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A atual maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas
Para melhorar a caridade, retire o governo da função assistencialista

A maior forma de caridade ocorre quando a ajuda dada permite ao ajudado se tornar auto-suficiente.  

Assim argumentou o filósofo judeu Maimônides, ainda no século XII.

No entanto, os sistemas de caridade estatal vigentes — eufemisticamente chamados de 'sistemas de bem-estar social' — geraram o efeito oposto: eles na realidade criaram dependência.  

Logo, é urgente repensar a maneira como estamos atualmente delegando ao estado a tarefa de ajudar as pessoas.

Eis uma sugestão que muitos poderão considerar perturbador e desconcertante: o bem-estar social e todas as variedades de assistencialismo seriam mais eficazes, mais variados, mais difundidos e mais baratos se não houvesse nenhum envolvimento estatal.

As pessoas instintivamente pensam que, sem um programa assistencialista gerido pelo estado, os pobres e os necessitados não seriam cuidados e, consequentemente, seriam deixados à míngua. Com esta inaceitável perspectiva em mente, as pessoas consequentemente se tornam fervorosas em sua defesa de algum programa assistencialista estatal, ainda que possam porventura apresentar reservas à maneira como tal programa esteja sendo gerido pelo estado.  

Mas sugerir que o assistencialismo estatal não está funcionando e que ele deveria ser abolido não é a mesma coisa que sugerir que os pobres e necessitados não devem receber cuidados.  Com efeito, é justamente o oposto.

A assistência é algo complicado — e não é apenas o assistido o que importa

O fornecimento de serviços assistenciais é um processo delicado, complicado e imprevisível. Em algumas ocasiões, simplesmente dar dinheiro pode realmente levar o assistido ao caminho da auto-suficiência; em outras, não.  

Dar dinheiro pode gerar uma redução temporária de seu sofrimento, mas frequentemente gera uma maior dependência e uma menor auto-suficiência. 

Em determinadas ocasiões, uma abordagem estritamente local é tudo de que se necessita; em outras, uma abordagem mais prática passa a ser essencial; já em outras, é necessária uma abordagem puramente psicológica ou emocional; e há também ocasiões em que se deve buscar algo que seja mais específico às circunstancias particulares de cada indivíduo.  

Por fim, há também ocasiões em que todo o necessário é apenas dar o proverbial "tapinha nas costas". Diferentes circunstâncias requerem diferentes abordagens e diferentes formas de assistência.

No passado, era assim que era feito. E os resultados eram superiores.

O historiador David Beito, em seu livro "From Mutual Aid to the Welfare State: Fraternal Societies and Social Services, 1890-1967" (Da ajuda mútua ao estado assistencialista: sociedades fraternais e serviços sociais, 1890-1967), mostrou que, independentemente de suas origens, os membros de praticamente todos os grupos étnicos e nacionais criaram formidáveis redes de auxílios individuais e coletivos para ajudar a aliviar a pobreza. 

Essas redes de auxílios recíprocos tendiam a ser descentralizadas, espontâneas e informais. Era comum que os doadores e os recebedores fossem pessoas da mesma camada social. Os recebedores de hoje podiam se transformar nos doadores de amanhã.

Segundo Beito:

A ajuda recíproca era algo muito mais predominante do que a ajuda governamental e até mesmo do que as doações privadas. Sua expressão mais básica era a doação informal: os incontáveis e imemoriais atos de bondade entre vizinhos, colegas de trabalho, parentes e amigos. [...]

A ajuda mútua e os arranjos informais entre os vizinhos, criados pelos próprios pobres, ofuscavam completamente os esforços das agências governamentais voltadas ao "combate à pobreza".

Sobre isso, Edward T. Devine, um proeminente assistente social, escreveu um artigo para a revista "Survey" para alertar seus colegas contra a presunção e a mania de grandiosidade que eles próprios se atribuíam. Ele reiterou que milhões de pessoas pobres estavam se mostrando capazes de sobreviver e progredir sem recorrer à ajuda governamental.

Disse ele:

"Nós que estamos engajados nesse trabalho de gerar alívio aos pobres . . .  acabamos tendo impressões bastante distorcidas sobre a importância, na economia social, dos fundos que estamos distribuindo ou dos esquemas sociais que estamos promovendo . . . 

Mas a realidade mostra que não somos tão indispensáveis assim. . . . Se não houvesse recursos públicos em épocas de enormes aflições e angústias, e essas pessoas tivessem de recorrer às ajudas mútuas e voluntárias, bem como aos auxílios informais feitos por vizinhos, ainda assim a maioria destas aflições seriam debeladas."

A caridade privada era mais efetiva do que o assistencialismo estatal porque indivíduos contribuindo com seu próprio dinheiro são muito mais incentivados a identificar necessidades genuínas. 

Em nível local, é fácil monitorar os auxiliados para garantir que eles de fato estão genuinamente se esforçando para se tornarem independentes. Com efeito, no passado mais distante, grande parte da ajuda fornecida vinha daqueles que conheciam pessoalmente os recebedores do auxílio.

Em contraste, burocracias estatais centralizadas são impessoais por natureza. Elas lidam com milhões de indivíduos que estão na lista dos auxiliados, de modo que é impossível conhecer cada um pessoalmente.

Acrescente a isso o fato de que elas estão distribuindo o dinheiro alheio, extraído coercivamente via impostos, e você concluirá que os incentivos para se determinar as genuínas necessidades desaparecem quase que por completo.

A consequência é que se torna muito mais fácil fraudar o sistema (no Brasil, ver aquiaquiaquiaqui, aqui e aqui). Os indolentes e os espertalhões sabem como se aproveitar do moderno sistema de assistencialismo público, ao passo que esses mesmos não teriam qualquer chance no sistema privado de antigamente.

A destituição do filantropo

Além de tudo isso, a dignidade do assistido também tem de ser considerada. Ser alvo da caridade alheia pode ser algo degradante e humilhante. Em algumas ocasiões, o anonimato pode ser necessário; em outras ocasiões, não.

Tendo tudo isso em mente, a seguinte pergunta se torna inevitável: como pode alguém realmente pensar que é viável criar um programa de assistencialismo estatal que seja feito de cima para baixo, e imaginar que tal programa irá satisfazer todas essas necessidades distintas e variáveis, de maneira consistente?

E tudo piora. Até agora, falamos apenas do assistido. Temos de falar também do doador, do "filantropo".  Ele também tem de ser considerado.

Compaixão, assistência e caridade são atitudes humanas essenciais.  Elas fazem parte da natureza humana.  Assim como as pessoas precisam receber, elas também devem dar. Assim como as pessoas precisam ser ajudadas, elas também devem ajudar. Basta apenas ver o olhar de satisfação das crianças quando elas recebem algo para comprovar a evidência desta afirmativa.  

Mesmo aquele que talvez tenha sido o mais brutal e sanguinário traficante da história, Pablo Escobar, era conhecido por ser um prolífico filantropo. Ele construiu vários abrigos, igrejas e escolas em sua cidade natal, Medellín, e o fez em uma escala insuperável até mesmo para o governo colombiano.

No processo caritativo, o filantropo também tem suas necessidades. Em algumas ocasiões, ele quer anonimato; em outras, ele quer reconhecimento. Há ocasiões em que ele quer estar envolvido de alguma maneira com o assistido; e há ocasiões em que ele prefere não ter envolvimento nenhum.

No entanto, quando a caridade se torna um programa estatal compulsório, as necessidades do filantropo nem sequer são consideradas. Sua renda é confiscada via impostos e fim de papo. O filantropo não tem nenhuma voz ativa; ele simplesmente não pode especificar a maneira como o dinheiro que ele ganhou e que lhe foi tomado deve ser gasto. Para piorar, o filantropo é, na maioria das vezes, moralmente contra os programas que seus impostos financiam.

A tributação é um ato de doação forçada que destrói a satisfação altruísta que as pessoas normalmente sentem quando fazem doações voluntárias.  Ajudar os outros e compartilhar com eles um pouco do que temos é parte de nossa humanidade. No entanto, em um mundo em que o governo se arvorou a responsabilidade de cuidar dos pobres e necessitados, essa compaixão foi removida.  Como resultado, o estado hoje detém um quase-monopólio da compaixão.

E qualquer um que não concorde com o conceito de um estado assistencialista inchado e generoso é imediatamente tido como insensível e egoísta.

Como o estado destrói a propensão filantropa das pessoas

Quando você é obrigado a pagar impostos para o governo para que ele forneça serviços assistencialistas (ou mesmo educação e saúde) para os necessitados, a sua capacidade de pagar por estes mesmos serviços para você e para sua família é reduzida, pois agora você tem menos dinheiro.  

Após uma parte da sua renda ser confiscada via impostos, torna-se mais difícil para você bancar a escola de seus filhos, seu plano de saúde e seu aluguel. E se torna ainda mais difícil você ser caridoso para com terceiros, o que significa que tal tarefa será delegada com ainda mais intensidade ao estado.  

Pior ainda: o próprio fato de você agora ter menos dinheiro significa que você provavelmente também dependerá do estado para determinados serviços. Isso faz com que a rede de dependência cresça cada vez mais.

Mais: se o estado está fornecendo auxílio para os necessitados com o seu dinheiro, então você inevitavelmente se sentirá absolvido da responsabilidade moral de ajudar os outros necessitados.

Simultaneamente, o assistencialismo estatal, além de ser inflexível, é caro. As burocracias que administram os programas de redistribuição de renda sempre são ineficientes e dispendiosas.  Pior: elas são propensas à corrupção e ao rentismo (pessoas que manipulam o sistema para ganhos políticos e para proveito próprio).

Se você analisar o que ocorreu ao longo das últimas décadas com itens como tecnologia, alimentação e vestuário — necessidades humanas essenciais que, em grande parte, não são fornecidas pelo estado —, verá que houve uma queda dramática nos preços (mensurados em termos de horas de trabalho necessárias para se adquirir um valor monetário capaz de comprar a mesma quantidade de cada item) e uma sensível melhora na qualidade dos produtos. A concorrência reduziu os custos. No entanto, no campo assistencialista, não houve tal melhoria. Por que não?  Porque, graças ao quase-monopólio estatal, não há concorrência nesta área.

A ideia de haver concorrência para serviços caritativos é ofensiva para muitas pessoas. Mas é necessário haver concorrência se a intenção for melhorar a qualidade e reduzir os custos.

O maior gasto em nossas vidas não é, como muitos acreditam, nossa casa ou a educação de nossos filhos. Nosso maior gasto é com o governo. E tal gasto não deve ser mensurado apenas em termos de carga tributária, mas também em termos de regulamentação, de burocracia, de infraestrutura decadente e de serviços pelos quais temos de pagar em dobro, pois os que o estado fornece com nossos impostos são lastimáveis (como saúde, educação e segurança).  

Sendo assim, imagine um mundo com um estado mínimo. Repentinamente, este gasto desnecessário seria removido.  Sem o custo do estado, teríamos agora mais capital para investir e gastar. As pessoas genuinamente estariam no poder. Nossa capacidade de ajudar os necessitados seria aumentada.

Nossa responsabilidade moral em ajudar os outros seria repentinamente restaurada. E seria aumentada.  Simultaneamente, e graças à concorrência, a ajuda que queremos e podemos oferecer seria mais barata, mais variada e de melhor qualidade.  Organizações estariam competindo entre si para oferecer mais ajuda a um preço menor. E mesmo organizações que visam estritamente ao lucro estariam propensas a fazer isso porque, no mínimo, seria bom para a imagem delas.

Qual seria o resultado? Auxílios caritativos a custos mais baixos, auxílios caritativos mais eficazes, auxílios caritativos mais variados, mais difundidos e mais flexíveis, que poderiam satisfazer necessidades específicas.  

Em suma, uma rede caritativa de maior qualidade e que estimulasse algum retorno dos auxiliados em termos de qualificações profissionais.

Para concluir

Você diz que, sem o estado assistencialista, os pobres e necessitados seriam deixados à míngua? Pois eu digo que eles serão tratados em um padrão muito mais elevado do que aquele vigente hoje. 

Afinal, já foi assim no passado.


autor

Dominic Frisby
é jornalista e autor do livro Life After the State


  • Arthur (Quebec)  28/08/2020 18:09
    Quem se beneficia de todos os programas redistributivos é a própria burocracia responsável pela distribuição. Quanto mais redistribuição, mais burocratas contratados com altos salários. Mais burocratas para desviar dinheiro.

    E isso não ocorre só em países atrasados e corruptos não. No Canadá, que figura entre os 10 países menos corruptos do mundo, o número de burocratas contratados apenas para gerenciar os programas de redistribuição de renda aumentou incríveis 43% em apenas seis anos.

    Isso comprova uma obviedade: é do interesse de políticos e burocratas criar (impor) uma cultura de dependência. Quanto mais assistencialismo, maiores os ganhos daqueles que o gerenciam.
  • Carlos Brodowski   28/08/2020 18:58
    Incentivos importam. Entidades burocráticas existem apenas para se perpetuarem e enriquecerem seus membros sugando dinheiro de impostos. Quanto mais dinheiro uma burocracia gasta (não importa com quê), maior a fatia do orçamento do ano que vem será destinado a ela.

    Vale para o Detran, vale para qualquer repartição, vale para hospitais estatais, vale para agências de "combate à pobreza e à desigualdade"
  • Ulysses  28/08/2020 19:06
    Sim, o estado jamais sairá dessa área, e por um motivo extremamente simples: sem o assistencialismo, ele perde toda e qualquer justificativa popular para sua existência.

    É por isso que nos países ricos, o assistencialismo não para de crescer. Antes do covid, já tinha "pobre" europeu ganhando 2 mil euros por mês.
  • Edson  28/08/2020 18:42
    Há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos, serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos. Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.
  • Humberto  28/08/2020 18:50
    E ninguém irá falar, mesmo porque a esquerda defensora do assistencialismo é repleta de ateus.

    O que mais tem hoje são pessoas querendo que burocratas tomem o dinheiro de terceiros (mas não delas) para desobrigá-las da responsabilidade moral de cuidar dos desvalidos. Isso é típico dos imorais, dos preguiçosos e dos totalitários.
  • Motorista do Sr. Mises  31/08/2020 00:20
    Sou um ateu molecular, quase atômico (aquele tipo definido por Dawkins como alguem q vai deixar a camera de video ligada nos seus momentos finais e comprovar para a posteridafe q nao se converteu na hora da morte) e me tornei ateu sem nenhuma forma de trauma ou subsequente coerção religiosa q me punisse por nao ter deus no coraçao, o q nao quer dizer q aqueles costumeiramente associados à louvores e edificações de benevolência mútua o sejam. Aqui vai um exemplo bem elucidativo:

    Há aproximadamente três meses atrás resolvi pessoalmente visitar uma barraca de frutas, legumes e pães doados por uma tal assistencia de caridade das vitimas da covid. Meus dois amigos ateus me disseram pra investigar o tal milagre dos pães para um artigo. As duas pessoas responsáveis pela reposição dos itens da barraca apenas me advertiram (fingi precisar de um pepino magico agraciado por um deus benvolente) q a única obrigaçao destinada aos assistidos pela feira era fazer uma oraçao de agradecimento a deus (imaginando q seria sempre um deus cristão) antes de levar os itens pra casa. Retruquei na minha forma ácida original q talvez devesse existir uma barraquinha minima com pães mofados para os ateus, aqueles q se contentariam a agradecer aos caridosos da terra e nao aos caridoso dos céus. --Ateus moleculares ignoram orações compulsórias. Ela retrucou e disse q se nao fosse por deus aquela barraca nem estaria ali e nao entendia por q afinal de contas um ateu precisaria de auxilio numa hora daquelas e, na pior das hipoteses eu poderia declamar um pai nosso pelo menos para constar. Nessa hora entendi q o papel de deus se parece mto com o papel de um estado maximo e totalitário. Ja importa menos a caridade em si do q a caridade para certos escolhidos a dedo pela cristandade. Acho q no fundo, todo ateu é um amante do estado mínimo e sempro me lembro q no Ancapistão vao precisar abolir o dízimo, uma forma bem malandrinha de tributaçao divina
  • Daniel Carlos  28/08/2020 18:54
    O interessante é que aqui no Brasil temos as Santas Casas de Misericórdia, que é uma rede privada e voluntariamente financiada, que oferece tratamento aos pobres. Em Belo Horizonte, as Santas Casas fazem mais cirurgias e recebem mais pacientes em um só dia do que toda a rede da FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) que tem 11 hospitais no estado. E as Santas Casas são mais bem avaliadas.

    Ou seja: não só elas são voluntariamente financiadas, tendo um orçamento muito menor do que rede estadual, como também fazem muito mais pelos pobres com menos recursos.
  • Piracicabano  28/08/2020 19:00
    Sim, mas aí o governo regulamenta e espolia seus leitos, o que causa prejuízos desse tipo .
  • Filinto  28/08/2020 18:56
    Há bons exemplos de caridade antes da presença do estado. Em SP o hospital Sta. Catarina foi fundado em 1906 e era muito bom ou a fundação Padre Chico para crianças cegas, de 1928, bem antes do governo pensar em fazer algo.
  • Isaías  28/08/2020 18:42
    Eu sempre foi engajado em movimentos de filantropia e auxílio. Na década de 90, o dinheiro doado poderia ser descontado do imposto de renda. Mas no governo do PT isso mudou. Foi criado um fundo, gerido por representantes da sociedade e do governo. O desconto do imposto foi limitado as doações a esse fundo.

    Já fui representante de um conselho que tinha poder de gerir um desses fundos, no caso voltado para assistência a crianças. É uma piada de mau gosto. Existe tanta burocracia na gestão que algumas entidades nem recebem o dinheiro. Teve ano que o dinheiro ficou guardado no fundo, e, é claro, foi para o caixa do governo. Ficou lá alimentando o Leviatã.
  • anônimo  28/08/2020 18:46
    "Compaixão, assistência e caridade são atitudes humanas essenciais. Elas fazem parte da natureza humana. Assim como as pessoas precisam receber, elas também devem dar. Assim como as pessoas precisam ser ajudadas, elas também devem ajudar. "

    Balela neoliberal. O capitalismo é essencialmente atribuído a ética individualista, sendo assim quando as pessoas recebem, elas não sentem a necessidade de devolver, isso é pura demagogia.
  • Cristiano  28/08/2020 18:51
    Não sentem vontade de devolver para um burocrata corrupto e populista decidir o que fazer com MEU dinheiro.

    Aliás, quase não se pratica caridade, não é mesmo?

    Procurei no google, "doações valor". Eis o que achei:

    Teleton 2019 alcança a meta de 30 milhões de reais

    www.sbt.com.br/especiais/teleton/fiquepordentro/131896-teleton-2019-alcanca-a-meta-de-30-milhoes-de-reais 

    "Os brasileiros mais uma vez mostraram toda sua solidariedade e contribuiram com o Teleton 2019, que visa arrecadar doações para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

    Durante mais de 24 horas, artistas do SBT e de emissoras que compõe a rede da amizade estiveram no palco pedindo doações.

    Cantores de todos os ritmos também separaram um tempinho em suas agendas e ajudaram a animar ainda mais a maratona do amor.

    Ao todo, o Teleton 2019 arrecadou mais de R$ 32.427,169"

    Isso é só um exemplo... Fora as doações que vão desde instituições pequenas aos mendigos que pedem comida de porta em porta. O ser humano é, sim, solidário.
  • William  28/08/2020 19:01
    Pura demagogia é esse seu tosco discursinho antiliberal.

    Se você não sabe, o capitalismo se baseia em trocas voluntárias. Em outras palavras, ele se baseia em um tipo de relação em que ambas as partes desejam transacionar. E elas só fazem isso quando a troca envolve algo que as beneficie de alguma modo. Portanto, o capitalismo baseia-se em um tipo de relação em que todas as partes envolvidas saem ganhando.

    O socialismo sim, aquele jogo de soma zero, é que é demagógico em suas promessas e nocivo em seus resultados.

    Ademais, um ser humano normal não quer apenas o seu próprio bem, porque ele sente empatia por terceiros e vê-los bem também é positivo para ele próprio. O bem dos outros lhe faz bem. Portanto, o que se perde ao doar ou fazer algo por terceiros é supercompensado pelo bem estar psicológico e moral que ele sente.

    Já você, como bom socialista que é, não deve sentir por terceiros a empatia que caracteriza o ser humano normal, daí não entender algo tão óbvio. Deve ser por isso que você projeta no capitalismo sua própria estupidez e perversidade, enxergando-o à sua imagem e semelhança.

    "...quando as pessoas recebem, elas não sentem a necessidade de devolver, isso é pura demagogia."

    Você deve ser dotado da típica mentalidade burocrata-psicopata, para desejar receber sem nada em troca oferecer.
  • Cristiano  28/08/2020 18:49
    Eu mesmo já me vi quase deixando de ser caridoso por causa do estado. Certa vez me ligaram de uma creche que cuida de crianças com problemas mentais pedindo uma doação. Na hora me veio à mente o seguinte:

    "Ora, o estado já me rouba 40% do que ganho com o argumento de cuidar das pessoas, porque não vão pedir dinheiro para a prefeitura, o governo estadual o federal??" e quase desliguei o telefone na cara da moça. Mas felizmente me lembrei de muita coisa que aprende aqui no Mises e me tornei doador da creche. Todos mês colaboro com um pouco.

    Se nós passarmos a fazer caridade voluntariamente mesmo com o estado nos roubando NÓS VAMOS MOSTRAR A INUTILIDADE DO MESMO.
  • Vladimir  28/08/2020 20:47
    Falta pouco para gastarmos mais com o governo do que com nós mesmos. Trabalhamos até o dia 21 de maio apenas para pagar impostos. Mais 40 dias e nós iremos virar escravos constitucionalizados. Ainda mais agora pra pagar a conta do Corona e do Covidão...
  • Soça  28/08/2020 23:35
    Só falta a Renda Básica Universal pra ser a cereja em cima do bolo. Trabalharemos, daremos tudo pro governo e, em troca, no dará o "básico" para nos mantermos. Pura e simples escravidão.
  • Ismar  28/08/2020 19:04
    Bom texto. A ideia é muito boa mesmo... Mas, na hipótese de uma rede caritativa privada, não estatal, três perguntas: (1) qual seria a motivação, o retorno, para o grupo caritativo privado, considerando que vivemos num mundo capitalista? E deveria ser um bom retorno, visto que o autor julga que haveria até boa concorrência! (2) o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno ?...

    Bom, agradeceria as sugestões das pessoas daqui. Abraços
  • Régis  28/08/2020 19:17
    "qual seria a motivação, o retorno, para o grupo caritativo privado, considerando que vivemos num mundo capitalista?"

    Como assim qual seria a motivação? Milhares de pessoas ainda doam para a caridade hoje (majoritariamente para financiar obras sociais das igrejas). Milionários fazem várias doações anônimas, e grandes empresas (que querem ter uma boa reputação, o que é bom em termos de mercado) fazem doações vultosas para as causas sociais em que acreditam.

    E muitos doam por egoísmo próprio: doar os fazem se sentir bem. Por quererem se sentir bem, eles doam. Isso é uma forma de egoísmo, uma forma de pensar em si. E acaba ajudando a todos.

    "o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno?...""

    Milhares de pessoas ainda doam para a caridade hoje (majoritariamente para financiar obras sociais das igrejas). Qual o "retorno" delas?

    Milionários fazem várias doações anônimas (Schumacher, por exemplo, fazia várias, assim como vários atletas). Qual o retorno deles?

    Grandes empresas (que querem ter uma boa reputação, o que é bom em termos de mercado) fazem doações vultosas para as causas sociais em que acreditam. Vai dizer que não há um grande retorno em termos de imagem?
  • André  28/08/2020 19:27
    A chave, na verdade, é o termo "bem comum".

    O problema é que o governo se justifica exatamente com essa história de bem comum, uso comum, coisa pública, etc.

    Ora, friamente falando não existe "bem comum". Se reparar bem, um "bem" (ato de benevolência) é sempre direcionado a alguém. Por exemplo, o bolsa família é direcionado para gente das classes D e E. O atual coronavoucher é para todos que foram prejudicados pelo governo. Qual o "bem comum", que justificam? Que o dinheiro dado a estas pessoas faz com que elas possam consumir o mínimo e não morrerem de fome.

    Mas o que não se vê na história é que esses recursos são retirados coercivamente de outras pessoas, portanto essas outras deixam de consumir, além de todo o dispêndio com a burocracia governamental que nada mais faz que torrar o dinheiro (isso sem falar na corrupção).

    Resumo da prosa: fazer a caridade, por definição, é algo privado, individual e para outro alguém, um indivíduo também. A gratificação recebida pela caridade é múltipla: reconhecimento de seus pares, associação de marca, ou simplesmente consciência cristã tranquila.

    A caridade, por definição, não é "bem comum", é algo de pessoa para pessoa, logo há um doador, uma pessoa e um beneficiado, uma pessoa. E isso sempre.

    Se as igrejas (todas elas de todas as religiões) passassem a realizar essa atividade de dar suporte a quem precisa (e muitas já o fazem em uma escala pequena, inclusive dando educação, saúde, moradia etc.), conseguiriam arrecadar muito mais que o governo e, como naturalmente gastam com parcimônia e gastam bem, seriam muito mais eficientes nisso.

    Quando o governo se adona da prática da caridade acontece duas coisas: deixa de ser caridade, porque retira a parte humana do doador e desumaniza também quem recebe, e passa-se a fazer simplesmente transferência de renda.

    Perceba que ninguém sabe "quem" está no bolsa família (futuro Renda Brasil), mas apenas que o governo dá "tantos milhões" para o programa que atende a "tantas famílias". Tudo vira números, portanto, desumaniza o ato.

    E, o pior, para que o governo faça isso, necessita coagir uns em detrimento de outros, portanto não há nenhum bem comum nisso tudo, há privilégios de uns e imposição para outros. Pior arranjo impossível!

    Aproveitando, também não há nada de bem comum em construir pontes, estradas etc. por meio do governo. Se tal ponte ou estrada fosse realmente necessária em uma determinada localidade, uma empresa privada, que vai atrás dos lucros, faria tal coisa e ganharia muito dinheiro e aquela comunidade seria atendida em sua necessidade. Veja que o recurso pode vir da comunidade ou de outros que podem se interessar por aquela comunidade. Se não há necessidade, a construção é meramente um gasto de dinheiro. Não há nada de comum neste arranjo. A construção vai beneficiar uns poucos em detrimento de todos os pagadores de impostos, quando feita pelo governo.
  • Imperion  28/08/2020 21:36
    "o Estado não existe justamente para promover o "bem comum" posto que certas atividades não são desenvolvidas por nenhum grupo visto que não dão retorno?…""

    Isso simplesmente não existe. Tudo dá retorno e tudo pode ser desenvolvido sem o estado. O problema é que os improdutivos não geram renda, portanto não conseguem pagar. O problema é serem improdutivos. E esse problema aumenta na rede assistencialista estatal. Ela cria mais improdutivos que dependem de mais repasses para obter renda, onerando a sociedade.

    O problema aumenta, não diminui. Isso aplicado em grande escala implode a economia. Pois quando os produtivos vão à falência, todo mundo vira improdutivo.

    O estado não tampa esse buraco. Ele não tem renda. Só toma das pessoas. Quando não tem de quem tomar, nem ele se segura.

    O assistencialismo não é caridade . É roubo. E tem o efeito de estimular o improdutivo a ser mais daquilo que o torna pobre: ele se torna mais improdutivo que antes.

    Caridade é fazer/ ajudar a pessoa evoluir. Não mera transferência de recursos. Estragar uma pessoa é o contrário de ser caridoso. Rouba-se a vida dessa pessoa, somente pra aliviar o próprio ego.
  • Flávio Ribeiro Gomes  28/08/2020 19:54
    Segundo os cálculos desse cara, um mendigo esforçado consegue tirar mais de R$ 7 mil por mês no semáforo.

    administradores.com.br/artigos/nao-trabalhe-por-dinheiro-um-mendigo-ganha-mais-do-que-voce

    De início eu achei o valor exagerado. Mas aí me lembrei de minha infância em Belo Horizonte. Tinha um mendigo (simpático e gente fina) que ficava no semáforo da Rua Professor Morais com Avenida do Contorno. Ele próprio se gabava de que todo ano ele ia de ônibus para Porto Seguro e ficava em "pousada chique" lá.
  • Douglas Santos Leal  31/08/2020 13:08
    Exatamente, tinha um caso de um mendigo aqui em Curitiba que ia de carro para seu "trabalho" e ia embora com seu vectra (que era um carro razoavelmente bom para época), depois averiguaram e ele tinha 80 mil reais na conta.
  • Flávio Ribeiro Gomes  31/08/2020 15:12
    Isso é muito mais corriqueiro do que vocês pensam. Só que como é um assunto politicamente incorreto demais para ser exposto, a mídia não toca no assunto.

    Flanelinha, por exemplo, é ainda mais lucrativo do que esmola no sinal. Mas como eles são vistos como "coitados", ninguém tem coragem de criticar.

    Aliás, economia básica: se pedir dinheiro no semáforo e ser flanelinha não fossem atividades rentáveis, tais "profissões" já teriam desaparecido há muito tempo.
  • Caíque  28/08/2020 20:00
    Concordo que não faz sentido entregar o juízo de valor (determinar quem precisa e quem não precisa de ajuda) ao estado. Mas deixar a cargo do indivíduo também não irá funcionar. Vou dar um exemplo muito comum no nosso mundo: Você tá lá no trânsito, dentro do seu carro, e de repente aparece uma pessoa pedindo ajuda. Você não conhece essa pessoa, como você vai ter condições de fazer um julgamento correto?

    Não fica claro que até um indivíduo não tem condições de fazer um julgamento sobre o outro? Para ser justo, ou você ajuda todo mundo ou não ajuda ninguém pois se tentar fazer um julgamento, terá uma grande probabilidade praticar uma injustiça.
  • Vladimir  28/08/2020 20:20
    "Você tá lá no trânsito, dentro do seu carro, e de repente aparece uma pessoa pedindo ajuda. Você não conhece essa pessoa, como você vai ter condições de fazer um julgamento correto?"

    Isso vai de cada indivíduo. É o pressuposto mais básico da liberdade. Você tem a liberdade de errar e de acertar em seu juízo de valor (desde que não agrida ninguém).

    Se um indivíduo, frente à frente, olhando nos olhos, é incapaz de fazer um juízo correto sobre o pedinte, quais as chances de um burocrata em Brasília conseguir fazer isso?

    Outra coisa, e isso é mais importante: por que o pedinte, em vez de fazer abordagens no sinal, não simplesmente vai à igreja, paróquia ou instituição de caridade mais próximas em busca de ajuda?

    "Não fica claro que até um indivíduo não tem condições de fazer um julgamento sobre o outro?"

    Sempre e em toda e qualquer ocasião? Que generalização mais tosca.

    Se um indivíduo, presente na cena, não tem essa condição, então por que um burocrata confortável em Brasília teria?

    "Para ser justo, ou você ajuda todo mundo ou não ajuda ninguém pois se tentar fazer um julgamento, terá uma grande probabilidade praticar uma injustiça."

    Generalização ainda mais tosca. Qual é a "injustiça" em eu ajudar quem não precisava e não ajudar quem precisava? Isso pode ter vários nomes - "distração", por exemplo -, mas não "injustiça". Seu vocábulo está deslocado da realidade.
  • Valney  28/08/2020 20:14
    OFF
    Esse instituto eh reconhecido pela defesa ampla de liberdade de expressão. Tanto que são contra qualquer regulamentação de fakenews.
    O problema eh que agora a tecnologia permite capacidades de simular que uma pessoa disse algo que nunca disse com uma capacidade de realismo assustadora.
    Na prática conseguimos atualmente fazer com que tenha um vídeo de qualquer pessoa falando qualquer coisa que queiramos. Basta editar o vídeo.
    Assim, como fazer com que tenhamos uma capacidade de distinção do que eh verdade ou não dentro desse contexto? Não devemos ter uma regulamentação?
  • Bill Hader  28/08/2020 20:31
    Você se refere a essa diversão aqui?









    Que tal simplesmente perguntar para a pessoa se foi ela própria que falou tal coisa?

    Aliás, ao meu ver, uma eventual disseminação desses vídeos irá, ao contrário, facilitar a presunção de inocência de qualquer pessoa. Tão logo alguém lhe caluniar, tudo o que você tem de fazer é dizer que o vídeo foi manipulado. Simples.
  • Fritz inteligente e educado  29/08/2020 14:46
    Que tal simplesmente não acreditar de cara em tudo o que voce vê, mesmo que venha de fontes ditas confiáveis? Mentir sempre foi muito fácil, ainda mais na internet, os Deepfakes são apenas mais uma ferramenta para tal. E como exatamente se supõe que uma "regulamentação" vai impedir isso?
  • Imperion  28/08/2020 20:51
    O assistencialismo contabilmente apenas subtrai de quem produziu. Fica insustentável quando quem produz vai à falência.

    Tem que se fazer os improdutivos que querem trabalhar, conseguirem, pois tem a intenção. E não é assistencialismo; vc está dando apoio, mas ele tá produzindo, portanto colaborando.

    Já o improdutivo que não quer produzir se equipara ao ladrão. Subtrai os bens de outros, não colabora com a atividade produtiva, é bem alimentado com o dinheiro alheio, e ainda tem tempo de fazer militância, criticar que a sociedade não lhe dá o suficiente, acusar quem lhe sustenta de ser tudo "ista".
  • Demétrio  28/08/2020 21:32
    Os artigos aqui costumam trazer bastante gráficos e dados. Esse eu acho que pecou nesse sentido.
    Concordo em linhas gerais mas gostaria de ver mais dados, pois em geral países com maior assistencialismo governamental tem menos gente em situação de vulnerabilidade. Haja vista a dicotomia entre o capitalismo selvagem americano e o welfare state europeu.
    Até mesmo dentro do Brasil. Antes do Bolsa familia o grau de indigencia era muito pior do que pos-Bolsa familia. Era importante ter dados e graficos pra rebater essas percepções
  • Magnoli  28/08/2020 21:57
    "Os artigos aqui costumam trazer bastante gráficos e dados."

    Quando traz, tem gente que reclama. Eis um exemplo aqui.

    "Esse eu acho que pecou nesse sentido."

    Em qual sentido? Falar sobre a moralidade do assistencialismo, e a maneira correta (ética) de fazê-lo (via estado ou via indivíduos voluntários), não é algo que dependa de gráficos. Não entendi seu ponto.

    "Concordo em linhas gerais mas gostaria de ver mais dados, pois em geral países com maior assistencialismo governamental tem menos gente em situação de vulnerabilidade. Haja vista a dicotomia entre o capitalismo selvagem americano e o welfare state europeu."

    Acho que você está meio por fora dos dados.

    Estes estados americanos possuem rendas maiores que a maioria dos países europeus

    A pobreza extrema ao redor do mundo despencou na medida em que a economia de mercado se expandiu

    Quanto mais liberdade econômica, mais solidariedade e caridade - na teoria e na prática

    "Até mesmo dentro do Brasil. Antes do Bolsa familia o grau de indigencia era muito pior do que pos-Bolsa familia. Era importante ter dados e graficos pra rebater essas percepções"

    Mas isso tudo é óbvio.

    Antes do Bolsa-Família (que começou com a unificação do Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Vale Gás), estávamos na década de 1980. A economia era uma merda. O estado mandava em tudo, e éramos completamente fechados às importações. A qualidade de vida era soviética. A pobreza era dantesca.

    Hoje estamos em 2020. Muito mais ricos. Graças ao capitalismo, nossa riqueza material aumentou ano após ano.

    Sendo assim, é óbvio que um pobre hoje tem melhor qualidade de vida que um pobre de 20, 30 anos atrás. Isso é regra. E isso é válido para todos os países do mundo que tenham uma economia de mercado. Não há nenhum país hoje em que as pessoas sejam mais pobres do que eram 30 anos atrás (até mesmo em Cuba as coisas devem ter melhorado).

    Logo, essa sua comparação é totalmente descabida. Uma pessoa no Bolsa-Família hoje vive muito melhor do que vivia anos atrás, também com o Bolsa-Família. Isso se chama evolução e progresso gerado por uma economia de mercado.

    De resto, não se discute que dar dinheiro mensalmente para uma pessoa irá ajudá-la a não morrer de fome. Isso é inquestionável e nem sequer está em debate. A questão é se tal atividade deve ser feita pelo estado ou por indivíduos voluntários.

    Não visualizo como isso pode ser colocado em um gráfico. Se você souber de algum trabalho sobre este tópico, coloque aqui, por favor.
  • Demétrio  29/08/2020 20:30
    Acho que você está meio por fora dos dados.

    Estes estados americanos possuem rendas maiores que a maioria dos países europeus


    Abri o link e vc do confirmou o que eu disse. Até pq a metodologia toda leva em conta a mediana, quando todo mundo sabe que a medida adequada é a média. Sem contar outros artifícios estatísticos pra tentar provar um ponto previamente pensado, nos quais eu posso escrever um artigo só pra mostrar como tentam distorcer
    Um dado bem objetivo: Qual % de pessoas vivem com menos de 2 ou 5 dólares por dia em cada país. Adivinhem qual país é pior que os mais óbvios como França, Alemanha e Suécia, mas também pior que Rússia, República Tcheca e Eslováquia? Isso mesmo os EUA. Podem conferir:

    en.m.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_percentage_of_population_living_in_poverty

    Um dado que deve ser de seu interesse: muitos países europeus têm um PIB per capita por hora trabalhada superior aos EUA!

    Logo, essa sua comparação é totalmente descabida. Uma pessoa no Bolsa-Família hoje vive muito melhor do que vivia anos atrás, também com o Bolsa-Família. Isso se chama evolução e progresso gerado por uma economia de mercado.

    Pra vc ver: A quantidade de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza era praticamente a mesma em 1993 e 2004. Agora de 2004 a 2015 essa quantidade cai vertiginosamente, reduzindo em 66% a quantidade de pobres e extremamente pobres. Isso mesmo, 2/3 daqueles que eram pobres deixaram de ser. Quando tivemos o choque do Collor e os governos FHC, a redução foi de 0%.

    cee.fiocruz.br/?q=Pobreza-e-fome-em-ascensao

    A questão é se tal atividade deve ser feita pelo estado ou por indivíduos voluntários.

    O voluntarismo não resolveu para boa parte da população como visto acima no gráfico de pobreza e extrema pobreza. A ação governamental sim!
    Isso sem contar que há um incentivo fiscal para a caridade. Igrejas são isentas e doações dedutíveis do IRPF e IRPJ.
    Para cada caridade privada há um incentivo do governo.
    Na verdade, pra quem é preocupado como eu com corrupção, as relações escusas do governo e políticos com igrejas geraram muito mais prejuízos aos cofres públicos que qualquer desvio do bolsa família (se duvida, pergunte ao Pastor Everaldo). Temos que parar de dar dinheiro para quem quer fazer caridade. Caridade com o bolso do desdentado brasileiro é fácil, bancando templos suntuosos e líderes religiosos milionários
    Mas tenho certeza que há aqui um artigo sobre esse tópico. Posta aí, Magnóli

  • Magnoli  30/08/2020 18:34
    "Até pq a metodologia toda leva em conta a mediana, quando todo mundo sabe que a medida adequada é a média."

    Nem acredito que você falou uma asneira dessas. O certo é, sim, usar a mediana, e não a média. A média é completamente distorcida por altos valores nas duas extremidades, ao passo que a mediana neutraliza essa distorção e aponta o valor mais realista.

    Pela média, se houver um único trilionário, isso aumenta a renda média de toda a população. Já pela mediana, a existência desse trilionária em nada afeta a verdadeira riqueza per capita da população.

    Logo se nota que seus conhecimentos matemáticos e estatísticos são escabrosos. Não é surpresa nenhuma que você tenha recorrido a isso para tentar manter seu argumento (há algum?).

    "Sem contar outros artifícios estatísticos pra tentar provar um ponto previamente pensado, nos quais eu posso escrever um artigo só pra mostrar como tentam distorcer"

    Coloca aí um só. Deve ser um primor.

    "Um dado bem objetivo: Qual % de pessoas vivem com menos de 2 ou 5 dólares por dia em cada país."

    Ansioso para você me contar.

    "Adivinhem qual país é pior que os mais óbvios como França, Alemanha e Suécia, mas também pior que Rússia, República Tcheca e Eslováquia? Isso mesmo os EUA. Podem conferir: en.m.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_percentage_of_population_living_in_poverty"

    Ô, vigarista: a linha da pobreza varia de país para país, e é definida pelo governo de cada país. A linha da pobreza definida pelo governo americano de US$ 10.400 anuais - quase 30 vezes maior que o guideline definido pelo banco mundial.

    www.heritage.org/research/reports/2011/09/understanding-poverty-in-the-united-states-surprising-facts-about-americas-poor

    aspe.hhs.gov/2008-hhs-poverty-guidelines

    spotniks.com/mentiram-e-muito-para-voce-sobre-a-pobreza-nos-estados-unidos/

    Dos cidadãos americanos considerados mais pobres "99% têm eletricidade, água corrente, descarga e uma geladeira; 95% têm uma televisão; 92% têm forno-microondas, 88% têm um telefone; 71% têm ao menos um carro, 70% têm ar condicionado, mais de 60% têm TV a cabo e 42% moram em residências próprias."

    Quais pobres em outros países têm essas regalias?

    Aliás, traga a linha da pobreza americana para o Brasil e você verá que nós dois seríamos considerados indigentes nos EUA.

    Seu desesperado é uma delícia.

    P.S.: se realmente há essa pobraida toda nos EUA, por que eles não migram para o paraíso social-democrata europeu? Não se tem notícia de americanos pobres tentando entrar clandestinamente na Europa em busca de emprego e padrão de vida. Onde eles estão?

    A ausência deste fato comprova que eles próprios não concordam com essa definição de pobreza. Se realmente estivessem tão desesperados quanto você afirma, estariam indo até mesmo para qualquer país da América Central.

    Tenta outra.

    "Um dado que deve ser de seu interesse: muitos países europeus têm um PIB per capita por hora trabalhada superior aos EUA!"

    Sim. Luxemburgo, Suíça e algum outro ultra-rico. Dado que isso nunca esteve em discussão (até porque foi abordado no artigo linkado), qual o seu ponto?

    "Pra vc ver: A quantidade de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza era praticamente a mesma em 1993 e 2004. Agora de 2004 a 2015 essa quantidade cai vertiginosamente, reduzindo em 66% a quantidade de pobres e extremamente pobres. Isso mesmo, 2/3 daqueles que eram pobres deixaram de ser"

    Duh! Pelo seu próprio link, a pobreza caiu bem até 1998, quando o país tinha moeda forte. A partir de 1999, quando começamos a ter uma moeda fraca, aí sim a pobreza aumenta. Mas, ora, isso é exatamente o que este site sempre ensinou. Aliás, isso é o básico de economia: moeda forte, povo rico; moeda fraca, povo pobre.

    Repare que, de 2004 a 2011, quando a moeda voltou a se fortalecer, a pobreza voltou a cair. Forte. E de 2013 em diante, quando a moeda voltou a enfraquecer, a pobreza voltou a aumentar, mesmo com Bolsa-Família nos maiores valores da história e com a maior cobertura de todas.

    Começou a entender o básico de economia? De nada adiante fazer redistribuição se você tem moeda fraca e inflação. Primeiro você conserta a moeda; depois, só depois, você pensa em distribuição.

    E isso nem é opinião minha, não. Está no próprio gráfico do link que você mandou.

    "Quando tivemos o choque do Collor e os governos FHC, a redução foi de 0%."

    O choque do Collor foi um confisco de propriedade privada. Se isso reduzisse pobreza, aí sim a teoria econômica básica estaria refutada. Já no primeiro mandato de FHC, com moeda forte e estável, seu gráfico aponta redução na pobreza (não entendi por que você mentiu).

    Já no segundo mandato, de 1999 a 2002, com o real desabando, é óbvio que a pobreza aumentou. Se ela caísse, aí sim a teoria estaria refutada. Tudo isso foi explicado acima. Não vou repetir.

    Aliás, responda essa: no segundo mandato de FHC, as políticas sociais foram bem mais abrangentes e até mesmo mais "generosas" que as do primeiro mandato. Vale gás, Bolsa Escola e Vale Alimentação tudo começaram no segundo mandato. Sendo assim, como você explica o aumento da pobreza no segundo mandato? Pela sua teoria, não era para isso ter acontecido. (Dica: analise a moeda. Sempre. Sem isso, você passa vergonha).

    "O voluntarismo não resolveu para boa parte da população como visto acima no gráfico de pobreza e extrema pobreza. A ação governamental sim!"

    Depois de tudo o que e foi explicado acima, inclusive tendo demonstrado a contradição deste frase em minha resposta acima, espero que agora você ao menos tenha começado a entender.

    "Mas tenho certeza que há aqui um artigo sobre esse tópico. Posta aí, Magnóli"

    Tem vários. Mas preferi eu mesmo dar a aula.

    Grande abraço e de nada.
  • Magnoli  28/08/2020 21:59
    Eu me lembro de quando Johnny Depp esteve no Rio de Janeiro e zerou a fila de espera doando 220 aparelhos auditivos para crianças pobres ele foi duramente criticado e esculachado por grupos de esquerda no facebook. "Ele só quer aparecer na mídia" eles diziam (era o governo Dilma).

    A verdade é que a esquerda possui verdadeira ojeriza à caridade privada, já que ela evidencia de forma cristalina toda a ineficiência e incapacidade do estado em atender as necessidades das pessoas.

    Na mente doentia de alguns socialistas é preferível ver alguém morrer na fila de espera de um hospital público do que algum rico aparecer e ajudar todo mundo, já que isso seria um claro sinal da superioridade da caridade privada sobre a "caridade" estatal.
  • Santiago  28/08/2020 22:11
    Esqueçam. Agora com o Renda Brasil, que veio pra ficar, assistencialismo estatal não apenas já está solidificado, como ainda será turbinado. O Bolsa Família tinha um valor médio de R$ 190 e era só pra quem era miserável. O Renda Brasil será de R$ 300 (mas pode subir) e poderá ser recebido até mesmo por autônomos e profissionais liberais. O governo afirma que 10 milhões a mais de pessoas serão contempladas (além das 14 milhões de famílias, aproximadamente 60 milhões de pessoas que já recebiam).

    Por outro lado, com isso, o PT já era.

  • Felipe  28/08/2020 23:33
    Eles preferem o caminho mais fácil.

    Ninguém quer desregular o ambiente de negócios, o mercado de trabalho e o sistema tributário. Então fazem isso para enganar trouxas.
  • Imperion  29/08/2020 20:08
    O déficit tá tão ruim que é capaz de explodir com o governo com esses novos assistencialismos.
    Acho que nem vai dar tempo de continuar pagando. É capaz de ter ruptura.
  • Dantas  30/08/2020 13:07
    Ou seja, pode ser populista como o PT, intervencionista como o PT, roubar como o PT, só não pode ser o PT.?
    Isso aqui é o destino de uma nação. Não uma competição de futebol.
    PT e Bolsonaro são farinha do mesmo saco
  • Santiago  30/08/2020 18:44
    Se você interpretou assim, então não há nada que eu possa fazer por você.
  • WMZ  28/08/2020 22:23
    O artigo quer comparar a filantropia com o assistencialismo?

    Na filantropia, a pessoa dá porque quer e, da mesma facilidade que ele doa, ela pode cismar de não doar. O miserável que depende da filantropia não tem garantia nenhuma.

    Agora, com o assistencialismo, essa pessoa é obrigada a dar via tributação e se ela não dar, ela vai para cadeia. O miserável que depende do assistencialismo estatal possui garantias. (Lembrando que corrupção é crime)

    Nem me venha com argumentos moralizantes do tipo "a verdadeira caridade não é obrigada" ou "o miserável vai ficar dependente e nunca terá vida plena"....A moralidade é relativa e o poder faz o certo e o errado
  • Bernardo  29/08/2020 01:38
    Do que exatamente você está falando? Aliás, o que exatamente você está defendendo? Suas frases foram um festival de contradições.
  • WMZ  29/08/2020 03:21
    Vou traduzir: "caridade privada" não é obrigatória! Ninguém tem garantia alguma que os caridosos serão sempre caridosos! Uma moda de misantropia pode atingir o país e essas pessoas caridosas podem parar com a filantropia. Entendeu? Não tá nada garantido!

    Já com "caridade estatal", o Estado "obriga as pessoas a serem caridosas" tributando elas. A "caridade estatal" está totalmente garantida (desde que a lei diga o contrário)

    Na primeira "dá quem quiser dar"...na segunda "todo mundo é obrigado a dar"

    Eu não vou nem falar que, num ponto de vista materialista, a caridade é irracional e, por isso, é dispensável de qualquer análise política, social e econômica...Imagino que quando o governo estipula "metas para acabar com a pobreza", ele não planeja contando com a caridade privada...se ela vier, é sorte
  • Imperion  30/08/2020 18:08
    Ainda bem que não é obrigatória. Pois não é caridade você estimular uma pessoas a ser parasita. Ela se perde na vida. Ela acha que só porque está viva merece receber. E a realidade do mundo, do ser humano, é que para sobreviver, tem que trabalhar. Todo mundo deveria ser produtivo.

    Mas a "caridade estatal" sem critério é apenas tomar. Sem ela, essas pessoas acordariam pra realidade.
  • Felipe  29/08/2020 18:13
    Na verdade mesmo o miserável no assistencialismo estatal não tem garantias. Por mais que os grupos eleitorais de dependentes do assistencialismo sejam relevantes, eles não são politicamente mais fortes do que a alta casta do funcionalismo.
  • Imperion  28/08/2020 23:36
    E agora Leandro? Meta de inflacao ja era?

    [Link]www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=www.infomoney.com.br/mercados/dolar-cai-mais-de-3-em-dois-dias-com-fed-e-depreciacao-pode-continuar-mas-efeito-de-longo-prazo-e-limitado/amp/&ved=2ahUKEwjMyNS_h7_rAhXlILkGHXx3AmcQiJQBMAB6BAgKEAc&usg=AOvVaw2D_Q8QhNEvBZHf1g99cIBv&cf=1[/link]
    Realmente isso pode mesmo derrubar o dolar?
  • Leandro  29/08/2020 01:43
    Sim. O Jerome deu uma porrada bonita no dólar ao dizer que tolerará inflação mais alta por mais tempo. O índice DXY desabou e o ouro decolou. Na prática, a senha foi dada: o Fed vai imprimir até (tentar) voltar ao nível de emprego de fevereiro.

    De um lado, isso tende a ser bom para o nosso câmbio. De outro, se as commodities em dólar subirem muito (o que sempre acontece quando o dólar enfraquece), aí teremos de conviver com preços de alimentos e combustíveis mais altos por mais tempo (algo que já está acontecendo).

    Dito isso, eu mantenho minha previsão feita em outros comentários há mais tempo: por ora, o piso do dólar está em torno de R$ 5,10 (considerando Selic, risco país e atual valor das commodities). Se cair para menos disso, será R$ 4,80. Qualquer valor abaixo de R$ 4,80 seria bastante surpreendente (ou um sinal de que o Fed realmente estaria emulando a Argentina).
  • Felipe  29/08/2020 13:29
    Mas e se acontecesse de as commodities em dólar subirem, mas as commodities em real caírem de preço?
  • Estado o Defensor do Povo  30/08/2020 15:06
    Acho que isso só aconteceria se o real fortalecesse, não?
    O que não é o que está acontecendo.
  • Felipe  30/08/2020 21:42
    Esse fenômeno de as commodities subirem de preço em dólares mas o real se fortalecer aconteceram no governo Lula inteiro. Existe o cenário também de o dólar e o real ficarem fortes. Esse cenário de dólar e real fortes tivemos à partir da entrada do governo Temer até o comecinho de 2018, antes de eles aloprarem mais com a SELIC.
  • Leandro  31/08/2020 20:20
    Para este cenário acontecer, a Selic teria de subir até, pelo menos, 6%.

    Commodities também teriam de subir, pois o preço delas impulsiona o real (somos exportadores de commodities; commodities mais caras atrai investidores estrangeiros para empresas exportadoras de commodities).

    Hoje, estamos com juros reais menores que os da Suíça. E as commodities, em dólar, ainda estão abaixo de onde estavam no início do ano. Acrescente a isso nossa bagunça fiscal (o que aumenta o risco-país e afugenta capital estrangeiro), e, por enquanto, não há nenhuma chance de o real se fortalecer assim.

    Note que o dólar (índice DXY) está caindo para o resto do mundo, mas aqui ele está subindo. Enquanto estivermos com juros reais negativos, e com essa bagunça fiscal, sem chance para o real.
  • Felipe  31/08/2020 22:31
    Uma SELIC de 8% já mudaria bastante coisa (e olha que ainda não é ideal, pois os juros deveriam flutuar, como acontece em Cingapura). Já alertaria aos investidores nacionais e estrangeiros que está faltando capital e poupança, que o cenário econômico está ruim e pior do que em junho de 2019 (quando a SELIC estava em 6,5%), e já traria mais confiança. Se a situação econômica está difícil, é hora de liquidar os investimentos errôneos, e não provocar mais investimentos distorcidos.

    Alguns poucos países vizinhos já aumentaram os juros. No Equador já subiram (apesar de lá os juros flutuarem), assim como no Uruguai. No Equador os juros reais estão altos, pois lá houve deflação. Os juros nominais lá subiram para 9,12%. No Uruguai os juros diminuíram levemente para 15,4% (não sei por que lá é bem mais alto do que em outros países vizinhos de comportamento inflacionário parecido), mas continua com o resultado da subida dos juros desde fevereiro. Juros reais lá estão em 4,78% ao ano. Bom até. O presidente do BC local já afirmou meses atrás que busca uma política monetária mais rígida. Aliás, é raridade: lá foi um dos poucos países onde os juros subiram no meio da recessão global, que é o correto.

    Se isso acontecer nesse governo, vai ser milagre. Mais fácil o Guedes pedir demissão do que eles estancarem essa farra monetária. Isso sim é algo politicamente incorreto: subir a SELIC.
  • Imperion  29/08/2020 20:08
    Obrigado pelas respostas. Sempre atento.

    A interpretação desses indicadores sobre moeda é mais da economia austríaca, ou sobre a moeda é matéria normal da economia? Outros analistas de outras escolas chegariam a essa conclusão? Existe material de como aprender fazer essa análise?
  • Felipe  29/08/2020 18:18
    Olhem que interessante:

    "Mãe de família desempregada recebe auxílio emergencial e abre frigorífico"

    Ela provavelmente investiu R$ 3,6 mil (ou menos) do auxílio para abrir o frigorífico. Boa sorte à ela, espero que tenha sucesso.
  • Intelectual  29/08/2020 18:35
    O melhor é um programa de renda mínima robusto e universal.
  • rraphael  30/08/2020 00:20
    renda eh remuneracao, receber uma sem fazer nada em troca pode ser muita coisa, menos renda
    antigamente o ditado era : o trabalho engrandece o homem
    hoje temos gente que tem orgulho em esbulho
    povo mediocre, pais mediocre
    soh decadas de educacao basica de qualidade pra nao ter que ler coisas assim
  • Carolina Vieira Silva  31/08/2020 11:14
    "A maior forma de caridade ocorre quando a ajuda dada permite ao ajudado se tornar auto-suficiente" (Maimônides).

    Um dia li uma frase semelhante com essa e literalmente mudou minha vida, sempre quero ajudar os necessitados e dar tudo o que eles precisam, até mesmo coisas supérfluas. Então, quando vi uma frase parecida com essa, aprendi que não é assim que as coisas devem funcionar e este texto confirma ainda mais. As pessoas não podem ser dependentes das outras, temos que ajudá-las a serem independentes para que elas possam ajudar outras pessoas que precisam e assim o ciclo continuar.

    Parabéns pelo texto!
  • Austríaco Iniciante  31/08/2020 18:50
    Pra quem não sabe, o autor do texto tem um canal no youtube em que ele faz vídeos musicais de sátira absolutamente sensacionais. Recomendo muito que vocês deem uma olhada. O cara é incrível mesmo!

    www.youtube.com/watch?v=L3CjvyP4ed4
  • weberth  31/08/2020 20:05
    Uma coisa que noto entre as diferenças de gerações, é que a geração de nossos avós (1920-1950) são muito mais ativos nessa questão de caridade. Mesmo minha avó ganhando pouco, ela doa pra orfanatos. Lembro que os vizinhos mais velhos se ajudam, quando a horta de um fica madura, ele manda sempre um presente para outro, eles varrem a calçada, a rua..
    Coisa que a geração mais nova não faz de jeito nenhum, claro, na mente deles algum funcionário público vai fazer.

    O que vejo é que antes o governo podia até ser grande, mas era de tal forma incompetente, que a sociedade de maneira orgânica se adequou a dura realidade da época, gerando uma caridade, senso de comunidade, coisa que perdemos quando o governo cresceu demais
  • Yonatan  31/08/2020 20:12
    Sim, os mais idosos são mais caridosos, pois cresceram em uma época em que a caridade era muito mais privada do que estatal. Daí adquiriram esse senso de ajudar o próximo.

    Hoje, à medida que o estado foi se expandindo e se auto-atribuindo várias funções (sendo a "caridade" a principal delas), esse senso de "obrigação moral em ajudar ao próximo" foi acabando.

    "Por que ajudar se eu já pago impostos para isso?" "Como ajudar se a carga tributária de 40% mal me permite sobreviver?"

    O estado destruiu a caridade.
  • Anônimo  02/09/2020 01:50
    O ASSISTENCIALISMO

    É uma forma de dominação.
    Permite ao dominado sentir-se importante e auxiliado; ao dominador para manter o dominado dentro de estreitos limites.
  • Alesina   02/09/2020 12:03
    Por isso que ele tem que ser impessoal. Tem que ser uma política de Estado não de governo e menos ainda de instituições privadas.
    Se o Estado sai de cena quem entra é o privado tentando dominar, como são os coronéis que compram voto pelo país a fora, ou então tentam impor sua religião como forma de arrebanhar mais seguidores e assim aumentar o seu poder e influência

    Pra um instituto que diz defender os interesses do povo contra os poderosos, é contraditório não enxergar isso
  • Maurício  02/09/2020 12:42
    É isso aí. A verdadeira supremacia do povo está em ter políticos lhes dando esmolas e comprando votos. Esse negócio de pessoas ajudando pessoas está ultrapassado. Soberania verdadeira é delegar ao estado a função de "salvar" as pessoas, certo?

    Aliás, o elemento defende que o estado tenha o monopólio da "caridade" e, ao mesmo tempo, critica o surgimento dos coronéis da política.

    Esse tipo de contradição lógica básica é típico da esquerda.
  • Imperion  02/09/2020 15:49
    Compra-se votos se tem gente vendendo. Basta ameaçar cortar o assistencialismo que ficam cordeirinhos.
  • João Gabriel Porto Bernardes  06/09/2020 14:46
    Me lembrou aquelas ONGs que vão nas comunidades ensinar teatro ou circo para menores carentes, os caras acabam indo pro sinal fazer malabarismo pra ganhar uns trocados.
  • anônimo  08/09/2020 15:51
    Existe algum artigo sobre a real carga tributária brasileira?
  • Humberto  08/09/2020 16:44
    Esse aqui te dá uma boa idéia:

    www.mises.org.br/article/2150/alguns-fatos-estupefacientes-sobre-os-impostos-no-brasil

    Atenção para o item 6.
  • Débora Regina de Almeida Barboza  07/10/2020 14:48
    Inicialmente, peço desculpas pelo meu desconhecimento. O texto está bastante bem escrito e provocativo. Entretanto, à luz do fechamento, fiquei com inúmeras questões em aberto em minha mente:

    "... Para concluir

    Você diz que, sem o estado assistencialista, os pobres e necessitados seriam deixados à míngua? Pois eu digo que eles serão tratados em um padrão muito mais elevado do que aquele vigente hoje.

    Afinal, já foi assim no passado."

    Então, como seria essa organização social para que não existissem mais miseráveis em nossas democracias?

    Tomemos o exemplo da pandemia, a) como os pobres e necessitados seriam acudidos pela sociedade civil mais abastada e aculturada à ajuda mútua e promoção das liberdades individuais na ausência de sistema público universal de saúde (sim, o SUS tem seus problemas, Deus me livre de ter um câncer ou precisar de um transplante, porém não soube de hospitais privados de ponta que ofereceram leitos espontaneamente para acolher os necessitados...)? b) Como os informais e os miseráveis de toda ordem, denominados como invisíveis pelo próprio ministro da economia em diversos momentos durante aparição pública, seriam eliminados dessa ordem social proposta sem Estado, digo, com um Estado mínimo?

    Sério, fiquei curiosa. Também odeio pagar impostos, sinto que não vão para onde devem ir, a ineficiência é latente, mas sempre encarei com um mal necessário, afinal, isolados, como indivíduos, o que podemos fazer? Tem dias que eu fico até feliz (ou simulo felicidade) pagando os impostos. " #gratidão Universo! Estou escapando da base da pirâmide.". Mas até quando não sei... Infelizmente não há garantias de nada...
  • Régis  07/10/2020 15:02
    O governo compulsoriamente proibiu todo mundo de trabalhar e de produzir. Decretou que o comércio fosse fechado, o setor de serviços fosse interrompido, e as pessoas fossem proibidas de empreender e produzir.

    Ou seja, na prática, o governo proibiu todo mundo de auferir uma renda mensal.

    Populações inteiras foram submetidas a algo semelhante a uma ordem de prisão domiciliar, ficando confinadas em suas casas por semanas, se não meses. Como resultado, milhões tiveram suas vidas completamente alteradas. A maioria dos empresários e trabalhadores autônomos teve seus meios de subsistência comprometidos.

    Aqueles que "se atrevessem" a trabalhar eram multados e até mesmo presos.

    Isso jamais aconteceria em uma sociedade livre.

    E aí você diz que o causador de toda esta miséria é exatamente o único que pode salvar as pessoas?

    Não posso crer.

    Logo, sua pergunta, em si só, não faz sentido nenhum para um cenário "pandêmico".

    Mas ela faz sentido para um cenário de normalidade.

    E para isso já tem resposta:

    Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas

    "Sem o estado, quem cuidará dos pobres?"
  • rraphael  07/10/2020 16:58
    revoltante ler na mídia que a "pandemia" causou desemprego e falência em massa e é "obrigação" do estado criar novos empregos

    cuba que me pariu !

    só faltou dizer que o doria vai abrir um PJ e ele mesmo vai assinar carteiras de trabalho

    a imprensa virou um grande panfletário ideológico da pior espécie, goebbels teria orgulho

    ai dá pra entender o primeiro comentário , as pessoas acabam se convencendo que é isso mesmo ... o estado é a entidade mágica que nos garante prosperidade , todas as decisões arbitrárias e absurdas , desvios e superfaturamento já caíram no esquecimento ... o pessoal tá na rua e na internet pedindo voto com nosso dinheiro

    a guarda municipal dá no lombo de família fazendo um churrasco em casa mas convenção partidária com centenas de pessoas aglomeradas tá livre de coronga

    mais fácil jesus voltar que o brasil sair do atraso
  • Imperion  07/10/2020 17:03
    "Então, como seria essa organização social para que não existissem mais miseráveis em nossas democracias".

    A única maneira correta de se ter uma economia saudável é todo mundo produzindo. É a produção que garante os bens e os serviço para todos. E a pessoa que produz, aufere renda sem tirar dos outros. Não tem como ela ser pobre e miserável produzindo.

    A pessoa só pode ser pobre e miserável não produzindo nada.

    Então, é necessário acabar com todas as burocracias que estão impedindo as pessoas de trabalhar.

    A solução de pagar salário para as pessoas ficarem sem trabalhar apenas faz com que quem trabalha tenha que trabalhar mais e fique mais pobre por ter alguém montado mas suas costas.


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