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A esquerda “anti-fascista” tem muito em comum com os fascistas originais

Nota da edição:

Em homenagem ao professor Antony Mueller, revisitamos este artigo de 2020, onde ele explica que, mesmo boa parte da esquerda contemporânea se denominando “antifascista”, isso não passa de um truque retórico.


As ideias anti-capitalistas são hoje propagadas de maneira mais colérica por integrantes de movimentos ditos progressistas e “anti-fascistas“.

Mas eis a grande ironia: embora estes auto-proclamados anti-capitalistas (e declarados “inimigos da direita”) se rotulem de “anti-fascistas”, a realidade é que, mais do que qualquer outra ideologia, o fascismo é exatamente o que caracteriza suas idéias.

Mas, afinal, o que é o fascismo e qual o conteúdo desta ideologia?

O “Manifesto Fascista”

O Manifesto Fascista foi proclamado em 1919 por Alceste De Ambris e Filippo Tommaso Marinetti.

Em seu panfleto, os autores defendiam a implantação de um salário mínimo estipulado pelo governo e de uma jornada de trabalho de apenas oito horas diárias (um valor pequeno à época). Defendiam também que os trabalhadores tivessem representantes no alto escalão administrativo das indústrias e que os sindicatos tivessem o mesmo poder decisório que os executivos do setor industrial e os funcionários públicos.

Os autores do Manifesto Fascista também exigiam um imposto de renda progressivo (alíquotas mais altas para quem ganhasse mais), seguro-invalidez bancado pelo estado, e outros tipos de benefícios sociais, além da redução da idade de aposentadoria.

Mais: o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas, bem como a estatização da indústria de armas.

E não parava por aí: os autores do Manifesto Fascista também defendiam a criação de um sistema corporativista de “Conselhos Nacionais” (semelhantes aos sovietes), os quais seriam formados por especialistas eleitos por suas respectivas organizações profissionais, os quais teriam poderes legislativos em suas respectivas áreas.

Finalmente, De Ambris e Marinetti exigiam um pesado imposto progressivo sobre os lucros e os ganhos de capital com o intuito de expropriar uma fatia de toda a riqueza dos capitalistas.

Em 1922, o socialista Benito Mussolini ascendeu ao poder na Itália sob o estandarte do fascismo, e prontamente colocou em prática grande parte deste programa fascista que havia sido proclamado no Manifesto alguns anos antes.

Comparado ao Manifesto Comunista

Uma comparação com o Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels, e publicado em 1848, revela a relação siamesa entre fascismo e comunismo.

O Manifesto Comunista de 170 anos atrás apresentava 10 medidas necessárias para que um país se tornasse socialista. Dentre elas:

  • Imposto de renda fortemente progressivo.
  • Centralização do crédito nas mãos do estado, por meio de um banco nacional com capital do estado usufruindo monopólio exclusivo.
  • Centralização, nas mãos do estado, de todos os meios de comunicação e transporte.
  • Unificação do trabalho agrícola e industrial com o objetivo de eliminar gradualmente o contraste cidade e campo.
  • Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas, eliminação do trabalho infantil nas fábricas em sua forma atual, e unificação da educação com a produção industrial.

Todos estes itens foram implantados pelos fascistas.

Ainda de acordo com o Decálogo Comunista, os itens que faltavam para que o socialismo pleno fosse alcançado sob o fascismo eram:

  • Expropriação da propriedade sobre a terra e aplicação de toda a renda obtida com a terra nas despesas do Estado. (Item 1)
  • Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. (Item 4)
  • Trabalho obrigatório para todos. Criação de exércitos industriais, em especial para a agricultura. (Item 8)

Mas melhora. Tanto os comunistas quanto os fascistas serviram de inspiração aos nazistas, que copiaram suas idéias no programa oficial do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, lançado em 1920.

As exigências do Partido Nazista

O próprio Adolf Hitler em pessoa estava presente quando os 25 pontos do programa do Partido Nazista foram anunciados no dia 24 de fevereiro de 1920. O termo nazismo já dizia tudo: era a abreviação de NSDAP, que significa Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães).

Em 1925, a Assembléia Geral do NSDAP declarou que o programa lançado em 1920 era “imutável”. E, em 1941, Adolf Hitler determinou que todos os futuros líderes do Reich deveriam jurar obediência aos 25 pontos.

O Programa do Partido Nazista incluía demandas como:

  • Socialização de empresas monopolistas
  • Municipalização de grandes lojas de departamento
  • Expropriação de terras para propósitos caritativos
  • Proibição da especulação imobiliária
  • Expansão de todo o sistema educacional estatal
  • Um abrangente sistema de escolas públicas gratuitas, com generosos estipêndios e bolsas estudantis
  • Defesa do meio ambiente em conjunto com a promoção da saúde e do preparo físico da população

Em particular, o programa do Partido Nazista exigia:

  • abolição do “rentismo”, isto é, a renda fácil não-oriunda do trabalho (item 11)
  • confisco dos lucros oriundos de atividades de guerra (item 12)
  • estatização de todas as empresas monopolistas (item 13)
  • distribuição dos lucros das grandes empresas (item 14)
  • generosa expansão de pensões e aposentadorias (item 15)
  • criação de uma classe média saudável (item 16)
  • reforma agrária adaptada às necessidades nacionais; criação de uma lei para a livre expropriação de terras para propósitos caritativos. Abolição do consumo da terra e proibição de toda e qualquer especulação imobiliária (item 17)

No item 20, o programa do partido exigia que “o estado deve garantir que todo o nosso sistema educacional nacional seja completamente expandido” por meio de um amplo sistema de subsídios para a educação.

No item 21, o programa estipulava que “o estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão da saúde nacional fornecendo centros de maternidade, proibindo o trabalho adolescente, aumentando a capacitação física por meio da introdução compulsória de jogos, olimpíadas e ginásticas, e encorajando ao máximo possível a formação de associações voltadas para a educação física dos jovens”.

Os nazistas defendiam a criação de um “Exército Popular” — nada diferente daquilo que, mais tarde, os socialistas implantariam na Ásia e no Leste Europeu.

Não há diferença

Essa seleção de demandas existentes nas plataformas dos socialistas, fascistas e nazistas mostra o alto grau de similaridade entre as linhas de pensamento dessas três ideologias.

Aquilo que os socialistas expressam em seu slogan ‘de cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades‘ é igual à máxima nazista de que ‘o bem comum vem antes do bem privado'(‘Gemeinnutz vor Eigennutz’) e igual ao lema fascista do ‘tudo dentro do estado, nada fora do estado, nada contra o estado‘.

Não é surpresa nenhuma que governos socialistas, fascistas e nacional-socialistas tenham agido como regimes repressores que não geraram nem prosperidade e nem paz, mas sim miséria, supressão de direitos humanos básicos e guerras.

Os atuais movimentos socialistas, que se definem como progressistas e anti-fascistas, simplesmente utilizam uma falsa terminologia para esconder sua verdadeira agenda. Ao mesmo tempo em que se rotulam “anti-fascistas” e declaram que o fascismo é seu inimigo, esse movimento “anti-fascista” é, essencialmente, fascista. Seus membros não são oponentes do fascismo, mas sim seus genuínos representantes.

Conclusão

No final, comunismo, socialismo, nazismo e fascismo são rótulos que se unem sob o estandarte do anti-capitalismo e do anti-liberalismo. São contra o indivíduo, contra a propriedade privada, e contra a liberdade empreendedorial.

O movimento progressista “anti-fascista” é, em si mesmo, um movimento fascista. O inimigo desse movimento não é o fascismo, mas sim a liberdade, a paz e a prosperidade.

Leia também:

Cinco coisas que Marx queria abolir (além da propriedade privada)

O que os nazistas copiaram de Marx

Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou “terceira via”?

 

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199 comentários em “A esquerda “anti-fascista” tem muito em comum com os fascistas originais”

  1. Aquele que enxerga

    No espectro da ideologia existe apenas a liberdade, num extremo, e vários níveis de controle via força/violência, até chegar ao extremo oposto, que é a escravidão total.

    Existe apenas a liberdade e vários níveis de escravidão via força/violência.

    A liberdade sempre significou liberdade em relação à coerção. Liberdade em relação ao estado. Liberdade em relação àqueles que querem iniciar violência e coerção contra você. Liberdade em relação àqueles que querem confiscar sua propriedade. Liberdade em relação àqueles que querem escravizar você.

    Nós não abolimos a escravidão. Apenas colocamos um adorno sobre ela e a colocamos sob nova direção.

    Mesmo os escravos do século XIX tinham um certo nível de liberdade. Os senhores de engenho descobriram que os escravos seriam mais produtivos se tivessem um pouco mais de liberdade, e então criaram um sistema escravagista que confundia os escravos fazendo-os pensar que eram livres (pois tinham moradia e alimentação gratuitas, coisas que alguns escravos imaginavam que não iriam conseguir caso a escravidão fosse abolida).

  2. Seriam os atuais socialistas a terceira onda dos fascistas? Tipo, Mussolini (que era do Partido Socialista) foi a primeira onda. Hitler (também do Partido Socialista) foi a segunda onda. É correto dizer que os atuais socialistas (que utilizam uma linguagem mais progressista, porém igualmente totalitária, redistributivista e “socialmente consciente”) são a terceira onda?

  3. Coletivismo: a total submissão do indivíduo e seus direitos naturais "às necessidades do povo (nação)". Você existe para glorificar a sociedade, e é em nome dela que toda a sua individualidade é abolida (e você é aniquilado caso não aquiesça).

    Comunismo, socialismo, fascismo, nazismo e progressismo: no fundo, é tudo exatamente a mesma coisa.

  4. Amante da Lógica

    “De cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades” cria incentivos para que o sujeito demonstre a mínima capacidade e a máxima necessidade.

  5. A partir do momento que os socialistas atuais perceberam que abolir a propriedade privada e tabelar preços de produtos é o caminho inevitável pro colapso econômico, mas ainda abraçam os outros pontos socialistas, eles escolheram o caminho do fascismo. Só ver os exemplos da Rússia e China.

  6. Comunismo, Facismo, Nazismo, consistem todos de meios mais ou menos diferenciados de atingirem o mesmo objetivo final, que é uma espécie de biopolítica, onde o indivíduo é substituído pelo coletivo.

    O mais curioso é ver excressências como “O bem comum vem antes do bem privado” O que os idiotas não percebem é que, a sociedade é nada mais do que um conjunto de indivíduos privados, interagindo entre si, se o bem privado não vier antes de qualquer “bem comum” bem algum virá, e indivíduo algum terá direito algum, pois não existe “coletivos” existem indivíduos, se o direito privado não é prioridade o direito de ninguém será prioridade, pois o que sobrará? se a prioridade não está no bem privado dos indivíduos onde está esse bem, visto que a sociedade é nada mais que isso, um conjunto de indivíduos? estará no construto abstrato imaginário de ditadores? bem comum, é nada mais que o espantalho usado por uma minoria de perversos para direcionar a vontade deles sobre outros indivíduos pela força e somente pela força e coerção do estado.

  7. Fascistas eram aqueles agroboys que bloquearam estradas com suas caminhonetes importadas e atacaram até onibus de linha que nao tinha nada a ver com a história. E são fascistas porque queriam impedir o livre transito e manifestação de ideias de um homem que implementou políticas sociais que tirou milhoes de brasileiros da miséria. Quem não tem argumentos parte pra ignorancia mesmo.

  8. E todos esses três (socialismo, fascismo e nazismo) também são variantes do keynesianismo.

    No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

    A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, “Prefácio” da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203-05.)

  9. [i]”Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações. “[i]

    O mais idiota de tudo é que ele criticava oque as ideias dele mesmo causam, e de forma bem desastrosa. Inflacione a economia com crédito farto, roube dinheiro “socializando o capital alheio” não amiguinho isso nem vai criar bolhas e baques intermitentes na economia não.

    A única arma contra esses desonestos, é o tendendimento de que a economia não é estática e que contém externalidades e que há ajuste de mercado, além da preferência do consumo que por si só influencia e determina os agentes do mercado que se mantém, regula o preço, e os investimentos das empresas.

  10. Não existe maior exemplo de fascismo senão a tributação. E também seu motor principal, que é a fabricação de leis via democracia.

  11. Nordestino Arretado

    “o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas”

    Mas e o tratado de Latrão assinado por Mussolini?

  12. Por essas e por outras, acho que deveríamos rejeitar totalmente a escala esquerda x direita.

    O libertarianismo é o oposto de:

    a) socialismo de esquerda (que viola os direitos naturais econômicos dos indivíduos),

    b) social-democracia

    c) fascismo (ou socialismo de direita, se é que você concorda que isso exista)

    d) conservadorismo (facção da direita que contém uma violação dos direitos naturais civis dos indivíduos)

    Ou seja: não aceito que classifiquem o libertarianismo em nenhum lugar do espectro clássico. Simplesmente, seja qual for o lugar em que tentem me colocar, não suporto as companhias….

    Prefiro enxergar um único eixo vertical: o eixo percentual de liberdade, de 0 a 100%. Em baixo, fica todo esse lixo que mencionei (estado grande; violência). Em cima fica a liberdade (ancap no topo; minarquia um pouco abaixo).

    O jogo é se aproximar do topo tanto quanto possível…

    []s

  13. A Esquerda é assim mesmo, não se enxerga, antes de chegar a este site eu estava lendo um Blog nojento de esquerda que apóia o Lula (ate demais) que dizia assim “A repulsa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT é pura alienação” Chega a ser irônico um alienado chamar os outros de alienado.

  14. A intolerância é uma benção, na qual não irei abdicar!

    E é a maior arma contra nossos inimigos!

    A tolerância vos dar liberdade para fazerem o que bem entenderem!

    Digam não à tolerância!

    Tolerar porcos é comer farelo!

  15. Já viram um anti-cachorro?

    Ele tem cabeça, corpo e membros de cachorro, late e balança o rabo como um cachorro, corre atrás de carros como um cachorro.

    O anti-cachorro faz tudo o que um cachorro faz.

    Mas o anti-cachorro não é um cachorro!

    * * *

  16. Rodolfo Andrello

    O mais interessante no artigo são as citações diretas das propostas e programas fascistas. Estou certo, depois de ler os 25 pontos do programa nazista, que seria muito provável que uma corrente de WPP ou semelhante atingisse um número insano de compartilhamentos, sem que as pessoas se dessem conta de estarem a apoiar um pensamento hitlerista.

  17. O contexto geopolítico deve ser levado em consideração.

    No mundo real o anarco capitalismo é realizável? Você pode até se dizer um anarco capitalista, mas enquanto houver militância estadista, o seu projeto seria realizável. Enquanto o Islã estiver vivo seria este projeto realizável? Seria possível convencer as pessoas sobre idéias anarco capitalistas no mundo real?

    Suponhamos que você, anarco capitalista, fosse munido de todo o poder legislativo necessário para impor o seu modelo. Se ele fosse implementado hoje, qual a chance de amanhã sermos invadidos pelo ESTADO VENEZUELANO com suas centenas de milhares de soldados socialistas? Como iríamos combatê-los? Com exércitos privados?

    No mundo real IMPOSTOS existem entre outras coisas para manter as forças armadas e o Exército é uma instituição essencialmente estatal. Seria possível levar a sério uma proposta como esta em um contexto geopolítico em que vivemos?

    Liberalismo clássico ainda é o melhor modelo proposto em um contexto onde existe a idéia de garantir e preservar as liberdades individuais. Não tenho dúvidas quanto a isso.

    O que fazer com os estados constituídos e sociedades que não entendem muito bem a idéia de livre mercado e liberdade individual? Como negociar com o bloco russo/chinês que possuem projetos claramente globais? Como negociar com o mundo muçulmano, que também possui uma agenda de dominação global e que sequer separaram o estado da religião? Como negociar com as demais sociedades em que o estado ainda terá um papel fundamental e que serão ao longo do século XXI influenciadas pelos ideais socialistas?

    Até que ponto será possível levarmos de forma doutrinária o modelo liberal sem levar em conta os propósitos dos players que existem no mundo hoje?

    Seria sensato permitir que os chineses comprem todas as terras agriculturáveis no Brasil?

    O que fazer nestes casos?

  18. O corporativismo é um sistema político que atingiu seu completo desenvolvimento teórico e prático na Itália Fascista (que foi a principal diferença entre o regime fascista e o nazista). De acordo com seus postulados o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.

    Seu discurso, que propugnava a eliminação da luta de classes em prol de um modelo de colaboração entre elas, poderia a princípio ser confundido com a doutrina social e econômica do Marxismo, porém a diferença fundamental entre o comunismo e o corporativismo é que o primeiro acredita ser impraticável qualquer tentativa de colaboração entre classes em uma sociedade onde permanecem as distinções entre classes dominantes e dominadas, como é o caso nos regimes corporativistas. Já no caso do fascismo corporativista, apesar de ser mantida a existência do mercado, a propriedade privada não é mantida de maneira absoluta, pois todos os meios de produção teoricamente se agregam ao Estado, constituindo uma ditadura: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”. O argumento fascista era o de que as diferentes vontades políticas das classes estariam representadas nas associações.

    A ênfase nas negociações coletivas e na intermediação política dos conflitos com a participação de sindicatos e representantes estatais caracteriza este meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores. Embora a propriedade privada dos meios de produção tenha sido preservada, esta extensiva intervenção do estado na sociedade capitalista industrial significou o declínio da doutrina liberal nos países onde foi adotada. Representou igualmente o ressurgimento de um tipo de organização da sociedade análogo ao que vigorara na Idade média e durante o período Mercantilista, em que o direito ao trabalho era regulado por guildas, e que fora justamente superado pelo triunfo das ideias liberais nos séculos XVIII e XIX.

    Esta transição todavia marcou, de certa forma, a autonomia dos mercados em relação às instituições nacionais.

    O regime Salazarista que vigorou em Portugal de 1933 até 25 de Abril de 1974 era expressamente corporativista. Também no Brasil, entre os anos de 1930-45, sob a liderança do presidente Getúlio Vargas implantou-se um modelo corporativo de Estado, o chamado Estado Novo. De igual forma, muitos outros países, tais como a França sob o governo do Marechal Pétain (1940-1945), a Argentina sob Juan Domingo Perón (1943-1952), o México sob Lázaro Cárdenas (1934-1940) e a Espanha do Generalíssimo Franco (1939-1973) estabeleceram uma imensa quantidade de leis e organizações inspiradas do ideário corporativista. Corporativismo tem sido também descrito como uma cartelização da economia.

    oglobo.globo.com/opiniao/origens-do-corporativismo-22222742

  19. Permitam-me:

    Tive o desprazer de estudar este tema na década passada, quando estava na faculdade. Essencialmente a economia solidária visa a criação de uma economia paralela ao mercado “formal”. Seriam, em tese, arranjos organizacionais “democráticos”, nos quais, muitas vezes os donos seriam os próprios trabalhadores.

    Na teoria, como foi transcrito acima, é algo que parece ser interessante aos olhos dos desavisados e até, muito forçadamente, poderia ser comparado ao conceito libertário de contraeconomia. Porém, na prática, esta ideia de economia solidaria torna-se um arranjo de finalidades políticas. Se vocês analisarem o PL 4685/2012 (www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=559138) que está parado no senado, verao que as organizações terão status juridico semelhante a uma empresa formal, ganharão incentivos e subvenções fiscais, alem de cotas para participar em processos de compras governamentais. Ou seja, terao privilégios. Este projeto é uma porta aberta para ONGs de todos os tipos e objetivos conseguirem, mais do que ja conseguem na surdina, acesso fácil a dinheiro dos pagadores de impostos.

    Para empresas com fins lucrativos e de administração hierárquica, impostos, taxas e regulações mil.

    Para empresas “solidárias”, benefícios e verba facilitada.

  20. Rodrigo Wettstein

    Os termos Liberdade, Fascismo, Socialismo, Capitalismo, Nacionalismo, Populismo, são hoje confusos conceitos nas mentes de quem nunca discutiu abertamente e sem preconceitos. E a confusão de termos é insana lá fora. Por isso venho aqui sempre buscar um retorno à sanidade.

    Sobre as eleições para presidente, discuto apenas o Estado e não os candidatos. Se um pilar do Estado, o Executivo, se tornasse Liberal ao extremo, quais seriam os movimentos para os outros dois pilares, o Legislativo e o Judiciário? E a governabilidade? Um liberal conseguiria ter matéria aprovada no Legislativo e não desobedecida a favor da liberdade de expressão IRRESTRITA individual e jornalística? Conseguiria torná-la inatacável juridicamente? Lembro que chamar outro de “nazista” é por si só uma liberdade de expressão, mas o ataque em si leva indivíduos a procurarem a própria proteção (ou ataque) do Estado para censurar e/ou punir o primeiro. Estamos tão enraizados no Estado que nós mesmos pedimos a restrição da liberdade de expressão de outrem. E, pedindo, nós aceitamos perder também a liberdade (e aqui eu faço um elogio ao artigo que, em nenhum momento cerceou a liberdade dos detratores de esquerda, mas explicou e denunciou).

    Resumindo, qual seria a ação política de um liberal verdadeiro no Executivo frente a outros pilares que têm suas próprias existências calcadas na regulação? Talvez uma rediscussão dos três poderes no tocante às fronteiras da liberdade entre indivíduos e entre o Estado e os cidadãos? Uma refundação dos conceitos básicos de Liberdade, a saber, 1) propriedade não poder ser taxada, nem usurpada, nem ocupada ou dividida (exceto se em contrato for negociada; 2) liberdade de expressão total, desde que não cause violência física ou restrinja a liberdade de outro se expressar (pessoas gritando para abafar discursos contrários é um belo exemplo de cerceamento da liberdade de expressão que a esquerda utiliza frequentemente); 3) taxação de todos os contratos de negociação existentes a partir daí, para garantir a segurança dos próprios contratos pelo Estado. Pronto, estas seriam as cláusulas pétreas da refundação de uma Nação brasileira, a meu ver. A constituição brasileira deveria respeitar estas cláusulas, assim como o judiciário, o legislativo, o executivo, os governos estaduais e municipais.

    Não sei. Cada vez que escrevo, menos fico convencido de que isto possa acontecer.

  21. Rodrigo Wettstein

    Os termos Liberdade, Fascismo, Socialismo, Capitalismo, Nacionalismo, Populismo, são hoje confusos conceitos nas mentes de quem nunca discutiu abertamente e sem preconceitos. E a confusão de termos é insana lá fora. Por isso venho aqui sempre buscar um retorno à sanidade.

    Sobre as eleições para presidente, discuto apenas o Estado e não os candidatos. Se um pilar do Estado, o Executivo, se tornasse Liberal ao extremo, quais seriam os movimentos para os outros dois pilares, o Legislativo e o Judiciário? E a governabilidade? Um liberal conseguiria ter matéria aprovada no Legislativo e não desobedecida a favor da liberdade de expressão IRRESTRITA individual e jornalística? Conseguiria torná-la inatacável juridicamente? Lembro que chamar outro de “nazista” é por si só uma liberdade de expressão, mas o ataque em si leva indivíduos a procurarem a própria proteção (ou ataque) do Estado para censurar e/ou punir o primeiro. Estamos tão enraizados no Estado que nós mesmos pedimos a restrição da liberdade de expressão de outrem. E, pedindo, nós aceitamos perder também a liberdade (e aqui eu faço um elogio ao artigo que, em nenhum momento cerceou a liberdade dos detratores de esquerda, mas explicou e denunciou).

    Resumindo, qual seria a ação política de um liberal verdadeiro no Executivo frente a outros pilares que têm suas próprias existências calcadas na regulação? Talvez uma rediscussão dos três poderes no tocante às fronteiras da liberdade entre indivíduos e entre o Estado e os cidadãos? Uma refundação dos conceitos básicos de Liberdade, a saber, 1) propriedade não poder ser taxada, nem usurpada, nem ocupada ou dividida (exceto se em contrato for negociada; 2) liberdade de expressão total, desde que não cause violência física ou restrinja a liberdade de outro se expressar (pessoas gritando para abafar discursos contrários é um belo exemplo de cerceamento da liberdade de expressão que a esquerda utiliza frequentemente); 3) taxação de todos os contratos de negociação existentes a partir daí, para garantir a segurança dos próprios contratos pelo Estado. Pronto, estas seriam as cláusulas pétreas da refundação de uma Nação brasileira, a meu ver. A constituição brasileira deveria respeitar estas cláusulas, assim como o judiciário, o legislativo, o executivo, os governos estaduais e municipais.

    Não sei. Cada vez que escrevo, menos fico convencido de que isto possa acontecer.

  22. Rodrigo Fernandes

    Leandro,

    Qual é a sua opinião sobre isto?

    medium.com/s/powertrip/universal-basic-income-is-silicon-valleys-latest-scam-fd3e130b69a0

    Abraço!

  23. Os nazistas privatizaram muitas empresas, como a Companhia de Trens da Alemanha…

    Uma monte de grandes empresas capitalistas como a Siemens, Bayer e outras se beneficiaram com a mão-de-obra escrava dos prisioneiros do regime nazista:

    “O trabalho na unidade da Siemens era obrigatório para todas as prisioneiras, independentemente da classificação que tivessem, da idade ou do estado de saúde. Mediante acordo celebrado com o governo, a indústria pagaria ao comando do campo 30 centavos de marco por mulher-dia, sem que isso implicasse qualquer forma de remuneração às prisioneiras. As indústrias que, para preservar sua imagem internacional, preferissem não instalar fábricas dentro dos campos de concentração, não tinham por que se preocupar: a SS se encarregava de transportar os prisioneiros até a sede da empresa.”

    Trecho do livro Olga.

  24. Cristiane de Lira Silva

    Mas em comum com os facistas originais, só o Coiso tem. Ou teria mais a ver com o integralismo de Plínio Salgado? Olha só, isso não é opinião minha foram textos da própria direita que afirmaram tal coisa.

  25. Cristiane de Lira Silva

    Infelizmente, entre o facismo do coiso que também é uma representação do Talibã cristão e o Haddad, acho que vou tapar o nariz e apertar 13. Por hora me mantenho no nulo, mas estou perdendo a neutralidade.

  26. Ou seja, esses idiotas que chamam quem não concorda com eles de fascistas vivem no fascismo desde sempre e não se dão conta, provavelmente idiotizados pelo mec do maternal à universidade.

  27. As ações dos fascistas e de outros partidos que lhe correspondiam eram reações emocionais, evocadas pela indignação com as ações perpetradas pelos bolcheviques e comunistas. Ao passar o primeiro acesso de ódio, a política por eles adotada toma um curso mais moderado e, provavelmente, será ainda mais moderado com o passar do tempo.

    (…)

    Tal moderação resulta do fato de que os pontos de vista tradicionais do liberalismo continuam a exercer influência inconsciente sobre os fascistas.

    (…)

    Ora, não se pode negar que o único modo pelo qual alguém possa oferecer resistência efetiva contra assaltos violentos seja por meio da violência. Contra as armas dos bolcheviques, devem-se utilizar, em represália, as mesmas armas, e seria um erro mostrar fraqueza ante os assassinos. Jamais um liberal colocou isto em questão.

    (VON MISES, Ludwig. Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica / Ludwig von Mises. — São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010. pp. 75 e 76)

    Nesta obra, Mises também não hesitou em legitimar, elogiar e, até mesmo, enaltecer o Fascismo:

    Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando ao estabelecimento de ditaduras, estejam cheios das melhores intenções e que sua intervenção, até o momento, salvou a civilização europeia. O mérito que, por isso, o fascismo obteve para si estará inscrito na história. Porém, embora sua política tenha propiciado salvação momentânea, não é do tipo que possa prometer sucesso continuado. O fascismo constitui um expediente de emergência.

  28. Artigo magnífico. Poucos textos definiram resumidamente o fascismo tão bem sem distorções de seu real significado.

    A verdade é que socialistas demonizam o fascismo, pois ele possui um poder de atração popular muito maior que o socialismo. Basta ver a popularizadade de Vargas e Perón e comparar com Fidel e Guevara, não há nem comparação.

  29. A foto que ilustra o artigo é deprimente. Essas tristes figuras representam o que há de pior na política nacional. A simples visão desses indivíduos causa asco e repulsa. Vade retro, satana!

  30. Aí fica fácil, focam nas semelhanças e afirmam: é tudo igual! Agora foquem nas diferenças e verão se é igual. Vocês liberais não admitem, mas comunismo e fascismo são “filhos”do liberalismo.

  31. Off Topic:

    Essa desaceleração da China é por causa da bolha imobiliária ou tem outros fatores causando isso?

    E vocês acham que a China pode vir a ultrapassar os EUA no quesito riqueza e qualidade de vida nas próximas décadas?

  32. Chamar qualquer lado de fascista por pura divergência ideológica virou moda. Não há necessidade de bons argumentos para se desvencilhar de um espectro político, todos os lados chamam uns aos outros de fascistas na tentativa de esgotar o argumento dos lados políticos contrários aos seus.

    Não queria precisar dizer como isso é uma perda de tempo, apenas um birra política na tentativa de ofender uns aos outros sem precisar apontar coisas empíricas que façam questionarmos as políticas publicas dos partidos.

    Fazer comparações ao fascismo pode se encaixar a todo lado, ao modo que pegamos pequenas semelhanças e atribuímos ao todo a comparação.

    Sou a favor da liberdade e blábláblá, mas encaixar a esquerda moderna nesse quadro é no mínimo ingênuo.

  33. “fascistas não passarão!”

    Durante anos, este é um dos bordões favoritos da esquerda, visando aqueles à direita. Agora mais do que nunca.

    Este rótulo baseia-se na ideia de que o fascismo é um fenômeno da direita. A esquerda diz que é, então deve ser verdade…

    Mas eles estão corretos?

    Para responder a esta questão, temos que perguntar o que o fascismo realmente significa: qual é a sua ideologia ? De onde esse nome vem mesmo?

    Estas não são questões fáceis de responder. Conhecemos o nome do filósofo do capitalismo: Adam Smith. Conhecemos o nome do filósofo do marxismo: Karl Marx. Mas quem é o filósofo do fascismo?

    Sim, exatamente. Você não sabe. Não se sinta mal. Quase ninguém sabe. Isso não é porque ele não existe, mas porque os historiadores, a maioria dos quais estão na esquerda, tiveram que apagar-lo da história para evitar confrontar as crenças reais do fascismo. Então, deixe-me apresentá-lo a você. O nome dele é Giovanni Gentile.

    Nascido em 1875, ele foi um dos filósofos mais influentes do mundo na primeira metade do século XX. Gentile acreditava que havia dois tipos de democracia “diametralmente opostos”. Uma é a democracia liberal, como a dos Estados Unidos, que Gentile rejeita como individualista – muito centrada na liberdade e nos direitos pessoais – e, portanto, egoísta. O outro, diz Gentile, é a “verdadeira democracia”, em que os indivíduos voluntariamente se subordinam ao estado.

    Como seu mentor filosófico, Karl Marx, Gentile queria criar uma comunidade que se assemelhe à família, uma comunidade onde estamos “todos juntos”. É fácil ver a atração dessa idéia. Na verdade, continua a ser um tema retórico comum da esquerda.

    Por exemplo, na convenção de 1984 do Partido Democrata, o governador de Nova York, Mario Cuomo, comparou a América com uma família extensa onde, por meio do governo, as pessoas se cuidam umas das outras.

    Nada mudou. Trinta anos depois, um slogan da convenção do Partido Democrata de 2012 foi: “O governo é a única coisa a que todos pertencemos”. Eles também poderiam ter citado Gentile.

    Agora, lembre-se, Gentile era um homem da esquerda. Ele era um socialista comprometido. Para ele, o fascismo é uma forma de socialismo – de fato, é a forma mais viável. Enquanto o socialismo de Marx mobiliza as pessoas com base na classe, o fascismo mobiliza as pessoas atraindo a sua identidade nacional e sua classe. Os fascistas são socialistas com identidade nacional. Os fascistas alemães na década de 1930 eram chamados nazistas – basicamente uma contração do termo “socialista nacional”.

    Para Gentile, toda ação privada deve ser orientada para servir a sociedade; não há distinção entre o interesse privado e o interesse público: os dois são idênticos. E quem é o braço administrativo da sociedade? Não é outro senão o estado. Conseqüentemente, submeter-se à sociedade é submeter-se ao estado – não apenas em questões econômicas, mas em todos os assuntos. Como tudo é político, o estado começa a dizer a todos como pensar e o que fazer.

  34. Esse site de direita tenta jogar a pecha de fascista na esquerda. Vocês são fascistas, muitas vezes racistas, ao se posicionar contra o pagamento da dívida histórica com os negros, contra os direitos trabalhistas, contra os movimentos sociais legítimos como o MST, contra a função social da propriedade. Toda a agenda desse site é fascista e reacionária. Quebraram a cara quando acreditaram que um liberal poderia governar a Argentina com sucesso. Vão quebrar a cara com esse governo de milicianos. Acreditamos que as forças progressistas unidas podem reverter o caos liberal na America Latina e no mundo.

  35. Branco Libertário

    “Chê”, você está vivo? Você não morreu quando tentou implantar o comunismo na Bolívia? Ah, deve estar escrevendo, ao lado de Fidel, direto do Inferno, lugar que pessoas como você costumam morar para sempre, claro, já que serviram ao diabo por aqui, não é?

    Sendo você mesmo ( sei lá, pode ser apenas um troll, um libertário zoando por aqui…), aproveito e peço que pague a minha “dívida histérica, ops, histórica”, com os negros. Pensando bem, eu, branco, também tenho direitos, benefícios sociais, cotas em universidades públicas e concursos públicos, pois Roma tem ” dívida histórica”, com quase todas as raças ( brancos, asiáticos, negros), já que havia muitos escravos em Roma, sendo que naquela época, quem não era cidadão romano, era escravo. Muitos brancos de olhos azuis eram escravos também.

    Ah, a minha parte que mereço receber por ter ancestrais brancos que foram escravos em Roma ( um querido ancestral esteve em espírito ao meu lado e disse que tenho direito a indenização que deve ser paga por Roma…), eu quero em dólares, pois não confio no Euro. Obrigado.

    Quanto as outras bobagens e idiotices ditas por você ( eu sabia que tinha internet no Inferno!), caro “Chê”, nem perco tempo em responder.

    Mises manda lembranças! ( depois que Mises foi para o céu, ficou com dó dos que estão no Inferno…). Ah, o atual governo conservador, manda você e toda a esquerda, para o Inferno, ops, novamente! esqueci que vocês já estão no Inferno, tá okay?

    Volte aqui quando o Diabo te liberar, ou seja, nunca mais!

  36. g1.globo.com/economia/noticia/2019/12/28/o-que-ha-por-tras-da-aparente-melhora-da-economia-da-venezuela.ghtml

    Vale um artigo, mais um acerto dos austríacos em relação a moeda.

  37. – O artigo é claro e vai direto ao ponto, explicando tintin por tintin o que é o fascismo. Mas existem pessoas que para entender, precisam explicar o desenho, do desenho, do desenho.

    —- Liberdade Econômica vs Liberalismo / Liberalista —–

    Liberdade econômica é uma coisa, liberalismo, é outra coisa.

    Essas palavras são parecidas, mas possuem aspectos distintos.

    Um está no aspecto literal (liberdade econômica, direitos inalienáveis, etc).

    Já o outro (liberalismo / liberalistas), está no sentido figurado da palavra, pois seu aspecto é ideológico. Mercado aberto só vale se for para eles, para os deles (como já ocorria em governos anteriores). Para os demais, mercado fechado. Eles decidem quem vai usufruir das riquezas, ou seja, só os que fizerem parte do mesmo eixo de poder Eles também eliminam a concorrência, detendo todo o mercado para si (como também ocorria nos governos anteriores). Tomam a riqueza dos impostos para si. Tratam tudo que fosse seus, e tratam os contribuintes como meros escravos. Os impostos são progressivos, sempre.

    Liberalista está condicionado à ideologia. Está no mesmo nível fascista do socialismo e comunismo. Todos são irmãos siameses. Possuem o mesmo projeto de poder. O fascismo. Esses nunca governarão para a população, mas sim, para os seus, em benefício próprio.

    A maior prova disso é o Canadá. Veja o que o Canadá está se tornando. O Canadá está completamente atolado no liberalismo político. Um liberalismo que possui caráter ideológico.

    Já o contrário governa para o povo, para benefício do povo (exemplo, o atual governo do Brasil – Bolsonaro).

    —– Fascismo —–

    “Célebre por seus estudos sobre a França de Vichy, Robert Paxton dizia que o fascismo se caracteriza por uma sucessão de cinco momentos históricos: a criação de seus movimentos; o aparelhamento do setor público; a conquista do poder legal; a conquista do Estado; e, finalmente, a radicalização dos fins e dos meios – incluída a violência política – por intermédio da guerra.”

    O fascismo de hoje se disfarça de "liberalismo" no plano político e de neoliberalismo no plano econômico.

    Como ensina Paxton, na maioria das vezes os grupos fascistas iniciais sobrevivem para uma segunda fase, quando, como movimentos ou ainda como mera tendência, discurso ou doutrina – muitas vezes ainda não oficialmente elaborada – passam a se infiltrar e impregnar setores do Estado.

    É por meio de iniciativas aparentemente "populares", que ele desafia a Constituição e aumenta o poder jurídico-policial do Estado no sentido de eliminar, impedir, sufocar, o surgimento de qualquer tipo de oposição à sua vontade.

    Para manter-se depois, de forma cada vez mais absoluta, no controle, por meio de amplo e implacável aparato repressivo dirigido contra qualquer um que a ele venha a oferecer resistência.

    Aprimorando um discurso hipócrita e mentiroso que irá justificar a construção, durante alguns anos, de um nefasto castelo de cartas, do qual, no final do processo, sobrarão quase sempre apenas miséria, desgraça, destruição e morte.

    É aí que está a imbecilidade ilógica do fascismo.

    Tudo que eventualmente constrói, ele mesmo destrói.

    Não houve sociedade fascista que tenha sobrevivido à manipulação, ao ódio e ao fanatismo de seus povos, ou ao ego, ambição, cegueira, loucura e profunda vaidade e distorção da realidade de "líderes" cujos sonhos de poder costumam transformar-se – infelizmente, depois de muito sangue derramado – no pó tóxico e envenenado que sobra das bombas, das granadas e das balas.”

    Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2016/07/o-fascismo-e-sua-imbecilidade-ilogica-4186/

    ——————-

    Detalhe:

    O patriotismo do fascista, seu nacionalismo, é a ideologia, são vossos símbolos (foice e o martelo, suástica, punho serrado, saudação nazista, e afins). Eles lutam pelas suas causas, causas essas que são atreladas aos seus desejos. Eles tem sede de poder, e tentam oprimir à todos que não vivam os seus desejos.

  38. Meus parabéns! Esse é um artigo que todos deveriam ler, principalmente as pessoas mais desavisadas que acabam sendo levadas por pensamentos esquerdistas. É bastante didático e esclarecedor, e mostra o quanto a esquerda é totalmente contraditória.

  39. O primeiro a taxar trabalhistas e socialistas como “reacionários” não foi nenhum direitista, foi o próprio Marx. Para ele, qualquer modelo que ‘amenizasse’ a situação precária do proletariado estaria impedindo a inevitável revolução e, portanto, era um modelo reacionário perante a “grande marcha da história”.

    Na visão dele, o capitalismo teria que ser levado ao seu grau máximo para que a situação o povo ficasse cada vez pior e resolvesse se rebelar contra a ordem vigente. Não obstante, chegou a apoiar o imperialismo e colonialismo. Também não faltou críticas ao assistencialismo, chamando de migalhas.

    Lênin, em seu livro “Esquerdismo, a doença infantil do comunismo”, fez taxações semelhantes aos social-democratas da Europa. Dizia ele, que suas atuações estavam ajudando muito mais a manutenção do capitalismo do que o avanço do comunismo.

    Percebe-se que a esquerda moderna (os anti-fascistas) continua cometendo os mesmos “erros” que os primeiros comunistas já denunciavam. A grande questão é que os comunistas pós-guerra não pensavam que o socialismo fosse falhar de forma tão humilhante após tomarem metade da Europa.

    Mas lógico que depois da gigantesca propaganda anti-fascista não jogariam tudo no lixo, afinal, pragmatismo e mentira sempre foram o forte deles.

    Então a taxação de “fascista” não caiu sobre os social-democratas, que outrora eram tidos como reacionários e inimigos da revolução por comunistas, mas caiu sobre liberais e conservadores. Justamente os defensores de um modelo completamente oposto ao corporativismo do fascismo (e que social-democratas amam).

    Mesmo sendo absurda, não deixa de ser engraçada tal mudança nos rótulos que comunistas (e esquerdistas) colocam nos outros.

  40. Bom eu sei que no Brasil a discussão se resume a: (spoiler – conceitos-modinha não embasados na história)

    – Comunismo: por muitos uma utopia, ninguém sabe o que significa, mas que imaginam ser uma coisa boa;

    – Capitalismo: abolido por muitos, mas abraçado por todos;

    – Socialismo: a solução para todos os problemas da sociedade;

    – Fascismo: Mussolini vem de imediato à mente, portanto é uma coisa totalmente abominável;

    – Nazismo: a transfiguração do diabo.

  41. **OFF-TOPIC**

    Eu gostaria de saber na concepção de vocês o que ocasionou de fato a queda dos preços de dólares no governo Dilma e Lula?.

  42. O Manifesto Comunista de 170 anos atrás apresentava 10 medidas necessárias para que um país se tornasse socialista. Dentre elas:

    To curioso pra conhecer! Nunca li esse Manifesto, mas já que vocês me fazem o favor de apresentar, seguirei a leitura.

    Imposto de renda fortemente progressivo.

    Estão falando da Suécia? Aliás, estão de toda a Europa e mundo desenvolvido? Bom mesmo deve ser o paraíso fiscal dos superricos chamado TerraBrasilis e que está em vias de ser ainda mais regressivo por esse governo “socialdemocrata” para alguns

    http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/08/brasil-e-um-grande-paraiso-fiscal-para-os-mais-ricos/

    Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional com capital do Estado usufruindo monopólio exclusivo.

    Centralização de crédito? Estão falando da Islândia?

    revistaforum.com.br/blogs/blogdorovai/bblogdorovai-como-a-islandia-que-empatou-com-a-argentina-derrotou-de-goleada-bancos-e-fmi-em-2008/

    Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte.

    Agora estão falando da UK com a BBC?

    http://www.otempo.com.br/diversao/magazine/bbc-e-o-melhor-exemplo-de-tv-publica-1.315066

    Ou dos EUA com seus aeroportos praticamente todos estatais?

    praondevaisaopaulo.com.br/porque-a-maioria-dos-aeroportos-nos-eua-sao-estatais/

    Ou do maior porto do mundo em Roterdã (Holanda) que é estatal?

    blogs.opovo.com.br/jocelioleal/2017/03/21/porto-holandes-e-estatal/

    Ou será que estão falando do melhor aeroporto do mundo em Cingapura que é estatal?

    http://www.istoedinheiro.com.br/aeroporto-de-cingapura-e-eleito-melhor-do-mundo-pelo-oitavo-ano-consecutivo/

    Quem sabe do sistema de onibus urbanos da Austrália, que é estatal e gratuito?

    http://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/cidade-australiana-oferece-onibus-movido-a-energia-solar-gratuitamente,335053da5b55b38a621067b41ccb73669l76htrv.html#:~:text=Enquanto%20muitos%20brasileiros%20sonham%20com,tarifa%20zero%20para%20o%20servi%C3%A7o.

    Unificação do trabalho agrícola e industrial com o objetivo de eliminar gradualmente o contraste cidade e campo.

    Sabe-se lá o que quer dizer por unificar trabalho agricola com industrial, mas sei que na Europa a diferença de renda entre o campo e a cidade é pequena. Aliás, isso é tão ultrapssado que desconsidera a grande economia de serviços que temos atualmente.

    Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas, eliminação do trabalho infantil nas fábricas em sua forma atual, e unificação da educação com a produção industrial.

    Deve ser terrível um lugar onde se tenha escolas públicas para todas as crianças.

    E mais absurdo ainda: eliminar o trabalho infantil.

    Acho que os antifacista do Mises podiam fazer um movimento em comemoração ao trabalho infantil. Talvez um Dia Internacional do Trabalho Infantil, como forma de exaltação da expressão genuína das liberdades das nossas crianças e seus pais poderem trabalhar desde os 5 anos de idade, se assim desejarem!

    No próximo congresso dou essa ideia

  43. Mais uma prova que os "antifa" são os verdadeiros fascistas.

    “Professores antifa saem em defesa da luta armada contra o "capitalismo opressor""

    "Quem aqui de Salvador topa a participação em protestos de rua com potencial conflituoso? (…) A ideia é partir para o enfrentamento nas ruas e f*da-se coronavírus. Serão necessárias muitas pessoas, armas brancas, material incendiário e coragem (…)".

    O post acima, publicado na semana passada, seria de um supremacista branco dos Estados Unidos ou de um brasileiro favorável à intervenção militar? Não. A autoria é de um professor de sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que diz ser contra o fascismo”[…]

    E a matéria segue:

    […]”Uma busca simples nas principais redes sociais e lá estão os professores "antifascistas" com propostas bastante questionáveis.

    Um professor de Direito de uma das maiores faculdades privadas do país compartilha um vídeo da quebradeira generalizada no Centro de São Paulo, do dia 31, e comemora: "Viva os antifas!!". Uma professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) escreve "#ForaPM #ForaFascistas #NãoPassarão #ForaMilicos". Já uma docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com selo de "Resistência Antifascista" em sua foto de perfil, diz que "a escória maldita está no poder!"[…].

    Que coisa estranha. "Antifascistas" pedindo perseguição dos que pensam diferente, agressões, quebra-quebra e, principalmente, estado gigantesco em oposição ao capitalismo… Isso é exatamente o que os fascistas defendem. Inacreditável.

    Pior, financiamos essa gente para ficar fazendo proselitismo político. Quando será votada a privatização de todas as universidades públicas? Ao menos não irei financiar, com o meu dinheiro, professores “antifa”.

  44. Uilson de Jesus Carvalho

    Rio de Janeiro, 15out2020.

    Prezados do Mises Brasil.

    Ótimo artigo que já salvei para contrapor aos bandidos comunistas.

    Seria interessante explicitar que esses bandidos sempre cooptam os empresários, como na Rússia, China e demais países, tolerando o mercado negro, para contrabalançar o desastre das empresas estatais, e aqui foi o que fez o PT.

    Obrigado e forte abraço !!!

    Uilson Jesus.

  45. A esquerda, ou como eu devo dizer, os inimigos da humanidade, estão aos poucos retornando aos seus países onde haviam sido expulsos e que voltaram a ascender ao poder graças aos ” idiotas úteis”, primeiro na Argentina, depois no Chile que está passando uma revolução anti-católica que foi causada pelos comunistas do governo da corrupta Bachelet e agora na Bolívia, porque os socialistas comunistas e a esquerda querem intervenção do Estado no mundo, na sociedade, na economia, em tudo. Nosso mundo ainda está sob a ameaça da esquerda vermelha (da seita vermelha) e ela quer fazer do mundo países socialistas e torná-los uma nova Venezuela comunista ou países como a China onde a liberdade não existe, onde você é vigiado com um chip nas costas para ser multado se você ultrapassou a linha da rua. O comunismo, assim como os políticos intervencionistas do Estado em tudo, fascistas, nazistas, socialistas em todo mundo, todos de esquerda através de provas e fatos com muitos estudos, são os inimigos da humanidade e de Deus. Foi o que aconteceu em julho de 1917, na terceira aparição de Nossa Senhora de Fátima que avisou aos três pastorinhos sobre o perigo da ameaça comunista que estava surgindo na Rússia e que se os pedidos de Nossa Senhora de Fátima não fossem atendidos, a humanidade pedindo perdão por seus pecados, se converterem, uma outra guerra pior iria acontecer e a Rússia espalharia os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguição à Igreja, os bons seriam martirizados, o Santo Padre sofreria e várias nações seriam aniquiladas. É necessário a Igreja Católica consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria em “união com todos os bispos do mundo” Embora as aparições de Nossa Senhora de Fátima tenham ocorrido há quase cem anos, o apelo de Nossa Senhora à oração e penitência pela salvação das almas e paz no mundo é tão relevante agora como quando foi entregue a três crianças camponesas portuguesas em 1917.  No auge da Primeira Guerra Mundial, Nossa Senhora alertou sobre outro conflito mundial, o surgimento e disseminação do comunismo e uma terrível perseguição à Igreja, a menos que as pessoas se arrependessem de seus pecados e voltassem para Deus.  Ela também pediu devoção a seu Imaculado Coração e uma consagração especial da Rússia. Leiam os livros de Fátima vendidos na Amazon abaixo:

    ?www.amazon.com.br/Nossa-Senhora-F%C3%A1tima-William-Thomas/dp/8574652873/ref=mp_s_a_1_5?dchild=1&keywords=F%C3%A1tima&qid=1604951356&sr=8-5

    ?www.amazon.com.br/F%C3%A1tima-Berthaldo-Soares/dp/8525067008/ref=mp_s_a_1_2?dchild=1&keywords=F%C3%A1tima&qid=1604951356&sr=8-2

    ?youtu.be/UhEkJ4noN68

    ?youtu.be/m6bSsaVL6gA

    ?youtu.be/nUGkKKAogDs

    ?youtu.be/hiVQ8vrGA_8

    ?youtu.be/JXbR3oADwaM

    ?youtu.be/tlIjMJBSnRE

  46. É isso ai mesmo,comunismo e facismo, que aos olhos do cidafão normal são extremos em pontas diferentes do esoectro político, no final das contas são a mesma porcaria!

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