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As consequências inesperadas de um aumento de impostos que incidem sobre o consumo
Quem realmente arca com o fardo

O senso comum nos assegura que um imposto sobre a renda é "justo" porque tira dinheiro apenas dos ricos ao passo que impostos sobre bens de consumo penalizam majoritariamente os consumidores pobres, pois os empresários gananciosos repassam integralmente tais impostos ao preço final destes bens. Será mesmo? 

Seria realmente possível as empresas repassarem os impostos que incidem sobre bens de consumo totalmente para os consumidores na forma de um preço final mais elevado?

O fato de impostos sobre a renda acabarem prejudicando diretamente também os mais pobres já foi devidamente abordado em outros artigos (aqui e aqui), de modo que este irá se concentrar exclusivamente na questão de impostos sobre bens de consumo. 

Para entendermos claramente o mecanismo de uma transmissão de impostos para os consumidores, e verificarmos se tal transmissão realmente é possível em termos econômicos, comecemos do início. 

A transmissão não é simples

Imagine que o mercado esteja funcionando normalmente sem um imposto sobre bens de consumo. Assim, todos os preços vigentes são aqueles determinados pela interação entre a oferta de bens — o estoque de bens disponíveis para serem vendidos — e a demanda por esses bens. 

E então vem o governo e impõe uma taxa de 20% sobre o valor de todos os bens de consumo da economia. O que irá ocorrer?

Em primeiro lugar, todos os varejistas sofrerão um imediato aumento de 20% em seus custos de vendas. Se a receita era de $100, eles agora ficarão com apenas $80. 

Eles podem aumentar integralmente os preços para compensar este custo adicional? Difícil. Afinal, os preços, em todo e qualquer momento, tendem a já estar estipulados em um valor que traga o máximo possível de receita líquida para cada vendedor. Se os vendedores pudessem simplesmente repassar integralmente o aumento de 20% em seus custos para os consumidores, então por que já não haviam feito isso antes? Por que tiveram de esperar que o governo estipulasse um imposto sobre bens de consumo para que então elevassem seus preços?

Assim, se os preços de fato forem aumentados em decorrência desta elevação dos impostos, haverá necessariamente uma queda no consumo. Afinal, as preferências dos consumidores não se alteraram em decorrência desta elevação de impostos. A demanda dos consumidores não foi alterada só porque o governo criou um imposto. Se o governo criar um imposto sobre as vendas, os consumidores não irão alterar suas curvas de demanda de modo a repentinamente aceitarem um preço maior para os bens de consumo.

Logo, se o aumento de custos for repassado aos preços, estes preços mais altos, tudo o mais constante, reduzirão o consumo.

A conclusão básica é que qualquer aumento nos custos terá de ser absorvido pela empresa; tal aumento não pode ser repassado integralmente para os consumidores.

Por isso, se as empresas repassarem o imposto para o preço final de seus produtos, elas simplesmente perderão receitas, pois menos consumidores comprarão seus produtos (assumindo aqui que a quantidade de dinheiro na economia não sofreu alterações volumosas). 

No final, os custos dos impostos serão absorvidos pelas empresas. [Isso explica por que era ingenuidade imaginar que os preços cairiam por causa da extinção da CPMF ou por causa da abolição da sacola plástica nos supermercados].

O efeito inesperado da elevação de impostos sobre bens específicos

O exemplo acima abordou a criação de um imposto uniforme sobre todos os bens de consumo da economia. Analisemos agora o que ocorreria caso este mesmo imposto incidisse apenas sobre bens específicos.

Imagine que o governo impõe uma taxa de 20% sobre um determinado bem — por exemplo, produtos cítricos. Tal imposto faria com que as empresas que vendem laranjas, limões, pomelos, sucos de laranja e limão, picolés, saladas de frutas etc. inicialmente tivessem de lidar com um aumento em seus custos de produção e, consequentemente, uma redução em seus lucros.

Como consequência, as pequenas empresas que operam marginalmente nesta indústria poderão sofrer prejuízos e falir, ao passo que as empresas mais eficientes irão cortar custos e reduzir sua produção, de modo a provocar uma redução na oferta de produtos cítricos no mercado. Ao fazerem isso, a redução na oferta levará a um aumento dos preços e a uma queda na demanda, mas os lucros não serão afetados, pois houve também uma redução na produção.  

Portanto, a taxa de 20% não pôde simplesmente ser repassada para os preços. Se as empresas fizessem isso e não alterassem seus custos de produção, o aumento dos preços levaria uma queda na demanda. E por não ter havido redução na produção, os lucros cairiam. 

Por isso, é exatamente o efeito destrutivo do imposto sobre os lucros da empresa o que afeta a relação de oferta e demanda, levando a uma redução da oferta e a um consequente aumento dos preços para os consumidores.

Adicionalmente, dado que os consumidores podem, e irão, alterar suas preferências, passando a consumir outros tipos de frutas e sucos assim que os preços dos cítricos subirem, as empresas de cítricos não poderão aumentar os preços de seus produtos em exatos 20%. Tudo vai depender da oferta de produtos da concorrência. Dependendo dessa disponibilidade de substitutos e da elasticidade das curvas de demanda dos consumidores, o aumento percentual no preço dos cítricos pode acabar sendo bem menor do que 20%.

Até aqui, essa análise austríaca é bastante semelhante à análise neoclássica padrão. O diferencial vem agora.

No longo prazo — e este é o ponto distintivamente austríaco —, o fardo do imposto será jogado para os proprietários dos fatores de produção voltados especificamente para o setor de frutas cítricas — no caso, os cultivadores de frutas cítricas e donos de pomares. 

O valor de seu capital — sua terra e sua mão-de-obra — cairá acentuadamente como consequência da queda na demanda por produtos cítricos. Os trabalhadores destes setores terão seus salários reduzidos. Caso não aceitem tal redução, serão demitidos e terão de procurar empregos em outras áreas. Esta maior oferta de mão-de-obra irá deprimir os salários destas outras áreas da economia.

E é assim que os consumidores serão prejudicados por este imposto indireto: como os cultivadores menos eficientes terão parado de produzir simplesmente porque não eram capazes de cobrir seus custos salariais, passa a haver uma maior escassez de produtos cítricos no mercado. E isso leva a um aumento nos preços para os consumidores. 

É desta forma, portanto, que impostos indiretos levam a aumentos nos preços. Eles não são simplesmente repassados; há toda uma distorção na cadeia de produção que leva a este aumento de preços. Quanto maior o imposto, maior será este efeito. 

Um famoso exemplo prático dessa teoria — e se tornou famoso justamente porque foi amplamente visível — ocorreu nos EUA no início da década de 1990, com a indústria de iates. Para combater uma queda nas receitas decorrente da recessão da época, o governo aprovou um imposto de 50% sobre 'artigos de luxo', como aviões particulares, automóveis e barcos que custassem mais de US$100.000. Mas a demanda por estes itens de luxo era tão elástica que as compras de iate despencaram de 400 unidades em 1990 (ano anterior à criação do imposto) para 10 unidades em 1992.

Quase todos os construtores de iates foram à falência e vários trabalhadores desta indústria — uma mão-de-obra muito especializada — foram demitidos e tiveram de aceitar salários muito menores como pescadores de caranguejos, pilotos de barcos de turismo etc. Os consumidores tiveram de lidar com altos preços até o imposto ser finalmente abolido em 1993.

O governo quis aumentar suas receitas mas acabou apenas gerando desemprego. 

Conclusão

Como bem explicou Frédéric Bastiat, na economia há aquilo que se vê e o que não se vê. Um economista tem de ser igualmente versado nas duas artes. Nenhum imposto é neutro ao mercado; todo e qualquer imposto gera consequências inesperadas e não-premeditadas.

 


autor

Joseph Salerno
é o vice-presidente acadêmico do Mises Institute, professor de economia da Pace University, e editor do periódico Quarterly Journal of Austrian Economics.

 

  • Pobre Paulista  18/01/2018 14:44
    Esse exemplo dos Iates é muito bom. Deixa claro o que os progressistas se recusam ver: Esses "luxos" e "mimos" dos ricos geram milhares e milhares de empregos. Isso é que é distribuição de renda: Receber uma renda por produzir algo de valor. Ao taxar esses produtos, o rico fica com o dinheiro para si e o pobre fica desempregado.
  • Humberto  18/01/2018 18:39
    Um doce pra quem conseguir enfiar isso na cabeça de um vermelhinho...
  • Ronan Silva  29/07/2020 09:12
    Acredito que ninguém ganhará esse docinho.
  • Demolidor  19/01/2018 13:56
    Sem contar que nesses lugares onde há aquilo que se considera como muita ostentação, você não vê gente passando fome. Nos Estados Unidos há poucos mendigos e é comum que estes sejam obesos; nos Emirados Árabes, há camareiras, faxineiros, trabalhadores da construção civil... mas com padrão de vida de classe média alta brasileira.

    Além disso, os carros, casas, eletrodomésticos, roupas e outros itens de consumo comum e cotidiano desses povos seriam considerados de luxo no Brasil. Considerar esse estilo de vida como ostentação soa a mim como a desqualificação de Yoani Sánchez pelo governo cubano porque esta estava "ostentando" ao comprar frutas em uma feira.

    Esquerdista vive fora da realidade, num mundo de ressentimento e inveja... para não dizer que vive "fora da casinha".
  • Felipe Lange  21/01/2018 15:04
    Fato.
  • Andre Barbosa  07/11/2018 14:40
    Aí é que você se engana, nos EUA existem muitos mendigos, e eles não são esses obesos não.
    O que em nada invalida o que foi escrito, já que lá o imposto sobre a renda é muito mais pesado que o do Brasil.
  • anônimo  29/07/2020 06:01
    O imposto de renda nos EUA é mais pesado do que no Brasil?
  • Raphael  29/07/2020 14:00
    A alíquota máxima é maior (37% contra 27,5%) aqui, só que ela incide sobre uma renda muito maior (acima de 510 mil dólares).

    smartasset.com/taxes/current-federal-income-tax-brackets
  • Miguel Arcanjo Eustáquio Corgosinho  29/07/2020 03:40
    É uma pena ver que os economistas nunca evoluem em suas análises, porque sempre pensam o que o mercado quer que eles sejam manipulados à dizer sobre a vitimas dessa inconsequente profissão. Ou seja, por que não pensar as coisas do lado que está criando esse imposto, o mercado financeiro, ah... Esses mal caráter só pensam em escravizar o povo, nunca chegarão a ter alguma luz da nobreza espiritual.

    Primeiro ponto. Não tem que tirar dinheiro de ninguém já que criam dinheiro do nada - Sem qualquer lastro o dinheiro se auto reproduz digitalmente, basta aparecer o não eu que tenha algum bem e penhorar o bem com um valor alheio que nunca foi gerado para quem não trabalha e criar o crédito. Ou então, num outro momento, sem local declarado apresentar uma maquininha de débito e crédito e roubar os bens por relacionamento direto com o mercado consumidor.

    A verdade é que o dinheiro nem existe mais e o governo procura uma fonte devedora, quando poderia justificar a emissão de moeda pelo consumo em relação com o PIB. Isto está provado pela divida que o governo está fazendo para ele mesmo sem ter pedido dinheiro emprestado, pelo contrário, deu aos bancos um trilhão e duzentos bilhões e está tudo parado por falta de gestão governamental.

    O segundo ponto, é que aos donos dessa fonte desse dinheiro fake deveria imaginar que, antes de corromper os economistas lobistas, e recrutas do capitalismo liberal, que eles não ganham nada com esse aumento de impostos, uma vez que o negócio deles deveria ser apenas a expansão da base monetária. veja bem. O aumento da carga tributária seria para pagar mais juros de certa liquidez, mas, com o aumento dos preços repassados, o poder de compra cai, por causa do imposto e da diminuição do crescimento econômico, e assim não resultará em expansão da matriz. Qual a vantagem eles têm nisso? Ou seja o governo, por essa maldade, vai ter que pagar por moeda nova e gerar mais inflação e a pobreza nossa é a inutilidade deles também.

    Evolua um pouco essa mentalidade de vira-latas para ganharem algum respeito moral.
  • 4lex5andro  29/07/2020 19:14
    Recentemente no Brasil houve (ou está havendo) algo parecido, que tem potencial pra gerar mais taxações.

    Tem o exemplo dos moto-aplicativos que reivindicaram mais ''direitos'' trabalhistas.
    Mas ironicamente, quando pesquisados sobre se aceitariam perder parte de seus ganhos em prol de financiar partes desses direitos (tais como Inss e Fgts compulsórios), a maioria respondeu ''não'', conforme o inquérito.

    E claro que já tem, no congresso, um ''projeto de lei'' regulamentando esse serviço.
    Mas nenhum dos canais de imprensa vai depois, cobrar satisfação de por quê (tal qual a pec das domésticas) essa nova lei gerou desemprego.

    Por quê não se explica razoavelmente, e simplesmente, a verdade no Brasil. Que todo direito positivo prescinde de deveres e obrigações correlatos.
  • Felipe  18/01/2018 14:56
    Perfeito o artigo. Como o varejista arca com o imposto (pois não tem como repassar tudo para o preço), ele tem de cortar custos. Logo, ele tem de fazer pressão sobre seus fornecedores, os quais acabam pagando o pato.

    Para uma explicação extremamente detalhada sobre todos os impostos e todas as suas consequências, recomendo o capítulo IV do livro Governo e Mercado, de Murray Rothbard.

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=74
  • Viajante  18/01/2018 14:58
    "O governo quis aumentar suas receitas mas acabou apenas gerando desemprego."

    Lei universalmente válida sobre governos.
  • Novato  18/01/2018 15:02
    Muito obrigado mais uma vez pela clareza e simplicidade como esses assuntos são explicados. Mesmo uma pessoa completamente leiga como eu consegue entender e repassar a ideia.
  • Daniel  18/01/2018 15:04
    Uma dúvida: assim como a empresa não pode repassar imediatamente os custos decorrentes dos impostos sobre o consumo, da mesma forma ela não reduzirá os preços no caso da diminuição de alíquota, certo? Como a empresa quer maximizar seus lucros, e como não houve alteração na demanda, ela não tem motivos para reduzir o preço. É isso?
  • Leandro  18/01/2018 15:12
    Correto. Mas valem alguns adendos.

    A empresa poderá, sim, reduzir os preços. Mas, se fizer isso, não há por que repassar integralmente a redução do imposto -- isto é, não há por que fazer uma redução integral dos preços.

    Para uma demanda totalmente elástica, qualquer redução de preços trará para aquele produto uma grande demanda. Logo, qualquer corte de impostos seria repassado em sua totalidade. Mas isso obviamente é ficção e está apenas no âmbito da teoria neoclássica, pois demanda totalmente elástica não existe.

    Na prática, o que ocorrerá será um arranjo de meio termo: uma redução de impostos será, no máximo, apenas parcialmente repassada para os preços, e isso u[]dependendo totalmente do quão concorrencial é este mercado[/u], o que inclui as tarifas de importação.

    Porém, se for um mercado com grande demanda -- e caso a economia esteja aquecida, ou mesmo caso os custos de produção estejam ascendentes --, uma eventual redução de preços pode aumentar substancialmente a demanda, de modo que os preços não apenas podem voltar a subir, como podem na verdade acabar em um nível mais alto do que estavam antes do corte de impostos.
  • Pedro Ivo  18/01/2018 18:38
    Redução nos preços por causa de redução de impostos só poderá acontecer em ambientes que há livre concorrencia. Pois, como a margem de lucro subirá, novos concorrentes ou aqueles que quiserem ganhar mercado reduzirão seus preços. Em contrapartida em ambientes cartelizados como temos no Brasil, tais reduções não refletem nos preços.
  • Luiz Moran  18/01/2018 16:48
    As 10 infelizes leis brasileiras – resultado da doutrinação marxista:
    1) O Estado é imperativo para o desenvolvimento econômico e a manutenção da ordem e da justiça
    2) Todo empresário é ganancioso e escraviza seus funcionários
    3) Impostos são justos pois são usados para ajudar os mais pobres
    4) O capitalismo gera desigualdades
    5) O Lucro é imoral
    6) As minorias são perseguidas
    7) Os sindicatos são defensores dos direitos dos trabalhadores
    8) A polícia é violenta
    9) As instituições estão cada vez mais fortalecidas
    10) A "democracia" tem que ser "defendida" a qualquer custo (inclusive através de terrorismo).
  • Maicon  18/01/2018 22:31
    Ué o capitalismo nao gera desigualdade?
  • Lucas-00  06/11/2018 21:56
    Gera. E isso é bom. Imagine um país onde todos são pobres igualmente e outro onde há uma grande desigualdade: muitos são "classe média alta", alguns são "ricos", e outros são "super ricos", qual você gostaria de morar?
  • Edujatahy  07/11/2018 09:19
    A desigualdade já é natural. Mesmo que o sistema capitalista não impere, já existe desigualdade em varias esferas e não tem como mudar isso.

    O capitalismo aumenta (não gera, aumenta) a desigualdade porque ele onde ele é aplicado ele descola o homem do seu estado natural (que é extrema pobreza e miséria) através da geração de riqueza (o que o capitalismo gera é riqueza).
    Isso faz com que desigualdades antes menores (pois todos eram pobres e miseráveis) surjam com mais força, visto que agora alguns estarão menos pobres e miseráveis (melhor ser um mendigo em um país capitalista do que um pobre em pais não capitalista), outros conseguirão um nível de riqueza maior (classe média) e alguns poucos terão muito sucesso e ganhos acumulados (os mais ricos).
    O ponto é que mesmo tendo uma gama maior de "desigualdade" com pessoas mais ricas e menos ricas, no capitalismo TODOS enriquecem, mesmo os mais pobres.

    É essencial saber a diferença entre desigualdade e pobreza. Capitalismo NÃO gera pobreza, o que ele pode fazer é aumentar desigualdade porque o capitalismo GERA riqueza.

    Desigualdade não é igual a pobreza.
  • Davi Pereira Gomes  10/11/2018 17:57
    Felizmente o capitalismo gera desigualdade, ele aumenta a desigualdade, e diminui a pobreza, pense no seguinte exemplo:
    Duas pessoas:Joao, Bruno e Marcos, Joao recebe 4 mil reais por mes, Bruno recebe 2 mil reais por mes, e Marcos recebe 500 reais.
    A partir de um tempo, por conta do capitalismo, elas passam a ser mais produtivas, e todos dobram suas rendas, Joao passa a ganhar 8 mil, Bruno 4 mil. e Marcos mil reais. A desigualdade foi extraordinariamente aumentada. E QUAL É O PROBLEMA NISSO ? O mundo se tornou mais desigual porém, a pobreza diminuiu muito, a desigualdade nao deve ser combatida( afinal nós somos desiguais, todos somos diferentes), a pobreza que deve ser combatida,e nao existe um jeito melhor de combater a pobreza do que com o capitalismo.
  • 5 minutos de IRA!!!  27/07/2020 11:56
    Não. O capitalismo não gera desigualdade.
    Nenhum filósofo ou economista que se preze pensa que a desigualdade foi gerada pelo capitalismo. Isso é coisa de esquerdinha idiota, mesmo.
    A desigualdade existia antes do capitalismo. O que se pode criticar, para os amantes do igualitarismo, é que o capitalismo não combate a desigualdade.
    Essa luta seria travada pelo socialismo. Aconteceu que, no campo prático, essa igualdade nunca foi alcançada e a tentativa de implantá-la só gerou miséria geral.
    Hoje, quem gosta de igualdade tem que se curvar perante o poder do capitalismo de gerar bem estar mesmo para os mais pobres, ainda que não se combata a desigualdade.
    Acredito que a igualdade só será algo alcançável e pelo que se vale a pena lutar no dia em que vivermos na sociedade da fartura. Enquanto os recursos forem escassos, precisamos do sistema de mercado.
    Isso só pode haver numa sociedade em que robôs e máquinas automaticamente produzem tudo a uma velocidade maior do que é possível consumir. Assim, seria importante lutar contra aqueles que viessem a tentar impedir a produção para elevar o valor das coisas, como cartéis ou monopólios.
    Nesse sentido, posso dar algum valor à teoria de que o comunismo viria com a evolução do capitalismo, sem guerras, sem revolução.
  • Drink Coke  27/07/2020 22:11
    "O capitalismo não gera desigualdade."

    Começou mal. É obvio que o capitalismo gera desigualdade de riquezas, a partir do momento que permitem que pessoas sejam livres para produzirem e comercializarem, algumas serão mais bem sucedidas que outras. A desigualdade é consequência da liberdade

    O grande ponto é entender que a desigualdade de renda gerada pelo mercado não é algo ruim e sim algo bom a ser defendido. Quando alguém enriquece no mercado, é por está ao mesmo tempo empregando recursos economicos (trabalho e capital) de maneira mais eficiente e atendendo melhor as demandas dos consumidores, assim melhorando o bem estar de toda a sociedade.


    "A desigualdade existia antes do capitalismo. "

    O que não muda o fato de que o capitalismo também gera desigualdade de RENDA. Assim como o Estado também gera desigualdade, essa sim é nociva, pois se dá a custa de terceiros.
  • Marcelo  07/11/2018 03:33
    A polícia não é violenta, é criminosa em muitos e corriqueiros casos.
  • Andre Barbosa  07/11/2018 14:52
    1) O Estado é imperativo para o desenvolvimento econômico e a manutenção da ordem e da justiça
    2) Todo empresário é ganancioso e escraviza seus funcionários
    3) Impostos são justos pois são usados para ajudar os mais pobres
    4) O capitalismo gera desigualdades
    5) O Lucro é imoral
    6) As minorias são perseguidas
    7) Os sindicatos são defensores dos direitos dos trabalhadores
    8) A polícia é violenta
    9) As instituições estão cada vez mais fortalecidas
    10) A "democracia" tem que ser "defendida" a qualquer custo (inclusive através de terrorismo).

    1)Essa alienação dificilmente desaparecerá no curto prazo, infelizmente
    2)Esse tipo de pensamento é que cria a guerra imbecil entre empregado/empregador e força a existência de uma CLT.
    3)O pior de tudo é que vemos que eles só ajudam os mais ricos (os amiguinhos do estado).
    4)Não existe igualdade, não se pode gerar algo que já existe.
    5)Essa não é um ideia marxista em si, o lucro é visto como imoral pela igreja católica, a reforma protestante teve muita adesão da classe mercante por isso.
    6)Isso não é um mentira, as minorias são perseguidas, o único papel do estado aqui, a garantir a liberdade individual, seja de quem for.
    7)As unions até que são, sindicato no Brasil é piada.
    8)A polícia brasileira é muito violenta, fato, basta comparar com qualquer polícia civilizada mundo a fora.
    9)A força das instituições não é um mal em si, ajuda na descentralização do poder. O problema é qual instituição e o que é fortalecimento.
    10)Democracia não é perfeita, mas é o melhor que temos pro momento.
  • Leandro C  09/11/2018 22:31
    ... complicado dizer que a polícia brasileira é violenta... comparado com o que? com outras polícias de primeiro mundo onde a população é mais civilizada e os investimentos, leis, sistema jurídico e econômico etc etc funcionam todos de forma muito melhor? ou comparada com a própria população brasileira, aparentemente altamente violenta por si só?
  • 4lex5andro  29/07/2020 19:10
    Faz-se preciso melhorar a abordagem pra se buscar soluções viáveis.
    Não é esse ou aquele ente (polícias, investigação, júris, leis, fóruns), mas um problema sistêmico.

    O estado atual de insegurança é reflexo de um país violento erigido sobre uma mentalidade de espoliação - não somente no campo bélico mas no campo das ideias, ensino, trabalho e economias também.

    Surpreendente se o Brasil fosse um país pacífico, no sentido do termo. O muito que se tem é uma tal de ''paz social''.
    Mas que não resolve a questão da insegurança nas ruas.

    Como combater isso? Eliminando o monopólio legal do uso da força de dissuasão.
    Por quê? Pois hoje, só o topo da pirâmide pode contratar condomínios fechados, videomonitoramentos ''24x7'' e vigilância armada pra escolta, sem depender do parco aparato policial.

    Em se facilitando a posse, o uso e até o porte (em alguns casos) certamente após um início mais difícil, a insegurança nas ruas diminuirá, mas isso não interessa claro a certos lobbys influentes politicamente.

    E muito menos a uma ''inteligentsia'' que ainda anseia governar esse país sob uma hipotética ''democracia popular'', tal qual ensinada (doutrinada) nas escolas e universidades estatais.
  • Amante do Capitalismo  18/01/2018 17:11
    O problema é que o governo não suporta cidadãos ricos.

    Um PIB de 10 trilhões com 15% de imposto, é igual a um PIB de 5 trilhões com 30% de imposto. A arrecadação seria exatamente a mesma.

    O governo não suportaria ficar com apenas 15%. Ele quer que empresários sobrevivam com dinheiro do mês, formas de multar, impedir que as pessoas ganhem dinheiro, etc.

    Já está claro que o governo só quer roubalheira. O mundo ideal para o governo é um monte de escravos que não reclamam. São pessoas sem o mínimo de carácter.
  • reinaldo  18/01/2018 17:18
    O Estado é o causador de quase odos os problemas da sociedade, escravizando os cidadãos.
    E as pessoas acham normal isso, como se estivessem dependentes de uma droga, o "estatismo".
    Me lembra de um trecho de "Matrix", que Morpheu diz que as pessoas se tornaram dependentes da escravidão e farão de tudo para proteger os escravizadores.
  • Rafael Isaacs  18/01/2018 17:40
    Quem realmente sustenta os impostos? O pequeno e médio empresariado? Todos os empresários inclusive os ligados ao estado? O trabalhado assalariado ao consumir?
  • Marcio  18/01/2018 17:45
    Nós temos a obrigação de respeitar outras pessoas?
  • Barreto  18/01/2018 18:37
    A ironia cruel é que a justificativa para impostos tão elevados no Brasil é financiar os programas assistencialistas que visam auxiliar os mais pobres, sendo que são justamente estes impostos que os mantêm na pobreza.
  • Gutierrez  18/01/2018 18:50
    Por isso eu digo que os impostos mais justos são aqueles atrelados a capacidade de pagamento de cada um. Quem recebe mais, deve pagar mais; quem recebe menos, deve pagar menos. O imposto de renda progressivo, por exemplo, eu acho um dos mais justos. Já impostos sobre os itens e serviços mais populares, acho menos justos, porque acabam onerando mais aquelas pessoas de menor renda.
  • Vitor  18/01/2018 19:17
    Mas que senso de justiça é esse? Por que quem ganha mais deve pagar mais?

    Não discuto que no Brasil, país em que não há meritocracia e todos fazem conchavos com o estado, há várias pessoas que ganham muito sem fazer nada. Porém, em uma economia livre, ganha mais aquele que mais serviços presta à sociedade, aquele cujos serviços são altamente demandados por todos justamente por ser competente. Você acha justo espoliar este para repassar àqueles que não são produtivos e que pouco contribuem para a sociedade?

    Espoliar os bons e competentes para repassar aos ineptos e acomodados é o caminho certo para transformar a sociedade em uma idiocracia apologista da mediocridade.

    No mais, você diz defender o imposto de renda progressivo com base na ideia de que quem ganha mais deve pagar mais. Mas um imposto de alíquota única já faz isso. 20% de 10.000 é maior do que 20% de 5.000, por exemplo. Logo, você não quer apenas extrair mais dos mais ricos. Você quer realmente espoliá-los e viver à custa deles.

    Essa não apenas é uma postura vergonhosa, como, pior ainda, trata-se de uma confissão de inveja e de incapacidade de viver às próprias expensas. Lamento por sua situação.
  • Gutierrez  18/01/2018 19:27
    Vitor, o senso de justiça que expus é o do nosso ethos, que prega a solidariedade com o próximo e a colaboração com o coletivo segundo a capacidade de cada um. A institucionalização desse ethos humanista, que substituiu o ethos romano, este último estranhava qualquer piedade, se traduz em onerar mais quem tem mais e menos quem tem menos.
  • Vitor  18/01/2018 19:34
    A solidariedade com o próximo se traduz em espoliar? Conceito estranho esse seu de solidariedade. Sempre imaginei que solidariedade significa esforço voluntário e individual para ajudar o próximo. Já o seu conceito de "solidariedade" significa apontar uma arma para a cabeça de terceiros, tomar a propriedade deles e fazer a redistribuição.

    Você quer ajudar terceiros, mas você quer que terceiros sejam espoliados nesse processo. Você quer solidariedade mas prega a violência. Típico. Quem quer repartir o bolo quer acima de tudo manter o controle da faca.

    Quer ajudar os pobres? Ajude-os. Com o seu próprio dinheiro. Você tem uma obrigação moral em ajudar os destituídos, mas você não tem o direito de roubar terceiros neste processo. Para de defender a imoralidade.
  • Gutierrez   18/01/2018 20:58
    Se isso é espoliação, então qualquer receita tributária também é.
  • Gatuno  18/01/2018 21:24
    Bem-vindo à realidade, Gutierrez.
  • Gabriel  18/01/2018 22:01
    Descoberta do século essa.
  • Constatação  19/01/2018 11:34
    Se houvesse uma alíquota única de 10%, quem ganha R$ 100.000,00 por ano pagaria R$ 10.000,00 e quem ganha R$ 30.000,00 pagaria R$ 3.000,00. Quem ganha mais já estaria pagando mais de qualquer forma. Pra que ainda aumentar a alíquota sobre quem ganha mais?
  • TESLA  18/01/2018 20:04
    Se aumentasse os impostos dos carros a combustão e isentasse em 100% dos carros elétricos, o que aconteceria com a economia?
    Os carros elétricos iriam virar eternos e 100% da realidade?

    Eu to precisando desenvolver meu raciocínio, isso causaria investimentos errôneos, me ajudem a desenvolver

    Grato e abraços
  • Economista  18/01/2018 20:57
    1) Você inviabilizaria completamente a compra de carros novos, empurrando todos os consumidores para o mercado negro, que bombaria.

    2) Até poderia haver, de início, uma grande produção de carro elétrico, mas como seu abastecimento é complicado e caro, ele continuaria sendo inviável para as massas. Não visualizo, no longo prazo, uma explosão nem na produção e nem muito menos no consumo destes carros.

    3) Não é porque os carros a combustão interna foram inviabilizados pelo governo que o carro elétrico imediatamente passará a ser viável. Há toda uma questão de logística e engenharia que são incontornáveis, tornando este tipo de carro inviável no curto prazo.

    4) No final, apenas os milionários teriam carro. A classe média iria tentar alguma coisa no mercado negro. E os pobres voltariam a andar de jumento.
  • TESLA  19/01/2018 05:45
    Economista, veja por esse lado:

    Vamos supor um carro elétrico com o mesmo preço que o a combustão.
    Um Toyota Prius 100% eletrico e outro hibrido ou somente a combustão.
    Se taxar os a combustão ou hibrido, aumentando 50% o valor destes, logo todos irão comprar elétrico e isso gerara oferta e incentivos para que a industria foque nesse mercado

    Você parte do pressuposto que carros elétricos são mais caros, acontece que hoje em dia não é bem assim.
    Entre comprar um Tesla Model S P100D e uma Mercedes S63 AMG, você compraria qual? Obvio que a AMG, afinal é isso que acontece, poucas pessoas trocam seus BMW'S, Audis, Lexus, Infinitis e mercedes em um Tesla. Taxando isso já seria diferente.
    Eu acho que o problema seria muito maior, o mercado tem que mostrar através dos preços, se algo é rentável ou não.
    Caso contrário o preço dos carros elétricos poderia subir ou até mesmo, não cair. Isso gastaria recursos escassos pra desenvolver uma area que não necessariamente é rentável. Isso inflacionaria outros preços já que existem carros a combustão mais baratos. Todo recurso seria gasto atoa pra desenvolver e baratear algo, enquanto estes recursos não precisariam ser gastos caso os carros a combustão não fossem taxados. Isso ira fazer a economia direcionar os recursos pra área errada, iria engessar o crescimento. Simplesmente porque estes recursos poderiam ser gastos em areas realmente necessárias, mas é gasto somente para tornar algo rentável. Digo, já é rentavel porque todos comprariam só elétricos, mas rentável no sentido do desenvolvimento, pra chegar no nível de custos do a combustão.

    Não sei se estou certo, mas o efeito não seria esse? Porque os recursos estariam sendo direcionados não porque de fato é melhor que seja assim e sim porque o governo criou um incentivo artificial.
  • Emerson Luis  22/01/2018 17:27

    A demanda por jumentos aumentaria muito, não haveria jumento para todo mundo, os preços subiriam e maioria dos pobres ficaria sem jegue próprio.

    * * *
  • Jairdeladomelhorqptras  07/11/2018 14:45
    Caro Emerson
    Te excluo! Mas jumento é o que mais tem nesta terra! Jamais faltará!
    Abraços
  • Emerson Luis  25/11/2018 10:54

    O seu otimismo é comovente, mas equivocado.

    "Se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia" Milton Friedman

    PS: Referi-me unicamente aos jegues quadrúpedes, não aos jegues quadrúmanos.

    Abraços!

    * * *
  • Mauricio  18/01/2018 20:28
    Imposto existe de todo sempre. Estado significa imposto, sua existência depende dele. Não vejo como alterar esse status-quo.
  • Ygor  18/01/2018 22:13
    Que outras maneiras o Estado poderia se financiar que não seja impostos e títulos do Tesouro?
  • Rodrigo  18/01/2018 23:47
    Doação voluntária. Fora isso é roubo.
  • Juliano  18/01/2018 23:47
    a) Doações voluntárias.

    b) Vendendo serviços que sejam voluntariamente adquiridos pelos consumidores.

    c) Oferecendo loterias (essa a opção defendida por Ayn Rand).

    d) Para que estado?
  • Libertariozinho  07/11/2018 17:19
    Oferecer loterias estatais continua sendo anti-ético, visto que a implicação disso é o monopólio, e esse por sua vez significa coagir indivíduos para que não ofereçam loterias, ferindo seu direito a liberdade e propriedade.
    E defender a tese de que o Estado possa fazer isso sem um monopólio legal é afirmar que ele pode ser mais eficiente que a iniciativa privada.
  • Pobre Paulista  18/01/2018 23:51
    São 3 e apenas 3 maneiras, todas gerando inflação cedo ou tarde.

    1. Impostos

    2. Endividamento

    3. Emissão de moeda
  • Rangel  19/01/2018 07:21
    O que aconteceria se os impostos fossem apenas sobre a renda de pessoas físicas que ganham altos salários e trabalham para o governo ou para empresas?
  • Amante do Capitalismo  19/01/2018 14:37
    Essa não é a pergunta correta.


    Você deveria perguntar o motivo das grandes fábricas terem ido embora dos Estado Unidos.

    Também poderia perguntar o motivo do excesso de importações de produtos.

    Pesquise se a arrecadação é maior cobrando 10% de todas as pessoas ou 60% dos mais ricos.

    Também poderia perguntar se existem mais festas com pagamentos individuais, ou festas pagas por apenas uma pessoa. As festas com pagamento individual ocorrem quase todos os dias, enquanto o pagamento por uma pessoa é muito raro.

    Enfim, ame o capitalismo.
  • Vinicius Gabriel Tanaka de Holanda Cavalcanti  20/01/2018 00:12
    Faz tempo que vi um artigo que abala os meus conhecimentos por aqui. Só não entendi o exemplo da extinção da CPMF e das sacolas plásticas. Se a remoção de custos sobre o empresário aumentar seus lucros, vai haver maior oferta e consequentemente barateamento de preços não? Qual motivo de nao ter havido mudanças nos preços? O exemplo dos artigos de luxo é o inverso desse exemplo e houver aumento de preços.
  • Economista  20/01/2018 03:39
    "Qual motivo de nao ter havido mudanças nos preços?"

    Porque, como explicado no artigo, preços já estão em um valor que traga o máximo possível de receita líquida para cada empresa. Todos os preços vigentes são aqueles determinados pela interação entre a oferta de bens — o estoque de bens disponíveis para serem vendidos — e a demanda por esses bens.

    Assim, uma redução de 0,38% nos custos de produção (valor da CPMF) não tinha por que gerar redução de preços.

    "O exemplo dos artigos de luxo é o inverso desse exemplo e houver aumento de preços."

    Ué, e qual foi a consequência deste aumento de preços? Exato, queda acentuada nas vendas e falências.

    O artigo inteiro foi exatamente para explicar por que um aumento de custos não pode ser repassado para os preços, pois, se houver repasse, as vendas caem. Os produtores de iate ignoraram esse ensinamento econômico básico e repassaram os preços. Deu no que deu.

    Não existe mágica na economia. Nem atalhos.

    De novo: o governo aumentou em nada menos que 50% os custos de produção. Assim, os produtores de iate tinham duas opções: arcar integralmente com estes 50% (o que provavelmente os levaria à falência) ou repassar esse aumento para os preços (o que certamente os levaria à falência, pois era algo que a teoria já explicava que não daria certo).

    Optaram pelo segundo e se estreparam. Exatamente como previa a teoria. Mas se tivessem optado pelo primeiro provavelmente também teriam se estrepado (ninguém agüenta um aumento súbito de 50% em seus custos de produção).

    Começou a perceber agora por que impostos sempre são maléficos e destrutivos?

    Outro excelente artigo sobre este assunto é esse:
    Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos
  • Antônio Galdiano  22/01/2018 11:02
    À parte a questão ideológica (imposto é roubo), qual seria o menos pior tipo de imposto? (Supondo que o valor arrecadado seja o mesmo)
  • Pobre Paulista  22/01/2018 13:48
    Imposto sobre consumo, somente. Pois isso não só incentiva a poupança (e consequentemente os investimentos) como também incide unicamente nas pessoas envolvidas em todo o processo de fabricação daquele item, sem impor ônus a terceiros.
  • FODA-SE O ESTADO  06/11/2018 19:51
    Imposto ser roubo não é questão ideológica, é fato lógico, ético e jurídico.
  • Emerson Luis  22/01/2018 17:10

    Qualquer pacote de medidas que não envolva cortes de arrecadação e de gastos do governo terá (na melhor hipótese) efeito nulo, "uma martelada no prego e outra na ferradura".

    * * *
  • Antônio Galdiano  22/01/2018 18:21
    Eu sempre achei que o melhor tipo de imposto seria o imposto sobre o lucro. O imposto sobre o consumo prejudica as demandas mais elásticas (exemplo dos iates do texto). O imposto sobre o lucro é o tipo de imposto que não intervém na administração da empresa, ao contrário dos impostos sobre o faturamento, que obrigam as empresas a ter uma margem de lucro mínima maior que os impostos sobre a receita.
  • Ludwig  22/01/2018 18:49
    Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva.

    São também os lucros que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais.

    Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se os lucros fossem consumidos pelos capitalistas em produtos e serviços — como fantasiam os anti-capitalistas —, as empresas simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques. Consequentemente, perderiam sua fatia de mercado.

    São os lucros, portanto, que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.

    Impostos sobre a renda e o lucro das empresas afetam diretamente todo esse processo de formação de capital.

    Tributar a renda e os lucros significa fazer com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.

    Quando o governo tributa a renda e os lucros, ele apenas faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.

    A maior parte daquela fatia que é confiscada pela tributação teria sido usada para a acumulação de capital adicional. Se o governo utiliza essa receita para financiar suas despesas correntes, o resultado será uma diminuição na acumulação de capital.

    Tributar lucro é uma das medidas mais asininas que existem.
  • LEIGO  17/05/2018 19:46
    Pois é Antônio Galdian. Está aí uma questão que me intriga: "À parte a questão ideológica (imposto é roubo), qual seria o menos pior tipo de imposto? (Supondo que o valor arrecadado seja o mesmo)".

    Acrescentaria, ainda, qual a melhor proporção na distribuição destas 4 bases (renda - pf e pj, patrimônio, consumo e folha de pagamento), admitindo, sempre, como premissa, a atual carga tributária.

    Não há nada substancial para estudos.

    Há este manifesto da ANFIP e FENAFISCO:

    reformatributariasolidaria.com.br/

  • Christian Piva Franzen  20/06/2018 16:48
    Belo texto. Simples e explicativo.

    Mesmo o simples nacional traz uma lógica perversa ao aumentar os impostos conforme a empresa aumenta seu faturamento. Cada vez que ela fica sujeita a uma alíquota maior, diminui sua competitividade, restringindo sua capacidade de atender consumidores e gerar empregos.
  • Alberto Costa  30/07/2020 20:15
    As modalidades Simples e Lucro Presumido têm ainda um outro efeito nefasto: por tributarem o faturamento, elas retiram o incentivo para a gestão de resultados (alguém aí já encontrou uma empresa no Simples cujo empreendedor sabe exatamente o resultado do ano anterior? Nem o contador dele sabe, porque optou pela lei do menor esforço: se tudo o que eu sou obrigado a saber para quitar minhas obrigações tributárias é o somatório das NFs emitidas, porque vou dar-me o trabalho de fazer gestão de custos?).

    Daí, o sujeito fatura, recebe, paga o imposto sobre as notas que emite, paga os funcionários e fornecedores e leva o dinheiro pra patroa fazer a feira... No início do ano, quando o banco pede um balanço para atualizar o crédito da empresa, ele forja qualquer documento absolutamente inauditável e entrega lá - só o gerente do banco saberá qual foi o resultado dele no exercício anterior e o que esse gerente saberá ainda é uma mentira deslavada.

    E foi o governo que o incentivou a fazer isto... Agora, pegue a regulamentação do Simples e você vai perceber que para produzir essa trapalhada enorme tudo o que o Simples não é é simples...
  • Felipe L.  30/07/2020 21:10
    Como era o sistema tributário antes do Simples?
  • Adriano Vargas  25/07/2018 17:52
    Boa tarde,

    Texto muito direto no conceito e bem esclarecedor. Parabéns!!
  • Animal Político   06/11/2018 19:11
    Toda riqueza é produzida em sociedade, e representa uma fatia do capital social total. Todas as partes envolvidas no processo de criação de riqueza são importantes, como se fossem as peças de um complexo mecanismo de engrenagens.


    Essa frase é importante porque ela derruba o EGOÍSMO dos libertários.

    Não há riqueza individual... o libertário esbraveja: "minha riqueza...imposto é roubo da "minha" propriedade."

    É importante deixar claro que libertários são egocêntricos.

    O imposto ele tem uma função social. É por conta dele que você tem estradas, calçadas etc...
  • anônimo  06/11/2018 19:24
    Mas por incrível que pareça, é o menos pior dos impostos. Compare com os outros tipos de impostos existentes: imposto sobre a renda, imposto sobre a poupança, imposto sobre transações financeiras, imposto sobre o lucro, imposto sobre ganhos de capital, imposto corporativo, imposto sobre a propriedade territorial, imposto sobre a propriedade residencial, imposto propriedade rural, etc... O imposto sobre o consumo é o menos pior dos impostos. existentes..

    Se é para existir imposto, que seja um pequeno imposto sobre o consumo, inferior a 10%.
  • Marcelo  07/11/2018 03:18
    "Eles podem aumentar integralmente os preços para compensar este custo adicional? Difícil. Afinal, os preços, em todo e qualquer momento, tendem a já estar estipulados em um valor que traga o máximo possível de receita líquida para cada vendedor. Se os vendedores pudessem simplesmente repassar integralmente o aumento de 20% em seus custos para os consumidores, então por que já não haviam feito isso antes? Por que tiveram de esperar que o governo estipulasse um imposto sobre bens de consumo para que então elevassem seus preços?"

    Simples, a taxação do governo atinge todos os que você chama de vendedores, então eles fazem o de sempre: repassam o aumento para os consumidores, não fazem isso antes da taxação porque se decidissem simplesmente aumentar o preço outros não fariam para tomar mercado.
  • Henrique  07/11/2018 19:43
    "Eles podem aumentar integralmente os preços para compensar este custo adicional? Difícil. Afinal, os preços, em todo e qualquer momento, tendem a já estar estipulados em um valor que traga o máximo possível de receita líquida para cada vendedor. Se os vendedores pudessem simplesmente repassar integralmente o aumento de 20% em seus custos para os consumidores, então por que já não haviam feito isso antes?"

    Acredito que esse trecho esteja tratando do Homo Economicus que os neoclássicos e keynesianos adoram. É o empreendedor estritamente racional.

    Na realidade, vemos diferentes tipos de formação de preço de bens e serviços. Existem aqueles que, dado seu custo, colocam uma margem de X% e esse fica sendo seu valor de venda. O que impede esse preço de ser menor do que o que maximiza a receita? Nesse caso, esse empreendedor poderia sim repassar todos os custos, não?

    "Assim, se os preços de fato forem aumentados em decorrência desta elevação dos impostos, haverá necessariamente uma queda no consumo."

    Isso aqui não depende da elasticidade da demanda?

    Imaginemos um produto essencial e poucos substitutos, como a água. O consumo garantidamente irá cair? Se não, esse argumento não seria válido.
  • Economista  07/11/2018 20:35
    "Na realidade, vemos diferentes tipos de formação de preço de bens e serviços."

    Correto.

    "Existem aqueles que, dado seu custo, colocam uma margem de X% e esse fica sendo seu valor de venda. O que impede esse preço de ser menor do que o que maximiza a receita? Nesse caso, esse empreendedor poderia sim repassar todos os custos, não?"

    Não sei se entendi seu ponto, mas deixa eu tentar explicar de maneira mais popular o que diz a teoria.

    Se houve um aumento de custos, nada impede que o empreendedor repasse esse aumento aos preços. Nada. Só que, quanto mais ele repassar, mais a demanda por seu produto cairá, menos ele irá vender e menos ele irá lucrar e menos poderá se expandir e contratar trabalhadores.

    Esse é o ponto. Não tem nada de homo economicus. É apenas questão de lógica básica. Se você vende um produto cuja demanda é elástica, qualquer aumento de preços causado por fatores exógenos (impostos ou aumento inesperado dos custos) espanta consumidor.

    Por isso, se o empreendedor for do tipo inexperiente e ingênuo, que vende um produto que tem demanda elástica, e consequentemente elevar seus preços porque teve aumento de custos, ele irá enfrentar problemas. Ponto. O fato de ele ter elevado preços não é um defeito da teoria econômica. As consequências negativas que ele irá enfrentar é que são explicadas pela teoria.

    "Isso aqui não depende da elasticidade da demanda? Imaginemos um produto essencial e poucos substitutos, como a água. O consumo garantidamente irá cair? Se não, esse argumento não seria válido."

    Sim, depende da elasticidade, como frisei acima. Se for, por exemplo, gasolina e esta for ofertada por uma única empresa, como ocorre no Brasil, aí realmente não afeta tanto (embora, ainda assim, muitas pessoas estejam migrando para o etanol, o que mostra que até mesmo para produtos inelásticos a teoria se aplica).

    Já a água potável é um bem abundante (ainda) e cujo mercado tem milhões de fornecedores. Tanto é que os preços dos galões se mantêm relativamente estáveis.

    Imaginemos um produto essencial e poucos substitutos, como a água. O consumo garantidamente irá cair? Se não, esse argumento não seria válido.
  • Henrique  08/11/2018 01:30
    Meu ponto é que essa lógica de que os preços ficam definidos tais que maximizam o lucro da empresa pode não ser verdadeira em muitos casos.

    Precificar bens e serviços é algo razoavelmente difícil de se fazer. Dado que a maioria dos empreendedores está nessa posição por necessidade e não por vocação, é de se esperar que os preços nem sempre sejam definidos de forma a maximizar o lucro.

    Imagine que um produto custe X, que, por causa da má precificação, é um valor abaixo de Y, este que maximiza o lucro do emprendedor para aquele produto.

    Os indivíduos no mercado atualmente pagam X, mas não se importariam em pagar Y.

    Sendo assim, um aumento de impostos sobre esse produto poderia ser integralmente repassado aos consumidores sem causar prejuízos ao empreendedor.

    Faz sentido?
  • Economista  08/11/2018 02:08
    Faz sentido, mas apenas para casos pontuais. Não faz sentido generalizadamente.

    Ser empreendedor é exatamente ser alerta e perspicaz. É saber identificar demandas e transformar oportunidades em lucro. É um tanto inconcebível dizer que empreendedores irão, generalizadamente, sempre errar seus preços para menos, de modo que a imposição de impostos indiretos é o que fará os preços então subirem para seus valores "corretos".

    Sinceramente, não faz sentido.

    Você pode, isso sim, encontrar um ou outro caso em que isso acontece. Mas serão pontuais, a típica "exceção que confirma a regra".
  • Henrique  08/11/2018 10:53
    É, você tem toda razão :'D

    Esse é o tipo de artigo que encontro aqui que dá nó na minha cabeça...

    Muito obrigado.
  • Marcio Costa  07/11/2018 20:27
    Penso que poderia haver um sistema justo de equilíbrio e mecanismo reajuste da Economia, que cortasse aposentadorias milionárias, privilégios e despesas excessivas,que tributasse bens, produtos e serviços, caso fosse necessário mas ao mesmo tempo, multiplicasse um capital residual gerado desta equação e fizesse a distribuição para as diversas áreas por meio de um Fundo Financeiro Econômico Emergencial, de modo que no decorrer do tempo, equilibrasse a situação de demandas destas áreas, alcançasse o ponto de equilíbrio das contas públicas, promovendo uma situação de estabilidade financeira e econômica e diante de uma eventual crise futura reiniciasse o ciclo de reajuste econômico. Esta tese é possível?
  • Skeptic  08/11/2018 13:23
    Não, acabar com privilégios não faria nem cócegas no rombo estatal, e sem cortar gastos não adiantaria muito.
    Governo distribuindo e "estimulando" "setores estratégicos" é de longe o pior. Governo gerenciado a economia não tem como funcionar em hipótese nenhuma.
  • Skeptic  08/11/2018 13:16
    A teoria austríaca não leva muito a sério a elasticidade da demanda como um dado tão relevante assim, correto?

    Ainda tenho dúvidas de como um economista austríaco usa a praxeologia no seu trabalho.
    Como partindo do axioma da ação humana se chega numa TACE, por exemplo?
  • Economista  08/11/2018 13:41
    1) O indivíduo age buscando melhorar sua situação.

    2) Melhorar sua situação, em um arranjo capitalista, envolve aumentar seus retornos.

    3) Em um ambiente de juros baixos, o indivíduo terá de fazer investimentos mais arriscados para obter maiores retornos (pois os investimentos conservadores não rendem quase nada).

    4) Assim, ele irá direcionar dinheiro para várias áreas que só se tornaram atraentes por causa dos juros baixos, mas que não fariam sentido caso não houvesse juros baixos.

    5) Isso gera bolhas.

    6) Quando os juros voltam a subir, a demanda nestas áreas arrefece, e aí essas bolhas estouram.
  • Skeptic  08/11/2018 14:26
    Muito bom! Obrigado!

    Cada vez mais eu tenho a impressão que o Ação Humana é um livro introdutório sobre o assunto. Qual seria um livro mais avançado?
  • Cristian  26/07/2020 13:32
    Maluco!!!

    Dizer que "Ação Humana" é introdutório ao assunto? Escreva algo complexo e profundo então!!
  • Cláudio  08/11/2018 19:43
    Artigo muito bom. Não tenho nenhuma formação para discutir o assunto, mas, e no caso de um produto como os combustíveis? Aqui me parece que não há como o consumidor escapar da transferência dos valores para o preço final, afinal posso parar de tomar suco de laranja, mas não posso parar de me deslocar. A consequência seria que eu ficaria mais pobre?
  • Leandro C  09/11/2018 22:28
    Acho que há vários aspectos sobre a questão:
    Tributar o consumo talvez seja "menos pior" na medida em que incentiva a poupança e, portanto, o reinvestimento;
    contudo, percebam que, ainda que coercitivos e ruins, a única coisa que o Estado oferta são serviços, que, doutro modo, só seriam consumidos com o dinheiro do lucro (pois quem não tem lucro não teria dinheiro para consumo), razão pela qual seria mais lógico, para qualquer um, só realizar consumo se tiver excedente (lucro), portanto, sob tal aspecto, é menos artificial (e, em tese, melhor) o imposto sobre o lucro.
    Mas... mudando um pouco o referencial... tenho comigo que em qualquer caso o valor acaba sendo mesmo repassado ao produto e, neste sentido, tenho que o imposto sobre o consumo especifica melhor as partes envolvidas, enquanto que sobre a renda ela socializa mais o tributo (o que acho ruim); exemplifico: em uma empresa que só vende um tipo de geladeira em um só local isto não faria diferença já que todo o lucro vem da venda (do consumo por terceiros) de um só produto em um só local; entretanto, em uma empresa que vende carro no Paraná e geladeira na Paraíba o lucro da empresa certamente viria de situações completamente diferentes entre si e, portanto, com rentabilidades distintas, de modo que o imposto de renda total da empresa certamente estaria sendo mais financiado ao longo do tempo ou pelos consumidores de carro do Paraná ou pelos consumidores de geladeira da Paraíba, o que causaria injustiças na medida em que, possivelmente, uma das linhas de venda produziria mais lucro que outra, ou seja, de certa forma, ou os consumidores do Paraná ou os da Paraíba estariam financiando em um percentual maior o imposto total; enfim, acho que o imposto sobre o consumo teria o potencial de alocar melhor os custos dos impostos entre as partes que efetuam a troca.
  • Emerson Luis  25/11/2018 10:57

    A realidade sempre foi e sempre será imperfeita porque o ser humano é intrinsecamente imperfeito. A questão é escolher os sistemas menos piores (inclusive de impostos) e aprimorá-los continuamente dentro do possível.

    * * *
  • Daniel Anselmo  24/07/2020 14:24
    Mais um artigo excelente como sempre!
  • Felipe L.  24/07/2020 17:07
    Pessoas, por que aqui o desemprego não disparou com os lockdowns, como em outras partes do mundo? Legislação? Milagre? Errei em algum diagnóstico? Ou porque estamos nessa situação de desemprego desde 2015? O que esperar para os próximos meses e anos?

    No mais, Guedes deveria pedir demissão, pelo bem do país. Coloquem um boneco vudu no lugar dele, que teremos pelo menos uma moeda forte. Que ele vá curtir a vida em Mônaco e pare de ficar palpitando.
  • Felipe L.  25/07/2020 00:42
    Realmente a queda foi grande, mas você entendeu o que eu tentei dizer com a minha pergunta?
  • Marcos  25/07/2020 00:44
    Faça a conta e você verá que o número de pessoas empregadas caiu 10%. Isso não é pouco.
  • Felipe L.  25/07/2020 01:43
    Ok, vou comparar. Esses são os dados brasileiros deste ano.

    Nos EUA, a queda no mesmo período foi de 13,52%, 158,71 milhões de janeiro para 137,24 milhões em maio.

    O que me chocou especialmente foi na taxa de desemprego. Ao passo que a queda entre ambos os países é parecida, vejam como a taxa de desemprego mudou: nos EUA, a taxa disparou de 4,4% de março para 14,7% no mês seguinte. No Brasil a subida foi mais linear, e detalhe que todo começo de ano o desemprego sobe por aqui.

    A taxa em outros países que adotaram o lockdown: Noruega, Dinamarca, Alemanha, Itália (o que me choca é que o desemprego lá já está menor do que no Brasil) e Espanha.

    Eu misturei aí países com a legislação trabalhista mais enxuta e mais rígida. Pode ser a metodologia nas estatísticas, aí já é um assunto que eu desconheço.
  • Imperion  25/07/2020 01:53
    É porque aqui a maioria se emprega em empregos informais. Nos outros paises, a maioria é formal.
  • Felipe L.  25/07/2020 00:45
    Eu vi esse vídeo e fiquei pensando:

    "O problema fundamental da Reforma Tributária"

    Por decreto, será que o governo federal não poderia extinguir esse dejeto de sistema tributário e copiar da Estônia? Gradualismo só dá errado.
  • Imperion  27/07/2020 01:16
    O problema aqui no Brasil é politico. Os grupos que controlam o poder são dissonantes e têm opiniões contrárias a ser um país livre.

    O próprio povo não apoiou as propostas liberais quando entraram em pauta. Politicamente o povo daqui é lento e fica esperando a boa vontade dos políticos. Então o que recebem é lentidão.
  • Estado o Defensor do Povo  27/07/2020 04:38
    e que país que não é assim?
  • Vitor Vidoto  27/07/2020 14:20
    O problema do Brasil transcende a esfera politica, olha essa carta aqui assinada pelos bispos da Igreja Católic (A integra do negócio tá no final da reportagem): www.poder360.com.br/brasil/governo-tem-economia-que-mata-e-se-aproxima-do-totalitarismo-dizem-bispos/
  • anônimo  27/07/2020 18:53
    cnbb eh a cut soh q com catolicos pelegos
  • Luís Eduardo  25/07/2020 18:32
    Olá pessoal, tudo bem? Então temos esta teoria da escola austríaca. Como pode ser aplicado hoje no Brasil no atual cenário? Temos leis que engessam, um congresso que barra as novas leis. Penso que temos que aplicar o que aprendemos aqui no Mises. Mas como seremos uma economia liberal?
  • Lucas  27/07/2020 03:37
    Isso é individual. Cabe a cada um aplicar em sua própria vida o que aprendeu aqui. Fazer o que for possível para se proteger do estado e não depender mais dele.

    Deixe de usar a moeda do estado, cujo poder de compra é destruído seguidamente pelo próprio estado. Em vez disso, opere com criptomoedas ou adote o "padrão ouro" na sua vida.

    Não conte com o estado para te "proteger". Use os serviços privados disponíveis. Faça seguro de tudo o que for de valor, faça plano de saúde, reserve dinheiro para algum imprevisto que o seguro não cubra, proteja a sua residência (e seus bens) da melhor forma que puder. Esqueça a aposentadoria fornecida pelo estado. Faça você mesmo a sua reserva para a velhice, crie você mesmo os planos para a sua aposentaria. Enfim, "privatize" a sua vida!

    Como isso vai lhe custar uma boa grana, é fundamental investir em qualificação para aprender a executar trabalhos com melhor remuneração. Mais do que isso, aprenda a fazer o seu dinheiro trabalhar por você para não ter de trabalhar a vida toda por dinheiro.

    Esqueça a tal da "formalização". Sempre quando possível, evite a emissão de nota fiscal quando for comprar (ou vender) algo e evite qualquer tipo de registro de atividade quando for trabalhar com algo. Isso só serve para o estado bisbilhotar a sua vida, tributar seus ganhos e criar burocracias. Operar com criptomoedas facilita bastante isso, pois elas não são rastreáveis e o estado não poderá monitorar suas transações. Quanto menos o estado ficar sabendo da sua vida, melhor.

    E, o mais importante: faça caridade! Faça o possível para ajudar as pessoas mais necessitadas. E faça-o da maneira mais direta possível, com o mínimo de intermediários possível. Assim como você não deve contar com o estado para proteger a sua vida, também não deverá contar com ele para proteger a vida dos outros! O estado é ineficiente por definição e qualquer um, com um mínimo de organização, consegue fazer um trabalho mais eficiente que o estado. Não deixe o estado se aproveitar dos desvalidos para torná-los dependentes de seus "serviços" e se perpetuar no poder. Assim como você está buscando eliminar o estado da sua vida, busque eliminar o estado da vida deles também! Quanto menos dependentes o estado tiver, menos poder terá sobre as pessoas.

    Em suma, faça o possível para se blindar do estado e convença/ajude outras pessoas a fazê-lo. É assim que se luta contra o estado. Difícil? Sem dúvidas! Se fosse fácil, todos já teriam feito isso e o estado não seria mais um problema.

    Para complementar, confira o vídeo a seguir:

  • Estado o Defensor do Povo  27/07/2020 04:49
    O governo demolindo o sistema tributário e abrindo uma conta no apoia-se.
  • Adriano T.  27/07/2020 12:18
    Na verdade o congresso hoje é quem toca a agenda de liberalização da economia.
    Foi o protagonista na reforma da previdência e tem sido na reforma tributária. O executivo com o Guedes, Braga Neto e o Ramos dão raiva de tanta trabalhada e desarticulação. Sem um congresso atuante hoje estaríamos muito pior.
    O que eu vejo de mais desafiador pra escola austríaca é aplicar uma liberalização na economia com 70 milhões de pessoas que dependem de um auxílio emergencial de 600 reais. Como esse pessoal vai de uma hora pra outra não só parar de receber os auxílios, bolsa família, abono salarial etc e ter que bancar serviços de saúde, escola, pagar seguro doença, previdência etc?
  • Guilherme  27/07/2020 14:41
    É um bom ponto, mas a resposta é direta: universalize os repasses para as pessoas e, simultaneamente, revogue todos os programas públicos. Acabe com as escolas estatais, com a saúde estatal, com os subsídios à cultura, congele os salários do funcionalismo público (isso é perfeitamente legal), feche várias repartições, agências reguladoras e ministérios.

    Ato contínuo, reduza impostos. Em todas as faixas de renda. E principalmente sobre o consumo.

    Com isso, os pobres terão um duplo aumento da renda.

    Não só vai sobrar dinheiro no orçamento do governo, como também ninguém vai sentir falta nenhuma desses itens abolidos. Mais ainda: agora, os pobres com dinheiro poderão escolher escolas e hospitais melhores. A concorrência entre estes garantirá qualidade e preços baixos.

    A solução está aí, evidente para todos. Só que ninguém quer defender.
  • Felipe L.  26/07/2020 23:51
    O que vocês acham?

    "Para privatizar Correios, governo prepara marco legal para o setor"

    Se eles abrirem o setor, acho a melhor coisa. Claro, vender os Correios vai melhorar os serviços (não tem como piorar), mas vai continuar ruim (igual é hoje o setor de telecomunicações). Outra coisa que eles precisam mudar é em tirar as restrições e o nível de invasividade sobre o que mandamos e recebemos. No fim de 2017 vocês se lembram daquela exigência invasiva da SRF de querer saber o que estamos mandando e recebendo (para pessoas físicas), ou seja, eles mesmos não confiam no cidadão mas querem que confiemos neles. Nos EUA, até filhote de tartaruga você pode mandar pelo USPS (o similar americano daqui), por aqui o negócio é praticamente proibitivo (como a exigência do GTA) e então a maioria acaba fazendo isso de maneira ilegal. No site dos Correios, eles falam que pode enviar animais vivos permitidos pela convenção de não sei o quê (eles não citam quais), então ficando uma coisa obscura, como quase tudo nesse país. Para essa desburocratização, acho que também teria de juntar nessa o Ricardo Salles (é norma do Ibama) e possivelmente a Tereza Cristina (do MAPA), para fazer a desregulação. O Salles falou tanto de desregular, então vamos!

    O melhor "modelo" é o do Leandro (nem precisava terem aberto concurso para artigo desse tema, já tinha um bom artigo de 2012!), cujo artigo é este.
  • Drink Coke  27/07/2020 21:40
    "igual é hoje o setor de telecomunicações"


    Pessoal é uma pouco chato com as tele, há até uma certa razão nos demorados atendimentos de pós venda, mas o setor tem melhorado muito a cada ano. Há uns 5 anos mais ou menos, eu lembro que eu pagava 34 reais por 500mb de internet e ligações ilimitadas só para mesma operadora. Hoje eu pago 50 conto por 10 gb de internet (claro) e ligações ilimitadas para qualquer operadora. Não vai demorar para internet de celular se tornar ilimitado de vez, como ocorre com as ligações já (algo impensável há uns 15 anos), esse progresso só acontece graças a privatização e abertura que começou lá trás.
  • Felipe L.  28/07/2020 02:26
    Por incrível que pareça, é mesmo. Aqui em Mococa uma pequena empresa foi aberta do setor (hoje usamos ela), se não me engano em 2013. Os rapazes trabalharam nessa empresa, venderam para estrangeiros e ficaram milionários. Um deles comprou um Toyota RAV4 novo, da atual geração.

    Oligopólios são ainda capazes de melhorar os serviços e cortar custos, mesmo com regulações extensas.
  • anônimo  29/07/2020 06:00
    Tem nego no IMB que já falou que é a mesma coisa de quando era estatal. Mesmo altamente regulado, um mercado em mãos privadas é muito mais eficiente que nas mãos do estado. Não há como fugir disso, é como uma lei natural. Enfiar regulamentações está impedindo do sistema funcionar melhor, mas ao menos está o permitindo funcionar. No socialismo, o sistema é literalmente destruído. Vai lá falar pros chineses e russos se a qualidade de vida era melhor quando viviam no socialismo puro.
  • Felipe L.  27/07/2020 03:06
    Opa! Pessoas, eis o mapa dos pagadores e dos recebedores do programa bilionário de recuperação na União Europeia:

    Net payers and recipients of EU recovery fund in billion EUR

    Alemães, como sempre, pagando a conta. Franceses também. Chama atenção o montante que a Espanha recebeu, mais do que o dobro do que o da Grécia.
  • Thiago  27/07/2020 17:54
    Não sei como a Alemanha continua nessa de UE. Quando essa Merkel sair, as coisas devem mudar por lá.

    Povo de lá tá parecendo tão pacato quanto aqui...

    Será que vale todo esse sacrifício financeiro pra ter acesso livre a outros países europeus?
  • Elias  27/07/2020 17:07
    Gente, olhem a pesquisa feita por essa ONG "OXFAM", insistindo na mesma narrativa esquerdista de sempre:

    extra.globo.com/noticias/economia/patrimonio-de-bilionarios-brasileiros-cresceu-us-34-bilhoes-durante-pandemia-diz-oxfam-24552867.html

    E a proposta deles para resolver esse "problema"?? Adivinhem: AUMENTO DE IMPOSTOS!!! TAXAR OS MILIONÁRIOS (imposto que não certo em lugar nenhum) e cobrar impostos de plataformas digitais, pois o consumo desses produtos aumentou, além do AUMENTO DE GASTOS ESTATAIS para "combater os milionários que estão ganhando com o COVID-19". SÉRIO ISSO??
  • Imperion  27/07/2020 20:30
    Ela quer insistir na narrativa de que bilionários são exploradores e têm que ser taxados e que dá pra taxá-los sem que com isso ocorram perdas pra todos com a medida.
  • Lucas  28/07/2020 03:11
    "A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar. Eles estão em outro mundo, o dos privilégios e das fortunas que seguem crescendo em meio à, talvez, maior crise econômica, social e de saúde do planeta no último século", diz Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

    Oh, que absurdo! Onde já se viu estar com a vida estável enquanto os outros estão arriscando a própria vida para não perder o emprego? O certo era que todos estivessem passando dificuldades. Aí a igualdade seria plena! [sarcasmo]

    "Os dados são assustadores. Ver um pequeno grupo de milionários lucrarem como nunca numa das regiões mais desiguais do mundo é um tapa na cara da sociedade (...)" afirma Katia Maia.

    Sim, é muito assustador. Realmente esses milionários estão em outro mundo. Ou será que é a Srta. Katia Maia que está?
  • Imperion  27/07/2020 19:46
    www.investificar.com.br/ouro-atinge-maxima-historica-prata-e-bitcoin-tambem-disparam-com-enfraquecimento-do-dolar/?fbclid=IwAR1cAj4fV1fmKSvbxWEVrKmWC1y_JifmCasalG4KyUn-kaCR99YR_Bad5pI


    O dolar caindo e o ouro subindo
  • Felipe L.  27/07/2020 20:48
    Uma das explicações é que o índice DXY está caindo. O índice DXY mede a força do dólar americano perante o euro, a libra esterlina, o iene japonês, o dólar canadense, a coroa sueca e o franco suíço.

    Sabem quando atingiu esse índice DXY? Em junho de 2018.

    Se tivéssemos um Ministro da Economia minimamente decente, agora o dólar estaria abaixo de R$ 5. O Tarcísio é um dos poucos desse governo que fala pouco e faz muito.
  • Sadib  28/07/2020 00:02
    Vc acha que atualmente está melhor investir em ouro precificado em dólar ou real? Depois de bater R$6,00 o dólar deu uma boa desacelerada.
  • Trader  28/07/2020 01:34
    Se você mora no Brasil, em reais.

    Ouro vai subir em qualquer moeda. Aliás, JÁ está nas máximas em TODAS as moedas.
  • Imperion  28/07/2020 03:06
    Em reais. As economias mais livres e estaveis vao recuperar a sua moeda mais rápido. Nao e o caminho que o brasil ta tomando agora
  • Paulo Roberto Futuro  28/07/2020 02:50
    Pensando sobre o assunto!
    Imagino que tenha um determinado capital em mãos. Onde devo aplica-lo?
    Ora, onde gerar mais retorno, correto?
    Bem, em pensando assim imagino que uma empresa deve ser o espelho de seus investidores.
    Irá aplicar seu capital onde gerar mais retorno.
    Se repentinamente ela encontra uma súbita variação no seu custo, o que faz?
    Ora, os fornecedores já estariam no seu limite pois a empresa busca maximizar sempre seu lucro, e o mercado tem sua curva de demanda... então a saída seria reduzir o lucro?
    Ora, se reduzir o lucro irá espantar/atrair os investidores que se direcionarão para fontes de aplicação do capital mais rentáveis. O que fazer?
    Obviamente os preços irão refletir a variação do custo e a curva dirá qual demanda irá haver.
    A variação da receita naquele setor será ajustada com a variação do investimento correspondente, para cima ou para baixo, refletindo a rentabilidade do capital investido no mercado.
    Traduzindo. Empresas/investidores irão se retirar do mercado ou novas/os irão surgir de acordo com a variação do imposto no produto.
    O que acontece no Brasil é isso.
    Criou-se a ideia que basta indicar a fonte da receita que se pode criar a despesa. Isso seria maravilhoso se não fosse um tiro no pé.
    A cada receita criada (imposto sobre o consumo/ produto) para servir de apoio a um gasto, reduzimos o interesse dos investidores em manter a aplicação de seu capital na produção, ainda ajudado pela política de juros estratosféricos que servia de base para a decisão dos investidores.
    Chegamos ao absurdo atual que graças ao bom criador está configurando ter sido alterado.
    Seguindo esse pensamento acima, o ideal para a economia seria zerar os impostos que signifiquem redução de lucro do investidor pois estes retirar seu capital se não for atraente. Assim o aquecimento da economia será grande, com repercussão nos preços baixos dos produtos mantendo o lucro das empresas.
    De onde o poder público retiraria seu sustento?
    Nenhuma novidade! IRPF para todos!
    Como não haveria imposto sobre consumo/produtos, (por conseguinte para empresas) o lucro retirado das empresas pelos investidores passaria a ser tributado como qualquer renda. (Hoje é isento por ser bitributação)
    E isso não é mágica, diversos países no mundo praticaram imposto único o sobre a renda pessoal e em 40/50 anos saíram da pobreza absoluta e estão entre os maiores IDH do planeta.
    Hoje alguns deles praticam entre 3 e 7% de imposto sobre o consumo e são potências industriais e de serviços.
    Enquanto de acordo com o site da receita federal temos uma média de 60% de carga de impostos sobre o consumo. Graças a isso também no site da receita temos que 60% do arrecadado é proveniente daqueles que auferem até 3 salários mínimos.
    Urge portanto uma reforma tributária mesmo.
  • Caio  28/07/2020 14:41
    IRPF significa punir o trabalho e o sucesso. O sujeito trabalha, cria, produz, melhora o padrão de vida de terceiros, e como consequência é punido tendo uma fatia de sua renda confiscada.

    O imposto de renda penaliza o trabalho, a poupança e o investimento, irracionalmente tributando os três progressivamente

    É a coisa mais ilógica, asinina e irracional possível de se conceber.

    Todo e qualquer imposto é uma bosta, imoral e anti-ético. Mas, se for para escolher um, então o poll tax seria o mais aceitável.

    O segundo mais aceitável seria exatamente sobre o consumo, pois deste você ao menos tem como escapar (quem é poupador e frugal não paga).
  • Lucas Mendes  28/07/2020 17:37
    Não adianta explicar isso para a patuleia. A turminha millennials formada nas faculdades de ciências humanas do Bananistão acha que dinheiro cai do céu. Se este não cai, logo pedem pra taxar os bens sucedidos ( os que fazem faculdades que realmente importam, geram riqueza e bem estar aos demais e não groselha acadêmica). A turma do prafrentex acha que são evoluídos, isentos de responsabilidades e também não são muito afeitos ao trabalho. Vcs acham que eles querem competição. Querem é uma tetinha Estatal pra ratificarem sua incapacidade laboral esfoliando cada vez mais os pagadores de impostos. Parafraseando Ivan Lessa...A cada quinze anos, o Brasil se esquece do que aconteceu nos últimos quinze anos......
  • Felipe L.  28/07/2020 20:21
    O único imposto que seria menos inaceitável seria as tarifas de importação. Mas essas tarifas, ao contrário das existentes hoje, que servem para proteger as grandes corporações, serviriam apenas para custear a máquina estatal. Não seria essa pornografia de hoje, com 30%, 50%, e sim em valores mais baixos. EUA por muito tempo foram assim.

    Imposto de consumo é também uma safadeza pois afeta os mais pobres e destrói a possibilidade de eles pouparem. Fosse valores mais baixos (como é na Flórida, coisa de 7% ou até nulo), aí seria mais civilizado.
  • Imperion  28/07/2020 20:52
    Tarifas de importacao estimulam as exportacoes e impedem as importacoes, causando desequilíbrio e inflação.
    O imposto de importacao deve estar no mesmo patamar do de consumo interno: baixo
    Afinal no comércio nao existe fronteira . O ofertante pode ser nacional ou estranjeiro.
    Pra exportar, deve se importar pra trocar o que se tem em excesso com o que se tem em falta
  • Imperion  28/07/2020 19:08
    Todo imposto acima de 20 por cento já é muito elevado e traz problemas de provocar o empobrecimento. E tem economias que funcionam só com nove.

    Impostos de renda tem que ser baixo e de todos. O de consumo também, alíquota única. Não tem que ter alíquotas diferentes pra produtos diferentes. O que cria o preço é a oferta , a cadeia de produção.

    Taxas não devem ocorrer. Afinal só criam estado e departamentos burocráticos.
  • WMZ  28/07/2020 21:15
    Eu falei com um colega meu - "não importa se é privado ou público, o que importa é se existe este triângulo:"

    *Sistema de lucros e prejuízos

    *Sistema de alocação racional dos recursos, a.k.a sistemas de preços

    *Sistema de concorrenciabilidade

    Essas três características são quase inexistentes no setor público
  • Felipe L.  28/07/2020 22:35
    Vi esse tuíte agora há pouco:

    "O Agro é o único setor BR com ganho de produtividade relevante há 5 décadas. Cresce mesmo na crise.

    Ainda assim quase não há empresas do setor na bolsa. O que há de errado?"


    O setor agropecuário é composto de verdadeiros hoplitas. Após a década de 60, o aumento na produtividade agrícola foi algo impressionante. Agora, sobre a bolsa de valores, por que vocês acham que isso acontece? Por que e como se deu esse aumento estrondoso na produtividade do setor no Brasil depois dos anos 60? Aquele brutal corte dos gastos feitos no governo Castello Branco foi o bastante?

    Fenômeno também legal é o caso do café brasileiro e o da borracha natural. Os dois setores tiveram um boom no Brasil, mas só o café continuou tendo relevância, ao passo que fomos passados pelos países asiáticos de clima tropical no caso da borracha.

    Encontrei esses dados do PIB do setor da agricultura, com a média.

    Ah, uma observação: a desvalorização da nossa moeda torna atrativa as exportações das commodities. Então, nos tempos de agora, eles estão exportando do bom e do melhor para os estrangeiros. Alguém aí sabe dá para comprar café "tipo exportação"?
  • Ninguem Apenas  29/07/2020 15:46
    As empresas só vão entrar na bolsa se quiserem recursos para conseguir expandir suas atividades. No entanto, no setor agro é muito fácil essas empresas conseguirem farto crédito a taxas subsidiadas, tornando desnecessário recorrer a bolsa de valores. A comercialização e isenção de impostos nas LCAs e CRAs também os ajuda muito.

    Não devemos esquecer também, que muitas dessas empresas são familiares e podem estar cheias de falcatruas em suas operações. Se elas entrarem na bolsa com ONs, terão que perder parte do controle e ainda repartir os lucros com outros investidores, além de estar sujeita a uma regulamentação mais pesada.

    Na verdade não me surpreende não ter muitas empresas desse segmento na bolsa, me estranharia é o contrário.
  • Fritz inteligente e educado  28/07/2020 22:48
    Fugindo do tópico do artigo, gostaria de compartilhar convosco uma pequena amostra da mentalidade atrasada e terceiro-mundista do Bananense médio:

    Certo dia estava eu "escrolando" no Facebook quando topei com um meme, que não me lembro direito como era, mas basicamente brincava que um lavador de pratos nos EUA ganha mais do que um engenheiro em Banânia. Então decidi checar a seção de comentários, e o comentário que estava no topo chamava as EUA de "shithole superestimado", quando nas respostas perguntaram porque ele achava isso ele respondeu coisas do tipo "a maioria dos brasileiros que vai pra lá só faz o serviço que os americanos não querem".

    O nosso amiguinho simplesmente jogou no lixo todas as variáveis envolvidas nessa questão, como por exemplo o fato de muitos bananenses irem pra lá sem falar inglês fluente , muitas vezes não falando nada de inglês, a maioria não possui formação em alguma área com alta demanda e pouca oferta no país, alguns vão só com o ensino médio de escola pública mesmo, as vezes nem isso, fora a questão do visto, eu não sei como funciona na terra do homem laranja mau, mas na Europa os vistos de trabalho tem prazo e muitas vezes não são renovados, fora a galera que vai ilegal mesmo.

    Enfim, o cidadão, ignorando completamente tais fatores acha que vai chegar em outro país mal e parcamente falando a língua nativa de lá, sem nada que chame atenção no currículo, com um visto de trabalho temporário ou mesmo sem visto nenhum, e simplesmente darão à ele um emprego de boa qualidade logo de cara, se isso não acontece então o país é um "shithole superestimado".

    O mais engraçado é que na Europa, elogiada pelo dito cujo elemento, a situação é muito semelhante, se não igual, lá os bananenses que tem empregos bons ou já saíram daqui empregados ou então tem uma boa proficiência na língua do local e tem formação e/ou experiência em áreas em que falta gente, fora isso, quem simplesmente vai na cara e na coragem acaba geralmente lavando pratos igual nos EUA.

    Enfim, esse não foi o único comentário desse nível que tive o desprazer de ver por lá. Os jovens simplesmente não sabem mais que na vida, com raras exceções, se começa por baixo, especialmente se você se muda pra um local onde ninguém te conhece, você não fala a língua de lá com fluência, etc.
  • Felipe L.  29/07/2020 01:18
    Esse pessoal é louco, eles realmente acham que não sabendo Inglês e com restrições imigratórias severas, o sujeito chega lá e já tem algo "pronto" e exatamente do jeito que estava de quando ele morava no Brasil. O pior é que isso você aprende até com qualquer jogo de estratégia como o Age of Mythology.

    A situação do Brasil está tão ruim (assim como de outros países atrasados) que trabalhar em um setor mais "pesado" é algo aceito no país desenvolvido. As próprias disparidades salariais hoje entre os países do mundo acabam sendo também causadas pela restrição de fluxo de mão de obra (perguntei sobre isso para uma página austro-libertária do Instagram, cujo nome agora me esqueci). Isso explica um exemplo interessante de grande disparidade salarial: na Índia um engenheiro de software tem salário médio anual no país de US$ 6,8 mil, um brasileiro de US$ 15,795 mil e um americano de US$ 109 mil. Note como que a nossa moeda (e a da Índia) desvalorizou desde a época do artigo. Quando partimos de uma "base" menor, aceitamos algo melhor, mesmo que isso para o nativo local seja uma mixaria. Pense na massa de famintos chineses que foram trabalhar por longas jornadas de trabalho durante as primeiras décadas após as reformas de Xiaoping. Os salários e as condições de trabalho eram latrinários, mas aquilo já era melhor do que ter uma garantia de morrer de fome e/ou exaustão durante o comunismo. Eles foram espertos pois pouparam bastante (até hoje é assim) e, com isso, conseguiram ser mais produtivos e, com mais capital intensivo, as jornadas diminuíram e as condições de trabalho melhoraram. Antes tinha no canal antigo Portal Libertarianismo (o site existia também, mas ele sumiu e virou outra coisa) um vídeo mostrando a diferença salarial de um imigrante que vem para os EUA de um nativo. Acho que você acha isso neste canal.

    De qualquer forma, evito essas postagens de Facebook. Rede social infelizmente dá voz para bestas quadradas que ganham uma falsa credibilidade por receberem várias curtidas. Twitter vide. Veja o nível de discussão aqui e compare.
  • Drink Coke  29/07/2020 12:08
    Ele não está de todo errado, na maioria dos casos é assim mesmo, os imigrantes (latinos) vão lá fazer o trabalho que o americano não quer. O que ele erra, e isso cegado pelo seu ódio e inveja aos americanos, é que mesmo fazendo o serviço "sujo" lá, o imigrante está melhor do que vivendo em seu país de origem.

    Eu já contei isso em outro comentário, mas vou repetir, tenho uma cunhada que foi ser babá lá nos EUA, ela já está há 6 anos lá, ainda trabalhando como babá, porém tem um carro próprio, paga um aluguel (no qual divide com uma amiga), sai fora para comer e beber com frequencia, tem iphone, compra roupas e maquiagens de boa qualidade, paga um plano de saude, enfim, tem um estilo de vida superior a muitos brasileiros. No mais, ainda estuda e namora com um americano, ou seja, tem boas perspectivas de melhorar ainda mais sua vida lá.
  • Luís Luz  29/07/2020 17:44
    Enfiar uma cunha de custos goela abaixo gera, em última análise, redução de investimentos na área afetada, pois com margens unitárias e globais menores, o investimento vai cada vez mais se mostrando menos atrativo. Ou seja, onde o governo espera comer é de onde não sairá comida. A população perde, os investidores perdem, a economia perde e, por fim, o governo perde. O governo tem é que reduzir custos e se comportar dentro ou em limites tão inferiores quanto possível, da capacidade da economia suportá-lo. Se o governo desequilibrar a economia, com gastos ineficientes, a casa cai.
  • 4lex5andro  29/07/2020 18:59
    Go out pelo aeroporto internacional mais próximo.
    Os patriotas (vocacionados, iludidos ou por condição) que ficarão no país, mas o máximo que dá pra fazer, é uma política de menores danos (como se tentou em 28/10/2018).

    Pois...
    Tanto mais perdulário, corrupto, amoral e inetpo é o estamento burocrático. Maior o mesmo será, e maior será a carga tributária exigida correspondente.

    E junto dessa já enorme carga tributária, estarão sua ''eterna insuficiência'' dado o caráter perdulário do espoliador.
    E também mais injusta, dada a ''lógica amoral'' do espoliador em prejudicar exatamente os mais pobres, para que estes sempre ''necessitem'' de um estado que os defenda que os vá proteger.

    O Brasil é, resumidamente isso, desde 1500.
  • Lucas Mendes  30/07/2020 12:57
    Brilhante comentário. De uma nitidez cristalina ímpar.
  • Imperion  31/07/2020 04:56
    www.istoedinheiro.com.br/substituto-do-pis-cofins-pode-elevar-renda-em-ate-r345-por-ano-a-cada-brasileiro/
    Seta mesmo verdade esse estudo ou é uma maneira de fazer propaganda da aliquota unificada com aumento?
  • Rodrigo Xavier Mendes  03/08/2020 01:29
    De inesperado não tem muita coisa, né? rs
  • Felipe L.  03/08/2020 12:36
    Pessoal, vamos comemorar. Antes o Haiti estava à nossa frente em liberdade econômica. Agora passamos eles.

    Não estou brincando, só pegar esse comparativo entre os dois países.

    Obrigado Paulo Guedes.
  • Locke  10/08/2020 18:33

    Eu estava no YouTube, e me deparei com um vídeo do youtuber e deputado MamãeFalei - Arthur Moledo do Val. Ele tem um vídeo que ele fala que abriu mão do salário ou dos auxílios (se n me engano foram auxílios). E isso acabou me intrigando bastante, fiquei pensando, qual seria o procedimento usado para fazer tal feito?

    Alguém desse site provavelmente foi servidor público ou alguém que saiba sobre o assunto, poderia me guiar sobre isso?

    Gostaria de saber como podemos rejeitar o salário (de servidor público) e os auxílios? Se tiverem sites sobre o assunto e os sites forem seguros até oficiais, eu agradeço estou curioso... abraços!
  • Imperion  10/08/2020 18:40
    Ele apenas deixa na conta e pede pra depositar de volta no tesouro, o que tem que ser aprovado pra ficar oficial.


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