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“A culpa é das sanções!” - por que a esquerda continua perdida em relação à Venezuela
A moda agora é dizer que o colapso iniciado em 2007 foi causado por uma tímida sanção de 2017

A maneira como determinados intelectuais ocidentais reagem aos resultados de experimentos socialistas é um fenômeno que pode ser dividido em três estágios.

Os três estágios do socialismo

O primeiro estágio é o da lua de mel, o período durante o qual o experimento — recentemente implantado — aparenta demonstrar algum sucesso inicial.

Dado que economias não são destruídas em um dia, a implantação de medidas socialistas em economias que ainda apresentam resquícios de capitalismo pode, no curto prazo, gerar algum bem-estar.

Este é o período durante o qual os intelectuais tecem loas e ressaltam quão sublime é o regime.

Passado algum tempo, a economia socialista inevitavelmente começa a degringolar. E o sonho começa a se esfacelar. Os fracassos do arranjo vão se tornando tão óbvios, que passam a ser constrangedores para a causa socialista.

E então começa o segundo estágio, caracterizado por justificativas e desculpas esfarrapadas que sempre se degeneram no famoso argumento da "falácia da privação relativa" (argumentação surgida na União Soviética), a qual sugere que o argumento do oponente deve ser ignorado simplesmente porque há problemas mais importantes no mundo.

Dado, porém, que a situação continua degringolando a uma velocidade crescente, surge então o terceiro e derradeiro estágio: a alegação de que o país em questão na realidade nunca foi realmente socialista.

"Aquilo nunca foi o verdadeiro socialismo!", gritam desesperados estes intelectuais ocidentais, que ainda fazem questão de ressaltar que apenas um completo idiota, que não faz a mais mínima ideia do que realmente significa "socialismo", pode dizer o contrário.

A Venezuela como exemplo

Todos os estágios acima foram explicitamente visíveis no fenômeno venezuelano.

No primeiro estágio, que durou quase uma década, praticamente toda a esquerda havia sido capturada pelo charme de Hugo Chávez e demonstrava uma paixão fervorosa pelo modelo econômico daquele país. Eram elogios copiosos e sem fim (e de toda a esquerda ao redor do mundo).

A versão venezuelana do socialismo era o exemplo mais brilhante possível do modelo; e era o modelo definitivo que o resto do mundo deveria copiar.

O elogio mais famoso ainda continua sendo o do famoso esquerdista americano, David Sirota, que escreveu um ensaio para a revista Salon intitulado "O milagre econômico de Hugo Chávez". Eis um trecho:

Chávez se tornou o bicho-papão da política americana porque sua defesa aberta e inflexível do socialismo e do redistributivismo não apenas representa uma crítica fundamental à economia neoliberal como também vem gerando resultados inquestionavelmente positivos. ...

Quando um país adota o socialismo e se esfacela, ele se torna motivo de piada e passa a ser visto como um inofensivo e esquecível exemplo de advertência sobre os perigos de uma economia dirigida pelo governo. Porém, quando um país se torna socialista e sua economia apresenta o grande desempenho exibido pela economia venezuelana, ele não mais se torna motivo de piada — e passa a ser difícil ignorá-lo.

Já no segundo estágio, o melhor exemplo foi fornecido pelo escritor, comentarista e ativista britânico Owen Jones, que, ainda no início de 2014, disse que os problemas econômicos da Venezuela se deviam basicamente aos seguintes fatores: guerra civil na Colômbia (praticamente abolida em 2006), muitas armas na sociedade venezuelana (sendo que o governo já havia terminado de confiscar todas em 2012), uma polícia corrupta (algo que é comum na América Latina), e fato de que o governo venezuelano era amigo das ditaduras da Síria e da Líbia (essa dispensa comentários).

Já o terceiro estágio, que tende a ser o mais divertido, é farto em exemplos, que sempre geram piadas por causa de suas deliciosas contradições.

Ninguém menos que o supremo intelectual Noam Chomsky veio a público dizer que o regime da Venezuela — o mesmo que implantou controle de preços, estatizações, expropriação de propriedade privada, generosos programas assistencialistas e planejamento centralizado (ver aqui, aqui e aqui) — não tem absolutamente nada de socialista:

Eu nunca descrevi o modelo de capitalismo de estado de Chávez como 'socialista'; nem sequer insinuei algo tão absurdo assim. O regime não tinha nada a ver com o socialismo. O capitalismo privado permaneceu livre ... Os capitalistas continuaram livres para solapar a economia de todas as maneiras, como por meio de uma maciça exportação de capital.

Ou seja, o socialismo só irá funcionar se ele for progredindo até chegar ao ponto do "socialismo total". Qualquer outro arranjo que não seja o socialismo pleno — no qual não haveria uma única quitanda privada — é inaceitável. Nenhum esforço parcial será suficiente.

O mesmo raciocínio é também encontrado em um artigo do filósofo Slavoj Žižek intitulado "O problema com a revolução venezuelana é que ela não foi longe o bastante" (o título já resume tudo).

Ou seja, no derradeiro estágio, os intelectuais começaram a afirmar abertamente que o problema com a economia venezuelana nunca esteve no fato de milhares de empresas, fábricas, indústrias e até mesmo pontos de comércio terem sido confiscados e estatizados, de os direitos de propriedade terem sido abolidos, e de milhões de cidadãos terem sido destituídos de suas liberdades básicas. Não, o problema todo é que o regime venezuelano foi muito tímido, e por isso ainda não chegou ao "socialismo verdadeiro".

Para resumir, eis como se deu a cronologia no caso da Venezuela:

  • 2005-13: período da lua de mel
  • 2013-15: justificativas, desculpas esfarrapadas
  • 2015-17: um espaço entre dois períodos, caracterizado por um ensurdecedor silêncio gerado pela estupefação da realidade
  • 2017-presente: o período do "aquilo não é o socialismo verdadeiro"

Nas últimas semanas, porém, os intelectuais ficaram tão desnorteados, que acabaram retornando ao segundo estágio. Ao menos nas redes sociais, passou a existir um consenso de que a economia da Venezuela seria hoje um sucesso estrondoso se não fosse a interferência externa de poderosas forças hostis (leia-se, capitalistas).

Atribuindo culpas e descobrindo novos fantasmas

O doutor Aaron Bastani, autor de Fully Automated Luxury Communism (Comunismo Luxuoso e Totalmente Automatizado), afirmou em seu Twitter que "Principalmente por causa das sanções, a economia da Venezuela encolheu 50% nos últimos cinco anos".

Alguns minutos depois, estas sanções devem ter se intensificado, pois o doutor Bastani atualizou a importância relativa delas de "principalmente" para "totalmente". Disse ele: "A queda no PIB (nesta escala histórica) é, sim, totalmente por causa das sanções".

Em uma carta aberta publicada no jornal The Guardian, intelectuais e políticos britânicos do Partido Trabalhista falam sobre uma "tentativa de golpe liderada pelos EUA", a qual é coordenada pelos "governos de extrema-direita de Trump e Bolsonaro".

Quem lê o texto fica com a impressão de que não há absolutamente nenhuma oposição doméstica a Maduro.

Outra carta similar, porém mais explícita, assinada por Noam Chomsky (sim, ele está em todas), Mark Weisbrot e 68 outros acadêmicos americanos afirma que "Os EUA e seus aliados, incluindo ... o presidente de extrema-direita do Brasil, Jair Bolsonaro, estão empurrando a Venezuela para o precipício."

A carta diz que a culpa pelas várias crises da Venezuela é dos EUA — especialmente das, de novo, sanções.

Quase todos os nomes que assinam as duas cartas são familiares: antes de o socialismo venezuelano perder o seu charme, eram essas pessoas que se apresentavam como as mais dedicadas e esfuziantes tietes de Chávez e Maduro na "respeitada mídia ocidental". Após um período de silêncio (para meditar, digerir a tragédia e reorganizar as forças), elas estão agora reacendendo a adormecida chama, provando que velhas paixões não enferrujam.

Mas exatamente quais são essas "sanções" que estão provocando essas recaídas nos chavistas?

A verdade sobre as sanções

Mesmo levando em conta as poucas que existem, sanções contra a Venezuela são um fenômeno totalmente recente.

Até meados de 2017, não havia nenhuma sanção econômica contra a Venezuela. Havia, isso sim, sanções pessoais contra alguns membros da alta hierarquia do governo venezuelano (sanções essas que envolviam congelamento de ativos e proibição de entrada nos EUA).

Desnecessário dizer que sanções deste tipo só podem afetar apenas os indivíduos almejados. Não há como elas terem um efeito sobre toda a economia venezuelana.

Foi somente em agosto de 2017 que o governo americano implantou uma medida que pode ser razoavelmente considerada uma sanção econômica: cidadãos americanos foram proibidos de comprar de títulos do Tesouro venezuelano, bem como títulos emitidos pela PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana. Um ano depois, isso foi estendido para outras estatais.

Entretanto, não há absolutamente nenhuma restrição ao comércio (ou, pelo menos, não do lado americano). Se você é um cidadão americano ou proprietário de uma empresa instalada nos EUA, você pode comercializar com a Venezuela o tanto que você quiser. Você pode vender comida, remédios, produtos sanitários, ferramentas, eletrônicos, maquinários ou qualquer outra coisa. A única coisa que você não pode fazer é comprar títulos do governo venezuelano.

Além de isso não ser, nem de longe, uma sanção absoluta, vale ressaltar que ela se aplica exclusivamente a cidadãos americanos. Se você for, por exemplo, britânico, alemão, canadense, japonês ou francês, você pode se entupir de títulos do governo venezuelano (muito embora, por algum motivo insondável, nem os investidores britânicos, nem os alemães, nem os canadenses, nem os japoneses e nem os franceses estejam demonstrando grande apetite por esses títulos).

Agora, indo ao que interessa: a crise econômica da Venezuela começou muitos anos antes de estas ínfimas sanções sequer estarem sendo cogitadas.

Veja, por exemplo, este trecho de um artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian (um jornal abertamente de esquerda) ainda no ano de 2007, quando a economia da Venezuela ainda aparentava robustez e toda a esquerda mundial venerava Chávez:

Não havia qualquer sinal de leite, ovos, açúcar e óleo de cozinhar. Onde eles estavam? [...] Bem-vindo à Venezuela, uma economia pujante, mas curiosa. Uma escassez de alimentos está atormentando o país ao mesmo tempo em que as receitas de petróleo estão estimulando um grande aumento nos gastos. [...] O leite desapareceu completamente das gôndolas. […] Ovos e açúcar tambem são apenas uma memória do passado.

Após uma grande contração econômica ocorrida em 2009 e 2010, Hugo Chávez decidiu declarar uma "guerra econômica" contra a burguesia do país, a quem ele acusou de "desestabilizar" o país. E então o regime venezuelano simplesmente aprofundou a implantação de exatamente todas as políticas defendidas pela ala da esquerda que se opõe a uma economia de mercado.

Foi um programa marcado por controle de preços, impressão desmedida de dinheiro, estatização de fábricas e de lojas (até mesmo hotéis foram estatizados), generosos programas assistencialistas, planejamento centralizado, e uma infindável retórica sobre igualdade, redução da pobreza e, acima de tudo, combate aos "neoliberais".

Quanto a este último, o próprio presidente venezuelano Nicolás Maduro fez a gentileza de explicar tudo ao mundo: "Há dois modelos: o neoliberal, que destrói tudo; e o chavista, que é centralizado no povo".

Desde então, a partir de 2013-2014, a economia venezuelana entrou em queda livre. De novo, veja o que diz o The Guardian nesta reportagem publicada em setembro de 2013:

A escassez de comida na Venezuela não apenas chegou ao seu ápice, como também nenhuma outra na história do país durou tanto tempo. [...] O Banco Central da Venezuela publica um índice de escassez [...] Os números para este ano estão em um nível similar ao de países que vivem uma guerra civil ou que passam por racionamentos típicos de períodos de guerra.

Isso, vale repetir, ainda em 2013. Em 2014, praticamente 5 em cada 10 venezuelanos (48%) estavam abaixo da linha da pobreza. Três anos depois, essa cifra já era de espantosos 87% (nove em cada dez).

Quando as sanções americanas foram implantadas, em agosto de 2017, a economia já havia se contraído 33% em relação a 2014.

Para concluir

Apenas para deixar claro, sou um radical opositor de sanções econômicas. Governos não têm o direito de proibir cidadãos de transacionarem com outros cidadãos. Não há como defender sanções.

Entretanto, o ponto aqui é: sanções de escopo extremamente limitado não podem causar uma crise econômica da magnitude vista na Venezuela. E, ainda que pudessem, elas simplesmente não poderiam fazer isso retroativamente.

A crise econômica venezuelana já era observável em 2007. A escassez já era perceptível. Em 2009, a recessão já estava nos dados oficiais. No início de 2014, a crise humanitária já era explícita para o mundo inteiro.

Agora, diga-me: em qual universo é possível afirmar que pequenas sanções introduzidas no final de 2017 geram retroativamente todos estes problemas observados a partir de 2007?

A esquerda está perdida simplesmente porque a crise venezuelana é resultado de todas as políticas que ela sempre defendeu: controle de preços, expropriações, estatizações, planejamento centralizado, retórica anti-capitalista, anti-empresarial e anti-investidores estrangeiros, confisco de renda e redistribuição sob a retórica da "justiça social", e políticas fiscal e monetária extremamente expansionistas. E isso apenas para ficar no básico.

A atual crise venezuelana é culpa exclusivamente de idéias asininas colocadas em prática.

E a ânsia de intelectuais ocidentais isentarem Chávez e Maduro, atribuindo a culpa pelo desastre a "imperialismos estrangeiros", apenas mostra como essas pessoas, na mais benevolente das hipóteses, fracassaram completamente em aprender alguma lição após décadas de uma platônica paixão pelo socialismo.


autor

Kristian Niemietz
trabalha para o Institute of Economic Affairs.


  • é pa acabá  06/02/2019 13:46
    e o pior foi ler artigo do Paul Krugman no NYT recentemente em que fala q a crise venezuelana é por conta da queda do preço do petróleo. Isso esperaria ouvir de youtuber teen brasileiro
  • Guilherme  06/02/2019 13:52
    Krugman tá meio atrasado... A própria esquerda, que flertou com essa tese em 2017, já a abandonou.

    A causa do colapso da Venezuela não é o preço do petróleo; é o socialismo
  • Libertario de verdade  06/02/2019 15:00
    Hhahahahhahahaha que diria que um presidente do Brasil que mal assumiu ja esta ganhando culpa pela crise da Venezuela. Hahahahahha otimo,é sinal que estamos no caminho certo. E a esquerdalha chora e entra em panico.
  • Humberto  06/02/2019 15:26
    Pensei nisso também. Desse jeito, o apelido de "mito" realmente passa a fazer sentido, inclusive entre a esquerda. O cara assumiu há um mês e já está sendo apontado como o responsável pelo monumental colapso do socialismo. Que inveja!
  • Revoltado  06/02/2019 15:27
    Hahahahahahahaahahahaha (2a parte)

    Se bem me lembro, foi o próprio Maduro quem disse que o Bolsonaro está preparando uma invasão à Venezuela, com apoio dos EUA, é claro...

    Era mais ou menos 2005, de fato, quando começamos a ouvir mais sobre o país vizinho. Lembro-me de ter assistido em sala de aula o documentário "A Revolução Não Será Televisionada", feito por dois irlandeses favoráveis ao então ditador Hugo Chávez. Tratava-se de abordar a tentativa de golpe de estado feita em 2002 que foi mal-sucedida e durou não mais que três dias. Até a TV Senado na época transmitia reprises do mesmo de vez em quando...
    Um professor que tive à época, adorava tanto a figura de Chávez, que se este lhe pedisse para ter relações sexuais gay, certamente ele aceitaria de bom grado e seria 100% passivo (risos)
    Só rindo mesmo para lembrarmos dum doutrinador estúpido como ele! Tentou enganar ao menos quatro dezenas de nós com suas bravatas!
  • Revoltado  06/02/2019 15:21
    Como um tal de Castanhari, não?

    O canal dele é bom para filmes/desenhos/séries. Resolveu falar de política... huuuuuummm!
  • Pedro Lopes  06/02/2019 17:34
    Esse Noam Chomsky até escreve bons livros, mas sempre que faz alguma abordagem econômica parece ter o intelecto do Felipe Neto.
  • Revoltado  06/02/2019 21:22
    Pedro Lopes,

    Esse sujeito deveria manter-se na lingüística e nada mais a respeito. Política jamais foi sua ão expertise. Aliás, vejam quão autoritários são os estadunidenses (segundo a esquerdalha, claro). O cara pode palestrar suas asneiras que não têm nada a ver com idiomas, com direito a guardas à paisana nos recintos aonde discursa e é livre para bravatar à vontade. Democracia mesmo é em Cuba, com vagas a deputados disponíveis, desde que sejam todos fidelizados ao Partidão da ilha...
  • Alfredo M. Bretas  06/02/2019 13:58
    Excelente texto, completo com citações e referências. Coisa rara na "internet em massa" de hoje em dia. Conheci o instituto recentemente por indicação de um amigo e devo confessar que fui surpreendido com a qualidade dos artigos. Mantenham o nível!
  • Antônio Davi Roland de Brito  06/02/2019 14:24
    Maduro vai ter o mesmo fim que o ditador da ???? em 2011...
  • Vladimir  06/02/2019 14:31
    Você se refere a Muamar Kadafu, da Líbia. Ele foi executado publicamente e, dizem, sodomizado com uma faca.


  • Miguel Martinez  06/02/2019 14:38
    Isso que tá acontecendo com nossos vizinhos é uma tragédia humana. Pessoas sendo esfaimadas e morrendo de fome só porque um governo socialista se recusa a reconhecer a realidade da natureza humana e insiste em colocar na prática devaneios que só são aceitáveis na mente de um adolescente rebelde e descolado da realidade.

    Mas ao menos os venezuelanos, ao contrário dos cubanos, tem a vantagem de não viverem em uma ilha. É muito mais difícil para o estado manter toda a população refém quando o país não é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados. Assim, uma ditadura duradoura ao estilo de Cuba tem menos chance de funcionar no país, pois a população pode simplesmente sair andando (os mais ricos já saíram voando há muito tempo).

    (A única questão é até quando os militares permanecerão bem alimentados. Quando a comida escassear também para eles, aí o governo não se mantém.)

    Que a esquerda siga defendendo este regime e criando desculpas para minimizar o desastre humanitário apenas a coloca como cúmplice de homicídio.
  • Libertario de verdade   06/02/2019 15:22
    Me desculpe amigo, mas essa da ilha não tem nada a ver, pois a Coreia do Norte tem um socialismo pleno e não é uma ilha. O detalhe que salva os venezuelanos é a propria incompetência do estado que não tem condições de fechar todas as fronteiras por terra, coisa que foi muito bem feita na Coreia do Norte. E agora com essa crise e falta de dinheiro é que eles não conseguem mesmo.

    No fim das contas o Maduro vai se entregar, o outro irá assumir e manter o socialismo, só que de forma mais light ate o povo acordar, ir muito as ruas e nunca mais eleger ou dar margem a qualquer tipo de socialismo. O Maduro cai rápido, o socialismo vai demorar um pouco. Vendo a Venezuela, percebo que esse é o motivo de Coreia do Norte e China não entrarem em guerra com EUA, pois eles, como todo bom rato socialista que depende de mordomias do estado para viver com o dinheiro dos outros, sabe que se fizerem guerra, o estado socialista acaba e eles terão que produzir algo útil ao mundo.
  • Revoltado  06/02/2019 15:40
    No fim das contas o Maduro vai se entregar, o outro irá assumir e manter o socialismo, só que de forma mais light ate o povo acordar, ir muito as ruas e nunca mais eleger ou dar margem a qualquer tipo de socialismo.

    ==== É o temor de alguns aqui no Brasil, dado que Juan Guaidó está mais para social-democrata que ultraliberal, uma espécie de PSDB venezuelano... mas, é o que temos por hora. Esperemos que melhores opções por lá surjam ao longo da nova fase naquele país...
  • Revoltado  06/02/2019 15:30
    (A única questão é até quando os militares permanecerão bem alimentados. Quando a comida escassear também para eles, aí o governo não se mantém.)

    ==== Por isto o regime comunista na Romênia acabou de maneira violenta. Como a elite comunista daquele país era pouca coisa além da família Ceaucescu e meia-dúzia de militares, os demais praticamente passavam as mesmas privações que a população comum. Não por acidente, quando a revolta geral começou em 1989, o Exército prontamente aderiu aos anseios populares e três dias depois, o casal Ceaucescu recebeu bala.
  • Minarquista  06/02/2019 15:08
    E em Cuba, o embargo americano começou 1 ano depois que a economia tinha sido destruída, e a população já estava no sistema de vouchers de comida... Mas para os socialistas, a culpa da miséria é do embargo...
  • Revoltado  06/02/2019 15:35
    Miniarquista

    Não muito tempo atrás, entrando numa de minhas plataformas de rede social, vi que a filha dum casal que defendia ardorosamente o socialismo e Cuba que eu e amigos conhecemos, foi mandada à Disney para passar férias. Ué? Disney? EUA? Por quê não Cuba? Será que a La Revolución não produziu sequer um parque temático bacaninha para as crianças "filiadas" ao PC? Nadinha? Nem a Venezuela (vizinha do Brasil) fez alfo similar? E Coréia do Norte? Teriam eles apenas que aguradar seis meses para conseguir o visto e ter o passaporte retido jpá no aeroporto em Pyongyang para que ela desfrutasse as delícias daquele paraíso socialista stalinista vivo...
    Mas não! A pirralha teve de ir à Disney e podendo consumir um pouquinho em Miami...
    A boa e velha hipocrisia esquerdista, para variar.
  • Judeu  06/02/2019 15:59
    Os socialistas latinos acharam que podiam fazer o mesmo que Iraque fez e Noruega faz, ou seja, ter um gigantesco estado de bem estar social às custas do petróleo.

    Só que os gênios nem tentaram entender a econonia desses países. Nesses países não existe socialismo, pois a econonia de mercado permanece e não há tabelamento de preços. Além de que, ao menos na Noruega (no Iraque desconhecia), o número de estatais é muito baixo.

    Os chavistas nem pra aprenderem com a URSS. A URSS não perseguia o mercado negro, não tinha hiperinflação e por muito tempo copiou os preços dos países capitalistas da Europa. Nem isso fizeram.
  • Constatação  06/02/2019 16:21
    Acrescentando que a Noruega é favorecida pela pequena população em relação aos recursos disponíveis e, até certo ponto, pela homogeneidade étnica.
  • Dane-se o estado  07/02/2019 17:52
    "Acrescentando que a Noruega é favorecida pela pequena população em relação aos recursos disponíveis e, até certo ponto, pela homogeneidade étnica. "

    Isto não tem absoluta relevância alguma em termos de liberdade econômica e enriquecimento de um país.

    Uma grande população tem muito consumidor e lucro em potencial, em um mercado livre atrairia muito empreendimento especialmente de recursos importados, os poucos recursos locais relevância tem nenhuma sobre crescimento econômico em um país que seja aberto para o mercado global, simplesmente os produtores globais que possuem recursos irão migrar e importar seus recursos para lá em busca de lucro. A relação de população e recursos locais pouco importa se o país for amplamente aberto ao mercado global. Não passa de um mito protecionista usado tanto por esquerdistas quanto por direitistas idiotas.

    Homogeneidade étnica outro ponto irrelevante, o que tem haver? em um mercado livre todos vão ter que trabalhar do mesmo jeito pra produzir riqueza. Liberdade de exportação e importação e investimento é o que faz um país enriquecer. Por esse seu raciocínio esdrúxulo a culpa pelo Brasil ser sempre um país medíocre é porque tem muita população e pouca homogeneidade étnica?
  • Revoltado  06/02/2019 19:01
    Os chavistas nem pra aprenderem com a URSS. A URSS não perseguia o mercado negro, não tinha hiperinflação e por muito tempo copiou os preços dos países capitalistas da Europa. Nem isso fizeram.

    ==== Não fosse o mercado negro, provavelmente a URSS seria uma Coréia do Norte eslava/turca gigantesca e o cenário da Ucrânia nos anos 30 se espalharia pelo restante do país à época. A coisa era tamanha que um BigMac custava quase metade do salário em rublos dum russo comum, em 1990.
  • Revoltado  06/02/2019 19:04
    Descendente do povo de Judá,

    Poderiam quem sabe, na melhor das hipóteses, tentar desenvolver um "socialismo de consumo", a exemplo da antiga Alemanha Oriental. Ao menos por lá (dizem), a escassez de produtos era bem menor que na URSS e no resto da Cortina de Ferro. Mas... são apenas ilações...
  • Constatação  06/02/2019 16:12
    A doença do Maduro é a mesma que acomete a maioria das ratazanas vermelhas: dissonância cognitiva.
  • Rodolfo Andrello  06/02/2019 17:41
    Acompanho o entendimento do autor de que "Governos não têm o direito de proibir cidadãos de transacionarem com outros cidadãos".
    Entretanto, visto que Venezuela e Cuba precisam atribuir suas mazelas à dificuldade de transacionar com os EUA, uma tal autocontradição já demonstra que esses países só seriam capazes de chegar à uma melhor situação caso pudessem ter um capitalista com quem transacionar.
    Irônico, mas no fundo é isso, os ditadores latinos argumentam que suas economias fracassam pelo fato de quê os capitalistas não aceitam fazer negócios com eles.
  • Diogo  06/02/2019 17:48
    Exato. E o melhor exemplo dessa contradição é o discurso sobre Cuba.

    Antes de 1959, o problema de Cuba era a presença de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois, o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos.

    Quando há comércio com os americanos, tudo o que há de ruim é causado por esse comércio. Quando não mais há comércio com os americanos, tudo o que há de ruim também é causado agora pela ausência de comércio. Para a esquerda, a existência do comércio gera miséria, e a ausência gera mais miséria ainda.

    É gente que vive em outra dimensão.
  • Revoltado  06/02/2019 19:07
    Diogo,

    E os vermelhos estão com o cérebro lavado de tal maneira, que citam os dois argumentos em cinco minutos, sem se darem conta do contraditório absurdo. É o "doublethink" orwelliano muito bem empregado nessas horas.
    Já escrevi noutro tópico de comentários ano passado: o cérebro vermelho merece estudos minuciosos, pois afrontam a lógica e a coerência como quase ninguém mais!
  • Jairdeladomelhorqptras  06/02/2019 17:45
    Caros colegas comentaristas...
    Só para azucrinar!
    Leiam as memorias do general Mourão. Não deste vice-presidente, mas daquele que saiu de Juiz de Fora (olha esta cidade aí de novo) e praticamente, no peito, fez a revolução, golpe ou movimento civil-militar (sei lá...) de 1964.
    A impressão que fica, após ler suas memórias, é que todos os militares, inclusive Castelo Branco e o Costa e Silva (Diz Mourão que convidou tres vezes o Costa e Silva para chefiar o movimento e ele se recusou. O que não o impediu de se auto intitular comandante supremo da revolução, mas isto só após após Mourão já ter saído de Juiz de Fora e ter ganho a adesão de todos). Repito, fica-se com a impressão que a cúpula militar toda estava em cima do muro apreciando as "reformas de base" do Jango. E aguardando. Mourão que vinha pacientemente arquitetando a derrubada daquele infeliz governo, tomou a iniciativa e aí todos aderiram... inclusive as unidades mandadas para combatê-lo. E que Castelo Branco, estranhamente, mandou um oficial graduado para" "fazer parar as loucuras do Mourão".
    A razão de trazer este assunto fora do tópico é para fortalecer o argumento que qualquer governante candidato a ditador pode seduzir as forças armadas.
    Se no topo da hierarquiar militar não estiverem homens probos, com convicções democráticas fortes, com embasamento cultural liberal sólido, filosóficamente engajado com a liberdade, e, especialmente, corajosos, não se iludam com estas forças armadas. Elas obedecerão ao comando. E se o comando estiver apoiando o candidato a ditador... lá se vai o país. Aqui aconteceu com o apoio ao Getúlio. E recentemente, Lula se afundou sozinho com sua ignorância, cupidez e incompetência. Nosssas gloriosas forças armadas, tendo a constituição com escudo e a disciplina militar como pretexto, não moveram uma palha, não deram um pio, permaneceram impassíveis. E respeitosamente bateram continência para este marginal. Só o Bolsonaro, transformado em civil, vociferou na Câmara.
    É impressionante as forças armadas venezuelenas verem o país esfacelar-se e continuarem apoiando uma figura que todos sabem condenado. Tanto políticamente quanto fisicamente. Mais uma vez o "homo sapiens", imcompreensivelmente, transforma-se em "homo stupidus".
    Abraços.
  • Andries Viljoen  06/02/2019 19:44
    Cinco motivos por que a crise da Venezuela tem importância internacional... saiba mais em www.dw.com/pt-br/cinco-motivos-por-que-a-crise-da-venezuela-tem-import%C3%A2ncia-internacional/a-39994544
  • Thiago  06/02/2019 20:02
    Há também a famosa "desonestidade intelectual".
  • Vitor  06/02/2019 22:46
    Acho incrível que ninguém fala que a empresa petrolífera Citgo (que tem refinarias, distribuidoras e postos nos EUA) é 100% da PDVSA. Ou seja, os EUA permitiram que a estatal venezuelana tivesse ampla participação no mercado americano com todas garantias de direito de propriedade e respeito a contratos.

    Quando os chavistas permitiriam uma enorme empresa americana participar de vários setores na Venezuela? Nunca.
  • Brexit  06/02/2019 23:42
    "economias não são destruídas em um dia"... dia 29 de março está chegando...
  • Revoltado  07/02/2019 01:02
    Brexit,

    God Save the Queen on March 29th!

    Quero rir muito quando ler na internet que oficialmente a Inglaterra abandonou a porcaria da UE!

    Espero poder neste dia dizer aos defensores dessa estrovenga: "Chupem, progressistas! Chupem até fazer câimbra em suas bochechas! A Inglaterra libertou-se de vez!"
  • Desocupado  07/02/2019 00:56
    "Em 2014, praticamente 5 em cada 10 venezuelanos (48%) estavam abaixo da linha da pobreza. Três anos depois, essa cifra já era de espantosos 87% (nove em cada dez)."

    Os intelectuais e twitteiros estão certos. Ainda Faltam 13% para a Venezuela atingir o socialismo pleno e verdadeiro.


  • Revoltado  07/02/2019 10:54
    E o tal "socialismo pleno" incluiria a cúpula do Partido, ou, ocorreria o que já vimos do século XX para cá: uma elite digna do feudalismo e o restante do povo como seu vassalo?
  • João  07/02/2019 12:23
    Mas sempre tem aquele 1%.

    Não dos capitalistas, pois esses fugiram faz tempo.

    Mas dos burocratas e membros da alta escala do governo. Esses iram regozijar mesmo com toda a nação miserável.


    * * * * *
  • João Girardi  07/02/2019 02:13
    Concordo com o texto inteiro, com exceção do título e do final, que afirmam que a esquerda está perdida em relação à Venezuela e que não sabem o que dizer porque não compreenderam ainda as consequências de se implementar o socialismo. A esquerda sabia perfeitamente o que estava defendendo. Está na hora de parar de criticarmos a esquerda pela sua burrice e passar a expôr sua perversidade, na qual é válido fazer com que milhões de pessoas morram de fome apenas para limpar um ideal fracassado de seu sangue.
  • Pobre Paulista  07/02/2019 12:29
    "Nunca atribua à maldade algo que pode ser perfeitamente explicado pela burrice"
  • João Girardi  07/02/2019 17:46
    Eles não são burros.
  • João  07/02/2019 11:53
    Sempre me alegro quando vejo algum esquerdista culpar a falha das ditaduras nas sanções/embargos.

    Pelo jeito o problema não é o livre mercado, mas a falta dele. haha

    Sempre lembrando que com embargos norte-americanos só sobram o resto do mundo para comercializar, que triste morte, apenas poder fazer trocas com mais de 200 países.

    * * * * *
  • anônimo  07/02/2019 12:02
    Juan Guaidó é maçom. Triste fim da Venezuela. Ficou uma disputa entre os "socialistas bolivarianos" e a maçonaria. Se bem que o bolivarianismo não deixa de ter uma origem maçônica. O próprio Simon Bolivar foi maçom.
  • Andarilho  07/02/2019 13:35
    Qual o problema com os maçons ? O que eles representam ? Quais os perigos ?

    kkkkkkkk Não entendi...
    sério mesmo.
  • Maxwell   23/02/2019 20:18
    O problema da maçonaria é que ela funciona feito uma máfia. É uma rede de interproteção e troca de benefícios entre seus membros ferrando todo resto da população destruindo o tecido e a mobilidade social.
  • João  07/02/2019 15:53
    Que nível de comentário hahaha.

    Pior ainda se ele fosse reptiliano. HAHAHA
  • Lima  07/02/2019 13:31
    O Mises Brasil tem algum artigo em relação ao "Saving and Loan Crisis"?
  • Leitor Antigo  07/02/2019 14:05
    Tem este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=119

    E, caso domine o inglês, recomendo este:

    mises.org/library/qa-sl-mess
  • Yan  07/02/2019 14:15
    "Governos não têm o direito de proibir cidadãos de transacionarem com outros cidadãos".

    Essa afirmação diz respeito a legitimidade dos governos ou a uma questão moral?

    Se diz respeito a legitimidade, seguindo a lógica de um sistema pluralista e harmônico, todos os governos democráticos que possuam tal atribuição normativa podem e devem aplicar sanções quanto a lei lhes permitir.

    Portanto não faria sentido a afirmação.

    No entanto, tratando-se de um questão meramente moral, em que consistiria essa imoralidade?
  • João  07/02/2019 16:05
    No que consiste a imoralidade?

    No simples fato do governo querer decidir o que você faz com sua propriedade e com quem a troca.

    Isso é totalmente anti-ético e imoral. VOCÊ é quem deve decidir com quem troca a SUA propriedade.


    * * * * *
  • Paulo  07/02/2019 16:21
    "Essa afirmação diz respeito a legitimidade dos governos ou a uma questão moral?"

    Ambas.

    "Se diz respeito a legitimidade, seguindo a lógica de um sistema pluralista e harmônico, todos os governos democráticos que possuam tal atribuição normativa podem e devem aplicar sanções quanto a lei lhes permitir."

    Pensamento típico de escravos. Ou de totalitários.

    Político nenhum tem o direito de me proibir de comprar um sapato da china ou um charuto de Cuba. Ao fazer tais transações voluntárias, não estou agredindo ninguém, não estou roubando ninguém, não estou iniciando violência contra ninguém. Apenas vagabundos morais se acham no direito de ditar ordens e dizer o que terceiros podem ou não podem fazer voluntariamente entre si.

    Quando foi que você e eu assinamos o tal 'contrato social'?

    O contrato social e o consentimento do governado

    Por que as pessoas se submetem aos desmandos do estado e de seus políticos

    Estes são os verdadeiros três poderes do governo

    A democracia, os políticos e o retrocesso da civilização

    A democracia do patíbulo

    O principal argumento em prol da democracia é contraditório e não se sustenta

    E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?

    A tragédia social gerada pela democracia

    Os artigos acima respondem sua questão tanto do ponto de vista moral quanto legal.
  • Yan  09/02/2019 14:33
    Inicialmente, vale dizer que eu compreendi aonde você quis chegar. Inclusive, partilho das mesmas ideias* quanto às limitações do Estado - como regra geral - apesar do autor apresentar justamente uma possível exceção.

    *Leia-se: ideias ou opiniões politicas devidamente resguardadas por um Estado Democrático de Direito.

    Entretanto, a retorica está no uso incorreto das palavras e dos conceitos utilizados. Antes de adentrarmos em temas complexos como o levantado, há, ao meu ver, a necessidade de um conhecimento mínimo sobre temas afetos à ciência econômica, que envolvem conceitos tanto das ciências sociais como as da natureza. Em suma, seria importante um bom conhecimento epistemológico.

    Assim sendo, faz menos sentido ainda a afirmação: "Pensamento típico de escravos. Ou de totalitários". Ora, totalitarismo e escravidão são conceitos totalmente opostos à democracia moderna ou pluralista. O que não quer dizer que, ainda sob a ótica teórica, sejam conceitos imperfeitos.

    Portanto, a não ser que você crie, na teoria, e apresente, na prática, um sistema melhor, recomendo a leitura de "A sociedade aberta e seus inimigos", bem como o entendimento sobre a teoria da falseabilidade, ambos de Karl Popper.

    Ademais, caso continue partilhando desse paradoxo anti-democrático porém libertário, sugiro que tome a iniciativa e reúna aqueles que partilham dessas, podemos dizer, "ideias", para assim instituir um poder, fixar um território, promulgar uma Constituição e finalmente ser liv... - Não, calma, acho que acabara de criar um Estado. Maldito Estado!
  • anônimo  07/02/2019 18:29
  • josé carlos zanforlin  07/02/2019 14:46
    Apenas como contraponto ao artigo (contraponto do Michael Hudson, não meu), sugiro ler:


    thesaker.is/saker-interview-with-michael-hudson-on-venezuela-february-7-2019/



  • Eduardo Bastos  25/02/2019 19:48
    Eu comecei a ler, mas parei quando ele deu a entender que não existiam refinarias na Venezuela. Como assim?
  • Pedro_N  07/02/2019 21:49
    Que texto! Que texto!
  • anônimo  03/03/2019 23:28
    Uma pergunta: o que Marx achava sobre a relação comercial entre países socialistas e capitalistas?

    Pelo que eu saiba, ele nunca falou sobre isso. Mas é só contextualizar um pouco para perceber que os embargos eram desejados principalmente por países socialistas, nem por causa de Cuba (que foi ela quem se fechou inicialmente), mas porque a visão marxista de exploração sobre produção e comércio não sustenta relação comercial com "exploradores".
  • Ed  12/03/2019 13:13
    Não há a menor dúvida que essa "compaixão" americana pelos venezuelanos tem segundas intenções nada humanitárias. Iraquianos sabem disso melhor que todos. Mas tão certo quanto isto é este artigo que acabo de ler. Todos sabem que o socialismo desconsidera a natureza humana como ela realmente é, idealizando-a em devaneios sem apoio empírico e muito menos lógico. A grande questão é: como resolver a questão da Venezuela? Maduro caminha em direção ao total colapso, mas os EUA, na sua incurável ganância, promete catalisar esse colapso tirando a única riqueza que aquela terra tem (petróleo). O que fazer? Se ficar, o bicho pega e se correr, o bicho come.
  • Low Cost  13/03/2019 12:52
    Os Estados Unidos não precisam tomar o petroleo da Venezuela ou do Iraque esses entregam o petroleo de bom grado em troca de I-phones, em viagens a Disney, carros, remédios, papel higiênico e comida de boa qualidade etc.
    A diferença da Noruega pra outros países petroleiros é que na Noruega a população produz de tudo e comecializa com o mundo nos outros só querem viver do petróleo não produzindo nada mais além disso.
    As exportações da Venezuela sempre foram mais de 90% petróleo, receita essa usada até para importação até de intens básicos como papel higiênico que nunca foram produzidos internamente em quantidade suficiente. O socialismo só agravou a situação eliminando os já insufientes capitalistas do país.
  • Emerson Luis  16/03/2019 12:11

    O que importa não são os fatos, mas a versão dos fatos.

    Porém, para azar da esquerda, agora suas narrativas são refutadas.

    * * *
  • D Cesar   12/10/2019 15:58
    Às sanções contra Venezuela, Cuba ou qualquer outro país têm efeito quase que nulo, então me pergunto qual o interesse por trás dessa iniciativa?

    Dar argumento fraco aos pensadores de esquerda?

    Servir de motivo para a elite suportar esses governos e, então, mostrar quão ruim é o socialismo?
  • anônimo  12/10/2019 18:34
    Chama-se ética. É imoral enriquecer financiando uma ditadura, embora vários americanos continuem fazendo de outros modos ilegais.

    Os EUA aplica sanções a quase toda ditadura do mundo, com algumas exceções como a Arábia Saudita.


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