No
atual arranjo monetário em que vivemos, um fato já deve estar claro para até
mesmo o mais casual dos observadores: bancos não são entidades
capitalistas. Em seu atual formato, eles
pouco têm a ver com o livre mercado e não possuem lugar nele.
Bancos
estão constantemente oscilando entre duas posições: em um momento, eles nada
mais são do que um protetorado do estado, em desesperada necessidade de apoio
das impressoras do Banco Central ou de ilimitados financiamentos advindos dos
impostos dos cidadãos, sem os quais o sistema financeiro entraria em colapso
total; em outro momento, eles são uma conveniente ferramenta para políticas
estatais, sendo amplamente alimentados pelos bancos centrais com fartas
reservas bancárias, as quais eles irão utilizar para expandir o crédito
artificialmente e, com isso, sustentar aqueles setores que o governo julgar
mais adequado politicamente, como o industrial e o da construção civil. Adicionalmente, o crescimento econômico
artificial gerado por esta expansão monetária será sempre politicamente
positiva.
Portanto,
os bancos ora vivem do assistencialismo, ora são meras e convenientes
ferramentas para as políticas econômicas dos planejadores centrais. Em ambos os casos, não podem ser considerados
empresas capitalistas. Adicionalmente,
outra excrescência do atual sistema financeiro, como veremos mais abaixo, é que
os bancos representam custos e despesas
indiretas para as pessoas que transacionam no mercado — um paradoxo, dado
que o livre mercado está sempre tentando cortar ao máximo custos e despesas. Os custos representados pelos bancos não
existiriam em um livre mercado e só se sustentam hoje em decorrência da
intervenção estatal no setor e do monopólio estatal da moeda. Sem ambos, tais custos, assim como o atual
sistema bancário, tenderiam a desaparecer. Esta é a lógica inerente ao livre mercado:
cortar custos desnecessários.
Bancos
centrais e o atual sistema bancário que opera o papel-moeda fiduciário monopolizado
pelo estado são uma mancha no sistema capitalista.
Para
que o capitalismo funcione harmoniosamente, tais excrescências terão, em última
instância, de desaparecer. Creio que a
lógica básica do capitalismo nos levará a esta direção. Pessoalmente, creio que tentar “reformar” o
atual sistema é uma perda de tempo e de energia. Vamos reformar o sistema trocando-o por algo
melhor. Adotemos um sistema monetário
genuinamente de mercado.
Quando
e como exatamente o atual sistema irá acabar, ninguém sabe. Mas creio que já estamos em seus estágios
finais. Ao longo de toda a história da
humanidade, sistemas monetários baseados em moedas de papel de curso forçado
nunca duraram muito tempo. Ao redor do
mundo, todos os grandes bancos centrais estabeleceram políticas de juros
baixíssimos e estão inchando seus balancetes na desesperada tentativa de evitar
que seus sistemas bancários se contraiam e entrem em colapso. Se você acha que tudo isso
é apenas temporário e que tudo voltará suavemente ao normal tão logo as
economias “se recuperem”, você provavelmente está tomando alguns remédios bem
fortes, ou tem passado muito tempo dando ouvidos a economistas convencionais
que, em sua maioria, são muito bem pagos para servir de apologistas do atual
sistema.
O futuro do dinheiro
Frequentemente
me perguntam, em minhas palestras, o que virá depois que o atual arranjo
financeiro entrar em
colapso. Voltaremos ao
escambo? Não. Obviamente, uma economia capitalista moderna
necessita de um sistema monetário sólido e plenamente operante. Minha esperança é que, das cinzas do atual
sistema, um novo arranjo monetário surgirá, e este será inteiramente privado —
e não gerido pelos governos em conluio com o sistema bancário, aliança esta que
vai contra tudo que o livre mercado representa.
Ninguém
pode dizer como será exatamente este novo sistema. Seu formato e suas características serão em
última instância definidas pelo mercado.
Nesta área, como em outras, são poucos os limites para a inventividade e
genialidade humana. Porém, de antemão,
já podemos imaginar alguns pontos conceituais a respeito deste sistema.
Um padrão-ouro privado…
Sistemas
monetários de livre mercado, nos quais a oferta monetária está completamente
fora de qualquer ingerência política, tendem a ser sistemas nos quais o
dinheiro seja uma commodity cuja oferta seja limitada e razoavelmente
inelástica. Parece improvável que um
mercado completamente livre concederia a qualquer entidade privada o direito de
produzir dinheiro (de papel ou eletrônico) a seu bel-prazer e sem limites. O atual sistema é atípico justamente neste
quesito e, por isso, tal arranjo evidentemente não representa uma solução de
livre mercado. Tampouco pode ser
duradouro.
Os
candidatos óbvios, portanto, são o ouro e a prata, ambos os quais funcionaram
naturalmente como dinheiro durante milhares de anos. É perfeitamente possível visualizar um moderno sistema
em cujo centro estão empresas privadas que oferecem armazenamento de ouro e
prata, provavelmente em uma variedade de jurisdições (Zurique, Londres, Hong
Kong, Vancouver, São Paulo). Ao redor
destes centros de metais monetários armazenados, floresceria um sistema
financeiro que utilizaria a última palavra em tecnologia de informação e de
pagamento para facilitar uma segura, tranquila e barata transferência de
propriedade deste dinheiro entre aqueles que voluntariamente optarem por participar deste sistema. Sim, haveria cartões de crédito,
transferências eletrônicas, e pagamentos via internet ou telefones
celulares. Não haveria, no entanto, reuniões
de comitês de política monetária, nem presidentes de bancos centrais escrevendo
cartas explicativas para ministros da fazenda, e nem muito menos qualquer tipo
de política monetária.
Estas
empresas que armazenam ouro e prata seriam bancos? Bem, elas poderiam se transformar em bancos. Com efeito, foi assim que
nosso atual sistema bancário começou a se formar. Mas há importantes diferenças sobre as quais
falarei mais abaixo. Em todo caso, este
seria um sistema monetário sólido, internacional, privado e apolítico. Seria definitivamente um sistema monetário
capitalista.
… ou o Bitcoin
Outra
solução seria um dinheiro privado virtual, como o Bitcoin.
O
Bitcoin é um dinheiro
intangível criado na internet. É um
software. O Bitcoin pode ser imaginado
como sendo uma commodity criptográfica. Trata-se
de uma moeda criada digitalmente, completamente descentralizada, que existe
somente no ciberespaço. Ela é produzida
e gerida pelos computadores conectados à rede mundial, os quais formam a rede
Bitcoin. Trata-se de um sistema de
pagamento peer-to-peer que
permite que as transações sejam assinadas digitalmente. O Bitcoin não possui um emissor centralizado
e não há nenhuma autoridade central controlando o processo.
Supostamente,
as transações feitas em Bitcoin não podem ser rastreadas e as contas de seus
usuários não podem ser congeladas. O
sistema não pode ser fechado ou destruído.
(E meus parcos conhecimentos de tecnologia informática e criptografia
não me permitem julgar nenhuma destas afirmações.)
De
acordo com seus criadores, a base monetária se expande de maneira limitada e
controlada, sendo programada no software da Bitcoin. Porém, tal expansão é totalmente previsível e
conhecida antecipadamente pelo público usuário, o que significa que tal
inflação não pode ser manipulada para alterar a distribuição de renda entre os
usuários. A todo e qualquer momento,
qualquer usuário pode saber não apenas quantos Bitcoins ele possui, como também
quantos Bitcoins existem no total. Ainda
de acordo com os criadores, somente 21 milhões de unidades de dinheiro podem
ser criadas, o que significa que, após certo ponto, a quantidade de dinheiro
torna-se fixa.
O
processo de criação de Bitcoin é chamado de “mineração” (opa!), e é conduzido
por computadores ligados à rede Bitcoin.
Pelo que entendi, a mineração de Bitcoins exige uma considerável energia
computacional, e tudo foi programado para ser exatamente assim, para que a oferta
de Bitcoins aumente de maneira bastante moderada ao longo do tempo até chegar a
um limite — os 21 milhões de unidades determinadas pelo algoritmo — a partir
do qual a oferta de Bitcoin torna-se fixa.
É claro que, assim como ocorre com o ouro ou com o dinheiro de papel, a
maioria das pessoas que utiliza o Bitcoin nunca se envolve na “mineração” do
produto, mas adquire o produto ao transacionar bens e serviços com outras
pessoas.
Portanto,
a criação de dinheiro Bitcoin é totalmente privada, mas nem de longe é algo sem
custos. Tampouco é ilimitada. Bitcoin é dinheiro sólido. Sua oferta é inelástica e não está sob o
controle de qualquer autoridade emissora.
Trata-se de um ‘dinheiro’ internacional e genuinamente capitalista — é
claro, estou partindo do princípio de que o público esteja disposto a
utilizá-lo como dinheiro.
Mas
há, naturalmente, várias perguntas a respeito do Bitcoin que não podem ser
abordadas neste artigo: Ele é seguro?
Pode o algoritmo ser alterado ou corrompido, de modo a se possibilitar a
falsificação? As “carteiras” virtuais
nas quais os Bitcoins são armazenados são confiáveis?
Estas
são perguntas para especialistas em segurança computacional ou criptógrafos, e
eu não sou nenhum dos dois. Meu
argumento é conceitual. Meu objetivo não
é analisar o Bitcoin como tal, mas sim especular as consequências de uma
moeda-commodity virtual, a qual considero factível em princípio e simplesmente
assumo — pelo bem do argumento — ser uma solução. Se ela realmente irá vingar, não posso dizer. Novamente, quem irá decidir isso é o mercado.
Há,
no entanto, uma questão para o economista.
Pode o Bitcoin se tornar amplamente aceito como dinheiro? Isso não contradiria o teorema da regressão
de Mises, que afirma que é impossível qualquer tipo de dinheiro surgir já sendo
um imediato meio de troca; que um bem só pode alcançar o status de meio de
troca se, antes de ser utilizado como dinheiro, ele já tiver obtido algum valor
como mercadoria; que, qualquer que seja a moeda, ela tem antes de ter tido algum
uso como mercadoria para só então passar a funcionar como dinheiro?
Meu contra-argumento é o seguinte: a analogia
do Bitcoin deve ser feita com as cédulas de papel, que surgiram não como uma
mercadoria, mas como um meio de pagamento — no caso, um título de
reivindicação sobre o dinheiro metálico da época. Cédulas de papel foram inicialmente
utilizadas como sendo uma maneira mais conveniente de se transferir a
propriedade do ouro ou da prata. Tão
logo estas cédulas começaram a circular e se tornaram amplamente aceitas como
meio de troca, o ouro que as lastreava pôde ser abandonado sem que isso
afetasse a circulação das cédulas e sua aceitação como dinheiro. Elas já haviam se tornado dinheiro por si
mesmas.
Similarmente,
o Bitcoin pode ser imaginado, inicialmente, como uma tecnologia de pagamento,
uma maneira barata e conveniente de se transferir títulos de propriedade sobre
o dinheiro de papel estatal (o Bitcoin pode atualmente ser trocado por dinheiro
de papel em várias transações). Porém,
dado que a oferta de Bitcoin é restrita ao passo que a oferta de papel-moeda
estatal segue crescendo constantemente, o valor de troca do Bitcoin está fadado
a aumentar. E, em algum ponto, o Bitcoin
poderá começar a ser transacionado como dinheiro genuíno.
Um
sistema monetário baseado em um dinheiro sólido, internacional e apolítico,
seja na forma de Bitcoin ou de um sistema de ouro privado, seria um sistema
genuinamente capitalista, um sistema que facilitaria as transações livres e
voluntárias entre indivíduos e empresas dentro e além das fronteiras, um
sistema estável e fora do controle de políticos. Ele traria várias vantagens para o usuário
deste dinheiro e deixaria muito pouco espaço para os bancos em seus formatos
atuais, o que serve para mostrar como os bancos se tornaram meras criaturas do
atual sistema monetário estatal, com todas as suas inconsistências.
Bancos lucram com a criação de dinheiro
Os
bancos atuais operam com reservas
fracionadas, o que significa que eles se apossam dos depósitos de seus
correntistas — depósitos estes que supostamente têm de estar seguros e serem
líquidos –, pagam juros para os correntistas e utilizam estes depósitos para
financiar empréstimos que são ilíquidos e arriscados, os quais, em troca, pagam
aos bancos altos juros. Por meio deste
processo de reservas fracionadas, a mesma quantidade de dinheiro físico
torna-se simultaneamente disponível para duas ou mais pessoas distintas. Na prática, os bancos simplesmente criam
dinheiro eletrônico (chamado de “moeda escritural”) do nada, emprestam este
dinheiro para terceiros e cobram juros sobre isso. Por meio desta prática, os bancos expandem a
quantidade de dinheiro na economia. Eles
se tornam criadores de dinheiro — uma atividade, obviamente, bastante
lucrativa. Mas tal atividade, como
inquestionavelmente já demonstraram Mises, Hayek e toda a Escola Austríaca de
economia, não apenas é arriscado para os bancos, como também é desestabilizador
para toda a economia. Ele gera os ciclos
econômicos.
Não
se pode negar que os bancos poderiam praticar reservas fracionadas mesmo se a
moeda utilizada fosse o ouro ou o Bitcoin.
No entanto, na ausência de um Banco Central injetando dinheiro
continuamente no sistema bancário, funcionando como um emprestador de última
instância e assim sustentando todo o esquema, a amplitude de um sistema
bancário de reservas fracionárias seria bastante limitada. Para os bancos, seria extremamente perigoso reduzir
a quantidade de dinheiro em seus cofres, pois isso aumentaria o risco de uma
corrida bancária. Banqueiros não confiam
uns nos outros, e estão sempre ávidos para quebrar seus concorrentes e assumir
sua fatia de mercado. Sem um banco
central coordenando todo o esquema e continuamente injetando dinheiro nas
reservas bancárias, nenhum banco estaria seguro para expandir o crédito
artificialmente. Os bancos estariam
constantemente fazendo intrigas, estimulando os correntistas de outros bancos a
sacarem seu dinheiro para levá-los à falência.
Neste arranjo, não haveria espaço para reservas fracionadas. Ao menos, não da maneira vultosa como ocorre
hoje.
Sob
um sistema monetário sólido (ouro ou Bitcoin), mesmo se os bancos quisessem
criar um banco central para funcionar como emprestador de última instância, tal
entidade não teria como criar do nada mais reservas de ouro ou mais reservas de
Bitcoin. Logo, seria impossível um
fornecimento ilimitado de dinheiro aos bancos, ao contrário do que fazem os
bancos centrais atuais.
É
particularmente improvável que um sistema bancário de reservas fracionárias se
desenvolva em uma economia que utilize o Bitcoin, dado que não haveria a
necessidade de serviços de depósito e armazenagem, e nem de serviços que
envolvam a transferência da matéria bruta (ouro ou cédulas de papel) de um
lugar para o outro. O usuário do Bitcoin
possui uma conta similar à sua conta de email.
É ele quem a gerencia e é ele quem controla seus depósitos. E o Bitcoin é um dinheiro prontamente
utilizável para qualquer transação, em qualquer lugar do mundo, via
internet. Ele dispensa o sistema
bancário como intermediário, tornando-o obsoleto. O usuário do Bitcoin controla diretamente sua
conta e seu dinheiro. Ele pode acessar
seus Bitcoins de qualquer lugar, até mesmo por meio de um cartão SIM em seu
smartphone.
O
enorme inchaço do sistema bancário de reservas fracionárias foi possibilitado
pelas dificuldades de se fazer transações seguras de longa distância com ouro
ou com cédulas de papel. Tal dificuldade
criou um forte incentivo para se colocar dinheiro físico nos bancos. E, uma vez que o dinheiro físico foi para os
bancos, ele se transformou em “reservas” prontas para ser utilizadas na
concessão de crédito para terceiros, bem como ser transformadas em novos ativos
bancários.
Direcionar
poupança genuína para investimentos é uma intermediação não só extremamente
importante, como também essencial para que qualquer economia possa
crescer. Mas o que o sistema bancário de
reservas fracionárias faz é totalmente diferente. Tal sistema pratica a criação de dinheiro e a
consequente expansão de crédito sem que tenha havido qualquer poupança real e
voluntária. Isso cria severas distorções na
estrutura da economia. Um sistema
bancário de reservas fracionárias não apenas não é necessário, como também
representa uma fonte de desestabilização.
Sob o padrão-ouro, ele criou os ciclos econômicos. Sob o atual sistema de papel-moeda
fiduciário, com bancos centrais funcionando como emprestadores de última
instância, ele criou os super-ciclos, arranjo este que está hoje em seu
doloroso estágio final.
Bancos lucram com o monopólio das
transações financeiras
Recentemente,
ao fazer alguns arranjos para uma viagem para a África, tive de lidar
diretamente com as operadoras de turismo local — algo que, hoje, pode ser
feito de modo fácil e barato via internet, email ou Skype. No entanto, na hora de fazer o pagamento para
as operadoras africanas, tive de passar por um processo que não mudou quase
nada desde a década de 1950. Tal
processo envolvia não apenas bancos africanos e britânicos (onde moro), mas
também bancos em Nova York,
que fazem as compensações dos cartões de crédito. Isso tomou tempo e, é claro, custou mais
dinheiro na forma de taxas adicionais.
Agora
imagine se pudéssemos utilizar ouro ou Bitcoin.
O pagamento teria sido tão fácil e rápido quanto todas as comunicações
vai email que precederam a transação.
Não haveria taxas de câmbio, e as taxas de serviço seriam pequenas (no
caso do ouro) ou nulas (no caso do Bitcoin).
Passo
exatamente pelo mesmo problema quando, da minha própria casa, faço palestras
pela internet. A tecnologia me permite
ser visualizado por pessoas de todos os cantos do mundo, sempre de maneira
barata, rápida e conveniente. No
entanto, na hora de receber meu pagamento, toda a transação percorre o mesmo
caminho — passando por bancos em
Nova York –, leva tempo para o dinheiro cair na minha conta,
custos adicionais são cobrados e, no final, sou pago em uma moeda que não posso
utilizar diretamente em meu país.
Bancos lucram com o nacionalismo monetário
No
futuro, os historiadores econômicos certamente irão rir de nós por termos
aceitado viver sob um estranho, ilógico e ineficiente arranjo de vários e
distintos papeis-moeda locais — e por termos ingenuamente acreditado que isso
representava o ápice do capitalismo moderno.
Hoje, cada governo quer ter sua própria moeda de papel, seu próprio
banco central e gerir sua própria política monetária (é claro, com uma moeda
fiduciária perfeitamente elástica). Isto
naturalmente representa um grande impedimento para o comércio internacional e
para o livre fluxo de capital.
Se
recebo um pagamento de uma pessoa que mora em outro país e quero utilizar esse
dinheiro em meu país, tenho de fazer o câmbio da moeda. E só posso fazer isso se encontrar alguém
disposto a aceitar me dar moeda nacional em troca desta moeda estrangeira. Tudo isso graças ao monopólio estatal da
moeda e, principalmente, às leis de curso forçado. A existência de várias
moedas distintas necessariamente reintroduz um aspecto de escambo parcial no
comércio. A melhor, mais eficiente e
mais capitalista solução seria o uso do mesmo meio de troca em todo o globo. O padrão-ouro era um sistema monetário muito
superior também neste aspecto. Sair do
padrão-ouro internacional para adotar um sistema de várias moedas de papel
gerenciadas pelo estado foi um enorme regresso econômico.
Cem
anos atrás, você podia pegar um trem de Londres a Moscou e utilizar o mesmo
dinheiro (moedas de ouro) em toda a sua viagem.
Não havia necessidade de trocar de dinheiro em nenhum momento. (Aliás, diga-se de passagem, você nem
precisava de passaporte).
A
noção de que a ‘economia nacional’ necessita de uma ‘moeda nacional’ sempre foi
uma ficção, embora bastante lucrativa para os bancos que detêm as concessões
das casas de câmbio. Igualmente fictícia
é a ideia de que a economia funciona melhor se a oferta monetária, as taxas de
juros e as taxas de câmbio forem cuidadosamente manipuladas por burocratas
locais (ficção esta que é altamente rentável para vários economistas que vivem
desse sistema). No mundo atual, cada vez
mais globalizado, tais ficções são totalmente insustentáveis. O capitalismo transcende fronteiras, e o que
ele necessita para prosperar é simplesmente de uma moeda sólida, apolítica e
internacional. Um dinheiro que seja uma
ferramenta adequada para a cooperação e para a interação humana voluntária, e
não simplesmente uma ferramenta para manobras políticas.
Os
bancos se beneficiam deste atual segregação monetária. Eles lucram com as inúmeras operações
cambiais que ocorrem diariamente. Já as
empresas não-financeiras que operam internacionalmente são inevitavelmente
forçadas a especular nos mercados de câmbio ou a pagar por custosas estratégias
de hedge para se proteger de
variações cambiais (de novo, pagando para os bancos).
Conclusão
Resta
claro que o tamanho, o modelo de negócios, as fontes de lucratividade e os
problemas do sistema bancário atual estão intimamente ligados ao atual e
totalmente elástico sistema monetário de dinheiro de papel. Mesmo que tal sistema fosse duradouro — o
que certamente não é –, as forças do capitalismo, a contínua busca por
soluções melhores, mais eficientes e mais duráveis, em conjunto com o progresso
tecnológico, gerariam enormes pressões de mercado sobre a atual indústria
bancária. E isso terá de ocorrer nos
anos vindouros.
Dado
que o atual sistema financeiro não é o resultado de forças de mercado, dado que
um sistema de moedas estatais totalmente elásticas não é necessário, dado que
ele é sub-ótimo, ineficiente, instável e insustentável, não há por que duvidar
que um dia ele irá acabar. Os bancos
atuais são meros dinossauros paraestatais, ligados até a alma à burocracia e à
politicagem. Estruturas inchadas e
dependentes da criação de dinheiro e de subsídios estatais para sua
sobrevivência. Já estão maduros para
cair.
A
morte do sistema de dinheiro de papel irá oferecer grandes oportunidades para
uma nova estirpe de empreendedores monetários.
Neste aspecto, posso visualizar empresas armazenando ouro, empresas
tecnológicas oferecendo serviços de transação financeira, empresas fornecedoras
de serviços de Bitcoin e empresas voltadas para o gerenciamento de ativos. Se algumas dessas unirem forças, as
oportunidades serão enormes. O mundo
está pronto para um sistema monetário alternativo, desestatizado e baseado na
livre concorrência. Quando o atual
sistema entrar em colapso sob o peso de suas próprias inconsistências, quem for
um bom empreendedor estará pronto para oferecer algo como substituto.
A
atual economia baseada em papel-moeda estatal e fiduciário está pronta para uma
schumpeteriana ‘destruição criativa’.
Esteja sempre alerta para as oportunidades.
Enquanto
isso, a destruição do papel-moeda prossegue.
“Quando o atual sistema entrar em colapso sob o peso de suas próprias inconsistências”
Profetizar é sempre algo bastante difícil e temerário, mas principalmente quando se trata do futuro. Pessoalmente, eu não depositaria minhas esperanças em teorias de catástrofe, contradições inerentes e revoluções inevitáveis.
Excelente artigo! Revelou o que eu já imaginava, que ouro e Bitcoin irão concorrer entre si e outras moedas privadas que vão surgir no futuro! E tudo será uma questão da aceitação de cada uma delas. Eletronicamente falando, o Bitcoin é muito mais simples. Mas vejo no futuro empresas que guardam ouro e emitem certificados de depósitos divisíveis eletronicamente, de modo que tais certificados podem ser como ouro eletrônico.
Mas como qualquer moeda, o ponto chave será a confiança e a valoração do seu poder de compra ao longo dos anos.
Leandro, você poderia comentar em outro artigo, sobre a atual ação da Anatel. Acho que os maiores prejudicados serão os próprios consumidores.
Seria ótimo ter moedas privadas competindo, sem um Banco Central interferindo. Mas as forças estatais dificilmente aceitariam esse tipo de arranjo. De qualquer forma, torço para que o otimismo do autor desse artigo prevaleça. E eu adoraria estar vivo para gastar – e poupar – uns bitcoins.
Leandro, \r
\r
Por que o mises Brasil não aceita doações em Bitcoins?\r
http://www.mises.org.br/donate.aspx
Uma dúvida: seria sustentável a adoção do padrão-ouro por um país isolado ou por um grupo pequeno de países (com o resto do mundo continuando no sistema atual)? Quais seriam as consequências desse arranjo?
“que existe somente no ciberespaço”… Errado!
Bitcoins fízicos fora do cyberespaço:
https://www.casascius.com/
Você também pode imprimir “como backup”, os seus próprios Bitcoins… “Tirando-os” do cyberespaço. E também podem fazer transferências offline com o cliente Armory.
Eu tenho receios do BitCoin Justamente em razão da segurança digital.
Ja teve ataques de Hackers no sistema que fez o preço de câmbio da BitCoin com o dolar despencar de US$17 para US$ 0,01
È um arranjo interessante, mas justamente por não ter um lastro real, você corre o risco de seu dinheiro virar pó em razão de fatores como ataque hacker.
A grande vantagem é os Bitcoins serem uma moeda intrinsicamentedeflacionária ( a longo prazo pelo menos), ou seja, o seu dinheiro vai valer cada vez mais.
Se o sistema comprovar sua eficácia contra problemas de segurança, pode ser uma alternativa interessante de investimento.
Rodrigo,
As suas dúvidas sobre Bitcoins são muito básicas: uma boa leitura nos sites sobre bitcoin e você se livrará delas.
O problema da queda que tu mencionaste aconteceu somente no MtGox que é uma casa de câmbio. Foi ela que foi hackeada e o valor caiu por causa do ataque. O mesmo poderia acontecer em um site de banco tradicional.
Note que é o mesmo problema que o autor deste artigo comenta sobre a necessidade de casas de câmbio quando não se tem uma moeda internacional única.
Sobre a questão do lastro, por definição, a bitcoin é uma moeda fiduciária, isto é, sua existência e manutenção vai depender do uso, isto é, da confiança de quem usa. Lembrar que moedas como o dólar ou o euro também não tem lastro em nada. O real, ao contrário, e por causa da pouca confiança, tem lastro em dólares.
O sistema em si é seguro. O próprio criador mostrou o único possível ataque bem sucedido à rede: necessitaria de um poder computacional maior que o da própria rede para criar dinheiro (bitcoins válidos) do nada, o que simplesmente não compensa: a rede bitcoin é hoje, de longe, a que tem maior poder computacional distribuído, maior até que a rede do SETI, o que exigiria uma máquina de vários milhões de dólares para conseguir somente alguns milhares de bitcoins.
O bitcoin pode ser uma nova ordem expontanea a despertar lenta mas persistente.
Lembra muito o conceito de bonus-hora explicado no livro “Nosso Lar” da literatura espírita.
Fico contente de ver esse artigo traduzido aqui. 🙂
Apenas alguns comentários sobre essas afirmações:
“Supostamente, as transações feitas em Bitcoin não podem ser rastreadas e as contas de seus usuários não podem ser congeladas. O sistema não pode ser fechado ou destruído.”
– Quanto a rastreabilidade, não é bem assim. Na realidade, as transações são perfeitamente rastreáveis. As transações são públicas. Sempre que uma “conta” A (“endereço”, no jargão Bitcoin) envia bitcoins a uma conta B, todo mundo pode ver essa transação entre A e B. A grande questão é saber a quem pertencem essas contas A e B. Você pode facilmente criar quantas “contas” quiser – não há necessidade de memorizar seus números, como no sistema bancário tradicional. A recomendação é justamente que se crie uma conta para cada novo pagamento que for receber. “Contas descartáveis”, de uma certa maneira. Também existem técnicas para se camuflar o rastro das bitcoins, para os mais preocupados. 😉
– Quanto a fechar ou destruir o sistema, bom, sem estuprar a Internet, de fato não dá. Mas um governo disposto a implementar um controle à la China, e ao mesmo tempo disposto a bloquear a rede Bitcoin, poderia causar um estrago considerável, provavelmente relegando a tecnologia apenas àqueles com conhecimento técnico suficiente para driblar esse governo autoritário.
Uma forma mais “típica de governos” de tentar “fechar” o sistema seria simplesmente declarar seu uso proibido. Nesse cenário, nenhum comerciante poderia aceitar pagamentos em bitcoins “às claras”. Mas provavelmente a tecnologia continuaria a ser usada no mercado informal.
– E finalmente, sobre congelar uma conta, é de fato extremamente difícil. Precisariam de muito mais do que simples marteladas de um juiz. 😉
Sobre este artigo que achei fascinante:
epocanegocios.globo.com/Revista/Common/1,,EMI157258-16353,00.html
A melhor forma de escapar de impostos é fazer trocas, deixando o dinheiro apenas para o essencial. Acabei de trocar um LCD antiga que tinha por um microondas moderno. Já troquei carro, moto e até móveis.
As pessoas tinham que ser mais incentivadas a fazer trocas justas e evitando ter que pagar impostos absurdos ao governo.
Odeio dizer isto, mas o padrão-ouro morreu. E quem o matou, foram as duas guerras mundiais. Não dá para voltar a ele, assim como não há como voltar a termos o Império Britânico, a URSS, etc.
só uma duvida à respeito dos bitcoins/economia.
21 Milhoes de bitcoins não é muito pouco?
Por que seria? O que gera crescimento econômico é trabalho, produção, poupança e investimento — e isso independe da quantidade de dinheiro na economia. O que nos torna ricos é a abundância de bens, e o que limita essa abundância é a escassez de recursos — a saber, terra, capital e trabalho. Simplesmente aumentar a quantidade de dinheiro não vai fazer com que esses bens surjam do nada; não vai fazer com que haja empregos para trabalhar recursos inexistentes. O dinheiro é apenas um meio de troca que facilita as transações indiretas. Uma maior quantidade vai apenas diluir os preços e redistribuir a renda em prol daqueles que obtiveram essa nova quantidade antes dos outros. Não existe uma quantidade ótima a ser perseguida; qualquer quantidade servirá, no longo prazo.
Eu ainda sou novato em economia, mas fico com um latente zunido na cabeça á respeito do porque necessitamos de dinheiro.
Números mostram que se as industrias do mundo inteiro quisessem, teriam suas produções automatizadas em 75%, logo de inicio, e apos alguns poucos anos, automação total, e isso também vale para o setor de serviços…então onde e em trabalhariamos para ter nossas necessidades básicas correspondidas?
Na minha visão, chegariamos no ideal de produção global humanizada, onde as maquinas fariam tudo, a palavra LUCRO ( o mal do mundo ) deixaria de existir.
Pode parecer utopia mas eu acredito no Projeto Venus, e vou viver apartir de agora á lutar por isto. Mas eu só cheguei a esta conclusão apos acompanhar, aprender e apreciar este maravilhoso site, e continuarei a vir aqui sempre, por ter excelentes reflecções a despeito dos valores humanos.
http://www.youtube.com/?watch?v=p7Tdcx5fP6k&feature=rel?mfu
Hay
Boa tarde
Eu não iria responder seu post somente por essa passagem:
“Até agora, só vi muita, muita viagem de LSD.”
Eu poderia té rir disto, mas eu não sou drogado amigo, e esse é um ambiente de respeito mútuo, acredito eu, mesmo o senso liberdade sendo o jargão. Passado esta falta de elegancia, vamos as suas perguntas;
Do ponto de vista do sucesso do projeto lhe digo que NÃO tenho respostas para suas perguntas, pois não sou clarividente.
Do ponto de vista de participante desse excepicional fórum, estou em dúvida se você lê todos os artigos, e se o faz, esta sabendo interpreta-los? Pois tudo que me faz acreditar em muito, no projeto venus, consigo fundamentar simplismente pelos conhecimentos adquiridos aqui, para uma sociedade realmente livre, justa.
Vou dar uma Cnfusio e me meter a besta de responder suas perguntas com o que me vier na mente, vamos lá, meu caro;
1) Como serão as máquinas? Até agora, só vi muita, muita viagem de LSD. Parece até que as máquinas surgirão do nada e trabalharão sem precisar de manutenção, etc, etc.
R. Acredito que “talvez” nunca na sua vida tenha entrado em uma fábrica automatizada (o que empregaria 100 pessoas numa linha de produção manual, 10 pessoas dão cont) ou qualquer outra.
2) Quem produzirá as máquinas? A resposta comum é a mais preguiçosa possível: voluntários. Claro, porque voluntários trabalharão a torto e a direito para produzir máquinas para que outras pessoas possam se ocupar somente com o entretenimento.
R. Essa resposta está no âmago do seu ser, pois eu me voluntariaria de pronto, em dedicar algumas horas do meu mês ou trimestre ou semestre ou anual (já que seria enorme a lista de voluntários) para nunca mais ter de “trabalhar” (para outros ou para mim) para sobreviver, pois…VIVER…é bem melhor.
3) Qual será a alocação das máquinas? Será de acordo com as vontades das pessoas? Se sim, qual a fórmula mágica para ler as mentes de todas as pessoas ao mesmo tempo e decidir a melhor solução?
R. Realmente não acredito que você, pessoa INTERATIVA, não saiba o significado de Interação, bolha de idéias, rede, etc…as pessoa serão livres para irem ao centro de interação, pesquisa e observação dos meios e recursos locais e globais.”Alocação das máquinas?”…..>>> á principio vejo que as máquinas continuariam por um tempo necessitando de atençao técnica humana, porém com a maior liberdade social, mental e intelectual, rapidamente atingiriamos níveis de tecnológias jamais possivéis num mundo onde construir armas de destruição em massa, seja vista por muitos como avanço tecnológico.
4) Quem fará a manutenção das máquinas? Qual será o incentivo para que as pessoas queiram trabalhar para manter as máquinas, já que, teoricamente, o objetivo do sistema é que as pessoas não precisem trabalhar?
R. Máquinas farão manuntenção de outras, extremamente possível, para quem acompanha os avanços em robôtica em todo o mundo. Pessoas não farão esforços físicos com essas atividades, serão apenas supervisores voluntários (pessoas que tivessem seus talentos preservados e desenvolvidos individualmente sem rótulos de profissão).
Para concluir, seria eu, meio tolo de propósito, em afirma que você nunca viu nenhum vídeo de 3 hrs de Zeitgeist, e portanto atira pedras antes mesmo de tentar enteder e ou conhecer outras perspectivas. Espero que eu esteja muito errado a despeito disto.
Abraços
Marcos Campos,
Eu não tenho dúvida que num cenário de livre mercado, a automatização seria tamanha, que seriamos muito mais ricos. Todos nós.
Mas achar que não haveria necessidade de trabalhar… não dá. Estamos tecnologicamente longe demais disso. Mesmo as máquinas mais avançadas estão longe de ter a capacidade criativa humana. Talvez um dia, quem sabe. Mas vai demorar muito.
Isso sem contar o fato de que todas essas máquinas custam recursos. Às vezes é de fato melhor empregar mais gente do que automatizar.
E no mais, esse povo do projeto Venus tem muito a aprender em economia. Essa insistência de que dinheiro é desnecessário é prova. Se me lembro bem, eles chegam até a defender Hugo Chavez em seu segundo filme, não?
Tiago RC
Bom dia
“sem contar o fato de que todas essas máquinas “CUSTAM” recursos”…..Isto esta enraizado em nós, não é amigo? CUSTO, LUCRO, COMPETIÇÃO, DINHEIRO…senão obtivermos estes marcos, teoricamente morreria-se de fome, ou viraria mendigo.
A intenção não é Projeto Venus X Mises, mas abstrair o melhor dos dois para se visionar uma evolução.
Mas suas auto-defesas, são como muros cheios de negruras, e nada que esta separado de Economia serve como “Adicional”.
É chato ter de vir aqui explicar cada ponto. Se deixe ser levado um pouco pela criatividade meu caro.
Não cheguei a ver esse fato do Hugo Chaves…ele tem idéias boas com métodos arcaicos e desesperados….não tem intelecto suficiente para driblar as oligarquias americanas e brasileiras, sem a utilização do autoritarismo. Uma pena, ele achar que isso ainda pode ser chamado de revolução, pois a única revolução que conheço não será televisionado…as bolhas de idéias, são as revoluções invisíveis, e já estão ocorrendo nas redes virtuais e presenciais.
Um grande abraço
Recebemos o seguinte email de um leitor, e gostaríamos de saber se alguém aqui especialista em Bitcoin (como o Tiago RC) sabe de alguma coisa. Segue:
"Nobres e talentosos autores do IMB, Aconteceu algo recentemente que talvez motive alguns de vocês a escreverem um artigo. Leandro César, brasileiro ativo na comunidade Bitcoin, mantinha um fundo de investimento de pequeno porte, baseado na confiança, onde coletava periodicamente dinheiro de diferentes indivíduos e lhes devolvia em maior volume. Ele chamava de fundo de investimento, mas estava mais para empréstimo, acho que os clientes não podiam resgatar a qualquer momento.
Enfim, funcionava bem, até então Leandro não tinha roubado ninguém — coisa que teria sido relativamente fácil para ele fazer. E tinha dado bons retornos a seus clientes.
Tudo ia bem, até a CVM descobrir. Vocês podem ler a respeito desse fundo, e de seu final trágico aqui: https://bitcointalk.org/index.php?topic=46721.0;all
Lhes escrevo pois quem sabe tal evento motive algum de vocês a escrever um artigo sobre a CVM, e como ela é nociva aos brasileiros… seria provavelmente interessante, e talento para escrever bem vocês já demonstraram possuir."
Já estou lá no BITCOIN minerando, gostei muito da ideia de moeda internacional sem a influencia das agencias reguladoras.
Eu não confiaria num sistema assim. Regimes totalitários, ou simplesmente autoritários, tomam os bens (e as vidas. e a liberdade) das pessoas, mas há um certo custo para que façam isso. O aparato repressivo dos regimes coletivistas é imenso. Mas tratando-se de moeda apenas escritural, sem nenhuma realidade física, sua tomada por um governante é extremamente fácil.
Não vou entrar em detalhes técnicos, que são milhares, e impedem o funcionamento do Bitcoin, vou me manter em um ponto econômico que todo mundo esquece hoje em dia.
Antigamente o sistema monetário funcionava por um motivo simples, se você tinha 1 Papel Moeda e fosse ao banco ele trocaria aquele papel moeda por ouro. Simples assim, funcionava porque era garantido que aquele pedaço de papel que você segurava representava algo real.
Hoje em dia o papel moeda não representa mais nada real, ele é apenas um decreto governamental que obriga que este papel seja aceito para pagamento de contas e compra de bens.
Conseguem perceber a diferença? De um lado você tem algo que REALMENTE possui um valor material, 1 moeda de ouro, 1 galinha, 10kg de trigo…
Do outro você tem uma moeda que, assim como o bitcoin, não representa nada real e útil.
O problema destas moedas é que caso ocorra uma crise ela perde o valor completamente, não da pra comer dinheiro ou bitcoins. O mundo precisa sim de uma nova moeda, mas introduzir outro sistema fiduciário é ridículo e irresponsável, precisamos de uma moeda que represente algo real, uma moeda que caso exista a necessidade você pode trocar por comida ou ouro. Bitcoins não valem nada, não servem nem pra acender uma fogueira. E se ocorrer uma guerra e as comunicações forem destruídas, o país inteiro fica sem sistema monetário na hora?
Além disso, os “mineradores” de bitcoins que seriam os novos milionários não estão produzindo nada, o que eles fazem é tão útil quanto jogar World of Warcraft, só cria números imaginários e não existe razão para eles ocuparem uma posição de poder em um novo sistema monetário.
Bitcoins é tão utópico quanto o socialismo, talvez funcione em um mundo perfeito, mas não aqui, onde temos guerra, fome e a maior parte do mundo não possui acesso a um computador.
Que tal uma reserva baseada em recursos
http://www.zeitgeistportugal.com/2012/06/transicao-para-uma-sociedade-sustentavel/
Utopia para mim é que 99% da população não entende nada disso que vocês estão falando e ainda assim e vivem completamente alienadas.
Que venha as críticas das crianças criadas pela Globo!!
Viram esta notícia?\r
\r
http://www.tecmundo.com.br/dinheiro/28690-bitcoin-deve-ganhar-cartao-de-debito-e-credito.htm\r
\r
Só que acaba com a privacidade da transação, obviamente.
Quando vc troca reais por bitcoins, os reais vão parar na mão de quem?
‘ While many people who are touting it on Facebook are enamored with the fact that it was voluntarily created by the marketplace (i.e., is not forced down our throats by a private central bank), I’m afraid that those people are losing sight of how a real medium of exchange arises in a free market. A medium of exchange arises from something that had a material use/value in the market prior to becoming a medium of exchange,’
http://www.lewrockwell.com/blog/lewrw/archives/89471.html
Livro do Hothbard, pg15:
‘Esse processo, o desenvolvimento acumulativo de um meio de troca no livre mercado – é a ÚNICA forma pela qual o dinheiro é estabelecido.Dinheiro não pode se originar de NENHUMA outra forma, nem de todo mundo decidindo de repente criar dinheiro de um material inútil, nem do governo chamando de dinheiro uns pedaços de papel.Pois embutido na demanda por dinheiro está o conhecimento do preço-dinheiro no passado recente; em contraste com os bens de consumo ou de produção usados diretamente, o dinheiro deve ter preços preexistentes nos quais a demanda se baseia.Mas a única forma de isso acontecer é começando as trocas com uma commodity útil, e então adicionar a demanda por um meio de troca à demanda prévia por um uso direto (…)
A verdade mais importante sobre dinheiro agora emerge da nossa discussão: dinheiro é uma commodity.Aprender essa lição simples é uma das tarefas mais importantes do mundo.Frequentemente aparecem pessoas falando de dinheiro como algo muito diferente disso.Dinheiro não é uma unidade de contagem abstrata, separada de um bem concreto, não é um símbolo bom somente para trocas, não é um ‘clamor da sociedade’; não é a garantia de um preço fixo.É simplesmente uma commodity.’
mises.org/books/whathasgovernmentdone.pdf
conclusão: bitcoin não é nada.
‘Tão logo estas cédulas começaram a circular e se tornaram amplamente aceitas como meio de troca, o ouro que as lastreava pôde ser abandonado sem que isso afetasse a circulação das cédulas e sua aceitação como dinheiro. Elas já haviam se tornado dinheiro por si mesmas.’
Não entendo como é que esse cara fala uma coisa dessas. Sim, o povo sem conhecimento aceita o dinheiro sem lastro,e a consequência disso é a economia americana em queda livre desde que abandonou o padrão ouro
‘Como disse Rothbard:
Ninguém imprime dólares (ou qualquer outra moeda) em um mercado puramente livre, pois não há, com efeito, algo manipulável chamado “dólar”. Há apenas mercadorias, como carros, trigo e ouro.’
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1285
Neto, ThiagoRC.
Sinceramente não entendi essa discussão toda, pois o ouro sempre foi a moeda commoditie de escolha dos libertários. Nisso, creio, não há discussão.
Achar que o bitcoin não tem valor porque foi artificialmente criado (e não tem lastro) é acreditar que o dólar ou o euro também não tem valor. Se os austríacos sempre alertaram que isso é um problema, também não há discussão.
Mas a teoria é clara: o valor é subjetivo e essas moedas tem valor porque as pessoas subjetivamente dão valor a essas moedas. Com o bitcoin é o mesmo caso. Foi criado a partir de algo que já existia, algoritmos de criptografia, mas não é uma commoditie no sentido que não é algo físico, mas números no computador. Se as pessoas acreditarem que tem valor, terá valor. E isso também é ponto pacífico entre os libertários, porque o valor é sempre subjetivo.
Se esse arranjo vai se sustentar só o tempo dirá. É claro que os últimos que ficarem, em caso de uma derrocada, vão se dar muito mal. E é essa a beleza do processo.
Se der certo, isto é, criar-se uma economia bitcoin auto-sustentável (as pessoas vão procurar o bitcoin pelo que podem comprar e vender na moeda), pode desbancar as outras moedas como meio de troca universal. Mas o tamanho da economia bitcoin ainda é, comparativamente falando, um naco de um naco de um naco perto das economias tradicionais. Logo é pretensão ficar discutindo se vai dar certo ou não AGORA! Deixem o tempo cuidar disso.
Hoje a bitcoin é usada como meio de transferir dinheiro entre países de maneira menos complicada que os métodos convencionais e, principalmente, para especulação. Outro uso, muito pequeno, é compra e venda na internet (especialmente bens não compráveis por métodos mais tradicionais, como drogas, armas etc.)
Eu particularmente acredito que a bitcoin é uma alternativa ao que existe hoje, porque não tem regulamento nenhum sobre ele e, particularmente, conseguiu modelar no computador, as funções tradicionais do ouro como moeda. Já tentou comprar ouro no BB? É complicado. Hoje consigo comprar e vender centavos a centenas de bitcoins e especular com isso sobre as outras moedas. É uma espécie de contra-economia. Vamos ver o que vem pela frente.
Abraços
‘Mas a teoria é clara: o valor é subjetivo e essas moedas tem valor porque as pessoas subjetivamente dão valor a essas moedas. ‘
Nope, elas dão valor ao que está lastreado nessas moedas.
De novo, Rothbard:
‘Dinheiro não é uma unidade de contagem abstrata, separada de um bem concreto, não é um símbolo bom somente para trocas,’
Ninguém imprime dólares (ou qualquer outra moeda) em um mercado puramente livre, pois não há, com efeito, algo manipulável chamado “dólar”. Há apenas mercadorias, como carros, trigo e ouro.’
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1285
Essa conversa ta ficando circular, eu tenho que colar as mesmas coisas por uma questão de falta de leitura, então não vou mais falar nada, já falei o que tinha que falar, mostrei vários autores falando de dinheiro sem lastro, quem quiser cair no golpe que caia, eu fico com ouro.
“Mais um; Allan Greenspan antes de entrar pro lado negro da força:
‘ Se os homens não possuíssem uma mercadoria de valor objetivo “
Caramba, você até põe a falácia em negrito…
Eu já disse e repito, valor é subjetivo, valor objetivo é uma auto-contradição.
Isso é a base da escola austríaca, praticamente. Foi justamente sobre esse erro – valor objetivo – que Marx sustentou toda sua teoria. E foi justamente expondo esse erro que Böhm-Bawerk refutou o marxismo.
Wrestling with Bitcoin. Why even hard-core goldbugs should respect and support cryptocurrencies.
(BitCON e o teorema da regressão de Mises)
‘BitCon leva uma paulada
by Smiling Dave
Dê uma olhada nisso:
(www.libertariannews.org/2011/06/18/the-economics-of-bitcoin-how-bitcoins-act-as-money/)
O site é libertarian news, com uma foto de Rothbard num banner.
E eles deixaram um artigo se infiltrar chamado ‘The Economics Of Bitcoin – How Bitcoins Act As Money.’
O artigo prossegue explicando como bitcoin é algo tão bom quanto ouro.Tanto ouro como bitcoins são raros, intercambiáveis (um pedaço de ouro é o mesmo que outro), divisíveis em pedaços menores e reconhecíveis.Mais ainda, bitcon tem muitas vantagens que ouro não tem, mas não é disso que vamos falar aqui
Ouro, o artigo nos diz, só tem uma insignificante vantagem sobre bitcoin, que raramente vale mencionar:Você pode fazer joias de ouro.Mas e daí, certo?
Vamos citar o artigo inteiro, ênfase minha:
É importante notar que qualquer coisa que preencha os critérios que eu listei pode agir como dinheiro.As pessoas não ligam a mínima pro fato de ouro ser transformável em jóias quando decidem armazenar ouro como um valor de reserva
O fato de ouro poder ser transformado em peças artísticas somente garante um uso alternativo pro ouro caso as pessoas decidam que o ouro não tem mais valor monetário.Dessa forma eu sei que se as pessoas decidirem parar de comprar ouro como forma de armazenar valor,eu ainda vou poder vender meu ouro para uma joalheria a uma pequena fração do seu valor atual.Mas essa garantia de que ouro sempre terá uma pequena fração do seu valor como joia de forma nenhuma influencia as razões pelas quais as pessoas usam ouro como dinheiro ou para o valor de mercado do ouro ser 1600 dolares hoje
É porbitcoins não terem nenhum outro uso além de agir como facilitador de trocas que eles não tem garantia de um valor mínimo – mas esse fato é totalmente irrelevante de uma perspectiva monetária, assim como é irrelevante pela perspectiva do ouro.
Tudo que importa, no que diz respeito ao dinheiro-bitcon, é que todos eles tenham as propriedades mencionadas que tornam ouro dinheiro, e eles tem.Portanto, bitcoin pode funcionar exatamente com a mesma capacidade de armazenamento de riqueza que ouro
Soa muito convincente, não é? No final das contas alguém acha que todo aquele ouro no fort know,se ainda existisse, ia acabar virando joias? O pensamento é tolo, certo?Só por ouro valer uns centavinhos como joias isso não é vantagem sobre o bitcoin.Ouro tem valor porque é dinheiro, não porque faz um piercing bonito.Esse é o argumento do artigo.
Porém, caro leitor, o artigo é ou desinformado ou está tentando te enrolar.Para entender o porquê, vamos aprender nos sentar aos pés do mestre, Ludwig von Mises, com meus pequenos comentários:
Esse é do Ação Humana, cap 17:
Assim que um bem econômico é demandado não somente por aqueles que usam ele como bem de consumo ou de produção, mas também pelas pessoas que querem manter ele como meio de troca e se livrar dele quando necessário numa troca futura, a demanda por aquele bem aumenta.Um novo emprego para esse bem emergiu e criou uma nova demanda pra ele.Assim como todo bem econômico, tal demanda adicional traz um aumento no seu valor de troca,ou seja, na quantidade dos outros bem que são oferecidos pela sua aquisição.A quantidade de outros bens que pode ser obtida abrindo mão de um bem de troca, seu “preço” expresso em termos de vários bens e serviços, é em parte determinado pela demanda daqueles que querem adquirir ele como meio de troca.Se as pessoas pararem de usar o bem em questão como meio de troca, essa demanda específica adicional some e o preço cai concomitantemente
Vamos usar ouro como exemplo do que ele explica.O homem das cavernas gosta de ouro porque faz uns colares bonitos.Isso não significa muito, realmente, e ele com certeza não pagaria 1600 dolares a onça por isso.Mas com o passar do tempo e as pessoas usando ouro como dinheiro, o próprio fato de ser dinheiro o torna mais valioso.É a lei da oferta e demanda agindo.Aumente a demanda por ouro, já que mais pessoas o querem agora pra usar como dinheiro, e o preço aumenta.
Portanto a demanda de um meio de troca é composta de duas demandas parciais:a demanda mostrada na intenção de usar como consumo ou produção e aquela mostrada na intenção de usar como meio de troca.Com relação ao dinheiro moderno metálico fala-se da demanda industrial e da demanda monetáia.O valor de troca (poder de compra)é o resultado do efeito acumulado de ambas demandas parciais
Em outras palavras, o motivo para as pessoas quererem uma moeda de ouro, quando é usada como dinheiro, e o que determina o que eles querem dar em troca de uma moeda de ouro, são os dois usos que ela tem, como joia e como dinheiro.
Muito simples até agora, e em concordância total do artigo do bitcoin
Agora, a extensão dessa parte da demanda por um meio de troca que é mostrada no seu serviço como meio de troca, depende do seu valor de troca.Esse fato traz dificuldades que muitos economistas consideram insolúveis, portanto eles se abstém de seguir esse pensamento.É ilógico, eles dizem, explicar o poder de compra do dinheiro usando a demanda por dinheiro, e explicar a demanda por dinheiro usando o poder de compra do dinheiro
Traduzindo, ele está fazendo uma pergunta simples: Vamos ignorar o aspecto jóia do ouro e focar no seu valor como dinheiro.As pessoas querem ouro porque ele tem poder de compra, e tem poder de compra porque as pessoas querem.Numa aula de lógica esse raciocínio levaria um zero.Se chama argumento circular, como o cara que bebe muito pra esquecer seus problemas, e o problema que ele quer esquecer é que bebe muito.
Então concluindo, se tirarmos seu valor como jóia, como é que pode uma moeda de ouro ter o poder de comprar 1600 dolares de produtos? Porque as pessoas querem desesperadamente? E porque elas querem desesperadamente? É porque elas podem comprar 1600 dolares no supermercado? Argumento circular.
Mises não inventou essa pergunta, mas ele soube responder.Antes de vermos o que ele diz, vamos notar que é nesse ponto que o pessoal do bitcon termina a discussão.
Eles vão falar:’Boa pergunta, Ludwig.É um dos grandes mistérios da vida.Mas qualquer que seja a resposta, ela provavelmente se aplica ao bitcoin tanto quanto ao ouro.Talvez tanto o bitcon como ouro não tenham respostas pra esse enigma teorico, mas quem se importa?Concluindo, ouro funciona no mundo real apesar desse paradoxo e bitcon também’
Na resposta, Mises nos leva a um raciocínio sofisticado, passo a passo:
Porém a dificuldade é somente aparente.O poder de compra que explicamos fazendo referência à extensão da demanda específica, não é o mesmo poder de compra que determina essa demanda específica.O problema é conceber a determinação do poder de compra no futuro imediato do momento atual.Para a solução desse problema nos referimos ao poder de compra do passado imediato, do momento que acabou de passar.Essas são duas coisas distintas.É errado se opor ao nosso teorema, que podemos chamar de teorema da regressão, falando que ele se move num círculo vicioso
Traduzindo, as pessoas querem aceitar moedas de ouro e dar em troca 1600 de mercadorias hoje, porque elas viram que ontem elas podiam conseguir 1600 dolares de bens com uma moeda de ouro.As pessoas querem ouro hoje porque viram que ontem podiam comprar um monte de coisas com ele
Isso se aplicaria ao bitcoin também, claro.As pessoas pagariam 17$ num bitcoin hoje porque ontem elas viram que podiam gastar ele e conseguir $17 de bens
Mas, dizem os críticos, isso apenas move o problema sem resolver.Pois agora se deve explicar a determinação do poder de compra de ontem.Se alguém explicar isso da mesma forma se referindo ao poder de compra de anteontem e continuando nesse rumo, se cai numa regressão infinita.Esse raciocínio, eles falam, certamente não é uma solução satisfatoriamente lógica e completa para o problema
Em outras palavras, vale 1600 dolares hoje porque é o que você podia conseguir ontem.Mas e ontem?Você não pode voltar até o início do tempo, certo?
O que esses críticos falham em notar é que a regressão não volta infinitamente.Ela atinge um ponto onde a explicação é completada e não sobra mais nenhuma pergunta sem resposta.Se traçarmos o caminho de volta do poder de compra do dinheiro passo a passo, nós finalmente chegamos no ponto onde o serviço do bem como meio de troca começa.Nesse ponto o valor da troca de ontem é determinada exclusivamente pela demanda não monetária – industrial – que é mostrada somente para aqueles que usam aquele bem para outras coisas, não como meio de troca
Em outras palavras, voltando o suficiente você chega no dia onde o ouro era útil como joia somente, valendo vamos dizer, uns dez centavos.Até alguém notar que as pessoas gostam de trocar uma moeda de ouro por dez centavos.O que eles tem a perder? É isso que o ouro vale como jóia mesmo.E a partir daí, com as moedas de ouro ficando popular como dinheiro, elas passam a valer mais do que dez centavos
E aí é onde os bitcoins alcançam sua decadência.Diferente de ouro, não importa o quanto você volte, nunca houve uma razão para os bitcoins valerem dez centavos, ou o preço que for.Eles são totalmente inúteis como joias ou qualquer outra coisa.Então não existe motivo nenhum para as pessoas trocarem ele por dez centavos, muito menos 33 dolares
Alguém pode perguntar, então como é que pode existirem sites trocando 33$ por bitcoin?P.T. Barnum responde: a cada minuto, tem um otário nascendo.Uma pequena quantidade de gente decidiu especular nos bitcoins o que levou eles a qualquer que seja esse preço tolo que eles acham que vale.Mas bitcons nunca foram aceitos em geral sob preço nenhum,a não ser zero.Não há motivo para isso.
smilingdavesblog.blogspot.com.br/2011/06/bitcoin-takes-beating.html
“E aí é onde os bitcoins alcançam sua decadência.Diferente de ouro, não importa o quanto você volte, nunca houve uma razão para os bitcoins valerem dez centavos, ou o preço que for”
De novo, dificuldades para entender o conceito básico de valor subjetivo. A única razão para qualquer coisa ter qualquer valor é (1) pessoas acharem tal coisa útil e (2) ser escasso. Ponto. Essa é a razão por bitcoins terem um preço.
“Alguém pode perguntar, então como é que pode existirem sites trocando 33$ por bitcoin?P.T. Barnum responde: a cada minuto, tem um otário nascendo.Uma pequena quantidade de gente decidiu especular nos bitcoins o que levou eles a qualquer que seja esse preço tolo que eles acham que vale”
Ofensas gratuitas e argumentação vazia.
Não acha bitcoins úteis? Ok, não compre nenhuma, fique longe, problema é teu. Pior que cego é quem não quer ver. Mas a tua opinião subjetiva de que bitcoins são inúteis não afeta em nada o fato de que elas são úteis para outras pessoas. Isso, combinado à escassez, faz com que elas tenham valor. E elas são um meio de troca (dinheiro). Não é possível negar isso sem negar a realidade.
“Mas bitcons nunca foram aceitos em geral sob preço nenhum,a não ser zero.Não há motivo para isso. “
Novamente uma clara incapacidade em se compreender a subjetividade do valor. Ou um ego tão exacerbado que acha que “não há motivo” para as pessoas terem uma opinião diferente da sua, ao ponto de negar a realidade quando tal coisa acontece.
(De novo, SmilingDave)
Bitcoin e o valor intrínsico
Alguém no fórum do Mises.org me pediu pra explicar sobre o conceito de valor intrínsico, e como ele se aplicaria ao bitcoin.Rapidamente:
Pra resumir o que está acontecendo, esse ‘valor intrínseco’ é uma dessas frases cujo significado muda de acordo com o contexto.
1.Quando os austríacos falam que nada tem valor intrínseco, que todo valor é subjetivo, eles estão falando em um contexto específico.A discussão é focada na pergunta: Por que 453 gramas de pão custa um dólar? O que faz isso valer exatamente um dolar?
A forma antiga de pensar era que havia alguma entidade mística escondida no pão que faz isso valer um dólar.É isso que eles querem falar quando eles discutem o valor intrínseco de um monte de pão.Haviam aqueles que pensavam que a entidade mística dentro do pão é o “custo de produção”.Outros pensavam que a entidade mística era a “quantidade de trabalho necessária colocada no pão”
A conclusão austríaca é de que não existe entidade mística, não existe valor intrínseco.O preço, o valor do pão, vem de algo de fora do pão, principalmente por causa do consumidor em potencial que está disposto a pagar um dólar por isso.Em outras palavras, o valor é subjetivo, não intrínseco.
Esse é um contexto onde ‘valor intrínseco’ é usado, e nesse contexto, não existe valor intrínseco.
2 O outro contexto onde o termo é usado é quando se discute o valor do dinheiro.No artigo do meu blog ‘bitcoin leva uma paulada’, eu citei e expliquei o pensamento de Mises nesse assunto.Mises analisou o valor do dinheiro, por ex de uma moeda de ouro, como feito de dois elementos
O primeiro vem da resposta à questão: ‘O que Robinson Crusoé faria com isso?’ Crusoé não tem nada na sua ilha pra comprar ou vender,então a moeda de ouro não tem utilidade como dinheiro.Mas tem algum uso.Ele pode usar pra fazer joias, se for vaidoso, ele pode usar como componente de seu computador, ou o que for
Ok, agora Crusoé sai da ilha e volta pra civilização.Ele descobre que tudo tem mais ou menos o mesmo valor que as coisas da ilha, exceto por uma coisa, sua moeda de ouro, ele descobre, vale muito mais do que ele pensava. “Por que as pessoas dão um valor tão grande a algo de uso tão limitado?” ele pensa.Então ele descobre que ouro é a moeda do reino.Aha, isso explica.Tem um uso na civilização que não tem na ilha.você pode facilmente comprar coisas com isso, qualquer coisa de qualquer um.Essa é uma característica útil, que aumenta a utilidade e o valor do ouro.
Então, essas são as duas fontes de valor que o dinheiro tem.Mises deu a essas coisas os nomes grosseiros de valor industrial para o primeiro e valor de troca para o segundo.Com o passar do tempo, as pessoas(incluindo o próprio Mises e outros respeitáveis austríacos) instintivamente começaram a chamar esse primeiro valor, o que existia pro Robinson Crusoé sozinho na ilha, de valor intrínseco.
Agora é possível entender porque alguém que escreve nos fóruns sobre bitcoin ter ‘valor intrínseco enquanto dinheiro’, passaria a ser uma piada, como um palhaço caindo de uma bicicleta.Valor intrínseco era o valor que havia na ilha, e lá não havia utilidade enquanto dinheiro.
[Note que nesse contexto, valor intrínseco também é subjetivo, porque os dois conceitos não são contraditórios.Já no primeiro contexto valor subjetivo e valor intrínseco não podem ser a mesma coisa.Se você entender essas idéias, você agora entende os dois significados de valor intrínseco]
O teorema da regressão de Mises afirma e prova que o dinheiro não pode ter esse segundo valor, que Crusoé viu quando voltou pra civilização, a não ser que tenha esse valor intrínseco, o que significa que Crusoé teria alguma utilidade pra ele na ilha.No artigo ‘bitcoin leva uma paulada’ eu expliquei esse raciocínio meticulosamente.
Já que o bitcoin é inútil na ilha, obviamente então, pelo teorema da regressão, continuará inútil fora.O pessoal do bitcoin vaia essa afirmação óbvia, e tenta encontrar alguma falha.O mais comum é eles falarem que pra vermos que tem algum valor, vá pra mtgox.com.Portanto Mises deve estar errado.
A segunda coisa que eles dizem é que bitcoin tem uma propriedade mágica que exclui ele do teorema da regressão, que se referia apenas a objetos não mágicos.Eu já respondi a ambos argumentos várias vezes.
smilingdavesblog.blogspot.com.br/2012/07/bitcoin-and-intrinsic-value.html
desculpe minha ignorancia mas o Bitcoin não é a moeda da nova ordem mundial ??
http://www.youtube.com/watch?v=04ySR32Ggj8
Aquela ordem que é contra o liberalismo ?
Gostei muito do texto, possuo carteira bitcoin (apesar de ter feito poucas transações com ela) e realmente é um sistema monetário livre de qualquer regulação ou tributação. Porém, tenho uma dúvida sobre o ouro: os investimentos no metal da forma como são feitos hoje trazem realmente alguma segurança? Ou o melhor seria mesmo comprar o metal físico e guardá-lo em casa? (não é piada, é uma hipótese que considerei depois da leitura).
Abraços.
Bitcoins foram classificados como quasi-commoditie money por George Selgin.
Interessante.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=697
Artigo do professor Lorio:
‘De acordo com a Escola Austríaca, uma boa teoria monetária deve partir do pressuposto de que a demanda de moeda por parte de um indivíduo depende de suas estimativas a respeito do poder de compra da moeda em termos dos preços de “ontem”. ‘
‘A moeda é demandada, portanto, por possuir um poder de compra pré-existente; sua utilidade não apenas é independente de seu preço de mercado, como surge do fato de que ela tem um preço, ou poder de compra, em termos dos demais bens e serviços.’
‘Portanto, podemos fazer regredir em uma cadeia temporal o valor da moeda em qualquer instante D (t), até D (1) e, daí, a D (0). Vemos, então, que a demanda da moeda-mercadoria (ouro) no dia D (1) dependia do poder de compra do ouro no dia anterior, isto é, de V (0). A regressão temporal deve necessariamente ter um fim, uma vez que a demanda de ouro no dia D (0) consistia, necessariamente, de seu valor direto para consumo, sem qualquer componente histórico, ou seja, sem influência do preço do ouro no dia D (-1).’
‘Não faz qualquer sentido, portanto, acreditar que se possa “criar” moeda mediante contratos sociais, ou por imposição dos governos, ou por quaisquer esquemas artificiais propostos por economistas: a moeda surge, como observa Rothbard,”organicamente, de dentro do mercado”.’
Bitcoin é para otários ou oportunistas.
A questão é escolher entre ouro ou prata.
1/3
Engraçado este argumento dos bitcoinzistas: “ah, mas o índice vale 12 USD, X USD etc…”\r
Da mesma forma que tinha gente comprando facebook por USD 90 bi, e outros comprando OGX a 20 reais por ação, tem gente que compra bitcoin por 12. Isto não significa que é um valor justo, correto, ou “bom”. Significa apenas que existe um cara esperando encontrar um “greater fool” para desovar o “investimento” nele. Só isso.\r
Uma lição valiosa que aprendi no mercado financeiro é que não é porque tem alguém que paga X que a coisa em questão vale X. Ela pode valer mais ou menos, e somente o tempo vai mostrar isso.\r
No caso de uma ação, o que importa para sabermos o quanto ela vale são os lucros que ela é capaz de gerar, especialmente se forem constantes e crescentes. Já no caso da bitcoin, como ela não gera renda alguma e não tem utilidade alguma, precisa sempre da figura do “greater fool”. Quando parar de entrar gente na pirâmide, volta a ter preço zero, pois não vale nada.
http://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/other/virtualcurrencyschemes201210en.pdf o banco central europeu citou o bitcoin e relacionou o mesmo a escola austríaca.
A hora em que inventarem uma especie de moeda com os benefícios do bit coin, mas lastreado à ouro, creio que ganhará mercado rapidamente…. Isso não seria possível?
Eu vou ganhar um monte de dinheiro com bitcoin da seguinte forma:
-compro um monte de bitcoin
-crio um bitcoin lastreado em ouro, sendo o ouro guardado num lugar bem longe do tio sam
-crio um site pra vender maconha usando esse bitcoin 2.0
-um segundo antes de lançar os dois, vendo todos os bitcoins
Aí pronto.Não vai ter motivo nenhum pro silk road não usar o bitcoin 2.0.
Se não usar não vai poder competir comigo e vai falir
Com ouro ninguém pode! hahaha
WordPress.com agora aceita pagamentos em Bitcoin:
en.blog.wordpress.com/2012/11/15/pay-another-way-bitcoin
Para quem não sabe o que é o WordPress:
en.wordpress.com/stats/
Uma dúvida quanto ao bitcoin
Os defensores do bitcoin sempre falam que ele é 100% anônimo
Pelo que eu entendi, isso é o caso quando você já tem seus bitcoins e fica trocando entre outros donos de bitcoins
Mas, antes disso tem um momento em que você tem que trocar seus reais por bitcoins, então nesse momento você realmente é anônimo? Digo, se o governo quiser ele pode quebrar seu sigilo ‘digital’ ou sigilo de ‘cartão de crédito’ e ver quanto dinheiro você conseguiu ‘esconder’, ou ‘lavar’ (ou o que quer que eles inventem pra tornar isso um crime), não é?
Esse anônimo tá só de brincadeira. Ele não quer saber sobre segurança. Ele tá tentando apenas trollar os comentários. Ou então é uma pessoa incapaz de entender o que lê.
https://en.bitcoin.it/wiki/Common_Vulnerabilities_and_Exposures
Supondo que o valor do ouro seja feito de dois valores: 1 o valor da utilidade real, que ele tinha antes de ser usado como dinheiro e 2 o valor que ele passa a ter quando as pessoas sabem que ele é usado como dinheiro
Supondo que o argumento dos bitcoinzistas seja que: bitcoin apesar de só ter 2, é tão válido quanto ouro porque o valor 1 do ouro é desprezível quando comparado com o 2.
Minha pergunta é:
Como é que eles sabem disso? Que tipo de cálculo eles usam pra separar um valor do outro e chegar nessa conclusão?
January 2013: Bitcoin News Roundup
Como mostra a página acima, Bitcoin está crescendo em utilização a cada dia que passa. Pessoas versadas na escola austríaca deveriam estar entre os primeiros a entender o porquê. Mas infelizmente, parece que o amor de alguns pelo ouro é tão grande que eles preferem fechar os olhos a qualquer outra coisa.
Hoje vi uma ótima analogia: Esses austríacos tentando argumentar que bitcoins não podem ser uma moeda de troca, ou não podem ter valor, são equivalentes a engenheiros aerodinâmicos explicando com mil um argumentos complexos por que mamangavas não podem voar.
Existe uma terceira, que é você não compreender a metodologia da análise econômica. Recomendo [1] para remediar essa falha. Meu resumo de sua falha é: Você acha que elementos empíricos podem servir de contra prova para argumentos praxeológicos. Isso é errado.
haha, aqui você realmente está argumentando que mamangavas não podem voar!
Eu conheço o básico da epistemologia da praxeologia, entendo a diferença entre o método apriorístico (praxeologia, matemática) e o empírico (física, química etc).
O que está sendo discutido aqui é algo que vem antes de qualquer método científico, é uma questão de lógica básica. Você está afirmando que “X não pode existir”*, sendo que há na tua frente um exemplo claro de algo que encaixa precisamente na definição de X*. Que isso está errado é simplesmente uma questão de bom senso, não precisa ser filósofo analítico pra se dar conta. Sério, vocês estão inventando uma série de argumentos abstratos para se satisfazerem em não questionar o “Grande Mestre”, e estão fechando os olhos para o mais simples bom senso.
Se o teorema da regressão implica que um meio de troca deve ter um uso precedente ao de meio de troca, então é óbvio, a partir da existência do Bitcoin (um meio de troca que não teve um uso precedente a esse) que esse teorema está incorreto. (ou ele não chega a essa conclusão).
Não há outra alternativa, pois bitcoins existem, são um meio de troca, e não tiveram outro uso precedente. Se você contesta esses fatos, então você contesta a própria realidade.
Pode argumentar o quanto quiser de que é impossível, isso não impedirá as mamangavas de continuarem voando. 😉
* Repare que essa é uma afirmação que independe de contextualização. Não há um ceteris paribus implícito. Não é como afirmar que “aumentar o salário mínimo aumenta o desemprego”, pois nessa afirmação, há certamente um ceteris paribus implícito. O desemprego pode até diminuir em seguida ao aumento do salário mínimo devido a outros fatores. A impossibilidade de levar em conta todos esses outros fatores, isolar todas as variáveis etc é que torna impossível invalidar essa teoria com um contra-exemplo: o teu contra-exemplo nunca vai satisfazer a condição de ceteris paribus, já que é humanamente impossível isolar todas as variáveis.
Na afirmação “um meio de troca deve ter tido um outro uso precedente ao de meio de troca”, não há contextualização. A afirmação é genérica e universal. Logo, basta um contra-exemplo e ela cai por terra. Como o teorema de Pitágoras cairia por terra se alguém encontrar um único contra-exemplo (faço questão de exemplificar usando a matemática justamente por ser também uma ciência apriorística, como a praxeologia).
Eu conheço o básico da epistemologia da praxeologia, entendo a
diferença entre o método apriorístico (praxeologia, matemática) e o
empírico (física, química etc).
Se você conhece o básico, como que faz um erro desses a seguir?
o teorema de Pitágoras cairia por terra se alguém encontrar um único contra-exemplo
Claramente você não entende realmente o que significa fazer uma
afirmação sintética a priori (como são todas as afirmações da ciência matemática). O
teorema de pitágoras mostra que é impossível existir um triângulo
retângulo que não tenha as características descritas por ele. Se você
achar um, significa que sua percepção/instrumentos estão errados, e
não que o teorema de pitágoras está errado.
Recomendo que você estude mais antes voltar a fazer afirmações infelizes
como aquela que se refere ‘nossos’ questionamentos sobre ‘O Grande
Mestre’, para deixar de se envergonhar em público. Eu começaria pelo
livro que te indiquei antes, e esse
post
do Bob Murphy talvez ajude.
Abraços.
“E também tem outro problema … Vai chegar o ponto que um bitcoin vai ter o ‘valor’ de uma casa.“
Wow! Não vejo a hora que esse “problema” chegue! Serei um homem muito feliz!! haha
Alguem poderia dizer pq o ouro está caindo na BMF? HJ ESTÁ COTADO A 104,00. O q explica isso?
Eduardo Bellani,
Não viola. Antes de ser dinheiro, o bitcoin é uma unidade de armazenamento de dados.
Para tentar explicar melhor eu preciso usar outro exemplo que é o Namecoin.
O Namecoin é uma pequena variação do protocolo usado no bitcoin, a diferença que o Namecoin estendeu o protocolo para que mais informação possa ser armazenada nesse engenhoso sistema de banco de dados descentralizado.
E tal informação serve para registrar nomes na internet. Você tem mises.org.br que é um nome cadastrado na fapesp que aponta para um endereço IP. Se você deixar o seu computador ligado como nó da rede Namecoin depois de um tempo você vai encontrar um bloco de dados que permite o registro de um nome ponto bit.
Entenda que até aqui o Namecoin é só um bem de consumo, com utilidade nele mesmo e sem proposito de se tornar dinheiro. Bastaria agora que alguém troque um bloco NameCoin (que permite registrar endereços .bit) por alguma outra coisa para ele iniciar o processo de se tornar dinheiro. Assim que um bloco Namecoin passar a ser reconhecido como meio de troca ele passa a ser dinheiro.
A falha das pessoas em relação ao bitcoin é não perceber que antes de ser dinheiro ele foi um unidade de armazenamento de informação com valor nela mesma porém tal unidade foi rapidamente convertida em dinheiro. Já que os humanos a reconheceram de cara como um meio de troca e não como uma maneira de armazenar informação em um banco de dados descentralizado.
É como um sujeito que encontra uma semente na floresta e diz:
– Esse semente seria ótima para usar como dinheiro.
(E assim a semente passa a ser usados pelos humanos como dinheiro desde de sempre. Apesar de antes de ser dinheiro a semente era uma semente e valia como uma semente.)
Essa ausência de utilidade do Bitcoin é uma vantagem do mesmo na competição mundial para descobrir a moeda mais eficiente. Como o mesmo serve quase que exclusivamente como dinheiro, o seu valor sera estável, já que não seria afetado por eventuais outras demandas. Sem contar que com a base monetária fixa e com o crescimento também fixo, não há risco de uma nova tecnologia de mineração ou nova fonte de minério alterar bruscamente o valor do dinheiro. Logo um dinheiro muito útil para contratos de longo prazo.
Qual a tua definição de “geral”? Porque se for “geral” mesmo, no senso
estrito do termo, então nunca existiu dinheiro no mundo, já que nunca
existiu algo que possa ser trocado por tudo que está a venda no mundo
inteiro num dado momento.Logo, mundialmente, não existe dinheiro por
esse critério. O “geral” já não é mais tão geral assim, e para que a
própria existência do dinheiro possa ser possível, esse “geral”
precisa ser contextualizado. Mas aplicar uma definição a um contexto
específico, com fronteiras e limites bem definidos, é justamente o
contrário de “generalizar”. Logo, definir dinheiro como o “meio de
troca geral” não faz sentido.
TiagoRC
O colega não soube se expressar, ainda que ele esteja correto ao afirmar que o bitcoin não é moeda.
A definição correta para a moeda é; um meio de troca cuja liquidez se realiza de forma imediata. Em outros termos, significa que quando um ativo se torna moeda, você pode utilizá-lo quando quiser, onde quiser e para adquirir o que quiser, tendo por limitação única o poder de compra da quantidade corrente que tiver disponível em mãos ou contas. Além disso, a moeda também demanda um componente legal que inclusive é imprescindível para validar os três princípios mencionados anteriormente.
O usuário de bitcoins é limitado a outro usuário de bitcoins, os outros 99% da humanidade conhecem bitcoins mas não o utilizam ou aceitam, já ouviram falar mais não conhecem a fundo ou simplesmente sequer sabem o que é isso. Então é somente um ativo comum, usado como reserva de valor por alguns indivíduos, tendo em vista que um usuário compra bitcoins porque no médio ou longo prazo poderá trocá-los por um volume maior de moeda. Com isso, o bitcoin não invalida o teorema da regressão de Mises, porque ele ainda não é moeda, se encaixa na categoria de bem ou serviço comum utilizado como reserva de valor. Se a sua escala de valorização, seguindo a lógica de um algoritmo fixo baseado em uma função de progressão geométrica, proporcionar uma valorização continua frente as moedas nacionais a ponto de fazê-lo, com isso, ganhar popularidade ganhando escala suficiente para ser tratado como moeda, então seria mais um caso de validação do teorema de regressão. Um ativo virtual usado como reserva de valor que por conta da sua valorização contínua, adquiriu status valioso de meio social para trocas.
Mas…como eu já repeti ad nauseam em outro artigo, isso não será possível, pois não existe amparo legal em nenhum lugar do planeta que aceite a concorrência de moedas alternativas, frente aos sistemas financeiros oficiais. Se isso fosse possível, já estaríamos vivendo em um sistema de free banking, onde os próprios bancos criariam suas moedas fiduciárias privadas para concorrer mesmo com as moedas oficiais emitidas por BC’s.
Tiago Moraes,
“A definição correta para a moeda é; um meio de troca cuja liquidez se realiza de forma imediata. Em outros termos, significa que quando um ativo se torna moeda, você pode utilizá-lo quando quiser, onde quiser e para adquirir o que quiser, tendo por limitação única o poder de compra da quantidade corrente que tiver disponível em mãos ou contas.”
Bitcoin tem liquidez. Você pode converter Bitcoins imediataments em dólares , isso torna possível comprar qualquer coisa com bitcoins desde que tal coisa seja vendida em dólar.
É perfeitamente possível ter um cartão de crédito e/ou debito internacional associado ao seu saldo bitcoin e então converter diretamente o bitcoin para a moeda corrente do país onde você está fazendo o saque ou indiretamente para o dólar e depois para a moeda do país.
Logo moeda seria tudo que pode ser imediatamente convertido em dólares. O que me parece uma definição estranha, mas objetiva.
“Além disso, a moeda também demanda um componente legal que inclusive é imprescindível para validar os três princípios mencionados anteriormente.”
Aqui entra o debate Ben Bernanke vs Ron Paul. Quando questionado pelo congressista se ouro era dinheiro o presidente do Fed disse que ouro era só um ativo. Por ideologia eu fico bastante incomodado com a ideia que só é dinheiro aquilo que o estado através do uso de força faz com que seja dinheiro.
“O usuário de bitcoins é limitado a outro usuário de bitcoins, os outros 99% da humanidade conhecem bitcoins mas não o utilizam ou aceitam, já ouviram falar mais não conhecem a fundo ou simplesmente sequer sabem o que é isso.”
Ele deixa de ser limitado quando converte Bitcoins em dólares. Seria o equivalente a dizer que os usuários de real são limitados aos usuários de real. Quando é perfeitamente possível ter conta corrente em real e comprar com cartão de crédito um livro vendido em dólares.
” Então é somente um ativo comum, usado como reserva de valor por alguns indivíduos, tendo em vista que um usuário compra bitcoins porque no médio ou longo prazo poderá trocá-los por um volume maior de moeda.”
É um equivoco a afirmação que só se compra Bitcoin por ter expectativa que o mesmo valerá mais no futuro. Existem certas coisas que não podem ser compradas com dólar ou com qualquer outra moeda estatal. Por exemplo maconha no SilkRoad só pode ser comprada com Bitcoin.
Um maconheiro pode converter seus dolares em bitcoins para comprar maconha no SilkRoad ou converter seus euros para comprar um bilhete de loteria do SatoshiDice que também só é vendido para quem tem bitcoins.
“Com isso, o bitcoin não invalida o teorema da regressão de Mises, porque ele ainda não é moeda, se encaixa na categoria de bem ou serviço comum utilizado como reserva de valor.”
O bitcoin não era moeda porém ao se tornar conversível em dólar passou a ser. Assim ele tem dois preços um que é o custo para manter o banco de dados funcionando (computadores,eletricidade e afins) que é o preço da utilidade não monetária e outro que é o preço da sua utilidade monetária que seria algo como 27 dólares por unidade menos o custo de operar o banco de dados.
“Se a sua escala de valorização, seguindo a lógica de um algoritmo fixo baseado em uma função de progressão geométrica, proporcionar uma valorização continua frente as moedas nacionais a ponto de fazê-lo, com isso, ganhar popularidade ganhando escala suficiente para ser tratado como moeda, então seria mais um caso de validação do teorema de regressão.”
No volume atual de 7 milhões de dólares por dia em transações o mercado de cambio de bitcoins é liquido para converter bitcoin em dólares instantaneamente. Não vejo como não considerar moeda.
“Um ativo virtual usado como reserva de valor que por conta da sua valorização contínua, adquiriu status valioso de meio social para trocas.”
Eu diria registro de banco de dados que por suas características intrinsecas adquiriu status valioso de meio social para trocas. Mas eu sei que a minha definição ficou muito nerd de computador.
“Mas…como eu já repeti ad nauseam em outro artigo, isso não será possível, pois não existe amparo legal em nenhum lugar do planeta que aceite a concorrência de moedas alternativas, frente aos sistemas financeiros oficiais.”
Eu estou convicto que o bitcoin prova que tal amparo legal é desnecessário.
“Se isso fosse possível, já estaríamos vivendo em um sistema de free banking, onde os próprios bancos criariam suas moedas fiduciárias privadas para concorrer mesmo com as moedas oficiais emitidas por BC’s”
De certo modo free-banking já é uma realidade já que o Bitcoin não é a única cripto-moeda e é tão fácil criar uma nova como instalar um programa em um servidor. Por outro lado os bancos centrais são por larga vantagem a força dominante, mas é certo que eles não se tornaram tal força da noite para o dia e provavelmente não vão deixar de ser da noite para dia.
"Bitcoin tem liquidez. Você pode converter Bitcoins imediataments em dólares , isso torna possível comprar qualquer coisa com bitcoins desde que tal coisa seja vendida em dólar."
Meu amigo, tudo o que você fez foi apenas confirmar que o bitcoin não é moeda. Não é o fato de uma mercadoria ter liquidez que a torna uma moeda, se assim fosse todas as mercadorias produzidas pela humanidade seriam moedas. A moeda é o ativo de liquidez IMEDIATA. Isso significa, como já afirmei antes, que você pode consumir o que quiser, o quanto quiser e onde quiser, sendo a única restrição o poder de compra da quantidade que tiver posse. O simples fato de ser necessário converter o bitcoin em dólar para você poder consumir (desde que esses dólares sejam provenientes de alguém que seja também usuário de bitcoin, restrição essa que você por motivos obscuros não mencionou), já confirma que ele é um ativo como qualquer outro, ponto.
"É perfeitamente possível ter um cartão de crédito e/ou debito internacional associado ao seu saldo bitcoin e então converter diretamente o bitcoin para a moeda corrente do país onde você está fazendo o saque ou indiretamente para o dólar e depois para a moeda do país."
Eu posso fazer isso com qualquer ativo comum, vendê-lo por uma moeda estrangeira qualquer, que financeiramente falando é uma monetização, e convertê-lo em moeda doméstica em uma casa de câmbio. Novamente repetindo, isso só confirma o que eu já disse; o bitcoin é um ativo como qualquer outro. Somente a moeda lhe permite a utilização direta para a aquisição de qualquer outra mercadoria seguindo os três princípios que eu mencionei anteriormente. Se você tentar usar o bitcoin diretamente, em sua vida cotidiana, será tradado pelo comércio local da sua cidade, da mesma forma que alguém que usa uma cédula de R$ 3,00, chamarão a polícia e você será preso.
"Logo moeda seria tudo que pode ser imediatamente convertido em dólares. O que me parece uma definição estranha, mas objetiva."
Não. A moeda é um ativo de liquidez imediata. Ponto, essa é a definição única e correta, questionar isso é equivalente a negar a lei da gravidade. Sua definição lhe parece estranha (que ironia) justamente porque ela está errada e não vai ser com um conceito inventado por ti, e que mesmo você acha bizarro, que sustentará um argumento.
"Aqui entra o debate Ben Bernanke vs Ron Paul. Quando questionado pelo congressista se ouro era dinheiro o presidente do Fed disse que ouro era só um ativo. Por ideologia eu fico bastante incomodado com a ideia que só é dinheiro aquilo que o estado através do uso de força faz com que seja dinheiro."
Isso não é ideologia, é apenas incapacidade da sua parte em não saber em que contexto o Ron Paul coloca o ouro para afirmar que ele é moeda. Por esse contexto eu também afirmo; ouro é moeda. E qual contexto seria esse? A premissa de que uma moeda precisa ter a aceitação voluntária e espontânea da sociedade para ser tratada como tal e somente o ouro cumpriu essa premissa, ele foi escolhido pela sociedade para ser a sua moeda, ao passo que a moeda de curso forçado foi uma imposição do estado. Essa é uma discussão a nível teórico. Em nível empírico, que é o que discutimos aqui, o ouro é um ativo comum, ele não é moeda, na verdade essa é a real divergência entre Ron Paul e Bernanke, ele cretinamente usou um argumento empírico para contra argumentar uma colocação a nível teórico feita por Ron Paul.
"Ele deixa de ser limitado quando converte Bitcoins em dólares. Seria o equivalente a dizer que os usuários de real são limitados aos usuários de real. Quando é perfeitamente possível ter conta corrente em real e comprar com cartão de crédito um livro vendido em dólares."
Um típico raciocínio circular, tu rodou, rodou e só termina confirmando o que eu disse. O bitcoin é um ativo comum como qualquer outro, onde o seu proprietário necessita convertê-lo em uma moeda qualquer (monetização patrimonial) a fim de adquirir liquidez imediata. Quando você converte bitcoins em dólares, você passa a ter liquidez imediata não por causa dos bitcoins, e sim porque você agora tem dólares na carteira e não mais bitcoins, você monetizou um ativo. Você fez uma verdadeira mixórdia, mistura interrelação entre moedas com interrelação entre moedas e mercadorias. Um exportador ou o importador, executam trades entre diferentes moedas por questões legais e não porque diferentes moedas só são aceitas em seus territórios. Porque isso não é verdade, se assim o fosse não existiria mercado de câmbio e tão pouco cotações internacionais, o simples fato de o Real ser uma moeda internacionalmente cotada, significa que assim como o dólar, ela é mundialmente aceita como moeda.
"É um equivoco a afirmação que só se compra Bitcoin por ter expectativa que o mesmo valerá mais no futuro. Existem certas coisas que não podem ser compradas com dólar ou com qualquer outra moeda estatal. Por exemplo maconha no SilkRoad só pode ser comprada com Bitcoin."
Olha o reducionismo que chegamos, o cara apela para um exemplo pitoresco e totalmente fora da regra para sustentar um argumento…Além do mais, eu só estou ressaltado que o apelo midiático do bitcoin é justamente o fato de não haver um órgão emissor centralizado e seguindo regras arbitrárias para definir seu volume de expansão, quando alguém afirma isso, ele está implicitamente dizendo para o cidadão e potencial consumidor do produto que o bitcoin é um excelente mecanismo de reserva de valor.
Um maconheiro pode converter seus dolares em bitcoins para comprar maconha no SilkRoad ou converter seus euros para comprar um bilhete de loteria do SatoshiDice que também só é vendido para quem tem bitcoins.
E daí? Cobradores de vans aceitam pagamento com vale transporte ao invés de moeda, mas isso não significa que vale transporte é moeda.
O bitcoin não era moeda porém ao se tornar conversível em dólar passou a ser. Assim ele tem dois preços um que é o custo para manter o banco de dados funcionando (computadores,eletricidade e afins) que é o preço da utilidade não monetária e outro que é o preço da sua utilidade monetária que seria algo como 27 dólares por unidade menos o custo de operar o banco de dados.
E tome raciocínio circular…Amigo, qualquer mercadoria é conversível em moeda, tu quer sustentar a tese de que o bitcoin é moeda baseado no fato dele poder ser conversível, ora isso apenas confirma o que eu já disse, o bitcoin é um ativo comum. O bitcoin não tem utilidade monetária alguma, porque ele NÃO É moeda. É uma mercadoria como qualquer outra, em que o proprietário pode trocar por moeda para ter liquidez imediata ou simplesmente encontra um aborígene disposto a fazer escampo e aceitar trocá-los por alguma outra mercadoria.
"No volume atual de 7 milhões de dólares por dia em transações o mercado de cambio de bitcoins é liquido para converter bitcoin em dólares instantaneamente. Não vejo como não considerar moeda."
Eu vejo, pega teus bitcoins e vai no comércio local do teu bairro, ou da tua cidade e tenta comprar algo usando eles, uma miríade de possibilidades ocorrerão com tal ato, as pessoas podem rir da sua cara, te chamar de maluco, te colocar para fora do estabelecimento aos sopapos, chamar a polícia e você ser preso…mas uma coisa eu tenho certeza que não ocorrerá, que é você sair de algum estabelecimento portando algum bem.
"Eu diria registro de banco de dados que por suas características intrinsecas adquiriu status valioso de meio social para trocas. Mas eu sei que a minha definição ficou muito nerd de computador."
Não, ela só está errada mesmo, bens e serviços não tem "valor intrínseco".
Eu estou convicto que o bitcoin prova que tal amparo legal é desnecessário.
Faça uma experiência então… e tente usá-los no comércio local de sua cidade e veja o que acontece…
"De certo modo free-banking já é uma realidade já que o Bitcoin não é a única cripto-moeda e é tão fácil criar uma nova como instalar um programa em um servidor. Por outro lado os bancos centrais são por larga vantagem a força dominante, mas é certo que eles não se tornaram tal força da noite para o dia e provavelmente não vão deixar de ser da noite para dia."
No mundo em que eu vivo, que eu acredito ser o mundo real, não. Mas no seu conceito de moeda, em que qualquer coisa é moeda…
Acho que vocês perderam o foco da liberdade neste fórum
deixe que cada um utilize a moeda que preferir
uma das vantagens do bitcoin é essa, não ser de curso forçado a ninguém
ninguem é obrigado a usála
parabenizo aos pioneiros que arriscam entrar neste sistema e desejo que dê certo para que no futuro possamos ter várias moedas semelhantes livres das amarras e imposições estatais
Até,
Neto,
“Parei de ler aí. Esse é o conhecimento econômico dos bitcoinzistas.
E pior ainda que eles falam isso em um site que repete essa mesma informação praticamente todo dia.”
Eu não sei dizer se você está só tentando tumultuar os comentários ou se você realmente tem dificuldade para entender um determinando assunto e tal dificuldade em entender se manisfesta de forma arrogante.
Tem uma citação do Ludwig Von Mises:
“O uso de moeda, numa economia de mercado é praxeologicamente, um requisito indispensável. Que tenha sido o ouro – e não outra coisa qualquer – o escolhido para ser usado como moeda é apenas um fato histórico e, como tal, não pertence ao campo
de estudo da cataláxia. “p. 545, Ação Humana
Segundo eu entendi você afirma que nesse site é possível encontrar informação mostrando que o padrão ouro é uma construção voluntária e não uma imposição do estado. Eu realmente desconheço que tal texto exista.
Na realidade eu ficaria bastante surpreso com tal artigo já que tem outra citação do mesmo Ludwig:
“A desmonetização da prata e a implantação do monometalismo ouro foram provocadas por uma deliberada intervenção do governo nos assuntos monetários.”
P.545 Ação Humana
E diga-se de passagem tal fato histórico é muito óbvio para ser refutado.
Neto,
“Claro né gênio, se o cara é americano! duhhhh
BTW, ele só disse ‘agora aceito bitcoins’ e mais NENHUM comentário sobre a sua confiança nessa tralha. Até porque ele também aceita dólar e ta careca de saber (literalmente) que dólar é dinheiro do nada.”
Você tem dificuldade com contexto. Qual era o contexto? Para ser moeda precisa ser sempre aceito e ninguém aceita bitcoin, por isso ele não é moeda!
Mas o Lew Rocwell aceita bitcoin e não aceita real. Se ele não aceita real então real não é moeda, como aceita bitcoin então o mesmo é moeda.
Eu só estava brincando com a lógica em mais um esforço retórico.
Duas perguntas
1 No dia que a quantidade total de bitcoins chegar no limite, qual vai ser o incentivo pro pessoal que hoje fica minerando bitcoins, pra continuarem fazendo o que eles já fazem hoje?
2 Se esse incentivo vai ser tão eficiente assim, porque ele não já está funcionando hoje? O que seria bom pros próprios usuários das bitcoin, já que não haveria a criação de novos bitcoins
Wagner,
“Prata era mais utilizado pelo fato do valor ser menor… imagine uma moeda de ouro, o valor desta moeda é muito maior do que a maioria dos produtos que são transacionados no dia-a-dia… da mesma forma como não da pra utilizar diamantes pra comprar pão.”
Você tem certeza disso, consegue provar? Eu não tenho certeza mas desconfio que prata era bem rara antes de se encontrar as minas na América do sul.
“A questão principal é que é algo real, não é apenas uma idéia. Ouro, estando na sua mão, sempre tem algum valor… pode ser maior ou menor como qualquer outra mercadoria, mas é algo real.”
Água é real, areia do deserto também. Isso não significa muito, se a relação de escassez não for boa, simplesmente não da para usar como dinheiro. Entenda que qualquer coisa compete com qualquer coisa. A pergunta para o que se utilizar como dinheiro é: O que é melhor? E não, o que é?
“Imagine negociações internacionais a base de madeira talhada?”
Como eu disse a praxologia mostra que qualquer coisa pode ser dinheiro, mas os fatos históricos contam o que foi escolhido dinheiro e entenda também mostra o que foi escolhido pelo estado para ser dinheiro.
“O mercado internacional precisa de bens reais como ouro, café, arroz, sal, pimenta… qualquer coisa desde que seja real e enriqueça o país.”
O mercado precisa de capital? E capital é um bem real? Levando em conta que capital é dinheiro (conceito abstrato que só existe na mente das pessoas) e bens de capital são coisas. Logo o mercado também precisa de coisas não materiais, aliás precisa muito.
“O problema do bitcoin é que ele é baseado em confiança, confiança de que outras pessoas também querem bitcoin… o valor dele está apenas no reino da nossa imaginação”
O valor de tudo só existe na mente humana.
“Value is not intrinsic, it is not in things. It is within us; it is the way in which man reacts to the conditions of his environment. Neither is value in words and doctrines, it is reflected in human conduct. It is not what a man or groups of men say about value that counts, but how they act.” Human Action p96
“Se houver a necessidade de um DB distribuído a gente cria um, com tecnologias específicas pra nossa necessidade… o único valor do BitCoin é o que as pessoas colocam nele, assim como qualquer moeda fiduciária. “
Mises escreve que o valor não está naquilo que as pessoas dizem, mas em como elas agem. Isso vale igualmente para ouro quanto para o bitcoin.
“Sem dúvida, antes de moeda o ouro é um a mercadoria. A questão é que mesmo não sendo uma moeda ele ainda possui um valor como ornamento ou condutor elétrico.”
A água possuí valor como água e areia como areia e um banco de dados como banco de dados. Se as pessoas vão comprar coisas usando areia ou água ou um banco de dados, dá na mesma, é a ação que conta e não a coisa ou a não-coisa.
“Imagine os extremos… quem é mais rico, o cara que tem 10 milhões de bitcoins ou o cara que tem 10 toneladas de ouro?”
10 toneladas de ouro embaixo da terra como você sozinho no mundo em uma ilha deserta, valem tanto quanto bitcoins.
“Pelo menos com ouro você faz uma oca pra morar.”
Entenda que o fato do ouro ser objeto físico não torna ele melhor do que o bitcoin quando se pensa qual seria o melhor dinheiro? Para tal pessoa, em tal situação.
Entenda que essa procura por padrão universal de dinheiro é sem sentido, tanto pela praxologia que decretou que qualquer coisa pode ser dinheiro, quando pela história que mostrou que muita coisa e não-coisa já foi usada e deixou de ser usada como dinheiro.
Gostaria de saber o que vcs acham que acontecerá com o ouro nos próximos 5 anos… vcs acham que ainda é um bom investimento ou estamos num topo e ele provavelmente irá baixar? Grato.
Tiago Moraes,
“Breno, a teoria monetária da Escola Austríaca confirma a origem da moeda de forma voluntária, se você não aceita é um direito particular à sua pessoa, mas austríaco você não é:”
Mises o próprio parece discordar:
[“A desmonetização da prata e a implantação do monometalismo ouro foram provocadas por uma deliberada intervenção do governo nos assuntos monetários.”
P.545 Ação Humana]
“e é assim que segundo a teoria austríaca, o ouro se torna hegemônico. “
Entenda que Mises disse exatamente o contrário, a hegemônia do ouro é fruto de lambaças do estado.
” Ademais, pela perspectiva do Estado, o monopólio social do ouro como meio efetivo de troca sempre foi um problema e não um benefício, dada a restrição de se emitir moeda mediante as reservas de ouro, que limitavam o financiamento dos deficit’s públicos, foi então que a posteriori, em meados do século XIX, alguns países adotaram o bimetalismo, instituindo a prata como forma de flexibilizar a rigidez do padrão-ouro.”
O monopólio de qualquer moeda física seja ouro ou prata ou sal ou pimenta, vai limitar a capacidade de gasto a capacidade de confiscar tais coisas. Os mesmos motivos que levam os governantes não gostarem do ouro, os levam há não gostar da prata, da pimenta, do sal e do bitcoin.
O bimetalismo já existia “como condição natural da humanidade”, leia Mises:
[“Os homens escolheram os metais preciosos, ouro e prata, para servirem como moeda, graças às suas características mineralógicas, físicas e químicas.”]
Ele não diz escolheram o “ouro”, ele é claro “ouro e prata”.
Você talvez tenha se referido há essa parte, leia Mises:
[“A desmonetização da prata e a implantação do monometalismo ouro foram provocadas por uma deliberada intervenção do governo nos assuntos monetários. É inútil querer saber o que teria ocorrido se tais políticas não tivessem sido adotadas. Mas não se deve esquecer de que não era intenção do governo estabelecer o padrão-ouro. O que o governo pretendia era o bimetalismo. Queria substituir a relação flutuante entre moedas de ouro e prata, que coexistiam independentemente, por uma relação rígida, estabelecida por decreto. As doutrinas monetárias subjacentes a esses esforços interpretaram os fenômenos de mercado de uma maneira tão equivocada como somente os burocratas são capazes de fazê-lo. A tentativa de criar um padrão duplo, de ouro e prata, falhou lamentavelmente. Foi este fracasso que gerou o padrão-ouro. O surgimento do padrão-ouro foi uma consequência da esmagadora derrota dos governos e das suas doutrinas favoritas.”]
O governo tentou criar um cambio fixo entre o ouro e prata só que deu errado, fazendo assim surgir o padrão-ouro.
” Pelo menos 80% da teoria austríaca deriva destes três princípios epistemológicos, teu argumento praticamente contesta todo corpo teórico da EA.”
Você falou um monte de coisas e não disse nada. Eu insisto leia Mises:
[“Que tenha sido o ouro — e não outra coisa qualquer — o escolhido para ser usado como moeda é apenas um fato histórico e, como tal, não pertence ao campo de estudo da cataláxia.”]
“A história mostra uma preferência pelo ouro. O padrão-ouro nasceu porque era este o metal utilizado em larga escala como lastro nas trocas. O ouro foi progressivamente monopolizando o lastro das trocas entre mercadorias, porque dentre as mercadorias usadas como meios de troca (inclusive a prata) o ouro era de longe o de maior valor, dentre outras coisas, pela sua maior escassez. Eu sinceramente não sei de que porão você tirou esse negócio de que a prata foi, historicamente, mais relevante que o ouro.”
Você está invetando essa estória, você pega a origem do dinheiro de Carl Menger que é uma teoria A priori e começa a inventar a “história” A posteriori.
Você leu Carl Menger(ou só leu o artigo do Murphy) acreditando que ele contava a origem do dinheiro A posteriori usando fatos históricos. Quando o mesmo o fazia A priori sem embasamento algum em fatos.
Se essa conversa estive-se ocorrendo de forma presencial eu sacudira a mão tentando te explicar que Carl Menger diante da ausência de fatos históricos mostrando a origem do dinheiro. Somente desenvolveu a lógica por traz da origem do dinheiro. Que em momento algum ele descreveu com fatos como o dinheiro surgiu a milhares de anos atrás ou apresentou qualquer fato que confirme essa origem dá maneira como ele descreveu a lógica.
Como você mesmo deve saber tais fatos seriam desnecessário se a lógica estiver correta e lógico que tais fatos histórico nem sequer existiam(talvez sequer existam). Era a lógica ou nada.
Eu posso de forma desesperada apontar que talvez você não leu ou não entendeu Carl Menger:
[“Yet no historical monument gives us trustworthy tidings of any transactions either conferring distinct recognition on media of exchange already in use, or referring to their adoption by peoples of comparatively recent culture, much less testifying to an initiation of the earliest ages of economic civilization in the use of money.”Carl Menger, On the Origin of Money]
“Mas como o foco é explicar a origem do sistema monetário que conhecemos e usufruímos,”
O sistema monetário que você conhece foi criado pelo estado, das moedas fiat, ao padrão ouro. Isso é um fato histórico irrefutável, a construção A priori que você faz não muda esses fatos. Ele só deixaria de ser uma construção do estado, quando o estado parar de interferir no mesmo. O que teria acontecido com o sistema monetário sem a interferência do estado, eu não sei.
Agora não me interprete mal, eu não quero dizer que o sistema financeiro foi idealizado e realizado pelo estado, o estado nunca teve essa bola toda.
Agora eu vou apelar para autoridade do Ron Paul. O Ron Paul é contra o padrão-ouro.
Repito, O RON PAUL É CONTRA O PADRÃO-OURO.
Mais uma vez O R-O-N P-A-U-L É CONTRA O PADRÃO-OURO.
E ele é contra, porque o padrão-ouro é uma imposição do estado.
Se o estado queria ou não construir tal padrão é uma discussão tão importante quando:
Se Stalin queria matar os Ukranianos de fome ou se ele só queria exportar mais comida e matou os Ukranianos sem querer. Discutir isso para que? Se afinal é fato que uma ação do Stalin matou os Ukranianos.
“não faz sentido argumentar que em um canto remoto do planeta, haviam tribos aborígenes que usavam alegorias como moeda.”
Dado que prata e o ouro tem utilidade por eles mesmo e isso é um fato.Porque alguém pegaria algo útil e desperdiçaria o mesmo na utilização como moeda?
A falta de confiança (entre outras coisas é claro) leva a utilização do ouro,prata,pimenta,sal e afins como moeda ao invés de rochas esculpidas ou uma parede talhada. Já que não da para saber(em uma sociedade complexa) quem talhou a parede ou esculpiu a rocha.
Vale lembrar que quando a população desconfiava do percentual de prata na liga de uma moeda utilizada por um certo reino, tal reino entrava em colapso, pelo simples fato que não dava mais para fazer negócio ali. Ou lembrar dos problemas que surgiam quando as pessoas começavam a desconfiar que as notas conversíveis em ouro, não iriam de fato converter em ouro. Entenda que não é a necessidade de usar ouro para isso ou aquilo que deixava as pessoas desesperadas com a nova situação das notas, mas sim a certeza que não seria mais possível fazer negócios com elas.
Tiago Moraes,
por favor entenda todas as repostas abaixo como um grande apelo a autoridade e ataques ad hominem xulos.
“Minha definição? Amigo, sou bacharel em Ciências Econômicas, eu dei a definição que essa ciência deu a moeda, se você não aceita, isso é irrelevante, sua opinião pessoal é inútil, moeda é o ativo de liquidez imediata, se você não sabe o que isso significa, não tem know-how para discutir o assunto. E não inverta a polaridade das coisas aqui, é PELA SUA DEFINIÇÃO PESSOAL DE MOEDA, QUE VOCÊ MESMO RECONHECE POR BIZARRA, que qualquer mercadoria produzida pelo homem é moeda, visto que SOMENTE PARA VOCÊ, o fato de um ativo ser trocado diretamente por moeda lhe aufere a mesma condição.”
Apelou para o diploma, perdeu.
– Eu tenho diploma e isso me da know-how! Eu sei tudo sobre tudo e os outros meninos NÃO SABEM NADA. (Capslock sempre deixa um ar de autoridade)
“Pessoas trocam reais por dólares e vice-versa, meramente por questões formais, mas sendo o próprio fato de ambas estarem em um mercado de câmbio já alude um reconhecimento global de que ambas são moedas.”
Pura formalidade. Toda a violência não define o que é ou não moeda. O cambio é só uma formalidade.
“Desde quando uma moeda precisa de uma lista de locais para eu saber onde ela é ou não aceita? Agora está explicado o porquê de você não ter entendido o significado do termo “geral” que o colega Eduardo mencionou… Zero para você em epistemologia.”
Desde que você não sabia onde certa moeda é aceita, você precisa de uma lista para ficar sabendo. No Uruguay existem locais que aceitam dolares diretamente e por isso você precisa de uma lista para saber onde você pode gastar os seus dolares afinal no Uruguay não se pode gastar dolares em todos os locais.
“Quando um investidor quer atuar no Brasil, ele trocará seus estoques de moeda por reais, primeiro porque o nosso Banco Central e as Casas de câmbio credenciadas por ele sabem que elas também são moedas, e segundo por questões formais, ele precisa de moeda doméstica para operar em dado país.”
Aquela formalidade marota sem relação com a violência.
“E na boa, quantas vezes eu terei que reescrever que estou dando o conceito de moeda da Ciência Econômica? Se você não aceita, então funde sua própria ciência e recite seu mantra aos seus seguidores; “bitcoin é moeda, bitcoin é moeda, bitcoin é moeda…”
Se por exemplo o uso do bitcoin for banido na maior parte dos países, mas ainda assim ele for usado como meio de troca. Como a sua ciência diz que somente aquilo que o estado diz que é moeda é moeda. O bitcoin não será moeda, apesar de ser moeda De facto.
A sua ciência não separa aquilo que é moeda De jure e De facto.
“Que livro é esse que te ensinou que só o estado cunhava moedas? Jogue o fora porque ele não presta!”
Você sofre de visão seletiva? Tente ver o que eu escrevi no seu negrito, vou te ajudar >>> ou cunhar a própria moeda de ouro/prata/bronze um ativo de liquidez imediata não demanda conversão
B -> a não ser que seja por outro ativo de liquidez imediata
Se A é uma verdade, então B é uma mentira.
Um ativo de liquidez imediata não demanda conversão só quando é convertido para outro ativo que também não demanda ser convertido.
Um ativo de liquidez imediata por exemplo o dólar é um ativo que não demanda ser convertido em outro ativo, há não ser quando ele precisa ser convertido.
Pq quem tem know-how e diploma sabe que precisar é diferente de demandar.
“Porque ambos seriam reconhecidos como moeda e a necessidade de conversão se faria por questões legais.”
Será que tais ativos de liquidez imediata que não demandam conversão, mas precisam ser convertidos. Só são moeda por questões legais? Talvez as questões legais não seja um mero detalhe, talvez a causa.
“, mas você quer que algo que 99% da humanidade nem sabe que existe, seja tratado por moeda, no dia que qualquer um conhecer bitcoins, não houver mais leis nos obrigando a reconhecer apenas moedas emitidas pelo BC e você puder usar livremente os bitcoins, sem à necessidade de conversão, desde uma compra internacional no amazon ou ebay, até o pãozinho da padaria na esquina da tua rua, aí sim o bitcoin será tratado como moeda.”
Quantas pessoas conhecem o dolar caribenho? Ou o peso bolivano? Ou o peso uruguaio?
Quer dizer que se nem a Amazon e nem o Ebay aceitam essas moedas, quanto mais a padaria da minha esquina, então elas não são moeda.
“Não importa, o simples fato de você ter a necessidade em converter o bitcoin em dólar, já elimina o conceito de liquidez imediata, um ativo de liquidez imediata não demanda conversão, a não ser que seja por outro ativo de liquidez imediata, porque ambos seriam reconhecidos como moeda e a necessidade de conversão se faria por questões legais.”
Você deve estar de sacanagem. Você tá dizendo que eu posso levar os meus reais para o estados unidos e eles vão aceitar de bom grado em qualquer lugar, caso não exista lei proibindo a aceitação do mesmo.
E eu posso fazer isso com pesos bolivianos também. Pq a única coisa que impede tal evento milagroso, onde todas as lojas de New York aceitam pesos da Bolívia é uma mera formalidade legal.
É isso que você esta dizendo ou é uma piada?
“Porque os acordos de Basiléia mencionam o reconhecimento das moedas oficiais, emitidas pelos BC’s e apenas elas. Não existem leis proibindo o uso do Silkroad e do bitcoin simplesmente porque, legalmente, não são moedas.”
O bom de ter diploma e know-how é que tal condição permite saber tudo sobre tudo sem precisar pesquisar:
“Democratic Senators Charles Schumer of New York and Joe Manchin of West Virginia are in the process of drafting an anti-bitcoin law that would make trading or using the bitcoin currency illegal in the United States.
The draconian law (from what we have seen) would make ANY trades in the currency illegal. They are stating that the currency is constitutional.
They are citing that congress only has the right to print money.
U.S. Constitution – Article 1 Section 8
To coin Money, regulate the Value thereof, and of foreign Coin, and fix the Standard of Weights and Measures;
Hence the argument is that bitcoins are already illegal.
Regardless the currency is under attack. Ounce.Me has become the central rallying point to save the online currency. The site is accepting bitcoin donations..
The whole problem with bitcoins is that they are out of the control of the Federal Reserve, this most likely has no where to go but bad.”
É claro que essa lei anti-bitcoin que o senador quer passar deixa bem claro que o bitcoin é só um ativo e deve ser banido por ser um ativo.
“O Estado ainda teria poder para só aceitar o recolhimento compulsório de tributos mediante sua moeda oficial.”
No meu mundo inferior das pessoas sem diploma, amalucadas, ignorantes, burras mesmos ou em resumo pessoa sem know-how.
Uma lei determinando que impostos sejam pagos em Real não pode ser usada no contexto do meu negrito. Observe >>> Se não existirem leis determinado o uso do Real <<< Eu não tenho diploma mas desconfio que o estado precisa de uma lei determinando como será recolhido o imposto. Ele não pode recolher sem lei e tal lei não é compatível com a premissa. “Você precisaria de uma listinha para saber quais estabelecimentos aceitariam seus ativos, caso eles de fato sejam moedas?” Sim, preciso. No urugay é muito útil ter uma lista dos locais onde se aceita certas moedas, também é útil ter uma lista onde se aceita cartão, paypal e bitcoin. Mas o importante é que uma pessoa de diploma com know-how e bacharelado vai definir o que é ou não moeda com base naquilo que ela faz ou deixa de fazer. “Amigo, seu argumento é carente de epistemologia, se o maconheiro do SilkRoad só aceita bitcoins, o problema é dele, mas o mundo em que ele vive não, isso é que importa, pois para sobreviver ele terá que trocar o que ele tem por moeda de verdade. Ponto.” Você tem know-how e diploma. Você falou que o maconheiro não encontra comida sendo vendida com bitcoin, apesar de existirem restaurantes que aceitam bitcoin. Então ponto. Ponto. Ponto e ponto. “A livre utilização do bitcoin no mercado global de câmbio (algo que não ocorre), o conhecimento e aceitação geral de que o bitcoin é moeda (algo que não ocorre), amparo legal para o bitcoin ser reconhecimento como moeda (algo que não ocorre).” 1 A livre utilização do bitcoin no mercado global de câmbio (algo que não ocorre) Apesar de ocorrer. 2 O conhecimento e aceitação geral de que o bitcoin é moeda (algo que não ocorre) Apesar de ocorrer. Não é banco central europeu? 3 Amparo legal para o bitcoin ser reconhecimento como moeda (algo que não ocorre) Apesar de ocorrer. Não é burocratas da França? http://www.zdnet.com/bitcoin-exchange-gains-backing-from-french-bank-7000008533/
“O que existe são algumas organizações que mechem com câmbio, e por terem uma clientela que usa bitcoins em parte de suas operações no meio virtual, que aceitam trocas envolvendo bitcoins e moedas padrão. Elas fazem isso porque atuam junto a esse mercado restrito. A nível global você nunca vai ver o bitcoin sendo cotado em pregões.”
Em outras palavras tal pregão não cota bitcoin. Se tal pregão não cota então o bitcoin não é moeda. Não importa o que diz o banco central europeu, as autoridades reguladoras da França, o senador americano.
Ou mesmo um mero sem know-how ex-presidente do Mises Institute, Douglas French:
“So while people contend that money must be this or must be that, or come from here, or evolve from there, Menger, the father of the Austrian school, seems to leave it up to the market. When a money becomes uneconomic to use, it loses its marketability and ceases to be money. Other marketable goods emerge as money. It's happened throughout history and likely will continue, despite government wanting to freeze the world in place to its liking.
Which brings us back to Bitcoin, what the European Central Bank (ECB) calls in its latest report "the most successful — and probably most controversial — virtual currency scheme to date."”
“Douglas E. French is Senior Editor at Laissez Faire Club. He received his master’s degree under the direction of Murray N. Rothbard at the University of Nevada, Las Vegas, after many years in the business of banking.”
Esse Douglas E. French maluquete,acha que com um mero mestrado sobre a orientação do Rothbard. Vai dar a ele o KNOW-HOW que só um bom bacharelado pode ter para dizer o que é ou não moeda.
E ainda por cima citando o banco central europeu essa instituição nefasta incapaz de dizer o que é moeda. Quem esse Doug pensa que é? Presidente do Mises Insitute?
“Ironically, while some economists are pooh-poohing Bitcoin, the ECB devotes some of their lengthy report to the idea that the Austrian school of economics provides the theoretical roots for the virtual currency. The business cycle theory of Mises, Hayek and Bohm-Bawerk is explained in the report and Hayek's Denationalisation of Money is mentioned.”
Mas que ironia em Doug? Ainda bem que aqui no Mises Brasil alguns já de cara descartam o bitcoin, alegando que é um mero ativo. E esse pessoal do BC europeu relacionado Hayek ao bitcoin, coisa mais feia.
“Bitcoins are already used on a global basis. They can be traded for all sorts of products, both material and virtual. Bitcoins are divisible to eight decimal places and thus can be used for any size or type of transaction.”
Sério Doug? Um bacharel com muito know-how na área disse que não e ponto. Vou repetir o argumento para não ficar dúvida: E PONTO!
“Here at LFB, we don't know what tomorrow's money will be. Digits and computer algorithms? Silver and gold coins engraved with someone wearing a hoodie, perhaps? What we know for sure is that we're rooting for enterprising entrepreneurs to give the government a run for their money in the money business. Watch this space.”
Aqui no Brasil elas já sabem que o bitcoin é só um ativo e ponto. E PONTO!!
“Ele não vai trocar porque a pizzaria não sabe o que é bitcoins, ela só aceita moeda de verdade, é mais provável que você seja convidado a se retirar do estabelecimento, só isso. É claro, isso poderia ser possível se a hipotética pizzaria estivesse em sua listinha de estabelecimentos que aceitam bitcoins.”
A premissa é que a pizzaria já sabia o que era bitcoin, então não sei o que diser. Você foi desonesto ao mudar minha premissa ou só fez aquela boa e velha leitura seletiva que só quem tem know-how e diploma pode fazer.
“É que o mundo real não se resume a um serviço de contratação de limousines e nem tão pouco a uma franquia que comercializa frango assado.”
Jura que não? Eu pensava que sim. Ainda bem que você tem diploma e é generoso para me avisar.
“E eu não preciso ir a Lua, eu apenas preciso que você aprenda o que significa, epistemológicamente falando, o significado do termo “geral” que o colega Eduardo mencionou e você recorreu a um verdadeiro exercício tergiversivo para contestar.”
Geral é tudo aquilo que uma pessoa com diploma e know-how diz que é e ponto. PONTO!!
“Sim e? Ele aceita um ativo virtual que obviamente trocará por moedas de verdade para tocar com a vida dele. Eu não tenho nada contra bitcoins, aceita quer quem quer, faz negócio com ele quem quer, mas o fato é que o bitcoin não é moeda.”
Sendo fato tudo aquilo que alguém com diploma e know-how diz que é fato.
Ps:
Tiago Moraes eu ironizei, fui ácido, sem educação, groseiro, chato, incoveniente durante toda a resposta. Não vou pedir desculpa pq eu não sou uma garotinha sensível para me ofender com o que você escreveu e não acredito que você seja outra para se ofender com o que eu escrevi.
Eu não tenho mais o que debater como você, eu simplesmente joguei a toalha. Entenda todas as respostas acima como um grande apelo a autoridade e ataques ad hominem xulos.
Por um lado nada é dinheiro; pelo outro tudo é dinheiro.
Se bitcoin também é dinheiro e tudo que for usado pra troca também é, então bitcoin é tão dinheiro quanto o ouro do world of warcraft
“When a few get something for nothing, at some point in a zero sum game, most will get nothing for something.”
O dono do vídeo fez uma pergunta bem interessante: Por que ninguém sabe nada sobre o criador do bitcoin e por que ele está desaparecido desde que o bitcoin engrenou?
Hackers roubam 12.000 bitcoins do bitinstant
http://www.wired.com/wiredenterprise/2013/03/digital-thieves-pull-off-12000-bitcoin-heist/
Bitcoin cai em lei de lavagem de dinheiro
‘The U.S. is applying money-laundering rules to "virtual currencies," amid
growing concern that new forms of cash bought on the Internet are being
used to fund illicit activities.’
Não é prudente se apoiar em uma coisa que ‘tem valor’ apenas porque algumas pessoas se juntaram e decidiram que aquilo tem valor.
Num momento de crise todo mundo vai pensar dez vezes antes de consumir, ou de comprar o que quer que seja. O pensamento mais comum: ‘eu realmente preciso disso?’ E nesse momento a utilidade vai ser o único critério.
Já que o artigo foi relançado, aproveito para compartilhar esse detalhe interessante.
Como a recente alta no preço, o preço agregado de todas as bitcoins já emitidas superou o M1 dos seguintes países:
Maldivas, Togo, Aruba, Turcomenistão, Djibuti, Fiji, Montenegro, Ruanda, Malawi, Guiana, Cabo Verde, Libéria, Belize, Butão, Serra Leoa, Lesoto, República Central Africana, Burundi, Suazilândia, Ilhas Cayman, Seychelles, Guinea-Bissau, São Cristóvão e Névis, Vanuatu, Ilhas Salomão, Santa Lucia, Gambia, Antígua e Barbuda, Timor-Leste, Granada, São Vicente e Granadinas, Comores, Cisjordânia, Samoa, Dominica, Tonga, Ilhas Cook, São Tome e Príncipe, Micronésia, Anguila, Montserrat
E detalhe: essa comparação é com o M1, sendo que o mais apropriado seria comparar com o M0, já que é isso que representam essas bitcoins já emitidas. O problema é que não encontrei uma lista de preço agregado de M0.
No caso do M0, a lista de países já superados seria maior ainda. Islândia, por exemplo, tem um M0 inferior ao do Bitcoin.
Uma vez o Tiago comentou algo mais ou menos assim: ‘Neto, como você é ridículo, você chama um projeto open source de SCAM!??’
Que coisa né…e agora a própria comunidade bitcoinzista chama um projeto open source concorrente de scam. Como a vida é engraçada não é mesmo?
Comecei a ler sobre o bitcoin aqui, na verdade já havia ouvido falar por meados de 2010 mas achei totalmente falso na hora sem nem ler muito sobre.
Nos últimos dias que venho lendo melhor sobre seu funcionamento, ainda não compreendi exatamente como funciona a verificação das hashs que validam as operações tornando seguras mas estou procurando entender melhor sobre isto também, já que minha preocupação no caso seria esta segurança.
Tenho acompanhado também alguns números pelo blockchain.info/pt/charts
Quem está acompanhando viu que existiu uma grande valorização praticamente triplicando o valor em menos de 2 meses. Lendo também noticias sobre o chipre, li de um investidor que tinha seu dinheiro investido lá que estava pensando em passar a operar com bitcoins.
Vocês que estão mais por dentro da questão econômica, teriam alguma opinião referente a este aumento? Ocorreu um aumento na demanda logicamente pela quantidade de crescimento limitada (estamos em quase 11 milhões dos 21 milhões que chegarão um dia), mas ao que se pode atribuir este aumento? As crises no sistema bancário de alguns países europeus pode estar ‘chamando’ investidores a este ‘novo sistema monetario’ do bitcoin?
Alguém comemorou aí que o Lew Rockwell aceita bitcoins?
lewrockwell.com/orig14/gertchev1.1.1.html
conclusão: they could never achieve that degree of universality and flexibility that material monies carry with them by nature. Thus, on the free market, commodity monies, and presumably gold and silver, still have a great comparative advantage.
http://www.noticiasautomotivas.com.br/porsche-cayman-s-2007-e-vendido-nos-eua-por-us-1-200-gracas-aos-bitcoins/
Jeffrey Tucker, como de costume, escrevendo de maneira inspiradora:
What Bitcoin Is Teaching Us
“Here's what beautiful about this experience: It doesn't matter in the slightest what Paul Krugman thinks. It doesn't matter how many economic experts Paul Krugman lines up to oppose Bitcoin. It doesn't matter how many Nobel Prize winners denounce it and oppose it. That's because Bitcoin is not a "policy" invented by elite and privileged intellectuals. It is a market-based currency, one created by an entrepreneur and chosen by market players.“
‘the argument that bitcoins are in accord with the regression theorem because a handful of people consume them as they would a Picasso, is like saying paper money has value because John Law or Ben Bernanke really enjoy playing monopoly.’
‘The question left to be answered is whether or not bitcoin is once again taking the shape of a bubble. The answer is yes.’
‘One thing is for sure, the amount of suckers left who are willing to jump on the moving and ever-accelerating train is drawing thin, and so are their pockets.’
‘There is nothing anti-Austrian about acknowledging that there exists in the market place a lot of naïve, irrational, and misinformed players.’
http://www.mises.org/daily/6401/Bitcoin-Money-of-the-Future-or-OldFashioned-Bubble
Volatilidade extrema JÁ destruiu a credibilidade do bitcon
http://www.naturalnews.com/039865_bitcoin_crash_prediction_Mike_Adams.html
‘Bitcoins have been surging beyond $200 amid mass speculation and bandwagon investment, but as of this writing bitcoin value has dropped from $266 to a low of $105 ‘
(e depois ainda caiu mais, até os $60)
Bitcoin de $200 pra menos de $60 em um dia.
É, parece que o castelo de cartas desabou não é mesmo? Ou será castelo de cartas de magic? hahaha
acho que o Bitcoin vai morrer antes do que pensam.
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I am sorry to announce that due to circumstances outside of our control BitFloor must cease all trading operations indefinitely. Unfortunately, our US bank account is scheduled to be closed and we can no longer provide the same level of USD deposits and withdrawals as we have in the past. As such, I have made the decision to halt operations and return all funds.
Over the next days we will be working with all clients to ensure that everyone receives their funds. Please be patient as we process your request.
google tradutor:
Lamento anunciar que devido a circunstâncias fora do nosso controle BitFloor devem cessar todas as operações comerciais por tempo indeterminado. Infelizmente, a nossa conta bancária nos EUA está prevista para ser encerrada e já não podemos oferecer o mesmo nível de USD depósitos e levantamentos que temos no passado. Como tal, eu tomei a decisão de suspender as operações e devolver todos os fundos.
Nos próximos dias estaremos trabalhando com todos os clientes para garantir que todos recebam os seus fundos. Por favor, seja paciente como nós processamos o seu pedido.
fonte: https://bitfloor.com/
Alguns críticos do Bitcoin alegam que essa moeda só serve a “nerds maconheiros”.
Pois bem. Deem uma lida nessa compilação de citações do principal “nerd maconheiro” que usa Bitcoins, o criador e responsável pelo site Silk Road, Dread Pirate Roberts: http://www.forbes.com/sites/andygreenberg/2013/04/29/collected-quotations-of-the-dread-pirate-roberts-founder-of-the-drug-site-silk-road-and-radical-libertarian/5/
Será que alguém, após ler essas citações, pode duvidar do background austro-libertário do DPR?
E importante: criptocurrencies (Bitcoin) e darknets (Tor) são duas peças fundamentais para a existência do SR. Sem essas tecnologias, o SR não existiria.
Será que os libertários que continuam céticos finalmente perceberão o potencial dessa tecnologia?
Bitcoin vs Gold & Silver
bitcoinity.org/markets
O Bitcoin sofreu uma brusca valorização nessas ultimas semanas..
Parece que é uma bolha de especulação, veremos se os preços se sustentam
Peter Schiff sobre o bitcoin:
Se um dia aparecer uma outra ‘moeda’ estilo bitcoin, mas que apresente caracteristicas melhores (maior segurança e/ou qualquer outra característica) as pessoas irão migrar do bitcoin e muita gente perderá dinheiro nesse processo. – Não necessariamente. Podem se tornar moedas concorrentes,como o são,mesmo que não admitam, todas as moedas nacionais em uso hoje.
Existe bolha no Bitcoin e no Litecoin? Estas moedas valorizaram incrivelmente de ontem para hoje. BTC bateu os R$3mil praticamente, e o LTC bateu os R$120.
Alguém já usou o mercadobitcoin.com.br? Se funcionar, parece ser uma maneira fácil de se comprar bitcoins para quem mora aqui no Brasil. Agora, como digital wallet, eu não sei se confiaria num serviço aqui no país, me sentiria mais seguro num serviço que estivesse hospedado num país mais confiável. Aliás, alguém tem alguma recomendação de serviço de digital wallet?
http://www.forbes.com/sites/andygreenberg/2014/02/25/bitcoins-price-plummets-as-mt-gox-goes-dark-with-massive-hack-rumored/
Aos amantes da Bitcoin….
Ouro é ouro, e sempre será… fica a dica
Se vai dar certo ou não, não sei, mas é uma inovação bastante interessante:
exame.abril.com.br/economia/noticias/vem-ai-a-hayek-a-nova-moeda-virtual-com-lastro-em-ouro
Volatilidade acumulada em 30 dias do Real supera a volatilidade do Bitcoin: i.imgur.com/Tw6AlHh.png
Lembrando sempre que a moeda Bitcoin é bastante pequena, o que implica em maior volatilidade.
O que acontecerá com o mercado acionário neste possível colapso ?
Bitcoin é uma moeda virtual criada em 2009 por Satoshi Nakamoto, seja lá quem este maluco (ou malucos) realmente eram, porque o nome era um pseudônimo e o "indivíduo" desapareceu desde então — o que já não inspira muita confiança na moeda e levanta suspeitas até mesmo entre os entusiastas da parada, como podemos ver aqui.Ninguém sabe quem é o cara, quanto ele lucrou na brincadeira de "inventar" a moeda, ou qual exatamente era o objetivo dele nesse negócio.
Como as bitcoins (não) funcionam?
É o seguinte. Primeiro, você baixa o software oficial da parada e a roda no seu computador. Dependendo da potência do mesmo (aparentemente, é preciso uma super-máquina cujo custo será infinitamente superior ao dinheiro que você jamais lucrará no processo), você vai ganhar algumas frações de bitcoins após rodar o aplicativo por algumas horas, gastando energia elétrica a rodo. O app usa umas matemáticas criptográficas bizarras pra gerar o "dinheiro", por isso é necessário usar placas de vídeo parrudas.
Depois que você ganhou seu rico dinheirinho virtual, basta procurar algum serviço que o aceite.
Como você pode ver com facilidade, é extremamente difícil e oneroso produzir bitcoins, mas explicarei isso em melhores detalhes mais tarde.
Primeiro, atente ao fato de que no momento desta escrita (janeiro de 2013), um bitcoin vale 13 dólares. Não faz tanto tempo assim que essa porra valia 30 dólares; você pode acompanhar as flutuações da moeda no Mt.Gox, um pregão virtual cujo nome é derivado de Magic The Gathering Online Exchange. Yep, a função original dessa parada era servir como uma bolsa de valores de cartas de Magic – mais um detalhe que não inspira lá grande credibilidade.
Pera, um ex-site de Magic é a "Bolsa de Valores" dessa parada? Isso não me parece muito seguro.
Nem me diga. Em junho de 2011 o tal Mt.Gox (que lida com 90% das negociações em bitcoin no mundo inteiro, a propósito) foi hackeado, o que levou as bitcoins ao incrível preço de um centavo (o que é um centavo a mais do que elas realmente valem, deixando seus donos ainda no lucro).
img.hbdia.com/2013/01/mtgox-hack.jpg
Não foi a única vez que um mercado virtual da moeda foi hackeado e causou prejuízos aos usuários da moeda — ou pelo menos, foi a única vez em que ele foi hackeado de verdade. Em agosto de 2011, o MyBitcoin foi supostamente hackeado, e fechado em seguida. Nessa brincadeira, os usuários do serviço perderam quase um milhão de dólares ao todo, que era metade do dinheiro no serviço.
E tudo ficou por isso mesmo. A história nunca foi averiguada e, mais importante que isso, o dinheiro nunca foi devolvido. Nego se fodeu e pronto.
A propósito, Bruce Wagner (a personalidade internética responsável por promover o tal MyBitcoin) é um notório salafrário financeiro e a suspeita é que ele lucrou, direta ou indiretamente, com a suposta invasão.
A propósito, olha o número de vezes que "bancos virtuais" de bitcoins foram "hackeados", quanto dinheiro os usuários perderam nisso, e mais surpreendentemente, quantas vezes o negócio ficou por isso mesmo (dica: todas).
A descentralização que os libertarianos tanto defendem como a maior vantagem do sistema de bitcoins — e você notará que apoiadores da moeda geralmente o fazem mais por inclinações políticas do que por real conhecimento de como investimentos, o mercado financeiro ou até mesmo matemática básica funcionam — é uma forte desvantagem também, porque quando rola uma merda dessa, fica tudo por isso mesmo.
Permita-me lembrar que um relatório do European Central Bank diz que o sistema bitcoin compartilha muitas semelhanças com esquemas de pirâmide.
Mas Izzy, um broder meu que manja dessas coisas e é super politizado falou que a vantagem do bitcoin é que, ao contrário de moedas fiat, ele não desvaloriza e não inflaciona, o valor dele só sobe!
Ele está errado — talvez por ignorância, talvez por malícia, mas está definitivamente errado.
Você mencionou que é difícil mineirar bitcoins. Explique isso melhor.
Com todo prazer! Por anos, boa parte do humor inerente à cultura bitcoin vem justamente da dificuldade de produzir a moeda, e da total ignorância de seus defensores em relação a isso.
É o seguinte: à primeira vista, tudo que você precisa fazer é rodar um programa no seu computador, e você ganha dinheiro. Parece um negócio da China, né?
Só que não é. Se liga: um computador "normal" — ou seja, digamos, o seu PC aí — é capaz de minerar aproximadamente (depois que você desconta o valor da eletricidade que você usou para rodar a parada) US$1.68 por dia. Ou seja, uma fração de um bitcoin.
Quando digo "por dia", atente que isso significa após um período inteiro de 24 horas. Ou seja, essa atividade te renderá um pouco mais de 600 dólares por ano.
Incrivelmente, alguns usuários da moeda parecem não perceber que estão ganhando menos do que uma criança de rua que faz malabarismos no sinal.
img.hbdia.com/2013/01/mendigos.jpg
Chegamos na parte em que eu mencionei que usuários de bitcoin não entendem como matemática funciona. Perceba que o rapaz acima pensa que está impressionando alguém por ter ganho "30 centavos por nada".
E perceba também que o tom dele é "seu otário, fique aí me zoando porque eu acabo de fazer 30 centavos após apenas 12 horas destruindo o cooler da minha placa de vídeo"; creio que nem uma criança de 8 anos acharia isso uma atividade que valha a pena.
Em seguida ele diz que isso é "100% scalable", o que quer dizer essencialmente "basta eu pegar mais computadores e aí rolarei na grana!". Vamos ignorar o fato de que há obviamente um limite de quantos computadores ele pode enfiar na casa dele antes que o calor provocado pelas placas de vídeo trabalhando no talo dia e noite façam o maluco ter um piripaque (porque isso realmente aconteceu com um entusiasta de bitcoins).
Se você acha que isso é exagero, é porque nunca trabalhou com TI e nunca entrou numa sala de servidores.
Então, de volta ao 100% scalable. Digamos que este maluco compre o computador mais vagabundo possível (que custe uns US$400) pra empregar na tarefa de mineirar bitcoins. Ele demorará quase dois anos, rodando a nova máquina 24 horas por dia, pra que ela se pague. Só aí ele começará a "lucrar" com a operação — agora fazendo invejáveis US$1.20 por dia. Um pouco mais de R$70 por mês.
Por motivos incompreensíveis, esse indivíduo acha cabível vangloriar-se disso. Muitos desses malucos, por morar com os pais e não pagar a conta elétrica em casa, raciocinam que estão lucrando mais — ainda mais deprimente.
Pra você ter uma noção, este site entusiasta de bitcoin fez um mega relatório sobre em qual estado americano seria mais proveitoso mineirar bitcoins, usando variáveis como o valor do kilowatt e a placa de vídeo utilizada. E a conclusão anticlimática diz nas entrelinhas que a parada não vale a pena.
Mas tem gente que realmente acredita que o negócio é "100% scalable" e monta essas monstruosidades:
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Tem gente que vai ao extremo, como este usuário do Reddit que gastou US$10.000 e acabou com 300 bitcoins quando decidiu que estava desperdiçando sua vida atrás do sonho do "dinheiro grátis" — ou seja, ele perdeu quase 70% do investimento em três meses que "consumiram sua vida".
A real comédia vem agora. Sabe o tal calor produzido pelas placas de vídeo durante essa putaria?
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TEM MALUCO TENTANDO USAR ESSE CALOR GERADO POR UMA PRACA DE VÍDEO PRA FAZER COMIDA. Que sebosidade absurda.
E ele não é o único. Olha que indescritível nojeira (foi nos comentários desse vídeo, aliás, que encontrei o magnata dos 60 centavos por dia):
Notou que ele fez apenas 3.44 bitcoins após DOIS DIAS INTEIROS? Ou seja, o "lucro" dele não chega nem a 45 dólares. E isso é ANTES de você descontar o valor do kilowatt/hora que ele gastou nessa brincadeira, ou ao fato de que ele está pouco a pouco destruindo quatro VGAs por mixaria.
O lucro do cara, mesmo após dedicar tanto hardware pra essa atividade, é ridículo. Alguém que trabalhe no McDonalds por esses mesmos dois dias (ou, na realidade, 8 horas por dia, durante dois dias, ou seja: menos tempo) ganharia MAIS que isso — sem precisar investir em 4 placas de vídeo.
Repare também que a casa do cidadão soa como a sala de máquinas de um transatlântico onde instalaram um palco de show de metal onde os músicos tocam usando britadeiras… em troco de migalhas.
Diga-se de passagem, esta aparente tentativa de perverter as leis da termodinâmica é uma das maiores piadas do submundo bitcoinzístico. A única real utilidade pro serviço resume-se, literalmente, num brinquedinho culinário para crianças.
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Mas Sr. Izzy A. Nobre, se isso é uma merda, qual a real utilidade das bitcoins?
Aí que tá. Ninguém usa bitcoin com boas intenções; o único valor da moeda é a (quase) anonimidade do usuário, o que a rendeu o título de moeda mais utilizada na tal deep web pra comprar itens ilícitos. De fato é um oceano de credibilidade essa porra, hein?
Como nenhum estabelecimento legítimo usa essa merda (tenta aí pagar seu aluguel ou a conta de eletricidade do mês com as bitcoins e me conta o resultado!), os tais 13 dólares por bitcoin que ela vale hoje é um valor "virtual". Uma bitcoin vale 13 dólares na minúscula comunidade de entusiastas dela; no mundo real, ela não vale nada. Assim com um Jace The Mind Sculptor chegou a valer 100 dólares há alguns anos, mas pessoas não-nerd vêem a carta como um pedaço de papel sem valor algum.
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Tem muito mais gente comprando e vendendo cartas de Yu Gi Oh, por exemplo; o valor delas é, galhofisticamente, muito mais legítimo do que essas moedas virtuais aí.
BITCOINS VALEM MENOS E TEM MENOR BASE INSTALADA DE USUÁRIOS QUE CARTAS DE YU GI OH. E no entanto tem gente gastando centenas ou até milhares de dólares comprando hardware pra mineira-las!
Ah, e ela serve como fantasia idealista pra maluco ignorante que se acha politizado.
Em resumo: bitcoins e seus entusiastas residem na mágica intersecção de
pessoas que não entendem o mercado financeiro,
pessoas que não entendem investimentos, e
pessoas que não entendem matemática.
Ou seja, só podia existir na internet mesmo.
Do ponto de vista político/idealístico, as bitcoins parecem realmente a solução financeira perfeita (lembrando que no papel, socialismo parece perfeito também…). É por isso que muita gente (até inteligente) se apega tanto a elas. Acontece que, como tudo que parece bom demais pra ser verdade…
hbdia.com/dossie-hbd/dossie-hbd-bitcoins-a-moeda-do-futuro-no-presente-e-so-uma-piada-mesmo/#comment-59248