não pode abrir um pequeno negócio sem ser extorquido e quando abre não consegue perspectiva de crescimento. Existe protecionismo, e subsídio para os grandes com conexão política. A carga tributária é metade do PIB, capaz de deixar a URSS com inveja.
  • anônimo  13/11/2020 19:03
    Poderiam falar sobre o setor elétrico do Amapá e seu apagão?
  • Vladimir  13/11/2020 19:25
    Conhece alguém in loco com informações isentas? Até onde eu sei, um incêndio destruiu o transformador de uma concessionária local. Caso clássico de ineficiência do sistema de concessão monopolística e das parcerias público-privadas, que sempre foram criticadas por este Instituto exatamente por serem causadoras deste tipo de ineficiência.

    Artigo exatamente sobre isso:

    Dica ao futuro governo: não faça concessões, mas sim privatizações (e desestatizações)

    PPPs e concessões são um arranjo totalmente corporativista e anti-livre concorrência.

    Uma parceria público-privada nada mais é do que um arranjo no qual políticos escolhem seus empresários favoritos para gerenciar um determinado setor, e estes empresários, como consequência, passam a atuar em uma área totalmente protegido pelo estado contra a entrada de concorrentes, transformando-se na prática em uma reserva de mercado para essas empresas.

    Na prática, uma PPP é simplesmente isso: a criação de uma reserva de mercado, garantida pelo estado, para os empresários favoritos dos políticos.

    Estado e grandes empresas se aliam para, sob o manto de estarem realizando serviços, extorquir os cidadãos e dividir entre si o butim, dando em troca algo que lembra um pouco, com muita boa vontade, uma prestação de serviço.
    Por isso, esse arranjo é excelente para ambos os lados: os políticos recebem "agrados" das empresas que adquirem o direito de operar em um mercado fechado; e essas empresas, ao ganharem uma reserva de mercado (é proibida a entrada de concorrentes), passam a auferir lucros garantidos, sendo que a necessidade de apresentar qualidade é nula.

    No final, a PPP é um arranjo criado apenas para beneficiar aquelas empresas que têm fortes conexões com o estado, e que passam a usufruir uma reserva de mercado garantida pelo estado.

    Por isso este Instituto sempre condenou veementemente as PPPs, e já deixou claro que privatizar sem desestatizar nunca será a solução.
  • Kek  15/11/2020 05:27
    O caso do Amapá reflete o grande mal que existe no Brasil desde sempre. Tudo nessa joça é centralizado e monopolizado. Tudo é burocratizado e sem concorrência graças ao governo. Nada acontece sem a benção dos cartórios e agências reguladoras.

    Se apenas uma empresa, nesse caso uma única instalação, alimenta 90% do estado (com território maior que vários países europeus) é porque existe algo muito errado. Significa que A privatização não resolveu o verdadeiro problema dos males que estatizações causam que é o oligopólio do setor.

    E o pior é não ter uma única discussão sobre isso na mídia. Pra mídia, o problema ou é o transformador que queimou ou porque as privatizações não funcionam. Nada de discutir o real problema que é demasiado evidente.
  • Elias  16/11/2020 00:59
    Eu cheguei a comentar em outro post que no Amapá o serviço de energia elétrica é gerenciado pelo governo do estado, acredito que seja o único estado do Brasil onde a energia elétrica não foi privatizada.

    Veja o site oficial deles e observe o "gov" no endereço: cea.portal.ap.gov.br/

    E outra coisa interessante é que em Portugal, diferentemente do Brasil, é possível escolher a empresa de energia elétrica que irá prestar serviço na sua casa. Isso sim é uma privatização de verdade, onde existe concorrência e possibilidade de escolha do consumidor. E olha que Portugal não é lá uma boa referência de economia de livre-mercado.
  • anônimo  16/11/2020 10:24
    Pode falar mais sobre como funciona o setor elétrico em Portugal?
  • Elias  18/11/2020 15:46
    Nesses artigos com os links abaixo você entende melhor como isso funciona:

    www.eurodicas.com.br/empresas-de-energia-em-portugal/
    www.eurodicas.com.br/mudar-de-fornecedor-de-energia-em-portugal/
  • carlos eduardo stefanini  16/11/2020 16:02
    Primeiramente, não sou economista, mas uma coisa me intriga: a continuar essa situação, práticamente as indústrias de todo mundo não conseguirão produzir em pé de igualdade com os produtos chineses. Como restabelecer o equilíbrio? Quais medidas os governos devem tomar para que seus empregos sejam preservados? Será que a produtividade de nossas indústrias poderão se igualar às chinesas? Sei que a resposta a essas questões envolve medidas complexas por parte do governo, principalmente na área tributária, trabalhista, fiscal, de infra estrutura, etc... Antes que me acusem de anti-democrático, coloco uma questão a fim de refletirmos: será que o fato da China ter um governo autoritário, centralizador propicia que a mesma adote medidas mais rápidamente e de maneira ampla, pois não sofre resistências por parte da sociedade, diferentemente do que acontece nas democracias ocidentais?
  • Carlos Alberto  16/11/2020 17:02
    Primeiro você tem de entender por que todo mundo foi produzir na China. Aí então, só então, você pode começar a apresentar soluções.

    Sem antes entender por que todo mundo foi para China, você só apresentará soluções erradas que piorarão tudo.

    Comece por aqui:

    www.mises.org.br/article/2855/a-desindustrializacao-foi-intensificada-pelos-governos-mas-e-um-fenomeno-inevitavel

    www.mises.org.br/article/2858/nos-eua-a-mao-de-obra-na-industria-caiu-mas-a-producao-explodiu-e-a-renda-aumentou

    "Como restabelecer o equilíbrio?"

    Por que você parte do princípio que todos os países têm de voltar a produzir coisas que os chineses já produzem mais barato? Isso é o exato oposto da eficiência econômica. Não é racional nem sensato tentar produzir aquilo que outro já produz de maneira mais eficiente e mais barata.

    Se eu puder recomendar apenas um artigo sobre isso, ei-lo:

    www.mises.org.br/article/2617/como-a-nova-zelandia-e-o-chile-transformam-vacas-ovelhas-uvas-e-cobre-em-automoveis-de-qualidade

    "Quais medidas os governos devem tomar para que seus empregos sejam preservados?"

    Governo não tem de proteger empregos. Você pode argumentar que o governo pode proteger pessoas. Mas não tem de proteger empregos. Qual, afinal, seria o limite? Vamos proteger ascensoristas? Vamos proibir a automação? Vamos abolir tratores e voltar com a enxada?

    www.mises.org.br/article/2804/o-objetivo-de-uma-economia-nao-e-nem-criar-empregos-e-nem-proteger-empregos

    www.mises.org.br/article/1649/automacao-versus-empregos--como-ter-uma-carreira-para-a-vida-inteira

    www.mises.org.br/article/2915/a-automacao-e-os-robos-nao-causam-desemprego-quem-causa-sao-os-politicos

    www.mises.org.br/article/2888/a-automacao-de-empregos-e-assim-que-uma-sociedade-progride

    "Será que a produtividade de nossas indústrias poderão se igualar às chinesas?"

    De novo: este nem deveria ser o objetivo. Questão de divisão do trabalho e de vantagens comparativas.

    Além dos artigos já linkados, acrescentar estes:

    www.mises.org.br/article/3121/eis-a-ideia-economica-menos-compreendida--e-uma-das-mais-cruciais--da-historia

    www.mises.org.br/article/3158/tres-fantasticas-surpresas-das-vantagens-comparativas

    "Sei que a resposta a essas questões envolve medidas complexas por parte do governo, principalmente na área tributária, trabalhista, fiscal, de infra estrutura, etc…"

    Isto.

    "será que o fato da China ter um governo autoritário, centralizador propicia que a mesma adote medidas mais rápidamente e de maneira ampla, pois não sofre resistências por parte da sociedade, diferentemente do que acontece nas democracias ocidentais?"

    Sim, mas é proibido sequer mencionar isso no debate público. Portanto, recomendo você fingir que nunca descobriu isso.
  • Imperion  16/11/2020 21:26
    Para preservar os empregos de um lugar, você não deve preservar os empregos desse lugar e sim parar de impedir os empresários de produzir com mais eficiência.

    Assim, esses, ao investirem na melhoria de seus produtos, ganham mercados. Ao ganhar mercados, daí sim eles são obrigados a aumentar a produção, o que se traduz em contratar. Se você mora em um país em que os impostos e a burocracia são altos, os consumidores vão abandonar os nacionais e ir para os importados. E não adianta aumentar os impostos de importação, já que impostos são parte do problema.

    Governos não devem fazer nada, a não ser parar de atrapalhar a vida econômica das pessoas.
  • carlos eduardo stefanini  18/11/2020 17:56
    Carlos Alberto obrigado pelas dicas. Vou ler todos os artigos listados nos "links". Essa sua postura de promover a melhoria da qualidade das nossas indagações do por quê "as coisas são como são" é muito salutar. Só uma questão não ficou clara para mim: quando me referi à preservação de empregos tinha em mente preservar exatamente as pessoas pois, sem empregos, estas não tem renda para subsistir. De maneira alguma penso que devemos "... proibir a automação? Vamos abolir tratores e voltar com a enxada?" Ora, se nossas industrias estão fechando postos de trabalho e o nosso sistema sócio econômico não propicia a realocação dessa mão de obra para outras atividades, o que fazemos? Mais uma vez, obrigado pela atenção e indicação dos artigos.
  • Vladimir  18/11/2020 18:24
    Não me leve a mal, mas observe a grande arrogância embutida em sua frase. Do nada, sem nenhuma evidência, você determinou que nunca mais surgirá nenhum emprego. Você determinou que, uma vez perdido um emprego, nunca mais será criado nenhum outro.

    Ora, meu caro, o fato de você não conseguir pensar nos novos empregos que surgirão não significa que todo o resto do planeta é igualmente incapaz.

    Por exemplo, sem pensar muito, eis algumas novas ocupações que surgiram com o aprofundamento da tecnologia, e que sequer eram imaginadas há dez anos: YouTubers, "Instagramers" Profissionais, Consultores de Moda, Fashion Designers, Apresentadores de Programas de Entretenimento Televisivo, Jogadores Profissionais de Videogame, Consultor de Marketing, Experimentador de Hotéis de Luxo, Testador de Camas, Testador de Alimentos e Bebidas, Investidores Profissionais, Professores de Investimento, Guias Turísticos. Tem até Testadores de Tobogã.

    Hoje, nêgo ganha (muito) dinheiro com Instagram e YouTube sem sair de casa.

    Isso sem falar no fato de que a automação, ao reduzir a carga de trabalho muscular necessário para a sobrevivência, permitiu a expansão de profissões como médicos altamente especializados, financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas, chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.

    Essa é a história do mundo. Empregos braçais são substituídos e empregos até então inimaginados surgem. É assim desde que a enxada foi inventada e substituiu um exército de camponeses que tinham de fazer tudo com as mãos nuas.

    Eis uma humilde dica: o fato de você não ser capaz de pensar em algo não significa que todo o resto da humanidade também o é.

    Saudações.
  • Schüler, Economia Ortodoxa  20/11/2020 11:32

    Eu estou em duvida na seguinte questão e não estou conseguindo resolver, vocês poderiam me ajudar?

    A questão é a seguinte:

    Suponha que você foi convidado para analisar a demanda de um determinado produto.

    A curva de demanda não foi dada, mas você foi informado que ano passado ao preço de R$ 45,00 foram vendidas 1.200 unidades e que este ano, ao preço de R$ 30,00 vendeu-se 1.800 unidades.

    1. Se você estima uma variação de 10% nos preços, qual a variação da demanda?

    2. Se você aumentar os preços, sua receita aumenta ou diminui?


    eu vi que essa é a formula para ser usada, ** P = a - bQ** , porém não conseguir avançar muito...alguma ajuda?


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