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Honestidade e confiança

Atitudes como desonestidade, mentira e trapaça não são tratadas com a devida abjeção que merecem.  Para se compreender melhor a importância da honestidade e da confiança, apenas imagine como seria nossa rotina diária se não pudéssemos confiar em ninguém.  Quando compramos em uma farmácia um recipiente contendo 100 pequenas pílulas (como vidros de homeopatia, por exemplo), quantos de nós nos damos ao trabalho de realmente contar as pílulas?  E quando o remédio é líquido, quantos de nós conferimos se o volume divulgado no rótulo corresponde ao volume verdadeiro?  Quando abastecemos nosso carro no posto, como sabemos que os litros especificados na bomba realmente correspondem ao volume que entrou no tanque do carro?  Quando você vai ao supermercado e compra 1 quilo de carne, você por acaso verifica — por meios independentes — se realmente está levando um quilo de carne?  Em cada um desses casos, e em milhares de outros, nós simplesmente confiamos no vendedor.

Inversamente, há milhares de situações em que é o vendedor quem tem de confiar no comprador.  Após um mês de trabalho, o empregado confia que seu patrão irá lhe pagar o salário combinado.  Um comerciante vende um produto e recebe em troca um cheque, o qual ele confia que tenha fundo.  Um fornecedor entrega uma mercadoria para seu cliente e confia que este irá lhe pagar dali a 30 dias, como combinado.

Exemplos de honestidade e confiança são abundantes, mas imagine o custo e a inconveniência caso não pudéssemos confiar em ninguém.  Teríamos de andar sempre carregando instrumentos de medição para nos certificarmos de que realmente estamos recebendo o volume correto de gasolina e o quilo correto de carne.  Imagine a inconveniência de ter de contar o número de pílulas ou de mensurar o volume de um líquido dentro de um recipiente?

Se não pudéssemos confiar em ninguém, se a simples palavra do vendedor ou do comprador não tivesse valor nenhum, teríamos de arcar com o oneroso fardo de fazer contratos por escrito para toda e qualquer transação efetuada.  Teríamos de arcar com todos os custos de monitoramento que garantem que a outra parte irá fazer corretamente até mesmo às mais simples transações.  Podemos dizer com toda a certeza que tudo aquilo que solapa a honestidade e a confiança aumenta os custos de transação, reduz o real valor das trocas voluntárias e nos torna mais pobres.

Honestidade e confiança se manifestam de maneiras que poucos de nós sequer conseguimos imaginar.  Em determinadas vizinhanças, por exemplo, é comum que empresas de entrega deixem encomendas muitas vezes valiosas em frente à porta caso o morador não esteja em casa para recebê-la.  Não há necessidade de marcar horário para a entrega, o que é bom tanto para o morador quanto para a empresa.  Ambos ficam com suas agendas livres e aumentam sua produtividade.  Da mesma maneira, supermercados e demais estabelecimentos comerciais podem tranquilamente expor várias mercadorias perto das portas de entrada e saída do estabelecimento, ou até mesmo deixá-las do lado de fora do estabelecimento, sem se preocupar com roubos.

Já em vizinhanças notoriamente menos honestas, empresas de entrega que deixassem encomendas na porta de uma casa e estabelecimentos comerciais que expusessem mercadorias perto da rua estariam cometendo o equivalente a um suicídio econômico.

Desonestidade é algo oneroso.  Empresas de entrega não podem simplesmente deixar encomendas em frente à porta caso o morador não esteja em casa.  A empresa terá de arcar com os custos de fazer uma nova viagem em outro horário.  Ou terá de tentar agendar um horário.  Ou então o cliente terá de arcar com os custos de ter ele próprio de ir recolher o produto.  Se um estabelecimento comercial decidir exibir algumas de suas mercadorias do lado de fora, ele terá da arcar com os custos de contratar um auxiliar — isso se ele realmente puder se arriscar a deixar suas mercadorias do lado de fora.

A honestidade afeta os estabelecimentos comerciais de uma outra maneira.  Por exemplo, o objetivo de um gerente de supermercado é maximizar a taxa de vendas de mercadorias por metro quadrado de espaço alugado.  Quando os índices de criminalidade — como furto — são baixos, o gerente pode utilizar todo o espaço alugado, inclusive os espaços perto da porta de entrada e saída, aumentando desta forma seu potencial de lucro.  Esta oportunidade é negada aos supermercados e mercearias em localidades em que há menos honestidade.  Nestes locais, o espaço aproveitado é menor.  Em muitos casos, é preciso que haja espaços livres para que o dono da mercearia ou mesmo o gerente de um supermercado possa manter os olhos em seus clientes e funcionários para se certificar de que ninguém está furtando nada.  Isso, por sua vez, significa um maior custo para se empreender, o que se traduz em maiores preços, menores lucros e menos amenidades para os consumidores.

A criminalidade, a desconfiança e a desonestidade impõem enormes prejuízos que vão muito além daqueles sentidos diretamente.  Boa parte do custo da criminalidade e da desonestidade recai justamente sobre aquelas pessoas que menos podem se dar ao luxo de arcar com tudo isso: os mais pobres.  São os mais pobres que acabam tendo menos opções de escolha e pagando mais caro, ou tendo de arcar com os custos de se locomover para ir fazer compras em localidades melhores e mais distantes.  São aqueles pobres que moram em localidades de alta criminalidade que sequer conseguem receber uma pizza em casa.

O fato de honestidade e confiança serem tão vitais deveria nos fazer repensar a nossa tolerância com criminosos e pessoas desonestas — a começar por todos os criminosos que estão no poder e que gozam de impunidade.



autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • joao  29/09/2013 03:09
    A criminalidade, a desconfiança e a desonestidade impõem enormes prejuízos que vão muito além daqueles sentidos diretamente. Boa parte do custo da criminalidade e da desonestidade recai justamente sobre aquelas pessoas que menos podem se dar ao luxo de arcar com tudo isso: os mais pobres. São os mais pobres que acabam tendo menos opções de escolha e pagando mais caro, ou tendo de arcar com os custos de se locomover para ir fazer compras em localidades melhores e mais distantes. São aqueles pobres que moram em localidades de alta criminalidade que sequer conseguem receber uma pizza em casa.

    Imagine o tal custo-Brasil....
  • Sergio  29/09/2013 03:11
    O vídeo do Sachsida aborda esta questão: www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=N07D_Gs-jts#t=147 (depois dos 2 minutos e 20)
  • Típico Filósofo  29/09/2013 13:32
    "São aqueles pobres que moram em localidades de alta criminalidade que sequer conseguem receber uma pizza em casa."

    A culpa de tudo isto não é da criminalidade(Nome incorreto para protesto por direitos sociais pelos mais pobres) mas sim das pizzarias que não têm compromisso para com sua função social de incluir a população carente em suas rotas de acesso.
    A verdade é que a burguesia pizzaiola está apenas interessada em maximizar seus lucros em detrimento de atravessar labirintos de poças, montanhas de lama e território de movimentos sociais julgados como criminosos(Absurdo) para entregar suas mercadorias.

    A solução para tal não é o mercado, mas a estatização do serviço das pizzarias para que sejam voltadas ao seu compromisso de inclusão social.
  • Bernardo F  29/09/2013 22:49
    É a função social das pizzarias!! haha
    Cada comentário do Típico Filósofo é garantia de boas risadas.
  • Daniel C.  30/09/2013 11:27
    Típico Filósofo:
    Há localidades nas quais o seu correio estatizado não entrega encomendas por motocicletas porque os que "protestam por direitos sociais pelos mais pobres" derrubam o motoqueiro e socializam a mercadoria. Portanto sua solução cubana para a inclusão social já dá provas de que não funciona.
  • Pedro.  30/09/2013 12:07
    Tipico Filosofo, eu vou discordar em parte de voce.

    Estatizar as pizzarias não é a melhor solução, mas sim fazer leis que obriguem as pizzarias a fazer entregas com desconto nas comunidades carentes. E mais ainda, que as pizzarias levem pizzas extras para os trabalhadores protestantes que se arriscam interceptando os motoboys para exigir deles a mais valia que estão levando para seus patrões burgueses.

    Não basta as autoridades burguesas apelarem para que não se reaja a estes trabalhadores injustamente tachados de criminosos e que se leve algum dinheiro extra para não frustra-los em seu trabalho de expropriar a burguesia exploradora, é preciso que a lei estabeleça pesadas penalidades para a reação e obrigue que se leve a remuneração e lanche para estes trabalhadores em protesto.

    Tenho dito!
  • Típico Filósofo  30/09/2013 14:40
    Precisamos de conscientização da marginalização promovida pelas pizzarias.

    A proposta do senhor Pedro é brilhante e o tornaria referência em qualquer comício partidário brasileiro. Congratulações, camarada. Sua estratégia de alimentação dos movimentos sociais periféricos (Taxados injustamente de "crime organizado")através da restituição social ao proletariado da mais-valia explorada pela burguesia pizzaiola não só fortaleceria a consciência de classe dos trabalhadores(Os entregadores veriam o estado de exploração no qual vivem e se uniriam aos movimentos sociais) e enfraqueceria a dominação do capital internacional (Dado que multinacionais inescrupulosas como a Domino's Pizza exploram as riquezas brasileiras).

    Adendo sobre os Correios:

    É propaganda entreguista promovida pelos EUA que a nacional "Correios" promove tais tipos de discriminação contra os pobres como explanadas pelo senhor Daniel Capitalista. Na realidade, a elite internacional está em uma cruzada há décadas para denegrir a imagem de uma estatal tão gloriosa e aliada ao Brasil que é os "Correios".
    Vídeo de propaganda neoliberal barato:

    "Funcionários do correio arremessando encomendas contra o galpão"
    www.youtube.com/watch?v=bO_-KSuhOHs

    É possível claramente identificar o sotaque americano na mulher que fala e o fato de que diretores de Hollywood foram contatados para dirigir a farsa. E ainda há quem se oponha à censura contra o Google.
  • Pupilo  30/09/2013 18:53
    Graças a Deus. Com esse comentário tive a certeza que o Tipico Filoso é um ser brilhantemente irônico.
  • Emerson Luis, um Psicologo  03/10/2013 20:14
    Típico Filósofo, em geral admiro seus brilhantes comentários, mas desta vez você teve uma visão muito limitada.

    As pizzarias devem ser estatizadas sim. Porém, uma vez que a pizza é um instrumento de alienação social análogo à isca para o peixe (além de um símbolo do capitalismo que oferece pão e circo), as pizzarias devem deixar de fazer pizzas e passar a fazer pratos típicos da culinária brasileira, especialmente os de origem africana e indígena, feitos com alimentos saudáveis como pão integral, etc.

    E em lugar daquele maldito refrigerante, devem oferecer sucos feitos com leite de soja nacional. E não devem conter nenhuma carne, apenas carne feita de soja brasileira. Assim, além de melhorar a saúde do povo, estará promovendo a agricultura nacional, um setor estratégico que também devia ser estatizado.

    Sabemos que a maioria não vai apreciar, mas as pessoas logo se habituarão. Os intelectuais da esquerda caviar sabem o que é bom para as pessoas melhor do que elas mesmas e por isso devem tomar por elas as suas decisões mais importantes.

    Por fim, os entregadores devem fazer as entregas de bicicleta (de fabricação brasileira, claro), pois não poluem e é um bom exercício para eles. E as embalagens (feitas de material reciclado) devem conter panfletos socialistas.

    Pense grande, Filósofo. Estude mais os modelos para o Brasil fornecidos pela Argentina, Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Este é o nosso futuro e a grande marcha da História não pode ser detida pelos reacionários.

    Abraço!

    * * *
  • Típico Filósofo  03/10/2013 21:07
    Excelente análise, senhor Emerson. Perdoe-me por minha visão reacionária, essa fora produto da doutrinação capitalista imposta a mim desde a mais tenra idade por uma instituição obsoleta e incompleta chamada família.

    Entretanto, ponderemos quanto à utilidade social da pizza ao povo brasileiro: Que outro alimento de vosso conhecimento possui tamanho simbolismo igualitário? A pizza, apesar de advir do modelo de consumo imposto pelas multinacionais globalizadas neoliberais, é um dos poucos alimentos que poderá ser repartido igualitariamente entre os trabalhadores e ter sua conta entregue à classe exploradora simultaneamente?

    Porém, tua reivindicação em prol da prosperidade dos produtores marginalizados pelo capital internacional não se dará por esquecida: Toda receita deverá conter 4/5 de componentes nacionais (Outros deverão advir das nações igualmente comprometidas com a causa revolucionária) e deverão ser popularizadas aquelas que valorizem a cozinha nacional, em sabor acarajé e feijoada.

    Sobre vossos excelentíssimos pontos sobre a garantia da qualidade de vida da classe entregadora, resta-me aplaudi-lo por sua bravura em defender os direitos dos trabalhadores à uma vida saudável frente à ganância burguesa de extrair sua mais-valia através da maximização das entregas/hora.
  • Pedro Ivo  04/10/2013 12:15
    Tem certeza que este cara é um troll?! O que ele diz é tão semelhante aos comícios do PcdoB e congêneres. Será que os trolls não são os comunistas, e este cara é que é real?
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/10/2013 18:48
    Senhor Filósofo, queira desculpar meu excesso de zelo. Apesar de saber que a Marcha da História rumo ao socialismo global é inexorável e independe dos esforços individuais contra nem a favor dela, me sinto ansioso para que todas as pessoas aceitem os ideais neomarxistas. Além disso, assim como minha heroína Marilena Chauí, eu odeio a mentalidade fascista da classe média.

    Realmente a pizza, apesar de ser mais consumida pelas classes privilegiadas, é um bom símbolo do igualitarismo com seu formato circular e divisão em partes iguais. Além disso, o formato triangular das partes remete à dialética marxista que todos nós devemos absorver e transmitir.

    A pizza tem uma longa história de desenvolvimento. Os antigos egípcios e babilônios (povos coletivistas) já faziam bolos redondos, assim como os gregos (o que nos lembra da utópica República de Platão com seus reis-filósofos centralizadores. Mas os fenícios e israelitas (os burgueses da Antiguidade) também.

    Os árabes acrescentaram cobertura de carne e cebola e os italianos copiaram deles nas Cruzadas imperialistas e a incrementaram. Assim, vemos que a pizza passa há milênios pela guerra entre o capitalismo explorador e o socialismo libertador e será símblo da vitória final do coletivismo.

    Pizza com massa feita de soja em vez de trigo e sabor acarajé e/ou feijoada deve ser uma delícia. Que outras regulamentações mais nossos visionários legisladores vão nos impor para o nosso próprio bem?

    Será necessário abrir uma estatal para administrar as pizzarias estatizadas. Poderia se chamar Pizzabrás e ter sua matriz em Brasília (algo cheio de simbolismo). O planejamento central de todas as pizzas do Brasil criaria milhares de cargos de confiança a serem ocupados pelos nossos abnegados companheiros do partido.

    Essa estatal seria responsável pelo Bolsa-Pizza. Assim haverá uma pizza entregue em toda casa proletária, financiada ou não pelo programa "Casa Dela, Vida Dela" (como sabe, a casa fica no nome da mulher porque os homens heterossexuais não são confiáveis).

    Aliás, seguindo o estrondoso sucesso do programa "Mais Médicos", podemos fazer outros programas similares: "Mais Pizzaiolos e Entregadores", importando profissionais da China que também observariam e relatariam comportamentos politicamente incorretos da pequena burguesia, "Mais Policiais Militares" da Coreia do Norte, "Mais Químicos" da Síria, "Mais Físicos" do Irã, etc.

    Nada pode deter a Marcha da História!

    Abraço!

    * * *
  • Leonardo Couto  05/10/2013 03:18

    O Típico Filósofo é sabe mesmo imitar eles! Engraçado o diálogo dele com o Emerson Luis!

    E o pior é que tem gente que realmente pensa desse jeito. E com o maior ar de soberba...
  • Felix  29/09/2013 13:57
    Texto simples e esclarecedor
    fico triste de pensar que no Brasil todo mundo quer levar vantagem em tudo
    e a honestidade plena nunca será atingida
    Aqui parece a lei da selva
    o Tempo todo aparece alguém tentando dar um golpe em outro
  • Ali Baba  04/10/2013 11:19
    @Felix,

    fico triste de pensar que no Brasil todo mundo quer levar vantagem em tudo
    e a honestidade plena nunca será atingida
    Aqui parece a lei da selva
    o Tempo todo aparece alguém tentando dar um golpe em outro


    A questão principal não é brasileira. Todos sempre querem levar vantagem em tudo. Existem muito poucos seres moralmente perfeitos, se é que existe algum. O sistema atual (caracterizado pelo intervencionismo, pelo estatismo, pelo mercantilismo e pelo fisiologismo) funcionaria perfeitamente se todas as pessoas fossem perfeitas.

    Mas os seres humanos não são assim. Desde que o mundo é mundo, alguém sempre está querendo "passar a perna" em algum outro. Precisamos de um sistema que puna adequadamente isso. "Punir" aqui está no sentido econômico da palavra (e não no sentido jurídico): se a sociedade como um todo vê a desonestidade como algo mau, não vai transacionar com empresários desonestos, não vai comprar de comerciantes desonestos, nem vai contratar funcionários desonestos. Isso é punição do ponto de vista econômico.

    E mais, isso ocorre naturalmente. Não é necessário nenhum estado para que isso ocorra. Não é necessário nenhum arcabouço coercivo para que isso ocorra. É só olhar para dentro de si mesmo: você compraria uma mercadoria de um comerciante reconhecidamente desonesto?

    Agora, o problema brasileiro é que temos um estado que não permite que a punição econômica natural ocorra. Se eu comprar um pão do padeiro José e esse pão vier com uma barata dentro, e se eu colar cartazes em toda a volta da padaria do José com fotos do pão em questão, o José, apoiado pelo estado brasileiro, vai me processar por calúnia. Ou seja, eu sou proibido de propagar as informações acerca da desonestidade do José. Sem querer me estender, os exemplos se multiplicam em todos os campos do "Direito": com efeito, a grande maioria das legislações brasileiras servem para evitar que a punição econômica natural ocorra, em detrimento de uma promessa de que uma punição alternativa seja imposta pelo estado.

    Então, meu caro Felix, o problema não é que temos pessoas imperfeitas no Brasil. Elas existem em todo o planeta (e na estação espacial internacional). O problema é que o sistema adotado pelo Brasil protege o desonesto e premia a desonestidade. Multiplique isso por muitas gerações e temos o Brasil de hoje.
  • denes dias  29/09/2013 15:47
    "Teríamos de andar sempre carregando instrumentos de medição para nos certificarmos de que realmente estamos recebendo o volume correto de gasolina e o quilo correto de carne."

    não é por isso justamente que permitimos que o Estado assuma essas funções, através de orgãos fiscalizadores? essa não é uma função útil do Estado?
  • Mauro  29/09/2013 17:31
    Ah, sim. E isso é algo que o estado faz com perfeição.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1200
  • Bernardo F  29/09/2013 22:57
    Leandro, parabéns pela seleção do texto. Muito bom!
  • Pedro.  29/09/2013 23:39

    Se bem analisado veremos que a idéia da democracia como estratégia para manter as estruturas de Poder estatal corresponde EXATAMENTE a difundir a IDÉIA DA PRAXIS PURA. Ou seja, amoralidade absoluta!

    Sim, afinal não há mais certo e errado e tão pouco há sentido na idéia de legitimidade (que torna-se sinonima de legalidade). isso acontece porque a idéia da tal de democracia é aquela em que os "representantes" defendem os INTERESSES dos seus eleitores. Simples assim. O governo/Estado deixa de ser uma força a serviço da justiça e legitimidade para apenas ser um amontoado de coronéis e jagunços a serviço da alegada parcela majoritária da população.

    Esta é a estratégia em que se enquadra a democracia eleitoreira, conseguindo através deste aestratagema dividir a sociedade (esxplorada pelo Estado) fazendo-a lutar contra si mesma em seus diversos setores. Enquanto isso TODO O GRUPO ESTATAL SE MANTÉM UNIDO para EXPLORAR A SOCIEDADE e combater a liberdade que lhes impediria tal exploração.

    Sob a idéia da democracia inexiste a teoria sobre o certo e errado, o justo e injusto, o legitimo ou ilegitimo, pois que tudo é questão de PRAXIS: O Estado é a maior força coesa dentro de um pais e assim, tudo que for decidido nos conchavos estatais torna-se A PRAXIS irresitivel. Portanto solucionou-se a velha questão sobre se a justiça é ou não a vontade do mais forte: A PRAXIS IMPÕE-SE e portanto a teoria torna-se apenas uma excentricidade de gente pouco pragmatica.

    Muitos são, a estrondosa maioria, os que defendem o arbítrio pragmatico como construção de uma "moral utilitaria", louvam o utilitarismo. Claro que o resultado é a desconfiança, é a busca pela realização de INTERESSES sem qualquer constrangimento.

    AS IDÉIAS DE JUSTIÇA, DIREITO NATURAL, HONESTIDADE E LEGITIMIDADE ESTÃO SENDO PERDIDAS.
    A idéia mesmo de honestidade começou a ser combatida pela idéia de bondade como superior moral. ...Era de se prever a sequencia...

  • Pedro.  30/09/2013 12:43
    ÔPA!!!

    Eis aqui a mais explicita razão de o Estado incentivar a desonestidade menosprezando seus malefícios e descaracterizando sua violação ética e moral.

    "
    denes dias 29/09/2013 15:47:44
    "Teríamos de andar sempre carregando instrumentos de medição para nos certificarmos de que realmente estamos recebendo o volume correto de gasolina e o quilo correto de carne."

    não é por isso justamente que permitimos que o Estado assuma essas funções, através de orgãos fiscalizadores? essa não é uma função útil do Estado?
    "

    É exatamente isso!!! ...O ESTADO ATUA PARA AUMENTAR A PRÓPRIA DEMANDA!

    Muito do que é aceito como reflexão argumentada é assim tomado não com base em argumentos, mas com base em caretas, gritos de repúdio e ostentação de indignação valorizadora. Ante estes estimulos a alguns dos 5 sentidos (audição, visão e mesmo tato) a HERANÇA SÍMIA faz com que os indivíduos, ao perceberem estas manifestações morais que parecem expressar grande satisfação pessoal com a pretensa superioridade opinativa, se queiram usufrutuarios de iguais sensações propagandeadas com tanta veemencia e as repetem em si mesmos. ...PRONTO!!!

    Funesto que seja para uma espécie dita racional, o humano ainda traz consigo um tanto do instinto símio como herança. Quando emocionado - manifestações freneticas aos sentidos causam emoção: barulho, cenas chocantes, odores fortes etc. - o humano não passa de um símio e sentindo-se inferiorizado e desejoso de usufruir das mesmas sensações e auto conceito aparentemente dignificante a ele exibido, SIMPLESMENTE IMITA na esperança de SIMULAR EM SI A MESMA AUTOGRATIFICAÇÃO QUE LHE É EXIBIDA pela defesa de uma opinião, por mais irrefletida e estípida que seja.

    É exatamente por isso que MANIFESTAÇÕES COLETIVAS EXERCEM TANTA FORÇA SOBRE O COMPORTAMENTO DAS MASSAS, sobretudo estúpidas.

    Aquilo que é discutido ponderadamente em clima de absoluta reflexão jamais irá superar um falatório frenético na arte da persuasão sobre massas. Não é atoa que o debate particular não prospera. Ha temor de perder a opinião conveniente ao apoio comunitário e em meio à massa extasiada por alegações desconexas, embrulhadas numa simulada exibição de consciência racional nas assertivas descompromissadas com a realidade ou a lógica. Afinal, pela pujante "ESPIRAL DO SILÊNCIO" a tendencia é que todos creiam que todos entendem e anuem com as alegações estapafúrdias e assim com elas desejam ardentemente anuir e se irmanarem na massa que aparentemente se autoglorifica em frenesi imitativo. Daí que a oratória dos salafrários é convencedora: quanto mais transmitem emoção e pouca razão, mais são acolhidos pela massa em extase auto induzido para deleite emocional.

    Um sabio falando é completamente superado por um bando de idiotas gritando.

    Assim, ateravés de simulacros emocionais gratificantes se pode construir uma moral cretina.

    Foi exatamente assim, pela repetição frenética sem apelos à reflexão, que A IDEIA DE HONESTIDADE FOI COMPLETAMENTE SUPERADA PELA IDÉIA DE BONDADE e mesmo auto desprezo (querer bem a si, fazer por si tornou-se o defeito do egoísmo) COMO VALOR MORAL SUPERIOR.

    A idéia moral de desprezar a justiça em nome da caridade, confundindo-se necessidade com direito, sofrimento com mérito e auto desprezo com valor comunitário, é exatamente a mais efetiva estratégia política para fomentar e manter o PODER de UNS SOBRE OUTROS, para explora-los e transforma-los em meros utensilhos de uma auto intitulada "elite da espécie humana" que se atribui o direito de dominar completamente a vida da "plebe estúpida animalisada". Conforme o celebrado Platão concebeu em sua república canalha. A idéia de Platão fomentou muitas ideologias.
    Aqueles que se querem ver como "de ouro" desprezam absolutamente aqueles que querem ver como "de bronze", mas são mesmo é feitos de merda.

    Abraço

  • Pedro.  30/09/2013 13:01
    Um exemplo:

    Repete-se insistentemente que "não se pode fazer justiça com as próprias mãos!"

    Isso levado a cabo se esta de fato menosprezando a idéia de justiça.
    Seria preferível a injustiça pelas mãos das autoridades do que a justiça pelas proprias mãos?

    Só essa afirmação já bem mostra o interesse do estado em monopolisar o julgamento e tomar para si a mais importante das tarefas humanas.
    A alegação de que tal levaria ao caos é uma estupidez. Afinal, se feita a justiça com as próprias mãos caberia ao Estado como empresa prestadora de serviços à população (e não como na realidade é, o proprietario da população) apoiar a justiça feita. Caso de injustiça seria então combatido pelo Estado como prestador de serviços e não como senhor sobre a população.

    Ou seja, não haveria caos algum.

    Frederic Bastiat em seu fantástico livro "A lei" foi no ponto exato:

    "transformam a legitima defesa em crime para punir a legitima defesa"

    Já no sec XIX Bastiat percebeu isso e portanto esta ESTRATÉGIA POLÍTICA DO GOVERNO NÃO É NOVA COMO MUITOS ACREDITAM. Nada é novo nesta história funesta. São estratégias de dominação muito bem pensadas.

    Uma população arrebanhada, sem noção de seu legitimo direito e força, simplesmente é como uma boiada de propriedade de um fazendeiro e controlada por "vaqueiros de humanos".

    Negar ao indivíduo o direito de fazer justiça é desumaniza-lo.
    ...Curiosamente, por enquantoa ainda, mesmo existindo a figura legal da legitima defesa, foi criada a canalhissima figura do "excesso de legitima defesa" e se a vítima der dois tiros ou ferir o bandido depois de presumivelmente dominado, incorre em crime de "excesso de legitima defesa".

    Essa figura legal canalha se faz apenas porque seria demasiado absurdo se a lei estabelecese que toda egitima defesa fosse crime. Seria demais para as mentes aceitarem tal aberração. Imagine-se alguém ao ser agredido, assaltado, reagisse e espancasse o bandido. Então a polícia chega e prende a vitima agressora por atacar o bandido em seu trabalho ...hehehe! ...cabendo a vitima pagar uma indenização e curtir uma cadeia para aprensder a não ser violento.

    De a todos que te pedirem, não reclames se roubarem o que é teu!!! ...Essa é uma recomendação que reputo como absurda, indignificante, pérfida mesmo.

    Abração.
  • Marcos  30/09/2013 16:23
    Enquanto isso, aqui no Brasil tratamos bandidos que cometem crimes muito piores do que o furto como se fossem bebês. Com toda essa tolerância a criminalidade, não me admira que o país não vá para frente.

    Engraçado é que para esses "sábios", as únicas condutas em que esse discurso favorável aos bandidos não serve é para crimes de opinião, como seria a tal homofobia ou então as denúncias sempre exageradas de racismo, mesmo quando não há nada de racismo nas declarações.
  • Pedro.  01/10/2013 12:46
    Em política ou mais propriamente na disputa do Poder de explorar e escravizar populações inteiras, TUDO É RELATIVO.

    Antes proibir declarações em campanhas políticas era censura, coisa de ditadura, agora qdo um partido vai ao judiciario aparelhado (montadores de provas comprometidos com ideologia e partido), sobretudo TSE e conseguem PROIBIÇÕES a MANIFESTAÇÃO de OPINIÕES de candidatos. ...mas agora chamam isso de democracia.

    Agora muitos são os "segredos de justiça" e assim muitos casos se perdem sem que ninguém tenha acesso aos processos até que caiam no esquecimento (para o justo ou injusto).

    É discriminação criminalizada melindrar negros ou gays, qualquer divergência ou opinião contra indivíduos negros ou gays é taxada de racismo e homofobia como se um incentivo ao ódio racial ou sexual contra todos gais e negros. Assim induzem e recorrem ao putrefato e aparelhado judiciário (que safadamente chamam de justiça), MAS NUNCA FOI CONSIDERADO INCENTIVO AO ÓDIO E À VIOLÊNCIA, OU MESMO PRECONCEITO, OS DISCURSOS INFLAMADOS CONTRA OS RICOS, OS BURGUESES, OS PATRÕES OU ATÉ MESMO ACUSAÇÕES À "ELITE BRANCA DE OLHO AZUL". Por mais que pulhas parasitando e ansiosos por parasitar a classe estatal incentivem o ÓDIO, a inveja e a violência contra alvos preconcebidos como inimigos.

    Quando um homem espanca covardemente uma mulher não se ataca apenas o espancador, SE ACUSA PRECONCEITUOSAMENTE "A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER" por parte dos homens.

    ORA, NÃO HÁ VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, MAS CONTRA AQUELA MULHER.

    A idéia política é fomentar a discórdia, de preferência o ódio das mulheres contra os homens (estratégia a lá Sun Tzu: inventar inimigos para aliciar amigos).

    Quando mulheres matam, incendeiam, mandam matar homens, ninguém fala da "violência contra os homens". nestes casos tudo é corretamente tratado como o crime de uma mulher específica contra um homem especifico.

    É MAIS QUE ÓBVIA A ESTRATÉGIA OU A EXPLICITA ARTE DA GUERRA QUE O ESTADO (coletor de impostos) EXERCITA CONTRA A SOCIEDADE PAGADORA DE IMPOSTOS E OBEDECEDORA DE ORDENS (as leis já são apenas ordens que a hierarquia estatal dá à SOCIEDADE SUBMISSA E EXPOLORADA PELAS CLASSES ESTATAIS.

    Os socialistas marxistas não se importam que NA HIERARQUIA DO PRÓPRIO ESTADO EXISTAM CLASSES ECONÔMICAS. Aliás nos paises marxistas a hierarquia estatal era e é dividida em classes econômicas ...E NINGUÉM JAMAIS APONTOU ISSO!!!!

    Adeturpação da realidade e mesmo de mitos é exercitada com maestria por aqueles que defendem o exercicio do Poder através da propaganda massificantye, do falatório insistente, da repetição como meio de "lavar cerebros". Nada é por acaso.

    Por exemplo:
    Na estórinha Robin Hood era um sujeito que atacava os COLETORES DE IMPOSTOS E OS BENEFICIÁRIOS DOS IMPOSTOS retomando aquilo que fora usurpado da população camponesa e a estes devolvendo.

    A política alterou o sentido da estória, como faz com própria história, e transformou obin Hood em um sujeito que roubava dos ricos para dar aos pobres.
    Claro que essa alteração não foi coincidência. A idéia original era contra o Poder estabelecido, a nobreza cobradora de impostos, de forma que na verdade Robin Hood assaltava o "Estado" ou os interesses estatais, para então devolver os impostos à população.

    O negócio do Estado é o Poder, é nele que o estado investe, é nele que seus aspirantes e beneficiários investem suas propagandas e ideologias safadas.

    Há não uma mistica luta de classes como acusada por Marx, mas sim uma luta do governo/Estado CONTRA A SOCIEDADE SERVIL E PAGADORA DE IMPOSTOS. Nesta luta o Estado, em sua estratégia a lá Sun Tzu, semeia a cizânia dentre a sociedade submissa. A propaganda que o Estado difunde é para CRIAR O MÁXIMO DE INIMIZADE DENTRE A SOCIEDADE PAGADORA DE IMPOSTOS, para assim enfraquece-la, impedindo que se una contra a exploração estatal.

    DIVIDIR PARA REINAR!!! ...é uma velha máxima, muito conhecida, decorrente da idéia de Sun Tzu em sua "Arte da Guerra".

    Abs.
  • Pedro.  01/10/2013 13:04
    Não é por acaso que tanto se insufla a discórdia, os ressentimentos e a cobiça desculpada como direito positivo.

    A idéia é causar o máximo de discórdia dentre a população pagadora de impostos enquanto se mantém a união dos recebedores de impostos sob uma ideologia que simula justifica-los e legitima-los como senhores dos pagadores.

    Não é por acaso que TANTO SE CRIA ANTAGONISMOS:

    Pobres X Ricos (Onde os pobres são bons/vitimas e os ricos maus/insensíveis)
    Negros X Brancos (Onde os negros são bons/vitimas e os brancos são maus/algozes)
    Mulher X Homem (Onde as mulheres são vítimas e os homens algozes)
    Empregado X Patrão (Onde os empregados são bons/explorados e os patrões são maus/exploradores)
    Pedrestres X Motoristas (Onde os pedrestres são vitimas e os motoristas são elitistas celerados)
    Nacional X Estrangeiro (Onde os nacionais são bons/explorados e os estrangeiros são ladrões ganaciosos)

    ...e por aí vai uma infinidade de ANTAGONISMOS, RIXAS, ÓDIOS, RESSENTIMENTOS, INVEJA, COBIÇA, CIUME E ETC. QUE A PROPAGANDA ESTATAL DIFUNDE PARA SEMEAR A CIZÂNIA DENTRE A SOCIEDADE, dividindo-a e jogando suas partes umas contra as outras a ponto de quase todas contra todas nos diversos grupos preestabelecidos como antagônicos. Assim o Estado recebedor de impostos enfraquece a sociedade pagadora e submissa, de modo que jamais se una para reagir a exploração e servidão que as classes estatais UNIDAS por uma ideologia lhe impõe.

    É a mais cabal TEORIA DA COVARDIA que o Estado, que vive do PODER, exercita contra o cidadão que vive do seu trabalho oferecido livremente para trocas espontaneas.

    Abs.
  • Daniel C.  01/10/2013 14:39
    PEDRO, e a solução, qual é?
    É o Anarcocapitalismo, é o capitalismo com estado mínimo, é o Projeto Vênus, ou é qualquer outra coisa?
    Você já identificou magnificamente o modus operandi deles. Precisamos agora desesperadamente de um modus faciendi.
  • Pedro.  01/10/2013 19:07
    Caro daniel,
    oque efetivamente vc pretende com essa alegaçao?

    Aparentemente sua intenção é desqualificar sem argumentar.

    Primeiramente devo informa-lo que o que se tem feito é apresentar soluções econômicas em defesa de uma ação estatal moderada ou conservadora. Esse tipo de arenga estéril não se "procria" pelo fato fato de a massa não gostar de pensar e sobretudo pelo fato das propostas estatistas, sejam francamente socialistas ou conservadoras - e não venha com a arenga dos neocons, pois as idéias liberais nasceram opondo-se ao mercantilismo, protecionismo, nacionalismo, intervencionismo, subsidiarismo e etc.. Coisas amplamente defendidas pelos então conservadores que atacavam as idéias liberais. Portanto, os defensores do estatismo com propriedade privada - os conservadores - nada possuem de novo, pois em verdade os "neocons" são exatamente como os "velhocons".

    Entendo que adoradores do Estado que anseia que este imponha a todos a sua subjetividade (subjetividade de cada adorador de entidades mirabolantes) se arrepiem ante a desmoralização de tal entidade, de fato, mística. Não por acaso Ives Gandra (tributarista) expôs grande asneira, e não tão honestamente, em defesa de seu amigo Pessoal Jose Dirceu. Ives apavorou-se ante o descrfédito do STF como instituição. Qualquer coisa que avente possibilidade de descrédito e redução da mistica estatal apavora conservadores ansiosos por, através do Poder estatal, imporem suas manias morais e mesmo algumas econômicas a toda a população.

    Conservadores são como viciados em jogo que, mesmo perdendo, estão sempre defendendo a obriagtoriedade do jogo. Se percebem que os jogadores estão amadurecendo a idéia de não mais jogar, ele apavora-se pois sonha que continuando o jogo poderá ganhar. ...Eis o conservador! ..tal qual um viciado em jogo que por mais que perca defende que todos persistam jogando ...na esperança de recuperar-se e vencer. Sonham em tomar os Estado com suas manias ideológicas econômicas e arbitrariamente morais. Em economia apenas intervencionistas enquanto moralemnte totalçitários. Já ops socialistas são totalitários tanto economicamente quanto moralmente, apenas seu totalitarismo moral impõe-se após segurança do Poder, antes se exibem maleaveis.

    A solução!!
    ...É FÁCIL:
    Basta entender que NENHUM INDIVÍDUO TEM DIREITO DE IMPOR SUA VONTADE A QUALQUER OUTRO ATRAVÉS DO INICIO DA AGRESSÃO.
    Pronto! Pode existir um, dois, tres ou mais empresas governantes administrando serviços para a população.

    Ou seja, ninguém pode legitimamente ser forçado, sob ameaça de lhe ser causado um mal ainda maior, a pagar qualquer tipo de imposto com o qual não tenha concordado explicitamente e previamente.

    As empresas prestadoras de serviços de governo concorreriam pelos clientes e acordos seriam fechados nas localidades dentre moradores e proprietarios que anuiriam com um pagamento ou nada se faria ou se viabilizaria meios de justo usofruto dos serviços.

    Do jeito que é, o Estado é como um místico deus capaz de operar milagres desde que provocado pelos intermediários certos. Ou seja, a hierarquia estatal funciona como correia de transmissão entre o "deus Estado todo poderoso", milagreiro senhor de todos, e os fiéis ou rebanho nacional.

    Assim, com essa mística, a massa, culta ou inculta, anui que tudo que decorre dos conchavos estatais em seu benefício é legitimo por ser legal. Assim quer perceber motivada por seus interesses sobre os demais que lhe podem favorecer. Ou seja, a idéia de que o estado legitima qualquer imposição moral ou econômica ideologicamente (ideologia: pretenso estudo/amontoado de idéias que se pretendem justificadas pelo fim ou abjetivo redentor que prometem concretizar) é a idéia que faz com que TODOS os que ambicionam imporem suas vontades aos demais DEFENDAM O ESTADO COMO LEGITIMADOR DE QUAISQUER ANSEIOS com os quais concorde.

    Como disse bastiat: "O Estado é a grande ficção através da qual todos pretendem a todos"

    ...mas basta entender que ninguém tem direito de impor nada a ninguém e esta solucionada a questão.

    ...e é EXATAMENTE AÍ QUE OS TAIS CONSERVADORES se unem aos socialistas utópicos e mesmo aos marxistas em defesa do ESTADO SENHOR DO REBANHO HUMANO NACIONAL. tanto os "velhocons" como neocons que sempre alardearão freneticamente BANDEIRAS UTILITARISTAS em defesa do Estado com plenos poderes e direito sobre a sociedade. È a defesa do poder ou do "jogo"...

    Estes que entram em extase utilitarista num falatório infernal contra a liberdade, não conseguem imaginarem-se sem um "totem" para cultuarem. É ainda um instinto humano essa necessidade primitiva de cultuar entidades místicas e através delas atender frustrações decorrente da faltya de conhecimento sobre a natureza. Um dia esse instinto se perderá. Porém, enquanto isso, tanto conservadores como socialistas utópicos ou marxistas (sim, antes de Marx haviam "seitas" socialistas, como assim apontadas por Marx) persistirão EM SEU FRENESI UTILITARISTA PARA TENTAREM JUSTIFICAR OWS MEIOS POR APREGOADOS FINS.

    Tanto conservadores quanto socialistas de todos os matizes desarvoram a defender o utilitarismo como guia moral e econômico. Não atoa durante a dita dura os conservadores se esbaldavam no intervenncionismo dos milicos traseirudos.
    Adoradores do estado teem a pretensão de que os objetivos que alardeiam são capazes de justificar moralmente (não eticamente) o INICIO DA VIOLÊNCIA CONTRA INOCENTES. Consideram que SEUS ALEGADOS OBJETIVOS SÃO SUPREMOS E REDENTORES e tudo justificam se em seus nomes invocados.

    Conservadores, velhos ou novos, cultuam o Estado como uma entidade com direitos mirabolantes sobre a sociedade (todos os individuos), pois que coletivistas (teem a pretensão de dirigir a coletividade arrebanhada sob tutela do Estado). Não são, senão em intensidade na imposição, moral ou econômica, diferentes dos lunáticos socialistas.

    Abração


    É salutar mudar o foco e passar a apontar o dedo para os estaistas e desmascarar suas estratégias.

  • Pedro.  01/10/2013 20:04
    ...acertando o inicio que se perdeu:

    "Primeiramente devo informa-lo que o que se tem feito é apresentar soluções econômicas em defesa de uma ação estatal moderada ou conservadora. Esse tipo de arenga estéril não se "procria" pelo fato fato de a massa não gostar de pensar e sobretudo pelo fato das propostas estatistas, sejam francamente socialistas ou conservadoras" ...serem do tamanho exato para cerebros preguiosos.

    Um socialista ou conservador (velho ou novo) prometem fins, atendimentos de necessidades. Feito isso a "clientela com os biquinhos abertos" pouco se interessa pelo complicado "COMO?".

    A liberdade não oferece nada "de gratis", baseia-se no MÉRITO e nas habilidades proprias para produzir bens e serviços úteis e por tal passiveis de serem livremente trocados no mercado (um ambiente e não uma instituição pensante e com intersessores).

    Ora, com o "direito dos necessitados" desde muito inventado como estratégia politica para estabelecimento moral, é mais que evidente que tuma teoria baseada em axiomas e induções lógicas não aliaciará simpatia diante de ideologias que prometem nirvanas e salvação eterna e sen custo.

    As soluções devem partir dos individuos pensando com base em principios axiomaticos (não confundir com achomáticos). Ou seja, considero mais produtivo PROVOCAR REFLEXÕES interessantes e JULGAMENTO ÉTICO E MORAL do que apresentar planos mirabolantes e facilmente deturpados com asserções improprias e estúpidas que apenas visam stender modorrentamente as explicações e desanimar a compreensão por parte de preguiçosos mentais que mais sentem-se confortáveis em repetir papagaiosamente idiotices em meio a farta companhai a ter que se expor a cansativas e exigentes reflexões solitariamente, sem o apoio da manada.

    Sim, há humanos que em nada diferem de gado. Querem irmanarem-se ao rebanho e nele se protegerem. É lógico que com tal comportamento acabem no abatedouro...

    Aliás, pecuaristas mesmo quando cuidam muito bem do seu gado, assim procedem com o objetivo de leva-lo ao abatedouro ou ordenha-lo antes enquanto puderem. Não são boas almas que amam seu rebanho estúpido. São na verdade governates de rerabanhos bovinos nada diferentes de governates de rebanhos humanos ...levados para lá e para cá num fácil MANEJO cujo objetivo será sempre a ordenha e o abatedouro...
  • Emanuel  04/10/2013 14:35
    Por falar em confiança, olhem só o que esse juiz fez:

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-mau-espirito-das-ruas-chegou-a-justica-ou-segundo-um-juiz-o-que-se-ve-abaixo-e-manifestacao/

    Qual será a dimensão dos efeitos negativos da desonestidade e falta de credibilidade das instituições?




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