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“Funciona bem, agrada aos consumidores e não é regulado? O governo tem de proibir!”


Nota do editor: o artigo abaixo foi originalmente publicado no dia 19 de abril de 2017. Novas tentativas governamentais de regular Uber e Cabify nos obrigam a subi-lo novamente.

________________________________

Faz
poucos anos que estamos vivenciando o surgimento de uma nova e inesperada forma
de liberdade de mercado.

Em
nosso mercado extremamente regulado, estático e burocratizado, amarrado por calhamaços
de regras e imposições governamentais, algo belo e inovador surgiu. Por vezes
chamada de “economia digital” ou “economia compartilhada”, mas também chamada
pejorativamente de “economia freelancer” ou mesmo “economia dos bicos”,
trata-se de um arranjo puramente voluntário
em que aplicativos de smartphone são utilizados para conectar diretamente
produtores e consumidores.

Este
arranjo conseguiu fazer com que bilhões em recursos físicos e humanos até então
ociosos fossem repentinamente transformados em ativos geradores de riqueza,
trazendo grande satisfação ao consumidor. E, inevitavelmente, gerando grande insatisfação
para governos e sindicatos protegidos por eles.

A
principal empresa deste setor é a Uber, que oferece um serviço — em nível global
— de transporte de passageiros que concorre com os taxis. Por meio de seu
aplicativo, qualquer pessoa comum pode transformar seu bem de consumo (automóvel,
que não gera renda) em um bem de capital (que gera renda e aumenta a riqueza). A
Uber faz com que aquele indivíduo que normalmente utilizaria seu carro apenas
para uso pessoal possa agora utilizá-lo de modo a ganhar dinheiro: prestando serviços
para consumidores. A Uber transforma um bem de consumo básico (um carro) em um
bem de capital (um instrumento que gera renda e aumenta a riqueza).

Em
sua folha de pagamento, a empresa possui apenas 7.000 funcionários fixos (que são
aqueles que trabalham nas instalações físicas da empresa), mas ela concede
poder a milhões de motoristas e passageiros.

Assim
como a Uber, há milhares de outros aplicativos, tanto no setor de caronas
(Cabify, Lyft etc.) quanto em várias outras áreas, como AirBnb (que concorre
com as grandes redes hoteleiras), Instacart
(serviço que entrega compras de supermercado em casa em uma hora), Handy (que faz serviços de faxina e afazeres
domésticos sob demanda), Kiva e Give Well (pelos quais você respectivamente
empresta e doa dinheiro aos pobres dos lugares mais pobres do mundo), Kickstarter e Indiegogo (pelos quais você pode tanto financiar
empresas ao redor do mundo como também pode ser financiado, driblando todo o
sistema bancário controlado e regulado pelo estado), e OpenBazaar (pelo qual qualquer indivíduo de
qualquer lugar do mundo pode
virar empreendedor
, sem ter de depender de permissões do governo).

Essas
criações são incrivelmente animadoras. Oportunidades econômicas estão sendo
criadas e disponibilizadas para milhões de pessoas, e tais mercados realmente
representam uma esperança para o futuro.

A
grade ironia é que estes aplicativos estão entregando o controle do capital aos
próprios trabalhadores, exatamente como os socialistas dizem que deveria ser. Os
aplicativos geraram uma mudança nas relações de produção, permitindo que cada
vez mais indivíduos se tornassem proprietários dos meios de produção em vez de
ter de trabalhar para terceiros que detêm todo o capital físico necessário para
fazer seu trabalho. Mas tudo isso esta acontecendo por meio de um processo
capitalista.

(Sim,
a Uber é a proprietária da plataforma do software que torna possível a conexão
entre vendedores (motoristas) e compradores, mas os motoristas da Uber detêm
seu próprio capital. Eles são livres para escolher os dias e as horas em que
querem trabalhar.)

Seria
de se imaginar que o surgimento deste tipo mercado — totalmente voluntário — fosse
aclamado com um grande e universal entusiasmo, principalmente pela esquerda
progressista. Mas, obviamente, nenhuma criação tão inovadora quanto essa é
recebida com aplausos ubíquos.

O
jornal The New York Times,
o grande bastião da esquerda chique, arrogou par si a tarefa de liderar
violentos ataques àquilo que ele chama de “economia dos bicos”. A escrita do
jornal segue todas as características do gênero: encontre algo que funciona e
que ainda não está regulado, e exija que o governo faça algo imediatamente. Encontre
algum setor que está em processo de melhorias, e trate-o como algo que o
governo deve esmagar incontinenti. Pouco importa se os consumidores deste serviço
o aprovam e querem que ele continue.

Um
editorial
tão ruim quanto este merece uma resposta detalhada:

Não há utopia em empresas como
Uber, Lyft, Instacart e Handy. Seus trabalhadores são frequentemente
manipulados a trabalhar longas jornadas em troca de baixos salários, ao mesmo
tempo em que estão continuamente à procura de novas corridas e tarefas.

“Utopia”
é um padrão muito alto contra o qual comparar qualquer realidade existente. Qualquer
coisa que seja comparada a uma utopia irá necessariamente perder. O editorial,
portanto, já começa com um erro básico de lógica.

Adicionalmente,
é o ápice da presunção e arrogância presumir que indivíduos estão sendo “manipulados”
pelo fato de terem escolhido trabalhar duro. Várias pessoas, inclusive
jornalistas, apenas almejam o sucesso por meio do trabalho.

Estas empresas descobriram que
podem transformar modernidades e evoluções tecnológicas em antiquadas explorações
trabalhistas — de acordo com várias evidências –, pois seus empregados não usufruem
os mesmos direitos trabalhistas que o resto da população.

Imagine
um motorista da Uber que, sentado no sofá de sua casa assistindo à Netflix por
horas seguidas, repentinamente constata: “Eu poderia estar ganhando dinheiro
transportando pessoas pela cidade, conversando cordialmente com elas,
satisfazendo seus desejos, e até mesmo levando bêbados para casa em segurança. Vou
fazer isso!” E então ele se levanta do sofá e vai trabalhar. (Motorista da Uber
trabalha quando quer).

É
isso que o The New York Times chama
de “exploração trabalhista”

Os trabalhadores dessa “economia
dos bicos” tendem a ser mais pobres e são majoritariamente formados por minorias.
… A maioria disse que o dinheiro que ganham com seu trabalho foi essencial
para suas famílias.

O
Times está condenando a solução e
dizendo que ela é, na verdade, um problema. Pessoas mais pobres e que precisam
de uma segunda fonte de renda agora têm uma, graças à economia digital. Será que
tais pessoas estariam em melhor situação sem esta oportunidade? (Sim, estou
constrangido em ter de recorrer a argumentos tão básicos, mas estou apenas
mantendo o mesmo nível do The New York
Times
).

Dado que os trabalhadores destas
empresas que atuam na economia digital são considerados prestadores de serviços
autônomos e independentes, e não empregados fixos, eles não usufruem proteções básicas,
como salário mínimo, [encargos sociais e trabalhistas, no caso do Brasil], e adicional
de horas extras. Isso ajudou a Uber, que surgiu em 2009 e rapidamente chegou a
700.000 motoristas cadastrados e ativos apenas nos EUA. Isso é praticamente o
triplo do número de taxistas e motoristas particulares que havia no país em
2014.

Que
a Uber tenha crescido tão rápido sob este arranjo é um fenômeno particularmente
elucidativo. O mercado de trabalho convencional não mais está funcionando
exatamente por causa destas “proteções básicas” que, na realidade, representam
fardos onerosos que não ajudam nem os patrões e nem os empregados.

Tais
regulações conseguem apenas diminuir a concorrência em cada setor, restringindo
tanto o número de novos empreendedores quanto o de novos empregados. Mas funcionam
como uma ótima reserva de mercado para quem já está estabelecido.

O
sucesso da economia digital é a prova inconteste de que o mercado — ou seja, o
público consumidor — está implorando por menos obstáculos e por fardos menos
onerosos. Quando você obtém sucesso operando sob regime concorrencial, isso é
uma evidência de que você está fazendo bem feito (de novo, peço desculpas ao
leitor por ser obrigado a falar obviedades).

Em número crescente, trabalhadores
e agências reguladoras do governo estão reagindo.

Acione
o seu decodificador: na frase acima, o termo “trabalhadores” significa “sindicatos”,
cujo único interesse é fechar o mercado de trabalho em benefício próprio e à
custa de todos os outros trabalhadores não-sindicalizados. Sindicatos cartelizam
o mercado de trabalho ao estipular valores salariais mínimos para suas
respectivas profissões, proibindo todos os não-sindicalizados de trabalhar por
valores menores do que o estipulado pelo sindicato. (Pela terceira vez, peço
desculpas por ter de repetir obviedades).

Quanto
às agências reguladoras do governo, é óbvio que elas estão preparadas e ávidas
para destruir qualquer coisa que prospere no mercado sem sua permissão. É para
isso que elas existem. Este sempre foi o seu histórico.

Porém, até o momento, a experiência
com estas empresas mostra que, sem as proteções legais e as normas éticas que
outrora eram amplamente aceitas, os trabalhadores descobrirão que a economia do
futuro será um lugar ainda mais inóspito.

Olha
só: se o Times está dizendo que Uber, Lyft, Instacart, Handy e todas as
milhares de outras empresas da economia compartilhada irão se dar mal no
mercado e serão substituídas por algo diferente, ótimo. Deixe o mercado (os
consumidores) determinar os ganhadores e os perdedores. Se os trabalhadores
encontrarem opções melhores, eles irão naturalmente em direção a elas.

No
entanto, e até o momento, tudo indica que o campo gravitacional tanto no
mercado de trabalho quanto no mercado consumidor está indo para a direção oposta:
para arranjos que transferem direitos de propriedade e de escolha para os
trabalhadores, e contornando barreiras governamentais.

O
mercado já está falando, gritando, berrando: vamos tentar algo diferente.

O
que a mídia progressista está realmente exigindo é que haja mais decretos e regulamentações
que esmaguem empresas inovadoras. Não podemos deixar que isso seja
bem-sucedido.

Conclusão


um motivo por que as inovações quase sempre se concentram nos setores de alta
tecnologia: este é um setor (ainda) relativamente pouco regulado. Burocratas,
por definição, são lentos e tendem à inércia. Eles não conseguem criar
regulações na mesma velocidade que o mercado cria inovações. Havendo pouca
regulação, há poucas barreiras artificiais ao empreendedorismo, aos
investimentos e às descobertas. O grande beneficiado acaba sendo o consumidor.


os outros setores da economia — mais antigos e, por isso, mais regulados — seguem
engessados. Raramente surgirão inovações dali. O estado impede.

Toda
a nossa esperança de uma contínua melhoria em nosso bem-estar virá do setor
tecnológico. E é este que o estado agora quer regular com mais intensidade. Burocratas
podem não ser rápidos o bastante para perceber o que realmente está acontecendo
em termos de evolução tecnológica; mas, eventualmente, eles podem recorrer ao
poder da caneta tentar abolir tudo. Eles detêm todo o poder destruidor do
governo.

É imperativo oferecermos resistência.

 

Nota do IMB (de Adriano
Gianturco
)

No
Brasil, nos últimos 3 anos, a economia piorou, o desemprego aumentou, a dívida
pública disparou, e os preços subiram quase
30%
. No setor de transportes, os preços das passagens de avião subiram, o
número de voos diminuiu (a oferta de vôos voltou
ao patamar de 2010
) e a passagem de ônibus aumentou.
Tudo piorou e encareceu.

As
únicas coisas que melhoraram, e muito, foram a sua mobilidade e a sua liberdade
de escolha, graças a Uber e Cabify. E os preços caíram. Hoje, você se locomove
nas grandes cidades pagando bem menos do que pagava há 3 anos (mesmo com a
inflação de preços chegando a quase 30% neste período).

O
que então o estado decidiu fazer? A única coisa que ele sabe fazer: usar seu
poder destrutivo para tentar abolir esta melhoria e, com isso, piorar a nossa
vida. Querem
agora proibir Uber e Cabify
.

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58 comentários em ““Funciona bem, agrada aos consumidores e não é regulado? O governo tem de proibir!””

  1. Liberal Clássico

    O que mais me irrita nessas matérias de esquerda é a arrogância deles em “falarem” por toda uma classe.

    “Os trabalhadores do uber estão sendo manipulados” “…estão sendo explorados” “..precisam de proteção”

    Porra! que eu saiba quem foi trabalhar no Uber foi porque quis, ou uber obriga alguém? se a pessoa concordou com as condições e ainda é livre para sair, então não há exploração. Se eles acham ruim o que o Uber oferece, então ofereça algo melhor ou cale a boca.

    Afinal, nada mais irritante do que um filhinho de papai que virou jornalista achar que sabe o que é melhor para todos.

  2. Aproveitando esse mês de abril, o IMB pretende lançar artigo sobre esse roubo, humilhação e tortura psicológica (você já catou seus 3.540 papéizinhos de recibos?) que é o imposto de renda?

  3. Se o governo regular Uber como um serviço público serão criadas várias agências municipais pra coordenar este serviço, mais concursos.

  4. Eles não conseguem criar regulações na mesma velocidade que o mercado cria inovações

    Infelizmente isso não é verdade. Se fosse, veríamos o setor privado crescer mais que o setor público, e o que vemos ao redor do mundo é o contrário disso.

  5. A lógica é a seguinte: todos os seres humanos são maus e o capitalismo nada mais é do que exploração dos bons (poucos) pelos maus (muitos). Porém, os seres humanos e o capitalismo podem ser magicamente transformados positivamente por outro seleto grupo de humanos iluminados, probos e clarividentes: os burocratas do estado.

    Eis a mente progressista in a nutshell.

  6. Primeiro a esquerda vilipendia empregadores como pessoas que "exploram" trabalhadores. Aí surge uma empresa que permite aos trabalhadores se tornarem donos dos meios de produção e trabalharem quando quiserem (e a termos muito mais favoráveis que taxistas, diga-se de passagem, pois estes têm de pagar aluguel de R$ 150 por dia pelo carro), e o que faz esquerda? Demoniza essa empresa.

    Conclusão: para a esquerda, o emprego só é justo e humano se for para um sindicato ou na máquina pública.

  7. Típico Filósofo

    Apresso-me em desespero de volta ao IMB depois de anos.

    Devido à armadilha de liquidez e consequente baixa arrecadação de impostos gerados pela ganância dos capitalistas e conspiração midiática neo-liberal, o estado não me paga há três meses.

    Circunvalado de dívidas, vi-me forçado ao demérito de ingressar na “iniciativa privada” pela primeira vez em meus 48 anos e sujeitar-me à exploração dos posseiros do capital internacional. Sim, tornei-me motorista do Uber e mal sou capaz de descrever os horrores da minha atual profissão:

    a) Você é pago de acordo com as viagens que faz.

    Absurdo inexprimível em palavras! E se eu não tiver condições psicológicas para realizar as viagens? Onde está meu direito à saúde e à dignidade humana previstos na Constituição? Como não posso tirar semanas remuneradas para cuidar da minha integridade física e psíquica? É um retrocesso das leis do trabalho.

    O que eu sou? Um mero traste escravo dos clientes? Fico à disposição de humilhar-me e oferecer balas a eles na esperança de ganhar 5 estrelinhas em um aplicativo? Minha dignidade agora depende do agrado de estranhos? Que tipo de sistema é este onde só quem provê recebe de volta?

    b) Onde está o sindicato?

    Minha experiência de organização sindical: seja na CIPA, na tesouraria ou nos comícios – foi TUDO jogado aos cães. No Uber não tem sindicato. Você enfrenta sozinho o patrão: um sinistro ícone de celular que te explora impessoalmente e te aliena da condição proletário.

    É uma exploração impessoal, sinistra e quase hedionda. Dá para fazer grave contra um aplicativo? Não.

    O grande capital encarna em sua forma mais maligna e opressora.

    c) O serviço não cessa em cortar preços.

    Para engolir a competição, o capitalista de 30 Megabytes não cessa em cortar os preços para promover a competição predatória. Onde está o COPOM para regular as tarifas do Uber para garantir que as empresas nacionais possam competir? “É tecnologia nova,” dizem meus colegas políticos e eu entendo. O grande capital hoje se oculta atrás da tecnologia (como o BitCoin) e explora a classe trabalhadora gozando do atraso das instituições legais.

    Estamos adiante de um novo capitalismo.

  8. Bem que o Olavo fala que esse jornal não presta, e agora o Jeffrey Tucker confirma.

    Penso que essa briga entre sindicatos, governo e a Uber exista contra os sites independentes da mídia esquerdista que são rotulados pela mesma de “fake news”, e não é a toa que os esquerdistas estão fazendo de tudo pra controlar a internet depois da derrota da Hillary, como a dilma e a merkel fizeram pressionando o Zuckerberg pra deletar paginas liberais e conservadoras.

  9. Para o Governo pouco importa que a UBER nos ofereça uma fonte de riqueza e a liberdade de escolha. Para esses pilantras o foco são os impostos abusivos e obrigatórios, sem mencionar o protecionismo que só favorece aos donos de ALVARÁS, onde a maioria destes são políticos e funcionários do governo. Nos obrigando a pagar preços absurdos por uma corrida de poucos km.

    Esse é o jogo dos comunistas, subjugar nossa liberdade de escolha e econômica.

  10. Off Topic, mas não achei artigos recentes sobre meu questionamento.

    Estou no primeiro semestre do curso de Direito, tenho que fazer um projeto de pesquisa científica e escolhi o tema “Leis de isenção fiscal no Ceará, e seus efeitos na geração de empregos e empreendimentos”. Eu não vou fazer a pesquisa em sí, apenas o projeto de como seria a pesquisa. Eu queria usar como referencial teórico a Praxeologia, e queria achar exemplos de trabalhos científicos que usaram a praxeologia como referencial teórico.

    Eu adoraria se pudessem me ajudar, até pra ajudar a espalhar a escola austríaca entre universitários.

  11. “…….bilhões em recursos físicos e humanos até então ociosos fossem repentinamente transformados em ativos geradores de riqueza, trazendo grande satisfação ao consumidor. E, inevitavelmente, gerando grande insatisfação para governos e sindicatos protegidos por eles…….”

    Colocação perfeita.

    EIS A QUESTÃO:LIBERDADE!! OS “GOVERNOSOS” a inveja, sensação de perda de controle,de poder e como arrecadar (GOVERNO SINDICATOS,CRIAM DIFICULDADES PARA VENDER FACILIDADES) se todos estão produzindo e consumindo e mais NÃO SAO OBRIGADOS NEM A CONSUMIR NEM A PRODUZIR,SÓ DE LIVRE E ESPONTANEA VONTADE , DE LIVRE E ESPONTANEA VONTADE,ASSUMINDO OS RISCOS , SOFRENDO OU GOZANDO OS RESULTADOS.

    Lembro:EM CUBA NÃO TEM ISSO,NÃO TEM LIVRE E ESPONTANEA VONTADE DE FAZER OU NÃO FAZER,DE ENTRAR ,MUITO MENOS DE SAIR. Se em Cuba não tem então assim nao pode ser na mente deformada dos elementos socialistas,esquerdistas,petistas larapios, especialistas em CRIAR DIFICULDADES E VENDER FACILIDADES,”taxas de sucesso”.

    Quase dá para afirmar: se o governo,sindicatos e “trabalhistas” estão descontentes e desesperados, então a coisa esta certa, É BOA!

    Outros ramos e atividades estão se dando conta que podem usar ativos “estacionados”,ociosos e recursos humanos ávidos em entrar em ação eventualmente ou quando se lhes aprouver.LOGO LOGO VAMOS TER COZINHEIROS,DOCEIRAS,ETC, ONLINE ,prontos para entrar em ação,HOTEIS e hospedagens até em residências são oferecidas e o mundo será melhor sem a gigolagem do governo.

  12. Pior do que o editorial do NYT é a parte dos comentários. É inacreditável o número de pessoas que acreditam que o editorial está correto e ainda vão além. O governo fez um ótimo trabalho de doutrinação. As pessoas estão incrivelmente estúpidas. Elas realmente descentralizaram toda a responsabilidade pessoal por suas vidas para o governo. Pra falar a verdade, não vejo problema nisso. Cada um faz o que achar melhor da própria vida. O problema real é querer arrastar todo mundo para o mesmo buraco. Se a pessoa não possui capacidade para cuidar da sua própria vida e fazer as próprias escolhas, que viva com isso. Mas deixe os outros em paz!

  13. O Jeffrey Tucker é top, para mim talvez o autor que com mais fluidez escreve sobre liberdade. Mas extraordinariamente esse artigo tem algumas coisas difíceis de assimilar. Mas convenhamos, trata-se de uma situação bastante contraditória.

    Na primeira parte do artigo, foi destacado o fato de os motoristas da Uber trabalharem proprietários, autônomos, donos do seu próprio tempo, etc. Ninguém sonha que todas as pessoas do mundo poderiam alcançar ou almejar tal condição, mas até então os motoristas da Uber eram os melhores exemplos da satisfação encontrada nesse ambiente de liberdade, como contrapeso aos trabalhadores que são protegidos por regulações. Até que, do meio pro fim, descobrimos que esses mesmos trabalhadores já estão formando sindicatos. Nem Freud explica isso.

    E quanto às agências reguladoras, não são o maior ou o problema. O problema maior, e pior, é o inescapável monopólio. Nem precisa acanalhá-las, vilipendiá-las ou falar em aboli-las (no sentido lato), se o objetivo é “simplesmente” liberar o mercado. Basta ser pró-liberdade, defendendo que nenhuma empresa seja obrigada a se submeter às regulações de tais agências (ou de quaisquer outras entidades que exerçam funções semelhantes) para poder estabelecer-se e operar. Em outras palavras, é importante que essas que hoje são agências reguladoras estejam também sujeitas à concorrência, e então elas podem atuar como associações, onde as empresas se comprometem ou obedeçam a determinados regulamentos, ou oferecendo certificados, selos, etc.

    Mas mais importante, como consequência disso advogar pelo esclarecimento do consumidor. Não obstante ser exatamente isto que o artigo faz. É muito mais coerente argumentar que o consumidor tem muito mais condições de desfrutar e exercer a democracia se ele estiver em um ambiente de livre mercado, onde as agências possam fazer sua propaganda, demonstrar quais as vantagens de se obter produtos ou serviços das empresas vinculadas a elas… E por aí vai. Desde que não haja monopólio, elas podem perfeitamente existir em um ambiente de livre concorrência.

  14. É injusto dizer que o governo quer proibir o Uber.

    O governo quer apenas regulamentá-lo tanto que ele se torne praticamente inviável ou se transforme em um novo taxi, uma concessão estatal. Só isso!

    “A grade ironia é que estes aplicativos estão entregando o controle do capital aos próprios trabalhadores, exatamente como os socialistas dizem que deveria ser.”

    Pois, é: o que os socialistas realmente querem é bem diferente do que eles dizem querer…

    * * *

  15. A nota do editor resumiu perfeitamente como o Estado age, ou seja, sempre se esforçando para destruir a riqueza produzidas pelas pessoas com muito esforço.

  16. O uber (e aplicativos similares) revelam a ponta do iceberg sobre o qual toda a economia sindicalizada está alicerçada.

    Todas as atividades são reguladas, controladas e concedidas pelo Estado. O desmonte disso geraria um ganho de produtividade monumental, uma correção da alocação ótima de capital de toda a poupança e uma ascensão sem precedentes na história.

  17. Moro numa cidade de 650 mil habitantes onde serviços de transportes contratados via aplicativos já atendem 40 mil chamadas por dia. E creio que “só” está em 40 mil porque muita gente ainda não os utiliza, ou não os conhece.

    Mas o que importa para a câmara de vereadores, numa audiência pública, é a berraceira de 350 taxistas, que querem tais serviços regulamentados. Consulta pública, que é bom, os senhores vereadores não fazem. É osso.

  18. Normal, hoje pagando se consegue fazer matérias compradas.

    Esquerda e Intelectuais gostam de pobres. Se começam a ganhar dinheiro e deixam de ser pobres, bom aí terão que encontrar outro emprego.

  19. SERGIO MARDINE FRAULOB

    Eu gosto do Uber, mas o capitalismo pressupõe oportunidades iguais para todos e respeito aos contratos. Isto não foi solucionado no caso do Uber e assemelhados. Para ficar tudo igual, as licenças de táxi deveriam ser extintas, indenizando oa proprietários, e acabar com o serviço de táxi como é hoje. A não ser o grande ganho de poder utilizar veiculos particulares que estariam ociosos boa parte do tempo, o Uber não aumentou tanto a produtividade, afinal ainda é preciso o motorista. Para refletir, o Uber tem problemas em inúmeras cidades no mundo, será que é porque os governantes são resistentes à evolução ou tem questões como impostos, segurança e etc envolvidos que não foram resolvidas?

  20. Empreender de verdade não pressuporia definir os preços do próprio serviço (e prosperar e falhar até encontrar o equilíbrio de mercado)?

    Nesse sentido, os apps de transporte parecem mais proto-reguladores de que enablers.

  21. Sou super a favor de manter o Estado o mais afastado disso quanto possível. É claro que esses apps de transporte precisam seguir algumas regras, até para nos manter mais seguros também. Mas exigir a regulamentação até os dentes vai jogar toda a inovação e progresso pelo ralo. Não quero que me digam o que fazer com o meu dinheiro! Se eu deixo na poupança, se eu gasto tudo em um cassino ou faço uma fogueira com ele, sou eu (e apenas eu) quem decide.

  22. Se vocês soubessem o quanto um dos diretores da TV Cultura ganha por mês e o estilo de vida que ele leva ficariam assustados. E isso que quase ninguém nunca assistiu aquela emissora.

    No Brasil, a reserva de mercado e os subsídios garantidos pelo Estado criou uma panelinha que pode ser facilmente comparada à sociedade de castas da Índia. Nunca esse país vai ser sério, já até me conformei.

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