Quando se fala em corte de gastos, os economistas
desenvolvimentistas e de todas as vertentes keynesianas imediatamente gritam
que tal medida é recessiva. A máxima deles é a de que “despesa
corrente é vida“.
Nada mais falso. Dizer que gastos do governo
geram crescimento econômico é uma grande contradição. O governo, por
definição, não produz nada. Ele não tem recursos próprios para
gastar. O governo só pode gastar aquilo que antes ele confiscou via tributação
ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro.
Só que tanto tributação quanto endividamento geram consequências
negativas sobre a economia.
Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que
poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das
famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia. A tributação
nada mais é do que uma destruição direta de riquezas. Parte daquilo que o
setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em burocracias
improdutivas (ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais), maracutaias,
salários de políticos, agrados a lobistas, subsídios para grandes empresários
amigos do regime, propagandas e em péssimos serviços públicos.
Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de
mercado, o que significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada.
Pior: ao tributar, o governo faz com que a capacidade
futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa
menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação
de mão-de-obra.
Já ao tomar empréstimos — ou seja, emitir títulos –,
o governo se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas
investirem ou para as famílias consumirem.
Não há mágica ou truques capazes de alterar essa
realidade: quando o governo se endivida, isso significa que ele está tomando
mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais
crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos
produtivos. Isso significa que o governo está dificultando e encarecendo o
acesso das famílias e das empresas ao crédito.
E isso é fatal, sobretudo, para as micro, pequenas e
médias empresas.
E piora: a emissão de títulos gera o aumento da
dívida do governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos ou por
meio de mais lançamento de títulos.
E isso leva ao reinício do ciclo vicioso.
Os
números
O governo brasileiro é uma insana e insaciável máquina
de destruição de riqueza. E isso não é uma frase ideológica ou meramente demagógica.
Uma simples olhada em seus números fiscais nos permite constatar isso.
Como ele gasta muito mais do que arrecada via
impostos — pois tem um grande estado de bem-estar social
para sustentar –, ele incorre em déficits orçamentários contínuos. Logo,
ele tem de se endividar (pedir empréstimos) para poder manter seus gastos.
As consequências? O gráfico abaixo mostra a evolução
da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais
é do que um acumulado de déficits. Assim, o gráfico abaixo mostra o volume de
dinheiro que foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits —
dinheiro este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado
para o financiamento de investimentos produtivos:
Gráfico 1: evolução da dívida total do governo
federal (Fonte e gráfico: Banco Central)
O gráfico acima mostra que nada menos que R$ 5,5 trilhões
já foram absorvidos pelo governo federal para sustentar sua máquina e sua
burocracia. São R$ 5,5 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos
produtivos.
Impossível mensurar os custos econômicos das
empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados
e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os
investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo
governo federal.
Para entender o que empurrou essa dívida tão aceleradamente
para cima, é necessário ver o tanto que o governo gastou a mais do que arrecadou
a cada ano. O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive
com juros, além do que arrecada).
Gráfico 2: evolução do déficit nominal do governo
federal (Fonte e gráfico: Banco Central)
O descalabro, que começou realmente ao final de 2011,
mas que se intensificou a partir de meados de 2014, é inaudito. (O surto
ocorrido pontualmente em 2009 se deveu à recessão daquele ano, que fez com que
as receitas do governo caíssem).
Atualmente, em um período de 12 meses, o governo gasta
R$ 500 bilhões a mais do que arrecada via impostos. Ou seja, em 12 meses, o
governo federal se endivida em um montante de R$ 500 bilhões. São R$ 500 bilhões
que ele absorve do setor privado a cada 12 meses. São R$ 500 bilhões que deixam
de financiar investimentos produtivos apenas para fechar as contas do governo.
Mas agora vem a parte realmente assustadora: pegue
esses R$ 500 bilhões que o governo federal absorve via empréstimos em 12 meses e
some aos R$
2,3 trilhões que as três esferas de governo arrecadaram em
2018 via impostos. São R$ 2,8 trilhões
que o estado retirou do setor privado e destruiu no financiamento de sua própria
máquina.
Isso equivale a 41% do PIB, uma vez que o PIB foi de R$ 6,8 trilhões em 2018.
E aí você começará a entender por que será difícil
para um país ainda em desenvolvimento enriquecer e prosperar sob esse atual
arranjo. Não há mágica capaz de subverter essa realidade.
A
lógica é inescapável
Quanto maior é o governo, maiores serão seus
gastos. Quanto maiores forem seus gastos, maiores terão de ser os impostos
e o endividamento do governo.
Quanto maiores forem os impostos, menores serão os
incentivos ao investimento e à produção.
Quanto maior for o endividamento do governo, maiores
serão as oportunidades perdidas em investimentos que não puderam ser feitos
(porque o governo se apropriou desse dinheiro que poderia ter sido emprestado
para o setor privado), maiores serão os gastos com juros, e maior terá de ser a
carga tributária para arcar com esses gastos com juros.
Quando políticos falam que não há como cortar
gastos, o que eles realmente estão dizendo é que não há como reduzir os custos
sobre os indivíduos produtivos, que são aqueles que arcam com o ônus dos
impostos. Um governo com gastos elevados está, na prática, onerando aqueles que
levantam cedo e vão trabalhar.
No final, aqueles que afirmam que gastos do governo
geram crescimento estão afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros
pode enriquecer a todos. Como diz o ditado, está afirmando que “tirar água
da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na
piscina aumentar”.
Conclusão
Onde o governo deve cortar? Em qualquer lugar e
em todo lugar.
Ministério do Turismo,
Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Ministério da Cidadania, Ministério do Meio
Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Educação, Ministério da Ciência e Comunicações, e Secretaria Geral poderiam ser
imediatamente abolidos.
Veja aqui (clique em “despesas”) o
total das despesas de cada ministério em 2018. Excluindo-se o Ministério da Economia (que
gasta R$ 1,4 trilhão) e da Previdência (R$ 541 bilhões), todos os outros ministérios gastam aproximadamente R$ 600 bilhões por ano. (Na era Dilma,
eles empregavam
mais de 113 mil apadrinhados e seus salários consumiam R$ 214 bilhões. Ainda não
se sabe os números exatos da atual administração.)
Adicionalmente, o cancelamento de todos os aumentos
prometidos ao funcionalismo público bem como a extinção dos super-salários
do setor público são imprescindíveis.
A abolição do BNDES e a
devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também seriam um
bom começo (embora isso resolveria apenas um problema de estoque e não de fluxo).
A venda (ou mesmo a abolição) destas 18
estatais que queimam 86% do orçamento com funcionários muito bem pagos e
que dependem de transferências do Tesouro também é imperativa, assim como a
venda das 151
estatais do governo, as quais recebem um aporte anual de R$ 20 bilhões do
governo.
Acima de tudo, a reforma da previdência
do setor público, que é de longe o maior ralo de dinheiro do país, é
absolutamente crucial.
Mas quem fará isso? Por enquanto, só um homem se
apresentou efetivamente.
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Leia também:
Ciclo nefasto: a economia cresce, o governo gasta, e os gastos do governo depredam a economia
Eis um gráfico que assusta e deprime: a evolução dos gastos do governo federal


Esse insight de que “déficit nominal mais arrecadação tributária total” representa a real riqueza que o estado chupa da economia é fundamental para o leigo ao menos começar a entender o tanto que ele está sendo espoliado e privado de uma qualidade de vida melhor.
Mesmo aquele funcionário público beneficiado por este arranjo está vivendo pior do que poderia viver caso a economia fosse menos dilapidada pelo estado e, consequentemente, mais riqueza e mais bens e serviços pudessem ter sido criados.
Como será o Brasil quando Lula for presidente?
Eu tenho visto muitos companheiros de luta, assim como amigos do Psol, Pcdob, PT, Livres, etc.,estarem desanimados com a possível prisão de Lula.Talvez seja nos piores momentos da nossa história que devemos sonhar longe e imaginar um futuro onde as idéias neoliberais não tenham mais espaço. Eu sonho com esse futuro todos os dias e vou relatar neste artigo como será o futuro do Brasil quando lula for presidente.
Não irá existir pobreza material ou intelectual
Imagine um mundo onde não existe mais pobreza, estamos em 2025, e lula foi um presidente tão genial no ano de 2018, que houve um grande choque cultural onde juntou duas coisas fascinantes: A genialidade humana mais um Estado grande e controlador. Dessa grande união a matéria chegou ao estado da arte e o dinheiro foi abolido. Não existe mais fome, absolutamente tudo é de graça, ninguém mais precisa trabalhar; a realidade do ano de 2025 é que 100% das pessoas ficam em suas casas confortáveis filosofando na internet, elas ficam relatando o quão maravilhosa é a vida em uma sociedade socialista, e vão ficar neste paraíso a vida inteira, não irá haver intrigas ou tédio.
Eu acho que você ainda não tem noção do quão formidável será o ano de 2025 com Lula no poder, portanto, eu irei continuar a relatar sobre este ano. Imagine um país onde 200 milhões de habitantes sabem falar cinco línguas diferentes? Quando eu acordo, eu gosto de ir na padaria pedir um pão em Francês, e certamente, o atendente voluntário que estará lendo poemas em Espanhol, ela irá ter uma conversa agradável comigo, tambem em Francês; no horário da noite eu gosto de conversar sobre jazz com meus amigos da Cultura FM {2}, neste momento nós conversamos em Inglês, mas também poderíamos falar em Italiano.
Todo mundo irá se vestir tão bem, porque a própria roupa não terá preço, será a arte pela arte.
Mas, certamente, eu preciso relatar sobre um dos pontos mais importantes desta sociedade deslumbrante criada por lula: Não irá existir mais carros ou veículos a motor. Sim! é isso mesmo que você está lendo, todos os carros do Brasil serão abolidos e todo mundo vai andar de bicicleta, inclusive para transporte de cargas.{1} Será tudo tão lindo, neoliberal; você já imaginou uma pessoa que fala cinco línguas e ainda anda de bicicleta pela cidade com roupa cool? Me apresenta esse bofe que eu quero namorar! Mas ainda sim temos uma indagação importante: não basta existir uma sociedade intelectual, é preciso que esta sociedade seja saudável fisicamente. Por isso, seguindo orientações do dr.Drauzio Varella, o Brasil foi o primeiro país do mundo a criminalizar o consumo de carne e também foi o primeiro país a legalizar o aborto em larga escala; é tudo tão limpo, eu fico impressionado com a limpeza desta sociedade, faz mais de 10 anos que não ouço um choro de criança, alias, faz 10 anos que não vejo uma criança. Mas o que me impressiona é a beleza física dos Brasileiros, absolutamente todos são magros e saudáveis, imagine um país onde 200 milhões de habitantes são modelos? geralmente ocorrem nos supermercados estatais longas conversas intelectuais sobre as propriedades do alface ou da fruta do momento; eu geralmente gosto de discutir sobre a beleza do alface, mas há aqueles que preferem discutir sobre esportes, e este será nosso próximo tópico.
Quando a religião foi abolida no Brasil, um novo deus assumiu o lugar das antigas religiões obscuras, este deus se chama esporte. Mas não podemos falar sobre esportes sem antes adentrarmos na questão do controle social do sexo, como você sabe, houve políticas públicas para promover o aborto em larga escala, mas também era necessário que o sexo não fosse tão “Hetero”, porque sexo hétero é uma coisa muito chata, algo que remete muito ao conservadorismo retrógrado do passado, por este motivo houve diversas publicações para conscientizar à população sobre as vantagens de experimentar novos gêneros. Dito isto, agora podemos entrar na questão dos esportes e da igualdade de gênero; o esporte deixou de ser algo tão feminino ou algo tão masculino, hoje é comum um homem lutar contra uma mulher e não há nenhum preconceito com relação a este quesito. Nossas políticas de conscientização social sobre a questão do gênero, foi algo tão eficaz, que a mulher se tornou tão máscula e o homem se tornou tão afeminado, que não existe mais diferença corporal entre ambos, houve uma igualdade entre gêneros no sentido físico, ambos são magros e bonitos.
Conclusão
Veja que eu não tenho espaço suficiente para relatar o quão maravilhoso é este mundo que está sendo desenhado pelo intelectual lula. Mas você certamente já viu, nestas linhas preliminares, a grandiosidade e beleza deste mundo.Por este motivo devemos lutar com unhas e dentes para que lula seja eleito em 2018, lula ser presidente do Brasil, significa políticas sociais para os mais pobres e minorias oprimidas pelo capital. Sim! se lula chegar ao poder, cedo ou tarde nós vamos chegar ao futuro que relatei acima, e tudo será tão maravilhoso, neoliberal. Isso porque eu nem tive espaço para falar sobre as rodas de intelectuais em volta do conjunto nacional, pertinho da livraria cultura estatal. Você não consegue ver a luz? é tudo tão belo, é tudo tão colorido e feliz. Por que você luta contra isso?
{1} Alguém poderia levantar a questão de que uma bicicleta não pode levar cargas. Isso só mostra ignorância sobre a beleza e sutileza das bicicletas. sim! uma bicicleta pode levar cargas e de uma maneira muito mais Cool do que um caminhão fedorento. Veja no site Cycle chic que bonitinho o senhor levando a família inteira na bicicleta cargo: http://www.copenhagencyclechic.com/2017/01/cargo-bike-workhorse-that-you-dont-have.html
{2} Por favor ouça o concerto do meio dia que sempre ocorre na rádio Cultura FM.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Desenvolvimentismo só possui alguma chance de dar certo se a economia for de alguma forma livre (burocracia, trabalhismo, fiscal, etc).
Um país proto-socialista e proto-fascista como o nosso nunca dará certo com nenhuma política, ainda mais com uma política de privilégios de políticos para magnatas (capitalismo de compadres).
O Brasil é uma Índia que quer gastar como uma França.
Os social-democratas deveriam olhar para o Brasil e finalmente perceber que não é aumento gastos e nem aumento de intervenção do Estado que qualquer país irá se tornar desenvolvido. Um país precisa ser de economicamente livre para isso ser possível.
João Amoedo, do Partido Novo, se propos a fazer grande parte disto.
Em princípio, à exceção do BNDS, que ele quer remodelar.
Eu tento ser otimista com o Brasil mas é evidente que o Ubiratan Jorge Lorio e o Leandro Roque sabem o que dizem e entendem mais de economia que todos nós leitores juntos.Assim sendo não tem como não cair na real.Triste pelo nosso povo quando essa bomba explodir de vez!
Poxa, pra começar o ano com um banho frio desse tipo, só mesmo esperar o carnaval…
Como nem gosto de carnaval, e banho frio faz bem, o que devemos fazer é, antes de tudo, nos indignarmos. A indignação leva à crítica, que pode causar ainda mais indignação e à conscientização de que não somos nada mais que grãos de areia, se não houver união. Dispersos, o vento espalha; juntos nos tornamos sólidos.
Palavras? Sim: “verba volant, scripta manent”, mas imagine-se uns 100 milhões de votos nulos, com que cara os “representantes” se apresentariam aos seus representados para aumentar tributos ou manter privilégios. Seriam reduzidos ao signo que resta depois da igualdade quanto todos os termos de uma equação do segundo grau são transferidos para o lado esquerdo… 0.
Qualquer estrangeiro informado possui imensas dificuldades para compreender como o Brasil chegou nesta situação e não consegue sair, atendendo clientes pelas américas do Sul e Central, durante reuniões todos demonstram curiosidade sobre a situação econômica do Brasil e explico mencionando resumidamente o que diz o artigo, pois 9 em cada 10 ficam muito surpresos quando descobrem que o problema é fiscal e não corrupção, pois uma crise fiscal é relativamente fácil de resolver em seus países, o governo corta gastos, equilibra o orçamento e a confiança dos investidores locais retorna.
Me sinto um alienígena explicando conceitos e fatos como gastos obrigatórios, déficit primário, aumentos para o funcionalismo em plena recessão, estabilidade dos servidores, direito adquirido e aposentadoria sem idade mínima, os questionamentos são sempre:
-Por que o governo é obrigado a gastar dinheiro que ele nem sabe se vai arrecadar?
-Défict primário? Você não quis dizer déficit nominal?
-Numa economia em recessão o normal é que os salários abaixem.
-Por que todos os servidores precisam de estabilidade?
-Direito adquirido se supõe que uma contraparte tem um dever adquirido contra sua vontade.
-Aposentar aos 50 anos?
O destino do Brasil é o mesmo da Argentina de 2001.
A verdade é que o Brasil se tornou um país inviável. É muito caro investir aqui. Tudo é caro demais. Hoje só investe quem tem muito incentivo fiscal e empréstimo do BNDS.
Só um milagre muda essa situação, por força humana normal, natural, não muda.
Hoje é melhor investir no Paraguai, tem menor custo fiscal, trabalhista e especialmente custo de energia elétrica.
Quem esta estabelecido, com sua empresa, vai tocando enquanto pode, mas muitos estão queimando as reservas, o país esta empobrecendo.
A segurança nas grandes cidades não existe. A não ser a de Deus.
Mas os nossos políticos não conseguem ver isso. Desta forma teremos dois caminhos, ou volta a inflação, ou quebra tudo.
Independente de quem vencer as eleições este ano, vai ser muito difícil.
A saída para o déficit fiscal do Brasil não atingir o cidadão comum é o aeroporto.
Os brasileiros capazes de exercer produtivamente uma profissão/empreender, administrar decentemente suas finanças e falar outro idioma não ficarão no Brasil catastrófico que se aproxima, destes, os ricos irão para os Estados Unidos, os descendentes de europeus irão para Europa e os pobres irão para o Paraguai.
Dos que ficarem no Brasil, políticos e seus amigos, funcionários públicos, profissionais medíocres, recém formados pela educação completamente estatizada e inúteis para o trabalho, os idosos e qualquer um incapaz de auferir patrimônio líquido em volume significativo para dispô-lo em momento de necessidade, pagarão a pesada conta na íntegra.
Se um dia daqui 10 anos o Brasil conseguir domar seu estado gigante não haverá quadros qualificados para reconstruir o país, será a Ucrânia dos trópicos.
E tem gente que ainda acredita nessa lorota de “redistribuição de renda” o estado é claramente um inevitável concentrador de renda, a maior parte é perdida em salários da casta do funcionalismo público, outra parte em corrupção inevitável e o resto desperdiçado em pura ineficiência estrutural. Nem um estado governado por Deus aboliria a lei da matemática, o que é arrecadado é inevitavelmente fracionado em todo o custo da burocracia até a pouca fração dos bilhões que sobrar ser usada ineficientemente em uma ou outra coisa que parece algum serviço do que quer que seja.
carteirarica.com.br/wp-content/uploads/2015/09/gastos-publicos.jpg
Se analisarmos esse gráfico, veremos que mesmo com os cortes que os autores propõem, ainda será necessário uma alta carga tributária para pagar o serviço da dívida e a previdência (mais de 60% do PIB). Ou seja, desinchar a máquina é o mesmo que cortar o cabelo esperando perder peso.
O Brasil só não é chamado de socialismo ainda por capricho no nome. Economia fechada para importação, imposto de renda elevado, imposto sobre consumo elevado, regulamentação excessiva..
Se isso aqui estivesse bem seria um bom motivo para rever toda a teoria econômica
Mas, e quem vai ajudar os pobres?
Isso aqui já era, é um caso perdido.
O caos ainda reinará a todo vapor e quando isso ocorrer o totalitalismo de esquerda, sanguinário e assassino, entrará em vigor.
O pouco que o governo faz para melhorar as contas públicas é impedido pela justiça.
Suspensão do reajuste do funcionalismo levou canetada do Lewandowski, privatização da Eletrobrás suspensa pela justiça, reforma trabalhista graças ao TST só é válida para contratos novos. Está difícil.
Como sempre, a faxina depois dos calotes será realizada pelos liberais.
Sempre foi assim. Os keynesianos, desenvolvimentistas, progressistas e socialistas quebram o país, depois os liberais “malvadões” precisam limpar a sujeira.
O mais bizarro é que ninguém publicou uma lista de medidas que devem ser tomadas, com leis, emendas constitucionais, extinção de regulamentações, redução de burocracia, imposto único, etc.
Ninguém começou a resolver o problema. Ninguém apresentou um plano para resolver.
A crise não será resolvida sem planejamento e com tentativas aleatórias de melhorias. Será necessário um pacotão de “maldades” para resolver.
Enfim, a impressão que dá, é que não existem grupos de trabalho pensando na resolução do problema. Parece uma guerra contra e a favor de privilégios.
Calma gente o país vai quebrar,mas nós não iremos…e ai vocês perguntam como cara pálida não seremos afetados,simplesmente comprando ouro,dólar e criptomoedas,enfim poupando ao máximo e gastando o mínimo,o tempo se encarregará de mudar esta história de quebradeira ou seja esse desespero quem deveria ter são os alienados e os que vivem de esmolas estatais,enfim acalmem-se,pois o IMB está apenas apontando o caminho em que estamos indo enquanto nação e economia “subdesenvolvida”,terceiro mundista,”latino-americana sem dinheiro no Banco e vindo do interior”,eu não me desespero mais e procuro focar nas saídas do ponto de vista individual,somos libertários e apolíticos,apartidários,o Facebook está um porre de tanto FAKE NEWS para todo lado,a grande imprensa idem e na realidade não precisamos deles para nada,pois mesmo com toda esta opressão nós temos meios de burlar este elefante branco que é o estado,portanto queridos acalmemos os ânimos e vamos focar na solução pois o diagnóstico está apontando para o caos,mas nós renasceremos das cinzas feito a Fênix da mitologia grega.OBS:Se em Cuba,Coréia do Norte e Venezuela onde a qualidade de vida é péssima as pessoas estão vivendo imagina nós que não estamos em uma ditadura,mas sim vivenciando a falência do mostrengo e devemos defender nossas finanças deste caos,pensem nisto.Esperança e fé em Deus digo aos religiosos e muita força aos ateus,pois esta situação só se vence com poupança a salvo do estado,fé e força de vontade,quantos aos alienados que se estrepem no bom sentido,já que querem ser parasitas que se estrepem,eles é quem devem ficar desesperados.
O que aconteceu a entre 2014 e 2016 (gráfico 2) é algo absolutamente criminoso. Dilma, Mantega, Arno Augustin, Luciano Coutinho, Nelson Barbosa e acima de Lula (que foi o responsável por colocar todos estes lá) deveriam pegar pena de morte por isso.
Qual a possibilidade do Brasil fazer ao menos fazer ajuste fiscal necessário mínimo para evitar o caos econômico em 2019?
Se for pra abolir ministérios, então que abulam todos, exceto o de Justiça, Defesa e Relações Exteriores.
Deveriam ter deixado a Dilma sangrando, agora quem será visto como culpado pela crise econômica será a suposta direita neoliberal
O problema de uma democracia é que para passar reformas como essa vai depender de votos e, no caso brasileiro, vai ter que passar por juristas e políticos.
Muito provavelmente, se o governo de Pinochet não tivesse sido uma ditadura, dificilmente as reformas econômicas que ele propôs passariam pois essa mentalidade de esquerda contaminou a América Latina e haveria políticos no meio barrando ou tentando barrar.
Pode parecer uma defesa da ditadura (ou uma monarquia absolutista), mas é fato que é difícil fazer reformas desse tipo num lugar cheio de eleitores e políticos estatistas (há quem fale que há lugares piores nesse quesito que aqui, eu conheço só a Grécia). Primeiro tem que mudar as ideias das pessoas, mostrando o que há de errado na economia brasileira. Certamente se 40% das pessoas soubessem o básico de economia austríaca, o estado iria cair no dia seguinte.
E principalmente, ideias como as de secessão do estado de São Paulo, da região Sul do país e afins.
Até me surpreendi pelo Temer ter conseguido colocar a PEC dos gastos, só isso já faz uma diferença considerável e, se for cumprida (e não revogada por nenhum sucessor), fará um estrago na expansão estatal dos gastos. Tendo a concordar com o Leandro, deixa esse lixo do Temer aí que é o que dá para fazer agora.
Desistir não é uma opção.
O início da recuperação depende desses pontos principais. Sem essas coisas, não teremos a mínima chance de virar um país rico, ou até chegar a ser o melhor país do mundo.
Primeiro: Acabar com CLT, exceto com a contribuição a previdência
Segundo: Imposto único, onde a taxa desce ou sobe para todo mundo, mesmo para produtos importados.
Terceiro: Acabar com as exigências aos planos de saúde privados, exceto o cumprimento dos contratos. As empresas só deverão cumprir os contratos.
Quarto: Acabar com auxílios e reembolsos no setor público
Quinto: Dividir os impostos em 33% para municipio, 33% para o estado e 33% para a união. Depois o dinheiro é dividido por região de acordo com o número de pessoas .
Sexto: Acabar com todas as regulamentações sobre as empresas, exceto a responsabilidade sobre o lixo, acidentes e financeira. As autorizações, atestados e certificações são retirados, mas a responsabilidade possui lei
Sétimo: Aposentar apenas pessoas com incapacidade física
Oitavo: O governo deve fornecer apenas saúde básica, emergência e remédios. Operações e tratamentos avançados serão fornecidos por planos privados, com vouchers para quem não tem dinheiro
Décimo: Privatizar as universidade públicas e oferecers vouchers ou FIES para quem não tem dinheiro
Isso que é artigo! Parabéns, Leandro e Bira.
Lamentável ver a situação na qual o Brasil se encontra…
O problema é que o governo não dá sinais de querer cortar quaisquer dos seus benefícios, muito pelo contrário.
“O governo brasileiro é uma insana e insaciável máquina de destruição de riqueza. ”
Frase muito bem elaborada, gostei.
Para mim, o Brasil foi um dia o país do futuro. Pena que esse futuro ficou no passado e nunca chegou.
Em que a nossa situação se difere da do Japão, que também possui uma dívida monstruosa?
Professor Iório, soi acontecer, muito bem!
Não aprecio usar a régua “PIB” para indicar alguma coisa.
Esse texto precisa ser interpretado “cum grano salis”.
Não é todo serviço público que é desperdício de dinheiro público. Aliás, alguns serviços públicos são essenciais para que um país tenha condições minimas de se desenvolver, ex. segurança pública, educação básica de qualidade, judiciário eficiente, etc.
Muito serviço prestado pelo estado deveria ser extinto, é a mais pura verdade, mas há serviços públicos que são essenciais e que precisam é ser melhorados.
No Brasil, infelizmente, sofremos tanto com os serviços públicos como os privados ruins.
Outra coisa que se divulga bastante, mas com omissão de todas as informações necessárias para entender melhor o problema, é a de que a previdência do servidor público é a responsável pelo déficit previdenciário.
Os servidores públicos pagam a mesmíssima alíquota de contribuição da previdência privada, ou seja, 11%. E ainda paga essa mesma contribuição de 11% depois que se aposenta (o que não acontece por quem se aposenta pelo INSS), só que apenas sobre o que ultrapassa o teto do valor do INSS (o que ultrapassa cinco mil e pouco).
Esses 11% de contribuição do servidor público é sobre tudo o que ele ganha (se o cara ganha R$10.000,00, paga R$1.100,00 de contribuição), enquanto que o empregado que contribui para o INSS contribui com 11% até o teto do valor que pode receber do INSS (11% de cinco mil e pouco) o que passa desse cinco mil e pouco fica livre de qualquer contribuição previdenciária.
Então, se o déficit da previdência do setor público é bem maior que a do INSS, significa dizer apenas que desviaram/roubaram muito mais as contribuições que os servidores públicos fizeram ao longo dos anos do que as contribuições do INSS.
Sou a favor de existir o mesmo teto de aposentadoria para o servidor público e empregados do regime privado (cinco mil e pouco, por exemplo), assim, o servidor público terá a liberdade de fazer o que melhor lhe aprouver com o que não será confiscado do seu salário a título de contribuição previdenciária, que, afinal, é um mal negócio (contribuir para a aposentadoria, quando há investimentos bem melhores no longo prazo).
Neoliberalism – the ideology at the root of all our problems
George Monbiot, The Guardian
http://www.theguardian.com/books/2016/apr/15/neoliberalism-ideology-problem-george-monbiot
http://www.sitraemg.org.br/post_type_artigo/o-estado-esta-inchado/
Esse artigo mostra que os gastos com funcionalismo vêm caindo, e a tendência é continuar em queda. A concepção de estado inchado pelo excesso de funcionários públicos com salário avantajado é errônea. Como diz o autor do artigo, a maior parte da riqueza do Brasil escoa para o bolso do capital financeiro por meio da dívida pública, que atualmente consome quase 50% do orçamento da União.
Fiquem tranquilos, o progresso do mundo todo já está “planejado”. Até 2030 a terra será um verdadeiro paraíso, então seguramente o Brasil será beneficiado por esse plano, confiram: nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/
Dúvida (apesar de parecer bem idiota):
Quando se fala: “O governo, por definição, não produz nada. Ele não tem recursos próprios para gastar. O governo só pode gastar aquilo que antes ele confiscou via tributação ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro” (…) temos duas únicas alternativas de “renda” para o “guloso” estado (em minúscula mesmo!).
Como entram os lucros das “estatais” nessa equação? (supondo que num “mundo”/Brasil ideal elas dessem lucros e fossem, de fato, concorrentes num mercado livre).
Olá Leandro tudo certo? o que você acha de paulo guedes?
Existem previsões climáticas de que os invernos serão mais rigorosos e duradouros até pelo menos 2060. Esse fenômeno já começou. Significa que parte da agricultura do setentrião sera afetada, reduzindo a produção de alimentos. O consumo de petróleo sera crescente, bem ao contrário das atuais estimativas. O Brasil tera papel de destaque na produção de alimentos e petróleo e a poupança externa pode financiar nossa infraestrutura. A China deu passos iniciais para preparar essa mudança. Muito dinheiro sera direcionado ao Brasil, tornando toda essa dívida uma merreca. Esqueçam essas previsões catastrofistas, típicas dos míopes. A escola austríaca é ótima para explicar os fatos e entender a economia, mas é inútil para para fazer previsões. Deixem isso para os profissionais.
Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia.
Isso nao está correto. O governo pode gastar o dinheiro confiscado em politicas de distribuição de renda, como educação, saúde e bolsa família. Esse dinheiro nao necessariamente será gasto com burocracias, mas com consumo das famílias e investimentos (educação e saúde). Os impostos são mais um problema moral que econômico.
O Jair Bolsonaro não seria o homem que poria a cara a tapa pela diminuição dos impostos?
Gostaria de uma opinião dos(as) senhores(as) sobre a seguinte publicação: exame.abril.com.br/economia/a-automatizacao-nao-assusta-os-trabalhadores-suecos/
Achei totalmente contraditório, são os keynesianos que temem a falta de emprego.
O anarco-capitalismo não corre o risco de virar uma “sociedade do dinheiro” ?
Eu ainda não descobri se nós vivemos numa sociedade teocrática, igualitária, da felicidade, da paz, da amizade, do sexo, da guerra, etc.
Instituto Mises está de sacanagem.
Vejo o noticiário e nosso querido governo só comemora a situação econômica do país. É inflação em queda, superavit na balança comercial, criação de empregos.
Henrique Meirelles nosso salvador da pátria, o presidenciável eleito por alguns sites de notícias, ao ser confrontado pela rebaixamento das agências de risco, diz que é normal…
Normal para mostrar o quanto está ruim, mas a resposta dele é temos que fazer reformas, principalmente na previdência, parece que todo o problema do país é em cima dos trabalhadores do setor privado. O salário dele nem um centavo é retirado
Eu queria saber o que vem depois. Porque a reforma da previdência não vai passar esse ano por causa das eleições. O que vai acontecer depois que o Brasil quebrar? Vamos voltar a hiperinflação ou a situação do país ficará igual a do Rio? Porque se ficar igual o Rio até que não será tão ruim. Ver os dependentes do governo se estreparem até que não será tão ruim. O problema é voltar a hiperinflação ou ter confisco de poupança.
Caros, uma pergunta relativamente off-topic:
Como é feito o cálculo oficial da inflação no Brasil? Dá pra confiar no índice de 2,95% divulgado?
E vai só piorar. Segundo o Valor, "o número de servidores que pediram aposentadoria entre janeiro e novembro de 2017 aumentou quase 50% na comparação com o mesmo período em 2016".
http://www.valor.com.br/brasil/5257897/pedidos-de-aposentadoria-de-servidores-federais-sobem-50
a partir do momento em que vocês dizem que eles estão enganados. ao invés de dizer que fazem isso intencionalmente pra sabotar a independencia das pessoas pra continuar as vampirizando, já entram no campo de batalha derrotados
Caro Leandro
O que você tem dizer sobre o seguinte artigo: brasil.elpais.com/brasil/2018/01/05/economia/1515177346_780498.html
Infelizmente o cenário é desanimador!
Pois para diminuirmos o Estado, necessariamente, passa por uma nova constituinte. Isso para o país, por 02 anos.
Quem vai ter coragem? Ninguém.
O ponto principal da guerra política e cultural, é que a liberdade não deve ser negociada.
Todas as transições democráticas com negociações serviram para salvar o socialismo.
O resultado disso foi nefasto. Países com milhares de mortos pelos socialistas, ainda defendem coisas que foram a base de sustentação do socialismo.
Não defendo revolução. A única coisa certa a fazer é não negociar e não ceder à pautas socialistas ou anti-capitalista.
Um link sobre a dívida dos US em tempo real;
http://www.usdebtclock.org/
Se tiver um link do Br seria útil.
O problema principal, e que ninguém comentou, é a CONSTITUIÇÃO de 1988 feita, sob medida, para os Políticos e Burocratas. Essa Constituição atual possui umas toneladas de “Despesas Obrigatórias” e outras muitas outras.
E como mudar isto sem passar pelos POLÍTICOS? E como “votar” em um país com apuração ultra-secreta de votos pelo TSE e com urnas vindas da Venezuela?
Creio que estamos em um Ponto sem Volta, rumo a um Caos de tal ordem que esta geração (os que hoje estão vivos) não verá melhorar em nada!
Só Deus pode nos ajudar individualmente. Mas, como nação, o Brasil já foi pro brejo!
A Tatcher privatizou a agua e a eletricidade, vocês consideram isso um sucesso?
Na america do sul, a privatização da agua só deu certo no Chile, graças a grande regulação no setor.
Eu acho que tem que privatizar tudo, mas na agua eu tenho receio pelo resultado que deu…
As propostas do João Amoedo, do Partido Novo, cobrem praticamente tudo isso.
Uma dúvida: Se o Brasil arrecada anualmente 2,170 trilhões e o país está quebrado, então a máquina pública gasta muito mais que isso?
E todo santo ano são sempre novos trilhões em arrecadação? (A URSS ficaria até com inveja)
Vamos jogar isso para uma esfera microscópica, que é onde a coisa acontece.
O pai ou a mãe, funcionários públicos, chegam em casa depois de um dia de trabalho. A filha está no quarto, sonhando em ganhar um Iphone; o irmão só passou em engenharia na PUC com Prouni. A avó daquela família recebe uma aposentadoria e necessita de remédios caros porém de graça “na rede”. Como convencer milhares de pessoas nessa situação de que é necessário extinguir cargos públicos? A Odebrecht criou um demônio.
A economia deve ser tratada de maneira científica,e não ideológica.
O governo deve se limitar a recolher os impostos gerados pela produtividade da iniciativa privada estimulada pelo consumo,ao invés de taxar o consumo como se isto fosse a produtividade do governo,como se existisse uma iniciativa econômica pública capaz de substituir a iniciativa privada…
Quem se beneficia em onerar o consumidor e sobrecarregar o empresariado são os velhos burocratas do socialismo,incapazes de prosperar pela iniciativa privada,descrentes da ciência administrativa que norteia os parâmetros da economia de mercado,e manipuladores da ignorância alheia,subornada pelo comodismo das benesses sociais, financiadas por quem não pode pagar por elas,enquanto as usufrui em meio ao caos financeiro criado pela má gestão dos recursos do erário público,repercutindo na falência dos serviços públicos,carente dos recursos maus gastos feitos tanto por quem contribui quanto por quem os administra.
Esse é o mau do brasileiro,este cidadão medíocre:Procura as causas dos seus problemas em todos os lugares,menos ,na sua forma de pensar sobre eles…É um ciclo viciosos no qual só os idiotas e desinformados se acostumam.
Será que os brasileiros em geral só vão aceitar e exigir mudanças profundas quando o Brasil falir?
* * *
Olá a todos,
Alguém que entenda mais de contas públicas pode me ajudar ?
Hoje vi essa noticia g1.globo.com/economia/noticia/divida-publica-sobe-143-em-2017-para-r-355-trilhoes-e-bate-recorde.ghtml e lembrei imediatamente desse artigo que havia lido a poucos dias.
Na noticia do G1 é informado de que a divida é de 3,55 tri e a fonte é o Tesouro Nacional, já nesse artigo a mencionada dívida é 5 tri e a fonte é o Banco Central. Por que essa diferença tá grande de resultados ? Estou interpretando algum dado errado ?
Os senhores poderiam me dizer a diferença (se existe) entre aumento de gastos e impulso fiscal? Em 2015, por exemplo, tivemos um impulso fiscal de 0,6% do PIB. Isso quer dizer que ouve um aumento dos gastos de 0,6% de nossa economia?
Reajuste de militares em 2019 está garantido, independentemente de equipe econômica
blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/reajuste-de-militares-em-2019-esta-garantido-independentemente-de-equipe-economica/
Dizer que gastos do governo geram crescimento econômico é uma grande contradição
Pior que não é…
Aqui no Brasil se não tiver a mão do Estado, ninguém faz nada.
Tem lugares aí que a iniciativa privada é praticamente inexistente e eu to falando por experiência própria.
Vc pode argumentar : “Ah mas é por causa da burocracia, do custo Brasil, o Estado atrapalha o empreendedor…”
É verdade… concordamos.
E por isso as pessoas são reféns da ação estatal. Na cabeça delas, já crescem esperando ação do Estado e ainda tem todas essas condições ao redor pra confirma.
É a triste realidade.
Uma notícia de partir o coração: g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/com-crise-e-cortes-na-ciencia-jovens-doutores-encaram-o-desemprego-titulo-nao-paga-aluguel.ghtml
A resposta para a crise fiscal é simples, IPCA 2020 20% e Dólar R$8,00.
Meu maior medo em tudo isso é a volta da inflação. A única diferença, até agora, do histórico Brasileiro em outras épocas de endividamento é a relativa ”estabilidade” da moeda. Se fosse em outras épocas estaríamos com aumentos gigantes nos preços ..
A dívida sobe, a rolagem dela fica cada vez mais difícil, bancos começam a comprar títulos, a inflação de preços explode como consequência da expansão monetária..
Não é um cenário irrealista para o próximo ano até 2020 caso nada seja feito
quanto ressentimento vcs nutrem contra os funcionários públicos. Só porque vcs nao tem capacidade de passar em um consurso publico. Nao é vcs q defendem a meritocracia? Então vão estudar, vão se esforçar, quem sabe um dia vcs chegam lá. Não adianta ficar aqui destilando odio contra quem venceu na vida, isso não faz bem pra vcs gente!
Como vocês lidam com a Boeing ter comprado a EMBRAER e a Airbus ter comprado a BOMBARDIER?
Livre-mercado é tão bom que só tem duas fabricantes de jatos comercial de grande porte, é assim que funciona, as grandes compram a pequena e fazem sua reserva de mercado, ai deixa inviavel a entrada de novos players, quem vai ser louco de entrar no mercado pra brigar com elas? Basta elas terem 1 ano de prejuizo, vendendo aviões muito barato, que nenhum novo concorrente dura.
Qual a solução de vocês pra isso?
O Amoêdo é o mais próximo de representar no plano político essa vontade de cortar os gastos públicos, mas ninguém se lembra dele…
Prezados e prezadas,
Ouvi a notícia que a segunda fase do “e-social” começou ontem, 16/07.
Assim, pergunto:
1) Como é isso no dia a dia dos negócios?
2) Qual é o impacto para o empreendedor?
Agradeço antecipadamente todas as respostas.
Gostaria que o colega Richard Gladstone de Jouvenel, que tem me orientado bastante, respondesse também.
Abraços!
As instituições federais devem cerca de R$ 5,2 trilhões. Acrescentando mais R$ o,5 trilhões das estatais federais. Mais R$ 0,7 trilhões das instituições estaduais, distritais e municipais, em conjunto com as suas estatais. Temos uma mega dívida pública de R$ 6,5 trilhões, quase 100% do PIB.
Até 2024, deve subir para R$ 10 trilhões. E em 2030 para R$ 15 trilhões.
Lembrete: entre 2028 e 2030, se o atual cenário não mudar, viramos Grécia. Atualmente, os estados do RS e RJ já faliram, outra dezenas estão pré-falidos, e centenas de prefeituras também já faliram, principalmente de municípios que não produzem nada. Se o cenário político-econômico mudar (suavemente), adiamos para 2040 a mega crise, que é o que deve acontecer.
Ok, mas em nenhum momento foi mencionada a cultura de sonegação de impostos do brasileiro como uma das causas da situação das contas públicas. Se todos recolhessem seus impostos corretamente, o governo não teria superávits e folga orçamentária?
Abraços
Brasil tem jeito não. Melhor coisa é cada federação se separar e se tornar um país independente. A raiz do problema está em Brasília. Países grandes demais deixam o estado virar esse monstro. Tente fazer isso na Suíça e na Nova Zelândia…
Estatal EBC paga salário de até R$ 35,8 mil
A EBC, empresa do governo que administra uma rádio, uma TV e uma agência online, tem na sua folha de pagamento ao menos 83 empregados que recebem mais de R$ 20 mil por mês, além de outros benefícios.
Entre os concursados, o maior vencimento é de R$ 35,8 mil de uma funcionária do setor de contabilidade. Por ser mais do que o salário de um ministro do Supremo (R$ 33,7 mil), sofre o abate-teto.
Há cinegrafistas que receberam, em maio, R$ 25 mil (a iniciativa privada paga, em média, R$ 4 mil) e uma secretária, R$ 27,8 mil, mesmo salário de um juiz em início de carreira. A carga horária varia de seis a oito horas de trabalho por dia.
politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/governo-paga-salario-de-mais-de-r-20-mil-na-ebc/
Mas lembrem-se: não há onde cortar gastos…
Como sempre o nível dos artigos está excelente. Mas estou passando para avisar que esse artigo e outros simplesmente não funcionam no celular. É imperioso que corrijam isso porque diminui o alcance dos textos postados aqui.
Sinceramente eu esperava mais do Mises Brasil neste artigo. Adoro os artigos que nos fazem pensar.
O Artigo foi muito bom, mas no fim mais confundiu do que elucidou. Eu não entendi a razão do último parágrafo afirmar que: “Por enquanto, ninguém se apresentou. Ao contrário, todos estão ou em silêncio ou fugindo covardemente.”, ligando a parte final da frase a um artigo do Instituto Liberal que contradiz exatamente o que está escrito, pois o mesmo afirma que o João Amoêdo, do partido Novo, foi o único candidato a se manifestar contra o aumento de gastos e é o único que possui uma proposta firme, balizada pelos valores do Novo e pela atuação dos 4 vereadores do partido, em reduzir o tamanho da máquina estatal e acabar com os privilégios do Estado.
Gostaria de ver uma correção no artigo sobre este ponto.
Muita paz.
Como se faz para reduzir o judiciário?
Especificamente, como abolir a justiça do trabalho?
Como diabos o Ministério da Fazenda consegue gastar 1 trilhão de reais?
Boa noite, a todos. Sou novato no quesito economia, mas venho lendo os artigos do instituto já tem um tempo. Este e os do Clube dos poupadores (que é excelente por sinal) e tenho uma dúvida genuína que sinceramente ninguém conseguiu me explicar exatamente. Teoricamente, sendo o dinheiro divisível, a economia pode funcionar perfeitamente somente a partir de uma quantidade “limitada” de dinheiro, sem fazer como o governo faz, criar dinheiro do nada o que gera a inflação (estou certo?) Logo, qual é, a verdadeira finalidade do Banco Central? Uma palestra do Paulo Guedes ele explicou que o Banco Central tem a função de garantir a estabilidade da moeda, o que fez sentido para mim. Contudo, se a economia é capaz de girar mesmo com uma quantidade fixa de dinheiro, aqueles juros que são cobrados, teoricamente, de onde deveriam sair, uma vez que não se pode criar dinheiro do nada?
Também leio muito os comentários e percebo que alguns se exaltam um pouco mais…rsrsrs outros usam de grandes ironias, mas minha pergunta é genuína mesmo. Alguém poderia me auxiliar?
Grato.
Na boa? Alguém do IMB deveria passar esse texto pro Bolsonaro ou pelo menos pro Guedes.
Boa tarde, segundo vcs já descreveram em outros artigos, tanto Hillary quanto Trump são populistas e seriam um lixo pros Eua.
Apesar do Trump cortar impostos, a dívida pública deles cresce pra estratosfera.
No entanto, os Eua estão bombando com recorde de emprego, aumento de renda, bolsa…
Esse momento atual dos americanos é sustentável?
Dá pra CRAVAR que em breve ainda no gov Trump vai estourar essa crise lá?
Por isso o mercado global está torcendo pelo Bolsonaro, pra virem pra cá e desarmarem parte dessa bomba nos EUA?
Obrigado.
Certo dia eu ouvi meu professor dizendo que durante o nazismo a Alemanha se desenvolveu economicamente. Isso é verdade ou mito? O que acontecia de fato? Eu sei que no pós-guerra foi o Ludwig Erhard quem acabou salvando a economia, simplesmente removendo obstáculos estatais.
Texto excelente. Só, acredito, foi infeliz no exemplo da piscina. Tirar agua da parte profunda e jogá-la na parte rasa mantem o nível da mesma. Agora, na economia ao confiscar dos produtivos e jogar nas mãos do governo nem mantemos o mesmo nível. Geramos probreza.
Abraços
(Off) Hoje é um dia catastrófico para o libertarianismo. 20 anos trabalhando no argumento pela liberdade para vir um tarado por uniformes (que jamais fez nada pela liberdade no Brasil) virar a esperança da direita no Brasil.
Já é um progresso que o povo esteja rejeitando os socialistas da esquerda, quando é que os da direita começam a ser repelidos?
O Brasil está colocado num continente cheio de problemas, tráfico de drogas, armas contrabandeadas dos EUA e outros países, multiculturalidade, demasiada desigualdade social, na minha opinião só funciona mesmo com uma democracia musculada… desde que não seja uma ditadura.
Uma parte da solução é conseguir ter uma policia mais forte e menos corrupta, ter uma sociedade civil com direito a porte de arma, etc.
Leandrão, digitou 17 e sentou o dedo no confirma no dia de ontem?
Quais são as principais diferenças entre o Brasil do passado com os EUA do passado? E as diferenças entre os EUA presente do Brasil presente?
Quero saber é quem vai cuidar da saúde e da educação dos pobres se não for o Estado.
Já li em algumas reportagens a relação entre montante investido e empregos gerados. Acho que era de 30 empregos por milhão investido. Numa relação mais baixa de 10 empregos gerados para cada 1 milhão investido, seria como se o governo absolvesse por ano 500 mil empregos. Seria 500 mil pessoas trabalhando, investindo, consumindo…
Diminuiria os custos com bem-estar social. Outra consequência seria a queda do spread bancário. Essa queda do spread seria algo que se alimentaria. Haveria uma melhora na vida das pessoas, que poderiam pagar por muitos serviços que hoje elas dependem de alguns serviços prestados pelo estado. E se ainda assim o pessoal insistir na social-democracia, o governo teria mais recursos para investir nos mais necessitados. Ou seja, até os social-democratas deveriam ter cuidado com a dívida pública.
Como os chicaguistas e keynesianos veem a ideia de austeridade fiscal com corte de gasto e corte de impostos? Na lógica neoclássica binária de expansão/contração isso não seria uma contraditório?
Leandro, sabendo que o regime de concessão é desastroso no ponto de vista econômico, eu me lembrei de quando eu passava pela Rodovia Adhemar de Barros (que liga Mococa até Campinas), onde a qualidade da pavimentação é algo que eu nunca vi igual, qualidade de nível suíço (melhor do que em alguns trechos pelos quais eu passo aqui na Flórida). Você anda em um Corvette ali e não vai sentir nenhuma irregularidade. Por que isso ocorre? Isso seria um milagre? Porque, por exemplo, se explicar pelo fato de haver mais dinheiro sendo gasto nessa área pelo estado ser mais rico do que os demais, poderia se afirmar que isso não seria o bastante, já que um gasto estatal maior não necessariamente resulta em algo melhor (e há vários exemplos disso em “serviços” estatais), correto?
Bom, eu já passei por estradas de interior do Piauí e Ceará e, depois disso, as estradas do interior paulista se sentem agora como estradas de qualidade alemã.
Graças a nossa constituição, choques fiscais são quase impossíveis, 90% ou mais do orçamento é engessado. Mesmo o atual governo tem espectativas de melhorar o deficit com o crescimento e inflação, não com cortes bruscos. A própria previdencia vai crescer em velocidade menor.
Com essa constituição e sistema político, nossa liberdade nunca é garantida
Acredito que boa parte deve ter assistido pelo menos uma parte do Guedes na CCJ, basicamente lidando com analfabetos funcionais (os da oposição, nem se fala).
O negócio é tão desesperador, as noções econômicas desses políticos da esquerda é tão infantil e inacreditável, que resolvi citar 3 que me deixaram de cabelo em pé.
Reginaldo Lopes, PT-MG: ”essa proposta do ministro é um absurdo, ele tá querendo tirar 1 trilhão da economia, quando na verdade deveria se fazer o contrário, botar 1 trilhão na economia!!!!!!!”
Alessandro Molon, PSB-RJ: ”esse regime de capitlização é pra enriquecer banqueiro. Como funciona hoje? Nós temos um jumbo, que é a previdência, que precisa lá de seus reparos. Na capitalização a proposta é cada um comprar o seu jatinho, porque só o trabalhador vai contribuir sozinho.”
Alencar Santana, PT-SP: ”ministro, essa reforma é cruel, você está impedindo o jovem de se aposentar no futuro!” (ou seja, com a reforma o jovem não vai conseguir se aposentar, ele vai conseguir se deixar do jeito que tá).
É desesperador.
“Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia.”
Sem tributos não existiria Estado, sem Estado seria o caos. O dinheiro arrecadado via tributos não deveria ser desperdiçado na manutenção de burocracia. O propósito do Estado não é desperdiçar dinheiro e sim prover serviços públicos de qualidade (saúde, educação, segurança).
“A tributação nada mais é do que uma destruição direta de riquezas.”
Se o dinheiro arrecadado com os tributos for alocado de forma correta e racional não haverá destruição de riqueza, pelo contrário, pode estimular a economia do país e com isso gerar mais riquezas. Uma educação pública de qualidade, ampla e acessível a toda a sociedade, pode aumentar significativamente a produtividade do país, pra ficar em um exemplo.
“Parte daquilo que o setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em burocracias improdutivas (ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais), maracutaias, salários de políticos, agrados a lobistas, subsídios para grandes empresários amigos do regime, propagandas e em péssimos serviços públicos.”
Isso é a descrição de um Estado disfuncional, perdulário e corrupto. Nem todos os Estados são assim. O Estado pode (e deve), ser funcional, racional e eficiente.
Gente a coisa ta ficando ruim msm. Uma garotada da minha cidade está protestando por causa do corte de verbas para projetos sociais, por exemplo, tem um que dá inclusão para crianças aprender violino. E agora o Doria está fechando deptos culturais, to preocupado!!
Lendo os comentários não vi citado o grande volume de capital confiscado através dos impostos que são direcionados à paraísos fiscais pelos corruptos, dinheiro que garantirá uma boa vida à esses e a toda sua prole. O valor desatualizado movimentado pela lava jato passava de 8 trilhões em 2017, bem maior do que o nosso PIB atual. Apenas um ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, devolveu 180 milhões no acordo de leniência, fruto do pagamento de propina de empresas que mantinham contratos com a estatal, um gerente de 3º escalão, 100% do montante estava no exterior. Se devolveu 180 milhões com certeza deva ter muito mais não rastreado.
“Mas com os investimentos públicos toda a população arca com os riscos pois foi toda a população que adotou uma constituição que determina as atribuições do estado e foi toda a população que escolheu os políticos para gerir o estado.”
Você teve escolha em adotar? Você acha correto seus direitos individuais serem violados, sua propriedade ser tomada para que se construa uma ponte superfaturada em um estado do outro lado do continente? Ou então para financiar um porto em Cuba?
“O objetivo dos serviços públicos, diferente dos privados, não é ser rentável, é ser efetivo.
O sistema de saúde da Austrália é um exemplo de sistema público, universal e efetivo. ”
Talvez exatamente por isso que não consiga dar certo. Ser eficiente em termos políticos e legais é caber no orçamento. O rentável do privado é ganhar dinheiro, e isso acontece quando as pessoas optam pelos seu serviços…
“Acho ótimo existir um mercado privado de saúde. Quem tem renda suficiente para consumir um serviço de saúde de melhor qualidade pode ir ao mercado privado. Quem puder e quiser pagar uma fortuna para fazer uma cirurgia no Albert Einstein, maravilha. Mas é importante que aquele favelado desempregado sem renda tenha acesso a um sistema de saúde no mínimo satisfatório.”
Albert Einstein é a exceção no mercado privado. Existe uma infinidade de hospitais e muitos planos de saúde (a oferta poderia ser maior se o estado não atrapalhasse). Acontece que não é só pobre, miserável que usa o SUS, muita gente OPTA por não ter um plano de saúde, preferindo gastar o dinheiro com outras coisas e depois cai na rede pública, gerando dever do pobre e do desempregado custear com seus impostos.
É inegável que o Estado e seu financiamento são os principais problemas para retomada da economia do país.
E que no Brasil, empreender é ter o governo como sócio-compulsório (menos na hora de falir).
Diante de tal quadro, competir com o Estado, ao mesmo tempo o tendo como ‘sócio’, via carga tributária e burocracia, torna o acesso ao crédito uma epopéia grega praticamente.
Se os juros de empréstimos fossem menores, talvez os preços ao consumidor no varejo em geral, também o seriam.
O que o Imb proporia como solução mais adequada pra mudar o padrão de juros abusivos no varejo?
Como contribuição e referência segue um trecho de um parecer do BCB:
“Segundo o Banco Central, o saldo das operações de crédito do sistema financeiro, incluindo recursos livres e direcionados, atingiu 3.111 bilhões reais, 54,5% do PIB, em julho de 2015. Sobre este estoque incidem juros, cujo valor médio no mesmo período era de 28,4% ao ano (o equivalente na Europa é da ordem de 3-5%). Isto significa que a carga de juros pagos apenas nos bancos representa R$ 880 bilhões, 15,4% do PIB. Os custos de captação são muito baixos – basta ver como remuneram as nossas aplicações – e a alavancagem é com custo zero, enquanto os custos operacionais (em particular a mão de obra) são amplamente cobertos pelas tarifas. Aqui se trata basicamente do ônus que a sociedade paga para sustentar a máquina de intermediação. Uma massa de recursos deste porte transforma a economia. Analisar a sua origem e destino é por tanto fundamental. (BCB, ECOIMPOM, 08/2015)”
Números de fins de 2015, quando o Brasil já estava em plena recessão.
Quem não convive com o problema, certamente não será parte dos que apontarão as soluções para ele.
Não serão funças, políticos e burocratas que resolverão a pobreza do país, dado que não são os mesmos que tem de lidar com a carestia resultante dessa pobreza, como serviços de ônibus, saúde, metrô e educação precários (dizendo o mínimo).
O Brasil deve se resolver como país a partir do indivíduo e não de ”instituições”.
Leandro,
Assim como a dívida dos títulos públicos, a previdência social também deveria ser considerada como uma dívida pública.
Como a aposentadoria passa a ser um “direito”, assim que a pessoa se aposenta (no Brasil, enquanto a pessoa não se aposenta, ela possui apenas expectativa de direito), deve ser calculada a dívida da União para cada aposentado até o momento da sua morte (através da expectativa de sobrevida após a aposentadoria). Porém , esse cálculo não é tão fácil.
Isso daria uma visão mais clara do tamanho da dívida pública previdenciária, assim como é feito com a dívida dos títulos públicos.
De forma mais simples, Stephen Kanitz, em um artigo do ano 2000, fez o cálculo somando os gastos com a previdência até 2030, chegando a quantia de 7 trilhões de reais.
Se estava assim naquela época, imagine agora…
Você teria ideia de qual seria essa dívida hoje, fazendo um cálculo de 2019 a 2049, por exemplo?
Existe algum país que realiza esse cálculo?
blog.kanitz.com.br/problema-previdencia/
Leandro, bom dia.
Tenho uma dúvida sobre essa configuração de circulo vicioso do endividamento governamental. Entendi o quão nocivo isso é pro país com as explicações acima. Entretanto me pergunto: seria possível esse arranjo se manter infinitamente, em termos econômicos, ou haveria algum momento no qual o estado não mais conseguiria rolar a dívida?
Obrigado
Ano que vem esse artigo já terá que ser atualizado. Os lockdowns pioraram ainda mais a situação, somado ao fato dos socorros do governo federal (eu deixaria as prefeituras e governos estaduais quebrarem… a quem interessa isso?) e aos novos poderes do BCB.