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Sim, a dívida pública é uma fraude - mas não da maneira como é afirmado por aí
O problema é o que ela acarreta

Os títulos emitidos pelo governo sempre foram vistos como "ativos livres de risco". A dívida pública, ao menos daqueles países mais fiscalmente responsáveis, sempre foi tida como um investimento de risco zero.

Consequentemente, no momento de se avaliar qualquer tipo de investimento, o pilar sobre o qual todos os cálculos se baseavam era a rentabilidade dos títulos da dívida do governo: "se a dívida pública de um ano proporciona 7% de rentabilidade sem risco nenhum, outros investimentos alternativos que de fato são arriscados terão de render muito mais para compensar sua possibilidade de falência".

Trata-se de um raciocínio que, à primeira vista, faz sentido e soa bem, talvez também por causa da necessidade humana de encontrar crenças firmes nas quais se agarrar, principalmente em momentos de turbulência.

No entanto, o fato é que a dívida pública jamais foi um ativo livre de risco que nos protegerá contra qualquer perda do nosso capital: durante anos, em todos os países, ela sempre foi paga parcialmente por meio da inflação monetária, a qual, ao diluir o valor da moeda, retornava ao proprietário do título um dinheiro cujo poder de compra é menor do que era quando ele havia emprestado ao governo.

Mais recentemente, em algumas partes do planeta, vimos que ela também passou a ser parcialmente repudiada. Já outros países simplesmente deram o calote direto.

Nestes casos, por ser vendida como algo que não é, já cabe qualificá-la de fraude. Mas este nem é o ponto.

Quando digo que a dívida pública é uma fraude não me refiro a estes fenômenos, os quais já são bem conhecidos por todos. Refiro-me, isto sim, à fraude que ela causa dentro de todo o processo de criação de riqueza da economia.

A dívida privada e suas consequências

Já sabemos que o crescimento econômico não advém do consumo, mas sim da poupança e do investimento. E, precisamente por isso, os "rentistas" — isto é, aqueles que emprestam seu capital — representam uma engrenagem indispensável dentro da economia.

Sem rentistas que abram mão do seu dinheiro — ou seja, do consumo presente — para que outros empreendedores com melhores idéias sejam capazes de criar novos e melhores planos de negócio, viveríamos em uma economia de subsistência.

Ao emprestar, o rentista não está apenas abrindo mão do consumo presente: ele está emprestando seu tempo na forma de capital. Ele está abrindo mão de prazeres presentes e restringindo seu consumo visando a um maior ganho futuro.

A remuneração do rentista, portanto, está mais do que justificada mesmo quando ele não move um único dedo para tocar o empreendimento: simplesmente pelo fato de ter de esperar que as boas idéias maturem, simplesmente pelo fato de transferir parte do seu tempo vital a empreendedores perspicazes, ele merece se apropriar de uma parte da produção futura, a qual, não fosse o rentista, simplesmente não teria sido possível de ser produzida.

Entretanto, observe: o pagamento ao rentista deve advir da produção futura, a qual, sem ele não seria possível.

Se eu utilizo meu tempo efetuando tarefas improdutivas, estarei perdendo tempo. Logo, não obterei nada em retorno. Igualmente, a tarefa mínima que deve efetuar um rentista é a de avaliar as aptidões e capacidades do empreendedor para quem ele irá emprestar seu capital, assim como a viabilidade do projeto que ele irá financiar. Se ambos não se saírem bem, o rentista simplesmente não terá como cobrar a devolução do seu empréstimo.

Neste sentido, a tarefa do rentista possui uma dimensão social, na medida em que ele opta por utilizar seu tempo na geração de riqueza para os demais indivíduos da sociedade.

Por isso, quando ele acerta e ganha dinheiro como consequência, isso significa que as demais pessoas da economia saíram ganhando. Ele utilizou seu tempo para projetos que, por serem lucrativos, demonstram estarem satisfazendo as necessidades mais urgentes dos consumidores. Ele, em suma, criou valor.

Inversamente, se ele erra e perde dinheiro, isso significa que ele dilapidou seu tempo e seu capital sem ter gerado nada de valioso em troca. Os prejuízos auferidos pelo empreendimento significam que foram criados bens e serviços que não são úteis aos consumidores. Recursos escassos foram imobilizados e destruídos em atividades que não aumentaram o bem-estar das pessoas. Ele, em suma, destruiu valor.

Até aqui, tudo certo: os interesses individuais e coletivos estão em sintonia. Porém, o que ocorre com a dívida pública?

Por que a dívida pública é uma fraude

Com a dívida pública, toda a rede de relações mutuamente benéficas descrita acima é destruída.

Para começar, o que realmente permite a quitação da dívida pública? Por acaso, seria a geração de bens futuros valiosos por parte dos projetos em que o governo investe? Ou seria simplesmente a capacidade do governo de arrecadar impostos de seus súditos?

É evidente que a resposta é a última.

Nenhum rentista investiria seu capital em uma empresa cujo plano de negócios fosse cavar buracos para depois tapá-los novamente. No entanto, quem empresta ao governo está fazendo exatamente isso.

O governo, desta forma, permite aos rentistas realizar um uso improdutivo do seu tempo e do seu dinheiro sem experimentar perdas em decorrência disso.

E observe: não estou afirmando que o governo não pode nunca fazer um uso produtivo dos recursos que maneja. O que estou dizendo é que, primeiro, o governo não seleciona seus investimentos em função da rentabilidade esperada dos mesmos (basicamente porque não tem como conhecê-la) e, segundo, que o pagamento da dívida pública não depende do resultado positivo destes investimentos.

Desta maneira, todo o processo econômico de geração de riqueza fica completamente invertido: o rentista agora pode imobilizar seu capital sem qualquer critério e, pior, irá se apropriar de parte da riqueza produzida por todo o resto da sociedade (por meio dos impostos que o governo confiscará dos produtivos para honrar os títulos em posse do rentista).

Os incentivos gerados por esse arranjo são claramente perversos, especialmente para aqueles poupadores que rentabilizam seu capital de maneira automática. Em momentos de crise, por exemplo, todos desejam emprestar seu dinheiro para o governo: não porque imaginam que o governo fará uso sensato e produtivo do mesmo, mas sim porque o governo detém o poder de tributar os produtivos e, com isso, garantir a quitação deste "investimento".

A injustiça é clara: os rentistas sem idéias nem projetos podem agora proteger seu patrimônio — e, inclusive, auferir boas rentabilidades — à custa daqueles outros rentistas — e trabalhadores e empreendedores — que seguem se arriscando e contribuindo para manter a economia funcionando.

Trata-se de um maciço arranjo de subsídio cruzado, em que os interesses individuais entram em conflito com os interesses coletivos: os investidores da dívida pública e os políticos gastadores e irresponsáveis prosperam à custa dos pagadores de impostos presentes e futuros (trabalhadores, empreendedores e investidores do setor privado).

Culpados inocentes

Contudo, sejamos claros: mesmo com tudo o que foi dito, não faz sentido considerar "inimigas da humanidade" aquelas pessoas que se refugiam de maneira persistente na dívida pública.

A imensa maioria dos rentistas — entre os quais se encontram, por exemplo, os pequenos poupadores que possuem planos de previdência e fundos de investimento — desconhece as especificidades do problema, e se limita a responder a incentivos: "se o governo me pede dinheiro emprestado e me devolve com juros, então é claro que empresto".

O que realmente está em questão é a urgência de se perceber que a organização econômica atual — em que o trilionário volume da dívida pública é o ativo predileto de bancos, seguradoras, fundos de pensão, fundos de investimento — gera enormes distorções não apenas no lado financeiro da economia, como também no lado produtivo: o governo se converte no garantidor de fundos que ele desperdiça para financiar sua máquina burocrática, fundos estes que ele só é capaz de amortizar confiscando parte da rentabilidade do capital corretamente investido por outros cidadãos em investimentos realmente produtivos e demandados pelos consumidores.

Assim, os produtivos, os corajosos e os dispostos a assumirem riscos são penalizados para bancar os improdutivos e avessos ao risco.

Conclusão

Obviamente, só existem pessoas que emprestam para o governo porque permitimos que o governo tenha carta branca para gastar mais do que arrecada e se endivide em consequência disso. Caso nós cidadãos exigíssemos que o governo fosse estritamente limitado ao que arrecada, a figura do rentista desapareceria por completo.

De novo: só há rentistas porque o governo é populista e gasta mais do que arrecada, pois os políticos querem acomodar as demandas de todos os grupos de interesse. Quanto maior o escopo do governo, quanto maior a variedade de áreas em que ele intervém, quanto maiores e mais diversas as tarefas que os eleitores querem que ele faça, mais irão prosperar os rentistas.

Logo, criticar rentistas mas não defender uma maciça redução do papel e do escopo do estado é uma total contradição.

Por isso, para uma economia prosperar sem estas injustiças cometidas pelo governo seria necessário um arranjo em que há ativos absolutamente seguros porém nada rentáveis (como o ouro) e todo um conjunto de projetos empreendedoriais com distintos perfis de duração e de risco, nos quais, via debêntures, ações, títulos privados ou outros instrumentos, os rentistas possam imobilizar seu capital, sempre assumindo a possibilidade de não recuperá-lo.

Uma economia cresce quando rentistas só conseguem obter ganhos ao participarem do processo social de criação de riqueza. Por isso, um arranjo próspero é aquele em que não há como rentistas auferirem retornos situando-se à margem do processo de criação de riqueza — ou, principalmente, criando obstáculos a ele.

Mas, para isso, é necessária uma profunda redução do estado — o que quase ninguém quer.

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autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Zumbílvio Santos  17/07/2018 16:46
    O que vocês acham da Auditoria da Dívida ?


    alguns economistas são contra dizendo que é pretexto pra dar o calote, outros concordam que se deve ter transparência e seria útil fazer uma auditoria.

    Qual a opinião do IMB ?

  • Amante da Lógica  17/07/2018 16:59
    Por mim, os idiotas úteis podem fazer à vontade. Não apenas estarão se concentrando em algo totalmente inútil, como ainda acabarão concedendo ainda mais legitimidade ao arranjo, pois a auditoria não dará em nada (afinal, auditoria nunca foi o problema da dívida).

    A dívida pública é uma fraude, mas não do tipo que necessita de uma "Auditoria Já!".

    Quem afirma que o problema da dívida pública se resume a uma mera questão de auditoria não apenas embaçando o debate, como ainda está ajudando a perpetuar o real problema, pois está dando um manto de legitimidade a um arranjo inerentemente imoral: a dívida continuará sendo fraudulenta mesmo que uma eventual auditoria comprove que não há nada de contabilmente errado com ela (e não há).

    Tampouco o problema da dívida está nos juros: ela é igualmente imoral não importa se os juros são de 1% ou de 100%.

    O problema da dívida é outro, muito mais complexo e anti-ético do que auditorias e juros. Exatamente como explicado no artigo.
  • Pobre Paulista  17/07/2018 17:05
    Mero chororô de quem não conseguiu comprar NTNB a 7,5%+IPCA no começo de 2016 ;-)
  • Chupim  17/07/2018 17:16
    Haha, saudosos tempos. Eu me entupi de NTN-Bs naquela época. Lembro especialmente do inesquecível dia 22 de janeiro de 2016. A 2035 fechou pagando IPCA + 7,82% ao ano. Joguei quase que todo meu patrimônio ali.

    Tô rindo à toa até hoje. E quem vai garantir minha aposentadoria são os produtivos. Meu sincero muito obrigado a eles.
  • Andre  17/07/2018 17:48
    Pois vá se preparando, vamos passar por essa fase de juros imensos novamente até meados de 2020, com o déficit primário insistentemente alto e dívida pública brasileira passando dos 90% do PIB , exigirá um esforço de quase 6% do PIB apenas para mante-la no lugar.
  • cmr  18/07/2018 16:30
    A mim só resta apelar para dogmas e factóides religiosos.

    O que é de vocês está guardado, quando morrerem não terão nem como dizer que não sabiam o que estavam fazendo.
    Vocês sabiam da imoralidade do esquema e ainda assim entraram nele.

    Só que Deus viu tudo e sabe de tudo, vocês vão direto para o inferno.
  • Chupim  18/07/2018 16:46
    Pode ser. Mas então, se o critério é esse, está todo mundo garantido no inferno, inclusive você.

    Ou você realmente acha que o dinheiro na sua caderneta de poupança não é usado pelo banco para comprar títulos do governo? Ou você realmente acha que o dinheiro no seu CDB ou no seu fundo de investimento não é usado também para comprar títulos do governo?

    Ou mesmo o seu dinheiro em ações e debêntures. Você realmente acha que a empresa não o utiliza para comprar títulos públicos?

    É lógico que você sabe disso. E, sabedor disso, Deus também tá vendo e o que é seu também tá guardado.

    A menos, é claro, que você seja extremamente coerente e guarde todos os seus milhares de reais dentro de uma gaveta. Aí, de fato, você tem moral para falar -- embora esteja prejudicando abertamente sua família, o que também é contra os desígnios de Deus.
  • Breno  18/07/2018 16:53
    Haha, por isso que esse é o melhor site interativo da internet. Só comentários engraçados e ao mesmo tempo geniais e elucidativos. Dá pra ficar dias aqui só lendo e aprendendo com os comentaristas.
  • Sergio Cozini  15/01/2019 13:05
    As vezes nem leio a matéria, vou direto para os comentários.... Muito bom!!!
  • Pobre Paulista  18/07/2018 22:02
    Nem precisa ir tão longe, Chupim. Basta argumentar que ele mesmo usa a moeda monopolística imposta pelo estado.
  • Bitcoiner  22/07/2018 00:08
    Por isso apenas bitcoiners são libertários de verdade. Vocês são tudo fachada.
  • Richard Stallman  18/07/2018 18:06
    Esse ai era usuário de um certo blog que foi bom até 2012 e depois descarrilou. Nem liga.
  • Andarilho  07/02/2019 19:51
  • Marcelo  12/08/2021 16:36
    O sistema financeiro mundial aufere juros inflacionários seja na expansão dos mercados, ou seja na retração da economia.
    Este sim é o maior rentista parasitário que existe no mundo.
  • Humberto  12/08/2021 16:58
    O que seriam juros inflacionários? O que esse tal "sistema financeiro" engloba?
  • Fabio Faria  17/07/2018 17:00
    Mais um excepcional texto!!

    Aliás estava conversando com um amigo exatamente sobre esse tema.

  • Bernardo  17/07/2018 17:19
    O governo gasta muito e gasta mais do que arrecada porque seus eleitores assim desejaram.

    Foi o povo, por meio do seu voto, quem pediu um estado cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, e subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários.

    Acima de tudo, foi o povo quem pediu um estado ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

    Como não há imposto que chegue para bancar tudo isso, o governo tem de recorrer a empréstimos. Os rentistas agradecem.

    E nêgo xingar rentista mas pedir ainda mais social-democracia mostra bem o nível de confusão mental que predomina.
  • Pobre Paulista  17/07/2018 18:02
    Eu já defendi a tese que o Estado é uma mera resposta do mercado para estas pessoas, mas tomei umas espinafradas por aqui hehehe...
  • ed  17/07/2018 18:19
    Sua tese que o mercado cai por terra com o simples fato de que impostos são obrigatórios. Se fossem voluntários quase ninguém pagaria o que prova que o governo não é um desejo do mercado.
  • ed  17/07/2018 18:49
    Sua tese que o mercado demanda por governo*
  • Rodolfo Andrello  17/07/2018 17:25
    Acabo de ver uma situação cômica, numa recente notícia entitulada: "Alemanha proíbe pré-venda de jogos sem data de lançamento". Resolvi ler os comentários em um portal especializado no universo gamer. (Vejam bem, não eram comentários de um portal genérico como UOL ou G1). Resultado: estatismo nível hard, praticamente todos os consumidores saudavam o governo alemão por estar salvando os consumidores de serem enganados por empresários inexcrupulosos.
  • Antonio  17/07/2018 17:26
    Ola´, acham que há um risco real de calote da dívida no próximo governo, seja calote aberto ou calote via inflação/monetização?
  • Régis  17/07/2018 17:40
    Calote aberto sem chance. Seria estupidez.

    Hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando. O governo precisa de dinheiro emprestado apenas para continuar existindo.

    Logo, ele jamais dará o calote em seus credores. Isso seria de uma burrice inominável.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.

    Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

    Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Tannhauser  17/07/2018 17:53
    Inflação é a saída mais fácil.

  • brunoalex4  17/07/2018 18:11
    Boa tarde.

    Régis (ou qualquer outro que puder responder),

    Tem um coisa que ainda não consigo entender: até que ponto este tipo de arranjo é sustentável? Por exemplo: Venezuela. Até que ponto ela,ou país em situação parecida, vai conseguir honrar esses compromissos se eles a cada dia que passa produzem cada vez menos riqueza? Resumindo: quem empresta para eles tem esperança de receber o quê de volta? Desculpem se é uma pergunta idiota, mas não consegui entender isso ainda.

    Abs.
  • Eduardo  17/07/2018 18:24
    Quem emprestou pra Venezuela em moeda estrangeira já se estrepou há muito. O calote já foi oficialmente declarado. Já os nativos que emprestaram em moeda nacional estão recebendo de volta -- em uma moeda que não serve nem para papel higiênico.

    No Brasil e em todos os outros países um pouco mais sérios que a Venezuela, a situação perdura enquanto o governo conseguir ir rolando a dívida, exatamente como explicado aqui. Enquanto o governo conseguir ir atiçando investidores para comprar títulos (e então usar o dinheiro desses investidores para quitar os títulos vincendos), a situação poderá ir sendo empurrada com a barriga.

    Mas perceba o seguinte: a perpetuação deste arranjo garante que o governo continue funcionando, mas a economia privada estará literalmente uma privada, pois não haverá mais investimentos nela. Todo o dinheiro para investimentos estará indo para bancar o governo e seus burocratas. A conseqüência será uma queda no padrão de vida.
  • brunoalex4  17/07/2018 18:43
    Obrigado! Agora entendi.
  • Pobre Paulista  17/07/2018 18:25
    Enquanto o mercado consegue criar riqueza mais rápido do que o governo consegue destruir, esse sistema se mantém.

    Tão logo o jogo empate ou vire, aí entra-se numa espiral descendente. Vide Venezuela, como citado.

  • EUGENIO  07/08/2021 21:06
    CONTRAPONTO ,NOS MINIMOS DETALHES...

    "NEM TANTO A TERRA, NEM TANTO AO MAR"

    VI E VIVENCIEI OBRAS E AÇÕES DE ESTADO NECESSARIAS E OPORTUNAS E BEM FEITAS E SEM ROUBO

    Conforme a doideira do governo, se mantem "ad eternum"para sempre:

    Um governo gastador MODERADO e MÉDIO, cujo deficit primario seja mais ou menos igual ao o aumento de seu PIB,e dos dos compradores de papeis do governo , então é só "tocar". até , vamos supor 20 anos depois...

    20 anos depois a divida deste goveno era "x por cento do PIB, só que o PIB 20 anos depois aumentou e muito, e muito mais que os custos mais os gastos que continua a fazer,a divida do Brasil em 1900 era ridicula EM VALORES ABSOLUTOS,se fosse pagar nos dias de hoje.no entanto para a época era muito dinheiro.

    O CUSTO BENEFICIO DE ITAIPU,P EX., CUSTO RIDICULO,PARA BENEFICIO INCALCULÁVEL!

    NUNCA RECONHECIDO POR ECONOMISTAS DE DIPLOMA NA PAREDE.SÓ EXECRAÇÃO.EU NÃO SOU FUNÇA,MAS TEMOS QUE RECONHECER ACERTOS OU SOMOS BURROS?

    Mas um governo pode também fazer uma DIVIDA PRODUTIVA que gera mais resultado que se custo.Ex uma DIVIDA PRODUTIVA em EDUCAÇÂO!
    Conheci a uns 50 anos um Estado e um governador INVESTIUY EM EDUCAÇÃO, pequenas escolas de madeira em um estado de poucos recursos, encheu o estado de pequenas escolas perto dos habitantes,do interior do estado, elevou o nivel de milhares de pesssoas que se espalharam pelo Brasil todo foram populando todas as regioes do pais,porque aprenderam nas pequenas escolas que nunca seriam construidas péla iniciativa privada porque não dariam retorno para os investidores.
    O RETORNO NÃO PRECISO EXPLICAR QUANTAS VEZES RETORNOU...e não digam que particulares teriam melhor resultado porque falei nenhum investidor investiria naquela época em educação, e foi condenado porque fez as escolinhas de madeira (25 anos duraram) mas para elevar as capacidades das pessoas de CARNE E OSSO, era para considerarem os beneficios para as pessoas e não os predios das escolas. na época 1960 +- era o que era possível fazer..

    Escrevo isso porque só leio por aqui excelentes comentarios, mas também uns outros que não consideram o exemplo das escolinhas, condenam governos que tem obras magnificas e que foi sim CAPITAL BEM APLICADO,cujo exemplo consagrou este governador que ousou fazer e fez isso.

    Hoje 2021 estamos em situação de apagão e sem hospitais,mas quando CONSTRUIRAM ITAIPU COMUNISTAS E ESQUERDISTAS DESANCAAVAM O GOVERNO.IMAGINE O BRASIL SEM ITAIPU HOJE ESTARIAMOS NÃO EM SITUAÇÃO DE APAGÃO, MAS LITERALMENTE APAGADO!Hoje nos faltam hospitais e geradores de energia mas os "sabios comunistas" construiram ARENAS DE FUTEBOL! Dá licença?

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Eu acho desculpe quem nunca viu nem é capaz de considerar que possa haver AÇÃO DO ESTADO util e necessaria e bem feita.De modo geral não é assim, desperdicio,malfeitos(malfeito=roubo de rico esquerdista "enquanto governo) mas generalizar fanaticamente não é verdadeiro.

    ---------------------------------
    Eu aprendi e APREENDI que uma dívida pode ser uma DIVIDA PRODUTIVA, ou seja quanto mais for possível dever fazendo a tal DIVIDA PRODUTIVA....já fiz e já fiz muitas vezes e continuo fazendo

    DIVIDA PRODUTIVA de um modo simplista e eu não sou muito complicado nem para pensar nem para explicar é por exemplo aquela divida para fazer uma casa de moradia, um predio,um calculo aritmetico e juros baratos e o "saber construir" sem desperdiocios,a preços de mercado é de um para tres, ex pego R$30.000 e apos a casa pronta veleria de 60 a 90.000,em 90 dias,é um BÓTIMO NEGÓCIO!
    Se eu não pagar os juros desta dívida produtiva,que muitos condenam, eu não poderia construir,gerar emprego,gerar riqueza.

    Fiz uma divida produtiva para compras de algumas mercadorias e para vende-las em menos de 30 dias , a 7% ao mes, cheque especial, condenavel por quase todos os economistas e conselheiros, que sempre disseram que tinha "cabeça de vento" era trouxa e trabalhava para enriquecer os banqueiros. Quem fala isso NUUUUNCA fez negócios e não entende para falar e dar pitacos como vejo por ai.Ja falei aqui e fui trucidado por ECONOMISTAS dizendo que eu estava brincando...ficaram enfurecidos...

    Eu fiz patrimonio assim CAPITAL ALUGADO ,(aluguel = juro) + trabalho comprado de terceiros = obra pronta

    Também desenvolvi ideias de "CAPITALIZAR POR AÇÃO DA NATUREZA,geração de riquezas com o sol de cada dia,a noite necessaria (de cada dia) a chuva necessaria imprescindivel e foi assim que aumentei os digitos de meus extratos de conta , super rendimentos baixissimo risco, enquanto durmo aumentam os resultados , aprendi com um professor economista famoso escutando suas entrevcistas na televisao;citei aqui no mises ha tempos atras, o caso e o nome do professor e houve quem replicasse e me depreciando e ao fato, o que macacos não fariam.

    UM PROFESSOR DE ECONOMIA FOI ENTREVISTADO CERTA FEITA PORQUE TERIA FEITO EMPRESTIMO EXTERNO PARA FAZER OBRAS DE INFRAESTRUTURAS INQUESTIONAVEIS PELAS NECESSIDADES, ENTREVISTADO POR UMA REPORTEZZINHA COMUNISTA MAL INTENCIONADA, O PROFESSOR DISSE:

    -MINHA JOVEM, SÓ PEGUEI CEM MILHÕES PORQUE NÃO EMPRESTARAM MAIS! ESTÃO AÍ ITAIPU,ESTRADAS DE FERRO, INSTITUTOS DE PESQUISAS EXEMPLARES NO MUNDO, EMBRAPA,EMATER,IBAMA E POR AÍ VAI.

    A IMPRENSA DO BRASIL INCUTIU NO POVO COMPLEXO DE VIRALATAS,IDEIAS DE ESQUERDAS DECAIDAS E DECADENTES NO MUNDO TODO, E SÓ MOSTRA COISAS RUINS E NEGATIVAS,DE IGNORANCIA GIGANTE,NÃO SABEM QUE A NATUREZA ENGENHOU SEXOS DIFERENTES PARA SEU DESENVOLVIMENTO ,PREGAM O CONTRARIO E SEARVORAM SÁBIOS.

    APESAR DISSO ESTAMOS VIRANDO O JOGO,A VERDADE VINDO A TONA, A VERDADE E O SABER LIBERTAM

    ESCREVI ISSO ENCORAJADO PELO ARTIGO A QUI DO MISES,SOBRE A ORIGEM DA PROPRIEDADE E O DESENVOLVIMENTO DOS HUMANOS DESDE NOSSA DIFERENCIAÇÃO DO CHIPANZÉ OU MACACO,TAMBÉM SOBRE A ORIGEM DO ESTADO (TRIBOS PRODUTORAS E BANDIDOS MENOS RUINS).



    EXISTEM COMPROVADAMENTE INVESTIMENTOS DE ESTADO NECESSARIOS ,EM ÉPOCAS E LOCAIS, NECESSARIOS, NEM TUDO É INVESTIMENTO RUIM, NEM TODOS SÃO INCOMPETENTES E GRAÇAS A DEUS NEM TODOS SÃO COMUNISTAS E ESQUERDISTAS QUE GERAM "MAL FEITOS" NO ERARIO.
  • Imperion  11/01/2019 17:54
    Por exemplo, a.russia cobriu a venezuela. Em troca de que: na teoria o petróleo é da venezuela.na pratica agora esses ativos sao dos russos. Em troca o chaves mantem o poder. Os russo entaomantem o maduros no poder, pois ele garante os ativospra russia, o que nao aconteceria se mudasse o gov.
    Agora a.venezueela deve.pra.russia. num calote com as forcas armadas russas ocupando o territorio, é muito facil anexar umoedacinho do territorio pela divida.
  • Imperion  11/01/2019 18:06
    Interessante que o dindim tirado da venezuela ainda vai financiar as novas campanhas do presidente russo. É um troca troca . Vc apoia o meu poder , eu apoio o seu.
  • Felipe Lange  17/07/2018 17:53
    Acho difícil. Se derem calote, toda a máquina burocrática se desfaz, e eles (os políticos) não querem isso.
  • Ludwig  17/07/2018 17:48
    Mises escreveu sobre isso em Ação Humana:

    "O problema assumiu maior importância quando os governos começaram a recorrer a empréstimos em longo prazo, perpétuos, cujo principal não seria nunca reembolsado.

    O Estado, essa nova deidade da nascente estatolatria, essa eterna e super-humana instituição imune às fraquezas humanas, oferecia ao cidadão uma oportunidade de colocar sua riqueza a salvo de qualquer vicissitude. Abria o caminho para libertar o indivíduo da necessidade de arriscar e de ter que conseguir sua renda novamente, cada dia, no mercado capitalista.

    Quem investisse seus recursos em títulos emitidos pelo governo ou por entidades paraestatais ficava liberado das inevitáveis leis do mercado e da soberania dos consumidores. Deixava de ter necessidade de investir recursos para melhor servir os desejos e necessidades dos consumidores.

    Passava a ter segurança, protegido dos perigos da competição no mercado onde os prejuízos são a punição pela ineficiência; o Estado eterno o acolhia sob sua asa e lhe garantia o desfrute tranquilo de seus recursos.

    Desde então, sua renda não mais decorria do processo de atender os desejos, mas dos impostos arrecadados pelo aparato de compulsão e coerção. Em vez de servir os seus concidadãos, submisso à sua soberania, passava a ser um sócio do governo que arrecadava impostos do povo.

    O que o governo pagava como juros era menos do que o mercado oferecia. Mas esta diferença era fartamente compensada pela indiscutível solvência do devedor, o Estado, cuja receita não dependia de satisfazer o público, mas da cobrança inflexível do pagamento dos impostos."

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=301
  • Thiago  17/07/2018 18:58
    Estou me sentindo mal de ter parte dos meus investimentos no tesouro. Vou ter que pensar melhor em que fazer. Mas no Brasil é complicado investir em algo seguro e rentavel com o estado e a justiça toda hora criando empecilhos para isso.
  • Out of the box  25/07/2018 18:57
    Você sabia que existe centenas de outros países que você pode investir?
    Dá uma olhada nas peripécias desse cara:
    nomadcapitalist.com
  • Judeu  25/07/2018 20:03
    Tem algum conteúdo parecido no português?
  • Out of the box  25/07/2018 23:10
    Eu desconheço meu amigo.
  • Paulo Henrique  17/07/2018 21:15
    Um assunto próximo ao artigo.

    As taxas de Juros de 2 anos e 10 anos dos títulos americanos estão prestes a se inverter

    www.marketwatch.com/story/morgan-stanley-expects-the-inverted-yield-curve-harbinger-of-recession-in-2019-2018-07-12

    fred.stlouisfed.org/series/T10Y2Y

    Será que ela perdeu a capacidade de previsão das recessões ou podemos ficar mais atentos aos movimentos da economia americana? Digo isso, pois, também existe uma diferença substancial em como os juros foram manipulados nesse ciclo econômico
  • Leandro  17/07/2018 21:35
    Na verdade, o mensurador mais acurado é a inversão das curvas dos títulos de 3 meses e de 30 anos, isto é, quando os títulos de curto prazo (3 meses) ficam com juros acima dos títulos de longo prazo (30 anos).

    Trata-se de uma anomalia que sempre precede uma recessão nos EUA.

    A curva de juros se inverte (com as taxas de curto prazo sendo mais altas que as de longo prazo) porque os investidores, ao perceberem que o país está entrando em recessão ou perceberam que a inflação futura será cadente, sabem que, no futuro, as taxas de juros cairão (ou por causa da recessão ou por causa da inflação em queda).

    Sendo assim, eles correm para garantir a aquisição de títulos de longo prazo que ainda garantam altas taxas de retorno nesse cenário de incerteza. Ao correrem para esses títulos em busca de segurança, o preço deles aumenta e a taxa de juros cai.

    Isso ocorreu no Brasil em 2003, no final de 2011 e em 2015. E ocorreu em todas as grandes desinflações de história, como EUA, Canadá, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia nas décadas de 1980 e 1990.

    Especificamente nos EUA, esse é o melhor indicador que há para prever recessões. Até hoje, a acurácia é de 100%.

    Eis o gráfico atual:

    fred.stlouisfed.org/graph/fredgraph.png?g=kwWj
  • anônimo  06/08/2021 21:45
    Estranho, duas inversões da curva americana ocorreram antes da pandemia...
  • Bolsodilma cirolulaguedes  07/08/2021 01:44
    não fosse a pandemia, ela iria entrar em recessão mesmo assim.
  • Qualquer um  09/08/2021 14:18
    ou seria estranho uma pandemia de gripe logo depois da inversão da curva de juros?
  • anônimo  17/07/2018 22:30
    O objetivo dos capitalistas é o lucro e não as necessidades da população.
  • Eduardo  18/07/2018 00:19
    Só que, para ter lucro, em um livre mercado, o capitalista tem necessariamente de atender aos desejos da população. Por definição. É impossível, num livre mercado, ganhar dinheiro ofertando bens e serviços que não são do interesse da população. Lógica básica.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2818

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2777
  • Paulo César Ignacio Domingues  17/07/2018 22:32
    Li o artigo sobre o câmbio. Muito interessante. Fiquei, no entanto com uma dúvida. Quem garante que, na criação do Real, a relação 1 para 1 refletia corretamente os preços das mercadorias nas 2 moedas? Se não, esse erro vem se propagando desde então.
  • Leandro  18/07/2018 00:19
    Não houve esse tabelamento de preços que você inferiu.

    No dia 30 de junho de 1994, CR$ 2.750 valiam um dólar, determinados pelo câmbio livre.

    Naquele mesmo dia, definiu-se que CR$ 2.750 seriam definidos como sendo iguais a um real. Um real, portanto, passou a ser o nome dado a CR$ 2.750.

    Assim, um real (que foi definido como sendo CR$ 2.750) surgiu valendo um dólar.

    Não houve mágica nem decreto nenhum. Houve apenas uma definição de valores: assim como é definido que 60 segundos são um minuto e 1,609 milha é um quilômetro, definiu-se que CR$ 2.750 (que valiam um dólar em 30 de junho de 1994) seria o equivalente a 1 real.

    Logo, dado que CR$ 2.750 foi definido como 1 real, e dado que ele valia 1 dólar (estipulado pelo mercado de câmbio livre), tem-se que 1 real nasceu valendo 1 dólar.

    Sem mágica nenhuma. Assim surgiu o real.

    E o câmbio continuou flutuante (o câmbio nunca foi fixo nem sequer por um dia durante o Plano Real). Aliás, ao final do mês de lançamento, o real já havia se apreciado para R$ 0,90 por dólar. O real nasceu com câmbio flutuante, e assim permaneceu de julho de 1994 a março de 1995, quando adotou-se o câmbio atrelado ao dólar (que não deve ser confundido com câmbio fixo).
  • Tano  18/07/2018 04:57
    Mas igual poderia estar defasado nessa data. Entendi a pergunta e me gerou a mesma dúvida quando li o artigo
  • Vladimir  18/07/2018 13:39
    Deixa eu tentar ser mais direto que o Leandro: não houve nenhum tabelamento de preços durante a troca de nome da moeda, e o câmbio permaneceu flutuante o tempo todo. O que houve foi pura e simplesmente uma troca de nomes.

    Logo, não tem disso de "poderia estar defasado". Mesmo se tivesse, o próprio câmbio flutuante corrigiria isso.

    Já que vocês estão com dificuldades para entender o que houve no passado, vou dar um exemplo utilizando dados de hoje. Neste exato momento em que escrevo, um dólar custa R$ 3,8553.

    Pois bem. Suponha que, ao final do dia de hoje, um dólar termine valendo R$ 3,87 pelo câmbio livre. Ato contínuo, o governo diz que esses R$ 3,87 devem mudar de nome, e agora irão se chamar Solar.

    Ou seja, o governo simplesmente disse que 3,87 unidades de real acabaram de ganhar um novo nome de batismo: Solar.

    Cada 3,87 unidades de real têm agora o nome de 1 Solar.

    Começou a entender? Isso não é tabelamento. Nenhum preço foi congelado ou manipulado. Isso independe de eventuais defasagens de preço ou de câmbio. É simplesmente uma definição de nome.

    E dado que, ao final do dia, pelo câmbio livre, 3,87 unidades de real equivalem a 1 dólar, então tem-se que, ao final do dia de hoje, 1 Solar é igual a 1 dólar.

    Porém, dado que o câmbio continua flutuante amanhã, então amanhã 1 Solar flutuará normalmente em relação ao dólar, de modo que essa relação de 1 dólar para 1 Solar deixará de existir.

    Será que agora foi? De novo: não houve nenhum tabelamento de preços durante a troca de nome da moeda, e o câmbio permaneceu flutuante o tempo todo. O que houve foi pura e simplesmente uma troca de nomes.
  • Brunoalex4  18/07/2018 14:15
    Bom dia.

    Esse procedimento poderia ser repetido? Poderíamos ter um novo plano real e, sendo otimista ao extremo, fazer tudo certo dessa vez? Grato.
  • Pobre Paulista  18/07/2018 14:36
    O sucesso do Plano Real não tem a ver com uma mera renomeação de moedas, e sim com o pacote de austeridade que foi implantado. Isso, aliado à abertura comercial iniciada no governo Collor, permitiu uma grande entrada de capital estrangeiro, que estabilizou o câmbio, freou a inflação, e impulsionou o desenvolvimento da indústria.

    Pra fazer isso novamente, é melhor esperar para cortar zeros, fica mais fácil.
  • Leandro  18/07/2018 14:40
    Nem precisa. É só seguir o que foi dito neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055

    Publicado em março de 2015, escrevi ao final dele:

    "Aqui vai uma dica para Michel Temer: quer se tornar popular quando assumir o governo? Estabilize a moeda em relação ao ouro. As consequências são incríveis. Não é teoria. É empiria."

    Ele não me ouviu.

    Voltei a repetir a mesma coisa em fevereiro de 2016:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304

    Ele continuou sem me ouvir.

    Veja a evolução do preço do ouro:

    s15.postimg.cc/6yj6baozf/ouro.png

    As alternativas a isso seriam liberar a circulação de moeda estrangeira (não vai acontecer) ou adotar Currency Board (chance zero).


    No mais, o efêmero período que tivemos de inflação de preços baixa e dólar barateando que tivemos (ano de 2017) se deveu inteiramente à brutal redução da oferta monetária, uma política que, embora de fato seja efetiva para debelar a carestia, gera profundos efeitos recessivos. Ela não tem como durar sem gerar instabilidades.
  • Felipe  24/05/2021 04:48
    Por que houve esse breve período com câmbio flutuante, e depois acabou se tornando atrelado? Não poderia ter iniciado como atrelado? Se se iniciasse como flutuante e assim permanecesse, tenho minhas dúvidas se funcionaria.
  • Leandro  24/05/2021 13:46
    A ideia era surgir como câmbio fixo, mas logo no primeiro dia o real se apreciou muito em relação ao dólar graças ao grande diferencial de juros (e à confiança do mercado naquela equipe econômica).

    Nesta situação, o BC teria de expandir enormemente a base monetária para evitar essa apreciação do real e manter a moeda na paridade em relação ao dólar. Obviamente, ele não faria isso, pois haveria o sério risco de tamanha inflação monetária colocar todo o plano a perder. Ademais, naquela luta contra a hiperinflação, esta apreciação cambial era muito bem-vinda.
  • Billy  18/07/2018 10:58
    Tem um vídeo bem didático que cita a dívida do governo e o sistema financeiro como uma fraude, apesar de o vídeo ter outro foco.

    A lógica do vídeo está correta?

    The monetary system visually explained
    youtu.be/lN657jMoASI
  • Edujatahy  18/07/2018 12:00
    Não existe lucro sem risco.
  • gabriel  18/07/2018 12:08
    Mas vamos imaginar a situacao hipotetica, na qual ninguem mais empresata dinheiro ao governo, nao importando quao altos os juros que eles oferecam. Nesse cenario, o governo ainda teria que se financiar, logo teria que aumentar impostos, o que tambem consiste em tirar do setor produtivo. Entao estou um pouco confuso com o que o IMB acha que seria o cenario ideal (assumindo obviamente que o governo queira mantero nivel de gastos). Poderiam esclarecer por favor?
  • Daniel  18/07/2018 13:27
    "Mas vamos imaginar a situacao hipotetica, na qual ninguem mais empresata dinheiro ao governo"

    Neste caso, choverá dinheiro para investimentos produtivos, e a economia irá bombar.

    "Nesse cenario, o governo ainda teria que se financiar, logo teria que aumentar impostos, o que tambem consiste em tirar do setor produtivo".

    Aumentar impostos em R$ 500 bilhões?! Queria muito saber como ele faria essa mágica.

    O governo simplesmente não tem como aumentar impostos quando quer. Não neste volume. O máximo que o governo consegue fazer hoje é aumentar uma alíquota sobre os combustíveis, o que dá uns R$ 10 bilhões no máximo de receita, e ainda gera greve de caminhoneiros.

    Aumentar impostos gera enorme resistência popular. Se o governo deixa de tomar R$ 500 bilhões emprestados, ele simplesmente não tem como aumentar impostos em R$ 500 bilhões. Isso é totalmente impraticável. E se ele de fato tentasse, cairia no dia seguinte.

    Para você ter uma ideia, a carga tributária americana está em 17,5% do PIB desde a década de 1950:

    fred.stlouisfed.org/graph/fredgraph.png?g=ivV5

    Logo, se o governo deixa de tomar emprestado (e a maneira mais efetiva é criar uma emenda constitucional proibindo o governo de se endividar), então não terá segredo: a única opção será cortar gastos.

    "Entao estou um pouco confuso com o que o IMB acha que seria o cenario ideal (assumindo obviamente que o governo queira mantero nivel de gastos). Poderiam esclarecer por favor?"

    Acho que agora já deu para você desconfundir um pouco. Se você vive tomando R$ 500 bilhões emprestado todo ano, e então repentinamente passa a ser proibido de continuar fazendo isso, o que você fará? Aumentará suas receitas em R$ 500 bilhões (como?) ou vai cortar gastos onde conseguir?

    Proibir o governo de se endividar é a maneira mais rápida e mais garantida de fazer o governo encolher. Exatamente por isso, nunca ocorrerá.
  • Praxeologia é pseudociência  18/07/2018 14:10
    "Neste caso, choverá dinheiro para investimentos produtivos, e a economia irá bombar. "

    Não necessariamente.

    você está utilizando uma dedução apriorística. Como a economia brasileira é muito dependente do Estado e tem seus entraves (burocracia, custo brasil,renda baixa etc) pode ser que o país fique numa situação bem pior e o setor privado não responda da forma que a "lógica apriorística do IMB" indica.


    O país pode entrar numa recessão ainda pior.


  • Skin in the game  18/07/2018 15:31
    Então posso inferir que os editores do site não possuem títulos públicos?
  • Taleb  18/07/2018 15:47
    Inferir é livre. Eu concordo plenamente com o artigo e estou entupido de títulos públicos.

    Mas eis um detalhe crucial: até agora eu só dei dinheiro. Não resgatei nada. Portanto, não apenas não tomei dinheiro de ninguém, como ainda estou bancando tudo.

    Quando, e se, eu resgatar a integralidade de meus investimentos, aí sim posso ser acusado das coisas que o artigo corretamente aponta.

    Fora isso, também tenho ações, debêntures, LCIs, LCAs, LCs e CDBs de bancos pequenos, de modo que estou fazendo minha parte para investir na economia.

    E você?
  • Carlos Alberto  18/07/2018 15:52
    Eu também concordo com o artigo e também estou lotado de títulos públicos. Até já resgatei alguns, mas até agora dei muito mais dinheiro do que pedi de volta, de modo que meu saldo líquido como "doador" para o governo é positivo.

    Sou totalmente a favor de o governo equilibrar o orçamento e parar de se endividar. Façam um plebiscito proibindo o governo de se endividar e eu irei votar pela proibição.

    Mas eu não sou mártir nem faquir nem masoquista. Muito menos um idealista. Não fui eu quem criou esse sistema imoral. Se ele existe e se todos tiram proveito dele, então não serei eu o otário que ficará de fora apenas reclamando e tendo de bancar tudo.

    Trabalho no setor privado e pago uma caralhada de impostos. Quero ao menos receber um pouco de volta. Se há essa possibilidade via títulos públicos, então irei aproveitá-la.

    Se você é prisioneiro em um campo de concentração e sabe que a fuga é impossível, então há apenas duas opções: ou você espera passivamente seu abatimento sem fazer nada, ou você se alia aos guardas, permanece vivo e ainda aumenta as chances de sair dali relativamente inteiro.

    Eu opto pela segunda.
  • Fernando   18/07/2018 16:00
    Eu tbm opto pela segunda
  • cmr  18/07/2018 16:32
    Se a sua aliança com os guardas não implicar em prejuízo para os outros prisioneiros, aí tudo bem.

    Mas esse não é o caso da dívida pública.
  • Moral  19/07/2018 01:18
    Se você acredita que o estado seja ruim e maléfico para o próximo é IMORAL entregar dinheiro ao governo.

    Isso é o mesmo que financiar máfia.
  • Fernando  19/07/2018 13:24
    Vou fazer o que então? Se empreender é arriscadíssimo e os prisioneiros apoiam essa máfia? Não vou pagar pelo restante, não sou herói.
  • Imigrante  19/07/2018 14:52
    Vá até o aeroporto internacional mais próximo de você e saia logo do Brasil.
  • Insurgente  28/05/2019 14:21
    Agiotagem, já ouviu falar?

    Empreste seu dinheiro a pequenos empresários usando os percentuais que o seu "bendito tesouro" costuma aplicar. É melhor do que ficar financiando imoralidades.

    Outra coisa: SONEGUE o que e quanto puder.

    Só não me venha com esse mimimi.
  • Drink coke  27/05/2020 02:17
    Agiotagem significa na prática que você emprestará e não terá como ter nenhuma garantia sobre a dívida, nem ao menos tem como negativar o seu devedor em um birô ou protestar em um cartorio. Então agiotar é burrice, a não ser que você tenha certos "meios" não convencionais de cobrar o seu devedor
  • Moleque atrevido  19/07/2018 14:43
    E desde quando libertário liga pra moral? Tem até funça aqui.
  • Pobre Paulista  19/07/2018 15:38
    Isso. Vamos fingir que o governo não existe e parar de pagar impostos.

    Depois que estivermos presos, vamos fingir que estamos livres e que ainda somos produtivos para a sociedade.

    Tá osso, viu?
  • Andre  19/07/2018 16:59
    Libertário e liberal de repartição é coisa bem comum por aqui. Mas pegue leve com eles, em breve ficarão na fila de cesta básica igual aos funças do estado do RJ por falta de salários.
  • Antonio  20/07/2018 15:01
    Imagina que você vivesse na época da escravidão, mesmo achando a prática repugnante seria impossível viver sem consumir produtos feitos por escravos nem comer você conseguiria pois os produtos agrícolas eram plantados por escravos.

    Enquanto a grande maioria da população achar o roubo estatal legítimo será impossível viver sem financiar a máfia de um jeito ou de outro.
  • Moral  21/07/2018 10:28
    Você tem total opção de não financiar a máfia via título. Existem diversas opções que não passa por querer se "assegurar" em um título que será "garantido" com a violência ao próximo (e você SABE disso).
    E isso não é heroísmo nem nada, é simples coerência . É hipocrisia reclamar do estado e seu tamanho enquanto fica dando VOLUNTARIAMENTE dinheiro ao mesmo.
    Se assuma como hipocrita pelo menos, ao invés de querer ficar racionalizando esta prática.
  • Pobre Paulista  23/07/2018 14:35
    Não há sequer um único investimento no mercado de capitais nesse país que não esteja em última instância lastreado num título público.

    Se você investe nesse país, você é sócio do governo, querendo ou não.
  • Moral  24/07/2018 11:25
    Este argumento não é válido. O fato de que você não tem como garantir que uma empresa,por exemplo, irá investir ou não em título público não significa que você tomou a decisão voluntária de investir no governo. Você decidiu investir em um negócio, que gera valor a sociedade, que traz fluxo de caixa futuro. Possivelmente a empresa irá usar sobra de caixa em título público, mas isso não é o core business da empresa.
    Comparar isso a entrar em um site como tesouro direto e mandar dinheiro direto para a máfia é totalmente diferente.

    Existem títulos imobiliários, ouro, debêntures, Commodities, criptos...

    E não só isso.
    É totalmente legal investir em QUALQUER LOCAL DO PLANETA. Só precisa de pesquisa e esforço. Inclusive em empresas que são MUITO mais sólidas do que o governo brasileiro.

    Um "Libertario" que utiliza está desculpa de que não tem "opção " a não ser comprar título público ou está sendo ignorante ou quer continuar sendo hipócrita.

    A dura realidade é que é bem mais fácil entrar em um site, clicar um botão e esperar o estado te devolver uma grana com juros usando da violência.

    Investir exige esforço, tempo e risco. Isso é o natural. Querer sair do natural (ainda para a facilidade preguiçosa do título público) só aumenta a distorção, e o poder do estado.
  • Insurgente  28/05/2019 14:24
    Então não invista por aqui.
  • Abolicionista  21/07/2018 10:35
    Antônio, está sua comparação não está adequada.
    A pergunta certa é, você sendo abolicionista na época da escravidão, também teria escravos porque várias pessoas têm?
  • Paulo Henrique  11/01/2019 20:08
    Você pode ver os títulos como um ataque ao coletivo, ou uma proteção contra o coletivo. A maioria vota em políticos que prometem políticas inflacionistas, manipulação de juros. Os títulos públicos da dívida interna se tornam um porto seguro contra essa mesma sociedade que ameaça seu capital. Não vejo nada de imoral em se defender
  • Moral  15/01/2019 10:46
    Você pode ver os títulos como um ataque ao coletivo, ou uma proteção contra o coletivo.
    Coletivo é uma abstração. Isto não é ataque ao coletivo, e sim ataque a indivíduos, em especial contra aqueles que menos tem condição de se proteger. É o pobre pé rapado que mais sofre com este ataque (via imposto inflacionário).

    A maioria vota em políticos que prometem políticas inflacionistas, manipulação de juros.

    Isto é uma afirmação inverídica. Na prática a grande maioria das pessoas não votam, a grande maioria dos políticos foram eleitos por uma minoria. Vide por exemplo a recente eleição. A quantidade de pessoas que não votaram no Bolsonaro é maior do que a quantidade que votou, e o mesmo para o antecessor e por aí vai. Não precisamos entrar nem na questão do legislativo, que a situação é ainda pior. Isso é uma tática de desinformação do sistema nos querer culpar o vizinho pela merda. Como se fosse justo culpar o coitado que não tem nada e que dedica seu tempo ao trabalho e ao lazer (pois é o certo) para ele se dedicar a entendimento da política e todas as suas nuances (coligações, representatividade..) para saber "onde" vai parar o "voto" dele.
    Ou seja, nunca será justo culpar o todo pelo erro de alguns.

    Os títulos públicos da dívida interna se tornam um porto seguro contra essa mesma sociedade que ameaça seu capital. Não vejo nada de imoral em se defender

    Vamos lá. Não é a sociedade que ameaça seu capital, é o estado. Vamos saber diferenciar as coisas.
    Segundo, existem outras formas de proteger seu capital.. Sim o risco é maior, sim dá mais trabalho. Mas é a ação moral a ser feita.
  • Tio Patinhas  19/07/2018 21:34
    Não tenho qq ligação com os editores do site, concordo com o artigo e não invisto em títulos públicos.
  • Hugo  24/07/2018 13:42
    Excelente discussão. Muito informativa. Meu agradecimento a todos que participaram dela.
  • Hamilton  24/07/2018 23:12
    Soube que os EUA teve, por um breve período, "zero" dívida estatal. O que aconteceu com o país durante e após este período?
  • Demolidor  01/08/2018 02:58
    Boa pergunta. Único período em que a dívida pública caiu a zero foi nos anos 1830. Houve um pequeno aumento até os anos 1860, quando explodiu em razão da Guerra Civil.

    Os anos 1830 foram o início do boom das ferrovias, um período de grande crescimento econômico, que durou até a Guerra Civil:

    cs.stanford.edu/people/eroberts/cs181/projects/corporate-monopolies/development_rr.html

    Aliás, guerras sempre fizeram a relação dívida pública/PIB ficar desbalanceada, em razão do aumento da dívida e redução do PIB. Outro período em que a relação explodiu foi durante a II Guerra.

    Já o fato de hoje a relação dívida/PIB estar pior que na II Guerra pode ser creditado, majoritariamente, ao famigerado Estado de Bem Estar Social, o maior destruidor de riquezas depois do socialismo. Basta ver os números do governo.

    www.usgovernmentspending.com/debt_deficit_history
  • Emerson Luis  31/07/2018 23:32

    O carrapato está ficando maior do que o boi...

    * * *
  • Fundamental question  06/11/2018 18:05
    A questão fundamental é:
    Eu posso fazer uma dívida hoje e deixar ela para meus filhos pagarem? Este contrato seria válido?

    Se eu não posso fazer isso, o governo também não.

    Logo dívida pública é um contrato inválido.
  • Edujatahy  16/01/2019 14:52
    Sim. Você chegou no âmago da questão. A dívida pública não é só imoral. Ela é anti-ética mesmo...
  • Henrique  11/01/2019 17:10
    Mudando de assunto, não temos que admitir que as medidas de austeridade fracassaram na Europa?
  • Yuri  11/01/2019 17:24
    Segundo própria admissão da esquerda, foi um sucesso.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2700
  • Stuart Mill  11/01/2019 18:30
    Dívida pública não existe apenas para o Governo pegar dinheiro e gastar mais do que arrecada.
    Ela também é ferramenta de Politica Monetária.
  • Jean-Baptiste Say  11/01/2019 19:05
    "Dívida pública não existe apenas para o Governo pegar dinheiro e gastar mais do que arrecada."

    Errado. A dívida pública surgiu e existe exatamente para isso: para o governo financiar seus gastos (porque gasta mais do que arrecada).

    "Ela também é ferramenta de Politica Monetária"

    Inverteu causa e consequência. Aliás, há tanta coisa errada nesta simples frase que é até preciso enumerar:

    1) Os títulos da dívida pública não surgiram para fazer política monetária. Foi só muito tempo após eles já existirem que passaram a ser usados para esse fim.

    O Fed, por exemplo, só surgiu em 1913. Antes disso, a dívida pública americana já existia há muito tempo. E, mesmo após o surgimento do Fed, ele não utilizava títulos públicos para fazer política monetária. Até então, ele era apenas o emprestador de última instância (que, aliás, era a função original dos Bancos Centrais). O Fed só passou a comprar títulos e fazer política monetária muitos anos depois.

    2) Os títulos da dívida pública, muito tempo depois de terem surgido, passaram a ser usados como um dos instrumentos de política monetária. O outro é a janela de redesconto, que não necessariamente tem de utilizar títulos públicos.

    3) Em um arranjo de Currency Board ortodoxo não há política monetária. A dívida pública, portanto, é totalmente imaterial para a política monetária neste arranjo.

    A dívida pública, portanto, não foi criada para fazer política monetária; ela passou a ser um dos instrumentos de política monetária (além do redesconto) vários séculos após já existir. Dizer que a dívida foi criada para fazer política monetária é o equivalente a dizer que o automóvel foi inventado para construírem estradas.
  • GJ  11/01/2019 21:36
    Meu povo, me tirem uma dúvida. Aquela frase dita sobre a dívida pública "...ela sempre foi paga parcialmente por meio da inflação monetária, a qual, ao diluir o valor da moeda, retornava ao proprietário do título um dinheiro cujo poder de compra é menor do que era quando ele havia emprestado ao governo", isso serve para o Brasil? Vejam, se eu tenho um papel protegido pela inflação (IPCA + juros), como eu poderia ser prejudicado pela inflação? Temos artigos sobre isso?
  • Lucas Silva  29/10/2021 04:30
    Com certeza serve para o Brasil e tem artigo aqui no site sobre isso. imagine que você investiu 60 mil reais no tesouro direto em 2006, com esse dinheiro você compraria um Honda Civic zero km naquele ano, imagina que depois de 14 anos seu dinheiro no tesouro direto tenha virado 80 mil reais, e queira comprar um carro equivalente, hoje um honda civic zero km está custando mais de 120 mil reais, isso foi só um exemplo bem rudimentar de como a inflação corroi o valor do dinheiro, não sei se o tesouro direto rendeu só 20 mil reais em 14 anos, estou só exemplificando, se rendeu, você perdeu dinheiro, se rendeu mais e empatou com a inflação, você apenas "guardou dinheiro embaixo do colchão".
  • Bruno  12/01/2019 03:03
    Quando se diz que há uma bolha nos títulos da dívida pública nos EUA e na Zona do Euro isso quer dizer que, em outras palavras, esses ativos tiveram seus preços distorcidos devido aos programas de Quantative Easing adotados por ambos e - na próxima crise financeira mundial que está próxima - os dealers vão reavaliar a capacidade do governo de efetivamente pagar esses títulos, levando a uma desvalorização massiva e abrupta?
  • Michel Nunes  12/01/2019 13:15
    "Logo, criticar rentistas mas não defender uma maciça redução do papel e do escopo do estado é uma total contradição." O contrário também é verdade. São hipócritas as pessoas que investem em títulos do governo e não exigem redução do Estado. Aliás, se o governo focasse seus investimentos em melhorias de infraestrutura, poderia efetivamente trabalhar com o conceito de PPP. É possível realizar um arranjo econômico, de tal maneira que os investidores dessas obras pudessem explorar seus direitos econômicos durante um período ao invés de receber juros diretamente do governo. Isso sim ajudaria no crescimento econômico. Assim, se eu financio melhorias em um porto, por exemplo, tenho direito a receber um percentual sobre as tarifas e tributações de atividades desenvolvidas lá. Isso criaria uma enorme pressão sobre o governo para que cronogramas e orçamentos de projetos sejam cumpridos.
  • Edimar  12/01/2019 17:12
    A dívida pública - qualquer que seja, é duplamente imoral -, pois se paga ela com impostos obrigatórios introduzidos pelos políticos - que já é imoral.
    Uma parte o orçamento público vai para pagar juros e outra pequena parte para amortizações. Os políticos tem uma visão econômica de que a dívida é necessária para manter estabilidade em alguns investimentos no país e até de outros países.
  • O Social  12/01/2019 19:56
    Veja o site t.co/1f82xNTBzw é bem interessante e desmente muitas coisas que o MisesBrasil e outros sites capitalistas falam.
  • Dalton C. Rocha  13/01/2019 19:36
    Eu nasci em 1970 e neste tempo todo, eu vi caírem de podres, vários regimes ou esquemas de poder. Regime Militar, Sarney, Collor, FHC e PT. Todos caíram basicamente, pelos mesmos motivos:

    1- Colocaram os juros e o desemprego lá em cima. Ao mesmo tempo, colocaram o crescimento e o desenvolvimento lá embaixo.

    2- Colocaram os interesses da especulação e da corrupção, acima dos interesses do povo brasileiro.

    Tanto faz, a fachada. Tanto faz se sob o general-presidente Figueiredo ou da ex-terrorista marxista Dilma. Estas duas coisas, fazer uma crise econômica e os interesses da especulação e da corrupção, acima de tudo, foram seguidas, com fé fanática, por todos os governos de 1980 até hoje, 2018.

    Tanto o Regime Militar, como Collor, como o PT, apenas cavaram suas próprias sepulturas políticas, fazendo estas coisas. Dilma, FHCannabis, Figueiredo, etc. tinham fachadas diferentes, mas fizeram a mesma crise econômica, ao povo brasileiro. Quem acabou com Regime Militar foi, o general Figueiredo. E quem tirou o PT do poder foi a Dilma.

    Aí está, mais um governante, para o Brasil. O Bolsonaro. Se ele seguir estes dois passos acima, Bolsonaro estará cavando sua própria sepultura política também.

  • Primo  14/01/2019 00:29
    "Sim, a dívida pública é uma fraude" não não é!

    Ora, como um instituto que se diz defensor do capitalismo pode ser contra dívidas e juros? Estamos voltando a moralidade da idade média na qual a igreja condenava tais práticas?
    Dívidas e juros são a base do sistema capitalista. A dívida pública é um acordo entre a sociedade e os rentistas sem qualquer coerção. Impedir o estado de se endividar em um mundo capitalista é como defender que a empresa produtora de armas não possa se endividar pelo simples fato de os efeitos secundários não ser satisfatório. O estado é livre, viva a república!
  • Liberdade  15/01/2019 00:04
    "dívida pública é um acordo entre a sociedade e os rentistas sem qualquer coerção."
    A sociedade não faz dívida pública, o estado é que faz. É o estado utiliza o dinheiro dos impostos para pagar os juros dessa dívida. os impostos só podem ser arrecadados de forma coercitiva, pois não há como deixar de pagar impostos sem o estado agredir ou ao menos tentar fazê-lo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2725

    O estado não é a sociedade, é apenas um grande parasita de sua produção.
  • Primo  16/01/2019 14:02
    Ora, se partimos da premissa que o estado não é sociedade, que somente é estado os agentes politicos, por conseguinte, o mercado também não é sociedade, é mercado somente os agentes economicos.
    Se a dívida publica é uma fraude por só beneficiar quem faz parte do estado, também é uma fraude o sistema de levantamento de capital do mercado por só beneficiar os agentes economicos.
    O estado não é parasita da minha produção, assim como o empresario também não é parasita do funcionario, pois se o valor da ação é relativa a geração de riqueza é relativa, e todo e qualquer movimento economico ou politico é pura especulação.
    O moviento de sair de um estado de menor satisfação para uma estado de melhor satisfação, a ação, é conseguido na mais alta instancia do ego humano, por ação politica e não economica. O poder traz a satisfação em ultima instancia.
    Dessa forma o estado é uma instutição que surge naturalmente para acomodar o plano de ação para satisfação dos mais altos e mesquinhos desejos humanos. A riqueza que o estado gera é quantificada pelo poder relativo ao ego individual.
    Você pode destruir o Estado, mas não consegue destruir os agentes politicos que o movem. Voce pode destruir o capitalismo, mas não consegue destruir os agentes economicos que o movem.
  • Amante da Lógica  16/01/2019 14:21
    "Ora, se partimos da premissa que o estado não é sociedade, que somente é estado os agentes politicos, por conseguinte, o mercado também não é sociedade, é mercado somente os agentes economicos."

    Agentes políticos sobrevivem com o dinheiro confiscado à força (pleonasmo intencional) dos cidadãos.

    Agentes do mercado sobrevivem com o dinheiro dado voluntariamente (em troca de bens e serviços) pelos cidadãos.

    "Se a dívida publica é uma fraude por só beneficiar quem faz parte do estado, também é uma fraude o sistema de levantamento de capital do mercado por só beneficiar os agentes economicos."

    A dívida pública é quitada com o dinheiro confiscado à força (pleonasmo intencional) dos cidadãos, os quais não necessariamente concordaram em bancar os programas financiados por esse dinheiro. (Pedro emprestou dinheiro para o governo, e o governo vai tributar Paulo para quitar a dívida com Pedro).

    Já o levantamento de capital no mercado é feito com o dinheiro dado voluntariamente por pessoas que estão em busca de retorno (lucros) para o seu dinheiro. Pedro dá seu dinheiro para a empresa X, e esta tem de fornecer bens e serviços de qualidade para conseguir lucros para pagar os dividendos de Pedro. Ninguém é confiscado neste processo.

    Dizer que as duas coisas são idênticas é algo que nem mesmo um asno faria.

    Parabéns por quebrar novos recordes.


    P.S.: você se auto-humilha assim de propósito ou está apenas fazendo charme?
  • Primo  22/01/2019 13:42
    "Agentes políticos sobrevivem com o dinheiro confiscado à força (pleonasmo intencional) dos cidadãos. "

    Confiscado a força? O imposto é o juros social da propriedade privada, além do mais, pago no tempo futuro.
    Voce quer usufruir de recursos escassos sem pagar nada, é isso mesmo?
    Se voce levanta a hipotese de que o imposto é roubo, a propriedade privada também é. Se você é o amante da lógica, eu sou o marido dela. Quer propriedade privada, pague imposto. Quer um pastel, page por ele, você não tem o direito de exiguir que pasteleiros te ofereçam pasteis gratuitamente. Quer propriedade privada, pague imposto por ela, a sociedade não tem o dever ter sua liberdade restringida coercivamente e de graça.

    "Já o levantamento de capital no mercado é feito com o dinheiro dado voluntariamente por pessoas que estão em busca de retorno (lucros) para o seu dinheiro"
    O levantamento de capital no mercado gera mais riqueza para quem participa do mercado, por conseguinte, aumenta o porder de barganha dos envolvidos e diminue o poder dos excluidos. Isso distorce os valores relativos do recursos escassos, demoralizando a ética do livre mercado. Sem a contrapartida do estado, o juros é imoral.
  • Estudante da lógica  28/01/2019 13:22
    "Se voce levanta a hipotese de que o imposto é roubo, a propriedade privada também é"

    Só pode haver roubo se antes houver um proprietário anterior. Portanto, é uma clara contradição lógica e um nonsense semântico afirmar que propriedade privada é um roubo.
  • Primo  30/01/2019 14:39
    "Só pode haver roubo se antes houver um proprietário anterior. Portanto, é uma clara contradição lógica e um nonsense semântico afirmar que propriedade privada é um roubo. "

    Um contra exemplo: A palavra açai. Ela é claramente um bem que não tem dono(ou que tem muitos donos), que é usado para desgniar uma planta. Um individuo esperto cerca-se de argumentos e patenteia a palavra açai, tomando para si todos os direitos sobre a palava açai. Logicamente só consegue fazer isso de forma coercitiva, mesmo que não fosse, para mim isso é um roubo.

    Substitua roubo por apropriação indébita e reestarte seu raciocinio, voce é melhor que um estudante.
  • Professor  30/01/2019 16:07
    Doçura, pra começar, palavra não é uma propriedade tangível. Palavra é um bem não-escasso e não-rival (estude "bens rivais").

    O fato de você usar uma palavra não implica que eu também não possa usá-la.

    Questão de lógica básica: não é possível haver propriedade sobre bens não-escassos e não rivais. Logo, não é possível haver roubo. Estude.

    Outra coisa: você cita patentes. Ora, patente nada mais é do que um monopólio garantido pelo estado. Libertários são contra patentes.

    Ou seja, você critica uma posição libertária (a defesa da propriedade privada) utilizando como contra-argumento uma intervenção estatal. Jumentice ao quadrado.

    Reestarte seu cérebro. Você nem sequer consegue ser melhor que um estudante.
  • Primo  05/02/2019 19:40
    Querido professor, voce mesmo concordou comigo, mas ainda não sabe. Olhe para o mundo a sua volta, temos celulares de "maça" e computadores de "janela". Eu sou impedido de fazer celular de "maça", bem como sou impedido de invadir uma propriedade privada. Não sou contra propriedade privada, sou contra a propriedade privada sem a contra-partida do imposto. A defesa da propriedade privada irrestrita é simiar a defesa da patente irrestrita, a defesa da propriedade privada irrestria não é capitalismo, mas é o socialismo privado, mas é o socialismo economico.
  • Fernando  14/01/2019 10:48
    Acho difícil um calote, pode até haver mas nesse caso toda a fundamentação do estado termina aí, o estado simplesmente acaba, e isso seria até bom. Mas é difícil, numa extremo ele imprime dinheiro, e quem pega esse dinheiro primeiro são os que emprestam ao tesouro (a remuneração da selic é diária).

  • Socialista de Iphone  14/01/2019 12:18
    Na boa mesmo... Ficar procurando hipocrisia na vida dos outros é um tanto quanto incoerente. A pessoa pode sim idealizar um estado menor, mas estar aproveitando uma possibilidade de lucrar algo com o atual sistema. Vai julgar os outros por isso? Então certifique-se que você é um ultra libertário que não usa o estado para nada. Nem você, nem sua família.
  • Moral  14/07/2020 20:25
    "Na boa mesmo... Ficar procurando hipocrisia na vida dos outros é um tanto quanto incoerente. A pessoa pode sim idealizar um estado menor, mas estar aproveitando uma possibilidade de lucrar algo com o atual sistema. Vai julgar os outros por isso? "

    Sim. Se estamos discutindo dentro de uma ética libertária nós iremos julgar ações de acordo com esta ética ué? Totalmente válido. Porque é incoerente?

    "Então certifique-se que você é um ultra libertário que não usa o estado para nada. Nem você, nem sua família."

    Dois assuntos não relacionados, vide a diferença. Você ser obrigado a usar o estado por não existe opção (exemplo, a rua) versus você VOLUNTARIAMENTE dar MAIS dinheiro para o estado. Completamente diferente..

    Inclusive, alguns discutem se não devemos sugar o máximo que pudermos do estado visando quebrá-lo mesmo! (Não estou dizendo que concordo com isso, mas é mais válido do que querer justificar compra de título público). Comprar título público é exatamente o contrário disso, se ajuda a máfia a respirar por mais tempo.
  • Brasileirinho  14/01/2019 13:22
    Eu tenho uma pergunta com relação aos patrimônios históricos. Se algum milionário comprar a Muralha da China, por exemplo e por meio de uma pesquisa perceber que traria muito mais lucro construir um shopping no lugar, ele poderia apagar uma parte importante da história e cultura de um povo em nome desse lucro? Já que a propriedade é dele??
  • Pobre Paulista  14/01/2019 16:13
    Sim
  • Marcelo Ferreira  14/01/2019 16:29
    Sim ué, é dele.
    Mas acho muito difícil um shopping lucrar mais que um monumento histórico de tamanha importância por dois motivos:

    1) Pessoas do mundo todo vão para lá para ver a Muralha. Para ver um shopping não precisa nem mesmo sair de seu estado (alguns nem mesmo de sua cidade e outros nem mesmo de seu bairro).

    2) Ainda que essa pesquisa dê esse resultado (que pela lógica já estaria errada), o boicote ao shopping seria enorme. Imagine a comoção desses mesmos turistas ao saberem que o cara destruiu um monumento milenar apenas para construir um shopping?

    Resumindo: dificilmente haveria lucro, facilmente haverá boicote. Nos dois casos, não tem lucro pro dono.
  • Chinesinho  16/01/2019 15:46
    Eu adoro estes cenários.
    Um monumento milenar que se estende por quilômetros ser comprado por uma só pessoa.
  • Pobre Paulista  16/01/2019 16:55
    Pois é, por isso nem vale a pena perder tempo com esse tipo de pergunta...

    "Ah mas quer dizer que se alguém comprar o planeta terra ele pode mandar todo mundo embora do planeta"?
  • Felipe Lange  14/01/2019 14:16
    Algo que me intriga no caso russo é a dívida, que não chega nem a 13%. Mais assustador que isso, é que já foi quase 100% há quase 20 anos! O que se deve a isso? Será que fizeram cortes massivos de gastos.
  • Insurgente  28/05/2019 16:24
    Também quero saber.
  • William  28/05/2019 18:23
    A hiperinflação da década de 1990 dizimou a dívida. Aliás, igual ocorreu no Brasil. Em 1994, quando surgiu o real, a dívida era de meros R$ 60 bilhões. Hoje, é de R$ 5,5 trilhões.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  27/01/2019 01:02
    Que escreve nosso amigo Juan!!
    Que sabe de economia?
    Onde estudou?

    Favor, lhe avisem para entrar em contato com Luis Caputo da Argentina!!

    www.clarin.com/economia/luis-caputo-deuda-problema-importante-cumplir-metas-fiscales_0_S1xgZGjqcZ.html

    (mensagem irónica, obvio)
  • Ze  07/08/2021 00:50
    há anos nao compro titulow do tesouro... hipocrisia criticar um governo que só gasta desenfreadamente mas ir lá e comprar os títulos que esse mesmo governo emite para ter uma "renda segura"... é como ser um terapeuta dos alcoolicos anonimos e ao mesmo tempo ser dono de um boteco...
  • Um Cão  07/08/2021 19:23
    Embora sua analogia tenha sido engraçada (méritos), carece de explicar o porquê isso é uma hipocrisia.


    1) Não existe "renda segura". Todo investimento tem riscos. Embora o instituto fala veemente que um calote interno é impossivel, o governo pode hiperinflacionar a moeda a ponto de dizimar sua "renda segura". Você não tomou calote, más esta em mãos de papéis inúteis.

    2) O Brasileiro é obrigado por lei utilizar o Real (moeda estatal) como meio de pagamento. A mesma moeda é manipulada arbitrariamente para satisfazer desejos políticos e dos mais próximos a ele. Nada mais justo que utilizar os mecanismos criados por ele para "tentar" defender sua renda.
  • Introvertido  07/08/2021 22:36
    Um cão,

    Seu primeiro ponto está correto, mas esse argumento utilizado no seu segundo ponto não é válido. Mesmo se você for utilizar esse dinheiro poupado para investir e por meio disso criar valor para terceiros no futuro, ainda assim terá outras pessoas que aplicarão tal dinheiro em investimentos errôneos e que não darão certo, potencialmente anulado qualquer valor que você criou. Então nada justifica o Estado dar dinheiro retirado coercivamente de terceiros em forma de juros para sustentar os parasitas.

    O fato é um só: receber dinheiro por meio do Estado é parasitismo, não importa qual desculpa você use, não importa se alguém iria receber esse dinheiro no seu lugar, você contínua sendo parasita, e não existe lógica que anule isto.

    Não estou jugando quem investe em títulos públicos, estou simplesmente dizendo que parasitismo sempre será parasitismo, independente da desculpa esfarrapada feita. Desculpas só servem para diminuir o peso na consciência, nada mais. Você pode dizer que criou bastante valor para outrem por meio desse dinheiro retirado do governo, mas ainda assim nada justifica o Estado te pagar utilizando dinheiro financiado coercivamente de outrem, mesmo que você não seja culpado, ainda é cúmplice.

    Só para simplificar, imagine que exista uma gangue fortemente armada no seu bairro, que coleta taxas por meio de ameaças todos os dias, mas que derrepente decide começar á buscar financiamento dos moradores. Se essa gangue viesse na sua casa buscar financiamento mediante juros, você aceitaria, sabendo que os juros pagos para você serão retirado coercivamente de terceiros?

    Á única diferença entre uma gangue comum e o Estado, é o fato de que às operações de roubo feitas pelo Estado funcionam por meio de um sistema extremamente complexo, e por meio disso, ele inventa e utiliza infinitas formas para se manter no poder e alienar às pessoa á confiar nele.

    Claro que, junto com tal sistema complexo, surgem infinitas formas de inventar desculpas, e uma desculpa como "Ele me rouba, então também posso roubar" é só mais uma entre várias, assim como está que você utilizou: "Sou obrigado á utilizar moeda papel inflacionária no meu dia á dia, então eu possuo razão em roubar outras pessoas por meio do sistema complexo fornecido pela próprio Estado".
  • Um Cão  08/08/2021 22:14
    Concordo com a opinião de vocês introvertido e capitalista chinês
  • Ameba  09/08/2021 12:56
    Quer dizer que eu, que ganho meu dinheiro suado, e agora não posso nem investir no Tesouro Direto? É isso?
    Sou um parasita então? Sou eu o causador de todo mal agora?
    Os bancões e assets por aí que são os maiores financiadores de governos no mundo todo seriam o que? O Godzilla?
  • Introvertido  09/08/2021 14:59
    "Quer dizer que eu, que ganho meu dinheiro suado, e agora não posso nem investir no Tesouro Direto? É isso?"

    Eu fiz uma explicação sem ter qualquer juízo de falor, de forma a priori, eu nunca julguei ninguém, e nunca disse que você não pode investir em tesouro direito, apenas disse que, gostando ou não, quando você investe em tesouro direito, você se torna um parasita.

    "Sou um parasita então? Sou eu o causador de todo mal agora?"

    Que emotivismo é esse rapaz? Não tire palavras da minha boca.

    "Os bancões e assets por aí que são os maiores financiadores de governos no mundo todo seriam o que? O Godzilla?"

    E daí? Não importa se os bancos são os maiores parasitas da sociedade, parasitismo continua sendo parasitismo, e não existe qualquer lógica que anule isto.
  • capitalista chinês  07/08/2021 23:05
    Acho que ele quis dizer que é hipócrita aquele que é contrário ao gasto público e ao mesmo tempo financia o governo comprando as suas dívidas.
  • Kosm  09/08/2021 23:47
    É hipocrisia mesmo, as pessoas deviam aceitar logo esse fato em vez de ficarem dando desculpas. Quer falar sendo hipócrita ? Beleza, não é algo que eu faria, mas isso não tira a razão de suas palavras, e a maioria nem lhe criticaria nesse caso em especifico, eu mesmo não só não julgaria como também compraria título público.
  • Fernandinho Tori  08/08/2021 21:21
    Inversamente, se ele erra e perde dinheiro, isso significa que ele dilapidou seu tempo e seu capital sem ter gerado nada de valioso em troca. Os prejuízos auferidos pelo empreendimento significam que foram criados bens e serviços que não são úteis aos consumidores. Recursos escassos foram imobilizados e destruídos em atividades que não aumentaram o bem-estar das pessoas. Ele, em suma, destruiu valor.

    Isso aqui não se aplica ao caso de empréstimos pra consumo e aí não há o que falar em projeto ou criação e destruição de valor, mesmo que o devedor pague ou não de volta o empréstimo.

    E mesmo no caso de empréstimo para empresas, a empresa ter um retornonsuperior aos juros, se não o dinheiro só serve pra pagar o empréstimo de volta e não vai nada pro acionista.
    Ou seja, um empréstimo para pequenas empresas que hoje giram em torno de 20% ao ano, se a pequena empresa tem lucro de 15%, o acionista, que eh um pequeno produtor, terá prejuízo.
    Isso que acho injusto!
    Vc pode falar que eh assim o sistema, não dá pra remar contra maré etc etc, mas injusto me parece. O pequeno empreendedor mesmo com retorno alto do seu negócio não consegue se manter e perde seu negócio pro banco
  • Guilherme  08/08/2021 21:54
    "Isso aqui não se aplica ao caso de empréstimos pra consumo e aí não há o que falar em projeto ou criação e destruição de valor, mesmo que o devedor pague ou não de volta o empréstimo."

    Aplica-se igualmente. Se você empresta recursos para alguém, e esse alguém desperdiça esses recursos com consumismo e não lhe paga de volta, então o seu capital foi destruído. A sua poupança, o seu esforço, a sua abstenção do consumo não adiantaram de nada. Você está mais pobre.

    Não só não houve criação de valor, como o seu patrimônio foi dilapidado.

    "E mesmo no caso de empréstimo para empresas, a empresa ter um retorno superior aos juros, se não o dinheiro só serve pra pagar o empréstimo de volta e não vai nada pro acionista."

    Não entendi muito bem. Se uma empresa pega empréstimo e investe ou constrói bens, ela criou riqueza. Criou valor.

    "Ou seja, um empréstimo para pequenas empresas que hoje giram em torno de 20% ao ano, se a pequena empresa tem lucro de 15%, o acionista, que eh um pequeno produtor, terá prejuízo. Isso que acho injusto!"

    Para começar, se você acha injusto, você próprio pode emprestar. Está cheio de corretoras oferecendo LCs, LCIs e LCAs que pagam bem menos de 10% ao ano.

    Coloque seu dinheiro onde sua crença está.

    De resto, se uma empresa tem 15% de lucro, ela nem sequer conseguirá um empréstimo que cobre 20%. Quem emprestar será burro, pois irá perder capital.

    Logo, seu cenário nem sequer é plausível.
  • Introvertido  08/08/2021 23:29
    "Isso aqui não se aplica ao caso de empréstimos pra consumo e aí não há o que falar em projeto ou criação e destruição de valor, mesmo que o devedor pague ou não de volta o empréstimo."

    Hein? Não entendi sua lógica, explique direito o porque de tal fenômeno não se aplicar aos empréstimos para consumo, você só afirmou uma coisa e não explicou nada.

    E como o Guilherme já disse, o credor terá prejuízos caso não receba o dinheiro de volta, destruindo assim seu patrimônio e possivelmente sua capacidade de efetuar novos empréstimos. Na prática, houve uma destruição de valor, pois um dinheiro que poderia estar sendo utilizado para financiar negócios produtivos acabou sendo gasto com consumismo. Afinal, o devedor literalmente roubou o credor.

    Se tudo isso estivesse correto, como é afirmado na lógica de keynes, então o roubo deveria ser legalizado, afinal, um ladrão utilizará o dinheiro espoliado para consumir. Não é atoa que a legislação brasileira prioriza mais o devedor do que o credor.

    "E mesmo no caso de empréstimo para empresas, a empresa ter(á de conseguir) um retorno superior aos juros, se não o dinheiro só serve pra pagar o empréstimo de volta e não vai nada pro acionista.

    Ou seja, um empréstimo para pequenas empresas que hoje giram em torno de 20% ao ano, se a pequena empresa tem lucro de 15%, o acionista, que eh um pequeno produtor, terá prejuízo. Isso que acho injusto!"

    Isso é muito devido aos rendimentos altos dos títulos públicos, que são fornecidos pelo governo para os bancos e demais Investidores, de forma á bancar seus deficits. Existe um fundamento básico na economia, que diz que um credor só investirá em um negócio caso os juros sejam mais altos que a média paga pelas entidades mais confiáveis no mercado.

    Qual credor irá dar empréstimo com juros anuais de 10% para às empresas, sabendo que o governo está fornecendo titulos públicos com risco mínimo e com juros superiores á 10% anualmente? Ninguém é otário o suficiente para sair arriscando capital em negócios arriscados por juros menores que os de baixo risco.

    Porém isso é o de menos, atualmente existe algo chamado meta de inflação, e ninguém é besta o suficiente para emprestar uma determinada quantia por juros anuais baixos, sabendo que a inflação descontará boa parte de seu lucro.

    Tudo o mais constante, tudo isso é um fenômeno com efeitos naturais e evidentes por que sabem realmente como o mercado funciona, pois indivíduos reagem á estímulos e distorções causadas pelo governo.
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  13/08/2021 18:53
    "Sem rentistas que abram mão do seu dinheiro — ou seja, do consumo presente — para que outros empreendedores com melhores idéias sejam capazes de criar novos e melhores planos de negócio, viveríamos em uma economia de subsistência.

    Ao emprestar, o rentista não está apenas abrindo mão do consumo presente: ele está emprestando seu tempo na forma de capital. Ele está abrindo mão de prazeres presentes e restringindo seu consumo visando a um maior ganho futuro."


    Pois bem. Suponhamos que um determinado jovem, acabando de sair da faculdade onde fora um bom aluno nas ciencias economicas, venha a perder seu pai - um empreendedor - e receba de herança um indústria com valor de 1 bilhão de reais. Ele resolve vender, com algum agil e descontados os impostos pega o mesmo 1 bilhão em pagamento e investe tudo em títulos do governo que rendam 6 a 7% ao ano. Estamos falando portanto num rendimento de 200 mil reais ao dia em media.

    Ora, não me parece que 200 mil reais ao dia seja quantia insuficiente para este jovem investidor "abrir mão de consumo" e "abrir mão de prazeres no presente". Para qualquer padrão de consumo razoavelmente racional que contemple até algumas pequenas extravagancias, a maioria dos seres humanos consegue viver muito bem, obrigado, com um ganho de 200 mil reais ao dia.

    Claro, que se ele tiver um padrão de consumo exótico (excessivamente gastador), ele abrirá mão de muitos PRAZERES EXÓTICOS, quando ele abre mão de GASTRAR o principal (1 bilhão) para gastar "apenas" os juros deste montante aplicado. Mas neste caso, penso eu, q se ele sucumbisse à extravagancia estaria atentando contra si próprio ja que gastaria todo o seu capital e ficaria pobre - ainda que neste meio tempo tivesse tido muito prazer. Em outras palavras, ser um retista não é ser um nobre que abre mão do que é bom para si, para ser bom para os outros. Ser rentista é ser bom, aliás, é ser muito bom principalmente para si mesmo.



    "Sem rentistas que abram mão do seu dinheiro — ... viveríamos em uma economia de subsistência."

    Isto não é verdade. O rentismo (não todo ele, mas a maior parte dele), cria verdadeiros desajustes sociais e econômicos quando usurpa pela via da agiotagem ao Estado, boa parte da renda estatal auferida dos impostos do contribuinte. Chega a ser surreal avaliar q de cada 1 real pago em impostos, 50 centavos servem apenas para pagar juros a rentistas (não é amortizar o debito principal, é amortizar juros de rolagem de dívida).

    Aí, realmente, como é que poderemos ter serviços públicos equivalentes ao que pagamos em impostos se tais impostos não se revertem em serviços públicos ja q metade vai para pagar um dividida que o cidadão diretamente nunca fez. Por isso é tão discrepante a comparação entre serviços prestados pelo Estado e serviços prestados pela iniciativa privada mediante a valores de financiamento equivalente. Na iniciativa privada um percentual muito maior do que é pago pelo serviço se reverte em serviço, na iniciativa pública, uma fração apenas - pois, parte disso se reverteu a pagar os "200 mil por dia do jovem rentista q resolveu aplicar a sua herança".

    Ora, não é difícil projetar que um governo endividado e precisando de capital para existir endividado aumentará a sua sanha de dinheiro e buscará obtê-lo por meio do aumento de impostos ao cidadão que trabalha e produz. O efeito natural deveria ser a insurgência. Mas não é. O cidadão sequencialmente abre mão de seu consumo para pagar mais impostos, que pelo desvio de finalidade para que são usados, passam a se configura roubos. Dia após dia - submetidos a estratagemas do sistema financeiro - o cidadão frequentemente impelido a consumir, se endivida. Recorre ao banco... Bingo, se expõe a ser duplamente explorado: 1 pelo estado pela via dos impostos, 2 pelo sistema financeiro que financia os rentistas. .... Uma verdadeira escravidão moderana institucionalizada. Projete esta situação para alguns anos, decadas talvez eu não sei qual o resultado - o colapso? a estagnação?

    Neste ponto, tais rentistas deveriam saber que dinheiro parado não gera renda. E uma sociedade miserável não aufere bons serviços para serem consumidos. Sequer, oferta boa segurança.
  • Eduardo  13/08/2021 19:09
    Se o máximo que você consegue é inventar uma carochinha dessas (um sujeito, sozinho, vende uma empresa por $ 1 bilhão…), então você já perdeu o argumento.

    Aliás, mesmo nesta sua estória, o que há de errado? Algum crime foi cometido? Alguma imoralidade foi feita? Se o cara vendeu a empresa dele por $ 1 bilhão, e não mais passará aperto financeiro, qual exatamente é o problema?

    E dado que você gosta de estado, você deveria aprovar incondicionalmente a medida acima, pois o estado ganhará duplamente: primeiro tributando os ganhos de capital do sujeito, depois gastando todo o dinheiro que este sujeito irá emprestar ao Tesouro. Imagine o tanto de aumento que os funcionários públicos poderão ter…


    Mas o melhor vem agora:

    "Chega a ser surreal avaliar q de cada 1 real pago em impostos, 50 centavos servem apenas para pagar juros a rentistas (não é amortizar o debito principal, é amortizar juros de rolagem de dívida)."

    É nisso que dá ficar repetindo abobrinha que ouviu de Ciro Gomes. Informe-se minimamente sobre a realidade. Só volte depois.

    Quanto o governo federal brasileiro realmente gasta com a dívida? Não é o que dizem os demagogos
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  13/08/2021 19:55
    Sobre o link e antes de eu te responder, me explica como que no refinamento o cara pega emprestado 1000 para pagar os (800 + 200) e não paga nada de juros sobre este novo emprestimo?
  • Eduardo  13/08/2021 20:50
    De onde você tirou que o refinanciamento ocorre a juro zero?!
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  13/08/2021 21:29
    "Se o máximo que você consegue é inventar uma carochinha dessas (um sujeito, sozinho, vende uma empresa por $ 1 bilhão…), então você já perdeu o argumento."

    É um exemplo factível. Mas podemos mudar para 1 mil rentistas com cotas de 1 milhão cada. Ou um rentista com uma cota de 10 bilhões. O raciocínio não destoará muito da "máxima carochinha". Estou falando sobre ganhar dinheiro sem participar diretamente dos processos produtivos.



    "Aliás, mesmo nesta sua estória, o que há de errado? Algum crime foi cometido? Alguma imoralidade foi feita? Se o cara vendeu a empresa dele por $ 1 bilhão, e não mais passará aperto financeiro, qual exatamente é o problema?"

    Como disse em posts posteriores abaixo (q ainda passarão pela moderação), considero isso ilegítimo e imoral. O que não significa dizer que sejam ilegais perante nossas leis atuais formulada com o lobby do sistema financeiro.


    "É dado que você gosta de estado"

    Achismo seu. E equivoco também. Perdeu uma excelente oportunidade de manter o debate elevado no campo dos fatos e apelou para a mediocrização passando a falar de pessoas. Pois saiba vc q eu tenho minha renda 70% da venda de meu conhecimento e tempo para serviços de saúde privados, os 30% restantes de atividade empreendedorial no campo e aluguel de alguns imóveis - eu nao dependo diretamente em quase nada do Estado na composição da minha renda mensal e ainda pago por quase todos os serviços na iniciativa privada (saude, educação dos filhos), q o estado deveria me entregar no setor publico- sendo assim eu teria todo o direito e interesse do mundo em defender o rentismo e ser um rentista. Ao contrário, pelo justo e pelo certo tenho q o rentismo é um dos grandes males do mundo - a despeito de benesses eventuais q possibilite. Consumir drogas também dá prazer em certo momento. Atente-se, não chamo rentistas de ladrões. Digo que são sanguessugas q se aproveitam de um arranjo agioteiro para lesar toda a sociedade q trabalha e produz (diretamente, e tbm por cooptarem o estado).

    Bom, como você desprestigia minhas palavras baseado no teu achismo sobre quem eu sou, eu tbm não posso valorizar tuas palavras pq no meu achismo você é um rentista, e cada palavra que você escreve, tende a estar enviezada, ressalto, não necessariamente errada, mas, enviesada.

    Sobre a continha do link

    Se vc me empresta 800 para eu te pagar 1000 em 2 anos. Ao findar de 2 anos eu chego para você e digo "Eduardo, não tenho os 1000 para te pagar, mas tenho 200, você aceita os 200 e fico te devendo 800, donde daqui a 2 anos te pago 1000"? você responde que sim, e assim fazemos. Ocorre que sou desorganizado, daqui a 2 anos igualmente eu so tenho 200 para te pagar. Novamente você recebe 200 e mantemos a divida original de 800. Ora, pelo bem do debate vamos colocar que em 30 anos, desorganizado que sou, ainda não tenha conseguido te pagar os 800, mas sempre pague os 200, neste arranjo, eu ja teria te pagando em juros 15 * 200 = 3000. E ainda estaria te devendo o principal (800).

    Mediante teu lugar de fala, nada de ilegal, ainda, os 800 não eram meus. E tem alguma lógica. Não sou fanático de nega isso.

    Ocorre que estes 3000, mas poderiam ser 6000... Depende da negociata que esteja estabelecida nos contratos de concessão de crédito, frequentemente ja propiciam ao rentista recuperar somente com os juros o valor correspondente ao principal (800) emprestado mais uma rentabilidade razoavel, de modo que, sob outro lugar de fala pode-se considerar em dado momento q somente os pagamentos de juros ja tenham liquidado todo o débito, e sendo assim, considerar a existência do débito principal e por causa disso a manutenção do pagamento de juros ad a aethernum, algo que equivale a uma cobrança duplicada. É preciso romper com este arranjo. Você talvez chame isso de calote. Não é. E eu nao espero que você entenda isso. De teu lugar de fala, é difícil para você.

    Sua posição so ratifica que as coisas não serão negociáveis. Ou a coisa toda descambará pro colapso. Ou para a disrupçao à força.
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  13/08/2021 19:35
    "Obviamente, só existem pessoas que emprestam para o governo porque permitimos que o governo tenha carta branca para gastar mais do que arrecada e se endivide em consequência disso. Caso nós cidadãos exigíssemos que o governo fosse estritamente limitado ao que arrecada, a figura do rentista desapareceria por completo."

    Isto normalmente não é verdade. Se um governo (brasileiro) arrecada 1 tri em impostos num determinado ano, e tem 500 bi para pagar em rolagem de juros, sobram 500 bi para a folha, pros amigos do chefe, e para os gastos com politicas publicas. Se, neste mesmo ano os compromissos assumidos custarem 1,1 tri, mas, so tem 1 tri, este déficit normalmente é compensado em precarização do serviço publico. É uma obra que não termina, uma reposição de pessoal que não ocorre, um plano de investimento q não sai do papel. Pelo menos é assim que se propõe o estado após a sanção da lei de responsabilidade fiscal. Existem sim, os casos onde o governo gasta mais do que arrecada, e isto geralmente ocorre como forma de honrar os pagamentos de juros - pois, de alguma forma - honrar esta despesa deve ser crucial para manutenção do modelo de governança atual.


    "Uma economia cresce quando rentistas só conseguem obter ganhos ao participarem do processo social de criação de riqueza. Por isso, um arranjo próspero é aquele em que não há como rentistas auferirem retornos situando-se à margem do processo de criação de riqueza"

    Isto é verdade e eu sempre digo isso.


    "Mas, para isso, é necessária uma profunda redução do estado — o que quase ninguém quer."

    Eu diria que sim. Mas não apenas isso.
    Veja bem, a redução do Estado inicialmente teria um grande impacto redutor sobre o rentismo. Mas esta redução do Estado não garantiria que o sistema bancado pelo rentismo não desenvolvesse outras formas de cooptar os ganhos dos trabalhadores/empreendedores. O fato é que a maioria das pessoas ignorantes (economicamente), não se ressabiam nem um pouco de pagarem juros ao sistema mesmo quando elas não precisam fazer isso. Nossa sociedade se endivida para tomar cerveja e comprar abadá de carnaval. A ausência do Estado não me parece ser fator, em longo prazo, capaz de barrar uma investida de todo aparato de marketing feito para transformar cidadãos trabalhadores/investidores em pagadores de juros. Penso que acima da redução do Estado precise haver algum modelo de educação das pessoas para que estas aprendam mecanismos que barrem a alimentação do rentista. Cada cidadão deveria ter fissura em não pagar 1 centavo sequer de imposto ao sistema financeiro, nem que para isso o custo fosse a estagnação (o que não seria, pois o sistema precisa do cara produzindo). Infelizmente, tem ocorrido o contrario, cada cidadão tem buscado se educar no sentido de ser um micro-rentista, mas, isso não tem como ser bom para o todo da sociedade pois, o modelo é de um ganhar e alguns pagarem (perderem).

    A minha desesperança so não é completa porque como o contingente de ignorantes é muito grande, pode ser que um dia, recebendo algum conhecimento, possam massivamente se insurgir contra a escravidão insituicionalizada no qual o Estado, mas principalmente o renstismo, transformou o nosso modo de vida.
  • Fernando  13/08/2021 20:51
    "Isto normalmente não é verdade. Se um governo (brasileiro) arrecada 1 tri em impostos num determinado ano, e tem 500 bi para pagar em rolagem de juros, sobram 500 bi para a folha, pros amigos do chefe, e para os gastos com politicas publicas. Se, neste mesmo ano os compromissos assumidos custarem 1,1 tri, mas, so tem 1 tri, este déficit normalmente é compensado em precarização do serviço publico."

    Não, meu caro. Este déficit será coberto com mais endividamento. É contabilidade básica: a conta tem que fechar. Dado que o governo não corta gastos (nunca), ele tem de continuar se endividando apenas para bancar os gastos crescentes da máquina.

    Exatamente o arranjo que você defende.

    É realmente engraçado: políticos gastam a rodo o dinheiro dos outros, pedem mais empréstimos (normalmente para se beneficiarem a si próprios), e você ainda vê o governo como uma vítima espoliada!

    Aliás, no seu próprio exemplo acima, cadê a sua defesa do corte do gastos? O governo chegou a esse tamanho (ao ponto de necessitar de contínuos empréstimos) porque políticos quiseram. E você não os critica.

    Se você quer machucar os rentistas, exija que políticos reduzam gastos. O maior inimigo de um rentista é um governo enxuto. Vá ver se rentista tem vida mansa na Suíça…
  • Alexandre  13/08/2021 23:12
    Fernando.

    "Não, meu caro. Este déficit será coberto com mais endividamento. É contabilidade básica: a conta tem que fechar. Dado que o governo não corta gastos (nunca), ele tem de continuar se endividando apenas para bancar os gastos crescentes da máquina."

    O endividamento após a lei de responsabilidade fiscal ser concebida so pode ser concretizado com autorização do legislativo. Se tal autorização não ocorre o equilíbrio so poderia se dá mediante redução do investimento. Fato é q estamos falando de uma situação recentemente disciplinada, e, independente de você está correto, ou eu, o desfecho é q no déficit orçamentário do governo o prejudicado é o pagador de impostos e mais dia menos dia esta conta será integralmente cobrada dele.



    "Exatamente o arranjo que você defende."

    Negativo. Eu não defendo este arranjo.


    "É realmente engraçado: políticos gastam a rodo o dinheiro dos outros, pedem mais empréstimos (normalmente para se beneficiarem a si próprios), e você ainda vê o governo como uma vítima espoliada!"

    Você? Negativo. Digo q espoliado é o pagador de impostos. Frequentemente espoliado pelo governo e tbm pelo sistema financeiro. O governo ta no meio termo, sendo espoliado pelos rentistas. E os rentistas estão em cima da carne seca, vivendo espoliando o governo e os pagadores de impostos. (Repare q esse fato não inocenta o governo de suas próprias ingerências).


    "Aliás, no seu próprio exemplo acima, cadê a sua defesa do corte do gastos? O governo chegou a esse tamanho (ao ponto de necessitar de contínuos empréstimos) porque políticos quiseram. E você não os critica."

    Cortar gastos como? Deixando de pagar juros ou precarizando os ja precarissimos serviços públicos? Sejamos francos, não deve ser muito racional para qq cidadão (nao rentista), exigir corte de gastos as custas de manter pagamentos de juros em dia e depreciar segurança, estradas, saúde, infra estrutura, etc... Um cidadão (nao rentista) defender austeridade fiscal é dizer "quero o serviço público pior", ou seja, é se assumir mazoquista pois o serviço público já é ruim. Claro q a opção não cortas gastos e ainfa assim sustentar a agiotagem é o pior dos caminhos, pois a longo prazo o problema só piora, pois já está demonstrado, reduzir corte de gastos não pagando juros, por bem, nunca vai rolar.


    " Se você quer machucar os rentistas, exija que políticos reduzam gastos. O maior inimigo de um rentista é um governo enxuto. Vá ver se rentista tem vida mansa na Suíça"

    Reduzir gastos precarizando serviços públicos nao funciona. Se vc estiver falando em reduzir gastos não pagando títulos públicos q já foram pagos pela via do juros sobre juros, ai, concordamos. Desta forma sobra mais dinheiro para políticas públicas, ou seja, investimento direto do governo na sociedade, e quem sabe, idealmente, redução de impostos. Qto a trazer o exemplo da Suíça, fica difícil a comparação com o Brasil.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  14/08/2021 13:11
    Comentários como do nosso colega Alexandre demonstram que o duplipensar Orweliano deixou o mundo da ficção literária e se tornou uma palpável realidade mesmo...
  • Introvertido  14/08/2021 15:13
    "Comentários como do nosso colega Alexandre demonstram que o duplipensar Orweliano deixou o mundo da ficção literária e se tornou uma palpável realidade mesmo..."

    E quem disse que antes fazia apenas parte da facção literária? O povo brasileiro, por exemplo, é um bom exemplo de um povo duplipensador, os brasileiros odeiam os políticos, mas nutrem um enorme amor incondicional pelo Estado, parece zoeira.
  • Gabriel M  14/08/2021 17:24
    "O endividamento após a lei de responsabilidade fiscal ser concebida so pode ser concretizado com autorização do legislativo. Se tal autorização não ocorre o equilíbrio so poderia se dá mediante redução do investimento."

    A autorização ocorre todo ano, basta abrir a LOA e verificar.

    Lembre-se: desde 2014, o governo federal tem déficit primário (grosseiramente, as despesas primárias maiores que receita tributária). Isso significa que salário de funcionários públicos, pensionistas, aposentados, despesas com custeio e investimento só estão sendo pagos integralmente porque o governo pode se endividar.

    "Fato é q estamos falando de uma situação recentemente disciplinada, e, independente de você está correto, ou eu, o desfecho é q no déficit orçamentário do governo o prejudicado é o pagador de impostos e mais dia menos dia esta conta será integralmente cobrada dele."

    1) Não existe déficit orçamentário: o orçamento sempre fecha, pois já leva em conta as receita do endividamento público. O que existe é déficit fiscal.

    2) Deixe-me corrigir a sentença: o desfecho é que, no déficit fiscal do governo, cuja origem é o constante aumento da despesa pública, o prejudicado é o pagador de impostos, e mais dia menos dia essa conta será integralmente cobrada dele (com mais aumento de impostos).

    "Digo q espoliado é o pagador de impostos. Frequentemente espoliado pelo governo e tbm pelo sistema financeiro. O governo ta no meio termo, sendo espoliado pelos rentistas. E os rentistas estão em cima da carne seca, vivendo espoliando o governo e os pagadores de impostos."

    Sim, como visto acima, o pagador de impostos é espoliado, de fato. Porém, jogar a culpa no sistema financeiro não tem sentido algum. O sistema financeiro não obriga políticos a aumentarem a despesa pública constantemente. Isso quem faz são eles mesmos, pressionados por lobbies dos mais variados tipos (de servidores públicos, de empresários da indústria, do comércio e do agronegócio, pra ficar só em alguns) e por uma constituição federal que mais parece uma carta de papai noel. O setor financeiro tem tributação sobre o lucro de 45%, muito mais alta que a dos outros setores. O privilégio desse setor não vem do subsídio estatal, mas sim da pesada regulamentação, que dificulta enormemente a entrada de mais players nesse mercado.

    "Cortar gastos como? Deixando de pagar juros ou precarizando os ja precarissimos serviços públicos? Sejamos francos, não deve ser muito racional para qq cidadão (nao rentista), exigir corte de gastos as custas de manter pagamentos de juros em dia e depreciar segurança, estradas, saúde, infra estrutura, etc..."

    Você não tem visto os noticiários recentemente? Houve aumento do fundão eleitoral, houve nomeação de mais 100 novos marechais, etc., gerando aumento bilionário no já trilionário orçamento público. Há as enormes regalias de funcionários públicos, principalmente do alto escalão, assim como as dos parlamentares. Há muito espaço onde se cortar: o orçamento primário do governo federal é de 1,5 trilhão.

    Veja como funciona a sua mentalidade: teme pela precariedade das estradas, da segurança e da saúde prestadas pelo setor público, mas nem por um segundo passa pela sua cabeça a tremenda ineficiência estatal ao prestar esses serviços. A solução é automática: evitar corte de gastos e pedir mais dinheiro. Privatizar e/ou criar mecanismos que forcem uma melhor gestão pública e evitem aumento de impostos? Jamais.

    Na sua cabeça, o pobre só tem duas saídas: aceitar a ineficiência estatal ou dar ao estado ainda mais dinheiro.

    E não me venha dizer que não é assim que você pensa, pois isso está implícito nas suas palavras. Se você não aceita corte de gastos públicos para resolver o déficit fiscal, só resta como alternativa o aumento de impostos.

    Pior, não me venha dizer que a saída para sanar o déficit fiscal é cortar despesas financeiras, pois ai você estará fazendo atestado de que desconhece por completo o orçamento público brasileiro, ou estará apenas fazendo bravatas, como muitos por aí.
  • Introvertido  13/08/2021 21:29
    "Nossa sociedade se endivida para tomar cerveja e comprar abadá de carnaval. A ausência do Estado não me parece ser fator, em longo prazo, capaz de barrar uma investida de todo aparato de marketing feito para transformar cidadãos trabalhadores/investidores em pagadores de juros."

    Hein!? E desde quando o Estado impede isso!? O Estado ajuda os bancos á fazerem isso, porque você acha que o Banco central existe? É o banco central que adiciona e retira liquidez do sistema bancário, e o sistema bancário, por sua vez, decide se vai responder às tentações do BC baseado nas taxas de juros de longo-prazo, que fornecem indicações sobre a inflação futura, e se emprestar dinheiro com juros baratinhos para qualquer um é uma boa idéia. É por meio do BC que os bancos podem expandir a base monetária a vontade, pois os bancos são obrigados á manter exatamente á mesma quantidade de reserva em suas contas, o que permite que elas possam piramidar em cima desse dinheiro sem temor de uma corrida bancária.

    Além do mais, endividar-se ou não é responsabilidade do cidadão, não existe algo chamado "responsabilidade do coletivo". Além do mais, endividados e credores sempre irão existir, independente da sua vontade.
  • Alexandre  13/08/2021 23:30
    "Hein!? E desde quando o Estado impede isso!? "

    Eu não disse isso.

    Eu disse q a ausência do Estado não garante q o sistema financeiro não cooptará o investidor, transformando-o em pagador de impostos. Se vc ler com cuidado vai notar q nestas palavras não tem qq associação com o Estado proteger o cidadão desta cooptação.



    "O Estado ajuda os bancos á fazerem isso"

    De fato. E nem vou tão longe para dizer pq. A lógica é mais simples. O Estado expropria dinheiro do cidadão por via de muitos impostos. Isso empobrece o cidadão na medida em q ele é "bitributado" pq paga por serviços q o Estado deveria entregar a ele com os recursos dos impostos. O cidadão pagador de impostos com lastro financeiro reduzido por é e está "bitributado" eventualmente se vê impelido a recorrer ao sistema bancário e entra pro rol dos sustentadores de rentistas.



    "Além do mais, endividar-se ou não é responsabilidade do cidadão, não existe algo chamado "responsabilidade do coletivo".

    Você não pode dizer isso se até aqui nestes comentários rentistas fazem um mea-culpa assumindo q existe um desenho q cria discrepâncias incontestáveis entre pagadores de impostos e rentistas.


    "Além do mais, endividados e credores sempre irão existir, independente da sua vontade."

    Endividamento é uma coisa. Escravização institucionalizada é outra.
  • Introvertido  14/08/2021 13:48
    "Você não pode dizer isso se até aqui nestes comentários rentistas fazem um mea-culpa assumindo q existe um desenho q cria discrepâncias incontestáveis entre pagadores de impostos e rentistas."

    Mas não sou eu quem faz essaa desculpas, já vi muita gente dando todo tipo de desculpa para que ninguém o chame de parasita, e eu não concordo com isso.

    Mas vale lembrar que os maiores rentistas, ou seja, os maiores financiadores da dívida do governo são os próprios bancos.

    No fim, a guilda mais forte do mundo é a guilda dos banqueiros, sempre foi, desde que diversos banqueiros de elite conseguiram se consolidar no governo, por meio da criação do BC, o sistema financeiro mundial se tornou um verdadeiro lixo, gerador de bolhas e de altas inflações.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  13/08/2021 22:55
    Quem tem dinheiro e quer investir, meu caro Alexandre, toma dois rumos: ou vai para o empreendedorismo ou vai para o rentismo. Aqui na bananalândia, pelos mais diversos motivos imagináveis e inimagináveis também, nunca foi um lugar muito agradável ao empreendedorismo; sobrava então, o rentismo, que por meios tortos, ainda acenava alguma possibilidade de crescimento da economia.

    Até aparecer o Paulo Guedes e ter a ideia do modelo "nem-nem": nem empreendedorismo e nem rentismo. Teríamos então um "Guedismo"?
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  19/08/2021 11:56
    Se eu sou um retista e te concedo creditos sucessivos e num determinado momento você me deve 1000 reais de parcelas (principal + juros), num cenário que você ganha em média 2500. Sobram-te 1500 em média. Tua despesa com familia variando entre 1500 e 2000 por mês. Vai gerar que cenário?

    Você, na melhor das hipóteses vai fechar tuas contas no 0 a 0, raramente com algum superavit, frequentemente com defict que você resolve me pedindo mais "algum" emprestado.

    Ora, se eu, rentista, analiso este cenário e continuo a estimular seu hábito errado de "pegar dinheiro emprestado comigo"eu sou co-responsável quando você quebrar. E serei um mega fdp se continuar a te emprestar mesmo vendo você tirar da escola de tuas filhas, ou do plano de saude de tua mulher para continuar honrando os nosso emprestimos.

    O rentismo é isso, é o ato de passar panos quentes num momento de desorganização, e pedir em troca a alma do credor. É um aproveitador. Tem que assumir o onus de ser aproveitador.

    Quando projetamos este modelo para o Estado, danem-se as pessoas, e os serviços públicos. Pegou o dindin emprestado porque não soube gerir os recursos que tinha, agora assumam o onus. Nem que isto, seja a dilapidação do que chamamos de sociedade.

    Os dados estão aí. Miséria. Violência. Desesperança. E 99% da riqueza concentado em 1% de "super dotados" que não sabem nem aonde gastar.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  19/08/2021 16:02
    "O rentismo é isso, é o ato de passar panos quentes num momento de desorganização, e pedir em troca a alma do credor. É um aproveitador. Tem que assumir o onus de ser aproveitador."

    Realmente. Prostitutas(os) são assim também: em um momento de fraqueza, ficam com a alma do cliente. São facínoras que deveriam ser eliminados da sociedade. Traficantes idem: são os únicos e exclusivos culpados pelos vícios alheios, são eles que obrigam as pessoas a se drogarem. E o que dizer dos políticos então? Vivem bolando planos para tomar nosso dinheiro, e se isso não for o suficiente, correm atrás do FMI ou outros banqueiros de menor categoria para suprir suas sanhas. Afinal, lagostas e espumantes não se pagam sozinhos...
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  19/08/2021 19:57
    Sendo assim, deveriamos abolir o código penal. Alias, deveriamos ressarcir todos os produtores de drogas e traficantes que foram cooptados pelos fracos que não souberam controlar sua sanha pela serotonina instantanea e frivola.
  • Túlio  19/08/2021 20:22
    Está certo quanto à descriminalização das drogas. O que o indivíduo injeta em seu corpo não é problema de políticos.

    Traficantes, caso se limitassem estritamente à venda de drogas, não estariam cometendo crime nenhum. Porém, tão logo eles passam a cometer assassinatos, sequestros e destruição de propriedade, eles se tornam criminosos comuns (é meio constrangedor ter de falar o óbvio, mas vejo que se faz necessário).

    Sendo assim, sua ironia de "revogar o código penal" está completamente deslocada e sem nenhum sentido.
  • L Fernando  19/08/2021 22:04
    Este tipo de argumentação idiota de que o individuo injeta no seu corpo é problema dele , vai até ali na vacina atual.
    Quando muitos idiotas começam a sobrecarregar o sistema estatal de controle , e não importa se é drogas, comidas industrializadas, sedentárismo, etc criam uma horda de pessoas com risco elevado de complicações, eles punem todos com medidas draconianas de comportamentos.
  • Daniel  20/08/2021 00:42
    Parabéns! Você acabou de constatar o problema inerente a todos os serviços socializados. O problema não está no que a pessoa injeta no seu corpo ou em seu estilo de vida, mas sim no fato de a saúde ser fornecida por meio de dinheiro de impostos.

    Aliás, até onde se sabe, alcoólatras, fumantes, drogados, comedores de comidas industrializadas, sedentários etc. também pagam impostos. Logo, também têm o "direito" a utilizar a saúde estatal. Ou não? Se não, por que não?
  • 4lex5andro  16/08/2021 17:44
    Tem uma informação que queria achar no IMB e nada até o momento.
    De como a dívida externa com o FMI teria sido sanada, bradada pela esquerda, em meados dos anos 2000?
    Foi de fato, uma ''troca'' ou seja, se pagou os compromissos daquela (de juros menores) por outra que seria a emissão de títulos públicos a juros bem mais altos?
    No aguardo de uma elucidação nisso.
    Desde já grato pela atenção, e que o Brasil siga se endireitando em outubro de 2020.
  • Trader  16/08/2021 18:05
    A dívida com o FMI foi paga em 2006 e os juros dela eram ínfimos: 4% ao ano.

    Na prática, o Tesouro emitiu títulos públicos pagando Selic (à época, quase 19% ao ano), comprou dólares (à época, o dólar estava mundialmente fraco) e utilizou estes dólares para pagar o FMI.

    Sim, foi uma medida correta, mas longe de ser genial. Trocou-se uma dívida barata por outra várias vezes mais cara. Ademais, se tivesse esperado mais dois anos, o dólar estaria muito mais barato (este último é o mesmo argumento do "Vendeu a Vale a preço de banana", e eu o fiz de propósito, apenas para ficar no mesmo nível dos que elogiam a medida).

    Já o resto da dívida externa (excluindo o FMI) nunca foi quitado. O que houve, isso sim, é que o Banco Central de Henrique Meirelles acumulou reservas internacionais em um volume maior do que a dívida externa. Daí, em termos contábeis, diz-se que ela "foi paga".
  • Thomas Peyton  17/08/2021 23:47
    Off Topic:

    Não nos esqueçamos, também: o rapaz que atualmente preside o Banco Central implementou o tabelamento de juros do cheque especial.

    Simplória visão a médio prazo:

    - Selic na casa dos dois dígitos


    - Câmbio, com muita força, estaciona nos 5 reais


    - Brasil completará dez anos sem lograr um magro déficit primário


    ----------------------------------------

    Faço uma pergunta aos colegas leitores do Instituto:

    Como contornar as travas existentes para o corte dos gastos governamentais?

    As travas a que me refiro são:

    - a diminuição dos salários com correspondente diminuição da carga horária do funcionalismo público, nas três esferas, são vedadas pela Constituição e referendadas por decisão do STF

    - a diminuição ou até a abolicao da carteira de investimentos do BNDES já foi veementemente refutada pelos funcionários de carreira da instituição, uma verdadeira ilha

    - mesmo o teto, uma medida magistral que promove a sobrevida do real, prevê o endividamento indefinido através de crédito suplementar, bastando o aval do Congresso

    E agora? Nos Estados a situacao é ainda mais absurda, vide o Rio de Janeiro: mais de 70% da arrecadação advinda dos royalties são gastos com o pagamento de aposentadorias do funcionalismo público. Exatamente isso: aquele dinheiro que vem de ,aproximadamente, 5000m abaixo do nível do mar, uma verdadeira dádiva, é torrado desta forma, sem pudor nenhum.

    Senhores, até quando pagaremos o preço das políticas econômicas fascistas implementadas no nosso país no primeiro quartel deste século? Aliás, não nos esqueçamos, estamos com uma transição demográfica instalada no modo turbo, precisaremos garantir a dignidade dos milhares de senis logo, logo.

    Como me referi em outro comentário, é apenas um desabafo. Vamos acompanhar Buenos Aires?
  • YURI - SÃO CARLENSE  21/08/2021 23:58
    Essa é a minha principal preocupação quanto ao futuro do Brasil.

    Se um dos principais problemas do Brasil é o desequilíbrio fiscal, como implementar um ajuste se a quase totalidade do orçamento federal já está tomada por gastos obrigatórios ?

    Esse ajuste dependeria quase que totalmente de reformas constitucionais ? ( se for, será difícílimo implementa-lo)

    A única saída seria um ajuste via aumento de tributos e extinção de isenções fiscais?

    Pra quem conhece mais as finanças públicas brasileiras: há espaço para implementação de um programa significativo de redução de gastos sem necessidade de PEC?


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